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FACULDADE DE CIÊNCIAS EDUCACIONAIS CAPIM GROSSO

ANA MARIA ALMEIDA DA SILVA

BREVE HISTÓRIA SOBRE EDUCAÇÃO DE JOVENS E
ADULTOS NO BRASIL
Thyeles Borcarte Strelhow

CAPIM GROSSO
2016

FCG – Faculdade Capim Grosso. Professor (a): Éden de Castro CAPIM GROSSO 2016 .FACULDADE DE CIÊNCIAS EDUCACIONAIS CAPIM GROSSO ANA MARIA ALMEIDA DA SILVA BREVE HISTÓRIA SOBRE EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS NO BRASIL Thyeles Borcarte Strelhow Fichamento apresentado como requisito parcial à obtenção da nota da disciplina Educação de Jovens e Adultos. do curso de Pedagogia.

Existem muitos motivos que levam esses adultos a estudar. sobre a escola em que vai trabalhar”. (p. excluindo-se assim as populações negras e indígenas.50) “Se olharmos para a educação brasileira. desde o período colonial. por exemplo. pelo o elitismo que restringia a educação às classes mais abastadas. (P. exigências econômicas. mas “indígenas adultos foram também submetidos a uma intensa ação cultural e educacional” (p. tecnológicas e competitividade do mercado de trabalho”. a educação à todas as pessoas. poderemos perceber que ela tinha um cunho específico direcionado às crianças. filosofia e retórica). grego. A situação atual demonstra que o Brasil ainda não conseguiu garantir. a história da educação brasileira foi sendo .51) “A identidade da educação brasileira foi sendo marcada então.50) “Dados do IBGE. nos dão uma ideia de como foi tratado a educação de jovens e adultos no Brasil. como. como garante a constituição”. eram designadas especificamente aos filhos dos colonizadores portugueses (brancos e masculinos). tendo também uma visão ampla sobre a sala de aula. As aulas régias (latim. na prática.49) “Um novo pensar sobre a educação de jovens e adultos traz para o âmbito escolar questões relativas ao processo histórico do aluno. (p.FACULDADE DE CIÊNCIAS EDUCACIONAIS CAPIM GROSSO FICHAMENTO REVE HISTÓRIA SOBRE EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS NO BRASIL Thyeles Borcarte Strelhow “O professor que se propõe a trabalhar com adultos deve refletir criticamente sobre sua prática.2Dessa forma. ênfase da política pombalina.

2005. as discussões giravam em torno de uma luta contra esta calamidade pública que tinha se instalado.52) “Na Associação Brasileira de Educação (ABE).51) “Rui Barbosa. ” (p. como crianças. 261). Era necessário tornar a pessoa analfabeta um ser produtivo que contribuísse para o desenvolvimento do país”.52) “Na década de 20.51) “É importante ressaltar que a educação de jovens e adultos era carregada de um princípio missionário e caridoso. há uma revolução na política brasileira articulada pela classe média urbana e setores da própria classe dominante que não tinham interesse no comércio do café. O analfabetismo era considerado uma praga que deveria ser exterminada. 112)(p. em 1882. 1972. a política brasileira se encontrava num “vazio de poder. O letramento destas pessoas era um ato de caridade das pessoas letradas às pessoas perigosas e degeneradas. incapazes de pensar por si próprios”. (p. p. A alfabetização de jovens e adultos deixa de ser um direito para ser um ato de solidariedade” (p.FACULDADE DE CIÊNCIAS EDUCACIONAIS CAPIM GROSSO demarcada por conhecimento uma formal situação peculiar monopolizado que pelas era o classes dominantes. p. (p. porque havia um colapso no poder da burguesia cafeeira e uma incapacidade das demais frações para assumi-lo” (FAUTO.52) . assim. “Era preciso ‘iluminar’ as mentes que viviam nas trevas da ignorância para que houvesse progresso” (STEPHANOU. Minas Gerais e Paraíba) em 1929. Com a vitória da Aliança Liberal (Rio Grande do Sul. postula que “os analfabetos são considerados. Instala-se uma grande onda de preconceito e exclusão da pessoa analfabeta”. No âmago destas discussões estava presente a idéia de que as pessoas que não eram alfabetizadas deveriam procurar se alfabetizar. BASTOS (orgs).

10 E foi a partir da década de 40 e com grande força na década de 50 que a educação de jovens e adultos voltam a pautar a lista de prioridades necessárias do país.53) “O fim da década de 50 e início da década de 60 foi marcado por uma grande mobilização social em torno da educação de adultos.53) “Em 1952.FACULDADE DE CIÊNCIAS EDUCACIONAIS CAPIM GROSSO “Em 1934. ”(p. foi criada a Campanha Nacional de Educação Rural (CNER). Podemos citar vários movimentos sociais criados nesse período. realizado em Recife. tais como: “Movimento de Educação de Base” (1961CNBB). ”(p. Movimento de Cultura Popular do Recife (1961). ”(p.53) “É nessa época que começamos a conhecer um dos maiores pedagogos do país. Paulo Freire.53) “A orientação da ONU e da UNESCO era de que a educação era o meio de desempenhar o desenvolvimento das “nações atrasadas”. já no Seminário Regional (preparatório ao congresso). Começa-se aqui a moldagem da pedagogia de Freire. Isso demonstra que os programas de educação instalados estavam preocupados mais na quantidade de pessoas formadas do que a qualidade” (p. “com” elas e não “para” elas. (p. foi criado o Plano Nacional de Educação que previa o ensino primário integral obrigatório e gratuito estendido às pessoas adultas. Centros Populares de Cultura . Esse foi o primeiro plano na história da educação brasileira que previa um tratamento específico para a educação de jovens e adultos. Freire chamava atenção de que o desenvolvimento educativo deve acontecer contextualizado às necessidades essenciais das pessoas educadas.53) “Um dos motivos para o surgimento da Primeira Campanha Nacional de Alfabetização foi a imensa pressão internacional para a erradicação do analfabetismo nas ditas “nações atrasadas”. para atender as populações que viviam no meio rural”.

”(p. 2005.54) “Com o Militarismo. 269)”(p.55) “No período militar. (p. 2005. a queda da taxa de lucro e a aceleração do processo inflacionário. p. ”(p. p. os programas que visavam a constituição de uma transformação social foram abruptamente interrompidos com apreensão de materiais.55) “Com o fim do Mobral em 1985.54) “O Mobral procura restabelecer a idéia de que as pessoas que não eram alfabetizadas eram responsáveis por sua situação de analfabetismo e pela situação de subdesenvolvimento do Brasil. Retoma-se. Campanha de Pé no chão Também se Aprende (Prefeitura de Natal). tornando-as co- .23 Esses programas.55) “Entre os movimentos que surgiam no início da década de 90. a economia brasileira é determinada pela redução do investimento. que procurava partir trabalhar a do contexto sócio-econômico das pessoas alfabetizadas. BASTOS (orgs). detenção e exílio de seus dirigentes. BASTOS (orgs). a diminuição da entrada de capital estrangeiro. identificavam o analfabetismo “não como a causa da situação de pobreza.FACULDADE DE CIÊNCIAS EDUCACIONAIS CAPIM GROSSO (UNE). (p. eu tenho a minha mão domável” (STEPHANOU. que estava vinculada especificamente ao Ministério da Educação. surgiram outros programas de alfabetização em seu lugar como a Fundação Educar. através da influência da pedagogia freiriana. mas como efeito de uma sociedade injusta e não-igualitária” (STEPHANOU. nessa época. 270) ”. a educação como modo de homogeneização e controle das pessoas”. então me ensine a escrever. Um dos slogans do Mobral era: “você também é responsável. podemos destacar Movimento alfabetização o de Alfabetização a (Mova).

com o objetivo de atender às populações situadas nas áreas de assentamento. universidades e movimentos sociais. surge o Pronera (Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária). ”(p. ”(p. Este programa estava vinculado essencialmente ao Incra.56) “ Todos esses projetos e planos visavam o avanço na educação e a erradicação do analfabetismo no Brasil.56) “Em 1998. ”(p. o nível de organização desses planos é surpreendentemente atabalhoado.57) . no entanto.FACULDADE DE CIÊNCIAS EDUCACIONAIS CAPIM GROSSO participantes de seu processo de aprendizagem.