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MODELO PEDAGÓGICO DO ENSINO INTEGRAL NOS ANOS INICIAIS
VERSÃO PRELIMINAR DE 30 DE MAIO DE 2014
Documento de apoio à reunião de trabalho

Rua Dr. Alberto Seabra, 1256/1266 – Vila Madalena – 05452-001 – São Paulo/SP – Tel.: (11) 3024-2250

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VERSÃO PRELIMINAR

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Sumário
Apresentação............................................................................................................. 4
I.

Contexto histórico-social da implantação do Ensino Integral ................................ 4

II.

As diretrizes curriculares para o novo modelo de escola para os anos iniciais ....... 5
1.

As contribuições dos parceiros para a explicitação dessas diretrizes .................... 5

2. A convergência entre as diretrizes curriculares do novo modelo de escola para os
anos iniciais e os materiais curriculares da Secretaria de Educação .............................. 9
III.
Os desafios do Programa de Ensino Integral nos Anos Iniciais na Secretaria da
Educação do Estado de São Paulo para aprimorar o desempenho acadêmico na
Educação Básica ....................................................................................................... 12
1. O desempenho dos alunos dos anos iniciais da rede estadual segundo os
resultados do SAEB/Prova Brasil do MEC/INEP ............................................................ 13
2. As aprendizagens que estão sendo asseguradas aos alunos dos anos iniciais,
segundo os resultados do SARESP em Língua Portuguesa e Matemática.................... 18
3. O impacto do desempenho nos anos finais do Ensino Fundamental e na
continuidade da Educação Básica................................................................................. 25
4. Os fatores associados ao desempenho dos alunos no Ciclo Inicial do Ensino
Fundamental ................................................................................................................. 26
IV.

O modelo pedagógico do Ensino Integral nos anos iniciais em São Paulo ........ 28

1. Princípios educativos e pedagógicos ........................................................................ 28
1.1.

Excelência acadêmica .................................................................................... 28

1.2.

Os quatro pilares da educação para o século XXI ......................................... 29

1.3.

A ênfase ao protagonismo infantil ................................................................ 29

1.4.

O foco nas habilidades socioemocionais ....................................................... 31

1.5.

Tecnologia/TIDC: práticas, gêneros e recursos próprios do mundo digital .. 32

1.6.

A ênfase nas Linguagens Artísticas (visuais, teatro, música e dança) ........... 34

1.7. A presença da família e as relações com o entorno da escola com foco nas
aprendizagens .......................................................................................................... 35
1.8.

A Pedagogia da presença............................................................................... 40

2. A proposta de organização da escola de Ensino Integral para os anos iniciais ........ 41
2.1.

Organização dos tempos e saberes ............................................................... 41

2.2.

Organização dos espaços............................................................................... 43

3. Avaliação ................................................................................................................... 48
4. As condições de trabalho do professor..................................................................... 48
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5. Considerações finais quanto ao modelo ................................................................... 48
V.

Modelo de gestão do projeto de ensino integral nos anos iniciais ...................... 49

VI.
Sistema de gestão de desempenho do projeto de ensino integral nos anos
iniciais .................................................................................................................... 50
1.

Premissas e objetivos gerais ................................................................................. 50

2.

Avaliação de desempenho .................................................................................... 51
2.1. Quem é avaliado? .............................................................................................. 51

3.

Quem avalia?......................................................................................................... 52

4.

Critérios dessa avaliação de desempenho ............................................................ 52

VII.
1.

Plano de implementação do Programa........................................................... 57
Critérios para seleção das escolas: ....................................................................... 57

2. Relação das escolas pré-selecionadas para Implantação do Ensino Integral nos
Anos Iniciais: ................................................................................................................. 58
3.

Metas e critérios de expansão: ............................................................................. 60

4.

Proposição de ambientes: ..................................................................................... 60

5.

5. Observações de acordo com as visitas realizadas pela equipe CEFAI: ............. 60

Referências bibliográficas......................................................................................... 60

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a Secretaria da Educação lançou as bases de um novo modelo de escola mediante a implantação do Programa de Ensino Integral (PEI) em escolas de Ensino Médio. Diretrizes do Programa Ensino Integral. p. Segundo as diretrizes do Programa de Ensino Integral. Para tanto. São Paulo: SEE. Programa Ensino Integral. Escola de Tempo Integral. fundamentação teórica e proposições relativas às diretrizes curriculares a ser adotadas na proposta do novo modelo pedagógico. Entre suas metas. Secretaria da Educação. Espera-se. Alberto Seabra. por 40 1 SÃO PAULO (Estado). evidenciado pelos resultados de desempenho das escolas estaduais nas avaliações nacionais e internacionais. segundo resultados do Saresp e Saeb.1 As escolas do programa contam com salas temáticas. sala de leitura e laboratórios de ciências e de informática. mas também a sua metodologia. Os alunos contam com a orientação dos professores em seu processo de desenvolvimento pessoal. 12. acadêmico e profissional. que os alunos possam ser apoiados na elaboração do seu Projeto de Vida e que assumam um papel protagonista em sua escolaridade. os profissionais atuam em regime de dedicação plena e integral. Vale destacar que este é um documento preliminar e. posteriormente. esse programa inclui o aprimoramento da qualidade das aprendizagens na rede estadual paulista. a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (SEE-SP) instituiu o Programa Educação – Compromisso de São Paulo com a intenção de estabelecer um pacto com a sociedade em favor da educação. gerenciamento e avaliação das atividades de toda a comunidade escolar”.: (11) 3024-2250 4 VERSÃO PRELIMINAR .vanzolini. em termos da organização de tempos e espaços escolares e do sistema de gestão escolar. esse programa foi ampliado para escolas de Ensino Fundamental de 6º ao 9º ano. o modelo pedagógico e o modelo de gestão escolar enquanto instrumentos de planejamento. Coordenação geral: Valéria Souza. dessa maneira. em 2012. o documento destaca conceitos. 1256/1266 – Vila Madalena – 05452-001 – São Paulo/SP – Tel.br Apresentação Este documento apresenta a síntese das discussões que apoiaram o processo de elaboração do modelo pedagógico do ensino integral nos anos iniciais do Ensino Fundamental. Contexto histórico-social da implantação do ensino integral Em 2011. as Diretrizes Gerais do Programa do Ensino Integral nos Anos Iniciais serão sintetizadas em um documento com as Proposições para o Programa de Ensino Integral dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental I. Em 2013.org. nesse novo modelo “não apenas o desenho curricular dessas escolas é diferenciado.www. Rua Dr. Além das informações relativas ao desempenho acadêmico dessas escolas em Língua Portuguesa e Matemática. 2012. Nessas escolas.

Instituto Arte na Escola. a garantia de acesso dos alunos às Tecnologias Digitais da Informação e Comunicação (TDIC) e às práticas. Fundação Gol de Letra. com os ajustes demandados pelas especificidades desse segmento de ensino. Instituto ABCD. como se poderá verificar em seguida. Itaú BBA e Parceiros da Educação. com destaque para aspectos relativos à aprendizagem. os grupos de trabalho foram unânimes no reconhecimento de que essas diretrizes devem orientar a formulação do novo modelo de escola para os anos iniciais. 2 Além dos representantes de diferentes órgãos da Secretaria da Educação. Em 2014. II.br horas semanais.: (11) 3024-2250 5 VERSÃO PRELIMINAR . a partir dos resultados já observados entre as escolas que participam do Programa Escola Integral e. Instituto Ayrton Senna. Rua Dr.www. convencida da necessidade de estender o modelo a toda a Educação Básica. a ampliação da participação da família na vida escolar. a necessidade de abordar também as habilidades socioemocionais. ICE. Casa Cuca. na perspectiva dos multiletramentos. Instituto Natura. Além disso. os workshops contaram com a participação de membros das seguintes instituições: Associação Parceiros da Educação. além disso. os materiais curriculares que vêm sendo utilizados pela Secretaria da Educação foram analisados com base nessas mesmas referências. ofereceram sugestões para a implementação dessas diretrizes como se pode conferir em seguida. As contribuições dos parceiros para a explicitação dessas diretrizes Em workshop realizado em 13 de março de 2014.vanzolini. Instituto Inspirare. Os itens seguintes apresentam os produtos dessas ações. gêneros e recursos próprios do mundo digital. Instituto Península. Essas temáticas foram utilizadas como referência para a organização de três workshops dos quais participaram representantes de inúmeras instituições2. a Secretaria da Educação vem anunciar a extensão do Programa de Ensino Integral (PEI) para escolas de anos iniciais do Ensino Fundamental. segundo diretrizes que se aproximam das que orientam o PEI no Ensino Fundamental – anos finais e Ensino Médio.org. 1256/1266 – Vila Madalena – 05452-001 – São Paulo/SP – Tel. As diretrizes curriculares para o novo modelo de escola para os anos iniciais Nas primeiras discussões sobre as diretrizes curriculares que deveriam orientar o novo modelo de escola para os anos iniciais. ainda. Instituto Inteligência Relacional. destacou-se a necessidade de contemplar quatro aspectos: • • • • A ênfase no trabalho com as múltiplas linguagens. 1. Alberto Seabra.

ser pensados de modo a privilegiar a multiplicidade de materiais. educação física. reconhecer as diferentes linguagens como ferramentas que favorecem a convivência.br 1. de infância e do perfil do aluno que se quer formar. Houve consenso entre os participantes de que há necessidade de praticar um currículo que priorize a dimensão lúdica com as seguintes ênfases: • • • • • • • • possibilitar o conhecimento de diferentes linguagens e a ampliação do repertório cultural: dança.vanzolini. considerar o currículo não só em termos de projetos a ser realizados. Os ambientes devem. é fundamental que o compromisso com o desenvolvimento das habilidades socioemocionais oriente a concepção da nova escola para os anos iniciais e a interação aluno-professor. uma vez que elas estão intimamente relacionadas aos resultados acadêmicos que se quer que os alunos alcancem. o que pressupõe: • • a mudança da cultura da escola e dos professores para lidar com aspectos socioemocionais. É necessário.www. que a organização curricular assegure a necessária integração entre habilidades cognitivas e socioemocionais. deve ser possível guardar e catalogar a produção dos alunos para favorecer a percepção do progresso de cada um no decorrer dos projetos. artes visuais. a adoção de uma concepção clara de criança. organizar os professores de forma que trabalhem em equipe integrada. integrar as diferentes linguagens em projetos temáticos e que priorizem uma visão multicultural. nessa etapa de escolaridade dos alunos.1. capoeira. para constituir uma visão integrada do currículo. a reflexão sobre as diferentes linguagens e aprendizagens implica priorizar. ciências (cultura científica). portanto. 1256/1266 – Vila Madalena – 05452-001 – São Paulo/SP – Tel. repensar os espaços e os tempos escolares de maneira a propiciar deslocamentos com autonomia e criatividade.org. Rua Dr. mas a partir de experiências e vivências adequadas às crianças nessa faixa etária. favorecer o ensino de inglês como via de acesso a outras culturas e à informação de modo geral. artes cênicas e informática. recursos e usos. das linguagens e das disciplinas. gêneros e recursos próprios do mundo digital Para o grupo. o autoconhecimento e a aprendizagem coletiva.2. rompendo com a separação entre os conteúdos básicos e os complementares (conteúdos extracurriculares). Quanto à abordagem das habilidades socioemocionais Segundo os participantes. 1. Alberto Seabra. levar em conta o conceito de protagonismo adequado a crianças dessa faixa etária e as formas mais adequadas para desenvolvê-lo.: (11) 3024-2250 6 VERSÃO PRELIMINAR . portanto. música. Quanto à ênfase no trabalho com as múltiplas linguagens e a garantia de acesso dos alunos às Tecnologias Digitais da Informação e Comunicação (TDIC) e às práticas. selecionar e contemplar também os recursos tecnológicos.

aumenta a média de leitura. enfim. deve-se introduzir técnicas para monitorar o equilíbrio emocional. a atribuição do mesmo status de importância às habilidades cognitivas e às socioemocionais. impactos do trabalho com competências socioemocionais: trabalhar essas competências aumenta a permanência na escola. consciência corporal. a garantia de formação integral dos alunos. Rua Dr.www. Em relação às estratégias para a abordagem e a avaliação das habilidades socioemocionais foram encaminhadas as seguintes sugestões: • • • • as vivências e experiências devem extrapolar o âmbito da sala de aula. material estruturado: parece trazer bons resultados para trabalhar as competências socioemocionais. mas no currículo de forma integrada.). integração curricular: não basta trabalhar as competências socioemocionais isoladamente. cultura escolar: a equipe gestora da escola.: (11) 3024-2250 7 VERSÃO PRELIMINAR . espírito de equipe etc. é recomendável o incentivo a trabalhos colaborativos e a atividades que permitam o desenvolvimento de lideranças infantis. impacta positivamente na introdução ao mundo do trabalho e nas habilidades de numeramento e de letramento. modelo de vínculo: o trabalho com as competências socioemocionais deve ser explícito e intencional. desenvolvimento cognitivo: as competências. é recomendável a adoção de estratégias multissensoriais e o uso de games interativos. a discussão sobre as habilidades socioemocionais pode ser aprofundada. Para a necessária integração entre habilidades cognitivas e socioemocionais.br • a definição do conjunto de habilidades socioemocionais que se pretende desenvolver (solidariedade.org. a avaliação deve ser realizada por processos.vanzolini. desta vez mediante a apresentação de diferentes possibilidades didático-pedagógicas para a sua abordagem. formação de professores e apoio ao trabalho docente são necessários e desejáveis. a partir das quais chegou-se às seguintes considerações finais: • • • • • • • • • valores: a clareza dos valores que orientam as práticas pedagógicas e as relações entre educadores e alunos é condição para o trabalho com as competências socioemocionais. todos os atores devem ser envolvidos no projeto. antes de cognitivas. foram recomendadas as seguintes estratégias: • • • • o alinhamento de concepções e estratégias de trabalho em todas as disciplinas. avaliação de competências socioemocionais: é necessário ter mecanismos de avaliação dessas competências. a garantia de formação continuada dos professores. Alberto Seabra. inclusive para que os alunos possam valorizá-las. os professores. são relacionais. 1256/1266 – Vila Madalena – 05452-001 – São Paulo/SP – Tel. em disciplinas ou projetos específicos. Em workshop realizado em 9 de maio de 2014. responsabilidade social.

como assistentes sociais (articulação com o CRAS ou contratados pela escola). corresponsabilizar os pais pelo projeto de vida da criança na escola e fora dela. que contemplam estratégias para ampliar os níveis de participação dos pais na vida escolar: • • • • • • • • • • investigar. compreender e vencer as resistências da equipe em abrir a escola para a participação da comunidade. reproduzindo o acolhimento dos alunos. que devem ter uma atuação mais participativa. Quanto à participação da família na vida escolar Os participantes corroboraram a necessidade de ampliar a participação da família na vida escolar. definição de dias e horários para atendimento aos pais por telefone ou presencialmente. É preciso que a escola se abra para os pais.www. orientar a equipe de gestão da escola para que realize o diagnóstico da comunidade com a participação das famílias.vanzolini. com base na reflexão sobre os ganhos para a aprendizagem dos alunos com a presença dos pais na escola. pode ser produtivo agregar outros profissionais para esse diagnóstico.br • condição para a implementação de uma política na área: a equipe central da Secretaria da Educação deve estar capacitada para essa implementação. desenvolver o sentido de pertencimento do aluno à escola. para que ele participe das soluções para os problemas e da proposição de ações que lhes sejam possíveis (protagonismo da criança).). Exemplos: uso de SMS para divulgar notícias que interessem aos pais. Para isto. em que os membros da comunidade têm funções específicas nas estratégias de êxito para a aprendizagem do aluno (biblioteca tutorada.org. Rua Dr. para o envolvimento de pais e irmãos dos alunos. 1256/1266 – Vila Madalena – 05452-001 – São Paulo/SP – Tel.: (11) 3024-2250 8 VERSÃO PRELIMINAR . com apoio ou não de ONGs e outras instituições do bairro. a escola deve ser vista pelos pais como um centro de saber e inter-relacionamentos positivos. A essas recomendações foram acrescentadas outras. transformar a escola em uma comunidade de aprendizagem. reconfigurar a atuação da Associação de Pais e Mestres para que ela funcione como um mecanismo de aproximação que garanta efetivamente a participação da comunidade e dos alunos. definir o papel da comunidade no cotidiano da escola: como os pais podem participar e quais os limites dessa participação. preparação de tertúlias literárias etc. Alberto Seabra. sejam elas relativas aos acontecimentos da escola ou ao desempenho dos filhos. além de ser expectadores. 1. definir estratégias efetivas de participação da família e dos alunos nos conselhos de classe. planejar e promover atividades esportivas ou culturais.3. criar mecanismos de comunicação eficazes com a família. destacando que a comunidade deve fazer parte da vida da escola – e não apenas frequentá-la aos finais de semana. utilizar a metodologia do acolhimento das famílias. reuniões de pais criativas e flexíveis (em horários e dias possíveis para garantir a presença dos pais).

destacando aspectos relativos à integração entre as áreas curriculares e à visão geral sobre como cada uma das quatro diretrizes curriculares é contemplada no conjunto das áreas. Rua Dr. as recomendações para que se assegure a adequada coerência entre o currículo prescrito e as diretrizes que pretendem orientar a prática pedagógica nas escolas do novo modelo. Até que ponto esses documentos já contemplam as diretrizes curriculares que pretendem orientar o novo modelo de escola para os anos iniciais do Ensino Fundamental?3 Com base nesse questionamento.www. sentiu-se a necessidade de verificar até que ponto correspondem. Alberto Seabra. Quanto à integração entre as diferentes áreas curriculares As orientações curriculares da Secretaria da Educação contemplam as áreas de conhecimento e as disciplinas relacionadas no quadro seguinte: Áreas do conhecimento Disciplinas Linguagens e Códigos Língua Portuguesa Arte* Educação Física* Matemática 3 Ainda que esses materiais não tenham sido elaborados com a intencionalidade de atender ao novo modelo de escola. também conta com materiais de apoio para professores e alunos.1. ainda. Nos itens seguintes. em termos didático-pedagógicos. em 2015.: (11) 3024-2250 9 VERSÃO PRELIMINAR . Destacam-se.br 2. tendo como referência os parâmetros mencionados anteriormente. a Secretaria da Educação conta com orientações curriculares para todas as áreas do conhecimento. descrevem-se os produtos dessa análise.vanzolini. 2. no caso de Língua Portuguesa e Matemática. A convergência entre as diretrizes curriculares do novo modelo de escola para os anos iniciais e os materiais curriculares da Secretaria da Educação Para os anos iniciais.org. as escolas selecionadas possam contar com os materiais de apoio necessários à implantação do novo modelo pedagógico. Este será o ponto de partida para identificar as providências necessárias para que. às quatro diretrizes reconhecidas como as que devem orientar o Programa de Ensino Integral para os Anos Iniciais do Ensino Fundamental. procedeu-se à análise do conjunto de documentos curriculares. 1256/1266 – Vila Madalena – 05452-001 – São Paulo/SP – Tel.

sem que se definam parâmetros de integração tanto no que tange às aprendizagens esperadas quanto às situações de aprendizagem propostas. ao contrário disso. 1256/1266 – Vila Madalena – 05452-001 – São Paulo/SP – Tel. videominutos.vanzolini. são explicitadas premissas e orientações gerais de trabalho em cada área do conhecimento. entre outros. noticiosos. contos multimodais. Rua Dr. científicos etc. experimental. não são plenamente contemplados. uma proposta integrada de progressão. as diferentes linguagens e mídias. e orientações didáticas necessárias para sua efetivação.br Ciências da Natureza Ciências Físicas e Biológicas Ciências Humanas História Geografia * Contempladas integradamente.www. 2. A ênfase no trabalho com as múltiplas linguagens. vale a mesma recomendação para as situações de aprendizagem propostas nas diferentes disciplinas. No entanto. Alberto Seabra. estudo de campo). não são consideradas as práticas. Considerando o que foi apresentado nas situações didáticas incluídas no currículo das diferentes disciplinas. Do ponto de vista da pesquisa. com sugestões para os três primeiros anos. Recomendação: É necessário explicitar a progressão de aprendizagens entre as áreas e ao longo dos anos. a proposição de trabalhos com: • • • • • • • álbuns digitais – (auto)biográficos. gêneros. na perspectiva dos multiletramentos Os documentos curriculares da Secretaria da Educação contemplam as linguagens e gêneros já consagrados no cenário escolar em cada um dos componentes curriculares. leitura dramática com efeitos especiais. fotorreportagens. do que se conclui que os multiletramentos. Não há propriamente diretrizes gerais para os anos iniciais do Ensino Fundamental.2. de como propor as atividades e da progressão entre os anos. verifica-se a inclusão de diferentes gêneros e situações de uso da linguagem que ainda requerem avaliação da adequação à faixa etária. Recomendação: Na direção de contemplar mais os multiletramentos. linguagens e mídias mais contemporâneos.. playlists comentadas. esquetes. reconhecidos como uma das premissas do novo modelo de escola. são contemplados seus variados tipos (pesquisa bibliográfica. mas não há não indicações de como desenvolvê-los.org. poemas digitais. sugere-se.: (11) 3024-2250 10 VERSÃO PRELIMINAR .

experimental. enciclopédias (wikis) etc. participação em fóruns de discussão. exploração de sites jornalísticos (por exemplo.org. O mesmo tipo de progressão poderia ser proposto em relação aos estudos do meio. ferramentas e objetos digitais que possam ser mobilizados em apoio às aprendizagens previstas no currículo. 2. com exceção da indicação de “pesquisa de informações na internet”. seria necessário indicar exemplos de progressão de aprendizagem. Alberto Seabra. deve-se prever diretrizes para a formação de professores no uso das TDIC. às observações sistemáticas e às experimentações. de intervenção etc. sugere-se a proposição de projetos de pesquisa.3.: (11) 3024-2250 11 VERSÃO PRELIMINAR . é necessário definir diretrizes para uma curadoria de conteúdos. elaboração e análises de enquetes. Quanto à pesquisa bibliográfica. além disso.br • • • • • • uso de softwares para a produção de jornais. Ainda assim. linhas do tempo.www. que possam apontar para a aprendizagem de procedimentos de pesquisa. HQs. leitura de e-books infantis. Em relação aos vários tipos de pesquisa (bibliográfica. Recomendações: • • • é necessário propor um modelo de infraestrutura tecnológica de apoio que assegure a mobilidade e o acesso aos conteúdos na web. gêneros e recursos próprios do mundo digital nos documentos curriculares da Secretaria da Educação. revistas. não há referências que contribuam para apoiar o professor na realização dessas atividades. tratamento da informação: trabalho com procedimentos de paráfrase e retextualização. Rua Dr. busca e seleção de informação em fontes de diferentes tipos: da consulta a (poucas) fontes controladas à consulta a mais fontes (não controladas – acesso à internet). como o seguinte: • • • • recorte de questão e/ou pergunta de pesquisa. Joca e Folhinha) e de divulgação científica (Ciência Hoje das Crianças) e vivência de formas de participação nesses sites. divulgação dos resultados: variar gêneros e situações de divulgação. vivência de escrita colaborativa em ambiente digital. estudo de campo). gêneros e recursos próprios do mundo digital Não há praticamente referências às práticas. O acesso às Tecnologias Digitais da Informação e Comunicação (TDIC): práticas. 1256/1266 – Vila Madalena – 05452-001 – São Paulo/SP – Tel. finalmente. complexificando-as.vanzolini. livros..

www. como os estudos em grupo. criar situações que possibilitem o reconhecimento e a valorização das origens culturais das famílias. têm um bom potencial para o desenvolvimento intencional dessas habilidades.org. Nos itens seguintes. Alberto Seabra. O desenvolvimento das habilidades socioemocionais Nos documentos curriculares analisados não há referência explícita: • • ao compromisso com o desenvolvimento de habilidades socioemocionais. são apresentados os resultados de desempenho em avaliações externas realizadas pelo Ministério da Educação/Inep e pela própria Secretaria da Educação do Estado. Recomendações: • • • III. há nos documentos sugestões de situações didáticas que.4. A despeito disso.5. Não há propostas que privilegiem a participação da família e da comunidade no espaço escolar propriamente dito. A presença da família e as relações com o entorno da escola com foco nas aprendizagens Em algumas situações didáticas propõe-se que os alunos entrevistem os pais e/ou moradores da comunidade sobre os temas e/ou conceitos que estão sendo tratados em sala de aula. 1256/1266 – Vila Madalena – 05452-001 – São Paulo/SP – Tel.: (11) 3024-2250 12 VERSÃO PRELIMINAR . com o intuito de: • descrever o panorama do desempenho dos alunos em Língua Portuguesa e Rua Dr. por sua natureza. entre outros. fomentar situações e estratégias em que a família possa compreender e acompanhar as aprendizagens dos alunos no contexto escolar. as leituras compartilhadas e os estudos de campo. às situações didáticas que permitiriam desenvolvê-las. Recomendações: • É necessário explicitar como as habilidades socioemocionais serão desenvolvidas intencionalmente nos diferentes espaços e tempos curriculares. Propor situações intencionalmente planejadas que prevejam e organizem a possibilidade de participação da família e/ou comunidade nos processos de ensino e aprendizagem.vanzolini.br 2. Os desafios do Programa de Ensino Integral nos Anos Iniciais na Secretaria da Educação do Estado de São Paulo para aprimorar o desempenho acadêmico na Educação Básica A iniciativa de ampliação do ensino integral para os anos iniciais do Ensino Fundamental tem como um dos seus objetivos impactar a melhoria do desempenho dos alunos nessa faixa da escolaridade. 2.

04 22. Na tabela seguinte.org.2 175.07 19.93 204. em especial nos anos seguintes do Ensino Fundamental. Tabela 1.vanzolini. também.6 188.4 184. em Língua Portuguesa e Matemática pela Prova Brasil. Alberto Seabra.3 Distrito Federal 185.2 Mato Grosso do Sul 167.96 186.4 Paraná 193.72 180.91 7. no período de 2005 a 2011. 1. 1256/1266 – Vila Madalena – 05452-001 – São Paulo/SP – Tel.17 18.31 198.8 Rua Dr.24 7. são apresentadas as médias de desempenho em Língua Portuguesa nessas avaliações.3 11.7 Rio Grande do Sul 182.8 Goiás 165. destacar eventuais desafios a ser enfrentados na implementação do programa quanto aos aspectos cognitivos.27 10.1 Santa Catarina 179.38 182.95 194.04 175.8 185.51 202.Redes Estaduais Prova Brasil de Língua Portuguesa por Unidade da Federação Anos de 2005-2007-2009-2011 Língua Portuguesa Unidade da Federação 2005 2007 2009 2011 ▲ 2005.32 12. sobre eventuais repercussões dessa implementação nos demais níveis de escolaridade da Educação Básica.9 196.% 20052011 2011 BRASIL 172.02 18. para o conjunto das unidades da Federação.22 191.2 200.87 29. aplicada aos alunos do 5º ano.77 13.www.19 202. à distribuição dos alunos em seu nível socioeconômico nessas avaliações.71 189.: (11) 3024-2250 13 VERSÃO PRELIMINAR .76 190.96 191.79 10.66 206.01 6.86 176.05 186.9 São Paulo 177.23 191.5 19. destacar a situação de heterogeneidade entre as escolas em relação ao seu desempenho e. ainda. no período de 2007 a 2012.2 Minas Gerais 186.21 31.br • • Matemática.63 17.36 191.14 196. Espera-se que a análise e discussão desses resultados possam lançar luzes sobre possíveis critérios que devem ser adotados na seleção das escolas para a adoção progressiva do ensino integral e. Ensino Fundamental – Ciclo Inicial .62 14.25 3. a cada dois anos.98 200.24 172. O desempenho dos alunos dos anos iniciais da rede estadual segundo os resultados do Saeb/Prova Brasil do MEC/Inep O primeiro segmento do Ensino Fundamental é avaliado pelo MEC/Inep.

24 168.07 177.55 179.47 15.2 170.78 14.21 19.4 Pernambuco 151.44 160.84 11.78 189.76 156.35 16.4 Paraíba 156.34 14.3 188.54 149.28 170. para Minas Gerais e Alagoas.05 20. Nesse mesmo ano.72 17.vanzolini.08 24.3 Piauí 148.9 Tocantins 161. as médias em LP variaram entre 206.org.87 157. respectivamente.59 29.47 161.55 28.54 168.91 174. 1256/1266 – Vila Madalena – 05452-001 – São Paulo/SP – Tel.59 26.05 188.www.07 13. verifica-se que.81 4.57. foi inferior à Rua Dr. de 2005 a 2011.9 Acre 166.39 176.09 172.1 Bahia 160.34 161.55 21. entre as unidades da Federação.77 185.72 183.6 5. contudo.76 171.32 21.8 Mato Grosso 164.84 187.35 171.4 Posição de São Paulo 7º 7º 5º 8º Fonte: Inep/MEC Como se pode verificar na tabela anterior.73 9.58 10. a média da rede estadual paulista teve um aumento de 13.19 6.88 182.07 e 161.54 181. Alberto Seabra.88 169.83 7. o que representou um aumento porcentual de 7.12 171.37 168.3 Ceará 162.81 21. Esse aumento.94 171.2 Pará 161 160.54 182.24 180.81 167.51 12. no ano de 2011.4 180.43 3.38 162.66 174.76 172.43 6.84 172.61 171.5 Maranhão 162.29 11.98 178.33 165.91 pontos.41 5.42 166.15 179.35 187.44 177.57 6.22 167.82 10.34 168. o Estado de São Paulo ficou classificado em 8º lugar.27 12.87 9.81 10.8%.: (11) 3024-2250 14 VERSÃO PRELIMINAR .89 18.24 8.7 Roraima 161.39 163.3 Rondônia 166.75 169.67 169.01 162.73 6 Amapá 155.72 12. Quando se considera a evolução das médias das escolas da rede estadual.br Espírito Santo 178.97 184.8 Rio Grande do Norte 140.01 19.63 8.81 172.91 163.7 Sergipe 162.8 Amazonas 159.83 164.31 162.6 171.8 Rio de Janeiro 173.9 Alagoas 154.

cuja variação foi de 19. a média brasileira e a de São Paulo foram praticamente as mesmas.www. Rua Dr. embora. no período observado. em 2005.: (11) 3024-2250 15 VERSÃO PRELIMINAR .00 São Paulo 160.00 190.00 2005 2007 2009 2011 A mesma análise pode ser feita para os resultados da Prova Brasil de Matemática apresentados na Tabela 2.vanzolini. equivalendo a 11. Em 2011. de um total de 27.30 pontos. O gráfico a seguir permite que se compare a variação das médias de São Paulo com a média brasileira. Alberto Seabra. 200. São Paulo caiu para a 8ª posição em 2011.00 150. obtiveram crescimento porcentual abaixo da média nacional no período considerado.org.br média brasileira.00 BRASIL 170. 1256/1266 – Vila Madalena – 05452-001 – São Paulo/SP – Tel.2% de aumento.0 pontos. a média paulista tivesse sido maior que a brasileira em cerca de 5. São Paulo perdeu posição relativa no ranking nacional: da 7ª posição em 2005/2009 e 5ª posição em 2009.00 180. Apenas outros sete Estados. Decorrente dessa situação.

www.62 20.11 13.17 189.76 223.09 32.16 189.19 193.09 200.82 190.vanzolini.79 30.62 186.95 207.11 35. Ensino Fundamental – Ciclo Inicial .75 186.39 214.73 207.17 185.85 194.br Tabela 2.57 22 Rio Grande do Sul 195.33 211.36 197.7 195.Redes Estaduais Prova Brasil de Matemática por Unidade da Federação Anos de 2005-2007-2009-2011 Unidade da Federação Matemática 2005 2007 2009 2011 ▲ 11-05 % 11/05 BRASIL 181.17 204.72 214.95 188.78 193.9 Bahia 167.43 194.72 11.5 Goiás 178.19 14.89 19.96 202.6 Pernambuco 162.6 198.65 33.2 18.58 24.71 13 Rua Dr.93 24.36 25.37 203.91 182.77 20.1 Ceará 158.55 17.35 178.71 177.18 17.3 Mato Grosso do Sul 179.91 204.: (11) 3024-2250 16 VERSÃO PRELIMINAR .9 Piauí 159.43 208.94 186.62 34.31 223.42 205.01 185.14 192.78 29.75 227.4 Rio de Janeiro 177.4 Mato Grosso 175. Alberto Seabra.28 34.6 9.79 193.15 32.66 183.93 206.46 227.52 210.56 221.98 202.43 193.org.49 38.6 Acre 169.36 222.66 22.15 22.52 199.13 210.71 19.38 197.4 Minas Gerais 206.89 29.72 205. 1256/1266 – Vila Madalena – 05452-001 – São Paulo/SP – Tel.37 21.07 198.1 São Paulo 182.8 192.41 16.98 14 Amazonas 172.45 186.49 211.91 213.53 20.76 212.6 7 Santa Catarina 188.7 199.25 177.34 188.2 30.3 Paraná 208.93 23.64 16.62 10 Distrito Federal 200.81 12.6 200.72 202.93 14.6 Tocantins 169.06 21.34 17.35 191.6 Espírito Santo 184.3 Rondônia 171.24 219.37 39.2 184.3 Roraima 169.58 219.

www.vanzolini.org.br

Sergipe

169,89

179,65

186,13

188,92

19,03

11,2

Paraíba

165,83

180,84

187,15

188,49

22,66

13,7

Rio Grande do Norte

152,99

167,16

179,71

183,51

30,52

19,9

Maranhão

164,78

178,46

181,82

182,43

17,65

10,7

Pará

161,97

174,52

181,98

181,94

19,97

12,3

Amapá

162,21

174,57

185,13

180,9

18,69

11,5

Alagoas

163,86

174,07

174,4

176,77

12,91

7,9

Posição de São Paulo

Fonte: Inep/MEC

Como se verifica na tabela anterior, ainda que em Matemática a rede estadual de São
Paulo tenha obtido resultados muito próximos aos da média nacional, ela também perdeu
posição relativa no ranking dos Estados brasileiros. De uma posição de 6º lugar em
2005/2007 e 4º lugar em 2009, São Paulo passou a ocupar o 8º lugar em Matemática em
2011.
O gráfico seguinte mostra a aderência entre os resultados em Matemática da rede
estadual paulista e a média nacional.
250,00
240,00
230,00
220,00
210,00
200,00

Brasil

190,00

São Paulo

180,00
170,00
160,00
150,00
2005

2007

2009

2011

Como se pode verificar, a vantagem conseguida pelo Estado no período de 2007 a 2009 foi
se reduzindo a partir daí, até que, em 2011, os resultados de São Paulo e do Brasil ficaram
bastante próximos.

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17
VERSÃO PRELIMINAR

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2. As aprendizagens que estão sendo asseguradas aos alunos dos anos iniciais,
segundo os resultados do Saresp em Língua Portuguesa e Matemática
A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, por meio do Saresp, aplica anualmente
provas nos seus alunos do 3º ano e 5º ano do Ciclo Inicial, bem como nos alunos do 7º ano
e 9º ano do Ciclo Final do Ensino Fundamental e nos alunos do 3º ano do Ensino Médio.

2.1. As aprendizagens no 3º ano do Ensino Fundamental
Com base nas médias de proficiência no Saresp, os alunos são classificados em quatro
níveis de proficiência: abaixo do básico, básico, pleno e avançado.
A Tabela 3 apresenta os resultados obtidos pelos alunos do 3º ano, em Língua Portuguesa,
no período de 2009 a 2012, segundo os níveis de proficiência.

Tabela 3. Distribuição dos alunos do 3º ano do Ensino Fundamental nos níveis da Escala
de Desempenho de Língua Portuguesa do Saresp
Rede Estadual de São Paulo, 2009-2012
% DE ALUNOS
NÍVEL

DESCRIÇÃO DO NÍVEL
2009 2010 2011

Os alunos classificados neste nível escrevem
com correspondência sonora ainda não
Insuficiente alfabética, demonstrando domínio insuficiente
sobre o funcionamento e as regras de geração
da escrita.

Básico

7,3

10,1

Os alunos classificados neste nível escrevem
com correspondência sonora alfabética;
realizam separações entre palavras, mas nem
sempre de forma convencional; e localizam, na
leitura, informações explícitas, apresentadas
em um texto informativo. Em situações de 44,7 44,7
produção textual com apoio, escrevem com
algumas características da linguagem escrita,
considerando algumas especificidades do
trecho apresentado na prova (conto), e
eventualmente utilizam recursos típicos da
linguagem oral para articular as partes do
texto.

2012

5

4,7

34,3

21

Rua Dr. Alberto Seabra, 1256/1266 – Vila Madalena – 05452-001 – São Paulo/SP – Tel.: (11) 3024-2250

18
VERSÃO PRELIMINAR

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Pleno

Avançado

Os alunos classificados neste nível escrevem
com ortografia regular e leem com autonomia,
localizando informações e fazendo inferências
em texto informativo. Em situações de
produção textual com apoio, escrevem com
muitas características da linguagem escrita, 34,6
considerando as especificidades do trecho
apresentado na prova (conto); utilizam
adequadamente elementos característicos da
narrativa escrita para articular as partes do
texto; e raramente fazem uso de recursos
típicos da linguagem oral.

35

Os alunos classificados neste nível escrevem
com ortografia regular e leem com autonomia
localizando informação explícita e fazendo
inferências em texto informativo. Em situações
de produção textual com apoio, escrevem com 13,3 14,9
características
de
linguagem
escrita,
considerando as especificidades do trecho
apresentado na prova (conto) e utilizam
adequadamente elementos característicos da
narrativa escrita para articular as partes do
texto, sem fazer uso de recursos típicos da
linguagem oral.

38,6

63,9

22,1

10,4

Segundo a tabela anterior, a porcentagem de alunos nos níveis Insuficiente e Básico caem
significativamente no período de 2009 a 2012. Entretanto, em 2012, ainda se observa mais de
um quarto dos alunos nesses níveis de desempenho (25,7%), o que indica a necessidade de
esforços para a melhoria do rendimento em Língua Portuguesa.
Por outro lado, cresce a proporção de alunos nos níveis Pleno e Avançado. Em 2009, eram
47,9% e atingem 74,3%, em 2012.

Rua Dr. Alberto Seabra, 1256/1266 – Vila Madalena – 05452-001 – São Paulo/SP – Tel.: (11) 3024-2250

19
VERSÃO PRELIMINAR

1 Rua Dr.org. identificam informações contidas em um calendário. considerando-se que.www. + Básico 30 Pleno Avançado 20 10 0 2009 2010 2011 2012 A Tabela 4 apresenta os resultados para Matemática. Alberto Seabra. os alunos ainda “não têm domínio de regras do sistema de numeração decimal”.5 14. nesse nível. Distribuição dos alunos do 3º ano do Ensino Fundamental nos níveis da Escala de Desempenho de Matemática do Saresp Rede Estadual de São Paulo. não houve mudança significativa na porcentagem de alunos classificados no nível Insuficiente. 1256/1266 – Vila Madalena – 05452-001 – São Paulo/SP – Tel. mantendo-se no patamar de 16% ao longo dos quatro anos analisados.: (11) 3024-2250 20 VERSÃO PRELIMINAR . Insuficiente interpretam alguns gráficos simples de 16 colunas. 19. Tabela 4. 2009-2012 % DE ALUNOS NÍVEL DESCRIÇÃO DO NÍVEL 2009 2010 2011 Os alunos classificados neste nível produzem algumas escritas numéricas. Nessa disciplina.5 2012 16. é preocupante para um 3º ano. mas não têm domínio de regras do sistema de numeração decimal.vanzolini.br 70 60 50 40 Insufic. Esse porcentual. não desprezível.

como cálculo do valor 24.6 25. e identificam a localização de um objeto. 24. que sobe de 25. resolvem problemas cujos dados estão contidos em tabelas. O nível Avançado permanece estabilizado com cerca de 30% dos alunos. decresce significativamente a porcentagem de alunos no nível Básico (de 24. comparam escritas numéricas ordenando os números do menor para o maior. envolvendo a ideia de completar uma coleção. Alberto Seabra.5 8. por meio de estratégias pessoais ou técnicas convencionais. resolvem problemas 25.9 45. 29. por outro lado. indicando compreensão dos significados de “vire à direita” ou “vire à esquerda”. 26.www.: (11) 3024-2250 21 VERSÃO PRELIMINAR .6 Ainda na tabela anterior verifica-se que.5 Pleno Os alunos classificados neste nível demonstram compreender adequadamente as regras do sistema de numeração decimal.5% em 2012).5% em 2009 para 8. envolvendo números de três ordens.vanzolini.8 Avançado Os alunos classificados neste nível resolvem problemas envolvendo a adição de diversas parcelas iguais da ordem de dezenas (multiplicação) e resolvem situação-problema 33. pela passagem destes para o nível Pleno. mas ainda apresentam algumas dificuldades a respeito de regras do sistema de numeração decimal. calculam o resultado de uma subtração sem recurso. decompõem um número da ordem de dezenas em duas parcelas iguais.7 associados à subtração. resolvem problemas que envolvem a adição. selecionam as cédulas adequadas para pagar uma quantia e indicam o valor total das notas e moedas que sobram.1 29. ou duas subtrações. resolvem problemas envolvendo uma adição com reserva cuja ideia é a de compor quantidades de duas coleções.3 33. decompõem um número da ordem de dezenas em duas parcelas diferentes. 1256/1266 – Vila Madalena – 05452-001 – São Paulo/SP – Tel. ao longo do período analisado.7 envolvendo uma adição e uma subtração.7% em 2009 para 45. Rua Dr.6 26.8% em 2012.5 inicial de uma transformação negativa.org.br Básico Os alunos classificados neste nível produzem escritas numéricas. identificam a regularidade de uma sequência numérica.

Alberto Seabra.3 14.: (11) 3024-2250 22 VERSÃO PRELIMINAR .9 33. As aprendizagens no 5º ano do Ensino Fundamental Ao se analisar os resultados das provas aplicadas pelo Saresp no 5º ano do Ensino Fundamental. a Tabela 5 mostra que a porcentagem de alunos que não adquiriram as aprendizagens de Língua Portuguesa consideradas adequadas para esse estágio de ensino sofreu discreta diminuição ao longo dos últimos quatro anos.2 39.1 32.4 33.8 Total 100 100 100 100 Abaixo do Adequado 58.7%) ainda permaneciam nessa situação em 2012. não se conseguiu resolver o problema dos alunos no nível Insuficiente.9 19.6 31. 2.8 12.3 9.br O gráfico seguinte oferece uma visão dessa dinâmica: 80 70 60 50 Insuficiente 40 Básico 30 Pleno + Avançado 20 10 0 2009 2010 2011 2012 Com efeito.1 54.8 17.vanzolini. embora o porcentual de alunos nos níveis Pleno e Avançado tenha aumentado no período.1 Básico 37.5 Avançado 10. Assim.1 59.org.7 Rua Dr.4 18. 2009-2012 Nível 2009 2010 2011 2012 Abaixo do Básico 20. Distribuição dos alunos do 5º ano do Ensino Fundamental nos níveis da Escala de Desempenho de Língua Portuguesa do Saresp Rede Estadual de São Paulo.www. Tabela 5. percebe-se que se torna mais crítica a situação da aprendizagem quando comparada à do 3º ano.3 37.6 Adequado 31. 1256/1266 – Vila Madalena – 05452-001 – São Paulo/SP – Tel.8 51. mas que mais da metade dos alunos (51.2.

1256/1266 – Vila Madalena – 05452-001 – São Paulo/SP – Tel. em 2013.89 Mais de 30% a 40% 181 12.org. 842 escolas.58 Mais de 80% a 90% 41 2.31 Mais de 70% a 80% 127 8. ou seja. mais de 60% dos alunos ainda estavam abaixo do nível considerado Adequado em Matemática em 2012. Com relação à distribuição das escolas quanto ao desempenho em Matemática. 57% do total das escolas estaduais apresentavam. portanto. metade dos alunos do 5º ano da rede estadual paulista estão abaixo do nível Adequado em Língua Portuguesa. Tabela 6.482 escolas de ciclo inicial.www.04 Mais de 20% a 30% 102 6.27 1481 100 Total Fonte: Cima/SEE Situação ainda mais crítica pode ser observada nos resultados obtidos em Matemática no 5º ano do Ensino Fundamental (ver Tabelas 7 e 8). Rua Dr. mais de 60% de seus alunos abaixo do nível Adequado no 5º ano do Ensino Fundamental (Tabela 8).br Se. atenção especial nos programas de melhoria de aprendizagem implementados pela Secretaria da Educação (ver Tabela 6).: (11) 3024-2250 23 VERSÃO PRELIMINAR . Apesar de apresentar queda no período.vanzolini.09 Mais de 60% a 70% 286 19. 458 (cerca de 30%) apresentam mais de 60% dos seus alunos nessa situação. Distribuição das escolas por faixa de nível Abaixo do Adequado em Língua Portuguesa.22 Mais de 40% a 50% 326 22. a distribuição das escolas segundo esse mesmo indicador mostra que. em 2013 % de alunos abaixo do nível adequado em Língua Portuguesa Número de escolas % Até 10% 27 1. em média.77 Mais de 90% 4 0.01 Mais de 50% a 60% 342 23. demandando.82 Mais de 10% a 20% 45 3. Alberto Seabra. das 1.

7 28.97 Mais de 60% a 70% 328 22.95 Mais de 40% a 50% 160 10.78 Mais de 30% a 40% 103 6. Distribuição dos alunos do 5º ano do Ensino Fundamental nos níveis da Escala de Desempenho de Matemática do Saresp Rede Estadual de São Paulo.1 Avançado 6.br Tabela 7.3 Tabela 8.4 Adequado 24 25.9 Básico 39.7 Total 100 100 100 100 Abaixo do Adequado 69.1 27.2 63.: (11) 3024-2250 24 VERSÃO PRELIMINAR .6 9.3 37 36.88 Mais de 10% a 20% 26 1.www.6 66 62.77 Mais de 80% a 90% 197 13. 1256/1266 – Vila Madalena – 05452-001 – São Paulo/SP – Tel.2 9.15 Mais de 70% a 80% 278 18.2 35.vanzolini.63 Total 1481 100 Fonte: Cima/SEE Rua Dr.org. Alberto Seabra.3 8.76 Mais de 20% a 30% 56 3. Distribuição dos alunos do 5º ano do Ensino Fundamental nos níveis da Escala de Desempenho de Matemática do Saresp Rede Estadual de São Paulo. 2009-2012 Nível 2009 2010 2011 2012 Abaixo do Básico 30.3 Mais de 90% 39 2.3 29 26 27.8 Mais de 50% a 60% 281 18. 2013 % de alunos abaixo do nível adequado em Matemática Número de escolas % Até 10% 13 0.

3 78.7 62.4 40.9 38. 1256/1266 – Vila Madalena – 05452-001 – São Paulo/SP – Tel.8 53.8 95. para Língua Portuguesa e Matemática.1 4.2 Total 100 100 100 100 Rua Dr.4 Adequado 27.5 Abaixo do Adequado 51.vanzolini.8 Adequado 33.8 Básico 35. O impacto do desempenho nos anos finais do Ensino Fundamental e na continuidade da Educação Básica Uma vez descrito o panorama dos avanços ocorridos nos indicadores de aprendizagem. As Tabelas 9 e 10 apresentam a porcentagem de alunos por nível da escala de desempenho referentes aos anos avaliados no Ensino Fundamental e Médio.2 Total 100 100 100 100 Tabela 10. Tabela 9.5 Avançado 9.: (11) 3024-2250 25 VERSÃO PRELIMINAR .3 Abaixo do Adequado 63. respectivamente.2 39.1 14 26. cabe uma reflexão sobre o impacto dessa escolaridade nos anos subsequentes.6 55. bem como das deficiências que ainda persistem no Ciclo Inicial do Ensino Fundamental.6 39.7 55.8 7. Alberto Seabra.1 22.7 2.5 30.1 18.www.9 9.7 1.org.4 Básico 33.9 37.br 3.6 0.7 1 0.2 84.4 73. Distribuição dos Alunos nos Níveis de Proficiência de Matemática por ano/série – 2012 Nível 5º EF 7º EF 9º EF 3ª EM Abaixo do Básico 27.6 36.5 34. Distribuição dos Alunos nos Níveis de Proficiência de Língua Portuguesa por ano/série – 2012 Nível 5º EF 7º EF 9º EF 3ª EM Abaixo do Básico 18.4 89.3 Avançado 14.5 28.

Consequentemente. que apresenta valor decrescente em relação ao ano anterior. nos dois componentes curriculares. – Os desafios enfrentados pelos alunos quando ingressam no 6º ano. 4.org. Rua Dr. Os fatores associados ao desempenho dos alunos no Ciclo Inicial do Ensino Fundamental Temas a ser desenvolvidos no item: – Impacto da escolaridade dos anos iniciais para aprimorar os anos subsequentes.www.br Do exame das tabelas anteriores. E. – Estratégias possíveis: reforçar e ampliar as aprendizagens nos diferentes espaços curriculares. nesse caso. Alberto Seabra. expressos nos resultados do Saresp neste ano. Essa constatação aponta para a possibilidade de que deficiências trazidas do Ciclo Inicial possam estar comprometendo a aprendizagem nos ciclos subsequentes. fica claro que a porcentagem dos alunos abaixo do que é adequado ao respectivo ano é crescente ao longo das etapas da Educação Básica. o Ensino Integral pode se constituir em um importante instrumento para que tal objetivo se concretize. porém superior aos demais anos antecedentes). 1256/1266 – Vila Madalena – 05452-001 – São Paulo/SP – Tel. Entre as estratégias possíveis para esse aprimoramento está a de reforçar e ampliar as aprendizagens nos diferentes espaços curriculares.vanzolini. – Apontar a necessidade de redução da porcentagem de alunos nos níveis Abaixo do Básico e Básico nos dois componentes curriculares. oferecendo oportunidades de recuperação para além do que se propõe na recuperação contínua e paralela. nas duas disciplinas. oferecer oportunidades de recuperação para além do que se propõe na recuperação contínua e paralela. para as duas disciplinas avaliadas (com exceção de Língua Portuguesa no 3º ano do Ensino Médio.: (11) 3024-2250 26 VERSÃO PRELIMINAR . também apontam para a necessidade de redução da porcentagem de alunos nos níveis Abaixo do Básico e Básico no Ciclo Inicial.

4 40.8 5.3 44.2 45.6 33.0 40.9 37.5 29.org.4 Avançado 9.8 27.9 9.8 26. Alberto Seabra.9 38.br Saresp 2012 – Distribuição dos Alunos nos Níveis de Proficiência de Língua Portuguesa por Ano/Série – Rede Estadual 2012 2011 2010 2009 5º EF 7º EF 9º EF 3ª EM 5º EF 7º EF 9º EF 3ª EM 5º EF 7º EF 9º EF 3ª EM 4ª EF 6ª EF 8ª EF 3ª EM 5º EF 7º EF 9º EF NÍVEL Abaixo do Básico 18.: (11) 3024-2250 27 VERSÃO PRELIMINAR 0.vanzolini.3 9.1 18.0 1.6 0.0 39.0 34.2 Avançado 14.9 28.6 27.5 12.6 Adequado 33.8 1.6 39.4 0.4 9.7 14.7 3.3 6.8 0.4 37.4 31.9 23.5 28.1 4.4 1.9 18.3 5.5 55.9 20.2 25.2 28.8 59.3 42.7 9.7 56.8 54.1 29.4 39.3 37.5 14.2 0.2 39.3 31.2 Rua Dr.3 8.4 2.4 39.6 58.4 17.5 28.6 10.3 Básico 35.7 Saresp 2012 – Distribuição dos Alunos nos Níveis de Proficiência de Matemática por Ano/Série – Rede Estadual 2012 NÍVEL 2011 2010 2009 5º EF 7º EF 9º EF 3ª EM 5º EF 7º EF 9º EF 3ª EM 5º EF 7º EF 9º EF 3ª EM 4ª EF 6ª EF 8ª EF 3ª EM 5º EF 7º EF 9º EF Abaixo do Básico 27.3 36.7 0.4 22.9 38.9 37.4 33.3 32.9 57.0 1. 1256/1266 – Vila Madalena – 05452-001 – São Paulo/SP – Tel.3 2.6 36.2 23.4 29.1 14.7 7.3 8.1 18.2 57.0 44.2 34.3 4.5 30.4 42.6 0.8 7.7 4.4 36.8 58.0 22.0 38.4 18.1 24.0 17.0 11.5 Básico 33.8 1.7 0.2 40.1 37.3 0.8 Adequado 27.0 37.7 55.5 19.1 22.8 37.8 53.www.5 15.6 55.8 55.7 30.0 26.7 1.7 1.6 1.5 36.7 1.5 34.5 .9 28.6 38.6 24.

que apoia as escolas na proposição de seu Plano de Ação e acompanhamento dos processos e de resultados. ao longo da escolaridade. parcial ou integralmente. os posicionamentos que foram expressos até aqui. o que significa que se deseja assumir o compromisso com a qualidade de aprendizagens para todos os alunos. O modelo pedagógico do Ensino Integral nos anos iniciais em São Paulo Neste item. Princípios educativos e pedagógicos A proposição do modelo pedagógico para os anos iniciais do Ensino Fundamental orientou-se por um conjunto de princípios.: (11) 3024-2250 28 VERSÃO PRELIMINAR . é preciso fortalecer e ampliar as aprendizagens que vêm sendo asseguradas aos alunos nesse segmento de ensino. a definição de parâmetros supõe a elaboração de habilidades que devem ser asseguradas aos alunos. Este é um documento preliminar e. Excelência acadêmica Embora o desempenho das escolas nos anos iniciais do Ensino Fundamental se destaque no cenário nacional em termos dos resultados do Saeb.br IV. 1. é necessário enfatizar que a busca pela excelência deve ser pautada pela equidade.vanzolini. agregam. Rua Dr. é necessário. 1256/1266 – Vila Madalena – 05452-001 – São Paulo/SP – Tel. essas diretrizes serão sintetizadas em um documento com as proposições para o Programa de Ensino Integral dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental. por outro.1. dos quais a maioria orienta também o Programa de Ensino Integral nos anos finais do Ensino Fundamental e no Ensino Médio. 1. em especial com os resultados do Saeb e da Prova Brasil. 4 No âmbito das áreas do conhecimento e das disciplinas. 5 O Plano de Implementação do PEI prevê que as escolas sejam orientadas na elaboração de um Sistema de Gestão.www. são apresentadas as diretrizes gerais do Programa de Ensino Integral para os anos iniciais do Ensino Fundamental que. Por fim. é recomendável que a definição das habilidades que se espera assegurar aos alunos nas diferentes áreas do conhecimento e das disciplinas leve em conta as especificidades das avaliações nacionais. Alberto Seabra. que a Secretaria da Educação defina parâmetros objetivos e/ou subjetivos4 que permitam identificar a qualidade que se deseja atingir e.org. por um lado. de certa forma. tanto para que sejam mais bem-sucedidos nos anos subsequentes quanto para que possam responder com mais proficiência aos desafios colocados para os cidadãos neste início de século.5 Uma vez que aferir a qualidade das aprendizagens supõe a adoção de referências que permitam a comparação do desempenho das escolas estaduais. que as escolas sejam apoiadas na definição do caminho que devem traçar para que essa excelência possa ser alcançada. posteriormente. Para tanto.

compreender e (re)construir conhecimentos.7 6 SÃO PAULO (Estado). Rua Dr. É necessário. aprender a viver com os outros. portanto. afetivo e social das crianças. diminua a distância que normalmente se faz entre teoria e prática. ou seja. O “aprender a fazer” resgata a necessidade de que. Programa Ensino Integral. ou que aprenda a pesquisar informações em diferentes fontes bibliográficas. Coordenação geral: Valéria Souza. com o respeito ao outro e a adoção de práticas que valorizem. São Paulo: SEE. Secretaria da Educação. Diretrizes do Programa Ensino Integral.www. o pensamento dedutivo e intuitivo e queira sempre saber mais. 1. definidos na Conferência Nacional sobre Educação. Programa Ensino Integral. p. a escola privilegie a aprendizagem por meio de atividades práticas e do exercício da observação e investigação do mundo. competentes e solidários” 6. entendido como o compromisso de formar “jovens autônomos. em 1999: aprender a conhecer. O “aprender a conhecer” implica garantir à criança. de uma maneira prazerosa. Quanto maior a ênfase nas práticas. o acesso às estratégias. da responsabilidade pessoal e do senso estético de maneira integrada às habilidades e competências cognitivas.Os quatro pilares da educação para o século XXI O princípio da excelência acadêmica ganha amplitude e significado quando a ele são articulados os conceitos dos quatro pilares da educação. mas que recorra a elas. Secretaria da Educação. que a criança saiba distinguir as diferentes linguagens. cognitivo.A ênfase no protagonismo infantil O projeto do Ensino Integral nos finais do Ensino Fundamental e no Ensino Médio define como um de seus pressupostos o “protagonismo juvenil”. para que a criança desenvolva o raciocínio lógico. Finalmente. que. em um processo “no qual o jovem é simultaneamente sujeito e objeto das ações no desenvolvimento de suas próprias potencialidades”.: (11) 3024-2250 29 VERSÃO PRELIMINAR . portanto. respeitem e promovam a diversidade. 2012. 7 SÃO PAULO (Estado). intencionalmente. Escola de Tempo Integral. práticas e recursos para que possa descobrir. 15. O “aprender a viver com os outros” (ou “aprender a conviver”) relaciona-se estreitamente com o desenvolvimento de valores e de atitudes. o que significa assumir. a escola deve desempenhar um papel fundamental no desenvolvimento físico. Isto porque essa articulação resgata o compromisso com a educação integral.2. São Paulo: SEE. não basta. em especial nessa faixa da escolaridade. Escola de Tempo Integral. o “aprender a ser” reafirma o caráter da educação integral que se pretende: investir no desenvolvimento da sensibilidade.vanzolini. nos anos iniciais.3. 1256/1266 – Vila Madalena – 05452-001 – São Paulo/SP – Tel.org. Dessa maneira. Coordenação geral: Valéria Souza. instituir uma prática pedagógica que estimule continuamente a curiosidade infantil. 16. Alberto Seabra. mas que possa interpretá-las. p. 2012. a capacidade de compreensão. e aprender a ser. aprender a fazer. nos mais diferentes contextos. tanto maior será a capacidade de que as crianças relacionem fatos e ideias. Diretrizes do Programa Ensino Integral. selecionando as que forem adequadas para resolver uma situação dada.br 1.

os seguintes papéis: − − − − − − funcionam como um elo de ligação entre os professores e cada uma das turmas. por um lado. de projetos e de novas aprendizagens. entre outros. ela pressupõe que as crianças devam ser apoiadas e estimuladas para assumir responsabilidades em relação às ações e construções coletivas: de espaços. Portanto. Rua Dr. construtiva e solidariamente na solução de problemas reais na escola. que não se busca apenas o desenvolvimento do “eu protagonista”. necessidades e opiniões. na expressão de alguns autores. Essa ênfase no protagonismo infantil deve ser orientada por alguns pressupostos: • • é necessário estimular e apoiar as crianças para que possam expressar pensamentos. essa concepção de protagonismo infantil pretende estimular e oferecer espaços para a participação das crianças na vida escolar.: (11) 3024-2250 30 VERSÃO PRELIMINAR . representam os interesses das turmas junto à equipe de professores e à equipe de gestão escolar. entre as quais se incluem as seguintes: • Instituição de líderes de turma (ou representantes de classe): eleitos pelos colegas. Esse posicionamento indica. é necessário estimular e reconhecer a liderança das crianças por meio de estratégias. portanto. Como se verifica. 1256/1266 – Vila Madalena – 05452-001 – São Paulo/SP – Tel. Se.vanzolini. os líderes de turma desempenham. o protagonismo infantil supõe que as crianças se envolvam com o coletivo. as opiniões das crianças devem ser consideradas como uma referência na organização dos tempos e espaços escolares e da própria prática pedagógica. toma-se como princípio o protagonismo infantil. sentimentos. no protagonismo infantil instala-se um processo pedagógico em que o aluno é incentivado e apoiado para atuar criativa. dotadas de capacidades e valores próprios.8 Sob essa perspectiva. dão retorno à turma sobre as dúvidas e interesses discutidos com a direção e/ou os professores.www.br No modelo de escola para os anos iniciais. tomam decisões. 8 Entre os autores que discutem o protagonismo infantil sob essas bases destaca-se Alejandro Cussiánovich. mas de um protagonismo que se completa quando as crianças integram e participam de grupos em que expressam e discutem opiniões. Alberto Seabra. solicitam aos professores (à coordenação e/ou à equipe de gestão) a promoção de atividades necessárias para resolver dificuldades de aprendizagem da turma ou de grupos de alunos. realizam e encaminham propostas. na comunidade e na vida social.org. com o ambiente escolar – e não apenas com a sua individualidade e autonomia. por outro. com base na concepção de que as crianças são pessoas com direitos. participam de reuniões promovidas pela direção e/ou os professores. recepcionam os novos alunos que chegam à escola para facilitar o seu processo de acolhimento e adaptação ao novo ambiente. que reúnem condições para compartilhar decisões relativas ao seu próprio processo de desenvolvimento.

com o intuito de apoiar os alunos a aprender a trabalhar com as próprias emoções. as crianças se organizem segundo seus interesses prioritários. nesses Clubes. para avaliar avanços e dificuldades no período e encaminhar propostas de solução. Por essa razão.org. entre outras características. acalmar as emoções. recomenda-se que. entre outras possibilidades. tolerância e perseverança. Incentivo à instalação de Clubes Infantis: organizados com base em conteúdos vinculados às diferentes áreas do conhecimento e ao cotidiano dos alunos. Isto porque. Alberto Seabra. o Programa de Ensino Integral assume. Qualquer que seja o tema em torno do qual se organizem os clubes. com a participação dos representantes de turma. o que implica contribuir para que possam ter autocontrole. nomear suas emoções (raiva. Regulação emocional. Resultados de pesquisas educacionais oferecem indicações de que investir intencionalmente para que os alunos aprendam a se relacionar com os outros e a controlar suas emoções. 1256/1266 – Vila Madalena – 05452-001 – São Paulo/SP – Tel. não impulsivos e orientados para seus objetivos –. o desenvolvimento da educação emocional se dará no contexto mais amplo das práticas coletivas e do Rua Dr.4. a intencionalidade quanto ao desenvolvimento das habilidades socioemocionais. ser otimista. tomar como referência os quatro pilares da educação para o século XXI implica a valorização de habilidades que extrapolam o domínio das habilidades cognitivas.vanzolini.br • • Instituição de assembleias. Autonomia emocional. pretende-se privilegiar a educação emocional.www. 1. nessas iniciativas. para permitir que os alunos reconheçam como as emoções se expressam no corpo. ser conscienciosos – eficientes. dos Clubes do Jornal.: (11) 3024-2250 31 VERSÃO PRELIMINAR . são mobilizadas as chamadas “habilidades socioemocionais”. dos Clubes de Leitura. que prevê o desenvolvimento de habilidades nos seguintes âmbitos: • • • Consciência emocional. disciplinados. dos Clubes de Ciências. organizados. resolver situações de conflito e ser assertivos e cooperativos. ira. pretende-se que. para os anos iniciais. abrindo-se espaços também para a participação das famílias. para reduzir a vulnerabilidade nas crianças expostas às emoções do entorno. realizadas a cada bimestre. por exemplo. a partir do desenvolvimento de habilidades como ser determinado. tem impacto positivo em seu desempenho cognitivo.O foco nas habilidades socioemocionais De certa maneira. com destaque para as que se estruturam com base nos seguintes valores: respeito. A exemplo da opção que se fez em relação ao protagonismo infantil. o que implica o desenvolvimento de habilidades como identificar sentimentos próprios e dos outros a partir da comunicação verbal e não verbal. ser proativo e ser resiliente. em estreita articulação com o desenvolvimento das habilidades cognitivas. É o caso. solidariedade. Na prática. em especial no âmbito do “aprender a viver com os outros” (“aprender a conviver”). sejam estimuladas a criatividade e a participação de alunos e docentes. ter empatia. tristeza ou alegria entre outras).

A despeito disso. vídeos e jogos) e a infraestrutura tecnológica (computadores. Entre as crianças. sons. subordina-se a educação emocional ao compromisso com o desenvolvimento da inteligência social. 2012. desde cedo.4%) e de crianças que têm acesso à internet em casa (86. Com efeito. com base em material estruturado e sob a regência do professor da sala.5. esse é um dos argumentos que justificam o motivo de que um dos princípios educativos do Programa de Ensino Integral nos Anos Iniciais de São Paulo seja a utilização de novas tecnologias10. & JUNQUEIRA. gêneros e recursos próprios do mundo digital Segundo resultados da pesquisa “Geração Interativa”. a criança vivencia. praticamente com a mesma porcentagem. Outro argumento que fortalece essa opção se baseia nas concepções de Piaget sobre os estágios do desenvolvimento humano desde o nascimento até a fase adulta11. o que contribui para que mudem seus modos de comunicação e de interação com o conhecimento e com seus pares. nessa faixa etária. textos. 1256/1266 – Vila Madalena – 05452-001 – São Paulo/SP – Tel. há crianças que veem páginas da web. rede de acesso à internet). segundo Piaget. se apropriam delas em seu processo de construção do conhecimento. no contexto do PEI. utilizam redes sociais e compartilham músicas.5%). Ao que tudo indica. É fundamental que se organizem processos de formação continuada para apoiar os professores na condução dessas atividades. Nas escolas. são os conteúdos digitais (imagens. animações. 11 Na fase correspondente à Educação Infantil.: (11) 3024-2250 32 VERSÃO PRELIMINAR . 1. A. na atualidade. B. é possível considerar que. entre as crianças na faixa etária de 6 a 9 anos. Embora as evidências sugiram a necessidade de avaliar a situação dos alunos em relação ao processo de desenvolvimento e consolidação das habilidades socioemocionais. a criança percebe o Rua Dr. Segundo esses resultados. ainda não se definiu se e como se dará essa avaliação.Tecnologia e TDIC: práticas. o computador se constitui em um dos “mais relevantes instrumentos de transformação da vida das crianças e dos adolescentes contemporâneos em todo o mundo”9. 38.org. sensório-motor – do nascimento até os dois anos de idade –. fotos e apresentações. 78% afirmaram ter computador em casa. na expectativa de qualificar a maneira como as crianças. Alberto Seabra. Dos sete 9 PASSARELLI. pretende-se destinar carga horária semanal para a abordagem desses conteúdos. H.3% delas declaram usar a internet para estudar e realizar tarefas escolares. netbooks. o desenvolvimento das habilidades socioemocionais é responsabilidade de toda a escola e deve ocorrer em todos os espaços e atividades escolares. dois estágios: no primeiro estágio. Portanto. É na região Sudeste que se concentra a maior porcentagem de crianças que têm computador em casa (70.br convívio. São Paulo: Escola do Futuro/USP.vanzolini. p. 10 As novas tecnologias. A porcentagem de crianças que declararam ter acesso à internet coincide com a das que têm computadores em casa: 78%. Gerações interativas Brasil: crianças e adolescentes diante das telas. que investigou uma amostra representativa das diferentes regiões brasileiras. tablets. 66. muitas crianças já utilizam recursos tecnológicos. vídeos.www.

A perspectiva é a de apropriação de recursos tecnológicos e da sua utilização a serviço da dinâmica e do projeto pedagógico de cada escola e a serviço das aprendizagens de todos os envolvidos. portanto. o currículo (conteúdos curriculares). Podem também ser utilizados como espaço de integração entre as pessoas. Os conteúdos digitais devem.vanzolini. Alguns conteúdos. Segundo essa perspectiva. Portanto. tanto na sua estruturação quanto na disponibilidade. no segundo estágio. portanto. motivando-a para a exploração. Dessa maneira. Rua Dr. 1256/1266 – Vila Madalena – 05452-001 – São Paulo/SP – Tel. Essas atividades podem ser feitas isoladamente ou em grupo. que. devidamente apoiados. Esses ambientes podem testar reflexos e avaliar os conhecimentos e as reações dos alunos. sobretudo nos jogos colaborativos. mundo por meio dos movimentos e da sensibilidade. complementar e diversificar as possibilidades de trabalho docente e discente. como jogos de simulação. O desafio é promover atividades que.br aos doze anos. Espera-se. imagens. sendo que a manipulação de materiais concretos e o exercício da imaginação ganham papel de grande importância no desenvolvimento das crianças.: (11) 3024-2250 33 VERSÃO PRELIMINAR . podendo representar mais uma estratégia para o desenvolvimento de habilidades cognitivas e socioemocionais. a criança busca modelos por meio da imitação – de alguém ou de algum (pensamento simbólico) – . o uso dos recursos tecnológicos pode contribuir para manter o interesse e a atenção das crianças por meio da combinação de conteúdos (textos. estimular e favorecer o protagonismo docente e a construção da autonomia da aprendizagem dos alunos. a reflexão e a descoberta. promovam desequilíbrios e reestruturações sucessivas. Esses conteúdos podem estar vinculados a uma ou mais finalidades de aprendizagem no interior de uma área. apoiar a concretização do currículo e ampliar. as Tecnologias Digitais da Informação e Comunicação (TDIC) e a formação de professores e gestores devem ser articulados. nos quais a criança possa aprender e exercitar conhecimentos de diferentes áreas. permitem a criação de ambientes interdisciplinares. Devem. por meio de ações de formação continuada. na fase das operações concretas. o período é caracterizado pelo pensamento lógico e pelo raciocínio.org. ou segundo uma perspectiva interdisciplinar. enfatizada nas diretrizes da SEE-SP. em determinado ano.www. de maneira a promover a descoberta e a construção do conhecimento. os professores possam recorrer a esses recursos de uma maneira que desafie a criança. sons). é fundamental a atuação dos professores para que os alunos alcancem etapas de desenvolvimento até então não consolidadas. para então brincar mostrando uma situação imaginada. pré-operacional. o que reforça a perspectiva dos multiletramentos. Alberto Seabra. a partir dos esquemas de assimilação das crianças.

A ênfase nas linguagens artísticas (visuais. formas. bem como em espaços adaptados. Periodicidade: de uma aula por semana. comunicação e a produção de conhecimento. voleibol. judô. como no caso das artes cênicas. Metodologia: as unidades escolares deverão planejar as atividades de acordo com a necessidade e/ou interesse dos alunos. natação. caratê etc. Música: ritmo. gravuras. futsal. Pretende-se que as atividades pedagógicas com foco nas linguagens da arte sejam desenvolvidas no espaço da sala de aula. instrumentos em suas produções etc. teatro. lírico. vôlei de praia. artes visuais: exemplos: cores. tênis de mesa. contribuem para que as crianças possam desenvolver a sua sensibilidade e a apreciação estética. pinturas. Alberto Seabra. Instrumentos tradicionais e improvisados? Grupos musicais? Material: de acordo com a modalidade escolhida. basquetebol. além de contribuir para o desenvolvimento das habilidades socioemocionais e o protagonismo infantil.6. xadrez etc. No entanto. Profissional responsável: professor especialista de Arte e de Educação Física. compasso ou cadência. como pátios. melodia. dança de rua etc. suspense etc. handebol. Dessa maneira. o ideal é ter espaços específicos que atendam às peculiaridades de cada linguagem e categoria. notas musicais. Rua Dr. tempo e velocidade. comédia. modalidades de ginástica: ginástica artística.: (11) 3024-2250 34 VERSÃO PRELIMINAR . assim como outras linguagens. suportes materiais. linhas. quadras e salas de experimentações etc. Dança: dança circular.br 1. luzes. dança contemporânea. esculturas e colagens? • • • Teatro nos diversos gêneros: drama. texturas.org. possibilitam a expressão. escalas musicais etc. planos. Desenhos. badmington. rugby. modalidades de luta: capoeira. damas. música e dança) As linguagens artísticas. Espera-se que a ênfase nessas linguagens potencialize a aproximação dos alunos a diferentes manifestações culturais. ginástica geral e ginástica rítmica etc. 1256/1266 – Vila Madalena – 05452-001 – São Paulo/SP – Tel. Formação continuada dos professores: presencial e acompanhamento.vanzolini. balé clássico. Currículo: deve respeitar as características do público-alvo e as normas vigentes da modalidade escolhida. visando ao projeto de convivência.www. O trabalho a ser desenvolvido deve ser articulado de forma intencional com as habilidades socioemocionais. Entre as atividades que serão desenvolvidas nas áreas de linguagens artísticas e de cultura do movimento incluem-se as seguintes: • • • • modalidades de esporte: atletismo.

exemplificar as habilidades socioemocionais envolvidas nas atividades com as diferentes linguagens. O autor defende o movimento oposto. afastando as famílias. Quais habilidades? Avaliação: a avaliação deve respeitar as características do público-alvo e as normas vigentes da modalidade escolhida. no detalhamento. inicia a divulgação dos estudos. na história da educação. pedagogos.org.14 Estudos e pesquisas nacionais e internacionais revelam que a integração escola. Item IV: O fortalecimento dos vínculos de família. de arte e de ciência”. 1. mas também para uma intervenção política. de participação. (NÓVOA. O tema da parceria escola-família. 1256/1266 – Vila Madalena – 05452-001 – São Paulo/SP – Tel. A presença da família e as relações com o entorno da escola com foco nas aprendizagens Em 2010. Alberto Seabra.br É interessante. apoiados em pesquisas nacionais e internacionais. mesmo quando os pais não têm escolaridade e elevados níveis socioeconômicos. 2011: 229) Rua Dr. de 20 de dezembro de 1996. “o novo espaço público da educação solicita os docentes para uma intervenção técnica. para um trabalho contínuo com as comunidades locais. 14 Segundo Nóvoa. a instituição escolar delimitou seu espaço a partir do conhecimento dos especialistas (docentes. 2009: 10) 13 Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – Lei nº 9. para uma participação nos debates sociais e culturais. (Unesco no Brasil. que pouco poderiam contribuir para o processo educativo dos filhos. a publicação12 do estudo realizado pela Unesco em parceira com o MEC (2010).7. o que significa a abertura e renovação da escola em um “espaço público. que atribui à educação escolar a incumbência de estabelecer vínculo entre famílias e escolas. além de ganhar destaque em pesquisas e publicações. família e comunidade tem impacto positivo na aprendizagem dos alunos e no processo de melhoria da qualidade da educação escolar. funcionamento em ligação com as redes de comunicação e de cultura. Em estudo realizado pelo Preal. Justifica-se que a aproximação entre escolas e família e a participação das famílias na escola contribuem para o conhecimento e a compreensão dos alunos por parte do professor. Nóvoa (2011) defende o esforço de pensarmos na renovação do espaço público da educação. O autor relembra que.: (11) 3024-2250 35 VERSÃO PRELIMINAR .394. Ministério da Educação. Interação escola-família: subsídios para práticas escolares. Art. é reconhecido como um dever na Lei de Diretrizes e Bases13. a partir das condições de escolas da América Latina.vanzolini. que reconhecem a importância da presença da família no trajeto escolar dos alunos. democrático. 12 A publicação tem como objetivo divulgar informações qualificadas para os gestores educacionais desenvolverem projetos e políticas que contribuam para uma interação entre escola e família que favoreça o desenvolvimento dos alunos. Seção III.www. psicólogos. dos laços de solidariedade humana e de tolerância recíproca em que se assenta a vida social. médicos). 32º.

como os seguintes: • • • quando as mães conversam com os filhos sobre o que acontece na escola. a participação da família na escola não esteve de todo Rua Dr.vanzolini. segundo o que se verifica no quadro seguinte: Quadro 1. Resultados do MEC/Inep nas avaliações do 5º ano do Ensino Fundamental. de maior grau de participação das famílias. a média aumenta em 14 pontos.br chegou-se a uma escala de classificação dos níveis de participação das famílias na escola. ao longo da história. Esse impacto depende. em Língua Portuguesa. entre outros. Alberto Seabra. mais aumentam suas possibilidades de melhoria da qualidade da educação. ou seja. Escala de classificação: níveis de participação das famílias na vida da escola Segundo os estudos do Preal.: (11) 3024-2250 36 VERSÃO PRELIMINAR . quanto mais as escolas se aproximam do padrão ótimo. a média aumenta em 17 pontos. como aprendem.www. quando as crianças declaram que veem a mãe lendo. atitudes e práticas dos pais que podem contribuir para a melhoria dos resultados de aprendizagem das crianças e da escola como um todo. no entanto. No entanto. resultados de aprendizagem. 1256/1266 – Vila Madalena – 05452-001 – São Paulo/SP – Tel. há um aumento de 20% na média. da natureza da participação das famílias na vida escolar: será tanto maior quanto mais de perto essas famílias se aproximarem dos aspectos relacionados à aprendizagem das crianças: o que elas aprendem. revelam que a participação dos pais pode ter resultados bastante positivos. quando as mães cobram que os filhos façam a lição de casa.org.

Algumas estratégias se revelam fundamentais para estreitar a relação escola-famíliacomunidade.vanzolini. Os resultados do mapeamento realizado pela Secretaria da Educação sobre a participação dos pais na vida escolar dos alunos da rede estadual de ensino são promissores. no entanto. Dessa maneira. Definir e discutir com as famílias as expectativas quanto à sua participação: − conhecer e reconhecer as expectativas da família em relação à escola e Rua Dr. construindo progressivamente uma imagem positiva quanto às possibilidades dessa participação na melhoria da educação. conhecer as outras experiências escolares da família e do aluno. Da mesma maneira. Com efeito. estabelecer as bases para iniciar e manter uma colaboração progressiva com as famílias. quando a Secretaria da Educação investigou a porcentagem de pais que acompanham os resultados do desempenho dos filhos mediante a consulta ao boletim escolar. É possível. ajudar as famílias e/ou a comunidade a conhecerem o projeto educacional da escola. entre as quais as seguintes: • Acolher as famílias – mapear e conhecer as famílias que ingressam na escola: − − − − • estabelecer como e de que maneira deseja receber as famílias para estabelecer vínculos. para que se integrem às escolas e participem do seu cotidiano. esse mapeamento indicou que 70.3% das crianças e adolescentes recebem algum tipo de ajuda dos pais na hora do dever de casa e que. proporcionar retornos durante e ao final do ano letivo. a comunidade e a população.www.org.br integrada à cultura social e educacional do país. quanto mais novo o aluno.: (11) 3024-2250 37 VERSÃO PRELIMINAR . e o local preferido para discussão é a reunião de pais e mestres organizada pelas escolas.. para valorizar e reconhecer o trabalho dos profissionais. Experiências bem-sucedidas revelam que esse processo de aproximação pode ser otimizado quando apoiado por algumas premissas: • • • • • • considerar a família como uma interlocutora – parte integrante da escola. levar em conta as diferenças entre as famílias e estabelecer uma escuta sem julgamentos morais (nem sempre a visão da escola é mais adequada que a visão da família). 1256/1266 – Vila Madalena – 05452-001 – São Paulo/SP – Tel. promover a participação da família e/ou comunidade na escola e apoiar as mães e pais para que possam ser parceiros efetivos para a melhoria das aprendizagens de seus filhos. Identificar crianças com necessidades educativas especiais. com base nos dados dos questionários aplicados no ano passado durante o Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar. promover e estimular a participação da família e da comunidade pela socialização de registros do trabalho e documentos avaliativos do processo de aprendizagem dos alunos. maior o índice de participação dos pais. constatou que 61% dos pais e responsáveis buscam acompanhar as notas dos filhos junto às unidades escolares. em geral. é necessário estimular as escolas. Alberto Seabra. estabelecer diálogo constante com as famílias: visibilidade ao processo de aprendizagem.

aceitar o desacordo para ressaltar aspectos de concordância e estabelecer a confiança mútua. Definir institucionalmente as formas e os espaços de participação das famílias: − − − − − definir metas em relação ao incremento da participação das famílias na vida escolar. Aumento da informação dos responsáveis em relação a diversos assuntos que tocam a vida familiar. palestras e festas na escola. Convite às famílias para assistirem a reuniões.br − − − − − − • escutar as suas demandas. Na definição de formas. construir uma visão compartilhada entre família e escola. Organização de encontros temáticos para ensinar às famílias como lidar com seus filhos. 1256/1266 – Vila Madalena – 05452-001 – São Paulo/SP – Tel. Foco Educar as famílias Objetivos Estratégias Resultados Estabelecer espaço permanente de reflexão e construção sobre a importância da escola e da família na vida dos alunos. aprofundar determinados aspectos do desenvolvimento e partilhar intervenções visando ao desenvolvimento da criança.org. Alberto Seabra. Apresentar a proposta da escola. espaços e estratégias para apoiar e ampliar a participação das famílias na vida escolar. incentivar os pais a participar dos conselhos escolares e a investir em sua formação. explicitar as áreas de participação no projeto da escola. integrar críticas e sugestões como desencadeadoras para novas soluções e novos trabalhos. a Secretaria da Educação pretende tomar como referência as indicações do Ministério da Educação/Unesco.vanzolini. Maior informação sobre a proposta e as regras da escola.www. contribuir para o engajamento dos filhos nas atividades da vida escolar.: (11) 3024-2250 38 VERSÃO PRELIMINAR . Rua Dr. estabelecer canais de comunicação mais eficientes com os pais e a sociedade. Conscientizar os responsáveis sobre seus papéis na educação dos filhos. Familiares frequentando a escola com mais assiduidade. expressas no quadro seguinte. identificar a origem de possíveis divergências entre as visões da escola e da família. avaliar o impacto dos conselhos na melhoria da qualidade de aprendizagens.

Maior participação dos familiares e da comunidade nos projetos da escola. professores e gestores educacionais focadas na Reduzir os episódios de aprendizagem dos indisciplina dos alunos. Conscientizar os Discussão sobre os familiares da direitos e deveres dos importância de seu responsáveis em relação envolvimento para o à escolaridade dos sucesso escolar do filhos. Interagir com a família para melhorar os indicadores educacionais Maior entrosamento entre pais e professores com consequente fortalecimento da comunidade escolar. Autorização de uso do espaço escolar para atividades de interesse da comunidade.br Fortalecer as condições para que as famílias participem da gestão da escola. Abrir a escola para a participação familiar Construir uma relação de colaboração das famílias no ambiente escolar por meio do envolvimento voluntário dos responsáveis. Reuniões envolvendo pais. 1256/1266 – Vila Madalena – 05452-001 – São Paulo/SP – Tel. Organização de serviços de apoio escolar aos alunos.org. Melhora do índice de frequência e participação dos alunos na escola. Maior credibilidade do trabalho da escola pela comunidade escolar e o entorno. em atividades da escola. alunos. Buscar conhecer melhor a organização e a condição das famílias – questionários e visitas domiciliares. aluno. Reduzir as taxas de abandono e repetência dos alunos. Envolvimento dos responsáveis em atividades para arrecadar recursos a ser aplicados na escola. Valorização da atuação dos representantes dos familiares nos conselhos escolares e em outras instâncias deliberativas da escola.vanzolini.: (11) 3024-2250 39 VERSÃO PRELIMINAR .www. Maior participação (quantidade e qualidade) dos responsáveis nas decisões pedagógicas da escola. Maior clareza sobre os papéis familiares e escolares no apoio à vida escolar do aluno. Alberto Seabra. Articulação com o conselho tutelar para cuidar de casos de ausência e evasão. Rua Dr.

Políticas sociais mais coordenadas. com melhores condições de aprendizagem e proteção social. o que significa valorizar a qualidade do relacionamento entre alunos. As práticas pedagógicas e de gestão escolar são revistas em reuniões periódicas que incluem o conhecimento adquirido sobre o contexto dos alunos. questionário. Práticas pedagógicas e de gestão enriquecidas. Alunos. independentemente da condição familiar. Brasília: UNESCO/MEC. REGATTIERI. 1256/1266 – Vila Madalena – 05452-001 – São Paulo/SP – Tel. É necessário adotar princípio semelhante nos anos iniciais do Ensino Fundamental. Jane Margareth. entrevistas etc. Marilza (Org. Fonte: CASTRO. 1. Interação escola-família: subsídios para práticas escolares.: (11) 3024-2250 40 VERSÃO PRELIMINAR .www. 2009.). Promover ensino de qualidade. um processo condicionado ao conhecimento do estado adolescente.8. investindo intencionalmente para identificar e responder às múltiplas necessidades das crianças. Rua Dr.org. Participação da rede de proteção social para ajudar no encaminhamento de problemas familiares dos alunos. A pedagogia da presença Este é também um princípio pedagógico adotado no Projeto de Ensino Integral dos Anos Finais do Ensino Fundamental e do Ensino Médio.). nos diferentes espaços e atividades da escola. segundo o qual é necessário que os professores “aprendam a fazer-se presentes na vida dos adolescentes. Educadores preparados para conhecer melhor as condições de vida de seus alunos por meio de uma aproximação da família (visita. Alberto Seabra.br Incluir o aluno e seu contexto Garantir aos alunos o direito à educação de qualidade e a salvo de toda forma de negligência e de discriminação. envolvendo a família no processo educativo. ao domínio de habilidades comunicativas e com base na abertura e no compromisso com uma postura de acolhimento”.vanzolini. Identificação de políticas necessárias e ainda inexistentes naquele território. professores e equipe escolar. sempre a serviço do seu desenvolvimento integral.

br 2. 1256/1266 – Vila Madalena – 05452-001 – São Paulo/SP – Tel. Organização dos tempos e saberes Necessário definir a matriz Rua Dr. A proposta de organização da escola de ensino integral para os anos iniciais 2.vanzolini.org.1.: (11) 3024-2250 41 VERSÃO PRELIMINAR . Alberto Seabra.www.

1256/1266 – Vila Madalena – 05452-001 – São Paulo/SP – Tel.: (11) 3024-2250 42 VERSÃO PRELIMINAR .org. Alberto Seabra.vanzolini.br Matriz Curricular – A Ensino Fundamental – Anos Iniciais – 1º ao 5º ano ÁREAS DO CONHECIMENTO ANO 1º DISCIPLINAS BASE NACIONAL COMUM LINGUAGENS E CÓDIGOS 2º 3º 4º 5º % Nº DE AULAS % Nº DE AULAS % Nº DE AULAS % Nº DE AULAS % Nº DE AULAS 44% 11 44% 11 44% 11 36% 9 36% 9 8% 2 8% 2 8% 2 8% 2 8% 2 8% 2 8% 2 8% 2 8% 2 8% 2 32% 8 32% 8 32% 8 32% 8 32% 8 LÍNGUA PORTUGUESA ARTE EDUCAÇÃO FÍSICA MATEMÁTICA CIÊNCIAS DA NATUREZA CIÊNCIAS FÍSICAS E BIOLÓGICAS CIÊNCIAS HUMANAS HISTÓRIA 2 - - - - - - 8% 2 8% 8% 2 8% 2 8% 2 8% 2 8% 2 100% 25 100% 25 100 % 25 100% 25 100% 25 PARTE DIVERSIFICADA GEOGRAFIA LÍNGUA ESTRANGEIRA MODERNA – INGLÊS (EARLY BIRD) TOTAL GERAL Rua Dr.www.

em que se tem o compromisso com o pleno desenvolvimento do aluno. Augustín. é essencial também que haja espaços que ofereçam a possiblidade de descanso. 2013:37. a sua organização expressa a concepção que a equipe escolar tem do currículo e das práticas educativas. devem ser priorizados os espaços agradáveis e flexíveis que possibilitem a vivência de diferentes experiências e funções múltiplas. Os diferentes espaços devem se transformar em opções como assistir a um filme. afetiva e social.br 2. Para crianças com horário estendido na escola. propor espaços que sejam agradáveis e flexíveis às possibilidades de utilização e que permitam a vivência de diferentes experiências. Isto porque. jogos de mesa.: (11) 3024-2250 43 VERSÃO PRELIMINAR . Em síntese. que enfatiza o trabalho com as múltiplas linguagens. 16 LEPPI. ESCOLAN. gêneros e recursos próprios do mundo digital. pretende garantir o acesso dos alunos às TDIC e às práticas. o espaço é um elemento constitutivo da atividade educativa. participar de encontros para conversar.2. Rua Dr.vanzolini. empilhar) ou de tabuleiro. física. segundo Frago15. objetos e recursos tecnológicos que permitam imprimir ritmos e ações diferenciados aos alunos. na perspectiva dos multiletramentos. Para atender a essas múltiplas demandas. Assim. 1256/1266 – Vila Madalena – 05452-001 – São Paulo/SP – Tel. ampliar as opções de convívio e/ou de práticas individuais. ao mesmo tempo em que é um recurso. propiciar condições adequadas para que as práticas de alimentação sejam coerentes com as aprendizagens esperadas em relação à autonomia e aos hábitos alimentares. ZINI. Currículo. espaço e subjetividade: a arquitetura como programa. com tatames.www. Diretrizes gerais para a organização dos espaços nas escolas dos anos iniciais Os espaços deverão permitir a materialização dos pilares desse modelo de escola de ensino integral. em suas dimensões intelectual. bancos. oferecer a possibilidade de momentos de descanso na rotina de tempo integral. esses espaços devem concorrer para: • • • • permitir a abordagem significativa e contextualizada de diferentes conteúdos curriculares.org. almofadas.16 15 FRAGO. sombra das árvores. as premissas para a organização dos espaços das escolas do PEI são: • • • privilegiar espaços de convivência em apoio às aprendizagens esperadas. e pretende ampliar a participação da família na vida escolar. Antônio V. 2. Alberto Seabra. 2. propor um mobiliário. pois. brincar com jogos de coordenação fina (pega varetas.1. Rio de Janeiro: DP&A.2 Organização dos espaços A organização dos espaços escolares pode desempenhar um papel importante na educação integral. ed. ler gibis ou livros.. 2001. aborda também as habilidades socioemocionais.

br 2. horta. Recursos para o espaço interno: máquina de costura e tear. sala das quatro linguagens (Arte). ⇒ Brinquedoteca Embora as atividades lúdicas possam acontecer em todos os momentos.: (11) 3024-2250 44 VERSÃO PRELIMINAR .2. ⇒ Sala de aula de referência Cada turma terá uma sala de referência. bolinhas de gude. 1256/1266 – Vila Madalena – 05452-001 – São Paulo/SP – Tel.org. de desenho. sala de leitura. concorrendo para o aprendizado e para o convívio. peças de montagem.vanzolini. elas podem ocorrer intencionalmente em espaços como a brinquedoteca. de contação de histórias e de resolução de problemas matemáticos. Rua Dr. Recursos para o espaço externo: casinha. por exemplo). sala de experimentação. sala de recursos computacionais. fantasias. canetinhas e papel. para que possibilitem articular atividades de livre escolha e orientadas. Proposta: organizar os recursos da brinquedoteca de modo que seja possível realizar atividades em espaços internos e externos. Apesar de ser um espaço simples de ser implementado (é possível organizá-lo no espaço adaptado de uma sala de aula.2. bola.www. jogos de tabuleiro e de percurso. Justificativa: o brincar na escola é condição para o desenvolvimento das habilidades cognitivas e socioemocionais. dotada de recursos multimídia. com ênfase nos jogos de faz de conta e de repertório popular. bambolê e corda. bonecas e bonecos. com oficinas de costura. brinquedoteca. Os tipos e modalidades dos jogos e brincadeiras devem ser definidos segundo as diferentes faixas etárias. miniaturas. é necessário planejar cuidadosamente a seleção de recursos adequados à faixa etária dos alunos e às habilidades que se pretende desenvolver. Salas e ambientes pedagógicos para os anos iniciais Essas escolas contarão com os seguintes ambientes pedagógicos: - sala de aula de referência. Alberto Seabra. pernas de pau. a ser realizadas de maneira individual ou coletiva. instrumentos musicais. lápis. Desafios: propor brincadeiras e utilizar brinquedos de forma articulada ao currículo. para desenvolver as habilidades esperadas. jogos de amarelinha.

atividades não apenas de Ciências da Natureza. um bom cenário para o desenvolvimento de aulas de Ciências e Matemática. Gadotti. Com efeito. sementeira. além dos valores da paciência. recursos e processos de vida. equipamentos para irrigação. Por essa razão. da adaptação. as crianças costumam encará-la com muita curiosidade. nas práticas desenvolvidas em uma horta escolar. nutrição. Proposta: configurar a horta escolar como uma espécie de laboratório a céu aberto. composteira. da perseverança. recursos naturais. possibilidade de cercamento. inclusive. à morte e à sobrevivência.br ⇒ Horta Uma horta pode ser encarada como um microcosmo de todo o mundo natural. por meio desse espaço.www. disponibilidade de água para irrigação. insetos. ferramentas básicas.vanzolini. os estudantes aprendem valores relacionados à vida. Justificativa: para os anos iniciais do Ensino Fundamental. espaço e forma. produtivo a ponto de fornecer ingredientes para o lanche ou para a merenda escolar. na perspectiva da integração das diversas áreas do conhecimento e da consolidação de uma cultura da sustentabilidade. Tamanho: a ser definido de acordo com os objetivos da horta e do espaço da escola. grandezas e medidas. 1256/1266 – Vila Madalena – 05452-001 – São Paulo/SP – Tel. promovendo reflexões sobre hábitos saudáveis de alimentação. Desafio: promover. da criatividade. Tipo de terreno: a horta deve ser instalada em terreno com as seguintes características: • • • • • • • 17 terrenos planos ou com ondulação suave. a horta escolar representa um espaço que pode promover múltiplas vivências entre os atores nele envolvidos. local inacessível a animais e pessoas estranhas.org. locais ensolarados e sem sombreamento. 62 Rua Dr. Alberto Seabra. além de permitir a abordagem significativa e contextualizada de diferentes conteúdos curriculares. solos bem drenados. constituição e nutrientes do solo.: (11) 3024-2250 45 VERSÃO PRELIMINAR . nela encontramos formas. espécies vegetais e desenvolvimento das plantas. Infraestrutura básica: canteiros e/ou terreno para plantação a campo. de forma que incentive a curiosidade e seja. temperatura. fotossíntese. Além disso. luminosidade. água e solo. mas articuladas a outras áreas e mantê-lo “vivo”. 2003. entre outras. nas quais as crianças de todos os anos /séries podem vivenciar temas como medidas de área. local afastado de esgotos sanitários e fontes de poluição do solo e da água. e mudas diversas. da transformação e da renovação17. Segundo Gadotti. os produtos da horta podem enriquecer a merenda escolar. minhocário. como se fosse uma autêntica fonte de muitos mistérios. p. alimentação etc.

terrário. modelos desmontáveis: macroestruturas (corpo humano. em Regime de Dedicação Plena e Integral – RDPI. ampliar e recompensar a curiosidade dos alunos. o hábito da leitura e que tenha uma curadoria de títulos articulada 18 Ver Resolução SE 60. atuando na sala18.: (11) 3024-2250 46 VERSÃO PRELIMINAR . Embora as atividades experimentais se desenvolvam em todos os espaços da escola e em seu entorno.br ⇒ Sala de experimentação O ensino que se fundamenta na investigação. aquário. sempre que o exercício da curiosidade dos alunos for estimulado. luz e eletricidade. assim como a tomada de posição e a elaboração conjunta de ideias e de práticas. como é o caso da sala de experimentação. a possibilidade de exploração concreta e de interação com os objetos do conhecimento permite que a criança construa conceitos.). produção de textos orais e escritos – extrapolem as salas de leitura. Rua Dr. materiais para observação do céu (mapa celeste.org. para estimular a curiosidade. Entretanto. Proposta: constituir um espaço com recursos que ofereçam oportunidades para: apoiar o desenvolvimento de atividades adequadas à faixa etária dos alunos e em diferentes áreas do conhecimento (especialmente Ciências. lunetas etc. e para exercitar o domínio da escrita em registros e relatos de experimentações. Desafio: propor atividades com temáticas que dialoguem com o contexto da escola e com a realidade do aluno. vertebrados mais conhecidos). Infraestrutura básica: • • • • • • acesso a água. A sala de experimentação deve ser constituída como um espaço para aceitar. com seus desafios e resultados. antecedendo aquelas que transcendem o seu universo vivencial. Justificativa: para os anos iniciais do Ensino Fundamental. privilegia a realização de atividades que estimulam a participação ativa dos alunos e possibilitam o desenvolvimento de diferentes habilidades cognitivas e socioemocionais.vanzolini. binóculos. para desenvolver a cooperação em trabalhos em grupo. estimular. de 30-8-2013.). 1256/1266 – Vila Madalena – 05452-001 – São Paulo/SP – Tel. Alberto Seabra. propriedades dos materiais. materiais adequados ao desenvolvimento dos conteúdos propostos (para trabalhar sensações. escuta. Justificativa: Espera-se que as práticas de linguagem – leitura. uma vez que demandam consulta e cooperação com os colegas. estados físicos dos corpos etc. ⇒ A sala de leitura As escolas do Programa Ensino Integral contam com Salas/Ambientes de Leitura e com um professor. organizar um espaço que fomente a curiosidade. Geografia e Matemática). alguns espaços devem ser criados para potencializar o exercício da experimentação.www.

teatro. e dá providências correlatas. ⇒ Sala de recursos computacionais Muitas crianças já são usuárias de tecnologias.br ao currículo e que estimule a prática da leitura como atividade recreativa é uma maneira de estimular os alunos nesse sentido.org. Alberto Seabra. construídas especialmente para atender ao perfil e aos interesses dos alunos de cada escola:     a sala de leitura é ambientada com mesas. Isso significa que os dispositivos devem prever atividades individuais e coletivas em diferentes espaços da escola. a curadoria de conteúdos. cadeiras e armários. o que contribui para que mudem seus modos de comunicação e de interação com o conhecimento e com seus pares. a exemplo do que ocorre nas escolas do PEI. parece necessário considerar a partir da diretriz da Escola de Ensino Integral.www. Proposta: implementar um modelo de infraestrutura tecnológica que assegure a mobilidade (uso de dispositivos para além da sala de informática) e o acesso aos conteúdos na web (por meio de rede sem fio). o acervo é definido segundo as orientações da SEE e das orientações curriculares para as diferentes disciplinas e atividades que integram o currículo das escolas das séries iniciais do Ensino Fundamental. esconde-esconde). 1256/1266 – Vila Madalena – 05452-001 – São Paulo/SP – Tel. motivando-as para a exploração. conforme indicações do layout da SEE. que dispõe sobre a atuação do professor em sala e/ou ambiente de leitura. de 30-8-2013. a reflexão e a descoberta. Proposta: constituição de um espaço para estimular a prática da leitura e o desenvolvimento de atividades. Desafios: integrar o uso dos dispositivos às atividades com conteúdos curriculares e capacitar os professores para que possam mobilizar esses recursos de uma maneira que desafie as crianças. o uso dos recursos tecnológicos pode contribuir para manter o interesse e a atenção das crianças colaborando para que se reforce a perspectiva dos multiletramentos. vídeo e educação física (pega-pega.vanzolini. deve contar com um professor responsável. música. Justificativa: além disso. nos termos da Resolução SE 60. ferramentas e objetos digitais deve prever que esses conteúdos possam ser mobilizados em apoio às aprendizagens previstas no currículo e devem ser adequados à faixa etária dos alunos. enfatizada nas diretrizes da SEE. ⇒ O espaço para as refeições Rua Dr.: (11) 3024-2250 47 VERSÃO PRELIMINAR . Além das questões de infraestrutura. nas escolas estaduais do Programa Ensino Integral. ⇒ Sala das quatro linguagens Espaços modulares para aulas simultâneas de dança. nas salas de aula há cantinhos de leitura? há escolas que alocam equipamentos e recursos multimídia.

prevê-se que as crianças possam repousar após o horário do almoço.vanzolini. organizar os tempos escolares privilegiando espaços para o desenvolvimento integrado das habilidades cognitivas e socioemocionais.que configuração é mais adequada para que as vivências nesse espaço concorram para desenvolver atitudes. entre outras possibilidades? ⇒ O espaço para o descanso É necessário oferecer condições para que as crianças tenham momentos de descanso durante a sua permanência na escola. entre os quais os seguintes: . 3. As condições de trabalho do professor Incluir? 5. tanto em termos dos espaços pedagógicos quanto no que diz respeito às práticas e estratégias didáticas. crianças e adultos precisam se alimentar em ambientes agradáveis e acolhedores. acompanhados do professor regente de classe. Para os alunos dos dois primeiros anos.org.www. 1256/1266 – Vila Madalena – 05452-001 – São Paulo/SP – Tel. valores e práticas de respeito e de autonomia? . Considerações finais quanto ao modelo Em síntese. a implementação deste modelo implica: • • • repensar a configuração da escola. Além das condições adequadas de higiene.br A organização do espaço para as refeições deve levar em conta alguns critérios relacionados às diretrizes pedagógicas definidas anteriormente. Outros critérios devem ser levados em conta na organização desses espaços. Avaliação – Quais serão as diretrizes para a avaliação? – Onde inserir orientação de estudos? 4. em espaço adequado dotado de colchonetes.como assegurar que esses espaços possam contribuir para a promoção da saúde no que se refere à possibilidade de observar práticas como as de lavar as mãos antes das refeições ou optar por alimentos mais saudáveis.: (11) 3024-2250 48 VERSÃO PRELIMINAR . Em primeiro lugar. durante 30 minutos. é necessário considerar que as horas destinadas às refeições devem cumprir uma função social: as crianças e adultos compartilham o prazer de se alimentar e os hábitos e práticas durante a alimentação. implementar uma proposta pedagógica coerente com o perfil de aluno que se quer Rua Dr. Alberto Seabra.

vanzolini. privilegiadamente. em articulação com um conjunto de habilidades socioemocionais. definir um modelo de escola orientado por um currículo integrado. o que significa aprender como se aprende. estruturado com base nas mesmas Rua Dr. o modelo de gestão é estruturado com base nas seguintes premissas: protagonismo juvenil. • • assegurar as condições necessárias para que os alunos possam ser atendidos e apoiados plenamente pelos docentes e demais profissionais que atuam na escola. com quem se aprende (professor. formação continuada. amigos). autônomo. corresponsabilidade e replicabilidade.br formar – crítico. como se pesquisa etc. foco de todo o currículo e. por uma sólida base de conhecimentos nas diferentes áreas. Em algumas circunstâncias.org. pesquisador e solidário – e com a duração da carga horária adequada à etapa de desenvolvimento etário dos alunos. isso significará investir intencionalmente para que a criança aprenda a ser aluno. Alberto Seabra. excelência em gestão. Definir o projeto de convivência V. Modelo de gestão do projeto de ensino integral nos anos iniciais No Programa Ensino Integral para o segmento do Ensino Fundamental II e do Ensino Médio. 1256/1266 – Vila Madalena – 05452-001 – São Paulo/SP – Tel. protagonista. será adotado um modelo similar.www. pelo que se definiu como “projetos de convivência”. Para os anos iniciais.: (11) 3024-2250 49 VERSÃO PRELIMINAR .

org. Premissas e objetivos gerais O sistema de gestão de desempenho do projeto de ensino integral nos anos iniciais deverá se constituir em um instrumento de apoio para aprimorar as ações e a gestão pedagógica em cada uma das escolas. Pais e Alunos) Agenda (Bimestral. com foco na aprendizagem dos alunos. é necessário que se instale nas escolas um processo contínuo e interativo. 1256/1266 – Vila Madalena – 05452-001 – São Paulo/SP – Tel.: (11) 3024-2250 50 VERSÃO PRELIMINAR . O esquema seguinte apresenta uma visão integrada do modelo de gestão a ser adotado. pesquisador e solidário Premissas: Protagonismo Infantil Formação Continuada Excelência em Gestão Corresponsabilidade Replicabilidade Modelo Pedagógico Modelo de Gestão Instrumentos de Gestão Plano de Ação da Escola: Programa de Ação (Professor) Guias de Aprendizagem (Escola. no qual se observe o seguinte fluxo: Rua Dr. Alberto Seabra.www. Profissional) Plano de Ação da SEE (Documento Orientador) VI. crítico. Missão/Visão/Valores Aluno: autônomo. Sistema de gestão de desempenho do projeto de ensino integral nos anos iniciais Ele será desenvolvido? 1. Para que isso ocorra.vanzolini. protagonista.br premissas.

Dessa maneira. 2. à medida que cada profissional (educador). elabora-se um plano individual para o desenvolvimento das competências ainda não desenvolvidas (são oferecidas opções aos profissionais).diretor e diretor.: (11) 3024-2250 51 VERSÃO PRELIMINAR .1. FORMAÇÃO E ACOMPANHAMENTO Como se pode verificar. vice. apontar forças e.vanzolini. apoiar os profissionais para que possam ter clareza sobre as ações que devem ser priorizadas na definição do seu Plano Individual de Aprimoramento e Formação.www. segundo as diretrizes pedagógicas do Programa.org. ainda. efetivamente. Avaliação de desempenho 2. Plano individual de aprimoramento e formação A partir dos resultados. Alberto Seabra. fortalecer a compreensão dos profissionais quanto à importância do planejamento na organização integrada das atividades cotidianas da escola. espera-se que a avaliação de desempenho contribua para: • • • • aperfeiçoar a percepção de todos os atores sobre suas próprias competências e habilidades profissionais e as de seus pares. por um lado. Quem é avaliado? Todos os que atuam na gestão didática e pedagógica da escola são avaliados: professor. ampliar o compromisso dos profissionais quanto à necessidade de cumprimento das ações planejadas. com base na análise dos resultados da avaliação de desempenho. e. o sistema de avaliação de desempenho poderá orientar o processo de implementação do programa de ensino integral. as fragilidades que precisam ser enfrentadas. 1256/1266 – Vila Madalena – 05452-001 – São Paulo/SP – Tel. contribua para que o processo de avaliação possa.br Avaliação de desempenho – Competências básicas esperadas de cada profissional. professor coordenador. por outro. seja corresponsável nos processos individuais e coletivos de desenvolvimento profissional. Análise dos resultados da avaliação (devolutiva) Os resultados da avaliação de desempenho são discutidos: pontos positivos e negativos (competências que precisam ser fortalecidas). Rua Dr. – Assiduidade e cumprimento do planejamento.

vice-diretor e diretor).: (11) 3024-2250 52 VERSÃO PRELIMINAR . elas são definidas com base nos pressupostos e diretrizes básicas do Programa. 3. foram definidas sete competências a partir de discussões com professores. Quem avalia? Participam do processo como avaliadores todos os que são avaliados (professor. além dos alunos e do professor coordenador do núcleo pedagógico e do supervisor da escola. professor coordenador. Critérios dessa avaliação de desempenho Definir critérios e competências No que se refere às competências. Alberto Seabra.vanzolini. No Programa Ensino Integral para o segmento do Ensino Fundamental II e do Ensino Médio. gestores e profissionais da Secretaria da Educação. 1256/1266 – Vila Madalena – 05452-001 – São Paulo/SP – Tel.www.org.br Esses profissionais participam também de um processo de autoavaliação. O quadro seguinte apresenta a correspondência entre avaliadores e avaliados: Avaliados Autoavaliação Professor PCG Vice Diretor Alunos Avaliadores Professores PCG Vice-diretor Diretor PCNP Supervisor 4. Definir mapa de competências: premissas e macroindicadores? Rua Dr.

vanzolini. competências e/ou habilidades relacionadas às expectativas quanto à atuação de cada profissional. Rua Dr. 1256/1266 – Vila Madalena – 05452-001 – São Paulo/SP – Tel. Alberto Seabra.: (11) 3024-2250 53 VERSÃO PRELIMINAR .www.br Premissas COMPETÊNCIA MACROINDICADOR Protagonismo juvenil Protagonismo Respeito à individualidade (projetos de convivência como estratégia para promover o protagonismo infantil) Formação continuada Promoção do protagonismo juvenil Protagonismo sênior Domínio do conhecimento e contextualização Domínio do conhecimento Didática Contextualização Disposição para o autodesenvolvimento contínuo Devolutivas Formação contínua Disposição para a mudança Excelência em gestão Comprometimento com o processo e o resultado Planejamento Execução Reavaliação (replanejamento) Corresponsabilidade Relacionamento e corresponsabilidade Relacionamento e colaboração Corresponsabilidade Replicabilidade Solução e criatividade Visão crítica Foco em solução Criatividade Difusão e multiplicação Registro de boas práticas Difusão Multiplicação Cada macroindicador é avaliado com base em perguntas que se referem a atitudes.org.

vanzolini. coordenadores e gestores? Formação contínua Disposição para a mudança Comprometimento com o processo e o resultado Planejamento Execução Reavaliação (replanejamento) Rua Dr. interesses. 1256/1266 – Vila Madalena – 05452-001 – São Paulo/SP – Tel.www.org. Alberto Seabra. socioeconômicas) ? Promoção do protagonismo juvenil O professor apoia a formação dos alunos pessoal. acadêmica e profissionalmente (exemplos: dúvidas da disciplina. de gênero. diferenças de personalidade. raciais.br COMPETÊNCIA MACROINDICADOR PERGUNTAS Protagonismo Respeito à individualidade O professor busca conhecer os alunos em sua individualidade (exemplos: Projetos de Vida. religiosas.: (11) 3024-2250 54 VERSÃO PRELIMINAR . dificuldades e potencialidades)? O professor promove um ambiente de respeito às diferenças individuais (exemplos: orientação sexual. lousa digital etc.)? Contextualização Disposição para o Devolutivas autodesenvolvimento contínuo O professor busca devolutiva de sua atuação por meio da autorreflexão ou perguntando a alunos. aspectos pessoais. professores. Projeto de Vida)? O professor promove espaços para que o aluno seja o sujeitos principal da ação? Protagonismo sênior Domínio do conhecimento e contextualização Domínio do conhecimento O professor demonstra domínio do conteúdo da disciplina que leciona? Didática O professor domina o uso dos instrumentos de apoio ao ensino e à gestão de suas atividades (exemplos: computadores.

é possível diagnosticar as áreas em que os profissionais mais revelaram ter se desenvolvido. (2) Às vezes. Alberto Seabra.vanzolini. chega-se aos resultados (pontuação final) de cada macroindicador. (3) Frequentemente. 1256/1266 – Vila Madalena – 05452-001 – São Paulo/SP – Tel. (4) Sempre. Definir Plano Individual de Aprimoramento e Formação? Abaixo. exemplo de matriz. Encerrada a avaliação.br Relacionamento e corresponsabilidade Relacionamento e colaboração Corresponsabilidade Solução e criatividade Visão crítica O professor tem visão crítica (exemplo: consegue identificar avanços assim como pontos que precisam ser melhorados)? O professor pondera suas colocações tendo em vista o contexto (exemplos: avalia o que é viável ou não segundo a realidade dos alunos e da escola. Rua Dr. de acordo com os seguintes critérios: (1) Nunca.org.: (11) 3024-2250 55 VERSÃO PRELIMINAR . leva em consideração o momento mais adequado)? Foco em solução Criatividade Difusão e multiplicação Registro de boas práticas Difusão Multiplicação Como seriam pontuadas as respostas? As respostas são pontuadas de acordo com a frequência em que ocorrem as atitudes e/ou práticas descritas. Com base nesses resultados.www.

Prazo (início – fim) Abril (segunda quinzena) Objetivos esperados e evidências Propiciar o protagonismo juvenil ao potencializar a realização dos Projetos de Vida dos alunos. Apoiador: João Silva (professor referência). Escolher um colega que seja referência em dar o espaço para o aluno exercer o seu protagonismo e pedir para acompanhá-lo em sua atividade por um período (uma manhã na sala de aula dele.: (11) 3024-2250 56 VERSÃO PRELIMINAR . Discutir com o apoiador. Alberto Seabra. Adquirir o hábito de estudar os Projetos de Vida dos alunos. pois ajustes podem ser necessários. comentários positivos e proposição de atividades que envolvam o s alunos. retorno do observador. Estar aberto para ouvi-los. Você pode incluir outras pessoas também nesta avaliação. 1256/1266 – Vila Madalena – 05452-001 – São Paulo/SP – Tel. Analisar como posso apoiá-los.www. por exemplo). Maio (primeira quinzena) Buscar evidências de resultado: pesquisa junto aos alunos. estando aberto para ouvir sugestões.br Competência PROTAGONISMO Atividade de desenvolvimento Detalhe das ações [indicar apoiadores. APOIO EM Escolher cinco alunos e estudar seus Projetos de PROJETOS DE VIDA Vida. Fazer os ajustes necessários e realizar as ações propostas – pedir apoio na observação para o apoiador e o gestor imediato. comentários juvenil o protagonismo ao dar o espaço e as condições para os alunos se desenvolverem. conversar com esses alunos e compartilhar as ações que pensei para eles. retorno. ESPAÇO PARA PROTAGONISMO JUVENIL Ao longo de uma ou duas semanas. Incorporar o hábito de buscar atividades que favoreçam o desenvolvimento do protagonismo.vanzolini.org. Rua Dr. Propor três ações para promover o protagonismo dos alunos em seu cotidiano. se houver] 1. doPropiciar observador. 2. Propor novas ações para implementar no futuro. Buscar evidências de resultado: pesquisa junto aos alunos.

Ter ociosidade de salas.www. 1256/1266 – Vila Madalena – 05452-001 – São Paulo/SP – Tel.org. Ter vulnerabilidade (comunidade escolar/questionário socioeconômico do Saresp). Rua Dr. Critérios para a seleção das escolas: • • • • • Ser escola de Tempo Integral (ETI).br VII. Plano de implementação do Programa 1. Evitar deslocamentos de alunos.: (11) 3024-2250 57 VERSÃO PRELIMINAR .vanzolini. Alberto Seabra. Ter baixa demanda de infraestrutura.

77 5 CAMPINAS OESTE PROCÓPIO FERREIRA 4.56 NÃO SIM NÃO 23 581 2.7 SIM SIM SIM 15 0 0 1 366 5.www.61 9 SUMARÉ 6.67 4 CAMPINAS OESTE ADOLPHO ROSSIN.84 RUBENS OSCAR GUELLI 0 10 0 9 4 0 Rua Dr.org. 1256/1266 – Vila Madalena – 05452-001 – São Paulo/SP – Tel. PROFA. Alberto Seabra.84 SIM SIM SIM 17 352 3.27 8 SÃO JOSÉ SUELY ANTUNES DE DOS CAMPOS MELLO 5.: (11) 3024-2250 58 VERSÃO PRELIMINAR .03 7 LESTE 4 AMADOR ARRUDA MENDES 4.86 6 GUARULHOS NORTE ANTÔNIO ROSAS GALVÃO (BAIRRO PONTE ALTA) NÃO SIM NÃO 32 942 3. MAJOR 5.66 NÃO SIM NÃO 24 547 2.13 3 GUARULHOS SUL RAFAEL RODRIGUES FILHO (PIMENTAS IV) - NÃO SIM NÃO 16 402 2. 6.br 2.81 NÃO SIM SIM 12 318 3.67 SIM SIM NÃO 14 0 0 0 293 2.vanzolini. Relação das escolas pré-selecionadas para a implantação do ensino integral nos anos iniciais: DE NSE 2013 UE INFRA ETI ESTRU TURA OCIOSIDADE No DE SALAS DE AULA OCIOSIDA DE MANHÃ OCIOSIDAD E À TARDE OCIOSIDA DE INTEGRAL No ALUNOS – 2013 IDES P Média 2007 – 2013 1 CENTRO OESTE ALFREDO PAULINO 3.01 SIM SIM SIM 16 328 3.31 2 NORTE 2 MARIA ANTONIETTA DE CASTRO.

58 0 0 3 195 4.17 SIM SIM SIM 17 0 0 5 350 4.23 13 LESTE 5 ALVINO BITTENCOURT.62 SIM SIM NÃO 13 17 AMERICANA ALCINDO SOARES 4. PROFESSOR 4.32 CARLOS GARCIA. DOUTOR 3.5 SIM SIM NÃO 15 0 0 0 404 5. PROFESSOR 2.06 19 LESTE 5 IRENE RIBEIRO.org. CORONEL 3.: (11) 3024-2250 59 VERSÃO PRELIMINAR .06 SIM SIM NÃO 7 18 CENTRO SUL RAUL HUMAITÁ VILLA NOVA.www.58 168 4.72 SANTO 14 ANDRÉ NARCISO DA SILVA 15 ARARAQUARA CÉSAR 16 SOROCABA WALDEMAR DE FREITAS ROSA.73 SIM SIM NÃO 8 12 NORTE 1 RAUL ANTÔNIO FRAGOSO.09 20 NORTE 2 FUNDAÇÃO GOL DE LETRA (VILA ALBERTINA) NÃO - - - Rua Dr. PROFESSOR 4.65 SIM SIM SIM 15 0 0 4 252 4.51 SIM SIM SIM 11 0 0 1 277 4. Alberto Seabra.12 SIM SIM SIM 14 11 AMERICANA SINÉSIA MARTINI 5.89 IDES P 10 CENTRO ORLANDO HORÁCIO VITA 3.42 SIM SIM NÃO 16 0 0 0 472 5. PROFESSORA 3.89 253 3. 1256/1266 – Vila Madalena – 05452-001 – São Paulo/SP – Tel.67 SIM SIM SIM 16 0 0 2 392 4.vanzolini.br DE UE NSE 2013 ETI INFRA ESTRU TURA OCIOSIDADE No DE SALAS DE OCIOSIDA DE MANHÃ OCIOSIDAD E À TARDE OCIOSIDA DE INTEGRAL No ALUNOS – 2013 8 10 0 284 3.39 4.

refeitório. mas demandam algumas adaptações. Atender a escolas de altíssima vulnerabilidade social e baixo desempenho. • • • • • Referências bibliográficas: Rua Dr. parque. brinquedoteca e sala de recursos). horta. Ambientes externos (quadra coberta. Seis salas diversificadas (sala de experimentação. 5. pátio.org. Alberto Seabra. no entanto. Proposição de ambientes: • • • De oito a 10 salas de aula. As escolas em amarelo possuem infraestrutura adequada. cozinha e refeitório). sala de informática com adequações para o acesso à internet (programa do Acessa Escola). destacado em verde.www.br 3. Para a caracterização das salas de aula e ambientes diversificados será necessária a aquisição de materiais específicos (em estudo). sala das quatro linguagens (Arte). As escolas destacadas em laranja estão previstas para visitação e posterior confirmação da pré-indicação. demandarão deslocamento de alunos.: (11) 3024-2250 60 VERSÃO PRELIMINAR . 4. Construção de salas e/ou novas unidades escolares. As escolas pré-selecionadas possuem a quantidade de ambientes necessários. horta. O prédio da Fundação Gol de Letra.vanzolini. como melhoria do pátio. sala de leitura. 1256/1266 – Vila Madalena – 05452-001 – São Paulo/SP – Tel. adequação da sala para ser realizados experimentos. parque. sala de informática. será reintegrado à Secretaria da Educação para a implantação do ensino integral dos anos iniciais e atividades da referida Fundação. Metas e critérios de expansão: • • • Possibilidade de expandir o Programa de Educação Integral para todas as ETIs (121). Observações de acordo com as visitas realizadas pela equipe do Cefai: • As escolas indicadas não precisam de construções.