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A LITERATURA INFANTIL: SEU USO E SUAS POSSIBILIDADES

Tiago Rabelo Felix
Marcelo Reges
RESUMO
Este tem como objetivo principal salientar a importância d a conscientização da
importante relevância da utilização da literatura infantil no Ensino Básico, sendo está
aplicada no ensino básico como instrumento oportuno para o desenvolvimento do
pensamento crítico da criança, e também para que estas criem hábitos de leitura. Desde
cedo. Levando em consideração que a educação se inicia no letramento, e é a ancora
para a formação tanto acadêmica quanto social do indivíduo. Métodos (Pesquisa

Bibliográfica?)
Palavra-chave: Educação. Literatura.

1 INTRODUÇÃO
Os objetivos desse trabalho é apresentar fatores fundamentais, tais como: A observação
dos métodos de ensino utilizados na educação básica pelos professores atuantes; a
utilização da literatura infantil como agente formador do pensamento crítico da criança;
e uma analise análise das formas de como o incentivo a leitura esta sendo abordado
pelas escolas infantis. Partindo do pressuposto de que atualmente nossos jovens chegam
muito pobres de sem uma cultura da leitura e de conhecimento gramatical nas
universidades na sala de aula. Isso se dá devido ao fato eminente de que cada vez nós
lemos menos, nossos hábitos de leitura tem se enfraquecido e é deixado de lado,
estamos o substituindo por praticas práticas e costume que não contribuem tanto para
nossa formação como individuo indivíduo social.
O trabalho se segue a partir de analises análises no currículo de ensino na educação
básica atual, buscando demonstrativos que mostrem a forma de como o incentivo a
leitura de livros inicialmente paradidáticos estão sendo utilizados, levando-se em conta,
que o texto literário é matéria prima indispensável ao aluno na faixa etária própria do
ensino básico. O presente texto também parte a abordagem de obras literárias de
autores que dão relevância ao tema discutido, obras de Lúcia Lins Browne Rego, escrita
no ano 1998. Obras que tratam de dá importância à literatura como formadora de
linguagem e que falam que esta contribui também na formação artística dos indivíduos.
Iremos aqui mostra avanços e retrocessos a partir das concepções de Rego (1998) e
demais autores e obras atuais e não atuais no ensino da educação básica dentro da nossa
temática, que é a literatura infantil. Autoras como Regina Zilberman, Marisa Lajolo que
trabalham com o tema da literatura infantil tentando chamar a atenção para essa
temática aqui da forma que iremos apresentar. Nosso tema não é recente, como vamos

notar, por isso começaremos tentando falar um pouco da literatura e da escrita dentro do
ensino(...)
A Literatura Escolar Dentro do Contexto Histórico
Inicialmente vale ressaltar que não abordaremos uma amplitude universal aqui, pois
sabemos que a literatura é utilizada como base para o ensino no campo pedagógico na
história do ensino Ocidental. André Chervel e Marie-Madeleine Compère no trabalho
“As Humanidades no ensino” nos mostram que as crianças gregas aprendiam sobre cor,
poemas para exercerem carreira no tribunal e seguiam para uma formação retórica. E
que “os gregos colocavam em primeiro plano o ensino e a pratica da Filosofia.”
(CHERVEL, COMPÈRE; 1999). Alias, as contribuições dos estudos gregos relativas a
literatura na escola e ao papel da literatura no ensino. (Zilberman, 2008) Estando
presentes tanto na escrita quanto na literatura, e também na Matemática e na História.
Dada a importância ao este recorte histórico, nos utilizaremos dele aqui apenas para
mostrar a longevidade da temática e ficaremos no contexto nacional. Se tratando de
Brasil é Regina Zilberman que ao falar de “O papel da literatura no Brasil” nos mostra
que foi a partir dos anos 70 para os 80 se intensificou e expandiram-se as discursões
acordo com o recorte podemos notar que foi após uma “descompressão” do regime
militar que um movimento que envolveu um grupo de pesquisadores das áreas de letras
e pedagogia se organizou para discutir a questão do ensino da literatura ou digamos: da
cultura do ensino da literatura para formamos leitores. Esse grupo se mostrou
preocupado com o rumo que a escola brasileira tomaria dali em diante, visto o momento
frágil e inconstante que nossa sociedade sofria. E esse grupo de pesquisadores
conseguiu efetuar o I Congresso de Leitura (COLE), na cidade de Campinas, no ano de
1978, e o I Encontro de Professores Universitários de Literatura Infantil e Juvenil, no
Rio, em 1981. “Um âmbito de discursões que envolviam aprendizagem e o uso da
língua portuguesa.” (ZILBERMAN, 2008) Isso fez com que a literatura recebesse uma
valorização especifica como disciplina.
Já mais próximo ao século XXI tivemos a elaboração e implantação do Programa
Nacional Biblioteca na Escola (PNBE) que tem como objetivo “promover o acesso á
cultura e o incentivo a leitura nos alunos e professores por meio da distribuição de
acervos de obras de leitura, de pesquisa e referencia.” Nesse programa o Ministério da
Educação (MEC), beneficia escolas da educação infantil, fundamental e médio em todas
as faixas – todas as escolas cadastradas no Censo Escolar – com acervos em anos
alternados entre elas. No ano de 2006, o Ministério da Cultura em parceira com o
Ministério da Educação elaboraram Plano Nacional do Livro e Leitura com o objetivo
de dá o acesso de todo cidadão ao livro e à leitura. “É um conjunto de projetos,
programas, atividades e eventos na área do livro, leitura, literatura e bibliotecas em
desenvolvimento no país. O PNLL implanta e moderniza bibliotecas, concede bolsas e
prêmios literários a escritores e cria.” Ao nosso olhar essa conscientização que citamos a
partir do COLE até o mais recente, e o que foi dito, do não tão recente mais ainda atual
PNLL e o PNBE são de suma importância para o ensino de literatura no ensino infantilbásico, mas no olhar pra dentro da escola, em relação a como a instituição tem recebido
esse material literário e como ela tem praticado o ensino das letras precisa-se muito
acrescentar. Chamamos atenção pras necessárias mudanças nas formas de como a
alfabetização é ensinada. Defendemos assim, a elaboração de um projeto politico
pedagógico que privilegie a leitura dentro da sala de aula, onde nossos professores

devidamente preparados trabalhariam de forma a incentivar nossas crianças e jovens a
praticas cotidianas da leitura da literatura.
Fátima Salles e Vitória Farias em “Currículo na Educação Infantil”, de 2012, falam que
o projeto pedagógico “legitima as instituições educativas como históricas e socialmente
situadas”. As autoras trabalham esse conceito como propostas pedagógicas voltadas ao
cuidar e educar crianças em pré-escolas e creches salientando a importante participação
da família e da comunidade. (SALLES; FARIAS, 2012, p.20). Também utilizaremos tal
conceito da legitimação das instituições educativas através do projeto politico-conceito
pedagógico abordado pra falar e ressaltar a importância da participação da família e
comunidade escolas na formação de leitores, levando em conta que a comunidade
escola é feitas pelo corpo acadêmico; a família e a comunidade que trabalhariam em
prol do aluno; o principal beneficiado na atuação simultânea de todas as camadas.
Temos em vista a fixa ideia de que a
É evidente o fato de que grande parte dos nossos adolescentes chegam as universidades
hoje com um nível baixo de leitura e escrita.
Temos que ler mais. As estatísticas nos mostram evidentemente a ausência da leitura na
vida cotidiana dos brasileiros. Uma pesquisa feita pela Câmara Municipal do Livro,
realizada em 2001, estampa isso com dados alarmantes. Foi visto que, a cada 10
brasileiros apenas quatro têm contato com os livros rotineiramente, praticamente 60%
da nossa população quem não tem contato nenhum; o índice de leitores regulares foi de
apenas, aproximadamente 16%. Essa pesquisa também nos diz que 1 300 cidades do
Brasil não possuem bibliotecas publicas. Recentemente, pesquisa da Fecomércio-RJ
mostrou que 70% dos brasileiros não leram um livro sequer em 2014. Podemos notar
claramente que apesar de alguns programas governamentais como o PNBE e o PNLL a
cultura letrada no nosso país não existiu, praticamente. Nossa politica publica e
educacional não privilegia a leitura e o livro, essas ferramentas não são consideradas
fundamentais para a formação do pensamento critico e do educar pra diferença.
Nossos literatos, renomados, chamam-nos a atenção para importância da leitura dos
livros. Monteiro Lobato nos diz que “Um país se faz com homens e livros” e Castro
Alves, poeta famoso por expressar seu sentimento social-nacionalista diz em seu livro
Espumas Flutuantes publicado no ano 1870, no poema “O Livro e a América” nos fala
lindamente: “Oh! Bendito o que semeia livros... Livros a mão cheia... E manda o povo
pensar.” Os nossos escritores reconhecem a importância do livro e da leitura. Tanto
quanto os benefícios que ele traz, que é visivelmente notado na formação do
pensamento-critico e na maturação do pensamento do individuo social. Como o poetasocial proclama “O livro caindo n’alma, é germe – que faz a palma, é chuva – que faz o
mar.” (ALVES, 1870).
De acordo com Rego em “A alfabetização dar-se-ia através de uma profunda imersão
das crianças nas praticas sociais de leitura e escrita.” A autora, em seu trabalho relaciona
a leitura e a escrita com as praticas sociais, ela ver a necessidade da aproximação da
pratica de leitura ao contexto social, no qual as crianças estão inseridas. E nisso, o
professor precisa criar mecanismos de que geram oportunidades para que os alunos
alfabetizados possam se comunicar e interpretar os textos, gerando assim, uma melhor
compreensão e o despertando mais interesse pela leitura. “Uma questão importante é
aprender revisando os textos.” No seu artigo a autora apresenta pesquisas relacionadas a
forma como a alfabetização e o letramento estão sendo trabalhados nas escolas publicas
e privadas, e o resultado do ensino em ambas comunidades. E faz também uma analise
curricular de ensino. Todas as pesquisas nos mostram evidentemente, como a própria

arremata: “as escolas inovadoras estavam vivenciando uma metodologia de natureza
mista em que havia tanto atividades de letramento como atividades de alfabetização
propriamente dita. Não havia ascendência do letramento sobre a alfabetização nem viceversa.” Ela nos mostra por meio das pesquisas que o que há de fato é “Portanto, alguma
evidência dos efeitos benéficos que uma abordagem mais abrangente da alfabetização
tem sobre a qualidade do desempenho inicial das crianças em leitura e escrita.” Inovar é
o caminho, modificar modernizando as praticas de ensino, inserindo elementos que são
atrativos para os alunos, sempre relacionando a leitura dos livros infantis, não
descartando a utilização de nenhum material, pois nenhum pode ser considerado
indevido dentro dessa faixa inicial de ensino. O importante não é só educar
alfabetizando apenas para reconhecidos das letras e aprendizagem da escrita, o mais
importante, é, sim, alfabetizar letrando gerando o abito, a pratica cotidiana da leitura,
pra que a cultura de leitura que nos falta venha realmente existir.
Trata-se de uma questão fundamental; é importante as crianças presenciarem e
vivenciarem as leituras. É preciso dar relevância a questão da leitura praticada, pois é
nela que se coloca a esperança de superação dos problemas experimentados em sala de
aula. Comungamos com a visão de Regina Zilberman no seu artigo “O Papel da
Literatura na Escola”:
“Assim, não se trata de rejeitar o caminho percorrido, mas de ajusta-lo
aos novos tempos, pois a história não para. Trata-se, por outro lado, de
rejeitar premissas e pressupostos, para que se atinjam as metas
desejadas, constatando entre elas a melhoria das condições de ensino,
por meio do alcance de resultados positivos em sala de aula, a
valorização do professor e a progressiva democratização do saber na
sociedade brasileira contemporânea.”

O que pretendemos aqui é propor um novo olhar sobre nossa literatura e a leitura dos
livros literários e históricos. Vemos que eles têm a nos oferecer uma possibilidade de
reconhecimento histórico-identitário; um pensamento mais sóbrio e maduro; uma
singularidade no olhar social, sobre a sociedade; benefícios à escrita, pois quem ler mais
escreve melhor, reconhece melhor as normas gramaticais.
Propomos mudanças concisas nas praticas de ensino e aprendizagem nas escolas,
projetos que preparam os professores a trabalhar a leitura desde os níveis inicias de
ensino, desde ensino da leitura e da escrita; na alfabetização e no letramento das nossas
crianças, como nos fala Rego. Que os projetos de formação dos professores cheguem de
forma mais forte nas academias, pra que estes se graduem já prontos pra levar a leitura
pra sala de aula. Porque o fato é que a leitura precisa ser levada menos a serio. Ana
Maria Machado (2001), diz que “a falta de leitura por parte do professor é uma
consequência das falhas na formação do mesmo, visto que durante sua vida acadêmica
foi preparado a respeito de pedagogia e psicologia, mas muito pouco sobre arte.”
(Garcia; Fancicani, p. 6) Hoje nos lemos por obrigação, lemos porque precisamos
passar na prova, lemos apenas porque temos que ler e não por prazer, assim só é lido o
necessário para obtemos aprovações e perdemos o que a leitura tem de melhor a nos
oferecer; o que aqui já dissemos.
Gilberto Gil diz no artigo de lançamento do projeto PNLL, também aqui já citando que
“Ler é abrir janelas, destramelar portas, enxergar com outros olhares, estabelecer novas
conexões, construir pontes que ligam o que somos com o que outros, tantos outros,
imaginaram, pensaram, escreveram. Ler é fazer-nos expandidos.”

REFERENCIAS

O PAPEL DA LITERATURA NA ESCOLA
Regina Zilberman

http://www2.cultura.gov.br/upload/PNLL_1185372866.pdf
Plano Nacional do Livro e Leitura

ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO: REFLETINDO SOBRE AS ATUAIS
CONTROVÉRSIAS
Lúcia Lins Browne Rego
LIteratura Infantil e Escola: Algumas Considerações
Sílvia Craveiro Gusmão Garcia, UNIRP / UNICERES - São José do Rio Preto/SP;
Eliane Fernandes Facincani, FAIMI - Mirassol/SP
http://alb.com.br/arquivomorto/edicoes_anteriores/anais16/sem08pdf/sm08ss02_06.pdf