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Autor: André Luiz Barros da Silva

Título: Habitação de Interesse Social para População em Situação de Rua em Salvador-Ba
Subtítulo: Processos e resultados da atuação da Residência Profissional em Arquitetura, Urbanismo e
Engenharia da UFBA.
Seção: Habitação e Inclusão Social
Introdução
A partir das décadas de 1960-70, reforçados pela implantação de novos portos próximos a Salvador
e por alguns projetos urbanos, novas centralidades e polos econômicos foram criados, contribuindo para
que importantes funções administrativas e comerciais se deslocassem para outras áreas da cidade. Dessa
forma, ampliou-se o processo de esvaziamento da área central, levando a atual degradação do centro.
Desde então, diversas ações foram tomadas com o intuito de revitalizar o Centro Antigo de Salvador (CAS).
Destaca-se, em 2010, o lançamento do Plano de Reabilitação Participativo do Centro Antigo de Salvador,
que possui como objetivo revitalizar o Centro, gerando recursos para sua manutenção e sustentação
através do desenvolvimento de instrumentos econômicos, institucionais e de requalificação do uso dos bens
públicos. Por se tratar de uma área central com importante valor histórico, cultural e patrimonial da cidade, o
CAS atualmente se tornou cenário de intensas tensões e disputas protagonizadas pela atuação do Estado e
empresas ligadas ao setor turístico e imobiliário, e pela resistência dos moradores e pequenos comerciantes
locais.
Este processo de valorização imobiliária especulativa, somado a atuação desastrosa do Estado em
sucessivas intervenções no sentido de “reabilitar” o CAS, resultou em um intenso processo de expulsão e
periferização da população local, em sua maioria de baixa renda. Parte dessa população ainda resiste,
lutando para permanecer. Frente a esse processo segregador e tendo como princípio o direito à cidade
amplo e irrestrito, entende-se/defende-se que para manutenção da vida urbana, com toda sua rica dinâmica
cotidiana, inerente aos centros das grandes cidades, faz-se necessário garantir a pluralidade social e
econômica no espaço urbano. Diante disso, buscou-se trabalhar com uma das comunidades do local de
forma a potencializar a sua luta, na tentativa de ajudar a viabilizar a sua permanência: o Movimento
Nacional de População em Situação de Rua da Bahia (MNPR-BA).
Residência em Arquitetura, Urbanismo e Engenharia da Universidade Federal da Bahia
No âmbito do movimento pela reforma urbana, que se instala no Brasil desde os anos 60, muito se
avançou em prol de melhores condições de habitação. Entretanto, o país não se conseguiu aplicar
efetivamente essas conquistas na construção democrática das cidades, tampouco tirar o melhor proveito
dessa situação vantajosa para investimentos sociais de inclusão e desenvolvimento de melhores cidades
(GORDILHO-SOUZA, 2013). É a partir desse contexto que surge a Residência em Arquitetura, Urbanismo e
Engenharia (RAU+E/UFBA) em 2011. Por meio do Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e
Urbanismo (PPGAU-UFBA) e do LabHabitar, em parceria coma Escola Politécnica (EP-UFBA), o curso de
pós-graduação lato sensu para Assistência Técnica em Habitação e Direito à Cidade é lançado, de oferta
anual e gratuito, voltado para a capacitação profissional e cidadã, de forma integrada às instituições de

O objetivo desse encontro foi apresentar a proposta da Residência AU+E para a DPE-BA também e assim estabelecer qual demanda seria atendida. compreensões que são próprias da experiência de viver nas ruas (MELO. Fundado em 2010 e com sede no Centro Histórico de Salvador. o Movimento recebe uma cesta básica das Voluntárias Sociais da Bahia. Uma demanda apresentada. p 38-39). Em reunião com a líder do Movimento. Núcleo de Direitos Humanos. expectativas. sem receber nenhum tipo de remuneração. munícipios e movimentos sociais atuantes. na Rua São Francisco. em seu último levantamento de 2013. São responsáveis por importantes processos na cidade e no Estado. Maria Lúcia Santos Pereira. A DPEBA tem sido parceira do Movimento na garantia do atendimento e defesa dos direitos da população em situação de rua. ainda naquele momento sem uma maior definição. Abordagem O primeiro contato ocorreu na sede do Movimento. p 24). risco e insegurança. 2006. por outro lado. uma segunda reunião foi marcada junto com a Defensoria Pública do Estado da Bahia (DPE-BA). A Secretaria de Promoção Social e Combate à Pobreza de Salvador estima. visa lutar pelos direitos que a eles são negados.922 pessoas em situação de rua. Mensalmente. representada pela defensora Fabiana Almeida. percepções. a população em situação de rua é um grupo populacional heterogêneo. entre 2007 e 2008. escolheu-se dar atenção à habitação social. O mesmo ministério estimou. dividem algumas semelhanças fundamentais: A forma que recorrem para a obtenção de alguma renda. Metodologia e Atuação . exige um conhecimento específico sobre a cidade. problemas. organização que trabalha no apoio a ações de inclusão social. Eles são representados pelo Movimento Nacional de População em Situação de Rua Salvador. Após esse encontro. 2011. acompanhada de grande invisibilidade perante a sociedade e descaso por parte do poder público. sempre focada na autonomia do usuário. os vínculos familiares interrompidos ou fragilizados e a não referência de moradia regular (BRASIL. como é conhecido. É um espaço no qual os moradores trazem suas demandas. era por uma habitação social que fizesse a transição entre a rua e a habitação formal. Os colaboradores do Movimento são moradores e ex-moradores de rua que dedicam seu tempo e trabalho na luta pelos direitos e nos cumprimentos dos seus princípios. Ao final da reunião.interesse público. Centro Histórico. o Movimento. foi apresentada a proposta da Residência AU+E e foram discutidas as demandas do Movimento que poderiam ser atendidas pelo residente. Justificativa. que se utilizam da rua como espaço de moradia e manutenção da vida. a exemplo da Política Estadual para População em Situação de Rua. assim esses indivíduos constroem relações que revelam valores. constituído por pessoas que possuem em comum a garantia de sobrevivência por meio de atividades produtivas nas ruas. Essas pessoas. Morar na rua. População em Situação de Rua De acordo com a definição do Ministério do Desenvolvimento social e Combate à Fome. o número de quatro mil pessoas em situação de rua. sonhos e esperanças. para ampliar a inserção social da universidade pública. sua situação de vulnerabilidade. 31.

José Aloir e Fabrício Zanoli A metodologia utilizada pela equipe de trabalho baseou-se nos princípios da participação efetiva dos atores envolvidos. Com as visitas sendo realizadas. Em Abril/Maio de 2014.A demanda por um projeto de habitação de interesse social que contemple todas as especificidades de um grupo como o da população de rua surgiu como um desafio. o governo do Estado havia lançado quatro decretos (nº14965/2014. sendo localizada apenas uma experiência na cidade de Fortaleza. Fig. A assistência técnica ocorreu através de reuniões com representantes dos dois grupos e de visitas a equipamentos destinados a atender a população de rua para a definição do programa arquitetônico e funcionamento da habitação social.equipe dos residentes (a partir da esq. nº14866/2014. 1 . revelou a insuficiência de estudos acerca do tema no Brasil. buscou-se um terreno que atendesse as necessidades do projeto e do Movimento. até o projeto final. Acreditou-se no processo democrático de gestão e planejamento das cidades – no qual seus habitantes devem decidir onde e como intervir –. A preferência pela região se baseia na quantidade de equipamentos existentes no local para atender essa população e onde a maioria passa boa parte do dia. definição e consolidação de demandas. Desta forma. Adriana Alcântara. e tentou-se potencializar essa lógica na escala local e em parceria com o Movimento e DPE-BA. mas também contribuir com a reflexão sobre o tema.): André Barros. localizado no Centro. passando pela elaboração dos produtos. desde o diagnóstico. Em uma tentativa de levantamento de referenciais teóricos e projetuais. desapropriando imóveis na região do Centro Antigo. nº14868/2014). que se inicia no Largo Dois de Julho e . nº14867/2014. a produção de um projeto de habitação social voltado para a população em situação de rua visa não apenas atender a uma demanda real. desenvolvida pela Fundação de Desenvolvimento Habitacional de Fortaleza (HABITAFOR).

o que nunca ocorreu. Coube aos residentes. Movimento.rua Chile e vai até o Santo Antônio Além do Carmo. a marcação desses imóveis desapropriados no Google Earth (fig. como preparação para a reunião. vislumbrou-se a oportunidade de garantir um desses imóveis para o desenvolvimento da Habitação de Interesse Social pra População em Situação de Rua através da Política Estadual para População em Situação de Rua. prevê a criação de um fundo imobiliário. residentes da RAU+E e CONDER/DIRCAS (Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia / Diretoria do Centro Antigo de Salvador) foi marcado para que fosse indicado um imóvel para o projeto. . coube a eles a indicação de um imóvel ao fim do prazo de 30 dias. Um encontro entre a Defensoria. que ao final de sua execução. E confrontado com o Plano de Reabilitação Participativo do Centro Antigo de Salvador. 02). em 2014. Ao final do encontro com a CONDER e a exposição dos mapas com os imóveis desapropriados.

financiados pelos programas de Habitação de Interesse Social (PHIS) e . então. na quadra 28-S. o grupo de residentes já estava trabalhando com a AMACH (Associação de Moradores e Amigos do Centro Histórico de Salvador) no desenvolvimento da creche comunitária. Enquanto isso. na participação do projeto e assim aumentar as chances de viabilizar os dois projetos. Surgiu. 2 .Fig. a ideia de trazer o equipamento do Movimento para o mesmo quarteirão.espacialização dos decretos Passaram-se trinta dias e a CONDER solicitou a prorrogação do prazo novamente. A segunda razão para essa escolha do local é que. a DPE-BA. de acordo com a Zona Especiais de Interesse Social (ZEIS) do Centro Histórico. A primeira justificativa foi garantir mais uma entidade. já estão previstas reformas nos edifícios abandonados no quarteirão para o uso como habitação de interesse social.

com psicólogos. Capacitar o indivíduo profissionalmente e garantir sua reinserção no mercado de trabalho. bem como o edifício com a rua e o bairro. Serão oitenta e quatro unidades habitacionais. observando as relações entre o interno e externo do quarteirão. Desse total. 6. Recompor a paisagem urbana (por se tratar de Centro Histórico com edificações em péssimo estado de conservação/ruína). com bancos e local de lazer infantil e um espaço de reunião e convívio comunitário. cujos objetivos específicos são: 1. O objetivo desta área é reservar espaço para atendimento de equipes multidisciplinares. que ficam próximos ao bloco da administração. . desenvolvido pela HABITAFOR e com parceria do Estado e da Pastoral do Povo da Rua. Dessa forma. estimulando o uso do miolo como espaço de uso público e diversificado. por sua vez. conta com três salas de apoio. 5. Potencializar as atividades em grupo e áreas de convivência. Para os espaços coletivos. 2. bem como banheiros. educadores sociais e outros profissionais. Ceará. Resultados Habitação Social Após os estudos e pesquisas realizadas em conjunto com a DPE-BA e o Movimento. copa e almoxarifado. Reinserir o indivíduo em situação de rua em uma moradia formal e digna. 3. Atender uma demanda negligenciada pelo programa Minha Casa Minha Vida. A administração. o projeto desenvolvido junto com o Movimento não alterava o que estava proposto. Referência Projetual O caso de Fortaleza Como projeto de referência. chegou-se a definição do projeto de Habitação Social. Estimular o desenvolvimento de atividades econômicas. seis moradias são adaptadas para pessoas com deficiência. como artesanato e horta. a proposta reúne uma área de convivência. a DPE-BA apresentou o projeto de habitação de interesse social para população em situação de rua em Fortaleza.de Habitação para Servidores Estaduais (PROHABIT). tem como objetivo a implantação de um sistema de moradia que leve em conta a heterogeneidade do público e também a necessidade de envolvimento dos beneficiados desde a formulação até a entrega do empreendimento. 4. O projeto.

3. o indivíduo estaria apto para morar em uma habitação formal. sempre com acompanhamento e avaliação de assistentes sociais e psicólogos. Famílias que perderam suas moradias em deslizamentos de terra. Assim. o indivíduo seria atendido e encaminhado ao CAPS AD2 ou outro equipamento para melhor acompanhamento. Estima-se a duração da permanência no equipamento de três a cinco anos. 3. o público alvo foi definido de forma que evite o contato de pessoas e famílias com as ruas e se torne mais difícil a retirada delas de lá. 1 2 Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas . Pessoas com pequenos/leves transtornos mentais. Pessoas em fase de transição. No Centro POP. O público alvo é: 1.edificação inserida no entorno Público alvo Um dos objetivos que se tem com esse projeto é atender ao grupo que o programa habitacional Minha Casa Minha Vida não dá suporte: a população em situação de rua. 2.Fig. próximas de receber uma unidade do Minha Casa Minha Vida. 3 . mas que possuem autonomia em suas vidas. Depois seria encaminhado para a Casa de Passagem ou Albergue e lá seria avaliado e preparado para a reinserção social e profissional. por causa das chuvas ou ações do Estado. Abordagem do assistente social e encaminhamento para Centro POP1. ela explicou quais são os passos para a saída de um indivíduo das ruas: 1. Entretanto. Ao fim dessa trajetória. Em encontro com Maria Lúcia. 2. os equipamentos não funcionam da forma como deveria e todo esse processo se torna falho.

sala de estar/jantar e sanitário. sala para assistente social coordenador do equipamento. Quanto às unidades habitacionais. . além de sala de espera e sanitário. como pelo edifício ou pelo terceiro acesso independente. como o salão multiuso. há uma loja para vender os materiais produzidos na oficina. Além da sede. Conta com um consultório odontológico (seria o primeiro equipamento para a população em situação de rua com esse serviço). o que contribui para a reinserção do indivíduo em uma moradia formal e digna. estacionamento para carrinhos de coleta de materiais recicláveis junto com armazenamento dos materiais e oficina para artesanatos. situadas no pavimento térreo de acesso e inferior 1. pátio interno para recreação. compartilhado com a creche comunitária mencionada anteriormente. A primeira delas é a área de apoio à saúde. bem como o mediador de possíveis conflitos. são doze unidades de um quarto e sete unidades de dois quartos (uma adaptada ao usuário de cadeira de rodas no nível térreo). sala para psicólogo e profissional de gênero. que será o responsável pela administração do equipamento. A terceira e última área são os espaços para a administração do equipamento. A segunda área compreende os ambientes coletivos. para que o morador tenha autonomia necessária sobre sua vida. desenvolvidos para fortalecer o convívio. O miolo da quadra passa a ter uma mini-quadra de esportes. ambientes de apoio. com espaços destinados ao acompanhamento dos usuários. sala para profissional responsável pela capacitação profissional e inserção no mercado de trabalho. Todas as unidades possuem cozinha. área de serviço. O acesso pode ser feito pela creche. como a sede do Movimento.O PROGRAMA ARQUITETÔNICO O programa arquitetônico foi dividido em três áreas. totalizando dezenove unidades. como copa. vestiários e DML.

Fig. 4 – implantação da edificação na quadra 28S .

5 – pavimento tipo .Fig.

Fig.fachada voltada para rua . 7 . 6 – layout das unidades de um e dois quartos Fig.

Françoise. relatos e conversas com pessoas que já viveram nas ruas foram cruciais para o desenvolvimento do programa arquitetônico bem como o restante trabalho. BRASIL. Instituto POLIS. BAHIA. Brasília: IPHAN. Também devido aos poucos referenciais de projetos. Lei Federal no 10. de 10 de julho de 2001. Governo do Estado. 3ª edição. Constituição da República Federativa do Brasil.1991. Lei Federal no 10. 2005. 8 . BRASIL. uma possibilidade é através do programa Minha Casa Minha Vida Entidades. Outro desafio foi lidar com órgãos do governo. Brasília. . INSTITUTO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E ARTÍSTICO NACIONAL (Brasil). Brasília. 2011. (Cadernos de Documentos n° 3). Até o final de 2015 não houve uma resposta da CONDER sobre o terreno. não se vislumbra outra forma de financiamento do projeto. Quanto ao financiamento da proposta. ―Plano de Ação Integrada do Centro Histórico de Salvador: Termo de Referência‖. Salvador: IPAC. Referências BRASIL. Estatuto da Cidade. 1995.Fig. 1988.257.fachada voltada para a praça no miolo da quadra e nível inferior 1 Conclusão A experiência da assistência técnica junto ao Movimento e DPE-BA foi um desafio muito grande e enriquecedor. Estatuto da Cidade. Cartas patrimoniais. Fino Traço Editora. 292 p.257. DF: Senado Federal: Centro Gráfico. As referências sobre população em situação de rua e habitação destinada a esse público são escassas. de 10 de julho de 2001 CHOAY. Dessa forma. O Patrimônio em Questão. Constituição (1988).

RODRIGUES. Tomás Henrique de Azevedo Gomes. Salvador. segregação e exclusão na configuração urbana contemporânea de Salvador e perspectivas no final do século XX. 1ª. Escritório de Referência do Centro Antigo. INSTITUTO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E ARTÍSTICO NACIONAL. Dissertação de mestrado em Antropologia Social da Universidade Federal do Paraná. Bahia. São Paulo: Boitempo. MIRANDA. : il. 2011. 2ª. MELO. O Direito à Cidade. A Rua e a Sociedade: articulações políticas e a luta por reconhecimento da população em situação de rua. Centro Antigo de Salvador: Plano de Reabilitação Participativo. 1ª ed. Belo Horizonte. FERNANDES. 2005. MARICATO. 1993. UNESCO. 2000. 1991. Brasília: Departamento de Identificação e Documentação do Iphan. In: Revisitando o instituto do Tombamento (coords) Edésio Fernandes e Betânia Alfonsin. CONCURSO DE PRÁTICAS EXITOSAS . Anais. Governo do Estado. 2008 (Posfácio.). Laila Nazem e BALTRUSIS Nelson. Anais da V ANPUR. Henri. Urbanismo e Engenharia: Avanços Institucionais.LEFEBVRE. GORDILHO-SOUZA. 2013. 344p. Habitação e Direito à Cidade – Implantação de Residência Profissional em Arquitetura. em março de 2011 GORDILHO-SOUZA. Limites do Habitar. 2010.X CONGRESSO NACIONAL DE DEFENSORES PÚBLICOS GORDILHO-SOUZA. apresentada ao PPGAU-FAUFBA. Salvador: EDUFBA. – Salvador :Secretaria de Cultura.E. MOURAD. Angela. Proposta de Curso de Especialização em Assistência Técnica. Inventário nacional de referências culturais. PROJETAR. Eva dos Santos. In: 6º./ Escritório de Referência do Centro Antigo. Marco Aurélio A de Filgueiras. Fundação Pedro Calmon. UNESCO. edição. O passado tem futuro? Os (des)caminhos da requalificação do Pelourinho. Atuação extrajudicial da Defensoria Pública do Estado da Bahia em favor da População em Situação de Rua de Salvador. “Lutas pela conquista do direito à moradia no Centro Histórico de Salvador”. Editora: Fórum. edição. Urbanismo e Engenharia. GOMES. Ef. Angela. Fabiana Almeida (2011). São Paulo: Moraes. 2010. Secretaria de Cultura. Assistência Técnica em Arquitetura. . em 2000. As cidades Rebeldes. Angela. Ana.