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Laboratório de motores de

combustão interna
Prof. Rafael Serralvo Neto
rserralvo@fei.edu.br

NMC 620

Arrefecimento e lubrificação
Bibliografia
Motores de combustão interna – Jorge Martins 4ª Edição
Motores de combustão interna – Franco Brunetti V.1 & V.2

Lubrificação
Funções principais do sistema de lubrificação :

1. diminuir o atrito entre as peças com
movimento relativo
2. impedir o contato direto entre estas
peças, e consequentemente o desgaste
3. esfriar as peças lubrificadas
4. auxiliar na vedação entre pistão e cilindro
5. proteger contra a corrosão e a ferrugem
6. limpar e facilitar a eliminação de produtos
indesejáveis
7. evitar a formação de espuma

Lubrificação Para o bom desempenho do sistema de lubrificação : 1. folga existente entre as peças 6. presença de lubrificante em quantidades adequadas 2. tipo de material e dureza das superfícies em contato 5. acabamento das superfícies em contato 4. pressão específica das superfícies de contato . lubrificante de características adequadas 3.

contato virabrequim com o lubrificante • salpico .lubrifica : • mancais principais • eixo comando •pinos dos pistões •cilindros • mecanismo de válvulas .Lubrificação Sistemas de Lubrificação por Salpico ou Aspersão • sistema utilizado em pequenos motores • lubrificação por aspersão do óleo em finas gotículas que são arrastadas por turbulência no interior do motor • pouco utilizado atualmente • “rouba” potência do motor .

1/20 • lubrificantes específicos com base naftênica .Lubrificação Sistemas de Lubrificação .5 a 50 cv • relação lubrificante / gasolina : 1/10 .Motores 2 Tempos • lubrificante é adicionado ao combustível • proporções especificadas ( lubrificante / combustível ) • adição : • direta no tanque de combustível • através de dosador na linha de combustível • circulas sob a forma de névoa misturada ao combustível • motores Ne  0.

são lubrificadas pelo óleo que escapa dos mancais principais .Lubrificação Sistemas de Lubrificação Sob Pressão ou Forçada • sistema mais utilizado nos motores de combustão interna • a bomba envia uma vazão de óleo a uma determinada pressão através de orifícios à todos os componentes móveis do motor • mancais principais • bielas • topo dos pistões • eixo comando de válvulas • eixo de balanceiros • acessórios do motor • engrenagens de sincronização • As paredes dos cilindros.

Lubrificação Componentes do Sistema de Lubrificação 5 7 4 6 5 1 cárter 2 4 principais componentes : 1. trocador de calor 4. vareta de nível . válvulas reguladoras de pressão 6. manômetro 8. cárter 2. galerias 7. bujão 9. bomba 3. filtro 5.

Lubrificação Componentes do Sistema de Lubrificação filtro centrífugo jet cooler resfriamento bomba trocador de calor filtro ciclone separador de blow by .

Lubrificação Cárter • funções : • acalmar o lubrificante. separando ar / óleo / espuma • armazenar o óleo do motor • promover a troca de calor • elemento estrutural bloco do motor ( ruído / estrutura ) chassis ( tratores ) • tipos : úmido e seco • cárter úmido : • motores convencionais • mais utilizados • h = hmotor + hcárter cárter úmido .

Lubrificação • cárter seco : • motores horizontais ( Volvo ônibus ) • motores de F1 • h = hmotor • trabalha com 2 bombas • motores marítimos : • lubrificação separada para cilindros e mancais • óleo do cárter : • lubrifica mancais e bielas • sistema independente lubrifica cilindros • possibilidade de trabalhar com óleos diferentes .

cárter seco = 0.21 ( L/kW ) • motores Diesel : KDiesel .5 ) • VT Vcárter : L VT : cilindrada Total ( L ) .2 % consumo de combustível • deve garantir a não sucção de ar através do filtro de sucção para as diferentes inclinações do motor • deve manter a Tóleo do motor • volume do cárter ( ref.14 ( L/kW ) • motores Diesel : KDiesel .8 % consumo de combustível • Diesel TD : 1.14 a 0.15 a 0.70 ( L/kW ) Vcárter Otto = ( 1.cárter úmido = 0.5 % consumo de combustível • Diesel NA : 0. 1 ) : Vcárter = K • Ne Vcárter : L Ne : potência efetiva ( kW ) • motores Otto : KOtto = 0.Volume Vcárter • volume dos filtros • volume do trocador de calor • volume das galerias • consumo de óleo do motor durante o funcionamento até a troca • Otto : 0.Lubrificação Cárter .5 a 2.07 a 0.

Lubrificação Válvula PCV • positive cranckcase ventilation ( ventilação positiva do cárter ) • abre a passagem dos gases do cárter para o coletor de admissão • abertura = f ( pressão do cárter ) • não deve permitir elevação da pressão do cárter vazamentos .

Lubrificação Bomba de Óleo • promove a circulação de óleo no motor • bombas utilizadas : engrenamento externo ( dentes retos ) engrenamento interno lóbulos .

Lubrificação Tipos de bomba de Óleo: Atuação direta Com redução .

me = ms .Lubrificação Bomba de Óleo • o dimensionamento da bomba de óleo deve prever as seguintes vazões : • fornecida aos mancais do virabrequim ( 50 a 70% da vazão da bomba ) • descarregada através da válvula reguladora de pressão • de retorno do filtro para o cárter • fornecida ao eixo comando • fornecida aos mecanismos de acionamento das válvulas • fornecida às unidades auxiliares : • compressor de ar • engrenagens • turbo compressor • empregada para : • esfriar o topo dos pistões • lubrificar os cilindros • póleo • folga dos mancais . .

Lubrificação Bomba de Óleo .Vazão . : rotação do motor .0035 ) • VT • n ref. : kW • Vbomba : L/h • JOtto = 20 a 27 ( L/kWh ) • JDiesel = 27 a 41 ( L/kWh ) • sem jato de resfriamento dos pistões • JDiesel = 48 a 68 ( L/kWh ) • com jato de resfriamento dos pistões .L • n. 6 onde : • VT : cilindrada total . Vbomba = ( 0.0025 a 0. Vbomba = J • Ne ref.rpm • Vbomba : L/min . 4 onde : • Ne .

8 a 4.0 m/s • saída da bomba • galerias internas • regime deve ser Laminar • Re < 2.6 1.1 .0 a 5.m/s motores sucção recalque Otto 1.Lubrificação Bomba de Óleo .400 ρ • v •D v •D Re = = μ υ velocidades recomendadas .0 3.0 m/s • entrada da bomba • bomba • Hperdas sucção • reduz o efeito centrífugo • velocidade de recalque : •vrecalque < 6.Velocidades Recomendadas • velocidade de sucção : •vsucção < 5.3 a 3.5 Diesel 2.8 a 6.

Rotação • rotação nbomba = ( 1.0 a 1. retorno . engrenagem de dentes externos 4. entrada .sucção 2.3. saída . engrenagem de dentes externos 3. VB Otto : 11 a 18 L cv/h M Diesel : 19 a 22 L cv/h onde : NB : potência da bomba em cv VB : vazão da bomba em L/h 1. ajuste pressão da válvula 7.5 ) • nmotor • materiais para rotores : aço ferro fundido sinterizado 13.galeria motor 5. válvula reguladora de pressão 6.tanque .3.Lubrificação Bomba de Óleo . Bomba de Óleo .Potência Nbomba M = .

Lubrificação Bomba de Óleo variável Este tipo de bomba possui deslocamento volumétrico variável. que é controlado através da pressão do óleo e da carga da mola .

Lubrificação Bomba de Óleo variável .

Lubrificação Bomba de Óleo variável .

Lubrificação Filtro de oleo • contaminantes do óleo lubrificante : • elementos da combustão • partículas resultantes das superfícies de atrito • folgas diametrais dos mancais do virabrequim : • fOtto = 25 a 30 m • fDiesel = 40 a 120 m fdiametral • partículas presentes no óleo após o filtro não devem exceder a 3 ou 4 m .

válvula anti retorno pabertura  0.0 kgf/cm2 . rosca de fixação 6.01 kgf/cm2 3. elemento filtrante de papel 4.3 kgf/cm2 1 Hp filtro usado = 1.2 a 0. válvula de segurança 5.Lubrificação Filtro de oleo 1. anel O de vedação 6 2 5 3 Hp filtro nov o = 0. carcaça 2.2 a 2.

Total • mais utilizado • toda a vazão é filtrada potência consumida pela bomba de óleo .Lubrificação Sistemas de Filtragem .

Lubrificação Sistemas de Filtragem Parcial Derivação • mais utilizado • parte da vazão é filtrada ( 5 a 20% ) potência consumida pela bomba de óleo .

Lubrificação Trocador de Calor • Tóleo depende da carga nos mancais ( biela e centrais ) •  Tóleo  15 a 20ºC • fluxo calor • • Tóleo máxima  120 a 140ºC • bloco • pistões • bomba viscosidade • compromete a lubrificação dos mancais • fluido de troca de calor : água ou ar .

Arrefecimento Introdução Combustão gases T  2000oC Ciclo Tmédia  600oC Funções do arrefecimento • retirar calor para controlar a temperatura das peças (menor desgaste e corrosão) • controlar a temperatura do lubrificante • no motor Otto evitar a detonação Experimentalmente verifica-se que se deve transferir para o fluido de arrefecimento cerca de 25 a 35% do calor de combustão  Q Sistemas de arrefecimento 1. Circulação forçada de água 2. Circulação forçada de ar ar  Ne .

Arrefecimento Distribuição aproximada das temperaturas de um motor Otto .

Arrefecimento Arrefecimento por circulação forçada de água Tampa pressurizada Válvula termostática Do motor Ao radiador À bomba Bomba centrífuga Do motor .

detonação .Arrefecimento Funcionamento Motor frio • Condensação do combustível e diluição do lubrificante (desgaste) • Formação de gomas e vernizes que prendem os anéis • Combustão incompleta (aumento de consumo) • Contaminação do lubrificante Motor quente Motor excessivamente quente • Desgaste • Degradação do lubrificante • Engripamento • No Otto.

Arrefecimento Radiador Construção mais comum Água Características geométricas Afr = LH tm Atot = área total de troca de calor da colmeia Vrad = volume da colmeia = Afr  Nal = número de aletas Ar Ntu = número de tubos  tm = passo das aletas t1 H20 ta = passo longitudinal dos tubos a = comprimento da seção dos tubos t1 ar H t2 ar H Afr b = largura da seção dos tubos rad = Atot/Vrad = coeficiente de compacticidade (900 a 1100 m-1)  = Atot/Atu t2 H20 L .

2 Água 1.0043 1.Arrefecimento Arrefecimento a ar Desvantagens • Pior uniformização das temperaturas do cilindro • Maior tendência à detonação menor t utilização de menor rv • A fonte do ar normalmente atinge as aletas lado do cilindro • A disposição dos cilindros precisa ser adequada em relação à fonte do ar apenas de um • Facilmente suscetível ao super aquecimento • Necessidade de constante limpeza das aletas Vantagens • Construção simples • Melhor relação peso / potência • Manutenção simples • Baixo custo Meio arrefecedor Calor específico (cal °C -1) Quantidade (g) Ar 0.0 .2380 4.

Arrefecimento Dimensionamento  Q ar  N e  Qar  k Aar (t g t a ) tg = temperatura média do gas interno ao cilindro ta = temperatura do ar de arrefecimento Aarr = área total de troca de calor (superfície das aletas) k = coeficiente global de troca de calor (obtido experimentalmente) Para um pré-cálculo K  25 kcal/h m2 oC Verifica-se que devido ao decréscimo de troca de calor da raiz para a ponta das aletas L  0.4 d .