Da democracia

(se é que a há)
JOSÉ FERNANDO GUIMARÃES

José Fernando Guimarães

Da democracia
(se é que a há)

1

O outro lado

Por causa, lato senso, da globalização económica e financeira, as democracias
europeias entraram em ruptura. E a pergunta pertinente, a pergunta que
urge formular, é esta: há, ainda,

sistemas representativos? Ainda há

democracia?
Nietzsche, em finais de oitocentos, escrevia que o homem estava cada vez
mais céptico, cada vez mais do outro lado do poder político. Que é, aliás, aquilo
a que se assiste nas democracias europeias. Basta pensar nas taxas de
abstenção aquando das eleições.
Mas, a par da abstenção, ou talvez na origem da abstenção, está a destruição
da democracia enquanto sistema representativo. Os cidadãos têm a percepção
que os governantes estão de um lado e que eles estão do outro lado. O que
leva a uma crise de confiança no sistema – que pode vir a ser irreversível.
De facto, os partidos políticos representam alguma coisa – com a excepção
dos empregados do aparelho? E os sindicatos? De há mais tempo, justa ou
injustamente, é a desconfiança nas confederações patronais, mais aparentadas
com o aparelho de estado.
No meio desta terra de ninguém, a crise financeira de 2007, eventual
consequência da leitura neo-liberal do capitalismo, veio transformar tudo em
terra queimada, a começar pelo estado social. Os países que estavam às
portas da bancarrota entraram numa espiral, quer por mão alheia quer por mão
própria, de austeridade. E os cidadãos viram ser colocado em causa um dos
princípios axiais da democracia: a igualdade de oportunidades. Foi,
inequivocamente, no século XXI que o princípio da igualdade de oportunidades
foi mais agredido.
Escusado será dizer que a austeridade, pelo menos a que está a ser aplicada
nalguns países da Europa, transporta em si mesma um ciclo vicioso: menos
2

dinheiro leva a menos procura e, por sua vez, a diminuição da procura leva
a uma estagnação da economia – com o aumento da economia paralela.
No meio disto, os cidadãos perguntam-se: que fazer? E esta é, sem dúvida, a
pergunta dilacerante deste início de século. O que o capitalismo criou, o
capitalismo tirou: sistemas de saúde, ensino, casa, carro, etc.. Já para não falar
nos bens artificiais de consumo. E, além disso, há fome. Sim, como na primeira
revolução industrial, há fome. E, também como na primeira revolução industrial,
um espezinhar dos trabalhadores: menos direitos e mais deveres, mais horas
de trabalho e um salário menor – que na maior parte dos casos é, apenas,
quando o é, um salário de sobrevivência.
Este reajustamento que o capitalismo operou pode, eventualmente, levar à
revolta. À revolta de oprimidos contra opressores. Só que, agora, é uma revolta
surda e individual – que, também eventualmente, não coloca em risco o
aparelho de estado.
Por isso, do outro lado, do outro lado do poder político, resta o cepticismo. E o
cepticismo leva ao cinismo e ao individualismo. Em conformidade, nenhum
gesto trágico há-de rasgar horizontes. E o poder político sabe-o, apesar
de medíocre, como o é.
Creio, assim, que o único espaço de intervenção possível é o da arte e o da
filosofia. Como, aliás, o vem sendo desde o modernismo. É aí que cepticismo,
cinismo e individualismo criam o outro lado, aquele que é alheio à resignação,
à indiferença e à alienação. É pouco? Eventualmente. Mas é o possível, o
possível rasgar de horizontes que nos parecem cada vez mais fechados, como
quem exige o impossível.

3

"A" crise. Que crise?

"A" crise por que passamos não é uma crise, é "a" crise". Como quem diz: não
é um mal, é "o" mal.
Ora, esta passagem do artigo indefinido para o artigo definido implica uma
totalidade, um absoluto.
"A" crise é "o" mal. "O" mal da democracia, desde logo. E, consequentemente,
"o" mal que invade os cidadãos – um mal-estar.
Para começar, "a" crise – e "o" mal que ela comporta – não é do plano moral –
é, isso sim, do plano ético-político. Por isso, falar de uma crise de valores a
propósito "da" crise revela-se completamente desapropriado. Qualquer crise de
valores implica um fim. Nietzsche demonstrou-o com o fim da metafísica
ocidental.
De facto, "a" crise é do plano ético-político. Por outras palavras: é, antes do
mais, uma crise do regime democrático; é, depois, uma crise da cidadania, isto
é, da confiança dos cidadãos no regime democrático, em particular no estado
social. O que é estranho numa altura – quer este século quer a última metade
do século XX – a que se assistiu ao peso crescente das questões sociais, ou
seja, ao peso da cidadania. Como escreve Rawls, a justiça social implica uma
igualdade de oportunidades. E não há outro tipo de igualdade.
Ora, o que "a" crise veio mostrar foi isto: nem em democracia há igualdade de
oportunidades. Ou seja: "a" crise é uma crise de oportunidades; "a" crise é uma
falha, um corte na igualdade de oportunidades e, como tal, na justiça social.
Fácil é, pois, perceber que é a essência da democracia que está ferida de
morte, que está perto ou, até, que atingiu mesmo o fim. O século XXI anuncia,
assim, a morte da democracia. Como o século XX tinha anunciado a morte do

4

comunismo, essa miragem internacionalista (uma globalização políticoideológica).
E o capitalismo? Se entendermos que a essência da democracia foi ferida de
morte pela globalização (lato senso, pela imposição do poder financeiro ao
poder político), então o capitalismo sai reforçado. E, reforçado, arruína a justiça
social – como o fez a partir da primeira revolução industrial do século XIX.
Resta, então, o quê, aos cidadãos (aos contribuintes, como agora se diz, numa
homenagem rendida ao capitalismo)?
Qualquer época de crise – que não de revolução – fecha os indivíduos sobre si
mesmos, reforçando, deste modo, o sistema. Qual? A democracia? Como é
evidente, a resposta é não, até por causa da sua morte anunciada. O
capitalismo? A resposta é evidente: sim, o capitalismo – mesmo que lhe
chamemos selvagem... E só quando ocorrer a morte do capitalismo é que, aí
sim, "a" crise há-de ser uma crise de valores – isto é, há-de implicar uma nova
tábua de valores. Acontece que só com essa nova tábua de valores, como o
demonstrou Nietzsche, acontecerá uma refundação civilizacional.

5

Por entre escombros

Houve um primeiro-ministro europeu que, enquanto as tropas de Hitler se iam
colocando no terreno, foi a Munique, em 1938, tentar negociar. Regressa a
Inglaterra, poucos dias depois, e é recebido em apoteose. Tinha conseguido
juntar alemães, italianos, franceses na mesma mesa. Tinha conseguido um
acordo diplomático. Hitler, entretanto, invade Praga. E Neville Chamberlain, tal
era o nome do primeiro-ministro britânico, um conservador, deixa o governo, já
a guerra, a de 1939-45, a II guerra mundial, tinha sido declarada. No seu rasto,
o holocausto, o inumano, a impossibilidade de escrever poesia, segundo
Adorno e Celan.

É por entre estes escombros que a “Europa” tem vivido. A divisão da Alemanha.
A guerra fria. As guerras coloniais (França e Portugal, em particular). A
implosão do império soviético. A queda do muro de Berlim. Uma esperança. A
reunificação da Alemanha. Também uma esperança. O início (e o fim?) da
União Europeia. As guerras nacionalistas no antigo império soviético e sua
periferia. A barbárie.

Para simbolizar este século, o século XX, talvez a figura trágica de
Chamberlain e a figura da mãe alucinada na escadaria do Couraçado
Potyomkin (1925) de Eisenstein bastem. Figuras que, na voracidade do
destino, que é a História, se deixaram cegar inexoravelmente. Figuras que são,
apenas, desolação e grito, no limite dor atroz.

Acontece que em Weimar, na Alemanha, a república é suspensa no início da II
guerra mundial. É teórico dessa suspensão Carl Schmitt, um pensador fulcral
deste século, a par de Nietzsche, em oitocentos, e de Heidegger, também em
6

novecentos. E o estado de excepção foi retomado nos dias de hoje, na
“Europa”. Apesar de já não haver a Bauhaus (1919). Quem é o protagonista
desta asserção? A “União Europeia”. Que lhe atribui um nome herdado do
século XIX: protectorado.

Os protectorados vivem um estado de excepção, onde a democracia está sob a
vigilância dos opressores, neste caso os credores. Dizia Foucault que, se o
suserano tinha o direito de morte, o poder, hoje, tem o direito de vida. Mesmo
que essa vida não tenha futuro. Como nas figuras trágicas de Chamberlain e
da mãe alucinada, de que O Grito (1893) de Munch foi o prelúdio. Aliás, para
estes opressores, à semelhança da inscrição nos campos de “reabilitação” e de
extermínio nazis, Arbeit macht frei, o trabalho liberta.

Por isso, os protectorados des-democratizam, outra palavra para o colapso e
morte da democracia, a democracia que ainda pensamos ir vivendo. Acontece,
todavia, que já não estamos diante do espelho. Estamos do outro lado do
espelho. E, aí, não há lugar para a representação. Há que tempos (as duas
primeiras décadas do século XX, pelo menos) as artes visuais o tinham dito. E
nem sequer reparamos nisso, tão distraídos andávamos de nós e do mundo.
Também, aí, no outro lado do espelho, só há opacidade – e, tais Narcisos,
eternamente ancorados no cais de que fala Pessoa, através de Álvaro de
Campos, na Ode marítima, fomos ficando presos à nossa imagem, herdeiros
típicos de certo romantismo nacionalista, que se há-de transmutar, aqui, no
integralismo lusitano. Até que, por fim, já era demasiado tarde. Já não temos
nem imagem nem espelho. Somos o vazio. E nem sequer as figuras trágicas
de Chamberlain ou da mãe alucinada nos comovem. Somos um vazio
desolador, abissal. Sem consequências. Fantasmas por entre escombros,
como nos romances de Walter Scott, sem o fulgor de Herculano, Antero e
outros que, desde o século XIX, nos explicaram os caminhos da perdição. E de
como esses caminhos eram de difícil regresso, se é que o há.

7

Sob o signo da rasura

Auschwitz foi o grau zero da história. A partir de dentro de Auschwitz, esse impossível, a memória foi rasurada na rasura dos corpos. Cada corpo, um
número – que não podia ser rasurado, inscrito como estava na pele. De facto, a
Shoah, o Holocausto foi a rasura, a rasura absoluta. A rasura absoluta donde
ninguém podia regressar. Aí, como nos outros campos de concentração nazis,
o Lager, a divisa era: Arbeit Macht Frei, o trabalho liberta. Aí, como nos outros
campos de concentração nazi, o Lager, uma asserção: Hier ist kein warum,
aqui não há porquê. O humano tornou-se inumano. Também o humano se
tornou inumano com o Gulag, o Gulag soviético, os campos de trabalho forçado
criados em 1918 – e que serviram a Estaline para a rasura da história.

A partir daqui a Europa andou sempre em busca de si mesma. Isto é, a Europa
tornou-se “Europa”, entre aspas, apagada pelas aspas. Construiu um muro,
que 1989, a data da sua queda, transformou no princípio do século XXI. Como
1917 tinha sido o princípio do século XX. Pensou-se como uma Europa do
Atlântico aos Urais (Jean Monnet). Viveu a guerra fria. A partir de 1989 deixou
os EUA como potência unipolar. Rasurou a geoestratégia, a sua, em favor da
potência unipolar.

Por isso, a questão dos migrantes incomoda. Como tinha incomodado a guerra
dos Balcãs. Sarajevo foi outra rasura. Uma e outra no coração da “Europa”.
Mas, como pode um fantasma de si mesmo, a “Europa”, pensar-se? Os
nacionalismos crescem. Um organismo como a União europeia é o corpo invisível deste fantasma chamado “Europa”. E depois?

8

A imprensa europeia e americana vive do momento, do aqui e agora, como
pretendia Warhol (mas não terá vivido sempre asim, desde que é imprensa?).
Sarajevo já foi rasurado. A crise financeira dos PIIGS está em stand by, foi
rasurada para regressar enquanto lugar da rasura (caso recente da Grécia). Os
países emergentes afundam-se (China, Brasil). A Turquia encaminha-se para o
totalitarismo. A intervenção dos EUA no Médio Oriente nada resolveu – caso da
“primavera egípcia” e de outras primaveras (na Tunísia, por exemplo, na Líbia).
O Iraque foi um fracasso. O Afeganistão outro – como aquando da intervenção
soviética no Afeganistão, nos longínquos anos 1980. Há, entretanto, o 11 de
Setembro. Acaso se parou para pensar? Não. Publica-se a fotografia – com
que direito? o das redes sociais? – de uma criança migrante morta no litoral
turco, e já está. É para acordar as consciências, seja lá o que isso for. Mas, não
se questiona, não se põe em questão o fenómeno dos migrantes – que nem
sequer, segundo a ONU, têm o estatuto de refugiados políticos. Publica-se a
fotografia - como que direito? o das redes sociais? – de um condenado à morte
na lenta agonia da injecção letal, e já está. Nada é dito sobre a pena de morte,
sobre o direito do poder (escrito assim, sem letra maiúscula) matar (como era o
direito do soberano, do suserano, o direito de dar a morte nas monarquias
absolutas), nalguns estados dos EUA. Publica-se – com que direito? o das
redes sociais? – um homem prestes a ser decapitado pelo E(xército) I(slâmico).
E nada é dito sobre o poder que essa imagem dá ao próprio EI. E a imprensa
dá-nos a morte como quem diz: dando a morte, dou a vida. Que é, aliás, o que
as democracias pensam dar: a vida. Mesmo com a falência do estado social,
pensam dar a vida: porque o dar a vida é a essência da democracia.

Vivemos, de facto, cercados de ruínas. Cada um de nós vive cercado de
ruínas. Que são sempre, no limite, as ruínas de um eu. Cabe a esse eu pensálas, porque caso não o faça, está sob o signo da rasura, da rasura do eu, isto é,
do que de humano habita o homem.

9

Depois de 1989
ou a queda e a ascensão dos muros

1989 foi o início do século XXI – escrevi-o vezes em conta. 1989 foi o ano da
queda do muro de Berlim. E foi o ano onde se sublinhou uma palavra:
democracia, se é que a há.

Dois anos depois, a guerra na Jugoslávia, com o ideal da "Grande Sérvia",
virou, outra vez, tudo ao contrário: o nacionalismo é inimigo da democracia. É,
aliás, no nacionalismo que está o ovo da serpente – Bergman disse-o no filme
com este nome.

Entretanto, a "Europa" encolheu os ombros. Passava-se tudo lá longe, para lá
da ainda, assim o pensava a “Europa”, "cortina de ferro" – apesar de, em 1991,
Gorbatchov e a sua política de Glasnost e de Perestroika, esta no campo
económico, terem culminado com a queda do império soviético, esse sem
nome, a URSS. A União Soviética é, de agora em diante, a Rússia. E Ieltsin, o
imperador sem império.

Todavia, sem império, a Rússia tentou – e ainda tenta – reconstruí-lo. Como,
aliás, a Alemanha reunificada. E isto passa-se hoje.

Em 1993, o Tratado de Maastricht cunha definitivamente o nome (e a política)
de União Europeia (UE). A "Europa" de Jean Monnet e de Robert Schuman,
10

ministro francês da Relações Exteriores, aparece na cena política. Uma cena
política a que o Tratado de Lisboa, que entrou em vigor em 2009, deu outro
peso. E vinte e oito estados-membro.

O pior, contudo, estava para acontecer: caso da crise financeira do Lehman
Brothers em 2008 - que se alastrou à "Europa" com a crise financeira dos PIGS
(Portugal, Irlanda, Grécia, Espanha), acrónimo cunhado pela imprensa inglesa,
sobretudo britânica (mais tarde PIIGS, com a entrada da Itália). E os porcos
passaram a ter, recentemente, a companhia, ainda que de forma encapotada,
da França (a França é a França, disse Juncker, o presidente (?) da comissão
europeia). Entretanto, a política neo-liberal, isto é, o capitalismo puro e duro,
começou a ameaçar o norte da Europa.

Que respostas deu a "Europa", isto é, as instâncias da UE saídas do Tratado
de Lisboa? Com a parceria do FMI, disseram em coro: há que cortar nas
despesas. O que até parece sensato. Só que esses cortes na despesa foram
cegos, não deixando pedra sobre pedra. E esta terra queimada, produto dos
tecnocratas de Bruxelas, foi a morte definitiva da democracia, se é que a há.
Aliás, durante o "processo de assistência", que antes se devia chamar
processo liquidatário, a alguns destes países (casos da Grécia e de Portugal),
o FMI, por vozes não autorizadas, seja lá o que isto quer dizer, foi constatando
que o doente morria da cura. Mas, já era tarde. A "Europa", porém, manteve-se
calada.

É neste contexto que, nas últimas eleições legislativas, perante o avanço nas
sondagens do UKIP, um partido nacionalista e xenófobo, o primeiro-ministro
britânico lançou tacticamente (mas, sem a mínima estratégia) a realização de
um referendo sobre a permanência do Reino Unido na UE, na "Europa". E lá
ganhou as eleições.

11

Entretanto, a assombrosa vaga de migrantes, consequência directa dos
falhanços geoestratégicos de uma potência unipolar, os EUA, leva a que se
ergam novos muros na "Europa". A "Europa" fortifica-se, tal império. E, como
império que não é, aliás, mas pensa ser, à semelhança da República de
Weimar no eclodir do nazismo, declara o estado de excepção (Carl Schmitt).
Enquanto, por toda a "Europa", os nacionalismos e a xenofobia alastram. Eis o
ovo da serpente. Ou seja: a outra morte da democracia, se é que a há, sob o
jugo de totalitarismos que evocam fantasmas do passado recente, fantasmas
do século XX, nascido entre o dealbar da guerra mundial de 1914-1918 e o
pós-guerra mundial de 1939-1945, a chamada guerra fria, que a queda do
muro de Berlim e a Glasnost de Gorbatchov enterraram.

Contudo, o ovo da serpente, à semelhança da fénix, renasce, renasce sempre.
Pode ter outra figura. Pode estar dissimulado. Mas, espreita a ocasião. E a
ocasião era esta. Era este o momento.

Perante a falta de estratégia de Cameron, um primeiro-ministro do Reino Unido
comparável a Neville Chamberlain (ao desembarcar no aeroporto de Heston,
depois de ter assinado com Hitler, Mussolini e outros, em 1938, o Acordo de
Munique, assiste, pouco depois, apesar de sua divisa «peace in our time», à
invasão de Praga pelas tropas nazis – Churchill ter-lhe-á dito logo após a
assinatura do Acordo de Munique: entre a desonra e a guerra, escolheste a
desonra e terás a guerra), perante a falta de estratégia de Cameron, dizia eu, o
Brexit venceu. E o presidente (?) da comissão europeia, Juncker, uma vez
mais, num arroubo de soberano sem reino, terá dito hoje mesmo: que saia, e
depressa. Eis a farsa. Uma farsa que se vai mantendo na "Europa", não
escondesse a tragédia aí mesmo, onde o ovo da serpente já eclodiu.

12

13