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Políticas Públicas e Educação: o Novo Modelo de Escola de Tempo
Integral – Programa Ensino Integral.

Parcerias

Estes foram nossos parceiros – grandes e ótimos parceiros –, durante
todo o tempo, o que acabou por tornar o caminho a percorrer bem menos
penoso:
Coordenação:
Ana Maria Diniz, Fábio Barbosa, Fernão Bracher, Jair Ribeiro e Pedro
Villares.
Apoio técnico e financeiro:
Pessoas Jurídicas: Amil, Associação Parceiros da Educação, Banco
Santander, BTG Pactual, Fundação Arymax, Fundação Bradesco, Fundação
Iochpe, Fundação Itaú Social, Fundação Roberto Marinho, Fundação
Telefônica, Iguatemi Empresa de Shopping Centers SA, Instituto ABCD,
Instituto CSHG, Instituto de Co-Responsabilidade pela Educação (ICE),
Instituto Inspirare, Instituto Natura, Instituto Península, Instituto
Unibanco, Itaú BBA, McKinsey & Company, Mineração Santa Elina.
Pessoas Físicas: Fábio Barbosa, Fernando Gabas, Jair Ribeiro.

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Desde 2011 muitos foram os colegas que prestaram, cada um a seu
tempo e modo, relevantes serviços à causa do Programa Ensino Integral.
Ainda que não declinemos o nome de cada um – já que, como dissemos,
foram muitos –, seremos eternamente gratos a todos. Não apenas nós,
mas também a população do estado de São Paulo.
Fernando Padula Novaes, nosso chefe de Gabinete, garantiu-nos o
suporte administrativo-legal necessário para que tomássemos as decisões
corretas na implantação do Programa Ensino Integral.
José Afonso Carrijo (Relações Institucionais) é quem encurta
qualquer distância que porventura possa haver entre nossas necessidades
de encaminhamento e aprovação de leis e o apoio dos parlamentares
paulistas.
O Programa Ensino Integral talvez não estivesse devidamente
implantado, alcançando resultados animadores e agora em expansão, não
fosse a dedicação dos profissionais da equipe central do Programa Ensino
Integral, a seguir nominados: Carlos Sidiomar Menoli, Dayse Pereira da
Silva, Elaine Aparecida Barbiero, Helena Cláudia Soares Achilles, João
Torquato Junior, Kátia Vitorian Gellers, Maria Camila Mourão Mendonça de
Barros, Maria Cecília Travain Camargo, Maria do Carmo Rodrigues Lurial
Gomes, Maria Silvia Sanchez Bortolozzo, Maúna Soares de Baldini Rocha,
Pepita de Souza Figueredo, Sandra Maria Fodra, Tomás Gustavo Pedro,
Vera Lucia Martins Sette., além das colaboradoras Cleuza Pulice e Wilma
Delboni.
Também apoiaram a construção deste Programa os profissionais que
passaram pela nossa equipe e hoje estão em outros setores da SEE-SP:
Beatriz Cardoso Cordero, Ricardo Tuyoshi Takahashi, Rita Paixão, Vivian
Dibi Gimenes (verificar se não faltou ninguém) e Marilena Rissuto Malvezzi
que, apesar de não estar mais na equipe, continua sendo nossa referência
e ombro amigo.
Porém, este Programa só pôde ganhar a importância que tem hoje
contando com o apoio e o trabalho das Coordenadorias da SEE-SP –
Coordenadoria de Gestão da Educação Básica, Coordenadoria de
Infraestrutura e Serviços Escolares, Coordenadoria de Gestão de Recursos
Humanos, Coordenadoria de Orçamento e Finanças e Escola de Formação
e Aperfeiçoamento de Professores Paulo Renato Costa Souza. As equipes
técnicas das respectivas Coordenadorias, juntamente com os seus
coordenadores, foram suportes constantes nesta trajetória, assim como as

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equipes da Fundação para o Desenvolvimento da Educação envolvidas
com o Programa.
A Assessoria Técnica de Planejamento, com o apoio do Escritório de
Projetos, tem sido fundamental para o planejamento estratégico das ações
e expansão do Programa Ensino Integral. Ressaltamos, ainda, o trabalho
incansável dos nossos Dirigentes Regionais e equipes das Diretorias de
Ensino, em especial os Supervisores de Ensino e os PCNP, grandes
parceiros na implantação e expansão do Programa Ensino Integral. Nossos
agradecimentos também aos nossos formadores, que nos apoiaram nas
formações continuadas centrais e regionais. Sem esta parceria regional
não poderíamos sonhar e trabalhar intensamente para a expansão do
Programa.
A todos, nosso muito obrigado.

profissionais que trabalham intensamente para o sucesso do Programa Ensino Integral . nossos adolescentes e jovens protagonistas e educadores.4 Este livro é dedicado aos alunos.

2 – Matriz Curricular do Ensino Fundamental Integral – Anos Finais. Fig. 1 – Estrutura do quadro de pessoal – Quadro do Magistério – Ensino Integral.12 Escolas Participantes com Alunos Avaliados (Decomposição do IDESP – variação 2011-2012. Fig. 7 – Resultado de Avaliação Externa – 2012 – 16 Escolas Pioneiras – Produção de Texto. . Decomposição do IDESP – Categorias de variação – 2011-2012). 15 – Conjunto de Dados – Ensino Fundamental (Anos Finais) e Ensino Médio – 67 Escolas Participantes e Avaliadas (Distribuição dos Níveis de Proficiência 2012-2013.5 Lista de figuras Fig. 6 – Resultado de Avaliação Externa – 2012 – 16 Escolas Pioneiras – Leitura e Interpretação de Texto. Fig. 10 – Resultados SARESP 2011 e 2012 – Média Escolas Ensino Integral – Distribuição Alunos Níveis de Proficiência. Fig. Fig. 12 – Conjunto de Dados – Ensino Médio . 3 – Matriz Curricular do Ensino Médio Integral. Participação dos Alunos na Avaliação). Fig. Fig. 9 – Resultados SARESP 2011 e 2012 – Média do Estado – Distribuição Alunos Níveis de Proficiência. Fig. 8 – Resultado de Avaliação Externa – 2012 – 16 Escolas Pioneiras – Matemática. Fig. 14 – Expansão do Ensino Integral – 2012-2015. Fig. 13 – Comparativo Média de Escolas Ensino Integral – Média do Estado. Fig. Fig. Participação dos Alunos na Avaliação. 11 – Conjunto de Dados – Ensino Médio – 12 Escolas Participantes com Alunos Avaliados (Distribuição nos Níveis de Proficiência (%). Fig. Fig. 5 – Gestão de Pessoas – Esquema de Acompanhamento e Avaliação Contínua e Avaliação 360º. 4 – Gestão de Pessoas – Esquema de Acompanhamento e Avaliação em Processo.

44 Escolas Participantes e Avaliadas (Distribuição nos Níveis de Proficiência 2012-2013. Decomposição do IDESP – Categorias de Variação 2012-2013).6 Decomposição do IDESP – Variação 2012-2013. . 18 – Conjunto de Dados – Ensino Médio – IDESP 2012-2013 – 44 Escolas Participantes e Avaliadas (Evolução Escolar nas Escolas de Ensino Integral e nas Escolas Estaduais Regulares. Fig. 16 escolas/2012 e 28 escolas/2013). 16 – Conjunto de Dados – Ensino Fundamental – IDESP 2012-2013 24 Escolas Participantes e Avaliadas (Distribuição nos Níveis de Proficiência 2012-2013. Distribuição nos Níveis de Proficiência. Fig. Decomposição do IDESP – Categorias de Variação 2012-2013). 17 – Conjunto de Dados – Ensino Médio – SARESP 2012-2013 . Decomposição do IDESP – Categorias de Variação – 2012-2013). Fig. Decomposição do IDESP – variação 2012-2013. Participação dos Alunos na Avaliação. Decomposição do IDESP – Variação 2012-2013. Participação dos Alunos na Avaliação.

projeto de vida e protagonismo de fato. O Programa Ensino Integral – expansão e dimensões. II. V. avaliação e consolidação. O Programa Ensino Integral – ponto de partida. Legislação Resoluções Imprensa Sobre os autores . alunos.7 Apresentação Introdução I. O Programa Ensino Integral – as 16 escolas pioneiras. O Programa Ensino Integral – uma escola de compromissos e inovações. desafios e dificuldades para a implantação. III. Um capítulo especial – o novo modelo. Considerações finais. IV.

gratificante. detalhado registro de um período de trabalho profícuo. aliás. do início de 2011 até o presente momento – e sem previsão de que se esgote logo –. Alguns mais. e novamente. testemunha de um momento importante de realizações na história da educação paulista – e que não paire dúvida sobre isso. ela é resultado e expressão de comprometimento – termo. especialmente. sentir-se corresponsável por um movimento virtuoso. em alguma medida. eis a denominação do atual volume. É. . uma nova escola para os jovens e adolescentes do estado de São Paulo – Novo Modelo de Escola de Tempo Integral – Programa Ensino Integral. outros volumes se acotovelam na fila. “Políticas Públicas e Educação: O Programa VENCE (III)” (em andamento). o trabalho traz. Trabalharemos para que todos nasçam em bom tempo. em que se vem construindo de forma verdadeiramente cuidadosa. com base em experiências exitosas. ao interessado e ao especialista em temas educacionais em particular. Reafirmamos que a presente coleção reflete o resultado do esforço. por falta de tempo. “Políticas Públicas e Educação: o Novo Modelo de Escola de Tempo Integral – Programa Ensino Integral” (II). Reflete também um exercício de respeito ao diálogo e honestidade de princípios de todas as partes envolvidas nesse processo. intitulada “Políticas Públicas e Educação”. Finalmente. de fato. talvez fiquem para trás. os quadros de apoio escolar e administrativo e. e a julgar por tudo o que vinha e vem sendo feito na atual gestão. ao público em geral. Como já vislumbrávamos na apresentação do volume anterior. Organizar esta coleção e apresentá-la da melhor forma possível é. inicialmente prevista para conter quatro volumes: “Políticas Públicas e Educação: diálogo e compromisso” (I) (já lançado). e “Políticas Públicas e Educação: a internacionalização da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo”. eis a denominação dessa nova escola. que se tornará comum aos leitores ao longo das páginas de todos os volumes. da dedicação e da entrega total a uma causa: a da melhoria da qualidade do ensino nas escolas estaduais de São Paulo. iniciado em 2011. todos os alunos que constituem a Rede Pública Estadual. Como segundo volume da coleção. ora apresentado. Os resultados dessa importante mudança vêm estampando esta coleção.8 O governo estadual vem desenvolvendo uma efetiva mudança na educação por meio de uma política que contempla a valorização do ensino e dos segmentos que são a sua base – educadores.

de todas suas virtudes. o que de original precisaram criar tendo em vista os aspectos e diferenciais das escolas estaduais paulistas. de premissas. Neste capítulo. ou seja. e acreditam que vale a pena insistir para ampliar e melhorar as chances das outras pessoas. já que o mesmo foi ganhando importância e expressão no ambiente educacional. Tornaram-se públicos alguns dos muitos desafios e obstáculos enfrentados pela gestão quando da implantação do programa nas escolas. se nem todos os milhões de alunos que cursam o Ensino Fundamental – Anos Finais e o Ensino Médio querem ou precisam do Programa Ensino Integral. Registros de um processo de busca perene e infatigável para fazer da escola pública estadual um ambiente pedagógica e academicamente eficaz. Afinal. os autores discorrem a respeito de um número considerável de instrumentos. avaliação e consolidação” é o título do Capítulo III. aqui demonstrados em alguns detalhes. que deixam suas casas.9 O livro estampa registros de um processo marcado pela preocupação do atual governo e da atual gestão com a qualidade do ensino público do estado de São Paulo. expandir e aperfeiçoar a política de Educação Integral. por sua vez. por meio de um extenso texto. No Capítulo II. inteiramente dedicado à evolução das escolas pioneiras do Programa Ensino Integral. como afirmam os autores. Mas há também a presença e a atuação sempre oportunas daquelas pessoas verdadeiramente corajosas e comprometidas. sobre sua atual dimensão e para onde caminha. Supervisores e PCNPs daquele momento. suas famílias. traz até o leitor dados e informações sobre a expansão do Programa Ensino Integral. É conferir! “O Programa Ensino Integral – as 16 escolas pioneiras. além de socialmente edificante. sem os quais não se tem uma ideia suficientemente abrangente e adequada de todo o significado do programa. faz-se justiça a todos os seus profissionais e igualmente aos seus Dirigentes. aspectos organizacionais e conceitos utilizados e comuns ao Programa Ensino Integral. de sua dimensão. O trabalho de todos e o esforço de pais e alunos foram vertidos em resultados e números positivos no desempenho escolar. O Capítulo IV. sobretudo como política pública da maior importância. . Certamente. o fato é que não se pode faltar com aqueles que realmente o desejam. remete-nos ao Pilar III do Programa Educação – Compromisso de São Paulo. em quais modelos se inspiraram. No Capítulo I identificamos o ponto de partida daqueles que trabalharam para a implantação do Programa.

Prof. proposto pela Secretaria da Educação do Estado de São Paulo. o principal personagem de todo esse universo. uma dinâmica de elaboração e execução de políticas públicas que finca pé no solo fértil da boa gestão e que insiste na importância do trato da coisa pública com a devida seriedade. como um outdoor grande e luminoso. sobretudo. Enfim. o quinto e último capítulo é a eles destinado. para que o referido texto. durante os anos de 2011 e 2012.10 E. duas questões fundamentais: a atenção às . entrevistados pela coordenação da coleção. esforço traduzido em eficácia e que resultou em um novo modelo de escola para o estado de São Paulo. firma um conjunto de manifestações e impressões muito importante para o registro histórico reproduzido na publicação. Construído predominantemente por meio da “voz” dos jovens e adolescentes. esteja sempre e sempre a anunciar quem é. Cesar Mucio Silva Organizador da coleção O Programa Ensino Integral. de fato. foi concebido tendo-se em conta. a nosso ver. retrato de práticas administrativas. Políticas Públicas e Educação: o Novo Modelo de Escola de Tempo Integral – Programa Ensino Integral empreende e estampa. Roguemos. trata-se de um registro de singular importância. então. falando de alunos. e como de costume.

a expansão das matrículas no Ensino Fundamental fez com que o número de alunos ingressantes no Ensino Médio crescesse aceleradamente. obrigatoriamente. elemento igualmente fundamental na composição do novo modelo. aberto ao desenvolvimento de suas habilidades e competências. Dentre as experiências já implantadas e que têm revelado resultados bastante positivos. e o resultado de experiências educacionais em aplicação tanto dentro quanto fora do país. Considerávamos a garantia da excelência acadêmica e a conclusão da Educação Básica com sucesso. com coragem e apoio para inovar. Algumas questões. conteúdo e gestão.11 demandas decorrentes de pesquisas e avaliações que apontavam o caminho a seguir em busca de uma escola de qualidade. como futuros profissionais e como cidadãos. que vem trabalhando pela promoção da melhoria da qualidade da educação brasileira. preparando-os para serem protagonistas de sua aprendizagem. por meio da mobilização da sociedade. identificamos quais eram as condições de sucesso desse novo modelo de escola e quais mudanças/adaptações seriam necessárias para que o adotássemos em nossas escolas. no entanto. um período de 20 anos. Lembremos que. apropriando-se de novas possibilidades que se abrem para o aperfeiçoamento de sua formação. já tínhamos resolvidas acerca de qual escola queríamos para nossos jovens e adolescentes: era necessário. nas últimas décadas. entre os anos de 1991 e 2011 – aponta a PNAD de 2011 –. como estudantes. Com o acesso à Educação Básica praticamente universalizado – os números têm falado por si –. A oportunidade real de travarem uma experiência de vida e de estudos com base num currículo sólido. que levássemos adiante um programa que oferecesse aos alunos que nele ingressassem a possibilidade de se dedicarem a um verdadeiro Projeto de Vida. entidade privada. as matrículas no Ensino Médio no país mais do que . sem fins lucrativos. A partir de estudos iniciais. avanços consideráveis ocorreram em relação ao acesso à Educação em todos os níveis de ensino no Brasil. nossa principal referência foi o Ginásio Pernambucano. diferente em sua essência. produzindo e aplicando soluções inovadoras e replicáveis em método. concebido pelo Instituto de Corresponsabilidade pela Educação – ICE. tendo em vista as reais características e especificidades de nosso público e da rede pública estadual. Para que tenhamos um cenário mais claro acerca do que estamos tratando.

então. essa mudança foi ainda mais expressiva. Este Programa também nasce proporcionando aos docentes e às equipes gestoras condições especiais de trabalho para que. dentre essas dificuldades. na carga horária então existente. Assim. Em relação ao estado de São Paulo. traduzindo uma realidade que aponta. nada menos do que 16. em meados de 2012 o estado apresentava uma taxa líquida de frequência nas escolas de expressivos 67. no conteúdo curricular. positivos até.1% –15. ainda em grau elevado. destaca-se a de ter se tornado uma escola sem atrativos. eficiente e eficaz diante de um público que. Números e mudanças expressivos. Segundo aponta a mesma Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) de 2011. mudanças na abordagem pedagógica. além de mudanças substantivas na carreira do professor e na sua relação com a escola e seus alunos.5 pontos percentuais acima da média nacional. Por sua vez. ainda e inclusive. Entre os que a frequentavam.2% dos alunos desse nível de ensino. por meio do . As taxas de evasão no Ensino Médio continuavam e continuam elevadas. Restara então o desafio de tornar a escola mais atrativa. ou seja. apenas 51% cursavam o Ensino Médio.8 milhões para chegar aos 8. precisávamos repensar o modelo de escola existente. aqueles que se encontravam na faixa dos 18 aos 24 anos correspondiam a assustadores 62. de forma bastante clara. e a maior entre o conjunto das unidades federativas. bastante fora do que seria ideal. tendo em conta a experiência de acertos e equívocos já vivenciados. diante desse cenário preocupante.12 dobraram. O Programa Ensino Integral do estado de São Paulo passa a ser. uma alternativa para adolescentes e jovens ingressarem numa escola dotada da possibilidade de proporcionar formação necessária ao desenvolvimento pleno de suas potencialidades. mas que. continuava e continua abandonando as salas de aula e deixando o Ensino Médio inconcluso.3% dos adolescentes e jovens brasileiros que tinham nesse ano entre 15 e 17 anos encontravamse fora da escola. bastante desinteressante. consequentemente. partindo de 3.4 milhões de alunos ingressantes. ampliando significativamente as perspectivas de autorrealização de cada um. no processo de formação dos adolescentes e jovens. que a escola continuava e continua a caminhar com muitas dificuldades e que. por si sós – e isso hoje é compreensível – não resultaram em melhoria efetiva na qualidade do ensino e. Implicava.

o enriquecimento e a diversificação da oferta de novas abordagens didático-pedagógicas. são articulados e apoiam as inovações do Programa. Em documento publicado ainda no ano de 2011. Por fim. Pedagogia da Presença. possam consolidar as diretrizes educacionais desse novo modelo. Com . os professores. Registremos. no novo modelo. com o tempo de dedicação dos profissionais aumentado. já apontávamos que para que garantíssemos um salto de qualidade da educação oferecida aos adolescentes e jovens seria fundamental a ampliação da jornada escolar. este como instrumento de planejamento. de 2011 – na construção do Modelo Pedagógico do Programa Ensino Integral – que dá origem ao Programa Ensino Integral do estado de São Paulo – quatro princípios educativos fundamentais foram eleitos para a devida constituição de suas metodologias: Educação Interdimensional. como também a metodologia para sua aplicação. viabilizando. com vistas a atender ao seu Projeto de Vida. O desenvolvimento de novas metodologias e estratégias de ensino e de abordagens de avaliação e recuperação de aprendizagem traduz-se em ganhos reais para toda a comunidade escolar. e ao mesmo tempo possam aperfeiçoar cada vez mais sua trajetória profissional. em decorrência mesmo do maior tempo de dedicação à escola da equipe de profissionais. como já nos foi possível constatar. o modelo pedagógico e o modelo de gestão escolar. e o Protagonismo Juvenil. sobretudo em suas diferentes expectativas e necessidades. ainda. são também responsáveis pela orientação dos alunos em seu desenvolvimento pessoal. gerenciamento e avaliação das atividades desenvolvidas no âmbito de toda a comunidade escolar. eles passariam a atender plenamente aos alunos. De fato. ampliaram-se as condições para a aplicação e o cumprimento do novo currículo. além das atividades comuns ao magistério. assim. profissional e acadêmico. os 4 Pilares da Educação para o Século XXI. a aplicação de metodologias que elevassem os indicadores de aprendizagem dos estudantes em todas as suas dimensões. lembremos que – como bem registra o documento Diretrizes do Programa Ensino Integral. E mais. Vimos também que o tempo aplicado para o aprimoramento da formação dos profissionais vem resultando igualmente em maior aproveitamento dos alunos. Igualmente.13 Regime de Dedicação Plena e Integral. intitulado Diretrizes do Programa Ensino Integral. que no Programa Ensino Integral não somente o modelo curricular é atual e diferenciado. Assim.

de E é desses estudantes que esperamos. desafios e dificuldades para a implantação.14 isto. Capítulo I – O Programa Ensino Integral .ponto de partida. tem-se sempre como referência a busca pela formação adolescentes jovens com autonomia. a dedicação e o empenho diante dessas novas oportunidades que se lhe apresentam. o da formação para valores e o da formação para a vida cidadã. . solidários e competentes. Que possam adquirir conhecimentos necessários para o desenvolvimento de novas competências e novas habilidades. sob preceitos importantes como o da excelência acadêmica. por meio de seu total protagonismo.

. no exercício de nossas funções. quando preocupação com os rumos da nossa escola. além de uma dose razoável de exercício de projeção sobre as possibilidades de alcance e a eficácia de seus resultados. fruto de um ato naturalmente carregado de desejo. como o obstáculo às soluções – ou como a inviabilização delas. e aos anos finais do Ensino Fundamental. ainda em 2011. em um rumo verdadeiramente. E o trabalho assim prosseguiu. E que diagnósticos os havia. Um ponto de partida que acabou por se configurar em um mote. de intenções. foi para nós inspiradora a experiência já concretizada em alguns anos de prática do Ginásio Pernambucano e a expertise do Instituto de Corresponsabilidade Educacional (ICE). então. reconhecêssemos como fato consumado a existência de um público de alunos satisfeito com sua escola. um ponto de partida. ficamos frente à necessidade de nos manifestarmos sobre o Programa Ensino Integral. de convivência e de protagonismo desse jovem? Sabíamos que eram fartos os estudos e as pesquisas sobre o assunto. certamente. já previamente. e aos montes. Dentre o que vimos. exigiam de nós e de toda a equipe certo desprendimento. que nos apoiou nos primeiros anos de implantação do Programa. Por que o Ensino Médio tem tão pouco sentido e significado para o jovem aluno? 2. a estudar algumas experiências nas quais. em seguida. para observação e apreensão de experiências e modelos exitosos dentro e fora do país. estivesse demonstrando um grau de aproveitamento escolar satisfatório. vontade de acertar. Os cenários que se nos apresentavam em relação ao Ensino Médio paulista. de reflexão. A transposição de toda teoria para a prática é que sempre se revela como o nó das questões. inspirado pelo seu cotidiano acadêmico e pelas perspectivas de um presente e um futuro promissores. O que precisa mudar nessa escola para que o seu cotidiano contemple favoravelmente as necessidades de aprendizado. muito comprometimento e mesmo um tanto de aflição consumiam quase por completo nossas energias. que durante todo o tempo reforçou nossas expectativas diante da tarefa que se apresentava. em si. não há como deixarmos de recordar aquele período de 2011. e que. Começamos. consubstanciado em duas perguntas: 1. dominavam nossos pensamentos. no entanto. Tínhamos. primeiramente.15 Toda vez que. de formação. como resultante dessa dinâmica. Toda tomada de decisão em Educação é.

E. Esse perigo. alunos ao ambiente escolar. entre outros. de gestão e legais eram capazes de assegurar aquele cenário. em uma comparação criativa. nunca havíamos de correr. possibilidade de expressão.E. Lembremos que por mais exitoso que seja um programa. que fosse além da identificação de semelhanças.E. com seu sucesso e resultados positivos comprovados de fato. Protagonismo dos profissionais e. De nossas incursões naquele ambiente percebemos. valorização. Deveríamos também confrontar isso tudo com as características de nosso Ensino Médio. Tenente Joaquim Marques da Silva Sobrinho (Cajamar/DE Caieiras). que a realidade alimentava uma corrente positiva e harmoniosa que ligava alunos a professores. por certo. ele estará sempre fadado ao mais certo fracasso quando o que se faz é tentar a sua simples e pura transposição para outras realidades que não a de sua origem. que termos como projeto de vida. Foram elas: E. pedagógicos e de gestão adequados ao programa que buscávamos implantar. pedagógicos. e buscar nas especificidades de nossa trajetória o caminho a ser trilhado. 21 escolas de Ensino Médio foram convidadas – 16 aceitaram. emergiam juntamente com expressões de sentimento como cumplicidade. Jardim Colonial . e alunos à vontade de saber e de aprender. compromisso e dedicação. Walter Ribas de Andrade e E. A Administração Pública já acumula. protagonismo juvenil. notadamente. acolhimento.E. Simultaneamente à tarefa de identificar mecanismos didáticos. um número significativo de fracassos do gênero. aquela notável situação. já que a adesão não é obrigatória e que critérios para implantação de tal modelo ainda estavam sendo definidos. há décadas e décadas. para que se integrassem ao novo modelo. A constatação de bons resultados traduzidos em boas notas e melhor aproveitamento do ensino veio em seguida. com alguma clareza. dos estudantes! A partir desse momento. Jardim Imperial (Araraquara/DE Araraquara) atualmente E. identificar que mecanismos didáticos. Professor Joaquim Pinto Machado Junior. porém. uma série de dificuldades foram se apresentando e exigiram de nós atenção e cuidados especiais: em primeiro lugar tratou-se da necessidade de um trabalho de convencimento das nossas escolas e de seu corpo de servidores. restava-nos. Naquele momento. respeito. ressaltando as diferentes realidades. E.E. no estado de São Paulo. E.16 Percebemos naquela escola. em especial.

E. naquele momento ainda em discussão. E.E. Sabíamos que em relação à vida profissional dos educadores. transferência de alunos que não podiam ou não queriam cursar o período integral. Que. todas situações compreensíveis. Jardim Riviera (Santo André/DE Santo André). atualmente EE Priscila Fernandes da Rocha.E.E. Reverendo Augusto Paes de Ávila (Praia Grande/DE São Vicente). muitas dúvidas e algumas resistências por parte de alunos e de seus familiares. E. Acreditávamos que só assim eles ficariam convencidos da importância de seu papel no desenvolvimento e na posterior consolidação do Programa Ensino Integral. porém.E. Conde do Parnaíba (Jundiaí/DE Jundiaí). enfim. atualmente E.E. E. ao contrário do que se pensava.E. Vila Albertina (Campos do Jordão/DE Pindamonhangaba). na busca de mecanismos legais. Aqui. uma vez que a implantação do novo modelo implicava necessariamente em mudanças. do nosso dia a dia. tínhamos ainda um quadro potencializado pela falta de clareza nas regras do jogo. pois ainda trabalhávamos. Ryoiti Yassuda (Pindamonhangaba/DE Pindamonhangaba). Jardim Amanda (Hortolândia/DE Sumaré). qualquer mudança a ser implementada deveria necessariamente tocar a alma desses profissionais.17 (Indaiatuba/DE Capivari). Professores e suas trajetórias profissionais. Há de se destacar a coragem dos profissionais dessas 16 escolas pioneiras. E. Professora Suely Maria Cação Ambiel Batista.E. Professor Antônio Dutra (Itatiba/DE Jundiaí). e igualmente de professores. sobretudo quando levamos em conta a indisposição natural que temos em relação a processos que nos obrigam a mudar os rumos de nossas vidas. Professora Amira Homsi Chalella e EE Professor Jamil Khauan (São José do Rio Preto/DE São José do Rio Preto). Em segundo lugar. naquelas unidades escolares que com coragem aceitaram o convite houve. Alexandre Von Humboldt e E.E. E. E. qualquer mudança a ser proposta. pedagógicos e de gestão adequados às nossas escolas. como dissemos. E.E. E. EE Prefeito Nestor de Camargo (Barueri/DE Itapevi). Professor Antônio Alves Cruz (São Paulo/DE São Paulo – Centro Oeste).E. Mudanças como a adequação nos turnos de aula.E. haveria muitas vantagens para os profissionais que aderissem ao Programa. .

de 4 de janeiro de 2012. não raro. Tratava-se igualmente de obstáculos que precisavam ser vencidos. formação de aluno autônomo. Corríamos contra o tempo.164. processos de avaliação de desempenho exclusivos do modelo. de implantação. que institui o Regime de Dedicação Plena e Integral – RDPI e a Gratificação de Dedicação Plena e Integral – GDPI aos integrantes do Quadro do Magistério em exercício nas Escolas Estaduais de Ensino Médio de Período Integral. Desfeitos os impasses. numa realidade familiar e social que. de gestão e de resultados. sob diversos pontos de vista – profissional. no momento em que uma escola opta por aderir voluntariamente ao novo modelo. postos os esclarecimentos. além. As questões sobre cargos. era necessário envolver os educadores que se dispusessem a assumir o programa e nele integrar-se.. Mas o tempo vem passando. excelência acadêmica etc. compromissos com metas e indicadores de qualidade despertavam algumas reações contrárias. Lei Complementar nº 1. Nesse cenário. E como em Educação nada se faz da noite para o dia.164/2012: Institui o Regime de Dedicação Plena e Integral – RDPI e a Gratificação de Dedicação Plena e Integral – GDPI aos integrantes do Quadro do Magistério em exercício nas Escolas Estaduais de Ensino Médio de Período Integral.. Protagonismo Juvenil. competente e solidário. 1 Lei Complementar nº 1. margeava o caótico. aceitas pelo governador Geraldo Alckmin e aprovadas pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. de tudo mais que estava acontecendo. Isso porque. muitos profissionais questionavam se seria de fato possível desenvolver conceitos e práticas como Projeto de Vida.18 Questões fundamentais como a aprovação de leis 1 e a publicação de medidas administrativas regulamentando o Programa e o Regime dos educadores que iriam atuar nas escolas do novo modelo também foram por nós enfrentadas. em toda sua complexidade e plenitude.. Essa passou a ser a nossa nova preocupação e o desafio da vez. os cargos dos educadores dessa unidade acabam deslocados para outras unidades. de incorporação e de consolidação do novo modelo se efetivam e vêm produzindo resultados positivos no âmbito escolar. ocasionando o desinteresse por parte de alguns profissionais. . é claro.191/2012: Dispõe sobre o Programa Ensino Integral em escolas públicas estaduais e altera Lei Complementar nº 1. dedicação integral. os processos de trabalho. educacional. e dá providências correlatas. obtida a adesão das escolas.

O que passamos a perceber é que. O trabalho de esclarecimento e convencimento ininterrupto era então redobrado a cada novo encontro. outros fatores acentuavam o desafio de convencimento de pais e filhos acerca da importância do Programa de Ensino Integral para o conjunto da sociedade. Demoravam a entender os propósitos e as virtudes do novo modelo e criticavam com energia a “obrigação de seus filhos frequentarem o tempo integral. e continuamos. em especial. Não foi fácil. as escolas do Programa Ensino Integral passaram a ser uma grande oportunidade para um número enorme de jovens e adolescentes. Mas. impedindo-os assim de trabalhar para ajudar no sustento de suas famílias”. Para aqueles estudantes que viam no Programa Ensino Integral uma esperança e oportunidade sem igual para sua vida. avançando. em conjunto com as equipes. como dissemos. a resistência de pais e alunos tomava dimensões dramáticas quando observada sob o ponto de vista da realidade cultural brasileira.19 E o diploma? – Alunos e pais. Tempo integral para o Ensino Médio estava fadado ao fracasso – a questão da necessidade de trabalho iria se sobrepor a qualquer outra. a cada novo dia. o desafio foi. ao certificado de conclusão de curso. a experiência era a de trocar sonhos por uma realidade concreta que começava a demonstrar. Com o passar dos meses. não acreditavam na viabilidade de se erigir um novo modelo de escola. É ver para crer. nesse contexto. no âmbito das relações estabelecidas entre a escola e as famílias. que secularmente tem devotado um apego descomunal à “necessidade do diploma”. Pais e alunos. relegado à eternidade. inicialmente. resultados satisfatórios para todos. . Em algumas unidades escolares. mas foram muitos os que conseguiram. negando a possibilidade e a necessidade de apropriação do conhecimento a um dia que não vai existir em suas vidas. mesmo que retardando em algum tempo a entrada no mercado de trabalho. viam com desconfiança e certa descrença as possibilidades de sucesso do Programa de Ensino Integral – de fato. convencer seus pais de que valia a pena apostar naquela possibilidade. juntamente com os educadores que já haviam compreendido a importância do Programa.

o . enfim. que se tratava de uma escola diferente. Por isso. qual o modelo pedagógico adequado. uma especialmente apontava para a necessidade de os alunos perceberem. Que esta escola estava voltada. legislação foi elaborada e enviada para a apreciação do governador Geraldo Alckmin e dos parlamentares paulistas. O caminho mostrava-se longo e bastante penoso. E que seus professores iriam dedicar-se integralmente à unidade escolar. qual o modelo de gestão das escolas e dos profissionais. já no primeiro dia de aula. esta nova atuação dos profissionais no Programa. ainda que não tivéssemos o domínio sobre o processo como um todo. mas nem por isso menos desafiador. de contribuição ao seu Projeto de Vida. mas o que se apresentava era ainda o dia a dia de uma escola pública regular que haveria de ser transformada em seu cotidiano pelo Programa Ensino Integral. de apoio acadêmico. definimos o novo regime dos educadores que iriam atuar no Programa. Um trabalho e tanto. Por certo que dominávamos os conceitos necessários à implementação do Programa. de fato. investimos na formação continuada desses profissionais. sempre numa construção conjunta em que a troca de experiência enriquecera sobremaneira todo o processo. pensamos e trabalhamos pela infraestrutura necessária a essa nova realidade. e esclarecida a nova proposta à comunidade de pais e alunos ali presentes. Sabíamos com clareza aonde queríamos e precisávamos chegar. quais os meios legais necessários para dar segurança a toda essa construção e. Entre nossas certezas – que muitas vezes se mostraram insuficientes para a dimensão de tal empreitada –. de fato. sempre um grande desafio. para as suas necessidades de aprendizagem. Passamos então a definir todas as necessidades para começar o piloto com as 16 escolas pioneiras – qual era a infraestrutura necessária. seguida da aprovação. nossos esforços voltaram-se para outros tantos desafios já então identificados e fundamentais para o seu êxito.20 Novamente as 16 pioneiras. quais modelos formativos e de acompanhamento das escolas apoiariam. Um a um – muitas vezes simultaneamente – os obstáculos foram transpostos: definimos as diretrizes do programa e os seus respectivos modelos pedagógico e de gestão. Com as 16 escolas pioneiras já trabalhando em parceria com a equipe central do Programa. vencendo em grande medida a resistência à implantação do novo modelo.

prédios novos foram construídos. entre os anos de 2011 e 2013 elaborou uma série de documentos que trazem informações e esclarecimentos detalhados sobre muitos dos temas aqui abordados e que foram muito úteis para a elaboração deste capítulo. fundamental para a consolidação e a expansão do Programa Ensino Integral. já pensados e projetados para as necessidades e exigências do Programa Ensino Integral.21 apoio dos profissionais das 16 escolas pioneiras e das respectivas Diretorias de Ensino – ressaltamos! – foi e tem sido. energia e recursos. Tivemos que trabalhar intensamente naquelas unidades que necessitavam de adequação em seus espaços físicos dentre as 16 pioneiras – em alguns municípios. 2 2 A Coordenação do Programa de Ensino Integral. protagonista e concentrada numa determinada escola cujo modelo exige ações pedagógicas e acadêmicas mais complexas. Se não. durante um extenso período diário. se o espaço físico não estivesse apropriado? Capítulo II – O Programa Ensino Integral – uma escola de compromissos e inovações. demandando muito trabalho. Todos são essenciais para a melhor compreensão do leitor interessado na . como fazer com que um grande número de jovens e adolescentes permanecessem e convivessem de forma harmônica. dado o grau de dificuldade em alguns casos. Problemas de estrutura dos prédios tiveram que ser contornados com esforço e criatividade. juntamente com os demais profissionais que estão conosco nesta jornada.

No momento em que se desenrola a prática diária de estudos e demais atividades escolares e administrativas. salas temáticas. A Pedagogia da Presença. III. IV. Protagonismo. sala de leitura. II. 1996. Mobilização. V. Informações Gerais do Programa de Ensino Integral. o Programa tem em seus princípios: I. Espírito de equipe e cooperação. II. 3. alorização da educação pública pela oferta de um ensino de qualidade. Programa Acessa Escola. Os Quatro Pilares da Educação4. Em 2015 serão lançados 26 novos cadernos para as equipes gestoras. matéria. 4. sala de leitura. Excelência em gestão. De comprometimento ético – e não vale menos que isso. Um Tesouro a Descobrir. Educação Interdimensional. oriundo do Modelo de Gestão de Pessoas que se construiu. Formação continuada. 3 Para o Programa de Ensino Integral. Diretrizes do Programa de Ensino Integral/Escola de Tempo Integral. II. então. 4 Educação. E esse compromisso está alicerçado nos valores. III. Quanto às premissas do Programa. e VI. laboratório de Ciências. 5. engajamento e responsabilização da Rede. São valores do Programa de Ensino Integral: I. 2. Tutorial de Recursos Humanos do Programa Ensino Integral. sala multiuso e também laboratório de informática. V. infraestrutura diferenciada significa. para o Ensino Fundamental/Anos Finais. De compromisso de todos com todos. Corresponsabilidade. Protagonismo Juvenil. Escola como centro irradiador da inovação. Gestão Escolar democrática e responsável. III. para o Ensino Médio. Relatório para a UNESCO da Comissão Internacional sobre Educação para o século XXI. Por sua vez. dos alunos e da sociedade em torno do processo de ensino-aprendizagem. Do conjunto desses documentos destacamos: 1. Valorização dos educadores. Gestão de Desempenho. professores e alunos do Programa Ensino Integral. ela é acompanhada muito de perto pelo eficiente instrumento da avaliação de desempenho. Orientações para adesão ao Programa Ensino Integral. trata-se da existência de salas temáticas. que se configura em espírito público e cidadania. Avaliação de Equipes Escolares. . recordemos que são as seguintes: I. Constata-se. que profissional algum pode abrir mão de sua parte no todo. sob pena dos processos caminharem de forma inadequada.22 A escola do Programa Ensino Integral é uma escola de compromissos. premissas e princípios do Programa. de suas atribuições e responsabilidades – isso é devidamente chamado de corresponsabilidade –. laboratórios de Biologia/Química e de Física e Matemática. 6. desordenada e desvirtuada de seus fins. IV. Replicabilidade 3. IV.

Finalidade. pode ser considerado como um meio e como uma finalidade da vida humana. precisamente aprender a ser. sensibilidade. Aprender a viver com os outros. simultaneamente. Especialmente por meio da educação que recebe ainda quando jovem. responsabilidade social e espiritualidade. de conhecer. todo ser humano deve ser preparado para a elaboração de pensamentos autônomos e críticos e para a formulação de seus próprios juízos de valor. Em seu quarto e último pilar. tornaram-se uma espécie de porto seguro e norte para a construção de programas e ações por parte de governos e de especialistas mundo afora: I.23 Quanto aos Quatro Pilares da Educação. o pensamento. aprender a aprender. também. aprender a viver juntos. Aprender a ser. III. E aprender a conhecer supõe. quando não se pode prever qual será sua evolução. de descobrir. em rápidas palavras. como agir nas diferentes circunstâncias que a vida lhe apresentar. para o desenvolvimento de suas capacidades profissionais. pelo menos naquela medida em que isso lhe é necessário para viver com dignidade. por sua vez. . como um método que parece ser eficaz para se evitar conflitos ou resolvê-los quando ainda em estado latente. de longe um dos maiores desafios que naturalmente se impõem à educação até hoje. o domínio dos próprios instrumentos do conhecimento e. Aprender a ser é o tipo de aprendizagem que deve constantemente prover aos alunos forças e referências intelectuais que lhes permitam compreender o mundo que os cerca e nele comportarem-se 5 Idem. percebemos que a educação deve contribuir para o desenvolvimento total da pessoa – espírito e corpo. por si mesmo. leva o aluno à descoberta progressiva do outro em não menos do que o espaço de tempo de uma vida. p. além do grau de exigência em matéria de qualificação. o segundo dos quatro pilares. participando em projetos comuns. Aprender a fazer. inteligência. para a comunicação. como adaptar a educação ao trabalho futuro. 89-103. II. recordemos5. Em seu primeiro pilar – Aprender a conhecer – apresenta-se um tipo de aprendizagem que visa. em todos os níveis. Aprender a conhecer. o terceiro pilar. IV. de modo a poder decidir. fundamentalmente. Meio porque se pretende que cada um possa aprender e compreender o mundo que o cerca. porque seu fundamento é o prazer de compreender. Aprender a conviver. exercitando a atenção. sentido estético. a memória. cuida de como ensinar o aluno a pôr em prática os seus conhecimentos e. que o rodeia. antes de qualquer coisa. Aprender a fazer.

seu desempenho. a atração primeira passa a modelo ideal de escola. tarefa das mais trabalhosas e que demanda muita energia e coragem. aliar a escola à realidade do adolescente e do jovem. sobretudo onde já está consolidada ou mesmo em locais em que as tentativas de implantação não chegaram a bom termo. premissas e princípios. idem. a razão de ser do ensino. Igualmente. De fato. em contrapartida. ampliando as chances de melhoria de vida para seus filhos. mais do que em qualquer outra situação. seu respeito às regras são. já por si.24 como atores justos e responsáveis. é também considerar o cotidiano familiar e social desse aluno no momento em que medidas pedagógicas e estratégias são pensadas e construídas para interferirem positivamente em sua vida. sentimentos e imaginação de que todos necessitam6. como dissemos. em especial àquelas que dizem respeito à infraestrutura física e de equipamentos. ao modelo de gestão e pedagógico e os respectivos desdobramentos no currículo. Por fim. a razão de ser da educação. ao tempo de permanência de alunos e professores nas escolas. o Programa Ensino Integral. a infraestrutura adequada. os valores. contaminando a todos no esforço de luta pela igualdade de oportunidades. E aliar a escola à realidade desse aluno é também – e de certa maneira – fazê-lo entender que seu esforço. e para transformá-lo em protagonista de fato. definitivamente. premissas e princípios têm sido a base em que se assenta. 6 Idem. seu incremento e sua flexibilização. com sua ampliação. apoiar o aprendizado efetivo do aluno é. é o tempo integral do aluno na escola a atração primeira das famílias. discernimento. É sempre importante registrarmos que em se tratando dos seus valores. . sua iniciativa. imprimem uma marca inovadora igualmente a alguns outros componentes da nossa escola. se ao tempo integral de permanência de jovens e adolescentes na escola conjuga-se a permanência do corpo de profissionais preparados. a educação parece ter como papel essencial conferir aos seres humanos a liberdade de pensamento. Há tempo que a escola de tempo integral vem povoando a mente e o desejo do povo brasileiro. Aqui. Inicialmente. elementos indispensáveis e continuamente necessários para o seu sucesso. posicionar esse mesmo aluno em seu lugar devido: o aluno como a razão de ser da escola.

perfazendo uma corrente transmissora de boas práticas e ações organizadas. o Caderno Gestão de Desempenho fará parte da coleção do Programa. as atribuições de cada profissional passaram por uma necessária reformulação. que será publicada em 2015.7 O caráter inovador que se imprimiu à construção do Programa Ensino Integral refletiu-se tanto no modelo pedagógico quanto no modelo de gestão. uma vez que vem sendo aprovado pela experiência recente. pautamo-nos no documento intitulado Tutorial de Recursos Humanos. . Trata-se. Além deste documento. Processo Seletivo. aos daquelas que estão em processo de adesão. Aqui. o módulo de pessoal integrante do Quadro do Magistério independerá dos critérios de fixação de módulo das unidades escolares. podemos afirmar – sem medo de erro! – que tais fundamentos estão a nortear e a fundamentar positivamente o processo de sua consolidação em nossa rede pública. e igualmente aos daquelas que estão em vias de aderir. eles vão se alimentando mutuamente de informações e provendo o todo com experiências diárias de muito êxito. Programa Ensino Integral. assegurando maior tranquilidade aos profissionais daquelas unidades que aderiram ao Programa. o corpo docente é constituído exclusivamente de professores portadores de licenciatura plena. 20 p. Organização Administrativa. estabelecidos na legislação vigente. no Programa Ensino Integral. em hipótese alguma. a contratação de professores em caráter temporário. e a criação de novas funções se impôs como 7 Para discorrermos sobre a organização administrativa do Programa Ensino Integral. além de indicação da legislação correspondente. 2012. Coordenação do Programa Ensino Integral. Na esfera da organização administrativa. Movimentação Profissional. Avaliação de Equipes Escolares. Com um organismo central que se comunica de forma harmônica e ininterrupta com seus órgãos auxiliares. anteriormente citada. Também pudemos constatar que a inovação proposta pelo modelo pedagógico e de gestão deveria igualmente refletir-se na área de Recursos Humanos. Nele o leitor encontra material com informações detalhadas sobre Estrutura Profissional. de caminho seguro a percorrer.25 Passado algum tempo desde o histórico momento em que 16 escolas pioneiras aderiram ao Programa Ensino Integral (2012). não sendo permitida. Para isso. mais precisamente no corpo de profissionais que atuam nas escolas do Programa. portanto.

26 necessária. além das atribuições já reconhecidamente comuns de cada um dos profissionais. A criação da função do Professor Coordenador por área de conhecimento foi cuidadosamente pensada com vistas a que. O reforço à coordenação pedagógica com trabalho interdisciplinar na equipe escolar também estaria contemplado. 1 – Estrutura do quadro de pessoal – Quadro do Magistério – Ensino Integral. Ou seja. destacamos a criação da função do Professor Coordenador por área de conhecimento. outras mais foram incorporadas. Mas não só. o profissional tivesse melhores condições para prestar auxílio e apoio aos professores da mesma área com dificuldades específicas de uma determinada disciplina. No âmbito das funções do quadro de pessoal. . Fig. considerando--se as necessidades do Programa Ensino Integral. no exercício da função. A figura a seguir (fig. 1) indica a mudança efetivada na estrutura do Programa Ensino Integral.

Contato com pais e comunidade para esclarecimentos acerca do novo modelo. podemos destacar o seguinte: à lista de atribuições do Diretor de Escola. que tem como foco o Projeto de Vida de seus filhos. No Programa Ensino Integral caberá ao vice-diretor a mediação de conflitos no interior da unidade escolar. sobretudo no âmbito da . O Professor Coordenador Geral (PCG). precisamente nas atividades diversificadas. à lista de atribuições já consagradas de cada profissional. Em rápidas linhas. 4. Prover as condições necessárias para o adequado desenvolvimento do Programa igualmente na dimensão pedagógica.27 Como dissemos. a sistematização do Projeto de Vida dos alunos e a elaboração de seu Programa de Ação. a saber: 1. outras mais foram acrescentadas. À lista de atribuições do Vice-diretor. a orientação de pais e comunidade escolar que buscam serviços de proteção social. Sistematização de experiências e práticas resultantes da aplicação do Programa. foram acrescentadas outras quatro. e na gestão. passou também a coordenar os Professores Coordenadores de Área (PCA). os alunos. 3. 2. sempre buscando atender às especificidades do Programa Ensino Integral. além dos nove itens que compõem seu quadro de atribuições. então composta por 12 itens. com a inclusão da execução do Plano de Ação e dos Programas de Ação do conjunto de professores. Atuar como elemento multiplicador do Programa Ensino Integral. novos itens foram igualmente incorporados. composta inicialmente por seis itens.

Substituição dos demais professores. Elaboração de Plano Bimestral e Guias de Aprendizagem de suas disciplinas. Orientar os professores na elaboração dos Guias de Aprendizagem. Em sua área específica de conhecimento. Aos demais professores do corpo de profissionais das unidades escolares do Programa Ensino Integral cabem. articular a orientação de professores nas aulas de trabalho pedagógico coletivo e o trabalho pedagógico dentro da escola. Organizar as atividades de natureza interdisciplinar e multidisciplinar de acordo com o Plano de Ação. 5-6. foi criada a figura do Professor Coordenador de Área (PCA). 2. Para o quadro do Magistério do Programa. Como registrado nos documentos oficiais do Programa Ensino Integral. com destaque. 4. em apoio direto ao professor coordenador geral. 2. É ele que será chamado para substituição na impossibilidade dos demais docentes. Atuação na parte diversificada do currículo. onde se veem incluídas Disciplinas Eletivas 8 Idem. 3. aqui se faz necessário que nos estendamos um pouco mais sobre as atribuições desse profissional. os professores que ministram aulas de disciplina em sua área de conhecimento8.28 atuação desses profissionais. como já dissemos. Produção de material didático. Deve garantir que as ações entre as diferentes áreas sejam alinhadas e assim permaneçam durante o ano letivo e. o Professor Coordenador Geral figura como peça chave no trabalho de sistematização e avaliação da produção didático-pedagógica. Executar o Plano Pedagógico de acordo com o currículo. com o apoio dos professores coordenadores por área. fazendo constar os objetivos. Elaborar anualmente o Programa de Ação. Pelo seu ineditismo no quadro de profissionais de nossa rede pública de ensino. O PCA deve atuar como coordenador de sua área de conhecimento. ao cumprir sua carga horária como docente e sua carga horária como coordenador pedagógico. 5. onde devem constar indicadores e metas relacionadas à sua atuação. 5. além dos Guias de Aprendizagem. 6. apenas em casos excepcionais. 3. as seguintes atribuições: 1. . atuará como substituto dos demais professores do quadro escolar. Elaboração do Programa de Ação. p. sempre que necessário. Deverá ainda dedicar parte de sua carga horária a atividades docentes e substituir. Orientar as atividades dos professores em horas de trabalho pedagógico coletivo e individual. Não nos esqueçamos de que o Professor Coordenador de Área. Participar da produção didático-pedagógica com os demais professores. O PCG. deverá responder pelas seguintes atribuições: 1. as metas e os resultados a serem atingidos. acaba por incorporar igualmente o conjunto de atribuições de cada uma dessas duas funções. os Programas de Ação. 4.

destacamos um de seus aspectos importantes: a organização curricular. no entanto. com um Vice-Diretor de escola e/ou um Professor Coordenador que não integrem o Regime de Dedicação Plena e Integral e que atuarão como responsáveis por tais atividades. de fato inserido entre os profissionais do corpo docente. Tais unidades comportam cargos de Agente de Organização Escolar e função de Gerente de Organização Escolar. deve ser duplicado em cada unidade onde estiver em funcionamento o novo modelo. 2012. a elaboração de material didático e sistematização de práticas educacionais resultantes de sua atuação. e também com a devida importância. 10 p. As matrizes curriculares implantadas em todas as séries do Ensino Fundamental/Anos Finais e do Ensino Médio compreendem disciplinas da 9 Mais detalhes ver: Informações Gerais do Programa Ensino Integral. Por desempenhar suas funções numa unidade escolar onde o Programa Ensino Integral está implantado. Acrescente-se que para naquelas unidades que possuem ensino noturno e/ou projetos em finais de semana. Quanto ao Quadro de Apoio Escolar (QAE).29 e orientação dos alunos na elaboração e desenvolvimento de seus Projetos de Vida. não houve alterações na composição e nas atribuições de seus profissionais. já que o período de trabalho diário é integral. caberá também a esse profissional: a elaboração do Programa de Ação com indicadores e metas. sempre de forma contextualizada. da ciência. O número de profissionais. porém com atribuições específicas inerentes à sua função. é permitido contar. Tutoria dos alunos. 6. da tecnologia e da cultura como eixos integralizadores das diferentes áreas do conhecimento. a figura do Professor de Sala de Leitura. em rápidas palavras. Destacamos. Tantos que seguramente preencheriam um novo volume desta coleção. Coordenação do Programa. a depender do número de classes nesse período. . lembremos. por fim. a tutoria aos alunos em Projeto de Vida e na utilização de tecnologias para pesquisa. tendo como perspectiva a interdisciplinaridade – aspecto importante e caminho seguro para a excelência acadêmica. A organização curricular está devidamente fundamentada nas dimensões do trabalho. Neste espaço. Organização Curricular9 São muitos os aspectos organizacionais inovadores do Programa Ensino Integral.

Lembremos que no Ensino Fundamental Integral/Anos Finais a carga horária da Base Nacional Comum corresponde a 4. a 1. e 1. 2 e 3). O Ensino Médio Integral.560 horas/ano.30 base nacional comum e da parte diversificada.600 horas/ano na Parte Diversificada (figs. contendo a parte que corresponde às atividades complementares. . e a Parte Diversificada. por sua vez. que inclui as Atividades Complementares. tem em sua Base Nacional Comum uma carga horária de 3.480 horas/ano.760 horas/ano.

2 – Matriz Curricular do Ensino Fundamental Integral – Anos Finais Fundamentação Legal: LDBEN . acrescentar uma aula para Matemática . Moderna .Lei 9.191/2012 DISCIPLINAS/COMPONENTES ANO ANO ANO 6º 7º 8º CURRICULARES Nº DE Nº DE Nº DE AULAS AULAS AULAS Horária 6 2 2 6 4 4 4 6 2 2 6 4 4 4 6 2 2 6 4 4 4 6 2 2 5 4 4 4 960 320 320 920 640 640 640 Ensino Religioso * TOTAL DA BASE NACIONAL COMUM 0 28 0 28 0 28 1 28 40 4.394/96 e Lei Complementar nº 1.240 ATIVIDADES COMPLEMENTARES PARTE DIVERSIFICADA Carga Língua Portuguesa Arte Educação Física Matemática Ciências Físicas e Biológicas História Geografia Língua Estrang.31 Fig.Inglês ______________________________ Disciplinas Eletivas Práticas Experimentais Total da Parte Diversificada Total Geral (*) ANO 9º Nº DE AULAS Caso não haja demanda para Ensino Religioso.164/2012. alterada BASE NACIONAL COMUM pela Lei Complementar nº1.4080 2 2 2 2 320 2 2 2 2 320 0 0 2 2 160 Orientação de Estudos 4 4 2 2 480 Protagonismo Juvenil 1 1 1 1 160 Projeto de Vida: valores para a vida cidadã 2 2 2 2 320 11 11 11 11 1.760 39 39 39 39 6.

560 2 2 2 240 2 2 2 240 Práticas de Ciências 4 4 0 320 Orientação de Estudos 4 2 2 320 Projeto de Vida 2 2 0 160 Preparação Acadêmica 0 2 4 240 Mundo do Trabalho 0 0 2 80 Total da Parte Diversificada 14 14 12 1.160 DISCIPLINAS/ COMPONENTES CURRICULARES ATIVIDADES COMPLEMENTARES PARTE DIVERSIFICADA Sociologia TOTAL DA BASE NACIONAL COMUM Língua Estrang. 3 – Matriz Curricular do Ensino Médio Integral Fundamentação Legal: LDBEN . Moderna .600 Total Geral 43 43 43 5.191/2012.164/2012.394/96 e Lei Complementar nº1.32 Fig.Lei 9.Inglês ___________________________ Disciplinas Eletivas Carga horária AULAS 640 240 240 640 280 . Série Série Série Língua Portuguesa Arte Educação Física Matemática Química 1ª AULA S 5 2 2 5 2 2ª AULA S 5 2 2 5 3 3ª AULA S 6 2 2 6 2 Física 3 2 2 280 Biologia 2 2 3 280 História Geografia 2 2 2 2 2 2 240 240 Filosofia 2 2 2 240 2 29 2 29 2 31 240 3. BASE NACIONAL COMUM alterada pela Lei Complementar nº1.

Ciências da Natureza e Ciências Humanas). as metas. é um documento elaborado pelo conjunto de profissionais da unidade escolar. outro importante instrumento de gestão. professores e estudantes estabelecem o compromisso em relação ao processo de ensino e aprendizagem de uma determinada disciplina. com base nas disciplinas da Base Nacional Comum. Na lógica do Modelo de Gestão. que caminho seguir. num determinado 10 Informações Gerais do Programa Ensino Integral. Coordenação do Programa. a segunda é feita para as áreas do conhecimento (Linguagens e Códigos. O Programa de Ação. sob a responsabilidade do PCA de cada área. que são de responsabilidade dos professores de cada disciplina. os prazos e. O objetivo do Programa é definir “o que” cada membro da equipe escolar fará. 2012. Programa de Ação. com elevado grau de importância. médio e longo prazo. suas principais atribuições e responsabilidades na função em que se encontra. como agir. Partindo do cenário real da escola. além de definir os responsáveis por sua execução. p. . as responsabilidades. utilizado pelas unidades escolares. São eles: Plano de Ação. sobretudo. Por meio dos Guias de Aprendizagem. 3 e 4. Guias de Aprendizagem e Agendas Bimestrais. pelo sucesso deste novo modelo. Matemática. Os papéis a serem desempenhados por cada profissional e pelos alunos também estampam o Plano. que instrumentos utilizar para alcançar os objetivos de curto. reafirmamos sua importância como instrumento de gestão escolar. as estratégias que são definidas e deverão ser respeitadas para que as escolas alcancem o ensino de qualidade. considerando seu posicionamento nos alinhamentos horizontal e vertical e como sua atuação pode colaborar para o alcance dos resultados e metas definidas no Plano de Ação da escola. os indicadores de aferição de resultados. É um documento de elaboração coletiva. o Programa de Ação representa a hora de definir em detalhes “por quem” as atividades planejadas no Plano de Ação serão desenvolvidas.33 Gestão Escolar10 As escolas do Programa Ensino Integral lançam mão de instrumentos de gestão responsáveis diretamente. Quanto ao Plano de Ação. e que estabelece as prioridades. A unidade escolar deve estar preparada para ajustá-lo continuamente. tendo em conta que a educação tem caráter processual e dinâmico. o Plano de Ação deve indicar onde propriamente a escola pretende chegar. Já os Guias de Aprendizagem são elaborados em duas frentes: a primeira.

de forma individual e coletiva. É nas Agendas Bimestrais. Carga Horária Discente. incluindo a Parte Diversificada. na medida em que os indicadores de monitoramento dos estudantes e da turma são discutidos entre os líderes de turma. E se essa instituição for pública. sentindo-se credora da administração pública no item prestação de serviços – de bons serviços. parte de processo maior que é a Gestão de Pessoas. por sua vez. que são registradas as datas de execução das ações apontadas nas estratégias do Plano de Ação da escola e nos Programas de Ação da equipe gestora e dos professores. Carga Horária Multidisciplinar Docente. . o conjunto de horas em atividades com os alunos e de horas de trabalho pedagógico na respectiva unidade escolar a que se dedica com exclusividade. Gestão de Pessoas12 Tratar da Gestão de Desempenho em uma determinada instituição não é tarefa simples de se realizar. conforme Plano de Ação já estabelecido 11. há tempos. No ano de 2015 será publicado um caderno especial sobre este tema. toma a proporção de elemento vital para a sua consolidação com padrão de qualidade. que corresponde ao conjunto de aulas dos diferentes componentes curriculares da Base Nacional Comum. o desafio é maior. que é o conjunto de horas em atividade de gestão. da formação e da apropriação mesma do conhecimento. Carga Horária de Gestão Especializada.34 bimestre. nas páginas que seguem. 11 Ainda neste capítulo. Ressaltamos que a gestão pedagógica e a gestão administrativa das unidades escolares devem ser organizadas tendo em vista o compromisso de atender às seguintes exigências: I. no Programa Ensino Integral a Gestão de Desempenho. Assim. então. e de exercício exclusivo para diretores e vice-diretores. envolvendo profissionais da equipe central da Secretaria da Educação. Mas o fato é que a sociedade vem. incluindo a Parte Diversificada. conforme anunciado anteriormente. Coordenação do Programa. Governo do Estado de São Paulo/Secretaria da Educação. na integração das áreas de conhecimento da Base Nacional Comum. das Diretorias de Ensino e das unidades escolares do Programa de Ensino Integral. o leitor encontrará mais detalhes sobre conceitos aplicados ao Programa Ensino Integral. de suporte e atuação pedagógica eventual. ou seja. 12 Ver documento Gestão de Desempenho – 2013. com ganhos positivos nos campos do processo de ensino e aprendizagem. Programa Ensino Integral. II. III. Trata-se de documentos de elaboração coletiva.

Gerir o desempenho dos educadores que atuam no novo modelo é fazer uso da avaliação. Cada qual em sua função deve contribuir para que se cumpram as premissas do Programa. Acompanha-se e forma-se no decorrer do ano letivo. e considerável quantia de recursos financeiros. ocorre o fortalecimento do profissional em sua função e na perspectiva do trabalho do grupo. do acompanhamento e da formação de cada um dos profissionais da escola. com respeito às atribuições. dos Planos de Aula e do Plano Individual de Aprimoramento e Formação. em organizações públicas e privadas das mais variadas áreas de interesse e de atuação. da Agenda Bimestral. Aprimora-se. dos Guias de Aprendizagem. administrativos e legais. E assim fizemos. lançamos mão do Plano de Ação. É fato que. desde sua concepção. Para isto. víamos a necessidade da utilização da gestão de desempenho no Programa de Ensino Integral. papéis e responsabilidades. e que dá passos seguros rumo à sua consolidação é negligenciar energia demandada. oportunidade. para que não haja um intervalo de tempo entre o diagnóstico do problema e a proposição de soluções. Foram definidas as competências e resultados esperados de cada profissional a partir das premissas e dos princípios do Programa Ensino Integral. juntamente com outros instrumentos administrativos. vem sendo responsável. Busca-se o desenvolvimento de todos para que apresentem as competências e resultados esperados. pelo êxito na aplicação e consolidação de programas em todo o mundo. É no acompanhamento e na avaliação que se tem um quadro do desenvolvimento das ações e metas planejadas e da competência dos profissionais. do Programa de Ação. Esse trabalho é coordenado por . a atuação dos educadores tendo em vista os resultados dos alunos por meio da correção de desvios e da disseminação de boas práticas. há décadas. intervalo este sempre danoso para a correção de rumos em tempo hábil.35 Não garantir mecanismos de gestão de desempenho na aplicação de um programa que se inicia. lembremos. trabalho executado. que começa a apresentar resultados positivos importantes. A gestão de desempenho. então. simultaneamente. E vejam que não estamos tratando de algo inédito em sua aplicação ou em seu significado. Como princípio da administração pública eficiente.

bem como sua autoavaliação. disponibiliza-se um cardápio de ações formativas que podem ser conduzidas no coletivo ou de forma autônoma pelo educador. buscando a consciência dos pontos fortes e dos que precisam melhorar para que sejam trabalhados em um plano individual de formação. com acompanhamento de seu gestor direto no alinhamento (figura 4). Trabalha-se a devolutiva da avaliação com o profissional. supervisores e PCNPs. E na perspectiva do comportamento esperado (competência). . Para este plano. todos os que acompanham o trabalho dos educadores no dia a dia participam de sua avaliação: a direção. A avaliação constitui-se num poderoso instrumento de transformação e desenvolvimento dos profissionais da escola.36 profissionais do Programa de Ensino Integral da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo. professores e alunos. na denominada Avaliação 360º (figs. 4 e 5).

4 – Gestão de Pessoas – Esquema de Acompanhamento e Avaliação em Processo. DIR – Diretor.37 Fig. DE – Diretoria de Ensino. PCNP – Professor Coordenador de Núcleo Pedagógico . PROF – Professor. . Vice-Diretor. PCA – Professor Coordenador por Área de Conhecimento. PCG – Professor Coordenador Geral.

DIRVice-Diretor. G . – Professor Coordenador Geral. – Professor Coordenador de Núcleo Conhecimento. PCAde– DE Diretoria de Ensino. PCNP – Professor Coordenador de Núcleo Pedagógic Pedagógico. – Professor. DE– – Diretoria de Ensino. 5 – Gestão de Pessoas – Esquema de Acompanhamento e Avaliação Contínua e Avaliação 360º.38 Fig. PCNPo. – Diretor. PCG – Professor Geral. PROF – Professor. PCA – Coordenador Professor Coordenador por Área Professor Coordenador por PROF Área de Conhecimento. DIR – Diretor.PCG Vice-Diretor.

Também pensávamos que um glossário daria conta da empreitada e do desejo impresso em sua construção. Vamos a eles. que dão alma ao nosso Programa. no capítulo II. sejam inspirados em outros modelos exitosos. No Ensino Fundamental o foco do Projeto de Vida é propiciar o desenvolvimento de habilidades que possibilitem ao adolescente obter segurança para encarar os desafios de cada etapa de sua vida escolar em direção ao futuro que vislumbra. concluindo o Ensino Médio. De início. próxima ao que de fato acontece nas unidades escolares. E assim caminhou por um bom tempo. o Ginásio Pernambucano. . Portanto. A ideia era levar o leitor à melhor compreensão desses termos.39 Conceitos Não são poucos os elementos que imprimem aspectos inovadores ao Programa Ensino Integral. que passa a ser um leme para a tomada de decisão sobre seu futuro acadêmico e profissional. quando ainda rabiscávamos as primeiras linhas deste trabalho. observados e estudados em seu conjunto. Sejam emprestados da nossa grande inspiração. sejam construídos por nossos técnicos e pelos profissionais das 16 escolas pioneiras e das demais escolas que compõem o Programa. assim toda a dinâmica da escola gira em torno do estudante e de seu Projeto de Vida. achamos por bem e mais adequado que tal material ficasse mesmo aqui. Ao final das dúvidas. Projeto de Vida. o Projeto de Vida acaba por lhe proporcionar ferramentas essenciais para a cidadania plena e para a consolidação da sua autonomia intelectual. tais conceitos facilitarão a compreensão de todos sobre os porquês do sucesso deste novo modelo. em especial no Ensino Médio. Optamos por iniciar pelos dois conceitos estruturantes do Programa Ensino Integral: O Projeto de Vida e o Protagonismo Juvenil. o fato é que. ao mesmo tempo em que emprestávamos à definição de cada um certa vida. agora destacando os pedagógicos. sob qualquer ângulo que queiramos observar. que é materializado por meio de um plano. sabíamos que precisávamos organizar e melhor adequar à leitura dos interessados um conjunto de conceitos próprio ao Programa. os conceitos e termos pedagógicos são apresentados nas linhas e páginas que se seguem. A centralidade do Programa é o adolescente/jovem e o seu Projeto de Vida. Como os conceitos estruturantes da gestão já foram apresentados neste mesmo capítulo.

Este evento foi exitoso. cada uma a sua maneira. o acolhimento traz em si alguns aspectos dignos de nota no que diz respeito às relações humanas. inclusive! – que chegam e que ainda não conhecem em todos os detalhes necessários sua nova escola. todos veteranos. Os projetos foram orientados pelos professores. os ingressantes – professores. os novos alunos experimentam pelas primeira vez as práticas e vivências do Protagonismo Juvenil e dão início à construção de seus Projetos de Vida. as premissas e as metodologias que a fundamentam. a filosofia que a inspira. após seleção. os alunos escolheram os temas de forma autônoma a partir das Disciplinas Eletivas e dos seus Projetos de Vida. Algumas práticas e vivências deste novo modelo são descrita a seguir. construtiva e solidária no enfrentamento e solução dos reais problemas no cotidiano escolar. No laboratório. É exatamente quando. Assim. as atividades investigativas podem contribuir para fortalecer o desenvolvimento de 13 Um dos desdobramentos mais exitosos desta metodologia foi a Feira de Ciências do Ensino Integral. com destaque para a GENIUS OLYMPIAD. e é contribuição provadamente eficaz para o processo de aprendizado dos alunos e na construção do seu Projeto de Vida. da E. um grupo de alunos e ex-alunos. também a primeira atividade pedagógica do ano. os princípios.E. .40 Protagonismo Juvenil. no primeiro dia de aula – em meio a muitas novidades. a escola cria uma série de metodologias que apoiam. o Projeto de Vida dos estudantes e o Protagonismo Juvenil. objetivos e possibilidades. É o processo pelo qual o aluno é estimulado a atuar de forma criativa. O ensino por investigação é considerado por diversos pesquisadores como central no desenvolvimento do letramento científico. foram apresentados 151 projetos e 25 deles foram premiados. Autonomia. Atividades experimentais e pré-iniciação científica 13. e. assim. Essa é de fato a primeira etapa da construção do Projeto de Vida do aluno que acaba de ingressar. tendo em vista o número expressivo de premiações recebidas em várias Feiras afiliadas. sempre refletindo sobre seus sonhos. acolhe os novatos. Para que esses dois conceitos estruturantes sejam centrais de fato. às dúvidas e angústias diante do desconhecido –. com o trabalho Sinal Verde. Ilza Irma Moeller Coppio. solidariedade e competência – eis as bases em que se assenta o Protagonismo Juvenil. às crenças e valores de profissionais e estudantes no âmbito de uma comunidade escolar. As escolas enviaram seus projetos e. em Nova Iorque. Importante momento no ano letivo que se inicia. na comunidade e em sua vida social. Acolhimento.

41

competências e habilidades, uma vez que o currículo prevê que elas sejam
desenvolvidas, tais como: formular hipóteses, elaborar procedimentos,
conduzir investigações, formular explicações, apresentar e defender
argumentos científicos. Esta metodologia está baseada em resolução de
problemas, criatividade, inovação e argumentação.
Estas pesquisas
contribuem para firmar o propósito do aluno quando definiu seu Projeto de
Vida. Pudemos acompanhar, a guinada na vida de vários alunos depois de
terem experimentado esta nova maneira de aprender!
As atividades de laboratório contribuem para a elaboração de
projetos de pré-iniciação científica que geralmente são desenvolvidos em
Disciplinas Eletivas, cujo objetivo é ampliar o conhecimento do aluno
sobre um determinado tema. Os temas de pré-iniciação científica surgem
quando os alunos percebem que há um problema local ou global a ser
resolvido. Eles se propõem buscar solução por meio de pesquisa, o que
propicia sua integração com a disciplina, com os colegas e com o
professor. Além disso, eles desenvolvem a autonomia, o espírito de
cooperação, características que os ajudarão na vida social e profissional.
Assim, tanto as atividades experimentais como a pré-iniciação
científica, realizadas por eles, são ações que consolidam essa mudança e
contribuem para a formação do jovem protagonista, alicerçado nos
pressupostos e premissas do Programa Ensino Integral.

Clubes Juvenis. Espaço coletivo, constituído por um grupo de alunos,
destinado à prática e vivência do Protagonismo Juvenil, que se organiza
do ponto de vista de afinidades (ciência, literatura, artes, etc.) ou temas
(clube do jornal, clube da leitura, clube da dança, etc.),
independentemente das turmas de origem de seus membros. São
concebidos como o ponto de partida para o exercício do protagonismo
juvenil. Com os Clubes Juvenis, os alunos são levados à convivência em
grupo, à tomada de decisões de forma independente, a aprender a
planejar. Evitando-se que se transformem em simples ajuntamentos de
alunos, organizam-se em atividades de apoio à escola, orientados por
planos de ação elaborados com base em objetivos. Dirigidos por um
presidente e um vice-presidente, contam com o apoio da direção da escola
para sua formação e funcionamento.
Culminância. A culminância é um encontro que ocorre duas vezes a
cada ano letivo, uma em cada semestre. É o momento em que os alunos
das escolas do Programa, ao concluírem as disciplinas eletivas,
semestralmente, apresentam para toda a comunidade escolar (direção,

42

professores, pais, comunidade, etc.) o resultado de seu aprendizado,
sempre por meio de trabalhos escolares de cunho acadêmico. Não é difícil
imaginar a importância desse momento na vida da comunidade escolar,
em todos os sentidos, em todas as direções: para o aluno, que se
apresenta e apresenta seu trabalho, há a nítida impressão de que naquilo
que é apresentado estão contidas horas de observação, reflexão, atenção
ao que foi ensinado e aplicação do que foi aprendido, preocupação com a
relevância do que é produzido e executado, enfim, protagonismo puro!
Currículo Integrado. Com esse objetivo, o Programa de Ensino Integral
definiu um modelo de escola que propicia aos seus alunos, além das aulas
que constam na Base Nacional Comum, a oportunidade de aprender e
desenvolver práticas que irão apoiá-los no planejamento e na execução do
seu Projeto de Vida, por meio da articulação entre as disciplinas da Base
Nacional Comum e da Parte Diversificada, incluindo as atividades
complementares.
Disciplinas Eletivas. As Disciplinas Eletivas, de organização semestral,
são propostas e elaboradas por grupos de ao menos dois professores de
disciplinas distintas. O tema é definido a partir do Projeto de Vida e
interesse dos alunos, desde que se trate de um assunto relevante e que
seja abordado de modo a aprofundar os conteúdos curriculares.
Proporcionam ao aluno a possibilidade de interferir construtivamente na
montagem de seu próprio currículo, na perspectiva de que o aluno escolhe
a Disciplina Eletiva que quer fazer no semestre, e devem ser planejadas
de modo a culminar (Culminância) com a elaboração de um determinado
produto ou com a realização de um evento a ser apresentado para toda a
escola.
Tendo em vista o incentivo à convivência e à troca de experiências no
interior da unidade escolar, as disciplinas eletivas têm por princípio a
integração de alunos dos diversos anos/séries.
Líderes de turma. Nesta prática, os adolescentes e jovens têm a
possibilidade de exercer a sua capacidade de liderança, de si próprios, do
conhecimento acadêmico e do seu Projeto de Vida, a serviço do
desenvolvimento de sua turma, sendo exemplos e referência para os seus
colegas. Portanto, a liderança os inspira e contribui para a mudança de
suas posturas, apoiando-os no desenvolvimento das soluções que dizem
respeito a tudo aquilo pelo qual eles desenvolvem uma atitude de não
indiferença, seja em relação à escola, seja em relação à sua comunidade e
às pessoas. A rotina escolar é organizada de modo a permitir reuniões
periódicas desses líderes com a equipe gestora da escola, entre os líderes

43

e sua turma, de modo a viabilizar sua participação sem comprometimento
das demais atividades. Por meio da atuação dos líderes de turma, as
escolas do Programa Ensino Integral pretendem, por um lado, ampliar os
espaços de manifestação do Protagonismo Juvenil e, por outro, aprimorar
sua gestão escolar, garantindo a participação de seus alunos.
Nivelamento. O nivelamento é uma ação emergencial que visa promover
as habilidades básicas não desenvolvidas no ano escolar anterior ao da
série/ano em curso, aferidas por meio de avaliação diagnóstica aplicada
no primeiro e segundo semestre do ano letivo. Portanto, todo o processo
consiste em ações planejadas e executadas, por meio do plano de
nivelamento, que propiciam aos estudantes serem protagonistas de seu
desenvolvimento acadêmico, sempre apoiados por toda a equipe escolar.
No processo do nivelamento são utilizadas várias estratégias
metodológicas,
dentre
elas grupos
produtivos,
aluno
monitor,
agrupamento por dificuldade, monitoria de professor. Assim, com o
nivelamento, busca-se garantir a excelência acadêmica, uma das
premissas do Programa Ensino Integral.
Orientação de Estudos. As aulas de Orientação de Estudos são o
suporte na aprendizagem e organização pessoal dos estudantes
consolidando hábitos e rotinas de estudo. A disciplina de Orientação de
Estudos está fundamentada na concepção de que aprender a estudar é
condição primordial para o desenvolvimento da autonomia de nossos
estudantes.
Tutoria. A Tutoria é uma das metodologias do Programa, que tem como
característica atender os alunos nas suas diferentes necessidades e
expectativas, visando de modo integrado coordenar todas as demais
metodologias desenvolvidas na escola. Mesmo transitando no âmbito
pessoal e social é preciso dizer que o foco do trabalho do tutor (um dos
profissionais da escola) é acadêmico. Assim, a tutoria tem por objetivo
promover o sucesso escolar dos estudantes e apoiá-los na realização de
seus Projetos de Vida.

eram positivos. implantado o Programa Ensino Integral. os pioneiros. O caminho foi penoso. configurando um aumento de 29. no ano de 2011. em escala de 0 a 100. por qualquer meio ou suporte. Quem sabe consigamos ainda tornar disponível. já em 2012 as avaliações externas aplicadas aos alunos das 16 escolas pioneiras (todas até então do Ensino Médio) apresentaram resultados positivos. de fato. a comparação de resultados das avaliações aplicadas em março e setembro de 2012 indicou que: entre os alunos da 1ª série do Ensino Médio a pontuação saltou de 47.1 para 61 pontos de média. quanto na sua expansão para os demais segmentos da Educação Básica. até que fizessem um comparativo das possibilidades. que as pessoas começassem a entender e a se apropriar do Programa. avaliação e consolidação. como dissemos. de perdas e ganhos e se integrassem totalmente ao Programa. Apontavam para o seguinte. percebemos que a coragem dos profissionais revestiu-se inteiramente de compromisso com a escola pública. o conjunto de depoimentos gravados e transcritos para compor esta publicação e que dão conta. apontando que estávamos no caminho certo e dando a todos a segurança de que poderíamos avançar na ampliação do Programa. Passados os estranhamentos iniciais. No capítulo I discorremos com alguns detalhes sobre o que de fato foi o processo de convencimento interno (gestores. aceitaram o desafio do convite para se integrarem ao Programa Ensino Integral e que se tornaram. encerradas as primeiras ações de esclarecimento sobre o que era e o que pretendíamos com o Programa Ensino Integral. Encerrados os primeiros encontros. tanto numericamente. seguido pela implantação do novo modelo. Nunca será demais recordar e tornar a registrar a coragem daqueles profissionais que atuando nas Diretorias de Ensino e nas Unidades Escolares.5% durante o período . Muito suor de todos os envolvidos foi necessário até que os processos fossem se assentando. Os resultados das primeiras avaliações. e da confiança de que dias melhores poderiam estar por vir. em larga medida.44 III – O Programa Ensino Integral – as 16 pioneiras. professores e alunos) e externo (pais e comunidade do entorno). 7 e 8: no exame de Leitura e Interpretação. quando observadas as indicações dos gráficos correspondentes às figuras 6. do que de fato foi todo esse processo.

apontando em que pontos precisam melhorar. saltaram de 33 para 60 pontos.4 pontos de média (25% maior).9%.5% para o mesmo período. As escolas têm um IDESP para cada um dos segmentos. evoluíram positivamente 38.4 (26. Com isso. 15 Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo. Porém.4. .9 para 40.4 pontos (21.300 escolas da rede nas séries iniciais e finais do Ensino Fundamental. e a 3ª série de 47 pontos para 59. com números que eram de 22.4 pontos.6 pontos e atingiram 31. os alunos da 2ª série foram de 23.1%.4 para 62.9 para 47. foi necessário aguardar os resultados do SARESP 14 e consequentemente o IDESP para que pudéssemos comprovar a evolução da aprendizagem nas novas escolas do Programa. e no Ensino Médio.8 para 53. Indicador criado em 2007 pela Secretaria da Educação do Estado de São Paulo para avaliar a qualidade das mais de 5. e os alunos da 3ª série. Em Matemática. entre os alunos da 3ª série também do Ensino Médio foi onde houve o aumento mais expressivo. 15 14 SARESP – Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo é um dos indicadores que compõem o Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo – IDESP. crescimento de 35.6 pontos de média e chegou a 31. 2. O fluxo escolar (em quanto tempo aprenderam). O desempenho dos alunos nos exames de proficiência do SARESP (mais precisamente. ou seja. Quando o item avaliado foi Produção de Texto: a 1ª série saltou de 37. os números foram os seguintes: a 1ª série do Ensino Médio partiu de 22.45 de sete meses. perfazendo um aumento de 81%.9 pontos. É considerada uma boa escola aquela em que o maior número de alunos aprendeu as competências e habilidades requeridas para sua séria durante o ano letivo.9 pontos de média – aumento expressivo da ordem de 71. ou seja.9%. já os alunos da 2ª série do Ensino Médio passaram de 46.9% maior). a 2ª série foi de 43. assim como os da 1ª. O SARESP não apenas avalia a escola como ajuda tanto a monitorar quanto a traçar metas para o ensino das escolas públicas paulistas. em relação ao quanto aprenderam).3% maior). É composto por dois critérios: 1. o IDESP permite que as escolas acompanhem sua evolução de ano para ano. uma evolução de 38.

Leitura e Interpretação de Texto 46.4 .46 Fig. 6 – Resultado de Avaliação Externa – 2012 – 16 Escolas Pioneiras – Leitura e Interpretação de Texto.

7 – Resultado de Avaliação Externa – 2012 – 16 Escolas Pioneiras – Produção de Texto.47 Fig. .

48 Fig. . 8 – Resultado de Avaliação Externa – 2012 – 16 Escolas Pioneiras – Matemática.

para o mesmo nível básico. nas escolas do novo modelo. 15) Para a melhor compreensão dos gráficos apresentados nas figuras 9 e 10. nos mesmos quatro níveis de proficiência e igualmente para os mesmos grupos de escolas (escolas do Programa . e considerando a média das escolas do Programa Ensino Integral e a média das escolas estaduais que não possuíam o Programa (figs. 9 e 10). básico. No nível adequado. enquanto nas escolas regulares foi de 7% (fig. tendo em conta a distribuição dos alunos nos níveis de proficiência (abaixo do básico. Em cada ano. as porcentagens correspondiam a 38% em 2011 e a 34% em 2012. as escolas do Programa Ensino Integral partiram de 25% em 2011 para chegar a 41% em 2012. os gráficos apontaram o seguinte conjunto de números. adequado e avançado). e também não para as escolas regulares (1% em 2011 e 1% em 2012). não houve mudança para as escolas do Programa (2% em 2011 e 2% em 2012). de 23% em 2011 para 26% em 2012. a proporção nos níveis soma 100%. nas regulares os números apresentaram um pequeno salto. nas escolas avaliadas onde não havia o Ensino Integral.49 Dados animadores também foram verificados nos resultados da aplicação do SARESP. agora nas escolas regulares. no Ensino Integral a evolução entre 2011 e 2012 foi de 26%. a seguir. quando comparamos os anos de 2011 e 2012. Para a disciplina de Matemática. os números passaram de 38% em 2011 para 39% em 2012. e em 2012 esse número baixou para 22%. No nível básico de proficiência. a proporção de alunos no nível de proficiência abaixo do básico era de 31% em 2011. os gráficos representados nas figuras 10 e 11 apontam que na disciplina de Língua Portuguesa. Certamente que o deslocamento desejado dos alunos é aquele cujo movimento das barras parta do nível abaixo do básico para o nível adequado. ainda em Língua Portuguesa. os números para as escolas do Programa Ensino Integral foram de 34% em 2011 para 35% em 2012. Em um comparativo entre a média das escolas de Ensino Integral e a média das demais escolas do estado. lembremos que o tamanho das barras corresponde à proporção (%) de alunos no nível de proficiência indicado. Assim. Por fim. no nível de proficiência avançado.

pois em 2011 o índice era 37% e em 2012 caiu para 35%. os deslocamentos foram menos expressivos. já no nível básico apresentaram uma queda no período. e também para o aumento da porcentagem daqueles que estavam no nível adequado em 2011 (25%) que saltou para 41% em 2012. . já que os números foram de 38% em 2011 e de 34% em 2012 no nível abaixo do básico. Nas páginas que se seguem. a vantagem das escolas do Programa Ensino Integral em relação às escolas regulares é significativa. e o mesmo 1% para 2011 e 2012 no nível avançado. Em Matemática. com destaque para a redução da porcentagem de alunos que estavam no nível abaixo do básico em 2011 (31%) e os de 2012 (22%). não pontuaram. de 38% em 2011 para 39% em 2012 no nível básico. uma nova série de gráficos registra a evolução das escolas pioneiras. principalmente na disciplina de Língua Portuguesa. A exceção foram os números correspondentes ao nível avançado. No nível avançado. Em Matemática.50 Ensino Integral e regulares): escolas do novo modelo – 48% em 2011 e 44% em 2012 no nível abaixo do básico. 5% em 2011 e 9% em 2012 para o nível adequado. Como se vê. que ficou em 1% em 2011 e no mesmo 1% em 2012. 38% em 2011 e 46% em 2012 no nível básico. Nos demais níveis houve um ganho de qualificação. de 23% em 2011 para 26% em 2012 no adequado. Nas escolas onde não há o Programa houve um ganho menor em Língua Portuguesa. as escolas onde não há o novo modelo apresentaram ganho relativo nos níveis abaixo do básico – 58% em 2011 e 56% em 2012 – e no adequado – 4% em 2011 para 5% em 2012. mantendo para o período o mesmo 1% para o nível avançado.

9 – Resultados SARESP 2011 e 2012 – Média do Estado – Distribuição Alunos Níveis de Proficiênci a. Resultados do SARESP 2011 e 2012 .51 Fig.

52 Fig. Resultados do SARESP 2011 e 2012 . 10 – Resultados SARESP 2011 e 2012 – Média Escolas Ensino Integral – Distribuição Alunos Níveis de Proficiência.

Participação dos Alunos na Avaliação). . 11 – Conjunto de Dados – Ensino Médio – 12 Escolas Participantes com Alunos Avaliados Distribuição nos Níveis de Proficiência (%).53 Fig.

54 .

Decomposição do IDESP – categorias de . 12 – Conjunto de Dados – Ensino Médio – 12 Escolas Participantes com Alunos Avaliados (Decomposição do IDESP – variação 2011-2012.55 Fig.

.56 variação – 2011-2012).

57 .

13 – Comparativo Média de Escolas Ensino Integral – Média do Estado. .58 Fig.

os resultados apresentados se referem a essas escolas.59 O leitor pode notar que tais quadros correspondem unicamente às escolas pioneiras. resultados das 16 pioneiras. com comparativos que abarcam os anos de 2011 e 2012. Das 16 escolas que aderiram ao Programa em 2012. . intitulado “Programa Ensino Integral – expansão e dimensões”. portanto. estarão agrupados com os das novas escolas que se integraram ao novo modelo. apenas 12 delas possuem turmas de 3º ano do Ensino Médio e. agora de 2013. No capítulo IV.

Conde de Parnaíba.E.60 Trabalho e Gestão Reunião de trabalho com o Secretário da Educação Prof. (Foto: Milton Michida/A2 Fotografia) . SP. assessores. Início das aulas de 2012. E. Herman Voorwald. Jundiaí. coordenadores e educadores.

61 Orientação Técnica para as equipes das Diretorias de Ensino e equipes escolares do Programa Ensino Integral. 2012. Águas de Lindoia. (Foto: Milton Michida/A2 Fotografia) . SP.

SP. Ryoiti Yassuda. E.62 Ensino e Pesquisa Escola pioneira no Programa Ensino Integral. Pindamonhangaba. (Foto: Milton Michida/A2 Fotografia) .E.

(Foto: Gilberto Marques/A2 Fotografia) .63 Cindy Carolini de Lima (na foto). SP. E. em Nova Iorque.E. Projeto finalista da Feira de Ciências e Engenharia da USP 2014. Ítalo Fernandes Ferraz e Lucas de Jesus Borges. representou o Brasil na Genius Olympiad. Profa. ganhando menção honrosa. Semáforo Ecológico “Sinal Verde”. sistema sustentável de geração de energia que evitaria “panes” após dias de tempestades. São José dos Campos.ª Ilza Irma Moeller Coppio.

ª Ilza Irma Moeller Coppio. na escola e na Feira de Ciências e Engenharia da USP 2014. apresentam projeto por eles desenvolvido. Na foto o projeto “Olho de quem não vê” – bengala com GPS. São José dos Campos. SP. em 2013.64 Alunos Ana Luíza de Souza Ribeiro. Giovanni França Costa. Prof. Gabriel Sales Martins. (Foto: José Luís da Conceição/A2 Fotografia) .E. Ricardo Fernandes da Silva. E.

Santo André.65 Aluna Camila Agone. Jardim Riviera. SP. apresenta o trabalho “Pomada cicatrizante a partir da Embaúba” em Feira de Ciências e Engenharia da USP 2014. (Foto: Gilberto Marques/A2 Fotografia) . E.E.

Prof. Natiely Fricati da Silva e Otávio Luiz Domingues de Oliveira Izidro Silva. Projeto “Sistema de Amortecimento de Macas Hospitalares (SIAMAH)”. E. Feira USP 2014. SP.66 Aluno Bruno Galbiati. (Foto: Gilberto Marques/A2 Fotografia) Alunos Marcos Henrique Amoreira da Silva. Priscila Fernandes da Rocha. Hortolândia.ª Suely Maria Cação Ambiel Batista. SP. E. apresenta trabalho “Proteja-se contra o fogo de forma econômica e sustentável” em Feira de Ciências e Engenharia da USP 2014.E. (Foto: Gilberto Marques/A2 Fotografia) .E. Indaiatuba.

Projeto “Energia – Fontes renováveis para a solução da sustentabilidade”. Denílson Camargo de Lima e Cristian Paz de Almeida Sarttory. SP. bicicleta que gera energia para o rádio durante as pedaladas. Feira USP 2014.67 Alunos Guilherme Bueno das Neves. Prof. (Foto: Gilberto Marques/A2 Fotografia) .E.ª Nicota Soares. Itapeva. E.

Priscila Fernandes da Rocha. Feira USP 2014. E. SP. Michele Veiga Chagas e Tauane Aparecida Baptista. Projeto “Aplicações Cosméticas das Propriedades do Exoesqueleto do Caranguejo-Uçá”. Projeto “Projetando e construindo um caminhão-tanque reboque do corpo de bombeiros”. Jardim Riviera. Feira da USP 2014.E. Hortolândia. E. (Foto: Gilberto Marques/A2 Fotografia) .68 Alunos Matheus Luiz Tofanin. (Foto: Gilberto Marques/A2 Fotografia) Alunos Douglas Campanha. Santo André. SP. Sandro Henrique dos Santos e Wesley Vieira de Carvalho.E.

Antonio Dutra.E.ª Ilza Irma . Itatiba. (Foto: Gilberto Marques/A2 Fotografia) Alunos José Augusto Sgarbi Xavier. Prof.69 Projetos científicos desenvolvidos por alunos do ensino integral da E.E. SP. Jerrá Axel Teixeira de Oliveira e Davi Silva Martins das Neves. Prof. do NME Tempo Integral da E.

Na foto. Prof. (Foto: Acervo da escola) . bairro do Sumaré. fechadura que ilumina ao se aproximar a chave. São Paulo. São José dos Campos. Antonio Alves Cruz.70 Moeller. SP. Prof. que conheceu os projetos por eles desenvolvidos.ª Valéria Souza. SP. recebem a visita da responsável do Programa Ensino Integral. (Foto: José Luis da Conceição/A2 Fotografia) Eletiva – Ciências – E.E.

E. Cajamar. (Foto Acervo da escola) . Walter Ribas de Andrade.E. SP. Prof.71 Atividades de Matemática de Sequências Numéricas com Torre de Hanoi.

Prof.72 Acolhimento – Início do ano letivo. Acolhimento. Antonio Alves Cruz. SP – Programa Ensino Integral. São Paulo. bairro do Sumaré.E. Alunos calouros e veteranos da E. (Foto: Milton Michida/A2 Fotografia) .

São Paulo. SP – Programa Ensino Integral. bairro do Sumaré. Alunos calouros e veteranos da E.E.73 Acolhimento. Antonio Alves Cruz. (Foto: Milton Michida/A2 Fotografia) . Prof.

dez.74 Formação de Jovens Acolhedores. E. Ryoiti Yassuda. SP.E. Pindamonhangaba. 2013. (Foto: Acervo da Escola) .

.ª Pepita de Souza Figueiredo da Equipe do Programa Ensino Integral.) e mediada pela Prof.75 Protagonismo Juvenil Videoconferência sobre Protagonismo Juvenil feita pelas alunas (.. .

A mesa redonda foi mediada pela Prof. .76 Alunos participam de workshop de metodologias do Ensino Fundamental – Anos Finais para darem suas sugestões para aprimoramento do Programa Ensino Integral.ª Valéria de Souza.

SP – Programa Ensino Integral. Vila Albertina.E. (A2 Fotografia) .77 Clubes Juvenis Clubes juvenis. Eletivas de judô e dança. na E. Campos do Jordão.

(A2 Fotografia) . em matérias eletivas: xadrez e tênis de mesa. Campos do Jordão. Vila Albertina.E. SP.78 Alunos do Ensino Médio Integral da E.

SP.E.79 Unidades Inauguração da E. (Foto: A2 Fotografia) . na época da inauguração E. Priscila Fernandes da Rocha. Jardim Amanda. Uma das 16 escolas pioneiras no Programa.E. Hortolândia. 2012.

SP.E. Conde de Parnaíba. uma das 16 pioneiras na adesão ao Programa Ensino Integral.80 E. Jundiaí. (Foto: Milton Michida/A2 Fotografia) .

2012.81 Inauguração da E. Jardim Colonial. (Foto: A2 Fotografia) . atualmente E.ª Suely Maria Cação Ambiel Batista.E. SP. Prof. Também uma das escolas pioneiras no Programa.E. Indaiatuba.

Como dissemos. o Programa foi ganhando importância e expressão no ambiente educacional. demonstrado pelos resultados da avaliação diagnóstica (figs. Uma vez testado e avaliado como modelo de escola de sucesso. 6. O Programa Ensino Integral – expansão e dimensões. nos fez ter segurança na expansão do Programa para outras escolas públicas paulistas de Ensino Médio. não era tarefa fácil. O sucesso do projeto-piloto do Programa Ensino Integral. . o desafio era o de ampliar o número de escolas com o novo modelo sem nos descuidarmos da qualidade. Novamente. 14). e igualmente para aquelas do Ensino Fundamental – Anos Finais. sobretudo como política pública da maior relevância. aplicada aos alunos das 16 escolas pioneiras.82 Capítulo IV. não poderíamos – e não era a ideia – negá-lo ao imenso contingente de alunos que dele gostaria de fazer parte (fig. 7 e 8). A partir daí.

14 – Expansão do Ensino Integral – 2012-2015.83 Fig. .

além de outras legislações que atendem a este segmento de ensino. O modelo pedagógico que estava sendo aperfeiçoado para o Ensino Médio teria que ser revisto para o Ensino Fundamental – Anos Finais. em 2013. A lei que estabeleceu o Regime de Dedicação Plena e Integral (RDPI) para os professores do Ensino Médio. foi elaborada e aprovada a Lei Complementar 1. Para isto. de outras 77 escolas. e está programada a adesão. resgatemos o desafio da primeira expansão de 2012 para 2013. totalizando 69 escolas no novo modelo. alunos da faixa etária do Ensino Fundamental . foram necessários esforços para conhecer experiências de extensão de jornada para esta faixa etária. muitas questões tiveram que ser superadas para que o Programa pudesse ser expandido. o Programa deverá continuar sua expansão nos ciclos que já atende e ampliar sua atuação na Educação Básica. além de 2 escolas de Ensino Fundamental e Médio. compreendendo também 17 escolas dos anos iniciais do Ensino Fundamental. Porém. sendo 22 de Ensino Fundamental – Anos Finais e 29 de Ensino Médio. totalizando 259 unidades escolares inseridas no Programa Ensino Integral (figura 16). programa do município do Rio de Janeiro que já atendia.164/201216. Em 2014 somaram-se outras 113 escolas. com a inclusão no Programa de escolas dos anos finais do Ensino Fundamental. Uma das experiências mais inspiradoras foi a do Ginásio Carioca. com muito sucesso. Conhecer in loco essa experiência nos deu segurança para continuar levando o Programa Ensino Integral para outros segmentos de ensino. como dissemos. Para isto.84 Às 16 escolas pioneiras juntaram-se outras 53. natural da expansão de um programa como este. Contudo. modelo 16 Leis. em 2015. Enquanto trabalhamos intensamente para a adequação do modelo pedagógico para o Ensino Fundamental – Anos Finais. em Anexos. seria necessário rever os processos de gestão de pessoas. . Com o quadro de dificuldades existente. precisávamos garantir o menor número de sobressaltos possível. O primeiro desafio seria publicar uma legislação que pudesse atender as escolas de Ensino Fundamental – Anos Finais. decretos e resoluções que contemplam o Novo Modelo de Escola de Tempo Integral estão arrolados no final deste trabalho. para 2015. precisou ser revista para atender os professores do Ensino Fundamental – Anos Finais. gestão das escolas.Anos Finais. Assim.

Assim. também pioneiras no segmento atendido. que pela primeira vez atenderiam alunos de Ensino Fundamental – Anos Finais e Ensino Médio concomitantemente – E. Professor Oacyr Antoniio Ellero. na época denominada E.E.E. Os resultados do SARESP e IDESP continuaram demonstrando o êxito do Programa. contávamos já com 44 escolas no Programa que atendia o Ensino Médio. sobretudo no Ensino Médio. . acompanhamento e monitoramento das escolas e também a adequação da infraestrutura das unidades escolares. conforme mostram os gráficos a seguir.85 formativo. 22 unidades que atendiam o Ensino Fundamental – Anos Finais e 2 escolas. Alto de Pinheiros.E. em 2013. em Fernandópolis (DE Fernandópolis). Afonso Cáfar. e E.

. Decomposição do IDESP – Categorias de Variação – 2012-2013). Decomposição do IDESP – Variação 2012-2013. 15 – Conjunto de Dados – Ensino Fundamental (Anos Finais) e Ensino Médio – 67 Escolas Participantes e Avaliadas (Distribuição dos Níveis de Proficiência 2012-2013. Participação dos Alunos na Avaliação.86 Fig.

87 .

88 .

89 .

Decomposição do IDESP – variação 2012-2013. Decomposição do IDESP – Categorias de Variação 20122013).Conjunto de Dados – Ensino Fundamental – IDESP 2012-2013 – 24 Escolas Participantes e Avaliadas (Distribuição nos Níveis de Proficiência 2012-2013. .90 Fig. Participação dos Alunos na Avaliação. 16 -.

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96 .

97 Fig. Participação dos Alunos na Avaliação. 17 – Conjunto de Dados – Ensino Médio – SARESP 2012-2013 .44 Escolas Participantes e Avaliadas (Distribuição nos Níveis de Proficiência 2012-2013. 16 escolas/2012 e 28 escolas/2013). Distribuição nos Níveis de Proficiência. .

98 .

99 .

18 – Conjunto de Dados – Ensino Médio – IDESP 2012-2013 – 44 Escolas Participantes e Avaliadas (Evolução Escolar nas Escolas de Ensino Integral e nas Escolas Estaduais Regulares. .100 Fig. Decomposição do IDESP – Variação 2012-2013. Decomposição do IDESP – Categorias de Variação 2012-2013).

101 .

102 .

103 .

104 .

profissionais da unidade central que apoiam e acompanham cada um desses espaços formativos. Com relação ao Modelo de Gestão. os desafios da expansão aumentam tanto quanto a abrangência do Programa. também era de fundamental importância para a expansão do Programa. A disponibilização de cursos em EaD específicos desenvolvidos pela Escola de Formação e Aperfeiçoamento de Professores Paulo Renato Costa Souza também foi devidamente encaminhada pelos nossos profissionais. já iniciávamos. pois o Programa alcançou o número de 182 escolas em todo o estado de São Paulo. era necessário acolher um número recorde de alunos. O nosso próximo desafio é a ampliação de mecanismo de apoio entre escolas e a difusão de boas práticas pedagógicas e de gestão. ao fortalecimento dos espaços formativos descentralizados e das sessões de acompanhamento realizadas pelos Supervisores e PCNPs nas escolas do Programa. deveríamos estar atentos à consolidação do modelo formativo. Quanto ao Modelo Pedagógico. consolidar as avaliações diagnósticas e os processos de nivelamento. com atendimento de 52 mil alunos.105 Enquanto trabalhávamos na consolidação do modelo do Ensino Médio e. a preparação de material de apoio para as escolas do Programa. pelo aperfeiçoamento da avaliação de desempenho dos profissionais. dando sequência de forma organizada à expansão e ao processo de consolidação do Ensino Integral. pela definição e divulgação do Plano Individual de . no âmbito da formação. com apoio das equipes escolares e das Diretorias de Ensino. A criação das Unidades de Apoio (UNA). em 2013. Todavia. Também para 2014. o processo de adesão das escolas que iriam participar do Programa Ensino Integral em 2014. trabalhar para a criação dos Procedimentos comuns às escolas e aperfeiçoar o acompanhamento e o monitoramento das unidades escolares do Programa. no aperfeiçoamento do modelo do Ensino Fundamental – Anos Finais. Trabalhamos intensamente para definir um modelo de gestão de desempenho. o salto foi bastante significativo. precisávamos tornar disponível em sistema o Plano de Ação. A ampliação do Programa em 2014 nos desafiou novamente a desenvolver uma série de atividades que deveriam obrigatoriamente constar do planejamento. Neste ano.

A formação continuada das equipes do Programa será descentralizada nos espaços formativos e por meio de EaD. O acolhimento será totalmente descentralizado e haverá distribuição de publicações específicas do Programa Ensino Integral. bancos de profissionais estarão disponíveis para as Diretorias de Ensino e escolas. pela implantação do acompanhamento de desempenho das equipes escolares. além de um sistema de acompanhamento e gestão de Recursos Humanos. Também estamos trabalhando intensamente para o fortalecimento da UNA e dos mecanismos de apoio entre escolas e difusão de boas práticas. Para o ano de 2015 muito já se tem planejado e as necessidades se avolumam. 17 Sistema de Acompanhamento dos Resultados de Avaliações – SARA. o modelo de avaliação dos alunos deverá estar devidamente implantado e monitorado por meio do sistema SARA17. Encerramos este capítulo relacionando todas as escolas que participam do Programa e as que trilharão conosco esta nova jornada a partir de 2015. no que diz respeito ao modelo de gestão. segue registro das escolas. Também para 2015. Por fim. A seguir. município e modalidade de ensino. por exemplo. ano de adesão. . e também pelo aperfeiçoamento do processo de credenciamento das equipes escolares e pela construção da rede de multiplicadores da formação da avaliação por competência. Na questão pedagógica. Estamos finalizando o ano de 2014 e muitas dessas tarefas já foram concluídas com êxito. uma série de instrumentos deverá estar disponível em rede.106 Aprimoramento e Formação (PIAF). Diretorias de Ensino. em 2015 o modelo de gestão de desempenho deverá estar estabelecido como rotina nas escolas.

Augusto Paes D'Avila – EM/Praia Grande.E.E. E. Tte.E.EF/São Paulo.EF/São Paulo. Ayres De Moura .E. Jamil Khauan .E. Prof. Dr. DE Jundiaí : E. DE Caieiras: E. DE São Bernardo do Campos E. E. DE Santo André : E.E. Prof.E Prof. E. DE São Jose do Rio Preto: E.E.ª Suely Maria Cação Ambiel Batista EM/Indaiatuba.ª Eunice Bueno Romeiro . Antonio Alves Cruz – EM/São Paulo.ª Zulmira De Almeida Lambert . DE Guaratinguetá: E.E.EM/Cajamar. DE Pindamonhangaba: E. Antonio Dutra – EM/Itatiba.EF/São Bernardo do Campo. Rudge Ramos EF/São Bernardo do Campo.E.E Rev.E. Prof. Prefeito Nestor De Camargo – EM/Barueri. Willian Rodrigues Rebua EM/Carapicuíba.E. Prof. Walter Ribas de Andrade . Dr.EF/Pindamonhangaba.E Deputado Raul Pilla . Joaquim Pinto Machado Junior – EM/Araraquara. E. Antonio Ablas Filho . Ryoiti Yassuda – EM/Pindamonhangaba.E. DE São Vicente: E.E. E. DE Carapicuíba: E. Jornalista Paulo De Castro Ferreira Junior .EM/Santos.E. Virgilio Antunes . DE Araraquara: E. E.E. Conde de Parnaíba – EM/Jundiaí. DE Pindamonhangaba: E.EF/Santo Andre.EM/São Paulo. E. DE Leste 1 : E.E. DE Santos: E.E. Prof.E Prof. Francisco .E.EM/São José do Rio Preto. Carlos Maximiliano Pereira dos Santos . DE Capivari : E.E.E. Prof.E. Prof. Manuel Cabral .EM/São Vicente.EF/São Bernardo do Campo. Prof. DE São Vicente: E. DE Leste 2 : E.E. Prof. DE Sumaré : E.EF/Carapicuíba.E. Priscila Fernandes da Rocha – EM/Hortolândia. E.EM/Cruzeiro. DE Itapecerica da Serra: E. DE Santo André: E. Lauro Gomes de Almeida .EF/Lorena. Joaquim Marques Da Silva Sobrinho – EM/Cajamar.E. E. Prof.E.ª Faustina Pinheiro Silva . DE São Jose dos Campos: E. E. Prof. Alexandre Von Humboldt – EM/São Paulo. Prof. Vila Albertina – EM/Campos do Jordão. Jardim Riviera – EM/Santo André. Desembargador Edgard de Moura Bittencourt . DE Itapevi : E.E.EM/São Paulo.EF/São Paulo. 2013 DE Centro Oeste : E.E. Prof.EF/Itapecerica da Serra.E.E. Manoel Grandini Casquel . Ver.E.E.EM/Tremembé. E. E. Prof.E. Joaquim Ferreira Pedro . DE Norte 1 : E. Comendador Oliveira Gomes EF/Cachoeira Paulista. Amira Homsi Chalella – EM/São José do Rio Preto. E.107 2012 DE Centro Oeste: E. Tercio Moraes Pereira . Prof. Isaias Luiz Matiazzo EF/Caieiras. DE Caieira: E. Milton Da Silva Rodrigues .E.E. Enio Vilas Boas EF/São Vicente.

Olga Benatti Profª . DE Taubaté: E.E.E.E. Newton Camara Leal Barros .E.EM/Bauru. Teotonio Alves Pereira . E.E. DE Fernandòpolis : E. Afonso Cafaro . Prof. João XXIII .E. Antonio Berreta . E.E. E. Santo Antonio I Parque .EF+EM/São Paulo.EM/São Paulo.EF+EM/São Paulo.ª Ilza Ilma Moeller Coppio .E. Francisco Tozzi .E. Prof. Nestor Sampaio Bittencourt .E. DE Americana: E. E. E.E. E. Mauro De Oliveira Prof .E. Dr. E. DE Barretos : E.EF+EM/São Paulo.ª Ivete Sala de Queiroz .E.EM/Catanduva. DE Limeira: E.E. Monteiro Lobato EM/Taubaté.EM/Capão Bonito.EM/Rio Claro.ª Carolina Augusta Seraphim . DE Presidente Prudente: E. DE Bauru: E.EF/Andradina. Prof. Prof. DE Itapeva : E.EF+EM/Araraquara. Prof.E. José Levy Cel .E. Eduardo Velho Filho . 2014 DE Centro : E. Comendador Emilio Romi .E.E.E. E. DE Araraquara: E.EM/Jaguariúna. Prof. DE Caieiras : E. DE Sorocaba: E. DE Jundiai: E. DE Catanduva : E. Arthur Weingrill - .E. E.E. Prof.EM/São José dos Campos. Valois Scortecci . Prof. Reinaldo Ribeiro Da Silva Dr .E.E. Prof. Costa Manso Ministro .EM/Itapeva.EM/Itu.EF/Jundiaí. Chanceler Raul Fernandes . DE São Roque : E.EF/Presidente Prudente. Oswaldo Aranha . E.EF+EM/São Paulo.E.EM/Sumaré.E.EF/São Paulo.EF/Olímpia. Altamir Gonçalves .E. Brisabella Almeida Nobre Profª .EF+EM/São Paulo.E. Prof. E. José Pinto do Amaral . Celso Henrique Tozzi .E.EM/Águas de Lindóia.E. DE Itu: E. Prof. DE Andradina: E.E. DE Marilia: E.E.E. Prof.EM/Limeira. Joel Antonio De Lima Genesio Prof .E. E.EF+EM/São Paulo. MMDC . E. E. E.E. DE Centro Sul : E. Alberto Torres .EF/Sorocaba.EM/Americana. Capitão Narciso Bertolino . Jose Geraldo De Lima Prof .EM/Cordeirópolis. Sud Mennucci EM/Piracicaba. Isabel Princesa .E. DE Centro Oeste : E. DE Sumaré : E.E Maria Ribeiro Guimarães Bueno Profª EF+EM/São Paulo.ª Nicota Soares. Gabriel Pozzi .EF/São Paulo.E.E.EF+EM/Fernandópolis. Alice Marques Da Silva Rocha . José Vasques Ferrari .E.ª Maria Jose Maia De Toledo . Padre Arlindo Vieira .EM/Cosmópolis.E. DE Mogi Mirim: E. DE Sul 3 : E.EF/Sumaré.E. Prof.E.EM/São Paulo.EF/Rio Claro. E.EM/Taubaté.EM/São Paulo.EF/Barretos. DE Piracicaba: E.EF+EM/São Paulo.EM/Itapeva. E. E. DE Campinas Leste: E.EM/Santa B D'Oeste. Casimiro De Abreu .E.EM/São José dos Campos.E.E. Prof. Oacyr Antonio Ellero .108 Pereira da Silva . Amilcare Mattei EM/Marília.EM/Mairinque. Dom Jayme De Barros Câmara . Dr. E. E.

DE Itapecerica da Serra : E. E.EF/Piracicaba. DE São Jose dos Campos : E.EF+EM/Piracicaba. Olimpio Catão . E. E. E. E. E.EF+EM/Taubaté.EM/Taubaté. Clarice Costa Conti Profª .E. Jose Ferraz Sampaio Penteado Prof .EM/São Pedro.E.EF+EM/Limeira. E.EF/São José dos Campos.EF/Santo André. Jose De Mello Moraes Prof . E.E. Eduardo Milad Koaik Dom EF+EM/Piracicaba.E.E. E. DE Pindamonhangaba : E. E. Jorge Coury Dr .E.EM/Taubaté. DE Campinas Leste : E. Maria Guilhermina Lopes . Mellita Lobenwein Brasiliense Profª. Marechal Rondon . E.E.EF/Piracicaba.E.E.E. Carlos Lencastre Prof . Adelaide Maria De Barros Profª . E.E.EF+EM/São Caetano do Sul.E.E. Silvino Jose De Oliveira Prof .E.EM/Campinas. DE Piracicaba : E. E. Jardim Dos Cisnes . Jardim Gilda . Jean Piaget . DE Americana : E. Robert Kennedy Senador . Djalma Octaviano Prof . Amador Bueno Da Veiga .EF+EM/Lorena. Cristiano Osório De Oliveira Coronel .EF/Limeira.E.E.E.EM/Jacareí.E.E. E.E.E. E.EF/São Bento do Sapucaí.E. Carlos Porto Coronel .EF+EM/Mococa.EF+EM/Americana. E.E.EM/São José dos Campos.EM/São Bernardo do Campo.109 EF/Mairiporã.EM/Jandira. Antonio De Moura Abud Dr .E.E. E.EF+EM/São João da Boa Vista.EF/Santo André.E. Arlindo Silvestre Prof . DE Itapevi : E.EF+EM/Mogi Das Cruzes. Vitor Meirelles . DE Caraguatatuba : E. E.E. Miquelina Cartolano Profª.E.EF+EM/Piracicaba.EF/Piracicaba. DE Mogi das Cruzes : E.EM/Rio Claro.EF/São Bernardo do Campo.E. Adolpho Carvalho Prof. E.E. Marciano De Toledo Piza Prof . DE São Bernardo do Campo : E.E. Cristina Fittipaldi Profª .EF+EM/Americana.EF+EM/Poa. E.E. Jose Marcondes De Mattos Dr.EM/São José dos Campos. E.EF+EM/São Bernardo do Campo. Nelson Do Nascimento Monteiro Prof . Eustaquio Padre . Leonor Mendes De Barros EM/Barueri. Jardim Botânico . Nagib Miguel Elchmer . Eduardo Correa Da Costa Junior Dr EM/Caraguatatuba. Oswaldo Cruz EF+EM/Cruzeiro.E.E.E.E. DE Santos : E. E.E. Vicente Themudo Lessa Prof .EM/Caçapava. E.EF/Limeira. DE São João da Boa Vista : E. E. DE Santo André : E. Oscar Villares .E. Jose Marciliano Da Costa Junior Prof.E. DE Limeira : E.E. Salvador De Leone EF+EM/Itapecerica Serra.E. Pereira De Mattos Dr .EF/Campinas.E. Aniger Francisco De Maria Melillo Dom EF/Piracicaba.EM/Campinas. Maria Dolores Verissimo Madureira Profª .EF/São José dos Campos. E.E. Amadeu Oliverio Prof . DE Itaquaquecetuba : E. Gracinda Maria Ferreira ProfªEF+EM/Santos. Maria Trujilo Torloni . DE Jacareí : E.E. DE Guaratinguetá : E. E. DE Taubaté : E. E.E.

110

Fagundes Profª - EF+EM/Santa Barbara D'Oeste; E.E. Henrique Nicopelli
Monsenhor- EF+EM/Santa Barbara D'Oeste; E.E. Jorge Calil Assad
Sallum Prof - EF/Santa Barbara D'Oeste; E.E. Antonio Matarazzo Prof EF/Santa Barbara D'Oeste; E.E. Elisabeth Steagall Pirtouscheg ProfªEF/Santa Barbara D'Oeste; DE Bragança Paulista : E.E. Juvenal Alvim
Major - EM/Atibaia; E.E. Maria Jose Moraes Salles Profª- EM/Bragança
Paulista; DE Jundiaí : E.E. Ana Pinto Duarte Paes Profª - EF+EM/Jundiaí;
E.E. Deolinda Copelli De Souza Lima Profª - EF+EM/Jundiaí; DE Mogi
Mirim : E.E. Sonia Aparecida Maximiano Bueno Profª - EF/Mogi-Guaçu;
E.E. Longino Vastbinder Padre - EM/Mogi-Guaçu; E.E. São Judas Tadeu EF/Mogi-Mirim; E.E. Luiz Bortoletto - EF/Pedreira; DE Araraquara : E.E.
Jardim Buscardi (Antigo CEFAM) - EM/Matão; E.E. Jardim Morumbi EM/Araraquara; DE Bauru : E.E. Jose Aparecido Guedes De Azevedo Prof
- EF+EM/Bauru; DE Jau : E.E. Jardim Jorge Atalla (Antigo CEFAM) EF+EM/Jaú; DE Ribeirão Preto : E.E. Silvio De Almeida EF+EM/Batatais; E.E. Bairro Francisco Castilho - EF+EM/Cravinhos; DE
São Carlos : E.E. Conde Do Pinhal - EF+EM/São Carlos; E.E. Sebastião
De Oliveira Rocha Prof - EF+EM/São Carlos; DE Andradina : E.E. Lea
Silva Moraes Profª - EF/Ilha Solteira; E.E. Francisco Schmidt Cel EM/Pereira Barreto; DE Araçatuba : E.E. Jorge Correa Prof EF+EM/Araçatuba; E.E. Miguel Villar (Obra PAC) - EF/Valparaíso; E.E.
Altina Moraes Sampaio Profª - EF+EM/Araçatuba; DE Barretos : E.E.
Dalva Vieira Itavo Profª - EF+EM/Olímpia; DE Catanduva : E.E. Shirley
Camargo Von Zuben Profª - EM/Novo Horizonte; DE Jales : E.E. Carlos
De Arnaldo Silva Prof - EF+EM/Jales; DE Jose Bonifacio : E.E. Anisio
Jose Moreira - EF+EM/Mirassol; DE São Jose do Rio Preto : E.E.
Voluntários De 32 - EF/São José do Rio Preto; E.E. Leme Cardeal EF+EM/São José do Rio Preto; E.E. Yvete Gabriel Atique Profª EF+EM/São José do Rio Preto; DE Votuporanga : E.E. Sarah Arnoldi
Barbosa Profª- EF/Votuporanga; DE Botucatu : E.E. Atilio Innocenti ProfEM/São Manuel; DE Itapetininga : E.E. Alceu Gomes Da Silva Prof EF/Itapetininga; DE Itararé : E.E. Epaminondas Ferreira Lobo Dr EF+EM/Itararé; DE Sorocaba : E.E. Jose Roque De Almeida Rosa Prof EF/Sorocaba; E.E. Escolastica Rosa De Almeida Profª - EF/Sorocaba; DE
Votorantim : E.E. Benedicto Rodrigues Prof - EF/Salto de Pirapora; DE
Adamantina : E.E. 9 De Julho - EF+EM/Dracena; DE Assis : E.E. Jose
Augusto Ribeiro - EF/Assis; E.E. Carolina Francini Burali DonaEF+EM/Assis; E.E. Ernani Rodrigues Prof - EF+EM/Assis; DE Lins : E.E.

111

Jardim Dom Bosco - EF/Guaiçara; DE Marilia : E.E. Bairro Nova Marília EF/Marília; E.E. Gabriel Monteiro Da Silva - EF/Marília; E.E. Jardim Santa
Antonieta - EF/Marília; E.E. Edson Vianei Alves Prof - EM/Marília; DE
Ourinhos : E.E. Genesio Boamorte Dr- EF+EM/S Cruz Rio Pardo; DE
Piraju :
E.E. Nhonho Braga Cel - EF+EM/Piraju; DE Presidente
Prudente : E.E. Placidio Braga Nogueira Prof - EF+EM/Presidente
Prudente; E.E. Marrey Junior Dr - EF+EM/Presidente Prudente; DE Santo
Anastácio : E.E. Hiroshi Shirassu Shiruca Prof - EF/Presidente Venceslau;
DE Tupã : E.E. Benedicto Martins Barbosa Dr - EF/Rancharia.
2015
DE Centro : E.E. Dulce Ferreira Boarin Profª- EF Finais+EM/São Paulo;
E.E. Frontino Guimaraes - EF Finais/São Paulo; E.E. Lourenço Filho Prof EF Finais/São Paulo; DE Centro Sul : E.E. Republica Do Paraguay - EF
Finais/São Paulo; E.E. Arcy Major - EF Finais+EM/São Paulo; E.E. Lasar
Segall - EF Finais/São Paulo; E.E. Oscar Thompson - EF Finais/São
Paulo; DE Leste 2 : E.E. Celia Ribeiro Landim Profª - EM/São Paulo; E.E.
Manoel Da Nóbrega Dep - EF Finais/São Paulo; DE Norte 1 : E.E. Plinio
Damasco Penna Prof- EF Finais+EM/São Paulo; DE Sul 2 : E.E. Feitiço Da
Vila - EF Finais+EM/São Paulo; DE Caieiras : E.E. Celestina Valente
Lengenfelder Profª - EF Finais+EM/Francisco Morato; E.E. Walther
Weiszflog - EF Finais+EM/Caieiras; DE Itapecerica da Serra : E.E. Carlos
Alberto Pereira - EF Finais/Itapecerica Serra; DE Itapevi : E.E. Wilmar
Soares Da Silva - EF Finais+EM/Jandira; DE Osasco : E.E. José Geraldo
Vieira - EM/Osasco; DE Santo André : E.E. Paulo VI Papa - EM/Santo
André; DE Santos : E.E. Julio Conceição - EF Finais/Cubatão; E.E.
Parque Dos Sonhos 9 A - EF Finais/Cubatão; E.E. Suetônio Bittencourt
Junior Prof - EF Finais/Santos; DE São Bernardo do Campo : E.E.
Bonifacio De Carvalho Cel - EF Finais+EM/São Caetano do Sul; DE São
Vicente : E.E. Carmen Miranda - EM/Peruíbe; E.E. Jardim Bopeva EM/Praia Grande; E.E. Oswaldo Dos Santos Soares Prof Dr- EF
Finais+EM/São Vicente; DE Caraguatatuba :
E.E. Benedita Pinto
Ferreira - EM/Caraguatatuba; DE Guaratinguetá : E.E. Humberto Turner
- EM/Cruzeiro; DE Pindamonhangaba : E.E. Ismenia Monteiro De
Oliveira Profª - EF Finais/Pindamonhangaba; DE Campinas Leste : E.E.
Culto A Ciencia - EM/Campinas; DE Limeira : E.E. Ataliba Pires Do
Amaral Prof - EF Finais/Limeira; DE Piracicaba : E.E. Manasses Ephrain
Pereira Prof- EF Finais/Piracicaba; E.E. Jeronymo Gallo Monsenhor- EF

112

Finais+EM/Piracicaba; E.E. Ademar Vieira Pisco - EF Finais+EM/Sta Mª
Da Serra; E.E. Francisco Mariano Da Costa Prof- EF Finai/Piracicaba; DE
Sumaré : E.E. Jose Claret Dionisio Prof - EF Finais/Hortolândia; DE
Bragança Paulista : E.E. Fabio Hacl Pinola Prof- EF Finais+EM/Nazaré
Paulista; DE Mogi Mirim : E.E. Francisco Antonio Gonçalves - EF
Finais/Mogi-Guaçu; DE Araraquara : E.E. Dorival De Carvalho - EF
Finais/Matão; E.E. Pedro José Neto - EM/Araraquara; DE Franca : E.E.
Jerônimo Barbosa Sandoval - EF Finais/Franca; DE Pirassununga : E.E.
Djalma Forjaz Dr - EF Finais+EM/Porto Ferreira; DE São Carlos : E.E.
Jardim Icaraí (Obra Nova) - EF Finais/Ibaté; DE Taquaritinga : E.E.
Anibal Do Prado E Silva Prof - EF Finais/Taquaritinga; DE Araçatuba :
E.E. João Arruda Brasil - EF Finais+EM/Guararapes; E.E. Licolina Villela
Reis Alves Profª - EF Finais+EM/Araçatuba; DE Birigui : E.E. Vicente
Felicio Primo - EF Finais/Birigui; DE Jaboticabal : E.E. Abilio Manoel - EF
Finais+EM/Bebedouro; DE Botucatu : E.E. Naerson Miranda Prof (Bairro
Centro) - EF Finais/Bofete; DE Itapetininga : E.E. Ernesta Xavier Rabelo
Orsi Profª - EF Finais+EM/Itapetininga; DE São Roque : E.E. Maria de
Oliveira Lellis Ito Profª - EM/MairMourainque; DE Sorocaba : E.E. Renato
Seneca De Sá Fleury Prof - EF Finais/Sorocaba; DE Votorantim : E.E.
José Ermirio De Moraes Senador - EF Finais/Votorantim; DE
Adamantina : E.E. Geraldo Pecorari - EF Finais/Junqueirópolis; DE Lins :
E.E. Decia Lourdes Machado Dos Santos Profª- EF Finais/Lins; DE Marilia
: E.E. Castro Alves - EF Finais/Vera Cruz; E.E. Nely Carbonieri De
Andrade Profª - EF Finais/Garça; E.E. Waldemar Moniz Da Rocha Barros
Dr - EF Finais+EM/Marília; DE Presidente Prudente : E.E. Maria Luiza
Bastos Profª - EF Finais+EM/Presidente Prudente; DE Santo Anastácio :
E.E. 18 De Junho - EM/Presidente Epitácio; DE Tupã : E.E. Maria Helena
Basso Antunes Profª - EF Finais/Paranapuã.
Escolas pioneiras anos iniciais do Ensino Fundamental.
DE Americana -– EE Prof. Alcindo Soares do Nascimento – EF
Iniciais/Americana; EE Sinésia Martini – EF Iniciais/Americana; DE
Araraquara – EE Narciso da Silva César – EF Iniciais/Araraquara; DE
Santo André – EE Doutor Carlos Garcia – EF Iniciais/Santo André; DE
São José dos Campos – EE Suely Antunes de Mello – EF Iniciais/SJC; DE
Centro – EE Orlando Horácio Vita – EF Iniciais/São Paulo; DE Centro
Oeste - EE Brasílio Machado – EF Iniciais/São Paulo; DE Centro Oeste –
EE Alfredo Paulino – EF Iniciais/São Paulo; DE Centro Sul – EE Coronel

Raul Antônio Fragoso – EF Iniciais/São Paulo.113 Raul Humaitá Villa Nova – EF Iniciais/São Paulo.EE Profª Irene Ribeiro – EF Iniciais/São Paulo. Alvino Bittencourt – EF Iniciais/São Paulo. Murad Rodrigues – EF Iniciais/Sorocaba. DE Sumaré – EE Rubens Oscar Guelli – EF Iniciais/Sumaré. DE Leste 4 – EE Marisa de Melo – EF Iniciais/São Paulo. . DE Sorocaba – EE Waldemar de Freitas Rosa – EF Iniciais/Sorocaba. EE Profª Nazira Nagib J. DE Leste 5 – EE Prof. DE Leste 5 . DE Norte 2 – EE Profª Maria Antonietta de Castro – EF Iniciais/São Paulo. DE Norte 1 – EE Prof.

114 Capítulo V – Um capítulo especial – o novo modelo. Responsável também pelos próprios atos e pelas consequências deles. já que reconhece a oportunidade de seu envolvimento agora como parte ativa na solução dos impasses diários. Protagonismo Juvenil. o modelo lança mão de práticas e vivências para o desenvolvimento do Protagonismo Juvenil. 2011. foi necessário que o exercício pedagógico. Governo do Estado de São Paulo / Secretaria da Educação do Estado de São Paulo. cada vez mais perto. uma vez que vai gradualmente compreendendo o que dele espera o mundo produtivo que se lhe apresenta. ele vai experienciando momentos que o levam a uma autonomia segura – podemos dizer assim –. o aperfeiçoamento nas ações de planejamento. da autonomia. matériaprima preciosa para o desempenho de suas habilidades e competências 18 Detalhes em: Diretrizes do Programa Ensino Integral. novos valores e interesses 18. alunos. Mas para a formação desse adolescente e jovem. porém. p. Para isso. solidários e competentes. combinadas com altruísmo e perseverança. No decorrer desse processo. 15-20. . que a prática pedagógica dos professores fosse essencialmente modificada. e portando habilidades específicas requeridas na construção e desenvolvimento do seu Projeto de Vida. No Protagonismo Juvenil o aluno é um dos responsáveis pelas suas várias aprendizagens. viabiliza-se para o aluno a conquista da autoconfiança. Diante desse cenário. projeto de vida e protagonismo de fato. o Programa Ensino Integral tem entre seus principais objetivos a formação de jovens autônomos. e não por acaso. Tudo. para que os estudantes passassem a ser considerados como alguém responsável pelas iniciativas. tornando-se capaz de avaliar e decidir baseado em suas novas crenças. e também competente. devidamente acompanhado pela orientação e tutoria dos educadores. Torna-se igualmente solidário. lembremos. no dia a dia de seu protagonismo. Como já destacamos em vários momentos deste livro.

em seu cotidiano. para o sucesso do Protagonismo Juvenil. do que a escola de fato pode e deve lhes proporcionar. e postar-se mesmo como referência de conduta no cotidiano da escola. uma vez que seu espaço de participação é bastante ampliado. A figura do Líder de Turma no Programa Ensino Integral nasce ancorada em ações positivas já experimentadas. o que lhes confere melhores condições de avaliação de suas ações. Tais espaços são concebidos para se constituírem a partir essencialmente dos interesses dos alunos. e de como eles caminham rumo à realização de seu Projeto de Vida. Como já tivemos oportunidade de dizer em várias ocasiões. O Líder de Turma vê no exercício de sua liderança dupla possibilidade de ação. lembremos. o Protagonismo deve estar em todos os espaços e tempos da escola. sobretudo por que é neles que a autonomia e a capacidade de organização e gestão devem ser praticadas. como temos percebido.115 direcionadas à conquista e ao reforço de uma identidade pessoal e social. já é possível constatar. a de prestar apoio ao desenvolvimento de sua turma em tudo aquilo que se faz necessário. na medida em que acompanham muito de perto o alcance de seus objetivos e metas didático-pedagógicas. os alunos. Por sua vez. Os Clubes Juvenis. . o Protagonismo Juvenil levaria os adolescentes e jovens a agirem com empenho e responsabilidade para a realização de seus objetivos. de fato. tem levado todos a patamares elevados em termos de embasamento e autonomia. os Líderes de Turma e os Clubes Juvenis são fatores determinantes. ganham todos: a gestão. sempre com a ressalva de que devem obrigatoriamente atender às exigências de relevância para com a formação escolar. Como afirmávamos em 2011 – ainda como algo que apenas prevíamos que ocorresse com os nossos alunos –. ou seja. das ações de seus professores. reforçando as práticas no âmbito do Protagonismo Juvenil. porém não exclusivos. É o que. são espaços pensados e criados para o exercício de fato do Protagonismo Juvenil. já que há na troca de informações e no diálogo elementos e meios que aprimoram a gestão escolar. e os professores. Nessa dinâmica.

Com o Projeto de Vida. além das ações necessárias para tal feito. de fato. devem ser consideradas formas de organização e também metas a atingir. então. A convivência constante com esse grupo de alunos tem nos revelado resultados mais que positivos. no modelo de Pernambuco e em outros locais onde está ou vem sendo implantado – foi proposto de modo a fazer frente a essa situação. De forma insistente. tem-se um elemento motivador do aluno. podem contar com o apoio e o acompanhamento de perto dos educadores. sua estrutura ideal deve conter a definição de objetivos. construído em bases de excelência acadêmica. ao Projeto de Vida. O Programa Ensino Integral – no estado de São Paulo. sobretudo quando ele percebe que. como por exemplo aqueles em que o grau de maturidade dos alunos ou a complexidade da temática definida para o clube sejam elementos que dificultem o bom desenvolvimento das atividades 19.116 Para sua correta constituição. p. 17. o foco para o qual devem convergir todas as ações educativas do cotidiano escolar. . de formação de valores e igualmente de formação para o mundo produtivo. o eixo central do Programa e uma junção organizada de esforços. inspiradores até. reservando interferências pontuais para aqueles casos que assim o exijam. querem chegar em seus estudos e na vida profissional. profissionais da Educação têm demonstrado que um dos aspectos que mais os preocupam em relação aos problemas educacionais é o nível de expectativa que os adolescentes e jovens têm em relação a si mesmos e aonde. buscando um determinado fim: o sucesso na formação escolar do aluno e a abertura de novas perspectivas para sua vida cidadã. então. desde os primeiros esboços até a sua versão final. um determinado plano para atingi-los. O Projeto de Vida passa a ser. Desdobrando-se em diferentes atividades. Percebem o quão reduzidas são suas chances de alcançar algum sucesso se não possuírem formação adequada e as aptidões necessárias. Chegamos. No que cabe à equipe gestora e aos professores. O projeto de Vida é. assim. Trata-se de 19 Idem. estes deverão sempre estimular e apoiar a formação dos Clubes.

) hoje eu faço porque eu sei dos meus deveres (.. Essa compreensão parece dar-lhes mais confiança e acaba por consolidar sua dedicação aos estudos. princípios do Programa Ensino Integral. a administração regional e central. os profissionais da escola.. foi tomado e organizado para que constasse neste volume da coleção. professores e equipe de gestão. por certo. A cada ano letivo que termina ou que se inicia.. Nossa ideia foi a de registrar voz e pensamento correntes desses adolescentes e jovens.) dentro de casa.) o protagonismo você não precisa só dentro da escola.) precisa no trabalho e isso a gente aprende realmente (.) eu sei o que eu vou ganhar com isso dentro da escola (. estreitando seus laços com colegas. ao mesmo tempo em que ampliamos o Programa para um universo de escolas ainda maior. não ficam igualmente de fora de suas críticas – ou alguém imagina que seria diferente em se tratando de grupos de jovens e adolescentes? Mas ainda assim percebemos que mesmo tais críticas dão-se de forma construtiva e em tom respeitoso. a nosso pedido. premissas.. Optamos por dividir os depoimentos por temas abordados pelos estudantes. Esses depoimentos trazem à luz a experiência vivida por eles nos primeiros anos do Programa Ensino Integral.. por exemplo.... Também recebemos.) hoje não (.) minha mãe.117 experiência de boas práticas que vai se consolidando a cada novo ano letivo. O Programa.. você precisa dentro da sua casa (. cartas e bilhetes que expressam o que pensam os alunos que lá estudam... quando vamos às escolas do Programa. ainda que de forma resumida e de apenas alguns deles. das escolas pioneiras do Programa Ensino Integral..) eu sei que eu preciso estudar para mim .. (..... além de mensagens enviadas à coordenação do Programa. não é difícil constatarmos o aumento do número de alunos que já se apropriaram totalmente dos valores.) antes eu esperava sempre as pessoas me empurrarem para eu fazer as coisas (. ela que [me] obrigava a fazer (. Vejamos: Protagonismo Juvenil: Aluna 1: “(. Um grande número de depoimentos de alunos..

) eu vou levar (... “(..) e vou precisar lá na frente... “Eu entrei aqui na escola com o pensamento que ia fazer qualquer faculdadezinha..118 (.) ao longo do tempo (.... Protagonismo é você saber o que você precisa e correr atrás disso que você precisa. olha só.) de fato. entendeu?”. não são só as aulas [mas também] as pessoas. Eu sei que aquilo que eu estou aprendendo aqui (. Então.) depende do aluno (...).. ter uma pós- ... aprende(.. Hoje eu vejo que o que eu quero [é] fazer Unicamp e ser economista. Para mim qualquer coisa estava boa. ao longo do ano..) eu tenho que crescer (.... Vou começar a trabalhar ou vou [para] faculdade? No projeto de vida. pra uma pessoa que queria fazer qualquer coisa da vida.) as pessoas acham que nove horas dentro de uma escola deve ser supercansativo (.) ajudaram (. o projeto de vida me ajudou muito (.” Projeto de Vida: Aluna 2...). pra mim estava ótimo.) fui percebendo [o] quanto a escola me fazia bem (.) a gente entra aqui sem saber o que é ser protagonista e......) é uma coisa fundamental porque você está numa fase em que você tem que decidir (.... querer já entrar em uma Unicamp e ser economista.) mas não é assim (. você vai pensando assim (. Então.) cresce muito a nossa ideia. porque elas ajudam umas às outras (. “No projeto de vida você vai parar mesmo para pensar na sua vida – o que é que eu estou fazendo? Onde é que eu tenho que mudar? É nisto que o projeto vai melhorar ou não? (.) você vai vendo o mundo de outro jeito (.......) o que vou fazer depois de eu sair da escola.. e eu não preciso ouvir o professor dizer isso para mim mil vezes (...)...) os professores (.” Aluna 10.) não preciso estudar para passar na prova [como] fiz durante oito anos da minha vida. Aluna 5.

como. o projeto de vida.” (Aluno 16) "Falar sobre o Projeto de Vida. por exemplo. há um destaque para o Projeto de Vida: "Estudar em período integral foi uma grande novidade e foi também novidade o que há nesta escola..119 graduação. a minha de Empreendedorismo.” Em carta enviada para a coordenação do Programa pela Aluna 11. que nos ajuda a desenvolver características necessárias de um empreendedor. Mas as aulas estão me fazendo pensar nisso a cada momentos. Outras duas carta a nós enviadas trazem um depoimento significativo sobre o Projeto de Vida. pois quando entrei nesta escola não tinha pensado em nada para que eu tivesse um futuro brilhante. imagina quando eu estiver no 3º ano (. No Projeto de Vida aprendi que 'eu quero. Então esse vínculo com o professor." (Aluna 17) Várias das metodologias são destacadas pelos estudantes como fator de êxito do Programa Ensino Integral. já é um passo e tanto. as disciplinas eletivas. Vejamos alguns depoimentos: Clubes Juvenis: . fazer e conviver. através do exercício dos quatro pilares: aprender a ser.). o Projeto de Vida é uma das grandes diferenças nesse modelo de escola. Durante as aulas aprendo não apenas a planejar e traçar as metas para o meu futuro profissional. e temos também o Projeto de Vida e ali colocamos em prática o que sonhamos que seria a nossa vida profissional e também temos as Eletivas. mas também algo de importância maior ainda que meu autoconhecimento. diria que ele é uma das coisas mais importantes que já me aconteceram. Temos também o currículo comum que nos ajuda a progredir cada vez mais. Vamos a elas: "Para mim. São como simples palavras e atitudes e me sinto fortalecida e querendo crescer cada vez mais como pessoa. Isso porque eu estou no 1º ano do Ensino Médio. ajudam muito o estudante. que são os Clubes Juvenis em que o alunos têm a oportunidade de protagonizar.. conhecer. eu consigo'.

) eu estou na eletiva de pré-iniciação (.. E essa escola nos proporcionou isso. mas já foi uma experiência ótima. aprendi a ser protagonista de minhas ações... só quando eu estivesse para sair da escola que eu ia resolver (.” Disciplinas Eletivas: Aluna 3.) eu queria resolver isso lá no 3º ano [Ensino Médio].)...” "As aulas de eletivas proporcionam um aprofundamento nos assuntos do nosso interesse pois escolhemos a disciplina eletiva que iremos estudar no semestre... Nas eletivas (..) eu tenho que vir planejando para saber o que eu quero.... recapitula tudo aquilo que você aprendeu e que às vezes você esqueceu (. Eu acho que é uma forma diferenciada de buscarmos o conhecimento de maneira descontraída e divertida..” (Aluna 15) Preparação Acadêmica: Aluna 2: “(.) você aprende de verdade (. os Clubes me fizeram conhecer o que é liderança e como agir como uma líder... o que eu vou fazer lá na frente.) para a gente aprender várias coisas (.. mas com responsabilidade e seriedade.) fui aprendendo..... ensinar e aprender.) não (.. “(.) você pega.) de eu decidir o que eu quero ser (.) vai passar muito tempo e você vai lembrar ainda (..) eu até participei de uma feira (..) as aulas de Preparação Acadêmica [fazem] uma diferença enorme na hora dos vestibulares (. ajudar..... e para mim esse negócio (. Aqui sinto segurança..) aulas diversificadas (...) em São Paulo – não ganhei. posso me expressar.” (Aluna 18) Orientação de Estudos: .) no acolhimento foi dito (.. o que eu gosto. argumentar..120 "Sou uma menina de 15 anos que teve a sorte de poder compartilhar um pouco do meu conhecimento. ser ajudada..

.” (Aluno 12) Apoio e construção da autonomia: Aluna 7.121 “Esse projeto não tem somente atividades das disciplinas do currículo comum. com certeza. hoje eu sou bem mais organizado do que antes da orientação de estudo que só o projeto tem. Isso aconteceu comigo.)”...) vamos nos reunir (. além disso tem a Orientação de Estudos que contribui muito para ele aprender a estudar da melhor forma e ter um bom aproveitamento das aulas e. O Projeto de Vida que contribui para o alunos pensar melhor em qual profissão deseja seguir.) já começa tudo assim (.) acho isso importante.. com .) vamos estudar (....) Você volta [à sala do 2º ano] e acaba lembrando (. cai [algo] do 2º ano (.. por sua vez.) ele vai me ajudar (. Então.. a matéria que estou estudando.......) reunir um grupo..) é você saber que você não vai estar sozinha (.) criando um vínculo muito grande...) e eu acho que quando você pergunta [algo] por interesse aí que você aprende (..) você vai atrás do professor. “Eu acho que o importante (.) não precisa ficar esperando o professor (.... atrás de um amigo da sala que sabe e vai buscar ajuda com ele (.... ajudar os alunos a serem mais organizados na escola como também fora dela.. acaba por nos lembrar da importância das relações que se desenvolvem entre os alunos dos diferentes anos: ”(.. no momento.) se tenho um amigo no 2º ano.) porque está partindo de você (.) às vezes.. se tenho dificuldade em alguma matéria e ela tem facilidade (.. e acabamos (.) você está olhando ali e vendo: o 2º ano está estudando Divisão Celular e você não lembra (.) de aluno para professor também (... mesmo que seja uma coisa que não tem nada a ver.) não só de aluno para aluno (......... eu vou atrás (.. mas também o diversificado. O Aluno 9 reforça o depoimento acima com o seguinte registro: “(.” A Aluna 8.) eu vejo aqui algumas pessoas mais do que eu vejo em minha família.

nós conseguimos tudo aquilo que quisermos.) eu sei que posso .. Nós. solidários e competentes. na verdade.. por exemplo. podemos ir até onde nós quisermos. está também destacada a construção da autonomia: "O Projeto nos traz muitas coisas boas e uma delas é que ele se preocupa em formar alunos autônomos. Você está fazendo algo que vai te ajudar sem ter necessidade para uma prova. Mas não.) ninguém na minha família fez faculdade. O mundo se torna pequeno para nós. ao passo que você vai chegando perto e vendo que pode ultrapassar aquelas barreiras (. aos nossos olhos não parece possível. talvez. quando ele vem da fábrica. quanto mais nos esforçamos. é o que nos coloca limites. vem com suas características. os nossos limites vão se expandindo. muitas vezes. Somos os responsáveis por colocar limites e dizer: ‘ai. Muitas vezes eu não enxergo minha capacidade. O aluno 4 afirmou o seguinte:”Eu penso que (. Ele vai perdendo capacidade e nós. Tanto é que nós fazemos pesquisas sobre outros planetas. Os limites vão se expandindo. Vamos tomar como exemplo um computador. Eu ia trabalhar em qualquer coisa.) a forma de nós pensarmos. E nós. Ele alcança até um certo desempenho. não. é por interesse (.. Ganhar um salário regular e seguir a minha vida. seres humanos.. Agora.)”. se eu fosse seguir o exemplo. vem manual.. sobre o que de fato significava para eles essa questão e em que as escolas do Programa Integral os apoiavam em relação à mesma questão. Em carta recebida da Aluna 11. não (. ouvimos o seguinte: “Eu acho que você [deve] olhar para o seu futuro e não ver barreiras." Esforço e Perseverança: No decorrer desses depoimentos. Partindo de um grupo de alunas. notamos que a questão do “pensar grande” predominava entre os alunos. Foram questionados.. então. Com esforço e perseverança o mundo se torna pequeno para nossos sonhos”. que consigam enxergar além dos muros da escola e se preocupam também em nos fazer sonhar com aquilo que.. eu não ia fazer faculdade também.. seres humanos.122 o que está previsto para aquele bimestre ou semestre. então. eu não consigo isso’.

. chorava. Eu mudei totalmente.) você tem que se esforçar para poder chegar lá (. você tem que pensar grande (..).. que sou protagonista mesmo e que lá não tinha isso.. meus irmãos estão em escola particular.) de estar melhorando.. você precisa crescer... pensava...) é você pensar só no seu umbigo (. nesta escola. Você vai trabalhar? Você vai fazer uma faculdade? Você tem que ser alguém na vida! (. Você vai aprender o que com essa queda? Tentar tornar as coisas diferentes (. Agora você aprende que (. o meu querer aumentou muito com esta escola (. Minha vida acabou.... Aluno 6. Você é incentivado.)...)......) tem que correr atrás (. precisa ser alguém melhor (.) vai saber onde você ...) porque o que vai te acontecer não vai depender do que o outro fala (. e outros alunos se manifestaram afirmando o seguinte: “No meu caso..) você tem que estar pronta a qualquer momento (. “A primeira porta pra mim que fechou foi quando eu não passei no vestibulinho.. Eu saí da escola onde estava e vim pra cá.)”. Que eu posso construir a minha família de uma maneira que eu vou empurrar outras pessoas para frente (. fiquei extremamente mal.) de uma forma muito boa (. Lá eu era fechado..... Isso foi muito importante na minha vida (. eu tive uma visão diferente [ou seja] que tenho uma vida.) você aprende que você não pode se diminuir. Essa era minha vida lá.” “Você tem que estar preparado para quê? Pra cair.). outra abre.) não é só no dia da prova (... Pensar grande não é só pensar em você.. Eu era de escola particular. Agora.. de estar aprendendo alguma coisa para sua vida. Nossa.. Você aprende a se cobrar e eu acho que isso não é uma coisa negativa (. e mudou tudo.. Não consegui estudar. Aprendi que quando uma porta fecha.).) sua vida é vestibular..123 ter uma boa formação. Aqui. só tinha que pensar em vestibular e acabou.. que tenho opinião própria.. O que me abriu muito nesta escola [do Novo Modelo] é que eu via que eu estava de um jeito e que meus irmãos ainda estavam de outro jeito (.) eu acho que isso acontece aqui (.. mas pensar no coletivo também”.) tem que ser uma coisa que vem de você (.) não tem essa coisa.. Você tem que estudar porque é da sua vontade (..” Os desafios na formação de cada um também foram tema das conversas...) eu sei que sou capaz de ser muito mais que uma caixa de supermercado (..

pois o esforço resulta em coisas boas.124 errou. as atividades dinâmicas fizeram eu perceber que devo lutar para conquistar o que quero e que as coisas não caem do céu. não passei neste ano.. mãe. além de nos apoiar no ensino. os professores e mestres se preocupam sim com os nossos sentimentos. (Aluno 14) Enfim. é evidente que os alunos criam uma nova e especial relação com a escola. Temos acompanhado inúmeras manifestações dos estudantes quanto à melhora do relacionamento entre educadores e alunos. também podemos encontrar o seguinte: “Ontem eu passei por essa experiência: eu estava assistindo um vídeo e de repente eu vi algo sobre a Universidade Temple. foi porque não estudei o suficiente. você pode até perder uma. senti a grande diferença que a escola poderia fazer em minha vida. as quais já estou sentindo. receber um depoimento emocionante como o descrito a seguir só nos faz acreditar que estamos no caminho certo: "O surpreendente é que.) eu falei ‘é uma universidade.. a tutoria é o fator chave... e se eu quiser eu vou conseguir’ (. vou conseguir..) aproveitar outras (.. É difícil. Todavia. é meu futuro. discutir e nos entender é muito importante”.. precisamos nos esforçar muito. é lá nos Estados Unidos e você não consegue (. Têm nela uma escola inovadora.).. Em carta recebida pela coordenação do Programa. voltada essencialmente à questão de sua formação. da Pensilvânia (EUA). dediquei mais tempo pra coisas banais do que pros estudos. Esse direcionamento da escola imprime uma dinâmica de . É muito provável que as equipes escolares vivenciem isto no seu dia a dia. Se eu não passei no vestibular. mas isso é bom.” Quando o desafio é o convencimento da família quanto às possibilidades de seus filhos.)”. de seu aprendizado. Você vai mudar isso. sem perder-se em outras rotinas. conversar. mas no próximo eu vou mudar o meu método..) quando minha mãe entrou no quarto e me perguntou: ‘o que é isso?’ (.. Eu caí. a Aluna 13 afirma: "Logo no acolhimento. Eu falei: ‘mãe. Eu entrei no site para pesquisar (.” “Aqui aprendemos que você não vai ter só uma oportunidade. por quê? Ela disse: ‘pare de pensar grande. por exemplo..) esquece.. mas vai ter outras e você vai saber (.

com a corresponsabilidade. Estamos acompanhando. um ganho significativo na forma de encarar os reais problemas da vida e as exigências de seus estudos acadêmicos. o que acaba refletindo positivamente na vida deles e em suas relações com os familiares. Ao contrário. . por meio de suas manifestações e dos resultados em sua aprendizagem. A exigência natural de compromisso com o protagonismo.125 compromisso com os alunos e com seus afazeres. com a tolerância – comum ao Programa Ensino Integral – não os torna indiferentes às suas responsabilidades no processo diário de ensino e aprendizagem. Vamos em frente.

Do mesmo modo. diríamos quase impossível. independentemente da função que exercermos atualmente. Acreditamos na dedicação exclusiva dos profissionais na escola e esperamos que esta condição. são articulados e interdependentes. como um novo e melhor ser humano”. Como disse um professor da nossa rede. Outro momento simbólico desta semana foi termos recebido um de nosso alunos que possui como Projeto de Vida ser Secretário de Educação. Esta é a semana em que comemoramos o Dia do Professor. e sim um aluno do 90 ano do Ensino Fundamental tão seguro de suas posições e determinado quanto ao caminho a seguir para atingir os objetivos do seu Projeto de Vida. Escrevemos as últimas linhas deste livro numa semana simbólica. seria impossível que fôssemos educadores se não tivéssemos o privilégio de ter em nosso caminho inúmeros Vinicius. que parecem desconectados. além das demais que o Programa proporciona. O que é simbólico não é o fato do Vinicius querer ser Secretário de Educação. embora consideremos a ambição de seu projeto. no Programa Ensino Integral “os educadores acabam por ter igualmente um Projeto de Vida para si. que Vinicius pudesse trilhar seu Projeto de Vida se não fossem seus educadores. possa ser fator de sucesso de tão séria empreitada. O professor se descobre como um novo e melhor profissional. Seria muito difícil. . portanto todos somos professores. Estes dois momentos. Entendemos professor como sinônimo de educador.126 Considerações Finais.

127

Caminhamos rumo a uma expansão do Programa Ensino Integral.
Parece-nos que é um caminho sem volta. Porém, já tivemos
oportunidade de dizer isto por várias vezes, estas escolas devem ser
referência nos cenário nacional e internacional. E para tanto, chamamos
a atenção acerca da necessidade do envolvimento e dedicação dos
diversos atores para tal realização. É compromisso de todos!

Legislação

LEI COMPLEMENTAR Nº 1.164/2012
Institui o Regime de Dedicação Plena e Integral – RDPI e a Gratificação
de Dedicação Plena e Integral – GDPI aos integrantes do Quadro do
Magistério em exercício nas Escolas Estaduais de Ensino Médio de
Período Integral:
• Institui o Regime de Dedicação Plena e Integral aos integrantes do QM
em exercício nas Escolas de Ensino Médio Integral, caracterizado pela
exigência da prestação de 40 (quarenta) horas semanais de trabalho,
em período integral;
• Estabelece as atribuições específicas dos integrantes do QM nas
Escolas de Ensino Médio Integral;
• Institui a Gratificação de Dedicação Plena e Integral, correspondente a
50% do valor da faixa e nível da Estrutura da Escala de Vencimentos
em que estiver enquadrado o cargo ou a função-atividade do
integrante do QM em exercício nas Escolas de Ensino Médio Integral.

LEI COMPLEMENTAR Nº 1.191/2012
Dispõe sobre o Programa Ensino Integral em escolas públicas estaduais
e altera Lei Complementar nº 1.164, de 4 de janeiro de 2012, que
institui o Regime de Dedicação Plena e Integral – RDPI e a Gratificação

128

de Dedicação Plena e Integral – GDPI aos integrantes do Quadro do
Magistério em exercício nas Escolas Estaduais de Ensino Médio de
Período Integral, e dá providências correlatas.
Resoluções
2012
RESOLUÇÃO SE nº 03 de 13 /01/2012
Dispõe sobre o processo seletivo de integrantes do Quadro do Magistério
para atuação no projeto especial ”Escola Estadual de Ensino Médio de
Período Integral”.
RESOLUÇÃO SE nº 05, de 19/01/2012
Dispõe sobre a reorganização curricular do Ensino Fundamental, nas
Escolas Estaduais de Tempo Integral, e dá providências correlatas.
RESOLUÇÃO SE nº 12, de 31/01/2012
Institui o Projeto Escola Estadual de Ensino Médio de Período Integral e
estabelece diretrizes para a organização e funcionamento das Escolas
Estaduais de Ensino Médio de Período Integral de que trata a Lei
Complementar 1.164, de 4 de janeiro de 2012, e dá providências
correlatas.
RESOLUÇÃO SE nº 22, de 14/02/2012
Dispõe sobre as atribuições de Professor Coordenador nas Escolas
Estaduais de Ensino Médio de Período Integral.
RESOLUÇÃO SE nº 69, de 27/06/2012
Dispõe sobre a atuação de professor em Sala/Ambiente de Leitura nas
Escolas Estaduais de Ensino Médio de Período Integral, e dá providências
correlatas.
RESOLUÇÃO SE nº 82, de 14/08/2012
Altera a matriz curricular constante do Anexo que integra a Resolução
SE nº 12, de 31 de janeiro de 2012, que institui o Projeto Escola
Estadual de Ensino Médio de Período Integral e estabelece diretrizes
para a organização e funcionamento das Escolas Estaduais de Ensino
Médio de Período Integral, de que trata a Lei Complementar nº 1.164,
de 4 de janeiro de 2012, e dá providências correlatas.

129

RESOLUÇÃO SE nº 90, de 04/10/2012
Dispõe sobre a avaliação do desempenho dos alunos das escolas
estaduais que oferecem Ensino Médio Integral, e dá providências
correlatas.
RESOLUÇÃO SE nº 96, de 30/11/2012
Dispõe sobre o processo de avaliação das equipes escolares e estabelece
os critérios para permanência de profissionais nas Escolas Estaduais de
Ensino Médio de Período Integral.

2013
RESOLUÇÃO SE Nº 5, de 31/01/2013
Dispõe sobre o calendário das unidades escolares participantes do
Programa Ensino Integral.
RESOLUÇÃO SE Nº 6, de 31/01/2013
Dispõe sobre Orientações Técnicas a integrantes do Quadro do
Magistério – QM, participantes do Programa Ensino Integral, no ano
letivo de 2013.
RESOLUÇÃO SE Nº 33, de 20/05/2013
Constitui Grupo de Trabalho para definir diretrizes relativas à política de
Educação Integral no Programa Educação – Compromisso de São Paulo.

Imprensa20
Jornais, Rádios, Televisões, Revistas e Web – 2011
Jornais
André
Donatoni
passa
a
Escola
28/1/2011, Primeira Página, São Carlos

de

Tempo

Integral

Um
novo
modelo
de
ensino
14/7/2011, Diário Oficial, Governo do Estado de São Paulo
20

Dado o grande volume de material produzido pela imprensa, optamos por deixar os
registros apenas do ano de 2011, período em que começamos a trabalhar com o
programa do Novo Modelo de Escola de Tempo Integral.

Diário da Região. Todo Dia. Pindamonhangaba Escolas terão ensino 28/10/2011. Votura. Americana Médio Ensino Médio em 27/10/2011. Jornal da Cidade. Região do ABCD período integral . Jornal de Jundiaí Médio Escola de Hortolândia terá Ensino 27/10/2011. Americana tempo Escola de Araraquara terá Ensino 28/10/2011. O Liberal. Indaiatuba Médio integral integral integral em 2012 Integral Educação propõe Ensino Médio Integral em 21 escolas estaduais 28/10/2011. O Vale. Pindamonhangaba Escolas do estado passam a oferecer ensino integral em 2012 27/10/2011. Tribuna do Norte. Diário de Rio Claro Médio Cidade terá Ensino 28/10/2011. Araraquara Conde terá Ensino 27/10/2011. Bom Dia. São José dos Campos Três escolas terão 28/10/2011. Jundiaí Integral em 2012 Integral Integral horário em 2012 integral Secretaria de Educação propõe Ensino Médio Integral em 21 escolas estaduais 27/10/2011. ABC Repórter. Tribuna Impressa. Osasco Estado destaca escola do ABC para testar 28/10/2011.130 Escola de Araraquara terá Ensino Médio 27/10/2011. A Voz do Vale. Diário de Tupã Barueri é a única da região em projeto de Ensino Médio Integral 28/10/2011. Taubaté Escola de Pindamonhangaba pode ter Ensino Médio Integral em 2012 27/10/2011.

O Regional. Ribeirão Preto Secretaria da Educação anuncia Escolas que terão ensino integral 1/11/2011. Catanduva Escola terá aula 2/11/2011. Araraquara Ensino Médio integral já é realidade 21/11/2011. Bom Dia. Tribuna de Indaiá.Paulo integral ganhará mais . Diário de S. Indaiatuba Ensino em Tempo 19/11/2011. Indaiatuba tempo integral estadual integral Escola de período integral é ótima iniciativa. O Diário. Jornal de Araraquara Integral Matrículas estão abertas para novo modelo de Ensino Médio de Tempo Integral 19/11/2011.Paulo SP testa aula integral em escolas 23/11/2011. Campinas em três escolas Proposta de novo modelo de Ensino Médio torna aprendizado mais atraente para estudantes 22/11/2011.131 ”Dutra” é uma das 21 escolas estaduais com chance de oferecer ensino em tempo integral 29/10/2011. Tribuna de Indaiá. Diário de Taubaté Matrículas estão abertas para novo modelo de Ensino Médio de Tempo Integral 19/11/2011. mas que precisa de incentivo 8/11/2011. Folha de S. ABCD em Cidade pode ter escola 5/11/2011. Jornal de Itatiba Educação propõe Ensino Médio Integral em 21 escolas estaduais 29/10/2011. Diário de Rio Claro Professor em escola 3/12/2011. O Imparcial. Correio Popular.

7h21min – Rádio Litoral. redução da quarentena dos temporários e modernização na 22/12/2011. Jornal da Cidade.1. Agora São Paulo. 8h23min – Rádio CBN. Jundiaí integral será Ainda há vagas para Ensino Médio 29/12/2011. Duração: 1min05s Cidade de Praia Grande pode ser primeiro município da Baixada Santista a contar com Ensino Médio Integral 27/10/2011. FM/ SP. FM 99. Campinas. Araraquara Governo do estado envia à Alesp projetos sobre ensino integral. Jornal de Assis Rádios Cinco de 23 escolas estaduais da RMC serão retiradas da lista do Projeto Escola de Tempo Integral 17/1/2011. Outros. SP Prefeitura de Araraquara implanta primeira escola de tempo integral da rede municipal 21/12/2011. São José dos Campos realidade Integral no em em 2012 Jundiaí Vale “Dutra” oferece novo modelo de Ensino Médio em tempo integral 30/12/2011. Jornal Em Dia. Folha da Cidade. Araraquara Ensino médio em período 29/12/2011. Jornal de Itatiba SEE propõe novo modelo para Ensino Médio no estado de São Paulo 30/12/2011. Duração: 1min54s . Jornal das Sete.132 Ainda há vagas para Ensino Médio Integral em 16 escolas estaduais 28/12/2011. Folha da Cidade. São Vicente. Bragança Paulista Novo modelo de Ensino Médio em tempo integral ainda tem vagas 28/12/2011. Bom Dia. O Vale. Jundiaí Tempo integral aumenta 29/12/2011.

SP. 17h41min – Rádio Azul Celeste AM. Ligação Brasil. Duração: 40s . SP. Duração: 3min04s Dezesseis escolas da rede estadual de ensino terão aula em período integral em 2012 2/12/2011. Jornal CBN Campinas. 13h37min – Rádio CBN. FM 99. 9h58min – Rádio Tupi AM. SP. Campinas.1. Tupi Notícias. 9h02min – Super Rádio Piratininga. Jornal em Três Tempos Regional. São Paulo. Duração: 1min10s 16 escolas da rede estadual de ensino terão aula em período integral em 2012 2/12/2011. São Paulo. Duração: 57s Americana receberá duas escolas de período integral do Governo Estadual 18/11/2011. Jornal Piratininga. Duração: 1min11s Cinco escolas estaduais do interior foram convidadas a implantar o ensino integral 28/10/2011. Duração: 3min18s Secretaria da Educação amplia o Ensino Médio Integral na região de Campinas 21/11/2011. 750 AM. São Paulo. Jornal Jovem Pan 1ª Edição. Americana. SP. São Paulo. Jornal de Serviços. 14h24min – Rádio Jovem Pan AM. 15h06min – Rádio Jovem Pan AM.133 Secretaria Estadual de Educação terá programa de Ensino Médio de tempo integral na região de Campinas 28/10/2011. 9h56min – Rádio Jovem Pan AM. São José dos Campos. Duração: 1min02s Oito mil alunos de 16 escolas da rede estadual de ensino terão aulas em período integral Governo do Estado implanta novo modelo de Ensino Médio em período integral em Pindamonhangaba Secretaria Estadual de Educação vai testar em 16 escolas o Ensino Médio de Tempo Integral 22/11/2011.

21h34min – Rádio Globo AM. Duração: 3min59s Novo modelo de Ensino Médio em tempo integral ainda tem vagas 29/12/2011. São Paulo. Campinas. Campinas. FM 99.1. SP. 21h41min – Rádio CBN. Campinas. 18h01min – Rádio Estadão ESPN / 700 AM. Taubaté. Ação e Informação 1a. 7h56min – Rádio Cidade. FM 99. 15h23min – Rádio CBN AM. Duração: 1min39s Em 2012 Ensino Médio Integral será implantado em 21 escolas estaduais de São Paulo 29/12/2011.134 Destaques: Governo do Estado quer ter 300 escolas em regime integral 2/12/2011. Jundiaí. 8h41min – Rádio Metropolitana.Rádio Prudente. Estadão no Ar 2ª Edição. Outros. Radar Noticioso. 6h49min – Rádio CBN. Duração: 1min11s . Duração: 1min24s A partir de 2012 Ensino Médio Integral será implantado em 21 escolas estaduais de São Paulo 29/12/2011. CBN Brasil.9 FM. Edição. Duração: 1min39s Estudantes interessados em participar do novo modelo integral do ensino médio ainda encontram vagas 31/12/2011. Duração: 1min10s Ensino Integral 29/12/2011.1. Duração: 4min38s Oito mil alunos de 16 escolas da rede estadual de ensino terão aulas em período integral 3/12/2011. Presidente Prudente. 13h54min – Rádio CBN AM. Outros. Outros. 5h45min . 101. Duração: 10min13s Governo do Estado implanta novo modelo de Ensino Médio em período integral em Pindamonhangaba 3/12/2011. São Paulo. Jornal CBN Campinas. Duração: 49s Ensino Médio Integral será implantado em 21 escolas estaduais de São Paulo em 2012 27/12/2011. Outros. SP. São Paulo. SP. SP. SP. 1070 AM. SP.

Band. 12h12min – EPTV.135 Televisão Escola estadual de Araraquara está entre as 21 que terão Ensino Médio em tempo integral 27/10/2011. Duração: 2min57s Ensino Médio Integral será experimentado em 21 escolas do Estado 3/11/2011. 19h18min – TV Clube. 7h22min – EPTV. Jornal da EPTV 1ª Edição. São Carlos. Duração: 2min41s Abertas inscrições para o Ensino Médio em Tempo Integral em Araraquara 23/11/2011. 12h15min – EPTV. Outros. Duração: 1min19s WEB Matrículas estão abertas para novo modelo de Ensino Médio de Tempo Integral 19/11/2011 – Diário de Taubaté online Rede estadual abre matrículas para o Ensino Médio Integral em Barueri 23/11/2011 – Web Diário Escola de Hortolândia terá Ensino Médio 27/10/2011 – Outras Fontes <liberal. São Carlos. Jornal da EPTV 1ª Edição. Duração: 17s Escolas do Ensino Médio do Estado de São Paulo vão passar a funcionar no período integral 3/11/2011. Jornal da Clube 2ª Edição. Bom dia Cidade.com. 12h24min – EPTV Campinas.br> Integral em 2012 Educação propõe Ensino Médio Integral em 21 escolas estaduais 28/10/2011 – Diário de Tupã Escolas estaduais 2/12/2011 – JP Online adotam horário integral . Ribeirão Preto. Duração: 2min55s Algumas escolas do ensino médio do Estado vão passar a funcionar em período integral em 2012 3/11/2011.

136 Tempo integral 29/12/2011 – O Vale Online aumenta no Vale Novo modelo de Ensino Médio em tempo integral ainda tem vagas 30/12/2011 – O Serrano. .

É responsável pela implantação do Programa Ensino Integral. em 2013 concluiu o Management in the public sector na École Nationale D’Administration de France. com vínculo e enquadramento funcional em produtividade e pesquisa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq. onde é professor titular. Professora e gestora da Rede Pública do Estado de São Paulo. nomeado pelo governador Geraldo Alckmin. Graduado em Engenharia Mecânica pela Universidade Estadual Júlio de Mesquita Filho (Unesp/1979). Valéria Souza é doutoranda em Educação pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. é mestre em Engenharia Mecânica pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA/1983) e doutor em Engenharia Mecânica pela Universidade Estadual de Campinas (1988). Ainda no setor público. Foi reitor da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho – Unesp. Ainda em 1988 concluiu seu pós-doutorado na Bélgica. Coordenadora de Estudos e Normas Pedagógicas entre os anos de 2007 e 2010.137 Sobre os autores Herman Voorwald é secretário da Educação do Estado de São Paulo desde janeiro de 2011. É membro do Conselho Superior da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e do Conselho Curador da Fundação Padre Anchieta. .