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Universidade Federal de Goiás - FAV

Arquitetura e Urbanismo
Disciplina: Historia da Arte e da Estética 1
Professor(a): Dra. Márcia Mertran de Mello
Aluno(a): Beatriz Rezende Gonçalves

Texto 1: Reflexões sobre a Revolução Grega (pgs 103 à 128)
Livro: GOMBRICH, E.H. Arte e ilusão: um estudo da psicologia da representação
pictórica. São Paulo:MartinsFontes,1986.
Para Platão o que artista é capaz de igualar são apenas aparecia, seu mundo é
o mundo das ilusoes, o mundo dos espelhor que enganam os olhos. Mas o
artista como imitador desse mundo deve ser banido do estado. Até então, a
mimese era uma invenção recente, mas este meso admitira que poucos
espetaculos da história da arte superam o despertar da escultura e pintura
grega, epoca em que o platão era jovem.
Ao fim das guerras persicas a simetria da arte tensa é finalmente quebrada, de
forma que a vida é penetrada no marmore. as figuras femininas de grande
refinamento confirmam essa observação e finalmente a história da pintura
grega nos revela a descoberta dos escorço e a conquista do espaço no século V
e da luz no século IV.
É verdade que ao criar tais sequências os arqueólogos clássicos nem sempre
escaparam ao perigo de mover-se em círculos; ao que é mais rígido
denominam-se primitivo e ao que parece natural assemelhando-se à vida, é
recente.
É uma revolução que ilustra nitidamente nossas fórmulas de esquina e
correção de fazer antes de comparar. Para Emanuel Loewy arte é parte do
esquema, da figura frontal, simétrica, concebida sobre único aspectos; e a
conquista do naturalismo pode ser descrita como a acumulação gradual de
correções devidas a observação da realidade.
Para os gregos o período arcaico representa aurora da história, e os
especialistas em antiguidade clássica ainda não se libertaram inteiramente
dessa noção, foi preciso que ampliássemos os nossos horizontes históricos
para que nós déssemos conta que o que tem sido com perfeita justiça
chamada de um 'milagre grego' somente a representa singularidade da arte
grega.
Sabemos também de contextos da nossa cultura onde certo grau de
representação é admitido no simbolismo sem que seja prejudicada a clareza

Os observadores do século XIX cometeram com frequência um erro descrevendo os relevos e pinturas dos túmulos egípcios como cenas da vida diária dos egípcios. a verdadeira tonalidade da carne da pessoa retratada não importava da mesma forma como o rio é para o cartógrafo. A função precisa de tais imagens em volta da tumba dos poderosos é ainda objeto de espetaculação. Estamos acostumados a ver todas as imagens como se fosse fotografias o ilustrações e a interpretar alas como reflexo de uma realidade atual ou imaginária. Recentemente no seu livro "Arrest and moviment" a senhora Frankfort-Groenewegen mostrou que essa leitura habitual é fruto de nossa formação grega. Elas tem que ser lidas: a colheita implica necessariamente em lavrar. O egípcio adestra os olhos para distinguir os perfis. Nesse caso. Frankfort quem revelou claramente o caráter pictográfico da chamadas 'cenas da vida diária' das paredes dos túmulos. das imagens egípcias muitas vezes escrito não teria tanto a ver com a função dessas imagens com uma hipotética mentalidade do egípcio. Às vezes parece paradoxal que os egípcios se mostrassem observadores estão agudos de animais e de raças estrangeiras. A arte esgipcia estava lá a muito adaptada a função de retratar de apresentar informações visual e memórias de campanhas e de cerimônias. Por exemplo. de modo que o tempo se detém na simultâniedade de um imutável agora. com a representação do ciclos do ano morto pode o contemplar para sempre. Os mapas são um exemplo disso. e se satisfaziam com os esteriotipos convencionais da figura humana. mas talvez o próprio caráter da arte egipcia com sua ênfase na clareza e na legitimidade ajude a ver a interação de forma e função. O caráter conceitual. porem os tons reais no cenário pouco interessa. semear e colher. o cartógrafo costuma fazer água azul e a vegetação verde. Sempre que a diversidade das peças interessa o esquema é modificado para admitir a distinção.conceitual exigida pela suas funções. diagramático. o cuidado com gado obriga a vadiar rios. A ordem da sequência das cenas é puramente conceitual e não narrativa nem caráter da dramático. O pintor egípcio distingue por exemplo entre o marrom escuro para os corpos de homens e um amarelo pailido para os corpos de mulheres. Jamais a crença na mágica extingiu a sanidade do homem e o artista egípcio seguramente sabia que nesse mundo ele não é um 'fazedor' mas que essa aspiração estava mais à flor da pele do que em outras culturas não resta dúvida. Onde o propósito do mapa exige uma distinção entre campos e florestas ele introduz uma articulação de seus verdes e reserva a tonalidade mais escura para as florestas. uma arte . a escrita não liga acontecimentos nem explica o seu desenvolvimento.

e esse só poderia ser articulado um processo gradual de aprendizagem. mas para os . Ninguém duvida que os arqueólogos tem razão quando vem o ponto de partida na arte do Oriente antigo. essas especulações podem pelo menos contribuir para a reformulação do problema. mas não teriam os artistas gregos modificado e adaptado esquema precisamente para que pudessem servir a uma intensão diferente? Não há documentação antiga que prove que os gregos tinham começado a propor questões assim.impressionista nunca podera ter servido a esse ponto de vista. É óbvio que tal distinção não é muito precisa não pode haver relato de eventos que não inclua a descrição. dentro das convenções da arte egípcia as diferenças de escala correspondem a diferenças de importância. com a questão da causa da revolução grega. Em toda a história da arte ocidental vemos essa constante interação entre intenção narrativa e realismo pictórico. Pois na Índia antiga o desenvolvimento da poesia não teve as mesmas consequências. mas textos mais recentes ilustram o fato de que a arte egípcia provocou muito mal entendido. Essa liberdade permitiria ao artista tratar de qualquer assunto mitologico pois ele poderia expresssa-lo sem 'acrescentar' algo a historia. O poeta é testemunha ocular. A arte egípcia não conheceu praticamente ilustração narrativa.C um vaso Busiris foi mal interpretado: estamos acostumados com a crônica pictórica que mostra figura de um faraó enfrentando uma praça forte inimiga cujos defensores imploram clemência. Se lhe perguntarem como pode saber tão exatamente o que aconteceu ele envocara autoridade. Mas onde somos confrontados com as origens de toda essa tradição. no sentido moderno da expressão. Nenhum delas parecia ser uma livre vocação de acontecimentos mitológicos tais como nós conhecemos da arte grega e das artes que são posteriores a narrativa grega. O artista grego como todo artista precisava de um vocabulário. mesmo que não exista nesse lugar uma herança egípcia da fabricação de imagens como na Grécia. Uma obra do século VI a. É dificil demais argumentar que separar o nosso conhecimento científico do mito separar a realidade da mera aparência sem a sobreposição de uma faixa crepuscular que não é uma nem outra. não há ciclos mitológicos narrando as proezas de Deuses e heróis há somente alguns ideogramas que decerto simbolizavam para eles a verdade. Um exemplo é que os gregos do período arcaico inclinavam se a ler os pictogramas do Egito como se fosse representações de uma realidade imaginada. Se preocupam não só com 'o que' mas também com o 'como' dos acontecimentos mitológicos. Não afirma-se que a existência da poesia homérica baste para explicar o advento da arte grega.

Talvez a inevitável tribalização da imagem que era consequência da generalização da imagem e do prazer de fazer tivesse tornado a arte vulnerável. É um fato único nos anais da humanidade. Dizer que os gregos inventaram arte pode parecer paradoxal mas esse ponto de vista é o simples e sóbrio reconhecimento de um fato. sentimos até a presença de traços que não vemos. Uma vez que esse esforço de simpatia imaginativa é compreendido.Um levantamento cuidadoso revelaria que o vocabulário grego não era muito mais rico que o egípcio. nem nós podemos. O colapso dos . A um número restrito de fórmulas para representação de figuras de pé. imagem que pareceria sem sentido a qualquer artista pre-grego. O advento das novas religiões impugnava essa função. Espera-se que saibamos que o braço deve estar lá mas que o artista não pode ver onde estava. Esse é um trabalho não só de observação mas também de experimentação incessante. o curso da arte está traçado uma novos continentes da expressão humana. A conquista das aparências suficientemente convincente para permitir a construção imaginativa de acontecimentos históricos ou mitológicos era o fim da arte clássica em qualquer sentido que se tome a palavra. O que mais difere arte grega da egípcia é seu aspecto na pintura. Sabemos que essa questão da imagem completa também teve seu papel no contexto da arte egípcia.gregos que viam pinturas como evocações um acontecimento possível o tipo pode ter sugerido a história de um gigante entre pigmeus. A arte clássica também passou por uma evolução um processo de depuração depois do seu período heroico. Não há motivos para pensar que os artistas gregos ofereceram um inventário visual mais completo ou mais acurado do que as do Egito. Para os gregos as figuras sugerem o que não mostram. A revolução grega merece a fama que tem. correndo. lutando ou caindo que os artistas gregos repetiram com variações relativamente ligeiras por um longo período de tempo. de tal modo que ele consegue mostrar uma dançarina girar. a mutilação de caracteres afim de que não fizesse mal aos mortos A força da gravidade que os inventores gregos tiveram de superar foi atração psicológica para imagem conceitual que dominaram a representação duraste toda a história até então. A representação era refinada a um grau surpreendente. O que faz tal revolução singular é o esforço dirigido a modificação contínua e sistemática. Isso tem que ser reconhecido mesmo por aqueles que tomam o partido de Platão no seu gosto pelo que arcaico e ritualista. Mesmo na representação do movimento e do planejamento o repertório da escultura e da pintura grega revelou-se extremamente limitado. A natureza não pode ser imitada ou transcrita sem primeiro desmontada e montada de novo.

os mitos são os depositários de símbolos tradicionais no funcionamento do self cultural cujo principal produto é a formação e a manutenção da identidade de um povo. do inconsciente para o consciente. Esses simbolos são as crenças. os mitos tem lugar de destaque. as obras de arte. não esforço dirigido por um bando de pioneiros. as festas. que formam a identidade cultural. os mitos. todas as atividades. Dentre estes simbolos. O que aconteceu aqui parece mais um outro processo de seleção natural. vol. relatando-lhes as experiencias pelas quais passaram. o conhecimento cientifico. Assim o conhecimento da cultura grego romana muito pode nos ajudar tanto pela imitação quanto pela diferenciação. enfim. as leis. Os Mitos fazem o mesmo num sentido muito amplo. além de gerarem padrões de comportamento humano permanecem através da história como marcos referenciais através dos quais a consciencia pode voltar ás suas raizes para se revigorar.padrões clássicos foi preparado por uma falta de convicção. Mitologia grega. Jung todos os símbolos existentes numa cultura e atuantes nas suas instituições são marcos do grande caminho da humanidade das trevas para a luz. Por isso.1. A arte então já não espera ser admirada interpretada. Texto 2: Prefácio/Introdução/Mitologia grega: preliminares (pgs 9 a 35) Livro: BRANDÃO. Os Arquétipos alimentam os mitos. mas uma espécie de sobrevivência do mais apto a adaptação de fórmulas à novas exigências. os esportes. 21 ed. O pais ensinam os filhos como é a vida. A diferenciação nos estimula a buscar nossa maneira especial e única de viver com os nossos próprios . Procura deslumbra-lo para submete-lo. 2009. Junito de Souza. pois delineiam padrões para a caminhada exitencial atraves da dimensão imaginária. Petrópolis: Para C. A grande utilidade dos mitos está na delineação do mapa do tesouro cultural através do qual a consciência coletiva pode voltar para realimentar-se e continuar se expandindo. E não pode ser interpretado como uma outra revolução em fator de novos ideais. os custumes. A interação do consciente com o inconsciente coletivo através dos símbolos forma um relacionamento dinâmico extraordinariamente criativo cujo todo podemos denominar self cultural. Editora Vozes. G. A imitação nos permite buscar nossos símbolos empregar-lhes como pontes entre nossa consciência e nossas raízes da mesma forma que os gregos o faziam.

A mitologia grega chega até nós através da poesia da arte figurativa. coincide com uma crítica cada vez mais corrosiva da mitologia clássica. Os mitos gregos não só se conhecem através da forma escrita e das imóveis composições da arte figurada. para representar o que. da literatura erudita. Os três fatores que quase que acabaram por derrubar o mito foram o racionalismo. estava muito além do domínio da arte. que não tenha recorrido constantemente a ele. Parecia morta a mitologia. esse inesgotável repositório de símbolos que realizam a interação do consciente com inconsciente coletivo.símbolos. O primeiro buscar dar significância aos mitos gregos e o segundo nada mais é do que a tentativa de explicar o processo de apoteose de homens ilustres como deuses. É que percebemos com mais clareza o peso do mito. A mitologia em todo somente sobreviveu porque as massas que não aceitaram inicialmente o cristianismo continuou com a religião pagã. logo a mitologia não morreu. O logos e o mito está presente em todas as atividades do espírito. A herança clássica converteu-se em tesouro cultural. os deuses agora não estavam apenas desmotivados mas também desacreditados. Linhas concêntricas e nozes representavam céu. Não se pode estudar com profundidade a literatura greco-latina e seu universo sem sério embasamento mítico. O mito é como que uma metalinguagem já que é uma segunda língua na qual se fala da primeira. No princípio o estudo do mito nos interessou como um auxiliar poderoso e indispensável para uma melhor compreensão das línguas grego e latina. da razão. as horizontais e ondulações a . não existe domínio algum do helenístico. pois o mito nesse caso se apresenta como um sistema que tentar de maneira mais ou menos coerente explicar o mundo e o homem. Texto 3 “Características gerais da iconografia medieval do século XIII” Alguns estudiosos acreditam que os símbolos capacitavam o artista medieval para expressar o invisível. um documento de cunho profano. Foi a atitude do pensamento racional que tentou desmentir ou desacreditar um mito em nome da logos. de alguma forma. tanta plástica como a literatura. E para se adequar a essa necessidade o cristianismo absorveu símbolos pagões. eis que existe o alegorismo e evenerismo. a politização e o cristianismo.

Um lugar a direita era de grande importância. O resultado é uma profunda perfeita harmonia. A simetria era considerada como expressão de uma misteriosa harmonia interna. com sua ajuda ele poderia suplementar a inadequação de sua técnica. Esquemas dessa ordem pressupõe uma certa crença na virtude dos números. Nenhum artista seria suficientemente audaz para tentar modificar o arranjo das grandes cenas do Evangelho.água. Apesar disso a fidelidade ao passado impede o século XIII de abandonar as antigas convenções e se desviar um pouco que fosse da tradição. Texto 3 "A Catedral Gótica" O gótico era basicamente um estilo urbano já que o próprio fato de edificar uma catedral pressupõe um extenso desenvolvimento das cidades no século XI e XII. pois dessa forma acreditava atingir a grandeza peculiar as obras que haviam recebido a contribuição de séculos sucessivos. um cálculo e um código simbólico. Outra característica da arte medieval reside no fato de que ela é um código simbólico. simetria em números são de extraordinária importância. Uma torre atravessada por um portal é uma cidade. O gênio medieval por tanto tempo incompreendido. Posição. agrupamento. o lugar mais alto era considerado mais um honroso. . Certos detalhes de roupa eram também imutáveis: a Virgem deveria trazer um céu símbolo da virgindade. era um gênio harmonioso. Na arte medieval o valor reside apenas no talento consciente. Seguindo um modelo consagrado era possível mesmo a um artista modesto produzir um trabalho que causasse um forte apelo emocional. Outra característica da iconografia é a obediência às regras de uma espécie de matemática sacra. Nesse momento a arte era sobretudo uma doutrina. São Pedro devia ter cabelos ondulados uma pequena e densa barba e uma tonsura. Num período anterior esses signos de convenções estiveram realmente a serviço do artista. São Paulo devia ter cabelos lisos e uma longa barba. O crescimento das cidades refletia importância etapas do processo econômico europeu. Uma árvore um tronco com dois ou três galhos indica que as cenas se passam na terra. a personalidade da artista não deve aparecer. os medievais nunca duvidaram que os números eram dotados de um poder oculto. A arte do século XIII se obrigava a preservar piedosamente os rudimentos do seu antigo simbolismo. O artista não era obrigado a estar familiarizado com a multidão de detalhes precisos.

a dissolução de tudo quanto é rígido em um repouso. exprime um processo não um resultado. Tanto interno como externamente a Catedral servia como espécie de teatro sagrado. porém. Resumindo a comunhão da alma com Deus. Então ele lhe deu explicações sobre o Renascimento. Sofia viu Hermes no jardim de sua casa e foi até ele que a conduziu para um casarão onde encontrou um cartão destinado a Hilde com a data antecipada. tais como a de que a forma material da estrutura do templo simbolizava a igreja espiritual. Tinham a sua disposição o significado de medidas e da luz. Por Renascimento entende-se um período de apogeu cultural que iniciou no final do século XIV. Texto 4 O Renascimento (pgs 206 a 234) Livro: GAARDER. Jostein. Lá. achou uma corrente de ouro com uma cruz. além de ser um monumento estritamente arquitetônico de seu tempo.É difícil calcular até que ponto o simbolismo entrava diretamente na forma da catedral gótica. As catedrais se prestavam uma grande diversidade de alusões. O mundo de Sofia: romance da história da filosofia. Ao acordar. era também um enciclopédia escrito em pedra. aumenta impressão de movimento incessante sem fim. Domingo. Os arquitetos consultavam bispos. Cia da Letras. Uma igreja gótica parece estar em processo de desenvolvimento como se fosse erguer perante nossos olhos. . as iniciais de Hilde. Uma catedral gótica solicita todo nosso potencial emotivo e intelectual. teólogos e sacerdotes sobre o sentido teológico da cultura. A inconclusão das formas que é característica de todos os estilos dinâmicos. A catedral gótica estava reconhecida autênticamente com uma casa de Deus. Ele começou no Norte da Itália e depois se expandiu rapidamente rumo ao norte ao longo dos séculos XV e XVI. diferentemente de um templo grego em seu interior não se achava divindade em forma tangível. No outro dia. para isso o arquiteto atraído sempre pelo desconhecido aspira um contraste vivo entre um interior todo espírito e um exterior todo intelecto. encontrou também Alberto. A Catedral. Perante o qual qualquer equilíbrio estacionário é simplesmente provisório. 1995. A noite Sofia teve um sonho com Hilde. O significado essencial de cada coisa esconde-se sobre aparência exterior.Ao edifício não pode ser abrangido um todo. Através da Catedral homem vislumbrava o infinito e o invisível. A catedral era o símbolo ambivalente do Cristo. nenhum dos ângulos apresenta um aspecto completo que anuncie a estrutura como um todo. São Paulo. No seu verso estavam grafadas três letras: HMK. A resolução de toda a massa número de força.

C. como já eram feito na antiguidade. Copérnico surgiu com uma idéia que a Terra girava em torno do Sol. Baseado nas pesquisas de Galileu e Kepler. Isaac Newton (1942 – 1727 d. Surgem alguns nomes célebres como Galileu Galilei.) cria a descrição definitivas do sistema solar e dos movimentos dos planetas. portanto há o renascimento dos conhecimentos da antiguidade e há também o renascimento do homem. Em 1953. é criado o conceito de visão heliocêntrica do mundo. Mais ou menos na mesma época. mas sua descoberta mais importante foi a lei da inércia em que afirma “todo corpo permanece em estado de repouso absoluto ou de movimento uniforme em linha reta enquanto não é obrigado a alterar este estado pela ação de forças que atuam fora”. libertando-se do espírito opressor da igreja (vigente na idade média). mas enfatizando a importância de se expressar numa linguagem precisa como a matemática. que a trajetória que a Terra faz e torno do Sol é elíptica e prova isso com exaustivas observações. Galileu Galiei conseguiu observar com mais detalhes corpos celestes como as crateras da Lua e as quatro luas em volta do planeta Júpiter. Copérnico. Com essas afirmações. indo de encontro com o que se acreditava até então.A palavra Renascimento foi usada para referenciar quando o homem começa a reviver os conhecimentos adquiridos na antiguidade. Essa época foi marcada pelo surgimento de diversos conceitos voltados para o homem e seu comportamento como o individualismo. ele afirma que essas mesmas leis físicas valem para todo o universo. Kepler avança em seus estudos e comprova que os planetas se movimentam tanto mais rapidamente quanto maior é sua proximidade do sol e mais lentamente quando sua menor é sua distância do mesmo. onde os estudiosos iniciariam com suas próprias experiências usando seus sentidos. Johannes Kepler. Francis Bacon. Então. Agora seria reutilizado o método empírico de pesquisa. porém. Newton também explica precisamente o por que desses movimentos e formula a conhecida lei da atração universal (“todo objeto atrai outro objeto com uma força que cresce proporcionalmente ao aumento do tamanho dos objetos e . Por fim. Kepler afirma. Isaac Newton e muitos outros. Mas Copérnico não tinha nenhuma prova substancial para validar sua afirmação. no início do século XVII. Johannes Kepler apresentou resultados que comprovavam as suspeitas de Copérnico. a dignidade do homem e o homem renascentista (com diversas quebras de paradigmas de comportamento e pudor). onde o Sol passa a ser o centro de tudo. Também teve o surgimento de novos métodos científicos onde não mais havia a limitação de se basear apenas em documentos antigos de outros estudiosos (pratica comum na idade média). Ele também afirmava que a trajetória que a Terra fazia em torno do Sol era circular.

desviados da verdade principal. Assim a ideia de uma renascença foi responsável pela ideia de que o período interposto era uma idade média.diminui proporcionalmente ao aumento da distancia que separa os objetos”) formando a base da física que conhecemos. E. 1998. criando uma nova visão de Deus. em que as formas da arquitetura clássica fossem livremente usadas para criar novos modos de harmonia e beleza. segundo eles. Para os renascentistas o período entre a idade clássica e a Nova Era de renascença era meramente o melancólico período das trevas. mas nenhum artista era capaz de cobrir o imenso espaço entre os pilares em que zimbório deveria estar. Ele usou elementos clássicos. Foi ele quem proporcionou aos artistas os meios matematicos para solução do problema. mas nunca foi sua intenção copiar. H. A História da Arte. São Paulo: Martins Fontes. Brunelleschi nao foi apenas o iniciador da arquitetura da Renascença. Significou retomada de princípios greco-romanos. a ele se deve outra momentosa descoberta: a da perspectiva. Surgem também às primeiras traduções da bíblia sagrada para as linguagens corriqueira da época (a bíblia até então só existia em Latim) e Lutero faz a primeira tradução da bíblia para o alemão. No renascimento também encontramos rupturas nos comportamentos religiosos. . Indulgências e a figura da igreja não era necessariamente o único meio do homem se achegar a Deus. Fellipo Brunelleschi estava empregado na construção da Catedral de Florença. abate que Bruneslleschi inventou um método para realizar isso. e que o período gótico presenciou a grande arrancada desse ressurgimento. sua intenção era a criação de um novo processo de criação. Os renascentistas italianos desejavam que sua catedral fosse coroada com imponentes zimbório. A palavra renascença significa nascer novamente ou ressurgir. Texto 5 A conquista da realidade (pgs 167 a 182) Livro: GOMBRICH. Não havia necessidade de atalhos para o perdão e conversa com Deus como era pregado e exigido. Quando as pessoas desse período querem um elogiar um poeta ou um artista diziam que sua obra era tão boa quanto a dos antigos gregos e romanos. Estudiosos como Matinho Lutero e Erasmo de Roterdã reformaram conceitos que estavam. O maior escultor do circulo de Brunelleschi foi o mestre florentino Donatello. era uma catedral gótica e ele tinha dominado inteiramente as invenções técnicas que faziam parte da tradição gótica. E sabemos que o surgimento da arte após o choque agitação da idade das trevas deu-se gradualmente.

Nas obras de Van Eyck temos arvores e paisagens reais. Van Eyck teve que aperfeiçoar a técnica da pintura: ele foi o inventor da pintura à óleo ( antes eram preparadas com ovo). 1998. o rosário na parede. mas preferiu explorar os metodos e leva-los a perfeição. Nunca publicou seus . dissecando mais de trinta cadáveres.Donatello quis substituir o sutil refinamento de sus predecessores por uma nova e sadia observação da natureza. no caminho da cidade e do castelo que se vislubram contra o horizonte. Nada existia na natureza que não despertasse a sua curiosidade. As tintas da época não lher permitia realizar suaves transições de tonalidade. Para ele a função do artista era explorar o mundo visível. O inicio do século XVI foi a época de Leonardo da Vinci e Miguel Ângelo. Para poder representar ainda mais fielmente a realidade. "pouco latim e ainda menos grego". rascunhos de livros que Leonardo leu e para livros que tencionava escrever. de Rafael e de Durer. o artista torna-se a perfeita testemunha ocular. Pra essa representação ele tinha que renunciar aos padrões aprazíveis e às curvas do estilo gótico. os pés absolutamente plantados na terra. era como se pudessemos fazer uma visita aos Arnolfini em sua resiência e no espelho ao fundo vemos toda a ena e tammbém a imagem do pintor e testemunha. A arte de Van Eyck atingiu seu maior triunfo na pintura de retratos no 'Casal Arnolfini': não lhe faltava nada.que rompeu completamente com o passado. Leonardo explorou os segredos do corpo humano. o tapete e os chinelos. demonstram uma completa independencia dos modelos tradicionais. Como tantos gênios surgiram em um curto periodo de tempo é dificil explicar. Leonardo da Vinci (1452-1519) fazia esboços e cadernos de apontamentos.. H. A História da Arte. Talvez fosse a competição. A nova arte da perspectiva aumenta ainda mais a ilusão de realidade. O artista cujas descobertas revolucionárias representaram algo totalmente novo foi Jan van Eyck que não rompeu radicamente com as tradições. São Jorge de Donatello finca-se com firmeza no chão. São Paulo: Martins Fontes. e o mesmo vale para as figuras. Seu rosto nada tem da beleza indefinida e serena dos santos medievais. Texto 6 Realização da harmonia (pgs 217 a 246) Livro: GOMBRICH. temos a ilusão de poder contar os pelos das crinas dos cavalos. E.Os seus contemporâneos encaravam Leonardo como um ser estranho e misterioso. Pela primeira vez na história. escritos e desenhos. As figuras de Donatello são ásperas e angulares em seus movimentos.

Miguel Ângelo empenhou. Era canhoto e resolvera escrever da direita para a esquerda.A cidade de Florença encomendou a ele e a Leonardo que cada um pintasse um episódio da história florentina numa parede da Câmara dos Vereadores. Enquanto que no "Adão" Miguel Ângelo descrevera o momento em que a vida é insuflada no belo . Fez também o Teto da capela Capela Sistina. Judas é o único que não gesticula nem faz perguntas. Michelangelo foi chamado pelo O Papa Júlio II para erigir seu túmulo. Um milagre feito por um gênio Humano. Aquilo a que chamamos expressão repousa principalmente em duas características: os cantos da boca e os cantos dos olhos. A ambição de homens como Leonardo consistia em mostrar que a pintura era uma Arte Liberal nem mais nem menos essencial do que o trabalho de escrita na poesia. de Giotto. As obras nunca foram concluídas. desenhando o corpo humano em qualquer posição e de qualquer ângulo. Existe ordem na divisão dos apostolos. com receio de que suas opiniões fossem consideradas heréticas. Em Cinquetecento isso mudou. É possível que temesse divulgar suas descobertas. As grandes obras dos mestres italianos do Quattrocento formam figuras parecem algo duras. até que a figura humana deixou de ter para ele quaisquer segredos. Mas. parece viva. Miguel Ângelo Buonarroti (1475-1564) dedicou-se ao estudo da obra dos grandes mestres do passado. e os que estão a seu lado recuam horrorizados ao escutarem a revelação.escritos e raros podem ter sabido de sua existência. e Leonardo mostrou que o pintor deve deixar ao espectador algo para adivinhar. ao ser preservada a imagem real. as pessoas tinham olhado para retratos com reverência por pensarem que.se com incrível obstinação de propósito em dominar esse problema. ao contrário de Leonardo. não entregar até que se sentisse satisfeito. Fez suas próprias pesquisas de anatomia humana. Cristo acabou de pronunciar as palavras trágicas. harmonia diante do caos. Leonardo era paciente na observação da natureza. para quem o homem era apenas um dos muitos e fascinantes enigmas da natureza.Costume de começar obras e nao terminar. o artista podia de algum modo preservar a alma da pessoa por ele retratada. "Mona Lisa" retrato de uma dama florentina cujo nome era Lisa. mas dominá-lo a fundo. "Ultima Ceia". porém não era seu escravo.representar a beleza do corpo humano em movimento. simplicidade e forca toque da Mão Divina o centro e o foco do quadro. Partes as que Leonardo deixou deliberadamente indistintas. esforçara-se por visualizar como teria sido a cena quando o Cristo disse: " 'Em verdade vos digo que um dentre vós me trairá". Insuperavel ao retratar o nu e termos biblicos. Imensa análise de Leonardo. quase de madeira. existe uma sombra de tristeza em seu sorriso. com todos os seus músculos e tendões. dissecou cadáveres e desenhou de modelos. esfumassadas suavemente. Criação de Adão deitado no chão e sendo chamado à vida por um simples toque da mão de Deus. pelo que suas notas só podem ser lidas num espelho. Muitos séculos antes.

nunca lhe era consentido completar o sonho de sua juventude: o túmulo de Júlio I I. Rafael foi para Roma.Pois a visão de Rafael da Virgem Maria foi adotada por gerações subsequentes do mesmo modo que a concepção de Miguel Ângelo do Deus Pai. "Madonna del Granduca" serviu a incontáveis gerações como modelo de perfeição. Parece mover-se e. escolheu o momento em que a vida está prestes a esvair-se e o corpo cede às leis da matéria morta. . Ao esculpir queria remover a pedra que as cobriam as imagens. Júlio II mandou-o decorar paredes de várias salas do Vaticano. Rafael Santi (1483-1520) quando chegou a Florença. deparou-se com Leonardo e Miguel Ângelo. permanece em repouso. Era de uma paz e doçura. criando novos padrões artísticos.Depois de alguns anos em Florença. Rafael diferente de Leonardo e Miguel. à semelhança com a obra de Fídias e Praxíteles.corpo de um vigoroso jovem. Parte de graciosa melodia. Criando entao uma composição equilibrada numa série de afrescos nas paredes e tetos dessas salas. as Stanze. Para muitos. no "Escravo Agonizante". Rafael foi visto como o artista que realizou a perfeita e harmoniosa composição de figuras movimentando-se livremente. agora. dava-se bem com as pessoas devido as suas qualidades sociáveis. Estava decidido a aprender. no entanto. ele é simplesmente o pintor de doces Madonas que se tornaram tão conhecidas que por pouco deixaram de ser apreciadas como pinturas. Devido a sua fama e outros trabalhos.