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5/2016

Transcrição de Análise projetual Guggenheim - Frank Lloyd
Ánalise Projetual Frank Lloyd Wright O partido é a ideia dominante de um edifício, eng
lobando as características preeminentes do mesmo. Concentra o mínimo essencial do pr
ojeto, aquilo sem o qual não existiria a obra arquitetônica. É o embião, portanto, de on
de se gera a arquitetura. A estrutura serve para definir o espaço, criar unidades,
articular a circulação, sugerir o movimento ou desenvolver a composição e os módulos. A l
uz é um veículo pelo qual se confere um acabamento à forma e o espaço. A quantidade, a q
ualidade e a cor da luz influe em como se percebe a massa e o volume. Os vãos de e
ntrada da iluminação natural são resultados de decisões de projeto realizadas nas elevações
e seções do edifício. A configuração tridimensional que predomina perceptivamente num edifíc
io é a massa. Não se limita a sua silhueta ou elevação, pois é a imagem perceptiva do edifíc
io em sua integridade. Em outras palavras, trata-se da volumetria básica da edific
ação. A planta pode ser um mecanismo para organizar atividades, suscetível, portanto,
de ser considerada como geratriz da forma. Informa sobre muitos aspectos, como n
a diferenciação entre zonas de circulação e de repouso. Tanto a elevação como a seção são det
antes como representações, relacionadas principalmente com a percepção, dado sua correlação
com a visão frontal do edifício. Apesar disso, a utilização da planta ou seção pressupõe a co
preensão do volume ao sabermos que uma linha em qualquer dessas representações gráficas
inclui a 3ª dimensão. Circulação e o espaço de uso representam, fundamentalmente, os compo
nentes dinâmicos e estáticos mais relevantes de cada edifício. A articulação dos aspectos
relacionados ao movimento e estabilidade forma a essência dos edifícios. A circulação po
de estar definida num espaço destinado exclusivamente ao movimento ou incluída dentr
o do espaço de uso. Por extensão, é possível segregá-la parcial ou totalmente dos espaços de
uso, ou ainda, circunscrevê-la aos mesmos sem que perca a capacidade de fixar a p
osição de entrada, de centro ou de saída. Nada impede que uma planta livre ou aberta s
eja incluída no espaço de uso como uma parte ou como um todo. Da relação entre espaços de
uso, surgem modelos que sugerem organizações centralizadas, lineares ou agrupadas. A
unidade é uma entidade identificada que pertence à edificação, de modo que os edifícios p
odem compreender uma só unidade, no caso no qual ela corresponda ao conjunto, ou a
gregações de várias unidades. A natureza, identidade, a expressão e a relação das unidades c
om outras e com o conjunto são considerações fundamentais quando essa ideia se utiliza
como uma estratégia projetual. Nesse contexto, as unidades são conceituadas como al
go conexo, isolado, sobreposto ou de caráter inferior ao conjunto. Repetitivo/Sing
ular: os conceitos de tamanho, orientação, situação, contorno, configuração, cor, material e
textura são de grande utilidade para estabelecer distinção entre repetição e singularidad
e. De modo geral, trata-se de identificar elementos da composição arquitetônica explor
ados de modo plural, em oposição a outro elemento único, mas também determinante na conf
iguração espacial. O equilíbrio é o estado de estabilidade perceptiva ou conceitual. A s
imetria é uma forma específica de equilíbrio. A simetria existe quando a mesma unidade
se apresenta em ambos os lados de uma linha de equilíbrio, estado que na arquitet
ura pode manifestar-se de 3 modos distintos: refletida, por rotação em torno de um p
onto e por translação ou deslocamento ao longo de uma linha. A geometria é uma ideia g
eratriz da arquitetura que engloba os princípios da geometria do plano e do volume
para delimitar a forma construída. A identificação da(s) malha(s) que configura a geo
metria básica se faz mediante a multiplicação, combinação, subdivisão e manipulação de módulo
ementos estruturais, etc. O domínio da geometria como objeto de análise está centrado
em conceitos como tamanho, forma e proporção. Os conceitos projetuais de adição e subtração
se desenvolvem de acordo como processo de anexar ou agregar e de retirar formas
espaciais para criar arquitetura. Quem desenvolve um projeto aditivo, percebe o
edifício como uma agregação de unidades ou partes identificáveis. Por outro lado, a util
ização de subtração num projeto se traduz no domínio do conjunto segundo o qual o observad
or capta o edifício como um todo identificável, do qual foram retirados algumas porções.
A hierarquia implica uma alteração de categoria entre características em termos de es
cala de valores: maior/menor, aberto/fechado, simples/complexo, público/privado, s
agrado/profano, servido/servidor, indivíduo/grupo, etc. Numa análise, a hierarquia s
e identifica por meio do predomínio e/ou importância de elementos ou módulos compositi
vos segundo escala, configuração, geometria ou articulação (dos elementos). Nesse sentid

O projeto estrutural apresenta vãos com mais de 18 metros (60 feets) e balanços com mais de 7 metros (25 feets) e alguns com altas concentrações de cargas." A construção ainda levou 15 anos para ser concluida. qualquer que se ja a escala. detalhe. eram para o edificio e a pintura se tornarem uma initerrupta. Historicidade: pertencimen to à história da arquitetura. O percurso começa na entrada com um pé direito baixo e leva ao átrio central de onde s e tem visão dos 6 pavimentos de rampa.o. o que permite uma interação de qualquer localiz ação dentro da rotunda e a visualização dos trabalhos de qualquer nível simutaneamente. E sempre na tentativa de trazer a o rgânicidade da natureza para a arquitetura.5 metro s de altura iluminado por uma clarabóia em cúpula. o que leva a uma surpresa quando se chega ao centro do átrio com 30. O material usado na construção foi basicamente blocos de concreto pré-moldados. riqueza. Iluminação zenital também acompanha a r ampa em espiral fazendo com que as percepções das obras de arte mudem de acordo com as variações climaticas e de estações. agradavel sinfonia como nunca existiu no mundo da arte. e a uma sobreposição de planos. como rosa. como se tivessem sido empilhados o que cria um efeito de cheios e vazios. Wright se baseia na forma escalonada d e um Ziggurat invertido e nas curvas de uma espiral. principalmente o círculo e o triângulo. quase imperceptivel. os visitantes optam por subir a rampa. as forma s sobrepostas e o grande espaço livre fechado. Um caminho mais natura l. O PARTIDO: A ES TRUTURA: ILUMINAÇÃO NATURAL: A MASSA: A PLANTA E SEÇÃO: CIRCULAÇÃO E ESPAÇO DE USO: A UNIDADE E CONJUNTO: O REPETITIVO E SINGULAR: O EQUILIBRIO E SIMETRIA: A GEOMETRIA: ADIÇÃO E SUBTRAÇÃO: A HIERARQUIA: O CONTEXTO: A HISTORICIDADE: Wright utiliza no Guggenheim a lgumas caracteristicas recorrentes dos seus projetos. álem de dar uma enfase a o vertical. o qual nunca foi contruido. se criou uma ideia de camadas flutuantes recortadas. Quando questionado o porque da escolha da rampa em vez de um piso convencional a explicação foi que era mais atrati va aos visitantes. A rampa em espiral faz 6 voltas com inclinação de aproximadamente 3%. diferente dos trabalhos anteriores. estão presentes em praticamente todos os elementos do edificio. e começasse a visita d escendo a rampa helicoidal continua com inclinação suave. Em contradição com a forma de 'caixa' fechada que a m aioria das galerias apresentam. identificando as referências. já que ela determina um caminho fluido a percorrer e observar a s obras didividas em nichos (como as divisões de uma laranja) ao longo do percurso . fugindo da ideia de 'caix a estática e fechada'. como pode buscar um antagonismo. Também foi pensando em várias cores. um tronco de cone invertido. A estrutura da galeria principal se desenvolve como uma espiral. contest ado por Wright . etc. Entre 1943 e 1944 foram produzidos quatro diferentes propostas iniciais. o balanço. O acesso ao Guggenheim se dá por uma área coberta intermediaria entre exterior/interior. a partir dis desenhos do projeto para o Gord on Strong Automobile Objective and Planetarium on Sugarloaf Moutain in Maryland. diferente dos museus convencionais que oferecem galerias separadas para determ inados tipos de arte. as plantas e a té nos detalhes contrutivos. os indicativos de importância a se ter em conta são: qualidade. Tem uma ambiencia escura e baixa. vermelho e até marfim ou com a estrutura cilindrica do lado esquerdo em vez do direito. A partir do efeito de sobreposição de planos oriundos de formas geométricas diferentes . em 1924. afetando assim sua funcionalidade. o círculo. A entra da da galeria principal tem o pé direito baixo. Alias. desde a volumetria. tudo para se afastar ao máxim o das traduções de um museu tradicional. ornamentação e materiais excepcionais. Wright apostou em uma estrutura cilindrica em es piral. as formas geométricas. uma estrutura hexagonal com andares separados diferente das três outras circula res que usavam a ideia da rampa continua. A relação contextual tanto pode procurar harmonizar-se numa relação de inte gração com a pré-existência. delimitado pelo plano do primeiro pavimento que se estende por toda a fachada frontal. Contexto: relação com o entorno."Pelo contrário. Ainda gerou uma controvérsia pelo fato da arquitutura inovadora poder ofuscar os q uadros expostos no interior do museu. citações. por a proximadamente 400 metros e ao final já estar perto da saída. e assim ter uma sensação de as obras estão i . pessêgo. Wr ight propôs que o público subisse de elevador até o ultimo andar. Um dele s. coisa que Wrigh t já tinha idealizado antes.

o projeto foi complemetado por uma torre anexa retangular. Da rua. Trabalhou no início de sua carreira com Louis Sullivan. (ZEVI. um dos pioneiros em arranh a-céus da Escola de Chicago. mais alta que o conjunto inici al. que encaminharam uma carta aos a dministradores do museu alegando que as paredes curvas. dando um p adrão na ordenação dos componentes estruturais. eram condições de difícil aceitação para os parâmetros de exposição. em Nova Io rque. problemas com a regularização da construção. onde é todo conexo pelas arestas circulares dos outros componentes do conjunto. A espiral é formada pelos parape itos (que são as vigas da rampa) e sua continuação forma contrastes entre os cheios e vazios existentes em cada pavimento. a 54 (54th Street) e a Av enida Park (Park Avenue). Wright também tem presente os ideais geométricos do mode rnismo. Paul Gauguin e Vincent van Gogh. projetado pe la firma Gwathmey Siegel & Associates Architects. Amedeo Modigliani. Também influenciou os rumos da Arquitetura M oderna suas idéias e obras. circulos. facilitaram a escolha do terreno na Quint a Avenida (5th Avenue) entre a Rua 88 e 89 (88th Street e 89th Street). Em 1992. pontos radiais e eixos estão agregados a esse sistema. superp opulosa e sem méritos arquitetônicos. e um alívio do barulho do transito da cidade. Frank Lloyd Wright é considerado um dos m ais importantes arquitetos do século XX. o piso inclinado da ramp a e os rasgos de iluminação que a acompanham. voltando a luz para os olhos do espect ador. o que inclui o Mu seu Metropolitano de Arte de Nova York (Metropolitan Museum of Art) e também do te cido urbano xadrez e regular da cidade em contraste com as superficies curvas do museu. No Guggenheim tringulos. em basado por sua ideologia naturalista achava a cidade densamente construída. desde a planta arquitetônica. as formas da estrutura até a pa ginação do piso. que já havia virado um ícone da paisagem Novaiorquina. Todas as linhas. no Bronx em Riverdale também foi uma opção. Seus principais trabalhos foram a Casa da Cascata. 1990). aumento do custo dos materiais. conseguindo conectar os dois conceitos. finalmente em 1956 iniciou a construção e em 21 de outubro de 1959 foi inaugurado. . O átrio centralizado com pé direito elevado e a dramaticidade da rampa espiralada que se eleva desde a entrada e percorre todo o perimetro da galeria p rincipal dão ao volume do cone invertido uma referência visual não só comparado aos outr os volumes do conjunto mas também em contraste aos edificios do entorno. arcos e quadrados estão presentes em todos os e lementos construtivos. Entre as obras do acervo se encontram Piet Mondrian. Todos os elementos interiores são fundamentais para criar a percepção geral da espiral . se contrasta com as típicos construções retangulares de Manhattan. Guggenheim foi o último grande projeto do arquite to renomado Frank Lloyd Wright e levou 15 anos para ser concluída desde 1943. Wright nu nca escondeu seu descaso sobre a escolha de Nova York para implantar o museu. um desdobramento da Arquitetura Moderna que se contrapunha ao International Styl e europeu. traduzido pela clarabóia. tam bém conhecida por Casa Kaufmann. O AUTOR: Para realizar essa complexa est rutura simplificou-se pela utilização de um sistema modular de 2 metros. todos em Manhattan. então a controvérsia foi inev itavel. mudança do local. Guggenheim. A proposta de Wright atráves da forma helicoidal dinâmica e inov adora rompe com a caixa estática simétrica e fechada. Foram considerados locais como a Rua 36 (36th Street). consequentemente com a natureza. Pablo Pi casso. Mesmo apega do aos conceitos do orgânico. criticas dos artistas. De 2005 a 2008 o museu sofreu uma restauração exterior de pintura e preenchimento da s rachaduras causadas pela dilatação térmica. O Museu Solomon R. mas as vezes compar ado também a uma maquina de lavar. e a partir dela a forma do cone invertido visualizado pelo exterior. Paul Cézanne. mas a proximidade com o Central Park. O museu se diferencia de longe de todas as construções do entorno. o edíficio aparenta uma fita enrrolada em um cilindro. a sede do Museu Solomon R. Wright defendia que o projeto deve ser individual.ndo em direção ao céu. apenas 6 meses depo is da morte de arquiteto Frank Lloyd Wright e 10 anos da morte do proprietário Sol omon Guggenheim. Foi a figura have da arquitetura orgânica. os pontos de trabalho também estão amarrad os por coordenadas e os desenhos e plantas de layout estão sobrepostos ao sistema. de acordo com sua localização e finalidade. vários desenhos iniciais.

a menor é dest inada a adiministração. os espaços de visita são abertos o que permite a visão de qualquer local da ga leria principal. Esta estratégia separa claramente as funções principais do conjunt o. a qual teve de ser reduzida e reconfigurada para incluir um reforço de aço nos pilares para aguentar sua carga. o que solucionou o problema do piso inclinado e da iluminação natural da galeria principal. UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPIRITO SANTO Departamento de Arquitetura e Urbanismo Disciplina de Teoria e História da Arquite tura e Urbanismo III ministrada pelo Professor Tarcisio Bahia Tainá Teixeira Marré em Outubro de 2012 . Uma plataforma horizontal conecta os dois volu mes e protege o acesso. O projeto constituí-se de dois volumes circulares. para não perde r as intenções de Wright ao projeto. 12 camadas de tinta foram removidas revelando a lgumas rachaduras na estrutura de concreto devido a dilatações térmicas acumulativas d esde a inauguração em 1959. a construção de um anexo em forma de prisma regular com onze pavimentos apresentado como um plano de fundo para a forma circular predominant e no museu. 74 nichos servem de espaço para exposição do a cervo. Desde a inauguração o museu carecia de espaços para adiministração e depósito. O térreo. favorecido pelo pé direito alto. iniciada em 1988 e concluída em 1992. Ambos possuem rampas espiraladas em seu interior. tudo isso enquanto o museu continuava em operação. No Guggenheim de Wright issa fica bastante claro na planta. Essa idéia foi a base para o projeto do anexo dos arquitetos Charles Gwathmey e Robert Siegel. o segun do chamado de Galeria Alta (High Gallery) também é destinado a esculturas e pinturas e ao longo da rampa contínua em espiral. refletindo na volumetria básica. tratamento de corrosão do aço estrutural e o reforço do concreto eram essenciais para a integrida de do edificio.Na época. bem limitada. sendo qu e apenas a maior rotunda foi prevista para ser acessada pelo público. pode ser usado pa ra exposições de grandes pinturas e esculturas ou como na realização de eventos. Alem de funcionar como uma relação ao traçado xadrez ortogonal de Manhatta n. No geral a estrutura estava em boas condições mas a correção das rachaduras. em 1951. preo cupados com a estrutura inovadora e com a clarabóia. E ntre 2005 e 2008 o museu passou por renovação da fachada. Ordenação espacial é es sencial para o visitante perceber já inicialmente qual o tamanho do percurso e org anizar seu tempo de visita. mas Wright já avia previsto. o projeto teve também problemas com as normas de construção de Manhattan. sendo que o diâmetro do volume ma ior é o dobro do menor.