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EXAMES COMPLEMENTARES Imunologia Clínica Prof° Manuel Junior www.professormanueljunior.com
EXAMES COMPLEMENTARES
Imunologia Clínica
Prof° Manuel Junior
www.professormanueljunior.com
Dosagens de Imunoglobulinas (anticorpos) SORO (NÃO É PLASMA!!!) SALIVA: apenas para IgA salivar, que reflete

Dosagens de Imunoglobulinas (anticorpos)

SORO (NÃO É PLASMA!!!)

SALIVA: apenas para IgA salivar, que reflete níveis de IgA secretora nas mucosas

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IMUNOGLOBULINA IgG

VR:

Crianças até 1 ano: 200 a 1070mg/dL

Crianças de 1 a 12 anos: 340 a 1600mg/dL

Adultos: 844 a 1912mg/dL (Fonte: Laboratório Rhesus)

Uso: Avaliação da imunidade humoral, monitoramento terapêutico de mielomas causados por IgG, macroglobulinas e alguns tipos de linfomas.

Principal uso específico: Monitoramento/Diagnóstico de infecções/contato antigo

Imunologia Clínica Setor do laboratório clínico que estuda os componentes do sistema imunológico
Imunologia Clínica
Setor do laboratório clínico que estuda os
componentes do sistema imunológico
Imuno-hematologia: Estuda exames correlacionados
aos dois setores: Tipagem sanguínea, coombs
direto e indireto
Anticorpos x Antígenos
Sistema Complemento
IMUNOGLOBULINAS Níveis anormais estão envolvidos com: - a resposta imune da imunidade humoral - Alguns

IMUNOGLOBULINAS

Níveis anormais estão envolvidos com:

- a resposta imune da imunidade humoral

- Alguns tipos de câncer como linfomas e leucemias

- Hepatopatias

- Artrite reumatóide

- Lúpus eritematoso sistêmico

- Alergias e parasitas

IMUNOGLOBULINA IgG Subclasses também são dosadas Interpretação: - Aumento: pacientes portadores de mieloma múltiplo,

IMUNOGLOBULINA IgG

Subclasses também são dosadas

Interpretação:

- Aumento: pacientes portadores de mieloma múltiplo, infecções ou processos inflamatórios crônicos

Antígenos proteicos: aumentam IgG1 e IgG3 Antígenos polissacarídeos (membranas): aumentam IgG2 e IgG4

IMUNOGLOBULINA IgG DOSAGEM NO LÍQUOR VR: até 3,4 mg/dL Utilizada para avaliar o envolvimento do

IMUNOGLOBULINA IgG

DOSAGEM NO LÍQUOR VR: até 3,4 mg/dL Utilizada para avaliar o envolvimento do sistema nervoso central com infecções, neoplasia, ou doença neurológica primária (em particular, esclerose múltipla), porém níveis normais de IgG não excluem a doença Deve ser dosado em paralelo com o soro, pois pode ocorrer contaminação do material com soro durante a punção

IMUNOGLOBULINA IgG TESTE DE AVIDEZ Interpretação: Avidez superior a 60% sugere que a infecção tenha

IMUNOGLOBULINA IgG

TESTE DE AVIDEZ Interpretação:

Avidez superior a 60% sugere que a infecção tenha ocorrido há mais de 3 meses e que anticorpos da classe IgM eventualmente presentes sejam residuais e provavelmente desprovidos de significado clínico.

IMUNOGLOBULINA IgG TESTE DE AVIDEZ Interpretação: Valores de avidez menores que 36% indicam infecção ocorrida

IMUNOGLOBULINA IgG

TESTE DE AVIDEZ

Interpretação:

Valores de avidez menores que 36% indicam infecção ocorrida há pelo menos 3 meses.

IMUNOGLOBULINA IgG TESTE DE AVIDEZ O teste de avidez de anticorpos é um exame laboratorial

IMUNOGLOBULINA IgG

TESTE DE AVIDEZ O teste de avidez de anticorpos é um exame laboratorial que permite estimar o período aproximado em que ocorreu a infecção por toxoplasmose ou rubéola Avidez é a força das ligações químicas na interação antígeno – anticorpo Numa infecção primária os anticorpos apresentam baixa avidez, a medida que a resposta amadurece, os Ac aumentam sua avidez

IMUNOGLOBULINA IgG TESTE DE AVIDEZ Interpretação: Avidez situada entre 36% e 60% não permite definir

IMUNOGLOBULINA IgG

TESTE DE AVIDEZ Interpretação:

Avidez situada entre 36% e 60% não permite definir o período mais provável que a infecção tenha ocorrido. Em se tratando de gestantes, a variação deve levar em conta o tempo de gestação.

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IMUNOGLOBULINA IgM

VR:

Crianças até 1 ano: 25 a 150mg/dL

Crianças de 1 a 8 anos: 45 a 250mg/dL

Jovens: de 9 a 15 anos: 50 a 300mg/dL

Adultos: 55 a 300mg/dL (Fonte: Laboratório Rhesus)

Uso:Avaliação da imunidade humoral, diagnóstico e acompanhamento de macroglobulinemia ou Mieloma Principal uso específico:

Monitoramento/Diagnóstico de infecção/contato aguda

IMUNOGLOBULINA IgM Interpretação: - Aumento: Cirrose biliar, fatores reumatólogicos e outras doenças adquiridas ou

IMUNOGLOBULINA IgM

Interpretação:

- Aumento:

Cirrose biliar, fatores reumatólogicos e outras doenças adquiridas ou congênitas

IMUNOGLOBULINA IgD VR: 0 a 40mg/dL Interpretação: (???) Níveis baixos não tem significado patológico Níveis

IMUNOGLOBULINA IgD

VR: 0 a 40mg/dL Interpretação: (???) Níveis baixos não tem significado patológico Níveis elevados são encontrados em alguns casos de mieloma múltiplo, em infec agudas e crônicas, doenças auto-imunes, dermatites e fumantes

IMUNOGLOBULINA IgA Interpretação: Sua deficiência causa infecções de repetição por vírus e bactérias,

IMUNOGLOBULINA IgA

Interpretação:

Sua deficiência causa infecções de repetição por vírus e bactérias, principalmente em crianças.

É extremamente raro o indivíduo apresentar IgA sérica normal com IgA secretora baixa ou ausente.

IMUNOGLOBULINA IgM DOSAGEM NO SANGUE DO CORDÃO UMBILICAL VR: até 4,5 mg/dL Utilizado no diagnóstico

IMUNOGLOBULINA IgM

DOSAGEM NO SANGUE DO CORDÃO UMBILICAL VR: até 4,5 mg/dL Utilizado no diagnóstico de infecções intrauterinas como toxoplasmose, citomegalia e rubéola. Nessas situações o nível de IgM é superior a 4,5 mg/dL

IMUNOGLOBULINA IgA VR: - Crianças até 1 ano: 2 a 90mg/dL - Crianças de 1

IMUNOGLOBULINA IgA

VR:

- Crianças até 1 ano: 2 a 90mg/dL

- Crianças de 1 a 12 anos: 18 a 250mg/dL

- Adultos: 68 a 423mg/dL (Fonte: Laboratório Rhesus)

Uso:Diagnóstico de imunodeficiência congênita ou adquirida de IgA quando dosada no soro. Reflete níveis de IgA secretora nas mucosas, quando dosada na saliva.

IMUNOGLOBULINA IgE VR: - Crianças até 1 ano: 0,1 a 15 IU/mL - Crianças de

IMUNOGLOBULINA IgE

VR:

- Crianças até 1 ano: 0,1 a 15 IU/mL

- Crianças de 1 a 2 anos:1 a 19 IU/mL

- Crianças de 2 a 3 anos: 0,1 a 32 IU/mL

- Crianças de 3 a 8 anos: 0,1 a 101 IU/mL

- Jovens de 9 a 15 anos: 1,4 a 300 IU/mL

- Adultos: 1 a 183 IU/mL (Fonte:

Laboratório Rhesus)

IMUNOGLOBULINA IgE Interpretação: - diagnóstico de alergias mediadas por IgE (sistêmicas) como asma, rinite alérgica,

IMUNOGLOBULINA IgE

Interpretação:

- diagnóstico de alergias mediadas

por IgE (sistêmicas) como asma, rinite alérgica, urticária, alergia alimentar

- doenças parasitárias

IMUNOGLOBULINA IgE IgE múltiplo: Ex1: epitélios, partículas e pêlos (gato, cavalo, boi e cachorro) EX71

IMUNOGLOBULINA IgE

IgE múltiplo:

Ex1: epitélios, partículas e pêlos (gato, cavalo, boi e cachorro) EX71 penas: frango, ganso, pato, peru EX72 penas: periquito, canário, papagaio FX1: amendoim, avelã, nozes, amêndoa, côco FX2: Peixe, camarão, mexilhão, atum, salmão FX3: cereais (trigo, aveia, milho, gergelim)

Imunologia Clínica Exame: Complemento total e frações As anormalidades de complemento podem ser genéticas ou

Imunologia Clínica

Exame: Complemento total e frações As anormalidades de complemento podem ser genéticas ou adquiridas, sendo as adquiridas as mais comuns.

IMUNOGLOBULINA IgE Os teste de IgE incluem o IgE total e específicos para alérgenos isolados

IMUNOGLOBULINA IgE

Os teste de IgE incluem o IgE total e específicos para alérgenos isolados ou em conjunto (múltiplo) IgE específico (códigos determinados): D. farinae (D2), veneno de abelha, alho, amendoim, carne de boi, leite de vaca, soja, pólem, bromélia, cacau, banana, Candida albicans, formiga, pêlo de cão, penas de galinha, penicilina, etc

Sistema Complemento Proteínas séricas inativas que recebem ativação podendo agir como enzimas, são produzidas pelos

Sistema Complemento

Proteínas séricas inativas que recebem ativação podendo agir como enzimas, são produzidas pelos macrófagos no fígado Quando ativadas atuam principalmente como proteínas de fase aguda Funções: Marcação celular para fagocitose e atuação imunológica

Níveis deprimidos de complemento total formação excessiva de complexo antígeno-anticorpo síntese insuficiente de

Níveis deprimidos de complemento total

formação excessiva de complexo antígeno-anticorpo síntese insuficiente de complemento formação de inibidor ou catabolismo aumentado de complemento são característicos em LES, glomerulonefrite pós estreptocóccica aguda. Os baixos níveis também podem ocorrer em pacientes com cirrose hepática avançada, mieloma múltiplo, hipogamaglobulinemia e rejeições

Níveis elevados de complemento total O complemento total elevado pode ocorrer icterícia obstrutiva, tireoidite, febre

Níveis elevados de complemento total

O complemento total elevado pode ocorrer icterícia obstrutiva, tireoidite, febre reumática aguda, artrite reumatóide, infarto agudo do miocárdio, colite ulcerativa, infecções, inflamações e diabetes.

Hepatite A: Sorologias

Anti HAV IgM: Anticorpo produzido contra proteínas do capsìdeo viral. Surge com os sintomas iniciais aumenta por 4 a 6 semanas e então declina gradualmente ate níveis indetectaveis em 3 a 6 meses.

O achado de Anti-HAV IgM positivo é indicativo de infecção aguda.

Anti HAV IgG: Anticorpos IgG específicos são detectáveis no soro na fase aguda ou convalescente precoce da infecção e permanece por toda vida. Promove a imunidade contra a hepatite A.

Hepatite B: Sorologias

Anti-HBs:É detectado semanas após o desaparecimento do HBsAg. Pode persistir por muitos anos e depois cair ate níveis indetectaveis,porem não é indicador da cura da hepatite. O anti-HBs é o anticorpo que confere imunidades porém é especifico para cada subtipo isto é não confere proteção contra infecções futuras por subtipos diferentes do HVB.

Dosagens de Antígenos Dosados no soro de acordo com a doença/antígeno pesquisado Ex.: Para suspeita
Dosagens de Antígenos
Dosados no soro de acordo com a doença/antígeno
pesquisado
Ex.: Para suspeita de hepatite B, faz-se a dosagem
de antígenos da hepatite B e respectivos anticorpos
Alguns antígenos não são dosados, dosa-se os
anticorpos. Ex. Herpes vírus: Anti – Herpes IgM e
IgG

Hepatite B: Sorologias

HBsAg:Também conhecido como antígeno Austrália é um determinante antigênico encontrado na superfície do HVB. Aparece na corrente sanguínea de 2 a 6 semanas antes do inicio dos sintomas ou alterações O HBsAG esta presente tanto na fase aguda quanto na crônica Portadores que o mantém positivo por mais de 6 meses provavelmente permanecerão portadores e desenvolverão hepatite crônica.

Hepatite B: Sorologias

Anti-HBc:Refere-se a anticorpos contra antígenos do nucleocapsideo do HBV e se dividem em dois tipos:

Anti-HBc IgM: Eleva-se e declina gradualmente em 6 ou 8 meses sem correlação com cura ou cronificação da doença. Cerca de 5% dos pacientes podem manter os níveis deste anticorpo baixo, assim a presença de anti HBc IgM significa infecção aguda ou recente.

Anti-HBc IgG: Surge em torno da 8° semana de infecção e tipicamente persiste por toda a vida.Este anticorpo não confere imunidade.

Hepatite B: Sorologias

HBeAg: Surge na hepatite aguda logo após o HBsAg.È uma proteína do nucleocapsideo viral do HVB, produzida durante a replicação viral ativa cuja a função é desconhecida. A presença de HBeAg correlacio na-se com maior quantidade de vírus completos no sangue. Permanece positivo cerca de 3 a 6 semanas período em que a infecção possui alto risco de contaminação. Anti-HBe: É o primeiro sinal de recuperação. O aparecimento do anti-HBe indica redução do risco de contágio. Pacientes anti-HBe podem ser portadores crônicos, mas têm melhor evolução e menor risco de transmissão.

Hepatite C: Sorologia

Anti HCV: método enzimático que detecta a presença de anticorpo contra o vírus HCV Resultados falso positivos podem ocorrer em gestantes, vacinados contra gripe, pacientes com febre reumática e outras doenças Podem demorar 2 a 6 meses para serem detectados persistindo por anos

Hepatite Delta: Sorologias

Anti-HDV IgM:surgem anticorpos da classe IgM 5 a 7 semanas após o início da infecção Anti - HDV IgG: aparecem apenas na fase de convalescença em títulos baixos

Hepatite B: Biologia Molecular

PCR (Reação em Cadeia da Polimerase) Pode ser do tipo qualitativo ou quantitativo A pesquisa direta do DNA Viral é o marcador mais sensível na avaliação de infectividade e replicação viral em pacientes portadores crônicos. Útil no diagnóstico de infecção por cepas mutantes ou quando a sorologia é negativa (cerca de 90% dos casos de hepatite crônica de etiologia indeterminada apresentam PCR positivo para Hepatite B)

Hepatite C: Biologia Molecular

Genotipagem e PCR O HCV apresenta grande variabilidade genética, assim a genotipagem é feita para ver a qual subgrupo pertence o vírus do paciente, se mais grave ou mais brando O PCR é realizado para detectar o vírus, após um resultado sorológico positivo ou duvidoso

MARCADORES DAS HEPATITES

A – somente anticorpos, Anti HAV IgM e

IgG B – possui os antígenos “c”, “e” e “s”

Ag e – Anticorpo e antígeno (HBeAg e Anti HBe) Ag c – anticorpos (Anti HBc IgM e IgG) Ag s – anticorpo e antígeno (HBsAg e Anti HBs) Biologia Molecular: PCR

C – somente anticorpo (Anti HCV)

Biologia molecular: Genotipagem e PCR

D – somente anticorpo (anti HDV IgM e

IgG)

Metodologias Empregadas Aglutinação Hemaglutinação Imunofluorescência ELISA (Enzyme-linked Immunosorbent
Metodologias Empregadas
Aglutinação
Hemaglutinação
Imunofluorescência
ELISA (Enzyme-linked Immunosorbent Assay)
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