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ISSN 2358-9264

CADERNO DE
PROGRAMAÇÃO
E RESUMOS

Tubarão, SC
Volume 4, p. 1-254, 2016

Reitor
Sebastião Salésio Herdt
Vice-Reitor
Mauri Luiz Heerdt
Chefe de Gabinete
Willian Corrêa Máximo
Secretária Geral da Unisul
Mirian Maria de Medeiros
Pró-Reitor de Ensino, Pesquisa e Extensão
Mauri Luiz Heerdt
Pró-Reitor de Operações e Serviços Acadêmicos
Valter Alves Schmitz Neto
Pró-Reitor de Desenvolvimento Institucional
Luciano Rodrigues Marcelino
Assessor de Promoção e Inteligência Competitiva
Ildo Silva
Assessor Jurídico
Lester Marcantonio Camargo
Diretor do Campus Universitário de Tubarão
Heitor Wensing Júnior
Diretor do Campus Universitário da Grande Florianópolis
Hércules Nunes de Araújo
Diretor do Campus Universitário Unisul Virtual
Fabiano Ceretta

Universidade do Sul de Santa Catarina – UNISUL
Av. José Acácio Moreira, 787
88704-900 – Tubarão – SC
Fone: (55) (48) 3621-3000 – Fax: (55) (48) 3621-3036
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4º Encontro da Rede Sul Letras
Caderno de Programação e Resumos do 4º Encontro da Rede Sul Letras:
Formação de Redes de Pesquisa
Editor
Fábio José Rauen

Ficha Catalográfica:

E46

Encontro da Rede Sul Letras: Formação de Redes de Pesquisa (4.: 2016 maio 11-13:
Palhoça, SC)
Caderno de programação e resumos [do] 4. Encontro da Rede Sul Letras / editor: Fábio
José Rauen ; comissão organizadora: Fábio José Rauen et al. – Palhoça : Programa de
Pós-graduação em Ciências da Linguagem, 2016.
254 p. ; 21 cm.
ISSN 2358-9264
1. Linguística – Congressos. 2. Letras - Congressos. 3. Literatura – Congressos. I.
Universidade do Sul de Santa Catarina. II. Título.
CDD (21. ed.) 410

Elaborado pela Biblioteca Universitária da Universidade do Sul de Santa Catarina

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COMISSÃO ORGANIZADORA
Fábio José Rauen (UNISUL)
Dilma Beatriz Rocha Juliano (UNISUL)
Maria Cleci Venturini (UNICENTRO)
João Claudio Arendt (UCS)
Mauro Nicola Póvoas (FURG)

COMISSÃO DE COORDENADORES
Andréia Guerini (UFSC)
Aracy Ernst (UCPEL)
Brunilda Tempel Reichmann (UNIANDRADE)
Claudia Andrea Rost Snichelotto (UFFS)
Dinora Moraes de Fraga (UNIRITTER)
Eunice Terezinha Piazza Gai (UNISC)
Fabiane Verardi Burlamaque (UPF)
Fábio José Rauen (UNISUL)
Giovana Ferreira-Gonçalves (UFPEL)
Heronides Maurílio de Melo Moura (UFSC)
Ione guede Jovino (UEPG)
João Claudio Arendt (UCS)
Lourdes Kaminski Alves (UNIOESTE)
Maria Cleci Venturini (UNICENTRO)
Maria da Glória Corrêa di Fanti (PUCRS)
Maria Lucia de Barros Camargo (UFSC)
Maria Thereza Veloso (URI)
Marinês Andrea Kunz (FEEVALE)
Mauro Nicola Póvoas (FURG)
Núbio Delanne Ferraz Mafra (UEL)
Patrícia da Silva Cardoso (UFPR)
Pedro Navarro (UEM)
Rejane Pivetta (UCS/UNIRITTER)
Rove Luiza de Oliveira Chishman (UNISINOS)
Sara Regina Scotta Cabral (UFSM)
Solange Mittmann (UFRGS)
Sônia Aparecida Vido Pascolati (UEL)
Valesca Irala (UNIPAMPA)
Viviane Maria Heberle (UFSC)
Wellington Ricardo Fiorucci (UTFPR)

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COMISSÃO EXECUTIVA Alessandra Soares Brandão (UNISUL) Ana Carolina Cernicchiaro (UNISUL) Andréia da Silva Daltoé (UNISUL) Antônio Carlos Gonçalves dos Santos (UNISUL) Artur de Vargas Giorgi (UNISUL) Deisi Scunderlick Eloy de Farias (UNISUL) Dilma Beatriz Rocha Juliano (UNISUL) Fábio José Rauen (UNISUL) Giovanna Gertrudes Benedetto Flores (UNISUL) Heloisa Juncklaus Preis Moraes (UNISUL) Jussara Bittencourt de Sá (UNISUL) Maria Isabel Rodrigues Orofino (UNISUL) Maria Marta Furlanetto (UNISUL) Maurício Eugênio Maliska (UNISUL) Nádia Régia Maffi Neckel (UNISUL) Ramayana Lira de Sousa (UNISUL) Silvânia Siebert (UNISUL) Solange Maria Leda Gallo (UNISUL) COMISSÃO CIENTÍFICA Adail Ubirajara Sobral (UCPEL) Amanda Scherer (UFSM) Ana Carolina Cernicchiaro (UNISUL) Ana Maria Lisboa de Mello (PUCRS) Ana Paula Teixeira Porto (URI) Anselmo Peres Alós (UFSM) Andrea Guerini (UFSC) Antonio Carlos Gonçalves dos Santos (UNISUL) Aparecida de Jesus Ferreira (UEPG) Aracy Ernst (UCPel) Artur de Vargas Giorgi (UNISUL) Carmen Lúcia Matzenauer (UCPEL) Claudia Andrea Rost Snichelotto (UFFS) Cláudia Regina Brescancini (PUCRS) Cristiano Augusto Jutgla (UESC) Dilma Beatriz Rocha Juliano (UNISUL) Fábio José Rauen (UNISUL) Freda Indursky (UFRGS) Gloria Gil (UFSC) Heronides Maurílio de Melo Moura (UFSC) Ismara Tasso (UEM) 6 .

João Claudio Arendt (UCS) Juliana Steil (UFPEL) Juracy Ignez Assmann Saraiva (FEEVALE) Jussara Bittencourt de Sá (UNISUL) Leci Borges Barbisan (PUCRS) Lourdes Kaminski Alves (UNIOESTE) Luciana Abreu Jardim (FURG) Luciane Baretta (UNICENTRO) Maria Cleci Venturini (UNICENTRO) Maria Cristina Leandro Ferreira (UFRGS) Maria da Gloria Correa di Fanti (PUCRS) Maria Eduarda Giering (UNISINOS) Maria Jose Gnatta Dalcuche Foltran (UFPR) Maria Marta Furlanetto (UNISUL) Marisa Corrêa Silva (UEM) Mauro Nicola Povoas (FURG) Núbio Delanne Ferraz Mafra (UEL) Odete Pereira da Silva Menon (UFPR) Ramayana Lira de Sousa (UNISUL) Raquel Bello Vázquez (UNIRITTER) Raquel da Cunha Recuero (UCPEL) Raquel Terezinha Rodrigues (UNICENTRO) Rejane Pivetta de Oliveira (UNIRITTER) Rita Lenira de Freitas Bittencourt (UFRGS) Rosângela Gabriel (UNISC) Rove Luiza de Oliveira Chishman (UNISINOS) Silvana Oliveira (UEPG) Solange Maria Leda Gallo (UNISUL) Ubiratã Kickhöfel Alves (UFRGS) Valéria Neto de Oliveira Monaretto (UFRGS) Wellington Ricardo Fiorucci (UTFPR) Weslei Roberto Candido (UEM) EDITOR Fábio José Rauen (UNISUL) SECRETARIA DO EVENTO Patrícia de Souza de Amorim Silveira (UNISUL) Elaine Aparecida Correa Pereira (UNISUL) Karina Ramos Wagner (UNISUL) 7 .

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Cultura e Regionalidade (UCS) Programa de Pós-Graduação em Linguagem. Identidade e Subjetividade (UEPG) Programa de Pós-Graduação em Linguística (UFSC) Programa de Pós-Graduação em Linguística Aplicada (UNISINOS) Programa de Pós-Graduação em Literatura (UFSC) Programa de Pós-Graduação em Teoria Literária (UNIANDRADE) Programa de Pós-Graduação Profissional em Letras (FEEVALE) PATROCÍNIO Programa de Apoio a Eventos no País da Fundação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – PAEP/CAPES 9 .REALIZAÇÃO Programa de Pós-Graduação em Ciências da Linguagem (UNISUL) Programa de Pós-Graduação em Ensino de Línguas (UNIPAMPA) Programa de Pós-Graduação em Estudos da Linguagem (UEL) Programa de Pós-Graduação em Estudos da Tradução (UFSC) Programa de Pós-Graduação em Estudos Linguísticos (UFFS) Programa de Pós-Graduação em Inglês: Estudos Linguísticos e Literários (UFSC) Programa de Pós-Graduação em Letras (Associação Ampla) (UCS/UNIRITTER) Programa de Pós-Graduação em Letras (PUCRS) Programa de Pós-Graduação em Letras (UCPEL) Programa de Pós-Graduação em Letras (UEL) Programa de Pós-Graduação em Letras (UEM) Programa de Pós-Graduação em Letras (UFPEL) Programa de Pós-Graduação em Letras (UFPR) Programa de Pós-Graduação em Letras (UFRGS) Programa de Pós-Graduação em Letras (UFSM) Programa de Pós-Graduação em Letras (UNICENTRO) Programa de Pós-Graduação em Letras (UNIOESTE) Programa de Pós-Graduação em Letras (UNIRITTER) Programa de Pós-Graduação em Letras (UNISC) Programa de Pós-Graduação em Letras (UPF) Programa de Pós-Graduação em Letras (UTFPR) Programa de Pós-Graduação em Letras História da Literatura (FURG) Programa de Pós-Graduação em Letras Literatura Comparada (URI) Programa de Pós-Graduação em Letras.

(55) (48) 3279-1061 E-mail: sul. SC .704-900 . 787. 25. Bairro Dehon. 88.CONTATO Rede Sul Letras Programa de Pós-Graduação em Ciências da Linguagem Campus Tubarão: Av.Palhoça. José Acácio Moreira. SC . 88137-270 .br 10 .Tubarão.(55) (48) 3621-3369 Campus Grande Florianópolis: Avenida Pedra Branca. Cidade Universitária Pedra Branca.letras@unisul.

SUMÁRIO GERAL Apresentação 13 Programação Geral 15 Programação das Mesas 17 Lista de Trabalhos 65 Resumos 81 Índice de Autores 251 11 .

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Estudos do drama. Artes e Mídias. egressos e discentes de doutorado e de mestrado abrigados em grupos de pesquisa formalizados ou em formalização no CNPq. Poesia. 5. Literatura. Temas emergentes em literatura e ensino. Literatura e filosofia. Escrita criativa. 2. envolvendo: Estudos da narrativa. Literatura de Gênero. O objetivo. envolvendo: Estudos literários e culturais. As discussões em cada eixo temático serão realizadas em oito sessões na forma de simpósios temáticos distribuídos nos dois primeiros dias do evento. Literatura e processos culturais. artes e mídias. o 4º Encontro da Rede Sul Letras visa a induzir redes de parceria entre grupos de pesquisa. a ser realizado de 11 e 13 de maio de 2016 no Campus da Pedra Branca da Unisul em Palhoça (SC). Memória e História. cultura e interdisciplinaridade. 6. envolvendo: Literaturas de língua portuguesa. O Evento tem o propósito de congregar os Programas de Pós-Graduação em Letras e Linguística da Região Sul do Brasil. conforme levantamento das expertises de pesquisa desenvolvidas nos três estados da região. Temas emergentes em estudos culturais. Literaturas de língua estrangeira. a Rede Sul Letras está organizando as discussões em doze eixos temáticos. Literatura e ensino. Crítica genética. portanto. discurso e sociedade. Estéticas e políticas da imagem. Consoante. fotografia). memória e história. etnia e sexualidade. envolvendo: A relação da literatura com outras artes (cinema. Estudos de Literatura. 4. envolvendo: Literatura e formação do leitor. 13 . O terceiro dia. Estudos de Literatura Comparada. 3.APRESENTAÇÃO A Rede Sul Letras de Programas de Pós-Graduação em Letras e Linguística da Região Sul do Brasil e o Programa de Pós-Graduação em Ciências da Linguagem da Universidade do Sul de Santa Catarina – UNISUL têm a satisfação de publicar o Caderno de Programação e Resumos do 4º Encontro da Rede Sul Letras. Teoria literária. será dedicado à Reunião político-administrativa de Coordenadores dos Programas de PósGraduação em Letras e Linguística com a Coordenação de Área na Capes. é o de oferecer espaço aos grupos de pesquisa para a discussão de suas pesquisas concluídas ou em andamento e para a formação de redes de parceria a partir de perspectivas comuns. Processos culturais e memória. História da literatura. Ciberespaço. envolvendo: Escritas de si. teatro. Estudos literários da tradução. Narrativas audiovisuais. com o tema “Formação de Redes de Pesquisa”. Estudos de autores. Gênero. Para dar conta desta tarefa. Teorias da recepção. Linguagem. Os grupos de pesquisa inscreveram contribuições em doze eixos temáticos. o Encontro dedica-se a promover espaços privilegiados de interlocução para docentes. Literatura como mídia. por sua vez. Leitura criativa. Estudos de Teoria Literária. Estudos de literatura na cultura: relações entre estética e política. Temas emergentes em literatura comparada. Estudos de Literatura. pesquisadores. Estudos de Literatura e Ensino. Poéticas contemporâneas. a saber: 1. bem como à Reunião de Avaliação do Evento. Literatura para crianças e jovens. Temas emergentes em literatura. Estudos Culturais. Temas emergentes em teoria literária. Literatura e imaginário. O estético: poéticas e políticas. Temas emergentes em literatura. Além de aprimorar a excelência acadêmica das pesquisas na área.

escola e leituras. 14 . Temas emergentes em Análise do Discurso. língua estrangeira e libras em suas diferentes modalidades. 10. envolvendo: Discurso. Tubarão. o leitor poderá ter acesso à programação geral do evento. Estudos de Análise do Discurso. Estudos Fonéticos e Fonológicos. imagem e mídia. Estudos da Língua e da Linguagem I. Estudos cognitivos. 11. Discurso. Aspectos fonéticos e fonológicos de aquisição da Linguagem. língua e memória. Temas emergentes em Linguística Aplicada. Discurso. SC. cultura e política. Alfabetização e letramento.7. Estudos de Linguística Aplicada. 9. Temas emergentes em Sociolinguística. Discurso. envolvendo: Estudos fonéticos e fonológicos. Linguística Sistêmico-Funcional. Linguística histórica. 2 de maio de 2016. Estudos da Enunciação. Neste caderno. envolvendo: Estudos gramaticais e lexicográficos. envolvendo: Estudos de linguística aplicada ao ensino de língua materna. à programação das mesas e aos resumos aprovados de congressistas regularmente inscritos no evento. Estudos da Tradução. Projeto Varsul. Discurso. Estudos Sociolinguísticos. envolvendo: Gêneros Textuais. 8. 12. Temas emergentes em fonética e fonologia. Estudos da Língua e da Linguagem II. rede e conhecimento. Fábio José Rauen (UNISUL) Dilma Beatriz Rocha Juliano (UNISUL) Maria Cleci Venturini (UNICENTRO) João Claudio Arendt (UCS) Mauro Nicola Póvoas (FURG) Comissão Organizadora. Estudos semânticos e pragmáticos. Análise Crítica do Discurso. envolvendo: Variação e mudança linguística. Discurso. Linguística Textual e Análise da Conversação. Estudos Bakhtinianos. Tecnologias digitais. Estudos psicolinguísticos. corpo e psicanálise.

PROGRAMAÇÃO GERAL 11 de maio de 2016 – Quarta-feira 08:00-09:00 – Credenciamento 09:00-10:00 – Conferência: “O papel dos estudantes na Consolidação de Programas de Pós-Graduação em Letras e Linguística” Conferencista: Dr. Dermeval da Hora Oliveira – UFPB/CAPES 10:30-12:00 – Primeira Sessão de Mesas 13:00-14:30 – Segunda Sessão de Mesas 14:45-16:15 – Terceira Sessão de Mesas 16:30-18:00 – Quarta Sessão de Mesas 12 de maio de 2016 – Quinta-feira 09:00-10:30 – Quinta Sessão de Mesas 11:00-12:30 – Sexta Sessão de Mesas 14:00-15:30 – Sétima Sessão de Mesas 16:00-17:30 – Oitava Sessão de Mesas 18:00-19:00 – Avaliação do Evento 13 de maio de 2016 – Sexta-feira 09:00-12:00 – Sessão Administrativa 15 .

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PROGRAMAÇÃO DAS MESAS 17 .

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DE NOEMI JAFFE Camila Rodrigues Boff (UFRGS) 19 . 11 de maio de 2016. 10:30-12:00 . DE ADRIANA LISBOA Jéssica Fraga da Costa (UFRGS) SERÁ “SÃO BERNARDO” DE GRACILIANO RAMOS UMA OBRA REGIONALISTA? REGIONALISMO VERSUS REGIONALIDADES Angélica Vinhatti Gonçalves Ferla (UCS) A DICOTOMIA ENTRE BEM E MAL PRESENTE NA OBRA GRANDE SERTÃO: VEREDAS DE GUIMARÃES ROSA: “SERTÃO: É DENTRO DA GENTE” Wanessa Rox (SECAL) Sessão 2 – Quarta-feira.EIXO TEMÁTICO 1: ESTUDOS DE TEORIA LITERÁRIA Sessão 1 – Quarta-feira. 11 de maio de 2016.Bloco D: Sala 213 Tema: LITERATURA BRASILEIRA Coordenador: Jéssica Fraga da Costa (UFRGS) UM MOSAICO DE TEXTOS E ARTES: OS DIÁLOGOS E A INTERTEXTUALIDADE EM SINFONIA EM BRANCO. 13:00-14:30 – Bloco D: Sala 213 Tema: EXÍLIO E MORTE DO AUTOR Coordenadora: Luciana Abreu Jardim (FURG) O PROCESSO DE ESCRITA: DE MAURICE BLANCHOT A STEPHEN KING Tábatha Belzareno dos Santos Rosa (FURG) Luciana Abreu Jardim (FURG) A MORTE NECESSÁRIA DO “EU” QUE ESCREVE: A HORA DA ESTRELA Liziane de Oliveira Coelho (FURG) O FIO DE ALICE: EXÍLIO DO NARRADOR EM A RAINHA DOS CÁRCERES DA GRÉCIA Emanuelle Alves Adacheski (UEPG) SOBRE FRATURAS E REALISMOS: EXÍLIO E IDENTIDADE EM ÍRISZ: AS ORQUÍDEAS.

EIXO TEMÁTICO 1: ESTUDOS DE TEORIA LITERÁRIA Sessão 3 – Quarta-feira. 14:45-16:15 – Bloco D: Sala 213 Tema: PERSONAGENS: DO HERÓI ÉPICO AO NARRADOR PÓS-MODERNO Coordenadora: Ana Claudia Munari Domingos (UNISC) DA GRÉCIA ANTIGA A GALÁXIAS DISTANTES: A TRAJETÓRIA DO HERÓI ÉPICO ATRAVÉS DOS SÉCULOS Marlova Soares Mello (UFRGS) O PERSONAGEM COM MOTIVO TORPE: DIÁLOGOS DE ESTÉTICA CONTEMPORÂNEA ENTRE O CINEMA E A LITERATURA Débora Laís Ferraz dos Santos (PUCRS) A FIGURA MARGINAL DE ANÍSIO: UM ESTUDO EM O INVASOR Cristiano Araújo Vaniel (UFRGS) REPRODUÇÃO: UM DISCURSO QUE SE REPETE Ana Claudia Munari Domingos (UNISC) Helena Jungblut (UNISC) Ádria Graziele Pinto (UNISC) Sessão 4 – Quinta-feira. 12 de maio de 2016. 09:00-10:30 – Bloco D: Sala 213 Tema: LIMIARES DA CRÍTICA E DA TEORIA Coordenador: Caio Ricardo Bona Moreira (UNESPAR) A CRÍTICA LITERÁRIA BRASILEIRA CONTEMPORÂNEA: NO LIMIAR ENTRE A CIÊNCIA E A POESIA Caio Ricardo Bona Moreira (UNESPAR) A IMAGEM PELO OUTRO: ÉTICA DA ALTERIDADE NA ARTE E O DEVIR-OUTRO DA LINGUAGEM Ana Carolina Cernicchiaro (UNISUL) A DISSOLUÇÃO DA CARNE Vanessa Zucchi (PUCRS) DECADENTISMO E INCERTEZA NO CONTO “RETRATO PROFÉTICO” DE GIOVANNI PAPINI Adilson Barbosa (UFP) 20 . 11 de maio de 2016.

12 de maio de 2016.EIXO TEMÁTICO 1: ESTUDOS DE TEORIA LITERÁRIA Sessão 5 – Quinta-feira. A SERPENTE E O CADUCEU. 11:00-12:30 – Bloco D: Sala 213 Tema: LITERATURA EM DIÁLOGO Coordenadora: Aline Venturini (UNESPAR) HERMENÊUTICA: UM VIÉS PARA A INTERPRETAÇÃO DA OBRA “DESONRA”. SUBSTANTIVO CORROÍDO André Winter Noble (UFRGS) 21 . DE VICENTE CECIM Danieli dos Santos Pimentel (PUCRS) A LEITURA DE DOIS PRÓLOGOS LATINO-AMERICANOS SOBRE A OBRA DOM QUIXOTE: A OBRA COMO PRECURSORA DO ROMANCE MODERNO Aline Venturini (UNESPAR) CIDADE. DE COETZEE Rosângela Beatriz Buhse (UNISC) A ASA.

12 de maio de 2016.EIXO TEMÁTICO 2: ESTUDOS DE LITERATURA COMPARADA Sessão 1 – Quinta-feira. 11:00-12:30 – Bloco D: Sala 214 Tema: ESTUDOS DE LITERATURA COMPARADA II Coordenadora: Gabriela Semensato Ferreira (UFRGS) A PRESENÇA DA ALTERIDADE NA LINGUAGEM E NA TRADUÇÃO DA OBRA DANCER. 12 de maio de 2016. DE COLUM MCCANN Valdirene Fontanella (UNIRITTER) SOPHIE. MARIA. PAUL: UM JOGO DUPLO DE ARTICULAÇÃO E PARTIÇÃO Gabriela Semensato Ferreira (UFRGS) O DESENCANTAMENTO EM FIVE O’CLOCK. ALFONSO X: ESTUDO DO TEXTO E DA IMAGEM Carlos Henrique Durlo (UEM) TRAÇOS E RASTROS: O NARRADOR DRAMATIZADO E COM CONSCIÊNCIA DE SI PRÓPRIO NA LITERATURA PORTUGUESA DO SÉCULO XXI Paulo Ricardo Kralik Angelini (PUCRS) Sessão 2 – Quinta-feira. INTENÇÕES E A ALMA ENCANTADORA DAS RUAS Mirian Ruffini (UTFPR) 22 . 09:00-10:30 – Bloco D: Sala 214 Tema: ESTUDOS DE LITERATURA COMPARADA I Coordenador: Paulo Ricardo Kralik Angelini (PUCRS) ENTRE O VISIONARISMO E A LOUCURA: A PRIMEIRA RECEPÇÃO DA OBRA DE WILLIAM BLAKE Ana Paula Cabrera (UFSM) Daniela Schwarcke do Canto (UFSM) O PERFIL FEMININO DA MULHER RELIGIOSA E DA MULHER COMUM NA PRODUÇÃO POÉTICA DE D.

16:00-17:30 – Bloco D: Sala 214 Tema: ESTUDOS DE LITERATURA COMPARADA IV Coordenador: Wellington Ricardo Fioruci (UTFPR) LITERATURA COMPARADA: ESTUDO TÉORICO ACERCA DA TRADUÇÃO INTERSEMIÓTICA DE LIVROS PARA ROTEIROS ADAPTADOS Clarissa Mazon Miranda (UFSM) A CULTURA TRADUZIDA E A CULTURA EM TRADUÇÃO: A LITERATURA BRASILEIRA CONTEMPORÂNEA NA REVISTA GRANTA Lilia Baranski Feres (UNIRITTER) Valéria Silveira Brisolara (UNIRITTER) A NARRATIVA POLICIAL CONTEMPORÂNEA: PLENILUNIO E LA PREGUNTA DE SUS OJOS Wellington Ricardo Fioruci (UTFPR) 23 . 12 de maio de 2016. O ESTRANGEIRO E ANGÚSTIA Marcos Hidemi de Lima (UTFPR) Sessão 4 – Quinta-feira. 13:00-14:30 – Bloco D: Sala 214 Tema: ESTUDOS DE LITERATURA COMPARADA III Coordenadora: Marina Bento Veshagem (UFSC) NÃO EU: PERSPECTIVAS DE UMA TRADUÇÃO PARA BECKETT Larissa Ceres Lagos (UFSC-PGET) O ABSURDO EM EUGÈNE IONESCO: UMA RELEITURA A PARTIR DE SUA DRAMATURGIA Marina Bento Veshagem (UFSC) A RELATIVA LIBERDADE EM ACOSSADO.EIXO TEMÁTICO 2: ESTUDOS DE LITERATURA COMPARADA Sessão 3 – Quinta-feira. 12 de maio de 2016.

EIXO TEMÁTICO 3: ESTUDOS CULTURAIS Sessão 1 – Quarta-feira. EM REFERÊNCIAS À ARTE MUSICAL E DRAMÁTICA Juracy Assmann Saraiva (FEEVALE) MODERNIZAÇÃO E RESISTÊNCIA: ARTICULAÇÕES ENTRE POP E POPULAR NA CULTURA BRASILEIRA CONTEMPORÂNEA Gustavo Arthur Matte (PUCRS) Sessão 2 – Quarta-feira. 10:30-12:00 – Bloco D: Sala 215 Tema: CULTURA E FORMAÇÃO DA “NAÇÃO” Coordenação: Juracy Assmann Saraiva (FEEVALE) NARRATIVAS DISTÓPICAS E PROCESSOS DE REESCRITA DA NAÇÃO EM FILHOS DA PÁTRIA. DA DÉCADA DE 70. 11 de maio de 2016. 13:00-14:30 – Bloco D: Sala 215 Tema: PROCESSOS POLÍTICOS CULTURAIS Coordenação: Tatiane Kaspari (FEEVALE) FORMAS POLÍTICAS DA CULTURA BRASILEIRA. DE JOÃO MELO Kelly Ane Evangelista Santos (UFBA) Maria de Fátima Maia Ribeiro (UFBA) GILBERTO FREYRE: SUAS OBRAS COMO UM ÚNICO PROJETO INTELECTUAL Ana Paula Ody Batista (UCS) POSICIONAMENTO CRÍTICO DE MACHADO DE ASSIS. 11 de maio de 2016. EM SARAMANDAIA. DE DIAS GOMES Dilma Beatriz Rocha Juliano (UNISUL) OS SERIADOS STAR TREK E HEROES: DISSENSOS DO IMPERIALISMO AO IMPÉRIO Jean Raphael Zimmermann Houllou (UNISUL) GAME E TRANSMÍDIA: IDENTIDADES MÓVEIS EM WORLD OF WARCRAFT Bryan Rafael Dall Pozzo (UNICENTRO) “JOGA PEDRA NA GENI”: A CRÍTICA SOCIOCULTURAL E POLÍTICA NA CANÇÃO DE CHICO BUARQUE Tatiane Kaspari (FEEVALE) Juracy Assmann Saraiva (FEEVALE) Carlos Eduardo Ströher (FEEVALE) 24 .

SÃO BERNARDO E DIVÓRCIO Rafael Eisinger Guimarães (UNISC) RESPIRAS E OFERECES À MORTE UM SILÊNCIO BREVE: DOS MOVIMENTOS DE CATARINA E DE SEU SILÊNCIO QUE TRAZ A DOR DO(S) CORPO(S) VIOLADO(S) Daniel Conte (FEEVALE) 25 .EIXO TEMÁTICO 3: ESTUDOS CULTURAIS Sessão 3 – Quarta-feira. Andréa Andrade Alves (UNIBAVE) Sessão 4 – Quinta-feira. STUART HALL E BORTONI-RICARDO NA PERPECTIVA BAKHTINIANA DE LÍNGUA. Luís Paulo Arena Alves (UNIRITTER) Rejane Pivetta de Oliveira (UNIRITTER) A AUTOBIOGRAFIA NUMA PESQUISA SOBRE IDENTIDADE RACIAL NUMA ESCOLA DA REDE PÚBLICA DE PONTA GROSSA (PR) Marivete Souta (UEPG) Ione da Silva Jovino (UEPG) A CONSTITUIÇÃO DA IDENTIDADE LINGUÍSTICA NA PÓS-MODERNIDADE: CONTRIBUIÇÕES TEÓRICAS DE MICHEL MAFFESOLI. 14:45-16:15 – Bloco D: Sala 215 Tema: CULTURA E EDUCAÇÃO Coordenação: Ione da Silva Jovino (UEPG) OS PONTOS DE CULTURA E A PROMOÇÃO DO EMPODERAMENTO: LEITURA E PRODUÇÃO LITERÁRIA COMO ALAVANCAS DE PROTAGONISMO SOCIAL Marília Crispi de Moraes (UNISUL) BIBLIOTECAS COMUNITÁRIAS E PRÁTICAS DE LEITURA: SEUS SIGNIFICADOS E EFEITOS NA CONSTRUÇÃO DA IDENTIDADE DE JOVENS EM COMUNIDADES URBANAS PERIFÉRICAS NO MUNICÍPIO DE PORTO ALEGRE/RS. 11 de maio de 2016. 12de maio de 2016. 11:00-12:30 – Bloco D: Sala 215 Tema: FICÇÕES DE GÊNERO Coordenação: Daniel Conte (FEEVALE) A CONSTRUÇÃO E A REPRESENTAÇÃO DAS MASCULINIDADES NA REVISTA PARANAENSE O OLHO DA RUA Jéssica Lange de Deus (UNICENTRO) ELAS SÃO O QUE ELES NOS DIZEM (?): A FIGURAÇÃO DO FEMININO A PARTIR DO DISCURSO MASCULINO EM DOM CASMURRO.

16:00-17:30 – Bloco D: Sala 215 Tema: FORMAÇÃO DAS “IDENTIFICAÇÕES” DE GÊNERO Coordenador: João Claudio Arendt (UCS) ÁFRICA E AFRICANIDADES NA LITERATURA INFANTIL E JUVENIL CONTEMPORÂNEA DE LÍNGUA ESPANHOLA: TECENDO CAMINHOS Renan Fagundes de Souza (UEPG) Ione da Silva Jovino (UEPG) AS RELAÇÕES DE REGIONALIDADE EM A FERRO E FOGO. 12 de maio de 2016.EIXO TEMÁTICO 3: ESTUDOS CULTURAIS Sessão 5 – Quinta-feira. DE RUTH ROCHA: UMA ANÁLISE SEGUNDO A PERPECTIVA DO IMAGINÁRIO Maria Aparecida Lima de Freitas (UNISUL) O SUJEITO MULTIFACETADO E A CONSTITUIÇÃO DA IDENTIDADE DE CIDADE LIVRE Ernani Mügge (FEEVALE) Sessão 6 – Quinta-feira. DE JOSUÉ GUIMARÃES João Claudio Arendt (UCS) ALTERIDADE E LITERATURA: CONTOS DE RUBEM FONSECA André Natã Mello Botton (FEEVALE) PROCESSOS DE MITIFICAÇÃO EM DEUSES AMERICANOS. DE MARIA FIRMINA DOS REIS Rafael Eisinger Guimarães (UNISC) A REPRESENTAÇÃO DA PERSONAGEM FEMININA PRINCIPAL. NO LIVRO INFANTIL “CARMEN”. 14:00-15:30 – Bloco D: Sala 215 Tema: FICÇÕES DE GÊNERO Coordenação: Rafael Eisinger Guimarães (UNISC) REGIONALIDADE E GÊNERO SOCIAL EM SIMÕES LOPES NETO: A CARACTERIZAÇÃO DO FEMININO ENQUANTO CONCEPÇÃO DO ESPAÇO REGIONAL MASCULINO Karen Gomes da Rocha (UCS/UNIRITTER) CATIVEIROS VISÍVEIS E INVISÍVEIS: AS PERSONAGENS FEMININAS E A QUESTÃO ÉTNICA NO CONTO “A ESCRAVA”. 12 de maio de 2016. DE NEIL GAIMANGuilherme Menezes Vilanova (UFRGS) 26 .

LEITURAS E LITERATURAS NA ESCOLA E NA CLANDESTINIDADE: UMA APROXIMAÇÃO POSSÍVEL ATRAVÉS DA LEITURA EXTENSIVA Roberta Macedo Ciocari (UPF) Sessão 2 – Quarta-feira. 1984” OU PAIXÕES E GUERRA EM DESTERRO. 11 de maio de 2016. 13:00-14:30 – Bloco D: Sala 216 Tema: ESTUDOS DE LITERATURA E ENSINO II Coordenação: Heloisa Juncklaus Preis Moraes (UNISUL) LITERATURA E SOCIEDADE: ENTRE O CONCEITO DE DISTINÇÃO E AS REGRAS DO JOGO. E A PRIMEIRA AVENTURA DE SHERLOCK HOLMES NO BRASIL DE RAIMUNDO CARUSO Karina Silva Rosa (UNISUL) Jussara Bittencourt de Sá (UNISUL) 27 . Eloisa da Rosa Oliveira (UNESC/UFSC) A REPRESENTAÇÃO DA PERSONAGEM FEMININA EM CONTOS DE MARINA COLASANTI Juracy Assmann Saraiva (PUCRS) Ernani Mügge (FEEVALE) Tatiane Kaspari (FEEVALE) ARTE E LINGUAGEM: LEITURA DAS NARRATIVAS NAS OBRAS DE CHACHÁ (RICHARD CALIL BULOS) Monalisa Pivetta da Silva (UNOESC) Jussara Bittencourt de Sá (UNISUL) LITERATURA CATARINENSE E O ENSINO: AS REPRESENTAÇÕES EM “NOTURNO. 11 de maio de 2016.EIXO TEMÁTICO 4: ESTUDOS DE LITERATURA E ENSINO Sessão 1 – Quarta-feira. 10:30-12:00 – Bloco D: Sala 216 Tema: ESTUDOS DE LITERATURA E ENSINO I Coordenação: Jussara Bittencourt de Sá SIGNIFICAÇÃO E RESSIGNIFICAÇÃO NO PROCESSO DE CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS Ana Luisa Feijó Cosme (FURG) A LITERATURA NO ENSINO MÉDIO NO BRASIL E EM PORTUGAL: ENTRE FATOS E VERSÕES Chirley Domingues (UFSC/UNISUL) A LEITURA NAS LICENCIATURAS DE LETRAS E PEDAGOGIA Deisi Luzia Zanatta (UPF) LETRAMENTOS.

12 de maio de 2016.EIXO TEMÁTICO 4: ESTUDOS DE LITERATURA E ENSINO Sessão 3 – Quarta-feira. DE MIA COUTO Rosemary de Fátima de Assis Domingos (UNISUL) Jussara Bittencourt de Sá (UNISUL) O TEXTO LITERÁRIO NO ENSINO DE PORTUGUÊS PARA ESTRANGEIROS: ATIVIDADES COM LETRAS DE CANÇÕES EM LIVROS DIDÁTICOS Maryualê Malvessi Mittmann (UNISUL) Luiz Henrique Milani Queriquelli (UNISUL) ENSINO DA LITERATURA EM UNIVERSIDADES GAÚCHAS: ALGUMAS CONSTATAÇÕES Bianca Cardoso Batista (UNISC) Sessão 4 – Quinta-feira. 14:45-16:15 – Bloco D: Sala 216 Tema: ESTUDOS DE LITERATURA E ENSINO III Coordenação: Jussara Bittencourt de Sá AS VIAGENS DE GULLIVER: ENTRE A LEITURA E A RELEITURA Ádria Graziele Pinto (UNISC) PELOS ENTREMARES DA LITERATURA E ENSINO: VINTE E ZINCO. 11 de maio de 2016. 09:00-10:30 – Bloco D: Sala 216 Tema: ESTUDOS DE LITERATURA E ENSINO IV Coordenação: Rosemari Lorenz Martins (FEEVALE) NARRATIVAS NO VIDEOGAME MASS EFFECT 3: ANÁLISE DAS REPRESENTAÇÕES DAS FEMINILIDADES E DAS MASCULINIDADES SOB A ÓTICA DE TEORIAS FEMINISTAS Cremilson Oliveira Ramos (UNISUL) O ENSINO DA LEITURA LITERÁRIA COM BASE NOS PRESSUPOSTOS DA SEMIÓTICA DISCURSIVA E DA TEORIA HISTÓRICO-CULTURAL E DA ATIVIDADE Marion Rodrigues Dariz (UCPEL) COMPREENSÃO DA LEITURA: COMPETÊNCIAS DE ALUNOS DA ESCOLA PRIVADA E DA ESCOLA PÚBLICA Rosemari Lorenz Martins (FEEVALE) A NARRATIVA COMO ELEMENTO CONFIGURADOR NA CONSTITUIÇÃO DO PSIQUISMO INFANTIL Juliana Canton Henriques (UNISC) 28 .

EIXO TEMÁTICO 4: ESTUDOS DE LITERATURA E ENSINO Sessão 5 – Quinta-feira. 11:00-12:30 – Bloco D: Sala 216 Tema: ESTUDOS DE LITERATURA E ENSINO V Coordenação: Rejane Pivetta de Oliveira (UNIRITTER) ENTREMEIOS DA LITERATURA E ENSINO: NAÇÃO CRIOULA: A CORRESPONDÊNCIA SECRETA DE FRADIQUE MENDES. DE JOSÉ EDUARDO AGUALUSA Mayara Gonçalves de Paulo (UNISUL) Jussara Bittencourt de Sá (UNISUL) LITERATURA E ENSINO DE LÍNGUAS: A TRADUÇÃO COMO INSTRUMENTO DE ENSINO E APRENDIZAGEM Meta Elisabeth Zipser (UFSC) Juliana de Abreu (UFSC) MACHADO DE ASSIS NA REDE: REPRODUÇÃO OU RENOVAÇÃO DE PARÂMETROS CRÍTICOS? Sandra Mariza de Almeida (UNIRITTER) Rejane Pivetta de Oliveira (UNIRITTER) ABRAÇANDO A ESCOLA DO MUNDO AO AVESSO: APROXIMAÇÕES ENTRE A LITERATURA DE EDUARDO GALEANO E A AULA DE ESPANHOL COMO LÍNGUA ESTRANGEIRA NO BRASIL Gabrielle Lafin (UFRGS) 29 . 12 de maio de 2016.

13:00-14:30 – Bloco D: Sala 219 Tema: LITERATURA E ARTES NA REDE Coordenação: Fabian Antunes Silva (UNISUL) A ETICA DA ESTETICA NO IMAGINÁRIO CONTEMPORÂNEO: O PARTO FILMADO NAS REDES SOCIAIS Edla Maria Silveira Luz (UNISUL) OS MUITOS THE WALKING DEAD: CONSIDERAÇÕES ACERCA DE UM FENÔMENO TRANSMÍDIA Gilberto Fonseca (UNIRITTER) BREVE DISCUSSÃO ACERCA DA SOCIABILIDADE DO JOGO MODERNO DE MESA Fabian Antunes Silva (UNISUL) 30 .EIXO TEMÁTICO 5: ESTUDOS DE LITERATURA. 11 de maio de 2016. UMA ANÁLISE DOS FILMES DIVERGENTE E INSURGENTE Alessandra da Rosa Trindade Camilo (UCS/UNIRITTER) LITERATURA E MÍDIA EDUCAÇÃO: REFLEXÕES SOBRE CONSUMO CULTURAL E PRÁTICAS DE LEITURA ENTRE OS JOVENS Daiana Orben Martins (UNISUL) Maria Isabel Orofino (UNISUL) MÍDIA. ARTES E LITERATURA: CAMPOS POSSÍVEIS. 10:30-12:00 – Bloco D: Sala 219 Tema: LITERATURA E MÍDIAS Coordenação: Maria Isabel Orofino (UNISUL) O CINEMA E A LITERATURA DE FICÇAO CYBERPUNK PROBLEMATIZANDO IDENTIDADES CULTURAIS. ARTES E MÍDIA Sessão 1 – Quarta-feira. RESULTADOS DESEJÁVEIS Scheyla Joanne Horst (UNICENTRO) ANÁLISE SEMIOLÓGICA DA LINGUAGEM AUDIOVISUAL NA SÉRIE DE TV FAMÍLIA IMPERIAL Elton Luiz Gonçalves (UNISUL) Sessão 2 – Quarta-feira. 11 de maio de 2016.

14:45-16:15 – Bloco D: Sala 219 Tema: VER/OUVIR Coordenação: Graciela Rene Ormezzanno (UPF) DO VISUAL PARA O VERBAL: ECFRASE X AUDIODESCRIÇÃO NO QUADRO MONA LISA Ana Claudia Munari Domingos (UNISC) CINEMA SURDO: UMA POÉTICA PÓS-FONOCÊNTRICA Fabiana Bubniak (UNISUL) OS HIBRIDISMOS DOS PROCESSOS CRIADOS Nadja da S. ARTES E MÍDIA Sessão 3 – Quarta-feira. 09:00-10:30 – Bloco D: Sala 219 Tema: IMAGEM E POLÍTICA Coordenação: Júlio César Alves da Luz (UNISUL) A POLÍTICA DA MISE-EN-SCÈNE DE O SOM AO REDOR Júlio César Alves da Luz (UNISUL) ANDREI TARKOVSKI E A DETERIORAÇÃO DA CULTURA: UMA ANÁLISE DA OBRA STALKER E DA FORMAÇÃO DA SOCIEDADE José Ricardo da Rocha Cacciari (UNISUL) AS (IM)POSSIBILIDADES DO DESLOCAMENTO Juliene da Silva Marques (UNISUL) CALENDÁRIO MINHA SÃO PAULO 2016: CULTURA E IDENTIDADE NAS FOTOGRAFIAS PRODUZIDAS PELOS SEM-TETO Roberto Svolenski (UNISUL) 31 . 11 de maio de 2016. 12 de maio de 2016. Voss (PUCRS) PREGAÇÃO AOS PÁSSAROS DE GIOTTO: UMA TRADUÇÃO INTERSEMIÓTICA DO SERMÃO DE SÃO FRANCISCO DE ASSIS Roberta Bassani Federizzi (UPF) Graciela Rene Ormezzanno (UPF) Sessão 4 – Quinta-feira.EIXO TEMÁTICO 5: ESTUDOS DE LITERATURA.

12 de maio de 2016. ARTES E MÍDIA Sessão 5 – Quinta-feira. LITERATURA E AUTORIA Xênia Amaral Matos (UFSM) LAVOURA ARCAICA. 11:00-12:30 – Bloco D: Sala 219 Tema: NARRATIVAS AUDIOVISUAIS Corodenação: Luís Roberto de Souza Júnior (PUCRS) O INÍCIO DO HORROR: O NASCIMENTO DO GÊNERO DE TERROR NO CINEMA E SUA RELAÇÃO COM A GUERRA Daniel Lucas de Medeiros (UNISUL) TIM BURTON: CINEMA.EIXO TEMÁTICO 5: ESTUDOS DE LITERATURA. UM FILME LITERÁRIO Luís Roberto de Souza Júnior (PUCRS) 32 .

MEMÓRIA E HISTÓRIA I Coordenação: Bruna Farias Machado (UFRGS) CLARICE LISPECTOR: A LEGITIMIDADE DO ESTADO E O “DEVER DE PUNIR” Adriana Yokoyama (UFSM) DA MUTILAÇÃO À REDENÇÃO: CORPO. SEBALD Carla Lavorati (UFSM) Sessão 2 – Quarta-feira. 13:00-14:30 – Bloco D: Sala 220 Tema: ESTUDOS DE LITERATURA. DE ELIANE BRUM Bruna Farias Machado (UFRGS) IDENTIDADE EM MOSAICO: MIGRAÇÃO EM O INVENTÁRIO DE COISAS AUSENTES. 11 de maio de 2016.EIXO TEMÁTICO 6: ESTUDOS DE LITERATURA. VIDA E LINGUAGEM EM UMA DUAS. G. DE CAROLA SAAVEDRA Suelen Oliveira Dorneles (UFRGS) 33 . TRADIÇÃO E IDENTIDADE: A RESSIGNIFICAÇÃO DO SUJEITO HISTÓRICO NAS OBRAS DE PEPETELA E PAULINA CHIZIANE Jéssica Schmitz (FEEVALE) Daniel Conte (FEEVALE) DIÁSPORA E VIOLÊNCIA EM OS EMIGRANTES DE W. MEMÓRIA E HISTÓRIA Sessão 1 – Quarta-feira. 11 de maio de 2016. 10:30-12:00 – Bloco D: Sala 220 Tema: ESTUDOS DE LITERATURA. MEMÓRIA E HISTÓRIA II Coordenação: Daniel Conte (FEEVALE) A ANGOLA DO NARRADOR DE LOBO ANTUNES: (RE)SIGNIFICAÇÃO DO IMAGINÁRIO Josiane Ribeiro (FEEVALE) Daniel Conte (FEEVALE) LITERATURA E HISTÓRIA: MEMÓRIA DE VIOLÊNCIA EM DESONRA DE COETZEE Julia Tomazi (UNISC) MEMÓRIA.

MEMÓRIA E HISTÓRIA Sessão 3 – Quarta-feira. MEMÓRIA E HISTÓRIA III Andrea Correa Paraiso Müller (UEPG) A PRODUÇÃO NARRATIVA DE SALIM MIGUEL E AS DIFERENTES PROJEÇÕES DO AUTOR EM SEU TEXTO Ana Cláudia de Oliveira da Silva (UFSM) “FELIZ AGOSTO NEGRO”: UMA TRILOGIA METAFICCIONAL FONSEQUIANA Raul Henrique Amaro da Silveira (FURG) MULHERES BRASILEIRAS NAS LETRAS Francieli Winck (UNISC) 34 .EIXO TEMÁTICO 6: ESTUDOS DE LITERATURA. 11 de maio de 2016. 14:45-16:15 – Bloco D: Sala 220 Tema: ESTUDOS DE LITERATURA.

EIXO TEMÁTICO 6: ESTUDOS DE LITERATURA. DE MORLEY CALLAGHAN Luis Roberto de Souza Júnior (PUCRS) DIÁLOGOS CLAROS E INDISTINTOS: AS “MEMÓRIAS DE TROIA” DE WILLIAM BUTLER YEATS EM CANÇÕES POPULARES IRLANDESAS Mariese Ribas (UTFPR) O ESPIRAL DA MEMÓRIA Vanessa Zucchi (PUCRS) Sessão 5 – Quinta-feira. Sirlei da Silva Fontoura (UNICENTRO) Cláudio José de Almeida Mello (UNICENTRO) AS MUITAS FACETAS DE UM DIÁRIO: DA EXPERIÊNCIA DE UM INDIVÍDUO ÀS REFLEXÕES DE UMA ÉPOCA Vanessa Aparecida Kramer (UNICENTRO) A VIAGEM DE AUTO-EXÍLIO EM A MAÇÃ ENVENENADA. MEMÓRIA E HISTÓRIA Sessão 4 – Quinta-feira. 12 de maio de 2016. MEMÓRIA E HISTÓRIA IV Coordenação: Mariese Ribas (UTFPR) HERDEIROS DE UM PASSADO EM RUÍNAS: A TRANSMISSÃO TRANSGERACIONAL EM O SOM E A FÚRIA E ÓPERA DOS MORTOS Ivens Matozo Silva (UFPel) ESMURRANDO HEMINGWAY: UMA ANÁLISE DE THAT SUMMER IN PARIS. 09:00-10:30 – Bloco D: Sala 220 Tema: ESTUDOS DE LITERATURA. MEMÓRIA E HISTÓRIA V Coordenação: Cláudio José de Almeida Mello (UNICENTRO) CRQ – SERRA DO APON: REFLEXÕES ACERCA DE IDENTIDADE CULTURAL E MEMÓRIA Suzimara Ferreira de Souza e Ione da Silva (UEPG) A POÉTICA DE XOSÉ LOIS GARCÍA: CONFLUÊNCIAS ENTRE MEMÓRIA E HISTÓRIA. 11:00-12:30 – Bloco D: Sala 220 Tema: ESTUDOS DE LITERATURA. 12 de maio de 2016. DE MICHEL LAUB Julia Nunes Azzi (UFRGS) 35 .

12 de maio de 2016.SC Leidiane Jorge (UNISUL) IMAGINÁRIO E CULTURA: PESQUISAS DO COTIDIANO Heloisa Juncklaus Preis Moraes (UNISUL) TUBARÃO. DO AR E DOS SONHOS Heloisa Juncklaus Preis Moraes (UNISUL) Luiza Liene Bressan (UNISUL/UNIBAVE) Sessão 7 – Quinta-feira. 16:00-17:30 – Bloco D: Sala 220 Tema: ESTUDOS DE LITERATURA. MEMÓRIA E HISTÓRIA Sessão 6 – Quinta-feira.EIXO TEMÁTICO 6: ESTUDOS DE LITERATURA. DE ERICO VERISSIMO Felipe Teixeira Zobaran (UCS) 36 . MEMÓRIA E HISTÓRIA VII Coordenação: Antonio Carlos Gonçalves dos Santos (UNISUL) A CHRISTMAS CAROL: A LEITURA DA CAPA SOB A LUZ DA HISTÓRIA DOS LIVROS Samanta Kélly Menoncin Pierozan (UCS/UNIRITTER) O CORTIÇO: REFLEXOS HISTÓRICOS E LITERÁRIOS NA SEGUNDA METADE DO SÉCULO XIX NA OBRA DE ALUÍSIO AZEVEDO Nára Boninsegna da Nobrega (UCS) O FANTÁSTICO COMO AMEAÇA EM INCIDENTE EM ANTARES. 14:00-15:30 – Bloco D: Sala 220 Tema: ESTUDOS DE LITERATURA. 12 de maio de 2016. 1974: IMAGINÁRIO DE UM RIO PRESENTE. SERENO E VORAZ Willian Corrêa Máximo (UNISUL) Heloisa Jucklaus Preis Moraes (UNISUL) AS ANDORINHAS DA TORRE: UM VOO POR MEIO DO IMAGINÁRIO. MEMÓRIA E HISTÓRIA VI Coordenação: Heloisa Jucklaus Preis Moraes (UNISUL) O MITO XOKLENG E O IMAGINÁRIO DO MEDO COMO MEMÓRIA E LINGUAGEM DOS COLONIZADORES DO ALTO VALE DO ITAJAÍ .

LEITURA E MEMÓRIA Laise Aparecida Diogo Vieira (UNICAMP) TAMBOR DE CRIOULA DO MARANHÃO: NO MOVIMENTO DOS CORPOS Conceição de Maria dos Santos Pacheco (UNISUL) MODOS DE SUBJETIVAÇÃO DO CORPO NO DIZER ARTÍSTICO Carla Süssenbach (UNISUL) Nádia Régia Maffi Neckel (UNISUL) 37 . 10:30-12:00 – Bloco B: Sala 213 Tema: ANÁLISE DO DISCURSO E CORPO I Coordenação: Nádia Régia Maffi Neckel (UNISUL) O CORPO-IMAGEM ENQUANTO MATERIALIDADE SIGNIFICANTE Nádia Régia Maffi Neckel (UNISUL) MATERIALIDADE. 11 de maio de 2016.EIXO TEMÁTICO 7: ESTUDOS DE ANÁLISE DO DISCURSO Sessão 1 – Quarta-feira. 11 de maio de 2016. 10:30-12:00 – Auditório do Bloco C Tema: ANÁLISE DO DISCURSO E ENSINO I Coordenação: Gesualda de Lourdes dos Santos Rasia (UFPR) e Katia Cristina Schuhmann Zilio (UNISUL) UMA REFLEXÃO ACERCA DAS FORMAÇÕES DISCURSIVAS QUE PERMEIAM O SUJEITO QUE SE MOVE ENTRE AS MODALIDADES PRESENCIAL E VIRTUAL DE ENSINO NA UNISUL Patrícia da Silva Meneghel (UNISUL) O GÊNERO DISCURSIVO FÓRUM: A AUTORIA NA EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA Conceição Aparecida Kindermann (UNISUL) LETRAMENTO ESCOLAR E ENSINO DA LÍNGUA PORTUGUESA EM CONTEXTO MULTILÍNGUE: EDUCAÇÃO INDÍGENA DO PARANÁ Raquel Fegadolli Gonçalves (UEM) Ismara Tasso (UEM) A ELABORAÇÃO DA PERGUNTA EM CONTEXTO DE AVALIAÇÃO COMO INSTÂNCIA DO ESQUÍVOCO Gesualda de Lourdes dos Santos Rasia (UFPR) TECNOLOGIA E EDUCAÇÃO: SENTIDOS DO DIGITAL Katia Cristina Schuhmann Zilio (UNISUL) Sessão 2 – Quarta-feira.

11 de maio de 2016. 13:00-14:30 – Bloco B: Sala 213 Tema: ANÁLISE DO DISCURSO E ENSINO II Coordenação: Silvânia Siebert (UNISUL) e Clésia da Silva Mendes Zapelini (UNISUL) OS SABERES SOBRE A LÍNGUA NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE LÍNGUA PORTUGUESA: UM OLHAR DISCURSIVO Fabiane Aparecida Pereira (UFFS) FUNCIONAMENTO DISCURSIVO DO IMAGINÁRIO DE ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA EM GRADUAÇÃO DE DIREITO Rossaly Beatriz Chioquetta Lorenset (UFFS) A FORMAÇÃO DE LEITORES NOS ANOS INICIAIS: DA LEITURA À ESCRITURA Luciane Botelho Martins (UCPEL) A ELABORAÇÃO DE PRODUÇÕES ESCRITAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL: DIZERES E SENTIDOS QUE MARCAM A ENTRADA DA CRIANÇA NO PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO Clésia da Silva Mendes Zapelini (UNISUL) SUJEITO-LEITOR E INTERPRETAÇÃO: A RESPONSABILIDADE PERANTE A INCOMPLETUDE DE SENTIDOS NOS CONTOS DE LYGIA FAGUNDES TELLES Tatiani Longo Mazon (UNISUL) 38 . IMAGEM E MÍDIA Maria Cleci Venturini (UNICENTRO) A LEI DA IMPRENSA E O FUNCIONAMENTO DO DISCURSO JORNALÍSTICO BRASILEIRO Giovanna Benedetto Flores (UNISUL) IMIGRANTES SÍRIOS: A DISCURSIVIDADE DAS FOTOGRAFIAS DIVULGADAS NA IMPRENSA Cilene Macedo (UNISUL) A REVISTA COMO LUGAR DE PRODUÇÃO E CIRCULAÇÃO DE SENTIDOS NO ESPAÇO URBANO: A DISCURSIVIZAÇÃO SOBRE O ESTADO ISLÂMICO Paula Maryá Fernandes (UNICENTO) Maria Cleci Venturini (UNICENTRO) Sessão 4 – Quarta-feira. 11 de maio de 2016.EIXO TEMÁTICO 7: ESTUDOS DE ANÁLISE DO DISCURSO Sessão 3 – Quarta-feira. 13:00-14:30 – Auditório do Bloco C Tema: ANÁLISE DO DISCURSO E MÍDIAS I Coordenação: Maria Cleci Venturini (UNICENTRO) e Giovanna Benedetto Flores (UNISUL) DISCURSO.

14:45-16:15 – Bloco B: Sala 213 Tema: ANÁLISE DO DISCURSO E POLÍTICA I Coordenação: Andreia da Silva Daltoé (UNISUL) e Janaina Cardoso Brum (UCPEL/UFPEL) A COMISSÃO NACIONAL DA VERDADE E SUAS RESSONÂNCIAS NOS DOCUMENTÁRIOS VERDADE 12. 11 de maio de 2016.528 E EM BUSCA DA VERDADE Andreia da Silva Daltoé (UNISUL) ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS DE 2014 E O DISCURSO SOBRE A VERDADE Raquel de Freitas Arcine (UEM) UM OLHAR SOBRE A POSSE DO SEGUNDO MANDATO DE DILMA ROUSSEFF Silvia Caroline Gonçalves (UEM) PRODUÇÃO DE SENTIDOS EM TORNO DE UMA IMAGEM AUSENTE: A PROPÓSITO DA CONDUÇÃO COERCITIVA DE LUÍS INÁCIO LULA DA SILVA NO ÂMBITO DA OPERAÇÃO LAVA-JATO Janaina Cardoso Brum (UCPEL/UFPEL) IMÁGENES DEL SILENCIO: MEMÓRIA. 11 de maio de 2016. POLÍTICA E LUTA POR “VERDAD Y JUSTICIA” Luiza Boézzio Greff (UFSM) Bruna Cielo Cabrera (UFSM) 39 . 14:45-16:15 – Auditório do Bloco C Tema: ANÁLISE DO DISCURSO E ESPAÇO URBANO Coordenação: Célia Bassuma Fernandes (UNICENTRO) ANÁLISE DE DISCURSO E TURISMO: DESLOCAMENTOS POSSÍVEIS Maicon Gularte Moreira (UCS) Mateus Vitor Tadioto (UCS) GOURMETIZAÇÃO E MEMÓRIA: A TIPOGRAFIA COMO MATERIALIDADE DO DISCURSO PERSUASIVO-NOSTÁLGICO Richarles Souza de Carvalho (UNISUL) A INSTITUIÇÃO POLÍTICA “FAMÍLIA” NO ESPAÇO URBANO Célia Bassuma Fernandes (UNICENTRO) Sessão 6 – Quarta-feira.EIXO TEMÁTICO 7: ESTUDOS DE ANÁLISE DO DISCURSO Sessão 5 – Quarta-feira.

16:30-18:00 – Bloco B: Sala 213 Tema: ANÁLISE DO DISCURSO E REDE I Coordenação: Solange Leda Maria Gallo (UNISUL) ARQUIVO DE LEITURAS EM ANÁLISE DE DISCURSO Bianca Queda Costa (UNISUL) REPOSITÓRIOS INSTITUCIONAIS: UMA ANÁLISE DISCURSIVA A PARTIR DA NOÇÃO DE ARQUIVO Márcio José da Silva (UNISUL) #LUGARDONEGRO: A (RE)PRODUÇÃO DOS SENTIDOS DA ESCRAVIDÃO NA REDE Guilherme Araujo-Silva (UNISUL) 40 . 11 de maio de 2016. 16:30-18:00 – Auditório do Bloco C Tema: ANÁLISE DO DISCURSO E LINGUA I Coordenação: Verli Petri (UFSM) e Marilene Teresinha Stroka (UNC) A INTERDIÇÃO DA LÍNGUA ALEMÃ: O SUSTENTÁCULO DA NACIONALIZAÇÃO Marilene Teresinha Stroka (UNC) PROCESSOS DE IDENTIFICAÇÃO COM A LÍNGUA E A CULTURA ALEMÃ POR MIGRANTES E/OU SEUS DESCENDENTES RESIDENTES NO SUL DO BRASIL Gesualda de Lourdes dos Santos Rasia (UFPR) Silvia Milena Bernsdorf (UFPR) A LÍNGUA PORTUGUESA EM MOÇAMBIQUE: PRÁTICAS DISCURSIVAS. HISTÓRIA E MEMÓRIA NA HISTÓRIA DAS IDEIAS LINGUÍSTICAS NO SUL Verli Petri (UFSM) Mary Neiva Surdi da Luz (UFFS) Caroline Mallmann Schneider (UFFS) Sessão 8 – Quarta-feira.EIXO TEMÁTICO 7: ESTUDOS DE ANÁLISE DO DISCURSO Sessão 7 – Quarta-feira. PEDAGÓGICAS E FORMAÇÃO DE PROFESSORES David António (UEM) O FUNCIONAMENTO DE LÍNGUA. 11 de maio de 2016.

12 de maio de 2016... 09:00-10:30 – Bloco B: Sala 213 Tema: ANÁLISE DO DISCURSO E POLÍTICA II Coordenação: Camila Borges dos Anjos (UNISUL) e Raquel Alquatti (UFRGS) SOBRE O NOME MADRE TIERRA NA LEI E O FUNCIONAMENTO DISCURSIVO NA PRODUÇÃO DE SENTIDO Cristina Zanella Rodrigues (IFSUL/UCPEL) OS SUJEITOSDA ECONOMIA SOLIDÁRIA NA REGIÃO DE TUBARÃO: A ORDEM DO DISCURSO ENTRE O MOVIMENTO DE RESISTENCIA E TRANSFORMAÇAO Joao Antolino Monteiro (UNISUL) DEMOCRACIA E DISPERSÃO: UM GESTO DE ANÁLISE SOBRE AS RETOMADAS DO TERMO DEMOCRACIA NO I FÓRUM SOCIAL MUNDIAL Raquel Alquatti (UFRGS) UM CLUBE NEGRO. 12 de maio de 2016.EIXO TEMÁTICO 7: ESTUDOS DE ANÁLISE DO DISCURSO Sessão 9 – Quinta-feira. 09:00-10:30 – Auditório do Bloco C Tema: ANÁLISE DO DISCURSO E CORPO II Coordenação: Nádia Régia Maffi Neckel (UNISUL) O CORPO FEMININO PLUS SIZE: UMA VISÃO ATRAVÉS DA ANÁLISE DO DISCURSO Bárbara Pavei Souza (UNISUL) CORPO E(M) CONSTRUÇÃO: DISCURSO E TRABALHO EM UM PROCESSO JUDICIAL Stefany Rettore Garbin (UFRGS) O DISCURSO DA FALTA E DO EXCESSO: A AUTOMUTILAÇÃO Ana Paula Vieira de Andrade Assumpção (UCPEL) DIZERES ACERCA DO ABORTO DIRIGIDOS AO SUJEITO-MASCULINO: UMA ANÁLISE DISCURSIVA Sandy Karine Lima dos Santos Semczeszm (UNICENTRO) Sessão 10 – Quinta-feira.UMA VOZ NEGRA – ANÁLISE DISCURSIVA E IDENTITÁRIA Merylin Ricieli dos Santos (UEPG) A FUGA DE LUGAR E A FUGA DE SENTIDOS NA RELAÇÃO IMIGRANTE/REFUGIADO Camila Borges dos Anjos (UNISUL) Suelen Francez Machado Luciano (UNISUL) 41 .

12 de maio de 2016. DA FLUÊNCIA E DA NATURALIDADE Debbie Mello Noble (UFRGS) MUSEU DA LÍNGUA PORTUGUESA: LUGAR DE MEMÓRIA.EIXO TEMÁTICO 7: ESTUDOS DE ANÁLISE DO DISCURSO Sessão 11 – Quinta-feira. DE HISTÓRIA E DE CULTURA. 11:00-12:30 – Auditório do Bloco C Tema: ANÁLISE DO DISCURSO E POLÍTICA III Coordenação: Luciana Iost Vinhas (FURG/UCPEL) e José Isaias Venera (UNISUL) O EFEITO DE VERDADE NA COMPOSIÇAO DE BOATOS Israel Vieira Pereira (UNISUL) “BANDIDO BOM É BANDIDO MORTO”: REPRODUÇÃO E EFEITO METAFÓRICO Luciana Iost Vinhas (FURG/UCPEL) O GRANDE OUTRO DA IMPRENSA E O OBJETO A NOS PROTESTOS DE JUNHO DE 2013 José Isaias Venera (UNISUL) LEITURA DO DISCURSO POLÍTICO DE JOSUÉ GUIMARÃES Vanessa Borges Fortes Serapio Ferreira (UPF) O TRABALHO DA MEMÓRIA DISCURSIVA NOS MOVIMENTOS GREVISTAS DOS PROFESSORES NO ESTADO DO PARANÁ Débora Smaha Corrêa (UNICENTRO) Sessão 12 – Quinta-feira. 12 de maio de 2016. 11:00-12:30 – Bloco B: Sala 213 Tema: ANÁLISE DO DISCURSO E LÍNGUA II Coordenação: Maria Cleci Venturini (UNICENTRO) MEMÓRIAS DE LÍNGUA: DEPARAR-SE COM UMA LÍNGUA QUE NÃO É A DO USO. Maria Cláudia Teixeira (UNICAMP) Maria Cleci Venturini (UNICENTRO) POLÍTICAS LINGUISTICAS: OS MECANISMOS DE ANTECIPACAO NOS ACORDOS ORTOGRÁFICOS Valéria Schwuchow (UFSM) 42 .

12 de maio de 2016. HISTORICIDADE E CULTURA: PRODUÇÃO DE SENTIDOS NOS SUJEITOS NA/DA GASTRONOMIA. Ana Carolina de Godoy (UNICENTRO) OS SENTIDOS ACERCA DO NASCIMENTO E DAS FORMAS DE NASCER EM (RE)VISTAS PELO VIÉS DISCURSIVO Anacir Alves Przygocki Vanz (UNICENTRO) BATMAN. O CAVALEIRO DAS TREVAS – OS QUADRINHOS. 14:00-15:30 – Bloco B: Sala 213 Tema: ANÁLISE DO DISCURSO E MÍDIA II Coordenação: Priscilla Rodrigues Simões (UNISUL) e Diego Vieira Braga (UCPEL) MEMÓRIA. DA HISTÓRIA E DA LINGUÍSTICA Silvania Siebert (UNISUL) A VOZ ENTRE A ANÁLISE DO DISCURSO E A PSICANÁLISE Maurício Eugênio Maliska (UNISUL) Sessão 14 – Quinta-feira. 12 de maio de 2016.EIXO TEMÁTICO 7: ESTUDOS DE ANÁLISE DO DISCURSO Sessão 13 – Quinta-feira. O DESENHO ANIMADO E O FILME: TRADUÇÃO E TRANSFIGURAÇÃO Ricardo Ribeiro Elias (UNISUL) FORMULAÇÃO DOS SENTIDOS DE TECNOLOGIA EM NAQOYQATSI Priscilla Rodrigues Simões (UNISUL) Solange Leda Gallo (UNISUL) “CERZINDO” IMAGENS: DISCURSO. INTERPRETAÇÃO E MEMÓRIA Diego Vieira Braga (UCPEL) 43 . 14:00-15:30 – Auditório do Bloco C Tema: ANÁLISE DO DISCRUSO E PSICANÁLISE Coordenação: Maurício Eugênio Maliska (UNISUL) REFLEXO(E)S DO/SOBRE O SUJEITO Alexandre Wagner da Rocha (UNISUL) A TRANSFIGURAÇÃO DISCURSIVA A PARTIR DE CONTRIBUIÇÕES DA PSICANÁLISE.

16:00-17:30 – Auditório do Bloco C Tema: ANÁLISE DO DISCURSO E REDE II Coordenação: Vitor Pequeno (UNICAMP) e Pedro Augusto Bocchese (UNISUL. FSG) DISCURSO PUBLICITÁRIO E O LÚDICO: SOBRE A OBSCURIDADE DA LINGUAGEM NA PROPAGANDA DAS EMPRESAS DE JOGOS ELETRÔNICOS EM REDE Igor Ramady Lira de Sousa (UNISUL) TECNOLOGIA E O “NOVO”NA CONSTITUIÇAO DO SUJEITO-USUÁRIO Vitor Pequeno (UNICAMP) PROCESSO DE INDIVIDUAÇÃO: A RELAÇÃO DA FORMAÇÃO DISCURSIVA A PARTIR DO CONCEITO DE FILTRO INVISÍVEL NOS BUSCADORES E REDES SOCIAIS Pedro Augusto Bocchese (UNISUL. FSG) AS TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO (TICS) E AS PRÁTICAS SIGNIFICATIVAS DE ESCRITA NOS ANOS INICIAIS: UM PERCURSO PARA A AUTORIA SOB O VIÉS DA ANÁLISE DO DISCURSO Rosane Lemos Barreto Custodio (UNISUL) 44 . 14:00-15:30 – Bloco B: Sala 214 Tema: QUESTÕES EMERGENTES EM ANÁLISE DO DISCURSO I Coordenação: Carlos Böes de Oliveira (FEEVALE) e Camila Borges dos Anjos (UNISUL) ANÁLISE DO DISCURSO: AS NOMEAÇÕES PEDAGÓGICAS (A)ENUNCIADAS EM “LA EDUCACIÓN PROHIBIDA Alexandra Tagata Zatti (UNISUL) SILENCIANDO O OUTRO: O CASO DA EDIÇÃO DE GORDON LISH NA LITERATURA DE RAYMOND CARVER Carlos Böes de Oliveira (FEEVALE) É POSSÍVEL ASSUMIR UM LUGAR DE AUTORIA NUMA LÍNGUA ESTRANGEIRA? Camila Borges dos Anjos (UNISUL) LÍNGUA-ESTRUTURA. LÍNGUA-ACONTECIMENTO E MEMÓRIA DISCURSIVA: UM OLHAR SOBRE O TÓPICO “GRAMÁTICA/DISCURSO” DA PROPOSTA CURRICULAR DE SANTA CATARINA Fabiane Aparecida Pereira (UFFS) Sessão 16 – Quinta-feira. 12 de maio de 2016. 12 de maio de 2016.EIXO TEMÁTICO 7: ESTUDOS DE ANÁLISE DO DISCURSO Sessão 15 – Quinta-feira.

DA LEI DE DIRETRIZES E BASES DA EDUCAÇÃO NACIONAL. Nº 9394/96. 16:00-17:30 – Bloco B: Sala 213 Tema: ANÁLISE DO DISCURSO E ENSINO III Coordenação: Mary Neiva Surdi da Luz (UFFS) e Diane Silva Zardo (UNISUL) A ANÁLISE DO DISCURSO E A ESCOLA: UMA DISCUSSÃO SOBRE AS POSIÇÕES-SUJEITO DE ALUNOS E PROFESSORES Gabriela C Correa Moll (UNISUL) AUTORIA NO ENSINO DE LÍNGUA: ENTRE A LÍNGUA MATERNA E A LÍNGUA ESTRANGEIRA Camila Borges dos Anjos (UNISUL) Giseli Fuchter Fuchs (UNISUL) O POTENCIAL DA LEI DO ENSINO FUNDAMENTAL DE 9 ANOS: ENTRE O DISCURSO POLÍTICO E O DISCURSO PEDAGÓGICO Maria Sirlene Pereira Schlickmann (UNISUL) SIGNIFICADO/SENTIDO E MEMÓRIA AO TRATAR DA DISCURSIVIDADE DO ARTIGO Nº58. 16:00-17:30 – Bloco B: Sala 214 Tema: QUESTÕES EMERGENTES EM ANÁLISE DO DISCURSO II Coordenação: Luiza Boézzio Greff (UFSM) GRUPO DE PESQUISA EM ANÁLISE DE DISCURSO Viviane Favaro Notari (UEM) A REPRESENTAÇÃO INDÍGENA E A IDENTIDADE NACIONAL: ANÁLISE DISCURSIVA DE MATERIALIDADES GRÁFICAS SOBRE A TRIBO KAINGANG Bruna Cielo Cabrera (UFSM) Luiza Boézzio Greff (UFSM) OLHAR DISCURSIVO AO CRIANÇA ESPERANÇA: AS IMAGENS DA SOLIDARIEDADE Érica Fernanda Zavadovski Kalinovski (UEM) O CURSO DE LETRAS NA UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ: “UM ESTRANHO NO NINHO”? Heloisa Cristina Rampi Marchioro (UFFS) Mary Neiva Surdi da Luz (UFFS) 45 .EIXO TEMÁTICO 7: ESTUDOS DE ANÁLISE DO DISCURSO Sessão 17 – Quinta-feira. 12 de maio de 2016. 12 de maio de 2016. Diane Silva Zardo (UNISUL) Sessão 18 – Quinta-feira.

da F. 13:00-14:30 – Bloco B: Sala 215 Tema: CULTURA E LÍNGUA ESTRANGEIRA Coordenação: Valéria Silveira Brisolara (UNIRITTER) INTERCULTURALIDADE NOS AMBIENTES TELECORABORATIVOS Rodrigo Schaefer (UFSC) IDENTIDADES ENTRE LÍNGUAS E CULTURAS: VOZES E OLHARES EM WALACHAI Angela Kroetz dos Santos (UNIRITTER) Valéria Silveira Brisolara (UNIRITTER) TEORIA E PRÁTICA NO PROCESSO ENSINO-APRENDIZAGEM DE LÍNGUA ESTRANGEIRA PARA CRIANÇAS Marina Giosa Azevedo (UFSC) A TRADUÇÃO COMO RETEXTUALIZAÇÃO: UM OUTRO OLHAR PARA A PRÁTICA TRADUTÓRIA DENTRO DO ENSINO DE LÍNGUAS Ana Paula de Carvalho Demétrio (UFSC) 46 . Lanferdini (UEL/SEED) AVALIAÇÃO NA DISCIPLINA DE LÍNGUA PORTUGUESA: REFLEXÕES SOBRE UM TRABALHO DOCENTE REALIZADO EM GRUPO Simone de Fátima Colman Martins (UEPG) Sessão 2 – Quarta-feira. 10:30-12:00 – Bloco B: Sala 215 Tema: LÍNGUA MATERNA: TEORIA Coordenação: Vera Lúcia Lopes Cristovão (UEL) ESTUDOS SOBRE DIFERENTES SITUAÇÕES DE TRABALHO Siderlene Muniz-Oliveira (UTFPR) Anselmo Pereira de Lima (UTFPR) O DESENVOLVIMENTO DE PROJETOS DE PESQUISA EM REDES DE PARCERIA: UMA PRÁTICA INVESTIGATIVA POTENCIALIZADORA Vera Lúcia Lopes Cristovão (UEL) Priscila A. 11 de maio de 2016. 11 de maio de 2016.EIXO TEMÁTICO 8: ESTUDOS DE LINGUÍSTICA APLICADA Sessão 1 – Quarta-feira.

EIXO TEMÁTICO 8: ESTUDOS DE LINGUÍSTICA APLICADA
Sessão 3 – Quarta-feira, 11 de maio de 2016, 13:00-14:30 – Bloco B: Sala 214
Tema: LÍNGUA ESTRANGEIRA: APRENDIZAGEM
Coordenação: Celso Henrique Soufen Tumolo (UFSC)
A COCONSTRUÇÃO DA INTERCULTURALIDADE NO ENSINO DE INGLÊS
COMO LÍNGUA ADICIONAL ATRAVÉS DA INTERAÇÃO PROFESSOR-ALUNO
Adriano Silva Santos (UFSC)
ETNOGRAFIA VIRTUAL: UMA POSSIBILIDADE METODOLÓGICA
EM GRUPOS DE APRENDIZAGEM DE INGLÊS POR WHATSAPP
Bianca Legramante Martins (UFPEL)
ABORDAGENS PARA O ENSINO E APRENDIZAGEM DE LÍNGUA ESTRANGEIRA
ENVOLVENDO O USO DE TECNOLOGIA DIGITAL
Celso Henrique Soufen Tumolo (UFSC)
Rodrigo Schaefer (UFSC)
Juliane Regina Trevisol (UFSC/UNEB)
PROPAGANDA: DESENVOLVIMENTO DE CULTURA E CRITICIDADE
NAS AULAS DE LÍNGUA INGLESA
Vera Lúcia Freitas Franco (UTFPR)
Sessão 4 – Quarta-feira, 11 de maio de 2016, 14:45-16:15 – Bloco B: Sala 215
Tema: LÍNGUA MATERNA E LIBRAS
Coordenação: Dinora Moraes de Fraga (UNIRITTER)
ESCRITA NA TELA: INTERCÂMBIO BRASIL-PORTUGAL-MOÇAMBIQUE
Dinora Moraes de Fraga (UNIRITTER)
Keli Andrisi Silva Luz (UNISINOS)
Rosangela Silveira (UFRGS)
O ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA ESCRITA EM UMA ESCOLA BILÍNGUE PARA SURDOS
Daiana Steyer (UNISINOS)
COMPREENSÃO E EXPRESSÃO EM LIBRAS DE ALUNOS SURDOS
EM ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL
Priscila Anicet Hertz (UNISINOS)

47

EIXO TEMÁTICO 8: ESTUDOS DE LINGUÍSTICA APLICADA
Sessão 5 – Quarta-feira, 11 de maio de 2016, 14:45-16:15 – Bloco B: Sala 214
Tema: LÍNGUA ESTRANGEIRA E ENSINO
Coordenação: Raquel Salcedo Gomes (UNISINOS)
REFLEXÕES SOBRE O ENSINO DA LÍNGUA ESPANHOLA COMO LE
NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL
Bruna Rodrigues Goularte de Bastos (FURG)
Clarice de Pinho Valente Duarte (FURG)
UMA PERSPECTIVA SOCIOCULTURAL PARA A EDUCAÇÃO LINGUÍSTICA EM LE
Raquel Salcedo Gomes (UNISINOS)
MOBILIDADE NA TECNOCULTURA: Q LINGUAJAR É ESSE?
Raquel Salcedo Gomes (UNISINOS)
Marcelo Salcedo Gomes (UNISINOS)
Sessão 6 – Quarta-feira, 11 de maio de 2016, 16:30-18:00 – Bloco B: Sala 215
Tema: LÍNGUA MATERNA: DOCÊNCIA
Coordenação: Siderlene Muniz-Oliveira (UFTPR)
UM OLHAR PARA O PNPD 2015 DE LÍNGUA PORTUGUESA:
UMA QUESTÃO DE POLÍTICAS E IDEOLOGIAS LINGUÍSTICAS
Alexandra Nunes Santana (UEPG)
A OFERTA DE ENSINO BILÍNGUE NOS ANOS INICIAIS DE ESCOLARIZAÇÃO:
UM ESTUDO SOBRE POLÍTICAS LINGUÍSTICAS
Katia B. G. Mulon (UFPR)
UMA VISÃO SOBRE OS ELEMENTOS DA ATIVIDADE DOCENTE
Sirlei Rodrigues (UFTPR)
Vera Lúcia Freitas Franco (UFTPR)
Siderlene Muniz-Oliveira (UFTPR)
ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA SOB A PERSPECTIVA DOS GÊNEROS TEXTUAIS
Claudia Pagnoncelli (UTFPR)
Siderlene Muniz-Oliveira (UTFPR)

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EIXO TEMÁTICO 8: ESTUDOS DE LINGUÍSTICA APLICADA
Sessão 7 – Quarta-feira, 11 de maio de 2016, 16:30-18:00 – Bloco B: Sala 214
Tema: LÍNGUA ESTRANGEIRA: ENSINO
Coordenação: Raquel Salcedo Gomes (UNISINOS)
ALGUMAS CONTRIBUIÇÕES DE TEXTOS VERBO-VISUAIS
PARA O ENSINO-APRENDIZAGEM DA LÍNGUA INGLESA
Andréia Roberta Rossi Colet (UFTPR)
AVALIAÇÃO DA COMPREENSÃO LEITORA:
DEMANDAS COGNITIVAS E LEITURABILIDADE TEXTUAL
Lucilene Bender de Sousa (IFRS)
Lilian Cristine Hübner (PUCRS)
REPRESENTAÇÕES E GRAMÁTICA SISTÊMICO-FUNCIONAL: O QUE NOS DIZ
O DISCURSO DE ESTUDANTES SOBRE O ENSINO DE LÍNGUA INGLESA
Ederson Henrique de Souza Machado (UTFPR)
INTERAÇÃO NA SALA DE AULA DE PORTUGUÊS COMO LÍNGUA ADICIONAL
Claudia Lima Pimentel (PUCRS)
Sessão 8 – Quinta-feira, 12 de maio de 2016, 09:00-10:30 – Bloco B: Sala 215
Tema: LÍNGUA ESTRANGEIRA E APRENDIZAGEM
Coordenação: Celso Henrique Soufen Tumolo (UFSC)
VIDEOGAMES, HISTÓRIAS DIGITAIS E WEBCONFERÊNCIA COMO
RECURSOS DIGITAIS NO ENSINO E APRENDIZAGEM DE INGLÊS
Celso Henrique Soufen Tumolo (UFSC)
Nayara Nunes Salbego (UFSC)
Caroline Chioquetta Lorenset (UFSC)
A APRENDIZAGEM DE LÍNGUA ESTRANGEIRA MEDIADA
PELAS TECNOLOGIAS DIGITAIS MÓVEIS NUMA PERSPECTIVA ECOLÓGICA
Raquel de Oliveira (UFPEL)
A INFLUÊNCIA DO N-DROP EM APRENDIZES DE INGLÊS COMO L2
Renato Augusto Vortmann de Barba (PUCRS)

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EIXO TEMÁTICO 8: ESTUDOS DE LINGUÍSTICA APLICADA
Sessão 9 – Quinta-feira, 12 de maio de 2016, 9:00-10:30 – Bloco B: Sala 214
Tema: ESTUDOS EM LÍNGUA MATERNA
Coordenador: Anselmo Lima (UFTPR)
DA PRESCRIÇÃO AO TRABALHO REAL DOCENTE: O REPLANEJAMENTO DO OFÍCIO
Anselmo Lima (UFTPR)
INDÍCIOS DE AUTORIA E MARCAS IDENTITÁRIAS EM TEXTOS NOTA MIL
DO EXAME NACIONAL DO ENSINO MÉDIO (ENEM)
Maristela Rabaiolli (UNIRITTER)
Valéria Silveira Brisolara (UNIRITTER)
ESCRITA NA TELA: EU NAÇÃO – INTERCÂMBIO DE CULTURAS
Keli Andrisi Silva Luz (UNIRITTER/UNISINOS)

Sessão 10 – Quinta-feira, 12 de maio de 2016, 11:00-12:30 – Bloco B: Sala 215

Tema: APRENDIZAGEM E DEFICIÊNCIA
Coordenador: Cassiano Ricardo Haag (UNIRITTER)
LINGUAGEM E DEFICIÊNCIA INTELECTUAL: APRESENTAÇÃO DE FOCOS DE PESQUISA
Cassiano Ricardo Haag (UNIRITTER)
PRÁTICAS DE LEITURA E INCLUSÃO NA SALA DE AULA COM ALUNOS COM NECESSIDADES
EDUCATIVAS ESPECIAIS
Kathy Torma (UNIRITTER)
A APROPRIAÇÃO DA LEITURA POR ALUNOS COM DEFICIÊNCIA INTELECTUAL
Letícia Alves de Souza (UFSC)

50

EIXO TEMÁTICO 8: ESTUDOS DE LINGUÍSTICA APLICADA
Sessão 11 – Quinta-feira, 12 de maio de 2016, 11:00-12:30 – Bloco B: Sala 214
Tema: LÍNGUA MATERNA: TEORIA
Coordenação: Dinora Moraes de Fraga (UNIRITTER)
PRÁTICAS COMUNICATIVAS NO CONTEXTO
DE INTERCÂMBIO BRASIL-PORTUGAL-MOÇAMBIQUE
Rosângela Silveira Garcia (UFRGS)
Dinora Moraes de Fraga (UNIRITTER)
AS IDEOLOGIAS LINGUÍSTICAS DE ALUNOS MULTILÍNGUES DESCENDENTES
DE IMIGRANTES EM UMA ESCOLA NO INTERIOR DO PARANÁ
Vanessa Makohin Costa Rosa (UEPG)
Cloris Porto Torquato (UEPG)
GRAFITE E PICHAÇÃO: GÍRIA IMAGÉTICA?
Waldemberg Bessa (UNIRITTER)
Sessão 12 – Quinta-feira, 12 de maio de 2016, 14:00-15:30 – Bloco B: Sala 215
Tema: LETRAMENTO
Coordenação: Dinora Moraes de Fraga (UNIRITTER) e Cassiano Ricardo Haag (UNIRITTER)
LETRAMENTO DIGITAL E FORMAÇÃO DE PROFESSORES: NARRATIVAS DIGITAIS NA ESCOLA
Claudia de Faria Barbeta (UEL)
O AGIR EM LINGUAGENS
Dinora Moraes de Fraga (UNIRITTER)
Cassiano Ricardo Haag (UNIRITTER)
PRÁTICAS DE PROFESSORES PDE/PR DE LÍNGUA PORTUGUESA
EM PROCESSO DE FORMAÇÃO CONTINUADA
Edneia A. B. Bernini (UEL)

51

EIXO TEMÁTICO 8: ESTUDOS DE LINGUÍSTICA APLICADA Sessão 13 – Quinta-feira. 12 de maio de 2016. 16:00-17:30 – Bloco B: Sala 215 Tema: LÍNGUA MATERNA: TEORIA E DISCURSO Coordenação: Cloris Porto Torquato (UEPG/UFPR) CONTRIBUIÇÕES DO ARCABOUÇO TEÓRICO-METODOLÓGICO DO CÍRCULO DE BAKHTIN PARA OS ESTUDOS DE IDEOLOGIAS LINGUÍSTICAS Cloris Porto Torquato (UEPG/UFPR) PACTO NACIONAL PELA ALFABETIZAÇÃO NA IDADE CERTA (PNAIC): O DISCURSO DOS PROFESSORES PÓS-FORMAÇÃO Jair Joaquim Pereira (UNISUL) O ENSINO/APRENDIZAGEM DE PRODUÇÃO TEXTUAL ESCRITA DE GÊNEROS DA ESFERA JORNALÍSTICA: O EDITORIAL E A NOTÍCIA Tânia Maria Barroso Ruiz (UFSC) O PROFESSOR DE PORTUGUÊS EM FORMAÇÃO E O QUE ELE TEM A DIZER SOBRE A PROFISSÃO DOCENTE Louise Cervo Spencer (UFSM) 52 .

14:45-16:15 – Bloco B: Sala 216 Tema: ESTUDOS SOCIOLINGUÍSTICOS PARANAENSES Coordenação: Loremi Loregian-Penkal (UNICENTRO) BANCO “VARLINFE”: AMPLIAÇÃO DO CÓRPUS DE FALA ESLAVA NO PARANÁ Ivelã Pereira (UFSC/UNICENTRO) A NÃO-ELEVAÇÃO DA VOGAL /e/ EM IRATI. 11 de maio de 2016. 11 de maio de 2016. AVALIAÇÃO E USO ESCRITO Fernanda Lima Jardim Miara (UFSC) DA VARIAÇÃO LINGUÍSTICA ÀS ATITUDES LINGUÍSTICAS DOS CHAPECOENSES RENTE ÀS VARIEDADES DO CATARINENSE E DO NORDESTINO QUANTO A VARIAÇÃO NOS PRONOMES DE SEGUNDA PESSOA (TU/VOCÊ) Jezebel Batista Lopes (UFFS) 53 . PARANÁ Loremi Loregian-Penkal (UNICENTRO) ANÁLISE DA NÃO-ELEVAÇÃO DA VOGAL /O/ EM MALLET. 16:30-18:00 – Bloco B: Sala 216 Tema: ESTUDOS SOCIOLINGUÍSTICOS Coordenação: Odete Pereira da Silva Menon (UFPR) PRESENÇA/AUSÊNCIA DE ARTIGO DIANTE DE NOMES PRÓPRIOS E DE PRONOME POSSESSIVO NO PORTUGUÊS DO BRASIL (PB) Odete Pereira da Silva Menon (UFPR) A INVESTIGAÇÃO SOCIOFONÉTICA NA TAREFA DE COMPARAÇÃO DE LOCUTORES: UM ESTUDO DE CASO Cláudia Regina Brescancini (PUCRS) Ana Paula Correa da Silva Biasibetti (PUCRS) Felipe Bilharva (PUCRS) PARTICÍPIO PASSADO NO PORTUGUÊS: DIVERGÊNCIAS ENTRE NORMA.EIXO TEMÁTICO 9: ESTUDOS SOCIOLINGUÍSTICOS Sessão 1 – Quarta-feira. PARANÁ: UMA ABORDAGEM VARIACIONISTA Lucelene Teresinha Franceschini (UNICENTRO) Loremi Loregian-Penkal (UNICENTRO) Sessão 2 – Quarta-feira.

EIXO TEMÁTICO 10: ESTUDOS FONÉTICO E FONOLÓGICOS Sessão 1 – Quarta-feira. 11 de maio de 2016. 13:00-14:30 – Bloco B: Sala 216 Tema: ESTUDOS FONÉTICOS E FONOLÓGICOS II Coordenação: Tatiane Henrique Sousa Machado (UNIPAR) ASPECTOS FONOLÓGICOS DA FALA DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES COM SÍNDROME DE DOWN Alexandra Oliveira dos Santos (UNISINOS) PADRÕES ACÚSTICOS NA PRODUÇÃO DAS VOGAIS EPENTÉTICAS DO PORTUGUÊS BRASILEIRO E EUROPEU Roberta Quintanilha Azevedo (UCPEL) RASURAS: CONFLITOS ENTRE O ORAL E O GRÁFICO Tatiane Henrique Sousa Machado (UNIPAR) AQUISIÇÃO FONOLÓGICA DO PORTUGUÊS BRASILEIRO EM GÊMEOS DIZIGÓTICOS Tayse Feliciano Marques (UFSC) 54 . 10:30-12:00 – Bloco B: Sala 216 Tema: ESTUDOS FONÉTICOS E FONOLÓGICOS I Coordenação: Clara Simone Ignácio de Mendonça (UFSC) A NASALIZAÇÃO VOCÁLICA REGRESSIVA DO PORTUGUÊS BRASILEIRO: UM ESTUDO ACÚSTICO Clara Simone Ignácio de Mendonça (UFSC) PRODUÇÃO DE SENTENÇAS EXCLAMATIVAS-WH EM PB: UM ESTUDO EXPERIMENTAL Karina Zendron da Cunha (UFSC) A PRODUÇÃO DO ATAQUE COMPLEXO CCV(C) DO FRANCÊS POR APRENDIZES BRASILEIROS DE FRANCÊS Sara Farias da Silva (UFSC) Sessão 2 – Quarta-feira. 11 de maio de 2016.

UNISUL) Fábio José Rauen (UNISUL) 55 . 13:00-14:30 – Bloco B: Sala 217 Tema: ESTUDOS PRAGMÁTICOS II Coordenação: Jorge Campos da Costa (PUCRS) A NOÇÃO DE INTENÇÃO EM TEORIA DE CONCILIAÇÃO DE METAS Fábio José Rauen (UNISUL) CONCILIAÇÃO DE METAS E REESTRUTURAÇÃO COGNITIVA DE CRENÇAS INTERMEDIÁRIAS Andréia da Silva Bez (UNISUL. 11 de maio de 2016. IFC) MODELAÇÃO PROATIVA DE METAS E CRIAÇÃO PUBLICITÁRIA Suelen Francez Machado Luciano (UNISUL) CONVERSÕES DE REGISTROS DE REPRESENTAÇÃO SEMIÓTICA EM MATEMÁTICA: UMA ABORDAGEM PRAGMÁTICO-COGNITIVA GUIADA PELA NOÇÃO DE CONCILIAÇÃO DE METAS Marleide Coan Cardoso (IFSC. 10:30-12:00 – Bloco B: Sala 217 Tema: ESTUDOS PRAGMÁTICOS I Coordenação: Fábio José Rauen (UNISUL) METÁFORA.EIXO TEMÁTICO 11: ESTUDOS DA LÍNGUA E DA LINGUAGEM I Sessão 1 – Quarta-feira. PERSPECTIVAS E INTERFACES Jorge Campos da Costa (PUCRS) A PERSONALIZAÇÃO NO MECANISMO DE BUSCA DO GOOGLE E O FILTRO BOLHA: POSSÍVEIS CONSEQUÊNCIAS NOS EFEITOS COGNITIVOS DESCRITOS PELA TEORIA DA RELEVÂNCIA Fátima Hassan Caldeira (UNISUL) A UTILIZAÇÃO DE PIADAS NO ENSINO DE LÍNGUA ESPANHOLA Leila Minatti Andrade (UNISUL) Sessão 2 – Quarta-feira. 11 de maio de 2016.

14:45-16:15 – Bloco B: Sala 217 Tema: ESTUDOS PRAGMÁTICOS III Coordenação: Jorge Campos da Costa (PUCRS) DIREITO X RELIGIÃO: O CONCEITO DE FAMÍLIA NO BRASIL ATUAL: UMA PERSPECTIVA PRAGMÁTICA André Luiz de Oliveira Almeida (UFPR) INTENÇÃO E DESEJO: OS USOS DE QUERER COM IMPLICATURAS DE FUTURIDADE Valéria de Cassia Silveira Schwuchow (UFSC) METARREPRESENTAÇÃO E METÁFORA: PARALELOS ENTRE TOM E RELEVÂNCIA Otávio Henrique Koch (UFPR) O DISCURSO EM TEMPOS DE CRISE Daisy Batista Pail (PUCRS) Sessão 4 – Quarta-feira. 16:30-18:00 – Bloco B: Sala 217 Tema: ESTUDOS PRAGMÁTICOS IV Coordenação: Fábio José Rauen (UNISUL) ANÁLISE OSTENSIVO-INFERENCIAL DE QUESTÕES DAS EDIÇÕES 1998 E 2014 DO ENEM Manuela Camila da Silva Matias (UNISUL) INFUÊNCIA DO GABARITO DE RESPOSTAS DE UM EXERCÍCIO DE INTERPRETAÇÃO NA CORREÇÃO QUE ALUNOS DO ENSINO MÉDIO FAZEM DE SUAS PRÓPRIAS INTERPRETAÇÕES: ANÁLISE COM BASE NA TEORIA DA RELEVÃNCIA Gabriela Niero (UNISUL) INATISMO E COMPOSICIONALIDADE: A LINGUÍSTICA E SEUS ENQUADRAMENTOS COGNITIVOS Jorge Campos da Costa (PUCRS) OS ATOS ILOCUTÓRIOS DO BAH Gabrielle Perotto de Souza da Rosa (PUCRS) Patrícia de Andrade Neves (PUCRS) Patrícia Martins Valente (PUCRS) 56 .EIXO TEMÁTICO 11: ESTUDOS DA LÍNGUA E DA LINGUAGEM I Sessão 3 – Quarta-feira. 11 de maio de 2016. 11 de maio de 2016.

09:00-10:30 – Bloco B: Sala 217 Tema: ESTUDOS SEMÂNTICOS I Coordenação: Rove Luiza de Oliveira Chishman (UNISINOS) DICIONÁRIO ELETRÔNICO MODALIDADES OLÍMPICAS: UMA PROPOSTA METODOLÓGICA PARA O DESENVOLVIMENTO DE FRAMES SEMÂNTICOS Rove Luiza de Oliveira Chishman (UNISINOS) Ana Flávia Souto de Oliveira (UFRGS) Bruna da Silva (UNISINOS) A CONSTRUÇÃO DE UM DICIONÁRIO JURÍDICO-PENAL BASEADO EM FRAMES: DESDOBRAMENTOS E PERSPECTIVAS Rove Luiza de Oliveira Chishman (UNISINOS) Aline Nardes dos Santos (UNISINOS) MODELOS ONTOLÓGICO-CULTURAIS: UMA PROPOSTA DE CUNHO SEMÂNTICO-LEXICOGRÁFICO VOLTADA À DESCRIÇÃO DE CATEGORIAS João Gabriel Padilha (UNISINOS) BASES PARA A CRIAÇÃO DE UM SISTEMA DE AVALIAÇÃO DE SENTIMENTOS NO PORTUGUÊS BRASILEIRO Juliano Desiderato Antonio (UEM) Sessão 6 – Quinta-feira. 11 de maio de 2016. 09:00-10:30 – Bloco B: Sala 216 Tema: ESTUDOS DA LEITURA I Coordenação: Luciane Baretta (UNICENTRO) ESTUDANTES CALOUROS E SUA BAGAGEM DE LEITURA Luciane Baretta (UNICENTRO) A APRENDIZAGEM DA LEITURA E SEUS EFEITOS NOS SISTEMAS DE MEMÓRIA E FUNÇÕES COGNITIVAS Marilane Maria Gregory (UNISC) Rosângela Gabriel (UNISC) A COMPREENSÃO LEITORA DE ESTUDANTES EM FORMAÇÃO INICIAL: UM ESTUDO LONGITUDINAL Claudia Finger-Kratochvil (UFFS) Gabriel Augusto Scheffer (UFFS) ASPECTOS QUE DIFICULTAM A COMPREENSÃO LEITORA Márcia Regina Melchior (UNISC) Onici Claro Flôres (UNISC) 57 .EIXO TEMÁTICO 11: ESTUDOS DA LÍNGUA E DA LINGUAGEM I Sessão 5 – Quinta-feira. 12 de maio de 2016.

12 de maio de 2016. 12de maio de 2016. 11:00-12:30 – Bloco B: Sala 217 Tema: ESTUDOS SEMÂNTICOS II Coordenação: Dorival Gonçalves Santos Filho (UFSC) VERBOS DE MODO DE MOVIMENTO NO PORTUGUÊS BRASILEIRO: UMA CLASSE REDUZIDA? Dorival Gonçalves Santos Filho (UFSC) A INTERAÇÃO ENTRE ASPECTO E AS INTERPRETAÇÕES DA CONJUNÇÃO “E” NO PB Giuseppe Freitas da Cunha Varaschin (UFSC) MASCULINO GENÉRICO E SEXISMO GRAMATICAL: UMA CRÍTICA AO CONCEITO DE GÊNERO NÃO MARCADO Guilherme Ribeiro Colaço Mäder (UFSC) AS REPRESENTAÇÕES SINTÁTICAS DA SUBPREDICAÇÃO EM PB: A NÃO-UNIFORMIDADE ENTRE FORMA E SENTIDO Rafaela Miliorini Alves de Brito (UFSC) Sessão 8 – Quinta-feira. 11:00-12:30 – Bloco B: Sala 216 Tema: ESTUDOS DA LEITURA II Coordenação: Onici Claro Flôres (UNISC) ENSINO DE LEITURA E SEUS VÍNCULOS COM O SISTEMA DE ESCRITA DO APRENDIZ Onici Claro Flôres (UNISC) ENSINO E APRENDIZAGEM DE ESTRATÉGIAS DE LEITURA: CAMINHO PARA A COMPREENSÃO? Luciane Baretta (UNICENTRO) Carlos Alberto Ramos (UNICENTRO) ESTRATÉGIAS METACOGNITIVAS DE LEITURA: UM ESTUDO COMPARATIVO SOBRE BILINGUISMO Diane Blank Bencke (PUCRS) Lilian Cristine Hubner (PUCRS) A COMPREENSÃO LEITORA NA FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES: PESQUISA E EXPERIÊNCIA DO PROJETO OBEDUC: LER & EDUCAR Claudia Finger-Kratochvil (UFFS) Angela Cristina di Palma Back (UNESC) Ana Claudia de Souza (UFSC) LEITURA DE BLOG: A GERAÇÃO DE INFERÊNCIAS EM LÍNGUA INGLESA Juliana Schinemann (UNICENTRO) Luciane Baretta (UNICENTRO) 58 .EIXO TEMÁTICO 11: ESTUDOS DA LÍNGUA E DA LINGUAGEM I Sessão 7 – Quinta-feira.

14:00-15:30 – Bloco B: Sala 217 Tema: ESTUDOS SINTÁTICO-SEMÂNTICOS Coordenação: Anna Belavina Kuerten (UFSC) e Daniela Brito de Jesus (UFSC) MOVIMENTO OU DEPENDÊNCIAS DESCONTÍNUAS: UMA REFLEXÃO INTRODUTÓRIA SOBRE ABORDAGENS DE INTERROGATIVAS-Q NO PORTUGUÊS BRASILEIRO André da Luz Pereira (PUCRS) VERBOS INACUSATIVOS: A SENSIBILIDADE EXIGIDA PELA ESTRUTURA NA CORREÇÃO DE PRODUÇÕES TEXTUAIS Cesar Trindade de Oliveira (UFPEL) A REPRESENTAÇÃO MENTAL DA SINTAXE: ESTUDOS PSICOLINGUÍSTICOS Anna Belavina Kuerten (UFSC) Daniela Brito de Jesus (UFSC) Sessão 10 – Quinta-feira. UERGS) e Cristina Becker Lopes Perna (PUCRS) UNIVERSALISMO E VARIAÇÃO CULTURAL EM NEOLOGISMOS METAFÓRICOS Helen Petry (UFSC) LINGUÍSTICA E ARGUMENTAÇÃO: A TÓPICA Jorge Alberto Molina (UNISC.EIXO TEMÁTICO 11: ESTUDOS DA LÍNGUA E DA LINGUAGEM I Sessão 9 – Quinta-feira. 12 de maio de 2016. 12 de maio de 2016. METODOLOGIA E ENSINO EM PLA Cristina Becker Lopes Perna (PUCRS) Lucas Zambrano Rollsing (PUCRS) Cláudia Lima Pimentel (PUCRS) 59 . 14:00-15:30 – Bloco B: Sala 216 Tema: ESTUDOS COGNITIVOS I Coordenação: Jorge Alberto Molina (UNISC. UERGS) PERCURSO HISTÓRICO DOS ESTUDOS SOBRE BILINGUISMO: DE CAUSADOR DE ‘CONFUSÃO MENTAL’ A PROMOTOR DE RESERVA COGNITIVA Lisandra Rutkoski Rodrigues (PUCRS) TERMINOLOGIA.

11 de maio de 2016. 16:00-17:30 – Bloco B: Sala 216 Tema: ESTUDOS COGNITIVOS II Coordenação: Lisandra Rutkoski Rodrigues (PUCRS) e Sabrine Amaral Martins (PUCRS) A INFLUÊNCIA DO GRAU DE SEVERIDADE E DOS FENÔMENOS SOCIOCULTURAIS E ECONÔMICOS NO PROCESSO DE REABILITAÇÃO DE AFÁSICOS Larissa Rizzon da Silva (UCS) ANTECIPAÇÃO TERAPÊUTICA DE PARTO DE ANENCÉFALOS NO BRASIL: UMA ANÁLISE DA ADPF 54 À LUZ DA SEMÂNTICA COGNITIVA Aline Nardes dos Santos (UNISINOS) CONEXÕES CORTICAIS ENVOLVIDAS NA LEITURA: QUESTIONAMENTOS SOBRE A ÁREA DA FORMA VISUAL DAS PALAVRAS Lisandra Rutkoski Rodrigues (PUCRS) Sabrine Amaral Martins (PUCRS) O EFEITO DE PRIMING SINTÁTICO EM PORTUGUÊS BRASILEIRO Mariana Terra Teixeira (PUCRS) 60 . 16:00-17:30 – Bloco B: Sala 217 Tema: ESTUDOS SINTÁTICO-SEMÂNTICOS II Coordenação: Leci Borges Barbisan (PUCRS) TEORIA DA ARGUMENTAÇÃO NA LÍNGUA: UMA SEMÂNTICA LINGUÍSTICA Cláudio Primo Delanoy (PUCRS) Leci Borges Barbisan (PUCRS) DETERMINISMO OU RELATIVIDADE LINGUÍSTICA: QUAL DAS DUAS VERSÕES REALMENTE FAZ MAIS SENTIDO? Angélica Vinhatti Gonçalves Ferla (UCS) LÍNGUA E CULTURA: A TOPONÍMIA DA RCI-RS Bruno Misturini (UCS) ESTRANGEIRISMOS DE ORIGEM INGLESA NAS CAPAS DO JORNAL PIONEIRO Mayra Moreira (UCS) Sessão 12 – Quinta-feira.EIXO TEMÁTICO 11: ESTUDOS DA LÍNGUA E DA LINGUAGEM I Sessão 11 – Quinta-feira. 12 de maio de 2016.

10:30-12:00 – Bloco B: Sala 218 Tema: EDUCAÇÃO E TEXTUALIDADE Coordenação: Luciana Maria Crestani (UPF) ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA: SOB A PERSPECTIVA DOS GÊNEROS TEXTUAIS Claudia Pagnoncelli (UTFPR) ESTRATÉGIAS ENUNCIATIVAS NO JORNAL ON-LINE Luciana Maria Crestani (UPF) AVALIAÇÕES EM UM TEXTO SOBRE EDUCAÇÃO: UM ESTUDO À LUZ DO SISTEMA DE AVALIATIVIDADE Glivia Guimarães Nunes (UFSM) Ariane de Fátima Escobar Rossi Niederauer (UFSM) A APREENSÃO DE MARCAS LINGUÍSTICAS QUE INDICIAM O ENDEREÇAMENTO EM PRODUÇÕES TEXTUAIS INFANTIS Taynara Alcântara Cangussú (UEM) Sessão 2 – Quarta-feira. 11 de maio de 2016.EIXO TEMÁTICO 12: ESTUDOS DA LÍNGUA E DA LINGUAGEM II Sessão 1 – Quarta-feira. UM NOVO GÊNERO NA PERSPECTIVA DA ESCOLA DE SYDNEY Nara Augustin Gehrke (UFSM) Sara Regina Scotta Cabral (UFSM) 61 . 13:00-14:30 – Bloco B: Sala 218 Tema: ANÁLISE CRÍTICA DO DISCURSO E INTERFACES Coordenação: Débora de Carvalho Figueiredo (UFSC) e Sara Regina Scotta Cabral (UFSM) DISCURSO E GÊNERO SOCIAL A PARTIR DAS PERSPECTIVAS DA ACD E DA GSF Débora de Carvalho Figueiredo (UFSC) Litiane Barbosa Macedo (UFSC) FARMACOLOGIZAÇÃO E NEURONARRATIVAS DA INFÂNCIA: O DISCURSO JURÍDICO NA AQUISIÇÃO DE PSICOFÁRMACOS Débora de Carvalho Figueiredo (UFSC) Pedro Rieger (UFSC) O FAZER MIDIÁTICO E OS DISCURSOS TECNOLÓGICOS Angela Maria Meili (UNESPAR) MICROCRÔNICA VERBO-VISUAL. 11 de maio de 2016.

EIXO TEMÁTICO 12: ESTUDOS DA LÍNGUA E DA LINGUAGEM II Sessão 3 – Quarta-feira. 14:45-16:15 – Bloco B: Sala 218 Tema: ESTUDOS BAKHTINIANOS Coordenação: Maria da Glória Corrêa di Fanti (PUCRS) e Maria Marta Furlanetto (UNISUL) TESSITURA: VOZES EM (DIS)CURSO Maria da Glória Corrêa di Fanti (PUCRS) “JÁ ACABOU JÉSSICA?”: APONTAMENTOS TEÓRICOS DE PALAVRA PARA O CÍRCULO DE BAKHTIN Viviane Favaro Notari (UEM) Érica Fernanda Zavadovski Kalinovski (UEM) UMA PROPOSTA BAKHTINIANA DE ANÁLISE DE TEXTOS PUBLICITÁRIOS Marice Fiuza Geletkanicz (UCPEL) Ângela Mara Bento Ribeiro (UCPEL) Fernanda Taís Brignol Guimarães (UCPEL) BAKHTIN E/COM PÊCHEUX? PRESSUPOSTOS DE TRABALHO EM LINGUÍSTICA APLICADA Maria Marta Furlanetto (UNISUL) Sessão 4 – Quarta-feira. 16:30-18:00 – Bloco B: Sala 218 Tema: TRADUÇÃO Coordenação: Maria José Damiani Costa (UFSC) TRADUÇÃO JORNALÍSTICA E AS INFLUÊNCIAS CULTURAIS NA TRADUÇÃO DO FATO NOTICIOSO Laís Gonçalves Natalino (UFSC) UMA ANÁLISE DA TERMINOLOGIA E FRASEOLOGIA UTILIZADA PELA ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS Ana Luiza Treichel Vianna (UNISINOS) MARCADORES CULTURAIS E EQUIVALÊNCIA DE TRADUÇÃO: UMA ABORDAGEM BASEADA EM FRAMES SEMÂNTICOS Cesar Etges Lopes (UNISINOS) TRADUÇÂO E JORNALISMO: A REPRESENTAÇÃO DO BRASIL PRESENTE NAS ALUSÕES CULTURAIS DO JORNAL ARGENTINO LA NACIÓN Mirella Nunes Giracca (UFSC/UNIR) Maria José Damiani Costa (UFSC) PARATRADUZINDO O HUMOR NA OBRA FIPPS DER AFFE DE WILHELM BUSCH Greice Bauer (UFSC) 62 . 11 de maio de 2016. 11 de maio de 2016.

09:00-10:30 – Bloco B: Sala 218 Tema: QUESTÕES EMERGENTES EM LÍNGUA E LINGUAGEM II Coordenação: Éverton Gelinski Gomes de Souza (UNICENTRO) GÊNEROS TEXTUAIS DO CAMPO ARGUMENTATIVO NO ENSINO MÉDIO: UM TRABALHO A PARTIR DA LINGUÍSTICA TEXTUAL Patrícia dos Santos (UFSM) O SIGNO MUDANÇA E SUAS SIGNIFICAÇÕES DENTRO DO CONTEXTO POLÍTICO Ellen Petrech Vasconcelos (UEPG) TRANSPOSIÇÃO DIDÁTICA DE GÊNEROS. 11 de maio de 2016. 11:00-12:30 – Bloco B: Sala 218 Tema: QUESTÕES EMERGENTES EM LÍNGUA E LINGUAGEM II Coordenação: Ione da Silva Jovino (UEPG) DIDATIZAÇÃO DE GÊNEROS LITERÁRIOS: DE CONCEPÇÕES TEÓRICAS AO ENSINO Everton Gelinski Gomes de Souza (UNICENTRO) OS GÊNEROS TEXTUAIS E AS AFRICANIDADES NO ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA: REFLEXÕES TEÓRICAS Ione da Silva Jovino (UEPG) GÊNEROS TEXTUAIS E AFRICANIDADES: TEMÁTICAS DO PIBID DE LÍNGUA PORTUGUESA/UEPG Ronicéia Aparecida Biscaia Solak (SEED) Ione da Silva Jovino (UEPG) O DISCURSO DIRETO NA AQUISIÇÃO DA ESCRITA: A PERSPECTIVA ENUNCIATIVA Giordana França Ticianel (UEM) 63 .EIXO TEMÁTICO 12: ESTUDOS DA LÍNGUA E DA LINGUAGEM II Sessão 5 – Quinta-feira. CONSTRUÇÃO E ANÁLISE DE MATERIAL DIDÁTICO Éverton Gelinski Gomes de Souza (UNICENTRO) PRODUÇÃO ENUNCIATIVA EM COMUNIDADE VIRTUAL: CONSTRUÇÃO DE CONCEITOS Rosangela Silveira Garcia (UFRGS) Sessão 6 – Quinta-feira. 11 de maio de 2016.

12 de maio de 2016.EIXO TEMÁTICO 12: ESTUDOS DA LÍNGUA E DA LINGUAGEM II Sessão 7 – Quinta-feira. COGNIÇÃO E SOCIEDADE: PAPÉIS SOCIAIS DOS PARTICIPANTES DA GUERRA DO CONTESTADO Sueli Terezinha de Oliveira (UNC/PUCSP) PARA ALÉM DAS GAME JAMS: UM ESTUDO DE CASO DA LOCJAM Cristiane Denise Vidal (IFC/Brusque) A LOCALIZAÇÃO DE UM GAME EDUCATIVO: QUANDO OS ELEMENTOS PARATEXTUAIS ENTRAM (OU NÃO) EM JOGO Cristiane Denise Vidal (IFC Brusque) 64 . 14:00-15:30 – Bloco B: Sala 218 Tema: TEXTO E REVISÃO Coordenação: Rosângela Gabriel (UNISC) CLAREZA NA LINGUAGEM JURÍDICA (CLARITY IN LEGAL ENGLISH): EXEMPLOS E REFLEXOS NO ENSINO DE ESP Elisa Corrêa dos Santos Townsend (UNISC) Rosângela Gabriel (UNISC) ESCRITA E ARGUMENTAÇÃO: REFLEXÕES TEÓRICAS Cristiane Dall Cortivo Lebler (UNISC) MODELO DE PRODUÇÃO DE TEXTOS EM EXTENSÃO RURAL: UM ENFOQUE DO CONTEXTO DOS AGRICULTORES FAMILIARES Giselle Liana Fetter (UFRGS) A COERÊNCIA TEXTUAL E A ARGUMENTAÇÃO: UMA ANÁLISE DOS RECURSOS LINGUÍSTICOS E TEXTUAIS EM DISSERTAÇÕES DE ALUNOS DO PRIMEIRO ANO DO ENSINO MÉDIO Virginia Maria Nuss (UEM) Sessão 8 – Quinta-feira. 16:00-17:30 – Bloco B: Sala 218 Tema: QUESTÕES EMERGENTES EM LÍNGUA E LINGUAGEM II Coordenação: Ione da Silva Jovino (UEPG) DISCURSO E PODER: ANÁLISE DAS DISPUTAS ACERCA DAS AÇÕES AFIRMATIVAS NA UEPG Daiane Franciele Morais de Quadros (UEPG) Ione da Silva Jovino (UEPG) A RELAÇÃO ENTRE O CINEMA E A PUBLICIDADE – UM ESTUDO INTERTEXTUAL SOBRE WARS E THE FORCE Renato Bittencourt de Melo (UNISUL) DISCURSO. 11 de maio de 2016.

...... 90 A COMPREENSÃO LEITORA DE ESTUDANTES EM FORMAÇÃO INICIAL: UM ESTUDO LONGITUDINAL ...... 89 A COCONSTRUÇÃO DA INTERCULTURALIDADE NO ENSINO DE INGLÊS COMO LÍNGUA ADICIONAL ATRAVÉS DA INTERAÇÃO PROFESSOR-ALUNO......................................................................................... 91 65 ............................................................................... 89 A COERÊNCIA TEXTUAL E A ARGUMENTAÇÃO: UMA ANÁLISE DOS RECURSOS LINGUÍSTICOS E TEXTUAIS EM DISSERTAÇÕES DE ALUNOS DO PRIMEIRO ANO DO ENSINO MÉDIO ....................................................................................... 83 “CERZINDO” IMAGENS: DISCURSO............................................................................................................................. A SERPENTE E O CADUCEU DE VICENTE CECIM .............. 90 A COMISSÃO NACIONAL DA VERDADE E SUAS RESSONÂNCIAS NOS DOCUMENTÁRIOS VERDADE 12................................................... INTERPRETAÇÃO E MEMÓRIA ......................................................... 83 “FELIZ AGOSTO NEGRO”: UMA TRILOGIA METAFICCIONAL FONSEQUIANA................................................................................................................ ............................................................................................................. 86 A APREENSÃO DE MARCAS LINGUÍSTICAS QUE INDICIAM O ENDEREÇAMENTO EM PRODUÇÕES TEXTUAIS INFANTIS ...................................... 83 “BANDIDO BOM É BANDIDO MORTO”: REPRODUÇÃO E EFEITO METAFÓRICO ... 88 A AUTOBIOGRAFIA NUMA PESQUISA SOBRE IDENTIDADE RACIAL NUMA ESCOLA DA REDE PÚBLICA DE PONTA GROSSA (PR) ....................... 84 “JOGA PEDRA NA GENI”: A CRÍTICA SOCIOCULTURAL E POLÍTICA NA CANÇÃO DE CHICO BUARQUE ................................................................................................................................................................................................................................. 87 A APRENDIZAGEM DE LÍNGUA ESTRANGEIRA MEDIADA PELAS TECNOLOGIAS DIGITAIS MÓVEIS NUMA PERSPECTIVA ECOLÓGICA .................................................................................................................. 84 “JÁ ACABOU JÉSSICA?”: APONTAMENTOS TEÓRICOS DE PALAVRA PARA O CÍRCULO DE BAKHTIN ................................................................. 86 A APRENDIZAGEM DA LEITURA E SEUS EFEITOS NOS SISTEMAS DE MEMÓRIA E FUNÇÕES COGNITIVAS ....................... 87 A ASA..............................................................................................................................................LISTA DE TRABALHOS #LUGARDONEGRO: A (RE)PRODUÇÃO DOS SENTIDOS DA ESCRAVIDÃO NA REDE.................... 88 A CHRISTMAS CAROL: A LEITURA DA CAPA SOB A LUZ DA HISTÓRIA DOS LIVROS.......................................................................................................................... 87 A APROPRIAÇÃO DA LEITURA POR ALUNOS COM DEFICIÊNCIA INTELECTUAL ........................................................... 85 A ANGOLA DO NARRADOR DE LOBO ANTUNES: (RE)SIGNIFICAÇÃO DO IMAGINÁRIO...........................................................................528 E EM BUSCA DA VERDADE ........................

................................... 95 A ELABORAÇÃO DA PERGUNTA EM CONTEXTO DE AVALIAÇÃO COMO INSTÂNCIA DO EQUÍVOCO . 95 A DISSOLUÇÃO DA CARNE ................................................................................................................... 101 A INTERDIÇÃO DA LÍNGUA ALEMÃ: O SUSTENTÁCULO DA NACIONALIZAÇÃO ............... 94 A DICOTOMIA ENTRE BEM E MAL PRESENTE NA OBRA GRANDE SERTÃO: VEREDAS DE GUIMARÃES ROSA: “SERTÃO: É DENTRO DA GENTE”... 103 66 . 99 A INFLUÊNCIA DO GRAU DE SEVERIDADE E DOS FENÔMENOS SOCIOCULTURAIS E ECONÔMICOS NO PROCESSO DE REABILITAÇÃO DE AFÁSICOS......................................................... ..... 98 A FUGA DE LUGAR E A FUGA DE SENTIDOS NA RELAÇÃO IMIGRANTE/REFUGIADO ........................................... 99 A INFLUÊNCIA DO N-DROP EM APRENDIZES DE INGLÊS COMO L2 .............................................................................................................................................................................. 93 A CRÍTICA LITERÁRIA BRASILEIRA CONTEMPORÂNEA: NO LIMIAR ENTRE A CIÊNCIA E A POESIA ........................................................................... 97 A FIGURA MARGINAL DE ANÍSIO: UM ESTUDO EM O INVASOR ....................... 102 A LEI DA IMPRENSA E O FUNCIONAMENTO DO DISCURSO JORNALÍSTICO BRASILEIRO ................................................................................................. 94 A CULTURA TRADUZIDA E A CULTURA EM TRADUÇÃO: A LITERATURA BRASILEIRA CONTEMPORÂNEA NA REVISTA GRANTA ...............................................................................................................................................................A COMPREENSÃO LEITORA NA FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES: PESQUISA E EXPERIÊNCIA DO PROJETO OBEDUC: LER & EDUCAR ....................................................................................................................................................................... 93 A CONSTRUÇÃO E A REPRESENTAÇÃO DAS MASCULINIDADES NA REVISTA PARANAENSE O OLHO DA RUA ........................................... 96 A ética da estética no imaginário contemporâneo: o parto filmado nas redes sociais........................................................................................................ 92 A CONSTRUÇÃO DE UM DICIONÁRIO JURÍDICO-PENAL BASEADO EM FRAMES: DESDOBRAMENTOS E PERSPECTIVAS.......................................................... 101 A INVESTIGAÇÃO SOCIOFONÉTICA NA TAREFA DE COMPARAÇÃO DE LOCUTORES: UM ESTUDO DE CASO............ 97 A FORMAÇÃO DE LEITORES NOS ANOS INICIAIS: DA LEITURA À ESCRITURA ........................... 100 A INTERAÇÃO ENTRE ASPECTO E AS INTERPRETAÇÕES DA CONJUNÇÃO “E” NO PB ..................................... STUART HALL E BORTONI-RICARDO NA PERPECTIVA BAKHTINIANA DE LÍNGUA ................................................. 102 A LEITURA DE DOIS PRÓLOGOS LATINO-AMERICANOS SOBRE A OBRA DOM QUIXOTE: A OBRA COMO PRECURSORA DO ROMANCE MODERNO......................................................................................................... 100 A INSTITUIÇÃO POLÍTICA “FAMÍLIA” NO ESPAÇO URBANO ........................................................................................................................................................................................ 98 A IMAGEM PELO OUTRO: ÉTICA DA ALTERIDADE NA ARTE E O DEVIR-OUTRO DA LINGUAGEM .................................................................................. 91 A CONSTITUIÇÃO DA IDENTIDADE LINGUÍSTICA NA PÓS-MODERNIDADE: CONTRIBUIÇÕES TEÓRICAS DE MICHEL MAFFESOLI................ 96 A ELABORAÇÃO DE PRODUÇÕES ESCRITAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL: DIZERES E SENTIDOS QUE MARCAM A ENTRADA DA CRIANÇA NO PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO ....................................................................................................................................................................................................................................................

.................................... DE RUTH ROCHA: UMA ANÁLISE SEGUNDO A PERPECTIVA DO IMAGINÁRIO ...................................... 109 A POÉTICA DE XOSÉ LOIS GARCÍA: CONFLUÊNCIAS ENTRE MEMÓRIA E HISTÓRIA................... 112 A RELATIVA LIBERDADE EM ACOSSADO............... PEDAGÓGICAS E FORMAÇÃO DE PROFESSORES ....................... 105 A MORTE NECESSÁRIA DO “EU” QUE ESCREVE: A HORA DA ESTRELA.............................................. 108 A PERSONALIZAÇÃO NO MECANISMO DE BUSCA DO GOOGLE E O FILTRO BOLHA: POSSÍVEIS CONSEQUÊNCIAS NOS EFEITOS COGNITIVOS DESCRITOS PELA TEORIA DA RELEVÂNCIA .......... 108 A OFERTA DE ENSINO BILÍNGUE NOS ANOS INICIAIS DE ESCOLARIZAÇÃO: UM ESTUDO SOBRE POLÍTICAS LINGUÍSTICAS . 114 A REPRESENTAÇÃO MENTAL DA SINTAXE: ESTUDOS PSICOLINGUÍSTICOS .......................................................... 106 A NARRATIVA POLICIAL CONTEMPORÂNEA: PLENILUNIO E LA PREGUNTA DE SUS OJOS ...........................................................................A LEITURA NAS LICENCIATURAS DE LETRAS E PEDAGOGIA ................................................ 110 A PRESENÇA DA ALTERIDADE NA LINGUAGEM E NA TRADUÇÃO DA OBRA DANCER............... 103 A LÍNGUA PORTUGUESA EM MOÇAMBIQUE: PRÁTICAS DISCURSIVAS......................................... ................. 107 A NASALIZAÇÃO VOCÁLICA REGRESSIVA DO PORTUGUÊS BRASILEIRO: UM ESTUDO ACÚSTICO ......................................................... NO LIVRO INFANTIL “CARMEN”......................................... 104 A LITERATURA NO ENSINO MÉDIO NO BRASIL E EM PORTUGAL: ENTRE FATOS E VERSÕES .......................................................... O ESTRANGEIRO E ANGÚSTIA.............................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................. 105 A NÃO-ELEVAÇÃO DA VOGAL/e/EM IRATI.......................................................................................................................................................................................... PARANÁ............................................................................ 112 A REPRESENTAÇÃO DA PERSONAGEM FEMININA EM CONTOS DE MARINA COLASANTI............................................................................................................................................................................................ 111 A PRODUÇÃO NARRATIVA DE SALIM MIGUEL E AS DIFERENTES PROJEÇÕES DO AUTOR EM SEU TEXTO ......................................... 110 A PRODUÇÃO DO ATAQUE COMPLEXO CCV(C) DO FRANCÊS POR APRENDIZES BRASILEIROS DE FRANCÊS ..................... 114 67 ..........................UM ESTUDO INTERTEXTUAL SOBRE WARS E THE FORCE ........................................................................................................... 113 A REPRESENTAÇÃO INDÍGENA E A IDENTIDADE NACIONAL: ANÁLISE DISCURSIVA DE MATERIALIDADES GRÁFICAS SOBRE A TRIBO KAINGANG ....................................................................................................................................... 107 A NOÇÃO DE INTENÇÃO EM TEORIA DE CONCILIAÇÃO DE METAS.......... DE COLUM MCCANN...................... 106 A NARRATIVA COMO ELEMENTO CONFIGURADOR NA CONSTITUIÇÃO DO PSIQUISMO INFANTIL..................................... 111 A RELAÇÃO ENTRE O CINEMA E A PUBLICIDADE ............................................................................................... 109 A POLÍTICA DA MISE-EN-SCÈNE DE O SOM AO REDOR .......................... 113 A REPRESENTAÇÃO DA PERSONAGEM FEMININA PRINCIPAL.................................. ........................................................................... 105 A LOCALIZAÇÃO DE UM GAME EDUCATIVO: QUANDO OS ELEMENTOS PARATEXTUAIS ENTRAM (OU NÃO) EM JOGO .............................................................................................................................................................

............. 115 A TRADUÇÃO COMO RETEXTUALIZAÇÃO: UM OUTRO OLHAR PARA A PRÁTICA TRADUTÓRIA DENTRO DO ENSINO DE LÍNGUAS ..... 118 ABRAÇANDO A ESCOLA DO MUNDO AO AVESSO: APROXIMAÇÕES ENTRE A LITERATURA DE EDUARDO GALEANO E A AULA DE ESPANHOL COMO LÍNGUA ESTRANGEIRA NO BRASIL ....................................................................................................................................................................................................... 125 ARTE E LINGUAGEM: LEITURA DAS NARRATIVAS NAS OBRAS DE CHACHÁ (RICHARD CALIL BULOS) ....................................................................................................................................................... 117 ABORDAGENS PARA O ENSINO E APRENDIZAGEM DE LÍNGUA ESTRANGEIRA ENVOLVENDO O USO DE TECNOLOGIA DIGITAL....................................................................... 119 ALGUMAS CONTRIBUIÇÕES DE TEXTOS VERBO-VISUAIS PARA O ENSINO-APRENDIZAGEM DE LÍNGUA INGLESA ................. 124 AQUISIÇÃO FONOLÓGICA DO PORTUGUÊS BRASILEIRO EM GÊMEOS DIZIGÓTICOS ..... 124 ARQUIVO DE LEITURAS EM ANÁLISE DE DISCURSO .............................................. 121 ANÁLISE DO DISCURSO E A ESCOLA: UMA DISCUSSÃO SOBRE AS POSIÇÕES-SUJEITO DE ALUNOS E PROFESSORES................................... 122 ANÁLISE OSTENSIVO-INFERENCIAL DE QUESTÕES DAS EDIÇÕES 1998 E 2014 DO ENEM ........................................................................................................................ PARANÁ: UMA ABORDAGEM VARIACIONISTA ......... 116 A TRANSFIGURAÇÃO DISCURSIVA A PARTIR DE CONTRIBUIÇÕES DA PSICANÁLISE.................... 121 ANÁLISE DE DISCURSO E TURISMO: DESLOCAMENTOS POSSÍVEIS ........................... 123 ANÁLISE SEMIOLÓGICA DA LINGUAGEM AUDIOVISUAL NA SÉRIE DE TV FAMÍLIA IMPERIAL ............................................................................................................................................................................ 120 ALTERIDADE E LITERATURA: CONTOS DE RUBEM FONSECA ............................................................................... 123 ANDREI TARKOVSKI E A DETERIORAÇÃO DA CULTURA: UMA ANÁLISE DA OBRA STALKER E DA FORMAÇÃO DA SOCIEDADE......................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................... 126 68 ................................................................................................................................... 122 ANÁLISE DO DISCURSO: AS NOMEAÇÕES PEDAGÓGICAS (A)ENUNCIADAS EM “LA EDUCACIÓN PROHIBIDA”..................... 120 ANÁLISE DA NÃO-ELEVAÇÃO DA VOGAL/O/EM MALLET................................................................................. DA HISTÓRIA E DA LINGUÍSTICA ............................................................................................................................... 119 ÁFRICA E AFRICANIDADES NA LITERATURA INFANTIL E JUVENIL CONTEMPORÂNEA DE LÍNGUA ESPANHOLA: TECENDO CAMINHOS ............................................................................................................................................................................ 125 AS (IM)POSSIBILIDADES DO DESLOCAMENTO ........................................................................................................................................................... 117 A VOZ ENTRE A ANÁLISE DO DISCURSO E A PSICANÁLISE ................................ 117 A VIAGEM DE AUTO-EXÍLIO EM A MAÇÃ ENVENENADA....... DE MICHEL LAUB ........................................................................................................................................... 116 A UTILIZAÇÃO DE PIADAS NO ENSINO DE LÍNGUA ESPANHOLA ........................................................................ 123 ANTECIPAÇÃO TERAPÊUTICA DE PARTO DE ANENCÉFALOS NO BRASIL: UMA ANÁLISE DA ADPF 54 À LUZ DA SEMÂNTICA COGNITIVA .............................A REVISTA COMO LUGAR DE PRODUÇÃO E CIRCULAÇÃO DE SENTIDOS NO ESPAÇO URBANO: A DISCURSIVIZAÇÃO SOBRE O ESTADO ISLÂMICO ...........

........................................................ 127 AS REPRESENTAÇÕES SINTÁTICAS DA SUBPREDICAÇÃO EM PB: A NÃO-UNIFORMIDADE ENTRE FORMA E SENTIDO ................................................................ 129 ASPECTOS FONOLÓGICOS DA FALA DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES COM SÍNDROME DE DOWN ....................AS ANDORINHAS DA TORRE: UM VOO POR MEIO DO IMAGINÁRIO....................................................................................................................................................................................................................................................................................... 128 AS VIAGENS DE GULLIVER: ENTRE A LEITURA E A RELEITURA ................. 132 AVALIAÇÕES EM UM TEXTO SOBRE EDUCAÇÃO: UM ESTUDO À LUZ DO SISTEMA DE AVALIATIVIDADE ..... 127 AS MUITAS FACETAS DE UM DIÁRIO: DA EXPERIÊNCIA DE UM INDIVÍDUO ÀS REFLEXÕES DE UMA ÉPOCA ....................................................................................................................................................................................................... 126 AS IDEOLOGIAS LINGUÍSTICAS DE ALUNOS MULTILÍNGUES DESCENDENTES DE IMIGRANTES EM UMA ESCOLA NO INTERIOR DO PARANÁ ................................. 130 AVALIAÇÃO DA COMPREENSÃO LEITORA: DEMANDAS COGNITIVAS E LEITURABILIDADE TEXTUAL ........................... O CAVALEIRO DAS TREVAS – OS QUADRINHOS........................................................................... 135 BREVE DISCUSSÃO ACERCA DA SOCIABILIDADE DO JOGO MODERNO DE MESA .................................................................................................................................................................................................................................................. 136 CATIVEIROS VISÍVEIS E INVISÍVEIS: AS PERSONAGENS FEMININAS E A QUESTÃO ÉTNICA NO CONTO “A ESCRAVA”......... DE MARIA FIRMINA DOS REIS ............................................................................................................................................................................ O DESENHO ANIMADO E O FILME: TRADUÇÃO E TRANSFIGURAÇÃO ...................... 137 CINEMA SURDO: UMA POÉTICA PÓS-FONOCÊNTRICA ............ 135 CALENDÁRIO MINHA SÃO PAULO 2016: CULTURA E IDENTIDADE NAS FOTOGRAFIAS PRODUZIDAS PELOS SEM-TETO ................................. 128 AS TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO (TICS) E AS PRÁTICAS SIGNIFICATIVAS DE ESCRITA NOS ANOS INICIAIS: UM PERCURSO PARA A AUTORIA SOB O VIÉS DA ANÁLISE DO DISCURSO .................................................................. 130 AUTORIA NO ENSINO DE LÍNGUA: ENTRE A LÍNGUA MATERNA E A LÍNGUA ESTRANGEIRA ................ DO AR E DOS SONHOS ................... 134 BIBLIOTECAS COMUNITÁRIAS E PRÁTICAS DE LEITURA: SEUS SIGNIFICADOS E EFEITOS NA CONSTRUÇÃO DA IDENTIDADE DE JOVENS EM COMUNIDADES URBANAS PERIFÉRICAS NO MUNICÍPIO DE PORTO ALEGRE/RS .............................................. 137 69 .................................................................................................................. 133 BASES PARA A CRIAÇÃO DE UM SISTEMA DE AVALIAÇÃO DE SENTIMENTOS NO PORTUGUÊS BRASILEIRO ................................................................................................................................... 132 BANCO “VARLINFE”: AMPLIAÇÃO DO CÓRPUS DE FALA ESLAVA NO PARANÁ.......................................................................................................................................... 130 ASPECTOS QUE DIFICULTAM A COMPREENSÃO LEITORA ......................................... 136 CIDADE................. 131 AVALIAÇÃO NA DISCIPLINA DE LÍNGUA PORTUGUESA: REFLEXÕES SOBRE UM TRABALHO DOCENTE REALIZADO EM GRUPO ......................................................................................................................................... 127 AS relações de regionalidade EM a FERRO E FOGO....................... SUBSTANTIVO CORROÍDO ............................................ 133 BATMAN....................................... DE Josué Guimarães ...................................................................................................................................................................................

............................................ SEBALD ........................................................................................................................................ 144 DA VARIAÇÃO LINGUÍSTICA ÀS ATITUDES LINGUÍSTICAS DOS CHAPECOENSES FRENTE ÀS VARIEDADES DO CATARINENSE E DO NORDESTINO QUANTO A VARIAÇÃO NOS PRONOMES DE SEGUNDA PESSOA (TU/VOCÊ) ................ 143 DA MUTILAÇÃO À REDENÇÃO: CORPO...............CLAREZA NA LINGUAGEM JURÍDICA (CLARITY IN LEGAL ENGLISH): EXEMPLOS E REFLEXOS NO ENSINO DE ESP .................................................................................................................................. 143 DA GRÉCIA ANTIGA A GALÁXIAS DISTANTES: A TRAJETÓRIA DO HERÓI ÉPICO ATRAVÉS DOS SÉCULOS............................................ G........................................................................................ 139 COMPREENSÃO E EXPRESSÃO EM LIBRAS DE ALUNOS SURDOS EM ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL ......................................................................................... 148 70 ...... 147 DICIONÁRIO ELETRÔNICO MODALIDADES OLÍMPICAS: UMA PROPOSTA METODOLÓGICA PARA O DESENVOLVIMENTO DE FRAMES SEMÂNTICOS ............................................ 146 DIÁSPORA E VIOLÊNCIA EM OS EMIGRANTES DE W.................................................................................................................................................................................................... 139 CONCILIAÇÃO DE METAS E REESTRUTURAÇÃO COGNITIVA DE CRENÇAS INTERMEDIÁRIAS.............................. 145 DEMOCRACIA E DISPERSÃO: UM GESTO DE ANÁLISE SOBRE AS RETOMADAS DO TERMO DEMOCRACIA NO I FÓRUM SOCIAL MUNDIAL ............................................................................................... 140 CONEXÕES CORTICAIS ENVOLVIDAS NA LEITURA: QUESTIONAMENTOS SOBRE A ÁREA DA FORMA VISUAL DAS PALAVRAS .......................................................................... 138 COM QUE ROUPA EU VOU? UM OLHAR SOBRE A POSSE DO SEGUNDO MANDATO DE DILMA ROUSSEFF ................................................................................................................................................................................................................................................ 138 CLARICE LISPECTOR: A LEGITIMIDADE DO ESTADO E O “DEVER DE PUNIR” ......................................................................... 141 CONVERSÕES DE REGISTROS DE REPRESENTAÇÃO SEMIÓTICA EM MATEMÁTICA: UMA ABORDAGEM PRAGMÁTICO-COGNITIVA GUIADA PELA NOÇÃO DE CONCILIAÇÃO DE METAS ........................................... VIDA E LINGUAGEM EM UMA DUAS................................................................ 147 DIDATIZAÇÃO DE GÊNEROS LITERÁRIOS: DE CONCEPÇÕES TEÓRICAS AO ENSINO ..................................................... 143 DA PRESCRIÇÃO AO TRABALHO REAL DOCENTE: O REPLANEJAMENTO DO OFÍCIO ......................................................... 142 CORPO E(M) CONSTRUÇÃO: DISCURSO E TRABALHO EM UM PROCESSO JUDICIAL................. .......... 144 DECADENTISMO E INCERTEZA NO CONTO “RETRATO PROFÉTICO” DE GIOVANNI PAPINI ............................................................................................................................................................................................................................................................................................. 146 DIÁLOGOS CLAROS E INDISTINTOS: AS “MEMÓRIAS DE TROIA” DE WILLIAM BUTLER YEATS EM CANÇÕES POPULARES IRLANDESAS ................. 142 CRQ – SERRA DO APON: REFLEXÕES ACERCA DE IDENTIDADE CULTURAL E MEMÓRIA ...................................... 140 CONTRIBUIÇÕES DO ARCABOUÇO TEÓRICO-METODOLÓGICO DO CÍRCULO DE BAKHTIN PARA OS ESTUDOS DE IDEOLOGIAS LINGUÍSTICAS....................... DE ELIANE BRUM ......... 145 DETERMINISMO OU RELATIVIDADE LINGUÍSTICA: QUAL DAS DUAS VERSÕES REALMENTE FAZ MAIS SENTIDO? ...........

..................... 159 ESMURRANDO HEMINGWAY: UMA ANÁLISE DE THAT SUMMER IN PARIS....................... 149 DISCURSO E PODER: ANÁLISE DAS DISPUTAS ACERCA DAS AÇÕES AFIRMATIVAS NA UEPG ....................................................................................................................................................................... 161 ESTRATÉGIAS METACOGNITIVAS DE LEITURA: UM ESTUDO COMPARATIVO SOBRE BILINGUISMO .............................................................................DIREITO X RELIGIÃO: O CONCEITO DE FAMÍLIA NO BRASIL ATUAL: UMA PERSPECTIVA PRAGMÁTICA................................................................................................................... 156 ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA: SOB A PERSPECTIVA DOS GÊNEROS TEXTUAIS ............................................................................................. 149 DISCURSO PUBLICITÁRIO E O LÚDICO: SOBRE A OBSCURIDADE DA LINGUAGEM NA PROPAGANDA DAS EMPRESAS DE JOGOS ELETRÔNICOS EM REDE. 148 DISCURSO E GÊNERO SOCIAL A PARTIR DAS PERSPECTIVAS DA ACD E DA GSF ........................................................................................................................ IMAGEM E MÍDIA..................... 154 ENSINO DE LEITURA E SEUS VÍNCULOS COM O SISTEMA DE ESCRITA DO APRENDIZ ........................................... 156 ENSINO E APRENDIZAGEM DE ESTRATÉGIAS DE LEITURA: CAMINHO PARA A COMPREENSÃO? ..................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................... 153 ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS DE 2014 E O DISCURSO SOBRE A VERDADE ...... 157 Entremeios da Literatura e Ensino: Nação Crioula: a correspondência secreta de Fradique Mendes............... 154 ENSINO DA LITERATURA EM UNIVERSIDADES GAÚCHAS: ALGUMAS CONSTATAÇÕES......................... 151 DIZERES ACERCA DO ABORTO DIRIGIDOS AO SUJEITO-MASCULINO: UMA ANÁLISE DISCURSIVA.................................................................................................................................... 153 ELAS SÃO O QUE ELES NOS DIZEM (?): A FIGURAÇÃO DO FEMININO A PARTIR DO DISCURSO MASCULINO EM DOM CASMURRO......................................................... 159 ESCRITA NA TELA: INTERCÂMBIO BRASIL-PORTUGAL-MOÇAMBIQUE ........... SÃO BERNARDO E DIVÓRCIO ......... 156 ENTRE O VISIONARISMO E A LOUCURA: A PRIMEIRA RECEPÇÃO DA OBRA DE WILLIAM BLAKE ............................................................................................................................................. de José Eduardo agualusa................................................................................................................................................................................................................................................................................. 151 DO SUJEITO HISTÓRICO NAS OBRAS DE PEPETELA E PAULINA CHIZIANE ............................................. COGNIÇÃO E SOCIEDADE: PAPÉIS SOCIAIS DOS PARTICIPANTES DA GUERRA DO CONTESTADO..................... 155 ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA SOB A PERSPECTIVA DOS GÊNEROS TEXTUAIS ............................................................................................................................................... DE MORLEY CALLAGHAN .......... 150 DISCURSO........ 150 DISCURSO............................................................................... 161 71 ............... 153 É POSSÍVEL ASSUMIR UM LUGAR DE AUTORIA NUMA LÍNGUA ESTRANGEIRA? .... 152 DO VISUAL PARA O VERBAL: ECFRASE X AUDIODESCRIÇÃO NO QUADRO MONA LISA ...................... 158 ESCRITA NA TELA: EU NAÇÃO – INTERCÂMBIO DE CULTURAS ... 160 ESTRANGEIRISMOS DE ORIGEM INGLESA NAS CAPAS DO JORNAL PIONEIRO ............... 160 ESTRATÉGIAS ENUNCIATIVAS NO JORNAL ON-LINE ......................................................................... 158 ESCRITA E ARGUMENTAÇÃO: REFLEXÕES TEÓRICAS ......................

.. 168 GRAFITE E PICHAÇÃO: GÍRIA IMAGÉTICA?........................... 165 FUNCIONAMENTO DISCURSIVO DO IMAGINÁRIO DE ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA EM GRADUAÇÃO DE DIREITO ..................................... 164 FORMAS POLÍTICAS DA CULTURA BRASILEIRA................................................... 167 GILBERTO FREYRE: SUAS OBRAS COMO UM ÚNICO PROJETO INTELECTUAL ..................... 170 IDENTIDADE EM MOSAICO: MIGRAÇÃO EM O INVENTÁRIO DE COISAS AUSENTES......................... DE CAROLA SAAVEDRA....................................................................................................... DE DIAS GOMES..................... 169 HERDEIROS DE UM PASSADO EM RUÍNAS: A TRANSMISSÃO TRANSGERACIONAL EM O SOM E A FÚRIA E ÓPERA DOS MORTOS ............................................................................... 169 HERMENÊUTICA: UM VIÉS PARA A INTERPRETAÇÃO DA OBRA “DESONRA”..................................................................................................... 168 GOURMETIZAÇÃO E MEMÓRIA: A TIPOGRAFIA COMO MATERIALIDADE DO DISCURSO PERSUASIVO-NOSTÁLGICO ......................... 163 FARMACOLOGIZAÇÃO E NEURONARRATIVAS DA INFÂNCIA: O DISCURSO JURÍDICO NA AQUISIÇÃO DE PSICOFÁRMACOS ................................................. EM SARAMANDAIA......................................... DE COETZEE.................................. 166 GÊNEROS TEXTUAIS DO CAMPO ARGUMENTATIVO NO ENSINO MÉDIO: UM TRABALHO A PARTIR DA LINGUÍSTICA TEXTUAL .......................................................................................... 166 GÊNEROS TEXTUAIS E AFRICANIDADES: TEMÁTICAS DO PIBID DE LÍNGUA PORTUGUESA/UEPG ............................................................................................................................................................................................................................................. 173 72 ........................................................... 164 FORMULAÇÃO DOS SENTIDOS DE TECNOLOGIA EM NAQOYQATSI....................................................................... ............................ 162 ETNOGRAFIA VIRTUAL: UMA POSSIBILIDADE METODOLÓGICA EM GRUPOS DE APRENDIZAGEM DE INGLÊS POR WHATSAPP ...................... 165 GAME E TRANSMÍDIA: IDENTIDADES MÓVEIS EM WORLD OF WARCRAFT .............................. 171 IMAGINÁRIO E CULTURA: PESQUISAS DO COTIDIANO ........................................................................................................................... 173 INDÍCIOS DE AUTORIA E MARCAS IDENTITÁRIAS EM TEXTOS NOTA MIL DO EXAME NACIONAL DO ENSINO MÉDIO (ENEM)..................................... 172 INATISMO E COMPOSICIONALIDADE: A LINGUÍSTICA E SEUS ENQUADRAMENTOS COGNITIVOS .........................................................................................................................................................................................ESTUDANTES CALOUROS E SUA BAGAGEM DE LEITURA..................................................................................... 163 FORMAÇÕES IMAGINÁRIAS EM/NO DISCURSO: A(S) FAMÍLIA(S) (IN)VISIBILIZADA(S) EM PROPAGANDAS MIDIÁTICAS ................................................................................................................................................... 172 IMIGRANTES SÍRIOS: A DISCURSIVIDADE DAS FOTOGRAFIAS DIVULGADAS NA IMPRENSA ............................................................................................. DA DÉCADA DE 70......................................................................................................................................................................................................................................................................................................... 162 ESTUDOS SOBRE DIFERENTES SITUAÇÕES DE TRABALHO: LINGUAGEM E DESENVOLVIMENTO ......................... POLÍTICA E LUTA POR “VERDAD Y JUSTICIA” ..................................................................... 170 IDENTIDADES ENTRE LÍNGUAS E CULTURAS: VOZES E OLHARES EM WALACHAI .................................................................... 170 IMÁGENES DEL SILENCIO: MEMÓRIA.........................................................

........................................................................................................................................... 177 LETRAMENTO ESCOLAR E ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA EM CONTEXTO MULTILÍNGUE: EDUCAÇÃO INDÍGENA NO PARANÁ .................................. 183 LITERATURA E SOCIEDADE: ENTRE O CONCEITO DE DISTINÇÃO E AS REGRAS DO JOGO .......................................................................... 183 LITERATURA E MÍDIA EDUCAÇÃO: REFLEXÕES SOBRE CONSUMO CULTURAL E PRÁTICAS DE LEITURA ENTRE OS JOVENS ................................................ 178 LETRAMENTOS................................................ 184 MARCADORES CULTURAIS E EQUIVALÊNCIA DE TRADUÇÃO: UMA ABORDAGEM BASEADA EM FRAMES SEMÂNTICOS .................... 181 LITERATURA CATARINENSE E O ENSINO: AS REPRESENTAÇÕES EM “NOTURNO....... LEITURAS E LITERATURAS NA ESCOLA E NA CLANDESTINIDADE: UMA APROXIMAÇÃO POSSÍVEL ATRAVÉS DA LEITURA EXTENSIVA ...................... 179 LÍNGUA E CULTURA: A TOPONÍMIA DA RCI-RS .......................................................................... 180 LINGUAGEM E DEFICIÊNCIA INTELECTUAL: APRESENTAÇÃO DE FOCOS DE PESQUISA ............................... 174 INTENÇÃO E DESEJO: OS USOS DE QUERER COM IMPLICATURAS DE FUTURIDADE ................................................ 174 INTERAÇÃO NA SALA DE AULA DE PORTUGUÊS COMO LÍNGUA ADICIONAL ..................................................... 178 LETRAMENTOS............................................. LÍNGUA-ACONTECIMENTO E MEMÓRIA DISCURSIVA: UM OLHAR SOBRE O TÓPICO “GRAMÁTICA/DISCURSO” DA PROPOSTA CURRICULAR DE SANTA CATARINA ........................................ 179 LÍNGUA-ESTRUTURA................................ 176 LEITURA DO DISCURSO POLÍTICO DE JOSUÉ GUIMARÃES ................. 182 LITERATURA E ENSINO DE LÍNGUAS: A TRADUÇÃO COMO INSTRUMENTO DE ENSINO E APRENDIZAGEM........................................................... 181 LITERATURA COMPARADA: ESTUDO TÉORICO ACERCA DA TRADUÇÃO INTERSEMIÓTICA DE LIVROS PARA ROTEIROS ADAPTADOS .............................................................................................................................................................................................................................................................. 176 LEITURA DE BLOG: A GERAÇÃO DE INFERÊNCIAS EM LÍNGUA INGLESA ....................................................................................................................................... 177 LETRAMENTO DIGITAL E FORMAÇÃO DE PROFESSORES: NARRATIVAS DIGITAIS NA ESCOLA ........................................................................................................................................................................................................INFUÊNCIA DO GABARITO DE RESPOSTAS DE UM EXERCÍCIO DE INTERPRETAÇÃO NA CORREÇÃO QUE ALUNOS DO ENSINO MÉDIO FAZEM DE SUAS PRÓPRIAS INTERPRETAÇÕES: ANÁLISE COM BASE NA TEORIA DA RELEVÃNCIA ................. E A PRIMEIRA AVENTURA DE SHERLOCK HOLMES NO BRASIL DE RAIMUNDO CARUSO ................... 185 73 ........................................ 1984” OU PAIXÕES E GUERRA EM DESTERRO.................................................................................... LEITURAS E LITERATURAS NA ESCOLA E NA CLANDESTINIDADE: UMA APROXIMAÇÃO POSSÍVEL ATRAVÉS DA LEITURA EXTENSIVA ............................... 184 MACHADO DE ASSIS NA REDE: REPRODUÇÃO OU RENOVAÇÃO DE PARÂMETROS CRÍTICOS? ............................................... um filme literário ........................................................................ 180 LINGUÍSTICA E ARGUMENTAÇÃO: A TÓPICA.................................................................................... 175 Lavoura Arcaica..... 175 INTERCULTURALIDADE NOS AMBIENTES TELECOLABORATIVOS ................................................................................................................................. 182 LITERATURA E HISTÓRIA: MEMÓRIA DE VIOLÊNCIA EM DESONRA DE COETZEE ........................................................................

......................................... 195 NARRATIVAS NO VIDEOGAME MASS EFFECT 3: ANÁLISE DAS REPRESENTAÇÕES DAS FEMINILIDADES E DAS MASCULINIDADES SOB A ÓTICA DE TEORIAS FEMINISTAS................... 194 Narrativas distópicas e processos de reescrita da nação em Filhos da Pátria...................................... 192 MOVIMENTO OU DEPENDÊNCIAS DESCONTÍNUAS: UMA REFLEXÃO INTRODUTÓRIA SOBRE ABORDAGENS DE INTERROGATIVAS-Q NO PORTUGUÊS BRASILEIRO.... 198 O CORTIÇO: REFLEXOS HISTÓRICOS E LITERÁRIOS NA SEGUNDA METADE DO SÉCULO XIX NA OBRA DE ALUÍSIO AZEVEDO .................................................. DA FLUÊNCIA E DA NATURALIDADE ................................................. 187 METÁFORA........................................................................................................................................................................................................................................................................................................... 186 MEMÓRIAS DE LÍNGUA: DEPARAR-SE COM UMA LÍNGUA QUE NÃO É A DO USO.......... 193 MULHERES BRASILEIRAS NAS LETRAS ................................................................ UMA ANÁLISE DOS FILMES DIVERGENTE E INSURGENTE ................... de João melo ............................................................ LEITURA E MEMÓRIA ...... 191 MODERNIZAÇÃO E RESISTÊNCIA: ARTICULAÇÕES ENTRE POP E POPULAR NA CULTURA BRASILEIRA CONTEMPORÂNEA ....................................... HISTORICIDADE E CULTURA: PRODUÇÃO DE SENTIDOS NOS SUJEITOS NA/DA GASTRONOMIA .... 197 O CORPO-IMAGEM ENQUANTO MATERIALIDADE SIGNIFICANTE ........................................ resultados desejáveis ........... 195 O ABSURDO EM EUGÈNE IONESCO: UMA RELEITURA A PARTIR DE SUA DRAMATURGIA .............................................................. PERSPECTIVAS E INTERFACES ...................................................................................................... Artes e Literatura: campos possíveis................................................................................ 187 METARREPRESENTAÇÃO E METÁFORA: PARALELOS ENTRE TOM E RELEVÂNCIA ........................................................................................................ 189 MODELAÇÃO PROATIVA DE METAS E CRIAÇÃO PUBLICITÁRIA ................................................................... 194 NÃO EU: PERSPECTIVAS DE UMA TRADUÇÃO PARA BECKETT ................................................. 186 MEMÓRIA................................... 191 MODOS DE SUBJETIVAÇÃO DO CORPO NO DIZER ARTÍSTIco ........................ 193 MUSEU DA LÍNGUA PORTUGUESA: LUGAR DE MEMÓRIA......................... 188 Mídia....................................................................................................... 196 O CINEMA E A LITERATURA DE FICÇAO CYBERPUNK PROBLEMATIZANDO IDENTIDADES CULTURAIS.......MASCULINO GENÉRICO E SEXISMO GRAMATICAL: UMA CRÍTICA AO CONCEITO DE GÊNERO NÃO MARCADO .......................................................... 190 MODELOS ONTOLÓGICO-CULTURAIS: UMA PROPOSTA DE CUNHO SEMÂNTICOLEXICOGRÁFICO VOLTADA À DESCRIÇÃO DE CATEGORIAS .............................................................................................................................................................. 185 MATERIALIDADE............. DE HISTÓRIA E DE CULTURA ...................................................... 188 MICROCRÔNICA VERBO-VISUAL................ 196 O AGIR EM LINGUAGENS ......................................... 190 MODELO DE PRODUÇÃO DE TEXTOS EM EXTENSÃO RURAL: UM ENFOQUE DO CONTEXTO DOS AGRICULTORES FAMILIARES ...................................... 197 O CORPO FEMININO PLUS SIZE: UMA VISÃO ATRAVÉS DA ANÁLISE DO DISCURSO ............................................................................................................ UM NOVO GÊNERO NA PERSPECTIVA DA ESCOLA DE SYDNEY .......................................... 198 74 ....... 189 MOBILIDADE NA TECNOCULTURA: Q LINGUAJAR É ESSE? .......................................................................

.................... 203 O ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA ESCRITA EM UMA ESCOLA BILÍNGUE PARA SURDOS ..................... DE ERICO VERISSIMO................................................................................................................................................................................. 210 O PROFESSOR DE PORTUGUÊS EM FORMAÇÃO E O QUE ELE TEM A DIZER SOBRE A PROFISSÃO DOCENTE..................................................................................................................................................................................................................................... 201 O DISCURSO EM TEMPOS DE CRISE ................................................ 206 O FUNCIONAMENTO DE LÍNGUA...................................... 203 O ENSINO DA LEITURA LITERÁRIA COM BASE NOS PRESSUPOSTOS DA SEMIÓTICA DISCURSIVA E DA TEORIA HISTÓRICO-CULTURAL E DA ATIVIDADE ......................................................................................................................................O CURSO DE LETRAS NA UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ: “UM ESTRANHO NO NINHO”?.................. 206 O GÊNERO DISCURSIVO FÓRUM: A AUTORIA NA EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA ....................... 207 O INÍCIO DO HORROR: O NASCIMENTO DO GÊNERO DE TERROR NO CINEMA E SUA RELAÇÃO COM A GUERRA ........ 209 O PERFIL FEMININO DA MULHER RELIGIOSA E DA MULHER COMUM NA PRODUÇÃO POÉTICA DE D................................................................ 202 O EFEITO DE PRIMING SINTÁTICO EM PORTUGUÊS BRASILEIRO ........................................ 200 O DISCURSO DIRETO NA AQUISIÇÃO DA ESCRITA: A PERSPECTIVA ENUNCIATIVA .................................................................................................................... 204 O ENSINO/APRENDIZAGEM DE PRODUÇÃO TEXTUAL ESCRITA DE GÊNEROS DA ESFERA JORNALÍSTICA: O EDITORIAL E A NOTÍCIA ............. 200 O DISCURSO DA FALTA E DO EXCESSO: A AUTOMUTILAÇÃO........................ 202 O EFEITO DE VERDADE NA COMPOSIÇÃO DE BOATOS ...................... 208 O MITO DO NATIVO DA LÍNGUA: UM ESTUDO DE CASO SOBRE COMO IDENTIDADES SÃO (CO)CONSTRUÍDAS EM UMA SALA DE AULA DE LÍNGUA INGLESA .......................................... HISTÓRIA E MEMÓRIA NA HISTÓRIA DAS IDEIAS LINGUÍSTICAS NO SUL ................................................................. 205 O FAZER MIDIÁTICO E OS DISCURSOS TECNOLÓGICOS .... INTENÇÕES E A ALMA ENCANTADORA DAS RUAS ................................. 199 O DESENVOLVIMENTO DE PROJETOS DE PESQUISA EM REDES DE PARCERIA: UMA PRÁTICA INVESTIGATIVA POTENCIALIZADORA............................................................................................................................................ 204 O ESPIRAL DA MEMÓRIA .............................................................................................................................................................. ALFONSO X: ESTUDO DO TEXTO E DA IMAGEM ..... 208 O MITO XOKLENG E O IMAGINÁRIO DO MEDO COMO MEMÓRIA E LINGUAGEM DOS COLONIZADORES DO ALTO VALE DO ITAJAÍ .. 199 O DESENCANTAMENTO EM FIVE O’CLOCK.................................. 207 O GRANDE OUTRO DA IMPRENSA E O OBJETO A NOS PROTESTOS DE JUNHO DE 2013 ........ 210 O PROCESSO DE ESCRITA: DE MAURICE BLANCHOT A STEPHEN KING ............................................................................................................................................................................. 211 75 ............................SC........... 205 O FANTÁSTICO COMO AMEAÇA EM INCIDENTE EM ANTARES........................................................................................................................................... 209 O PERSONAGEM COM MOTIVO TORPE: DIÁLOGOS DE ESTÉTICA CONTEMPORÂNEA ENTRE O CINEMA E A LITERATURA ........................................................ 205 O FIO DE ALICE: EXÍLIO DO NARRADOR EM A RAINHA DOS CÁRCERES DA GRÉCIA .....................................................................................................

O SIGNO MUDANÇA E SUAS SIGNIFICAÇÕES DENTRO DO CONTEXTO POLÍTICO .......................... 211
O SUJEITO MULTIFACETADO E A CONSTITUIÇÃO DA IDENTIDADE DE CIDADE LIVRE ............... 211
O TEXTO LITERÁRIO NO ENSINO DE PORTUGUÊS PARA ESTRANGEIROS: ATIVIDADES COM
LETRAS DE CANÇÕES EM LIVROS DIDÁTICOS................................................................................................ 212
O TRABALHO DA MEMÓRIA DISCURSIVA NOS MOVIMENTOS GREVISTAS DOS
PROFESSORES NO ESTADO DO PARANÁ........................................................................................................... 212
OLHAR DISCURSIVO AO CRIANÇA ESPERANÇA: AS IMAGENS DA SOLIDARIEDADE..................... 213
OS ATOS ILOCUTÓRIOS DO BAH............................................................................................................................ 213
OS GÊNEROS TEXTUAIS E AS AFRICANIDADES NO ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA:
REFLEXÕES TEÓRICAS .............................................................................................................................................. 214
OS HIBRIDISMOS DOS PROCESSOS CRIADOS .................................................................................................. 214
OS MUITOS THE WALKING DEAD: CONSIDERAÇÕES ACERCA DE UM FENÔMENO
TRANSMÍDIA.................................................................................................................................................................. 215
OS PONTOS DE CULTURA E A PROMOÇÃO DO EMPODERAMENTO: LEITURA E PRODUÇÃO
LITERÁRIA COMO ALAVANCAS DE PROTAGONISMO SOCIAL ................................................................. 215
OS SABERES SOBRE A LÍNGUA NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE LÍNGUA
PORTUGUESA: UM OLHAR DISCURSIVO ............................................................................................................ 216
OS SENTIDOS ACERCA DO NASCIMENTO E DAS FORMAS DE NASCER EM (RE)VISTAS PELO
VIÉS DISCURSIVO......................................................................................................................................................... 216
OS SERIADOS STAR TREK E HEROES: DISSENSOS DO IMPERIALISMO AO IMPÉRIO ...................... 217
OS SUJEITOS DA ECONOMIA SOLIDÁRIA NA REGIÃO DE TUBARÃO: A ORDEM DO DISCURSO
ENTRE O MOVIMENTO DE RESISTÊNCIA E TRANSFORMAÇÃO ............................................................. 217
PACTO NACIONAL PELA ALFABETIZAÇÃO NA IDADE CERTA (PNAIC): O DISCURSO DOS
PROFESSORES PÓS-FORMAÇÃO............................................................................................................................ 218
PADRÕES ACÚSTICOS NA PRODUÇÃO DAS VOGAIS EPENTÉTICAS DO PORTUGUÊS
BRASILEIRO E EUROPEU .......................................................................................................................................... 218
PARA ALÉM DAS GAME JAMS: UM ESTUDO DE CASO DA LOCJAM......................................................... 219
PARATRADUZINDO O HUMOR NA OBRA FIPPS DER AFFE DE WILHELM BUSCH .......................... 219
PARTICÍPIO PASSADO NO PORTUGUÊS: DIVERGÊNCIAS ENTRE NORMA, AVALIAÇÃO E USO
ESCRITO ........................................................................................................................................................................... 220
PELOS ENTREMARES DA LITERATURA E ENSINO: VINTE E ZINCO, DE MIA COUTO..................... 220
PERCURSO HISTÓRICO DOS ESTUDOS SOBRE BILINGUISMO: DE CAUSADOR DE
‘CONFUSÃO MENTAL’ A PROMOTOR DE RESERVA COGNITIVA ............................................................. 221
POLÍTICAS LINGUÍSTICAS: OS MECANISMOS DE ANTECIPAÇÃO NOS ACORDOS
ORTOGRÁFICOS. ........................................................................................................................................................... 221
POSICIONAMENTO CRÍTICO DE MACHADO DE ASSIS, EM REFERÊNCIAS À ARTE MUSICAL
E DRAMÁTICA. .............................................................................................................................................................. 222

76

POTENCIAL DA LEI DO ENSINO FUNDAMENTAL DE 9 ANOS: ENTRE O DISCURSO POLÍTICO
E O DISCURSO PEDAGÓGICO................................................................................................................................... 222
PRÁTICAS COMUNICATIVAS NO CONTEXTO DE INTERCÂMBIO BRASIL-PORTUGALMOÇAMBIQUE: POTENCIALIDADES DA FERRAMENTA FÓRUM............................................................. 223
Práticas de leitura e inclusão na sala de aula com alunos com necessidades educativas
especiais ........................................................................................................................................................................... 223
PRÁTICAS DE PROFESSORES PDE/PR DE LÍNGUA PORTUGUESA EM PROCESSO DE
FORMAÇÃO CONTINUADA....................................................................................................................................... 224
PREGAÇÃO AOS PÁSSAROS DE GIOTTO: UMA TRADUÇÃO INTERSEMIÓTICA DO SERMÃO
DE SÃO FRANCISCO DE ASSIS................................................................................................................................. 224
PRESENÇA/AUSÊNCIA DE ARTIGO DIANTE DE NOMES PRÓPRIOS E DE PRONOME
POSSESSIVO NO PORTUGUÊS DO BRASIL (PB) .............................................................................................. 225
PROCESSO DE INDIVIDUAÇÃO: A RELAÇÃO DA FORMAÇÃO DISCURSIVA A PARTIR DO
CONCEITO DE FILTRO INVISÍVEL NOS BUSCADORES E REDES SOCIAIS ............................................ 226
PROCESSOS DE IDENTIFICAÇÃO COM A LÍNGUA E A CULTURA ALEMÃ POR MIGRANTES
E/OU SEUS DESCENDENTES RESIDENTES NO SUL DO BRASIL .............................................................. 226
PROCESSOS DE MITIFICAÇÃO EM DEUSES AMERICANOS, DE NEIL GAIMAN .................................... 227
PRODUÇÃO DE SENTENÇAS EXCLAMATIVAS-WH EM PB: UM ESTUDO EXPERIMENTAL .......... 227
PRODUÇÃO DE SENTIDOS EM TORNO DE UMA IMAGEM AUSENTE: A PROPÓSITO DA
CONDUÇÃO COERCITIVA DE LUÍS INÁCIO LULA DA SILVA NO ÂMBITO DA OPERAÇÃO
LAVA-JATO ...................................................................................................................................................................... 228
PRODUÇÃO ENUNCIATIVA EM COMUNIDADE VIRTUAL: CONSTRUÇÃO DE CONCEITOS ........... 228
Propaganda: desenvolvimento de cultura e criticidade nas aulas de Língua inglesa ...................... 229
RASURAS: CONFLITOS ENTRE O ORAL E O GRÁFICO .................................................................................. 229
REFLEXÕ(E)S DO/SOBRE O SUJEITO .................................................................................................................. 230
REFLEXÕES SOBRE O ENSINO DA LÍNGUA ESPANHOLA COMO LÍNGUA ESTRANGEIRA NOS
ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL ................................................................................................... 230
REGIONALIDADE E GÊNERO SOCIAL EM SIMÕES LOPES NETO: A CARACTERIZAÇÃO DO
FEMININO ENQUANTO CONCEPÇÃO DO ESPAÇO REGIONAL MASCULINO ....................................... 231
REPOSITÓRIOS INSTITUCIONAIS: UMA ANÁLISE DISCURSIVA A PARTIR DA NOÇÃO DE
ARQUIVO.......................................................................................................................................................................... 231
REPRESENTAÇÕES E GRAMÁTICA SISTÊMICO-FUNCIONAL: O QUE NOS DIZ O DISCURSO
DE ESTUDANTES SOBRE O ENSINO DE LÍNGUA INGLESA ........................................................................ 232
REPRODUÇÃO: UM DISCURSO QUE SE REPETE .............................................................................................. 232
RESPIRAS E OFERECES À MORTE UM SILÊNCIO BREVE: DOS MOVIMENTOS DE CATARINA
E DE SEU SILÊNCIO QUE TRAZ A DOR DO(S) CORPO(S) VIOLADO(S). ................................................. 233
SERÁ “SÃO BERNARDO” DE GRACILIANO RAMOS UMA OBRA REGIONALISTA?
REGIONALISMO VERSUS REGIONALIDADES ................................................................................................... 233
77

SIGNIFICAÇÃO E RESSIGNIFICAÇÃO NO PROCESSO DE CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS ..................... 234
SIGNIFICADO/SENTIDO E MEMÓRIA AO TRATAR DA DISCURSIVIDADE DO ARTIGO Nº58,
DA LEI DE DIRETRIZES E BASES DA EDUCAÇÃO NACIONAL, Nº 9394/96. ....................................... 234
SILENCIANDO O OUTRO: O CASO DA EDIÇÃO DE GORDON LISH NA LITERATURA DE
RAYMOND CARVER..................................................................................................................................................... 235
SOBRE FRATURAS E REALISMOS: EXÍLIO E IDENTIDADE EM ÍRISZ: AS ORQUÍDEAS, DE
NOEMI JAFFE ................................................................................................................................................................. 235
SOBRE O NOME MADRE TIERRA NA LEI E O FUNCIONAMENTO DISCURSIVO NA
PRODUÇÃO DE SENTIDO .......................................................................................................................................... 236
SOPHIE, MARIA, PAUL: UM JOGO DUPLO DE ARTICULAÇÃO E PARTIÇÃO ......................................... 236
SUJEITO-LEITOR E INTERPRETAÇÃO: A RESPONSABILIDADE PERANTE A INCOMPLETUDE
DE SENTIDOS NOS CONTOS DE LYGIA FAGUNDES TELLES ...................................................................... 237
TAMBOR DE CRIOULA DO MARANHÃO: NO MOVIMENTO DOS CORPOS ............................................ 237
TECNOLOGIA E EDUCAÇÃO: SENTIDOS DO DIGITAL................................................................................... 238
TECNOLOGIA E O ‘NOVO’ NA CONSTITUIÇÃO DO SUJEITO-USUÁRIO................................................... 238
TEORIA DA ARGUMENTAÇÃO NA LÍNGUA: UMA SEMÂNTICA LINGUÍSTICA ................................... 239
TEORIA E PRÁTICA NO PROCESSO DE ENSINO-APRENDIZAGEM DE LÍNGUA ESTRANGEIRA
PARA CRIANÇAS ........................................................................................................................................................... 239
TERMINOLOGIA, METODOLOGIA E ENSINO EM PLA ................................................................................... 240
TESSITURA: VOZES EM (DIS)CURSO ................................................................................................................... 240
Tim Burton: Cinema, Literatura e Autoria ......................................................................................................... 241
TRAÇOS E RASTROS: O NARRADOR DRAMATIZADO E COM CONSCIÊNCIA DE SI PRÓPRIO
NA LITERATURA PORTUGUESA DO SÉCULO XXI ........................................................................................... 241
TRADUÇÂO E JORNALISMO: A REPRESENTAÇÃO DO BRASIL PRESENTE NAS ALUSÕES
CULTURAIS DO JORNAL ARGENTINO LA NACIÓN ......................................................................................... 242
TRADUÇÃO JORNALÍSTICA E AS INFLUÊNCIAS CULTURAIS NA TRADUÇÃO DO FATO
NOTICIOSO...................................................................................................................................................................... 242
TRANSPOSIÇÃO DIDÁTICA DE GÊNEROS, CONSTRUÇÃO E ANÁLISE DE MATERIAL
DIDÁTICO ........................................................................................................................................................................ 243
TUBARÃO, 1974: IMAGINÁRIO DE UM RIO PRESENTE, SERENO E VORAZ........................................ 243
UM CLUBE NEGRO...UMA VOZ NEGRA – ANÁLISE DISCURSIVA E IDENTITÁRIA ............................ 244
Palavras-chave: Discurso. Identidades. Negra. ............................................................................................. 244
UM MOSAICO DE TEXTOS E ARTES: OS DIÁLOGOS E A INTERTEXTUALIDADE EM SINFONIA
EM BRANCO, DE ADRIANA LISBOA ...................................................................................................................... 244
UM OLHAR PARA O PNLD 2015 DE LÍNGUA PORTUGUESA: UMA QUESTÃO DE POLÍTICAS
E IDEOLOGIAS LINGUÍSTICAS ................................................................................................................................ 245

78

UMA ANÁLISE DA TERMINOLOGIA E FRASEOLOGIA UTILIZADA PELA ORGANIZAÇÃO DAS
NAÇÕES UNIDAS .......................................................................................................................................................... 245
UMA PERSPECTIVA SOCIOCULTURAL PARA A EDUCAÇÃO LINGUÍSTICA EM LE ........................... 246
UMA PROPOSTA BAKHTINIANA DE ANÁLISE DE TEXTOS PUBLICITÁRIOS ..................................... 246
UMA REFLEXÃO ACERCA DAS FORMAÇÕES DISCURSIVAS QUE PERMEIAM O SUJEITO QUE
SE MOVE ENTRE AS MODALIDADES PRESENCIAL E VIRTUAL DE ENSINO NA UNISUL .............. 247
UMA VISÃO SOBRE OS ELEMENTOS DA ATIVIDADE DOCENTE ............................................................. 247
UNIVERSALISMO E VARIAÇÃO CULTURAL EM NEOLOGISMOS METAFÓRICOS .............................. 248
VERBOS DE MODO DE MOVIMENTO NO PORTUGUÊS BRASILEIRO: UMA CLASSE
REDUZIDA? ..................................................................................................................................................................... 248
VERBOS INACUSATIVOS: A SENSIBILIDADE EXIGIDA PELA ESTRUTURA NA CORREÇÃO DE
PRODUÇÕES TEXTUAIS ............................................................................................................................................. 249
VIDEOGAMES, HISTÓRIAS DIGITAIS E WEBCONFERÊNCIA COMO RECURSOS DIGITAIS NO
ENSINO E APRENDIZAGEM DE INGLÊS.............................................................................................................. 250

79

RESUMOS 81 .

.

e pode-se afirmar que é a partir dos processos de subjetivação que ocorre a circulação dos sentidos. Ancorado nessa fundamentação teórica. bem como identificar alguns préconstruídos e a(s) posição(ões)-sujeito daqueles que se inscrevem através destes dizeres. da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos. pela determinação do sujeito pela instância inconsciente. Sendo assim. em nome do Governo Federal Brasileiro. o Ministério das Mulheres. reforça o preconceito (os pré-construídos) relacionado.#LUGARDONEGRO: A (RE)PRODUÇÃO DOS SENTIDOS DA ESCRAVIDÃO NA REDE Guilherme Araujo-Silva (UNISUL) Resumo: Em novembro de 2015. pré-construído. assim como ocorre nas demais discursividades. e. a partir da Análise de Discurso de vertente pecheuxtiana. colocou em circulação a Campanha Publicitária #lugardonegro. esquecimentos 1 e 2. pensar sobre o efeito metafórico na discussão sobre os processos discursivos. tomada de posição. compreendido enquanto efeito de sentido entre locutores (PÊCHEUX.]no entremeio de três campos do saber: linguística. Nesse sentido. pela interpelação ideológica do indivíduo em sujeito. interessa-nos refletir sobre os efeitos de sentidos produzidos por enunciados disponíveis na rede nas sessões de comentários sobre esta publicidade no Twitter. é feita uma reflexão sobre o processo de identificação do sujeito com determinada formação discursiva. posto que é possível. Elas foram coletadas na página intitulada “Atrasados do ENEM” no site de rede social Facebook®. “BANDIDO BOM É BANDIDO MORTO”: REPRODUÇÃO E EFEITO METAFÓRICO Luciana Iost Vinhas (FURG/UCPEL) Resumo: O presente trabalho parte do pressuposto de que os processos de significação são constituídos. psicanálise e marxismo”. com vistas à celebração do mês da Consciência Negra.91). “CERZINDO” IMAGENS: DISCURSO. ao mesmo tempo em que favorece o apagamento da historicidade da escravidão. a AD encaixa-se no “[. Esse princípio se aplica a peças de roupa e também de linguagem. Neste ensaio. INTERPRETAÇÃO E MEMÓRIA Diego Vieira Braga (UCPEL) Resumo: Cerzir é costurar de modo que não se note o trabalho por trás do resultado. Preconceito Racial. polissemia e condições de produção. Chega-se a tal debate através da análise da fala da apenada. atentando para a reprodução de saberes vinculados à ideologia dominante. a partir da materialidade linguística. 83 . por outro. Rede. tentaremos mobilizar conceitos como interdiscurso. e que esse fenômeno. p. Tais são concepções presentes no dispositivo teóricoanalítico da Análise do Discurso na tradição de Michel Pêcheux: uma região do conhecimento dedicada ao estudo do discurso. A partir da fala de uma apenada da Penitenciária Feminina Madre Pelletier. paráfrase. 1997). Palavras-chave: Efeitos de sentido. é entre inconsciente e ideologia que o sujeito se subjetiva. Neste trabalho. Para ampliarmos nossa compreensão acerca do funcionamento do nosso corpus. por um lado. no intuito de demonstrar que nas discursividades on-line. conforme indicado por Pêcheux no livro Semântica e Discurso (2009). o trabalho discute elementos vinculados ao sujeito em situação de privação de liberdade. Conforme escreve Orlandi (2010. estudamos duas fotomontagens disponíveis na internet. posição-sujeito. uma dissimetria na luta de classes. formação discursiva. existe. seu objeto... o dispositivo teórico deste ensaio será construído a partir da Teoria da Análise de Discurso da vertente Francesa.

aos usos do tempo. aqui materializado como fotomontagem. Adentrando no estudo. passado e por si só.. que passou a ser explorada midiaticamente com vistas ao entretenimento. É exatamente a justaposição das duas situações e o trabalho de leitura quanto à relação entre elas. geral e do presente. É a mobilização parcial de saberes históricos sobre tempo a partir de uma posição ideologicamente constituída que autoriza e orienta a interpretação que se pretende legítima porque seria lógica e unívoca.]. opera também a “cerzidura” das imagens-base por estabelecer como óbvia e pertinente uma leitura crítica aos usos do tempo extraída da controversa comparação entre as situações representadas. Palavras-chave: Fotomontagem. Metaficção historiográfica. sob a análise do conceito infracitado. histórica. e Feliz ano novo com os contos: Agruras de um Jovem escritor e intestino Grosso. Faz parte da postura pós-moderna de confrontar os paradoxos da representação fictícia. que pretendo debater. pode também ser mobilizada para fixar determinadas interpretações quanto. Dessa forma. em exemplos de como uma situação eventual em torno da realização do exame (atraso de candidatos). sustentado em um suposto consenso intersubjetivo (Pêcheux. tece uma relação entre elas como algo evidente e parece amarrar a direção em que essa relação deve ser interpretada. e mesmo assim está mais do que disposta a explorar os dois”.. porque aí não existe conciliação. Romance Negro e seus contos: Romance Negro e Labaredas em trevas. cada uma portando legenda que “situa” o olhar-leitor quanto ao que registram: candidatos se deparando com portões já fechados nos locais de prova e fãs aguardando em filas para assistir a um espetáculo musical. acredito. por exemplo. o estudo explora a correlação entre a ficção Fonsequiana com a metaficção historiográfica pós-moderna.Consistem. é necessário postular um conceito de metaficção historiográfica. O que costura discursivamente as duas imagens. (HUTCHEON. podemos inferir que: “A metaficção historiográfica mantém a distinção de sua autorepresentação formal e de seu contexto histórico. analisa o romance Agosto. p. operador pelo qual é recuperada do interdiscurso uma parte da ordem do já-dito para significar o dizer. do particular. essa confrontação é contraditória. não existe dialéticaapenas uma contradição irresoluta. [. Em suma. “FELIZ AGOSTO NEGRO”: UMA TRILOGIA METAFICCIONAL FONSEQUIANA Raul Henrique Amaro da Silveira Ortellado (FURG) Resumo: O presente trabalho visa investigar a ficção fonsequiana. Memória discursiva. 1995 [1975]). sem que o sujeito (enquanto posição-sujeito de autor ou leitor) note? Julgo que a memória discursiva. e ao fazê-lo problematiza a própria possibilidade de conhecimento histórico. “JÁ ACABOU JÉSSICA?”: APONTAMENTOS TEÓRICOS DE PALAVRA PARA O CÍRCULO DE BAKHTIN Viviane Favaro Notari (UEM) Érica Fernanda Zavadovski Kalinovski (UEM) 84 . pertinente ao seu desenvolvimento. Paródia. pela ótica pós-moderna da metaficção historiográfica e da paródia. 142). de Rubem Fonseca. Essencialmente. Palavras-chave: Rubem Fonseca. pois se recusa a recuperar ou desintegrar qualquer um dos lados da dicotomia. As fotomontagens em questão são formadas por duas imagens dispostas lado a lado. Interpretação. embasados na teoria de Linda Hutcheon.

cujo refrão “Joga pedra na Geni” se popularizou como bordão irônico diante de situações de flagrante hipocrisia ou de falsa moralidade e. Esta comunicação enfoca Geni e o Zepelim (1978). Bakhtin (2003) e Voloshinov. 2002). o qual. então. representando e repassando valores sociais. a presente pesquisa. fruto de um vídeo que exibia a briga entre duas meninas e. os pressupostos de Bakhtin. um desejo de nela intervir. Circulo de Bakhtin. Voloshinov (2006). metaforiza a opressão que recai sobre os seres marginalizados – anulados socialmente por atitudes diversas aos padrões vigentes – e. no tocante ao gênero e à sexualidade. que palavra pode ser entendida.Resumo: Diante das diferentes formas possíveis de se compreender o termo palavra. de natureza teórica. homens – na intenção de confrontar o preconceito. Observou-se. os quais apresentam os conceitos-chave do Círculo. Por outro lado. expõem a fragilidade do sistema político brasileiro. constituindo-se como um signo ideológico. denunciadas condutas hipócritas e imorais de gestores. tematizou a fantasia dos 270 ritmistas do Salgueiro – a maioria. Palavras-chave: Palavra. que geraram uma crise de confiabilidade de eleitores e mesmo de organismos internacionais. por extensão. Jéssica?”. capaz de extrapolar o contexto de produção do artista e instaurar um processo de estranhamento do receptor do texto frente à sua realidade e. fez-se um levantamento das principais características apresentadas por esses pesquisadores sobre o assunto. Assim. 85 . desde as origens. sobretudo. a fina ironia. as quais estão imbricadas e inter-relacionadas: (1) enquanto expressividade neutra/isolada. que. ganhou repercussão nas redes sociais. Bakhtin (1976). mesmo após décadas do lançamento. atualmente. (3) a partir do emprego de sentido contextual e real e (4) como signo ideológico. a partir de quatro perspectivas. no carnaval de 2016. e autores tidos como explicadores dessas obras. por um lado. muitas composições prossigam impactando significativamente o cenário cultural brasileiro. tendo. “Já acabou. os recursos imagéticos amplificam o alcance da composição. principalmente. tem o objetivo de apresentar uma caracterização do conceito de palavra para o Círculo de Bakhtin. utilizam-se. se embasa em processos de exploração. Para isso. como referencial teórico. foi possível observar que a palavra passa a veicular ideologia. concomitantemente. A análise proposta no presente trabalho considera que a representação das personagens da canção e as interrelações entre elas evidenciam ser a ficção uma forma de transgressão do real (ISER. Com base na expressão “Já acabou Jéssica?”. Dessa forma. “JOGA PEDRA NA GENI”: A CRÍTICA SOCIOCULTURAL E POLÍTICA NA CANÇÃO DE CHICO BUARQUE Tatiane Kaspari (FEEVALE) Juracy Assmann Saraiva (FEEVALE) Carlos Eduardo Ströher (FEEVALE) Resumo: A qualidade estética da produção musical de Chico Buarque – aliada frequentemente à contestação da ordem social e política vigente – lhe garantiu o reconhecimento como um dos maiores compositores da MPB e permitiu que. devido aos escândalos de corrupção. por isso. como Stella (2005). Freitas (1999) e Bubnova (2009). (2) decorrente da interação. recrudescem a crítica a respeito dos mecanismos de exclusão social e os de alienação dos indivíduos pelo regime militar vigente no período de produção da música. na figura de Geni. o entrecruzamento de vozes e a intertextualidade de que Chico lança mão em Geni e o Zepelim.

fabricando um imaginário do território e da sociedade africana desconexo do real. Assim. Neste trabalho. as conquistas europeias tiveram conotação social e missionária. para assim. Para tanto. Aspectos que culminaram para que a ação colonial em África impelisse essencialmente o imaginário social sobre o continente. África. Eric Hobsbawm. entre outros. Josiani Job Ribeiro (FEEVALE) Daniel Conte (FEEVALE) Resumo: O sentido colonial é íntimo da sociedade contemporânea. Carlos Serrano. buscamos evidenciar como essa atuação pode ser apreendida linguisticamente em enunciados produzidos por crianças. será analisado na obra literária “Os Cus de Judas”. na interpretação que fazemos de Bakhtin (2011). A inacessibilidade às colônias atribuiu à literatura um papel imprescindível no que tange ao imaginário social de África. como é o caso da carta. uma vez que. Com base na justificativa de que o homem branco deveria conduzir seus valores éticos e morais aos demais grupos étnicos.Palavras-chave: Geni e o Zepelim. compreender como a mudança de contexto social do narrador impactou na ressignificação das suas representações de mundo. que em seu entendimento eram selvagens e primitivos. esse endereçamento é explicitamente marcado. Kabengele Munanga. Nesses casos. A ANGOLA DO NARRADOR DE LOBO ANTUNES: (RE)SIGNIFICAÇÃO DO IMAGINÁRIO. não há uma marca formal explícita que esclareça para quem o enunciado é endereçado. interrompidas apenas na segunda metade do século XX. quanto na estrutura composicional e no conteúdo temático do enunciado. dois países imersos no colonialismo. o endereçamento se marca sob a forma de atuação do outro/destinatário tanto no estilo. Nas análises. decorrentes de uma proposta de produção textual aplicada em um colégio da rede pública de ensino em 2004. O suporte metodológico para esta pesquisa ancora-se nos pressupostos do paradigma indiciário. a literatura é uma manifestação dos homens e daquilo que eles vivem. Chico Buarque. A leitura possibilitou aos sujeitos acesso ao território africano. Michel Maffesoli. Em alguns gêneros das esferas da atividade humana. Nesse sentido. a problematização será realizada através da análise teórico-crítica de estudos de Carlos Reis. ancoramo-nos em uma concepção de escrita que a entende como heterogeneamente constituída. e consequentemente alterações na imagem que lhe era atribuída. utilizamos um corpus composto por 50 enunciados infantis. já em outros. a partir da contextualização histórica de Portugal e Angola. A cena colonial foi demasiadamente longa. ainda que em posições diferentes (Colonizador X Colonizado). tal como proposto por Corrêa (2004). de 86 . bem como a política expansionista europeia. Palavras-chave: Colonização. Considerando tais aspetos. A APREENSÃO DE MARCAS LINGUÍSTICAS QUE INDICIAM O ENDEREÇAMENTO EM PRODUÇÕES TEXTUAIS INFANTIS Taynara Alcântara Cangussú (UEM) Resumo: É uma premissa Bakhtiniana o fato de que todo enunciado possui um endereçamento. os europeus conquistaram diversos povos fundamentados pelo infundado anseio de conduzi-los ao progresso. Análise crítica. Literatura. ainda que na forma de conhecimento vulgar. de António Lobo Antunes o discurso construído sobre o imaginário de Angola e como este discurso poderá impactar no imaginário metropolitano sobre a colônia. por um longo período. o de (re)construção.

propõese investigar. mas a memória também é afetada e aprimorada pela aprendizagem da leitura. Com a análise dos dados. Tudor (2003) e Willis (1996). A APRENDIZAGEM DA LEITURA E SEUS EFEITOS NOS SISTEMAS DE MEMÓRIA E FUNÇÕES COGNITIVAS Marilane Maria Gregory (UNISC) Rosângela Gabriel (UNISC) Resumo: A aprendizagem da leitura e a memória são processos interrelacionados. A APROPRIAÇÃO DA LEITURA POR ALUNOS COM DEFICIÊNCIA INTELECTUAL Letícia Alves de Souza (UFSC) Resumo: Este estudo versa sobre a apropriação da leitura por parte dos alunos com deficiência intelectual. Apesar de apresentar vasta capacidade de exploração. Palavras-chave: Tecnologias digitais móveis. cujo objetivo é verificar em que medida a memória de trabalho e funções executivas são alteradas nesse período. os quais muitas vezes permanecem desacreditados em relação à capacidade de 87 . do enunciado. A partir da identificação da referida lacuna. 2002. A presente comunicação apresentará uma revisão bibliográfica sobre as formas pelas quais a memória pode ser afetada pela aprendizagem da leitura. antes e durante a aprendizagem da leitura. Funções cognitivas. Aquisição da Escrita. lexical. Palavras-chave: Aprendizagem da leitura. baseadas na atividade semiótica de ação e interação mediada pelas TDMs. estrutural. a criação de tarefas que propiciem o aprendizado de língua estrangeira vinculado ao contexto. Cabe ressaltar que este trabalho é parte de dissertação de mestrado sobre a prática de MALL e está vinculado ao grupo de pesquisa Elaboração de Materiais e Práticas Pedagógicas na Aprendizagem de Línguas. Palavras-chave: Marcas linguísticas. pudemos observar que o endereçamento pode ser apreendido em diferentes marcas linguísticas. A aprendizagem e o processamento da leitura dependem da memória. em especial a memória de trabalho (MT) e as funções executivas. o presente trabalho busca analisar a possibilidade de aprendizagem de língua estrangeira numa perspectiva Ecológica em tarefas mediadas por TDMs com fundamentação nas teorias desenvolvidas por Van Lier (2000. 1º e 2º ano de escolas públicas e particulares de um município do interior do Rio Grande do Sul. dentre elas a atenção. à luz da perspectiva Ecológica e da Aprendizagem Baseada em Tarefas (Task Based Learning). inibição e flexibilidade mental. gráfico. A APRENDIZAGEM DE LÍNGUA ESTRANGEIRA MEDIADA PELAS TECNOLOGIAS DIGITAIS MÓVEIS NUMA PERSPECTIVA ECOLÓGICA Raquel Souza de Oliveira (UFPEL) Resumo: O uso das tecnologias digitais móveis (TDMs) como ferramentas de mediação para o aprendizado de línguas no ensino formal vem ganhando espaço no cenário educacional brasileiro. rítmico. Língua estrangeira. Memória de Trabalho. a inserção dessas ferramentas culturais na realidade escolar ainda apresenta fragilidade metodológica.Ginzburg (1986). Endereçamento. etc. Apresentaremos ainda dados parciais da coleta de dados realizada com 120 alunos de pré-escola. Para tanto. Aprendizagem Baseada em Tarefas. podendo se situar no plano sintático. 2004). semântico.

A terra e os devaneios do repouso: ensaio sobre as imagens da intimidade (2003). Tendo em consideração o fato de que a leitura é um processo de compreensão e recriação de significados. Leitura. leveza e alternância para os elementos do imaginário ceciniano.2010). buscou-se mostrar que o uso das práticas sociais de leitura e escrita. capaz de compreender e recriar enunciados. no contexto das obras em que a mobilidade aérea e a metáfora terrestre se manifestam. Terra. Como as práticas escolares podem contribuir para a negação da identidade racial negra? Isso também acontece com alunos brancos? Pode um gênero textual ajudar a compreender como os alunos negros e brancos significam suas identidades raciais? As concepções teóricas de Hall (2003. intrinsecamente relacionadas a essas instituições. da sociedade e do próprio sujeito. da família. Bento (2002) dentre outros devem nortear a discussão referente à construção das identidades. portanto. Munanga (2003. centramos a nossa investigação e análise nos chamados livros de Andara. em um diversificado conjunto de elementos que perfazem o seu imaginário simbólico. Deficiência Intelectual. Ar. a reflexão teórica de metáforas aéreas e terrestres podem ser estudadas nos escritos de Gaston Bachelard. sobretudo porque tal perspectiva prioriza a análise do sujeito diretamente em seu contexto social. no qual se pode perceber alguns alunos negros que não se identificavam como tal e que o mesmo não acontecia com alunos brancos. como a escrita do autor se configura em um rico celeiro de imagens cifradas. Bauman (2005). Gomes (2002. no Paraná. Para tanto. Por fim. 2012). A terra e os devaneios da vontade: ensaio sobre a imaginação das forças (2013). somente a partir da alfabetização será possibilitada ao sujeito a prática da leitura. sendo ele. A SERPENTE E O CADUCEU DE VICENTE CECIM Danieli dos Santos Pimentel (PUCRS) Resumo: A comunicação de pesquisa estuda o universo imaginário do escritor Vicente Cecim. podem contribuir para uma efetiva alfabetização e concretização da conquista da leitura. A AUTOBIOGRAFIA NUMA PESQUISA SOBRE IDENTIDADE RACIAL NUMA ESCOLA DA REDE PÚBLICA DE PONTA GROSSA (PR) Marivete Souta (UEPG) Ione da Silva Jovino (UEPG) RESUMO: O presente trabalho apresenta pesquisa em andamento com alunos adolescentes e jovens de um colégio da rede pública estadual de Ponta Grossa. 2005). poderá contribuir para isso. com esse propósito. por fim. O problema de pesquisa nasceu da observação do contexto escolar. procuramos fixar o estudo em apenas dois elementos de sua narrativa: o Ar e a Terra. ressalte-se que a perspectiva histórico-cultural deverá ser o ponto de partida para a constituição deste estudo. 2003. Por sua vez. Pretende-se analisar quais conflitos permeiam a construção de identidade racial de alunos negros e brancos no meio escolar. o papel da escola e das práticas escolares na construção dessa identidade e como o ensino de língua portuguesa. Assim sendo. A relação 88 . Como a aprendizagem é um processo que requer a participação ativa da escola. A ASA. Schucman (2014). elegemos as discussões em três obras do referido estudioso: O ar e os sonhos: ensaio sobre a imaginação do movimento (2001). Palavras-chave: Imaginário. por meio do gênero relato pessoal.aprender novos conhecimentos. Palavras-chave: Aprendizagem. ou seja. e. essas duas imagens justapostas trazem mobilidade.

2014) e Delory-Momberger (2012) na abordagem biográfica há produção de conhecimento sobre si. Muniz 2009. Para Souza (2008. que tem caráter mutável e que motiva a presente investigação. na Inglaterra. que por muitos anos foi utilizada. Apesar de existirem muitos trabalhos teóricos tratando sobre a interculturalidade. um espaço de intersecção entre a cultura 1 (C1) e a cultura 2 (C2). a partir de revisão bibliográfica. História do Livro. A abordagem intercultural também é foco dos estudos de Byram (1997). todavia. estão estreitamente relacionadas às estratégias do mercado editorial. A CHRISTMAS CAROL: A LEITURA DA CAPA SOB A LUZ DA HISTÓRIA DOS LIVROS Samanta Kélly Menoncin Pierozan (UCS/UNIRITTER) Resumo: A Christmas Carol. Por meio dessa leitura. entendendo que cultura era apenas ligada a produtos culturais como música e artes. O estudo será realizado na Universidade Federal de Santa Catarina. Identidade racial.entre identidade e linguagem será feita a partir de Moita Lopes. O objetivo deste artigo é fazer a leitura. Essa abordagem sugerida pela autora se opõe à visão essencialista de ensino de línguas adicionais. analidando um contexto real de sala de aula.o que contribui fortemente para com a construção de sentido do texto. Capa. em que o professor/pesquisador atuará em duas turmas com o 89 . que. Palavras-chave: A Christmas Carol. 2001). sobre os outros e o cotidiano. e que desvinculava língua de cultura (Gimenez. 2011). poucos trabalhos empíricos abordam o assunto. uma descriçãoanalítica. que enfatizam a importância da comparação e da exploração intercultural no ensino de línguas. tendo também as contribuições da pesquisa (auto)biográfica pensando nos adolescentes e jovens no contexto escolar e suas relações com questões de identidade racial. Assim. esta apresentação será centrada na discussão sobre linguagem e identidades. Além disso. que propôs um modelo de desenvolvimento de competência intercultural (savoirs). Ferreira (2012. que sugere que na sala de aula de língua adicional seja adotada uma abordagem cultural. atualmente. Palavras-chaves: Relato pessoal. narrativa originalmente publicada em 1843. há diversos aspectos periféricos ao conteúdo literário em si e que são normalmente alterados entre uma publicação e outra. Esses aspectos envolvem elementos peritextuais. o sujeito revela-se pela subjetividade. a premissa de Barthes (1977) . dessa forma. Trata-se do mais famoso conto de Natal. e de Lo Bianco. O trabalho com o relato pessoal nos direciona para o campo da pesquisa (auto)biográfica. 2014). observa-se. singularidade.a relação textoimagem e texto-leitor . A COCONSTRUÇÃO DA INTERCULTURALIDADE NO ENSINO DE INGLÊS COMO LÍNGUA ADICIONAL ATRAVÉS DA INTERAÇÃO PROFESSOR-ALUNO Adriano Silva Santos (UFSC) Resumo: O presente trabalho busca analisar a coconstrução da interculturalidade através da interação entre alunos e professor na sala de aula de inglês como língua adicional. Liddicoat e Crozet (1999). experiências e saberes. tanto da capa da obra original quanto de outras seis publicações realizadas no ano de 2015. sob a luz da História dos Livros. Linguagem. em especial. é ainda hoje amplamente difundida no mercado editorial. optou-se por realizar um estudo empírico qualitativo. estabelecendo a ideia de um ‘terceiro espaço’. durante a era Vitoriana. obra consagrada de Charles Dickens. procura-se refletir sobre as funções das capas dos livros. Tal proposta fundamenta-se nos estudos de Kramsch (1993). incluindo a capa. através de uma pesquisa-ação.

Ao todo.mesmo nível de inglês. bem como as comissões da verdade criadas em alguns Estados brasileiros como apoio técnico à primeira foram desfeitas. o uso indevido de alguns conectivos prejudicam a coerência do texto. criando uma “incoerência local”. a CNV. todavia todo este trabalho de levantamento de dados e de reconstrução da história da ditadura civil-militar no Brasil continua reclamando sentidos. Os dados serão coletados por meio de observações de aula gravadas e um diário de aula. Cultura. assim como possíveis elementos linguísticos que possam prejudicar a coerência textual. foram analisados trinta textos de uma turma de alunos do primeiro ano do ensino médio de uma escola particular do Noroeste do Paraná. Para isso. As análises se respaldam nos estudos da Linguística Textual e de algumas vertentes do Funcionalismo Linguístico. Recursos Linguísticos. Interculturalidade.528 (2013) e Em busca da verdade (2015). já está produzindo ressonâncias e como tem feito trabalhar sentidos outros sobre a ditadura no Brasil. investigar como todo esse levantamento de dados. A CNV buscou assegurar o resgate da memória e da verdade sobre as graves violações de direitos humanos ocorridas no período de 1946-1988. Palavras-chave: Língua. a Comissão Nacional da Verdade (CNV) entregou à Presidenta Dilma o relatório final dos trabalhos desenvolvidos desde sua criação. É diante da importância dos trabalhos da CNV que objetivamos. nesta comunicação. Argumentação.528/2011. A COMISSÃO NACIONAL DA VERDADE E SUAS RESSONÂNCIAS NOS DOCUMENTÁRIOS VERDADE 12. auxiliando na coerência. por se tratar de uma pesquisa de mestrado ainda não finalizada. observando quais recursos linguísticos predominam para a construção da coerência e da manutenção argumentativa. O foco da análise reside nos mecanismos de textualização e nas formas de encadeamento utilizadas pelos alunos na estrutura textual. o que prejudicaria um pouco o recurso argumentativo do texto. analisaremos fragmentos de dois documentários que já foram organizados a partir dos trabalhos da CNV: Verdade 12. facilitaria a progressão textual e a recursivização tópica. mas que não se estende ao nível macro textual. por outro lado. Serão apresentados dados parciais neste Encontro. Entregue o Relatório. Ainda. Palavras-chave: Coerência textual. A hipótese que se tem é a de que esses alunos realizam um encadeamento predominantemente justaposto. tanto que a própria CNV entregou 29 recomendações à Presidência como necessária continuidade dos trabalhos. seus trabalhos se somaram a todos os esforços anteriores de registros dos casos de graves violações de direitos humanos praticadas durante o referido período. apontando para o modo como diferentes materialidades 90 .528 E EM BUSCA DA VERDADE Andréia da Silva Daltoé (UNISUL) Resumo: Em dezembro de 2014. com a Lei nº 12. mas. Para tanto. reunidos num Relatório Final. A COERÊNCIA TEXTUAL E A ARGUMENTAÇÃO: UMA ANÁLISE DOS RECURSOS LINGUÍSTICOS E TEXTUAIS EM DISSERTAÇÕES DE ALUNOS DO PRIMEIRO ANO DO ENSINO MÉDIO Virginia Maria Nuss (UEM) Resumo: Este trabalho tem por objetivo verificar as estratégias textuais que permeiam a construção da coerência e da argumentação utilizadas por alunos do primeiro ano do ensino médio em textos dissertativos.

buscou-se mensurar a competência leitora dos participantes em dois momentos de sua formação: ao iniciar o curso e decorridos. mas aponta para mudanças nesse quadro com o percurso da formação acadêmica. Os testes eram compostos por Unidades de Leitura (ULs) contendo de textos e tarefas com diferentes graus de complexidade. na forma de sequência discursiva (SD). Inicialmente. com intervalo de 6 semestres. Comissão Nacional da Verdade. Palavras-chave: Ditadura. o Relatório e os documentários. nos níveis mais altos de trabalho com as informações e nas habilidades que envolvem reflexão e avaliação. Compreensão leitora. a partir de nossa inscrição na Análise do Discurso (AD) de linha francesa. nova testagem foi realizada. este trabalho tem por objetivo analisar e discutir a competência leitora e as habilidades de leitura de um grupo de estudantes do curso de Letras. Dessa forma. A COMPREENSÃO LEITORA NA FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES: PESQUISA E EXPERIÊNCIA DO PROJETO OBEDUC: LER & EDUCAR Claudia Finger-Kratochvil (UFFS) Angela Cristina di Palma Back (UNESC) Ana Claudia de Souza (UFSC) 91 . Foram aplicados questionários e testes de compreensão leitora de Finger-Kratochvil (2010). na competência leitora dos acadêmicos inicialmente. observou-se o desempenho em leitura destes sujeitos ingressantes no ensino superior. portanto. com o objetivo de verificar com que bagagem leitora estes alunos chegaram a uma instituição de ensino superior (IES). Em um segundo momento. Contudo. A análise revela lacunas na formação do leitor e. sob a perspectiva da psicolinguística. Documentário. sete semestres de trabalho acadêmico. Formação de professores. especialmente.significantes podem provocar diferentes deslizamentos em torno de um mesmo tema. futuros formadores de leitores. alguns aspectos da compreensão leitora permanecem fragilizados. em especial. procedeu-se a análise dos dois momentos da experiência e compreensão leitora dos participantes que permaneceram até essa fase de formação regularmente. construídos a partir da escala do Programa para a Avaliação Internacional de Estudantes (PISA). no período do primeiro semestre. Nosso propósito é discutir justamente a tensão entre estas diferentes formas discursivas. linguísticos e psicolinguísticos da formação dos formadores de leitores. Dentre as aplicações possíveis dos resultados dessa pesquisa. Constitui material de análise. A COMPREENSÃO LEITORA DE ESTUDANTES EM FORMAÇÃO INICIAL: UM ESTUDO LONGITUDINAL Claudia Finger-Kratochvil (UFFS) Gabriel Augusto Scheffer (UFFS) Resumo: Considerando vários estudos realizados e diferentes mensurações da competência leitora de estudantes ao longo da formação no Ensino Fundamental e no Ensino Médio. entende-se que os cursos de formação de professores precisam voltar sua atenção para os processos cognitivos. pelo menos. alguns recortes do Relatório Final da CNV e a transcrição de entrevistas realizadas para a confecção dos documentários e a transcrição de depoimentos que os documentários trazem das audiências promovidas pela CNV. De posse dos dados. Palavras-chave: Leitura.

transformação da importância da historicidade. indicam que o processo de formação e compreensão leitora dos participantes ainda é frágil e aponta para a necessidade de trabalho sistematizado: tanto para formar o leitor quanto para formar o formador de leitores que precisa ser da leitura para sua formação continuada e contínua. 2014). conforme Jameson (1983). Palavras-chave: Formação de professores. conhecer o que pensa e o que sabe. STUART HALL E BORTONI-RICARDO NA PERPECTIVA BAKHTINIANA DE LÍNGUA Andréa Andrade Alves (UNIBAVE) Resumo: O sujeito pós-moderno. a identidade torna-se múltipla e fragmentada. no que tange aos processos imbricados na constituição identitária do sujeito inserido na pós-modernidade. é definido pelo contexto no qual está inserido socialmente.. velocidade de informações. em três instituições do Sul do país. independentemente da área de conhecimento (MALVEZZI. ou seja. que se preocupam com a leitura e a escrita. tomam-se como contribuições. inicial . indicado por Hall (2005).e. Os resultados obtidos nas discussões permeadas evidenciam que. para qualquer etapa da formação acadêmica. por meio dos trabalhos de sínteses elaborados para os momentos de formação teórico-prática.Resumo: Considerando o desafio de ensinar a ler e escrever. a exemplo do Brasil. governamentais ou não. A leitura envolve uma gama complexa de processos sociopsicolinguísticos que exigem formação sistemática do docente para o processo de ensino e aprendizagem da leitura. pode-se perceber. observando os processos envolvidos no ensinar e aprender a ler. liquidez. OBEDUC: Ler & Educar. o presente ensaio teórico visa a apresentar discussões acerca da constituição da identidade do sujeito inserido no contexto globalizado. em comunidades que receberam fluxos migratórios. o formador de leitores (e escritores). os contributos são de Bakhtin (1988) e Bortoni-Ricardo (2004). apresenta-se como um dos importantes aliados na superação das lacunas que têm sido apontadas. A CONSTITUIÇÃO DA IDENTIDADE LINGUÍSTICA NA PÓS-MODERNIDADE: CONTRIBUIÇÕES TEÓRICAS DE MICHEL MAFFESOLI. Kintsch (2005). com ênfase na questão da língua sob o ponto de vista sociointeracionista (BAKHTIN. consolidou-se a sociedade do consumo. com foco no objeto em análise. que permeia a sociedade do século XXI. a partir da década de 1960 e enfatizado com a queda do Muro de Berlim. OBEDUC: Ler & Educar. pelas diferentes instituições. concebida como pós-moderna pela condição sócio-histórico-cultural e estética prevalente na contemporaneidade. Diante do exposto. Com o advento do capitalismo. por ora analisados. 2014. conforme apontam Bauman (2005).seja ela.é muito importante para que qualquer trabalho. na formação inicial ou continuada. seja de formação ou intervenção na escola possa ser realizado. nas últimas décadas. 1988. Desse modo. entre outros. FINGERKRATOCHVIL. até mesmo. a língua. Para a questão da língua. Por essa razão. primeira formação. além do que carrega em sua bagagem pela experiência e pela sua formação . Maffesoli (1996) e Jameson (2002). Os dados. A partir da análise dos trabalhos desenvolvidos no projeto de formação e embasados em Kintsch (1998) e Kintsch. 2004). em rede. na perspectiva sociointeracionista. da instantaneidade. Os trabalhos do projeto. iniciado. resultando em um hibridismo cultural (HALL 2005). para o delineamento das discussões teóricas. Nesse contexto. os estudos de Maffesoli (1996) e Hall (2005). o professor. BORTONI-RICARDO. FINGER-KRATOCHVIL. BACK. esse estudo volta-se à investigação do formador de leitores. continuada e. têm revelado a necessidade urgente de qualificar a formação inicial e continuada dos professores. as 92 . focando a construção de sua compreensão leitora. i. Compreensão Leitora.

destinado ao público semileigo. de como os homens devem ser. Nessa estrutura. esta proposta insere-se no âmbito do projeto “Tecnologias Semânticas e Sistemas de Recuperação de Informação Jurídica”. Pierre Bordieu. Aqui se pretende discutir as concepções acerca de gênero. que permitirão uma melhor compreensão desses eventos jurídicos. Percebemos que o meio impresso exerce um papel importante na disseminação de estereótipos. incluir-se-ão ilustrações no formato de infográficos. Inserindo. A relevância de uma descrição lexicográfica baseada em frames deve-se principalmente à relação de dependência entre a descrição das cenas jurídicas e o próprio conhecimento do Direito e de sua complexidade. Como embasamento teórico serão utilizados autores como Roger Chartier. Lexicografia. Os resultados preliminares mostram que a aplicação da Semântica de Frames à construção de um dicionário jurídico-penal consiste uma estratégia adequada de disposição dos dados. A CONSTRUÇÃO DE UM DICIONÁRIO JURÍDICO-PENAL BASEADO EM FRAMES: DESDOBRAMENTOS E PERSPECTIVAS Rove Chishman (UNISINOS) Aline Nardes dos Santos (UNISINOS) Resumo: A Semântica de Frames tem sido aplicada à construção de recursos lexicográficos desde o início de sua concepção. Palavras-chave: Identidade Cultural. são chamadas de ‘estrangeirismos’. Abordam-se também os avanços e desafios em se adaptar um modelo semântico à prática lexicográfica em uma perspectiva de trabalho multidisciplinar. agir e se comportar. Mais recentemente. foi 93 . investigações voltadas à produção de dicionários para o público leigo ou semileigo têm demonstrado que uma abordagem baseada em frames permite uma consulta mais bem situada contextual e conceptualmente. Palavras-chave: Semântica de Frames. este trabalho objetiva refletir sobre a aplicação da Semântica de Frames (FILLMORE. que. a implicação destas na formação das masculinidades paranaenses e também como o veículo midiático contribuiu para essas construções. analisar como se dá a representação das masculinidades na mídia impressa paranaense. representam as manifestações culturais dos diferentes povos. destacam-se as investigações do grupo em torno da organização dos cenários jurídicos no âmbito do Direito Penal a partir de frames e do planejamento de uma interface acessível ao público-alvo. A CONSTRUÇÃO E A REPRESENTAÇÃO DAS MASCULINIDADES NA REVISTA PARANAENSE O OLHO DA RUA Jéssica Lange de Deus (UNICENTRO) Resumo: O presente trabalho busca. ainda que exija um planejamento cuidadoso em relação aos preceitos lexicográficos – nomeadamente à adequação da interface ao usuário não especializado. que visa ao desenvolvimento e à implementação de um recurso lexical do Direito Penal brasileiro. Direito Penal. Pós-Modernidade. entre outros. para os linguistas. Nesse contexto.transformações tanto na ordem da fala quanto da escrita. apresentando-se uma organização lexicográfica a partir de dois níveis macroestruturais. por meio de pesquisa bibliográfica. Robert Connell. Elisabeth Badinter. Sujeito Pós-Moderno. Para tal estudo. organizado a partir de frames semânticos e unidades lexicais evocadoras do domínio jurídico-criminal. além de expressões. Assim. Seguindo esta orientação teórica. 1982. 1985) a um recurso lexicográfico do domínio jurídico-penal.

seja em jornais. a O Olho da Rua se tornou conhecida pelas críticas ali expostas. onde o Estado do Paraná faz uma provocação ao Estado de Santa Catarina. ao abrir mão de uma maior reflexão sobre a sua prática. Sebastião Uchoa Leite. Seu objetivo é difundir cultura e literatura brasileiras no exterior através de apoio financeiro a editoras estrangeiras interessadas em traduzir e publicar obras 94 . Para Agamben. Gênero. sendo as capas. Além disso. Percebe-se que ao longo da história. Eduardo Portella. O conteúdo da revista traz temas variados indo de humor à economia. passou a fruir o seu objeto sem o conhecê-lo. mas sim como intervenção e disseminação. desde a filosofia platônica. Masculinidades. em sua maioria. já que não está dissociada de todo do próprio objeto que lhe propicia existência. seja dentro ou fora da universidade. ao se afastar da poesia. Palavras-chave: Crítica literária contemporânea. Poesia. como praticar uma crítica ensaísta capaz de devolver potência ao texto literário. Nesse sentido. o governo federal lançou o Programa de Apoio à Tradução e à Publicação de Autores Brasileiros no Exterior. que circulou durante os anos de 1907 a 1911. ao praticar aquilo que Maria Esther Maciel chamou de crítica poética. Críticos/poetas/ensaístas como Alberto Pucheu. segundo Giorgio Agamben. Daí a necessidade de entendermos como se comporta o “gênero” ensaio tal como é praticado por pesquisadores da área da literatura. sem gozá-lo.escolhida a capa do exemplar 58 da revista O Olho da Rua. Uma parcela significativa da crítica contemporânea. a sociedade vem se modificando tanto em aspectos culturais quanto sociais. A ilustração selecionada para estudo. Alexandre Eulálio. passou a conhecer seu objeto sem fruí-lo. Roberto Corrêa dos Santos são alguns dos críticos-ensaístas que nos têm interessado na pesquisa. diz respeito ao período que antecede a Guerra do Contestado. A CRÍTICA LITERÁRIA BRASILEIRA CONTEMPORÂNEA: NO LIMIAR ENTRE A CIÊNCIA E A POESIA Caio Ricardo Bona Moreira (UNESPAR) Resumo: A pesquisa intitulada “A crítica literária contemporânea: no limiar entre a ciência e a poesia” pretende apresentar um breve olhar acerca da crítica literária brasileira contemporânea a partir de uma reflexão sobre o diálogo entre a ciência (filosofia) e a poesia que vêm se estabelecendo com frequência em sua concepção. tentando provar que é mais forte e que está disposto a lutar pelo território. para usar uma expressão de Baudelaire. enquanto que a poesia. Ensaio. colocou de um lado a filosofia e de outro a poesia. Maria Esther Maciel. A CULTURA TRADUZIDA E A CULTURA EM TRADUÇÃO: A LITERATURA BRASILEIRA CONTEMPORÂNEA NA REVISTA GRANTA Lilia Baranski Feres (UNIRITTER) Valéria Silveira Brisolara (UNIRITTER) Resumo: Em 2011. principalmente por estarem relacionadas à política da época. a filosofia. ficando cada vez mais difícil recorrer a conceitos e modelos tradicionais pré-formatados para se referir a representações de gênero. Raúl Antelo. ilustradas e coloridas. Palavras-chave: Impresso. com a cisão da palavra. a crítica passa a ser pensada não mais como mera interpretação ou julgamento da obra. revistas especializadas ou em outros espaços de produção crítica. consegue não só problematizar a já citada cisão da palavra. ao longo da história. Trata-se de pensar na potência dos estudos literários do presente voltados para a problematização da cisão da palavra que.

Dados do período 2010-2014 indicam acréscimo nos números de países participantes e de obras publicadas a partir das bolsas.brasileiras. Paralelamente. Contudo. considerada pela crítica literária como um dos romances mais representativos da literatura brasileira do século XX por transcender o regionalismo e abordar as questões existenciais do Homem. no geral. grande parte das obras apresenta uma escrita estrangeirizadora na própria língua de partida (português). Bem versus mal. Diante da questão existencialista tratada pelo autor nesta obra. sugerindo uma literatura brasileira de repertório universal. Assim. traduzida a partir da edição n. numa mesma obra. impossibilitando o leitor de conhecê-las. Ademais. A riqueza de dicotomias presente na narrativa suscita o questionamento. metáforas. do escritor modernista João Guimarães Rosa. mas que possui poder maior.9 da Granta em português (2012a). 1995). a tradução dos demais termos culturais (substantivos. Wanessa Rox (SECAL) Resumo: O presente artigo visa analisar a obra Grande Sertão: Veredas. A análise das traduções partiu dos elementos linguístico-culturais para determinar se são mais domesticadoras ou estrangeirizadoras (VENUTI. em 2012. é publicada a edição inglesa n. por isso. este artigo pretende identificar como a figura do bem versus mal está representada literalmente em toda a narrativa. se o fato de conseguir atravessar o Liso do Sussuarão e vencer a batalha deve-se a algo que não se vê. Literatura brasileira contemporânea. A ambiguidade maior na obra de Guimarães Rosa está pautada e vinculada à questão que atormenta Riobaldo após ele fazer o pacto para vencer Hermógenes: se o diabo existe. Cultura. A DISSOLUÇÃO DA CARNE Vanessa Zucchi (PUCRS) Resumo: Em seu famoso ensaio O erotismo. etc. ora outra. Georges Bataille (1987) defende que o desejo erótico é sintomático da descontinuidade a que os sujeitos estão condicionados. conclui-se que medidas que visem ao incremento da participação brasileira no cenário literário mundial devem vir acompanhadas de maior atenção para a forma como nossa literatura está chegando ao outro. em geral. Palavras-chave: Dicotomia. Matéria vertente. as especificidades culturais são neutralizadas. Palavras-chave: Tradução. A DICOTOMIA ENTRE BEM E MAL PRESENTE NA OBRA GRANDE SERTÃO: VEREDAS DE GUIMARÃES ROSA: “SERTÃO: É DENTRO DA GENTE”. da presença de Deus em contraposição ao Diabo durante todo o transcorrer da história.121 da revista literária Granta – The best of young Brazilian novelists (2012b). Por outro lado. O “erotismo dos corpos” 95 . sob pena de fomentar estereótipos e divulgar discursos inverossímeis sobre nossa cultura. adotam ora uma estratégia. apontando para a importância e a repercussão de iniciativas desse porte. adjetivos. a tradução dos nomes próprios é mais estrangeirizadora. é mais domesticadora. por meio do jagunço Riobaldo. permitindo ao leitor se deparar com outras culturas. mostrando que os tradutores. os métodos de tradução não foram adotados de forma consistente. podendo assomar em qualquer momento da vida.). Os resultados indicam que. O volume é fruto do programa federal e objetiva apresentar “os melhores escritores brasileiros” da contemporaneidade por meio de um conto por autor. está no âmago da nossa existência. evidenciando falta de consciência do impacto e dos desdobramentos oriundos de suas escolhas tradutórias.

focalizando menos a experiência do que o despertar erótico. para além dos limites das alternativas propostas aos estudantes. no sentido da não univocidade absoluta. espera-se evidenciar os recursos narrativos que a escritora adota para figurar a experiência metafísica erótica nos parâmetros batailleanos. Pautados na análise do discurso de linha francesa de Michel Pêcheux. Anaïs Nin. os temas mais recorrentes. elegeu-se uma questão que entrelaça essas duas abordagens e. a partir de uma perspectiva discursiva. Através dessa leitura. as posições-sujeito em tensão. A ELABORAÇÃO DA PERGUNTA EM CONTEXTO DE AVALIAÇÃO COMO INSTÂNCIA DO EQUÍVOCO Gesualda de Lourdes dos Santos Rasia (UFPR) O estudo se propõe a refletir acerca da elaboração/proposição de questões de leitura/interpretação em provas do ENEM. a relação oralidade/escrita e o uso das tecnologias na contemporaneidade. Nessa perspectiva. foi considerado. A pesquisa foi desenvolvida durante o ano de 2012. via recuperação das condições históricas de produção da aplicação da prova do ENEM e de seus domínios de memória. Equívoco. turma do III infantil. de modo a elucidar as etapas da vivência erótica da protagonista.procede dessa busca por continuidade e culmina com o ato sexual – que não é essencialmente erótico. a saber. A partir dessa asserção. compreendemos que a interpretação da criança está relacionada com a ordem da língua e da discursividade. A ELABORAÇÃO DE PRODUÇÕES ESCRITAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL: DIZERES E SENTIDOS QUE MARCAM A ENTRADA DA CRIANÇA NO PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO Clésia da Silva Mendes Zapelini (UNISUL) Resumo: A presente comunicação oral visa apresentar os resultados parciais da pesquisa de tese em andamento. Ensino. os domínios de memória emergentes. Os gestos de análise privilegiaram a interdiscursividade manifesta. a estrutura narrativa do conto acompanha os movimentos característicos da vivência erótica abordados por Bataille. procedeu-se à análise do processo discursivo representado na questão em tela. Esses e outros aspectos visaram a problematizar o quanto a elaboração das questões possibilita aos estudantes a inscrição no lugar da interpretação e a partir de que posições-sujeito. com particularidades dissonantes. O olhar sobre a elaboração considerou. das quais recortou-se o campo “Linguagens e suas Tecnologias”. em uma escola da rede particular de Tubarão. Bataille. com crianças de 4 e 5 anos. Palavras-chave: Erotismo. ou seja. aquilo que é projetado em relação ao lugar histórico do sujeito-aluno e em relação ao objeto de conhecimento. que trata do modo como o sujeito-criança elabora suas produções escritas e ressignifica sentidos e dizeres que marcam a entrada da criança no universo da alfabetização. na medida em que a formulação abre (ou) não para o espaço do equívoco. os domínios de antecipação constituídos desde o lugar histórico do sujeito-saber professor. as iniciações erótica e sexual podem acontecer em momentos díspares. mas não necessariamente manifestas nas alternativas. dentre o conjunto de provas e de questões. Após um ano de observação de como a criança elabora a produção 96 . Palavras-chave: Pergunta. da escritora Anaïs Nin. Para que a análise se revestisse de consequência. esse trabalho tem por objetivo analisar o conto “Artistas e modelos”. Centrado nos movimentos que precedem a instauração do desejo. Assim.

ele adquire o poder de decisão em uma construtora. é feita uma análise da narrativa. do escritor Marçal Aquino. linguagem e vestimentas. discutimos. pela sua origem. buscando identificar os traços que a aproximam de uma feição marginal de escrita. Com a análise. podemos dizer que processos de repetição e regularização levam a criança a compreender o funcionamento do desenho e da língua escrita. A imagem não é só linguagem. 2002) e a vontade de potência. sem a distinção dos mesmos. Através da leitura da obra. é possível perceber o teor marginal expresso no personagem Anísio. conforme as distinções teóricas de Sergius Gonzaga. a partir de algumas postagens. p. Fenômeno possível pela interpelação das tecnologias do imaginário no cotidiano e como suporte de manifestações culturais. Ética da Estética. para refletir a exposição da intimidade e a relação público e privado. Tendo como objeto o Facebook. O que fomenta uma discussão evidenciada e referenciada através da exposição da intimidade e aqui. organizamos o nosso arquivo em quatro funcionamentos discursivos que marcam os efeitos de sentido durante a elaboração. pelas vias do Imaginário. inicialmente. A cada funcionamento a produção se estrutura seguindo certas regularidades. os símbolos da intimidade (DURAND. Entre as primeiras produções e as últimas. tanto no diz respeito aos traços do desenho. é possível identificar que. a prática social da divulgação de partos e respectivos comentários. Ainda. Sentidos A ETICA DA ESTETICA NO IMAGINÁRIO CONTEMPORÂNEO: O PARTO FILMADO NAS REDES SOCIAIS Edla Maria Silveira Luz (UNISUL) Resumo: Como registro e marca da visibilidade contemporânea a exposição da intimidade através das redes sociais está cada vez mais presente na ética da estética do imaginário coletivo. Posteriormente. Desse modo. especificamente. com 97 . observamos que a memória recorta os sentidos e atualiza-se no momento de cada elaboração.escrita. faz-se ética da estética. e demonstrar que a marginalidade expressa é transitória conforme a progressão do enredo. sendo responsável pelos sentidos que dela derivam. a criança movimenta os sentidos em torno de traços que nos remetem ao desenho e a escrita. Produção Escrita. a separação começa a acontecer num processo de construção e reconstrução dos sentidos em que o desenho e a escrita vão ganhando um espaço próprio na produção. de 2002. Palavras-chave: Educação Infantil. O que nos afirma Debord (1997) sobre essa relação é que a profusão de tecnologias submete o indivíduo a uma espécie de submissão consentida e permitida ao imaginário coletivo através de uma sustentação de prazer alicerçada nos símbolos arquetipais. as representações das imagens arquetipais. quanto da língua escrita. 52). relacionada ao parto filmado e à prática que esse acontecimento envolve e é sustentado através do espetáculo e da exposição nas redes sociais. e conforme a narrativa se desenvolve. Palavras-chave: Imaginário. por causa de sua relação amorosa com uma das herdeiras da empreiteira. em estudo da questão. observamos que. De acordo com Pêcheux (2010. A FIGURA MARGINAL DE ANÍSIO: UM ESTUDO EM O INVASOR Cristiano Araújo Vaniel (UFRGS) Resumo: O presente trabalho tem como objetivo mostrar os traços marginais no livro O invasor. Parto filmado. Sob a luz do teórico Mikhail Bakhtin e os seus estudos referentes ao plurilinguismo no romance.

Como é possível perceber. a postura de Anísio se modifica. A referida pesquisa foi realizada na Escola Estadual de Ensino Médio Dr. comercializar seus produtos. este trabalho de pesquisa permitiu/permite compreender. buscamos compreender como se deu o processo de construção da escrita em textos de alunos do 6ºano do Ensino fundamental. Santa Catarina recebeu uma grande leva de imigrantes. Aprender uma segunda língua. no que tange ao Brasil. verificar se a prática da Hora do Conto nos anos iniciais contribuiu/contribui na formação de sujeitos capazes de produzir textos com qualidade diferenciada. a fim de aprimorar sua comunicação e seu contato com os brasileiros. no município de Rio Grande/RS. moldando a sua linguagem e a sua vestimenta conforme o ambiente empresarial que o personagem frequenta. somos movidos pelo desejo de compreender como se deu/dá o processo de construção da escrita e. Marginal. a produção de textos. como base para a formação de leitores. ao longo dos cinco primeiros anos da educação básica. mas ao longo dos cinco anos da educação básica. A FUGA DE LUGAR E A FUGA DE SENTIDOS NA RELAÇÃO IMIGRANTE/REFUGIADO Camila Borges dos Anjos (UNISUL) Suelen Francez Machado Luciano (UNISUL) Resumo: Os movimentos de migração acontecem desde épocas muito remotas. a transitoriedade da figura marginal para uma figura corporativa. garantindo seu monopólio. Buscamos. não só na Educação Infantil. propomos uma investigação comparativa entre os textos produzidos. pensar práticas que estimulem a produção de sentidos. em outros espaços. para o Brasil. consequentemente. A FORMAÇÃO DE LEITORES NOS ANOS INICIAIS: DA LEITURA À ESCRITURA Luciane Botelho Martins (UCPEL) Resumo: Tendo como tema a formação de leitores/produtores de textos nos anos iniciais. Sentido. partindo de uma identidade 98 . assim. entre outros. Produção de textos. como a Hora do Conto. numa tentativa de melhorar sua condição econômica. uma vez que a promessa de um pedaço de terra nesse outro lugar poderia ser uma oportunidade. a partir daí. Palavras-chave: Leitura. Em Tubarão. Palavras-chave: Narrativa. haitianos. é aventurar-se em outras culturas. em 2014. Naquela época. quando povos de distintas nacionalidades se lançaram aos mares. senegaleses têm saído de seus países e se deslocado. que se instalaram ao longo do estado. evidenciando. quando estava no 4º ano. Dessa forma. a importância de um projeto de leitura. em 2012. pois ganeses. Atualmente o cenário não é muito diferente. mas também melhores condições de vida. visto que parte dos sujeitos pesquisados participaram de um projeto de leitura durante o ano letivo de 2012. tendo em vista o projeto de leitura realizado na turma de 4º ano. Dessa maneira. por esses alunos e textos produzidos por alunos novos (que ingressaram na escola a partir de 2013 e não participaram do projeto). a UNISUL conta um grupo de imigrantes ganeses que participam de aulas de Língua Portuguesa. à luz da Análise do Discurso francesa. na era das Grandes Navegações. buscando expandir suas rotas marítimas e. os imigrantes buscavam não apenas consolidá-lo como nação forte. nesse entendimento. Augusto Duprat. entre os séculos XV e XVI. Nesse sentido. Personagem. assim.o poder de decidir o rumo de uma empresa bem estabelecida no mercado. especialmente. nos últimos anos.

carregam traços. Com base nessas questões. o indivíduo adquire as bases para um desenvolvimento sadio da linguagem. o sujeito pode se deparar acometido de um distúrbio de linguagem que corresponde à alteração no desenvolvimento linguístico. características culturais. com o intuito de reestabelecer da forma mais integral possível os padrões de conectividade na área neurológica lesionada. a voz sempre nova. p. no que diz respeito à sua forma. no fim da assinatura. é um distúrbio de linguagem causado por uma lesão cerebral adquirida. queremos pensar a identidade e a memória do imigrante. é também fruto de outras relações. que não irão se reterritorializar na arte. inseparável de uma política e de uma estética. entabular condutas para efetuar o processo reabilitatório. borrando as separações entre os gêneros e dinamitando as dicotomias entre o eu e o outro. Política. por exemplo. irrompe. Dessa maneira. de interferências de sua Língua Materna. Identidade. sobretudo. afetação infinita e múltipla. do a-subjetivo e do sem-rosto” (DELEUZE. da melhor maneira possível. Palavras-chave: Estética. A arte e a literatura como instrumentos para traçar devires. o olhar do outro e. um lugar não seu. um devir-minoritário da linguagem. em seu hibridismo.– valores. linhas de vida. na aquisição de vocabulário e na manipulação dos componentes da linguagem. Fugas que não fazem da arte um refúgio. Língua Materna. Contemporaneidade. que ainda possui a linguagem. A afasia. sempre estranha desse outro. Vale dizer que as línguas. mas que ele deseja/necessita. 2008. arrastá-la consigo para as regiões do a-significante. enquanto sujeito afetado ideologicamente pelas relações de sentido que se estabelecem nesse outro lugar que agora ele vem ocupar. Palavras-chave: Imigrante. de modo geral. mas ficção do eu (ficcionalização do eu-escritor ou do eu-leitor). crenças. A IMAGEM PELO OUTRO: ÉTICA DA ALTERIDADE NA ARTE E O DEVIR-OUTRO DA LINGUAGEM Ana Carolina Cernicchiaro (UNISUL) Resumo: Em sua impessoalidade. intelectuais/cognitivos e emocionais. na pluralidade de sentidos. Conforme a extensão e a localização da lesão cerebral. O projeto de pesquisa “A imagem pelo outro: ética da alteridade na arte e o devir-outro da linguagem” pretende pensar de que forma esta ética da alteridade. A INFLUÊNCIA DO GRAU DE SEVERIDADE E DOS FENÔMENOS SOCIOCULTURAIS E ECONÔMICOS NO PROCESSO DE REABILITAÇÃO DE AFÁSICOS Larissa Rizzon da Silva (UCS) Resumo: A linguagem é considerada a primeira forma de socialização. Espaços onde não há fixação do eu. na Língua Estrangeira. no texto. o que significa dizer que a identidade do sujeito. conteúdo e uso. Após esse percurso. a literatura expõe o ser-com que somos e se torna um espaço de abertura à alteridade. pode apresentar dificuldades para acessá-la e/ou articulá-la. pois são “desterritorializações positivas. mas que irão. é fundamental considerar os fatores 99 . GUATTARI. a pessoa. A fim de garantir o diagnóstico e o prognóstico e. na linguagem. 57). A etiologia pode envolver fatores orgânicos. concepções – construída na primeira língua. a Língua Portuguesa. sujeito e objeto. perpassa diferentes formas de arte. A partir da interação com a família. fugas ativas. nesse caso. em geral. e que interfere no uso da língua. um devir-outro da cultura. fricção do eu com muitas outras coisas que o contagiam.

fenômeno muito frequente em português. em materialidades significantes que circulam na mídia impressa e/ou digital. foi um longo caminho. por ter sido palco de barbaries. a liberaçao sexual. seja pelas suas novas configuraçoes. No Brasil. A INSTITUIÇÃO POLÍTICA “FAMÍLIA” NO ESPAÇO URBANO Célia Bassuma Fernandes (UNICENTRO) Resumo: A família e considerada a primeira forma de sociedade de que temos registros.socioculturais e econômicos e o grau de severidade apresentados por cada indivíduo. Esse projeto tem por objetivo analisar. a entrada da mulher no mercado de trabalho. a invençao da pílula anticoncepcional. Pelo vies discursivo. A INFLUÊNCIA DO N-DROP EM APRENDIZES DE INGLÊS COMO L2 Renato Augusto Vortmann de Barba (PUCRS) Resumo: O N-drop. A popularizaçao da escola. através dessas categorias. uma vez que. SLA. compreendemos a família como uma das instituiçoes políticas que compoem o espaço urbano e que tem ganhado visibilidade na formaçao social brasileira. Palavras-chave: Afasia. portanto. os sentidos de família e os 100 . ou seja. que o nível de proficiência influencia no reconhecimento da agramaticalidade do N-drop em inglês. Para tanto. Este estudo resultará na minha dissertação de mestrado. entre outros fatores. a quem cabia controlar e moralizar a vida na nova colonia. ela seguiu os padroes tradicionais europeus. De instituiçao que visava assegurar a manutençao dos bens materiais entre pessoas ligadas por laços de sangue aquela baseada no amor e no afeto. Reabilitação. por ser alvo de leis. é possível verificar se a reabilitação do paciente afásico será profícua ou não. O mesmo não ocorre na língua inglesa. Afasia. Transferência. Palavras-chave: Cognição. informantes divididos em dois níveis de proficiência foram testados através de uma tarefa de julgamento de aceitabilidade na qual deveriam analisar diversas frases e corrigir as que julgassem não-aceitáveis de acordo com o seu conhecimento da língua inglesa. quando um substantivo não é abertamente realizado. alem de evitar que os bens materiais familiares fossem divididos. bem como sua estrutura. ao passo que os aprendizes com menor nível de proficiência apresentaram maiores dificuldades na identificação dos problemas. Distúrbios de linguagem. O presente trabalho tem como foco analisar se o nível de proficiência de inglês como L2 influencia a percepção de aprendizes quanto à agramaticalidade do fenômeno N-drop na língua inglesa. Fatores socioculturais e econômicos. ocorre quando um sintagma apresenta uma elipse nominal. Portanto. por meio de normas e leis. alicerçados nos dogmas da igreja. ao longo dos tempos. tambem vem. cabe a esta pesquisa analisar a influência do grau de severidade e dos fenômenos socioculturais e econômicos no processo reabilitatório de afásicos. mas o seu conteúdo pode ser recuperado através de marcas de concordância de gênero e número encontradas em adjetivos ou determinantes que se encontram dentro do mesmo sintagma. Os aprendizes com maior nível de proficiência tiveram maior facilidade em identificar e corrigir as frases agramaticais. normaliza-la/normatiza-la. afetou diretamente essa instituiçao. ou por ser o lugar em que determinados sentidos sao produzidos e outros sao apagados ou interditados. Palavras-chave: N-Drop. independentemente do sexo. na qual é necessário utilizar o pronome one para que a sentença permaneça gramatical no caso da omissão do substantivo. O Estado. Os resultados demonstram.

2002). portanto. CARSTON. A INTERAÇÃO ENTRE ASPECTO E AS INTERPRETAÇÕES DA CONJUNÇÃO “E” NO PB Giuseppe Freitas da Cunha Varaschin (UFSC) Resumo: Para que haja sucesso na comunicação. que seria semanticamente mínima (cf. produzida por fatos históricos. então. Aspecto. A saber. gerando uma política linguística nacionalista e de interdição da língua alemã em detrimento da língua portuguesa. 1967. Nossa hipótese geral é a de que as informações aspectuais das sentenças que estão sendo concatenadas são fatores cognitivamente relevantes na especificação de um sentido para a conjunção no contexto. um fator contextual específico que determina que. dentre as várias possibilidades interpretativas disponíveis à conjunção. Boa parte das teorias a respeito do assunto enfocam os mecanismos pragmáticos que subjazem ao vasto leque de enriquecimentos contextuais possíveis à conjunção. relativas ao funcionamento da estrutura conceitual humana (cf. Família. Palavras-chave: Instituição Política. a ideia que pretendemos propor é que. apresentar-se-á um percurso pela Análise do Discurso da linha Francesa de Michel Pêcheux. determinando. 1975. VENDLER. COMRIE. 1981).Brasil e como se constitui essa memória desse sujeito da linguagem na prática discursiva. Vamos argumentar que o aspecto funciona como um mecanismo limitador. Não é. Trata-se. é necessário que os interlocutores descubram qual. Espaço Urbano. Também nos interessa explicitar como o público invade o privado. é: que tipo de pistas os usuários da língua usam para desempenhar essa tarefa? Podemos falar genericamente de pistas sintáticas. 1981. 1980. Para isso. que restringe as possibilidades interpretativas da conjunção. é aquela que está sendo empregada pelo falante em um dado contexto. Sem negar a relevância de tais princípios pragmáticos (ou mesmo o caráter semanticamente pobre da conjunção em si). É somente após a restrição aspectual ao conjunto de intepretações possíveis que o raciocínio pragmático poderá se dar. SCHMERLING. assumiremos que a distinção aspectual mais importante para limitar as possibilidades interpretativas da conjunção é a distinção entre Estados e Eventos (cf. em contexto. como o Estado determina a forma de existência da família moderna. de uma busca por pistas semânticas. Para a 101 . que direcionam os interlocutores rumo às várias interpretações. Estrutura Conceitual. 1983). assim. JACKENDOFF. bem como que efeitos de sentido irrompem por esse discurso. semânticas e pragmáticas. ao menos no caso da conjunção envolvendo sentenças estativas.deslocamentos presentes nos discursos sobre/em torno dela. há restrições semânticas envolvidas. nesses casos. portanto. produzindo seus efeitos e. particularmente na campanha de nacionalização do Estado Novo (1937-1945) no Governo de Getúlio Vargas. GRICE. POSNER. a estrutura conceitual humana não consegue conceber como um Estado pode ser ordenado temporalmente. mais especificamente. qual interpretação a conjunção efetivamente receberá. a conjunção não será temporal. Palavras-chave: Conjunção. A INTERDIÇÃO DA LÍNGUA ALEMÃ: O SUSTENTÁCULO DA NACIONALIZAÇÃO Marilene Teresinha Stroka (UNC) Resumo: O objetivo deste estudo está pautado na memória histórico-linguística do sujeito imigrante alemão do norte de Santa Catarina . A questão que se coloca. De início. mobilizando um dispositivo teórico e analítico que sustentará uma reflexão sobre a interdição da língua como objeto simbólico de identificação do sujeito imigrante alemão.

determinando um acontecimento histórico-linguístico fundado nas ideologias nacionalistas do Estado Novo que tinha como função silenciar a língua alemã. serão apresentados alguns recortes do Decreto-Lei nº 1545 de 25 de agosto de 1939 que regia a política do nacionalismo. com três amostras de fala de referência. Palavras-chave: Comparação de Locutores. Róticos. que foram produzidas pelo mesmo locutor. de róticos em posição de coda são eficientes para a construção de argumentos que sustentam a identidade do locutor questionado. à frequência fundamental. o exame de aspectos referentes à taxa de articulação. Por parte dos liberais havia uma defesa da abolição da escravatura e a mudança do regime político para o 102 . ou seja. ao próprio locutor questionado e a outro locutor masculino. se transforma em uma imprensa informativa. SCOBBIE. Os elementos técnico-comparativos encontrados na examinação evidenciam que mesmo irmãos gêmeos podem ser diferenciados em razão de propriedades sociofonéticas e que. Memória. Palavras-chave: Discurso. Serão analisados os enfretamentos e os atravessamentos desses discursos autoritários: o jurídico.análise desse objeto de estudo. A análise é conduzida com base na verificação tanto perceptivo-auditiva quanto acústica das amostras. o jornalismo que antes era basicamente opinativo. principalmente nos periódicos que circulavam no eixo Rio-São Paulo. este estudo tem por objetivo confrontar uma amostra de fala teste (amostra questionada). WATT. especificamente para a tarefa pericial de comparação de locutores (FOULKES. pertencentes ao irmão gêmeo do locutor questionado. Sociofonética. à produção variável de oclusivas alveolares e. como área de interface entre Sociolinguística e Fonética. imposta pelo nacionalismo de Getúlio Vargas. Busca-se apresentar e discutir a pertinência de características sociofonéticas extraídas de cada uma das quatro amostras como elementos discriminantes capazes de possibilitar a identificação das duas amostras que apresentam mesma origem. As marcas desta transformação. o político e pedagógico. 2010). Língua. comumente adotado na atividade de comparação de locutores. o jornalismo brasileiro passou por diversas transformações. Nesse contexto. A INVESTIGAÇÃO SOCIOFONÉTICA NA TAREFA DE COMPARAÇÃO DE LOCUTORES: UM ESTUDO DE CASO Cláudia Regina Brescancini (PUCRS) Ana Paula Correa da Silva Biasibetti (PUCRS) Felipe Bilharva (PUCRS) Resumo: A Sociofonética. sobretudo. A LEI DA IMPRENSA E O FUNCIONAMENTO DO DISCURSO JORNALÍSTICO BRASILEIRO Giovanna Benedetto Flores (UNISUL) Resumo: Ao longo de quase 200 anos de imprensa no Brasil. com idade semelhante ao do locutor questionado. produzida por um homem adulto de Porto Alegre-RS. da industrialização da imprensa. nascido e residente em Porto Alegre-RS. Com a virada do século XIX para o século XX. de acordo com o chamado método combinado. podem ser observadas na valorização da figura do repórter. O século XIX foi marcado de inúmeros debates e discussões entre os jornalistas conservadores e liberais. no caso em questão. Decorrentes desse Decreto-Lei também serão apresentados depoimentos da memória desses sujeitos que foram protagonistas da interdição linguística. tem oferecido significativa contribuição para a Linguística Forense.

a qual traz características preliminares desse gênero.sistema republicano. tomo como base teórica a Análise do Discurso. entendemos discursivamente a história como historicidade. Desse modo. investigando o que os dois prólogos trazem de leituras anteriores sobre a obra. da Editora 34. presentes na obra de escritores modernos e contemporâneos. o objetivo da pesquisa é investigar a leitura dos dois intelectuais sob a luz dos parâmetros teóricos da Estética da Recepção proposta por Jauss (1960) e do estudo da hermenêutica de Gadamer (1988). Fora pesquisando sobre esse cenário de confronto que meu olhar recai sobre os acontecimentos históricos que foram marcados nos periódicos brasileiros. A LEITURA NAS LICENCIATURAS DE LETRAS E PEDAGOGIA Deisi Luzia Zanatta (UPF) 103 . podemos afirmar que a leitura de ambos é influenciada pelo conhecimento que já possuem de outras obras e da evolução do gênero romance desde o século XVI. contrapondo o conceito de historiografia como produtora de dados e de conteúdos. para os tempos atuais. a partir de 1990. Aline Venturini (UNESPAR. conforme proposto na França por Pêcheux nos anos de 1960 e seus desdobramentos e avanços no Brasil proposto por Orlandi. numa dimensão temporal expressa como cronologia e evolução. Meus gestos de análise se debruçam tanto no século XIX como no século XX. Nesse sentido. Discurso Jornalístico. do qual a apresentação é realizada por Maria Augusta da Costa Vieira. ao seu contexto literário e social e ao passado. Estética da recepção. Jauss (1960) afirma que uma obra literária deve romper com os horizontes de expectativas dos leitores e Gadamer (1988) pontua que a leitura de alguém está sempre presa. analisar discursivamente os periódicos do final do século XIX e início do século XX. na perspectiva discursiva trata-se de um gesto de compreensão e até mesmo de “atualização” dos modos de relação da mídia com o processo político do Brasil. o que não significa que este seja o único pressuposto. Palavras-chave: Prólogos. Portanto. Em relação aos prólogos dos dois críticos. buscando compreender discursivamente as mudanças que a Lei de Imprensa produziu no discurso jornalístico brasileiro. Para tanto. época da primeira publicação de Dom Quixote. Quando pensamos a Lei da Imprensa no processo histórico-social determinante dos sentidos. em certa medida. no sentido em que o político é constitutivo no processo de inscrição dos sujeitos do no laço social. ligada à questão da linguagem e à do sujeito. Os dois textos trazem a leitura dos dois intelectuais. cujo prólogo selecionado é o de Mário Vargas Llosa “Uma novela para el siglo XXI” e a tradução de Sérgio Molina. UFRGS) Resumo: A pesquisa proposta trata da análise de dois prólogos das edições da obra Dom Quixote de la Mancha: a primeira consiste na edição do IV centenário. Ambos têm em comum a análise da obra como precursora do romance moderno. Romance. O fato é que um leitor dificilmente poderá ver muito além do que o seu contexto permite. Historicidade A LEITURA DE DOIS PRÓLOGOS LATINO-AMERICANOS SOBRE A OBRA DOM QUIXOTE: A OBRA COMO PRECURSORA DO ROMANCE MODERNO. resguardando a função social de cada um e suas especificidades. sendo o primeiro um escritor latino-americano e a segunda. Palavras-chave: Análise do Discurso. uma das principais críticas de Dom Quixote no Brasil.

Licenciatura. Universidade de Passo Fundo (UPF) e Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). em licenciaturas e bacharelados. concebe-se tal língua oficial como uma das tecnologias de governabilidade. coexiste com outras línguas nacionais e foi adotada como oficial. O mesmo vai contribuir para melhorar a qualidade de ensino e de formação de professores de/em Português. Os resultados parciais da pesquisa apontam a existência de uma prática discursiva na qual o sujeito se estabelece numa pedagogia de variação. que ensinam a leitura e suas práticas. recorrendo à formação das modalidades enunciativas e dos campos de estabilização e de utilização. conhecimentos e ações pedagógicas para a formação de leitores na universidade como espaço privilegiado de mediação da leitura e de circulação de práticas de leitura. que pretende dar visibilidade às práticas de leitura de universitários no espaço acadêmico e desenvolver um plano de ações políticopedagógicas para qualificar a formação de leitores universitários na universidade. O instrumento de pesquisa foi um questionário aplicado aos universitários ingressantes no ano letivo de 2015. nas quatro universidades brasileiras participantes do estudo. o estudo cinge-se em realizar uma avaliação diagnóstica que possa estabelecer as relações conflituosas inscritas nas estruturas basilares do ensino da língua oficial.Resumo: Trata-se de pesquisa quali-quantitativa cuja finalidade é analisar o perfil leitor de universitários ingressantes nas licenciaturas de Letras e Pedagogia. possibilitando a criação de uma posição do sujeito que vigia e cuida do outro. criando possibilidade de confronto e de contradições no ensino e na formação com o Português falado em Moçambique (norma objetiva) (MONTEAGUDO. no exercício da biopolítica (FOUCAULT. Práticas discursivas. O corpus constitui-se de discursos de formandos e formadores em sala de aula e de dispositivos orientadores do ensino e formação de professores. Palavras-chave: Leitura. Palavras-chave: Português europeu/Moçambique. de ensino e de formação. Ensino e formação de professores de/em Português. campi de Marília e de Presidente Prudente). Tais práticas pedagógicas fundam-se no Português europeu (norma prescritiva). PEDAGÓGICAS E FORMAÇÃO DE PROFESSORES David António (UEM) Resumo: O Português em Moçambique é a segunda língua para maior parte da população. como parte integrante da formação inicial. A LÍNGUA PORTUGUESA EM MOÇAMBIQUE: PRÁTICAS DISCURSIVAS. apontando princípios. baseando-se numa prática discursiva e pedagógica responsiva à situação linguística do país. o dispositivo do pacto de segurança faz mover a sociedade daquele país. Sob a perspectiva da análise do discurso da linha foucaultiana e da linguística. 104 . Serão sujeitos da pesquisa alunos ingressantes de ambas licenciaturas. 1999). em razão de formar professores para a Educação Básica. no âmbito do ensino. cujo funcionamento institui condutas e possibilita a construção de subjetividades nas práticas pedagógicas. Práticas de leitura. 2011). Dadas as condições de emergência e de existência enunciativas. Práticas pedagógicas. homogeneizando as práticas pedagógicas do ensino do Português como primeira e como segunda língua. da pesquisa e da extensão. A pesquisa será desenvolvida em cursos presenciais de graduação na Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP. de quatro universidades brasileiras. Sob tal regime de verdade.

a partir da teoria de Maurice Blanchot. Palavras-chave: Ensino. A MORTE NECESSÁRIA DO “EU” QUE ESCREVE: A HORA DA ESTRELA Liziane Coelho (FURG) Resumo: O presente artigo vislumbra discutir o processo de escrita que se realiza na obra A Hora da Estrela (1998). de forma bastante 105 . de Clarice Lispector. qual seja. por sua vez. Sabemos que em tais documentos. será apresentada a análise da construção da personagem Macabéa. Mendez Gonzales. apreciada e fluída. Após uma breve contextualização da área de Localização dentro dos Estudos da Tradução. resulta da análise dos documentos oficiais publicados no Brasil e em Portugal. serão apresentados elementos que evidenciam como se realiza o “apagamento do autor”. Acreditamos que verificar de que forma os dois países encaram o ensino da literaura. M. e cujo foco é o ensino-aprendizagem de Ciências. A LOCALIZAÇÃO DE UM GAME EDUCATIVO: QUANDO OS ELEMENTOS PARATEXTUAIS ENTRAM (OU NÃO) EM JOGO Cristiane Denise Vidal (IFC/Brusque) Resumo: O propósito deste trabalho é ressaltar as dificuldades inerentes do processo de localização de games. destacando as aproximações e os distanciamentos dos discursos. em seu livro: Estrangeiros para nós mesmos (1994). 2012. literatura é para ser lida. um dos princípios éticos da escrita contemporânea. ou é para ser estudada? Buscamos uma reflexão sobre a literaura e seu ensino. com foco especial em games educativos. encontramos discussões que possam fomentar o diálogo sobre a problemática que se destaca quando o assunto é o ensino da literatura na escola. Yuste. Palavras-chave: Games. apresentarei um estudo de caso com o game educativo austríaco Ludwig. podem nos ajudar a pensar sobre o processo de ensinar literatura no Brasil. 2014). tanto linguísticos quanto não-linguísticos. quem sabe. Tendo em vista os aspectos citados por Blanchot no momento da criação literária. por meio de seu narrador Rodrigo S. evidenciando as possibilidades de contribuirmos com as discussões que. Esse estudo de caso foi realizado no par linguístico Inglês-Português e analisou elementos paratextuais. em seu livro O espaço literário (2011) e de Michel Foucault. Literatura. Além disso. Localização. pois é possível observar que por meio da diferença que há entre narrador e personagem se manifesta. Mas. que se situam no plano ideológico. 1991. que se querem como parâmetros e orientações. de acordo com a teoria de Julia Kristeva. a qual se relaciona intimamente com o “eu” que narra justamente por lhe causar estranheza. em sua conferência publicada O que é um autor? (2009). segundo Foucault. Tradução. Esta. Ensino Médio. que buscou inspiração para seu design na animação Wall-E e no game de entretenimento World of Warcraft.A LITERATURA NO ENSINO MÉDIO NO BRASIL E EM PORTUGAL: ENTRE FATOS E VERSÕES Chirley Domingues (UNISUL) Resumo: Analisar como o ensino da literatura em salas de aula do Ensino Médio é abordado pelos documentos oficiais no Brasil e em Portugal é a proposta inicial desse trabalho. do game Ludwig a partir de conceitos de Paratradução (Genette. possam ajudar a melhorar a recepção da leitura literária nas nossas escolas. será que em tais documentos. estão impressas sugestões e prescrições que visam servir de instrumento aos professores para uma prática mais significativa dos conteúdos a serem ministrados/estudados em sala de aula.

ela contribui mais do que muitas outras preleções dogmáticas.]” (1972. a narrativa literária confere uma espécie de conhecimento que não é mensurável. a se modificarem. Foram analisadas 24 entrevistas sociolinguísticas (com.explícita. Palavras-chave: Escrita. Inclusive. 2) médias-baixas/ɛ/. em nota de rodapé.] numa ou noutra área do sul do Brasil não há a neutralização e. pois. à literatura. Foram elencadas e testadas sete variáveis linguísticas e quatro sociais. Projeto VARLINFE. Processo número: 443809/2014-3). Um dos parâmetros fonéticos de classificação vocálica é a altura do corpo da língua para a articulação do som. LABOV e HERZOG. Palavras-chave: Elevação vocálica. (Pesquisa com apoio do CNPq. A NARRATIVA COMO ELEMENTO CONFIGURADOR NA CONSTITUIÇÃO DO PSIQUISMO INFANTIL Juliana Canton Henriques (UNISC) Resumo: Neste estudo. a 106 . Nesta comunicação. a não realização da elevação: “[. em posição postônica final. A NÃO-ELEVAÇÃO DA VOGAL/E/EM IRATI. por exemplo. contar a história de Macabéa. ao apresentar o quadro reduzido das vogais em posição átona final. altas/i/. WEINREICH. A elaboração do texto contempla a tese de que a literatura. PARANÁ Loremi Loregian-Penkal (UNICENTRO) Resumo: O processo de elevação vocálica é abrangente no português brasileiro (PB). 40 minutos de fala cada). no mínimo. Câmara Júnior. ministrada por Eunice Piazza Gai e de uma ocorrência significativamente exemplar com uma criança de uma turma de Educação infantil. e sensível à posição acentual da vogal na palavra (pretônica. Autor. a necessidade de escrever. tônica ou postônica). pertencentes ao banco de dados do projeto VARLINFE (Variação Linguística de Fala Eslava). específicas da disciplina de “Estética e conhecimento”. descendentes de imigrantes eslavos (ucranianos e poloneses) da cidade de Irati. p. 2006 [1968]. bastante imbuído pela narrativa do contista russo Tchecov. por exemplo. constrói um significativo arcabouço teórico-psicológico a respeito da influência da narrativa literária na construção do psiquismo infantil. dar vida a essa personagem já existente no interior desse narrador. Narrador. Vigotski. comenta. e pode levar os indivíduos a agirem. neste caso. chegamos a um foco direcionado à constituição e desenvolvimento do psiquismo infantil a partir da influência das histórias narradas/ouvidas. Irati. O International Phonetic Alphabet (IPA) atribui quatro graus de altura vocálica nas línguas e o PB faz suas distinções vocálicas nos quatro graus: 1) baixa/a/. na fala em língua portuguesa de moradores da zona rural. mas contribui para os processos de constituição psicológica dos leitores ou ouvintes. Os dados foram submetidos ao tratamento estatístico do Programa GoldVarb X. serão apresentados os principais resultados obtidos na análise das ocorrências da vogal média/e/. não é considerado científico. 4). a partir de reflexões teóricas sobre o tema do conhecimento associado à narratividade./o/. ou morais. cuja pesquisa é fundamentada nos pressupostos da Teoria da Variação Linguística (cf. A criança se educa do ponto de vista estético a partir da prática de ouvir boas narrativas literárias.. Paraná./u/. Ao lado da realização do fenômeno da elevação vocálica no PB. localizada na região centro-sul do Paraná. legais... jure (de jurar) se opõe a júri (tribunal popular) [. é citada a sua não ocorrência em partes do sul do Brasil. 3) médiasaltas/e/. sob a orientação da mestranda Juliana Canton Henriques../ɔ/. 34).

popularidade. devem-se em grande medida a esta capacidade de metamorfosear-se e responder crítica e criativamente aos problemas caros à sociedade burguesa ocidental. Foram analisados os parâmetros acústicos de duração. mostram que a nasalidade coarticulatória do PB pode ser tanto regressiva quanto progressiva. tema frequentemente discutido. Nesse processo. O gênero literário sofre as contribuições ou subversões dos autores mencionados. Nesse sentido. a exemplo de outras vertentes narrativas. pode-se dizer que o mal-estar da modernidade e. Além dos parâmetros acústicos.exemplo do que acontece quando brinca. ela usa sua imaginação e vivencia experiências que podem auxiliá-la na superação de conflitos. comparando-os com as vogais nasais e orais. por conseguinte. transformações essas que apontam para um diálogo sintomático com os respectivos contextos históricos dos quais se nutre. O arcabouço teórico da Fonologia Gestual foi utilizado para justificar os resultados. quando comparada com sua contraparte nasal. buscando mostrar possíveis efeitos da literatura no desenvolvimento do interlocutor infantil. formantes nasais (Fn1 e Fn2) e análise espectral (FFT e cepstro). Os romances Plenilunio (1997). O corpus analisado foi formado por um conjunto de logatomas. existe um outro tipo de nasalidade. mencionamos o fato ocorrido com a criança da Educação Infantil. sem patologias de fala. a partir da leitura dessa história em sala de aula. os dados foram analisados segundo duas variáveis: a tonicidade e o sexo. A NASALIZAÇÃO VOCÁLICA REGRESSIVA DO PORTUGUÊS BRASILEIRO: UM ESTUDO ACÚSTICO Clara Simone Ignácio de Mendonça (UFSC) Resumo: A nasalidade vocálica do PB é um tema controverso. Sua longevidade e. Plenilunio. A pesquisa contou com cinco sujeitos normais. Os achados desta pesquisa apontam para uma duração maior das vogais nasalizadas. La pregunta de sus ojos. A NARRATIVA POLICIAL CONTEMPORÂNEA: PLENILUNIO E LA PREGUNTA DE SUS OJOS Wellington Ricardo Fioruci (UTFPR) Resumo: O gênero policial. Contudo. o adulto. e La pregunta de sus ojos (2005). Narrativa Literária. Palavras-chave: Psiquismo infantil. do argentino Eduardo Sacheri. do espanhol Antonio Muñoz Molina. Os formantes orais 107 . Nesse momento. vem sofrendo transformações significativas ao longo de sua trajetória. são bastante representativos dessas variações ocorridas no cerne da poética policial na contemporaneidade. esboçamos uma análise da história infantil “Macaquinho” de Ronaldo Simões Coelho. da pós-modernidade estão em maior ou menor grau incorporados à problemática do gênero. Conhecimento. formantes orais. age como um mediador possibilitando que o leitor/ouvinte infantil amplie sua zona de desenvolvimento proximal. Os dados apresentados nessa pesquisa. sendo os estilos próprios às obras em questão uma amostra relevante da situação do romance policial no que tange ao âmbito da contemporaneidade ibérica e ibero-americana. dois do sexo masculino e três do sexo feminino. Palavras-chave: Romance policial. como marginalidade e violência. a coarticulatória. professor ou familiar. identidade e exclusão. Após discorrermos sobre alguns aspectos teóricos. Esta pesquisa tem por objetivo apresentar um estudo acústico das vogais nasalizadas regressivamente do PB. Todos os sujeitos são naturais de Florianópolis e residem nesta cidade. sobretudo. principalmente quando olha para as vogais nasais.

Este estudo avalia potencialidades de modelação de interações comunicativas levando em consideração estas três camadas de intenção. 1998) orientam e dão forma às políticas linguísticas e como essas políticas alimentam as ideologias. Análise acústica. Espera-se. WOOLARD. que está sendo desenvolvida no primeiro semestre de 2016. A arquitetura conceitual da teoria provê uma modelação em quatro estágios. de outro. são gestos que se realizam em fase. com o objetivo de identificar que ideologias linguísticas (SCHIEFFELIN. processos comunicacionais podem ser descritos e explicados em termos de conversão de intenções práticas em intenções informativas e comunicativas. a formulação. Em planos coletivos de ação intencional. A análise espectral (FFT) aponta a presença dos efeitos da nasalidade na porção mais próxima a consoante nasal. a projeção de uma meta e. A OFERTA DE ENSINO BILÍNGUE NOS ANOS INICIAIS DE ESCOLARIZAÇÃO: UM ESTUDO SOBRE POLÍTICAS LINGUÍSTICAS Katia Barbara Gottardi Mulon (UFPR) Resumo: A educação bilíngue precoce tem se popularizado como prática em escolas de educação básica nos últimos anos. Palavras-chave: Pragmática Cognitiva. bem como com pais de outras instituições de educação bilíngue da região metropolitana de Curitiba/PR. constituindo-se num fenômeno gradiente. Palavras-chave: Fonética. Teoria de Conciliação de Metas. Posteriormente. O objetivo desta pesquisa de mestrado. realizaremos entrevistas com pais e professores dessa escola.aparentemente não distinguem uma vogal nasal de uma nasalizada. especificamente nos anos iniciais do ensino fundamental. compreendendo. além de analisar o projeto político-pedagógico da escola participante. no que se refere à concepção de língua. de tal modo que uma meta prática só é atingida colaborativamente mediante o reconhecimento pelo interlocutor de que o falante pretende tornar mais manifesto determinado conjunto de suposições contextuais mediante estímulos comunicativos ostensivos. a execução e a checagem de pelo menos uma hipótese abdutiva antefactual que conecta uma ação antecedente plausível para atingir a meta projetada. bilinguismo e educação bilíngue. As vogais nasalizadas em sequência VCn. contribuir para a produção científica 108 . KROSKRITY. Primeiramente focalizaremos a análise da publicidade e de outros discursos circulantes acerca da educação bilíngue em jornais e revistas. Consequentemente. de um lado. tanto oficiais quanto desenvolvidas por outros atores sociais. enunciados podem conter uma intenção comunicativa superordenada por uma intenção informativa superordenada por uma intenção prática. é identificar e analisar as políticas linguísticas na educação bilíngue de elite. como na mídia e nos âmbitos escolar e familiar. Vogais nasalizadas. A NOÇÃO DE INTENÇÃO EM TEORIA DE CONCILIAÇÃO DE METAS Fábio José Rauen (UNISUL) Resumo: A teoria de conciliação de metas de Rauen (2014) consiste numa abordagem pragmático-cognitiva que procura descrever e explicar processos interacionais em termos de planos de ação intencional em direção à consecução de metas heteroconciliáveis. Esta pesquisa se pauta em uma perspectiva de investigação qualitativa com enfoque interpretativo. não obstante a ausência de legislação que especifique os parâmetros do ensino de língua estrangeira para os anos iniciais de escolarização. com o presente estudo. Intenção.

que a expansão da oferta de educação bilíngue no país ainda carece de produção de conhecimento. encarcerando os usuários em uma versão estática e repetitiva de si mesmos. portanto. em especial no contexto de bilinguismo de elite. ultrapassado um limiar ótimo. no balanço de efeitos cognitivos e custos de processamento descritos pela Teoria da Relevância de Sperber e Wilson (1986. minimizando efeitos de enfraquecimento/eliminação e enviesando implicações contextuais. A PERSONALIZAÇÃO NO MECANISMO DE BUSCA DO GOOGLE E O FILTRO BOLHA: POSSÍVEIS CONSEQUÊNCIAS NOS EFEITOS COGNITIVOS DESCRITOS PELA TEORIA DA RELEVÂNCIA Fátima Hassan Caldeira (UNISUL) Resumo: Este estudo constitui pesquisa fundamentalmente bibliográfica que tem como objeto o impacto da personalização do mecanismo de busca do Google. Os discursos sobre essa oferta na fase inicial de escolarização. como a mídia. unicamente com as suas lembranças pessoais. A POÉTICA DE XOSÉ LOIS GARCÍA: CONFLUÊNCIAS ENTRE MEMÓRIA E HISTÓRIA. trazem ideologias que podem orientar os pais na escolha do tipo de educação para seus filhos. já que os resultados da busca estão sendo adequados à visão de mundo de cada um deles. contidos tanto em políticas oficiais quanto em outras esferas. Isso pode conduzir os indivíduos ao que Pariser (2012) denominou de determinismo informativo. Dentre tantas possibilidades de pesquisas acerca da memória. 1995).no campo de políticas linguísticas no Brasil. interessa-nos compreender os estudos relacionados à memória coletiva. Sirlei da Silva Fontoura (UNICENTRO) Cláudio José de Almeida Mello (UNICENTRO) RESUMO: Este estudo tem como foco de abordagem a poética de Xosé Lois García. Do ponto de vista destas variáveis. de tal modo que estas informações sejam tomadas pelos usuários como naturalizadas e. assumindo as variáveis moderadoras de exaustão e de saturação apresentadas por Rauen (2008). pode saturá-las e exauri-las. Personalização. irrelevantes. poeta que representa um papel importante na cultura e literatura galegas. Mecanismo de Busca. Palavras-chave: Políticas linguísticas. conforme a identidade gerada a partir dos sinais de personalização utilizados pelo buscador. daí a necessidade de identificá-las. conhecida como Filtro Bolha. A memória explorada nos versos do escritor não se identifica. Educação bilíngue. este emerge do entrecruzamento das correntes do pensamento coletivo. na revisão bibliográfica inicial. uma vez que se constatou. uma vez que mesmo o pensamento individual sendo singular. nos termos de Pareto. e tem como objetivo investigar seus versos como lugar onde se exploram confluências entre memória e história. a memória individual está estreitamente ligada à memória coletiva. Ensino fundamental. in extremis. esta diz 109 . Palavras-chave: Teoria da Relevância. ou seja. percebe-se que a personalização dos resultados sobreleva efeitos de fortalecimento de suposições contextuais. como aponta Moura (2010). Quanto à história. A reiteração constante de informações que apenas fortalecem suposições cognitivas prévias do indivíduo. Concluiu-se que a personalização representa sério risco ao balanço ótimo de relevância. a fim de se estudar a memória do povo galego representada pela situação sombria tão retratada nos versos de García: a violência desatada na comunidade galega durante a Guerra Civil. contribuindo para o maior esclarecimento da sociedade como um todo.

Nora (1993). misturando fatos reais e fictícios. García trabalha tanto com elementos da história quanto com os procedimentos da memória. entregador de água. por meio da leitura. 2012) coloca no centro de cena. Even Zohar e Lévinas. Percebe-se que a tradução de narrativas literárias é um meio propício para a observação e exemplificaçãode tal fenômeno.respeito aos grandes acontecimentos de uma nação. desse modo. das quais algumas seguiram pelo caminho da tradução domesticadora e outras pela estrangeirizada. numa condição de visibilidade tensionada entre o visível e o invisível. nessa leitura. a qual recria a história do bailarino Rudolf Nureiev. inevitavelmente presentes por conta. os dramas de uma classe média acuada. Palavras-chave: Literatura galega. visando a análise e interpretação de material bibliográfico embasado em autores como Halbwachs (2004). o que se mostra e o que se elide. a partir da política de sua mise-enscène. assim. no limiar entre o dentro e o fora. assinalando. a figuração dessas personagens populares em O som ao redor. como o fenômeno da alteridade se faz presente na voz do autor e como manifesta na do tradutor na tradução interlinguística. o centro e o entorno. principalmente. de natureza bibliográfica. In/visibilidade do povo. Este trabalho propõe-se a analisar. Torres (2015). A PRESENÇA DA ALTERIDADE NA LINGUAGEM E NA TRADUÇÃO DA OBRA DANCER. uma vez que esse processo pode ser evidenciado em diversas traduções de obras literárias já realizadas ao longo da história. procuramos problematizá-la. A fundamentação teórica baseia-se. vigias noturnos – atravessam as muralhas da classe média. A fim de questionar. Valdirene Fontanella (UNIRITTER) Resumo: Acredita-se que existe um elemento intrínseco e fundamental à natureza da linguagem e também à da tradução. o universo fílmico de O som ao redor (Kleber Mendonça Filho. o povo figura. muito mais do que a segurança da classe para a qual trabalha. nas ideias de Bakhtin. na mise-en-scène da obra. babás. lavador de carros. já que seus escritos fazem referência a acontecimentos registrados pela historiografia oficial. Spivak. A POLÍTICA DA MISE-EN-SCÈNE DE O SOM AO REDOR Júlio César Alves da Luz (UNISUL) Resumo: Tendo como cenário um quarteirão da praia de Boa Viagem. o qual denomina-se alteridade. como corpus de análise deste estudo será utilizada a obra Dancer (2003). presença que des/aparece. do autor irlandês Colum McCann e a tradução dessa obra para a língua portuguesa sob o título O Bailarino (2004). Trata-se de um trabalho de pesquisa qualitativa. a fim de evidenciar a presença desse elemento nas narrativas. sobretudo. Moura (2004). Palavras-chave: O som ao redor. Povoando o universo da intriga como que girando ao redor. sob o clima de suspense da obra. DE COLUM MCCANN. de modo a pensá-la na dialética de uma in/visibilidade que a obra coloca em jogo na construção de suas imagens. Para isso. porteiros. Mise-en-scène. uma multidão de figuras populares – empregadas domésticas. vendedores ambulantes. entre 110 . porém. História. a princípio. Circulando nesse espaço extremamente fechado. em Recife. Memória coletiva. Nessa perspectiva. entrincheirada contra os perigos da violência urbana crescente. o sentido intrusivo de que a presença e os movimentos desse povo são portadores e que parecem colocar em xeque. das relações trabalhistas que pautam o contato entre essas classes.

[le. Português Brasileiro (PB). Para este estudo. do tipo CCV(C). O corpus foi baseado na pesquisa de Da Silva. Palavras-chave: Linguagem.’ta. respectivamente. Assim. Nesse sentido.’pɔx] e [se.UFSC). criamos um corpus com palavras e frases francesas. uso profissional (professores de língua francesa da UFSC) e uso social como segunda língua (brasileiros morando em país francófono).is. interferências fonológicas de sua língua materna (LM).’pɔx] e [le. No entanto. Os ataques complexos do francês consistem de sequências que não são permitidas no PB. o presente estudo propõe um detalhamento acústico de produções de palavras que apresentam estrutura silábica do tipo CCV(C). produzindo.’ta.zis. Tradução.zis. Produção de fala. resultando nas produções: [le. contendo a estrutura silábica CCV(C). dessa maneira. o escritor utiliza-se de diferentes estratégias de autorrepresentação com vistas a embaralhar as fronteiras entre vida e obra. Palavras-chave: Interferências fonológicas. o aprendiz irá inserir uma vogal antes desse ataque complexo na produção de sintagmas como les sports e les spetacles. Aprendizes brasileiros de francês. A PRODUÇÃO NARRATIVA DE SALIM MIGUEL E AS DIFERENTES PROJEÇÕES DO AUTOR EM SEU TEXTO Ana Cláudia de Oliveira da Silva (UFSM) Resumo: O objetivo do presente trabalho é analisar na produção ficcional de Salim Miguel as diferentes projeções do autor em seu texto.kl]. Onze de Biguaçu mais um (1997). isto é.pe. Nur na escuridão (1999) e Reinvenção da Infância (2009).outros. o aprendiz brasileiro de francês. O foco são produções de fala de aprendizes brasileiros de francês. tenderá a produzir epênteses vocálicas. A vida breve de Sezefredo das Neves (1987). foram realizadas análises acústicas que observaram a existência de interferências fonológicas do PB nas produções de fala dos aprendizes brasileiros em todos os contextos verificados. Os dados analisados são de informantes brasileiros de três contextos diferentes: em sala de aula (alunos de graduação do Curso de Letras-Francês da Universidade Federal de Santa Catarina . em sua produção de fala. Nunes e Seara (2016) e no projeto IPFC (Interphologie du Français Contemporain). tais como sports e spectacles. constituídos de sequências consonantais como as observadas em sports e spectacles. levando-se em consideração o fenômeno da alteridade presente na linguagem.is. mesmo que suas histórias apresentem um forte teor autobiográfico. por exemplo.pe. foram selecionados os livros: A morte do tenente e outras mortes (1979). Alteridade. Ou ainda realizará o processo de juntura. Para tal intento. Primeiro de abril: narrativas da cadeia (1994). Após a gravação dos dados. A PRODUÇÃO DO ATAQUE COMPLEXO CCV(C) DO FRANCÊS POR APRENDIZES BRASILEIROS DE FRANCÊS Sara Farias da Silva (UFSC) Resumo: Ao aprender uma língua estrangeira (LE). Tais produções não ocorrem na fala do francês nativo.kl]. Em tais narrativas. nas quais será investigada a presença de dois processos fonológicos do português brasileiro (PB): epêntese vocálica e juntura. Espera-se que este trabalho possa contribuir como um estímulo à reflexão sobre os estudos de leitura e de tradução de narrativas literárias. o aprendiz se depara com novos sons dessa LE e pode apresentar. facilmente 111 . fato e ficção. ao se ver diante de ataques complexos.

detectável a partir de sua cronologia ou de informações paratextuais, a instância narrativa
geralmente assume uma perspectiva distanciada em relação ao que conta, como se fosse um outro
“eu” que estivesse ali a desfiar sua vida. Tem-se, assim, a criação de diferentes “personas”, nas
quais o autor projeta os seus sonhos de infância, seus anseios da juventude, seu desejo de escrever,
suas obsessões e traumas. Personagens como o “filho do seu Zé Miguel”, circunscrito ao passado
e ao âmbito familiar, e o poeta Sezefredo das Neves, relacionado ao período de efervescência e
formação literária da juventude catarinense. Diferentes projeções ficcionais que destacam o
processo de experimentação linguística de Salim Miguel – que gosta de recriar, deformar e
reinventar constante as mesmas histórias e personagens – e estabelecem com o leitor um jogo
ambíguo. Diante desse cenário, algumas questões que permeiam as escritas de si despontam, tais
como a presença do autor em seu próprio texto, a definição genérica, o pacto firmado com o leitor,
a problemática do nome próprio e da identidade, as quais tentaremos responder, mesmo que
parcialmente.
Palavras-chave: Salim Miguel. Projeções ficcionais. Escritas de si.
A RELAÇÃO ENTRE O CINEMA E A PUBLICIDADE - UM ESTUDO INTERTEXTUAL SOBRE
WARS E THE FORCE
Renato Bittencourt de Melo (UNISUL)
Resumo: A intertextualidade é uma prática utilizada com recorrência por redatores e criativos na
realização de campanhas publicitárias premiadas. Em sua mobilização, o intertexto, ou seja, o fato
de empregar um texto a partir de um outro texto já existente, pode gerar resultados
surpreendentes no aumento de vendas, por exemplo. Como é o caso do comercial estudado em
trabalho monográfico anterior, intitulado: The Force - filme comercial concebido pela Deutsch
para a Volkswagen, para divulgação do novo Passat 2012. A campanha intertextualiza com os
filmes da série Star Wars, uma obra referência para o cinema mundial. No estudo monográfico,
entendemos que a campanha ativou a memória afetiva de seu público-alvo e esta ativação teve
implicação discursiva para o aumento das vendas, o que fez do comercial um dos maiores hits do
Youtube de todos os tempos. A partir destes objetos discursivos que fazem da intertextualidade
argumento de venda, busca-se compreender como se dá a contribuição da memória e do texto de
imagem na realização discursiva dessas campanhas publicitárias que foram bem-sucedidas para
o consumidor e para o anunciante.
Palavras-chave: Intertextualidade. Cinema. Publicidade.
A RELATIVA LIBERDADE EM ACOSSADO, O ESTRANGEIRO E ANGÚSTIA
Marcos Hidemi de Lima (UTFPR)
Resumo: Esse trabalho busca elaborar, por meio de relações comparativas, algumas reflexões
sobre a relativa liberdade vivida por Michel Poiccard, Meursault e Luís da Silva, personagens que,
respectivamente, estão presentes em Acossado (1951), filme dirigido por Jean-Luc Godard, e nos
romances O estrangeiro (1942), de Albert Camus, e Angústia (1936), de Graciliano Ramos. As três
personagens aqui analisadas optam por uma forma de existência sem freios indo de encontro às

interdições da sociedade. Nesse sentido, a liberdade absoluta que almejam corrobora a ideia
expressa por Jean-Paul Sartre de que ser livre é uma forma de condenação. No filme de Godard,
Michel vai sendo aos poucos anulado em sua integridade existencial, ao fazer escolhas que
112

aqueles que estão ao seu redor julgam inaceitáveis. De modo análogo, Meursault, o protagonista
da narrativa de Camus, torna-se um estranho nas engrenagens sociais, quando deixa de atender
as expectativas que dele esperam. Similarmente, no romance de Graciliano, após cometer um
crime, o narrador-personagem Luís da Silva presume que não existem mais amarras que o
obrigue a representar uma máscara que lhe foi impingida pelos que o cercam. Na análise das
três personagens, subjaz o fato de que escolher a liberdade ilimitada, desconhecendo a
relatividade que lhe é inerente, não isenta nenhum dos protagonistas das responsabilidades
desse ato.
Palavras-chave: Questões sobre liberdade. Cinema. Literatura.
A REPRESENTAÇÃO DA PERSONAGEM FEMININA EM CONTOS DE MARINA COLASANTI
Juracy Assmann Saraiva (FEEVALE)
Resumo: O trabalho analisa a representação da personagem feminina nos contos A moça tecelã,
Entre a espada e a rosa e Um espinho de marfim, de Marina Colasanti, a partir da simbologia
presente nessas narrativas. A relevância do tema justifica-se pelo interesse que o público infantil
manifesta pelos contos de fadas, tanto os tradicionais quanto os modernos. Como autora desses,
Marina Colasanti é referência, e a análise de sua produção, no âmbito do gênero, permite constatar
que há diferença na composição das narrativas e na representação das personagens femininas,
quando se procede à comparação dos contos da escritora ítalo-brasileira com os contos de fadas
dos precursores, como os dos Irmãos Grimm. Sob o primeiro aspecto, os contos de Colasanti não
seguem o padrão das narrativas estereotipadas, de origem popular, deixando de apresentar
algumas invariantes; sob o segundo, as personagens instituídas pela escritora são autônomas e
tomam decisões sobre a própria vida, o que não acontece nos contos de fadas tradicionais.
Entretanto, não há só diferenças entre as narrativas clássicas e as de Marina Colasanti: a presença
da simbologia e o tratamento da temporalidade e da espacialidade são processos idênticos, o que
contribui para incluir seus contos no gênero maravilhoso. Além disso, os enredos lineares e
elementos profundamente simbólicos tornam possível interpretar e reconhecer situações e temas
reais. As personagens sentem e sofrem com a solidão, com o medo e com a morte. Desse modo,
Marina Colasanti renova os contos de fadas e aproxima o leitor dessas narrativas, a partir dos
dilemas humanos apresentados, por meio do trabalho particular que a autora exerce com a
linguagem.
Palavras-chave: Contos de fadas. Personagem feminina. Marina Colasanti.
A REPRESENTAÇÃO DA PERSONAGEM FEMININA PRINCIPAL, NO LIVRO INFANTIL
“CARMEN”, DE RUTH ROCHA: UMA ANÁLISE SEGUNDO A PERPECTIVA DO IMAGINÁRIO
Maria Aparecida Lima de Freitas (UNISUL)
Resumo: Este trabalho pretende analisar como ocorrem as construções simbólicas em relação a
uma personagem feminina na literatura infantil. Parte-se da hipótese que as representações na
literatura infantil ou infanto-juvenil recorram a imagens onde a mulher é percebida por suas
características sedutoras e ousadas em relação à figura masculina. A feminilidade não é, no
entanto, uma qualidade da qual uma mulher pode se desviar facilmente. É o que se percebe em
“Carmen”, uma adaptação da ópera, feita por Ruth Rocha. Carmen é uma cigana que vive em
Sevilha, na Espanha, por volta de 1820. A narrativa se inicia com uma marcha de crianças que

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cantam a chegada dos soldados na cidade. Ao citar Carmen, o texto diz que ela “provoca” um jovem
soldado, cantando e dançando uma linda canção. Percebe-se que o simbolismo de alguns
elementos do texto é uma maneira de expressar o imaginário, já que este é representando
simbolicamente. Assim, apresenta-se uma leitura dos simbolismos, presentes no texto literário
infantil, que envolvem a personagem feminina principal, sob a perspectiva do imaginário proposto
por Gilbert Durand (2002).
Palavras-chave: Gênero. Representação. Imaginário
A REPRESENTAÇÃO INDÍGENA E A IDENTIDADE NACIONAL: ANÁLISE DISCURSIVA DE
MATERIALIDADES GRÁFICAS SOBRE A TRIBO KAINGANG
Bruna Cielo Cabrera (UFSM)
Luiza Boézzio Greff (UFSM)
Resumo: O livro infantil Joaquim Toco e amigos na terra do Gãr (DMITRUK, 2015), além de expor
histórias voltadas às crianças, por meio de crônicas e diversas outras materialidades narrativas,
apresenta mitos, costumes e tradições da cultura Kaingang através de ilustrações de uma
realidade corrente, observada pelo viés dos autores, deste povo em constante contato com
comunidades não indígenas. Propomo-nos com o presente trabalho a análise discursiva das
imagens gráficas desse material, amparando-nos em um referencial teórico proveniente dos
estudos em Análise de Discurso de matriz francesa, segundo as ideias inaugurais de Michel
Pêcheux e, no Brasil, como maior expoente Eni Orlandi. Segundo a autora, em seu livro Terra à
vista (2008), “todo discurso é marcado enunciativamente. Não há apenas ‘algumas’ marcas que
são importantes” (p. 270) e, fazendo parte deste objeto, as gravuras são elementos indispensáveis
para a formação discursiva (FD) do livro. Uma vez que as FDs são consolidadas pelo interdiscurso,
“sendo este definido como o lugar de construção dos sentidos, a verticalidade (domínio da
memória) do dizer, que retorna sob a forma do pré-construído, o já-dito” (idem, p. 49), como as
ilustrações, elaboradas por um artista não indígena, estão funcionando discursivamente? Se
através do discurso é possível o “falar sobre o ‘outro’ para instituir a imagem de ‘si’, cria sua
tradição (sou-sempre-já), além de sua imagem (como deve ser)” (idem, p. 52), de que forma os
desenhos presentes em Joaquim Toco e amigos na terra do Gãr representam uma relação simbólica
e social de um imaginário de identidade indígena Kaingang e um imaginário de identidade
nacional?
Palavras-chave: Análise de Discurso. Identidade nacional. Kaingang.
A REPRESENTAÇÃO MENTAL DA SINTAXE: ESTUDOS PSICOLINGUÍSTICOS
Anna Belavina Kuerten (UFSC)
Daniela Brito de Jesus (UFSC)
Resumo: O objetivo deste trabalho é contribuir para a compreensão do processamento da
linguagem, especificamente do processamento sintático, apresentando os resultados dos recentes
estudos psicolinguísticos e a sua contribuição para a área. A compreensão da linguagem envolve
o conhecimento do significado da palavra e a compreensão das relações estabelecidas entre
diferentes palavras em uma sentença. Esta habilidade de compreender essas relações tem
motivado vários pesquisadores a investigar a linguagem através de processamento sintático. O
resultado disso é o surgimento de inúmeros estudos, cujo objetivo é entender os diferentes
114

processos sintáticos no cérebro. Os principais aspectos de investigação do processamento
sintático são: processamento de violações sintáticas, processamento de estruturas sintáticas em
comparação com listas de palavras, e interação de complexidade sintática com a memória
sintática (Friederici, 2004). Os estudos recentes que utilizam os métodos neurobiológicos têm
contribuído de maneira relevante para a área de psicolinguística. Investigações que adotaram a
ressonância magnética funcional (fMRI) sugerem que o processamento sintático ocorre na área
de Broca (AB 44 e AB 45) no giro frontal inferior (Friederici et al., 2003). Já os estudos com
eletroencefalografia (EEG) detectaram as ondas cerebrais LA) e P600/SPS quando houve violação
sintática em um dado estímulo sentencial (Kaan et al., 2000; Wassenaar et al., 2004). De maneira
geral, os estudos de neuroimagem sobre a representação e do processamento da sintaxe buscam
identificar o contraste entre um conjunto de duas ou mais condições desenhadas para diferenciar
um dado processo de interesse. Evidências na literatura apontam estudos que visaram isolar
aspectos sintáticos na linguagem, utilizando contrastes tais como a comparação de sentenças
sintaticamente complexas com sentenças simples e a comparação de sentenças contendo
violações com sentenças sem violações (Kaan & Swaab, 2002). Em suma, a capacidade humana de
ler ou ouvir uma dada sentença demonstra o papel crucial da sintaxe na compreensão normal da
linguagem e na interação do indivíduo com o meio.
Palavras-chave:
neurobiológicos.

Processamento

sintático.

Neurobiologia

da

linguagem.

Métodos

A REVISTA COMO LUGAR DE PRODUÇÃO E CIRCULAÇÃO DE SENTIDOS NO ESPAÇO
URBANO: A DISCURSIVIZAÇÃO SOBRE O ESTADO ISLÂMICO
Paula Maryá Fernandes (UNICENTRO)
Maria Cleci Venturini (UNICENTRO)
Resumo: A religião é um assunto polêmico que resulta não apenas em discussões acaloradas, mas
também em conflitos armados. O recente ataque ao jornal francês Charlie Hebdo e o massacre na
casa de shows Bataclan e em alguns restaurantes de Paris são exemplos dessa prática. Quem
assume a autoria dela é o grupo Estado Islâmico, que tem suas origens pautadas na religião
(Islamismo), mas também tenta exercer controle político no Oriente Médio. Esses acontecimentos
têm alcance mundial pelo espaço que a mídia concede a eles. Nesse sentido, entendemos que a
mídia tem o poder de controlar os sentidos, dando relevância ou não a acontecimentos, tecendo
teias e redes discursivas que muitas vezes atendem a interesses das classes dominantes. É no
espaço urbano que essa teia/rede se constitui por meio de sujeitos, os quais são a razão de
discursos decorrentes de filiações ideológicas. O funcionamento dessa teia depende do lugar
ocupado pelos sujeitos, em dada formação discursiva e do trabalho da memória discursiva que
repete ou rompe com os discursos que circularam antes em outro lugar e que sustentam as
teias/redes instauradas pela mídia. Para desenvolver a pesquisa, recortamos capas das revistas
Carta Capital, Piauí e Revue des Deux Mondes. O foco são as designações em torno dos
acontecimentos e dos sujeitos que os desencadearam, bem como dos sujeitos e dos países vítimas
desses atentados ou atos de terrorismo. A questão é: que memórias sustentam esses imaginários
sobre o EI e deles em relação ao mundo? Como o EI constrói e se legitima? Também mapeamos os
discursos protagonizados pelo EI com vistas a verificar como diferentes veículos de comunicação
discursivizam um mesmo acontecimento e como cada um deles constrói efeitos de evidência e de

115

verdade, além de verificarmos como a tomada de posição dos veículos de comunicação os
inscrevem em determinadas formações discursivas.
Palavras-chave: Análise de Discurso. Revista. Estado Islâmico.
A TRADUÇÃO COMO RETEXTUALIZAÇÃO: UM OUTRO OLHAR PARA A PRÁTICA
TRADUTÓRIA DENTRO DO ENSINO DE LÍNGUAS
Ana Paula de Carvalho Demétrio (UFSC)
Resumo: O grupo de pesquisa Tradução e Cultura – TRAC – é um grupo vinculado à UFSC e ao
CNPq que estuda, analisa, publica e divulga estudos acadêmicos que investigam a relação
Tradução e Cultura no âmbito da interface Tradução-Jornalismo e Tradução-Ensino de Línguas,
tendo como demarcação teórica as investigações pautadas na teoria funcionalista para os estudos
tradutórios. Inserida nesse cenário, a presente proposta de trabalho tem como objetivo
apresentar o resultado de uma pesquisa, realizada em âmbito de mestrado, a qual ocupou-se em
investigar a atividade tradutória – concebida a partir da ótica funcionalista (NORD, 1991[1988])
e sob a perspectiva da retextualização, sendo esta entendida, à luz do conceito de Dell’ Isola
(2007), como uma estratégia para o desenvolvimento da produção textual em sala de aula de
espanhol como língua estrangeira. Dita proposta concretizou-se através de uma sequência
didática, na qual os alunos participantes da pesquisa realizaram uma atividade de
tradução/retextualização de gênero textual. Partindo de um texto originalmente produzido no
gênero textual reportagem, os alunos realizaram uma tradução/retextualização para o gênero
textual carta do leitor, a qual foi analisada a partir da perspectiva tradutória funcionalista e
também com base em um modelo de análise embasado nos elementos de textualidade propostos
por Beaugrande e Dressler (1981) e Cassany (2000), os quais serviram para verificar se a
atividade proposta contribuiu para o aprimoramento da escrita desses alunos. Logo, a partir da
análise e discussão dos dados obtidos com a atividade, constatou-se que a tradução, concebida a
partir dos pressupostos supracitados, se confirma como uma estratégia eficaz para a produção de
textos em aula de espanhol como língua estrangeira, e sua análise, feita a partir dos elementos de
textualidade, comprovou que essa estratégia auxilia no aprimoramento da escrita dos alunos.
Palavras-chave: Tradução. Retextualização. Ensino de Línguas.
A TRANSFIGURAÇÃO DISCURSIVA A PARTIR DE CONTRIBUIÇÕES DA PSICANÁLISE, DA
HISTÓRIA E DA LINGUÍSTICA
Silvânia Siebert (UNISUL)
Resumo: A transfiguração discursiva se dá nos gestos de leitura e realização de obras “adaptadas”
para o Cinema, a Televisão, os Quadrinhos, entre outras. O leitor/autor da nova versão trabalha
na fronteira entre a escrita e a imagem. Entendemos que esse gesto interpretativo “emoldura” a
produção de efeitos de sentidos, dando forma à encenação, realizada em planos, cenas e
sequências que envolvem elementos próprios da linguagem audiovisual, como cenários,
iluminação, atores, figurinos, movimentos, etc. Para a análise discursiva das diferentes
textualidades apresentadas entendemos ser importante a observação do processo enunciativo
dos adaptadores, uma vez que será por meio do gesto de leitura/interpretação por eles realizados
que refletiremos sobre este movimento de ler uma obra e realizar outra versão. Buscamos ampliar
este conceito a partir de contribuições da psicanálise, da história e da linguística.

116

reorganizar a interpretação inicial em direção a estas novas conclusões e. seu caráter estrangeiro em relação àquele mundo e o desenraizamento que permeia sua estada em Londres. após algumas situações difíceis – como o suicídio da ex-namorada e um acidente de carro que quase o deixa tetraplégico – o deslocamento aparece como possibilidade única de fuga e reconstrução de si. selecionar piadas adequadas a serem trabalhadas em sala de aula. argumentamos que a utilização de piadas pode ser produtiva como estratégia de ensino e aprendizagem de Língua Espanhola para estudantes brasileiros. Além disso. Gestos de leitura. Teoria da Relevância. que busca estudar romances contemporâneos cujos personagens passem por situações de deslocamento entre diferentes lugares. migrações e exílio”. que ocupa um papel definitivo em sua construção identitária e na busca por superação de seus traumas. Desenraizamento A VOZ ENTRE A ANÁLISE DO DISCURSO E A PSICANÁLISE Maurício Eugênio Maliska (UNISUL) 117 . utilizamos a classificação proposta por Yus (2010). de Michel Laub. adquirindo muitas vezes status de migrantes ou exilados. considerando diferentes níveis de aprendizagem e de domínio do idioma-alvo. no qual será dado enfoque para os trânsitos do personagem principal. A UTILIZAÇÃO DE PIADAS NO ENSINO DE LÍNGUA ESPANHOLA Leila Minatti Andrade (UNISUL) Resumo: Neste trabalho. rir no processo. Este realiza uma viagem de Porto Alegre para Londres. Como aporte teórico para este estudo serão utilizadas as idéias de teóricos como Zigmunt Bauman. Palavras-chave: A maçã envenenada. visa-se a pensar a situação de auto-exílio em que ele se coloca. visto que este gênero textual auxilia o aluno não apenas a conhecer e internalizar aspectos linguísticos do idioma. um momento central em sua vida. DE MICHEL LAUB Júlia Nunes Azzi (UFRGS) Resumo: O presente trabalho vincula-se ao projeto de pesquisa “O romance brasileiro do século XXI: trânsitos. Encenação. Palavras-chave: Humor. Para prever os processos de compreensão dos alunos e. acionadas por um gatilho denominado de punchline. diante do punchline. assim. Objetiva-se então com este trabalho perceber de que forma os acontecimentos traumáticos pelos quais o personagem passa o induzem a buscar o deslocamento e de que forma a viagem pode ser definidora em sua vida. Os resultados parciais das análises sugerem que piadas transferíveis têm mais chances de serem compreendidas pelos estudantes de língua estrangeira. caso esta reorganização seja suficientemente surpreendente e humorística. O romance a ser analisado neste trabalho é A Maçã Envenenada. A VIAGEM DE AUTO-EXÍLIO EM A MAÇÃ ENVENENADA. Tzvetan Todorov e Julia Kristeva. Isso porque. Do ponto de vista cognitivo. especialmente entre aqueles em nível inicial de aprendizagem.Palavras-chave: Transfiguração. Cabe ao intérprete da piada. uma vez que eles tendem a processar o texto em Língua Estrangeira partindo de seus conhecimentos em Língua Materna. Ensino de espanhol. mas também a contribuir para a discussão da cultura subjacente dos povos que falam este idioma. piadas demandam processamento complexo que inclui a elaboração de um contexto inicial que leva a determinadas conclusões e a reorganização deste contexto em direção a conclusões incongruentes. Auto-exílio.

Tecnologia Digital. aliterações. Análise do Discurso. através das acentuações. Essa pesquisa visa investigar as articulações teóricas que podem ser processadas a partir do entroncamento conceitual da voz tomada como objeto de estudo nos domínios da Psicanálise e da Análise do Discurso. ritmos. 2014) a fim de se ampliarem as possibilidades de sucesso na sala de aula. Os objetivos desta apresentação são: (a) caracterizar cada abordagem. em que há na língua um elemento inexorável. SKEHAN. os trabalhos em torno da voz têm apontado para discussões que podem ser resumidas nos seguintes pontos: a) como materialidade significante que produz efeitos de sentido naquilo que marca a sua posição material como efeito da produção subjetiva. três abordagens que podem ser usadas com recursos digitais e baseados no uso de computador. naquilo que a voz emerge do sujeito como corpo pulsional de sua constituição. nos picos prosódicos. a voz é um elemento importante na prática clínica por assumir um lugar de destaque na constituição do sujeito ─ no que concerne a construção do fantasma. a saber. que traz marcas materiais quando interpelado em sujeito. Língua Estrangeira.Resumo: A voz é um objeto heteróclito que vem sendo estudada em muitos domínios. especificamente. Nessa perspectiva. impossível. com referencial teórico na área. do sintoma e da própria pulsionalidade ─ e também no exercício mesmo da psicanálise. com a apresentação das três abordagens e reflexão sobre o uso de cada uma. a voz. 2003. Palavras-chave: Ensino-Aprendizagem. gagueja. apontando para determinadas formações discursivas e não outras. 118 . hesita e se extasia nas aliterações. que escapa aos efeitos de significação. CONERY. b) pode-se ainda considerar o efeito da voz na clave daquilo que Pêcheux (1997) aponta como o real da língua. envolvendo. ABORDAGENS PARA O ENSINO E APRENDIZAGEM DE LÍNGUA ESTRANGEIRA ENVOLVENDO O USO DE TECNOLOGIA DIGITAL Celso Henrique Soufen Tumolo (UFSC) Juliane Regina Trevisol (UFSC/UNEB) Rodrigo Schaefer (UFSC) Resumo: Entende-se. Palavras-chave: Voz. Na Psicanálise. c) a voz como corpo simbólico constituído e atravessado pelas insígnias do discurso. KRAUSS. abordagem embasada em projetos (BOSS. especificamente o Inglês. desde as ciências biológicas até as ciências humanas. entonações. 1997). hoje. na medida em que a voz está inscrita na categoria de letra. 2007) e abordagem embasada em tarefas (ELLIS. afinal. Psicanálise. abordagem embasada em conteúdo (GRABE. etc pode produzir certos efeitos de sentidos que surgem da marca vocálica. como importante a familiaridade do professor com novas ferramentas tecnológicas (GIMENEZ. Desse modo. a voz é a materialidade discursiva posta em ato. RAMOS. tintila. Na Análise do Discurso. STOLER. 2003) que podem ser usadas para o ensino e aprendizagem de línguas estrangeiras. este Simpósio Temático apresenta trabalhos de pesquisa relacionados ao tema Ensino de Línguas com Tecnologia. Assim. espera-se contribuir para a prática docente de professores de inglês como língua estrangeira relativamente aouso de tecnologia digital. e (b) fazer uma reflexão sobre como cada uma pode ser usada para ensino e aprendizagem de língua estrangeira. É na prática clínica que o sujeito farfalha. Trata-se de um corpo que significa.

em fase inicial. ou os chamados contos de animais. Pode-se dizer que os primeiros traços de africanidades levantados são a grande presença de animais nos contos. característica herdada dos textos orais africanos. Oliveira (2003). Jovino (2006). são abordadas as obras “El libro de los abrazos” e “Patas arriba: la escuela del mundo al revés”). A presença de personagens negras ou de elementos da cultura africana e afro-brasileira em narrativas de recepção infantil e juvenil. e também o caráter educativo das narrativas. Esta apresentação dará prioridade ao levantamento bibliográfico sobre literatura infantil e juvenil. Por africanidades se está tomando o conceito elaborado por Silva (2003). e quando tal fato acontece tem as marcas da submissão. Palavras-chave: Literatura hispano-americana. pretende-se analisar a posição do aluno brasileiro de espanhol como um integrante da América Latina. Tais discussões que podem ser observadas em Rosemberg (1985). pretende-se desenvolver uma proposta de ensino de língua estrangeira por meio da literatura (mais especificamente. Com base nas principais referências pedagógicas atuais – os Referenciais Curriculares do Rio Grande do Sul e a Matriz de Referência do ENEM -. Espanhol. p. Observa-se também a Lei 10. produzidas no Brasil. A contribuição deste trabalho destina-se a duas grandes áreas que são contempladas neste eixo temático: literaturas de língua espanhola e ensino e aprendizagem de língua estrangeira. ou do apiedamento (DEBUS. do serviçalismo. A questão cultural aparece na discussão sobre estereótipos a partir de Hall (2010). Latino-americanismo. colocando em questão quais visões de África e de africanidades se podem ter a partir da literatura infantil e juvenil. 119 .103). suas relações com a representação de negros e negras e as africanidades. 2013.ABRAÇANDO A ESCOLA DO MUNDO AO AVESSO: APROXIMAÇÕES ENTRE A LITERATURA DE EDUARDO GALEANO E A AULA DE ESPANHOL COMO LÍNGUA ESTRANGEIRA NO BRASIL Gabrielle Lafin (UFRGS) Resumo: O presente trabalho pretende levantar questões acerca da obra do escritor uruguaio Eduardo Galeano que possam auxiliar os professores de espanhol como língua estrangeira (ELE) a desenvolverem o trabalho com a cultura hispano-americana por meio da literatura. focalizando as discussões por meio da análise de contos em língua espanhola de países falantes de espanhol. cuja temática é a representação de África e africanidades na literatura infantil e juvenil contemporânea em língua espanhola.639/03 que estabeleceu a obrigatoriedade do ensino de história e cultura afrobrasileiras e africanas. Esta proposta de investigação pretende se inserir nessa discussão. Couto e Jovino (2013) fizeram uso ampliado desse conceito para aludir às raízes africanas de práticas culturais dos países falantes de espanhol. À luz da perspectiva sociocultural no ensino e aprendizagem de língua estrangeira e da obra de Eduardo Galeano. quase que inexiste anteriormente à década de 1970. Bazzilli (1999). repensando sua noção de pertencimento a essa região. para quem a expressão refere-se às raízes da cultura brasileira que tem origem africana. ÁFRICA E AFRICANIDADES NA LITERATURA INFANTIL E JUVENIL CONTEMPORÂNEA DE LÍNGUA ESPANHOLA: TECENDO CAMINHOS Renan Fagundes de Souza (UEPG) Ione da Silva Jovino (UEPG) Resumo: Este trabalho tem como finalidade apresentar o andamento de uma pesquisa.

como seres humanos. sonora – que constituem os textos por meio dos quais se informa e se comunica é crucial para o letramento crítico de alunos de Educação Básica. DOLZ. o projeto procura discutir a relevância da análise de textos verbo-visuais utilizados no ensino-aprendizagem de LI. Alguns textos verbo-visuais autênticos foram selecionados e atividades correspondentes a esses foram construídas com base nas capacidades de linguagem (SCHNEUWLY. numa turma de 1º ano do Ensino Médio de uma escola pública do Paraná. do livro Feliz Ano Novo. Ou seja. A partir dessa proximidade com o estranho. Fundamentado no Interacionismo Sociodiscursivo (BRONCKART. pois. sabendo que o “Eu” possui responsabilidade intrínseca para com o “Outro”. 2010). mas que na prática pouco se vê. que se empenha em discutir esse fenômeno social que marca a história da nação brasileira desde a sua fundação. de aproximação. na qual a pesquisadora procura analisar sua própria prática pedagógica buscando entender como ela mesma trabalha textos verbo-visuais nas aulas de LI e que percepções são construídas por seus alunos. Prova disso são os relatos diários que nos chocam pela violência e pelo desrespeito à vida humana. especialmente nos discursos da mídia. 120 . de responsabilidade. nesse tipo de literatura. sob a perspectiva da “Alteridade”. dentre elas a ampliação das capacidades de leitura de textos pelos alunos que. ultrapassam o papel de meros receptores e se tornam interlocutores. Trata-se de uma pesquisa-ação (GIMENEZ. este trabalho objetiva analisar dois contos do escritor Rubem Fonseca. A atualidade está. de muitos outros envolvimentos de um “Eu” e um “Outro”. a relação humana de alteridade se dá face-a-face. nasce não mais da Ontologia. de comparação. 2004. STUTZ. visual. multimodal. mas da Ética. O que se percebe no mundo contemporâneo é uma preocupação exacerbada no que tange à alteridade. Resultados preliminares apresentam algumas contribuições para o letramento crítico dos alunos. ALGUMAS CONTRIBUIÇÕES DE TEXTOS VERBO-VISUAIS PARA O ENSINO-APRENDIZAGEM DE LÍNGUA INGLESA Andréia Roberta Rossi Colet (UTFPR) Resumo: O trabalho em sala de aula de Língua Inglesa (LI) focado na multiplicidade de linguagens – verbal. no contato com o “Outro”. Pensando nisso. Africanidades. para que o leitor reflita sobre como são representadas. 2011) e estão sendo aplicadas em sala de aula. Passeio Noturno parte I e O Outro. Bibliografia. Isso a literatura já denunciou e continua apontando para uma futura amnésia em que as pessoas talvez não mais se reconheçam como iguais. faz-se necessário pensar a literatura que aborda relações de violência. CRISTOVÃO. imersa em um profundo esquecimento do Outro.Palavras-chave: Literatura infantil e juvenil. Texto verbo-visual. tema da literatura. Língua inglesa. A violência é. ao contextualizá-los com a realidade na qual estão inseridos socialmente. de dependência. é que o “Eu” vai tomar a decisão de aproximar-se ou não do “Outro”. A presente comunicação tem por objetivo apresentar ações de um projeto de pesquisa em desenvolvimento. em que até a própria filosofia nasceria. com base em Emmanuel Levinas. 1999). interagindo com os discursos entranhados nos textos verbo-visuais e construindo novos significados. na verdade. Para este. as relações de alteridade entre as personagens. ALTERIDADE E LITERATURA: CONTOS DE RUBEM FONSECA André Natã Mello Botton (FEEVALE) Resumo: O termo alteridade conota relação de interesse. Nesse sentido. Palavras-chave: Ensino-aprendizagem.

no materialismo. cidade de aproximadamente 12 mil habitantes. no mínimo. Tomamos o deslocamento como objeto de estudo do turismo. que aparece através do equívoco. então. ANÁLISE DE DISCURSO E TURISMO: DESLOCAMENTOS POSSÍVEIS Maicon Gularte Moreira (UCS) Mateus Vitor Tadioto (UCS) Resumo: Nesta pesquisa. 1988). Processo número: 443809/2014-3). o materialismo histórico e a psicanálise. (v) Sonoridade do segmento precedente. Na linguística. Poloneses e ucranianos. (iii) Contexto fonológico seguinte. é a partir do jogo de forças entre a resistência do sujeito do inconsciente e a regulação da ideologia dominante sobre o tempo 121 . PARANÁ: UMA ABORDAGEM VARIACIONISTA Lucelene Teresinha Franceschini (Bolsista PNPD-CAPES. Projeto VARLINFE. As frequências foram confrontadas com os pesos relativos obtidos com o emprego do pacote de programas estatísticos VARBRUL (PINTZUK. pertencentes do banco de dados do projeto VARLINFE (Variação Linguística de Fala Eslava).Palavras-chave: Literatura. (ii) Ponto de articulação da consoante em contexto fonológico precedente. propomos uma aproximação entre os campos do saber do Turismo e da Análise do Discurso (AD) pecheutiana. articulada enquanto disciplina de interface/entremeio. A AD. problematizamos o turismo a partir do Materialismo Histórico e Dialético. (vi) Tipo de sílaba. que se inscreva na articulação de três regiões do conhecimento: a linguística não positivista. o furo do sujeito se dá a ver nas manifestações do inconsciente. Alteridade. Consideramos também as seguintes variáveis sociais: idade. Em sua aproximação com a AD. instalando o não-trabalho. sexo. exige a criação de outro corpo teórico-analítico. Violência. apresentando as variáveis linguísticas e sociais que condicionam a não-elevação da vogal estudada. Para esta comunicação serão apresentados os resultados obtidos na análise de todas as ocorrências da vogal média/o/em posição postônica final de entrevistas sociolinguísticas (com. (iv) Ponto de articulação da Consoante seguinte. visto que as atividades de deslocamento nascem como um corte no trabalho. O objetivo desta comunicação será. UNICENTRO) Loremi Loregian-Penkal (UNICENTRO) Resumo: Pretende-se. tal como João dos Santos Filho propõe em sua construção epistemológica. entendido como expressão de um ato político de resistência do sujeito. (vii) Presença/Ausência de vogal alta. na psicanálise. O analista de discurso confronta os objetos de estudo desses campos e busca trabalhar nas fissuras do entrechoque entre eles. Palavras-chave: Variação linguística. na fala em língua portuguesa de moradores da zona rural de descendentes de imigrantes eslavos (ucranianos e poloneses) de Mallet. contribuir para o conhecimento da variação linguística no Brasil. 40 minutos de fala cada) de 24 entrevistados. a falha da ideologia mostra-se através da contradição e. ANÁLISE DA NÃO-ELEVAÇÃO DA VOGAL/O/EM MALLET. apresentar resultados de uma pesquisa sociolinguística sobre o fenômeno de não-elevação da vogal/o/em posição postônica final. (Apoio CNPq. As variáveis linguísticas consideradas foram (i) Tipo de consoante em contexto fonológico precedente. escolaridade e etnia. Ainda que as atividades de deslocamento sejam validadas a partir da organização do Estado e das relações de produção vigentes. o sentido da língua está no nonsense. localizada na região centro-sul do Paraná. nesta comunicação.

A ideia é que alunos de escolas públicas produzam textos e vídeos falando sobre a sua comunidade. por discursos outros nos âmbitos sócio-histórico e ideológico. Turismo. de autoritarismo e do capital. que o furo do deslocamento se estabelece. posição-sujeito. As nomeações que nos referimos pertencem às várias pedagogias e são mantidas pelos discursos das ciências da Educação. a aluna está apresentando seu texto à professora. Para analisar este processo de ensino-aprendizagem. Deslocamento. Nesta perspectiva o movimento da Escola nova. Este projeto visa trabalhar o aluno e sua comunidade. as diferentes nomeações pedagógicas que aparecem no vídeo documental “La Educación Prohibida” (2012). Palavras-chave: Texto. ANÁLISE DO DISCURSO E A ESCOLA: UMA DISCUSSÃO SOBRE AS POSIÇÕES-SUJEITO DE ALUNOS E PROFESSORES Gabriela Moll (UNISUL) Resumo: Correções e interferências do professor para com o aluno são comuns no dia-a-dia da sala de aula e consideradas normais e importantes.de não-trabalho. Esse furo é o que pretendemos observar e discutir a partir das lentes da AD para questionar o objeto e o campo do turismo. por sua vez. trabalhando as questões culturais e sociais dos alunos e. que faz parte de um projeto de pesquisa do Programas de Línguas da UNISUL. [Re]pensar a escola contemporânea e os discursos que a sustentam é um desafio. autoria para compreender a relação entre professor/aluno no Discurso Pedagógico. Já para pensarmos as nomeações pedagógicas o interesse é pelo funcionamento dos nomes e as especificidades que os designam. A proposta desta pesquisa é analisar discursivamente a relação das posições sujeito aluno e professor e como essas interferências afetam a autoria dos textos produzidos pelos alunos. No vídeo a ser analisado. Autoria. Escola que na sua forma atual. também. surge com as exigências de uma sociedade industrial e da constituição do Estado Nacional. nos anos 20 veio criticar o tradicionalismo da educação e procurou inovar com a proposta de que a escola fosse um ambiente de formação. por sua vez. Pela teoria da AD as formações discursivas permitem compreender os processos de produção de sentidos. Estaremos mobilizando os conceitos de texto. Caminho que teórico se dará através da Semântica do acontecimento em Guimarães (2005). promover um intercâmbio dos envolvidos no projeto com alunos de escolas internacionais. Palavras-chave: Análise de Discurso. 2006). como ele a vê e como ele próprio se insere nela. a sua relação com a ideologia e a possibilidade de estabelecer regularidades no funcionamento dos discursos como propõe Orlandi (2012). avança pelos séculos visando romper as condições de dominação. textos esses que serão legendados por eles mesmos em Inglês. sustentados. (LIBÂNEO. conforme proposto na França por Michel Pêcheux e no Brasil por Eni Orlandi. vamos ter por base teórica a Análise de Discurso. ela. onde o aluno fosse ouvido nas suas necessidades básicas e que da escola saísse um “homem novo”. Posição-sujeito. está corrigindo o texto da aluna. Freire (2014) vai contestar a aparente neutralidade 122 . O corpus desta pesquisa é composto por um vídeo produzido em sala de aula. ANÁLISE DO DISCURSO: AS NOMEAÇÕES PEDAGÓGICAS (A)ENUNCIADAS EM “LA EDUCACIÓN PROHIBIDA” Alexandra Tagata-Zatti (UNISUL) Resumo: Este trabalho tem como objetivo analisar a partir das formações discursivas.

Educação. assumindo-o como uma interação essencialmente dialógica e argumentativa. ANDREI TARKOVSKI E A DETERIORAÇÃO DA CULTURA: UMA ANÁLISE DA OBRA STALKER E DA FORMAÇÃO DA SOCIEDADE José Ricardo da Rocha Cacciari (UNISUL) Resumo: A proposta deste trabalho é refletir sobre as imagens de Stalker a partir das questões políticas e culturais que a obra do cineasta Andrei Tarkovski desperta. primeiramente. é escolhida. com base na teoria da relevância de Sperber e Wilson (1986. Linguagem Audiovisual. também a importância da recepção. dentre outras compatíveis com a decodificação da sentença. 1995). investigamos possíveis efeitos da primeira e da segunda formatação deste instrumento de avaliação na proposição e na resolução de questões objetivas do exame. Em específico. exibida pelo Canal Futura a partir de 2012. por fim. Pedagogias. ANÁLISE SEMIOLÓGICA DA LINGUAGEM AUDIOVISUAL NA SÉRIE DE TV FAMÍLIA IMPERIAL Elton Luiz Gonçalves (UNISUL) Resumo: Este trabalho se propôs a realizar uma análise semiológica da linguagem audiovisual a partir dos códigos e subcódigos narrativos da mensagem televisional e seus elementos estéticos empregados pelo diretor Cao Hamburger na série brasileira de TV Família Imperial. a sua capacidade de educar através da fruição e como a mensagem televisional nos afeta através das interpelações dos signos que compõem a linguagem. Palavras-chave: Análise Semiológica. Palavras-chave: Análise do Discurso. os conceitos foram aplicados no exercício da identificação dos códigos e subcódigos na estrutura narrativa (Eco. a queda de um meteorito faz surgir um local denominado “A Zona” onde os desejos dos seres humanos são 123 . proposta por Jauss (1994) e os cuidados na desconstrução e reconstrução da análise fílmica descritos por Vanoye & Goliot-Lété (1994). No filme. Teoria da relevância. na educação do país. Após essa reflexão. mediante a operação de um procedimento ou heurística de compreensão guiada pela noção teórica de relevância. Exame Nacional do Ensino Médio. a importância da TV no cotidiano dos brasileiros. Esta comunicação apresenta resultados parciais da aplicação deste procedimento tanto na proposição como nas opções de resposta das questões selecionadas. O documentário é tomado como gesto de leitura para pensar como estas formações discursivas fortemente marcadas por um discurso autoritário da/na escola. Semântica Enunciativa. ANÁLISE OSTENSIVO-INFERENCIAL DE QUESTÕES DAS EDIÇÕES 1998 E 2014 DO ENEM Manuela Camila da Silva Matias (UNISUL) Resumo: Analisamos neste estudo. A teoria da relevância é uma abordagem pragmático-cognitiva que pretende descrever e explicar como determinada interpretação. dos receptores-leitores da mensagem. pois há também nesse modelo de educação formas domesticar para dominar.do “novo”. Palavras-chave: Pragmática cognitiva. avaliando a pertinência descritiva e explanatória da teoria da relevância para a análise de instrumentos de avaliação de ensino e aprendizagem. Na pesquisa. dez questões da edição de 1998 e dez questões da edição de 2014 do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM). 1979) na série de TV investigada. procurou-se contemplar as definições teóricas que envolvem a metodologia da análise semiológica proposta por Eco (1979). Para atingir tal objetivo discutiu-se.

ADPF 54. Ziem (2014) retoma o conceito fillmoriano de frame de compreensão. cuja decisão final autorizou a interrupção de gravidez de fetos anencefálicos. Já a noção de perfilamento pressupõe que a evocação de um frame também envolve perspectivas diferentes sobre o mesmo evento ou entidade. 2006. Esses dados foram processados pela ferramenta Sketch Engine. Em seguida. 2014). o qual implica um espaço de compreensão ativado por determinado uso linguístico. O objetivo é refletir sobre a deterioração e decadência dos símbolos culturais apresentados no filme conforme seus personagens se afastam da sociedade e adentram à “Zona”. ANTECIPAÇÃO TERAPÊUTICA DE PARTO DE ANENCÉFALOS NO BRASIL: UMA ANÁLISE DA ADPF 54 À LUZ DA SEMÂNTICA COGNITIVA Aline Nardes dos Santos (UNISINOS) Resumo: O objetivo deste trabalho é investigar as diferentes conceptualizações de feto anencéfalo no contexto do processo da Arguição de Preceito Fundamental 54-8 (ADPF 54). o Estado determina o isolamento do local. mas os Stalkers conduzem as pessoas. a civilização humana e a formação de uma sociedade que cerceia a liberdade e controla o pensamento através de suas práticas sociais. por meio da narrativa cinematográfica. 2008). foi 124 . negando-se ao feto anencéfalo a proteção jurídica dada a outros fetos por meio da Constituição. Cultura. proposto por Lazzarotto-Volcão (2009). ZIEM. predominam as conceptualizações em que feto anencéfalo é conceptualizado por meio de perfilamentos contra slots como [anomalia]. seguindo a metodologia de identificação de slots proposta por Ziem (2014). na perspectiva dos frames de compreensão (ZIEM. comunidade e sociedade em Zygmunt Bauman. dependendo de seus propósitos (CROFT. como forma de unificação da cultura de um povo por meio de um poder que se institui e se legitima baseado no nacionalismo. Em decorrência disso. Com base nos resultados verificados.realizados. 1985). O primeiro passo da análise consistiu na descrição do frame feto anencéfalo a partir das facetas de conhecimento presentes em cada subcorpus. o que faz com que falantes perfilem ou contrastem determinada situação contra frames ou facetas de conhecimento diferentes. a descrição e a análise do processo inicial de desenvolvimento fonológico em gêmeos dizigóticos. Como aporte teórico. no processo como um todo. e as teorias da imagem de Jacques Aumont e Marcel Martin. Perfilamento. Estado-Nação. um local onde o ser humano estaria liberto do controle de pensamento e livre da coerção social. [morte] e [ausência de atividade neurológica]. verificou-se como essas facetas resultavam em perfilamentos diferentes Os resultados mostraram que. e o conceito de perfilamento (LANGACKER. bem como as notas taquigráficas que registram os depoimentos das quatro audiências públicas realizadas durante o processo. 2014). Serão debatidos os conceitos de “Estado-nação”. Tarkovski critica. 2004. Palavras-chave: Frames de Compreensão. Palavras-chave: Sociedade. foram utilizados acórdão da ADPF 54. que abrange conhecimento enciclopédico. propõe-se uma articulação entre a Semântica de Frames. à “Zona”. clandestinamente. 1987. KÖVECSES. à luz do Modelo Padrão de Aquisição de Contraste (PAC). CRUSE. A partir dos trabalhos de Fillmore (1982. Como corpus de estudo. AQUISIÇÃO FONOLÓGICA DO PORTUGUÊS BRASILEIRO EM GÊMEOS DIZIGÓTICOS Tayse Feliciano Marques (UFSC) Resumo: Esta pesquisa buscou realizar.

Matzenauer-Hernandorena e Lamprecht (1991). A linguagem. procurando destacar o papel das artes no Ensino. utilizando as fichas de descrição fonética e fonológica sugeridas por Yavas. especificamente. Em seguida. De posse desses dados. os resultados apontaram que. Palavras-Chave: Aquisição fonológica. também. optamos por agrupar os dados de cada informante em quatro blocos. Assim. por meio de narrativas. Arquivo de leitura. As amostras dos dados linguísticos foram obtidas longitudinalmente. sendo o bloco 01 constituído pelas coletas realizadas na faixa-etária de 1:2 a 1:6. inclusive. revela como o homem compreende a própria existência. vivida e imaginada. realizou-se a análise contrastiva.possível. Gêmeos. a emergência dos contrastes seguiu um ordenamento similar entre os irmãos. avaliando os elementos visuais e as narrativas criadas. de modo geral. o Chachá. Partiu-se do pressuposto que a imagem de cenas pode evocar narrativas. Com o propósito de facilitar a organização e análise do corpus. O pesquisador pesquisará o conceito de online. investiga-se a relação entre as linguagens a partir análise de imagem da obra (tela em óleo) do artista plástico Richard Calil Bulos. e. tendo como foco a linguagem artística. comparamos a aquisição fonológica dos gêmeos e verificamos que os inventários fonéticos e fonológicos dos irmãos apresentam comportamentos bastante semelhantes. Esta corrente teórica é amplamente estudada no Brasil. sobre o dispositivo teórico da Análise do Discurso de filiação francesa. promovendo a articulação entre a pintura e literatura. ARQUIVO DE LEITURAS EM ANÁLISE DE DISCURSO Bianca Queda Costa (UNISUL) Resumo: A presente proposta de pesquisa insere-se nos estudos sobre divulgação do conhecimento. identificamos os traços que agem em coocorrência para estabelecer os contrastes na gramática dos sujeitos. em contexto natural. o bloco 02 referente ao período de 1:7 a 1:10. questionando como produz sentido e como se dá essa criação coletiva. por fim. Análise de discurso. Observa-se que na contemplação de uma tela (linguagem artística) pode-se pensar em narrativas pelas imagens colocadas em cena. país onde é mais proeminente na atualidade e. em se tratando da aquisição dos contrastes. Palavras-chave: Discurso online. Fonologia. o bloco 03 do intervalo de 1:11 a 2:2. depreender as semelhanças e diferenças do processo aquisicional dos irmãos. Assim. A representação do cotidiano da comunidade pesqueira 125 . para cada bloco. os elementos da teoria literária. o bloco 04 referente às coletas de 2:3 a 2:6. através de entrevistas que incluíram fala espontânea e fala eliciada com o auxílio de imagens. conhecer peculiaridades de sua linguagem artística em representar a vida. integra linha de pesquisa no Programa em Ciências da Linguagem da UNISUL (PPGCL). apesar de uma das crianças parecer um pouco mais adianta do que a outra. O Arquivo de Leituras em AD reúne materiais e diversas obras que contêm conceitos da Análise do Discurso e criará um banco de dados online para atualizações constantes. ARTE E LINGUAGEM: LEITURA DAS NARRATIVAS NAS OBRAS DE CHACHÁ (RICHARD CALIL BULOS) Monalisa Pivetta da Silva (UNOESC) Jussara Bittencourt de Sá (UNISUL) Resumo: Este estudo sublinha a articulação das linguagens verbal e não verbal. A análise das obras de Chachá possibilita ainda.

comerciantes de rua. 2009). Ensino AS (IM)POSSIBILIDADES DO DESLOCAMENTO Juliene da Silva Marques (UNISUL) Resumo: Este estudo terá como objeto de análise a mobilidade humana e as formas de (sobre)vivência das protagonistas colombianas Mariana. Palavras-chave: Deslocamento. os tempos e os lugares. além da possibilidade de articular o estudo das obras do artista. buscando compreender o trajeto antropológico que moveu e move os sonhos de um imaginário que se (des) constrói a partir da deformação de imagens passadas. 126 . os espectadores estariam traduzindo o não verbal para o verbal. em que o autor explora. Entende-se que a pesquisa sobre a leitura de imagem enquanto narrativa faz-se importante à medida que enseja refletir sobre a possibilidade de ler. o mobilismo em si que é o mobilismo imaginado. Corresponde à necessidade essencial de novidade que caracteriza o psiquismo humano. E é do devaneio que se insinua nas asas das andorinhas que esse estudo trata. E de acordo com a natureza desta viagem. Para Bachelard. A poesia requer profundo devaneio e memória. Santa Catarina. no próprio domínio do imaginário. Ainda serão investigadas teorias que analisam a hibridização transcultural e as políticas de deslocamento na contemporaneidade. Ao criar narrativas. à medida que a obra evoca palavras. posições estabelecidas pela imigração ilegal nos Estados Unidos. publicada em 2014 de autoria de Valdemar Muraro Mazzurana. Palavras-chave: Leitura de imagens. presentes e futuras. As personagens citadas representam na diegese variadas formas de deslocamento na sociedade contemporânea: andantes. entre outros aspectos. Para empreender a análise. ainda que fosse pela descrição de um devir do real. As telas são promovedoras de narrativas que desvelam. AS ANDORINHAS DA TORRE: UM VOO POR MEIO DO IMAGINÁRIO. Trata-se de um poema alusivo ao centenário do município de Orleans. a trajetória de vida do orleanense. considerando o capital como fonte geradora desse movimento. Gabriel e Andrea. Bachelard (2001) afirma que a verdadeira mobilidade. DO AR E DOS SONHOS Heloisa Juncklaus Preis Moraes (UNISUL) Luiza Liene Bressan (UNIBAVE) Resumo: Este estudo objetiva analisar o poema “As Andorinhas da Torre”. Hibridização. o poema é essencialmente uma aspiração a imagens novas. Narrativas. pretende-se esquadrinhar a narrativa andante do audiovisual fazendo uma analogia às condições de transição dos imigrantes no mundo globalizado. Transculturalidade. não é bem alertado pela descrição do real. Dessa forma. moradores de rua. pensar e intertextualizar o que se vê. Nesse quadro serão analisadas as possibilidades de deslocamento – entre uma posição e outra – e as impossibilidades de deslocar-se. em 266 décimas.do município catarinense também reflete o cotidiano de muitas outras comunidades. Paola Mendoza. é o trajeto que nos interessaria e não a estrada. catadores de lixo. ao ensino da literatura. viajamos em asas de Bachelard para pensar de que forma a imaginação e a mobilidade das andorinhas percorrem os mitos centenários da fundação do referido município. A verdadeira viagem da imaginação é a viagem ao país do imaginário. apresentadas no filme estadunidense Entre nós (Gloria La Morte. principalmente aquele que habita as encostas da serra geral que circunda o lugar.

AS IDEOLOGIAS LINGUÍSTICAS DE ALUNOS MULTILÍNGUES DESCENDENTES DE IMIGRANTES EM UMA ESCOLA NO INTERIOR DO PARANÁ Vanessa Makohin Costa Rosa (UEPG) Cloris Porto Torquato (UEPG) Resumo: A presente pesquisa pretende investigar as ideologias linguísticas em comunidades de descendentes de imigrantes (predominantemente ucranianos). BRIGGS. regime que levou Llansol para o exílio e sistema governamental que caracteriza o seu país de origem nessa época.Palavras-chave: Imaginário. desse modo. 2006. 2000. Palavras-chave: Diário. trata da ditadura Salazarista em Portugal. Ar. para poder compreender os processos ideológicos no ambiente escolar. BRIGGS. GAL. analisar-se-á as ideologias linguísticas de alunos multilíngues em processo de letramento. DE JOSUÉ GUIMARÃES João Claudio Arendt (UCS) 127 . no interior do Paraná. AS RELAÇÕES DE REGIONALIDADE EM A FERRO E FOGO. STEVENSON. Palavras-chave: Ideologia. bem como as ideologias linguísticas dos professores nesse contexto multilíngue. 1998. mais especificamente sobre o diário. BAUMAN. As ideologias linguísticas (BACHMANN. KROSKRITY. Com essa finalidade. Nacionalidade. Inconsciente político. 2010. 2000) são legitimadas pelos discursos presentes na sociedade. BARRET. O contexto específico da pesquisa é uma escola rural multisseriada em que são usadas as línguas portuguesa e ucraniana. Poema. Como metodologia norteadora pretende-se realizar pesquisa qualitativa com o instrumento de entrevista semiestruturada aplicada à professora de alunos multilíngues da referida escola e observações em sala de aula. Assuntos tratados pela autora de uma maneira muito particular e que apreendemos pelas estratégias de contenção propostas por Jameson. elas legitimam o poder e colaboram para a identidade nacional. com as considerações de autores que tratam da escrita intimista para finalmente analisar a obra como uma mediação única e particular no contexto histórico ao qual foi imaginada. quando a autora reflete sobre assuntos como a cultura européia e de maneira significativa. especificamente.2008) à luz de O inconsciente político (1992) de Fredric Jameson e Duas Meninas (1997) de Roberto Schwarz. uma vez que seu diário apresenta uma subversão do gênero. inicialmente faremos breves comentários sobre a bibliografia da escritora Maria Gabriela Llansol e buscaremos discorrer sobre os fundamentos do gênero memorialístico. Multilinguismo. a qual vê o texto como um ato socialmente simbólico. analisarmos Um Falcão no Punho: diário I da escritora portuguesa Maria Gabriela Llansol (1931. de modo a apreender a obra literária pelo viés de uma hermenêutica com fundamentos sociais. na cidade de Prudentópolis. uma vez que a ideologia do monolinguismo assume uma única língua para a Nação. Maria Gabriela Llansol. Uma análise realizada em três níveis de leitura para o entendimento de sua elaboração por mediações históricas. 2006. AS MUITAS FACETAS DE UM DIÁRIO: DA EXPERIÊNCIA DE UM INDIVÍDUO ÀS REFLEXÕES DE UMA ÉPOCA Vanessa Aparecida Kramer (UNICENTRO) Resumo: Neste projeto temos como proposta de pesquisa. 2006.

para os autores. Constatamos que a postulação de complexidade estrutural e de uniformidade de interface entre esses níveis deve ser empiricamente motivada. Uniformidade de Interface. Literatura regional. projetando somente os itens pronunciados. formada a partir de regras de constituência sintagmática e de ordem linear. Palavras-chave: Subpredicação. sintaxe e semântica. com o intuito de mostrar que a importância da obra para as literaturas gaúcha e brasileira reside justamente na representação de um evento histórico circunscrito a um espaço regional. a não-uniformidade de interface como opção de economia teórica: a estrutura sintática é reduzida ao máximo. O objeto foi delimitado a partir do conceito de predicação para Frege (2009) e para Searle (1969). AS TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO (TICS) E AS PRÁTICAS SIGNIFICATIVAS DE ESCRITA NOS ANOS INICIAIS: UM PERCURSO PARA A AUTORIA SOB O VIÉS DA ANÁLISE DO DISCURSO Rosane Lemos Barreto Custodio (UNISUL) 128 . AS REPRESENTAÇÕES SINTÁTICAS DA SUBPREDICAÇÃO EM PB: A NÃO-UNIFORMIDADE ENTRE FORMA E SENTIDO Rafaela Miliorini Alves de Brito (UFSC) Resumo: Este trabalho contesta a obrigatoriedade de uniformidade na interface sintaxe e semântica. Como a semântica deixa de ser um nível meramente interpretativo. interna à principal. A representação arbórea é flat.Márcio Miranda Alves (UCS) Resumo: Este trabalho analisa declarações do escritor Josué Guimarães sobre sua conflituosa relação com a literatura sul-rio-grandense. A subpredicação é definida por nós como uma segunda predicação. então. Regionalismo. analisamos sentenças com verbos que selecionam semanticamente uma subpredicação e aplicamos testes de constituência para verificar em quais casos esses verbos licenciam um constituinte sintático como complemento. mas baseado em restrições. portanto. como Caio Fernando Abreu. Nos casos em que é atestada a formação de constituinte. a subpredicação é projetada sintaticamente como uma small clause (SC). embora estabeleçam uma relação de subpredicação no nível semântico. são discutidos depoimentos de outros autores. é composta por três níveis: fonologia. que defende um sistema linguístico não transformacional. Sintaxe mais Simples. especialmente com a vertente regionalista surgida no século XIX. Os resultados mostraram que muitos verbos tradicionalmente considerados selecionadores de SC pela tradição gerativa não o são. busca-se ler brevemente o volume Tempo de solidão na perspectiva das suas relações de regionalidade. Nossa ancoragem teórica é a proposta de Culicover e Jackendoff (2005) na Teoria da Sintaxe mais Simples. Tomando a Sintaxe mais Simples como base. partindo da análise do fenômeno da subpredicação em português brasileiro. a relação de predicação se dá diretamente com o verbo e. Palavras-chave: Regionalidade. A contrapelo da posição do próprio autor. Erico Verissimo e Milton Hatoum. nos demais casos. embora ainda gerativo e formalizável. gerados de forma independente e concomitante. Para mostrar que o autor de A ferro e fogo não se encontra sozinho sob o incômodo rótulo regionalista. é postulada. não é formada uma SC. a sua geração não depende mais da forma sintática. a arquitetura da gramática. que definem esse fenômeno como a atribuição de uma propriedade a um objeto.

Para tanto. Enfim. no desenvolvimento da autoria. sugerir livros. Autoria. cujo corpus se constituiu a partir da seleção de fragmentos das postagens efetuadas no blog. investigarmos se a essência do texto-fonte. Trata-se de analisar. Em um segundo momento. Análise do Discurso. é cada vez mais conduzida ao uso de equipamentos tecnológicos. assujeitados à língua e à história. Dentro do planejado.Resumo: Este artigo procura discutir o uso das Tecnologias de Informação e Comunicação no ensino da escrita através de práticas sociais realizadas no âmbito escolar. ou por falta de formação no uso das tecnologias aplicadas ao processo de aprendizagem. são utilizados os entendimentos propostos por Hans-Georg Gadamer (2005) acerca da leitura interpretativa e hermenêutica filosófica com o objetivo de identificar aspectos como a ironia e a sátira que permeiam a obra As viagens de Gulliver. Os escolares. as crianças ainda poderão realizar as seguintes postagens: narrar algo que viram ou descobriram após um período de observação. que contempla a realização de análises a partir de uma perspectiva hermenêutica. etc. a voz irônica que emerge à superfície da história. coordenado pela Profª Drª Eunice Terezinha Piazza Gai. 129 . a influência do uso da escrita. “ouvindo”. como. no qual os mesmos postaram – após diversas atividades propostas – suas opiniões sobre determinado tema. através da observação do diálogo entre as duas composições. atemo-nos aos relatos dos costumes e singularidades desse universo em comparação com o mundo de nosso narrador. Por outro lado. por exemplo. os recursos imagéticos. propondo reflexões de natureza ontológica em relação ao texto que é lido. AS VIAGENS DE GULLIVER: ENTRE A LEITURA E A RELEITURA Ádria Graziele Pinto (UNISC) Resumo: Nosso estudo vincula-se ao projeto de pesquisa Os estudos acadêmicos de literatura: pressupostos teóricos e aplicabilidades. ainda encontramos educadores que comumente organizam atividades que transportam a utilização da escrita social (com ou sem o uso de tecnologia) para um segundo plano. Palavras-chave: Tecnologias da Informação e Comunicação. observamos o tom concedido por Jonathan Coe (2001) à releitura de Swift em um texto que abrange o público infantil. Ironia. relatando uma experiência integrante do corpus de uma tese em andamento. em um dos mais árduos desafios da educação contemporânea. de Jonathan Swift. fazer comentários. que induzem o jovem leitor a desvelar o âmago do texto exposto ao aguçar sua capacidade de interpretar outros signos. seja por políticas públicas ineficazes. apesar das modificações sofridas. Conscientes de que tanto a literatura infantil como a infantojuvenil dispõem de recursos que vão para além do texto escrito. Palavras-chave: As viagens de Gulliver. reforçando a busca pela entonação crítica e reflexiva que é encontrada na obra de Swift. A fim de averiguarmos as críticas veladas que compõem sua narrativa. contribuindo para que o exercício de autoria do aluno se caracterize. a qual. sob o viés da Análise do Discurso de linha francesa. exploramos também nesse segundo momento a influência de alguns artifícios narrativos. sabemos. O trabalho se pautou no dispositivo teórico e analítico da Análise do Discurso de linha francesa. talvez. é mantida ou não em sua adaptação. comentar filmes. tencionamos. A proposta metodológica do estudo está voltada para a análise da produção escrita de nove alunos em suporte virtual denominado blog. como pano de fundo. são constantemente interpelados pela conhecida sociedade tecnológica e/ou do conhecimento. tendo como suporte um meio de comunicação virtual (mais especificamente a criação de um blog proposta aos alunos do 5º ano do Ensino Fundamental). Adaptação infantil.

busca-se apontar e problematizar aspectos que dificultam a compreensão leitora. situacionalmente. que podem representar obstáculos para o processamento da informação. Palavras-chave: Compreensão leitora. da Universidade Federal de Pelotas (UFPel). A base teórica que permite compreender as produções em análise parte das considerações sobre linguagem e síndrome de Down de autores como Chapman (1996). basicamente. Espaços mentais. de caráter qualitativo. Foram verificados os contrastes fonológicos desvelados por estratégias de reparo capazes de evidenciar o sistema fonológico de cada criança e adolescente em foco. ASPECTOS QUE DIFICULTAM A COMPREENSÃO LEITORA Márcia Regina Melchior (UNISC) Onici Claro Flôres (UNISC) Resumo: O que está implícito no ato de ler é o que o presente artigo se propõe a debater. E por fim. Fauconnier. indicam que não há domínio no uso de tais classes de sons. o tempo que o cérebro demora para processar uma informação. com idades entre 4:2 e 16 anos. Time window. Rangel (2003). discorreremos sobre a Teoria dos Espaços Mentais de Fauconnier. se comparadas ao que se tem verificado no processo de aquisição fonológica da língua portuguesa. Fonologia. alcançando assim a consciência metapragmática. Wertzner (2004). Dra. investiga e analisa aspectos fonológicos da fala de um grupo de 4 crianças e 4 adolescentes com síndrome de Down. na tentativa de compreender os meandros do processamento cognitivo e de como o aluno chega à compreensão total do texto. tentando compreender a janela do tempo (window time).ASPECTOS FONOLÓGICOS DA FALA DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES COM SÍNDROME DE DOWN Alexandra Oliveira dos Santos (UNISINOS) Resumo: Este estudo. Ausubel. Os apontamentos relacionados à aquisição da fonologia do português brasileiro são trazidos. da obra de Lamprecht (2004). entre outros. Tais falas fazem parte do banco de dados sob coordenação da profa. justamente em razão disso. defende-se que o estímulo ao uso da língua na escola e fora dela é capaz de contribuir para desenvolvimento da linguagem de pessoas com síndrome de Down. Neste sentido. defendido por Pöppel. As especificidades da síndrome de Down devem ser consideradas e. o presente artigo se propõe a apontar e discutir aspectos que possam dificultar a compreensão leitora. partindo deste conceito. As produções revelam estratégias de reparo no uso de plosivas. Por meio de uma discussão teórica baseada em Pöppel. para então chegarmos na consciência metapragmática. AUTORIA NO ENSINO DE LÍNGUA: ENTRE A LÍNGUA MATERNA E A LÍNGUA ESTRANGEIRA Camila Borges dos Anjos (UNISUL) 130 . embora assemelhem-se às utilizadas por crianças sem SD mais jovens. Depois. ou seja. Palavras-chave: Linguagem. sobre o conceito de subsunçor de Ausubel e questões referentes à memória e à decodificação. gerados durante a pesquisa Aquisição Fonológica e aprendizagem da escrita por crianças com síndrome de Down. que é alcançada quando o aluno chega à compreensão do texto lido. Síndrome de Down. Enfocaremos de início o conceito de tempo. Flôres entre outros. Cunninghan (2008). fricativas e líquidas que. Gilsenira de Alcino Rangel. Fronza (2014). abordaremos os conceitos de consciência. consciência metalinguística.

Ensino. na tentativa de que isso fosse possível. nas aulas de língua inglesa e língua portuguesa. na tentativa de contribuir com a formação de um educando que vivencie a língua de forma crítica e significativa e que possa atuar de maneira mais autônoma na sala de aula e para além deste espaço. Neste trabalho realizamos uma revisão teórica. traçamos algumas considerações sobre a existência de lacunas em relação a estudos integrados capazes de promover a interface entre a pesquisa em leitura e a pesquisa em avaliação da compreensão leitora. Primeiramente. começou a fazer sentido para os educandos a partir do envolvimento com a cultura do outro. Tal complexidade exige que se adotem inúmeros cuidados e critérios ao longo do processo de construção das tarefas de avaliação da compreensão leitora. AVALIAÇÃO DA COMPREENSÃO LEITORA: DEMANDAS COGNITIVAS E LEITURABILIDADE TEXTUAL Lucilene Bender de Sousa (IFRS) Lilian Cristine Hübner (PUCRS) Resumo: Avaliar a compreensão leitora é uma tarefa que apresenta inúmeros desafios devido à sua natureza cognitiva. as escolas em que se desenvolveu a pesquisa foram palco de aproximações com a cultura. Por fim. Buscando respostas que possibilitem um trabalho significativo para o ensino de línguas. discutimos os processos cognitivos subjacentes às tarefas que influenciam no produto da compreensão leitora. O percurso metodológico acontece no espaço da sala de aula. apresentação radiofônica. não sistemática. apresentamos diferentes tipos de tarefas que buscam ter acesso ao produto da compreensão leitora. em suas produções textuais. onde julgamos encontrar possibilidade de contribuir para o aluno assumir o espaço de autor em práticas de leitura. por meio da linguagem verbal-imagética. A pesquisa fundamenta-se na perspectiva da Análise do Discurso de linha francesa. como o reconhecimento de palavra. destacando seus objetivos e limitações.Giseli Fuchter Fuchs (UNISUL) Resumo: O objetivo desta comunicação é refletir se/como. ainda. as memórias e a habilidade de expressão verbal. a partir de estudo de campo realizado com alunos do ensino médio. Palavras-chave: Língua Inglesa. interagir e vivenciar a cultura do outro com vistas à autonomia autoral. E. desfazendo a ideia de que o conhecimento tem na escola um lugar cativo. o conhecimento prévio. 131 . bem como os fatores que devem ser levados em consideração quando da escolha do texto para compor as tarefas avaliativas da compreensão leitora. esta pesquisa pretende alterar o cenário tradicional da sala de aula e propor novas estratégias de trabalho para as aulas de língua sem dissociá-las das situações significativas em que acontecem. tanto na língua inglesa quanto na língua materna. em duas escolas públicas do estado de Santa Catarina. a fim de que encontre mais sentido nas práticas desenvolvidas no ambiente escolar. produção audiovisual. o aluno tem espaço. sobre dois importantes fatores que podem interferir na qualidade e eficácia das tarefas: as demandas cognitivas e a leiturabilidade dos textos. Autoria. Juntamente. escrita e interação na língua. O trabalho possibilitou ao aluno ensaiar outras formas de construção de sentidos. que atravessou a música. para se expressar. Observou-se que a prática de produção de texto. os métodos quantitativos e qualitativos de análise da leiturabilidade dos textos. Língua Portuguesa. Abordamos. uma vez que a qualidade das tarefas avaliativas depende das concepções teóricas acerca da compreensão leitora nas quais estão embasadas. Essa interface se faz extremamente necessária.

Costa (2005). Eles reconhecem que as críticas. alinhamento ou distanciamento da voz autoral em relação a outras vozes/posicionamentos presentes no texto) e gradação (intensidade das avaliações). dentre outros fatores. No colégio em questão. 1994. O referencial teórico utilizado baseia-se em autores como Rajagopalan (2003. Tanto para participar das entrevistas quanto para o grupo de estudos. Cada um desses subsistemas engloba categorias específicas. pois em alguns momentos sentem-se realizados e em outros. Com base nisso e tendo em vista a discussão importante e sempre atual sobre a 132 . Moita Lopes (2013). não se restringem a questões de trabalho. Barcelos (2004. HALLIDAY e MATTHIESSEN. está estruturada em três subsistemas: atitude (avaliações em termos de emoção. ética e estética). Palavras-chave: Avaliação. Leiturabilidade. aos acontecimentos. Correa (2014). pois pressupõe administrar confrontos e lidar com divergência de ideias. o processo de elaboração de avaliações na disciplina de língua portuguesa pelo grupo que atua em um colégio de Ponta Grossa/PR. especialmente quando têm de receber críticas dos colegas e também fazer críticas. inclusive na mídia. 2007). (HALLIDAY. Faraco (2008).Palavras-chave: Compreensão Leitora. no entanto. aos objetos e aos seres em geral. Metodologicamente. cujo objetivo principal é investigar como acontece. é característica inerente ao ser humano o fato de apresentar valores em relação aos demais. AVALIAÇÕES EM UM TEXTO SOBRE EDUCAÇÃO: UM ESTUDO À LUZ DO SISTEMA DE AVALIATIVIDADE Glivia Guimarães Nunes (UFSM) Ariane de Fátima Escobar Rossi Niederauer (UFSM) Resumo: Em meio às nossas práticas diárias. tratamento de conteúdos. Língua portuguesa. os professores das diferentes unidades devem elaborar em conjunto as avaliações mensais e bimestrais que são aplicadas em todas as sedes da escola. Os resultados obtidos até o momento são os seguintes: segundo os docentes entrevistados. mas extrapolam para a esfera pessoal. uma abordagem que se preocupa em sistematizar essas avaliações. Silva (2007). na visão dos professores envolvidos. é natural tecermos avaliações em relação às pessoas e a seus comportamentos. a pesquisa é qualitativa e os dados foram obtidos através de dois instrumentos: entrevistas e grupo de estudos. foram convidados professores da área de língua portuguesa que atuam do 6º ao 9º ano. que dizem respeito tanto a questões de relacionamento pessoal quanto às relativas a formação acadêmica. Ou seja. Língua e gramática. Os professores revelam também a dificuldade em lidar com as críticas. que se assenta na Linguística Sistêmico-Funcional (LSF). Demandas Cognitivas. O Sistema de Avaliatividade (MARTIN e WHITE. 2004). angustiados. o trabalho de elaborar avaliações em grupo é muito complexo. 2005) é. eles apontam a oportunidade de crescimento e maturidade que o trabalho proporciona. muitas vezes. engajamento (perspectiva dialógica. 2013). Sobrinho (2003). Essa abordagem. AVALIAÇÃO NA DISCIPLINA DE LÍNGUA PORTUGUESA: REFLEXÕES SOBRE UM TRABALHO DOCENTE REALIZADO EM GRUPO Simone de Fátima Colman Martins (UEPG) Resumo: Este trabalho é parte integrante de uma pesquisa de mestrado em andamento. pois. procurando investigar que tipos de valores são expressos e quais elementos linguísticos os materializam em textos que circulam socialmente. por exigência da equipe diretiva.

Cabe aos linguistas descrever os recursos do léxico e da gramática utilizados pelos falantes para expressão da subjetividade na forma de avaliação positiva ou negativa. em 2016. era constituído pelas cidades de Irati. considerando as categorias do Sistema de Avaliatividade. Mattos e Silva (2008). sobretudo àquelas dedicadas ao Paraná e ao estudo da fala eslava no Brasil. engajamento e gradação. mas. Palavras-chave: Sociolinguística. Milroy e Gordon (2003). tendo por base os subsistemas do Sistema de Avaliatividade. para que. esperamos trazer contribuições a futuras pesquisas sociolinguísticas. Dessa forma. Fala eslava. imagem de personalidades etc. de cunho qualiquantitativo. a fim de verificar como se constroem as avaliações em relação à educação no Brasil e como a Avaliatividade contribui para a argumentação no texto. Weinrich. temas debatidos na sociedade. Eckert (2000. Freitag et al (2012). Labov (1972). a descrição dos meios gramaticais e lexicais de expressão da subjetividade é utilizada para a criação de 133 . Rio Azul e Prudentópolis. Ivaí. Trata-se de ferramenta muito utilizada pelos departamentos de marketing de grandes corporações e por analistas políticos para minerar as opiniões dos usuários de redes sociais a respeito de produtos. relações e modo). Rebouças. esta pesquisa tem por objetivo a descrição de tal processo de ampliação de córpus (contemplando questões metodológicas). expandiu suas entrevistas de campo para Quedas do Iguaçu e Cruz Machado – cidades em que a cultura eslava (polonesa ou ucraniana) se faz presente –. social. Várias categorias investigadas pela Linguística integram o escopo de estudos da análise de sentimentos como. histórico e cultural das regiões eleitas para pesquisa. realizamos a análise contextual do artigo. a subjetividade. O artigo analisado intitula-se “Educação: reprovada”. atitude. A partir de nossos resultados. a evidencialidade e a modalidade. desenvolvemos a análise textual. Educação. posteriormente. sobretudo à atitude (apreciação e julgamento) e ao engajamento. bem como o levantamento bibliográfico e documental em resgate aos aspectos históricos e culturais dessas duas cidades paranaenses. Resultados preliminares evidenciam a ocorrência de avaliações concernentes aos três subsistemas. UNICENTRO – Campus Irati). por exemplo. como Camacho (2010). e foi publicado na Revista Veja. bem como suas categorias. 2012).educação brasileira. o objetivo deste estudo é analisar. BASES PARA A CRIAÇÃO DE UM SISTEMA DE AVALIAÇÃO DE SENTIMENTOS NO PORTUGUÊS BRASILEIRO Juliano Desiderato Antonio (UEM) Resumo: A análise de sentimentos é um campo em ebulição na interseção entre a Linguística e a Ciência da Computação. Freitag (2013). serviços. Banco de dados. além de outros pesquisadores. levamos em conta estudos sociolinguísticos que focalizassem a construção de banco de dados e também o estudo geográfico. de Lya Luft. Mallet. Palavras-chave: Artigo de opinião. com foco nas variáveis do contexto de situação da LSF (campo. BANCO “VARLINFE”: AMPLIAÇÃO DO CÓRPUS DE FALA ESLAVA NO PARANÁ Ivelã Pereira (UFSC/UNICENTRO) Resumo: Considerando que o banco de dados “Variação Linguística de Fala Eslava” (VARLINFE. Labov e Herzog (1968). um artigo de opinião. Loregian-Penkal et al (2013). em 14 de setembro de 2011. Para isso. Inicialmente. Avaliatividade. Em seguida. até 2015. pudéssemos apresentar a interpretação dos dados obtidos.

O recorte escolhido para o trabalho é composto pelos recursos linguísticos utilizados por falantes do português brasileiro para expressão de avaliação na forma de comentários em páginas públicas e em páginas de empresas no Facebook. fará com que compreendamos a questão da autoria e dos gestos de leitura determinantes para a realização desses artefatos culturais. completa. 2011. principalmente as que envolvem o não-verbal. 2005. 134 . -íssimo). Condições de Produção. 30). A partir dessas considerações entende-se a importância de investigar tais materialidades discursivas consideradas “de agora”.. desenhos animados e traduções). Este trabalho tem como objetivo apresentar as bases para a criação de um sistema de avaliação de sentimentos para indicação de avaliação positiva. Estas duas personagens serão os objetos usados para mostrar o acontecimento. O DESENHO ANIMADO E O FILME: TRADUÇÃO E TRANSFIGURAÇÃO Ricardo Ribeiro Elias (UNISUL) Resumo: Busca-se analisar como se dá o processo de tradução e transfiguração discursiva dos quadrinhos. Reforça-se. por sua natureza. Transfiguração Discursiva. pobremente). da transfiguração discursiva. também devem ser utilizados para a identificação da orientação semântica do texto elementos com função intensificadora (muito. moduladores (meio. que. pois “elas compreendem fundamentalmente os sujeitos e a situação” (ORLANDI. construções em primeira pessoa com verbos indicadores de opinião. nesta pesquisa. Avaliação. segura e coerente é uma fantasia” (HALL. ainda jovem em Análise do Discurso. dentre outros recursos linguísticos. sendo este descrito desta forma: formular novos estudos discursivos através da análise de obras literárias contemporâneas. a investigação de Batman e Coringa. 13). também serão levados em conta substantivos (obra-prima. desastre). são responsáveis por grande parte da carga subjetiva de um texto (excelente. dizendo-se que “a identidade plenamente unificada. Como não é possível realizar a análise de sentimentos por meio de palavras isoladas. interpretado e reescrito para funcionar em outro meio. Subjetividade. Esta análise investigativa basear-se-á na seguinte pergunta norteadora: como as condições de produção em Batman: O Cavaleiro das Trevas – quadrinhos e suas releituras – influenci(ar)am as identidades das personagens Batman e Coringa. por exemplo). noção que “marca esta posição de analisar um texto que é lido.. BATMAN. desde sua criação até hoje. verbos (amar. 2012. mirando materialidades de cunho literário. odiar) e advérbios (habilmente.]” (SIEBERT. p. Palavras-chave: O Cavaleiro das Trevas. Esta pesquisa baseia-se também no sentido de que estes dois personagens/sujeitos. quase). amplia-se um viés.aplicações que realizem a análise automaticamente. É fundamental se fazer valer das condições de produção. p. super. Com a investigação de tais personagens. p. modalidade irrealis (seria). horrível. negativa ou neutra no discurso. crença e saber. Nessa perspectiva. Dessa maneira. O CAVALEIRO DAS TREVAS – OS QUADRINHOS. Além dos adjetivos. pois nelas observa-se a relevância dos estudos discursivos e culturais. entendemos o discurso como efeito de sentidos entre os interlocutores. Palavras-chave: Análise de Sentimentos. de Frank Miller. 13). sempre com reinvenções/reindentificações. filme e desenho animado da obra Batman: O Cavaleiro das Trevas. nunca foram concretos. levando em conta a relação entre os discursos dos quadrinhos e suas ramificações para adaptação (cinema. em outro modo de produção e significação [.

compreendidos aqui como os jogos desenvolvidos a partir do final da década de 80. por outro. de maneira geral. Práticas de leitura. no seu The Art of Failure. Greg Costikyan. O problema de pesquisa se desdobra em duas dimensões teórico-analíticas assim compreendidas: a) Dimensão Política: trata-se de analisar e compreender quais são os princípios e diretrizes que orientam as políticas públicas através dos programas e projetos do governo na área cultural e de incentivo à leitura.BIBLIOTECAS COMUNITÁRIAS E PRÁTICAS DE LEITURA: SEUS SIGNIFICADOS E EFEITOS NA CONSTRUÇÃO DA IDENTIDADE DE JOVENS EM COMUNIDADES URBANAS PERIFÉRICAS NO MUNICÍPIO DE PORTO ALEGRE/RS Luís Paulo Arena Alves (UNIRITTER) Rejane Pivetta de Oliveira (UNIRITTER) Resumo: Dentre as diversas questões sociais que continuam a desafiar as políticas de desenvolvimento no Brasil. Transformação cultural. desafios e atividades de sorte e interpretação. é fundamental compreender a inserção da leitura e da literatura nos espaços sociais periféricos e o seu papel como ferramenta de transformação cultural. seguramente a violência é uma das mais preocupantes na atualidade. os modos como tais atividades interferem nas interações e construções identitárias do público jovem nesses espaços. priorizando o a relação entre jogo e jogador bem como suas relações com elementos que. b) Dimensão Cultural: sob o ponto de vista prático de intervenção. no seu Play Matters. sobretudo no que concerne às representações sobre a violência. Roger Caillois. com altos índices de violência entre jovens. onde desenvolve uma classificação para os jogos que abrange praticamente todas as formas de brincadeiras. BREVE DISCUSSÃO ACERCA DA SOCIABILIDADE DO JOGO MODERNO DE MESA Fabian Antunes Silva (UNISUL) Resumo: A pesquisa pretende investigar os jogos modernos de mesa. destacam-se nesta pesquisa os estudos de Jesper Juul. a questão central deste trabalho construiu-se a partir da necessidade de investigar as práticas culturais de leitura desenvolvidas pelas bibliotecas comunitárias em territórios urbanos periféricos no município de Porto Alegre/RS. principalmente na Europa. Os três referindo-se. haja vista estudos que apontam problemas de acervo e gestão e chamam atenção para a incapacidade de atender à demanda do público leitor. nos parecem elementos angustiantes na vida: a incerteza e a 135 . Como destaque estão os estudos de Johan Huizinga. buscando desenvolver um dispositivo teórico que nos permita apontar e compreender as manifestações e movimentos de sociabilidade que se dão na relação entre jogo e jogadores. Nesse sentido. bem como examinar a condição das bibliotecas. no seu Os jogos e os homens. no seu Homo Ludens. Trata-se de compreender. os propósitos e estratégias que orientam a implementação de projetos culturais relacionados à promoção da leitura nessas comunidades e. Entre autores contemporâneos. A partir daí pretendemos investigar como os jogos assumem a função de sistemas relacionais na sua constituição enquanto linguagem levando em consideração a importância da questão da alteridade na experiência lúdica. no seu Uncertainty in Games e Miguel Sicart. Palavras-chave: Bibliotecas comunitárias. por um lado. algumas vezes. ao valor do jogar como o verdadeiro campo de estudos do jogo. onde descreve como elementos do jogo podem ser encontrados em várias manifestações culturais. pois abrange um número significativo de jovens que estão inseridos em realidades cada vez mais complexas e com problemas socioestruturais.

No caso da primeira. Nossa pesquisa se desenvolve a partir da conversa com esses e outros autores e tem caráter puramente teórico. É no estudo e análise dos textos e jogos modernos de mesa que tentamos construir um conhecimento que possa contribuir para uma discussão sobre o atual e futuro cenário dos jogos no país e no mundo e das relações que se estabelecem entre os jogos e a cultura. em função da sua condição étnica e do contexto de escravidão no século XIX. Canclini e Bauman. Embora essas duas personagens sejam do mesmo gênero. Por sua vez. produziram imagens a partir de sua vivência na cidade de São Paulo e posteriormente foram selecionados em votação pública para compor o calendário. Ressaltando a importância da coletividade e da heterogeneidade do grupo na produção dessas imagens. Em termos mais específicos. será realizada uma leitura crítica do conto “A Escrava”. principalmente pro se tratar de sujeitos que estão à margem e muitos serem nascidos em outras regiões do país. observa-se entre elas um distanciamento étnico e social que as torna diferentes. pela escritora maranhense Maria Firmina dos Reis. participando. Identidade. Palavras-chave: Literatura. de debates públicos sobre a escravidão. David Brookshaw. que se encontra foragida do seu “senhor” e que apresenta uma relação de submissão com a outra personagem feminina. analisaremos duas personagens. Arte. Fotografia. Estes sujeitos se tornaram fotógrafos. a Escrava é uma personagem de pele negra. refletir sobre a importância da multiculturalidade do sujeito e sua contribuição para a cultura na qual está inserido. Na narrativa em questão. As máquinas fotográficas descartáveis foram distribuídas a um número limitado de sem-teto. o que se pretende aqui é verificar como as questões étnica e social estabelecem um distanciamento entre as duas personagens femininas principais da narrativa. com desenvoltura. Palavras-chave: Cultura. a linguagem e nas relações sociais das pessoas enquanto jogadoras. trata-se de uma mulher de pele branca pertencente à elite colonial. compartilhando a experiência de serem mulheres. Frantz Fanon. Para tanto. identificadas apenas como a Senhora e a Escrava. e utilizamos teorias sobre a identidade e cultura do sujeito em autores como Stuart Hall. em 1887. com liberdade para trafegar no meio social e ousadia para se inserir no universo masculino marcadamente sexista à época. tomaremos como referencial teórico as reflexões de Zahide Lupinacci Muzart. dessa maneira. publicado. Nádia Botella Gotlib. Constância Lima Duarte. Nesta proposta. Jogos de Mesa CALENDÁRIO MINHA SÃO PAULO 2016: CULTURA E IDENTIDADE NAS FOTOGRAFIAS PRODUZIDAS PELOS SEM-TETO Roberto Svolenski (UNISUL) Resumo: O objetivo desse estudo é discutir de que maneira o calendário Minha São Paulo 2016 apresenta a cultura e a identidade dos moradores de rua.falha. CATIVEIROS VISÍVEIS E INVISÍVEIS: AS PERSONAGENS FEMININAS E A QUESTÃO ÉTNICA NO CONTO “A ESCRAVA”. 136 . bem como alguns depoimentos de fotógrafos. foram analisadas as fotografias selecionadas para este calendário. DE MARIA FIRMINA DOS REIS Rafael Eisinger Guimarães (UNISC) Resumo: O presente trabalho propõe uma discussão a respeito da condição feminina no contexto escravocrata brasileiro do século XIX. Busca-se. Para tanto. dentre outros nomes da crítica feminista e das teorias pós-coloniais.

a leitura fragmentada e sobreposta das palavras decalcadas ou gestualizadas sobre os muros e platibandas da cidade. Cidade. A partir da justaposição dessas tantas mídias. crítica feminista. ou ainda. expressões dos muros. De uma importância fundamental para a comunidade surda pois permitiu o registro da língua de sinais em uma época que o oralismo era dominante. como possível Poesia Expandida e Infinitesimal. ecoa em nossos pensamentos. essas palavras e mídias serão consideradas e abordadas aqui como possibilidade poética. Palavras-chave: Palavra. São esses abalos os motivadores dessas espécies de neologismos urbanos. Derrida acredita que uma consciência pós-fonocêntrica começaria a existir a partir de formas poéticas que busquem romper com essa tradição fonocêntrica e logocêntrica. ambas se encontram submetidas ao mesmo discurso patriarcal escravocrata que impõe papeis sociais dos quais essas mulheres não conseguem se libertar. vocábulos dos cartazes. gestos pixados. ainda que acidentalmente. Este texto reflete. Uma das consequências do Fonocentrismo é o conceito cunhado nos Estudos Surdos de Audismo – a forma do ouvinte de se sentir superior em relação ao surdo. abordar e rever as palavras espalhadas pela cidade e construídas a partida das corrosões dos impressos. CIDADE. O cinema. Imagem. reflete em nossos olhos. como se pretende demonstrar na leitura crítica aqui proposta. Utilizando a noção saussuriana de linguagem. chegamos no estopim deste texto. Derrida. Tudo isso orna os frontispícios da urbe. no Cinema Mudo. sobretudo trata a cidade como possibilidade poética. termos das placas. Cidade. Derrida acaba fornecendo ao campo dos Estudos Surdos subsídios para uma crítica à supremacia da fala na linguagem. SUBSTANTIVO CORROÍDO André Winter Noble (UFRGS) Resumo: O texto proposto versa sobre a cidade e as palavras nela inscritas. Palavras-chave: Maria Firmino dos Reis. está intimamente ligada à terapia da fala imposta pelos oralistas no século XIX. como uma espécie de texto aberto: um lugar de/em construção. personagem feminina. apesar de nascer mudo. o transbordar verbo-visual que a cidade proporciona e propõe a um dos seus habitantes/leitores/colaboradores. por outro lado. palavras motivadas pela ação do tempo sobre as letras das ruas. de/em sobreposição. de/em corrosão. sua criação. esteve sempre presente: seja nas interpretações ao vivo nas salas 137 . ele desconstrói o sistema do “ouvir-se-falar” que estrutura o pensamento ocidental. A fala. proporciona a nossos lábios. na área de Literatura Comparada. perambulando por entre a Literatura e as Artes Plásticas. parte de reflexões desenvolvidas ao longo de graduação e mestrado em Artes Visuais (PPGAV/UFPEL) e ganham espessura neste doutoramento em Letras (PPGLETRAS/UFRGS). Substantivo Corroído.Porém. nunca foi completamente silencioso. denuncia o fonocentrismo como o “o etnocentrismo mais original e poderoso” (DERRIDA. em sua Gramatologia. 1973). imperativos das propagandas e publicidades. texto o qual pretende. Para tanto. apesar de não poder ser registrada inicialmente no filme. gerando uma relação de poder e dominação. Apesar de não citar a língua de sinais em seus textos. por fim. CINEMA SURDO: UMA POÉTICA PÓS-FONOCÊNTRICA Fabiana Paula Bubniak (UNISUL) Resumo: O objetivo do presente estudo é identificar o Cinema Surdo como uma poética pósfonocêntrica baseado nos conceitos de Jacques Derrida.

Estudos Surdos. exposto a ela. então. predominando os contratos de massa. Suas cláusulas são longas. Linguagem Jurídica. reduzindo sua autonomia da vontade meramente à decisão de contratar ou não. que ultrapassa a enunciação e possibilita ao leitor uma sondagem das experiências vividas.de exibição. pode ser percebido a partir do aprofundamento 138 . analisam-se textos ‘antes’ e ‘após’ a aplicação das regras de clareza e usabilidade propostas por profissionais e acadêmicos das áreas Palavras-chave: Inglês. Hoje. sente a morte de um bandido assassinado com treze tiros pela polícia carioca. Inegavelmente. e “Mineirinho” publicada inicialmente na revista Senhor. em 1962. difíceis de compreender. Neste desiderato. Como resultado prático. não sendo o cidadão. Busca-se.. CLAREZA NA LINGUAGEM JURÍDICA (CLARITY IN LEGAL ENGLISH): EXEMPLOS E REFLEXOS NO ENSINO DE ESP Elisa Corrêa dos Santos Townsend (UNISC) Rosângela Gabriel (UNISC) Resumo: A clareza na Linguagem Jurídica é necessária à inclusividade social do cidadão e ao cumprimento das Políticas Públicas previstas em lei.) e. nos intertítulos “falados” ou na leitura labial dos atores. Esta pesquisa é fruto da constatação de que a obra de Clarice é capaz de aludir à criação de novos horizontes de compreensão e reconhecimento da condição humana. trazendo em si os questionamentos em relação às formas de penalização legitimadas pelo Estado. Clarice escreve sobre a necessidade de um “dever de punir” no intuito de restituir à vida a sua normalidade. o cidadão necessita entender o conteúdo daquilo que assina e a que se obriga porque são pactos previamente criados por empresas. Ao serem lidas. note-se que. Parcela da sobrecarga do judiciário resulta dos contratos de massa. a escritora. veiculada em 1941. Ensino. Objetivando uma reforma no sistema penitenciário brasileiro. etc. Ali Express. No mundo globalizado. muitos contratos são firmados pelo cidadão comum com empresas internacionais (e. Em “Mineirinho”. AliBaba. que compreendiam suas complexidades. Todas essas reflexões levam a questão: seria o Cinema Surdo uma expressão poética não-fonocêntrica no sentido atribuído por Derrida? Palavras-chave: Cinema. difundir o uso da clareza e simplicidade na língua jurídica. dentre os requisitos das firmas de advocacia de grande porte para contratação está a redação fluente em inglês.g. no ciberespaço ou não. em inglês e português. Fonocentrismo. pela revista A Época. o inglês é o idioma predominante como “língua franca” nos negócios globalizados. para uma maior inclusividade dos cidadãos e eficiência geral na sua compreensão e aplicabilidade. eBay. Historicamente a linguagem jurídica limitava-se aos jurisconsultos. Amazon. Nesse sentido. então. constando no livro Para não esquecer (1999). em outros idiomas. CLARICE LISPECTOR: A LEGITIMIDADE DO ESTADO E O “DEVER DE PUNIR” Adriana Yokoyama (UFSM) Resumo: O trabalho objetiva abordar a relação política e resistente da obra de Clarice Lispector em duas de suas crônicas: “Observações sobre o direito de punir”. imersa em um sentimento de compaixão. mais tarde no livro Outros Escritos (2005). não raro. na qual são sabatinados os candidatos. seja ela sua ou do “outro”. Pois. utilizam-se estudos transdisciplinares de caso comparativos à prática estrangeira. PayPal. não são entendidas senão por juristas. o efeito perturbador de sua escrita.

o presente artigo não tem a pretensão de discorrer sobre esse evento especificamente. Essa discussão ganha considerável proporção à medida que se aprofunda nos estudos memorialísticos e identitários. deve ser o ambiente onde o aluno desenvolve a língua. A escolha pela utilização deste título. serão utilizados os dispositivos teórico-metodológicos da Análise do Discurso de linha francesa. Nesse cenário. portanto. Para interpretar essas questões. então. dada a falta de ações que abranjam suas especificidades. 3º e 4º ano do Ensino Fundamental. identificando. Legitimação. aproximam-se pela mesma percepção: o sentimento de revolta ante as manifestações autoritárias do Estado. aliadas a um dever de justiça e de uma política de recuperação a partir das bases. é possível refletir sobre e compreender o desenvolvimento linguístico de crianças surdas. Essas narrativas. veiculadas no site O Globo. e a aprendizagem da língua portuguesa 139 . O material de análise para tal proposta são duas charges on-line de Chico Caruso. além das relações entre ficção e realidade imbricados em suas obras. embora distanciados por duas décadas. As crônicas projetam-se no recorte de um contexto social que. o viés social.de tais obras. É imprescindível que se (re)pense o contexto escolar dos alunos surdos. para que sua comunicação seja eficaz. Charges on line. reside na tentativa metaforizar o funcionamento desse processo de deslocamento de sentidos. Palavras-chave: Dilma Rousseff. mas também pela atenção considerável em relação ao seu figurino. o qual pode estabilizar ou não as práticas discursivas vigentes em um determinado contexto sócio-histórico e que só é possível devido à heterogeneidade constitutiva de todos os discursos. Apesar deste caso possibilitar a circulação de novos enunciados. A escola. o suficiente para emergirem muitas formulações relacionadas ao humor (principalmente no meio digital). evocam associações que demonstram a importância dessas relações para analisar e esclarecer os diferentes olhares e os aspectos interrelacionais presentes na obra. cujo objetivo é analisar o aprendizado da leitura e da escrita nos anos iniciais do Ensino Fundamental em uma escola de surdos. Palavras-chave: Clarice Lispector. Geralmente a criança surda chega à escola sem ter conhecimento de Libras. durante o aprendizado de Libras e Língua Portuguesa escrita no 2º. que se propõem a um processo de intertextualidade. O objetivo é entender como os efeitos de sentido produzidos por essas charges podem legitimar ou deslegitimar a figura de Dilma Rousseff do seu lugar social de presidente da república. Autoritarismo. COMPREENSÃO E EXPRESSÃO EM LIBRAS DE ALUNOS SURDOS EM ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL Priscila Anicet Hertz (UNISINOS) Resumo: Este estudo está vinculado à pesquisa “Língua Portuguesa e Libras nos anos iniciais do Ensino Fundamental de 9 anos: rumo ao letramento de surdos”. COM QUE ROUPA EU VOU? UM OLHAR SOBRE A POSSE DO SEGUNDO MANDATO DE DILMA ROUSSEFF Silvia Caroline Gonçalves (UEM) Resumo: Este estudo analisa os efeitos de sentidos produzidos na representação de Dilma Rousseff em sua posse do segundo mandato pela instância jornalística. sob a face da mesma autora. político e autoritário do Estado. Este evento ganhou notoriedade não apenas devido ao discurso proferido pela eleita. Memória.

a partir do estágio em que se encontra. superordenando a interação comunicativa. É neste aspecto que a teoria de conciliação de metas se mostra promissora para descrever cenários proativos de relevância. consequentemente. Caso o plano não seja compartilhado. WILSON. portanto. Crenças intermediárias. 1995). Esses dados indicam parâmetros a partir dos quais pode-se planejar e promover ações capazes de contribuir para o melhor uso da língua de sinais e da língua portuguesa escrita pelos alunos surdos. articulada com a teoria da relevância (SPERBER. o processo terapêutico pode não evoluir. As suposições tornadas mais manifestas pela interação comunicativa favorecem uma aproximação destes contextos e. Palavras-chave: Libras. no que diz respeito aos procedimentos de aplicação e resultados do teste de proficiência. Ao trazermos a noção de meta como norteadora da heteronciliação de um plano intencional de ação terapêutica. Terapia Cognitiva. Os resultados obtidos fornecem informações sobre a proficiência em Libras dos alunos que integram a pesquisa. a partir de seus ambientes cognitivos iniciais. Surdez. o qual tem a capacidade de transformar o cérebro. Ela é parte de um processo adaptativo. Com a intenção de verificar a proficiência em Libras dos alunos. bem como os símbolos da 140 . Esse instrumento volta-se a habilidades de expressão e compreensão da língua de sinais. 2014). foi utilizado o instrumento de avaliação de Libras proposto por Quadros e Cruz (2011). IFC/SOMBRIO) Resumo: Descrevemos e explicamos neste estudo o processo de reestruturação de crenças intermediárias em termos de força de conexão entre ações antecedentes e estados consequentes de hipóteses abdutivas antefactuais necessárias para a conciliação empírica colaborativa de metas entre paciente e terapeuta no contexto da terapia cognitiva. destacamos a complexidade da cadeia de metas e submetas que compõem uma sessão terapêutica e o quanto as intervenções do terapeuta podem ser suscetíveis de reavaliação. habilitando-as a compreender significados. assumido pelo paciente. Para tanto. Terapeuta e paciente devem construir ambientes cognitivos compartilhados. CONEXÕES CORTICAIS ENVOLVIDAS NA LEITURA: QUESTIONAMENTOS SOBRE A ÁREA DA FORMA VISUAL DAS PALAVRAS Lisandra Rutkoski Rodrigues (PUCRS) Sabrine Amaral Martins (PUCRS) Resumo: A leitura é uma aquisição cultural. ao especializar um conjunto de áreas no córtex cerebral. ofereceu meios de descrição e explicação do processo de reestruturação de crenças intermediárias e tornou possível uma visão aprimorada do processamento cognitivo. contextualiza-se o estudo. CONCILIAÇÃO DE METAS E REESTRUTURAÇÃO COGNITIVA DE CRENÇAS INTERMEDIÁRIAS Andréia da Silva Bez (UNISUL. compreendido. e não uma função natural. mesmo em cenários de aumentos de custo cognitivo. 1986.escrita tenha sucesso. a possibilidade de o plano de intervenção proposto pelo terapeuta ser relevante para o paciente. Palavras-chave: Teoria de Conciliação de metas. analisamos uma sessão terapêutica específica para este fim. Nesta apresentação. fornecemos outra perspectiva para abordar o empirismo colaborativo. Concluímos que teoria de conciliação de metas (RAUEN. Ensino Fundamental. Ao relacionarmos a reestruturação cognitiva de uma crença intermediária com estágios da modelação de metas e planos.

interculturalidade. para as ideologias e para as funções atribuídas às línguas em contextos bi/multilíngues”. que busca “contribuir com a produção de estudos relativos às políticas linguísticas. Dislexia. BAKHTIN. 1998/1935) para os estudos das Ideologias Linguísticas (WOOLARD. Nesse sentido. tecidas por e tecendo cadeias discursivas que envolvem – mas também extrapolam – os enunciados relativos às línguas. 2004). 3) – constitui as pesquisas sobre as políticas linguísticas. 2011. 1998.” (WOOLARD. SPOLSKY. por sua vez. 1998). Palavras-chave: Ideologia linguística. As tonalidades ideológicas dos signos que compõem essas interações entre vozes sociais distintas se configuram sócio-historicamente e. ao modelo da dupla via – a rota fonológica e a rota semântico-lexical – e à neurobiologia da leitura. VOLOSHINOV/BAKHTIN. Falhas nessa área podem comprometer a aprendizagem da leitura de indivíduos disléxicos. Para tanto. sobretudo. 141 . A área na região occipito-temporal é denominada área da forma visual das palavras. Esses. em contextos interculturais”. Nesse contexto. uma vez que ela é imprescindível para a fluência da leitura. CONTRIBUIÇÕES DO ARCABOUÇO TEÓRICO-METODOLÓGICO DO CÍRCULO DE BAKHTIN PARA OS ESTUDOS DE IDEOLOGIAS LINGUÍSTICAS Cloris Porto Torquato (UEPG/UFPR) Resumo: Este trabalho. visa refletir sobre contribuições do arcabouço teóricometodológico do Círculo de Bakhtin (BAKHTIN. de cunho teórico. KROSKITY. 1998. às práticas e políticas de letramentos. a teoria dialógica da linguagem do Círculo pode lançar luzes sobre os estudos das ideologias e políticas linguísticas. Política linguística. são fundamentais para os trabalhos do campo das Políticas Linguísticas (McCARTY. procurando abarcar questionamentos relacionados à área da forma visual das palavras em indivíduos disléxicos e não-disléxicos. no qual se insere o grupo de pesquisa Políticas linguísticas. porquanto se centra na compreensão de que os signos que constituem os sujeitos e constrói as interações/relações sociais são essencialmente ideológicos. identidades e ensino (sob minha coordenação). dentro de uma perspectiva neuropsicolinguística. portanto. p. que constroem o cruzamento entre linguagem e seres humanos no mundo social. o presente trabalho tem por objetivo discorrer sobre as conexões corticais envolvidas no processamento da leitura. Ao discutir a temática do processamento da leitura e seus componentes neurobiológicos. Assim. identidades e ensino de língua(s) em contextos sociolinguisticamente complexos e. letramentos. Neuropsicolinguística. Análise dialógica da linguagem. o estudo das ideologias e das políticas linguísticas requer que sejam analisadas as relações dialógicas que envolvem e constituem um conjunto mais amplo de signos e enunciados. Palavras-chave: Leitura. são abordados conceitos referentes ao processamento da leitura em indivíduos disléxicos e não-disléxicos. pois as relações que os sujeitos estabelecem entre si e com as línguas e os modos de conceber as interações/relações sociais e as línguas configuram e são configuradas pelas políticas linguísticas. tanto implícitas quanto explícitas. O estudo das ideologias linguísticas – compreendidas como “representações.escrita. 1992/1929. este “grupo volta-se para as relações de poder entre os sujeitos e as línguas. busca também promover uma conscientização acerca das dificuldades envolvidas na dislexia durante a aprendizagem da leitura. contextualmente. 2003.

Trago o acidente como materialidade para pensar sujeito e trabalho através da língua. Segundo Michel Pêcheux. que a expertise na coordenação de diferentes registros de representação semiótica em processos congruentes e não congruentes de conversão é indício de uma apreensão mais qualificada dos objetos matemáticos. o corpo resiste. o acidente é sintoma daquilo que retorna na forma que o trabalho pode assumir para o sujeito: pulsão de morte. um dos modos de visualizar o sujeito é através do corpo. Teoria da relevância. Identificamos. no caso analisado. por fim. no contexto das duas constatações anteriores. A leitura do processo é feita pelo viés do dispositivo teórico-analítico da Análise de Discurso (AD) de linha pêcheutiana. Teoria de conciliação de metas. Mas. Concluímos. 142 . Lugar de inscrição do discurso. o testemunho do traumático se marca no equívoco da língua. ocorrido em um prédio em construção. CORPO E(M) CONSTRUÇÃO: DISCURSO E TRABALHO EM UM PROCESSO JUDICIAL Stefany Rettore Garbin (UFRGS) Resumo: O presente estudo parte de um processo judicial de Acidente de Trabalho. procuradoria e polícia narram o acidente. mas parecem incapazes de nomear o que aconteceu. além disso. este corpo-acontecimento que se acidenta é efeito de sentido no sujeito que se constitui entre a língua e a ideologia. que a presunção de relevância ótima e o procedimento de compreensão guiado pela noção de relevância são aplicáveis à apreensão e ao processamento de unidades significativas de todo e qualquer registro de representação semiótica em matemática. mas para sua falha. desenvolvemos e ilustramos uma arquitetura descritiva e explanatória dos processos cognitivos envolvidos nas operações de apreensão de unidades significativas. No corpo trabalhador irrompe o impossível de dizer e de não dizer. A justiça condiciona os dizeres possíveis como verdadeiros ou falsos. O processo judicial depende da unidade. A evidência satura o sentido e marca a equivocidade no processo como um todo. bem como aos seus tratamentos e conversões no contexto da primeira constatação. a necessidade universal de um mundo semanticamente estável começa com a relação de cada um com seu corpo e seus arredores imediatos. da homogeneidade e da transparência dos sentidos. No processo analisado. Na teoria. Constatamos que relações cognitivas e comunicativas de relevância guiadas pelo conceito de conciliação de metas fundamentam a identificação de unidades significativas. de tratamento e de conversão de registros de representação semiótica fundamentada nas noções de conciliação de metas e de relevância. Palavras-chave: Registros de representação semiótica. a discrepância dos pré-construídos judiciais não aponta para o assujeitamento completo. Sendo o ser-em-falta. o tratamento e a conversão dos registros de representação semiótica no processo de ensino e aprendizagem de matemática. O corpo reclama sentidos e não se deixa recobrir. do inconsciente. Na pretensão da verdade e da totalidade.CONVERSÕES DE REGISTROS DE REPRESENTAÇÃO SEMIÓTICA EM MATEMÁTICA: UMA ABORDAGEM PRAGMÁTICO-COGNITIVA GUIADA PELA NOÇÃO DE CONCILIAÇÃO DE METAS Marleide Coan Cardoso (IFSC/CRICIÚMA) Fábio José Rauen (UNISUL) Resumo: Neste estudo. formando uma rede de proposições lógicas que devem resultar numa conclusão definitiva que incidirá na decisão do juiz. que falha.

Corpo. partindo do pressuposto de que analisar a construção simbólicodiscursiva da identidade e da memória conecta-se com as narrativas do passado e tal qual afirma o pensador Michael Foucault os elementos históricos são fundamentais para compreender a constituição da formação discursiva e dos discursos na sociedade contemporânea. já transfigurado. tomaremos a história oral para nortear esta pesquisa. segundo Joseph Campbell. o quase anti-herói épico interplanetário pós-moderno. CRQ – SERRA DO APON: REFLEXÕES ACERCA DE IDENTIDADE CULTURAL E MEMÓRIA Ione da Silva Jovino (UEPG) Suzimara Ferreira de Souza (UEPG) Resumo: O presente trabalho apresenta pesquisa em fase inicial. DA MUTILAÇÃO À REDENÇÃO: CORPO. Marlova Soares (UFRG) Resumo: Todo grande épico começa com uma viagem. nos apresenta Arthur Dent. consiste em retirar-se da cena mundana iniciando. Estrutura. Os episódios de uma epopeia funcionam de maneira autônoma. A partir do olhar e dos discursos dos sujeitos dessa comunidade. Épico. assim. Comunidade Quilombola. Trata-se de uma autoficção . Justifica-se a pesquisa não pela intenção de resgatar. DA GRÉCIA ANTIGA A GALÁXIAS DISTANTES: A TRAJETÓRIA DO HERÓI ÉPICO ATRAVÉS DOS SÉCULOS. O presente trabalho tem como intuito apontar as mudanças de caráter que o esse herói épico sofreu com o passar do tempo traçando as diferenças e as semelhanças de dois protagonistas pertencentes a esse gênero. uma jornada na qual irá encontrar inúmeras dificuldades. o herói épico por excelência. situada na região da Serra do Apon. A Odisseia de Homero narra as aventuras de Ulisses. que serão fundamentais para o trabalho.no contexto de um drama familiar 143 . podendo repassar as lições valiosas que aprendeu. assim. DE ELIANE BRUM Bruna Farias Machado (UFRGS) Resumo: O romance Uma Duas (2011) da escritora e jornalista Eliane Brum é uma trama psicológica narrada em primeira e em terceira pessoa com fluxo de consciência. uma série de acontecimentos orientados com a finalidade de dar um movimento de ação à obra. Memória. mas sim de registrar um pouco mais da história e da memória desta comunidade tecendo algumas reflexões acerca de identidade cultural. Palavras-chave: Identidade.Palavras-chave: Discurso. no seu O Guia do Mochileiro das Galáxias (1979). A primeira grande tarefa do herói épico. Palavras-chave: Herói. que intenta compreender construção da identidade cultural de uma comunidade remanescente quilombola na região do Socavão (Castro/PR). O recorte a ser apresentado é relativo à revisão bibliográfica relativa aos conceitos de identidade cultural e sua relação com a memória. VIDA E LINGUAGEM EM UMA DUAS. embora o teórico frise que o mais importante é seu regresso. prendem a atenção do leitor durante toda a jornada do personagem.caracterizada por processo de reinvenção do eu . o personagem então deve superar esses percalços tirando proveito das situações em seu favor. já o britânico Douglas Adams. Trabalho.

2004. por exemplo. a escrita em vermelho. Para melhor compreensão do tema e para o entendimento da implacável distância entre o prescrito e o realizado. Memória. a realizar atividades sem considerar essa distância. tendo como aporte teórico estudos de trauma sob o viés psicanalítico. contudo. as diferentes fontes de texto utilizadas para ilustrar a troca de personagens são algumas das metáforas que serão analisadas. Natal/RN e Itabaiana/SE? Se sim. A relação conflituosa entre mãe e filha. Geralmente as prescrições não levam em consideração. NOGUEIRA. A fim de representar tais acontecimentos. ZILLI. precisão e expressividade. RAMOS. o que leva o docente a replanejar e readequar as prescrições. serão expostas as quatro dimensões do trabalho docente: impessoal. Palavras-chave: Trabalho prescrito. Muitos estudos (LOREGIAN-PENKAL. numa tentativa quase fílmica de ilustrar o que é narrado. 1989. 2012. ainda são poucos os trabalhos (ROCHA. mas algumas instituições de ensino não conhecem a distância existente entre o real e o prescrito e acabam por “obrigar” o docente. assassinato e doença terminal. Inicialmente é apresentada a ergonomia da atividade como abordagem que tem por objetivo a atividade de trabalho. As prescrições fazem parte do ofício do professor. algumas vezes ainda em sala de aula. da necessidade de comunicação. Trabalho realizado. como Florianópolis/SC. a análise acerca da importância da escrita. Os chapecoenses percebem que há variação no uso dos pronomes tu/você na fala dos informantes de sua própria cidade? Os chapecoenses percebem que há variação dos pronomes na fala de informantes de outras comunidades. muitas vezes. a falta de condições adequadas para o trabalho ou o engajamento dos alunos. representada no corpo-linguagem do romance como a possibilidade de cura. DA PRESCRIÇÃO AO TRABALHO REAL DOCENTE: O REPLANEJAMENTO DO OFÍCIO Anselmo Lima (UTFPR) Resumo: Este estudo apresenta a relação. Palavras-chave: Trauma. muitas vezes distante. como abuso sexual. de transfiguração e de redenção. DA VARIAÇÃO LINGUÍSTICA ÀS ATITUDES LINGUÍSTICAS DOS CHAPECOENSES FRENTE ÀS VARIEDADES DO CATARINENSE E DO NORDESTINO QUANTO A VARIAÇÃO NOS PRONOMES DE SEGUNDA PESSOA (TU/VOCÊ) Jezebel Batista Lopes (UFFS) Resumo: Pensar em língua é compreender que esta é uma atividade social e que as mudanças são reflexos da ação coletiva dos falantes. 2013. pessoal. assim transformando o seu oficio. A proposta de análise contemplará. interpessoal e transpessoal. qual sua atitude frente a essa variação? Esses são alguns dos questionamentos que este projeto objetiva responder. o presente romance utiliza alguns elementos-chave para representar os acontecimentos narrados. Corpo. aqui o docente é visto como trabalhador.permeado por acontecimentos traumáticos. analisar-se-á a variação dos pronomes de segunda pessoa de entrevistas sociolinguísticas que compõem o projeto Variação e mudança linguística no Português 144 . o que pode vir a afetar a saúde do profissional. Para tanto. concomitantemente. a mutilação. entre o trabalho prescrito ao docente e o trabalho realizado. Replanejamento. 2013) descrevem os usos dos pronomes de segunda pessoa do singular (tu/você) em diferentes comunidades linguísticas brasileiras. 2009) que buscam diagnosticar quais as atitudes linguísticas dos falantes frente a esta variação. COSTA.

Por essa razão. objetivamos apresentar resultados parciais desta pesquisa. Esta pesquisa embasa-se nas perspectivas teóricas da Sociolinguística Variacionista e na Dialetologia Perceptual. na maioria das vezes. Após este primeiro momento. à organização social ultrapassada e à vida cotidiana medíocre. Destacamos que.S. publicado pela primeira vez em 1912. na e pela língua. como um espectro que paira sobre a sociedade. Contudo. Deste modo. E. DEMOCRACIA E DISPERSÃO: UM GESTO DE ANÁLISE SOBRE AS RETOMADAS DO TERMO DEMOCRACIA NO I FÓRUM SOCIAL MUNDIAL Raquel Alquatti (UFRGS) Resumo: O presente trabalho trata da questão da democracia junto ao dispositivo teóricometodológico da Análise de Discurso formulada por Michel Pêcheux. Pronome de segunda pessoa. e E. o mistério e o terror denunciam que o indivíduo. masculino). não é completamente consciente de si mesmo. busco trabalhar os deslizamentos de sentido da palavra democracia junto aos materiais de 145 . Afetados pela exterioridade da história que se desenvolve na tensão da luta de classes. A partir do conceito psicanalítico de “estranhamento” de Sigmund Freud e do estudo do arquétipo da Sombra do psicólogo suíço Carl Gustav Jung. democracia não passa de uma superstição. Palavra historicizada ao longo de toda história moderna por diferentes acontecimentos discursivos no campo do político. procura-se confirmar a presença dessas características no conto. Retrato. Ao lado dos preceitos ideológicos tal como concebidos por Althusser. idade (15-24 anos. E. democracia é a forma pela qual a ideologia burguesa se organiza enquanto Estado. de término. período considerado como a primeira fase do autor. Atitudes e julgamentos linguísticos.1956). nesta comunicação. Acredita-se que o conto disponha de dispositivos que exploram a crítica às formas “tradicionais” das artes. Palavras-chave: Mudança e variação linguística.F. com base em excertos de fala.M. uma teoria materialista do discurso. Como materialidade linguística. inquirindo de maneira semiestruturada. como o decadentismo e a destruição das antigas convicções românticas. Crítica essa repleta de sentimento de fim. entre outras perguntas. Decadentismo. do escritor italiano Giovanni Papini (1881. 1º ciclo. Trata de termos universais sobre a construção do que foi. que entende que sujeitos e sentidos se constroem ao mesmo tempo. de crepúsculo e de incerteza.do oeste de Santa Catarina. Para Marx. será aplicado um teste de percepção a informantes chapecoenses.). estratificadas em gênero (feminino. Dessa forma.F. como meio de perceber as avaliações e atitudes frente a essas variantes. supõe-se que carregue traços temáticos que caracterizam esse momento. saberes e memórias. trazendo a promessa da diluição do poder. enquanto o duplo e o grotesco desvelam a transitoriedade da vida. objetiva-se demonstrar que. por exemplo: Que acha desta fala? Quem está falando? Em que lugar do mapa se situa essa fala?. 25-49 anos) e escolaridade (E. democracia é dispersão. no conto. Evoca uma multiplicidade de conceitos. democracia figura incessantemente as discussões políticas. DECADENTISMO E INCERTEZA NO CONTO “RETRATO PROFÉTICO” DE GIOVANNI PAPINI Adilson Barbosa (UPF) Resumo: Esse artigo pretende analisar o conto “O retrato profético”. do que é e do que pode vir a ser o modo como os aparelhos sociais se organizam. Palavras-chave: Papini. 2º ciclo.

Fórum Social Mundial. Relatividade. então. DETERMINISMO OU RELATIVIDADE LINGUÍSTICA: QUAL DAS DUAS VERSÕES REALMENTE FAZ MAIS SENTIDO? Angélica Vinhatti Gonçalves Ferla (UCS) RESUMO: O presente pôster discute as duas versões de Sapir-Whorf: a forte e a fraca.divulgação do I Fórum Social Mundial. Culturas. os traços ideológicos dos diálogos entre os textos. As línguas surgem a partir de culturas. Na primeira versão o autor diz que tudo o que pensamos é devido à língua que falamos. pois se sabe que um falante pode compreender o que outra pessoa de língua diferente quer dizer. a versão forte não permitiria a compreensão. prega que o falante é influenciado a pensar de determinada maneira devido à língua que fala. democracia é discursivizada como meio de prevenir a tirania derivada do poder ilimitado do capital. seu conceito de discurso bivocal e algumas ideias sobre apropriação de críticos teóricos. se há mais vocábulos relativos a tal categoria. das grandes instituições internacionais que controlam a circulação financeira. Palavras-chave: Análise do Discurso. no ano de 2001. por sua vez. predispostos a ver o mundo de certa forma todos são e a língua contribui fortemente para isso. Memória. Fundado como contraponto ao Fórum Econômico Mundial. o I FSM configura-se como uma possibilidade de “um outro mundo” a partir de uma relação especular com o existente da dominação do capital. entre outros. Intertextualidade. podem ajudar com algumas reflexões sobre como O’Connor e O’Riordan mostram situações históricas particularizadas em suas canções. A versão fraca. Democracia. Tomo neste trabalho o I FSM como porta-voz do embate do social. apesar de não ser o seu idioma materno. Palavras-chave: Determinismo. como Julie Sanders. essa vertente é mais assertiva. Marca-se. Linda Hutcheon e Robert Stam. Neste sentido. de Dolores O’Riordan. a teoria de Mikhail Bakhtin. Mesmo não utilizando certos conceitos como números ou cores os povos são capazes de aprendê-los mediante a necessidade de usá-los. Foi verificado que as memórias de acontecimentos passados dos autores e seus entendimentos dessas memórias estão em constante revisão e se combinam com novas tendências de suas contemporaneidades. entre outros aspectos. pretende através de exemplos destacar a viabilidade ou inviabilidade de cada uma. Neste espaço. especificamente. são analisadas no contexto dos estudos culturais e da apropriação do poema “No Second Troy” de William Butler Yeats. eles não existem ao acaso. representado pelas instituições da sociedade civil organizada. 146 . Palavras-chave: Apropriação. DIÁLOGOS CLAROS E INDISTINTOS: AS “MEMÓRIAS DE TROIA” DE WILLIAM BUTLER YEATS EM CANÇÕES POPULARES IRLANDESAS Mariese Ribas Stankiewicz (UTFPR) Resumo: “Troy”. considerando-se. realizado na cidade de Porto Alegre. que fazem o ouvinte prestar atenção à condição de presença/ausência de mudança que permeia a memória cultural de um povo. a necessidade de distinção da verdadeira democracia tomada como objetivo de luta do I FSM. essa ideia é bastante radical. com o econômico. de Sinéad O’Connor e “Yeat’s Grave”. ao mesmo tempo em que remete à memória da vitória da sociedade sobre a dominação totalitária do Estado.

é também nosso propósito. Esse estudo não apenas permitiu que a metodologia fosse testada e ajustada. G. organizadas sempre por narradores solitários que apoiados na memória escrevem sobre as andanças que empreendem pelas paisagens arruinadas da Europa do pósguerra. esse experimento confirmou a pertinência em se utilizarem mapas conceituais como ponto de partida para se ter uma visão panorâmica dos esportes e de seus principais cenários. publicado em língua alemã em 1990. Professor na Universidade de East Anglia. As histórias que são contadas pelo narrador se aproximam na medida em que todos os personagens têm a vida transformada pela Segunda Guerra e pelo Holocausto. Nesse sentido. recurso lexicográfico trilíngue organizado em torno da noção de frame (Fillmore. a quantidade e diversidade de subdomínios esportivos têm imposto novos desafios. Saque. 2015). Portanto. é no âmbito do projeto Modalidades que passamos a assumir o compromisso em aprofundar as investigações acerca dessa interface e em aplicar os preceitos teóricos da Semântica de Frames na organização da micro e macroestrutura do dicionário. Frames prototípicos foram identificados. Palavras-chave: Literatura. trazer alguns resultados do estudo realizado por Silva (2015) para o subdomínio voleibol.DIÁSPORA E VIOLÊNCIA EM OS EMIGRANTES DE W. nesta apresentação. Ambros Adelwarth. começa sua carreira de escritor com o livro de poesias Do Natural: Um poema Elementar (2012). pois são construídas na fronteira dos gêneros. G. Ainda que a experiência com o Field tenha nos levado a atentar para a importância em aproximar Semântica Cognitiva e Lexicografia. empreendimento de pesquisa desenvolvido pelos integrantes do grupo de pesquisa SemanTec. os narradores de Sebald retomam a possibilidade de experiência que Benjamin (1983) constatou como enfraquecida pelos eventos traumáticos das guerras. narra a história de quatro personagens que cruzam a vida do narrador: Dr. A fim de ilustrar o processo de desenvolvimento do dicionário propriamente dito e a forma como temos lidado com os novos desafios. numa mescla entre ensaio. autobiografia. Importante destacar que o projeto sobre os esportes olímpicos parte da expertise adquirida pelo grupo no desenvolvimento do Field – dicionário de expressões do futebol. Os emigrantes. No que diz respeito à subetapa de proposição de frames. Inglaterra. mas ganha reconhecimento a partir da publicação de suas ficções em prosa: Vertigem. em Wertach. Sebald nasceu em 1944. Paul Bereter. objeto desse estudo e primeiro romance de Sebald. SEBALD Carla Lavorati (UFSM) Resumo: W. Trauma. Henry Selwyn. Sebald. relato de viagem e ficção. o objetivo é estabelecer relações entre o contexto histórico traumático do pós-guerra e a representação literária no romance. tais como Voleibol. Em termos aplicados. 1985) e lançado na ocasião da Copa do Mundo 2014. Os Emigrantes. DICIONÁRIO ELETRÔNICO MODALIDADES OLÍMPICAS: UMA PROPOSTA METODOLÓGICA PARA O DESENVOLVIMENTO DE FRAMES SEMÂNTICOS Rove Chishman (UNISINOS) Ana Flávia Souto de Oliveira (UNISINOS) Bruna da Silva (UNISINOS) Resumo: O objetivo geral deste trabalho é apresentar o projeto Dicionário Eletrônico Modalidades Olímpicas (CHISHMAN. como também confirmou o potencial da SF para a descrição dos cenários da modalidade olímpica. Max Feber. 147 . Essas obras são de difícil definição. Os anéis de Saturno e Austerlitz. para refletir sobre o enfrentamento do autor W. na Alemanha. Sebald diante do silêncio na literatura alemã no pós-guerra. G.

propomos uma reflexão. 2007). as obras de Poe possuem níveis organizacionais complexos. Assim. 2005. 1999) e em sua perspectiva de gênero como materialidade que engendra e fundamenta as atividades do ser humano. a partir da ótica genebrina sobre didatização de gênero (DOLZ. Manchete. na escola regular. Para tanto. distantes da realidade dos alunos e inadequados para o ensino. cada texto foi desmembrado mediante critérios do ISD e utilizado para a criação de um modelo didático. Palavras-chave: Interacionismo sociodiscursivo. Perspectiva (como entre os frames Defesa e Ataque). ou seja. ancoramo-nos em pressupostos do interacionismo sociodiscursivo (ISD) (BRONCKART. Bloqueio. Entretanto. Ensino de língua inglesa. Do mesmo modo. 2012). Por sua vez. 2004. CRISTOVÃO. A partir disso. que serviu como fonte eficiente para a proposição de frames e demais elementos. STUTZ. DIDATIZAÇÃO DE GÊNEROS LITERÁRIOS: DE CONCEPÇÕES TEÓRICAS AO ENSINO Everton Gelinski Gomes de Souza (UNICENTRO) Resumo: O presente estudo visa demonstrar possibilidades de ensino de gêneros literários em língua inglesa. visando a uma turma de 9º ano de uma escola privada no estado do Paraná. Gêneros literários. 2004) e da funcionalidade desses artefatos para a prática com as línguas estrangeiras (CRISTOVÃO. 2007. assim como os principais relacionamentos entre os frames. não se define por questões vericondicionais. possibilitando a interface entre língua inglesa e literatura. baseamo-nos em estudos que conceituam modelo e sequência didática como ferramentas de transposição de saberes de gênero para a prática de ensino (NOVERRAZ. o processo de didatização de gêneros mostrou-se imprescindível para o ensino de sua forma global. SCHNEUWLY. Precedência (Saque precede Recepção) e Subframe (Início_do_set é subframe de Set). 148 . importante ferramenta para o ensino. Isso posto. DOLZ. pois as variantes organizacionais que vão desde o contexto de produção até o nível de textualização/enunciativo apresentaram-se de forma elementar e mais próximas de objetos de ensino.Levantamento. as obras acanônicas foram julgadas pertinentes. portanto. mas sim demanda a intensa negociação entre as partes envolvidas na interação”. SCHNEUWLY. tais como Herança (o frame filho Tie-break herda elementos de frame do frame pai Set). DIREITO X RELIGIÃO: O CONCEITO DE FAMÍLIA NO BRASIL ATUAL: UMA PERSPECTIVA PRAGMÁTICA André Luiz de Oliveira Almeida (UFPR) Resumo: Considerando a afirmação feita por Benfatti e Godoy (2014) que “o desenvolvimento da pragmática tem demonstrado ao longo dos tempos que a manifestação concreta da linguagem é vastamente ostensivo-inferencial. elaboramos um corpus contendo 4 horror short stories de Edgar Allan Poe e 4 da literatura ordinária. os textos do gênero match report se mostraram insuficientes por não apresentarem toda a riqueza dos cenários que compõem uma partida de voleibol. desenvolvemos uma sequência didática alicerçada em (a) fragilidades observadas nas primeiras produções dos alunos do gênero em discussão. Palavras-chave: Semântica de frames. Esportes olímpicos. e. Os resultados evidenciaram que a didatização dos gêneros literários aproximou os 8 textos do corpus a partir de bases temáticas comuns e de sua construção narrativa. O trabalho de compilação do corpus também precisou ser revisto. Ao contrário do corpus do Field. Posteriormente. (b) nos saberes sobre horror short stories de nosso modelo didático. Lexicografia cognitiva.

sem nenhuma ginástica mental ou alquimia interpretativa. Por isso que. Palavras-chave: Gramática Sistêmica Funcional. para apontar como os discursos recorrentes em nossa sociedade não estão livres de ideologias implícitas. Interpretação. Análise Crítica do Discurso. Gênero Social. cujo objetivo principal é analisar os discursos que resultaram no atual sistema de reservas de vagas. 149 . que teoriza as estruturas linguísticas em termos de suas funções na estruturação do social. Como também não distingue entre a família que se forma por sujeitos heteroafetivos e a que se constitui por pessoas de inclinação homoafetiva. 1999. sobre o atual debate entre os membros dos Poderes Legislativo e Judiciário brasileiro quanto ao uso do termo ‘família’ no ordenamento nacional. tendo como foco principal as falas sobre o sistema de cotas raciais dentro da Universidade Estadual de Ponta Grossa. assim como mostraremos como interpretar tais evidências com o suporte da ACD. DISCURSO E PODER: ANÁLISE DAS DISPUTAS ACERCA DAS AÇÕES AFIRMATIVAS NA UEPG Daiane Franciele Morais de Quadros (UEPG) Ione da Silva Jovino (UEPG) Resumo: Pretendemos apresentar neste artigo parte de uma pesquisa em andamento. exemplificando como as escolhas linguísticas refletem. Dra. baseada na tradição cristã: “define-se entidade familiar como núcleo social formado a partir da união entre um homem e uma mulher. discutiremos a importância de uma abordagem da língua como parte central das práticas sociais. Para compreendermos os embates e as contradições que culminaram nas alterações aplicadas na política de cotas adotada pela Universidade. Linguística forense. representam e significam o mundo. relacionada dialeticamente com outros elementos dessas práticas. ACD baseia-se na Gramática Sistêmica-Funcional (GSF) de Halliday (2004). estereótipos e discriminação. Como ferramenta de descrição linguística. versus a interpretação de viés laico que o Supremo Tribunal Federal deu ao mesmo termo: “a Constituição Federal não faz a menor diferenciação entre a família formalmente constituída e aquela existente ao rés dos fatos.Fairclough. ou ainda por comunidade formada por qualquer dos pais e seus descendentes”. DISCURSO E GÊNERO SOCIAL A PARTIR DAS PERSPECTIVAS DA ACD E DA GSF Débora de Carvalho Figueiredo (UFSC) Litiane Barbosa Macedo (UFSC) Resumo: O presente trabalho propõe uma reflexão sobre o percurso da Análise Crítica do Discurso (ACD . evidenciando assim o papel da linguagem em uso para naturalizar e manter relações assimétricas de poder. realizaremos a análise crítica dos discursos presentes nas atas e gravações de reuniões dos Conselhos de Ensino.com suporte em alguns postulados da Teoria da Relevância de Sperber e Wilson (1995). dá para compreender que a nossa Magna Carta não emprestou ao substantivo ‘família’ nenhum significado ortodoxo ou da própria técnica jurídica”. por meio do casamento ou união estável. haja vista o conflito entre a definição inserida no “estatuto da família” que tramita no Congresso Nacional. Palavras-chave: Pragmática. Apontaremos como a GSF contribui para descrever e coletar evidências linguísticas das funções sociais da linguagem em diversos textos (escritos ou orais). Através das pesquisas em andamento orientadas pela profa. os indivíduos e suas relações sociais. Débora Figueiredo na Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC. 2003) como teoria e método de análise aplicado aos estudos sobre gênero social.

as estratégias discursivas. desenvolvida pela instituição no ano de 2015. manifestação da não transparência da linguagem e do trabalho do ideológico e da memória. de 1912 a 1916. Este trabalho trata-se de um esforço para se compreender a matéria simbólica que constitui as propagandas que as empresas veiculam para as comunidades de jogadores online. Na interpretação dos diferentes textos elencados para esta análise revelam-se contradições estranhamente aceitas pelos sujeitos a quem se dirigem os enunciados. a referida resolução manteve as cotas para alunos negros oriundos de escolas públicas. 150 . mas culminou na retirada das cotas raciais. destacar as relações entre a estrutura social e a discursiva. UEPG. após ter sido divulgado na internet e impresso. depois de nova votação. DISCURSO. através de textos dos discursos da história. COGNIÇÃO E SOCIEDADE: PAPÉIS SOCIAIS DOS PARTICIPANTES DA GUERRA DO CONTESTADO Sueli Terezinha de Oliveira (UNC/PUCSP) Resumo: Esta pesquisa está vinculada à linha de pesquisa Texto e Discurso nas modalidades oral e escrita do Programa de Estudos Pós-graduados em Língua Portuguesa da PUCSP. do jornalismo e da enciclopédia. Não se pretende aqui gastar considerações técnicas de publicidade e propaganda como é desígnio deste trabalho considerar as condições de produção dos enunciados. Pensando a partir de Machado. O tema da pesquisa focaliza os papéis sociais representados pelos discursos da História do Brasil na Guerra do Contestado entre Paraná e Santa Catarina. Buscará. Com este propósito. Na formulação free to play ou gratuito para jogar que se apresenta na descrição oficial de títulos de jogos em lojas virtuais e nas páginas de estúdios de jogos. ainda. o trabalho debate sobre o sentido de lúdico na teoria dos jogos presente em Huizinga (1996) e Caillois (1990) e da ludicidade para a teoria discursiva por meio da leitura de Orlandi (1999) e Neckel (2004). evidenciando as questões que o discurso exerce num sistema social de desigualdade racial segundo Dijk (2010). motivo pelo qual foi retirado do site institucional e sua distribuição da versão impressa às escolas foi cancelada. Este material.Pesquisa e Extensão e do Universitário do ano de 2013. Tem como objetivos: contribuir com os estudos relativos à Guerra do Contestado. Nº 17 DE 9 de dezembro de 2013 foi precedida de um intenso debate. também foi alvo de críticas e disputas de poder internas. Publicidade. Discurso. de Gomes (2003) e Sant’Anna (2006) a função social destas. em especial as escolhas lexicais. Jogos. o processo volta à pauta e. Política de ações afirmativas. destacando a figura de João Maria. o foco desse trabalho será a análise da cartilha e de sua nova versão ainda no prelo. Após manifestações públicas. A Resolução UNIV. Outro material a ser analisado é uma cartilha informativa sobre cotas raciais. de Muniz (2009) e Ottoni (2014) sobre a linguagem e as relações de poder. Linguagem. resgatar o histórico do panorama político-econômico da época. Palavras-chave: Lúdico. as propriedades visuais. Palavras-chave: Análise crítica do discurso. Lázaro e Tavares (2013) a importância das ações afirmativas. DISCURSO PUBLICITÁRIO E O LÚDICO: SOBRE A OBSCURIDADE DA LINGUAGEM NA PROPAGANDA DAS EMPRESAS DE JOGOS ELETRÔNICOS EM REDE Igor Ramady Lira de Sousa (UNISUL) Resumo: Este estudo discorre sobre a noção de gratuidade veiculada nas mensagens de cunho propagandístico de empresas de jogos eletrônicos em rede. analisar os papéis sociais dos participantes da guerra do Contestado.

Interessa-nos também. nas quais a ideologia é determinante tanto na leitura quanto na produção de seus efeitos de sentidos. coordenado por Maria Cleci Venturini (UNICENTRO) e visa o fortalecimento da Análise de Discurso no Paraná. DISCURSO. Recortamos. Nesse sentido. sempre de uma perspectiva materialista da linguagem e pelo Grupo de Pesquisa Estudos do Texto e do Discurso: entrelaçamentos teóricos e analíticos – (GPTD/CNPq). Palavras-chave: Imagem. buscamos compreender os movimentos discursivos de produção de sentidos. IMAGEM E MÍDIA Maria Cleci Venturini (UNICENTRO) Resumo: A análise do discurso de orientação francesa é um campo de pesquisa cujo objetivo é compreender a produção social de sentidos. a mídia constitui-se como articulador entre o político e o simbólico na escritura da sociedade.representados em língua. na formação social. circulam na nossa formaçao social. cujo lugar material são os espaços interdiscursivos. realizada por sujeitos históricos. sempre por meio da língua/sujeito/ideologia/história. adjetivações e processos verbais e verificar os valores ideológicos e culturais contidos nas formas de representações sociais. prática decorrente da constituição de evidências. por isso. constituindo redes e diferentes nós. De um lado. Discurso. neste simpósio. a igreja defende a vida 151 . ideologia. pelos quais o sujeito tem a ilusão de liberdade. de sujeitos e do que circula. Palavras-chave: Discurso da história do Brasil. O procedimento metodológico será o teórico-analítico. que lhe dá legibilidade por/em sujeitos. história e memória. DIZERES ACERCA DO ABORTO DIRIGIDOS AO SUJEITO-MASCULINO: UMA ANÁLISE DISCURSIVA Sandy Karine Lima dos Santos Semczeszm (UNICENTRO) Resumo: O aborto e um tema polemico e muito discutido atualmente e. Essas materialidades significantes circulam e são compreendidas/interpretadas na/pela mídia. por meio de materialidades diversas. que ocupam determinadas posições. a qual está primeiramente interessada com as maneiras como as formas simbólicas se entrecruzam com relações de poder. o qual propõe elementos de fundamentação teórica e analítica sobre a relação entre língua. Amanda Scherer (UFSM). Mídia. Tais categorias são interrelacionadas de modo que uma se define pela outra. Os trabalhos aqui apresentados são resultados parciais das pesquisas produzidas pelo Grupo Linguagem. cognição e discurso. por meio de pesquisas e ações conjuntas. Guerra do Contestado. realizado preponderantemente na/pela mídia. cujas categorias básicas analíticas são sociedade. Com a contribuição entre os dois grupos de pesquisa. a análise da ideologia em Thompson (1990). coordenado pela Profª. sujeito. Papéis sociais. trabalho da língua na história. a ideologia e a memória como dispositivos teóricos e destacamos que a imagem significa pela memória. sentido e memória (GrPesq/CNPq). para quem as representações são o conjunto de explicação que se originam por meio das comunicações interindividuais da vida cotidiana. E em Serge Moscovici (2000). colocando-nos frente a frente com diferentes discursividades. por nominalizações. varios discursos sobre ele. A pesquisa situa-se na área da Análise de Discurso e apresenta a vertente sociocognitiva de Van Djik (1997). que produz e conecta memórias pela ideologia. em torno do texto e da imagem. na análise de documentos relacionados à Guerra do Contestado.

Sujeito-masculino. por Eni Orlandi e demais pesquisadores. no período pós-independências através da análise teórico/crítica das obras que são corpus dessa pesquisa. que apresentam a sociedade de Angola e Moçambique. na pagina denominada Homens contra o aborto dirigida ao sujeito-masculino. sao dirigidos ao sujeito-feminino. DO SUJEITO HISTÓRICO NAS OBRAS DE PEPETELA E PAULINA CHIZIANE Jéssica Schmitz (FEEVALE) Daniel Conte (FEEVALE) Resumo: O período colonial deixou em África marcas profundas que se fazem presentes na sociedade contemporânea. a cultura e a identidade daquelas pessoas foram excluídas. que foi de extrema banalização do sujeito africano. principalmente. atentando para um diálogo interdisciplinar entre história e ficção visando a relação que estas narrativas estabelecem com a emergência da memória e a representação de conflitos identitários surgidos. nesse sentido. mais recentemente. em sua maioria. A literatura africana. que considera a vida um direito fundamental do ser humano. de opinioes a respeito do assunto. existe a necessidade de analisar o papel desempenhado pela tradição e a ressignificação do sujeito histórico na representação das identidades africanas nacionais.independentemente de qualquer circunstancia. A metodologia é de natureza bibliográfica. sao formulados discursos que defendem o direito de a mulher decidir sobre o proprio corpo e pela descriminalizaçao dessa pratica no país. surgida em Lisboa. além de servir como forma de resistência e de organizar a materialidade do imaginário dessas nações. Temos como objetivo principal para a realizaçao desta pesquisa. O período colonial terminou. as sociedades de África. fundada por Michel Pecheux e desenvolvida. Como temática deste trabalho. a medicina e a biologia se ocupam em definir o momento exato em que se inicia a vida. de Paulina Chiziane. ate mesmo. nas redes sociais. tem recebido destaque nos últimos anos devido a sua contribuição para os estudos sobre cultura e identidade dos países de África. sejam em defesa ou contrarios a essa pratica. Durante esse período. como Angola e Moçambique. especificamente no Facebook. De outro lado. principalmente no que tange à ressignificação dos sujeitos históricos. tem-se o papel da Casa dos Estudantes do Império e sua relação com a memória. No entremeio desses discursos. discurso esse reforçado pelo jurídico. Os fundamentos teoricos que serao utilizados para o desenvolvimento da pesquisa sao os da Analise de Discurso. analisar a apropriação de eventos históricos e o tratamento ficcional que lhes é conferido nas narrativas A Geração da Utopia. A Casa dos Estudantes do Império. de Pepetela e O Sétimo Juramento. Palavras-chave: Aborto. representadas nas obras de Pepetela e Paulina Chiziane. como se o sujeitomasculino se isentasse de qualquer responsabilidade ou. contudo. ainda buscam formas de se reorganizar e se firmar como nações. mobilizar conceitos da AD e. verificar como a interrupçao provocada da gravidez e discursivizada. no Brasil. tradição e identidades da África contemporânea. Pensamos que sua relevancia reside no fato de que os discursos sobre a descontinuaçao voluntaria da gravidez. portanto. Objetiva-se. 152 . buscando compreender quais sentidos circulam no espaço digital acerca dessa pratica. que despertou nosso interesse por essa pesquisa. Assim sendo. Discurso. de orientaçao francesa. em 1944 contribui para a difusão dessa literatura que denuncia as irregularidades instituídas pelo colonialismo. Sao esses varios discursos e os diversos efeitos de sentidos produzidos pela designaçao “aborto” e pela grande visibilidade dada ao tema pela mídia. por meio de um gesto analítico.

Palavras-chave: Língua Inglesa. Sentido. Em um segundo momento. serão analisados e postos em diálogo três 153 . que significa descrição. como uma atividade verbal que descreve as imagens. E. a exemplo da assistência a filmes no cinema. Audiodescrição. classificação gramatical e decodificação textual. O percurso metodológico se dá no espaço da sala de aula. o trabalho discute pragmaticamente como estes termos funcionam na obra audiodescrita. banners. SÃO BERNARDO E DIVÓRCIO Rafael Eisinger Guimarães (UNISC) Resumo: O presente trabalho pretende discutir o processo de construção da imagem da mulher na literatura brasileira de autoria masculina. a fim de entender como estes conceitos estão postos. derivada do grego ekphrasis. voltadas principalmente à tradução. É POSSÍVEL ASSUMIR UM LUGAR DE AUTORIA NUMA LÍNGUA ESTRANGEIRA? Camila Borges dos Anjos (UNISUL) Resumo: O objetivo deste estudo é investigar se/como acontece o processo de autoria nas aulas de Língua Inglesa. a espetáculos e programas de televisão. 4). escrita e interação na língua.Palavras-chave: Identidade. na tentativa de que isso fosse possível. nas palavras de Menegazzo (2013. ELAS SÃO O QUE ELES NOS DIZEM (?): A FIGURAÇÃO DO FEMININO A PARTIR DO DISCURSO MASCULINO EM DOM CASMURRO. a partir do trabalho audiodescrito da tela da Mona Lisa (1797). a pesquisa tem como objetivo inicial realizar uma revisão bibliográfica sobre écfrase e audiodescrição. Arte. Esta pesquisa fundamenta-se na perspectiva da Análise do Discurso de linha francesa. Literatura. a partir de um estudo de campo realizado com alunos do ensino médio de uma escola pública. p. Dessa forma. a écfrase é a descrição verbal propriamente dita de uma obra de arte ou texto visual. ou seja. não estamos tratando de um falante ideal. ampliando o entendimento dos cegos em diversos momentos. Memória. que atravessou a música e a produção audiovisual. Autoria. através do qual se traduz o visual em verbal. enquanto um segundo idioma. A audiodescrição é um recurso de acessibilidade comunicacional. Para tanto. é definida. a escola em que se desenvolveu a pesquisa foi palco de propostas de ensino e de aprendizagem de língua inglesa voltadas à prática discursiva da língua-alvo a partir de atividades com vídeos. Palavras-chave: Ecfrase. por meio da linguagem imagética. do pintor Leonardo da Vinci. Nesse movimento. que aprenderá uma segunda língua na escola como se fosse sua primeira. O trabalho possibilitou ao aluno ensaiar outras formas de construção de sentidos. entre outros. à leitura de jornais e revistas. e na participação em palestras e na sala de aula. onde julgamos encontrar possibilidade de contribuir para o aluno assumir o espaço de autor num segundo idioma em práticas de leitura. brevemente. mas de um aluno que vivenciará o idioma e os valores culturais de outros países sem a exigência de falar como um nativo. Já a écfrase. não possibilitavam ao aluno um trabalho de construção de sentidos na língua. onde se observou que as práticas de ensino. para constituição do sujeito autor. etc. DO VISUAL PARA O VERBAL: ECFRASE X AUDIODESCRIÇÃO NO QUADRO MONA LISA Ana Claudia Munari Domingos (UNISC) Resumo: O presente artigo pretende analisar como a écfrase (ekphrasis) participa do exercício da audiodescrição.

Verdade. para Presidente da República. São Bernardo. Literatura brasileira. um dos pontos culminantes para o estado de desequilíbrio que impele esses homens a narrar é a sua incapacidade de compreender e. permite aos candidatos apresentarem seus discursos. analisar o discurso de Aécio Neves em circulação no HGPE/TV durante o segundo turno das eleições presidenciais de 2014. ao enigmático. e Divórcio. Afora essa similaridade. Um dos meios para a divulgação da imagem dos concorrentes é o Horário Gratuito de Propaganda Eleitoral (HGPE) que. Para esse propósito. por meio da escrita. A partir disso. dentre outras. a partir da transcrição dos programas. Palavras-chave: Eleições Presidenciais. no qual a verdade é construída a partir de um funcionamento que estabiliza logicamente a questão da verdade e da mentira. associando essa figura. em uma investigação inicial. foi possível perceber a organização da construção discursiva em torno de eixos temáticos. ENSINO DA LITERATURA EM UNIVERSIDADES GAÚCHAS: ALGUMAS CONSTATAÇÕES Bianca Cardoso Batista (UNISC) 154 . escritos em períodos distintos – Dom Casmurro. ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS DE 2014 E O DISCURSO SOBRE A VERDADE Raquel de Freitas Arcine (UEM) Resumo: As eleições presidenciais são sempre marcadas pela disputa de ideias e propostas dos candidatos ao cargo. transmitido pela televisão e rádio. como objetivo geral. para seus narratários. de modo a observar os sentidos mobilizados para construção discursiva do efeito de verdade. Luce Irigaray. observa-se também que. em busca dos funcionamentos que tornam possíveis o surgimento e a interpretação desse discurso. Tendo como fundamentação teórica as concepções de pensadoras feministas como Elaine Showalter. nos três casos. as experiências por eles vividas. serão recortados trechos de enunciados nos quais é possível observar a produção do efeito de verdade no discurso político do referido candidato. conter as figuras femininas sob o seu jugo. Lucía Guerra e Simone de Beauvoir. nota-se que tanto a obra de Machado de Assis quanto a de Graciliano Ramos e Ricardo Lísias partem de uma necessidade dos protagonistas de. analisando-o enquanto arquivo a ser lido. ao rebelde e ao desviante. de 1899. jingles e slogans. Podemos dizer que. Dessa forma. Crítica feminista. planos de governo. Temos. lançamos a esse material um olhar discursivo.romances. Discurso. diante de um momento de crise. no ano de 2014. o objetivo da leitura crítica aqui proposta é demonstrar como a perspectiva dos protagonistas-narradores masculinos do referido corpus reforça o estereótipo do feminino como a corporificação daquilo que Showalter designa como “zona selvagem”. questionamos como o efeito de verdade é produzido no discurso de Aécio Neves (PSDB) no HGPE/TV das eleições. É a partir dessa observação que levantaremos os recortes discursivos que constituem nosso corpus de análise. na tentativa de apontar aproximações e distanciamentos entre eles no que tange à forma como as vozes narrativas constroem. a personalidade de suas respectivas esposas. de modo que se instale no discurso o espaço da verdade para o enunciador e o da mentira para o candidato da oposição. via de regra. de 2013 –. de 1934. organizarem. Palavras-chave: Figurações de gênero. Um dos funcionamentos observados se constitui na própria formação discursiva política eleitoral. em certo sentido. A partir de uma leitura preliminar.

de modo independente dos princípios fonológicos das línguas e de seu sistema de escrita. poesias. 155 . que tem por finalidade realizar pesquisas no âmbito da prática docente em relação à área da literatura. Leitura Prazerosa. refere-se o estudo de Scliar-Cabral (2003) que pode fundamentar os professores. leitura. Diante disso. auxiliando-os a entenderem a inter-relação fonologia-ortografia. quanto ao contexto situacional. ou a historicidade de autores e movimentos literários – seja algo que encante e motive o acadêmico a ler cada vez mais. reitera-se que o enfoque conjunto de leitura/sistema de escrita demanda uma descrição/explicação que situe o iniciante em leitura. com base nas ementas e propostas analisadas – percebe-se que apresentam um enfoque historiográfico. Ao mesmo tempo. Por fim.). romances. foi elaborada uma pesquisa com levantamento de dados para averiguar como se dá e qual é o espaço destinado à prática literária nessas universidades. ementas e currículos de cada curso de Letras nas Instituições selecionadas. em particular. etc. Sobre os princípios fonológicos do português brasileiro. e com pouca ou nenhuma reflexão por parte dos alunos sobre as obras literárias em si mesmas. em contraposição. Em vista disso. A área de Letras apresenta uma significativa quantidade de horas destinadas às línguas. A inter-relação existente foi comprovada pelos investigadores citados que consideraram os princípios fonológicos de cada sistema (dentre eles. Palavras-chave: Estudos Acadêmicos. social e cultural. pesquisadores que comprovaram a necessidade de relacionar a pesquisa sobre leitura e seu aprendizado ao sistema de escrita em que o aprendiz está aprendendo a ler. o objetivo deste trabalho é propor a abordagem das dificuldades de leitura. A partir desta perspectiva. de modo a possibilitar a construção de uma base analítica que subsidie os professores do ensino básico. ENSINO DE LEITURA E SEUS VÍNCULOS COM O SISTEMA DE ESCRITA DO APRENDIZ Onici Claro Flôres (UNISC) Resumo: O presente estudo embasou-se em Aaron e Joshi (1989). no contexto escolar. a partir de dois focos: o da natureza do sistema ortográfico e o da prevenção e detecção precoce de casos patológicos (dislexia de desenvolvimento). entretanto. Para tanto. português de Portugal etc. Literatura. 2014). justificando-se dessa forma a proposta aqui apresentada em função da natureza da linguagem (psicológica e social). quanto aos vínculos entre fala. Cabe ressaltar que as consequências a médio e longo prazo são preocupantes tendo em vista que o graduando que não desenvolve o gosto pela leitura na universidade não poderá despertar tal sentimento em seus próprios alunos e o processo se repete inevitável e sucessivamente. o que pode ser feito. Após o levantamento da carga horária. fonologia e ortografia. inglês. Pinto (1998). Para tanto. retomam-se as duas principais fontes de estudo da leitura: a biológica (ciências naturais) e a(s) das ciências humanas e sociais (FIJALKOW. Girolami-Boulinier e Pinto (1994). constatou-se que há uma diminuição expressiva em termos de carga horária. este texto propõe uma análise a partir do modo como ocorrem os estudos de literatura em algumas Instituições Gaúchas de Ensino Superior. e não apenas resumos. e Grabe (2009). embora a tradição da psicologia cognitiva seja investigar a leitura. é necessário buscar alternativas para tornar a literatura nos Cursos de Letras uma disciplina em que o ato da leitura – de contos. a literatura acaba sendo um tanto esquecida já que a atual metodologia acaba por menosprezar um dos atos – se não o – mais importante para a formação acadêmica: a leitura prazerosa. se considerados os últimos 10 anos.Resumo: O presente artigo vincula-se ao projeto “Os Estudos Acadêmicos de Literatura: pressupostos teóricos e aplicabilidades”. disciplinas. francês. em português brasileiro.

Segundo estes autores. Linguagem. é possível promover um ensino-aprendizagem que faça sentido para o aluno. Consideramos objeto de estudo livros didáticos do Ensino Fundamental para saber se estes apresentam propostas de atividades que envolvam gêneros textuais e em que medida isso se dá. aprendizado da leitura e sistema ortográfico em que o iniciante está aprendendo a ler/escrever. Ensino. pois este vivencia a língua(gem) empregada nas mais diversas situações de comunicação. Palavras-chave: Linguagem. Segundo estes autores. observando-se sua função sociocomunicativa (contexto. Schneuwly e Dolz (1998). e orientado pelas propostas dos PCNs para o ensino de Língua Portuguesa. função. ater-se apenas ao ensino das características e à forma estrutural dos discursos.). para saber se estes apresentam propostas de atividades que envolvem gêneros textuais. é possível promover um ensino-aprendizagem que faça sentido para o aluno. e em que medida isso se dá. portanto. finalidade. etc.. Gêneros Textuais.caso sejam considerados três requisitos: variedade de fala (aquisição incidental). especialmente no que tange aos processos de ensinoaprendizagem de leitura e produção textual. ENSINO E APRENDIZAGEM DE ESTRATÉGIAS DE LEITURA: CAMINHO PARA A COMPREENSÃO? Luciane Baretta (UNICENTRO) 156 .. especialmente no que tange aos processos de ensinoaprendizagem de leitura e produção textual.). ater-se apenas ao ensino das características e à forma estrutural dos discursos. Considera-se objeto de estudo livros didáticos do Ensino Fundamental do 6º ao 8º ano. função. dentre outros. Dificuldades de leitura. Palavras-chave: Leitura. Princípios do sistema fonológico. proposto por Bronckart (1999) e Schneuwly e Dolz (1998). ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA: SOB A PERSPECTIVA DOS GÊNEROS TEXTUAIS Claudia Pagnoncelli (UTFPR) Resumo: O presente trabalho visa a apresentar um estudo sobre os gêneros textuais fundamentado nas contribuições do Interacionismo Sociodiscursivo (ISD). Quando o ensino dos gêneros é feito de forma adequada. o trabalho pedagógico envolvendo gêneros textuais proporciona uma ampliação dos conhecimentos prévios dos alunos favorecendo a autonomia destes sujeitos quanto às interações sociais. portanto. Quando o ensino dos gêneros é feito de forma adequada. e nas propostas dos PCNs para o ensino de Língua Portuguesa. ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA SOB A PERSPECTIVA DOS GÊNEROS TEXTUAIS Claudia Pagnoncelli (UTFPR) Siderlene Muniz-Oliveira (UTFPR) Resumo: O presente trabalho visa a apresentar um estudo sobre gêneros textuais fundamentado nas contribuições do Interacionismo Sociodiscursivo (ISD) proposto por Bronckart (1999). Ensino. não devendo. Palavras-chave: Gêneros textuais. observando-se sua função sociocomunicativa (contexto. o trabalho pedagógico envolvendo gêneros textuais proporciona uma ampliação dos conhecimentos prévios dos alunos e favorece a autonomia destes sujeitos quanto às interações sociais. não devendo. finalidade. pois este vivencia a língua(gem) empregada nas mais diversas situações de comunicação.

157 . Em segundo. a visual e a textual – ambas fundidas na criação singular de seus livros iluminados – foram recebidas por seus contemporâneos. Por conta de suas conversas com os espíritos de figuras religiosas. 1999. isto é.g. ou longitudinal. educação básica). estudaremos a relação da viúva de Blake com um grupo de pintores conhecidos como Os Antigos. a partir de 2000. descreveremos como essas duas instâncias de sua criação. relegando muitas vezes sua obra como de menor importância. Interessa-nos saber: (a) quais foram as estratégias de leitura investigadas e qual a população envolvida (leitores proficientes. Biografia. verificando se o leitor é capaz de trabalhar independentemente do professor. 2012) revelam que apesar de haver um número significativo de pesquisas conduzidas sobre estratégias de leitura. Hoover. pintor e visionário William Blake era dono de um talento inegável e um homem de personalidade forte. (c) se há estudos que consideraram o processo de formação do professor de leitura. aprendizagem e utilização de estratégias de leitura para a compreensão de textos em língua materna e língua estrangeira. PR. são as pesquisas que investigam a eficácia da instrução direta de estratégias de compreensão leitora. A obra compósita de William Blake significou e significa um desafio aos seus leitores. ensino superior. Para tanto. BORUCHOVITCH. grandes governantes. poucas são aquelas de natureza intervencionista. MEALEY. Palavras-chave: William Blake. junto às escolas de educação básica em Guarapuava. Blake foi considerado por muitos de seus contemporâneos como louco.. poetas e pintores famosos da antiguidade. Bentley e Mishra. Neste artigo. não proficientes. 1991. desenvolvermos e aplicarmos materiais didáticos para o ensino de leitura em língua materna e estrangeira. Recepção Crítica. Trabalhos desenvolvidos por pesquisadores no exterior (e. MACKEE. Mais restritas ainda. NAGY. Compreensão. Ensino e Aprendizagem. num segundo momento. O intuito dessa revisão de literatura é contribuir para o retrato da pesquisa sobre estratégias de leitura no Brasil para. Palavras-chave: Estratégias de Leitura. que tratem do ensino. heróis de guerra. saber quando e como utilizar determinadas estratégias. como os primeiros textos dedicados a Blake destacaram bem mais sua singular e exótica personalidade. inglês. Em primeiro lugar. e (d) se há estudos que verificam a independência do aprendiz após o período de instrução. nossa proposta é fazer um levantamento dos estudos realizados no Brasil. recorreremos aos apontamentos críticos de Lister. entre outros. utilizando-se do seu conhecimento condicional. grupo que assegurou a sobrevivência de um grande número de obras e histórias sobre o artista visionário. ENTRE O VISIONARISMO E A LOUCURA: A PRIMEIRA RECEPÇÃO DA OBRA DE WILLIAM BLAKE Ana Paula Cabrera (UFSM) Daniela Schwarcke do Canto (UFSM) Resumo: O gravurista. Diante deste pano de fundo.Carlos Alberto Ramos Souza (UNICENTRO) Resumo: O principal objetivo deste estudo é fazer um estado de arte sobre as pesquisas desenvolvidas no contexto brasileiro acerca do ensino de estratégias de compreensão leitora. (b) qual a natureza das pesquisas conduzidas e quais os métodos utilizados para a coleta de dados.

e desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Letras – Mestrado em Leitura e Cognição – da Universidade de Santa Cruz do Sul. respectivamente. bem como as diferentes vozes sociais. história. aponta-nos os acontecimentos que marcaram a época do colonialismo português em Angola e o período de escravidão no Brasil. O trabalho que ora propomos tem como objetivo realizar uma discussão em torno da possibilidade de. Palavras-chave: Literatura. bem como os diálogos de que dela ensejam e se ensejam. do escritor angolano José Eduardo Agualusa. realizar observações a respeito da sua aplicabilidade para o ensino da escrita. a reescrita e a construção do sentido no discurso”. propomos articular o estudo da obra Nação Crioula – a correspondência secreta de Fradique Mendes. ainda ingressam no ensino superior com deficiências na escrita (e. O que provocou nossa atenção durante a leitura da obra referida foram as reflexões que envolviam as manifestações culturais marcadas pelos diálogos. Em sua composição.ENTREMEIOS DA LITERATURA E ENSINO: NAÇÃO CRIOULA: A CORRESPONDÊNCIA SECRETA DE FRADIQUE MENDES. ao (re)visitar o passado. Ensino ESCRITA E ARGUMENTAÇÃO: REFLEXÕES TEÓRICAS Cristiane Dall Cortivo Lebler (UNISC) Resumo: Existe uma pergunta que se fazem os docentes do ensino superior. cultura. DE JOSÉ EDUARDO AGUALUSA Mayara Gonçalves de Paulo (UNISUL) Jussara Bittencourt de Sá (UNISUL) Resumo: Em nossa pesquisa. os tempos. desenvolver estratégias para o ensino da escrita. observamos que Agualusa. a intertextualidade e a polifonia. a partir dos postulados da Teoria da Argumentação na Língua (ANL). observando como se apresenta a relação com outros textos para a produção de um novo. enquanto parte da pesquisa intitulada “A escrita. tendo aulas de língua materna em todas as séries. pelas migrações temporais e espaciais. Linguagem. Para isso. realizamos algumas leituras de textos fundadores da ANL com vistas a discutir o modo como essa vertente teórica compreende o discurso e. bem como as interações de identidades. na compreensão) de textos? Essa pergunta tem motivado vários especialistas da área da Linguística a buscarem identificar o que origina tais deficiências e a proporem meios de intervenção. embasada na Teoria da Argumentação na Língua de Oswald Ducrot e de Marion Carel. frequentemente. dentre outros. É quanto a este último objetivo que se dedica este trabalho. o romance é narrado por epístolas. Quanto aos aspectos referentes à linguagem em Nação Crioula. os espaços. ao ensino da Literatura. evidenciando-a como promovedora de reflexão e sobre a cultura. a partir disso. mesmo depois de haver frequentado a escola por doze anos. a partir da perspectiva de Bakhtin. sublinhando a relevância da Literatura ao processo de ensino. independente da área do conhecimento em que atuam: por que os estudantes. apresentamos pressupostos sobre o dialogismo. Consideramos que a ANL pode servir de fundamento para pensarmos a construção dos discursos escritos tendo em vista o fato de entender o sentido de um discurso como construído tanto pelas relações entre as palavras e os enunciados que o compõem 158 . Na análise. nas quais Agualusa coloca em cena a personagem – Carlos Fradique Mendes – para contar as experiências e os conflitos das épocas coloniais de Angola e Brasil. desenhando-se por meio do diálogo entre literatura. Evidenciamos que o romance pode ser apreendido como uma obra epistolar.

através da partilha de saberes e experiências. Entre os resultados deseja-se que os participantes consigam firmar a comunicação com os parceiros de Brasil – Portugal – Moçambique fazendo uso das tecnologias digitais móveis. Toda a proposta será desenvolvida em uma comunidade virtual de conhecimento. Portugal. 2010. 2002). articular ações de cooperação entre Brasil-Portugal-Moçambique para a capacitação de professores de língua portuguesa do ensino fundamental/básico e médio/secundário. Escrita. EU Nação – Intercâmbio de Culturas é a quarta de cinco etapas de trabalho a ser desenvolvida no intercâmbio Brasil – Portugal – Moçambique. colaborar para a otimização dos programas de formação de professores de língua portuguesa e em língua portuguesa. faz parte do projeto de internacionalização da língua em documento elaborado pela Comunidade de Países de Língua Portuguesa. Consiste na produção de uma comunidade linguística a distância entre os três países. justifica-se o presente projeto. construindo conhecimento em conjunto. Aprendizagens de multiletramentos podem tomar forma em comunidades de prática (WENGER. Assim. gerando subsídios para a reflexão acerca de língua. possibilitar que os alunos criem propostas com as tecnologias digitais. ESCRITA NA TELA: INTERCÂMBIO BRASIL-PORTUGAL-MOÇAMBIQUE Dinora Moraes de Fraga (UNIRITTER) Keli Andrisi Silva Luz (UNISINOS) Rosangela Silveira (UFRGS) Resumo: A internacionalização da língua portuguesa constitui-se. para seu desenvolvimento no mundo globalizado. linguísticos. em um princípio de política científica para o seu desenvolvimento no mundo globalizado. que se reconheçam como indivíduos inseridos em uma cultura e reflitam sobre si a partir de marcas culturais do seu país. através do intercâmbio entre estudantes adultos. ao redor de um interesse genuíno. com ênfase nas tecnologias móveis. no cenário da internacionalização da língua portuguesa. incentivando seu uso como mediações tecnológicas e dispositivos inventivos para sua comunicação no cotidiano Brasil-PortugalMoçambique. identidade e mediação tecnológica. nas quais as pessoas interagem. Palavras-chave: Cultura. Identidade. Comunidade virtual. Palavras-chave: Argumentação. No decorrer do módulo Eu – Nação objetiva-se que os participantes identifiquem aspectos culturais do seu país. Discurso. que os atravessam. em suas variedades geopolíticas Brasil-Portugal-Moçambique. com a Ciberescola de Lisboa. a partir da cultura local e de experiências. falantes do português como língua materna. Os objetivos do ponto de vista da extensão são os seguintes: ampliar as oportunidades de aprendizagem dos jovens e adultos.quanto pelo fato de ser fruto da atividade de fala de um locutor. os objetivos são: teorizar sobre processos comunicacionais. cognitivos e educacionais em uma comunidade virtual de conhecimento entre três modalidades geopolíticas 159 . síncrona e/ou assincronamente. ESCRITA NA TELA: EU NAÇÃO – INTERCÂMBIO DE CULTURAS Keli Andrisi Silva Luz ( (UNIRITTER/UNISINOS) Resumo: O fortalecimento do uso da língua portuguesa. e Moçambique (com instituição a definir). em Brasília. cultura. que busca reunir esforços interinstitucionais e internacionais entre o Brasil. que produz sentido para um alocutário. Já do ponto de vista da pesquisa. atualmente. através do Serviço Social da Indústria (SESI).

mostrando como o livro recupera a atmosfera da capital francesa nos anos 20 como também revela um pouco da personalidade de Ernest Hemingway. Como resultado do recorte aqui proposto. é o possível aumento da incidência da escrita de lexias de língua inglesa ao longo de 20 anos (exemplares dos anos de 1995. aqui apresentado. livro de memórias em que Callaghan revisita a temporada que passou na capital francesa em 1929. o problema de pesquisa. Carlos Baker e William Wiser. ESTRANGEIRISMOS DE ORIGEM INGLESA NAS CAPAS DO JORNAL PIONEIRO Mayra Moreira (UCS) Resumo: O processo de globalização transpôs as fronteiras da linguagem e nos deixou familiarizados com diversos sons. Partindo do ponto de vista teórico de que a língua é um fenômeno social vivo e dinâmico que sofre mudanças. Palavras-chave: Ernest Hemingway. a princípio amistosa. também são usados como referência Norman Mailer. pintores. 160 . contribuindo para disseminação da atividade desenvolvida e para a promoção da língua portuguesa como marco cultural transnacional. Durante as leituras diárias de seus jornais. no jornal Pioneiro (principal jornal impresso na Região Nordeste do Rio Grande do Sul). Intermacionalização. de boxe. fazendo dela a capital intelectual e artística do período. nas capas e contracapas de 60 edições impressas do jornal em análise. o canadense Morley Callaghan (1903-90) é mais lembrado por ter nocauteado Ernest Hemingway numa luta. Palavras-chave: Escrita na tela. DE MORLEY CALLAGHAN Luís Roberto de Souza Júnior (PUCRS) Resumo: Mesmo que tenha sido autor de romances e contos de sucesso. Até este momento da pesquisa. Morley Callaghan. Palavras estrangeiras e “diferentes” agora passaram a ser faladas e escritas diariamente em todas as regiões. de maneira naturalizada. That Summer in Paris. O episódio é contado em That Summer in Paris. 2005. espera-se a confirmação do uso de lexias de língua estrangeira.da língua portuguesa e socializar os resultados da pesquisa através da produção intelectual de livros. Esse trabalho analisa That Summer in Paris. músicos e bailarinos. Dentro desta realidade. mesmo que tenha ganhado reconhecimento crítico – a ponto de Edmund Wilson compará-lo em qualidade a Chekhov e Turgenev –. Além dos autores citados. ESMURRANDO HEMINGWAY: UMA ANÁLISE DE THAT SUMMER IN PARIS. É importante explicitar que a escolha do jornal Pioneiro como corpus de análise foi motivada pela longa duração do trabalho ininterrupto de veiculação e divulgação das especificidades culturais da região. O tema da presente pesquisa tem como base a importância do estudo do uso naturalizado de estrangeirismos. Comunidade virtual. 2010 e 2015) e a utilização naturalizada de estrangeirismos no referido jornal. este estudo centraliza-se na análise de itens lexicais de língua inglesa presentes. verifica-se que há maior necessidade de estudos acadêmicos específicos sobre a utilização de lexias de língua inglesa em jornais impressos com tiragem diária e com conteúdo direcionado para a população de qualquer região periférica do estado do Rio Grande do Sul. o público percebe alguns vocábulos que há algum tempo não existiam ou não eram comuns. regularmente. da publicação em periódicos científicos e da participação em eventos acadêmicos. imagens e produtos. bem como sua abrangência geográfica e populacional. 2000. quando a cidade atraía os principais escritores.

dinâmico. Jornal on-line. Também evidencia que o processo de enunciação do jornal on-line lembra características de um texto falado in statu nascendi (inacabado. bilinguismo e compreensão leitora. aproximação – mais intensos. mais enunciativa que os jornais tradicionalmente impressos. Este estudo mostra. subjetividade. essa oralidade se evidencia. À luz da perspectiva sociointeracional da linguagem. 2004).Palavras-chave: Estrangeirismos. O objeto de estudo foi o jornal Zero Hora on-line. do enunciador jornal. na compreensão leitora (KLEIMAN. das teorias da enunciação. que o jornal on-line apresenta e “autoriza” uma enunciação mais marcadamente oralizada. Além disso. oralidade. principalmente. em sua realização conceptual. em contextos bilíngues ou não. formulamos a hipótese de que o jornal on-line. (BIALYSTOK et al. interativo. efêmero). inclusive materializando nos enunciados a participação efetiva do leitor como coenunciador explícito da troca interativa. Embora também manifestada por recursos mediais (modo sonoro de materialização do discurso). assume um caráter oralizado. Palavras-chave: Enunciação. neste jornal.. assumindo características de imprensa televisiva. 2007). também na metacognição em leitura na primeira língua. mais aproximando o leitor dos fatos noticiados e. Efeitos de sentido. portanto. O presente trabalho investiga os tipos e a frequência de uso de estratégias metacognitivas de leitura em L1 (Português brasileiro) em dois níveis distintos de proficiência em Inglês. em habilidades linguísticas e metalinguísticas no público infantil. verdade. principalmente. ou seja. dos estudos da conversação e da oralidade e. mais apelo ao sensível. Partindo de observações empíricas e comparativas entre jornais tradicionalmente impressos e jornais on-line. Para análise. Língua Inglesa. que a literatura aponta no processamento cognitivo em funções executivas como a atenção seletiva e o controle inibitório (BIALSTOK. nesse jornal. O estudo realizado aponta que o jornal on-line apresenta complexidade enunciativa maior que o jornal impresso. será utilizado o 161 .RS. selecionamos. ESTRATÉGIAS METACOGNITIVAS DE LEITURA: UM ESTUDO COMPARATIVO SOBRE BILINGUISMO Diane Blank Bencke (PUCRS) Lilian Cristine Hubner (PUCRS) Resumo: A metacognição consiste no monitoramento de qualquer iniciativa cognitiva (FLAVELL. buscamos. principalmente. enfim. três notícias que contemplassem em sua estruturação o maior número possível de recursos semióticos. aliando teórica e empiricamente a noções de metacognição. Jornal Pioneiro. examinar mecanismos de construção do sentido nas notícias on-line. 1981). Há. no modo como a elaboração escrita dos textos evoca interações faladas. com prioridade às estratégias enunciativas consolidadas nos procedimentos de oralidade. os recursos enunciativos utilizados na constituição das notícias on-line projetam efeitos de sentido – de realidade. ao sentido. 1998). por sua natureza. Para tal. Trata-se de um fenômeno que pode se manifestar. mantido pelo Grupo RBS (Rede Brasil Sul) e editado na cidade de Porto Alegre . por meio da análise do processo de enunciação. ESTRATÉGIAS ENUNCIATIVAS NO JORNAL ON-LINE Luciana Maria Crestani (UPF) Resumo: Este estudo se volta à abordagem do jornal on-line numa perspectiva enunciativa. O estudo verifica se há vantagem bilíngue.

o que será comparado. Joly. consequentemente. apagamentos e outros comportamentos de leitura. Curso de Letras. os estudantes responderam questionários socioeconômicos e de hábitos de estudo e leitura. independente do seu nível de escolarização. com textos e tarefas com diferentes graus de complexidade. As estratégias metacognitivas de leitura utilizadas serão avaliadas a partir de uma adaptação compilada da taxonomia de Filho (2002). Estudos desenvolvidos com estudantes do ensino superior mostram que eles chegam à universidade com déficits nas capacidades e habilidades de leitura. nos últimos anos. No que se refere ao conceito de trabalho. estudante este que será futuro professor de línguas e. reconhecer partes de informações específicas e empregar algum conhecimento prévio no entendimento do texto. Cantalice e Vendramini (2004). formador de novos leitores.protocolo verbal retrospectivo a partir de marcadores. junto ao Translog. Partimos de uma concepção de linguagem dialógica bakhtiniana/voloshinoviana que extrapola os limites do diálogo face a face. composto por três unidades de leitura. intra e intergrupos. Palavras-chave: Metacognição. utilizou-se a taxonomia de Escala Geral de Leitura adotada pelo Exame Pisa (OCDE. partimos de uma concepção marxista que considera que o trabalho cumpre 162 . software que indica pausas. Joly. conhecimentos esses que são insuficientes para atender a complexidade das leituras e discussões requeridas no curso e necessárias para a formação de um profissional da linguagem competente e autônomo. Compreensão leitora. Bilinguismo. Além do teste de leitura. é sempre atravessada pela palavra de outros. ESTUDANTES CALOUROS E SUA BAGAGEM DE LEITURA Luciane Baretta (UNICENTRO) Resumo: Várias pesquisas têm mostrado. escrita ou falada. ESTUDOS SOBRE DIFERENTES SITUAÇÕES DE TRABALHO: LINGUAGEM E DESENVOLVIMENTO Siderlene Muniz-Oliveira (UTFPR) Anselmo Pereira de Lima (UTFPR) Resumo: Este simpósio objetiva apresentar três estudos sobre situações de trabalho da esfera educacional. Os resultados apontam que os estudantes de Letras (também) ingressam na universidade com deficiências na habilidade de leitura. Estudante Calouro. aos resultados dos sujeitos no questionário de avaliação da consciência metacognitiva de Reichard e Mokthari (2002). sendo também palavra dos outros. a fragilidade dos leitores brasileiros. Santos. De acordo com essa concepção. em que o sujeito reporta seus pensamentos leitores. Com o intuito de fazer um diagnóstico do nível de leitura dos estudantes calouros do curso de Letras Português e Letras Inglês. 1997). a palavra é considerada como uma arena onde se entrecruzam e lutam os valores sociais de orientação contraditória (BAKHTIN/VOLOSHINOV. a proposta desta pesquisa é conhecer quem é o leitor-estudante do curso de Letras de uma universidade pública paranaense. Palavras-chave: Compreensão. Diante deste contexto. e que considera que a palavra de um falante. mais da metade dos participantes (n=57) conseguem realizar inferências fáceis. 2002). Marini (2006) e Joly (2007). instrumentos elaborados por Finger-Kratochvil (2010). para elaborar um teste de leitura. fato que os deixa vulneráveis na compreensão de textos e os prejudica quanto ao desenvolvimento e continuidade nos estudos.

do indivíduo etc. alunos). Na sequência. do ofício. neste trabalho. com as ferramentas. ETNOGRAFIA VIRTUAL: UMA POSSIBILIDADE METODOLÓGICA EM GRUPOS DE APRENDIZAGEM DE INGLÊS POR WHATSAPP Bianca Legramante Martins (UFPEL) Resumo: O presente trabalho é um recorte de dissertação de mestrado sobre a aprendizagem de inglês mediada por dispositivos móveis. em ambiente não formal.um papel mediador entre o homem e a natureza (material e/ou simbólica). mais especificamente do aplicativo Whatsapp. Nesta concepção. São observados dois grupos de aprendizagem de inglês constituídos de forma autônoma e colaborativa. havendo uma interação entre o sujeito e o ambiente. o sujeito. ponto este a partir do qual o professor estabelece relações com as prescrições. linguagem. ao mesmo tempo. a postura da pesquisadora enquanto insider (HINE. com a tarefa a ser realizada. desenvolvimento. o objetivo reside em discutir as possibilidades de utilização de uma metodologia permeada pela Etnografia Virtual a fim de analisar a aprendizagem de inglês como Língua Adicional nesses grupos. Cumpre assinalar que a língua inglesa é percebida enquanto Língua Adicional (LA) conforme De Angelis (2007). Dispositivo móvel. Para Amigues (2004). 2015). com essa pesquisa. poder perceber como se dá a aprendizagem de língua inglesa em um espaço virtual a partir do contato. a saber Hine (2000. A partir disso. Por outro lado. 2000. 2005. 2006. ao agir diretamente ou indiretamente (mediação instrumental) sobre o meio pela atividade de trabalho é. com os valores e consigo. Em síntese. RECUERO e AMARAL. com os outros (colegas. ancora-se em princípios da Análise Crítica do 163 . Espera-se. com foco no diagnóstico de transtornos mentais em crianças e na aquisição de psicofármacos para tratamento através do poder público. a interação é guiada por objetivos que o sujeito estabelece para o trabalho. transformado por ele em função dos efeitos e resultados de sua ação. por meio de dispositivos móveis. superiores hierárquicos. Palavras-chave: trabalho. Língua inglesa. FRAGOSO. Para tanto. Recuero e Amaral (2009). vinculada ao grupo de pesquisa Elaboração de Materiais e Práticas Pedagógicas na Aprendizagem de Línguas. Primeiramente é realizada uma leitura crítica dos escritos sobre o aporte supracitado. 2015) e a observação participante. FARMACOLOGIZAÇÃO E NEURONARRATIVAS DA INFÂNCIA: O DISCURSO JURÍDICO NA AQUISIÇÃO DE PSICOFÁRMACOS Débora de Carvalho Figueiredo (UFSC) Pedro Rieger (UFSC) Resumo: Este estudo investiga práticas discursivas de agenciamento e supressão na representação pública de participantes da prática social de judicialização do direito à saúde. da inserção da pesquisadora no campo de estudo e da percepção dos próprios sujeitos da pesquisa. Amaral (2009) e Poliavnov (2013). Palavraschave: Etnografia Virtual. os pressupostos teórico-metodológicos que fundamentam as pesquisas deste simpósio originam de estudos da linguagem. Judd. articulados com a Ergonomia da Atividade e com a Psicologia do Trabalho (CLOT. são discutidos procedimentos para coleta e análise dos dados. Tan e Walberg (2003) e Hall e Verplaetse (2002). 2010). 2008. Fragoso. a atividade de trabalho do professor pode ser considerada o ponto de encontro de várias histórias (da instituição.).

(2) a imagem que o hipermercado tem dele mesmo (empresa politicamente correta. Formações Imaginárias. WILLIAMS & MARTINS. Em termos discursivos. Dilma Beatriz Rocha Juliano (UNISUL) 164 . que opera a nível bioquímico sobre a subjetividade de cada um. FORMAÇÕES IMAGINÁRIAS EM/NO DISCURSO: A(S) FAMÍLIA(S) (IN)VISIBILIZADA(S) EM PROPAGANDAS MIDIÁTICAS Viviane Favaro Notari (UEM) Resumo: A presente pesquisa tem o objetivo de investigar qual imagem de família um hipermercado paranaense produz em sua campanha publicitária. Este processo de cerebralização do sujeito nos discursos oficiais de instituições de poder como o judiciário cria e sustenta oportunidades de intervenção pela indústria farmacêutica. DA DÉCADA DE 70. Palavras-chave: Analise crítica do discurso. FORMAS POLÍTICAS DA CULTURA BRASILEIRA. foi possível observar os seguintes jogos imaginários: (1) a imagem que o hipermercado tem do que é família (tradicional. DE DIAS GOMES. VAN LEEUWEN. Palavras-chave: Análise do Discurso. Entendese que as neuronarrativas criadas em tais processos contribuem para a criação de realidades convencionalizadas e pautadas na cerebralização do sujeito. e por farmacologização o processo pelo qual se traduz ou transforma as condições e capacidades humanas em oportunidades para intervenções farmacêuticas (GABE et al. Entende-se por medicalização o processo pelo qual questões não médicas são definidas e tratadas como questões médicas. O estudo aborda o gênero discursivo jurídico acórdão em processos que determinam a aquisição de psicofármacos para o tratamento de crianças que receberam diagnósticos de. beneficiando-se de sua patologização. Grigoletto (2005). 2008) e da Sociologia da Saúde (CAPONI. 1988). 2011). 2009. EM SARAMANDAIA. O material de análise é composto por cartazes de campanhas publicitárias divulgados na mídia online pela empresa. Para tanto. a imagem que se cria é de um tratamento unicamente possível por vias químicas. TDAH. as discussões acerca das formações imaginárias propostas por Pêcheux (1997) e as explicações postuladas por seus estudiosos. A análise dos dados indica que os sujeitos diagnosticados ocupam um papel secundário dentro das narrativas construídas em seus diagnósticos. Hiperatividade ou Autismo. ancorada nos preceitos religiosos e próxima de seu público). composta por homem. (3) a imagem que o cliente tem dele mesmo (pertencente a uma família que deve ter como base um casal tradiconal) e (4) a imagem que o cliente tem do hipermercado (uma rede paranaense que quer agradar e representar seu público). silenciando outros tipos de organizações familiares e apagando as construções marginalizadas). 2007). geralmente em termos de doenças e distúrbios (CONRAD. excluindo-se intervenções humanizadas sobre identidades localizadas dentro de um contexto sociocultural amplo. Hipermercado paranaense. Transtorno por Déficit de Atenção. mulher e filho. especialmente. Neuronarrativas. 2003. GABE. por exemplo.Discurso (FAIRCLOUGH. Discurso jurídico. como Orlandi (1987. 2011) para investigar a construção e representação de atores e eventos sociais em processos de medicalização e farmacologização da saúde mental. bem como suas possíveis implicações socioeconômicas e de gênero. A partir das análises. utilizam-se os pressupostos teóricos da Análise do Discurso de linha francesa. Angelossi (2004) e Brito (2012).

pois as imagens que o compõem são todas trabalhadas digitalmente. política e social. Lagazzi (2007) entende o “discurso como a relação entre a materialidade significante e a história” em suas análises de documentários/filmes. tomar o lugar das coisas e o da ação dos homens sobre o mundo e. neste texto. A telenovela desdobra-se em planos de imagens capazes de ligar momentos de olhar a tela à memória coletiva de uma história brasileira recente. na história”. Uma das particularidades deste documentário é sua relação com a tecnologia. que saem do corpo sempre que o coronel se vê contrariado. na hora sem testemunha. O primeiro é dono de engenho de cana-de-açúcar. propomos uma análise do documentário Naqoyqatsi (2002). assim. como imagens. um Brasil. extrair das imagens de Saramandaia (DIAS GOMES. pela via da “sobrevivência das imagens” em sua potencialidade na reconstrução histórica. para argumentar a leitura do contexto histórico brasileiro: o Coronel Rosado e Gibão. representantes da acumulação. o ano 2000. da década de 70. PALAVRAS-CHAVES: Saramandaia – Telenovela – Cultura Brasileira – Realismo Mágico FORMULAÇÃO DOS SENTIDOS DE TECNOLOGIA EM NAQOYQATSI Priscilla Rodrigues Simões (UNISUL) Resumo: Nesta pesquisa. Entendemos.1976) as formas políticas da cultura brasileira. O segundo tem asas que. Estamos interessados nas redes de sentido imbricadas na constituição e formulação (ORLANDI. fazendo-se nova forma de experiência. 2012b) dessa materialidade fílmica. a sociedade tecnológica cujo imaginário é constituído pelos discursos que a significam. quanto na organização ficcional que os fazem ‘cidadãos’ de uma mesma ‘comunidade real’. de Godfrey Reggio. tem um formigueiro no nariz. tal como faz o documentário em questão. tanto naquilo que está representado no corpo das personagens. haja vista que essa formulação só foi possível a partir dos meios técnicos disponíveis na contemporaneidade. precisam ficar escondidas pelas roupas e só podem ser usadas à noite. Formulação. Com base nesta estrutura fílmica. produzindo efeitos de sentido marcados por sua historicidade. Palavras-chave: Tecnologia. formigas carregadeiras. por um lado. a autora também concebe o “sentido como efeito de um trabalho simbólico sobre a cadeia significante. duas serão as personagens abordadas. século XX. Condições de produção. procuramos observar as assimetrias entre as práticas técnica. momento em que artefatos tecnológicos tornam-se dominantes no modo de organização social do século XXI. assim. Para isso. como alegorias do desejo de liberdade. FUNCIONAMENTO DISCURSIVO DO IMAGINÁRIO DE ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA EM GRADUAÇÃO DE DIREITO Rossaly Beatriz Chioquetta Lorenset (UFFS/UNOESC) Resumo: A comunicação que propomos para este simpósio é um recorte discursivo que integra pesquisa de mestrado e busca compreender as (des)construções do imaginário de ensino de 165 . na hora destinada ao sono/sonho da humanidade. de modo que estamos propondo uma análise com o intuito de buscar as condições de produção dessa materialidade. ao contexto histórico em que aparece. que o documentário remete.Resumo: Nas sociedades do espetáculo a forma simulacral das imagens pode. Propõe-se. por outro lado. busca-se questionar tanto a forma de atualização do documentário observado quanto a relação dessa discursividade com as condições de sua produção: o momento histórico atual. de explicitar como é possível dizer o que se diz sob determinada expressão simbólica. intradiscursivamente e interdiscursivamente.

fóruns de discussão e etc. traço sublinhado no ementário com conteúdo de Locuções latinas. 2008. como memórias não lacunares. quadrinhos e blogs. os quais são relacionados com a fragmentação identitária dos jogadores/consumidores. 2013). Consideramos relevante que professores de Língua Portuguesa conheçam as práticas pedagógicas norteadas pela legislação. VENTURINI. Observamos que os exames admissionais para cursos eram efetuados em latim e isso ecoa na contemporaneidade. em diálogo com a História das Ideias Linguísticas. olhando para as vertentes de ensino e os saberes linguísticos mobilizados. no Brasil. retórica e poética. de Eni Orlandi (2008). pretende-se identificar como a utilização e propagação para vários veículos midiáticos ajudaram a disseminar o universo do game em diversos formatos (jogo.). 2009) o ensino de Língua Portuguesa na Educação Superior e seus modos de disciplinarização. em distintos momentos históricos. em movimento pendular (PETRI. 1998. percebemos visibilidade também nos pilares que ecoam no ensino de língua. como os jogadores em frente a tantas e variadas escolhas posicionam seu eu fragmentado da modernidade. quais sejam. livros. O corpus consiste na narrativa da história apresentada no jogo e em seu conteúdo online. GÊNEROS TEXTUAIS DO CAMPO ARGUMENTATIVO NO ENSINO MÉDIO: UM TRABALHO A PARTIR DA LINGUÍSTICA TEXTUAL Patrícia dos Santos (UFSM) 166 . bem como a ideologia que as sustentam. identidades e gênero. Para embasamento teórico serão utilizados os postulados de Stuart Hall (2003). Memória Discursiva. São efeitos de verdade e de evidência que se linearizam no funcionamento do discurso como saturados. quadrinhos. à luz da Análise de Discurso da escola francesa de Michel Pêcheux (2009) e. Palavras-chave: World of Warcraft. Dessa maneira. de forma a contribuir acerca das reflexões em torno do discurso sobre (MARIANI. A materialidade linguística que emergiu do corpus trouxe indícios de que há ecos e ressonâncias do imaginário de língua. Henry Jenkins (2009). Língua Portuguesa no Ensino Superior. GAME E TRANSMÍDIA: IDENTIDADES MÓVEIS EM WORLD OF WARCRAFT Bryan Rafael Dall Pozzo (UNICENTRO) Resumo: O presente trabalho analisa questões que envolvem a tríade transmídia. Transmídia. A partir de arquivo documental-institucional do Curso de Direito da Universidade do Oeste de Santa Catarina – Unoesc Xanxerê. Robert Connell (2013). bem como seus features e possibilidades de criação. Zigmunt Bauman (2011) e entre outros. gramática. identidade.Língua Portuguesa no Ensino Superior em graduação de Direito. além de passagens dos livros. Na escrit(ur)a desta dissertação. da historicidade do ensino de língua e da constituição do Ensino Superior no Brasil. ORLANDI. A pesquisa se propõe a entender como o processo de transmídia ajuda a expandir a história do universo em diversas mídias diferentes. sendo que essas serão levantadas a partir do universo do game online World of Warcraft. analisam-se. blogs. os ementários dos componentes curriculares de Língua Portuguesa e nomenclaturas congêneres de Português Aplicado ao Direito e Produção de Textos. Palavras-chave: Imaginário de Língua. além disso busca-se refletir acerca da formação de identidades na contemporaneidade. de mais de dois séculos.

a partir de Thiollent. O estudo objetiva investigar como a argumentação se efetiva em textos do campo argumentativo. de White & Arndt. Assim. na escola. implícita e/ou explícita). histórica e socialmente situadas”.. Argumentação. e na teoria dos gêneros textuais segundo Marcuschi (2008).639/2003. com Fávero & Koch. 2012). Diante da perspectiva da Lei 10. reescrita e versão final.. juntamente com os bolsistas do PIBID e coordenação do projeto. investigando. a argumentação. O estudo prevê momentos de reflexão a partir de debates. busca-se relatar os estudos e as atividades desenvolvidas neste programa como professora supervisora. (1991) e na pesquisa-ação. como o embasamento teórico tem contribuído com a professora supervisora e nas intervenções realizadas no 6º ano ensino fundamental de uma escola pública. e ainda.] são formas textuais escritas ou orais bastante estáveis. GÊNEROS TEXTUAIS E AFRICANIDADES: TEMÁTICAS DO PIBID DE LÍNGUA PORTUGUESA/UEPG Ronicéia Aparecida Biscaia Solak (SEED) Ione da Silva Jovino (UEPG) Resumo: O presente trabalho pretende relatar as atividades desenvolvidas no grupo de estudos do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID) de Língua Portuguesa/Espanhol da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). Os textos dos estudantes serão o instrumento de coleta de dados e os critérios de análise da pesquisa pretendem investigar como se constitui a argumentação ante os diferentes tipos de intertextualidade (temática. estilística. que institui as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Ético-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-brasileiras e Africanas e as Diretrizes Curriculares do Paraná (2008). produzidos por estudantes de Ensino Médio da Rede Pública Estadual. nos estudos do Process Writing. Ensino Médio. escrita. a produção textual se apresenta como atividade base nas aulas de Língua Portuguesa para estudantes de Ensino Médio. Os resultados obtidos dizem respeito à qualificação e à melhoria da produção escrita dos participantes Palavras-chave: Produção Textual. para quem a expressão refere-se às raízes da cultura brasileira. as experiências trazidas pelos alunos bolsistas. em sala de aula. produções de textos e reescritas. investindo no texto enquanto processo de ensino. Assim. da Universidade Federal de Santa Maria-RS. (2012). que têm origem africana. que têm auxiliado os educandos na construção do conhecimento. preferencialmente. pois está voltada para um trabalho com oficinas de produção textual. Koch & Elias. no intuito de auxiliar o trabalho que a escola realiza. do Parecer CNE/CP 3/2004. 2005). Os resultados deste grupo de estudos têm evidenciado que é de grande 167 . (2012) e Marcuschi (1983.Resumo: O presente trabalho faz parte de um recorte que diz respeito a uma pesquisa de mestrado. que tornou obrigatório o ensino de história e cultura africana e afro-brasileira. e ainda. o projeto deste PIBID contempla como referencial teórico a temática Africanidades (Silva. A metodologia de ensino utilizada é a pesquisa-ação. modelo escrita-processo. Essa pesquisa visa priorizar o momento da produção de texto. (1996). a partir de leitura. impressões de como vêm sendo conduzidas as intervenções e estudos dos alunos do PIBID no ambiente escolar. discussão/debate. vinculada à linha de pesquisa “Linguagem e Interação” – área de concentração em Estudos Linguísticos. o qual defende que o “os gêneros textuais são os textos que encontramos em nossa vida diária [. no turno inverso. O relato do grupo de estudo compreende o período de março de 2015 até o presente momento. durante as oficinas. O aporte teórico que embasa o trabalho apoia-se na Linguística Textual.

por mais extensa que seja sua produção intelectual. e a busca do requinte (às vezes duvidoso ou falacioso) na elaboração de comidas que agregam valor de venda. Projeto intelectual. GILBERTO FREYRE: SUAS OBRAS COMO UM ÚNICO PROJETO INTELECTUAL Ana Paula Ody Batista (UCS) Resumo: Gilberto Freyre. quando a autora deste trabalho viajou para a cidade de Recife – PE. dentro do quadro teórico da Análise do Discurso. em visita de março de 2016. configurando assim. que foram encontradas em pesquisa documental na Fundação Gilberto Freyre na casa-museu Magdalena e Gilberto Freyre. Entendemos o fenômeno da gourmetização como a grande exposição da gastronomia que atualmente acontece. no que se refere às suas temáticas e objetivos. que revolucionou os estudos sociais da época no Brasil e que acabou ofuscando a relevância e a organicidade de outros escritos do autor. Dentre todas suas obras. frequentemente emolduradas em gêneros plurissemióticos que se valem de cores. Tendo isso em vista. tem uma obra vasta distribuída em livros. GOURMETIZAÇÃO E MEMÓRIA: A TIPOGRAFIA COMO MATERIALIDADE DO DISCURSO PERSUASIVO-NOSTÁLGICO Richarles Souza de Carvalho (UNISUL) Resumo: O presente trabalho (que faz parte de um doutorado em andamento) busca discutir questões relacionadas à memória e ao fenômeno contemporâneo da gourmetização. dentre os quais destacamos: Barthes (2005). Entretanto. esta pesquisa pretende demonstrar o vínculo entre algumas obras de Freyre (de todas seria um trabalho muito extenso). Foram recolhidas e analisadas imagens pertencentes a peças publicitárias de eventos gastronômicos (Food Trucks) e logotipos de restaurantes ditos gourmet. encontram-se expressões que remetem a épocas memoráveis. 2010. um projeto intelectual do autor que é incompreensível separadamente. Formação social do Brasil. O foco desta pesquisa é exatamente em relação à semiose da tipografia. contribuindo para reflexões a respeito das questões étnico-raciais no contexto escolar. o objetivo principal é analisar a maneira pela qual a publicidade feita para restaurantes e eventos gastronômicos evoca estereótipos relacionados ao requinte e ao chique. Logo. A gourmetização tem em sua constituição discursiva o alicerce de elementos textuais persuasivonostálgicos. 2015).relevância o referencial teórico utilizado pelo PIBID Língua Portuguesa/Espanhol na vida profissional dos professores e que é possível oportunizar práticas diferenciadas em relação ao tema Africanidades por meio de gêneros textuais. uma das mais conhecidas é Casa Grande & Senzala (1933). no intuito de conseguir informações complementares para sua dissertação de mestrado. Halbwachs (2006) e Maingueneau (2006. A fundamentação teórica foi feita a partir da leitura de vários autores. Palavras-chave: PIBID. desenhos e tipografias de estética retrô. sobretudo a alta gastronomia. Palavras-chave: Gilberto Freyre. Tem-se por base nesta argumentação as palavras do próprio escritor. como sociólogo e escritor. desde documentos oficiais até receitas culinárias. artigos científicos e matérias para jornais. percebemos que as fontes tipográficas mais encontradas são 168 . Como resultados preliminares. Africanidades. Para isso o pernambucano utilizou métodos e fontes de pesquisa variadas. Gêneros Textuais. por meio de recursos tipográficos persuasivo-nostálgicos. Dentre esses elementos. sua temática e seus objetivos persistiram os mesmos: explicar a formação do Brasil no âmbito social e cultural.

169 . voltada para o fenômeno da gourmetização. nossas cidades estão repletas de imagens e imagens misturadas a textos. objeto de estudo das Artes. Interessa analisar os conceitos e definições de ambos para que. Palavras-chave: Discurso persuasivo-nostálgico. do autor brasileiro Autran Dourado. econômico e social ocorridas no final do século XIX e início do século XX no Sul dos Estados Unidos. surgiu o interesse de pesquisar e aprofundar os estudos linguísticos e semióticos. mas que também merecem toda atenção da área da linguagem. Memória. É sob esse contexto que se destacam os romances O som e a fúria (1929). Gíria. GRAFITE E PICHAÇÃO: GÍRIA IMAGÉTICA? Waldemberg Bessa (UNIRITTER) Resumo: A história dos estudos sobre a gíria mostra apenas o contexto oral. A proposta do presente trabalho é refletir sobre as imagens. a representação de um legado familiar em vias de extinção. possamos chegar ao ponto nodal entre essas duas ciências da linguagem. utiliza tipografias e recursos imagéticos com estética retrô. através de análise tanto da forma quanto do conteúdo das imagens. Portanto. HERDEIROS DE UM PASSADO EM RUÍNAS: A TRANSMISSÃO TRANSGERACIONAL EM O SOM E A FÚRIA E ÓPERA DOS MORTOS Ívens Matozo Silva (UFPEL) Resumo: O campo dos estudos literários tem se tornado um ambiente fecundo para a elaboração de um número cada vez mais expressivo de estudos que procuram refletir sobre uma variedade de concepções teóricas relacionadas aos laços familiares. para que este trabalho possa contribuir para o estudo de um segmento da linguagem ainda pouco discutido: o estudo dos textos visuais. Ainda merecem destaque os aspectos convergentes dessa aliança que se pretende chamar de gíria imagética. Pichação e grafite. na narrativa de Autran Dourado. suas consequências e a relação que as duas personagens estabelecem com os seus antepassados. Gourmetização. Busca-se diferenciar os fenômenos. ao feito a mão. remetem memoravelmente ao artesanal.ografite e os conceitos de gíria de grupo e gíria comum. Diante disso. após estudo. Palavras-chave: Língua. a partir de uma perspectiva sociolinguística. que a publicidade contemporânea. principalmente o grafite e a pichação.caligráficas ou que imitam a escrita em quadro de giz. Entre os diversos temas abordados. e Ópera dos mortos (1967). por meio das personagens Quentin Compson e Rosalina Honório Cota. o valor simbólico da transmissão geracional. a uma obsolescência que ora se apresenta como nostálgica. através das personagens Quentin Compson e Rosalina Honório Cota. consequência direta das profundas mudanças no âmbito político. no romance de Faulkner. Observando a necessidade de criar um elo entre as pichações. e em Minas Gerais. com poucas referências à escrita e nenhuma às imagens. do escritor norte-americano William Faulkner. No entanto. mobilizando estereótipos de requinte e fino e a memória de épocas nostálgicas. Pretende-se ainda relacionar gíria à pichação e ao grafite. por dramatizarem. assim. O embasamento teórico se ampara nas contribuições teóricas prestadas por Aleida Assmann (2011) e Walter Benjamin (2013). Constatamos. Também foram registradas fontes que relembram o cinema hollywoodiano de décadas passadas. vem crescendo o interesse pelos aspectos inerentes aos papéis da memória familiar e da transmissão transgeracional. o presente trabalho procura analisar.

é intento dessa investigação abordar a relação da arte com as funções que ela estabelece com o leitor a partir de autores como Searle. a construção identitária dos habitantes de uma dessas comunidades de colonização 170 . Estudos acerca de identidade. a trajetória de Nina é narrada no Brasil pelo escritor Pedro. Compagnon. de modo a transparecer suas origens. do escritor sul-africano John Maxwell Coetzee a partir dos estudos da hermenêutica e das relações entre história e ficção. por seu objetivo de aprofundar os questionamentos sobre a hermenêutica e a relação que ela pode estabelecer com a arte literária. DE COETZEE Rosângela Beatriz Buhse (UNISC) A presente pesquisa propõe uma interpretação da obra ”Desonra”. bem como verificar através da interpretação sob a perspectiva da hermenêutica como o romance ”Desonra” retrata a realidade social. bem como transformam sua trajetória. pretende-se verificar de que maneira os processos migratórios de sua família influenciam na formação identitária da personagem. primeiramente. Gai. principalmente. a ponto de serem visualizadas e de se autocompreenderem como grupos distintos. Muitas delas vivem em contextos de entre-línguas e entre-culturas. migração e memória servirão de aporte teórico para esta análise. Palavras-chave: migração. neste trabalho. migrações e exílio”. Visa-se analisar a trajetória da personagem Nina da narrativa O inventário das coisas ausentes. Os traços étnicos de Nina destacam-se em sua face. A proposta de pesquisa torna-se relevante. situação que traz marcas para a sua constituição. as quais se revelam a partir de seu histórico familiar. Deste modo. além de propiciar um melhor entendimento da obra ficcional de Coetzee. cujo objetivo é estudar personagens migrantes que vivenciam a condição de exilado no país de acolhida. Dessa forma. DE CAROLA SAAVEDRA Suelen Oliveira Dorneles (UFRGS) Resumo: O presente trabalho vincula-se ao projeto de pesquisa “O romance contemporâneo do século XXI: trânsitos. “Desonra” IDENTIDADE EM MOSAICO: MIGRAÇÃO EM O INVENTÁRIO DE COISAS AUSENTES. política e econômica pós-apartheid na África do Sul. William Faulkner. Com base em tal realidade objetiva-se problematizar. identidade. entre outros. Autran Dourado. Este aspecto torna-se importante no percurso da personagem. ou viajantes em trânsito. uma vez que sua identidade se constrói como um mosaico. Palavras-chave: Literatura. Logo após. IDENTIDADES ENTRE LÍNGUAS E CULTURAS: VOZES E OLHARES EM WALACHAI Angela Kroetz dos Santos (UNIRITTER) Valéria Silveira Brisolara (UNIRITTER) Resumo: As comunidades de imigrantes alemães fundadas em várias regiões brasileiras a partir do início do século XIX são marcadas por traços que mesclam características das culturas brasileira e alemã. o qual se constitui de peças distintas.Palavras-chave: Herança e transmissão. de Carola Saavedra. serão apresentadas algumas visões sobre a hermenêutica a partir de pesquisadores como Bosi e Palmer que tratam desse tema em suas pesquisas. História. Hermenêutica. HERMENÊUTICA: UM VIÉS PARA A INTERPRETAÇÃO DA OBRA “DESONRA”. memória. De ascendência espanhola e origem chilena.

objeto deste estudo. de modo a instigar o estudo do plurilinguismo que se estabelece nos enunciados apresentados. Em nossa leitura. como procedimento metodológico. a fim de se evidenciarem marcas culturais e traços identitários resultantes de fenômenos como hibridismo. 2011. Buscaremos compreender tais relações através da compreensão da imagem funcionando como operador de memória (DAVALLON. processo que é forjado na tensão que se estabelece nesses contextos interlinguísticos e interculturais que são resultado. caracterizando-se por ser resultado de vários “dizeres” e de múltiplas “vozes”. A pesquisa em questão centra-se em uma representação fílmica da localidade de Walachai. a análise é realizada com base no documentário Walachai (2009). Memória. cabe-nos um enfoque discursivo sobre tal exposição: ancoradas pelas reflexões da Análise de Discurso pecheutiana (e tal como se desenvolve com fôlego no Brasil. tendo suas fotos expostas em grandes painéis em um importante parque a céu aberto da cidade. obra cinematográfica brasileira dirigida e roteirizada por Rejane Zilles. da língua. DAVALLON. IMÁGENES DEL SILENCIO: MEMÓRIA. 2007) quanto no coletivo (HALBWACHS. de modo que se pode afirmar que são formadas pela alteridade. Assim. trinta e oito fotógrafos expuseram seus olhares sobre o evento. mobilizando os cidadãos a marcharem silenciosamente pelas ruas da capital protestando pelas vítimas do processo ditatorial enfrentado nas décadas de 1970 e 1980. em grande parte. Dessa forma. durante várias semanas. Como parte da agenda de celebração desses vinte anos de luta. efetua-se uma análise dos enunciados registrados no filme. tendo como grande expoente a professora e pesquisadora Eni Orlandi). Do lugar teórico de onde nos posicionamos. povoado fundado em 1829 por imigrantes alemães e ainda hoje habitado por descendentes desses colonizadores. multilinguismo e plurilinguismo. da cultura e da identidade.alemã. do tempo. Identidade. ainda tem seu lugar pouco visível na sociedade uruguaia. A realidade de vivência entrelínguas e entre-culturas experienciada pela comunidade teuto-brasileira em questão justifica o trabalho analítico que leva em consideração as falas expressadas no documentário pelos habitantes do lugar. POLÍTICA E LUTA POR “VERDAD Y JUSTICIA” Luiza Boézzio Greff (UFSM) Bruna Cielo Cabrera (UFSM) Resumo: O ano de 2015 marcou a vigésima edição da Marcha del Silencio na cidade de Montevidéu (Uruguai). 2007) que opera tanto no social (PÊCHEUX. que recolhe impressões dos descendentes de imigrantes que ainda vivem no distrito a respeito da vida. 2015). das ondas de globalização e de seus desdobramentos. 1990). As diversas culturas são produto de hibridização cultural e linguística. memórias e uma série de sentidos e efeitos de sentido. Nela. Imagem 171 . tomou corpo uma série de eventos artísticos e culturais. portanto. interessanos compreender o funcionamento de tal exposição como um discurso que conta. dentre eles a exposição fotográfica Imágenes del Silencio. buscamos compreender os processos de produção de sentido da exposição Imágenes del Silencio e como a mesma pode ser compreendida como parte de uma Política de Resgate de Memória (INDURSKY. Cultura. sujeitos. Palavras-chave: Discurso. com condições de produção. Palavras-chave: Língua. memória que embora a ditadura já tenha sido superada há algumas décadas.

utilizaremos o dispositivo teórico da Análise de Discurso. 172 . Elas são apenas a representação de uma cena que se repete para ilustrar as matérias jornalísticas. Palavras-chave: Imprensa. o isomorfismo e a totalidade das imagens. procuraremos compreender os efeitos de sentidos transmitidos por estas imagens divulgadas pela imprensa. a partir de 1990. Podemos observar o tempo e o espaço de determinada sociedade através das imagens-símbolos presentes nos discursos produzidos. Palavras-chave: Imaginário. Não nos referimos somente à imagem estática. Maffesoli (1999) nos apresenta uma relação entre ética e estética. A imagem é estruturante neste contexto. com fome. nas ações mais corriqueiras. as suas histórias não são contadas. Criação imaginal para a partilha do sensível. seleciona os fatos a serem discutidos socialmente. Para isso. Durand (2002). Refugiados sírios. e posteriormente proposto por Eni Orlandi. que as distribui a toda a imprensa mundial. A convergência. estão presentes nas atitudes imaginativas que dão sentido à vida. na medida em que o valor tribal que fundamenta o que ele chama de narcisismo coletivo é causa e efeito de um mundo de vida (não consciente). Pessoas feridas. e se pode ou não se tratar de um acontecimento discursivo. Muitas destas imagens são vendidas a agências de comunicação. fazendo travessias pelo mar de forma irregular e suas mortes vêm sendo registradas pelos mais diversos olhares que ficam atrás das lentes dos fotógrafos. os gestos de leitura. mas a imagem-mundo. na maioria das vezes. Tais registros são usados sem que as pessoas fotografadas sejam identificadas e. das mídias e tantas outras formas de representação como potência simbólica. Para tanto. mas imagens-conceito. conforme proposto na França por Michel Pêcheux nos anos de 1960. ao menos. Se partirmos do pressuposto que a mídia é a mais importante produtora de efeitos de sentido sobre a realidade ou. IMIGRANTES SÍRIOS: A DISCURSIVIDADE DAS FOTOGRAFIAS DIVULGADAS NA IMPRENSA Cilene Macedo (UNISUL) Resumo: A imigração dos refugiados sírios tem sido noticiada pela imprensa do mundo todo. iremos analisar discursivamente as fotos dos refugiados sírios e o contexto em que elas estão inseridas. no Brasil.IMAGINÁRIO E CULTURA: PESQUISAS DO COTIDIANO Heloisa Juncklaus Preis Moraes (UNISUL) Resumo: As pesquisas em Imaginário e Cotidiano buscam a discussão sobre as manifestações simbólicas e formadoras da noção de realidade presentes em nosso cotidiano. Desde 2011 quando uma guerra civil se instaurou no país. procurase alinhavar reflexões teórico-práticas acerca da linguagem. Fotografia. As condições de precariedade em que este povo está vivendo têm sido alvo de imagens exibidas pela imprensa. tendo como potência as imagens cotidianas e socialmente significadas. traços fundantes da antropologia do imaginário proposta por G. com o intuito de promover uma reflexão sobre a ética e a estética pós-moderna. Nesta pesquisa. Cotidiano. Cultura. a população vem sofrendo com ataques aéreos e terrestres pelos rebeldes. os processos de paráfrase e polissemia. Mescla paradoxal entre o impalpável e o real que faz sentido nos atos cotidianos. Pelas lentes da teoria do imaginário. Desta forma. imagens enquanto valor. marca da socialidade contemporânea. também é importante destacar que muito desta seleção nos chega através de imagens. do imaginário e das imagens que nos cercam e são motivadoras da vida social. Não só imagens materiais. podemos entender as materialidades das artes.

é avaliada. o texto instancia o lugar de dizer do candidato e reflete 173 . Uma dessas avaliações diz respeito ao nível de proficiência dos estudantes em leitura e escrita. manifestação comunicativa que é capaz de colocar a cognição como uma ideia ou tópico discutível dentro da Linguística e que instaura. Logo. instaurando um enquadramento cognitivo como perspectiva epistemológica. INDÍCIOS DE AUTORIA E MARCAS IDENTITÁRIAS EM TEXTOS NOTA MIL DO EXAME NACIONAL DO ENSINO MÉDIO (ENEM) Maristela Rabaiolli (UNIRITTER) Valéria Silveira Brisolara (UNIRITTER) Resumo: Desde 1998. Cognição. A partir da proposta imbricação. ano de sua primeira versão. O presente estudo pretende estabelecer uma relação entre sintaxe. Composicionalidade. semântica e pragmática. habilidades que o Enem também avalia quando solicita a escrita de uma redação. mantendo-se a metáfora como cerne de estudo que concatena tais áreas. este trabalho propõe-se. por si. além de reforçar a hipótese de que princípios inatos são conceitos válidos dentro de específicos modelos teóricos que buscam observar. mas que são passíveis de interdisciplinaridade. mas também do Ministério da Educação que. a capacidade do estudante de exercer uma autoria na redação. pode construir estratégias para superar os desafios relativos à qualidade da educação. é possível colocar em pauta muitas propriedades que. como também de ingresso à universidade. por exemplo. engendrando um princípio da linguagem e suas implicações vinculadas ao fenômeno da comunicação humana. Argumenta-se que estudar diálogo. de posse dos dados. de modo a aproximar e contrastar as nomeadas áreas a partir de um conceito teórico particular: o de que o princípio dialógico é inato à cognição humana. descrever e explicar fenômenos comuns que se enquadram ontologicamente à ótica de uma determinada ciência. concentrando-se na manifestação da metáfora em linguagem natural. construindo-se interfaces possíveis sob uma perspectiva ou mais perspectivas. remete ao estudo do uso da linguagem.INATISMO E COMPOSICIONALIDADE: A LINGUÍSTICA E SEUS ENQUADRAMENTOS COGNITIVOS Jorge Campos da Costa (PUCRS) Resumo: Abdutivamente. por sua vez. O escopo mais específico no qual se concentra tal investigação compreende o fenômeno fregeano acerca da composicionalidade (1953). a uma investigação de caráter teórico-aplicado sobre a estrutura inferencial da comunicação dialógica (2004). não aparecem nos modelos de Chomsky (1978). o estabelecimento de uma interface sintático-semântico-pragmática. fazendo parte da faculdade da linguagem broad sense. analisando-se sua presença/manifestação ou inocuidade/latência no ínterim do potencial de aplicação descritivo-explanatório de modelos teóricos de sintaxe. Afinal. em uma linha de estudos intradisciplinares acerca da manifestação da linguagem humana. semântica e pragmática. de Lakoff & Johnson (1999) ou de Sperber & Wilson (1995). posicionando-se frente ao tema proposto. o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) tem se consolidado como um dos principais instrumentos não só de avaliação da educação básica. a partir da relação de interface entre as Ciências da Linguagem e as Ciências Cognitivas. Um dos critérios contemplados na matriz de avaliação do exame refere-se ao investimento autoral do candidato no momento da escritura do texto. Avaliar a aprendizagem não é uma preocupação apenas dos professores. Palavras-chave: Linguagem.

ele se pretende autor. O trabalho consiste na obtenção e na análise de dados audiovisuais do exercício individualizado de correção. O trabalho contou com as seguintes etapas: seleção de um texto de base para o exercício de interpretação. elaboração de perguntas para a interpretação conforme a tipologia de perguntas proposta por Marcuschi (2008). ainda que pese o caráter artificial do contexto de produção. como will em inglês. apresentamos o estado de arte da análise qualitativa dos dados. LEVINSON. Enem. Mikhail Bakhtin. PAGLIUCA. Identidade. avaliamos 174 . INFUÊNCIA DO GABARITO DE RESPOSTAS DE UM EXERCÍCIO DE INTERPRETAÇÃO NA CORREÇÃO QUE ALUNOS DO ENSINO MÉDIO FAZEM DE SUAS PRÓPRIAS INTERPRETAÇÕES: ANÁLISE COM BASE NA TEORIA DA RELEVÃNCIA Gabriela Niero (UNISUL) Resumo: Analisamos neste estudo. num espaço enunciativo no qual. seguido de entrevistas orais individuais sobre o papel do gabarito neste processo. buscam-se os conceitos de autoria e de identidade elucidados por teóricos como Michel Foucault. destacamos o processo de gramaticalização de marcadores de futuro em algumas línguas. observamos a implicatura de futuridade a partir de usos em que o verbo de volição querer atua como auxiliar. Nesta comunicação. 1994. Palavras-chave: Interpretação textual. 2001). 2008) e atos de fala (SEARLE. Roland Barthes. o presente trabalho objetiva identificar traços de autoria e marcas identitárias presentes em cinco redações que obtiveram nota mil no concurso 2014. Palavras-chave: Autoria. vontade e necessidade e se tornaram marcadores de futuro. GIVÓN. 1991. irá se realizar. PINKER. sessão de interpretação individualizada do texto em sala de aula como parte das atividades curriculares normais de ensino e aprendizagem da disciplina de Língua Portuguesa. Como referencial teórico foram utilizados estudos sobre a gramaticalização de itens lexicais que denotavam desejo. da cultura e da historicidade. a influência do gabarito de respostas de um exercício de interpretação na correção que os próprios estudantes do ensino médio fazem de suas interpretações. Para embasar este trabalho. BYBEE. 2001. com base na teoria da relevância de Sperber e Wilson (1986. 2003. e sessão de correção da interpretação uma semana após a sessão de interpretação. cujas noções de indícios de autoria contribuem para a construção de uma matriz de avaliação específica cujos critérios servem para investigar marcas autorais e identitárias deixadas no texto pelo candidato. Teoria da Relevância. O gabarito foi propositalmente elaborado com algumas respostas incorretas para viabilizar a mensuração do nível de confiança que os estudantes têm neste instrumento. aspecto e modalidade (PALMER. Gabarito. Tomando o futuro como uma previsão feita pelo falante de que a situação colocada na proposição. Para compreender esse tipo de marcação de tempo em português brasileiro (PB). cujo tema foi A publicidade infantil no Brasil. que se refere a um evento localizado após o momento da fala. INTENÇÃO E DESEJO: OS USOS DE QUERER COM IMPLICATURAS DE FUTURIDADE Valéria Cunha dos Santos (UFSC) Resumo: Com base em estudos sobre tempo. Diante desse contexto. 1995). envolvendo implicaturas (CHIERCHIA.suas convicções a respeito do mundo. 1986. PERKINS. 2007. 1995). Stuart Hall e Sírio Possenti. SWEETSER. elaboração do gabarito de repostas.

Foram analisadas 105 gravações em contexto privado e 34 em contexto público. que tem como objetivo desenvolver a competência linguística em PLA de estudantes estrangeiros que estão em mobilidade acadêmica. em contextos públicos e privados. 5). INTERAÇÃO NA SALA DE AULA DE PORTUGUÊS COMO LÍNGUA ADICIONAL Cláudia Lima Pimentel (PUCRS) Resumo: Os estudos de português como língua adicional (PLA) vêm assumindo uma posição de destaque no cenário brasileiro atual. principalmente os dos próprios indivíduos. para quem o objestefativo principal dessa abordagem é o desenvolvimento da Consciência Intercultural (CI). p. monólogos e conversações. ressaltando o contexto extralinguístico de cada registro. Como forma de contribuir com o projeto. 2012. uma consciência da fluidez dos quadros de referência culturais em que se rompe a fronteira entre culturas ‘próprias’ e ‘do outro’ (Baker. Entre os muitos teóricos que defendem a inserção de uma abordagem intercultural em salas de aula de línguas adicionais convém mencionar Baker (2012). Desse número. destacamos os atos de fala compromissivos e a atitude dos participantes da comunicação em relação às proposições. o presente trabalho tem por objetivo apresentar a Teoria da Análise da Conversa (AC) em uma interface com a teoria de Atos de Fala para analisar que expressões são mais utilizadas no estabelecimento da organização da fala na linguagem acadêmica. Uma das áreas que tem recebido considerável atenção dos pesquisadores é 175 . Interação. finalmente. Nossa abordagem partiu da análise da conversa. que somam 759 usos do verbo querer. Tendo como corpus de análise o C-ORAL-BRASIL I (RASO. destacamos as 55 ocorrências como auxiliar em primeira pessoa que disparam implicatura de futuridade. 2012). atuando como perífrase de futuro nesses casos. alguns autores estão bastante interessados em compreender a forma pela qual esta consciência intercultural pode ser desenvolvida através da Aprendizagem de Línguas Assistida por Computador (ALAC). 2007). Modalidade. INTERCULTURALIDADE NOS AMBIENTES TELECOLABORATIVOS Rodrigo Schaefer (UFSC) Resumo: Nos últimos anos. Palavras-chave: Gramaticalização. “da complexidade das culturas e. composto por amostras de fala espontânea. Palavras-chave: PLA. coordenado pela Professora Cristina Becker Lopes Perna. Como metodologia utilizaremos a Linguística de Corpus para análise dos padrões reais de uso decorrentes da interação em sala de aula. Implicatura. O UPLA (Uso e Processamento de Língua Adicional) é um projeto da PUCRS. A AC se preocupa em analisar detalhadamente como a fala-eminteração é conduzida. Nesse contexto. A teoria visa a demonstrar que a conversa não é uma ação caótica e que as pessoas se organizam socialmente através da fala.se as implicaturas associadas à expressão de intenção ou desejo levam ao futuro nas ocorrências em primeira pessoa acompanhadas de auxiliar/verbo de volição ([eu/nós/a gente] + querer + verbo). MELLO. o desenvolvimento de uma abordagem intercultural no ensino e aprendizagem de línguas está relacionado com novas formas fluidas de entender línguas e culturas (Canagarajah. Análise da Conversa. por uma atividade por si só e como instrumento para o arranjo da ação social. A CI abarca diferentes tipos de consciência: a consciência do papel dos contextos culturais na comunicação. com diálogos. Sugerimos que ocorre em PB o mesmo processo ocorrido em outras línguas: marcas de volição podem tornar-se marcas de futuridade.

Aprendizagem de Línguas. LAVOURA ARCAICA. centram-se principalmente na análise da expressão escrita. Assim. Literatura. VAN LEEUWEEN. visto que o processo de inferir é de grande relevância para a compreensão leitora – considerando-se que é durante essa etapa que o leitor une a informação do texto a seu conhecimento prévio. 2000). é uma viagem cinematográfica em que os universos de dois artistas. buscou transcender a literatura e acoplar-lhe uma personalidade imagética própria. A partir de considerações de estudiosos como Marcel Martin. foca-se como o leitor processa um dos níveis mais altos da compreensão. os procedimentos metodológicos e os resultados dos estudos revisados. Ao mesmo tempo. outro da imagem. Neil Postman e Jorge Furtado. busca analisar a geração de inferências em leitores proficientes na Língua Inglesa como língua estrangeira. e uma arrebatadora paixão pela irmã Ana. um da palavra. Telecolaboração. em nível de mestrado. em fase de desenvolvimento. transposição do livro homônimo (1976). se sobrepõem. este estudo compara e contrasta os contextos de investigação. 176 . ela se deu pela realidade cada vez mais tecnológica da sociedade atual. a qual tem exigido indivíduos cada vez mais multiletrados. O trabalho. Palavras-chave: Lavoura Arcaica. Cinema.o desenvolvimento da consciência intercultural por meio dos ambientes telecolaborativos. da multimodalidade (KRESS. como chats. Mais especificamente. As câmeras de Carvalho mostram com cenas fortes e elaboradas a história de André. a ser realizada com estudantes do curso de Letras e tem como intuito verificar como esses futuros professores de Língua Inglesa interagem com textos informativos em um suporte digital – o blog. foi fiel aos anti-naturalistas diálogos do livro de Raduan Nassar. Palavras-chave: Interculturalidade. UM FILME LITERÁRIO Luís Roberto de Souza Júnior (PUCRS) Resumo: Lavoura Arcaica (2001). esse trabalho busca dissecar os procedimentos responsáveis pela transfiguração da obra literária na obra cinematográfica. KALANTZIS. Quanto à escolha do suporte digital. revisar a bibliografia referente à consciência intercultural e à telecolaboração a fim de mapear essas áreas. Destaca-se que os textos trabalhados serão retirados dos arquivos do blog americano de notícias The Huffington Post e a análise terá como suporte a teoria dos multiletramentos (COPE. a fim de construir sentidos. um filho pródigo que volta ao lar e acaba por arruinar a família por não conseguir evitar que venham à tona os motivos de seu desgarre: o autoritarismo do pai e o excesso de ternura da mãe. roteirizou e editou o filme. portanto. LEITURA DE BLOG: A GERAÇÃO DE INFERÊNCIAS EM LÍNGUA INGLESA Juliana Schinemann (UNICENTRO) Luciane Baretta (UNICENTRO) Resumo: A presente pesquisa. O diretor Luiz Fernando Carvalho. os estudos que investigam ferramentas síncronas. que o sufocavam. que também co-produziu. Portanto. a literatura recente parece indicar que carecemos de pesquisas que investiguem como os usuários de Internet compartilham informações interculturais por meio da colaboração nas redes sociais e nas novas ferramentas de tecnologia digitais. O objetivo desta apresentação é. Por outro lado. Os resultados desta investigação apontam que muitos dos estudos revisados estão associados ao uso de ferramentas assíncronas e investigam a interação entre os participantes através da troca de e-mails.

177 . Análise do Discurso. Ao agregar hipertextos. LEITURA DO DISCURSO POLÍTICO DE JOSUÉ GUIMARÃES Vanessa Borges Fortes Serapio Ferreira (UPF) Resumo: O presente trabalho busca analisar o discurso político que permeou o escritor e jornalista Josué Guimarães durante o período em que ele exerceu o cargo de Vereador da cidade de Porto Alegre/RS. assim como colaborar na investigação da biografia de um sujeito de grande importância para as Jornadas Literárias de Passo Fundo. o objetivo desse trabalho é compreender como se dá a articulação entre um sujeito e um contexto político. inscrita na linha de pesquisa “Leitura e Formação do Leitor” do Programa de PósGraduação da Universidade de Passo Fundo – PPGL/UPF. investigamos as representações iniciais de professores de língua portuguesa no uso das novas tecnologias como ferramenta de ensino de língua portuguesa. numa perspectiva de uso das narrativas digitais. dos componentes de leitura (GAGNÉ. tendo em consideração o momento histórico de fortes conflitos ideológicos. Logo. essa situação de conflito que aumenta com a morte do então Presidente da República. em especial o romance intitulado “Os Tambores Silenciosos” que descreve o cotidiano de uma cidade do interior do estado do Rio Grande do Sul durante a década de 1930. imagens e sons. seria lícito dizer que as forças políticas tinham como principal elemento de divisão partidária o apoio ou a oposição a Getúlio Vargas. É nesse cenário que situamos o presente trabalho. LETRAMENTO DIGITAL E FORMAÇÃO DE PROFESSORES: NARRATIVAS DIGITAIS NA ESCOLA Claudia de Faria Barbeta (UEL) Resumo: A convergência de mídias traz as tecnologias digitais de informação e comunicação (TDIC) para a sala de aula. entre outros. 1993) e da compreensão leitora (KINTSCH. a proposta é apresentar as primeiras análises acerca da composição de textos multimodais por alunos do 1º ano do Ensino Médio de uma escola estadual. YEKOVICH. 2001). Segundo Flach e Cardoso (2007. 2005). Coscarelli (2012). criando condições para estimular a produção e a troca de conhecimentos. Compreensão. Palavras-chave: Josué Guimarães. que apresenta resultados de uma fase exploratória de uma pesquisa que busca investigar o letramento digital de professores em escolas da rede pública.1996. 59) na obra “República: da Revolução de 1930 à ditadura militar (1930-1985)”. Palavras-chave: Leitura. Para tanto. Leitura. KINTSCH. p. bem como pela obra literária de Josué Guimarães. Rojo (2012). O período do mandato de Josué Guimarães coincide com uma época de acirrada divisão de “forças políticas” no Brasil. YEKOVICH. embasada nas propostas teóricometodológicas da Linguística Aplicada. O corpus da pesquisa é composto pelos Anais da Câmara de Vereadores de Porto Alegre do quadriênio 1952-1955. A metodologia fundamenta-as na etnografia. a pesquisa tem como base os pressupostos teóricos da Análise do Discurso pecheutiana – a AD. Nesse momento. Essa investigação é um primeiro momento do trabalho de pesquisa desenvolvido na dissertação de mestrado. e as eventuais relações entre uma posição ideológica e a produção literária de Josué Guimarães. Fundamentada em Marcuschi e Xavier (2004). amplia as experiências de aprendizagem e auxilia os aprendizes a desenvolverem seu letramento digital. que se propõe a compreender esse importante momento da história política nacional e sul-rio-grandense. Multiletramentos.

Perspectiva na qual esta pesquisa. fazendo com que esses docentes se sintam motivados a integrar em suas práticas as TDIC. ao compreender as possibilidades de utilização das TDIC e ampliando suas competências digitais como docente. o ensino de língua portuguesa em contexto multilíngue e multicultural se constitui como um desafio a ser vencido pela Educação.As observações iniciais permitem inferir que o professor de língua portuguesa. em nível de doutoramento. a educação familiar e as práticas culturais. Escrita colaborativa. Educação indígena. Língua Portuguesa. entendido como o conjunto de práticas escritas de cada cultura e reconhecendo que muitas comunidades têm a língua étnica como língua primeira. buscamos investigar o funcionamento do letramento escolar nas redações do Vestibular Indígena como procedimento disciplinar cujos efeitos de normalização são investidos de um poder que age pelo efeito de inclusão no regime da biopolítica. Nesse propósito. como ocorre em escolas indígenas do Estado do Paraná. sobre seus hábitos (ou não hábitos) de leitura 178 . Ensino. Espera-se. no que diz respeito à educação indígena. campus Passo Fundo. ao final dessa pesquisa. quais métodos/procedimentos/estratégias estão empreendidos no ensino do português. LEITURAS E LITERATURAS NA ESCOLA E NA CLANDESTINIDADE: UMA APROXIMAÇÃO POSSÍVEL ATRAVÉS DA LEITURA EXTENSIVA Roberta Macedo Ciocari (UPF) Resumo: A partir do recorte de uma turma do Ensino Básico. em especial. faz parte como uma possibilidade de investigação e problematização acerca da constitucionalização da língua portuguesa como forma de governamentalidade para manutenção da identidade nacional pelo dispositivo da cidadania. Para tanto. como segunda língua. LETRAMENTOS. na Linguística. LETRAMENTO ESCOLAR E ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA EM CONTEXTO MULTILÍNGUE: EDUCAÇÃO INDÍGENA NO PARANÁ Raquel Fregadolli Gonçalves (UEM) Ismara Tasso (UEM) Resumo: Os estudos e pesquisas realizados pelo GEDUEM-CNPq definem-se pelos regimes de (in)visibilidades nos quais estão inscritos os discursos da exclusão e da inclusão. Palavras-chave: Letramento digital. Palavras-chave: Letramento escolar. indicar algumas possibilidades de a escola utilizar as tecnologias digitais de informação e comunicação em favor de uma aprendizagem de língua portuguesa mais efetiva na leitura e na escrita. discutir e propor melhorias no ensino de língua portuguesa em contextos multilíngues. de maneira a explorá-los e integrá-los no processo de ensino e aprendizagem. o letramento. Técnico e Tecnológico do Instituto Federal Sul-rio-grandense. é capaz de abordar em sala de aula os novos gêneros textuais emergentes do meio digital. incentivando professores a inovarem seu fazer pedagógico. a pesquisa tem apontado como resultados parciais que a fragilidade de leitura e de escrita apresentada nas redações do Vestibular para os Povos Indígenas no Paraná procede do ensino de língua portuguesa como primeira língua em comunidades em que a primeira língua é a indígena. em contexto multilíngue e multicultural? Diante dessa inquietação. na Linguística Aplicada Crítica e na Sociolinguística. Sob tais circunstâncias. haja vista a necessidade de refletir. Diante disso. pautamo-nos na Análise de Discurso franco-brasileira. em desenvolvimento na Universidade Estadual de Maringá – UEM. dada a desarmonia existente entre o ensino escolar.

Este trabalho faz parte dessas investigações. proporcionando ensejo a estudos futuros.em língua materna. mais especificamente no inglês. dessa forma. ramo da Lexicologia – uma das Ciências do Léxico – . pioneira nos estudos toponímicos no Brasil. Palavras-chave: Letramento. verificar como a cultura de imigração está representada nos nomes próprios de lugares. Palavras-chave: Letramento. Buscarse-ão as motivações que levaram à escolha dos nomes. pode-se inferir algumas das causas que levam vários estudantes a não gostar de ler. Logo após. Técnico e Tecnológico do Instituto Federal Sul-rio-grandense. Literatura. com duas abordagens de leitura: a extensiva e a intensiva. devido ser esta a língua de trabalho da professora pesquisadora. culturais e linguísticos 179 . bem como suas classificações. sobre seus hábitos (ou não hábitos) de leitura em língua materna. Para o embasamento teórico. Literatura. Leitura Extensiva. Leitura Extensiva. como se desenvolvem as leituras clandestinas e como se dá a leitura em uma língua estrangeira. como se desenvolvem as leituras clandestinas e como se dá a leitura em uma língua estrangeira. foi feita uma comparação entre dois regimes de letramento: o generalizado e o restrito. tanto na língua materna quanto em uma língua estrangeira. proporcionando ensejo a estudos futuros. de acordo com a taxonomia proposta por Dick (1990). com duas abordagens de leitura: a extensiva e a intensiva. mais especificamente no inglês. foi apresentada a abordagem de leitura chamada de leitura extensiva (LEx) como uma prática que pode ser altamente eficaz para desenvolver o gosto pela leitura. devido ao seu caráter interdisciplinar. Também foi analisado o modo como a literatura é tratada na escola. LEITURAS E LITERATURAS NA ESCOLA E NA CLANDESTINIDADE: UMA APROXIMAÇÃO POSSÍVEL ATRAVÉS DA LEITURA EXTENSIVA Roberta Macedo Ciocari (UPF) Resumo: A partir do recorte de uma turma do Ensino Básico. analisar-se-ão os nomes dos cinquenta e oito municípios que compõem a região. Para o embasamento teórico. um plano de aula de inglês direcionado para a turma em questão foi elaborado. devido ser esta a língua de trabalho da professora pesquisadora. tanto na língua materna quanto em uma língua estrangeira. pode-se inferir algumas das causas que levam vários estudantes a não gostar de ler. Para tanto. Utilizando os princípios da LEx. Na RCIRS. foi apresentada a abordagem de leitura chamada de leitura extensiva (LEx) como uma prática que pode ser altamente eficaz para desenvolver o gosto pela leitura. Frosi (2007) e seu grupo deram início a uma série de pesquisas sobre o assunto. foi feita uma comparação entre dois regimes de letramento: o generalizado e o restrito. pretendendo. LÍNGUA E CULTURA: A TOPONÍMIA DA RCI-RS Bruno Misturini (UCS) Resumo: O presente trabalho visa a traçar um breve panorama sobre a toponímia da Região de Colonização Italiana do Nordeste do Rio Grande do Sul (RCI-RS). Logo após. revela elementos históricos. campus Passo Fundo. Também foi analisado o modo como a literatura é tratada na escola. um plano de aula de inglês direcionado para a turma em questão foi elaborado. LETRAMENTOS. Utilizando os princípios da LEx. Estudos como este justificam-se à medida que a Toponímia. e constitui-se como um projeto de pesquisa de doutorado em andamento que pretende a construção de um atlas toponímico da região referida.

Palavras-chave: Linguagem. Esses focos compõem o interesse da pesquisa de pós-doutorado “Linguagem e inteligência para a coletividade: educando para a vida. O segundo volta-se para o estudo das características e do desenvolvimento da linguagem de pessoas com deficiência intelectual. o que implica que grande parte do conhecimento sobre essa característica de desenvolvimento precisa ser repensada. A partir de Haag (2015). 2006). Palavras-chave: Lexicologia.inerentes à memória da região. 180 . LÍNGUA-ACONTECIMENTO E MEMÓRIA DISCURSIVA: UM OLHAR SOBRE O TÓPICO “GRAMÁTICA/DISCURSO” DA PROPOSTA CURRICULAR DE SANTA CATARINA Fabiane Aparecida Pereira (UFFS) Resumo: O presente trabalho apresenta uma reflexão sobre as noções de língua-estrutura. sendo esses fatores essenciais para a formação da identidade linguística de uma comunidade. busca-se uma melhor compreensão sobre a proposta de ensino para a formação gramatical/discursiva dos alunos na disciplina curricular de Língua Portuguesa. LINGUAGEM E DEFICIÊNCIA INTELECTUAL: APRESENTAÇÃO DE FOCOS DE PESQUISA Cassiano Ricardo Haag (UNIRITTER) Resumo: O objetivo desta comunicação é apresentar diferentes focos de investigação das relações entre o desenvolvimento da linguagem e a deficiência intelectual. destacam-se as implicações e a importância das noções de língua-estrutura. LÍNGUA-ESTRUTURA. O primeiro foco se interessa pelo lugar que a linguagem ocupa (ou deve ocupar) no processo de avaliação da deficiência intelectual. no que diz respeito ao ensino da Língua Portuguesa. O ensino da gramática em sala de aula deve ser aliado à exploração do discurso. defende-se que a compreensão sobre a deficiência intelectual conforme o modelo socioecológico proposto pela American Association on Intellectual and Developemental Disabilities (AAIDD. língua-acontecimento e memória discursiva presentes em um instrumento-referência para professores que desempenham ações fundamentais para a formação de qualidade dos educandos. Desenvolvimento humano. Através de pesquisas bibliográficas e análise do texto constituinte desse importante documento norteador de práticas pedagógicas dos educadores. Por fim. Nesse sentido. Região de Colonização Italiana do RS. o quarto foco visa à formação de professores que tomem a linguagem como instrumento central do desenvolvimento humano (BRONCKART. Deficiência intelectual. Toponímia. vivendo para a paz”. e uma discussão acerca da aplicação e relação entre essas concepções na proposição do tópico “Gramática/Discurso” da Proposta Curricular de Santa Catarina. os quais correm o risco de perderem-se com o passar dos anos caso não sejam recuperados. Língua-acontecimento. pois a relação resultante entre essas duas facetas da língua contempla forma e sentido. numa perspectiva interacionista. 2010) depende de uma concepção interacionista de linguagem. relacionados à memória discursiva. Memória Discursiva. O terceiro foco de investigação busca compreender os efeitos das representações a respeito da deficiência intelectual sobre o desenvolvimento das pessoas com essa característica de desenvolvimento. línguaacontecimento e memória discursiva sob a perspectiva da Análise de Discurso. Palavras-chave: Língua-estrutura.

de Raimundo Caruso. a Dialética e a Retórica. Entendemos que analisar a obra literária é sempre instigante. como a ausência de falas das personagens femininas apreenderia a representação do imaginário e de momentos da história da mulher catarinense. Em uma das fases da evolução da ADL. Temos como objetivos específicos contribuir com um ensino efetivo da literatura catarinense no âmbito escolar. Argumentação na língua. em relação a outros aspetos. 1984” ou paixões e guerra em Desterro. em alguns aspetos. os teóricos da ADL completam a tradição da Dialética e da Retórica clássica. aqueles que podemos chamar de lugares de argumentação lexicais. destacando as representações. explicando fenômenos linguísticos que aquela tradição não analisou. Retórica. avaliando os silêncios e o diálogo com momentos históricos presentes no enredo. uma vez que é nesse ambiente que o aluno tem contato com esses textos e pode ver sua História nas narrativas e com isso valorizar os trabalhos locais. Nossa motivação decorreu dos questionamentos sobre os tipos mulheres presentes na obra e que vozes sociais receberiam representação por meio delas no enredo. Anscombre e outros teóricos. Pode-se dizer que só uma vez que começou a se constituir a Teoria da Argumentação na Língua (ADL) pela obra de Ducrot. Mas por outra parte. ao redor de 1970. O que faremos em nossa exposição é comparar a abordagem do conceito de topos por parte dos autores desse livro. argumentaremos. desde diferentes perspectivas. os Tópicos de Cícero e Sobre os diferentes tópicos de Boécio. Desde a Antiguidade clássica se formaram três disciplinas que. Ducrot e Anscombre se ocuparam dos lugares de argumentação. com as concepções da Dialética e da Retórica clássica sobre os lugares de argumentação. principalmente quando se focaliza uma obra que coloca em evidência silenciamentos presentes ao longo da História. e a primeira aventura de Sherlock Holmes no Brasil. na verdade. a abordagem da ADL é menos abrangente que a da Dialética e Retórica clássica pelo fato de reconhecer apenas um tipo de topoi. Mostraremos que. Assim. analise-se o romance “Noturno. Um dos conceitos chave da tradição Dialética e Retórica era o de topos. no tratamento dos lugares de argumentação. E A PRIMEIRA AVENTURA DE SHERLOCK HOLMES NO BRASIL DE RAIMUNDO CARUSO Karina Silva Rosa (UNISUL) Jussara Bittencourt de Sá (UNISUL) Resumo: O presente estudo tenciona promover reflexões sobre ensino da literatura catarinense. 181 . 1984” OU PAIXÕES E GUERRA EM DESTERRO. Para tanto. que. compreendemos ser importante o trabalho com autores que resgatem a identidade dos nossos alunos. que. Além disso. os linguistas passaram a se interessar pela argumentação. Tomaremos como representativas da tradição dessas disciplinas quatro obras: a Retórica e os Tópicos de Aristóteles. e ainda quais diálogos históricos estariam presentes na obra. nunca foi uma teoria completa e terminada senão um programa de pesquisa. com foco nas personagens femininas. Palavras-chave: Argumentação. locus argumentorum ou lugar de argumentação.LINGUÍSTICA E ARGUMENTAÇÃO: A TÓPICA Jorge Alberto Molina (UNISC/UERGS) Resumo: Até a década dos 60 do século passado o estudo da argumentação nas linguagens naturais foi abordado principalmente pelos filósofos e os tratadistas de Retórica. Dessas pesquisas resultou a publicação do livro Théorie des Topoï em 1995. LITERATURA CATARINENSE E O ENSINO: AS REPRESENTAÇÕES EM “NOTURNO. se ocuparam com o discurso argumentativo: A Lógica.

o argumento cinematográfico será lido por interlocutores como a equipe técnica. O texto realista Der Schimmelreiter (O homem do cavalo branco) de Theodor Storm (1888) foi selecionado com o intuito de promover o diálogo entre a teoria funcionalista de Christiane Nord e a abordagem do texto literário mencionado. Ensino.salientamos a relevância de se investigar a referida obra. serão observados diversos pontos de aproximação ou afastamento. (2013). Este projeto visa refletir acerca do tema da tradução intersemiótica por meio dos principais autores que dele tratam. HUTCHEON. M. os agentes do filme. diálogo e ambientação. podem ser elencados: caracterização. alunos 7ª fase do curso de Letras Alemão da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) tem a oportunidade de estudar algumas obras mais representativas dos movimentos Romântico. assim. ação. Esse aspecto fará com que o argumento apresente determinadas decisões técnicas e dramatúrgicas para o texto. R. (2007). ZILBERMAN. T. Entre ele e o romance. Em nosso estudo constamos que as representações colocadas em cena representam grupos historicamente silenciados e que por meio da literatura muitas vezes apresenta fatos silenciados em evidencia por colocar a História como fundo nas narrativas. S. os atores. na medida em que coloca em cena representações das mulheres. Naturalismo. L. Como elementos chave na criação de um roteiro. o romance e o roteiro mantêm seus pontos de afastamento. promovendo a interlocução Literatura e História. V. sem dúvida. O roteiro adaptado é. VIEIRA. N. M. (2008). V. enredo. Transtextualidade. O grupo de alunos da disciplina de Literatura Alemã III desenvolveu estratégias de análise literária 182 . portanto. Enquanto o livro será escrito para estabelecer uma relação com o leitor. Palavras-chave: Representações. Literatura Catarinense. (2005). (2014). algumas ilustrações do Jugendstil e das criações literárias da passagem para o século XX. (2007). (2011). contribuem para o espaço bem delimitado de cada uma dessas artes na sociedade atual. LITERATURA E ENSINO DE LÍNGUAS: A TRADUÇÃO COMO INSTRUMENTO DE ENSINO E APRENDIZAGEM Meta Elisabeth Zipser (UFSC) Juliana de Abreu (UFSC) Resumo: Através da leitura de textos relevantes do ponto de vista estético e histórico. mais especificamente. R. representações catarinenses silenciadas e momentos históricos da História de Santa Catarina. LITERATURA COMPARADA: ESTUDO TÉORICO ACERCA DA TRADUÇÃO INTERSEMIÓTICA DE LIVROS PARA ROTEIROS ADAPTADOS Clarissa Mazon Miranda (UFSM) Resumo: O conceito de tradução intersemiótica mostra-se hoje em ampliação no âmbito dos estudos literários e uma das vias observadas desse avanço seria a consideração dos estudos das transtextualidades. Vê-se. ponto importante de conexão entre o romance e o filme em si. Palavras-chave: Roteiro Adaptado. A. F. através de uma sequência didática. Tradução Intersemiótica. uma tradução intersemiótica de uma obra em outra. que apesar dos muitos aspectos em comum que permitem. os produtores. os realizadores. os quais. SANFILIPPO. entre outros. O objetivo desta pesquisa é a reunião de arcabouço teórico que demonstre os caminhos e as prerrogativas do roteiro adaptado na realidade e a evolução dos estudos acerca da tradução intersemiótica como tema emergente em literatura comparada. entre eles DINIZ. Realismo. STAM. PEREIRA. inclusive.

Adilson Citelli. A partir da identificação deste referencial foi realizada uma primeira etapa da pesquisa empírica com metodologia participativa sobre consumo cultural e práticas de leitura com jovens estudantes de uma instituição de ensino fundamental e médio. seguidos da leitura do texto original em língua alemã. A narrativa é ambientada na África pós Apartheid e carrega marcas também deste período denso para a história do país. Renata Junqueira de Souza. Der Schimmelreiter. Busca-se aqui construir uma relação entre as contribuições deste campo emergente com a literatura e o seu ensino na escola. Os rastros de violência investigados são aqueles deixados não apenas pela violência física. será indispensável olhar também para o silêncio como podendo ser uma marca. produzidos em momentos históricos distintos (1934 e 1977) e quatro traduções. tudo com o propósito de ampliar o olhar sobre a obra. outra dos anos 70 e outras duas de 2009. de Coetzee. pautadas no original em alemão. o qual contempla os elementos externos e internos ao texto. Ensino. bem como o papel da tradução e seus deslocamentos contextuais sem que se alterasse a essência da história da obra de Storm. o gênero textual e a estrutura narrativa. surge como um campo emergente para a reflexão sobre práticas educativas com uso de metodologias participativas na educação formal. também conhecida como Educomunicação. Apartheid. Na costura final busca-se apontar finalmente o papel da literatura na denúncia de episódios violentos e relevantes historicamente. Maria Aparecida Baccega e Ismar de Oliveira Soares. Para tanto realizamos uma pesquisa teórica sobre a convergência entre os campos da literatura e da mídia-educação a partir dos seguintes autores: Antonio Candido Mello e Souza. O cenário metodológico construído ao longo do semestre possibilitou aos alunos reflexões sobre a importância da contextualização dos elementos internos e externos ao texto. sendo uma da década 50. bem como nas definições sobre violência estudadas por Michaud e Girard e sobre memória pesquisadas por Le Goff e Halbwachs. na hermenêutica e estudos da memória de Ricoeur. mas também pela violência psicológica.com base no Modelo de Análise Textual (NORD. Como forma de sustentar a existência de memória da violência nas personagens. A mídia-educação. O estudo se apoia. Tradução. As marcas são armazenadas não apenas em uma memória e são sinais de uma sociedade que esteve oprimida por um considerável período e que se revolta. a audiência. Palavras-chave: Literatura. Ainda foram proporcionados aos estudantes dois filmes baseados no livro. o perfil do autor e o Realismo Alemão. 2009). para o português brasileiro. LITERATURA E MÍDIA EDUCAÇÃO: REFLEXÕES SOBRE CONSUMO CULTURAL E PRÁTICAS DE LEITURA ENTRE OS JOVENS Daiana Orben Martins (UNISUL) Maria Isabel Orofino (UNISUL) Resumo: Este artigo apresenta uma reflexão sobre as contribuições do campo da mídia-educação para o ensino de literatura na educação formal de crianças e jovens. Os dados da pesquisa mostraram 183 . Foram estudados o contexto histórico e sociocultural. portanto. Violência. Palavras-chave: Memória. LITERATURA E HISTÓRIA: MEMÓRIA DE VIOLÊNCIA EM DESONRA DE COETZEE Julia Tomazi (UNISC) Resumo: O escopo deste trabalho é estudar a presença de memória da violência nas personagens de Desonra.

Literatura Popular. explicitado a partir do conceito de distinção. a correspondência entre os campos de produção e de consumo de bens. É uma pesquisa qualitativa de cunho antropológico. mas que não consomem clássicos da literatura e sim produtos da indústria cultural. objetiva-se compreender melhor as tensões presentes entre a literatura canônica e popular na perspectiva desses estudantes-leitores. conteúdos dispostos nas mídias digitais. visto que se dedica a estudar um fenômeno social no lugar onde ele se manifesta. Distinção. Palavras-chave: Pierre Bourdieu. De modo específico. serão observados e entrevistados estudantes-leitores da primeira fase de dois cursos de Letras no estado de Santa de Catarina. constroem a interpretação sobre os romances Dom Casmurro (DC) e Memórias Póstumas de Brás Cubas (MP). as lentes da sociologia.que os alunos têm prazer na leitura. concebido pelo referido autor. Palavras-chave: Literatura. está incorporado pelos estudantes entrevistados. apresentadas por Pierre Bourdieu. juntamente com o amparo de outros autores como Hans Robert Jauss (teoria da recepção). atualmente. Justificase o empreendimento desta pesquisa porque avaliar as resenhas dos leitores poderá revelar os modos como se constroem. automobilismo e jornais locais. pretendese dar especial atenção às implicações do jogo da distinção no discurso e na prática acadêmica de estudantes-leitores do curso de Letras-Português. a fim de se verificar fatores indicativos de reprodução ou de renovação de padrões sociais de gosto e valor. Seguindo a metodologia sugerida pelos estudos da História Oral. Mídias-educação. para isso. Cânone Literário. está muito presente e incorporado ao discurso desses estudantes. buscar-se-á refletir nesse estudo sobre o conceito de distinção. segundo o que dizem sobre Machado de Assis e sua obra. Com isso. especialistas indicados nas bibliografias de disciplinas dos cursos de mestrado e doutorado de algumas universidades brasileiras. MACHADO DE ASSIS NA REDE: REPRODUÇÃO OU RENOVAÇÃO DE PARÂMETROS CRÍTICOS? Sandra Mariza de Almeida (UNIRITTER) Rejane Pivetta de Oliveira (UNIRITTER) Resumo: O objetivo desta pesquisa é de identificar os parâmetros críticos a partir dos quais leitores contemporâneos. os sentidos na leitura dos referidos romances machadianos fora dos contextos tradicionais de ensino. A hipótese lançada aqui é a de que o conceito de distinção. as de 184 . e Walter Benjamin (conceito de história). cadastrados na comunidade virtual Skoob. A partir daí. Para isso. Utilizam-se como referencial teórico principal as teorias de Pierre Bourdieu (2014) sobre a formação do gosto. apresentado por Bourdieu. A intenção é ampliar o olhar científico da teoria até o leitor concreto e analisar os discursos coletados à luz dos estudos da sociologia a fim de perceber de que modo um comportamento. analisam-se as resenhas sobre DC e MP registradas na Skoob e observam-se as relações existentes entre os comentários nelas manifestados e a crítica produzida em contexto acadêmico. revistas sobre esporte. Leitura LITERATURA E SOCIEDADE: ENTRE O CONCEITO DE DISTINÇÃO E AS REGRAS DO JOGO Eloisa da Rosa Oliveira (UNESC) Resumo: Este trabalho corresponde a um trabalho de tese em andamento que apresenta uma proposta de estudo no campo literário usando.

o gênero masculino seria considerado cognitivamente mais saliente do que o feminino. 2013b) sobre o papel da literatura como produto dentro de um polissistema e as de Rakeft Sheffy (2002) sobre a formação do cânone dos repertórios culturais. uma aproximação conceptual de frames (FILLMORE. Para tal. 1986). e da interpretação do masculino como genérico ou específico segundo os interesses políticos de quem domina o discurso. proponho um conceito de “gênero prototípico”. concebida por Putnam (escravidão no Brasil x escravidão nos Estados Unidos). logo. surgido na tradição estruturalista. Além desses problemas. entretanto. b) estudos experimentais revelam que o masculino favorece uma interpretação masculina do referente. Esta descrição do masculino como gênero não marcado apresenta. resultando em uma tradução inapropriada. tanto por causa de representações e práticas culturais que privilegiam o masculino quanto por causa da frequência 185 . como “senzala”. Restringindo-nos aos problemas mais relacionados à análise linguística. Frames Semânticos. Leitura. MARCADORES CULTURAIS E EQUIVALÊNCIA DE TRADUÇÃO: UMA ABORDAGEM BASEADA EM FRAMES SEMÂNTICOS Cesar Etges Lopes (UNISINOS) Resumo: O presente trabalho analisa um grupo de palavras semanticamente carregadas de significado cultural. O resultado mostra a tentativa de adaptação da realidade descrita por Freyre para uma realidade diferente. com base nos conceitos de efeitos prototípicos e modelos metonímicos. apontado por muitas autoras e alguns autores. Assim.Itamar Even-Zohar (1993. 1998). Casa-Grande & Senzala (FREYRE. o qual leva o tradutor a constantemente fazer escolhas que podem alterar o significado original de um texto ao traduzir termos que não possuem equivalentes plenos na língua-alvo. foi construído um corpus paralelo das duas versões do texto. ainda ocupa um lugar de destaque nos estudos linguísticos atuais como suporte teórico para a descrição do masculino genérico. encontrados na obra de Gilberto Freyre. os marcadores culturais (HERRERO RODES. O objetivo é expor as dificuldades do processo de tradução. e o conceito de gênero não marcado. 2013a. e c) em alguns contextos é simplesmente impossível fazer uma leitura genérica a partir do masculino. 1998). especialmente seu aspecto intercultural. Comunidade virtual. Palavras-chave: Equivalência de Tradução. considerando a inadequação do conceito de gênero não marcado na descrição do masculino genérico. construído no quadro teórico da Linguística Cognitiva. “engenho” e “mucama”. Palavras-chave: Machado de Assis. nem sempre seria ele o “gênero não marcado”. Marcadores Culturais. mesmo quando o masculino parece ser usado genericamente. contrastando-as com seus correspondentes na tradução de Samuel Putnam The master and the slaves (FREYRE. contam-se três: a) nem sempre é o masculino que é usado genericamente. alguns problemas. através do qual foi feita a quantificação e a apreciação dos dados obtidos. Resumidamente. MASCULINO GENÉRICO E SEXISMO GRAMATICAL: UMA CRÍTICA AO CONCEITO DE GÊNERO NÃO MARCADO Guilherme Ribeiro Colaço Mäder (UFSC) Resumo: O masculino genérico pode ser definido como o uso do gênero gramatical masculino para denotar o gênero humano (homens e/ou mulheres). há a importante questão social do apagamento das mulheres no discurso. 1982) que nem sempre produz resultados satisfatórios.

a leitura não se configura pelo viés psicológico ou cognitivista. das quais destacamos os trabalhos de E. nesse mesmo lugar e posição. É a partir dessa configuração que nos atentamos para a materialidade da cena e buscamos compreender o seu funcionamento. 186 . e que. assim. HISTORICIDADE E CULTURA: PRODUÇÃO DE SENTIDOS NOS SUJEITOS NA/DA GASTRONOMIA Ana Carolina de Godoy (UNICENTRO) Resumo: Filiamo-nos ao Grupo de Pesquisa “Estudos do texto e do discurso: entrelaçamentos teóricos e analíticos” e “Interfaces entre língua e literatura”. pensamos a história e a cultura da Gastronomia. a fim de refletirmos a cena no âmbito do teatro ou. MATERIALIDADE. repetindo memórias e discursos marcados pela continuidade. no Brasil. na/pela mídia. partimos da noção de materialidade. Nessa especificidade. MEMÓRIA. entendemos que. na qual sujeitos que ocupam a mesma posição-sujeito são significados pelo imaginário e pelo simbólico distintamente. 1983). Orlandi. Efeitos prototípicos. E a outra consideração que enfatizamos é no que diz respeito à língua e à memória. Retomamos. Filiamo-nos à Análise de Discurso e. Palavras-chave: Masculino genérico. LEITURA E MEMÓRIA Laise Aparecida Diogo Vieira (UNICAMP) Resumo: Este trabalho se situa na esteira dos estudos do discurso e parte do referencial teórico proposto por M. mais especificamente. portanto. Palavras-chave: Discurso. ao lidarmos com espaços discursivos não estabilizados logicamente. A língua constitui-se como “o espaço privilegiado de inscrição de traços linguageiros discursivos. tendo em vista um fenômeno social. linearidade. pelo funcionamento da memória e da ideologia. estando na cozinha. a cena na performance teatral. Nessa pesquisa. entre humanos. Lehmann (2013). representam a novidade. evidenciar-se-iam os efeitos prototípicos que são identificados como o uso do masculino genérico. por meio dessa teoria. na França. Na proposta discursiva. Indursky (2011). e. histórico e antropológico no que se refere aos sujeitos da área. Memória. Badiou (2002). Cena. os discursos sobre os sujeitosfemininos na Gastronomia sinalizam que esses sujeitos. É esse corpo de traços que a análise de discurso se dá como objeto”. assim como também não é vista como um simples tratamento de informação. estão no lugar próprio deles. O masculino. Dentre os teóricos mobilizados para esta reflexão encontram-se Pêcheux (1980. Primeiramente destacamos o fato de que na teoria do discurso. Pêcheux. representaria metonimicamente a categoria humano como um todo. duas importantes passagens da teoria discursiva para lidar com tais manifestações de linguagem. que formam uma memória sócio-histórica. Modelos metonímicos. instaurando efeitos discursivos de ruptura. teve consequências teórico-analíticas. mobilizamos tanto a leitura quanto a memória no processo de constituição e formulação de cenas. O objeto de análise é o discurso da Gastronomia. Orlandi (1994).de uso (fala-se mais de humanos do que de seres inanimados. na análise discursiva. Através desse processo metonímico. estabilização. Isso significa discursos marcados pela homogeneidade e por sentidos que se repetem. de deslinearização em discursos produzidos e que circulam no meio gastronômico. fala-se mais de homens do que de mulheres). Já os sujeitos-masculinos. de acontecimento. conforme descreve Pêcheux (2012). ambos da Universidade Estadual do Centro-Oeste – UNICENTRO.

pela repetição ou pela ruptura em discursos efetivamente produzidos.) Dado tal 187 . Um dos aspectos recorrentes é que os discursos analisados trazem em si o retorno de um certo “saber” sobre língua. jornalismo. PERSPECTIVAS E INTERFACES Jorge Campos da Costa (PUCRS) Resumo: Objetos teóricos como a metáfora têm sido identificados como complexos à medida que vêm sendo descritos. van DYICK. trabalhamos com uma concepção de língua des-comportada. Consideramos que o que dá sustentação aos efeitos de sentido sobre língua é a memória. Nesse funcionamento entre memória e arquivo. Cultura. Isso porque a língua se constitui na sua relação com o sujeito e a ideologia. circundamos a noção de língua a partir de um arquivo institucional que exerce controle tanto sobre a entrada de elementos como sobre a produção de novos discursos. revisão de textos. préexistente e exterior. que chamamos de eixo do escape. Este trabalho pretende. GIBBS. NUNEZ. O que temos observado é uma concepção de língua que a coloca num certo lugar de isolamento. Discurso. para que possa ser tomada como objeto de uso. etc. FORCEVILLE. ausente mas presente. será bastante importante. tomamos a língua como não passível de controle. pois está sempre sujeita ao equívoco e à possibilidade de sentidos deslizantes. FAUCONNIER e TURNER. MEMÓRIAS DE LÍNGUA: DEPARAR-SE COM UMA LÍNGUA QUE NÃO É A DO USO. mais adequadamente.para buscar historicizar o lugar dos sujeitos-femininos e masculinos. tradução. METÁFORA. lógicas. bem como sua identidade nesse domínio. que chamamos de eixo do retorno. porque os sujeitos se filiam a uma formação discursiva e é ela que determina a sua significação e essa significação tem a ver com a gastronomia e sua singularidade em cada formação social. ao longo dos anos. observando o funcionamento da língua nos objetos com os quais nosso grupo tem trabalhado. no segundo. há uma estabilização provisória realizada: a) pelo arquivo através do efeito de totalidade e b) pela memória através do efeito de já-sabido. Memória. acionamos as noções de arquivo e memória. funcionando sob a forma de retorno. responsável pela circulação de discursos e pelo controle de sentidos. Pelo andamento da pesquisa. DA FLUÊNCIA E DA NATURALIDADE Debbie Mello Noble (UFRGS) Resumo: As pesquisas de nosso grupo (orientadora e orientandos) envolvem uma variedade de temas – escrita. KÖVECSES. sociais. então. etc. publicidade. cognitivas. Neste estudo. Historicidade. temos entendido que a cultura. Palavras-chave: Memória. JOHNSON. No primeiro eixo. vamos cruzar dois eixos a partir do dispositivo teórico da Análise do Discurso pêcheutiana: no primeiro. colocar esses dois eixos em contato. Isso implica que são objetos construídos. que reproduzem ou transformam a formação social. bem como as relações sócio-históricas que determinam essas significações. Palavras-chave: Língua. como constituídos por propriedades heteromórficas. linguísticas. O corpus de pesquisa se constitui de discursos que circulam na mídia. na perspectiva discursiva. no interior de relações interdisciplinares. entre outros – mas as análises dos objetos têm apresentado algumas recorrências. No segundo eixo. apartada do sujeito e da ideologia. literárias. relação essa que leva o sujeito a significar e significar-se a partir da formação discursiva com a qual se identifica. (LAKOFF.

interpessoais e textuais (HALLIDAY. a Teoria da Comunicação-Social. considerando-se como aceitáveis as suposições do presente ensaio. Relevância. a partir da perspectiva de Ciências da Linguagem. 2004. os mecanismos da pragmática cognitiva são ignorados por tal abordagem. dando especial ênfase nos processos metarrepresentativos. tendo em vista objetos complexos como a metáfora. formais e comunicativo-sociais são desenhados por um quadro de interfaces externas e internas (CAMPOS). em que fundamentos cognitivos. Diante disso.quadro. pelo menos. Quatro secções caracterizam o presente ensaio: uma primeira secção de caráter introdutório ao contexto da metáfora. em que a forma do tratamento investigativo da metáfora deveria ficar mais transparente e explícita. BEDNARECK. ROSE. representando conexões com o que se pode chamar Ciências da Linguagem. Palavras-chave: Metáfora. Esses instrumentos foram aplicados a um conjunto de 188 . tanto falantes como ouvintes lidam com expectativas sobre a mente alheia para efetivarem a comunicação. 2014) eram produzidos multimodalmente por meio da articulação de dois modos semióticos em um único quadro. entre outras. MATTHIESSEN. Protocolos de análise foram formulados para verificar como significados ideacionais. a pragmática. Para tanto. Interdisciplinaridade. uma terceira secção sobre a metáfora e suas interfaces. A hipótese mais geral é a de que uma metateoria das interfaces seja assumida como alternativa adequada para uma abordagem interdisciplinar. a Teoria da Computação (VEALE). respectivamente. dedutivo-formais e argumentativo-naturais. HAPPÉ). 2012). Para avaliar a hipótese de esse gênero poder ser abordado na perspectiva da Escola de Sydney (MARTIN. uma segunda seção sobre a noção de perspectiva (GIERE) na construção de processos metafóricos. por nós denominado microcrônica verbo-visual. Um segundo objetivo é o de que a interface interna diz respeito a relações entre subáreas como a semântica. a proposta desse trabalho é evidenciar como a Teoria da Mente (ToM) se relaciona à interpretação da metáfora. Metarrepresentação. CAPLE. representando métodos indutivo-experimentais. Palavras-chave: Metáfora. as três perspectivas mencionadas. Para isso. METARREPRESENTAÇÃO E METÁFORA: PARALELOS ENTRE TOM E RELEVÂNCIA Otávio Henrique Koch (UFPR) Resumo: A abordagem da linguística cognitiva lança luz aos mais variados mecanismos mentais envolvidos na interpretação da metáfora. MICROCRÔNICA VERBO-VISUAL. (SPERBER e WILSON). descrevendo e explicando o fenômeno metafórico sob. 2009. 2012). No entanto. um primeiro objetivo a ser atingido é a defesa de que a interface externa deve ser entendida pelas relações entre disciplinas como a Psicologia Cognitiva (PINKER. 2008. realizamos uma pesquisa descritivo-analítica com abordagem quali-quantitativa. trata-se de justificar uma investigação interdisciplinar da metáfora. um estudo teórico-argumentativo é realizado a partir da abordagem de Sperber e Wilson (2008) e Wilson (2010) para a metáfora. e a sintaxe. especialmente a comunicativo-social e uma quarta parte de considerações finais. Perspectivismo. Notoriamente. UM NOVO GÊNERO NA PERSPECTIVA DA ESCOLA DE SYDNEY Nara Augustin Gehrke (UFSM) Sara Scotta CabralUFSM) Resumo: Apresentamos uma pesquisa cujo objeto de estudo é um novo gênero multimodal em processo de estabilização na esfera jornalística (CAPLE.

apresentando subsídios para que o leitor possa seguir com suas próprias conclusões. Roger Chartier e Wilson Dizard Jr. gerando uma interessante intertextualidade em muitos casos. Os significados interpessoais foram tratados com as categorias de distância social. de dinâmicas interações com dispositivos digitais. o qual conjuga pesquisadores de diferentes instituições em investigações sobre a linguagem mediada por tecnologias digitais. MARTIN. Alberto Manguel. MOBILIDADE NA TECNOCULTURA: Q LINGUAJAR É ESSE? Raquel Salcedo Gomes (UNISINOS) Marcelo Salcedo Gomes (UNISINOS) Resumo: Considerando que o plano de trabalho do GT Linguagem e Tecnologias da Anpoll para o biênio de 2014-2016 congrega o tema tecnologias móveis e levando em conta a participação da primeira autora no grupo de pesquisa Escrita na Tela. Há aqui ampla análise da bibliografia disponível. Tomamos tecnocultura como conceito guarda-chuva que possibilita distinguir o tempo em que vivemos. explorando cinco conceitos-chaves da Contemporaneidade: as Culturas do Conceito. propomos aqui uma reflexão sobre o linguajar enquanto atividade humana situada no fluir de coordenações de coordenações consensuais de ações (MATURANA. em especial os escritos de Andreas Huyssen. Multimodalidade. VAN LEEUWEN. um dos gêneros do sistema de estórias. Adotamos o conceito devido a seu caráter antropológico de 189 . ARTES E LITERATURA: CAMPOS POSSIVEIS. dentre esses. porém com singularidades congruentes com o contexto cultural brasileiro. Palavras-chave: Mídia. EGGINS. Isto é. MATTHIESSEN. do Visual. mobilidade. toma alguns casos dentro e fora do Brasil como referência. 2001) na era da mobilidade tecnocultural. Artes. numa fase posterior da pesquisa. aquilo que a priori seria algo negativo (já que o pastiche é também a imitação de estilos em boa medida) tem igualmente condições de contribuir para inovações no campo da Literatura. da Portabilidade e da Memória. SALWAY. HASAN. 2004. o estudo promove reflexão sobre como objetos produzidos no tempo presente no âmbito do Jornalismo. Intentamos circunscrever nossa discussão em torno dos conceitos de tecnocultura. MARTINEC. Palavras-chave: Gêneros. Produção de significados. 2014) foram mapeadas. da Publicidade e das Artes Plásticas são reapropriados pelo fazer literário. Literatura. do Eu. portanto. MIDIA. Neste cenário. 2006). produzindo novos conteúdos que são consumidos em distintos suportes (para além dos livros impressos) e com diferentes narrativas. a interação entre os modos foi abordada em termos de relações simétricas/assimétricas e lógico-semânticas (BARTHES. 2005). Uma das hipóteses testadas no artigo é de que o pastiche.100 microtextos retirados de um jornal com publicação diária e. linguajar e suas relações. status e poder (KRESS. RESULTADOS DESEJAVEIS Scheyla Joanne Horst (UNICENTRO) Resumo: A presente investigação centra forças nas relações entre Mídia. contato. coletaram-se também textos no ambiente digital. 1969. 1989. 1998) foram delimitados e as opções léxicogramaticais e visuais nos sistemas da TRANSITIVIDADE e do TEMA (HALLIDAY. Concluímos que a microcrônica verbo-visual é compatível com a descrição comentada. Artes e Literatura. A investigação. tende a ser um forte elemento de ligação entre a Mídia e a Literatura. as tecnologias móveis. Os contextos de situação e de cultura (HALLIDAY. Pierre Nora. essa técnica cada vez mais utilizada no campo cultural. Por fim.

sobrepostos e dispersos nos fluxos discursivos. à produção de espacializações que emergem do interagir conversacional mediado por tecnologias móveis. Palavras-chave: Teoria de conciliação de metas. no próprio fazer teórico-metodológico do pesquisador e em seu processo de produzir explicações sobre cultura. pode descrever e explicar a emergência e a avaliação de insights durante a criação publicitária. tornando-se ferramenta crucial para o intercâmbio de técnicas agrícolas. MODELAÇÃO PROATIVA DE METAS E CRIAÇÃO PUBLICITÁRIA Suelen Francez Machado Luciano (UNISUL) Resumo: Este estudo busca analisar o processo de formulação. SPERBER. 2009). Hipóteses abdutivas antefactuais. novas semioses no que concerne ao estar perto e ao estar longe. em um tocar-se através de signos sonoros e/ou verbo-visuais. realizar-se-á uma análise do perfil cultural e social dos agricultores familiares a partir dos estudos em comunicação na extensão rural. os quais são hibridizados. A comunicação na extensão rural tem contribuição fundamental para os agricultores no campo. associada às noções de inferências intuitiva e reflexiva (MERCIER. aliados à Complexidade Textual e à Sociolinguística. materializa em briefings e entrega à equipe de criação. Defendemos que a teoria de conciliação de metas (RAUEN. Neste contexto. Esta pesquisa fundamenta-se na Linguística SistêmicoFuncional e nos princípios de textualidade de Beaugrande e Dressler para a organização do 190 . como cultura do humano que produz a si mesmo e ao mundo enquanto age e linguajeia. 2014). Inicialmente. Nesta perspectiva. MODELO DE PRODUÇÃO DE TEXTOS EM EXTENSÃO RURAL: UM ENFOQUE DO CONTEXTO DOS AGRICULTORES FAMILIARES Giselle Liana Fetter (UFRGS) Resumo: Esta pesquisa em desenvolvimento tem como objetivo propor diretrizes de produção textual voltada para agricultores familiares do Rio Grande do Sul. aos sentidos que se produzem sobre os espaços. enquanto sistema semiótico humano. a cada enunciação. Criação publicitária. mobilidade e atividades de linguagem. objetivamos discutir implicações desse linguajar específico para a própria linguagem. nas telas de nossos dispositivos móveis.autorreferencialidade. Assumimos que a criatividade na publicidade é superordenada por metas que a equipe de atendimento da agência publicitária negocia com os clientes. e para a tecnocultura. argumentamos que a emergência e a avaliação de insights podem ser mais bem compreendidas concebendo-as como hipóteses abdutivas em direção à consecução ótima de metas definidas nos briefings. mas podem ser flexibilizadas em seguida por inferências reflexivas auto ou heteromotivadas. mas que ainda carece de abordagens linguísticas mais significativas. Tecnologias Móveis. de execução e de checagem de hipóteses abdutivas antefactuais em situações proativas de criação de campanhas publicitárias. Pensamos mobilidade como um componente da tecnocultura contemporânea que diz respeito ao deslocamento e ao posicionamento. as quais balizam atividades linguageiras que reestabelecem. permitindo pensar a cultura em suas dimensões acionais. Palavras-chave: Linguajar. defendemos que hipóteses abdutivas antefactuais de consecução de metas emergem intuitivamente como categóricas por default. Entendendo o linguajar como um agir junto (con)sensualmente. às tensões entre presença e ausência. Tecnocultura.

MODELOS ONTOLÓGICO-CULTURAIS: UMA PROPOSTA DE CUNHO SEMÂNTICOLEXICOGRÁFICO VOLTADA À DESCRIÇÃO DE CATEGORIAS João Gabriel Padilha (UNISINOS) Resumo: O objetivo deste trabalho é apresentar uma proposta de tese situada no âmbito da Semântica Cognitiva e da Lexicografia. ideia calcada. Nesse sentido. A articulação do estudo se dará em torno da hipótese de que a arte pop brasileira dos 191 . Algo semelhante também se observa no mundo publicitário. Lexicografia. à luz da Socioterminologia. Palavras-chave: Extensão Rural. cama e mesa são partes da mobília. assim como a cama e a mesa. Entretanto. 1987). MODERNIZAÇÃO E RESISTÊNCIA: ARTICULAÇÕES ENTRE POP E POPULAR NA CULTURA BRASILEIRA CONTEMPORÂNEA Gustavo Arthur Matte (PUCRS) Resumo: A proposta consiste em pensar a contemporaneidade brasileira pela transição geracional da cultura pop à popular em meados dos anos 1990. Linguística Sistêmico-Funcional. Percebe-se que há uma preocupação por parte dos extensionistas rurais em fornecer textos informativos acessíveis. Socioterminologia. os modelos ontológico-culturais apresentam-se como uma contribuição da Semântica Cognitiva à prática lexicográfica. em que não há uma forma de categorização. esse expediente não se dá de forma pacífica. porém esta pesquisa pretende analisar o corpus a partir da perspectiva dos agricultores para verificar sua adequação ao público-alvo. em um comercial de cerveja. Devido à alta frequência de termos principalmente da Agronomia e da Veterinária. como parece ser o caso de álcool.modelo proposto. mas a relação parte-todo que mantêm: cadeira. bem como sua descrição em um dicionário eletrônico podem ser melhor sistematizadas através de um modelo ontológico-cultural. em linhas gerais. far-se-á um levantamento da terminologia. pode ser entendida como o processo de organização e atribuição de sentidos dos seres no mundo. textos jornalísticos contradizem essa ideia ao fazer uso da expressão álcool e drogas. por exemplo. Essa proposta acarreta uma abordagem da microestrutura distinta daquela dispensada pela Lexicografia tradicional. em três noções: ontologia. Semântica. através de paralelos notáveis (de continuidade e ruptura) entre o período da Tropicália/Marginália e da chamada arte marginal periférica. entre outros. que. esse exemplo ilustra algo recorrente na vida diária: categorizamos o mundo à nossa volta valendo-nos da linguagem. não é esse o critério que os agrupa sob a categoria mobília. e cujo tema é a categorização – que. Embora cada um desses móveis tenha uma função no ambiente doméstico. mas categorizações que parecem conflitar: se. em muitos casos. que acomoda a categorização na definição do verbete. do ponto de vista do extensionista rural e do agricultor. Palavras-chave: Categorização. textos institucionais consideram álcool um tipo de droga. Nossa proposta advoga que a compreensão de categorias como álcool. por um lado. inicialmente. sabe-se que uma cadeira é um móvel. Modelos Cognitivos Idealizados (LAKOFF. 1987) e Modelos Culturais (D´ANDRADE. Utilizar-se-á um corpus de referência constituído de textos informativos publicados por uma instituição de extensão rural do Rio Grande do Sul. acidente etc. Aparentemente óbvio. drogas. o álcool não é abordado como droga. Por exemplo. mas como uma substância facilitadora do convívio em sociedade – contradizendo os pareceres institucionais.

o termo “popular” refere-se às representações e relações culturais calcadas na comunidade e no território. a arte periférica da passagem para o século XXI. A artista interpreta a vida dessas mulheres (133 personagens) que foram compiladas de notícias de jornais durante oito anos (entre 1992 a 2000). procurando fazer uma interlocução com o campo da Arte para construção do dispositivo teórico-analítico. diz respeito às linguagens. marca a constituição do sujeito pelas múltiplas subjetividades. condição da arte contemporânea. “pop”. vários artistas] e Sobrevivendo no inferno [1998. O vídeo marca a impossibilidade da identidade do unoe marca os modos de subjetivação que “. associando-se à globalização e à modernização em curso. o momento em que as tecnologias de massa. Ferréz]). em várias mídias: coletâneas de poesia (26 poetas hoje [1975. tornando-se acessíveis. Pop/popular. Palavras-chave: Modos de subjetivação. org. que afirma a territorialidade cultural e conduz a um resgate do popular – aproximando-se do que Milton Santos denominou utopicamente como a “revanche da periferia”. seriam apropriadas pelos segmentos populares para produzir o próprio discurso. além de álbuns de canção popular (Tropicália [1968. Paulo Lins]). O objetivo dessa pesquisa é compreender. vídeo de duas horas de duração exibidos em duas telas como se fosse um espelho. Desloca a fixidez do eu e por meio da performance. impossibilitando classificações e dicotomias apriorísticas. Heloísa Buarque de Hollanda] e Literatura Marginal [2005. as transformações do corpo social da/na contemporaneidade. Palavras-chave: Tropicália/Marginália. suas rupturas e as diferentes posições sujeitos. Espelho Diário é uma instalação multimídia. Uma instalação para pensar a especificidade das linguagens artísticas.desloca-se do eu e passa a ser vista como inerente a toda a linguagem. constituindo-se. Literatura de periferia. José Agrippino de Paula] e Cidade de Deus [1997. 192 . temas e mídias da cultura internacional de massas. movimenta-se no sentido de retratar a experiência da globalização e da modernização a partir da perspectiva de populações marginalizadas e nãobeneficiárias da modernidade globalizada. Posição-sujeito. denunciando-a por uma ótica interna e de classe. As imagens expostas no vídeo são um resgate de fotografias e anúncios de jornais que envolviam pessoas de nome Rosângela. Racionais Mcs]).. baseia-se num gesto de desterritorialização (parcial) do imaginário cultural. seus deslocamentos. Corpo. ficção (Panamérica [1967. org. MODOS DE SUBJETIVAÇÃO DO CORPO NO DIZER ARTÍSTICO Carla Süssenbach (UNISUL) Resumo Este trabalho traz alguns pontos da minha pesquisa de doutorado: “O Corpo Feminino na Videoinstalação Espelho Diário de Rosângela Rennó”. marcado por um lugar de dizer da história e da ideologia afetado pelos aspectos sociais. A pesquisa se inscreve no campo teórico da Análise do Discurso pecheutiana. concebida no ano de 2001. por seu interesse e incorporação de formas. ou seja. A investigação proposta partirá de um panorama sobre obras paralelas (cronológica e formalmente) dos dois períodos. GUIMARÃES. portanto. mesmo quando este eu não é enunciado” (ORLANDI. as heterogeneidades e as diferenças que compõem a “tecedura” da arte. assim.anos 1960 e 70. 1988). símbolos e formas que atingem escala massiva e transnacional através da indústria cultural. Tal gesto de compreensão problematiza o jogo entre a memória e identidade/modos de subjetivação do corpo no dizer artístico. por outro lado. por meio das relações discursivas marcadas na videoinstalação Espelho Diário.. empresta-lhes o corpo e a voz. Para fins desta hipótese. na qual os diferentes estilos e materiais se interpenetram. por sua vez.

1982. como topicalização e deslocamento para a direita e para a esquerda. na luta contra o preconceito. wh-questions). se transforma em um eixo importante na teoria gerativista. até o século XIX. Neste sentido. As mulheres que iniciaram o movimento feminista. que considera mais adequada a abordagem de dependências descontínuas do que a abordagem de movimento. Gerativismo. Há outros fenômenos em interrogativas-Q que não são tratados neste trabalho. dominação masculina e melhores condições de vida. elas não podiam exercer nenhuma atividade cultural ou intelectual. especialmente pelas contribuições do filósofo e linguista Noam Chomsky. JACKENDOFF. 1993. identificamos que há uma corrente que defende que a noção de movimento é necessária para explicar os fenômenos e outra que acredita que esta noção não seja necessária. conquistando espaços na literatura e imprensa. interrogativas-Q in situ e pied-piping. Tendo por base a hipótese da sintaxe mais simples. os fenômenos descritos e explicados como dependências descontínuas em interrogativas-Q neste estudo são os seguintes: interrogativas-Q simples. A ideia de movimento. às vezes qualificada como uma metáfora. já que haveria uma explicação mais simples. analisamos aspectos sintáticos. O ponto central da comparação é relevância da noção de movimento para os estudos de interrogativas-Q. fazendo com que pudessem iniciar seu processo de emancipação e conquistar seu reconhecimento social. muitas ocuparam e vêm ocupando com mais frequência. 2005). 1977) e se mantém no programa minimalista (CHOMSKY. serão analisadas explicações sobre a construção de estruturas interrogativas pela Hipótese da Sintaxe mais Simples (CULICOVER. além de apresentar a trajetória das mulheres brasileiras que foram eleitas membros das Academias. semânticos e pragmáticos de interrogativas eco (echo question) e interrogativas pedagógicas (quizmaster question).g. Os 193 . MULHERES BRASILEIRAS NAS LETRAS Francieli Winck (UNISC) Resumo: Este trabalho apresentará um estudo sobre a condição social e educacional das mulheres brasileiras. Tendo em vista a comparação entre as abordagens movimento e não-movimento. que elas começaram a se inserir no mundo das letras. entre outros.MOVIMENTO OU DEPENDÊNCIAS DESCONTÍNUAS: UMA REFLEXÃO INTRODUTÓRIA SOBRE ABORDAGENS DE INTERROGATIVAS-Q NO PORTUGUÊS BRASILEIRO André da Luz Pereira (PUCRS) Resumo: Tendo por base a perspectiva gerativista. especialmente a partir da Teoria de Princípios e Parâmetros (CHOMSKY. 1986). Palavras-chave: Interrogativas-Q. ainda que seja mencionada anteriormente – e. Far-se-á um breve histórico da formação das Academias Brasileira de Letras e da Rio-Grandense de Letras. Para atingir os objetivos propostos. condicionavam-se a ser subalternas. romperam limites. Especificamente. Apesar de a trajetória da mulher brasileira no campo literário ter se manifestado de forma lenta e conturbada. Foi nesse período. On wh-movement – (CHOMSKY. a partir do século XIX. Além destas. que se desenvolve nos estudos linguísticos a partir da década de 1950. 1995). em que se consideram as premissas propostas pelas linhas teóricas em estudo. este trabalho tem por objetivo comparar duas abordagens acerca de interrogativas-Q (em inglês. Sintaxe. este é um ponto de partida para analisar outros fenômenos que envolvem a noção de movimento e interrogativas. devido ao seu reconhecimento na área das letras. uma posição de destaque na literatura brasileira. Sabe-se que. será utilizado um modelo hipotético-dedutivo.

Nesta breve peça. Tecnologia e Ensino Superior). por Eni Orlandi. desenhos e material impresso. em 1972. NÃO EU: PERSPECTIVAS DE UMA TRADUÇÃO PARA BECKETT Larissa Ceres Lagos (UFSC) Resumo: Este trabalho apresenta parte da dissertação de mestrado de mesmo nome que aborda o estudo e a tradução para a língua portuguesa brasileira da peça Not I. pelo Programa Universidade Sem Fronteiras. como também a ordem cronológica do enredo através do estilo conciso e do vocabulário econômico. Filiamo-nos à Análise de Discurso. neste trabalho. são apresentadas duas figuras distintas na cena: BOCA e AUDITOR. coberto da cabeça aos pés por uma djellaba. DE HISTÓRIA E DE CULTURA Maria Cláudia Teixeira (UNICAMP) Maria Cleci Venturini (UNICENTRO) Resumo: Este artigo resulta de discussões realizadas pelos componentes e participantes do projeto de extensão “Museus e arquivos: lugares de memória do/no espaço urbano”. cuja descrição indica estar fracamente iluminada e com o restante do rosto nas sombras. Palavras-chave: Mulheres brasileiras. Pensando em uma tradução que ofereça suporte para a encenação. Palavras-chave: Museu. o projeto tradutório parte da ideia de como Beckett problematiza a linguagem: desmembrando não apenas o físico dos seus personagens. A peça trabalha com diversos elementos explorados pelo autor em sua grande obra. tal como foi desenvolvida por Pêcheux e. ao seu lado está AUDITOR. 194 . A pesquisa parte da análise da peça publicada em língua inglesa e conta com o suporte da versão francesa (traduzida pelo próprio autor como Pas moi) para propor a uma versão do texto. refletindo não apenas na peça enquanto texto escrito. Academia Brasileira de Letras. Objetivamos. escrita originalmente em inglês. MUSEU DA LÍNGUA PORTUGUESA: LUGAR DE MEMÓRIA.primeiros jornais e revistas com características feministas evidenciaram a imprensa como forma de expressão e reivindicação de direitos políticos e sociais. que tem como principal teórico Eduardo Guimarães. Diante dessas duas perspectivas dizemos que os museus funcionam como lugares que guardam memórias e se constituem por meio de arquivos. polemizando posições-sujeito na constituição de arquivos estruturadores de museus e arquivos históricos. Patrimônio. financiado pela SETI (Secretaria da Ciência. destacando o lugar institucional desses sujeitos e o retorno de discursos e de memórias que sustentam a história e a oficialidade desses espaços. Arquivo. tornando-se necessário certo cuidado acerca do ritmo e interpretação das palavras ditas em cena. arquivos históricos e patrimônios no espaço urbano. Enquanto o texto é interpretado por BOCA. buscando destacar a relação entre a cidade e os sujeitos-cidadãos que constituem o seu corpo sócio-histórico-cultural. recebidos ou produzidos oficialmente por determinado órgão administrativo ou por um funcionário. fragmentando a unidade pensante interna. Academia Rio-Grandense de Letras. promover discussões teóricas em torno de museus. a quem coube reler a teoria com vistas a implementar avanços e também pela Semântica do Acontecimento. apresentado por silenciosos movimentos com o braço. como a experimentação das variadas formas artísticas e a problematização dos limites da linguagem. mas que também na qualidade de dramatúrgico. os quais se definem pelo viés da história como conjunto de documentos escritos. por Samuel Beckett.

do escritor João Melo. Samuel Beckett. O cortejo. lutas de emancipação. O conteúdo analisado corresponde a recortes do videogame feitos por meio de imagens e narração de acontecimentos diegéticos após um amplo reconhecimento do jogo pelo autor por meio de gaming com mais de duzentas horas. na tentativa de corroborar a reprodução de um discurso hegemônico binário totalizante sobre as formas ideais dos corpos gendrados. aponta-se a ironia e o diálogo crítico com a história nacional como recursos utilizados para a elaboração dos quadros sociais de distopia que delineiam o contexto pós-colonial. observando-se as formas como veiculam a representação do sujeito sexual. Abel e Caim e Tio me dá só cem. Para efeito de elucidação considera-se especialmente os contos: O elevador. Inicialmente. não dando visibilidade àqueles que não se enquadram na norma hegemônica. DE JOÃO MELO Kelly Ane Evangelista Santos (UFBA) Maria de Fátima Maia Ribeiro (UFBA) Resumo: Tomando como base o livro de contos. Normatividade. tenta-se evidenciar como a demarcação dessa realidade distópica não se resume a propagação de uma visão marcadamente pessimista em relação à nação.Palavras-chave: Tradução. Por fim. Os achados mostram que o jogo em questão é forjado dentro da matriz heteronormativa da sexualidade. Também foram feitas aproximações com narrativas fílmicas e de telenovelas. marcada pela representação de um presente social onde a realidade destoa amplamente das ideologias e utopias que caracterizaram o discurso nacionalista da era colonial. está interligado a uma corrente literária angolana pós-colonial que questiona. articulando assim teorias sociais contemporâneas com a literatura. Tina Chanter(?). As imagens capturadas representam os corpos das personagens que contêm indícios de marcações culturais de gênero e sexualidade que sinalizam para duas categorias da análise: padrões normativos e padrões não normativos. Teatro. Em seguida. por meio da reprodução em massa de determinados padrões. NARRATIVAS DISTÓPICAS E PROCESSOS DE REESCRITA DA NAÇÃO EM FILHOS DA PÁTRIA. Palavras-chave: Videogame. Filhos da Pátria. NARRATIVAS NO VIDEOGAME MASS EFFECT 3: ANÁLISE DAS REPRESENTAÇÕES DAS FEMINILIDADES E DAS MASCULINIDADES SOB A ÓTICA DE TEORIAS FEMINISTAS Cremilson Oliveira Ramos (UNISUL) Resumo: Este trabalho apresenta análise do caráter inclusivo das diferenças de gênero e sexuais na construção da narrativa do videogame Mass Effect 3 por meio da representação das feminilidades e das masculinidades de personagens. Elizabeth Grosz (?). O escopo teórico que dá sustentação aos conceitos de gênero. demonstra-se como essa reescrita crítica da nação se organiza por meio da construção de uma narrativa amplamente distópica. desigualdade social. que produz e adequa sujeitos dentro do gênero binário. 195 . Gênero. sexualidade e corpo mobilizados no trabalho recorreu a autores como Michel Foucault e as feministas Judith Butler(?). Palavras-chave: distopia. o presente trabalho analisa as formas como o discurso literário. O feto. entre outros. se apresentando antes como uma apreensão crítica do presente com vistas à construção de uma nação verdadeiramente emancipada. O homem que nasceu para sofrer. interroga e reinterpreta a nação fundada após a conquista da independência nacional.

Nesse sentido. Esses processos inserem-se na teoria do agir humano. Essas novas análises do absurdo no teatro fornecem mais ferramentas para a reflexão sobre as peças desses dramaturgos. título compartilhado com seu contemporâneo Samuel Beckett. 196 . 2010). também. Assume-se. Palavras-chave: Absurdo. Essa prática humana e sua tomada de consciência nos sujeitos das pesquisas e dos próprios pesquisadores. que propõe repensar o absurdo em Ionesco a partir da análise de peças como O Rinoceronte. para uma perspectiva complementar. sentimentos e mecanismos de pensamento. bem como de sua relação com Samuel Beckett. nas linguagens sincréticas (influência de uma sobre a outra). Identificar. ou. de 1972. Inserir a leitura e escrita na dimensão gnoseológica. produziu em francês a partir da década de 50 e é identificado como integrante do Teatro do Absurdo. ainda. localizando-os como questão central dos fenômenos de linguagem. retorna sobre a capacidade linguageira de ler e escrever dos falantes. a perspectiva logocêntrica. do francês ao português brasileiro. Tais reflexões fazem parte da pesquisa da autora. e não de sua temática. descrever e conceituar (conceito em construção) processos específicos pelos quais novas informações e novas significações são criadas pela leitura e escrita. seja verbal ou não verbal. A leitura e a escrita serão abordadas nas dimensões praxiológicas e gnoseológicas. por parte dos pesquisadores (princípio do observador na observação). por Jan Kott em The Theater of Essence. como. Jean Genet e outros – principalmente nos anos 50. O AGIR EM LINGUAGENS Dinora Moraes de Fraga (UNIRITTER) Cassiano Ricardo Haag (UNIRITTER) Resumo: O pressuposto epistemológico que orienta as diferentes pesquisas deste grupo é o de afirmar a leitura e a escrita como agir de linguagem. para agregar o teatro produzido por alguns dramaturgos – além de Ionesco e Beckett. incluindo o processo de teorização dos dados da pesquisa. em O Teatro do Absurdo. dramaturgo romeno radicado na França. que a tomada de consciência das propriedades efetivas dessas ações. Releituras deste conceito foram feitas em 1980. por Michael Bennet em Reassessing the Theatre of the Absurd. assim como processos de tomada de consciência desse processo e das propriedades especificas da leitura e da escrita.O ABSURDO EM EUGÈNE IONESCO: UMA RELEITURA A PARTIR DE SUA DRAMATURGIA Marina Bento Veshagem (UFSC) Resumo: Eugène Ionesco. serão localizadas em situações concretas de investigação. encarar o absurdo a partir de sua estrutura. pela tomada de consciência. como é o caso da linguagem digital das mídias. Ionesco. Arthur Adamov. Os principais objetivos deste grupo de pesquisa são: Inserir os processos de leitura e escrita na teoria do agir humano. no grupo. A Cantora Careca e Macbett. constituído na linguagem. será estendida. de suas tendências. própria dos processos afetivos e estéticos (perspectiva estéticoafetiva). sujeitos das pesquisas. envolvendo a pesquisa empírica e teórica (pesquisa básica). O termo Teatro do Absurdo foi elaborado na década de 1960 por Martin Esslin. Fernando Arrabal. Essas são as bases para este trabalho. e em 1984. de comunicação e de expressão geram desenvolvimento e aprendizagem (BULEA. a partir da investigação das propriedades dessas ações em sua especificidade e em suas implicações entre si. Teatro. que trabalha a tradução de Macbett. própria da racionalidade. por exemplo. identificando como a verbalização.

um gênero literário/fílmico advindo da ficção científica e inicialmente considerado um subgênero. especialmente as de William Gibson. sua historicidade e a cultura que o constituem. o corpo da mulher. como uma forma de subjetivação e possuí uma relação estreita com o discurso. O CINEMA E A LITERATURA DE FICÇAO CYBERPUNK PROBLEMATIZANDO IDENTIDADES CULTURAIS. pensando a alquimia entre corpo e tecnologia sob à luz das mídias digitais. Identidades Culturais. que introduziram discussões sobre a relação homem e tecnologia e a composição de um sujeito orgânico/mecânico. Ficção Cyberpunk.Palavras-chave: Linguagem. O CORPO FEMININO PLUS SIZE: UMA VISÃO ATRAVÉS DA ANÁLISE DO DISCURSO Bárbara Pavei Souza (UNISUL) Resumo: Como linguagem socioculturalmente construída. interferem e (re)constroem o sujeito contemporâneo. suas circunstâncias. Corpo e discurso andam próximos no campo teórico da análise do discurso. Para a análise proposta. vai sendo marcado por diferentes posições sujeitos à medida 197 . O ato de ler não somente é mediado pelas grandes telas. Mais do que objeto teórico o corpo comparece como dispositivo de visualização. do dito e do não dito. O corpo é tanto uma linguagem. Um dos estilos literários que vem se destacando nas adaptações fílmicas é o cyberpunk. portanto. ambos baseados nos livros homônimos de Veronica Roth. O corpo é o suporte da identidade do indivíduo. sua personificação no mundo. Agir. como modo de ver o sujeito. Assim. e que pertencemos sempre a diferentes posições. Seguindo os estudos de Duarte (2000) que tratam do carácter eminentemente pedagógico do cinema e inspirado pelos estudos de Kellner (2001) que abordam as representações culturais que o gênero literário/fílmico cyberpunk vem apresentando. O referencial teórico dessa pesquisa também encontra aporte nos estudos de Sibilia (2014). UMA ANÁLISE DOS FILMES DIVERGENTE E INSURGENTE Alessandra da Rosa Trindade Camilo (UNIRITTER) Resumo: A relação literatura e cinema é uma temática em evidência em discussões no cenário atual da educação brasileira por introduzir novas possibilidades de leitura de obras. Palavras-chave: Cinema. lançado em 2014 sob direção de Neil Burger.sujeito. sendo eles: Divergente. o presente estudo visa refletir sobre as identidades que estão sendo introduzidas pela cinema e que problematizam. da identidade cultural na pós-modernidade. Tomada de consciência. lançado em 2015 sob direção de Robert Schwentke. e Insurgente. Para a análise do discurso o corpo surge estreitamente relacionado a novas formas de assujeitamento e. antes literárias. Trata-se do corpo que olha e que se expõe ao olhar do outro. e é a estrutura básica que estabelece as primeiras relações do ser com outras esferas. O corpo intangível é o corpo que se deixa manipular como lugar do visível e do invisível. um dos manifestos da mídia de largo alcance mais relevantes na contemporaneidade. o corpo enuncia e presentifica valores. A literatura cyberpunk surgiu na década de 80. aqui mais especificado pelo da mulher plus size. dependendo da formação discursiva na qual estamos inseridos naquele determinado momento. para a linguagem fílmica. mas também passa a ser interferido pelas representações culturais que o cinema lança à sociedade. associado à noção de ideologia. É importante considerar que o corpo funciona como materialidade simbólica de significação. do homem pós-orgânico. ganhando evidência por diversas obras. dois filmes de ficção científica cyberpunk foram selecionados. e Hall (2003). lançados em 2011 e 2012.

O Cortiço. pela hereditariedade e pelos meios físico e social. Por fim. 198 . com base no evolucionismo e no determinismo climáticoracial. assim como em processos de produção de sentido da/na materialidade significante e memória discursiva . quanto as suas formas de circulação. Palavras-chave: Corpo. o qual representa a sociedade brasileira e suas relações econômicas. no discurso literário. Palavras-chave: Literatura. sendo enfático em seu texto “O papel da Memória” (1983). a fim de compreender os efeitos de sentido na opacidade de um discurso atravessado pelo Artístico. Um percurso analítico que se pauta na forma e funcionamento da imagem/corpo em suas diferentes tessituras. Nesse período. utilizadas como análise social no Brasil. até então. Corpo Feminino Plus Size.que os discursos vão interpelando e constituindo essas posições sujeitos das mulheres que foram adensando papéis sociais da mulher.suas teceduras -. o homem era interpretado como uma máquina guiada pela ação das leis físicas e químicas. O CORPO-IMAGEM ENQUANTO MATERIALIDADE SIGNIFICANTE Nádia Neckel (UNISUL) Resumo: As análises do Corpo-Imagem na estética contemporânea estão filiadas ao dispositivo teórico analítico. de Aluísio Azevedo. Palavras-chave: Análise do Discurso. Assim como os inúmeros desdobramentos das “Formas do Silêncio” (1995) de Orlandi que nos fazem compreender que diferentes materialidades significam de modos distintos. a fim de compreender o corpo-imagem no audiovisual (vídeos-arte). Imagem. à Tecedura (rede de memória do/no Discurso Artístico) e às Projeções Sensíveis (NECKEL. sociais e de poder. O CORTIÇO: REFLEXOS HISTÓRICOS E LITERÁRIOS NA SEGUNDA METADE DO SÉCULO XIX NA OBRA DE ALUÍSIO AZEVEDO Nára Boninsegna da Nobrega (UCS) Resumo: O presente trabalho tem por objetivo contribuir para o debate sobre as ideias fundamentadas no discurso científico. a partir da segunda metade do século XIX. Lagazzi (2004/2009) contribui enormemente com a noção de imbricação material. Fora na esteira dessas formulações que chegamos à Tessitura (funcionamento do significante no artístico). 2010). Discurso. produções contemporâneas capazes de textualizar o corpo enquanto materialidade discursiva. denunciando o insólito cotidiano das classes populares que se acotovelavam em miseráveis cortiços na então capital brasileira. A análise dar-se-á a partir da obra O Cortiço. romance de cunho naturalista ambientado na cidade do Rio de Janeiro. Michel Pêcheux já apontara sobre os modos de significar desde AD69. considerando tanto as condições de produção dos dizeres do corpo/imagem. Aluísio Azevedo. se apoiava na face sonhadora e idealizadora da vida. formulação que nos permitiu abandonar a velha dicotomia verbal/não verbal. propõe-se uma reflexão sobre o impacto da obra supracitada na literatura nacional que. à Análise do Discurso de linha francesa. Este corpo feminino sempre provisório é produzido pelo efeito que os discursos midiáticos produzem. fomentada pelo Romantismo. a respeito do lugar da imagem na perspectiva discursiva. Posição-sujeito.

A obra oferece um retrato do modo de vida torpe da sociedade burguesa da Inglaterra vitoriana e do spleen. de Elysio de Carvalho (1909). os Dândis Cyril e Vyvian discutem sobre verdade e mentira. voltado para a formação de professores. A perspectiva teórico-metodológica da Análise de Discurso (AD) em diálogo com a História das Ideias Linguísticas (HIL) é basilar em nossa pesquisa. de João do Rio (1908). campus Pato Branco. memória. de Oscar Wilde (1891) e A alma encantadora das ruas. Partimos de dizeres consolidados nos discursos da Educação Tecnológica no Brasil. em que mobilizamos as noções de discurso (paráfrase e polissemia). escolhida por seus autores no intuito de demonstrar. o curso de Letras seria tomado como estranho ao ambiente de uma instituição que se diz tecnológica. ideologia.Projeto Político-Pedagógico Institucional da UTFPR. PPI . que 199 . Assim sendo. formações ideológica e discursiva. Entretanto. transitando entre o Rio de janeiro e Petrópolis e relatando sua visão desiludida da sua sociedade. Procuramos ainda. matéria com usos e funções. trabalho e tecnologia se filiam ao discurso sobre a língua. História das Ideias Linguísticas. oferecido pela universidade. O arquivo (corpus) da pesquisa é constituído pelos seguintes documentos: PDI – Plano de Desenvolvimento Institucional da UTFPR. nos documentos institucionais do curso de Letras. ansiando pela beleza e o alento das horas mais silenciosas. compreender como os sentidos para educação. antes tido como um “estranho no ninho” justifica-se enquanto tecnológico e ganha espaço na UTFPR. No texto ensaístico de Oscar Wilde.Projeto de Abertura do Curso de Licenciatura em Letras Português – Inglês e o PPC . O DESENCANTAMENTO EM FIVE O’CLOCK. interdiscurso e intradiscurso e noções de língua.Projeto Pedagógico do Curso de Licenciatura em Letras Português – Inglês da UTFPR. máscaras sociais e realidade. na civilização e na artificialidade em detrimento aos elementos da natureza e do mundo real. PAC . com seus usos e funções. O texto decadentista preconiza a ênfase na escuridão.O CURSO DE LETRAS NA UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ: “UM ESTRANHO NO NINHO”? Heloisa Cristina Rampi Marchioro (UFFS) Mary Neiva Surdi da Luz (UFFS) Resumo: Esse trabalho tem por objetivo analisar o discurso da tecnologia e o discurso da tradição materializados nos documentos institucionais da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) – campus Pato Branco e do curso de Licenciatura em Letras Português – Inglês. a de mediadora entre sujeito e realidade. em que funciona uma noção de tecnologia que a significa enquanto um saber especializado. universidade discursivizada enquanto tradicionalmente tecnológica. que produz soluções para problemas. Em Five o’clock. condições de produção. Intenções. As obras partilham da estética literária Decadentismo. a análise dos documentos nos direciona a uma escolha teórica dentro da Linguística que significa a língua como instrumento. Curso de Letras. Palavras-chave: Análise de Discurso. o curso de Letras. a personagem de Elysio de Carvalho empreende o passeio do Flâneur de Baudelaire. Observa seu entorno com estranhamento e nostalgia. INTENÇÕES E A ALMA ENCANTADORA DAS RUAS Mirian Ruffini (UTFPR) Resumo: Este estudo analisa as marcas do decadentismo nas obras Five o’clock. Nessas condições de produção. em sua literatura. a oposição ao realismo e à revolução industrial dominantes na Europa e no Brasil no final do século XIX e início do século XX.

Os referenciais teóricos e metodológicos utilizados advêm da corrente teórica do Interacionismo Sociodiscursivo (ISD) (BRONCKART. DOLZ. SCHNEUWLY. 2009) em articulaçao com outros referenciais teoricos. Ambos enfocam questões relacionadas à linguagem e à educação no processo do desenvolvimento humano. Vera Lucia Lopes Cristovão na Universidade Estadual de Londrina (UEL). material teórico oriundo da Psicanálise em sua articulação com a Análise de Discurso pêcheutiana. refletindo assim a outra face da belle époque carioca. produção e implementação de Sequências Didáticas (SD) (SCHNEUWLY. 200 . coordenado pela Profa. bem como a outros dispositivos didáticos utilizados no ensino de línguas. 1999.torna as personagens entediadas e reclusas no seguro ambiente doméstico. produção e implementação de materiais didáticos visa investigar o agir docente no tocante ao planejamento. BRONCKART. o espaço coletivo de pesquisa possibilitado por essa rede de parceria tem se apresentado como uma ferramenta potencializadora de desenvolvimento. O DESENVOLVIMENTO DE PROJETOS DE PESQUISA EM REDES DE PARCERIA: UMA PRÁTICA INVESTIGATIVA POTENCIALIZADORA Vera Lúcia Lopes Cristovão (UEL) Priscila Azevedo da Fonseca Lanferdini (UEL/SEED) Resumo: Este trabalho objetiva apresentar dois Projetos de Pesquisa financiados por agências de fomento brasileiras e desenvolvidos por membros do Grupo de Pesquisa Linguagem e Educação (LED). Projetos de Pesquisa. descrevendo o ambiente surpreendente das ruas e dos grupos sociais desprestigiados. O DISCURSO DA FALTA E DO EXCESSO: A AUTOMUTILAÇÃO Ana Paula Vieira de Andrade Assumpção (UCPEL) Resumo: Tomamos o corpo afetado por um sintoma que vem aumentando gradativamente nos últimos anos entre os jovens: a automutilação. sejam elas decorrentes das atividades desenvolvidas no âmbito de programas institucionais ou realizadas nas escolas e universidades envolvidas. Dra. Linguagem. mobilizamos. propicio à ociosidade e à elucubração. Palavras-chave: Grupo de pesquisa Linguagem e Educação (LED). Redes de parceria. Educação e suas Relações (LIDERE-UNESPAR) e Gêneros textuais e ensino de língua inglesa (GETELIN/UENP). Já o projeto de pesquisa Formação inicial e continuada de professores: (re)configurando o agir docente no trabalho de planejamento. Além disso. Desenvolvimento. 2008. 2004. Entendendo que se faz necessário compreender que prática é essa que o sujeito investe em seu corpo. O Projeto de Pesquisa intitulado (Educ)ação de professores de línguas: trabalho e desenvolvimento na práxis docente visa investigar a práxis docente (em serviço e em pré-serviço). em nosso corpus empírico. As pesquisas desenvolvidas no ambito dos projetos tem apresentado resultados importantes para a área de formação inicial e continuada de professores. MACHADO. Palavras-chave: Decadentismo. 2004). realizados em uma rede de parceria com membros de outros três grupos de pesquisa: Gêneros Textuais e Práxis Docente (GTPD-UNICENTRO). Trata-se de dois projetos “guarda-chuva” articulados a projetos de pesquisa individuais de temáticas afins. Inglaterra vitoriana. seus elementos constitutivos e o desenvolvimento decorrente dessa práxis. DOLZ. 2006. João do Rio instaura o repórter em suas crônicas. Por fim. Belle époque brasileira.

1996. à identificação de características e proposição de regras de uso dessa forma do discurso relatado (Cf. Excesso. O corpo. 201 . 2005. sujeitos vazios. AUTHIER-REVUZ. 2004. reúne abordagens do DD que. 2013). entretanto. Nesse percurso. 2010. AZEREDO. para isso. submetido ao poder. que se manifesta em diferentes práticas discursivas. Assim. Nossa proposta é tomarmos o corpo como lugar de observação de sentidos e identificarmos de que forma. ROMUALDO. A presente pesquisa visa à compreensão do discurso inscrito literalmente no corpo do sujeito. 2008. MICHELLETI. 1998. esse sintoma é discursivizado. Tfouni e Monte-Serrat (2013). da religiosidade. que uma perspectiva enunciativa se mostra mais produtiva. propomos duas classificações para o estudo do discurso direto (DD): normativa e enunciativa. 1990. já que investiga o DD como instância enunciativa e não como um mero recurso gráfico. submetida à sensação de domínio e poder sobre o corpo de um sujeito que. Isso significa dizer que. corpo desejante e desejado. Ticianel (2012. SCADELAI. CANDIDO. Capristano e Ticianel (2014). o inconsciente e a ideologia são inseparáveis. Perspectiva enunciativa. 2002. MAINGUENEAU. Rojo (1990). principalmente. Vista historicamente. ideologia e inconsciente. 1992). elege-se uma perspectiva enunciativa. NICOLA. 1993. BAKHTIN. A perspectiva normativa reúne abordagens do DD voltadas. 1989. 2014). A perspectiva enunciativa. 2011. LEITE. Para essa investigação. mas que também resiste simbolicamente. MANUAL DE REDAÇÃO DA FOLHA. Daí a automutilação. Perroni (1989. corpo dócil e submisso. pela falta de uma falta. 2008. uma tentativa de discursivizar a angústia que o sujeito sente em decorrência do assujeitamento à forma-sujeito contemporânea. Discurso direto.A AD trabalha com as estruturas-funcionamento. GARCIA. através de elementos linguísticos e enunciativos retirados de enunciados do Facebook. é percebido como objeto discursivo. nosso objetivo é investigar o DD em 493 produções textuais de escreventes dos quatro antigos primeiros anos do ensino fundamental. O DISCURSO DIRETO NA AQUISIÇÃO DA ESCRITA: A PERSPECTIVA ENUNCIATIVA Giordana França Ticianel (UEM) Resumo: Neste trabalho. angustiados. a nosso ver. É o corpo dominado pela linguagem que não escapa da interpelação ideológica. por sua vez. das contribuições de Ferreiro e Pontecorvo (1996). 2003. culturalmente construído. elencaremos as principais características de funcionamento do DD nessas produções. partindo. um ato simbólico de transgressão. CUNHA. insatisfeitos com sua aparência física e existência. Palavras-chave: Aquisição da escrita. 2002). Os enunciados possuem pistas indicativas do movimento exacerbado de autopunição criando a “necessidade” de uma configuração corpórea diferenciada. de acordo com a perspectiva adotada no presente trabalho. Palavras-chave: Discurso. 2003. Essas duas perspectivas podem ser utilizadas para a análise do DD produzido por escreventes em processo de aquisição da escrita. 2006. Falta. buscaremos evidenciar. busca o gozo excessivo. VENANCIO. BENITES. 1985. BECHARA. do consumo e da sexualidade demonstra a fragmentação dos sujeitos. nos processos de constituição do sujeito pela linguagem. estariam mais preocupadas com os efeitos de sentido provocados pelo uso do DD (CF. 1985. de forma quase exclusiva. que se encontram materialmente ligadas na ordem do significante da língua. 2008. que não se reconhecem na passagem para a vida adulta. a construção do corpo através da estética.

2010). fonologia e sintaxe. contudo. a produzir uma frase na voz passiva. O tratamento se dará através de interface entre linguística e lógica formal e informal. inserido no grupo de pesquisa SynSemPra. Inferência. Apesar disso. impossibilitando condições de verdade. O EFEITO DE PRIMING SINTÁTICO EM PORTUGUÊS BRASILEIRO Mariana Terra Teixeira (PUCRS) Resumo: Priming sintático é o efeito de repetir a estrutura de uma sentença processada anteriormente. que podem se caracterizar como falácias e ainda assim serem aceitos. Os objetivos desta pesquisa são (i) investigar o processamento sintático de crianças e adultos através do efeito de priming sintático. como apontado por Walton. Retórica. se encontra fora do escopo da semântica formal. O efeito de priming sintático ocorre quando. e. em um primeiro momento. na qual se defende que a forma tem efeito sobre o conteúdo. uma sentença também na voz passiva. como a sentença “O menino foi fotografado pela menina”. Desta forma. Esse último aspecto é abordado em uma perspectiva de retórica linguística (COSTA.O DISCURSO EM TEMPOS DE CRISE Daisy Batista Pail (PUCRS/ULBRA) Resumo: O presente trabalho tratará de argumentos apresentados em diálogos de interesse jurídico. por exemplo) do que na voz passiva. ao ser induzido.5% em português brasileiro. porquanto elementos dessa natureza podem vir a contribuir para a geração de implicaturas. não apenas argumentos dedutivos compõem o diálogo jurídico (que apresenta uma heterogenia de tipos. as interfaces internas linguísticas serão entre pragmática e semântica. Uma vez que o tema se apresenta complexo e amplo. também se abordará aspectos retóricos desses argumentos. o falante gera. um prime passivo. morfologia. fazendo-se distinção entre argumentos práticos e técnicos. para o qual a pragmática se torna determinante. indicando que essas duas sentenças têm uma relação estrutural entre si. Neste trabalho. há uma mistura também de argumentos indutivos e plausíveis. Uma vez que em contexto jurídico a noção de verdadeiro e falso é assumida como premissa para tomada de decisões. e adultos estudantes de graduação da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul e da Universidade Federal do Rio Grande do sul. na oralidade. em um momento anterior. será realizado recorte com enfoque em aspectos de natureza pragmática. Esse efeito. do Instituto do Cérebro do Rio Grande do Sul. é importante que a proposição seja completa. É possível estimular a produção de estruturas passivas (ou de estruturas infrequentes). para se ter uma proposição completa se faz necessário um processo de enriquecimento (chamado de explicatura). 1995). 202 . Conforme Wilson e Sperber (2012). inserindo-se inevitavelmente no âmbito pragmático. Palavras-chave: Proposição. Este trabalho está em desenvolvimento e integra um projeto maior. logo. (ii) verificar. 92% em holandês e 89. 2008). como “A mulher foi ajudada pelo homem”. Ademais. investigamos o efeito de priming sintático na produção de sentenças ativas e passivas de crianças e adultos falantes de português brasileiro (PB). pois a sua forma pode vir a ser determinante para as implicaturas geradas. ainda que fracas (na acepção da Teoria da Relevância de Sperber e Wilson. em um segundo momento. produzimos mais frases na voz ativa (88% em inglês. Os participantes do presente estudo são crianças de 8 e 9 anos matriculadas em escolas públicas vinculadas ao Projeto ACERTA (Avaliação de Crianças Em Risco de Transtorno de Aprendizagem). se for dado ao falante. Nas línguas naturais em geral. não é composicional (e nem proposicional).

consoante a Semiótica Discursiva. como sujeito dotado de um saber e/ou poder para operar a transformação em outro sujeito. compreender. LEONTIEV.). Concluímos que o boato assume o lugar de Verdade Fatual por conta dos critérios discursivos de produção e interpretação de enunciados. Palavras-chave: Boatos. o aprender (a ler. DELL. conjugadas com as teorizações em relação à verdade formuladas por Arendt (2011). sentimos a necessidade de repensar a situação que se apresentava e procuramos desenvolver algumas atividades. Chauí (2004) e Foucault (2013). Para desenvolvimento e análise do trabalho. Política. o professor precisa desenvolver uma competência. da ignorância. 203 . o que torna possível uma compreensão. O ENSINO DA LEITURA LITERÁRIA COM BASE NOS PRESSUPOSTOS DA SEMIÓTICA DISCURSIVA E DA TEORIA HISTÓRICO-CULTURAL E DA ATIVIDADE Marion Rodrigues Dariz (UCPEL) Resumo: Inúmeras são as colocações que apontam para o fato de os estudantes brasileiros não serem leitores proficientes na língua materna. (iii) verificar se o efeito de priming sintático pode ser explicado pela teoria cognitiva de Implicit Learning (CHANG. O EFEITO DE VERDADE NA COMPOSIÇÃO DE BOATOS Israel Vieira Pereira (UNISUL) Resumo: Neste trabalho. 2006). Verdade. na qual inclui. por exemplo. a gravação de pequenos curtas-metragens com base no texto literário estudado. adotaremos como corpus o boato do show do Radiohead em meio ao movimento de esquerda Occupy Wall Street.. BOCK.através da produção de sentenças passivas e ativas. Para tanto. O efeito de priming sintático se manifestou significativamente em crianças e não foi encontrado em adultos falantes do PB. os pressupostos teórico-metodológicos da Semiótica Discursiva (GREIMAS). até então desenvolvidas “intuitivamente”. Ao lerem a obra. assistirem a versões cinematográficas diversas e produzirem seus “curtas”. 2010). utilizaremos. por meio de performance. a qual se encarrega de explicitar e explicar a organização do texto. discutirem-na. Processamento da linguagem.. a existência do efeito de priming sintático em português brasileiro. nosso objetivo é discutir/apresentar estratégias de construção do sentido nos processos de ensino e de aprendizagem da literatura (leitura e escrita). A apreensão do sentido é. DAVYDOV). interpretar. Tendo em vista essa situação problemática. capaz de proporcionar ao educando entrar em conjunção com seu objeto de valor: o saber. Tal fato tem sido comprovado diante dos resultados ruins apontados nos exames nacionais e nos levam a acreditar que essa defasagem é consequência da falta de um trabalho efetivo em sala de aula com leitura de textos literários ou não. Palavras-chave: Priming sintático. Para tanto. interpretando-os e posicionando-se criticamente. buscamos discutir sobre o efeito de verdade que os boatos provocam com base nos estudos discursivos. dentre outras tarefas. por meio uma Atividade Orientadora de Ensino (AOE) (MOURA. ficando disjunto do desconhecimento. Aprendizagem implícita. utilizamos as reflexões discursivas sobre boatos apresentadas por Eni Orlandi (2012). possível de ser explicitada e aprendida. os alunos transitam em vários meios semióticos. Para isso. interpretação e avaliação. Assim. ou seja. uma AOE. além da Teoria Histórico-Cultural e da Atividade (VYGOTSKY. e que não estivessem presas a roteiros préestabelecidos como a ficha de leitura. sem embasamento teórico.

Ensino fundamental. Linguística Aplicada. Além disso. evidenciam-se aspectos relacionados às diferentes modalidades das línguas em uso. O ENSINO/APRENDIZAGEM DE PRODUÇÃO TEXTUAL ESCRITA DE GÊNEROS DA ESFERA JORNALÍSTICA: O EDITORIAL E A NOTÍCIA Tânia Maria Barroso Ruiz (UFSC) Resumo: Esta comunicação apresenta uma proposta de elaboração didática para a prática de produção textual escrita de gêneros da esfera jornalística através do jornal escolar. A base teórico-metodológica se insere nos estudos do Círculo de Bakhtin e na Linguística Aplicada no âmbito do ensino das práticas de linguagem mediadas pela noção de gêneros do discurso. serão partilhadas algumas situações em que a língua portuguesa escrita foi trabalhada com alunos surdos no 2o e no 3o ano do Ensino Fundamental. foi realizada uma pesquisa-ação colaborativa com a professora de Língua Portuguesa e 27 estudantes do 8º ano do Ensino Fundamental em uma escola pública municipal de Florianópolis.Palavras-chave: Ensino-aprendizagem. SC. O objetivo é investigar se os estudantes conseguiram se apropriar dos conhecimentos discursivos e linguísticos requeridos para a compreensão e produção textual escrita do editorial e da notícia durante a experiência de edição do jornal escolar. Os resultados da análise apontam que os estudantes construíram os saberes requeridos para a compreensão e produção textual dos gêneros editorial e da notícia e tiveram uma experiência significativa de ensino/aprendizagem de Língua Portuguesa. as dificuldades que os alunos surdos geralmente apresentam na leitura e na escrita não decorrem da surdez. o que resulta. Diante de uma realidade educacional que vem passando por constantes mudanças em busca do acesso e do uso produtivo de ambas as línguas dentro e fora da escola. Para isso. portanto. da forma de ensino a que foram submetidos. Círculo de Bakhtin. a fim de compreender e refletir sobre o desenvolvimento linguístico de crianças surdas durante o ensino de leitura e escrita nesse nível de escolaridade. Brasil. Língua portuguesa. Palavras-chave: Ensino/aprendizagem. 204 . cuja meta é analisar o aprendizado da leitura e da escrita em turmas de anos iniciais do Ensino Fundamental em uma escola de surdos. Serão apresentadas propostas desenvolvidas em sala de aula. uma vez que língua portuguesa escrita e Libras permitem o ensino e a aprendizagem desses alunos. tendo em vista não só uma aprendizagem significativa mas também a qualidade de vida. Como apontam Pereira (2005) e Fernandes (2006). em grande parte. entende-se que os dados deste estudo podem contribuir para que sejam (re)pensadas as propostas pedagógicas. têm sido observados momentos de ensino da língua portuguesa. Atividade Orientadora de Ensino. Os dados gerados foram o processo de elaboração didática e as duas edições impressas do jornal escolar De olho no Carva. destacando-se as relações possíveis entre a modalidade escrita da língua-alvo e as potencialidades das crianças surdas e o uso da Libras nesses contextos. mas do conhecimento que têm da língua portuguesa. Semiótica Discursiva. O ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA ESCRITA EM UMA ESCOLA BILÍNGUE PARA SURDOS Daiana Steyer (UNISINOS) Resumo: Este trabalho está vinculado à pesquisa “Língua Portuguesa e Libras nos anos iniciais do Ensino Fundamental de 9 anos: rumo ao letramento de surdos”. Com o objetivo de saber mais sobre esse contexto. Nesta comunicação. Palavras-chave: Educação de surdos.

O FANTÁSTICO COMO AMEAÇA EM INCIDENTE EM ANTARES. embora altamente crítica com relação ao governo militar vigente em 1971. o Neogarrettismo. parte-se de Roas (2014). As práticas culturais contemporâneas. a tecnologia e o acesso igualitário à informação. Exploraremos três FDs (o liberalismo econômico do mercado de bens midiáticos. Literatura Brasileira. manifestam apropriações diversas de formações discursivas (FDs) que amparam o universo tecnológico. no interior da narrativa ficcional Um homem parado no inverno (2002). atrelam-se à manipulação de artefatos midiáticos de toda natureza e. culturas tecnológicas. constata-se que a última obra publicada em vida pelo romancista gaúcho. A escolha narrativa de representar defuntos insepultos que julgavam os vivos e revelavam seus podres subverte a realidade construída na própria narrativa. A difusão de imagens e discursos que formam um imaginário coletivo relacionado à nação. Literatura portuguesa. associando-as a práticas culturais específicas de apropriação das ferramentas 205 . esse trabalho enseja evidenciar como o escritor Baptista-Bastos ensaia. entendemos que o uso das tecnologias condiz com formas de pensamento ou discursos sobre a técnica e. por mais clara que seja. Para tanto. Palavras-chave: Erico Verissimo. Contemporaneamente. focalizada por autores como Zilberman (2001). DE ERICO VERISSIMO Felipe Teixeira Zobaran (UCS) Resumo: Este trabalho busca analisar a importância do elemento fantástico na obra Incidente em Antares. uma forma de pensar a identidade nacional portuguesa. entretanto. O FAZER MIDIÁTICO E OS DISCURSOS TECNOLÓGICOS Angela Maria Meili (UNESPAR) Resumo: Se “tecnologia” significa “conhecimento sobre a técnica”. exclusividade dos acadêmicos. servir para promover denúncia social. por isso. não é. Na esteira dessa constatação. a transformação dessa discussão em uma constante. que define que a literatura fantástica não propõe mera evasão. como se percebe em movimentos como Romantismo. a Renascença Portuguesa. sobre o seu papel na vida humana. Bordini (2004).O ESPIRAL DA MEMÓRIA Vanessa Zucchi (PUCRS) Resumo: A existência de uma identidade nacional portuguesa foi um dos temas que ressoaram nos debates intelectuais do país. Com base na crítica contemporânea de Verissimo. contudo. Literatura contemporânea. Assim. o Saudosismo. a crítica ao governo contida na diegese. consequentemente. não diz respeito ao plano da realidade concreta sem que haja interpretação literária. ao intercalar a narrativa ficcional de um homem viúvo em um autoexílio. e o ativismo tecnológico e o discurso libertário). Palavras-chave: Identidade. O elemento fantástico em Incidente em Antares é um clamor por liberdade em tempos difíceis. quais sejam. Lima e Silva (2005) e Bastos (2008). obteve aprovação pela censura e sucesso imediato e duradouro. mas subverte e ameaça a realidade e pode. de Erico Verissimo. A eles coube. o Integralismo Lusitano. Fantástico. com o resgate e a representação do elementos que constituem (ou não) o ser português. consequentemente. de modo geral. entre outros. a questão parece não ter alterado tanto. enquanto a discussão das identidades nacionais adquire modelos que tencionam menos a exaltação do que a problematização do caráter excludente. e também fora dela. a Geração de 70. concepções acerca da técnica criam condições para o desenvolvimento de práticas.

Primeiro o sorriso. ou seja. Localizamos. a cabeça. a materiais instrucionais.e conteúdos midiáticos. temos nos dedicado a estudos que se caracterizam. O narrador. partimos do princípio de que todo discurso está situado na história e é afetado por uma exterioridade que o constitui. A viagem de Alice se dá com o fundo de um retorno e uma explicação (Alice sonhava). e sempre na superfície do sem sentido. inscrevemos nossas reflexões na segunda linha de pesquisa citada. e citado dentro de A rainha dos cárceres da Grécia (1976). pela reflexão acerca de questões que perpassam o processo de produção do conhecimento linguístico na história. mostra-se incapaz de garantir a identidade. assim. no sem explicação. em personagem desse romance que ele lê. buscamos refletir como Lins tenta dizer o indizível num movimento de texto que metamorfoseia o narrador do romance. depois os olhos. Mídia. destacamos nossas reflexões sobre a história e a constituição teórica que sustentou a fundação disciplinar da linguística. a presente proposta de trabalho traz à baila uma das discussões engendradas no interior do grupo sobre as noções de discurso. O FIO DE ALICE: EXÍLIO DO NARRADOR EM A RAINHA DOS CÁRCERES DA GRÉCIA Emanuelle Alves Adacheski (UEPG) Resumo: O gato de Cheshire aparece aos poucos. busca explicá-la e é nesse processo que ela se rompe. na obra de Carroll. sentido e memória. avança no sem sentido da linguagem. língua e memória da perspectiva da História das ideias Linguísticas. como observa Vecchi (2014) valendo-se de Agamben. tendo como materialidade de análise a língua. 206 . Osman Lins. na barreira mesma da impossibilidade do sentido final. Ele ingressa no sem retorno. escritor de um diário que registra a leitura de obra inédita (o fundo falso e homônimo de A rainha). separada e que anuncia o perigo da linguagem. Para Alice. bem como a introdução da disciplina nos cursos de Letras na Região Sul. Dentre esses estudos. Os objetos de análise por nós mobilizados voltam-se. trata-se da linha “Língua. Diante disso. em meio ao jogo de críquete com a Rainha de Copas. Palavras-chave: Tecnologia. Nos servirão de base autores como Michel de Certeau. Henry Jenkins. o reconhecimento e a memória. ao contrário da obra de Carroll. HISTÓRIA E MEMÓRIA NA HISTÓRIA DAS IDEIAS LINGUÍSTICAS NO SUL Verli Petri (UFSM) Mary Neiva Surdi da Luz (UFFS) Caroline Mallmann Schneider (UFFS) Resumo: O GrPesq/CNPq Linguagem. tomando por base a observação de diferentes materialidades vinculadas a discursos da e sobre a língua. Já o exílio do narrador da Rainha culmina na língua morta. liderado por Amanda Scherer (UFSM). Desta perspectiva. Portanto. O FUNCIONAMENTO DE LÍNGUA. Discursos. Michel Foucault. o discurso é tomado em suas relações com a história. Seguindo o fio dessa ideia de aparição e progressão. pensada como fala errante. culminando em narração. Norman Fairclough e Chris Anderson. Alice no país das maravilhas. trabalha a partir de duas linhas de pesquisa bem atuantes. sujeito e história” e da linha “História das Ideias Linguísticas no Sul”. Palavras-chave: Exílio. Para apresentação de resultados parciais de nossas pesquisas. por exemplo. de Osman Lins. que é abrigado na explicação onírica. sobretudo. a narrativa de Lins num pensamento blanchotiano da literatura. as orelhas.

Esse autor relaciona o uso da língua com as diversas atividades humanas em sua concretude. mas habilidades que atendam às exigências sociais. por isso é causa de desejo.. já sabendo disso. Nesse sentido. Para isso. Bakhtin (1953) trata dos gêneros discursivos como tipos de enunciados marcados pelas esferas de utilização da língua e. Palavras-chave: Língua. na EaD. desde o início do protesto. no gênero discursivo fórum. 30). como o que está em análise. função autor. como agência de letramento. A instituição educacional. “[. periódicos científicos. Adota-se. que refletem as esferas de comunicação. o ensino da língua portuguesa deve (ou deveria) se pautar nos diferentes gêneros discursivos que se formam. programas e ementários da disciplina de linguística. como o que aparece no editorial do O Estado de S. sobretudo. utilizo a sala virtual – EVA – da Unisul Virtual. por exemplo. Para analisar a configuração da autoria. Percebe-se a preocupação do teórico em demonstrar que a língua se materializa em acontecimento e marcado pela esfera social em que se inscreve. apresento como o sujeito se constitui autor. também. Entre os questionamentos levantados pela imprensa. história de vida profissional. acontecimento: autoria. a noção de objeto a. O GRANDE OUTRO DA IMPRENSA E O OBJETO A NOS PROTESTOS DE JUNHO DE 2013 José Isaías Venera (UNISUL) Resumo: O desafio é de articular a noção de grande Outro lacaniano nos discursos da grande imprensa sobre os protestos de junho de 2013 com a noção de objeto a. a construção heterogênea do texto e dos sentidos. maior rigor das autoridades. ligados ao Movimento Passe Livre (MPL) e aos partidos de esquerda. desta forma. mas se manifesta nos discursos. p. Palavras-chave: Gênero discursivo. Une-se ao discurso como sendo sempre de outra ordem que não a do sujeito (tomamos aqui o editorial como uma tipologia discursiva que expressa a posição ideológica do veículo). História das Ideias Linguísticas. campus da Universidade do Sul de Santa Catarina. objeto causa de desejo. os pressupostos teóricometodológicos da Análise de Discurso. Discurso. não são apenas habilidades de escrita que o sujeito adquire. Pressupõe-se.. a partir dessa base teórica. deveriam ter determinado à polícia que agisse. como o que fica sempre faltando para que o grande Outro se efetive. O grande Outro nos protestos não são os políticos e nem a Polícia Militar na busca para conter os manifestantes. No processo de aprendizagem da língua. busca-se o como o Outro (alteridade) se inscreve no processo de escrita do sujeito-autor. A língua se realiza em enunciados concretos e únicos. Tais discursos são considerados como objetos históricos e possibilitam a compreensão tanto do modo como a produção do conhecimento linguístico constitui-se.instrumentos linguísticos. 207 . habilidades de práticas discursivas para inserir-se na sociedade. deve estar compromissada com uma formação geral. Paulo: “As autoridades da área de segurança pública. dos maiores veículos de comunicação do país ao reivindicar. se alteram e circulam na sociedade. Para Lacan. como o modo de circulação do conhecimento e dos efeitos de sentidos que aí são produzidos. em determinada conjuntura sócio-histórica e ideológica. caracterizados por essas dimensões.] o desejo do homem é o desejo do Outro” (2005. O GÊNERO DISCURSIVO FÓRUM: A AUTORIA NA EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA Conceição Aparecida Kindermann (UNISUL) Nesta comunicação. O recorte se dá nos primeiros protestos quando a grande imprensa fez funcionar um conjunto de significantes para criminalizar os manifestantes. com maior rigor” (08/06/13). dentre outros.

analisei dez aulas de uma turma de língua inglesa. nem mais educação e saúde. Tendo em vista que o objetivo deste trabalho é verificar se o conceito de falante ideal de língua inglesa é socialmente construído na sala de aula e. debruço-me sobre o tema da construção de identidade de falantes em uma sala de aula de inglês como língua estrangeira com base nos autores Rajagopalan (1997. 2004). Política. Crystal (1994. Esse conceito se agravou ainda mais na década de 1940. caso seja. Nos primórdios da invenção do cinematógrafo. Palavras-chave: Outro. Palavras-chave: Cinema. Na década de 1920. O gênero de terror no cinema só surgiu na década de 1930. A história conta que as pessoas que assistiram ao curta A Chegada de um Trem à Estação (1896). 2000b. o cinema está associado ao medo. Discurso. deixaram a sala de exibição com medo de serem atropelados pelo trem que era mostrado na tela. tornando-se paródias de si mesmos. O MITO DO NATIVO DA LÍNGUA: UM ESTUDO DE CASO SOBRE COMO IDENTIDADES SÃO (CO)CONSTRUÍDAS EM UMA SALA DE AULA DE LÍNGUA INGLESA Paula Cortezi Schefer Cardoso (UNISINOS) Resumo: Neste trabalho. no qual aparece caracterizado como Mefistófeles. Ainda assim.fica a angústia de querer saber o que querem os manifestantes. que nunca se resume ao que se consegue articular nos registros do simbólico e do imaginário vem também como uma variação do Real. 2008) e Kramsch (2009) e no aparato teórico-metodológico da Análise da Conversa (SACKS. quando o estúdio Universal apresentou a proposta de uma realidade fantasiosa que contrapunha a seriedade da crise econômica que assolou o país. A proposta deste trabalho é apresentar melhor essa relação político social entre o cinema de terror e a maneira como o medo se apresenta na sociedade contemporânea à sua produção. O que querem os manifestantes. como os participantes demonstram isso uns aos outros. trazendo referências da literatura. os filmes expressionistas ainda não se encaixaram no gênero de terror justamente porque essa noção de gênero não existia dentro do cinema. 1974). tendo como base os primeiros cinquenta anos de sua existência. Isso veio pouco tempo depois. em meio às sombras do expressionista. o que fez com que os filmes ficassem ainda mais fantasiosos. esse medo estava ligado à nova tecnologia que se apresentava de maneira mágica diante dos espectadores. o filme em si não trazia nada de sobrenatural que o pudesse caracterizar como um filme de terror. Este resto a-significante. JEFFERSON. quando os horrores da guerra se tornaram quase insuportáveis. não pode ser só a redução de 20 centavos na tarifa do transporte público. com Georges Méliès. 2000a. Terror. outras manifestações que poderia se chamar de um cinema de terror apareceram na Alemanha. Porém. que dirigiu em 1896 o curta A Mansão do Diabo. A geração dos dados se deu a partir da gravação em áudio das aulas de uma turma de nível intermediário em uma escola de idiomas localizada no sul do 208 . Essa foi uma das primeiras manifestações do que viria a ser o gênero de terror no cinema. O INÍCIO DO HORROR: O NASCIMENTO DO GÊNERO DE TERROR NO CINEMA E SUA RELAÇÃO COM A GUERRA Daniel Lucas de Medeiros (UNISUL) Resumo: Desde a sua criação. SCHEGLOFF. como se vê articulado nos discursos. dos irmãos Lumière. Objeto a. nem o fim da corrupção.

fica evidente que o ideal de vida era teocêntrico. Posteriormente. para estabelecer-se como tal. Palavras-chave: Variação Linguística. Identidade. Em se tratando das narrativas dos descendentes dos colonizadores do Alto Vale do Itajaí – SC. Imaginário do Medo. político e artístico da época. 2011) e 209 . portanto. Compreender a força desse imaginário resgatado pela memória e reafirmado pela linguagem é o propósito a que se destina esse trabalho. pessoa. Leão (2007. assim. Para este artigo. 2013). bem como o catolicismo era essencial para o desenvolvimento cultural. seus sentimentos.SC Leidiane Coelho Jorge (UNISUL) Resumo: O mito. Os fios que compõem a tessitura dessas narrativas míticas são tingidos pelo contexto sócio-histórico-cultural dos atores sociais. Apoiados teoricamente em Lapa (1973). efetuamos um recorte. Esse trajeto social cerceia e enreda os componentes dessa bacia semântica constituída em sua essência por constelações de imagens simbólicas. o conceito de nativo da língua inglesa como falante-alvo e prestigioso está fora das orientações demonstradas por esses interagentes. A metodologia utilizada para a pesquisa consistiu em uma pesquisa bibliográfica e uma análise estrutural. ambas pertencentes aos Cancioneiros Mariano e Profano de Alfonso X. constitui-se de elementos matrizes-arquetipais que são narrados e tecidos por um determinado grupo em dado tempo-espaço. as interações foram transcritas com base nas convenções propostas por Jefferson (2004) e analisadas por meio da perspectiva êmica (ROBINSON. social. nesse contexto. traços elementais presentes insurgem encharcados de um Imaginário do Medo resultante das relações estabelecidas pelos grupos indígenas e os primeiros colonizadores da região. cultura. apresentando a análise da cantiga de número 10 e sua respectiva iluminura. Palavras-chave: Memória. sugerir novos tópicos e assumir identidades variadas e que. O MITO XOKLENG E O IMAGINÁRIO DO MEDO COMO MEMÓRIA E LINGUAGEM DOS COLONIZADORES DO ALTO VALE DO ITAJAÍ . interpretativa e histórica de quatro cantigas de loor e de suas respectivas iluminuras pertencentes ao cancioneiro mariano e quatro cantigas de amor selecionadas do Cancioneiro Profano. os interagentes se mostram competentes comunicativamente para liderar discussões. predileções e experiências amparam a construção das narrativas. ALFONSO X: ESTUDO DO TEXTO E DA IMAGEM Carlos Henrique Durlo (UEM) Resumo: O presente estudo tem por objetivo analisar o perfil feminino da mulher religiosa e da mulher comum em Cantigas de Santa Maria. Linguagem. 2013) e pela sequencialidade interacional (STIVERS. O PERFIL FEMININO DA MULHER RELIGIOSA E DA MULHER COMUM NA PRODUÇÃO POÉTICA DE D. Pesquisando sobre a importância da religiosidade para o homem do século XIII. Constatação essa evidenciada nas narrativas orais coletadas no mesmo local. etc. que passam a ser reconhecidas e disseminadas até por gerações. em especial as de loor (louvor) e as cantigas de amor presentes no Cancioneiro Profano do Rei Sábio. Da mesma forma. e da cantiga de amor XII. o fortalecimento do mito se faz através dos usos. acerca dos Xokleng. Os resultados da investigação apontam que.Brasil. de repetidos exercícios de memória e de linguagem na busca por manter viva e atualizada sua percepção acerca de um determinado fato. Língua Inglesa.

1967). É esta constelação que aqui chamarei de personagem com motivo torpe. aos seus próprios objetos. 2003) e Five Dedicated to Ozu (Abbas Kiarostami. que crescem pela sua proposta de desdramatização. as reflexões implodem da busca do personagem pelo corte de cabelo perfeito. perfeição e singularidade a ser seguido pela mulher comum do século XIII. Para chegar a uma estética do personagem com motivo torpe e seus modos de narração. mais especificamente. tal como no poema de Drumond. etc.Paredes (2010). chegando a filmes como Mouchette (Robert Bresson. na banalidade da vida. o ensaio traz a relação entre os pensamentos de Blanchot e a obra Sobre a Escrita: a arte em memórias. as metamorfoses provocadas pela criação. Palavras-chave: Estética. perseguem. uma aposta que aponta também para outros filmes como Café Lumiére (Hou Hsiao-Hsien. e que se confundem. O PROCESSO DE ESCRITA: DE MAURICE BLANCHOT A STEPHEN KING Tábatha Belzareno dos Santos Rosa (FURG) Luciana Abreu Jardim (FURG) Resumo: O presente trabalho trata da relação entre Literatura e Filosofia. talvez tenhamos que partir das reflexões feitas no âmbito do cinema. uma meta banal onde equiparam-se duas questões por natureza díspares: a questão existencial. 2003). as influências de suas experiências. traçar uma constelação de personagens que. cada vez mais presentes nos romances contemporâneos. nesta comunicação. às considerações feitas por Denilson Lopes (2012) quando. 210 . No caso do romance de Alan Pauls. que nos narra toda a sua trajetória na profissão de escritor e o que ele pensa sobre o ato de escrever. a vida e a consciência da própria morte do sujeito. Pensando em como a teoria literária aplica-se numa obra. “estão menos livres. Experiência. a valorização do perfil feminino religioso. observamos. Cancioneiro profano. ao pensar numa poética do cinema contemporâneo. Palavras-chave: Perfil feminino. Narrativa. Stephen King. O PERSONAGEM COM MOTIVO TORPE: DIÁLOGOS DE ESTÉTICA CONTEMPORÂNEA ENTRE O CINEMA E A LITERATURA Débora Laís Ferraz dos Santos (PUCRS) Resumo: A partir do romance A historia do cabelo do escritor argentino Alan Pauls. Blanchot. de Maurice Blanchot. nos traz uma perspectiva sobre o processo de escrita e a relação entre o artista e sua criação: a aniquilação do autor diante da sua obra.se refletir de que forma os pensamentos e teorias do filósofo e crítico literário Blanchot se enquadram no que está sendo produzido nos dias atuais e em como a trajetória de um escritor consagrado exemplifica isso. considera apostar numa poética dos homens comuns. sendo a Virgem Maria o modelo de beleza. na narrativa. mas levam jornais”. A obra O Espaço Literário. Cantigas de loor. por meio do texto literário e das iluminuras que acompanham e ampliam a narrativa verbal da cantiga. Partindo desse ponto. personagens que. a necessidade de exílio. pretende. Palavras-chave: Escrita. virtude. tentaremos. do autor contemporâneo Stephen King.

faremos uso de um corpus formado por slogans da campanha presidencial de 2014 dos concorrentes que apresentaram maior intenção de voto durante. visto que está inserido em um Curso de Licenciatura. ingressantes em 2011. de Bronckart e Bronckart e Machado. Para tanto. Interacionismo sociodiscursivo. Assim. relatos de pessoas e observações de blogueiros. Signo Ideológico. que relaciona o enunciado e o signo ao valor ideológico e. Palavras-chave: Enunciado. Além do contexto verbal. memórias e anotações de seu pai. transformando-a em um território marcado por diferenças. Palavras-chave: Formação de professores. A escolha por essa teoria se deve à importância que ela dá ao estudo do papel da prática da linguagem (agir discursivo) em situações de trabalho. como ele assina na introdução do romance) vale-se de uma multiplicidade de fontes. lançado em 2010. Em nosso trabalho. adotaremos a perspectiva do Círculo de Bakhtin. iremos nos pautar nas teorias do Círculo de Bakhtin. por meio da ficção. foram realizadas entrevistas com alunos de graduação em Letras de uma Universidade. quinto romance de João Almino. como memórias pessoais. O SIGNO MUDANÇA E SUAS SIGNIFICAÇÕES DENTRO DO CONTEXTO POLÍTICO Ellen Petrech Vasconcelos (UEPG) Resumo: Este artigo enfoca o contexto político dando ênfase aos slogans apresentados durante a campanha eleitoral para presidente da república no ano de 2014. desafiando os sujeitos envolvidos a um constante exercício de alteração das identidades pessoais em favor de 211 . especialmente em seus estudos sobre enunciado. o narrador-personagem João (ou JA. reedifica a capital federal do Brasil. uma em cada ano de graduação. signo e ideologia. ano do cinquentenário de Brasília. trabalho docente. no caso. a proposta do ISD é analisar (compreender) as relações entre linguagem e trabalho (docente).O PROFESSOR DE PORTUGUÊS EM FORMAÇÃO E O QUE ELE TEM A DIZER SOBRE A PROFISSÃO DOCENTE Louise Cervo Spencer (UFSM) Resumo: O objetivo deste estudo é perceber a (des)construção das representações pertinentes ao trabalho docente apresentadas por um acadêmico de Letras em seus discursos. vamos analisar o signo mudança e outros signos que carreguem semelhante tonalidade ideológica. Para nossa análise. de identidades que vão compondo o cenário da cidade livre. O SUJEITO MULTIFACETADO E A CONSTITUIÇÃO DA IDENTIDADE DE CIDADE LIVRE Ernani Mügge (FEEVALE) Resumo: Cidade livre. Este estudo tem sua sustentação teórica nos processos teórico-metodológicos do Interacionismo Sociodiscursivo (ISD). Essas diferenças embasam e moldam a civilização que se estrutura no planalto central brasileiro. Para realização deste trabalho. que abrange as relações políticas presentes em todo o processo eleitoral. com base neste pressuposto. Para construir os eventos que compõem a trama. Dentro do contexto eleitoral. Slogan Político. o signo mudança irá receber diferentes significações podendo variar conforme o grupo político e sócio-ideológico a que pertence. O procedimento narrativo faz emergir uma constelação de personagens. por meio de questionamentos a respeito dos processos de decisão e reflexão sobre a prática (O que é ser professor? Quer ser professor?). também daremos especial atenção ao contexto extraverbal. Trabalho.

em andamento. por meio da fundação de Brasília.um novo projeto de sociedade. Sujeito multifacetado. e perceber como se constitui a identidade aberta e variada da nova cidade é o objetivo desta comunicação. assim definido por Stuart Hall. (b) identificação dos objetivos instrucionais das atividades propostas nos livros didáticos. da Unicentro. que aconteceu em 2015. Português para Estrangeiros. conforme definidas pelo Quadro Comum Europeu. que reconhece. Mas como este gênero é explorado pelos materiais didáticos? Em que medida os objetivos instrucionais subjacentes às atividades de aprendizagem enfocam as características textuais típicas desse gênero. Ensino de Português. e aspectos prosódicos. diante da complexidade do mundo moderno em que a subjetividade se forja. a greve dos professores estaduais. na obra de João Almino. O TEXTO LITERÁRIO NO ENSINO DE PORTUGUÊS PARA ESTRANGEIROS: ATIVIDADES COM LETRAS DE CANÇÕES EM LIVROS DIDÁTICOS Maryualê Malvessi Mittmann (UNISUL) Luiz Henrique Milani Queriquelli (UNISUL) Resumo: O texto literário em geral. como acento lexical e ritmo? Que habilidades e competências são enfatizadas pelas atividades propostas? Que traços da cultura brasileira estão mais presentes? De que outras maneiras esse gênero pode ser utilizado para o ensino da língua e cultura brasileira? Este estudo visa a apresentar uma análise qualitativa de atividades de ensino de português como língua estrangeira (PLE) encontradas em livros didáticos para aprendizes nos níveis inicial a intermediário (A1 a B2 do Quadro Comum Europeu de Referência para Ensino de Línguas). Palavras-chave: Cidade Livre. As etapas metodológicas adotadas para o estudo são: (a) levantamento e categorização das canções presentes nos materiais analisados de acordo com autoria. Analisar de que maneira se comporta esse sujeito multifacetado. posto que para essa teoria a linguagem não pode ser estudada fora da sua relação com o sujeito e com o social. pela qual realiza-se a leitura e a interpretação de discursos inseridos nas mais variadas práticas sociais. tem como foco os conflitos urbanos. A proposta é a análise de materialidades do espaço urbano recortadas de dois 212 . Identidade. (c) análise crítica das atividades em face das competências e habilidades desejadas para cada nível de ensino. Nossa dissertação. De modo geral. participamos de dois grupos de pesquisa: que enfoca as interfaces entre língua e Literatura e outro. estilo e período. O aporte teórico que conduz a pesquisa é a Análise de discurso de linha francesa de vertente pecheutiana. em torno do Texto e do Discurso e se centra em questões teóricas e práticas. mais precisamente. não sendo comumente trabalhadas explicitamente características próprias desse gênero. um mito fundacional para a identidade brasileira. a intencionalidade de engendrar. como o uso de linguagem denotativa e figuras de linguagem. observa-se que as letras de canções são utilizadas enfocando-se a fixação de vocabulário e em atividades voltadas para o desenvolvimento da habilidade de leitura ampla. e em particular o gênero lírico de letras de canções. Palavras-chave: Letras de canções. é comumente encontrado em atividades de ensino de português voltado para estrangeiros. O TRABALHO DA MEMÓRIA DISCURSIVA NOS MOVIMENTOS GREVISTAS DOS PROFESSORES NO ESTADO DO PARANÁ Débora Smaha Corrêa (UNICENTRO) Resumo: No mestrado em Letras.

Isso porque. da imagem que o Programa veicula. ressoando e atualizando sentidos no movimento grevista de 2015. voltaram a circular. foi proposta a seguinte pergunta de pesquisa: como ocorrem as formações imaginárias entre telespectadores/doadores e produtores do Criança Esperança? Visando problematizar as projeções que são feitas. Esse acontecimento ressoou em 2015. Por outro lado. que a imagem da posição dos telespectadores/doadores. Programa desenvolvido pela Fundação Roberto Marinho em parceria com a Unesco. o que pode ser comprovado com os valores das doações que aumentam a cada ano. De um lado. é mostrar como após 27 anos de diferença. Os fios que permeiam as análises passam. Movimento Grevista. discursos e memórias da greve de 1988. por meio do exame realizado. Isso ocorre pelo trabalho da memória que resulta de redes parafrásticas em torno desses acontecimentos urbanos. portanto. Palavras-chave: Discurso Urbano. Formações imaginárias. Memória. Criança Esperança. porque transforma a cidade. com esta dissertação. formando um só corpo. pois colocou “cavalos” em cima dos manifestantes/professores. Palavras-chave: Análise de Discurso Francesa. cujo principal representante. o trabalho preocupou-se em desconstruir determinadas imagens. os professores sofreram violência e foram alvejados com balas de borracha e gás lacrimogêneo desferidas pela tropa de choque. que aparentemente estavam esquecidos. é a de pessoas comprometidas com os problemas que assolam grande parte da vida de crianças e jovens do país. no ano de 1988 instauraram discursos em rede. Nosso objetivo. a partir de seus discursos. pelas noções ligadas ao sujeito. foi Michel Pêcheux. OS ATOS ILOCUTÓRIOS DO BAH Gabrielle Perotto de Souza da Rosa(PUCRS) Patrícia de Andrade Neves (PUCRS) Patrícia Martins Valente (PUCRS) Resumo: A filosofia da linguagem é uma das principais áreas da filosofia contemporânea. constata-se. vista por eles próprios e/ou pelo Criança Esperança. que contribui para minimizar problemas sociais que deveriam ser dever do Estado. Para tanto. à ideologia e à memória no discurso sobre o urbano. tendo em vista que em 1988. será realizada uma análise com base nos pressupostos teóricos da Análise de Discurso francesa. na busca pela compreensão dos interesses que os idealizadores desse Programa possuem. na Análise de Discurso. OLHAR DISCURSIVO AO CRIANÇA ESPERANÇA: AS IMAGENS DA SOLIDARIEDADE Érica Fernanda Zavadovski Kalinovski (UEM) Resumo: Este trabalho tem como objetivo identificar o jogo de imagens que ocorre na produção do Criança Esperança. especialmente. os sujeitos e a cidade constituem um corpo sócio-histórico. É essa corrente que é a responsável pelos estudos dos fenômenos linguísticos e pela interação da 213 . Entendemos que a greve de 2015 e o movimento grevista dos professores do Paraná.acontecimentos em torno da greve dos professores que entendemos ser um conflito urbano porque envolve sujeitos filiados a distintas formações discursivas e. as antecipações imaginárias tanto que o Projeto tem de si mesmo quanto a visão que os telespectadores/doadores têm dele é a de que se trata de uma campanha séria. Entretanto. quando na gestão de Beto Richa. bem como de sujeitos solidários. o então governador Álvaro Dias protagonizou um acontecimento que marcou a educação paranaense. entre uma greve e a outra. também.

as discussões sobre conceito de gêneros textuais e sua importância no ensino. materializado em situações comunicativas recorrentes. o racismo vem se reproduzindo e atualizando por meio do discurso. que tornou obrigatória a inclusão do ensino de história e cultura afro-brasileira e africana nos currículos da educação básica. o Bah!. para a sua realização. As teorias de Austin e John Searle sobre Os Atos de fala ajudam os falantes da língua a entenderem um pouco mais sua complexidade e a perceberem o quão profundas são as reflexões sobre a faculdade da linguagem. de forma que uma simples palavra consiga resumir a emoção sentida e a intenção expressada no momento. bem como discorrer sobre as africanidades e sua relação com a educação. OS GÊNEROS TEXTUAIS E AS AFRICANIDADES NO ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA: REFLEXÕES TEÓRICAS Ione da Silva Jovino (UEPG) RESUMO: Este trabalho tem como objetivo discutir questões teóricas relacionadas aos gêneros textuais e às africanidades no ensino de língua portuguesa. OS HIBRIDISMOS DOS PROCESSOS CRIADOS Nadja da S. As Diretrizes Curriculares Estaduais da Educação Básica/Língua Portuguesa (PARANÁ. O estudo está em andamento e. para van Dijk (2012). na atualidade. E sem o interlocutor dizer o significado do bah que ele está proferindo no momento. É importante também pensar na relação linguagem e racismo porque. o qual salienta que gênero textual é o texto. com base nos estudos e discussões realizadas no grupo do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência. assim como definição do Dicionário de Porto-Alegrês de Augusto Fischer. Pretende-se expor os resultados parciais. utilizamos como referencial teórico a concepção de gêneros textuais de Marcuschi (2008). Os nativos do estado utilizam-se de forma muito recorrente desta interjeição. O embasamento teórico auxilia na análise das interjeições utilizadas pelos seus falantes. a comunicação entre locutor e ouvinte se faz eficiente. Baseamo-nos também nas propostas das Parecer CNE/CP 3/2004 e na Lei 10. embasando-se na teoria dos Atos de Fala de Austin e também nos estudos de John Searle. foram utilizados exemplos que demonstram as diversas situações em que a interjeição bah é utilizada por seus interlocutores. 2008) apontam para a teoria dos gêneros textuais e a metodologia da sequência didática como norteadores do ensino de língua materna. somente emitindo a interjeição.linguagem com o mundo.639/2003. demonstrar a função que o discurso exerce nas questões raciais e apontar direcionamentos teóricos para o trabalho com as africanidades e com os gêneros textuais nas aulas de português dentro do projeto. Palavras-chave: Atos ilocutórios. Marcuschi (2007) defende que utilizar os gêneros textuais nas aulas de língua materna é uma grande oportunidade para se trabalhar com a língua em seus usos legítimos. Atos de fala. Africanidades. O presente trabalho pretende analisar as diferentes formas e entonações da interjeição usada especificamente no Rio Grande do Sul. Palavras chave: Ensino de Língua Portuguesa. Gêneros Textuais. tanto oral quanto escrito. Para esta pesquisa. mas ela não tem somente um significado. por meio do vídeo de um comercial local. que trata desse uso. para trabalhar o conceito de africanidades. Bah. atentando para as raízes da cultura brasileira que têm origem africana (SILVA. 2005). projeto de Português/Espanhol da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). pode ser dada a inúmeras interpretações. Voss (PUCRS) 214 .

mas cada vez mais eles ganham destaque. Dostoiévski. inclusive. The Walking Dead surgiu como HQ em 2003. nos Estados Unidos. Fenômeno Cultural. para a televisão. tornando-se uma das séries de maior audiência de todos os tempos. em 2012. criado pelo escritor Robert Kirkman e pelo ilustrador Charles Adlard. série de TV. A seguir. Cultura da Convergência. e rapidamente se tornou uma série de sucesso. pelo qual o governo federal reconhece a importância de organizações não governamentais que desenvolvem atividades culturais em nível comunitário. Esta apresentação atém-se à discussão e análise de experiências de promoção e democratização do acesso à leitura. OS MUITOS THE WALKING DEAD: CONSIDERAÇÕES ACERCA DE UM FENÔMENO TRANSMÍDIA Gilberto Fonseca (UNIRITTER) Resumo: O presente trabalho tem por objetivo analisar. que integra o programa nacional Cultura Viva. teve histórias de seu universo ficcional contadas através de uma série de livros. Por suas ações no campo das artes e da cultura. Stuart Hall e Terry Eagleton. principalmente porque as fronteiras humanas e. o fenômeno transmídia em The Walking Dead. e também como ensinam Bauman (cultura como práxis) e o brasileiro Paulo Freire. o Eisner Awards. para compreender o hibridismo entre diferentes técnicas artísticas. como atuar como uma narrativa independente. principalmente através dos conceitos de scriptor (WILLEMART. tais como idosos. Hibridismo. buscando uma transformação que se efetive na prática. à luz das teorias que envolvem a cultura da convergência. do Ministério da Cultura. a exemplo de Raymond Williams. a maior premiação da indústria de quadrinhos. que já trazem a marca do hibridismo em seu processo de criação. jogos de videogame e literatura). tal como preconizam teóricos dos Estudos Culturais. quanto manuscritos e processos de criação modernos. artísticas. Palavras-chave: Imagem. 1993) e imagem primordial (VOSS. de Henry Jenkins. O ponto de partida do trabalho é a hipótese de que cada um dos elementos da franquia tanto pode servir como porta de acesso à história sobre o apocalipse zumbi. É claro que esse hibridismo sempre fez parte dos processos de criação. recebendo. Processo de criação. Palavras-chave: The Walking Dead. os Pontos de Cultura objetivam interferir na realidade de suas comunidades. 2013). A partir de 2011. OS PONTOS DE CULTURA E A PROMOÇÃO DO EMPODERAMENTO: LEITURA E PRODUÇÃO LITERÁRIA COMO ALAVANCAS DE PROTAGONISMO SOCIAL Marília Crispi de Moraes (UNISUL) Resumo: Autonomia. e o quanto estas tensões podem ser repassadas para o leitor. 2013). ser escolhido o game do ano. como os de Franz Kafka e Fiodor M.Resumo: O presente artigo parte dos processos de criação. bem como de fomento à produção literária de grupos costumeiramente excluídos. Assim sendo. com estrondoso sucesso. seus pontos de aproximação e de distanciamento narrativo nas mais variadas plataformas em que se manifesta (história em quadrinhos. portanto. protagonismo e empoderamento constituem o tripé da ação Ponto de Cultura. É objetivo aqui também demonstrar o quanto o hibridismo gera tensões produtivas no cerne do potencial criador. propomos a apresentação tanto de manuscritos clássicos. além de. em especial os que dizem respeito à criação do livro Marcas no Corpo (VOSS. a franquia migrou. que prevê a passagem da hibridização do processo para o leitor. crianças em situação 215 . tornam-se cada dia mais tênues.

O estudo será realizado com base na perspectiva teórico-metodológica da Análise de Discurso de linha francesa em diálogo com a História das Ideias Linguísticas. do domínio do privado. de forma mais específica os relativos à línguaestrutura e à língua-acontecimento. perder o status de um dos acontecimentos mais marcantes da vida dos sujeitos. os resultados da pesquisa apontam. historicamente. Palavras-chave: Língua. em uma relação em que os laços afetivos passam a ser desconsiderados. tornam-se uma constante. a partir do qual será constituído o corpus da pesquisa. Mais especificamente. em Sabará-MG. Até o presente momento. e.. De evento antes restrito ao âmbito familiar. sem. trata-se de experiências desenvolvidas pelos Pontos de Cultura Borrachalioteca.com ênfase nas representações da língua-estrutura e da língua-acontecimento . tomado como objeto discursivo. como meio de empoderamento e estímulo ao protagonismo social. da Universidade Federal da Fronteira Sul. de modo a propor uma formação de docentes pautada no conhecimento da multiplicidade de representações da língua. de Florianópolis-SC.de vulnerabilidade social. que fere a dignidade do sujeito-feminino. por meio da observação de regularidades e atualizações. e Barca dos Livros. O estudo é parte de tese defendida em 2015 junto ao Programa de Pós-Graduação em Ciências da Linguagem da Unisul. logo. a Organização Mundial da Saúde. por muito silenciados. que os saberes sobre a língua. OS SENTIDOS ACERCA DO NASCIMENTO E DAS FORMAS DE NASCER EM (RE)VISTAS PELO VIÉS DISCURSIVO Anacir Alves Przygocki Vanz (UNICENTRO) Resumo: O parto. Pontos de Cultura. OS SABERES SOBRE A LÍNGUA NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE LÍNGUA PORTUGUESA: UM OLHAR DISCURSIVO Fabiane Aparecida Pereira (UFFS) Resumo: Este trabalho refere-se a uma pesquisa em andamento que tem como objetivo analisar como e quais os saberes sobre a língua . Língua-acontecimento. é considerado. contudo. sofreu várias transformações. circulam e complementam-se nos ementários do Curso. complementando as ações do modelo de democracia representativa vigente no país.são mobilizados e como se relacionam nos ementários de um curso de Letras voltado à formação de professores de Língua Portuguesa. ou nascimento. o Ministério da Saúde e 216 . Empoderamento. a prática tecnicista e despersonalizada privilegiava os profissionais em detrimento das mulheres e os discursos sobre a violência obstétrica sofrida por elas. ao longo da história das civilizações. O dispositivo analítico da pesquisa será o Projeto Pedagógico do curso de graduação em Letras Português e Espanhol– Licenciatura. presidiários. cercado por personagens estranhas. Palavras-chave: Leitura. Tal pesquisa demonstrou que os Pontos de Cultura constituem uma experiência de exercício da democracia participativa e colocam em prática um modelo de gestão compartilhada de cultura em que governantes e governados deliberam conjuntamente sobre as políticas públicas. No ambiente hospitalar. um evento natural que. Língua-estrutura. No Brasil. a fim de tentar controlar essa prática. que apontam para o discurso sobre o lugar dos saberes sobre a língua na constituição do Curso. o parto passa a constituir um evento externo. composto por um conjunto de recortes de sequências discursivas (SDs) destacadas dos ementários das disciplinas curriculares referentes ao domínio da Língua Portuguesa. etc.

capacidades transformadoras contra a ordem instituída. fundada por Michel Pêcheux. as quais incluem o respeito “a sua individualidade. pretendemos investigar como a violência obstétrica é discursivizada no discurso jornalístico e que memórias nele ressoam. em razão de mutações genéticas. no seriado. Observado dessa forma. Palavras-chave: Discurso. sejam elas culturais. ou outras. e difundida no Brasil. por Eni Orlandi e pelo grupo de pesquisadores que a ela se ligam. Para dar conta dos nossos objetivos. dentro de seus respectivos contextos de produção. se descobrem portadores de poderes especiais. Dessa forma. Star Trek. autorregenerar-se. Heroes. A série aborda a história de personagens que. OS SERIADOS STAR TREK E HEROES: DISSENSOS DO IMPERIALISMO AO IMPÉRIO Jean Raphael Zimmermann Houllou (UNISUL) Resumo: O objetivo geral dessa pesquisa consiste em averiguar dissensos da multidão dentro dos seriados Heroes e Star Trek. mas permitem constatar. NEGRI). passou-se a discutir amplamente acerca do nascimento e das formas de nascer. O seriado Star Trek foi transmitido em 1966. entre outros. num momento em que a política externa americana passou a tender menos para uma atividade imperialista do que para uma ação de policiamento a serviço de uma ordem supranacional. os poderes. muitas vezes podem ser observados como possibilidades de singularização que sugerem a construção de formas inovadoras de organização coletiva. Dissensos OS SUJEITOS DA ECONOMIA SOLIDÁRIA NA REGIÃO DE TUBARÃO: A ORDEM DO DISCURSO ENTRE O MOVIMENTO DE RESISTÊNCIA E TRANSFORMAÇÃO João Antolino Monteiro (UNISUL) Resumo: O presente artigo busca compreender a econômica solidária enquanto movimento de resistência dos trabalhadores excluídos do processo produtivo. No seriado Heroes (2006) objetivamos indicar constatar características que demonstram como a multidão continua tencionando o domínio do capital após um período de afirmação mais contundente da atual ordem global. de crenças. Como sabemos o sistema capitalista tem como premissa básica transformar tudo em mercadoria em busca do lucro. Em virtude dessas mobilizações. acerca da violência contra a mulher e a negação dos seus direitos no momento do parto. Palavras-chave: Multidão. ligado à lógica mercantil. tomando por base duas reportagens publicadas em duas revistas de circulação no país. viajar no espaço e no tempo. na França. e quando os trabalhadores não são mais servíveis a esse sistema são excluídos. Star Trek apresenta as novas estratégias de soberania global tencionadas pela posição da multidão para superar as lutas nacionalistas. o seriado se torna apto a apresentar as lutas da multidão que questionam a dominação. fazendo irromper inúmeros discursos advindos de vários campos do saber. formularam propostas de mudanças no atendimento às parturientes. Eles estão interligados numa situação muito similar ao ponto de união do qual parte o conceito de multidão (HARDT. partimos da tese de que tais objetos não carregam um regime único de apresentação. nos embasaremos nos pressupostos teóricos da Análise de Discurso. Sentido. Violência obstétrica. Cada personagem possui uma habilidade como capacidade de voar. sociais. Além disso. Esse processo de exclusão se agrava com a revolução industrial inglesa e se aprofunda com a introdução da 217 . Neste trabalho. valorizando o seu protagonismo no momento do nascimento e respeitando as diferenças.Organizações Não Governamentais. ler pensamentos.

recortes de portfólios produzidos pelos professores da rede municipal de ensino de Palhoça (SC) que concluíram o PNAIC no ano de 2015. sobre o funcionamento do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa (PNAIC). contrapomos os discursos político-educacionais subjacentes aos documentos que expressam a ideologia educacional do PNAIC e os discursos do professor pós-formação. No português europeu (PE). Palavras-chave: Análise de Discurso. Capitalismo. em desenvolvimento no Doutorado em Ciências da Linguagem (UNISUL. O movimento encontra resistência por parte dos seus membros em aderirem ideologicamente a economia solidária. diferentemente. s. como material de análise. 2002. enquanto capacidade produtiva e criativa do homem. 2000. a cooperação e a solidariedade no processo produtivo. Palavras-chave: Economia Solidária. A organização a economia solidária se em empreendimento que tem como fundamento a autogestão. tirando do trabalhador o trabalho. 2008. a fim de analisar a relação que esse professor estabeleceu com o PNAIC e como tal relação refletiu em sua prática alfabetizadora. MATEUS E ANDRADE. CÂMARA JR. Para isso. COLLISCHONN. Discurso político-educacional. 2007. Professor pós-formação. d. parece haver consenso na literatura acerca da ausência desse tipo de epêntese (MATEUS. 2000. PADRÕES ACÚSTICOS NA PRODUÇÃO DAS VOGAIS EPENTÉTICAS DO PORTUGUÊS BRASILEIRO E EUROPEU Roberta Quintanilha Azevedo (UCPEL) Resumo: No português brasileiro (PB).. observamos que o discurso do professor pós-formação destoa do discurso oficial do Estado veiculado nos diversos materiais do PNAIC. 2014). FROTA E VIGÁRIO. mesmo apresentando-se como oportunidade de inclusão o movimento da economia solidária enfrenta resistências. É a partir desse contraponto entre os discursos do Estado e do professor pós-formação que discutimos a formação ofertada pelo PNAIC. Nesta perspectiva procura-se através da análise do discurso procura-se saber se a economia solidária consegue romper com a ideologia capitalista ao instituir um discurso baseado na solidariedade em contraposição o discurso individualista do capitalismo. assim como outros programas de formação continuada. Entretanto. De maneira diferente ao discurso do Estado. PEREYRON. Na busca de inserção no sistema produtivo. os trabalhos tendem a descrever as produções apenas sob dois 218 . o discurso dos professores pósformação indicam que. Cooperação PACTO NACIONAL PELA ALFABETIZAÇÃO NA IDADE CERTA (PNAIC): O DISCURSO DOS PROFESSORES PÓS-FORMAÇÃO Jair Joaquim Pereira (UNISUL) Resumo: Com base no referencial teórico da Análise de Discurso (AD) de matriz francesa. PARLATO-OLIVEIRA. Em especial. há epêntese para licenciar a estrutura silábica (CAGLIARI. HŘIBALOVÁ. a responsabilização do professor pelo fracasso da alfabetização e o apagamento das responsabilidades do Estado na empreitada de alfabetizar todas as crianças até os oito anos de idade. 1998. em sequências heterossilábicas com plosiva em coda medial (“apneia” ou “acne”). a economia solidária tem como fundamento um processo de produção que coloca o homem no centro e valoriza o trabalho enquanto forma de vida. 2007). o PNAIC não superou: o isolamento do professor pós-formação. este trabalho apresenta parte de nossos estudos. 2009). Porém.maquinaria no processo produtiva. Selecionamos.

Em relação à comicidade. dela é acusticamente distinta: possui especificidades formânticas. e também evidenciou que a vogal epentética. Nesse sentido.t. p. de forma a não a relegar a um segundo plano.s. Optou-se pela utilização de um instrumento de coleta de dados. Inicialmente. Para a obtenção dos dados.n”. a presente pesquisa teve dois objetivos: verificar. duração reduzida. parte-se de informações peritextuais e epitextuais para a realização de análises contrastivas de base micro e macroestrutural. que permitiu a verificação das propriedades acústicas dos segmentos. O estudo mostrou a presença de epêntese tanto no PB como no PE. Embora a vogal epentética presente no PE e no PB seja variada. usualmente transcrita como uma vogal lexical. t. ao humor e ao riso adota-se os postulados de Bergson (2001) e Propp (1992). p. nunc e hic do autor e de seu texto. Finalmente. descrever a qualidade da vogal epentética encontrada. Palavras-chave: Games. ou maratonas. cabe explicitar que Wilhelm Busch (1832 – 1908) foi escritor.n. As discussões remetem aos espaços que envolvem o ego. Por fim. possibilitando a caracterização da vogal epentética do português. Localização. 2014). 219 . Tradução.n. d.v.m. o estudo apontou um padrão de acordo com o contexto silábico.t.j. PARATRADUZINDO O HUMOR NA OBRA FIPPS DER AFFE DE WILHELM BUSCH Greice Bauer (UFSC) Resumo: A partir da integração entre iconotextos e textos linguísticos – cujo conjunto compõe politextos – objetiva-se discutir efeitos cômicos desencadeados por jogos de antropomorfização e zoomorfização aplicados na caracterização de personagens e cenas da história Fipps der Affe (1879) de Wilhelm Busch. Em seguida. Para levar a cabo a proposta. k.n. que possa revelar padrões ainda não descritos. g. como duração e frequências formânticas.s. Há carência de tratamento acústico das características da epêntese vocálica. em detrimento de fala espontânea. d. f. b. seja na indústria de games ou na esfera acadêmica – tanto em Estudos da tradução quanto em áreas afins. faremos um relato sobre a experiência adquirida durante as oficinas ofertadas em três edições da maratona mundial de localização de games (LOCJAM). faremos uma breve discussão acerca dos principais aparatos teóricos e metodológicos relacionados a estes eventos. nos contextos mediais de palavras “k. g.padrões: ausência ou presença de epêntese plenamente vozeada. 1987. Português Europeu. os índices de epêntese nas produções de falantes nativos do PB e do PE. Português Brasileiro.m. 2009) no quesito “paratextualidade” e de José Yuste Frías (2010. Palavras-chave: Epêntese. Os suportes teóricos e metodológicos provêm das propostas de Gérard Genette (1982. verificando se há um padrão de epêntese para cada contexto silábico. de forma a controlar os contextos e a eliciar múltiplos tokens.t. além de desvozeamento.m. 2014) no que concerne à “paratradutologia”. d. evento promovido pela associação internacional de desenvolvedores de game (IGDA). Na análise instrumental dos dados. participaram da pesquisa oito falantes do PB e oito do PE. p. o trabalho dará atenção à importância de a localização estar integrada ao desenvolvimento de games como um processo continuado. t. foi utilizado o software PRAAT (BOERSMA e WEENINK. PARA ALÉM DAS GAME JAMS: UM ESTUDO DE CASO DA LOCJAM Cristiane Denise Vidal (IFC/Brusque) Resumo: Este trabalho tem por objetivo apresentar diferentes modalidades de game jams.

BECHARA. 1969 [1923]. Avaliação. do autor moçambicano Mia Couto. as personagens. Diante disso. cujas consequências atingiram predominantemente o povo de Moçambique. 2014 [1990]). de modo a levar em conta a avaliação de falantes.ilustrador. avaliação dos falantes e uso escrito podem ser evidenciadas ao observarmos o uso de particípios passados de verbos abundantes do português. contextos. PARTICÍPIO PASSADO NO PORTUGUÊS: DIVERGÊNCIAS ENTRE NORMA. 2001. é possível situar em 1974 por passagens como “Um rádio transmite noticiário de Portugal. de Mia Couto. uma vez que. 2001 [1999]. HERZOG. O locutor fala da Revolução dos Cravos. o romance de Mia Couto coloca em cena fatos alicerçados pela ocorrência real da Revolução dos Cravos. Fipps der Affe. bem como o uso efetivo escrito. sendo um dos principais precursores do gênero Histórias em Quadrinho (HQ). identidades e representações afetadas pelo tempo e pelo espaço. MARTINS. inclusive. tais como 220 . de modo que. este estudo se propõe a apresentar alguns resultados. Wilhelm Busch. lugares. Para tanto. com base em formas já existentes no léxico. iniciando em 19 de abril e encerrando em 30 de abril. em 1974. Palavras-chave: Paratradução. segundo a qual a variação é inerente ao sistema linguístico e a heterogeneidade é ordenada (WEINREICH. Palavras-chave: Particípio passado. 2005 [1972]. 2008 [1908]. ROCHA LIMA. tem suas subjetividades. a partir de uma pesquisa feita no Diário Catarinense online. manifestações de rua em Lisboa” (p. vai de encontro ao que prevê a norma padrão atual do português (SAID ALI. dando origem à “liberdade” daquele povo. 59). No enredo. apresentam suas histórias de vida as quais as fazem tão iguais a tantas outras personagens da vida real. AVALIAÇÃO E USO ESCRITO Fernanda Lima Jardim Miara (UFSC) Resumo: Divergências entre norma. e na Web. atravessando fronteiras e chegando até nós. Quanto ao ano. especificamente para os verbos salvar. obtida por meio de testes de avaliação. analisa-se. que conduziram a profundas mudanças de paradigmas em grau sociológico. novas formas de particípio passado são criadas. em construções de tempo composto – com os auxiliares ter e haver – e em sentenças passivas – com o auxiliar ser. LABOV. muitas vezes. sublinhando as reflexões que dela emergem enquanto promovedora e sintonizadora de tempos. A análise sinaliza as relações das personagens (entre si e com o mundo que as cerca e/ou as cercou). em muitos casos. Ainda que se traduza como uma obra terceiro-mundista. CUNHA E CINTRA. Apoiando-se na Teoria da Variação e Mudança. 1964 [1931]. com base na Teoria Literária. em geral. poeta e caricaturista na Alemanha do século XIX. a obra Vinte e zinco. A história de Vinte e zinco desenvolve-se em forma de diário. Todas essas personagens. 2006 [1968]). abrir e chegar. Desenvolveu sua arte em um período de francas rupturas. Uso escrito. tanto na avaliação quanto no uso. científico e artístico. DE MIA COUTO Rosemary de Fátima de Assis Domingos (UNISUL) Jussara Bittencourt de Sá (UNISUL) Resumo: Esta pesquisa procura evidenciar a relevância da Literatura no contexto escolar. PELOS ENTREMARES DA LITERATURA E ENSINO: VINTE E ZINCO. pegar. sobretudo as femininas. o objetivo é mostrar que a preferência dos falantes. apesar de viverem em épocas e localidades diferentes.

Nesse sentido. CRAIK. 2007. Para tanto. Valéria de Cassia Silveira Schwuchow (UFSM) Resumo: Nossa pesquisa se detém nas políticas linguísticas. Propomo-nos. São elencadas as vantagens e desvantagens cognitivas advindas da prática bilíngue ao longo da vida (BIALYSTOK. PAAP. AKBARI. jurídico. Ensino. estes por sua vez nos remeterão/ou não às formações 221 . PALAVRAS-CHAVE: Bilinguismo. Cognição. fundada por Michel Pêcheux e desenvolvida no Brasil por Eni Orlandi e outros estudiosos. Para. acerca dos vocábulos ‘reforma’ e ‘acordo’. de que falar mais de uma língua acarretaria possíveis impactos negativos ao cérebro. estabelecermos regularidades/ou não de sentidos. ao invés de um estágio exato a partir do qual uma pessoa se torna bilíngue (GROSJEAN. em que tínhamos inicialmente ‘reforma’ e atualmente ‘acordo’. especialmente nos Acordos Ortográficos. Unida a esta teoria utilizaremos. partindo do que propõe Sylvain Auroux na França. CHANGSMITH. Como a obra literária (re)cria uma nova realidade. 2010). é imprescindível associar essas leituras às aulas de Literatura.estas. fazendo refletir o aluno sobre esse mundo novo que se descortina nas páginas. como um dos fatores promotores de reservas cognitivas (BIALYSTOK et al. desde a “Hipótese do Duplo Monolíngue” (SAER. aqui. O ponto de partida é a preocupação inicial e equivocada. 2014. a teoria da História das Ideias Linguísticas. 2014. e termina por apresentar o atual status do bilinguismo. nesta fase inicial. 2013). FREEDMAN. tais como confusão mental. Palavras-chave: Literatura Africana. também. Sabemos que a formulação desta política de língua sofreu diversas alterações. 1997). 2012). GORAL et al. Mia Couto PERCURSO HISTÓRICO DOS ESTUDOS SOBRE BILINGUISMO: DE CAUSADOR DE ‘CONFUSÃO MENTAL’ A PROMOTOR DE RESERVA COGNITIVA Lisandra Rutkoski Rodrigues (PUCRS) Resumo: O presente estudo faz um percurso histórico a respeito das pesquisas referentes a bilinguismo e cognição. tem a existência marcada por conflitos internos e externos.. que circulam há mais de 100 anos nos países falantes de língua portuguesa. além dos comprometimentos linguísticos advindos da afasia bilíngue sob uma perspectiva neuropsicolinguística (e. como dicionários. a trazer algumas reflexões resultantes de nossas primeiras observações. KLEIN. vigente até a década de 1960. conflito de identidade e até mesmo esquizofrenia (BAKER. são revistos os diferentes conceitos que o bilinguismo teve ao longo da história. GREENBERG. Também apresenta estudos comportamentais e de neuroimagem estrutural e funcional que investigam a representação e o processamento das línguas coexistentes no cérebro (ABUTALEBI. BIALYSTOK. 1985.. até a ideia de um continuum que vai do monolinguismo ao bilinguismo. então. Neuropsicolinguística. 2009). PAAP. as quais vêm sendo questionadas em estudos mais recentes (HILCHEY. de Vinte e Zinco. 2006). presentes na própria nomeação/designação empregada. histórico e linguístico como este ‘jogo’ de nomeações/designações evidencia mecanismos de antecipação e as formações imaginárias que dele derivam.g. 1922). 2011. Nossa metodologia se centra na realização de um levantamento discursivo em instrumentos linguísticos. Seguiremos como pressupostos a teoria da Análise de Discurso Francesa. 2013). nosso objetivo é investigar no campo político. POLÍTICAS LINGUÍSTICAS: OS MECANISMOS DE ANTECIPAÇÃO NOS ACORDOS ORTOGRÁFICOS.

a adesão do escritor a determinados paradigmas estéticos. Formações imaginárias. Reflete acerca do processo de implementação da Lei n. Sugerem. para abstrair aspectos da sociedade brasileira e para identificar o posicionamento crítico que essas referências instalam. Assim. Em relação 222 . A mão e a luva e Helena. Palavras-chave: Políticas linguísticas. obras. Desse modo. por um lado. São objetivos desta comunicação: a) investigar o processo de implantação do Ensino Fundamental de nove anos – Lei nº. ‘acordo’ mobilizando sentidos em que as partes envolvidas atuam e se posicionam deliberando as decisões. EM REFERÊNCIAS À ARTE MUSICAL E DRAMÁTICA.274/2006 – e seu impacto em instituições educacionais de Santa Catarina. e. que amplia o Ensino Fundamental de oito para nove anos de duração. Antecipação. Palavras-chave: Machado de Assis. POSICIONAMENTO CRÍTICO DE MACHADO DE ASSIS. Para pensar a instituição escola enquanto espaço institucionalizado. para apreender significações que a menção a espetáculos teatrais e musicais agregam às narrativas. instituições de poder. dessa forma. publicados por Machado de Assis. evidenciando movimentos e concepções político-ideológicas desiguais. instituindo um exercício crítico que os toma por objeto. atores e atrizes em sua ficção. Machado de Assis concede um espaço significativo à correlação entre o “mundo possível”. faz uma apreciação valorativa em relação a eles.imaginárias dos sujeitos a que se destinam tais políticas. o escritor introduz elementos que se correlacionam à estrutura significativa do texto e à realidade. Juracy Assmann Saraiva (FEEVALE) Resumo: Em sua ficção. Por resultado inicial. e cuja diegese abrange o período que vai de 1850 a 1862. conhecer os limites e desafios encontrados por essas instituições para adequarem-se ao que foi instituído pela Lei nº. O dispositivo teórico-metodológico e analítico é o da Análise de Discurso (AD) de linha francesa. capaz de tomar decisões e promulgá-las. encontramos de um lado ‘reforma’. expondo. Althusser e Foucault. sugerindo uma proposta que projeta o exercício de uma autoridade superior. 11. gerado pela indigência de produções que pudessem afirmar a identidade nacional brasileira. Ao referir compositores. mais especificamente os estudos de Pêcheux e Orlandi. encontramos diferentes antecipações de sujeitos. um processo de “colonização”. entre 1872 e 1876. nela instituído.274/2006. Contexto sócio-estético. Elas convidam o receptor a transcender a história narrada para participar das reflexões de Machado de Assis sobre o contexto cultural em que realiza sua produção. e elementos do âmbito das artes. observamos que os sentidos inscritos nas palavras antecipam imagens distintas de sujeitos. POTENCIAL DA LEI DO ENSINO FUNDAMENTAL DE 9 ANOS: ENTRE O DISCURSO POLÍTICO E O DISCURSO PEDAGÓGICO Maria Sirlene Pereira Schlickmann (UNISUL) Resumo: Esta pesquisa é resultado de investigação desenvolvida na linha de pesquisa “Texto e Discurso”. do Programa de Doutorado em Ciências da Linguagem da Universidade do Sul de Santa Catarina. igualmente. mas. por outro. denunciam a submissão da cultura brasileira a padrões e a costumes europeus. de outro lado. ritmos. Remissões intertextuais. Esta comunicação centra-se nos romances Ressurreição. compondo personagens que são apreciadores de espetáculos musicais e dramáticos. 11.274/2006. 11.

mais especificamente. por conseguinte. Os resultados apontam um discurso centrado numa realidade multifacetada. PRÁTICAS COMUNICATIVAS NO CONTEXTO DE INTERCÂMBIO BRASIL-PORTUGALMOÇAMBIQUE: POTENCIALIDADES DA FERRAMENTA FÓRUM Rosangela Silveira Garcia (UFRGS) Dinora Moraes de Fraga (UNIRITTER) Resumo: A tecnologia não é neutra. na (in)visibilidade. PRÁTICAS DE LEITURA E INCLUSÃO NA SALA DE AULA COM ALUNOS COM NECESSIDADES EDUCATIVAS ESPECIAIS Kathy Torma (UNIRITTER) Resumo: Através de pesquisa de suporte metodológico bibliográfico. Há uma heterogeneidade discursiva que constitui os sujeitos em cada um desses lugares discursivos. esse narrar – enquanto materialização da escrita digital – se constitui como resultante das situações de interação advindas de proposta de intercâmbio entre países falantes da língua portuguesa. Partindo dessa premissa. mantemos com ela uma relação dialógica – mesmo quando não percebida –. situadas em quatro municípios da região da AMUREL (SC). 2012). Discute-se os meios pelos quais as práticas de leitura podem promover a inclusão social 223 . Toma-se como base a característica transdisciplinar da leitura existente nas interações ocorridas através da leitura em Língua Inglesa como Língua Adicional para a promoção da inclusão realizável via empoderamento linguístico em contexto de ensino-aprendizagem da língua inglesa.274/2006. No caso desse estudo. sem considerar a infância e mantendo o sujeito criança. onde o discurso político e o discurso pedagógico. Como aporte teórico de suas discussões operam os pressupostos bakhtinianos e de estudos da comunicação mediada pelo computador que pesquisa os processos de comunicação humanos realizados através da mediação das tecnologias digitais (RECUERO. nesse espaço institucionalizado que é a escola. atuando a partir de uma lógica da escolarização. o presente trabalho pretende justificar as interações de práticas de leitura situadas dentro do contexto de salas de aula em que se encontram os alunos com necessidades educativas especiais pertencentes à educação especial. de estudantes-trabalhadores que integram projeto de intercâmbio linguístico/cultural entre Brasil-Portugal-Moçambique. Palavras-chave: Interação. subsidiaram as reflexões os documentos oficiais produzidos pelo Ministério da Educação e as discussões sobre o processo de alfabetização e letramento a partir de Soares e Tfouni. em menor ou maior grau. A pesquisa de campo foi realizada em quatro escolas públicas de Ensino Fundamental. sendo que na instância discursiva micro (da escola). as formas de composição do discurso e das interações entre atores sociais. que envolvem o discurso oficial do EF9A. situados numa dimensão discursiva macro. não chegam às dimensões meso e micro da mesma forma e. o trabalho a ser apresentado tem o propósito de se constituir como uma reflexão sobre as potencialidades do uso da ferramenta Fórum/Moodle como espaço de produção e compartilhamento do narrar sobre si no ciberespaço. sendo que as diferentes interfaces com as quais os sujeitos interagem impactam. Lei 11. Fórum. também não chegam às instituições escolares. Intercâmbio linguístico-cultural.ao discurso pedagógico do Ensino Fundamental de nove anos. os professores continuam trabalhando a partir dos seus saberes. Ensino Fundamental de nove anos. Palavras-chave: Análise de discurso.

Garcez (2007). principalmente por Perrenoud (2000). elaborado a partir do recurso disponível pelo Google. causando. 1999). respostas dadas a questionário. Oliveira e Toschi (2009). a partir de produções científicas neste campo de estudo. pois visa a práticas docentes em período de formação continuada no Paraná e. Novas Tecnologias.enquanto elemento mediador das relações simbólicas implicando em empoderamento da participação periférica construída através do trabalho colaborativo. Palavras-chave: Línguas Adicionais. Palavras-chave: Ensino. Paraná (2013). portanto. Lopes (2005). PREGAÇÃO AOS PÁSSAROS DE GIOTTO: UMA TRADUÇÃO INTERSEMIÓTICA DO SERMÃO DE SÃO FRANCISCO DE ASSIS Roberta Bassani Federizzi (UPF) Graciela Rene Ormezzanno (UPF) 224 . consequentemente. Libâneo. a literatura sobre as NTIC no âmbito educacional também contribuirá para compreensão de nosso enfoque tais como Assmann (2000). 1991) na qual se encontram os alunos com necessidades educativas especiais em processo de inclusão (STAINBACK. a continuidade dessa prática a partir da formação. especificamente sobre o PDE por Moraes e Teruya (2010). 1994) e o documento legal que define as políticas de inclusão dos alunos com necessidades educativas especiais definidas no decreto 7. Teruya (2006). Queiroz (2013) entre outros. da performance assistida. WENGER. nossa contribuição será substancial. Para subsidiar esta pesquisa qualitativa de cunho interpretativo. Inclusão Linguística. Língua Portuguesa. tendo em vista o Programa de Desenvolvimento Educacional. Ressalta-se a importância do uso da Língua Inglesa como Língua Adicional em sala de aula na perspectiva das comunidades de prática (LAVE. Parte-se do princípio de que a formação continuada pelo PDE tem contribuído para práticas mais contextualizadas no que se refere ao desenvolvimento de conteúdos e ao uso das NTIC. Santos (2012). recorremos a leituras sobre a formação continuada de professores.611/11. STAINBACK.docs e entrevista aplicada a professores. Ogliari (2012). fato que justifica a viabilidade do PDE e a necessidade de formação continuada de professores de forma consistente. O trabalho insere-se em discussões teóricas sobre a formação contínua de professores e sobre as práticas de língua portuguesa por meio das NTIC. SCHWARTZMAN. Brito e Purificação (2008). Necessidades educativas especiais. toma-se como base a teoria sociocultural. Silva (2012). NOWOTNY. a partir de uma perspectiva transdisciplinar (GIBBONS. SCOTT e TROW. Mesmo diante dos trabalhos já realizados. O corpus do trabalho serão as informações obtidas dos artigos produzidos pelos professores PDE (de 2007 a 2012). oferecido pelo Paraná – PDE/PR e a prática de ensino/aprendizagem de professores de língua portuguesa mediada pelas novas tecnologias da informação e comunicação (NTIC) no momento da implementação do projeto do PDE. Carvalho e Ivanoff (2010). Para tal intento. Além disso. PRÁTICAS DE PROFESSORES PDE/PR DE LÍNGUA PORTUGUESA EM PROCESSO DE FORMAÇÃO CONTINUADA Ednéia Aparecida Bernardineli Bernini (UEL) Resumo: Este trabalho busca discutir e analisar a formação continuada de professores. como a forma espontânea da sensibilidade humana. impacto no âmbito educacional por essa perspectiva de ensino e desenvolvimento do letramento tecnológico-digital.

sem as imposições que a série de vinte e oito pinturas dispostas na parte baixa da nave da Basílica Superior de Assis. como uma parte da biografia do Santo e dos principais eventos da sua vida transformados em um dos mitos cristãos. de coleta sistemática. embora digam que o uso de artigo diante de possessivo é indiferente. Imaginário. os primeiros fariam menos uso do artigo diante do possessivo e os segundos. Marroquim distinguia diferentes realizações entre Alagoas e Pernambuco. em geral) que não demonstram cabalmente esse (não) emprego. Mito. PRESENÇA/AUSÊNCIA DE ARTIGO DIANTE DE NOMES PRÓPRIOS E DE PRONOME POSSESSIVO NO PORTUGUÊS DO BRASIL (PB) Odete Pereira da Silva Menon (UFPR/UTFPR) Resumo: Historicamente. Quem viaja pelo Brasil afora percebe essa diferença no emprego do artigo definido diante de nome próprio e de possessivo. sociolinguística. Trata-se de uma pesquisa bibliográfica de cunho hermenêutico simbólico. demonstrou. Os resultados mostram que no século XIII houve grandes mudanças socioculturais e que São Francisco. porque o fenômeno se comporta. porque não utilizaram dados reais de fala. Porém. a pregação de São Francisco e a luz sacralizadora do espaço presente na arte gótica renovaram a esperança dos habitantes do medievo italiano. reconstruído em signos e símbolos visuais. seu. Giotto realizou as trevas da Inquisição e as relações opressoras feudo-vassálicas que infligiam no período medieval. seus). e o afresco ”Pregação aos pássaros” [1296-1297]. Numa época em que predominava a cultura ágrafa. Entretanto. contrastando com o que ocorreria no PB (dando a entender que não se usa artigo diante de possessivo no PB). irmão). como já assinalava Said Ali (1964 [1921]). algumas gramáticas tradicionais publicadas no Brasil. ainda apresentam como regra a omissão do artigo diante de pronome possessivo junto a nomes de parentesco (pai. a. a possibilidade de uma saída da escuridão e um acesso ao estado luminoso e edénico. como em toda uma adaptação do sermão ao pintar este momento em particular. Ao afirmar que no PE o uso do artigo é de tendência “a fazer obrigatório o uso do determinante”. tio. mãe. Segundo Monteagudo (2012). A questão norteadora esboça a possibilidade de haver uma tradução intersemiótica da linguagem verbal para a linguagem não verbal procurando entender: quais as contribuições da teoria do imaginário de Gilbert Durand à compreensão do significado de ambas semioses? O objetivo é interpretar o significado do sermão e da pintura através da teoria durandiana do imaginário. pretendemos comparar Curitiba com João Pessoa. Para verificar o comportamento do artigo diante de possessivo e diante de nome próprio no PB. as) diante de pronome possessivo (meu. os. Palavras-chave: Intersemiótica. o que oportunizou a emergência do franciscanismo refletida não só no afresco em estudo. já em 1934. a obediência e a glória de São Francisco. comparando o galego com o PB e com o PE. o contrário. há mais semelhanças entre galego e PB do que entre galego e PE. teu. justamente. de dois 225 . Monteagudo se fundamenta em autores (de gramáticas prescritivas. vosso. nosso. utilizando amostras reais de fala. de forma variável. a palavra falada e a imagem eram as estratégias textuais primordiais no processo evangelizador de uma sociedade atormentada pelo medo que se afastava da Igreja. Uma primeira distinção seria entre os grupos de dialetos das regiões norte-nordeste em contraste com os das regiões do centrosul do país: grosso modo. através dos sermões. no português foi ocorrendo um incremento no uso do artigo definido (o. supostamente de autoria do pintor Giotto ou de seus discípulos.Resumo: O “Sermão às aves” [1209-1210]. dois estados nordestinos contíguos. a castidade. especialmente pelo “Sermão às aves”. que inclui quatro alegorias: a pobreza. Porém. de São Francisco de Assis. tematizam este estudo.

Desde o século XIX. Eli Pariser trouxe uma reflexão a respeito da forma que os algoritmos criados pelos buscadores e redes sociais retornam registros. interessa-nos compreender como foi a instalação dos povos de origem germânica em terras brasileiras e como se constituíram suas representações em relação à sua língua materna e à sua cultura. Pronome possessivo. ou seja. Courtine. Este trabalho vai apresentar os resultados estatísticos de Curitiba (variáveis: sexo. em português: Tecnologia. PROCESSOS DE IDENTIFICAÇÃO COM A LÍNGUA E A CULTURA ALEMÃ POR MIGRANTES E/OU SEUS DESCENDENTES RESIDENTES NO SUL DO BRASIL Gesualda de Lourdes dos Santos Rasia (UFPR) Silvia Milena Bernsdorf (UFPR) Resumo: Apesar do espanto que muitos brasileiros demonstram ao perceberem. Design) traz uma série de conferências realizadas na Europa. “somos desafiados a selecionar e atribuir significação àquilo que identificamos como pertinente a nosso universo de interesses”. que vieram (e continuam vindo). Os principais autores utilizados nesta pesquisa são Pêcheux. sentimentos relacionados ao “ser alemão” e ao “ser brasileiro” e práticas 226 . principalmente. Para constituir nosso corpus de análise. Palavras-chave: Individuação. Neste trabalho. práticas de uso das línguas alemã e portuguesa. Palavras-chave: Varsul-Curitiba. memória discursiva e metálica e a individuação. O objetivo geral deste artigo é analisar a relação da formação discursiva a partir do conceito do Filtro Invisível nos buscadores e redes sociais quanto ao processo de individuação. Uso do artigo. PROCESSO DE INDIVIDUAÇÃO: A RELAÇÃO DA FORMAÇÃO DISCURSIVA A PARTIR DO CONCEITO DE FILTRO INVISÍVEL NOS BUSCADORES E REDES SOCIAIS Pedro Augusto Bocchese (UNISUL/FSG) Resumo: Em um ambiente em que as relações se baseiam no mundo virtual. coletamos depoimentos orais dos sujeitos de acordo com os seguintes vetores: ano e local de nascimento. Na Região Sul. Análise do Discurso. o processo de personalizar o indivíduo. Filtro Invisível. recebemos grandes contingentes de migrantes. Para Ruiz (2010. O Filtro Invisível foi um conceito originado no TED por Eli Pariser. e sim. produzindo desse modo gestos de interpretação e tendo como dispositivo teórico as noções de formação discursiva. em busca de melhores condições de vida longe de suas terras natais. as nacionalidades que se fizeram mais presentes a partir da década de 80 do século XIX foram a italiana e a alemã. tanto no que tange a busca por conhecimento como nos processos de colaboração e relações humanas. na Ásia e nas Américas destinadas à disseminação de ideias. p. O TED (acrônimo de Technology. vida familiar e escolar. Foucault. especificamente. Design. faixa etária. Baronas. a vinda de estrangeiros ao Brasil não é novidade. acredita que tudo que está visível é o que existe. escolaridade). Para ele. Indusky e Orlandi. até onde estamos submetidos a concordar com as formas de funcionamento dos buscadores e redes sociais que utilizamos. a sociedade está utilizando mecanismos de busca para adaptar-se nesse novo universo de interesses. por exemplo.bancos de dados: VARSUL e VALPB.16). e os vídeos são divulgados na internet. Esta pesquisa tem como sustentação teórica a Análise do Discurso. Entretenimento. a grande presença de haitianos e sírios atualmente em nosso país. gerado por esses mecanismos de busca faz com que as pessoas não tenham ciência do que não está retornado. Entretainment. Suas apresentações são limitadas a dezesseis minutos.

Para a análise acústica dos dados. neste personagem. Deuses Carros. Nossa hipótese é a de que há pelo menos dois comportamentos entoacionais diferentes para as exclamativas-wh em PB. Identidade. os quais. o processo pelo qual o personagem principal. versão 227 . e esse fato pode estar relacionado à existência de mais de uma estrutura sintática para esse tipo de sentença.38 e o script MOMEL/INTSINT for PRAAT. nosso outro arcabouço teórico. mais complexo e mais extenso. Shadow. Palavras-chave: Identidade. conforme o tipo de elemento-wh (como. no qual foram gravados 6 informantes do sexo feminino. procuramos contribuir para a AD em diálogo constante com os estudos relacionados à constituição identitária dos sujeitos. e das exclamativas com wh que e quanto. A Análise de Discurso (AD) de vertente pêcheuxtiana é uma de nossas teorias norteadoras e. em um mesmo espaço geográfico acaba por criar mitos deslocados e conflitantes. Assim. quanto e como. Imaginário. especialmente com a Região Sul. PRODUÇÃO DE SENTENÇAS EXCLAMATIVAS-WH EM PB: UM ESTUDO EXPERIMENTAL Karina Zendron da Cunha (UFSC) Resumo: Nesta comunicação apresentaremos os resultados de um experimento de produção de fala que teve por objetivo responder se há mais de um tipo de contorno entoacional para as exclamativas-wh com wh que. em quais lugares os sujeitos migrantes e/ou seus descendentes se inscrevem em relação à língua e à cultura alemã e como sua identidade é construída. Há ainda outro processo de mitificação. tanto na Alemanha quanto no Brasil. Essa hipótese vai ao encontro dos resultados apresentados por Zendron da Cunha (2012) e Zendron da Cunha e Seara (2014). que e quanto) presente nelas. étnica. não podem ser desvinculados dos contextos que envolvem tal idioma e o relacionam com nosso país. Palavras-chave: Língua. bem como para o ensino e a aprendizagem da língua alemã.religiosas e culturais. por outro. suas noções de língua e de memória discursiva são conceitos-chave para compreendermos que domínios de memória emergem desses relatos. por um lado. usamos o programa PRAAT. Deus Tecnológico. cultural e outros fatores determinantes do indivíduo. construções essas que ao longo da narrativa se mostram não formadas no personagem. Para testar nossa hipótese. a presença de diferentes culturas. Foram gravadas 4 repetições de 12 enunciados por informante. propomos um experimento de produção de fala. falantes nativas de PB. apresentam-se apenas como sombras. sua construção como indivíduo passa por construções de identidades. Deuses Drogas. criam-se entidades mitológicas modernas como: Deusa Mídia. com diferentes mitos. principalmente. Memória. variedade de Florianópolis. Nesse sentido. versão 5. Sendo um humano. Etc. cujas análises evidenciaram diferenças no comportamento entoacional das exclamativas com wh como. Identidade nacional.1. Ocorre que com a aplicação desse processo a cultura moderna. Mito. sob a nossa perspectiva. DE NEIL GAIMAN Guilherme Menezes Vilanova (UFRGS) Resumo: A obra Deuses Americanos de Neil Gaiman apresenta um processo de mitificação onde a existência de entidades mitológicas passa pela adoração e sacrifício. somando 288 enunciados para análise. O enredo da obra se focasse no embate dessas entidades fruto de culturas antigas e da cultura moderna. PROCESSOS DE MITIFICAÇÃO EM DEUSES AMERICANOS. passa tem como fator determinante uma perda constante de identidade.

No caso desse estudo. Interface SintaxeSemântica-Prosódia. No presente trabalho.10. Palavras-chave: Sentenças Exclamativas-wh. unidades de pensamento e conhecimento Hardy-Vallée (2013). Conceito. para a análise estatística. 228 . Os resultados mostraram que há comportamentos entoacionais diferentes para as exclamativas-wh com wh que. Palavras-chave: Discurso. Esse resultado pode estar relacionado ao fato de que há. PORTNER. 2012). Na análise dos dados consideramos a medida de F0 (St) e a distribuição de tons feita pelo script em quatro pontos diferentes dos enunciados. Frequência Fundamental. Comunidade Virtual. nos propomos à reflexão sobre os conceitos que são emergentes a partir das interações sociais em grupos de estudos online. tanto em relação às médias de F0 quanto em relação à distribuição de tons. assim como no italiano. Não tardaram a circular. Mídia. no paduano e no inglês (ZANUTTINI. a mídia nacional passou a trabalhar nas margens dessa “imagem negada”. mais de um tipo de exclamativa-wh. o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva foi conduzido de forma coercitiva pela Polícia Federal até o pavilhão de autoridades do Aeroporto de Congonhas em São Paulo a fim de prestar depoimento sobre seu envolvimento em atividades suspeitas investigadas pela operação Lava-Jato.3. PRODUÇÃO ENUNCIATIVA EM COMUNIDADE VIRTUAL: CONSTRUÇÃO DE CONCEITOS Rosangela Silveira Garcia (UFRGS) Resumo: O trabalho a ser apresentado tem o propósito de analisar como os conceitos. Usamos o programa SPSS. o corpus se direciona aos enunciados produzidos em situações de interação entre estudantes de curso de pós-graduação advindas do uso do software Forchat. pretendemos investigar. jornalistas já se movimentavam em torno do mandado expedido pelo juiz Sérgio Moro. e como circulam em situações de interação social instauradas em uma comunidade virtual. sob os pressupostos da Teoria do Discurso. ferramenta tecnológica de comunicação que possibilita interação virtual síncrona e assíncrona. no PB. Tendo sido proibida a filmagem ou qualquer outro registro da condução coercitiva. PRODUÇÃO DE SENTIDOS EM TORNO DE UMA IMAGEM AUSENTE: A PROPÓSITO DA CONDUÇÃO COERCITIVA DE LUÍS INÁCIO LULA DA SILVA NO ÂMBITO DA OPERAÇÃO LAVA-JATO Janaina Cardoso Brum (UCPEL/UFPEL) Resumo: Na manhã do dia quatro de março de 2016. Antes mesmo de a Polícia Federal chegar à casa de Lula. boatos sobre uma suposta prisão do ex-presidente. versão 22. 2003). Como aporte teórico de suas discussões opera com os pressupostos bakhtinianos e de estudos da comunicação mediada pelo computador que pesquisa os processos de comunicação humanos realizados através da mediação das tecnologias digitais (RECUERO. quanto e como. os processos de produção de sentidos em torno da “imagem ausente” através de outras imagens e materialidades diversas que circularam no jogo discursivo-midiático em torno da desestabilização/estabilização de evidências sobre os acontecimentos do dia quatro de março. Dessa forma.0. se formam. Palavras-chave: Enunciado. Imagem. então.

Adota-se para tanto. e a neutralização das vogais postônicas finais. Rasura. Consideram-se as rasuras um momento de “aceitação” e “recusa” do escrevente à heterogeneidade da (sua) escrita. portanto. será analisada a proposta e a frequência com que o gênero propaganda aparece nesses materiais. dentre outros. o projeto de dissertação em andamento a ser aqui apresentado tem como objetivo verificar propostas de ensino com o gênero propaganda impressa em materiais didáticos de língua inglesa e discutir sua aplicabilidade em sala de aula. sobreposição. Desta forma. 2013). que foram ampliadas no Brasil por Cristovão e Stutz (2011). Segundo essa ideia. que busca compreender e considerar as ações humanas em seus aspectos discursivos e sociais. a marcação do ditongo. O corpus examinado refere-se a 449 enunciados escritos por crianças da antiga primeira série do Ensino Fundamental I. Palavras-chave: Propaganda. ligadas ao conflito entre a variante fonética falada pelo escrevente e a imagem que o escrevente supõe da representação gráfica prescrita pela escola. RASURAS: CONFLITOS ENTRE O ORAL E O GRÁFICO Tatiane Henrique Sousa Machado (UNIPAR) Resumo: Neste estudo foram analisadas as rasuras. buscando orientar o trabalho docente com a propaganda. tais como outdoors. rádio. 2012).PROPAGANDA: DESENVOLVIMENTO DE CULTURA E CRITICIDADE NAS AULAS DE LÍNGUA INGLESA Vera Lúcia Freitas Franco (UTFPR) Resumo: A propaganda faz parte do cotidiano das pessoas em qualquer país. Após a apresentação de alguns dados já coletados. inserções. Dentre os principais momentos de conflitos ressalta-se: a omissão da coda vibrante final. A hipótese que norteia este estudo é que as rasuras seriam sinais de um deslocamento da criança em relação à (sua) escrita e à escrita do outro e. bem como seu potencial para contribuir significativamente para o desenvolvimento crítico e cultural dos sujeitos aprendizes de língua inglesa. especialmente de línguas. internet. Esses conflitos são consubstanciais à linguagem. Variante fonética. indícios de divisão enunciativa do sujeito escrevente (CAPRISTANO. marcadas por apagamentos. notadamente na Educação Básica. comerciais de TV. Livro didático. em qualquer língua e através de diversos meios de comunicação. 2004). Letramento verbo-visual. Palavras-chave: Escrita. Para isso. destacando o conflito na representação da (sua) escrita. este estudo baseia-se no Interacionismo Sociodiscursivo (BRONCKART. na qual se supõe a não existência de enunciados puramente escritos ou falados. não-coincidências que emergem na superfície do dizer. em que o escrevente por meio de ‘escolhas’ e ‘recusas’ circula pela gênese da escrita e pela representação do código institucionalizado. o registro das vogais pretônicas. o referencial teórico da heterogeneidade constitutiva da escrita (CORRÊA. mas também em escolas de idiomas ou em outros níveis de ensino. no qual foram identificadas 35 rasuras. 229 . 2012). identifica-se nesse gênero uma grande possibilidade de contribuição para o desenvolvimento crítico e cultural dos envolvidos no processo de ensinoaprendizagem de diversas disciplinas. no letramento verbo-visual proposto por Brait (2010) e no conceito de sequência argumentativa de Adam (apud BRONCKART. revistas. constitutivamente heterogênea. O trabalho fundamenta-se também nas capacidades de linguagem dos estudiosos Schneuwly e Dolz (2004).

o primeiro contato dos alunos com uma língua estrangeira em um ambiente formal de ensino. consequentemente. essa experiência poderá determinar o interesse e a motivação futura do aluno em relação ao aprendizado da ‘língua meta’. o jogo na sala de aula possibilitará um ambiente no qual os alunos utilizarão os conhecimentos linguísticos com um propósito comunicativo significativo. Apesar de o presente trabalho não abordar propriamente questões relativas a web. Qual é a sua formação? Essas considerações são oportunas. Neste sentido. bem como o trabalho com jogos. como o real e o virtual. a partir do esquema proposto por Lacan sobre o estádio do espelho buscarmos aproximações entre estas compreensões. a linguística (saussuriana) e a psicanálise (Freud relido por Lacan). afetiva e cognitiva dos alunos. e que este se constrói no entremeio entre o materialismo histórico (conforme releitura de Marx por Althusser). bem como outras questões relativas a estes tanto pelo viés deleuziano. pois sendo. neste momento buscaremos traçar aproximações entre conceitos relativos ao processo de constituição do sujeito próprios à AD. também em relação a esta. Posição Sujeito. o que. as relações com o Outro e com o outro. Formações Discursivas. Além disso.REFLEXÕ(E)S DO/SOBRE O SUJEITO Alexandre Wagner da Rocha (UNISUL) Resumo: As reflexões apresentadas neste trabalho emergiram a partir de questionamentos lançados sobre o processo de constituição do(s) sujeito(s) que se inscreve(m) através da rede (internet). pois eles desenvolvem as capacidades motora. Análise do Discurso. Buscou-se por isso. Silva (2008) defende os benefícios do trabalho com jogos no processo de ensino-aprendizagem. quanto pelo viés lacaniano. REFLEXÕES SOBRE O ENSINO DA LÍNGUA ESPANHOLA COMO LÍNGUA ESTRANGEIRA NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL Bruna Rodrigues Goularte de Bastos (FURG) Clarice de Pinho Valente Duarte (FURG) Resumo: Considerando a importância do ensino de língua estrangeira desde os anos iniciais do ensino fundamental. contar brincando ou brincar narrando’. mobilizaremos aqui alguns conceitos que pretendemos desenvolver futuramente. produções sobre o tema. matriz simbólica. Estádio do Espelho. entre eles: o inconsciente. Pesquisadores na área sustentam a necessidade de abordar os aspectos linguísticos da LE de forma lúdica. objeto de desejo. bem como discutir acerca da identidade do profissional responsável por tal aprendizado. através de revisão bibliográfica. bem como propor novas interpretações sobre os processos de constituição e de (des)identificação do(s) sujeito(s). como Ideologia. Considerando que nosso trabalho se desenvolve a partir do escopo teórico e analítico da Análise do Discurso (AD) de vertente francesa. imaginário e real. motivará o aprendizado. Identificação. Palavras-chave: Sujeito. Interdiscurso. o presente trabalho visa discutir formas de tornar o ensino da Língua Espanhola eficaz nessa etapa da educação. Contraidentificação e Desidentificação. com noções oriundas das reflexões propostas por Lacan sobre o estádio do espelho. então. simbólico. O trabalho com crianças dos anos iniciais exigirá do professor um conhecimento acerca das metodologias de ensino do espanhol como língua estrangeira considerando as especificidades da infância. provavelmente. desenvolveremos uma breve explanação sobre como a AD e a psicanálise compreendem o processo de constituição do sujeito para. Rocha (2008) sugere que os diferentes gêneros combinados possibilitam ao aluno ‘narrar cantando. A 230 . utilizando os mais variados gêneros textuais.

Ensino Fundamental. localizando a obra Contos gauchescos num espaço definido como terra natal. remete-nos ao fato de que todo arquivo constitui-se como “uma instância e um lugar de autoridade” (ROMÃO. num gesto que é sempre afetado pela exterioridade constitutiva. Na perspectiva discursiva. tomada aqui como “campo de documentos pertinentes e disponíveis sobre uma questão” (PÊCHEUX. Em relação ao gênero social. etc. “O negro Bonifácio”. Palavras-chave: Ensino. 1982/1994. exploraremos essa diferença visando estabelecer uma relação entre essas duas dimensões de um RI. Palavras-chave: Terra natal. assim como reforça o status excludente daqueles que com o meio não se identificam: o estrangeiro. p. DELA-SILVA. No presente trabalho. Segundo o Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia. REPOSITÓRIOS INSTITUCIONAIS: UMA ANÁLISE DISCURSIVA A PARTIR DA NOÇÃO DE ARQUIVO Márcio José da Silva (UNISUL) Resumo: Os Repositórios Institucionais (RI) surgiram como desdobramento político de uma mobilização mundial em favor do amplo acesso à informação científica. a mulher. A noção de arquivo. 2015). Língua Espanhola. através da representação feita pela visão masculina de Blau Nunes. Essa concepção do espaço regional vem a colaborar para o estabelecimento do mito do tipo gaúcho. analisa-se o papel da personagem feminina Tudinha. REGIONALIDADE E GÊNERO SOCIAL EM SIMÕES LOPES NETO: A CARACTERIZAÇÃO DO FEMININO ENQUANTO CONCEPÇÃO DO ESPAÇO REGIONAL MASCULINO Karen Gomes da Rocha (UCS/UniRitter) Resumo: O presente ensaio aborda. 2006.leitura e estudo do referencial teórico embasou o planejamento das aulas de Língua Espanhola ministradas em turmas de primeiro a quinto ano do ensino fundamental em uma escola em tempo integral na cidade de Rio Grande. que é de ordem histórico-ideológica. 2013. LEANDROFERREIRA. 231 . a noção de arquivo institucional se diferencia da noção de arquivo discursivo. é tida como contradição do mundo social estabelecido. Estas questões e experiências motivam o projeto de pesquisa que será apresentado no 4º Sul Letras – Formação de Redes de Pesquisa. o pampa gaúcho. um RI é definido como “um tipo de biblioteca digital. Gênero social. através da busca pela unificação de particularidades inerentes ao estereótipo gauchesco masculino. 7). (…) um serviço de informação científica – em ambiente digital interoperável – dedicado ao gerenciamento da produção científica e/ou acadêmica de uma instituição” (IBICT. enquanto a segunda é de natureza simbólica e é determinada histórica e ideologicamente. e vêm ganhando espaço no cenário científico-acadêmico atual (WEITZEL. no conto intitulado “O negro Bonifácio”. Rio Grande do Sul. isso porque a primeira concepção é de natureza empírica e é determinada politicamente (entre outros fatores). como a mulher que. na perspectiva de Schumann (2013). 2012. É na exata medida dessa distância entre uma e outra que se encontra nosso interesse pelos RIs. MURAKAMI e FAUSTO. 11) que funda-se no âmbito do controle e do político. p. 2011. KURAMOTO. Esta definição evidencia a dimensão institucional dos RI enquanto uma espécie de arquivo. questões inerentes à temática da literatura regional e regionalista. 57). p. mas parece silenciar sua dimensão discursiva. sob a perspectiva da regionalidade. Para Pêcheux (1982/1994) a leitura do arquivo se dá na relação da língua com a discursividade. o brasileiro.

os dados obtidos e analisados expressam um componente relevante a ser considerado nas práticas de ensino de língua inglesa na escola pública. DENARDI. Arquivo. 2003). No que se refere aos resultados. ao observar a figuração do narrador e sua produção narrativa atual. infere-se que os modos de dizer são afetados por tecnologias. 2) A representação do participante Sujeito Aprendiz nos enunciados dos jovens investigados. 2013c. MACHADO. a teoria da literatura. ainda que o propósito inicial do estudo não fosse pedagógico. quando discorre a respeito da interação entre mídias e a escrita de ficção e. Análise Crítica de Discurso (FAIRCLOUGH. REPRODUÇÃO: UM DISCURSO QUE SE REPETE Ádria Graziele Pinto (UNISC) Ana Claudia Munari Domingos (UNISC) Helena Jungblut (UNISC) Resumo: Este trabalho vincula-se ao projeto Vozes da Cultura Contemporânea: ficção em primeira pessoa. em um discurso parcial. dentre eles: a Teoria das Representações Sociais (MOSCOVICI. Nesse sentido. Vinculado a esse estudo. Em um jogo entre narradores monológicos. este trabalho tem a intenção de realizar uma leitura interpretativa da obra Reprodução.Palavras-chave: Repositórios Institucionais. Ana Cláudia Munari. de Bernardo Carvalho (2014). 2012. coordenado pela Profª Dr. de que as práticas realizadas no ciberespaço têm influenciado os modos de produção e recepção de textos. o trabalho abrange três diferentes campos de atuação: a sociologia. Palavras-chave: Discurso. O estudo dialogou com diferentes aportes teóricos. 2004. 2003) e Gramática Sistêmico-Funcional (HALLIDAY. centralizando sua atenção no narrador. a lógica narrativa é construída através de ironias a respeito da “hiper(des)informação” do sujeito moderno. Língua Inglesa. REPRESENTAÇÕES E GRAMÁTICA SISTÊMICO-FUNCIONAL: O QUE NOS DIZ O DISCURSO DE ESTUDANTES SOBRE O ENSINO DE LÍNGUA INGLESA Ederson Henrique de Souza Machado (UTFPR) Resumo: O presente trabalho compila alguns resultados obtidos durante uma pesquisa que observou as representações sociais sobre relações tangentes ao ensino e aprendizagem de língua inglesa no discurso de estudantes do ensino fundamental público da região sudoeste do Paraná (MACHADO. Para tanto. 2014). 2014). sendo um reflexo dos modos de vida. a comunicação. aqui representada através das reflexões sobre a cultura contemporânea. por fim. com base na correlação dos resultados das duas primeiras etapas de análise com o contexto material dos estudantes. 2013a. MATTHIESSEN. cujo objetivo é refletir sobre as mentalidades e tendências da ficção contemporânea. Ao concentrar-se no sujeito moderno e no meio que o circunda. A partir da perspectiva que Santaella (2013) propõe. 2013b. sustentamo-nos em Norman Friedman (2002) e Schøllhammer (2009) para pensar o ponto de vista do narrador na ficção brasileira contemporânea. Os dados analisados foram obtidos mediante aplicação de questionários a 402 alunos de 9º ano do ensino fundamental público. Representação social. e 3) levantamento de uma hipótese para explicação do distanciamento entre os estudantes da escola pública e a disciplina de língua inglesa (que é marcado gramaticalmente em seus discursos). Discurso. Esses participantes eram de oito instituições de ensino público de diferentes municípios da região sudoeste do Paraná. que 232 . o trabalho apresenta: 1) a recorrência temática associada ao ensino de língua inglesa.

O estudo pretende analisar regionalidades presentes na obra.constrói suas opiniões e ideologias através do conteúdo de revistas. Catarina é enviada pelo pai – já prometida em casamento a Alberto Sacramento Monteiro – ao Timor para ver como andavam os negócios da sociedade que estabeleceram junto à fazenda de café. a outra. as quais configuram o pano de fundo e asseguram a verossimilhança ao romance. como desejamos mostrar. acham-se várias obras ditas regionalistas. e nunca teve a atenção devida da metrópole. Em busca de seu príncipe encantado. A pesquisa faz uso de comprovações da obra São Bernardo para exemplificar argumentos por ela levantados. Luís Cardoso. Há duas personagens fundamentais na obra: uma. uma terra relegada a uma condição de insignificância desde o olhar colonial. O artigo procura afirmar que uma obra não é regionalista apenas por estar inserida em dada região. É nesse espaço que a jovem Catarina. Reprodução. Quando se busca pelo Modernismo de 30. Bakhtin. O território foi um espaço relegado à insipidez do cotidiano histórico e serviu de depósito de pessoas não queridas na Metrópole. RESPIRAS E OFERECES À MORTE UM SILÊNCIO BREVE: DOS MOVIMENTOS DE CATARINA E DE SEU SILÊNCIO QUE TRAZ A DOR DO(S) CORPO(S) VIOLADO(S). apenas caracterizam o enredo. Palavras-chave: Narrativas Contemporâneas. blogs e redes sociais. Timor Leste. a tendência à desconstrução da voz autoral a partir da sua inserção na cultura digital. não exaltam ou exageram aspectos locais. a resistência organizada e fantasmagórica dos nativos. classificação utilizada por muitos autores para caracterizar a narrativa. Said e Steiner servirão de base teórica para a construção dessa materialidade. Cassirer. uma vez que se encontra ultrapassada. O objetivo é expandir a visão tratando desse tema. que estava à deriva antes da independência. apenas por utilizarem determinadas regiões do Brasil como lugar já recebem essa nomenclatura. o próprio Timor Leste. O Timor Leste foi colônia portuguesa durante cinco séculos. Palavras-chave: Literatura. em uma cadeia de reprodução de sentidos. Meletínski. apresenta ao leitor uma colônia repleta de sujeitos deslocados em sua condição imaginária e. apresenta. Regionalidades que não significam regionalismos. O romance. Daniel Conte (FEEVALE) Resumo: A obra Réquiem para o navegador solitário. aproximadamente. que se desenhava príncipe longe dali. se assim fosse 233 . Bachelard. não escapa à retratação dolorosa comum às literaturas contemporâneas das ex-colônias de Portugal. O império português só voltou os olhos com um pouco mais de atenção ao Timor quando da ameaça de invasão pelos japoneses em 1941 em meio às tensões da II guerra mundial. a narradora. a narradora Catarina. É desde essa ordem contextual que este trabalho pretende evidenciar o deslocamento dos personagens que figuram na narrativa de Luís Cardoso e o silêncio histórico a que são relegados. A própria Catarina foi violentada pelo noivo Alberto. o que se apresentou foi um território hostil e permeado de uma violência constante contra a mulher. Ao chegar. assim. de Luís Cardoso. por outro lado. Cultura Digital. Paz. SERÁ “SÃO BERNARDO” DE GRACILIANO RAMOS UMA OBRA REGIONALISTA? REGIONALISMO VERSUS REGIONALIDADES Angélica Vinhatti Gonçalves Ferla (UCS) Resumo: Este artigo problematiza o termo regionalismo ligado à obra São Bernardo de Graciliano Ramos.

A ação desenvolvida contempla a leitura da história O mistério da floresta.muitas outras narrativas seriam compreendidas como tal. Essa atividade proporcionou que os alunos refletissem sobre a narrativa e utilizassem sua criatividade para interagir com a história e com os demais colegas. Para compreendermos este funcionamento. a contação da história continuou e eles puderam descobrir. Contação de histórias. Após falarem de seus monstros. indicada pelos próprios alunos no decorrer do projeto. visto que. Dessa forma. Palavras-chave: Literatura. nos anos de 1960 na França e desenvolvido no Brasil por Eni Orlandi na década de 1980. Nº 9394/96. A escolha do texto ocorreu em razão deste possuir temática relacionada ao “terror”. através das noções da Análise do Discurso como proposto por Michel Pêcheux. que hoje se pode compreender como antiga. de Gerusa Rodrigues Pinto. é delegada à escola a função de despertar na criança o gosto pela leitura. O tempo da leitura é entendido como um meio de “refletir e pensar em possibilidades diferentes da vida” (MACHADO. devem estimular o interesse dos alunos. Diane Silva Zardo (UNISUL) Resumo: Este estudo pretende trazer uma reflexão sobre a questão social e histórica da exclusão de pessoas com deficiência na sociedade. Valdir Castro. 18). localizada na cidade de Rio Grande. da Lei de Diretrizes e Bases da 234 . 2009. ao longo dos tempos. Durante a contação da história. a partir da leitura. que é o discurso. as atividades propostas em sala de aula. SIGNIFICAÇÃO E RESSIGNIFICAÇÃO NO PROCESSO DE CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS Ana Luisa Feijó Cosme (FURG) Resumo: O presente trabalho consiste em um relato de experiência da prática de contação de histórias desenvolvida no projeto “Oficina de contação: a formação de leitores”. os alunos tiveram um momento para refletir sobre as possíveis criaturas que habitavam a floresta e criaram seus próprios monstros. DA LEI DE DIRETRIZES E BASES DA EDUCAÇÃO NACIONAL. conforme explicação de Lajolo (1982). Atualmente. qual era o mistério da floresta. SIGNIFICADO/SENTIDO E MEMÓRIA AO TRATAR DA DISCURSIVIDADE DO ARTIGO Nº58. que tem como premissa principal a formação de mediadores de leitura e leitores de literatura. Essa mediação. que podem ser percebidas ou tratadas sob as formas de silenciamento/apagamento/interdição. nos deparamos com diversas formas de pensar e tratar a exclusão social que. A Análise de Discurso francesa concebe a linguagem como mediação necessária entre o homem e a realidade natural e social. de fato. o espaço escolar passa a ter papel importante. e vinculado ao projeto “Socializando leitura”. Regionalismo. p. Nesse exercício de (re)criar sentidos. Leitura. O objetivo desse relato é apresentar uma das ações realizadas na turma de 2° ano da Escola Municipal de Ensino Fundamental em Tempo Integral Prof. Palavras-chave: São Bernardo. auxiliando o despertar do gosto pela leitura. coordenado pela professora Drª Mairim Linck Piva (FURG). da mesma Universidade. Regionalidades. não apenas servindo de pretexto para o ensino de gramática. segundo Zilberman (1991). tendo como recorte as noções de Sentido e Memória. justificando os motivos de os mesmos estarem ali. torna possível tanto a permanência e a continuidade quanto o deslocamento e a transformação do homem e da realidade em que vive. vêm impondo marcas em diferentes grupos sociais. Através deste artigo será discutida mais longamente essa questão. vamos analisar discursivamente o Artigo nº 58.

o sentido não desliza só se multiplica. Gordon Lish foi o editor de Raymond Carver em suas primeiras duas coleções de contos. Palavras-chave: Raymond Carver. Através de um encontro interdisciplinar entre componentes da análise do discurso e os estudos culturais pretendemos revelar as distorções ideológicas que permeiam a narrativa editada por Lish. Silenciamento. Em sua segunda coleção de contos Do Que Falamos Quando Falamos de Amor (1981). publicados pela viúva de Carver 20 anos após a versão editada de Lish. incapazes de lidar com os seus problemas e inábeis ao comunicaremse uns com os outros. a literatura do século XXI permite que debates de longa data sejam recolocados no centro de alguns questionamentos. história e língua. em particular. sem nunca “fazer sentido”. Exclusão. Gordon Lish. o qual se refere especificamente à educação especial e à Inclusão Escolar de alunos com necessidades especiais em escolas públicas. não há transferência. determinando um bloqueio para o percurso dos sentidos. E. percebemos que acontecimento não tem história. no interior desta rede. Entendemos que o percurso da exclusão social se estendeu como rede. Ao cotejarmos o manuscrito original de Carver com a versão editada por Gordon Lish percebemos que o editor silencia os personagens de Carver. sua historicidade. Sentidos estes que determinam a posição ou a formasujeito histórica dos indivíduos e que constituem o objeto deste estudo. A questão do silenciamento e da censura editorial é analisada tomando como base as teorias desenvolvidas por Eni Orlandi. Este aspecto. É o que tem acontecido com a categoria do Realismo. Memória. me amparo nas teorias da análise do discurso francesa e em seus pressupostos acerca do sujeito.Educação Nacional. DE NOEMI JAFFE Camila Rodrigues Boff (UFRGS) A literatura brasileira contemporânea é frequentemente caracterizada pela multiplicidade. Dada a variedade de visões teóricas que trataram e tratam desta questão. E. SILENCIANDO O OUTRO: O CASO DA EDIÇÃO DE GORDON LISH NA LITERATURA DE RAYMOND CARVER Carlos Böes de Oliveira (FEEVALE) Resumo: Estuda-se aqui a influência literária do famoso Editor Gordon Lish na coleção de contos mais celebrada de Raymond Carver. sem se “significar”. Como um “efeito”. o mundo literário testemunhou um dos casos mais célebres de censura editorial já conhecida. Gordon Lish não apenas redefiniu esteticamente os contos (consolidando Carver como um escritor minimalista). seus deslocamentos. apaga-se a memória histórica. os sentidos permitidos socialmente transitam sob a forma de discursos já postos. Tendo 235 . por muitas décadas. Palavras-chave: Sentido. mas também remodelou os sentidos empregados nas histórias. Aberta a diversos tipos de produção. relegando-os a posições sociais inferiores. Raymond Carver teve sua obra editada em mais de dois terços do manuscrito original. SOBRE FRATURAS E REALISMOS: EXÍLIO E IDENTIDADE EM ÍRISZ: AS ORQUÍDEAS. Tratado como materialidade discursiva. pretendemos compreender como se constituem os diferentes sentidos postos para os sujeitos e para a história. LDB nº 9394/96. seus deslizamentos. acredita-se que falar de Realismo possa ser fértil para o estudo do romance brasileiro contemporâneo. era ultrapassado nos manuscritos originais. através dessa relação. Para embasar este artigo.

o presente trabalho propõe uma análise do romance Írisz: as orquídeas. e de Martim. apresentar uma análise das seguintes leis: Ley nº 71 (2010) – Lei de Derechos de La Madre Tierra e a Ley nº 300 (2012) – Ley Marco de La Madre Tierra y Desarrollo Integral para Vivir Bien promulgadas no Estado Plurinacional de Bolívia. publicado em 2015. Madre Tierra. uma vez que através da lei se instaura a constituição de uma subjetividade ligada ao dever-ser? O funcionamento de Madre Tierra como um nome que dá identidade à lei e a “algo” dotado de personalidade jurídica não é suficiente para pensar que a opacidade deste nome. Nome. a partir da Análise do Discurso pecheutiana. É possível perceber o funcionamento interdiscursivo que resgata saberes historicamente relacionados à questão ecológica e à cosmovisão indígena. Exílio. subjetivar a Madre Tierra na sua materialização linguístico-discursiva num texto legal/legítimo. SOBRE O NOME MADRE TIERRA NA LEI E O FUNCIONAMENTO DISCURSIVO NA PRODUÇÃO DE SENTIDO Cristina Zanella Rodrigues (IFSUL/UCPEL) Resumo: A proposta deste trabalho é. PAUL: UM JOGO DUPLO DE ARTICULAÇÃO E PARTIÇÃO Gabriela Semensato Ferreira (UFRGS) Resumo: Esta pesquisa reflete sobre o trabalho artístico suplementar. ou de articulação. No romance Leviathan (1992). imbricados no funcionamento de um texto legal. que culmina na publicação de Double Game (Jogo Duplo. há por objetivo analisar que efeitos de sentido e deslocamentos teóricos são produzidos a partir das formas de nomear. cada 236 . na AD. que traz o sujeito do inconsciente para pensar o processo de interpelação. SOPHIE. pressupõe teoricamente a concepção de uma subjetividade em corpo. que a acolhe.isso em vista. Elenco as seguintes questões norteadoras: Como ocorre o funcionamento discursivo do sintagma Madre Tierra que a faz sujeito de direito. como porta voz das lutas indígenas? Há que considerar. que o processo de subjetivação. que agora o Estado simboliza. e se “ficcionaliza” a experiência. decide recriar Maria. Assim. O nomear a lei e a concessão de uma subjetividade jurídica (ir)rompem na ordem de sentidos do discurso jurídico para colocar uma série de contradições. tratar do exílio e da identidade cultural. Palavras-chave: Subjetividade. baseando-a em publicações e exposições de Sophie Calle. chega ao Brasil para estudar orquídeas. Ainda pretende-se fazer um breve comentário sobre a forma do romance. referenciar. a partir dos conceitos de Realismo propostos por Erich Auerbach e Tânia Pellegrini. de Calle. Visa-se. pois. exilada em decorrência da Revolução Húngara. através de performances. pesquisador do Jardim Botânico. Identidade. intimamente ligada às questões que serão abordadas. A narrativa traz a história de Írisz. constitui uma subjetividade? Seria a cosmovisão dos povos nativos o real da lei. por sua vez. Paul Auster cria a personagem Maria. designar. escrito na letra da lei. A artista. entre Sophie Calle e Paul Auster. através deste jogo duplo com a obra de Auster. da fotografia e da escrita. em que se imita a ficção. questões centrais na obra em questão. de Noemi Jaffe. MARIA. 2000). pois atravessada pelos questionamentos da Psicanálise de viés lacaniana. que jogam no limiar da falta e do excesso. Ao atentar para o processo de subjetivação e os ruídos que este acontecimento pode ocasionar. botânica húngara que. que segue estranhos para fotografá-los. Palavras-chave: Realismo.

apresenta um conjunto que se movimenta em torno do Tambor (tronco de madeira escavado. parte-se de investigações desenvolvidas no grupo de Estudos de Poéticas do Presente. busca-se. A personagem Maria baseada em Sophie é ao mesmo tempo inspirada na artista. Para isso. discursivamente. de Jean Jacques/Rousseau. dessa problemática em Derrida. em Gramatologia (1967). comidas. então. Interpretação. cheiros. Ao ler alguns contos da autora brasileira Lygia Fagundes Telles. Palavras-chave: Articulação. da UFRGS. que se estendem à percepção e performance do corpo na arte. a imagem do São Benedito. o percurso interpretativo é influenciado pelos sentidos pré-construídos. em Prosthesis (1995). como representação cultural maranhense reclama. o espaço simbólico é marcado pela incompletude e sua relação com o silêncio e é este movimento que abre espaço ao gesto de interpretação. mas não pré-existente. pela historicidade e a ideologia que atuam sobre o sujeito. Segundo a autora Eni Orlandi. o leitor se depara com a ausência de uma estrutura clássica a respeito do destino da personagem principal. acontece a brincadeira. etc. interpretar e compreender um texto seja ele histórico. a interpretação de uma fala que se propaga no tempo e no espaço acompanhando a construção política do sujeito brasileiro. de vazios. a referência ao “real” externo. o jogo com os nomes próprios dos personagens e dos artistas. a partir do trabalho com as palavras e com a visualidade. Investiga-se aqui. transfere ao leitor a responsabilidade de interpretação e efeito de fecho dos casos. principalmente ao que se refere ao final dos contos. incertezas e ambiguidades. Para a Análise de Discurso. Jogo Duplo. por isso. que brincam na roda em homenagem ao santo da igreja católica. coberto por pele de animal. Nesse sentido. Palavras-chave: Sujeito-leitor. Além disso. A brincadeira do Tambor de Crioula se realiza no 237 . Por clássica. Incompletude. para quem a louvação é dirigida.trabalho surge da interação com o outro. em uma relação de presença e ausência. através da leitura de David Wills. e esse pensar sobre o si como outro. Como materialidade discursiva. em torno do qual. do departamento de Teoria Literária e Literatura Comparada. com começo meio e fim. entende-se aquela composição de texto que se apresenta de forma linear. analisar e compreender como se dá o envolvimento do sujeito-leitor com a forma de escrita destes contos e suas relações com os sentidos. mas seguida por esta como um modelo para posterior experiência com cores. Nomes divididos. Fazem parte também. o gesto de interpretação e sua responsabilidade ao assumir o efeito de fecho. SUJEITO-LEITOR E INTERPRETAÇÃO: A RESPONSABILIDADE PERANTE A INCOMPLETUDE DE SENTIDOS NOS CONTOS DE LYGIA FAGUNDES TELLES Tatiani Longo Mazon (UNISUL) Resumo: Existem diversas formas para analisar. as toadas lançadas pelos cantadores e as coreiras. preso por pequenos torniquetes de madeira) seu som dá o ritmo e. TAMBOR DE CRIOULA DO MARANHÃO: NO MOVIMENTO DOS CORPOS Conceição de Maria dos Santos Pacheco (UNISUL) Resumo: A brincadeira do Tambor de Crioula. Neste contexto. percebem-se ainda outras leituras possíveis desse trabalho de articulação e partição. jornalístico ou literário. e não há um que se constitua como origem. que costumam ser marcados por dúvidas. A ausência desta linearidade. são abordadas ideias desenvolvidas por Jacques Derrida referentes ao suplemento e ao nome unido e dividido. ou original.

analisar a brincadeira do Tambor de Crioula requer observar a sua organização como um corpo discursivo. do espaço da mulher negra que gira no meio da roda. TECNOLOGIA E EDUCAÇÃO: SENTIDOS DO DIGITAL Katia Cristina Schuhmann Zilio (UNISUL/UNC) Resumo: Este trabalho tem por objeto de estudo o discurso sobre a tecnologia e seu “uso” e de como está materializado em documentos que regem a educação nacional. que se potencializa política/culturalmente como uma trama. Desta forma. a partir do documento Diretrizes Curriculares Nacionais. no contexto digital. que se permite analisar à luz da Análise do Discurso o gesto de leitura/interpretação que esse corpo provoca. Tomamos o termo ‘Tecnologia’ e seus derivados a fim de responder à pergunta: qual o lugar da tecnologia no processo educativo indicado pelos documentos analisados? Na contradição da realidade educacional. a possibilidade de sentido de construção da autonomia. Palavras-chave: Tecnologia. talvez. o discurso da tecnologia povoa o imaginário como a resolução de problemas. não há reflexão ou ação empreendedora de construção de autonomia do sujeito. Análise de Discurso. com a tecnologia. Os sentidos dispostos dão conta que o papel que o Estado toma para si é o de provedor. da reflexão. a educação catarinense. Tambor de Crioula do Maranhão. Pois. bem como. mobilizamos dispositivos teóricos que podem ajudar na discussão e compreensão do que é visível no texto e no discurso e o que sofre apagamento. e também apaga o sentido de que não há responsabilidade além de prover. nesse efeito de sentido de conclamar a trajetória do batuque do Tambor desde os tempos da senzala passando pelo pagamento das promessas feitas ao São Benedito.momento em que todos esses requisitos estão reunidos e acontecendo. É. Mas. e a lei que rege o funcionamento dos laboratórios de informática nas escolas brasileiras. A garantia de uso não é garantia de aprendizagem. entre o real e o ideal. Tecedura/Tessitura. a partir da prática. no entanto é. às festas promovidas pelos órgãos institucionalizados da cultura e as brincadeiras de Ponta de Rua que é possível marcar a resistência do Tambor de Crioula. Há. Escola. chamada de ProInfo. já viemos a descrever – a partir dos princípios epistemológicos estabelecidos por Michel Pêcheux na Análise do Discurso – o 238 . e isso inclui o uso da tecnologia e a força do contexto sócio-histórico que reserva mais ao discurso da modernização do que à ação propriamente dita. o efeito de sentido de modernização das Escolas. às manifestações de comemorar a conterraneidade do baixadeiro. no documento Proposta Curricular de Santa Catarina (2014). No gesto de leitura e interpretação. do uso. é na junção deles que se significam e podem produzir o efeito de sentido de sincretismo cultural afro-brasileiro. Palavras-chave: Corpo discursivo. Considerar a textualidade digital como uma das práticas que podem e devem fazer parte daquelas que ampliam conhecimentos significa o primeiro passo para uma modificação que já acontece na sociedade e que a Escola não quis ver durante muito tempo. Numa linguagem própria que evoca os conceitos de Tecedura e Tessitura (Discurso Artístico) na dimensão do Discurso Lúdico para a sua interpretação dos enlaces presentes na brincadeira do Tambor que beiram o non sense. TECNOLOGIA E O ‘NOVO’ NA CONSTITUIÇÃO DO SUJEITO-USUÁRIO Vitor Pequeno (UNICAMP) Resumo: No desenvolvimento de nossa pesquisa de doutorado.

Palavras-chave: Discurso. Segundo os princípios da ANL/TBS. a Teoria dos Blocos Semânticos (TBS). Buscamos precisar também. que motivaram o desenvolvimento de uma semântica linguística. Palavras-chave: Sistema. o que está de acordo com o preceito saussuriano de valor do signo linguístico. no espaço de produção da tecnologia. Nesse sentido. da Psicologia Social. as quais compartilham o caráter interacional da linguagem.funcionamento discursivo das tecnologias digitais como clivadas subterraneamente pela posição do técnico. da velocidade da produção tecnológica contemporânea. Bolsista DOCFIX FAPERGS/CAPES) Leci Borges Barbisan (PUCRS) Resumo: Este trabalho está vinculado ao projeto O papel da alteridade na concepção da Teoria da Argumentação na Língua. O objetivo é evidenciar que a ANL foi criada a partir das reflexões de Saussure sobre a língua como um sistema de signos em relação. mas sim pelas entidades em relação. portanto. dar mais um passo em direção a descrever melhor essa relação infra e superestrutural entre as formas de produção da e sobre a tecnologia digital e a constituição do sujeito sob as forças de uma nova forma-discurso e suas consequências. Relação. nossa noção de tecnologia como prática técnica. a partir do artigo de 1966. então. Reflexões Sobre A Situação Teórica das Ciências Sociais e. o sentido de uma expressão linguística se dá a partir das relações estabelecidas com outras expressões no discurso. temos um lugar privilegiado de investigação sobre as formas de relacionamento e demanda-comanda entre o sujeito contemporâneo e a tecnologia digital. Sujeito. Apresenta como tema geral a concepção da semântica argumentativa proposta por Oswald Ducrot e colaboradores. Especialmente. Justamente aí. Dessa maneira. no materialismo histórico como suporte epistemológico de nossa investigação. tais como os de orientação argumentativa e de interdependência semântica entre segmentos de um encadeamento argumentativo. Tecnologia. TEORIA DA ARGUMENTAÇÃO NA LÍNGUA: UMA SEMÂNTICA LINGUÍSTICA Cláudio Primo Delanoy (PUCRS. apoiado pelo CNPq. visando o uso da língua como prática social e sua relevância no fazer pedagógico do docente de língua estrangeira (LE). TEORIA E PRÁTICA NO PROCESSO DE ENSINO-APRENDIZAGEM DE LÍNGUA ESTRANGEIRA PARA CRIANÇAS Marina Giosa Azevedo (UFSC) Resumo: A presente proposta de trabalho tem como objetivo apresentar alguns resultados de estudos realizados por pesquisadoras – participantes do grupo Tradução e Cultura (TRAC) –. apoiamo-nos centralmente na obra de Michel Pêcheux e. A proposta é que a concepção saussuriana de sistema de signos relacionados entre si permitiu a criação de conceitos básicos da ANL/TBS. de Carel e Ducrot. do mesmo autor. a Teoria da Argumentação na Língua (ANL). Para tal. e do sujeito-usuário imbricado no discurso de produção e propaganda dos produtos de tecnologia digital. Valor. Gostaríamos. desenvolvida na prática pedagógica realizada na ONG “Casa 239 . de continuar com uma análise referente à questão do Avatar. este trabalho relata e descreve os passos metodológicos na elaboração de uma sequência didática em sala de aula de língua espanhola. percebe-se que o sentido não é construído a partir da entidade linguística tomada isoladamente. Esta investigação parte das bases conceituais da ANL até sua forma recente. Buscamos através dessa análise. mais fundamentalmente.

existe a necessidade de se trabalhar com propostas metodológicas interessantes. Palavras-chave: Língua Estrangeira. A partir dos Jogos Olímpicos de 2016. ao apropriarem-se de uma nova língua. ampliam sua percepção do mundo e de seu próprio entorno. O conjunto de atividades da respectiva sequência foi planejado e teve como finalidade a construção do conhecimento através da aproximação dos gêneros textuais. Sequência Didática. De um lado. a fim de criarmos condições para os alunos se motivarem a aprender não apenas o português como língua adicional. evidenciamos a relevância do planejamento a partir de SD. cujo público-alvo são crianças da faixa etária de 6 a 12 anos. Nesse contexto. políticos etc. pois existe significativo aumento na entrada de estrangeiros em universidades brasileiras devido a fatores socioeconômicos. os OAs nos permitem apresentar sugestões de recursos educacionais oriundos das reais necessidades linguísticas do aluno. de novos textos. atuais e que contribuam para o ensino e aprendizagem do estudante de português. Portanto.estrangeiro em suas atividades. pois percebemos que as crianças. que se destacam no país. METODOLOGIA E ENSINO EM PLA Cristina Becker Lopes Perna (PUCRS) Lucas Zambrano Rollsing (PUCRS) Cláudia Lima Pimentel (PUCRS) Resumo: O português como língua adicional assume uma posição de destaque no cenário brasileiro atual. a prática pedagógica visa uma mudança da abordagem fragmentada no ensino de LE. e a partir das teorias norteadoras aplicamos Mapas Semânticos (PEARSON.estrangeiro. e produzir obras de referência. Palavras-chave: PLA. seus valores desportivos e culturais. a Terminologia serve como sustentação teórica para pesquisa e descrição de termos e fraseologias que devem ser manejadas eficazmente pelo aluno. teremos a oportunidade de trabalhar com Objetos de Aprendizagem (OAs) que visem à proficiência do aprendente de português. utilizando essa temática. estimulando assim a prática da produção escrita em sala a partir da elaboração de gêneros textuais. léxicos. mas também a variedade lexical das Olimpíadas. a Terminografia. Tomando o léxico dos Esportes Olímpicos como contexto. Gênero textual. para uma abordagem que integra diversos gêneros textuais e as práticas sociais reais do universo infantil. JOHSON. Utilizamos como eixo norteador o conceito de Sequências Didáticas – SD – proposto por Dolz (DOLZ. Aliada à crescente demanda. temos uma tríplice interface. Objetos de Aprendizagem. bem como utilizamos os gêneros textuais como fundamentação para o desenvolvimento dos conteúdos programáticos. como também importante na construção e apropriação do conhecimento do aprendiz de LE. De outro lado. 2008).São José”. posto que verificamos que seu uso contribui efetivamente na aprendizagem. converge no objetivo de atender a necessidade de um falante mediante uma variedade técnica da língua. tanto por ser uma metodologia valiosa para o docente. como glossários. TERMINOLOGIA. A face aplicada da Terminologia. dicionários terminológicos etc. Terminologia TESSITURA: VOZES EM (DIS)CURSO Maria da Glória Corrêa di Fanti (PUCRS/FAPERGS) 240 . 1978) objetivando a organização destas unidades.

um compilado de 23 histórias em verso acompanhadas de ilustrações feitas pelo próprio Burton. Em 1997. o presente trabalho busca investigar quais possíveis marcas autorais permanecem em ambas as áreas. Para tal. Palavras-chave: Perspectiva contemporaneidade. As personagens dessas histórias destacam-se pela estranheza que causam: em sua maioria. ou ainda por possuir um corpo peculiar e hábitos peculiares (ser menino tóxico que intoxica o ambiente em sua volta. Autoria. apoiado pela FAPERGS (Edital Pesquisador Gaúcho). Tamiris Machado e Vanessa Ribeiro Barbosa (pesquisadoras). é apresentado um recorte de um projeto em andamento “A tensa relação com o discurso do outro e a produção de sentidos: contribuições bakhtinianas para a pesquisa e a formação na contemporaneidade”. a fim de compreender como ocorre a produção de sentidos e. Formação na TIM BURTON: CINEMA. Para ilustrar as pesquisas desenvolvidas pelo grupo. um corpo que se transforma em uma cama. O projeto. Edward Scissorhands (1990) e Beetlejuice (1988). e consciente de si próprio. bakhtiniana. observando como o outro aparece no discurso e quais são os modos de apreensão/transmissão do discurso alheio. por exemplo). Tendo em vista as discussões sobre autoria nas áreas do cinema e da literatura. certificado pelo CNPq e filiado ao Programa de Pós-Graduação em Letras da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). Podemos encontrar nos séculos XVI e XVII exemplos em Bernardim Ribeiro e Thomé 241 . que é usado como lata de lixo). possibilitar a formação de leitores críticos e pesquisadores atentos aos problemas da contemporaneidade. encontra espaço profícuo na literatura portuguesa há centenas de anos. Tensão entre discursos.Resumo: Esta reflexão visa apresentar o grupo de pesquisa Tessitura: Vozes em (Dis)curso. como postula Wayne Booth em A retórica da ficção. Palavras-chave: Tim Burton. Edward Scissorhands (1990) e Beetlejuice (1988) e pelo livro The Melancholy Death of Oyster Boy and Other Stories (1997). olhar fixamente para tudo). ele publica o livro The Melancholy Death of Oyster Boy and Other Stories (1997). TRAÇOS E RASTROS: O NARRADOR DRAMATIZADO E COM CONSCIÊNCIA DE SI PRÓPRIO NA LITERATURA PORTUGUESA DO SÉCULO XXI Paulo Ricardo Kralik Angelini (PUCRS) Resumo: A tradição do narrador dramatizado. seres infantis impressionam o leitor ou pelos seus corpos (possuir muitos olhos. LITERATURA E AUTORIA Xênia Amaral Matos (UFSM) Resumo: Tim Burton é um cineasta norte-americano reconhecido mundialmente por filmes como The Nightmare Before Christmas (1993). tem como objetivo estudar noções. espera-se contribuir com o debate acerca das perspectivas e dos desafios que se impõem aos estudos do discurso nos dias de hoje. ou por seus hábitos (cheirar cola. Mídias. o corpus selecionado é composto pelos filmes The Nightmare Before Christmas (1993). conceitos e princípios na obra de Bakhtin sobre a relação de tensão entre discursos. integrado por Maria da Glória Corrêa di Fanti (coordenadora). Kelli da Rosa Ribeiro. A motivação da pesquisa é subsidiar análises do funcionamento do discurso. ter uma cabeça de ostra ou de melão. especialmente do tenso diálogo de vozes em diferentes materialidades midiáticas. por consequência. Com a apresentação do grupo e da pesquisa em andamento.

Alusões culturais. O trio de obras recupera e amplia muitas das características deste narrador e suas técnicas retóricas de sedução e manipulação frente ao leitor. existem os diferentes olhares tradutórios para o mesmo objeto. Hipercontemporâneo. faz a interface tradução-jornalismo. Palavras-chave: Literatura portuguesa. de Paulo Varela Gomes. ao contrário. O tradutor. demiurgo. sua contextualização sócio-histórica e cultural. acreditando que. Nesse sentido. publicado durante o sorteio para ser o Brasil a sede da Copa do Mundo Fifa de 2014. não é necessária a existência de um texto fonte. o objetivo do presente trabalho é apresentar a análise realizada no gênero textual notícia “El mundo del fútbol habla de Brasil” do jornal argentino “La Nación”. Nord (1981) defende a tradução como ato comunicativo e intercultural. Partindo desses conceitos. portanto. é considerado como um produtor de textos na cultura de chegada. o reproduzem. Nesse cenário teórico. Zipser (2002). para que ocorra a tradução. TRADUÇÃO JORNALÍSTICA E AS INFLUÊNCIAS CULTURAIS NA TRADUÇÃO DO FATO NOTICIOSO Laís Gonçalves Natalino (UFSC) Resumo: A tradução. em que tradutor e jornalista desempenham papeis semelhantes e. Ancorada no funcionalismo alemão. em especial na análise do fazer tradutório e o fazer jornalístico. seu texto está embebido de fatores externos ao texto que determinam suas escolhas e suas estratégias tradutórias. ao longo dos séculos. E a hipercontemporaneidade não se distingue deste grupo de obras. o objetivo deste trabalho é analisar. de Nuno Camarneiro e Meu amante de domingo. Narrador. intensifica o jogo com o leitor. o diálogo entre a tradução e o jornalismo. e Zipser (2002) ressalta que. carregada de intenção. conversador. e a tradução funciona como ponte entre culturas. ancorando propósitos e públicos distintos. Mas é a partir dos anos 1950 que a construção das narrativas portuguesas tem potencializada a presença de um narrador inventivo. como sujeito social.Pinheiro da Veiga. De acordo com Vermeer (1996). sob a concepção funcionalista. Palavras-Chave: Tradução funcionalista. afirma que toda tradução tem como propósito o leitor-meta. Debaixo de algum céu. a partir do modelo de análise textual orientada à tradução de 242 . ao elaborar a notícia sobre o fato-fonte. o Turpin. é vista como ação comunicativa. identificando com a aplicação do Modelo de Análise Textual de Nord (1991) os elementos intratextuais e extratextuais e suas implicações alusivas à cultura brasileira. gera o conceito do jornalista-tradutor. não apenas entre textos. TRADUÇÂO E JORNALISMO: A REPRESENTAÇÃO DO BRASIL PRESENTE NAS ALUSÕES CULTURAIS DO JORNAL ARGENTINO LA NACIÓN Mirella Nunes Giracca (UFSC/UNIR) Maria José Damiani Costa (UFSC) Resumo: Os estudos da tradução têm ampliado seus diálogos com diferentes áreas do conhecimento. através de diferentes olhares de um mesmo fato.TRAC/UFSC/CNPq. Este trabalho pretende apontar algumas destas marcas que. com olhar especial para três textos do século XXI: Hotel. têm sido recorrentes nas obras lusitanas. permitindo um novo olhar sobre o fazer tradutório e a reflexão dos elementos internos e externos ao texto. nesse sentido. Esta linha de pesquisa é contemplada pelo grupo de pesquisa Tradução e Cultura . de Alexandra Lucas Coelho. Gênero textual. e sim um fato fonte a ser traduzido. o jornalista traduz o fato e.

Quarenta e dois anos depois. A partir dessas propostas. Tradução. em andamento) e capas de jogos eletrônicos (LIZ. transformou-se num monstro voraz. Outros estudos também importantes voltam-se para a análise de material didático como as pesquisas sobre gêneros digitais em material apostilado de língua portuguesa (STUZ.Dungeons and Dragons (RAMOS. 2015. o fato foi que o rio topônimo do município. que tratam da escolha do novo Papa. que parte de análises do trabalho real/realizado com base nos estudos de ergonomia francesa e no ensino como trabalho. no par de línguas português-espanhol. presentificam-na. os tubaronenses ainda rememoram a enchente de 74 em eventos específicos. O resultado deste trabalho é a identificação e discussão do modo com que cada cultura representa em texto sua visão do mesmo fato noticioso. instrumento para a mediação da prática de ensino em línguas estrangeiras para alunos do ensino básico e da educação infantil. TUBARÃO. relâmpagos e nuvens conduzidas pelo vento leste . fato que ocorreu em março de 2013. esperamos tecer redes com outros grupos de pesquisa para compartilhar e ampliar as diversas acepções teórico-metodológicas adotadas para o estudo da linguagem. Os estudos finalizados e em andamento contemplam a análise descendente de determinados corpora em textos. com o intuito de compreender a interface entre a linguagem e o trabalho do docente de línguas. As pesquisas que envolvem o procedimento citado foram realizadas por alunos de mestrado. no Vaticano. bem como na práxis. duas notícias. 2015). 2015). mas. pela terceira vez em 136 anos. retiradas dos jornais online “Folha de São Paulo” e “El Clarín”. do estatuto dos gêneros de texto nas atividades sociais e sua relevância para o ensino. Interacionismo sócio-discursivo. de iniciação científica e do PIBID.evidências que deflagram 243 . Palavras-chave: Gêneros textuais. CACILHO. Tubarão (SC) . A transposição da maior parte desses estudos visa à construção de sequências didáticas. Jornalismo. 2014) e gêneros de entretenimento como role playing games . Ensino de línguas. Palavras-chave: Funcionalismo.sofria com os efeitos de uma inundação.do tupi tuba-nharô. CACILHO. ao experimentarem sensações múltiplas sempre que se manifestam trovões. sobretudo. Se por antropia e/ou decorrente de forças naturais. com o intuito de construir modelos didáticos de gêneros. CONSTRUÇÃO E ANÁLISE DE MATERIAL DIDÁTICO Éverton Gelinski Gomes de Souza (UNICENTRO) Resumo: Esta proposta visa apresentar um panorama dos estudos realizados pelo grupo de Pesquisas Gêneros Textuais e Práxis Docente. da escola genebrina de gêneros textuais. em andamento) e de livros didáticos de inglês aprovados no Plano Nacional do Livro Didático (LOPES. contos de animais (QUEROZ. ancoramo-nos nos pressupostos teórico-metodológicos do interacionismo sociodiscursivo. estando situadas na interface entre língua e literatura e abordando gêneros como horror short stories (SOUZA. sinônimo de ‘pai feroz’ .Nord (1991). em andamento). SERENO E VORAZ Willian Corrêa Máximo (UNISUL) Heloisa Juncklaus Preis Moraes (UNISUL) Resumo: Em 1974. 1974: IMAGINÁRIO DE UM RIO PRESENTE. mesmo sob um esforço conjunto do caos à resiliência. até então potável. em andamento) e mitos/lendas (MIKULIS. sereno e navegável. Sob um viés sócio-histórico e interacionista. TRANSPOSIÇÃO DIDÁTICA DE GÊNEROS.

e c) por intermédio dos arquétipos.. cinema e também com a literatura. serão destacados os diálogos que este romance faz com outros textos e com outras áreas. ocorrem com a pintura. um trajeto antropológico coletivo que se manifesta na transversalidade das narrativas. e a partir da obra bachelardiana. Pretende-se levantar algumas hipóteses com relação aos diálogos presentes a fim de refletir sobre a construção da obra.UMA VOZ NEGRA – ANÁLISE DISCURSIVA E IDENTITÁRIA Merylin Ricieli dos Santos (UEPG) Resumo: O presente trabalho é uma análise discursiva que busca tratar de questões identitárias. há núcleos convergentes e organizados em imagens. o presente estudo visa. sem quaisquer alterações ou prejuízos. esta escolha ocorreu com o intuito de apresentar as possibilidades de desenvolver um trabalho com enfoque em perspectivas discursivas e com base nestes dois aportes metodológicos de diferentes áreas. Enchente. um mito comum .imagens que significam e se ressignificam sob o mito de uma ‘grande enchente’. apontando. parte-se do pressuposto de que o romance é um gênero que abriga em sua forma outros gêneros. raciais e sociais através da voz de apenas um sujeito. na clareza e escuridão. identificar marcas da dinâmica dos microuniversos míticos individuais. porém ainda é o símbolo da resistência e da presença negra na região. Identidades. Em relação a metodologia utilizada para realizar esta pesquisa. o modelo experimental de pesquisa de Yves Durand. b) há um isomorfismo no trajeto antropológico do mito da grande enchente tubaronense. literários ou não. negra. os tubaronenses vivenciam. de modo a driblarem a angústia do tempo e de sua inevitável finitude. de Carlo Ginzburg(1990). por meio da pregnância simbólica do elemento água. O sujeito de pesquisa é a mesma senhora citada. uma comunidade local imaginada. pobre e ex-participante da instituição analisada. DE ADRIANA LISBOA Jéssica Fraga da Costa (UFRGS) Resumo: O presente trabalho tem o objetivo de realizar uma análise do romance contemporâneo Sinfonia em Branco. podendo ser percebidos com facilidade. gráfica e simbolicamente representado pelos respondentes. a cidade de Ponta Grossa (PR). Ao longo da narrativa. visto que a instituição em questão sempre foi rotulada de forma pejorativa e marginalizada. Tubarão (SC). O objeto de análise desta produção é o discurso construído por uma mulher. da autora brasileira Adriana Lisboa. assim como a obter maior compreensão de personagens e de questões de enredo devido às escolhas 244 . Neste sentido. Além disso.O objetivo da atual pesquisa é construir problematizações que apontem para o lugar social de um Clube negro em um município predominantemente branco. tais gêneros são incorporados à sua estrutura romanesca. Para tal análise. música. Os resultados apontam que: a) na leitura do universo mítico. AT-9. optou-se pela Análise do Discurso bakthiniana (1929/2005) e pela metodologia pautada no Paradigma Indiciário. A água e os sonhos. Palavras-chave: Imaginário. estabelecendo um elo imaginário. Os diálogos são os mais variados. denominada de Clube Literário e Recreativo Treze de Maio. UM MOSAICO DE TEXTOS E ARTES: OS DIÁLOGOS E A INTERTEXTUALIDADE EM SINFONIA EM BRANCO.. Negra.na alegria e dor. por intermédio do teste AT-9. os respingos e o transbordamento das águas. metaforicamente sob a fluidez. na superfície e profundidade. UM CLUBE NEGRO. Palavras-chave: Discurso.

com o intuito de observar que ideologia(s) linguística(s) para o ensino de língua portuguesa está/estão ou deveria/deveriam estar percorrendo as salas de aula. Milroy (2011). percebemos que o termo empowerment. Diante disso. espanhol e francês. revisitamos alguns estudiosos no assunto. de poder e cognitivos que estão envolvidos nas escolhas terminológicas nas diferentes línguas das declarações. Para verificarmos os equivalentes. Para isto. As questões levantadas ainda não são totalmente respondidas. partimos da base de termos da ONU. levantando os termos e fraseologias tipicamente utilizadas para tratar da proteção e da promoção dos direitos da mulher em inglês e compararmos os dados com seus equivalentes nas versões pesquisadas. Magalhães. Mais especificamente. respectivamente. como Bagno (2012. como descrito na base de dados não condiz 245 . Para isso. Essa pesquisa interessa-se pelos fatores culturais. Para essa pesquisa fez-se necessário o uso de estudiosos tais como Mikhail Bakhtin e Júlia Kristeva. uma vez que o levantamento de hipóteses se torna mais rico. 2014. Entendemos que a concepção de ensino de língua portuguesa abordada pelo PNLD configura políticas linguísticas exercidas por meio do material didático. Bortoni (2012). percebemos a necessidade de o professor estar atento ao escolher um livro didático. por uma filosofia de ensino e por ideologias linguísticas. observando o PNLD (Programa Nacional do Livro Didático). autores que discutem os diálogos e a intertextualidade. uma vez que os livros didáticos utilizados nas escolas públicas são aprovados por esse Programa. Romance. Palavras-chave: Intertextualidade. UM OLHAR PARA O PNLD 2015 DE LÍNGUA PORTUGUESA: UMA QUESTÃO DE POLÍTICAS E IDEOLOGIAS LINGUÍSTICAS Alexandra Nunes Santana (UEPG) Resumo: O objetivo deste trabalho é realizar uma reflexão sobre as ideologias linguísticas presentes no livro didático para o ensino de língua portuguesa do Ensino Médio. o foco recai sobre o PNLD 2015 e a coleção “Português Linguagens”. a concepção de língua que assumem e como se dá o ensino-aprendizado da língua. UMA ANÁLISE DA TERMINOLOGIA E FRASEOLOGIA UTILIZADA PELA ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS Ana Luiza Treichel Vianna (UNISINOS) Resumo: Este trabalho investiga a correspondência terminológica e fraseológica em declarações da ONU sobre o Direito das Mulheres nas versões oficiais em inglês. Moita Lopes (2013). e na versão não oficial em português. Signorini (2004) e Tormena (2007). 2013) da Editora Saraiva aprovada pelo MEC – PNLD/2015. pois ao escolhê-lo estará optando por um conceito. Palavras-chave: Ideologia. assim como o guia de livros didáticos PNLD 2015 de língua portuguesa.feitas. ideológicos. e assim concordando com o sistema de ensino adotado pelos autores do livro didático. 2015). que descreve os termos utilizados pela Organização e suas traduções nas línguas oficiais. utilizamos a Linguística de Corpus como abordagem metodológica. e sim destacá-las. Em uma análise parcial dos dados. Schiffman (1996). Ribeiro da Silva (2013). 2013. por não fechar as especulações. Woolard (1998). Kroskity (1998). PNLD 2015. Faraco (2008) Gal (2006). Pretendemos verificar se as fraseologias e terminologias presentes no texto em inglês se mantêm nos demais textos ou se a terminologia varia de acordo com a língua da declaração. (Cereja. Sinfonia em Branco. Política linguística.

JOHNSON. aprendizagem e desenvolvimento humano. A partir de noções seminais à teoria sociocultural de matriz vygotskyana. 1998) e nos Referenciais Curriculares estaduais (RIO GRANDE DO SUL. De acordo com Fairclough (2003) esses fenômenos podem ser mudanças discursivas que estão relacionadas a mudanças culturais e sociais. Linguística Contrastiva. 2005) que. 2006. quais sejam: letramento. 2011. a linguagem e demais sistemas semióticos em um conjunto de fatores socioculturais que se interpelam ao longo da vida dos indivíduos. português brasileiro. bem como a aplicação de um caso ou situação proposta na língua-fonte. GRADDOL. BARBOSA. em pé de igualdade e accroître como equivalentes. Análise Crítica do Discurso. tecer uma discussão sobre as implicações de uma proposta de educação linguística em LE a partir de uma perspectiva sociocultural de ensino. Porém o corpus apresenta potenciación. 2009. Por fim. 2000. Nos fundamentamos na teoria sociocultural de Vygotsky e em autores (LANTOLF. colaboração e andaimento. a partir dele. reflexão linguística. em português. interação. decorrente dos processos de globalização. variação e mudança linguística. avançaram na área de ensino e aprendizagem de LE.com os equivalentes encontrados no corpus. literatura e direitos linguísticos. o que é enfatizado nos PCNs de língua estrangeira (BRASIL. UMA PROPOSTA BAKHTINIANA DE ANÁLISE DE TEXTOS PUBLICITÁRIOS Marice Fiuza Geletkanicz (UCPEL) Ângela Mara Bento Ribeiro (UCPEL) Fernanda Taís Brignol Guimarães (UCPEL) 246 . no presente trabalho. 2004). Os autores sugerem uma lista com seis tarefas para a educação linguística no Brasil. fenômeno que elevou a língua inglesa ao status de língua franca para a comunicação internacional (LONGARAY. mais do que tornar alunos proficientes em uma língua estrangeira. Nossa proposta considera a proeminência do ensino de LE após a segunda metade do século XX. Pelo viés da tradução. 2009. Palavras-chave: Educação Linguística. ao advogarem em favor da ampliação dos horizontes culturais dos estudantes. 2000. UMA PERSPECTIVA SOCIOCULTURAL PARA A EDUCAÇÃO LINGUÍSTICA EM LE Raquel Salcedo Gomes (UNISINOS) Resumo: Bagno e Rangel (2005) propõem um conceito irrestrito de educação linguística. tenha por meta a expansão das possibilidades de encontro do aluno consigo mesmo através da língua do outro. 2006) e incentivou políticas linguísticas para qualificar o ensino e a aprendizagem de LE no país. Língua Estrangeira. objetivamos discutir princípios norteadores de uma educação linguística em LE que. que não existe na outra língua. este trabalho apontou para os problemas de equivalentes nas declarações da ONU. norma. empowerment é traduzido para empoderamiento e émancipation nas línguas oficiais e empoderamento. 1998. recurso adotado para estabelecer uma equivalência parcial de sentido. SWAIN. essa equivalência pode ser entendida como uma mudança cultural ou adaptação (AUBERT. intentamos. Teoria Sociocultural. 2009). Palavras-chave: Terminologia. 2006. Dessa forma. mostrando a necessidade de um estudo sobre as traduções da Organização e a criação de políticas para a tradução oficial. Munidas desta definição de educação linguística e das tarefas arroladas por Bagno e Rangel (2005). tais como mediação. mediante a apropriação desse sistema semiótico. outras línguas. o qual abrange aprendizagens sobre a língua materna.

que assumem outros sentidos a fim de alcançar os propósitos publicitários de marketing. mas. apresentam suas peculiaridades. análise e interpretação proposta por Brait (várias datas) e ressignificada em Sobral (2006. que serão apontados na análise a partir da seleção de algumas imagens capturadas dos vídeos. a partir da descrição e análise do objeto. que a concebe como um fenômeno social vivo e dinâmico. UMA VISÃO SOBRE OS ELEMENTOS DA ATIVIDADE DOCENTE Sirlei Rodrigues (UTFPR) 247 . refletir acerca das formações discursivas que permeiam o sujeito/aluno que se move entre as referidas modalidades de ensino. Não é pretensão deste artigo aplicar teorias em um determinado corpus. se vê também parte integrante da modalidade virtual. mas. Palavras-chave: Ensino a distância. de que maneira se constrói a arquitetônica do anúncio em questão. a partir da análise de três comerciais da cerveja Itaipava que circulam na mídia utilizando-se da imagem da mulher associada ao consumo do produto. 2011). Partimos da descrição dos comerciais. eventualmente. demonstrar os parâmetros analíticos da Análise Dialógica do Discurso – ADD. pautada em referenciais teóricos da Análise do Discurso e um estudo de caso focado na Unisul. Sabe-se que Bakhtin não estabeleceu um método de análise. Em seguida. Formação discursiva. Através de uma pesquisa bibliográfica. Pautaremos nossa análise a partir do contexto comparativo acerca do sujeito que se constrói na modalidade presencial. fundada em uma dada relação enunciativa. Por fim. considerando a junção entre marcas linguísticas e marcas enunciativas no objeto considerado. a modalidade virtual. em termos de estilo. buscamos interpretar. forma de composição e tema (que não se confunde com tópico ou assunto). através das ofertas de matrículas que se mesclam entre as referidas modalidades. ressaltaremos as formações discursivas que se atualizam nos acontecimentos singulares. Portanto. como tal. de outro.Resumo: Buscamos. fundamentalmente. à identificação do propósito enunciativo do locutor. UMA REFLEXÃO ACERCA DAS FORMAÇÕES DISCURSIVAS QUE PERMEIAM O SUJEITO QUE SE MOVE ENTRE AS MODALIDADES PRESENCIAL E VIRTUAL DE ENSINO NA UNISUL Patrícia da Silva Meneghel (UNISUL) Resumo: Este artigo objetiva refletir e discutir acerca das formações discursivas que permeiam o sujeito/aluno de duas modalidades de ensino da Unisul – Universidade do Sul de Santa Catarina: de um lado a modalidade presencial e. nos termos da interação específica proposta. Parâmetros Analíticos. neste estudo. usando subsidiariamente propostas da semiótica greimasiana (BARROS. o que inclui elencar desde aspectos sócio-históricos envolvidos na construção de seu projeto enunciativo até aspectos mais pontuais identificados. Cabe ressaltar que essas modalidades ocupam formações discursivas distintas e. o percurso metodológico deverá partir sempre da observação do que o objeto requer e será construído de acordo com suas especificidades. passamos à análise do que foi descrito. Tomamos como base a sequência metodológica de descrição. Palavras-chave: Dialogismo. refletimos a respeito da ressignificação do nome Vera (dado à mulher) e da palavra “verão”. experenciados pelos alunos/sujeitos envolvidos no processo ensino-aprendizagem da Universidade. mas um complexo e valioso conjunto de considerações a respeito do funcionamento da linguagem humana. Presencial e virtual. 2009). Procede-se. buscando compreender como se dá o funcionamento discursivo desses elementos de acordo com seu funcionamento na construção da enunciação desses comerciais. Para a análise desses comerciais. Análise Dialógica do Discurso. assim.

Observamos. é necessário considerar não somente as ações realizadas pelo professor. em contraponto ao aspecto universalista. é o de exprimir novas realidades socioculturais. 2008). da Universidade de São Paulo. mas torna a expressão mais marcada culturalmente. fornecendo indícios da relevância da variação cultural na prática lexicológica. conforme abordagem de Sweetser (2014). VERBOS DE MODO DE MOVIMENTO NO PORTUGUÊS BRASILEIRO: UMA CLASSE REDUZIDA? Dorival Gonçalves Santos Filho (UFSC) 248 . A produtividade neológica demonstrou-se alinhada à produtividade cultural da metáfora. Docência UNIVERSALISMO E VARIAÇÃO CULTURAL EM NEOLOGISMOS METAFÓRICOS Helen Petry (UFSC) Resumo: Esta pesquisa analisa o papel da metáfora nos vocábulos neológicos de língua portuguesa brasileira. já que se trata de um processo construído a partir da interação. p. o preenchimento cultural não exclui a influência da metáfora primária. e propomos para esta análise uma classificação gradativa das metáforas em imagéticas. realizada em 2008 por uma doutoranda da PUC-SP. por fim. Palavraschave: Atividade. em que a participante de pesquisa é uma renomada professora e pesquisadora da USP. Kövecses (2005). mas também o contexto sóciohistórico. que a presença do mapeamento primário torna a metáfora mais potencialmente universal e menos culturalmente dependente e. conceptuais e culturais. O material de análise é um trecho de um tipo de entrevista denominada Instrução ao Sósia. a partir de Lakoff e Johnson (1980). Trabalho.Vera Lúcia Freitas Franco (UTFPR) Siderlene Muniz-Oliveira (UTFPR) Resumo: Este trabalho visa a analisar elementos da atividade docente e a influência deles sobre o professor. Assim. e também o de “real da atividade” proposto por Clot (2007) no âmbito da Psicologia do Trabalho (Clínica da Atividade). Cognição. sem ignorar os inúmeros elementos que o compõem e modificam. admitindo-se a variação cultural e a existência de conceitos cognitivos potencialmente universais. Lakoff e Turner (1989) e as discussões posteriores sobre universalismo e cultura. por outro lado. Pudemos constatar que o papel da cultura nas metáforas conceptuais é principalmente o de atualizar metáforas primárias e. as prescrições. com o objetivo de verificar a incidência do fator cultural e universal nessas metáforas. Consideramos a metáfora como processo multidimensional. os instrumentos e os outros que estão envolvidos em um trabalho que vai além de um produto. O corpus foi constituído por entradas lexicais captadas a partir do banco de dados do Projeto BaseNeo. Utilizamos para a análise pressupostos teóricos oriundos do Interacionismo Sociodiscursivo como a concepção de trabalho de Bronckart (2008). pois é necessário analisá-lo em sua totalidade. eis que as metáforas potencialmente universais foram menos frequentes do que aquelas culturalmente imbricadas. Neologismo. Tomamos como a base a Teoria Cognitiva da Metáfora. Lakoff e Johnson (1999) e Moura (2007. Bowdle e Gentner (2005). 92). os elementos de trabalho docente proposto por Machado (2007. Dentre alguns dos resultados da análise é possível perceber que o trabalho docente envolve muito mais do que geralmente se pensa. nas metáforas culturais. Palavras-chave: Metáfora.

A estrutura que. fazendo o candidato inverter a ordem SV (tratando sujeito como complemento) e. verbos de modo de movimento são mais restritos em línguas neolatinas do que em línguas germânicas. Analisando redações de vestibular Ufpel. dá explicação a comportamentos linguísticos.. a incapacidade de o verbo atribuir caso acusativo ao seu argumento interno. sempre existiu aqueles colegas. existir não têm a propriedade agentiva no seu sujeito. seja elas de cor raça ou etnia. Tipologia. Ao contrário. já o TRAJETO é expresso por uma partícula que se associa ao verbo. consequentemente.. 2006). VERBOS INACUSATIVOS: A SENSIBILIDADE EXIGIDA PELA ESTRUTURA NA CORREÇÃO DE PRODUÇÕES TEXTUAIS Cesar Trindade de Oliveira (UFPEL) Resumo: A predileção da gramática tradicional relaciona a flexão verbal com o sujeito e. ainda que em ambiente monitorado de linguagem.. Todavia. mais favorece tais desvios são as dotadas de unidades verbais inacusativas... ainda que o verbo não possua essa propriedade.. em suma.. aparecer. Inacusatividade verbal seria. deixando o MODO ser expresso por um gerúndio. foi possível identificar uma substancial divergência à GT. os verbos de movimento tendem a expressar os primitivos MOVIMENTO e TRAJETO na raiz. único disponível. por alunos de licenciatura..Resumo: Segundo Talmy (2000b). não realizar a flexão verbal. Verbos como chegar. surge problemas sérios. comportamentos linguísticos identificados em redações do Vestibular-Ufpel enfatizam o tratamento dado ao sujeito (caso nominativo): complemento verbal (caso acusativo). apareceu umas pessoa(s). Em outras palavras. Inacusatividade Verbal. Levando em consideração a existência de uma estrutura profunda de linguagem. afastando a noção única de erro gramatical (GT) através da noção da estrutura profunda de linguagem tangente aos verbos inacusativos.. as diferenças. propomos: (i) revisar as definições desses verbos na literatura para que se torne mais homogênea e (ii) incluir verbos que não se encaixam nas definições tradicionais... verbos de modo de movimento são aqueles que possuem no mesmo lexema verbal os primitivos semânticos de MOVIMENTO e MODO. Para Slobin (2004. cair. Com exemplos retirados da internet e por meio da decomposição em primitivos semânticos. Faz-se necessário o conhecimento. que permite frases como Chegou uns cara(s). línguas germânicas fazem parte de uma tipologia em que MOVIMENTO e MODO são expressos na raiz verbal... Contudo. Palavras-chave: Modo de movimento. tem-se a explicação para o alçamento do complemento verbal à posição de especificador de IP (SpecIP) para o recebimento de caso nominativo. Nas línguas neolatinas. de tais estruturas para que tenha-se a sensibilidade necessária no momento da correção de produções escolares. como o ambiente escolar. Ordem sujeito-verbo. isso significa que esses tipos de verbo exprimem o MOVIMENTO e o MODO como esse MOVIMENTO se desenvolve num determinado evento. 249 . Tais ocorrências estão conformes com a linguagem oral difundida entre os brasileiros. Acontece também dois itens importantes.. Palavras-chave: Sintaxe. esperamos demonstrar que verbos de modo de movimento não são tão restritos no português brasileiro. Encontramos frases como:. em boa parte dos casos. determinados fatores estruturais parecem ocasionar um cenário no qual o tratamento dado a elementos componentes da produção linguística diverge daqueles prescritos em anos de policiamento gramatical e linguagem monitorada. aparentemente. Primitivos semânticos. existir campanhas. Neste trabalho.

HISTÓRIAS DIGITAIS E WEBCONFERÊNCIA COMO RECURSOS DIGITAIS NO ENSINO E APRENDIZAGEM DE INGLÊS Celso Henrique Soufen Tumolo (UFSC) Nayara Nunes Salbego (UFSC) Caroline Chioquetta Lorenset (UFSC) Resumo: Este Simpósio Temático apresenta trabalhos de pesquisa relacionados ao tema Ensino de Línguas com Tecnologia. Os objetivos desta apresentação são: (a) caracterizar cada recurso digital. especialmente Inglês. espera-se contribuir para estudos na área do uso de tecnologia para o ensino e aprendizagem de línguas estrangeiras. abordando. com a apresentação dos três recursos digitais. e (c) apresentar resultados de pesquisa sobre os três recursos digitais. abordando referencial teórico na área. permitindo o estabelecimento de bases para pesquisas e para o trabalho pedagógico de professores de línguas estrangeiras. histórias digitais. Histórias Digitais. Webconferência. três recursos digitais. reflexão sobre o uso de cada um e levantamento de pesquisas na área. Com base em discussões na área de CALL (Computer Assisted Language Learning). especificamente. que podem ser usados para o ensino e aprendizagem de línguas estrangeiras. videogames e webconferência. os resultados são apresentados. Assim.VIDEOGAMES. baseados no uso de computador. a saber. Palavras-chave: Videogames. com foco no ensino e aprendizagem de língua estrangeira. de forma a orientar a prática docente de professores de línguas estrangeiras. 250 . (b) trazer uma reflexão sobre como cada recurso digital pode ser usado para ensino e aprendizagem de língua estrangeira.

103 Ana Carolina Cernicchiaro. 94 Camila Borges dos Anjos. 145 Ádria Graziele Pinto. 177 Claudia Finger-Kratochvil. 195 Cristiane Dall Cortivo Lebler. 156 Cláudia Regina Brescancini. 111 Ana Claudia de Souza. 114. 93. 99 Ana Carolina de Godoy. 185 Cesar Trindade de Oliveira. 91 Angela Kroetz dos Santos. 197 Alexandra Nunes Santana. 130. 237 Cremilson Oliveira Ramos. 146. 98. 143 Bruna Rodrigues Goularte de Bastos. 85 Carlos Henrique Durlo. 141 Conceição Aparecida Kindermann. 90 Andréia Roberta Rossi Colet. 233 Anna Belavina Kuerten. 179 Bryan Rafael Dall Pozzo. 196 Célia Bassuma Fernandes. 180. 239 Clésia da Silva Mendes Zapelini. 232 Adriana Yokoyama. 186 Ana Cláudia de Oliveira da Silva. 92 Andréia da Silva Bez. 197 Bianca Cardoso Batista. 232 Ana Flávia Souto de Oliveira. 129. 130 Alexandra Tagata-Zatti. 192 Carlos Alberto Ramos Souza. 138 Adriano Silva Santos. 234 Ana Luiza Treichel Vianna. 200 Anacir Alves Przygocki Vanz. 170 Ângela Mara Bento Ribeiro. 157 Ana Paula Correa da Silva Biasibetti. 166 Caio Ricardo Bona Moreira. 105 Cilene Macedo. 140 Andréia da Silva Daltoé. 154 Bianca Legramante Martins. 246 Angela Maria Meili. 172 Clara Simone Ignácio de Mendonça. 120 Angela Cristina di Palma Back. 182 Claudia de Faria Barbeta. 96 Cloris Porto Torquato. 245 Alexandra Oliveira dos Santos. 250 Cesar Etges Lopes. 100 Celso Henrique Soufen Tumolo. 125 Bruna Cielo Cabrera. 235 Carlos Eduardo Ströher. 120 André Winter Noble. 193 André Luiz de Oliveira Almeida. 168 Ana Paula Vieira de Andrade Assumpção. 114 Anselmo Lima. 230 Bruno Misturini. 91 Ana Claudia Munari Domingos. 175. 250 Caroline Mallmann Schneider. 109 Cláudio Primo Delanoy. 102 Cláudio José de Almeida Mello. 91 Cláudia Lima Pimentel. 158 251 . 147 Bruna Farias Machado. 147 Carla Süssenbach. 132 Bárbara Pavei Souza. 209 Caroline Chioquetta Lorenset. 107 Clarice de Pinho Valente Duarte. 118. 162 Ariane de Fátima Escobar Rossi Niederauer. 207 Conceição de Maria dos Santos Pacheco. 206 Cassiano Ricardo Haag. 116 Ana Paula Ody Batista. 240 Claudia Pagnoncelli. 235 Carla Lavorati. 153. 122 Alexandre Wagner da Rocha. 127. 163 Bianca Queda Costa. 245 Ana Paula Cabrera. 124 Aline Venturini. 230 Aline Nardes dos Santos. 171 Bruna da Silva. 144 Anselmo Pereira de Lima. 89 Alessandra da Rosa Trindade Camilo. 205 Angélica Vinhatti Gonçalves Ferla. 230 Clarissa Mazon Miranda. 102 Ana Paula de Carvalho Demétrio. 157 Carlos Böes de Oliveira. 249 Chirley Domingues.ÍNDICE DE AUTORES Adilson Barbosa. 216 André da Luz Pereira. 148 André Natã Mello Botton. 137 Andréa Andrade Alves. 153 Camila Rodrigues Boff. 147 Ana Luisa Feijó Cosme.

164 Dinora Moraes de Fraga. 138 Ellen Petrech Vasconcelos. 161 Diane Silva Zardo. 210 Débora Smaha Corrêa. 104 Debbie Mello Noble. 243 Fabian Antunes Silva. 86 Júlia Nunes Azzi. 88 David António. 236 Gabrielle Lafin. 183 Juliana Canton Henriques. 144 João Antolino Monteiro. 244 Jéssica Lange de Deus. 117 Julia Tomazi. 133 Juliene da Silva Marques. 234 Diego Vieira Braga. 178 Israel Vieira Pereira. 101 Glivia Guimarães Nunes. 114 Daniela Schwarcke do Canto. 226 Gilberto Fonseca. 159. 86. 227 Guilherme Ribeiro Colaço Mäder. 190 Giuseppe Freitas da Cunha Varaschin. 187 Débora de Carvalho Figueiredo. 106 Juliana de Abreu. 232 Edla Maria Silveira Luz. 132 Graciela Rene Ormezzanno. 109 Felipe Bilharva. 187 José Isaías Venera. 201 Giovanna Benedetto Flores. 228 Jean Raphael Zimmermann Houllou. 108. 206 Érica Fernanda Zavadovski Kalinovski. 96. 157 Danieli dos Santos Pimentel. 183 Daiana Steyer. 97 Cristina Becker Lopes Perna. 93 Jéssica Schmitz. 148 Éverton Gelinski Gomes de Souza. 180. 169 Jair Joaquim Pereira. 214 Ismara Tasso. 181 Jorge Campos da Costa. 150 Ione da Silva Jovino. 172. 199 Heloisa Juncklaus Preis Moraes. 248 Helena Jungblut. 163 Débora Laís Ferraz dos Santos. 211 Eloisa da Rosa Oliveira. 91 Gabriela Moll. 119 Gabrielle Perotto de Souza da Rosa. 219 Guilherme Araujo-Silva. 191 Jorge Alberto Molina. 123 Emanuelle Alves Adacheski. 202 Daniel Conte. 152. 83 Guilherme Menezes Vilanova. 233 Daniel Lucas de Medeiros. 149. 243 Igor Ramady Lira de Sousa. 152 Jezebel Batista Lopes. 118 Juliano Desiderato Antonio. 102 Felipe Teixeira Zobaran. 246 Francieli Winck. 217 Jéssica Fraga da Costa. 176 Juliane Regina Trevisol. 224 Greice Bauer. 126. 203 Ivelã Pereira. 174 Gabriela Semensato Ferreira. 185 Gustavo Arthur Matte. 207 José Ricardo da Rocha Cacciari. 83 Dilma Beatriz Rocha Juliano. 248 Ederson Henrique de Souza Machado. 191 Helen Petry. 167. 84. 131 Giselle Liana Fetter. 204 Daiane Franciele Morais de Quadros. 97 Ednéia Aparecida Bernardineli Bernini. 105. 208 Daniela Brito de Jesus. 103 Diane Blank Bencke. 133 Ívens Matozo Silva. 220 Fernanda Taís Brignol Guimarães. 196. 212 Deisi Luzia Zanatta. 149 Daisy Batista Pail. 223 Dorival Gonçalves Santos Filho. 236 Daiana Orben Martins. 217 João Claudio Arendt. 213 Ernani Mügge. 219 Cristiano Araújo Vaniel. 127 João Gabriel Padilha. 213 Gesualda de Lourdes dos Santos Rasia.Cristiane Denise Vidal. 126 252 . 216 Fábio José Rauen. 215 Giordana França Ticianel. 224 Elisa Corrêa dos Santos Townsend. 122 Gabriela Niero. 119. 232 Heloisa Cristina Rampi Marchioro. 218 Janaina Cardoso Brum. 193 Gabriel Augusto Scheffer. 102 Giseli Fuchter Fuchs. 142 Fátima Hassan Caldeira. 184 Elton Luiz Gonçalves. 143. 149. 211 Everton Gelinski Gomes de Souza. 240 Cristina Zanella Rodrigues. 135 Fabiana Paula Bubniak. 137 Fabiane Aparecida Pereira. 88. 123 Josiani Job Ribeiro. 182 Juliana Schinemann. 173. 205 Fernanda Lima Jardim Miara.

186 Larissa Ceres Lagos. 223 Katia Barbara Gottardi Mulon. 146 Marilane Maria Gregory. 211 Lucas Zambrano Rollsing. 154 Raquel Fregadolli Gonçalves. 105 Loremi Loregian-Penkal. 165 Rafael Eisinger Guimarães. 88 Marleide Coan Cardoso. 87 Marilene Teresinha Stroka. 231 Karina Silva Rosa. 198 Nadja da S. 212 Mateus Vitor Tadioto. 125. 163 Priscila Anicet Hertz. 215 Marina Bento Veshagem. 200 Priscilla Rodrigues Simões. 199 Monalisa Pivetta da Silva. 208 Paula Maryá Fernandes. 176 Luciane Botelho Martins. 246 Mariese Ribas Stankiewicz. 178 Raquel Salcedo Gomes. 240 Lucelene Teresinha Franceschini. 240 Maria de Fátima Maia Ribeiro. 214 Nara Augustin Gehrke. 244 Meta Elisabeth Zipser. 242 Laise Aparecida Diogo Vieira. 160 Merylin Ricieli dos Santos. 101 Marília Crispi de Moraes. 202 Marice Fiuza Geletkanicz. 123 Marcelo Salcedo Gomes. 176 Luiz Henrique Milani Queriquelli. 188 Nára Boninsegna da Nobrega. 158. 151. 227 Kathy Torma. 246 253 . 206 Maryualê Malvessi Mittmann. 242 Mirian Ruffini. 222 Jussara Bittencourt de Sá. 160. 136. 98 Lucilene Bender de Sousa. 181 Karina Zendron da Cunha. 130. 128 Marcos Hidemi de Lima. 112 Maria Aparecida Lima de Freitas. 131 Lisandra Rutkoski Rodrigues. 113 Maria Cláudia Teixeira. 114. 199. 194 Maria da Glória Corrêa di Fanti. 140. 162. 125 Nádia Neckel. 250 Odete Pereira da Silva Menon. 145 Raquel de Freitas Arcine. 113. Voss. 121 Luciana Abreu Jardim. 149 Liziane Coelho. 94 Lilian Cristine Hubner. 156. 126 Maicon Gularte Moreira. 198 Nayara Nunes Salbego.Júlio César Alves da Luz. 87 Lilia Baranski Feres. 220 Karen Gomes da Rocha. 213 Paula Cortezi Schefer Cardoso. 142 Marlova Soares. 213 Patrícia dos Santos. 194 Larissa Rizzon da Silva. 139 Priscila Azevedo da Fonseca Lanferdini. 83 Luciana Maria Crestani. 188 Patrícia da Silva Meneghel. 161 Lilian Cristine Hübner. 203 Maristela Rabaiolli. 153 Rafaela Miliorini Alves de Brito. 115 Paulo Ricardo Kralik Angelini. 241 Pedro Augusto Bocchese. 209 Leila Minatti Andrade. 158 Mayra Moreira. 121 Maurício Eugênio Maliska. 135 Luís Roberto de Souza Júnior. 189 Márcia Regina Melchior. 242 Maria Sirlene Pereira Schlickmann. 194 Maria Cleci Venturini. 196 Marina Giosa Azevedo. 143 Mary Neiva Surdi da Luz. 210 Luciana Iost Vinhas. 189. 226 Pedro Rieger. 182 Mirella Nunes Giracca. 121 Louise Cervo Spencer. 222 Mariana Terra Teixeira. 221 Litiane Barbosa Macedo. 166 Patrícia Martins Valente. 173 Marivete Souta. 239 Marion Rodrigues Dariz. 155 Otávio Henrique Koch. 117 Mayara Gonçalves de Paulo. 239 Leidiane Coelho Jorge. 161 Luciane Baretta. 238 Keli Andrisi Silva Luz. 108 Katia Cristina Schuhmann Zilio. 99 Leci Borges Barbisan. 106. 131 Luís Paulo Arena Alves. 212 Luiza Boézzio Greff. 195 Laís Gonçalves Natalino. 110 Juracy Assmann Saraiva. 159 Kelly Ane Evangelista Santos. 195 Maria José Damiani Costa. 130 Márcio José da Silva. 247 Patrícia de Andrade Neves. 231 Márcio Miranda Alves. 115. 121 Manuela Camila da Silva Matias. 85. 171 Luiza Liene Bressan. 181. 128 Raquel Alquatti. 225 Onici Claro Flôres. 117 Letícia Alves de Souza.

238 Viviane Favaro Notari. 218 Roberto Svolenski. 90 Vitor Pequeno. 139 Silvia Milena Bernsdorf. 237 Taynara Alcântara Cangussú. 138 Rosangela Silveira. 151 Sara Farias da Silva. 247 Stefany Rettore Garbin. 84. 177 Vanessa Makohin Costa Rosa. 98. 89 Sandra Mariza de Almeida. 109 Sirlei Rodrigues. 127 Vanessa Borges Fortes Serapio Ferreira. 95 Wellington Ricardo Fioruci. 223. 95. 116 Silvia Caroline Gonçalves. 220 Rossaly Beatriz Chioquetta Lorenset. 224 Roberta Macedo Ciocari. 205 Vera Lúcia Freitas Franco. 135. 169 Wanessa Rox. 111 Sara Scotta Cabral. 226 Simone de Fátima Colman Martins. 124 Valdirene Fontanella. 84 Rejane Pivetta de Oliveira. 248 Silvânia Siebert. 147 Sabrine Amaral Martins. 170 Sueli Terezinha de Oliveira. 221 Valéria Silveira Brisolara. 178. 119 Renato Augusto Vortmann de Barba. 150 Suzimara Ferreira de Souza. 200 Verli Petri. 168 Roberta Bassani Federizzi. 204 Tatiane Henrique Sousa Machad.Raquel Souza de Oliveira. 229. 142 Suelen Francez Machado Luciano. 100 Renato Bittencourt de Melo. 179 Roberta Quintanilha Azevedo. 112 Ricardo Ribeiro Elias. 190 Suelen Oliveira Dorneles. 118. 132 Sirlei da Silva Fontoura. 229 Tatiane Kaspari. 128 Rosângela Beatriz Buhse. 86 Tayse Feliciano Marques. 167 Rosane Lemos Barreto Custodio (. 93. 243 Xênia Amaral Matos. 210 Tânia Maria Barroso Ruiz. 87 Raul Henrique Amaro da Silveira Ortellado. 170. 241 254 . 164 Waldemberg Bessa. 136 Rodrigo Schaefer. 143 Tábatha Belzareno dos Santos Rosa. 228 Rosemary de Fátima de Assis Domingos. 188 Scheyla Joanne Horst. 140 Samanta Kélly Menoncin Pierozan. 206 Virginia Maria Nuss. 94. 184 Renan Fagundes de Souza. 175 Ronicéia Aparecida Biscaia Solak. 165 Rove Chishman. 184 Sandy Karine Lima dos Santos Semczeszm. 248 Vera Lúcia Lopes Cristovão. 170 Rosângela Gabriel. 85 Tatiani Longo Mazon. 127 Vanessa Zucchi. 159 Rosangela Silveira Garcia. 110 Valéria Cunha dos Santos. 107 Willian Corrêa Máximo. 87. 173 Vanessa Aparecida Kramer. 134 Richarles Souza de Carvalho. 162. 189 Siderlene Muniz-Oliveira. 174 Valéria de Cassia Silveira Schwuchow. 156.

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