Yoga e atividade física preservam juventude com o avanço da idade

Yoga Entenda esta filosofia de vida e de saúde
Segundo o IBGE, em 2000, 30% dos brasileiros tinham menos de 14 anos e 5% da população estava acima de 65 anos. Em 2050, o retrato do Brasil será esse: 18% com menos de 14 anos e 18% acima de 65 anos. por Nicole Witek, "Atribuímos nossas limitações à idade, mas isso é um erro. Nunca é tarde demais para praticar uma atividade física. A prática do yoga, ajudará a manter as articulações sadias, a digestão 'feliz', a coluna vertebral flexível, o astral elevado" Pensando nesses dados, fica evidente que as políticas voltadas para a terceira idade se tornam importantes e urgentes. Se em 2000 o Brasil tinha 1,8 milhão de pessoas com 80 anos ou mais, em 2050 esse contingente poderá ser de 13,7 milhões.* Como uma doença, a velhice pode levar à decadência. O velho paga pelos erros do passado de sua vida pessoal: erros alimentares, sedentarismo, falta de higiene mental, desgaste profissional. Todos os erros que se cometem por causa da atividade profissional: falta de oxigenação, postura errada, atmosfera confinada. A velhice também revela os erros da civilização: ar poluído, uso e abuso do tabaco, do álcool, erros (por ignorância) das regras mais básicas de higiene. O exemplo mais gritante é a respiração errônea da maioria da população. Até agora não entendo porque não se ensina a importância da respiração na escola. Terceira idade Daqui a pouco nós também entraremos na terceira idade com a pesada responsabilidade de “continuar jovem”, com saúde e

dignidade, apesar do avanço da idade e talvez ainda com a tarefa de ajudar e dar respaldo aos nossos filhos, cuja vida se torna cada ano mais difícil: longos anos de estudos, netinhos que nascem mais tarde, competição econômica e profissional. Com certeza nossos jovens não terão a possibilidade de ajudar os avós deles. Cabe a nós manter a saúde e a disposição com o passar do tempo. Não gosto de usar a palavra envelhecer porque essa palavra – principalmente no Brasil – tem uma conotação de senilidade. Existem preconceitos gritantes com relação às pessoas acima de 65 anos, você pode pensar que estou exagerando, mas vou listar as provas de nosso preconceito a respeito da idade: - Você nunca se pegou falando mais alto com uma pessoa acima de 65 anos, só porque em algum lugar de seu cérebro você acha que ela não ouve? - Você nunca se pegou falando para uma pessoa acima de 65 anos como se ela fosse uma criança? - Você não se pegou, poupando uma pessoa acima de 65 anos, pensando que ela simplesmente não pode atravessar a rua, dirigir seu carro, ir ao mercado? Veja bem a carga desses preconceitos e o quanto eles são prejudiciais. Eu sou fã do David Servan-Schreiber – psiquiatra e autor do livro “Curar”. Costumo citá-lo muito porque como médico, tem acesso a estudos interessantíssimos como esse abaixo: Estudo Na universidade de Yale, a professora Becca Levy estuda a influência dos estereótipos culturais sobre o funcionamento intelectual e físico durante o ultimo período da vida. Esse estudo levou a constatação que quando se tem uma visão positiva da velhice, como na China ou no Oriente onde quem envelhecer se torna uma pessoa de experiência valiosa e de sabedoria, essas pessoas têm menos distúrbios. Eu por ter morado na Ásia durante quase uma década, posso prestar este depoimento: nos parques de manhã, os idosos praticam tai chi chuan, aos domingos os jardins da cidade são

freqüentados com todas as gerações da família, nas sendas das florestas e dos parques se encontram idosos robustos, alegres com o pé firme. O estudo do Dr. Becca Levy consiste em avaliar a memória de pessoas de mais de 65 anos e mostrar numa tela palavras que elas não têm tempo de ver, mas que inconscientemente são registradas. Testadas novamente depois da sessão, aparece uma conclusão que deveria mudar nossos comportamentos na hora. Palavras como “sábio”, “culto” ou “guia” melhoravam a memória e as pessoas andavam mais rapidamente. Ao contrário, palavras como ”declínio”, “senilidade”, “envelhecimento”, “perdido” abaixavam as performances: a memória enfraquecia e elas andavam mais lentamente. Dona Marcela na estrada Dona Marcela (80 anos), dirige seu Clio Renault nas estradas da França, quase 1000 km num mesmo dia, na maior tranqüilidade, pára de vez em quando, usa o celular para avisar os filhos de que eles não devem se preocupar porque a estrada é boa e o tempo ensolarado, que atravessar o país é uma maravilha. Além disso, Dona Marcela anda todos os dias, respira com entusiasmo e cultiva o jardim. Ela mantém uma felicidade “à prova de balas” para todos os eventos bonitos do dia: encontro com o cachorro do vizinho, cheiro de flores na estrada, telefona para os filhos. Ah! Esqueci! Dona Marcela é crack na Internet, manda fotos para a família inteira, e sempre manda uma palavrazinha de encorajamento para cada um de seus filhos e netos. Isso ela faz todos os dias. Dona Jaqueline em forma Dona Jacqueline (87 anos), anda diariamente um mínimo de 5 km, bate qualquer um nos jogos de palavras-cruzadas, gosta de se deslocar de trem e ônibus. Compete com a Dona Marcela para definir se 14 de julho, aniversário da Revolução Francesa de 1942, caiu na quinta ou sexta-feira. Além disso, se desloca na árvore genealógica da família com mais habilidade que qualquer um de seus filhos e netos. Posso já ouvir as objeções: “Mas é na França, onde as condições de vida são diferentes”. É mesmo, mas para chegar nesse nível é

necessário pensar agora no futuro do País, e prever as estruturas para que a chamada terceira idade tenha conforto e dignidade. Antecipem percebendo que os avanços da medicina e a melhoria nas condições gerais de vida da população vão elevar a expectativa de vida dos brasileiros, que chegou a 70,4 anos em 2000 e que atingirá 81,3 anos em 2050. E necessário prever um quadro de vida que reconheça a experiência e sabedoria dessas pessoas acima de 65 anos. E necessário dar espaço e “futuro” para que essa geração possa nos ensinar sabedoria e filosofia de vida, que elas possam nos ensinar a força, a coragem, nos mostrar sua capacidade a ouvir nossos filhos, a dar ternura e colo, compartilhar vivência e aprendizagem.

Sedentarismo
O grande vilão é o sedentarismo. Atribuímos nossas limitações à idade, mas isso é um erro. Nunca é tarde demais para praticar uma atividade física. Conheço uma pessoa maravilhosa, a Maria Alice Corazza que faz um trabalho de vanguarda, com educação física para a terceira idade*. Insisto também para que você inicie a prática do yoga, pois lhe ajudará a manter as articulações sadias, a digestão feliz, a coluna vertebral flexível, o astral elevado, uma filosofia de vida elevada. Não acredite que porque sua saúde não está boa, você não pode praticar. Pelo contrário, comece agora para que os distúrbios desapareçam gradativamente e que você conquiste uma boa qualidade de vida. Pense já em você com “palavras” que ecoam sabedoria e saúde!

* Fonte IBGE * Maria Alice Corazza “Terceira Idade em Ação”

Nicole Witek é Yoga consultant, formada em yoga dinâmica, asthanga, yoga pré e pós natal, etc Fonte:

http://www1.uol.com.br/vyaestelar/yoga.htm vya eswtelar – 30 maio 2008 – -------------------------------------

“Terceira Idade & Atividade Física, Maria Alice Corazza, Informações - Terceira Idade & Atividade Física: Até o ano 2020, um em cada treze brasileiros será idoso. O crescimento da qualidade de vida no Brasil e no mundo gera esse fenômeno e a prática de atividades físicas está intimamente relacionada a essa mudança. Para o profissional da atividade física, esse é um mercado relativamente novo e são vários os caminhos que levam ao exercício profissional adequado com a terceira idade. As idéias da professora Maria Alice Corazza, uma profissional experiente e reconhecida, auxiliam e orientam, de forma extremamente prática, quanto aos aspectos técnicos e psicológicos dessa área, cuja maior característica é a doação e o amor ao próximo Maria Alice Corazza mostra neste livro uma visão sensível do envelhecimento combinado à prática de atividade física. Sua preocupação principal: valorizar a riqueza da vida madura. Mostrar que os caminhos ainda podem ser iniciados. Com muito sucesso, no decorrer dos anos trabalhados, a autora transmite experiência

prática, valorizando ainda mais o profissional de Educação Física e mostrando que a atividade física é realmente um dos caminhos para viver melhor. Autor(es): Maria Alice Corazza Páginas: 96 Nº da Edição: 2ª Ano da Publicação: 2005 Peso: 0.160 Isbn: 85-7655-033-4 Preço: R$ 27.00

Sumário
Terceira idade e direitos humanos População de idosos no Brasil Capítulo 1: Fisiologia do desenvolvimento Capítulo 2: Terceira idade Capítulo 3: O exercício Capítulo 4: Contra-indicações Capítulo 5: O turismo e a terceira idade Capítulo 6: Depoimentos Capítulo 7: Conversando francamente com o professor de educação física Capítulo 8: Obrigado, professor de educação física

Sobre a autora:
• Maria Alice Corazza - Curso Superior de Educação Física - UNAERP Ribeirão Preto - Especialização em Ginástica Rítmica & Natação - Criadora do método de Ginástica Expressiva - Mestrado em Sociologia e Política - Palestrante convidada no "Journey of Strategic and Sistemic Therapies" - Phoenix - EUA - Cursos de Psicomotricidade - Professora de Expressão Corporal - Dançaterapia - Ginástica e Hidroginástica na Faculdade da Terceira Idade da FMU.

- Apresentação semanal de Ginástica nos programas "Note & Anote - TV Record" - "Mãe de Gravata do Roni Von - TV Gazeta" - "TV Rede Vida". - Autora de duas Fitas de Vídeo com aulas de Ginástica para a Terceira Idade - Especialização e criação de variantes da Hidroginástica, como: Hidrodança - Hidro-recreação com a prática de materiais alternativos. - Autora de projetos para Congressos e Encontros para a "Feliz Idade" (Terceira Idade). -------------------------------------------

Benefícios da atividade física na melhor idade
Sandra Regina da Silva Takahashi Prof. Ms. Sérgio Tumelero (Orientador) tumelero.prof@toledo.br Faculdades Integradas Toledo de Araçatuba Curso de Educação Física (Brasil) 1/1 Introdução Conforme atesta (SILVA & BARROS, 1998; BARBOSA, 2001), a expectativa média de vida vem sofrendo um acréscimo. Isto se dá, devido à melhora da qualidade de vida, que "e a satisfação harmoniosa dos objetivos e desejos de alguém, além de implicar numa idéia de felicidade, ou seja, a ausência de aspectos negativos", afirma BERGER & MCINMAN apud BORGUETTI et al. (2000). Assim, para se obter essa qualidade de vida é necessária que haja um equilíbrio e um bem-estar entre o homem como ser humano, a sociedade em que vive e as culturas existentes.

Devemos sempre estar cientes de que, "uma velhice tranqüila é o somatório de tudo quanto beneficie o organismo, como por exemplo, exercícios físicos, alimentação saudável, espaço para o lazer, bom relacionamento familiar, enfim, é preciso investir numa melhor qualidade de vida" PIRES et al. (2000, p. 2). Com isso, este estudo vem buscar a qualidade de vida e a longevidade, pela atividade física na água "hidroginástica". Esta modalidade aquática que traz grandes benefícios, devido ao meio, para uma população muito especial que é a 3ª idade. Por outro lado, sabe-se que o processo de envelhecimento é acompanhado por uma série de alterações fisiológicas ocorridas no organismo (LEITE, 1990; WEINECK, 1991; SKINNER, 1991; FEDERIGHIL, 1995; FARO JR., LOURENÇO & BARROS NETO, 1996a; ZOGAIB, BITTAR & BICARRELO, 1996), bem como pelo surgimento de doenças crônico - degenerativas advindas de hábitos de vida inadequados (tabagismo, ingestão alimentar incorreta, tipo de atividades laboral, ausência de atividade física regular, etc.). Em virtude desses aspectos, acredita-se que a participação do idoso em programas de exercício físico regular poderá influenciar no processo de envelhecimento, com impacto sobre a qualidade e expectativa de vida, melhoria das funções orgânicas, garantia de maior independência pessoal e um efeito benéfico no controle, tratamento e prevenção de doenças como diabetes, enfermidades cardíacas, hipertensão, arteriosclerose, varizes, enfermidades respiratórias, artrose, distúrbios mentais, artrite e dor crônica (MATSUDO & MATSUDO, 1992; SHEPHARD, 1991). Afirmam (BARBOSA, 2001; SILVA & BARROS, 1996 e BONACHELA, 1994) que, a hidroginástica protelará o processo de envelhecimento e trará benefícios anatomofisiológicos, cognitivos e sócio-afetivos aos idosos, tornando-os mais sadios (ausência de doenças), independentes, sociáveis e eficientes, proporcionando-lhes uma melhor qualidade de vida.

Por esses motivos, diversos estudos nessa área têm procurado descrever os benefícios, dificuldades e peculiaridades do condicionamento físico, visando prevenir e atenuar o declínio funcional decorrente do processo de envelhecimento (LEITE, 1990; YAZBEK & BATIATELLA, 1994; ACSM, 1994; FEDERIGHI, 1995; MATSUDO & MATSUDO, 1993); outros trabalhos analisaram o risco à saúde decorrente da participação do idoso em programas de exercícios (WEINECK, 1991), ou os critérios mínimos de aptidão cardiorrespiratória e motora para sustentar o programa sem risco à saúde (LEITE, 1990). O treinamento esportivo para os idosos, não como campo de realização de altas performances, mas como meio para manutenção e alcance da saúde, tem sido estudada por APELL & MOTA (1991); outros trabalhos procuraram enfocar a capacidade de desempenho ou treinamento do idoso verificando os declínios funcionais e comparando-os aos de outros indivíduos (atletas, sedentários, pessoas jovens, etc.) (SKINNER, 1991; WEINECK, 1991). De acordo com PIRES et al. (2002), com o declínio gradual das aptidões físicas, o impacto do envelhecimento e das doenças, o idosos tende a ir alterando seus hábitos de vida e rotinas diárias por atividades e formas de ocupação pouco ativas. Os efeitos associados à inatividade e a má adaptabilidade são muito sérios. Podem acarretar numa redução no desempenho sérios, na habilidade motora, na capacidade de concentração, de reação e de coordenação, gerando processos de auto-desvalorização, apatia, insegurança, perda da motivação, isolamento social e a solidão. Assim, segundo (PIRES et al., 2002; BARBOSA, 2001; BONACHELA, 1994; KRASEVEC & GRIMES; POWERS & HOWLEY, 2000; SILVA & BARROS, 1996) as capacidades físicas, as modificações anatomo-fisiológicas, as alterações psicos-sociais e cognitivas, são regredidas ao decorrer do processo de envelhecimento, bem como:

Capacidades Físicas - há uma diminuição de: coordenação motora grossa e fina, habilidades, equilíbrio, esquema corporal, visão e audição;

Modificações Anatomo-fisiológicas - hipotrofia cerebral e muscular, diminuição da elasticidade vascular e muscular, concentração de tecido adiposo, tendência à perda de cálcio pelos ossos, desvios de coluna, redução da mobilidade articular, altura, densidade óssea, volume respiratório, resistência cardiopulmonar, freqüência cardíaca máxima, débito cardíaco, consumo máximo de oxigênio e mecanismos de adaptação (hermodinâmicos, termorreguladores,imunitários e hidratação), insuficiência cardíaca; • Função Cognitiva - é expressa pela velocidade de processamento das informações, assim influenciadas pela quantidade de motivação e estimulação. Com isso, só sofrerá negativas se não for estimulada. • Alterações Psicossociais - ocorre, a diminuição da sociabilidade, a depressão, mudanças no controle emocional, isolamento social e baixa auto-estima, ocasionadas pela aposentadoria, pela dificuldade auditiva, visual e motora, pela síndrome do ninho vazio (saída dos filhos, de casa), pela impotência sexual, entre outras.

Além do mais, essas alterações podem ocasionar várias patologias físicas e psíquicas. Cabe a nós, educador físico, usarmos da nossa profissão, como um dos meios de minimizar e prevenir estas, tornando-os indivíduos/idosos mais saudáveis, mais aptos, bem dispostos, independentes, reintegrados, com melhores condições de vida, valorizandose e sendo valorizado. PIRES et al. (2002) consideram que, a velhice sempre é vista como um período de decadência física e mental. É um conceito equivocado, pois muitos cidadãos que chegam aos 65 anos, já que esta é a idade oficializada pela Organização das Nações Unidas, como limite entre fase adulta e velhice, ainda são completamente independentes e produtivos. Acreditamos na decadência sim, mas da sociedade que perde, não dando valor ou criando espaços adequados para as necessidades de nossos velhos. A população idosa, em nosso país, cresce a cada dia e com ela as dificuldades e as necessidades de adequar soluções eficientes, junto aos

órgãos públicos, com o objetivo de tornar digna a vida de nossos idosos. Na elaboração de um programa de exercícios físicos é importante ter o conhecimento específico sobre a faixa etária em que o indivíduo está inserido e sobre as modificações que ocorrem neste período, além de considerar também as peculiaridades individuais. Neste sentido, diversos autores têm procurado apontar alterações decorrentes do processo de envelhecimento, bem como as implicações dessas alterações na elaboração e supervisão desses programas. O envelhecimento é um processo que, do ponto de vista fisiológico, não ocorre necessariamente em paralelo ao avanço da idade cronológica, apresentando considerável variação individual; este processo surge acompanhado por uma série de modificações nos diferentes sistemas do organismo, seja a nível antropométrico, muscular, cardiovascular, pulmonar, neural ou de outras funções orgânicas que sofrem efeitos deletérios, além do declínio das capacidades funcionais e modificações no funcionamento fisiológico (FARO JR., LOURENÇO & BARROS NETO, 1996a, 1996b; YAZBEK & BATISTELLA, 1994; MATSUDO & MATSUDO, 1993; SKINNER, 1991; MCARDLE,, KARTCH & KARTCH, 1986). O envelhecimento é marcado por um decréscimo das capacidades motoras, redução da força, flexibilidade, velocidade e dos níveis de VO2 máximo, dificultando a realização das atividades diárias e a manutenção de um estilo de vida saudável (MARQUES, 1996). Ocorrem alterações fisiológicas durante o envelhecimento que podem diminuir a capacidade funcional, comprometendo a saúde e qualidade de vida do idoso. Essas alterações acontecem: ao nível do sistema cardiovascular; no sistema respiratório com a diminuição da capacidade vital, da freqüência e do volume respiratório; no sistema nervoso central e periférico, onde a reação se torna mais lenta e a velocidade de condução nervosa declina e; no sistema músculo-esuqelético pelo declínio da potência muscular, não só pelo avanço da idade mas pela falta de uso e

diminuição da taxa metabólica basal (FARO JR., LOURENÇO & BARROS NETO, 1996c; MATSUDO & MATSUDO, 1992; SKINNER, 1991). Antes de iniciar qualquer tipo de exercício, considera-se importante que o idoso seja submetido a uma avaliação médica cuidadosa, constando preferencialmente de um teste de esforço para prescrição do programa, quanto a essa recomendação é importante levar em conta alguns critérios que deverão influenciar a seleção do protocolo e servem, também, para ilustrar algumas das importantes restrições impostas pelo envelhecimento quanto à realização de exercícios: a diminuição de VO2 máximo pode requerer que se opte por um teste de baixa e moderada intensidade e maior duração, isso se deve também a um maior tempo requerido para que se alcance o stead - stead; usar maior período de aquecimento e pequenos incrementos nas cargas ou incremento em intervalos de tempo maior; em função da maior fadigabilidade deve ser diminuída a duração total do teste; a diminuição dos níveis de equilíbrio e força indica o uso prioritário da bicicleta (ergômetro); a redução na coordenação muscular exige, muitas vezes, a realização de mais de um teste que se chegue a um resultado confiável; outros fatores como o uso de dentaduras, a diminuição da acuidade visual e auditiva, devem ser também considerados (MATSUDO & MATSUDO, 1993). A partir do reconhecimento desses fatores é possível compreender que o idoso é relativamente mais fraco, mais lento e menos potente; verificando-se com o avanço da idade uma redução no desempenho que requer regulação do sistema nervoso, como no caso do equilíbrio e do tempo de reação (SKINNER, 1991). Hidroginástica na terceira idade Como diz o nome, hidroginástica é a ginástica na água, a qual se diferencia das outras atividades, realçando alguns benefícios, devido às propriedades físicas que o meio oferece. BONACHELLA (1994) classifica as propriedades

físicas da água em densidade, flutuação, pressão hidrostática e viscosidade. Relatam (ROCHA, 1994; BONACHELA, 1994; MARQUES & PEREIRA, 1999), que as propriedades físicas da água irão auxiliar, ainda mais os idosos, na movimentação das articulações, na flexibilidade, na diminuição da tensão articular (baixo impacto), na força, na resistência, nos sistemas cardiovascular e respiratório, no relaxamento, na eliminação das tensões mentais, entre outros. Em suma, a piscina para o trabalho com a terceira idade, deve obter diferente plano de acesso como, degraus, rampas, barras de apoio ao redor das paredes das bordas, preferencialmente um piso antiderrapante, água bem tratada, profundidade crescente (não ocorrendo quedas bruscas) e variação da temperatura entre 28° a 30° C, RAUCHBACH,1990). È importante considerarmos que, antes de incluirmos o idoso nas aulas de hidroginástica, é necessário que o educador físico, tenha em mãos uma avaliação médica, para uma maior segurança do programa da atividade e do idoso, a fim de verificar a real capacidade funcional do aluno e de possível existência de problemas físicos. Segundo HARRIS apud KRASEVEC & GRIMES "o exercício adequado pode adiar ou menos retardar as alterações associadas à idade nos sistemas músculo-esquelético, respiratório, cardiovascular e nervoso central". Com isso, considera-se importante o conhecimento da população em que iremos desenvolver nosso trabalho (no nosso caso, o idoso), para podermos prescrever os exercícios adequados atendendo as necessidades morfológicas, orgânicas e emocionais do grupo, assim colhendo bons resultados, tornando a atividade mais produtiva e lúdica, para a terceira idade. Objetivos do programa de exercícios dirigidos a idosos Existe um consenso, que os objetivos de um programa de exercícios devem estar diretamente relacionados com as

modificações mais importantes e que são decorrentes do processo de envelhecimento. Desse modo, um programa de exercícios para idoso deve estar direcionado: a) ao melhoramento da flexibilidade, força, coordenação e velocidade: b) elevação dos níveis de resistência, com vistas a redução das restrições no rendimento pessoal para realização de atividades cotidianas; c) manutenção da gordura corporal em proporções aceitáveis. Esses aspectos irão influenciar na melhoria da qualidade de vida (MATSUDO & MATSUDO, 1992; APELL & MOTA, 1991; MARQUES, 1996) e poderá atenuar os efeitos da diminuição do nível de aptidão física na realização de atividades diárias e na manutenção de um maior grau de independência (MARQUES, 1996). O programa de exercícios para idosos deve proporcionar benefícios em relação às capacidades motoras que apóiam a realização das atividades da vida diária, melhorando a capacidade de trabalho e lazer e alterando a taxa de declínio do estado funcional (MARQUES, 1996; FARO JR., LOURENÇO & BARROS NETO, 1996c; ACSM, 1994). Afirmam (MATSUDO & MATSUDO apud SILVA & BARROS, 1998; PIRES et al., 2002; BARBOSA, 2001; BONACHELA, 1994; KRASEVEC & GRIMES), que os objetivos de um programam de atividade física, como hidroginástica, para a terceira idade, deve obter exercícios diretamente relacionados com as modificações mais importantes e que são decorrentes do processo de envelhecimento. Tais como: a. Promover atividades recreativas (para a produção de endorfina e andrógeno responsável pela sensação de bem-estar e recuperação da auto-estima); b. Atividades de sociabilização (em grupo, com caráter lúdico); c. Atividades moderadas e progressivas (preparando gradativamente o organismo para suportar estímulos cada vez mais fortes); d. Atividade de força, com carga (principalmente para os músculos responsáveis por sustentação/postura, evitando cargas muito fortes e contrações isométricas);

e. Atividades de resistência (com vista a redução das restrições no rendimento pessoal); f. Exercícios de alongamento (ganho de flexibilidade e de mobilidade) e g. Atividades de relaxamento (diminuindo tensões musculares e mentais). Também (KRASEVEC & GRIMES; BONACHELA, 1994), aconselham aos educadores físicos, a obterem de cada aluno idoso um exame médico, a freqüência cardíaca máxima, o período de ausência das atividades físicas, o nível de aptidão, sua idade atual, seus objetivos, suas insatisfações e satisfações emocionais, entre outras, para e por uma avaliação, assim podendo aplicar a aula respeitando a individualidade de cada aluno e as capacidades do grupo. Por conseguinte, atesta BONACHELA (1994) que a prática da hidroginástica, metódica e freqüente na terceira idade, é capaz de promover modificações morfológicas, sociais fisiológicas, melhorando as funções orgânicas e psíquicas. Segundo WEINECK (1991 e ACSM (1994) devem estar incluídos em um programa de exercícios para idosos o treino da força muscular, da mobilidade articular e da resistência; a preocupação quanto a essas variáveis se deve a notável diminuição da força muscular após os 60 anos de idade (PHILLIPS & HASKEL apud MARQUES, 1996), do mesmo modo, a flexibilidade e a resistência diminuem com a idade, sabe-se, porém, que este perda e maior quando os indivíduos não fazem qualquer atividade física. Desse modo, mesmo que se verifique uma redução da capacidade de trabalho com o avanço da idade, a atividade física e o treino podem contrabalançar estas alterações já mencionadas (MARQUES, 1996)). A composição do programa deverá observar os resultados obtidos em testes e medidas da aptidão física e dependerá dos objetivos, necessidades, estado de saúde e condicionamento do indivíduo, assim como do tempo, equipamentos e instalação disponíveis. O programa deverá conter basicamente um período de aquecimento e esfriamento, uma atividade de predominância aeróbia e

outra de predominância neuro muscular. No aquecimento devem ser realizados alongamentos e movimentos articulares para evitar lesões e contribuir para a manutenção da mobilidade articular. A atividade física bem estruturada e elaborada para os idosos, pode recuperar o ritmo e a expressividade do corpo, agilizar os reflexos e adequar os gestos a diferentes situações (SKINNER, 1991; LEITE, 1990; MATSUDO, 1992). São recomendados exercícios que estimulem a melhora cardiovascular (exercícios de endurance), devendo ser incluídos nos programas exercícios de aquecimento e volta à calma além de um trabalho de força muscular. Para YAZBECK & BATISTELLA (1994) o programa de exercícios para idosos deve ser composto basicamente por exercícios dinâmicos (predominantemente isotônicos) para gerar benefícios ao sistema cardiovascular e respiratório. Em síntese o programa de exercícios deverá ser constituído por partes que estão relacionadas a objetivos específicos e, conseqüentemente, visando promover melhorias quanto à sensação de bem estar e nível de saúde. Cuidados e restrições A participação do idoso em programas de exercícios físicos deve observar os cuidados e restrições indicadas abaixo: Restrições Altas intensidades de exercícios (MARQUES, 1996; MATSUDO & MATSUDO, 1993; FARO JR., LOURENÇO & BARROS NETO, 1996c) • Solicitação do sistema anaeróbico deve ser evitada (MARQUES, 1996, LEITE, 1990; FARO JR., LOURENÇO & BARROS NETO, 1996c) • Exercícios isométricos (MARQUES, 1996, LEITE, 1990; FARO JR., LOURENÇO & BARROS NETO, 1996c) • Movimentos rápidos e bruscos (MATSUDO & MATSUDO, 1992)

Cuidados

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Não ultrapassar a amplitude máxima dos movimentos (MARQUES, 1996) • Não prolongar exercício na presença de dor (MARQUES, 1996) Uso de medicamentos (YAZBECK & BATISTELLA, 1994) Não levar a exaustão (MATSUDO & MATSUDO, 1992)

Exercícios de elevada intensidade e a conseqüente solicitação do sistema anaeróbio devem ser evitados, por conduzirem a um maior desgaste muscular e aumentarem o risco de lesões nessas estruturas, além de produzirem efeitos sobre o VO2 máximo, limiar anaeróbio e respostas cardiorrespiratórias, que são muito similares àqueles obtidos através de exercícios de baixa e moderada intensidade (MARQUES, 1996; MATSUDO & MATSUDO, 1993; FARO JR., LOURENÇO & BARROS NETO, 1996c). Os exercícios nunca devem ser realizados até a exaustão, fadiga e na presença de dor, pois esses são fatores que podem indicar a realização de atividades intensas, resposta dessa natureza, recomendam a interrupção da sessão de exercícios e a necessidade de redimensionamento da prescrição (MARQUES, 1996; MATSUDO & MATSUDO, 1992). Existem indicações de que os exercícios estáticos (MARQUES, 1996) e utilização da manobra de valsalva (MATSUDO & MATSUDO, 1992) são contra indicados em programas dirigidos para idosos, devido as suas implicações sobre a elevação da pressão arterial. Da mesma maneira, movimentos abruptos, transições entre altas e baixas intensidades, mudanças bruscas de posição e movimentos rápidos da cabeça são atividades que podem representar um risco desnecessário em programas destinados a esse tipo de público. Os movimentos podem se realizados com extensão completa, mas a amplitude máxima de uma articulação não deve ser ultrapassada, pois os movimentos de hiper extensão afetam a estabilidade das articulações e podem ter como conseqüência, danos e dores mais ou menos permanentes (MARQUES, 1996). Objetivos

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Quantificar alguns efeitos da atividade física para pessoas com faixa etária superior a 60 anos. Oportunizar melhor qualidade de vida para pessoas com idades mais avançadas. Metodologia

Participaram destas avaliações 30 pessoas com faixa etária superior a 60 anos. Estes voluntários foram avaliados sem duas ocasiões, uma em março de 2003 e outra em setembrode2003, caracterizando as avaliações iniciais e finais. Utilizamos nestas avaliações uma balança para controle do peso corporal e a pista de atletismo do estádio Municipal de Guararapes - SP. Resultados O gráfico 1 mostra a faixa etária dos indivíduos participantes das atividades, onde 70% dos mesmos tem idades entre 60 e 70 anos, 26,6% entre 71 e 80 anos e 3,3% acima de 81anos. Quando observamos o peso corporal apresentado pelos voluntários observamos que: 10% delas aumentaram o peso corporal, 60% mantiveram o peso corporal durante este período e que 30% reduziram o peso corporal quando comparamos a avaliação inicial e final. Estes valores estão representados no gráfico 2.

Gráfico 1: Representa a idade dos voluntários participantes.

Gráfico 2: Representa o peso corporal dos avaliados. Para avaliação da flexibilidade, utilizamos a técnica de sentar e levantar e ainda separamos os indivíduos por grupos: Pessoas que não conseguiam fazer atividades de sentar e levantar (grupo 1), 13,3% na primeira avaliação e 0% na segunda avaliação. Grupo 2 (pessoas que apresentavam muita dificuldade em fazer atividades de sentar e levantar do chão, precisavam de ajuda) 23,3% na primeira avaliação e 0% na segunda avaliação. Para as pessoas que apresentavam alguma dificuldade, mas conseguiam realizá-las sem ajuda (grupo 3) o percentual da primeira avaliação era de 40%, passando para 26,6% na

segunda avaliação. No grupo 4 (pessoas que não apresentavam dificuldades para a atividade) na primeira avaliação era de 23,3%, passando, na segunda avaliação para um percentual de 73,3%. Todos estes valores estão representados no gráfico 3.

Gráfico 3: Representa a flexibilidade no teste de sentar e levantar. No gráfico 4 representamos a resistência através da caminhada com duração de 30 minutos, numa pista com 405 metros, onde encontramos no início 4 pessoas (15%) dando apenas 2 voltas na pista. Após este período nenhuma pessoa foi classificada com duas voltas de percurso. Para 18 pessoas (60%) a distância percorrida na primeira avaliação foi de 3 voltas, já na segunda avaliação apenas 3 pessoas (10,2%) deram somente 3 voltas na pista. 20% delas (6 pessoas) deram 4 voltas na pista em 30 minutos na primeira avaliação, na segunda avaliação estes valores foram de 26,6% (8 pessoas). Duas pessoas (5%) deram 6voltas na primeira avaliação, comparados com 14 pessoas (46,6%) na segunda avaliação. Na segunda avaliação, ainda, 5 pessoas (16,6%) caminharam mais de 6 voltas, quando no início nenhuma pessoa atingiu esta distância. Todos estes valores estão representados no gráfico 4.

Gráfico 4: Representa a resistência nas atividades de caminhada num tempo de 30 minutos. Além disso, todos os avaliados relataram que houve uma diminuição no uso de medicamentos, diminuição da taxa de colesterol e trigicéris no nível do diabetes. Conclusões O declínio das capacidades físicas e as modificações fisiológicas decorrentes do envelhecimento são aspectos fundamentais para a elaboração de programas de exercícios para idosos. Viu-se que os objetivos desses programas deverão estar diretamente relacionados com as alterações decorrentes do processo de envelhecimento, assim as metas associadas à prática de exercícios deveriam ser: melhoria da qualidade de vida, retardamento das alterações fisiológicas, melhoria das capacidades motoras e benefícios sociais, psicológicos e físicos. Quanto à composição da sessão de exercícios existem referências, nos trabalhos consultados, em relação aos seguintes componentes: a. Aquecimento - incluindo exercícios de alongamento e atividades físicas de baixa intensidade; b. Parte principal - incluindo exercícios de resistência aeróbia, força e resistência muscular e;

c. Volta à calma - incluindo exercícios de alongamento. Quanto a esse assunto, uma grande lacuna observada diz respeito a disposição seqüencial adequada, do mesmo modo, falta um maior esclarecimento sobre a função e organização das atividades em cada um desses componentes. Não foram verificadas divergências quanto ao tipo e freqüência semanal, contudo, observou-se grandes variações na indicação da duração e intensidade recomendada em programas de exercícios dirigida para idosos. Existiu uma abordagem diversificada quanto ao modo de progressão dos exercícios, além de existirem poucas referências na literatura a respeito das atividades visando desenvolvimento da força muscular e flexibilidade. A maioria das idosas começou a praticar atividade física e não parou mais. Relatam que hoje coisas mínimas que antes não conseguiam fazer, já fazem com facilidade, como o ato de sentar no chão. Uma aluna relatou que com a hidroginástica não sentiu mais dores lombares e na cervical e diminuiu o uso de medicamentos. Que antes tinha muita insônia e que isso melhorou muito depois que começou a praticar atividade física. Enfim, com a prática de qualquer atividade física, a terceira idade se sentirá mais útil, independente, com mais esperança e vontade de viver, mais auto-estima, com maior vitalidade e disposição, tornando-se seres mais saudáveis, sociáveis e felizes. Que a atividade física proporciona bem estar, além de proporcionar em alguns casos diminuição do peso corporal, aumento da flexibilidade, aumento da resistência e diminuição do uso de medicamentos. Referências bibliográficas

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Fonte: http://www.efdeportes.com/ Revista Digital - Buenos Aires - Año 10 - N° 74 - Julio de 2004