- 1

-
Apostila de Matemática Básica




Assunto:


MATEMÁTICA BÁSICA

Coleção Fundamental - volume 4/8












- 2 -
b) Passando inicialmente os números para a forma retangular,
( ) ( )
698 , 5 442 , 3
698 , 4 000 , 1 710 , 1 732 , 1
698 , 4 710 , 1 º 70 sen 5 º 70 cos 5
000 , 1 732 , 1 º 30 sen 2 º 30 cos 2
4 3
4
3
j
j
j j
j j
+ =
= + + + = +
+ = + =
+ = + =
z z
z
z

Temos também que:
( ) ( )
º 9 , 58
442 , 3
698 , 5
tg arc θ
657 , 6 698 , 5 442 , 3
2 2
4 3
= |
¹
|

\
|
=
= + = + z z

x
y
0
3
z
4
z
4 3
z z +
5
2
º 30
º 70
¹
´
¦
gráfico do
obtidos Valores
6,7
59º

Fig. 1.23

Exemplo 1.18
Resolva a equação
2 1
θ
= −
j
e
para
π ≤ θ < π −
e verifique a solução geometricamente
3


Solução:
Temos que:
2 1
θ
= −
j
e
(*)
onde
θ + θ = = sen cos
θ
1
j
j
e z
e
1
2
= z

donde,
- 3 -
( )
( )
( )
∴ = θ + + θ − θ
∴ = θ + − θ
= θ + − θ
∴ = θ + − θ ∴ = − θ + θ
2 sen 1 cos 2 cos
2 sen 1 cos
2 sen 1 cos
2 sen 1 cos 2 1 sen cos
2 2
2 2
2 2
j j


=1
¹
´
¦
π = θ
= θ
= θ
∴ = θ −
∴ = θ −
rad
0
0 cos
0 cos 2
2 cos 2 2

Substituindo na equação (*), verificamos que somente o valor
rad π = θ
é compatível.
A verificação gráfica é imediata, visto que
2 1
z z −
é a distância entre os pontos definidos
pelos complexos
1
z
e
2
z
.
Sendo
θ
1
j
e z =
, temos que
1
1
= z
, e o lugar geométrico representado por
1
z
, quando θ varia
ao longo do intervalo
π ≤ θ < π −
, é uma circunferência de raio unitário centrada na origem.
Sendo
1
2
= z
, a situação é a representada na figura a seguir:
x
y
0 1
2
= z
θ
=
j
e z
1
2 1
z z −
θ
1

Fig. 1.24
É fácil verificar que teremos
2
2 1
= − z z
quando θ assumir o valor
rad π
.

b) Multiplicação
A multiplicação de grandezas na forma retangular é dada por:
- 4 -
( )( ) ( ) ( )
1 2 2 1 2 1
2
2 1 2 2 1 1 2 1
. . y x y x y y x x y x y x z z + + + = + + = j j j j

Lembramos que
1
2
− = j
segue-se que:
( ) ( )
1 2 2 1 2 1 2 1 2 1
. y x y x y y x x z z + + − = j
(62)
Já na forma exponencial,
( )
2 1 2 1
2 1 2 1 2 1
. .
θ + θ θ θ
= =
j j j
e z z e z e z z z

o que nos permite então escrever:
2 1
θ + θ
( )
2 1 2 1 2 1
2 1
. z z e z z z z = =
θ + θ j
(63)

Conclusões:
1.ª) Da equação (63) temos que:
2 1 2 1
. . z z z z =
(64)
e
2 1 .
2 1
θ + θ = θ
z z
(65)

2.ª) Para
θ
= + =
j
j e z y x z
e
θ −
= − =
j
j e z y x z
*
vale então estabelecer a seguinte equação:
θ − θ
=
j j
e z e z z z . .
*

ou seja,
2
*
. z z z =
(66)

3.ª) Também não é difícil mostrar que
( )
*
2
*
1
*
2 1
z z z z =
(67)

Exemplo 1.19
Multiplicar os seguintes números complexos:
3 2
1
j + = z
a) e
3 1
2
j − − = z

3
5
3
π
=
j
e z
b) e
6
2
4
π

=
j
e z

- 5 -
2
5
= z
° 30
c) e
5
6
= z
° −45

Solução:

( )( ) 9 7 3 1 3 2 .
2 1
j j j − = − − + = z z
a)
( )( )
6 6 3
10 2 5 .
4 3
π π π
= =
− j j j
e e e z z
b)
(2 .
6 5
= z z
° 30 ) (5 ° −45 ) 10 = ° −15
c)

Exemplo 1.20

Passar o número complexo
6
5
2
π

j
e
para as formas polar e cartesiana.

Solução:
Este é uma excelente exemplo, pois, lembrando a forma exponencial de um complexo,
θ
=
j
e z z
, parece que estamos diante de um absurdo, qual seja um numero com módulo
negativo. Acontece que aí não existe módulo negativo, mas sim uma “multiplicação
implícita”, conforme veremos a seguir:

2 2
6
5
− = −
π
j
e 6

2 − =
º 150 ( )( ) 2 1 − = º 150

(1 = º 180 )(2 º 150 ) 2 = º 330
2 =
º 30 −


43 42 1
|
|
|
¹
|

\
|
≤ θ < − º 180 º 180 ter
devemos pois
usual é não


que é a forma polar.
A forma cartesiana é facilmente obtida à partir da forma polar, ou seja:
2 = z
º 30 − ( ) ( ) = − + − = º 30 sen 2 º 30 cos 2 j

000 , 1 732 , 1 j − =

Observação: As calculadoras eletrônicas estão em um estágio de desenvolvimento tão
elevado que, aquelas que tem as rotinas RET → POL e POL → RET, assimilariam a
transformação
2 −
º 150
diretamente para a forma cartesiana, pois, quando se entra com
2 − = z
, o software da calculadora entende que isto não é simplesmente módulo, e que
existe uma multiplicação implícita. Está duvidando? Pois então pegue uma e execute a
operação!
- 6 -
a) Divisão
A divisão de duas grandezas complexas,
2
1
3
z
z
z =
, é definida como
3 2 1
.z z z =
se
0
2
≠ z
.
Em coordenadas retangulares temos:
|
|
¹
|

\
|


|
|
¹
|

\
|
+
+
=
+
+
=
2 2
2 2
2 2
1 1
2 2
1 1
2
1
y x
y x
y x
y x
y x
y x
z
z
j
j
j
j
j
j

onde o processo de racionalização foi efetuado utilizando-se o complexo conjugado do
denominador.
Finalmente,
|
|
¹
|

\
|
+

+
|
|
¹
|

\
|
+
+
=
2
2
2
2
2 1 1 2
2
2
2
2
2 1 2 1
2
1
y x
y x y x
y x
y y x x
z
z
j
(68)
e na forma exponencial,
( )
2 1
2
1
2
1
2
1
2
1 θ − θ
θ
θ
= =
j
j
j
e
z
z
e z
e z
z
z

o que nos conduz a
2 1
θ − θ
( )
2
1
2
1
2
1 2 1
z
z
e
z
z
z
z
= =
θ − θ j
(69)

Conclusões:
1ª) Da equação (69) concluímos que:
2
1
2
1
z
z
z
z
=
(70)
e
2 1
2
1
θ − θ = θ
z
z
. (71)

2ª) Não é difícil mostrar que
*
2
*
1
*
2
1
z
z
z
z
=
|
|
¹
|

\
|
, sendo
0
2
≠ z

(72)
- 7 -

3ª) Fica então evidente que a multiplicação e a divisão de grandezas complexas são mais
facilmente efetuadas na forma polar, a menos que, conforme já dito anteriormente, se tenha
uma calculadora eletrônica mais sofisticada.
4ª) É importante notar que multiplicar uma grandeza complexa por
1
2
= =
π j
j e ° 90
não
altera o seu módulo, mas soma 90º ao seu ângulo de fase. Raciocinando em termos da
representação por meio de segmento orientado no plano complexo, a multiplicação por j
gira o segmento orientado de 90º no sentido anti-horário. De modo análogo, a multiplicação
por
1
2
= = −
π − j
j e ° −90
também não altera o módulo da grandeza mas, neste caso, há
uma subtração de 90º na fase, ou seja, o segmento orientado é agora girado de 90º no
sentido horário.
5ª) Similarmente, se multiplicarmos um número complexo por
1 =
α j
e
α
, não
alteramos o seu módulo; apenas acrescentamos α ao seu ângulo de fase ou, em outras
palavras: giramos o segmento orientado que representa o complexo de um ângulo α no
sentido anti-horário. Se a multiplicação for por
1 =
α − j
e
α −
o giro será no sentido
horário.
6ª) Das propriedades e definições vistas até então resultam as leis comutativa, associativa e
distributiva usuais:
1 2 2 1
z z z z =
(73)
1 2 2 1
z z z z + = +
(74)
( ) ( )
3 2 1 3 2 1
. . . . z z z z z z =
(75)
( ) ( )
3 2 1 3 2 1
z z z z z z + + = + +
(76)
( )
3 1 2 1 3 2 1
. . . z z z z z z z + = +
(77)
( )
3 2 3 1 3 2 1
. . . z z z z z z z + = +
(78)

Exemplo 1.21
Dividir os seguintes números complexos:
5 4
1
j − = z
a) e
2 1
2
j + = z

3
3
4
π
=
j
e z
b) e
6
4
2
π
=
j
e z

8
5
= z º 30 −
c) e
2
6
= z º 60 −

Solução:
5
13
5
6
5
13 6
2 1
2 1
2 1
5 4
2 1
5 4
2
1
j
j
j
j
j
j
j
j
− − =
− −
=
|
|
¹
|

\
|


|
|
¹
|

\
|
+

=
+

=
z
z
a)
- 8 -
6
6
3
4
3
2
2
4
π
π
π
= =
j
j
j
e
e
e
z
z
b)
a)
4
º 60 2
º 30 8
6
5
=


=
z
z
° 30


Exemplo 1.22
Determinar o resultado da expressão
( )( ) ( )( )
1000 30º 250
1000 30º 250
º 30 2000 500
º 30 2000 500
+
+
− +

= z


Solução:
Temos então:
=
+ +
+
− +

=
000 1 125 5 , 216
º 30 000 250
000 1 732 1 500
º 30 000 000 1
j j
z

=
+
+


=
125 5 , 216 1
º 30 000 250
000 1 232 2
º 30 000 000 1
j j

= +


=
º 9 , 5 9 , 222 1
º 30 000 250
º 1 , 24 8 , 445 2
º 30 000 000 1

= + − = º 1 , 24 4 , 204 º 9 , 5 9 , 408

= + + − = 5 , 83 6 , 186 42 7 , 406 j j

º 4 8 , 594 5 41 3 , 593 = + = , j


e) Potenciação
Consideremos, inicialmente, um número complexo genérico
( ) θ + θ = =
θ
sen cos j
j
z e z z

Procedamos agora a potenciação deste número, ou seja,
n
z
.
Temos então:
[ ] ( ) [ ]
n n
n
z e z z

sen cos θ + θ = =
θ
j
j

Assim sendo vem que:
- 9 -
( )
n
n
n
n
n
z e z z θ θ
θ
sen cos j
j
+ = =

porém, da identidade de Euler,
θ + θ =
θ
n n e
n
sen cos j
j

o que nos permite escrever
( ) ( )
( )
4 4 4 4 4 4 4 4 3 4 4 4 4 4 4 4 4 2 1
*
j
j j
n n n
n
n
n
z n n z e z z θ + θ = θ + θ = =
θ
sen cos sen cos
(79)
Daí concluímos que se
z e z z = =
θ j
θ
( ) θ + θ = sen cos j z

podemos exprimir a potência nas seguintes formas:
θ
=
n
n
n
e z z
j
(80)
θ = n z z
n
n

(81)
( ) θ + θ = n n z z
n
n
sen cos j
(82), também conhecida como 1.ª fórmula de De Moivre.
Considerando a parte assinalada com asterisco na equação (79), concluímos também que:
( ) θ + θ = θ + θ n n
n
sen cos sen cos j j
(83), que é reconhecida como sendo a identidade de
De Moivre.

Exemplo 1.23
Calcular
( )
7
3 j +
utilizando (a) a forma exponencial e (b) a 1.ª fórmula de De Moivre.

Solução:
a) Temos que:
( )
¦
¹
¦
´
¦
π
= = = θ
= + =
rad
6
º 30
3
1
tg arc
2 1 3
2
z

Logo,
( )
6
2 3
π
= +
j
j e
.
Assim sendo,
- 10 -
( ) ( )
( )
( ) j j
j j
j
j
j
j
+ − =
|
|
¹
|

\
|
+ − =
= |
¹
|

\
| π
+
π
π + π =
=
|
|
¹
|

\
|
= = +
π
π
π
3 64
2
1
2
3
128
6
sen
6
cos sen cos 128
2 2 3
6
7
6
7
7 7
e e

¦
¹
¦
´
¦
π
= θ
=
rad
6
2 z
b)
( )
( ) j
j j
j j j
+ − =
=
|
|
¹
|

\
|
− − =

|
¹
|

\
| π
− + |
¹
|

\
| π
− =
=

|
¹
|

\
| π
− π + |
¹
|

\
| π
− π =

π
+
π
= +
3 64
2
1
2
3
128
6
5
sen
6
5
cos 128
6
5
2 sen
6
5
2 cos 128
6
7
sen
6
7
cos 2 3
7
7


Exemplo 1.24
Calcular
( )
10
2 2 j +
utilizando (a) a forma exponencial e (b) a 1.ª fórmula de De Moivre.

Solução:
a) Temos que:
( ) ( )
¦
¹
¦
´
¦
= = =
= + =
rad
4
º 45 1 tg arc
2 2 2
2 2
π
θ
z

Logo,
4
2 2 2
π
= +
j
j e

Assim sendo,
( ) ( )
( )
j
j j
j
j
j
j j
1024
2
sen
2
cos 2 sen 2 cos 1024
2 2 2 2 2
2
2 10
2
5
10
4
10
10
10
=
=

|
¹
|

\
| π
+ |
¹
|

\
| π
π + π =
=
|
|
¹
|

\
|
= = = +
π
π
π π
e e e e

- 11 -
¦
¹
¦
´
¦
π
= θ
=
rad
4
2 z
b)
( )
j 1024
2
sen
2
cos 1024
4
2
2 sen
4
2
2 cos 1024
4
10
sen
4
10
cos 2 2 2
10
10
=
|
¹
|

\
| π
+
π
=
=

|
¹
|

\
| π
+ π + |
¹
|

\
| π
+ π =
= |
¹
|

\
| π
+
π
= +
j
j
j j


Exemplo 1.25
Determinar o resultado da expressão
( )
( )( ) j j
j j
− − + −

=
1 4 3
2 1 100
2
z
tanto na forma polar quanto na
retangular.

Solução:
Inicialmente vamos passar cada um dos fatores para a forma polar:
( )( )
( )( )
( )( )
( )( )
34 62 7 , 28 9 , 70
135 2 9 , 126 5
8 , 126 5 90 100
135 2 9 , 126 5
4 , 63 5 90 100
2
j − = ° − =
=
° − °
° − °
=
° − °
° − °
= z


Solução Alternativa:
Vamos manter os fatores na forma retangular e racionalizar a fração resultante:
( ) ( )( ) ( ) [ ]
( )( ) ( )( ) ( )( ) ( )( ) [ ]
[ ]
[ ]
[ ]
[ ] ( )
( )
34 62
1 49
17 31 100
7
7
7
3 4 100
7
3 4 100
7
4 3 100
4 4 3 3
4 4 1 100
4 1 4 3 1 3
2 2 1 2 1 100
2 2
j
j
j
j
j
j
j
j
j
j j
j j
j j
j j j j
j j j
− =
+

=
=
|
|
¹
|

\
|
+
+



=


=
=

− −
=
+ − +
− −
=
=
− + − + − − + − −
+ −
= z


e) Radiciação:
- 12 -
Diz-se que um número w é a raiz n-ésima de um número complexo z se
n
z z w
n
1
= =

que é equivalente a
z w
n
=
.
Para determinar as n raízes distintas do número z vamos considerá-lo em sua
forma trigonométrica
( ) θ + θ = sen cos j z z

e representemos, também em forma trigonométrica, a raiz que desejamos encontrar:
( ) ϕ + ϕ = sen cos j w w
.
Utilizando a 1.ª fórmula de De Moivre, a equação
n z
n
=
assume a seguinte forma:
( ) ( ) θ + θ = ϕ + ϕ sen cos sen cos j j z n n w
n
.
Uma vez que a igualdade dos números complexos requer a igualdade das
partes reais e das partes imaginárias, separadamente, devemos ter:
θ = ϕ cos cos z n w
n

e
θ = ϕ sen sen z n w
n

Tais equações, por sua vez, são equivalentes a
z w
n
=

e
π θ ϕ k n 2 + =

( ) 1 , , 2 , 1 , 0 − = n k K

ou seja,
n
z w =
e
( ) 1 , , 2 , 1 , 0
2
− =
+
= n k
n
k
K
π θ
ϕ

Seque-se então a expressão conhecida como 2ª fórmula de De Moivre:


n
n
k
n n
n
z e z
n
k
n
k
z z w = =

|
¹
|

\
| π + θ
+
|
¹
|

\
| π + θ
= =
|
¹
|

\
| π + θ 2
2
sen
2
cos
j
j
n
kπ + θ 2

sendo k = 0, 1, 2, ..., n – 1.
(84a)
Que também pode ser expressa para o argumento em graus,
- 13 -
n n
n
z
n
k
n
k
z z w =

|
¹
|

\
| + θ
+ |
¹
|

\
| + θ
= =
º 360 º
sen
º 360 º
cos j
n
k ° + ° θ 360

sendo k=0, 1, 2, ..., n – 1.
(84b)
Esta fórmula produz n raízes distintas
, , , , ,
1 2 1 0 − n
w w w w K
todas com o mesmo módulo e
com argumentos
n
k
n
k
k
º 360 2
0
+ θ
=
π + θ
= ϕ
, k = 0, 1, 2, ..., n – 1,
que estão situadas sobre a circunferência centrada na origem e com raio
n
z
, sendo os
vértices de um polígono regular de n lados, conforme ilustrado a seguir:
n n
º 360 2
=
π
= ϕ
0
y
x
n θ
ϕ
0
w
1
w
2
w
3
w
ϕ
ϕ
ϕ
ϕ
1 − n
w
2 − n
w

Fig. 1.25

Casos particulares:
1º) Raízes da unidade:
Quando z = 1, o ângulo
θ
assume o valor zero e a fórmula (84) reduz-se a :
- 14 -
1
2
sen
2
cos
n
2k
= = |
¹
|

\
| π
+
π
=
|
¹
|

\
| π
j
j e
n
k
n
k
w
n
kπ 2
1 =
n
k º 360

sendo k= 0, 1, 2... n-1
(85)
Considerando
,
2
sen
2
cos
2
n
e
n n
π
=
π
+
π
= Ω
j
j

e utilizando a identidade de De Moivre, vemos que as n-ésimas raízes da unidade são dadas
por:
1 2
, , , , 1

Ω Ω Ω
n
K


A figura 1.26 ilustra as raízes no caso n = 6, onde

3
5
3
4
3
2
Ω = − = = Ω
Ω − = − − = = Ω
− = = Ω
Ω = + − = = Ω
= + =
3
+
3
=
6
+
6
= Ω
866 0 5 , 0
866 0 5 , 0
1
866 0 5 , 0
866 0 5 , 0 sen cos
2
sen
2
cos
5
4
* 3 2
3
, e
, e
e
, e
e ,
j
j
j
j j j
j
j
j
j
j
π
π
π
π
π
π π π π

- 15 -
2

3

4

5


1
x
y
0

Fig. 1.26

2º) Raízes quadradas:
= z

z e z w = =
θ
2
0
j
2
θ
z =
2
º θ

( )
z e z w = =
θ
+ π
2
1
j
2
θ
+ π
z =
2
º
180
θ
+ °

(86)
3º) Raízes cúbicas:
=
3
z

3 3
0
3
z e z w = =
θ j
3
θ
3
z =
3
º θ

( )
3 3
1
3
z e z w = =
π + θ 2
j
( )
3
2π + θ 3
z =
( )
3
360° + ° θ

( )
3 3
2
3
4
z e z w = =
π + θ
j
( )
3
4π + θ 3
z =
( )
3
720° + ° θ

(87)

- 16 -
Exemplo 1.26
Determine os valores das seguintes raízes:
a)
j
; b)
3
8 j −
;
c)
8
1

d)
( ) 3 1
2
1
j +

e represente-as no plano complexo.

Solução:
j
a)
Temos que
¦
¹
¦
´
¦
= = θ
=
⇒ = =
π
π
º 90

1
2
2
e
z
e z
j
j

Pela expressão (86):
1
0
= w ° 45
1 =
° 45
=
707 0 707 , 0 º 45 sen º 45 cos , j j + = +

1
1
= w ° + ° 45 180
1 =
° 225
1 =
° −135
=
( ) ( ) 707 , 0 707 , 0 º 135 sen º 135 cos j j − − = + −

º 135 −
0
w
0
y
x
707 , 0
707 , 0 −
1
w
º 45
1
707 , 0
707 , 0 −

Fig. 1.27

3
8 j −
b)
- 17 -
¦
¹
¦
´
¦
− = = θ
=
⇒ = − =
π −
π −
º 90
e
8
8 8 que Temos
2
2
z
e z
j
j

Pela expressão (87),
3
0
8 = w ° −30 ( ) ( ) [ ] ( ) j j j − = − = ° − + ° − = 732 , 1 5 0 866 , 0 2 30 sen 30 cos 2 ,

3
1
8 = w
( ) 3 / 360 90 ° + ° −
2 =
° 90 ( ) j j 2 90 sen º 90 cos 2 = ° + =

3
2
8 = w
( ) 3 / 720 90 ° + ° −
2 =
° 210
2 =
° −150

( ) ( ) [ ] ( ) j j j − − = − − = ° − + ° − = 732 , 1 5 , 0 866 , 0 2 150 sen 150 cos 2

0
y
x
º 150 −
732 , 1 −
1
w
1 −
732 , 1
2
w
0
w
2
2
º 30 −

Fig. 1.28

8
1
c) :
Temos que z = 1 e, pela expressão (85), com n = 8,
1 = w

=
°
8
360 k

1 =
° 45 k

sendo k = 0, 1, 2, ... , 7 no presente caso.
Assim sendo,
1
0
= w ° 0 1 º 0 sen º 0 cos = + = j

1
1
= w ° 45 707 , 0 707 , 0 º 45 sen º 45 cos j j + = + =

1
2
= w ° 90 j j = + = º 90 sen º 90 cos

1
3
= w ° 135 707 , 0 707 , 0 º 135 sen º 135 cos j j + − = + =

1
4
= w ° 180 1 º 180 sen º 180 cos − = + = j

1
5
= w ° 255
1 =
° −135 ( ) ( ) 707 , 0 707 , 0 º 135 sen º 135 cos j j − − = − + − =

1
6
= w ° 270
1 =
° −90 ( ) ( ) j j − = − + − = º 90 sen º 90 cos

1
7
= w ° 315
1 =
° − 45 ( ) ( ) 707 , 0 707 , 0 º 45 sen º 45 cos j j − = − + − =

- 18 -
0
y
x
4
w
707 , 0
2
w
7
w
1
º 45 −
1 −
1 −
1
0
w
1
w
3
w
5
w
6
w
º 45
707 , 0 −
707 , 0
707 , 0 −
1

Fig. 1.29
( ) 3 1
2
1
j +
d) :
Temos que
( ) ( )
¦
¹
¦
´
¦
= = θ
= = + =
⇒ + =
π
º 60
1 1
2
3
2
1
3
2
2
3
2
2
1
z
z j

Pela expressão (86),
1
0
= w ° 30 5 , 0 866 , 0 º 30 sen º 30 cos j j + = + =

1
1
= w ° + ° 30 180
1 =
° 210
1 =
° −150 ( ) ( ) 5 , 0 866 , 0 º 150 sen º 150 cos j j − − = − + − =

- 19 -
0
y
x 866 , 0
0
w
º 30
1
w
5 , 0
5 , 0 −
º 150 −
866 , 0 −

Fig. 1.30

Exemplo 1.27
Determinar o conjunto-solução em C da equação
0 4
4
= + w
.

Solução:
Temos:
4 4 4
4 4 0 4 − = ⇔ − = ⇔ = + w w w

isto significa que devemos calcular as raízes quartas de z = – 4. Temos então:
¹
´
¦
= π = θ
=
⇒ = − =
π
º 180
4
4 4
z
e z
j

Utilizando a expressão (84), com n = 4,

|
¹
|

\
| +
+ |
¹
|

\
| +
=
4
º 360 º 180
sen
4
º 360 º 180
cos
4
k k
z w j
,
sendo k = 0, 1, 2, 3 no presente caso. Assim sendo,
2
0
= w ° 45
[ ] j j j + =
|
|
¹
|

\
|
+ = + = 1
2
2
2
2
2 º 45 sen º 45 cos 2

2
1
= w ° 135
[ ] j j j + − =
|
|
¹
|

\
|
+ − = + = 1
2
2
2
2
2 º 135 sen º 135 cos 2

- 20 -
2
2
= w ° 255
2 =
= ° −135
( ) ( ) [ ] j j j − − =
|
|
¹
|

\
|
− − = − + − = 1
2
2
2
2
2 º 135 sen º 135 cos 2

2
3
= w ° 315
2 =
° − 45
( ) ( ) [ ] j j j − =
|
|
¹
|

\
|
− = − + − = 1
2
2
2
2
2 º 45 sen º 45 cos 2

Logo o conjunto solução é:
{ } j j j j − − − + − + = 1 , 1 , 1 , 1 S


1.13.5 A Desigualdade do Triângulo
Em alguns trabalhos sobre números complexos, este é um item que aparece
logo no começo, visto que, no mais das vezes, é apresentada uma demonstração para ela
baseada puramente em uma propriedade geométrica dos triângulos. Nesta oportunidade,
vamos também apresentar uma demonstração analítica , pelo que optamos por aguardar um
maior amadurecimento do estudante com relação aos vários conceitos básicos.
Vamos então considerar dois pontos do plano complexo associados aos números
1
z

e

2
z
,
conforme apresentado na figura 1.20.
Temos então:

2 1 2 1
z z z z + ≤ +
(88)
A demonstração geométrica segue o fato de que os pontos
2 1 1
z e , z , 0 z +
são os vértices de
um triângulo de lados
2 1 2 1
z e z , z z +
, e um lado não pode exceder a soma dos outros
dois.
É também interessante notar que a desigualdade se torna uma igualdade quando os
pontos
2 1
e , z , 0 z
são colineares.
Para demonstrar a desigualdade algebricamente vamos escrever, baseados
nas expressões que envolvem complexos conjugados, que
( )( ) ( )( ) ( )
*
2 2
*
1 2
*
2 1
*
1 1
* *
2 1
*
2 1 2 1
2
2 1
2 1
z z z z z z z z z z z z z z z z z z + + + = + + = + + = +

porém
( )
*
*
2 1 2
*
1
*
1 2
z z z z z z = =