Apostila de Biologia – Vol.

2

01
O TRANSPORTE ATRAVÉS DA MEMBRANA PLASMÁTICA O transporte passivo. É um processo de difusão de substâncias através da membrana. O soluto passará sempre a favor do gradiente de concentração, do meio onde existe mais para o meio onde existe menos. Este transporte pode ocorrer por: a) Difusão simples através da bicamada. Assim entram moléculas lipídicas como os hormônios esteróides, anestésicos como o éter e fármacos lipossolúveis. Também penetram assim substâncias apolares como o oxigênio e o nitrogênio atmosférico. Algumas moléculas polares de pequeno tamanho, como a água, o CO2, o etanol e a glicerina, também atravessam a membrana por difusão simples. A difusão da água (solvente) recebe o nome de osmose. O movimento de moléculas de água (solvente) a partir de uma solução hipotônica para outra hipertônica através de uma membrana semipermeável denomina-se osmose. b) Difusão simples através de canais. Ocorre mediante as denominadas proteínas de canal. Assim penetram íons como o Na+, K+, Ca2+, Cl-. As proteínas de canal são proteínas con um orificio ou canal interno, cuja abertura está regulada, por exemplo, como ocorre com neurotransmissores ou hormônios, que se unem a uma determinada região, o receptor da proteína de canal, que sofre uma transformação estrutural que induz a abertura do canal.

1.2. Difusão facilitada. Permite o transporte de pequenas moléculas polares, como os aminoácidos, monossacarídios, etc, que não conseguindo atravessar a bicamada lipídica, requerem que proteínas trasmembranosas facilitem sua passagem. Estas proteínas recebem o nome de proteínas transportadoras ou permeasas que, ao unirem-se a molécula que irão transportar sofrem uma modificação em sua estrutura que conduz aquela molécula ao interior da célula. 2. O transporte ativo. Esta propriedade permite captar do meio extracelular substâncias necessárias ao metabolismo celular, mesmo quando a sua concentração no meio externo é muito baixa relativamente à do meio interno. Esta propriedade implica um gasto razoável de energia metabólica. Em alguns casos, as concentrações de uma substância no meio extracelular e intercelular variam largamente; para manter esta característica, é necessário que essa substância atravesse a membrana contra o gradiente de concentração pois, caso contrário, atingir-se-ia por difusão o equilíbrio das concentrações. Neste processo também atuam proteínas de membrana, porém estas requerem energía, em forma de ATP, para transportar as moléculas ao outro lado da membrana. São exemplos de transporte ativo a bomba de Na/K, e a bomba de Ca. A bomba de Na+/K+ requer uma proteína transmembranosa que bombeia Na+ até o exterior da membrana e K+ até o interior. Esta proteína atua contra o gradiente graças sua atividade como ATP-asa, pois quebra o ATP para obter a energía necessária para o transporte. Por este mecanismo, são transportados 3 Na+ até o exterior e 2 K+ até o interior, com a hidrólise de ATP. O transporte ativo de Na+ e K+ têm uma grande importância fisiológica. De fato todas as células animais gastam mais de 30% do ATP que produzem (e as células nervosas mais de 70%) para bombear estes íons. Transporte De Moléculas De Elevada Massa Molecular Para o transporte deste tipo de moléculas existem três mecanismos principais: endocitose, exocitose e transcitose. Em qualquer um deles é fundamental o papel que desempenham as chamadas vesículas revestidas. Estas vesículas se encontram rodeadas de filamentos protéicos de clatrina. Este processo permite o transporte de substâncias do meio extrapara o intracelular, através de vesículas limitadas por membranas, a que se dá o nome de vesículas de endocitose ou endocíticas. Estas são formadas por invaginação da membrana plasmática, seguida de fusão e separação de um segmento da mesma. Há três tipos de endocitose: pinocitose, fagocitose e endocitose mediada. 1. Endocitose: é o processo pelo qual a célula capta partículas do meio externo mediante uma invaginação da membrana que engloba a partícula que será ingerida. Produz-se a estrangulação da invaginação originando-se uma vesícula que encerra o material ingerido. Segundo a natureza das partículas englobadas, distinguem-se diversos tipos de endocitose. 1.1. Pinocitose. Implica a ingestão de líquidos e partículas em dissolução por pequenas vesículas revestidas de clatrina. A clatrina é uma proteína composta por 6 subunidades (3 cadeias pesadas, de 91 kDa, e 3 cadeias leves, de 23-27 kDa) que desempenha um importante papel no processo de formação de vesículas membranares no interior das células eucariontes.

Prof. Juarez 1
Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com)

Apostila de Biologia – Vol. 2
Esta proteína forma uma rede poliédrica (em forma de uma bola de futebol), composta por muitas moléculas, que reveste a vesícula a medida que ela se forma. Além de ajudar na biogênese de vesículas, a clatrina parece estar envolvida também no processo de endereçamento destas vesículas. 1.2. Fagocitose. São formadas grandes vesículas revestidas ou fagossomos que ingerem microorganismos e restos celulares. 2. Exocitose. É o mecanismo pelo qual as macromoléculas contidas em vesículas citoplasmáticas são transportadas desde o interior celular até a membrana plasmática, para serem vertidas ao meio extracelular. Isto requer que a membrana da vesícula e a membrana plasmática se fusionem para que possa ser vertido o conteúdo da vesícula ao meio. Mediante este mecanismo, as células são capazes de eliminar substâncias sintetizadas pela célula, substâncias de excreção ou mesmo uma egestão ("fezes") celular denominada clasmocitose. Em todas as células existe um equilíbrio entre a exocitose e a endocitose, para manter a membrana plasmática e para manutenção do volume celular.

02
NÚCLEO INTEFÁSICO Núcleo Celular O núcleo completo está presente nas células eucariontes, mas ausente nas procariontes. Na célula eucarionte, o material hereditário está separado do citoplasma por uma membrana denominada carioteca, enquanto na célula procarionte o material hereditário encontra-se mergulhado diretamente no líquido citoplasmático. Cromatina A cromatina é constituída por desoxirribonucleoproteína, que se apresenta em vários graus de condensação. A disposição da cromatina dentro do núcleo e o seu grau de condensação variam de um tipo celular para outro e são característicos de cada célula. Além disso o mesmo tipo celular pode apresentar a cromatina com vários graus de condensação, de acordo com o estágio funcional da célula. Tem como função controlar quase todas as funções celulares. Essas instruções são "receitas" para a síntese de proteínas. Essas "receitas", chamadas de genes, são segmentos da molécula de DNA, e a célula necessita dos genes para sintetizar proteínas. Os cromossomos são constituídos de uma única molécula de DNA associados a proteína. A cromatina é o conjunto dos cromossomos de uma célula, quando não está se dividindo.

O termo heterocromatina (hetero, distinto) designa as porções de cromatina que aparecem condensadas no núcleo interfásico, em contraposição à maioria da cromatina que se apresenta difusa e recebeu o nome de eucromatina. A cromatina é formada por DNA e proteínas, histonas e nãoResumindo: Eucromatina: regiões da cromatina não condensada e geneticamente ativas. Heterocromatina é a região condensada e permanentemente inativa (centrômeros e telômeros) ou intercaladas nos braços cromossômicos. A cromatina também pode ser designada: Constitutiva: permanentemente condensada em todos os tipos de células. Facultativa: condensada somente em certos tipos de células ou em estágios especiais do desenvolvimento, caso dos cromossomos X das fêmeas de mamíferos: um é ativo e eucromático, enquanto o outro é inativo constituindo a cromatina sexual ou corpúsculo de Barr na intérfase. Carioteca

Prof. Juarez 2
Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com)

Apostila de Biologia – Vol. 2
São vesículas achatadas compostas por duas membranas lipoprotéicas, possuem poros e esses poros são circundados por estruturas circulares denominadas "ânulos" que controla as substâncias que entram e saem do núcleo. Ela permite a troca de material com o citoplasma. A membrana mais externa, voltada ao hialoplasma, comunica-se com os canais do retículo e freqüentemente apresenta ribossomos aderidos. A carioteca esta presente em toda divisão celular, ela some no início da divisão e só aparece no final do processo. Ela separa o núcleo do citoplasma. Nucléolo Nos núcleos das células que não esta em reprodução (núcleos interfásicos), encontramos um ou mais nucléolos. São esféricos, compostos por cromatina, grande quantidade de RNA e proteínas e sua função está relacionada a formação dos ribossomos. É rico en RNA e proteínas, e contém pequenas quantidades de DNA que se mostra inativo. O nucléolo tem por função a organização dos ribossomos. Quanto maior o seu número e tamanho, maior é a síntese protéica da célula. A porção fibrilar densa é mais central e é formada por RNAr e proteínas ribossomais. A porção granular é mais periférica e é formada por subunidades ribossômicas em formação. A região organizadora do nucléolo é a cromatina associada ao nucléolo, que na divisão encontra-se nos satélites dos cromossomos acrocêntricos. Não é uma estrutura compacta, pois nota-se a invasão do nucleoplasma. Forma os ribossomos a partir das proteínas ribossômicas, que são importadas do citoplasma e se associam com o RNAr.

03
MITOSE Processo pelo qual as células dividem-se produzindo, cada uma, duas células idênticas, mesmo genótipo, à original, ocorrendo uma duplicação cromossômica para cada divisão celular. Assim, é o processo pelo qual é construída uma cópia exata de cada cromossomo e a informação genética é replicada e distribuída eqüitativamente às duas células filhas. Esta divisão é uma das propriedades mais importantes das células. As características básicas da mitose são: a) Distribuição eqüitativa e conservativa do número de cromossomos. b) Distribuição eqüitativa e conservativa da informação genética.

Ciclo Celular O ciclo celular corresponde a um ciclo de eventos que ocorrem desde a formação de uma célula até a sua própria divisão em células - filhas. Esse ciclo é dividido em duas etapas: a intérfase, conjunto de fases nas quais a célula não está em divisão mas o metabolismo é intenso com autoduplicação do material genético, e a mitose, constituída por fases nas quais está dividindo núcleo e citoplasma. Assim, tanto a interfase como a mitose apresentam-se subdivididas em períodos ou fases. O processo de divisão celular (fase M do ciclo celular) consiste de divisão nuclear (fruto de uma cariocinese) seguida de divisão citoplasmática (citocinese). A divisão nuclear é mediada por um fuso mitótico formado por microtúbulos, que se ligam aos cromossomos, enquanto a divisão citoplasmática é mediada por um anel contrátil formado por filamentos de actina. A mitose é praticamente organizada pelos ásteres de microtúbulos que são formados ao redor de cada um dos dois centríolos produzidos quando o centríolo é duplicado. 1. Interfase: fora do núcleo, observa-se um par de estruturas cilíndricas, perpendiculares entre si, constituídas por microtúbulos que são os centríolos. Estes experimentam duplicação originando dois pares; a duplicação dos centríolos começa durante as fases S e G2 do ciclo celular, e os centríolos duplicados são separados e movem-se para lados opostos do núcleo no início da fase M, para formar os dois pólos do fuso mitótico.

Prof. Juarez 3
Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com)

Apostila de Biologia – Vol. 2

G1 (gap1 ou intervalo 1)= Intervalo de tempo entre o final da mitose e o início da fase S. Este período se caracteriza por uma intensa síntese de RNA e proteínas, ocorrendo um marcante aumento do citoplasma da célula - filha recém formada. É nesta fase que se refaz o citoplasma, dividido durante a mitose. No período G1 a cromatina está esticada e não distinguível como cromossomos individualizados ao microscópio óptico. Este é o estágio mais variável em termos de tempo. Pode durar horas, meses ou anos. Nos tecidos de rápida renovação, cujas células estão constantemente em divisão, o período G1 é curto; como exemplo temos o epitélio que reveste o intestino delgado, que se renova a cada 3 dias. Outro tecido com proliferação intensa é a medula óssea, onde se formam hemácias e certos glóbulos brancos do sangue. Todos estes tecidos são extremamente sensíveis aos tratamentos que afetam a replicação do DNA (drogas e radiações), razão pela qual são os primeiros a lesados nos tratamentos pela quimioterapia do câncer ou na radioterapia em geral. Outros tecidos não manifestam tão rapidamente lesões por apresentarem proliferação mais lenta, tal como ocorre na epiderme (20 dias) e no testículo (64 dias). Tecidos cujas células se reproduzem muito raramente, como a fibra muscular, ou que nunca se dividem, como os neurônios do tecido nervoso, o ciclo celular está interrompido em G1 em um ponto específico denominado G0. S= Fase de Síntese ou replicação de DNA. Inicialmente a célula aumenta a quantidade de DNA polimerase e RNA e duplica seu DNA. As duas cadeias que constituem a dupla hélice separam-se e cada nucleotídeo serve de molde para a síntese de uma nova molécula de DNA devido à polimerização de desoxinucleotídeos sobre o molde da cadeia inicial, graças a atividade da DNA polimerase. G2 (gap2 ou intervalo 2)= Intervalo de tempo entre o final da fase S e o início da mitose. Representa um tempo adicional para o crescimento celular, de maneira que a célula possa assegurar uma completa replicação do DNA antes da mitose. Neste período ocorre uma discreta síntese de RNA e proteínas essenciais para o inicio da mitose.

2. Prófase: é, de um modo geral, a fase mais longa da mitose. Durante a prófase ocorrem mudanças no núcleo e no citoplasma. O núcleo é sede de grandes transformações. No seu interior os filamentos de cromatina enrolam-se, tornandose cada vez mais grossos, curtos, espessos e coráveis, sendo possível observar-se que cada cromossomo é constituído por duas cromátides. As cromátides de um cromossomo estão unidas pelo centrômero. Os dois pares de centríolos começam a afastar-se em sentidos opostos, formando-se entre eles o fuso acromático ou mitótico constituído por um sistema de microtúbulos protéicos que se agregam para formar fibrilas 3. Metáfase: os cromossomos atingem o seu máximo encurtamento devido a uma forte condensação das cromátides. Os pares de centríolos estão agora nos pólos da célula. O fuso acromático completa o seu desenvolvimento, notando-se que algumas das suas fibrilas se ligam aos cromossomos, fibrilas cromossomáticas, enquanto outras vão de pólo a pólo, fibrilas continuas. Os cromossomas dispõem-se com os centrômeros no plano equatorial(plano equidistante entre os dois pólos), voltados para o centro desse plano e os braços para fora. Os cromossomas assim imobilizados originam uma figura tradicionalmente chamada placa equatorial e estão prontos para duplicarem-se. É a fase em que os cromossomos, com um só foco, nítidos, serão fotografados para elaboração do carótipo. Alguns dos microtúbulos que formam os aparatos do fuso se prendem aos cinetocoros formando o fuso mitótico. * Os cromossomos iniciam uma série de movimentos que resultam num alinhamento de todos os cromossomos na região equatorial do fuso . 4. Anáfase: No início da anáfase dá-se a clivagem de cada um dos centrômeros, separando-se as duas cromátides que passam a constituir dois cromossomas filhos, independentes. As fibrilas ligadas a eles encurtam-se e estes cromossomas começam a afastar-se migrando para pólos opostos. A anáfase é caracterizada por este deslocamento para os pólos dos cromossomas filhos. No final da anáfase, os dois pólos da célula têm coleções completas e equivalentes de cromossomas e portanto de DNA. 1 É o momento onde as cromátides iniciam a migração para cada pólo da célula, em direção aos centríolos, provocando a separação das cromátides irmãs.

Prof. Juarez 4
Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com)

Apostila de Biologia – Vol. 2
2 Acredita-se que a força que movimenta as cromátides tem origem através da polimerização de proteínas dos microtúbulos (actina, miosina e tubulina). 5. Telófase: Na telófase reorganiza-se de novo a membrana nuclear à volta dos cromossomas de cada célula filha. Os nucléolos reaparecem, dissolve-se o fuso mitótico, e os cromossomas, devido à sua descondensação, alongam-se tornandose menos visíveis. A célula fica constituída por dois núcleos, terminando assim a cariocinese da mitose. Segue-se a citocinese; nos dois últimos estágios, no fim da anáfase e na telófase, dão-se também importantes alterações no citoplasma. O termo citocinese significa movimento do citoplasma.  Separação completa das cromátides irmãs para cada pólo da célula.  * Reconstituicão do envelope nuclear ao redor dos cromossomos.  * Descondensação dos cromossomos.  * Dissolução do aparato mitótico.  * Formação de uma constrição ao nível da zona equatorial da célula-mãe (nas células animais), que vai progredindo e termina por dividir o citoplasma e suas organelas em duas partes iguais.

04
MEIOSE A meiose é um tipo de divisão celular em que uma célula-mãe da origem a quatro novas células com metade do número de cromossomos da célula inicial. Trata-se de um processo reducional de divisão. A célula que tem os cromossomos característicos da espécie recebe o nome de diplóide; a célula com metade dos cromossomos da espécie recebe o nome de haplóide.

No caso do homem (46 cromossomos), as células correspondem, regra geral, aos gametas nos respectivos, pelo macho e pela fêmea. O esporo vegetal corresponde ao gameta animal, mas ambos são células haplóides. A meiose consiste de duas etapas de divisão sucessivas: na primeira divisão os cromossomos homólogos se separam permanecendo em células diferentes (etapa reducional); na segunda divisão acontece na mitose (etapa equacional). Veja o esquema da meiose. Como na mitose, o processo é dividido, por conveniência, em estágios. Os nomes são os mesmos da mitose, mas seguidos de I ou II, indicando a primeira ou a segunda divisão. O DNA duplica-se na interfase que precede a primeira divisão. Pode existir uma espécie de interfase entre a primeira e a segunda divisão, chamada intercinese. Podem neste período o DNA se duplicar. Meiose I A duplicação dos cromossomos, como você já sabe, ocorre na interfase Assim, ao iniciar a prófase I, os cromossomos já se encontram duplicados. Cada cromossomo é formado para duas cromátides –irmãs. Prófase I: A prófase I costuma se dividir em cinco estagio: leptóteno, zigóteno, paquíteno, diplóteno, diacinese. Leptóteno: Cromossomos visíveis, finos e enovelados; apesar de estarem duplicados desde da interfase, ainda não é evidente a sua duplicação Nucléolo visível.

Prof. Juarez 5
Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com)

Apostila de Biologia – Vol. 2

Zigóteno: Cada cromossomo continua a se condensar e faz par com seu homólogo. Atraem-se, emparelham-se ponto a ponto, como um “zíper”. Este pareamento é conhecido como sinapse Nucléolo começa a desaparecer, mas ainda é visível. Paquíteno: Cromossomo mais espessos nos quais se pode visualizar as duas cromátides. Os cromossomos pareados mostram um total de quatro filamentos (cromátides); o conjunto é uma tétrade. Nucléolo está desaparecendo Diplóteno: Aos poucos os cromossomos se repelem, permanecendo alguns pontos de contato (quiasmas) entre as cromátides homólogas; nos quiasmas ocorrem quebras e as cromátides trocam pedaços entre elas. (crossing-over ou permuta) Diacinese: Cromossomos mais condensados, terminalização dos quiasmas, nucléolo desaparece. Atenção: observe os pares de cromossomos com partes trocadas entre si (já ocorreu o crossing-over) A prófase I é semelhante à prófase da mitose (centríolos migram para os pólos da célula, cromossomos se condensam, nucléolos e carioteca desaparecem, formação do fuso constituído de fibras protéicas). Metáfase I: Os cromossomos homólogos vão, aos pares e deslocam-se para a região mediana da célula. As fibras se unem ao centrômero das duas cromátides. Anáfase I: Os cromossomos homólogos separam-se, movendo-se para os pólos da célula devido ao encurtamento das fibras do fuso. Telófase I: Os cromossomos atingem os pólos e descondensam-se, O fuso desaparece, Carioteca e nucléolo reaparecem, Formação de um núcleo em cada pólo da célula com n cromossomos, mas cada um deles constituídos por duas cromátides. Intercinese: Geralmente as células –filhas passam por um curto estágio de repouso, para entrar na prófase, da segunda divisão. Meiose II Uma vez que a separação dos homólogos aconteceu na divisão I, na segunda divisão tudo se passa tempo na mitose. Finalidade da divisão II é apenas separar as cromátides irmãs por divisão dos centrômeros. Quando termina a divisão II, os cromossomos reassumem sua forma filamentosa. Dessa maneira a partir da célula 2n inicial, são formadas 4 células com metade do material genético da célula-mãe (n).

05
VÍRUS Seu nome, vírus, significa veneno. Estes "organismos" não estão inseridos em nenhum dos grandes reinos dos seres vivos, daí a necessidade de serem estudados à parte. Suas principais características são: 1 Não possuem estruturas celulares (membrana plasmática, citoplasma, etc.). 2. São formados basicamente por uma cápsula protéica denominada capsômero ou capsídio que contém em seu interior um só tipo de ácido nucléico. Alguns vírus mais complexos podem apresentar também lipídios e glicídios presos à cápsula. A informação genética de um vírus é seu ácido nucléico, que pode ser DNA ou RNA, nunca ambos. Todos os vírus de uma mesma família apresentam o mesmo tipo de ácido nucléico. Chamamos de retrovírus os vírus que possuem RNA como material genético.

Prof. Juarez 6
Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com)

Apostila de Biologia – Vol. 2

3. São tão pequenos que podem penetrar no interior das células das menores bactérias que se conhecem, (100 a 1000 Å), portanto são visíveis somente ao M.E. 4. Só apresentam propriedades de vida quando estão no interior de células vivas. Por isso são considerados parasitas celulares obrigatórios. Os vírus não tem capacidade de manifestar atividade vital fora de uma célula viva, quando o fazem utilizam-se dos componentes celulares e controlam o seu metabolismo. Portanto devem obrigatoriamente parasitar o meio interno de uma célula para fins reprodutivos. Estrutura A partícula viral, quando fora da célula hospedeira, é chamada de vírion. Cada espécie de vírus apresenta vírions de formatos diferentes. Em comum, todos os vírus contém ácidos nucléicos, RNA ou DNA, e proteínas. Os ácidos nucléicos trazem a informação genética do vírus codificada. Em todos os vírus, existe uma camada protéica protetora em torno do material genético, chamada de cápside ou capsídeo. Alguns vírus possuem também outras proteínas, que agem como enzimas, catalisando reações e processos necessários para o ataque do vírus às células hospedeiras. A cápside tem várias funções, entre elas a de proteger os ácidos nucléicos virais da digestão feita por certas enzimas (nucleases), acoplar com certos sítios receptores na superfície da célula hospedeira e penetrar na sua membrana ou, em alguns casos, injetar o ácido nucléico infeccioso no interior da célula. Muitos vírus possuem, ainda, uma membrana lipoproteíca envolvendo o cápside; esta membrana é chamada de envelope. O envelope facilita a interação do vírus com a membrana citoplasmática e aumenta a proteção do vírus contra o sistema de defesa do organismo. Reprodução dos Vírus Para a formação de novos vírus, deve ocorrer a duplicação do ácido nucléico viral e a síntese das proteínas que formam o capsídeo. Os vírus dispõem de diferentes mecanismos que utilizam para utilizar as células hospedeiras, desviando o metabolismo celular para o seu benefício. Num ciclo lítico o vírus se fixa na superfície da célula, libera enzimas para enfraquecer a parede celular (no caso de vírus que atacam células bacterianas, de protozoários ou de vegetais, que possuam parede celular) e o material genético do vírus é inoculado dentro da célula. O material genético viral desencadeia uma profunda desorganização do metabolismo celular, passando a dominá-lo, fazendo com que o mecanismo de síntese de macromoléculas da célula seja desviado para a produção de cópias do material genético e das proteínas virais, ocorrendo a formação de centenas de cópias do vírus. A seguir a célula se rompe. No ciclo lítico ocorre lise celular, com liberação de novos vírus produzidos no interior da célula. No ciclo lisogênico o ácido nucléico viral associa-se ao DNA da célula hospedeira e ali permanece na forma de pró-vírus, fazendo parte do cromossomo celular e sendo transmitido para as células filhas durante a divisão celular. A forma de reprodução dos vírus dentro de uma bactéria dá-se o nome de reprodução por montagem Alguma doenças causadas por vírus Os vírus podem causar doenças em plantas e animais. As principais doenças causadas por vírus que atingem o homem são: a. Hidrofobia (Raiva): saliva introduzida pela mordida de animais infectados (o cão, por exemplo). Infecção: o vírus penetra pelo ferimento e instala-se no sistema nervoso. Controle: vacinação de animais domésticos e aplicação de soro e vacina em pessoas mordidas. Sintomas e características: febre, mal-estar, delírios, convulsões, paralisia dos músculos respiratórios (é doença mortal). b. Hepatite Infecciosa: transmissão: gotículas de muco e saliva; contaminação fecal de água e objetos. Infecção: o vírus instala-se no fígado onde se multiplica, destruindo células. Controle: injeção de gamaglobulina em pessoas que entram em contato com o doente; saneamento, cuidados com alimentos ingeridos. Sintomas e características: febre, anorexia, náuseas, mal-estar, icterícia (pode ser fatal). c. Caxumba: transmissão: contato direto; objetos contaminados; gotículas de saliva. Infecção: o vírus multiplica-se nas glândulas parótidas; eventualmente localiza-se em outros órgãos, como ovários e testículos. Controle: vacinação. Sintomas e características: parotidite (infecção das parótidas), com inchaço abaixo e em frente das orelhas (pode tornar a pessoa estéril se atingir os testículos ou os ovários).

Prof. Juarez 7
Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com)

Apostila de Biologia – Vol. 2

06
REINO MONERA São unicelulares e estão entre os menores seres vivos conhecidos. São formados por uma célula procarionte (desprovida de membrana nuclear). Por não apresentar o envoltório protetor do núcleo, o material genético (cromatina), constituído por uma única molécula de DNA (ácido desoxirribonucléico), encontra-se disperso no citoplasma. O material genético constitui-se de uma longa molécula de DNA, dobrada em forma de anel, circular, sendo chamado de nucleóide (do latim nucleu, caroço, amêndoa + o sufixo grego. eidos, semelhante).

Não possuem organelas membranosas; na verdade, apresentam apenas ribossomos (síntese protéica) como organelas. Observa-se uma dobra do plasmalema (membrana plasmática) na região mediana da célula bacteriana, que forma uma estrutura relacionada com a respiração celular (possui enzimas respiratárias), o mesossomo (do grego mesos, meio, intermediário e soma, corpo). O mesossomo também sustenta o cromossomo bacteriano. A membrana plasmática é recoberta e protegida pela parede celular, de consistência gelatinosa. Externamente à membrana plasmática, as bactérias possuem a parede celular. Encontramos dois tipos básicos de parede celular: composta por várias camadas de proteoglicanas (proteínas associadas a carboidratos) ou composta por uma camada lipoprotéica e lipopolissacarídica, com uma fina camada de proteoglicanas. A parede da célula bacteriana pode ser constituída de uma substância química exclusiva das bactérias conhecida como mureína (ácido n-acetil murâmico). Algumas espécies de bactérias possuem, externamente à membrana esquelética, outro envoltório, mucilaginoso, chamado de cápsula. É o caso dos pneumococos (bactérias causadoras da pneumonia). Descobriu-se que a periculosidade dessas bactérias reside na cápsula: em um experimento, ratos infectados com pneumococos sem cápsula tiveram a doença, porém não morreram, enquanto os com cápsulas causaram pneumonia letal. Podem viver isolados ou formar colônias. Provavelmente são os organismos mais abundantes do planeta sendo encontrados em praticamente todos os ambientes. Quanto a nutrição, podem ser autótrofas ou heterótrofas. As autótrofas podem sintetizar seu próprio alimento através da fotossíntese ou da quimiossíntese. Algumas bactérias possuem uma proteína, conhecida como bacterioclorofila, que capta a energia da luz para a síntese (fabricação) de glicose, são as bactérias fotossintetizantes: 6 CO2 + 12 H2S + energia da luz -> C6H12O6 + 6 H2O + 12 S Outras bactérias obtém a energia para a síntese de glicose a partir de reações químicas, nesse caso, dizemos que são quimiossintetizantes: 2 NO-2 + O2 -> 2NO-3 + energia (a bactéria oxida o nitrato e obtém energia) 6 CO2 + 12H + energia -> C6H12O6 + 6H2O (a energia é usada na síntese da glicose) As heterótrofas podem ser saprófitas, simbióticas ou parasitas. Quanto a forma as bactérias podem ser classificadas: cocos, bacilos, espirilos e vibriões. Cocos - bactérias de forma arredondada. Bacilos - bactérias alongadas em forma de bastonetes. Espirilos - são bactérias espiraladas. Vibriões - são bactérias em forma de vírgulas. O oxigênio pode ser indispensável, letal ou inócuo para as bactérias, o que permite classificá-las em: Aeróbias estritas: exigem a presença de oxigênio, como as do gênero Acinetobacter.- microaerófilas: necessitam de baixos teores de oxigênio, como o Campylobacter jejuni. Facultativas: apresentam mecanismos que as capacitam a utilizar o oxigênio quando disponível, mas desenvolver-se também em sua ausência. Escherichia coli e várias bactérias entéricas tem esta característica. Anaeróbias estritas: não toleram o oxigênio. Ex.: Clostridium tetani, bactéria produtora de potente toxina que só se desenvolve em tecidos necrosados carentes de oxigênio. As bactérias têm alta capacidade de reprodução. A principal forma de reprodução é a assexuada por divisão binária, bipartição ou cissiparidade. Neste caso um indivíduo se divide originando dois outros idênticos. Em uma célula inicial,

Prof. Juarez 8
Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com)

Apostila de Biologia – Vol. 2
ocorre a duplicação do material hereditário, que está ligado ao mesossomo (reentrância da membrana plasmática). A célula começa a crescer e os mesossomos afastam-se, levando consigo um cromossomo. Logo após, a célula se divide, dando origem a duas células-filhas com a mesma bagagem hereditária da célula-mãe. O processo dura aproximadamente 20 minutos. Reprodução sexuada: Conjugação bacteriana. Na conjugação bacteriana duas bactérias unem-se temporariamente através de uma ponte citoplasmática. Em uma das células, denominada "doadora" ou "macho", ocorre a duplicação de parte do cromossomo. Essa parte duplicada separa-se e, através da ponte citoplasmática, passa para outra célula, denominada "receptora" ou fêmea", unindo-se ao cromossomo dessa célula receptora. Esta ficará, então, com constituição genética diferente daquela das duas células iniciais. Essa bactéria "recombinante" pode apresentar divisão binária, dando origem a outras células iguais a ela. Como regra geral, em qualquer mecanismo de recombinação gênica nas bactérias, somente uma fração do cromossomo da bactéria doadora é transferida para a bactéria receptora. A fração doada corresponde a uma porção duplicada do cromossomo. Transformação: Griffith (pneumococos) = de pedaços de DNA de “bactéria estranha”, dispersos no meio, algum é incorporado, em condições especiais e a bactéria passa a exibir o fenótipo (característica) da “doadora”. Os cientistas têm utilizado a transformação como uma técnica de Engenharia Genética, para introduzir genes de diferentes espécies em células bacterianas (bactérias transgênicas). Transdução: transferência de material genético de uma bactéria para outra, através de vírus bacteriófagos ou fago (= vetor). Importância das bactérias. Algumas bactérias podem ser úteis ao homem e são utilizadas na agricultura e na indústria (produção de iogurte, queijos, vinhos). 1.Na indústria, são bastante conhecidas as bactérias do gênero Acetobacter, que oxidam o álcool etílico transformando-o em ácido acético; essa relação constitui a base da fabricação do vinagre. 2. As do gênero Lactobacillus e Lactococcus promovem a conversão de lactose (açúcar do leite) em ácido láctico; o leite torna-se então azedo, e a redução do pH determina a precipitação de suas proteínas, com a conseqüente formação do “coalho”. Essas bactérias, portanto, têm participação marcante no processo de fabricação de coalhada, iogurte (Streptococcus thermophilus), queijo (Streptococcus spp) e “ kefir” (Streptococcus lactis). 3. Outras bactérias de grande importância são as que produzem como produto final ácido butírico, acetona e butanol, além das formadoras de endósporos que são de grande valência para a indústria alimentícia e farmacêutica devido à resistência destes ao calor e a uma grande variedade de químicos. 4. Na indústria farmacêutica, bactérias do gênero Bacillus são utilizadas na produção de antibióticos, tirotricina e a bacitracina. 5. O processo de Fixação Biológica do Nitrogênio (FBN) possibilitou que se reduzisse, na última safra, o uso de fertilizantes nitrogenados nas lavouras brasileiras, resultando numa economia de U$ 1,5 bilhão. Essa tecnologia consiste na associação de bactérias da família Rhizobiacea com plantas da família Leguminosae (soja e feijão, por exemplo), formando nódulos nas suas raízes. Dentro desses nódulos, pela ação da enzima nitrogenase, essas bactérias são capazes de quebrar a tripla ligação que une os dois átomos de nitrogênio atmosférico (N2), transformando-o em amônia e, posteriormente, em nitratos. Se o mutualismo for eficiente, o N sintetizado nos nódulos pode suprir todas as necessidades da planta, dispensando o uso de fertilizantes nitrogenados. A fixação do nitrogênio (transformação de nitrogênio gasoso N2 em amônia - NH4) é exclusiva das bactérias dos gêneros Rhizobium e Bradirhizobium e é a única fonte de nitrogênio absorvível para todos os outros seres vivos. Todos os organismos vivos têm necessidade de nitrogênio para formação de componentes de biomoléculas, como a moléculas de DNA e proteínas. Pesquisas da Embrapa são orientadas para identificar um tipo dessa bactéria capaz de processar a FBN em níveis eficientes sob as condições de estresse do ambiente inclusive semi-árido, com seu clima quente e seco. Estas bactérias podem aumentar a produção de feijão inclusive em áreas secas do nordeste . 6. As bactérias, como inseticidas biológicos, são também utilizadas no combate a espécies nocivas à agricultura. Um exemplo é o Bacillus thuringensis, que infesta somente a larva de determinados insetos (parasita específico a organismos de pH alto). Essa bactéria produz cristais protéicos que se dissolvem no intestino da larva; a proteína dissolvida promove a ruptura da parede intestinal, permitindo a invasão dos tecidos por parte das bactérias, o que provoca a morte da larva. 7. São também muito importantes ao meio ambiente na decomposição de matéria orgânica, garantindo a reciclagem da matéria, pois desdobram restos de animais e plantas. Os ciclos biogeoquímicos representam o movimento e a conversão da matéria por atividades bioquímicas dentro da ecosfera e são responsáveis pelo equilíbrio dinâmico entre as várias formas

Prof. Juarez 9
Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com)

Apostila de Biologia – Vol. 2
de matéria ciclada; isto garante a trajetória circular da matéria e sua contínua reutilização. Este equilíbrio é fundamental para a diversidade fisiológica dos seres vivos. Algumas doenças Causadas por Bactérias Anthrax, Antraz ou Carbúnculo :O Bacillus anthracis é uma bactéria que causa uma doença mortal. Ela costuma infectar o gado e pode permanecer no solo por muitos anos. Os seres humanos podem ser contaminados ao manusear produtos de origem animal infectados , inalar os esporos ou ingerir produtos de origem animal contaminados . A transmissão ou contágio pessoa-pessoa não é provável . A pessoa afetada tem sintomas parecidos com os da gripe, os quais evoluem freqüentemente para problemas respiratórios e pode levar a morte em um ou dois dias (de 80 a 90% dos casos são fatais). Em francês a doença causada pelo Bacillus anthracis é denominada charbon, sendo o nome anthrax utilizado para os casos de furunculose multifocal. Nos países anglofônicos, pelo contrário, a furunculose multifocal é dita carbuncle, muitos dicionários ingleses aceitam anthrax e carbuncle como nomes aplicáveis igualmente às duas doenças. No Brasil, a palavra "carbúnculo" tem sido usada por muitos autores para designar a furunculose multifocal devida ao Staphylococcus aureus. Por inalação, forma respiratória (doença dos cortadores de lã), desencadeia uma pneumonia extensa que evolui para septicemia e morte. A forma gastrointestinal, por consumo de carne contaminada, é caracterizada por uma aguda inflamação do trato intestinal, com náuseas, perda do apetite, febre,vômitos com sangue, severa diarréia e dor abdominal e morte de 25 a 60% dos casos. A forma meningo-encefálica, muito rara, também tem evolução para o óbito. Tuberculose: é causada pelo bacilo Mycobacterium tuberculosis, ataca geralmente os pulmões. Há tosse persistente, emagrecimento, febre, fadiga e, nos casos mais avançados, hemoptise. O tratamento é feito com antibióticos e as medidas preventivas incluem vacinação das crianças - a vacina é a BCG (Bacilo de Calmet-Guérin) - radiografias e melhorias dos padrões de vida das populações mas pobres. Hanseníase (lepra): transmitida pelo bacilo de Hansen (Mycobacterium leprae), causa lesões na pele, nas mucosas e nos nervos. O doente fica com falta de sensibilidade na pele. Quando o tratamento é feito a tempo, a recuperação é total. Difteria (crupe): muitas vezes fatal, é causada pelo bacilo diftérico, atacando principalmente crianças. Produz uma membrana na garganta acompanhada de dor e febre, dificuldade de falar e engolir. O tratamento deve ser feito o mais rápido possível. A vacina antidiftérica está associada à antitetânica e à antipertussis (essa última preventiva contra a coqueluche) na forma de vacina tríplice.

07
REINO FUNGI Os fungos são um grande grupo de organismos que vivem como parasitas, alimentando-se de outros organismos vivos, ou como saprófitas, alimentando-se de matéria morta. Nesta última forma, juntamente com os seus parentes próximos, as bactérias, são muito importantes na decomposição da matéria orgânica formando compostos mais simples, inorgânicos; de outro modo, o mundo ficaria coberto com os restos de animais e plantas mortas que não seriam reciclados. Alguns anos atrás, os cientistas consideravam os fungos como plantas não verdes dentro do Reino Vegetal. Entretanto, apresentam uma parede celular rica em quitina, substância presente no exoesqueleto dos artrópodos, e acumulam glicogênio como substância de reserva, duas características típicamente animais. Atualmente este grupo é classificado num Reino separado, o Reino Fungi. Os fungos não possuem o pigmento clorofila necessária à fotossíntese. O corpo do fungo consiste em delicadas estruturas filamentosas chamadas hifas, as quais, quando em conjunto compacto, se dá o nome de micélio. Alguns fungos não produzem um micélio e consistem numa única célula (leveduras) ou grupos de células. Os fungos podem-se reproduzir assexuadamente a partir de fragmentos do micélio ou através de estruturas microscópicas chamadas esporos, cuja função é equivalente à das sementes nas plantas superiores. Existem várias maneiras para que os esporos sejam libertados para o exterior quando atingem a maturidade; devido ao seu tamanho ser muito pequeno, eles são facilmente transportados por correntes de ar. O seu tamanho, forma e ornamentação são extremamente variadas e estão certamente relacionados com o seu método de distribuição. Os fungos também podem reproduzir-se sexuadamente através da formação de células sexuais especiais chamadas gametas. Nos fungos inferiores, os esporos e gametas possuem freqüentemente flagelos, o que lhes permite deslocar-se dentro de água; neste aspecto assemelham-se às algas, das quais se pensa terem sido originados. Os esporos e a maneira como estes são formados são usados como a base principal para a classificação dos fungos. Distinguimos dois filos no reino Fungo: Eumycota (fungos verdadeiros) e Mixomycota (fungos gelatinosos), hoje incluídos no Reino Protista ou Protoctista.

Prof. Juarez 10
Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com)

Apostila de Biologia – Vol. 2
O filo Eumycota apresenta maior variedade de espécies, aproximadamente 100 mil, distribuídas em quatro classes: Phycomycetes (ficomicetos), Ascomycetes (ascomicetos), Basidiomycetes (basidiomicetos) e Deuteromycetes (deuteromicetos). Filo Eumycota Phycomycetes Exemplares típicos: Rhizopus spp.; Mucor spp (Bolor negro do pão). Usualmente saprófitos. Corpo tipicamente miceliano, sem septos, e haplóide. Parede celular com quitina + citosanas. Talo geralmente sifonado. Têm o talo unicelular nas formas mais primitivas, formado de filamentos (chamados hifas) tubulares, multinucleados, não septados, ramificados, nas mais adiantadas. Guardam analogia com as algas verdes com respeito á estrutura e a sua reprodução. A esta classe pertencem os mofos, como o mofo pão e outros que atacam os tecidos em ambiente úmido. São saprófitos. Alguns são parasitas de plantas. Os mofos produzem tal quantidade de esporos, que sempre existem alguns deles no ar. Como exemplos de ficomicetes, pode-se citar: Plasmodiophora brassicae, causador da "hérnia da couve"; Rhizopus nigricans, o mofo preto do pão; Saprolegnia, que é um gênero de ficomicetes aquáticos vivendo sobre detritos e peixes; e Empusa muscae, que prolifera sobre as moscas, matando-as à maneira de uma epidemia. A importância desse grupo advém de seu significado econômico, porquanto atacam especialmente, plantas e animais (peixes), causando perda de alimentos e desperdício de esforços. Exemplo significativo da obra destruidora destes fungos é a doença denominada "podridão" ou "míldio da batateira", causadora da destruição das plantações de batata na Irlanda, em 1845-46, que matou de fome milhares de pessoas. O agente ocasionador deste míldio é o ficomicete Phytophtora infestans, que passa o inverno nos tubérculos doentes e desenvolve-se na primavera, matando os jovens. Contribuem, por outro lado, de modo benéfico para os processos de mineralização da matéria orgânica que restituem aos solos substâncias molecularmente pouco complicadas e que ajudam a conservar-lhes a fertilidade. Produzem esporos sempre imóveis em número indefinido. A reprodução assexuada é assegurada pela diferenciação de esporângios pedunculados. Os esporângios são esféricos e suportados por hifas eretas ou esporangióforos. A porção central do esporângio torna-se altamente vacuolizada, constituindo a columela. A zona periférica é a zona do esporângio que suporta os esporos. No interior do esporângio o citoplasma fragmenta-se em porções em regra plurinucleadas, os esporos. Quando os esporos atingem a maturidade dá-se a ruptura da parede do esporângio e a libertação dos esporos. A reprodução sexuada é assegurada por pares de filamentos sexuais de sexos opostos. Quando as hifas de sexos opostos + e - entram em contato há dilatação das suas extremidades, diferenciando-se os progametângios. Seguidamente há a formação de um septo perto da extremidade do progametângio separando-se duas células: o gametângio terminal e o suspensor. Quando os gametângios entram em contato, as paredes dissolvem-se e os conteúdos plurinucleares dos gametângios fundem-se num zigoto por cistogamia. Inicialmente, o zigoto fica com pares de núcleos de sexos opostos. Os núcleos que não emparelham degeneram. Os núcleos emparelhados fundem-se por cistogamia mas a seguir todos os núcleos diplóides degeneram à exceção de um que depois se divide no momento da germinação, por meiose, degenerando 3 dos 4 núcleos resultantes. Entretanto, a nova célula resultante da cistogamia aumenta de tamanho, aumenta a espessura da parede e esta torna-se ornamentada. A esta célula dá-se o nome de zigósporo. A germinação do zigósporo ocorre quando as condições se tornam favoráveis e processa-se em regra por diferenciação de um tubo germinativo com aspecto de hifa, formando um esporângio pediculado no qual se formam esporos haplóides que germinam num novo gametófito haplóide. Deuteromycetes Exemplares: Aspergillus spp.; Penicilium spp. Estes Fungos, também chamados Fungos Imperfeitos, não possuem (porque não se conhece) reprodução sexuada. A sua única forma de se reproduzirem é a forma assexuada (produção de esporos exógenos). Algumas das espécies pertencentes a esta sub-divisão têm uma grande importância a nível da indústria da produção do vinagre (Aspergillus nigra) e na indústria farmacêutica, na produção de antibióticos (Penicilium notatum e P. crysogenum). Esporângios de um Penicilium. O gênero Penicillium (fungo azul-verde) é utilizado na manufatura de queijos, na produção de antibióticos, e na produção de enzimas. Ascomycetes Exemplares típicos: Peziza spp.; Talaromyces spp.; Sordaria spp. Não produzem zoóides. Geralmente filamentosos (são exceção as leveduras). Hifas septadas com septos perfurados. Células uni ou multinucleadas. Parede celular quitinosopéctica sem celulose. Reprodução assexuada geralmente por conídios enquanto que a sexuada envolve a formação de ascos.

Prof. Juarez 11
Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com)

Apostila de Biologia – Vol. 2
A gamia destes fungos origina em regra um aparelho esporífero (ascocarpo) no qual se formam esporos em número definido (4-8). Este aparelho esporífero designa-se de ascocarpo e é produtor de ascósporos (esporos endógenos). Os ascósporos são produzidos por meiose no interior de um esporângio especial, o asco. Neste o núcleo divide-se por meiose seguida de mitoses. A conjugação é, nas formas mais evoluídas, uma tricogamia ou somatogamia. Na tricogamia o ascogônio (em regra plurinucleado) é fecundado pelos núcleos masculinos do anterídeo. Os núcleos masculinos e femininos emparelham não havendo cariogamia (só plasmogamia ) e constituem o dicarion. A partir do ascogônio fecundado desenvolvem-se hifas constituídas por células providas de um dicarion; são as hifas dicarióticas ou ascogênicas (cujo crescimento resulta de divisões simultâneas e conjugadas dos dicarions), visto que é na sua extremidade que se vão diferenciar os ascos. Assim, nas células terminais das hifas dicarióticas os núcleos fundem-se e essa célula é a célula mãe dos ascos que aumenta de tamanho, alongando-se. À cariogamia segue-se a meiose seguida de mitose. Formam-se 8 núcleos que ficam rodeados por uma porção de citoplasma que depois segregam uma parede, não havendo formação de septos, e formam-se assim 8 ascósporos haplóides. Os ascos são geralmente formados em aparelhos esporíferos ou corpos frutíferos chamados de ascocarpos que podem tomar formas diversas: apotécio, com forma de taça (Peziza), cleistotécio, fechado e esférico (Talaromyces) e peritécio, com forma de frasco (Sordaria). Basidiomycetes Não produzem zoóides. Diferenciam um tipo especial de esporos (basidiósporos) que são meióticos ou sexuados e de natureza externa. Micélio septado, podendo passar por três fases. Os fungos deste grupo incluem os cogumelos (Homo) e as ferrugens (Hetero). Sub-Classe Homobasidiomycetidae - Exemplar típico: Agaricus spp. Produzem basidiocarpos. Quase todos os fungos comestíveis conhecidos e também inúmeros fungos venenosos pertencem a essa subclasse. Entre os primeiros, podemos citar o tão apreciado champignon (Agaricus sp.) e o parasol (Macrolepiota procera), entre os venenosos as espécies de Amanita ou Inocybe patoullardi. Psilocybe mexicana produz os alucinógenos psilocibina e psilocina, usados em rituais religiosos indígenas. Além destes, as orelhas-de-pau, muitos fungos de micorriza (associados a raízes) e importantes fungos de madeira, muitos dos quais causam enormes prejuízos econômicos. Basídios sem septos em forma de clava. Produzem 4 basidiósporos sobre projeções do basidio (os esterigmas). O talo é um micélio constituído por células uninucleadas (micélio primário ou unicariótico) que constitui a geração gametofítica com um desenvolvimento reduzido. Este micélio pode multiplicar-se por formação de conídios ou oídios. A reprodução sexuada ocorre por somatogamia ou espermatização e assim se formam células com um par de núcleos de sexos opostos (dicarion). A partir destes e por divisões conjugadas dos núcleos do dicarion diferenciam-se as hifas dicarióticas que constituem o micélio secundário que corresponde à geração esporofítica pois irá produzir os basídios com basidiósporos. Esta geração é muito mais desenvolvida que a gametofítica e todo o corpo frutífero (basidiocarpo) é constituído por hifas dicarióticas. Durante a divisão das células do micélio secundário ocorre a diferenciação de ansas de anastomose. Uma célula prestes a dividir-se emite uma curta saliência lateral encurvada para a base. Um dos núcleos migra para essa saliência e o outro mantém-se na célula inicial. Dividem-se simultaneamente. Um dos núcleos fica na saliência e isola-se por um septo. Diferencia-se outro com 2 núcleos de sexos opostos. Por fusão das 2 células uninucleadas, o núcleo que estava na saliência migra para a célula subterminal que fica binucleada. O micélio secundário ou dicariótico irá produzir o corpo frutífero ou basidiocarpo em regra macroscópico (micélio terciário). Neste, e na extremidade de algumas hifas dicarióticas diferenciam-se os basídios. A célula terminal da hifa aumenta de tamanho e os 2 núcleos fundem-se. O núcleo diplóide resultante migra para a extremidade do basidio. Aí divide-se por meiose. No ápice do basidio desenvolvem-se 4 finas ramificações, os esterigmas. Estes dilatam-se na extremidade e cada núcleo haplóide migra para cada uma dessas dilatações. Forma-se depois um septo na sua base e a célula assim formada é um basidiósporo. Este germina num micélio primário. Os basídios, em regra, dispõem-se em paliçada constituindo o himênio. O grupo tem grande importância econômica. Os basidiomicetes superiores se separam em dois grupos; de um lado os himenomicetes, com membrana esporófora exposta, e de outro os gasteromicetes, com membrana esporófora inclusa. Entre os primeiros estão os mais importantes fungos comestíveis e venenosos conhecidos. Também aí figuram os fungos destruidores de madeira. Psalliota campestris é o cogumelo de campo, ou cogumelo cultivado (champignon do comércio). Entre os venenosos ou repugnantes ao paladar podem ser citados Amanita phalloides, o mais tóxico de todos, capaz de causar acidentes mortais, Russula emetica, de sabor picante, os Dictyophora, de cheiro e gosto desagradáveis. Sub-Classe Heterobasidiomycetidae - Exemplar típico: Puccinia spp. Basidios septados. Compreende espécies causadoras de sérias doenças em plantas cultivadas, como sejam as ferrugens e os carvões. Ustilago maydis produz o carvão do milho. Puccinia graminis é a ferrugem do trigo.

Prof. Juarez 12
Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com)

Apostila de Biologia – Vol. 2
Muitos não formam basidiocarpos (produzem esporos em grupos - os soros). Ciclos de vida complexos envolvendo freqüentemente mais do que um hospedeiro (no caso dos parasitas) e a produção de diversos tipos especializados de esporos. A "ferrugem" do trigo, uma linhagem de Puccinia graminis, cresce parasiticamente nas folhas e caules do trigo (outras linhagens ocorrem em outros cereais), absorvendo materiais do protoplasma do hospedeiro. Na maturidade, as hifas de P. graminis irrompem em lesões localizadas nas folhas e caules do hospedeiro, produzindo um grande número de esporos ferrugíneos (uredósporos) que repetem o ciclo, infectando assim muitas novas plantas. Pelo menos quatro tipos adicionais de células reprodutoras são produzidos no ciclo de vida deste fungo. Alguns Fungos produzem substâncias tóxicas e alucinógenos.

08
REINO PLANTAE Na classificação que estamos utilizando, baseada nos três domínios (Eukarya, Bacteria e Archaea), as algas eucariontes, tanto unicelulares quanto pluricelulares, foram incluídas no reino Protoctista. Os organismos classificados no Reino Plantae têm as seguintes características: organismos eucariontes, multicelulares, autótrofos, que realizam fotossíntese. Para a conquista do meio terrestre o reino Plantae especializou diferentes partes do corpo à realização de funções determinadas e um dos passos evolutivos mais importantes foi o surgimento dos vasos de condução, o xilema para o transporte da seiva bruta e o floema para o transporte da seiva elaborada, nas Pteridófitas, e depois nas demais traqueófitas, as Fanerógamas, divididas em Gimnospermas e Angiospermas. Por isto, um dos critérios utilizados para classificar os Metáfitas (plantas) refere-se ao sistema de transporte de líquidos dentro do corpo. Segundo esse critério, destacam-se as Briófitas, pequenas plantas sem vasos condutores por isso chamadas de avasculares. Em oposição, todas as outras plantas terrestres são chamadas traqueófitas ou vasculares (dotadas de vasos condutores). Todos os Metáfitas (:vegetais) se reproduzem sexuadamente e assexuadamente, numa alternância de gerações. O ciclo de gerações alternantes vai diferir, de um grupo para outro, quanto ao tamanho, tempo de vida e autonomia das fases gametofítica e esporofítica. A fase gametofítica (haplóide e sexuada) predomina, é o vegetal visível, nas plantas avasculares. A fase esporofítica (diplóide e assexuada) é o vegetal que vemos nas plantas vasculares. Assim, a árvore que vemos é um esporófito. Briófitas são vegetais, na maioria terrestres, apresentando características que as separam das algas e das plantas vasculares. Seus gametófitos são pluricelulares, com uma camada estéril (epiderme) que protege as células sexuais da dessecação, sendo esta uma adaptação à vida no ambiente terrestre. Com a briófitas (Bryophyta) – hepáticas, antóceros e musgos – vemos a importante passagem evolutiva da água para o ambiente terrestre. Nessa passagem surgiu a solução para uma variedade de problemas – o mais crucial dos quais foi como evitar a dessecação. Os gametas das briófitas são encerrados em estruturas protetoras multicelulares – um anterídio envolve os anterozóides (gametas masculinos) e um arquegônio envolve a oosfera (gameta feminino). Mas um vestígio de seus ancestrais aquáticos (algas) persiste, no sentido de que o anterozóide ainda precisa nadar num meio aquoso para alcançar a oosfera. O vegetal mais visível corresponde ao gametófito haplóide (n), sendo que o esporófito diplóide (2n) cresce sobre este e tem vida efêmera. São vegetais relativamente pequenos, com alguns representantes em águas doces. Crescem em uma variedade de substratos, naturais ou artificiais, sob diversas condições microclimáticas. Abrigam vasta comunidade biótica, como pequenos animais, algas, fungos, mixomicetos, cianobactérias e protozoários. Propiciam condições, em muitos ambientes, para o desenvolvimento de plantas vasculares devido à capacidade de reter umidade. Características básicas: • Possuem clorofila a e b; • Possuem amido como polissacarídeo de reserva; • As células possuem parede (composta por celulose); • Presença de cutícula; • O esporófito parcial ou completamente dependente do gametófito; o gametófito dos musgos é fixado ao substrato pelos rizóides, estruturas análogas das raízes das plantas superiores. Os rizóides são conectados aos filóides (pequenas "folhas" dispostas em espiral) pelo caulóide, estrutura semelhante ao caule de uma planta vascular. Apesar de não possuírem tecido condutor, alguns musgos têm no interior do caulóide um canal semelhante a uma veia, que auxilia no transporte de

Prof. Juarez 13
Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com)

Apostila de Biologia – Vol. 2
nutrientes. • Esporófito não ramificado, com um único esporângio terminal; • Gametângio e esporângios envolvidos por camada de células estéreis. • Rizóides, que apenas têm a função de aderência ao substrato, pois a absorção de água e sais minerais ocorre diretamente através das células aéreas. Este fato é explicado pela ausência de verdadeiros vasos condutores de água e açúcares nos musgos; • Caulóide que consiste numa epiderme, parênquima e uma zona central com células alongadas, mas sem espessamentos, com função de ajudar no transporte de água e nutrientes. A falta de células espessadas no caulóide é outro dos motivos porque os musgos não atingem grandes tamanhos; • Filóides fotossintéticos, com apenas uma célula de espessura, com exceção da “nervura” central – costa - que é um pouco mais espessa. Os primeiros filóides que se formam são sobrepostos, mas os seguintes formam uma espiral, em torno do caulóide. Nas partes aéreas, os musgos podem apresentar estomas. Ocorrência: As briófitas são características de ambientes terrestres úmidos, embora algumas apresentem adaptações que permitem a ocupação dos mais variados tipos de ambientes, resistindo tanto à imersão, em ambientes totalmente aquáticos, como a desidratação quando atuam como sucessores primários na colonização, por exemplo de rochas nuas ou mesmo ao congelamento em regiões polares. Apresentam-se, entretanto, sempre dependentes da água, ao menos para o deslocamento do anterozóide flagelado até a oosfera. Esta Divisão não possui representante marinho. Morfologia: As briófitas apresentam alternância de gerações entre gametófito ramificado, fotossintetizante e independente e esporófito não ramificado e ao menos parcialmente dependente do gametófito. A partir da meiose ocorrida em estruturas especiais do esporófito surgem os esporos que ao germinarem originam os gametófitos. Os esporos podem originar diretamente a planta que produzirá as estruturas reprodutivas, normalmente eretas ou originar primeiro uma fase filamentosa, com filamento unisseriado, ramificado, com paredes transversais oblíquas ao eixo longitudinal (protonema), que dará origem a parte ereta. Os gametófitos podem ser divididos em rizóides, filóides e caulóides. Os mais simples não apresentam diferenciação entre filóides e caulóide e geralmente são prostrados, sendo denominados talosos, enquanto aqueles onde se distinguem essas estruturas, normalmente eretas, são denominados folhosos. No ápice dos gametófitos surgem estruturas de reprodução características, denominados arquegônios, onde se diferencia o gameta feminino (oosfera) e anterídios, onde se diferenciam os gametas masculinos (anterozóides). Nas briófitas o zigoto germina sobre a planta mãe e o esporófito resultante permanece ligado a ela durante toda a sua vida, apresentando dependência parcial ou total. Os Esporófitos nunca são ramificados e apresenta diferentes graus de complexidade segundo o grupo a que pertencem, podendo ser divididos em pé, seta e cápsula. O pé apresenta-se imerso no tecido do gametófito e é responsável pela absorção de substâncias. Sustentado pela seta encontra-se o esporângio terminal, denominado cápsula, apresentando um envoltório de tecido externo com função de proteção, sendo os esporos diferenciados por meiose a partir de camadas internas (tecido esporógeno). Em certos casos, quando a cápsula apresenta deiscência transversal, observa-se um opérculo que se destaca para permitir a passagem dos esporos. A cápsula pode estar parcial ou totalmente coberta pela caliptra que é formada por restos do tecido do arquegônio transportados durante o desenvolvimento do esporófito, e fornece uma proteção adicional. O esporófito, embora sempre dependente do gametófito pode, em certas classes de Bryophyta (Anthocerotae e Musci), realizar fotossíntese, ao menos durante o início do seu desenvolvimento. O pé apresenta-se imerso no tecido do gametófito e é responsável pela absorção de substâncias. Ciclo de vida de um musgo: No gametófito masculino há gametângios masculinos haplóides chamados anterídios onde são produzidos, por mitose, os anterozóides (gametas haplóides). No gametófito feminino há gametângios femininos haplóides chamados arquegônios onde são produzidos, por mitose, as oosferas (gametas haplóides). - Os anterozóides nadam até à oosfera que fica no interior do arquegônio (os anterozóides deixam o gametófito masculino e são transferidos ao feminino pela água da chuva ou orvalho). - Da fecundação, isto é, união entre um anterozóide (n) e uma oosfera (n), surge um zigoto (2n) - O zigoto (2n) evolui para um embrião (2n) que se desenvolve e origina o esporófito (2n). - O esporófito é constituído por um pé (2n) ou base ou haustório; uma haste (2n) ou seta e uma cápsula ou esporângio (2n) recoberto por uma tampa chamada opérculo. Sobre a cápsula há uma caliptra (n) que fazia parte do arquegônio(n). - No interior da cápsula há células-mãe-de-esporos que, por meiose (R!), originam esporos (n) os quais serão posteriormente libertados para o ambiente (a caliptra e o opérculo caem permitindo que os esporos saiam da cápsula). - Cada esporo que germina forma um protonema, o qual emite ramificações no solo; surgem rizóides e outras ramificações que formam novos gametófitos de mesmo sexo e constituição genética . Assim, um determinado esporo forma um protonema que produz apenas gametófitos masculinos e outro esporo forma um protonema que origina somente gametófitos femininos. Com isso, o ciclo de vida dos musgos se fecha.

Prof. Juarez 14
Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com)

Apostila de Biologia – Vol. 2

Reprodução: As briófitas podem apresentar três tipos de reprodução: 1. Gamética: em condições adequadas de umidade, os anterozóides pequenos e biflagelados são liberados pelo rompimento da parede do anterídio, enquanto as células do canal do arquegônio rompem-se, liberando um fluido que direciona os anterozóides até a oosfera, havendo então a fecundação; 2. Espórica: a liberação dos esporos ocorre através de movimentos higroscópicos dos dentes do peristômio. Esses movimentos são devidos a variação da umidade do ar; 3. Vegetativa: é subdividida em 4 formas de reprodução: • Fragmentação: desenvolvimento de fragmentos do talo em outro indivíduo. • Gemas (ou propágulos): estruturas especialmente diferenciadas, com forma definida, que darão origem a um novo indivíduo. As gemas são produzidas dentro de estruturas em forma de taça denominadas conceptáculos. • Aposporia: desenvolvimento do esporófito em gametófito sem que ocorra meiose. Normalmente ocorre a partir de um fragmento da seta cuja regeneração origina um gametófito. Pode resultar na formação de organismos poliplóides. • Apogamia: desenvolvimento do gametófito em esporófito sem que haja fecundação. Pode ocorrer não apenas a partir de gametas, mas também de filídios ou do próprio protonema. Classificação: Na Antigüidade, o termo "muscus" era utilizado por estudiosos gregos e romanos englobando, além das briófitas propriamente ditas, os liquens e algumas algas, plantas vasculares e mesmo invertebrados. Embora na Renascença alguns autores tenham estudado gêneros de interesse médico, Dillenius (1741) em sua obra "Historia Muscarum" foi o primeiro autor a estudar esses organismos de forma mais compreensiva. No entanto, o trabalho interpreta erroneamente a cápsula (esporângio) como antera e os esporos como grãos de pólen. Em função disso, Linnaeus (1753) em "Species Plantarum" classifica as briófitas como próximas a angiospermas. A interpretação correta das estruturas encontradas nesses vegetais, não apenas referentes ao esporófito, mas também ao ciclo de vida, a função de anterídios e arquegônios foi dada por Hedwig (1801), permitindo o estabelecimento de bases mais corretas para sua classificação. Atualmente briófitas são separadas pela maioria dos autores em 3 classes, Hepaticae, Anthocerotae e Musci (Schofield, 1985). Outros autores tratam essas 3 classes como Divisões. •Classe Hepaticae: é composta por aproximadamente 10.000 espécies distribuídas em 3.000 gêneros. "Hepaticae" significa “semelhante a um fígado", nome escolhido por causa da forma de fígado do gametófito de certas espécies. •Classe Anthocerotae: anthos (do grego, significa flor); constituída por apenas quatro gêneros e 300 espécies. O gametófito dos antóceros é taloso, pequeno (normalmente 1 a 2 centímetros de comprimento). O esporófito dos antóceros é duradouro e cresce constantemente durante a vida da planta, ocorrência exclusiva a esta classe de plantas. Isto ocorre devido a um grupo de células próximas a base que nunca param de se multiplicar. Nenhum outro tipo de planta possui esta característica. •Classe Musci: muscus (do latim, significa musgo); é constituída por cerca de 700 gêneros e 14.000 espécies. A classe Musci (musgos) é a maior classe de briófitas. Metade das espécies de musgos são monóicas, ou seja, possuem ambas as estruturas sexuais na mesma planta. As da outra metade são dióicas (um tipo de estrutura em cada planta). Como as outras plantas realizam fotossíntese, produzindo matéria orgânica e oxigênio. Muitas briófitas apresentam importância ecológica pois pelo entrelaçamento dos rizóides retém a terra, ajudando a evitar o desbarrancamento de encostas. Existem espécies de musgos que formam as turfeiras; solos misturados às turfas tendem a ser mais úmidos, pois os musgos de turfa têm grande capacidade de absorver água do meio. Em determinados locais, a turfa seca é utilizada como combustível. As briófitas produzem várias substâncias biologicamente ativas, inclusive podendo ser usadas como fontes de antibióticos. Servem, portanto, para controlar a erosão do solo, conter inundações, indicar a presença de poluentes e de depósitos minerais. Têm sido utilizadas como indicadores de poluição atmosférica e aquática e da qualidade do solo em florestas. Podem ser usadas com fins medicinais, em decorações, como aditivo do solo e meio de cultura para orquídeas, como embalagem. Um outro emprego é na alimentação para mamíferos, pássaros e peixes. São os primeiros vegetais que apresentaram vasos de condução (traqueófitas). A palavra pteridófita origina-se do grego pteris, “dedo", phyton, "planta", e é utilizada para designar plantas com raiz, caule e folhas (cormófitos), vasculares, com xilema e floema, sem flores e sementes (criptógamos), que se reproduzem por alternância de gerações. Os primeiros representantes das pteridófitas se originaram já no Devoniano e foram as primeiras plantas a conquistarem o ambiente terrestre, no período Siluriano (há aproximadamente 420 milhões de anos). Há 300 milhões de anos, uma caminhada através de uma floresta, revelaria uma variedade grande de "árvores", que não eram coníferas ou as plantas com flores de hoje. Destacavam-se entre as árvores daquele tempo as Sphenophytas, identificadas por seus troncos retos com folhas

Prof. Juarez 15
Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com)

Apostila de Biologia – Vol. 2
arranjadas de modo regular. Algumas esfenófitas paleozóicas cresceram até trinta metros de altura. Hoje, as esfenófitas consistem em um único gênero, Equisetum, com as aproximadamente trinta espécies vivas conhecidas. O Equisetum é conhecido como cavalinha. Algumas destas plantas são consideradas hoje ervas daninhas e outras são tóxicas. Elas dominaram os ecossistemas da Terra até o final do período Carbonífero, durante o qual as maiores espécies formavam florestas imensas. As pteridófitas fossilizadas formaram o carvão mineral, até hoje utilizado como combustível e importante fonte de hidrocarbonetos. As pteridófitas (samambaias e plantas afins) constituem hoje um grupo de plantas relativamente importantes, estimando-se o total de espécies no mundo como sendo 9.000 (há quem estime 10.000 a 12.000 espécies), das quais cerca de 3.250 ocorrem nas Américas. Destas, cerca de 30% podem ser encontradas no território brasileiro. Possuem alternância de gerações obrigatória onde, ao contrário das Briófitas, a fase perene e mais desenvolvida é o esporófito, formado por raízes, caules e folhas; a fase gametofítica (protalo) é pequena e tem vida curta. A fecundação ocorre sempre com a participação da água. O protalo é uma estrutura, geralmente pequena, verde e em forma de lâmina vivendo acima do solo. O protalo, alguns casos, pode ser saprófito e ser encontrado dentro do solo, sendo neste caso incolor. Não importando sua forma ele tem um período de vida curto não ultrapassando algumas semanas (em situações especiais caso não haja a fecundação o protalo pode viver durante anos).

As pteridófitas são encontradas nos mais variados ambientes desde ambientes desérticos até ambientes aquáticos, podendo ser, também, epífitas. Seu tamanho pode variar bastante podendo ser pequenas como a aquática Salvinia até espécies arborescentes como a samambaiaçu, Cyathea, com mais de 5m. Seus representantes atuais mais relevantes se encontram nas seguintes classes: Lycopsida (licopodium e selaginela), Equisetaceae (composta apenas pelo gênero Equisetum), e Filicatae ou Filicíneas (fetos arborescentes, salvinia, samambaias). Apresentam diferenciação em raiz, caule e folhas (cormófitos). Organização do corpo da planta em sistemas de revestimento, vascular e fundamental; presença de epiderme revestida por cutícula, tricomas, escamas e presença de estômatos. Têm tecidos condutores para o transporte de água e substâncias minerais e orgânicas, pelo que se denominam plantas vasculares. O corpo da planta é na sua maior parte constituído pela geração esporofítica (2n). A classe Filicinae é composta por aproximadamente 12000 espécies. Estes vegetais, conhecidos como samambaias, fetos e xaxim, podem apresentar várias formas e tamanhos, e são conhecidas pelo esporófito visível que utilizamos em decoração ou para fazermos vasos para o plantio de outros vegetais; o gametófito tem menos de um milímetro e não é conhecido pela população em geral. As raízes se formam na porção inferior de um caule aéreo ou na superfície inferior do rizoma, caule subterrâneo paralelo ao solo; as folhas (megáfilos) compostas são chamadas de fronde (a) e apresentam pecíolo e limbo, que pode ser inteiro ou pinado, geralmente dividido em folíolos, em cujo dorso encontraremos os soros, que são conjuntos de esporângios. As frondes jovens são chamadas de báculos e expandem - se por desenrolamento; as folhas de samambaia são recurvadas nas pontas pois a parte de fora cresce mais rápido que a de dentro. Este aspecto é mais pronunciado nas folhas jovens, o que sugeriu o nome de báculo, por lembrar o cajado dos bispos. Nos esporângios, por meiose espórica, formam-se os esporos (n). Os esporos caem diretamente no chão úmido, onde se desenvolvem. Algumas espécies de samambaias produzem esporos com formações aladas denominadas elatérios, que permitem a disseminação pelo vento. Estes, em condições normais, germinam e desenvolvem-se formando o protalo (n), que é a geração gametofítica. Os gametófitos (protalos), sempre haplóides, podem ser monóicos ou dióicos. Aqui também o gameta masculino (anterozóide) precisa de uma gota de água para nadar até o gameta feminino. O gametófito (n) ou protalo que é avascular, independente, clorofilado, fotossintetizante e sexuado (produz gametas por mitose). O protalo das samambaias tem cerca de 1cm, formato de coração e é monóico (hermafrodita), com anterídio e arquegônio na mesma planta. Nos anterídios formam-se os anterozóides, e em cada arquegônio forma-se uma oosfera. Quando maduros, os anterídios libertam os anterozóides. Após uma chuva ou garoa, eles nadam sobre a superfície umedecida do protalo até o arquegônio, onde um deles fecunda a oosfera. O zigoto se desenvolve no interior do arquegônio, originando uma pequena planta diplóide, o esporófito, que dará origem a uma nova samambaia adulta. Está formará esporos haplóides, repetindo o ciclo. Algumas espécies possuem importância médica ou econômica, além do uso decorativo e ornamental, e além da

Prof. Juarez 16
Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com)

Apostila de Biologia – Vol. 2
importância ecológica: - Feto-Macho (Dryopteris filis-mas) - Família das Polipodiáceas. Seu rizoma contém substâncias usadas no combate a tênias e lombrigas. Erva-silvina (Polypodium vaccinnifolium). Muito comum nos troncos de mangueiras. Possui propriedades adstringentes, muito empregado no tratamento das hemoptises dos tuberculosos. Capilária (Adiantum capillus-veneris). Avenca nativa do Canadá e EUA. Suas folhas encerram uma substância com propriedades adstringentes, receitada contra falta de ar e tosse. Licopódio (Lycopodium clavatum) é uma erva cujos esporos constituem um pó amarelo que contém açúcar, uma cera e um óleo graxo, antigamente era usado como veículo na confecção de pílulas. - Família Equissetáceas. Cavalinha, Rabo de cavalo, cauda de cavalo, erva carnuda ou equisseto (Equisetum arvense). Medicinal. Por conter grande quantidade de silício, é uma excelente mineralizante, sendo boa para problemas nos ossos, como osteoporose; é conhecida também como erva da terceira idade, pois além dos ossos, protege também quem tem problemas de próstata. Diurética e antiúrica, a cavalinha é usada popularmente para tratar de retenção e irritação das vias urinárias (rins e bexiga), anemias, hemorróidas, hemorragias nasais, inflamações de útero, fraturas e descalcificação de dentes e ossos, sob forma de infusão (2 a 3 xícaras/dia), auxilia no tratamento de hemorragias ( sob forma de vapor ou compressas). - Outras podem destacar-se como "ervas-daninhas", como a Trapoeraba (Commelina benghalensis, Commelinaceae) Planta originária da Ásia e disseminada na Índia, Austrália, África e Brasil. Cada vez mais freqüente nas lavouras de soja do sul do Brasil. Gimnospermas Fanerógamas de óvulos nus, desprovidas de um perianto (cálice e corola) e de ovário por não haver enrolamento dos macrosporófilos durante o seu desenvolvimento. Apresentam as seguintes inovações evolutivas: formação de grãos de pólen, de óvulos formados sobre macrosporófilos ou estruturas análogas e produção de sementes. As flores (em conjuntos, por isto chamados estróbilos) são formadas apenas de microsporófilos (folhas modificadas que originarão esporos que ao germinarem originarão estruturas masculinas) ou estames reunidos em inflorescências ou estróbilos (:amentos) e de macrosporófilos (folhas modificadas que originarão esporos que ao germinarem originarão estruturas femininas) ou carpelos (:cones), também em geral agrupados entre si, mas nunca microsporófilos e macrosporófilos no mesmo estróbilo. Os esporângios femininos localizam-se nos CONES, freqüentemente recobertos por escamas endurecidas (carpelos). As escamas encaixam-se perfeitamente umas nas outras e só se abrem depois da fecundação, para liberar a semente. Não esquecer que os cones são estróbilos com as flores femininas. Os esporângios masculinos encontram-se nos órgãos chamados cones masculinos, amentos ou amentilhos, bastante semelhantes às pinhas, mas com escamas menos duras e menores (estames). Os estróbilos masculinos são estruturas muito mais frágeis, que se abrem para liberar os grãos de pólen. Ocorrida a fecundação originam-se pinhas que são conjuntos de sementes popularmente denominadas pinhões. Nas Coníferas, os gametas desnudos situam-se acima de escamas consideradas como as folhas modificadas da flor, formando cones. Os cones masculinos são amarelos, formados por numerosas escamas, com bolsas cheias de pólen, os cones femininos são verdosos formados por escamas nas quais existem óvulos descobertos. Em sua maturação os cones masculinos ou amentos liberam ao vento milhões de grãos de pólen, que transportados pelo vento caem nos cones femininos, fecundando aos óvulos. Fecundado, o cone feminino fecha-se formando a pinha, no interior da qual encontram-se os pinhões, produto dos óvulos fecundados. Ao final de um ano, aproximadamente, a pinha abre-se e deixa cair os pinhões que se dispersam ao vento até caírem num lugar propício para sua germinação. No pinheiro do Paraná (Araucaria angustifolia) os esporófilos masculinos e femininos encontram-se em indivíduos separados e os estróbilos são diferentes entre si. a. Cone (estróbilo feminino) com óvulos b. Uma escama (macrosporófilos) com óvulos c. Amento produtor de pólen (estróbilo masculino) c. Ovocélula d. Corte através de um microsporângio e. Grão de pólen (:micrósporo) f. Zigoto g. Semente madura (:pinhão) na escama do cone h. Plântula (esporófito em início de desenvolvimento) i. Esporófito maduro

Prof. Juarez 17
Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com)

Apostila de Biologia – Vol. 2
Os micrósporos (:grãos de pólen) ainda dentro dos microsporângios iniciam a formação do gametófito masculino que é formado pela célula do tubo e a célula geradora. parede do micrósporo desenvolve duas projeções em forma de asa que permitem que ele seja levado pelo vento. Quando ele desenvolve estas projeções passa a ser chamado propriamente de grão de pólen. Estas projeções aladas foram o fator decisivo para a conquista da terra pelas gimnospermas pois elas não dependem da água para se reproduzir como os criptógamos. Os macrosporófilos possuem dois ou mais macrosporângios ou óvulos que dão origem às sementes. Os óvulos possuem um tegumento, uma abertura, uma câmara polínica que recebe os grãos de pólen, um ou mais arquegônios que repousam sobre um protalo ou endosperma primário. Este é haplóide, pois se origina de um macrósporo do tecido do óvulo, sendo que os três restantes degeneram e são absorvidos. Então os grãos de pólen se espalham pelo vento e chegam ao óvulo por meio de tubos polínicos e então a oosfera é fecundada por um gameta masculino. Depois da fecundação, os zigotos dividiram-se por mitose dando o embrião, que é formado de radícula, caulículo, gêmula e cotilédones, transformando-se o protalo no endosperma secundário que é um parênquima de reserva, e o tegumento do óvulo no tegumento da semente. Em geral formam-se muitos embriões, mas só um se desenvolve. A semente ("pinhão") de gimnosperma é formada de: 1) Embrião: esporófito embrionário diplóide; 2) Endosperma: tecido nutritivo, que corresponde ao gametófito, haplóide, no qual está imerso o embrião; 3) Parede do megásporo e megasporângio: estruturas diplóides que protegem o embrião e o endosperma; 4) Casca: estrutura diplóide formada pelo endurecimento do tegumento do óvulo. Angiospermas Angiospermas são vegetais cujos óvulos estão encerrados no interior do ovário e que, conseqüentemente tem suas sementes encerradas no interior dos frutos (angios=vasos e sperma=semente). O fruto contribui para a dispersão da semente, o que explica o sucesso do grupo das angiospermas. São plantas de portes variados, encontradas em praticamente todos os ambientes. Os principais representantes são terrestres embora existam espécies dulcícolas e marinhas (emersas ou submersas). São Cormófitos, ou seja, possuem órgãos vegetativos (Raiz, caule e folhas) bem definidos. São Vasculares ou Traqueófitas possuindo canais ou vasos condutores de água e nutrientes orgânicos ou inorgânicos (seivas). São Fanerógamos por possuírem flores e espermáfitos por produzirem sementes. São Embriófitos, ou seja, formam embriões. 0 ovário, após a fecundação, desenvolve-se num envoltório de proteção e dispersão: o fruto. São plantas extremamente importantes, principais produtores dos ecossistemas terrestres, servindo para alimentação (cenoura, alface, mamão, feijão), aplicações industriais (jacarandá, algodão), ornamentação (orquídea) e fabricação de produtos farmacêuticos (camomila). O processo reprodutivo das angiospermas é algo mais elaborado do que o das coníferas. A planta adulta representa a geração esporofítica. A flor contém pistilo e estames, que produzem os esporos que, germinando, originarão aos gametófitos masculinos e femininos. O esporo que originará ao gametófito masculino é produzido na antera, que fica na extremidade superior do estame. Este esporo desenvolve-se formando o grão de pólen. O pistilo é composto de três partes: o estigma (extremidade superior), estilo ou estilete e o ovário. No interior do ovário localizam-se os óvulos que abrigam a oosfera. A flor, portanto, é um conjunto de esporófilos, isto é, de folhas diferenciadas que elaboram esporos. É formada de: • Pedúnculo ou haste • Perianto é formado pelos verticilos de proteção : o Cálice – formado de sépalas. a Corola – formada de pétalas. • Androceu – formado por estames ou microsporófilos. • Gineceu ou pistilo – formado por carpelos ou macrosporófilos. As sépalas em geral são verdes, apresentando a mesma estrutura das folhas. As pétalas apresentam cores variadas, de acordo com a natureza de seus pigmentos e comumente elaboram matérias açucaradas (o néctar), que atraem insetos e pássaros, indispensáveis a polinização. Lembrando que quando as pétalas não se diferenciam das sépalas as chamamos de tépalas e utilizamos para o conjunto de cálice e corola o nome de perigônio, calicíneo se for verde e corolíneo, se a cor única for diferente do verde.

Prof. Juarez 18
Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com)

Apostila de Biologia – Vol. 2
As angiospermas podem ser divididas nestes dois grupos dependendo de quantos cotilédones suas sementes apresentam. Para um cotilédone, monocotiledônea. Para dois, dicotiledônea. Estes dois grupos se diferenciam por: Monocotiledôneas Os principais exemplos são os cereais (trigo, milho, centeio, cevada, etc), vegetais cujo fruto é um grão ou cariopse, panificável. Cada grão apresenta uma única semente aderida em toda a sua extensão a um pericarpo reduzido e, geralmente, transparente. Os grãos formam infrutescências, as espigas. - Um cotilédone na semente - Feixes vasculares espalhados pelo caule - Raiz fasciculada - Nervuras das folhas paralelas - Folhas invaginantes - Flores trímeras - Frutos com 3 lojas (ou múltiplos) Dicotiledôneas Os principais exemplos pertencem ao grupo das leguminosas (feijão, soja, amendoim, ervilha, etc.), plantas cujo fruto é um legume ou vagem. Este fruto é deiscente, abre-se naturalmente, deixando cair as várias sementes que apresenta no seu interior. - Dois cotilédones em cada semente - Feixes vasculares dispostos em torno de um cilindro central - Raiz pivotante ou axial - Nervuras das folhas reticuladas - Folhas pecioladas - Flores dímeras, tetrâmeras ou pentâmeras. - Frutos com 2 ou 5 lojas (ou múltiplos. Reprodução A reprodução da uma angiosperma obedece ao seguinte ciclo: nas anteras, parte do androceu, ocorre a microsporanogênese ou seja, formação de micrósporos e no ovário, parte do gineceu ocorre a macrosporanogênese, formação de macrospóros. Após a polinização que pode ocorrer pelo vento ou pelos animais o grão de pólen atinge o estigma da flor. Então o pólen germina e forma-se o tubo polínico que cresce e penetra no estilete em direção ao ovário. Por este tubo polínico o núcleo da célula vegetativa e os núcleos espermáticos ou anterozóides (originados da célula geradora presente dentro do grão de pólen) são transportados até o óvulo. Ocorre então a dupla fecundação que dará origem a um núcleo diplóide e um triplóide. O primeiro dará origem ao embrião e o segundo ao endosperma ou albúmem. Com o desenvolvimento do embrião os tecidos do óvulo desidratam e os envoltórios do óvulo tornam-se impermeáveis, a partir deste ponto a estrutura toda passa a ser chamada de semente. Dependendo de quando o embrião digere o endosperma as sementes podem ser divididas em: com ou sem albúmem. A principal característica das angiospermas é a presença de uma série de peças, não raro muito vistosas, que compõem a corola e o cálice (o chamado perianto) e circundam os órgãos reprodutores propriamente ditos. Além disso, os óvulos ou células femininas não se encontram a descoberto, tal como ocorre nas coníferas e demais gimnospermas, mas acham-se protegidos pelos chamados carpelos, folhas modificadas que se fecham sobre si mesmas para guardar as células incumbidas da reprodução. As angiospermas compreendem grande diversidade de árvores, arbustos e espécies herbáceas, rasteiras e aquáticas. Distribuem-se por todo o mundo e ocupam os habitats mais distintos, do Ártico aos trópicos, passando por matas, desertos, estepes, montanhas, ilhas, águas continentais e oceânicas. Sua importância econômica é fundamental, já que as angiospermas incluem a maioria das espécies arbóreas utilizadas pelo homem, todas as plantas hortícolas, as ervas produtoras de essências, especiarias e extratos medicinais, as flores, os cereais e uma grande quantidade de espécies das quais são obtidos numerosos produtos de interesse industrial.

Prof. Juarez 19
Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com)

Apostila de Biologia – Vol. 2

09
ORGANOGRAFIA VEGETAL Folha Expansão laminar do caule das pteridófitas, gimnospermas e angiospermas, a folha funciona como central de transformação, para captar a energia solar e transformar em substâncias orgânicas a água e os sais minerais absorvidos do solo, e o gás carbônico retirado do ar, e assim realizar a fotossíntese. Pelas folhas também se processa a liberação da água restante, ou por evapo-transpiração ou por gutação. As briófitas e as algas, nas quais não existem vasos e a seiva circula diretamente de célula em célula, não têm folhas, mas órgãos análogos, os filóides. Seu surgimento foi decisivo para a evolução do reino Vegetal, aumentando a superfície exposta ao Sol e intensificando a fotossíntese, além de otimizarem as trocas gasosas e a temperatura. Normalmente as folhas de dicotiledôneas possuem uma porção expandida, laminar, a lâmina ou limbo, e uma parte que liga o limbo ao caule denominada pecíolo. Independentemente da forma da sua forma e estrutura, as folhas estão envolvidas nos processos da fotossíntese e da transpiração. Em qualquer destes processos os estômatos desempenham um papel muito importante. Normalmente o número de estômatos é maior na página inferior, dorsal, que na página superior, ventral, das folhas. A face superior ou ventral apresenta um brilho e um verde mais intensos pela espessura maior da cutícula que a reveste e, por transparência da epiderme, pelo maior número de cloroplastos no parênquima clorofílico ou clorofiliano paliçádico. As folhas de dicotiledôneas apresentam dois tipos de parênquima clorofiliano. Abaixo da página superior, abaixo da cutícula e epiderme que são transparentes, surge-nos um parênquima clorofiliano em paliçada. A página inferior da folha apresenta parênquima clorofiliano lacunoso. A folha apresenta muitos feixes vasculares, com uma nervura principal com crescimento secundário e inúmeras nervuras laterais (retinérveas), com crescimento primário. O mesófilo da folha é percorrido pelo floema e pelo xilema, que, conjuntamente com os tecidos de suporte, fundamentalmente colênquima, constituem as nervuras. As nervação das monocotiledôneas é paralelinérvea. Folha simples. Quando o limbo apresenta-se inteiro ou recortado, mas não subdividido. Pode ser subdividida em regiões: lâmina: parte expandida da folha; o mesmo que limbo. A lâmina foliar caracteriza-se por ser achatada e larga. Tal forma otimiza a captação de luz e gás carbônico. pecíolo: parte da folha que prende o limbo (lâmina) ao caule, diretamente ou por meio da bainha.

estípulas: são formações laminares, em forma de folha ou de escama, na base do pecíolo de algumas plantas; em geral, há duas em cada folha, mas elas podem concrescer formando uma só peça. Pode haver também concrescimento de estípulas de folhas vizinhas. Protege os tecidos meristemáticos primários presentes na axila da folha e estes proporcionam um futuro crescimento. bainha: parte basal e achatada da folha que a prende ao caule envolvendo-o total ou parcialmente. Folha invaginante é a que têm bainha grande para aumentar sua fixação. ócrea: formação com aspecto de bainha que envolve o caule, em certas plantas, resultado do concrescimento de estípulas axilares, em ambos os bordos. Folha composta: Folha cujo limbo é formado por várias unidades (um ou mais folíolos) e contém, na base do pecíolo comum, gemas de crescimento, estípulas ou bainha. Folíolo: cada uma das partes laminares de uma folha composta, o mesmo que pina. Raque: (ou ráquis ou ainda pecíolo comum) é o eixo principal de uma folha composta ou de uma inflorescência.Podem ser: bifolioladas: no jatobá são compostas de dois folíolos, lisos, brilhantes, 6- 14 cm.

Prof. Juarez 20
Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com)

Apostila de Biologia – Vol. 2
trifoliolada (ou ternada): com 3 folíolos penadas: com folíolos saindo dos dois lados em toda a extensão do pecíolo principal ou ráquis. paripenadas: folhas terminando em um par de folíolos imparipenadas: folhas terminando em um folíolo terminal palmadas: com 3 ou mais folíolos saindo do ápice do pecíolo principal ou ráquis. bipinadas (ou recompostas): folhas duplamente compostas, acontece quando os folíolos são tambem compostos, subdivididos em pínulas. Folhas modificadas: São folhas que têm funções especiais e, por isso mesmo, suas formas se adaptam a essas especializações. São exemplos: Espinho: folha modificada para economia de água. Espinhos foliares são comuns nas xerófitas, como o cactus. Escama: folha geralmente subterrânea modificada que protege brotos, como, por exemplo, no lírio. Catáfila: folha subterrânea modificada que protege o broto nos bulbos tunicados, como na cebola. Gavinha: folha modificada para permitir a fixação dos caules sarmentosos. Bráctea: folha modificada que acompanha as flores com função de proteção ou atração ou folha modificada, freqüentemente fazendo parte de uma flor, e cujo aspecto pode ser o de uma folha ou de uma pétala; é por vezes muito colorida e duradoura. Espata: bráctea especial que protege as inflorescências do copo-de-leite e do antúrio que são denominadas de espádices. Carnívora ou insetívora: folha adaptada para atrair, capturar e digerir pequenos animais que vão ser utilizados como fonte de nutrientes, geralmente compostos com nitrogênio, que estão ausentes ou em pequena quantidade no solo. Caule. O Caule é a orgão vegetal que sustenta e origina as folhas, flores e frutos, podendo ramificar-se. Os pontos de inserção e origem dos ramos chamam-se nós e os espaços entre os nós são denominado entrenós, internós ou entrenódios. O caule apresenta também gemas que são depósitos de meristemas de onde surgirão os novos ramos (gemas caulinares), novas folhas (gemas foliares) ou flores (gemas florais). Através do caule circula a seiva bruta (água e minerais), absorvida pela raiz e enviada às folhas pelo xilema, e a seiva elaborada (água e glicídios) produzida nos parênquimas clorofílicos das folhas e que deve ser distribuída a todas as partes do vegetal pelo floema. Os caules se originam do caulículo e da gêmula encontradas no embrião das sementes. Quanto à consistência: Caule herbáceo: geralmente verdes e flexíveis, caracterizam as ervas; Caule sublenhoso: são lignificados apenas na parte mais velha, junto à raiz, e ocorrem em muitos arbustos e ervas; Caule lenhoso: amplamente lignificado, rígido e, em geral, de porte avantajado, forma, por exemplo, os troncos das árvores. Considerando-se o meio: Caules Aéreos: Haste: caule verde, flexível e não lenhoso, ereto, da maioria das ervas e arbustos novos. Tronco: lenhoso, rígido e ramificado, de delgado a muito robusto, da maioria das árvores e arbustos. Dele partem novos ramos, verdes e flexíveis e destes novas folhas. As partes rígidas, revestidas pelo súber, com notável crescimento em diâmetro, terão mais de um ano de vida e as regiões verdes e flexíveis, menos de um ano de vida. Estipe ou Estípite: cilíndrico, não ramificado, com uma conjunto de grandes folhas no ápice. Típico das palmeiras (as únicas monocotiledôneas que podemos considerar como árvores). Colmo: apresenta nós e entrenós bem marcados. Presente nas monocotiledôneas, podendo apresentar entrenós ocos (bambu) ou cheios (cana-de-açúcar). Volúvel: que se enrola a um suporte. Trepadeiras e cipós. Sarmentoso: que se agarra por gavinhas; prostrado, preso ao solo com raízes apenas em um ponto. Ex.: abóbora, maracujá. Caule rastejante estolonífero: com eixos caulinares rastejantes que emitem raízes nos nós, fixando-se ao solo em mais de um ponto.É o caso do morangueiro. O rizoma rasteiro do morangueiro, que está dentro do solo, vai emitindo para fora do solo as folhas e as pequenas hastes em cuja ponta estão as flores. O rizoma emite pequenos conjuntos de folhas que rastejam sobre o solo e, em seus nós, ele emite raízes adventícias que se multiplicam e assim a planta também se reproduz por via vegetativa. O segmento entre dois nós com suas raízes adventícias denomina-se estolão.

Prof. Juarez 21
Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com)

Apostila de Biologia – Vol. 2
Cladódio: caule típico das xerófitas, plantas de solos secos, que assume a função fotossintetizante das folhas que estão transformadas em espinhos, com redução da transpiração; capaz de acumular amido em leucoplastos e água em grandes vacúolos. Ex.: cactus, carqueja, fita-de-moça (filocládio). Rizóforo: eixo caulinar com crescimento geotrópico positivo, portador de raízes adventícias que podem auxiliar na sustentação ou estabilização da planta. Ex.: Rhizophora. 3. Caules subterrâneos Rizoma: caule subterrâneo dotado de nós e entrenós com folhas reduzidas a escamas. Pode dispor-se no subsolo na direção vertical ou oblíqua mas geralmente é paralelo à superfície . Ex: copo-de-leite, bananeiras e samambaias; Tubérculo: caule subterrâneo com crescimento limitado, falta de raízes ,com duração limitada a um ou dois períodos vegetativos subseqüentes e nítidas gemas na sua superfície. Ex: rabanete, batata-inglesa; Bulbo: caule subterrâneo que geralmente contêm substâncias de reserva, revestido por folhas modificadas denominadas catáfilas que revestem ao prato onde encontramos a gema que originará às raízes e as folhas aéreas. Ex: cebola, alho, tulipa e narcisos. A Raiz. A Raiz é um órgão das plantas superiores, quase sempre subterrâneo, que desempenha várias funções, entre elas, absorver e conduzir água e minerais dissolvidos, acumular nutrientes e fixar a planta ao solo. Diferencia-se do caule por sua estrutura, pelo modo como se forma e pela falta de apêndices, como gemas (meristemas externos) e folhas. Em muitas plantas, gimnospermas e angiospermas dicotiledôneas, a raiz primária é chamada de pivotante ou axial, é muito maior que as secundárias e alcança maior profundidade no solo; nas angiospermas monocotiledôneas as raízes são fasciculadas e nelas não distinguimos um eixo principal. Apresentam geralmente um geotropismo positivo, crescendo na direção do centro da terra e podemos subdividi-las em regiões a partir do caule. O colo é a zona de transição entre raiz e caule. A zona suberosa caracteriza-se pelas ramificações, a zona pilífera apresenta expansões de células da epiderme com a função de absorção, a zona lisa ou de crescimento apresenta meristemas primários que alongam a raiz (crescimento subterminal) e a coifa é rígida, conseqëntemente morta, e protege aos meristemas, como um "dedal", contra o atrito e a ação de microorganismos; a coifa estará ausente nas raízes sugadoras ou haustórios. Classificação das raízes segundo o meio em que se encontram: Raízes terrestres: Raiz Axial: raiz subterrânea que apresenta um eixo principal de onde partem ramificações secundárias. Exemplo: Pinheiro do Paraná (Araucaria angustifolia); Raiz Fasciculada: raiz em forma de cabeleira, sem a formação de um eixo principal. Occorre em monocotiledôneas como o milho (Zea mays). Raízes Aéreas: Raiz Adventícia: pode surgir em qualquer parte do sistema caulicular da planta ou mesmo das folhas (begônias), servindo às mais diversas finalidades Raiz Suporte: brota adventiciamente do caule, fixa-se no solo e, sofrendo espessamento, auxilia na sustentação das partes aéreas. Raiz Estrangulante: raiz que se enrola nas árvores que lhe serve de suporte provocando posteriormente o estrangulamento delas. São exemplos os cipós-mata-pau (Ficus sp.). Raiz Tabular: tem o aspecto de tábuas ou pranchas verticais dispostas radialmente em torno da base do caule. Raizes sugadoras ou haustórios: presentes em hemiparasitas e holoparasitas, perfuram o caule do hospedeiro em busca se seiva bruta ou elaborada. Velame: raiz com tecidos especializados em absorver e reter água diretamente do ar atmosférico, característica fundamental para as epífitas, plantas inquilinas que vivem sobre outras plantas, geralmente em busca de um ótimo em luminosidade. Ocorre nas raízes das orquídeas. Raízes respiratórias ou pneumatóforos: ramificações com geotropismo negativo que buscam oxigênio cujo teor reduziuse num solo alagado. É o caso das raízes secundárias da Rizophora mangle. Classificação das raízes que armazenam reservas: tuberosas Axiais tuberosas: armazenam reservas somente no eixo principal, como na cenoura e na beterraba. Fasciculadas tuberosas: armazenam reservas nas ramificações, não se distinguindo um eixo principal, como ocorre na batata doce.

Prof. Juarez 22
Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com)

Apostila de Biologia – Vol. 2
Estômatos Estômatos são pequenas estruturas epidérmicas existentes principalmente nas folhas, mas podem ser encontrados em frutos, flores e caules jovens, formadas por duas células estomáticas (células guardas), que delimitam uma fenda (ostíolo), duas ou mais células anexas (acessórias ou subsidiárias) adjacentes e uma câmara sub-estomática, a qual está em conexão com os espaços intercelulares. Nas folhas são encontrados principalmente na face dorsal, voltada para o solo, pois isto é uma característica de áreas mais úmidas onde encontramos as maiores populações e a maior biomassa vegetal. Funções: Através dos estômatos há uma comunicação direta do interior da planta com o ambiente. As trocas como o gás carbônico, o oxigênio e o vapor de água, entre os tecidos vegetais e a atmosfera ocorrem principalmente através dos estômatos. O mecanismo de abertura e fechamento dos estômatos está diretamente ligado aos processos de transpiração, fotossíntese e respiração, pois a intensidade desses processos depende, principalmente, do grau de abertura dos estômatos. Tipos de transpiração: As plantas perdem água em forma de vapor principalmente através das folhas. Existem dois tipos de transpiração: Transpiração cuticular: através da cutícula (camada impermeabilizante de cutina que recobre a epiderme). Esse tipo de transpiração não pode ser controlado pela folha. Transpiração estomática: através dos estômatos (especializados nas trocas gasosas entre a folha e o ambiente). Esse tipo de transpiração pode ser controlado a partir da abertura e fechamento dos estômatos. Através dos estômatos há uma comunicação direta do interior da planta com o ambiente. Processos de abertura e fechamento dos estômatos: Processo hidroativo: Abertura: muita água na planta ---> células-guarda túrgidas ---> ostíolos se abrem (células-guarda se separam) ---> aumento da transpiração. Fechamento: pouca água na planta ---> células-guarda perdem água ---> ostíolos se fecham (células-guarda se aproximam) > diminuição da transpiração. Processo fotoativo: Abertura: luminosidade ---> fotossíntese nas células-guarda ---> maior concentração de glicose ---> osmose (célulasguarda túrgidas e ostíolos se abrem) ---> aumento da transpiração. Fechamento: pouca luminosidade ---> menor concentração de glicose ---> osmose(células-guarda perdem água e ostíolos de fecham) ---> diminuição da transpiração. As células estomáticas, ao contrário do que normalmente acontece com as outras células epidérmicas, possuem cloroplastos sendo capazes de fazer fotossíntese. As células guardas possuem a parede celular mais espessada em pontos estratégicos e as microfibrilas de celulose são dispostas no sentido radial em relação ao ostíolo. Os movimentos estomáticos são devidos, em última análise, às variações de turgescência (yp) sofridas pelas células estomáticas. As variações de yp provocam a abertura ou fechamento do ostíolo devido a peculiaridades nas paredes das células guardas. No caso das dicotiledôneas, a espessura desigual das paredes (mais grossa internamente e mais delgadas externamente), das células estomáticas e também um arranjamento das microfibrilas de celulose provocam o afastamento das células estomáticas (quando túrgidas) aumentando a abertura dos ostíolos. As plantas vivem um dilema: precisam abrir os estômatos para absorver CO2 e assim fazer fotossíntese, mas também necessitam fechá-los para evitar a perda de água. A solução funcional para o dilema é a regulação temporal da abertura estomática. De noite quando não há fotossíntese, e portanto não há demanda por CO2 dentro da folha, a abertura estomática fica pequena. Nas manhãs ensolaradas e com suprimento de água abundante e quando a radiação solar incidente na folha favorece altas taxas de fotossíntese, a demanda por CO2 dentro da folha é alta e por isso o poro estomático permanece amplamente aberto. O movimento de abertura e fechamento dos estômatos é induzido por variações de turgescência das células estomáticas. Se as células guardas absorvem água, porque a sua fotossíntese aumentou a concentração do soluto glicose, tornando-se túrgidas, os estômatos abrem-se; se há perda de água, pela redução da concentração do soluto glicose, diminuindo a turgidez delas, os estômatos fecham-se. Observações recentes levam a crer que tanto o K+ quanto a sacarose são responsáveis pelo movimento estomático. Uma confirmação de que os dois solutos são importantes vem da observação do conteúdo de K+ e sacarose nas células guarda ao longo do dia. Apesar do conteúdo de K+ das células guardas aumentar em paralelo com a abertura estomática durante a manhã, e decresce no começo da tarde em condições em que a abertura estomática continua a aumentar. As células guarda que delimitam então este orifício é que regulam o tamanho da abertura dos estômatos. A parede das células guardas

Prof. Juarez 23
Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com)

Apostila de Biologia – Vol. 2
voltada para o interior do orifício é mais espessa que o resto da parede da célula. Quando células guardas absorvem íons potássio, a água entra nas células tornando-as túrgidas e como conseqüência os estômatos se abrem. Quando os íons potássio saem da célula guarda a água também sai tornando a célula plasmolisada e, como conseqüência, o estômato se fecha. Por outro lado, o conteúdo de sacarose das células guardas aumenta vagarosamente durante a manhã, mas torna-se o soluto dominante no começo da tarde e o fechamento estomático no final da tarde coincide com um decréscimo no nível de sacarose. A partir dessas observações pode se concluir que a abertura dos estômatos no início da manhã está associada com a entrada de K+ e o fechamento no final da tarde está relacionado com o decréscimo no conteúdo de sacarose. Número, tamanho e distribuição dos estômatos. I. O número de estômatos nas folhas varia entre 1000 e 100.000 por centímetro quadrado (em cactáceas e em algumas plantas decíduas, folhas caducas, respectivamente). II. O tamanho médio dos estômatos varia de 3 a 12 milimicrômetros de largura por 7 a 40 milimicrômetros de comprimento e quando abertos 100 milimicrômetros quadrados de área. Os estômatos ocupam em uma folha cerca de 1 a 2% da área foliar total. III. A localização dos estômatos nas duas faces das folhas (superior e inferior) pode variar dependendo da espécie. Assim, nas folhas anfiestomáticas eles ocorrem em ambas epidermes (em espécies de regiões mais áridas), nas folhas hipoestomáticas ocorrem principalmente na face inferior (em espécies de regiões úmidas), e nas folhas epiestomáticas aparecem mais na epiderme superior (em folhas flutuantes de espécies aquáticas). Gutação e hidatódios Como foi relatado, a maior proporção da perda de água de um vegetal, é na forma de vapor de água, por transpiração, e na forma estomática. Mas existem casos de perdas de água na forma líquida, denominadas de perdas por gutação. Esse processo fisiológico pode ser visualizado facilmente em gramíneas e dicotiledôneas arbustivas, pela manhã, se o solo contém bastante água. É comum o aparecimento de gotas de água nas margens ou no ápice das folhas. A eliminação dessas gotículas se dá através dos hidatódios, que constam de um poro, localizado perto de um conjunto de células parenquimatosas de paredes finas e largos espaços intercelulares (epitema). Próximo do epitema existe um terminal de vasos de xilema. A gutação ocorre quando as condições são favoráveis à absorção de água (solo bastante úmido) e desfavoráveis à transpiração (por exemplo, à noite ______________________________________________ EXERCÍCIOS ORGANÓIDES CITOPLASMÁTICOS 1. São cavidades mergulhadas no citoplasma e envolvidas por um tonoplasto: a) Vacúolos b) Mitocôndrios c) Lisossomos d) Centrossomos e) Plastos 2. (UFRGS) Considere os seguintes fenômenos: I - Síntese protéica II - Síntese de carboidratos III - Ciclo de Krebs IV - Armazenamento de proteínas V - Digestão celular Assinale a alternativa que indica de maneira correta os fenômenos que ocorrem, respectivamente, em mitocôndrias, lisossomos, complexo de Golgi e ribossomos. a) IV - V - II - I b) III - II - I - V c) V - III - IV - II d) III - V - IV - I e) V - III - II - I 3. (UNISC) Os centríolos são organóides citoplasmáticos relacionados com:

Prof. Juarez 24
Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com)

Apostila de Biologia – Vol. 2
a) A produção de ATP através do chamado ciclo de Krebs b) A síntese de proteínas c) A fotossíntese d) A divisão celular e coordenação dos movimentos flagelares dos espermatozóides e) A síntese de muco polissacarídeos, a formação do acrossomo do espermatozóide e secreção 4. O vacúolo digestivo é a bolsa resultante da união do fagossomo ou pinossomo com: a) Ribossomo b) Cloroplastos c) Amiloplastos d) Lisossomos e) Mitocôndrias 5. Capacidade de eliminação de substâncias processadas no interior da célula, através de vesículas que se aproximam da membrana plasmática e se abrem expurgando seu conteúdo para o exterior, chama-se: a) Osmose b) Clasmocitose c) Transporte ativo d) Endomitose e) Fagocitose 6. Os lisossomos participam de processos intracelulares que podem ser resumidos da seguinte maneira: I - Partícula proveniente do meio externo, incluidas em fagossomos, são desdobradas em substâncias utilizáveis pelas células. II - Na ausência de nutrição adequada, algumas estruturas como as mitocôndrias e os componentes do retículo endoplasmático, são digeridas e seu material aproveitado em outras funções essencialmente vitais. III - Pelo estímulo de substâncias ou ações lesivas, os lisossomos podem ser rompidos, havendo destruição e morte celular. Os três processos acima descritos são denominados, respectivamente: a) fagocitose, autofagia e autólise. b) fagocitose, digestão intracelular e autofagia. c) autofagia necrose e autólise. d) autólise, autofagia e hidrólise. e) digestão intracelular, necrose e digestão extracelular. 7. Retirando-se uma Amoeba de seu ambiente natural e colocando-se em água com um conteúdo de sais mais alto do que o interno, observa-se a formação de: a) Um vacúolo contrátil maior, que descarrega mais frequentemente do que antes. b) Um vacúolo contrátil menor, que descarrega mais frequentemente do que antes. c) Um vacúolo contrátil maior, que descarrega menos frequentemente do que antes. d) Um vacúolo contrátil menor, que descarrega menos frequentemente do que antes. e) Vários vacúolos contráteis, que descarregam mais frequentemente do que antes. 8. A origem dos cílios e flagelos relaciona-os diretamente com o: a) Complexo de Golgi b) Vacúolo c) Centríolo d) Retículo Endoplasmático Liso e) Retículo Endoplasmático Rugoso 9. (UFSC) Os lisossomos são organóides membranosos, com formato esférico, que contêm enzimas digestivas. Em relação a essa estrutura citoplasmática, assinale a (s) proposição (ões) CORRETA(S). 01. Os lisossomos desempenham, entre outras, funções de defesa celular. 02. As enzimas lisossômicas são fabricadas no retículo endoplasmático liso, passando em seguida para o sistema de Golgi, que as “empacota” e as libera sob a forma de lisossomos secundários. 04. A função heterofágica dos lisossomos refere-se à digestão de substâncias que são absorvidas pela célula por fagocitose ou pinocitose. 08. O lisossomo secundário é formado pela fusão do vacúolo alimentar, que contém o alimento englobado por pinocitose

Prof. Juarez 25
Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com)

Apostila de Biologia – Vol. 2
ou fagocitose, com o lisossomo primário, que contém as enzimas digestivas. 16. Juntamente com as mitocôndrias, os lisossomos são responsáveis por uma reciclagem de moléculas e organóides inativos. 32. Em girinos, o fenômeno de reabsorção da cauda é comparado a um “suicídio celular” já que, com o rompimento dos lisossomos, ocorre uma autodigestão das moléculas e dos organóides que constituem as células daquela estrutura. Soma:_____ Mitose 1. (ETUFPR 2003/2004) Considerando as células somáticas e as reprodutoras, quais são os tipos de divisões celulares que as mesmas sofrem, respectivamente? a) Mitose e intérfase. b) Metáfase e anáfase. c) Mitose e meiose. d) Meiose e mitose. e) Intérfase e metáfase. 2. (ETUFPR 2003/2004) Os eucariontes unicelulares, ao se dividirem em dois, por mitose, estão apresentando um tipo de reprodução assexuada denominado: a) Bipartição. b) Autofecundação. c) Brotamento. d) Partenogênese. e) Gemiparidade. 3. (ETUFPR 2003/2004) Sua função parece estar ligada ao processo de divisão celular e à formação de cílios e flagelos. Estamos falando dos: a) Ribossomos. b) Peroxissomos. c) Glioxissomos. d) Centríolos. e) Lisossomos. 4. (UFRGS 1999) Considere as seguintes afirmações sobre a divisão celular. I - Na prófase, ocorre a replicação do DNA. II - Na interfase, os cromossomos apresentam-se finos e desdobrados, enquanto, no início da prófase, se tornam progressivamente espiralados e distintos. III - A mitose é um dos mecanismos básicos do processo de desenvolvimento orgânico. Quais estão corretas? (A) Apenas I. (B) Apenas II. (C) Apenas I e II. (D) Apenas I e III. (E) Apenas II e III. 5. (UNIFESP- Escola Paulista de Medicina- 2004/1) Leia as quatro afirmações seguintes sobre a divisão de uma célula somática em um animal adulto. I. Após a citocinese, o núcleo de uma das células resultantes apresenta sobrecarga de atividade, pois deve produzir novamente todas as organelas citoplasmáticas, uma vez que elas ficaram no citoplasma da outra célula formada. II. Caso não haja formação de actina e de miosina pela célula, tanto a mitose quanto a citocinese serão comprometidas. III. Não apenas o DNA nuclear é replicado na interfase. O mesmo acontece com o DNA das mitocôndrias, que sofrerão um processo de divisão muito semelhante ao que ocorre nas bactérias. IV. As membranas nucleares das duas células resultantes provêm de partes da membrana plasmática que se rompem durante a citocinese e envolvem os dois conjuntos de cromossomos. Estão corretas somente

Prof. Juarez 26
Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com)

Apostila de Biologia – Vol. 2
(A) I e II. (B) I e IV. (C) II e III. (D) II e IV. (E) III e IV. 6. (UFSM 2001) Analise as afirmativas a seguir I. No fim da meiose as células-filhas são idênticas à célula-mãe, pois possuem o mesmo número cromossômico. II. Na interfase, ocorre a duplicação do material genético. III. A mitose é o processo polo qual células originam células haplóides para a formação dos gametas. Está(ão) corretas a) apenas I. b) apenas II. c) apenas I e II. d) apenas I e lll. e) apenas II e lll. 7. (UFSM 2000) Chama-se citoesqueleto a rede de proteínas filamentosas envolvidas em dar forma e movimento à célula. NÃO estão relacionados com o citoesqueleto: a) microtúbulos e microfilamentos. b) cílios e flagelos. c) ciclose e movimentos amebóides. d) peroxissomos e mitocôndrias. e) desmossomos e centríolos. 8. (UFRGS 2002) Em relação ao processo de divisão celular, assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas da afirmação abaixo. No decorrer da ..................... , os cromossomos se condensam, deixando de produzir .................... Isto está associado ao desaparecimento dos................ . (A) interfase - RNA ribossômico - centríolos (B) mitose - RNA ribossômico - nucléolos (C) interfase - RNA ribossômico - nucléolos (D) mitose - RNA transportador - centríolos (E) interfase - RNA transportador - centríolos 9. (FCMMG- Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais- 2003) “O citoesqueleto, mobilizado pelas proteínas motoras, promovem os principais deslocamentos que ocorrem nas células”... Dos exemplos abaixo citados, é exclusivo das células vegetais: A) Ciclose B) Formação de pseudópodes C) Eliminação de vesículas excretoras D) Migração cromossômica durante a divisão celular 10. (SEE) INSTRUÇÃO: Os esquemas representam vários momentos, não necessariamente em uma seqüência temporal, de uma célula que está se dividindo. Analise-os para responder às questões de números 11 e 12.

Prof. Juarez 27
Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com)

Apostila de Biologia – Vol. 2

Para identificar corretamente as representações, pode-se afirmar que se trata de uma célula (A) animal, 2n=4, que está em divisão mitótica. (B) animal, 2n=8, que está em divisão mitótica. (C) animal, n=8, que está na segunda divisão meiótica. (D) vegetal, 2n=8, que está em divisão mitótica. (E) vegetal, n=4, que está na segunda divisão meiótica. Meiose 1. (UFRGS 1997) Em uma comparação sob o ponto de vista de favorecimento evolutivo e adaptação, a reprodução sexuada é mais importante que a assexuada. Qual das alternativas abaixo, com relação à reprodução sexuada, melhor justifica esta afirmativa? (A) Sempre se processa após meiose que produz gametas. (B) É exclusiva de formas de vida mais evoluída. (C) Dá origem a um maior número de descendentes. (D) Permite uma maior constância no genoma dos descendentes. (E) Promove uma maior variabilidade genética na população.

2. (UFRGS 1998) Com relação ao processo conhecido como crossing-over, podemos afirmar que o mesmo (A) diminui a variabilidade genética. (B) separa cromátides homólogas. (C) corrige a recombinação genética. (D) aumenta a variabilidade genética. (E) troca cromossomos entre genes homólogos. 3. (UFSM 2001) Analise as afirmativas a seguir I. No fim da meiose as células-filhas são idênticas à célula-mãe, pois possuem o mesmo número cromossômico. II. Na interfase, ocorre a duplicação do material genético. III. A mitose é o processo polo qual células originam células haplóides para a formação dos gametas. Está(ão) corretas a) apenas I. b) apenas II. c) apenas I e II. d) apenas I e lll. e) apenas II e lll. 5. (UFSM 2000) Os fatores evolutivos responsáveis pelo aumento da variabilidade genética das populações são a) seleção natural e deriva gênica. b) mutação e recombinação. c) seleção e mutação. d) seleção e recombinação.

Prof. Juarez 28
Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com)

Apostila de Biologia – Vol. 2
e) deriva e recombinação. 6. (UCS 2004/1) O ciclo celular eucariótico somático divide-se em quatro fases ou estágios. Os dois eventos mais dramáticos acontecem com a divisão do núcleo (processo denominado __________) e com a divisão da célula (processo denominado __________). Esses dois processos compõem a fase M do ciclo celular. O período entre uma fase M e a seguinte é denominado _________, o qual, por sua vez, compreende três fases: as fases __________ e __________, que, juntas, proporcionam um período adicional para a célula crescer e duplicar suas organelas; e a fase __________, na qual a célula replica o DNA nuclear. Assinale a alternativa que completa correta e respectivamente as lacunas acima. a) mitose – citocinese – interfase – G1 – G2 – S b) meiose – telófase – prófase – M – S – G1 c) mitose – anáfase – interfase – S – G1 – M d) meiose – citocinese – anáfase – M – S – G2 e) mitose – interfase – divisão – G1 – G2 – S 7. (UFRGS 2000) A Primeira Lei de Mendel ou Lei da Segregação dos Genes pode ser relacionada a uma das fases do processo meiótico. Assinale a alternativa que apresenta a fase referida. (A) Prófase I (B) Metáfase I (C) Anáfase I (D) Metáfase II (E) Telófase II 8. (UFV 2001) Os processos de formação dos gametas masculinos e femininos são denominados espermatogênese e ovogênese, respectivamente. Sobre estes processos é INCORRETO afirmar que: a) a espermiogênese é o processo de transformação das espermátides em espermatozóides. b) na fase de crescimento, as ovogônias aumentam em número por sucessivas divisões meióticas. c) o número de gametas viáveis resultantes da espermatogênese é maior que o da ovogênese. d) durante a gametogênese ocorre um processo reducional do número de cromossomos. e) as espermatogônias e os espermatócitos primários possuem o mesmo número de cromossomos. 9. (UFV 2003) Considere a ovulogênese de uma mulher normal para analisar o conteúdo cromossômico e de DNA nas células durante a divisão e assinale a afirmativa CORRETA: a) A ovogônia tem a metade do conteúdo de DNA do ovócito I. b) Os ovócitos I e II têm o mesmo número de cromátides. c) O ovócito II e o óvulo têm o mesmo número de cromossomos. d) O corpúsculo polar I não difere na quantidade de DNA do ovócito I. e) O gameta tem valor correspondente à 4C e a ovogônia a 1C. 11. (Pases- UFV 2001_2003) Na reprodução sexuada um homem e uma mulher podem gerar um novo ser humano. As letras do esquema abaixo indicam o número de cromossomos de cada indivíduo ou estrutura neste processo de reprodução.

Prof. Juarez 29
Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com)

Apostila de Biologia – Vol. 2

Qual das alternativas, no quadro abaixo, mostra a seqüência CORRETA do número de cromossomos representado pelas letras?

12. (Unioeste 2003) Os gráficos abaixo correlacionam a quantidade de DNA por núcleo com as fases do ciclo celular, em uma espécie com 2n = 2x = 4 cromossomos.

Interprete os gráficos acima e assinale a(s) alternativa(s) correta(s). (01) Em ambos os gráficos, na fase 1a cada cromossomo apresenta 2 cromátides. (02) Em ambos os gráficos, ao final da fase 5 cada célula formada apresenta 4 cromossomos. (04) Em 3 no gráfico 1 e em 7 no gráfico 2, os cromossomos homólogos encontram-se pareados. (08) A intercinese ocorre entre as fases 5 e 6 do gráfico 2. (16) Paquíteno e diacinese ocorrem na fase 6 do gráfico 2. (32) Em 4 no gráfico 1 e em 8 no gráfico 2, as cromátides irmãs são arrastadas para pólos opostos. (64) Ao final da fase 9 no gráfico 2, são formadas 4 células com 4 cromossomos em cada célula. A soma das afirmativas corretas é ...40 Vírus 1. (UFF 1999) Relativamente aos vírus afirma-se, corretamente, que: (A) No caso dos retrovírus, que causam diversos tipos de infecções, a enzima transcriptase reversa catalisará a transformação do DNA viral em RNA mensageiro. (B) Em qualquer infecção viral, o ácido nucléico do vírus tem a capacidade de se combinar quimicamente com substâncias presentes na superfície das células, o que permite ao vírus reconhecer e atacar o tipo de célula adequado a hospedá-lo. (C) No caso dos vírus que têm como material genético o DNA, este será transcrito em RNA mensageiro, que comandará a síntese de proteínas virais. (D) Em qualquer infecção viral, é indispensável que o capsídeo permaneça intacto para que o ácido nucléico do vírus seja transcrito. (E) Em todos os vírus que têm como material genético o RNA, este será capaz de se duplicar sem a necessidade de se transformar em DNA, originando várias cópias na célula hospedeira.

Prof. Juarez 30
Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com)

Apostila de Biologia – Vol. 2
2. (PUC RIO 2004) Com relação ao tamanho dos seres microscópios, é correto afirmar que: (A) os vírus são menores que os protozoários. (B) a maioria das bactérias é maior que as leveduras. (C) a maioria dos vírus é maior que as bactérias. (D) bactérias e protozoários têm o mesmo tamanho. (E) protozoários são geralmente menores que as bactérias. 3. (PUC RIO 2002) I) Os ácidos nucléicos estão presentes em todos os seres vivos. II) A reprodução é um dos processos que caracteriza a vida. III) Os vírus são organismos unicelulares. Indique a opção que apresenta a(s) afirmativa(s) correta(s). (A) I e II. (B) II e III. (C) I e III. (D) apenas a III. (E) I, II e III. Reino Fungi 01. Leia atentamente o texto a seguir. “O homem está à beira de perder a guerra contra as bactérias que se tornam mais e mais resistentes... Os antibióticos, que salvaram milhões de vidas desde 1928 quando o bacteriologista escocês Alexander Fleming descobriu a penicilina, não funcionam mais.”Globo Ciência, 17.05.1995. Tendo em vista o texto apresentado, é correto dizer, EXCETO: a) Na relação bactéria patogênica e homem, pode ocorrer produção de toxinas prejudiciais ao homem. b) Os antibióticos estão cada vez mais enfraquecidos pelas mutações ocorridas com os usuários. c) O uso indiscriminado de antibióticos favorece a disseminação da resistência. d) O desenvolvimento da resistência em bactérias relaciona-se à seleção natural e à adaptação. 02. A parte comestível do cogumelo ("champignon") corresponde ao: a) micélio monocariótico do Ascomiceto. b) corpo de frutificação do Ascomiceto. c) micélio monocariótico do Basidiomiceto. d) corpo de frutificação do Basidiomiceto. e) sorédio do fungo. 03. Todas as alternativas apresentam atividades que alguns fungos podem realizar, EXCETO: a) Produzir álcool na indústria. b) Produzir antibióticos para controle de doenças. c) Produzir enzimas para controle biológico. d) Produzir glicose para obtenção de energia. e) Promover decomposição de matéria orgânica. 04. Assinale a alternativa INCORRETA a respeito dos fungos: a) Há fungos que vivem em associação harmoniosa com plantas. b) Há fungos que vivem em associação desarmoniosa com plantas. c) Há fungos autótrofos, ou seja, que realizam a fotossíntese. d) No fungo há tanto reprodução sexuada como reprodução assexuada. e) O primeiro antibiótico que o homem obteve, a penicilina, foi extraída de um fungo ascomiceto. 05. Relacione os gêneros de fungos da coluna 1 com as características da coluna 2. Coluna 1 I – Saccharomyces II – Penicillium III – Mucor

Prof. Juarez 31
Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com)

Apostila de Biologia – Vol. 2
IV – Agaricus V - Amanita Coluna 2 ( ) mofo escuro do pão ( ) comestível ( ) antibiótico ( ) fermentação alcoólica ( ) tóxico Assinale a alternativa com a seqüência correta. a) I, II, III, IV e V b) III, I, II, IV e V c) III, IV, II, I e V d) II, III, V, I e IV e) II, V, IV, III e I 06. (Fuvest-2000) Decorridos mais de 50 anos do uso dos antibióticos, a tuberculose figura, neste final de século, como uma das doenças mais letais; isso se deve ao fato de os bacilos terem se tornado resistentesao antibiótico usado para combatê-los. Considerando que a resistência de uma população de bactérias a um antibiótico é resultado de mutação ao acaso e que a taxa de mutação espontânea é muito baixa, foi proposto o uso simultâneo de diferentes antibióticos para o tratamento de doentes com tuberculose. Com relação a esse procedimento, foram levantados os seguintes argumentos: I. O tratamento não será efetivo para o paciente, uma vez que a resistência ao antibiótico não é reversível. II. O tratamento terá alta chance de ser efetivo para o paciente, pois a probabilidade de que uma bactéria seja resistente a dois ou mais antibióticos é extremamente baixa. III. O tratamento poderá apresentar riscos para a população, pois poderá selecionar linhagens bacterianas altamente resistentes a antibióticos. Analisando as informações contidas no texto, pode-se concluir que apenas a) o argumento I é válido. b) o argumento II é válido. c) o argumento III é válido. d) os argumentos I e III são válidos. e) os argumentos II e III são válidos. 07.(Fuvest)Uma pequena quantidade da levedura Saccharomyces cerevisae foi inoculada em um tubo de ensaio, contendo meio apropriado. O desenvolvimento dessa cultura apresentou inicialmente grande crescimento e depois uma queda brusca . Para explicar o comportamento da população de leveduras, após o tempo T, foram levantadas três hipóteses: 1- A cultura foi contaminada por outro tipo de microorganismo originando competição, pois o esperado seria o crescimento contínuo da população de leveduras. 2- O aumento no número de indivíduos provocou diminuição do alimento disponível, afetando a sobrevivência. 3- O acúmulo dos produtos excretados alterou a composição química do meio, causando a morte das leveduras. Entre as três hipóteses, podemos considerar plausível(eis) apenas a) 1. b) 2. c) 3. d) 1 e 2. e) 2 e 3. Reino Plantae 1. (UFRGS 1999) Os itens abaixo referem-se a características de um determinado organismo. I - Ausência de membrana nuclear II - Capacidade de produzir o próprio alimento a partir de substâncias inorgânicas III - Reprodução assexuada por divisão binária

Prof. Juarez 32
Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com)

Apostila de Biologia – Vol. 2
IV - Formação de colônias O organismo dotado de todas as características elencadas acima é (A) a cianofícea. (B) o porífero. (C) o fungo. (D) a ameba. (E) o vírus. 2. (UFRGS 2003) Em relação aos grupos vegetais, analise as características citadas abaixo. I - Ocorrência de formas unicelulares e pluricelulares que vivem isoladas ou em colônias. II - Possibilidade de reprodução por conjugação. III- Presença de adaptações morfológicas e fisiológicas para evitar a dessecação. IV- Ausência de tecidos vasculares. V - Ocorrência de endosperma. VI- Presença de crescimento secundário. Assinale a alternativa que apresenta a correspondência correta entre o grupo vegetal e suas características. (A) Pteridófitas - II e IV. (B) Algas - I e V. (c) Angiospermas - II e V. (D) Briófitas - III e IV. (E) Gimnospermas - I e VI. 03. (UFRGS 1999) Considere as afirmações abaixo sobre o grupo das Pteridófitas. I - Xaxins, samambaias e musgos são representantes desse grupo. II - Esse grupo é constituído por plantas vasculares. III - As plantas desse grupo desenvolvem-se muito bem em climas quentes e secos. Quais estão corretas? (A) Apenas I. (B) Apenas II. (C) Apenas III. (D) Apenas l e II. (E) Apenas II e III. 04. (UFSM 2002) Analise a citação: "O nadar dos anterozóides é substituído pelo crescer do tubo polínico". Em que grupo vegetal esse fenômeno de substituição se processou, pela primeira vez? a) Briófitas. b) Pteridófitas. c) Gimnospermas. d) Angiospermas - Monocotiledôneas. e) Angiospermas - Dicotiledôneas. 05. (UFRGS 1997) Os espermatófitos compreendem as plantas vasculares que se reproduzem sexualmente através de sementes. Fazem parte deste grupo (A) samambaias, palmeiras e pinheiros. (B) samambaias, gramíneas e leguminosas. (C) samambaias, algas macroscópicas e leguminosas. (D) palmeiras, musgos e leguminosas. (E) palmeiras, gramíneas e pinheiros.

06. (UFSM 2000) As plantas que, ao atingirem a maturidade sexual, formam ramos reprodutivos chamados estróbilos masculinos e estróbilos femininos pertencem ao grupo das a) Angiospermas apenas. b) Gimnospermas apenas. c) Briófitas. d) Pteridófitas.

Prof. Juarez 33
Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com)

Apostila de Biologia – Vol. 2
e) Angiospermas e Gimnospermas.

07. (UCS 2004/1) Utilizado por mais de 40 anos para a produção de papel e madeira no sul do Brasil, o pinheiro é uma espécie exótica (não-nativa) da classe __________, originária dos EUA. Sua introdução na Região Sul criou um sério problema, devido ao fato de a polinização e a dispersão dessa espécie caracterizarem-se como ___________. Assinale a alternativa que preenche correta e respectivamente as lacunas acima. a) Angiosperma – anemófilas b) Gimnosperma – anemófilas c) Angiosperma – entomófilas d) Gimnosperma – entomófilas e) Monocotiledônea – anemófilas 08. (UFRGS 1999) As Angiospermas constituem o grupo de plantas que obtiveram maior sucesso na conquista de diferentes ambientes. Considere os itens abaixo, que sugerem possíveis explicações para o sucesso das Angiospermas. I - Sementes protegidas por frutos II - Mecanismos que impedem a fecundação cruzada III - Estruturas que atraem polinizadores Quais estão corretos? (A) Apenas I. (B) Apenas I e II. (C) Apenas I e III. (D) Apenas II e III. (E) I, II e III. 09. (UFSC 2004) Atualmente a Terra é dominada pelo grupo vegetal das Angiospermas, com cerca de 250.000 espécies espalhadas por todo o mundo. A maior parte dos alimentos de origem vegetal é derivada de plantas desse grupo. Com respeito às Angiospermas é CORRETO afirmar que: 01. Alguns de seus frutos são comestíveis; como por exemplo, o chuchu e o tomate. 02. Suas flores podem ser polinizadas por algumas aves, mamíferos e insetos. 04. Suas flores originam estruturas chamadas frutos que auxiliam na dispersão de suas sementes. 08. Em algumas espécies, o fruto pode se desenvolver sem que ocorra o processo de fecundação, originando os chamados frutos partenocárpicos. 16. As monocotiledôneas são uma divisão deste grupo, cujos representantes apresentam raiz axial ou pivotante, flores tetrâmeras, sementes com dois cotilédones e crescimento acentuado em espessura. 32. São os únicos vegetais que produzem sementes. A soma das afirmativas corretas é ... 15 10. (UFRGS 1997) Durante o processo reprodutivo das angiospermas, o transporte do grão de pólen da antera ao estigma da flor e a função do núcleo vegetativo denominam-se, respectivamente, (A) formação do tubo polínico e polinização. (B) formação do tubo polínico e fecundação. (C) polinização e formação do tubo polínico. (D) fecundação e polinização. (E) polinização e fecundação. 11. (UFRGS 1998) Considere as afirmativas abaixo, relacionadas às angiospermas. I- Diversas espécies de angiospermas são utilizadas como plantas ornamentais, mas nenhuma faz parte da alimentação humana. II- As características da flor são de fundamental importância para a classificação sistemática das espécies de angiospermas. III- Todas as árvores que produzem sementes sem frutos pertencem à classe das angiospermas. Quais estão corretas? (A) Apenas I (B) Apenas II (C) Apenas III

Prof. Juarez 34
Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com)

Apostila de Biologia – Vol. 2
(D) Apenas I e II (E) I, II e III 12. (UFRGS 2004) Indique a alternativa que preenche corretamente as lacunas do parágrafo abaixo, na ordem em que elas aparecem. Nas angiospermas, a parte interna da semente é formada pelo embrião e pelo endosperma secundário. Este último é um tecido de reserva que se origina da união de ... núcleo(s) polar(es) do óvulo, com ...... núcleo(s) espermático(s) do grão de pólen, constituindo-se em um exemplo de tecido ...... . (A) um - um - diplóide (B) dois - um - triplóide (C) dois - nenhum - diplóide (D) dois - dois - tetraplóide (E) um - nenhum - haplóide 13. (UFSM 2002) Ao relacionar cada característica expressa nas alternativas a seguir com a vida vegetal, pode-se dizer que uma típica angiosperma aquática, crescendo totalmente submersa, apresenta, provavelmente, a) cutícula espessa nas folhas. b) grande número de estômatos na face inferior. c) ausência de tecidos condutores. d) grande quantidade de pêlos absorventes na raiz. e) pouco desenvolvimento dos tecidos de sustentação. 14. (UFRGS 1997) Monocotiledôneas e dicotiledôneas podem geralmente ser diferenciadas I - pelo tipo de clima no qual se desenvolvem. II - pelas características das folhas, dos caules e das raízes. III - pelas estruturas das sementes. Quais estão corretas? (A) Apenas I (B) Apenas II (C) Apenas III (D) Apenas II e III (E)l, II e III 15. (UFRGS 1998) Árvores adultas geralmente apresentam dificuldades para serem transplantadas de um lugar para outro. As palmeiras, pertencentes às monocotiledôneas, suportam melhor essa operação, devido ao seu sistema radicular, que é do tipo (A) pivotante. (B) Fasciculado. (C) Escora. (D) Tabular. (E) Axial. Botânica 1.(PUCRS)Um beija-flor alimenta-se de néctar de uma espécie de planta em uma relação interespecífica benéfica a ambos, uma vez que o beija-flor supre suas necessidades nutricionais e a planta é polinizada. A planta a que se refere a frase pertence ao grupo das A) pteridófitas. B) gimnospermas. C) angiospermas. D) briófitas. E) cianofitas. 2.(PUCRS) Se as plantas angiospermas evoluíram a partir de gimnospermas ancestrais apenas no início do período Cretáceo, há aproximadamente 144 milhões de anos, então os dinossauros dos períodos Triássico e Jurássico NÃO poderiam ter apresentado hábito alimentar

Prof. Juarez 35
Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com)

Apostila de Biologia – Vol. 2
A) frugívoro. B) carnívoro. C) coprófago. D) onívoro. E) detritívoro. 3.(UFRGS) A pitangueira (Eugenia uniflora), árvore nativa de Porto Alegre, tem grande importância ecológica, pois seus frutos servem de alimento para a avifaunia. Assinale a alternativa que apresenta representantes do mesmo grupo vegetal da pitangueira. (A) pinheiro e palmeira (B) goiabeira e xaxim (C) laranjeira e feijoeiro (D) avenca e macieira (E) tomateiro e cipreste 4.(UFRGS) O que Pteridófitas, Gimnospermas e Angiospermas têm em comum? (A) O aparecimento de sementes protegidas por frutos. (B) A presença de um sistema vascular. (C) A ausência de um sistema radicular. (D) A presença de flores como estruturas reprodutivas. (E) A predominância da geração gametofítica. 5.(UFRGS 2002) As afirmações abaixo se referem aos processos que envolvem a reprodução nas Angiospermas. Assinale com V as afirmações verdadeiras e com F as falsas. (V) Algumas plantas desenvolveram estratégias para evitar a autofecundação, como, por exemplo, o amadurecimento dos estames e dos carpelos em tempos diferentes. (F ) Uma vantagem da autopolinização de algumas espécies é a dependência em relação aos vetores, principalmente em relação aos animais. ( V) A união de um núcleo espermático com a oosfera e de outro núcleo espermático com os núcleos polares é denominada duplafecundação. ( V) Os grãos de pólen podem ser uma fonte muito nutritiva de alimento para animais. A seqüência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é (A) V - F - V - F. (B) V - F - F - V. (C) F - V - V - F. (D) V - F - V - V. (E) F - V - F - V. 6. Escolha, entre as alternativas, o processo de polinização mais adequado para uma flor pequena, sem perfume, sem néctar e de coloração discreta. Nessa flor, as anteras são leves e pendentes e produzem grandes quantidades de grãos de pólen. Seus estigmas são longos, às vezes ramificados e apresentam-se cobertos por uma substância viscosa adequada para prender os grãos de pólen. A) Zoofilia. B) Anemofilia. C) Entomofilia. D) Ornitofilia. E) Artificial 7.Assinale a alternativa que completa as lacunas corretamente. Nas samambaias, os esporos que germinam crescem, formando (I), em que se veêm os anterídios e os arquegônios, responsáveis pelo surgimento dos anterozóides e das oosferas. Da união de um anterozóide com uma oosfera surgir· (II) que, por mitose, formar· (III), que é a fase dominante. A) I- esporângio, II- célula ovo, III- protalo. B) I- esporófito, II- zigoto, III- gametófito. C) I- protalo, II- célula ovo, III- esporângio. D) I- gametófito, II- zigoto, III- esporófito E) ) I- esporângio, II- zigoto, III- protalo

Prof. Juarez 36
Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com)

Apostila de Biologia – Vol. 2

8. Atividade fotossintética, condução da seiva elaborada e sustentação mecânica relacionam-se, respectivamente, com os seguintes tecidos vegetais: (A) parênquima lacunoso, xilema, esclerênquima. (B) parênquima cortical, xilema, colênquima. (C) parênquima lacunoso, floema, parênquima medular. (D) parênquima paliçádico, floema, esclerênquima. (E) parênquima paliçádico, floema, parênquima cortical. 9. Faça a correlação da primeira coluna com a segunda, considerando a fisiologia vegetal. I – Xilema a – Seiva elaborada II – Floema b – Seiva bruta III – AIA (ácido indolil – acético) c – Amadurecimento IV – Giberelinas d – Germinação V – Etileno e – Crescimento Assinale a alternativa que associa corretamente as colunas . (A) I – b; II – a; III – c; IV – e; V – d. (B) I – b; II – a; III – d; IV – c; V – e. (C) I – b; II – a; III – e; IV – d; V – c. (D) III – e; IV – c; V – d; II – a; I – b. (E) III – e; IV – c; V – d; I – b; II – a. 10. Alimentos como carnes, legumes, vegetais verdes, fígado e gema de ovo contribuem para aumentar, principalmente, o teor de (A) cálcio dos ossos. (B) fósforo do cérebro. (C) flúor dos dentes. (D) magnésio dos nervos. (E) ferro do sangue. 11. Considere os seguintes organismos: I. algas II. briófitas III. pteridófitas IV. angiospermas Gametas masculinos flagelados, que necessitam de água para encontrar os gametas femininos, são encontrados SOMENTE em (A) I e II (B) III e IV (C) I, II e III (D) I, III e IV (E) II, III e IV Estômatos 1. (UNICAMP 2001) A transpiração é importante para o vegetal por auxiliar no movimento de ascensão da água através do caule. A transpiração nas folhas cria uma força de sucção sobre a coluna contínua de água do xilema: à medida que esta se eleva, mais água é fornecida à planta. a) Indique a estrutura que permite a transpiração na folha e a que permite a entrada de água na raiz. b) Mencione duas maneiras pelas quais as plantas evitam a transpiração. c) Se a transpiração é importante, por que a planta apresenta mecanismos para evitá-la? Respostas:

Prof. Juarez 37
Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com)

Apostila de Biologia – Vol. 2
a)

b)

c) 2. (UNIFESP 2003) Um botânico tomou dois vasos, A e B, de uma determinada planta. O vaso A permaneceu como controle e no vaso B foi aplicada uma substância que induziu a planta a ficar com os estômatos permanentemente fechados. Após alguns dias, a planta do vaso A permaneceu igual e a do vaso B apresentou sinais de grande debilidade, embora ambas tenham ficado no mesmo local e com água em abundância. Foram levantadas três possibilidades para a debilidade da planta B: I. A água que ia sendo absorvida pelas raízes não pôde ser perdida pela transpiração, acumulando- se em grande quantidade nos tecidos da planta. II. A planta não pôde realizar fotossíntese, porque o fechamento dos estômatos impediu a entrada de luz para o parênquima clorofiliano das folhas. III. A principal via de captação de CO2 para o interior da planta foi fechada, comprometendo a fotossíntese. A explicação correta corresponde a a) I. b) II. c) III. d) I e II. e) II e III.

Prof. Juarez 38
Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com)