TEP Princípios básicos para o uso do WISC-III Limites apropriados de Idade Idade: 6 anos a 16 anos e 11 meses.

- Quando houver solicitação de diagnóstico de inteligência para crianças entre 6 anos e 7 anos e 3 meses com suspeita de rebaixamento intelectual convém usar o WPPSI-R (Weschsler Preschool and Primary Scale of Intelligence –Revised), cuja exigência é menor. - Por outro lado, a um adolescente de 16 anos cujo funcionamento intelectual for sabidamente superior, convém aplicar o WAIS-III (Escala de Inteligência Wechsler para Adultos), que tem um grau de exigência maior que o WISC-III. Para um adolescente de capacidade média, ou abaixo da média, o WISC-III geralmente é preferível. Procedimentos padronizados - O objetivo do WISC-III é avaliar o desempenho de uma criança sob um conjunto fixo de condições. Para obter resultados que sejam interpretáveis de acordo com as normas nacionais, deve-se seguir cuidadosamente as instruções de aplicação e avaliação, conforme o manual, pois esses procedimentos foram usados para a padronização da escala. - A adesão aos procedimentos padronizados não significa que o teste deva ser aplicado de forma rígida ou artificial. O uso de um tom natural de conversação, o incentivo no interesse pelas tarefas e o reforço no empenho da criança contribuem para uma situação de testagem harmoniosa, agradável e estruturada. Tempo de aplicação - Aplicação total dos 10 subtestes leva, aproximadamente, de 50 a 70 minutos e os 3 subtestes suplementares necessitam de um tempo adicional de 10 a 15 minutos. O tempo pode oscilar para mais ou para menos, dependendo da dinâmica do aplicador e da criança. - Deve ser feito um esforço para que o teste seja aplicado todo em uma sessão. Se isso não for possível por causa da desmotivação ou do cansaço da criança, ou por outras razões, o exame deve ser interrompido ao término da aplicação de um subteste. Outra sessão deve ser marcada, não devendo o intervalo entre as duas sessões ultrapassar uma semana. - Mesmo assim, sempre se deve aplicar todos os subtestes para avaliação completa das capacidades da criança. Condições Ambientais - O ambiente físico pode interferir no desempenho da criança. Para minimizar qualquer interferência ou fator de distração, aplicar o teste em uma sala silenciosa, com adequada iluminação e boa ventilação. Como regra, ninguém mais além do psicólogo e da criança deve estar na sala durante a testagem. Em raras ocasiões, a critério do examinador, pode ser permitido que um acompanhante permaneça na sala para facilitar a testagem. O acompanhante deve ficar, durante o teste, em silêncio e fora do alcance da visão da criança. - Sentar de forma adequada é importante para a eficiência da aplicação. - Tanto o psicólogo quanto a criança devem se sentar confortavelmente junto a uma mesa ou escrivaninha de superfície lisa. - A altura da mesa deve ser tal que a criança possa trabalhar confortavelmente e manipular facilmente os materiais. - O psicólogo deve estar sentado do outro lado, diante da criança, a fim de que possa observar totalmente o comportamento dela durante a testagem. EXAMINADOR CANHOTO CRIANÇA
Manual Protocolo de Registro Teste

EXAMINADOR DESTRO CRIANÇA
Manual Protocolo de Registro Teste

- A criança não deve visualizar o Protocolo de Registro das Respostas ou páginas do Manual. - O anteparo do subteste Armar Objetos deve estar em pé, atrás do qual pode arranjar os itens e anotar as respostas. - Manter o material do teste em uma cadeira ao lado do examinador e fora do alcance da visão da criança ajuda a manter a atenção dela somente no subteste que está sendo aplicado. - Recomenda-se que seja guardado o material que não está sendo utilizado. - Muitos examinadores preferem manter o Protocolo de Registro em uma prancheta, que pode ser mantida no colo, fora da vista da criança. - Certos subtestes exigem considerável familiarização com o material de testagem por causa de sua complexidade de aplicação. - O manejo do cronômetro também exige prudência. Ele deve trabalhar silenciosamente e, se possível, fora da vista da criança, talvez no colo do examinador. A contagem do tempo também pode ser feita diante da visão da criança, o importante é ser discreto com o cronômetro e evitar a impressão de estar fazendo algo secretamente. - Pode-se encontrar outras maneiras de sentar e arrumar o material, diferente dessas orientações. O importante é ter fácil acesso ao material, a criança deve estar confortável e com facilidade para manipular todo o material, que, quando não estiver sendo usado, deve ser mantido fora do alcance de sua vista. O examinador deve estar livre para observar as respostas e comportamentos da criança. Estabelecendo e mantendo o Rapport - Rapport = Relação - Um relacionamento cooperativo entre a criança e o examinador é parte essencial de toda situação de avaliação. É importante demonstrar receptividade e um tom não ameaçador. - Para colocar a criança à vontade e tranquila no começo da sessão do teste, iniciar uma conversa informal sobre as atividades e interesses da criança. - Se ela estiver envergonhada, ou receosa, pode-se dar-lhe um brinquedo (nada que faça parte do teste) ou conversar sobre alguma característica da sala. - O tempo para desenvolver o rapport dependerá do temperamento e idade da criança. - O examinador deve usar sua experiência para determinar a maneira mais adequada de estabelecer o rapport com a criança. - Quando a criança parecer à vontade, introduzir rapidamente o teste, em linguagem apropriada para a idade. - Deve-se mencionar que ela será solicitada a se ocupar com perguntas ou jogos dos quais a maioria das crianças gostam e que algumas questões serão fáceis, enquanto outras poderão ser mais difíceis. Também se deve dizer que provavelmente ela não saberá responder todas as questões corretamente, mas se espera que ela tente responder cada item da melhor maneira possível. - No caso de a criança expressar falta de compreensão ou de interesse sobre a testagem ou perguntar o porquê de estar sendo testada, responder à sua curiosidade de modo não ameaçador e de forma verdadeira. - Uma vez iniciada a testagem, manter um ritmo constante e ficar sempre alerta a alterações na disposição da criança, nível de atividade ou cooperação. - Se a criança se tornar aborrecida ou ansiosa, uma pequena conversa entre os subtestes pode despertar o interesse pelos próximos subtestes e reduzir a preocupação geral com o teste. - Se um intervalo for necessário, deve ser feito após o término e não no meio da aplicação de um subteste. - Para manter o rapport durante todo o teste, transmita seu entusiasmo e interesse pelo que a criança está fazendo. Elogie e encoraje-a pelos esforços feitos, exceto quando for especificado de outra forma nas instruções do teste. Entretanto, não dê feedback se uma resposta em particular está certa ou errada. Por exemplo, não dizer “bom”, “está certo”, após a criança dar uma resposta correta. - Se a criança tiver consciência de que respondeu um item de maneira inadequada, dizer: “Foi muito difícil, mas vamos tentar outro agora”. - Se a criança disser que não sabe executar uma tarefa ou responder uma pergunta, encorajá-la, dizendo: “Tente”, “Eu acho que você sabe” ou “Tente novamente”. Se a criança pedir ajuda dizer: “Eu quero ver como é que você faz”. - Algumas crianças, principalmente as mais velhas, tentam manter o controle da situação de testagem. Uma razoável liberdade é permitida com o objetivo de manter o rapport, mas se deve ter controle para assegurar a aplicação apropriada do teste.

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