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Introdução à Educação Virtual

Autoria: Paula Cristina Piva

Tema 01
A Importância das Tecnologias da Informação e da Comunicação
na Educação

Tema 01
A Importância das Tecnologias da Informação e da Comunicação na Educação
Autoria: Paula Cristina Piva

Como citar esse documento:
PIVA, Paula Cristina. Introdução à Educação Virtual: A Importância das Tecnologias da Informação e da Comunicação na Educação. Caderno de
Atividades. Valinhos: Anhanguera Educacional, 2014.

Índice

CONVITEÀLEITURA
Pág. 3

ACOMPANHENAWEB

PORDENTRODOTEMA
Pág. 3

Pág. 10

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© 2014 Anhanguera Educacional. Proibida a reprodução final ou parcial por qualquer meio de impressão, em forma idêntica, resumida ou modificada em língua
portuguesa ou qualquer outro idioma.

CONVITEÀLEITURA
Nesse tema você vai ficar por dentro da evolução das tecnologias da informação e de como elas podem influenciar
a educação. A internet se estendeu gradualmente até chegar a todas as esferas da sociedade, como você já deve ter
notado. A web está presente nos lares, nas escolas, nos meios de transporte, nas repartições públicas, nas ruas, enfim,
em uma infinidade de espaços. Sem ela, talvez você não estivesse fazendo esse curso. Através dessa leitura, você
vai conhecer algumas ferramentas de que a internet dispõe e entenderá como incorporá-las no processo de ensino e
aprendizagem. Convidamos você a refletir sobre as características desses recursos e como eles interferem na prática
docente.

PORDENTRODOTEMA
A Importância das Tecnologias da Informação e da Comunicação na Educação
Provavelmente você já deve ter ouvido, e talvez dito, que estamos em plena “era tecnológica”. Sem dúvida, nas
últimas décadas, o arsenal tecnológico invadiu as esferas profissionais e pessoais e alterou a maneira de trabalhar e se
relacionar. No entanto, tecnologia não é sinônimo de equipamentos e aparelhos. “O conceito de tecnologia engloba a
totalidade de coisas que a engenhosidade do cérebro humano conseguiu criar em todas as épocas, suas formas de uso,
suas aplicações” (KENSKI, 2007, p. 22).
É difícil imaginar a vida sem luz elétrica e água encanada, devido ao conforto que proporcionam, e, justamente por
fazerem parte do cotidiano, esquecemos que são tecnologias. Então, se a tecnologia existe em todos os tempos e
lugares, por que designar apenas a sociedade atual como tecnológica? Isso se deve aos avanços das tecnologias da
informação e comunicação, também conhecidas como TIC.

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telefone. animações e páginas. p. professores e alunos usam preferencialmente a fala como recurso para interagir. o aluno é o que menos fala” (KENSKI. (COLL. de organizar essa compreensão e de transmiti-la para outras pessoas. Em muitos casos. p. Com o surgimento da escrita. A base da linguagem digital são os hipertextos. essas tecnologias de comunicação encontram seus referenciais em um ensino centrado em textos e no nascimento dos livros didáticos e do ensino a distância. “Na educação. embora ainda como complemento da documentação escrita. MONEREO. p. 2010. Lévy (1993) categoriza o desenvolvimento da linguagem em três etapas: a oral. Essa linguagem é baseada em um único sistema de codificação que permite informar. MONEREO. sons. “é uma linguagem de síntese. que consistem em documentos interligados de modo não linear através de links.] as barreiras espaciais foram rompidas e a troca de informações em nível planetário passou a ser uma realidade. MONEREO. essas formas de se comunicar coexistem atualmente. 23). (COLL. Em substituição à memorização e à repetição. porque afetam praticamente todos os âmbitos de atividade das pessoas.. p. a escrita e a digital. Como afirma Kenski (2007. 29). Ainda hoje a linguagem oral é a principal forma de comunicação e de troca de informações. Esses textos podem ser imagens. com os primeiros computadores. que engloba aspectos da oralidade e da escrita em novos contextos”. ensinar e verificar a aprendizagem. no rádio e na internet. 2010. rádio e televisão): [. aquelas relacionadas com a capacidade de representar e transmitir informação – ou seja. 31). uma infinidade de mídias que estão dispostas na internet. por correspondência” (COLL. aparece a linguagem digital. “Na escola.. comunicar. 2007. 18) Finalmente. Na televisão. pois “é uma construção criada pela inteligência humana para possibilitar a comunicação entre os membros de determinado grupo social” (KENSKI. passa a ser necessário compreender os conteúdos. não é mais preciso que as pessoas estejam reunidas para se comunicarem. gráficos. as tecnologias da informação e da comunicação – revestem-se de uma especial importância. 17) Portanto. vídeos. 2010. Os novos meios audiovisuais entraram [no ambiente educacional]. Apesar de terem se originado em épocas distintas. p. p. interagir e aprender. artistas e desconhecidos assumem a função de formadores de opinião. ou seja. 4 .PORDENTRODOTEMA Entre todas as tecnologias criadas pelos seres humanos. 2007. 18). desde as formas e práticas de organização social até o modo de compreender o mundo. a linguagem é uma tecnologia. Com a invenção dos sistemas de comunicação analógica (telégrafo.

Por isso. p. MONEREO. 20). Por isso é tão importante remover o professor da posição central no processo de ensino e aprendizagem e incorporar o trabalho em equipe. 5 . como um momento didático significativo para a recriação e a emancipação dos saberes. que Coll e Monereo (2010. p. Havia uma crença de que o avanço tecnológico salvaria a educação. (ALMEIDA. 31) sugerem que os novos papéis assumidos pelo professor sejam “de seletor e gestor dos recursos disponíveis. no lar. p. Existe um leque de possibilidades informacionais que permite a cada pessoa dar ao hipertexto um movimento singular ao interligar as informações segundo seus interesses e necessidades momentâneos. 31). p. é necessário rever o papel do professor. mas também dentro da sala de aula. 18) definem como “um novo estágio de desenvolvimento das sociedades humanas”. no local de trabalho e nos espaços de lazer). partilhar experiências e assumir a fragmentação das informações. navegando e construindo suas próprias sequências e rotas. Na verdade. 51) elenca algumas questões levantadas pelo uso de tecnologias na educação: A rotina da escola também se modifica. 2010. na sociedade da informação. Essa esperança logo se mostrou falaciosa. na universidade. motivada possivelmente pelos filmes de ficção científica. MONEREO.PORDENTRODOTEMA O uso do hipertexto rompe com as sequências estáticas e lineares de caminho único. “a imagem de um professor transmissor de informação. O aluno pode ensinar o professor (principalmente na manipulação das novas tecnologias) e os alunos podem ensinar uns aos outros (confrontando fontes de informações e compartilhando suas descobertas). meio e fim fixados previamente. tutor e consultor no esclarecimento de dúvidas. com início. Desse modo. 2010. além de aumentar a sobrecarga de trabalho do professor. Coll e Monereo (2010. Aos professores é necessária uma reorientação da sua carga horária de trabalho. o uso excessivo de tecnologias pode trazer riscos à saúde. Kenski (2003. é possível aprender em praticamente qualquer lugar (na escola. incluir um outro tempo para a discussão de novos caminhos e possibilidades de exploração desses recursos com os demais professores e os técnicos e para refletir sobre todos os encaminhamentos realizados. Portanto. Equipe não apenas na relação entre os professores. p. 208) Com a interligação entre diferentes computadores através da internet chegamos à Sociedade da Informação. 2003. em um trabalho multidisciplinar. “esse estágio é caracterizado pela capacidade de seus membros para obter e compartilhar qualquer quantidade de informação de maneira praticamente instantânea” (COLL. p. protagonista central das trocas entre seus alunos e guardião do currículo começa a entrar em crise em um mundo conectado por telas de computador” (COLL. orientador e guia na realização de projetos e mediador de debates e discussões”. para incluir o tempo em que pesquisam as melhores formas interativas de desenvolver as atividades fazendo uso dos recursos multimidiáticos disponíveis. Do ponto de vista das TIC.

on-line e gratuitamente. Em linhas gerais. Essas características ficam evidentes na comparação feita pela autora (Quadro 1. boas práticas e expertise acumulada por meio de upload e download de conteúdos. de forma isolada. o rádio e a televisão. As tecnologias interativas são bastante usadas quando o objetivo é o desenvolvimento de habilidades. As tecnologias colaborativas são apropriadas quando o objetivo é a formação de novos esquemas mentais. a personalização de ambientes digitais. Por exemplo. a forte socialização por meio de redes de relacionamento e a atualização constante das tecnologias disponíveis. fóruns e salas de bate-papo. p. Interativas: do tipo um-para-um.0. p. há certo consenso em agrupar as tecnologias de informação e comunicação em três categorias com diferentes aplicações educacionais: Distributivas: do tipo um-para-muitos. como por exemplo. 2008. Multimídia interativa e jogos eletrônicos de exploração individual são exemplos. 16). Ainda de acordo com a autora. a Web 2. Aproveitamento da inteligência coletiva: os usuários deixam de ser meros consumidores e passam a ser produtores individuais e coletivos por meio da criação dinâmica de conteúdos. 16): Conteúdo aberto (open content): universidades e outras instituições de ensino disponibilizam. Compartilhamento: os usuários consultam repositórios de informações para compartilhar experiências. personificados na chamada Web 2. pressupõem a participação de vários alunos que interagem entre si. Código livre (free source): além de uma arquitetura de software aberta e baseada em padrões. As tecnologias distributivas são muito empregadas quando o objetivo é a aquisição de informações.0 pressupõe a participação dos usuários na produção (e não apenas no consumo) de informações publicadas na internet. trata-se de uma filosofia de acoplar e desacoplar facilmente ferramentas produzidas por diferentes fornecedores. fossem ignorados. via blogs.0 é caracterizada pelos seguintes fatores (FILATRO. wikis e softwares de relacionamento. ferramentas e componentes. p. o entendimento do potencial das tecnologias na educação ficaria incompleto se os desenvolvimentos mais recentes.PORDENTRODOTEMA De acordo com Filatro (2008.1): 6 . no entanto. Colaborativas: do tipo muitos-para-muitos. seu material acadêmico e didático para qualquer pessoa utilizar. pressupõem um aluno passivo diante de um ensino mais diretivo. pressupõem um aluno mais ativo que aprende. 126) resume que a Web 2. e configuradas de modos diferentes para diferentes contextos de uso. Filatro (2008.

traçando relações entre as palavras-chave. chamada SEO (Search Engine Optimization).PORDENTRODOTEMA Quadro 1. por meio de tags.0 Web 2. O problema reside em que alguns professores têm uma concepção romântica sobre os processos que determinam a aprendizagem e a construção de conhecimento e concomitantemente do uso das tecnologias no ato de ensinar e aprender. mostrando propagandas de anunciantes que pagam pela palavra-chave. Essa prática. A Web 3. Páginas pessoais em formato HTML.0 versus Web 2. essa última geração da internet potencializa o uso comercial dos sites de busca. Sabemos que não é assim. p. Pensam que é suficiente colocar os computadores com algum software ligados à internet nas salas de aula que os alunos vão aprender e as práticas vão se alterar. Fonte: Filatro (2008.0 trata do reconhecimento dos significados dos conteúdos. ao contrário do que supunham os entusiastas.0 Web 1. Facebook e Instagram utilizam a web semântica. Google Docs (editor colaborativo de textos. planilhas e apresentações).1 Web 1. Além disso. A incorporação das TIC na educação não transforma automaticamente as práticas educacionais. através de hashtag (#) seguida de uma ou mais palavras combinadas. Plataforma de serviços. planilhas e apresentações). 44) 7 . Wikipédia (enciclopédia colaborativa). Blogs (diários on-line). (MIRANDA. p. é bastante usada como ferramenta de marketing para garantir que uma página seja visualizada. Suíte de aplicativos (editor de textos.0 Enciclopédias em formato multimídia (CD ou DVD). 2007. A semântica também contribuiu para otimizar as buscas em páginas de pesquisa. posicionando determinados conteúdos no topo dos resultados. denominada semântica. Navegadores web. Redes sociais como Twitter. 126) A evolução da internet chegou à terceira geração. como o Google.

2010. 8 . Defender a incorporação massiva das TIC na educação brasileira. 70). Além de cobrir eventos e transmitir informações. escrever trabalhos.PORDENTRODOTEMA Isso pode estar relacionado com o baixo nível de proficiência dos professores para lidar com essas ferramentas.” (COLL. 66) explicam “que se trata de um potencial que pode ou não vir a ser uma realidade. sem transformação de atitudes no ensino para melhorar a aprendizagem. ONRUBIA. é ingenuidade. Apesar desses fatores de cunho pessimista. ONRUBIA. utilizadas”. MAURI.0. “As TIC e a internet são pouco utilizadas em sala de aula e quando são é para fazer o que já se fazia sem elas: buscar informação para preparar aulas. p. fazer apresentações em sala de aula. p. como o Twitter. 2012. Coll. 87). Enquanto em alguns países praticamente todas as escolas possuem equipamentos e conexão banda larga. com base nos levantamentos feitos por João Mattar (2012): Blog Alunos podem utilizar blogs para publicar textos produzidos em conjunto e comentários sobre outros textos. o que era feito de modo analógico passa a ser digital. Professores podem utilizar blogs para fornecer informações atualizadas e comentários sobre suas áreas de especialidade. 89). rápidos e com atualizações constantes. p. como é o caso do Brasil. há tantas possibilidades de exploração das TIC que ainda podemos manter as expectativas elevadas em relação ao potencial transformador que essas ferramentas carregam. e pode tornar-se realidade em maior ou menor medida. p. mas também dentro do mesmo país (COLL. etc. Ou seja. são voltados para comentários pequenos. assim como organizar listas por tópicos de interesse (MATTAR. em outros países continuam existindo carências enormes. o Twitter tem sido também utilizado criativamente para interações e discussões. de fato. Twitter Os microblogs. 2010. MAURI. A pouca familiaridade faz com que a maioria utilize esses recursos como auxiliares de práticas inerentes à profissão. Os autores refletem sobre mais um aspecto importante: a disparidade. E essas diferenças não existem apenas entre países. 87). p. 2012. em função do contexto no qual as TIC serão. cujos próprios autores podem ser convidados a contribuir com o blog. exercícios e links para outros sites (MATTAR. É possível buscar especialistas em diversos assuntos. assim como propor questões. Vamos conhecer alguns usos pedagógicos das ferramentas da Web 2. É uma excelente ferramenta para compartilhar links e fontes de informação. ao passo que em diversas regiões ainda faltam tecnologias básicas como giz e lousa. Mauri e Onrubia (2010.

2012. Mais recentemente. 9 . p. produzir e distribuir vídeos on-line. Facebook A página inicial do Facebook mostra atualizações. 93). o que pode incluir alunos e pais. passando a receber atualizações de seu conteúdo em seu feed de notícias. o Prezi vem sendo bastante utilizado para a elaboração de apresentações mais dinâmicas. p. ou seja. que permitem a navegação por slides utilizando a técnica de zoom. 2012. privados e fechados. o que ajuda a preservar a privacidade de seus membros e dos temas discutidos (MATTAR.PORDENTRODOTEMA Wiki O wiki é um software colaborativo que permite a edição coletiva de documentos de uma maneira simples. É possível “prezificar” seus slides de PowerPoint (MATTAR. p. e quem não teve a oportunidade de assistir à apresentação pode também usufruir de algumas informações. É possível criar grupos abertos. e o Slideshare tem sido uma das plataformas mais utilizadas para esse objetivo.0. Apresentações Compartilhar apresentações tornou-se bastante comum na Web 2. 2012. as pessoas que assistem a uma apresentação podem ter acesso imediato aos slides. do qual o Youtube é um ícone. Diversas instituições de ensino têm também disponibilizado vídeos na web (MATTAR. ampliou o repositório de conteúdo livre que pode ser utilizado. p. de páginas curtidas ou de grupos. como se estivéssemos passeando por um mapa. 95). Páginas. fotos. 2012. links e comentários de amigos. por sua vez. 94). Grupos são espaços on-line em que as pessoas podem interagir e compartilhar. Dessa maneira. Youtube O crescimento do fenômeno de vídeos baseados na web. p. Dessa maneira. 2012. qualquer um pode “curti-la”. Essas características permitem que o ensino se estenda para além da sala de aula (MATTAR. Uma página no Facebook é pública. Nunca antes foi tão fácil localizar. 97). O que diferencia o wiki da criação simples de uma página é o fato dele ser editável. 92). a construção colaborativa do conhecimento fica muito mais fácil (MATTAR. permitem interações entre membros do Facebook.

Acadêmico. Hangouts e Grupos. disponível nas versões for Work. Tradutor. Disponível em: <https://www. não cabe uma relação completa. 2010. Agenda. p. podem ser utilizadas dentro e fora da sala de aula. Para vocês. em segundo lugar. Priscila Gonsales (diretora do Instituto Educadigital) e Priscila Fernandes (produtora do blog Educação) se os professores estão preparados para as novas tecnologias.youtube. ONRUBIA. Primeiramente porque ferramentas surgem a cada dia. p. 88). integra diversos serviços reunidos e pode funcionar como plataforma virtual de aprendizagem (MATTAR. 2012. O Google Apps.com/watch?v=yXtt_ambaRk>. como Mapas. Mais importante do que incorporar as tecnologias da informação e da comunicação na educação é “pôr em marcha processos de aprendizagem e de ensino que não seriam possíveis se as TIC fossem ausentes” (COLL. Tempo: 24:28. #ficaadica: explorem o potencial dessas tecnologias. porque uma lista que tentasse abranger todas as possibilidades só limitaria a capacidade inventiva dos professores. Livros. Acesso em: 21 de novembro de 2014. 10 . 100). porém. for Education e for Government. MAURI. assim como terminam (Messenger – MSN e a rede social Orkut são exemplos de ferramentas tecnológicas extintas) e. ACOMPANHENAWEB Ensino e Novas Tecnologias – Conexão Futura • Programa de entrevistas do Canal Futura discute com os convidados Celso Antunes (consultor em educação). futuros professores.PORDENTRODOTEMA Google As diversas ferramentas oferecidas pelo Google. Os recursos são variados. Docs.

e aponte as principais alterações que você observa hoje em relação ao uso do material didático pelos professores e as formas de pesquisa dos alunos. metodologias ativas e tecnologias móveis na educação.ACOMPANHENAWEB Educação Humanista Inovadora – José Manuel Moran • Página do professor aposentado da USP. chegou a sua vez de exercitar seu aprendizado.com/watch?v=Y3VFIfjc_X8>. Disponível em: <http://www2. Tempo: 8:52.usp.youtube. em que ele publica textos e vídeos que trazem suas reflexões sobre educação inovadora. Acesso em: 21 de novembro de 2014.eca.br/moran/>. você encontrará algumas questões de múltipla escolha e dissertativas. TIC e Educação – José Pacheco • Breve entrevista em que o educador português comenta as tecnologias na educação e os desafios do trabalho docente. Acesso em: 21 de novembro de 2014. Leia cuidadosamente os enunciados e atente-se para o que está sendo pedido. Disponível em: <http://www. Questão 1 Considere a sua vivência no Ensino Fundamental e Médio e o seu conhecimento obtido através de noticiários e conversas com amigos e familiares. 11 . A seguir. AGORAÉASUAVEZ Instruções: Agora.

Distributiva. III. ( ) Tutor no esclarecimento de dúvidas.AGORAÉASUAVEZ Questão 2 Na sociedade da informação. ( ) Gestor de conteúdos adequados. Sobre essas novas funções do professor. 12 . Questão 4 Relacione as categorias das TIC com suas aplicações educacionais: I. ( ) Orientador na realização de projetos. assinale V (verdadeiro) ou F (falso): ( ) Seletor de recursos disponíveis. Colaborativa ( ) Aluno ativo que aprende isolado. Questão 3 Depois de assistir aos dois vídeos indicados na seção Acompanhe na Web. ( ) Mediador de debates e discussões. ( ) Aluno passivo e ensino diretivo. Descreva as principais limitações que existem e suas possíveis soluções. II. ( ) Interação entre vários alunos. Interativa. o professor precisa alterar seu papel de detentor do conhecimento para não se tornar obsoleto frente à quantidade de informações disponíveis na rede. você certamente identificou vários desafios na implementação de tecnologias na educação. ( ) Consultor de fontes confiáveis de pesquisa.

de 2004? Nele o espectador tem acesso a versões diferentes da história de acordo com a manipulação dos fatos. você compreendeu que é necessário reformular várias esferas do processo de ensino e aprendizagem para que o potencial das TIC seja efetivamente explorado a favor de professores e alunos. Evan (Ashton Kutcher). Descobriu características que diferenciam a Web 1. 2004. Educação. REFERÊNCIAS ALMEIDA. Você também entendeu que incorporar o computador. ambientes virtuais e interatividade. J. M. (Org. M. J. Mackye Gruber. FINALIZANDO Nesse tema você aprendeu o que são as Tecnologias da Informação e da Comunicação e conheceu suas etapas de evolução até chegar à internet. Direção: Eric Bress. Ao término da leitura e das atividades. Amy Smart. legislação.AGORAÉASUAVEZ Questão 5 Você se recorda do filme Efeito Borboleta (The Butterfly Effect).). In: SILVA. color. Chris Bender. Qual é a relação desse efeito com o conceito de hipermídia? THE BUTTERFLY Effect. New Line Cinema.C. Roteiro: Eric Bress. Ashton Kutcher.0 e ferramentas que ambas oferecem e podem ser aproveitadas na educação escolar. (113 min. Produção: Anthony Rhulen. o celular. 13 . o tablet e tantos outros dispositivos eletrônicos no ambiente escolar não é suficiente para começar a obter resultados positivos.). EUA. São Paulo: Loyola. Spink. A. feita pelo personagem principal. A. J. B. E. práticas. J. Intérpretes: Ashton Kutcher. Elden Henson. Mackye Gruber. Dix. formação corporativa. William Lee Scott e outros. 2003. Educação online: teorias.0 da Web 2.

REFERÊNCIAS
COLL, C.; MAURI, T.; ONRUBIA, J. A incorporação das tecnologias da informação e da comunicação na educação: do projeto
técnico pedagógico às práticas de uso. In: COLL, C.; MONEREO, C. (Org.). Psicologia da Educação Virtual. Aprender e ensinar
com as tecnologias da informação e da comunicação. São Paulo: Artmed, 2010.
COLL, C.; MONEREO, C. Educação e aprendizagem no século XXI: novas ferramentas, novos cenários, novas finalidades. In:
COLL, C.; MONEREO, C. (Org.). Psicologia da Educação Virtual. Aprender e ensinar com as tecnologias da informação e da
comunicação. São Paulo: Artmed, 2010.
FILATRO, A. Design instrucional na prática. São Paulo: Pearson, 2008.
KENSKI, V. M. Educação e tecnologias: o novo ritmo da informação. Campinas: Papirus, 2007.
______. Tecnologias e ensino presencial e a distância. Campinas: Papirus, 2003.
LÉVY, P. As tecnologias da inteligência. O futuro do pensamento na era da informática. Rio de Janeiro: Editora 34, 1993.
MATTAR, J. Tutoria e interação em educação a distância. São Paulo: Cengage Learning, 2012.
MIRANDA, G. L. Limites e possibilidades das TIC na educação. Sísifo - Revista de Ciências da Educação, Lisboa, n. 3, p. 4150, maio/ago. 2007. Disponível em: <http://sisifo.fpce.ul.pt>. Acesso em: 01 nov. 2014.
MORAN, J. M. Educação Humanista Inovadora. Disponível em: <http://www2.eca.usp.br/moran/>. Acesso em: 01 nov. 2014.
VÍDEO. Ensino e Novas Tecnologias - Conexão Futura - Canal Futura. Canal Futura/YouTube. 2014. Disponível em: <http://
www.youtube.com/watch?v=yXtt_ambaRk>. Acesso em: 06 nov. 2014.
VÍDEO. José Pacheco – TIC’s e Educação. Instituto Futuro Educação/YouTube. 2008. Disponível em: <http://www.youtube.com/
watch?v=Y3VFIfjc_X8>. Acesso em: 30 out. 2014.

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GLOSSÁRIO
Download: termo da língua inglesa usado para designar a transferência de um documento disponibilizado na internet
para o dispositivo do usuário. Fazer um download é o mesmo que “baixar” um arquivo, e isso pode ser feito em qualquer
aparelho conectado à internet.
Upload: termo inverso do download que denomina o ato de enviar um arquivo do computador para o servidor. Quando
o usuário carrega um vídeo no Youtube ou posta uma foto no Facebook, ele faz upload.

GABARITO
Questão 1
Resposta: Você pode comentar sobre o uso do livro didático como norteador das atividades do professor, em aulas
expositivas baseadas geralmente em cópia da lousa. Sobre a pesquisa dos alunos, comentar as pesquisas presenciais
em bibliotecas, por meio de anotações escritas e fotocópias de livros, jornais, revistas e enciclopédias. Com isso, pode
comparar a transição dessas práticas para as mudanças que você observa no material didático atualmente utilizado e na
forma de pesquisa, que é quase exclusivamente baseada na busca pela internet.
Questão 2
Resposta: Todas as sentenças são verdadeiras, com base no pressuposto por Coll e Monereo (2010).
Questão 3
Resposta: Ambos os vídeos tratam da falta de capacitação dos professores para lidar com as tecnologias em sala
de aula. Sugerem que as mudanças devem acontecer em todas as partes que envolvem a prática docente, desde a
formação universitária do professor, passando por políticas públicas que incentivem a formação adequada e o treinamento
de professores, até a gestão escolar, que apoie e forneça recursos para a implementação de projetos, a união dos
professores e o compartilhamento de projetos e objetos de ensino, para influenciar professores de outras escolas.

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Questão 4
Resposta: De acordo com a classificação proposta por Andrea Filatro (2008): III, I, II.
Questão 5
Resposta: A leitura hipermidiática é caracterizada pelo acesso a conteúdos de modo não linear, em que cada leitor
cria seu próprio roteiro de leitura de acordo com a sua escolha de navegação. Esse caos aparente pode resultar em
experiências completamente distintas em uma atividade didática, em que o professor raramente consegue prever o
desfecho.

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Cultura Digital e Currículo .Introdução à Educação Virtual Autoria: Paula Furtado Tema 02 Alfabetização Digital.

2014. 3 Pág. . resumida ou modificada em língua portuguesa ou qualquer outro idioma. Paula. 15 Pág. 13 Pág. 15 Pág. 11 Pág. Introdução à Educação Virtual: Alfabetização Digital. Proibida a reprodução final ou parcial por qualquer meio de impressão. 3 ACOMPANHENAWEB PORDENTRODOTEMA Pág. Anhanguera Educacional: Valinhos. Índice CONVITEÀLEITURA Pág. Caderno de Atividades. Cultura Digital e Currículo. Cultura Digital e Currículo Autoria: Paula Furtado Como citar esse documento: FURTADO.Tema 02 Alfabetização Digital. em forma idêntica. 18 © 2014 Anhanguera Educacional. 16 Pág.

é a partir dela que o caminho é aberto para que qualquer indivíduo possa interagir com suas e outras comunidades – considerando que vivemos em uma sociedade letrada – e adquirir outras habilidades e competências que podem torná-lo cada vez mais autônomo. vamos utilizar a divisão realizada pelo psicólogo espanhol César Coll (COLL. Embora a importância da alfabetização seja praticamente um senso comum. Podemos atribuir essas mudanças ao advento da inserção das Tecnologias de Informação e Comunicação em toda estrutura social. atingindo desde as formas de economia até os ambientes pessoais. A leitura deste tema ampliará sua visão acerca do assunto e dará condições para que você repense o currículo de formação de maneira a alinhá-lo à cultura digital e às novas práticas sociais nela presentes. p. de maneira que todo indivíduo possa atuar neste novo mundo de características complexas e ainda não estabilizadas. um novo perfil de formação é requerido. você ficará por dentro das discussões atuais sobre o conceito de alfabetização digital e poderá refletir sobre as dimensões do impacto da tecnologia na esfera educacional. conceituando-o de maneira a considerar diferentes aspectos e linhas teóricas. Como você pode ter percebido. Cultura Digital e Currículo Alfabetização e suas definições Um dos mais importantes pilares do processo de aprendizagem é a alfabetização. PORDENTRODOTEMA Alfabetização Digital. crítico e autor naquilo que for fazer em todas as esferas de suas práticas sociais. as relações interpessoais. 292). que categoriza todas as 3 . A partir disso. Além de permear todas as outras áreas. consciente. 2010.CONVITEÀLEITURA Neste tema. em nossa sociedade. Para nos situarmos e conseguirmos depois fazer um paralelo com a alfabetização digital. sua definição não o é: são inúmeros os pesquisadores e estudiosos que já escreveram sobre o tema. bem como as formas de comunicação vêm sofrendo diversas alterações em um ritmo bastante acelerado.

em que o processo de leitura está na habilidade de relacionar escrita e fala e o processo de escrita na de relacionar escrita e pensamento. já que considera a relação sócio-histórica e sociocultural da língua escrita e as práticas contextualizadas da 4 . Figura 2. na elaboração dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs).1 Alfabetização como aquisição de código.PORDENTRODOTEMA definições de alfabetização em dois extremos de abordagem. o autor traz as definições em que o conceito de alfabetização vai além da visão cognitiva e linguística.1. e as correspondências deste código tanto à palavra falada quanto ao pensamento. Antes. apenas para contextualizar. que é o sistema da língua escrita. Fonte: Elaborada pelo autor Já no segundo lado. como pode ser mais bem visualizado no esquema da Figura 2. aqui em nosso país. É um sistema de dupla correspondência. é importante saber que Coll foi um dos coordenadores da reforma educacional espanhola e atuou como consultor do MEC. Voltando à divisão de Coll. o autor coloca de um lado as definições que seguem a orientação de que a alfabetização está diretamente relacionada à aquisição de um código.

mas. criaram-se suportes móveis (pedra. pincéis e estiletes. 5 . 291). ou seja. econômicas. 26) uma linha sequencial no tempo: • Nos primórdios. o sujeito alfabetizado consegue atuar por meio da língua em diferentes situações marcadas e situadas histórica e culturalmente. Para ajudar nesta reflexão. por exemplo.PORDENTRODOTEMA leitura e escrita. Sobre as influências das mudanças tecnológicas. como produção de som. com obra datada no início do século XX. p. podemos ver que a definição dada pela Unesco está alinhada a essa concepção de linguagem. a linguagem foi construída pela exploração dos recursos do próprio corpo humano. precisamos refletir sobre a influência que os processos de alfabetização e de aprimoramento de leitura e escrita sofreram das mudanças tecnológicas no decorrer dos anos (COLL. políticas e culturais. Mas. houve a necessidade de criar ferramentas. Vygotsky (2005) sugere que a linguagem é uma ferramenta que possibilita a construção cultural e molda a mente humana segundo os paradigmas da cultura na qual os indivíduos estão inseridos. • Com a demanda de garantir o registro e a reprodução da cultura. em paredes de cavernas. que inaugurou a abordagem de que o desenvolvimento intelectual se dá por meio das interações sociais e que influencia os parâmetros para pensar educação até os dias atuais. As primeiras aqui são aquelas que fizeram o registro. vamos partir da concepção de linguagem sugerida por Vygotsky. Alfabetização ou alfabetizações? Por mais que chegamos a um consenso sobre o significado do conceito de alfabetização. em sua forma mais natural. • Em seguida. Isso fez com que a linguagem também sofresse alterações já que teria de ser entendida por mais (e diferentes) comunidades. como tintas. a qual afirma que a alfabetização tem o papel de promover no indivíduo a possibilidade de participação consciente em atividades sociais. 2010. para tornar a comunicação escrita transitável. p. assim. gestos e expressões corporais. para respondermos essas perguntas. podemos tomar uma direção que de certa forma está presente na maioria desses autores em comum acordo que é a proposta da Unesco (2008). podemos registrar a partir da análise feita pela professora doutora Denise Braga no primeiro capítulo de seu livro Ambientes Digitais (BRAGA. e deve ser considerada como requisito básico para a educação continuada durante toda a vida. em qual lado devemos nos situar? Há um lado melhor do que o outro? Não há aqui uma resposta única. formulada a partir de diversas conferências realizadas no mundo todo durante a década de 1950. 2010. um importante pensador bielo-russo. madeira e argila) e recursos que facilitassem o registro neles.

estudiosos australianos que elaboraram o relatório sobre “A alfabetização no novo milênio”. do qual derivou o livro. a evolução tecnológica acaba gerando novas práticas letradas e essas práticas geram novas necessidades de alfabetização. mas agora digitalmente. Coll (2010. • Com os rolos. p. 2010. Ou seja. Da mesma forma que a tecnologia foi mudando. Alfabetização digital Para entendermos o que é alfabetização digital. Ao mesmo tempo. 31). Esse pressuposto ajudou a vários estudiosos chegarem a conclusão de que é melhor utilizar os termos “alfabetizações. Há inclusive a discussão citada por Coll (2010. há um consenso de que com a nova cultura de mídias eletrônicas temos a exigência da aprendizagem de novas habilidades para conseguirmos navegar por meio das diversas tecnologias da informação e da comunicação. p. é necessário recorrer à mudança do termo alfabetização para o plural. p. uma vez que existem diferentes práticas letradas com características específicas que demandam diferentes habilidades de aprendizagem (COLL. 293) consolida que a validade da pluralização do termo alfabetização “está estreitamente relacionada com a visão da alfabetização como um conjunto de práticas letradas e com a diversificação dessas práticas na Sociedade da Informação”. Dessa forma. podemos ver que assim como para a que chamamos de “alfabetização letrada”. alguém teve a ideia de rearranjar o rolo chegando ao que conhecemos como códex. “alfabetizações múltiplas” ou “novas alfabetizações“. já que novas formas de comunicação foram sendo abertas. De acordo com Coll (2010). 293). p. a tecnologia do pergaminho e do papiro foi utilizada para dar origem ao rolo. o fato de termos de pensar sobre alfabetizar digitalmente automaticamente revê a literatura sobre alfabetização. Alfabertizar-se digitalmente é saber atuar através das diferentes práticas letradas nos diferentes contextos digitais.PORDENTRODOTEMA • A partir da dificuldade de aumentar o tamanho do registro (já que os suportes eram literalmente pesados). a linguagem também foi. aproximando cada vez mais a importância de considerarmos os diferentes tipos de habilidades necessárias para atuar em diferentes contextos de comunicação. exige o aumento na complexidade de definir o que são essas habilidades perante contextos de comunicação completamente híbridos e multimodais. 294) de que o próprio termo “alfabetização” pode ser inapropriado uma vez que ele está intimamente ligado às praticas sociais mediadas apenas pela escrita. Para Lonsdale e McCurry (2004. a alfabetização digital possui já inúmeras definições provenientes de diferentes abordagens do que é ser “alfabetizado”. Embora haja divergência. vieram as dificuldades com a leitura e a localização de informação. o 6 . Assim.

também inclua isso” (COLL. a configuração das salas de aula está sofrendo muitas alterações em uma curva de tempo muito acelerada. quando percebemos que de um lado temos um novo perfil de aluno. Ser alfabetizado digitalmente exige que você tenha mais habilidades do que em um contexto de comunicação mediado apenas pela escrita. na maioria das vezes. como de alunos. vídeos e quaisquer outros tipos de mídia presentes no contexto digital. 2010. posto que estas são novas.PORDENTRODOTEMA que prevalece é o fato de que com a inegável presença das Tecnologias da Informação e da Comunicação (TICs) nas estruturas sociais as formas de comunicação ampliaram. já que são diversas as linguagens presentes simultaneamente – linguagens visual. por exemplo. mesmo que. O que é alfabetizar digitalmente? O sistema educacional de nosso país tem passado na última década por diversas mudanças. para acompanhar esse processo. fazendo com que novas ou diferentes diretrizes de ensino sejam pensadas. o que é preciso ensinar aos alunos? 7 . que hoje. O caráter ubíquo presente nas TICs da sociedade da informação demandam uma complexidade de habilidade e competências inclusive referentes ao campo da autonomia e do protagonismo: para fazer parte desta sociedade como indivíduo capaz de atuar e interferir. é claro. Para fixarmos melhor esse conceito. auditiva e audiovisual. temos o professor. são necessários conhecimentos de ordem mais complexa quando comparamos ao momento anterior à presença das tecnologias digitais. compreender e difundir textos escritos por meio dos computadores e da internet. um aluno nativo da chamada era digital. assim como as habilidades de alfabetização também devem ser ampliadas. 298). Mas. mas também imagens. já que não são mais apenas a língua escrita e falada que realizam a comunicação. O que principalmente as difere aqui são os elementos para a sua análise. Coll traz a afirmação de que “estar alfabetizado digitalmente não é somente ser capaz de produzir. Essa situação não é exclusiva no Brasil já que os paradigmas de comunicação e acesso às informações mudaram no mundo todo e. descobertas e adaptações e a principal causa disso é a inserção das TICs nas estruturas de toda sociedade. vê na escola um ambiente monótono e distante de sua realidade. compreensão e atuação. Como consequência desse processo. por exemplo. muitos pesquisadores de diferentes lugares e linhas de estudo estão refletindo sobre o atual papel da escola e buscando caminhos de aproximar novamente o currículo escolar às demandas sociais. que sofre constantemente a pressão (de diferentes esferas. da direção da escola ou de sua própria percepção de que algo precisa mudar) para utilizar tecnologia em sala de aula. p. Podemos perceber essas alterações. inovar e achar um caminho de como motivar seus alunos. e de outro lado.

em seguida. como os objetivos da educação atual em sua maioria estão desalinhados com o que as práticas sociais exigem do indivíduo. ou melhor. por consequência. é importante entendermos o contexto em que vivemos e o que a cultura digital amplia em nosso cotidiano. lidamos nós próprios. conseguimos vislumbrar a complexidade que pode estar neste clique já que nos deparamos com uma quantidade torrencial de informações provenientes de diferentes esferas sociais e de formatos múltiplos. Neste cenário. Estamos em meio a esse processo que afeta todas as estruturas sociais. que está sendo mostrado agora por meio de um viés completamente multimodal. deve formar um aluno capaz de agir socialmente e deve buscar novas formas de ensino-aprendizagem que ajudem o aluno a ser multicapacitado. já alfabetizados de alguma maneira. Embora haja esse possível ponto de partida. economia e cultura. Levando isso para a educação. Um estudo bastante interessante sobre isso é o manifesto A Pedagogy of Multiliteracies. A escola. é preciso antes sabermos lidar minimamente com dispositivos digitais no que compete a ligar. Para chegarmos à conexão com a internet. conectar-se à rede. temos a colaboração do pesquisador americano linguista James Paul Gee que traz clara essa nova demanda de formação educacional em sua obra The new work order: behind the language of the new capitalism que podemos traduzir para A nova ordem do mercado de trabalho: através da linguagem do novo capitalismo. neste ponto. Nesse último ponto específico. Mas para começarmos a entender melhor o assunto. por meio de estudos que misturam e refletem sobre diferentes áreas como educação. fica um pouco mais evidente a distância entre o que conhecemos como alfabetizar as ocorrências do mundo. de acordo com os PCNs. também das educacionais frente 8 . com diferentes contextos de comunicação em nosso cotidiano com os quais ainda temos muitas dúvidas.PORDENTRODOTEMA Não há uma resposta estabilizada para essa pergunta. 1996) que trata justamente das novas demandas sociais e. realizado pelo grupo Nova Londres (NEWLONDON GROUP. ampliar os objetivos de aprendizagem. conhecer um pouco do sistema operacional e. já que imersos na sociedade da informação. Uma maneira de achar o caminho de como fazer isso pode estar na reflexão sobre o que um aluno atualmente deve saber quando formado. A partir desta conexão. o caminho ainda é longo e complexo. é ainda mais complicado uma vez que é necessário refazer. Ele mostra. No entanto. um novo mundo está a um clique de nós. Currículo e Cultura Digital São muitos os estudos que levantam quais podem ser as competências e habilidades necessárias para que uma pessoa possa ser considerada alfabetizada digitalmente. autônomo e flexível em relação à adaptação à mudança constante conforme inclusive as novas demandas de mercado. desligar.

Figura 2. 301.2. p. que acabaram por fortalecer a exigência à escola pela formação de um novo perfil de aluno. Fonte: COLL. em grande parte – mas não somente – às novas tecnologias. Ele ampliou o termo para Alfabetização Multimídia e colocou em relevância seis componentes relativos à aprendizagem.301) sintetizou em sua obra vários estudos sobre o que é necessário na formação de uma pessoa que conseguirá participar ativamente da cultura digital e demonstrou a partir do esquema mostrado na Figura 2.2 Alfabetização multimídia. competências e habilidades que podemos entender como fundamentais para lidar com as diversas práticas sociais presentes nas TICs.PORDENTRODOTEMA à inserção das TICs no cotidiano social. 2010. Podemos tirar proveito desse manifesto para nossa educação brasileira. pelo contato com os alunos com a internet. já que a nossa realidade histórica também mudou com a introdução da tecnologia digital e o acesso fácil à informação no âmbito social. O grupo afirma a necessidade de a escola responsabilizar-se pela tomada de uma nova pedagogia devido. p. Coll (2010. Eles colocam a importância de incluir nos currículos a grande variedade de culturas que de certa forma já está presente nas salas de aula de um mundo globalizado. e transformar isso em objetivo de aprendizagem de modo que o aluno possa refletir sobre a intolerância na convivência com a diversidade cultural e as questões de alteridade e saber participar conscientemente deste mundo que lhe foram abertas as portas. 9 .

o manejo comunicacional (aprender a lidar com as diferentes esferas sociais e com as diferentes formas de comunicação. 10 . já que este é o Programa Internacional de Avaliação de Estudando aderido também pelo Brasil. por exemplo) e o manejo em mídias (que demandam concepções acerca de autoria. o texto como código alfabético é apenas um dos componentes de linguagem presente no digital. por exemplo. Esse estudo está em consonância ao relatório emitido em 2007 pela ETS – Educational Testing Service que é uma instituição americana que oferece serviços ao mundo todo em temas diversos relacionados a pesquisa e avaliação educacional. Mas como inserir isso no currículo? Novamente. Para nos aproximarmos de nossa realidade. por exemplo). • Avaliar: formular juízos sobre a qualidade. As dimensões apontadas pelo estudo PISA como necessárias a serem incluídas no currículo considerando as práticas culturais e sociais presentes a partir das TICs são: • Ter acesso: saber buscar e ter acesso às informações. relevância. utilidade e eficiência da informação. 2010. alinhando assim as necessidades comuns entre diferentes culturas do mundo todo. já que com as TICs podemos ser mais facilmente produtores e autores). p. 306). Os três últimos referem-se mais às novas competências que devem ser adquiridas para que possamos tirar o máximo proveito que as TICs podem oferecer.PORDENTRODOTEMA Os três primeiros componentes são referentes às linguagens letrada. visual e audiovisual. ou seja. passando desde conhecimentos técnicos mais aprofundados (como conhecer o funcionamento de bancos de dados) até os mais reflexivos (como as novas e híbridas formas de linguagens). como os ambientes colaborativos. comparar e constatar a informação. representar. • Comunicar: trocar informação com outra (s) pessoa (s) e dominar novas formas de comunicação. sintetizar. • Integrar: interpretar. são vários os autores que categorizam esse conhecimento com diferentes abordagens e parâmetros do que deve ser objetivo de aprendizagem. vamos mostrar as dimensões apontadas por um estudo PISA da OCDE (COLL. • Manejar: utilizar e aplicar esquemas de organização e classificação da informação. sendo eles o manejo informacional (saber selecionar e buscar informação. • Construir: gerar informação nova.

considerando que para pensar atualmente sobre processos educativos é preciso conhecer um novo tipo de leitor. estamos automaticamente inseridos ao mesmo tempo em diferentes práticas sociais e nossa participação nelas vai de acordo com quantos tipos de alfabetização possuímos. já que como característica intrínseca da sociedade da informação. Além de possuir várias publicações de artigos e livros. temos a rápida transformação das linguagens e multiplicidade de informação simultânea. O artigo indicado para leitura foi publicado pela revista on-line da Unicamp chamada Ensino Superior e tem como título Desafios da ubiquidade para a educação. Atualmente. ele busca por meio de questionamentos traçar o perfil cognitivo do leitor ubíquo com o intuito de prover subsídio para a área educacional. 11 . tem contribuído muito para área no que concerne à relação educação e tecnologia. ACOMPANHENAWEB Artigo: Desafios da ubiquidade para a educação. capaz de agir criticamente em redes de comunicação tão complexas. O artigo traz uma importante reflexão sobre o indivíduo como usuário nas novas tecnologias da comunicação e da informação e a comparação entre os quatro tipos de leitores pela autora descritos: leitor contemplativo. de modo que o processo de alfabetização seja ampliado e constantemente readequado. ela é professora na pós-graduação da PUC-SP em Comunicação e Semiótica e coordenadora da pós-graduação em Tecnologias da Inteligência e Design Digital na mesma universidade. pois a partir da conexão com a internet.PORDENTRODOTEMA A partir dessas dimensões é possível filtrar e reavaliar objetivos de aprendizagem. movente. Santaella tem como formação o doutorado em Teoria Literária pela PUC-SP e como livre-docente em Ciências da Comunicação pela USP. Santaella possui premiações importantes pelo seu trabalho acadêmico. por Lucia Santaella • Lucia Santaella é uma renomada pesquisadora que. Além disso. imersivo e ubíquo. apesar de não ser especificamente da área de educação. A ubiquidade é algo que não temos como negar.

Entenda por que a personalização do ensino é uma das mais fortes tendências da educação hoje. um material que descreve o que é a personalização do ensino. um instituto sem fins lucrativos que tem como objetivo inspirar inovações em iniciativas empreendedoras. programas e investimentos que melhorem a qualidade da educação no Brasil. sendo um importante portal para quem se interessa pelo assunto. 2015. a difusão e a troca de conteúdos sobre inovações educacionais. • O Porvir é uma iniciativa do Instituto Inspirare.AGORAÉASUAVEZ Educação sob medida. Além disso. Sua missão é a produção. políticas públicas. Artigo interativo: Educação sob medida. Acesso em: 14 jan.porvir. 12 . alunos e empreendedores da área de inovação em tecnologia e ainda as análises de especialistas no Brasil e no exterior pioneiros no mercado de tecnologia da educação. considerando nossa sociedade como permeada pelas tecnologias da informação e da comunicação. com o objetivo de promover a qualidade da educação no Brasil. Educação sob medida. através da mistura de textos. O Porvir traz artigos e notícias sobre Educação e inovação. imagens e infográficos.revistaensinosuperior. há nele o respaldo teórico e acadêmico. Neste artigo.gr.org/especiais/personalizacao/>. os depoimentos de educadores. pdf>. você encontra uma série de materiais de rico conteúdo para refletir sobre um possível caminho para educação. vídeos.br/edicoes/edicoes/ed09_abril2013/NMES_1. 2015. Entenda por que a personalização do ensino é uma das mais fortes tendências da educação hoje. O artigo interativo aqui é sugerido traz em um contexto multimodal. Link para acesso: <http://www. Acesso em: 14 jan.unicamp. Link para acesso: <www. Entenda por que a personalização do ensino é uma das mais fortes tendências da educação hoje.

Leia cuidadosamente os enunciados e atente-se para o que está sendo pedido. mas da capacidade de interação e produção de conteúdos em linguagem letrada. você encontrará algumas questões de múltipla escolha e dissertativas. dado que não se trata apenas da aquisição de um código. porém esta é uma sugestão feita pela Unesco. visual e audiovisual. d) Para pensar a alfabetização é necessário levar em consideração o contexto sócio-histórico e sociocultural trabalhado. por tratar-se de muito mais do que apenas a aquisição de códigos. A seguir. Questão 1 Reflita acerca das diferenças do contexto em que você foi alfabetizado e o contexto atual e diga quais são as duas principais dimensões que podemos englobar os conceitos de diferentes autores sobre alfabetização. Questão 2 Considerando as afirmações abaixo. todo o resto refere-se a outro conceito. indique quais são Verdadeiras (V) e Falsas (F): a) O conceito alfabetização refere-se apenas à capacidade do indivíduo de interpretar códigos escritos. b) A alfabetização digital é multimodal. c) Não há cobrança para o professor trazer inovações tecnológicas para a sala de aula.AGORAÉASUAVEZ Instruções: Agora. chamado Funcionalização. chegou a sua vez de exercitar seu aprendizado. e) Alfabetizar digitalmente significa ensinar linguagens de programação no Ensino Médio para que os alunos tenham pleno domínio técnico das novas tecnologias 13 . mas da sua interação com o ambiente.

em seguida. b) A alfabetização é um conceito simples.AGORAÉASUAVEZ Questão 3 Assinale a alternativa correta: a) Um consenso a respeito da alfabetização digital está no fato de que não basta saber lidar com diferentes tecnologias. não compreende o ocorrido já que os alunos aparentam ter facilidade para adaptar-se à tecnologia. Questão 5 Uma pessoa que se gradua e. explique o que o professor precisa saber para melhorar a atividade no computador com seus alunos. dado que a escola é um ambiente à parte da sociedade. sobre o qual intelectuais das áreas da linguística e educação chegaram a um consenso há muito tempo e toda a bibliografia da área é baseada nestes consenso. durante uma atividade. O educador. 14 . diante desse tipo de situação. em que é preciso realizar uma pesquisa de determinado tema na internet e os alunos não se saem bem. Questão 4 São muitos os casos em sala de aula. d) De acordo com os PCNs. na qual o aluno só passa a integrar de fato após da sua completa alfabetização. explique por que esse tipo de situação ocorre no mercado de trabalho e qual o papel da escola com relação a isso. Considerando que vivemos na sociedade da informação em que as mudanças são muitas em um pequeno período de tempo. fica quase 10 anos afastada dos estudos e do mercado de trabalho geralmente sente dificuldades para encontrar um novo trabalho. e) As TICs em nada influenciam no aprendizado e devem ser descartadas do ambiente escolar. Considerando essa situação. apenas o domínio do código escrito é parte da formação básica. mas sim adquirir e ampliar habilidades e competências em comunicação. c) Não há necessidade de mudar o modelo de ensino por conta do advento das TICs.

na escola”. que não possui uma estabilidade em sua definição. The new work order: behind the language of the new capitalism. EDUCATIONAL TESTING SERVICE – ETS. St Leonards. 2007. Sendo assim. J. MONEREO.gov. Além disso. atualmente. Disponível em: <http://www. Parâmetros Curriculares Nacionais. Hull. Acesso em: 14 jan.mec. “Trabalhando com.pdf>. Australia: Allen and Unwin. Denise Bértoli. C. 2015. Acesso em: 14 jan. GEE. C. 2010. Porto Alegre: Artmed. a diversificação ocorre devido às diferentes maneiras de relacionar a educação à sociedade. ets. 1996.org>. mas que em ambos os conceitos... mas uma série de definições com diferentes características e de diversos autores. C.P. São Paulo: Cortez. Reflexões teóricas e práticas. as estruturas sociais demandam outras competências e habilidades para que o indivíduo seja capaz de agir de maneira ativa e autônoma.FINALIZANDO Neste tema.br/seb/arquivos/pdf/livro01. em meio às Tecnologias da Informação e Comunicação. é fundamental que o currículo escolar seja repensado e ampliado de maneira a incluir a cultura digital como parte da formação. verificando que não há uma única definição correta.. LANKSHEAR. você pôde acompanhar os processos pelos quais o conceito de alfabetização foi passando. 15 . Ambientes Digitais. Psicologia da Educação Virtual: aprender e ensinar com as tecnologias da informação e da comunicação. G.. Você viu que a mesma situação ocorre com o conceito de alfabetização digital. 6. Col. 2015. 2013. você pôde compreender que nossa sociedade sempre está em modificação e que. A Report of the International ICT Literacy Panel. REFERÊNCIAS BRAGA. n. COLL.. BRASIL. Disponível em: <http://portal.

MCCURRY. ed. 2005. Acesso em: 14 jan. O PISA é desenvolvido pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e no Brasil é coordenado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira. Multiliteracies: literacy and the design of social futures. O vídeo na sala de aula. Comunicação e Educação.1. Pensamento e linguagem. D. basta acessar o portal do MEC no endereço: <http:// portal. Os PCNs trazem orientações aos professores a respeito de novas abordagens e metodologias apoiadas em competências e habilidades básicas para a inserção dos jovens na vida adulta e traçam os requisitos para um novo perfil de aluno. São Paulo. Adelaide.unesco. 2015. In: COPE. Disponível em: <http://pisa. 2003. Feasibility Study for the PISA ICT Literacy Assessment. M. Brasília: 2008. Literacy in the new millennium. Acesso em: 14 jan. trata-se de uma avaliação a nível mundial aplicada a alunos que estão na faixa etária dos 15 anos.pdf>. v. UNESCO. Disponível em: <http://unesdoc. MORAN.org>. NCVER. p. 2006 [1996]. KALANTZIS. A sua documentação não é de uso obrigatório. Alfabetização de jovens e adultos no Brasil: lições da prática. 1995. Suas ava- 16 . 27-35. Mary (eds). Lev Semenovich. jan.mec. NEW LONDON GROUP.REFERÊNCIAS LONSDALE. mas pretendida como um referencial. Para obter mais informações e ter acesso à documentação. PISA: sigla para Programme for International Student Assessment com tradução para Programa Internacional. dando auxílio na difusão e no fomento dos princípios da reforma dos currículos escolares. O objetivo dessa avaliação é obter dados comparativos para subsidiar a discussão da qualidade da educação dentre os países participantes. conhecido também como Inep. VYGOTSKY. org/images/0016/001626/162640por. 9-37.br/>. São Paulo: Martins Fontes. A pedagogy of multiliteracies: designing of social futures. GLOSSÁRIO Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs): os Parâmetros Curriculares Nacionais foram elaborados pelo MEC para subsidiar a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB). New York: Routledge.. pp. Bill.2. José Manuel.oecd. OCDE. 3. 2004. 2015. n./abr.gov.

mas que permite a utilização. O início do desenvolvimento das TICs é marcado pelo período pós-Revolução Industrial. na qual estamos hoje inseridos. contemplando as três seguintes áreas do conhecimento: leitura. O termo foi muito usado em computação. inclusive simultânea. Ubíquo: a palavra ubíquo é um adjetivo derivado do latim ubique o qual carrega o significado de algo poder estar presente por toda parte ao mesmo tempo. vídeos e imagens.inep. o indivíduo passa também a ter a característica de ubíquo. Com a entrada das TICs em toda estrutura social. sua presença comunicativa pode estar ao mesmo tempo em mais lugares. Mais informações podem ser encontradas no portal do Inep pelo endereço: <http://portal. Podemos considerar as TICs como todas as tecnologias que realizam de alguma forma a mediação dos processos de comunicação entre as pessoas. . raciocínio e entendimento da sociedade em que está situado. de outros tipos de linguagem como sons. com a expressão Computação ubíqua que designa o fato da tecnologia estar presente o tempo todo na vida de muitas pessoas sem muitas vezes ser percebida. assim como conteúdos de origem digital oferecem a possibilidade de contexto multimodal.gov. são necessárias competências e habilidades que extrapolam o que já foi aprendido em contextos de linguagem apenas escrita (MORAN. por meio da conexão à internet em dispositivos móveis. As novas dinâmicas das relações de comunicação. independentemente da localização geográfica de cada uma. em que a linguagem é multimodal. Multimodais: ser multimodal significa ter uma linguagem que não se limita à escrita. 17 . A internet. conceituaram o que chamamos de Sociedade da Informação.GLOSSÁRIO liações ocorrem a cada três anos na tentativa de testar no aluno as habilidades de análise. Assim.br/>. já que. desde a década de 1990. presentes em todas as estruturas sociais. ao passo que em cada tela estão presentes diferentes elementos que convivem e podem se complementar ou não. matemática e ciências. Esse pressuposto não pode mais ser desconsiderado quando pensamos em educação e muitas questões ainda não respondidas promovem a pesquisa e a discussão entre autores. 1995). para ler nesse tipo de contexto. mas seu crescimento teve uma expansão notável a partir da década de 1990. TICs: sigla para Tecnologias de Informação e Comunicação. propiciadas pelas TICs.

os processos educacionais vão sofrendo alterações com o decorrer do tempo. do outro as que consideram a alfabetização um processo situado sócio-historicamente e socioculturalmente. hoje. 18 . ele saberá que nesse tipo de atividade é importante ensinar o aluno a selecionar informações. Assim. Questão 4 Resposta: O professor precisa ampliar seu conceito de alfabetização e conhecer ao mínimo as competências e habilidades descritas pelo estudo PISA acerca da alfabetização digital. Assim. sendo elas: de um lado definições ligadas à aquisição de código. é esperado que a forma de alfabetização também fosse mudando de acordo com a sociedade e.GABARITO Questão 1 Resposta: Assim como a sociedade. temos diferentes conceitos de diferentes autores que podemos dividir em duas dimensões de acordo com César. relacionando escrita-pensamento-leitura-fala. Questão 2 Resposta: a) (F) b) (V) c) (F) d) (V) e) (F) Questão 3 Resposta: Alternativa A.

participar das práticas sociais também exige uma constante mudança.Questão 5 Resposta: Considerando que vivemos na sociedade da informação e que as mudanças são muito rápidas. Assim. é importante que ela mostre para o aluno a importância de sempre atualizar-se com relação aos estudos e às características sociais e que forme um aluno capaz de agir socialmente e de maneira autônoma. essa pessoa precisa voltar a estudar para melhor preparar-se para o mercado de trabalho que pertence agora a outro contexto social. 19 . Pensando na escola.

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Introdução à Educação Virtual Autoria: Soellyn Elene Bataliotti Tema 03 Conteúdos Educacionais em Ambientes Virtuais .

Caderno de Atividades. . Valinhos: Anhanguera Educacional. 2014. 11 Pág. 8 Pág. 13 © 2014 Anhanguera Educacional. 9 Pág. Proibida a reprodução final ou parcial por qualquer meio de impressão. Soellyn Elene. resumida ou modificada em língua portuguesa ou qualquer outro idioma. 3 ACOMPANHENAWEB PORDENTRODOTEMA Pág. Introdução à Educação Virtual: Conteúdos Educacionais em Ambientes Virtuais.Tema 03 Conteúdos Educacionais em Ambientes Virtuais Autoria: Soellyn Elene Bataliotti Como citar esse documento: BATALIOTTI. Índice CONVITEÀLEITURA Pág. em forma idêntica. 3 Pág. 11 Pág. 12 Pág.

Espero que você tenha uma boa leitura e que compreenda a importância de saber lidar com as novas tecnologias usufruindo de suas possibilidades. o aprendizado de determinado assunto mesclando variadas mídias. além dos muros da escola.CONVITEÀLEITURA Olá. assim como trabalhar com atividades contextualizadas e com recursos digitais que colaborarão para a aprendizagem. utilizando estratégias para apresentá-lo. Você conhecerá estratégias para apresentar um conteúdo. Para começar. com objetivos bem estruturados do que você pretende propor aos seus alunos. estudante! Este tema tem como objetivo fazer você conhecer as possibilidades de trabalhar conteúdos em ambientes virtuais digitais mediante o uso de novas tecnologias como computadores. como objetos educacionais que serão apresentados ainda nesta leitura. você conseguirá organizar e oferecer um ambiente virtual atrativo e informativo que possibilitará a eles terem acesso aos conteúdos. 3 . Atualmente. podendo ser ele de três tipos: narrativo. toda escola oferece o acesso de pelo menos um computador e os professores já migraram de antigos mimeógrafos (lembra-se ou o conheceu?) para xerox ou até mesmo atividades digitais. Aprendendo o uso desses recursos digitais você verá que eles possibilitam. interativo e hipertextual. Desta forma. você já deve ter percebido que os avanços da tecnologia estão cada vez mais presentes no nosso dia a dia e já chegaram à educação. de forma interativa e dinâmica. Boa leitura! PORDENTRODOTEMA Conteúdos educacionais em ambientes virtuais Estratégias e recursos para um ambiente virtual Este texto visa fazer você compreender as possibilidades de utilizar um ambiente virtual de aprendizagem para disseminar o conteúdo. Tais recursos podem ser trabalhados como conteúdos em ambientes e como objetos educacionais. smartphones e tablets.

conforme comentado no início da leitura. No entanto. Selwyn (2008) explica que as TIC basicamente são o uso de diferentes plataformas de hardwares (parte física dos equipamentos) e softwares (programas instalados nos equipamentos). Atualmente há novos recursos. ou seja. pois. 4 . a construção da autonomia e a transformação da sala de aula em um ambiente mais dinâmico. Com a possibilidade do uso das TIC. a possibilidade de se utilizar ambientes virtuais para colaborar com a transmissão do conteúdo é uma prática que vem se tornando possível. Os objetos educacionais. escolas podem utilizá-las como estratégias para a fruição de conteúdos. Konrath e Grando (2004). para que os recursos estejam acessíveis a qualquer momento e onde quer que o aluno esteja interagindo com ele. graduação e pósgraduação. Muitos objetos apresentam de forma interativa e dinâmica algo que seria abstrato para compreender apenas por explicações ou leituras. A modalidade de ensino do M-learning é utilizada. Fabre. em escolas. “alunos aprendem melhor quando recursos textuais e gráficos estão fisicamente integrados do que quando eles estão separados”. 1 É possível encontrar outros termos para tecnologias de informação e comunicação. por já ser comum a modalidade no sistema brasileiro de ensino à distância. pelo crescente acesso dos alunos a ferramentas digitais (celulares. KONRATH e GRANDO. computadores.PORDENTRODOTEMA Este avanço é reflexo do uso das novas tecnologias. 2004). Por isso. ou da Tecnologia da Informação e da Comunicação (TIC)1. tendo visto que alguns autores preferem direcionar o termo digital para enfatizar o tipo da tecnologia. Segundo Tarouco. entre outros). o M-Learning. Existe também o termo Tecnologia Digitais de Informação e Comunicação (TDIC). No entanto. utilizaremos o termo TIC. auxiliando no formato de apresentar um conteúdo. como explica Rodríguez Illera (2010. que colaboram com o processo de ensino e aprendizagem. que visa promover a ubiquidade para o processo de aprendizagem. Um dos recursos que podem ser utilizados como estratégia são os objetos educacionais. quando definiram que os recursos utilizados eram novos. possibilitando a interação com o recurso. p. e muitas não são tão novas assim. fala-se de “novas” tecnologias. pois há vários softwares que podem ser utilizados como recursos digitais na educação. Bielschowsky (2009) explica que a implantação das TIC no país oferece aos alunos o letramento digital. faz-se necessário acompanhar os avanços tecnológicos e ter estratégias associativas que devem ir além de seus muros. Estes objetos “são materiais educacionais com objetivo pedagógico que servem para apoiar o processo de ensino-aprendizagem” (TAROUCO. proporcionando a aprendizagem. atualmente. como Novas Tecnologias de Informação e Comunicação (NTIC). o uso dessas novas ferramentas fez surgir uma nova modalidade de ensino. tablets. 145). em formato digital. podem ser ferramentas de uso para o professor. mas já há um bom tempo. em cursos de formação continuada. FABRE. criando contextos dinâmicos e motivadores.

Logo. os objetos educacionais “incluem conteúdos de multimídia. Vamos apresentar três delas. conteúdos formativos [. engenharia de sistemas. faz-se necessário criar estratégias para promover o ensino com o uso deles. computador ou tablets. p. 252). como objetos educacionais. Konrath e Grando (2004) citam ainda que uso de recursos digitais.. a eficiência e a atratividade. A proposta de uso desses tipos de recursos são possibilidades (como já citado anteriormente) presentes no M-learning quando o software é construído para ser utilizado por qualquer equipamento. 2010. p. KONRATH. professores não devem achar que estes recursos apresentam o conteúdo por si só. BELLVER. no entanto. estando ciente das potencialidades e limitações da tecnologia envolvida (TAROUCO.] software para formação” (ADELL. É importante que você conheça algumas estratégias para alcançar as metas dos conteúdos em ambientes virtuais. que deverão ser estudadas como melhores formatos para ofertar e trabalhar conteúdos em ambientes virtuais. Fabre. não devem apresentar uma sobrecarga cognitiva e algumas metas devem ser almejadas para as multimídias. 3) Além disso. Fabre. FABRE. interesse dos alunos e teorias de aprendizagem.. combinando adequadamente os conhecimentos de diversas áreas como ergonomia. como a afetividade. GRANDO. 5 . a aprendizagem se torna motivadora. Esse formato de recurso pode ser vinculado a ambientes de aprendizagens.PORDENTRODOTEMA Objetos educacionais deve priorizar conteúdo. Konrath e Grando (2004). 2004. interação ou hipertextual. Nesse sentido. que podem ser no formato de narrativa. eles devem ser apresentados de forma significativa e estratégica. você deverá primeiro saber o que pretende (seu objetivo) para assim escolher a melhor estratégia. seja celular. Dessa forma. BELLVER. dinâmica e significativa. Tarouco. segundo Tarouco. quando utilizado como estratégias bem orientadas.

baseado na ideia de organizar variadas informações em níveis hierárquicos. Eles devem ser hierárquicos. a estratégia da narrativa é usada especificamente na educação e de fato pode. Em caso de vídeos ou animações. a distribuição da informação no formato temporal contribui para que determinado conteúdo seja compreendido de forma lógica. De forma geral. quase sem limite. a informação de interação deve estar sempre respeitando uma certa lógica para que não se perca o raciocínio. Assim. 2010). Da mesma forma devem ser apresentados conteúdos no formato de interação. por exemplo.] utilizar conteúdos narrativos em ambientes virtuais é comum quando se tenta introduzir um tema complexo ou que requer ser colocado em contexto antes de se sustentar ou avaliar decisões. de maneira que cada informação tem diferentes relações com os seus níveis (RODRÍGUEZ ILLERA. 2010. Diferente da narrativa. Você poderá perceber no seu ambiente de estudos. quando se está narrando.. como. mesmo que ele não seja apresentado de forma linear. 2010. com subníveis lógicos para colaborar com a aprendizagem. O modelo hierárquico é baseado na metáfora da árvore de informação (o mais comum para a organização dos conteúdos). O seu próprio ambiente virtual de aprendizagem (este no qual está matriculado) é um local onde a organização é feita no formato hierárquico. os portais educacionais e ambientes de aprendizagem virtual que incluem muitos cursos utilizam sempre um modelo hierárquico para dar acesso aos conteúdos (RODRÍGUEZ ILLERA. a mesma coisa acontece com a tensão dramática necessária antes de tomar decisões como é comum em técnicas de videogame ou jogos de representação. ela pode ser utilizada quando o conteúdo é mais denso e muito significativo (RODRÍGUEZ ILLERA. já que o segundo é organizado no formato hierárquico. introduzir um problema ou um caso por meio de um vídeo que mostre sua complexidade e seus vieses. É assim que procedem as enciclopédias e outros projetos de grande porte. Da mesma maneira. 2010). por meio da multiplicação de níveis e subníveis. A narrativa é um modelo linear que permite construir a apresentação de uma informação ou um relato sobre o conteúdo num processo temporal. 146). ou seja. 6 .. p. O modelo hierárquico permite organizar conteúdos muito amplos. p.PORDENTRODOTEMA Segundo Rodríguez Illera (2005 apud RODRÍGUEZ ILLERA. 147). como uma árvore. uma sequência lógica de informações. [. a interação são atividades opostas para trabalhar o conteúdo.

não lineares. basicamente. de maneira clássica. Para que você possa se lembrar da hipertextualidade. construindo unidades de significação (perceptiva. é necessário ter objetivo do conteúdo a ser exposto. ou seja. apenas o caráter associativo dos links. linear ou não linear. apresentado em vários níveis. a) Segmentando o conteúdo por níveis de integração (ou seja. Rodríguez Illera (2010. portanto. ao longo da informação ele pode apresentar informações análogas. Daí vem a metáfora da rede: um conjunto de links agrupados em torno de pontos que contêm informação. tanto em enunciados quanto nos objetivos das atividades. o modelo hipertextual supõe. 141-142) contribui ainda sobre a organização dos conteúdos. Rodríguez Illera (2010. que permite criar quase qualquer tipo de leitura possível mediante sua simples ativação e saltando de um nó para outro. mas não unicamente) para o estudante. uma sequência didática ou um recurso didático) e dando a eles. embora seja possível introduzir restrições. mas que não corresponde com a da escrita linear. p. p. ter vídeos que apresentem informações que colaborem para que ele se aprofunde ainda mais sobre o assunto. que pode ser muito variada. Pode ser comparado ao formato de uma teia. é um processo que consiste em enlaçar a informação seguindo uma determinada lógica. como poder ser uma lição.PORDENTRODOTEMA O terceiro modelo é o hipertextual. ou seja. apresentar um objeto educacional de um determinado assunto que o aluno irá explorar. Este processo de criação de conteúdos hipertextuais pode ser muito simples ou muito complexo. A criação de conteúdos. segundo aumentam a extensão e o número de links do hipertexto. apresentado de uma maneira não linear. lembre-se de páginas da internet em que os “https” apresentam no corpo de um texto links que lhe remetem a outras informações relevantes que vão além do texto lido. Cada um apresenta uma forma de trabalhar. e no meio do objeto. e o professor deve atentar-se ao que almeja para o seu aluno. Não há propriamente um centro ou uma hierarquia entre os nós nem um percurso de leitura predeterminado. Ambientes virtuais precisam ter as informações bem apresentadas. a escrita hipertextual. como por exemplo. O professor deve utilizá-lo com cautela e saber como alcançar a aprendizagem de seu aluno com determinadas ferramentas e recursos. uma apresentação diferente dentro do aplicativo ou do ambiente. Diante dessas três estratégias apresentadas. decompondo o conteúdo global do curso em partes menores. 148) explica ainda que. 7 . e que cada nó pode conectar-se com outros por meio de links. que deve apresentar um design que colabora com a aprendizagem do aluno. que a informação é organizada em documentos ou nós de tamanho variável. b) Compondo espacialmente os diferentes conteúdos no interior da tela.

software educacional. escutar um áudio sem a compreensão. as formas e limites para acessar as informações já digitalizadas e organizada na tela. como assistir a um filme sem reflexão. Por isto.mec. Konrath e Grando (2004) evidenciam que o professor. mapa. Tarouco. vídeo. Disponível em: <http://objetoseducacionais2. utilizando as tecnologias a seu favor. animação. explorar um jogo sem aprendizagem. Neste sentido. ACOMPANHENAWEB Banco Internacional de Objetos Educacionais • Um repositório digital que possibilita manter e compartilhar recursos educacionais digitais de livre acesso em diferentes formatos. nada impede que possa articular o ensino presencial com o uso de ambientes virtuais para disponibilizar conteúdo. passa a ser um orientador e um estimulador da comunicação e da cooperação entre os alunos que participam. os conteúdos e o professor. d) Possibilitando determinadas formas de interação entre o estudante. de ambientes virtuais de aprendizagem. No entanto. esperamos que você possa compreender as possibilidades de oferecer conteúdos em ambientes virtuais de aprendizagem. além da escola.PORDENTRODOTEMA c) Estruturando o acesso temporal aos conteúdos.br/>. Fabre. gerando dinâmica própria do processo. principalmente no formato de recursos digitais. ou seja. o professor deve organizar-se para administrar bem a forma que utilizará um conteúdo. caso queira trabalhar com o ensino a distância. tais como áudio. simulação. são necessárias as estratégias. poderá utilizar mais essa ferramenta para colaborar com o ensino e aprendizagem de seus alunos. além de imagem.gov. Deve haver estratégias de ensino para que não seja utilizado um recurso apenas para diversão. hipertexto. Por isto. dessa forma. 8 . Acesso em: 21 de novembro de 2014.

br/>. chegou a sua vez de exercitar seu aprendizado. Disponível em: <http://rived.mec. Rede Interativa Virtual de Educação • Pioneiro em repositórios digitais que armazena produções de objetos de aprendizagens para a educação básica. você encontrará algumas questões de múltipla escolha e dissertativas.ACOMPANHENAWEB Portal do Professor • Um repositório educacional digital que ofertar e possibilita compartilhar conteúdos digitais para professores de todo o país. utilize os sites indicados em “Acompanhe na Web”.mec. Questão 1 Ambientes virtuais de aprendizagens possibilitam que o professor utilize recursos digitais que vão além da explicação e do uso do livro didático.gov. Disponível em: <http://portaldoprofessor. Acesso em: 21 de novembro de 2014.gov. AGORAÉASUAVEZ Instruções: Agora. desde informações sobre a educação. A seguir. Leia cuidadosamente os enunciados e atente-se para o que está sendo pedido. recursos digitais a planejamentos de aulas. Acesso em: 21 de novembro de 2014.html>.br/index. 9 . Você saberia dizer o que são estes recursos digitais? Exemplificar com modelos que possam ser utilizados como conteúdos em uma sugestão de aula? Para dar exemplos.

ele apenas colocou todas as informações que sabia ao longo do texto. Alguns alunos não compreenderam o processo e ele resolveu utilizar o ambiente virtual para tentar sanar as dúvidas dos alunos. foi uma narrativa. era a estratégia da interação. b) O professor possibilitou que os alunos tivessem uma teia de informação.AGORAÉASUAVEZ Questão 2 Para utilizar recursos digitais de multimídia como conteúdo em ambientes virtuais. qual a melhor estratégia que ele poderia utilizar? a) Colocar apenas ilustrações para eles compreendam todo o processo. d) O professor não utilizou nenhuma estratégia. b) Disponibilizar um texto. logo. c) A cada informação que o aluno clicasse. a estratégia utilizada foi a hipertextual. caso o aluno quisesse (pois não fazia parte do texto disponível). podemos considerar que eram subníveis do texto. ver os rankings a cada ano. Segundo o que lemos no texto. para que eles consigam ler e compreender tudo o que viram no Horto. O que são estas estratégias? Qual a sua importância? Questão 3 Um professor quer ensinar aos seus alunos todo o processo da fotossíntese e levou-os para conhecer o Horto da cidade. c) Pedir para que cada um compartilhe no ambiente algum recurso que possa exemplificar a todos. o professor deve ter estratégias de ensino. Questão 4 Reflita sobre a seguinte situação: um professor disponibilizou um texto interativo sobre as olimpíadas no ambiente virtual de aprendizagem. colocar textos ilustrativos e solicitar um trabalho em que eles expliquem com suas próprias palavras a relação do que viram no Horto com o material disponibilizado. por isto. d) Compartilhar vídeos sobre o processo da fotossíntese. Em determinados locais do texto era possível assistir matérias sobre acontecimento. além. Qual estratégia que este professor utilizou para apresentar o conteúdo? a) Como ele apresentou um texto corrido de história. inclusive aqueles que não entenderam como é o processo. conhecer a história de cada país que subsidiou o evento nos anos anteriores. 10 .

E. In: COLL. espero ainda que tenha despertado em você o interesse por utilizar recursos digitais para promover o ensino e a aprendizagem com conteúdos interativos e dinâmicos. C.AGORAÉASUAVEZ Questão 5 Qual a importância de um ambiente virtual e como você trabalharia conteúdos nele? FINALIZANDO Espero que você tenha conseguido compreender a importância de utilizar estratégias e conteúdos em ambientes virtuais. p. Disponível em: <http://www. 2014. não apenas para a modalidade a distância.1. MONEREO. Aprender a ensinar com as tecnologias da informação e da comunicação. 2009. BIESCHOWSKY. Tecnologia da informação e comunicação das escolas públicas brasileiras: o programa Proinfo Integrado. BELLVER. C. dez.5.br/ecurriculum>. 2010.. C. J. 11 . se faz necessário que o professor saiba ser um bom orientador para fazer com que seu aluno consiga alcançar os objetivos do conteúdo ministrado. Atualmente. Acesso em: 3 dez. REFERÊNCIAS ADELL. Porto Alegre: Artmed. Naila Freitas. mas também para permitir que os alunos tenham acesso a matérias em qualquer lugar que estejam. no entanto. há muitos recursos que colaboram com a aprendizagem. J. Trad. Ambientes virtuais de aprendizagem são ótimas ferramentas para a educação. C. Revista e-curriculum. Psicologia da Educação Virtual.. São Paulo. n. 245-267. BELLVER. Ambientes virtuais de aprendizagem e padrões de e-learning. A.pucsp. v. Assim.

Eles podem ser objetos físicos ou digitais e devem ter o cunho pedadógico. Soc.  SELWYN. códigos e formatos de representação.br/CESTA/objetosdeaprendizagem_sucesu. Disponível em: <http://portaldoprofessor. 12 . imagens fixas e animadas. P. Software: programas digitais que comandam o funcionamento do computador. 136-157. Trad. Naila Freitas. M.cinted. C. Podem ser desde as ferramentas obrigatórias como o Office. MONEREO. que compõe todo seu componente eletrônico. som.pdf>.Especial. L. 29. 2014. Disponível em: <http://www.ufrgs. desde os fios ao mouse. Uma máquina que “xerocopiava” em uma folha de papel o que era colocado no estêncil. entre outros. 104 . entre outros. S. iPod. out.pdf>. J. p.. como jogos. J. 2010. L. Objetos de Aprendizagem para M-Learning. O uso das TIC na educação e a promoção de inclusão social: uma perspecigva crítica do Reino Unido. A. tablets. que se faz pelo uso de dispositivos móveis. Multimídia: tipo de recurso de informações que recorre simultaneamente a diversos meios de comunicação. L. Educ. Psicologia da Educação Virtual. n. Acesso em: 4 dez. C. 2008. vol. R. como celulares. N. 2014.br/storage/ materiais/0000012620.. In: COLL. FABRE. GRANDO. Campinas. com o uso de álcool. Mimeógrafo: primeiro sistema de cópias utilizado no ensino. Acesso em: 3 dez. Aprender a ensinar com as tecnologias da informação e da comunicação. 2004. mapas.. a jogos.mec. M. GLOSSÁRIO Hardware: a parte física do computador.Congresso Nacional de Tecnologia da Informação e Comunicação. Objeto educacional: recursos educacionais que auxiliam na aprendizagem. Porto Alegre: Artmed. KONRATH. p. C. mesclando texto. vídeos.REFERÊNCIAS RODRÍGUEZ ILLERA. M. Os conteúdos em ambientes virtuais: organização.gov. M. Florianópolis: SUCESU .. R. M-learning: mobile learning (aprendizado móvel) é uma das modalidades a distância. TAROUCO. 815-850.

colaborando ainda mais com a aprendizagem. ele deve trabalhar com atividades. mas deve dar conteúdo ao recurso.mec.br/handle/mec/15134>). que o professor é o mediador da situação.GLOSSÁRIO VRNL: Virtual Reality Modeling Language (Linguagem para Modelagem de Realidade Virtual) utilizado na internet para criar objetos tridimensionais para a realidade virtual. Por exemplo. Questão 3 Resposta: Alternativa D. Questão 2 Resposta: As estratégias de ensino são as formas como o professor irá trabalhar o conteúdo.gov. p. Justificativa: Segundo Rodríguez Illera (2010. O objeto é para crianças de até 10 anos e ensina a elas contarem. GABARITO Questão 1 Resposta: Esses recursos são os objetos de aprendizagens. Questão 4 Resposta: Alternativa B. Ele deve escolher recursos digitais. que possibilitam ao professor utilizar recursos de multimídia para trabalhar determinado assunto. fazerem pequenas equações. Justificativa: O texto interativo permite que os alunos tenham acesso a outros conteúdos no formato hipertextual. e sim. professores de matemática poderão utilizar objetos de aprendizagem como a Fazenda Rived (Disponível em: <http://objetoseducacionais2. 145) “alunos aprendem melhor quando recursos textuais e gráficos estão fisicamente integrados do que quando eles estão separados”. ou seja. 13 . A importância de ter estratégias é que o recurso não apresenta o conteúdo por si só. trazer considerações e dar corpo ao tema.

refletindo como ele atuaria nesta perspectiva.Questão 5 Resposta: O estudante deverá trazer suas próprias considerações sobre a importância de trabalhar conteúdos em ambientes virtuais. 14 .

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Introdução à Educação Virtual Autoria: Sueli Dib Tema 04 O Aluno em Ambientes Virtuais de Aprendizagem .

resumida ou modificada em língua portuguesa ou qualquer outro idioma. 20 Pág. 17 Pág. Introdução à Educação Virtual: O Aluno em Ambientes Virtuais de Aprendizagem.Tema 04 O Aluno em Ambientes Virtuais de Aprendizagem Autoria: Sueli Dib Como citar esse documento: DIB. Valinhos: Anhanguera Educacional. 14 Pág. Sueli. . 17 Pág. 3 ACOMPANHENAWEB PORDENTRODOTEMA Pág. 21 © 2014 Anhanguera Educacional. 2014. Proibida a reprodução final ou parcial por qualquer meio de impressão. em forma idêntica. 3 Pág. Índice CONVITEÀLEITURA Pág. 15 Pág. Caderno de Atividades.

correio eletrônico. Ambientes Virtuais de Aprendizagem. mas. Esse ciberespaço. que acontecem cada vez mais céleres de uma geração para outra. portfólio. Z e agora @. a comunicação e a educação na sociedade atual. você ampliará seu conhecimento sobre como as tecnologias digitais vêm promovendo uma revolução na sala de aula e na forma como aprendemos. As gerações digitais se mesclam com as gerações BB (baby boomers). Y. a prática pedagógica dos professores na atualidade. e vêm transformando. tais como simuladores. também chamados de Learning Management System (LMS). games. é preciso compreender o que são Ambientes Virtuais de Aprendizagem (AVA). por exemplo: chat. mural. Com o Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA). PORDENTRODOTEMA O Aluno em Ambientes Virtuais de Aprendizagem Estamos em constante processo de mudanças tecnológicas. Este programa possibilita o gerenciamento dos conteúdos elaborados por professores e permite o acompanhamento das aulas por todos (alunos e professores) bem como a administração do curso. você irá compreender os impactos e o uso das TICs no processo de ensino e aprendizagem. fórum. 3 . antes de falarmos sobre elas. videoaulas. videoaula. informações e cultura. e também a discutir a visão desmistificada e abrangente do potencial de aplicação das tecnologias interativas na educação. a partir da apresentação e análise de seus recursos e ferramentas.CONVITEÀLEITURA Neste tema. programas. que facilita o aprender com o blended learning. Os Ambientes Virtuais de Aprendizagem (AVA) apresentam várias ferramentas síncronas e assíncronas que nos oferecem a possibilidade de incorporar novos recursos com facilidade. Este estudo permitirá a você saber como adultos aprendem na ciência andragógica e conhecer as gerações digitais que transformaram. perfil e FAQ (Frequently Asked Questions). são softwares. lista de discussão. a educação a distância pode organizar-se com ferramentas de apoio síncronas e assíncronas. enquete. Além disso. O tema o levará a refletir sobre as relações entre a tecnologia da informação. nos proporciona a cibercultura. que auxiliam na montagem de cursos pela internet. que nos conecta virtualmente na rede mundial numa relação de trocas entre tecnologias. X.

em 1984. É inegável que a revolução cibernética tecnológica afeta os mais variados aspectos da vida cotidiana. completamente interconectada e tomada pelas mídias eletrônicas. p. Marshall McLuhan. um dos precursores da teoria da comunicação. nas atividades de lazer. formulou o conceito de aldeia global. Essas novas mídias. tornando a sociedade atual cada vez mais próxima da ideia de aldeia global. Como vimos. A tecnologia vem para enriquecer e facilitar o processo de ensino aprendizagem. permitiriam a elas conhecer-se e comunicar-se. Filatro (2004. 32) diz que: Compreender de que forma as tecnologias de informação e comunicação contribuem para o aperfeiçoamento do processo de ensino aprendizagem representa uma oportunidade de redescobrir a natureza impar. assim como conhecer e falar com pessoas em todas as partes do mundo são algumas das possibilidades tecnológicas. nas relações humanas. como em uma aldeia. p. os recursos tecnológicos que atendem à educação são diversos. foi na última metade do século XX. principalmente com a inserção de contextos virtuais. ao aproximar as pessoas de toda parte. Porém. trata-se de um espaço que não existe fisicamente. como os círculos eletrônicos de amizade por meio de comunidades virtuais e a possibilidade de “navegar” pelo mundo. mas virtualmente: o ciberespaço. Porém. Método e metodologia devem caminhar juntos para um ensino interativo e eficaz. Aproveitar tais facilidades na prática profissional. mas também a permanência dos alunos nos cursos. que foi explicitada a possibilidade de virtualização e o virtual passou a ser um traço inquestionável nas práticas sociais. Autonomia e independência são elementos necessários e que diferenciam a educação de adultos (andragogia) do ensino presencial.PORDENTRODOTEMA A utilização de tais ferramentas trouxe à EaD não só a potencialização da autonomia e da construção coletiva. O surgimento da internet como uma rede mundial de computadores veio confirmar essas expectativas ao criar um novo espaço para a expressão. com o surgimento da rede digital e do ciberespaço. no desenvolvimento de comunidades. conhecimento e comunicação humana.106) afirma que: 4 . insubstituível e altamente criativa da educação no processo de desenvolvimento humano e social. ao perceber a agilidade e a rapidez com que os meios de comunicação desenvolviam novas tecnologias. Ciberespaço x Cibercultura Há mais de trinta anos. Este termo foi idealizado por William Gibson. logo. é fundamental conhecermos as ferramentas que estão disponíveis para que o aprendizado aconteça de fato. no livro Neuromancer. Kenski (2003. McLuhan previu um novo conceito de sociedade. referindose a um espaço virtual composto por cada computador e usuário conectados em uma rede mundial.

5 . Além disso. questões tão complexas como essas mereceriam tratamento mais aprofundado. a interconexão mundial de computadores forma a grande rede. o próprio ambiente instável dificulta a formulação de grandes respostas. limites. Pierre Lévy coloca ainda que a cibercultura é um movimento que oferece novas formas de comunicação. a cibercultura é tudo aquilo que se movimenta dentro do ciberespaço. ele consegue dar o seu recado: é preciso navegar neste mundo de transformações radicais. valores. o conhecimento ao alcance de todos que de certa forma vivem dentro do mundo do ciberespaço. Em outras palavras. igualdade e liberdade. na qual cada nó é fonte de heterogeneidade e diversidade de assuntos. que difunde valores como fraternidade. Levy argumenta que a música e o cinema também são produtos industriais. O autor acredita que a cibercultura seja a herdeira legítima da filosofia das Luzes. Segundo Lévy. os serviços gratuitos aumentam em uma velocidade bem maior. Sem dúvida. ele próprio não consegue se desvencilhar da teia de colisões sociais. políticas e econômicas em que a técnica se insere e enaltece a “dialética das utopias e dos negócios”. dissolvendo a totalidade.PORDENTRODOTEMA No ciberespaço. se os serviços pagos na rede estão aumentando. usos e costumes. Sobre esta visão que sugere que a rede está tendendo a uma finalidade mercadológica e paga. a netiqueta. pode construir uma comunidade a partir do momento em que se estabelecem regras. logo. numa referência à relação da cibercultura com a globalização econômica. um lugar virtual no qual as comunidades ajudam seus membros a aprender o que querem saber. estamos falando de um grande universo virtual onde circulam milhões de informações. é a cultura virtual. a rede é. um instrumento de comunicação entre indivíduos. De qualquer forma. o que chama a atenção de milhares de pessoas pelo mundo. algo novo se comparado aos tempos da oralidade primária e da escrita. mas nem por isso aumentaram o fosso existente entre ricos e pobres. A cibercultura está inserida neste espaço. O autor evidencia sua intenção de deixar de fora as questões industriais e econômicas. concentrando-se nas implicações culturais. Concluindo. Para Pierre Lévy. mas comporta a diversidade de sentidos. Ao analisamos o termo ciberespaço. No entanto. abordagens e discussões. agrupados virtualmente em torno de interesses específicos. com as restrições e os sentimentos de acolhimento e pertencimento ao grupo. a cibercultura reflete a “universalidade sem totalidade”. É universal porque promove a interconexão generalizada. que estão em permanente renovação. Para ele. antes de tudo. essa união de cidadãos conectados.

e os alunos são secundários. 6 . em 1926. que farão diferenças em suas vidas. E. Infelizmente sua percepção ficou esquecida durante muito tempo. pois o conhecimento vem da realidade (escola da vida).A Neglected Species” (1973). E quem primeiro usou esta nomenclatura foi o educador alemão Alexander Kapp. com o objetivo de descrever elementos da teoria da educação. s/d. O aluno adulto aprende com seus próprios erros e acertos e tem imediata consciência do que não sabe e o quanto a falta de conhecimento o prejudica. que não são aprendizes sem experiência. O aprendizado é factível e aplicável. O aluno é solicitado a se ajustar a um currículo pré-estabelecido. Andragogia é a arte de ensinar aos adultos. Daí em diante. Precisamos ter a capacidade de compreender que na educação dos adultos o currículo deve ser estabelecido em função da necessidade dos estudantes.. Publicou várias obras. s/p) De acordo com Cavalcanti (1999.C. pois são indivíduos independentes autodirecionados.. A partir de 1970 . e do aprendizado tipo “aprender fazendo”. Esta ciência [. A Andragogia significa.PORDENTRODOTEMA Andragogia O termo andragogia é a ciência que estuda como os adultos aprendem. entre elas “The Adult Learner . s/p): Linderman. Malcom Knowles trouxe a tona as idéias plantadas por Linderman.. Mais adiante oferece soluções quando afirma que “nós aprendemos aquilo que nós fazemos. introduzindo e definindo o termo Andragogia . pesquisando as melhores formas de educar adultos para a “American Association for Adult Education” e percebeu algumas impropriedades nos métodos utilizados e escreveu: “Nosso sistema acadêmico se desenvolveu numa ordem inversa: assuntos e professores são os pontos de partida. Esse aluno busca desafios e soluções de problemas.A Arte e Ciência de Orientar Adultos a Aprender. muitos educadores passaram a se dedicar ao tema.. (HAMZE. e aprende melhor quando o assunto é de valor imediato. em 1833. A experiência é o livro-texto vivo do adulto aprendiz”. Grande parte do aprendizado consiste na transferência passiva para o estudante da experiência e conhecimento de outrem”. Busca na realidade acadêmica realização tanto profissional como pessoal. Lança assim as bases para o aprendizado centrado no estudante.. “ensino para adultos”.. surgindo ampla literatura sobre o assunto.] é um caminho educacional que busca compreender o adulto.

do estudo em grupo e da experiência. colaboradores de uma iniciativa conjunta. na independência e na auto-gestão da aprendizagem. a bagagem de informação trazida por seus educandos. A atividade educacional do adulto é centrada na aprendizagem e não no ensino.PORDENTRODOTEMA Além disso. o aluno se adapta ao currículo. Na educação convencional. sendo o aprendiz adulto agente de seu próprio saber e deve decidir sobre o que aprender. de acordo com Hamze: Na Andragogia a aprendizagem adquire uma particularidade mais localizada no aluno. os alunos adultos aprendem compartilhando conceitos. após 72 horas. de liderança. após o mesmo prazo. Desta coexistência e participação nos processos de decisão e de compreensão podem derivar contornos originais de resolução de problemas. A confrontação da experiência de dois adultos (ambos com experiências igualadas no procedimento ativo da sociedade) faz do professor um facilitador do processo ensino aprendizagem e do educando um aprendiz. O papel do professor é facilitar a aprendizagem. Retomando Cavalcanti (1999. o aluno colabora na organização do currículo. entre facilitador e aprendizes. faz-se necessário conhecer as peculiaridades da aprendizagem no adulto e adaptar ou criar métodos didáticos para serem usados nesta população específica. Entretanto serão capazes de lembrar 85% do que ouvem. transformando o conhecimento em uma ação recíproca de troca de experiências vivenciadas. Portanto é essencial que os métodos aplicados também sejam distintos. 7 . Nesse processo. vêm e fazem. São relações horizontais. Os alunos adultos estão preparados a iniciar uma ação de aprendizagem ao se envolver com sua utilidade para enfrentar problemas reais de sua vida pessoal e profissional. mas na educação de adulto. para a aplicação prática na vida diária. não avaliar sua capacidade de aprendizagem. parceiras. em que os empenhos de autores e atores são somados. nesse procedimento. sendo um aprendizado em mão dupla. A aprendizagem procede mais da participação em tarefas. s/p): Kelvin Miller afirma que estudantes adultos retêm apenas 10% do que ouvem. enfatizando. e não somente recebendo informações a respeito. Em classes de jovens e adultos é arriscado assinalar quem aprende mais: se o professor ou o estudante. A finalidade é o de propor como o adulto aprende. Ele observou ainda que as informações mais lembradas são aquelas recebidas nos primeiros 15 minutos de uma aula ou palestra. Os adultos aprendem de modo diferente de como as crianças aprendem. A circunstância de aprendizagem deve caracterizar-se por um “ambiente adulto”. identidades e mudanças de atitudes em um espaço mais significativo. Para melhorar estes números. A metodologia de ensino e aprendizagem fundamenta-se em eixos articuladores da motivação e da experiência dos aprendizes adultos.

Portanto é necessário um salto qualitativo no momento de estudar. sofrem transformações: • Passam de pessoas dependentes para indivíduos independentes. reduzindo seu interesse por conhecimento a serem úteis num futuro distante. autodirecionados. • Passam a esperar uma imediata aplicação prática do aprendem. por parte do adulto. Dessa maneira percebemos que Como refere Osorio (2003. a auto imagem daquele que aprende indivíduos capazes de se auto gerirem. mais que aprender simplesmente um assunto. • Seus interesses pelo aprendizado se direcionam para o desenvolvimento das habilidades que utiliza no seu papel social.. Para uma compreensão mais clara das diferenças e pressupostos dos dois modelos.PORDENTRODOTEMA Segundo Knowles. • Acumulam experiências de vida que vão ser fundamento e substrato de seu aprendizado futuro. Torna-se necessário que sejam encarados como também. ser dependente. Pedagogia Andragogia Necessidade de saber Os adultos têm necessidade de conhecer o Os aprendentes apenas necessitam de saber que motivo pelo qual devem aprender antes de se devem aprender aquilo que o professor ensina comprometerem com a aprendizagem Conceito de si Conscientização. compreender e praticar a educação de adultos. mais intensas que motivações externas como notas em provas.1 Hipóteses pedagógicas e contra-hipóteses andragógicas. etc). onde se resume. 8 . por exemplo. • Passam a apresentar motivações internas (como desejar uma promoção. da O professor tem do aprendente a imagem de um responsabilidade das suas decisões e da sua vida. quer as contra-hipóteses andragógicas (A ANDRAGOGIA): Quadro 4. apresentamos de seguida um quadro. na sua profissão. quer um conjunto de postulados do modelo pedagógico. 93). p. É esta dependência que marca. [. • Preferem aprender para resolver problemas e desafios.. à medida que as pessoas amadurecem. sentir-se realizado por ser capaz de uma ação recém-aprendida.] a andragogia baseia-se noutros pressupostos de aprendizagem e de ação com os adultos.

em língua inglesa. o termo pode ser empregado como mostra a Quadro 4. Esta modalidade de ensino.pdf>. assim. a interação entre pares e entre aluno e professor. combinar. 2015. Em síntese. obter êxito e progredir. etc. pressões principalmente intrínseca (autoestima. nos conteúdos. isto é.br/downloads/didatica/andragogia_form.com. Fonte: A ANDRAGOGIA. Vontade de aprender A disposição para aprender aquilo que o professor Os adultos têm a intenção de iniciar o processo ensina tem como fundamento critérios e objetivos de aprendizagem desde que compreendam a sua internos à lógica escolar. valorizando. designa a modalidade de ensino em que os cursos são ministrados por meio da fusão da educação a distância com a presencial. Motivação Motivação para a aprendizagem também extrínseca Motivação para aprendizagem extrínseca ao (promoção profissional. a autoaprendizagem se desenvolve em interdependência com a interaprendizagem entre pessoas que se agrupam por motivações e necessidades convergentes para atingir determinado objetivo. mas sujeito (classificações escolares. em termos escolares. Disponível em: <http://www. qualidade de vida). A educação de pouca utilidade. ou ensino híbrido. significa misturar. a finalidade de utilidade para determinadas situações de vida. Sendo assim.). Blended Learning Blended Learning. Acesso em: 10 fev. Lógica centrada problemas e tarefas da vida cotidiana. portanto. melhor salário.aureliano.PORDENTRODOTEMA Pedagogia Andragogia Papel da experiência Adultos portadores de uma experiência que os A experiência do aprendente é considerada de distingue das crianças e jovens. combina estudo a distância com estudo presencial. apreciações do professor) profissional. de aprendizagem face aos processos mais coletivos de outras etapas evolutivas. satisfação familiares.2: 9 . O verbo blend. Orientação da aprendizagem Aprendizagem encarada como um processo de Aprendizagem encarada como resolução de aquisição de conhecimentos. Dá-se importância à experiência adultos deve centrar-se nos processos individuais do professor ou dos materiais pedagógicos. evidenciando um processo de autogestão e cogestão da aprendizagem que se aproxima do conceito de heutagogia.

PORDENTRODOTEMA Quadro 4. O ideal é chegar à combinação perfeita das diversas metodologias. na biblioteca. os objetivos do curso. melhorar o desempenho dos alunos participantes dos cursos nesta modalidade. interessante e eficiente. o que e com quem vai estudar. Neste ambiente. permite que o aluno tenha controle sobre onde. consequentemente. como.2 Blended Learning. Apesar de serem modalidades diferentes. entretanto. os resultados de treinamento e. que necessita da utilização de ferramentas das Novas Tecnologias da Informação e Comunicação (NTICs) em diferentes ambientes (dentro da própria sala de aula. A concepção de educação baseada na prática concomitante das modalidades de ensino a distância e presencial vem sendo avaliada por muitos pesquisadores como positiva. no laboratório de informática e até em casa). A diferença da ordem acima representa a forma básica ou predominante de estudo. Normalmente. Já a modalidade a distância. a modalidade presencial prescinde de ferramentas tecnológicas digitais. o tipo de conteúdo abordado e as expectativas de aprendizagem dos alunos. Assim. fórmula fixa de proporção entre as modalidades de educação (presencial e a distância) para cursos de naturezas e níveis diferentes. pois assim ele estimula a interação por meio de trabalhos que envolvam toda a turma ou parte dela. Não há. 10 . considerando a cultura da instituição. o professor/ tutor se torna responsável por propor atividades que valorizem as relações interpessoais. o objetivo do Blended Learning/ensino híbrido é fazer com que os ambientes presenciais e virtuais de aprendizagem sejam complementares e promovam uma educação mais personalizada. não há dúvidas de que o Blended Learning pode maximizar o aprendizado. Há de se atentar às experiências do Blended Learning para enfrentar o grande desafio desta modalidade de ensino. EaD + Educação Presencial ou BLENDED LEARNING = Educação Presencial + EaD Fonte: Elaborado pela autora.

visto que ela servia como mensageira e mobilizadora. criaram seu estilo de vida próprio e tinham a televisão como principal ferramenta de comunicação. Canadá e Austrália. etc. Vamos entender melhor como estas gerações interagem entre si e como estão denominadas: Os Baby Boomers: A geração da TV (1950/1960) Os Baby Boomers compreendem os nascidos entre a década de 1950 e 1960. o teclado. Assim. a tela. portanto. (OLHAR DIGITAL. em que boa parte dos alunos está imersa desde a primeira infância. O termo “Baby Boomer” é usado como referência aos “filhos” do baby boom. pelo fato de existir um grande abismo entre eles e seus pais. Com as tecnologias. podem ser manuseados ilimitadamente de acordo com as decisões dos usuários. O aluno da chamada “geração digital”. essa foi uma transformação cultural. tablet. porque se depara com os seguintes desafios: a) saber articular a cultura cibernética. Dessa geração surgiram os ideais de liberdade. explosão demográfica pós-Segunda Guerra Mundial que ocorreu em maior escala nos Estados Unidos. b) saber os limites e as possiblidades do uso dos recursos tecnológicos dentro da sala. a geração foi marcada pelos festivais de música. E assim. Devido a isso. mas sem reter quase nada. grande parte dos alunos tem acesso à internet por meio de dispositivos variados. o feminismo e os movimentos civis a favor dos negros e homossexuais. mas também o papel dos jovens. notebook e computador pessoal (PC). impedindo a interação com outros veículos de aprendizagem. Essa geração participou da revolução dos anos 1960. Mais do que uma explosão demográfica. Eles desenvolveram sua própria cultura. sons e textos. Atualmente. e essa interação contínua os deixa com fadiga. que lidam com os periféricos de intercâmbio. A ascensão da televisão moldou o comportamento desses jovens. o que mudou não só o papel das mulheres na sociedade. inclusive em sites que estimulem a criatividade através da gamificação. que eram uma forma de expressão políticoideológica dos jovens diante da repressão e censura da ditadura militar. e ainda retratava a juventude como um grande acontecimento. Esse acesso desenfreado e desregrado sem a devida orientação por parte de pais e responsáveis faz que com estes jovens obtenham muitas informações. como o mouse. aquela que se transporta da tela da televisão para a do computador. seja no formato textual ou multimídia. O comportamento hippie também surgiu nessa época e junto a ele os protestos contra a Guerra Fria e a Guerra do Vietnã.PORDENTRODOTEMA Gerações Digitais Digital é uma palavra que se origina do latim digitus. como celular. por não terem materialidade fixa. tarefa ainda em processo de aprendizado. seu uso se tornou comum e ela passou a se referir à existência imaterial das imagens. Os professores. 2011a) 11 . No Brasil. faz com que o professor da sociedade da informação (na sala de aula presencial e a distância) se conscientize de que está diante de um novo público. os professores do século XXI têm o papel de lidar com a tecnologia dentro da sala de aula. devem estar continuamente em formação para filtrar os materiais digitais e direcionar os alunos para uma pesquisa consistente. que podem ser entendidos como palcos de possibilidades.

Durante os anos 90. consequentemente. não acreditavam em Deus. flexível. em um estudo sobre a juventude britânica. rapidamente e. estes jovens nascidos entre as décadas de 80 e 90 têm características muito especiais. A internet permite debates em tempo real com pessoas de diferentes lugares e idades por meio de batepapos e fóruns. aumento do divórcio e do número de mães que transformaram a maneira de se relacionar com a sociedade. a internet e o telefone celular. permitindo que eles desenvolvessem ainda mais a curiosidade e capacidade para mexer com estas tecnologias. ou seja. o termo Geração X foi. pois possuem ferramentas para questionar. assim. que revelou uma geração de adolescentes com hábitos e preocupações diferentes das gerações anteriores. (OLHAR DIGITAL. essa ainda é uma geração curiosa. empreendedora. o termo foi utilizado primeiramente em 1964. sozinhos.PORDENTRODOTEMA Geração X . já que eles podiam achar as respostas para suas dúvidas facilmente. Apesar disso. pois foram os únicos que acompanharam a revolução tecnológica desde pequenos. Eram jovens que dormiam juntos antes que estivessem casados. 2011a) 12 . eles estão se tornando uma geração mais crítica. mesmo que com certa superficialidade e um comportamento alienado ou mesmo despreocupado em relação aos problemas sociais e ideológicos. No Reino Unido. 2011a) Geração Y os nascidos nos anos 1980 e início da década de 1990 Chamados de Geração Y. colaboradora. Com o ritmo acelerado da tecnologia. quando as famílias começaram a ter menos filhos por casal. Aliás. imediatistas e bem informados. Foi a partir dessa geração que surgiram as preocupações com a destruição ambiental e as questões ecológicas. (OLHAR DIGITAL. Eles se conectaram desde cedo com o mundo digital e aprenderam na raça como incorporar em seu cotidiano as novas tecnologias. desafiar e discordar. entre elas. Este foi o início da internet e o fim da Guerra Fria. isso também possibilitou o desenvolvimento da independência. sendo uma ferramenta muito útil para explorar diversos assuntos e. a geração pós-baby boom. apatia política. as tecnologias criadas na década de 80 foram aperfeiçoadas e popularizadas. falta de confiança na liderança. Portanto. não gostavam da Rainha e não respeitavam os pais. o computador. em especial destes jovens. A internet passou a ser uma nova mídia e conceito que mudou todo o comportamento das pessoas. referido ao período do “baby bust”.O início da internet. outra característica cultural marcante da Geração X. além de serem efêmeros. eles se tornaram especialistas na realização de multitarefas. que concebe bem a necessidade e o momento em que vivemos de troca de informações e partilhas de vivências e conhecimentos. Não aceitam explicações simples e óbvias. inicialmente. o que os torna jovens mais questionadores e prontos para mudar o que julgam não estar certo. principalmente. Essa geração viveu em uma sociedade onde havia descrença no governo. A internet trouxe um mundo de infinitas possibilidades. desenvolver competências diferentes das gerações anteriores: a Baby Boomers e Geração X. conseguindo. Os bebês dos anos 1960/1970 Nos Estados Unidos. O lado negativo desse ambiente online é que os jovens podem perder suas habilidades sociais.

alguns teóricos chamam de geração display ou arroba. 2013) 13 . As crianças das gerações Z e Y compõem o grupo de estudantes que frequentam os ensinos infantil. 2001). São crianças que manipulam a tecnologia touch screen com muita tranquilidade e sem qualquer conhecimento prévio. em sua maioria. Todas têm em comum o fato de terem nascido na chamada era digital. Por último. o uso da tecnologia contribui bastante para o desenvolvimento do raciocínio da criança. São menos deslumbrados que os da Geração Y no que se refere a joysticks (GERAÇÃO. do celular para a internet. temos: Geração A ou @ O termo ainda não está generalizado.PORDENTRODOTEMA Geração Z Compreende os nascidos na década de 1990. celulares e redes sociais. portanto. O futuro dessa geração que já nasceu conectada é tema recorrente de discussões não só entre mães e pais. não concebem o mundo sem computadores. Outra característica desta geração é o fato de estes jovens estarem sempre com fones de ouvidos. falam menos presencialmente e mais no virtual. A geração Z pensa na construção do conhecimento com autonomia e é descrente quando o assunto é carreira de sucesso e estudos formais. A maioria acredita que. assim como de uma mídia para outra: do rádio para o celular. mas entre psicólogos e educadores. (OLHAR DIGITAL. se controlado. Jovens da Geração Z. etc. É formada pelos pequenos que estão nascendo agora e têm até 12 anos de idade. A característica desta geração é a velocidade em zapear. Mudam de um canal para outro na televisão. Mas o fenômeno é novo e ainda não existe pesquisa suficiente sobre essa relação. fundamental e médio atualmente. daí o Z. principalmente aqui no Brasil.

em que o filósofo aborda várias temáticas sobre a comunicação nos meios midiáticos. mestre e doutor em Ciências da Comunicação. 14 . ludicidade online. consumo. da USP (1989). Espanha. Ambientes Virtuais de Aprendizagem • Leia este texto sobre os Ambientes Virtuais de Aprendizagem. Disponível em: <http://www4. Disponível em: <http://youtu. produtos e serviços. entre outras questões. Disponível em: <http://disciplinas. 2014. mediação tecnológica e aprendizagem online.be/a6Q9JKSdKuw>. aspectos conceituais e legais. Nele. Acesso em: 2 nov. foi um dos fundadores do Projeto Escola do Futuro. Tempo: 32:37.pdf>. 2014. elaborado por pesquisadoras da Universidade de São Paulo (USP).pdf>. que é uma referência no mercado de pesquisa e informação em comunicação.usp.com.ACOMPANHENAWEB Entrevista especial Clickideia: Professor José Moran • Assista à entrevista de José Manuel Moran concedida ao Clickideia.stoa. sua evolução contínua no ciberespaço.php/133410/mod_resource/content/1/ Semin%C3%A1rio%20-%20Ambientes%20Virtuais%20de%20Aprendizagem. entre elas autoria e comunicação. com habilitação em Rádio e Televisão pela Escola de Comunicações e Artes (ECA) da Universidade de São Paulo. Acesso em: 4 nov. mídia.br/download/geracoes%20_y_e_z_divulgacao.br/pluginfile. como eles promovem a interação e a colaboração a distância entre os atores do processo e a interatividade com o conteúdo a ser aprendido. Filósofo. e em 1998 naturalizou-se brasileiro. entre outras.ibope. Gerações Y e Z: Juventude Digital • Veja esta pesquisa e observe o comportamento e as preferências das gerações Y e Z apresentadas pelo IBOPE. opinião pública. grupos de aprendizagem. Acesso em: 3 nov. O professor José Manuel Moran nasceu em Vigo. coordenou alguns programas de educação semipresencial (blended learning) e à distância. gamificação. você terá informações sobre o potencial dos AVAs. 2014.

Esse aluno busca desafios e soluções de problemas. d) A educação de adultos busca a realização acadêmica. O aluno adulto aprende com seus próprios erros e acertos e tem imediata consciência do que não sabe e o quanto a falta de conhecimento o prejudica. pois o conhecimento vem da realidade (escola da vida). Questão 2 Considere o seguinte trecho: Esta ciência é um caminho educacional que busca compreender os adultos. “que não são aprendizes sem experiência. 15 . chegou a sua vez de exercitar seu aprendizado.AGORAÉASUAVEZ Instruções: Agora.” (HAMZE) De acordo com o fragmento. c) A educação de adultos enfatiza apenas os acertos. você encontrará algumas questões de múltipla escolha e dissertativas. Leia cuidadosamente os enunciados e atente-se para o que está sendo pedido. Questão 1 Pedagogia e Andragogia são ciências que têm por objeto de estudo a educação. é correto afirmar que: a) A educação andragógica embasa-se nas experiências do aluno. que farão diferenças em suas vidas. sendo a primeira centrada no ensino de crianças e a segunda no ensino de adultos. b) A educação convencional pauta-se em metodologias midiáticas. O aprendizado é factível e aplicável. Explique como deve caracterizar-se o ambiente adulto de aprendizagem. Há uma grande distinção entre educação de adultos no processo de aprendizagem em si mesmo. e aprende melhor quando o assunto é de valor imediato. Busca na realidade educativa realização tanto profissional como pessoal. A seguir.

Ciberespaço pode ser definido como o espaço de comunicação que isenta a necessidade da presença física do homem para constituir a comunicação como fonte de relacionamento ( ).AGORAÉASUAVEZ Questão 3 Julgue as afirmativas como verdadeiras (V) ou falsas (F). O sistema de formação em que os conteúdos são transmitidos exclusivamente à distância é denominado ensino híbrido ou blended learning ( ). 3. Questão 4 Você certamente já teve de lidar com alguém que pertence à chamada geração Y. na escola e no mercado de trabalho. Quais gerações de pessoas você traria para sua equipe. Pense que você é um(a) gestor(a) da Geração Y de uma empresa de telefonia. 1. Ambientes Virtuais de Aprendizagem são hardwares disponibilizados para interação dos alunos ( ) 2. com o limite de cinco pessoas? Questão 5 O desenvolvimento de redes de relacionamento por meio de computadores e a expansão da internet abriram novas perspectivas para a cultura. você seja um deles. Talvez. com um comportamento peculiar que desafia a compreensão e não raro a paciência de pessoas que já passaram dos 40. A tecnologia vem para enriquecer e facilitar o processo de ensino aprendizagem. Como aproveitar tais facilidades? 16 . a comunicação e a educação. 4. que denominamos cibercultura. O Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) pode organizar-se com ferramentas de apoio síncronas e assíncronas ( ). O intervalo entre as gerações ficou mais curto. com sorte. e isso significa que mais pessoas diferentes estão convivendo em casa.

FINALIZANDO
Neste tema, você aprendeu sobre os Ambientes Virtuais de Aprendizagem (AVAs): o que são, para que servem e
qual é o seu uso nos ambientes acadêmico e corporativo. Com este recurso, a demanda educativa se amplia e propicia a
formação continuada, tão necessária para a sociedade que requer cidadãos atualizados para o competitivo mercado de
trabalho. Os Ambientes Virtuais de Aprendizagem consistem em mídias que utilizam o ciberespaço e, consequentemente,
a cibercultura para disseminar conteúdos e permitir a interação entre os atores do processo educativo.
As seções seguintes abordaram o ensino híbrido (blended learning) e o modo de aprendizagem das gerações digitais
neste cenário, lembrando que o uso das tecnologias tem o potencial de modificar modos de pensar, ensinar e de aprender.
As mudanças ocorrem devido à capacidade criativa dos professores, que, diante da oferta de informações pelos meios
midiáticos, percebem que o conhecimento está disperso e buscam formas para estimular os alunos a encontrarem por
eles mesmos o que desejam.

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VESCE, Gabriela E. Possolli. Ciberespaço. Disponível em: <http://www.infoescola.com/internet/ciberespaco/>. Acesso em: 30
out. 2014.

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significa misturar. Digital: é uma palavra que se origina do latim digitus. Trata-se de uma nova relação entre tecnologias e a sociabilidade. Autoaprendizagem: é a forma de aprender por si mesmo. emergentes a partir da convergência informatização/telecomunicação na década de 1970. Ciberespaço: é um espaço existente no mundo da comunicação em que não é necessária a presença física do homem para constituir a comunicação como fonte de relacionamento. elaborar e socializar produções. é a ciência que estuda como os adultos aprendem. 2002). o aluno é o único responsável pela sua aprendizagem. Cibercultura: é a relação entre as tecnologias de comunicação. uma vez que os dedos eram usados para contagem discreta. em língua inglesa. informação e a cultura. Esta modalidade de ensino. habilidades. ou seja. surge com o estudo da autoaprendizagem na perspectiva do conhecimento compartilhado. educar). ensino híbrido ou solução mista. desenvolver interações entre pessoas e objetos de conhecimento. apresentar informações de maneira organizada.GLOSSÁRIO Andragogia: do grego andros (adulto) e agogus (conduzir. configurando a cultura contemporânea (LEMOS. dedo. Ambientes Virtuais de Aprendizagem: são sistemas computacionais disponíveis na internet destinados ao suporte de atividades mediadas pelas tecnologias de informação e comunicação. O verbo blend. guiar. seja através da experiência. Trata-se de um processo de aquisição de conhecimentos. É o espaço virtual para a comunicação disposto pelo meio de tecnologia. combinar. próprio) e agogus (guiar). combina estudo a distância com estudo presencial. Heutagogia: do grego heuta (auto. portanto. Blended Learning: é um termo em língua inglesa que pode ser compreendido como ensino semipresencial. linguagens e recursos. sons e textos. Designa a modalidade de ensino em que os cursos são ministrados por meio da fusão da educação a distância com a presencial. De acordo com este conceito. Com as tecnologias seu uso se tornou comum e passou a se referir também à existência imaterial das imagens. 20 . valores e atitudes que a pessoa realiza por sua conta. seja através do estudo. Permitem integrar múltiplas mídias.

Andragogia é a ciência que estuda o modo de ensinar os adultos. na educação e no desenvolvimento de comunidades. ouvir música e conversar. Logo. na pesquisa. 4. nas relações humanas. gerando resultados positivos. 21 . é preciso ter a capacidade de compreender que o currículo deve ser estabelecido em função da necessidade destes. a educação andragógica embasa-se nas experiências do aluno. assim como para conhecer pessoas. V. (F) Ambientes Virtuais de Aprendizagem são softwares disponibilizados para interação dos alunos. Portanto. F. Questão 3 Resposta: A sequência correta é F. o que propicia a renovação das gerações que se transformam num movimento constante de construção e desconstrução. V. pois são indivíduos independentes e autodirecionados. de forma inclusiva. o ideal é ter uma equipe multidisciplinar com pessoas de várias gerações e diferentes expertises num ambiente de troca de conhecimentos e saberes. e não exclusiva. uma vez que seu conhecimento vem da realidade (escola da vida).GABARITO Questão 1 Resposta: Na educação de jovens e adultos. (F) Blended learning é o ensino híbrido que mescla o ensino à distância com o presencial. Questão 2 Resposta: Alternativa A. que não são aprendentes inexperientes. Questão 5 Resposta: Podemos aproveitar tais facilidades nos ambientes profissionais e de lazer. Questão 4 Resposta: As relações intergeracionais permitem a transformação e a reconstrução da tradição no espaço dos grupos sociais. 1.

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Introdução à Educação Virtual Autoria: Sueli Dib Tema 05 Competências Docentes na Educação Virtual .

Introdução à Educação Virtual: Competências Docentes na Educação Virtual. 3 ACOMPANHENAWEB PORDENTRODOTEMA Pág. Índice CONVITEÀLEITURA Pág. Valinhos: Anhanguera Educacional. 14 Pág. 2014. Proibida a reprodução final ou parcial por qualquer meio de impressão. 23 © 2014 Anhanguera Educacional. resumida ou modificada em língua portuguesa ou qualquer outro idioma.Tema 05 Competências Docentes na Educação Virtual Autoria: Sueli Dib Como citar esse documento: DIB. Sueli. 17 Pág. 3 Pág. em forma idêntica. 17 Pág. 13 Pág. . 22 Pág. Caderno de Atividades.

a criação de novos padrões de interação entre pessoas e as mudanças culturais decorrentes que impactam nos processos de aprendizagem. As demandas sociais e educacionais requerem profissionais que adquiram conhecimento através de formação contínua e de uma aprendizagem autodirigida. Uma vez que o conteúdo não é linear. A competência requerida para acompanhar tais mudanças é inovação. trouxe novos desafios pedagógicos. ao lado das crescentes capacidade e velocidade de armazenamento. PORDENTRODOTEMA Competências Docentes na Educação Virtual Nas últimas décadas. 3 . equilibrada e inovadora.CONVITEÀLEITURA O avanço da Educação a Distância (EaD) on-line nos últimos anos. Os professores. Com as novas tecnologias. deve-se utilizar estratégias de aprendizagem próprias aos ambientes virtuais. peças fundamentais para a melhoria do aprendizado. É o que veremos neste tema. processamento e uso da informação. ou seja. aliado aos investimentos das instituições educacionais e corporativas para oferecer cursos nesta modalidade. seja ele presencial ou a distância. o professor tem atribuições não encontradas no ensino presencial. precisam aprender a gerenciar vários espaços e integrá-los de forma aberta. a capacidade de renovar-se. O caráter instantâneo e a escala global de alcance dos meios de comunicação. e um dos papéis mais importantes é o de auxiliar e orientar o aluno para desenvolver o espírito pesquisador. em qualquer curso. permitem definir as tecnologias correspondentes. a leitura constante e o aprendizado colaborativo. as Instituições de Ensino Superior (IES) têm sido solicitadas a observar as oportunidades que se abrem globalmente bem como a repensar sua cultura organizacional e sua capacidade de absorver e se modificar perante as profundas e aceleradas mudanças da sociedade contemporânea.

mas. • Aprender a aprender/conhecer. cada um desses pilares. possa tirar o melhor partido de um ambiente educativo em constante ampliação. Estes pilares são: aprender a aprender/conhecer. relacionais. Os tempos e as áreas da educação devem ser repensados. combinando uma cultura geral suficientemente vasta com a possibilidade de trabalhar em profundidade um pequeno número de conteúdos.no respeito pelos valores do pluralismo. a fim de que os sujeitos adquiram habilidades e competências pessoais. aprender a ser e aprender a conviver.realizar projetos comuns e preparar-se para gerir conflitos . diante dos desafios que envolvem a profissão. Scientific and Cultural Organization . 4 . Eles foram definidos no famoso Relatório da Comissão Internacional sobre a Educação no Século XXI para a Organização das Nações Unidas para a Educação. competências que tornem a pessoa apta a enfrentar numerosas situações e a trabalhar em equipe. raciocínio. Os quatro pilares servem. em seu conjunto. aprender a fazer. A educação ao longo de toda vida baseia-se nos quatro pilares. Assim. Esta define o objetivo maior da educação como a construção. O que também significa: aprender a aprender para se beneficiar das oportunidades de aprendizagens oferecidas pela educação ao longo de toda a vida.PORDENTRODOTEMA As competências docentes na educação virtual abordam o papel do professor frente às aptidões necessárias para que a ação docente se faça significativa. • Aprender a conviver desenvolvendo a compreensão do outro e a percepção das interdependências . discernimento e responsabilidade pessoal.UNESCO). Vejamos. não negligenciar na educação nenhuma das potencialidades de cada indivíduo: memória. a seguir. aptidão para comunicarse. como princípio organizador nesse processo de construção de competências e habilidades. O momento educacional requer flexibilidade perante a necessidade de dominar tais competências. • Aprender a ser para melhor desenvolver a sua personalidade e estar à altura de agir cada vez mais com maior autonomia. ao longo de toda a sua vida. capacidades físicas. Para isso. da compreensão mútua e da paz. que desafiam os professores a perceberem suas práticas diante dos quatro pilares da educação. produtivas e cognitivas. a Ciência e a Cultura (United Nations Educational. completar-se e interpenetrar-se de maneira que cada pessoa. pelas pessoas. de uma maneira mais ampla. • Aprender a fazer. a fim de adquirir não somente uma qualificação profissional. os quatro pilares da educação são princípios definidores da estratégia de promover a educação como desenvolvimento humano. sentido estético. É escusado dizer que os quatro pilares da educação não se apoiam exclusivamente numa fase da vida ou num único lugar. de competências e habilidades que lhes permitam alcançar seu desenvolvimento pleno e integral.

assim. processos e sistemas. mantendo-se. com capacidade de construir saberes e adquirir uma visão particular do mundo. Tem como características selecionar. que podem ser exercidas a qualquer momento. Construtivista e Situada As teorias de ensino e aprendizagem são modelos. o que significa se autoinstruir. Esta perspectiva deve inspirar e orientar as reformas educativas. de forma que possam interagir com os outros e com o meio. que ocorrem simultaneamente e em condição de complementaridade. em detrimento de outras formas de aprendizagem. 5 . por qualquer meio. alunos e professores e. o indivíduo tem a decisão e responsabilidade pelo que ocorre. Num mundo onde se aprende on-line 24 horas por dia. Na atualidade. os problemas sociais atuais e o conhecimento já construído. em qualquer idade. os professores podem realizar seu trabalho com a aprendizagem autodirigida por etapas. Na aprendizagem autodirigida (AA). Portanto. abstrações. de outro. em qualquer lugar. Abordagens Teóricas sobre a Aprendizagem: Associativa. ouse e atreva-se a autoaprender. atualizados numa reconstrução permanente de conhecimentos. que orientam um caminho a ser percorrido no processo educativo. Mas vale ressaltar que a prática não é uma simples reprodução de teorias. A educação contemporânea deve ser um processo contínuo de construção e estruturação do conhecimento. críticos reflexivos. sete dias por semana. esta é uma capacidade fundamental para se continuar a aprender ao longo da vida. importa conceber a educação como um todo. Ao abordarmos tais teorias sobre aprendizagem.PORDENTRODOTEMA Numa altura em que os sistemas educativos formais tendem a privilegiar o acesso ao conhecimento. Aprendizagem Autodirigida Conhecemos os quatro pilares da educação e um deles é aprender a aprender. as expressões auto estudo e aprendizagem autodirigida (AA) têm sido utilizadas para falar de indivíduos sintonizados com as rápidas transformações da nossa contemporaneidade. gerir e avaliar as suas próprias atividades de aprendizagem. no qual se tem. tanto em nível da elaboração de programas e projetos como da definição de novas políticas pedagógicas/andragógicas. pretendemos apresentar os conceitos para uma formação de profissionais autônomos. No ambiente escolar. enfatizando as competências. de um lado. assim como muitos outros espaços educativos.

A antropóloga e pesquisadora Jean Lave argumenta que o aprendizado. a teoria da aprendizagem associativa. de Jean Piaget (1896-1980). apoiada na ideia de que este se dá através da interação entre organismo e meio. fazemos uma associação.PORDENTRODOTEMA A abordagem construtivista é baseada na Teoria do Desenvolvimento. desenvolvendo novos conceitos a partir de entendimentos prévios desenvolvidos através de interações com orientadores. o aprendizado situado não é premeditado. ele é situado. foi denominado construtivismo e constitui uma teoria sobre conhecimento e aprendizagem. ocorre pelo condicionamento. logo. 6 . como naturalmente acontece. em vez de deliberado.aprendentes se tornam envolvidos em “comunidades de práticas” que incorporam certas convicções e comportamentos a serem adquiridos. professores e amigos. Esta abordagem preconiza que todo processo de aprendizagem é um processo de construção. Outra abordagem baseada na interação social é a aprendizagem situada. A interação social é um componente do aprendizado situado . denominada epistemologia genética. Aprendemos também quando associamos um estímulo que antes parecia não ter importância a uma determinada resposta – aprendizagem associativa -. é uma função da atividade. com grande acúmulo sucessivo do saber. além da proeminência e da atração da atenção aos objetos em questão. O processo de scaffolding. da cultura e do contexto. a associação leva às ideias. tendo como resultado a consciência de que algo no mundo exterior pode ser definido como ideia. Normalmente. que é a elevação do andaime conceitual. A maior parte das atividades de aprendizado em sala de aula se contrasta porque envolve o conhecimento abstrato e fora do contexto. Numa analogia com a construção civil. elaborando esquemas mentais e mapas conceituais. isto é. vê o indivíduo como um ser ativo na construção do seu conhecimento. é necessário que haja: proximidade do objeto ou da ocorrência no espaço e no tempo. similaridade. Este processo de construção. frequência de observação. ou seja. sobre os processos da construção do conhecimento. prossegue até que o aluno atinja o nível de proficiência máximo definido pelo professor para aquela área de conhecimento. Para que ela aconteça. que evidencia uma base conceitual sólida para quem deseja conduzir o processo ensino-aprendizagem de forma mais eficaz. baseado no diálogo e na interatividade. Concluindo. Desse modo. teoria esta que explica como o conhecimento é adquirido. ou a capacidade que o indivíduo tem para associar um estímulo que antes parecia não ter importância a uma determinada resposta. Na era da informação. podemos visualizar um aluno e um professor em um andaime. a educação precisa mudar para uma modalidade em que a pessoa construa ativamente seu conhecimento. a partir do qual o reforço gera novas condutas. Estas ideias são o que Lave e Wenger (1991) chamam de processo de “participação periférica legítima”. Tal percepção reside na observação e nas sensações.

regular e avaliar suas ações. tem que planejar. Segundo Monereo (2010). considerando uma relação direta dos desempenhos do aluno e do professor com as condições contextuais. rotular e classificar o desempenho do aluno a partir do cômputo de acertos e erros apresentados em testes objetivos. a grande maioria poderia ser englobada no que alguns autores denominaram “sequência metodológica do ensino estratégico”. A segunda focaliza o estudo do funcionamento de um conjunto de auxílios educacionais de natureza tecnológica. p. Desenvolver estratégias requer planejamento. 7 . Felizmente. Avaliação na Educação Virtual A avaliação da aprendizagem tem tradicionalmente o conceito de mensurar. O ensino de estratégias de aprendizagem está embasado na metacognição ou gerenciamento de metas. o que nos leva a adquirir a capacidade de monitoramento. enfatizando a relação entre avaliação da aprendizagem e avaliação institucional. controle e avaliação. outro enfoque tem se firmado e atualmente a avaliação é vista como uma das ferramentas para alcançar objetivos e encontrar caminhos para medir a qualidade do aprendizado dos alunos. o ato de avaliar a aprendizagem é um meio de tornar os atos de ensinar e aprender produtivos e satisfatórios.PORDENTRODOTEMA Estratégias de Aprendizagem em Ambientes Virtuais O ensino estratégico em ambientes virtuais possui duas características. oferecidos aos alunos para promover a aprendizagem estratégica. 319) diz que embora existam diversos auxílios tecnológicos que já foram objeto de estudo e análise. Monereo (2010. autorregulação e elaboração de estratégias para aumentar a cognição. para utilizar uma determinada estratégia de aprendizagem. na perspectiva cognitiva do processamento da informação. Segundo Luckesi (2012). pois ela pode fornecer informações tanto para os professores verificarem se sua prática está dando bons resultados como para os alunos verificarem seus avanços e dificuldades. A primeira é a análise dos conhecimentos procedimental e condicional sobre os procedimentos de aprendizagem e das condições sobre como e onde se aplicam. fazendo a autoavaliação e buscando também a superação. A avaliação deixa de ser um momento final do processo de ensino-aprendizagem para se transformar numa busca incessante de compreensão de dificuldades do aluno e numa dinamização de novas oportunidades de reconstrução do conhecimento de professor e aluno. A avaliação como componente do processo de ensino-aprendizagem deve ser um elemento motivador desse processo. um estudante.

Frequentemente. sistêmica. a atribuição de atenção especial ao percurso e à evolução do aluno ao longo do curso. tais como: a utilização de variados modos e instrumentos de avaliação. Ferramentas Tecnológicas entre Nativos e Imigrantes Digitais O Brasil é o país que possui a quarta maior população do mundo de “nativos digitais”. segundo dados compilados pela União Internacional das Telecomunicações (UIT).PORDENTRODOTEMA A avaliação ruma à individualização. introduzido por Marc Prensky (2004). integrando-se de maneira efetiva na sociedade da informação. numa pesquisa realizada em outubro de 2013. A metodologia criada pela entidade mensura grupos de jovens. órgão da ONU. mas ainda está longe de ser totalmente avaliado. O professor deve conhecer o trabalho de cada aluno para atender às características individuais com intervenções conscientes sobre o percurso de aprendizagem. buscar informações. que possuem experiência de conexão à internet de pelo menos cinco anos. dentre outros. modificando as formas de se produzir conhecimento. conteúdo aberto refere-se a quaisquer livros didáticos. entre 15 e 24 anos. formativa. Em educação. A fruição de conteúdos abertos é um termo que vem ganhando força. se constituindo como um fator de motivação e de sucesso na aprendizagem. processual. Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) e Fruição de Conteúdos Com as TICs. aprendizado e trabalho ocorrem quase que simultaneamente. polissêmica e global. O autor distingue dois tipos de usuários das TICs: aqueles provenientes de uma cultura anterior. a demonstração dos aspectos das aprendizagens que precisam melhorar. O impacto das TICs ocorre em todos os níveis de ensino. organizada basicamente em tornos dos textos impressos (e da codificação analógica). que precisaram adaptar-se às novas 8 . a valorização do conhecimento do aluno. planos de aulas e recursos educacionais que possam ser livremente modificados para atender a necessidades individuais de professores. uma das metáforas mais afortunadas dos últimos anos é o conceito de “nativo digital” (digital native). contínua. Provavelmente. o acesso ao conhecimento se universaliza. executar um trabalho e usufruir de momentos de lazer. respondendo rápida e eficientemente às necessidades do aluno. com o uso das redes de computadores e seus softwares. o acesso ao conteúdo aberto é livre. somativa. baseando-se num conjunto de princípios. a promoção do diagnóstico individual. que ele denomina “imigrantes digitais” (digital immigrants). Além disso. permanente. a proposição de tarefas interativas e diversificadas. a indicação de modos de superar dificuldades. A avaliação na educação virtual caracteriza-se por ser: diagnóstica.

assistem videoclipes e falam ao celular. porque sentem necessidade de rabiscar em papéis antes de escrever no computador. e esses “nativos digitais”. leitores de música portáteis. MONEREO. câmeras de vídeo. os nativos digitais estão acostumados a obter informações de forma rápida e costumam recorrer primeiramente a fontes digitais e à web antes de procurarem os livros ou a mídia impressa. Competências Básicas e Ensino de Competências Comunicacionais em Ambientes Virtuais de Aprendizagem Nos ambientes virtuais de aprendizagem. são necessárias algumas competências básicas e conhecimentos prévios para o uso das tecnologias. p. Para Prensky (2004). apoiado em conhecimentos. para que assim seja possível atuar em contextos diferentes de forma consciente. POZO. Essa versatilidade comportamental não é uma coisa má. celulares e outros mecanismos digitais. p. (2011. Deve-se oferecer atividades interessantes. incapazes de perceber como os seus alunos podem aprender e estudar com sucesso enquanto ouvem música. como podem crer alguns professores imigrantes digitais. 9 . e isso faz com que se distingam dos imigrantes digitais – aqueles que. Cabe abordar brevemente o significado de competência. adaptando-se sem medos à realidade inconstante das novas tecnologias. que pode ser um atributo ou aptidão. 83). mas fazem isso de forma significativamente diferente. para os quais o ciberespaço é parte constituinte do cotidiano (COLL. 101). Estes alunos não são as pessoas para as quais foi desenhado o nosso sistema de ensino atual. que desenvolveram uma vida on-line (e-life). baseadas na internet para aprender a aprender. Nativos digitais agem com naturalidade acerca dos recursos eletrônicos. de acordo com Garcia et al. videojogos.PORDENTRODOTEMA modalidades de interação e comunicação digital. carregam um leve “sotaque” analógico. Nativos e imigrantes digitais utilizam exatamente os mesmos meios tecnológicos. mas sem que se limite a eles. de imprimir e-mails ou chamar as pessoas para verem um vídeo ao invés de enviar um URL via e-mail. 2010. conhecimento ou capacidade em alguma área específica. por exemplo. qualquer tempo ocioso é substituído pela companhia de computadores. Para os nativos digitais. Perrenoud (1999) afirma que se trata de um termo polissêmico e o define como a capacidade de agir de modo eficaz em uma situação específica. Ainda sobre a competência. mesmo utilizando novos equipamentos.

aquela centrada no professor. os saberes ou competências/habilidades requeridas ao tutor concentram-se nas dimensões: Pedagógica . deve ter habilidades e competências de sua área de conhecimento. assim. com caráter provisório do conhecimento. em especial aquela que tem suporte nas tecnologias da informação e da comunicação. que.habilidade para interagir com os alunos de forma ministrado.capacidade de interagir com os conteúdos Tecnológica . habilidade para manter relações menos hierarquizadas do que na educação presencial. delegando-lhe proposição e supervisão de atividades práticas que completem os conhecimentos teóricos do curso. clareza e correção na resposta às perguntas e mensagens enviadas. e partimos para adentrar na pedagogia aberta. encorajandoos e incentivando-os. utilização de estratégias de orientação. acompanhamento e avaliação (somativa e formativa) da aprendizagem dos alunos. o controle da própria aprendizagem. a evasão. estabelecimento de regras claras definidas para o trabalho a ser desenvolvido. interessa-nos apresentar as competências básicas necessárias para a incorporação das tecnologias digitais na educação e. oportunidade e sequencialidade necessárias. nos ambientes virtuais de aprendizagem. utilização de estratégias didáticas adequadas às diferenças culturais para dinamizar discussões animadas e produtivas assim como propor tarefas e o esclarecimento de dúvidas. considerado o professor que ensina a distância. Dias e Ferreira (2004). identificando as dificuldades surgidas e tentando corrigi-las. como mediador pedagógico do processo de ensino e aprendizagem. difundindo-os e dinamizando-os. Didática . individualmente e em grupos.conhecimento do conteúdo do curso a ser Pessoal . não presencial.disposição para a inovação educacional. capacidade de realizar intervenções didáticas com a frequência. demonstração de rapidez. disposição para estimular a autonomia e a emancipação do aluno. especificamente. e com o material didático. competência para a conversação racionalmente comunicativa (dialogicidade). 10 . Sabemos que está enraizada a prática da pedagogia tradicional. minimizando. adequação das tecnologias e do material didático do curso às diferenças culturais. desta forma. que valoriza didáticas flexíveis e adaptáveis com diferentes enfoques temáticos. Um profissional que requer destaque é o tutor. Segundo Oliveira.PORDENTRODOTEMA Cada profissão requer competências específicas de sua área de conhecimento. domínio das ferramentas tecnológicas empregadas (letramento tecnológico).

são indispensáveis o desenvolvimento de outras competências. Para que haja competência na comunicação. mas sua história não é recente. As competências técnicas. verdade. Significa dizer que para bem da felicidade geral de todos . e a comunicação é uma das muitas dimensões humanas. no lazer. Ela é resultante da expressão do conhecimento. nos ajudando mutuamente. Netiqueta Regras de comportamento são necessárias em qualquer tipo de convívio social. ordens e conclusões. sociopolíticas. ao “teclarmos”. Já o frescobol não tem essa característica. para além do recurso ao diálogo assertivo. no amor e na amizade. todos ganham. supondo que sejam utilizados os tipos de linguagem verbal e não verbal. p. em cada uma delas requer diferentes maneiras de expressão. intelectuais. com diferentes finalidades. É que para se ganhar o jogo. sua eficácia dependerá da competência com que são exercidas as múltiplas dimensões da pessoa. e na internet não é diferente. respeito e tolerância. no ensino – e. e pode ser afetada por diversos fatores ambientais. apresentamos o quadro com algumas regras básicas de netiqueta e também com o que não é aceitável no mundo da web. O papel do professor frente à incorporação das tecnologias em seu trabalho pedagógico requer atitudes comunicacionais assertivas. faz-se ponto. Como exemplo. pelo respeito. O tênis é uma relação ganha-perde. há a dificuldade em interpretar e expressar emoções. no trabalho. com um verdadeiro trabalho em equipe”. vamos comparar dois jogos: o tênis e o frescobol. A netiqueta cumpre o papel de intermediar a boa comunicação e prezar por uma vivência virtual harmônica. para uma relação ganha-ganha. e regras para essa comunicação são imprescindíveis. Para promover essas regras. A ideia e a ação do frescobol são totalmente opostas ao tênis: “somos bons se estivermos juntos. 11 .as pessoas devem desenvolver e aperfeiçoar constantemente várias competências de comunicação. Quando a bolinha cai no chão e fora do local. não podemos deixar a bolinha cair no chão – os dois jogadores ganham. da inteligência e da emoção. relacionais. nos negócios. saber comportar-se nas plataformas on-line de interação é fundamental para a civilidade. informações. um jogador será o ganhador e o outro necessariamente será o perdedor.PORDENTRODOTEMA Os cenários educacionais se interlaçam. A comunicação está presente em todas as situações da vida – na convivência familiar. tolerância e diálogo que conduzem a um resultado ganha-ganha: ninguém perde. didático-pedagógicas e metodológicas são algumas das competências comunicacionais requeridas para os ambientes virtuais e presenciais. que inclui uma escuta ativa e um retorno inequívoco da compreensão dos temas. abordagens. 95-6) destaca que: A comunicação é um processo complexo porque envolve muitas formas de manifestações e de expressão. Virtualmente. cognitivas. trazidas ao processo. Logo. logo. quando era considerado inconveniente o uso de mensagens e/ou anúncios comerciais. precisamos ter uma relação estilo “frescobol” e um comportamento cooperativo. Resende (2003. sua origem antecede o aparecimento da World Wide Web. na participação comunitária. Alguém tem de ganhar.

2014. Negrito.PORDENTRODOTEMA Tabela com Algumas Regras de Etiqueta na Internet Evite escrever em letras maiúsculas Na hora de escrever uma mensagem (seja um e-mail profissional ou uma conversa em rede social). e acate as decisões de moderadores. principalmente se essas pessoas não se conhecem. divida o seu texto em blocos. e o bom senso deve prevalecer. não abra outro tópico. Acesso em: 14 dez. Abusar de gifs animados e fontes coloridas também não é uma boa escolha. Mande e-mails em cópia oculta Na hora de mandar e-mails para mais de uma pessoa. Isso diminui a possibilidade de spams e mensagens indesejadas. Não repita mensagens Não mande as mesmas mensagens várias vezes. mesmo sem querer. Eles estão ali exatamente para conduzir fóruns de forma benéfica aos participantes. Com o anonimato que a internet oferece. as letras maiúsculas acabam sendo usadas como “grito”. é muito comum que as discussões atinjam níveis que na realidade não atingiriam. Lembre-se que a internet é um espaço de convívio como qualquer outro. Procure antes de perguntar Procure no histórico do grupo se a sua dúvida ou mensagem já não foi tema de debate. Isso é uma forma de spam e torna os fóruns desagradáveis. Muitos grupos do grupo têm documentos com regras e orientações aos participantes. Mensagens grandes e contínuas são cansativas. entenda o funcionamento dele.dicasdeetiqueta. Escreva no tópico existente para reavivar a discussão. Em Fóruns e Redes Sociais Respeite as regras Antes de disparar mensagens em algum grupo. Seja educado e respeitoso Evite escrever mensagens acaloradas Seja sempre educado e respeitoso com todos os participantes. Uma mensagem inteira assim pode denotar outro sentido. mas você deseja realizar um novo comentário. itálico e sublinhado são utilizados apenas em pontos específicos de detalhe. Também é interessante escrever seus textos de forma clara e objetiva. Fonte: <http://www. 12 . e se possível por subtítulos. Como a internet tem suas limitações na hora de imprimir emoções. Caso tenha sido. Divida seu texto em blocos Na hora de escrever uma mensagem longa. Não dá para saber se todas as pessoas irão compreender a sua mensagem. evite escrever em letras maiúsculas.br/netiqueta/>. a não ser que seja solicitado. Evite escrever em outra língua Evite escrever em outra língua. opte por mandar em cópia oculta.com.

Disponível em: <http://youtu. que fala sobre o anacronismo das relações humanas. Disponível em: <http://www. Nele. palestrante e doutor em educação. você terá informações sobre o potencial dos ambientes virtuais de aprendizagem (AVAs) e sua evolução contínua no ciberespaço. 1:21:46. Mário Sergio Cortella . mestre em Ciências Sociais e doutor em Educação. Filosofia da Educação.Qual a postura ideal do professor? • Veja também o vídeo com a participação do professor Mário Sergio Cortella. É bacharel em Teologia. Disponível em: <http://youtu. da veloz mudança nos modos de fazer. pensar e atuar. Acesso em: 29 de novembro de 2014. O professor Mario Sergio Cortella nasceu em Londrina. Acesso em: 29 de novembro de 2014. autor de vários livros. Acesso em: 29 de novembro de 2014. É autor de vários livros.be/JqSRs9Hqgtc>. educador.ACOMPANHENAWEB Avaliação da aprendizagem . Os AVAs promovem a interação e a colaboração a distância entre os atores do processo. no Paraná. 13 . de Maria José Vicentini Jorente. Tempo: 19:06. escritor. da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). com os aspectos conceituais e legais. licenciado em Filosofia. Equívocos teóricos na prática educativa. distrito de Piracicaba no Estado de São Paulo. além da interatividade com o conteúdo a ser aprendido. etc.ufpb.php/ies/article/download/12672/7357>.be/seiw4gwsfYA>. entre eles: Prática docente e avaliação. É filósofo.ies. Impacto das Tecnologias de Informação e Comunicação: cultura digital e mudanças sócio-culturais • Leia este artigo.br/ojs/index.Cipriano Luckesi • Assista ao vídeo do professor Cipriano Carlos Luckesi sobre as questões da avaliação da aprendizagem. Luckesi nasceu em Charqueada. Avaliação da aprendizagem escolar.

com.br/formacao/formacao-continuada/entrevista-philippe-perrenoud-democratizacao-ensino-534507. afirma a necessidade de formação e capacitação contínua para ser um tradutor do conhecimento.ACOMPANHENAWEB Entrevista com Philippe Perrenoud sobre a democratização do ensino • Leia essa entrevista.shtml>. para modificar a maneira de explicar um conteúdo até que todos os alunos aprendam. verificar se a instituição está alinhada aos princípios e às expectativas da família. AGORAÉASUAVEZ Instruções: Agora. Acesso em: 29 de novembro de 2014. em que o professor e sociólogo suíço. você encontrará algumas questões de múltipla escolha e dissertativas. Leia cuidadosamente os enunciados e atente-se para o que está sendo pedido. Disponível em: <http://revistaescola. como você a descreveria? 14 . os pais buscam. além de conhecer a infraestrutura. Questão 1 Teorias da aprendizagem em educação objetivam explicar o processo do aprender pelos indivíduos.abril. A seguir. Principalmente na rede particular de ensino. São ideias com diferentes aspectos do processo de aprendizagem que ajudam a explicar como ela ocorre. Philippe Perrenoud. Supondo que fosse escolher uma escola com a linha construtivista. chegou a sua vez de exercitar seu aprendizado.

Ela tinha uma varinha mágica que fazia as pessoas bonitas ou feias. E continuou o espelho: – Além disso. comparando-o com o de outras pessoas. também ela perguntou ao espelho: – Espelho. poderei ter outra resposta. preciso saber por que Vossa Majestade fez essa pergunta. sem nenhum critério externo? É uma avaliação considerando a norma ou critérios predeterminados? De toda forma. que Vossa Majestade me diga se pretende fazer uma classificação dos resultados. ainda tem o seguinte – continuou o espelho: – Como vou fazer essa avaliação? Devo utilizar análises continuadas? Posso utilizar alguma prova para verificar o grau dessa beleza? Utilizo a observação? 15 . Depois. o conjunto? Quem devo consultar para fazer essa análise? Por exemplo: se consultar somente os moradores do castelo.. espelho meu. a rainha não sabia o que dizer. alegres ou tristes. respondeu o espelho. – Em primeiro lugar. vou ter uma resposta. querendo avaliar sua beleza. existe alguém mais bonita do que eu? O espelho olhou bem para ela e respondeu: – Minha rainha. Atônita. a Branca de Neve ganha estourado. Mas. Entre a turma da copa ou mesmo entre os anões. vitoriosas ou fracassadas. Devo considerar o peso. Pretende apenas levantar dados sobre o seu ibope no castelo? Pretende examinar seu nível de beleza. ela também tinha um espelho mágico. a altura. acho que minha rainha terá o primeiro lugar. se utilizar parâmetros nacionais. é preciso. Hoje em dia. a cor dos olhos. os tempos estão mudados. Só lhe ocorreu perguntar: – Como assim? – Veja bem. Uma rainha que vivia em um grande castelo. se perguntar aos seus conselheiros. Esta não é uma resposta assim tão simples. Um dia. o que pretende fazer com minha resposta. ainda. por outro lado. leia a história a seguir: “Era uma vez. eu preciso que Vossa Majestade me defina com que bases devo fazer essa avaliação..AGORAÉASUAVEZ Questão 2 Para responder a essa questão. para responder a sua pergunta eu preciso de alguns elementos mais claros. ou seja. ou sua avaliação visa ao desenvolvimento de sua própria beleza. Como todas as rainhas.

d) Uma quantificação objetiva de critérios que independa dos contextos sociocultural ou social. De acordo com este texto. ( ) d) Imigrantes digitais são pessoas que precisaram se adaptar às novas modalidades de interação e comunicação digital. escrever mensagens grafadas em maiúsculas tem a conotação de grito. Michael Quinn. ( ) c) A avaliação ideal é aquela que mede a quantidade de conhecimento que foi memorizada.( ) b) A teoria situada é aquela que ocorre em função do conhecimento prévio. e os alunos que não alcançam a pontuação mínima devem ser reprovados. a avaliação pode ser definida como: a) Um processo que envolve formulação de critérios que devem ser definidos a posteriori.” (Adaptado de PATTON. em sua maioria imigrantes digitais. Londres: Sage Pub. 1997). Utilization-Focused Evaluation. b) Um produto que gera objetividade dos fatos e aspectos a serem analisados. A empresa que comercializou o sistema ofereceu capacitação. Questão 3 Julgue cada uma das afirmativas a seguir como verdadeira (V) ou falsa (F).AGORAÉASUAVEZ Finalmente. a) De acordo com as regras de etiqueta na internet. mas há certa resistência às mudanças por parte dos professores. concluiu o espelho: – Será que estou sendo justo? Tantos são os pontos a considerar. ( ) Questão 4 Você é gestor(a) de uma equipe de coordenadores pedagógicos de uma instituição de ensino superior que adquiriu uma plataforma para gerenciar o sistema educacional. que por sua vez levam a julgamentos. Quais seriam suas atitudes para integrar todos com êxito para o uso da plataforma? 16 . c) Uma análise por instrumentos que considere apenas os aspectos quantitativos e externos. subjetividade e tomadas de decisão.

que também envolve habilidades e competências comunicacionais nos ambientes virtuais. uma vez que esta requer outras habilidades. jan. 17 . o que exige algumas habilidades e competências do professor. Disponível em: <http://revistaescola. Acesso em: 15 dez. destacamos: comunicação assertiva que inclui uma escuta ativa. É necessário ter regras para uma comunicação fluida e respeitosa. Ter foco no aprendizado sem dispersão é uma aprendizagem autodirigida. 2009. Ter autonomia para estudar e responsabilidade sobre a gestão do tempo é uma capacidade fundamental para continuar a aprender ao longo da vida. regras que regulem o comportamento virtual. dialogicidade.com. uso de estratégias de orientação.br/ formacao/avaliacao-aprendizagem-427861. habilidade para interagir com os alunos de forma não presencial. capacidade de realizar intervenções didáticas. você aprendeu sobre as competências docentes na educação virtual. REFERÊNCIAS A AVALIAÇÃO deve orientar a aprendizagem. Nova escola. aptidões que desafiam os professores a perceberem suas práticas diante dos quatro pilares da educação. capacidade de interagir com os conteúdos. FINALIZANDO Neste tema. como a netiqueta. acompanhamento e avaliação. Descreva aquelas que são fundamentais. Entre essas competências.abril. 2014. disposição para inovação educacional.shtml>.AGORAÉASUAVEZ Questão 5 O processo educacional e a organização escolar estão vinculados à importância da resolução de problemas do cotidiano. que diferem daquelas exigidas para a docência presencial.

Psicologia da educação virtual.abril. DANTAS. B.com/informatica/netiqueta. Entrevista concedida a Bruna Nicolielo. p. n.. Acesso em: 14 dez. G. BROUGÈRE.com. ANDRETTA.pdf>. 2012. educabrasil. centropaulasouza. ______. 2010. São Paulo: Artmed. 41. Disponível em: <http://www. G. Acesso em: 16 dez.br/fo/ojs/index. Nova escola. 1.htm>. In: PLANETA educação. Anais. A aprendizagem no cotidiano. Acesso em: 4 dez. F.planetaeducacao. 2014. 2014. Inclusão das tecnologias de informação e comunicação na educação através de projetos. PUCRS.com. Dissertação (Mestrado em Tecnologia) – Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza. M. Porto Alegre. N./ mar. 2014. A. Disponível em: <http://www.. Disponível em: <http://www.sp. Acesso em: 15 dez. C. COLL. Acesso em: 29 dez. de.shtml>. 2012. Disponível em: <http://teste. 2.com. jan..REFERÊNCIAS ALMEIDA. jan. BARBOSA. 2014. COORDENAÇÃO DE EAD-SEED/PR. G. 2004. F. In: Congresso Anual de Tecnologia da Informação.Parar jamais. 2014. 29. 2014. 18 . Tempo: 1:21:46. APRENDIZAGEM autodirigida. D. BARBOSA. Acesso em: 16 dez. Tempo: 4:09.com. 2014. Disponível em: <http://revistaseletronicas. CENTRO UNIVERSITÁRIO FEI.br/professores/ suporteaoprof/pedagogia/teoria41aprsitu. C.. tecnologiadeprojetos.com. T. v. Nova escola.gov.be/q5NXJsmWaFo>. p. 2014. In: DICIONÁRIO interativo da educação brasileira. 2014. jul. n. Práticas de ensino e recursos tecnológicos na educação a distância via internet. 1. jul./dez. 327-40.. 2012. São Paulo.br/creche-preescola/aprendizagem-cotidiano-664585.mundoeducacao. reinventar-se sempre – Tarde.br/arts/inclus%C3%A3o%20das%20tecnologias. D’ADDARIO. MONEREO. A.asp>. 112f. Educação e Pesquisa. Acesso em: 4 dez. 2004. Disponível em <http://youtu. Acesso em: 3 dez. E. Apoio ao docente em formação. Disponível em: <http://youtu. 365p.br/pos-graduacao/trabalhos-academicos/dissertacoes/formacao-tecnologica/2012/nadia-amalia.br/eb/dic/dicionario.shtml>. 2014. 2010. 2003.pdf>.abril. I. Netiqueta. v. Acesso em: 8 dez.be/seiw4gwsfYA>.br/politicas-publicas/apoio-ao-docente-formacao-694789. Disponível em: <http://www. APRENDIZADO situado.. 2014.asp?id=51>. Netiqueta: boas maneiras na internet. 24ª ASSEMBLEIA GERAL FIUC FEI 24-07.php/revistapsico/article/view/3879/5209>. 2014. Disponível em: <http://revistaescola. Metacognição e aprendizagem: como se relacionam? Psico. São Paulo. Acesso em: 4 dez. E. et al. 7-13.pucrs. MOURA. Educação à distância na internet: abordagens e contribuições dos ambientes digitais de aprendizagem. Disponível em: <http:// revistaescola.

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formular objetivos de estudo.REFERÊNCIAS SEBRAE. com ou sem a ajuda de outros. Marc Prensky at Digital Education Show Asia 2013. O aprendizado é fortemente relacionado com a prática e não pode ser dissociado dela. especialmente em e-mails. São Paulo: Atlas. Disponível em <http://youtu. TACHIZAWA. identificar os recursos humanos e materiais para aprender. Trata-se de um conjunto de recomendações para evitar mal-entendidos em comunicações via internet. Netiqueta: é uma etiqueta que se recomenda para a comunicação na internet.br/sites/PortalSebrae/artigos/O-que%C3%A9-uma-rela%C3%A7%C3%A3o-%E2%80%9Cganha%E2%80%93ganha%E2%80%9D%3F>.sebrae. 2014. 22 .com. descreve o processo no qual os indivíduos tomam a iniciativa de. 2014. Tempo: 3:39. além de avaliar os resultados obtidos nessa atividade. 2003. Acesso em: 15 dez. Aprendizagem situada:  é a aprendizagem que ocorre em função da atividade. escolher e implementar as estratégias apropriadas. Aprendizagem associativa: esse tipo de aprendizagem considera a capacidade dos indivíduos em associar estímulos e respostas geradas pelo condicionamento. diagnosticar as suas necessidades de aprendizagem. Foi inspirado nas ideias do suíço Jean Piaget (1896–1980). T. chats e listas de discussão. GLOSSÁRIO Aprendizagem autodirigida: no sentido amplo.be/O7duo6Y5dFQ>. Acesso em: 14 dez. O que é uma relação “ganha-ganha”? Disponível em: <http://www. Esta palavra é a fusão do termo inglês net (que significa rede) e o termo etiqueta (conjunto de normas de condutas sociais). da cultura e do ambiente social na qual está inserida. do contexto. Tecnologias da informação aplicadas às instituições de ensino e às universidades corporativas. Construtivismo: é uma das teorias empenhadas em explicar como a inteligência humana se desenvolve partindo do princípio de que o desenvolvimento da inteligência é determinado pelas ações mútuas entre o indivíduo e o meio. TOTALEDUCATIONTV.

na história. (V) b) A teoria situada é aquela que ocorre em função do conhecimento prévio. e que os aspectos qualitativos devem prevalecer sobre os quantitativos. enfatizando o aspecto cognitivo. o espelho deve formular os critérios que serão definidos pela rainha para tomar a decisão sobre a avaliação. (V) 23 . e os alunos que não alcançam a pontuação mínima devem ser reprovados. Ela envolve diversos elementos. é preciso entender que avaliações devem ser contínuas.GABARITO Questão 1 Resposta: A escola construtivista é aquela que proporciona a construção do conhecimento por meio da formulação de hipóteses e resolução de problemas. além de induzir os alunos à autonomia. Questão 3 Resposta: a) De acordo com as regras de etiqueta na internet. escrever mensagens grafadas em maiúsculas tem a conotação de grito. Porém. (F) d) Imigrantes digitais são pessoas que precisaram se adaptar às novas modalidades de interação e comunicação digital. como dramatização e música. Portanto. Questão 2 Resposta: Alternativa A. (F) c) A avaliação ideal é aquela que mede a quantidade de conhecimento que foi memorizada. cumulativas. Ao ler o texto podemos supor que um processo avaliativo seja simples.

aprende e desenvolve habilidades. e estes elementos estão sujeitos a mudanças. além de outros fatores que movem a educação. solicitando a eles que ensinem aos que sabem menos. A escola e o professor são a base do desenvolvimento social. valorizar e respeitar aqueles que sabem mais. como é o caso do uso das ferramentas tecnológicas entre nativos e imigrantes digitais. intelectual e cultural.Questão 4 Resposta: A melhor maneira de integrar equipes multidisciplinares é reconhecer. 24 . Ele deve também se manter em formação permanente e continuada. O professor deve aprimorar seu conhecimento. além de utilizar instrumentos de avaliação variados. seu trabalho deve ser planejado e preferencialmente avaliado no coletivo de professores. investindo no uso das tecnologias da informação e comunicação como recurso didático e de conteúdo. Questão 5 Resposta: O professor deve envolver os alunos no processo de ensino e aprendizagem. o que inclui as tecnologias. numa permuta de conhecimentos. Quem ensina.

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Introdução à Educação Virtual Autoria: Daiane Alves Cordeiro Brites Tema 06 Aprendizagem Colaborativa em Ambientes Virtuais .

resumida ou modificada em língua portuguesa ou qualquer outro idioma. 13 Pág. Introdução à Educação Virtual: Aprendizagem Colaborativa em Ambientes Virtuais. 3 Pág. 13 Pág. . Índice CONVITEÀLEITURA Pág.Tema 06 Aprendizagem Colaborativa em Ambientes Virtuais Autoria: Daiane Alves Cordeiro Brites Como citar esse documento: BRITES. em forma idêntica. 3 ACOMPANHENAWEB PORDENTRODOTEMA Pág. 2014. Caderno de Atividades. 15 © 2014 Anhanguera Educacional. Daiane Alves Cordeiro. Anhanguera Educacional: Valinhos. 14 Pág. 9 Pág. Proibida a reprodução final ou parcial por qualquer meio de impressão. 10 Pág.

CONVITEÀLEITURA É notório que a educação tradicional ainda é o meio mais propagado de aprendizagem. na contemporaneidade. Entenderá ainda que o professor contemporâneo. Muito se fala. comunicação coerente para que todos possam se entender e um objetivo comum entre todos os participantes do grupo. sobre o uso das tecnologias mais recentes aplicadas à educação. a aprendizagem colaborativa se faz presente. Nesse sentido. Sabe-se que a aprendizagem colaborativa não teve início com a criação dos recursos digitais. porém. também será discutido o modo como tal modalidade pode impactar na vida acadêmica e social tanto do aluno quanto do professor. é preciso sempre analisar quais recursos e quais suportes são de fato relevantes para o desenvolvimento discente. interação para que um problema seja resolvido. é aquele que conduz o aluno. a ideia de aprendizagem em grupos colaborativos em ambientes virtuais tem sido muito difundida como uma possibilidade de inter-relacionamento e conexão entre os discentes. Neste tema. No entanto. Neste tema. sendo mais um meio para o acesso ao conhecimento. a expansão das tecnologias digitais tem criado possibilidades de uma nova maneira de estudar e aprender. em tese. você entenderá como se dá a aprendizagem colaborativa e como ela pode ser capaz de conduzir o aluno para que ele encontre suas próprias respostas junto com seus pares e com a utilização de recursos digitais. Quando há entre os componentes de um grupo de estudos cooperação para o desenvolvimento de uma determinada atividade. será desenvolvida a questão da aprendizagem colaborativa em ambientes virtuais. que instiga nele a curiosidade para que ele próprio construa seus saberes. PORDENTRODOTEMA Aprendizagem Colaborativa em Ambientes Virtuais A educação contemporânea tem como objetivo preparar o sujeito para sua vida em sociedade e não apenas fazê-lo um mero repetidor de conceitos. 3 .

os autores utilizam como base quatro pilares da aprendizagem colaborativa. muitas vezes. de buscar fazer algo de uma maneira diferente do que já é feito. Além dos professores. isto é. Tais avanços na área das tecnologias digitais também facilitam a aprendizagem colaborativa. ambos precisam ser capazes de buscar as informações das quais necessitam. 2. principalmente. São eles: 1. (1998 apud Behrens.PORDENTRODOTEMA Contudo. para a necessidade de aprender a conviver e a valorizar as sabedorias diferentes. Os docentes têm ainda o papel de direcionar seus alunos para que eles sejam capazes de fazer essa busca por informações. Com relação à dinâmica da aprendizagem colaborativa. 3. 4 . a aprendizagem colaborativa torna-se uma possibilidade real para o melhor desenvolvimento do aluno. em investigar e em ter curiosidade. Os colaboradores de um determinado projeto de estudo não precisam estar juntos fisicamente para que a tarefa seja realizada de modo satisfatório. que tinham como tarefa apenas a memorização. visto que houve um aumento da quantidade de recursos tecnológicos que possibilitam o apoio a esse tipo de aprendizagem on-line. por meio da aprendizagem colaborativa em ambientes virtuais. As tecnologias digitais e as propostas contemporâneas de educação possibilitam que os professores desenvolvam modos eficazes de colaboração e aprendizagem entre seus discentes. Em contrapartida. Ele deve incentivar a indagação e a busca para que o próprio aluno possa produzir conhecimento. ou seja. Aprender a viver juntos – está voltado para a harmonia do grupo. Jacques Delors et al. com o advento das tecnologias digitais e com seu uso em benefício da educação. 2010) em “Relatório para a Unesco da Comissão Internacional sobre Educação para o Século XXI” apresentam uma abordagem para a aprendizagem voltada para toda a vida. Aprender a fazer – está voltado para a ideia de criticidade e autonomia. Para isso. por causa dos diversos avanços tecnológicos que tivemos no âmbito das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC). Aprender a conhecer – está voltado para a compreensão da necessidade de conhecer o mundo que nos rodeia. Se antes os discentes eram meros receptores de conhecimento e os docentes deveriam passar todo o seu conhecimento a eles. o desafio tanto para os professores quanto para os alunos é o de aprender a aprender. os alunos também precisam se acostumar com a nova dinâmica do ensino. atualmente. o que se dará. de ter prazer em descobrir. o professor não deve ser mais aquele que detém todo o conhecimento e o transmite ao aluno. E esse desafio de fazer do aluno um verdadeiro buscador do conhecimento se faz possível.

as tecnologias colaborativas precisam atender a quatro critérios. É preciso que o projeto educacional tenha uma fundamentação teórica e seja pensado a partir de algum modelo pedagógico. por exemplo. que é um ambiente de aprendizagem no qual os estudantes podem executar diversas tarefas. muitas delas voltadas para a aprendizagem colaborativa. Dentre os recursos que podem ser aplicados nesse ambiente está a restrição de certas áreas de trabalho para que apenas um determinado grupo. com o uso do correio eletrônico. Todos do grupo podem controlar e participar para que se chegue ao resultado desejado. etc. possa desenvolver o seu projeto específico e contribuir com a elaboração da tarefa. pode-se pensar em ambientes educacionais capazes de promover a interação desejada pelos pilares de Delors et al. para que depois de formada ela possa ter ideias críticas e independentes. Aprender a ser – está voltado à necessidade de a educação contribuir de maneira geral para a formação de uma pessoa. As ferramentas on-line que permitem o trabalho em grupos colaborativos são muito variadas e possuem características diversas. quando há uma troca entre duas partes e cada uma delas aprende com a outra.PORDENTRODOTEMA 4. quando apenas há uma informação e o usuário da plataforma se beneficia dela. Um dos softwares mais utilizados para fins educacionais é o Moodle. que são: 1. por exemplo. Coll e Monero (2010) afirmam que a maior parte das plataformas educacionais possuem canais para que quem as utiliza possa se comunicar de várias maneiras. Para que o apoio colaborativo seja feito. Para estes autores. Há ambientes que foram criados especificamente para que a aprendizagem colaborativa seja promovida. 2. bidirecional. 3. com um painel eletrônico informativo. 2010) descrevem como devem ser esses espaços que têm como objetivo fazer com que os alunos interajam colaborativamente. e não toda a turma. Todas essas ferramentas citadas fazem parte de um conjunto de recursos que podem ajudar nas tarefas colaborativas. por exemplo. É preciso que haja funcionalidades capazes de dar suporte para a interação entre os participantes. chats. o projeto deve estar fundamentado em um groupware. Monero. 5 . A partir daí. por exemplo. Para que sejam mais eficazes. 4. Essa comunicação pode ser unidirecional. em fóruns. quando as informações e as ideias são construídas a partir de conhecimentos provenientes de várias pessoas diferentes. videoconferências. Lipponen e Lallimo (2004 apud Coll. ou multidirecional. apesar de nem todas elas terem sido pensadas para essa atividade. essas plataformas devem oferecer ferramentas capazes de construir uma comunidade interativa.

. localizar e avaliar informações novas. além disso. ao utilizar tais softwares. é importante lembrar que tais ambientes devem ser capazes de estimular determinadas atitudes que serão importantes na realização de tarefas reais. como as características particulares dos colaboradores podem ser importantes para o alcance do sucesso. A outra linha tenta favorecer alguns tipos de diálogos entre os mesmos colaboradores por meio de determinadas ferramentas. 2010) desenvolve critérios para a observação das mensagens trocadas pelos estudantes nos ambientes de estudo. essa limitação leva os estudantes para o resultado que se almeja. possuem duas linhas de desenvolvimento e pesquisa. consequentemente. São elas: • Dimensão participativa – refere-se ao número de intervenções de cada participante. Uma das linhas está ligada à necessidade de criação de ambientes que propiciem a comunicação. Pode ser disponibilizada por tais ambientes a criação de gráficos e matrizes. pois. além de canais de comunicação entre os colaboradores. guiam-se os colaboradores para a resolução do problema proposto. O próprio ambiente virtual conduzirá o colaborador para que ele seja capaz de realizar as tarefas em conjunto e para que assim o grupo possa chegar a uma aprendizagem colaborativa satisfatória. segundo Coll e Monero (2010). no maior aproveitamento dos processos cognitivos e sociais de construção do conhecimento entre os estudantes. Monero. Dessa forma. ou seja.PORDENTRODOTEMA Todas essas especificações a respeito de como deve ser um ambiente virtual colaborativo estão pautadas na necessidade de facilitação da coordenação nos ambientes virtuais e. planejar projetos. A representação visual também funciona como a recordação do grupo. Sobre esse aspecto. Outra função que muitos ambientes virtuais para fins educativos e voltados para a questão da aprendizagem colaborativa apresentam é a representação visual. A autora cria um modelo que identifica cinco dimensõeschave capazes de analisar as mensagens trocadas pelos estudantes nos ambientes virtuais colaborativos. organizar ideias. o diálogo entre os colaboradores. No que diz respeito aos ambientes virtuais e às suas características para fomentar diálogos e atitudes específicas entre os participantes. formular hipóteses. Coll e Monero (2010) discorrem sobre o tema e explicam que esses ambientes possuem ferramentas capazes de ordenar o trabalho e criar nos alunos uma memória visual que facilita o trabalho em grupo. Henri (1992 apud Coll. o trabalho possui um guia que conduz os participantes até a chegada a seu objetivo. • Dimensão interativa – refere-se à interconexão e às contribuições entre os participantes. ela estimula nos participantes o aprimoramento das ideias e sua efetiva realização. alguns autores buscaram pesquisar como se dá a interação entre esses alunos e qual a importância de cada um dentro do grupo. Por exemplo. os estudantes devem ser capazes de identificar temas. etc. 6 . Os ambientes virtuais. por meio dela. os colaboradores serão capazes de se lembrar de ideias tidas anteriormente. Como a aprendizagem colaborativa trabalha a resolução de um problema a partir da contribuição de diversos estudantes. isto é. ou seja.

ficaria por conta da interação social e da ideia de pertencimento ao grupo. quem ajuda o aluno a encontrar as soluções. Para a maioria dos autores. eles estão. nesse caso. Quando os alunos interagem em grupos sociais de argumentação. mas. principalmente. sua forma de ensinar. Tudo isso para compreender como estão se dando as relações nos ambientes educacionais colaborativos e se eles estão realmente sendo capazes de desenvolver aquilo a que se propuseram. a organizar e administrar conhecimentos e não aquele que transmite conhecimentos e ideias fixas. por consequência de sua interação. Os trabalhos na área estudam não só a questão do desenvolvimento das tarefas propriamente ditas nos ambientes virtuais. Além do estudo a respeito da interação dos alunos nos ambientes virtuais colaborativos. reflexão. e isso o estimula a continuar participando e buscando soluções. Outra função docente bastante importante nos ambientes virtuais é a de intervir para manter o interesse dos alunos. ou não. O professor seria. assim como o de outros autores. O aluno percebe sua importância para a resolução de um problema. 7 . esses autores defendem que o professor precisa mudar sua abordagem. isto é. Assim. Tais estudos se preocupam também se os ambientes virtuais estão promovendo. • Dimensão metacognitiva – refere-se ao conhecimento e às habilidades metacognitivas que os estudantes apresentam. • Dimensão social – refere-se às contribuições que vão além dos conteúdos ou das tarefas propostas. exatidão e precisão das ideias.PORDENTRODOTEMA • Dimensão cognitiva – refere-se ao nível das contribuições dos participantes. A contribuição do grupo. igualmente se desenvolvendo. É importante perceber que o estudo de Henri. nesse caso. sua formação individual também é beneficiada pela dimensão social das trocas em grupo. pretende entender até que ponto a comunicação em ambientes virtuais é capaz de criar situações proveitosas para a elaboração das tarefas que os estudantes precisam fazer. o professor teria um papel de facilitador da aprendizagem dos alunos. diversos autores trabalham a questão do papel docente nesses ambientes. mas também a participação nos grupos ao desenvolvimento do aluno de maneira individual. bem como motivar e estimular o compromisso dos discentes. ou seja. direcionar os alunos para que eles mesmos encontrem as soluções para as questões propostas. exposição dos argumentos. Como os ambientes virtuais são cenários diferentes dos tradicionais ambientes de ensino. por exemplo. das opiniões e das propostas. acordo entre os significados e exposição do pensamento crítico. a construção do conhecimento em conjunto. a função do professor nesses ambientes não é propriamente expor um conteúdo.

A partir desses quatro papéis. pode-se entender que ambos. Sobre esse assunto. A qualidade e a relevância da produção dependem também dos talentos individuais dos alunos que passam a ser considerados portadores de inteligências múltiplas. (BEHRENS. 8 . apesar de não ser um modelo de estudo novo. É necessário ter em mente que o ambiente virtual de estudo deve ser o local de discutir. são capazes de apresentar resultados realmente satisfatórios nos ambientes virtuais de ensino. Como parceiros. professores e alunos desencadeiam um processo de aprendizagem cooperativa para buscar a produção do conhecimento. Behrens (2013) afirma: Os alunos passam a ser descobridores. tem ganhado maior visibilidade por causa dos avanços nas tecnologias digitais elaboradas para situações educacionais. transformadores e produtores do conhecimento. o professor em ambientes virtuais colaborativos tem alguns papéis específicos. depurar e transformar o conhecimento. Mediante o estudo das características dos alunos nos ambientes virtuais e do papel do professor nesses mesmos ambientes. já que ele tem um conhecimento especializado. trabalhando em conjunto. pode-se afirmar que a aprendizagem colaborativa. o desafio do professor é desenvolver meios para que os alunos se mantenham participativos e compreendam que precisam assumir sua autonomia e ser responsáveis pelo seu processo de conhecimento. pensando sempre que a contribuição de cada um do grupo que está elaborando aquela proposta é peça fundamental para o sucesso do projeto. • Papel avaliador – refere-se à valorização da aprendizagem dos alunos e do processo formativo alcançado por eles.PORDENTRODOTEMA Segundo Coll e Monero (2010). Tanto os alunos quanto os professores ainda precisam se aperfeiçoar para que tal abordagem pedagógica seja mais bem aproveitada. Inteligências que vão além das linguísticas e do raciocínio matemático que a escola vem oferecendo. • Papel intelectual – refere-se ao professor como aquele que facilita a aprendizagem e coloca em discussão pontos específicos que precisam ser estudados pelos alunos. Vejamos: • Papel social – refere-se à promoção das interações entre os estudantes e ao apoio para um desenvolvimento coeso do grupo. 2013. • Papel técnico – refere-se às habilidades dos professores para lidar com os recursos tecnológicos. 82) Diante do exposto. p.

o texto apresenta o estudante como alguém autônomo. Ele tem como base a teoria construtivista sobre a qual também discorre. nele você verá uma entrevista com Delano Lins líder da empresa da área tecnológica Saba no Brasil. Você entenderá as diversas teorias da aprendizagem que estudam a aprendizagem colaborativa. Link para acesso: <http://www. Acesso: 05 jan. Tempo: 04:25. O que é aprendizagem social e colaborativa? • Assista ao vídeo completo. verá também como se dá a avaliação nessa proposta de aprendizagem. 2015. 2015.com/watch?v=iQ-x05kuQ20>. 9 . você verá o conceito de aprendizagem colaborativa tanto no ensino tradicional quanto no ensino virtual. Além disso. Na entrevista ele fala dos ambientes virtuais colaborativos e de sua importância para as capacitações nas empresas. 2015.br/nucleoead/documentos/costaAmbientes.youtube. Além disso.pdf>.ACOMPANHENAWEB A aprendizagem colaborativa no ensino virtual • Neste trabalho. Acesso: 05 jan.br/eventos/educere/educere2005/anaisEvento/documentos/com/TCCI167. Ambientes virtuais de aprendizagem e suas possibilidades construtivistas • Este artigo trata dos ambientes virtuais de aprendizagem e suas reais possibilidades de ensino. pdf>. Acesso: 05 jan. Link para acesso: <http://www. que busca os conhecimentos dos quais necessita. Link: <https://www.pucpr.ufrgs.

Acesso: 05 jan.br/pedagogia/artigos/13198/educacao-a-distancia-e-ambientes-virtuais-de-aprendizagem>. Ele aborda também da importância da interação social para a construção do conhecimento e trata das ferramentas interativas que possibilitam tais aprendizagens. é apresentado o processo de elaboração do conhecimento por diversos alunos. como você percebe a expansão da aprendizagem colaborativa em ambientes virtuais? 10 . AGORAÉASUAVEZ Instruções: Agora. situações de ensino baseadas nesse sistema. você encontrará algumas questões de múltipla escolha e dissertativas.portaleducacao.com. A partir dessa informação e da sua vivência acadêmica. Leia cuidadosamente os enunciados e atente-se para o que está sendo pedido. pelo menos parcialmente. Link para acesso: <http://www.AGORAÉASUAVEZ Educação a distância e ambientes virtuais de aprendizagem • Neste artigo. 2015. chegou a sua vez de exercitar seu aprendizado. e muitas já utilizam. Questão 1 Sabe-se que a aprendizagem colaborativa em ambientes virtuais tem se expandido nas instituições educacionais. A seguir.

e) Aprender a conhecer é o pilar que fala do aprender como princípio da educação. (1998 apud Behrens. correlacione a dimensão ao seu significado: 1. Dimensão cognitiva 4. ele trata da busca pelo conhecimento. Questão 3 A partir dos critérios desenvolvidos por Henri (1992 apud Coll. d) Aprender a melhorar é o pilar que trata do aperfeiçoamento do sujeito a partir das experiências que ele teve ao longo da sua vida. Dimensão interativa 3. marque a única opção na qual a correspondência entre o pilar proposto por Delors et al. Sendo assim. b) Aprender a fazer é o pilar que trata da inovação. pode-se afirmar que eles estão pautados na necessidade de se ter uma educação contínua. Monero. Dimensão participativa 2. 2010). e a sua definição NÃO está correta: a) Aprender a ser é o pilar que fala da formação do indivíduo. a) 5-3-2-1-4. Dimensão metacognitiva 5. 2010) a respeito da observação das informações trocadas pelos alunos nos ambientes virtuais.AGORAÉASUAVEZ Questão 2 Sobre os quatro pilares da aprendizagem colaborativa de Delors et al. ) diz respeito à relevância daquilo com o qual o aluno cooperou para a tarefa. b) 2-4-5-3-1. não apenas nas experiências acadêmicas. da necessidade de se buscar alternativas ainda não utilizadas para resolver um problema. ) diz respeito à ajuda que os alunos dão durante as tarefas que vão além das propostas. 11 . ) diz respeito ao conhecimento e à autorreflexão dos discentes sobre suas habilidades. ) diz respeito à quantidade de intermediações feitas por um determinado participante. mas também nas pessoais. c) Aprender a viver juntos é o pilar que fala da necessidade de respeitar as individualidades em um processo de aprendizagem coletiva. Dimensão social ( ( ( ( ( ) diz respeito às múltiplas ligações e às contribuições entre os alunos. c) 5-3-1-4-2.

fotos. etc. pode-se considerar redes sociais como Facebook e Instagram. seu próprio espaço fenomênico da exposição. Verticais. Eles representam. e) 3-5-2-1-4.AGORAÉASUAVEZ d) 2-4-3-1-5. móveis e imediatos. vê-se o surgimento de diversas redes sociais e o crescimento do seu uso é considerável. 64) Questão 5 Atualmente. como ambientes formais de aprendizagem colaborativa? 12 . um outro momento revolucionário. Questão 4 Relacione as afirmações do texto a seguir com o que você estudou sobre aprendizagem colaborativa em ambientes virtuais: “A tecnologia digital rompe com a narrativa contínua e sequencial das imagens e textos escritos e se apresenta como um fenômeno descontínuo. (Kenski. 1998. Diversos alunos ficam conectados várias horas por dia nesses ambientes virtuais e trocam informações através de textos. Sua temporalidade e espacialidade. músicas. estão diretamente relacionadas ao momento de sua apresentação. vídeos. por exemplo. expressas em imagens e textos nas telas. portanto. na maneira de pensar e compreender”. p. descontínuos. Sendo assim. um outro tempo. as imagens e os textos digitalizados a partir da conversão das informações em bytes têm o seu próprio tempo.

CONGRESSO NACIONAL DA ÁREA DE EDUCAÇÃO. n. Projetos de Aprendizagem Colaborativa num Paradigma Emergente. César. . Aprender a ensinar com as tecnologias da informação e da comunicação. Sérgio Roberto Kieling. In: MORAN. Curitiba.ufrgs.pdf>. COSTA. Revista Brasileira de Educação. Porto Alegre: Artmed. MASETTO. Charles. é neles que esse tipo de aprendizagem mais tem se desenvolvido. 2010. porém. Naila Freitas.. Psicologia da Educação Virtual.pdf>. Campinas: Papirus. 21.. Fique atento a sua volta e perceba o quanto esse tipo de aprendizagem tem sido expandido. Acesso em: 5 jan. KENSKI. Disponível em: <http://www. Anais. Ele é um artifício a mais para o desenvolvimento do aluno em seu contexto educacional e pessoal. 1. Acesso em: 5 jan. 7.ed. 2015. O redimensionamento do espaço e do tempo e os impactos no trabalho docente./abr. aprendizagem colaborativa em ambientes virtuais. In: EDUCERE. Novas Tecnologias e Mediação Pedagógica. Luciano Andreatta Carvalho da. CINTED-UFRGS. Novas tecnologias na educação. Marilda Aparecida. maio 2005. FRANCO. 3. 2015. LEITE. Novas Tecnologias. Associação Nacional de Pós-graduação e Pesquisa em Educação.br/eventos/educere/educere2005/anaisEvento/ documentos/com/TCCI167. 2005.pucpr.. A aprendizagem colaborativa no ensino virtual.br/nucleoead/documentos/costaAmbientes. Ambientes virtuais de aprendizagem e suas possibilidades construtivistas.FINALIZANDO O tema estudado. et al. a aprendizagem colaborativa pode estar presente em diversos ambientes e não precisa. está totalmente relacionado às questões da educação contemporânea e ao seu modelo de aperfeiçoamento da aprendizagem. até mesmo pela característica dinâmica que eles possuem. estar ligada aos ambientes virtuais. isto é. 2013. Vani Moreira. José Manuel. Trad. necessariamente. Marcos T. Marilda Aparecida. jan. n. BEHRENS. COLL. 1998. 13 . 3. MONERO. REFERÊNCIAS BEHRENS. 5. Disponível em: <http:// www. v. Como você viu.

com. Habilidades metacognitivas: é uma habilidade ligada à capacidade do aluno de entender seus conhecimentos e de refletir sobre a melhor maneira de controlá-los e utilizá-los em função da aprendizagem. tutores e o conteúdo. isto é. Educação a distância e ambientes virtuais de aprendizagem.br/pedagogia/artigos/13198/educacao-a-distancia-e-ambientes-virtuais-deaprendizagem>. Disponível em: <http://www. 34. O que é aprendizagem social e colaborativa? Disponível em: <https://www. Trata-se de um conceito ligado à inovação.REFERÊNCIAS LÉVY. Rio de Janeiro: Ed. Pierre. José Valdiq dos.portaleducacao. GLOSSÁRIO Groupware: termo formado pela junção dos vocábulos group e software. Tecnologias digitais: são tecnologias baseadas na utilização dos recursos mais recentes da informática.youtube. são programas que proporcionam o funcionamento da máquina. que engloba um conjunto de ferramentas da área da informática que serve como espaço virtual compartilhado e proporciona o trabalho em grupo. 2015. 28 maio 2012. (Coleção TRANS) SABA BRASIL. Acesso em: 5 jan. As Tecnologias da Inteligência: o futuro do pensamento na era da informática. Softwares: podem ser entendidos como a parte lógica de um equipamento em contraposição à parte física. 14 . Acesso em: 5 jan. Plataformas educacionais: são ambientes virtuais de aprendizagem que permitem a criação e a hospedagem de cursos on-line e proporcionam também a interação entre alunos. Portal educação. já que as novidades tecnológicas se apresentam com grande frequência na atualidade. 1993.com/watch?v=iQx05kuQ20>. SANTOS. 2015.

corretamente. está certa. está certa. corretamente. por isso ela está certa. por isso. A alternativa “c” fala do pilar aprender a viver juntos e explica. que para se ter resultados positivos é preciso respeitar as diferenças. etc. A alternativa “b” discorre sobre o pilar aprender a fazer e explica. espera-se que você relate a sua experiência em situações que utilizavam aprendizagem colaborativas em ambientes virtuais. portanto. da importância de se aprender para a vida e não apenas para os bancos escolares. de maneira correta. ou as experiências que você adquiriu por meio de leituras e pesquisas sobre o tema. poderia citar ainda a aprendizagem colaborativa sem o auxílio das tecnologias digitais.GABARITO Questão 1 Resposta: Nesta questão. que é bastante utilizada nas escolas. que o aluno precisa procurar soluções que ainda não foram encontradas e também está certa. Tais situações podem ter ocorrido em cursos livres.. e. e como estávamos procurando a opção incorreta. A alternativa “e” apresenta o pilar aprender a conhecer e explica. A alternativa “a” apresenta o pilar aprender a ser e fala. Sua participação pode ter acontecido tanto como aluno quanto com professor. de forma correta que o aluno precisa buscar sempre o conhecimento. outro curso superior. cursos de língua estrangeira. Se você nunca participou diretamente desse tipo de experiência. 15 . A alternativa “d” trata de um pilar inexistente que não foi apresentado por Delors et al. a opção a ser marcada deve ser a “d”. ser investigativo. Questão 2 Resposta: Alternativa D.

Questão 5 Resposta: Nesta questão. Dimensão cognitiva 4. (5) diz respeito à ajuda que os alunos dão durante as tarefas que vão além das propostas. será uma aprendizagem despreocupada.Questão 3 Resposta: Alternativa B. a exposição de imagens e a disposição de textos podem ser feitas de maneira separada. O aluno usuário de redes sociais certamente aprenderá sobre diversos assuntos. espera-se que você entenda que. com a contribuição de diversos participantes. apesar de os alunos estarem em um espaço no qual há aprendizagem. porém. que não tem um objetivo final pré-fixado como em um ambiente de um curso on-line. visto que não é construída apenas por um usuário da rede. por exemplo. O ambiente virtual e sua dinamicidade fazem com que a aprendizagem colaborativa se concretize. Dimensão interativa 3. Questão 4 Resposta: Nesta questão. (1) diz respeito à quantidade de intermediações feitas por um determinado participante. (4) diz respeito ao conhecimento e à autorreflexão dos discentes sobre suas habilidades. essa aprendizagem – que podemos chamar de colaborativa. isto é. esse é um ambiente propício para a aprendizagem colaborativa. 16 . Dimensão social (2) diz respeito às múltiplas ligações e às contribuições entre os alunos. Dimensão participativa 2. (3) diz respeito à relevância daquilo com o qual o aluno cooperou para a tarefa. Como a narrativa é entendida como descontínua em ambientes virtuais. ou seja. espera-se que você entenda que as tecnologias digitais dão novos formatos para a aprendizagem colaborativa. A correta relação entre a dimensão e seu significado é a seguinte: 1. Dimensão metacognitiva 5. mas por vários de seus usuários – não é uma aprendizagem construída em um ambiente formal.

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Introdução à Educação Virtual Autoria: Soellyn Elene Bataliotti Tema 07 Recursos Tecnológicos para Ensino e Aprendizagem em Ambientes Virtuais .

em forma idêntica. 9 Pág. 14 Pág. resumida ou modificada em língua portuguesa ou qualquer outro idioma.Tema 07 Recursos Tecnológicos para Ensino e Aprendizagem em Ambientes Virtuais Autoria: Soellyn Elene Bataliotti Como citar esse documento: BATALIOTTI. 3 Pág. Soellyn Elene. 2014. 15 © 2014 Anhanguera Educacional. Introdução à Educação Virtual: Recursos Tecnológicos para Ensino e Aprendizagem em Ambientes Virtuais. 3 ACOMPANHENAWEB PORDENTRODOTEMA Pág. 12 Pág. Anhanguera Educacional: Valinhos. Proibida a reprodução final ou parcial por qualquer meio de impressão. Índice CONVITEÀLEITURA Pág. 12 Pág. . Caderno de Atividades. 10 Pág.

o professor (ou o profissional responsável para desenvolver um curso à distância) deve entender a necessidade do estudante. transpondo o conteúdo para o ambiente virtual com atividades contextualizadas e ferramentas adequadas para que alcancem a proposta de ensino do curso/ disciplina. 3 . para que sejam ofertados cursos/disciplinas com qualidade.CONVITEÀLEITURA Neste tema. você vai entender a importância dos ambientes virtuais de aprendizagem na educação a distância. A modalidade a distância no Brasil é um modelo usual. no Brasil. se faz necessária uma articulação entre conteúdo-aluno-professor bem direcionada. com estratégias de ensino e aprendizagem. e. Para que esta articulação seja feita com sucesso. Esta leitura lhe trará a oportunidade de conhecer a importância dos ambientes virtuais de aprendizagem na educação a distância. pois suas atualizações ao longo dos anos tornam possível acessar e fazer cursos à distância por meio de recursos tecnológicos como smartphones e tablets com acesso à internet. apesar de ser uma modalidade antiga? Cursos televisivos e por correspondência já eram usuais no passado. atual. além de compreender que as tecnologias de informação e comunicação são recursos importantes para a modalidade. obteve respaldo legal com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (Lei n. 9.394. A modalidade. PORDENTRODOTEMA A Educação a Distância em Ambientes Virtuais de Aprendizagem Você já percebeu que a Educação a Distância (EaD) é um tema frequente no cenário educacional brasileiro. 1996). de 20 de dezembro de 1996) que em seu artigo 80 estabelece a possibilidade do uso orgânico da educação a distância em todos os níveis e modalidades de ensino (BRASIL.

como e-mail ou fórum de discussão). MONEREO. O estudante tem a possibilidade de deparar-se na modalidade em EaD com diversos recursos digitais. como “bate papo” ou atividades presenciais) de atividades assíncronas (diferidas no tempo. 6) 1 É possível encontrar outros termos para tecnologias de informação e comunicação. Segundo Tori (2010). inclusive que remetem a grandes e renomadas universidades e faculdades que ofertam diversos cursos com as mesmas qualidades características de cursos presenciais ou semi-presenciais. 4 . A solução para uma educação que prioriza a compreensão é o uso de objetos e atividades estimulantes para que o aluno possa estar envolvido com o que faz. ou entre aluno e conteúdo). A distância temporal é a que diferencia atividade síncrona (realizadas ao mesmo tempo. utilizaremos o termo TIC. com isso. que são: alunoaluno. p. no entanto. A distância espacial se refere a separação física entre aluno e professor (ou entre aluno e demais alunos. professor-aluno e aluno-conteúdo. você poderá visualizar mais de 8 milhões de assuntos relacionados. presenciais ou virtuais. Para que se possa compreender as diversas possibilidades da EaD. temporal e transacional.6). para o autor. esta modalidade ganhou mais espaços e adeptos. possibilitar aberturas para o professor desafiá-lo e. que permitam ao estudante explorá-las e. faz-se necessário o uso de plataformas virtuais. p. incrementar a qualidade da interação com o que está sendo feito. (TORI. 2010. é necessário saber articular e ministrar o conteúdo em variadas situações. ainda. p.13). Para Valente (2002. que são ambientes que oportunizam ao estudante ter acesso aos conteúdos de curso/disciplina e ter a mediação de forma síncrona ou assíncrona do professor que o acompanha a distância. mas já há um bom tempo fala-se de “novas” tecnologias. e muitas não são tão novas assim. há um tipo de “a distância”: espacial. Já a distância transacional é a percepção psicológica de afastamento. Para cada uma destas três. Ao fazer uma busca rápida no Google digitando “cursos em educação a distância”. como Novas Tecnologias de Informação e Comunicação (NTIC). No entanto. os Ambientes Virtuais de Aprendizagem (AVA). o termo é definido apenas como “ausência de professor”. Para possibilitar a interação na EaD. Para educadores. Existe também o termo Tecnologia Digitais de Informação e Comunicação (TDIC). Atualmente há novos recursos. este é um conceito um pouco mais complexo. você deve saber o significado do termo distância no âmbito educacional.PORDENTRODOTEMA No entanto. 2010. quando definiram que os recursos utilizados eram novos. que pode ocorrer tanto virtual quando presencialmente. tendo em vista que alguns autores preferem direcionar o termo digital para enfatizar o tipo da tecnologia. pois há três diferentes tipos de relação de distância. Tais alunos e objetivos devem ser ricos em oportunidades. com as Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC)1 e as suas possibilidades digitais. como os formados em cursos de Pedagogia. que chamamos de “novo paradigma que modifica as práticas sociais e educacionais” (COLL.

PORDENTRODOTEMA
Dentre as diversas possibilidades de se ofertar um curso a distância, os AVAs são espaços que conseguem aproximar
os três vértices, os sujeitos deste ensino, que Coll, Mauri e Onrubia (2010) chamam de triângulo interativo, formado por
professor-estudante-objeto. Estes três vértices devem interagir entre si para alcançarem os objetivos do ensino e da
aprendizagem.
De forma geral, apesar de cada instituição de ensino fazer a opção por um AVA específico para a sua necessidade,
particular ou de uso gratuito, o ambiente deve ser ofertado em um formato usual, segundo a necessidade da instituição,
para que sejam trabalhadas as estratégias de ensino. O ambiente pode ser configurado com diversas ferramentas
ou recursos que possibilitem ao estudante: acessar a informações da disciplina ou instituição de ensino; acessar a
notas e notificações do ambiente; acessar aos conteúdos; conseguir responder suas atividades de forma a participar
colaborativamente com o grupo e interagir individual ou coletivamente nas atividades.
Para cada ação do estudante no ambiente, deverá haver um recurso que possa auxiliá-lo, seja em busca de alguma
informação, seja para participar ou postar alguma atividade, ou para buscar e verificar o andamento de suas atividades
no curso, como pode ser visualizado no Quadro 7.1.

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PORDENTRODOTEMA
Quadro 7.1 Eixos de um ambiente virtual de aprendizagem.
Eixo de informação
- Objetos educacionais de conteúdo,
preferencialmente em HTML. Poderá ser
Flash, ou similar.
- aplicações em Java.
- quadro de avisos contendo informações
breves de encaminhamento de atividades
ou de novidade a ser compartilhada no
ambiente.
- catálogo de cursos e listagem de novos
cursos.
- agenda do curso para o controle de
atividades.
- para possibilitar andamento do curso:
servidor de arquivos para inserção em
diversos formatos de arquivo (tais como pdf,
doc, jpg) e gerenciamento de documentos.
- ferramentas de ajuda como tutoriais e
FAQs, mapa do site e sistemas de buscas.
- glossário.
- midiateca, webteca ou acervo digital (tipo de
biblioteca onde são disponibilizados arquivos
em diversos formatos).
- teclas de acessibilidade, possibilitando
aumentar ou diminuir as letras e mudar as
cores do ambiente.

Eixo de comunicação
- fórum (sistema de comunicação
assíncrona).
- chat (ferramenta de comunicação
síncrona).
- e-mail ou mensagem (sistema de
comunicação assíncrona).
-ambiente colaborativo 2D para
videoaulas (ferramenta de comunicação
síncrona que integra chat e quadrobranco para desenho).
-ambiente colaborativo 3D (ferramenta
de comunicação síncrona que integra
chat e ambiente VRML (Virtual Reality
Modeling Language), que significa:
Linguagem para Modelagem de
Realidade Virtual) para passeio virtual.
- portfólio ou tarefa (lugar para
armazenamento de arquivos do aluno
em relação ao desenvolvimento de
seus trabalhos no curso – sistema de
comunicação assíncrona).
- questionários (sistema de comunicação
assíncrona, para postar atividades).

Eixo de gerenciamento
- notas de trabalhos e exercícios.
- trabalhos e exercícios
desenvolvidos.
- histórico de conteúdos visitados.
- número de participações em
fóruns e chats.
- grupos de trabalho.
- visualização de último acesso e
postagem.

Fonte: Adaptado de Pereira, Schmitt e Dias (s/d)

Cada ação no AVA deve ser planejada e estar disposta de forma coerente e contextualizada para o usuário. O estudante,
ao acessar o ambiente, deverá perceber intuitivamente quais as ações que deve realizar para cumprir sua atividade. Um
AVA bem organizado, disposto em um formato lógico e intuitivo, possibilita ao estudante conseguir de forma rápida ler
todas as informações, acompanhar o conteúdo e participar das atividades propostas, sem a dificuldade de encontrar as
principais informações para ter acesso às orientações do conteúdo.

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PORDENTRODOTEMA
Sobre o conteúdo, é importante salientar que no AVA ele deve estar disposto em três modelos básicos para uma organização
temporal: linear, hierárquico e hipertextual. Quando apresentado em um formato linear, deve possibilitar ao usuário
acompanhar as informações de forma sequencial e coerente; o hierárquico pode ser comparado metaforicamente a uma
árvore de informação, um modelo bastante usual para organização de conteúdos; e o hipertexto pode ser entendido
como conteúdos a serem linkados em um texto para apresentar uma ideia, mas fora do contexto linear do que está
sendo apresentado (ILLERA, 2010).
Podemos dar um exemplo desta relação a partir de Lalueza e Camps (2010, p. 61):
[...] apesar da apresentação da informação em um blog ser linear no sentido temporal, ou seja, cada um dos posts
é apresentado em ordem cronológica, isso não significa que sua leitura esteja limitada pela temporalidade, uma
vez que a hipertextualidade da rede nos permite romper essa estrutura, ir e voltar no tempo. A hipertextualidade
passa a ser a principal característica das narrativas em rede, rompendo com a própria ideia de narrativa linear,
permitindo a transgressão desse modelo […].

Ou seja, como apresentamos, o ambiente virtual deve ser um espaço organizado que possibilite ao estudante seguir
uma sequência lógica, no entanto, como estamos utilizando a EaD, com recursos de TIC é possível fazer a quebra da
linearidade com hipertextos, que quebram este modelo mas agregam conteúdo, com maiores informações relevantes
para a aprendizagem. Nesse sentido, a oferta de um curso/disciplina na modalidade a distância deve ser construída
pensando no objetivo que se deseja alcançar, qual a estratégia que será utilizada e quais as ferramentas adequadas do
AVA que poderão ser utilizadas para que a atividade seja desenvolvida.
De posse dos três itens citados acima é possível planejar um curso/disciplina contextualizado e que alcance o que se
espera do conteúdo. Atualmente, na construção de cursos a distância, há o profissional do designer instrucional,
responsável por fazer a mediação pedagógica entre professor e conteúdo na EaD. Este profissional deve direcionar as
melhores ferramentas de um AVA e organizar o ambiente de forma lógica para que contemple a necessidade de alcançar
o objetivo disposto pelo conteúdo do professor, o autor do curso/disciplina.
A tendência da modalidade a distância no cenário da educação, como pontuamos inicialmente, já é uma realidade. O uso
de recursos digitais já é utilizado dentro das salas de aula no formato presencial. É possível ver professores utilizando
data-show; aulas de informática com o uso de objetos educacionais digitais que oportunizam, de forma dinâmica, o
alcance do conteúdo; celulares com internet para pesquisas de fácil acesso pelo estudante e tantos outros recursos que,
de forma digital, auxiliam o professor na sua mediação entre o conteúdo e o estudante.

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Da mesma forma. Como seria de se esperar. formatos b-learning. que. pads. Logo. notebooks. Se no começo só conseguíamos conversar com alguém pessoalmente. Você já observou que é mais comum conversar com um amigo por meio de comunidades virtuais ou aplicativos de conversa do que presencialmente com os seus pais? Esta interação está presente no nosso dia a dia. que são totalmente a distância. podemos afirmar que as TICs são uma realidade presente para o professor. trazidos pelos próprios alunos da geração dos “nativos digitais”. tablets. não apenas as assíncronas. a maioria das atividades humanas socialmente relevantes necessita de um trabalho em grupo. depois foi possível conversar por telefones fixos: estávamos distantes. e atualmente o formato m-learning. aliadas à Internet e às redes sociais. para Coll e Monerea (2010). esta aproximação é possível também para comunidades virtuais de aprendizagens. As tecnologias interativas que hoje. A unificação destas tecnologias permitiu ao usuário ter acesso de forma rápida e prática não apenas a contatos. os AVAs e a EaD. mas em horário e local fixo. que são os semipresenciais e precisam de atividades síncronas. realizando tarefas prosaicas. a EaD. (TORI. um articulador da escola nova. televisores. Esperamos que você tenha compreendido a importância das TICs. As diversas formas de trabalhar o “a distância” dependem do formato e objetivo a partir dos quais o curso/disciplina será ofertado. por meio de tecnologias interativas. estão presentes em celulares. a necessidade do outro. 8 . s/p) Como podemos ver. que se realizam por meio de plataformas móveis. enquanto a internet oportunizou o contato com várias pessoas ao mesmo tempo por meio do computador e outros dispositivos. essa revolução deve. o cursista consegue fazer suas atividades em qualquer espaço e tempo. é um grande ato que valoriza a ação do sujeito com um ambiente democrático e colaborativo. a oportunidade de conversar em qualquer lugar possibilitou o contato a qualquer momento. se não pelos educadores. chegar à escola. mais cedo ou mais tarde. 2010. pois. Há os formatos e-learning. é uma modalidade que permite o ensino e a aprendizagem. mas também a informações. ou seja. desktops.PORDENTRODOTEMA Desta maneira. aliada às TICs. revolucionando comportamentos e criando novos hábitos. e não apenas para aqueles que estão diretamente ligados à EaD. Com a chegada da telefonia móvel. conteúdos e plataformas virtuais de aprendizagem. Para a aprendizagem de forma colaborativa são necessárias a participação e a interação do outro. e que esta modalidade para a área da educação é uma oportunidade crescente para professores e pedagogos. Atualmente. consoles de jogos e inúmeros outros dispositivos nas mãos de pessoas comuns. O contato com o outro vem se transformando com o passar do tempo. Esta aproximação por meio de ferramentas digitais na EaD possibilita a aprendizagem colaborativa. segundo Dewey (1998). é possível perceber que pessoas fisicamente distantes estão tão próximas quanto aquelas que vemos quase que diariamente.

da forma como conhecemos. Acesso: 05 jan.publico. integrante do corpo docente do Senac. Link para acesso: <http://p3. debatem as tendências em educação a distância e tecnologia no Brasil e em Portugal.com/watch?v=ufjAOlr3TsE>.youtube. Link: <https://www.pt/actualidade/educacao/12052/mooc-os-cursos-gratuitos-online-que-democratizam-o-ensino>. Acesso: 05 jan. doutora em Educação na especialidade Educação e Tecnologia da Informação e Comunicação pela Universidade de Lisboa e o professor Romero Tori. 2015. 9 . pois ela permite que muitas pessoas tenham acesso ao mesmo conteúdo sem os gastos de uma educação presencial ou até da educação a distância.ACOMPANHENAWEB Debate sobre a tendência em educação e tecnologia • A professora Neuza Sofia Guerreiro Pedro. Tempo: 1:14:40 O que é MOOC? • Os MOOC (Massive Online Open Courses) são vistos como uma “revolução” no ensino. Grandes empresas e universidades estão aderindo a esta proposta. Eles oportunizam que a pessoa interessada em determinado assunto possa fazer um curso totalmente assíncrono. sem a necessidade de mediação constante e de atividades com prazos estipulados. 2015.

em que o estudante deve postar um arquivo (doc.. pois é uma atividade síncrona. é necessário que a proposta seja bem articulada e que haja interesse e participação do estudante. não é possível discutir um assunto se pelo menos duas pessoas não estiverem conectadas à ferramenta no mesmo momento de realizar a atividade. A seguir. pdf. chegou a sua vez de exercitar seu aprendizado. Leia cuidadosamente os enunciados e atente-se para o que está sendo pedido.AGORAÉASUAVEZ Instruções: Agora. a) Em uma atividade de fórum de discussão. 10 . mesmo que a pessoa não esteja conectada. você encontrará algumas questões de múltipla escolha e dissertativas. responda qual das alternativas está correta quanto à proposta. Qual é a sua opinião sobre a modalidade? Você já teve alguma outra experiência com cursos a distância? Você acredita que esta modalidade consegue alcançar os mesmos objetivos que o presencial? Questão 2 Nos ambientes virtuais de aprendizagem é possível encontrar atividades síncronas e assíncronas. b) No chat é possível conversar a qualquer momento com alguém da turma. como em cursos presenciais. Questão 1 A educação a distância ainda é uma modalidade que sofre preconceitos. d) O estudante só conseguirá responder a um questionário no ambiente se outra pessoa estiver conectada para liberar o acesso. para que este ensino alcance seus objetivos. Diante desta possibilidade para a participação do estudante. são consideradas atividades assíncronas e poderão ser feitas a qualquer momento dentro do prazo da atividade. entre outros). No entanto. c) Atividades como tarefa. vídeo. imagem.

já o conteúdo pode ser trabalhado por meio de atividades assíncronas. tarefa e chat. nos cursos a distância. só são possíveis por atividades síncronas. com mensagens quase que diariamente. mas se houver a comunicação frequente. a distância é amenizada e não há o sentimento de ausência. podem haver cursos totalmente a distância e assíncronos. d) “A distância não é apenas a ausência do professor”. b) Do tipo b-learning. ele quer dizer que: a) Há várias formas de interpretar o modelo a distância. Se pensarmos no espacial. com muitas variedades para a modalidade. cursos a distância mesclados com atividades síncronas e assíncronas.AGORAÉASUAVEZ Questão 3 Quando Tori (2010) diz que o termo “distância” é mais complexo do que simplesmente a “ausência do professor”. e cursos semipresenciais. com a mediação de um tutor a distância e colaboração das principais dúvidas do professor-autor. c) As interações aluno-aluno e professor-aluno. a distância entre o professor e o aluno ocorre devido à falta de comunicação entre ambos. fórum. 11 . pois há apenas duas modalidades de cursos a distância: os totalmente a distância e os semipresenciais. O autor quis dizer que. d) Do tipo semipresencial. o tutor e os alunos. no temporal e no transacional. e não há variações entre eles. a ideia é fácil de compreender. há o professor-autor. b) Apesar de complexa. As atividades do curso são basicamente leitura. Questão 4 Reflita sobre a seguinte situação: em um curso totalmente a distância. Este tipo de curso pode ser considerado como pertencente a qual formato? a) Do tipo MOOC. c) Do tipo e-learning. na verdade.

C.dicio. COLL.com.br/assincronico/>.. Lei n. In: COLL. 12 .. Esperamos também que este tema tenha despertado em você o interesse por esta área de ensino. Disponível em: <http://www. Tradução de Naila Freitas. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. descreva como pode ocorrer uma aprendizagem colaborativa. conhecer a necessidade de se construir um curso/disciplina usual e linear. ASSÍNCRONA. 9. ONRUBIA. 2010. BRASIL. 1996. que necessita de profissionais capacitados para o direcionamento pedagógico. de 20 de dezembro de 1996.394. além de conhecer as ferramentas do ambiente. In: DICIONÁRIO online de português. Porto Alegre: Artmed.. Lembre-se de referenciar sua descrição. C. assim como os principais direcionamentos do uso das tecnologias de informação e comunicação. Aprender a ensinar com as tecnologias da informação e da comunicação. caso busque outras fontes. Brasília: MEC.dicio. p. 2015.com. REFERÊNCIAS ACESSIBILIDADE. J. A incorporação das tecnologias da informação e da comunicação na educação: do projeto técnico-pedagógico às práticas de uso. Psicologia da educação virtual. MONEREO. C.AGORAÉASUAVEZ Questão 5 Após a leitura e em busca de outras referências. 66-97.br/acessibilidade/>. In: DICIONÁRIO online de português. FINALIZANDO Esperamos que você tenha conseguido compreender a importância da educação a distância como modalidade de ensino e que esta leitura tenha aberto horizontes para. Disponível em: <http://www. 2014. MAURI. 2015. Acesso em: 16 jan. Acesso em: 16 jan. T. 2014.

C. Tradução de Naila Freitas.com. Psicologia da Educação Virtual.). v. In: COLL. TORI. Disponível em: <http://p3. CAMPS. outros rumos.. In: DICIONÁRIO online de português. códigos e formatos de representação. Disponível em: <http://www. 1.. V. Experience and Education. 2010. MONEREO. 13 . Acesso em: 16 jan. C.br/sincronico/>. C. DIAS. DEWEY. 2. Tecnologia e educação: novos tempos. J. ILLERA.jsp>. Psicologia da educação virtual. J. Cybis. 1998. C. Aprender a ensinar com as tecnologias da informação e da comunicação. Acesso em: 16 jan. 2010. In: PEREIRA... Aprender a ensinar com as tecnologias da informação e da comunicação. R. 2014. R. MONEREO. Educação e aprendizagem no século XXI: novas ferramentas. Rio de Janeiro: Editora Ciência Moderna. In: JAVA. C. C. C. (Org. 2007. Porto Alegre: Artmed. A tecnologia da informação e da comunicação e os processos de desenvolvimento e socialização. R. p. L. S. 2014. Acesso em: 30 out. Porto Alegre: Artmed. SÍNCRONA. LALUEZA. C. A.ufc.REFERÊNCIAS COLL. n. Disponível em: <http://java. Repensar as situações de aprendizagem: o fazer e o compreender. 2015.pt/actualidade/ educacao/12052/mooc-os-cursos-gratuitos-online-que-democratizam-o-ensino>.dicio. 15-46. I.. novos cenários. 2015. 2010.publico. MONEREO. MOOC: os cursos gratuitos online que democratizam o ensino. C. VALENTE. Porto Alegre: Artmed. C. Aprender a ensinar com as tecnologias da informação e da comunicação. 2002. T. Kappa Delta Pi International Headquartes. 47-65.br/cursouca/modulo_4_projetos/ conteudo/unidade_1/Eixo1-Texto19. Boletim Salto para o Futuro. L. Ambientes virtuais de aprendizagem. p. 2010. 2014. A. JAVA. In: COLL. Psicologia da Educação Virtual. novas finalidades. p. Os conteúdos em ambientes virtuais: organização. Disponível em: <http://www. J. C. J. T. Revista de Computação e Tecnologia da PUC-SP. SCHMITT.pdf>. Tradução de Naila Freitas. A presença das tecnologias interativas na educação.com.. A. PEREIRA. A. AVA Ambientes Virtuais de Aprendizagem em Diferentes Contextos. 2014.. In: COLL.virtual. 136-57. Acesso em: 29 out.com/pt_BR/download/whatis_java. Brasília. M. Tradução de Naila Freitas. MONEREO.

como treinamento on-line. Utilizada para produzir páginas na web. que é uma tecnologia simples usada para criar páginas Web e só é executado no seu browser (JAVA. 2014). entre outros. Modalidade de ensino semipresencial./Cuja frequência (das forças eletromotrizes induzidas) não mantém relação. geralmente usado com um plug-in especial. iPod. M-learning: mobile learning (aprendizado móvel) é uma das modalidades a distância. bater papo on-line. mesclado entre a distância e o presencial. muitas aplicações e websites simplesmente não funcionarão.GLOSSÁRIO Acessibilidade: qualidade do que é acessível. Local que organiza as principais dúvidas do estudante. como celulares. possibilidade na aquisição.COM. Modalidade de serviço oferecido pela internet que permite o ensino a distância. (DICIO. as ferramentas que serão utilizadas e fazer a condução lógica do conteúdo. HTML: HyperText Markup Language (Linguagem de Marcação de Hipertexto). Se você não tiver o Java. permitindo executar jogos. O aprendizado pode dar-se de dois modos: síncrono e assíncrono. o acesso às aulas se dá na medida da conveniência dos alunos. fazer upload de fotos. E-learning: electronic learning (aprendizado eletrônico). O Java não é a mesma coisa que o javascript. Facilidade. Designer instrucional: profissional da educação responsável por mediar a construção de um curso a distância. No primeiro. fazer tours virtuais e usar serviços. do que tem acesso. No segundo. 14 . Que não ocorre ou não se efetiva ao mesmo tempo. FAQs: Frequently Asked Questions (perguntas mais frequentes). Flash: programa do Adobe que permite rodar animações. 2014) Assíncrona: adj. que se faz pelo uso de dispositivos móveis. na aproximação: a acessibilidade de um emprego. tablets. (DICIO. 2014) B-learning: blended learning (Aprendizado mesclado). Java: o Java é uma tecnologia usada para desenvolver aplicações que tornam a Web mais divertida e útil. Ele é responsável por organizar o ambiente. transações bancárias on-line e mapas interativos. Ela permite que a leitura seja feita em qualquer computador conectado na internet. as aulas acontecem em tempo real.

Desta maneira. (DICIO. como jogos. entre outras formas. se houver. Questão 3 Resposta: Alternativa A. entre outros. Síncrona: sincrônico. os fatos acontecidos ao mesmo tempo em diferentes países. atividades somente síncronas. Ferramentas de postagem de tarefa são assíncronas e o estudante não precisa de outra pessoa conectada ao mesmo momento para realizar a postagem. adj. Deverá fazer a relação entre o presencial e a distância e pontuar se acredita que esta modalidade alcance os mesmos objetivos que aquela. Questão 2 Resposta: Alternativa C. tipo MOOC. 15 . Que se passa ao mesmo tempo. GABARITO Questão 1 Resposta: Você deverá relatar a sua opinião sobre a modalidade dizendo o porquê de gostar ou não gostar e trazer suas experiências sobre a educação a distância. Eles podem ser objetos físicos ou digitais e devem ter o cunho pedagógico. Segundo Tori. síncrono. É utilizado na internet para criar objetos tridimensionais para a realidade virtual. com atividades síncronas ou com atividades síncronas/assíncronas. mapas. semi-presencial. quadro que representa. que é da mesma época. 2014) VRML: Virtual Reality Modeling Language (Linguagem para Modelagem de Realidade Virtual). Quadro sincrônico. vídeos. podemos ofertar diversas formas de curso/ disciplina: totalmente a distância. em várias colunas.GLOSSÁRIO Objetos educacionais: recursos educacionais que auxiliam na aprendizagem. há várias compreensões do que é a distância.

A sua experiência pode colaborar com a aprendizagem do outro e vice-versa.Questão 4 Resposta: Alternativa C. logo. O tipo e-learning é o adequado. a participação do estudante através das atividades leva à interação. é necessária a participação para colaborar com o grupo. Questão 5 Resposta: A aprendizagem colaborativa é relacionada ao trabalhar em grupo. 16 . compartilhar o conhecimento. A interatividade entre os estudantes estimula a construção coletiva do conhecimento. “ninguém aprende sozinho”. pois como já afirmava Paulo Freire. pois ele é a modalidade utilizada no curso totalmente a distância. como fórum de discussão. Na educação a distância. Mesmo em atividades individuais.

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Introdução à Educação Virtual Autoria: Paula Cristina Piva Tema 08 O Design de Atividades para Ambientes Virtuais de Aprendizagem .

Tema 08
O Design de Atividades para Ambientes Virtuais de Aprendizagem
Autoria: Paula Cristina Piva

Como citar esse documento:
PIVA, Paula Cristina. Introdução à Educação Virtual: O Design de Atividades para Ambientes Virtuais de Aprendizagem. Caderno de Atividades.
Anhanguera Educacional: Valinhos, 2014.

Índice

CONVITEÀLEITURA
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ACOMPANHENAWEB

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© 2014 Anhanguera Educacional. Proibida a reprodução final ou parcial por qualquer meio de impressão, em forma idêntica, resumida ou modificada em língua
portuguesa ou qualquer outro idioma.

CONVITEÀLEITURA
Neste tema, você vai conhecer como funciona a fruição de conteúdos na era das tecnologias da informação e
da comunicação (TICs). Também vai descobrir o que são os objetos de aprendizagem e as comunidades virtuais de
aprendizagem. Apesar de já ter sido apresentado a pelo menos uma plataforma de ensino e aprendizagem, abordaremos
esse assunto para que você possa aprofundar seus conhecimentos. Através dessa leitura, você vai conhecer algumas
tendências que podem ser aplicadas na educação virtual e no apoio à educação presencial. Você está convidado a
refletir sobre todos esses tópicos, tendo em mente sua vivência como aluno e pensando, como futuro profissional da
educação, na sua prática docente.

PORDENTRODOTEMA
O Design de Atividades para Ambientes Virtuais de Aprendizagem
Você certamente se recorda dos materiais que utilizava na escola: livros, livros e mais livros. Todo começo de ano
era uma nova lista de livros didáticos a serem adotados. Se você teve sorte, aprendeu com professores que inovaram
um pouco e acrescentaram revistas, quadrinhos, apostilas, transparências, filmes e documentários como material de
apoio. O fato é que há formas muito mais interessantes e eficientes de se ensinar e aprender do que as suportadas pelas
velhas carteiras enfileiradas em monótonas salas frequentadas diariamente pelos alunos (TORI, 2010, p. 32).
Com a emergência da educação a distância, você certamente teve a oportunidade de conhecer o rol de opções oferecidas
aos educadores. Essas novas mídias possuem algumas características que destacamos a seguir:
• Formato digital.
• Grande número de formatos e padrões para uma mesma mídia.
• Os custos de produção variam de quase zero à casa dos milhões.

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PORDENTRODOTEMA
• Podem ser criadas com equipamentos caseiros, mas para uma produção profissional exigem equipamentos
sofisticados.
• Podem ser produzidas e editadas tanto industrial quanto artesanalmente.
Da mesma forma que a disponibilidade de uma boa biblioteca para alunos e professores é condição necessária
para um curso convencional, a qualidade do conteúdo digital oferecido aos participantes na educação virtual
interativa é necessária, embora não suficiente, para a qualidade final da atividade de aprendizagem. (TORI, 2010,
p. 111)

Esse conteúdo digital, conhecido em EaD como objeto de aprendizagem, pode ser material hipermídia, textos didáticos,
jogos de simulação, eventos educacionais, vídeos, animações, etc. Com a acelerada popularidade da internet e da web,
há uma expansão crescente das oportunidades de aplicação de recursos digitais na educação, o que traz os seguintes
desafios elencados por Tori (2010, p. 123):
• Custo e dificuldades de produção de conteúdo digital de qualidade.
• Necessidade de equipe multidisciplinar com competências em pedagogia, design gráfico, computação, entre outras
áreas.
• Dificuldade de obtenção de bons resultados pedagógicos com a integração de tecnologia digital, materiais
tradicionais, baseados em papel, e aulas presenciais.
Por isso, existem algumas iniciativas de catalogação de objetos de aprendizagem. No Brasil temos um importante
repositório, o Banco Internacional de Objetos Educacionais, criado em 2008 pelo Ministério da Educação, em parceria
com o Ministério da Ciência e Tecnologia, a Rede Latinoamericana de Portais Educacionais, a Organização dos Estados
Iberoamericanos e outros.
O propósito deste banco é manter e compartilhar recursos educacionais digitais de livre acesso em diferentes formatos
como áudio, vídeo, animação, simulação, software educacional, imagem, mapa, hipertexto e experimento prático. Esses
objetos são separados por nível de ensino, sendo possível encontrar material para educação infantil, ensino fundamental,
ensino médio, educação profissional e educação superior.
Assim, espera-se uma grande redução na duplicação de esforços, um incremento na cooperação para a produção de
materiais, um aumento na troca de experiências, poupando-se tempo e energia dos participantes, que não mais terão
que refazer trabalhos similares a partir da estaca zero.

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Uma plataforma adequada é aquela que proporciona à comunidade os serviços básicos para a geração dos processos de comunicação e interação necessários. p. 276). são formadas as Comunidades Virtuais de Aprendizagem. como AVA (Ambiente Virtual de Aprendizagem). Entre esses serviços. 278): • Um espaço na internet que se transforma no local principal da comunidade e graças ao qual esta se dota de existência e pode tornar público seu domínio e campo de interesse. ENGEL. LMS (Learning Management System). • Uma ferramenta de perguntas abertas para a comunidade ou para um subgrupo. • Um espaço de trabalho para reuniões. Um conjunto de ferramentas para administrar a comunidade e as bases de dados ou registros que permitem saber. de acordo com os papéis dos participantes. CMS (Course Management System ou Content Management System). “consultores” ou “coordenadores”. ENGEL. LCMS (Learning Content and Management System) ou IMS (Instructional Management Systems). • Um calendário ou agenda comum. BUSTOS. discussões e para a colaboração síncrona e assíncrona. 2010. p. planos e atividades para alcançar o objetivo da aprendizagem recai sobre os membros da comunidade identificados como “professores”. todos os membros estão potencialmente habilitados para ajudar e apoiar os outros membros (COLL.PORDENTRODOTEMA Quando esses conteúdos são reunidos em espaços de interação com a finalidade de trocar informações e promover a aprendizagem. cabe ressaltar que. nas CVAs. 2010. Mas. • Um diretório de membros com informações sobre suas áreas de interesse e experiência. cabe destacar (COLL. • Uma ferramenta de busca para consultar de maneira eficiente a base de conhecimentos. 5 . a responsabilidade de desenvolver estratégias. • Um repositório de documentos para sua base de conhecimentos. Os ambientes que se destinam ao gerenciamento eletrônico de cursos e atividades de aprendizagem virtuais são conhecidos por diversas denominações. Normalmente. como está evoluindo a comunidade em seu conjunto e quais são as características da atividade realizada em seu marco. “tutores”. pois possuem maior experiência e capacidade para guiar e ajudar o restante dos membros. BUSTOS.

Suas maiores contribuições são o custo zero. administradores de sistemas. assim como a maioria dos AVAs baseados na web. basta um navegador de internet. desktop. designers instrucionais e usuários. É desenvolvido colaborativamente por uma comunidade virtual que reúne programadores e desenvolvedores de software livre. desenvolvido pelo Núcleo de Informática Aplicada à Educação e pelo Instituto de Computação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). O intuito de seus projetistas foi integrar de forma simplificada diversas mídias e plataformas (internet. originalmente desenvolvida por Martin Dougiamas. Os recursos que esse sistema oferece são similares aos encontrados nos principais AVAs. tais como repositórios de conteúdos. da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). O TelEduc é um software livre nacional. fundada em 1997. a arquitetura aberta e flexível e as facilidades de instalação. sendo necessário apenas um navegador da internet para o aluno utilizá-lo. possuindo uma grande base instalada. Blackboard é um produto comercial. Windows. fórum. O Projeto Amadeus – Agente Micromundo e Análise do Desenvolvimento no Uso de Instrumentos – foi desenvolvido pelo grupo Ciências Cognitivas e Tecnologia Educacional. quadro branco. O gerenciador de cursos online Blackboard é um dos mais tradicionais sistemas de apoio ao aprendizado baseado na web. desde que eles consigam executar a linguagem Java. como parte de sua tese de doutorado em ciência da computação e educação na Universidade Curtin da Austrália. 132-46). organização de eventos e gestão de redes de produção de conhecimento. 2010. desenvolvido e comercializado por uma empresa privada de mesmo nome.PORDENTRODOTEMA Listamos a seguir alguns dos AVAs mais utilizados no Brasil (TORI. correio. A interface do TelEduc é baseada na web. celulares e TV digital). O sistema Moodle (Modular Object-Oriented Dynamic Learning Environment) é uma plataforma gratuita e de código aberto. O programa é gratuito e pode ser instalado em diversos ambientes (Linux. adaptação e expansão. baseado no conceito de blended learning. p. Para o aluno acessar o Moodle. Os autores o definem como um sistema de gestão da aprendizagem de segunda geração. O Moodle se tornou tão popular que alguns professores já estão oferecendo a seus alunos a sua própria plataforma AVA ou estão usando o Moodle como suporte a trabalhos colaborativos e de gestão de conhecimento. entre outros. professores. como em projetos de pesquisa. Mac). 6 .

Integrar informações virtuais e reais em um mesmo ambiente é uma forma bastante eficiente de colocar o aluno diante de conteúdos ou pessoas distantes ou inacessíveis. sem retirar dele as percepções relativas ao ambiente real que o envolve. É isto que a realidade virtual possibilita. 169). novas formas de publicação e jogos (TORI. diferentemente da realidade virtual (RV). É bastante estimulante para educadores e estudantes o potencial dessa união (TORI. 2012. 21). sem pré-requisito e geralmente sem certificado de participação) e massivo (oferecido para um grande número de alunos). 48). que busca criar um mundo virtual à parte. pois nessa forma de curso o aluno escolhe o que e quando quer aprender e de quais atividades quer participar. 2010. incluindo brasileiras. de motivação e imersão total no que está fazendo (MATTAR. p. tem o objetivo de suplementar o mundo real com objetos virtuais. ser executado em tempo real e interativamente. As plataformas mais conhecidas são Veduca. aberto (gratuito. Talvez essa falta de estrutura seja responsável pelo alto índice de evasão. 158). p. Um gamer. 2010. é uma maneira de ter acesso a aulas de universidades bem distantes. 2010. dispositivos móveis. p. Quando comparados a cursos online oficiais e formais. Com isso. EdX e MiríadaX. em um ambiente real. Ainda sobre as tendências. conhecida por MOOC (Massive Open Online Course). p. mundos virtuais. p. mas certamente oferece uma sensação de proximidade muito maior que a simples visualização de imagens ou vídeos. trata-se de um curso online (que utiliza a web 2. os MOOC possuem pouca estrutura. São elas: conteúdos criados pelos próprios usuários. p. é possível unir as vantagens da RV com a máxima sensação de presença propiciada pelas atividades locais. 149) A realidade aumentada (RA). Enquanto a interação em muitos cursos de EaD está baseada nas atividades de apontar e clicar. Como a sigla indica. Grandes universidades de todo o mundo. Coursera. pode não substituir a visita in loco. gerados computacionalmente. gerados computacionalmente. Apesar disso. o uso de games possibilita um nível mais profundo e intenso de interatividade. 7 .PORDENTRODOTEMA Há poucos anos. 2010. 157). de 2007. se encontra num estado de fluxo. São três as características fundamentais para que um sistema seja considerado de realidade aumentada: combinar elementos reais e virtuais. redes sociais. alinhar (registrar) tridimensionalmente entre si os objetos reais e virtuais (TORI. Uma visita ao Coliseu de Roma ou às pirâmides do Egito. em geral. já que o aluno pode ter uma sensação de falta de orientação.0). surgiu no cenário acadêmico uma nova forma de aprender a distância. (TORI. navegar por um ambiente tridimensional de maneira bem próxima a um ambiente real. apresentou seis tendências da EaD. de tal forma que aparentem coexistir no espaço real (TORI. Videogames conseguem prender a atenção dos seus usuários de uma maneira que não conseguimos na educação tradicional. com a possibilidade de caminhar por eles. já oferecem cursos nessa modalidade. de concentração ou completa absorção com a atividade ou a situação com que está envolvido. 2010. o relatório The Horizon Report.

que propõe o aprendizado de Inglês ou Espanhol por meio de jogos. é possível estabelecer uma meta diária de pontos para manter-se motivado. pensamento analítico. geralmente contratado apenas por um período determinado. que deriva do inglês gamefication. esses elementos seriam motivação.PORDENTRODOTEMA Recentemente. surpresas. O termo. desenvolve apresentações interativas. • Designer gráfico: define o visual do material de modo a torná-lo mais atraente e agradável. resolução de problemas e criação de novos procedimentos. curiosidades.. Obviamente que nem sempre todos farão parte da equipe. mas não deve ser tomado como sinônimo de “utilização de games”. pois oferecem recompensas. gramática e digitação. Segundo a autora. etc. colaboração. curiosidade. apropriação de um dado e gerenciamento de seu destino. enfrentamento de desafios. interação. também existe a opção de jogar diretamente no site. Além do aplicativo para celular. a gameficação deveria ser utilizada como proposta estratégica tanto em AVA quanto em salas de aula presenciais. é preciso o envolvimento de diversos profissionais coordenados pelo DI. Para elaborar um curso completo. Com o material criado pelo conteudista. o DI define a melhor forma de apresentar cada parte do assunto. pensamento crítico. p. 13-6): • Conteudista: é o profissional que fornece o conteúdo da disciplina. De acordo com Silva (2014). Um exemplo é o aplicativo gratuito Duolingo. mas é importante que você os conheça (GORGULHO JR. atividades inspiradas em jogos motivam as pessoas. a fim de corrigir erros de ortografia. o conceito de gameficação passou a ser utilizado na educação. • Revisor: é responsável por analisar o material elaborado. Assim. • Ilustrador: fornece as imagens que ajudarão a explicar os conceitos que os textos apresentam. • Tutor: é o professor responsável pela turma durante a aplicação do curso. O profissional responsável por organizar os objetos de aprendizagem mais adequados à proposta de um curso é o designer instrucional (DI). pensamento estratégico. significa poder se apropriar dos elementos comuns que aparecem num game e estrategicamente utilizá-los para a aprendizagem. Com a ajuda de um personal trainer. 2012. programa jogos educativos. punições. • Web designer: cria as páginas. 8 . disponível para dispositivos com sistema operacional iOS e Android.

o DI deve definir os objetivos de aprendizagem e não os objetivos do educador ou do material a ser produzido (FILATRO. p. que podem necessitar de gravação de diálogos. 44). valores. edição e finalização de vídeos. responsividade e consciência. Domínio psicomotor – trata da movimentação física. contextos de aprendizagem mais autênticos convidam os alunos a tomar decisões inteligentes. De acordo com Filatro (2008. 13). Há uma série de taxonomias – esquemas que organizam o conhecimento de forma hierárquica – para a definição de objetivos de aprendizagem. 9 . psicomotor e cognitivo. entusiasmo. Veremos a seguir a definição de cada um deles. p. Ao desenhar soluções para problemas educacionais. p. desenvolvidas pela prática e avaliadas em termos de velocidade.PORDENTRODOTEMA • Editor de vídeo: atua na filmagem. A mais conhecida é a taxonomia de Bloom. que pressupõem o desenvolvimento de competências especializadas. Já para aprendizagens mais complexas. quando os alunos estão iniciando a aprendizagem de algum tema e têm pouco conhecimento. estratégias mais formalmente estruturadas são mais adequadas. o designer instrucional deve considerar que abordagens pedagógicas diferentes atendem a necessidades de aprendizagem também diferentes. motivação e atitude. compromisso. Assim. da coordenação e do uso de habilidades motoras. 46): Domínio afetivo – aborda o modo de lidar emocionalmente com sentimentos. • Editor de som: profissional responsável por adequar o som de animações e vídeos. a forma mais apropriada de selecionar a abordagem é analisar os objetivos de aprendizagem. é o mais trabalhado nas ações educacionais. efeitos sonoros e de um fundo musical. podendo auxiliar também em teleconferências e teleaulas. Domínio cognitivo – trata da recuperação do conhecimento e do desenvolvimento de habilidades intelectuais e. As habilidades desenvolvidas são apreciação estética. que trabalha com três grandes domínios de aprendizagem: afetivo. precisão. Os objetivos de aprendizagem descrevem um resultado pretendido e exprimem o que o aluno fará quando os tiver dominado. já que permitem aos estudantes formar conceitos que lhes servirão de referência em futuras explorações. 2008. distância. de acordo com Filatro (2008. em geral. procedimentos ou técnicas de execução. A autora explica que. combinando ação e reflexão.

como diagramas. preferem material de apoio impresso. filmes e demonstrações. discutindo ou explicando para os colegas. absorvendo o material quase que aleatoriamente. quadros. sem enxergar conexões. Tabela 8. (2013). Visuais: guardam mais aquilo que veem.PORDENTRODOTEMA Além disso. e repentinamente compreendem tudo. cronogramas. A Tabela 8. pois fazem a leitura e reescrevem as informações. Fonte: SILVA et al. Sequenciais: ganham entendimento gradualmente. por isso não são adeptos de disciplinas sem uma conexão aparente com o mundo real. por isso gostam do trabalho individual ou em dupla. pois tendem a ser práticos e cuidadosos. por isso detestam as disciplinas que envolvem muita memorização. Intuitivos: gostam de inovação e não apreciam a repetição. com cada passo derivado do anterior. por isso gostam de trabalho em grupo. há mais uma questão que pode ser considerada pelo DI no design de atividades para ambiente virtual: os estilos de aprendizagem dos alunos. por serem rápidos e criativos. O Índice de Estilos de Aprendizagem (Index of Learning Styles) é um instrumento desenvolvido por Richard Felder. o DI deve estar atento para variar na distribuição dos objetos de aprendizagem. o alcance aos modos de aprender da maioria dos alunos.1 resume as características dos aprendizes de acordo com seus estilos de aprendizagem.1 Classificação dos perfis dos alunos a partir dos estilos de aprendizagem. gráficos. a motivação para continuar o curso pode estar diretamente ligada à abrangência de estilos de aprendizagem. em 1991. Verbais: gostam de acompanhar explanações escritas e faladas e tomar nota. Por causa desses diferentes estilos de aprendizagem. para determinar as preferências de aprendizagem em quatro dimensões. Nem todos que estudam na modalidade a distância estão habituados com esse tipo de ensino. por isso tendem a seguir caminhos lógicos na solução de um problema. por isso preferem as representações visuais. por isso. assim. Globais: aprendem em grandes saltos. Dimensão Ativo Reflexivo Sensorial Intuitivo Visual Verbal Sequencial Global Características dos Aprendizes Ativos: compreendem melhor a informação participando de alguma atividade. 10 . garantindo. Sensoriais: gostam de resolver problemas através de procedimentos bem estabelecidos e apreciam trabalhos experimentais. Reflexivos: preferem refletir bastante sobre a informação antes de iniciar uma atividade.

2015. que aconteceu em outubro de 2014. Link para acesso: <http://www.ACOMPANHENAWEB Gameficação: como aproveitar os jogos eletrônicos para educação • Veja esta matéria publicada em novembro de 2013 que discute.uol.abed.com. Uma ótima oportunidade de conhecer as tendências da educação virtual que estão sendo investigadas atualmente.br/hotsite/20-ciaed/pt/anais/>. 2015. estão compilados os trabalhos apresentados na 20ª edição do Congresso Internacional ABED de Educação a Distância.org. Link: <http://olhardigital. os benefícios da gameficação de conteúdos. por título e até por instituição. Acesso: 05 jan. através de uma breve entrevista com o professor João Mattar. É possível fazer busca por assunto.br/video/gameficacao-como-aproveitar-os-jogos-eletronicos-para-educacao/38974>. Acesso: 05 jan. por autor. Tempo: 4:38 Anais do 20º CIAED – Abed • Nesta página. 11 .

3. Questão 3 Descreva quais ferramentas fundamentais devem existir em um Ambiente Virtual de Aprendizagem. 2. ( ) Necessidade de equipe multidisciplinar. chegou a sua vez de exercitar seu aprendizado. Leia cuidadosamente os enunciados e atente-se para o que está sendo pedido. Questão 1 Considere sua vivência escolar até o momento e discuta possíveis alterações que você acredita que possam ser feitas em relação à veiculação de conteúdos pelos professores. 12 . assinale V (verdadeiro) ou F (falso) para os problemas apresentados a seguir: 1. ( ) Dificuldade de encontrar professores que saibam criar material digital. ( ) Custo de produção de conteúdo digital de qualidade. A seguir. Questão 2 Sobre os problemas que justificam a criação de repositórios de objetos de aprendizagem.AGORAÉASUAVEZ Instruções: Agora. você encontrará algumas questões de múltipla escolha e dissertativas.

Descobriu quais são os elementos que um ambiente virtual de aprendizagem deve dispor a seus usuários para que a interação entre os membros possa atingir os objetivos de aprendizagem. Novas formas de publicação ( ) páginas de compartilhamento VI. vídeo. 13 . animação III. Você também conheceu algumas tendências da educação a distância e tem agora subsídios para pensar em como incorporá-las em sua prática docente. Dispositivos móveis ( ) atividades desafiadoras IV. Jogos ( ) tablets e celulares Questão 5 Não é raro se deparar com o termo gameficação sendo usado como sinônimo de inserção de games na educação. Ao término da leitura e das atividades. você percebeu que as TICs serão introduzidas aos poucos na escola e os professores não podem mais discutir se isso deve acontecer. mas sim refletir sobre como isso pode acontecer para benefício da educação. Conteúdos criados pelos usuários ( ) ambientes de realidades alternativas II. FINALIZANDO Nesse tema. Mundos virtuais ( ) wikis e blogs V.AGORAÉASUAVEZ Questão 4 Relacione as tendências tecnológicas aplicadas à educação a seus exemplos: I. você aprendeu sobre o desenvolvimento de atividades para a educação virtual. Redes sociais ( ) áudio. Explique a diferença entre gameficação de conteúdos e jogos educativos. passando pelos conceitos de objetos de aprendizagem e comunidades virtuais de aprendizagem.

REFERÊNCIAS CONGRESSO INTERNACIONAL ABED DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA. A.br/video/gameficacao-como-aproveitar-os-jogos-eletronicos-para-educacao/38974>. L. J.uol. 37. Tutoria e interação em educação a distância. H. TORI. A. (Orgs. ENGEL. 2014.anpad. As comunidades virtuais de aprendizagem. Publicado em 30 jul 2014. 2008. et al... Anais.. São Paulo: Cengage Learning.). Disponível em: <http://www. O designer instrucional e a equipe multidisciplinar. J.br/admin/pdf/2013_EnANPAD_EPQ1114.com/games-e-gamificacao-na-educacao-a-distancia/#. 2012. OLHAR DIGITAL. Aprender e ensinar com as tecnologias da informação e da comunicação. MONEREO. ENCONTRO DA ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE PÓS-GRADUAÇÃO E PESQUISA EM ADMINISTRAÇÃO. 14 . MATTAR. Anais... BUSTOS.VITvDckpWE6>.. Curitiba.. FILATRO. Itajubá: UNIFEI. C. 2010. In: COLL. Acesso em: 3 dez.educacao-adistancia. Educação sem distância. 2013. R. São Paulo: Senac. Disponível em: <http://www. 2012. D. A. As tecnologias interativas na redução de distâncias em ensino e aprendizagem.. 2014. Gameficação: como aproveitar os jogos eletrônicos para educação. Disponível em: <http://www.org. 2014. C. com. Psicologia da educação virtual.pdf>. SILVA. São Paulo: Pearson Education do Brasil. Disponível em: <http://olhardigital. SILVA. M. Games e gameficação na educação a distância. C. Rio de Janeiro. 20. 2014. GORGULHO JR.br/hotsite/20-ciaed/pt/anais/>. C. Acesso em: 5 dez. Design instrucional na prática.. Acesso em: 14 dez. 2014. COLL. Estilos de aprendizagem na educação a distância: uma investigação em cursos de especialização. Acesso em: 7 dez. 2010.org. abed. São Paulo: Artmed.

V. com encontros presenciais pautados na interação entre colegas de curso e professor. Blended learning: é o modelo de educação conhecido como semipresencial porque mescla momentos em que o aluno estuda sozinho. Na educação virtual. Questão 2 Resposta: 1. você pode citar: perfil dos usuários. 2. 3. campo para esclarecer dúvidas. Assíncrona: na comunicação assíncrona. os momentos de envio e recepção das mensagens não ocorrem simultaneamente. F. 15 . da mesma maneira que acontece numa ligação telefônica. GABARITO Questão 1 Resposta: Você pode comentar sobre o uso exaustivo de livro didático e sua substituição por materiais mais lúdicos para tratar os conteúdos. O fórum é a ferramenta assíncrona mais utilizada na educação virtual. a principal ferramenta síncrona é o chat (bate-papo). Questão 3 Resposta: Entre as ferramentas fundamentais para um AVA.GLOSSÁRIO Síncrona: a comunicação síncrona exige que os interlocutores estejam conectados ao mesmo tempo para que a troca de mensagens ocorra. calendário de atividades e espaço com o material organizado para consulta. assim como na troca de cartas. de modo virtual. recurso para acompanhar a avaliação das tarefas. ferramentas de interação síncrona e assíncrona como chats e fóruns. V.

Questão 5 Resposta: Os jogos educativos abordam temas que podem ser trabalhados pela escola. 16 .Questão 4 Resposta: A sequência correta é IV. II. V. VI. I. como resolução de problemas e recompensa. ao passo que gameficação de conteúdos é criar atividades utilizando estratégias de jogos. III.

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28/11/2014 Introdução à Educação Virtual Revisão Profa. Gilse T. Lazzari Perosa As Tecnologias da Informação e da Comunicação modificam as práticas sociais e. Princípio das TIC Possibilidade de utilizar signos – linguagem oral. (Coll. notações musicais – para representar uma determinada informação e transmiti-la. 2010) Surgimento de uma nova forma de organização econômica. as práticas educativas. social. de maneira especial. 1 . política e cultural. símbolos matemáticos. imagens estáticas e em movimento. escrita.

28/11/2014 TIC . • (Ferrés. • (Cebrian. • Cultura da imagem e • do espetáculo.novos cenários e desafios na educação • Escassez de espaços e tempo para a abstração e a reflexão.novos cenários e desafios na educação • Excesso de informações (“infoxicação”) e ruídos.novos cenários e desafios na educação • Comunicação síncrona e assíncrona • Estão sendo criadas novas classes sociais: inforricos e os infopobres. 1998) • WEB. • Mudanças contínuas e imprevisíveis.1999) TIC . TIC .2 2 .

cresce a mobilidade das pessoas. 3 .28/11/2014 Em um mundo em que as distâncias são cada vez mais reduzidas. aumenta a heterogeneidade das comunidades e torna-se necessário trabalhar conjuntamente. as fronteiras desaparecem e os grandes problemas são compartilhados. A capacidade que as TIC possuem para penetrar e incidir nas atividades das pessoas. estão transformando ou dando lugar a novas formas de: • pensar • atuar • sentir • trabalhar • relacionar • divertir • aprender • conhecer Desafio maior da educação escolar Definir como enfrentar a mudança cultural que a Sociedade da Informação (SI) representa e que está propiciada pelas tenologias digitais.

os participantes concordam em ajudar uns aos outros em atividades dirigidas a atingir as metas individuais. Aprendizagem colaborativa: cada membro do grupo contribui para resolver conjuntamente o problema. Revisão 4 . além de uma meta comum para o conjunto dos participantes. Continuando...28/11/2014 Aprendizagem cooperativa: processo de divisão do trabalho . a colaboração depende do estabelecimento de uma linguagem e de significados comuns à tarefa.

5 . 2007). AVAs: mídias que utilizam o ciberespaço para veicular conteúdos e permitir interação entre os atores do processo educativo (PEREIRA.28/11/2014 Plataformas virtuais de aprendizagem • • • • • Educacional Organizacional Político Cultural Empresarial Para Moran (2001). a partir de abordagens inter e transdisciplinares. que considerem o sujeito como um todo. para promover um ambiente educacional com qualidade torna-se imprescindível um questionamento dos papéis dos docentes e dos currículos escolares.

Ambientes Virtuais de Aprendizagem (AVAs) são programas que permitem o armazenamento. tarefas virtuais (webquest). monitores e equipe técnica • das ferramentas e recursos • tecnológicos utilizados no ambiente. utilizados isoladamente ou combinados. com a mediação de recursos didáticos sistematicamente organizados. (Decreto n. apresentados em diferentes suportes de informação. fóruns. Educação a distância ou e-learning é uma forma de ensino que possibilita a autoaprendizagem. conexões a materiais externos. A qualidade do processo educativo no AVA depende: • do envolvimento do aprendiz • da proposta pedagógica • dos materiais veiculados • da estrutura e qualidade de professores. modeladores. atividades interativas. a administração e a disponibilização de conteúdos no formato Web: aulas virtuais. simuladores. salas de bate-papo. e veiculados pelos diversos meios de comunicação.28/11/2014 Para o Ministério da Educação (2007). animações. 2. tutores.494 de 10/02/1998/MEC) 6 . objetos de aprendizagem. textos colaborativos (wiki).

2. regulamentando o Art.obter os melhores resultados quanto: • transferência de informações. Design instrucional é a concepção e o desenvolvimento de projetos para EAD por uma equipe multidisciplinar. 80 da Lei Diretrizes e Bases da Educação Nacional. 10 de fevereiro de 1998. 7 . foi de da de A União credencia as instituições e regulamenta a realização de exames e registro de diplomas. do Ministério Educação.494.28/11/2014 A Educação a Distância no Brasil regulamentada pelo Decreto-Lei n. assegurando não-ambiguidade e clareza de compreensão. designer gráfico + webdesigner + gestores (financeiro e administrativo) + educadores (pedagógico) Objetivos do Design instrucional .

como capacidade de resolver problemas. tratando custo e disponibilidade de materiais e tecnologias. Objetivos do Design instrucional . • eficiência no uso de recursos. Agora é sua vez! Revisão 8 .obter os melhores resultados quanto: • desenvolvimento de habilidades. permitindo uso posterior da informação.28/11/2014 Objetivos do Design instrucional .obter os melhores resultados quanto: • retenção de conteúdo.

( ) Na aprendizagem colaborativa cada membro do grupo contribui para resolver conjuntamente o problema. considerando a aprendizagem colaborativa em ambientes virtuais. do ensino básico ao superior. ( ) Na aprendizagem cooperativa os participantes ajudam uns aos outros para atingir as metas do grupo. considerando a aprendizagem colaborativa em ambientes virtuais. considerando a aprendizagem em ambientes virtuais ( ) as plataformas virtuais podem ser utilizadas em todos os níveis da educação formal. Assinale V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.28/11/2014 Assinale V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas. ( ) Groupware proporciona um espaço virtual compartilhado e de apoio ao grupo. ( ) As TIC dificultam os processos de trabalho e aprendizagem em grupo. 9 . ( ) AVA = ambiente virtual de aprendizagem Assinale V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.

10 . o que são ambientes de aprendizagem colaborativa.28/11/2014 Gabarito: F F V V V V Segundo Lipponen e Lallimo (2004). ou “tecnologias colaborativas”? Gabarito: Ambientes virtuais de aprendizagem colaborativos são aqueles que foram projetados especialmente para apoiar e estabelecer a colaboração em contextos educacionais.

É um momento de troca. treina-se a capacidade de ouvir/e ou ler e respeitar opiniões diferentes.com/browse.phtml?f=search &txt=aprendizagem+colaborativa&w=1 O que é um trabalho em grupo para você? Gabarito: O trabalho em grupo é uma oportunidade de construir coletivamente o conhecimento. Nesse tipo de tarefa.freeimages. Por meio dessa prática. 11 .28/11/2014 Associe a imagem com aprendizagem colaborativa o conceito de http://www. o aluno se relaciona de modo diferente com o saber.

considerando os estudos de Coll (2010). c. considerando os estudos de Coll (2010). ( ) A alfabetização digital não substitui a alfabetização letrada – se complementam. b. Assinale a afirmativa abaixo como Verdadeira (V) ou Falsa. Assinale a afirmativa abaixo como Verdadeira (V) ou Falsa. a.28/11/2014 Assinale a afirmativa abaixo como Verdadeira (V) ou Falsa. 12 . ( ) A incorporação das TIC no currículo escolar tem repercussão sobre as relações interpessoais. considerando os estudos de Coll (2010).( ) A incorporação das TIC devem ficar limitada ao funcionamento básico dos computadores e da internet.

V d. considerando os estudos de Coll (2010). e a SI.28/11/2014 Assinale a afirmativa abaixo como Verdadeira (V) ou Falsa. d. V Finalizando Introdução à Educação Virtual Revisão 13 . F b. altera-se as culturais que são Gabarito a. ( ) Com as TIC práticas sociais e referências para a educação escolar. V c.

escrita. aumenta a heterogeneidade das comunidades e torna-se necessário trabalhar conjuntamente. social. de maneira especial.28/11/2014 As Tecnologias da Informação e da Comunicação modificam as práticas sociais e. cresce a mobilidade das pessoas. as fronteiras desaparecem e os grandes problemas são compartilhados. 2010) Surgimento de uma nova forma de organização econômica. 14 . Em um mundo em que as distâncias são cada vez mais reduzidas. Princípio das TIC Possibilidade de utilizar signos – linguagem oral. (Coll. política e cultural. notações musicais – para representar uma determinada informação e transmiti-la. símbolos matemáticos. as práticas educativas. imagens estáticas e em movimento.

Textos colaborativos (wiki). salas de bate-papo. 15 . Para o Ministério da Educação (2007). que considerem o sujeito como um todo. para promover um ambiente educacional com qualidade torna-se imprescindível um questionamento dos papéis dos docentes e dos currículos escolares. conexões a materiais externos. animações. fóruns. atividades interativas. a partir de abordagens inter e transdisciplinares. objetos de aprendizagem. a administração e a disponibilização de conteúdos no formato Web: aulas virtuais. modeladores. Ambientes Virtuais de Aprendizagem (AVAs) são programas que permitem o armazenamento. simuladores.28/11/2014 Plataformas virtuais de aprendizagem • • • • • Educacional Organizacional Político Cultural Empresarial Para Moran (2001). tarefas virtuais (webquest).

28/11/2014 A qualidade do processo educativo no AVA depende: • • • • • do envolvimento do aprendiz da proposta pedagógica dos materiais veiculados da estrutura e qualidade de professores. 2. 80 da Lei Diretrizes e Bases da Educação Nacional. tutores.494 de 10/02/1998/MEC) A Educação a Distância no Brasil regulamentada pelo Decreto-Lei n. A União credencia as instituições e regulamenta a realização de exames e registro de diplomas. apresentados em diferentes suportes de informação. utilizados isoladamente ou combinados. foi de da de 16 . (Decreto n. e veiculados pelos diversos meios de comunicação. do Ministério Educação. monitores e equipe técnica das ferramentas e recursos tecnológicos utilizados no ambiente. regulamentando o Art. 10 de fevereiro de 1998.494. Educação a distância ou e-learning é uma forma de ensino que possibilita a autoaprendizagem. 2. com a mediação de recursos didáticos sistematicamente organizados.

28/11/2014 Design instrucional é a concepção e o desenvolvimento de projetos para EAD por uma equipe multidisciplinar. designer gráfico + webdesigner + gestores (financeiro e administrativo) + educadores (pedagógico) 17 .