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Superior Tribunal de Justiça

RECURSO ESPECIAL Nº 1.401.560 - MT (2012/0098530-1)
RELATOR
R.P/ACÓRDÃO
RECORRENTE
ADVOGADO
RECORRIDO
ADVOGADO
INTERES.
ADVOGADO

: MINISTRO SÉRGIO KUKINA
: MINISTRO ARI PARGENDLER
: INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
: PROCURADORIA-GERAL FEDERAL - PGF
: CATARINA BATISTA DIAS
: ALEXSANDRO MANHAGUANHA
: DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO - "AMICUS CURIAE"
: DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
EMENTA

PREVIDÊNCIA SOCIAL. BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO. ANTECIPAÇÃO
DE TUTELA. REVERSIBILIDADE DA DECISÃO.
O grande número de ações, e a demora que disso resultou
para a prestação jurisdicional, levou o legislador a antecipar
a tutela judicial naqueles casos em que, desde logo, houvesse,
a partir dos fatos conhecidos, uma grande verossimilhança no
direito alegado pelo autor. O pressuposto básico do instituto
é a reversibilidade da decisão judicial. Havendo perigo de
irreversibilidade, não há tutela antecipada (CPC, art. 273, §
2º). Por isso, quando o juiz antecipa a tutela, está
anunciando que seu decisum não é irreversível. Mal sucedida a
demanda, o autor da ação responde pelo recebeu indevidamente.
O argumento de que ele
confiou no juiz ignora o fato de que
a parte, no processo, está representada por advogado, o qual
sabe que a antecipação de tutela tem natureza precária.
Para essa solução, há ainda o reforço do direito
material. Um dos princípios gerais do direito é o de que não
pode haver enriquecimento sem causa. Sendo um princípio geral,
ele se aplica ao direito público, e com maior razão
neste
caso porque o lesado é o patrimônio público. O art. 115, II,
da Lei nº 8.213, de 1991, é expresso no sentido de que os
benefícios previdenciários pagos indevidamente estão sujeitos
à repetição. Uma decisão do Superior Tribunal de Justiça que
viesse a desconsiderá-lo estaria, por via transversa, deixando
de aplicar norma legal que, a contrario sensu , o Supremo
Tribunal Federal declarou constitucional. Com efeito, o art.
115, II, da Lei nº 8.213, de 1991, exige o que o art. 130,
parágrafo
único
na
redação
originária
(declarado
inconstitucional
pelo Supremo Tribunal Federal - ADI 675)
dispensava.
Orientação a ser seguida nos termos do art. 543-C do
Código de Processo Civil: a reforma da decisão que antecipa a
tutela obriga o autor da ação a devolver os benefícios
previdenciários indevidamente recebidos.
Recurso especial conhecido e provido.
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ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos os autos em que são partes
as acima indicadas, acordam os Ministros da PRIMEIRA SEÇÃO do
Superior Tribunal de Justiça, por maioria, vencidos os Srs.
Ministros Relator, Arnaldo Esteves Lima e Napoleão Nunes Maia
Filho, dar provimento ao recurso especial nos termos do voto
do Sr. Ministro Ari Pargendler que lavrará o acórdão. Votaram
com o Sr. Ministro Ari Pargendler os Srs. Ministros Herman
Benjamin, Mauro Campbell Marques e Benedito Gonçalves.
Ausente, justificadamente, o Sr. Ministro Og Fernandes.
Sustentou, oralmente, a Dra. ALINE PAULO SERVIO DE SOUSA
CARDOSO, pelo recorrente.
Brasília, 12 de fevereiro de 2014 (data do julgamento).
MINISTRO ARI PARGENDLER
Relator

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Superior Tribunal de Justiça
RECURSO ESPECIAL Nº 1.401.560 - MT (2012/0098530-1)
RELATOR
: MINISTRO SÉRGIO KUKINA
RECORRENTE : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
ADVOGADO
: PROCURADORIA-GERAL FEDERAL - PGF
RECORRIDO
: CATARINA BATISTA DIAS
ADVOGADO
: ALEXSANDRO MANHAGUANHA
INTERES.
: DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO - "AMICUS CURIAE"
ADVOGADO
: DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO SÉRGIO KUKINA: Trata-se de recurso
especial interposto pelo Instituto Nacional do Seguro Social - INSS, com fundamento no art.
105, inciso III, alínea "a", da Constituição Federal, contra acórdão do Tribunal Regional
Federal da 1ª Região, que deu provimento à apelação da autora para "reformar a sentença
recorrida e julgar improcedente o pedido formulado na inicial, revogada, de imediato, a tutela
antecipada concedida, dispensando a autora da repetição das parcelas recebidas até a cessação
dos seus efeitos." (fl. 128).
Alega o INSS violação aos arts. 273, § 3º, e 811, I e II, do CPC, na medida em
que há previsão legal para a restituição das parcelas percebidas indevidamente, sob pena de
enriquecimento ilícito em desfavor do erário.
Sustenta que (a), "no caso das tutelas antecipadas, a lei processual impõe, com
toda a clareza, a reversibilidade do provimento antecipado como pré-requisito à sua
concessão" (fl. 136); e que (b) "é impossível falar-se em boa-fé quando a parte autora tinha
pleno conhecimento de que estava recebendo em razão de provimento jurisdicional precário."
(fl. 138).
Intimada, a recorrida não apresentou contrarrazões, nos termos da certidão à fl.
145.
Inadmitido o especial na origem, o INSS interpôs agravo em recurso especial
(AREsp 176.900/MT), então distribuído ao Ministro Teori Albino Zavascki, que dele
conheceu para dar provimento ao apelo nobre, sob o fundamento da possibilidade de desconto
de valores pagos aos beneficiários do Regime Geral da Previdência Social - RGPS em razão
do cumprimento de decisão judicial precária, a qual vem a ser posteriormente revogada.
Em regimental, o beneficiário sustentou, em síntese, que deve ser aplicado à
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hipótese o princípio da irrepetibilidade, pois ao obter seu benefício por força de decisão
judicial, acredita que o seu recebimento é legítimo, não tendo conhecimento da
provisoriedade da decisão e da possibilidade de ter que vir a restituir esse valor (fl. 191).
Apreciando o regimental, na sessão do dia 20/8/2013, deliberou a Primeira
Turma, verbis:
"Prosseguindo o julgamento, após o voto-vista do Ministro Benedito
Gonçalves, a Turma, por unanimidade, determinou a conversão do
agravo em recurso especial, afetando-o como repetitivo à egrégia
Primeira Seção, nos termos da questão de ordem suscitada pelo Sr.
Ministro Relator, dispensada a lavratura de acórdão."
Logo, em atenção ao que assentado pelo colegiado, determinei a reautuação do
AREsp 176.900/MT, voltando-me os autos conclusos, agora convertidos no presente recurso
especial, sob o signo do art. 543-C do CPC.
Em parecer às fls. 224/230, opinou a douta Subprocuradoria-Geral da
República pelo não provimento do recurso do INSS.
É o relatório.

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Na ocasião. eis que baseada no caráter alimentício da prestação e na boa-fé do beneficiário. ser legítima tal devolução. pelo litigante beneficiário.384. esta mesma Primeira Seção.] que a verba seja alimentar. a título de benefício previdenciário.418/SC. Sua Excelência reportou-se à origem da tese da irrepetibilidade dos alimentos. na assentada do dia 12/6/2013. Assim.Site certificado . da relatoria do Ministro Herman Benjamim. mas que o titular do direito o tenha recebido com boa-fé objetiva. ficou consignado que a evolução jurisprudencial acerca do princípio da irrepetibilidade dos alimentos recomenda a sua não aplicabilidade.Inteiro Teor do Acórdão . fazendo menção a precedentes desta Corte que emprestaram às ações rescisórias.MT (2012/0098530-1) VOTO VENCIDO O SENHOR MINISTRO SÉRGIO KUKINA(RELATOR): A questão em debate já foi examinada nesta Corte em várias outras oportunidades. há algum tempo. em percuciente estudo. prevalecendo.384.. presente estaria a boa-fé subjetiva do segurado. porquanto amparada em decisão judicial. ao julgar o REsp 1. a ausência da boa-fé objetiva do beneficiário.DJe: 13/10/2015 Página 5 de 40 . "não é suficiente [. decidiu. haja vista que a percepção de valores. de valores pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social. mas não a boa-fé objetiva. no caso.. em decorrência de posterior cassação da antecipação de tutela. Entretanto. em que se afastou a exigência de devolução de valores. que consiste na presunção da definitividade do pagamento. ajuizadas pela autarquia previdenciária. o entendimento no sentido de que não seria obrigatória a devolução.401. Ressaltou que a premissa que tem dado ensejo à aplicação do princípio da irrepetibilidade de verbas inerentes a benefícios previdenciários estaria equivocada." Concluiu que. por conseguinte. por maioria de votos.Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 1. o mesmo entendimento aplicado em feitos decorrentes do direito de família. tendo em vista a natureza precária da decisão concessiva de antecipação da tutela e.INSS. seria legítima. Documento: 1296865 . contudo.418/SC. em se tratando de valores percebidos por força de tutela antecipada que veio a ser cassada. no julgamento desse REsp 1. mas a crença na definitividade da decisão mostrar-se-ia incapaz de respaldar a boa-fé objetiva.560 .

Rel. Ministro Humberto Martins. CARÁTER ALIMENTAR E BOA-FÉ OBJETIVA. de que valores recebidos são legais e de que integraram em definitivo o seu patrimônio" (AgRg no REsp 1.9.2011. 1. Ministro Humberto Martins. de constatar se há o dever de o segurado da Previdência Social devolver valores de benefício previdenciário recebidos por força de antecipação de tutela (art.2012.177.2011. AgRg no REsp 1.480/CE. Historicamente. por conseguinte.241. Quinta Turma. DJ 9. RESSARCIMENTO DEVIDO.763/CE. Rel. Rel.3.2012. a jurisprudência do STJ fundamenta-se no princípio da irrepetibilidade dos alimentos para isentar os segurados do RGPS de restituir valores obtidos por antecipação de tutela que posteriormente é revogada. NATUREZA PRECÁRIA DA DECISÃO. Quinta Turma.909/SC. 543-C do CPC. que o beneficiário adquire. Ministra Alderita Ramos de Oliveira (Desembargador Convocada do TJ/PE). Primeira Turma.8. DJe 15. REALINHAMENTO JURISPRUDENCIAL. RECEBIMENTO VIA ANTECIPAÇÃO DE TUTELA POSTERIORMENTE REVOGADA. O elemento que evidencia a boa-fé objetiva no caso é a "legítima confiança ou justificada expectativa. Segunda Turma. Quinta Turma.Inteiro Teor do Acórdão . 3. Rel. na hipótese. Rel.349/ES.2013.4.8.Site certificado . Rel. DESCONTO EM FOLHA. Ministro Jorge Mussi.007/SC. Sexta Turma. 5. REGIME GERAL DE PREVIDÊNCIA SOCIAL. DJe 29. 273 do CPC) posteriormente revogada. Primeira Turma. AgRg no RMS 23. DJe 28. Na mesma linha quanto à imposição de devolução de valores relativos a servidor público: AgRg no AREsp 40.544/PR. Já a jurisprudência que cuida da devolução de valores percebidos indevidamente por servidores públicos evoluiu para considerar não apenas o caráter alimentar da verba.5. adveio da construção pretoriana acerca da prestação alimentícia do direito de família. DEVOLUÇÃO. grifei). DJe 16.728/RS. PARÂMETROS. Rel. AgRg no REsp 639.9. Segunda Turma.2012. DJe 1º. A propósito: REsp 728. Ministro Arnaldo Esteves Lima. DJe 9.263. SERVIDOR PÚBLICO. Essa construção derivou da aplicação do citado princípio em Ações Rescisórias julgadas procedentes para cassar decisão rescindenda que concedeu benefício previdenciário. que. EDcl nos EDcl no REsp 1. Tal compreensão foi validada pela Primeira Seção em julgado sob o rito do art.2005. CRITÉRIOS.Superior Tribunal de Justiça Confira-se a ementa do julgado: PROCESSUAL CIVIL E PREVIDENCIÁRIO. AgRg no REsp 1.DJe: 13/10/2015 Página 6 de 40 .4. mas também a boa-fé objetiva envolvida in casu. Ministro José Arnaldo da Fonseca. 6. HIPÓTESE ANÁLOGA. Ministro Gilson Dipp. Rel. em situação na qual se debateu a devolução de valores pagos por erro administrativo: "quando a Documento: 1296865 . Trata-se. 4. DJe 14. 2. BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO.2011. Ministro Teori Albino Zavascki.332.746/SC.

8.418/SC . tenho que a matéria sub examine não se subordina. à tão só compreensão processual de que a reforma da decisão que concedeu a antecipação da tutela tem por efeito lógico e inescusável o retorno ao status quo ante. Segundo o art. § 1º. com exclusividade.Superior Tribunal de Justiça Administração Pública interpreta erroneamente uma lei. salvo melhor juízo. impedindo. em que pesem os judiciosos fundamentos alinhados nesse respeitável precedente. inviável falar na percepção. mostra-se desproporcional o Poder Judiciário desautorizar a reposição do principal ao Erário em situações como a dos autos. Ministro Benedito Gonçalves. À luz do princípio da dignidade da pessoa humana (art. assim. não havendo o titular do direito precário como pressupor a incorporação irreversível da verba ao seu patrimônio. DJe 19. 1º. 3º da LINDB. devem ser observados os seguintes parâmetros para o ressarcimento: a) a execução de sentença declaratória do direito deverá ser promovida. 12. Rel. pelo segurado.Site certificado . 46. por sua vez. Recurso Especial provido.182/PB. o INSS poderá fazer o desconto em folha de até 10% da remuneração dos benefícios previdenciários em manutenção até a satisfação do crédito. ainda comporta debates. 11. com a imperiosa obrigação de devolução de valores pelo segurado. da Lei 8. alegando que não a conhece"." (REsp 1.213/1991. (REsp 1. cria-se uma falsa expectativa de que os valores recebidos são legais e definitivos.Inteiro Teor do Acórdão . resultando em pagamento indevido ao servidor. 273 do CPC).384. b) liquidado e incontroverso o crédito executado. 7. que ocorra desconto dos mesmos. a questão.10. enquanto se permite que o próprio segurado tome empréstimos e consigne descontos em folha pagando. Documento: 1296865 . Não há dúvida de que os provimentos oriundos de antecipação de tutela (art. 10. Dentro de uma escala axiológica. o que induz à premissa de que o caráter precário das decisões judiciais liminares é de conhecimento inescusável (art. adotado por simetria com o percentual aplicado aos servidores públicos (art. da definitividade do pagamento recebido via tutela antecipatória. da CF) e considerando o dever do segurado de devolver os valores obtidos por força de antecipação de tutela posteriormente revogada. juros remuneratórios a instituições financeiras. 9. Rel. enquanto o segurado os obteve existia legitimidade jurídica. ante a boa-fé do servidor público. apesar de precária. Do ponto de vista objetivo. 273 do CPC) preenchem o requisito da boa-fé subjetiva. "ninguém se escusa de cumprir a lei. III. além do principal. DJe 30/8/2013) Todavia. julgado em 12/6/2013. Nesse toar.244.2012. isto é.DJe: 13/10/2015 Página 7 de 40 . PRIMEIRA SEÇÃO. grifei). Ministro HERMAN BENJAMIN. Primeira Seção.

115 da Lei n. a possibilidade em comento tem sido admitida em face do disposto no inciso II e. amplamente invocado pela autarquia previdenciária. alheias à sua vontade. a priori. Importante.DJe: 13/10/2015 Página 8 de 40 . Feita essa digressão. assim. por via de consequência. o respaldo legal para fins de obtenção de benefícios que lhes garantam os meios necessários à manutenção. A uma. VI .pagamento de benefício além do devido. ainda. sob a ótica do sistema previdenciário ora instalado. como instrumento de proteção social que é.12. o pagamento de benefício além do devido e. a Lei de Benefícios tem por precípua finalidade o amparo aos beneficiários que.2003) Do texto legal. percebe-se que. Podem ser descontados dos benefícios: I . no caso concreto. o art. IV .pagamento de empréstimos. quando em exame do tema inerente à devolução de valores. quando expressamente autorizado pelo beneficiário. III . por vezes. Nessa perspectiva. financiamentos e operações de arrendamento mercantil concedidos por instituições financeiras e sociedades de arrendamento mercantil.Imposto de Renda retido na fonte. 8. eventualmente.820. mister trazer à baila.contribuições devidas pelo segurado à Previdência Social. esses dispositivos não são capazes de dar suporte a tal interpretação. II . tem por finalidade a proteção social.Site certificado . tais indivíduos são. Todavia. no inciso VI. na legislação previdenciária. até o limite de trinta por cento do valor do benefício. dependentes da cooperação ou hipossuficientes.mensalidades de associações e demais entidades de aposentados legalmente reconhecidas. 115. in litteris: Art. venham a sofrer limitação em sua força de trabalho ou a implementar requisitos legalmente previstos. pois referem-se a circunstâncias que não guardam relação direta com a temática em pauta. que. mediante circunstâncias adversas e. ter em mira que.Superior Tribunal de Justiça É necessário. de 17.Inteiro Teor do Acórdão . que diz respeito aos limites do desconto pretendido.213/91. apesar de não estar expressamente previsto na norma o desconto de valores recebidos em virtude de antecipação da tutela posteriormente revogada. em acréscimo. como cediço. (Incluído pela Lei nº 10. pautado na normativa previdenciária. desde que autorizadas por seus filiados. porque a antecipação de tutela nem sempre vai fazer surtir. públicas e privadas. que se examine o contexto de fundo. o Documento: 1296865 . a duas. porque o pagamento de parcelas inerentes a empréstimos decorre de relação contratual em que há manifestação de vontade das partes.pensão de alimentos decretada em sentença judicial. V . encontrando.

115 DA LEI 8. primando. Com esse mesmo entendimento.Inteiro Teor do Acórdão . colhe-se recente julgado do Supremo Tribunal Federal. impede a restituição das parcelas que.DJe: 13/10/2015 Página 9 de 40 . ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 19. ART. professada na Lei de Benefícios. porquanto a norma previdenciária não contempla especificamente tal exigência.2008. pela observância dos seus fins sociais. o beneficiário deposita a sua firme confiança na legitimidade da prestação. a justa expectativa não surge da ausência de conhecimento da norma processual mas sim por crer o beneficiário que o magistrado. o segurado/assistido. Afastada. RESERVA DE PLENÁRIO: INOCORRÊNCIA.12. IMPOSSIBILIDADE. 115 da Lei n. não lhe estaria sujeitando à devolução de valores. a cassação dessa decisão traria como consequência a tão só suspensão/cancelamento da respectiva parcela paga a título de benefício (boa-fé objetiva). ao se deparar com uma decisão concessiva da antecipação da tutela.213/91. verbis: EMENTA DIREITO PREVIDENCIÁRIO. a incidência do art. ao deferir a antecipação da tutela. BOA-FÉ E CARÁTER ALIMENTAR. dado o seu Documento: 1296865 . detém a justa expectativa de que se o magistrado. Assim. são de fruição imediata. porquanto a sua condição de hipossuficiência.Site certificado . porquanto amparada em decisão judicial favorável ao seu pleito (boa-fé subjetiva). BENEFÍCIO RECEBIDO POR FORÇA DE DECISÃO JUDICIAL. antes. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO DO ART. verifica-se que o princípio da irrepetibilidade tem sido aplicado nesta Corte com fundamento no caráter alimentar da prestação e na boa-fé do beneficiário. na medida em que.Superior Tribunal de Justiça que não guarda consonância com a devolução de valores resultante da cassação de decisão judicial precária. identificou a presença dos requisitos necessários ao deferimento da antecipação. ainda que não desconheça a precariedade do decisum. conhecedor do direito. 97 DA CF. por serem de cunho alimentar. mas não a obrigatoriedade de devolução de valores anteriormente (indevidamente) recebidos. DEVOLUÇÃO. e. ao se valer do direito de ação para postular benefício previdenciário. nada mais almeja senão o cumprimento das disposições legais que atribuem à Previdência Social o objetivo de lhe assegurar os meios indispensáveis à manutenção. A jurisprudência desta Corte firmou-se no sentido de que o benefício previdenciário recebido de boa-fé pelo segurado em virtude de decisão judicial não está sujeito a repetição de indébito. pois.213/91 na hipótese ora examinada. Portanto. 8. hipossuficiente.

2. PREVIDENCIÁRIO. em agravo regimental. em ofensa ao Princípio da Reserva de Plenário. Min. PROCESSO ELETRÔNICO DJe-223 DIVULG 11-11-2013 PUBLIC 12-11-2013) Na mesma linha. A argumentação de que o posicionamento adotado viola o Princípio da Reserva de Plenário não foi suscitada nas razões do recurso especial. por força do Princípio da Irrepetibilidade dos Alimentos. 115 da Lei 8.DJe: 13/10/2015 Página 1 0 de 40 . no caso. IMPOSSIBILIDADE. Relator(a): Min. é desnecessária a devolução. O Superior Tribunal de Justiça já pacificou o entendimento quanto à impossibilidade de restituição de valores recebidos por força de tutela antecipada posteriormente revogada. nos casos em que a concessão a maior se deu por ato administrativo do Instituto agravante. ENTENDIMENTO DA TERCEIRA SEÇÃO. AGRAVO NÃO PROVIDO. 1. Na hipótese.213/91) não foi declarada inconstitucional nem teve sua aplicação negada. julgado em 06/08/2013. VERBAS RECEBIDAS POR FORÇA DE TUTELA ANTECIPADA. em que se discutem benefícios previdenciários.Inteiro Teor do Acórdão . invocando aspecto até então não suscitado. pois a lei em comento (art. Nos casos como na espécie em análise. Não cabe falar. MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA. não agraciando os casos majorados por força de decisão judicial" (Rel. APOSENTADORIA. a controvérsia foi resolvida com fundamento em interpretação de Documento: 1296865 . Primeira Turma. Ministro Arnaldo Esteves Lima. DJe 30/6/08).213/91 regulamenta a hipótese de desconto administrativo. BENEFÍCIOS PREVIDENCIÁRIOS. o reconhecimento.054. Precedentes.Site certificado . AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO NO RECURSO ESPECIAL.Superior Tribunal de Justiça caráter alimentar.449 AgR.163/RS. 3. 115 da Lei 8.008/MT. Primeira Turma. (ARE 729. PENSÃO POR MORTE. sem necessária autorização judicial. PROCESSUAL CIVIL. DESNECESSIDADE.213/91. DEVOLUÇÃO. da impossibilidade de desconto dos valores indevidamente percebidos. inovar a lide. Agravo regimental conhecido e não provido. DEVOLUÇÃO. 2. ESPECIAL. se manifestou no sentido deu que o "art. no julgamento do AgRg no REsp 1. DJe 17/12/2012) PROCESSUAL. ROSA WEBER. Rel. 115 da Lei 8. A Sexta Turma deste Superior Tribunal. posteriormente revogada. pelo Tribunal de origem. 3. não importa declaração de inconstitucionalidade do art. Inviável. por se tratar de verba alimentar percebida em razão de tutela antecipada. 1. Agravo regimental não provido. vejam-se julgados desta Corte: PREVIDENCIÁRIO. VALORES RECEBIDOS POR FORÇA DE TUTELA ANTECIPADA POSTERIORMENTE REVOGADA. (AgRg no AREsp 102.

Segunda Turma.Site certificado . Ministro Castro Meira. não são passíveis de devolução ou repetição. para os fins previstos no art. 543-C do CPC e da Resolução STJ 8/2008.629/TO. 5º. 543-C do CPC. pelo que determino seu envio. da Resolução STJ 08/08. nego provimento ao recurso especial do INSS. associado à boa-fé e à condição de hipossuficiência do beneficiário. apontam em sentido favorável ao princípio da irrepetibilidade de valores recebidos.DJe: 13/10/2015 Página 1 1 de 40 . (b) à Presidência do STJ. o cunho alimentar das prestações. Agravo regimental não provido. Documento: 1296865 . II. 4.Superior Tribunal de Justiça norma que disciplina a matéria. por força de decisão de antecipação da tutela posteriormente cassada. Ante todo o exposto.Inteiro Teor do Acórdão . Precedentes. DJe 18/10/2012) Em conclusão. Rel. devidamente publicado: (a) aos Tribunais de Justiça dos Estados e aos Tribunais Regionais Federais (art. É como voto. (AgRg no REsp 1. fixando entendimento no sentido de que os valores recebidos pelos beneficiários do Regime Geral da Previdência Social .304. para cumprimento do § 7º do art. por força de tutela antecipada. Acórdão submetido ao rito do art. 6º da Resolução STJ 08/08).RGPS. à luz do disposto nas normas previdenciárias. pela parte segurada.

Por isso. parágrafo único na redação originária (declarado inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal . SR. houvesse. Sendo um princípio geral." . tal como ocorria no mandado de segurança.Site certificado . 130. II.Inteiro Teor do Acórdão . o autor da ação responde pelo recebeu indevidamente. o Supremo Tribunal Federal declarou constitucional. Havendo perigo de irreversibilidade. salvo quanto ao poder cautelar geral do juiz. levou o legislador a antecipar a tutela judicial naqueles casos em que. não alterou esse quadro. ou de sentença cujo recurso não tivesse efeito suspensivo.MT (2012/0098530-1) VOTO-VENCEDOR EXMO. O grande número de ações. Com efeito. 115. e com maior razão neste caso porque o lesado é o patrimônio público. e só visavam preservar o objeto do processo. a partir dos fatos conhecidos. uma grande verossimilhança no direito alegado pelo autor. a autorizar que a tutela preventiva fosse além das medidas cautelares típicas."declara que 'a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário Documento: 1296865 . II. Comum a todas era a provisoriedade. e por isso sua eficácia não subsistia além da sentença.213. Uma decisão do Superior Tribunal de Justiça que viesse a desconsiderá-lo estaria. está anunciando que seu decisum não é irreversível. O art. é expresso no sentido de que os benefícios previdenciários pagos indevidamente estão sujeitos à repetição. 273. e a demora que disso resultou para a prestação jurisdicional. o qual sabe que a antecipação de tutela tem natureza precária. art. de 1991. por via transversa. 115.Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 1. no artigo 5º. desde logo. Mal sucedida a demanda. o art.DJe: 13/10/2015 Página 1 2 de 40 . quando o juiz antecipa a tutela.401. da Lei nº 8.560 . O Código de Processo Civil de 1973. XXXV. As ações cautelares de então eram típicas. Para essa solução. na sua feição originária. ele se aplica ao direito público. deixando de aplicar norma legal que. de 1991. Um dos princípios gerais do direito é o de que não pode haver enriquecimento sem causa.lê-se no voto do Ministro Moreira Alves ao julgar a ADI 675 . está representada por advogado. dispensava. MINISTRO ARI PARGENDLER: O Código de Processo Civil de 1939 só autorizava a execução de sentença transitada em julgada. expressamente previstas em lei. a contrario sensu . "Quando a Constituição. isto é. de que é exemplo a Súmula nº 405 do Supremo Tribunal Federal. § 2º). não há tutela antecipada (CPC. exige o que o art.213. no processo. O pressuposto básico do instituto é a reversibilidade da decisão judicial.ADI 675) . há ainda o reforço do direito material. O argumento de que ele confiou no juiz ignora o fato de que a parte. da Lei nº 8.

mesmo. e que. por isso. pelo fato de haver decisão intermediária . 543-C do Código de Processo Civil: a reforma da decisão que antecipa a tutela obriga o autor da ação a devolver os benefícios previdenciários indevidamente recebidos. portanto. no sentido de conhecer do recurso especial.que. Documento: 1296865 . e que também foram submetidos à apreciação judicial. não esgota a prestação jurisdicional em sentido contrário". a decisão definitiva do órgão judiciário que reconhece a lesão ao direito esteja impedida de alcançar os efeitos pretéritos a ela. Voto. 128).Superior Tribunal de Justiça lesão ou ameaça a direito'. isso importa dizer que não pode a lei impedir que a prestação jurisdicional seja completa. por isso.DJe: 13/10/2015 Página 1 3 de 40 . fl. dando-lhe provimento para expungir da parte dispositiva do voto condutor do acórdão impugnado o seguinte trecho: "dispensando a autora da repetição das parcelas recebidas até a cessação dos seus efeitos" (e-stj. Orientação a ser seguida nos termos do art.Inteiro Teor do Acórdão .Site certificado .

Ministro Ari Pargendler. inclusive. porque. o próprio Judiciário pode entender que. tem direito à percepção daquilo que é pago pela magistratura. Ministros Herman Benjamin e Ari Pargendler. do qual foi Relator o Sr. tal como demonstrou o Sr.401.DJe: 13/10/2015 Página 1 4 de 40 . inclusive deste STJ. a matéria já foi muito bem examinada. Presidente. porque judicialmente lhes foram reconhecidos. talvez. até mais relevante sob o aspecto sobretudo de justiça. É um pequeno tópico da ementa de um acórdão. aqueles valores percebidos sob a sua vigência não deverão ser restituídos. no Documento: 1296865 . Por outro lado. Então. reformou acórdão. O § 2º. revogada aquela tutela. dizendo que o juiz não tem direito. Para antecipar a tutela. diz que não se concederá a antecipação quando houver perigo de irreversibilidade do provimento antecipado.Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 1. mas aqueles valores que recebeu. 273 do CPC. porque os valores recebidos em função da tutela ou em decorrência dela podem ser restituídos. devem ser suprimidos dos seus subsídios sem. as razões do seu convencimento. Ministro Relator. quanto pelos Srs. Sérgio Kukina. Só que. depois que ingressou na magistratura.Site certificado . se for levado ao pé da letra. a minha observação é apenas a de que o § 1º do art.Inteiro Teor do Acórdão . mencionado pelo Sr. deve cumprir esse parágrafo. tanto pelo eminente Sr. Outro aspecto é o seguinte: que a restituição de valores percebidos por decisão judicial tem evoluído tanto que o Supremo. como disse um dos nossos mais expressivos Ministros deste Tribunal: "A exigência da irreversibilidade.MT (2012/0098530-1) VOTO-VENCIDO MINISTRO ARNALDO ESTEVES LIMA: Sr. Ministro Sérgio Kukina. o juiz indicará. Ministro Adhemar Maciel. com precedente do Supremo. recentemente – e não foi em ação rescisória –. o § 2º. inserta no § 2º do art. não pode ser levada ao extremo. 273 do Código de Processo Civil diz o seguinte: Na decisão que antecipar a tutela. que havia reconhecido. igualmente ponderáveis e.560 . de modo claro e preciso. O que penso é que a possibilidade de reversão ocorre. sob perda de o novel instituto da tutela antecipatória não cumprir a excelsa missão a que se destina". a magistrados que trouxeram de outras atividades incorporações de quintos ou décimos e estavam percebendo . por outras razões.

por princípio. Quer dizer. 20% de um salário mínimo ou dois – os benefícios. pelo conteúdo da regra do art. é aquela que está posta no voto do eminente Sr. como sabemos é isso. Ministro Sérgio Kukina e peço toda a vênia para acompanhar o voto de S. que pela própria natureza do instituto é como se fosse uma sentença. quando ainda não havia trânsito em julgado. terá que devolver o que recebeu. Documento: 1296865 . eventualmente. a tese que mais se adequa ao espírito de justiça e ao direito.Superior Tribunal de Justiça entanto. um previdenciário que recebe um benefício em razão de uma tutela antecipada. e pode até. a desproporção. e a nobre Procuradora disse que a média é baixíssima –.DJe: 13/10/2015 Página 1 5 de 40 . na maioria das vezes. em função de uma tutela antecipada.Inteiro Teor do Acórdão . negando provimento ao recurso especial. ela tem a antecipação da sentença.. Verificamos. não passa de 10%. que.Site certificado . 273. a tutela é a sentença antecipadamente. quer dizer. A meu ver. inclusive. 15%. comparando as duas situações. Exa. mas. porque foi em julgamento de recurso extraordinário. a obrigação de restituir aquilo que recebeu. a sentença vir e decidir opostamente àquilo que foi decidido na tutela.

Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 1. 2.560 . BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO.PGF RECORRIDO : CATARINA BATISTA DIAS ADVOGADO : ALEXSANDRO MANHAGUANHA INTERES. Ministro Sérgio Kukina. DESCONTO EM FOLHA. CRITÉRIOS. Remeto-me ao já lançado relatório. REGIME GERAL DE PREVIDÊNCIA SOCIAL.DJe: 13/10/2015 Página 1 6 de 40 . destacando apenas que o presente feito foi admitido como representativo da controvérsia para "saber se o litigante beneficiário do Regime Geral da Previdência Social – RGPS deve devolver os valores percebidos do INSS em virtude de decisão judicial precária. na hipótese. Sobre esse tema. REALINHAMENTO JURISPRUDENCIAL. 3. DEVOLUÇÃO. 273 do CPC) posteriormente revogada.INSS ADVOGADO : PROCURADORIA-GERAL FEDERAL .401. tive oportunidade de relatar precedente que foi aprovado por maioria (vencidos os Ministros Arnaldo Esteves Lima e Sérgio Kukina) com a seguinte ementa: PROCESSUAL CIVIL E PREVIDENCIÁRIO.MT (2012/0098530-1) RELATOR : MINISTRO SÉRGIO KUKINA RECORRENTE : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL . de constatar se há o dever de o segurado da Previdência Social devolver valores de benefício previdenciário recebidos por força de antecipação de tutela (art. CARÁTER ALIMENTAR E BOA-FÉ OBJETIVA. a jurisprudência do STJ fundamenta-se no princípio da irrepetibilidade dos alimentos para isentar os segurados do RGPS de restituir valores obtidos por antecipação de tutela que posteriormente é revogada. : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO .Inteiro Teor do Acórdão . Historicamente."AMICUS CURIAE" ADVOGADO : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO VOTO O EXMO. Trata-se. MINISTRO HERMAN BENJAMIN (Relator): Trata-se de Recurso Especial submetido ao regime do art. HIPÓTESE ANÁLOGA. Relator. RESSARCIMENTO DEVIDO.Site certificado . PARÂMETROS. RECEBIMENTO VIA ANTECIPAÇÃO DE TUTELA POSTERIORMENTE REVOGADA. que venha a ser posteriormente revogada". 543-C do CPC pelo e. SR. Essa construção derivou da aplicação do citado princípio em Documento: 1296865 . SERVIDOR PÚBLICO. 1. NATUREZA PRECÁRIA DA DECISÃO.

4. AgRg no REsp 1. Rel. DJe 16. Tal compreensão foi validada pela Primeira Seção em julgado sob o rito do art. 8.763/CE. não havendo o titular do direito precário como pressupor a incorporação irreversível da verba ao seu patrimônio. Quinta Turma. Rel. DJe 29. apesar de precária. Ministro Humberto Martins.244. por conseguinte.9. O elemento que evidencia a boa-fé objetiva no caso é a "legítima confiança ou justificada expectativa. AgRg no REsp 1. Rel. Rel. 5. que o beneficiário adquire.480/CE. Do ponto de vista objetivo. por sua vez. pelo segurado.728/RS. Ministra Alderita Ramos de Oliveira (Desembargador Convocada do TJ/PE). Segunda Turma.Site certificado .182/PB. 543-C do CPC. grifei).2012.332. de que valores recebidos são legais e de que integraram em definitivo o seu patrimônio" (AgRg no REsp 1. mas também a boa-fé objetiva envolvida in casu. Na mesma linha quanto à imposição de devolução de valores relativos a servidor público: AgRg no AREsp 40. Ministro Humberto Martins. Dentro de uma escala axiológica. 6. inviável falar na percepção. mostra-se desproporcional o Poder Judiciário desautorizar a reposição do principal ao Erário em situações como a dos autos.10. que ocorra desconto dos mesmos. Não há dúvida de que os provimentos oriundos de antecipação de tutela (art. Primeira Turma.8.746/SC. cria-se uma falsa expectativa de que os valores recebidos são legais e definitivos.2005.2012. Quinta Turma. DJe 28. da definitividade do pagamento recebido via tutela antecipatória. Ministro Benedito Gonçalves. 4. DJe 9. AgRg no RMS 23. DJe 14. 9. EDcl nos EDcl no REsp 1. Primeira Seção. 3º da LINDB.349/ES. além do principal. Sexta Turma. ante a boa-fé do servidor público.544/PR.2011. 7. juros Documento: 1296865 .2011.177.2011.007/SC. que. 273 do CPC) preenchem o requisito da boa-fé subjetiva. DJ 9.263. Segunda Turma.8. grifei). DJe 19.3. Rel." (REsp 1.9. impedindo. alegando que não a conhece". Ministro Teori Albino Zavascki. Ministro Jorge Mussi.5. Rel. adveio da construção pretoriana acerca da prestação alimentícia do direito de família. Segundo o art.2012. enquanto se permite que o próprio segurado tome empréstimos e consigne descontos em folha pagando. DJe 15.Superior Tribunal de Justiça Ações Rescisórias julgadas procedentes para cassar decisão rescindenda que concedeu benefício previdenciário.DJe: 13/10/2015 Página 1 7 de 40 . 10.2012.Inteiro Teor do Acórdão . isto é. A propósito: REsp 728. em situação na qual se debateu a devolução de valores pagos por erro administrativo: "quando a Administração Pública interpreta erroneamente uma lei. Quinta Turma. o que induz à premissa de que o caráter precário das decisões judiciais liminares é de conhecimento inescusável (art. Rel.4. Ministro Gilson Dipp. Primeira Turma.909/SC.2013. 273 do CPC). Ministro José Arnaldo da Fonseca. resultando em pagamento indevido ao servidor. "ninguém se escusa de cumprir a lei. Já a jurisprudência que cuida da devolução de valores percebidos indevidamente por servidores públicos evoluiu para considerar não apenas o caráter alimentar da verba. DJe 1º. Rel. enquanto o segurado os obteve existia legitimidade jurídica. Rel. Ministro Arnaldo Esteves Lima. AgRg no REsp 639. assim.241.

da CF) e considerando o dever do segurado de devolver os valores obtidos por força de antecipação de tutela posteriormente revogada.DJe: 13/10/2015 Página 1 8 de 40 . Rel. 11. constatei que o fundamento que a jurisprudência do STJ passou a considerar para dirimir a controvérsia acerca da devolução de valores recebidos por força de antecipação de tutela posteriormente revogada. da Lei 8. Recurso Especial provido.213/1991. IMPOSSIBILIDADE. observando as razões que passo a expor.Inteiro Teor do Acórdão . ANÁLISE DOS REQUISITOS. Com efeito. foi a incidência do princípio da irrepetibilidade dos alimentos . ANTECIPAÇÃO DE TUTELA. mantenho minha posição sobre a questão em debate. PRIMEIRA SEÇÃO. CONVERSÃO DE BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO EM URV. III. adotado por simetria com o percentual aplicado aos servidores públicos (art. SÚMULA 343 DO STF. devem ser observados os seguintes parâmetros para o ressarcimento: a) a execução de sentença declaratória do direito deverá ser promovida. IMPOSSIBILIDADE DE RESTITUIÇÃO DOS VALORES RECEBIDOS POR FORÇA DA DECISÃO RESCINDENDA. o INSS poderá fazer o desconto em folha de até 10% da remuneração dos benefícios previdenciários em manutenção até a satisfação do crédito. 1º. Tal princípio sempre foi largamente utilizado como motivação em hipóteses de Ação Rescisória julgada procedente para cassar decisão rescindenda que concedeu benefício previdenciário. Documento: 1296865 . Ministro HERMAN BENJAMIN. 1. quanto a benefícios previdenciários. b) liquidado e incontroverso o crédito executado. DJe 30/08/2013). § 1º. SÚMULA 07. AÇÃO RESCISÓRIA. A jurisprudência se consolidou. Evolução jurisprudencial e tratamento adequado do tema Após pesquisa histórica. (REsp 1384418/SC.Superior Tribunal de Justiça remuneratórios a instituições financeiras. no sentido de ser dispensável a devolução: PREVIDENCIÁRIO. À luz do princípio da dignidade da pessoa humana (art. Ministros Sérgio Kukina e Arnaldo Esteves Lima. assim.Site certificado . INAPLICABILIDADE. 12. CABIMENTO. apesar das sempre brilhantes considerações dos e. 46.

p. como razões de decidir. AGRAVO. É cabível a ação rescisória que trate de matéria de índole constitucional. LEI N. 13. Ministro JOSÉ ARNALDO DA FONSECA..181/SC (DJ de 15/10/2004). descabida é a restituição requerida pela Autarquia. I. resta sem objeto o agravo de instrumento em que se discutia os alimentos provisórios fixados initio litis. Ministro Gilson Dipp nos autos do Recurso Especial 674. descabida é a restituição requerida pela Autarquia. Rel. FAMÍLIA. Recurso especial não conhecido.Inteiro Teor do Acórdão . 13. Medida Cautelar. Tendo a mulher obtido a concessão de alimentos Documento: 1296865 . adoto os seguintes fundamentos trazidos pelo Exmo.10. em razão do princípio da irrepetibilidade dos alimentos. Fixados os alimentos definitivos (art.2000) "ALIMENTOS. na hipótese em que o Supremo Tribunal Federal tenha firmado orientação diversa do entendimento esposado no decisum rescindendo.Superior Tribunal de Justiça Uma vez reconhecida a natureza alimentar dos benefícios previdenciários.) Assim.. DJ de 30. da Lei de Alimentos). Aldir Passarinho Junior.) "CIVIL E PROCESSUAL. uma vez reconhecida a natureza alimentar dos benefícios previdenciários. Min. Execução (possibilidade). ALIMENTOS PROVISÓRIOS. § 2º. DJ 09/05/2005. dado ao princípio da irrepetibilidade dos mesmos. § 2º. QUINTA TURMA. Assim. SUPERVENIÊNCIA DE SENTENÇA.60/SP. AÇÃO REVISIONAL. Recursos do INSS e de Camilo Osmar Klein desprovidos (REsp 728728/RS. Alimentos Provisionais. Turma já decidiu sobre a matéria objeto de exame nas razões do recurso especial interposto pela autarquia previdenciária." (Resp 302. Rel.. PERDA DE OBJETO. O reexame da presença dos requisitos autorizadores do deferimento de tutela antecipada encontra óbice no enunciado da Súmula 7/STJ. Sentença definitiva favorável ao alimentante. 474). ALIMENTOS DEFINITIVOS (ART.478/68). A esse respeito. verbis: (. o princípio da irrepetibilidade dos alimentos aplicado aos casos de Ação Rescisória decorre de construção pretoriana acerca do direito de família: Em precedentes análogos. 5. II.DJe: 13/10/2015 Página 1 9 de 40 .. Prestações vencidas e não pagas. seguem os seguintes precedentes: (. FALTA DE INTERESSE RECURSAL. Como se pode verificar em excerto deste último julgado.Site certificado . em razão do princípio da irrepetibilidade dos alimentos. esta E.

por conseguinte. definitiva. Documento: 1296865 . que disciplina os planos de benefícios da Previdência Social. que.213/91. tem a sua execução realizada por iniciativa.Superior Tribunal de Justiça provisionais. nos termos do art. que se obriga. conta e responsabilidade do exeqüente. Do contrário. DEVOLUÇÃO DE VALORES RECEBIDOS A TÍTULO DE TUTELA ANTECIPADA POSTERIORMENTE REVOGADA. posteriormente modificada. Ocorre que a presente hipótese – antecipação de tutela em ações revisionais ou concessórias previdenciárias – tem traço diferencial importante em relação às Ações Rescisórias: a decisão cassada na primeira situação é precária. DJ de 01. 273. De acordo com o art. 2. Recurso não conhecido. 115 da Lei 8.08. A tutela antecipada é provimento jurisdicional de caráter provisório. na ação principal de separação judicial. Ruy Rosado de Aguiar. é bem verdade. LIMITAÇÃO DO DESCONTO A 10% SOBRE O VALOR LÍQUIDO DA PRESTAÇÃO DO BENEFÍCIO. POSSIBILIDADE. e. os devedores seriam incentivados ao descumprimento. A característica de antecipação provisória da prestação jurisdicional. A começar por orientação da Terceira Seção. ressalvada a ocorrência de má-fé.170/SP. que o fundamento atual para a não devolução de valores pelo segurado em ações ordinárias revisionais deriva de entendimento proferido em Ações Rescisórias. § 3º e 475-O do CPC.DJe: 13/10/2015 Página 2 0 de 40 . como no caso. na segunda. somada a de irrepetibilidade dos alimentos garantem a eficácia plena da decisão concessiva dos alimentos provisionais. Rel. Min. a qual considero elucidativa (grifei): PREVIDENCIÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. Quanto a esse aspecto. o ressarcimento será efetuado por meio de parcelas. aguardando o desfecho do processo principal. nos termos determinados em regulamento. a superveniência de sentença favorável ao alimentante. não lhe afeta o direito de executar as prestações vencidas e não pagas. se a decisão for reformada. na jurisprudência acerca da prestação alimentícia do direito de família. embasado.Site certificado . a reparar os danos que o executado haja sofrido. pois.1994)" Dessume-se." (REsp 36. 1. havendo pagamento além do devido.Inteiro Teor do Acórdão . não poderia deixar de citar alguns julgados paradigmas que ressaltam o caráter precário da decisão liminar antecipatória de tutela. através de medida cautelar.

REFORMA DA DECISÃO EM RECURSO ESPECIAL. (REsp 988. 4.112/90. CRITÉRIOS PARA IDENTIFICAÇÃO DA BOA-FÉ OBJETIVA. mormente em decorrência de princípios gerais do direito. 4. 46 DA LEI N. VALORES RECEBIDOS INDEVIDAMENTE POR FORÇA DE DECISÃO JUDICIAL NÃO DEFINITIVA.Site certificado . mas sim naquilo que ele exterioriza. SERVIDOR PÚBLICO. Busca-se. para concluir se o agente estava ou não de boa-fé. que se aprofundou no exame do requisito da boa-fé objetiva daquele que recebe a parcela tida posteriormente como indevida. a chamada boa-fé objetiva.DJe: 13/10/2015 Página 2 1 de 40 . Tendo em vista a natureza alimentar do benefício previdenciário e a condição de hipossuficiência do segurado. POSSIBILIDADE DE RESTITUIÇÃO DOS VALORES ART. ainda que implicitamente. Trata-se da legítima confiança ou justificada expectativa. reputa-se razoável o desconto de 10% sobre o valor líquido da prestação do benefício.Inteiro Teor do Acórdão . Ministro Humberto Martins. o Superior Tribunal de Justiça tem considerado. ressalto o bem fundamentado acórdão de relatoria do e. tem impedido que valores pagos indevidamente sejam devolvidos. a fim de restituir os valores pagos a mais. INEXISTÊNCIA DE COMPORTAMENTO AMPARADO PELO DIREITO NO CASO CONCRETO. A boa-fé não deve ser aferida no real estado anímico do sujeito. § 3º e 475-O do CPC). A aplicação desse postulado. 1. portanto. decorrente da tutela antecipada posteriormente revogada.171/RS. QUINTA TURMA. O art. Na pesquisa jurisprudencial que realizei. Segue a ementa (grifei): ADMINISTRATIVO. Ministro NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO. 8. 273. Recurso Especial do INSS provido. 46 da Lei n. Trata-se de disposição legal expressa. tem sido interpretada pela jurisprudência com alguns temperamentos. Na análise de casos similares. 8. como a boa-fé. contudo. Embora possibilite a fruição imediata do direito material. por vezes. 3. p. segundo a doutrina. a tutela antecipada não perde a sua característica de provimento provisório e precário. daí porque a sua futura revogação acarreta a restituição dos valores recebidos em decorrência dela (art. Em bom vernáculo. um elemento fático como decisivo na identificação da boa-fé do servidor. não declarada inconstitucional e. ou se havia justificativa amparada no direito. DJ 17/12/2007. plenamente válida.Superior Tribunal de Justiça 3. NÃO APLICABILIDADE DA SÚMULA 7/STJ. Esta regra. torna-se necessário analisar se o seu comportamento foi leal. Documento: 1296865 . Rel. de que valores recebidos são legais e de que integraram em definitivo o seu patrimônio. 5. 2. ético. 343).112/90 prevê a possibilidade de restituição dos valores pagos indevidamente aos servidores públicos. que o beneficiário adquire.

os valores que foram pagos aos servidores não são decorrência de erro de cálculo efetuado pela administração. foi consagrado no acórdão proferido no RESP 1. Portanto. ninguém pode dispor do que não possui. SEGUNDA TURMA. não era amparada pelo direito. em razão de erro cometido pela Administração Pública ou em decorrência de decisão judicial transitada em julgado e posteriormente reformada em ação rescisória.244. se houve confiança neste sentido. mas sim de decisão judicial que ainda não havia transitado em julgado. Naquele caso o objeto da discussão foi a devolução de valores recebidos Documento: 1296865 . pois em nenhum momento se negou ou alterou os fatos que foram consignados pela instância ordinária. (AgRg no REsp 1263480/CE. Se os agravantes utilizaram desses valores.Site certificado . eles apenas sofreram uma nova qualificação jurídica. e que foi posteriormente reformada. tanto na ética quanto no direito. salvo situações emergenciais e excepcionais. Ministro HUMBERTO MARTINS. o que demonstra que sempre houve controvérsia a respeito da titularidade. 8.e por isso a jurisprudência do STJ permite a restituição . em nenhum momento houve concordância da administração com a quantia que foi paga. em que a situação é analisada à luz da boa-fé objetiva. a devolução do que foi pago indevidamente se faz possível. julgado pela Primeira Seção sob o rito dos recursos repetitivos (art. 8.ocorre quando os valores são pagos aos servidores em decorrência de decisão judicial de característica precária ou não definitiva. ainda que para fins alimentares.Inteiro Teor do Acórdão . 6.DJe: 13/10/2015 Página 2 2 de 40 . não pode estar acobertado pela boa-fé. 7. DJe 9/9/2011).Superior Tribunal de Justiça 5. não há como identificar a boa-fé objetiva nessa conduta. Agravo regimental improvido. Ademais. esta não era legítima. Esse aprofundamento sobre o tema. 9. É por esse motivo que. eventual utilização dos recursos por parte dos servidores para a satisfação das necessidades materiais e alimentares é plenamente justificada. não devem ser restituídos ao erário. 46 da Lei n. Em ambas as situações. já que. Situação diferente . No caso dos autos. segundo esta Corte Superior. é princípio basilar. nos termos do art. a fruição do que foi recebido indevidamente está acobertada pela boa-fé. 543-C do CPC). Se não havia razão para que o servidor confiasse que os recursos recebidos integraram em definitivo o seu patrimônio.182/PB. Objetivamente. qualquer ato de disposição desses valores. que.112/90. ou seja. Rel. sem possuir a legítima confiança de que lhes pertenciam. é consequência da legítima confiança de que os valores integraram em definitivo o patrimônio do beneficiário. sendo a decisão judicial final desfavorável aos servidores. por sua vez. Vale ressaltar que concluir pela ausência de boa-fé objetiva dos agravantes não implica em violação da Súmula 7/STJ. os valores recebidos indevidamente. 10. Aqui não há presunção de definitividade e.

Segue a ementa. cria-se uma falsa expectativa de que os valores recebidos são legais e definitivos.Site certificado . DA LEI N. 5. Vale dizer: relevar a percepção. quando pagos indevidamente pela Administração Pública. Rel. Ministro BENEDITO GONÇALVES. 3. ART. em que também inseri alguns grifos para destaque dos trechos que reputo importantes: ADMINISTRATIVO. Apesar de toda a jurisprudência referente à restituição de valores pagos a servidores ter evoluído. 1. por parte do titular. da Lei n. PRIMEIRA SEÇÃO. submetido a regime do artigo 543-C do CPC e da Resolução 8/STJ.112/90 VALORES RECEBIDOS INDEVIDAMENTE POR INTERPRETAÇÃO ERRÔNEA DE LEI. IMPOSSIBILIDADE DE RESTITUIÇÃO. os julgados aplicados aos casos de benefícios previdenciários ficaram estáticos na exclusiva fundamentação em torno do princípio da irrepetibilidade dos alimentos. Recurso especial não provido. assim.DJe: 13/10/2015 Página 2 3 de 40 .112/90 deve ser interpretado com alguns temperamentos. RECURSO SUBMETIDO AO REGIME PREVISTO NO ARTIGO 543-C DO CPC. Com base nisso. mormente em decorrência de princípios gerais do direito. em função de interpretação equivocada de lei. 8. ante a boa-fé do servidor público. 8.Superior Tribunal de Justiça administrativamente de forma indevida pelo servidor público. 2. Recurso afetado à Seção. que ocorra desconto dos mesmos. impedindo. CAPUT. O art. SERVIDOR PÚBLICO. 46. RECURSO ESPECIAL. em situação análoga concernente a verba alimentar. pois nessas hipóteses Documento: 1296865 . Se a teoria da irrepetibilidade dos alimentos fosse suficiente para fundamentar a não devolução dos valores indevidamente recebidos. da definitividade do recebimento da parcela alimentar paga. mas novamente os parâmetros caminham na mesma linha da apreciação da boa-fé objetiva e especificamente em relação à definitividade da parcela recebida.Inteiro Teor do Acórdão . 4. quando a Administração Pública interpreta erroneamente uma lei. resultando em pagamento indevido ao servidor. caput . como a boa-fé. (REsp 1244182/PB. por ser representativo de controvérsia. DJe 19/10/2012). 46. BOA-FÉ DO ADMINISTRADO. ela seria o embasamento exclusivo para todos os casos de servidor público. olvidando a evolução pretoriana que passou a considerar. a boa-fé objetiva. A discussão dos autos visa definir a possibilidade de devolução ao erário dos valores recebidos de boa-fé pelo servidor público.

Bastaria ser verba alimentar.Inteiro Teor do Acórdão . os quais foram confirmados no já citado precedente por mim relatado aqui mesmo na Primeira Seção (REsp 1.384.Site certificado . a verba recebida indevidamente de servidor público seria irrepetível. 543-C do CPC).418/SC. porém. 273 do CPC. independentemente de boa-fé. pois. argumento suficiente para impor a não devolução de valores pagos por erro ou interpretação legal errônea da Administração no Recurso Especial repetitivo antes citado. portanto. de definitividade ou de ser decisão judicial precária. da relatoria do Min. Ou seja. DJe 30/08/2013). Segundo fixado naquele recurso representativo da controvérsia (art. não há dúvida. além do requisito da natureza alimentícia.480/CE (Rel. pelo segurado. de que os provimentos oriundos de antecipação de tutela relativos a benefícios previdenciários têm caráter alimentar e são recebidos legitimamente pelo segurado enquanto em vigor o título judicial precário.263. que a verba seja alimentar. consiste no requisito objetivo relativo à percepção. Não é suficiente. na forma do art. não enseja a presunção.Superior Tribunal de Justiça também se trata de verbas alimentares. da boa-fé referente à presunção do recebimento definitivo dos valores. por sua vez. com todas as vênias aos entendimentos em contrário.DJe: 13/10/2015 Página 2 4 de 40 . Aplicar-se-ia o entendimento de que em qualquer hipótese. da definitividade do pagamento recebido via tutela antecipatória. Esses são. na mesma linha do já mencionado AgRg no REsp 1. que consiste na presunção da definitividade do pagamento. por parte do servidor. O ponto nodal. Ministro Humberto Martins). o que se constata pela evolução jurisprudencial é que há outro critério a ser levado em conta. De acordo com os parâmetros acima delineados. mas que o titular do direito o tenha recebido com boa-fé objetiva. Benedito Gonçalves. a decisão que antecipa liminarmente a tutela. pelo Documento: 1296865 . por fim. os parâmetros para a resolução da presente controvérsia. Diante de tais premissas. O precitado princípio haveria de ser. os pagamentos a servidor público por erro da Administração não são repetíveis diante da presunção.

Superior Tribunal de Justiça segurado.Site certificado .Inteiro Teor do Acórdão . contudo. PRIMEIRA TURMA. 2. Ministro TEORI ALBINO ZAVASCKI. POSSIBILIDADE. Não se pode. Rel. 1. em definitivo. SERVIDOR PÚBLICO. A circunstância de se tratar de servidor público militar. VALORES PERCEBIDOS EM RAZÃO DE TUTELA ANTECIPADA POSTERIORMENTE CASSADA. não afasta a obrigatoriedade de ressarcir a embargada pelos valores recebidos durante o período abrangido pela decisão judicial precária. Agravo regimental a que se nega provimento (AgRg no AREsp 40. 1. 2. Rel. porquanto a obrigatoriedade de restituição decorre da consequência lógica da cassação da tutela antecipada. alegando que não a conhece"). 3º da LINDB ("ninguém se escusa de cumprir a lei. DJe 16/04/2012). DJe 15/09/2011). que é inquestionavelmente presente. PRIMEIRA TURMA. deve estar ciente da precariedade do provimento judicial que lhe é favorável e da contraposição da autarquia previdenciária quanto ao mérito. por força do disposto no art. EMBARGOS REJEITADOS. É firme a jurisprudência do STJ no sentido de que os valores indevidamente pagos por força de decisão judicial liminar posteriormente revogada são passíveis de devolução. DEVOLUÇÃO. e. ANTECIPAÇÃO DE TUTELA. para assegurar o retorno das partes ao seu status quo ante. Há precedentes da Primeira Seção na linha de compreensão da devolução de valores em caso de servidores públicos.007/SC. MILITAR. ADMINISTRATIVO. atrelar ao conceito de boa-fé objetiva o fato de o segurado receber legitimamente (decisão judicial) o benefício previdenciário. o seu patrimônio. Embargos de declaração rejeitados (EDcl nos EDcl no REsp 1241909/SC. entre os quais: PROCESSUAL CIVIL.DJe: 13/10/2015 Página 2 5 de 40 . regido por norma específica silente sobre o tema da restituição. RESTITUIÇÃO DE VALORES INDEVIDAMENTE RECEBIDOS. Não há legitimidade jurídica para que o segurado presuma o contrário. até porque invariavelmente está o jurisdicionado assistido por advogado. LIMINAR REVOGADA. ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. de que os valores recebidos integram. Essa hipótese está ligada ao caráter subjetivo da boa-fé. DECORRÊNCIA LÓGICA. Ministro ARNALDO ESTEVES LIMA. SERVIDOR Documento: 1296865 . EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO ESPECIAL.

Rel. INOCORRÊNCIA. A jurisprudência dessa corte firmou orientação no sentido de que os valores indevidamente pagos por força de decisão judicial liminar posteriormente revogada são passíveis de devolução. Primeira Turma. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. QUINTA TURMA. VALORES RECEBIDOS POR FORÇA DE MEDIDA LIMINAR. LIMINAR REVOGADA. (AgRg no REsp 1263480/CE. 1. previsto no art. POSTERIOR DENEGAÇÃO DA ORDEM. (EDcl no RMS 32. Rel. servidores públicos. DJe 09/09/2011). Teori Albino Zavascki. Rel. DJe 16/04/2012).007/SC.DJe: 13/10/2015 Página 2 6 de 40 . 2. DECADÊNCIA ADMINISTRATIVA. Min. sob pena de enriquecimento ilícito por parte dos servidores beneficiados. 3. TERMO INICIAL. Segunda Turma. Ministro HUMBERTO MARTINS. 9. Precedentes. Os valores recebidos pelos agravantes. A Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça firmou orientação no sentido de que o prazo decadencial de 5 anos. Primeira Turma. Ministro JORGE MUSSI. Rel. Agravo regimental improvido. TUTELA DE URGÊNCIA. Humberto Martins. não decorrem de erro da administração ou da rescisão de sentença transitada em julgado. tem início o prazo decadencial estabelecido na Lei n. desde que observados os princípios da ampla defesa e do contraditório. da revogação de decisão que possuía natureza cautelar. Min. 1.Site certificado . Precedentes do STJ. julgado em 25/10/2011. DJe 09/11/2011). 1. 2.784/99. e a consequente cassação da liminar anteriormente concedida. DJe 14/03/2011). ADMINISTRATIVO. ADMINISTRATIVO. Rel. julgado em 10/04/2012. Apenas com a denegação definitiva da segurança. POSSIBILIDADE. LIMINAR REVOGADA. 54 Documento: 1296865 . Precedentes de ambas as Turmas da PRIMEIRA SEÇÃO: (AgRg no AREsp 40. julgado em 01/09/2011.746/SC. Min. Agravo regimental improvido (AgRg no REsp 1332763/CE. RESTITUIÇÃO DEVIDA.Inteiro Teor do Acórdão .Superior Tribunal de Justiça PÚBLICO. ART. A Administração Pública possui o direito de obter a restituição dos valores indevidamente pagos por força de decisão judicial liminar posteriormente revogada. RESTITUIÇÃO DE VALORES INDEVIDAMENTE RECEBIDOS.784/99. INOCORRÊNCIA. DECADÊNCIA. A partir deste momento surge para a Administração a possibilidade de instaurar procedimento com vistas a obter o ressarcimento dos valores pagos e reconhecidos judicialmente como indevidos. É firme a jurisprudência nesta Corte Superior no sentido de que os valores indevidamente pagos por força de decisão judicial liminar posteriormente revogada são passíveis de devolução. SERVIDOR PÚBLICO. Arnaldo Esteves Lima. SERVIDOR PÚBLICO. sim. RESTITUIÇÃO DE VALORES INDEVIDAMENTE RECEBIDOS. (AgRg no RMS 23. mas. 2. POSSIBILIDADE.706/SP. DJe 28/08/2012). SEGUNDA TURMA. 54 DA LEI 9.

Inteiro Teor do Acórdão . Ministro GILSON DIPP.784/99.Esta Corte possui jurisprudência no sentido de que é obrigatória a devolução por servidor público de vantagem patrimonial paga pelo erário público. II . sem qualquer juízo de incompatibilidade vertical com a Constituição Federal. inviável em sede de recurso especial.O v. Documento: 1296865 .DJe: 13/10/2015 Página 2 7 de 40 .VERBA DE NATUREZA ALIMENTAR .Superior Tribunal de Justiça da Lei 9. é inaplicável a regra da reserva de plenário prevista no art. em face de cumprimento de decisão judicial precária. Decidida a questão jurídica sob o enfoque da legislação federal. PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. 97 DA CARTA MAGNA . Agravo regimental a que se nega provimento (AgRg no REsp 639.MILITAR PENSÃO ESPECIAL DE EX-COMBATENTE . 1. desde que observados os princípios do contraditório e da ampla defesa. acórdão recorrido decidiu com base em elementos probatórios disponíveis nos autos. 3. Rel. DJe 29/04/2013).Site certificado . 3. LIMINAR REVOGADA. Por dever da aqui tão propalada boa-fé.544/PR. cito alguns precedentes em sentido contrário: ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL . se iniciou na data de publicação. recebidas em virtude de antecipação de tutela. RESTITUIÇÃO DE VALORES INDEVIDAMENTE RECEBIDOS. como as decorrentes de benefícios previdenciários. 2. QUINTA TURMA.RECEBIMENTO EM VIRTUDE DE TUTELA ANTECIPADA POSTERIORMENTE CASSADA RESTITUIÇÃO AO ERÁRIO DOS VALORES INDEVIDAMENTE PAGOS . I . posteriormente revogada. Reexaminá-lo implicaria o revolvimento de matéria fática.IMPOSSIBILIDADE VIOLAÇÃO DO ART. DJe 1º/8/2012). uma vez que não seria possível retroagir para limitar a Administração em relação aos passados. o STJ tem adotado o posicionamento de que não deve haver ressarcimento de verbas de natureza alimentar. POSSIBILIDADE. AGRAVO DESPROVIDO. 97 da Carta Magna.Agravo interno desprovido (AgRg no REsp 1177349/ES. APLICAÇÃO DA SÚMULA 7/STJ. SERVIDOR PÚBLICO. Ministra ALDERITA RAMOS DE OLIVEIRA (DESEMBARGADORA CONVOCADA DO TJ/PE). SEXTA TURMA. Rel. III . O princípio da irrepetibilidade das prestações de caráter alimentício e a boa-fé da parte que as recebeu por força de decisão judicial obstam a devolução das quantias auferidas. conforme orientação da Súmula 07/STJ.DESCABIMENTO.

Rel. surge tensão entre o princípio que veda o enriquecimento sem causa e o princípio da irrepetibilidade dos alimentos. 1. DECISÃO ANTECIPATÓRIA. ao obter a concessão de um benefício por força de decisão judicial. bem como em virtude do caráter alimentar dessa verba. Todavia. VERBAS ALIMENTARES. máxime se essa advertência não constou do título que o favoreceu.Superior Tribunal de Justiça 4. cria-se uma falsa expectativa nos servidores. DJe 19/03/2013). não tendo conhecimento da provisoriedade da decisão e da possibilidade de ter que restituir esse valor. Min. quando recebidas de boa-fé pelo agente público.182/PB (Rel. III. nesta Corte. A realidade fática demonstra que o segurado. O Superior Tribunal de Justiça possui o entendimento. por esse motivo. por haver a decisão sido reformada ou por Documento: 1296865 . fundado na dignidade da pessoa humana (art. Em face da boa-fé do segurado que recebeu o aumento do valor do seu benefício por força de decisão judicial. Esse confronto tem sido resolvido. que recebem os valores com a convicção de que são legais e definitivos.008/SC. DA CLÁUSULA DE RESERVA DE PLENÁRIO. Benedito Gonçalves).244. Ministro CASTRO MEIRA.Site certificado . INAPLICABILIDADE. ADMINISTRATIVO. via de regra. DJe 08/02/2013).DJe: 13/10/2015 Página 2 8 de 40 . 3. SEGUNDA TURMA. Ministra DIVA MALERBI (DESEMBARGADORA CONVOCADA TRF 3ª REGIÃO). que primam pela proteção do Trabalhador Segurado da Previdência Social. Os valores recebidos em virtude de decisão judicial precária devem ser restituídos ao erário. NO CASO. Rel. da CF). os pleitos previdenciários devem ser julgados no sentido de amparar a parte hipossuficiente e que. INEXIGIBILIDADE DA DEVOLUÇÃO DE VALORES RECEBIDOS POR FORÇA DE DECISÃO JUDICIAL POSTERIORMENTE MODIFICADA. no sentido de que os valores recebidos pelos administrados em virtude de erro da Administração ou interpretação errônea da legislação não devem ser restituídos. inclusive em recente decisão proferida sob a sistemática dos recursos repetitivos REsp 1. IMPOSSIBILIDADE. RECURSO ESPECIAL. possui proteção legal que lhe garante a flexibilização dos rígidos institutos processuais. SEGUNDA TURMA. Agravo regimental não provido (AgRg no AREsp 28. 2. nos casos de verbas alimentares. porquanto. não configurando má-fé na incorporação desses valores. Diante do caráter social das normas previdenciárias. SERVIDOR PÚBLICO. Agravo regimental não provido (AgRg no REsp 1341308/PB. 2. mostra-se inviável impor ao beneficiário a restituição das diferenças recebidas. 1º. DEVOLUÇÃO DE VALORES. 3. acredita que o seu recebimento é legítimo.Inteiro Teor do Acórdão . 4. 1. Quanto às parcelas previdenciárias não há controvérsia: DIREITO PREVIDENCIÁRIO. pela preponderância da irrepetibilidade das verbas de natureza alimentar. nesses casos. RECURSO ESPECIAL DO INSS DESPROVIDO.

com base na jurisprudência desta Corte. no caso. 3. Agravo regimental improvido (AgRg no AREsp 291. Já as instituições financeiras emprestam e recebem. Evidencia-se a desproporcionalidade entre duas situações: nas hipóteses em que o Poder Judiciário desautoriza a reposição ao Erário em casos como o dos autos. CLÁUSULA DE RESERVA DE PLENÁRIO. 1. 97 da CF) e ao enunciado 10 da Súmula vinculante do Supremo Tribunal Federal quando não haja declaração de inconstitucionalidade dos dispositivos legais tidos por violados. É devida. fundamento pragmático e axiológico à baila. Ministro SÉRGIO KUKINA.Site certificado . não é devida a repetição de valores percebidos pelo segurado nas hipóteses de erro administrativo da autarquia no cálculo do benefício e de posterior cassação de antecipação de tutela. Segundo consolidada jurisprudência desta Corte.165/RS. PREVIDENCIÁRIO. INTERPRETAÇÃO DO DIREITO INFRACONSTITUCIONAL. PRIMEIRA TURMA. a devolução dos valores Documento: 1296865 . não somente o principal como também os juros remuneratórios. 2. Não se mostra possível discutir em agravo regimental matéria que não foi decidida pelo Tribunal de origem. tampouco objeto das razões do recurso especial. DJe 29/04/2013).Inteiro Teor do Acórdão . mediante desconto em folha. DEVOLUÇÃO DAS PARCELAS PERCEBIDAS POR FORÇA DE DECISÃO JUDICIAL PRECÁRIA. Não há que se falar em declaração de inconstitucionalidade do art. Ministro NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO. NÃO VIOLAÇÃO. Isto é. além da crítica relativa à distinção entre boa-fé objetiva e subjetiva. o Erário "empresta" (via antecipação de tutela posteriormente cassada) ao segurado e não pode cobrar nem sequer o principal. BENEFÍCIO. Não há falar em ofensa à cláusula de reserva de plenário (art. Precedentes do STJ. Recurso Especial do INSS desprovido (REsp 1356427/PI. DESNECESSIDADE. tampouco afastamento destes. associada à presença da boa-fé do beneficiário. Rel. 4. mas tão somente a interpretação do direito infraconstitucional aplicável ao caso. Precedentes. ante o caráter social das demandas de natureza previdenciária.Superior Tribunal de Justiça outra razão perdido a sua eficácia. Rel. 5. e naqueles em que o próprio segurado pode tomar empréstimos e consignar descontos em folha. Trago. AGRAVO REGIMENTAL. apenas foi dado ao texto desse dispositivo interpretação diversa da pretendida pelo INSS. PRIMEIRA TURMA. DJe 15/04/2013). uma vez que.DJe: 13/10/2015 de benefícios Página 2 9 de 40 . portanto. por se tratar de inovação recursal. 115 da Lei 8. 4.213/91.

O desafio a ser enfrentado nessa fase da argumentação.. visa garantir um contexto adequado à subsistência do indivíduo.213/1991. o caráter alimentar dos benefícios previdenciários está indissociavelmente ligado ao princípio constitucional da dignidade da pessoa humana. do qual extraio os seguintes excertos (grifei): Art.. Há vários paradigmas legais que demonstram qual o grau de comprometimento da remuneração que não prejudica o sustento do titular de verba alimentícia. de forma que as imposições obrigacionais sobre os respectivos proventos não comprometam o sustento do segurado. da CF) e o mecanismo legal de devolução dos valores Indubitavelmente.Superior Tribunal de Justiça previdenciários recebidos por força de antecipação de tutela posteriormente revogada. em que se concluiu pela necessidade de devolução da antecipação de tutela posteriormente revogada.. Não obstante tal entendimento. o princípio da dignidade da pessoa humana deve incidir in casu como diretriz da forma de ressarcimento.Inteiro Teor do Acórdão . os descontos sobre os benefícios previdenciários são estipulados pelo art. é parametrizar critérios de ressarcimento que respeitem o mencionado superprincípio. (. 1º. Podem ser descontados dos benefícios: (.pagamento de benefício além do devido. 115. conforme passarei a fundamentar abaixo. 2. na sua dimensão objetiva.Site certificado . III.DJe: 13/10/2015 Página 3 0 de 40 .) Documento: 1296865 . O princípio da dignidade da pessoa humana (art.. A começar pela presente hipótese. 115 da Lei 8.) II . O princípio da dignidade da pessoa humana.

2003) Parágrafo único.574. o desconto será feito em parcelas. devendo cada parcela corresponder.386/2008. 154. O Decreto 6. 4o.. O Instituto Nacional do Seguro Social pode descontar da renda mensal do benefício: II . o segurado. 8o A soma mensal das consignações facultativas de cada consignado não excederá a trinta por cento da respectiva remuneração. § 1o Na hipótese do inciso II. até o limite de trinta por cento do valor do benefício. usufruindo de benefício regularmente concedido. e ser descontado em número de meses necessários à liquidação do débito. (Renumerado pela Lei nº 10. Novamente é. na forma prevista nos incisos I e II do art.pagamento de empréstimos. (Incluído pela Lei nº 10. observado o disposto nos §§ 2º ao 5º. Na hipótese do inciso II. 154 do Decreto 3. no máximo.Site certificado . A regulamentação mencionada no § 1º do art. quando expressamente autorizado pelo beneficiário.Superior Tribunal de Justiça VI . financiamentos e operações de arrendamento mercantil concedidos por instituições financeiras e sociedades de arrendamento mercantil.12. portanto.) § 3º Caso o débito seja originário de erro da previdência social.. salvo má-fé. públicas e privadas. atualizado nos moldes do art. a trinta por cento do valor do benefício em manutenção. 115 foi feita pelo art. (. estabelecido o limite de 30% de desconto sobre o benefício previdenciário.12.pagamentos de benefícios além do devido. Documento: 1296865 . de 17. de 17. excluído do cálculo o valor pago a título de contribuição para serviços de saúde patrocinados por órgãos ou entidades públicas. poderá devolver o valor de forma parcelada. que regulamenta os descontos em folha dos servidores públicos federais.Inteiro Teor do Acórdão . salvo má-fé. conforme dispuser o regulamento. (Redação dada pelo Decreto nº 6.DJe: 13/10/2015 Página 3 1 de 40 . de 2008).820.820.2003) Mantive o preceito relativo aos denominados empréstimos financeiros consignados para destacar o valor máximo de comprometimento da renda mensal fixado no patamar de 30% (trinta por cento).048/1999 (grifei): Art. conforme dispuser o regulamento. o desconto será feito em parcelas. 175. adota o mesmo paradigma percentual (grifei): Art.

LIMITAÇÃO DO DESCONTO EM FOLHA DE PAGAMENTO DO TRABALHADOR. a soma dos descontos em folha referentes ao pagamento de empréstimos. Rel. 2º da Lei nº 10. da Lei 10.386/2008. os arts. 2º. 45 da Lei nº 8.DJe: 13/10/2015 Página 3 2 de 40 . LIMITAÇÃO.386/2008. conforme prevêem os arts. 30% DOS VENCIMENTOS. uma nova valoração jurídica. financiamentos e operações de arrendamento mercantil não poderá exceder a 30% (trinta por cento) da remuneração disponível do trabalhador. Não incidem as Súmulas 05 e 07 do STJ quando os fatos delineados pelas instâncias ordinárias se revelarem incontroversos. 45 da Lei 8. com a correta aplicação do Direito ao caso concreto. LEGALIDADE DA AVENÇA.223. Agravo regimental a que se nega provimento (AgRg nos EDcl no REsp 1. outrossim. ADMINISTRATIVO. na via especial. EMPRÉSTIMOS PESSOAIS. de modo a permitir. não configurando tal prática penhora de salário.112/90 e 8º do Decreto nº 6. DESCONTO EM FOLHA DE SALÁRIO. buscando atingir um equilíbrio entre o objetivo do contrato (razoabilidade) e o caráter alimentar da remuneração (dignidade da pessoa Documento: 1296865 . Precedentes do STJ. desde que o valor a ser descontado não ultrapasse a 30% (trinta por cento) da remuneração mensal do servidor. Aplicação o disposto no art. de prestações referente a contrato de empréstimo pessoal de servidor com instituições financeiras. 3. 2. A jurisprudência sedimentada nesta Corte é no sentido da possibilidade de se proceder ao desconto em folha de pagamento. 4.Superior Tribunal de Justiça A posição jurisprudencial nesta Corte Superior não destoa do modelo legal: AGRAVO REGIMENTAL. O objetivo da disposição legal. por isso a cláusula contratual que a prevê não é reputada abusiva. 1. Entretanto. PREVISÃO LEGAL. CONTRATO BANCÁRIO. DJe 11/05/2011). EQUILÍBRIO ENTRE OS OBJETIVOS DO CONTRATO E A NATUREZA ALIMENTAR DO SALÁRIO.c.Site certificado . 3. ao estabelecer porcentagem máxima para os descontos consignáveis na remuneração do servidor é evitar que este seja privado dos recursos necessários para sua sobrevivência e a de seus dependentes. § 2º.112/90 e 8º do Decreto 6. Este Tribunal Superior assentou ser possível o empréstimo consignado. I. dada a diminuição do risco de inadimplência do consumidor.Inteiro Teor do Acórdão . 1. MENORES TAXAS DE JUROS. Ministro VASCO DELLA GIUSTINA (DESEMBARGADOR CONVOCADO DO TJ/RS).820/2003 c. mas. ao revés. não podendo. É que deve-se atingir um equilíbrio (razoabilidade) entre os objetivos do contrato e a natureza alimentar do salário (dignidade da pessoa humana). RECURSO ESPECIAL. ser modificada unilateralmente. TERCEIRA TURMA. 2.820/2003. SERVIDOR PÚBLICO. PERCENTUAL DE 30%.838/RS. EMPRÉSTIMO CONSIGNADO. o desconto em folha de pagamento proporciona menores taxas de juros incidentes sobre o mútuo.

dos princípios constitucionais da isonomia e da dignidade da pessoa humana. por implicitude. com todas as vênias aos e. 46. É dever do Estado. órgão responsável pelo pagamento dos vencimentos. por simetria. Transcrevo o citado dispositivo legal: Art. da Lei 8.Inteiro Teor do Acórdão . § 1o O valor de cada parcela não poderá ser inferior ao correspondente a dez por cento da remuneração. acompanho o e. § 1º. Ministro Ari Pargendler e dou provimento ao Recurso Especial. Não obstante a reiteração referencial ao índice máximo de 30%. aposentado ou ao pensionista. DJe 26/11/2012). É como voto.112/1990. 5. provento ou pensão. Assim. no prazo máximo de trinta dias. deve ser observado o limite mensal de desconto de 10% (dez por cento) da renda mensal do benefício. Recurso provido (REsp 1284145/RS. considero adequado à hipótese adotar. Ministra DIVA MALERBI (DESEMBARGADORA CONVOCADA TRF 3ª REGIÃO). SEGUNDA TURMA. atualizadas até 30 de junho de 1994. para pagamento. à luz do princípio da dignidade da pessoa humana e levando-se em conta o dever do segurado de devolução dos valores recebidos por força de antecipação de tutela posteriormente revogada. 4. 46. noção resultante.DJe: 13/10/2015 Página 3 3 de 40 . Documento: 1296865 . Ministros Sérgio Kukina e Arnaldo Esteves Lima. a pedido do interessado. Rel.Superior Tribunal de Justiça humana).Site certificado . podendo ser parceladas. dar consecução às medidas necessárias para que os servidores públicos fiquem protegidos de situações que confiscam o mínimo existencial. serão previamente comunicadas ao servidor ativo. Por todo o exposto. As reposições e indenizações ao erário. o percentual mínimo de desconto aplicável aos servidores públicos referido no art.

É algo. se V. aquela primeira relação é infinita. com a fala inspiradíssima. Senhor Presidente. pálidas achegas. se V. Essa é a fórmula viniciana que nos foi dada. 2. Exa. exclusivamente. Exa.401. ela apenas limita. Senhor Presidente. no tempo. que ainda há pouco tempo discorríamos sobre isso. Senhor Presidente. a meu ver. Procuradora do INSS.Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 1. gostaria de observar que nenhuma teoria. 3. como ocorre no amor. como V. aquela convicção. nem jurídica. total e absoluta enquanto vigorar. a esses raciocínios já tão bem desenvolvidos aqui pelos eminentes Ministros que me antecederam.DJe: 13/10/2015 Página 3 4 de 40 . muito bem sabe. parecido com a realidade do amor humano. da Dra. me permite."AMICUS CURIAE" ADVOGADO : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO VOTO-VENCIDO (MINISTRO NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO) 1. nem ideológica. É evidente. nem social.PGF RECORRIDO : CATARINA BATISTA DIAS ADVOGADO : ALEXSANDRO MANHAGUANHA INTERES.560 . farei achegas. Primeiro.INSS ADVOGADO : PROCURADORIA-GERAL FEDERAL . nem filosófica.Site certificado . E a experiência jurídica nos mostra que as tutelas judiciais de conteúdo material afastam as incertezas e as dúvidas que alguém possa ter no que concerne a qualquer relação jurídica. plena. um desentendimento ou o surgimento de outra relação perturbe a tranquilidade daquela. Até que uma incompreensão. como o Senhor Ministro ARNALDO ESTEVES LIMA está Documento: 1296865 . A ciência é filha. : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO . de maneira erudita.MT (2012/0098530-1) RELATOR : MINISTRO SÉRGIO KUKINA RECORRENTE : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL . É exatamente para essa função que as tutelas judiciais foram criadas e desenvolvidas. cria ciência. me permite. desconfio não estar à altura de participar desse refinado debate que aqui se iniciou. da experiência. que a provisoriedade de uma tutela não elimina o efeito de afastar as dúvidas e incertezas. nem econômica. Exa. Mas.Inteiro Teor do Acórdão . uma desavença. que é infinito enquanto dura. É assim uma tutela provisória ou uma tutela antecipatória que ela têm eficácia decisiva.

pleno.considera-se uma bagatela. de grande expressão teórica. por exemplo. Documento: 1296865 . ouvi atentamente os votos dos eminentes Ministros que me precederam. 4. um ou dois salários mínimos.Inteiro Teor do Acórdão . particularmente. é uma medida de conteúdo decisório. nessa relação que se apoia numa tutela antecipada. Senhor Presidente. Penso. mas a experiência nos mostra que a vida não é assim. a legitimidade da confiança e a justificabilidade da expectativa de quem a recebeu. 6.Superior Tribunal de Justiça me lembrando. a restituição de quem recebeu indevidamente valores vultosos. até de sentenças. que o que se deveria fazer. a meu ver. claro que é um tratamento brutalmente desigualitário. 7. O que se deveria fazer é limitar. que se pode valer do famigerado pedido de suspensão de tutelas. Afinal. por exemplo. quem sabe se os eminentes Procuradores da Fazenda podem. Senhor Presidente. como acontece. dizer que não haveria a restituição ou a repetição até determinado valor. nos crimes de contrabando e descaminho.DJe: 13/10/2015 Página 3 5 de 40 . haveria a obrigatoriedade de repetir-se. eficaz. A parte contra quem foi dada a tutela tem diversos meios processuais de retirar a eficácia daquela decisão do Juiz e. se não for possível confiar na justiça e ter expectativas seguras da justiça. e não é o papel do Judiciário. Dez mil reais corresponde a quantos benefícios previdenciários desse porte? Um número bastante elevado. abrandado. mas anoto isso. tanto que pode ser executada. Não vejo como se possa afastar. é que não se permitisse. do Poder Público. Quando ultrapassasse essa medida. por exemplo. Essa limitação discriminatória pelos valores seria "desjustiça". aproveitar essa sugestão. talvez. num mar de dúvidas e sob uma nuvem de incertezas. em quem vamos ter confiança? Ficaríamos absolutamente à deriva. quando o valor iludido ao Fisco é inferior a dez mil reais .Site certificado . e é executada. 5. todos muito bem calcados em argumentos jurídicos de grande saber. O Juiz deferiu a tutela antecipada porque se convenceu do direito. Observo que a antecipação de tutela não é uma Medida Cautelar. porque o efeito alimentar daquele excesso estaria.

penso que a eficácia das tutelas antecipatórias é infinita enquanto dura. E como disse no começo da minha fala. porque em teoria aquilo é provisório. Seria razoável. agradecendo a V.Site certificado .DJe: 13/10/2015 Página 3 6 de 40 . que divergiram do Senhor Ministro Relator.Inteiro Teor do Acórdão . Exa. pedindo elevadas e reverenciosas vênias ao Senhores Ministros ARI PARGENDLER e HERMAN BENJAMIN.Superior Tribunal de Justiça 8. a esta altura. Então. Documento: 1296865 . 9. em tudo e por tudo. acompanho o voto do Senhor Relator. Senhor Presidente. tudo isso se manteve durante longo tempo. a gentileza de me ouvir. dizer-se que a confiança que o autor depositou na decisão é ilegítima ou que a sua expectativa de manutenção daquela decisão é injustificável? Teoricamente talvez. Senhor Presidente.

o INSS poderá fazer o desconto em folha de até dez por cento do salário de benefício recebido pelo segurado. O tema havia sido enfrentado pela Primeira Seção que. não vou me permitir caminhar com meu raciocínio para analisar se boa-fé ou má-fé houve por parte do segurado. assentando que é dever do titular de benefício previdenciário. nos termos do art. realinhou. isto é.401. Por conseguinte. SR. Em simetria com o percentual aplicado aos servidores públicos. o entendimento jurisprudencial. não chegaria a entrar nessa seara. em sessão ordinária de 12/6/2013.384. inexoravelmente. até a satisfação do crédito. § 2º. Se há efetivamente o dever de o segurado da Previdência Social devolver esses valores ao Erário. MINISTRO MAURO CAMPBELL MARQUES(Relator): A matéria objeto deste recurso envolve a cobrança de valores recebidos do INSS em razão da antecipação dos efeitos da tutela deferida na ação em que se pleiteava a concessão de aposentadoria. Havendo perigo de irreversibilidade.418/SC. devolver valores recebidos por força de tutela antecipada posteriormente revogada. § 1º. 273.560 . por maioria. quando não houver perigo de irreversibilidade. afirma que há contrassenso admitir uma antecipação de tutela que seja irreversível.Inteiro Teor do Acórdão . Conforme acentuado pelo Ministro Ari Pargendler que inaugurou a divergência no julgamento do presente recurso. não se antecipa a tutela.Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 1. estaríamos. Acrescente-se que não é possível restringir a análise da tese sob o ângulo exclusivo do direito previdenciário.DJe: 13/10/2015 Página 3 7 de 40 . Do ponto de vista processual. mas a Documento: 1296865 . de direito patrimonial. ao julgar o REsp 1. a antecipação de tutela só pode ser deferida. da Lei 8. pois dessa forma.213/1991. Coaduno da mesma reflexão. posteriormente revogada. A antecipação de tutela só pode ser deferida de acordo com o art. conduzindo a jurisprudência no rumo de dar à tutela antecipatória as galas de definitividade absoluta.MT (2012/0098530-1) VOTO O EXMO.Site certificado . 46. Sua Excelência o Ministro Ari Pargendler. Outrossim. do CPC.

estando o Erário e nós todos componentes do mesmo sistema solidários com isso. mas na Segunda Turma e também no caso em que se submete à Corte Especial. não só na Primeira Seção. sobretudo em se tratando de direito previdenciário.Inteiro Teor do Acórdão . Desta forma. sobretudo.213/1991. Documento: 1296865 . II. de que foram protagônicos o eminente Ministro Relator e. louvando o belíssimo debate que reabre os trabalhos da Primeira Seção. essa reversibilidade é tranquila.Superior Tribunal de Justiça preocupação que se tem é que. em que lá. 115.DJe: 13/10/2015 Página 3 8 de 40 . O art. estaríamos a abarcar tese que é rechaçada por absoluto no direito privado.Site certificado . portanto. Sr. Presidente. a Lei 8. peço vênia ao eminente Ministro Relator para acompanhar a divergência inaugurada por Sua Excelência o Ministro Ari Pargendler. A par disso.213/1991 é expresso no sentido de que os benefícios pagos ao segurado além do devido estão sujeitos à repetição. possui dispositivo expresso quanto ao caráter de repetibilidade daqueles valores percebidos a maior em matéria previdenciária. é pacífica. da Lei 8. o eminente decano da Seção. Mantenho. a própria legislação que rege a matéria. a posição que já havia anteriormente fixado em precedentes que lancei. como bem trouxe o decano da egrégia Primeira Seção. o particular contra o particular.

que o limite está nesse perigo da irreversibilidade que tem que estar atento ao juiz. ganhou um salário-mínimo. 9.560 . também. : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO . Era um trabalhador rural que. vejo que a jurisdição tem que ser responsável.494. dando como boa-fé. O INSS. como está na lei.MT (2012/0098530-1) RELATOR : MINISTRO SÉRGIO KUKINA RECORRENTE : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL . como o Sr. que não é um recurso. em vigor a Lei n. o Poder Público. tem. continuando os valores sem repeti-los.401. poderia evitar a situação.PGF RECORRIDO : CATARINA BATISTA DIAS ADVOGADO : ALEXSANDRO MANHAGUANHA INTERES.INSS ADVOGADO : PROCURADORIA-GERAL FEDERAL . a qualquer tempo. já tenho uma posição que trouxe na época desse julgamento na Primeira Turma. Documento: 1296865 . Mas. para suspender esses pagamentos. tudo isso precisa ser evitado. Em 2009 .estava observando aqui . também. Ministro Relator e acompanho a divergência. outros argumentos que a lei prevê. não jurídicos. por outro lado. por idade. Ministro Herman Benjamin leu no início do debate. sem prova documental. antes quero fazer dois comentários. julgou improcedente o pedido. sobre essa repetição de valores conseguidos por tutela provisória. que ele tem pela própria idade. Peço vênia ao Sr. mas garantindo. diante dessa tutela provisória. também ofendendo a lei. Então. Então.Site certificado . Então. Essa responsabilidade judicial que se tem na tutela antecipada.Inteiro Teor do Acórdão . por sua vez. a qualquer tempo. é o único benefício. parece.foi proposta essa ação. com o uso desse requerimento. com argumentos econômicos. na qual há outros argumentos. continuo seguindo. De um lado.DJe: 13/10/2015 Página 3 9 de 40 . Então. Presidente. olha a situação concreta desses autos.Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 1. para pedir a suspensão."AMICUS CURIAE" ADVOGADO : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO VOTO O SR. Na apelação se entendeu que só foi por prova testemunhal. MINISTRO BENEDITO GONÇALVES: Sr.

ADVOGADO : : : : : : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL . nos termos do voto do Sr.Aposentadoria por Idade (Art. ALINE PAULO SERVIO DE SOUSA CARDOSO. o Sr.401."AMICUS CURIAE" DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO ASSUNTO: DIREITO PREVIDENCIÁRIO . deu provimento ao recurso especial. Ministro Og Fernandes. Dr. Documento: 1296865 . a Dra. Ministro Ari Pargendler que lavrará o acórdão.Superior Tribunal de Justiça CERTIDÃO DE JULGAMENTO PRIMEIRA SEÇÃO Número Registro: 2012/0098530-1 PROCESSO ELETRÔNICO REsp 1.DJe: 13/10/2015 Página 4 0 de 40 . Ministro Ari Pargendler os Srs. Ministro ARI PARGENDLER Presidente da Sessão Exmo. CERTIDÃO Certifico que a egrégia PRIMEIRA SEÇÃO.INSS PROCURADORIA-GERAL FEDERAL . ao apreciar o processo em epígrafe na sessão realizada nesta data. oralmente. Sr.PGF CATARINA BATISTA DIAS ALEXSANDRO MANHAGUANHA DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO . Ministro SÉRGIO KUKINA Relator para Acórdão Exmo. pelo recorrente. 48/51) Rural (Art. FLAVIO GIRON Secretária Bela.Inteiro Teor do Acórdão . por maioria. Sr. proferiu a seguinte decisão: "A Seção. Ministro HUMBERTO MARTINS Subprocurador-Geral da República Exmo.Site certificado . Mauro Campbell Marques e Benedito Gonçalves.560 / MT Números Origem: 00274192920104019199 12012012512 2009240 24002009 274192920104019199 31627 PAUTA: 11/12/2013 JULGADO: 12/02/2014 Relator Exmo. Ministros Relator. vencidos os Srs. justificadamente. Carolina Véras AUTUAÇÃO RECORRENTE ADVOGADO RECORRIDO ADVOGADO INTERES. Sr. 48/51) SUSTENTAÇÃO ORAL Sustentou. Ausente." Votaram com o Sr.Benefícios em Espécie . Arnaldo Esteves Lima e Napoleão Nunes Maia Filho. Sr. Ministros Herman Benjamin.