You are on page 1of 23

Licitações e Contratos Administrativos.

Tribunal de Contas da União.
Decisões compiladas mais relevantes do TCU nos anos de 2012 e 2013.
O presente guia tem por intuito abordar as decisões do Tribunal de Contas da União
mencionadas nos informativos de jurisprudência do Tribunal nos anos de 2012 e 2013,
destacando os temas que foram mais recorrentes na corte na matéria de Licitações e Contratos
Administrativos.
Por: Tamoio Athayde Marcondes
1. A fixação de prazo de vigência para as contratações efetuadas pela Administração
Pública é, à luz do art. 37, inciso XXI, da Constituição Federal, impositiva,
independentemente do regime legal sob o qual foram fundamentadas.
Analisando a tese, o relator destacou que a imposição de prazo é de índole constitucional, pois
é inerente ao art. 37, inciso XXI, da Constituição Federal (que dispõe sobre o dever de licitar
para a Administração Pública), “que as contratações públicas devem ter um determinado prazo
de vigência, pois, em decorrência de excessivo transcurso de tempo, não há como se garantir
que os termos pactuados ainda sejam compatíveis com os princípios ínsitos à realização de
licitação – isonomia, economicidade e impessoalidade, dentre outros. Em outras palavras, o
passar do tempo impõe a confirmação, mediante nova licitação, de que estão sendo atendidos os
preceitos constitucionais referentes às contratações públicas”. E destacou que o raciocínio é
aplicável “mesmo que a contratação original tenha sido realizada sem licitação, pois o passar do
tempo impõe a reanálise dos fundamentos que motivaram a contratação direta, inclusive quanto
ao preço praticado”. Acórdão 1375/2013-Plenário, TC 013.012/2006-8, relator Ministro
Benjamin Zymler, 5.6.2013.
2. As entidades integrantes do Sistema S (Serviços Sociais Autônomos) não estão obrigadas
a utilizar a modalidade pregão para a aquisição de bens e serviços comuns.
O relator registrou que "o TCU tem o entendimento pacificado de que as entidades do
Sistema S, entre elas o Serviço Social do Comércio (Sesc), não estão obrigadas a seguir
rigorosamente os termos da Lei nº 8.666/1993 e não são alcançadas pelo comando contido
no art. 4º do Decreto nº 5.450/2005, que impõe a utilização da modalidade pregão para a
aquisição de bens e serviços comuns, no âmbito da União. Tais entidades ... estão
obrigadas ao cumprimento de seus regulamentos próprios, os quais devem estar pautados
nos princípios gerais do processo licitatório e consentâneos ao contido no art. 37, caput, da
Constituição Federal”. Acórdão 1392/2013-Plenário, TC 028.450/2010-8, relator Ministro
Raimundo Carreiro, 5.6.2013.
3. A sistemática de licitação estabelecida pela Lei 8.666/93 impõe - diferentemente dos
regramentos estabelecidos para as concessões, as parcerias público-privadas, o pregão e o
RDC - que o exame das propostas de preços oferecidas pelos licitantes deve ocorrer
somente após a etapa de habilitação das empresas.
Sobre o tema, o relator registrou que nos certames regidos pela Lei 8.666/93 a verificação dos
documentos de habilitação antecede a abertura das propostas de preços. Consignou, ainda, que
“apesar de alguns diplomas legais posteriores à Lei n. 8.666/1993 terem disciplinado, de forma
impositiva ou facultativa, a inversão dessas fases, como a Lei n. 8.987/1995 (Concessão de
Serviços Públicos), a Lei n. 10.520/2002 (Pregão), a Lei n. 11.079/2004 (Parcerias PúblicoPrivadas) e a Lei n. 12.462/2011 (Regime Diferenciado de Contratação), não há que se
baralhar os procedimentos de um e de outro regramento, sob pena de se criar um mecanismo
híbrido sem guarida no ordenamento jurídico.”. Acórdão 1415/2013-Plenário, TC
000.341/2010-0, relator Ministro Substituto Marcos Bemquerer Costa, 5.6.2013.

Tamoio Marcondes – Procurador Federal e Coordenador do Curso Ênfase.
tamoiom@gmail.com

Licitações e Contratos Administrativos.
Tribunal de Contas da União.
Decisões compiladas mais relevantes do TCU nos anos de 2012 e 2013.
4. A introdução do conceito de "Desenvolvimento Nacional Sustentável" no art. 3º da Lei
8.666/1993 não autoriza: (i) o estabelecimento de vedação a produtos e serviços
estrangeiros e, (ii) a admissão de margem de preferência para contratação de bens e
serviços, sem a devida regulamentação por decreto do Poder Executivo Federal.
O Tribunal, ao acolher a proposta do relator, decidiu que: a) é ilegal o estabelecimento de
vedação a produtos e serviços estrangeiros em edital de licitação, uma vez que a Lei
12.349/2010 não previu tal situação; b) é ilegal o estabelecimento, por parte de gestor público,
de margem de preferência nos editais licitatórios para contratação de bens e serviços sem a
devida regulamentação via decreto do Poder Executivo Federal, estabelecendo os percentuais
para as margens de preferência normais e adicionais, conforme o caso e discriminando a
abrangência de sua aplicação. Acórdão 1317/2013-Plenário, TC 032.230/2011-7, relator
Ministro Aroldo Cedraz, 29.5.2013.

5. É admitida excepcionalmente a contratação direta de locação sob medida (operação
built to suit), por meio de licitação dispensável fundada no art. 24, inciso X, da Lei
8.666/1993, desde que, além da observância das demais disposições legais aplicáveis ao
caso, o terreno onde será construído o imóvel seja de propriedade do particular que será o
futuro locador.
A locação sob medida consiste na locação de um imóvel construído pelo futuro locador
conforme especificações pré-definidas pelo futuro locatário. O locador recebe aluguéis cujo
valor permite o retorno dos investimentos realizados na construção e a remuneração do uso do
bem imóvel por um longo período previamente determinado. Ao analisar a possibilidade de ser
dispensada a licitação na contratação de locação sob medida, o relator observou que, nos termos
do art. 24, inciso X, da Lei 8.666/1993, "a licitação pode ser dispensada apenas nos casos em
que as necessidades de instalação e de localização condicionem a escolha de determinado
imóvel que a Administração pretende buscar a locação e desde que o preço da locação se
mostre compatível com o valor de mercado, segundo avaliação prévia"Acórdão 1301/2013Plenário, TC 046.489/2012-6, relator Ministro Substituto André Luís de Carvalho, revisor
Ministro Benjamin Zymler, 29.5.2013.
6. Para o aperfeiçoamento da contratação e gestão de contratos de prestação de serviços
de natureza contínua, recomenda-se à Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação
do Ministério do Planejamento a incorporação dos seguintes procedimentos à IN/MP
2/2008:
6.1. Fixação de índices financeiros específicos como condição de habilitação econômicofinanceira de licitantes na contratação de serviços terceirizados contínuos.
Para o relator, a legislação, acertadamente, não estabeleu, de forma exata, quais critérios,
índices e valores econômico-financeiros a serem requeridos dos licitantes como condição de
habilitação, em face da diversidade dos objetos que uma licitação pode envolver. Para ele, "a lei
estabeleceu sim, determinados limites para as exigências a serem feitas pela administração,
como valor máximo de patrimônio líquido, vedação da imposição de faturamento anterior ou
índices de rentabilidade ou lucratividade, proibição da exigência de índices e valores não
usualmente adotados. A lei também requer, de forma explícita, que a comprovação da boa
situação financeira seja feita de forma objetiva por meio de índices devidamente justificados no
processo administrativo da licitação. Acórdão 1214/2013-Plenário, TC 006.156/2011-8,
relator Ministro Aroldo Cedraz, 22.5.2013.
6.2. Demonstração de vantajosidade econômica da prorrogação contratual, sem a
necessidade de pesquisa de mercado, quando previstos requisitos contratuais de reajuste
salarial, de índices de preços de insumos e de limites de preço para contratação.

Tamoio Marcondes – Procurador Federal e Coordenador do Curso Ênfase.
tamoiom@gmail.com

8.847/2012-9.IPCA/IBGE.5. por si só. b) previsão de que as repactuações de preços envolvendo materiais e insumos (exceto.2013. 114 da Lei nº 8. para estes últimos.666/93. É um procedimento que se insere na esfera discricionária do Administrador".156/2011-8. não afasta o cabimento da pré-qualificação de licitantes. uma extensa relação de documentos.2013. acordo coletivo de trabalho ou em decorrência de lei. sugeriu que se entendesse desnecessária a realização de pesquisa junto ao mercado e a outros órgãos/entidades da Administração Pública para a prorrogação de contratos de natureza continuada. na ausência de índice setorial. a eles correlacionados. Acórdão 1214/2013-Plenário. não mais se exigindo os diversos outros documentos hoje previstos na IN/MP 2/2008. Ainda na representação que analisou aspectos relacionados aos contratos de prestação de serviços de natureza contínua. o Tribunal tratou da questão da fiscalização da documentação relativa ao cumprimento de obrigações trabalhistas e sociais por parte das empresas contratadas. "a administração tem exigido das contratadas. 7. serão efetuadas com base em índices setoriais oficiais. Na mesma representação. a partir das conclusões do grupo de trabalho interinstitucional.3. previamente definidos no contrato. que demandam considerável esforço dos setores dos órgãos que exercem a fiscalização contratual". por força da IN/MP 2/2008. A análise de toda essa documentação acabaria afastando a fiscalização de sua atividade precípua. 29 da Lei 8. A ausência de complexidade do objeto a ser licitado. tamoiom@gmail. 6. Acórdão 1214/2013-Plenário.666/93. Em seu voto.666/93. quanto a obrigações decorrentes de acordo ou convenção coletiva de trabalho e de Lei). ou. Acórdão 1232/2013-Plenário. 22. 22. na falta de índice setorial oficial específico. desde que satisfeitos os requisitos Tamoio Marcondes – Procurador Federal e Coordenador do Curso Ênfase. Decisões compiladas mais relevantes do TCU nos anos de 2012 e 2013. por outro índice oficial que guarde maior correlação com o segmento econômico em que estejam inseridos ou adotando. TC 043.666/1993 admite a pré-qualificação de licitantes em concorrências cujo objeto a ser licitado recomende a análise mais detida da qualificação técnica dos interessados. Tribunal de Contas da União. assegurando a vantajosidade da prorrogação: a) previsão de que as repactuações de preços envolvendo a folha de salários serão efetuadas somente com base em convenção. Comprovação de regularidade com as obrigações sociais e trabalhistas. diante das informações apresentadas. pois a escolha do contratado é opção discricionária do gestor.666/1993..156/2011-8. prevista no art. o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo . o Tribunal cuidou da questão da baixa eficiência e efetividade das pesquisas de mercado atualmente para subsidiarem as prorrogações contratuais. Nas contratações diretas não há que se falar em direcionamento ilícito. 22. . a ausência de complexidade não afasta o cabimento da pré-qualificação". respaldada apenas pela apresentação da documentação prevista na Lei 8. Destacou que "a jurisprudência do Tribunal aponta para a admissibilidade da pré-qualificação quando a peculiaridade do objeto a ser licitado assim a justificar. desde que as seguintes condições contratuais estejam presentes. É admitida a realização da pré-qualificação em razão de peculiaridades do objeto que justifiquem a opção do gestor pela sua adoção. o que levou a votar por que se recomendasse à Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento (SLTI/MP) que incorpore à norma em questão regra que estabeleça que os pagamentos às empresas terceirizadoras de mão de obra fossem condicionados apenas à apresentação da documentação prevista na Lei 8. TC 006. que seria a de verificar a adequada execução do contrato. Para o relator. TC 006. o relator.". O Relator anotou que "o art. para pagamento às empresas de prestação serviços contínuos de terceirização. seria suficiente que os pagamentos às contratadas fossem realizados exclusivamente com base na documentação prevista no art.5. relator Ministro Raimundo Carreiro. Portanto.5.2013. relator Ministro Aroldo Cedraz. Para o relator.com .. 114 da Lei 8. relator Ministro Aroldo Cedraz. o que foi aprovado pelo Penário.Licitações e Contratos Administrativos.

o TCU primeiramente entendeu ser possivel a aplicação do art. Acórdão 1157/2013-Plenário. uma vez que foram feitas alterações substanciais em serviços necessários à execução da obra”.666/93. ao discorrer sobre a evolução jurisprudencial do TCU acerca da matéria. com expresso amparo no art. 26 da Lei 8. . caracterização da situação emergencial. para a realização de vestibulares. inciso XIII. com fundamento no art. relatora Ministra Ana Arraes. razão da escolha do contratado e. inclusive na Súmula TCU 261. como ocorreu nestes autos. “a atualidade do projeto básico é. algo relevante e excepcional". TC 011. uma questão de lógica. XIII. 24. Decisões compiladas mais relevantes do TCU nos anos de 2012 e 2013. porque. Tribunal de Contas da União. A dispensa prevista na Lei nº 8. uma questão de lógica. tem dever de assegurar aos participantes que o que se busca está balizado em parâmetros e elementos que traduzem fielmente o objeto almejado. 9. a celebração de uma série de termos aditivos. eis que. De fato. da Lei 8.5. se a entidade se propõe a realizar determinado procedimento licitatório. o princípio da isonomia tem a sua aplicação pontualmente afastada em prol de outros interesses públicos. 24. desde a contratação do projeto básico. Esclareceu ainda: “Nessas situações. induz os participantes a erro na apresentação da proposta baseada em realidade que não mais existe.666/1993. porque a Administração tem o dever de assegurar aos participantes da licitação que o objeto almejado está definido em parâmetros e elementos que traduzem fielmente sua adequação e composição. desde que haja nexo efetivo entre a natureza da instituição e o objeto contratado e compatibilidade com os preços de mercado. antes de qualquer exigência legal. na sua adequação. 15. a relatora acrescentou: “não merece prosperar a tentativa de defender que alterações posteriores do contrato tiveram respaldo no art. antes de qualquer exigência legal.666/1993: justificativa do preço. já se sabia de sua defasagem e de sua incompatibilidade com o objeto a ser licitado”. inciso XXI. O Tribunal negou provimento aos recursos. inciso IV. posto que aquele normativo legal regula alterações que possam vir a ocorrer na execução do contrato em razão de certas circunstâncias que devem ser justificadas. É possível a contratação de fundação de apoio por dispensa de licitação.2013. o Tribunal. de modo a se evitar a apresentação de propostas com base em realidade que não mais existe e a necessidade de termos aditivos que acabam por descaracterizar o objeto licitado. para a realização de vestibular. A atualidade do projeto básico é. da Lei 8. 37. Acórdão 1169/2013-Plenário. não vislumbro sentido em se falar em direcionamento ilícito para a realização de contratações diretas”. tamoiom@gmail. relator Ministro Benjamin Zymler. 24. Não é o caso que agora se examina. para a contratação de fundações de apoio por universidades. a urgência em atendimento de situações de calamidade pública provocou a necessidade de realização de contratações por dispensa de licitação.com .666/1993. da Constituição Federal. entende que não há diferença substancial entre a contratação para realização de concurso para admissão de servidores e o vestibular para ingresso nas instituições de Tamoio Marcondes – Procurador Federal e Coordenador do Curso Ênfase. da Lei 8. hoje. inciso XIII. 15. O relator.2013. 10. da Lei 8. começou a ser dirimido a partir do Acórdão 1534/2009 – 1ª Câmara.666/1993.Licitações e Contratos Administrativos. em que se entende que o interesse público será melhor atendido caso a administração efetue contratações sem a realização de prévia licitação”. desde que tendo pertinência com o desenvolvimento institucional da contratante (Acórdão 569/2005 – Plenário).666/1993 às atividades relacionadas à promoção de concurso público. O debate sobre a aplicabilidade do art. No caso concreto. Além de se amparar na jurisprudência consolidada do Tribunal. que descaracterizaram totalmente o objeto licitado. de acordo com o disposto no art. somente se aplica ao desenvolvimento institucional. inc. TC 007.. 24. estabelecidos no art.. Caso contrário.666/1993. composição e atualidade. inciso XIII. que reconheceu a legitimidade desse procedimento. se for o caso.5.286/2008-3. 65 da Lei 8. Em sendo assim.416/2010-6. art 24. destacou que "Ao longo dos anos. o relator ponderou que a essência do instituto da contratação direta é justamente a escolha do futuro contratado pela Administração: “Trata-se de opção do legislador. o que acarreta.

para realização do Enem é admitida desde que haja nexo efetivo entre a natureza da instituição e o objeto contratado e compatibilidade com os preços de mercado". Tamoio Marcondes – Procurador Federal e Coordenador do Curso Ênfase. 8. “Primeiramente. não representam prejuízo para a Administração. não repercutem nos serviços prestados nem interessam à administração. “no caso em que os custos digam respeito ao relacionamento do contratado com terceiros. 25. a natureza singular não deve ser compreendida como ausência de pluralidade de sujeitos em condições de executar o objeto. a meu ver. significa complexidade e especificidade. a natureza singular não deve ser compreendida como ausência de pluralidade de sujeitos em condições de executar o objeto. ou seja. mas apenas extensão da política remuneratória praticada pelo contratado em relação a seus empregados”.Licitações e Contratos Administrativos. da Lei 8. apesar de a avença prever pessoal sob o regime de CLT. mas sim como uma situação diferenciada e sofisticada a exigir acentuado nível de segurança e cuidado. Tribunal de Contas da União.com . porque singularidade. representaria colocar indevida e desnecessariamente o controle externo a serviço da tutela do relacionamento do contratado com terceiros”. entendo não existir um serviço que possa ser prestado apenas e exclusivamente por uma única pessoa. Acórdão 1074/2013Plenário. 24.Plenário. em favor de seus empregados. 7. de sua relatoria. além de não constituir finalidade pública. 25.A.856/2005-5. O conceito de singularidade de que trata o art. A existência de um único sujeito em condições de ser contratado conduziria à inviabilidade de competição em relação a qualquer serviço e não apenas em relação àqueles considerados técnicos profissionais especializados. ao mesmo tempo. “a vinculação do contratado à composição de custos acordada deve ser observada somente quanto aos aspectos sobre os quais o contratado tenha controle e.” Seguindo o voto do relator. – Transpetro apontou possível irregularidade em contratações diretas por inexigibilidade de escritório de advocacia. o relator considerou tratar-se “de exemplo típico de inexigibilidade de licitação”. mas sim como uma situação diferenciada e sofisticada a exigir acentuado nível de segurança e cuidado. Eventuais vantagens auferidas pela contratada decorrentes da subcontratação de cooperativa de trabalho. na prestação dos serviços. se esses benefícios representarem não insumos dos serviços contratados pela administração. TC 024. por restar justificada a natureza singular das atividades a serem realizadas pelo escritório contratado. refiram-se a interesses diretos da administração contratante”. porque o conceito de singularidade não está vinculado à ideia de unicidade. pois. 12. inciso II. mas de complexidade e especificidade.405/2007-1. se não houver expressa disposição acordada em contrário.666/1993 não está vinculado à ideia de unicidade. as justificativas dos responsáveis foram acatadas pelo Plenário.” “Em segundo lugar. relator Ministro Benjamin Zymler. de benefícios cotados em sua planilha de custos. Auditoria na Petrobras Transportes S. Dessa forma.5. da Lei 8. da Lei 8. o relator destacou que o crucial é a Administração se certificar “de que. no âmbito do Programa de Modernização e Expansão da Frota da Transpetro – Promef. tamoiom@gmail. Para fins de subsunção ao art. "o Tribunal firmou entendimento de que a contratação. Diante do contexto em exame.666/93. ensino". TC 019. 11.2013. o relator acrescentou que recentemente. inciso XIII. Dessa forma. os preços contratados e praticados sejam condizentes com o mercado. relator Ministro José Jorge. pois. Acórdão 2506/2013-Segunda Câmara.666/1993. não se revela cabível qualquer intervenção da administração. Decisões compiladas mais relevantes do TCU nos anos de 2012 e 2013.2013. Ainda sobre a aplicabilidade do art. dizem respeito exclusivamente à gestão de custos da empresa contratada e ao relacionamento desta com terceiros De acordo com os precedentes citados: “não traduz prejuízo para a Administração o fato de o contratado não efetuar pagamentos.5. inciso II. Transcrevendo parte da manifestação do Ministério Público. por meio do Acórdão 3019/2012 . o que tornaria letra morta o dispositivo legal. por dispensa de licitação.

inciso III.666/1993 (suspensão temporária de participação em licitação e impedimento de contratar com a Administração) tem aplicação restrita ao órgão ou entidade que a cominou. da Lei 8. inciso III. A alteração do contrato social no curso do certame não descaracteriza a irregularidade e constitui indício de simulação e fraude à licitação Argumentou que "mesmo ao se considerar lícita a alteração do contrato social. tamoiom@gmail.4.4.Plenário.666/1993. relator Ministro Raimundo Carreiro. 30 da Lei 8.4. então a decisão de subcontratar uma cooperativa para a execução dos serviços previstos no Contrato DT-TUC 004/75 representou uma questão interna do consórcio contratado. TC 006. Acórdão 2420/2013Primeira Câmara. 87. elenca de forma exaustiva todos os documentos que podem ser exigidos para habilitar tecnicamente um licitante Tamoio Marcondes – Procurador Federal e Coordenador do Curso Ênfase. Se. Isso porque.666/1993. 13.2013. deve ser proibida. visto não estarem estes últimos documentos entre os relacionados no rol exaustivo do art.666/93 produz efeitos apenas no âmbito do órgão ou entidade que a aplicou (Acórdãos 3. 23. as vedações explicitadas nesse dispositivo legal estão sujeitas a analogia e interpretação extensiva . 24. 9º. 16. esclarecendo que “o Tribunal pacificou a sua jurisprudência em considerar que a sanção prevista no art. inciso III." .675/20131. nos autos. 87 da Lei 8.2013. 24.621/2009-7. da Lei 8. que impõe a ‘suspensão temporária para participar em licitação e impedimento para contratar com a Administração.243/2012 – TCU – Plenário”. O relator refutou todos os argumentos. da Lei 8. A sanção de suspensão temporária de participação em licitação e impedimento de contratar com a Administração. tem aplicação restrita ao órgão ou entidade que a aplicou” e restabeleceu “o entendimento já consolidado na sua jurisprudência. Tribunal de Contas da União. Acórdão 842/2013-Plenário. no caso presente. E mais: “Interpretação distinta de tal entendimento poderia vir a impedir a participação de empresas que embora tenham sido apenadas por órgãos estaduais ou municipais com base na lei do pregão. mas que viole o dever de probidade imposto a todos os agentes públicos ou pessoa investida desta qualidade. A participação de empresa cujo sócio tenha vínculo de parentesco com servidor da entidade licitante afronta. tal como especificado. Ou seja. 87 da Lei nº 8.Licitações e Contratos Administrativos.com . o disposto no art.2013.748/2000-9. "qualquer situação que não esteja prevista na lei. não se afastou do impedimento constante do art. Decisões compiladas mais relevantes do TCU nos anos de 2012 e 2013. Acórdão 1019/2013.. conforme Acórdão 3. Acórdão 1017/2013-Plenário. lembrou que “a jurisprudência recente desta Corte de Contas é no sentido de que a sanção prevista no inciso III do art. A respeito de tal questão. 9º. o objeto do contrato. ao utilizar a expressão ‘limitar-se-á’.782/2012-5. TC 018. A sanção prevista no art. não estão impedidas de participar de licitações no âmbito federal”. por interpretação analógica. 14. alusiva à sua maneira particular de gerir o negócio e de compor e administrar seus custos”. prevista no art.666/1993.243/2012-Plenário)”.4. 15.666/1993. relator Ministro Benjamin Zymler. relator Ministro Valmir Campelo. esses requisitos foram satisfeitos – e não há. 87. inciso III. da Lei 8. da Lei 8. relator Ministro Aroldo Cedraz.666/1993". o relator anotou que “a jurisprudência do Tribunal é firme no sentido de que o art. TC 046.666/1993.666/1993. alcança apenas o órgão ou a entidade que a aplicou O relator. no sentido de fazer a distinção nítida entre as sanções previstas nos aludidos incisos III e IV do art. 87. "consoante a jurisprudência desta Corte. inciso III. que o contratado observe as normas aplicáveis à atividade por ele exercida e que lhe entregue.2013. por prazo não superior a 2 (dois) anos’. É indevida a exigência de que atestados de qualificação técnica sejam acompanhados de cópias das respectivas notas fiscais. TC 008. ao examinar os esclarecimentos trazidos aos autos. 10. por ser incompatível com os princípios constitucionais da impessoalidade e da moralidade”. 30 da Lei 8..439/2012-Plenário e 3. elementos que indiquem o contrário –.

e desclassificar as licitantes Joaquim Gouveia e Edec Engenharia. 16. “A jurisprudência do TCU também é firme no sentido de admitir o pagamento antecipado apenas em condições excepcionais. enquanto o inciso XII diz respeito à extinção da avença por razões de interesse público”.com . sendo necessárias ainda Tamoio Marcondes – Procurador Federal e Coordenador do Curso Ênfase. relator Ministro Benjamin Zymler. ainda.. 17.. Tribunal de Contas da União.666/1993.g.. contratualmente previstas. a exigir o desfazimento do ajuste. Acórdão 956/2013-Plenário. 5º. Lembrou que essa última hipótese (inciso XII) decorre de “nítida manifestação do princípio da supremacia do interesse público sobre o privado. ainda mais quando desacompanhado da demonstração das circunstâncias de fato impeditivas de sua execução”. também denominada de amigável (inciso II)”.. 78. nessas circunstancias. registrou que “os incisos I a XI referem-se a situações de inadimplemento contratual por parte do particular. tamoiom@gmail.” A entidade “deixou de observar os princípios da isonomia e da impessoalidade. que “a entidade contratante não possui a liberdade discricionária de deixar de promover a rescisão unilateral do ajuste caso seja configurado o inadimplemento do particular . salvo em razão de fato superveniente ou só conhecido após o julgamento. Em relação aos motivos legais para a rescisão unilateral. TC 017. ainda. TC 003. só existe campo para a rescisão amigável de um contrato administrativo quando houver conveniência para a Administração e não ocorrer nenhuma das hipóteses previstas para a rescisão unilateral da avença”. independentemente da anuência do contratado”. A antecipação de pagamentos só pode ocorrer se tiver sido prevista no edital e no respectivo contrato e se forem prestadas garantias que assegurem o pleno cumprimento do objeto. 45. Ultrapassada a fase de habilitação.795/2013-6. Observou. Decisão 739/2001 – Plenário. quando já estava preclusa a possibilidade de questionamentos quanto à habilitação das licitantes. incisos XIII a XVI da Lei 8..4. Decisões compiladas mais relevantes do TCU nos anos de 2012 e 2013.4.666/1993: por ato unilateral da Administração (inciso I) e por comum acordo entre as partes. conforme o art.087/2012-7. (v. Acórdão 597/2007 – Plenário)”. previstas no art. O relator.2013. 79 da Lei 8. 3.2013. 78 da aludida Lei. Acórdão 944/2013Plenário. não sendo possível extrair a presença de interesse público em um pedido de rescisão contratual.666/1993 O relator anotou.453/2012-7. Anotou. o que não ocorreu no presente caso concreto”. ao aceitar indevidamente o recurso da empresa Transcal Transportes Comércio Construções Araujo Ltda. já que esta fase estava encerrada e haviam sido abertas as propostas”. anotou que “esse procedimento adotado pelo Sesc/AM constitui não apenas descumprimento ao disposto no mencionado art. 17. previstos no art. 17. Acórdão 740/2013-Plenário. inicialmente. TC 016. 79. que “a rescisão contratual pela própria Administração poderá ocorrer de duas formas. Ressaltou que “a única maneira de não cumprir o contrato sem incorrer em sanções administrativas seria nas hipóteses excepcionais de inadimplência da própria Administração. ao examinar tal recurso. salvo em razão de fato superveniente ou só conhecido após o julgamento.Licitações e Contratos Administrativos.4.666/1993. não é mais cabível a desclassificação de licitante por motivo relacionado à habilitação. da Lei 8. inciso II. da Lei 8. mas afronta diretamente a vários princípios preconizados na Lei de Licitações e Contratos e na Constituição Federal. que não teria havido conveniência para a Administração em implementar a referida rescisão. 17. relator Ministro Benjamin Zymler. Destacou que “o interesse da entidade pública contratante é a plena execução do ajuste . A rescisão amigável do contrato sem a devida comprovação de conveniência para a Administração e de que não restaram configurados os motivos para a rescisão unilateral do ajuste configura irregularidade.2013. relator Ministro Aroldo Cedraz. o qual veda a possibilidade de se desclassificar licitantes. por afrontar o disposto no art. por motivo de habilitação.

que menciona apenas o licitante como destinatário da sanção. No caso sob exame..2013. 20.3. 19. dentre as quais a declaração de inidoneidade das empresas do Grupo Planam. a Administração poderá proibir a participação de empresas constituídas.. O Relator. 18.. que “entendeu ser solução jurídica inadequada estender a futuras empresas que viessem a ser criadas as penalidades impostas a empresas envolvidas em conluio”.443/92.com . tampouco no contrato. até o terceiro grau. Tribunal de Contas da União. na forma estabelecida pelo § 1º do artigo 113 da Lei nº 8. à ampla defesa e ao contraditório”. em que sejam assegurados a ampla defesa e o contraditório a todos os interessados”. Considerou. Acórdão 584/2013-Plenário. não lhes tendo sido assegurados. Acrescentou que diversos julgados do Tribunal consideram o pagamento antecipado como irregularidade suficientemente grave para justificar a aplicação de multa a responsáveis. fez referência à doutrina e à precedente do STJ no sentido de que “A desconsideração da personalidade societária . 46 da Lei 8. A produção de ato que se ajuste ao balizamento contido na legislação vigente.549/2008 . tamoiom@gmail. por esses motivos. A declaração de inidoneidade para participar de licitação. relator Ministro Walton Alencar Rodrigues. concluiu. porém. segundo o qual não é possível declarar a inidoneidade dos sócios de determinada empresa. e ainda sem apresentação de garantias reais pelas empresas contratadas”..535/2013-5. em vista do disposto no art. as propostas formuladas pela unidade técnica. “assinar prazo para que o órgão ou entidade adote as providências necessárias ao exato cumprimento da lei”. “decretada a inidoneidade das empresas do grupo Planam.desde que adotadas as providências essenciais para tal”. Compete ao Tribunal. deve ser precedida de processo administrativo específico. Nesse caso..666/1993. emitindo juízo acerca da sua habilitação ou não no certame”. os direitos constitucionais ao devido processo legal. na hipótese de identificar ilicitude. 26. nem a futuras empresas constituídas com o mesmo quadro societário de empresas declaradas inidôneas Representação apurou a responsabilidade de empresas envolvidas nas fraudes às licitações verificadas na “Operação Sanguessuga”.2013. Decisões compiladas mais relevantes do TCU nos anos de 2012 e 2013.443/92.127/2009-0. avaliar a regularidade do certame. explicitadas na decisão recorrida.809/2009 – Plenário. em relação a futuras sociedades constituídas que.Plenário. havendo ou não dano ao erário. e. Recorreu ao Acórdão 2. a decisão de efetuar pagamento antecipado foi tomada no curso da execução do contrato. estaria “atuando em clara substituição ao pregoeiro”. configurado o desrespeito às condições necessárias ao pagamento antecipado. isto sim. ainda. Não cabe ao TCU habilitar ou não concorrente em certame licitatório. em parte. Manifestou. Ao se reportar ao caso concreto. Acórdão 1614/2013-Plenário. ao considerar que “os elementos trazidos aos autos são suficientes a comprovar a sua participação nas fraudes levantadas . No intuito de justificar seu posicionamento. “sem qualquer previsão no edital. contudo. que podem ser desenvolvidos mecanismos destinados a coibir a burla Tamoio Marcondes – Procurador Federal e Coordenador do Curso Ênfase. Compete ao Tribunal.3.Licitações e Contratos Administrativos. previamente à aplicação da sanção proposta. com o mesmo objeto e que tenham em seu quadro societário qualquer dos responsáveis ouvidos nestes autos ou seus parentes. não pode ser aplicada aos sócios e administradores. Isso por considerar que “não cabe a esta Corte de Contas apreciar os documentos apresentados pelas licitantes. isto sim. Ressaltou. prevista no art.. TC 015. 46 da Lei 8. garantias que assegurem o pleno cumprimento do objeto”. divergência em relação à proposta de declaração de inidoneidade dos sócios e/ou administradores e de futuras sociedades constituídas pelo mesmo quadro societário. é atribuição do gestor público. Se assim agisse. TC 006. acolheu. assinar prazo para que o ente da Administração adote providências com o intuito de promover a anulação de ato viciado. relator Ministro Benjamin Zymler. após a apenação. poderá ser desconsiderada a personalidade jurídica para estender os efeitos da sanção imposta pelo TCU a eventuais empresas fundadas com o intuito de ultrapassar a proibição de licitar com a Administração Pública .”. Invocou ainda o Acórdão 2. por sua vez. Isso porque “tais empresas sequer existem no mundo jurídico. identificado em procedimento licitatório.

então. que podem ser entendidas como “urgência controlada”. para emissão de parecer jurídico conclusivo Após análise dos esclarecimentos do Inpe. não caracterizam por si sós a imprevisibilidade e a excepcionalidade exigidas para a contratação direta fundamentada no inciso IV do art. Decisões compiladas mais relevantes do TCU nos anos de 2012 e 2013. evidente. pela contratação direta do objeto com fundamento em situação emergencial. havendo o órgão jurídico restituído o processo com exame preliminar. da Lei 8. como se depreende do relatório do Corpo de Bombeiros”. 24 da Lei 8.666/1993. entre outras irregularidades. relacionada à declaração de inidoneidade de empresas. ao acolher proposta do relator. parágrafo único. Em razão do disposto no art. de modo que. Não há que se questionar a necessidade de interdição do estádio. para o relator. não enquadrável em hipótese motivadora de dispensa e. Caso o órgão jurídico restitua o processo com exame preliminar. Tribunal de Contas da União. extrai-se dos autos que a interdição seria suficiente para mitigar os riscos. Concluiu asseverando que “o enquadramento em situação emergencial tendente a dispensar a realização de licitação deve ser natural. Acrescentou.Licitações e Contratos Administrativos. sem que restasse prejudicada ou inviabilizada a realização do processo licitatório”. A dispensa de licitação foi justificada com base em laudo do Corpo de Bombeiros. Em tomada de contas especial decorrente de representação para apuração de irregularidades nas obras de reforma do Estádio João Cláudio de Vasconcelos Machado (Machadão). as minutas de editais de licitação.. Acórdão 513/2013-Plenário. de sócios e/ou administradores das empresas declaradas inidôneas. para mitigar o risco decorrente das más condições estruturais do estádio. “No caso concreto. rel. por tanto. bastaria a interdição do local.. em futuras licitações. como o aperfeiçoamento do cadastro do Ministério do Planejamento. No entanto. TC 004. mormente em um contexto geral de deficiência de equipamentos públicos”. após o saneamento das pendências apontadas. Orçamento e Gestão . e não forçado ou provocado . sendo obra licitável. deve se restringir aos itens estritamente necessários ao afastamento de riscos iminentes à segurança de pessoas. rejeitou as razões de justificativa quanto à irregularidade em questão e a utilizou como fundamento para aplicação de multa aos responsáveis. ambos do Plenário. após o saneamento das pendências apontadas.3. Decidiu ainda recomendar ao MPOG a adoção de providências necessárias à inibição da participação. públicos ou particulares. necessitam ser previamente examinadas e aprovadas por assessoria jurídica da Administração. em Natal/RN. a reforma do estádio pode ser considerada como de ‘urgência controlada’. As minutas de editais de licitação. 21.666/1993. A ausência ou precariedade de equipamentos e serviços públicos. com fundamento no artigo 46 da Lei 8. Raimundo Carreiro. obras. sobre sua aprovação ou rejeição”. 20.MPOG.2013. o relator afastou os indícios de irregularidades apontados nos documentos jurídicos.549/2008 e 2. Min. Precedentes citados: Acórdão 2. decidiu declarar a inidoneidade apenas das empresas do grupo Planam. mas constatou que. em razão do disposto no art.666/1993. torna-se necessário o retorno desse. equipamentos e outros bens.452/2011-5. TC 015.2013. para emissão de parecer jurídico conclusivo. serviços. relatora Ministra Ana Arraes. 13. os responsáveis foram ouvidos. adiante: “O anseio pela utilização do estádio em evento esportivo que se aproximava não caracteriza a urgência na realização dos serviços. 13.443/1992. Acórdão Tamoio Marcondes – Procurador Federal e Coordenador do Curso Ênfase. O Tribunal. Entender como regular a contratação direta nos casos de ‘urgência controlada’ poderia levar a uma aplicação generalizada da dispensa de licitação sob tal motivação. ainda.3. Contudo. não houve emissão de parecer jurídico conclusivo sobre as contratações. 38. O Tribunal. Acórdão 495/2013-Plenário. parágrafo único. ao acolher proposta do relator. a qual. bem como as dos contratos.com .063/2008-4. sobejamente indicada nos laudos técnicos emitidos antes da contratação. que indicara a necessidade da interdição do estádio.809/2009. da Lei 8. devem ser previamente examinadas e aprovadas por assessoria jurídica. em três situações apontadas. 38. bem como as dos contratos. faz-se necessário o seu retorno. tamoiom@gmail.

que “nem os regulamentos próprios das entidades nem a Lei n. em respeito a deliberação já proferida pelo Tribunal. por meio da qual ratificou-se medida cautelar que determinara a suspensão de outros certames conduzidos por tais entidades. TC 009. 38 da Lei nº 8. a suposta ilicitude consistente no impedimento de participação de empresas com sócios comuns em licitações promovidas por essas entidades. não houve exclusão de nenhuma empresa por essa razão. eventualmente. adoção de critérios restritivos de habilitação de licitantes.Recorreu ao Acórdão 147/2006 – Plenário. relator Ministro-Substituto Augusto Sherman Cavalcanti. de acordo com o precedente revelado pelo Acórdão 297/2009 – Plenário..570/2012-8. nem foram apontados indícios de conluio ou fraude. por escrito. como nos casos de: a) convite. Tribunal de Contas da União. O relator anotou. TC 009. 38 da Lei de Licitações “não possui um caráter meramente opinativo . a informação fornecida pelo Sesi/DN e Senai/DN de que não mais incluem em seus editais cláusula com tal conteúdo restritivo. em razão de ilegalidade dessa Tamoio Marcondes – Procurador Federal e Coordenador do Curso Ênfase. E mais: “A interpretação teleológica da legislação. c) existência de relação entre as licitantes e a empresa responsável pela elaboração do projeto executivo. 13.com . 8. Decisões compiladas mais relevantes do TCU nos anos de 2012 e 2013. concluiu que “o gestor público. caso se confirmem as irregularidades apontadas pelo órgão jurídico “mesmo que a administração contratante desejasse seguir adiante com a contratação pretendida. Mencionou ainda trecho do Acórdão 462/2003 – Plenário que respalda esse entendimento: “O parecer jurídico emitido por consultoria ou assessoria jurídica de órgão ou entidade.2013.. 38 da Lei nº 8. relator Ministro-Substituto Augusto Sherman Cavalcanti.3.666/1993 vedam essa situação”. A participação simultânea de empresas com sócios comuns em licitação não afronta a legislação vigente e somente merece ser considerada irregular quando puder alijar do certame outros potenciais participantes. Destaque-se.3. a participação simultânea de empresas que tenham sócios comuns em um mesmo certame configuraria irregularidade nos casos de: “a) convite. quando discordar dos termos do parecer jurídico cuja emissão está prevista no inciso VI e no parágrafo único do art. ainda. Acórdão 521/2013-Plenário. porém. 521/2013-Plenário. Auditoria realizada nos Departamentos Nacionais do Serviço Social da Indústria (Sesi/DN) e do Serviço de Nacional Aprendizagem Industrial (Senai/DN) avaliou a regularidade dos processos licitatórios e os respectivos contratos de aquisição de bens e prestação de serviços. O relator consignou. d) contratação de uma das empresas para fiscalizar serviço prestado por outra”. necessitar-se-ia da aposição de justificativa para tanto. no processo licitatório”. c) existência de relação entre as licitantes e a empresa responsável pela elaboração do projeto executivo. 23. falhas em fiscalização de contratos e outros indícios de irregularidades. a esse respeito. especialmente a do princípio da igualdade de condições a todos os interessados. parecer jurídico sobre o assunto.Licitações e Contratos Administrativos.”. 13. Acrescentou que.666/1993. entre elas. via de regra acatado pelo ordenador de despesas. deverá apresentar por escrito a motivação dessa discordância”.570/2012-8. conduz ao entendimento de que o concurso de licitantes pertencentes a sócios comuns somente é irregular quando puder alijar do certame outros potenciais participantes”. d) contratação de uma das empresas para fiscalizar serviço prestado por outra. dos motivos que embasam a solução adotada e sujeita o gestor às consequências de tal ato. b) contratação por dispensa de licitação. contrariando. Foram apontadas possíveis fragilidades no planejamento de contratações. A falta de implementação do encaminhamento apontado no parecer jurídico de que tratam o inciso VI e o parágrafo único do art. tamoiom@gmail. que.666/1993 demanda a explicitação. b) contratação por dispensa de licitação. nos processos em que tal exigência indevida foi identificada.2013. constitui fundamentação jurídica e integra a motivação da decisão adotada. Levou em conta. segundo o qual o parecer jurídico emitido para fins de controle prévio da licitude dos procedimentos licitatórios e dos documentos mencionados no parágrafo único do art.” Com fundamento nos precedentes citados. 22.

relator Ministro Raimundo Carreiro. o relator destacou a ausência de “um projeto básico completo e com nível de precisão apropriado à caracterização da obra. O Tribunal. enseja a anulação do certame licitatório Em consonância com a análise da unidade técnica. entendeu que a insuficiência do projeto básico “impossibilita. e deixou de expedir determinação corretiva acerca do quesito acima destacado. em face de falhas outras identificadas na auditoria decidiu efetuar recomendações e determinações aos Sesi/DN e Senai/DN.com . A terceirização de atividades advocatícias previstas em plano de cargos do órgão ou entidade só é permitida excepcionalmente. a perfeita delimitação e quantificação do objeto a ser contratado. é antieconômica a manutenção de excessivo contingente de advogados empregados. 7º. TC 007.Nuclep requereu a reforma do Acórdão 1115/2012-Plenário. Em face da gravidade do vício identificado. O relator. E arrematou: “Ao constatar nos autos a ocorrência de procedimento capaz de onerar injustificadamente contrato celebrado por uma entidade da Administração Pública.331/2012-5. este Tribunal agiu de forma a evitar futuros danos ao Erário. capaz de permitir a perfeita delimitação e quantificação do objeto a ser contratado. Precedentes mencionados: Acórdão 526/2013-Plenário. TC 028. b) especificidade do objeto a ser executado.2.3. 20. em afronta ao disposto no art. §§ 2º. A inexistência de projeto básico completo e com nível de precisão adequado. expedindo a determinação que se impunha no caso concreto”. Tribunal de Contas da União.129/2012-1. relator Ministro Marcos Bemquerer Costa. 13.2013. mesma natureza (Acórdão n. a efetiva mensuração dos serviços a serem executados e de insumos neles empregados”. ponderou que a determinação “se mostra perfeitamente cabível em face do caso concreto.341/2011-P).2013. depende do Ministério do Planejamento para aumentar seu efetivo. Diante desse quadro. então. inciso I. tendo em vista a informação de que a referida vedação não mais tem sido inserida em editais dessas entidades. não havendo necessidade de embasar sua deliberação em dispositivos legais específicos.A.3. que exige a adoção de medida incontornável com o objetivo de evitar a ocorrência de prejuízo aos cofres públicos”.666/1993.. 2. 6º. explora atividade econômica. no entanto. arrimou-se nas premissas de excepcionalidade de terceirização dessas atividades definidas pelo TCU. que considerou irregular a contratação de escritórios de advocacia para prestação de serviços de natureza contínua e não específica. Decisões compiladas mais relevantes do TCU nos anos de 2012 e 2013. inerentes ao plano de cargos e salários da companhia estatal. TC 041. incompatível com o volume de serviço possível de ser executado por servidores ou empregados do quadro próprio. ao propor a negativa de provimento do recurso. conforme Decisão 494/1994-Plenário e Acórdão 250/2002-2ª Câmara. Acórdão 212/2013-Plenário. relator Ministro José Jorge. e ao disposto no art. em termos práticos.483/2009-0. nas seguintes hipóteses: a) demanda excessiva. em essência que: fundouse no parecer AGU GQ 077/95. 24. Acórdão 410/2013-Plenário. e considerou que as demais falhas não dirimidas “são diretamente decorrentes dessa falha grave”. tamoiom@gmail. Observou que toda a Administração Pública está submetida ao princípio da economicidade. A identificação de circunstância potencialmente lesiva ao erário autoriza o Tribunal a expedir determinação saneadora fundamentada no princípio constitucional da economicidade. O relator entendeu que os argumentos esgrimidos não merecem Tamoio Marcondes – Procurador Federal e Coordenador do Curso Ênfase. 25.2013. e 4º da Lei 8. o que “certamente colocará em risco a obtenção da proposta mais vantajosa para a Administração”. 26.Licitações e Contratos Administrativos. c) conflitos entre os interesses da instituição e dos empregados que poderiam vir a defendê-la Pedido de Reexame interposto pela Nuclebrás Equipamentos Pesados S. inciso IX. da mesma Lei”. portanto. 6. Alegou a recorrente. o Tribunal determinou a anulação do certame.

pois o Tribunal. apenas permite contratação de escritórios de advocacia em três hipóteses específicas: a) em função de demanda excessiva. TC 008. incompatível com o volume de serviço possível de ser executado por servidores ou empregados do quadro próprio. incompatível com o volume de serviço possível de ser suprido por servidores/empregados do quadro próprio. TC 008. inciso I e § 3º. é insuficiente para justificar a declaração de inidoneidade de tal empresa O relator.com . E que não há elementos que autorizem Tamoio Marcondes – Procurador Federal e Coordenador do Curso Ênfase. o que contrariou o disposto no art. e manteve o entendimento de ter ocorrido subcontratação irregular da responsável pela autoria do projeto básico. O Tribunal.. inciso I e § 3º. TC 008. Tribunal de Contas da União. relator Ministro Walton Alencar Rodrigues. com a finalidade de elaborar o projeto executivo. então. ressaltou que a referida representante “jamais integrou o quadro societário daquela empresa”. 28.A. apenas permite contratação de escritórios de advocacia em três hipóteses específicas: a) em função de demanda excessiva. Precedente mencionado: Acórdão 250/2002-2ª Câmara.2. Acórdão 157/2013-Plenário. conforme Decisão 494/1994-Plenário e Acórdão 250/2002-2ª Câmara. O relator entendeu que os argumentos esgrimidos não merecem guarida. então. inerentes ao plano de cargos e salários da companhia estatal. A terceirização de atividades advocatícias previstas em plano de cargos do órgão ou entidade só é permitida excepcionalmente. c) em razão da existência de conflitos entre os interesses da instituição e dos empregados que poderiam vir a defendê-la”. b) em função da especificidade da questão a ser discutida.Nuclep requereu a reforma do Acórdão 1115/2012-Plenário.666/1993 e justificou a referida apenação. Nenhuma dessas circunstâncias ocorreu no caso concreto. afronta o disposto no art. arrimou-se nas premissas de excepcionalidade de terceirização dessas atividades definidas pelo TCU. b) especificidade do objeto a ser executado. negou provimento ao pedido de reexame. 6.884/2006-0. b) em função da especificidade da questão a ser discutida.2. 29. ao endossar a análise da unidade técnica. Acórdão 141/2013-Plenário. é antieconômica a manutenção de excessivo contingente de advogados empregados.666/1993 A firma autora do projeto básico fora subcontratada pela empresa executora da obra para a elaboração do projeto executivo. 6. o relator entendeu não haver as contradições alegadas. conforme “O Acórdão 250/2002-TCU-2ª Câmara. depende do Ministério do Planejamento para aumentar seu efetivo. prolatado em um contexto de excepcionalidade. 9º. prolatado em um contexto de excepcionalidade. em essência que: fundouse no parecer AGU GQ 077/95.2013. explora atividade econômica. pois o Tribunal. Precedente mencionado: Acórdão 250/2002-2ª Câmara. da Lei 8. ao acolher proposta do relator.2013.2. ao acolher proposta do relator. c) conflitos entre os interesses da instituição e dos empregados que poderiam vir a defendê-la Pedido de Reexame interposto pela Nuclebrás Equipamentos Pesados S. conforme “O Acórdão 250/2002-TCU-2ª Câmara. relator Ministro Aroldo Cedraz. da Lei 8.2013. O Tribunal. guarida. A prática de ato irregular por representante comercial que não integre o quadro societário da empresa com a qual se relaciona. nem detenha autorização para se pronunciar em nome dela. incompatível com o volume de serviço possível de ser suprido por servidores/empregados do quadro próprio. tamoiom@gmail. c) em razão da existência de conflitos entre os interesses da instituição e dos empregados que poderiam vir a defendê-la”.Licitações e Contratos Administrativos.671/2011-7. 27. 6. 9º. que considerou irregular a contratação de escritórios de advocacia para prestação de serviços de natureza contínua e não específica. Ao acompanhar a posição da unidade técnica. relator Ministro Walton Alencar Rodrigues. Nenhuma dessas circunstâncias ocorreu no caso concreto. Decisões compiladas mais relevantes do TCU nos anos de 2012 e 2013. Alegou a recorrente. Acórdão 141/2013-Plenário. A subcontratação da empresa autora do projeto básico pela empresa contratada para a execução das obras e serviços.671/2011-7. negou provimento ao pedido de reexame. nas seguintes hipóteses: a) demanda excessiva.

serviço ou fornecimento de bens só deve ser implementada quando houver sido prevista no edital da licitação e no respectivo contrato. “à luz da jurisprudência do TCU. A subcontratação parcial de serviços contratados não necessita ter expressa previsão no edital ou no contrato. Concluiu. que os licitantes mantenham profissionais de alta qualificação empregados apenas para participar da licitação. Constituem motivo para rescisão do contrato: (. Min. a contratada deve contar com profissional qualificado. preveja a subcontratação. seria suficiente a comprovação da existência de um contrato de prestação de serviços. então. restringe o caráter competitivo do certame.2012. É possível admiti-la sem que estejam presentes tais requisitos. destaque-se a exigência. Tamoio Marcondes – Procurador Federal e Coordenador do Curso Ênfase. discriminando inclusive quais itens (partes) do objeto poderão ser subcontratados. o disposto nos arts. decidiu conhecer o referido recurso e. serviço ou fornecimento. em caráter excepcional. mas sim como hipótese absolutamente excepcional. 72 e 78. sem vínculo trabalhista e regido pela legislação civil comum”. rel.”.650/2012-1. Concluiu. O Tribunal. O relator invocou. 72 da Lei 8.. relator Ministro Raimundo Carreiro. em linha de consonância com a unidade técnica..) VI a subcontratação total ou parcial do seu objeto. 23. O contratado. entre tais decisões. vasta jurisprudência do Tribunal.. ao acolher a proposta relator. inciso I. inciso VI. [. TC-009.2013. Acrescentou que “tanto na data da entrega da proposta quanto ao longo da execução do contrato. cuja minuta de contrato lhe é anexa. portanto.com . não admitidas no edital e no contrato” – grifos do relator.] Art. 31. vinculado à empresa por meio de contrato de prestação de serviços. segundo a qual “.12.). na execução do contrato. 30. no mérito. a associação do contratado com outrem. a cessão ou transferência.1.299/2006-4. então. quando restar demonstrada a ocorrência de fato superveniente que a torne conveniente para a Administração 1. 78. bastando apenas que não haja expressa vedação nesses instrumentos. celebrado de acordo com a legislação civil comum. admitindo-a expressamente.666/1993. a proferida por meio do Acórdão n. poderá subcontratar partes da obra. mas também de contrato de prestação de serviços ou mesmo de vínculo societário entre a empresa e o profissional especializado. que a subcontratação não prevista no edital e no contrato “deve ser vista não como regra. para fins de qualificação técnico-operacional. então. mantendo-se a sanção ao gestor por esse fato.. Acórdão nº 3474/2012-Plenário.. que. TC 023. nesse sentido. da apresentação de atestado que demonstrasse o vínculo empregatício dos profissionais com a empresa licitante. É inútil. a possibilidade de subcontratação deve atender a uma conveniência da administração”. então.. da referida lei: “Art. O relator.666/1993 e do fato de que. em data anterior à do mês da licitação. a regra é no sentido de que o edital da licitação. para ela. tornar insubsistente a declaração de inidoneidade que havia sido imposta à empresa Samsung Medison do Brasil Comércio. Concluiu. § 1º. 8. então. Entre as supostas ilicitudes.. A exigência de demonstração de vínculo empregatício entre profissionais e a licitante. que todo o ocorrido “transcorreu à revelia da empresa ora recorrente”. A subcontratação parcial de obra. sem prejuízo das responsabilidades contratuais e legais. é que o profissional esteja em condições de efetivamente desempenhar seus trabalhos por ocasião da execução do futuro contrato. total ou parcial (. para a Administração Pública. asseverou que tal exigência teria efetivamente comprometido o caráter competitivo do certamente. Mencionou... A qualificação requerida pode ser demonstrada não somente por meio da apresentação de contrato de trabalho. pela Administração. da Lei n.Substituto Marcos Bemquerer Costa. 2. para a comprovação de aptidão para execução do objeto. Importação e Exportação de Equipamentos Médicos Ltda. de que trata o artigo 30. na maioria dos casos. 72.. tamoiom@gmail. Acórdão 24/2013-Plenário. o fundamental. Destacou. para efeito de qualificação técnicooperacional.. 10. Decisões compiladas mais relevantes do TCU nos anos de 2012 e 2013. a conclusão de que estivesse legitimada a participar de licitação em nome da empresa Medison do Brasil.297/2005 – Plenário. entendimento que se deriva do art. ou que tenha vínculo trabalhista ou societário com a empresa”. Tribunal de Contas da União. em cada caso. até o limite admitido.Licitações e Contratos Administrativos.

Acórdão nº 3378/2012Plenário. ainda que a licitação já houvesse sido encerrada e o contrato assinado”. aproveitando-se os atos praticados regularmente. supervisão ou gerenciamento do empreendimento encontra amparo no comando contido no art. aí sim.Licitações e Contratos Administrativos. na maioria dos casos. também. como obriga a lei”.3.524/2012-0. prevê a possibilidade de utilização dessa modalidade de licitação quando se pretende promover a contratação de bens ou serviços comuns. 1º. pois. 5. rel.12. 49 da Lei nº 8.. 9º. TC-026. com aproveitamento dos atos isentos de vícios. serviços semelhantes ao que ora se discute”. segundo a qual: “9. Tribunal de Contas da União.2012. isoladamente ou em consórcio. garantido o direito ao contraditório e à ampla defesa dos interessados.. pelo que houver executado e demais prejuízos que não lhe sejam imputáveis. conceituados como “aqueles cujos padrões de desempenho e qualidade possam ser objetivamente definidos pelo edital.666/93. extraordinária. Invocou então.264/2008-Plenário. conforme previsão legal”.2012. Os serviços de supervisão de obras devem. 34.2. nos termos do art. de acordo com o § 3º do citado artigo. Como consequência. É possível a anulação apenas do ato viciado. além de afastar alegada restrição à competitividade da licitação. caso a anulação ocorra posteriormente à assinatura do contrato. A declaração de nulidade de ato ou fase da licitação não implica necessariamente a invalidação de todo o procedimento licitatório. Min. este deverá ser anulado. em regra.520/2002. 33. instituidora do pregão. § 1º da Lei nº 8. nos termos do art. o procedimento licitatório deverá ser devolvido para a comissão de licitação. bem como dos atos e fases subsequentes. E mais: “..666/93. no sentido de que. na maioria das vezes. que a Lei nº 10. no entanto. na licitação de obra. 5.2012. visto que a nulidade da licitação induz à nulidade do contrato. José Múcio Monteiro. a anulação de ato ou fase da licitação. deliberação do Tribunal proferida por meio do Acórdão 2. TC-006. rel.666/1993. Acórdão nº 3341/2012-Plenário. resultante de fato superveniente. § 2º. 49. TC-026. as ponderações da unidade técnica.666/1993 permite. Encampou. objetivamente definidos por meio de especificações usuais no mercado O relator ressaltou. Acórdão nº 3344/2012-Plenário.” Acrescentou que “a possibilidade de anulação parcial de procedimento licitatório eivado por vício insanável. Min. como preceitua o art. 59 da referida lei. 32. Fez referência a decisões do Tribunal em que se promoveu a anulação de atos constituintes de licitação e o seu refazimento. por meio de especificações usuais no mercado” (art. dos atos subsequentes e do contrato eventualmente celebrado. em regra. a fim de que refaça os atos anulados. rel. as especificações seguem parâmetros do mercado. ser licitados na modalidade pregão.”. na expressão usada pela unidade técnica.com . também. Ana Arraes. tamoiom@gmail. embora tais atividades sejam consideradas complexas por leigos. a participação de empresa. José Jorge. “a partir da fase em que ocorreu o vício identificado.12. a qualquer tempo.576/2012-5. Deve ser observada.757/2011-7. 5. nas Tamoio Marcondes – Procurador Federal e Coordenador do Curso Ênfase. operada pela autoridade competente para a homologação. uma vez que seus padrões de desempenho e qualidade podem ser. 9º. § 1º da Lei nº 8. é possível. Decisões compiladas mais relevantes do TCU nos anos de 2012 e 2013. cuja avença foi anulada. Min. da Lei nº 8. A contração de empresa que elaborou projeto básico ou executivo de obra para exercer as funções de fiscalização. parágrafo único). tem sido admitida na jurisprudência”. licitado na modalidade pregão. porém. que fornecem.. inquinado de vício que não afete a totalidade do certame. responsável pela elaboração de projeto básico ou executivo. E prosseguiu: “o serviço de supervisão de obras deve ser. aproveitando-se os atos regulares e não afetados pelo vício já praticados. “não o são para as empresas de supervisão e consultoria. habitualmente. observou que “o art. seu padrão de desempenho e qualidade pode ser objetivamente definido. a necessidade de se indenizar o contratado. 9. ‘uma conveniência da administração’. O relator.12. de forma a atender.

no que concerne às contratações.º 3065/2012-Plenário. 37. 173. do regramento contido na Lei nº 8. relator do feito. em casos excepcionais e devidamente justificados. o Tribunal tem privilegiado o entendimento no sentido de serem inconstitucionais o art. Tribunal de Contas da União. 9. não se identificou dano ao erário nem benefício indevido a agentes públicos e particulares . vale a vedação imposta pela Lei 10. Ou seja. segundo os princípios de hermenêutica jurídica.1. Acórdão n. TC-000. propôs a rejeição das razões de justificativas dos responsáveis. em consonância com o disposto no art.520/2002. até que o Supremo Tribunal Federal decida no mérito sobre a aplicação da Lei nº Tamoio Marcondes – Procurador Federal e Coordenador do Curso Ênfase. 6º. contida em edital de pregão eletrônico. há vedação expressa para tal exigência em sede de pregão eletrônico. §1º. 67 da Lei nº 9. pela Petrobras. em casos excepcionais.017/2010-0. que trata especialmente de uma modalidade licitatória. 67 da Lei nº 9.520/2002. 1.. da Constituição Federal de 1988. da Lei nº 8. Ressaltou que.6.2012.478/1997 e o Decreto n.11. que os primeiros serviços sejam iniciados ou executados previamente à conclusão do projeto básico. mesmo em obras emergenciais. A Petrobras submete-se aos ditames da Lei nº 8. visto que “a matéria relativa à aplicação da Lei nº 8.2012. rel. Acórdão n. ordinariamente utilizado pela Petrobrás na condução de seus procedimentos licitatórios. Min.520/2002”. com o intuito de afastar risco iminente de dano a pessoas ou a patrimônio público ou particular.666/93 até que seja regulamentado o art. Considerando que a Lei 8. 36. rel.745/1998. 67 da Lei n. e ainda que. Acórdão nº 3156/2012-Plenário. que revela tal orientação: “1.. determinar ao DNIT que. – grifos do relator. §1º. TC-034. rel. Acórdão 1644/2008–Plenário. Min.11. A exigência de garantia da proposta. c) “deixar assente que. 2. 7º. 6º. será feita com base no Decreto nº 2745/1998 e nos princípios aplicáveis à espécie. O art.666/1993.478/1997 e do Decreto nº 2745/1998”. IX da Lei nº 8. inc. da CF/1988. para suspender as decisões do TCU que exigiram da Petrobras a observância da Lei nº 8.Licitações e Contratos Administrativos. embora haja previsão para sua exigência no artigo 31. lei especial prevalece sobre lei geral e lei posterior prevalece sobre lei anterior. historiou a “controvérsia” existente no âmbito do Tribunal a respeito da necessidade de observância. em face do disposto no art. § 2º. inciso IX. em casos de antinomia aparente.666/93” – grifos do original. Aroldo Cedraz. a despeito disso. devendo constar do processo de contratação as razões que impossibilitam a elaboração do projeto completo”. 173. é necessária a elaboração de projeto básico com todos os elementos indicados no art. §2º.478/1997 e o Decreto nº 2745/1998 padecem do vício de inconstitucionalidade O Ministro Raimundo Carreiro.666/1993 é geral e anterior à Lei 10.520/2002 “No tocante à garantia da proposta (item 10.17). inciso III. sendo admissível.666/1993. 21.437/2012-3. Decisões compiladas mais relevantes do TCU nos anos de 2012 e 2013. funções de fiscalização.10.666/93 à Petrobras encontra-se sob a apreciação do Supremo Tribunal Federal.694/2012-4. propôs que o Tribunal deliberasse no sentido de: a) reiterar o entendimento de que se aplica à Petrobras a Lei nº 8. É possível admitir a celebração de contratos firmados com suporte em projeto básico que não apresentem todos esses elementos. Ao final.com . no caso concreto. supervisão ou gerenciamento”.6. inciso II e § 9º da mesma Lei.666/1993. b) reiterar o entendimento “quanto à inconstitucionalidade do art. poderão ser utilizados projetos básicos que não apresentem todos os elementos do art. ao examinar a matéria.º 2810/2012-Plenário.666/93. Min. 7º. 5º da Lei 10. Ao examinar o caso concreto. providencie projeto básico com todos os elementos indicados no art. 35. com a finalidade precípua de afastar risco de dano a pessoas ou aos patrimônios público e particular. 5º da Lei 10. Valmir Campelo. 6º.”.2012. sem aplicação a eles de multa. Mencionou “inúmeros mandados de segurança impetrados no STF. até que seja regulamentado o art. TC029. 14. Mesmo na hipótese de contratação emergencial. da Lei nº 8. conforme se depreende do inciso I do art. Raimundo Carreiro. inciso IX. tamoiom@gmail. da Lei 8. a fiscalização da Petrobras. em homenagem ao princípio da segurança jurídica e da racionalidade do sistema jurídico. inciso II e §9º da mesma Lei. afronta o disposto no inciso I do art. 17.666/1993.666/93. todos com liminares deferidas.

Licitações e Contratos Administrativos. ultrapassada a fase de habilitação.364/2009-9... após invocar a “independência de instâncias administrativa (TCU) e judicial (STF)” e a precariedade das decisões do STF. com suporte na referida Declaração de Voto. destacou precedente do Tribunal no sentido de que “a aplicação do § 3º do art. então. além de citar doutrina que dá respaldo ao procedimento adotado no caso concreto. a Lei nº 8.2012. Tal falha de projeto básico. b. tamoiom@gmail. e a segunda quando..666/1993.478/1997 e do Decreto nº 2745/1998”. 48 pressupõe a desclassificação de todas as propostas ou a inabilitação de todos os licitantes. O Tribunal. não se deve admitir o saneamento dos vícios por parte dos demais . da Lei de Licitações. A existência de apenas um competidor em determinada fase do certame não impede a aplicação do art. a existência de apenas um concorrente em determinada fase do certame. 8. § 3º. TC 040. 48 da Lei nº 8.478/1997 e o Decreto nº 2745/1998 padecem do vício de inconstitucionalidade. Decisões compiladas mais relevantes do TCU nos anos de 2012 e 2013. 67 da Lei nº 9.com . 40. O Ministro Augusto Nardes.2013. §4º. 41. relator Ministro Aroldo Cedraz. §3º. quanto a essa matéria...10. prosseguiu.666/93 à Petrobras. Raimundo Carreiro e redator Min. reputou acertado manter a orientação que vem sendo adotada pelo TCU. O princípio da isonomia impede que a Administração faculte a renovação dos documentos ou das propostas quando houver licitantes habilitados ou classificados.º 2811/2012-Plenário. onde se exige o número mínimo de três propostas aptas à seleção.666/93.”.599/2011-2. a meu ver.2012. 39. assim como sobre a constitucionalidade ou não do art. da Lei 8. Acórdão n. ambos do Plenário. Acrescentou que “essa distinção entre as duas fases é reforçada pelo art.745/1998”.10.666/1993 não condiciona a validade de seus certames à participação de um número mínimo de licitante”.666/93”.2) o art. 18. ressalvados os casos de licitação na modalidade convite. relator Min. 17. que estabelece que ‘a inabilitação do licitante importa preclusão do seu direito de participar das fases subsequentes’”. Obras públicas que em sua execução ultrapassem um exercício financeiro devem ser obrigatoriamente incluídas no Plano Plurianual do ente federativo licitante Ainda na auditoria em que foi avaliado processo de licitação realizado pelo Estado do Mato Grosso para a construção do novo hospital da Universidade Federal do Mato Grosso – (UFMT). Ressalvados os casos de licitação na modalidade convite. Augusto Nardes. do contrato dele resultante. TC-014. 38. Tribunal de Contas da União. 48.. aplica-se à Petrobras a Lei nº 8. decidiu: a) por unanimidade. Deficiências graves de projeto básico que impedem o dimensionamento dos quantitativos de obra implicam a nulidade do certame licitatório e.” (grifos nossos). b) por maioria de cinco votos a quatro. por consequência. Destacou que o art. Precedentes mencionados pelo revisor: Acórdãos nºs. Em seguida. rejeitar as razões de justificativas apresentadas pelos responsáveis. 405/2010 e 560/2010. em sua Declaração de Voto. 67 da Lei nº 9. Marcos Bemquerer Costa. Min. da Constituição Federal de 1988. 17.º 2819/2012-Plenário.. se um único licitante preencher os requisitos estabelecidos no edital. TC-009.1) “até que seja regulamentado o art.. por acarretar grande risco de o orçamento apresentado não corresponder ao custo real da obra e pela dificuldade de se saber o que orçar . Acórdão 3520/2013-Segunda Câmara. 173. 48. d) registrar que o entendimento firmando no item anterior “não impede que este Tribunal se manifeste quanto à constitucionalidade de dispositivos isolados do Decreto nº 2. porém. §1º. da Lei 8.6. Acórdão n.. todas as propostas são desclassificadas . apenas reiterar o entendimento do TCU no sentido de que: b. mas não aplicar-lhes multa. não desnatura a aplicação § 3º do art. Tamoio Marcondes – Procurador Federal e Coordenador do Curso Ênfase. onde se exige o mínimo de três propostas aptas à seleção.666/93 prevê duas situações distintas: “a primeira quando todos os licitantes são inabilitados .179/2012-5. “tem como consequência a redução na quantidade de empresas interessadas em realizar a obra. Portanto. rel.

em que haja aporte de recursos federais. 26. Em face dessas ocorrências.10. mesmo os descentralizados mediante convênios. Min. A revogação de certame licitatório não configura impedimento para a aplicação da sanção de declaração de inidoneidade para licitar e contratar com a Administração Pública Federal. acordos. a esse respeito. Decisões compiladas mais relevantes do TCU nos anos de 2012 e 2013. Aroldo Cedraz. bem como daquelas realizadas pela Administração Pública de estados e municípios em que haja aporte de recursos federais Isso porque a decisão atacada declarou a inidoneidade das empresas para participarem de licitações no âmbito da Administração Pública Federal. Min. Lembrou de precedente por meio do qual o Tribunal declarou a inidoneidade de empresa. Segundo ele. sem ocorrência de dano ao erário”. Diante disso. para os quais concorreram as empresas e os responsáveis. motivo pelo qual as empresas declaradas inidôneas para licitar com a administração pública federal não podem. o TCU constatou a falta de previsão do investimento no plano plurianual vigente. Acrescentou que “a apenação é plenamente cabível.com . A fraude à licitação justifica a declaração de inidoneidade de empresa para participar de licitações no âmbito da Administração Pública Federal. votou por que fosse dada ciência ao Governo do Estado do Mato Grosso da exigência disposta no §1º do artigo 167 da Constituição Federal. Acórdão n. mormente porque as obras devem ultrapassar um exercício financeiro e não foram sequer iniciadas”. o relator. haja vista que as despesas devem ultrapassar um exercício financeiro. em eventual retomada do processo. 58.396/2009-9.443/1992 A despeito de o TCU haver revogado o certame e promovido o cancelamento da Ata de Registro de Preços dele resultante. Acórdão n. por certo. inciso II. de recursos federais pelos estados e municípios sujeita esses entes às regras estabelecidas pela União. 46 da Lei n. TC-013. rel. da Lei nº 8. com base no art.2012.2012. a despeito de não se ter configurado dano ao erário (Acórdão 856/2012 – Plenário). Para o relator. bem como daquelas realizadas pela Administração Pública de estados e municípios. considerou o relator necessário dar seguimento ao feito. 10.º 2425/2012-Plenário. que “A utilização . Min. A prática de atos com intuito de fraudar licitação custeada com recursos federais justifica a declaração de inidoneidade de empresa para participar de licitações que envolvam “recursos da Administração Pública Federal. Acórdão n. b) declarar a inidoneidade das citadas empresas para participarem de licitações “que envolvam recursos da Administração Pública Federal. participar de licitações em qualquer âmbito federativo que envolvam a aplicação de recursos disponibilizados pela União¨. rel.017/2012-1. prevista no art. rel.. Ana Arraes. rel.9. ajustes ou outros instrumentos congêneres federais. ajustes ou outros instrumentos congêneres federais” São “indícios fortes.. TC-014.658/2009-4. TC-013.º 2760/2012-Plenário.Licitações e Contratos Administrativos.861/2009-7. TC-003. convergentes e concordantes de conluio e simulação da referida licitação”. tamoiom@gmail. Marcos Bemquerer Costa. o Tribunal decidiu: a) aplicar multa do art.º 8.º 2471/2012-Plenário.443/1992 a cada um dos agentes públicos envolvidos. em Cuiabá/MT. 11.º 2596/2012-Plenário. Ana Arraes. 41. no sentido de ser obrigatória a inclusão do investimento para construção do hospital universitário da UFMT no atual plano plurianual.9.443/1992”. 43. já que pode até comprometer a integral execução do objeto.9.2012. a questão seria de relevante gravidade. 5. Anotou. Min. com o intuito de apurar o aparente conluio entre as citadas empresas.2012. Acórdão n. mesmo os descentralizados mediante convênios. pelo prazo de 2 (dois) anos. 42. ainda que o certame alvo da denúncia tenha sido revogado pela administração. “a complexidade das obras e o porte do empreendimento exigem que. acordos. Tamoio Marcondes – Procurador Federal e Coordenador do Curso Ênfase. 46 da Lei nº 8. também o plano plurianual 2012-2015 traga previsão orçamentária suficiente para completa execução do objeto. especialmente as que se referem à aplicação dos recursos públicos federais. Tribunal de Contas da União. o que contou com a anuência do Plenário.

O Tribunal. qual o termo inicial do prazo decadencial para a Administração anular os seus atos eivados de vícios. Com base nessas premissas formulou proposta de resposta ao autor da consulta. o termo inicial passa a ser a data da decisão desse recurso Consulta apresentada por Ministro de Estado das Comunicações formulou o seguinte questionamento: “Aplicando-se o art. no sentido de haver “inúmeros procedimentos pendentes de homologação em que foram detectados vícios na habilitação da licitante e já transcorreram cinco anos da prolação do ato inquinado”. considerou que o prazo decadencial para anulação de ato praticado.”. Caso. O direito da Administração de anular os atos administrativos de que decorram efeitos favoráveis para os destinatários decai em cinco anos. ao cuidar da admissibilidade.. Decisões compiladas mais relevantes do TCU nos anos de 2012 e 2013. então.784/99.592-DF julgado pelo STJ para concluir seu raciocínio: “Se um ato do processo licitatório é impugnado.”. eis que o termo inicial da extinção é a decisão administrativa final do recurso” – grifos do relator. mesmo não havendo efeito suspensivo. com vistas à anulação de ato praticado em procedimento licitatório. em procedimento licitatório. o disposto na Súmula 257/2010 do TCU: "O uso do pregão nas contratações de serviços comuns de engenharia encontra amparo na Lei nº 10. ainda. nos procedimentos licitatórios de radiodifusão?”. Segundo tal comando normativo: “Art. a voto da relatora do MS nº 12. 29. os quais podem ser impugnados. rel. constituído por “atos autônomos” encadeados. hipótese em que o termo inicial da extinção é a decisão final sobre o recurso.8. rel. valeu-se de ensinamentos doutrinários para acentuar a natureza de procedimento administrativo da licitação. e não como serviço de engenharia. Min. Acrescentou que objeto sob exame merece ser classificado como obra de engenharia.com . “visto que se trata de ação de construir uma quadra esportiva com estrutura de concreto armado e cobertura em estrutura metálica . TC-007. com o julgamento final da impugnação não há preclusão ou prescrição. porém. a ser observado pela Administração no exercício da autotutela.. O relator. 29. conhecer da consulta . o que propicia a continuidade do processo.2012. contados da data em que foram praticados. Considerou. que não se estava cuidando de indagação acerca de caso concreto e que. Recorreu. ao endossá-la.784/99.643/2012-8. enquanto não decidido por inteiro. O STJ tem-se manifestado no sentido de que tal marco inicial seria o da data de habilitação da licitante. 54 da Lei nº 9.983/2010-3. salvo comprovada má-fé. “já anteriormente acabada e perfeita”. tal consulta.520/2002".2. responder ao consulente que o prazo decadencial previsto no art.2012.. merecia ser conhecida. embora seja indispensável para o aperfeiçoamento dos atos praticados no certame. Acórdão n. Mencionou.º 2312/2012Plenário. por meio do Acórdão nº 2264/2008-Plenário.º 2318/2012-Plenário. Acórdão n. Ao enfrentar o mérito da Consulta. por isso. Reproduziu. Min. teria como termo inicial a data da homologação do certame. haja interposição de recurso contra tal ato. O termo inicial do prazo estabelecido no art. 9. tem como termo inicial a data do respectivo ato. Tamoio Marcondes – Procurador Federal e Coordenador do Curso Ênfase. A utilização de pregão para a contratação de obras de engenharia afronta o disposto no art. Tribunal de Contas da União.”. 54.1. 54 da Lei nº 9. 54 da Lei n° 9. levou em conta a informação do autor da consulta. voto condutor de deliberação do Tribunal que conceituou tais serviços: atividades em que o “emprego de mãode-obra e equipamentos prepondera sobre a aplicação técnica” (Acórdão 2079/2007 – Plenário).Licitações e Contratos Administrativos. 45. tamoiom@gmail. Ressaltou que a homologação não integra a habilitação. José Jorge. em seguida. 44.. José Jorge.784/99 para a Administração anular ato praticado em procedimento licitatório é a data da realização desse ato.. salvo no caso da interposição de recurso.8. decidiu: “9. no exercício da autotutela. também. TC031. Asseverou o consulente que os entendimentos do TCU e do STJ acerca dessa matéria seriam conflitantes. Isso porque o TCU.520/2002 Lembrou que o Tribunal já se manifestou sobre “a vedação de contratar obras e a permissão de contratar serviços comuns de engenharia mediante pregão”. 1º e em seu parágrafo único da Lei 10.

473/2009-0. de 1993 e a orientação jurisprudencial consolidada no enunciado nº 275 das Súmulas do Tribunal. foram identificados indícios de sobrepreço em itens do contrato. que a Constituição “emprega o termo Poder Público de forma abrangente. da Lei 8. de forma não cumulativa. 27 c/c os arts. consoante disposto no art. art. não poderão impor redução do desconto global inicialmente pactuado. 49. Tribunal de Contas da União. não pode celebrar contrato com quem esteja em situação irregular perante o fisco.2012. e o art. O relator. da Lei 8. inciso IV.2012. como estabelecido em lei.666/93. Min.8.º 2239/2012-Plenário. especialmente nos relativos à execução de estacas escavadas. da Constituição Federal. abarcando.036/90. afronta o disposto no §2º. direta ou indiretamente. no caso de compras para entrega futura e de execução de obras e serviços”. As entidades privadas que recebem recursos oriundos de convênios celebrados com entes da Administração Federal não estão obrigadas a realizar licitação propriamente dita Tamoio Marcondes – Procurador Federal e Coordenador do Curso Ênfase. destaque-se a exigência simultânea de capital social mínimo e de garantia no montante correspondente a 1% do valor do contrato a ser celebrado. pelo Estado”. da inexistência de sobrepreço no valor total do respectivo contrato. José Jorge. patrimônio líquido mínimo ou garantias que assegurem o adimplemento do contrato a ser celebrado. Decisões compiladas mais relevantes do TCU nos anos de 2012 e 2013. capital social mínimo. e art. tamoiom@gmail. que “a principal faceta das análises de preços realizadas por esta Corte nas mais diversas fiscalizações de obras é o preço global contratado – momento em que é verificada a compatibilidade deste valor com aqueles praticados no mercado”.8. também. A unidade técnica consignou que os gestores não apresentaram justificativas consistentes para adoção de preços superiores aos de referência. da Lei 8. o que respalda o entendimento consolidado no âmbito do Tribunal e. Min. rel. 22.Licitações e Contratos Administrativos.666. a inexistência de sobrepreço global nos contratos auditados. José Múcio. rel. 29. 46. O relator.205/2009-8. o que ensejaria a imputação de multa aos responsáveis. no entanto. E que tal interpretação “tem respaldado proibições de igual espécie na legislação ordinária.666/1993 Entres as supostas ilicitudes. especialmente. § 3º. não poderá contratar com o Poder Público nem dele receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios”. ressaltou que a cumulação desses quesitos afronta o disposto no §2º. a respeito do alcance da expressão Poder Público. a Administração pode exigir das licitantes. 1º. considerou a ocorrência de circunstâncias atenuantes que “reduzem a gravidade dos apontamentos realizados e afastam a necessidade de apenação dos gestores”. por sua vez. A celebração de contrato com ente da Administração Pública pressupõe a demonstração de regularidade com o fisco e perante o FGTS da contratada e da entidade que a controla O relator. sem especificações ou restrições. a seguir transcrito: “Para fins de qualificação econômico-financeira. porém.º 2161/2012-Plenário. 31. na doutrina “de que a Administração Pública. a despeito de considerar demonstrada a prática de preços unitários acima dos de referência. TC-013. Min. Acórdão n. TC-019. que exigem de licitantes a prova de regularidade com a seguridade social e o FGTS”.012/95 e 27. Observou.357/2012-5. da Lei 8. alínea “a”. então. a esse respeito. “a pessoa jurídica em débito com o sistema da seguridade social. conforme disposto em lei de diretrizes orçamentárias. como condições de qualificação econômico-financeira. rel. 47. visto que. art. Acórdão n. que dispõem sobre a vedação de contratação de pessoas jurídicas em situação irregular com o FGTS. 195. A exigência simultânea de capital social mínimo e de garantia em montante correspondente a percentual do valor do contrato a ser celebrado. ainda. Ponderou. 48. a exemplo dos arts.º 2167/2012-Plenário. Seus aditivos. inclusive.8.2012. 15. Acórdão n. Direta e Indireta. em linha de consonância com a unidade técnica. também entendeu ter havido vício na contratação. 31. Ana Arraes. as sociedades controladas. 2º da Lei 9. Ressaltou. TC-015. Ainda na Auditoria realizada nas obras de construção da BR-364/AC. 15.com . caput e parágrafo único. como condições de qualificação econômico-financeira. A existência de excessos em preços de alguns itens da obra pode ser relevada em face. a seguridade social e o FGTS”.

O relator também em face desse motivo e por considerar caracterizado o fumus boni iuris e o periculum in mora. sim.º 1907/2012-Plenário. Podem adotar procedimentos simplificados. tendo em vista o que prescrevem o art.2012.934/2012-3. “passaram ao largo dos referidos princípios constitucionais”. TC-026.666/93. 50. que foram repassados pelo citado município a organizações não governamentais (ONG’s). considerou aplicável. da Lei nº 8. Tribunal de Contas da União. que regula o processo administrativo no âmbito da Administração Pública Federal: “Art 24. se não julgadas as impugnações – que muitas vezes podem se referir à própria exequibilidade do objeto – não vejo como exigir que a licitante sustente a sua proposta. publicidade e eficiência administrativa previstos na Constituição.7. com o objetivo de adquirir produtos e contratar serviços.” Acrescentou o representante do MP/TCU que. impugnação. Comunicação de Cautelar. ¨ Acórdão nº. no caso sob exame. É ilícita a realização de certame licitatório que tenha por objeto a contratação de empresa para executar serviços concernentes à área finalística de ente da Administração Pública Observou que a jurisprudência do Tribunal é pacífica no sentido de que não se admite terceirização de serviços concernentes à área finalística dos órgãos e entidades da administração.666/93 e registrou: “Quando ultrapassada a fase de classificação (. 41. rel. os atos do órgão ou autoridade responsável pelo processo e dos administrados que dele participem devem ser praticados no prazo de cinco dias. Walton Alencar Rodrigues.170/2007. ambos do Plenário). se ela mesma a questionou em fase anterior. para aquisição de bens e serviços. Min. José Jorge. Min. que regulamenta o disposto no artigo 116 da Lei 8. 24 da Lei nº 9.777/2005. decidiu. Inexistindo disposição específica.7. segundo o qual: “Em consonância com o disposto na legislação (artigo 11 do Decreto 6.. o regramento contido na Lei 9. a realização de procedimentos análogos àquele instituto. publicidade e eficiência administrativa Auditoria realizada na Prefeitura Municipal de Betim/MG identificou possíveis irregularidades na gestão de recursos oriundos do Orçamento da União.). os atos praticados pelas ONG’s convenentes.. nos anos de 2002 a 2007. salvo motivo de força maior. Tamoio Marcondes – Procurador Federal e Coordenador do Curso Ênfase. não poderá ser declarado o vencedor antes de concluídas todas as etapas e observados os prazos de divulgação. Valmir Campelo. ex tunc.2011.Licitações e Contratos Administrativos. 43 da Lei 8. moralidade. rel. às entidades privadas que celebram convênios com o poder público não se impõe a realização da licitação propriamente dita. de procedimento simplificado para adquirir bens e contratar serviços. mas. rel. legalidade. Ao se debruçar sobre tal aspecto.2012. a anulação de todos os atos já tomados. As impugnações apresentadas por licitantes contra disposições de editais devem ser respondidas no prazo de cinco dias e anteriormente à abertura das propostas.. A segurança jurídica para a contratação estaria comprometida”.. em caráter cautelar. os Acórdãos 353/2005 e 1. tamoiom@gmail. desde que observem os princípios da igualdade. suspender o andamento das 26 concorrências conduzidas pela Funasa e promover sua oitiva a respeito do indício de irregularidade acima destacado e de outros. por tais entidades.269/2007-7. Lembrou do rito delineado nos §§ 5º e 6º do art. ressaltou a possibilidade de adoção.666/1993) e com o que já decidiu o Tribunal sobre a matéria (entre outros.784/1999 “Se todos os atos licitatórios posteriores já se aperfeiçoarem e só então a Administração decida sobre mácula anterior. desde que respeitados os anteriormente citados princípios. interposição de recursos”.784/99. o que denota direcionamento e favorecimento na realização daquelas despesas”. iria de encontro à eficiência e à racionalidade administrativa”.7. TC 019. . TC-011. Prosseguiu: “Qualquer que seja a modalidade de licitação. as organizações favorecidas “contrataram mesmas e determinadas empresas com vistas à aquisição de produtos e à prestação de serviços. Decisões compiladas mais relevantes do TCU nos anos de 2012 e 2013. moralidade. ao ratificar tal entendimento.666/1993 e o art. 18. § 2º. que atendam aos princípios da igualdade. Acórdão n. legalidade. “de forma subsidiária”. O relator.355/2012-2. o relator reproduziu trecho da manifestação do Procurador-Geral do MP/TCU. 4. 1686/2012-Plenário. 11. Min.com . Em face desse panorama e ante a ausência de prazo explícito na Lei 8. 51.

666/1993 não impediria a oferta de produtos estrangeiros nas licitações realizadas pela Administração Pública.º 1327/2012-Plenário. bem como ao art. rel. da Resolução/Conama 237/1997 Entre as ocorrências relacionadas. inciso I. tem-se apenas reservas. Min. Min. a ausência de licença ambiental prévia (LP) para o empreendimento. Foi promovida a citação do administrador de fato da empresa. Decisões compiladas mais relevantes do TCU nos anos de 2012 e 2013. A relatora do feito. inciso I. Comunicação de Cautelar. Verificou-se que o pedido de licença havia sido dirigido à Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro na mesma data da publicação do edital (17/5/2012). em avaliação preliminar. Novas Súmulas.008/2012-3.2012. Acórdão n. macularia o procedimento.262/2012-9. necessariamente.. 54. da Lei 10. o qual alegou não possuir qualquer vínculo com esta. TC 017. 8º. 10 da Lei 6. 12. Walton Alencar Rodrigues. Logo.5. a necessidade de se determinar a extensão da responsabilidade ao sócio administrador de fato da empresa.666/1993.. por si só.º 3769/2012-2ª Câmara.”. Acórdão n. da Resolução/Conama 237/1997”. 6º. TC 000. o relator destacou que a Lei 8. com fundamento em precedente jurisprudencial do Tribunal. Em caso de fraude comprovada. mas também seus sócios ocultos. Tamoio Marcondes – Procurador Federal e Coordenador do Curso Ênfase. de modo a impedi-la de participar de licitações na Administração Pública Federal. 20. 10 da Lei 6. da Lei 8.267/2010-3. da Lei 8. qual seja: art. compensatórias e/ou corretivas do meio ambiente. a justificar a declaração de inidoneidade da empresa. que permitiria a desconsideração da personalidade jurídica da empresa para alcançar não só os sócios de direito. Considerou. e não vedação absoluta de oferta de produtos estrangeiros”. Ana Arraes. ainda. ao fornecer documentos fiscais que supostamente comprovariam a execução da avença. “mesmo com as inovações da Lei 12. c/c o art. que o projeto básico somente poderia ter sido elaborado após a obtenção da respectiva licença prévia.2012.938/1981. Min. 8º. A unidade técnica ressaltou. com isso. da Lei 8.520/2002. 31. a partir de informações constantes de ação civil pública em que o Ministério Público Federal demonstrou que o aludido administrador usava empresas de fachada para fraudar licitações e desviar recursos públicos. c/c o art. 52. mas também dos sócios.666/1993 e o art. art.709/2012. porém. Tribunal de Contas da União.546/2011 e 7. ao endossar a análise da unidade técnica. de fabricação nacional é ilícita. inicialmente.938/1981. 55. no art. destaque-se. o que foi refutado pelo relator. rel. A determinação de que os produtos a serem adquiridos mediante licitação sejam. pela restrição ao caráter competitivo do certame.349/2010. 3º. é possível a responsabilização não só da empresa. A realização de certame licitatório com base em projeto básico elaborado sem a existência de licença ambiental prévia configura. de fato ou de direito. 3º. 30.Licitações e Contratos Administrativos.5. Garante-se. que “o projeto básico deve obrigatoriamente conter as licenças ambientais requeridas. devendo ainda compreender o estudo de impacto ambiental antecipadamente determinado. disciplinadas pelos Decretos 7. a partir da desconsideração da personalidade jurídica da instituição empresarial. 53.6.. que “o empreendimento seja concebido e orçado levando-se em conta as medidas mitigadoras. Aroldo Cedraz. inciso VII.com . teria sido determinante para a perpetração da fraude. caput e § 1º. Ponderou. que introduziu o conceito de ‘Desenvolvimento Nacional Sustentável’.2012. afronta aos comandos contidos no art. inciso II. inciso I. inciso IX. a esse respeito. em cumprimento ao disposto na legislação aplicável. por constituir restrição indevida ao caráter competitivo do certame A esse respeito. tamoiom@gmail. a participação da Construtora Concreto Ltda. a exigência em comento seria ilegal e.666/1993 e no art. inciso IX. pois o atendimento das exigências ambientais é determinante na própria concepção do objeto”. Para ele. inciso VII. Para o relator. em afronta ao art. 6º. rel. 12. ressaltou que a jurisprudência do TCU é pacífica no sentido que “a Licença Prévia (LP) deve existir antes da instauração da licitação. TC 008.

patrimônio líquido mínimo ou garantias que assegurem o adimplemento do contrato a ser celebrado. é uma faculdade outorgada à Administração e não um direito subjetivo do contratado”. E arrematou: “A prorrogação contratual. Tribunal de Contas da União.º 1165/2012-Plenário. Min. ainda que prevista em lei e em contrato. é faculdade outorgada à Administração e não direito subjetivo do contratado O relator. no caso de compras para entrega futura e de execução de obras e serviços. a Administração pode exigir das licitantes.º 1084/2012-Plenário.com . ou mesmo à sua autorização”. mesmo que autorizada em lei e prevista no termo avençado. Além disso.773/2011-9. por ocasião de cada ato de pagamento. 57. quanto à possibilidade de participação ou não em licitações de empresas em consórcio Conforme precedente jurisprudencial do TCU. TC 037. devidamente motivada. Diante disso. Min. IV.666/1993. e 55. a situação de cada empreendimento. V. 56. em linha de consonância com a unidade técnica. tais quais o risco à competitividade.5.2012.Licitações e Contratos Administrativos. Acórdão n. a apresentação da certidão negativa de débitos trabalhistas. para o relator. “há que se ponderar para o fato de que cabe ao gestor definir qual o caminho a tomar relativamente à participação ou não de consórcios. a partir de suas variáveis.2012. Súmula n. de modo a dar efetivo cumprimento às disposições constantes dos artigos 27. 16. portanto. Fica ao juízo discricionário da Administração Pública a decisão. TC 030. não vislumbrou desvio de poder ou ilegalidade na decisão da Infraero de não prorrogar o instrumento contratual.º 275 Para fins de qualificação econômico-financeira. Os órgãos e entidades da administração pública estão obrigados a exigir das empresas contratadas. Raimundo Carreiro. validou argumento da Infraero. 29. da Lei nº 8. as dificuldades de gestão da obra e a capacitação técnica dos participantes. Súmula n. capital social mínimo. o relator registrou em seu voto que “há que se demonstrar com fundamentos sólidos a escolha a ser feita pelo gestor durante o processo de licitação no que toca à vedação da participação de consórcios. XIII. de forma motivada no âmbito do processo licitatório”. 58.440/2011 O Tribunal Superior do Trabalho encaminhou Solicitação no sentido de que o TCU avaliasse a possibilidade de recomendar aos órgãos e entidades da administração direta e indireta da União que passem a fazer constar dos editais de licitação a exigência da Certidão Negativa de Débitos Tamoio Marcondes – Procurador Federal e Coordenador do Curso Ênfase. “o juízo acerca da admissão ou não de empresas consorciadas na licitação dependerá de cada caso concreto”. Ao concordar com a alegação apresentada.543/2008-1. realizado em 6/2/2012. c/c os artigos 1º e 4º da Lei nº 12. Deveria ser analisada. a partir do que fora examinado pela unidade instrutiva. A possibilidade de prorrogação do prazo de vigência de contrato de concessão de área pública.º 274 É vedada a exigência de prévia inscrição no Sistema de Cadastramento Unificado de Fornecedores – Sicaf para efeito de habilitação em licitação. tamoiom@gmail. Acórdão n. Decisões compiladas mais relevantes do TCU nos anos de 2012 e 2013. Ao final. rel. observou que a área pretendida pela empresa já foi objeto de leilão recente. Aroldo Cedraz. no sentido de que cabia a ela decidir sobre a pertinência de prorrogar ou não o citado contrato.5. de forma não cumulativa. rel. 9.

º 1054/2012-Plenário.) Art.. “estabelece como causa de rescisão contratual a subcontratação de objeto ajustado com a Administração não admitida no contrato e no edital”. 60.. ao endossar o raciocínio e conclusões do diretor de unidade técnica.). tamoiom@gmail. TC 002. rel. Min. a rescisão do contrato e a execução da garantia para ressarcimento dos valores e indenizações devidos à Administração. inciso VI. todas as condições de habilitação e qualificação exigidas na licitação”. Anotou.4. TC 017. inciso III. nos termos da jurisprudência . da Lei nº 8. 78. 72 da citada lei... 25. A subcontratação integral do objeto pactuado desnatura o certame licitatório e justifica a apenação do agente que a autorizou. Para a habilitação nas licitações exigir-se-á dos interessados.”. Tamoio Marcondes – Procurador Federal e Coordenador do Curso Ênfase. Ana Arraes. Trabalhistas – CNDT. no sentido de que o gestor responsável por autorizar a referida subcontratação merecia ser apenado. 29. que foram alterados pela Lei nº 12. Observou. 2. b) “.”. 87 da Lei nº 8.. mas não a retenção do pagamento”. então. e no art. mas não autoriza a retenção de pagamentos por serviços prestados O relator.666/1993. incluir. em cada caso. exclusivamente. nos editais e contratos de execução continuada ou parcelada..666/93. 27. além das sanções resultantes de seu descumprimento. Acórdão n.”.2012. 29.666/1993. nos contratos de execução continuada ou parcelada. consoante disposto no Enunciado nº 331 da Súmula de Jurisprudência do TST. Quanto a esse aspecto. instituída pela Lei nº 12. também. prevendo. rel. a comprovação. (.. conforme o caso. O relator endossou as conclusões do MP/TCU. ao examinar o mérito da matéria.440/2011. “nos editais e contratos de execução continuada ou parcelada. como sanções para o inadimplemento a essa cláusula. todas as condições de habilitação e qualificação exigidas na licitação. consistirá em: (.) V – prova de inexistência de débitos inadimplidos perante a Justiça do Trabalho. E arrematou: “a exigência da certidão negativa de débitos trabalhista (CNDT) ao longo da execução contratual deve contribuir para reduzir ou mesmo afastar eventuais condenações subsidiárias da administração pública federal . nos termos do art. ressaltou a necessidade de os órgãos e entidade da Administração Pública Federal incluírem. 55. que a subcontratação somente é possível. Acórdão n.. mediante a apresentação de certidão negativa . a execução da garantia para ressarcimento dos valores e indenizações devidos à Administração e a aplicação das penalidades previstas no art.. em vigor desde 4/1/2012..2012.666/93)”. O relator. da Lei nº 8. E mais: “A subcontratação integral do objeto ajustado desnatura o certame licitatório destinado à contratação inicial e é repudiada pelo TCU. o MP/TCU ressaltou que o art.4. inciso I. rel.. A perda da regularidade fiscal no curso de contratos de execução continuada ou parcelada justifica a imposição de sanções à contratada. durante a integral execução do contrato.741/2012-1.. sob pena de violação do disposto no § 3º do art. 25. inciso IV.. O Tribunal. 78. durante a execução do contrato. 87 da Lei nº 8... que a retenção de pagamento ofende o princípio da legalidade por não constar do rol do art. além das penalidades já previstas em lei (arts. da regularidade fiscal. Decisões compiladas mais relevantes do TCU nos anos de 2012 e 2013.. por parte da contratada. documentação relativa a: (. inciso V.5. pela Administração”. em face do inadimplemento das obrigações trabalhistas das empresas por eles contratadas.666/93. André Luís de Carvalho. exigir. 195 da Constituição Federal”. 27. também. Acórdão n. TC 006.095/2004-4. “até o limite admitido. da Lei 8. cláusula que estabeleça a obrigação do contratado de manter.com .Licitações e Contratos Administrativos. decidiu responder à consulente que os órgãos e entidades da Administração Pública Federal devem: a) “. Min. A documentação relativa à regularidade fiscal e trabalhista.2012. transcreveu os comandos contidos no art.371/2011-2. Tribunal de Contas da União.º 964/2012-Plenário. 80. Min. inciso XIII.º 954/2012Plenário. Walton Alencar Rodrigues. Lembrou ainda da responsabilidade subsidiária dos entes integrantes da administração pública. IV – regularidade fiscal e trabalhista. e 87. Acrescentou que a falta de comprovação da regularidade fiscal e o descumprimento de cláusulas contratuais “podem motivar a rescisão contratual.440/2011: “Art. incluindo a seguridade social. 59. cláusula que estabeleça a obrigação do contratado de manter. Caso contrário estaria a Administração incorrendo em enriquecimento sem causa.