Quixe Cardinale

de volta às civilizações perdidas

VIAGEM À DESCOBERTA DAS ANTIGAS COLÔNIAS VENUSIANAS • A CIVILIZAÇÃO MAIA • IMPÉRIO TERRESTRE OU CÓSMICO? • DA ARQUEOLOGIA TERRESTRE À ARQUEOLOGIA ESPACIAL

HemusHemus

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ÍNDICE BIOGRAFIA DE UMA ALMA INTRODUÇÃO CAP. I — Os Extraterrestres estão enfre nós CAP. II — Os Extraterrestres venerados como deuses CAP. III — Testemunhos de civilizações extraterrestres na América Central CAP. IV — O Dilúvio segundo antigas tradições CAP. V — Mitologia asteca CAP. VI — O quarto cataclismo CAP. VII — Forma esférica do Universo Ântropogênese segundo as "Deliberações de Dzyan", interpretação do autor. — As Deliberações de Dzyan — "Antropogênese", as deliberações em resumo. — Nascimento de Adão. — Queda da geração. — Primeira Raça. — Segunda Raça. — Terceira Raça. — Quarta e Quinta Raças. — Quinta Raça. CAP. VIII — Pinturas e esculturas no Saara CAP. IX — Ser Andrógino, sua separação CAP. X — As cinco raças segundo Hesíodo CAP. XI — As cinco estátuas de Bamyan CAP. XII — Reencarnação CAP. XIII — Reencarnação segundo Ermete CAP. XIV — Aparelhos Científicos e imitações CAP. XV — Ciência e magia Magia — Espiritismo. CAP. XVI — Os Maias CAP. XVII — Importância do Xiuhmpolpilli, ciclo dos 52 anos CAP. XVIII — Nexo entre a antiga viagem dos venusianos e a atual viagem à Lua CAP. XIX — Aparições dos Extraterrestres CAP. XX — Prováveis visões dos Extraterrestres CAP. XXI — Teocalis da "Guerra Sagrada" CAP. XXII — A "Pedra Calendário" ou disco voador CAP. XXIII — Astronaves nas esculturas astecas CAP. XXIV — A Lei do Centro CAP. XXV — Criação e discos voadores CAP. XXVI — Turbilhões, a realidade mágica CAP. XXVII — Astronaves — Energia
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CAP. XXVIII — A água na ciência e na cabala CAP. XXIX — As craniotecas mexicanas CAP. XXX — O jogo de bola CAP. XXXI — A pirâmide usada como rampa de lançamento CAP. XXXII — Os pilares do templo representando as serpentes CAP. XXXIII — Uma história de amor CAP. XXXIV — O nosso tempo, quinta e sexta raças

"Aquilo que nós denominamos Cristianismo sempre existiu, e alcança a sua plenitude com a aparição do Cristo encarnado." Santo Agostinho.

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BIOGRAFIA DE UMA ALMA Nasci no céu, numa tempestuosa tarde qualquer; tinha arribado neste amargo fruto de Galáxia com Júpiter e Urano em oposição. A Terra, sacudida numa fase de turbulência, transmitia aos homens os seus convulsionados regurgitamentos. Hoje estou aqui, novamente, baixado com o Sol, a 4º de Virgem, Júpiter e Urano finalmente juntos, numa viagem através da metafísica, aquela ciência abstrata que então abjurei para desposar o positivismo e a ação. Os outros, os de então, estão todos aqui comigo, atores intérpretes de uma nova representação nas cenas da matéria, com os mesmos ardores, os mesmos não-saciados desejos de justiça, de liberdade, de conquista; contudo a meta hoje é bem outra; o amor, a energia que move o Universo e que fagocitará os deletérios grupos do poder que, ocultos, operam e escravizam o homem, impedindo o seu caminho para o progresso. O amor de todos para todos: aos pobres, aos enjeitados: sem barreiras, castas e fronteiras; o amor não conhece fronteiras nem tempo, ele vive no não-tempo e no não-espaço; só ele é eterno e nesta maravilhosa época de revelação, nós nos amaremos verdadeiramente por aquele que somos e não por aquilo que possuímos ou que adquirimos; exatamente como os pássaros que, em qualquer parte que emigram, encontram sempre um ninho que alguém edificou sem nada pretender. Aos jovens eu dedico este livro. Aos jovens que eu admiro, que amo e que, malgrado a resistência das últimas esporádicas bases dos prepotentes, conquistarão e modificarão o mundo de amanhã. o Autor.

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INTRODUÇÃO Quando um órgão do nosso corpo se atrofia ou fica fora de uso, a natureza, a fim de prover à continuação das funções, insere um outro no circuito que, talvez com maior eficácia, executa o trabalho do órgão atrofiado. Sabemos perfeitamente que os cegos possuem qualidades perceptivas notavelmente desenvolvidas; notória é de fato a agudeza do seu ouvido e a polivalente fatuidade sensorial da sua superfície cutânea que, em estado de emergência, assume as prerrogativas do radar, enquanto as pontas dos dedos adquirem as faculdades de perfeitos órgãos de percepção visual. Em arqueologia, é fácil tirar conclusões, um pouco menos fácil é o trabalho de relevo que a isso dispõe. Existem de fato, em fase de relevo, momentos em que os órgãos da vista se tornam um estorvo; pode apresentar por exemplo, um relevo de espaços augustos, inacessível ao setor do crânio com referência aos olhos, e então um banal espelhinho disposto com uma inclinação de 45° diante do objeto em exame, pode narrar-lhe a imagem bidimensional. Melhor se, através do método Braille, de leitura tátil, transmitirmos à mente reiterados sinais de uma história tridimensional, que as pontas dos dedos captam, roçando a superfície em análise. Encerrado num escrínio ósseo, na parte mais elevada da máquina humana, o cérebro, precioso instrumento de comunicação, funcionando à guisa de uma sede central perfeita, envia e capta ondas cujo comprimento é de uma notável diferença. Em virtude de tais prerrogativas, estamos de fato em condições de nos comunicar com a mais recôndita célula do nosso corpo bem como alcançar a mais distante Galáxia. Poderá parecer paradoxal tal asserção, porém parece estar confirmado que, depois de um longo processo evolutivo, o homem do século XX, embora tendo alcançado um elevado nível de civilização, utiliza ao mínimo as faculdades intelectivas de que dispõe. Um método eficaz seria, portanto, auxiliar de vez em quando os órgãos de percepção visual, auditiva e tátil, ao invés daquelas faculdades extra-sensoriais que jazem latentes em nós, gerando rádioondas que, à maneira de tentáculos etéreos, lançam pontes entre a nossa mente e a mente universal. Perceberíamos então que não existe somente aquilo que vemos, ouvimos ou tocamos, mas outras coisas bem diferentes, e tantas e das mais diferentes formas. QUIXE C ARDINALE
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CAPÍTULO I OS EXTRATERRESTRES ESTÃO ENTRE NÓS As audaciosas evocações acompanhadas, às vezes, de terrificantes materializações, que os iniciados e os magos conseguiam obter em estado de vigília, testemunham hoje a penosa e empírica busca dos nossos predecessores, num campo imaterial e imponderável, que ainda escapa ao conhecimento e à ciência humana. É esta a dimensão onde pululam milhões de criaturas desconhecidas, flutuantes nos vórtices de forças incomensuráveis; é aquele reservatório onde não-catalogadas agitam-se almas em pausa, micróbios apenas visíveis ao microscópio, corpos astrais, larvas, espíritos, milhões e bilhões de invólucros de abstraías expressões das mentes humanas, à espera de matérias substanciais que as deixem em condições de inserir-se na vida tridimensional desta nossa Terra. O nosso planeta, um minúsculo átomo navegando no espaço, se considerado juntamente aos outros que compõem o nosso sistema solar, revela-nos a estrutura de uma exígua célula vivente, que vertiginosamente atraída, navega ao redor de Vega, a ambicionada estrela da constelação da Lira. Uma exígua célula vivente de um incomensurável tecido conetivo, que, se avaliado não do interior em que nós vivemos, mas de uma distância imaginária e indefinida, que nos permite examinar atentamente este paquiderme pulsante que é o nosso Universo, talvez consigamos contornar as suas superfícies, definindo assim o seu inimaginável aspecto exterior; de fato nós, homens, habituados a reconhecer as coisas não na sua essência, mas do efêmero aspecto externo, isto é, dos trajes rituais aos quais estamos acostumados, por causa destes arraigadíssimos preconceitos, de fazer realçar as entidades e as inteligências desejosas de se comunicarem conosco, aqueles aspectos e aqueles invólucros que com maior comodidade encerrariam as nossas mentes primitivas e conformistas. Nascem assim as fabulosas figuras dos demônios, das bruxas e das fadas, e aquelas ainda mais aptas das corujas, dos gatos pretos, das criaturas que, milagrosamente, nos salvam de uma catástrofe, que nos prenunciam um perigo ou nos deixam entender que uma causa nossa terá êxito favorável ou vice-versa. A Entidade, que no final do complicado exorcismo aparecia ao operante, não era senão uma dessas criaturas evoluídas, ou melhor, um ser de uma outra dimensão, um extraterrestre, que solicitava ao mago os meios de sugestão aptos a dispor aquela condição eletro-estática, que lhe teria permitido materializar-se sobre esta Terra.
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A espada que o mago usava para defender-se dos ataques de monstruosas criaturas do plano astral, era o inútil meio de defesa em que ele focalizava desesperadamente a sua vontade, evitando, assim, que ela fosse tocada pelo terror, e de fato tal arma, amiúde, evocava distúrbios e mesmo ofensas à entidade evocada. O círculo de defesa, traçado juntamente aos sinais cabalísticos sobre o terreno ao redor do mago, era a redoma prote-tora que ainda hoje, com forte convicção, os magos e os espiritistas usam; a solene enunciação das palavras mágicas, o incenso, as emoções, os afrodisíacos, as drogas, são estes estimulantes e excitantes que, agindo nos gânglios nervosos, criam o necessário ou, pelo contrário, o indispensável estado alotrópico no operador que, desprovido de faculdades adequadas, recorre a meios artificiais. Esse estado cria a indução à materialização da entidade invocada; é assim um sintonizar-se com meios adequados, sobre um especial comprimento de ondas, e uma consequente concretização de tal contato. Não inventou talvez o homem a televisão que reproduz imagens bidimensionais e a cores? Penso que já existe, no nosso cérebro, a possibilidade de reprodução à distância de imagens tridimensionais que, segundo as leis do nosso mundo, resultam ser corpos substanciais. Lembrando que a matéria só é energia, nós poderíamos, desatando os vórtices e os nós que a compõem, torná-la livre e radiá-la em forças de campo, agindo em curvas muito abertas ou mesmo lineares, até à destinação, onde procedendo depois à recomposição de tais nós e vórtices, evocaríamos novamente aquelas partículas que compõem o objeto sólido que conhecemos como mundo físico, com a sua inércia, massa e efeitos gravitacionais. Quanto antes, tal maravilhosa disponibilidade será definida no campo das máquinas. "Tudo é relativo" dizia Einstein; em muitas mentes humanas, a possibilidade da existência de criaturas de outros mundos vai-se, pouco a pouco, revelando; quando essa hipótese que hoje se insinua timidamente na consciência de algumas criaturas terrestres, se transformará em certeza, ou melhor, em fé cega, então virá criar-se aquele amorável estado de indução psíquica e física que permitirá aos habitantes de outros planetas de manifestar-se definitivamente a nós. Estes extraterrestres já se acham, porém, entre nós. Estes seres, portadores de uma mensagem universal, acham-se aqui para impedir que o nosso orgulho nos arraste a um conflito que pode comprometer a nossa, e talvez a sua, expressão de vida. O homem, esquecido o verdadeiro significado da sua existência, vai cada vez mais submergindo no reino baixo da matéria. Como poderiam os habitantes deste nosso minúsculo planeta, parte integrante de um ínfimo sistema solar, componente de uma modesta Galáxia, destruir o Universo? Facilmente se pode responder
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a tal quesito: um vírus, um micróbio invisível, mas revelado ao microscópio, pode em pouco tempo, num foco de infecção, matar um homem e se propagado num processo de contágio, está em condições de eliminar um número discreto de indivíduos. O Homem é o microcosmos, o Universo é o macrocosmos! nós poderíamos ser as bactérias invisíveis desse inimaginável ser vivente, deste Universo. O nosso século é, sem duvida, o século das revelações e talvez da síntese; demasiadas inversões de valores, e acontecimentos antihistoricistas avolumaram-se neste último lapso de tempo; e agora também os elementos e as forças da natureza, solicitadas pelas vibrações de violências das mentes humanas, iniciam a sua fase crítica, que nada de bom deixa vaticinar. Onde quer que se olhe, sobre o nosso planeta, com abundância de provas se pode encontrar uma incontida irrequietude e uma forte tendência para o mal. Nós somos os felizes testemunhos de uma maravilhosa época de revelação científica, mas também os ignaros espectadores de um aviltante processo involutivo na dimensão do espírito.

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CAPÍTULO II OS EXTRATERRESTRES VENERADOS COMO DEUSES Iniciando um estudo de busca cósmica espacial, encontra-se aqui mais que em outras partes, aquele brado necessário para identificar em cada mínimo detalhe, a divindade, no homem advindo das estrelas. Serpente de fogo, Serpente emplumada, Homem Pássaro, estes eram os epítetos atribuídos pelos primitivos aos seres descidos do céu; mas em síntese eles eram e são homens mais ou menos como nós, com as nossas paixões, os nossos turbilhões de vida quotidiana, mas com um alto quociente de inteligência aplicado a uma civilização elaborada, toda dedicada à difusão do bem-estar e da sã, sólida e justa constituição social do seu império. Vários são os atributos usados para classificar ou evocar essas criaturas e os seus maravilhosos engenhos: Deus do Sol era denominada a astronave-mãe que estacionava nas altas pirâmides maias ou nas mastabas do antigo Egito; o próprio profeta Ezequiel, no VI século antes de Cristo, atribuía faculdades divinas a essa enorme maquina, e de fato, na sua presença, ele se atirava à terra e não levantava até que o espírito emitido por esta não lhe transmitisse o impulso necessário. Este profeta foi definido como escritor vigoroso, de imaginação elevada, segundo a estética Caldaica, enquanto que para nós é estranha e incoerente. Toda civilização terrestre, da mexicana à grega, da egípcia à hebraica, nos fala de seres vindos do céu, embora os seres sejam diversos: Quetzalcoatl, Mercúrio, Horus, Hanaele, são sempre eles, os extraterrestres, os personagens que por séculos alimentaram a narrativa de alguns profetas, dos historiadores e dos magos. Homero nos descreve, com riqueza de pormenores, a intervenção dos deuses nas vicissitudes humanas; divindades da aparência de homens que, escolhida por própria morada a nebulosa, alto cume do Olimpo, intervêm com poderosos meios de destruição nas batalhas dos gregos. Prerrogativa e intenção desses seres era de instaurar a paz entre os homens e encaminhá-los a uma vida dedicada ao progresso civil e social, mas as animosidades e as contínuas opressões dos terrestres tornavam impossível a atuação dos seus propósitos; isto poderia parecer absurdo; mas se nós quiséssemos tentar a prova de dividir dois homens ou duas facções rivais numa contenda, à nossa custa chegaríamos a uma trágica conclusão. O nosso orgulho induziu-os ao afastamento e a nossa escassa sociabilidade explica porque nos seus reiterados reconhecimentos eles evitam cuidadosamente o nosso contato. Poder-se-ia relevar que se essas criaturas dispõem de poderosos meios de destruição, não teriam o que temer; mas aqui nós estamos errados. Pelo contrário, o nosso desmedido
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orgulho nos deixa entrever confusas as coisas, através do filtro da superioridade qualitativa e quantitativa, coisa esta inconcebível, porém, de parte dos que, da vida, têm a ideia de um dom precioso, que deve ser empregado para a realização do amor universal. Sabemos que no Amazonas vivem ainda criaturas em estado tribal, inclinados à violência e talvez à antropofagia; se nós tomássemos a arriscada tarefa de civilizar essas tribos, não teríamos mais nada a fazer que chegarmos lá, com poderosos meios de defesa, obviamente idóneos também para a ofensiva. Num primeiro tempo talvez conseguíssemos estabelecer algum contato com estas criaturas pouco evoluídas; mas improvisadamente os seus instintos primordiais poderiam aflorar e nós seríamos obrigados à precipitada alternativa de um êxodo, ou de uma defesa armada. Propendendo para a primeira solução, poderíamos aquietar as nossas consciências com a cômoda dedução que no fundo esses selvagens vivem felizes no seu estado primitivo e que arriscarmos a vida em tal missão não valeria a pena. Mas no momento em que esses selvagens, assimilados os nossos ensinamentos, alcançassem um ameaçador estado de evolução nas máquinas, mesmo conservando, nos seus ânimos, os primordiais sentimentos de ódio e opressão, nós começaríamos a preocupar-nos seriamente pela deles e sobretudo pela nossa incolumidade. Indubitavelmente estes extraterrestres nos consideraram primitivos e a única possível alternativa para eles era secundar a nossa cega e empírica superstição, em deixar-se adorar como divindade, mas hoje que a nossa civilização está às portas da revelação, eles multiplicam as suas explorações, tentando esporádicas aproximações. Eles nunca se distanciaram do nosso planeta; de fato a reiterada aparição dos discos voadores e de todos os outros objetos de forma mais ou menos estranha, confirmam que ainda hoje eles devem possuir bases espaciais na Terra.

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CAPÍTULO III TESTEMUNHOS DE CIVILIZAÇÕES EXTRATERRESTRES NA AMÉRICA CENTRAL É a arte mexicana pré-hispânica que finalmente nos revela o grande segredo: "os rastros deixados sobre o nosso planeta, por criaturas vindas do espaço". Essa arriscada afirmação, que inevitavelmente desperta sentimentos de ternura em relação a quem a expressa, é muito bem documentada; testemunhos indiscutíveis mostram-nos a passagem de uma civilização adiantada, ou precisamente a presença de homens com um elevado quociente intelectivo. As colunas, as decorações parietais, as esculturas circulares de Tula, Tiahuanaco, de Tenochtitlan, nos transmitem uma mensagem vinda de longe. Em tempos remotos, de fato, as pirâmides mexicanas, verdadeiras e próprias rampas espaciais, hospedaram as astronaves-mães, e destas maravilhosas máquinas desceram criaturas inteligentes que se insinuaram na vida dos autóctones, fecundando a sua civilização, segundo elevados ditames de cultura, de paz e de bem-estar social. Os atônitos habitantes da terra mexicana não titubearam muito para identificar nestas criaturas evoluídas, dotadas de rádio, televisão e, na ocorrência de poderosos meios de destruição, as divindades descidas do céu. Uma divindade em particular foi venerada durante séculos, tornandose objeto de culto entre todas as civilizações meso-americanas. Quetzalcoatl, que significa: serpente ornada de lindas plumas, mas que na realidade era um homem, um extraterrestre que, como se pode deduzir das figurações, possuía instrumentos que o dispunham ao vôo individual humano, isto é, estava munido de um módulo de propulsão. De fato nas suas costas está firmemente apoiado um estranho aparelho composto de cinco reservatórios cilíndricos em forma de foguete e terminando em baixo com lâminas flutuantes, destinadas provavelmente a proteger as pernas do homem-pássaro do jato de propulsão. No alto, apoiado sobre estes cinco foguetes, observa-se um grosso cilindro, no qual se pode reconhecer um reator verdadeiro e próprio, que, uma vez inserido, permitia o vôo vertical. Este aparato estava solidamente enganchado ao corpo com fortes cintos. No flanco esquerdo do homem-pássaro sobressai-se uma coroa, a cremalheira, munida de forte arnês, que era usada, sem dúvida, para o preparo do vôo e para o vôo direcional. O que mais assombra nos relevos de Tula é o capacete que essas criaturas usam; de fato, ele parece estar munido de outro tubo propulsor, que, se bem analisado na sua funcionalidade, nos mostra o resultado de um aprofundado estudo para uma perfeita compreensão técnica do vôo humano.
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Nós sabemos que um forte impulso para a frente, provocaria uma irreparável fratura da coluna vertebral à altura do pescoço, pelo inevitável contragolpe que a cabeça flutuante receberia; eis porque, para evitar tal inconveniente, se junta à propulsão principal, aplicada sobre as costas, uma outra, de menor intensidade, à extremidade da cabeça. Disto se pode obviamente deduzir que tal propulsão sobre a cabeça permitia ao homemáguia, além do primitivo vôo vertical, também o horizontal, como também acrobacias aéreas. No peito e na fronte notam-se duas lâminas em forma de borboleta estilizada, que se podem muito bem identificar como contrapesos e ancorizadores dos dois pesados instrumentos de propulsão. O macacão é um escafandro espacial, com relativos instrumentos científicos aplicados à grossa cinta (mais tarde tornar-se-á a faixa dos indianos) como o capacete propulsor será imitado com a suntuosa coroa de penas de várias cores, que até hoje os chefes indianos usam. Com a mão direita estes seres empunham um instrumento que se assemelha muito a uma pistola a foguete; essa identificação foi em seguida confirmada pelo testemunho de outros relevos e ilustrações indianas, onde guerreiros empunham instrumentos idênticos, representados como objetos que causam a morte. Por felicidade nossa, os artistas de Tula deixaram-nos, numa coluna do templo dedicado a Vênus, o astro da manhã, as figuras de quatro astronautas observados sob diversos ângulos, o que torna mais fácil a leitura da modelagem e a identificação dos particulares. Observando bem os relevos, é possível reconhecer o tubo flexível que do distribuidor central localizado nas costas, envia a energia à boca de descarga do capacete, que por sua vez resulta defendido por um funil formado de lâminas, que dão idéia de penas de pássaro.

Fig. 1 — Objeto muito semelhante a uma pistola, amiúde empunhado por guerreiros representados nos petrógrafos mexicanos.
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Obviamente, com motores extintos, todos estes arneses laminados, flexíveis, assumem uma posição frouxa de repouso, mas assim que a propulsão é inserida, os jatos, canalizados no canal de descarga, enchem estes últimos de forma tal que fazem o astronauta assemelhar-se a um espantoso pássaro de fogo. Eis, portanto, explicada a enfadonha emulação dos astecas para estes evoluídos seres procedentes de Vênus, o astro que todas as tribos do antigo México veneravam até à obsessão, tanto que foram induzidos a construir suntuosos templos em sua honra e a compor almanaques que contavam simultaneamente o ano terrestre e o venusiano. Os calendários eram três: um computava o ano terrestre de 365 dias, um outro era chamado calendário sagrado e computava um ano de 260 dias, isto é, 20 meses e 13 dias, e o último era de 584 dias, duplo ano sinódico de Vênus; todos esses três calendários ligavam-se entre si e permitiam cálculos muito difíceis mas perfeitos. As pirâmides, então, eram construídas de tal maneira que os seus elementos principais podiam ser utilizados para examinar com exatidão o ponto zenital do sol e os solstícios de verão e de inverno. Permitiam, ainda, observações astronômicas diurnas e noturnas: eram, em síntese, verdadeiras e apropriadas torres de controle e astroportos. Quetzalcoatl era a divindade que categoricamente proibira aos indianos os sacrifícios humanos; ele era adorado pelos seus súditos. Deixou os astecas tomando o caminho do Atlântico, isto é, voando para leste, prometendo que voltaria ainda do leste, no período que coincidia com o ano da sua aparição na Terra: CE ACATL (o ano um Cana). Segundo o calendário asteca o ano "I Cana" podia cair em 1363, 1467, 1519 da nossa era. O conquistador Fernando Cortez desembarcou em Vera Cruz em 1519, por isso muitos o tomaram por Quetzalcoatl e o acolheram com grandes honras; logo depois a verdade veio à luz, concluindo-se depois, a 13 de agosto de 1521, com a conquista espanhola de todo o território, e uma civilização inteira foi subjugada. Em agosto teve lugar em Tenochtitlan uma festa chamada "Xocotl Huetzi" (Xocotl desce) que era dedicada à divindade e às almas dos heróis falecidos. Depois que os habitantes subiam sobre os tetos das suas casas, começavam a clamar com doces palavras estas entidades: "Vinde depressa, nós vos esperamos, nós vos esperamos". A sua descida do céu, depois, era simbolizada com uma cerimônia semelhante a um jogo: "Juego del volador" (lâmina 39). Sobre a ponta de um comprido pau estava pendurado um artístico hábito semelhante a um macacão, que era trazido em baixo pelos jovens que, com um pé atado a uma corda, jogavam-se rodando no espaço até alcançar a terra, imitando assim o vôo de Quetzalcoatl. As lendas indianas narram que Quetzalcoatl jogou-se no fogo em Tula, para purificar o povo. Elevou-se da fogueira (provavelmente a nave
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espacial que estava para partir) e partiu transmudando-se depois no planeta Vênus, depois de ter prometido que voltaria do Oriente para redimir os seus súditos terrestres.

Fig. 2 — Este homem parece executar uma acrobacia no ar; evidente é o vôo, e o instrumento que o produz é simbolizado pela Serpente Emplumada. O astronauta tem um capacete de forma animal. Sobre ele um estranho instrumento parecido a um fuzil. (Baixo-relevo proveniente da América Central.) Esta é a história de Quetzalcoatl, o pássaro de fogo mexicano, um mito, uma lenda, uma realidade.

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FIG. 3 — Sequência da figura precedente; o objeto à esquerda parece ser mesmo um fuzil, com coronha e cano, do qual sai um feixe de raios; inferiormente a arma está munida de uma caixa carregadora. O desenho da direita mostra uma bolsa, que amiúde os astronautas empunham e que parece ser muito importante.

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CAPÍTULO IV O DILÚVIO SEGUNDO ANTIGAS TRADIÇÕES Então tendo os homens começado a multiplicar-se sobre a terra e a ter filhos, os filhos de Deus viram que as filhas dos homens eram lindas e tomaram para mulher, entre todas, as que mais lhes agradaram. E o Senhor disse: O meu Espírito não ficará para sempre no homem, porque ele é carne: e os seus dias serão 120 anos. Naquele tempo havia sobre a terra os gigantes; quando os filhos de Deus se uniram às filhas dos homens e elas deram à luz... Gênese, VI, 1-4. Algum estudioso afirma que, cerca de 25.000 anos atrás, o homem apareceu nas terras mexicanas, vindo da Ásia através do estreito de Bering; os caracteres mongolóides destes primeiros seres da América Central, reproduzidos em algumas estátuas, parecem confirmar tal hipótese. A Bíblia, de indubitável tradição babilônica, apresenta particulares aderências com as lendas mexicanas. Comum a muitas tradições e, doutra parte, a história do dilúvio. O Deus Titlakahuana, preanunciou Norta do dilúvio iminente, o qual, previdentemente, construiu uma grande arca onde encontrou salvação juntamente com os seus familiares. A embalsamação, é também coisa comum entre os povos incas e os egípcios (provavelmente uma imitação empírica do processo de hibernação, visto ser executada por seres de uma civilização superior). Levantando sutis tiras de músculos das múmias incas, alguns cientistas puderam demonstrar que os antigos habitantes da América Latina estavam providos do grupo sanguíneo "A", igual aos europeus; também semelhante, na linguagem inca e na dos primeiros habitantes da Índia é a raiz de muitas palavras. Em Israel afirma-se que o dilúvio foi causado pelo desvio de duas estrelas; e em certo texto caldeus se considera a coincidência do dilúvio com a mudança do curso dos planetas. Terêncio Varrão, a tal propósito, escrever que "a cor, a forma, o aspecto e o curso do planeta Vênus tinham mudado de maneira particular". Os astrólogos mais por sua vez, ignorando a Lua, nos informam através de alguns textos, que antigamente o planeta Vênus iluminava a Terra e que, sucessivamente, um asteróide teria sido capturado pela força da atração terrestre.

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CAPÍTULO V MITOLOGIA ASTECA A mitologia asteca nos informa que o homem foi criado cinco vezes, isto é, as divindades criaram cinco raças de homens (lâmina 30) que cada uma destas raças, excluída a quinta, que obviamente seria a atual, foram destruídas por cataclismas naturais. Em relação à ordem de sucessão destes cinco tipos de homens criados, as tradições mexicanas e pré-hispânicas são um tanto discordantes, mas em síntese os fatos permanecem íntegros na sua essência. Estranho é encontrar concomitância de particulares inerentes às cinco raças, nos diversos continentes. Todos sustentam que existiu numa época uma espécie originária de gigantes unissexuados que, sem dúvida viveram na época dos mamutes e dos dinossauros; sinal de obstinação seria crer o contrário, isto é, que naquela longínqua época, talvez 200 milhões de anos atrás, enquanto a Terra era povoada de animais colossais e cheia de florestas gigantescas (que os últimos achados confirmaram inteiramente) fosse ao mesmo tempo habitada por homens que teriam feito a figura de liliputianos, num mundo de produções colossais. Nós sabemos que a natureza, na sua ordem maravilhosa, segue regras bem precisas e quando a máquina, a cadeia de montagem, organizada por um certo tipo de produtos, se põe a produzir outros diferentes, especialmente no que respeita ao tamanho, revela uma anormalidade ou deserção dos produtores. Mudar a dimensão dos procriados significaria trocar também as máquinas para a procriação, e no nosso específico caso, necessária seria a modificação das condições ambientais. A primeira Era ou signo de terra foi inaugurada por Tezcatlipoca que, tornado Sol, criou a raça dos Gigantes, viventes num paraíso terrestre, onde a Terra dava os seus frutos sem necessidade de trabalho; o homem daquele período vivia por efeito de uma alimentação vegetariana. Os gigantes, pela sua temeridade, causaram um cataclismo; uma escuridão devoradora, em que Tezcatlipoca se havia transformado, sob os despojos de jaguar, devorou os homens. Nesta primeira Era resplandeceu o Sol da terra ou da escura matéria apenas saída do caos, e o Deus Tezcatlipoca, identificado num jaguar, simboliza esta matéria privada de redenção que se devora a si mesma. Este primeiro período terminou no dia "4 OCELOT", isto é, "4 JAGUAR". A segunda Era, ou signo de ar, é o sol do espírito ou da centelha Divina encarnada nos despojos do Deus Quetzalcoatl, que ensina aos homens as artes, as ciências e os recolhe numa sociedade organizada.
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Este ciclo fechou-se no dia "4 EHECATL", isto é "4 VENTO"; a terra foi varrida por violentas tempestades e fortes ventos; os macacos atuais teriam sido os descendentes dos homens daquele tempo. Provavelmente o cataclismo manifestou-se também com terríveis explosões nucleares e os macacos poderiam ser os resíduos da matriz originária dos homens da segunda Era, submetidos a mutações por causa das radiações atômicas. A terceira Era ou signo de fogo foi dirigida por Tlaloc, Deus da chuva e do fogo celeste, fechou-se no dia "4 CHUVA DE FOGO" com espantosas erupções vulcânicas, enquanto, uma chuva de fogo caía do céu. Os animais da época terciária eram os peixes e nas águas desenvolveu-se a raça dos homens aquáticos, "cruéis e impiedosos" como narram as lendas indianas. Como nós sabemos, pela lei das analogias e pela atração dos contrários, a água superabundante na terra atraiu o fogo e vapores ardentes devoraram a vida do nosso planeta causando o desaparecimento das Lemúrias. A quarta Era ou signo de água foi sob o governo de Chalchiuhtlique, a Deusa da água, irmã de Tlaloc; a matéria neste período apurou-se e nasceram assim os pássaros. Fechou-se com um grande dilúvio universal no dia "4 AHAU" "4 CHUVA" e nesse cataclismo fica submersa a Atlântida.

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Fig. 3 bis — A terceira raça de homens é por Deus mudada em macacos e obrigada a viver nas árvores (Código Vaticano). Do alto desce o costumeiro disco interpretado como "Pedra Calendário"; esta vez enxertado na cauda está uma "Serpente Emplumada'. Analisando atentamente, notamos três jatos de ar convergentes para o centro da astronave; na parte posterior, emborcado de 90°, um polo magnético; a saída dos jatos de cauda está simbolizada pela sinuosa cauda da Serpente Emplumada. A aeronave está reproduzida só pela metade, a fim de fazer ressaltar a figura do Deus que empunha o machado do vento, chamado também Atl-Atl (1) e que liberta as forças que, representadas por línguas de vento radioativo, desencadeiam o cataclismo sobre a Terra. À direita, no alto, dez pequenas bolas, precedidas na caída por dez de dimensões maiores, precipitam sobre a Terra (são talvez bombas?). Uma gigantesca explosão está acontecendo; tudo salta para os ares, os dois homens da esquerda já sofreram a metamorfose e transformaram-se em macacos, o da direita tem ainda feições humanas, mas a expressão do rosto é de horror.
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Em baixo, ao centro, numa gruta, um homem e uma mulher parece que procuram salvar-se do cataclismo. (1) Da raiz atl derivou o verbo "ATLACA"' que significa atacar". A quinta Era da civilização maia, isto é a atual, nascida sob o signo de Tonatiun (Águia que voa para o alto) terminará com espantosos terremotos no dia "4 OLLIN" "4 MOVIMENTO" que ocorre cada 52 anos, isto é, no fim de um século indígena. A tradição asteca, repete até a obsessão que a época do quinto homem terminará no dia "4 MOVIMENTO" e será substituída pela Era dos planetas e da comunicação universal. Segundo outras lendas, os cinco sóis parece não concordar com a tradição comum, mas analisando bem, percebemos que isso acontece porquê a progressão das eras está invertida, isto é, lida da última à primeira. I. Era, destruição devida à água; os homens foram mudados em peixes. II. Era, destruição devida ao fogo, os homens foram mudados em pássaros. III . Era, destruição devida ao vento, os homens foram mudados em macacos. IV . Era, destruição por meio dos tigres, que devoraram os gigantes. Estas lendas concordam com a Bíblia dos Quichés, o "Popul Vuh", onde estão descritas as várias tentativas feitas pelas divindades a fim de criar o homem perfeito, e toda vez que essa prova resultava em fracasso, eles, por meio de cataclismos, desfaziam os erros, e os resíduos da matéria orgânica eram utilizados para a realização do exemplar seguinte. A esse propósito aflora a asserção do químico do século XVIII, Lavoisier, que perdeu a cabeça sob a guilhotina da revolução, mas que indubitavelmente a tinha bem firme sobre a cabeça quando afirmou que "nada se cria, nada se destrói, mas tudo se transforma". As asserções dos astecas satisfazem inteiramente também a cupidez dos darwinistas, que vêm na transformação dos organismos animais e vegetais, um adaptar-se, um aperfeiçoar-se e um progredir, para a conservação mas sobretudo para a evolução da espécie. Concluindo, podemos deduzir que o homem, originariamente, como todas as formas primitivas, era privado de sexo e numa evolução natural, tornou-se hermafrodita, isto é, um ser bissexual e finalmente cindiu-se nos dois seres distintos, macho e fêmea. Disso podemos deduzir que os atuais homens e mulheres do terceiro sexo nada mais fazem que voltar aos esquemas ancestrais da segunda raça humana que era andrógina. O próprio Lineu nos informa que muitos vegetais possuem
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faculdades sexuais. Das esculturas maias, notamos retratos de criaturas com os dentes incisivos muito desenvolvidos e desprovidos dos molares; provavelmente eram seres de um outro planeta, vegetarianos e talvez bissexuais; isso dá azo a uma especulação sobre a descrição das "Deliberações de Dzyan" onde se firma que os anjos não tinham sexo e que depois tornaram-se bissexuais, mas caíram no dia que se entregaram às práticas fálicas. A título de exemplo podemos citar a falena como animal bissexual, que, sozinha, gera um verme, que por sua vez se torna falena.

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CAPÍTULO VI O QUARTO CATACLISMO 39. A Primeira, em cada Zona, era da cor da Lua; a Segunda, amarela como ouro; a Terceira vermelha; a Quarta marrom, que tornouse negra pelo pecado. Deliberação X da Antropogênese. A África é parte da antiga Atlântida; uma explosão deu-se no centro de Saara, e de fato a areia, as regiões arenosas, são os produtos mais finos da rocha que, mesmo se elaborada durante anos, nunca poderia ter alcançado semelhante micro-dimensão. Portanto, o deserto do Saara foi o centro da conflagração atômica, onde outrora existiram as maravilhosas cidades da Atlântida; o continente sul-americano que antes era ligado ao africano, foi também bombardeado violentamente por legiões de átomos incandescentes, que escavaram as rochas e abriram os grandes Canions, que até hoje tem um negro sabor de morte. No preciso instante da enorme explosão a terra partiu-se e os dois continentes foram nitidamente separados por milhares de quilômetros de oceano; ainda hoje, se atentarmos para as costas do leste sul-americano e as do oeste africano, notaremos que os dois perímetros aderem perfeitamente, de forma tal, que se uma força gigantesca pudesse unir os dois continentes, nós encontraríamos os pontos exatos da ruptura. Esta teoria explica também porque as civilizações maia e asteca, egípcia, fenícia e grega apresentam muita analogia. Portanto, é inútil tentar, com jangadas e pontões rudimentares, querer demonstrar que aquelas civilizações mantiveram contatos entre si por via marítima, porquanto isso poderia ter acontecido somente depois da separação dos dois continentes que, segundo alguns cientistas, teria acontecido há 7.000 anos atrás, enquanto as misteriosas civilizações em questão lançaram suas raízes nas profundas dimensões do tempo. Portanto, a Atlântida não está submersa, mas literalmente desintegrada; somente alguns esporádicos postos avançados sobreviveram à catástrofe, porém do centro daquela evoluída civilização nada mais resta que a quente, macia e sutil areia do Saara. O Egito que ficava na esfera de ação da explosão, mas que não foi diretamente atingido, permaneceu íntegro nos seus colossais monumentos; mas a flora e a fauna foram desintegrados, e os homens pretos da África que apresentam caracteres somáticos notavelmente diferentes dos nossos, nada mais são do que os descendentes dos que se salvaram da conflagração, mas que foram submetidos a processos de mutações por parte da natureza violenta das explosões.
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Uma chuva radioativa carregada de detritos caiu sobre os monumentos egípcios e os sepultou por milhares de anos; transportada pelas correntes marítimas e pelos ventos, esta areia, resíduo de uma civilização fabulosa, encostou-se nas paragens rochosas e submergiu nos fundos oceânicos. Daí se pode deduzir que, no Egito, as vidas, humana e animal, extinguiram-se de apenas um golpe. De fato, o período de tempo que vai dos nossos dias ao ano 5.000 antes de Cristo é por nós conhecido, ao passo que, além desta data-limite, a história se perde na noite dos tempos. Também a Índia deve ter sofrido uma conflagração, talvez atômica, mas isso aconteceu num período anterior à civilização atlântida. O norte da Ásia apresenta, por sua vez, sintomas de mutações e se nós examinarmos os caracteres somáticos e a cor da pele das várias raças, nada mais conseguiremos a não ser chegar a espantosas conclusões. A raça amarela, a raça olivácea, a preta e a branca. Sabemos que quando sofremos uma contusão, nas nossas carnes se manifesta, de início, uma inchação, seguida de uma pigmentação da pele, de cor preta; depois de alguns dias esse negro vai diminuindo e acaba numa cor distintamente amarela. Seguindo este itinerário, deduziremos que os povos de raça amarela são os que sofreram o processo de mutação mais recuado no tempo, seguidos depois pelos indianos, aos quais seguiram, finalmente, os povos da África. I. Explosão: Norte da Ásia (China e Japão) II. " Sul da Ásia (Índia) III. " África. A Europa parece ter ficado alheia a estas explosões e também das consequentes radiações atômicas.

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CAPÍTULO VII FORMA ESFÉRICA DO UNIVERSO Com o material que tinha ao seu dispor, o Pai fez o corpo do universo e lhe deu forma esférica. Conferiu depois a este as qualidades, tornando-o imortal e perenemente material. Depois disso o Pai fechou os seus atributos na esfera, como numa caverna, e com eles adornou a sua criação. Encheu então todo corpo de imortalidade, para que a matéria não voltasse à desordem primitiva, porque quando estava privada do corpo, mesmo a própria matéria era caótica. E ela conserva, aqui em baixo, um pequeno vestígio de tal desordem na faculdade que tem a natureza de crescer e de diminuir, coisa que os homens denominam de "morte". Do Pimandro de Ermete Trismegisto.

AS CINCO RAÇAS HUMANAS SEGUNDO AS "DELIBERAÇÕES DE DZYAN"

Cada raça teria vindo à vida através de um dos astros: I. Raça: do Sol, o homem é etéreo; de fato a Bíblia diz que Deus o criou à sua imagem, isto é, etéreo. II. Raça: de Júpiter. O homem desta raça é privado de inteligência. III . Raça: Lemúria: De Vênus e Marte; são os anjos da queda, dos seres andróginos que se separaram em machos e fêmeas. IV . Raça: Atlântida: da Lua e de Saturno. V. Raça: Maia: de Mercúrio. A nossa raça.

ANTROPOGÊNESE SEGUNDO AS "DELIBERAÇÕES DE DZYAN" Interpretação do autor. Escreve o bispo Leadbeater que o livro de Dzyan se conserva em Shamballa e é custodiado cuidadosamente pelo chefe da Hierarquia Oculta. Ele é mais antigo que o nosso mundo e, mais que uma narração, é um prontuário ou receita para a criação. Consiste numa coleção de
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folhas de palmeiras tornadas indestrutíveis por meio de um processo desconhecido. Não tem nada escrito, mas se expressa por meio de símbolos que se tornam animados assim que um iniciado se apresta para consultá-lo. Trata do grande processo da Cosmogonia e da criação do homem. A criação e a evolução de sete grupos humanos em outros tantos lugares da nossa terra; o nascimento do corpo astral como matriz para o sucessivo corpo físico e a teoria de que a entidade do homem é anterior a qualquer outro animal. Os sete homens, ou raças originais, estão descritos também por Ermete Trismegisto no seu PIMANDRO e são considerados seres hermafroditas, nascidos do conúbio entre os elementos da Terra e do fogo Divino repartido em fragmentos de centelhas. Deve-se observar que, se o encerramento dos ciclos acontece violentamente por meio de cataclismos, as sucessões das raças acontecem gradualmente; de fato, notamos que enquanto uma raça se desenvolve e progride, uma outra, produto de destaque, insinua-se e germina, modelando assim novos tipos de vida, aperfeiçoados e adaptados às modificadas condições ambientais do nosso planeta. Na queda manifestou-se um processo centrífugo a respeito do espírito e centrípeto para a matéria; em nosso tempos atuais, a sensação nítida é que se chegou ao apogeu de tal fenômeno e que se esteja iniciando o processo inverso que será o da ascensão. Agora que o homem, no longo caminho de retrocesso nos tempos, através da magia e da ciência, encontrou-se a si mesmo, extrairá ensinamento dos erros dos ancestrais e, livre das heranças que os geraram, olhará para um futuro de amor universal, sobretudo para o seu irmão vizinho. Resumindo o que acima foi descrito, isto é, que: a I Era viu a realização do homem no signo da Terra, a II Era no signo de Ar, a III Era no signo de Fogo, a IV Era no signo de Água, Podemos deduzir que, realizada a evolução das quatro raças humanas, nos respectivos elementos ou signos zodiacais que libertaram o homem das heranças da matéria, já entramos hoje na dimensão etérea. Os que continuam presos à espiral dos elementos, são os retardatários da IV Raça que, num impulso de auto-realização, atiram-se às convulsões de uma vida violenta, a fim de apressar o processo de evolução. Estes, através de uma veloz maceração que os torna livres das escórias da pesada matéria, colocam-se num estado de receptividade, secundando os desejos da natureza que os requer dispostos para a aceitação de uma nova dimensão de vida. O homem desta nossa V Raça será, assim, projetado numa vida de
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propriedade universal. Não mais preso ao magnetismo do nosso, pequeno planeta, numa gradual levitação do seu EU, pouco a pouco será inserido na concreta harmonia de uma vida cósmica. O que até hoje havia sido considerado "metafísica", mostrar-se-nos-á na sua real concretização e a nossa vida, o nosso mundo do passado nos aparecerá como num sonho, onde as oníricas angústias cessam no instante de despertar. AS DELIBERAÇÕES DE DZYAN — "ANTROPOGÊNESE" As deliberações em resumo. O espírito que envolve e governa a nossa Terra está subordinado aos Espíritos dos sete planetas sagrados que giram em volta de seu senhor, o Sol, que dá vida a todo o sistema. A nossa Terra é considerada o 4º. globo deste sistema. A Terra, assim que percebeu estar despovoada, pediu ao Sol, que já havia enviado os seus sete filhos ao planeta Mercúrio, que os enviasse também a ela; ao que o Sol respondeu que enviaria fogo quando a obra de composição terrestre estivesse terminada e que ela, pelas suas criaturas viventes, deveria ter feito seu pedido à Lua, que teria providenciado o envio de seus filhos; mas que teriam sido mortais, por quanto somente os filhos de Mercúrio possuem o privilégio da imortalidade, porquê é o planeta sete vezes mais vizinho do Sol e outras tantas vezes dele recebe o hálito. As sete camadas que envolviam a Terra deixavam-na ainda num estado de não-aceitação pelas Entidades Superiores e por consequência estava em condições de só aceitar homens mortais. É fora de dúvida que aqui nos referimos às grandes convulsões geológicas e cataclismos que muito contribuíram para o aperfeiçoamento da matéria e das grandes transformações físicas. Todos os tratados esotéricos concordam em afirmar que os cataclismos foram quatro, correspondentes a outros tantos ciclos evolutivos; estaríamos hoje, de fato, no encerramento do quinto ciclo, aquele que os antigos mexicanos denominavam "4 OLLIN" ou "4 Movimento", que nos introduziu ao sexto que verá uma raça de homens superiores. A terra girou e depois de 300.000.000 de anos tinha construído continuamente formas ou tipos; pedras moles que logo endureceram e tornaram-se minerais, pedras duras que, amolecendo, tornaram-se liquens. Larvas invisíveis tomaram um aspecto material tridimensional; surgiram assim os primeiros embriões de vida orgânica que, devido às contínuas convulsões da terra, mudavam de aspecto. Depois de outros trezentos milhões de anos a Terra emborcou no seu eixo por causa do deslocamento dos baricentros, em seguida inclinouse também sobre um dos flancos e aquela terra de Atlante ou Atlântida que, segundo a mitologia, devia estar no Polo Sul (era figurada precisamente com a imagem de um Titã que sustenta o mundo nas
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costas), deslocou-se e foi ficar na faixa situada entre o Trópico do Câncer e o do Capricórnio. Sem dúvida este inconcebível emborcamento causou rupturas no continente, deslocação das águas, afloramento de novas terras e submersão de outras. Depois deste cataclismo a Terra não pediu ajuda alguma ao espírito do Sol nem ao de Mercúrio, mas do seu seio deixou que se gerassem novas formas de vida, que não puderam ser perfeitas. Nasceram de fato homens aquáticos cruéis e monstruosos; eles nasceram da lama e dos farrapos do I, II e III ciclos. Entidades mortais-imortais do Sol e da Lua desceram e viram que aquelas novas e monstruosas criaturas não eram as carnes, os invólucros adaptados para hospedar os homens do V ciclo, que também tinham necessidade de água. Surgiram então os fogos, as erupções vulcânicas, os meteoritos a enxugar e expurgar as turvas formas. Os Arcanjos do fogo (os venusianos) desceram e queimaram as monstruosas formas de duas e quatro faces, homens-cabra, homens-cão, homens de corpo de peixe (é fácil identificar nessas estranhas criaturas descritas nas deliberações de Dzyan, as figuras mitológicas: as sereias, os tritões, faunos e centauros. O que leva a deduzir terem realmente existido essas criaturas monstruosas). Após a erupção dos vulcões houve uma grande aluvião; as águas foram atraídas pela própria Lua que as tinha elevado, e sobre a Terra permaneceram apenas água e desolação; só restava enxugar; de fato, o Senhor veio e separou a Terra das águas, que se tornaram assim o primeiro céu, isto é, a substância mais leve. As Entidades aéreas da Lua apareceram sobre a Terra e produziram homens de sua própria natureza, enquanto a Terra procurou os corpos macho e fêmea, semelhantes aos senhores da Chama, os venusianos. Os venusianos recusaram-se porém a procriar e então estas Entidades lunares, em número de sete, indo cada uma aos lugares designados, separaram, elas mesmas os homens, cada um da própria cor e da própria espécie, mas todos inferiores aos pais que os haviam gerado. Eram estas essências, geradas sobre a Terra, desprovidas de corpo. O corpo modelou-o a Terra com as suas substâncias; para a mente, a estas essências, os pais doaram centelhas do próprio fogo ou energia, que é a mesma da Terra, que por sua vez recebeu outra do Sol. Estas três energias: dos País, da Terra e do Sol deram lugar a um bom tipo humano, que podia correr, voar, mas sempre sob o aspecto de uma sombra desprovida de dimensão física. Para dar a forma ou invólucro os Pais tomaram as devidas providências, quanto a Terra forneceu a substância para os corpos. O espírito de vida foi soprado do grande Espírito Solar; os Espíritos planetários emprestaram sua duplicidade celestial como tipo para o corpo
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humano, e de fato, todo órgão do nosso corpo está sujeito a influências astrais. Quando se tratou de dar ao homem a mente, os Pais disseram achar-se na impossibilidade de fazê-lo; o espírito da Terra admitiu que nunca dele esteve provido, precisamente porquê ele está imerso na matéria, o Sol confessou que não o podia dar se não correndo o risco de consumir a forma, e o homem assemelhou-se assim a um fantasma vazio e desprovido da razão. Foi este o homem da terceira raça. Desta forma vieram os homens com os ossos da terceira raça, gerada pelos sem ossos. Aqui começa a verdadeira história do gênero humano, que nasce do ovo e que se divide em dois seres bem distintos: homem e mulher. Os invólucros destes seres humanos, segundo a sua perfeição, são escolhidos pelas entidades venusianas, vindas sobre a Terra por meio de poderosas astronaves; mas estes filhos da Chama, como são conhecidos nos Comentários indianos, têm necessidade de encarnar-se fisicamente por meio da reprodução. Estamos no período da queda fálica, narrada também na Bíblia. As entidades superiores; os Arhats, ou filhos da Sabedoria, isto é, de Mercúrio, descem na Terra, mas eles não têm necessidade de ato sexual para encarnar-se; eles são os "AR" isentos de reencarnação, aqueles que entraram no último estádio evolutivo: os Santos, os Iniciados, que no dia do Juízo voltarão. NASCIMENTO DE ADÃO A terceira raça nasceu por meio do óvulo, O homem hoje chega à vida depois de ter permanecido num óvulo situado no ventre materno, e naqueles nove meses assume velozmente as metamorfoses que teve de percorrer até hoje. A placenta é o invólucro mole deste ovo humano. Nesta raça, pouco a pouco, ocorre a separação dos sexos. Adão, ser hermafrodita, é desprovido de uma costela que gera Eva; a divisão é ainda imperfeita, embrionária. Dos seus descendentes, Caim macho e Abel fêmea, nascem os dois seres perfeitos. A reprodução já não se processa por divisão ou gemação, mas com um ato carnal inicial que requer trabalho e gestação, com expulsão terminal que exige dor da mulher. É a época da queda dos anjos, devendo estes dedicar-se a práticas fálicas, isto é, faliram no espírito e caíram nos prazeres e nas dores da carne. Um dilúvio sobreveio no fim desta terceira epopéia da história do homem, e trouxe perturbações terrestres e cósmicas. "Como no alto assim em baixo" afirma Ermete Trismegisto, e de fato no "Codex Dresdensis" (um código mexicano pré-hispânico) é apresentada a correspondência entre a Terra e o seu planeta gêmeo. Uma catarata do cosmos e talvez do próprio planeta Vênus
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emborca-se sobre o nosso planeta. O "Codex Dresdensis" é um tratado de astronomia, religião, magia e mitologia; nele está figurando o corpo de uma enorme serpente ou dragão, simbolizando o Zodíaco com as suas constelações; em baixo estão os símbolos dos eclipses lunares e solares.

Fig. 4 — Interessante este "Dilúvio" do Código de Dresde. Um enorme dragão, que se identifica na constelação, deixa cair água sobre a Terra. No corpo do dragão parece estarem representadas particulares condições astrológicas. Uma mulher velha, simbolizando a morte, emborca um vaso cheio de água.
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Embaixo, Tezcatlipoca atira os seus dardos contra a Terra.

Lâmina 1 — Não, não é o monumento a Borman, é somente uma estrutura de barro proveniente de Tabasco, representando a divindade Quetzalcoatl, a Serpente Emplumada. Tabasco é uma pequena cidade da civilização olmeca, cujas notícias datam do século 800 antes de Cristo.
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Lâmina 2 — Cabeça de cavaleiro-águia, Quetzalcoatl; civilização asteca, século XIV depois de Cristo. A cabeça do homem sai do bico da águia. Esse arranjo parece-se muito com a escultura de barro de Tabasco, e ambas lembram a feição de um capacete espacial.

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Lâmina 3 — "Xolotl que desce" chamado também "Vênus, estrela da noite". É o irmão gêmeo de Quetzalcoatl, identificado com "Vênus, estrela da manhã". A posição mostra a descida do céu, executada por meio de um aparelho a propulsão autônoma; vêem-se de fato nas costas e na cabeça do Deus, as chamas dos jatos. Debaixo das orelhas são visíveis os símbolos encaracolados pelos ventos; 1.000 anos depois de Cristo, civilização asteca.

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Lâmina 4 — Quetzalcoatl, a Serpente Emplumada. México, século XIV. As espirais da serpente, cobertas de plumas esvoaçantes, simbolizam o movimento rotatório. A cabeça da serpente revela a barquinha da máquina; os símbolos comuns são: a boca, com charneira e dentes salientes, as coberturas sobre os olhos e a língua que parece simbolizar uma passarela.

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Lâmina 4-a — Relevo de Tenochtitlan. Representa dois homens que se furam as orelhas num ritual. Provavelmente é a simbologia do plasma do homem que semelhantemente ao plasma usado em astronáutica, gera energia, proveniente da água existente na Terra; de fato, os dois córregos terminam numa fossa em baixo e alimentam a astronave que se está elevando. Sobre a astronave os dois pólos magnéticos.

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Lâmina 5 — A Pedra Calendário que deveria representar a história asteca, é, efetivamente, a reprodução escultória de uma astronave de forma circular, em que os únicos elementos técnicos, às vezes, são reproduzidos fielmente, outras vezes resultam idealizados. No centro o símbolo "4 OLLIN", ou "4 Movimento''. Na parte inferior do anel radial, estão reproduzidas as duas cabeças de serpente de forma tal que idealizam uma escotilha. É de fato a costumeira imagem da cabeça de dragão, com pálpebras elevadas, charneiras aos lados da boca e dentes salientes; ao redor estão figurados jatos de gás que convergem para a popa, onde dois jatos saem e vão unir-se a eles. No anel interior, chamas radiais convergem para os injetores que provavelmente deverão pulverizá-la.
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Bem visíveis, depois, quatro ângulos encaracolados, símbolo dos ventos contrários, intercalados por outros quatro, sem caracóis, porque o choque com a superfície do disco acontece na parte inferior do aparelho.

Lâmina 6 — Mais uma reprodução, mais convincente, da que é chamada "Pedra Calendário". De fato, notamos os oito jatos de gás, convergentes para o centro, e os respiradouros para a emissão dos vapores. No círculo central, o artista, executando uma secção horizontal no aparelho, privou-o da parte superior externa, onde amiúde é reproduzida a máquina para o movimento "4 OLLIN". Aqui está representado o interior da astronave, onde se vê um astronauta sentado no posto de comando.
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Lâmina 7 — Uma estranha figura mexicana representando a Serpente Emplumada, que aqui, mais que um animal, se assemelha a uma máquina. São evidentes os pequenos círculos e retângulos, símbolos da água escaldante. No cimo notam-se três esferas, provavelmente os pólos magnéticos. No centro, o visor em forma de olhos; a charneira ao lado da boca é um provável mecanismo para abrir a escotilha da astronave: em baixo vêem-se as tubagens à feição de dentes.

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■■■' t .:.!:■;,< Lâmina 8 — No primeiro plano, o Deus Chac-Mool que, na sua posição, lembra os astronautas no momento do lançamento do foguete. No segundo plano, a pirâmide usada como um verdadeiro astroporto. Sobre o terraço estacionava a astronave; para descer à terra existiam duas descidas; uma de escadas para os nativos, a outra era um escorregador para os extraterrestres que providos de propulsão, por meio da rodinha sob os pés podiam, em vôo razante, alcançar o solo. No interior, as pirâmides possuíam verdadeiros laboratórios e observatórios; eram construídos de tal maneira que possibilitavam observar-se com exatidão o ponto zenital do Sol, os solstícios de verão e de inverno, e qualquer outro fenômeno astronômico. Somente a pirâmide do "Templo das Epígrafes", em Palenque, demonstrou ter tido função sepulcral; nenhuma outra pirâmide Maia, jamais revelou tumbas no seu interior.

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Lâmina 9 — Esta pirâmide não se acha no México, mas é a do rei Zoser, em Saccara; é a mais antiga encontrada no Egito. A sua forma em degraus revela uma semelhança perfeita com as pirâmides Maias. Também esta pirâmide provavelmente teve função de rampa para astronave. Parece ter sido construída no ano 2.800 (Antes de Cristo), mas sem dúvida estamos muito mais atrás no tempo. Talvez foi edificada antes do dilúvio universal, quando a América e a África eram um só continente e era possível comunicar-se via terra. A Atlântida ainda não tinha sofrido a grande conflagração atômica que a reduziria em duas partes e com a região do Saara literalmente desintegrada. Esta explosão gerou grandes ondas que provocaram o dilúvio. O Egito era um dos países limítrofes da Atlântida que em parte se salvou; que, de fato, transmitem uma mensagem de pessoas desaparecidas. A arte egípcia mais que o início de uma civilização, como até hoje foi considerada, assinala o apogeu de uma glória passada.

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Lâmina 10 — Monólito escultural representando um homem que sai de uma barquinha; interessante é o elmo adaptável a um crânio alongado. Em volta da escotilha a decoração revela o símbolo do planeta Vênus.

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Lâmina 11 — Cuauhxicalli ou Ponte das águias. Arte asteca do século XIV. Escultura em forma de jaguar; o nome deste monstruoso animal que na feição dos olhos lembra o visor, nas orelhas esféricas os poios magnéticos e nas fauces a escotilha das astronaves, faz deduzir ter sido a astronave-mãe, de onde saíam os homens-águias munidos de propulsão autônoma.

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Lâmina 12 — Quetzalcoatl, o Homem-águia. Sem dúvida um venusiano com a cabeça oblonga; a estranha cabeleira esconde a deformação craniana. O seu nariz tem os contornos de um bico de águia. Sem dúvida, de seres venusianos eram treinadas para o vôo solitário, por meio de propulsão nas costas e na cabeça; essa função desenvolveu nessas criaturas os órgãos adaptados ao vôo; como exemplo a aerodinamicidade do septo nasal e do rosto.
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Lâmina 13 — Tezcatlipoca, do Código Bórgia. A divindade em costume de homem-águia, propulsão no elmo e sobre as costas. Em baixo do pé direito é visível a rodinha que permitia o vôo rasante sobre superfícies lisas. A bandeirinha atrás do propulsor simboliza "sobre"'. Era talvez esse um aparelho que dava o sinal de partida, ou um leme de profundidade?

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Lâmina 14 — Revelos de um pilar do templo de Tula, dedicado ao planeta Vênus, astro da manhã. São evidentes os quatro astronautas vistos de frente e de trás. Os estranhos aparelhos ao lado de cada figura humana são os propulsores que eram presos sobre as costas.

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Lâmina 15 — Xochipilli: Deus das flores. Parece um jovem Hippie. A posição do homem evoca a possível ideia de um astronauta sentado no comando da astronave; também a disposição das mãos faz confirmar tal hipótese; parece que de fato empunha um volante. O olhar está concentrado distante, no horizonte. Século XIV depois de Cristo. Civilização asteca.

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Lâmina 16 — Homem de características mongolóides; com efeito é uma imagem que, com frequência, encontramos esculpida perto de estranhas astronaves. Entre as várias raças venusianas, esta provavelmente representa um protótipo; são representadas nos trabalhos mais antigos. Talvez sejam os primeiros astronautas descidos na Terra. Época: 800 anos Antes de Cristo.
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QUEDA DA GERAÇÃO De andróginos que eram, os homens se separaram em dois seres distintos, machos e fêmeas, nascidos sob a influência direta do planeta Vênus. Toda mudança que se manifesta sobre Vênus é refletida e ressentida na Terra. Nós somos o espelho da vida do planeta Vênus. O símbolo que em astrologia é usado para representar o planeta Vênus é idêntico ao que se usa para a nossa Terra, só que ele está de cabeça para baixo. De fato, o signo da Terra resulta composto de um círculo transposto por uma cruz, enquanto o venusiano é sempre um círculo, símbolo de um mundo, mas a cruz está na parte inferior, precisamente para significar a queda dos Anjos (os venusianos) na geração sexual terrestre. No início da terceira raça, desenvolveu-se uma linguagem semelhante e pouco mais evoluída que os sons existentes na natureza. Mais tarde, depois da separação dos sexos, alcançou-se uma linguagem com a expressão de poucos monossílabos. Quando a terceira raça alcançou a metade do seu desenvolvimento, um cataclismo causou a inclinação de 23° do eixo terrestre, e então deu-se o revezamento das estações; o Sol não brilhou mais nas terras dos "nascidos do suar". As neves e o gelo bloquearam o crescimento do homem, das plantas e dos animais. Os que não morreram sob o cataclismo causado por este deslocamento de continentes, reduziram-se notavelmente de dimensão em relação aos seus irmãos de outras zonas, nas quais o Sol estava ainda no zênite. A doutrina secreta nos informa que estes ciclos ou cataclismos são efeito do Karma, que provavelmente respeita os períodos de 25.868 anos solares, que correspondem a um ano sideral ou giro da elipse. Depois que os terremotos e as erupções vulcânicas destruíram a terceira raça, isto é, os Lemúridas, que perderam o uso do terceiro olho, segundo os comentadores (trintagésimo terceiro), os homens diminuíram notavelmente de estatura e sua vida reduziu-se a poucos anos. Tendo eles perdido a centelha divina, uniram-se às raças dos gigantes, dos pigmeus e com raças de animais e decaíram de nível, dedicando-se a práticas mágicas, causa essa que levou à destruição de Atlântida.

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Fig. 5 — Ao alto, o símbolo do planeta Vênus; em baixo, o da Terra. São semelhantes, mas de borco; parece existir uma geminação entre os dois planetas. Parece que as enormes estátuas existentes na ilha de Páscoa, com quase oito metros de altura, sejam os monumentos que os lemurianos erigiram a si mesmos; notam-se de fato certo? homens de orelhas longas e de cabeças oblongas. Segundo as narrações dos nativos, esta raça de orelhas longas foi derrotada por uma raça inferior com orelhas curtas. Estatuazinhas retratando seres de orelhas longas e crânios do formato de uma pêra, foram encontradas também no México: isso é uma prova da validez de tal afirmação. Relativamente aos gigantes que provavelmente existiram, como prova podemos citar o próprio Moisés que fala de Og, o rei que possuía uma cama de 5 metros de comprimento. E o próprio Golias tinha 3,20 m de estatura; portanto, 1.451 anos antes do nascimento de Cristo ainda se fala de criaturas gigantescas; talvez os últimos exemplares a caminho de extinção.
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PRIMEIRA RAÇA Recebeu o sopro de vida diretamente do Sol. Os deuses criaram à sua imagem os homens, da sua essência. Os homens eram assexuais, e eram pura essência; eram sombras, livres de toda corrupção; não tinham poder algum sobre eles. as forças da natureza, portanto não podiam perecer nem ser destruídos. É o período do Paraíso Terrestre, do Éden citado na Bíblia. Os nascidos de si próprios estavam privados da fala. Num comentário indiano está escrito que os Antepassados revelaram o primeiro homem; isto é, as divindades cindiram deles mesmos a sombra dos primeiros homens, que eram "Sombra das Sombras". SEGUNDA RAÇA Nasceu por germinação da primeira; aqui apareceram os seres Adão e Eva, andróginos, inativos, nos diz a Blavatski, que foram destruídos porque possuíam proporções físicas. Nascidos do suor, isto é, das substâncias da terra, que nas várias tentativas, provas e várias destruições, criou também monstros semihumanos e gigantes. É o período hiperbóreo, deu-se um grande cataclismo que deslocou os mares e os continentes, e esta raça de gigantes pereceu. A matéria orgânica se decompôs, e hoje nós extraímos das vísceras da terra os gases e o petróleo, dos quais a inesgotável mina são os cadáveres destes gigantescos monstros surgidos na II raça. O tipo das várias formas vegetais, animais e humanas reduziu-se notavelmente. Também nós, homens atuais, nas nossas atividades imitamos a obra de Deus; procuramos aperfeiçoar no plano industrial os objetos e as máquinas do nosso conforto e ao mesmo tempo reduzimos as suas dimensões de embaraço. Todos se recordam do grande tamanho dos primeiros rádios e dos primeiros televisores; hoje estamos aptos a produzir os mesmos aparelhos na dimensão de um pacote de cigarros. A tal propósito lembro-me da historieta que uns simpáticos jovens me contaram: uma lagartixa é um crocodilo a transitor e este último, por sua vez, é um dinossauro transistorizado. E uma outra coisa teria feito Darwin sorrir: que a lebre é um coelho Abarth. A II Raça possuía uma linguagem parecida a sons suaves, compostos somente de vogais semelhantes a cantos.

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TERCEIRA RAÇA Nasceu do ovo; o suor da terra provavelmente se juntou nos espaços celestiais vagos, que pouco a pouco cresceram e as gotas deste suor ou invólucros humanos, tornaram-se duras e redondas; o Sol com o seu calor consolidou-as, a Lua lhes deu a umidade e as modelou, e os ventos as conduziram à maturação. As estrelas do firmamento forneceram os caracteres astrais. Quando os venusianos desceram para encarnar-se, e viram as formas imperfeitas da terceira raça, abstiveram-se do seu propósito, reputando aqueles invólucros indignos de receberem a sua sabedoria. Algumas destas entidades encarnaram-se então nas sombras astrais existentes, da primeira raça, outras projetaram somente uma centelha de vida que animou alguns corpos, mas que os privou do conhecimento. Outras entidades esperaram que estivessem prontas as formas da quarta raça. Enquanto alguns invólucros da terceira raça estavam prontos para receber os venusianos, os invólucros dos que tinham nascido só da terra, foram deixados e postos de lado como matéria orgânica de reserva. Também os nascidos do suor foram eliminados porque ainda eram imperfeitos. Daqueles que nasceram do suor foram gerados os nascidos do ovo; estes tornados dois seres distintos, macho e fêmea; providos de ossos, receberam as entidades superiores os Filhos da Sabedoria (Entidade de Mercúrio). Eles se tornaram os veículos destes homens progenitores da quarta e quinta raças. No dia "Esteja Conosco", que corresponderia ao dia do Juízo Universal, os Construtores, vestindo os seus originais invólucros, descerão sobre a Terra e reinarão sobre os homens que serão eles mesmos; isto é, haverá a identificação da Entidade com o homem da Terra. QUARTA RAÇA Tem-se a verdadeira expressão da linguagem aglutinativa, isto é, uma língua em que as palavras estão privadas de desinência, mas variam mediante sufixos ou derivantes. Nos sete continentes de então distribuiu-se a quarta raça, que se desenvolveu em sete sub-raças ou ciclos humanos produzidos por geração, porque a cisão dos sexos já se realizara. A primeira sub-raça era branca, a segunda amarela, a terceira vermelha, a quarta marrom, que depois se transformou em preta por mutação. Comera o fruto do bem e do mal, união da sabedoria e da inteligência. Oriundos dos Senhores da Chama, os venusianos, derrotaram os
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deuses inferiores. Na quarta raça deu-se a fusão dos quatro elementos: Terra, Ar, Fogo e Água. Os homens da quarta raça eram os habitantes de Altântida, a civilização que estendia os seus territórios até à África; de fato, o Egito era uma das últimas possessões desta raça poderosa. É absurdo pensar que a arte egípcia marque na nossa história um período inicial de civilização; ela é muito evoluída; mais lógico seria crer num período áureo de arte, interrompido intempestivamente por uma catástrofe. A quarta raça ou da civilização atlântida englobava ainda alguns exemplares raros de gigantes e de estranhas criaturas, resíduos das épocas precedentes. Terminou, sem dúvida, esta era, com o dilúvio apresentado pela Bíblia. Nos mil anos que precederam o dilúvio, sete entidades superiores, talvez os venusianos, desceram sobre a Terra e ensinaram aos homens a astrologia; foi a época denominada "Reino dos Sete Deuses". Heródoto, 500 anos antes de Cristo, fala-nos das três dinastias divinas que precederam as dinastias humanas: A dinastia dos Deuses, dos semideuses e dos heróis ou gigantes, que correspondem em resumo às três raças. QUARTA E QUINTA RAÇAS Os homens de Lemúria e de Atlântida, alcançado um alto nível de civilização, construíram esplêndidas cidades, e se dedicaram ao antropomorfismo, considerando-se eles mesmos deuses encarnados. É neste período que se efetua a escultura de grandes estátuas, que reproduzem a estatura real dos homens da época. Lemúria é destruída pelo fogo e Atlântida pela água. Extingue-se a quarta raça e com elas os últimos exemplares de animais antediluvianos. Estes homens da quarta raça construíram as suas cidades de muros ciclópicos, com lava e mármores de alta qualidade e edificaram estátuas da mesma altura deles, que era de oito metros, como nos informam os "Comentários". Destas fabulosas civilizações ainda restam alguns maravilhosos exemplares esculpidos em arquitetura, em Tiahuanaco, em Pachamanac, no Peru e na ilha de Páscoa. Milhares de anos depois da transformação fisiológica destas enormes criaturas, teve início o período da civilização. Muros ciclópicos foram edificados e investigações especiais foram dedicadas às artes e às ciências. Algumas tribos australianas são tudo quanto resta dos homens da terceira raça. O embalsamento é uma hórrida imitação da hibernação
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executada por homens desta época. QUINTA RAÇA . . . as serpentes que tornaram a descer, que fizeram paz com a Quinta que a amestraram e a instruíram... Deliberação XII. Do dilúvio universal salvaram-se grupos esporádicos de homens das várias raças: amarela, preta e vermelha; os que tinham a pele de cor branca desapareceram da face da Terra. Os maias e os gregos foram as civilizações dominantes que primeiro reconstruíram os seus impérios dos remanescentes da quarta raça; foram também eles os iniciadores da quinta, originada do conúbio com os extraterrestres, do que se originou novamente a raça branca. Os Mestres, os venusianos, apiedados da má sorte dos habitantes da Terra, novamente desceram com astronaves aperfeiçoadas e fizeram as pazes com os nossos antepassados que, atônitos e abalados pelo catastrófico dilúvio, erravam sobre a Terra num estado de verdadeira barbárie. Todo tipo de injustiça e de opressão eram a regra corrente de vida. Os venusianos reorganizaram socialmente estes sobreviventes. No início, fizeram-se adorar como divindades descidas do céu, depois instituíram verdadeiras e próprias dinastias reais e, durante estes seus reinados, os homens conheceram a justiça, as artes, as ciências. Os reis dos tempos remotos, descendentes destes extraterrestres, eram considerados seres sobrenaturais e a eles se atribuíam também faculdades taumaturgas; post mortem eram elevados à categoria de verdadeiras divindades e se erigiram à sua memória colossais monumentos ornados de estátuas. A "Julia Gens", famosa família romana, à qual pertenceram alguns imperadores, segundo a tradição parece ter-se originado de "IULIUS" Ascânio, filho de Enéias, e este último, por sua vez, era filho de Anquises e de Vênus. Seria esta uma documentação da descendência dos Reis, de criaturas procedentes do planeta Vênus. Como muitos petróglifos mexicanos mostram, os venusianos, nas reiteradas viagens sobre a nossa Terra, trouxeram com eles também as mulheres e estas provavelmente procriaram com os nossos antepassados. Os reis egípcios, caldeus, mexicanos, romanos, eram considerados descendentes desta estirpe divina e os seus atributos eram as asas e as águias; os mesmos adotados pelos cosmonautas venusianos que colonizaram a nossa Terra. Os templos que até hoje existem nos falam destes misteriosos impérios e dos símbolos do vôo. Os que desceram, trazendo ajuda à quinta raça, nos ensinaram a
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doutrina oculta; eram seres não-sujeitos à lei da reencarnação, porquê, pertencentes a um grau superior de evolução, eram chamados "Arhat" que significa "dignos", "ar". Talvez deles descendem os Arianos. Jano foi o primeiro que se beneficiou deste atributo e de fato a época em que ele se manifestou foi chamada de ouro, pelas leis que soube dar ao seu povo. Abandonou a Tessália 146 anos antes da tomada de Tróia, que segundo alguns historiadores deu-se em 1184 antes de Cristo e, se não nos enganamos, esta data da fuga de Jano, podia, portanto, ser adscrita ao ano 1330 antes de Cristo. Depois de longa viagem, refugiou-se no Lácio, onde instaurou um reino modelar. Segundo a lenda, também Saturno se refugiou no Lácio, junto a Jano, e com ele dividiu o governo. Para memorar esse acontecimento, foi dado à região o nome de Lácio, de latere, termo latino que significa "estar escondido". Ainda hoje vemos em Roma monumentos dedicados a Jano, postos quase sempre no cruzamento de quatro estradas; isto é, sobre os antigos astroportos que surgiam no espaço criado pela ortogonalidade dos segmentos planos e adaptados para área de aterragem. Esta nossa Era, saturada de criaturas descendentes da Quarta Raça pós-diluviana, já se beneficiou de enxertos de novas entidades da quinta, verdadeiros progenitores da futura geração humana; mas o caótico período atual está dominado pelas entidades encarnadas e pouco evoluídas da quarta. Os esporádicos grupos evoluídos do futuro, que são os que realmente trouxeram progressos nos vários campos, estão reduzidos a uma minoria e com toda a boa vontade não conseguem fazer os homens aceitarem o que lhes será imposto naturalmente, num mundo que se apresta a fechar o seu ciclo evolutivo, cuja fase crítica já teve início. O mundo de amanhã será o do amor, da verdadeira ciência e das comunicações universais, onde a dor será uma triste lembrança e a morte um breve sono; só os sonhos evocarão os pesadelos do passado. Hoje, na quinta raça, realizada a fusão dos quatro elementos: terra, ar, fogo, água, nos aproximamos do quinto elemento, que é o interestelar, etéreo, matéria essa que deve ser tratada mais psicologicamente que fisicamente.

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CAPÍTULO VIII PINTURAS E ESCULTURAS NO SAARA Originariamente o homem teria tido uma forma etérea, muito semelhante à substância gelatinosa dos ectoplasmas que se manifestam nas sessões espíritas. Através de milhares de séculos, essa substância se condensou gerando enormes invólucros filamentosos, que em seguida amadureceram nos gigantes da quarta raça. Os petrógrafos do Saara, de época remotíssima, nos dão uma válida demonstração de tal asserção; de fato, em um deles se nota um homem figurado como um invólucro que voa sobre um dos flancos, a poucos metros do solo, e outras criaturas, onde a compenetração entre etéreo e matéria densa, composta de carne e sangue, está ainda efetuando-se e não bem definida. Provavelmente eram os tempos em que os etéreos tinham a faculdade de sair e entrar facilmente no veículo físico. Notam-se ainda alguns seres monstruosos onde o etéreo está completamente englobado. Este deveria ter sido o período evolutivo em que a substância estava a caminho de condensação, e gerou os gigantes da III raça. Estas esculturas encontradas em Tassília, no Saara, dizem os peritos, podem-se colocar entre os anos 3.500 e 2.500 antes de Cristo, mas as datas são incertas. Começa-se a obter uma exata cronologia somente pelo século V antes de Cristo, segundo os dados históricos fornecidos por Heródoto. Da noite dos tempos até o ano 1.000 antes de Cristo o Saara era fértil e fecundo, povoado por gente civilizada, que possuía uma notável versatilidade nas artes; um testemunho de tal emancipação no-las fornecem os petrografos supracitados; os centros mais evoluídos desta civilização perdida eram as cidades de Jabaren e Sefar. Raríssimos sobreviventes destes desertos, uma vez terras luxuriantes, são oliveiras e ciprestes surpreendentemente sobreviventes. Não aparecem nestas terras vestígios de cemitérios ou sepulturas; os esqueletos dos homens e dos animais jazem desordenadamente misturados na areia, sinal evidente de um fim inesperado devido o cataclismo. As rochas, entre as quais, na época fervilhava a vida, narram ainda nas suas erosões, de grandes cursos de água, hoje desaparecidos inexoravelmente.

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CAPÍTULO IX SER ANDRÓGINO, SUA SEPARAÇÃO Havia criaturas humanas providas de quatro braços, naquela época remota dos machos-fêmeas (hermafroditas), e com uma só cabeça mas com três olhos. Eles podiam ver adiante e atrás de si (150). Um Kalpa, mais tarde (depois da separação dos sexos) pois os homens tinham precipitado na matéria, a sua vista espiritual debilitou-se e o Terceiro Olho começou a perder gradualmente a sua potênc ia ... Quando a Quarta (RAÇA) alcançou o período médio da sua Era foi necessário acordar a Visão Interna e adquiri-la por meio de estímulos artificiais, cujo processo era conhecido pelos antigos Sábios (151)... O Terceiro Olho, petrificando-se (15) gradualmente por sua vez, não demorou para desaparecer. As duplas faces tornaram-se a face única, o olho afundou profundamente na cabeça e atualmente está situado debaixo dos cabelos. Durante os momentos de atividade do homem interno (durante os êxtases e as visões espirituais) o olho incha e dilatase. O Arhat o vê e o sente e regula, em consequência, as suas ações.. . O Lanoo sem mancha (o Discípulo, o Quela) não tem o que temer; aquele que não se mantém em estado de pureza (aquele que não é casto) não receberá nenhuma ajuda do Olho Deva". Dos Comentários. O homem originariamente, ou melhor, a um dado ponto da sua evolução material, podia ter uma forma única de hermafrodita, horrível de se ver, mas eficaz aos fins preservativos. Superfícies polidas cobertas por uma pele espessa, quase uma couraça, estavam voltadas para fora e constituíam o invólucro deste monstruoso, duplo ser; no interior jaziam latentes as duas criaturas macho e fêmea, já agora bem definidas nos sexos e completas nos órgãos que existem em dúplice, simétrica cópia. Estas duas criaturas viviam soldadas nas partes anteriores dos seus corpos. Toda vez que um homem e uma mulher se amam, no coito, evocam aquele monstro de duas costas que os gerou, e o ato de amor é um desejo, uma tentativa de juntar-se à alma gémea que subsiste em nós numa lembrança ancestral. Observando uma laranja, notamos que está revestida por uma espessa pele, que lhe permite a conservação da polpa e das substâncias aquosas que a compõem internamente é como se possuísse uma couraça protetora para os delicados órgãos interiores. Se nós dividimos esse fruto em duas metades, podemos analisar o seu interior; polpa, filamento, sementes. Deixando estas duas partes expostas ao ar, a
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superfície que apenas cortada aparecia como uma ferida, pouco a pouco, por efeito dos agentes atmosféricos, seca e gera uma película que novamente provê a defender como melhor pode os elementos internos do fruto partido. O mesmo poderia ter acontecido ao andrógino, que num dado momento da sua evolução, por causa de particulares condições ambientais, mas sobretudo astrais, cinde-se em duas criaturas diferentes nos sexos. Isto poderia ter acontecido quando a Lua se separou da Terra, ou talvez foi por esta capturada enquanto vagava no espaço cósmico, causando assim um cataclismo. A separação violenta provavelmente se refletiu também sobre as criaturas vivas; de fato, a expulsão ou parto da terra semelha muito ao parto humano. Ainda hoje a mulher está ligada ao ciclo lunar, que por meio de força de atração dos líquidos, lhes gera o fluxo mensal, que corresponde, com efeito, a um exato período de revolução da Lua, que é composto de 28 dias e seis horas. Na ruptura ou divisão do homem da mulher, esta última sofreu uma dilaceração dos seus órgãos genitais, ainda hoje existente sob forma de cavidade, enquanto ao homem ficou um membro de carne da cxata dimensão daquela cavidade. A ferida da mulher, ainda fresca depois de milhões de anos, verte sangue a cada ciclo de lua e, quando ela na sua vida se apresta para a primeira conjunção com o homem, lacera a membrana hímen que tenta suturar essa cavidade. Informa-nos os "Comentários" que os primeiros seres a separarse foram os animais e, em segundo, o homem. Sem dúvida a violenta laceração tornou hórridas estas duas criaturas, mas pouco a pouco uma pele protetora, autogerada, difundiuse sobre a superfície dilacerada. Aqueles delicadíssimos órgãos que o ser custodiava com muito ciúme nas recônditas anfractuosidades do organismo, ficaram a nu, concretaram-se, e a pele que ainda hoje conserva em alguns pontos faculdades sensoriais, perdeu muitas das suas originais prerrogativas. A superfície de junção poderia ter sido a anterior, isto é, o rosto com os dois olhos, nariz e boca, o peito com os dois seios, o ventre com o umbigo e os órgãos genitais. As últimas fímbrias de junção foram as que ainda hoje restam mais ou menos visíveis no nosso corpo. Os órgãos genitais apresentam ainda a correspondência de uma antiga e perfeita adesão e são ainda aqueles instrumentos, o último veículo que permite, por meio do ato sexual, recompor um antigo tipo; mas nesta tentativa, como por encanto, gera-se uma outra criatura, a terceira, que no momento da criação requer que um cordão lhe seja
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cortado, com a finalidade de aventurar-se nas veredas da vida. O olho deste ser primordial era único, ou melhor, eram dois, opostos na calota craniana; quando os dois seres se dividiram, de início possuíam cada um, um só olho, e eis explicado o mito dos ciclopes. O famoso terceiro olho descrito nas teorias ocultas do mundo todo, não está colocado na fronte, como a mitologia nos fez crer, porém achavase localizado exatamente atrás da nuca, onde hoje reside a glândula pineal, um órgão que um tempo permitia ao homem beneficiar-se de faculdades paranormais e que pouco a pouco foi atrofiando-se, mas que hoje parece adquirir novamente as suas prerrogativas. Enquanto o olho primordial perdia gradualmente as suas faculdades, os outros dois que já existiam no estado embrionário no lado oposto do crânio, adquiriam sempre maior potência- O homem, quando procurava a sua alma gémea a fim de preparar-se ao ato procriador, tinha necessidade de mover-se no sentido oposto do olho, e essa sua ambição ou necessidade, punha-o em condições de construir os dois órgãos da vista, enquanto o primitivo olho, agora inútil, perdia as suas faculdades visuais e se retirava para o interior, onde, cristalizando-se, transfôr-mava-se num órgão de percepção paranormal. Sem dúvida, por um certo período de tempo, funcionaram seja o olho sobre a nuca como os dois novos gerados sobre o lado oposto da cabeça. Se prestarmos atenção à constituição do nosso corpo, percebemos que a parte anterior é muito mais fresca e linda, ousaria dizer também mais nova; os dois globos aquosos que originariamente eram parte integrante do cérebro único de duas criaturas englobadas, por geminação, cindiram-se e pouco a pouco adquiriram o dom da vista. Causa em nós certo embaraço, neste ponto, a lembrança da mitologia que nos descreve Jano como divindade de duas cabeças e Polifemo, o gigante, com um só olho.

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CAPÍTULO X AS CINCO RAÇAS SEGUNDO HESÍODO Hesíodo, poeta grego do século VIII antes de Cristo, na sua obra "AS OBRAS E OS DIAS", descrevendo o mito das raças, narra que os deuses, habitantes do Olimpo, criaram uma primeira raça de homens mortais, que viveram numa época de ouro, em que o coração não conhecia dor e estava livre de penas e miséria; a velhice não fazia sentir o seu peso a tais homens, que sempre jovens nos seus membros, divertiamse com festa contínuas, afastados de todos os males. Morrendo, parecia que se entregavam a um sono; possuíam todos os bens, o Sol fecundava a Terra, que sem necessidade de ser lavrada produzia colheitas generosas. Quando o Sol ocultou estes homens, eles tornaram-se os bons génios da Terra, por vontade de Zeus poderoso, guardiães dos mortais, distribuidores de toda a riqueza. Depois, uma raça inferior à primitiva foi criada pelas divindades do Olimpo e foi aquela da idade da prata. Tais homens diferenciavam-se da primeira raça, seja no talhe do corpo, seja no espírito, a infância durava aproximadamente 100 anos e a alma permanecia pueril nesse invólucro humano. Repentinamente entravam na adolescência, viviam ainda um pequeno lapso de tempo e, por causa de sua loucura, sofriam mil penas. Recusavam-se a oferecer qualquer culto às divindades, e abstinhamse de qualquer sacrifício. Então Zeus, entristecido por tal incúria a respeito das divindades, ocultou também esta raça do Sol, que os mudou naqueles que os homens chamam os deuses dos Inferos, espécie de gênios inferiores. Zeus criou então a terceira Raça de homens mortais, raça de bronze, terrível e potente que se dedicava somente a trabalhos de guerra e de sofrimento. Eles não comiam pão e os corações eram gélidos e duros como o aço e incutiam terror pela sua força e crueldade. As suas armas eram de bronze, assim como as casas; o ferro não havia sido descoberto ainda. Eles pereceram devido à sua própria violência, e foram tragados pelo Ade sem deixar vestígios nesta Terra. Quando o Sol ocultou novamente esta espantosa raça, Zeus, filho de Cronus, criou uma outra sobre a terra-mãe, mais linda e de mais valor. Justa raça divina de heróis, que foi denominada de semideuses, e que é precedente à nossa. Esta raça pereceu na dura guerra diante das sete portas dos muros de Tebas, combatendo pelas tropas de Édipo. Os outros pereceram além dos abismos marinhos, em Tróia, onde a guerra os havia levado em barcos. A outros, Zeus deu uma morada distante dos
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homens, e os estabeleceu nos confins da Terra. Ainda ali é que eles habitam, longe das dores humanas, na margem dos turbilhões profundos dos oceanos, nas ilhas felizes; heróis afortunados, para os quais o Sol fecundo traz três vezes por ano uma copiosa colheita. Pelo que respeita a quinta raça, Hesíodo assim se expressa: "Rogo ao céu que não tenha por minha vez de viver no meio dos homens da Quinta Raça, e que eu morra antes, ou nasça mais tarde, porque esta é a raça de ferro. Eles não cessarão de sofrer durante o dia trabalhos e misérias, nem à noite de serem consumidos pelas angústias que lhes serão enviadas pelos deuses. Hora chegará em que Zeus destruirá por sua vez esta raça de homens mortais; esta será a época em que os homens nascerão com as têmporas brancas. O pai não se parecerá aos seus filhos; e os filhos não se assemelharão aos seus pais. O hóspede não será mais de agrado ao hospedeiro, nem o amigo ao amigo, o irmão ao irmão, assim como nas épocas passadas. Aos seus pais, por mais vigilantes e amorosos que fossem, os filhos não mostrarão senão desprezo. Para fazer-se compadecer e contentar por eles, empregarão palavras duras, os maus, e não terão nenhum temor pelos Deuses. Aos velhos que os haviam alimentado, eles negarão os alimentos. Estabelecendo o direito pela força, eles aterrorizarão e sublevarão as cidades umas contra as outras. Por nenhum preço se prestará fé aos juramentos feitos, nem ao justo, nem ao bem; será somente para o artífice do crime, para o homem desonesto que irão a estima e o respeito. O único direito que prevalecerá será a força, a consciência não mais existirá. O vil agredirá o bom com palavras agressivas e se apoiará em falsos documentos. No caminho dos míseros homens se juntará o ciúme imoderado, a linguagem amarga, o semblante hostil que se compraz do mal. Então abandonando pelo Olimpo, a Terra dos amplos caminhos, escondendo os seus belos corpos sob brancos véus, os homens ascenderão para junto dos imortais. Tristes sofrimentos ficarão somente para os mortais; contra o mal não haverá mais remédio. Sorvendo vinho de Frascati no jardim de uma taberna romana no Aventino, numa noite estrelada de agosto, um cego, tocador de guitarra, perguntou ao meu filho: Pippo, qual é a tua idade? Respondeu meu filho que há pouco completara seis anos, e o sábio cego lhe disse: És mais velho Pippo, eu não te vejo, mas penso que já deverias ter os cabelos brancos. Para os moços de hoje, que vivem com tanta pressa, a adolescência termina aos seis anos. Franco havia-me dado a resposta para o enigmático verso de Hesíodo, que via os homens do fim dos tempos nascer com as têmporas brancas.
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CAPÍTULO XI AS CINCO ESTÁTUAS DE BAMYAN A colossal estátua da liberdade, do escultor Bartholdi, inaugurada em 1886 e que até agora serve de farol ao porto de Nova York, tem 34 metros de altura, mas é bem pequena em relação à mais alta das cinco figuras esculpidas na rocha em Bamyan, uma aldeia do Afeganistão transcaucásio, onde existiu, outrora, uma antiga cidade budista. De fato a maior destas estátuas mede 54 metros, 20 mais que a estátua americana, a segunda mede 38, a terceira 8, a quarta tem cerca de 8 metros, e a quinta é a estátua de um homem da nossa raça. São anteriores ao Budismo, e as três primeiras estão munidas de longas orelhas. Segundo a doutrina secreta foram esculpidas depois do dilúvio pelos iniciados sobreviventes da Quarta Era, e descrevem a evolução das raças. A maior representa a primeira raça humana que, mesmo tendo um corpo etéreo, foi esculpida na rocha, embora inadequadamente, porquê deveria desafiar os cataclismos e levar o testemunho às gerações futuras. A segunda representa os nascidos do suor, a terceira a que esculpia os nascidos de pai e mãe, isto é, a primeira raça física que gerou depois a raça figurada pelas esculturas da ilha de Páscoa, que desapareceu depois de ter sofrido repetidos terremotos, erupções vulcânicas e submersão de toda a Lemúria. A quarta raça é de dimensões inferiores à terceira, mas bem superior à nossa, com 3,50 m de altura. A quinta raça representa os nossos antepassados diretos e nós próprios na dimensão relativa. A mitologia grega nos informa que os gigantes, quando foram destruídos por colossais cataclismos, foram tragados pela mãe-terra, que os conservou no profundo das suas entranhas e, como numa maldição, foram acorrentados e tornaram-se elementos naturais ou forças endógenas, as mesmas forças que provocam fenômenos telúricos e erupções vulcânicas. A ligação gigantes, vulcões, nos deixa perplexos; o próprio Ulisses, o mítico herói, teve muito trabalho com o gigante Polifemo, de um só olho, que vivia nas entranhas da terra e que, quando desafiado, atirava para o ar pedras enormes. Nós sabemos muito bem que os fósseis, os carvões, os brilhantes, são a transformação, após milhões de anos, das primitivas e gigantescas florestas antediluvianas e as minas que dilaceraram a terra são canais que nos ligam aos mundos desaparecidos; é também sabido que o petróleo e os gases são as transformações líquidas e gasosas dos mastodontes, dos dinossauros, dos brontossauros. Porque não acreditar que também o fogo dos vulcões não seja a centelha de vida destas gigantescas criaturas humanas sepultadas há milhões de anos?
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Em magia existe uma complexa hierarquia de espíritos que dirige os vários elementos. Gnomos, são denominadas as essências que superintendem a terra e o seu gênio é Got; enquanto as Salamandras têm jurisdição sobre o fogo e o gênio é Djin; as Sílfides governam o ar e o gênio é Paralda; por fim as Ondinas, cujo gênio é Nicksa, governam a água.

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CAPÍTULO XII REENCARNAÇÃO "Uma pedra torna-se uma planta, uma planta um animal, um animal um homem; um homem Deus." HAECKEL. Como a água é submetida a leis cíclicas, também toda criatura do Universo, através dos vários períodos, sofre uma evolução que pouco a pouco leva-a à perfeição. A primeira fase de cada elemento, geralmente é bastante sólida e corresponde, de fato, ao período menos evoluído, causado pela pouca vibração molecular e ao mesmo tempo por uma temperatura fria que apresenta, realmente como na água, o aspecto sólido de gelo, com densidade própria. Se uma fonte calorífica se une a este elemento sólido, as moléculas que o compõem sofrem uma vibração cada vez mais veloz, fazendo-o mudar ao estado líquido e depois ao gasoso, que separa a matéria componente da energia gravitacional, imprimindo-lhe assim um movimento ascensional. A palingênese leva a um revezamento humano devido a partículas de átomos espalhados no éter, que se reúnem para compor matéria na realização dos desejos tridimensionais. Uma vez revestida de matéria, a alma aprende e prova, depois volta ainda ao não-tempo bidimensional, no reino dos fantasmas e das realizações reais. Se unirmos as pontas de dois fios criamos uma continuidade, porém falta harmonia, porquanto alguma coisa foi ligada. Nada se deve ligar, pois isso é obra do homem; mas na obra da Natureza há absoluta liberdade de harmonia, e cada coisa segue esquemas bem definidos, aparentes aos olhos humanos não-harmônicos, mas fonte de perfeição e vibração regulada de uma criação vivente que pulsa, e tira energia até do último átomo da mais distante Galáxia. Abandonemos por um momento a idéia que nos prende ao nosso planeta e notemos a diminuta importância que ele tem em relação ao vibrar orgânico de inumeráveis Galáxias que, em grande forma, espelham a essência humana, e numa ínfima partícula, a essência de Deus. Para onde quer que dirijamos o olhar vemos sempre coisas novas e antiquadas, só porque não observamos conscienciosamente como deveríamos, porque somente assim é que descobertas sensacionais viriam maravilhar a nossa fantasia. De fato, fixando o olhar em objeto de nosso velho conhecimento, enxergamos perfis e linhas conhecidas da memória humana, mas analisando e ponderando o limite extremo destes objetos, notaríamos
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grandezas ancestrais desaparecidas deste mundo há milhares de anos. Se apoiarmos um objeto qualquer diante de um espelho e o observarmos atentamente durante cinco minutos, a sua forma assumirá aspectos plásticos, modelos absurdos e espectrais, lembranças imateriais de um mundo distante. Se cheirarmos o mesmo objeto, se o tocarmos, se o analisarmos seriamente, o seu sabor trará à nossa memória algo de muito valioso; uma substância que nos compôs, nos compenetrou e depois desapareceu do nosso organismo Vivente. Amiúde nós adivinhamos o sabor dos metais, mesmo se nunca tivemos ocasião de prová-los. Recordações distantes de elementos componentes dum tipo diverso nas quedas contínuas e funestas.

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CAPÍTULO XIII REENCARNAÇÃO SEGUNDO ERMETE Ermete Trismegisto informa-nos no seu Pimandro que todas as criaturas do nosso mundo são obrigadas a passar sob um tabernáculo, ou tenda, que seria, no fundo, o círculo do Zodíaco, por sua vez subdividido em 12 signos de uma só natureza e de variadas formas. A palingênese ou reencarnação consiste em não mais ver-se corno corpos de três dimensões, mas em seres incorpóreos, isto é, nós estamos no céu, sobre a terra, nos animais, nas plantas, nos corpos, antes do nascimento do corpo; nós somos energia intelectual e depois que nos libertamos das vinganças e das três dimensões tornamo-nos seres livres e não mais enxergaremos através da vista física, mas por meio da energia intelectual. Este esclarecimento hermético nos faria entender que nós seguimos ciclos sobre a nossa Terra. Obrigados a nos vestir de várias formas, pouco a pouco nos aperfeiçoamos e voltamos a ser pura energia na Mente Criadora. Os doze signos do Zodíaco submetem-nos a duras provas, para nos libertar das 12 vinganças da matéria, que são: ignorância, tristeza, intemperança, concupiscência, injustiça, avareza, erro, inveja, fraude, cólera, temeridade, malvadez. Elas são doze, mas atrás delas se escondem muitas outras, e cada uma das vinganças está sempre ligada a uma outra. Através do cárcere do corpo, as vinganças submetem o homem interior ao tormento dos sentidos, mas quando o homem amadurece, elas se afastam dele, até que ele renasça. Quando o conhecimento penetra em nós, a ignorância se afasta; como à compenetração da alegria a tristeza se esvai; chega a temperança e sai a intemperança, a consciência expulsa a concupiscência, a justiça repele a injustiça, a comunhão dos bens expulsa a avareza, a verdade enxota o erro. Quando estas vinganças são por nós repelidas, elas, como fluidos, dirigem-se para os que estão aptos a recebê-las, porquê como imã, as atraem. Torna-se aqui indispensável lembrar as palavras de Jesus que nos adverte a não pensar no pecado, porque quando na nossa mente germina um pensamento de pecado, é como se já o tivéssemos cometido; de fato nós criamos aquele estado magnético que atrai as correntes similares; porém sabemos perfeitamente que forças ou fluidos contrários se atraem, enquanto os semelhantes se repelem. Bom é assinalar que os pensamentos se desenvolvem na mente, mesmo que em ínfimo grau, sempre pertence ao plano astral, enquanto o corpo está imerso no mundo físico ou das três dimensões.
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As correntes da mente atraem os contrários dos sentidos do corpo e vice-versa, eis porque quando nós pensamos intensamente numa coisa, inevitavelmente a atraímos, contudo uma corrente contrária à nossa vontade a repele; só quando não desejamos mais essa coisa, ela inesperadamente nos advém. Sempre segundo Ermete, nós ficamos cientes que da alma única do mundo derivam todas as almas; é como um grande fogo do qual partem milhões de centelhas desejosas de materializar-se, a fim de assumir melhor aspecto, e através de infinitas encarnações chegar ao renascimento. São várias descidas, infelizes ou felizes; várias vestiduras reguladas pelo signos do zodíaco e cada descida requer, do livre arbítrio do homem, um progresso e uma libertação das vinganças da matéria. Quando isso sucede, o homem, na sua sucessiva descida, progride poucos dias ou graus no zodíaco, mas quando ele erra, volta a tentar a prova, voltando poucos graus atrás no mesmo signo zodiacal. Isso foi possível controlar em várias criaturas descidas na Terra. Trismegisto diz ainda que a alma dos répteis, as primeiras que apareceram, passam nos animais aquáticos, estas últimas nos terrestres, os animais terrestres nos voláteis, as dos voláteis nos homens; de fato, as omoplatas, ossos chatos localizados no nosso dorso, estariam a testemunhar um vestígio de asas que nós já vestimos na nossa odisséia através da matéria. Os homens, enfim, chegam à imortalidade passando por demônios ou anjos, isto é, nas grandes entidades do bem e do mal, encarregadas de regularizar as leis do nosso mundo; são, com efeito, as figuras fabulosas e mitológicas que amiúde aparecem na literatura popular. Depois da experiência de demoniacidade o homem passa pelo coro dós deuses imóveis ou fixos, correspondentes aos planetas e às estrelas fixas. Esta é a última, a definitiva etapa da alma, que finalmente alcançou o grau supremo, a apoteose da glória. Porém se a alma que entrou no corpo humano persevera no mal, nos erros, então pouco a pouco desce para o estado animalesco que lhe é mais peculiar; por exemplo, os que na descida humana renunciaram à amizade dos homens, são obrigados a novamente descer nos despojos de um cão, obrigado assim a amar o homem-patrão, por perverso que ele seja; e quantos cães de olhos humanos nós vemos com frequência. Pude notar que muitos homens viciados em entorpecentes atraem inconscientemente os animais noturnos, especialmente os morcegos. Creio que bastante tormentosa deverá ser a condenação de uma criatura que sentiu a experiência humana, o viver encarcerada num invólucro de nãocompetência; são estas as férreas leis da natureza, onde todos são obrigados a submeter-se a aceitar: de fato isso muito adere ao purgatório e ao inferno dantesco.
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Se a alma persevera obstinadamente no erro, volta atrás pouco a pouco, descendo todos os degraus da evolução até alcançar a primeira expressão de vidaO próprio Evangelho, se bem interpretado, exprime claramente tal pensamento. No Apocalipse foi dito que, quando ocorrer o Juízo, todos os mortos ressurgirão dos seus túmulos; o mar restituirá os seus, a terra e o céu também. Cada um revestirá o seu corpo, será julgado e condenado ou glorificado. Quando tivermos alcançado a síntese das existências, cada um revestirá aquele invólucro que para si construiu através das várias descidas e que resultará congenial ao seus desejos. A alma que permanece presa às paixões do corpo está sujeita a muitos erros; não reconhece a si mesma nem a sua essência divina; perdendo pouco a pouco tal conhecimento, reduz-se a uma cristalização e fica escravizada a corpos vis e estranhos. É mister, neste ponto, tornar patente que verdadeiro é também o contrário; isto é, os que se aperfeiçoam no corpo e na alma, sofrem na vida atual, e se sentem prisioneiros num invólucro muito pesado para eles e obrigados a viver num mundo de homens incompreensíveis. Um dia virá em que a astrologia, esta ciência tão maltratada e ridicularizada por certos cultores interessados, tornará a assumir uma categoria que lhe é devida, e então os homens poderão verdadeiramente tirar benefício dos horóscopos, que poderão colocá-los em condições de entender que, se um dia as coisas não se passam como deveriam passar, a causa deve ser procurada em certas oposições e quadraturas dissonantes que criam perturbações nas nossas mentes, nos nossos órgãos, na mesma mãe-terra, mas sobretudo na essência astral de todo ser da criação. A astrologia, se aplica com atenção e com oportunidade, consegue, às vezes, definir a vida precedente de uma criatura; de fato, sem receio de exceder, pode-se constatar que, na seguinte encarnação, o indivíduo em questão vê a luz com uma oscilação de dez dias no máximo, com respeito à precedente, a menos que a entidade em vias de se encarnar não tenha falhado na prova precedente, e então ela deverá descer com um salto sensivelmente retrogradante nos signos do zodíaco. Estes maravilhosos astros, que dirigem e regulam a vida de qualquer criatura deste nosso planeta, são os instrumentos de que se serve a Grande MENTE Universal, para a evolução do espírito na matéria.

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CAPÍTULO XIV APARELHOS CIENTÍFICOS E IMITAÇÕES No início existia a ciência com as suas maravilhosas aplicações no campo da astronáutica; os antigos mexicanos, enfeitiçados por estas máquinas fantásticas, como meninos que nos seus jogos imitam os adultos, construíram, com a matéria de que dispunham, utensílios que na sua simplicidade imitavam os elaboradíssimos produtos do engenho extraterrestre. Nos préstitos rituais dos antigos mexicanos, como podemos extrair das inúmeras reproduções, os participantes usavam capacetes de plumas que imitavam muito os propulsores extraterrestres para o vôo humano, ou então umas sombrinhas com estranhos círculos no perímetro semelhantes a uma escotilha, imitando um disco voador; também vêm-se enfiadas nas narinas dos selvagens, pequenas hastes de madeira, que se parecem a um transmissor de rádio, que do capacete chega até a boca do astronauta. Notamos ainda que era uso comum furar as orelhas para nelas aplicar disquinhos de madeira, que dessa forma tomam a aparência de um rádio da feição de uma touca.

Fig. 6 — Sombrinhas (guarda-chuvas pequenos) muito estranhas, usadas pelos mexicanos nos seus séquitos rituais. Evidentemente o formato é de um disco voador, com as janelinhas circulares. Em baixo os jatos de propulsão são representados por meio de franjas flutuantes. Na extremidade, uma cabeça de animal que emite chamas, simbolizada como de costume, por plumas ao vento. Eis porque os arqueólogos, entusiasmados escavaram em Teotihuacan, a antiga Tollan, desiludindo-se ao encontrar edifícios correspondentes a minuciosos cálculos matemáticos e astronómicos, porém desprovidos de uma fantasiosa interpretação esotérica, em harmonia com o caráter mágico que os nativos sabiam dar a qualquer coisa. Isso
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aconteceu porque, originariamente, este complexo edifício servia apenas para uma função técnica, ao passo que mais tarde, quando foi abandonado o astroporto, passou às mãos dos ignaros nativos que lhes juntaram astuciosas mágicas e modificações; deu-se crédito a lendas, mitos e a fantásticas interpretações das aventuras dos antigos colonizadores extraterrestres, identificando-os com divindades descidas do céu, nas quais os reis, e os sacerdotes das tribos se arrogavam o direito da descendência direta. Digna de apreço é a sagacidade e a boa vontade demonstrada pelos arqueólogos que deram início às escavações nos centros civilizados da antiga América Central; infelizmente, porém, as suas deduções não conseguem deslindar a pegajosa teia de aranha mágico-religiosa, estendida através dos séculos sobre aquela maravilhosa civilização extraterrestre, que originariamente fecundou a terra mexicana. A Segiourné, por exemplo, chega a estonteantes conclusões e apresenta tormentosas questões em pauta, contudo um substrato místico bloqueia o átimo fugitivo, que o subconsciente mais vezes trouxe à superfície; mais um salto e tudo estaria revelado a esta valorosa estudiosa que, com sagacidade, colecionou anedotas picantes dos antigos textos, traduzindo-os com uma minuciosa interpretação esotérica. Na magia medieval europeia encontram-se valiosas manifestações de rituais e simbologias da América Central. Numa época em que a América ainda estava para ser descoberta, os magos e os feiticeiros conseguiam manter relações com criaturas de outra dimensão, e mesmo de outros planetas. Sem dúvida, alguma coisa chegou até eles através da bibliografia grega, latina, caldaica e egípcia, mas o — corpus — do material que estes peritos operadores dispunham era muito elevado para poder aceitar tal fonte, como única existente na época.

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CAPÍTULO XV CIÊNCIA E MAGIA Até a presente data se afirmou que a astrologia foi a mãe da astronomia, como a alquimia o foi da química e a magia da ciência aplicada, porém hoje parece ser dever de nossa parte inverter o valor de tal afirmativa. Havia de fato sobre a nossa Terra, as ciências no estado puro. Os cataclismos, as trevas das gerações que sucederam ao evento, o obscurantismo, o dogmatismo, fizeram perder na noite dos tempos os conhecimentos adquiridos, que pouco a pouco foram substituídos por rituais e operações paracientíficas, e assim o homem, essa maravilhosa centelha divina, descia ao nível dos animais, mantidos num estado de cativeiro por parte de alguns astutos patrões. Mas hoje o estado descrito denuncia o início de reversibilidade do fenômeno e aquilo que foi, será de novo. Por onde volvamos a nossa atenção notamos que um sopro de vida nova bafeja sobre os vários horizontes. Chegou-se ao termo do estado de envolvimento do espírito na matéria; começou de há muito o processo inverso que dará ao homem a liberdade, herança dos seres superiores, e o seu destino será: tornar-se semelhante aos seus irmãos universais. M AGI A Não é possível começar um discurso científico evitando a dimensão magia; esse é de fato o trajeto que nos insere na verdadeira ciência, é o veículo que, defendendo-nos das nefastas heranças dos habitantes da América pré-hispânica, nos introduz nas primeiras escarpas das civilizações extraterrestres aparecidas sobre o nosso planeta. A mesma varinha mágica, na empírica descrição do Dr. Encosse, o celebre mágico do século XIX, conhecido por Papus, revela a lembrança de um antigo instrumento científico. Era composto de uma lâmina fina muito semelhante a um espeto, cuja empunhadura estava enrolada num reparo de madeira, cujo objetivo era imunizar o operador dos fluidos negativos provenientes do plano astral. Esta lâmina fluía numa bainha sempre de madeira, e na extremidade próxima à empunhadura, tinha um grande anel de ferro, indispensável para a atração dos fluidos, que por sua vez se descarregavam sobre uma barra de metal, apoiada na lâmina, composta de uma liga de estanho e mercúrio, com a função de filtro. Na parte terminal da bainha havia uma tampa de chumbo que servia de escudo para as radiações. Sem dúvida os nossos remotos progenitores viram instrumentos semelhantes nas mãos de criaturas evoluídas, talvez provenientes de outros planetas.
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Incisão em Ouro

Chumbo

FIG. 7 — A varinha mágica reproduz talvez um antigo instrumento científico que realmente existiu. A literatura está repleta de contos paracientíficos, onde magos e bruxas possuíam instrumentos que permitiam realizar os desejos mais disparatados, chegando até a fazer materializações. Talvez a varinha mágica fosse o veículo que permitia a concretização, ou melhor dito, a transmissão dos objetos do nosso mundo físico, do mundo tridimensional, de um lugar a outro, agindo de tal maneira por meio da duplicidade etérea de cada objeto, existente no plano astral, e operando, para tal fim, através da mente do operador. A Bíblia narra que Moisés, quando se dispôs a atravessar o Mar Vermelho com o povo hebraico, levantou ao céu a sua vara mágica para dividir as águas, e que Salomão, na construção do templo de Jerusalém projetou, segundo a magia, números e preceitos ocultos. Os muros foram construídos utilizando-se enormes blocos de pedra, encostados e apoiados uns sobre outros, sem nenhuma liga de cimento "... e não havia martelo nem machado, nem arnês de ferro que os tivesse tocado..." (39 livro dos Reis: VI,7). De fato, o ferro e a água têm o poder de anular as cargas mágicas, ou melhor, de descarregar eletricidade. Narra a tradição que Salomão, ao construí-lo sobre o Monte Loria, levantando o anel-sigilo ao céu, solicitasse às Potências da Terra que lhe arranjassem o mágico "SHAMIR". Um fragmento de tal mineral, do tamanho de uma semente de mostarda, estava a ponto de emanar tal força que os homens, para defender-se dos seus raios, tinham que envolvê-lo em panos de lã ao usá-lo e fechá-lo depois em caixinhas de chumbo, cheias de sementes de linho. Bastava traçar uma linha sobre a rocha e nelas apoiar um grão de Shamir para que a pedra se fendesse silenciosamente em blocos lisos e polidos tão perfeitos, que também o olho mais vivo e experiente não seria
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capaz de reconhecer os pontos de sutura entre um bloco e outro. ESPIRITISMO Nas sessões espíritas amiúde acontecem fenômenos de levitação ou levantamento de objetos pesados, contrários a toda lei do nosso universo, porém isso sucede sobretudo quando os participantes, reunidos em corrente e, às vezes, dispostos de modo a formar um círculo, agindo como verdadeiros e naturais eletro-ímãs, captam e geram correntes tais que criam turbilhões para nós inesperados, contudo de uma tal potência que erguem objetos de grande peso; para isso, um agente preponderante é a emoção que, em forma de energia, sai dos gânglios nervosos que funcionam como interruptores. Como num rádio e numa televisão desprovidos de regulador de voltagem, quando os ligamos, emitem sons irregulares, assim nós, que nada conhecemos dessa misteriosa força, quando polarizamos a vontade sobre o espírito que deve aparecer e que provavelmente nos fará assistir a coisas esquisitas, eis que a mesa não-controlada se ergue e apresenta casos estranhos; contudo, quando interrompemos a corrente, isto é, os jatos de energia, o circuito é interrompido e o fenômeno cessa. Também é certo que tais fenômenos paranormais se manifestam frequentemente também sem a formação da corrente mágica. Conhecemos de fato os fenómenos de infestação de lugares, onde, entre espanto geral, constatamos lançamentos de pedras, levantamento de enormes monólitos e deslocamento de objetos. Tais fenômenos são denominados "POLTERGEIST" que traduzido literalmente quer dizer: espíritos de duendes. Nestas terrificantes manifestações frequentemente acontece de se recorrer ao sacerdote que, com exorcismo, adequado, procura afugentar a suposta entidade diabólica. Uma coisa foi reconhecida: tais fenômenos acontecem sempre onde vivem jovens na época da puberdade e, melhor, se no mesmo espaço vive um outro elemento na época da puberdade, onde ambos funcionam como poios de um eletro-ímã que capta e emana ondas de potência inaudita. Num jovem púbere surgem conflitos latentes que são expostos com expressões inconscientes e paranormais; justamente os fenómenos que nós denominamos poltergeist. É uma grande força que se acumula neles, como o volume de milhões de litros de água represados num dique que, quando deixada livre e canalizada em condutos livres, cria energia elétrica em estado puro. Já por si estes jovens são acumuladores, geradores de corrente, mas ao mesmo tempo funcionam como pilhas que recolhe e emite correntes de sinal contrário, que criam os famosos turbilhões capazes de levantar objetos. Não é de excluir-se que entidades transpassadas tomem, às vezes, parte preponderante nestes fenômenos de levitação ou espiritistas; para mim está fora de dúvida que as tais entidades sobrevivem à decomposição
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do seu corpo ou invólucro, precisamente como núcleos de cargas contendo as correntes dos dois sinais e que, na presença de uma corrente de sinal único, sucede neles o que sucede nos imãs: um deslizamento das cargas de sinal contrário, que irão sobrepor-se às outras, fazendo o núcleo se comportar como se fosse de sinal único. Os átomos e as moléculas, mesmo se imperceptíveis, pertencem sempre ao reino da matéria; as cargas elétricas, à dimensão astral. O grande agente mágico é manifestado com quatro fenômenos que, inadequadamente, conforme nossa ciência, foram denominados com os seguinte nomes: calor, luz, eletricidade e magnetismo. Muitos outros epítetos lhes foram atribuídos através dos séculos: tetragrama, azoto, serpente, lúcifer, demônio, etc, mas um fato é certo: ciência e magia, religião e metapsíquica chegam a fundir-se numa expressão única. Isso aconteceu numa sequência de milhões de anos; agora ao homem do futuro cabe a árdua tarefa de lançar um facho de luz nestas apaixonadas matérias.

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CAPÍTULO XVI OS MAIAS A civilização maia ocupa um período que vai do ano 1.000 antes de Cristo ao ano 1697 de nossa era. Ela sofreu várias transformações nestes vinte e sete séculos de desenvolvimento; de fato temos um primeiro período de gestação, um de esplendor máximo e um de lento fim; quando os espanhóis chegaram ao México, esta civilização já se achava num avançado estado de decadência. A zona onde se desenvolveu e onde ainda vive o povo maia, estende-se por uma boa parte do México oriental, a Honduras e a Guatemala. Os maias atingiram um elevado nível de cultura; célebres são os estudos que conseguiram na matemática e na astronomia; o século IV marca o período mais glorioso desta civilização. Nas artes eles superaram os demais povos da época pré-colombiana. O idioma maia, como os demais dos povos da América Central é do tipo aglutinante, onde as palavras não adquirem desinência, mas variam mediante sufixos. Elas têm uma acentuada tendência para o polisintetismo, isto é, para a transformação ou contração da frase, reduzida a uma só palavra que sintetiza, assim, os sujeitos individuais, por exemplo: MIX COATL = serpente das nuvens; QUETZAL COATL = serpente ornada de lindas plumas, etc. Como podemos notar, é uma linguagem assaz prática. No ano 300 da era cristã, surgem a grafia e o calendário; maravilhosos petrógrafos maias narram os fenômenos celestes, as conjunções com o planeta Vênus e os eclipses; notamos também uma descoberta importante: a invenção do zero, coisa que permite cálculos complicadíssimos, inibidos naquela época até à evoluída civilização romana. Somente na Idade Média o zero foi descoberto na Europa. Inúmeras são as esculturas executadas pelos artistas da civilização maia; um fenômeno é digno de especial atenção: as colunas que eles erigiam ao fim de cada ciclo de 20 anos. Elas eram recobertas de símbolos e cálculos astronômicos; encontram-se de fato neles os eclipses solares acontecidos no passado, vários séculos atrás, e os futuros. Duas colunas causam espanto pelas suas dimensões; uma de fato registra fenômenos por um período de 90 milhões de anos; e uma outra por 400 milhões de anos. Também interessante é notar que o sistema zodiacal pré-colombiano é estranhamente semelhante ao sistema tibetano e ao chinês. Os maias, pela contagem do tempo, usavam três calendários, isto é, empregavam três contagens simultâneas, uma para um ano de 260 dias, que era denominado "calendário sagrado", uma outra de 365 dias, que correspondia ao nosso calendário solar, e outra, ainda de 292 dias correspondente à revolução
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sinódica do planeta Vênus. Muita atenção deve ser prestada ao ritmo que os maias, não por acaso, davam ao tempo; é de fato importante o ciclo de 20 anos chamado Katun, que para o nosso calendário terrestre corresponde a 7.300 dias, enquanto para o calendário venusiano corresponde a um ciclo de 25 anos; de fato se nós fizermos um cálculo, observamos que para a terra 365 X 20 = 7.300; para Vênus 292 X 25 = 7.300. Depois de 260 anos repetia-se um Katun Ahu, o que significava lutas e mudanças; importante é notar que o período de 260 anos corresponde a um ciclo de 52 X 5 = 260 e era chamado "ano sagrado". O Tun, por sua vez, equivalia a um período de 360 dias, aos quais se juntavam outros cinco chamados Nemontemi ou inúteis. Até hoje levou-se em consideração que o calendário sagrado executava uma contagem referente a um ano de 260 dias, composto de 20 meses de 13 dias cada um; o dito calendário sagrado era o catalizador, ou melhor, o acerto que permitia uma contagem simultânea do ano terrestre e do ano venusiano. De fato, em vez de executar a contagem de 365 X 52 = 18.980 para a Terra, e 292 X 65 — 18.980; os maias executavam uma contagem única por meio do calendário sagrado: 260 X 73 = 18.980 dias. Portanto eles tinham descoberto a chave para a contagem do ciclo Sagrado dos 52 anos terrestres, correspondentes aos 65 venusianos, usando como Jolli o número 260. Eis relevado o mistério do Calendário Sagrado, que pode ter sido inventado somente por alguém que, encontrando-se como Robinson Crusoé numa terra distante, tinha solucionado o meio para obter simultaneamente a data do seu país de origem e da nova terra de adoção. De fato, como prova da exatidão desta afirmação, existe uma festa muito importante entre os mexicanos: o XIUHMOLPILLI ou conexão dos anos, que se dava no fim de cada ciclo de 52 anos. Importante era também o TONALPOHUALLI que era composto de 104 anos solares da Terra, correspondentes a 130 anos solares venusianos. Também aqui vemos que o número 260 harmoniza exatamente as duas contagens, de fato: 365 X 104 = 37.960 multiplicados por 104 anos; onde 365 são os dias terrestres

260 X 146 = 37.960 onde 260 é o número dos dias do calendário sagrado multiplicado por 146 anos; 292 X 130 = 37.960 onde 292 são os dias do ano sinódico venusiano multiplicado por 130 anos.
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Como acabamos de constatar, os mais possuíam uma contagem intermediária que lhes permitia a contagem de cada perigeu e apogeu, isto é, o ponto de mínima vizinhança do planeta Vênus à Terra, e o ponto de máxima distância. Conhecendo com perfeição estes fenômenos, estavase assim em condições de executar os lançamentos espaciais. O planeta Vênus era tido em muita consideração e era chamado CITLAPOL (grande estrela). Sabemos também que os anos solares eram marcados um depois do outro com todos os algarismos de um a 13, e somente por quatro dos 20 signos, isto é, por: I. crocodilo VI. morte XI. macaco XVI. abutre Depois de quatro séries de 13 anos, isto é, depois de 52 anos, o 1º. do ano tornava a coincidir; isto é, tinha o mesmo signo e cifra. Entre os Mixtechi usava-se determinar os anos com a data do primeiro dia do ano.

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CAPÍTULO XVII IMPORTÂNCIA DO XIUHMOLPILLI, CICLO DOS 52 ANOS Este ciclo dos 52 anos terrestres, correspondentes aos 65 venusianos, era para os maias tão importantes que foram induzidos a dedicar-lhes dois jogos de caráter nacional. O primeiro é o clássico jogo do VOLADOR, ainda em voga nas regiões do golfo do México, na Sierra Puebla e no Hidalgo. Originariamente, mais que um jogo, era uma cerimónia e simbolizava o vôo do homem-pássaro. Sobre um mastro alto e bem liso, era fixado um estrado de madeira cilíndrico, onde se acomodavam quatro homens camuflados com o símbolo do pássaro sagrado ao Sol, os "guacamaias". Os quatros "voadores", amarrados por um pé a uma longa corda, da qual a outra extremidade era fixada no alto do mastro, atiravam-se ao espaço, e as cordas, desenrolando-se, imprimiam ao estrado cilíndrico um movimento rotatório que faz pensar muito num disco voador. Nesta descida perigosa, que às vezes custava a vida aos voadores, eram executados 13 giros no espaço, por cada um dos participantes, os quais, uma vez chegados à terra, continuavam a correr em círculo, alternando a corrida com alguns pulos, permitidos pela corda tensa, simulando assim o vôo do homem-pássaro. Meditando um pouco, constatamos que os quatro guacamaias, executando 13 voltas cada um, completavam no total 52 voltas; e de fato 13 X 4 = 52, correspondente a um ciclo Sagrado que coincide com a máxima aproximação dos dois planetas, Vênus e Terra. O segundo jogo, que simbolizava o ano Sagrado e que ainda está em voga entre os astecas, é o "patolli". É muito semelhante ao jogo-daglória e se executa sobre um campo em forma de cruz. Os dois competidores dispõem de seis pedrinhas cada um e de dois feijões marcados e destinados a atravessar todas as casas do adversário. Cada jogador dispõe de 52 casas, que no total dão 104. (Encontra-se aqui facilmente a semelhança entre o jogo e o ciclo Sagrado dos 52 anos.) Este jogo era dedicado a Micuilxochitl, o deus da dança e do espetáculo; conhecido também como o Senhor das Flores; era representado sentado, com as pernas cruzadas e adornado com flores; a sua posição é muito estranha; parece que está pilotando um veículo. Muitas outras particularidades destas gentes merecem atenção; e de fato: Na época tolteca, a serpente emplumada simbolizava universalmente o céu. O Zodíaco mexicano tinha 13 constelações; o corno situado entre os olhos da serpente emplumada simbolizava a constelação Xonecuilli ou Perna Torta e tinha a forma de um S.
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Os astecas na sua mitologia e na religião mostravam figuras e símbolos estranhos, tomados das fontes as mais diversas, assimilando e identificando desenvoltamente os elementos mais heterogéneos. O monarca asteca era a imagem humana da serpente turquesa, a Divindade Cósmica, e a serpente feminina, por sua vez, estava encarnada no lugar-tenente do monarca. O nascimento de uma criança equivalia à captura de um prisioneiro, por isso a divindade fêmea que providenciava à criação das crianças era esculpida em forma de divindade guerreira, com coroa de penas de águia, e chamada com o nome de um pássaro que simbolizava o guerreiro asteca.

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CAPÍTULO XVIII NEXO ENTRE A ANTIGA VIAGEM DOS VENUSIANOS E A ATUAL VIAGEM À LUA Neste maravilhoso momento da história do homem que conquista a Lua, parece estar revivendo uma velha aventura, na qual, então, nós fomos os beneficiados. Hoje é a vez da Lua que, cheia de vidas no estado de larva, beneficia-se do vírus trazido pelos astronautas, que talvez dará dimensão física a um reservatório de essências desejosas de ser fecundadas. Então, nós fomos os fecundados e os cosmonautas venusia-nos os protagonistas da audaciosa aventura espacial; por isso foram chamados os anjos da queda, porquê provenientes dum planeta interno, isto é, com uma órbita mais vizinha do Sol. Também nós, amanhã, as criaturas provavelmente nascidas na Lua, seremos apelidados com o epíteto de anjos da queda, mas quando formos a Vênus poderemos ser chamados anjos da subida. Os cosmonautas venusianos foram também denominados "diabos" de "devolo" descer voando; Satanás, do nome "Sanat Kumara", como "Lúcifer" foi denominado o planeta Vênus precisamente porquê era astro portador de luz; mais tarde tal atributo degenerou e foi usado para indicar uma entidade negra. A filosofia indiana informa que Vênus, estando desprovida de um satélite, adotou a Terra. Ermete Trismegisto afirma que o que está no alto é como em baixo e vice-versa; esta hermética definição, que em magia assegurou sempre existir um duplo etéreo da nossa vida física, hoje parece estar esclarecida: o que está em Vénus é como o que está sobre a Terra e vice-versa; com a diferença que os nossos irmãos maiores, talvez nós mesmos projetados no tempo, estão num estado mais evoluído de civilização. Toda mudança que se efetua em Vênus é sentida e se reflete na Terra escreve Blavatsky; nós não somos senão o espelho da vida que se desenvolve em Vênus. Os soçobramentos geológicos que lá acontecem, acontecem simultaneamente na nossa Terra; talvez seja esse o motivo da reiterada visita de objetos não-identificados provenientes do espaço externo, guiados por criaturas que se preocupam com nosso imprudente e masoquista uso da energia atómica. O mesmo Santo Agostinho em sua "Cidade de Deus" ocupa-se da simbiose destes dois planetas gémeos, tanto que liga a mudança de órbita, de cor e de configuração de Vénus com o dilúvio universal, que se deu na Terra no ano 1796 antes de Cristo. A mudança ou descida dos venusianos deu-se durante a evolução da quarta raça, isto é, a atual; e a tal propósito é interessante ler o que
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escreve Blavatsky: Astrologicamente sabemos que o símbolo de Vênus é uma cruz posta sobre um globo, o que serve para significar esotericamente a queda dos anjos na procriação. Por meio das criaturas descidas de Vênus, os andróginos da terceira raça-mãe terrestre geraram os machos-fêmeas da quarta raça.

A

B

C

FIG. 8 — a) Símbolo originário de Vênus; b) Símbolo de Vênus caída na quarta raça humana, reiteradamente encontrado nos petrógrafos mexicanos; c) símbolo de Vênus caída na geração terrestre. Antigamente o planeta Vênus era simbolizado com um pequeno círculo dividido em dois hemisférios, por meio de um diâmetro horizontal, para indicar uma progênie de natureza única feminina, isto é, o mundo autogerado. O símbolo da quarta raça terrestre é semelhante ao acima descrito venusiano, com a diferença que o hemisfério inferior está por sua vez dividido em duas partes por um raio vertical; chega-se assim a se obterem três setores num círculo, representando precisamente a caída na geração. Este símbolo amiúde se encontra nos petrógrafos mexicanos; com o decorrer dos tempos mudou depois no atual signo de Vênus, composto por um círculo com uma cruz em baixo; mas, se nós tolhemos o círculo, resta sempre o "Tau", símbolo egípcio mas sobretudo venusiano. Estamos na dimensão da ficção científica, porém inevitável torna-se neste ponto afirmar que os cosmonautas venusianos provavelmente eram hermafroditas e que, sobre a nossa Terra, encontrando as essências apropriadas, geraram uma raça cindida nos dois sexos; e ninguém pode
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hoje vaticinar o que acontecerá no futuro, sobre a Lua, fecundada pelos vírus dos nossos astronautas. Uma nova raça? Devemos lembrar que o Ankh egípcio tem o mesmo significado de Vénus na queda; em síntese um significado fálico. Do que provém esse atributo se não de falo, falir? Nós sabemos em que emaranhados materiais se mete o homem por causa do falo, ainda hoje. Para o falo, o homem transpôs o círculo espirtual divino e caiu na matéria. "Anjos da queda".

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CAPÍTULO XIX APARIÇÕES DOS EXTRATERRESTRES Podemos imaginar a estupefação e a humilhação que devem ter provado os selvagens da América Central, que até pouco tempo atrás, dedicados ao cultivo da terra, a pastar o gado e a matar-se reciprocamente por motivos fúteis, de súbito se encontraram, nas suas terras, diante de monstruosas máquinas apropriadas aos vôos interplanetários. Perfeitos módulos de locomoção, dos quais saíam homens semelhantes a eles, mas envoltos em soberbos e reluzentes macacões espaciais e munidos de espantosos meios de transmissão, comunicação e destruição. Esta voluntariosa e desprovida fauna deve ter feito uma violenta engolidela de ciência e esta simbiose deu a idéia certa da fecundação do espírito sobre a matéria. No fundo a vida até então vivida, era mais ou menos a mesma que hoje envolve os animais inferiores do nosso globo; e o animal homem de então reproduziu os deuses com as suas mesmas feições, afirmando, depois, que os deuses haviam criado o homem à sua semelhança. Esta é a verídica antiga história da América pré-hispânica, mas sem dúvida foi a mesma que viveram os centros isolados de vida do nosso globo terrestre, dos fenícios aos egípcios, aos escandinavos, aos hebreus, aos gregos, aos romanos. Em toda parte se fala de divindades descidas do céu, Quetzalcoatl, Mercúrio, Votan, e muitas outras; mas sempre se encontram semelhanças e repetições; sem dúvida subsiste uma variação etnográfica de nomes, mas a essência dos mitos é sempre obsessivamente a mesma.

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Lâmina 17 — Ainda um homem de caracteres somáticos mongolóides. Parece ser indefinível a sua idade. A cabeça é oblonga. Século VII Antes de Cristo. Civilização olmeca.

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Lâmina 18 — Relevo em pedra, de Vera Cruz, representando Quetzalcoatl. É evidente a posição de vôo do homem; que parece estar executando uma acrobacia no ar.

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Lâmina A 19 — Quetzalcoatl, representado em Chichen Itza, no templo de Kukulcan. A serpente emplumada simboliza o vôo. Na mão direita empunha uma pistola. No flanco esquerdo, a cremalheira, parte integrante da máquina para o vôo. A extremidade da cauda da serpente tem os símbolos da fumaça que se perde.

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Lâmina 20 — Pintura parietal de Tenochtitlan. Uma típica figura de astronauta munido de propulsores que emitem somente sons. O caracol saindo da boca indica que está falando; o bastão que empunha idealiza um rádio que emite sons. No capacete, grandes óculos.

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Lâmina 21-a — Colunas de Vera Cruz. Identificada como representando a vestimenta para o jogo de bola. Provavelmente o homem muito mais alto seja extraterrestre que se prepara para adaptar o propulsor, prendendo-o ao corpo com fortes cintos. Na cabeça leva um macio capacete de amortização, sobre o qual será sobreposto um outro munido de propulsor.

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Lâmina — 21-b — Templo dos Jaguares em Chichen Itza. O homem-águia completo, com arreios para o vôo humano. Na sua mão direita uma pistola. Visível no flanco esquerdo uma cremalheira usada para ligar os motores. Atrás das costas os foguetes, no peito a flange para a ancoragem.

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Lâmina 22 — Provém, este relevo, do esferistério de Chichen Itza. A presente reprodução e a seguinte são partes de uma única decoração. O homem, à esquerda, sustenta um estranho aparelho científico muito semelhante a uma lâmpada. Enfiada no cinto uma clava que tem na empunhadura o glifo, símbolo da morte; era provavelmente uma arma. Sobre os ombros, a aljava simboliza o propulsor; sobre a cabeça, ainda um aparelho de vôo. O outro homem empunha um aparelho que, apresentando o glifo da cabeça humana, da pele de jaguar e os caracóis dos sons, faz lembrar um rádio portátil precisamente porque fala e emite sinais animalescos. Sabemos que os sons são idealizados nos caracóis.

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Lâmina 23 — O homem agachado empunha um estranho aparelho semelhante a uma lâmpada ou relógio. Sobre os ombros, as serpentes sintetizam os foguetes saindo do propulsor. O homem da direita empunha um goniômetro ou sextante. Teria sido uma espécie de bússola para entrar em sintonia com os planetas?

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Lâmina 24 — Chichen Itza, Templo dos Jaguares. Ainda um relevo com duas fileiras sobrepostas de homens. Na parte superior dois guerreiros armados de pistolas, atiram numa serpente. Também esses seres parecem estar munidos de propulsão autônoma. Na fronte e no peito são bem visíveis os contrapesos em forma de borboletas, que serviam para equilibrar os pesados instrumentos de vôo. Na figura do centro do plano inferior, um homem em completo macacão espacial, provido de visores.

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Lâmina 25 — Baixo relevo representando o homem-águia. Atrás das costas do homem uma serpente voadora, símbolo da máquina a propulsão para o vôo humano. A cabeça do homem está metida num capacete animalesco. Em cima está suspenso em arnês muito semelhante a um fuzil que emite raios. Debaixo do fuzil uma caixinha carregadora. Importante é o particular da cauda da serpente, que termina com os anéis córneos em forma de coração, ideograma da fumaça produzida.

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Lâmina 26-a — Relevo do Templo dos Jaguares em Chichen Itza — O deus do astro matutino, figurado como um homem agachado, com os dois poios magnéticos na cabeça e a habitual abertura anterior. Lembra sempre uma astronave que emite rastros de fumaça, representadas, como de costume, no formato de penas de pássaro.

Lâmina 26-b — Pintura vascular da América Central. Na decoração se identifica um foguete da feição de animal; na parte posterior é evidente o jato de propulsão.

LÂMINA 26-c — Ainda um estranho animal agachado que emite chamas e sons, propagados estes últimos por meio do glifo em forma de tromba, com o caracol saindo, simbolizando precisamente o ribombar do trovão.
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Lâmina 27 — Em certos relevos de Palenque é bem evidente um instrumento que dá a idéia de um televisor, provido de imagem sobre a tela e de três pequenas bases de apoio na sua parte inferior. O desenho da esquerda mostra a divindade que cria o homem da sexta raça, refletido no televisor. À direita, quatro fotogramas executados com bastante semelhança. (Século VI depois de Cristo).

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Lâmina 28 — Sempre de um relevo de Palenque que provém esta reprodução; a divindade está para criar as cinco raças humanas; está sentada sobre um estranho aparelho da forma de um disco voador; às costas do deus, dois quadros televisivos, ainda privados de imagem. À direita quatro fotogramas; o primeiro, no alto, reproduz um televisor munido de bases de apoio também no lado direito, tanto que pode permitir a justa visão de um homem deitado sobre um flanco. Isso revela uma perspicácia técnica adaptada aos que se submetiam a longas viagens interplanetárias.

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Lâmina 29 — Templo de Chichen Itza; civilização Maia Tolteca. A serpente emplumada figurada nos pilares do Templo. É evidente a astronave sintetizada na cabeça de serpente da base. Notar a charneira em caracol ao lado da boca, utilizada para abrir a escotilha. Interessante a pálpebra trilobada que recobre os óculos. Parece ser uma portinha corrediça em sentido vertical. A coluna nas suas decorações simboliza o rastro de fumaça e chamas.
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Lâmina 30 — Antigo código mexicano. A divindade venusiana, no centro, recebe de presente, do homem à sua direita, um capacete munido de propulsão, enquanto o da esquerda oferece um televisor. Os glifos em baixo, reproduzem fotogramas ou imagens provavelmente televisivas; a mão do artista que executou o trabalho é muito ágil. Na coluna dos desenhos à esquerda há uma divindade sentada, que se parece muito a um disco voador; atrás das suas costas, dois quadros televisivos. Em baixo, as divindades criam as cinco raças de homens; o sexto parece ser o da ciência; de fato ele é reproduzido num quadro televisivo.

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Lâmina 31 — Jovem mulher, provavelmente venusiana. Parece que existiram muitas raças de seres inteligentes sobre o planeta Vênus. Contrariamente ao que se pode notar nas mulheres terrestres da época, nesta criatura as orelhas não se desenvolvem até sob o queixo, mas com uma ampla espiral vão até o alto da cabeça. 100 anos antes de Cristo. Vera Cruz.

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Lâmina 32 — Velho homem primitivo terrestre. Notáveis são as excrescências carnosas nas mandíbulas, correspondentes simetricamente às das mulheres. A separação dos sexos parece ser relativamente recente. As protuberâncias nos ombros são em número maior do que as que foram encontradas nas criaturas do sexo feminino. Escultura de barro do século V depois de Cristo. Costa ocidental da América Central.

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Num poema indiano de três mil anos atrás, lê-se: as máquinas voadoras, Vimanas, eram de forma esférica e navegavam ao ar por meio do Mercúrio, que produzia um violento jato propulsor. A fim de verificar nas suas periódicas voltas as bases de aterragem, os extraterrestres tinham feito grandes sinais no terreno; uma espécie de indicador cósmico. O vôo da serpente emplumada representava um disco voador que na sua descida perpendicular deixava um rastro de fogo e fumaça e ia pousar sobre altas pirâmides. Atualmente podemos constatar que um reator lançado a uma velocidade supersônica, deixa atrás de si um rastro de fumaça semelhante a uma serpente. Na terra a astronave era representada por uma serpente enrolada, precisamente porquê o disco voador era circular, enquanto no vôo, os indianos a imaginavam como uma serpente que distendia as suas espirais. Por sua vez as pirâmides eram de tal forma construídas que os seus elementos principais podiam ser utilizados para examinar com exatidão o ponto zenital do sol e os solstícios de verão e de inverno; permitiam ainda observações astronômicas noturnas e diurnas, isto é, permanentes; eram, enfim, verdadeiras torres de controle e astroportos.

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Fig. 9 — Pilar do templo de Chichen Itza. A cabeça de serpente por terra, representa a barquinha da astronave; evidentes são os símbolos costumeiros; a charneira usada para abrir o postigo e a pálpebra tri-lobada corredia, que cobre a portilha. O fuste da coluna está decorado com penas que se desenvolvem em sentido vertical, reproduzindo assim a fumaça que sai dos motores conservados ao mínimo; as três fumaças ao alto, depois de um giro a ângulo reto das penas, são os rastros deixados no céu pela astronave, que executou uma manobra de refreamento para melhor centrar a rampa para a aterragem. Herman Beyer demonstrou que os astecas entreviam nas estrelas, ao redor do polo celeste, a cabeça de um macaco.

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Fig. 10 — Esquema reproduzindo a manobra de aterragem executada pelas antigas astronaves venusianas sobre as Pirâmides Maias, que inspirou os indianos, nas suas reproduções, a identificá-la com a Serpente Emplumada, que no ar distende as espirais (o rastro de fogo). Na Terra a serpente é figurada enrolada e com as plumas esvoaçantes, precisamente para representar o movimento circular do disco voador. Os anéis córneos, existentes no ápice da cauda da serpente, foram tomados por modelo pelos artistas a fim de reproduzir as fumaças terminais produzidas pelas astronaves no momento da aterragem. Foram erigidos monumentos de pedra reproduzindo tal particularidade (ver fig. 36). O ângulo de 90° que figura nos pilares mexicanos reproduz a ratificação da rota efetuada para centrar a rampa ou pirâmide.
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No equador celeste viam uma série de animais. O Zodíaco chamado Xonecuilli era curvado de tal modo que formava um S. A última constelação de forma triangular era o Cão, e com as Plêiades chamadas (Multidão) ou então (Largo do Mercado) se encontravam, próximo à constelação da Broca de Fogo. Estas duas constelações assumiam uma grande importância na cerimônia do novo fogo que se efetuava no final do ciclo dos 52 anos, e de fato, na última noite desse ciclo, quando as Plêiades chegavam ao Zênite, o sacerdote acendia um novo fogo no ventre de um prisioneiro (simbolizando assim a partida do astronauta) enquanto esoterícamente simbolizava o prosseguimento da viagem das Plêiades através do firmamento, doutra forma teria sido o fim do Universo. Os textos astecas narram que neste ponto a broca de fogo ruía, isto é, caíam as chamas da propulsão do foguete em partida. Existe uma vasta documentação dos extraterrestres nos trabalhos dos indígenas, que tentaram imitar as suas máquinas e outros vários instrumentos científicos. Depois do desaparecimento destes extraterrestres todo fato realmente acontecido transformou-se em lenda, e as figuras e os objeto sofreram deformações e transformações, segundo o uso e as leis étnicas mexicanas. Estes quesitos amiúde atormentam a nossa mente; quantas deduções, conclusões, mais ou menos exatas. O valor, por exemplo, o significado do termo Arcanjo. Nós sabemos que o termo Arca deriva da arca da aliança hebraica; espécie de sarcófago revestido de metal reluzente e que, segundo a Bíblia, fulminava o incauto que nela se encostava sem a devida precaução; mas arca era também o navio que no Dilúvio Universal salvou Noé e sua família. Disso podemos deduzir que a arca era um navio e se a este vocábulo arca, nós prepusermos um b, obtemos o resultante atributo atual de barca. Portanto a arca, originalmente, era um baixel, enquanto o termo "anjo" em hebraico significava mensageiro; disso podemos deduzir que o Arcanjo era um mensageiro da arca, isto é, o piloto da astronave.

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CAPÍTULO XX PROVÁVEIS VISÕES DOS EXTRATERRESTRES "... E tudo aquilo, que tem vida e movimento, será vosso alimento; eu vos dou todas estas coisas como as ervas verdejantes. Mas vós não comereis a carne com sangue." Gênese IX, 3. Johann Wier, médico holandês, que viveu no século XVI, foi um pertinaz opositor à crença das operações diabólicas atribuídas ás feiticeiras, e para tal escopo escreveu mais de um tratado onde revelou a sua análise minuciosa no campo da demologia; providenciou o envio a todos os príncipes, da Europa de então, os seus tratados, com o fim de proteger aquelas desgraçadas criaturas apontadas como dadas à prática de magia negra; todavia ele fala de prodígios de misteriosos acontecimentos e dos pactos diabólicos de Johann Fausto. Muito semelhante às figurações mexicanas pré-colombianas do extraterrestre provido de propulsão é a descrição que Wier faz do demônio Osmodeu, no seu tratado "Pseudomonarquia dos demônios". "Um grande rei poderoso aparece com três cabeças, uma de touro, uma de carneiro, e uma de homem. Tem patas de ganso e a cauda de serpente; cospe fogo e cavalga num dragão do inferno; leva uma lança e uma bandeira. Ele é o demônio das patas de ganso." Sabemos que também os antigos mexicanos tinham por hábito representar Quetzalcoatl perto de um dragão, precisamente para significar o vôo humano. Digno de nota é também o fato que nos petrógrafos os extraterrestres empunham uma singularíssima arma, muito semelhante a um fuzil, no cano do qual está aplicada uma espécie de bandeirinha. A cauda poderia ter sido o tubo do respirador e as patas de ganso são os sapatos, adaptados a uma maior firmeza sobre o solo terrestre. Também entre as tradições astecas o diabo era figurado dessa forma, e era chamado o demônio das patas de ganso, que aparecia no cruzamento de quatro estradas. Johann Spies, no seu tratado dedicado à vida de Fausto, assim nos descreve uma evocação diabólica, e subsequente aparição do demônio, que resulta surpreendentemente semelhante às descrições précolombianas. "Numa noite de Lua, Fausto foi até o cruzamento de quatro estradas na floresta de Spes; descreveu o círculo mágico de defesa sobre a Terra e pronunciou as palavras rituais da evocação. Improvisadamente produziuse uma grande confusão; as árvores dobravam-se sob o açoite de ventos misteriosos, e ouviam-se ensurdecedores rumores de carros. Parecia que demônios povoavam a floresta girando ao redor. De repente ouviu-se uma
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explosão e fez-se uma grande luz; começou então uma música estranha, feita de sussurros e sibilos; sons de dança, passos e rumores de espadas e de lança se ouviram na floresta." "Sobre a cabeça de Fausto apareceu uma besta com as feições de grifo ou de dragão, que deixou cair uma estrela de fogo impressionante." Como vemos, na magia de todos os tempos, em todos os países, existem sempre semelhanças nas aparições. Aquilo que pelos desprovidos magos era identificado como o diabo, com muita probabilidade era uma criatura de um outro mundo. O que mais estranha nestes ritos diabólicos é a persistente exigência do demônio no derramamento de sangue. Isso parece de fato assumir um rol muito importante na magia e nas religiões de todos os tempos. No 14º. versículo do capítulo 17 do Levítico, afirma-se que os hebreus estavam proibidos de comer carne, porque "... a alma de toda a carne está no sangue..." e no 11º. versículo, sempre do mesmo capítulo, está escrito: "... porquê a alma da carne está no sangue... o sangue mesmo é mediador da alma". A alma age portanto diretamente através do sangue; isso nos explica também o motivo pelo qual o doutor Encosse (Papus), quando se dispunha a curar um doente mental, "possuído", como então era definido, operava através do ritual do sangue de aves. Papus afirmava que a sede do espírito de grupo dos animais e da alma humana reside no sangue; de fato, esse precioso líquido foi sempre o veículo que associa o homem às divindades, sejam elas de luz ou das trevas. O pacto escrito faz pensar nos rituais de sangue que também os astecas faziam em honra das várias divindades; outra coisa que muito induz a refletir, é o pedido do invólucro corpóreo e da alma, por parte do demônio, que amiúde se adequava à mentalidade do mago ou do sacerdote, o qual, às vezes, fazia evocações em nome de Entidades maléficas e outras vezes em nome de Espíritos bons. Em Chichen-Itza, o altar para os sacrifícios, erigia-se nas proximidades de uma profunda fossa cheia de água, onde eram atiradas as vítimas. Os sacrifícios eram obra exclusiva de alguns iniciados, chamados Nahualli. Os conquistadores espanhóis tinham um terror sagrado destes sacerdotes magarefes; sobre eles escrevia o padre Giovanni Battista no século XVII: "Podem mudar um bastão numa serpente, uma pedra num escorpião e por sua vez podem assumir, quando ingerem a planta chamada Peyotl, o aspecto de animais e conseguem também levitar à vontade". Nós, atualmente esclarecidos, conseguimos entender e estudar a mentalidade religiosa dos povos da América Central, porque algumas
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tribos ainda existentes na Sierra Madre, conservaram intatos os rituais originais da magia pré-colombiana. Complexa e profunda é a psicologia religiosa dos povos primitivos mexicanos, que com convicção identificam nas várias formas existentes, uma entidade de grupo, uma alma, um espírito vital da natureza e uma transformação ou transmutação progressiva. Muito considerada é entre os povos mexicanos, a lei das analogias; eles, de fato, identificam, numa pluma que voa, uma oração enviada a um deus. Na sua analítica busca dos mistérios da existência, às forças terrestres eles acrescentam as influências dos astros, dos planetas e das constelações. Deixa-nos muito perplexos a extraordinária semelhança entre os ritos mágicos pré-colombianos e os medievais europeus. Mais de um estudioso, devido a essa semelhança, adianta a hipótese de uma origem comum; uma coisa todavia é certa: ali, onde muitos místicos e religiosos pararam, alguns praticantes das artes mágicas conseguiram êxito. Os padres espanhóis, no séquito das tropas dos conquistadores, nos dão a confirmação dessa hipótese, ao escreverem: Estas mulheres se parecem às que nós na Espanha denominamos "bruxas". Também no México, de fato, as bruxas participavam do "Sabá" e a padroeira destas reuniões era a deusa da Terra "TLAZOLTEOTL" que, como na Europa, era representada nua, a cavalo, sobre uma vassoura. Um instrumento muito usado nestas ocasiões era uma flauta especial, extraída do osso do braço de uma mulher morta; entre danças e orgias frenéticas, a festa se realizava no cruzamento de quatro estradas. Certos estudiosos afirmam que alguns batelões faziam viagens transoceânicas em épocas remotas; essa poderia ser a explicação da semelhança dos rituais executados nos vários países; mas o único verdadeiro motivo poderia ter sido que umas criaturas, providas de velozes veículos voadores, desciam nos vários continentes, levando rituais que logo eram submetidos a uma empírica interpretação por parte de nossos estupefatos antepassados. Deveria induzir a raciocínio o fenômeno das diversas, das opostas essências ou características dos demônios evocados nos rituais que, às vezes, se apresentavam sob bons despojos, e outras vezes, nas vestes de espíritos maléficos. Como nos tempos passados, também hoje existem várias manifestações dessas estranhas entidades, mas, em síntese, elas revelam possuir duas qualidades: boa e maléfica. Plutarco narra que na morte de César, que se deu nas escadas do Senado, no Fórum Romano, "houve no céu uma dura batalha entre discos de fogo e umas figuras flamejantes descidas na terra, que pugnaram entre si". Nós sabemos que César, como os outros imperadores romanos,
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pertencentes à família Júlia, cujo símbolo era a águia, teriam podido muito bem ser os descendentes daqueles extraterrestres que geraram a raça dos reis na Terra. Provavelmente as entidades extraterrestres defendiam as suas criaturas; mas também é verdade que outras entidades hostilizavam os prediletos das divindades. Teriam existido seres de uma outra extração que protegiam as criaturas do mal encarnadas na Terra? No caso específico, Bruto e os outros conspiradores? Na guerra de Tróia, sabemos que Heitor e Aquiles, adversários na disputa, tinham respectivamente, ao seu lado, divindades opostas. Para Heitor, e portanto para os Troianos, participavam até ao ponto de descer em campo: Zeus, Vênus, Marte e Apolo; enquanto para Aquiles, isto é, por Atenas, operava a facção de Era ou Juno, Netuno e Palas, também chamada Atenas.

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CAPÍTULO XXI TEOCALIS DA "GUERRA SAGRADA' Chamado também pedra comemorativa, dedicado ao Templo do Sol em 1507, mas provavelmente remonta a tempos mais antigos, e isso se pode deduzir do caráter das esculturas, de tipo arcaico. É um monólito de basalto de forma piramidal, que lembra muito uma pirâmide com alguma coisa apoiada sobre o adro. Sem dúvida, é uma verdadeira reprodução da pirâmide maia, que servia de estacionamento para as astronaves venusianas; de fato, por um sentido de deformação prospética, característico na arte pré-hispânica, a imagem do disco voador, que deveria apoiar-se sobre o terraço e, portanto, invisível ao observador, por comodidade é impelida de 90° e disposta em sentido vertical. Na parte inferior do monólito notamos a clássica pirâmide com a escadaria central, enquanto na parte superior uma emborcação do plano nos mostra o que está sobre a rampa: a pedra calendário, ou pelo menos, o que nós denominamos assim. Tal emborcação foi executada pelo artista, a fim de permitir a visão fácil de um objeto circular que, se visto como realmente deveria ser, resultaria ao nosso olho coincidindo com o horizonte, uma linha ou uma elipse muito achatada. Esta lâmina esculpida e disposta verticalmente nos mostra, como dizíamos, o Teocal sagrado, ou melhor, um disco voador, que tem aos seus lados; desta vez em posição real, mas desproporcionada em relação ao disco; dois homens em traje de guerra.

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Fig. 11 — Teocalis da Guerra Sagrada. Reproduz uma pirâmide na sua exata função; o disco voador visto do alto, com um giro de 90°, a fim de permitir ao observador a visão da escultura. Os homens ao lado, Quetzalcoatl e Tezcatlipoca, identificados respectivamente em Vênus, estrela da manhã, e Vênus, estrela da noite, são reproduzidos na sua exata posição.

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À esquerda Huitzilopochtli, deus do Sol e da guerra, à direita Tezcatlipoca, símbolo noturno de Vênus. O emborcamento dos planos, tão do agrado dos antigos artistas mexicanos era indispensável aos que, desprovidos das técnicas das perspectivas, se dispunham a narrar por meio da escultura, as expressões da época. Os extraterrestres sem dúvida tinham alcançado um elevado nível de evolução, e para os selvagens mexicanos era difícil, se não inteiramente impossível, expressar essas evoluídas expressões científicas; portanto, com muita inteligência imitavam, interpretavam, inventavam formas, às vezes animais, criavam técnicas de expressão, meios gráficos. De fato, como acima descrevemos, a fim de representar objetos pousados sobre um plano horizontal, não hesitavam em figurar tal plano visto do alto porém com um desvio de 90° se o objeto fosse de forma achatada, era representado com a ; sua projeção horizontal; quando tal objeto mostrava também outras figuras, estas últimas por sua vez sofriam uma ulterior emborcação, que permitia uma visão mais fácil. Deve-se admitir que uma vez de posse da chave de interpretação dos glifos mexicanos, tudo se toma mais fácil, mas tal empresa é impossível para quem, não possuindo essa chave, se dispõe à leitura. Não devemos esquecer que também Giotto, o nosso (italiano) grande pintor de 1300, se servia de tais meios empíricos de representação prospética. De fato, quando ele pinta uma mesa posta, nôla mostra regularmente com os seus quatro pés, mas o plano superior é emborcado panoramicamente, contra toda lei de perspectiva, e os objetos que estão sobre a mesa, que podem ser garrafas e copos, estão representados de perfil, ao passo que pratos e tigelas aparecem novamente vistos do alto. Somente no século XV, Brunelleschi, escultor e arquiteto, estuda as leis da perspectiva e cria um código, até hoje adotado e válido. Por meio destas regras brunelesquianas nós hoje podemos representar edifícios, máquinas, homens, árvores e animais dispostos de qualquer forma no espaço.

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Fig. 12 Desenhos de Giotto. A perspectiva, ainda desconhecida, é executada intuitivamente, projetando os objetos numa cômoda vista frontal. Uma mesa posta está reproduzida, vista do alto; um copo e uma garrafa são mais identificáveis se vistos de frente; de fato, eles estão figurados contra toda lógica científica. No fundo, deduzimos que a técnica usada pelos antigos mexicanos é muito semelhante à técnica tão de agrado ao pintor Picasso e a muitos outros artistas contemporâneos; emborcações, projeções ortogonais e vivissecções, livres de esquemas e cânones tradicionais; método este, um tanto empírico, mas talvez muito mais eficaz e imediato.
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CAPÍTULO XXII A "PEDRA CALENDÁRIO" OU DISCO VOADOR Foi encontrada em 1790 durante as escavações feitas para reforçar os alicerces da Catedral da Cidade do México. É um enorme monólito em pedra vulcânica, de 5,50 m de diâmetro. Os arqueólogos pensaram ter encontrado a chave da linguagem asteca, como aconteceu no Egito para as colunas de Rosetta, encontrada por um súdito napoleônico. Essa pedra calendário foi, em parte, interpretada, e segundo a ciência oficial ela representa no círculo central o deus Tonatiuh. Os símbolos dos dias estão dispostos radialmente, daí o nome de pedra calendário. Era, com efeito, a figuração simbólica do disco voador; de fato, quando este engenho aparecia figurado sob forma de desenho, isto é, bidimensional, estava disposto verticalmente na base de apoio, precisamente porque a perspectiva não era conhecida; mas esta, que é uma verdadeira e própria escultura em redondo, o encontramos deitado na sua verdadeira posição de função. Foi encontrado no templo dedicado ao Sol, dentro do recinto de Tenochtitlan e, coisa surpreendente, estava situada em perfeita posição horizontal, sobre um murinho piramidal. Foi analisado detalhadamente pelo arqueólogo Herman Beyer, que o descreve como uma representação do disco solar, simbolizando a data "4 movimento". Mas provavelmente é a imagem de uma astronave; de fato, as quatro pontas que representam os jatos de gás com as relativas volutas, são os mesmos sinais que encontramos nas estilizações dos monstros voadores, com a diferença que aqui resultam observados sob um outro ponto de vista.

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Fig. 13 — Detalhe de um desenho indiano reproduzindo um sacrifício. É muito clara aqui a visão da pirâmide mexicana munida de escadas. No terraço, a pedra calendário que reproduz uma astronave estacionada na sua exata posição horizontal. No centro do círculo, o ideograma do movimento "4 OLLIN". No anel externo, duas enormes serpentes em círculo, simbolizam Vênus, a estrela da manhã e da noite; mas este é o significado exotérico enquanto que o esotérico é a descrição da antiga máquina para o movimento: o disco voador. Observando atentamente as pequenas quadraturas radiais, vemos jatos de fogo, todos dirigidos para a parte posterior da máquina e que sem dúvida davam o movimento direcional. Outros jatos estão dirigidos para o centro do disco, e serviam para criar o vazio sobre a superfície da astronave. Por sua vez oito injetores invisíveis, descarregavam os grandes jatos opostos de ar frio e quente, que criavam o turbilhão para a ascensão. Inferiormente estas duas serpentes terminam com o acesso às máquinas, representado com duas cabeças de dragões com chifres. Nas bocas abertas pode-se notar a escotilha da astronave e relativo caracolcharneira, comum a outras misteriosas esculturas. Nas caudas, reproduzidos estilizados, identificam-se facilmente nos jatos de gás de descarga. O petrógrafo central desta pedra calendário é comumente
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interpretado como símbolo da data "4 Movimentos" mas, com efeito, reproduz a máquina verdadeira e própria do movimento cujas pazinhas rolantes vêem-se do alto. A pedra calendário é uma escultura que resultou da evolução de um símbolo primitivo. De fato, o que nós chamamos calendário é a síntese dos vários elementos captados por imagens tidas por irreais pelos antigos mexicanos, mas que, com efeito, não são senão uma pequena ideia empírica da perfeição alcançada pelos extraterrestres, no campo de máquinas para o vôo. O símbolo "4 OLLIN" localizado no centro da pedra, outra coisa não é senão o polo magnético ou qualquer outro instrumento que permitia o vôo da máquina.

FIG. 14 — Pedra Calendário; detalhe da parte inferior. Duas cabeças de serpente se defrontam, simbolizando uma abertura onde são visíveis dois rostos humanos. Observando atentamente, encontram-se os símbolos de costume; os óculos ou postigos, substituídos por olhos animalescos, de pálpebras trilobadas; a charneira, à feição de caracol nos lados da boca; os dentes reproduzindo um sistema de tubagem. Sobre as duas cabeças, um sopro de gás em forma de "V". À esquerda, em baixo, um dos quadrados munidos de jato, dirigido radialmente para a cauda; em cima, uma chama livre que logo será pulverizada pelos injetores superiores. Próximos aos injetores os símbolos circulares do vapor aquoso e as válvulas de descargas.

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Ele é repetido alhures, sempre com o mesmo nome e o mesmo significado. Originariamente estes petrógrafos tinham carater nitidamente científico, e reproduziam, por meio de emborcação e projeção, verdadeiros instrumentos técnicos. As gerações de nativos que sucederam aos autores das esculturas, pouco a pouco esqueceram os exatos significados dos símbolos, substituindo-os por outros produzidos pela fantasia. Assim progressivamente, através de centenas de anos, as pedras esculpidas pelos maias e pelos astecas subiram à categoria de cipós sagrados, aos quais se devia veneração de carater mágico-religioso. Esta foi a causa que deu lugar a interpretações erradas e deduções extravagantes. O divino e o profano, quando entram em conúbio, geram o monstruoso. Eis a impenetrabilidade e a ininteligibilidade à coerência moderna das antigas obras mexicanas.

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CAPÍTULO XXIII ASTRONAVES NAS ESCULTURAS ASTECAS Do petrógrafo reproduzindo a "Pedra Calendário" notamos que a máquina é borrifada em toda a sua superfície por oito jatos de gás a forte pressão: este gás provavelmente hidrogênio ou hélio, é expelido por respiradouros dispostos em cruz e de modo tal que quatro atraem a face superior da astronave e quatro a inferior.

FIG. 15 — Esquema técnico da Pedra Calendário. Clara é a visão dos quatro jatos contrários superiores, intercalados por outros quatro dirigidos na parte inferior; de fato, os frisados são invisíveis. Em baixo a escotilha aberta entre as fauces do réptil; à esquerda, no círculo externo, as chamas diretas em cauda, as chamas livres e os injectores. Na cauda, dois jatos saindo da barquinha, unem-se ao anel radial. O anel radial que une estes respiradouros está totalmente recoberto de gás, que desta vez não é expelido em jatos ortogonais, mas resultam todos projetados para o lado posterior do disco, de forma tal que permitem a propulsão para o vôo horizontal.

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Fig. 16 — Mais um esquema da Pedra Calendário, onde estão reproduzidas as direções dos sopros a "V". No centro, o símbolo do movimento "4 OLLIN" que talvez reproduza um antigo instrumento científico. O movimento ascendente e descendente da astronave é causado por uma camada de gás quente e rarefeito o qual, escorrendo sobre as superfícies lisas das máquinas, cria um movimento convergente, mais ou menos igual ao fenômeno da panela em ebulição, em que os feijões sobem para o centro onde ascende a água quente, descem radialmente com a água resfriada. É o que se manifesta nos ciclones, nas trombas-d'água, nas correntes atmosféricas e marítimas.

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FiG. 17 e 18 — À esquerda uma panela cheia de água em ebulição, deixa convergir no centro e para o alto, os corpos relativamente pesados nela contidos; assim que a coluna de água quente alcança a superfície, se esfria e desce para o interior, arrastando no seu movimento os corpos pesados num movimento contínuo, até que em baixo queima uma chama. É, no fundo, o mesmo fenómeno que se manifesta nas instalações de aquecimento das moradias; num tubo sobe a água quente, e num outro desce a fria. No desenho, à direita, um disco que, seguindo o mesmo princípio, se eleva no espaço. É evidente que quando os quatro jatos superiores se equilibram com os inferiores, a máquina permanece estável no espaço, mas assim que um pouco de energia se acumula, em baixo ou em cima, cria-se um movimento ascensional ou vice-versa. Estas quatro pontas de flecha que nos desenhos nativos indicam os jatos de gás, nós europeus já os conhecemos através da "Rosa dos Ventos", o símbolo dos quatro "Pontos Cardeais" reproduzido nos mapas geográficos. Esse símbolo é genuinamente americano e provém do glifo da Pedra Calendário; de fato o seu aparecimento na Europa é posterior ao século XVI, seguido da descoberta do continente americano por Colombo. Até hoje, sem que o percebêssemos, temos representado a Rosados-ventos por meio de quatro pontas de flecha dispostas em cruz, e outras quatro nos espaços intermédios; tal representação, instintiva e erradamente nós a percebemos como um movimento direcional do centro para o exterior, precisamente porque supomos que as pontas estão a indicar somente os pontos cardeais. Nós a consideramos somente como indicativa,
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porém, com efeito, o símbolo original era muito mais aderente ao fenômeno que representava. Os ventos provêm dos quatro pontos cardeais e dos outros quatro pontos intermédios, exatamente como acontecia nas as-tronaves dos antigos venusianos. Os mexicanos, por sua vez, testemunhas estupefatas de uma civilização para eles incompreensível, a fim de representar estes jatos de gás costumavam desenhar uma espécie de ângulo obtuso saindo de um respiradouro, faziam-nas terminar com um caracol dirigido para fora, assim como acontece quando uma corrente de gás choca-se contra um obstáculo.

Fig. 19 — A Rosa-dos-ventos. Ideograma proveniente dos países da América Central reproduzindo com efeitos a direção dos jatos contrários. O significado desta Rosa-dos-ventos, sempre passou inobservado para nós, porque a repetição traz o costume e consequentemente o esquecimento. Mas o nome do símbolo é bastante indicativo. Os quatro jatos do disco podem muito bem ser nomeados ventos, por um duplo
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motivo; sopram de quatro pontos em cruz, e nas suas forças convergentes criam a resultante do movimento ascensional, que é o olho do furacão. O que maravilha nos mexicanos é a simplicidade com que eles representavam e identificavam, tratando-os da mesma forma, metais e gás, corpos sólidos e volumes abstratos. Por exemplo: uma máquina para o vôo, construída com qualquer substância sólida, não é nada, se privada da energia que lhe permite desenvolver a sua função. Os jatos de gás eram evidentes somente nu momento em que se ligavam os motores, e eis que estes poucos habilitados, mas perspicazes nativos, representavam a máquina na sua função, ignorando, ao fazer isso, os detalhes estéticos por nós modernos tão apreciados, e inventando sinais ideográficos que dispunham à interpretação da essência do objeto; por exemplo: o vôo era sintetizado com o símbolo de uma asa; um jato de gás com a ponta de uma flecha emborcada, e com os dois caracóis produzidos no choque com um corpo sólido; um motor com duplo circuito, por sua vez, era representado por um coração com as suas duas circulações, a arteriosa da ida e a venosa do retorno, ou também por um cactus figurando a dupla função: anidrido carbônico e oxigênio. Um coração era simbolizado por uma cruz, como a indicar as quatro orelhinhas. Eis que desta tormentosa intenção de entender e de narrar os perfeitos aparelhos científicos, os nativos mexicanos criaram o seu fascinante e misterioso linguajar criptográfico e esotérico.

F IG . 20 — Jato de gás em forma de "V". Ideograma com frequência reproduzido nas esculturas mexicanas.

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Os templos mexicanos estão cheios de enormes decorações que representam máquinas monstruosas, onde os óculos estão figurados com enormes olhos animalescos, e o vôo, por sua vez, com um glifo à feição de asa.

FIG. 21 — Teotihuacan. Decorações na fachada do templo. À esquerda a cabeça da serpente muito estilizada e vista de frente, com os dois grandes olhos circulares; as plumas à direita simbolizam o vôo, terminam com as estilizadas nuvens de fumaça, identificadas nos anéis córneos da serpente de guizos.

Fig. 22 — Perspectiva da decoração precedente. É evidente a intenção do escultor que procurou idealizar os vários instrumentos científicos. Estas reproduções empíricas de aparelhagens técnicas assinalam a decadência da ciência na magia.
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CAPÍTULO XXIV A LEI DO CENTRO O glifo da "Lei do Centro", motivo dominante dos dogmas mágicoreligiosos de todo o mundo, reiteradamente encontrado na escultura Nahuatl é correntemente figurado com uma cruz grega, isto é, com dois segmentos perpendiculares entre eles, formando uma cruz de quatro braços iguais. Originariamente tal símbolo apresentava uma particularidade: os quatro segmentos, pouco antes de encontrar-se no centro, partiam-se, deixando por isso um vazio, e levando assim a cinco os compartimentos. Várias foram as interpretações destes símbolos. Eduardo Seler, por exemplo, nele viu o ponto de encontro entre Céu e Terra; Laurette Sejourné deu uma interpretação mais satisfatória, explicando que representava esotericamente os princípios opostos: outros arqueólogos entreviram os quatro compartimentos existentes no nosso coração e, outros ainda, a pirâmide vista do alto e reduzida a duas dimensões. Sem dúvida esses significados todos atribuídos ao sinal da cruz, satisfazem bastante a nossa fantasia, mas sem receio de errar, deduzimos que a "Lei do Centro" simbolizada pela cruz, sintetiza a energia que anima o nosso Universo. Num pequeno módulo, reproduz a força dos ventos convergentes que em sua dinâmica, geraram o furacão com um olho no centro, e que impõe a qualquer corpo inerte um movimento ascensional. Mas aos outros significados esotéricos e exotéricos, devemos acrescentar que a "Lei do Centro" representa a unidade de medida adotada pelos Nahuatl, para calcular os cinco períodos sinódicos do planeta Vênus, correspondente aos oito anos solares da nossa Terra. Disso podemos deduzir que os cálculos astronómicos de então eram feitos não em função da nossa Terra, mas do planeta Vênus; sinal evidente que criaturas desse planeta estiveram entre nós, e continuaram a contagem do tempo, considerando as suas revoluções solares e não as nossas. As revoluções sinódícas de Vênus, isto é, duas órbitas do dito planeta ao redor do Sol, correspondem a 584 dias nossos; e cada um destes ciclos corresponde, por sua vez, a uma passagem de Vénus entre o Sol e nós, isto é, a uma conjunção inferior; muito apropriada para efetuar lançamentos espaciais. Nos hieróglifos maias recorre-se muito ao cálculo das conjunções passadas e futuras do planeta Vênus com a Terra, que eram calculados sempre em ciclos de cinco revoluções venusianas e oito terrestres. De fato: 365 X 8 = 2.920 dias
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584 X 5 = 2.920 dias.

É interessante neste ponto repetir as deduções de Séjourné: "É Quetzalcoatl que inaugura a era do Centro, revelando assim a existência de uma força capaz de liberar o mundo da inércia." De fato é a lei das forças convergentes que causa os furacões e que liberta a matéria da força de inércia, da força centrípeta e cria uma energia capaz de atribuir aos corpos a levitação. Os venusianos, milhares de anos atrás, viveram a nossa era, com um ciclo de antecipação. De fato, nós estávamos então no quarto ciclo e eles no quinto; hoje chegamos ao fim deste quarto ciclo, chamado pelos maias "4 OLLIN" ou "4 MOVIMENTO"; chamado também "5 SOL" e que é considerado como a síntese dos tempos; união do elemento astral com o elemento matéria; ponto de encontro da energia luz-calor e matéria, dinamicamente unidos.

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CAPÍTULO XXV CRIAÇÃO E DISCOS VOADORES Poderia atribuir-se a um fenômeno manifesto da passagem de um estado abstrato a um outro material; isto é, um núcleo de anti-matéria, o tudo, o não-criado, explodiu e, consequentemente, da explosão, milhões, bilhões de fragmentos desta centelha ou essência foram projetados ao espaço, submetidos à dinâmica da força centrífuga. Flutuaram, procurando cair, mas, sendo incorpóreos, a sua velocidade de queda resultou nula, coisa essa que os obrigou a errar num movimento circular ou espiral incessante. Este movimento, ou atrito, causou lentamente a coagulação e em seguida a solidificação destas substâncias etéreas. De fato, sabemos que o leite no batedor se torna nata. O movimento e a vibração impostos a um objeto causam a sua solidificação, reduzem portanto o movimento das moléculas das substâncias que o compõem; mas tal processo está sujeito a reversibilidade, isto é, o calor de novo acelera o movimento destas moléculas e torna a levar a substância, de sólida a líquida e gasosa. O gelo sujeito ao calor torna-se líquido e aeriforme. Assim podemos concluir que o movimento produz a solidificação, isto é, reveste de um corpo o etéreo e que o calor liquefaz ou gasifica; quer dizer, um sólido, um corpo volta ao seu etéreo; em resumo, o calor seria o antídoto do movimento, e o frio o antídoto do calor, porque reduz o movimento das moléculas. Hoje nós chegamos ao rompimento de um fenômeno manifesto e iniciamos um processo evolutivo do espírito na dimensão da matéria. O turbilhão causado pela explosão inicial da antimatéria gerou um movimento centrífugo no universo, isto é, do interior para o exterior, esse processo, porém, resulta reversível, porquanto a matéria, gerada do espírito, sujeita à lei do centro ou força centrípeta, tende a coagular-se, a construir, a animar-se, precisamente porque subordinada às leis do espírito, que através dela procura aperfeiçoar-se. Nós homens, erradamente, para mover uns objetos, veículos materiais, aplicamos forças dissociadas, centrífugas, aplicamos um princípio que mais se adapta ao plano astral que ao físico. Os extraterrestres, até o século XV usaram os nossos mesmos métodos, mas hoje aplicam, para o movimento dos seus veículos e astronaves, as leis válidas na dimensão do espírito, pelo fato de serem muito mais evoluídos e superaram de há muito a herança da matéria. Eles aplicam a lei do centro, isto é, a dinâmica da força centrípeta, que os põe em condições de servir-se da matéria e não serem servos dela, como sucede a nós terrestres. Como prova disso, vale a dinâmica das suas astronaves, que é
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em suma a mesma que regula o universo, que o move e anima. Esta é a lei: a energia dos contrários; sopros de correntes opostas no sentido e na temperatura, convergentes para um centro. A lei do centro: a mesma que gera os violentos furacões que destroem cidades inteiras. Sabemos também que os sons, em velocíssimas vibrações, tornamse ultra-sons; isto nos induz a crer que, velocidade, calor e som, podem operar em harmonia e que o resultado é o perfeito equilíbrio entre estas forças que conseguem manter um estado de vida privado de mutações e, sobretudo, de destruição; obtendo assim a conservação do estado inicial da substância. Um exemplo poderia ser o disco voador que, simultaneamente, usa as três forças: calor, velocidade e som, e consegue passar de uma dimensão a outra sem desintegrar-se e sem transmitir sons; sem dúvida alcança as fronteira do imponderável, sem por ela ser envolvido. Os extraterrestres descobriram a chave que permite passar incontinenti do estado material ao estado etéreo e vice-versa, isto é, adotam em miniatura, o módulo da criação. Os extraterrestres conheciam com perfeição os fenômenos atmosféricos classificados sob o nome de tornado ou furacão. A tal ponto tinham aprofundado o seu conhecimento da matéria que conseguiram reproduzi-la artificialmente; de fato, para o movimento das suas primeiras máquinas voadoras, usadas, ao que parece, até o século XV da nossa era, aplicavam os mesmos princípios que causam estes fenômenos materiais. Faziam embater, como acontece nos furacões, correntes de ar, opostas no sentido e na temperatura. Os jatos, em número de oito, quatro dirigidos à parte superior do disco, e outros quatro à inferior, eram alternados. Dois de ar quente e dois de ar frio e eram dirigidos do círculo perimetral da astronave para o centro, criando assim um vórtice artificial que, à semelhança dos tornados, capazes de levantar pesos notáveis, conseguia imprimir à astronave um movimento ascensional. Notamos nas esculturas da Pedra Calendário que a máquina apresenta na sua superfície pequenos discos sobre elevados, que induzem a criar o vácuo atmosférico; esse vácuo era compensado pelas correntes de ar forçadas e provenientes dos jatos radiais do disco, criando assim um enorme vórtice de aspiração. A máquina, de tal modo, ficava borrifada em toda a sua superfície, por uma camada de gás que provinha dos reservatórios, provavelmente o gás era hélio ou hidrogênio. Mais tarde, quando perceberam que as substâncias líquidas, sólidas e gasosas, tinham os seus correspondentes no plano astral, deixaram de usálas e substituindo-as com estes correspondentes ao estado de puras essências.
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Fig. 23 — Desenho mexicano reproduzindo uma astronave vista do alto; está coberta inteiramente por uma camada de gases contrários (provavelmente são cargas contrárias). Em volta do disco de caracóis, ideograma do movimento e do vapor. Na cauda, os pólos magnéticos e o jato de propulsão estilizado.

Uma maneira aceitável por meio da qual estas astronaves podem hoje viajar, podia ser o de criar, por meio de vapores de mercúrio, um vácuo impelido em volta do veículo, e de maneira especial com um volume maior de vácuo, acentuado no sentido da navegação, de modo tal a criar um turbilhão capaz de sugar o veículo. É, portanto, este sistema de movimento, uma resultante de forças equilibradas sobre toda a superfície do disco, com uma excentricidade na parte do movimento. Seria desta maneira anulada também a força de atração terrestre, e qualquer outra que obrigasse o veículo em órbitas de atração planetária. A astronave assim encapsulada tornar-se-ia um recipiente vazio que
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lhe permitiria deslocar-se facilmente em qualquer direção. Os discos voadores são máquinas, embora pareça que pulsem como seres viventes; é maravilhoso vê-los desfilar no espaço reduzindo e aumentado a luz verde que emitem, num movimento oscilante de sístole e diástole, como de um coração vibrante de vida. Enquanto descem no cosmo parece que respiram e, nessa fisiológica função, encontram a energia necessária à sua dinâmica.

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CAPÍTULO XXVI TURBILHÕES, A REALIDADE MÁGICA A força de atração que age do centro dos corpos é chamada força centrípeta, a força de projeção que se gera no contorno ou sobre a superfície dos corpos é conhecida como força centrífuga. Em virtude dessas duas forças, tudo é criado e tudo vive; é um contínuo movimento de envolvimento e de desenvolvimento, cm formas espirais de movimentos contrários que nunca se encontram. Mas ele é a vida, o movimento incessante; é o mesmo movimento do Sol, que atrai e repele simultaneamente os planetas do seu sistema, que por sua vez o transmitem aos próprios satélites. Conhecer estes dois movimentos, de maneira tal a poder usar as suas correntes e saber dirigi-las, significa ter completado a grande obra, quer dizer, ser dono do mundo. "Armados de tal força, sereis adorados, sereis acreditados pelas divindades", diz-nos Elifas Levi; e de fato os extraterrestres conhecem esse segredo, e foram adorados como divindades pelos homens da Terra. Os extraterrestres, até o ano de 1500, usaram aeronaves cuja força de movimento era produzida por turbilhões de ar muito possantes. A escultura mexicana chamada "Pedra Calendário" ilustra o funcionamento destas máquinas, que no fundo adotam o mesmo princípio da natureza quando gera os tornados e as trombas-d'água; embate de várias correntes, de temperatura e de sentido opostos. De fato nós sabemos que: Os turbilhões, ou canais de atração, podem ser produzidos mediante um fenômeno físico, como pode ser o choque de duas correntes contrárias e de temperaturas opostas; mas também mediante o embate de duas correntes elétricas, opostas e de sinal contrário.

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FIGS. 24 e 25 — Dois símbolos dos jatos contrários. À direita um glifo; à esquerda um aparelho científico onde dois jatos contrários geram um turbilhão. Ao redor do turbilhão um círculo de fogo produzido por estranhos aparelhos em forma de "U"; atrás, os símbolos circulares do vapor.

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Os extraterrestres, para mover as suas astronaves, começaram usando a energia produzida pelo primeiro método, isto é, jatos de ar; porém, depois, constatando que com tal método se produzia também eletricidade, devido à fricção seja das correntes entre si, seja das correntes sobre a superfície da astronave, e que no fundo era a verdadeira causa do movimento; eles abandonaram o custoso e burocrático sistema das correntes de ar e dos furacões artificiais, para empregar o método dos campos magnéticos de potência contrária, equivalentes à realização metafísica do movimento. Enquanto se opera com propulsores sólidos, líquidos e gasosos, permanecemos ancorados na dimensão da matéria; contudo, quando adotamos as altas voltagens dos fluidos elétricos, entramos numa quarta dimensão que se aproxima de outra ainda mais complexa da luz; estamos num nível astral.

FIGS. 26 e 27 — À esquerda duas correntes contrárias e entrelaçadas das quais parte o movimento. A serpentina com os símbolos em forma de U, simboliza o fogo; a outra com os caracóis, a água; ambos geraram o vapor idealizado nos aros e na propulsão da cauda. O desenho à direita tem o mesmo significado do outro, apenas que aqui a estilização é mais acentuada; com frequência estas decorações aparecem na serpente emplumada.

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Os extraterrestres viajam, agora, em astronaves carregadas de impulsos eletromagnéticos, mas de um só sinal; é o mesmo caso dos pássaros que pousam sobre os fios de alta tensão sem que sejam fulminados, somente porque se apoiam sobre o fio que transmite eletricidade de uma única carga e porquê estão suspensos no espaço.

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CAPÍTULO XXVII ASTRONAVES — ENERGIA O homem de há muito inventou a máquina a vapor, mas na sua disposição de complicar as coisas simples, tornou-a complexa, elaborando-a num funcionamento burocrático que reflete a sua própria capacidade. A eletricidade, essa força até hoje desconhecida, revelou-se consistir em duas essências, exatamente como o homem: uma de caráter físico e outra etérea. Podemos produzi-la, mecanicamente, por meio de condutos, açudes monstruosos ou dínamos mastodônticos; mas pode também ser obtida com a sutil fricção de duas correntes de ar, contrárias em intensidade, temperatura e direção, como nos vendavais. Esta última corrente é muito mais potente que a outra. Nos mecanismos produzidos pelo homem há um enorme dispêndio de energia, causado pela muito complexa máquina, apta para produzir, de fato; cilindros, pistões, bielas, êmbolos e ferralhas criam atritos e absorvem uma boa parte das forças, que poderiam ser melhor utilizadas. A superfície da astronave se deveria portanto comportar na mesma medida de um terreno incendiado que, criando vácuos de ar, causa a junção para si mesmo das correntes de ar por aspiração, provocando assim os furacões; constatamos, de fato, nos petrógrafos mexicanos quatro jatos opostos, representados com pontas de flechas ou ventos, que apresentam no interior muitos caracóis que são produzidos por turbilhões, causados pelo choque do jato contra a cúpula da astronave.

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FIG. 28 — À direita, um desenho onde duas correntes contrárias fundindo-se geram vapor, eletricidade, energia. À esquerda, o jogo da espiral de papel suspensa numa agulha e apoiada no termossifão; por meio do ar quente em ascensão, se põe a girar.

A astronave em brasa aspira as correntes de ar; simultaneamente quatro jatos superiores e quatro inferiores, dois a dois, opostos no sentido e na temperatura, deveriam criar o turbilhão muito semelhante a um "tornado". A aspiração das correntes, em contraste, poderia ser aumentada com a adoção de válvulas aspirantes que parecem estar representadas nas antigas esculturas mexicanas. Um jato na cauda cria propulsão para o sentido direcional. Nós sabemos que as nuvens se formam por segregação ou resfriamento do vapor aquoso, causado ou pela elevação ciclônica de massas de ar, ou pelo embate de massas de ar úmidas contra as montanhas (paredes do disco), ou no contato de massa de ar de temperatura e umidade diversas. No nosso caso temos todas as três particularidades, isto é, uma astronave em ascensão gera um ciclone devido à junção de jatos de vapor contrário, o choque violento desses vapores contra as paredes da astronave, e o encontro de massas de ar de temperatura e umidade diferentes.

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FIG. 29 — Ainda a Pedra Calendário, sintetizada na sua verdadeira função, e libertada do deletério simbolismo mágico-religioso. Evidente é a direção dos vários jatos. Se duas massas de ar de temperatura ou grau de umidade diversas se encontram, elas não se misturam, mas permanecem separadas entre si. Quando uma massa de ar quente encontra uma outra fria, a quente, sendo mais leve, se eleva deslisando sobre a fria, e ao longo da superfície de contato a umidade de ar quente se condensa (pelo resfriamento) formando nuvens, precipitações atmosféricas e descargas elétricas. Estas astronaves eram movidas por uma poderosa força semelhante a que se desprende de um furacão ou de uma tromba-d'água; de fato, analisando estes fenômenos atmosféricos à luz das poucas noções que possuímos, podemos constatar que: Os furacões são ventos de uma velocidade espantosa que conseguem, às vezes, percorrer, num segundo, enormes distâncias. Eles alcançam um alto grau de violência sobretudo quando o vapor de água contido numa parte da atmosfera estiver intensamente condensado, porque o ar se precipita rapidamente no vácuo que resultou. É este o motivo pelo qual um furacão é sempre seguido de uma forte queda do barômetro, que o anuncia antecipadamente.
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Os tornados ou furacões de uma violência terrível, movem-se em redemoinho vertiginoso e causando levantamento de objetos pesadíssimos e destruições de uma potência realmente inacreditável. As trombas, por sua vez, são ventos giratórios de natureza particular, que nascem quando ventos e furacões se encontram em direções opostas. Os furacões são turbilhões em forma de espiral que se elevam verticalmente no ar, e progridem com tamanha força que conseguem carregar tudo o que encontram em sua passagem. Arrancam árvores, levantam e destroem casas, máquinas e pessoas. No mar eles formam o que nós chamamos trombas-d'água, que apresentam, às vezes, o aspecto de imensas colunas líquidas que se separam do mar até alcançar as nuvens. O seu efeito é enormemente destruidor. As trombas se desenvolvem onde os contrastes térmicos, entre zonas adjacentes, são sensivelmente marcantes. Os extraterrestres conseguiam fazer mover e voar as suas astronaves, criando furacões ou trombas de ar artificiais. Cada astronave transportava os instrumentos necessários para gerar turbilhões de ar de potência tal que pudessem levantar o peso necessário, e com margem de potência muito superior ao indispensável; a matéria ocorrente era sobretudo a água e os compostos gasosos do ar. O mercúrio, por sua vez, além de desenvolver as funções de indicador de pressão, tinha funções determinantes na criação dos turbilhões e das correntes convergentes. Os "tornados" redemoinham sobre o solo muito quente e desenvolvem-se com facilidade em regiões planas (por exemplo, a superfície do disco). O tornado é acompanhado e seguido de relâmpagos, trovões e chuvas, portanto produz energia. Nas trombas marítimas, quando a coluna de ar chega à superfície, a água, agitada e espumejante, eleva-se devido ao salto de pressão entre o interior e o exterior da coluna.

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Lâmina 33 — Mulher parturiente. Uma faixa carnosa sai das orelhas para chegar até sob o queixo. (Era talvez o invólucro carnoso que soldava os dois rostos do ser andrógino?) Sobre os seus ombros são evidentes as protuberâncias. O crânio é estranhamente alongado; poder-se-ia deduzir ter sido uma descendente do eonúbio das duas raças: terrestre e venusiana, Ano 500 depois de Cristo.

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Lâmina 34 — Jovem ocidental. Ano 600 depois de Cristo. Provável criatura de origem terrestre. O seu crânio se apresenta esmagado e as orelhas têm ainda umas protuberâncias carnosas. São provavelmente os descendentes da raça da Atlântida. Evidente nesta estatueta é a evolução alcançada em relação às reproduções precedentes, como a mulher parturiente.

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Lâmina 35 — Escultura ofertória representando o deus do Sol; Civilização Maia; século VII depois de Cristo. O rosto da divindade parece estar recoberto por uma máscara munida de grandes óculos; os dentes incisivos muito desenvolvidos e a falta dos caninos, levam a pensar ter sido essa uma criatura vegetariana. Na cabeça está simbolizada a criação da Terra, com os animais aquáticos e os voláteis; em cima, o homem.

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Lâmina 36-a — No desenho, à esquerda, pode-se reconhecer uma cena do jogo "del Volador''. Os quatro homens abaixados na extremidade do mastro estão para precipitar-se no espaço: os ornamentos que vestem lembram o homem-águia. O homem, na escada, representa o astronauta que permaneceu estacionado na astronave; sobre a cabeça, o ideograma do disco voador munido de jatos de propulsão em cauda. Em baixo, Quetzalcoatl é ajudado por um nativo no ato de livrar-se dos embaraçosos aparelhos para o vôo; na sua cabeça os símbolos: a serpente e a cruz. À esquerda um grupo de espectadores.
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Lâmina 36-b — No desenho à direita, uma vítima se dirige à longa viagem. Sob os seus pés está figurado um disco voador em cima de uma pirâmide. O grosseiro saco que o homem leva nos ombros, e o lenço esvoaçante sobre a cabeça, lembram as máquinas para a propulsão. Na mente da vítima está a idéia do movimento; de fato, como num moderno desenho em quadrinhos está representado o símbolo "4 Ollin''.

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Lâmina 37 — Em Chichen Itza existiam sete esferistérios usados para o jogo da bola. A dimensão destes campos era geralmente de 165x68 metros; perimetralmente erguia-se um muro alto e, no meio do campo, à altura de 10 metros, havia um anel plantado verticalmente, através do qual os jogadores deviam fazer passar a bola. Era proibido tocar na bola com os pés e com as mãos; era permitido tocá-la somente com os cotovelos, com as ancas ou com um instrumento recurvo, hoje substituído pela pelota. Como se pode observar o jogo era muito difícil. Era executado por homens-pássaros que, munidos de propulsor, podiam executar acrobacias no ar. A rodinha que eles tinham sob o pé direito, permitia escorregar também nos muros verticais. Esse jogo era um verdadeiro exercício para o vôo.

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Lâmina 38 — O deus Xipe, veste uma pele tirada de uma vítima, talvez uma tentativa de imitação dos aderentes macacões espaciais usados pelos astronautas, e que os nativos imaginavam ser confeccionados com pele humana.

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Lâmina 39 — A dança "del Volador'', que ainda se executa nas regiões do Golfo do México, na Sierra Puebla e no Hidalgo. Na origem, mais que um jogo, era uma cerimônia. Os quatro "Voladores"', ligados por um pé a uma longa corda, atiravam-se do alto do mastro, até alcançar a terra, num número de 13 giros exatos; (4x13 = 52) um ciclo de periélio de 52 anos; isto é, nas órbitas da Terra e de Vênus há um encontro de distância mínima. Enquanto os Voladores traziam à terra um fantoche, semelhante a um astronauta, a multidão, postada nos telhados das casas gritava: "vinde, nós vos esperamos, nós vos esperamos!
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Lâmina 40 — Reprodução de um baixo relevo proveniente de Vera Cruz. Eliminadas todas as decorações que rodeavam esta figura de homem que está picando a língua num rito de penitência, resulta uma estranha criatura, que usa na cabeça o elmo munido de jato de propulsão, que, por meio de um tubo flexível, é alimentado pelo reservatório propulsor apoiado nas costas. No peito, bem visível uma estrela; no flanco direito parece achar-se um fuzil do qual se vê a coronha.
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Lâmina 41 — Ainda uma escultura de Quiriguá, desta vez, semelhante à feição de tartaruga, desenvolvida no sentido vertical e semelhante portanto a um foguete. Esvoaçar das penas, tão a gosto dos Maias, evoca o jato vertiginoso dos motores. Da disposição de tais turbilhões, parece que toda a astronave estivesse recoberta de uma camada de gás. Na parte inferior, um jato de maior violência, indispensável para imprimir o impulso vertical. Um homem assoma duma janelinha localizada a meia altura; em baixo dele, projetado na superfície e como se fosse seccionado, um motor a propulsão, onde dois jatos cruzados, símbolo das correntes contrárias, levando o primeiro cinco pequenos círculos, o segundo três mais outro três, criam o jato que desemboca através de dois funis compenetrados.

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PAR

Lâmina 42 — Escultura monolítica em pedra encontrada em Quiriguá; no centro está esculpida a figura de um homem que parece empunhar os comandos; sobre a sua cabeça as faustosas decorações do deus Sol; estranhas volutas rodeiam o bloco artístico, tanto que o fazem semelhante a uma astronave.

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Lâmina 43 — Vista prospéctica dos Atlantes, em pedra, no Templo de Tula, dedicado a Vênus, o astro da manhã; cerca de 4,60m de altura. Os dois, no primeiro plano, com efígies humanas, revelam uma escultura de forma cilíndrica, enquanto os outros foram construídos em forma de paralelepípedos. Evidente é a origem dos obeliscos, que não se originam de um significado fálico mas do conúbio entre o míssil de forma oblonga e o homem divino que dele saía. No peito dos gigantes a habitual franja em forma de borboleta que servia para contrabalançar e ancorar o propulsor, apoiado nas costas, enlaçado sobre o ventre com fitas que aqui são evidentes. A mão esquerda sustenta uma estranha bolsa; na cabeça o propulsor está idealizado num jato de descarga em sentido vertical.
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Lâmina 44 — Escultura monolítica encontrada em Copan, chamada "Altar". O termo "altar" provém de Alta Ara; Ara é um papagaio da América do Sul. Parece-se muito a um estranho aparelho para o vôo; a proa revela uma boca de dragão aberta, de onde sai um homem. Ao longo do flanco da escultura, estranhas espirais evocando complicadas tubagens, são alternadas por plumas esvoaçantes, símbolo do rosto. Na popa grandes caracóis simbolizam a propulsão que afinal é representada por um ser com máscara de morte, como os indígenas costumavam simbolizar. Provavelmente esta é uma das mais antigas e fiéis reproduções do perfil de um dos objetos voadores empregados pelo extraterrestres.

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Lâmina 45 — Candelabro em bronze proveniente de Cortona, Itália. Muito semelhante à Pedra Calendário mexicana; a ideia do movimento rotatório aqui é sugerida pela decoração circular interna, de motivos ondulantes no sentido horário. No centro, o rosto das Gorgonas (estranho também esse nome que provém de "gorgo", turbilhão). A cabeça de dentes aguçados é idêntica aos monstros que amiúde encontramos no centro dos discos mexicanos. Também os etruscos provavelmente viram esses estranhos engenhos voadores; a Gorgona, de fato, é representada mitologicamente, provida de asas.

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L Lâmina 46 — Provém de um manuscrito dos índios Cuna que vivem no golfo de Darien, esse fascinante desenho que, segundo os arqueólogos, figura os palácios celestes ; mais convincente seria, talvez, a identificação de um astroporto. À esquerda a casinha suspensa lembra muito uma torre de controle; ao centro um enorme edifício que serve de rampa, engloba um volumoso foguete do qual só se vê a ponta cônica; à direita uma alta torre de ventos; entre a torre e o foguete duas aniagens muito semelhantes às que nós usamos para os fios de alta tensão.

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Lâmina 47 — Teocalis da "Guerra Sagrada”. Representa uma pirâmide Maia com a escada central; no adro pousa um baixo relevo que representa a "Pedra Calendário", que aqui, por conveniência de perspectiva, foi colocada em sentido vertical, embora mantendo a vista do alto; os dois guerreiros, ao lado do disco, representam Quetzalcoatl, chamado também "Serpente emplumada" (provavelmente o foguete) e Tezcatlipoca, apelidado também "Disco deitado” e "Espelho fumante''; muito estranhos na verdade esses epítetos dos dois guerreiros que representam, o primeiro, Vênus, estrela da manhã e, o segundo, Vênus, estrela da noite.
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Lâmina 48 — Faca dos sacrifícios, asteca, de pederneira embutida com turquesas e lâminas de ouro, representando o cavaleiro-águia. A posição do homem munido de asas simbólicas, com o rosto saliente a bico de águia, muito parecido a um capacete espacial, revela a idéia do artista que o executou, de querer imitar o vôo a propulsão; com a diferença que aqui, por necessidades técnicas, o propulsor está colocado em sentido errado; o jato está reproduzido na lâmina da faca.

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CAPÍTULO XXVIII A ÁGUA NA CIÊNCIA E NA CABALA Em qualquer parte da nossa Terra, os mitos, as religiões, e as tradições nos descrevem que, na origem de toda expressão de vida, esta sempre a água. Na Índia, Deus, com um ato de vontade produziu, no princípio, "as águas e por meio do fogo as pôs em movimento"; a seguir criou um homem reluzente como o Sol, flutuando sobre a água, e daquele Sol surgiu Brahma, pai de todos os seres providos de entendimento. Na Grécia, narra Hesíodo, a Terra se casa com Urano e desta união nasce o oceano dos abismos infinitos; depois vêem à luz Saturno, Júpiter e os demais deuses. No México, os homens são considerados filhos de Chalchithuityema, a deusa da água; os peruanos se consideram filhos de Mama Cocha, a deusa do mar. As lendas americanas falam de um silencioso mar que insinua as suas ondas nas trevas; estas águas são tocadas pelos furacões, os potentes ventos, e deste duplo fenômeno nasce a terra sólida. Numa profunda análise científica, o físico inglês Cavendish foi o primeiro que conseguiu obter água queimando hidrogênio no ar, isto é, combinando-o com oxigênio; mas foi o célebre guilhotinado da Revolução Francesa, Lavoisier, que em 1783 descobriu a composição química da água, isto é, combinação do hidrogênio com oxigênio. Sucessivamente, o prêmio Nobel, Pauling, revelou que as cargas positivas e negativas da água não se neutralizam, e que cada uma das moléculas deste líquido é bipolar, quer dizer tem dois poios e por isso podem agrupar-se. Mais tarde, o cientista Bernal, membro da Royal Academy de Londres, reinicia as pesquisas e nas suas recentes descobertas, conseguidas mercê dos seus profundos estudos sobre a água, revela-nos que as moléculas deste líquido, base da vida, reúnem-se em grupos de cinco, constituindo, nesse novo aspecto, um sólido geométrico de forma pentaédrica, lembrando porém que as moléculas da água tem a faculdade de agrupar-se, precisamente porque são bipolares; e que conservam na sua essência uma importante energia. Essa energia, se inteligentemente usada, pode tornar-se uma força. De fato ela é, por uma boa percentagem, a componente do nosso sangue; no nosso corpo há uma notável percentagem de água; os animais, as plantas, as terras, são compostos quase exclusivamente de água. Já dissemos que as moléculas da água podem agrupar-se e tomar a forma de um sólido geométrico de cinco faces, isto é, do pentaedro; esta é uma particularidade volumétrica que permite a fluidez da água; Bernal
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estudou essa excepcional estrutura molecular e descobriu que esses grupos eram a aglomeração de cinco moléculas de água que tomaram a forma piramidal. Fica assim explicado o valor cabalístico do número 5, tão venerado na antiguidade. O 5 indica a estrutura da molécula da vida; de fato, o nosso organismo é composto de 60% de água, que também possui a molécula bipolar, isto é, 5 + 2 = 7. Eis a correspondência do contínuo repetir-se do número 5 no nosso mundo: 5 dedos, 5 pontas na estrela de mar, 5 brânquias dos peixes. A água oxigenada encontra-se em estado natural na neve a na água de chuva, portanto retém oxigênio = H2O2. (H2O2 = H2 O + O. ) A água de chuva é portanto oxidante e desinfetante. Nós sabemos que as nuvens e o orvalho formam-se quando o ar, saturado de vapores áqueos, se condensa por causa dos ventos. Este ar úmido se transforma depois em orvalho, quando a precipitação se dá nas proximidades da terra e em nuvens quando acontece no espaço. Um fenômeno muito semelhante à formação dos vapores se dá no inverno, quando na espiração o ar quente e úmido dos nossos pulmões, saindo da boca, entra em contato com a água fria. Nos fenômenos físicos da atmosfera, que se manifestam com as nuvens, o orvalho, a chuva, os furacões, os relâmpagos, os raios, etc. gera-se eletricidade; sabemos de fato que isso acontece quando os corpos mudam o seu estado, por exemplo na evaporação, nas combinações e nas decomposições químicas. Alguns corpos denunciam propriedades elétricas quando se esquentam demais, e vice-versa se esfriam. Várias podem ser as causas que geram eletricidade; por exemplo, o encontro de duas correntes de ar que produzem um ciclone e a combinação do hidrogênio e do oxigênio que produz água; uma prova deste último fenômeno apresenta-se no processo inverso de decomposição, onde, para obter novamente hidrogênio e oxigênio é indispensável a eletricidade. O disco voador pode figurar entre os exemplos acima cintados, precisamente porque tem jatos de ar opostos no ponto e no sentido que criam o turbilhão com o olho central, e geram consequentemente um campo eletromagnético. Os homens e alguns animais desenvolvem também eletricidade; sua atividade nervosa e muscular, de fato, está sempre seguida de irritações elétricas. Nos fenômenos comuns, a eletricidade se produz por fricção e por contato, mas a particularidade dos fenômenos revela na sua origem, como componente, uma fricção mesmo se inadvertida. Se o fenômeno se produz mecanicamente na matéria densa, ou no mundo tridimensional, o resultado é mínimo; mas quando se produz no reino dos gases, ou então no abstrato, ele assume uma
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potência extraordinária. Os mais interessantes fenômenos atmosféricos com produção de eletricidade manifestam-se durante as tempestades, quando de intensas nuvens negras saem ziguezagueando relâmpagos luminosos, produzidos pelo choque de descargas elétricas entre uma nuvem e a terra, quando um ensurdecedor fragor inicial perder-se, murmurando ao longe, produzindo uma sequência de enormes centelhas, semelhantes às produzidas pelo eletróforo no laboratório, mas levadas a uma proporção bem superior. Não possuímos ainda conhecimentos exatos porque a eletricidade, em estado natural, se acumula nas nuvens. Benjamin Franklin, em 1752, demonstrou a presença de tais descargas na atmosfera fazendo empinar durante um temporal, um papagaio de papel ao qual havia sido pendurada uma chave de ferro. O cordel que servia para equilibrar o papagaio-voador, conduziu leves descargas elétricas que, como melhor confirmação da manifestação do fenômeno, entrelaçou à cordinha um finíssimo fio metálico. Já foi demonstrado, porém, que na atmosfera se encontram descargas elétricas espalhadas por todas as partes, também na ausência de tempestades, e essas descargas produzem influências e perturbações que nós ainda não conhecemos. Quando uma nuvem carregada de eletricidade positiva se aproxima da terra, ela age sobre a eletricidade por influência desta última. De fato, a eletricidade negativa da terra desliza nas nuvens até que estas duas descargas cheguem a neutralizar-se, de forma tal que a maior parte das nuvens do temporal passam por cima da terra, sem manifestações sensíveis. Ao passo que quando a nuvem elétrica está suficientemente perto da terra e se encontra na superfície desta, os objetos mais salientes, como torres, árvores, cumes de colinas, funcionam como antenas e favorecem o deslizamento da eletricidade. As duas correntes então se encontram, provocando uma violenta centelha que nós chamamos "queda do raio". O raio de fato se manifesta quando o campo elétrico entre duas nuvens, ou então entre uma nuvem e a terra, alcança uma intensidade suficiente à ionização por choque, provocando assim a separação com a tremenda centelha; a diferença de potencial anuía-se assim através dela. Quando uma nuvem, que nós supomos carregada de eletricidade positiva, se aproxima muito da superfície da terra, ela atrai uma quantidade correspondente de atividade negativa desta última; porém quando um relâmpago chega e descarrega a nuvem da sua eletricidade positiva que havia sido atraída à superfície, a negativa volta imediatamente na reserva comum, isto é, no interior da terra, causando assim uma sacudida denominada "golpe de retorno". Ela é menos violenta que o raio, não se incendeia, e quando por ela um homem é atingido, não se
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revela nele sinal exterior de violência. O pára-raio diminui o perigo do temporal, levando constantemente, à nuvem elétrica, a eletricidade de sinal contrário proveniente da terra. De tal maneira, ele se encontra em condição de anular totalmente a eletricidade das nuvens ou diminuí-la bastante. Mas se uma centelha se desprende duma nuvem, ela cairá de preferência sobre a haste do pára-raio de ferro, e seguido esse bom condutor, sem tocar o edifício, irá descarregar-se no interior da terra.

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CAPÍTULO XXIX AS CRANIOTECAS MEXICANAS O culto das caveiras, provavelmente, se origina do desejo dos antigos mexicanos de imitar o capacete espacial usado pelos astronautas venusianos, que uma vez tirado, por comodidade, se segurava debaixo do braço direito. Muitas estatuetas mexicanas mostram figurinhas de nativos com caveiras cuidadosamente elaboradas, seguros sob a axila direita. Com frequência encontram-se no México verdadeiros repositórios de caveiras decoradas, dispostas em ordem de filas duplas; a visão original que gerou essas horrendas coleções foi, provavelmente, inspirada aos nativos pela visão dos capacetes dos astronautas apoiados em prateleiras adequadas. As caveiras eram a obsessão desses homens primitivos; ter visto os capacetes esféricos nas cabeças dos extraterrestres e depois têlos observado enfileirados nas prateleiras de bordo, induziu-os a imitar essas estranhas coberturas, imaginando que graças a elas é que os extraterrestres tinham o poder de voar e desenvolver práticas que fugiam da norma que, aos seus olhos desprovidos, parecia ser somente efeito de magia. Vê-los assim arrumados nos seus repositórios, esses capacetes sugeriam a idéia de uma coleção de crânios: trofeus arrancados dos corpos de inimigos desconhecidos. Quantas vezes os nativos, com muita comicidade, terão tentado meter as suas cabeças nos invólucros ósseos das suas vítimas! Quantas vezes, depois de ter esfolado os prisioneiros, tentaram enfiarse nas suas peles, fazendo-as aderir aos seus corpos por meio de um macabro enlaçamento situado nas costas! Muitas estatuetas mexicanas apresentam esses horríveis costumes, sem dúvida derivados do tormentoso desejo de enfiar-se num macacão espacial que os extraterrestres usavam. Parece assim esclarecido o mistério das macabras craniotecas encontradas nas proximidades de altares. Lógica pareceria também a requintada decoração em mosaico que amiúde infligiam ao crânio com o objetivo de fazê-lo assumir um aspecto de máscara ou de capacete espacial. Interessante é também observar os caracteres somáticos dos extraterrestres: eles de fato tinham os olhos convergentes, como se pode constatar pelas decoraçes mexicanas; os maias, a fim de imitá-los, costumavam pendurar, numa madeixa de cabelos na fronte, uma bolinha suspensa por um fio; o reiterado exercício de fixar os olhos na bolinha teria
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levado as pupilas a uma focalização aproximada, com consequente convergência crônica, chamada também: estrabismo de Vênus. O septo nasal era relevante e a particularidade era uma proeminência na sua raiz; sem dúvida o vôo humano tinha desenvolvido esses órgãos expostos, por exemplo o septo nasal, que havia adquirido o exato perfil de um bico de águia. As orelhas eram estreitas e compridas, o terminavam nos lóbulos em furos relevantes, coisa esta que também induziu os nativos a furar as orelhas, introduzindo depois, nas aberturas, respeitáveis círculos de madeira, costume esse que permanece ainda entre muitas tribos africanas. Na Europa, as mulheres, e, nas tribos ciganas também os homens, cdstumam, em pleno século XX furar as orelhas para introduzirlhes pingentes decorativos. Outra particularidade chama a nossa atenção: as plumas, que por questão de dignidade, os romanos traziam nos elmos, e também hoje os altos oficiais usam sobre as suas faluas, para lembrar os jatos de propulsão sobre a cabeça dos antigos venusianos. Numa fotografia, de uma criatura talvez extraterrestre, notamos que sobre as costas vêem-se pequenas e misteriosas excrescências; será que os galões dos militares derivam também desse fenômeno material? Devido a oblonga conformação dos seus crânios, os extraterrestres costumavam arrumar os cabelos de forma que essa irregularidade ficasse em parte oculta; de fato, podem-se notar nas suas cabeleiras, madeixas de cabelos adornados com fitas e de estranhos pentes decorativos. Evidentemente, também aos seus olhos, este crânio exageradamente alongado, aparecia como uma deformidade tão pronunciada que chegava a causar-lhes um verdadeiro complexo. Essa deformação tornou-se, ao invés, objeto de atenção entre os povos terrestres, levando a induzir os nativos da época a submeter os seus filhos a uma cuidadosa atadura da cabeça, para que, no desenvolvimento do organismo, o crânio, contra toda lei natural, dirigisse o seu crescimento apenas em direção da nuca, num sentido ascensional; de forma que, quando adultos, eles chegassem a ter um crânio oblongo semelhante ao dos extraterrestres.

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F IG. 30 — Perfil de um homem-águia com o nariz em formato de bico de pássaro; a cabeça é oblonga; essa deformação era remediada por meio de um cuidadoso penteado ornado de botões de rosa. É evidentemente um representante de uma das várias raças venusianas. Esse costume acha-se em voga entre alguns povos africanos. Na Austrália e na América Central foram encontradas múmias com crânios exageradamente com feição de pêra e enquanto muitos destes achados podem ser atribuídos a terrestres que sofreram a forçada deformação, muitos outros, como por exemplo alguns conservadores no museu Pigorini de Roma, nos deixam perplexos, porquanto essas cabeças alongadas não apresentam vestígios de terapias nem de encetadura, e induzem a pensar que essas múmias pertenciam a criaturas extraterrestres.
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Em certas esculturas egípcias pode-se notar com maravilha o singular elmo que muitos faraós trazem na cabeça, parece mesmo adequado a um crânio muito longo. Como prova disso, podemos confirmar que os reis antigamente eram reconhecidos como descendentes diretos das divindades aparecidas na Terra. Heródoto, no segundo livro dedicado a Euterpe, numa descrição do Egito, diz que o primeiro rei-homem foi Menes, depois da dinastia dos reis divinos. Também entre os gregos e os etruscos foram adotados esses irregulares capacetes; a mesma Minerva é figurada munida de um elmo de forma alongada. Ainda hoje os bispos de muitas religiões, nas suas cerimônias, usam estes elmos ou mitras estranhamente em forma de pêra.

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CAPÍTULO XXX O JOGO DE BOLA No jogo de bola que os antigos nativos praticavam, constatamos que o fim não era o de vencer atingindo um alvo, mas somente o de respeitar um código de honra c de jogo; o resultado não podia ser outro senão forjar espíritos fortes, resistentes no instante fugidio das picadas lancinantes da ambição para a conquista da glória. Não era importante que se devia fazer, mas não fazer o que era proibido. Disso podemos deduzir que semelhante coerência podia ser ditada somente por seres superiores, que descobriram realmente a chave que introduz a um modus vivendi de uma sociedade bem organizada. Mais tarde tais ensinamentos foram convenientemente transformados ou esquecidos de uma vez; mas o jogo cm sua essência continua o mesmo. Ainda hoje alguns povos da América Central costumam desafiar-se nessa luta usando às vezes um instrumento de madeira recurvado: a pelota, que muito lembra as antigas "cloches", figurada no flanco esquerdo dos astronautas, esculpidos nos pilares do templo de Copan. Neste jogo, a vitória consistia em enfiar uma esfera de borracha através de um anel, suspenso em sentido vertical, a uma das paredes do esferistério, mas este anel estava colocado a uma altura inalcançável, que oscilava dos 4 aos 9 metros. Outro atrativo tornava interessante esse jogo: o respeito a um código estabelecido, cheio de rigorosíssimas cláusulas. Os jogadores eram dois ou pouco mais, mas outros trinta estavam à disposição nas margens do campo, prontos para substituir os expulsos que haviam infringido as regras. A bola podia ser tocada somente com os joelhos, as ancas, os ombros; atirada ao ar no início da partida, não mais devia tocar a terra; e quando um jogador permitia isso ou praticava qualquer infração era inapelavelmente retirado de campo. Como vemos, existiam regulamentos drásticos que eram respeitados. Um reiterado exercício para tal educação inibitória forjava no indivíduo um caráter forte e imunizado no controle de si mesmo e ágil nos reflexos, acostumado no respeito às regras e a não incorrer em erros. À nossa custa, hoje constatamos que o desbloqueio dos canais inibidores trouxe na sociedade um sistema de vida baseado no arrivismo e na sujeição do próprio semelhante, sem exclusão de golpes irregulares. A regra, no fundo, é simples: procurar não errar, antes de errar tentar alcançar um objetivo. A disputa terminava quando uma das duas equipes tinha alcançado o número de expulsões equivalente ao número de jogadores disponíveis; ficava, isto é, privada de homens, e a vitória era atribuída à equipe adversária, que havia mostrado um digno comportamento no jogo, praticando um número inferior de infrações.
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Raramente, nas competições, um dos jogadores conseguia fazer passar a bola através do círculo de pedra, concluindo a partida com uma plena vitória obtida com tamanha honra, porquanto os juízes da luta eram inflexíveis. Quando a partida terminava com vitória, o jogador merecedor podia apoderar-se de todas as preciosidades em poder dos espectadores que, rapidamente, abandonavam as escadarias para salvar os pertences, mas os companheiros do herói, para não deixá-lo privado do prêmio, os bloqueavam incontinenti. Como podemos constatar, este esporte, originariamente era praticado por homens-pássaros, isto é, pelos extraterrestres que, munidos de propulsores sobre os ombros e na cabeça, podiam executar verdadeiras acrobacias no espaço, porquanto enfiar uma bola num cesto suspenso a nove metros do chão, somente era possível a quem podia elevar-se da terra. O fato de que a bola pudesse ser tocada somente com os joelhos, com as ancas e com os ombros, nasceu de uma exigência, pois os homens-pássaros tinham ambas as mãos empenhadas com as "cloches", isto é, com os comandos do propulsor. Sem dúvida era um jogo velocíssimo e a rodela debaixo dos pés permitia aos participantes correr sobre os muros inclinados do esferistério.

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CAPÍTULO XXXI A PIRÂMIDE USADA COMO RAMPA DE LANÇAMENTO Pertencente ao avançado período arcaico é a pirâmide de Cuicuillo, de forma perfeitamente circular, com degraus, com rampas de 20 metros de altura, sendo o diâmetro de 130 metros. A sua construção, de tijolos prensados, reforçada por pedras cravadas no terreno, com evidente função de ancoragem, revela que havia sido cuidadosamente executada, porque devia suportar um impulso de várias toneladas. Isso leva a supor que, provavelmente, serviu de rampa para as astronaves. Na fachada leste, a pirâmide estava munida de uma escada rudimentar, usada provavelmente para o acesso de nativos, enquanto no lado oposto havia um canal com forte declive, que servia para a descarga da aparelhagem e de estrada de orientação para os astronautas chamados águias, que providos de propulsão atómica no dorso, por meio das rodinhas que tinham sob o pé esquerdo, escorregavam até o chão. A pequena roda de que "os homens-águias" ou "homens-pássaros" dispunham, era um objeto verdadeiramente útil, porquanto permitia voar por cima, ou melhor, escorregar sobre um plano inclinado de maneira a manter sempre um perfeito equilíbrio. Era o mesmo instrumento que permitia à águia desenvolver um complicado impulso à bola, no esferistério mexicano. Quando a pirâmide de Cuicuillo perdeu a função de rampa de estacionamento para os discos voadores, foi utilizada como templo para o culto.

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CAPÍTULO XXXII OS PILARES DO TEMPLO REPRESENTANDO AS SERPENTES A cabeça de dragão que se vê na base dos pilares do templo, era provavelmente a pequena astronave figurada em forma animalesca. Era indispensável para uma criatura, mesmo inteligente, uma máquina de tal potência. O vôo da serpente emplumada era a representação do instante furtivo em que a astronave, na sua descida perpendicular, deixava um rastro de chamas e fumaça e ia pousar nas pirâmides, verdadeiras e apropriadas rampas de estacionamento.

Fig. 31 — Cabeça da Serpente Emplumada; base de um pilar do templo de Chichen Itza. Notar a charneira em caracol que levanta a escotilha; a cabina com o anteparo deslizante. A reprodução do réptil revela uma intransigência mecânica. Na terra, a astronave era representada por uma serpente enrolada, munida de plumas dispostas num sentido rotatório de movimento, simbolizando a propulsão dos motores reduzidos ao mínimo. Os nativos imaginavam que durante o vôo do réptil, as espirais de fogo que na terra se apresentavam enoveladas, se estendessem.

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Fig. 32 — Escultura do tipo esférico reproduzindo a Serpente Emplumada. É uma obra produzida por um artista muito realista; de fato assemelha-se pouco a uma serpente e muito mais a uma máquina. São evidentes as charneiras costumeiras, a cabina com a escotilha, os dentes e, no alto, três poios magnéticos.

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Fig. 33 — Pilar reproduzindo uma Serpente Emplumada vista de flanco; evidente é a intenção do escultor que quis reproduzir a máquina no momento furtivo da fase de aterragem; as línguas de fogo ascendentes descrevem o rasto deixado há pouco.

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FIG. 34 — Pilar visto de frente; ainda mais evidente o perfil de uma astronave.

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Fig. 35 — Reprodução ideográfica dos jatos de propulsão de uma astronave visto do alto. Jatos radiais em direção da cauda, reforçados pela propulsão que imprime o movimento direcional.

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Fig. 36 — Monumento em pedra reproduzindo as fumaças produzidas por uma astronave na fase de aterragem. Essas fumaças, em resumo, são reproduzidas por meio dos anéis córneos existentes em cima da cauda da serpente de guizos. A visão dessas espirais de fogo deu aos nativos a ideia da serpente.

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CAPÍTULO XXXIII UMA HISTÓRIA DE AMOR "A despedida é, às vezes, mais profícua que a apresentação; de fato, introduzindo uma moeda numa abertura, logo cai o objeto desejado; mas quando se saúda o último conhecido, incontinenti volta a lembrança de rostos distantes imberbes e fora de foco." A mão dele caiu no seio da mulher que, ávida, a empurrou mais ainda para a procura. Ajudou-o a abrir caminho e a introduzir-se no recôndido desejado; prelúdio a uma introdução bem mais completa, que embora permanecendo em estado de larva, deixava adivinhar os respeitáveis meios de introdução de que ele dispunha. Não se estava no exórdio, mas tudo fazia pressagiar uma abundante poluição de ambos os contendedores, que raivosos e inibidos enfim das suas inibições, ébrios e euforizados de humor, mergulhavam na luta ímpar. Ela sabia que seria subjugada, e ciente dessa sua inferioridade, com abnegação se deixava prender à terra. Ele, numa linguagem muda e antiga como o mundo, com mil pantomimas e outros tantos estratagemas, deixava que uma parte de si apalpasse a alma da mulher que, ávida, sugando o humor da boca adversária, deixava-se lacerar, segura de um antigo triunfo. Qual grande loteria de amor, o desejo da aproximação, o ardor do conúbio, o momento do espasmo, o relaxamento a seguir. O prazer, a alegria do amor, a repugnância da carne; duelo de sensações; vagos pensamentos encarceram os velhos sonhos e convencem da vacuidade de seu conteúdo. Um crescendo de desejo se apodera das duas criaturas que se preparam para o encontro; tentativas de volta aos lugares de origem? Possível que Eva tenha nascido de Adão? E porque não o contrário? Poderia ser uma justificativa ao tormentoso desejo dos seus descendentes, de introduzir-se novamente no lugar de onde um dia fugiram. Microcosmo, macrocosmo; e se a mulher fosse o núcleo e o homem o nêutron? De fato, igual ao átomo, ele escapa de lá, rodeia e tenta reentrar; uma força centrífuga o afasta, e uma outra centrípeta o atrai; exatamente como o movimento dos astros. Então no nosso caso a Terra é a fêmea e a Lua o macho; e ainda o Sol é a mulher, e a Terra o macho; todo o nosso sistema solar tem funções masculinas, e a Galáxia é a criatura do amor. Mas porque será que estas criaturas do universo às vezes possuem prerrogativas viris positivas e outras vezes negativas? Parece, porém, que as possuem ambas, simultaneamente. Comportam-se como anfíbios, demonstram que subsiste latente neles o ser andrógino. Mas então este universo que nos circunda é todo uma orgia de átomos e de moléculas;
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flutuantes, girantes, loucos de movimentos, ébrios do desejo de penetrar-se, de englobar-se um no outro, de reproduzir-se, de destruir-se, de aniquilarse. Um movimento contínuo, cujo carburador é o amor. Esse amor que foi a causa da queda, será por contrapeso o motivo da volta, do triunfo. Reentrará no nada, justo como o átimo de tempo que, vem depois do orgasmo. O relaxamento nada é senão uma pequena morte; o descanso, prémio após a batalha, mas ao mesmo tempo também o toque de centelha que gera novos mundos, novas galáxias, novas criaturas prontas para a luta, para o amor, para a morte. Os átomos superiores possuem mais de um nêutron, os menos perfeitos possuem um; o hidrogênio, por exemplo, possui um apenas, de fato para chegar a ter alguma consistência neste mundo, o hidrogênio tem necessidade de juntar-se a duas moléculas, e então, de substância gasosa se torna líquida, de nada se transforma em água; também este é um ato de amor. Chegaremos alguma vez a imaginar o amor entre duas moléculas? Quem sabe se também elas em sua pequenez, possuem indumentárias íntimas que, eliminadas, lentamente tornarão mais sugestivo o ato. E inconcebível para nós homens uma tal atitude; mais imaginemos qual possa ser para criaturas maiores que nós. Dispõem desse grande dom do amor, as criaturas menores que o homem, portanto não se negue que ele possa estar ao alcance das criaturas maiores. A fonte à luz, o córrego ao seu álveo, o rio ao mar, o mar às nuvens e estas últimas, por sua vez, à Terra. A Terra ao Sol, o Sol a Vega, da constelação da Lira. De fato, o sonho eterno do Sol não é outro senão o de juntar-se à distante estrela amada. Há milhares de anos, louco de desejo, viaja no espaço cósmico com uma única avidez; alcançar o seu amor; mas provavelmente quando o tocará, no desejo dos grandes, se afastará para não destruí-lo e talvez no coito fugaz gerará outros prometedores planetóides.

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CAPÍTULO XXXIV O NOSSO TEMPO, QUINTA E SEXTA RAÇAS Um dia os filhos de Deus haviam chegado para apresentar-se a Ele; entre eles estava Satanás; a ele perguntou o Senhor: - De onde vens? - Fiz — respondeu — a volta da Terra e a percorri. O Livro de Jó. O ano terrestre é de 365 dias, enquanto o venusiano é de 292; isso significa que quando na Terra passaram 100 anos, em Vênus passaram 162. Sem dúvida a vida sobre o nosso planeta passa menos velozmente que naqueles de órbitas internas e mais próximas ao Sol, como são Mercúrio e Vênus. Admitindo que a expulsão dos vários planetas do Sol, deu-se simultaneamente ou quase, significa que os habitantes de Vênus tendo vivido uma vida mais rápida, são muito mais civilizados que nós. Sem dúvida sobre os seus corpos, o tempo deixou os seus vestígios e, provavelmente, as suas expressões de vida extinguiram-se ou vão imigrando para outros planetas mais jovens. Iniciou-se, talvez, tal êxodo na ocasião em que na nossa Terra nasceu a civilização maia ou da Quinta Raça humana? Sobre esse escopo é interessante observar o que escreve H.P. Blavatski na Doutrina Secreta: "A grande estrela polar Lemuriana era ainda perfeita, a enorme foice estendia-se ainda ao longo do Equador, incluindo Madagascar. O mar, que ocupava o espaço do atual deserto de Gobi, quebrava-se contra as barreiras rochosas dos declives ocidentais do Himalaia, e tudo estava pronto para o momento mais dramático da história da Terra — a chegada dos Senhores da Chama. Os senhores da Lua e o Manu da Terceira Raça Mãe haviam feito o possível para levar os homens até o ponto em que o germe da mente podia ser vivificado e a descida do ego teria podido acontecer. Todos os retardatários tinham sido impelidos para a frente; no reino animal não havia mais ninguém capaz de passar para o humano. A porta do reino humano não foi fechada aos imigrantes animais senão quando nenhum deles foi mais visível; nem teria sido capaz de alcançá-la sem uma repetição do formidável impulso, que uma só vez é dado na evolução de um esquema, no seu ponto central. Um grande acontecimento astrológico, um agrupamento especial de planetas e das condições magnéticas particularmente favoráveis da Terra, forneceram o momento propício. Isso aconteceu há cerca de seis milhões e
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meio de anos. Nada mais restava para fazer com exceção daquilo que somente Eles estavam ainda em condições de realizar. Então ao estrondo impetuoso da rápida descida de alturas incalculáveis, envolto por massas deslumbrantes de fogo que enchiam o céu de enormes línguas chamejantes, lançou-se através dos espaços aéreos o carro dos Filhos do Fogo, os Senhores de Chama, provenientes de Vênus; e quedou-se, pairando sobre a Ilha Branca, que jazia sorrindo no mar de Gobi; era ela verde e radiante, coberta duma massa de flores perfumadas e multicoloridas. A Terra oferecia tudo o que tinha de melhor e de mais lindo para dar as boas-vindas ao seu Rei." Muitas analogias existem entre os jovens das atuais gerações do nosso mundo e as imagens de antigas criaturas, talvez extraterrestres, reproduzidas nos petrógrafos mexicanos. Uma particularmente atrai a nossa atenção: Xochipilli, o "Senhor das Flores" esculpido com farta cabeleira e coberto de flores. Quem são os "Hippies"? Por que ingerem drogas até destruir o seu "EU"? Num dado momento da sua prolongada anestesia, se não morreram antes, um delicado mecanismo dispara e interrompe-se o ciclo. O que acontecerá a seguir? Também nos tempos de Ulisses, Homero conta que os homens eram criaturas ignaras nas mãos dos deuses, mas aquele que, dono da própria vontade, persistia em seus propósitos, conseguia mudar o destino, e aniquilar os dardos das divindades hostis. Aplicando um exemplo banal à "Teoria da Relatividade" de Einstein, nós constatamos que, se viajando num carro, um outro nos ultrapassa, nós vemos as rodas e os relativos raios deste último girarem no sentido da marcha; e isso porquê a sua velocidade é superior à nossa. Mas assim que nos dispomos a executar uma ultrapassagem, enquanto permanecemos emparelhados as rodas do outro carro parecem imóveis, precisamente porquê as duas velocidades se equivalem. Aumentando em seguida a nossa velocidade, veremos as rodas do outro veículo girarem em sentido contrário ao da marcha; isso porquê estando ambos os carros em movimento, e tendo nós uma velocidade superior, o tempo para os viajantes do outro veículo corre menos velozmente; nós, porém, chegaremos antes e esperaremos; mas isso, em resumo, resultará ser coisa relativa, porquanto o tempo será o mesmo, com a diferença de que os outros viajantes terão a sensação de viver mais, de aprender mais lentamente. Portanto os venusianos, de uma mira alcançada, veriam passar a nossa vida. Isso estaria a demonstrar que a dimensão tempo é relativa ao movimento. Sobre a Lua, que tem um período de revolução muito mais veloz que
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a nossa Terra, as formas de vida, se por acaso ali existiram, teriam desaparecido de há muito tempo e isso explica porque as amostras de solo lunar trazidas pelos cosmonautas da Apoio 11, parecem muito mais velhas que o solo terrestre e não como foi deduzido, que a Lua nasceu antes da nossa Terra, ou que então foi atraída na sua órbita. A lei continua portanto a mesma: a Lua é um fragmento da Terra que, num dado momento X, separou-se e deixou as suas substâncias líquidas sobre o planeta-mãe que a gerou. Os fluxos e refluxos da maré, causados pela Lua, são os efeitos dos fenômenos de magnetismos deste nosso árido satélite, sequioso por sugar o leite do ventre materno. Quando a Lua se separou da Terra, as craituras andróginas cindiram-se nos dois sexos e pariram a sua alma gêmea. "E da costela que havia tirado de Adão, o Senhor Deus fez a mulher." Num instituto canadense, o professor Georges Groh, executou estudos sobre os efeitos que o LSD produz no sistema nervoso central das aranhas, que confrontado com o cérebro do homem, apresenta equivalências. O doutor Groh nos informa que o LSD, se inoculado em doses adequadas numa aranha, esta, depois de um certo número de injeções, não mais produz a sua atávica teia burguesa, disposta em perfeitos círculos concêntricos, mas um emaranhado de sutis fios frágeis, que ignorando tal convergência, tendem a expandir-se em direção aos espaços externos. Interessante é o estudo realizado por esse eminente cientista, que confirma a possibilidade de o homem (à mercê dos efeitos do LSD), perder as suas atávicas regras de vida, e obrigar de uma vez a sua psique a aceitar um processo involutivo, até então nunca manifestado, desinibindo-o inteiramente. O princípio seria bom, mas o efeito parece não ser o mesmo. A anulação do próprio EU, numa constante levitação de expansão cósmica não-controlada, consequentemente induz à renuncia de "si mesmo" a favor do nada. Até aqui tudo pareceria maravilhoso ou então divino, mas na síntese dos fatos uma coisa atroz se nos revela;. a criatura que usa de modo anormal o LSD, depois de um certo abuso, não está mais em condições de efetuar as suas viagens; o meio torna-se um fim e o estado esporádico ou ocasional produzido pela dose, torna-se crônico e definitivo mesmo sem a inoculação. Os fenômenos que se produzem são: de auto-destruição e destruição das coisas mais queridas, parentes não são excluídos. Estes novos, terríveis alucinógenos não têm história, mas já se delineam no horizonte as consequências que provocam as suas prolongadas terapias.
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Quais divindades inspiraram o homem nessa espantosa epopéia? Não sou um moralista, nem um estudioso de fenômenos psicodélicos, mas apenas um homem, com um pouco de bom senso, que observa e obviamente tira suas conclusões. Neste ponto da digressão, necessário seria, a meu ver, pontualizar o seguinte: se muitas coisas combinam e convencem arqueologicamente, o princípio que me propuz deveria ser bem esclarecido, isto é, que os planetas mais vizinhos do Sol e com um movimento veloz, são o Olimpo dos Demiurgos, das boas divindades: a fonte da Vida. Ao passo que os lentos e distantes são os vários infernos povoados de seres que, com as prerrogativas da matéria em evolução lenta, criam, vivem, destroem numa desesperada corrente de montagem em circuito fechado. Nos planetas velozes, está a sabedoria dos velhos, que vêem a roda do carro menos veloz, girar em sentido contrário, mas que confiantes nos esperam no horizonte das existências, para o dia "Esteja conosco", quando a matéria cairá ainda mais, enquanto a essência etérea se elevará. Será então certo que o choque final, que São João no Apocalipse coloca em Armaghedon, indica um lugar e um tempo? É talvez Armagh, aquela cidade da Irlanda, sede do Arcebispado Anglicano e pátria de S. Malaquias, o Profeta? É talvez Hedon seja a expressão de uma época hedonista, em que os homens, cansados da dor, aceitarão somente os prazeres imediatos da vida, renunciando a todo valor do espírito? Por que Gog, rei de Magog, com os seus exércitos, no fim dos tempos, deixará as terras boreais para assaltar e destruir os homens e depois de terem sido ministros da ira divina, serão destruídos? Não são talvez Gog e Magog duas colinas localizadas a poucos quilômetros ao norte de Londres? A quem alude São João, quando descreve a "Grande Meretriz deitada sobre as águas" de quem todos os povos da terra tocarão as suas músicas e usarão as suas torpezas? É talvez este o fim de uma civilização, de um ciclo, de um sistema de vida? Por que aqueles que cultivam os valores do espírito, hoje se elevam ainda mais; porque os bons, os corretos, progridem no bem e no conhecimento, enquanto os menos bons deixam-se arrastar-se pelas explosões das suas incontroladas violências? Incompreensível é a atitude de muitos jovens de hoje, que ofuscados pelos miasmas de ilusórias felicidades, se reúnem para viver em rebanhos, justificando o seu comportamento com o "credo" da volta à natureza; é como se a sua mente sentisse a necessidade de reunir-se a outras, para o fim de realizar um ente ou alma de grupo, como acontece para o mundo animal. Imprevisível é o êxito a que darão acesso tais aglomerados humanos, enquanto explícita é a manifestação de um fenômeno de ancoragem e, em
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casos particulares, de um processo involutivo. Dois mundos e duas gerações, hoje, contrapõem-se: uma, limite de um modus vivendi do passado, com as suas hipocrisias, as suas desigualdades, as injustiças, as prepotências, as violências e a incompreensão a respeito dos jovens; uma outra, de um modo de viver "a larga", com os seus livres amores, as renúncias aos deveres, a aceitação dos prazeres, a integral rejeição de cânones velhos e conformistas, confeccionados por alguns espertalhões do passado, para uso de poucos prediletos, contemporâneos e do futuro. Nós somos os espectadores de uma comédia, ou talvez de uma tragédia, durante um intervalo entre um e outro ato; espectadores atónitos, à espera de que alguém tenha razão, ou que um irmão mais evoluído volte de novo a ensinar-nos o caminho da sabedoria, do amor... do verdadeiro fim da vida do homem, imagem de Deus.

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