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UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA

PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA CIVIL

Desenvolvimento de uma metodologia para retrofit
em sistemas de iluminação: estudo de caso na
Universidade Federal de Santa Catarina

Dissertação submetida à Universidade Federal de Santa Catarina para a obtenção do grau de
Mestre em Engenharia

Enedir Ghisi

Florianópolis, agosto de 1997

Desenvolvimento de uma metodologia para retrofit
em sistemas de iluminação: estudo de caso na
Universidade Federal de Santa Catarina

Enedir Ghisi

Esta dissertação foi julgada para obtenção do título de
Mestre em Engenharia

Especialidade Engenharia Civil e aprovada na sua forma final pelo
Curso de Pós-Graduação em Engenharia Civil

________________________________________
Prof. Roberto Lamberts, PhD - Orientador

________________________________________
Prof. Roberto de Oliveira - Coordenador do Curso
Banca Examinadora:
________________________________________
Prof. Roberto Lamberts, PhD - Moderador
ECV/UFSC
________________________________________
Prof. Fernando O. R. Pereira, PhD - Membro
ARQ/UFSC
________________________________________
Prof. Marcelo de Andrade Roméro, Dr - Membro
FAU/USP
________________________________________
Prof. Saulo Güths, Dr - Membro
EMC/UFSC

O nosso grande mérito
está naqueles muitos troféus
que conseguimos ao longo de nossa vida
e que só nós sabemos disso.

Aos meus pais,
por entenderem
que os ideais e os sonhos
de um engenheiro podem estar
além de um canteiro de obras.
`A minha mãe,
a Aurora da minha vida.
Ao Criador, que ordenou: Faça-se a luz!

GHISI, Enedir. Desenvolvimento de uma metodologia para retrofit em
sistemas de iluminação: estudo de caso na Universidade Federal de
Santa Catarina. Florianópolis, 1997. 246 p. Dissertação (Mestrado em
Engenharia Civil) - Curso de Pós-Graduação em Engenharia Civil,
Universidade Federal de Santa Catarina.
Orientador: Roberto Lamberts, PhD
Defesa: 22/08/97
Desenvolvimento de uma [metodologia] para realização de [retrofit] em
[sistemas de iluminação] visando a [eficiência energética em edificações] e a
conseqüente [conservação de energia elétrica]. Um [estudo de caso] é
realizado no campus da Universidade Federal de Santa Catarina através da
utilização da metodologia proposta com o intuito de avaliar as suas condições
de [iluminação], o potencial de conservação de energia elétrica e a
viabilidade de implantação de um retrofit. Constata-se que o [uso final] de
eletricidade com iluminação no campus é de 63% sendo que este percentual
pode ser reduzido em 67% através da adoção de [tecnologias
energeticamente eficientes]. Isto permite a redução do consumo total do
campus em aproximadamente 42%. Este percentual pode ser aumentado
para aproximadamente 50% através da utilização da iluminação natural.

EFICIÊNCIA ENERGÉTICA NA UNIVERSIDADE FEDERAL DE
SANTA CATARINA: ESTUDO DE CASO E METODOLOGIA
PARA RETROFIT EM ILUMINAÇÃO

Enedir Ghisi

Capítulo 1. Introdução

1.1. Considerações iniciais
1.2. Justificativa
1.3. Objetivos
1.4. Estrutura da dissertação

Capítulo 2. Revisão bibliográfica

2.1. Consumo de energia elétrica
2.2. Eficiência energética
2.3. Sistemas de iluminação
2.4. Iluminação natural
2.5. Projeto luminotécnico
2.6. Métodos para iluminação de ambientes

Capítulo 3. Metodologia

3.1. O campus
3.1.1. Características arquitetônicas
3.1.2. Consumo de eletricidade
3.1.3. Curvas de carga
3.1.4. Fator de carga
3.1.5. Fator de potência

3.2. O Centro Tecnológico
3.2.1. Características arquitetônicas
3.2.2. Consumo de eletricidade
3.3. A amostra: Blocos B e C do CTC
3.3.1. Características arquitetônicas
3.3.2. Consumo de eletricidade
3.3.3. Curvas de carga
3.3.4. Fator de carga
3.3.5. Fator de potência
3.4. O uso final da energia elétrica nos blocos B e C
3.4.1. Levantamento de equipamentos instalados
3.4.2. Levantamentos de regime de utilização
3.5. Consumo individual de equipamentos
3.6. O sistema de iluminação
3.6.1. Equipamentos instalados
3.6.2. Consumo de equipamentos de iluminação
3.6.3. O projeto luminotécnico
3.6.4. O método dos lúmens
3.7. Tentativa de simplificação do método dos lúmens em função do coeficiente de utilização
Capítulo 4. Resultados e Discussões

4.1. O campus
4.1.1. Características arquitetônicas
4.1.2. Consumo de eletricidade
4.1.3. Curvas de carga
4.1.4. Fator de carga
4.1.5. Fator de potência
4.2. O Centro Tecnológico
4.2.1. Características arquitetônicas
4.2.2. Consumo de eletricidade
4.3. A amostra: Blocos B e C do CTC

1. Características arquitetônicas 4.2. Fator de carga 4.5. Equipamentos instalados 4.1.4.3.6.2.4. O método dos lúmens 4. Regime de utilização 4.7.8.6.6. Consumo individual de equipamentos 4.6. Comparação do método dos lúmens com a simplificação proposta Capítulo 5.3.1.4.4.6. Conclusões Referências bibliográficas Bibliografia consultada . Consumo de eletricidade 4. O uso final da energia elétrica nos blocos B e C 4. O projeto luminotécnico 4. Fator de potência 4.4. Equipamentos instalados 4. O sistema de iluminação 4.2.5. Curvas de carga 4.4. Consumo de equipamentos de iluminação 4.3. Resultados para a tentativa de simplificação do método dos lúmens 4.3.3.3.3.

que na cidade de Milan.USA. expulsou da escola um garoto de oito anos. agitado e perguntador que se recusava a decorar as lições. Estado de Ohio .Ao Reverendo Engle. em 1855. Quando tudo parecer perdido Não desista Quando o sol não mais brilhar Quando o céu não mais clarear Seja otimista Quando a lua não mais iluminar Quando a ursa maior não mais brilhar Persista Quanto tudo parecer perdido Não desista Seja otimista Persista Se mesmo assim não perceberes a luz `a vista Faça um retrofit em sua vida . Ao garoto que foi expulso da escola pelo Reverendo Engle após três meses do início de sua carreira escolar. nunca mais freqüentou uma instituição de ensino e tornou-se o gênio da lâmpada: Thomas Alva Edison.

Roque Lopedote. direta ou indireta. Victor de Alencastro Garcia. que entendem ou que criticam de forma inteligente o seu trabalho. Ao amigo Fernando Simon Westphal que. aos meus irmãos Jair. Alexandre Jerônimo Vieira Rodrigues. Aos meus pais Waldemiro Ghisi e Aurora Alamini Ghisi por serem a raiz do que sou hoje. cuja ajuda. tornou possível a realização deste trabalho. Alexandre César dos Reis Trés. que reconhecem o seu esforço. Assim. Carlos Eduardo Martoni Pereira Gomes e Vilmar Grüdtner Silveira. e às minhas sobrinhas Tatiane e Diana pela alegria que dão à minha vida.Agradecimentos Um dos grandes prazeres da vida é ter a oportunidade de poder agradecer as pessoas que colaboram. Aos bolsistas. Sandra Felisari. também colaborou. colegas e amigos do Laboratório de Eficiência Energética em Edificações LabEEE . Aos amigos Ana Paula Arruda Morais. A ele também a minha estima por ter conseguido mudar os rumos da minha vida à partir da disciplina Desempenho térmico de edificações oferecida para a graduação do curso de engenharia civil. que são gentis. gostaria de prestar os meus sinceros agradecimentos às pessoas e instituições. Régis Signor. Aos Professores Marcelo de Andrade Roméro e Saulo Güths por aceitarem o convite para . Marilene e Moacir pelo carinho a mim dispensado. através de um perfeccionismo insuperável. na execução das figuras elaboradas em AutoCAD. Marcelo Kotani. Maurício Calçada e Luciana Maltez Lengler pela amizade e incentivo. Ao Professor Roberto Lamberts pela orientação e pela amizade nos dois anos de iniciação científica (setembro/93 a agosto/95) e nos dois anos de mestrado (setembro/95 a agosto/97). Marília Márcia Domingues Corrêa. Danielle Fernanda Pretto. Fernando Simon Westphal.que “gentilmente” colaboraram na coleta de dados: Pilar Alejandra Grasso Rodas. além de entusiasta na coleta de dados.

pelo empréstimo dos luxímetros portáteis (Lutron LX-102) do Laboratório de Conforto . A Divisão de Medição da Celesc. na pessoa dos Senhores Antônio Iazinski Sobrinho e Otávio Vanderlei Berlanda pelas informações prestadas.DPSC .LABCON. Aos professores do Curso de Pós-Graduação em Engenharia Civil da Universidade Federal de Santa Catarina. Aos amigos e colegas do Curso de Pós-Graduação em Engenharia Civil. Antônio de Pádua Costa e Francisco Berca.da CELESC.Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico . Pereira pelas sugestões no Exame de Qualificação.Agradecimentos v participação na banca examinadora. À Secretaria de Planejamento . . e pelas sugestões e palavras gentis na ocasião da defesa deste trabalho. Ao Professor Fernando O. pelo fornecimento das bienais de consumo da UFSC e informações prestadas.da UFSC.CEFI . nas pessoas dos Srs.da UFSC.SEPLAN . Ao Departamento de Serviço aos Consumidores . na pessoa do Engo Valdir Viana. pelos medidores de consumo gentilmente emprestados e aos técnicos Mário César. pelo incentivo e pelas sugestões apresentadas. Aos amigos e colegas do Núcleo de Pesquisa em Construção . principalmente ao Luis Alberto Gómez. Zé Ângelo e Ronaldo pela instalação dos mesmos. À Coordenadoria de Espaço Físico .NPC.pelas bolsas de iniciação científica fornecidas no período de setembro/93 a agosto/95 que me impulsionaram ao mestrado. Ao CNPq . R. pelo histórico de áreas e pelos projetos arquitetônico e elétrico do CTC.

Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Ensino Superior . .pela bolsa de mestrado fornecida no período de setembro/95 a agosto/97.Agradecimentos vi À CAPES .

...............................................................................................................................2 1...............2.................................................................................................................3 1.......................................................................2................3 1..........................................................................23 2....... Justificativas.................. Objetivo geral...........................1................... Potência instalada em iluminação...................................................xxi Abstract ................ xx Resumo .... Iluminação de escritórios.....................1................................................ 1 1...................................... Objetivos.........................................4.................................. Iluminância nos ambientes de trabalho ....................................................................................4..................................... Retrofit: definição ...............................................................1...................................................................................................4.....6.........7 1..................3........................... O homem e a iluminação natural....................................................................xii Lista de figuras...........1....................................................................................................................................................................................................17 Capítulo 2... Objetivos específicos...............................................29 2.........................................................2......................................1................. Iluminação de salas de aula ...............xvi Lista de abreviaturas..................................5.......................... Usos finais ........................................................................... Quantidade de iluminação ..............................................4................................ Eficiência energética em iluminação...19 2......1.... Introdução......5............... Revisão bibliográfica...........................................4..............16 1.....xxii Capítulo 1........................................................................................18 2..........................................1...........................................................................................................................29 2....................Sumário geral Lista de tabelas...................3...............................................................31 2...................................................................... Estrutura da dissertação ........ Introdução ........................5......................................................16 1...............2.................19 2...........16 1..................................32 ..........

.53 2................................1.. Qualidade da iluminação ..........................................................5..........32 2................................................43 2........................... Lâmpadas incandescentes ..2...............................1..........................................60 2............60 2...........................54 2........ Reatores.4................... Iluminação natural........................................................3............................... Liga e desliga manual...... Distribuição espacial ......8............................ Distribuição...............................2............................ Ofuscamento ...................................................3............................ Lâmpadas fluorescentes ....7.............................1...........................60 2...................................4.................61 2......... Controle automático do fluxo ..........................47 2..6.............6....6....3....1.1..............47 2................ Iluminação de corredores.............................59 2.2.... Curvas de distribuição................................1...................7.. Ruído .6.....3.........................3....................1...................................4.........2........ Sistemas de controle .............2........................ Sensores de ocupação ....................................1.4...................................55 2....39 2..........1......................1....................4.8..................6...................................2.................. Luminância nos ambientes de trabalho .............8..........49 2.................................................................................................................................6............................................................................ Refletância..............2...............................51 2......6.......60 2........................................ Distribuição do fluxo luminoso..62 ..........6...................42 2....60 2..............................................................................6............................4.................................3.2................ Iluminação de ambientes com microcomputadores...... Flicker.......4...........................57 2.....1..........................................................2...........................................................Sumário geral vii 2.........1............2............8.....................................2.......8............................................................ Controle manual do fluxo ...................................34 2..................46 2....... Lâmpadas....................1...........2............................................................................... Iluminação lateral.. Cor da tarefa ..........1.........6........................5................................1.................... Qualidade de cor da fonte de luz ............................... Controle gradativo automático.8..............................................48 2.........6............................................................................................4................ Sistemas de controle de luz ................ Harmônicas .2... Liga e desliga automático .................................2.....4.................................1.............3..............................................................56 2...........46 2..54 2............ Luminárias........................................................1.............33 2...............................39 2................ Iluminação artificial....2..4..................2....4........6...........................6.........................34 2.........................3..........61 2.................... difusão e sombras ..............................3.........8.......8.....57 2......................................................

.......................72 2.. Projeto de iluminação..........2................63 2................72 2........................2.. Método do valor presente..................65 2.....................79 3........82 3...........2...... Período de retorno do investimento......9.......7.................................................... Relação benefício/custo .........3............................92 3...............................1...................................... Metodologia .................7..... Levantamento de consumo no campus......................... Escolha da luminária...62 2.91 3..............................91 3.........8...........................................4........................90 3............78 3......................1.................1................... Levantamento de consumo nos blocos B e C..............3................76 2................................. Método ponto por ponto ............. Escolha da lâmpada .............4...............................5.......82 3...... Métodos de cálculo ............................64 2.............................. Uso final de energia elétrica no campus....9........4......9...............................4............................................................................................................. Uso final de energia elétrica nos blocos B e C..........................................76 Capítulo 3.................. Integração de sensores de ocupação e de luz natural....................................2.......................................................10.....................................................................................8.......................................... Introdução.......10..........64 2..8........77 3.................................................4..............1.. Método da taxa interna de retorno (TIR)..................................75 2..................9..................................................................92 .6.......................64 2....................................... Método dos lúmens ...2........7. Métodos de iluminação ............6...9.............................1........10.......... Uso final no bloco C .............3..........................65 2...............................10............ Sensores passivos de infravermelho........................92 3.............66 2...........................................................................63 2...4...............................................................................76 2................................ Temporizadores......... A metodologia proposta...........66 2..................................6......... Uso final no bloco B ............1......2...... Definição dos ambientes a serem estudados. Análise de investimentos.................................................................................................................8.................................................................................................2..................... Sensores ultra-sônicos ...................Sumário geral viii 2......................................................................................79 3...............................................................3.................................................................9............................9............................................................................1............................2......2. Avaliação do sistema de iluminação artificial............................... Equipamentos instalados .................................10...................................

.........................................................................9...............................................................122 4.......... Avaliação das condições externas .... Avaliação das condições de iluminação natural..2...... Propostas de retrofit .................1..........................................................................5............................ Avaliação dos níveis de iluminação natural....................................................124 ..5.......4....................................................................................................... Avaliação dos níveis de iluminação artificial...4.............................................1.................................................................................................................................6... Aplicação do retrofit ao campus ................1..........................2.......................................................................................................................121 4.................. A escolha das luminárias ........................... Variação do consumo do campus ao longo do ano .107 Capítulo 4............... Potência instalada nos blocos B e C .....111 4.................................................................3.....109 4..................................1..............7.....................2...........109 4.............11...... Análise de luminâncias............108 4.......105 3.........Sumário geral ix 3................. Estudo de caso ....................................98 3......................................................................3.........102 3.....................7.....6. Uso final de energia elétrica nos blocos B e C............... A escolha dos reatores........9............. Distribuição espacial das luminárias ..........9.......... Medição dos níveis de iluminação artificial...2............................................... A escolha das lâmpadas.... Consumo estimado de ar condicionado .....2. Introdução..................... Análise de retorno do investimento........... Consumo estimado nos blocos B e C .......................................................... Consumo do campus .....................................9...........................................................................2........................8..........................97 3....8.................9.....115 4.................................3......106 3.......................4........ Variação do consumo dos blocos ao longo do ano .................................................................................................... Consumo e potência de equipamentos............................................97 3.......93 3...117 4.................................................105 3.2...........................................................................................3............8.........10......119 4.............. Medições dos níveis de iluminação natural......5.......9......................................102 3.......9................................116 4...............................106 3.. Refletância das superfícies internas...3.....120 4..98 3................................101 3..... Padronização do consumo para 30 dias...101 3......... O projeto luminotécnico....................................................8.......................3..............................7.................7..................1....... Consumo medido nos blocos B e C do CTC...................................102 3....................107 3................

......... Os reatores escolhidos..............................11.9............................................Sumário geral x 4....1.................................... Aplicação do retrofit ao campus ......4.................................11....................................................................167 4..................... Análise econômica no campus.................................. Níveis de iluminação artificial....................................... Equipamentos instalados ....................................................15............ Avaliação dos níveis de iluminação artificial.......... Análise estatística..12............132 4. Uso final de energia elétrica no campus..2........................................................................................................................................................145 4.....11....................................................................9................162 4...................................................10................141 4....1. Níveis de iluminação natural no inverno ................................................1..........................165 4........3............11..........4....145 4..............................2....127 4.........2.....................2......................................1....3.......3........................................ As lâmpadas escolhidas ........4......................... Comparação entre os coeficientes de majoração ...................12................11......136 4........................................169 4........................................................11............. Avaliação do sistema de iluminação artificial..... Propostas de retrofit .177 ..........1................................................10................................10..9.............................130 4.138 4............11.......174 4.171 4..................................................................... As luminárias escolhidas............................. Análise de luminâncias..............2....127 4.....................144 4.................................10.......... Avaliação das condições de iluminação natural.......................................................................................12................................. Níveis de iluminação natural no verão...........................3.................. O projeto luminotécnico......... Equações para determinação dos coeficientes de majoração.............12..............133 4..............2...150 4.................................................139 4..........12..........................................................................2..... Avaliação econômica nos blocos B e C..............13...... Refletância das superfícies internas..........138 4.......................................................2.........132 4..........127 4..161 4................................... Custo de implantação versus economia proporcionada .8.....11.....................9...131 4..............150 4......................................................10..........125 4......................2......................... Distribuição espacial das luminárias .............. Redução percentual do consumo ..............................................................................14...... Avaliação das condições externas ...............161 4............... Resultado das opções de retrofit ....4....................................4.....................16.............................131 4...11. Análise econômica.......................3. Comparação entre luminárias .....9....... Avaliação dos níveis de iluminação natural........

........186 5.........................4...............5......................................................... Conclusões referentes às propostas de retrofit............................................................................................................213 Anexo E...189 5........................................................................................................................................... Conclusões referentes à avaliação do sistema de iluminação artificial..............................2..................... Introdução...........................................245 ........................................ Conclusões referentes à análise de investimentos................................................................................. Conclusões referentes à determinação de usos finais ......Sumário geral xi Capítulo 5...................................192 Anexos ....................191 5............................191 5........................................................3.................................208 Anexo D............................................................ Conclusões referentes às luminárias.....................................................................................................................................................................................................................................................................................................7....................185 5.................203 Anexo C... Conclusões referentes à avaliação das condições de iluminação natural.........................................................................................231 Referências bibliográficas ..........................................184 5..................................................................185 5................................................................6.............187 5....................................................................................................................................................................... Conclusões gerais ...................................................................188 5...............................................................................................236 Bibliografia complementar...............................................................................................................235 Bibliografia citada ........193 Anexo A....................1.215 Anexo F................................................................... Recomendações para trabalhos futuros........9...........................................8.........................219 Anexo G....................................................................................................... Conclusões..............................194 Anexo B...................................................................................................................................223 Anexo H................

................................... Usos finais para edifícios com e sem ar condicionado no Brasil segundo PROCEL (1993)........ .....2.......3......5................ Introdução Tabela 1.........6 Tabela 1............................ Uso final de eletricidade para edifícios nos Estados Unidos segundo EIA (1994) .......... ...................... Potência máxima permitida para iluminação em edifícios nos Estados Unidos segundo ASHRAE/IES (1989) em função do tipo de ambiente..................... Potência máxima permitida para iluminação em função da atividade na Califórnia segundo CALIFORNIA ENERGY COMMISSION (1992)..............26 ......................25 Tabela 2.....2.........21 Tabela 2.................. Eficiência luminosa da iluminação natural apresentadas por PEREIRA (1992)...7.............6 Tabela 1.....................3....... Eficiência luminosa de lâmpadas fluorescentes....... ............9 Capítulo 2................................................21 Tabela 2. Potência máxima permitida para iluminação em edifícios nos Estados Unidos segundo ASHRAE/IES (1989) em função do tipo de edifício......................................................20 Tabela 2............................. Eficiência em iluminação nos Estados Unidos desde 1973 segundo EPRI (1993)........................ Usos finais para edifícios comerciais e públicos de São Paulo segundo GELLER (1990) ..............4.................................................6.......9. Potência máxima permitida em iluminação na Califórnia segundo HEINEMEIER (1993) .......................................8.......... Uso final em iluminação na Holanda segundo SLIEPENBEEK e VAN BROEKHOVEN (1995)..........................................................24 Tabela 2....25 Tabela 2........................................10..............22 Tabela 2....... Potência máxima permitida para iluminação em função do tipo de edifício na Califórnia segundo CALIFORNIA ENERGY COMMISSION (1992).......................... Consumo de energia elétrica do campus entre 1992 e 1996..1............Lista de tabelas Capítulo 1.........................................25 Tabela 2...........1.......... Revisão bibliográfica Tabela 2...............................24 Tabela 2................

........................... ..................................24..............32 Tabela 2. Índice de reprodução de cor. Percentagem de área envidraçada em relação à parede........45 Tabela 2.....21... Potência instalada em iluminação nas Filipinas segundo LBL (1992)..........................................53 Tabela 2... Tempo de ocupação de ambiente segundo SANTAMOURIS (1995)....26........45 Tabela 2........42 Tabela 2....................... Relação entre luminâncias para escolas segundo IESNA (1995)...... Curva de luminância em função da iluminância e da classe da luminária......45 Tabela 2....... Taxas de luminâncias para escritórios segundo IESNA (1995)..................... ............... .......................................14..................28 Tabela 2.................................. .12...........36 Tabela 2............................... Períodos de retorno verificados na Grécia segundo SANTAMOURIS (1995)...... Potência instalada em iluminação em Singapura segundo LBL (1992)..... Classificação das luminárias pela CIE........... ......... Potência instalada em iluminação no México segundo BANDALA (1995)..32.......27.... Refletâncias recomendadas para salas de aula segundo IESNA (1995)......53 Tabela 2.................16...........62 Tabela 2.............. Refletâncias apresentadas por CADDET (1995)........30.25.. .................70 Tabela 2........................................28....52 Tabela 2..33.71 Tabela 2..22.....29........................................... Luminâncias para ambientes com microcomputadores segundo IESNA (1995).........................73 Capítulo 3... Refletâncias apresentadas por EPRI (1993) ..................34................31.13.........Lista de tabelas xiii Tabela 2..........................23.40 Tabela 2......... Metodologia ...................................... Potência instalada em iluminação na Holanda segundo SLIEPENBEEK e EMBRECHTS (1996) ..................19..............11............. Refletâncias recomendadas para escritórios segundo IESNA (1995).........................31 Tabela 2.... .......53 Tabela 2......................... Refletâncias apresentadas por SANTAMOURIS (1995).......................................40 Tabela 2....................... Fatores de depreciação segundo AGÊNCIA PARA APLICAÇÃO DE ENERGIA (1988).. .......28 Tabela 2...................................70 Tabela 2............... Aparência de cor das lâmpadas segundo IESNA (1995).........20....................... Variações na aparência de cor....18..26 Tabela 2...................................... .17. ...........................15..26 Tabela 2.27 Tabela 2...... Fatores de depreciação segundo SMIT (1964)............... Fator de depreciação em função das características de higiene do ambiente segundo PHILIPS (1981) .................. Potência instalada em iluminação em Florianópolis segundo GHISI (1995)........58 Tabela 2...............................................

......21 em relação àqueles da tabela 4.............................10........ Consumo total e estimado de ar condicionado com base no mês de menor consumo de cada ano.. Equações para determinação dos coeficientes de majoração..... Potência instalada no bloco B.....................20..............8................................5.......123 Tabela 4.....128 Tabela 4.................................103 Capítulo 4...... Simbologia a ser adotada........ Potência média de aparelhos de ar condicionado..........1................................20..........121 Tabela 4..................................... .....16..........114 Tabela 4............ Lâmpadas selecionadas............Lista de tabelas xiv Tabela 3.118 Tabela 4...................................................................................................................................................................................... Potência instantânea de retroprojetores............21.................................................................................................13....................129 Tabela 4..3...........139 Tabela 4............7..................................... ..........................126 Tabela 4....................... ......... Consumo estimado para o bloco B............ Potência média de microcomputadores..........................................23. Consumo estimado para os blocos B e C...19........................................................... Potência instalada no bloco C.17............................................................9.....123 Tabela 4...............................145 ............ ..........131 Tabela 4.......15.4....................................................... Consumo medido nos blocos B e C..... Iluminância nas lousas....120 Tabela 4.......................................18........................................ Coeficientes de majoração.......................................................................................12.140 Tabela 4.........14.................................... Iluminância média nas salas do bloco C.121 Tabela 4...................... Tempo médio de utilização dos diferentes sistemas................113 Tabela 4........................... Estudo de caso Tabela 4........................................... Consumo total e estimado de ar condicionado com base no ano de menor consumo....... Potência instalada nos blocos B e C............................126 Tabela 4..................................................................123 Tabela 4...............................................................2........................... ........................22...122 Tabela 4.............143 Tabela 4................................................................................1. Quantidade de luminárias estudadas... Consumo e potência instalada no campus.. ....122 Tabela 4..... Consumo estimado para o bloco C.. Diferença percentual entre os coeficientes de majoração determinados pelas equações da tabela 4.....11...........144 Tabela 4.................................................. Refletâncias médias estimadas.... Iluminância média nas salas do bloco B............................120 Tabela 4.......6.........129 Tabela 4............ ........

............................ Redução percentual da potência instalada em iluminação para refletância de parede aumentando de 10% para 50%............ Aumento percentual da potência instalada em iluminação em função da luminária utilizada e da refletância das paredes............. Opções de retrofit nos corredores do bloco C..................... .......154 Tabela 4... Relação custo benefício na implantação de retrofit no bloco B........ Opções de retrofit na sala 813..158 Tabela 4................. .............................................. Análise econômica para o bloco C....... ........ ......................156 Tabela 4.......... Resultado das opções de retrofit para o bloco B...................41.148 Tabela 4.................................. ....37............................163 Tabela 4........... Relação custo benefício na implantação de retrofit no bloco C....27.........164 Tabela 4................................................43..35...146 Tabela 4.........38.....................................31.......147 Tabela 4....................47...............28................................ Redução percentual da potência instalada em iluminação para refletância de parede aumentando de 30% para 50%....... Opções de retrofit nas salas dos professores no bloco C.....................................................................................165 Tabela 4.............................32..................157 Tabela 4.........26................................. Economia de eletricidade no bloco C........ ...................................... Resultado das opções de retrofit para o bloco C..... Redução percentual da potência instalada em iluminação em função da luminária utilizada e da refletância das paredes............153 Tabela 4..168 ............160 Tabela 4......161 Tabela 4...................................................................25................159 Tabela 4.....................................33................148 Tabela 4................... ..............................39......................42..................29....30...................... Redução percentual da potência instalada em iluminação para refletância de parede aumentando de 10% para 30%.....24...........................................................................Lista de tabelas xv Tabela 4.............................146 Tabela 4....46............167 Tabela 4................. Opções de retrofit nos corredores do bloco B.............166 Tabela 4.... Opções de retrofit na sala 823...................................................................155 Tabela 4........ Opções de retrofit na sala de aula do bloco C........ Opções de retrofit na sala do LIICT..................................... .... Opções de retrofit nas salas dos professores do bloco C utilizando luminárias com 1 lâmpada............... Economia de eletricidade no bloco B........... Opções de retrofit na sala 812...............................................................................................152 Tabela 4........162 Tabela 4.......... Definição dos planos de trabalho......44............160 Tabela 4. Opções de retrofit na sala 840...151 Tabela 4..................................... .....................36..................................................34.......................................45........ Análise econômica para o bloco B...............40......

...........................................49.............. Período de retorno para as diferentes opções de retrofit........ .170 Tabela 4..................................54............. Relação de luminárias por unidade de área para o campus................ .........51....169 Tabela 4.. Valor presente para as diferentes opções de retrofit para o campus...................Lista de tabelas xvi Tabela 4.170 Tabela 4..........53............. Economia de eletricidade no campus............48.175 .173 Tabela 4............ Verificação de luminâncias........... Relação custo benefício na implantação de retrofit no campus...........................173 Tabela 4....................50......................52................................171 Tabela 4......... Taxa interna de retorno para as diferentes opções de retrofit............................

..................14 Capítulo 2.............. . ..................8 Figura 1..........14 Figura 1......................................CTC...............................11 Figura 1......... Corredores .........................7.........................................3.........CTC......36 Figura 2.......10........CTC........................12...................11 Figura 1.............................................50 Figura 2....13 Figura 1... Curva fotométrica para uma fonte real...................1.. Corredores .......................................... Restaurante universitário...........13 Figura 1..............13 Figura 1......................... ......CTC......... Introdução Figura 1...............10 Figura 1................................................................................................2.................... Ângulos críticos para o controle de ofuscamento...................... Corredores ..........6............................5................................................... Corredores ..................8..............................CCE..........................................1......4...... .............................................................................................11........CCH........CCJ.. Participação percentual média de cada setor em Florianópolis entre 1980 e 1996 .CCH........... Curva fotométrica para uma fonte puntual..................................... .............12 Figura 1...CSE....... .........................................................................50 ....41 Figura 2.....................2......Lista de figuras Capítulo 1.... Salas de aula ........13............ Corredores ..................................................................15. Hall da reitoria........16...................................................8 Figura 1.................14... Engenharia mecânica ................................................................................. Consumo de Florianópolis por setores entre 1980 e 1996.. Controle de luminâncias das direções longitudinal e transversal...........12 Figura 1....................................................................4.................................................9........ ..................5....................................................................................... Sala 812 ..........................................13 Figura 1........................6............CTC......... Sala 814A ........................................... Curvas de limitação de luminância............................................... Arquitetura . Revisão bibliográfica Figura 2........................CTC.......................... Diagrama de Kruithof..................................CCE.....37 Figura 2. Salas de aulas e corredores ........................10 Figura 1..............38 Figura 2.................12 Figura 1.... ........................12 Figura 1........... Corredores .............................................................3................

.................................................12.95 Figura 3...............19...........................................83 Figura 3... ........................2..90 Figura 3. Metodologia Figura 3......................... Percentual de área construída em função das atividades desenvolvidas no campus .............................................................................................................................. .......................51 Capítulo 3..........................................................................85 Figura 3.................................. Localização relativa dos blocos B e C .18................................... Consumo de energia elétrica do campus....1...............110 Figura 4..........................................3.......................... Percentual de área construída em função das atividades desenvolvidas no bloco B..... ........................................ Determinação da iluminância média pela NBR 5382................. ....2.... ........7....11..................8. Diagrama unifilar para os blocos B e C.........................89 Figura 3. ..........................................................15............................86 Figura 3...........86 Figura 3................... Percentual de área construída em função das atividades desenvolvidas nos blocos B e C................................ ................ Determinação da iluminância média através de 16 pontos........... Definição da sala padrão para o bloco C..........Lista de figuras Figura 2.. Determinação da iluminância na lousa das salas de aula do bloco B.............1.....16....... Medidor eletrônico programável (ELO...................... .................95 Figura 3....96 Figura 3........5............................ .17.......83 Figura 3...............................................................................84 Figura 3......10....... Percentual de área construída em função das atividades desenvolvidas no bloco C..................................................... Localização das salas de aula...................9........................... ......100 Capítulo 4.6............... Percentual de área construída para cada centro.........................94 Figura 3.........................7...81 Figura 3........110 .......................................87 Figura 3...99 Figura 3........ xvii Curva fotométrica tipo batwing....... Estudo de caso Figura 4.................88 Figura 3..........................93 Figura 3........................................ Medidor digital portátil. Determinação da iluminância média através de 8 pontos.... Comparação entre o consumo anual do campus e a temperatura ambiente...................................4........80 Figura 3..........................521)............. Vista aérea do campus e área abordada neste trabalho.......................................................13....... Disposição dos pontos medidos............................ Fachada norte do bloco C............ Fachada norte do bloco B.......14............

................................................24................................................................................25........ .........................9.149 ...................................7........18..........14........................ Seção transversal das proteções solares do bloco B..........5......................26.116 Figura 4......... ..... Comparação entre a variação mensal do consumo do bloco C e a variação da temperatura média mensal....... Consumo mensal medido do bloco C......142 Figura 4...................117 Figura 4.....................125 Figura 4..............................15........ Uso final para o bloco C.138 Figura 4.........................17..........................124 Figura 4...............8..........................................................Lista de figuras xviii Figura 4..............21.. Níveis de iluminação natural para cada orientação em janeiro...20...............113 Figura 4...................................................132 Figura 4..137 Figura 4....................138 Figura 4.................................................... ................ Condições de iluminação natural média para verão e inverno. Variação do coeficiente de utilização em função do índice de ambiente e da refletância das paredes para luminárias com refletor branco sem aletas..................22..............11.............................................. Proteções solares externas.......................... Níveis de iluminação natural para cada orientação em junho. Cobertura do vão central do bloco B.. Consumo estimado de ar condicionado com base no mês de menor consumo de cada ano...........12........................................ Comparação entre os usos finais estimados para os blocos B e C com os do campus .....4.....136 Figura 4................124 Figura 4..... Comparação entre a variação mensal do consumo do campus e a variação mensal da temperatura ambiente......................6...................................... Bloco B em abril/96.......... Bloco B em maio/97.....133 Figura 4..19.... Seção transversal das lajes e vigas do bloco B........... Uso final para o bloco B.................................... Comparação entre luminárias para refletância de parede de 10%................................16...............................................130 Figura 4..................................................... Uso final para os blocos B e C..................... ................ Variação do coeficiente de majoração em função do índice de ambiente e da refletância das paredes para luminárias com refletor branco sem aletas.................................. Comparação entre a variação mensal do consumo do bloco B e a variação da temperatura média mensal...........................23.... Consumo estimado de ar condicionado com base no ano de menor consumo.......................142 Figura 4. Consumo mensal medido do bloco B......................13....114 Figura 4...10................................135 Figura 4....................................3.............................115 Figura 4.......119 Figura 4....137 Figura 4..127 Figura 4............ ..................................................119 Figura 4......... Consumo de energia elétrica do campus padronizado para períodos de 30 dias.........................................................118 Figura 4...

.28............................. Sala 813 e sala do LIICT pós-retrofit...179 Figura 4........37...........172 Figura 4........ Sala de aula do bloco C na condição atual.........176 Figura 4.......................................... Sala dos professores no bloco ... Sala dos professores no bloco C pós-retrofit................................. Sala 823 pós-retrofit..................... ............42....Lista de figuras xix Figura 4..... Relação benefício/custo para as diferentes opções de retrofit para o campus.........................180 Figura 4...................182 Figura 4.........36...........38........................39......................................................................... ...........................33................. Comparação entre luminárias para refletância de parede de 30%.........149 Figura 4.............................35.......178 Figura 4......................32. ..................................40.................................. Valor presente para as diferentes opções de retrofit para o campus................. Sala de aula do bloco C pós-retrofit......180 Figura 4.27...31.............172 Figura 4...34.....41. Sala 813 e sala do LIICT na condição atual..181 Figura 4.... Sala 840 pós-retrofit..................................................181 Figura 4.................................................................... Sala 812 na condição atual........ Sala 823 na condição atual...........................................179 Figura 4...................................................................................182 ..................................................................... Comparação entre luminárias para refletância de parede de 50%............................... Sala 812 pós-retrofit..................................................... .................178 Figura 4........................................................................................ Verificação de luminâncias................29..150 Figura 4.................30.... .......181 Figura 4......181 Figura 4....................... Sala 840 na condição atual...................43.......................

A. CCB Centro de Ciências Biológicas CCE Centro de Comunicação e Expressão CCS Centro de Ciências da Saúde CDS Centro de Desportos CED Centro de Educação CFH Centro de Ciências Filosóficas e Humanas CFM Centro de Ciências Físicas e Matemáticas CSE Centro Sócio-Econômico CTC Centro Tecnológico CVU Centro de Convivência Universitária ED Editora Universitária ELETROSUL Centrais Elétricas do Sul do Brasil S.A. EPAGRI Empresa de Pesquisa Agropecuária e Difusão de Tecnologia de Santa Catarina IU Imprensa Universitária LIICT Laboratório Integrado de Informática do Centro Tecnológico MU Museu Universitário NDI Núcleo de Desenvolvimento Infantil REI Reitoria RU Restaurante Universitário TELESC Telecomunicações do Estado de Santa Catarina S.A.A. UFSC Universidade Federal de Santa Catarina . CELESC Centrais Elétricas do Estado de Santa Catarina S.xx Lista de abreviaturas BU Biblioteca Central CA ou CPL Colégio de Aplicação CASAN Centrais de Água e Saneamento de Santa Catarina S.

entre os profissionais e pesquisadores envolvidos com eficiência energética em edificações o termo é utilizado para definir alterações ou reformas em sistemas consumidores de energia elétrica visando a sua conservação. luminárias e reatores de qualidade. como lâmpadas. a alteração de sistemas de iluminação através da utilização de tecnologias energeticamente eficientes. em sua forma original. visando a conservação de energia elétrica sem detrimento da satisfação e conforto do usuário. . o termo é utilizado para definir. No entanto.Retrofit: definição Retrofit é o termo utilizado. especificamente. Neste trabalho. para definir qualquer tipo de reforma.

Apresenta-se.xxi Resumo Este trabalho apresenta uma metodologia para a realização de retrofit em sistemas de iluminação. O uso final com iluminação é estimado em 63% e a adoção de tecnologias energeticamente eficientes permite a redução do consumo com iluminação em 67%. . uma forma de avaliação das condições de iluminação natural no ambiente construído como forma de minimizar o consumo com iluminação artificial. esta metodologia baseia-se na necessidade primeira da determinação dos usos finais de energia elétrica na edificação para avaliar quão significativo é o consumo com iluminação frente ao consumo total da edificação. Esta metodologia visa a simplicidade e a objetividade requeridas à necessidade emergente de substituição de sistemas de iluminação compostos por tecnologias ultrapassadas e energeticamente ineficientes existentes nas edificações brasileiras. Um estudo de caso é realizado na Universidade Federal de Santa Catarina. também. Através de uma análise de mercado verifica-se os equipamentos eficientes disponíveis e realizase o projeto luminotécnico dos ambientes determinando o potencial de conservação de energia elétrica na edificação. A metodologia é encerrada com a análise de viabilidade do investimento aplicado na realização do retrofit do sistema de iluminação frente a redução proporcionada por este novo sistema nas tarifas de energia elétrica. Isto permite uma economia de 42% no consumo total anual desta universidade podendo chegar a aproximadamente 50% com a adoção de circuitos de iluminação independentes e paralelos permitindo que as lâmpadas próximas às janelas permaneçam desligadas em momentos que a iluminação natural supre as necessidades de iluminância. Desta forma. O estudo do sistema de iluminação artificial através dos equipamentos instalados e das iluminâncias proporcionadas permite a avaliação da possibilidade de realização do retrofit através da adoção de tecnologias energeticamente eficientes.

the lighting project can be done for the different rooms of the building and one can evaluate the energy saving with the retrofit. . The last step is the viability analysis of the investment performed in the lighting retrofit in comparison with the economic reduction provided by this new lighting system in the electric bills. The lighting end-use is estimated in 63% and the use of energy-efficient lighting systems allows the reduction of the lighting consumption in 67%. a study is performed at the Universidade Federal de Santa Catarina. To apply this methodology. The study of the artificial lighting system through the equipments used and the illuminances provided allows the evaluation of the possibility of retrofitting the lighting system through the use of energy-efficient lighting equipments. on the determination of the building energy end-uses for evaluating the lighting portion on the total energy consumption. It is also presented a way of evaluating the daylighting conditions in the interior spaces to minimize the electric power consumption in the artificial lighting. Through a market analysis it is possible to determine the energy-efficient lighting equipments that are available.xxii Abstract This work shows a methodology for retrofitting lighting systems. The saving can rise to roughly 50% with daylighting use through independent and parallel lighting circuits that allow to turn off the lamps situated next to the windows when daylighting supplies the desired illuminance levels. This fact allows a total saving of 42% in the electric power consumption of this university. This methodology aims at being simple and objective to allow the emergent necessity of replacing lighting systems composed by energyinefficient technologies. Thus. The methodology is based. first.

esta nem sempre é devidamente aproveitada nas edificações deste fim de século. Introdução 1. A descoberta do fogo. seja na guerra contra as dificuldades da percepção visual durante a noite. satisfação. O sol. quando os raios solares atravessam a menor espessura possível da atmosfera terrestre. ou seja.. os lampiões à querosene. O homem e a iluminação natural . Porém. Se desde os primórdios o homem sentia necessidade de vencer a barreira da escuridão noturna. se começa a descobrir a possibilidade de alteração das condições originais da natureza.. sem dúvida. a primeira fonte de luz artificial. provavelmente. O movimento de translação da Terra ao redor do sol também exerce influência nos níveis de iluminação natural pois origina as estações do ano onde partes do planeta estarão mais próximas ou mais afastadas do sol. cada vez mais dependente de condições que permitam o desenvolvimento de atividades durante a noite.Faça-se a luz! E a luz se fez. imagine-se o homem às portas do século XXI. que origina a iluminação alternada do globo terrestre. evitando excessos mas . aos profissionais da iluminação fornecer condições adequadas para o perfeito desenvolvimento das tarefas visuais. No entanto. como a rotação da Terra em torno de seu eixo. as velas e as primeiras lâmpadas elétricas contribuiram. a grande saga da humanidade. No entanto.. Cabe. níveis adequados de iluminação devem ser proporcionados aos ususários das edificações visando o perfeito desenvolvimento da tarefa visual. não se permite que a mesma parte do planeta seja iluminada 24 horas por dia (na maior parte do globo. em virtude das leis da natureza. com a descoberta do fogo. pelo menos).Capítulo 1. luz da lua durante a noite e dependência completa a uma estrela e ao satélite natural do planeta. seja na necessidade de tornar possível a visão após o entardecer. o óleo de baleia. o sol incidirá sobre a superfície terrestre em diferentes altitudes solares o que representa maiores níveis de iluminação quando a incidência ocorre em maiores altitudes solares.. para a derrubada da barreira que era o desenvolvimento de atividades após o pôr do sol. Além disso. enquanto brilhando no céu ou mesmo encoberto por nuvens. seja na luta pelo máximo aproveitamento da luz do dia. portanto. Durante séculos.1. o homem esteve à mercê da natureza: luz do sol durante o dia. Inicia-se aí. fornece iluminação natural abundante. Em função da inclinação praticamente constante do eixo norte-sul da Terra em relação ao plano de movimento. além de conforto.

Para que se atinja este objetivo é necessário o uso correto da luz. 1. Retrofit: definição Retrofit é o termo utilizado. bem como o uso inteligente de tecnologias disponíveis atualmente no mercado. No entanto. tanto durante o dia quanto durante a noite. a estes mesmos profissionais em conjunto com os engenheiros e arquitetos responsáveis pelo projeto da edificação. Nos sistemas de . a alteração de sistemas de iluminação através da utilização de tecnologias energeticamente eficientes. Introdução 2 garantindo o mínimo para a realização da tarefa. 1. através da otimização dos níveis de iluminação. o estudo da possibilidade de utilização e a especificação de procedimentos ou sistemas que permitam o uso consciente da iluminação natural como aliada na redução do consumo de energia elétrica em edificações. do índice de reprodução de cor e da temperatura de cor da fonte de luz. especificamente.3. ou seja.2. normalmente determinado pelo período de ocupação do ambiente construído. entre os profissionais e pesquisadores envolvidos com eficiência energética em edificações o termo é utilizado para definir alterações ou reformas em sistemas consumidores de energia elétrica visando a sua conservação. Neste trabalho. luminárias e reatores de qualidade. para definir qualquer tipo de reforma. esta iluminação deve atender as exigências do usuário apenas nos momentos em que se realiza a tarefa visual. Além do que. Eficiência energética em iluminação O objetivo de todo sistema de iluminação é proporcionar um ambiente visual adequado que forneça a luz mínima necessária à realização de tarefas visuais executadas por ocupantes de postos de trabalho. A eficiência energética representa a capacidade de transformação da menor quantidade de energia possível para a geração da máxima quantidade de trabalho possível. a luz deve ser fornecida e direcionada à superfície de trabalho para que os ocupantes do posto de trabalho consigam desenvolver suas atividades. em sua forma original. visando a conservação de energia elétrica sem detrimento da satisfação e conforto do usuário. das taxas de luminâncias e contrastes.Capítulo 1. como lâmpadas. o termo é utilizado para definir. Cabe também.

O conceito de eficiência energética em iluminação torna-se insignificante a menos que o sistema de iluminação forneça as condições adequadas para a realização da tarefa visual. ciente da importância do tema. um sistema de iluminação energeticamente eficiente pode ser obtido através da minimização de duas variáveis: o tempo de utilização e a potência instalada. Na realidade. prejudicar o conforto e a satisfação do usuário bem como o perfeito desenvolvimento da tarefa visual. A minimização da potência instalada é obtida através da utilização de componentes do sistema de iluminação artificial energeticamente eficientes como lâmpadas com alta eficiência luminosa. Introdução 3 iluminação representa a quantidade de energia utilizada na produção de luz visível e é medida através da relação lúmem/watt (lm/W). DUTRA (1994). O investimento inicial pode custar mais do que numa instalação ineficiente. No entanto. A adoção de tecnologias energeticamente eficientes não deve. sugere o acréscimo da eficiência energética como um quarto vértice na trilogia clássica (solidez. A substituição de equipamentos ineficientes e a instalação de sistemas de controle de iluminação artificial através do . quando não entendidos adequadamente. o retorno do investimento ocorre geralmente em poucos anos através da economia de eletricidade e de redução nos custos de reposição de equipamentos.Capítulo 1. o sistema de iluminação energeticamente eficiente deveria ser considerado um investimento com retorno financeiro garantido em virtude do seu considerável potencial econômico. Na minimização do tempo de utilização do sistema de iluminação deve-se considerar também o usuário. O mesmo se verifica com o uso de sensores de presença e temporizadores para áreas com ocupação intermitente. utilidade e beleza) proposta por Vitrúvio e aplicada à arquitetura. luminárias reflexivas e reatores com alto fator de potência. Os sistemas de iluminação energeticamente eficientes. Para sistemas existentes. podem parecer caros e causar a impressão de proporcionar condições de trabalho luxuosas. os retrofits poderão ser economicamente vantajosos. O aproveitamento da iluminação natural através da utilização de sistemas de controle da iluminação artificial podem minimizar o tempo de utilização do sistema de iluminação artificial. Ambientes com superfícies mais claras (maiores refletâncias) e um projeto luminotécnico criterioso também contribuem para esta minimização. Em sua forma mais simples. sob nenhuma hipótese. bem como a sua manutenção freqüente. pois este tem importância fundamental no processo podendo apagar ou não lâmpadas inutilmente acesas.

A iluminação artificial contribui para os ganhos internos de calor . Iluminação. deve-se atentar que os empreendimentos verdadeiramente bem sucedidos são aqueles que partem de projetos bem definidos e estudados e que apresentam padrões arquitetônicos adequados ao clima em que se inserem. Introdução 4 uso de iluminação natural ou de sensores de presença são alternativas eficientes a serem consideradas nos sistemas existentes. Para estimar o total de eletricidade necessária para operar o sistema de iluminação. WEERSINK e MEYER (1996) também afirmam que a utilização de sistemas de iluminação energeticamente eficientes pode reduzir o consumo de energia do edifício em 20%. Deve-se atentar. as exigências de iluminação devem ser avaliadas. Em estudos realizados na Holanda.Iluminância de Interiores (ABNT. Diferentes ambientes com diferentes atividades visuais necessitam de iluminâncias diferenciadas e devem ser iluminados de acordo com esta necessidade. é responsável por aproximadamente 30% do total de eletricidade para operar muitos edifícios comerciais. enquanto outros necessitam de iluminação apenas em certos períodos do dia.Capítulo 1. além de ar condicionado central e vidros com alto poder de reflexão proporcionando maior conforto térmico. sendo que 2/3 aproximadamente poderia ser economizado com a utilização de sistemas eficientes de iluminação. Segundo CADDET (1995). bem como as metas de redução no consumo de eletricidade e nos custos. Isto representa uma economia total de 20% no consumo de eletricidade do edifício. Num edifício. 1991). Porém. também. ganhos de calor gerados por equipamentos e ocupantes e sistemas de ar condicionado possuem uma relação interdependente. por ocasião do projeto luminotécnico ou da proposta de retrofit. os empreendimentos melhor sucedidos atualmente são aqueles que estão fazendo uso de gerenciadores para redução de consumo de energia e elevadores inteligentes para controle de tráfego. determinarão as medidas a serem adotadas no retrofit em sistemas de iluminação. segundo SYMANSKI (1997). o sistema de iluminação é parte integrante de todo o conjunto que o compõe. a iluminação. adotar soluções que considerem tais peculiaridades e permitam uma utilização mais eficiente do sistema de iluminação artificial. de forma geral. Estes detalhes de ocupação devem ser conhecidos para que se possa. A iluminância necessária para a realização da tarefa visual e o nível desejado de melhoria. Valores médios de iluminância recomendada para atividades visuais específicas podem ser obtidos na NB 57 . ao fato de que alguns ambientes devem ser iluminados durante todo o tempo de utilização. No Brasil.

Tabela 1. Isto mostra a necessidade de utilização da iluminação natural nos ambientes internos pois. Tabela 1.1.1.Capítulo 1. a tabela 1. Eficiência luminosa de lâmpadas fluorescentes. através de simulações computacionais para um estudo específico em . esta é termicamente mais eficiente que a iluminação artificial. a carga de aquecimento gerada por 2 kW de iluminação em um edifício deve ser compensada por 1 kW extra de energia elétrica para ar condicionado. Lâmpadas Eficiência luminosa (lm/W) Fluorescente de 30W 67 a 70 Fluorescente de 32W 66 a 95 Fluorescente de 34W 71 a 93 Fluorescente de 36W 39 a 93 Fluorescente de 40W 53 a 92 Fluorescente de 58W 69 a 90 Fluorescente de 65W 68 a 69 PARKER et alii (1997). ou seja. são apresentadas na tabela 1. Condições de iluminação natural Eficiência luminosa (lm/W) Sol direto (altitude solar 60o) 90 a 115 Radiação global com céu claro 95 a 125 Radiação difusa com céu claro 100 a 145 Céu encoberto 100 a 130 Com efeito comparativo. Segundo CADDET (1995). a carga térmica inserida no ambiente pela iluminação natural é menor do que a criada pela artificial. Eficiência luminosa da iluminação natural apresentadas por PEREIRA (1992). Introdução 5 de um edifício e deve ser considerada no projeto do sistema de ar condicionado. segundo EPRI (1993). determinadas através da análise de catálogos fornecidos por diferentes fabricantes. faixas de eficiência luminosa para a iluminação natural citadas por PEREIRA (1992). Para comprovar esta afirmação.2.2 apresenta faixas de eficiência luminosa para as principais lâmpadas fluorescentes atualmente comercializadas.

ou seja. quando se utiliza um sistema de iluminação eficiente que gere menos calor. verificaram que aproximadamente 30% da carga de refrigeração anual é atribuída ao calor gerado pelo sistema de iluminação artificial. em 1996. como já mencionado. além de possilitarem a redução da potência instalada em iluminação. evitando desperdícios e criando ambientes agradáveis e prazeirosos à sua utilização. comercial e de poder público são os principais responsáveis pelo consumo de energia elétrica do município. Saliente-se que cores claras com alta refletividade utilizadas nas superfícies de ambientes internos. 1997). utilizá-la de maneira inteligente. Muitas vezes. Introdução 6 um edifício de escritórios de 1 pavimento. Como visto. . de forma geral. Portanto. 1. o potencial para economia de energia aumenta significativamente. A figura 1.Capítulo 1. como responsável por 15 a 20% da carga total de refrigeração do edifício. Justificativas O município de Florianópolis. Desta forma. tornam os espaços mais claros e podem induzir os ocupantes a reduzir a utilização de iluminação artificial. em 1980. IESNA (1995) cita o calor gerado pelo sistema de iluminação.1 apresenta a variação do consumo anual por setores entre 1980 e 1996 para Florianópolis (CELESC. Deve-se atentar que conservar energia elétrica por meio da adoção de tecnologias energeticamente eficientes e da utilização da iluminação natural não significa interferir nos padrões de conforto e operação do edifício. localizado em Orlando nos Estados Unidos. estas maneiras podem ser combinadas para obter o máximo de economia de energia. existem muitas maneiras de se conseguir economizar energia através de sistemas de iluminação energeticamente eficientes. Levando em consideração a redução na carga de ar condicionado. constituído por uma parte continental e outra insular. projetos de sistemas de ar condicionado corretamente idealizados terão a sua carga de instalação reduzida.4. isto sim. Significa. aumentou de aproximadamente 199 GWh. para 605 GWh. os setores residencial. Porém. possui 451 km2 de área total e caracteriza-se por apresentar um setor industrial pouco expressivo. Seu consumo global de energia elétrica entre 1980 e 1996 aumentou em uma razão de um para três.

onde se insere a Universidade Federal de Santa Catarina.1% Comercial 29. a razão de aumento no citado período é de dois.5% Residencial 46. objeto deste estudo.3% Industrial 4. Introdução 7 Para o caso específico do setor de poder público.2.2% Figura 1. Poder público 11. Consumo anual (GWh/ano) 700 600 500 400 300 200 100 0 80 81 82 83 84 85 86 87 88 89 90 91 92 93 94 95 Ano Total Residencial Comercial Poder público Outros Industrial Figura 1. em 1996. Participação percentual média de cada setor no consumo de Florianópolis entre 1980 e 1996. o consumo aumentou de aproximadamente 30 GWh. A figura 1. para 61 GWh.9% Outros 8.1. Consumo de Florianópolis por setores entre 1980 e 1996. em 1980.2 apresenta a participação percentual de cada setor no consumo global de Florianópolis em termos médios de 1980 a 1996. ou seja.Capítulo 1. 96 .

60 O consumo médio anual por unidade de área construída do campus (79.3.312 79.3 a 1.26 kWh/m2.24 7. coincidentemente.9%) e de empresas de serviços públicos (1.860 76.02 1993 10. sendo que a iluminação é responsável por 52. A Universidade Federal de Santa Catarina caracteriza-se por ser um dos maiores consumidores de energia elétrica do Estado de Santa Catarina.56 kWh/m2.3. No entanto. a análise do sistema de iluminação dos prédios deste campus permite afirmar a possibilidade de redução deste consumo através da utilização de tecnologias energeticamente eficientes aplicadas através de um retrofit no sistema de iluminação.mês) 1992 9. 2% do consumo total do município neste mesmo período. apresentam alguns exemplos da atual condição do sistema de iluminação de diferentes ambientes da UFSC.ano e no caso da UFSC (com um uso final em iluminação de 63% . também é de 49.07 1994 9. mostradas a seguir. .8 do capítulo 4).93 kWh/m2. o consumo com iluminação nas escolas dos Estados Unidos é de 49.93 kWh/m2.seção 4.872. com um consumo médio anual entre 1992 e 1996 (excluído o Hospital Universitário).43 Média 9. Portanto. como a CASAN. conseqüentemente.26 6.16 6.ano.15 1996 10.412 73. Naquele país.288. Ano Consumo (kWh/ano) Consumo (kWh/m2.ano.35 1995 9.1%). Este consumo representa 18% do setor público de Florianópolis e.15.972.573.3%).ano) é 16% inferior ao verificado em escolas dos Estados Unidos.312 77.8% deste consumo (EIA. de iluminação pública (6.004.219 84. conforme mostra a tabela 1. Introdução 8 O que está caracterizado como outros representa o consumo dos setores rural (0.ano) Consumo (kWh/m2.324 84. de aproximadamente 10 GWh/ano. o consumo médio anual por unidade de área construída em escolas é de 94. As figuras 1. Consumo de energia elétrica do campus entre 1992 e 1996. Tabela 1. 1994).942.Capítulo 1.83 7.84 6.24 6.

.3 e 1. Em todo o campus as lâmpadas apresentam baixa eficiência luminosa e os reatores são essencialmente eletromagnéticos. apenas suportes para lâmpadas sem a menor capacidade de direcionar a luz para a superfície de interesse. Introdução Figura 1. como se vê nas figuras a seguir. não funciona adequadamente pois é comum a demora na substituição de lâmpadas queimadas e de luminárias danificadas. Nos demais casos. apresentam baixo poder de reflexão e estão em estado precário.Capítulo 1. Sala 812 . resulta na perda de sua eficiência luminosa. Sala 814A .CTC. ou seja.4. do CSE e do CCS as luminárias são instaladas entre vigas com 53 centímetros de altura o que constitui-se em um sistema que. não existem luminárias e sim. 9 Figura 1. As luminárias. limitada à troca de lâmpadas e acessórios. Também não é realizada uma manutenção adequada que vise a limpeza das lâmpadas e luminárias.4.3. As paredes de tijolos aparentes e o teto em concreto são mantidos em suas cores originais com baixa refletância. para o plano de trabalho. Em grande parte do CTC. apesar de evitar ofuscamento. como pode-se verificar em todas as figuras. A manutenção do sistema.CTC. e as únicas que podem ser assim chamadas são as mostradas nas figuras 1.

CTC. deve-se atentar que não se desenvolve nenhuma atividade no teto e que. Esta luz poderia ser direcionada diretamente para a superfície de interesse. Arquitetura . 10 Figura 1. mais impedem a saída da luz do que a direcionam e mais absorvem do que refletem a luz. Introdução Figura 1. porém. no antigo prédio da Engenharia Mecância e nas novas instalações do Curso de Arquitetura. Engenharia mecânica .5 e 1. as luminárias. no primeiro caso. ou seja.6.Capítulo 1. Na figura 1. Porém.6. apesar deste ser claro e permitir a reflexão da luz. para a superfície onde se desenvolvem as atividades visuais. através da adoção de luminárias adequadas. . Nas figuras 1.5.6. as perdas ocorrem pois a luz é refletida indefinidamente. respectivamente.CTC. verifica-se a excelente iluminação do teto. o teto e as paredes são de cor clara.

7. Outro detalhe importante diz respeito ao aproveitamento da iluminação natural. No horário em que esta fotografia foi obtida (15:10h) a iluminação artificial poderia estar desligada.10. principalmente nas proximidades da parede envidraçada. onde tradicionalmente não se desenvolve nenhuma atividade específica. Um projeto criterioso. também para corredores. permitiria reduções significativas na potência instalada em iluminação e estes ambientes (figuras 1.8. Os corredores e ambientes do campus com ocupação intermitente apresentam os mesmos problemas já apontados.Capítulo 1.7 e 1. As lâmpadas são fixadas apenas por pinos. Corredores . não pode-se abrir mão de um sistema eficiente de iluminação já que são ambientes de utilização intermitente e terão períodos sem ocupação. Além disso.CCH.CTC. No caso da figura 1.CTC. Corredores . sem utilização de luminárias. . Corredores . Figura 1.9. deve-se impedir que o sistema de iluminação atinja tal ponto de deterioração através da definição e da execução de um programa de manutenção adequado.10. Hall da reitoria.9) se tornariam mais seguros e agradáveis. Nos corredores. Figura 1. Introdução 11 Figura 1. percebe-se o mesmo problema do direcionamento da luz. Figura 1.

15 cabem algumas novas questões. Corredores . Figura 1.Capítulo 1.12.11. Figura 1. Nas figuras 1. O acúmulo de poeira sobre o bulbo da lâmpada reduz o seu fluxo luminoso e conseqüentemente a iluminância desejada.CCH. Restaurante universitário. No restaurante universitário (figura 1. Corredores . A fotografia foi obtida às 15 horas (momento em que o restaurante está desocupado) e as suas lâmpadas estavam acesas. as lâmpadas e luminárias superam todos os exemplos já mostrados. 12 Figura 1.12 a 1.13 e 1.CCE.11 a 1. Para as figuras 1. Porém. . no caso das figuras 1. Introdução Figura 1.14.15 valem também as questões já levantadas.14.10) principalmente no que se refere à utilização de iluminação natural.CCE. Salas de aula .12) verificase o mesmo problema do hall da reitoria (figura 1.13.

começam a utilizar luminárias mais eficientes como as com refletores e aletas de alumínio polido (figura 1.16). depois de tantas questões e tantos maus exemplos cabe ressaltar que alguns ambientes do campus.Capítulo 1. como algumas salas reformadas na reitoria e no laboratório de áudio do CCE e os recém inaugurados prédios do CCJ e do CFM. Figura 1.CCJ. . Introdução 13 Figura 1.16. Corredores .15.CSE. Salas de aula e corredores . Pois bem.

outras questões devem ser levantadas pois estas luminárias podem não ser necessárias em todos os ambientes em que estão sendo utilizadas.6 W/m2 e as salas onde se realizam atividades administrativas apresentam uma potência média instalada de 30. a redução do consumo e dos custos de energia elétrica e a satisfação do usuário? Não seria importante definir uma metodologia para a realização deste retrofit? Embora estas questões possam parecer evidentes. o que permite a sua utilização também em estudos de instalações novas.2. cabem algumas interrogações finais: A necessidade de um retrofit em sistemas de iluminação como o apresentado não parece emergente? Este retrofit pode ser realizado sem estudos preliminares que garantam o retorno do investimento aplicado? Pode-se realizar o retrofit simplesmente adotanto tecnologias eficientes sem projetos criteriosos que visem a sua correta utilização. Outro fator importante diz respeito a potência instalada. conforme pode-se verificar na sub-seção 4. as salas de aula desta universidade apresentam uma potência média instalada em iluminação de 27.4 do capítulo 4. Depois de tantas questões levantadas a respeito do sistema de iluminação da UFSC. a falta de consciência e de conhecimento da grande maioria dos profissionais envolvidos com projetos de iluminação. Este trabalho questiona este uso pois estas luminárias podem aumentar a carga instalada em iluminação em até 26. Desta forma. como corredores. muitas vezes inadequados à tarefa a que se destinam e consumidores em potencial de energia elétrica. além de tornar mais claros os procedimentos para a realização de projetos luminotécnicos. Atualmente.5% em comparação com estas mesmas luminárias sem aletas.11. tornam estes projetos ineficientes. por exemplo. Estes valores podem ser reduzidos facilmente através da utilização de tecnologias energeticamente eficientes para valores entre 8 e 10 W/m2.8 W/m2. Introdução 14 Porém.Capítulo 1. este trabalho pretende servir como uma contribuição no estudo de retrofits em sistemas de iluminação. . Isto permite afirmar que os ambientes em que elas são utilizadas não estão passando por um projeto luminotécnico criterioso.

5. nesta universidade. Objetivos específicos Através do desenvolvimento da metodologia para realização de retrofits em sistemas de iluminação e do estudo de caso apresentado. Desta forma. quais sejam: • Determinar o uso final de eletricidade para os diferentes sistemas consumidores de energia elétrica do campus (sistema de iluminação. • Avaliar as condições de iluminação natural das salas de aula do campus. .5. através de um retrofit. • Estabelecer limites para a potência instalada em iluminação por unidade de área em função das características do ambiente e dos níveis de iluminação requeridos para as diferentes atividades. Introdução 15 1. Objetivos 1. 1. um estudo de caso é realizado em dois blocos do Centro Tecnológico da Universidade Federal de Santa Catarina com o intuito de implantar um sistema de iluminação energeticamente eficiente nos ambientes deste campus. equipamentos de computação e demais equipamentos). Objetivo geral Este trabalho tem como objetivo principal o desenvolvimento de uma metodologia para realização de retrofits em sistemas de iluminação. percebe-se a necessidade de enumeração de alguns objetivos específicos. • Apresentar uma proposta de simplificação do método dos lúmens através do tratamento estatístico dos coeficientes de utilização das luminárias com iguais características reflexivas.1. • Avaliar a possibilidade de implantação de um sistema de iluminação energeticamente eficiente.5.Capítulo 1. • Avaliar as condições de iluminação artificial das salas de aula e das salas com atividades administrativas desta universidade.2. sistema de ar condicionado.

também. como as planilhas utilizadas no levantamento de dados. sobre a potência instalada em iluminação (W/m2) e sobre a quantidade e a qualidade da iluminação necessária no desenvolvimento de atividades visuais. bem como os dados de maior relevância. as possibilidades de realização de retrofit no sistema de iluminação do campus e a análise de sua viabilidade econômica em função da economia gerada pela implantação do novo sistema de iluminação. além de algumas recomendações para trabalhos futuros. Este capítulo é encerrado com a apresentação dos métodos para análise de investimentos. ar condicionado e outros equipamentos). o método dos lúmens para determinação do número de lâmpadas e luminárias para atender a iluminância desejada de acordo com o recomendado para tarefas específicas. O trabalho é finalizado com a apresentação de alguns anexos. as equações necessárias ao tratamento de alguns destes dados. O quarto capítulo apresenta os resultados obtidos para o estudo de caso através da metodologia proposta. também o comportamento do consumo mensal dos dois blocos do Centro Tecnológico. no segundo capítulo. bem como ao consumo de eletricidade da UFSC frente ao do município de Florianópolis e as condições do atual sistema de iluminação do campus. o que permitirá avaliar a viabilidade ou não da realização do retrofit. No quinto capítulo são apresentadas as conclusões do trabalho. Descreve-se. tem-se. Apresenta-se o comportamento do consumo de eletricidade do campus frente as variações anuais e mensais da temperatura ambiente. a avaliação das condições atuais dos sistemas de iluminação artificial e natural. As condições de iluminação natural são avaliadas através de medições em quatro salas de aula. No terceiro capítulo descreve-se a metodologia proposta para a realização de retrofits em sistemas de iluminação. dentre os métodos de cálculo. Discute-se.1. . Apresenta-se algumas possibilidades de determinação do uso final de eletricidade na edificação. Analisa-se. também. bem como as diretrizes para elaboração do novo projeto luminotécnico e a análise do retorno do investimento. Estrutura da dissertação Após uma breve introdução aos temas iluminação natural e eficiência energética em edificações. Apresenta-se dados sobre o consumo de energia elétrica em edificações através de seus diferentes usos finais (iluminação. a apresentação dos tópicos de interesse do trabalho.6. bem como o seu uso final e as condições do atual sistema de iluminação.

.......... Consumo de energia elétrica do campus entre 1992 e 1996.......... ................. Corredores ........................................8. 11 Figura 1................. Corredores ................ Corredores .. Restaurante universitário.CTC......................................7........................ 1 1.....................................16..............3......................................... 12 Figura 1....................5....................................... Retrofit: definição .......................15........................... Participação percentual média de cada setor no consumo de........................................................................ Eficiência luminosa da iluminação natural apresentadas por PEREIRA (1992)........ 15 1............................CCE.............................................2........... 12 Figura 1........................................... Arquitetura ....... Consumo de Florianópolis por setores entre 1980 e 1996.............. 7 Figura 1.................................2..................................................... 9 Figura 1. Corredores ........................... 10 Figura 1.......2.. 15 1..................CTC.......................... 11 Figura 1............. 5 Tabela 1........................CTC......... 8 Figuras Figura 1.............................. 15 1................................................ Eficiência energética em iluminação........... 11 Figura 1..................................................................9.......CCE.. ............................................... Eficiência luminosa de lâmpadas fluorescentes......... 5 Tabela 1................................................6........................................................................12............. 7 Figura 1......................................... Estrutura da dissertação...................................... .........................5.............. Sala 812 ..CTC............................ 1 Tabelas Tabela 1...14.......... Corredores .........................1............ 10 Figura 1.4............. ..CTC...... ............................. Objetivos .......................................................CTC................. 2 1.............................3............2..................................................................1................................CCH....................... 6 1..............CSE.....1.......6................. Engenharia mecânica ........................................................................13.. 13 2 .....................11...........................CCJ.............CCH................. 12 Figura 1.................. 12 Figura 1.................... 9 Figura 1.................................................. Objetivos específicos.. Corredores ......................5..................................................................................................................... Salas de aula e corredores ................................................................................3............................................4................................................1......Capítulo 1........................... .............................. 11 Figura 1.. .......................... Introdução Índice 1...................... Objetivo geral. O homem e a iluminação natural.................. Hall da reitoria............................5................ 13 Figura 1....................... Justificativas ................ Sala 814A ........................................... Salas de aula ..........10......................................................................... 2 1............

neste país. lojas. inicialmente.1. Segundo EPRI (1993). Usos finais Para determinar a economia gerada por um retrofit em sistemas de iluminação ou em qualquer outro sistema.ano (16. o consumo com iluminação em edifícios comerciais nos Estados Unidos representa mais da metade da eletricidade consumida nestes edifícios. apresenta-se a seguir. Características de lâmpadas. nos Estados Unidos. Introdução Este capítulo apresenta. além do Brasil. EIA (1992) afirma que o consumo de eletricidade com iluminação em edifícios comerciais nos Estados Unidos no ano de 1986 foi de 40 a 50% do consumo total destes . 1992). verifica-se a quantidade e a qualidade da iluminação necessária na realização de diferentes atividades visuais. Da mesma forma. O potencial de economia de eletricidade também é avaliado através da utilização da iluminação natural e do uso de diferentes tipos de sistemas de controle de iluminação. Revisão bibliográfica 2.ano em iluminação e um adicional de 6 kWh/m2. Da mesma forma. escritórios e depósitos representa de 80 a 90% do total de eletricidade em iluminação (IAEEL.Capítulo 2. Desta forma. luminárias e reatores também são apresentadas. Em termos percentuais.7%) para retirar o calor gerado pela iluminação artificial. Sendo que a iluminação utilizada em indústrias. 2. bem como o detalhamento do método dos lúmens. informações referentes ao consumo de eletricidade em edificações através dos seus diferentes usos finais e da potência instalada em sistemas de iluminação por unidade de área em diferentes países como forma de alertar para a necessidade do seu conhecimento no processo de implantação de retrofits em tais sistemas. consome aproximadamente 36 kWh/m2. Um edifício comercial típico. Este capítulo é finalizado com a apresentação dos métodos para análise de investimentos. Informações adicionais a respeito de usos finais e consumo de energia elétrica em edificações podem ser obtidas em um levantamento realizado por GHISI (1997). informações breves a respeito do consumo e do uso final em edificações para alguns países. a iluminação é responsável por 20 a 25% do total de eletricidade utilizada.2. deve-se verificar o comportamento do consumo de energia elétrica da edificação.

CADDET (1995) também apresenta a iluminação do setor comercial nos Estados Unidos como responsável por 57% da carga total de eletricidade para iluminação daquele país. Uso final (%) Iluminação 39 Outros equipamentos 16 Equipamentos de escritório 14 Ventilação 10 Refrigeração 10 Geladeiras 7 Aquecimento 3 Cocção 2 Aquecimento d’água 1 Na China. a iluminação representa 30% do total de energia elétrica consumida no país (BANDALA. com . Na Inglaterra. a iluminação é responsável por 20% de toda energia elétrica consumida no país. 1995).1. em 1993. segundo KOREAN NATIONAL TEAM (1996). Uso final de eletricidade para edifícios nos Estados Unidos segundo EIA (1994).Capítulo 2.1 apresenta-se o uso final médio da eletricidade consumida em diferentes tipos de edifícios nos Estados Unidos (EIA. os edifícios comerciais são responsáveis por 63% da energia elétrica consumida em iluminação. Londres e Copenhagem indicaram que o consumo de iluminação artificial representa 35% do total. 1995). Isto permitiria economias entre 12 e 40% no consumo total do edifício. 1994). segundo CADDET (1995). Na tabela 2. Estudos de caso realizados em escritórios em idênticas condições em Atenas. Revisão bibliográfica 19 edifícios. Na Koréia. a iluminação respondia por 15% do total de eletricidade consumida no país (MIN et alii. Este trabalho afirma ainda que este consumo poderia ser reduzido de 30 a 80% através do uso de tecnologias eficientes. Tabela 2. No México.

caso se utilizasse iluminação energeticamente eficiente.2. segundo EPRI (1993). pode-se obter economia no consumo total do edifício da ordem de 20 a 30%. através da implantação de sistemas energeticamente eficientes. Edifício Iluminação (%) Centros de saúde 50 Escolas 51 Escritórios 55 SANTAMOURIS (1995) afirma que em edifícios comerciais na Grécia. o consumo de eletricidade em edifícios comerciais e públicos. Tabela 2. No entanto. segundo PROCEL (1993).Capítulo 2. retrofits em iluminação podem oferecer economia de energia da ordem de até 40% em edifícios comerciais.3. avaliado para instalações com e sem ar condicionado.2.3. Usos finais para edifícios com e sem ar condicionado no Brasil segundo PROCEL (1993). Segundo IAEEL (1992). escolas e escritórios é superior a 50%. o consumo de eletricidade exigido para iluminação poderia ser reduzido em aproximadamente 50% e a demanda total de eletricidade poderia ser reduzida em 10%. segundo SLIEPENBEEK e VAN BROEKHOVEN (1995). Uso final em iluminação na Holanda segundo SLIEPENBEEK e VAN BROEKHOVEN (1995). o consumo com iluminação em centros de saúde. Tabela 2. Na Holanda. No Brasil. 1993). Usos finais (%) Edifícios com ar condicionado Edifícios sem ar condicionado Ar condicionado 48 - Iluminação 24 70 Equipamentos de escritório 15 16 Elevadores e bombas 13 14 . Revisão bibliográfica 20 pouquíssima variação entre os três lugares (GOULDING et alii. como mostra a tabela 2. conforme mostra a tabela 2.

Para GELLER (1990). o equivalente à produção da Usina de Itaipu. Revisão bibliográfica 21 Percebe-se a grande participação da iluminação no consumo de eletricidade nos edificíos não condicionados artificialmente (70%). os valores apresentados na tabela 2. representa 24% de toda energia elétrica consumida no Brasil. . a iluminação responde por uma parcela significativa do consumo (24%). No entanto. Percebe-se novamente a importante participação da iluminação no consumo global dos edifícios.Capítulo 2. Porém.3 (para sistemas de iluminação e ar condicionado. no ano de 1994. as de descarga. As fluorescentes representaram apenas 9%. a iluminação. se o Brasil substituísse todas as lâmpadas incandescentes em uso por fluorescentes compactas e instalasse lâmpadas de vapor de sódio na rede de iluminação pública. Uso final (%) Iluminação 44 Ar condicionado 20 Refrigeração 17 Cocção 8 Outros 11 Como pode-se perceber. 18%. 2% e as demais lâmpadas. Tabela 2. mesmo em edifícios condicionados artificialmente. segundo LEONELLI et alii (1995). Segundo ABILUX (1996b). o consumo com iluminação no Brasil poderia ser reduzido em 40% até o ano 2000 e em 60% até o ano 2010 através do uso de tecnologias eficientes como a substituição de lâmpadas incandescentes por fluorescentes. as lâmpadas incandescentes representaram 71% das lâmpadas vendidas. pelo menos). estes novos valores são levantados tanto para ambientes com ou sem ar condicionado. reatores eletrônicos e implantação de sistemas de controle de iluminação. ou seja. distribuída entre mais de 30 milhões de residências e 3 milhões de estabelecimentos. GELLER (1990) apresenta um levantamento de usos finais para edifícios comerciais e públicos de São Paulo. Usos finais para edifícios comerciais e públicos de São Paulo segundo GELLER (1990). conforme a tabela 2.4.4 representam valores próximos às médias daqueles da tabela 2. Segundo ABILUX (1995b). economizaria cerca de 12 GWh (US$ 25 bilhões). o uso de luminárias reflexivas.4.

bem como limites. as luminárias comuns por reflexivas e os reatores eletromagnéticos por eletrônicos (ABILUX. permitindo economias de até 40% no consumo total da edificação. Como se vê. a correção de eventuais falhas no sistema e nos níveis de iluminação. Além do que. principalmente naquelas não condicionadas artificialmente. É responsável por 25% da energia consumida no setor residencial e 44% no setor de serviços. Num projeto piloto de iluminação eficiente o Governo do Estado de São Paulo conseguiu uma redução de 28% nas contas de energia elétrica da Escola Estadual de Primeiro e Segundo Graus "Major Arcy". nas escolas brasileiras. a especificação de produtos e materiais energeticamente eficientes e a adequação de critérios de projeto racionais permitem reduções de até 60% no consumo de eletricidade de edificações residenciais. o emprego de padrões arquitetônicos adequados. também. é um dos grandes responsáveis pelo consumo de energia elétrica em edificações. E permite. quando impostos. segundo ABILUX (1995c). como visto. é. Revisão bibliográfica 22 LEONELLI et alii (1995) afirmam que a iluminação representa cerca de 17% do consumo de energia elétrica no Brasil. As lâmpadas convencionais de 40 W foram substituídas por fluorescentes de 32 W. . ROMÉRO (1994) verificou que o sistema de iluminação da Universidade de São Paulo é responsável por 65.5% do consumo total do campus. Segundo THE EUROPEAN COMMISSION (1994). Como o potencial para economia com iluminação neste caso é de 40%. em função dos diferentes percentuais de economia apontados através de alguns estudos ou de retrofits já executados. a alteração de sistemas ineficientes de iluminação pode ser responsável por reduções significativas de energia. dentre os responsáveis pelo consumo do edifício. Segundo ABILUX (1996c). aquele item que permite maior facilidade de redução de consumo frente ao forte desenvolvimento tecnológico dos componentes de sistemas de iluminação verificados nos últimos anos. A iluminação.Capítulo 2. No entanto. uma verificação da potência instalada em iluminação em alguns países. a iluminação pode ser responsável por até 90% do consumo de eletricidade pois geralmente não são condicionadas artificialmente. o consumo de iluminação em escolas condicionadas artificialmente na Europa varia de 10 a 15%. Desta forma. além da redução do consumo. poderia haver uma economia total no consumo de energia de 26%. apresenta-se a seguir. 1995a).

1989) prescreve a potência máxima permitida para iluminação em função da principal atividade desenvolvida e da área do edifício.5. A ASHRAE Standard (ASHRAE/IES. . Porém. varia de 20 a 30 W/m2.3. Ano Potência em iluminação (W/m2) 1973 43 1979 27 1989 16 1995* 11 1998* 8 *projeções ROSENFELD (1996) mostra que os edifícios de escritórios nos Estados Unidos. Revisão bibliográfica 23 2. o que está próximo dos valores apresentados na tabela anterior. A tabela 2. Tabela 2.7.5.Capítulo 2. no máximo. Potência instalada em iluminação Segundo CADDET (1995). Segundo EPRI (1993). Eficiência em iluminação nos Estados Unidos desde 1973 segundo EPRI (1993). a ASHRAE/IES (1989) também sugere valores a serem respeitados em função de atividades e ambientes específicos. Estes limites de potência são valores médios a serem atendidos para o edifício como um todo. como mostra a tabela 2. verificaram-se melhoras significativas na eficiência em sistemas de iluminação nos edifícios comerciais dos Estados Unidos desde 1973. A potência instalada em iluminação representa uma forma de normalização utilizada por alguns países para limitar o consumo de energia elétrica. a potência instalada em iluminação em edifícios comerciais geralmente. mas o estado da arte de sistemas de iluminação indica que este pode funcionar adequadamente usando de 10 a 15 W/m2.6 apresenta estes valores para edifícios de escritórios e escolas. Estas informações são apresentadas na tabela 2. em 1973 tinham potência instalada em iluminação entre 50 e 60 W/m2 e atualmente este valor está próximo a 10 W/m2.

2 m 2 4.7 2 a 4.1 23. Revisão bibliográfica 24 Tabela 2. apresenta valores .6 19.9 18.8 16. restaurantes e teatros 15 Escolas e mercearias 18 Igrejas.3 Tabela 2.5 20. Tipo de edifício Potência (W/m2) Escritórios.0 m 929. na tabela 2.5 20.1 2o grau 20. Califórnia.645. nos Estados Unidos. Potência (W/m2) Atividade Laboratórios 24.322.6 m 2.2 19.8.Capítulo 2.8 m2 m2 Escritórios 20.5 17. centros de convenções e lojas de varejo 20 Demais edifícios 8 Da mesma forma.322.4 19. hospitais.5 19. Potência máxima permitida para iluminação em edifícios nos Estados Unidos segundo ASHRAE/IES (1989) em função do tipo de edifício.8 16.8.8 m 2 Ambiente 185.225.3 > 23.5 17.4 21.4 18.1 Pré-escola e 1o grau 19. aprovada em março de 1993.3 Técnica e vocacional 25. Potência máxima permitida para iluminação em edifícios nos Estados Unidos segundo ASHRAE/IES (1989) em função do tipo de ambiente.6 HEINEMEIER (1993) mostra. Potência máxima permitida em iluminação (W/m2) < 185. Tabela 2.5 Corredores 8.9 16.8 a 23.8 Salas com computadores 22. os limites para potência instalada impostos pela legislação da cidade de Berkeley.225.8 18. auditórios.9 a 929. Potência máxima permitida em iluminação na Califórnia segundo HEINEMEIER (1993).6.8 25.7 18.7.1 2 a 2.645.9 16. a CALIFORNIA ENERGY COMMISSION (1992).6 Salas de aula e ambientes de leitura 21.5 18.

Tabela 2.8 17. Atividade Potência (W/m2) Escritórios 17.10.10). respectivamente (LBL. Potência (W/m2) Ambiente Edifício de escritórios 16.9) como da atividade desenvolvida (tabela 2.6 Restaurantes 5 15. 1992).9. Potência máxima permitida para iluminação em função do tipo de edifício na Califórnia segundo CALIFORNIA ENERGY COMMISSION (1992).Capítulo 2.2 Salas de aula 21.9 15.9 15.12 apresentam a potência instalada em iluminação para alguns tipos de edifícios e de ambientes para as Filipinas e Singapura.11.5 43.0 29.1 Escolas 19.3 Salas de reunião 8 4. Potência máxima permitida para iluminação em função da atividade na Califórnia segundo CALIFORNIA ENERGY COMMISSION (1992).4 Tabela 2.8 Corredores 9 15.6 11. Tabela 2. Potência instalada em iluminação nas Filipinas segundo LBL (1992). Revisão bibliográfica 25 de potência máxima em iluminação a serem respeitados tanto em função do tipo de edifício (tabela 2.6 15.7 15.9 .5 Corredores 8.3 19.6 Salas de espera 7 3.6 As tabelas 2.11 e 2.6 15. Tipo de edifício Quantidade Potência instalada em iluminação (W/m²) Mínima Máxima Média Escritório 28 2.

0 19. respectivamente.5 W/m2.0 Salas de aula 44 5. Porém. Na Holanda.0 24. segundo WEERSINK e MEYER (1996). Potência instalada em iluminação na Holanda segundo SLIEPENBEEK e EMBRECHTS (1996).0 W/m². a potência instalada em iluminação de escritórios é geralmente de 11. Para os edifícios de escritório e áreas de circulação. mostra-se significativamente superior àquela determinada anteriormente.13.Capítulo 2. Revisão bibliográfica 26 Quartos de hospital 6 6. Escritórios Área (m2) Potência instalada (W/m2) Escritório 1 19.0 W/m² e 24. a potência instalada em iluminação mostrase bastante próxima para Filipinas e Singapura. Tabela 2. A menor potência instalada (10.6 10. 16.0 W/m².0 No caso das Filipinas a maior potência instalada ocorre nos edifícios de escritório (19.7 W/m²) ocorre nos quartos de hospital. com valores de 29. Para Singapura.13.0 48.7 Tabela 2. Tipo de edifício Quantidade Potência instalada em iluminação (W/m²) Mínima Máxima Média Escritório 136 5.8 W/m²). conforme mostra a tabela 2. as maiores potências instaladas em iluminação ocorrem nos shoppings e áreas de produção.0 Corredores 82 1. Os edifícios de escritório apresentam em torno de 19.0 29. verificaram que a potência instalada em iluminação em quatro pequenos escritórios neste mesmo país.0 W/m² e as áreas de circulação. SLIEPENBEEK e EMBRECHTS (1996).0 Áreas de produção 17 3.0 10.0 Shopping 45 11.0 79.0 60.0 16.6 13.9 25.3 .12.3 W/m²) seguida pelas salas de reunião (17. Potência instalada em iluminação em Singapura segundo LBL (1992).0 16.7 59.

segundo SANTAMOURIS (1995). em 33% e 17% em escritórios e lojas. a média é de 10 a 15 W/m2.14. a potência instalada em iluminação variou entre 5 e 88 W/m2. respectivamente. Edifício Potência instalada (W/m2) Escritórios 22. com média de 21 W/m2. Assumiu-se que após o retrofit a potência seria de 20 W/m2.2 Lojas 22. Nas áreas comerciais. segundo OTTOSSON e WIBOM (1995). Para avaliar o potencial de economia de energia com a redução da potência instalada. a potência instalada em iluminação nos escritórios varia de 10 a 50 W/m2 com média de 23 W/m2. Em levantamento realizado em quatro edifícios comerciais no Rio de Janeiro. A redução do consumo de energia com iluminação ficou entre 24 e 77%. . Para este autor. Revisão bibliográfica 27 Escritório 2 12. através do uso de tecnologias eficientes. níveis aceitáveis para potência em iluminação variam entre 10 e 20 W/m2. os edifícios de escritórios da Itália apresentam uma potência média instalada em iluminação de 8 a 10 W/m2 para cada 100 lux de iluminância.9 Escritório 4 19.Capítulo 2. especialmente as grandes lojas. na tabela 2. verificou que a potência instalada em iluminação variou de 16 W/m2 nos sanitários até 40 W/m2 nos escritórios.4 22. O trabalho avalia que estas cargas poderiam ser reduzidas.14.0 Na Suíça.6 Escolas 15. Potência instalada em iluminação no México segundo BANDALA (1995). a potência instalada em iluminação em alguns tipos de edifício no México.2 13. Tabela 2.6 Escritório 3 20.100 lux. foram estudados 5 dos 17 edifícios cuja potência excedia 20 W/m2. Em 17 edifícios comerciais da Grécia.1 Segundo CELI et alii (1996). LOMARDO (1988). BANDALA (1995) apresenta. o que permite afirmar que esta faixa varia de 24 a 30 W/m2 caso a iluminância seja de 300 lux e de 40 a 50 W/m2 caso a iluminância seja de 500 lux.4 36.

Porém.15. 2.00 Assembléia 15. no desenvolvimento de atividades visuais. Iluminância nos ambientes de trabalho . Como pôde-se verificar.3 W/m2. seja artificial ou natural. iniciando com os níveis de iluminanção necessários ao desenvolvimento de atividades. Verificado o comportamento da utilização de energia elétrica em edificações e o potencial de conservação através de retrofits em sistemas de iluminação. passa-se a estudar a utilização da iluminação. conforme comentado no início desta seção. verificou que a potência instalada em iluminação nas salas de aula das escolas de primeiro e segundo graus de Florianópolis varia entre 10. GHISI (1995) apresenta a potência instalada em iluminação para quatro edifícios públicos conforme mostra a tabela 2. BOGO (1996).38 A baixa potência instalada no edifício da Celesc deve-se ao uso de lâmpadas eficientes de 32 W. Revisão bibliográfica 28 Em Florianópolis. com utilização freqüente de lâmpadas fluorescentes de 40 W. Edifício Potência instalada (W/m2) Celesc 9.15. Tabela 2. deve-se perceber que mesmo nestas situações com baixa potência instalada em iluminação existe a possibilidade de se verificar um potencial de conservação de energia elétrica nestas edificações.4.64 Eletrosul 34. Potência instalada em iluminação em Florianópolis segundo GHISI (1995). Para isto deve-se verificar o regime de utilização do sistema de iluminação que pode estar sendo utilizado desnecessariamente em determinados períodos e também os níveis de iluminação que podem estar além do recomendado para a atividade a que se destinam. No caso dos outros edifícios as lâmpadas comumente utilizadas são as fluorescentes regulares de 40 W.0 e 17. o limite para o estado da arte de sistemas de iluminação.Capítulo 2. em determinados casos a potência instalada em iluminação é inferior a 15 W/m2.54 Telesc 30.

da tarefa a ser executada. 2. sem dificuldades e com segurança.1. Revisão bibliográfica 29 A análise da tarefa visual a ser desenvolvida em um ambiente torna-se essencial para compreensão e elaboração do sistema de iluminação. a minuciosidade do detalhe a ser observado. assim como os arredores imediatos. trabalhos precisos e trabalhos de baixos contrastes. As tarefas visuais. a cor e a refletividade da tarefa.velocidade e acuracidade do desempenho visual: necessidades críticas exigem mais luz que as . que produzirão as condições de visibilidade máxima. sendo maiores para o trabalho envolvendo muitos detalhes. além de garantir o menor consumo possível aliado a maior eficiência do sistema. afetam as necessidades de iluminância. Um detalhe importante a ser lembrado é que a localização da atividade jamais deve ser adaptada ao sistema de iluminação e sim. Esta norma permite flexibilidade na determinação dos níveis de iluminância. O grau de habilidade requerida. em primeiro lugar. apesar de serem em número ilimitado. 1991) que estabelece os valores de iluminâncias médias mínimas em serviço para iluminação artificial em interiores onde se realizam atividades específicas. este é que deve ser adaptado e adequado às necessidades visuais da tarefa a ser realizada. Afinal.Capítulo 2. Quantidade de iluminação A quantidade de luz desejada e necessária para qualquer instalação depende. sendo que 3 variáveis são consideradas: . .4. O principal objetivo da iluminação de ambientes de trabalho é permitir que a atividade visual se faça de forma confortável. é importante avaliar as necessidades desta tarefa para compreender suas características.Iluminância de interiores (ABNT. Os iluminamentos recomendados são baseados nas características das tarefas visuais e nos requerimentos de execução. para dimensionar a iluminação adequada.a idade do observador: pessoas mais velhas precisam de mais luz para desenvolver a mesma atividade que uma pessoa jovem. podem ser classificadas de acordo com certas características comuns conforme a NB 57 . Na elaboração de projetos de iluminação dois fatores devem ser considerados: a quantidade e a qualidade da iluminação. Para trabalhos mais intermitentes as iluminâncias necessárias são menores.

4.Capítulo 2. diferentes atividades exigem diferentes níveis de iluminação. podem ser estabelecidos três níveis de iluminação: a) O mínimo para áreas de circulação As feições da face humana são vagamente perceptíveis com uma iluminância horizontal de aproximadamente 20 lux e uma luminância de 1 cd/m2. Iluminação de salas de aula Em virtude da grande variedade de atividades desenvolvidas em escolas. afinal. ou seja. feitas sob condições de iluminação fluorescente sem ofuscamento e com um grande número de observadores verificou-se que a iluminância de 2000 lux foi a considerada ótima. 2.1. Informações adicionais sobre estes ou outros ambientes podem ser obtidas em IESNA (1995). uma iluminância horizontal média em toda a instalação deve ser evitada. Segundo PHILIPS (1981). Revisão bibliográfica 30 casuais. b) O mínimo para áreas de trabalho internas Uma iluminância vertical de 100 lux e horizontal de 200 lux permite a percepção das feições humanas de forma aceitável. c) O ótimo para áreas de trabalho internas Em pesquisas realizadas no oeste da Europa.refletância da tarefa em relação ao fundo: grandes diferenças de refletâncias entre a tarefa e o seu entorno próximo podem reduzir o contraste e a performance visual e/ou causar desconforto visual. além da ABNT (1991). PHILIPS (1981). .1. Este trabalho limita-se a discutir alguns ambientes de trabalho e estudo encontrados neste campus e objetos deste estudo. O mesmo acontece com os diferentes tipos . quanto maior o grau de precisão requerido para executar a tarefa. permitindo que a atividade visual seja desenvolvida confortavelmente. maiores serão os níveis de iluminação exigidos. O estudo deve ser realizado para as diferentes atividades realizadas. SMIT (1964) e outras referências similares. dependendo do tipo de interior e da atividade executada.

A recomendação da NB 57 é que se verifique uma iluminâcia média de 500 lux na lousa. jardins de infância. estimulante e confortável. Iluminação de escritórios Como os escritórios são locais de trabalho onde as pessoas passam grande parte de seu tempo.4. 2. . Refletâncias recomendadas para salas de aula segundo IESNA (1995). As refletâncias das superfícies internas de salas de aula sugeridas por IESNA (1995) são apresentadas na tabela 2. pois a tarefa visual varia desde a visão à distância.1. escolas de 1o e 2o graus. 1995). Desta forma. Revisão bibliográfica 31 de escolas. como ler o que se encontra na lousa. onde a velocidade e precisão de execução da tarefa visual seja importante e onde a refletância de fundo da tarefa esteja entre 30 e 70%. deve-se atentar para que o interior destes ambientes seja agradável. até as próximas. escolas técnicas e universidades devem ser iluminadas de acordo com suas necessidades particulares. ou seja. A NB 57 estabelece a iluminância de 300 lux para salas de aula onde os usuários apresentam idade inferior a 40 anos. A luz que incide na lousa não deve criar reflexos prejudiciais à leitura em nenhum ponto da sala.16. a reprodução e a temperatura de cor não são importantes nesta aplicação. A colocação de iluminação suplementar na lousa também pode ser uma boa solução para estes casos. deve-se determinar adequadamente o acabamento das superfícies. Segundo GENISTRETTI et alii (1995).Capítulo 2. como ler e escrever.2. exceto em ambientes específicos com uso de tintas. Superfície Refletância (%) Piso 30 a 50 Parede 40 a 60 Teto 70 a 90 Lousa inferior a 20 Tarefa 35 a 50 Sugere-se ainda a adoção de refletâncias elevadas para as paredes adjacentes à janela para evitar grandes variações de luminância entre a janela e a parede (IESNA.16. Tabela 2. As salas de aula necessitam de iluminação de excelente qualidade.

O posicionamento da tela é muito importante e o layout poderá afetar o sucesso do sistema de iluminação. além do ofuscamento direto. esta afeta e influencia na aparência do ambiente e. 1995). divisórias atrás da tela podem aliviar as reflexões no vídeo e divisórias locadas na frente da tela podem limitar o ofuscamento direto provocado por luminárias e janelas (IESNA. o sistema de iluminação poderá afetar a visibilidade da tela. A tabela 2. Outros recursos importantes na limitação de reflexões na tela e de contrastes de luminância dizem respeito a utilização de cortinas e um layout que permita a orientação da tela perpendicularmente ao plano da janela. No entanto.17. Superfície Refletância (%) Piso 20 a 40 Parede 50 a 70 Teto superior a 80 Móveis 25 a 45 Divisórias 40 a 70 Em escritórios nos quais os trabalhadores são expostos ao mesmo ambiente por longos períodos de tempo. Iluminação de ambientes com microcomputadores Estes ambientes devem exigir atenção especial. O efeito visual criado em um escritório depende da variação da cor e da luminância percebida. Tabela 2. Afinal. 2. Em escritórios amplos. o ofuscamento refletido na tela dos microcomputadores.1. como os computadores podem ser colocados em qualquer posição. a cor deste ambiente pode afetar o seu desempenho mesmo que eles não tenham consciência deste efeito.4. mesmo que inconscientemente.Capítulo 2. Refletâncias recomendadas para escritórios segundo IESNA (1995). deve-se atentar que . afeta o humor e a produtividade das pessoas.17 apresenta as refletâncias recomendadas pela IESNA (1995) para escritórios. Revisão bibliográfica 32 principalmente no que se refere ao sistema de iluminação. Assim. pois o projeto de iluminação deve controlar.3. da cor ou da iluminância da superfície. E isto pode ser obtido através da variação da refletância.

sugere-se a adoção de refletâncias de paredes igual ou superior àquela das áreas adjacentes. MACEDO JR e SANCHES (1997) sugerem a adoção de telas com filtros de luz adaptáveis aos monitores em ambientes onde seja impossível resolver totalmente os problemas de reflexão nas telas.4. ou seja. a qualidade da iluminação envolve aspectos que buscam evitar distúrbios na visão de objetos como controle de ofuscamento. A NB 57 estabelece a iluminância média de 100 lux para estes ambientes. devem ser iluminados adequadamente e de forma a evitar desperdícios e garantir a segurança dos usuários. um sistema de iluminação energeticamente eficiente deve proporcionar iluminação de qualidade. difusão. IESNA (1995) sugere a adoção de uma iluminância de.Capítulo 2. Em escritórios pequenos. uniformidade de distribuição. Uma maneira de amenizar o problema de reflexão na tela é manter o monitor com fundo claro. Isto torna sua luminância maior e reduz a diferença de luminância entre a tela e a luminária refletida. a visibilidade na superfície de trabalho não deve ser afetada pela distribuição das luminárias. Da mesma forma. a possibilidade de reflexão das luminárias na tela é reduzida pois estas estarão sobre o plano de trabalho. Portanto. Desta forma. No entanto. Revisão bibliográfica 33 esta última sugestão perde o efeito no caso de janela com média ou grande extensão. mesmo quando não existe incidência direta do sol sobre esta janela.4. no mínimo.2. 2. pela sua posição relativa à atividade e pelas propriedades específicas da tarefa e da superfície de trabalho. sombras e cor. 1/3 da iluminância das áreas adjacentes de forma a evitar-se elevados graus de adaptação do olho ao se entrar e sair de um corredor. Qualidade da iluminação Além da quantidade de iluminação necessária ao desenvolvimento da atividade.1. ou seja. 2. . a melhor sugestão para ambientes médios e grandes é a adoção da tela paralela e próxima a uma parede sem janela. Iluminação de corredores Estes ambientes. o ângulo medido a partir da vertical entre a normal da tela do monitor e a normal da luminária será menor do que em ambientes grandes. apesar de apresentarem ocupação intermitente.4.

como por exemplo. desta forma. este tipo de ofuscamento é freqüentemente mais incômodo do que o ofuscamento direto por que está tão perto da linha de visão que os olhos não podem evitá-lo. a) Ofuscamento direto Pode ser definido como qualquer luminância excessiva dentro do campo de visão que possa causar desconforto visual. 1980). é classificado em ofuscamento direto ou refletido.Capítulo 2.4. Ofuscamento Da mesma forma como certos detalhes não podem ser percebidos pela falta de iluminação. seja natural ou artificial. Revisão bibliográfica 34 2.1. com acuidade e rapidez. Isto pode acontecer. Isto ocorre quando o processo de adaptação do olho não se faz de forma conveniente em virtude das diferenças de brilho entre a fonte e fundo ou entre o objeto e seu entorno. b) Ofuscamento refletido Este tipo de ofuscamento é provocado pela imagem de objetos com elevadas luminâncias refletida por superfícies localizadas dentro do campo de visão. Essa interferência produzida pela luz no processo visual é chamada de ofuscamento. o máximo tolerado pelo olho humano é 7. A proporção entre as diferentes luminâncias apresenta um efeito significante para a visibilidade e habilidade de ver facilmente. NETO (1980) ainda alerta que. para visão direta de uma fonte luminosa. chama-se a atenção do leitor pois os olhos podem evitar rapidamente qualquer tipo de . com lâmpadas ou janelas que são refletidas por telas de microcomputadores e por raios de sol que podem ser refletidos pelo teto. deve-se evitar o posicionamento de fontes de luz dentro de um ângulo de 30º entre a linha de visão horizontal e a direção da fonte para se evitar o ofuscamento (NETO. No entanto. Como a retina apresenta grande sensibilidade num círculo de 30º a partir do eixo ótico.2. o excesso de brilho também impede a visão destes detalhes. pelas paredes ou pelos móveis. O ofuscamento é chamado direto quando esta condição é causada diretamente por uma fonte de luz.500 cd/m2. O ofuscamento pode ter diferentes causas e. Segundo SMIT (1964).

utilizado nos Estados Unidos e Canadá. Revisão bibliográfica 35 ofuscamento mudando o ângulo de visão ou fechando os olhos. O Método Britânico. Sistemas de avaliação de ofuscamento Alguns países adotam. tanto o ofuscamento direto quanto o refletido podem se tornar incômodos nos casos em que o usuário. é usado para especificar e avaliar o grau de desconforto para a maior parte de ambientes internos. O Sistema de Curvas de Luminância. é o mais simples dos métodos e o mais comumente utilizado no Brasil. Mas. utilizado na Inglaterra. Deve-se evitar que o observador tenha visão direta de fontes de alta luminância. por exemplo: O Método Americano. Sistema de curvas de luminâncias Este sistema é utilizado para limitar o ofuscamento gerado por luminárias regularmente distribuídas num plano superior. Entretanto deve-se controlar a relação de luminância entre a tarefa e os arredores imediatos como um todo. métodos para avaliação de ofuscamento como. O Método Australiano estabelece limites para a luminância média de uma luminária. luminárias desprotegidas. tais como janelas vistas numa parede escura. para uma série de luminárias com distribuição de luz padronizada. dependendo das dimensões da sala e da altura de montagem acima do nível dos olhos. tais como janelas. sendo. Baseia-se em limites de luminâncias para luminárias com diferentes classes de qualidade. portanto. mesmo sendo alvo deste tipo de problema. não pode deixar de desenvolver suas atividades.Capítulo 2. países escandinavos e África do Sul. descrito a seguir. oficialmente. França. baseia-se na porcentagem de pessoas que considera visualmente confortável uma dada instalação quando vista do fundo da sala. bem como de grandes diferenças de luminâncias. numa faixa de ângulos críticos de visão compreendidos entre 45º e 85º a partir da . Itália e Holanda. Para uma boa visibilidade é necessário um grande fator de contraste entre o detalhe e os arredores imediatos. Alemanha. O conforto visual é função da luminância e da cor da tarefa em relação à luminância e a cor dos arredores. utilizado na Áustria.

Capítulo 2. Revisão bibliográfica

36

vertical, como mostra a figura 2.1.

Figura 2.1. Ângulos críticos para o controle de ofuscamento.
Em função da iluminância de serviço e da classe da luminária determina-se a curva de
luminância (a, b, c etc) para cada situação específica, como mostra a tabela 2.18.

Tabela 2.18. Curva de luminância em função da iluminância e da classe da luminária.
Classe da luminária
A

Iluminância de serviço (lux)
2000

B

1000

500

≤ 300

2000

1000

500

≤ 300

2000

1000

500

≤ 300

2000

1000

500

≤ 300

2000

1000

500

≤ 300

e

f

g

h

C
D
E
Curva de luminância

a

b

c

d

As classes de qualidade das luminárias são definidas em função das diferentes necessidades de
controle de ofuscamento para cada atividade e ambiente, sendo assim definidas:
A: qualidade muito elevada;
B: qualidade elevada;
C: qualidade média;

Capítulo 2. Revisão bibliográfica

37

D: qualidade baixa;
E: qualidade muito baixa;
Para escolas, escritórios e hospitais, PHILIPS (1981) recomenda que se utilize classes de
luminárias A ou B. No caso de lojas, áreas de exposição, cinemas, teatros, igrejas, residências, hotéis
aceita-se classes de luminárias B ou C. Classes de luminárias para outros ambientes podem ser
verificadas no Apêndice C de PHILIPS (1981).
Para se utilizar as curvas de limitação de luminâncias no controle de ofuscamento, deve-se
considerar a distribuição de luminâncias da luminária nas direções longitudinal e transversal, conforme
mostra a figura 2.2.

Direção longitudinal

Direção transversal

Figura 2. 2. Controle de luminâncias das direções longitudinal e transversal.

Neste sistema, a garantia da não existência de ofuscamento direto ocorre quando as luminâncias
de uma luminária, na faixa de ângulos críticos, são inferiores aos valores especificados pelas curvas de
limitação de luminância. Estas curvas são mostradas na figura 2.3 (PHILIPS, 1981).

Capítulo 2. Revisão bibliográfica

38

Diagrama 1: Válido para
- luminárias sem lados luminosos
- luminárias alongadas vistas na direção longitudinal

Diagrama 2: Válido para
- luminárias não alongadas com lados luminosos
- luminárias alongadas com lados luminosos vistas na direção transversal

Figura 2.3. Curvas de limitação de luminância.

Capítulo 2. Revisão bibliográfica

39

Segundo PHILIPS (1981), uma luminária tem lados luminosos quando tiver um lado luminoso
com altura superior a 30 mm e é alongada quando a razão entre o comprimento e a largura de sua
superfície luminosa for maior que 2:1.
Este sistema de controle através das curvas de luminância é válido para:
- iluminação geral;
- linha de visão predominantemente horizontal ou para baixo;
- refletância de teto e paredes superior a 50% e de móveis superior a 25%.

2.4.2.2. Distribuição, difusão e sombras
Uma iluminação uniformemente distribuída na superfície de trabalho é geralmente desejada para
interiores industriais e comerciais, permitindo um arranjo flexível das operações e equipamentos, bem
como ajuda a assegurar uma luminância mais uniforme em toda a área.
A iluminação difusa reduz a possibilidade de ofuscamento em virtude da melhor distribuição de
luz. Porém, as sombras são tênues e podem dificultar o reconhecimento das formas dos objetos.
Alguns efeitos direcionais e sombras da iluminação geral são desejados para acentuar a
profundidade e forma dos objetos, porém sombras acentuadas devem ser evitadas, principalmente na
superfície de trabalho.

2.4.2.3. Qualidade de cor da fonte de luz
De maneira geral, variações na qualidade da cor da luz tem pouco ou nenhum efeito sobre a
qualidade e rapidez da visão (SMIT, 1964). Porém, em certos ambientes, onde a discriminação da cor
ou a observação da mesma é muito importante, a fonte que fornece a iluminação para esta observação
ou discriminação deverá ser escolhida cuidadosamente.
A qualidade de cor de uma lâmpada é definida por duas diferentes características:
a temperatura de cor e o índice de reprodução de cor (PHILIPS, 1981). Deve-se atentar que fontes
com igual temperatura de cor poderão ter composições espectrais diferentes o que pode provocar
grandes diferenças na reprodução de cor.

Capítulo 2. Revisão bibliográfica

40

a) Temperatura de cor
A temperatura de cor, medida em Kelvins (K), caracteriza a aparência da cor de uma fonte de
luz. Como a cor da radiação emitida por uma fonte de luz é função de sua temperatura, a temperatura
de cor é definida como a temperatura que um corpo negro radiante deve ter para emitir um espectro
semelhante àquele da fonte de luz.
Segundo EPRI (1992), o balanço relativo dos diferentes comprimentos de onda, cada um
correspondendo a uma cor distinta, determina a matiz da cor e a temperatura de cor é a medida usada
para descrever a matiz da luz branca.
De acordo com a temperatura de cor, as lâmpadas podem ser divididas em três categorias,
conforme a tabela 2.19.

Tabela 2.19. Aparência de cor das lâmpadas segundo IESNA (1995).
Temperatura de cor (K)

Aparência de cor

> 4000

Fria (branca azulada)

3000 - 4000

Neutra (branca)

< 3000

Quente (branca avermelhada)

Para uma iluminação de qualidade, a aparência de cor da fonte de luz deve estar relacionada
com a iluminância de serviço. Ou seja, quanto maior a iluminância do ambiente, maior deve ser a
temperatura de cor e conseqüentemente mais fria a aparência da cor. A tabela 2.20, apresentada por
PEREIRA (1996), mostra as variações na aparência de cor como função da iluminância.

Tabela 2.20. Variações na aparência de cor.
Iluminância

Aparência de cor

(lux)

Quente

Intermediária

Fria

≤ 500

agradável

neutra

fria

500 - 1000

ô

ô

ô

1000 - 2000

estimulante

agradável

neutra

2000 - 3000

ô

ô

ô

≥ 3000

não natural

estimulante

agradável

Capítulo 2. Revisão bibliográfica

41

Como pode-se perceber, quanto maior a temperatura de cor de uma fonte luminosa, maior
deve ser o nível de iluminação para se obter uma aparência de cor agradável. Desta forma, Kruithof
desenvolveu um diagrama onde, em função da iluminância desejada, pode-se determinar a faixa de
temperatura de cor na qual as cores terão uma aparência mais agradável. Este diagrama, obtido em
ROBBINS (1986), é apresentado na figura 2.4. A área compreendida entre as duas curvas indica a
região em que, em função da iluminância de projeto e da temperatura de cor da lâmpada utilizada, as
cores parecem naturais.

Figura 2.4. Diagrama de Kruithof.

b) Índice de reprodução de cor
O Índice de Reprodução de Cor (IRC) mede o grau de mudança percebido na cor de um
objeto quando iluminado por uma fonte de luz comparado com a aparência deste mesmo objeto
quando iluminado por uma luz de referência com IRC de 100, que é o valor teórico máximo do IRC.

lojas (climas moderados) Quente Indústrias leves. conforme a tabela 2.21. lojas (climas quentes) 2 70 ≤ IRC < 85 Neutra Indústrias leves.preto sobre amarelo. restaurantes. escritórios. Índice de reprodução de cor. As combinações mais legíveis são: .4. hospitais Quente Residências. escolas. como parte da tarefa visual. Revisão bibliográfica 42 A CIE propõe quatro grupos de reprodução de cor. a combinação mais desejada é a do preto e branco enquanto outras combinações de cores têm maior valor quando se deseja chamar atenção. escolas. para tarefas contínuas. .2. Tabela 2. escolas. Grupo de Índice de Aparência de reprodução de cor reprodução de cor cor 1 IRC ≥ 85 Aplicação Fria Indústrias têxteis. hotéis Fria Indústrias leves. pode ser usada para melhorar o contraste. lojas (climas frios) Interiores onde a eficiência luminosa 3 IRC < 70 é de maior importância do que a reprodução de cor S (especial) Lâmpadas com Aplicações especiais reprodução de cor fora do comum 2. escritórios. gráficas e de tinta Neutra Lojas.21. museus.4.Capítulo 2. Segundo SMIT (1964). Cor da tarefa A cor. escritórios.

verde sobre branco.branco sobre azul. . podem ser vistos e interpretados em virtude das diferenças de luminâncias das superfícies.5. como visto anteriormente. .vermelho sobre branco.azul sobre branco. . aumentando-se a luminância. podendo ser determinada pela equação 2.branco sobre preto. Variações na luminância são importantes para tornar um ambiente estimulante e atraente. . assim como todas as coisas que nos rodeiam. 2. Da mesma forma. A luminância é definida como a intensidade luminosa por unidade de área aparente da superfície emissora numa dada direção como mostra a equação 2.2. A leitura e interpretação deste trabalho só é possível devido a diferença de luminância entre o fundo branco e as letras pretas. A é a área aparente da superfície em relação ao ponto de vista do observador (m2). ou seja.1. L= I A (2. Luminância nos ambientes de trabalho A luminância é o fator essencial no processo visual. . Para uma superfície perfeitamente difusora as variações de luminância são uma função da refletância da superfície e da densidade de luz nesta superfície. o ambiente interior. melhora-se as condições de visibilidade.1) onde: L é a luminância da superfície (cd/m2). Revisão bibliográfica 43 . Sua unidade no sistema internacional é candela/m2 (cd/m2). A visibilidade de um objeto depende da intensidade de luz que incide sobre ele e da proporção da quantidade refletida até o olho. elevadas taxas de luminância podem provocar ofuscamento. I é a intensidade luminosa na direção de interesse (cd). Porém.Capítulo 2.

as luminâncias do entorno próximo da tarefa devem ser menores que a da tarefa. Para se conseguir a luminância ótima em paredes. Para auxiliar o desempenho visual. deve-se atentar que só se consegue luminância do teto maior que a da luminária através da utilização de iluminação indireta. Além do controle dos contrastes de luminância.8 para instalações de 500 lux e entre 0. os principais são as cores aplicadas e a luminância resultante da iluminação. Dentre os diversos fatores que influenciam o contraste. No entanto. No caso do teto. a capacidade visual e o bem-estar causado pela iluminação. ainda segundo PHILIPS (1981). Porém. 1980). porém não inferiores a 1/3 deste valor (PHILIPS. em geral. a luminância ótima das paredes praticamente independe da tarefa e do nível de iluminação geral na sala. elevados contrastes de luminância podem ser prejudiciais. a possibilidade de boa adaptação.5 e 0. o que acarreta em aumento da potência instalada em iluminação para se atender os mesmos níveis de iluminação na superfície de trabalho.6 para instalações de 1000 lux. Revisão bibliográfica 44 E π (2. A luminância é um dos principais fatores da qualidade da iluminação pois determina os contrastes. A adaptação rápida do olho depende das proporções das luminâncias que determinam a visibilidade dos detalhes dos contrastes. Estes dois fatores devem ser considerados conjuntamente pois a luminância é resultado da cor da superfície refletora e da cor e quantidade de luz emitida. o desempenho visual é melhorado através de . E é a iluminância da superfície (lux).2) L = ρ onde: ρ é a refletância da superfície (em decimal). a sua reflexão deve estar entre 0. 1981).Capítulo 2. Quando se verificam deficiências de contrastes de baixa luminância. Segundo PHILIPS (1981). Portanto. recomenda-se que luminâncias de 100 cd/m2 podem ser aceitas como orientação geral para a luminância ótima de paredes desde que a iluminância esteja entre 500 e 2000 lux.4 e 0. sua luminância deve ser maior que a da luminária sempre que a luminância desta for menor que 120 cd/m2. a presença ou ausência de ofuscamento e. níveis mais elevados de iluminação auxiliam o processo visual (NETO.

Quanto maior for a diferença de cores aplicadas. Nos escritórios.Capítulo 2. devem ser respeitadas as taxas de luminâncias propostas na tabela 2. Tabela 2. as luminâncias próximas a cada tarefa e em outras partes do escritório dentro do campo de visão devem ser balanceadas com a luminância da tarefa. IESNA (1995) apresenta as luminâncias preferidas e as máximas aceitáveis em função do ângulo de visão (tabela 2. Para evitar dificuldades de adaptação do olho e problemas com ofuscamento. Tabela 2. tanto menor será a quantidade de luz necessária para distinguir os detalhes (SMIT. Ângulo com a vertical Luminância média (cd/m2) (graus) Preferida Máxima 55 850 - 65 350 850 75 175 350 ≥ 85 175 175 Para escolas. .22. Os objetos pretos contra um fundo branco serão mais facilmente percebidos do que objetos cinzas contra um fundo preto. principalmente quando os contrastes de luminância são baixos. Para ambientes com utilização de microcomputadores. 1964).23. Luminâncias para ambientes com microcomputadores segundo IESNA (1995).23). IESNA (1995) sugere as taxas de luminâncias apresentadas na tabela 2.24. Relação entre superfícies Relação entre luminâncias Entre a tarefa e monitores de vídeo 3:1 ou 1:3 Entre a tarefa e o entorno próximo 3:1 ou 1:3 Entre a tarefa e as superfícies afastadas 10:1 ou 1:10 IESNA (1995) alerta ainda que pequenas áreas que excedem estas taxas de luminâncias podem tornar-se fontes de relaxamento visual e são desejáveis. Taxas de luminâncias para escritórios segundo IESNA (1995). segundo IESNA (1995). sob o ponto de vista de visão. Revisão bibliográfica 45 contrastes de cor.22.

Capítulo 2. Uma luminária não produz economia de energia diretamente. os reatores limitam a corrente elétrica ao valor necessário para operação adequada da lâmpada e também para produzir a ignição.24. As luminárias servem para direcionar e distribuir a luz para a superfície de interesse. mas contribuirá para a economia através da otimização da performance de cada um de seus componentes. Iluminação artificial As lâmpadas são os únicos componentes do sistema de iluminação que podem converter energia elétrica em luz visível. Revisão bibliográfica 46 Tabela 2. de reatores (dependendo da lâmpada utilizada) e de luminárias que são os componentes auxiliares do sistema de iluminação. Para obter o máximo desempenho em sistemas de iluminação é essencial o uso de reatores com baixas perdas (alto fator de potência) ou alta freqüência de operação. Através de meios de indutância. Porém. capacitância e/ou resistência. Relação entre luminâncias para escolas segundo IESNA (1995). Os reatores são acessórios necessários à operação das lâmpadas de descarga. As lâmpadas são o maior foco de melhora da conversão eficiente de energia elétrica em luz. O avanço tecnológico e o crescente interesse em conservar energia elétrica resulta na invenção de diferentes tipos de lâmpadas que servem para diferentes usos e aplicações. respectivamente. Relação entre superfícies Relação entre luminâncias Grandes superfícies próximas e tarefa 5:1 Pequenas superfícies próximas e tarefa 1/3:1 Superfície próxima da tarefa e tarefa 1/3:1 Estas taxas são recomendadas para evitar grande período de tempo na adaptação do olho ao focalizar novas luminâncias. para que esta luz possa ser produzida e adequadamente distribuída é necessário a utilização. de componentes para fixação das lâmpadas e de espaço para os reatores. Consistem de uma cavidade onde se localiza o refletor (que deverá maximizar o aproveitamento da luz produzida pela lâmpada). . 2.6. Lâmpadas eficientes economizam energia através da sua alta eficiência luminosa e da manutenção do fluxo luminoso durante a sua vida.

1. Porém. No entanto. Segundo EPRI (1992).Capítulo 2.1. em IESNA (1995). a IESNA (1995) diz que esta percentagem varia entre 75 e 80%.6. ao operar com uma baixa tensão. segundo seu mecanismo de produção de luz. Segundo SANTAMOURIS (1995). as lâmpadas incandescentes atendem apenas 19% dos ambientes dos edifícios comerciais dos Estados Unidos. deve-se atentar que. pois o percentual que é transformado em luz também será convertido em calor. a eficiência luminosa das lâmpadas incandescentes varia entre 10 e 25 lm/W e a vida média entre 1000 e 2000 horas. as halógenas oferecem uma boa alternativa pois são um tipo de lâmpada incandescente com maior eficiência luminosa. as lâmpadas fluorescentes predominam em edifícios comerciais. EPRI (1992) ou PHILIPS (1981). O anexo A deste trabalho apresenta dados referentes às lâmpadas fluorescentes atualmente comercializadas e necessários à elaboração de projetos luminotécnicos. apresenta-se informações breves a respeito de lâmpadas incandescentes e fluorescentes.1. . são responsáveis por 37% do consumo de energia com iluminação nestes edifícios. está compreendida dentro da faixa de radiação térmica. 2. Segundo EIA (1992). A seguir. EPRI (1992) afirma que estas lâmpadas têm a vida aumentada quando operando com baixa voltagem. por exemplo.6. Isto mostra que toda a energia consumida pela lâmpada será convertida em calor. Embora as incandescentes sejam utilizadas em decoração e aplicações em iluminação de tarefa. Lâmpadas incandescentes As lâmpadas incandescentes são as de menor eficiência luminosa e substituí-las pelas fluorescentes torna-se uma boa alternativa. Revisão bibliográfica 47 2. sendo que as lâmpadas fluorescentes fazem parte deste segundo grupo. o fluxo luminoso também será reduzido. Lâmpadas As lâmpadas elétricas atuais são classificadas. alerta-se para o fato de que a faixa de comprimento de onda da luz. em lâmpadas incandescentes e em lâmpadas de descarga. Porém. mais de 90% da energia consumida pelas lâmpadas incandescentes é convertida em calor. Porém. EPRI (1993). Informações a respeito de tipos e características de lâmpadas podem ser obtidas. No entanto. no espectro eletromagnético. em situações onde as incandescentes devem ser utilizadas.

estas lâmpadas. 1995).1. Podem operar apenas com reatores eletrônicos projetados exclusivamente para a tecnologia T5. São indicadas para substituir as incandescentes. aumentam a eficiência da luminária em 5%. Também em janelas para bloquear o infravermelho e o ultravioleta e permitir a passagem do espectro visível. ou seja. 600. Segundo BORG (1997). Sua eficiência luminosa varia entre 30 e 95 lm/W e a vida média entre 6000 e 8000 horas (SANTAMOURIS. As lâmpadas fluorescentes compactas são a menor versão das fluorescentes tradicionais. Segundo EPRI (1992). 1200 e 1500 mm e não podem ser utilizadas em luminárias existentes. Segundo EPRI (1992). Revisão bibliográfica 48 2. têm sua vida diminuída quando operam em baixa voltagem. começam a ser utilizadas nos Estados Unidos as lâmpadas T5.2. desta forma a substituição pode ser altamente benéfica. as lâmpadas T12 têm um diâmetro de 12/8 de polegadas. películas espectralmente seletivas podem ser desenvolvidas de forma a transmitir apenas a radiação em comprimentos de onda específicos.6. porém consome 8% menos energia (CADDET. refletindo ou absorvendo a radiação fora da faixa selecionada. Lâmpadas fluorescentes As lâmpadas fluorescentes têm melhorado continuamente desde o seu surgimento e tornaram-se a fonte de luz eficiente mais utilizada. ou seja. com intenção de substituir as de 26 mm nas novas instalações ou em propostas de retrofit. A introdução dos tubos de 26 mm (T8) no início dos anos 80 para substituir as de 38 mm (T12) também melhorou sua eficiência. Melhorou também a reprodução e a temperatura de cor e a manutenção do fluxo luminoso. São produzidas em comprimento diferente das T8. ao contrário das incandescentes. as T8. Para avaliar o potencial de economia de energia. devido ao seu menor diâmetro. Estas películas seriam utilizadas em lâmpadas fluorescentes para refletir a radiação infravermelha (calor) de volta ao filamento enquanto transmite a luz visível. . com tubos de 16 mm. 1995). Através da substituição de lâmpadas incandescentes por fluorescentes verificou-se economia entre 4 e 29% do consumo com iluminação e período de amortização entre 1 e 2 anos. São muito mais eficientes do que as incandescentes e têm vida muito maior. mais econômicas.Capítulo 2. mais eficientes e ambientalmente mais amigáveis. Atualmente. 8 edifícios de escritórios foram estudados por SANTAMOURIS (1995). 8/8 de polegadas (ou 1 polegada). Aproximadamente a mesma quantidade de luz é emitida pela lâmpada mais fina. A nomenclatura utilizada para definir o diâmetro dos tubos é adotada em oitavos de polegada.

Segundo EPRI (1992). embora eficientes em termos de luz emitida. nas T8 é de 15%. Luminárias Através da seleção de material e forma apropriada. Esta taxa mede a relação entre a luz total emitida pela luminária e a luz total gerada pelas lâmpadas. IESNA (1995) afirma que a falta de manutenção em luminárias pode reduzir a iluminância em 25 a 50%.Capítulo 2.6. produzem soluções inadequadas de iluminação. . o desempenho de uma luminária é determinado pela sua eficiência e pelo coeficiente de utilização. A otimização da eficiência das luminárias poderia promover. A eficiência das luminárias é usualmente especificada em termos da taxa de emissão de luz. do tipo de luminária e das refletâncias das superfícies do ambiente.2. São aproximadamente 7% mais eficientes que as T8 e apresentam a vantagem da menor quantidade de mercúrio. mas sem indicação de como é dada a distribuição da luz. um dos eventuais problemas desta nova tecnologia é a possibilidade de brilho excessivo em virtude da maior quantidade de luz emitida por uma menor superfície. Este. O coeficiente de utilização descreve a percentagem dos lúmens emitidos pela lâmpada que atinge a superfície de trabalho. Segundo SANTAMOURIS (1996).000 horas. a falta de manutenção em luminárias pode reduzir o fluxo luminoso em 30%. a luz pode ser mais facilmente direcionada para a superfície de interesse. O refletor e a forma da luminária são os componentes que mais influenciam a eficiência da luminária. ao ser absorvido pelo vidro e pelo fósforo da lâmpada. Porém. 2. diminuir a carga total de iluminação. Revisão bibliográfica 49 ou seja. Porém. Portanto. Depende das dimensões do ambiente. o uso daquelas que. portanto. reduz o seu fluxo luminoso. Nas T5 a depreciação é de 5% em 12. dependendo da aplicação e do equipamento utilizado. o controle de ofuscamento e a distribuição de luz. Na escolha de luminárias para uma determinada aplicação é essencial a escolha daquelas que iluminem o espaço com a aparência e o nível desejado. a luminária pode maximizar o uso da luz emitida pela lâmpada e desta forma. uma luminária eficiente deverá combinar a máxima eficiência.

fornecendo diferentes intensidades.6). 1978). Curva fotométrica para uma fonte puntual.6. a luz de uma lâmpada se distribui no espaço em diversas direções sendo que isto pode ser controlado conforme a necessidade. obtém-se uma curva de distribuição de intensidade luminosa.6. Este controle é realizado através da utilização de luminárias e pode ser representado em forma de diagramas mostrando a intensidade luminosa da fonte de luz em todas as direções através de medições em laboratório.2. também chamada de curva fotométrica. a curva fotométrica será um círculo. Neste caso. Porém. Uma fonte puntual emitirá um fluxo luminoso com igual intensidade em todas as direções do espaço.Capítulo 2. pode-se representar. Revisão bibliográfica 50 2. a curva não será circular (figura 2. a partir de uma fonte luminosa. ou seja.5). com a mesma distância angular entre elas. Portanto. Unindo-se os pontos extremos dos vetores. a intensidade luminosa desta fonte (nesta situação) é a mesma em todas as direções. em uma situação real. como as fontes de luz não são puntuais. a intensidade luminosa emitida pela fonte nos diferentes ângulos. é praticamente uniforme ao se desconsiderar a existência da base. cujo raio será o valor da intensidade luminosa emitida pela fonte (figura 2. Curvas de distribuição A distribuição de luz de uma lâmpada. Por convenção. 0 330 0 30 300 330 60 270 90 240 120 210 150 30 300 60 270 90 240 120 210 150 180 180 Figura 2. real. Curva fotométrica para uma fonte Figura 2.5. se uma lâmpada incandescente for colocada no centro de uma esfera. a mesma quantidade de luz incidirá sobre cada unidade de área da esfera. No entanto. as curvas fotométricas são traçadas para fluxos luminosos de 1000 lúmens com a finalidade de permitir comparações entre diferentes luminárias (RE. por meio de vetores. Traçando-se retas radiais.1. . sem utilização de luminária.

7. 2. indireta. semi-direta etc). Curva fotométrica tipo batwing.2. Este diagrama indica o tipo da luminária em relação à distribuição dos fluxos luminosos nos diversos ângulos e permite decidir sobre a distribuição do fluxo luminoso pela luminária (direta. conforme mostra a figura 2. Pode produzir sombras com contraste acentuado.6. Luminárias com estas características apresentam curvas fotométricas conhecidas como batwing (asa de morcego). Produz sombras mais tênues que na iluminação direta e menor possibilidade de ofuscamento. Revisão bibliográfica 51 O diagrama zonal é obtido das curvas de distribuição e mostra a percentagem do fluxo luminoso nas diversas direções. 0 330 30 300 60 270 90 240 120 210 150 180 Figura 2.Capítulo 2. uma luminária se classifica em: • Direta: é aquela no qual o fluxo luminoso emitido pela fonte é dirigido diretamente sobre a superfície a ser iluminada. Para evitar este efeito a luminária deveria apresentar baixas intensidades entre 0 e 30º. intensidade máxima entre 30 e 60º e controle total acima de 60º para evitar o ofuscamento direto. a luminária deveria ter uma menor emissão de luz nestes ângulos (FRANCO. . • Semi-direta: grande parte do fluxo luminoso é dirigido diretamente para a superfície de trabalho e parte do fluxo atinge a superfície através de reflexões no teto e nas paredes. Distribuição do fluxo luminoso Conforme a distribuição do fluxo luminoso. Como a maior parte dos reflexos em superfícies horizontais que incidem no olho em posição de leitura provém de raios luminosos entre 0 e 30º. 1993).2.7. Existe a possibilidade de ofuscamento quando a fonte de luz se encontra dentro do campo visual ou quando a luz incide em superfícies polidas.

• Direta-indireta: é obtida por luminárias que emitem praticamente o mesmo fluxo luminoso para cima e para baixo. produzindo pouca sombra. Tabela 2. Porém. No entanto. A fonte é oculta aos olhos do observador. No entanto. Revisão bibliográfica 52 • Indireta: é obtida apenas por reflexão no teto e nas paredes. a necessidade de potência instalada em iluminação para atender uma determinada iluminância é elevada.25 exemplifica a classificação das luminárias.25. Proporciona uma iluminação agradável pois produz sombras suaves e é isenta de ofuscamento. a potência instalada em iluminação para atender uma determinada iluminância será muito elevada. Classificação pela Commission Internacionale d’Eclairage Para cima: 0 a 10% Para cima: 90 a 100% 0 330 300 0 30 60 270 90 240 210 120 150 330 300 30 60 270 90 240 210 120 150 180 180 Para baixo: 90 a 100% Para baixo: 0 a 10% Direta Indireta Para cima: 10 a 40% Para cima: 60 a 90% . a sua eficiência não é muito boa devido as perdas sofridas nas sucessivas reflexões da luz antes de atingir a superfície de trabalho. • Difusa: é obtida com o emprego de luminárias difusoras que espalham o fluxo luminoso em diversas direções.Capítulo 2. Apresenta ausência de ofuscamento e de sombras. A tabela 2. A possibilidade de ofuscamento é remota. • Semi-indireta: a maior parte do fluxo luminoso incide na superfície de trabalho através da reflexão no teto e nas paredes e apenas pequena parcela a atinge diretamente. Classificação das luminárias pela CIE.

2. Desta forma.Capítulo 2. a refletância para refletores brancos e com filme de prata. 1995) apresenta.2.3.26. Tabela 2. Refletor Refletância (%) Branco 60 Filme de prata 95 . Refletâncias apresentadas por CADDET (1995).6. apresenta-se a refletância proporcionada por diferentes tipos de refletores com o intuito de mostrar a sua importância na escolha de uma luminária. Revisão bibliográfica 53 0 330 300 0 330 300 30 60 270 90 240 210 30 60 270 90 240 210 120 150 120 150 180 180 Para baixo: 60 a 90% Para baixo: 10 a 40% Semi-direta Semi-indireta Para cima: 40 a 60% Para cima: 40 a 60% 0 330 300 0 30 330 300 60 270 90 240 210 30 60 270 120 150 90 240 210 120 150 180 180 Para baixo: 40 a 60% Para baixo: 40 a 60% Direta-indireta Difusa Fonte: IESNA (1995). Refletância A refletância da superfície refletora das luminárias influencia significativamente na sua eficiência e varia de acordo com o acabamento utilizado. (CADDET.26. na tabela 2.

SANTAMOURIS (1995). a refletância especular para alguns refletores.28. Refletâncias apresentadas por SANTAMOURIS (1995).Capítulo 2. os refletores de alumínio e de filme de prata apresentam refletâncias significativamente superiores àquelas dos refletores brancos. Porém. além da necessidades de mantê-los limpos para evitar o acúmulo de poeira e diminuição das propriedades reflexivas. Segundo SMIT (1964). a distância entre as luminárias não deve ultrapassar a sua altura útil . na tabela 2. Para avaliar o potencial de economia de energia através da utilização de luminárias eficientes.6.2.27. Revisão bibliográfica 54 SANTAMOURIS (1995) apresenta.4. SANTAMOURIS (1995) alerta para o risco de ofuscamento através da utilização de refletores reflexivos. estudou 4 edifícios obtendo uma economia média de 18% do consumo de eletricidade para iluminação para um período de retorno variando de 3. as luminárias devem ser distribuídas adequadamente. além da refletância total.28. garantindo uniformidade de iluminâncias e de luminâncias.27. 2. Distribuição espacial Para se obter resultados satisfatórios nos níveis de iluminação. Refletâncias apresentadas por EPRI (1993) Refletor Refletância (%) Alumínio anodizado especular 85 a 90 Alumínio anodizado especular com filme dielétrico 88 a 94 Filme de prata aplicado sobre poliester 91 a 95 Como pôde-se perceber. Tabela 2.5 a 17 anos. Refletor Refletância especular (%) Refletância total (%) Branco 5 60 a 80 Alumínio anodizado polido 85 90 Filme de prata 95 96 EPRI (1993) sugere as refletâncias apresentadas na tabela 2. Tabela 2.

MOREIRA (1982). O consumo de um reator eletromagnético convencional para duas lâmpadas de 40 W é de 25% da potência nominal destas. os reatores eletrônicos usam apenas 47% da energia que os eletromagnéticos usariam.6. Quanto ao afastamento da luminária até a parede recomenda-se que deva ser igual a metade do afastamento entre as luminárias para cada direção.5 vezes a altura (h) entre as luminárias e o plano de trabalho. Fornecem uma alta voltagem inicial para iniciar a descarga e. Para SANTAMOURIS (1995). Nos eletrônicos de partida instantânea. no entanto. Apesar de seu baixo custo inicial os reatores eletromagnéticos estão sendo substituídos pelos eletrônicos que oferecem uma substancial economia de custos e desempenho global superior. deve estar entre 1 e 1. os reatores eletrônicos aumentam a eficiência do sistema lâmpada/ reator em 15 a 20%. Revisão bibliográfica 55 (altura entre as luminárias e o plano de trabalho) e a distância até a parede deve ser a metade desta distância. reduzem a vida das lâmpadas em 25% . Isto evita que se utilize afastamento excessivo em uma dada direção. recomenda-se que tanto o afastamento transversal quanto o longitudinal esteja entre 1 e 1. Os reatores eletrônicos de partida rápida apresentam a desvantagem de aquecer os eletrodos continuamente durante a operação. Existem dois tipos principais de reatores: os eletromagnéticos e os eletrônicos. limitam a corrente para manter a descarga a um nível seguro. Segundo CADDET (1995). Reatores Os reatores são equipamentos necessários para o funcionamento das lâmpadas de descarga.5 vezes a altura útil. Em virtude da inexistência de uma posição comum entre os diferentes autores. este trabalho sugere e segue a recomendação proposta por PHILIPS (1996). os reatores eletromagnéticos consomem de 10 a 20% do total de energia de entrada.Capítulo 2. PHILIPS (1996) recomenda que pelo menos um valor. 2. quer seja entre o afastamento transversal quer entre o afastamento longitudinal. em seguida. os eletrodos nunca são aquecidos. Porém. o que aumenta a eficiência do sistema. sugere apenas uma distribuição simétrica entre as luminárias para permitir uma melhor uniformidade. Porém. Para EPRI (1993).3.

a eficiência destas lâmpadas pode ser melhorada em 10% para sistemas operando acima de 10 kHz. BORG (1993) afirma que os reatores eletrônicos de alta freqüência aumentam a eficiência do sistema de iluminação em mais de 25%. ILUMINAÇÃO BRASIL (1995). alterando a tensão e não a freqüência. VAN BOGAERT (1996) afirma que substituição de reatores eletromagnéticos por eletrônicos gera economia de aproximadamente 25%. afirma que os reatores eletrônicos. Desta forma. A alta freqüência de operação resulta em uma conversão mais eficiente de eletricidade em luz visível. Flicker Os reatores eletromagnéticos transformam a tensão de entrada de 60 Hz para a da lâmpada.Capítulo 2. A economia verificada foi de 4% do consumo atual com iluminação com um período de retorno variando de 4 a 40 anos. a economia de energia esperada com o uso de reatores eletrônicos é de 20 a 30%. além de não produzirem flicker e ruído.6. Estas oscilações podem causar a impressão de que objetos que se movimentam rapidamente pareçam parados. Nos reatores eletrônicos ocorrem também menos perdas internas. Como os reatores eletrônicos reduzem as perdas mas nem sempre são viáveis economicamente. a voltagem passa pelo zero 120 vezes por segundo. ou em movimento contrário. Segundo a IESNA (1995). Segundo LEMONS (1984). com média aproximada de 10 anos. SANTAMOURIS (1995) avaliou 13 edifícios. o que causa o flicker.3.1. Segundo CADDET (1995). 2. o que reduz o flicker para níveis imperceptíveis. Os reatores eletrônicos convertem a freqüência de operação das lâmpadas de 50 a 60 Hz para 20 a 60 kHz. prolongam a vida útil das lâmpadas fluorescentes em até 50%. existem ainda outros dois tipos de flicker. além de proporcionarem economia de 30% no consumo de energia. MACEDO JR (1996) recomenda que sejam avaliadas alternativas com e sem reator eletrônico e comparadas suas viabilidades econômicas. Porém. Revisão bibliográfica 56 (EPRI. ou em movimento não contínuo (efeito estroboscópico). . um provocado pelo envelhecimento dos componentes da lâmpada e outro por instabilidade dos componentes da lâmpada. Para avaliar o potencial de economia através da substituição de reatores eletromagnéticos por eletrônicos. resultando em 120 oscilações de saída de luz. 1993).

as lâmpadas mais antigas (T12 .3. as lâmpadas fluorescentes apresentam maior modulação em virtude de sua menor inércia térmica. Revisão bibliográfica 57 Este segundo é usualmente temporário ou não denota problemas que devam ser eliminados. enquanto as mais modernas (T8 . .adicionar corrente ao neutro nos sistemas trifásicos. SCHANDA (1996) mostra que estudos realizados no Institute for Working Life.26 mm) têm entre 35 e 40%.3.sobrecarga nos transformadores. em Solna. Ainda segundo SCHANDA (1996). No entanto. 1993). Ruído Os reatores eletromagnéticos de alta eficiência e os eletrônicos são os que geram menor nível de ruído (EPRI. A maioria das lâmpadas alimentadas por corrente alternada apresenta modulação pois acendem e apagam a uma freqüência de duas vezes a freqüência da corrente. indicam o flicker (modulação da luz) gerado pelos sistemas fluorescentes convencionais como a principal causa de desconforto para pessoas sensíveis à eletricidade.interferências em aparelhos elétricos. 2. verifica-se uma modulação de 5 a 10% (SCHANDA.3.Capítulo 2. em torno de 1%. harmônicas são produzidas na corrente ou voltagem. como os reatores eletrônicos elevam significativamente a freqüência de operação das lâmpadas. 1996). Segundo EPRI (1993).38 mm) têm modulação de 20%. A modulação. Desta forma. a geração de harmônicas pode provocar: . Harmônicas São correntes ou voltagens que são múltiplos mais altos da freqüência fundamental. o uso de reatores eletrônicos de alta freqüência torna-se bastante atraente em virtude da baixa modulação de luz que apresentam. expressa em porcentagem. Quando a forma da corrente se desvia da forma senoidal.2. . Nas lâmpadas incandescentes.6. Acredita-se que o sistema nervoso destas pessoas é excitado por campos elétricos e magnéticos gerados por baixas freqüências de operação. . é definida como a variação entre o valor médio e o de pico da intensidade luminosa de uma fonte de luz. apesar do filamento não esfriar o suficiente para variar a intensidade luminosa de forma significativa. a modulação da luz é extremamente baixa. Operando com reatores eletromagnéticos. 2. na Suécia.6.

29. Percentagem de área envidraçada em relação à parede. THE EUROPEAN COMMISSION (1994) recomenda uma percentagem de área envidraçada para janelas em uma única parede. a utilização da iluminação natural deve ser avaliada na concepção inicial do projeto e deve levar em consideração a variação diária e sazonal da luz para fornecer iluminação adequada por maior tempo e menor carga térmica possíveis. existem poucas edificações em que a iluminação natural não possa contribuir significativamente na iluminância do ambiente.29. A economia só ocorre quando a carga de iluminação artificial pode ser reduzida através de sua utilização. Iluminação natural Um elevado potencial de economia de energia pode ser alcançado se a iluminação natural for utilizada como uma fonte de luz para iluminar os ambientes internos. Segundo CADDET (1995). 2.distorção nas voltagens de entrada. Existem poucas edificações em que a iluminação natural possa suprir o total de iluminação necessária. Segundo EPRI (1993). dos meses. da mesma forma. Tabela 2. apesar de variável ao longo do ano. Largura da parede externa (m) Área de janela (%) <8 20 8 a 11 25 11 a 14 30 >14 35 .Capítulo 2. um espaço iluminado adequadamente através de iluminação natural e sistemas de controle de iluminação artificial pode-se obter economia de energia em iluminação entre 30 e 70%. dos dias e de minuto a minuto deve ser avaliada de forma a se elaborar projetos luminotécnicos em que a iluminação artificial seja utilizada apenas como forma de suprir as necessidades de iluminação quando a luz natural não for capaz de fazê-lo.7. a iluminação natural não resulta diretamente em economia de energia. No entanto. conforme mostra a tabela 2. A iluminação natural. A IESNA (1995) afirma que a distorção harmônica total deve ser limitada a um máximo de 20 a 30%. Revisão bibliográfica 58 .

Através de sensores que ajustam o nível de iluminação artificial em função da iluminação natural e de sensores de ocupação estas escolas estão consumindo de 22 a 64% menos que escolas similares da região. 2. Na Durant Midtle School. vários modelos de proteções solares foram testados em salas de aula com pé-direito de 3 metros e dimensões de 10 x 10 metros. estima-se que 92% das exigências de iluminação poderiam ser atendidas pela natural.Capítulo 2. em Modane. THE EUROPEAN COMMISSION (1994) alerta para o correto dimensionamento das esquadrias para aproveitamento da iluminação natural. são atendidas pela iluminação natural. No College "La Vanoise". o sistema de refrigeração também pode ter seu custo de implantação reduzido. THE EUROPEAN COMMISSION (1994) apresenta estudos de caso onde a iluminação natural é utilizada de forma bastante significativa. sudoeste da França. no Reino Unido. Segundo FONG e KISS (1996). em Raleigh. Na Valongo do Vouga School. o que permitiu um tempo de retorno do investimento de 9 meses. 1996). No Infante D. na Espanha. pois o custo de uma esquadria é maior que o custo de alvenaria para a mesma área. Juan Manuel Health Centre. entre 9 e 17 horas. Revisão bibliográfica 59 Na Carolina do Norte. Iluminação lateral Num trabalho apresentado por EPRI (1993). A utilização de sensores de presença mostram um potencial de economia de energia em iluminação de 60%.7. Na School of Engineering and Manufacture da De Montfort University. estima-se uma economia de 70% através da combinação de estratégias de iluminação. Estados Unidos. através da utilização de sensores de ocupação e de iluminação natural estima-se uma economia de 50 a 75%. sistemas simples como janelas altas e cores claras nas superfícies internas podem aumentar os níveis de iluminação natural no ambiente interno em um fator de 3. escolas construídas nos municípios de Raleigh. em Agueda. OPDAL e BREKKE (1995) verificaram uma economia média de 30% em iluminação nos escritórios da Noruega onde se utiliza sistemas de controle da iluminação artificial em função da iluminação natural. mais de 70% das necessidades de iluminação da escola. A refletância do . Wake e Johnston estão utilizando os benefícios da iluminação natural (SMILEY. Portugal. através da redução de ganhos de calor proporcionada pela iluminação natural comparada com a artificial.1.

levando-se em consideração os custos de operação do edifício em função da percentagem de área envidraçada (EPRI. Revisão bibliográfica 60 teto é de 80%. 1993). como a redução dos custos com iluminação artificial até a taxa de 25% de área de janela. Até aproximadamente 30% de área envidraçada. nos Estados Unidos. das paredes 50% e do piso 30%. os .5 vezes a altura do topo da janela. mostra níveis de iluminação muito altos próximo da janela com uma redução rápida com o afastamento da janela. condições de envidraçamento dentre outros. apresenta resultados interessantes. Sistemas de controle A necessidade de evitar o desperdício de energia elétrica.5 vezes a altura do topo da janela. Num estudo realizado em Londres. para o piso exterior. Para maiores envidraçamentos. 40%.Capítulo 2. para um edifício de escritórios localizado em Florianópolis. Em simulações realizadas através do programa de simulação energética de edificações DOE2. um estudo foi realizado em Long Beach.8. sem proteção solar. SOUZA (1995) verificou. Para avaliar o tamanho ideal de janelas. seja mantendo lâmpadas acesas em ambientes desocupados ou em ambientes onde a luz natural supre as necessidades durante alguns períodos ou durante todo o dia. O modelo básico. através da variação de parâmetros como a relação área de janela/área de parede. o consumo é praticamente o mesmo para ambos os tipos de vidro. Segundo EPRI (1993). tornou necessária a evolução de alguns mecanismos de controle.1E. 2. Brises horizontais e verticais podem aumentar a penetração de luz natural no ambiente e torná-la mais uniforme quando o piso externo é reflexivo. As prateleiras de luz (light shelves) diminuem a iluminância próxima da janela e aumentam a penetração de luz no ambiente através da reflexão no teto. Apesar do estudo ser limitado para orientação sul e vidro verde duplo. profundidade das salas. as prateleiras de luz podem aumentar esta profundidade para 2. que o aproveitamento da iluminação natural poderia reduzir o consumo total de energia elétrica deste edifício em até 35%. o vidro duplo representa menor consumo de eletricidade. GOULDING et alii (1993) também verificaram o consumo de energia como função da área envidraçada e do tipo de vidro (vidros simples e duplo). Para taxas maiores ocorre uma saturação de iluminação natural e o aumento das janelas não incorre em economia de energia com iluminação artificial. enquanto as janelas sem proteção permitem que a luz penetre a uma distância aproximada de 1.

É um sistema pouco eficiente pois depende da boa vontade dos usuários.1.1.1. . Para se fazer uso da iluminação natural em um ambiente controlando a iluminação artificial pode-se utilizar os métodos descritos a seguir. No entanto. 2.1. Controle manual do fluxo Através do controle do fluxo luminoso evita-se alterações abruptas no nível de iluminação e permite melhor adaptação visual.8.1. Liga e desliga automático A utilização de fotocélulas constitui um sistema que desliga a iluminação artificial sempre que os níveis de iluminação natural são superiores à iluminância especificada em projeto em função das atividades desenvolvidas. Liga e desliga manual A iluminação artificial é desligada manualmente sempre que a iluminância interior produzida pela luz natural for maior que a de projeto. Não só garantem que a energia não será consumida desnecessariamente como regulam o suprimento de luz baseados em um mínimo necessário.8. 2. 2. 2. Segundo PHILIPS (1981). o controle ainda depende dos usuários.8. Este mínimo depende dos padrões de ocupação e do total de iluminação natural disponível.3. Sistemas de controle de luz Os sistemas de controle de iluminação podem economizar uma considerável quantidade de energia.8. No entanto. Revisão bibliográfica 61 sistemas de controle de luz e os sensores de ocupação.2. desligam o sistema somente no final do expediente. pesquisas indicam que a iluminação artificial é acesa pelos ocupantes das áreas de trabalho quando a iluminância interior é menor que 60% da de projeto.Capítulo 2.

1.5 anos para 12 entre 17 edifícios. como função do número de zonas a controlar. 67% e 100% (PHILIPS.1. Sensores de ocupação . os sistemas de controle de iluminação podem economizar até 30% da energia consumida com iluminação de edifícios comerciais. 2. O controle pode varia de zero a 100%. Controle automático do fluxo É o sistema mais eficiente pois altera constantemente o fluxo luminoso das lâmpadas em função dos níveis de luz natural de forma a manter a iluminância de projeto. Ou seja. pode-se permitir o controle em 33%. Revisão bibliográfica 62 2.5. 2. THE EUROPEAN COMMISSION (1994). Segundo EPRI (1992). sendo de menos de 2. teve seu consumo reduzido em 50% nas áreas controladas. A economia total. Segundo VAN BOGAERT (1996). 1981). segundo LEE (1996).8.4. uma companhia de comunicação na Austrália. para áreas controladas e não controladas. da disponibilidade de luz natural e da atual potência em iluminação. Controle gradativo automático Neste caso o sistema de iluminação artificial é desligado de forma sucessiva a medida que os níveis de iluminação natural aumentam. O período de retorno variou entre 1 e 9 anos. pode-se reduzir a iluminação artificial em 50% quando a iluminação natural fornece metade da iluminância de projeto e 100% quando a iluminação natural supre as necessidades de projeto.Capítulo 2.8.2. Da mesma forma. foi de 35%. a utilização de sistemas de controle de iluminação artificial em função dos níveis de iluminação natural podem gerar economia de 30 a 70%. Através da utilização de sensores de iluminação. afirma que a utilização de iluminação natural através do controle da artificial pode gerar economias de 30 a 70%.8. SANTAMOURIS (1995) verificou que o potencial de economia de energia com a utilização de sistemas de compensação de iluminação natural é da ordem de 15% da energia elétrica para iluminação.

da mesma forma. o movimento de mãos é percebido a até 3.Capítulo 2.30. acendendo-as. o de braços e tronco até 7 metros e ao movimento de todo o corpo em até 14 metros. não a emitem. Sensores passivos de infravermelho Estes sensores reagem à energia do calor infravermelho emitida pelas pessoas. Segundo EPRI (1993). Tempo de ocupação de ambiente segundo SANTAMOURIS (1995). SANTAMOURIS (1995) apresenta. Sua sensibilidade diminui com o afastamento. na tabela 2. a porcentagem média de tempo que ambientes específicos são ocupados.1. são extremamente sensíveis a objetos que emitem radiação em comprimento de onda em torno de 10 µm. Tabela 2. Para mostrar o desperdício de energia elétrica em ambientes de ocupação intermitente.8. aproximadamente o mesmo valor do comprimento de onda do calor emitido pelo corpo humano. 2. Ambiente Tempo de ocupação (%) Desperdício (%) Salas particulares 55 45 Salas de descanso 35 65 Salas de reunião 50 50 Corredores 60 40 Salas de computação 40 60 Salas de aula 60 40 Depósitos 25 75 Salas de refeições 50 50 A presença de pessoas é detectada através de sensores ultra-sônicos ou infravermelhos. .30. São considerados passivos porque apenas detectam radiação.2.5 metros. Revisão bibliográfica 63 Os sensores de ocupação são detectores de movimento que desligam as lâmpadas automaticamente em ambientes desocupados. quando o ambiente é ocupado.

o Green Light Program instalou 156.5 anos. Segundo MANICCIA (1996). esta combinação pode prejudicar ambientes com tarefas visuais mais precisa e difíceis. 2.8. SLATER et alii (1996) alertam para o fato da baixa satisfação dos usuários que têm pouco ou nenhum controle sobre a iluminação em seu espaço de trabalho ou pouca consciência do uso exato dos controles.8. o de braço e tronco a 10 metros e de todo o corpo a 14 metros. No entanto. Desta forma. 30 ou 40 kHz. Segundo EPRI (1993). No entanto.000 na Suíça.500 sensores de ocupação entre setembro de 1992 e junho de 1996. Segundo KOTRO e KÖVIK AB (1996).5 metros. e aproximadamente 50. No Brasil. O período de retorno para aplicação destes sensores foi de 2 a 2.2. maior sensibilidade pode significar maior susceptibilidade a falsas detecções devido a pequenos movimentos no espaço. o uso de sensores de ocupação ainda é muito restrito. No entanto. estes sensores operam em freqüências de 25. mostra que nos Estados Unidos. até mesmo sistemas sofisticados podem desapontar.5 e 3 anos. os sensores de ocupação inteligentemente utilizados podem gerar economias de 25 a 75% e retorno financeiro entre 1. segundo EPRI (1993). EPRI (1993) afirma que sensores de ocupação oferecem economia entre 35 e 45%.3. o que os torna mais sensíveis ao movimento: o movimento de mãos é detectado a 8. Sensores ultra-sônicos Os sensores de ocupação ultra-sônicos ativam um cristal de quartzo que emite ondas ultrasônicas através do espaço fazendo com que a unidade controladora perceba a freqüência das ondas refletidas. . se as necessidades dos usuários não forem cuidadosamente consideradas. monitoramentos realizados em halls de entrada. BORG (1996).Capítulo 2. Revisão bibliográfica 64 2. Integração de sensores de ocupação e de luz natural Alguns fabricantes têm começado a combinar sensores de ocupação com fotocélulas para controle de iluminação natural. escadarias e halls de elevador de um edifício de 12 pavimentos na Finlândia através da instalação de sensores de infravermelho mostraram uma economia média de energia de 85% em comparação com o sistema convencional de liga/desliga.2.

período de utilização do ambiente.tipo de atividade a ser desenvolvida. Revisão bibliográfica 65 2. . 2.iluminação localizada: é obtida através de uma concentração maior de luminárias em . a melhor forma para conservação de energia é fazer com que o sistema apenas apague as luzes e os interruptores sejam ligados pelo usuário. Segundo EPRI (1993).9.disposição das janelas. Com relação à concentração de luz necessária para a realização de determinada tarefa. Temporizadores São controladores que desligam automaticamente as lâmpadas após um período prédeterminado. . os métodos de iluminação podem ser divididos em: . . teto e piso.1.4.8. . .Capítulo 2. Projeto de iluminação Para elaboração de um projeto luminotécnico criterioso é necessário o conhecimento de alguns fatores.fluxo luminoso da lâmpada a ser utilizada.iluminação geral: propicia uniformidade de iluminância na superfície de trabalho. .condições de higiene do ambiente e o intervalo de manutenção. . São verificadas economias da ordem de 10 a 35%. 2.cor das paredes. tais como: . .localização da superfície de trabalho.9.coeficiente de utilização da luminária a ser utilizada. .tipo de reator a ser utilizado. . Métodos de iluminação A escolha do método de iluminação a ser utilizado é determinada pela análise do ambiente a ser iluminado e da tarefa a ser executada. .dimensões do ambiente a ser iluminado.especificação da instalação elétrica. As luminárias são distribuídas regularmente no teto e a iluminância média deve ser igual a exigida para a tarefa.

evitando o ofuscamento. Podem servir também para ocultar a fonte de luz da visão direta do observador. isto é. a porcentagem de perda de luz em virtude da sua absorção pelas partes que compõem a luminária.dimensões e forma do local a iluminar. Os métodos de iluminação se referem à concentração de luz. . Na escolha da luminária.9.3. .a iluminância necessária.a vida útil da lâmpada. 2. São classificadas segundo o sistema de iluminação obtido na distribuição da luz. além da direção do fluxo. É um sistema de uso mais restrito para ambientes de trabalho em fábricas.o custo inicial e de operação do sistema. Escolha da luminária Luminárias são dispositivos cuja finalidade é suportar a lâmpada e distribuir o fluxo luminoso. É utilizada nos casos em que é necessário uma maior iluminância num campo de trabalho específico devido a precisão requerida para se realizar a tarefa. Para obter-se a lâmpada mais adequada deve-se levar em consideração os seguintes fatores: . EPRI (1993) recomenda que a iluminação do ambiente pode ser de apenas 33% da iluminância dos postos de trabalho. . 2. . Para cada método é possível adotar qualquer sistema. .tipo de tarefa visual a ser executada.9. . deve-se considerar a sua eficiência. Os sistemas de iluminação tratam da distribuição do fluxo luminoso (NETO.2.a eficiência luminosa da lâmpada.Capítulo 2. .o período de funcionamento do sistema de iluminação. 1980). Escolha da lâmpada A escolha das lâmpadas a serem utilizadas em um ambiente deve ser feita em função do local e da natureza do trabalho. .iluminação suplementar: é aquela colocada nas posições de trabalho de forma a complementar a iluminação geral. Revisão bibliográfica 66 determinados posições de trabalho onde se exige uma iluminância suficientemente elevada.a temperatura de cor e o índice de reprodução de cor da lâmpada. .

9. Apresenta-se. Da mesma forma. . Considera.Capítulo 2. a luz emitida diminui com a idade dos componentes de iluminação e também variam entre 5 e 30%. apenas este terá o seu desenvolvimento completo até a obtenção da equação básica para cálculos.propriedades reflexivas de seu refletor. A manutenção também aumentará o potencial para conservação de energia. 2. 2.4.qualidade do material de fabricação.facilidade na substituição de lâmpadas. a seguir.facilidade de manutenção. Métodos de cálculo O cálculo de iluminação artificial pode ser feito pelo método dos lúmens ou pelo método ponto por ponto. as características das lâmpadas e luminárias utilizadas. No entanto. .1. . É um método baseado na iluminância necessária para o desenvolvimento de uma atividade específica em um ambiente com geometria e refletâncias de teto. ainda.possibilidade de adaptação ao local.efeito estético. .9. como este trabalho utiliza o método dos lúmens. 1995). Dependendo da limpeza do ambiente e do tipo de luminária. bem como a freqüência de manutenção e limpeza do sistema de iluminação. Para verificar a origem do método dos lúmens. ambos os métodos. A manutenção freqüente ocorre em ciclos de reposição de grupos e limpeza. algumas definições são . o pó acumulado e a sujeira podem responder por uma perda de iluminação de 5 a 30%. Revisão bibliográfica 67 Outros detalhes que devem ser observados são os seguintes: . . paredes e piso conhecidas. Em um ambiente típico de escritórios com sistema de iluminação energeticamente eficiente a depreciação total da luz é de 10 a 20% ao final do período de manutenção (CADDET. Método dos lúmens O método dos lúmens constitui-se numa ferramenta bastante simples para elaboração de projetos luminotécnicos e exatamente por isto é bastante difundido entre os profissionais da área.4.

5 na 2.3) Intensidade luminosa A intensidade luminosa (I) representa a quantidade de luz (φ) que se propaga em uma dada direção (θ) dentro de um ângulo sólido unitário (ω). I= φ ω. E= φ A (2. Sua unidade é o lúmem/m2 ou lux. Sua unidade é o lúmem (lm). Fluxo luminoso O fluxo luminoso (φ) representa a quantidade de luz emitida por uma fonte na unidade de tempo. ω= A d2 Substituindo a equação 2.4 obtém-se (2.5) .cos θ (2. Iluminância A iluminância (E) representa a quantidade de luz incidente em uma superfície (φ) por unidade de área (A).Capítulo 2. é dado pela área (A) de uma superfície dividida pelo quadrado da distância (d) entre esta superfície e a fonte de luz. que representa uma medida do espaço tridimensional. Sua unidade é o lúmem/esterradiano ou candela (cd).4) Ângulo sólido O ângulo sólido. Sua unidade é o esterradiano. Revisão bibliográfica 68 necessárias e mostradas a seguir.

Isto indica. φ desejado = A. teremos E= I .E (2. para garantir a iluminância desejada seria necessário a utilização excessiva de lâmpadas.8) Através desta equação percebe-se que a iluminância é diretamente proporcional à intensidade da fonte luminosa e ao ângulo formado entre a normal da superfície de trabalho e a fonte de luz.cosθ d2 (2. A. No entanto.7 na 2. Revisão bibliográfica 69 I= φ.cos θ (2.cos θ d2 (2. é inversamente proporcional ao quadrado da distância entre a fonte e a superfície de trabalho.7) ou Finalmente.6) φ= I . principalmente.3. Pela equação 2.3 pode-se afirmar que o fluxo luminoso desejado (φ desejado) na superfície de trabalho a ser iluminada será dado pela produto da área (A) do ambiente em questão com a iluminância desejada (E). A formulação do método dos lúmens Com base nas definições e equações vistas pode-se formular o método dos lúmens. d 2 A. substituindo-se a equação 2.Capítulo 2. a importância de se evitar grandes afastamentos entre a fonte de luz e a superfície de trabalho pois.9) Conhecido o fluxo luminoso das lâmpadas utilizadas em cada luminária (φ lumin) isto poderia nos levar a crer que o número de luminárias total (N) necessário para satisfazer as necessidades de iluminância em um ambiente poderia ser dado por .

L ( C + L). ou seja φ desejado = A.11) Desta forma.8).12. teto e piso. que indica a relação entre a luz emitida pela lâmpada e a luz que efetivamente atinge a superfície de trabalho. Estes coeficientes são. quando a luz atinge a superfície de trabalho indiretamente através de reflexão no teto. Este índice pode variar de um número maior que zero até 1 e será utilizado para majorar o fluxo luminoso. dado pela equação 2. Além do que. Coeficiente de utilização (Cut) Desta forma. Para obtenção do coeficiente de utilização. ou deveriam ser.12) . teto e piso. E Cut (2. sendo função da iluminância desejada (equação 2. dimensões da sala. Portanto este índice será função das perdas verificadas na luminária através das dimensões do ambiente a ser iluminado.9) também será função da intensidade luminosa da fonte de luz e conseqüentemente da distância entre a fonte e a superfície (equação 2. teto e piso além da distância entre a luminária e a superfície de trabalho. Isto é obtido através do coeficiente de utilização (Cut) fornecido pelos fabricantes de luminárias. reflexão nas paredes. além das refletâncias de paredes. das refletâncias das paredes. fornecidos pelos fabricantes de luminárias. paredes ou outros objetos está sujeita a algumas perdas. altura da mesma. o fluxo luminoso que atinge a superfície. é necessário o conhecimento do índice de ambiente (K). verifica-se a necessidade de incorporar aos cálculos uma nova variável que caracterize o fluxo luminoso necessário para se obter a iluminância desejada na superfície de trabalho. o coeficiente de utilização é determinado pelas perdas na luminária. K= C.10) No entanto. Revisão bibliográfica N= 70 φ desejado φ lu min (2. h (2.Capítulo 2.

Revisão bibliográfica 71 C e L representam o comprimento e largura do ambiente.80 Médio 0. Fatores de depreciação segundo AGÊNCIA PARA APLICAÇÃO DE ENERGIA (1988).Capítulo 2. faz-se uso do fator de depreciação (Fd) que é utilizado para majorar o fluxo luminoso inicial para garantir que mesmo em final de vida útil atenda as exigências mínimas de iluminância.95 0.70 Sujo 0.94 .10.60 A AGÊNCIA PARA APLICAÇÃO DE ENERGIA (1988) também sugere fatores de depreciação em função das condições de limpeza do ambiente. como mostra a tabela 2. Isto causa uma diminuição na quantidade de luz que atinge a superfície de trabalho.32. PHILIPS (1981) sugere os fatores de depreciação apresentados na tabela 2. Para minimizar este problema. luminárias e superfícies do ambiente. como se vê a seguir. Porém. Tabela 2. Ambiente Fator de depreciação Limpo 0. Tabela 2. não existe muita concordância entre os diferentes autores que apresentam este fator.31. os fatores devem ser multiplicados por 1. Caso o fluxo seja dado para 2000 horas. Fator de depreciação (Fd) Outro detalhe importante diz respeito a depreciação do fluxo luminoso verificado nas lâmpadas com a sua vida útil e também as condições de limpeza das lâmpadas.31. Fator de depreciação em função das características de higiene do ambiente segundo PHILIPS (1981).32. Condições do ambiente Muito limpo Fator de depreciação Luminária aberta Luminária fechada 0. Os valores são válidos para 100 horas de fluxo luminoso. respectivamente e h representa a altura entre as luminárias e a superfície de trabalho.

71 0.00 1. SMIT (1964).76 0. Fatores de depreciação segundo SMIT (1964).88 Médio 0.79 0.86 22 0.89 0. .73 0.71 No entanto.77 Muito sujo 0.87 20 0.90 14 0.93 8 0. Este valores são apresentados na tabela 2.54 0.75 0.89 16 0.82 0.88 0.58 0.62 0. abaixo.74 0. sugere fatores de depreciação.84 A ASHRAE Standard (ASHRAE/IES.94 6 0. Tabela 2. 1989) sugere que na elaboração do projeto luminotécnico se utilize um fator de depreciação de 0.33.80 0.85 0.60 0. como função do período de manutenção do sistema e das condições de higiene do ambiente.76 0.92 10 0.67 0.81 0.61 0. Revisão bibliográfica 72 Limpo 0.91 12 0.64 0.56 0.70 0.88 18 0.70.97 4 0.85 0.Capítulo 2.72 0.92 0.00 1.52 0.82 Sujo 0.50 0.33.85 24 0.78 0.00 2 0. Período de Ambiente limpeza (meses) sujo médio limpo 0 1.

4. a reflexão do teto. 2. 2. o número total de luminárias necessário para atender a iluminância exigida no ambiente poderá ser determinado pela equação 2. Fd. Custos de equipamentos.10.13 na 2. Incluem custos de energia. Considera apenas a fonte luminosa.13) Desta forma. o método dos lúmens. Custos de manutenção são aqueles que mantém o sistema funcionando adequadamente.13.14 que é resultante da substituição da equação 2. N= A.9. a iluminância total no ponto é dada pelo somatório da iluminância fornecida por cada ponto (lei da aditividade). limpeza. instalação e comissão.14) Este é. φ desejado = A. Revisão bibliográfica 73 Desta forma. Num ponto iluminado por diversas fontes. são gastos iniciais. paredes e piso não é considerada.Capítulo 2. E Cut. portanto. Método ponto por ponto Este método baseia-se na quantidade de luz que incidirá diretamente em cada ponto do local a ser iluminado. conhecidas a distribuição de intensidades luminosas de cada uma das fontes e as alturas das mesmas em relação ao plano do ponto. φ lu min (2. E Cut . Análise de investimentos Para identificar os benefícios econômicos de um sistema de iluminação energeticamente eficiente devem ser considerados os custo inicial e de manutenção. reposição de lâmpadas e reatores e manutenção . As equações para determinação da iluminância por pontos para diferentes situações podem ser obtidas em PEREIRA (1996) ou PHILIPS (1981). o fluxo luminoso desejado será dado pela equação 2. Fd (2.2. O custo inicial engloba todos os aspectos necessários para produzir o sistema de iluminação.10.

MACEDO JR (1996) apresenta dois casos práticos em que em um deles o tempo de retorno estimado é de 28 meses. B Instalação de sistemas de controle para o aproveitamento da iluminação natural.34 apresenta estas informações. Building of the General Secretariat of Research and Tecnology Retrofit Redução iluminação (%) Amortização (anos) A 11 1. D Substituição das luminárias por outras mais eficientes. O tempo total para que ocorra este equilíbrio é expresso através de período de retorno.Capítulo 2.6 The Bank of Attica Building .4 C 4 10.34. o custo de implantação de um sistema de iluminação eficiente é pago em média em 18 meses.8 B 15 2. Revisão bibliográfica 74 adequada de todos os equipamentos. Tabela 2. C Substituição de reatores eletromagnéticos por eletrônicos. A Substituição de todas as lâmpadas incandescentes por fluorescentes eficientes. o que representa um período de retorno de 5 anos. E Instalação de sensores de presença. Períodos de retorno verificados na Grécia segundo SANTAMOURIS (1995). Segundo ABILUX (1996a). A tabela 2. SANTAMOURIS (1995) avalia o período de retorno em função de diferentes possibilidades de retrofit.8 B 15 7. através de uma análise mais apurada pela taxa interna de retorno obtém-se uma taxa de desconto do investimento de 20% ao ano. Em trabalhos realizados em 17 edifícios com uso diversificado. Em termos econômicos o objetivo geral de um sistema é minimizar os custos de manutenção para permitir que o dinheiro economizado equilibre os gastos iniciais. no outro.2 Multi-Use Office Building on Amerikis Street Retrofit Redução iluminação (%) Amortização (anos) A 5 1. As nomenclatura para as possibilidades de retrofit adotada nesta tabela é descrita abaixo.

Capítulo 2. Revisão bibliográfica

75

Retrofit

Redução iluminação (%)

Amortização (anos)

A

4

1,4

B

15

1,9

C

4

10,0

Ministry of Culture: General Secretariat of Adult Education
Retrofit

Redução iluminação (%)

Amortização (anos)

A

29

1,2

B

15

1,7

National Research Institute
Retrofit

Redução iluminação (%)

Amortização (anos)

A

18

3,2

B

15

1,9

C

4

11,0

Tabela 2.34. Períodos de retorno verificados na Grécia (cont.).
Private Office Building
Retrofit

Redução iluminação (%)

Amortização (anos)

A

4

18,2

B

15

2,4

Private Office Building in Halandri
Retrofit

Redução iluminação (%)

Amortização (anos)

B

15

8,6

The Building of the Ministry of Presidency
Retrofit

Redução iluminação (%)

Amortização (anos)

A

12

1,8

C

4

15,6

D

18

6,0

The B. P. Oil Company Building

Capítulo 2. Revisão bibliográfica

76

Retrofit

Redução iluminação (%)

Amortização (anos)

B

15

1,8

C

4

11,8

D

18

4,6

"Heraklis" General Cement Company S.A., Headquarters
Retrofit

Redução iluminação (%)

Amortização (anos)

B

15

2,0

C

4

12,0

D

18

4,6

The El.Ke.Pa. Building (Headquarters)
Retrofit

Redução iluminação (%)

Amortização (anos)

B

15

1,1

C

4

8,7

The El.Ke.Pa. Building (Branch Office)
Retrofit

Redução iluminação (%)

Amortização (anos)

B

15

2,2

C

4

4,0

Tabela 2.34. Períodos de retorno verificados na Grécia (cont.).
The "Mechaniki Headquarters" Building
Retrofit

Redução iluminação (%)

Amortização (anos)

B

15

2,0

Building of Meletitiki
Retrofit

Redução iluminação (%)

Amortização (anos)

C

4

38,0

Office Building in Kipseli
Retrofit

Redução iluminação (%)

Amortização (anos)

C

4

37,2

The National Bank of Industrial Development Building
Retrofit

Redução iluminação (%)

Amortização (anos)

Capítulo 2. Revisão bibliográfica

77

B

15

1,5

C

4

11,5

The National Center of Oceanographic Research Building
Retrofit

Redução iluminação (%)

Amortização (anos)

C

4

17,9

E

15

4,3

A decisão a respeito da execução ou não do retrofit em iluminação ocorre, principalmente,
como função da viabilidade econômica do estudo realizado.
Algumas formas de avaliar um investimento, como o método do valor presente, a relação
benefício/custo, a taxa interna de retorno e o período de retorno do investimento são apresentadas a
seguir. Informações adicionais a respeito destes métodos podem ser obtidas em ABREU e
STEPHAN (1982), CASAROTTO FILHO e KOPITTKE (1992), FLEISCHER (1973), LINS
(1976), MAYER (1977) ou em outros livros de matemática financeira.

2.10.1. Método do valor presente
Este método baseia-se no conceito de equivalência monetária na data presente dos fluxos de
caixa ocorrentes em diferentes datas. O melhor investimento é aquele que apresentar maior valor
presente.
2.10.2. Relação benefício/custo
Este método apresenta o objetivo principal de qualquer investimento, ou seja, verificar se os
benefícios são maiores do que os custos. Portanto, o investimento é viável para relações
benefício/custo maiores que 1.

2.10.3. Método da taxa interna de retorno (TIR)
Este método consiste em calcular a taxa que zera o valor presente dos fluxos de caixa das

Capítulo 2. Revisão bibliográfica

78

alternativas. Os investimentos com TIR maiores que a taxa mínima de atratividade (TMA) são
considerados rentáveis e são passíveis de análise. A TMA representa a taxa à partir da qual o
investidor considera que terá lucros.

2.10.4. Período de retorno do investimento
Neste método é verificado o período em que o investidor tem o seu capital recuperado, ou
seja, o tempo em que o investimento começa a proporcionar lucros.
A aplicação destes métodos é exemplificada no capítulo 4 através da análise de investimentos
para diferentes opções de retrofit sugeridas para o estudo de caso na UFSC.

Capítulo 2. Revisão bibliográfica

79

Índice

2.1. Introdução ................................................................................................................................................................................ 18
2.2. Usos finais ................................................................................................................................................................................ 18
2.3. Potência instalada em iluminação.......................................................................................................................................... 23
2.4. Iluminância nos ambientes de trabalho................................................................................................................................ 28
2.4.1. Quantidade de iluminação......................................................................................................................................... 29
2.4.1.1. Iluminação de salas de aula.......................................................................................................................... 30
2.4.1.2. Iluminação de escritórios.............................................................................................................................. 31
2.4.1.3. Iluminação de ambientes com microcomputadores .................................................................................. 32
2.4.1.4. Iluminação de corredores ............................................................................................................................. 33
2.4.2. Qualidade da iluminação............................................................................................................................................ 33
2.4.2.1. Ofuscamento .................................................................................................................................................. 34
2.4.2.2. Distribuição, difusão e sombras .................................................................................................................. 39
2.4.2.3. Qualidade de cor da fonte de luz................................................................................................................. 39
2.4.2.4. Cor da tarefa ................................................................................................................................................... 42
2.5. Luminância nos ambientes de trabalho................................................................................................................................ 43
2.6. Iluminação artificial.................................................................................................................................................................. 46
2.6.1. Lâmpadas ..................................................................................................................................................................... 47
2.6.1.1. Lâmpadas incandescentes ........................................................................................................................... 47
2.6.1.2. Lâmpadas fluorescentes ............................................................................................................................... 48
2.6.2. Luminárias.................................................................................................................................................................... 49
2.6.2.1. Curvas de distribuição.................................................................................................................................. 50
2.6.2.2. Distribuição do fluxo luminoso.................................................................................................................... 51
2.6.2.3. Refletância ...................................................................................................................................................... 53
2.6.2.4. Distribuição espacial..................................................................................................................................... 54
2.6.3. Reatores ....................................................................................................................................................................... 55
2.6.3.1. Flicker.............................................................................................................................................................. 56
2.6.3.2. Ruído............................................................................................................................................................... 57
2.6.3.3. Harmônicas ..................................................................................................................................................... 57
2.7. Iluminação natural................................................................................................................................................................... 58
2.7.1. Iluminação lateral........................................................................................................................................................ 59
2.8. Sistemas de controle ............................................................................................................................................................... 60
2.8.1. Sistemas de controle de luz....................................................................................................................................... 61
2.8.1.1. Liga e desliga manual.................................................................................................................................... 61
2.8.1.2. Controle manual do fluxo .............................................................................................................................. 61
2.8.1.3. Liga e desliga automático............................................................................................................................. 61
2.8.1.4. Controle gradativo automático.................................................................................................................... 62
2.8.1.5. Controle automático do fluxo ....................................................................................................................... 62
2.8.2. Sensores de ocupação............................................................................................................................................... 62
2.8.2.1. Sensores passivos de infravermelho.......................................................................................................... 63
2.8.2.2. Sensores ultra-sônicos ................................................................................................................................. 64
2.8.3. Integração de sensores de ocupação e de luz natural.......................................................................................... 64
2.8.4. Temporizadores........................................................................................................................................................... 65
2.9. Projeto de iluminação.............................................................................................................................................................. 65
2.9.1. Métodos de iluminação ............................................................................................................................................. 65
2.9.2. Escolha da lâmpada.................................................................................................................................................... 66
2.9.3. Escolha da luminária................................................................................................................................................... 66
2.9.4. Métodos de cálculo.................................................................................................................................................... 67
2.9.4.1. Método dos lúmens ...................................................................................................................................... 67
2.9.4.2. Método ponto por ponto ............................................................................................................................. 73
2.10. Análise de investimentos..................................................................................................................................................... 73
2.10.1. Método do valor presente....................................................................................................................................... 77
2.10.2. Relação benefício/custo.......................................................................................................................................... 77
2.10.3. Método da taxa interna de retorno (TIR) .............................................................................................................. 77

Capítulo 2. Revisão bibliográfica

80

2.10.4. Período de retorno do investimento...................................................................................................................... 78

Tabelas

Tabela 2.1. Uso final de eletricidade para edifícios ................................................................................................................... 19
Tabela 2.2. Uso final em iluminação na Holanda........................................................................................................................ 20
Tabela 2.3. Usos finais para edifícios com e sem ar condicionado no Brasil ........................................................................ 20
Tabela 2.4. Usos finais para edifícios comerciais e públicos de São Paulo ........................................................................... 21
Tabela 2.5. Eficiência em iluminação nos Estados Unidos desde 1973 segundo EPRI (1993). ........................................... 23
Tabela 2.6. Potência máxima permitida para iluminação em edifícios nos Estados Unidos segundo ASHRAE/IES (1989)
em função do tipo de edifício............................................................................................................................................ 24
Tabela 2.7. Potência máxima permitida para iluminação em edifícios nos Estados Unidos segundo ASHRAE/IES (1989)
em função do tipo de ambiente......................................................................................................................................... 24
Tabela 2.8. Potência máxima permitida em iluminação na Califórnia ....................................................................................... 24
Tabela 2.9. Potência máxima permitida para iluminação em função do tipo de edifício na Califórnia segundo
CALIFORNIA ENERGY COMMISSION (1992).............................................................................................................. 25
Tabela 2.10. Potência máxima permitida para iluminação em função da atividade na Califórnia segundo CALIFORNIA
ENERGY COMMISSION (1992)........................................................................................................................................ 25
Tabela 2.11. Potência instalada em iluminação nas Filipinas segundo LBL (1992)............................................................... 25
Tabela 2.12. Potência instalada em iluminação em Singapura segundo LBL (1992)............................................................. 26
Tabela 2.13. Potência instalada em iluminação na Holanda ..................................................................................................... 26
Tabela 2.14. Potência instalada em iluminação no México segundo BANDALA (1995)..................................................... 27
Tabela 2.15. Potência instalada em iluminação em Florianópolis segundo GHISI (1995). ................................................... 28
Tabela 2.16. Refletâncias recomendadas para salas de aula segundo IESNA (1995)........................................................... 31
Tabela 2.17. Refletâncias recomendadas para escritórios segundo IESNA (1995)............................................................... 32
Tabela 2.18. Curva de luminância em função da iluminância e da classe da luminária......................................................... 36
Tabela 2.19. Aparência de cor das lâmpadas segundo IESNA (1995).................................................................................... 40
Tabela 2.20. Variações na aparência de cor. ............................................................................................................................... 40
Tabela 2.21. Índice de reprodução de cor. .................................................................................................................................. 42
Tabela 2.22. Taxas de luminâncias para escritórios segundo IESNA (1995). ........................................................................ 45
Tabela 2.23. Luminâncias para ambientes com microcomputadores segundo IESNA (1995)............................................. 45
Tabela 2.24. Relação entre luminâncias para escolas segundo IESNA (1995). ..................................................................... 46
Tabela 2.25. Classificação das luminárias pela CIE.................................................................................................................... 52
Tabela 2.26. Refletâncias apresentadas por CADDET (1995).................................................................................................. 53
Tabela 2.27. Refletâncias apresentadas por SANTAMOURIS (1995).................................................................................... 54
Tabela 2.28. Refletâncias apresentadas por EPRI (1993) .......................................................................................................... 54
Tabela 2.29. Percentagem de área envidraçada em relação à parede. ..................................................................................... 58
Tabela 2.30. Tempo de ocupação de ambiente segundo SANTAMOURIS (1995). ............................................................. 63
Tabela 2.31. Fator de depreciação em função das características........................................................................................... 71
Tabela 2.32. Fatores de depreciação segundo AGÊNCIA PARA APLICAÇÃO DE ENERGIA (1988)............................. 71
Tabela 2.33. Fatores de depreciação segundo SMIT (1964). ................................................................................................... 72
Tabela 2.34. Períodos de retorno verificados na Grécia segundo SANTAMOURIS (1995). .............................................. 74

Figuras

Figura 2.1. Ângulos críticos para o controle de ofuscamento................................................................................................. 36
Figura 2. 2. Controle de luminâncias das direções longitudinal e transversal....................................................................... 37
Figura 2.3. Curvas de limitação de luminância............................................................................................................................ 38
Figura 2.4. Diagrama de Kruithof.................................................................................................................................................. 41
Figura 2.5. Curva fotométrica para uma fonte puntual.............................................................................................................. 50
Figura 2.6. Curva fotométrica para uma fonte real. .................................................................................................................... 50
Figura 2.7. Curva fotométrica tipo batwing................................................................................................................................ 51

primeiramente. Determinado o uso final. avalia-se a possibilidade da continuidade do projeto de retrofit em um sistema específico em função de sua representatividade no consumo global e da possibilidade de redução do consumo. do uso final de energia elétrica. Neste trabalho é utilizado o método dos lúmens e ao mesmo tempo propõe-se a sua simplificação através do tratamento estatístico dos coeficientes de utilização fornecidos pelos fabricantes de luminárias. de equipamentos de computação e de demais equipamentos consumidores de energia elétrica. além da potência instalada e do regime de utilização dos respectivos sistemas sempre que não for possível a determinação do consumo isoladamente para cada sistema. inicialmente.1. onde. de sistemas de iluminação. Isto permite a determinação da eficiência luminosa do atual sistema de iluminação e o seu eventual potencial de redução através da utilização de tecnologias mais eficientes. Introdução Atualmente. a determinação do uso final exige o levantamento do consumo global da edificação. No caso de sistemas de iluminação. estudos de retrofit constituem-se em excelentes formas de determinação e implantação de sistemas de iluminação energeticamente eficientes em edificações visando a conservação de energia elétrica sem prejuízo do conforto do usuário.Capítulo 3. Outro fator importante no retrofit de sistemas de iluminação diz respeito ao levantamento das condições de iluminação natural. as exigências visuais da atividade específica. Por sua vez. Metodologia 3. A avaliação das condições de luminâncias também constitui-se em um fator importante a ser . Retrofits visando eficiência energética em edificações exigem a determinação. ou seja. torna-se necessário a determinação das atuais condições de iluminância dos ambientes. Através de alguma ferramenta de cálculo determina-se a quantidade de lâmpadas e luminárias que atendam a iluminância especificada em norma e. Levantadas as condições existentes do sistema de iluminação parte-se para a etapa de projeto. deve-se levantar os equipamentos existentes no mercado. bem como a potência instalada por unidade de área e o seu estado de conservação e manutenção. conseqüentemente. Um sistema de iluminação artificial projetado de forma a manter as lâmpadas apagadas durante períodos em que a iluminação natural supre total ou parcialmente as necessidades de iluminação requeridas para a realização da atividade visual permite economia significativa no consumo de eletricidade. o percentual relativo ao consumo de equipamentos de ar condicionado.

• Análise da economia total de energia elétrica gerada pelo retrofit. Porém. • Análise de retorno do investimento. apesar deste trabalho ser direcionado a atividades desenvolvidas em uma universidade. A utilização de ferramentas computacionais é evitada justamente por não ser um processo amplamente difundido neste país o que poderia constituir-se em uma limitação para aplicações futuras desta metodologia.2. como a do hospital . para o caso específico do campus da Universidade Federal de Santa Catarina. pode-se facilmente adaptar a metodologia proposta para qualquer ambiente e atividade visual desenvolvida. Metodologia 78 analisado. • Avaliação das condições de iluminação natural. Isto permite a verificação e a correção de problemas como ofuscamento. A metodologia proposta Este trabalho apresenta uma metodologia que possa ser utilizada facilmente por qualquer profissional envolvido com projeto luminotécnico e eficiência energética em edificações. • Avaliação de luminâncias para o novo projeto. De forma geral. • Avaliação do atual sistema de iluminação artificial.3. 3. 3. Levantamento de consumo no campus A UFSC caracteriza-se por possuir diversas contas junto à Celesc. Este procedimento é detalhado a seguir. esta metodologia pode ser apresentada da seguinte forma: • Estimativa de usos finais.Capítulo 3. deve-se avaliar a viabilidade de sua implantação através da análise do investimento realizado para alteração do sistema frente a economia gerada nas contas de energia elétrica por este novo sistema. • Elaboração do novo projeto luminotécnico. Finalizado o projeto luminotécnico energeticamente eficiente ou as diferentes opções de projeto em função de diferentes equipamentos.

Na figura 3.1 (fotografia aérea cedida pelo Laboratório de Fotogrametria da UFSC) a área do campus é indicada pela linha mais espessa e a área abordada neste trabalho.Capítulo 3. reitoria. Vista aérea do campus e área abordada neste trabalho. Figura 3.1. este trabalho limita-se apenas à análise da conta principal (conta 1218749-66 com endereço UFSC Cidade Universitária) pois engloba todos os centros. biblioteca central e restaurante universitário. Metodologia 79 universitário. pela linha mais fina. a do departamento de engenharia química e outros. No entanto. a da prefeitura universitária. Para avaliar o comportamento mensal e anual do consumo de eletricidade do campus são .

ou seja. o objeto de estudo é direcionado para dois blocos deste centro. Desta forma. verifica-se a sua relação com o consumo. de janeiro/94 a dezembro/95 e de janeiro/96 a dezembro/96. Sua estimativa é realizada de forma a admitir-se o consumo do campus por unidade de área igual para todos os centros. A figura 3. Reitoria 3% Outros 6% CCS 8% BU 4% CTC 24% CSE 7% CCE 6% CDS 5% RU CED 3% 3% CFH 6% CA 6% CCB 6% CFM 13% Figura 3. Uma comparação entre os consumos mensais fornecidos pelas bienais e as datas das leituras dos consumos permitirá uma padronização de consumo para trinta dias.2 mostra a representatividade da área construída de cada centro em relação ao total do campus. escolhidos em função das atividades neles desenvolvidas: um constituído . com um padrão de uso melhor definido. Como o campus da UFSC apresenta um padrão de uso bastante diferenciado em função das diferentes atividades desenvolvidas e o regime de utilização de seus sistemas e ambientes não é de fácil definição. Além do que. a grande extensão em espaço físico e área construída do campus dificulta o estudo. A escolha deste centro como objeto de estudo é função. Neste trabalho são utilizadas 3 bienais compreendidas no período de janeiro/92 a dezembro/93.Capítulo 3. além de sua representatividade no campus. Como a medição de consumo no campus é realizada de forma global. O Centro Tecnológico. Desta forma. o seu uso final não é determinado diretamente. Através do histórico de área construída no campus. Metodologia 80 analisadas as bienais de consumo fornecidas pela Celesc.2. Percentual de área construída para cada centro. através de uma análise de representatividade em termos de área construída opta-se pela realização do trabalho no Centro Tecnológico. ainda representa uma área difícil de ser estudada em virtude de suas dimensões. a parcela de consumo de cada centro é a mesma que o percentual de sua área em relação a área total construída no campus. com um único medidor. de ser o local onde se realiza este trabalho. não se dispõe do consumo isolado deste centro.

Estes blocos representam 16% da área construída deste centro e 4% do total do campus. As diferentes atividades desenvolvidas no campus estão caracterizadas de acordo com a figura 3. 2o. . Admitindo que o mês de menor consumo no inverno.5. pela escolha de dois blocos (blocos B e C) no Centro Tecnológico (CTC). para cada ano. 3. Admitindo que o consumo com todos os equipamentos e sistemas que não sejam ar condicionado seja constante ao longo dos anos. pode-se determinar o consumo com ar condicionado para o ano com menor consumo total da mesma forma que no item anterior. O uso final com ar condicionado é determinado diretamente em função do consumo de eletricidade do campus através de duas diferentes formas: 1o. este é determinado através da adição dos consumos mensais que excedem este consumo mínimo de inverno. Sua coerência é avaliada através da comparação com o consumo anual do campus. 3. descrita anteriormente. Uso final de energia elétrica no campus Em virtude de sua grande extensão e dificuldade de levantamento de potência instalada e regime de utilização de equipamentos e sistemas. o uso final do campus é determinado através de uma estimativa em função do uso final verificado nos dois blocos do Centro Tecnológico e da área construída do campus. Metodologia 81 principalmente por salas de aula (bloco B) e outro por atividades administrativas (bloco C). Levantamento de consumo nos blocos B e C Para simplificar e facilitar o estudo de retrofit em iluminação no campus optou-se. finalmente.4. fazse o mesmo processo com o consumo de ar condicionado dos blocos B e C estendendo-o ao campus e verificando a coerência com o resultado obtido diretamente do consumo do campus. o consumo com ar condicionado nos demais anos é dado pela diferença entre o consumo total deste ano e o consumo com outros equipamentos do ano de menor consumo.Capítulo 3. não apresenta consumo com ar condicionado.3. Para avaliar a estimativa de uso final do campus com outros sistemas.

4).3. Como pode-se perceber existe uma concordância bastante próxima entre o percentual de área destinada a atividades administrativas nos blocos e no campus. No entanto. O percentual de área construída em função das atividades desenvolvidas nos dois blocos do CTC é apresentada na figura 3.5 apresenta a localização relativa dos dois blocos e da sub-estação do CTC. as salas de aula representam mais do que o dobro do verificado no campus em virtude do bloco B ser constituído basicamente por salas de aula. 4. Porém. Lab micros 9% Circulação 13% Salas de aula 44% Administração 34% Figura 3. o percentual para área de circulação é admitido igual ao determinado para os blocos B e C (figura 3. Metodologia 82 Outros 6% Restaurante 3% Circulação 13% Biblioteca 4% Laboratórios 20% Atividades esportivas 5% Salas de aula 20% Administração 29% Figura 3. O percentual de área destinada a laboratórios de computação não é determinado pois não existe tal documentação e é de difícil estimativa. Percentual de área construída em função das atividades desenvolvidas no campus.Capítulo 3. . Percentual de área construída em função das atividades desenvolvidas nos blocos B e C.4. A figura 3.

com salas de aula. além das atividades . Metodologia 83 Figura 3.6). Localização relativa dos blocos B e C. possui três pavimentos onde.5.Capítulo 3. O bloco B (figura 3.

Figura 3. A figura 3.6. Este bloco foi inicialmente escolhido porque era composto apenas por salas de aula sem condicionamento artificial. o citado laboratório de informática foi transferido para este bloco. No entanto. existe o LIICT . em abril de 1996. Fachada norte do bloco B. . o que permitiria uma análise isolada de consumo com iluminação. após instalados os medidores de consumo. Metodologia 84 letivas.7 apresenta a distribuição percentual das diferentes atividades desenvolvidas no bloco B.Capítulo 3.distribuído em sete salas para acesso aos alunos do CTC e também para aulas.Laboratório Integrado de Informática do Centro Tecnológico .

8). Figura 3. laboratórios de informática e algumas salas de aula para pós-graduação. salas de professores.7. é caracterizado por atividades administrativas como direção do centro. 8. Metodologia 85 Lab micros 12% Circulação 10% Salas de aula 78% Figura 3. também com três pavimentos. Percentual de área construída em função das atividades desenvolvidas no bloco B. O bloco C (figura 3. Fachada norte do bloco C. algumas coordenadorias e departamentos de cursos.Capítulo 3. .

Metodologia 86 A figura 3. chamados MEP .11 apresenta o diagrama unifilar e o posicionamento dos medidores para os dois blocos.Medidor Eletrônico Programável. A figura 3.9.9 apresenta a distribuição percentual das diferentes atividades desenvolvidas no bloco C. Através de informações da equipe da CEFI . São utilizados para medição e registro do consumo e da demanda de energia elétrica. O monitoramento destes blocos é iniciado em 23/03/96 através da instalação de medidores fornecidos pela Celesc (figura 3.Coordenadoria de Espaço Físico .responsável pelas instalações elétricas no campus são identificados os disjuntores no quadro geral de distribuição da sub-estação deste centro que atendem os dois blocos. permitindo o conhecimento da energia ativa e reativa solicitada pela edificação monitorada.521. . Circulação 17% Salas de aula 4% Lab micros 6% Administração 73% Figura 3.10). Estes medidores são do tipo ELO.Capítulo 3. Percentual de área construída em função das atividades desenvolvidas no bloco C.

Medidor eletrônico programável (ELO.521). teve um medidor instalado no disjuntor geral para ar condicionado e dois medidores nos disjuntores para iluminação e força pois não foi possível a instalação do medidor no disjuntor geral de iluminação e força em virtude de não se possuir transformador de corrente adequado. com dois disjuntores de 200 A e um geral de 350 A. para o bloco B. Metodologia 87 Figura 3. tem-se quatro medidores instalados nesta sub-estação. Em resumo. um único para o bloco B e três para o bloco C (dois para iluminação e força e um para ar condicionado).10. Desta forma. constituído por dois disjuntores de 100 A (um para cada parte do prédio em forma de “L”) e um geral de 225 A para iluminação e força o mesmo ocorrendo para instalações de ar condicionado. . foi instalado um único medidor. O bloco C. com um disjuntor de 225 A.Capítulo 3.

o monitoramento é finalizado em 31/05/97 com 12 meses de estudo para o bloco C. Como as grandezas medidas são fornecidas em pulsos.1 do anexo B. Para o bloco C o monitoramento é considerado a partir de 05/06/96 pois um problema detectado em um dos medidores de iluminação e força foi sanado nesta data. Desta forma. As constantes e as equações são apresentadas na tabela B. permitindo a obtenção da energia ativa e reativa além da demanda máxima registrada para períodos de ponta e fora de ponta. das 7:00 às 22:30h. levantamentos de demanda são realizados uma vez por semana. conforme mostra a tabela B.2 do anexo B.11. Metodologia 88 Medidor 2 Medidor 3 100 A 100 A 200 A 200 A Medidor 4 Medidor 1 225 A Bloco B 225 A Bloco C 350 A Bloco C Figura 3. Diagrama unifilar para os blocos B e C. Este monitoramento é realizado através da leitura das grandezas registradas pelo MEP no último dia de cada mês.Capítulo 3. e 14 meses para o bloco B. variando o dia da semana. o consumo e a demanda são determinados em planilha eletrônica em função das constantes de cada medidor. Para determinação das curvas de carga. em virtude dos medidores instalados não possuírem um sistema com memória para aquisição de dados. Estes levantamentos são realizados através da leitura da demanda registrada de 15 em 15 minutos através da planilha mostrada na tabela B. O levantamento destas informações é realizado através da utilização de uma planilha padrão fornecida pela Celesc.4 do anexo .

através de um retrofit. onde se coleta. As medições são realizadas isoladamente em microcomputadores.12. seja em iluminação. A potência solicitada pelos equipamentos instalados é determinada através de um medidor digital portátil de consumo da marca YOKOGAWA (MCP5000 Portable Power Meter). as leituras são feitas de 30 em 30 minutos. a cada ida à sub-estação.Capítulo 3. ar condicionado ou outro sistema qualquer. mostrado na figura 3. Como a demanda dos 15 minutos anteriores é mantida no visor digital nos próximos 15 minutos enquanto integra a nova demanda. é essencial a desagregação do consumo de eletricidade em seus usos finais. O consumo destes blocos por unidade de área permite uma extrapolação para todo o CTC e a sua comparação com aquele determinado admitindo o consumo do campus uniforme para todos os centros. As curvas de carga são levantadas de 19/06/96 a 09/10/96. dois valores de demanda para cada medidor. Metodologia 89 B. totalizando 17 dias de monitoramento. aparelhos de ar condicionado e retroprojetores. . 3.6. Isto implica na determinação da potência solicitada e do tempo de utilização dos equipamentos instalados. Uso final de energia elétrica nos blocos B e C Para avaliar a possibilidade de implantação de sistemas energeticamente eficientes.

simplesmente. Medidor digital portátil. O uso final é obtido através da comparação do consumo estimado para cada equipamento ou sistema com o consumo real do prédio. como o complemento do consumo total excluído o consumo com microcomputadores e ar condicionado. respectivamente. O consumo com iluminação.6. Este levantamento é realizado através da utilização de uma planilha como mostra a tabela B.6. é admitido como consumo de retroprojetores e ventiladores.1. como pode-se dispor de uma boa estimativa do tempo de utilização dos equipamentos. sendo muito difícil estimar o seu tempo de utilização. também de difícil estimativa em virtude da variação de sua utilização. ou seja. através da contagem in loco dos equipamentos instalados em todas as salas do bloco e entrevista aos usuários.5 do anexo B. A quantidade e o tempo e regime de utilização destes equipamentos são determinados. Uso final no bloco C Neste caso. é obtido. 3. O excesso em relação a carga total instalada. A planilha para o levantamento destas informações é apresentada na tabela B. optou-se pela maneira tradicional de determinação de uso final. desde que aceitável. O uso final com microcomputadores e aparelhos de ar condicionado é obtido através da comparação da demanda levantada com a curva de carga do prédio no mesmo intervalo ao longo do dia. 3.3 anexo B. Uso final no bloco B Como a utilização dos computadores deste bloco é bastante variável ao longo do dia. O consumo é determinado através da utilização de planilha eletrônica.12. onde é calculado . O consumo com retroprojetores e alguns ventiladores é estimado em função da comparação entre a demanda máxima solicitada para iluminação e a carga total instalada em iluminação.2. bem como dos equipamentos de ar condicionado ligados nestas mesmas salas.Capítulo 3. Metodologia 90 Figura 3. optou-se por determinar o uso final através da contagem de microcomputadores utilizados de 15 em 15 minutos. determina-se a potência instalada dos diferentes equipamentos e o respectivo tempo de utilização estimado-se o consumo.

1. conforme mostra a figura 3. a potência instalada em iluminação. . 3.7. Definição dos ambientes a serem estudados Através da análise do projeto arquitetônico são definidas salas padrão em ambos os blocos para se determinar os níveis de iluminação artificial.Capítulo 3. O uso final com ar condicionado é obtido facilmente pois é monitorado por um medidor isolado.7. No bloco B.7. verificando desta forma. as salas de aula são escolhidas em função das diferentes dimensões encontradas e para as salas com microcomputadores é definida apenas uma sala padrão do LIICT.2. para a principal atividade desenvolvida no bloco e defini-se uma sala padrão. bem como os atuais níveis de iluminação proporcionados por tais equipamentos e as características do ambiente interno. verifica-se a representatividade. Para o bloco C. equipamentos de computação e demais equipamentos é comparada com as curvas de carga para verificar sua validade o que também permite a determinação dos usos finais e a sua comparação. Metodologia 91 isoladamente para cada sistema e para cada sala em virtude de diferentes períodos de utilização. A estimativa de consumo diário com iluminação. em função da área construída.13. Equipamentos instalados Através de visita aos blocos determina-se a quantidade e a qualidade das lâmpadas e luminárias instaladas. 3. O consumo total para cada sistema é obtido através da soma de suas parcelas em cada sala. Avaliação do sistema de iluminação artificial Para avaliar as condições do atual sistema de iluminação deve-se conhecer as características e condições dos equipamentos instalados. 3.

13. As medições são realizadas durante a noite para evitar-se a influência da iluminação natural nos resultados. . conforme mostra a figura 3. A NBR 5382 .14.Capítulo 3. Medição dos níveis de iluminação artificial Definidas as salas a estudar parte-se para a verificação dos níveis de iluminação nestes ambientes.Verificação de iluminância de interiores (ABNT.3. A sala hachurada representa a sala padrão deste bloco.7. 1985). 3. Metodologia 92 Figura 3. Estas salas corespondem a 36% da área total do bloco C. apresenta a forma de determinação da iluminância média em superfícies de trabalho em interiores de áreas retangulares. Definição da sala padrão para o bloco C.

conforme mostram as figuras 3. r3 e r4. M é o número de filas.1. r2. A iluminância média (E) é determinada através da equação 3.16. T é a média aritmética entre t1.Capítulo 3. Determinação da iluminância média pela NBR 5382.14.1) onde: N é o número de luminárias por fila. Q é a média aritmética entre q1 e q2.15 e 3. t3 e t4. Metodologia 93 Figura 3. t2. verificando a possibilidade de se obter resultados equivalentes de forma mais rápida e simples. P é a média aritmética entre p1 e p2. . R é a média aritmética entre r1. Este trabalho segue estas recomendações e ao mesmo tempo avalia os níveis de iluminação através de medições em duas diferentes malhas de pontos. E = R (N -1) (M -1) + Q (N -1) + T (M -1) + P NM (3.

16. Para ambos os casos (figuras 3.15 e 3.16) a iluminância média (E) é determinada através de uma média ponderada conforme mostra a equação 3. .Capítulo 3. Determinação da iluminância média através de 8 pontos. Metodologia 94 Figura 3.2. Determinação da iluminância média através de 16 pontos.15. Figura 3.

c3 e c4 no caso da figura 3. Metodologia E = 95 2. .15 e entre os pontos c1 e c2 no caso da figura 3. Estas medidas também são realizadas no período noturno.15 e dos pontos b1 a b4 no caso da figura 3. Caso contrário determina-se a média aritmética para cada 3 pontos de mesma altura na lousa e verifica-se a variação da iluminância com esta altura. c é a média aritmética entre os pontos c1.16.16. a2. Determinação da iluminância na lousa das salas de aula do bloco B. m é o número de filas em que estão localizadas as luminárias. Para as avaliar as condições de iluminação na lousa das salas de aula do bloco B são medidos 9 pontos na sua superfície conforme mostra a figura 3. b é a média aritmética dos pontos b1 a b8 no caso da figura 3.Capítulo 3.15 e entre os pontos a1 e a2 no caso da figura 3. b + (m -1).2) onde: a é a média aritmética entre os pontos a1. c2.17.16.c 1 + 2.m (3. a3 e a4 no caso da figura 3.a + m. A iluminância média é determinada através de média aritmética entre os 9 pontos medidos caso apresentem iluminâncias equivalentes. Figura 3.17.

2o.3. ρsup = 90. 3o.7. Admitindo a refletância do papel branco como sendo 90%. Três situações podem ocorrer: 1o.5. a proposta de retrofit visa a redução da potência total instalada em iluminação mantendo a iluminância.4. Avaliação dos níveis de iluminação artificial Com base na iluminância média determinada para cada ambiente avalia-se a sua concordância com a NB 57 . Os níveis de iluminação podem estar próximos das recomendações da NB 57: Neste caso.Capítulo 3. 3. Porém.3) .7. a iluminância refletida pelo mesmo ponto coberto pelo papel branco. As medições são realizadas com o auxílio de luxímetros portáteis da marca Lutron (LX-102) e de uma folha de papel branco. Metodologia 96 3. deve-se atentar para a depreciação do fluxo luminoso com a vida da lâmpada e com o acúmulo de poeira e majorar a iluminância inicial em função do período de manutenção do sistema. Os níveis de iluminação podem estar abaixo das recomendações da NB 57: Isto implica na utilização de equipamentos que garantam a menor potência instalada em iluminação e atendam as exigências mínimas de iluminância.Esup/Epb (3. Refletância das superfícies internas A avaliação das superfícies internas é realizada através da estimativa de suas refletâncias. 1991) para as atividades visuais a que se destinam. Mantendo-se a fotocélula voltada para a superfície e afastada 10 cm desta.Iluminância de interiores (ABNT. reduz-se a iluminância para o mínimo recomendado o que permite também a redução da potência instalada. determina-se a iluminância refletida por esta superfície e em seguida. a refletância da superfície é determinada através de uma proporção como mostra a equação 3. Os níveis de iluminação podem estar muito acima das recomendações da NB 57: Neste caso.

No entanto. Avaliação das condições de iluminação natural As condições de iluminação natural. . localizadas em diferentes orientações: norte. Medições dos níveis de iluminação natural As medições são realizadas em quatro salas de aula do bloco B com iguais condições e dimensões.8.18. 3. deveriam ser avaliadas ao longo do ano e tratadas estatisticamente em função das condições de céu e de sua freqüência de ocorrência. com objetivo de ser utilizada na redução do consumo de energia elétrica.Capítulo 3.8. No caso das outras superfícies são coletadas mais amostras porque apresentam maiores variações nas suas tonalidades de cor.1. Esup é a iluminância refletida pela superfície (lux). São realizados 30 conjuntos de medições para cada superfície (parede. Através de uma análise de valores espúreos obtém-se uma média aritmética representativa da refletância de cada superfície. são realizados apenas 10 conjuntos de medições por se tratar de uma superfície com refletância uniforme. teto e piso) e 10 conjuntos para a lousa. Ambas as salas estão situadas no segundo pavimento. leste e oeste. descritas a seguir. em virtude das dificuldades de monitoramento contínuo. No caso deste. 3. Estas condições são avaliadas com o intuito de verificar a viabilidade de utilização de sistemas de controle de iluminação e a conseqüente redução do consumo de energia. Epb é a iluminância refletida pela superfície com papel branco (lux). são realizadas medições dos níveis de iluminação natural e avaliação das condições externas. Metodologia 97 onde: ρsup é a refletância da superfície (%). Para isto. a avaliação das condições de iluminação natural das salas de aula do CTC é realizada através de simplificações. como mostra a figura 3. sul.

Metodologia 98 Figura 3.19 e a distribuição dos pontos se limita à área ocupada por carteiras. 4.80. As medidas são obtidas em sete pontos ao longo do mesmo afastamento da janela e para quatro afastamentos diferentes (1.Capítulo 3. totalizando 28 pontos por sala.18.40.20 e 5. .60 metros). Localização das salas de aula. 2. As medições são realizadas respeitando-se a ordem apresentada na figura 3.

Disposição dos pontos medidos. são utilizados dois luxímetros digitais portáteis da marca Minipa. Metodologia 99 Figura 3. inicia-se as medições nas salas norte e sul. 16 e 17 de janeiro e nos dias 7. . as medições são iniciadas nas salas leste e oeste aproximadamente 10 minutos antes do horário estipulado. As medidas são obtidas nos dias 15. valores aproximadamente 3% inferiores aos verificados pelos luxímetros da Lutron para uma iluminância próxima a 500 lux.Capítulo 3. Em junho. elaborada por GHISI e PEREIRA (1996). Após este intervalo de tempo. Estes novos luxímetros apresentaram. Em virtude de não se dispôr de quatro luxímetros para medições simultâneas em cada sala. 14 e 21 de junho de 1997 em cinco diferentes horários: 8. 12. simultaneamente. As medições são realizadas com base na proposta de norma Iluminação Natural: Medição das Condições Internas. 14 e 16 horas. ou seja. 10. Os equipamentos utilizados nas medições de janeiro são dois luxímetros digitais portáteis da marca Lutron. em virtude da inutilização de um dos equipamentos descritos anteriormente. através de uma aferição.19. no início do horário estipulado.

Eventuais deficiências observadas na quantidade de iluminação natural em partes do ambiente devem ser compensadas com a utilização de iluminação artificial. Usualmente.Iluminância de Interiores (ABNT.Capítulo 3. onde a velocidade e precisão são importantes e onde a refletância do fundo da tarefa está entre 30 e 70%. Os níveis de iluminação natural são comparados aos 300 lux de iluminância média recomendados pela NB 57 . Deve-se avaliar também o sombreamento proporcionado por proteções solares. A avaliação das condições de iluminação natural pode ser realizada através do traçado de diagramas de iluminância.8. através da análise de valores espúreos e média aritmética para pontos com mesmo afastamento de janela e mesma hora do dia para cada orientação. Avaliação dos níveis de iluminação natural Os dados de iluminação natural são tratados estatisticamente. 3.2. Deve-se conhecer e avaliar o entorno do edifício. bem como características externas do entorno próximo são analisados para permitir sua avaliação no retrofit de sistemas de iluminação. como a possibilidade de construção de prédios vizinhos e do plantio de árvores que venham a prejudicar ou mesmo impedir o aproveitamento da iluminação natural. Avaliação das condições externas Detalhes construtivos do edifício. 1991) para salas de aula com usuários com idade inferior a 40 anos. Metodologia 100 3. caso existam.8. é representado por uma única curva resultante da média aritmética dos pontos com igual afastamento da janela. e a sua influência no aproveitamento da iluminação natural.3. São traçados a partir de medições de iluminação natural para vários planos perpendiculares ao plano da janela. pois permitem uma melhor análise de sua variação com o afastamento da janela. comparar as condições de iluminação natural ao longo do dia para cada orientação e para diferentes orientações entre si. desta forma. podendo-se. .

lâmpadas que garantem uma certa eficiência e são facilmente encontradas no mercado. Metodologia 101 3. o que . temperatura de cor e índice de reprodução de cor. Dentre vários catálogos recebidos. Neste trabalho são consideradas as lâmpadas com eficiência luminosa superior a 80 lm/W e vida útil superior a 7500 horas. A escolha das lâmpadas As lâmpadas são escolhidas sobretudo pela sua eficiência luminosa.9. bem como os equipamentos instalados a serem avaliados. 3.2. ou seja.9. Itaim e Guarilux.4). Os demais fabricantes enviaram catálogos sem o coeficiente de utilização. luminárias e reatores a integrarem as propostas para o novo sistema de iluminação. Philips. 3.19) e as cores parecerão mais naturais para a faixa de 300 lux (diagrama de Kruithof . O processo utilizado para elaboração do projeto luminotécnico é o método dos lúmens através da simplificação dos coeficientes de utilização proposta no item 3. além dos corredores.Capítulo 3.figura 2.escolas em climas moderados). Este é realizado para as 4 salas de sala de aula com diferentes dimensões e uma sala de microcomputadores o bloco B e para seis salas de professores e uma sala de aula do bloco C. A escolha das luminárias A escolha das luminárias é baseada na análise de suas curvas fotométricas e nas suas propriedades reflexivas.9. necessita-se inicialmente definir as melhores opções de lâmpadas. Para tanto. parte-se para a elaboração do projeto luminotécnico. além da vida útil. Definidas as condições de iluminação artificial e natural parte-se para a reestruturação do projeto luminotécnico. O projeto luminotécnico Definidas as salas que constituem o objeto de estudo. suas características e funções. O índice de reprodução de cor deve estar entre 70 e 85 e a lâmpada deve apresentar uma aparência de cor neutra (tabela 2.9.21 .2 deste capítulo. os únicos que tiveram suas luminárias avaliadas foram: Lumicenter. Estas propriedades reflexivas são avaliadas através da análise das tabelas de coeficientes de utilização de luminárias sendo que os catálogos fornecidos pelos fabricantes são utilizados para este fim.1. A temperatura de cor deve estar entre 2700 e 4000 K pois proporciona uma aparência de cor neutra (tabela 2.

variando apenas em função da refletância das paredes. são valores bastante próximos quando as luminárias fazem parte do mesmo grupo. Dentre os vários tipos de luminárias a análise é feita por grupos com características semelhantes. 50 e 10% respectivamente para teto. Coleta de catálogos de luminárias que contenham coeficientes de utilização. Os coeficientes de utilização não sofrem muita variação em função das refletâncias de teto e piso. para um mesmo índice de ambiente e mesma refletância de teto. parede e piso. Seleção de luminárias com características semelhantes. exatamente nos valores mínimos recomendados pela CIE. ou seja. Tipos de luminárias Quantidade Refletor branco sem aletas 20 Refletor de alumínio sem aletas 14 Refletor e aletas ambos brancos 7 Refletor e aletas ambos de alumínio 19 Refletor de alumínio e aletas brancas 9 Refletor branco com difusor 5 Esta análise é desenvolvida através das seguintes etapas: 1o. A quantidade de luminárias estudadas e os respectivos grupos são indicados na tabela 3. 3o.Capítulo 3. Quantidade de luminárias estudadas. 2o. A análise prévia das tabelas de coeficiente de utilização permite as seguintes observações: 1o.1. Os fabricantes limitam as refletâncias em 70. 2o.1. parede e piso. . Tabela 3. Os coeficientes de utilização. Metodologia 102 alerta para o atual cenário de projetos luminotécnicos no país.

para plotagem destes como função do índice de ambiente e verificar se a correlação se mostra mais adequada que a do item anterior. visto a pouca influência da refletância destes no coeficiente de utilização. O coeficiente de utilização (Cut) após inversão. Luminária com refletor de alumínio e aletas brancas. Se a correlação do 7o item for melhor que a do 6o. Plotagem dos coeficientes de majoração como função do índice de ambiente para determinação de uma equação que correlacione estas variáveis e permita determinar o coeficiente de majoração para índices de ambiente intermediários aos das tabelas. 6o. 4o. Digitação dos coeficientes de utilização por grupos de luminárias em planilha eletrônica do tipo Excel. passa a ser chamado de coeficiente de majoração (CM) e a determinação da quantidade de luminárias (N) será dada pela equação 3. φ lumin (3. Inversão dos coeficientes de majoração. Inversão dos valores para permitir melhor visualização do real aumento necessário na potência instalada em iluminação. voltando aos coeficientes de utilização. Luminária com refletor e aletas ambos brancos. Metodologia 103 Luminária com refletor branco sem aletas.A Fd. N = CM. Determinação da média aritmética e desvio padrão dos coeficientes de majoração para mesma refletância de parede independente das refletâncias do teto e do piso.4) 5o.E. Luminária com refletor branco e difusor. Luminária com refletor de alumínio sem aletas. Luminária com refletor e aletas ambos de alumínio.Capítulo 3. . o coeficiente de majoração será dado pelo inverso da equação determinada. 7o. 3o.4. 8o.

Este estudo permite avaliar os diferentes grupos de luminárias verificando o aumento da potência instalada em iluminação ao se utilizar uma luminária menos eficiente. Análise estatística dos coeficientes de majoração através de provas de hipótese com respeito a uma média para garantir a representatividade da média aritmética realizada. 10o. 3. Determinação dos coeficientes de majoração através das equações determinadas anteriormente para todos os índice de ambiente. lâmpadas e reatores escolhidos anteriormente são elaboradas diferentes . 12o.5.4. 13o. todas as refletâncias e todos os tipos de luminárias. Determinação da média da diferença percentual para diferentes refletâncias dos mesmos índices de ambiente de cada tipo de luminária.9. Metodologia 104 9o.9.(CMequação .3.CMtabela)/CMequação (3. Determinação da média total da diferença percentual para cada índice de ambiente entre todos os tipos de luminárias.5) 11o. 100.Capítulo 3. A escolha dos reatores O estudo é realizado para reatores eletromagnéticos e eletrônicos e a escolha de um em detrimento de outro é realizada por ocasião da análise do retorno do investimento. Propostas de retrofit Com base nas luminárias. 3. Determinação da diferença percentual entre o coeficiente de majoração determinado no item anterior (equação) e aquele determinado no 5o item (tabela) através da equação 3. a redução da potência instalada ao se utilizar uma luminária mais eficiente e a redução da potência instalada ao melhorar a refletância das paredes.

Isto é realizado em função da curva de distribuição da luminária e da área aparente desta luminária para diferentes ângulos de visão.Capítulo 3.6. ou seja. após definida a lâmpada e a luminária a serem adotadas ou antes desta etapa como tentativa de excluir aquelas opções que provoquem ofuscamento direto. Outro detalhe importante diz respeito ao posicionamento. deve-se avaliar a sua distribuição espacial de forma a garantir uma distribuição uniforme de iluminâncias e de forma a permitir o seu desligamento em momentos em que a iluminação natural supre total ou parcialmente as necessidades de iluminação na superfície de trabalho. Após definidas as melhores propostas. as que proporcionarem menor carga instalada em iluminação. A escolha por uma ou outra posição deve ser função da curva de distribuição da luminária e da posição dos usuários na sala. no sentido transversal ou longitudinal. As luminárias escolhidas são testadas com diferentes lâmpadas compatíveis. Análise de luminâncias Definida a lâmpada e a luminária a ser adotada. Distribuição espacial das luminárias Definida a quantidade de luminárias necessárias para atender as exigências de iluminação. 3.9. Esta verificação pode ser realizada após a análise de investimentos. 3. . Estas luminâncias são comparadas com as curvas de limitação de luminâncias mostradas na figura 2.9.3. das luminárias.5. ou seja. estas serão avaliadas novamente em novas propostas em função do rebaixamento das luminárias e do aumento da refletância das paredes. Metodologia 105 propostas para retrofit. as luminâncias podem ser determinadas para avaliar a existência de ofuscamento direto. além do posicionamento das janelas e a contribuição da luz natural.

Com base no uso final do atual sistema de iluminação e do potencial de redução deste consumo para cada opção.10. verifica-se a potência instalada em iluminação por unidade de área (W/m2) e também o consumo por unidade de área (kWh/m2. conseqüentemente.método da taxa interna de retorno. No caso das atividades desenvolvidas no campus que este trabalho não abrange. Análise de retorno do investimento A avaliação do tempo esperado para o retorno do investimento realizado para o retrofit no sistema de iluminação é realizado através dos métodos descritos no capítulo 2. O preço das luminárias.Capítulo 3. torna-se necessária a avaliação do potencial de conservação de energia elétrica verificado para cada proposta. . lâmpadas e reatores também deve ser conhecido.período de retorno do investimento. . Para avaliar a economia total de energia elétrica proporcionada pelo novo sistema de iluminação no campus deve-se determinar o consumo total para cada tipo de atividade em função do seu percentual de área em função da área total do campus.método do valor presente. . quais sejam: . Para esta análise. restaurantes.relação benefício/custo. bibliotecas. Aplicação do retrofit ao campus Com base nos resultados de retrofit determinados para os ambientes com diferentes atividades nos blocos B e C (salas de aula. o consumo da edificação pós-retrofit. 3.ano). a estimativa de economia é realizada admitindo-se o seu consumo proporcionalmente a sua área de abrangência no campus e ao consumo médio verificado globalmente nos blocos B e C através da instalação de equipamentos energeticamente eficientes. bem como o custo da . laboratórios com atividades específicas e outros ambientes. Isto permite verificar a viabilidade de execução do retrofit através de métodos mais simples até métodos mais precisos como o da taxa interna de retorno. determina-se a economia total de energia elétrica na edificação e. como áreas esportivas. atividades administrativas. laboratórios de microcomputadores e corredores).11. Metodologia 106 3.

92 3.................................................................................................................. Aplicação do retrofit ao campus......... Avaliação das condições externas............................................................................................ 101 3................................ 106 ..................6.......................................3....................................................................... 96 3................................................................ 91 3............... Levantamento de consumo no campus............... 100 3.......................... 105 3.........................................................................2......1....... 96 3.............1..................... Avaliação dos níveis de iluminação natural....... 101 3. O projeto luminotécnico ........................................................... 104 3................................................................................................. Levantamento de consumo nos blocos B e C..................5................... Distribuição espacial das luminárias.......................................8.. 105 3............................................................10.... Uso final de energia elétrica no campus................ Propostas de retrofit................................ Metodologia 107 pintura das paredes e teto para aumento de sua reflexão.......................................................... Avaliação dos níveis de iluminação artificial............................2................ 106 3........................................................7.............................................................7.............4..9............................................ 100 3.................11......1...........................5..........................7................................. 97 3............ 78 3............................ 90 3.3................................. Uso final no bloco C.................................................................................... A escolha das lâmpadas ..3.....................................................................5..................... A metodologia proposta...........8............................... Medições dos níveis de iluminação natural............................6...............9...............................9.........8. Definição dos ambientes a serem estudados ..... também.................7. A escolha das luminárias...................................................9................................. o custo de reposição de equipamentos............................. 78 3.. Avaliação das condições de iluminação natural... 97 3...................................................................................................................................................................................... Uso final no bloco B........ de manutenção e de mão-de-obra......................Capítulo 3...............................................................................................7........................2........................... 91 3............................................................................... 81 3................................................................ Medição dos níveis de iluminação artificial................................................................................................................................ Análise de retorno do investimento ...... Avaliação do sistema de iluminação artificial....1.....................................................9....................................................................3....9.................................6................. A escolha dos reatores ..................................................................................... Introdução .................................................... Uso final de energia elétrica nos blocos B e C.......9........................ Índice 3................................ Equipamentos instalados ..........................1...................................................................................7............................ 104 3.........2........................................... 89 3.................. Refletância das superfícies internas ....................... 90 3................................................... Deve-se avaliar...................................... 77 3................4......................8......6............... 101 3................ Análise de luminâncias ...................................... 91 3........................ 81 3...........................2...................4..........................................................................................................................................................................

......................................... 88 Figura 3.......................................................... Vista aérea do campus e área abordada neste trabalho................................15.................................................................................3...............18...........................14......... Localização das salas de aula....................................................................................... 102 .................... Determinação da iluminância média através de 8 pontos............................................................................12.................5................................................... 83 Figura 3............................................................................... 93 Figura 3.............16..................................... Fachada norte do bloco C............................................................. .............................. 82 Figura 3.............................................11..... Determinação da iluminância média pela NBR 5382........................................................ 98 Figura 3..............2................................... 8....... ....... 95 Figura 3...................................Capítulo 3.............................................................. Percentual de área construída em função das ............. Definição da sala padrão para o bloco C........................... Medidor digital portátil.........................................521)...........1.......... ....17..................................... Percentual de área construída em função das atividades ...................... 92 Figura 3................................................................................ Percentual de área construída em função das ....................................................... Fachada norte do bloco B...................... 85 Figura 3..13....1.... Determinação da iluminância média através de 16 pontos......................................................... Medidor eletrônico programável (ELO...... 94 Figura 3.. 79 Figura 3.. Metodologia 108 Figura 3................................... Percentual de área construída para cada centro....9................................10...................................................................................................... Localização relativa dos blocos B e C....................... Quantidade de luminárias estudadas...... 86 Figura 3............................................................................................................................................................................ Percentual de área construída em função das atividades .............. Disposição dos pontos medidos..........................................6............................... Diagrama unifilar para os blocos B e C.............. 4......19.................................................................................................................. Determinação da iluminância na lousa das salas de aula do bloco B............. 80 Figura 3..... 84 Figura 3.................. 82 Figura 3......................................... 99 Tabela 3. 87 Figura 3....... 90 Figura 3.................................................. 94 Figura 3............................. 85 Figura 3........7...

Introdução Este capítulo apresenta os resultados obtidos para o estudo de caso dos blocos B e C do Centro Tecnológico da Universidade Federal de Santa Catarina através da utilização da metodologia proposta. A análise econômica do investimento aplicado no retrofit.526 kWh/mês para o período entre janeiro/92 e dezembro/96. O capítulo é finalizado com o projeto de distribuição espacial das luminárias para a opção adotada e com a avaliação das luminâncias proporcionadas pelo novo sistema.2.1. conforme mostra a . Em seguida.2) a medida que a área total construída do campus aumentava.1 do anexo C. fornecidas por EPAGRI (1997). luminárias e reatores a serem utilizados através de diferentes possibilidades de retrofit. O histórico de área construída no campus é apresentado na tabela C. Inicialmente é discutido o comportamento mensal e anual do consumo do campus entre 1992 e 1996. A figura 4. A análise do consumo anual entre 1992 e 1996 gerou dúvidas pois diminuiu de forma uniforme entre 1993 e 1995 (figura 4. ou seja. pode-se avaliar a variação do consumo anual do campus em função da variação das temperaturas médias de verão e de inverno. Ao mesmo tempo não se percebeu alteração de comportamento dos usuários visando redução de consumo. 4. Estudo de caso 4.1 apresenta a variação mensal deste consumo. frente a economia de energia elétrica proporcionada permite definir a opção a ser adotada. apresenta-se os resultados para os blocos B e C. As variações de consumo verificadas entre dezembro e janeiro são discutidas na sub-seção 4.Capítulo 4. tanto nos blocos B e C quanto no campus.2.2. Através das temperaturas médias mensais para Florianópolis. A única explicação razoável para esta variação do consumo anual seria o seu comportamento proporcional ao comportamento da temperatura ambiente anual média. Avaliadas estas condições inicia-se a elaboração do projeto luminotécnico através da definição de lâmpadas. a análise de seu consumo e a estimativa de usos finais. Consumo do campus Através das bienais de consumo do campus fornecidas pela Celesc verifica-se um consumo mensal médio de 828. a avaliação do sistema de iluminação artificial e das condições de iluminação natural.

0 9. Como pode-se perceber.2.6 Temperatura ambiente ( o C ) Consumo anual (GWh/ano) Figura 4.0 10.6 21.0 8.000 Consumo mensal (kWh/mês) 1.0 9.000 400.8 17.8 22.0 23.1. 16. O consumo . Comparação entre o consumo anual do campus e a temperatura ambiente.400. média inverno Figura 4.000.000 Mês/ano 10. a variação do consumo anual do campus está intimamente relacionada às variações das temperaturas médias de verão e de inverno. Estudo de caso 109 figura 4.0 9.0 8.2.4 25. de forma geral.000 1.2 24.2 19.4 20.0 10.0 1992 1993 1994 1995 1996 Ano Consumo anual Temp. Consumo de energia elétrica do campus.000 600.000 Out/96 Jul/96 Abr/96 Jan/96 Out/95 Jul/95 Abr/95 Jan/95 Out/94 Jul/94 Abr/94 Jan/94 Out/93 Jul/93 Abr/93 Jan/93 Out/92 Abr/92 Jan/92 0 Jul/92 200.0 9.000 800.Capítulo 4. 1.200. média verão Temp.0 9.0 18.

dezembro. admitiu-se os meses com temperatura média mensal acima de 21. conforme mostra a equação 4.1. e inverno os meses entre maio e outubro (tabela D.2 permite afirmar que o consumo com ar condicionado pode ser determinado como a diferença de cada ano em relação ao ano de menor consumo mais o consumo de ar condicionado deste ano.00oC. Consumo estimado de ar condicionado A análise da figura 4.1) . com consumo diminuindo à medida que diminui a temperatura média de verão.2. ou seja. Isto permite concluir que as baixas temperaturas de inverno não influenciam o consumo da mesma forma que as altas temperaturas de verão. ou seja. a comparação entre os anos de 1994 e 1995. Porém. Estudo de caso 110 aumenta à medida que aumenta a temperatura média de verão e diminui a de inverno. (4. O mesmo se verifica com os anos de 1993 e 1996. n é o número de anos da série.1. Ci é o consumo anual de cada ano da série.(C anualmenor − Cac(anualmenor) ) n i =1 onde: Cac é o consumo de ar condicionado para a série considerada. a do ano de 1995 deveria ser maior que a de 1994. a utilização de aparelhos de ar condicionado é limitada ao período de verão o que confirma o conhecimento prévio de que se dispõe da não utilização ou da baixa utilização de aparelhos de ar condiconado no campus no período de inverno. Como verão. Canualmenor é o consumo anual do ano com menor consumo da série. janeiro. 4. fevereiro. mostra que para haver influência da temperatura de inverno no consumo. março e abril. Este consumo é determinado admitindo que o aumento mensal do consumo comparado com o mês de menor consumo no inverno seja por utilização de ar condicionado.Capítulo 4. C ac = ∑ C i − n.1 do anexo D). Cac(anualmenor) é o consumo de ar condicionado do ano com menor consumo da série. conforme mostra a equação 4. novembro.2.

5) . Cac(95) é o consumo de ar condicionado do ano de 1995. C95 é o consumo do ano de 1995. Porém. O consumo de ar condicionado em 1995 é determinado pela equação 4.2) onde: Cmensalmenor é o menor consumo mensal de inverno para o ano de menor consumo da série. Cac(95) = C95 . Estudo de caso 111 Cac ( anualmenor ) = Canualmenor -12.5.Capítulo 4. Cmensalmeno r (4.5.(C 95 . n. C95 é o consumo do ano de 1995 (o menor consumo anual da série). a equação 4.5 mostra que o mês de menor consumo ocorre entre junho e agosto. No caso do campus poderia haver dúvida quanto ao mês de julho pois neste mês existe recesso escolar. C92-96 é o consumo total entre 1992 e 1996. sendo que em 1996 ocorreu em maio.4. C mensalmeno r (4. n Cac = ∑ Ci − 12.12.Cmenor95 onde: Cac(95) é o consumo de ar condicionado do ano de 1995. A substituição da equação 4.3) i =1 Para o caso específico deste trabalho.4) onde: Cac(92-96) é o consumo de ar condicionado entre 1992 e 1996. (4.2 na 4.1 é reescrita como a equação 4.C ac(95)) (4. Cac(92-96) = C92-96 . a análise da figura 4.3). com uma série de 5 anos.1 resulta na equação final para determinação de consumo de ar condicionado para uma série de anos (equação 4.

1 apresentam os resultados para o consumo de ar condicionado estimado através da equação 4.044 .6.044 1994 9.6) A figura 4.311.311. Estudo de caso 112 Cmenor95 é o menor consumo mensal de inverno verificado no ano de 1995.175 17 8.631.Capítulo 4.268 16 8. Cac(92-96) = C92-96 .860 1. Tabela 4.5.661.280 19 8.1.3.693. o consumo de ar condicionado entre 1992 e 1996 pode ser determinado pela equação 4.561.312 1.288.311.6.700 17 8.311.972. Finalmente.942.311.044 1996 10.262.573.977.311. Consumo total e estimado de ar condicionado com base no ano de menor consumo.044 Média 9.816 16 8.004.044 1995 9.3 e a tabela 4.744 1.12.872. Consumo anual (GWh/ano) 12 10 8 6 4 2 0 1992 1993 1994 1995 1996 Ano Consumo com outros sistemas Consumo com ar condicionado Figura 4.Cmenor95 (4.368 13 8.412 1.044 1993 10.219 1.324 1. Consumo estimado de ar condicionado com base no ano de menor consumo. Ano Consumo total Ar condicionado Consumo outros (kWh/ano) (kWh/ano) (%) (kWh/ano) 1992 9.

100 11 8.942.262.353.2.744 1.972. Tabela 4.412 1.5).219 904. os consumos mensais superiores ao menor consumo mensal de inverno é admitido como sendo de ar Consumo anual (GWh/ano) condicionado.872.860 2.644 Média 9.288.145 . Para efeito comparativo.472.312 1.4.519. Consumo total e estimado de ar condicionado com base no mês de menor consumo de cada ano. A figura 4.311. 12 10 8 6 4 2 0 1992 1993 1994 1995 1996 Ano Consumo com outros sistemas Consumo com ar condicionado Figura 4.067.240 18 8. determina-se o consumo de ar condicionado para cada ano da série da mesma forma que determinado para o ano de 1995 anteriormente (equação 4.004.2 apresentam estes resultados.Capítulo 4.216 24 7.911 9 9. em média.324 1.044 1996 10.644 1995 9.573.368 13 8.084 1994 9.455. o ar condicionado é responsável.905.487.167 15 8. ou seja. Estudo de caso 113 Desta forma.308 1993 10. por 16% do consumo do campus no período entre 1992 e 1996.099. Consumo estimado de ar condicionado com base no mês de menor consumo de cada ano.4 e a tabela 4. Ano Consumo total Ar condicionado Consumo outros (kWh/ano) (kWh/ano) (%) (kWh/ano) 1992 9.816.

Capítulo 4. Padronização do consumo para 30 dias As variações percebidas entre os consumos de dezembro e janeiro. será retomado adiante.000 1. Estas informações também são confirmadas por BERLANDA (1997).2 do anexo C) verifica-se que as medições nos outros meses do ano também são realizadas em períodos diferentes de 30 dias.1. 1.000. diretor do setor de contabilidade e finanças da UFSC.3 do anexo C). 4. Estudo de caso 114 Como o uso final para ar condicionado nos 5 anos da série obtido desta segunda forma (15%) é bastante próximo daquele obtido anteriormente (16%). com iluminação. o consumo de ar condicionado do campus será admitido como sendo 16%.5.5. que afirma que as leituras de dezembro são realizadas entre os dias 9 e 12 por exigência dos órgãos públicos em virtude da necessidade de ter o fechamento de caixa no ano em exercício. . Assim.200.000 600.2.000 200.000 Consumo mensal (kWh/30 dias) 1. técnico da Celesc.000 Out/96 Jul/96 Abr/96 Jan/96 Out/95 Jul/95 Abr/95 Jan/95 Out/94 Jul/94 Abr/94 Jan/94 Out/93 Jul/93 Abr/93 Jan/93 Out/92 Jul/92 Abr/92 Jan/92 0 Mês/ano Figura 4. após a determinação do uso final para os blocos estudados. na figura 4. Consumo de energia elétrica do campus padronizado para períodos de 30 dias. O consumo restante (84%).2.400. equipamentos de computação e equipamentos de escritório. como mostra a figura 4.000 800. Com base nas datas de leitura do consumo (tabela C. o consumo é padronizado para períodos de 30 dias (tabela C. levam a crer que as leituras de dezembro são realizadas em datas antecipadas o que acarreta um maior consumo para os meses de janeiro já que é equivalente a mais de 30 dias. Estas informações são confirmadas por COSTA (1997). Para os meses de dezembro admiti-se que a leitura seja realizada no dia 10.000 400.

Estes valores padronizados para 30 dias mostram uma menor variação em torno do consumo mensal médio. 4.000 e 900.000 20.Capítulo 4.000 200. Estudo de caso 115 Como percebe-se na tabela C. da mesma forma que na figura 4. Estas informações foram levantadas junto à Celesc no dia 31/03/97 e as datas de leitura para todos os meses deste ano já estavam determinadas. Na figura 4. as leituras realizadas fora da data prevista não têm a data documentada. é mostrada na figura 4.0 1 2 3 4 5 Consumo médio mensal 6 7 Mês 8 9 10 11 12 Temperatura média mensal Figura 4.000 15.3.000 400.000 10. como acontece para o mês de dezembro. A tabela D. Variação do consumo do campus ao longo do ano A variação mensal do consumo padronizado para períodos de 30 dias. Após a padronização o consumo varia entre 600.200.0 500. através de média aritmética para os meses da série em estudo. Comparação entre a variação mensal do consumo do campus e a variação mensal da temperatura ambiente.0 300. Esta comparação indica.6. Para avaliar esta variação.000 kWh/mês.2 do anexo D apresenta uma comparação entre as temperaturas médias mensais para Florianópolis obtidas em DNM (1992) e aquelas fornecidas por EPAGRI (1997) para o período entre 1986 e 1996. Neste caso. Portanto. o consumo varia entre 700.0 100.000 kWh/mês.000.000 0 0. faz-se uma comparação com as temperaturas médias mensais para Florianópolis entre 1961 e 1990 (DNM.2 do anexo C.0 o 800. as datas de leitura são estipuladas sempre no início do ano para todos os meses.000 Temperatura média mensal C) ( Consumo médio mensal (kWh/30 dias) 1. a relação entre o consumo e a .2.000 600.000.2.0 900.000 e 1.1 o consumo variava entre 400.000 700.000 kWh/mês o que representa uma variação mais aceitável. 1992). 25.000 e 1.000 5.6.

também caracterizado por uma quinzena de férias.000 Ago/96 20. recorreu-se novamente à equipe da CEFI e constatou-se que o medidor 3 (figura 3. Mês/ano Consumo mensal Consumo unitário Figura 4. Para o bloco C. Portanto.000 Dez/96 12. A redução do consumo nos meses de dezembro. No entanto. como se percebe.00 Jan/97 20.00 Set/96 40.7 e 4. Consumo medido nos blocos B e C do CTC Através do monitoramento realizado nos blocos B e C.7.8. será desconsiderado. o expediente é limitado a meio período e não existem atividades letivas. as atividades administrativas são reduzidas. este é bastante próximo ao consumo dos meses de junho e agosto.00 Jul/96 50. Estudo de caso 116 temperatura ambiente.00 Mai/97 0 Abr/97 4. . janeiro e fevereiro deve-se a baixa ocupação do campus neste período.000 Jun/96 24.000 Abr/96 Consumo mensal (kWh/mês) consumo.11) não atende ao bloco C. é o mês de menor consumo em termos médios. em janeiro e fevereiro. No mês de dezembro.000 Fev/97 8.3. como mostram as figuras 4.00 Mar/97 10. O mês de julho.mês) 0.Capítulo 4. normalmente as aulas se encerram na primeira quinzena.00 Nov/96 30.00 Mai/96 60. as férias deste mês não influenciam a redução do seu consumo pois. Consumo mensal medido do bloco B. em virtude do consumo médio mensal mostrar-se bastante superior ao estimado.000 Out/96 16. 4. percebe-se a variação mensal de seu 2 Consumo unitário (kWh/m.

117 24.353 2.ano) 123.2% do consumo médio mensal do campus.236 Médio mensal (kWh/mês) 25. os dois blocos representam 8. Tabela 4. A tabela 4. No caso do bloco C.3 apresenta o consumo anual e a média mensal para os blocos B e C.00 20. Consumo medido nos blocos B e C.00 40.000 16.8.mês) 10. Consumo (kWh) Bloco B Bloco C Anual (kWh/ano) 319.000 12.000 8.576.mês) Consumo mensal (kWh/mês) Capítulo 4.00 10.16 Área (m2) O consumo anual para ambos os blocos corresponde ao período de junho/96 a maio/97.000 Consumo unitário (kWh/m.000 20.00 50. Portanto.367 460.0% do consumo médio mensal do campus médio mensal do campus.00 Jun/96 Jul/96 Ago/96 Set/96 Out/96 Nov/96 Dez/96 Jan/97 Fev/97 Mar/97 Abr/97 Mai/97 Mês/ano Consumo mensal Consumo unitário Figura 4.92 Médio mensal unitártio (kWh/m2.25 2. Em termos de consumo anual os dois blocos .97 205.942 38. Consumo mensal medido do bloco C. Estudo de caso 0.8% do consumo.00 30.235.3. O consumo médio mensal para o blocoB é obtido através da média aritmética dos 14 meses monitorados (abril/96 a maio/97) e representa 3.00 0 2 60.000 4. o consumo médio mensal é obtido através dos 12 meses monitorados (junho/96 a maio/97) e representa 4.07 17.00 Anual unitário (kWh/m2.

3.000 10.000 5.0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 Mês Consumo médio mensal Temperatura média mensal Figura 4. Comparação entre a variação mensal do consumo do bloco C e a variação da temperatura média mensal.0 0 Temperatura média mensal o(C) Consumo mensal (kWh/mês) em ambas as figuras.0 20.0 20.000 15.000 15. 0 0.0 50.000 5.000 25.Capítulo 4.0 o 60.000 30.000 20.9 e 4.000 25. 0.10.0 30.1.000 Temperatura média mensal (C) Consumo mensal (kWh/mês) e a variação da temperatura média mensal.0 10.0 30. Comparação entre a variação mensal do consumo do bloco B 30.000 20.0 40.0 50. Estudo de caso 118 respondem por 7. Variação do consumo dos blocos ao longo do ano Para avaliar o comportamento mensal do consumo dos blocos B e C frente as variações da temperatura média mensal são traçados os gráficos apresentados nas figuras 4. O meses 1 a 5 representam os meses de janeiro/97 a maio/97.0 40.0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 Mês Consumo médio mensal Temperatura média mensal Figura 4.10. os meses 6 a 12 representam junho/96 a dezembro/96 60. .9.8% do consumo anual médio do campus. 4.0 10.000 10.

São monitorados aparelhos de 15. Aparelhos de ar condicionado Potência nominal (W) Potência medida (W) 15.4. Microcomputador Potência (W) 486 DX2 66 MHz 98 Pentium 100 MHz 117 Pentium 133 MHz 132 A tabela 4. o EER é diretamente proporcional à eficiência energética do equipamento.Btu/h/W) apresentado por LAMBERTS et alii (1996).000 e 30. Estudo de caso 119 A variação verificada no consumo de ambos os blocos é semelhante àquela verificada para o consumo do campus apresentada na figura 4. corrente e potência.000 Btu/h 1. 18. A potência nominal dos aparelhos é determinada em função do EER (Energy Efficiency Ratio .4. Tabela 4.6. Portanto.5 apresenta o consumo de aparelhos de ar condicionado. 486 DX2 66 MHz. Pentium 100 MHz e Pentium 133 MHz.880 919 .000.5. 21.000 Btu/h. Tabela 4. Consumo e potência de equipamentos A potência média verificada através do medidor portátil de consumo para aparelhos de ar condicionado. Este índice corresponde à capacidade de resfriamento do aparelho de ar condicionado (em Btu/h) em relação ao seu consumo (em W). Potência média de microcomputadores. 4.000. respectivamente. microcomputadores e retroprojetores são apresentadas nas tabelas 4.570 989 18. além da potência média e consumo para períodos especificados. A tabela 4.000 Btu/h 1. No anexo E são apresentados. Potência média de aparelhos de ar condicionado.Capítulo 4.6. os valores mínimos e máximos verificados durante o monitoramento para a tensão.4 a 4.4 apresenta o consumo de microcomputadores.

Estudo de caso 120 21. computação.8 apresentam a potência total instalada para cada sistema nos blocos B e C. para os aparelhos de ar condicionado adota-se a potência de 990 W para cada aparelho.7. Tabela 4.6 apresenta a potência de retroprojetores utilizados no Centro Tecnológico da UFSC. Potência instalada nos blocos B e C Através do levantamento de campo realizado nos blocos B e C determina-se a quantidade de equipamentos instalados para cada sistema.115 Ar condicionado 12.Capítulo 4. respectivamente.7 5. ar condicionado e equipamentos de escritório. Sistemas Potência total (W) Iluminação 55.260 3.572 30. As tabelas 4. .000 Btu/h 3.25 4. Retroprojetores Potência (W) Visograf 639 3M do Brasil 465 Grafotec 177 4.5.870 Área (m2) Potência total (W/m2) 21.0 Na determinação da potência total das lâmpadas admiti-se 30% para perdas por reator (válido também para a tabela 4.7 e 4. Potência instalada no bloco B. quais sejam. Tabela 4.8). Potência instantânea de retroprojetores. Neste caso foram realizadas leituras instantâneas.171 A tabela 4.285 1.924 Computação 12. e com as potências apresentadas anteriormente determina-se a potência instalada em cada bloco.576.6.000 Btu/h 2.7 2. iluminação.

000 Btu/h.877 Computação 31. Potência instalada nos blocos B e C.8. adota-se 500 W.800 Ar condicionado 46.6 12. O tempo de utilização dos retroprojetores é estimado em função das planilhas de empréstimo destes equipamentos organizadas pelo setor de audio-visual do CTC.11. Tabela 4.953 Computação 19.000 Btu/h).Capítulo 4.863 21.25 6.000 Btu/h e o aparelho que se deseja verificar a potência (no caso.000 Btu/h adota-se 990 W (os valores medidos para os aparelhos de 18.6.733 Área (m2) Potência total (W/m2) 23. admite-se uma relação direta entre os 990 W verificados para os aparelhos de 15. Sistemas Potência total (W) Área (m2) Potência total (W/m2) Iluminação 56.0 710 0.000 Btu/h. 7.4 4.3 Outros 25.000 Btu/h não são considerados por mostrarem-se inferiores aos verificados para os de 15.811. para potências acima de 10.9 apresenta o resultado para o somatório dos dois blocos.10 e 4.572 W.5 4. A tabela 4.9 Para os aparelhos de ar condicionado com potência inferior a 10. Consumo estimado nos blocos B e C Através do levantamento de potência instalada e do regime de utilização dos diferentes sistemas estima-se o consumo dos blocos B e C. em virtude de não terem sido monitorados.500 Btu/h).9.235.000 Btu/h e inferior a 18. e para um de 21.5 2. Sistemas Potência total (W) Iluminação 112. Potência instalada no bloco C. como mostram as tabelas 4.00 8.915 Ar condicionado 59. O número médio de horas em . adota-se 1. Estudo de caso 121 Tabela 4. ou seja.

12.770 2.385.600 7.25 Computação 193. Sistemas Consumo (kWh/dia) (kWh/mês) (kWh/ano) (kWh/m2.000 1.078.490 59.784.500 4. Consumo estimado para o bloco B.ano) Iluminação 472.600 20.190 212.326 216.89 Retroprojetores 16.785. Estudo de caso 122 que os retroprojetores permanecem nas salas de aula é determinado através de uma média de 22 dias entre 09/04/97 e 15/05/97. Porém.316 9.187. Esta percentagem é a adotada em virtude da utilização variar a extremos. Sistemas Consumo (kWh/dia) (kWh/mês) (kWh/ano) (kWh/m2. desde sua utilização rápida durante a aula para projeção de gráficos ou figuras que complementam a aula até aulas ministradas somente com o uso de retroprojetores.425 4.732.12 apresenta o consumo para os dois blocos considerados como uma única edificação.255.276. Sistemas Consumo (kWh/dia) (kWh/mês) (kWh/ano) (kWh/m2. Consumo estimado para o bloco C.85 Ar condicionado 143.220 14.Capítulo 4.ano) .386.750 3.344 52. Tabela 4.000 19.291 153.274 94.500 3.310 83.245.67 Total 833.411.250 375.62 Ar condicionado 404.808 49.595 198.240 1.ano) Iluminação 538.653.95 Tabela 4.842.500 43.97 Outros Total A tabela 4.112 116.935 38.086 17. o tempo efetivo de utilização é admitido como sendo 50% do tempo em que o equipamento permanece na sala.319.11.10.285 19.688.734. Tabela 4.453 12.55 Computação 135.07 1.103.690 22.290. Consumo estimado para os blocos B e C.082 3.258.03 7.

apesar de desconsiderado o medidor 3.565.062. o uso final é determinado apenas em função do consumo estimado.675.925 7.290 14.156.11 e 4.435 82.490.841.832 6. o consumo medido ainda mostra-se 117% superior ao estimado.12 apresentam o uso final para os blocos B e C.876. Ar condicionado 10% Retroprojetores 2% Computação 18% Iluminação 70% Figura 4. em virtude das dúvidas geradas pelo consumo medido.11.06 Ar condicionado 547. recorreu-se novamente à equipe da CEFI e através da análise do projeto elétrico nada pôde ser constatado pois os projetos não são atualizados.769 22. Com o intuito de determinar qual ou quais os outros blocos que estariam sendo medidos.899. Estudo de caso 123 Iluminação 998. o consumo medido mostra-se 31% superior ao estimado no bloco B.26 Computação 328. Isto leva a crer que existem cargas de outros blocos conectadas aos medidores que esperava-se fossem apenas dos dois blocos em questão.586 88.Capítulo 4.097.214. .516 424.845 574. No entanto.220 17.408 69.270 6.39 1.371 37.17 Total 4. As figuras 4. No bloco C. Uso final para o bloco B.240 1.403 265. Desta forma.7.836 55. Uso final de energia elétrica nos blocos B e C Através da comparação entre o consumo estimado para os diferentes sistemas e o consumo medido pode-se determinar o uso final da eletricidade utilizada nestes blocos. respectivamente.45 Outros 23.

4.Capítulo 4. Como pode-se perceber o uso final com ar condicionado coincide com aquele verificado no item 4.2. cafeteiras. Neste caso. Uso final para os blocos B e C. geladeiras etc. copiadoras. o uso final especificado como outros engloba também o consumo de retroprojetores do bloco B. O uso final especificado como outros representa o consumo de equipamentos como máquinas de escrever elétricas. Estudo de caso 124 Ar condicionado 23% Outros 1% Iluminação 55% Computação 21% Figura 4.8. Uso final de energia elétrica no campus Através do tratamento dos blocos B e C como uma única edificação pode-se também determinar o seu uso final. torna-se necessário avaliar a possibilidade de adotar-se os usos finais apresentados na figura .12.13.13. conforme mostra a figura 4. Ar condicionado 16% Outros 2% Computação 19% Iluminação 63% Figura 4. Uso final para o bloco C.1 em função do consumo anual do campus entre 1992 e 1996. Desta forma.

545 20.166.248 10.ano).ano) mostra-se 15% superior àquele do campus (76.646.5 A tabela 4. . Tabela 4.13.ano) (W) (W/m2) Iluminação 6.5 9.9 Ar condicionado 1. Estudo de caso 125 4. O tempo de utilização do sistema de computação maior que o de iluminação poderia parecer estranho.8 149. existem equipamentos que permanecem ligados 24 horas por dia. O tempo médio de utilização diária (horas/dia) é determinado admitindo-se a existência de 260 dias úteis no ano. como as estações de trabalho. no entanto. Consumo e potência instalada no campus.8 Ar condicionado 1.398.15 - - 9.13 apresenta o tempo médio de utilização de cada sistema determinados em função do consumo estimado para os blocos B e C e da potência instalada para estes sistemas.928. Tabela 4.808 14.5 horas/dia representa uma média anual.14 apresenta o consumo para os diferentes sistemas em função dos usos finais apresentados na figura 4. Tempo médio de utilização dos diferentes sistemas.13 como representativos do campus.830 48.13 e a potência instalada em função do tempo de utilização dos diferentes sistemas apresentados na tabela 4.4 9.572.817 5. este tempo será próximo de 9.1 Computação 2.14.942.630.1 4.355. Isto pode ser verificado através do tempo médio de utilização dos diferentes sistemas ou pelo consumo e potência por unidade de área.233.68 - - Outros Total O consumo anual estimado dos blocos B e C por unidade de área (88.58 1.4 Computação 1.08 2.68 kWh/m2. A tabela 4.135 1.Capítulo 4.0 horas/dia. Sistema Tempo médio de utilização horas/ano horas/dia Iluminação 2. ou seja.12 kWh/m2. Sistemas Consumo anual Potência instalada (kWh/ano) (kWh/m2.312 76. no período de verão.539 12.88 749. O tempo de utilização dos aparelhos de ar condicionado de 4.13.

9.são apresentadas . copas. banheiros. restaurante.14 apresenta os usos finais para os blocos B e C tratados conjuntamente e para o campus.8% Campus Blocos B e C do CTC Figura 4. Comparação entre os usos finais estimados para os blocos B e C com os do campus. os usos finais a serem adotados como os do campus são aqueles da figura 4.13 ao campus é estimar os seus usos finais em função do percentual de área construída do campus para diferentes atividades (figura 3. atividades esportivas. As luminárias utilizadas . Avaliação do sistema de iluminação artificial 4. considera-se que os ambientes com atividades administrativas e os laboratórios. através de uma avaliação expedita.4% Outros sistemas 37. Porém. Como se percebe os resultados são equivalentes.7% Iluminação 62.9.3 do capítulo 3) em relação à sua semelhança de usos finais em iluminação com o bloco B ou com o bloco C. apresentem usos finais em iluminação semelhantes ao do bloco C e os demais ambientes (salas de aula. apresentem usos finais em iluminação semelhantes ao do bloco B.5% Computação 19. Portanto.1. Estudo de caso 126 Uma terceira maneira de avaliar a adequação dos usos finais da figura 4.13. 40 e 20W.calhas para suporte . Esta comparação fornece usos finais para o campus iguais àqueles da figura 4. 4. o mesmo ocorrendo para todo o campus como verifica-se através de um levantamento expedito.14.4% Outros 1. depósitos e circulação). Equipamentos instalados Através do levantamento de campo realizado nos blocos B e C verifica-se a ampla utilização de lâmpadas fluorescentes de 65.13 para o mesmo número de algarismos significativos que vinha se adotando. ambos com uma casa decimal. com 51% da área do campus. Desta forma.2% Iluminação 62. Ar condicionado 16. biblioteca.Capítulo 4. a figura 4. com 49% da área do campus.

os níveis de iluminação artificial são verificados durante a noite em 4 salas de aula (salas 812.00 x 7.00 x 7.1 LIICT 7. Nestas salas as medições são realizadas seguindo o procedimento recomendado pela NBR 5382 e através dos outros dois procedimentos descritos no item 3. E é a iluminância média proporcionada pelo sistema de iluminação (lux = lm/m2).0 395 405 3% 415 5% 10.00 27.9. Tabela 4.6 196 225 15% 210 7% 7. 823 e 840) com diferentes dimensões e em 1 sala do laboratório de informática (LIICT). Níveis de iluminação artificial No bloco B.3 334 359 7% 380 14% 12.7.15.15. 4. Iluminância média nas salas do bloco B. P é a potência instalada em iluminação por unidade de área .3. Sala Dimensões Potência Iluminância média (lux) (m) (W/m2) NBR 5482 812 7. Os reatores utilizados são os eletromagnéticos convencionais e de partida rápida. As iluminâncias médias finais para cada sala são apresentadas na tabela 4.7.00 x 11.2.00 x 14.7) onde: ε é a eficiência luminosa do sistema de iluminação (lm/W).00 39. ε= E P (4.6 823 7. 813.7 16 pontos Eficiência 8 pontos ε .6 406 379 -7% 420 3% 14.00 27. A potência por unidade de área inclui perdas por reatores de 30%.7 840 7.1 813 7.incluído o consumo dos reatores (W/m2).Capítulo 4.00 27. Estudo de caso 127 no capítulo 1 e não mostram-se eficientes.00 x 4.00 26.6 293 301 3% 320 9% 10.(lm/W) . A eficiência apresentada nas tabelas seguintes corresponde à eficiência do sistema de iluminação de forma global e é determinada pela equação 4.

As iluminâncias médias finais para cada sala deste bloco são apresentadas na tabela 4. os níveis de iluminação verificados através de malhas de pontos variam de 7% a 15% comparados com os valores obtidos através do procedimento descrito pela NBR 5382. esta simplificação deve ser utilizada somente nos casos em que exista dificuldade de se localizar os pontos sugeridos por esta norma para as medições. Iluminância média nas salas do bloco C. Portanto. A potência média por unidade de área em função da quantidade de cada sala no bloco é de 27. Sala Dimensões (m) Potência (W/m2) Iluminância média (lux) Eficiência .Capítulo 4. No caso do bloco C. também à noite. Tabela 4. são realizadas medições em lousas com e sem esta iluminação.17.6 W/m2. Neste caso. Iluminância nas lousas.2 . Posição na lousa Iluminância (lux) Sem iluminação localizada Com iluminação localizada À 20 cm do topo 43 1353 No meio 128 292 À 20 cm da base 239 284 Média 137 643 A iluminação localizada corresponde a uma linha de 6 luminárias dispostas no topo das lousas com 1 lâmpada de 40 W cada luminária.8 377 12.00 30. A tabela 4. Estas medições são realizadas em 2 lousas com e 4 lousas sem iluminação localizada. são realizadas medições.50 x 3. a iluminância média é obtida através de medições feitas em uma malha de 8 pontos para as salas de professores (salas 1 a 6) e uma de 12 pontos para a sala de aula (sala 7). Estudo de caso 128 Como se percebe.ε .17 e os valores medidos são apresentados no anexo F.(lm/W) 1 4. Tabela 4.16 apresenta estes resultados através da média aritmética para os pontos localizados em mesma altura. em 6 salas de professores (salas 1 a 6 .com mesmas dimensões) e em 1 sala de aula (sala 7).16. Como algumas lousas das salas de aula do bloco B possuem iluminação localizada.

8 334 10. deve-se atentar que estes níveis poderiam ser melhoradas se as luminárias não estivessem posicionadas entre vigas de 53 cm de altura e afastadas 110 cm. Seção transversal das lajes e vigas do bloco B. 11 estavam queimadas na ocasião das medições. . a sala 813 possui 16 lâmpadas de 65 W e a 823. conforme mostra a figura 4.00 26.00 50.8 Para os corredores de ambos os blocos.50 x 3. Piso 110 cm 53 cm 110 cm 53 cm Figura 4.15.8 342 11. onde das 32 lâmpadas de 65 W. 24 de 65 W.8 320 10.15.1 4 4.3. Avaliação dos níveis de iluminação artificial Os níveis verificados nas salas de aula do bloco B mostram-se dentro das exigências da NB 57 que prescreve uma iluminância média de 300 lux.Capítulo 4. Apesar das iluminâncias mostrarem-se próximas dos limites exigidos pela NB 57.50 x 3.00 30. pode-se avaliar a influência da refletância das superfícies internas.00 30. as paredes são pintadas com cor branca e o teto é mantido em sua cor original (concreto aparente) e a iluminância média é 39% superior àquela da sala 813.9.7 3 4. Estudo de caso 129 2 4.50 x 7.4 5 4. Na sala do LIICT. Nas salas 813 e 823 existia 1 lâmpada queimada em cada uma delas.1 538 10. através de 10 pontos medidos verificou-se uma iluminância média de 46 lux.50 x 3.00 30.8 7 4.50 x 3.6 6 4. Nestes espaços a potência instalada é de aproximadamente 6.8 325 10. 4.00 30.2 W/m2 e a eficiência do sistema é de 7.4 lm/W. Na sala 813 e na do LIICT. com um mínimo de 24 lux e um máximo de 66 lux. A exceção ocorre na sala 812. com mesmas dimensões e potência instalada.4 524 19.50 x 3.

A exceção fica por conta da sala 2. Como o recomendado pela NB 57 para estes casos é de 500 lux.18. Estudo de caso 130 Outra comparação interessante pode ser realizada entre a sala 840 e a do LIICT. verifica-se uma iluminância média também próxima dos 300 lux. Refletância das superfícies internas Através das medições realizadas. A iluminância média neste caso é de 137 lux. conforme mostra a tabela 4. Estes níveis também podem ser aumentados através do rebaixamento das luminárias do plano geral da sala. percebe-se novamente.7 lm/W. a influência da refletância das superfícies internas. onde esperava-se obter uma iluminância média de 500 lux. Porém.18. 4. que corresponde a uma sala de aula do bloco. A eficiência apresentada nas duas tabelas anteriores representa a eficiência luminosa de toda a instalação e a média para todas as salas é de 11. nas outras salas com iguais dimensões à 2 existem 8 lâmpadas de 40 W. Na sala 7. Tabela 4. paredes. deve-se atentar que os refletores utilizados não são adequados pois estão proporcionando uma iluminância muito elevada no topo da lousa e muito baixa na sua base. que é o que a NB 57 prescreve para escritórios. percebe-se que as lousas com iluminação localizada (iluminância média de 643 lux) atendem esta exigência.9. da média aritmética e da análise de valores espúreos são obtidas refletâncias médias para o teto. com 538 lux. da utilização do método do papel branco. Superfícies Refletância média (%) Teto (concreto .cor natural) 38 Piso (pintura clara) 59 Lousa (verde escura) 33 . existem 16 lâmpadas de 40 W. Nas salas do bloco C.Capítulo 4.4. piso e para a lousa das salas de aula. Refletâncias médias estimadas. A 840 possui uma potência instalada 41% superior a do LIICT e sua iluminância é 3% inferior. objeto de ampliação recente. No caso das lousas sem iluminação verifica-se a baixa iluminância principalmente na sua parte superior provocada pela sombra gerada pelas vigas. que apresenta 8 lâmpadas de 65 W. assim.cor natural) 54 Parede (tijolo aparente .

Estudo de caso 131 Estes valores são necessários para elaboração do projeto luminotécnico apresentado na seção 4. A análise é realizada admitindo-se que a média das medições dos 3 dias de janeiro e dos 3 dias de junho sejam representativos.11.10. seguidas. momentos de muitas nuvens e sol aparente e momentos de 800 800 700 700 600 600 Iluminância (lux) Iluminância (lux) céu claro.10.00 1.60 7.40 8 horas 2. Nos 3 dias destas medições (15.80 4. para o período de primavera/verão (outubro a março) e outono/inverno (abril a setembro).20 Afastamento da janela (m) 10 horas 12 horas Norte 14 horas 5.16. 16 e 17/01/97) o céu mostrou-se bastante variável com momentos de sol encoberto. 4.40 8 horas 2. as melhores condições de iluminação natural.80 4. respectivamente. pela orientação leste e pela sul. respectivamente. 4.20 Afastamento da janela (m) 10 horas 12 horas Sul 14 horas 5. Níveis de iluminação natural no verão Como pode-se perceber na figura 4. em termos médios.00 16 horas 0 0. 500 400 300 500 400 300 200 200 100 100 0 0.1.60 7.00 16 horas . Avaliação das condições de iluminação natural Em virtude das dificuldades de monitorar as condições de iluminação natural apresenta-se neste trabalho uma avaliação simplificada para determinar o percentual de economia de energia elétrica em função destes níveis de iluminação em função do afastamento da janela.Capítulo 4. as orientações norte e oeste são as que apresentam.00 1.

20 5.40 8 horas 10 horas 12 horas Norte 2.00 16 horas Oeste Figura 4.20 Afastamento da janela (m) 10 horas 12 horas 14 horas 8 horas 5. 14 e 21/06/97) em condições de céu bastante variável. Níveis de iluminação natural para cada orientação em janeiro. Os valores obtidos às 8 horas na orientação leste são desconsiderados em virtude da 800 800 700 700 600 600 500 500 Iluminância (lux) Iluminância (lux) incidência direta dos raios de sol sobre o plano das medições. Estas medições também são realizadas em 3 dias (07.80 4.00 0 1. Níveis de iluminação natural no inverno Percebe-se na figura 4.00 1.80 4.17 os baixos níveis de iluminação natural verificados para estas salas de aula no período de menor altitude solar.40 2. as orientações norte e oeste ainda apresentam os melhores níveis de iluminação.20 5.00 7.60 Afastamento da janela (m) Afastamento da janela (m) 14 horas 16 horas 8 horas 10 horas 12 horas Sul 14 horas 16 horas 7. Porém.60 7.20 Afastamento da janela (m) 10 horas Leste 12 horas 5.16.80 4. 400 300 400 300 200 200 100 100 0 0.60 14 horas 7.00 . 4. Estudo de caso 500 400 300 500 400 300 200 200 100 100 0 0.80 4.00 1.132 800 800 700 700 600 600 Iluminância (lux) Iluminância (lux) Capítulo 4.60 0 0.40 8 horas 2.00 0.2.00 16 horas 1.10.40 2.

4. Níveis de iluminação natural para cada orientação em junho.3. com as superfícies pintadas de branco. a economia de eletricidade em iluminação seria de 50% durante o dia e a economia total em iluminação ao longo de todo o dia. O período de ocupação das salas de aula é de aproximadamente 4.5 horas no período vespertino e 3. Como o sistema de iluminação das salas de aula.40 2.00 1. será composto por 2 filas de luminárias paralelas ao plano das janelas (projeto luminotécnico na seção seguinte). seria de 36%. Isto permitiria uma economia anual de 18% no consumo com iluminação.10. após a realização do retrofit deve-se realizar medições para avaliar esta hipótese.40 10 horas 12 horas 14 horas 2. Estudo de caso 400 300 400 300 200 200 100 100 0 0.5 horas no período noturno. Porém. este trabalho recomenda a adoção de circuitos independentes que permitam o desligamento das luminárias próximas às janelas (50%) no período entre a primavera e o verão (maior altitude solar). como as atividades letivas se limitam a 9 meses no ano (1o de março a 15 de julho e 1o de agosto a 15 de dezembro). 4.00 1. onde os níveis de iluminação natural são maiores. entre outubro e março (primavera e verão).80 4. ou seja.5 horas no período matutino. Portanto.5 meses (40% do . afinal.133 800 800 700 700 600 600 500 500 Iluminância (lux) Iluminância (lux) Capítulo 4.60 7.80 4.00 0 0.20 5.20 5. a possibilidade de desligar a iluminação artificial em 50% é possível em 3. admite-se que a iluminação artificial não possa ser desligada. No entanto. considerando todas as lâmpadas acesas no período noturno. bem como dos demais ambientes do campus. Avaliação dos níveis de iluminação natural A avaliação da economia de energia elétrica através do aproveitamento da iluminação natural é realizada através da adoção de um sistema de iluminação artificial que permita ser desligado na região próxima à janela.17. existe a possibilidade de apenas as luminárias afastadas da janela manterem a iluminância média desejada também nestas estações. No período entre outono e inverno.60 7.00 Afastamento da janela (m) Afastamento da janela (m) 16 horas 8 horas Leste 10 horas 12 horas 14 horas 16 horas Oeste Figura 4. 72% do consumo ocorre durante o dia e 28% durante a noite.

a economia total no bloco através da utilização da iluminação natural é de 10%. Neste caso.00 3. seria possível o desligamento das luminárias próximas da janela também no período de maior altitude solar com uma economia em iluminação de 50% em 6 meses ou 25% em um ano. a economia total gerada no consumo de energia elétrica do campus através do aproveitamento da iluminação natural em salas de aula e de atividades administrativas seria de 7.50 a 7. Condições de iluminação natural média para verão e inverno.18) em função dos níveis de iluminação natural com base nas mesmas 300 300 250 250 Iluminância (lux) Iluminância (lux) condições já descritas. uma análise simplificada através da adoção de sistemas de controle da iluminação artificial (figura 4. a economia total é de 5.50 0. No entanto. Desta forma. De forma comparativa.50 3. Como o sistema de iluminação no bloco onde são realizadas as medições é responsável por 70% do consumo de eletricidade. Como estas salas respondem por 34% da área do campus. a economia total no consumo em função da redução da iluminação artificial através do aproveitamento da natural seria de 2. permite uma economia de 13%.5%. o uso final de iluminação no campus é de 63% e as salas de aula respondem por 23% da sua área construída.18. a utilização dos ambientes ocorre apenas durante o dia. 200 150 100 50 200 150 100 50 0 0 0.18 apresenta as condições médias em que a iluminação natural atende parcialmente as exigências de iluminação.1%. em 25%.00 a 3. Portanto.4% no consumo de iluminação no período letivo.00 a 3. No período de verão a iluminação artificial é reduzida em 58% e no período de inverno.50 a 7. Aplicando-se o mesmo raciocínio para áreas onde se realizam atividades administrativas. Isto equivale a uma economia anual de 4% nas salas de aula e de 9% nas .00 Afastamento da janela (m) Afastamento da janela (m) Verão Inverno Figura 4.Capítulo 4. Isto permite uma economia de 14.4%. Estudo de caso 134 tempo de ocupação). A figura 4.

onde localizam-se as salas monitoradas. Outra forma de permitir que a iluminação natural contribua para a redução da utilização da iluminação artificial é através de uma manutenção permanente nos domos transparentes que cobrem o vão central do bloco B do CTC (figura 4. o percentual de economia certamente será maior que 7.5%. alerta-se para o fato de que um mês de consumo equivale a 8. Outro detalhe importante diz respeito à refletância das paredes e do teto.19. pois nestes ambientes pode-se ter a possibilidade de manter as luminárias próximas às janelas apagadas inclusive nos períodos de baixa altitude solar. além de aumentar a refletância das superfícies permitindo a reflexão da luz. Cobertura do vão central do bloco B. Porém. Cores claras deveriam ser utilizadas pois. Figura 4. . Estudo de caso 135 salas administrativas. criam a impressão de espaços mais claros e podem induzir a redução da utilização da iluminação artificial.5% pode parecer muito baixo.3% do consumo anual.Capítulo 4.19) e de outros blocos idênticos a este localizados no campus. Em um primeiro momento o percentual de economia de eletricidade em função do aproveitamento da iluminação natural de 7. Como nem todos os ambientes do campus apresentam as proteções solares adotadas no bloco B.

Proteções solares externas. 4. Seção transversal das proteções solares do bloco B. .4.40 metros de projeção horizontal e 1. conforme mostra a figura 4.50 metros de projeção vertical.20. Avaliação das condições externas Todas as orientações do bloco onde se localizam estas salas de aula apresentam a mesma proteção solar externa. protegidas por brises de 1.10.20. Figura 4. o que impede o melhor aproveitamento da iluminação natural.Capítulo 4. Todas as salas apresentam 48% de relação área de janela/área de parede externa. Estudo de caso 136 A limpeza permanente desta superfície permite que a iluminação artificial dos corredores deste bloco possa ser mantida desligada em grande parte do dia.21. Figura 4.

Florianópolis. A existência de árvores é um fator importante a ser considerado pois elas crescem. respectivamente. A utilização de cortinas poderia constituir-se numa boa solução para impedir a incidência direta da radiação solar no interior da edificação nos poucos períodos em que atinge esta orientação. caracterizam-se por apresentar prédios vizinhos da mesma altura a um afastamento de aproximadamente 7 metros. recebe insolação nesta orientação apenas no início da manhã e final da tarde na primavera e no verão. além do que.23 apresentam a fachada norte do bloco B em dois diferentes momentos. .Capítulo 4. existem árvores (figura 4. As orientações leste e oeste são protegidas apenas parcialmente. além dos brises. As prateleiras de luz ou light shelves poderiam constituir-se em uma excelente solução para esta orientação. A falha mais evidente no caso destas proteções está relacionada à orientação sul. Desta forma. Este tipo de proteção solar mostra-se eficiente apenas para a orientação norte e apenas em termos de proteção contra os raios diretos do sol pois impede em grande parte o aproveitamento da iluminação natural. Na orientação norte. com suas características peculiares de receberem radiação solar direta apenas no período da manhã e da tarde. abril/96 e maio/97.21) que provocam a redução dos níveis de iluminação natural no interior das salas de aula. as atuais proteções impedem o melhor aproveitamento da iluminação natural nos períodos que estas orientações não são atingidas pelo sol. Assim.22 e 4. seria perfeitamente aceitável a ausência de proteções externas nesta fachada. além dos brises. as orientações leste e oeste deveriam ser dotadas de proteções móveis que protejessem dos raios solares enquanto atingidas por eles mas que permitissem a entrada da luz natural nos demais períodos ou de proteções fixas projetadas de forma adequada. têm sua copa aumentada e podem reduzir os níveis de iluminação natural no interior da edificação. Estudo de caso 137 As orientações leste e sul. localizada na latitude 27° 30’ sul. As figuras 4.

a análise deverá considerar as condições de céu pois. As lâmpadas escolhidas Através da análise de catálogos de fabricantes (anexo A) faz-se uma seleção das lâmpadas energeticamente eficientes. Lâmpadas selecionadas.19. Código comercial Potência Fluxo Eficiência Temperatura (W) luminoso luminosa de cor (lm) (lm/W) (K) Sylvania IRC Vida útil (horas) F40-T12 ALP 40 3200 80 3500 57 12000 F40-D3500 40 3700 92 3500 85 12000 F40-D4100 40 3400 85 4100 85 12000 F32D35SS 32 2900 91 3500 85 7500 . Porém. conforme mostra a tabela 4. Tabela 4.11. influencia nos níveis de iluminação natural. Neste caso específico. Estudo de caso 138 Figura 4. qualquer variação das suas condições. Figura 4.1. A seleção é feita de forma a obter-se lâmpadas com eficiência superior a 80 lm/W para aplicação em ambientes de trabalho e superior a 75 lm/W para aplicação em corredores.19.22. como já se sabe. a influência do crescimento das árvores nos níveis internos de iluminação natural somente poderá ser avaliada através de futuras medições.11. Bloco B em abril/96. 4.Capítulo 4. Bloco B em maio/97. O projeto luminotécnico 4.23.

11.2 do capítulo 3.20 apresenta os coeficientes de majoração. conforme definidos na sub-seção 3. Tabela 4. para os diferentes grupos de luminárias em função do índice de ambiente e das refletâncias das paredes. Estes coeficientes podem ser utilizados para elaboração de projeto luminotécnico com iluminação direta sempre que não for possível a utilização de catálogos fornecidos pelos fabricantes ou sempre que se desejar uma comparação entre as diferentes luminárias. Estudo de caso 139 F32D41SS 32 2900 91 4100 85 7500 F34D35SS 34 3150 93 3500 85 12000 Potência Fluxo Eficiência Temperatura IRC Vida útil (W) luminoso luminosa de cor (lm) (lm/W) (K) Código comercial Philips (horas) TLDRS 16/84 16 1200 75 4000 85 ? TLDRS 32/84 32 2700 84 4000 85 ? TLDRS 40/84 40 3250 81 4000 85 ? Potência Fluxo Eficiência Temperatura IRC Vida útil (W) luminoso luminosa de cor (lm) (lm/W) (K) Código comercial Osram (horas) T8 L16/21 16 1200 75 4000 85 7500 T8 L18/21 18 1350 75 4000 85 7500 T8 L32/31 32 3050 95 3000 85 7500 T12 L34/21 34 2900 85 4000 85 7500 T8 L36/21 36 3350 93 4000 85 7500 T8 L58/21 58 5200 90 4000 85 7500 4.Capítulo 4.20. As luminárias escolhidas A tabela 4. Coeficientes de majoração.2.9. Luminárias com refletor branco Luminárias com refletor e sem aletas aletas brancos K Refletâncias das paredes (%) K Refletâncias das paredes (%) .

86 1.71 5.85 2.60 3.75 3.63 1.66 1.68 2.80 2.47 1.44 2.77 1.16 2.71 1.00 1.00 1.61 1.25 2.42 2.19 1.00 1.24 1.49 1.80 3.37 3.86 4.57 1.63 1.63 1.14 2.56 Luminária com refletor de alumínio sem Luminária com refletor e aletas aletas de alumínio K Refletâncias das paredes (%) 50 30 10 0.58 1.35 2.Capítulo 4.58 1.90 2.25 1.86 2.61 2.90 1.49 2.46 2.00 1.14 2.84 3.44 2.80 1.24 1.00 1.53 0.50 1.30 4.78 1.25 K Refletâncias das paredes (%) 50 30 10 0.57 5.67 1.).02 3.52 1.82 1.70 1.49 0.35 1.02 2.54 2.15 1.99 2.93 2.47 1.14 3.53 4.32 1.00 1.19 2.50 1.00 2.60 1.50 1.00 1.16 1.57 0.38 1.76 1.00 1.80 2.27 1.33 1.61 5.39 2.80 2.68 Tabela 4.00 1.00 1.50 1.00 1.25 2.00 1.68 1.74 1.60 3.50 1.89 2.31 1.99 1.02 2.32 2.68 1.00 2.00 1.00 1.20.60 2.67 1.92 2.02 2.56 1.00 2.00 2.33 2.01 2.60 2.14 3.80 2.03 0.07 2.50 1.47 1.15 2.50 1.64 3.78 3.22 1.57 1.53 1.85 3.70 1. Luminária com refletor em alumínio e Luminária com refletor aletas brancas branco e difusor leitoso K Refletâncias das paredes (%) 50 30 10 K Refletâncias das paredes (%) 50 30 10 .45 1.13 3.29 1.73 1.63 4.99 2.26 5.50 1.00 1.73 1.27 1.65 1.25 0.51 1.91 2.63 1. Coeficientes de majoração (cont.70 4.78 1.00 1. Estudo de caso 140 50 30 10 50 30 10 0.38 1.50 1.00 1.20 2.78 4.84 3.78 1.10 2.

21 3.08 2.1.24.31 4.00 1.39 4.29 2.51 2.97 0.29 1.80 3.84 2.82 3.42 1.67 4.26 2.71 2.60 2.36 1.00 1.98 2. Portanto.Kb.9704.28 2.2.00 1.74 2.83 1.78 1. A figura 4.45 3. .90 2.32 1.10 0. para luminárias com refletor branco e sem aletas.46 1.11.50 1. esta análise também permite escrever o coeficiente de majoração (CM) como função exponencial do índice de ambiente (K) com uma equação do tipo CM = a.80 2.68 1.36 5.03 2.11 4.9286. No entanto.00 1. Equações para determinação dos coeficientes de majoração A análise da tabela 4.37 1.00 1.45 2.46 1.93 1.25 2.34 1.00 1.06 2.58 1.02 2.25 1.71 3.97 1.55 1.98 5.00 2.60 3. invertendo novamente estes valores.49 0.25 indica esta nova situação.50 1.91 4.54 3.12 2.36 1.Capítulo 4. voltando ao que seria o coeficiente de utilização fornecido pelos fabricantes de luminárias.44 2.16 1.00 2.38 2.08 3. Estudo de caso 141 0.20 indica um comportamento exponencial do coeficiente de majoração em função do índice de ambiente para qualquer refletância de parede ou tipo de luminária.05 3.52 2.50 2. Estas curvas para as 3 refletâncias de paredes e para os 6 grupos de luminárias indicaram uma boa correlação fornecendo um R2 médio de 0.40 1. obtém-se uma melhor correlação entre o coeficiente de utilização e o índice de ambiente com um R2 médio de 0. conforme mostra o exemplo da figura 4.92 1.00 1.50 1.87 1.00 1.60 2.97 1.81 1.78 1.70 1.

00 3. Estudo de caso 142 4.Capítulo 4.00 0.50 3.20 0.ln(K)+b. Variação do coeficiente de majoração em função do índice de ambiente e da refletância das paredes para luminárias com refletor branco sem aletas.50 5. Variação do coeficiente de utilização em função do índice de ambiente e da refletância das paredes para luminárias com refletor branco sem aletas.00 4.00 2.00 1.50 4.00 0.00 Índice de ambiente (K) 50% 30% 10% Figura 4.25.00 1.50 2.50 3.50 2.50 1.00 0.50 Coeficiente de majoração (CM) 4.50 4.50 1. Como esta segunda situação fornece uma melhor correlação entre as variáveis.50 3.50 2.10 0.50 0.00 3.60 0.00 0.50 5. 0.50 0.80 Coeficiente de utilização (Cut) 0.00 2. será a adotada para determinação das equações do coeficiente de majoração como função do índice de ambiente (K). faz-se CM = 1/Cut.00 4.00 0.21. Como pretende-se obter o coeficiente de majoração.70 0.24. Estas equações serão do tipo Cut = a.00 1. .50 1.30 0.00 Índice de ambiente (K) 50% 30% 10% Figura 4.00 2. conforme mostra a tabela 4.40 0.00 3.

1793.9585 Luminária com refletor em alumínio e aletas brancas Refletâncias das paredes (%) Coeficiente de Majoração (CM) R2 50 CM = 1/(0.1862.2035.1774.9787 Luminária com refletor de alumínio sem aletas Refletâncias das paredes (%) Coeficiente de Majoração (CM) R2 50 CM = 1/(0.3710) 0.ln(K)+0.1974.4596) 0.4221) 0.ln(K)+0.9731 10 CM = 1/(0. Luminárias com refletor branco sem aletas Refletâncias das paredes (%) Coeficiente de Majoração (CM) R2 50 CM = 1/(0. Equações para determinação dos coeficientes de majoração.3748) 0.2321.1931.4901) 0.ln(K)+0.ln(K)+0.9723 10 CM = 1/(0.9900 Luminárias com refletor e aletas brancos Refletâncias das paredes (%) Coeficiente de Majoração (CM) R2 50 CM = 1/(0.9569 30 CM = 1/(0.ln(K)+0.9500 10 CM = 1/(0.1888.3986) 0.1379.ln(K)+0. Estudo de caso 143 Tabela 4.5558) 0.9734 .9676 Luminária com refletor branco e difusor leitoso Refletâncias das paredes (%) Coeficiente de Majoração (CM) R2 50 CM = 1/(0.1716.ln(K)+0.2033.9617 10 CM = 1/(0.ln(K)+0.1335.4602) 0.ln(K)+0.ln(K)+0.4032) 0.Capítulo 4.21.1241.9469 30 CM = 1/(0.ln(K)+0.4995) 0.4554) 0.2193.ln(K)+0.ln(K)+0.5369) 0.9636 30 CM = 1/(0.9855 10 CM = 1/(0.4314) 0.ln(K)+0.3375) 0.9784 Luminária com refletor e aletas de alumínio Refletâncias das paredes (%) Coeficiente de Majoração (CM) R2 50 CM = 1/(0.3666) 0.4494) 0.9804 30 CM = 1/(0.ln(K)+0.ln(K)+0.1639.1423.9647 30 CM = 1/(0.

2.20.Capítulo 4.9858 Estas equações podem ser utilizadas para substituir o uso da tabela 4. A tabela 4.ln(K)+0.21 e aqueles da tabela 4.21. em virtude apenas de disponibilidade de espaço. Para os demais índices de ambiente pode-se utilizar as equações da tabela 4.9806 10 CM = 1/(0.20 para K = 0.20.60. Comparação entre os coeficientes de majoração Para avaliar a possibilidade de utilização das equações indicadas na tabela 4.23 apresenta a diferença percentual média por tipo de luminária e média total para o coeficiente de majoração obtido através das equações da tabela 4. Tabela 4.20. com diferença máxima de 5.1557. No entanto. sugere-se a sua utilização apenas para determinação do coeficiente de majoração para índice de ambiente intermediário aos fornecidos na citada tabela visto a facilidade e rapidez de obtenção deste coeficiente naquela tabela.2.11.6% inferior aos coeficientes de majoração da tabela 4. apresentando-se em média 8.1459. A tabela 4. 4.20 realiza-se uma comparação entre ambos os valores.22 apresenta um código a ser utilizado nas próximas tabelas. Tipos de luminárias Código Refletor branco sem aletas RBSA Refletor de alumínio sem aletas RASA Refletor e aletas brancos RBAB Refletor e aletas de alumínio RAAA Refletor de alumínio e aletas brancas RAAB Refletor branco com difusor leitoso RBCD Em virtude da diferença percentual ter-se mostrado mais acentuada para índices de ambiente de 0. Simbologia a ser adotada.2%. Estudo de caso 144 30 CM = 1/(0.21 em substituição aos valores da tabela 4.ln(K)+0. .3245) 0.60.22.80 se utilize os valores da tabela 4. sugere-se que para índice de ambiente inferior a 0.2959) 0.

4 -8.24 apresenta o aumento percentual médio verificado na potência instalada em iluminação em função da utilização de uma luminária menos eficiente no lugar da mais eficiente.6 1. A tabela 4. K RBSA RASA RBAB RAAA RAAB RBCD Média 0.4.2 1. que não existe diferença significativa entre os valores mínimos e máximos em relação ao coeficiente de majoração médio obtido para cada índice de ambiente.5 0.2 3.1 4.6 -2.2 4.2.60 -5. Comparação entre luminárias Com o intuito de orientar o projetista de iluminação.1 2.6 0.11.8 5.2 3.7 -3.2 2.7 -1.3 2.6 3. Os .7 -9.6 1.3 4.0 0.3 -4.00 -1.5 1.5 2.00 3.25 1.11.9 3.1 -3. Análise estatística Através do procedimento descrito na metodologia pode-se afirmar.00 -4.9 1.8 4.4 4.2 4.0 -2.8 4.9 -1.0 3.5 -9.2 4.3.23.0 4.1 -1.8 0. refletância de parede e tipo de luminária.4 0.8 3.8 -7. Estudo de caso 145 Tabela 4.0 -2.3 3.7 1.20.0 3.50 3. 4.9 3.3 2.4 -2. realiza-se uma comparação entre os diferentes grupos de luminárias verificando o aumento da potência instalada em iluminação ao se utilizar uma luminária menos eficiente.3 -1.2 -4.9 -5.9 1. a redução da potência instalada ao se utilizar uma luminária mais eficiente e a redução da potência instalada ao melhorar a refletância das paredes.0 4. Diferença percentual entre os coeficientes de majoração determinados pelas equações da tabela 4.7 1.1 -3.50 3.2.0 -5.2 3.5 1.2 -4.5 4.7 -9.21 em relação àqueles da tabela 4.00 1.1 3.00 -0.7 1.0 -5.80 -3.Capítulo 4.5 -9.4 4.7 -3. com 99% de confiança.0 1.8 2.

5 5.5 10 33. comumente utilizada em instalações comerciais e industriais.9 4.8 21.3 0.2 0. apresentam um aumento percentual na potência instalada de 3. Refletância Luminária (%) RBSA RASA RBAB RAAA RAAB RBCD 50 26.2 a 5.1 24.2 32.2 30.0 10 14.5 0. Redução percentual da potência instalada em iluminação em função da luminária utilizada e da refletância das paredes. Tabela 4.2 33.8 19. Aumento percentual da potência instalada em iluminação em função da luminária utilizada e da refletância das paredes.3% em função da refletância das paredes.2 19.3 3. A tabela 4.6 0.8 18.24.2 53.6 22. apresentam um aumento na potência instalada de 26.25.2 33. Estudo de caso 146 aumentos percentuais para cada índice de ambiente e refletância de parede podem ser verificados no anexo F.3% quando utilizadas no lugar daquelas com refletor de alumínio sem aletas.1 16.2 19.Capítulo 4.3 51.2 0.6 24. No caso das luminárias com refletor branco e difusor leitoso (RBCD).6 a 33. comparadas com as anteriores.7 26.1 0.2 55.0 . Estas.3 Esta tabela mostra que as luminárias com refletor de alumínio sem aletas (RASA) são as mais eficientes em termos de minimização da potência instalada seguidas muito próximo pelas luminárias com refletor de alumínio e aletas brancas (RAAB).0 23.25 apresenta a redução percentual média verificada na potência instalada em iluminação em função da utilização de uma luminária mais eficiente no lugar da menos eficiente. Tabela 4. Refletância Luminária (%) RBSA RASA RBAB RAAA RAAB RBCD 50 16. As luminárias com refletor branco sem aletas (RBSA).2 34.0 30 15. o aumento é superior a 50% da potência instalada com luminárias com refletor de alumínio sem aletas.0 30 30.3 35.0 23.

7 2.50 5.6 2.0 12.3 9.2 3.4 9.9 8. sem sofrer reflexão.60 14.2 e 35.3 3.5 8.28 apresentam a redução percentual da potência instalada em iluminação através do aumento da refletância das paredes.8 5.0 3.00 2.3 2.4 7.9 3.4 1.0 4.1 8. K RBSA RASA RBAB RAAA RAAB RBCD 0.7 6.6 4.3 8.1 3.2% quando comparadas com as luminárias com refletor branco e difusor leitoso (RBCD).3 6.9 1.9 6.1 2.00 4. Estudo de caso 147 Neste caso.4 6.2 4.0 .1 13. pois nestes casos a luz atinge a superfície de trabalho diretamente.00 6.26 a 4.2 3.2 1.00 10.8 6.2 5.5 1.4 3.6 2.1 4.6 4.8 5.6 9.0 4.2 0.0 2.8 2.80 12.3 2. Redução percentual da potência instalada em iluminação para refletância de parede aumentando de 10% para 30%.7 5. Percebe-se claramente a menor influência da refletância das paredes para maiores índices de ambiente.26.1 12.00 3.7 1.5 8.25 8.0 2.0 1. Tabela 4.6 5.8 4. Estas tabelas mostram a importância da refletância das paredes na minimização da potência instalada em iluminação para qualquer tipo de luminária e principalmente para baixos índices de ambiente.7 2.0 4.0 11.3 3.8 5.Capítulo 4.8 4.7 1.50 7. As tabelas 4. verifica-se que a utilização de luminárias com refletor de alumínio sem aletas (RASA) ou com aletas brancas (RAAB) permitem reduções na potência instalada em iluminação entre 30.

3 8.6 19.4 4.5 5.0 20.9 3. Redução percentual da potência instalada em iluminação para refletância de parede aumentando de 30% para 50%.3 8.4 3.1 2.5 3.2 8.28.3 10.2 3.6 5.27.2 1.7 9.2 10.4 3.8 12.60 18.7 4.7 3.5 15.00 5.6 3.5 6.9 15.00 6.4 10.80 15.3 7.0 5.0 1.3 6.8 14.9 24.4 26.2 23.00 13.0 8.0 Tabela 4.4 4.4 5.4 1.3 6.8 7.80 26.3 7.6 17.7 4.50 10.8 9.0 5.25 19.2 4.4 6.50 17.0 10.3 21.3 17.3 4.7 13.4 6.5 8.7 12.1 21.4 5.8 2.50 7.6 3.9 18.7 4.00 8.3 13.1 3.0 5.3 1.00 22.1 6.4 7.6 5.3 10.9 17.00 7.6 2.00 14.9 3. Estudo de caso 148 Tabela 4.7 5.0 6.0 0.00 4.9 9.9 11. K RBSA RASA RBAB RAAA RAAB RBCD 0.1 15.4 8.00 10.2 13.4 2.6 6.4 5.4 10.00 8.7 8.1 9.2 3.6 12.6 15.Capítulo 4.1 12.8 7.4 6.5 11. K RBSA RASA RBAB RAAA RAAB RBCD 0.25 11.9 3. Redução percentual da potência instalada em iluminação para refletância de parede aumentando de 10% para 50%.0 13.7 12.2 24.9 8.4 9.1 8.7 1.60 30.0 9.7 18.7 5.1 5.6 14.7 1.0 6.6 10.8 4.1 6.1 5.2 0.5 10.5 10.3 6.50 11.4 14.9 .1 14.

00 3.28 fornecem uma melhor visualização da comparação entre os coeficientes de majoração para as luminárias anteriormente apresentadas e a sua variação em função do índice de ambiente e da refletância das paredes.50 3.00 2.50 5.00 3.00 4.00 0.50 4.00 1.50 4.00 2.Capítulo 4.00 2. Comparação entre luminárias para refletância de parede de 30%. 5. Comparação entre luminárias para refletância de parede de 10%.50 3.50 1.50 2.00 Índice de ambiente (K) RBSA RASA RBAB RAAA RAAB RBCD Figura 4.50 4.00 0.00 3.50 3.50 2.00 2.00 4. 5.00 0.50 4.50 1.00 0. .50 0.26 a 4.00 1.50 2.26.50 3.50 0.50 5. Estudo de caso 149 As figuras 4.00 3.00 1.00 1.00 Coeficiente de majoração (CM) 4.00 Índice de ambiente (K) RBSA RASA RBAB RAAA RAAB RBCD Figura 4.00 Coeficiente de majoração (CM) 4.50 1.50 1.27.50 2.

00 3.50 4.50 2.4.75 lm/W) e T8 L18/21 (18 W .90 lm/W) produzidas pela Osram.50 2.00 0.28. Estudo de caso 150 5.50 5.50 3.00 0.11.00 2. 40 e 58 W mais eficientes. o que torna o sistema de iluminação mais eficiente. Propostas de retrofit As propostas a seguir são realizadas utilizando-se as lâmpadas de 32. Esta análise pode servir como base para uma futura normalização que estabeleça limites de potência instalada em iluminação e é apresentada no anexo G.50 1. a proposta final de retrofit será avaliada com as duas opções de reatores.50 1. Comparação entre luminárias para refletância de parede de 50%.00 3. T8 L36/21 (36 W .00 2.Capítulo 4.93 lm/W) e T8 L58/21 (58 W . Os reatores escolhidos Os reatores eletrônicos são os escolhidos em virtude de seu baixo consumo. T8 L16/21 da Osram ou TLDRS 16/84 da Philips (16 W . como apresentam um custo significativamente superior ao dos eletromagnéticos.00 4. 36.93 lm/W) produzidas pela Sylvania.00 Índice de ambiente (K) RBSA RASA RBAB RAAA RAAB RBCD Figura 4. No entanto. Através deste estudo de luminárias verifica-se a possibilidade de determinar-se a potência instalada em iluminação por unidade de área para diferentes faixas de iluminância desejada e para ambientes com diferentes dimensões. Para os corredores verificam-se as lâmpadas de 16 e 18 W.11.00 Coeficiente de majoração (CM) 4. 4.50 3. 4.95 lm/W). 34.50 0. T8 L32/31 (32 W .00 1.93 lm/W) e F40 D3500 (40 W . F34 D35SS (34 W . quais sejam.75 lm/W) da .00 1.50 4.3.

O fator de depreciação adotado é de 0. A altura do plano de trabalho a ser considerada nas salas em estudo. no início do funcionamento do sistema e em 24 meses e pode ser utilizada como diretriz na escolha do melhor sistema de iluminação.53 0. Definição dos planos de trabalho.bloco B 3. bem como a potência por unidade de área. 2a opção: Rebaixando as luminárias até o limite inferior das vigas.bloco C 2.33 0.93 - 1.29.bloco B 3. a eficiência do sistema é calculada. afinal não se consegue utilizar.00 As tabelas 4.70 Corredores . também.93 0. de 30 cm.39 apresentam a quantidade de luminárias necessárias para cada sala em questão. bem como um plano de referência para os corredores (já que nestes não se desenvolve nenhuma atividade específica). como visto anteriormente. Estes níveis são calculados em função do número inteiro de luminárias a ser adotado na sala. por exemplo. o que equivale a um período de manutenção de .80.80 Corredores .40 luminárias.Capítulo 4. Tabela 4. As diferentes configurações adotadas são as seguintes: 1a opção: Apenas substituindo as lâmpadas.bloco C 2.30a 4. as luminárias e os reatores.29. Estudo de caso 151 Osram. As luminárias utilizadas são aquelas com refletor de alumínio sem aletas.53 1. Nas tabelas seguintes.00 Salas . os níveis de iluminação proporcionados pelo sistema no início de sua operação e em 24 meses de uso (período de manutenção). pois comportam-se como as mais eficientes. No bloco B estas têm altura de 53 cm e no bloco C. proporcionam a menor potência instalada por unidade de área. 3a opção: Aumentado a refletância das paredes através de pintura de cor branca e mantendo as opções anteriores.33 0. Ambiente Pé direito (m) Viga (m) Plano de trabalho (m) Salas de aula . é mostrada na tabela 4.30 0. ou seja. 7.

0 53.30 8 411 329 6.5 56.00 m h = 2.06 8 372 298 5. Tabela 4.7 T8 L36/21 7.22 ρ = 30% Lâmpada No de luminárias Iluminância (lux) Potência Eficiência (lm/W) calculado necessário novo 24 meses (W/m2) novo 24 meses T8 L32/31 8.9 50.00 x 14.5 46.9 F34 D35SS 8.82 10 382 305 6.9 69.2 63.4 T8 L36/21 8. o número de luminárias a ser adotado pode não sofrer redução.05 8 373 298 5. apesar do número de luminárias permanecer o .5 T8 L36/21 8.9 F40 D3500 6.19 6 433 347 7. Nestes casos deve-se atentar que.00 x 14.1 61. 1964).1 53.1 45.6 67.8 3a opção 7.9 63.0 44.1 65.30.9 56.8 51.7 45.0 48.00 x 14.0 2a opção 7.10 m K = 2.0 52.00 m h = 2.6 T8 L58/21 4.9 64.77 ρ = 30% Lâmpada No de luminárias Iluminância (lux) Potência Eficiência (lm/W) calculado necessário novo 24 meses (W/m2) novo 24 meses T8 L32/31 9.3 F34 D35SS 8.85 8 438 350 6.94 9 377 302 6.4 53.6 57.51 10 394 316 6.5 62.31 9 406 325 5.0 50.58 9 394 315 6.5 67. Porém.86 9 381 305 5.0 Com as alterações realizadas percebe-se a redução no número de luminárias calculadas necessárias para atender as exigências de projeto.88 6 461 369 7.5 58.9 67.09 8 371 296 6.7 F40 D3500 8.6 F40 D3500 7. Estudo de caso 152 aproximadamente 24 meses (SMIT.1 55.8 F34 D35SS 9.3 T8 L58/21 5.10 m K = 2.22 ρ = 50% Lâmpada No de luminárias Iluminância (lux) Potência Eficiência (lm/W) calculado necessário novo 24 meses (W/m2) novo 24 meses T8 L32/31 8.76 6 391 313 7.Capítulo 4.8 45.00 m h = 2.63 m K = 1.4 T8 L58/21 5.57 8 396 317 5. Opções de retrofit na sala 812. 1a opção 7.3 50.1 55.

05 4 371 296 6. A opção de retrofit com equipamentos eficientes e paredes com melhor refletância permite a redução da potência instalada desta sala em 80% (de 27.3 41.8 45.16 6 436 349 8.8 62.0 3a opção 7.8 58.1 lm/W para 69.6 .5 56.47 6 503 403 8.7 45.10 m K = 1. Opções de retrofit na sala 813.4 T8 L58/21 2.3 52.00 x 7.8 57.67 ρ = 30% Lâmpada No de luminárias Iluminância (lux) Potência Eficiência (lm/W) calculado necessário novo 24 meses (W/m2) novo 24 meses T8 L32/31 4.1 55.5 50.33 ρ = 30% Lâmpada No de luminárias Iluminância (lux) Potência Eficiência (lm/W) calculado necessário novo 24 meses (W/m2) novo 24 meses T8 L32/31 5. Estudo de caso 153 mesmo da opção anterior com mesma potência por unidade de área.13 4 480 384 9.0 44.67 ρ = 50% Lâmpada No de luminárias Iluminância (lux) Potência Eficiência (lm/W) calculado necessário novo 24 meses (W/m2) novo 24 meses T8 L32/31 4.5 2a opção 7.Capítulo 4.8 52.88 3 391 313 7.8 T8 L58/21 3.0 49.38 6 514 411 8.85 6 464 371 8.00 x 7.8 52.8 F34 D35SS 4. 1a opção 7.3 61.52 6 498 398 7.4 T8 L36/21 4.1 F34 D35SS 5.1 F40 D3500 4.00 m h = 2.91 6 458 367 7.00 m h = 2.3 56.11 6 547 438 8.40 6 512 410 9.31.00 m h = 2.00 x 7.5 T8 L36/21 4.7 40.9 W/m2) e um aumento na iluminância média de 107% (de 196 lux para 406 lux em início de operação) e na eficiência do sistema de 873% (de 7.3 41.33 6 422 338 7.8 43.75 6 473 379 8.7 F40 D3500 4.1 45.6 42.9 T8 L36/21 4.1 lm/W).8 63.10 m K = 1.6 W/m2 para 5.8 F34 D35SS 4. os níveis de iluminação e a eficiência do sistema aumentam.5 50.63 m K = 1.8 49. Tabela 4.8 53.5 46.

8 A opção de retrofit com equipamentos eficientes e paredes com melhor refletância permite a redução da potência instalada da sala 813 em 72% (de 27.6 64.10 m K = 2.6 58.8 W/m2) e um aumento na iluminância média de 70% (de 293 lux para 498 lux em início de operação) e na eficiência do sistema de 500% (de 10. 1a opção 7.0 44.1 59.00 x 11.65 3 424 340 7.8 F34 D35SS 7.96 8 431 345 6.72 8 389 311 6.72 4 403 322 6.34 8 474 379 7.04 ρ = 30% Lâmpada No de luminárias Iluminância (lux) potência Eficiência (lm/W) calculado necessário novo 24 meses (W/m2) novo 24 meses T8 L32/31 6.Capítulo 4.3 T8 L58/21 4.74 6 392 314 6.6 W/m2 para 7.0 50.3 F34 D35SS 6.2 62.6 69.5 57.9 F34 D35SS 6.5 lm/W).9 50.3 56.1 53.8 3a opção 7.10 m K = 2.8 45.00 x 11.3 T8 L58/21 2.74 8 445 356 7.53 8 459 367 6.36 8 472 377 8.1 56.1 55.47 8 402 321 7.5 63.00 m h = 2.7 F40 D3500 6.02 8 427 342 7.4 T8 L58/21 4.32.7 49.5 T8 L36/21 7.1 63.7 .0 48.6 F40 D3500 5.0 61.1 67.04 ρ = 50% Lâmpada No de luminárias Iluminância (lux) Potência Eficiência (lm/W) calculado necessário novo 24 meses (W/m2) novo 24 meses T8 L32/31 6. Estudo de caso 154 F40 D3500 3.8 47. Opções de retrofit na sala 823.5 61.00 m h = 2.4 T8 L36/21 6.7 45.0 55.0 2a opção 7.1 45. Tabela 4.63 ρ = 30% Lâmpada No de luminárias Iluminância (lux) Potência Eficiência (lm/W) calculado necessário novo 24 meses (W/m2) novo 24 meses T8 L32/31 7.3 50.08 4 368 294 6.63 m K = 1.00 m h = 2.53 6 497 398 9.6 lm/W para 63.5 46.33 8 474 379 7.8 51.00 x 11.

Opções de retrofit na sala 840.95 6 378 303 5.82 4 531 425 11.9 38.6 W/m2) e um aumento na iluminância média de 37% (de 334 lux para 459 lux em início de operação) e na eficiência do sistema de 444% (de 12.00 m h = 2.1 lm/W).3 F34 D35SS 3.1 F40 D3500 2.9 59.0 2a opção 7.6 42.21 ρ = 30% Lâmpada No de luminárias Iluminância (lux) Potência Eficiência (lm/W) calculado necessário novo 24 meses (W/m2) novo 24 meses T8 L32/31 3.83 4 391 313 6. Tabela 4.2 T8 L58/21 2.9 T8 L36/21 2.0 53.00 m h = 2.6 67.0 A opção de retrofit com equipamentos eficientes e paredes com melhor refletância permite a redução da potência instalada da sala 823 em 75% (de 26.7 40.32 4 452 362 9.3 52.0 65.1 47.01 2 373 299 8.77 3 406 325 6.0 52.4 .2 47.6 T8 L58/21 3.33.6 37.7 46.3 41.8 43.05 3 369 295 6.2 67.4 46.7 lm/W para 69.00 x 4.4 F40 D3500 2.21 ρ = 50% Lâmpada No de luminárias Iluminância (lux) Potência Eficiência (lm/W) T8 L32/31 calculado necessário novo 24 meses (W/m2) novo 24 meses 2.12 4 481 385 10.5 37.77 3 406 324 7.5 3a opção 7.00 x 4.4 53.3 50. 1a opção 7.00 x 4.7 52.10 m K = 1.63 m K = 0.3 41.97 ρ = 30% Lâmpada No de luminárias Iluminância (lux) Potência Eficiência (lm/W) calculado necessário novo 24 meses (W/m2) novo 24 meses T8 L32/31 3.6 52.3 W/m2 para 6.51 3 448 358 8.9 F40 D3500 5.3 45.38 6 418 334 6.8 37.9 53.8 T8 L58/21 1.00 m h = 2.79 2 420 336 8.2 T8 L36/21 3.43 4 438 350 9.1 F34 D35SS 2.1 36. Estudo de caso 155 T8 L36/21 5.95 3 381 305 7.Capítulo 4.3 46.10 m K = 1.

00 x 7.5 46.7 44.67 ρ = 50% Lâmpada No de luminárias Iluminância (lux) Potência Eficiência (lm/W) novo (W/m2) novo calculado necessário 24 meses 24 meses .8 46.3% em média para refletância de parede de 50% quando comparadas com as luminárias com refletor de alumínio sem aletas.33 ρ = 50% Lâmpada No de luminárias Iluminância (lux) Potência Eficiência (lm/W) calculado necessário novo 24 meses (W/m2) novo 24 meses T8 L32/31 4.9 W/m2) e um aumento na iluminância média de 3% (de 395 lux para 406 lux em início de operação) e na eficiência do sistema de 486% (de 10.28 3 492 394 8. Opções de retrofit na sala do LIICT.0 T8 L58/21 1.6 57.5 46.5 A opção de retrofit com equipamentos eficientes e paredes com melhor refletância permite a redução da potência instalada da sala 840 em 82% (de 39.00 4 375 300 6.2 lm/W).3 57.63 m K = 1.0 T8 L36/21 4.00 m h = 2.8 46. as opções estudadas são a substituição de lâmpadas e luminárias e o seu rebaixamento. Estudo de caso 156 F34 D35SS 2.8 59.34.0 T8 L58/21 2.Capítulo 4.84 3 395 316 7.42 6 510 408 8.10 m K = 1.00 m h = 2.2 47. aumentam a potência instalada em iluminação em apenas 5.70 6 479 383 8. 1a opção 7.8 57. nos demais laboratórios de computação e em ambientes onde podem ocorrer problemas de reflexo em terminais de vídeo. da mesma forma que nos casos anteriores.5 46.5 46.1 lm/W para 59.7 57. Na sala do LIICT.1 55.68 3 419 335 7.5 57.52 3 446 357 7.2 F40 D3500 2. cujas paredes já são brancas. aquelas com refletor de alumínio e sem aletas pois pode-se tomar partido do vigamento aparente para evitar ofuscamento.7 44. Porém. No caso específico desta e das demais salas do LIICT as luminárias adotadas são.0 T8 L36/21 2.85 6 464 371 7.2 F40 D3500 4.63 2 461 369 8.5 2a opção 7.00 x 7. como visto.3 55.0 W/m2 para 6. Tabela 4. deve-se utilizar luminária com refletor de alumínio e aletas brancas pois.4 F34 D35SS 4.3 57.

4 32.1 59.11 6 547 438 8.00 m h = 1.73 2 433 347 10.1 36.6 45.7 49.4 T8 L36/21 4.52 6 498 398 7.60 2 469 375 10.3 F34 D35SS 1.65 2 454 363 9.6 F40 D3500 3.3 F34 D35SS 1.50 x 3.1 40.50 x 3.6 33.Capítulo 4.98 ρ = 50% Lâmpada No de luminárias Iluminância (lux) Potência Eficiência (lm/W) novo (W/m2) novo calculado necessário 24 meses 24 meses .7 40.84 2 408 326 10.5 lm/W).97 1 387 310 8.5 47.13 m K = 0.8 62.0 49. Opções de retrofit nas salas dos professores no bloco C. 1a opção 4.8 47.3 T8 L58/21 1.8 W/m2) e um aumento na iluminância média de 23% (de 406 lux para 498 lux em início de operação) e na eficiência do sistema de 332% (de 14.50 2 499 399 10.9 40.6 37.5 32.7 lm/W para 63.2 31.8 49.83 m K = 0.5 F40 D3500 1.5 50.38 6 514 411 8.4 F40 D3500 1. Estudo de caso 157 T8 L32/31 4.2 39.8 F34 D35SS 4.5 41.6 32.2 T8 L58/21 0.3 61.9 38.1 46.90 2 395 316 9.83 m K = 0.8 63.00 m h = 1.85 ρ = 30% Lâmpada No de luminárias Iluminância (lux) Potência Eficiência (lm/W) calculado necessário novo 24 meses (W/m2) novo 24 meses T8 L32/31 1.0 3a opção 4.36 2 551 441 11.98 ρ = 30% Lâmpada No de luminárias Iluminância (lux) Potência Eficiência (lm/W) calculado necessário novo 24 meses (W/m2) novo 24 meses T8 L32/31 1.9 46.72 4 403 322 6.5 61.3 2a opção 4.00 m h = 2.7 46.6 W/m2 para 7.4 T8 L36/21 1.3 T8 L58/21 2.8 A opção de retrofit com equipamentos eficientes e rebaixamento das luminárias na sala do LIICT permite a redução da potência instalada em 72% (de 27.5 37. Tabela 4.35.2 T8 L36/21 1.50 x 3.65 3 424 340 7.11 2 673 538 17.57 2 479 383 11.8 37.

8 F34 D35SS 1.6 T8 L36/21 1. Tabela 4.22 2 616 493 11.34 2 558 446 10.5 32.83 m K = 0.8 37.23 3 505 404 12.36.68 4 408 326 10.8 F40 D3500 1.80 4 395 316 9.5 47.0 46.9 40.8 W/m2 para 9.7 52.3 41.2 . Estudo de caso 158 T8 L32/31 1.4 F40 D3500 2.13 m K = 0.5 42.3 2a opção 4. avalia-se a possibilidade de utilização de luminárias com apenas 1 lâmpada como mostra a tabela 4.3 A opção de retrofit com equipamentos eficientes e aumento da refletância das paredes nas salas dos professores no bloco C permite a redução da potência instalada em 69% (de 30.01 3 374 299 8.6 T8 L58/21 0.4 T8 L36/21 3.5 F40 D3500 3.5 37.4 40.72 4 551 441 11.48 2 508 406 9.6 33.20 4 469 375 10.9 38.9 39.1 52.0 41.00 m h = 2.43 2 524 419 10.6 50.Capítulo 4. Opções de retrofit nas salas dos professores do bloco C utilizando luminárias com 1 lâmpada.1 46.9 46.87 1 433 346 8.85 ρ = 30% Lâmpada No de luminárias Iluminância (lux) Potência Eficiência (lm/W) calculado necessário novo 24 meses (W/m2) novo 24 meses T8 L32/31 3.3 T8 L58/21 2.5 41.6 32. 1a opção 4.13 4 479 383 11.98 ρ = 30% Lâmpada No de luminárias Iluminância (lux) Potência Eficiência (lm/W) calculado necessário novo 24 meses (W/m2) novo 24 meses T8 L32/31 3.30 4 454 363 9.46 4 433 347 10.1 40.3 F34 D35SS 3.0 41.6 37.5 53.5 lm/W).4 32.3 F34 D35SS 3. No caso destas salas.7 40.50 x 3.0 lm/W para 53.2 31.2 T8 L36/21 3.00 m h = 1.9 52.5 W/m2) e um aumento na iluminância média de 49% (de 340 lux para 508 lux em início de operação) e na eficiência do sistema de 386% (de 11.36.50 x 3.

01 2 373 298 7.44 3 462 370 8.69 3 418 335 8.9 T8 L36/21 3.23 ρ = 50% Lâmpada No de luminárias Iluminância (lux) Potência Eficiência (lm/W) calculado necessário novo 24 meses (W/m2) novo 24 meses T8 L32/31 3. Tabela 4.73 2 433 346 8.6 52.2 47.1 W/m2) comparando com a opção anterior com luminárias com 2 lâmpadas.Capítulo 4.32 4 452 362 8.5 46.95 3 381 305 7.6 52.0 41.4 40.0 .6 T8 L58/21 1.5 57.1 52.86 3 393 315 7.00 m h = 1. 1a opção 4.8 43.83 3 398 319 7.12 4 481 385 8.5 W/m2 para 7.23 ρ = 30% Lâmpada No de luminárias Iluminância (lux) Potência Eficiência (lm/W) calculado necessário novo 24 meses (W/m2) novo 24 meses T8 L32/31 3.1 53.23 m K = 1.5 3a opção 4.1 59.8 F34 D35SS 2. Estudo de caso T8 L58/21 159 1.9 52.6 T8 L36/21 2.0 52.3 41.1 F40 D3500 2.5 42.6 50.83 m K = 0.3 Através da adoção de luminárias com 1 lâmpada nas salas dos professores no bloco C verificase a redução da potência instalada em 25% (de 9.50 x 3.8 T8 L58/21 2.6 52. Nesta nova opção a iluminância média é mantida mais próxima dos 300 lux (381 lux em início de operação) e a eficiência do sistema é a mesma da opção com 2 lâmpadas por luminária (53.4 F34 D35SS 3.00 m h = 2.1 36.1 53.98 ρ = 50% Lâmpada No de luminárias Iluminância (lux) potência Eficiência (lm/W) calculado necessário novo 24 meses (W/m2) novo 24 meses T8 L32/31 2.43 4 438 350 8.23 m K = 1.3 41.12 4 481 385 9.50 x 7.50 x 7.7 40.9 45.02 3 373 298 6.1 F34 D35SS 3.3 41.00 m h = 2.8 F40 D3500 2.94 3 581 465 12. Opções de retrofit na sala de aula do bloco C.0 41.37.5 lm/W).0 3a opção 4.6 42.4 50.

1 29. a refletância inicial é admitida igual a 10% porque estes corredores são adjacentes ao vazio central deste bloco.5 Nas salas de aula do bloco C. sem vigamento aparente.7 T8 L18/21 1.00 m h = 1.0 T8 L58/21 1.1 W/m2).2 lm/W).6 37.80 m K = 0.2 37.2 29.33 m K = 0.69 2 148 118 6.1 18.05 1 119 95 3.8 46.6 23. A eficiência do sistema é aumentada em 199% (de 19.4 29.2 23. ainda permanece 60 % superior as 300 lux mínimos.7 3a opção 2.50 x 4. Opções de retrofit nos corredores do bloco B.84 3 396 317 6.Capítulo 4.4 55.17 2 213 171 7.50 2 166 133 7.94 1 134 107 3.4 23.5 46. eles têm parede em apenas um lado. a iluminância média é reduzida de 524 lux (condição atual) para 481 lux em início de operação.57 3 438 350 7.5 2a opção 2. Tabela 4.38.6 57.1 29. a opção de retrofit com equipamentos eficientes e aumento da refletância das paredes permite a redução da potência instalada em 69% (de 26.80 m K = 0. ou seja.50 x 4.7 .4 W/m2 para 8.1 18. Para os corredores do bloco B.83 2 410 328 7.00 m h = 1.50 x 4.8 lm/W para 59. O projeto é realizado para módulos de 2.00 metros.2 F40 D3500 2.66 ρ = 10% Lâmpada No de luminárias Iluminância (lux) Potência Eficiência (lm/W) calculado necessário novo 24 meses (W/m2) novo 24 meses T8 L16/21 1.00 m h = 2. 1a opção 2. Estudo de caso 160 T8 L36/21 2.7 44.32 2 190 152 6. No entanto.85 ρ = 10% Lâmpada No de luminárias Iluminância (lux) Potência Eficiência (lm/W) calculado necessário novo 24 meses (W/m2) novo 24 meses T8 L16/21 1.50 x 4.6 23.9 57.85 ρ = 50% Lâmpada No de luminárias Iluminância (lux) Potência Eficiência (lm/W) calculado necessário novo 24 meses (W/m2) novo 24 meses T8 L16/21 1.5 T8 L18/21 1.7 T8 L18/21 0.

8 26.50 m h = 1.19 2 210 168 6.39.4 lm/W para 37. não existe a possibilidade de rebaixamento das luminárias e que a refletância inicial é 30% pois este corredor possui parede em ambos os lados. a melhor eficiência para o sistema em todas as opções verificadas. Avaliação econômica nos blocos B e C 4.8 26. Situação semelhante ocorre nos corredores do bloco C.2 W/m2) e um aumento na iluminância média de 159% (de 46 lux para 119 lux em início de operação) e na eficiência do sistema de 401% (de 7. 1a opção 2.40.93 m K = 0.50 x 2.06 1 118 94 3.7 4. a menor potência por unidade de área verificada no bloco B é proporcionada pela lâmpada de 40 W.00 m h = 1. conforme mostra a tabela 4. com a diferença que neste caso.).94 1 134 107 3. Tabela 4.12.1 29.1 29. luminárias rebaixadas e .1. Opções de retrofit nos corredores do bloco C. Resultado das opções de retrofit Apesar das lâmpadas de 32 W terem apresentado.2 Tabela 4.7 T8 L18/21 0.39.2 37. A análise é feita em função de uma média ponderada dos valores obtidos na solução final (equipamentos eficientes.93 m K = 0.2 T8 L18/21 1.05 1 119 95 3. 3a opção 2.50 x 4. Opções de retrofit nos corredores do bloco C (cont.1 lm/W).80 ρ = 30% Lâmpada No de luminárias Iluminância (lux) Potência Eficiência (lm/W) calculado necessário novo 24 meses (W/m2) novo 24 meses T8 L16/21 1.2 W/m2 para 3.6 37.4 32.Capítulo 4.12.80 ρ = 50% Lâmpada No de luminárias Iluminância (lux) Potência Eficiência (lm/W) calculado necessário novo 24 meses (W/m2) novo 24 meses T8 L16/21 1.6 32. Estudo de caso 161 A opção de retrofit com equipamentos eficientes e aumento da refletância das paredes nos corredores do bloco B permite a redução da potência instalada em 48% (de 6.

Esta possibilidade.7 0./m2) é apresentada pois este trabalho opta pela análise econômica por unidade de área. Para o bloco C.0814 T8 L58/21 417 334 6. Lâmpada Iluminância (lux) Potência Eficiência (lm/W) Lumin.7 51. Estudo de caso 162 paredes brancas) através da quantidade de cada sala existente no bloco B. Contudo.7 0. também facilita o estudo do investimento para o campus.8 63.7 63.8 61.2 52. Este dois últimos ambientes são tratados como salas de aula apenas em virtude de suas dimensões estarem mais próximas daquelas da sala de aula estudada neste bloco.40./m2 novo 24 meses (W/m2) novo 24 meses T8 L32/31 480 384 7.3 50.1154 F34 D35SS 494 396 7. a menor potência por unidade de área é proporcionada pela lâmpada de 34 W. alerta-se para o fato de que esta lâmpada pode constituir-se numa boa solução para grandes ambientes.41). as lâmpadas de 32 W também proporcionam a melhor eficiência para o sistema. Isto causaria problemas de distribuição de iluminâncias.2 0. representa a melhor solução. esta lâmpada será descartada das análises posteriores.1 0.0 0. No caso do bloco C (tabela 4.1072 F40 D3500 411 329 6.4 49. atividades administrativas e laboratórios de microcomputadores. Resultado das opções de retrofit para o bloco B. em virtude do pequeno número de luminárias necessárias na sua aplicação.4 50. Porém.Capítulo 4. as médias são realizadas em função dos 36% de representatividade das salas de professores neste bloco e dos 47% do somatório de salas de aula. Neste caso. As lâmpadas de 58 W também proporcionam baixas potências por unidade de área. Porém.0588 A quantidade de luminárias por unidade de área (lumin. . Tabela 4.5 63.4 65. No caso de estudo de retrofit em edificações únicas esta possibilidade pode ser descartada e a análise do investimento realizada sobre o custo calculado em função do número total de luminárias necessárias (incluídas as lâmpadas e o reator).1150 T8 L36/21 488 390 7.

A economia total (duas últimas colunas) segue o mesmo raciocínio das duas colunas anteriores.9 53. A segunda coluna de economia com iluminação representa a economia total com iluminação no bloco em função da lâmpada adotada na sala e da lâmpada adotada no corredor. Redução percentual do consumo Na análise de investimento.7 56.4 44.Capítulo 4.1182 F40 D3500 515 412 9.5 55.7 0.2. afinal o regime de utilização dos ambientes não é alterado. Isto é avaliado através da redução percentual entre a potência atual instalada em iluminação e aquela proporcionada pela opção de retrofit. A primeira coluna de economia com iluminação representa ainda uma economia parcial e é determinada pela área de abrangência de cada ambiente no bloco (90% para salas e 10% para corredores).42 apresenta a economia verificada no bloco B através da utilização de reator eletrônico e de partida rápida. A tabela 4.1182 T8 L36/21 466 373 8.1000 luminárias/m2 para se atender as iluminâncias desejadas.4 42.1 44.1362 F34 D35SS 438 351 8.4 0.1182 T8 L58/21 420 336 7. A eficiência do sistema é a mesma tanto para lâmpadas de 16 quanto para lâmpadas de 18 W.7 45.5 55. a primeira verificação importante diz respeito à redução no consumo de energia elétrica. Lâmpada Iluminância (lux) Potência Eficiência (lm/W) Lumin.12. a menor potência por unidade de área verificada é aquela proporcionada pelas lâmpadas de 16 W. Estudo de caso 163 Tabela 4.41. A economia parcial nesta tabela representa a economia proporcionada pela redução da potência instalada. . considera a economia em iluminação frente ao uso final de iluminação (70%).1 0.3 0.2 44.1 0. Porém./m2 novo 24 meses (W/m2) novo 24 meses T8 L32/31 493 394 8. 4.0681 Para os corredores. Neste caso são necessárias 0. Resultado das opções de retrofit para o bloco C. A economia total de energia elétrica neste bloco varia de 49 a 52% com a adoção de reatores eletrônicos e de 42 a 46% com a adoção dos de partida rápida.0 55.

Economia de eletricidade no bloco C.2 Iluminação Total Para as opções com reator de partida rápida.2 Iluminação Total Opção com reator de partida rápida Ambiente Salas Lâmpada Economia (%) Atual Pós-retrofit Parcial 27.4 73 66 71 46 50 F34 D35SS 7.2 33 03 - 02 - T8 L32/31 Corredores Potência (W/m2) T8 L16/21 6. as salas dos professores respondem por 36% da área do bloco. Tabela 4. O uso final em iluminação é de 55%. A tabela 4. a potência pós-retrofit é determinada através de um acréscimo de 30% naquelas verificadas para as opções com reator eletrônico. Estudo de caso 164 Tabela 4. Neste caso.7 72 65 70 45 49 F40 D3500 6.42.43.6 7.8 72 64 69 45 49 T8 L36/21 7.Capítulo 4.6 9. as salas de aula (incluídas as salas com atividades administrativas) por 47% e os corredores por 17%.43 apresenta os mesmos resultados para o bloco C. Opção com reator eletrônico Ambiente Salas Lâmpada Economia (%) Atual Pós-retrofit Parcial 27.6 65 59 62 41 43 F34 D35SS 10.2 48 05 - 03 - T8 L32/31 Corredores Potência (W/m2) T8 L16/21 6.5 69 62 66 44 46 4. A economia total de energia elétrica neste bloco varia de 35 a 37% com a adoção de reatores eletrônicos e de 29 a 32% com a adoção dos de partida rápida. Opção com reator eletrônico Ambiente Lâmpada Potência (W/m2) Economia (%) .2 63 57 60 40 42 T8 L36/21 10.0 64 57 61 40 42 F40 D3500 8.5 76 69 74 48 52 3. Economia de eletricidade no bloco B.

9 62 29 16 4.12.19).3 60 22 55 12 30 F34 D35SS 13.1 69 33 18 F34 D35SS 6.2 48 08 05 T8 L32/31 T8 L32/31 Corredores T8 L16/21 26. A tabela 4.5 75 35 20 T8 L36/21 6.4 68 32 18 T8 L36/21 8.9 66 31 17 F40 D3500 9. Custo de implantação versus economia proporcionada A segunda verificação importante na análise de investimento está relacionada à determinação da economia em unidade monetária nas tarifas de energia elétrica gerada pelo retrofit e os custos de implantação do novo sistema. Esta relação .2 Iluminação Total Opção com reator de partida rápida Ambiente Professores Aula Lâmpada Economia (%) Atual Pós-retrofit Parcial 30.8 9.1 57 21 58 11 32 T8 L36/21 13.4 6.44 apresenta os custos de implantação para as diferentes possibilidades de lâmpadas em estudo e os custos de energia elétrica para o bloco B.2 Iluminação Total 4.5 69 25 66 14 36 F34 D35SS 10.004.9 74 35 19 F40 D3500 7.6 71 33 18 3.8 12.6 60 28 16 F34 D35SS 8.1 67 24 68 13 37 T8 L36/21 10.9 55 20 57 11 31 F40 D3500 15.3.4 50 18 53 10 29 10.2 33 06 03 T8 L32/31 T8 L32/31 Corredores Potência (W/m2) T8 L16/21 26.047. O custo atual de eletricidade para os blocos B e C é determinado em função do consumo total do ano de 1996 para o campus (10.Capítulo 4.9 62 22 64 12 35 8. Estudo de caso Professores Aula 165 Atual Pós-retrofit Parcial 30.7 65 24 67 13 37 F40 D3500 11.744 kWh/ano) e seu custo (R$ 985.4 6.

01 4. Estudo de caso 166 proporciona um custo médio da energia elétrica de 0.94 9.44 8.78 R$/m2).08 4. o que permite a sua exclusão.10 e 4.86 11.ano) Custo de implantação (R$) Atual Economia Pós-retrofit R$/conjunto R$/m2 * R$/m 2 8.11) e do custo médio do kWh.23 4.ano) Custo de implantação (R$) Atual Economia Pós-retrofit R$/conjunto R$/m2 * R$/m 8. Opção com reator eletrônico Lâmpada Custo de energia elétrica (R$/m2.28 13.72 3.44. esta apresentará os mesmos custos para cada uma das opções em estudo.35 14.21 8.23 3.15 61.61 .24 3. O custo de implantação apresentado na última coluna (* ) inclui o custo da coluna anterior e o custo da pintura das salas (0.Capítulo 4. Relação custo benefício na implantação de retrofit no bloco B (cont.57 4.35 12.97 F40 D3500 4. Este índice é obtido no caderno de cotações da revista CONSTRUÇÃO REGIÃO SUL (1997).46 4.098 R$/kWh.13 T8 L36/21 4. afinal os métodos para análise de investimento têm o objetivo principal de comparar diferentes investimentos.).22 73.66 13. ou seja.23 69.99 4.99 67. caso seja necessária a contratação de mão-de-obra.35 - - T8 L32/31 2 Tabela 4. Opção com reator de partida rápida Lâmpada T8 L32/31 F34 D35SS Custo de energia elétrica (R$/m2.66 45. Tabela 4. O mesmo poderia ser feito com o custo de pintura. o custo atual de energia elétrica dos blocos é determinado através do seu consumo estimado (tabelas 4.44.41 13.83 9.19 F34 D35SS 3.19 13. Portanto.76 44. Os custos com mão-de-obra não são incluídos pois a universidade dispõe de funcionários que podem ser utilizados nesta atividade.64 T8 L16/21 - - 53. Porém. o que é comum para cada investimento pode ser desprezado.92 10. Relação custo benefício na implantação de retrofit no bloco B.

35 13.21 - - A economia nos custos de energia elétrica é determinada através das economias percentuais determinadas nas tabelas 4.21 - - T8 L32/31 2 .04 67.41 44. Relação custo benefício na implantação de retrofit no bloco C (cont.70 7.87 9.42 e 4.53 9.02 9. Opção com reator de partida rápida Lâmpada Custo de energia elétrica (R$/m2. Tabela 4.69 14.78 4. O custo de implantação do sistema por unidade de área considera as taxas de luminárias também por unidade de área apresentadas nas tabelas 4.44 8.20 7.40 e 4.41.31 3.47 F34 D35SS 3. os custos unitários para cada equipamento podem ser obtidos no anexo H. O custo de cada conjunto inclui uma luminária.55.Capítulo 4.80 F40 D3500 2.36 14.77 9.27 6.ano) Custo de implantação (R$) Atual Economia Pós-retrofit R$/conjunto R$/m2 * R$/m 9.74 44.90 73.49 4.41 5. Opção com reator eletrônico Lâmpada Custo de energia elétrica (R$/m2.35 - - T8 L32/31 2 Tabela 4.28 14.36 5.83 69.21 9.00 14.95 61.32 44.98 6.45 apresenta a mesma análise para o bloco C.57 14.44 42.31 2.48 5.83 6. Relação custo benefício na implantação de retrofit no bloco C.97 9.47 45. Estudo de caso 167 T8 L36/21 3.ano) Custo de implantação (R$) Atual Economia Pós-retrofit R$/conjunto R$/m2 * R$/m 9.).70 8.71 6.92 13.45.35 T8 L36/21 3.14 T8 L16/21 - - 53.66 13.31 F40 D3500 3.87 8.60 42.78 F40 D3500 3.88 10.98 T8 L16/21 - - 37.75 T8 L36/21 2.89 6.43. duas lâmpadas e um reator duplo.66 F34 D35SS 2.55 T8 L16/21 - - 37. A tabela 4.

46.80 F34 D35SS 17.12 T8 L36/21 18.06 F34 D35SS 18. respectivamente.Capítulo 4.63 2. As tabelas 4. Porém.4. Análise econômica para o bloco B.57 2.). Desta forma. Opção com reator de partida rápida Lâmpada Valor presente (R$/m2) Benefício/custo T8 L32/31 16. a análise econômica é realizada para uma taxa de juros qualquer (10% ao ano neste caso) para definir a opção economicamente mais vantajosa entre reator eletrônico ou de partida rápida. Opção com reator eletrônico Lâmpada Valor presente (R$/m2) Benefício/custo T8 L32/31 19. 4.81 .99 F40 D3500 24.46 e 4.88 2.12.07 1. a avaliação econômica dos diferentes investimentos frente as diferentes economias geradas pode indicar a situação economicamente mais vantajosa. para os blocos B e C. a economia proporcionada também é menor que aquela com reatores eletrônicos. Análise econômica para o bloco B (cont.72 F40 D3500 22.46 1.90 Tabela 4.46.46 1.97 T8 L36/21 15.60 1. Estudo de caso 168 Em todos os casos percebe-se o menor custo de implantação para os sistemas com reator de partida rápida. Tabela 4. Análise econômica Inicialmente.09 2. As tabelas com os cálculos que geram estes valores são apresentadas no anexo H.47 apresentam o valor presente e a relação benefício/custo para as diferentes opções de retrofit.

85 1.Capítulo 4. Análise econômica para o bloco C.16 1. Esta representatividade pode ser assegurada em virtude da estimativa de usos finais já discutida. Portanto nas análises seguintes.64 F40 D3500 13.13.85 Como se percebe as opções com reatores eletrônicos são as que apresentam maiores valores presentes e maior relação benefício/custo.73 T8 L36/21 10. Estudo de caso 169 Tabela 4.32 1. as opções com reator de partida rápida serão descartadas. 4.48).43 F34 D35SS 12. deve-se atentar que as quatro lâmpadas em estudo mostram-se economicamente viáveis.45 F40 D3500 11.47. Aplicação do retrofit ao campus Para analisar as condições de aplicação do retrofit ao campus determina-se a quantidade de luminárias por unidade de área para os blocos B e C em conjunto e admiti-se como representativo do campus (tabela 4. .88 Opção com reator de partida rápida Lâmpada Valor presente (R$/m2) Benefício/custo T8 L32/31 9.22 1.61 F34 D35SS 14.33 1. Porém. na avaliação econômica para o campus.84 T8 L36/21 12. a lâmpada de 40 W é a que mostra-se como o melhor investimento para o bloco B e a de 34 W para o bloco C.54 1. Desta forma.95 1. Opção com reator eletrônico Lâmpada Valor presente (R$/m2) Benefício/custo T8 L32/31 12. defini-se uma única lâmpada a ser utilizada para garantir uma padronização nos novos equipamentos a serem instalados. Dentre as opções com reator eletrônico.00 1.

para os ambientes do campus que não possuem amostra nos blocos estudados (38%). Assim. a tabela 4.49.1000 Conforme verificado na análise dos blocos B e C. pois nestes ambientes obtém-se menor economia de energia do que nas salas de aula. Desta forma. As considerações são as mesmas apresentadas para os blocos B e C. proporciona uma economia total menor e conseqüentemente um erro menor.Capítulo 4.1 67 20 66 12 42 T8 L36/21 10.3 do capítulo 3).7 65 19 65 12 41 T8 L32/31 Iluminação Total .50 apresenta os custos envolvidos para as diferentes opções de retrofit no campus. Porém. A economia parcial apresentada nesta tabela é determinada através dos diferentes percentuais de abrangência dos ambientes no campus (figura 3.5 69 20 67 13 42 F34 D35SS 10. Lâmpada Luminárias/m2 T8 L32/31 0. Lâmpada Potência (W/m2) Economia (%) Atual Pós-retrofit Parcial 30. Tabela 4.1165 T8 L36/21 0.49 apresenta a economia de eletricidade proporcionada pelas diferentes opções de retrofit no campus. A tabela 4.0985 T8 L16/21 0. Estudo de caso 170 Tabela 4.48. Relação de luminárias por unidade de área para o campus. com uso final em iluminação de 63% pode ter esta parcela reduzida entre 62 e 67%. Opção com reator eletrônico Ambiente Admin. o campus. Economia de eletricidade no campus.1123 F40 D3500 0. Isto permite uma redução total no consumo entre 39 e 42% dependendo da lâmpada a ser utilizada. as opções com reator de partida rápida são descartadas.8 9. ou seja.1251 F34 D35SS 0. admiti-se que estes sejam equivalentes aos ambientes administrativos.

.1 69 14 09 Salas de T8 L32/31 aula F34 D35SS 6. Opção com reator eletrônico Lâmpada Custo de energia elétrica (R$/m2.64 67.14.56 14.Capítulo 4.2 39 Tabela 4. Análise econômica no campus A análise econômica é realizada para taxas de juros variando de 2% até a taxa em que o investimento para a realização do retrofit seja inviável.9 30.11 4. a relação benefício/custo. a taxa interna de retorno e o período de retorno do investimento aplicado.96 4.92 12.01 13.23 T8 L36/21 3.49 73.03 12.45 14.5 69 26 17 F34 D35SS 10. Estudo de caso 171 F40 D3500 62 18 62 11 8.81 T8 L16/21 - - 53.50. Os métodos utilizados são o método do valor presente.60 3.18 4.18 4.7 65 25 16 F40 D3500 11.34 F40 D3500 2.5 75 15 10 T8 L36/21 6.1 67 26 16 T8 L36/21 10.66 13.28 13.79 F34 D35SS 3.9 62 23 15 3. As tabelas com os cálculos destes métodos são apresentadas no anexo H.6 71 14 09 9.4 11.2 48 06 04 Outros T8 L32/31 Corredores T8 L16/21 26. Relação custo benefício na implantação de retrofit no campus.9 74 15 09 F40 D3500 7.8 6.ano) Custo de implantação (R$) Atual Economia Pós-retrofit R$/conjunto R$/m2 * R$/m 7.42 61.42 69.35 13.35 - - T8 L32/31 2 4.

43 8. deve-se atentar que todas as opções apresentam valor presente bastante próximos. Porém.22 0.15 5.89 20.02 12 8.43 22 -0.50 -1.94 26.53 16 3.85 18.87 20.29 apresenta esta tabela de forma gráfica. .51 18 2.51.75 6 19.84 14. Tabela 4.63 32.04 3.29 1.89 10.23 -0. Estudo de caso 172 A tabela 4.60 8 15. A figura 4.48 -0. Valor presente para as diferentes opções de retrofit para o campus.82 -0.04 1.31 11.77 Como pode-se perceber.81 34.82 6.16 15.99 14 5.49 -2.27 24.13 2.99 27. as lâmpadas de 40 W apresentam valor presente superior e. portanto.35 2.09 15.84 20 0.43 -1.28 8.43 12.Capítulo 4.96 35.72 0.01 4.51 apresenta o valor presente das diferentes opções de lâmpada em função das taxas de juros. Valor presente (R$/m2) Taxa (%) 32 W 34 W 36 W 40 W 2 33.80 4. o que ressalta a proximidade de valores presentes.24 24 -1. mostram-se como a melhor opção de investimento.76 4 25.72 7.80 10 11.00 6.

00 15. Valor presente para as diferentes opções de retrofit para o campus.00 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20 22 24 Taxa de juros (%) 32 W 34 W 36 W 40 W Figura 4. A figura 4.00 2 Valor presente (R$/m ) 35.50 0.29 ou na tabela .00 0.30. Neste caso. 4.50 1.00 0. Estudo de caso 173 40.00 30. percebe-se a lâmpada de 40 W como a solução economicamente mais viável principalmente para baixas taxas de juros. pode-se perceber que esta é facilmente obtida na figura 4.50 2.30 apresenta a variação da relação benefício/custo também para as diferentes opções de lâmpadas em função de diferentes taxas de juros.29.00 2.00 -5.00 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20 22 24 Taxa de juros (%) 32 W 34 W 36 W 40 W Figura 4.00 Benefício/custo 3.00 25. Relembrando que a taxa interna de retorno é caracterizada como a taxa que zera o valor presente do investimento.50 3. Para taxas mais elevadas as diferentes opções tornam-se economicamente semelhantes.00 5.00 10.00 1.00 20. Relação benefício/custo para as diferentes opções de retrofit para o campus.Capítulo 4.

52 apresenta estas informações.53. esta será descartada. um investimento que apresenta uma taxa interna de retorno de 20% terá um tempo de retorno de 5 anos (período de retorno = 100/TIR). Lâmpada TIR (%) T8 L32/31 21. Tabela 4.2 F34 D35SS 21. Através de interpolação linear entre o último valor presente positivo e o primeiro negativo obtémse a taxa interna de retorno para cada opção.69 T8 L36/21 5.51. a proximidade entre os investimentos.03 F40 D3500 4. Estudo de caso 174 4. novamente.72 F34 D35SS 4.5 Como a taxa interna de retorno corresponde à taxa que zera o valor presente do investimento e o período de retorno corresponde ao tempo em que se recupera o investimento inicial.Capítulo 4. Taxa interna de retorno para as diferentes opções de retrofit. A tabela 4.52.3 T8 L36/21 19. No entanto. A lâmpada de 34 W. este pode ser calculado em função da taxa interna de retorno.53 apresenta o período de retorno para as opções de retrofit em estudo. Lâmpada Período de retorno (anos) T8 L32/31 4.44 Portanto.9 F40 D3500 22. Porém. como apresenta um tempo de retorno praticamente igual ao da lâmpada de 32 W e ambas proporcionam uma economia total de energia elétrica de 42%. Desta forma. será descartada por . através da taxa interna e do período de retorno percebe-se. em virtude da semelhança dos resultados obtidos e das dúvidas referentes à eficiência da lâmpada de 40 W. Tabela 4. As dúvidas mencionadas dizem respeito ao fato de seu fluxo luminoso ser significativamente superior ao de lâmpadas equivalentes de outros fabricantes. a tabela 4. o melhor investimento é a utilização de lâmpadas de 40 W. ou seja. Período de retorno para as diferentes opções de retrofit. através dos valores obtidos.

Análise de luminâncias Para avaliar as luminâncias proporcionadas pela lâmpada e pela luminária utilizadas. proporcionaria um período de retorno de 3. em virtude das dimensões do projeto no campus. a tecnologia T12. apenas considerando o custo inicial da instalação e a economia proporcionada por este novo sistema.8. neste momento. alertar que os períodos de retorno normalmente indicados para retrofits em sistemas de iluminação podem estar sendo realizados de forma simples. um investimento inicial superior (14. luminárias reflexivas e utilização de iluminação natural. pode-se verificar estes níveis através da análise da curva de distribuição de intensidade luminosa da luminária (ou de uma tabela que forneça estes valores) fornecida pelo fabricante.54 apresenta esta análise para um exemplo constituído por uma luminária com refletor de alumínio sem aletas e a lâmpada de 32 W com fluxo luminoso de 3050 lúmens. Porém. Estudo de caso 175 fazer parte de uma geração de lâmpadas mais antigas. Em função destes valores e da área aparente da luminária para cada ângulo de visão. 4. Desta forma. principalmente.Capítulo 4.15. L = I.A.n. deve-se salientar que tanto a lâmpada de 32 W quanto a de 36 W apresentam uma ótima oportunidade de investimento. que o período de retorno do investimento pode ser reduzido à medida que consegue-se reduzir os custos da instalação através de descontos fornecidos pelos fabricantes. A tabela 4. reator eletrônico.79 R$/m2) e uma economia final de energia elétrica inferior (41% contra 42%).1 deve-se atentar que a intensidade luminosa fornecida pelos fabricantes normalmente é expressa por 1000 lúmens. portanto deve-se conhecer o fluxo luminoso e a quantidade de lâmpadas na luminária.cosθ (4. Entre a lâmpada de 32 W e a de 36 W. Outra forma é a utilização efetiva da iluminação natural através de campanhas que mostrem ao usuário os seus benefícios.34 R$/m2 contra 13. aquela equação pode ser reescrita na forma da equação 4.1 no capítulo 2. φ lâmpada 1000.8) . esta segunda será descartada por apresentar. para a opção com lâmpadas de 32 W. Este tipo de análise. a luminância pode ser facilmente determinada através da utilização da equação 2. Deve-se salientar. Torna-se importante. além de uma taxa interna de retorno levemente inferior. Na utilização da equação 2.5 anos para o retrofit no sistema de iluminação do campus.

54 correspondem àquelas que serão avaliadas através das curvas de limitação de luminâncias (entre 45o e 85o) apresentadas na sub-seção 2.13 200. ou seja. Ângulo Intensidade (cd/1000lm) Área aparente Luminância (cd/m2) (graus) Transversal Longitudinal (m2) Transversal Longitudinal 5 251. classe B (conforme a tabela 2.2210 5693 4538 55 127. Estudo de caso 176 onde: I é a intensidade luminosa na direção desejada (cd/1000lm).3113 4921 4921 15 254.2560 6055 4773 45 206. As luminâncias apresentadas em negrito na tabela 4.23 0.2).52 78.3019 5135 4894 25 269.13 242.2 para este caso.38 0.03 0. na seção longitudinal. a luminária tem dimensões de 25 x 125 cm.20 do capítulo 2).08 224.2. A linha tracejada representa as luminâncias verificadas na seção transversal da luminária e a linha contínua. A é a área real de emissão da luminária (m2). Neste caso. pois as iluminâncias tratadas neste trabalho são superiores a 300 lux e inferiores a 500 lux.2832 5795 4829 35 254. Tabela 4.54.14 251.17 0.Capítulo 4.16 5. as luminâncias determinadas devem ser inferiores aos limites da curva de luminância d.06 124. θ é o ângulo de visão com a vertical (graus).43 0.07 0.14 0. para uma luminária de qualidade elevada. A figura 4.51 36. n é o número de lâmpadas na luminária .31 0.77 0.31 apresenta o diagrama de curvas de limitação de luminâncias para o exemplo em questão.0810 1845 2768 85 3.1793 4322 4220 65 79.0274 703 1197 .1 do capítulo 2 (diagrama 1 da figura 2.4. φ lâmpada é o fluxo luminoso de uma lâmpada (lm).1322 3669 3601 75 24.29 164. Verificação de luminâncias. Portanto.

Estudo de caso 177 Figura 4. reavaliar o projeto luminotécnico.Capítulo 4. Como pode-se perceber. que apesar de garantida a ausência de ofuscamento direto. a luminária posicionada transversalmente ao sentido da visão proporciona luminâncias inferiores inclusive à curva de luminância c. . conseqüentemente. com luminárias localizadas entre 45o e 65o do ângulo de visão. Porém. o que garante uma luminária de classe A. Deve-se perceber também. pode-se garantir a ausência de ofuscamento direto. Verificação de luminâncias. qualquer posicionamento de luminária garante luminâncias inferiores aos limites da curva c. o posicionamento das luminárias longitudinalmente ao sentido da visão proporciona luminâncias inferiores às proporcionadas no sentido transversal. deveria se reavaliar as lâmpadas e luminárias utilizadas e. Caso isto não se verificasse.31. No caso de ambientes pequenos. Desta forma. as luminâncias para o exemplo em estudo mostram-se inferiores à curva limite para uma luminária de qualidade elevada que proporcione iluminâncias entre 300 e 500 lux. ou seja de qualidade muito elevada.

32.32 a 4. Portanto. deve-se elaborar o projeto gráfico para as salas estudadas na sub-seção 4. como pode-se verificar na figura 4. conseqüentemente. o posicionamento transversal das luminárias ao sentido da visão dos estudantes é o mais adequado. Portanto.16.67 metros (maior que 1.1 do capítulo 2) em função das dimensões da sala. e as luminárias localizadas no extremo oposto da sala.35 é de 74o e na figura 4. As figuras 4. Porém. o ângulo máximo verificado é de 83o. representam salas de aula e.33 e todas as próximas. Estudo de caso 178 4. Assim. Assim. esta distribuição permitiria um afastamento entre luminárias de 4. para se verificar a existência de luminárias dentro dos ângulos críticos de visão (figura 2. acrescenta-se mais uma luminária e tem-se a distribuição mostrada na figura 4. deve-se determinar o ângulo máximo possível existente entre as luminárias e os olhos do usuário.33.4.31.5 vezes a distância entre as luminárias e o plano de trabalho). No caso da sala 812. A figura 4. das luminâncias verificadas para os diferentes ângulos de visão e da posição de trabalho do usuário na sala. na figura 4.41. os cálculos indicam a necessidade de 9 luminárias.Capítulo 4.11. Como este afastamento é considerado exagerado por este trabalho. Distribuição espacial das luminárias Definida a lâmpada de 32 W como a opção a ser adotada no campus. apresentam um layout bastante definido com as carteiras posicionadas de forma a permitir que os estudantes fiquem com o lado esquerdo do seu corpo voltado para a janela. Nas situações pós-retrofit as luminárias são posicionadas em função da sua curva fotométrica e. com exceção das figuras 4. mesmo tendo garantido a ausência de ofuscamento nas direções transversal e longitudinal da luminária (seção 4. na figura 4. o que seria permitido já que na outra dimensão a regra é respeitada (PHILIPS. . como tal. Este ângulo máximo ocorre entre os olhos de um observador localizado no fundo da sala. em sua posição de trabalho.37 é de 80o. 1981).15).40 e 4. pode-se adotar a posição da luminária que proporcione menor luminância na direção de visão dos usuários da sala.43 apresentam a distribuição atual das luminárias e a distribuição pós-retrofit proporcionada pela adoção de luminárias com duas lâmpadas de 32 W.

.32.Capítulo 4. Estudo de caso 179 Figura 4.33. Sala 812 pós-retrofit. Sala 812 na condição atual. Figura 4.

Capítulo 4. Estudo de caso 180 Figura 4.35. Sala 813 e sala do LIICT na condição atual.34. Sala 813 e sala do LIICT pós-retrofit. Figura 4. .

Sala 823 pós-retrofit.37. Sala 823 na condição atual.36. Estudo de caso 181 Figura 4.Capítulo 4. . Figura 4.

31 percebe-se que o posicionamento das luminárias longitudinalmente ao sentido da visão dos estudantes é a posição mais adequada. Sala dos professores no bloco Figura 4.41.39.40. analisando-se a figura 4. Portanto. Figura 4. Estudo de caso 182 Figura 4. No caso da figura 4.00 metros) proporciona um ângulo máximo entre os olhos do observador e as luminárias a partir da vertical de 51o.38. a sua pequena largura (4. . Sala 840 pós-retrofit.39. C pós-retrofit.Capítulo 4. Sala 840 na condição atual. Figura 4. apesar de ser uma sala de aula. Sala dos professores no bloco C na condição atual.

Capítulo 4. Estudo de caso

183

No caso das salas dos professores, onde as mesas são posicionadas de acordo com a
preferência de cada professor, deve-se verificar o ângulo máximo, a partir da vertical, para as duas
direções principais da sala. Assim, para um observador posicionado de lado para a janela, o ângulo
máximo entre os olhos do observador e as luminárias será de 39o. Como o risco de ofuscamento
ocorre entre 45 e 85o, percebe-se que não existiria possibilidade de ofuscamento caso a posição do
usuário fosse apenas esta. Porém, para um observador posicionado de frente ou de costas para a
janela, o ângulo máximo entre os olhos do observador e as luminárias será de 63o. Portanto, pela
análise da figura 4.31 percebe-se que até 65o a posição que proporciona menores luminâncias é a
longitudinal.

Figura 4.42. Sala de aula do bloco C na condição atual.

Figura 4.43. Sala de aula do bloco C pós-retrofit.

Para a figura 4.43, com um ângulo máximo de 71o, valem as mesmas considerações

Capítulo 4. Estudo de caso

184

apresentadas no início desta seção para a figura 4.33.
No caso da realização de um retrofit no sistema de iluminação do campus, este procedimento
deve ser realizado para todos os ambientes que apresentarem geometria e exigências de iluminação
diferentes das apresentadas.

Verificado o potencial de economia existente através de um retrofit no sistema de iluminação e
dada a posição da universidade de polo centralizador do conhecimento e da técnica, é de fundamental
importância que sejam dispendidos esforços, principalmente por parte de seus administradores, para
que a racionalização de gastos com energia elétrica torne-se uma realidade na UFSC. E que de polo
centralizador passe a polo divulgador do conhecimento, da técnica, do entusiasmo e da eficiência
energética.
No capítulo seguinte são apresentadas as conclusões deste trabalho e as discussões finais.

Capítulo 4. Estudo de caso

185

Capítulo 4. Estudo de caso ..............................................................................111
4.1. Introdução .............................................................................................................................................................................. 108
4.2. Consumo do campus............................................................................................................................................................. 108
4.2.1. Consumo estimado de ar condicionado................................................................................................................ 110
4.2.2. Padronização do consumo para 30 dias ................................................................................................................ 114
4.2.3. Variação do consumo do campus ao longo do ano ............................................................................................ 115
4.3. Consumo medido nos blocos B e C do CTC..................................................................................................................... 116
4.3.1. Variação do consumo dos blocos ao longo do ano............................................................................................ 118
4.4. Consumo e potência de equipamentos .............................................................................................................................. 119
4.5. Potência instalada nos blocos B e C................................................................................................................................... 120
4.6. Consumo estimado nos blocos B e C................................................................................................................................. 121
4.7. Uso final de energia elétrica nos blocos B e C.................................................................................................................. 123
4.8. Uso final de energia elétrica no campus............................................................................................................................. 124
4.9. Avaliação do sistema de iluminação artificial.................................................................................................................... 126
4.9.1. Equipamentos instalados ........................................................................................................................................ 126
4.9.2. Níveis de iluminação artificial................................................................................................................................. 127
4.9.3. Avaliação dos níveis de iluminação artificial....................................................................................................... 129
4.9.4. Refletância das superfícies internas ...................................................................................................................... 130
4.10. Avaliação das condições de iluminação natural............................................................................................................. 131
4.10.1. Níveis de iluminação natural no verão................................................................................................................ 131
4.10.2. Níveis de iluminação natural no inverno ............................................................................................................ 132
4.10.3. Avaliação dos níveis de iluminação natural....................................................................................................... 133
4.10.4. Avaliação das condições externas....................................................................................................................... 136
4.11. O projeto luminotécnico ..................................................................................................................................................... 138
4.11.1. As lâmpadas escolhidas ........................................................................................................................................ 138
4.11.2. As luminárias escolhidas....................................................................................................................................... 139
4.11.2.1. Equações para determinação dos coeficientes de majoração............................................................. 141
4.11.2.2. Comparação entre os coeficientes de majoração.................................................................................. 144
4.11.2.3. Análise estatística..................................................................................................................................... 145
4.11.2.4. Comparação entre luminárias ................................................................................................................... 145
4.11.3. Os reatores escolhidos .......................................................................................................................................... 150
4.11.4. Propostas de retrofit.............................................................................................................................................. 150
4.12. Avaliação econômica nos blocos B e C........................................................................................................................... 161
4.12.1. Resultado das opções de retrofit......................................................................................................................... 161
4.12.2. Redução percentual do consumo ......................................................................................................................... 163
4.12.3. Custo de implantação versus economia proporcionada................................................................................... 165
4.12.4. Análise econômica ................................................................................................................................................. 168
4.13. Aplicação do retrofit ao campus....................................................................................................................................... 169
4.14. Análise econômica no campus.......................................................................................................................................... 171
4.15. Análise de luminâncias ....................................................................................................................................................... 175
4.16. Distribuição espacial das luminárias................................................................................................................................. 178

Tabela 4.1. Consumo total e estimado de ar condicionado com base.................................................................................. 112
Tabela 4.2. Consumo total e estimado de ar condicionado com base no mês..................................................................... 113
Tabela 4.3. Consumo medido nos blocos B e C....................................................................................................................... 117
Tabela 4.4. Potência média de microcomputadores................................................................................................................. 119
Tabela 4.5. Potência média de aparelhos de ar condicionado................................................................................................ 119
Tabela 4.6. Potência instantânea de retroprojetores............................................................................................................... 120
Tabela 4.7. Potência instalada no bloco B. ............................................................................................................................... 120

Capítulo 4. Estudo de caso

186

Tabela 4.8. Potência instalada no bloco C. ............................................................................................................................... 121
Tabela 4.9. Potência instalada nos blocos B e C...................................................................................................................... 121
Tabela 4.10. Consumo estimado para o bloco B. ..................................................................................................................... 122
Tabela 4.11. Consumo estimado para o bloco C. ..................................................................................................................... 122
Tabela 4.12. Consumo estimado para os blocos B e C............................................................................................................ 122
Tabela 4.13. Tempo médio de utilização dos diferentes sistemas......................................................................................... 125
Tabela 4.14. Consumo e potência instalada no campus......................................................................................................... 125
Tabela 4.15. Iluminância média nas salas do bloco B.............................................................................................................. 127
Tabela 4.16. Iluminância nas lousas........................................................................................................................................... 128
Tabela 4.17. Iluminância média nas salas do bloco C.............................................................................................................. 128
Tabela 4.18. Refletâncias médias estimadas............................................................................................................................. 130
Tabela 4.19. Lâmpadas selecionadas......................................................................................................................................... 138
Tabela 4.20. Coeficientes de majoração..................................................................................................................................... 139
Tabela 4.21. Equações para determinação dos coeficientes de majoração.......................................................................... 143
Tabela 4.22. Simbologia a ser adotada....................................................................................................................................... 144
Tabela 4.23. Diferença percentual entre os coeficientes de majoração determinados pelas equações da tabela 4.21 em
relação àqueles da tabela 4.20......................................................................................................................................... 145
Tabela 4.24. Aumento percentual da potência instalada em iluminação em função da luminária utilizada e da refletância
das paredes........................................................................................................................................................................ 146
Tabela 4.25. Redução percentual da potência instalada em iluminação em função da luminária utilizada e da refletância
das paredes........................................................................................................................................................................ 146
Tabela 4.26. Redução percentual da potência instalada em iluminação para refletância de parede aumentando de 10%
para 30%............................................................................................................................................................................. 147
Tabela 4.27. Redução percentual da potência instalada em iluminação para refletância de parede aumentando de 30%
para 50%............................................................................................................................................................................. 148
Tabela 4.28. Redução percentual da potência instalada em iluminação para refletância de parede aumentando de 10%
para 50%............................................................................................................................................................................. 148
Tabela 4.29. Definição dos planos de trabalho........................................................................................................................ 151
Tabela 4.30. Opções de retrofit na sala 812.............................................................................................................................. 152
Tabela 4.31. Opções de retrofit na sala 813.............................................................................................................................. 153
Tabela 4.32. Opções de retrofit na sala 823.............................................................................................................................. 154
Tabela 4.33. Opções de retrofit na sala 840.............................................................................................................................. 155
Tabela 4.34. Opções de retrofit na sala do LIICT.................................................................................................................... 156
Tabela 4.35. Opções de retrofit nas salas dos professores no bloco C. .............................................................................. 157
Tabela 4.36. Opções de retrofit nas salas dos professores do bloco C utilizando luminárias com 1 lâmpada............... 158
Tabela 4.37. Opções de retrofit na sala de aula do bloco C................................................................................................... 159
Tabela 4.38. Opções de retrofit nos corredores do bloco B. ................................................................................................. 160
Tabela 4.39. Opções de retrofit nos corredores do bloco C. ................................................................................................. 161
Tabela 4.40. Resultado das opções de retrofit para o bloco B.............................................................................................. 162
Tabela 4.41. Resultado das opções de retrofit para o bloco C.............................................................................................. 163
Tabela 4.42. Economia de eletricidade no bloco B................................................................................................................... 164
Tabela 4.43. Economia de eletricidade no bloco C................................................................................................................... 164
Tabela 4.44. Relação custo benefício na implantação de retrofit no bloco B. .................................................................... 166
Tabela 4.45. Relação custo benefício na implantação de retrofit no bloco C. .................................................................... 167
Tabela 4.46. Análise econômica para o bloco B....................................................................................................................... 168
Tabela 4.47. Análise econômica para o bloco C....................................................................................................................... 169
Tabela 4.48. Relação de luminárias por unidade de área para o campus.............................................................................. 170
Tabela 4.49. Economia de eletricidade no campus................................................................................................................... 170
Tabela 4.50. Relação custo benefício na implantação de retrofit no campus. .................................................................... 171
Tabela 4.51. Valor presente para as diferentes opções de retrofit para o campus............................................................. 172
Tabela 4.52. Taxa interna de retorno para as diferentes opções de retrofit......................................................................... 174
Tabela 4.53. Período de retorno para as diferentes opções de retrofit. ............................................................................... 174
Tabela 4.54. Verificação de luminâncias.................................................................................................................................... 176

Capítulo 4. Estudo de caso

187

Figura 4.1. Consumo de energia elétrica do campus............................................................................................................... 109
Figura 4.2. Comparação entre o consumo anual do campus e a temperatura ambiente..................................................... 109
Figura 4.3. Consumo estimado de ar condicionado com base no ano de menor consumo............................................... 112
Figura 4.4. Consumo estimado de ar condicionado com base no mês ................................................................................. 113
Figura 4.5. Consumo de energia elétrica do campus padronizado para períodos de 30 dias............................................ 114
Figura 4.6. Comparação entre a variação mensal do consumo do campus e a variação mensal da temperatura ambiente.
............................................................................................................................................................................................. 115
Figura 4.7. Consumo mensal medido do bloco B..................................................................................................................... 116
Figura 4.8. Consumo mensal medido do bloco C..................................................................................................................... 117
Figura 4.9. Comparação entre a variação mensal do consumo do bloco B.......................................................................... 118
Figura 4.10. Comparação entre a variação mensal do consumo do bloco C........................................................................ 118
Figura 4.11. Uso final para o bloco B......................................................................................................................................... 123
Figura 4.12. Uso final para o bloco C......................................................................................................................................... 124
Figura 4.13. Uso final para os blocos B e C. ............................................................................................................................. 124
Figura 4.14. Comparação entre os usos finais estimados para os......................................................................................... 126
Figura 4.15. Seção transversal das lajes e vigas do bloco B.................................................................................................. 129
Figura 4.16. Níveis de iluminação natural para cada orientação em janeiro......................................................................... 132
Figura 4.17. Níveis de iluminação natural para cada orientação em junho.......................................................................... 133
Figura 4.18. Condições de iluminação natural média para verão e inverno......................................................................... 134
Figura 4.19. Cobertura do vão central do bloco B. .................................................................................................................. 135
Figura 4.20. Seção transversal das proteções solares do bloco B. ....................................................................................... 136
Figura 4.21. Proteções solares externas..................................................................................................................................... 136
Figura 4.22. Bloco B em abril/96.................................................................................................................................................. 138
Figura 4.23. Bloco B em maio/97................................................................................................................................................. 138
Figura 4.24. Variação do coeficiente de majoração em função do índice de ambiente e da refletância das paredes para
luminárias com refletor branco sem aletas..................................................................................................................... 142
Figura 4.25. Variação do coeficiente de utilização em função do índice de ambiente e da refletância das paredes para
luminárias com refletor branco sem aletas..................................................................................................................... 142
Figura 4.26. Comparação entre luminárias para refletância de parede de 10%. ................................................................... 149
Figura 4.27. Comparação entre luminárias para refletância de parede de 30%. ................................................................... 149
Figura 4.28. Comparação entre luminárias para refletância de parede de 50%. ................................................................... 150
Figura 4.29. Valor presente para as diferentes opções de retrofit para o campus.............................................................. 173
Figura 4.30. Relação benefício/custo para as diferentes opções de retrofit para o campus............................................. 173
Figura 4.31. Verificação de luminâncias..................................................................................................................................... 177
Figura 4.32. Sala 812 na condição atual..................................................................................................................................... 179
Figura 4.33. Sala 812 pós-retrofit................................................................................................................................................ 179
Figura 4.34. Sala 813 e sala do LIICT na condição atual......................................................................................................... 180
Figura 4.35. Sala 813 e sala do LIICT pós-retrofit.................................................................................................................... 180
Figura 4.36. Sala 823 na condição atual..................................................................................................................................... 181
Figura 4.37. Sala 823 pós-retrofit................................................................................................................................................ 181
Figura 4.38. Sala 840 na condição atual..................................................................................................................................... 182
Figura 4.39. Sala 840 pós-retrofit................................................................................................................................................ 182
Figura 4.40. Sala dos professores no bloco.............................................................................................................................. 182
Figura 4.41. Sala dos professores no bloco C pós-retrofit..................................................................................................... 182
Figura 4.42. Sala de aula do bloco C na condição atual.......................................................................................................... 183
Figura 4.43. Sala de aula do bloco C pós-retrofit..................................................................................................................... 183

Capítulo 5. Conclusões
5.1. Introdução
Este trabalho, cujo objetivo principal é o desenvolvimento de uma metodologia para realização de
retrofits em sistemas de iluminação, apresenta um estudo de caso na Universidade Federal de Santa
Catarina como forma de aplicar a metodologia proposta. Desta forma, estima-se o uso final de energia
elétrica do campus e verifica-se as atuais condições do sistema de iluminação como forma de avaliar a
possibilidade de implantação de um sistema de iluminação energeticamente eficiente. As condições de
iluminação natural também são verificadas em salas de aula para avaliar o potencial de conservação de
energia elétrica através do seu aproveitamento.
Com o desenvolvimento do trabalho também percebe-se a possibilidade de se sugerir valores de
potência instalada em iluminação por unidade de área em função das diferentes faixas de iluminância
apresentadas na NB 57 para diferentes atividades. Este tópico é apresentado no anexo G como uma
proposta de normalização.
Portanto, através da metodologia proposta para a realização de retrofits em sistemas de
iluminação e do estudo de caso realizado nos blocos B e C do Centro Tecnológico da UFSC podem ser
verificadas algumas conclusões importantes. Desta forma, para facilitar o entendimento, estas conclusões
são apresentadas em diferentes grupos, relativas aos diferentes passos da metodologia proposta.

5.2. Conclusões referentes à determinação de usos finais
1. A análise de consumos mensais de edificações deve ser cuidadosa, pois estes dados
provavelmente não estarão padronizados para períodos de 30 dias. Para a análise anual esta informação é
dispensável.
2. Variações anuais no consumo de energia elétrica podem ser explicadas pelas variações das
temperaturas médias de verão e de inverno. As variações percebidas referem-se ao uso de equipamentos
de ar condicionado.
3. Para uma análise sobre uma série de anos de consumo de energia elétrica de uma edificação o
consumo com ar condicionado pode ser estimado de forma a admitir-se que o consumo de todos os
sistemas, excluído o de ar condicionado, seja constante.

No bloco C.3. No caso da UFSC esta relação não é verdadeira apenas nos meses de dezembro. 7. O monitoramento do consumo de energia elétrica através da instalação de medidores em edificações em uso deve ser cuidadoso para se evitar o registro de cargas desconhecidas. O atual sistema de iluminação é resposável por 63% do consumo anual do campus. 10. 11. No caso do blocos B. por 19%. os equipamentos de computação. A potência instalada em iluminação por unidade de área fornece uma estimativa da eficiência do atual sistema. a potência média . 6. a potência média verificada foi de 27. O levantamento de equipamentos instalados e seu regime de utilização deve ser o mais preciso possível para tornar a estimativa de usos finais aceitável. A instalação ideal deveria ser aquela que apresentasse equipamentos de medição de consumo para os diferentes sistemas. Conclusões 185 4. Um uso final elevado para um determinado sistema não explicita necessariamente a necessidade de realização de um retrofit. o sistema de ar condicionado. 9. O consumo de ar condicionado também pode ser estimado para cada ano da série admitindose que no mês de inverno com menor consumo não exista consumo de ar condicionado. por 16% e todos os outros equipamentos são responsáveis por 2%. janeiro e fevereiro quando a densidade de ocupação do campus é reduzida. da qualidade e das condições de uso e manutenção dos equipamentos de iluminação permite. Conclusões referentes à avaliação do sistema de iluminação artificial 1. 2.3 a 39. A estimativa de usos finais torna-se mais precisa à medida que determina-se a potência de uso ou o consumo dos equipamentos na própria edificação. avaliar a possibilidade de um estudo de retrofit. Porém este procedimento pode ser utilizado apenas quando se tem a informação de que os equipamentos de ar condicionado não sejam utilizados neste período.6 W/m2. variando de 26. A determinação do tipo. 5. 8. juntamente com o uso final.0 W/m2. 5. submetidos a um regime real de utilização.Capítulo 5. Valores na faixa de 10 a 15 W/m2 em ambientes onde se desenvolvem atividades visuais normais podem ser obtidos através do uso de tecnologias eficientes. Isto permitiria a determinação exata dos usos finais de energia elétrica na edificação. Variações mensais no consumo de energia elétrica também podem ser explicadas pela variação da temperatura mensal média. afinal os equipamentos instalados podem ser energeticamente eficientes.

Este fato alerta para que se estabeleça um regime de manutenção permanente e eficaz. além da necessidade de avaliação de seu aproveitamento por ocasião da elaboração do projeto arquitetônico.1 W/m2 em determinada sala.00 ao ano quando aplicada em salas de aula e em salas com atividades administrativas.75 GWh/ano (750. Como os gastos anuais com energia elétrica no campus em 1996 representaram aproximadamente R$ 985. como no caso da sala 812. 5.Capítulo 5. o motivo é a falta de manutenção e substituição de lâmpadas queimadas. de 0. Nos ambientes estudados neste trabalho. à primeira vista pode parecer insignificante. Porém.875. quando não o são. O correto dimensionamento das proteções solares. A adoção de iluminação localizada evita a presença de sombras indesejáveis na lousa e melhora a sua visibilidade. gerada pela redução da utilização da iluminação artificial através do aproveitamento da iluminação natural em salas de aula e salas com atividades administrativas. com um consumo anual de 10 GWh. deve ser uma condicionante de projeto.00. 4. as iluminâncias exigidas pela NB 57 normalmente são atendidas.4.5 % ao ano. Os níveis de iluminação proporcionados pelo sistema existente também podem alertar para a necessidade emergente de estudo de retrofit. O campus. apresenta uma economia. No caso da UFSC. Verifica-se a necessidade de avaliação das condições de iluminação natural por ocasião da elaboração de projetos luminotécnicos. deve-se atentar que um mês de consumo equivale a 8. com 34% de suas lâmpadas queimadas no momento das medições.000. a economia gerada pela redução do consumo de iluminação artificial através do aproveitamento da natural seria de R$ 73.3 % do consumo anual e que o índice apontado equivale a uma economia de aproximadamente 27 dias no ano. 2. 4. visando não apenas a proteção contra os raios de sol indesejáveis mas. bem como em outros ambientes. o aproveitamento da iluminação natural.000 kWh/ano).8 W/m2 chegando a 50. 3. Estes percentuais e economias podem ser aumentados ao se considerar que algumas salas de aula e de atividades administrativas do campus. não apresentam as proteções solares utilizadas no bloco B onde estão localizadas as salas monitoradas. também. Conclusões 186 verificada é de 30. 3. . o percentual apontado de 7. A iluminação natural pode ser responsável por economias significativas no consumo de eletricidade. Conclusões referentes à avaliação das condições de iluminação natural 1.

3.Capítulo 5. 7. A substituição de luminárias com refletor de alumínio sem aletas por outros tipos implicaria nos seguintes aumentos percentuais médios em carga instalada em iluminação: Tipos de luminárias Aumento na carga instalada (%) Refletor de alumínio sem aletas 0.2% quando se aumenta a refletância de 10 para 50% e se utiliza luminária com refletor branco sem aletas.1 . Quanto maior for o ambiente a ser iluminado (maior índice de ambiente). 5. 4. Portanto. A utilização das equações na determinação do coeficiente de majoração (tabela 4. podendo ser 55. As luminárias com refletor de alumínio sem aletas representam a melhor solução em termos de minimização de carga instalada em iluminação. Conclusões 187 5.21) pode constituir-se numa boa ferramenta para elaboração de projetos luminotécnicos quando o índice de ambiente não existe na tabela 4. os ambientes com baixo índice de ambiente tendem a comportar-se como ambientes com alto índice de ambiente pois a luz atingirá a superfície de trabalho mais facilmente. Com o aumento da refletância das paredes. 2. para qualquer refletância de parede. sugere-se a utilização da primeira em ambientes sem necessidade de controle de ofuscamento e a segunda quando as instalações do ambiente exijam este controle. 6.2 Refletor e aletas brancos 24. Desta forma.20 ou quando se utiliza rotinas de cálculo.0 Refletor de alumínio e aletas brancas 4. Conclusões referentes às luminárias 1.3% superior às luminárias com refletor de alumínio sem aletas e refletância de parede de 10%. As luminárias com difusor são as que exigem maior carga em iluminação. O aumento da refletância das paredes implica em redução significativa na carga instalada em iluminação podendo chegar a até 30. menor será o coeficiente de majoração pois nestes ambientes maior parte da luz atinge diretamente a superfície de trabalho sem sofrer reflexão nas paredes. teto ou piso. seguidas muito próximo pelas luminárias com refletor de alumínio e aletas brancas.5. a refletância das superfícies não exerce grande influência no projeto luminotécnico de ambientes com alto índice de ambiente.

2 Refletor branco sem aletas 30. Neste caso. 2. Conclusões 188 Refletor e aletas de alumínio 24.3 8. O número de luminárias necessárias (um número fracionário) para atender as necessidades de projeto diminui sempre que se utiliza lâmpadas com maior fluxo luminoso.6. 5.0 Refletor de alumínio e aletas brancas 31. A iluminância proporcionada pelo novo sistema pode ser verificada para a instalação em início de operação e no prazo do período de manutenção (função do fator de depreciação utilizado).Capítulo 5. o número de luminárias a ser adotado (um número inteiro) nem sempre sofre redução.8%. A substituição de luminárias com refletor branco sem aletas por luminárias com refletor de alumínio sem aletas permite uma redução média na carga instalada em iluminação de 22.7%.6 9. A substituição de luminárias com refletor branco e difusor por outros tipos garantiria as seguintes reduções percentuais médias em carga instalada em iluminação: Tipos de luminárias Redução na carga instalada (%) Refletor branco com difusor 0. 3. A substituição de luminárias com refletor de alumínio sem aletas por luminárias com refletor branco sem aletas implica em um aumento médio na carga instalada em iluminação de 29. Conclusões referentes às propostas de retrofit 1.2 Refletor e aletas de alumínio 18.0 Refletor branco sem aletas 15. a opção com a lâmpada que proporcionaria um número menor de luminárias passa a proporcionar uma maior iluminância.9 Refletor de alumínio sem aletas 34.9 Refletor e aletas brancos 19. 10.0 Refletor branco com difusor 53. Isto pode ser importante nos casos em que o número de luminárias calculado é levemente superior ao número inteiro a ser adotado. A eficiência luminosa do sistema também pode constituir-se numa premissa para avaliar os . Porém.

As lâmpadas de 32 W. no bloco C. 5. Conclusões 189 benefícios gerados pelo novo sistema de iluminação. 9. apesar de não apresentarem a opção com menor potência instalada para todos os casos. para uma mesma iluminância. como já discutido na análise de luminárias. As lâmpadas de 58 W. Os níveis de iluminação proporcionados pelo novo sistema certamente serão maiores que aqueles calculados nas opções finais a serem adotadas pois a refletância das paredes (cor branca) será maior que 50% (limite imposto pelos fabricantes em seus catálogos). a adoção de iluminação suplementar nestas superfícies permite que se elabore um projeto luminotécnico que forneça uma iluminância no plano geral da sala menor que a exigida para a superficie de trabalho. No caso do campus. 4. onde as atividades principais se realizam em posições específicas. Não pode-se afirmar simplesmente que se uma lâmpada mostra-se adequada para uma situação também o será para outra. ou qualquer outra fluorescente tubular com elevado fluxo luminoso. . os níveis de iluminação e a eficiência do sistema aumentam pois o número inteiro se distancia do número calculado de luminárias à medida que estas opções se somam. 35% contra 37% das lâmpadas de 34 ou 36 W. Porém. 7. Isto deve-se ao fato. 10. As salas com baixo índice de ambiente. No bloco B a economia total proporcionada pela adoção de lâmpadas de 40 W é de 52% contra 49% proporcionado pelas lâmpadas de 34 ou 36 W (opções com reator eletrônico). as lâmpadas de 40 W são as que apresentam a menor economia. O rebaixamento das luminárias e a pintura das paredes com cor branca. Porém. são as que apresentam maiores potências por unidade de área. pois o número de luminárias calculado está sempre mais próximo do adotado. 8.Capítulo 5. não reduz significativamente a potência instalada em iluminação pois o número inteiro de luminárias a ser adotado é o mesmo para as duas opções. e conseqüentemente mais absorções. até atingir a superfície de trabalho do que nas salas maiores. as lâmpadas de 32 e 34 W proporcionam uma economia total no consumo anual de energia elétrica de 42% contra 39% proporcionado pela lâmpada de 40 W. No caso das salas de professores do bloco C. apresentam a maior eficiência do sistema em todos os casos. 11. 6. Isto permite maior economia de energia elétrica e aumenta a eficiência luminosa do sistema de iluminação. da luz sofrer mais reflexões. mostram-se mais adequadas e eficientes para ambientes de maiores dimensões do que os ambientes apresentados neste trabalho. no caso específico deste trabalho.

O investimento frente aos benefícios proporcionados pelos diferentes sistemas com lâmpadas fluorescentes tubulares de 32. 5. Conclusões gerais Como pôde-se perceber. tanto em retrofits quanto em instalações novas. . a utilização consciente da iluminação natural e de tecnologias energeticamente eficientes constituem-se em excelentes ferramentas na redução do consumo de eletricidade em edificações. o que dificulta a decisão final. Os diferentes métodos apresentam respostas equivalentes o que poderia induzir à utilização de apenas 1 ou 2 deles para avaliar o investimento. 3. também a comparação entre diferentes estudos. Conclusões referentes à análise de investimentos 1. permitindo.Capítulo 5. estudos cuidadosos visando retrofit em sistemas de iluminação podem mostrar elevados potenciais de conservação de energia elétrica. Reatores convencionais. principalmente quando estes estudos seguem uma metodologia adequada. principalmente. Projetos luminotécnicos criteriosos que considerem todas as variáveis envolvidas com o sistema de iluminação constituem-se em uma excelente forma de projetar uma iluminação adequada às atividades realizadas e de economizar energia elétrica. 4. A decisão pela lâmpada de 32 W em detrimento da de 40 W deve-se. 34.7. Porém. apesar de apresentarem preço significativamente inferior aos eletrônicos. ao fato desta segunda lâmpada apresentar um fluxo luminoso (3700 lúmens) muito superior às lâmpadas equivalentes de outros fabricantes (2700 lúmens). Frente as ameaças de colapso energético que assolam o país. 2. já que todos podem ser calculados em função do fluxo de caixa criado para a determinação do valor presente.8. caracterizam um investimento de maior risco e devem ser evitados. Conclusões 190 5. sugere-se a utilização de todos eles. 36 ou 40 W mostra-se bastante próximo.

9. Conclusões 191 5. . para trabalhos posteriores a este. as seguintes opções de estudo: 1. Monitoramento de instalações pós-retrofit como forma de avaliar as informações fornecidas pelos fabricantes e o fator de depreciação utilizado. 3.Capítulo 5. 2. Utilização desta metodologia em ambientes com outras atividades visuais com o intuito de validá-la e torná-la cada vez mais acessível aos profissionais envolvidos com projeto de iluminação. Estudos de retrofit que comparem a utilização de ferramentas computacionais com os resultados fornecidos pela metodologia proposta. Recomendações para trabalhos futuros Sugere-se.

...... Conclusões referentes às luminárias ....4... 184 5........... Conclusões referentes à avaliação do sistema de iluminação artificial..........3............................................................................................ 188 5............................................................................................................................................................................................................................................................................. 190 5................................ 187 5................................ Conclusões gerais .8.....................................1........ Conclusões 192 5....... Conclusões referentes às propostas de retrofit .......................... 184 5......................... Conclusões referentes à análise de investimentos....................... Recomendações para trabalhos futuros............................................................................................................ 186 5......7........................................9......................................................................5.....................................................................................................................2............................ 190 5.......... 191 ............. Conclusões referentes à determinação de usos finais ....................... 185 5.6.................... Conclusões referentes à avaliação das condições de iluminação natural...........Capítulo 5. Introdução ....................................

Anexos .

Código comercial Potência Fluxo Eficiência Temperatura (W) luminoso luminosa de cor (lm) (lm/W) (K) IRC Vida útil (horas) F40-D3500 40 3700 92 3500 85 12000 F40-D4100 40 3400 85 4100 85 12000 F40-D5000 40 3100 78 5000 85 12000 . Osram e Philips. Lâmpadas comercializadas Este anexo apresenta um levantamento das principais lâmpadas fluorescentes encontradas no mercado atualmente. Código comercial Potência Fluxo Eficiência Temperatura (W) luminoso luminosa de cor (lm) (lm/W) (K) IRC Vida útil (horas) F60-T12 ALP 60 4200 70 3500 57 12000 F60-T12 LDP 60 3800 63 5200 72 12000 F60-T12 BRP 60 2900 48 3400 86 12000 F85-T12 ALP 85 6300 74 3500 57 12000 F85-T12 LDP 85 5700 67 5200 72 12000 F85-T12 BRP 85 4350 51 3400 86 12000 F110-T12 ALP 110 8600 78 3500 57 12000 F110-T12 LDP 110 7750 70 5200 72 12000 F110-T12 BRP 110 5900 54 3400 86 12000 Tabela A. São apresentados o código comercial. Lâmpadas fluorescentes regulares série designer (T12). a eficiência luminosa. Lâmpadas fluorescentes high output (T12). 1. o índice de reprodução de cor (IRC) e a vida útil para algumas lâmpadas das marcas Sylvania.1.Anexo A. a temperatura de cor.2. Lâmpadas Sylvania Tabela A. a potência. o fluxo luminoso.

Código comercial F110-D3500 Potência Fluxo Eficiência Temperatura (W) luminoso luminosa de cor (lm) (lm/W) (K) 10600 96 3500 110 IRC Vida útil (horas) 85 12000 .5.195 Anexo A Tabela A. Código comercial Potência Fluxo Eficiência Temperatura (W) luminoso luminosa de cor (lm) (lm/W) (K) (horas) F32D35SS 32 2900 91 3500 85 7500 F32D41SS 32 2900 91 4100 85 7500 F32BCSS 32 2500 78 4100 65 7500 F32D65SS 32 2100 66 6500 65 7500 Tabela A. Lâmpadas fluorescente H. série designer (T12).4. O. Lâmpadas fluorescentes octron (T8). Código comercial Potência Fluxo Eficiência Temperatura (W) luminoso luminosa de cor (lm) (lm/W) (K) IRC Vida útil (horas F15-T8 LDP 15 840 56 5200 72 7500 F15-T12 LDP 15 750 50 5200 72 7500 F20-T12 BRP 20 850 42 3400 86 7500 F20-T12 LDP 20 1060 53 5200 72 7500 F20-T12 ALP 20 1300 65 3500 57 7500 F30-T8 LDP 30 2000 67 5200 72 7500 F30-T12 LDP 30 2100 70 5200 72 7500 F40-T12 BRP 40 2120 53 3400 86 12000 F40-T12 LDP 40 2700 68 5200 72 12000 F40-T12 ALP 40 3200 80 3500 57 12000 F65-T12 LDP 65 4500 69 5200 72 12000 IRC Vida útil Tabela A. Lâmpadas fluorescentes regulares.3.

6. Lâmpadas fluorescentes high output H.8.196 Anexo A F110-D4100 110 9800 89 4100 85 12000 F110-D5000 110 8900 81 5000 85 12000 Tabela A. Código comercial Potência Fluxo Eficiência Temperatura (W) luminoso luminosa de cor (lm) (lm/W) (K) IRC Vida útil (horas) F95-D3500 95 9900 104 3500 85 12000 F95-D4100 95 9200 97 4100 85 12000 F95-D5000 95 8400 88 5000 85 12000 F95ALP 95 8200 86 3500 57 12000 F95LDP 95 7370 78 5200 72 12000 IRC Vida útil Tabela A. Lâmpadas fluorescentes compactas Lynx-S.7. SS-I (T12). Código comercial Potência Fluxo Eficiência Temperatura (W) luminoso luminosa de cor (lm) (lm/W) (K) IRC Vida útil (horas) F34D35SS 34 3150 93 3500 85 12000 F34D41SS 34 2900 85 4100 85 12000 F34LWSS 34 2800 82 4100 50 12000 F34ALPSS 34 2700 79 3500 57 12000 F34D50SS 34 2700 79 5000 85 12000 F34LDPSS 34 2400 71 5200 72 12000 Tabela A. Código comercial Potência Fluxo Eficiência Temperatura (W) luminoso luminosa de cor (lm) (lm/W) (K) (horas) FCLS11/184 11 900 82 4000 85 8000 FCLS11/182 11 900 82 2700 85 8000 FCLS9/184 9 600 67 4000 85 8000 . O. Lâmpadas fluorescentes super saver II (T12).

Código comercial Potência Fluxo Eficiência Temperatura (W) luminoso luminosa de cor (lm) (lm/W) (K) IRC Vida útil (horas) FCL-L36-184 32 2900 91 4000 85 12000 FCL-L24-184 22 1800 75 4000 85 12000 FCL-L18-184 16 1200 67 4000 85 12000 .10.11.9. Lâmpadas fluorescentes compactas Lynx-D. Lâmpadas fluorescentes compactas Lynx-SE. Código comercial Potência Fluxo Eficiência Temperatura (W) luminoso luminosa de cor (lm) (lm/W) (K) IRC Vida útil (horas) FCLD26 26 1800 69 4000 85 8000 FCLD18 18 1200 67 4000 85 8000 FCLD13 13 900 69 4000 85 8000 Tabela A. Lâmpadas fluorescentes compactas Lynx-L.197 Anexo A FCLS9/182 9 600 67 2700 85 8000 FCLS7/184 7 400 57 4000 85 8000 FCLS5/184 5 250 50 4000 85 8000 Tabela A. Código comercial Potência Fluxo Eficiência Temperatura (W) luminoso luminosa de cor (lm) (lm/W) (K) IRC Vida útil (horas) FCLSE11/184 11 900 82 4000 85 8000 FCLSE9/184 9 600 67 4000 85 8000 FCLSE7/184 7 400 57 4000 85 8000 FCLSE5/184 5 2500 50 4000 85 8000 Tabela A.

Código comercial MLX20 MLX15 MLX11 Potência Fluxo Eficiência Temperatura (W) luminoso luminosa de cor (lm) (lm/W) (K) 1050 52 2700 1200 60 6200 810 54 2700 900 60 6200 520 47 2700 600 54 6200 20 15 11 IRC Vida útil (horas) 85 10000 85 10000 85 10000 IRC Vida útil 2.0 240 40 6500 65 6000 F4T5LD 4. Lâmpadas Lumilux RS 32W (T8).198 Anexo A Tabela A.12. Lâmpadas fluorescentes compactas Mini-Lynx. Código comercial Potência Fluxo Eficiência Temperatura (W) luminoso luminosa de cor (lm) (lm/W) (K) (horas) 32W/CW 32 2350 73 4100 66 7500 32W/21 32 2700 84 4000 85 7500 32W/31 32 3050 95 3000 85 7500 . Lâmpadas fluorescentes Miniatura T-5.0 750 58 6500 65 6000 F8T5LD 7. Lâmpadas Osram Tabela A.13. Código comercial Potência Fluxo Eficiência Temperatura (W) luminoso luminosa de cor (lm) (lm/W) (K) IRC Vida útil (horas) F13T5LD 13.1 340 43 6500 65 6000 F6T5LD 6.14.5 115 29 6500 65 6000 Tabela A.

16. Código comercial Potência Fluxo Eficiência Temperatura (W) luminoso luminosa de cor (lm) (lm/W) (K) (horas) T8 L15/LDE 15 840 56 5250 72 7500 T10 L20/LDE 20 1060 53 5250 72 7500 T8 L30/LDE 30 2000 67 5250 72 7500 .199 Anexo A Tabela A.15. Código comercial Potência Fluxo Eficiência Temperatura (W) luminoso luminosa de cor (lm) (lm/W) (K) IRC Vida útil (horas) T8 L16/RS 16 1070 67 4100 66 7500 T8 L16/21 16 1200 75 4000 85 7500 T8 L18/10 18 1050 58 6100 78 7500 T8 L18/11 18 1300 72 6000 85 7500 T8 L18/21 18 1350 75 4000 85 7500 T8 L18/77 18 550 31 - - 7500 T8 L32/RS 32 2350 73 4100 66 7500 T8 L32/21 32 2700 84 4000 85 7500 T8 L32/31 32 3050 95 3000 85 7500 T12 L34/LW 34 2825 83 4150 48 7500 T12 L34/21 34 2900 85 4000 85 7500 T8 L36/10 36 2500 69 6100 78 7500 T8 L36/11 36 3250 90 6000 85 7500 T8 L36/21 36 3350 93 4000 85 7500 T8 L36/77 36 1400 39 - - 7500 T8 L58/10 58 4000 69 6100 78 7500 T8 L58/11 58 5000 86 6000 85 7500 T8 L58/21 58 5200 90 4000 85 7500 IRC Vida útil Tabela A. Lâmpadas fluorescentes comuns. Lâmpadas fluorescentes inovadoras.

17. Lâmpadas fluorescentes TLT (T12) e TLD (T8). Lâmpadas Philips Tabela A.200 Anexo A T10 L40/LDE 40 2700 68 5250 72 7500 T10 L65/LDE 65 4500 69 5250 72 7500 T12 HO110/LDE 110 8300 75 5250 72 7500 3. Código comercial Potência Fluxo Eficiência Temperatura (W) luminoso luminosa de cor (lm) (lm/W) (K) IRC Vida útil (horas) TLD 15/75 15 800 53 5000 70 ? TLDRS 16/64 16 1070 67 4100 66 ? TLDRS 16/84 16 1200 75 4000 85 ? TLDRS 16/85 16 1150 72 5000 85 ? TLTRS 20/75 20 1100 55 5000 70 ? TLDRS 20/84 20 1350 68 4000 85 ? TLDRS 20/85 20 1300 65 5000 85 ? TLD 30/75 30 2000 67 5500 70 ? TLDRS 32/64 32 2350 73 4100 66 ? TLDRS 32/84 32 2700 84 4000 85 ? TLDRS 32/85 32 2600 81 5000 85 ? TLTRS 40/75 40 2600 65 5000 70 ? TLDRS 40/84 40 3250 81 4000 85 ? TLDRS 40/85 40 3150 79 5000 85 ? TLTRS 65/75 65 4400 68 5000 70 ? TLTRS 110/75 110 7600 69 5000 70 ? Os catálogos fornecidos por este fabricante não indicam a vida média das lâmpadas. .

Da mesma forma. Comparação de eficiência luminosa A análise das informações apresentadas permite uma comparação da eficiência luminosa de diferentes lâmpadas fluorescentes tubulares (tabela A. Potência (W) Eficiência luminosa (lm/W) Mínima Média Máxima 32 73 84 95 36 69 84 93 34 71 82 93 58 69 75 90 40 53 72 81 65 68 69 69 30 67 68 70 Na obtenção destas médias são desconsideradas as lâmpadas de 32 W com 66 lm/W. as de 40 W com 85 e 92 lm/W e as de 36 W com 39 lm/W.18). como por exemplo. .201 Anexo A 4. Tabela A. Comparação da eficiência luminosa de lâmpadas fluorescentes tubulares.18. as lâmpadas de 32 W com maior eficiência (95 lm/W) comparadas com as de menor eficiência (73 lm/W) são 30% mais eficientes. As lâmpadas de 32 W apresentam uma eficiência luminosa média 17% superior a das lâmpadas de 40 W. as lâmpadas de 40 W com eficiência variando de 53 a 81 lm/W (a mais eficiente apresenta uma eficiência 53% superior à de menor eficiência). Deve-se atentar. também ao fato de que a lâmpadas com mesma potência podem apresentar variações significativas em sua eficiência luminosa.

BOLETIM DE LEITURA / FISCALIZAÇÃO Celesc DPRE/Agência DE CONSUMIDORES COM T. úmido 29 Total fora ponta úmido 13 Dem.S Nome Código referência Endereço Código serviço Código atividade Dados de medição No medidor Marca medidor Np Kd Kp = Kd/Np FM Kml (RTP X RTC) (Kp x FM)/1000 Ativo Qh Marca RD Inic. úmido 23 No rep. seco 32 Bateria 16 Dem. p.Anexo B. ponta úmido 27 Total r. r. acum.H. máx. úmido 05 Total ponta seco 22 Dem. úmido 11 Dem. seco 24 Totalizador canal-2 08 Total fora ponta úmido 25 Total ponta úmido 09 Total fora ponta seco 26 Total ponta seco 10 Dem. f. úmida 88 Mostrador Observações Responsável pelas informações Data Nome Matrícula Qh Qh Seq. máx. seco 02 Horário 19 Dem. 07 Total r. p. f. Planilha para levantamento de consumo nos blocos. p. p. kWh Leitura RD 01 Data 18 Dem. acum. Dem. último intervalo 33 No do equipamento 17 Dem. seco 12 Dem. máx. seco 04 Total ponta úmido 21 Dem. ponta seco 28 Total r. máx. r. Queim. p. seco 06 Total r. r. Planilhas utilizadas Tabela B. r. acum. seco 30 Total fora ponta seco 14 Dem. úmido 03 Totalizador canal-1 20 Dem. f. máx. máx. Fase . Pulso Divisor de pulso Leitura registrador mecânico kWh Leitura dos TIS kW Relação dos TIS TC IR IS IT TP TP VRN VSN VTN TC URS UST UTR TC Elem. acum. p. f. acum. acum.1. úmido 31 Totalizador canal-3 15 Dem.

Constantes e equações para determinação de consumo e demanda.No de pulsos anterior do canal 2) x C2 x 100 onde: Cativo é o consumo ativo (kWh). D é a demanda (kW). Bloco C .02700 0.No de pulsos anterior do canal 1) x C1 x 4 Creativo = (N o de pulsos atual do canal 2.2.04500 C2 0.02700 0. Constantes Bloco B Bloco C Medidor 1 Medidor 2 Medidor 3 Medidor 4 C1 0.No de pulsos anterior do canal 1) x C1 x 100 D = No de pulsos do canal 1 x C1 x 4 Dac = (N o de pulsos atual do canal 1. Dac é a demanda acumulativa (kW). Planilha para levantamento de equipamentos instalados e regime de utilização.3.204 Anexo B Tabela B.Sala: _______________ Professor: _______________________________________ Equipamentos Quantidade e potência Período de utilização (horas) Dia útil Lâmpadas Ar condicionado [W] [Btu/h] Microcomputadores [W] Impressoras [W] Outros [W] Finais de semana e feriados .02700 0. Tabela B.01350 0.02700 0.01350 0.04500 Equações Cativo = (N o de pulsos atual do canal 1. Creativo é o consumo reativo (kQh).

Planilha para levantamento de demanda nos blocos.4.205 Anexo B Tabela B. Demanda (pulsos) Hora Medidor 1 Medidor 2 Medidor 3 Medidor 4 Hora 7:15 15:00 7:30 15:15 7:45 15:30 8:00 15:45 8:15 16:00 8:30 16:15 8:45 16:30 9:00 16:45 9:15 17:00 9:30 17:15 9:45 17:30 10:00 17:45 10:15 18:00 10:30 18:15 10:45 18:30 11:00 18:45 11:15 19:00 11:30 19:15 11:45 19:30 12:00 19:45 12:15 20:00 12:30 20:15 12:45 20:30 13:00 20:45 13:15 21:00 13:30 21:15 13:45 21:30 14:00 21:45 14:15 22:00 14:30 22:15 14:45 22:30 Medidor 1 Medidor 2 Medidor 3 Medidor 4 .

206 Anexo B Tabela B. Planilha para levantamento de equipamentos utilizados.5. ligados Hora 7:25 14:55 7:40 15:10 7:55 15:25 8:10 15:40 8:25 15:55 8:40 16:10 8:55 16:25 9:10 16:40 9:25 16:55 9:40 17:10 9:55 17:25 10:10 17:40 10:25 17:55 10:40 18:10 10:55 18:25 11:10 18:40 11:25 18:55 11:40 19:10 11:55 19:25 12:10 19:40 12:25 19:55 12:40 20:10 12:55 20:25 13:10 20:40 13:25 20:55 13:40 21:10 13:55 21:25 14:10 21:40 14:25 21:55 14:40 - Micros ligados Ar cond. ligados . Data: Dia da semana: Hora Micros ligados Ar cond.

95 8.60 5.628.4 9.731.802.5 .16 121.91 4.80 3.16 2.146.91 4.76 6.340.183.39 7.183.657.68 CCE 7.14 CFH 7.275.01 4.722.76 5.490.74 CTC 24.05 7.731.317.731.81 NDI 1.83 24.441.17 1.03 129.86 3.25 7638.14 941.47 16.17 1.04 10.39 8.268.577.30 8.307.268.47 16.51 1.76 5.47 16.802.91 4.07 CED 3.05 7.146.11 CPL 5.70 16.81 7.74 6.555.16 2.731.14 941.48 1.578.60 5.110.86 RU 4. Informações sobre o campus Tabela C.441.86 3.80 826.00 7.578.145.74 6.183.578.03 129.722.337.14 941.521.578.16 2.291.80 826.01 4.00 CFM 16.60 CSE 8.490.03 Aumento em relação a 1991 (%) 0 2.577.70 REI 4.72 29.291. Área (m2) Local 1991 1992 1993 1994 1995 1996 CCS 10.80 CDS 5.307.725.490.04 10.11 129.72 29.372.60 5.495.60 5.07 8.70 16.80 3.577.04 10.07 8.91 4.17 ED 826.01 4.16 29.110.577.68 9.17 1.976.976.628.30 8.722.16 118.307.16 2.01 4.04 BU 5.25 5.146.802.14 941.70 CCB 7.91 TOTAL 118.307.549.05 7.80 826.00 7.81 7.5 9.80 826.337.802.83 26.578.976.307.976.17 1.577.17 1.317.00 7.5 9.340.145.307.340.725.976.372.291.25 5.731.490.798.490.731.00 7.11 7.657.80 826.01 CVU 2.802.00 7.145.51 MU 941.91 4.317.86 3.725.549.638.337.577.549.549.48 1.110.48 1.11 7.521.01 4.578.04 10.642.04 10. Histórico de áreas do campus.Anexo C.60 5.976.466.642.802.521.021.16 IU 1.68 9.14 941.1.490.555.638.30 9.51 1.441.16 2.

877 Jul/92 765.340 32 28.095.376 Dez/92 414.069 Mar/92 960.986 809.319 Fev/92 916.503 825. Datas de leitura do consumo.671 Ago/92 771.960 28 27.112 32 30.596 .581 Jun/92 809.004 900.361 29 27. Mês/Ano Consumo medido Dias medidos (KWh/mês) Consumo padronizado (kWh/dia) (kWh/30dias) Jan/92 1.886 33 26.082 Mai/92 755. Mês Data de leitura entre 1991 e 1997 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 Janeiro 24 24 26 25 26 24 24 Fevereiro 27 25 24 24 23 26 26 Março 25 27 24 24 29 25 26 Abril 23 28 27 27 27 25 25 Maio 24 26 25 26 26 27 26 Junho 25 25 24 27 26 26 25 Julho 23 23 23 26 25 26 24 Agosto 23 25 24 25 25 26 25 Setembro 24 24 24 26 26 24 24 Outubro 23 26 26 25 27 24 24 Novembro 26 25 25 24 27 26 25 Dezembro 26 23 23 09 27 26 23 Tabela C. Consumo mensal da UFSC .098 Nov/92 925.356 820.conta 1218749-66.620 828.087 32 27.209 Anexo C Tabela C.913 957.877 30 26.298 15 27.105 Abr/92 880.463 29 31.386 701.451 793.2.737 832.344 730.589 Set/92 872.478 45 24.609 28 26.636 859.996 809.533 Out/92 804.3.748 33 23.

258 Mai/94 816.244.3.301 Mar/94 947.865 Jun/94 922.287 Out/94 759.).971 46 27.223 34 31.078 29 26.051.620 33 22.703 29 28.839 32 28.007 990.292 34 30.222 Dez/93 701.301 30 24.034 Mar/93 918.775 803.037.625 918.364 .989 779.608 648.913 Fev/93 709.007 30 23.634 33 25.761 30 30.861 16 22.807 804.814 954.930 657.conta 1218749-66 (cont.248 Jun/93 706.135 30 31.154 934.978 Nov/94 759.175 785.415 30 31.667 Set/93 833.509 915.253 Dez/94 354.887 806.135 Abr/94 1.698 28 26.938 Fev/94 747.910 747. Consumo mensal da UFSC .776 683.571 947.181 20 35.065 811.390 29 26.534 706.197 Ago/93 857.245 Ago/94 751.609 Mai/93 749.415 Nov/93 990.276 848.468 734.730 47 21.059.637 29 21.772 Jan/94 1.291 Set/94 904.007 Jul/93 777.059 1.030.779 29 26.610 Out/93 954. Mês/Ano Consumo medido Dias medidos (KWh/mês) Consumo padronizado (kWh/dia) (kWh/30dias) Jan/93 1.179 665.199 785.644 32 28.222 30 33.761 Abr/93 1.162 844.497 31 26.566 29 24.833 864.979 Jul/94 626.210 Anexo C Tabela C.

733 31 24.096. Consumo mensal da UFSC .978 29 25.433 Jul/96 817.707 47 26.728 681.598 31 27.589 Out/95 828.636 Mai/95 737.581 36 27.288 908.637 Out/96 761.059 30 27.882 716.211 Anexo C Tabela C.257 Média 828.301 33 33.482 Mai/96 742.320 Dez/96 414.621 Fev/95 599.160 31 25.407 642.650 769.438 30 27.251 31 29.446 733.).972 Jan/96 1.221 996.116 813.123 813.258 Jul/95 692.037.510 Set/95 823.475 734.200 Mar/95 980.587 29 23.577 1.059 Nov/95 887.791 31 28.426 Jun/95 758.887 806.conta 1218749-66 (cont.192 695.022.271 788.921 13 27.448 763.153 Dez/95 357.738 45 22.017 Set/96 1.060 28 30.475 32 34.234 877.387 28 21.151 Abr/95 848.248 817.214 786.532 825.953 748.469 Ago/95 795.3.238 817.392 Abr/96 840.825 Fev/96 801.687 .520 14 29.438 Ago/96 906.526 31 27.213 Mar/96 708.602 828. Mês/Ano Consumo medido Dias medidos (KWh/mês) Consumo padronizado (kWh/dia) (kWh/30dias) Jan/95 1.034 33 24.274 728.263.448 33 24.433 30 26.946 29 24.638 859.873 29 26.609 888.144 Nov/96 1.106.753 Jun/96 786.137 32 23.

23 1994 23. agosto. setembro e outubro. dezembro.55 Verão = novembro.12 17.95 Junho 780. Tabela D.9 16.2.6 19. Temperatura (oC) Ano Média verão Média inverno 1992 23.06 Abril 879.83 1996 23. fevereiro. janeiro.053 16.1.729 17. julho.827 19.91 Março 863.60 18. março e abril.547 24.96 Outubro 828. Mês Consumo médio Temperatura (oC) (kWh/mês) DNM* EPAGRI** Janeiro 757.734 24.7 24.7 24.311 16.4 22. Inverno = maio.422 16.5 17. Temperaturas Tabela D.24 Dezembro 845.3 15.19 Setembro 807.03 * Média entre 1961 e 1990 ** Média entre 1986 e 1996 .3 24.43 Julho 723.92 16.472 22.47 17.61 Agosto 725. Temperatura média de verão e inverno segundo EPAGRI (1997).309 23.5 18.375 18.752 21.57 17.95 Novembro 897.5 24.413 21.7 16.15 1995 23. junho.72 1993 24.76 Fevereiro 746.Anexo D.28 Maio 783. Comparação entre o consumo médio mensal do campus e a temperatura média mensal.5 22.

000 0.9 0.03 1.25 1.0 11h às 18h 209.547 3.4 0.0* Média .0 13h45min às 18h45min 212.3 0.120 0.24 0.198 5.4 226.126 0.6 217.0 9h30min às 17h30min 218.017 9.0 9h às 18h 211.10 0.Anexo E. Monitoramento Tempo (h) Período Tensão (V) min max Corrente (A) min max Potência (kW) min max Consumo med (kWh) 10.23 0.089 0.64 0.048 0.63 0.138 0.0 0.60 0.000 0.32 0.0 223.573 2.378 99.800 7.092 1.042 0.535 0.3 0.6 0.042 0.120 0.8 0.78 0.087 0.8 0.117 2.918 14.0 10h às 17h Tensão (V) min max Corrente (A) min max Potência (kW) min max Consumo med (kWh) 219.8 224.78 0.667 9.6 9h10min às 17h43min 211.102 0.0 9h15min às 18h15min 216.30 0.30 1.0 13h30min às 15h30min 212.1 224.2.4 218.74 0.039 0.2 218.036 0.4 0. Consumo de microcomputadores 486 DX2 66 MHz.2 221.6 224.039 0.0 8h45min às 17h45min 211.8 0.2 0.095 0.1* Média 213.0 9h às 16h 209.145 0.996 9.5 0.0 8h às 18h 211.6 218.0 8h15min às 18h15min 210.854 8.78 0.952 215.099 0.335 1.03 3.668 10.141 0.56 0.0 7h30min às 21h30min 215.119 0.8 0.1 0.114 0.102 1. Monitoramento Tempo (h) Período 7.621* * representa o somatório da coluna (também para as próximas tabelas) Tabela E.120 0. Consumo de microcomputadores Pentium 100 MHz.82 0.098 9.090* 18.444 0.111 0.108 0.096 0.120 0.000 0.8 218.039 0.23 0.095 0.5 0.051 0.111 0.24 0.29 0.129 0.095 0.29 0.138 8.78 0.036 0.082 0.02 0.107 0.147 0. Potência e consumo de equipamentos Tabela E.5 217.76 0.8 228.81 0.04 2.048 0.0 225.767 8.153 0.1.093 0.8 0.129 0.68 0.114 1.99 0.109 0.351 0.000 0.2 218.7 0.1 230.5 12h30min às 16h 213.84 0.0 10h30min às 18h30min 219.24 0.9 224.54 0.287 0.238 7.

919 13.00 0.27 0.216 Anexo E Tabela E.0 Tensão (V) min max Corrente (A) min max Potência (kW) min med (kWh) 203.00 0.0 12h às 17h 201.629 0. Consumo de aparelhos de ar condicionado 15.344 4.060 0.1 0.201 6.000 5.62 25.62 max Potência (kW) med 9.2 0.650* Tabela E.181 6.165 0.062 0. Monitoramento Tempo (h) Período 3.0 9h20min às 15h20min 201.00 0.789 Média 212.648 15.53 0.7 0.79 0.7 223.00 0.377* .739 6.02 25.2 221.033 1.1 0.8 0.186 0.169 1.153 6.4.7 214.95 25.5* Tensão (V) min max Corrente (A) min max Potência (kW) min max Consumo med (kWh) 214.6 0.247 6.000 Btu/h. Monitoramento Tempo (h) min max Corrente (A) min 25.0 11h às 18h min max Consumo (kWh) 8h30min às 17h30min 202.24 0. Consumo de aparelhos de ar condicionado 18.703 12h5min às 15h5min 204.00 0.120 6.44 1.64 25.2 0.2 223.00 0.0 11h20min às 18h20min 201.0 219.132 0.221 7.00 0.0 12.043 0.4 0.634 4.131 0.0 9h às 18h 203.3 221.00 0.00 0.4 215.000 6.5 9h30min às 18h 6.415 1.192 4.285 1. Monitoramento Tempo (h) Período 6.861 10h às 18h 209.189 5.2 0.95 25.2 215.1 0.037 6.675 2.063 0.4 0.026 9.107 6.9 219.4 214.0* Média 202.989 6.0 Período Tensão (V) 5.3.39 1.883 6.74 25.143 10.108 1.73 25.0 0. Consumo de microcomputadores Pentium 133 MHz.9 0.1 max Consumo 5.5.674* Tabela E.02 25.294 0.7 0.7 221.0 221.5* Média 203.060 6.5 14h30min às 18h 3.132 1.00 0.441 7.000 Btu/h.29 203.9 218.354 0.99 25.163 0.235 34.

2 15.577 10.11 25.6 215.282 3.11 25.922 4.68 15.0 8h às 12h 208.250 19.000 Btu/h.10 4.102 2.355 20.00 0.10 25.80 17.41 20. Consumo de aparelhos de ar condicionado 21.972 17.761 3.238 19.26 17.228 3.4 14.00 0.255 7.217 Anexo E Tabela E.960 6.743 3.5 7.205 9h às 16h30min 204.6 9.097 12.00 0.0* Média 201.00 0.00 0.162 12.580 1.00 0.20 447 .0 8.5 216.3 220.0 12h às 18h 191.24 25.00 0.8. Potência de retroprojetores.223 5.19 3.582 3.4 219.5 11h às 17h30min 195.50 6.69 3.5 14h às 16h30min 7.384 3.216 6.5* Média 202.009 1.7.228 9.0 12h5min às 18h5min 209.186 9.243 6.0 min max Corrente (A) min max Potência (kW) min max Consumo med (kWh) 204.20 1.4 15.427 14.40 4.969 1.6.947 7.022* Tabela E.72 6.00 0.0 220.13 6.6 1.00 0.4 217.39 6.65 56.85 16.17 177 3M do Brasil 219.4 219.997 1.453 3.720 9h30min às 17h30min 203.0 12h às 18h 200.13 25.7 0.400 20.039 3.817 12.11 3.0 2.105 3.29 500 3M do Brasil 207.0 12h15min às 18h15min 201.255 3.0 12h5min às 18h5min 191.27 25.5 1. Consumo de aparelhos de ar condicionado 30.20 25.0 2.0 12h25min às 18h25min 189.686 31.9 215.3 220.287 19.2 1.14 25.88 2.3 15.280 10h às 17h 202.15 17.517 21.56 6.7 217.261 0.5 1.80 639 Grafotec 207.91 25.3 220.4 1.43 6.787 3.000 Btu/h.108 3.510 0.92 3.024 3.0 12h às 18h 208.0 2.428 2.4 215.0 2.0 12h5min às 18h5min 207.171 17.17 447 3M do Brasil 205.8 13.83 6.0 221. Monitoramento Tensão (V) Tempo (h) Período 2.8 1.474 3.0 12h às 18h 205.291 3.7 219.82 17.7 1.9 1.222 5.696 3.219 5.748 1. Monitoramento Tensão (V) Corrente (A) Potência (kW) Consumo Tempo (h) Período min max min max min max med (kWh) 6.504 11.24 3.771* Tabela E.213 5.2 14.0 2.3 219.5 215.0 1.14 25.4 223.00 0.572 33. Retroprojetor Tensão (V) Corrente (A) Potência (W) Visograf 218.

0 54.0 24.5 21.1 a F.50 27.9 6.7 0.8 0.6 2.7 2.0 23.2.0 24.0 26. As tabelas F.0 23.4 1.50 24.0 17.6 5.2 50. Aumento percentual da potência instalada em iluminação para refletância de parede de 30%.2 4.00 22.1 24.4 54.3 52.7 0.60 36.3 51.80 36.1 2.Anexo F.9 1.0 23.0 2.6 26. K RBSA RASA RBAB RAAA RAAB RBCD 0.0 23.9 4.0 34.7 26.0 23.0 8.2 0.00 21.1 30.3 apresentam o aumento percentual verificado na potência instalada em iluminação em função da utilização de uma luminária menos eficiente no lugar da mais eficiente.0 23.0 3.0 24.3 18.5 32.4 0.7 4.8 34.3 28.6 1.6 54.6 0.5 5.0 24.3 0.00 30.6 6.6 0.8 1.0 51.4 49.0 24.9 0.7 0.3 3.1 8.00 23.7 52.50 27. Tabela F.60 28.6 5.2 51.6 0.7 0.0 52.0 23.9 0.0 6.0 23.0 0.3 Média 30.8 0.00 26.0 24.25 32.1 30.8 14.0 32.00 25.6 5.00 24.0 23.8 52.5 0.7 52.0 54.2 8.8 53.1 5.0 23.1 0.00 34.0 7.9 0.0 23.4 52.9 7.2 0.2 11.25 28. K RBSA RASA RBAB RAAA RAAB RBCD 0.0 23.1 0.3 1.2 Média 26.0 4.1.0 23.7 24.5 3.1 0.3 14. do índice de ambiente e da refletância das paredes.0 24.9 51.00 23. Aumento percentual da potência instalada em iluminação para refletância de parede de 50%.3 2.0 Tabela F.2 53.8 20.50 31.0 23.7 0.8 34.00 28.5 1.7 0.1 53.0 24.6 50.8 0.2 1.80 31.9 1.1 0.3 29.2 0. Comparação entre luminárias Este anexo apresenta as variações percentuais verificadas na potência instalada em iluminação em função da luminária utilizada.3 50.4 4.5 2.7 5.1 25.5 .3 51.

220

Anexo F

Tabela F.3. Aumento percentual da potência instalada em iluminação
para refletância de parede de 10%.
K

RBSA

RASA

RBAB

RAAA

RAAB

RBCD

0,60

44,7

4,6

29,7

10,1

0,0

60,0

0,80

43,6

1,8

26,7

12,8

0,0

59,8

1,00

38,5

0,0

24,2

14,2

0,0

56,0

1,25

36,0

0,0

24,0

18,0

1,0

56,3

1,50

33,9

0,0

23,8

21,1

2,5

56,2

2,00

30,6

0,0

23,8

24,8

3,8

54,2

2,50

28,4

0,0

23,3

27,6

4,7

53,4

3,00

27,3

0,0

23,9

29,5

5,7

53,4

4,00

25,7

0,0

23,9

31,6

7,2

52,9

5,00

24,0

0,0

23,3

33,1

7,6

51,1

Média

33,3

0,6

24,6

22,3

3,2

55,3

As tabelas F.4 a F.6 apresentam a redução percentual verificada na potência instalada em
iluminação em função da utilização de uma luminária mais eficiente no lugar da menos eficiente.

Tabela F.4. Redução percentual da potência instalada em iluminação
para refletância de parede de 50%.
K

RBSA

RASA

RBAB

RAAA

RAAB

RBCD

0,60

14,4

33,5

17,6

23,6

33,4

0,0

0,80

13,4

33,9

18,6

21,9

32,6

0,0

1,00

14,5

34,3

18,9

20,2

31,9

0,0

1,25

15,4

34,3

18,7

18,4

31,4

0,0

1,50

15,9

34,2

18,4

16,8

30,7

0,0

2,00

16,5

33,8

18,4

14,5

29,6

0,0

2,50

17,6

33,9

18,0

13,5

29,4

0,0

3,00

17,6

33,3

17,6

12,0

28,5

0,0

4,00

18,2

33,4

17,4

10,8

27,6

0,0

5,00

18,4

33,0

17,0

10,0

27,3

0,0

Média

16,2

33,8

18,1

16,2

30,2

0,0

221

Anexo F

Tabela F.5. Redução percentual da potência instalada em iluminação
para refletância de parede de 30%.
K

RBSA

RASA

RBAB

RAAA

RAAB

RBCD

0,60

10,4

33,8

18,1

27,3

34,6

0,0

0,80

11,6

35,4

19,7

26,2

35,4

0,0

1,00

12,9

35,4

20,0

24,2

34,4

0,0

1,25

14,1

35,3

19,9

22,0

33,8

0,0

1,50

15,1

35,3

19,7

20,2

32,7

0,0

2,00

16,3

34,9

19,6

17,6

31,6

0,0

2,50

16,9

34,7

19,4

15,9

30,9

0,0

3,00

17,6

34,5

18,7

14,4

30,1

0,0

4,00

18,3

34,5

18,7

12,9

29,4

0,0

5,00

18,5

33,9

18,2

11,4

28,5

0,0

Média

15,2

34,8

19,2

19,2

32,1

0,0

Tabela F.6. Redução percentual da potência instalada em iluminação
para refletância de parede de 10%.
K

RBSA

RASA

RBAB

RAAA

RAAB

RBCD

0,60

9,6

34,6

18,9

31,2

37,5

0,0

0,80

10,1

36,3

20,7

29,4

37,4

0,0

1,00

11,2

35,9

20,4

26,8

35,9

0,0

1,25

13,0

36,0

20,7

24,5

35,4

0,0

1,50

14,3

36,0

20,8

22,5

34,4

0,0

2,00

15,3

35,2

19,8

19,1

32,7

0,0

2,50

16,3

34,8

19,6

16,8

31,8

0,0

3,00

17,0

34,8

19,3

15,6

31,1

0,0

4,00

17,8

34,6

19,0

13,9

29,9

0,0

5,00

17,9

33,8

18,4

11,9

28,8

0,0

Média

14,3

35,2

19,8

21,2

33,5

0,0

Anexo G. Proposta de normalização
Esta análise, além de permitir a visualização da potência instalada em função dos equipamentos
utilizados, pode servir como base para uma futura normalização que estabeleça limites de potência
instalada em iluminação em função das faixas de iluminância propostas para as diferentes atividades
visuais prescritas pela NB 57 - Iluminância de interiores (ABNT, 1991) e em função de ambientes
com diferentes dimensões, caracterizados através do índice de ambiente (K).
A potência por unidade de área é dada pela equação G.1.

P=

Plu min . N
A

(G.1)

onde:
P

é a potência de iluminação por unidade de área (W/m2);

Plumin é a potência total de cada luminária (W);
N

é o número de luminárias no ambiente - dado pela equação 3.4 do capítulo 3;

A

é a área do ambiente.

Portanto, como a equação 3.4 é diretamente proporcional à área do ambiente, a substituição
desta equação na G.1 resulta na equação G.2 que não depende diretamente da área do ambiente,
apenas do coeficiente de majoração que é função do índice de ambiente.

P=

Plu min . CM. E
Fd.φ lu min

onde:
CM

é o coeficiente de majoração;

E

é a iluminância desejada em função da atividade visual a ser desenvolvida (lux);

Fd

é o fator de depreciação devido ao acúmulo de poeira nas lâmpadas e luminárias e à
depreciação do fluxo luminoso;

φ lumin é o fluxo luminoso emitido pela luminária, ou seja, o somatório do fluxo luminoso de
todas as lâmpadas da luminária (lm).

(G.2)

224

Anexo G

Portanto, esta equação pode fornecer a potência em iluminação por unidade de área em função
apenas da potência da lâmpada a ser utilizada e de seu fluxo luminoso (total na luminária), além do
coeficiente de majoração (função do tipo de luminária, das dimensões do ambiente e da refletância das
paredes), da iluminância desejada e do fator de depreciação.
Desta forma, analisam-se 7 diferentes cenários, a seguir apresentados (tabelas G.1 a G.7). O
primeiro deles procura representar uma situação próxima da atualmente encontrada nas edificações
comerciais brasileiras, ou seja, são utilizadas lâmpadas de 40W com fluxo luminoso de 2.600 lúmens,
luminárias com refletor branco e reatores convencionais com consumo de 30% da potência das
lâmpadas. As situações seguintes, com os 6 tipos de luminárias apresentadas neste trabalho, utilizam
lâmpadas eficientes de 32W com fluxo luminoso de 3.050 lúmens e reatores eletrônicos (consumo
nulo).
Os valores mostrados (W/m2) apresentam um acréscimo de 30% sobre os valores calculados
em virtude do arredondamento necessário no número de luminárias por ocasião do projeto
luminotécnico.
A refletância das paredes é admitida como 30% para se ter a possibilidade de aumentá-la.
O fator de depreciação adotado é de 0,80 o que representa um período de manutenção de 24
meses (SMIT, 1964). Os coeficientes de majoração utilizados são aqueles fornecidos pelas equações
da tabela 4.20 pois agilizam os cálculos em planilha eletrônica.
Em todos os cenários apresenta-se, também, a eficiência luminosa (ε) do sistema de iluminação
(lm/W). Esta é determinada através da equação 4.7 apresentada no capítulo 4. Porém, pode ser
determinada também através da equação G.3 que resulta da substituição da equação G.2 na equação
4.7.

ε=

Fd. φ lu min
Plu min . CM

(G.3)

A equação G.3 mostra que a eficiência luminosa do sistema não depende diretamente da
iluminância desejada, apenas da potência e do fluxo luminoso total instalado em cada luminária, além do
fator de depreciação e do coeficiente de majoração. Portanto, deve-se perceber que a eficiência
apresentada nas tabelas G.1 a G.7 é constante para cada índice de ambiente de cada cenário e
independente da iluminância desejada.

225

Anexo G

Tabela G.1. Cenário 1: luminárias brancas sem aletas e lâmpada ineficiente.
E (lux)

100

150

200

250

300

500

750

1000

Potência (W/m2)

K

Eficiência
(lm/W)

0,60

11,8

17,7

23,5

29,4

35,3

58,8

88,3

117,7

8,5

0,80

9,8

14,7

19,6

24,5

29,4

49,0

73,5

98,0

10,2

1,00

8,7

13,0

17,3

21,7

26,0

43,4

65,0

86,7

11,5

1,25

7,8

11,7

15,6

19,4

23,3

38,9

58,3

77,8

12,9

1,50

7,2

10,8

14,3

17,9

21,5

35,9

53,8

71,7

13,9

2,00

6,4

9,6

12,8

16,0

19,2

31,9

47,9

63,9

15,7

2,50

5,9

8,8

11,8

14,7

17,7

29,5

44,2

58,9

17,0

3,00

5,5

8,3

11,1

13,8

16,6

27,7

41,5

55,4

18,1

4,00

5,1

7,6

10,1

12,6

15,2

25,3

37,9

50,6

19,8

5,00

4,7

7,1

9,5

11,9

14,2

23,7

35,6

47,4

21,1

Tabela G.2. Cenário 2: luminárias com refletor de alumínio e sem aletas (RASA).
E (lux)

100

150

200

250

300

500

750

1000

Potência (W/m2)

K

Eficiência
(lm/W)

0,60

4,4

6,6

8,8

11,0

13,2

22,0

33,0

44,0

22,7

0,80

3,8

5,7

7,6

9,5

11,4

18,9

28,4

37,8

26,4

1,00

3,4

5,1

6,8

8,5

10,2

17,1

25,6

34,1

29,3

1,25

3,1

4,7

6,2

7,8

9,3

15,5

23,3

31,1

32,2

1,50

2,9

4,3

5,8

7,2

8,7

14,5

21,7

29,0

34,5

2,00

2,6

3,9

5,2

6,5

7,9

13,1

19,6

26,2

38,2

2,50

2,4

3,7

4,9

6,1

7,3

12,2

18,3

24,3

41,1

3,00

2,3

3,5

4,6

5,8

6,9

11,5

17,3

23,0

43,4

4,00

2,1

3,2

4,2

5,3

6,4

10,6

15,9

21,2

47,1

5,00

2,0

3,0

4,0

5,0

6,0

10,0

15,0

20,0

50,0

226

Anexo G

Tabela G.3. Cenário 3: luminárias com refletor de alumínio e aletas brancas (RAAB).
E (lux)

100

150

200

250

300

500

750

1000

Potência (W/m2)

K

Eficiência
(lm/W)

0,60

4,3

6,5

8,6

10,8

12,9

21,6

32,4

43,2

23,2

0,80

3,8

5,7

7,6

9,5

11,4

19,0

28,5

38,0

26,3

1,00

3,5

5,2

7,0

8,7

10,4

17,4

26,1

34,8

28,7

1,25

3,2

4,8

6,4

8,0

9,6

16,0

24,1

32,1

31,2

1,50

3,0

4,5

6,0

7,5

9,0

15,1

22,6

30,1

33,2

2,00

2,8

4,1

5,5

6,9

8,3

13,8

20,7

27,5

36,3

2,50

2,6

3,9

5,2

6,5

7,7

12,9

19,4

25,8

38,8

3,00

2,5

3,7

4,9

6,1

7,4

12,3

18,4

24,5

40,7

4,00

2,3

3,4

4,6

5,7

6,8

11,4

17,1

22,8

43,9

5,00

2,2

3,2

4,3

5,4

6,5

10,8

16,2

21,6

46,3

Tabela G.4. Cenário 4: luminárias com refletor de alumínio e aletas de alumínio (RAAA).
E (lux)

100

150

200

250

300

500

750

1000

Potência (W/m2)

K

Eficiência
(lm/W)

0,60

4,8

7,2

9,6

12,0

14,5

24,1

36,1

48,2

20,8

0,80

4,3

6,5

8,7

10,9

13,0

21,7

32,6

43,5

23,0

1,00

4,0

6,1

8,1

10,1

12,1

20,2

30,3

40,4

24,8

1,25

3,8

5,7

7,5

9,4

11,3

18,9

28,3

37,7

26,5

1,50

3,6

5,4

7,2

9,0

10,7

17,9

26,9

35,8

27,9

2,00

3,3

5,0

6,6

8,3

9,9

16,6

24,8

33,1

30,2

2,50

3,1

4,7

6,3

7,8

9,4

15,7

23,5

31,3

31,9

3,00

3,0

4,5

6,0

7,5

9,0

15,0

22,5

30,0

33,4

4,00

2,8

4,2

5,6

7,0

8,4

14,0

21,1

28,1

35,6

5,00

2,7

4,0

5,4

6,7

8,0

13,4

20,1

26,8

37,4

4 3.25 3.9 54.8 7.9 46.7 14.1 33.1 19.5 9.4 27.00 2.3 61.5 1.4 35.4 18. Cenário 6: luminárias com refletor branco e sem aletas (RBSA).5 9.1 5.7 4.8 28.5 29.00 2.3 32.3 12.2 0.1 7.3 18.6 11.5 3. E (lux) 100 150 200 250 300 500 750 1000 Potência (W/m2) K Eficiência (lm/W) 0.4 12.9 38.3 40.5 30.3 8.2 24.25 4.60 5.00 2.4 11.2 .00 2.2 3.4 4.1 22.0 6.9 13.7 7.50 3.9 21.3 1.3 19.00 3.9 2.4 11.5 18.6 7.9 13.3 0.6 3.5 6.9 32.6 6.6 8.0 6.7 24.60 6.4 19.6.8 7.8 2.3 8.4 25.0 5.5 26.8 24.2 10.0 34.7 5.2 37.2 30.9 5.4 30.1 8.1 45.8 9.5 6.6 26.9 5.2 9.0 15.1 11.6 12.9 2.3 12.5 51.0 10.6 40.1 8.4 28.3 15.5 1.5 23.6 22. E (lux) 100 150 200 250 300 500 750 1000 Potência (W/m2) K Eficiência (lm/W) 0.7 26.1 4.80 4.1 6.4 5.5 22.6 30.2 7.7 9.0 1.4 5.0 13.9 4.6 5.7 5.6 14.8 15.4 30.4 10.8 29.50 3.7 5.5.7 38.8 17.5 10.9 26.1 31.9 26.2 46.6 2.3 38.5 3.5 8.00 4.6 16.80 5.5 35.50 3. Cenário 5: luminárias com refletor branco e aletas brancas (RBAB).0 1.9 35.2 4.1 33.7 16.9 40.8 40.4 18.3 21.9 27.2 7.1 4.6 19.00 4.7 21.2 20.00 3.2 10.50 3.3 6.3 6.9 6.3 23.2 9.4 7.3 15.5 21.227 Anexo G Tabela G.4 18.1 23.4 Tabela G.0 4.2 6.5 37.7 9.7 7.9 4.7 10.6 1.1 16.8 5.6 7.7 14.00 2.5 12.7 8.8 25.0 6.0 9.4 13.3 28.3 5.2 7.7 42.0 7.5 8.00 2.7 16.1 9.6 24.2 12.7 34.

Comparação da eficiência luminosa do sistema para diferentes cenários.5 32.8 10.00 4.8 11.80 5.6 9.8 8.1 1.2 24.1 13.5 8.2 26.0 40.1 51. Cenário 7: luminária branca com difusor leitoso (RBCD).0 0.00 5.1 20.6 6.0 Eficiência do sistema (lm/W) 45.2 33.8 47.4 22.00 2.50 3.8 58.6 26.50 5.0 40. 50.0 4.0 1.25 4.4 4.7 14.0 8.3 32.9 14.5 2.3 44.7 8.9 5.4 6.0 25.2 4.1 25.7 5.K RASA RAAB RAAA RBAB RBSA RBCD Ineficiente Figura G.0 10.0 8.2 18.3 23.9 1.0 6.0 35.6 17.1 9.6 17.0 20.7.5 5.5 29.50 4.0 2.9 37.3 7.9 35.0 10.2 9.00 1.3 39.9 6.6 7.00 3.1 15.4 52.9 30.50 3.2 22.50 2.6 27.9 3.6 17.4 35.50 4.00 3.8 A figura G.0 0. .9 10.4 9.8 26.3 11.8 10.0 5.60 6.5 13.228 Anexo G Tabela G.7 16.50 1.2 14.3 22.00 0.1.8 7. Menores eficiências equivalem a maiores níveis de potência por unidade de área.0 30.1 apresenta a comparação da eficiência do sistema de iluminação para os diferentes cenários apresentados.5 34.00 4.0 30.00 3.5 11.7 20.1 7.00 Índice de ambiente .4 17.7 0.5 19.4 30.2 13.0 15.3 7.2 43.2 68.9 11.2 28.0 12.1 15.0 20.00 3. E (lux) 100 150 200 250 300 500 750 1000 Potência (W/m2) K Eficiência (lm/W) 0.

2 e 34.1 e 20. variando entre 16. deve-se atentar novamente que este tipo de limitação poderia impedir o projetista de elaborar um projeto mais eficiente que o da tabela G. a eficiência do sistema de iluminação será relativamente superior àquela do cenário 1. No caso. os valores apresentados nesta primeira tentativa de limitar a potência instalada em sistemas de iluminação em edificações brasileiras mostram-se mais detalhados do que aqueles apresentados pelas normas americanas.1 e 20. porém limitada. Assim.5 W/m2.8 W/m2 estariam dentro dos limites impostos por esta proposta para a faixa de 500 lux. Como limites a serem adotados sugere-se aqueles apresentados no cenário 7 (RBCD). No caso de escolas. como uma exigência secundária. Porém.5 W/m2. para se elaborar o projeto luminotécnico. a eficiência para o sistema de iluminação precisaria ser limitada a um intervalo para cada índice de ambiente. à primeira vista. para o caso brasileiro. permite-se uma maior flexibilidade em função dos diferentes índices de ambiente.2. e relativamente inferior ao sistema mais eficiente (cenário 2 . em que a maior parte dos ambientes escolares são atendidos por 300 lux.1 W/m2. 1989) limita a potência em iluminação de escritórios entre 16. deve-se atentar que apenas exigindo valores mínimos de eficiência para o sistema de iluminação. Esta proposta estabelece limites de potência instalada em iluminação em função das dimensões do ambiente (através de 10 índices de ambiente) e da iluminância exigida para atender as atividades visuais a serem realizadas nestes ambientes (de acordo com os . pois como percebe-se na figura G. caracterizado por um sistema ineficiente. Esta proposta (para 500 lux) limita estes valores entre 15. o que permitirá flexibilidade e liberdade.229 Anexo G Desta forma. as faixas de potência instalada variariam entre 9.1 e 25. a eficiência mínima a ser atendida seria aquela da tabela G.7 e a máxima aquela da tabela G. verificar que com a potência por unidade de área necessária (muito baixa) não será possível atender a iluminância desejada. Em termos comparativos.RASA). Portanto.2. pode-se induzir o projetista a adotar eficiências muito superiores às prescritas e conseqüentemente. pode parecer que a eficiência luminosa do sistema é um índice interessante a ser adotado em caso de normalização como limites mínimos a serem exigidos. ou seja. No entanto. sugere-se que a proposta de normalização para sistemas de iluminação apresente uma potência instalada por unidade de área em função da iluminância desejada e do índice de ambiente limitada a um valor máximo e que. No entanto. Portanto. a eficiência do sistema atenda a um valor mínimo. os valores apresentados pela ASHRAE Standard.1. a ASHRAE Standard (ASHARE/IES.

hospitais etc) ou então. escolas. corredores etc) sem a preocupação com as dimensões destes ambientes. As normas americanas limitam a potência máxima permitida por unidade de área em função de apenas 6 faixas de área construída e do tipo de edifício (de escritórios. salas de aula.Anexo G 230 limites impostos pela NB 57). . limitam este valores em função apenas do tipo de ambiente (laboratórios.

úmida 88 Mostrador Observações Responsável pelas informações Data Nome Matrícula Qh Qh Seq. úmido 03 Totalizador canal-1 20 Dem. p. seco 04 Total ponta úmido 21 Dem. f. seco 02 Horário 19 Dem. kWh Leitura RD 01 Data 18 Dem.H.S Celesc Nome Código referência Endereço Código serviço DPRE/Agência Código atividade Dados de medição o Marca medidor N medidor Np Kd Kp = Kd/Np FM Kml (RTP X RTC) (Kp x FM)/1000 Ativo Qh Marca RD Inic. Queim. máx. último intervalo 33 No do equipamento 17 Dem. Fase . seco 12 Dem. seco 32 Bateria 16 Dem. acum. r. úmido 31 Totalizador canal-3 15 Dem. úmido 29 Total fora ponta úmido 13 Dem. r. ponta úmido 27 Total r. p. seco 06 Total r. máx.Anexos Anexo 1. máx. 07 Total r. f. p. acum. r. f. acum. úmido 23 No rep. r. p. máx. máx. acum. úmido 11 Dem. seco 24 Totalizador canal-2 08 Total fora ponta úmido 25 Total ponta úmido 09 Total fora ponta seco 26 Total ponta seco 10 Dem. ponta seco 28 Total r. p. máx. acum. úmido 05 Total ponta seco 22 Dem. seco 30 Total fora ponta seco 14 Dem. p. Planilha para levantamento de consumo e demanda BOLETIM DE LEITURA / FISCALIZAÇÃO DE CONSUMIDORES COM T. f. Pulso Divisor de pulso Leitura registrador mecânico kWh Leitura dos TIS kW Relação dos TIS TC IR IS IT TP TP VRN VSN VTN TC URS UST UTR TC Elem. acum. Dem.

195 Anexos Anexo 2. Creativo consumo reativo [kQh]. .02700 0.No de pulsos anterior do canal 1) x C1 x 4 Creativo = (N o de pulsos atual do canal 2.01350 0. D demanda [kW].04500 As equações são as seguintes: Cativo = (N o de pulsos atual do canal 1.No de pulsos anterior do canal 1) x C1 x 100 D = No de pulsos do canal 1 x C1 x 4 Dac = (N o de pulsos atual do canal 1. Dac demanda acumulativa [kW].02700 0. Constantes Bloco B Bloco C medidor 1 medidor 2 medidor 3 medidor 4 C1 0. Tabela.01350 0.02700 0. Constantes e equações para determinação de consumo e demanda As constantes para os medidores são apresentadas abaixo.No de pulsos anterior do canal 2) x C2 x 100 onde Cativo consumo ativo [kWh].04500 C2 0. Constantes para determinação de consumo e demanda.02700 0.

196 Anexos Anexo 3. Planilha para levantamento de demanda Demanda (pulsos) Hora Medidor 1 Medidor 2 Medidor 3 Medidor 4 Hora 7:15 15:00 7:30 15:15 7:45 15:30 8:00 15:45 8:15 16:00 8:30 16:15 8:45 16:30 9:00 16:45 9:15 17:00 9:30 17:15 9:45 17:30 10:00 17:45 10:15 18:00 10:30 18:15 10:45 18:30 11:00 18:45 11:15 19:00 11:30 19:15 11:45 19:30 12:00 19:45 12:15 20:00 12:30 20:15 12:45 20:30 13:00 20:45 13:15 21:00 13:30 21:15 13:45 21:30 14:00 21:45 14:15 22:00 14:30 22:15 14:45 22:30 Medidor 1 Medidor 2 Medidor 3 Medidor 4 .

ligados Hora 7:25 14:55 7:40 15:10 7:55 15:25 8:10 15:40 8:25 15:55 8:40 16:10 8:55 16:25 9:10 16:40 9:25 16:55 9:40 17:10 9:55 17:25 10:10 17:40 10:25 17:55 10:40 18:10 10:55 18:25 11:10 18:40 11:25 18:55 11:40 19:10 11:55 19:25 12:10 19:40 12:25 19:55 12:40 20:10 12:55 20:25 13:10 20:40 13:25 20:55 13:40 21:10 13:55 21:25 14:10 21:40 14:25 21:55 14:40 - Micros ligados Ar cond. Planilha para levantamento de equipamentos utilizados Data: Dia da semana: Hora Micros ligados Ar cond. ligados .197 Anexos Anexo 4.

81 7.60 5.04 BU 5.577.47 16.4 9.01 4.307.307.80 3.577.16 2.549.638.60 5.86 RU 4.268.05 7.80 826.48 1.00 CFM 16.577.628.86 3.340.549.731.578.30 8.317.642.68 9.340.03 129.146.00 7.60 5.91 4.578.11 7.81 NDI 1.72 29.70 16.04 10.01 4.07 8.976.80 CDS 5.731.521.145.16 2.802.731.976.490.00 7.76 6.722.976.17 ED 826.25 7638.76 5.17 1.11 7.577.731.490.5 .81 7.04 10.80 826.14 941.549.291.731.275.17 1.17 1.578.14 941.307.146.70 CCB 7.25 5.48 1.70 REI 4.490.30 8.95 8.68 CCE 7.80 826.372.04 10.490.337.60 CSE 8.578.110.291.146.317.441.14 941.337.76 5.145.657.555.14 941.725.307.07 8.731.16 118.145.30 9.110.549.495.183.642.317.03 Aumento em relação a 1991 (%) 0 2.07 CED 3.183.86 3.577.555.74 6.110.39 7.021.490.725.91 4.16 121.11 129.83 24.80 3.11 CPL 5.51 1.16 2.05 7.17 1.638.16 29.47 16.80 826.198 Anexos Anexo 5.340.268.00 7.74 CTC 24.16 2.16 2.802.51 1.91 4.798.00 7.307.01 4.74 6.01 4.70 16.628.01 CVU 2.578.04 10.80 826.466.183.802.521.00 7.86 3.05 7.337.976.291.83 26.372.17 1.01 4.725.521.14 CFH 7.441.490.47 16.577.657. Planilha para levantamento de equipamentos instalados e regime de utilização Bloco C .60 5.16 IU 1.722.802.48 1.72 29.91 4.51 MU 941.25 5.68 9.578.722.04 10. Histórico de áreas do campus Área (m2) Local 1991 1992 1993 1994 1995 1996 CCS 10.441.60 5.91 TOTAL 118.5 9.5 9.976.802.976.39 8.03 129.802.307.Sala: _______________ Professor: _______________________________________ Equipamentos Quantidade e potência Período de utilização [horas] Dia útil Lâmpadas Finais de semana e feriados [W] Ar condicionado [Btu/h] Microcomputadores [W] Impressoras [W] Outros [W] Anexo 6.14 941.91 4.

92 16. Anexo 8. junho. Temperatura média de verão e inverno Temperatura (oC) Ano Média verão Média inverno 1992 23. janeiro.47 17.199 Anexos Anexo 7. setembro e outubro. julho. agosto.55 Fonte: EPAGRI (1997) Verão = novembro.72 1993 24. março e abril. dezembro.60 18.15 1995 23. Inverno = maio.57 17. fevereiro.23 1994 23.83 1996 23. Datas de leitura do consumo 1991 1992 1993 Mês 1994 1995 1996 1997 Dia do mês janeiro 24 24 26 25 26 24 24 fevereiro 27 25 24 24 23 26 26 março 25 27 24 24 29 25 26 abril 23 28 27 27 27 25 25 maio 24 26 25 26 26 27 26 junho 25 25 24 27 26 26 25 julho 23 23 23 26 25 26 24 agosto 23 25 24 25 25 26 25 setembro 24 24 24 26 26 24 24 outubro 23 26 26 25 27 24 24 novembro 26 25 25 24 27 26 25 dezembro 26 23 23 09 27 26 23 .12 17.

356 820.625 918.030.748 33 23.667 Set/93 833.930 657.814 954.871 Jan/92 1.463 29 31.478 45 24.620 828.059.634 33 25.757 652.596 Jan/93 1.361 29 27.386 701.098 Nov/92 925.887 806.069 Mar/92 960. Consumo mensal da UFSC .390 29 26.007 30 23.125 29 26.149 34 25.112 32 30.534 706.497 31 26.087 32 27.737 832.460 Set/91 717.415 30 31.190 Dez/91 379.610 Out/93 954.240 757.913 Fev/93 709.376 Dez/92 414.986 809.730 47 21.636 859.142 784.154 934.761 Abr/93 1.710 531.996 809.609 28 26.671 Ago/92 771.007 Jul/93 777.095.503 825.105 Abr/92 880.533 Out/92 804.340 32 28.990 33 21.344 730.267 Nov/91 858.989 779.340 14 27.415 .451 793.589 Set/92 872.319 Fev/92 916.509 31 18.718 Out/91 758.609 Mai/93 749.096 812.761 30 30.877 Jul/92 765.034 Mar/93 918.581 Jun/92 809.913 957.004 900. Mês/Ano Consumo medido Dias medidos (KWh/mês) Consumo estimado (kWh/dia) (kWh/30dias) Jul/91 495.468 734.877 30 26.200 Anexos Anexo 9.566 29 24.082 Mai/92 755.886 33 26.049 541.223 34 31.197 Ago/93 857.775 803.298 15 27.conta 1218749-66.807 804.298 Ago/91 559.698 28 26.248 Jun/93 706.878 28 17.960 28 27.

213 Mar/96 708.738 45 22.407 642.364 Jan/95 1.972 Jan/96 1.510 Set/95 823.971 46 27.650 769.253 Dez/94 354.181 20 35.636 Mai/95 737.776 683.581 36 27.201 Anexos Nov/93 990.199 785.637 29 21.753 Jun/96 786.274 728.288 908.448 763.448 33 24.509 915.051.608 648.882 716.921 13 27.728 681.060 28 30.287 Out/94 759.175 785.258 Jul/95 692.620 33 22.707 47 26.137 32 23.953 748.482 Mai/96 742.733 31 24.245 Ago/94 751.621 Fev/95 599.532 825.602 828.258 Mai/94 816.065 811.116 813.301 Mar/94 947.192 695.007 990.059 30 27.825 Fev/96 801.598 31 27.644 32 28.772 Jan/94 1.938 Fev/94 747.475 734.059 1.887 806.214 786.833 864.179 665.703 29 28.222 Dez/93 701.387 28 21.162 844.392 Abr/96 840.446 733.263.059 Nov/95 887.135 Abr/94 1.791 31 28.160 31 25.839 32 28.910 747.433 30 26.222 30 33.978 29 25.238 817.469 Ago/95 795.779 29 26.022.979 Jul/94 626.037.034 33 24.276 848.291 Set/94 904.135 30 31.200 Mar/95 980.571 947.433 .589 Out/95 828.587 29 23.153 Dez/95 357.865 Jun/94 922.426 Jun/95 758.946 29 24.638 859.978 Nov/94 759.151 Abr/95 848.078 29 26.301 30 24.244.861 16 22.292 34 30.

248 817.257 Jan/97 1.03 * Média entre 1961 e 1990 ** Média entre 1986 e 1996 .547 24.422 16.202 Anexos Jul/96 817.438 Ago/96 906.825 31 26.76 fevereiro 746.106.873 29 26.234 877.5 24.3 15.729 17.221 996.61 agosto 725.06 abril 879.438 30 27.413 21.375 18.3 24.28 maio 783.301 33 33.7 24.95 novembro 897.637 Out/96 761.729 801.556 856.309 23.285.7 24.95 junho 780.5 22.587 Média 817.669 Fev/97 846. Consumo médio mensal do campus e temperatura média mensal Mês Consumo Temperatura (oC) (kWh/mês) DNM* EPAGRI** janeiro 757.320 Dez/96 414.43 julho 723.871 Anexo 10.752 21.653 769.472 22.7 16.9 16.053 16.017 Set/96 1.520 14 29.003 45 28.144 Nov/96 1.6 19.096.5 18.577 1.475 32 34.609 888.271 788.546 33 25.24 dezembro 845.91 março 863.19 setembro 807.96 outubro 828.251 31 29.037.827 19.5 17.4 22.311 16.734 24.

2 0.378 99.082 0.8 0.098 9.03 1.0 8h às 18h 211.854 8.092 1.099 0.767 8.99 0.5 0.0 11h às 18h 209.6 218.147 0.087 0.129 0.0 7h30min às 21h30min 215. respectivamente.238 7.6 apresentam o consumo de microcomputadores.093 0.30 0.74 0.0 13h45min às 18h45min 212. 486 DX2 66MHz.668 10.017 9.4 0.54 0.0 10h às 17h Tensão (V) min max Corrente (A) min max Potência (kW) min max Consumo med (kWh) 219.089 0.138 0.1.102 1. Microcomputadores As tabelas 4.1 230.23 0.114 0.000 0.24 0.6 0.1 0.108 0.02 0.198 5.042 0.141 0.3 0.0 9h às 18h 211.84 0.8 218.8 0.0 13h30min às 15h30min 212.03 3.126 0.039 0.78 0.114 1.1 224.10 0.039 0.6 217.0 223.095 0.036 0.78 0.120 0.000 0.2 221.5 217.109 0.120 0.25 1.800 7.8 0.23 0.351 0.547 3.29 0.0 0.04 max Potência (kW) min max Consumo med (kWh) 2.82 0.1* Média 213.4 a 4.042 0. Monitoramento Tempo (h) Período 7.2.107 0.048 0.24 0. Consumo de microcomputadores 486 DX2 66MHz.78 0.5 0. Tabela 4.7 0.8 224. pentium 100MHz e pentium 133MHz.203 Anexos Anexo 11.4 0.64 0.0 8h45min às 17h45min 211.0 9h30min às 17h30min 218.621* * representa o somatório da coluna (também para as próximas tabelas) Tabela 4.76 0.120 0.5 12h30min às 16h 213.29 0.68 0.0 225.036 0.60 0. Consumo de microcomputadores pentium 100MHz.996 9.9 0.0 Período Tensão (V) min max Corrente (A) min 8h15min às 18h15min 210.24 0.0 9h às 16h 209.153 0.039 0.0 9h15min às 18h15min 216.56 0.573 2.120 0.145 0.000 0.000 0.30 1.096 0.048 0.6 9h10min às 17h43min 211.918 14.111 0.4 218.6 224.2 218.3 0.81 0.095 0.138 .32 0.444 0.667 9.2 218. Monitoramento Tempo (h) 10.9 224.111 0.095 0.

São monitorados aparelhos de 15.78 0.186 0.000.9 218.335 1.63 18. Tabela 4.131 0.4 226.5* Tensão (V) min max Corrente (A) min max Potência (kW) min max Consumo med (kWh) 214.204 Anexos 8.7.0 12. pode proporcionar economias significativas. como mostra a tabela 4.060 0.117 2.861 10h às 18h 209.4 0.27 0.3.129 0.0* Média 0.24 0.132 1. Consumo de microcomputadores pentium 133MHz.415 1.102 0.535 0. Monitoramento Tempo (h) Período 6.132 0.119 0. Tabela 4.000. Neste caso.8 0. um aplicativo nem sempre utilizado. as medições são realizadas instantaneamente.10 apresentam o consumo de aparelhos de ar condicionado.000 Btu/h.287 0. Consumo de microcomputadores com energy saver.062 0.44 1. Aparelhos de ar condicionado As tabelas 4.063 0.3 221.8 a 4.650* Energy saver Para redução do consumo de energia elétrica em microcomputadores.5.952 215.39 1.051 0.7 0.79 0.5 9h30min às 18h 6.090* Tabela 4.294 0.Btu/h/W) apresentado por LAMBERTS et alii (1996). 21.7 223.1 0.53 0.8 0.8 228. A potência nominal dos aparelhos é determinada em função do EER (Energy Efficiency Ratio . 18.789 Média 212. Consumo de aparelhos de ar condicionado 15. Monitoramento Tempo (h) Período Tensão (V) min max Corrente (A) min max Potência (kW) min max med Consumo (kWh) .0 10h30min às 18h30min 219.000 Btu/h.000 e 30.4.

674* A potência nominal para estes aparelhos.00 0.6.739 6.686 31.73 25.989 6.74 25.153 6.11 25.0 11h às 18h 5.95 25.00 0.2 223.000 6.1 0.675 2.108 1.14 25.143 10.1 0.703 12h5min às 15h5min 204.817 12.634 4.2 0.7 221. determinada pelo EER.344 4.00 0.2 215.441 7.280 10h às 17h 202.201 6.00 0.504 11.8 0.5 14h às 16h30min 7. Tabela 4.9 0.3 220.235 34.7 0.000 Btu/h.022* A potência nominal para estes aparelhos.580 1. Consumo de aparelhos de ar condicionado 21.221 7.64 25. .0 11h20min às 18h20min 201.947 7.5 7.9 1.0 1.960 6.00 0.648 15.969 1.00 0.222 5.00 0.0 0.00 0.181 6.285 1.5 11h às 17h30min 195.6 1. é de 1.883 6.9 219.4 214.1 max Consumo 5.00 0.107 6.00 0.0 221.0 8.11 25. Monitoramento Tempo (h) Período 3.5 14h30min às 18h 3.5* Média 202.572 33.0 8h30min às 17h30min 202.997 1.285 W.10 25.510 0.577 10.13 25.02 25.748 1.216 6.4 0.192 4.037 6. determinada pelo EER.0 220.205 Anexos 9.570 W.4 215.7 219.6 0. é de 1.5* Média 203.165 0.4 223. Tabela 4.354 0.62 25.0 221.00 0.629 0.2 1.02 25.0 12h às 17h 201.000 5.00 0.163 0.205 9h às 16h30min 204.060 6.026 9.7 214.033 1.0 Tensão (V) min max Corrente (A) min max Potência (kW) min max Consumo med (kWh) 204.247 6.2 0.8 1.0 9h20min às 15h20min 201. é de 2.99 25.2 221.95 25.00 0.282 3.219 5.7.000 Btu/h.243 6.5 1. determinada pelo EER.189 5.213 5.62 25.00 0.0 9h às 18h 203.169 1.880 W.0 219.919 13.20 25.4 219.0 Tensão (V) min max Corrente (A) min max Potência (kW) min med (kWh) 203.29 203.009 1. Monitoramento Tempo (h) Período 2.377* A potência nominal para estes aparelhos.2 0.720 9h30min às 17h30min 203.223 5.0* Média 202.043 0.120 6.00 0. Consumo de aparelhos de ar condicionado 18.00 0.

Monitoramento Tensão (V) Tempo (h) Período 6.039 3.0 2.3 219.14 25.56 12h25min às 18h25min 189.0 12h às 18h 56.474 3.4 219.40 4.261 0.29 500 3M do Brasil 207.186 9.696 3. Consumo de retroprojetores.00 0.108 3.3 220.0 min max Corrente (A) min max Potência (kW) min max Consumo med (kWh) 191.91 25.12 apresenta a potência de retroprojetores utilizados no Centro Tecnológico da UFSC.7 217.171 17.9.9 215.972 17.65 201.0 2. Tabela 4.82 17.3 220.7 0.00 0. é de 3.0 12h às 18h 6.0 12h às 18h 200.517 21.228 3.88 2.80 639 Grafotec 207.255 7.80 17.291 3.17 447 3M do Brasil 205.922 4. Consumo de aparelhos de ar condicionado 30.255 3. Retroprojetor Tensão (V) Corrente (A) Potência (W) Visograf 218.384 3.400 20.13 6.250 19.39 6.0 8h às 12h 208.43 6.69 3.2 15.8.4 1.85 16.5 216.427 14.4 217.0 12h5min às 18h5min 207.4 15.00 0.097 12.92 3.0* Média 25.102 2.11 3. Retroprojetores A tabela 4.787 3.6 215.3 15.287 19.355 20.206 Anexos Tabela 4.105 3.428 2.10 208.2 14.024 3.15 17.20 1.238 19.4 215.24 3.68 15.771* A potência nominal para estes aparelhos.24 4.260 W.27 25.6 9.50 6.0 2.20 447 .228 9.0 12h15min às 18h15min 201.8 13.743 3.761 3. Neste caso foram realizadas leituras instantâneas.0 2.41 20. determinada pelo EER.5 215.5 1.72 6.7 1.000 Btu/h.0 12h5min às 18h5min 191.00 0.0 12h às 18h 205.582 3.0 12h5min às 18h5min 209.162 12.26 17.83 6.19 3.17 177 3M do Brasil 219.0 2.453 3.4 14.

Equipamentos Lâmpadas Quantidade Potência unitária (W) Potência total (kW) 124 20 3.224 952 40 49.115 2 10.5).940 Total ar condicionado 12. Equipamentos Lâmpadas Quantidade Potência unitária (W) Potência total (kW) 576 65 48.672 29 40 1. Potência instalada no bloco B.722 Total micros Ar condicionado 12.225 Total lâmpadas 56.800 Ar condicionado 53 500 26.504 50 65 4. Potência instalada nos blocos B e C Tabela 4.924 29 117 3.000 Btu/h 1.5.744 2 1000 2.870 Observações: Na determinação da potência total das lâmpadas admiti-se 30% para perdas por reator (válido também para a tabela 4. Potência instalada no bloco C.207 Anexos Anexo 12.000 Total lâmpadas Microcomputadores 55.500 .508 144 20 3.4.393 89 98 8. Tabela 4.980 5 10.953 Microcomputadores 198 100 19.950 6 18.000 Btu/h 5. Para os aparelhos de ar condicionado adota-se a potência de 990 W para cada aparelho.500 Btu/h 4.

000 Btu/h adotou-se 500 W.791 1 1572 1.000 Btu/h.572 46. para potências acima de 10.710 Observações: Para os aparelhos de ar condiciondo com potência inferior a 10.863 Outros equipamentos 0. Iluminância nas salas do bloco B Sala NBR 5482 16 pontos 8 pontos Sala NBR 5482 Iluminância (lux) 812 823 16 pontos 8 pontos Iluminância (lux) p1 = 50 a1 = 153 a1 = 211 p2 = 190 a2 = 183 q1 = 192 p1 = 200 a1 = 201 a1 = 229 a2 = 271 p2 = 162 a2 = 243 a2 = 247 a3 = 198 b1 = 156 q1 = 335 a3 = 258 b1 = 415 q2 = 175 a4 = 228 b2 = 232 q2 = 245 a4 = 236 b2 = 406 r1 = 189 b1 = 209 b3 = 201 r1 = 372 b1 = 321 b3 = 302 r2 = 258 b2 = 263 b4 = 265 r2 = 416 b2 = 425 b4 = 342 r3 = 153 b3 = 290 c1 = 190 r3 = 332 b3 = 422 c1 = 395 r4 = 271 b4 = 281 c2 = 272 r4 = 300 b4 = 306 c2 = 393 t1= 130 b5 = 137 t1= 239 b5 = 268 t2 = 109 b6 = 226 t2 = 190 b6 = 308 t3 = 211 b7 = 271 t3 = 236 b7 = 341 t4 = 219 b8 = 287 t4 = 251 b8 = 298 p1 = 210 813 c1 = 147 c1 = 330 c2 = 215 c2 = 388 c3 = 273 c3 = 404 c4 = 254 c4 = 336 a1 = 320 a1 = 392 840 p1 = 234 a1 = 287 a1 = 305 .000 Btu/h adotou-se 989 W e para um de 21.208 Anexos 19 989 18. Anexo 13. adotou-se 1.572 W.000 e inferior a 18.

209 Anexos LIICT p2 = 166 a2 = 425 a2 = 383 p2 = 245 a2 = 330 a2 = 291 q1 = 350 a3 = 402 b1 = 365 q1 = 417 a3 = 317 b1 = 537 q2 = 342 a4 = 291 b2 = 358 q2 = 272 a4 = 253 b2 = 540 r1 = 388 b1 = 290 b3 = 385 r1 = 523 b1 = 470 b3 = 422 r2 = 361 b2 = 387 b4 = 369 r2 = 539 b2 = 566 b4 = 423 r3 = 384 b3 = 376 c1 = 395 r3 = 549 b3 = 566 c1 = 530 r4 = 412 b4 = 291 c2 = 386 r4 = 546 b4 = 423 c2 = 504 t1= 209 b5 = 325 t1= 264 b5 = 364 t2 = 203 b6 = 406 t2 = 268 b6 = 438 t3 = 229 b7 = 392 t3 = 312 b7 = 460 t4 = 260 b8 = 317 t4 = 215 b8 = 400 c1 = 332 c1 = 461 c2 = 410 c2 = 580 c3 = 417 c3 = 567 c4 = 332 c4 = 422 p1 = 300 a1 = 318 a1 = 375 p2 = 242 a2 = 331 a2 = 384 q1 = 448 a3 = 375 b1 = 448 q2 = 404 a4 = 266 b2 = 428 r1 = 432 b1 = 392 b3 = 463 r2 = 441 b2 = 476 b4 = 435 r3 = 446 b3 = 467 c1 = 454 r4 = 454 b4 = 411 c2 = 454 t1= 373 b5 = 386 t2 = 335 b6 = 445 t3 = 392 b7 = 320 t4 = 371 b8 = 469 c1 = 426 c2 = 462 c3 = 398 c4 = 356 .

Iluminância nas salas do bloco C Sala Iluminância (lux) 1 4 7 390 342 414 Sala Iluminância (lux) 445 495 371 524 396 361 389 354 322 300 353 Iluminância (lux) 294 323 546 319 378 601 594 355 390 545 557 301 375 268 280 326 320 337 333 353 364 300 336 319 367 346 375 385 294 297 304 352 270 335 669 684 623 485 509 510 514 440 332 570 545 410 2 Sala 5 3 6 Anexo 15.91 Para significância de 2.5% e n=10.29 Teto Piso Parede Lousa Epb Esup ρsup Epb Esup ρsup Epb Esup ρsup Epb Esup ρsup (lux) (lux) (%) (lux) (lux) (%) (lux) (lux) (%) (lux) (lux) (%) 31 25 73 63 42 60 11 5 41 13 5 35 41 24 53 50 31 56 11 5 41 24 7 26 43 25 52 59 38 58 18 7 35 19 7 33 39 18 42 36 26 65 9 4 40 10 3 27 53 37 63 68 45 60 9 4 40 24 9 34 . Refletâncias estimadas Para significância de 2. Ri<2. Ri<2.210 Anexos Anexo 14.5% e n=30.

Para significância de 2. Ri < 2.29 .91 Para significância de 2.5% e n=30. Ri < 2.211 Anexos 44 30 61 47 32 61 12 6 45 11 5 41 25 16 58 38 25 59 10 4 36 18 6 30 30 15 45 33 22 60 16 7 39 8 3 34 29 24 74 29 18 56 11 5 41 23 8 31 40 24 54 68 44 58 112 48 39 7 3 39 30 24 72 53 37 63 18 9 45 38 22 52 35 24 62 88 33 34 31 16 46 31 19 55 13 8 55 10 6 54 27 19 63 7 3 39 9 5 50 26 18 62 32 14 39 21 7 30 12 8 60 31 12 35 19 13 62 24 16 60 33 14 38 18 12 60 18 13 65 32 12 34 28 13 42 34 22 58 21 8 34 23 17 67 21 14 60 21 8 34 28 13 42 34 24 64 12 5 38 15 12 72 68 40 53 27 11 37 19 14 66 51 32 56 36 16 40 28 10 32 51 30 53 25 11 40 26 13 45 25 17 61 26 11 38 20 14 63 78 49 57 27 13 43 13 11 76 40 25 56 23 9 35 12 6 45 24 16 60 81 33 37 23 10 39 23 15 59 7 4 51 34 17 45 35 21 54 11 8 65 As tabelas abaixo apresentam a análise de espúreos.5% e n=10.

21 3.08 30 29 28 27 n Coluna A Rimax = 3.71 1. Coluna D Rimax = 2. Rimin = (Média) .93 1.(Valor mínimo) / (Desvio padrão). Para as refletâncias de teto.27 1.212 Anexos Teto Piso Lousa Média 54% 59% 33% Desvio padrão 13% 3% 5% Valor mínimo 30% 53% 35% Valor máximo 76% 65% 39% Rimin 1. Parede A B C D Média 40% 39% 39% 38% Desvio padrão 7% 5% 4% 3% Valor mínimo 34% 34% 34% 34% Valor máximo 65% 55% 51% 45% Rimin 0.91 logo 65 é espúreo. Coluna B Rimax = 3.16 2.78 1.23 30 30 10 n Rimax = (Valor máximo) .95 1. . Coluna C Rimax = 3.08 < Ri = 2.37 Rimax 1.44 Rimax 3.69 > Ri = 2.82 logo nenhum valor pode ser descartado.21 > Ri = 2. No caso das refletâncias de parede. como mostra a tabela abaixo.88 0. parede e piso nenhum valor pode ser excluído pois tanto Rimin quanto Rimax são inferiores a Ri.(Média) / (Desvio padrão). alguns valores mostraram-se espúreos.16 > Ri = 2.87 logo 51 é espúreo.69 3.89 logo 55 é espúreo.13 1.

0 23.2 50.7 0.80 36.8 0.0 34.7 0.7 0. K RBSA RASA RBAB RAAA RAAB RBCD 0.50 27.0 23.7 24.8 1.1 0.0 23.0 2.0 54.50 27.3 52.0 23.9 51.7 26.2 11.8 52.2 1.00 26.9 6.00 21.9 0.3 51.7 52.80 31.0 0.3 0.6 .0 24.6 0.9 0.5 3.5 5.0 24.5 32.0 23.9 1.8 0.00 34.7 0.1 0.0 8. K RBSA RASA RBAB RAAA RAAB RBCD 0.1 0.3 28.7 0.0 52.0 24.1 2.00 28.0 23.6 6.6 0.0 32. Aumento percentual da potência instalada em iluminação para refletância de parede de 30%.9 7.5 21.2 8.0 26.3 29.11.25 32.4 54.4 49.1 0.1 30.2 4.1 30.7 4.00 25.2 0.7 52.4 1.6 1.7 2.2 0.00 22.0 4.3 18.0 23.0 24.6 54.3 51.5 0.8 14.00 30.0 Tabela 4.0 24.0 7.0 24.3 50.0 17.8 0.10.1 53.8 34.0 51.25 28.60 36.1 25.6 0.7 5.9 1.0 54.0 23.213 Anexos Tabela 4.0 3.50 24.6 5.5 1. Aumento percentual da potência instalada em iluminação para refletância de parede de 50%.6 2.3 2.8 53.0 23.00 23.60 28.3 14.3 3.50 31.8 20.5 2.0 24.1 5.2 Média 26.7 0.00 24.0 23.6 50.0 23.0 6.9 0.4 52.0 24.6 5.4 4.3 1.0 23.6 26.

0 0.2 2.3% em função da refletância das paredes. As tabelas 4.12.8 26.1 8.2 a 5.6 4.9 5.00 25.0 23.8 3.1 24.3 1.7 10.7 0. apresentam um aumento percentual na potência instalada de 3.2 2.8 24.0 18.5 5.9 0.3 33.0 23.50 28.3% quando utilizadas no lugar daquelas com refletor de alumínio sem aletas.8 21.0 23.80 43.6 0.6 22.25 36. K RBSA RASA RBAB RAAA RAAB RBCD 0.2 53.0 1.2 0.32 a 4. o aumento é superior a 50% da potência instalada com luminárias com refletor de alumínio sem aletas. As luminárias com refletor branco sem aletas (RBSA).1 7.8 1. .7 53.60 44.2 52.0 1.9 4.00 23. comparadas com as anteriores.2 0.4 4.0 23.3 0.8 54.6 51.0 24.6 1.6 29.0 0.1 0.50 33.3 3.0 56.00 27.3 Esta tabela mostra que as luminárias com refletor de alumínio sem aletas (RASA) são as mais eficientes em termos de minimização da potência instalada seguidas muito próximo pelas luminárias com refletor de alumínio e aletas brancas (RAAB). Aumento percentual da potência instalada em iluminação para refletância de parede de 10%.4 3.00 38. Estas. apresentam um aumento na potência instalada de 26.00 30.0 60.4 0.8 0.0 23.0 59.0 56.5 0.7 4.9 31.214 Anexos 5.2 51.2 14.6 24.0 24.2 55.4 0.0 23.0 23.8 34.1 2.5 Tabela 4.6 7.00 24.3 27.1 Média 33.3 Média 30.7 53. No caso das luminárias com refletor branco e difusor leitoso (RBCD).0 0.6 a 33.0 23.5 56.9 29.34 apresentam a redução percentual verificada na potência instalada em iluminação em função da utilização de uma luminária mais eficiente no lugar da menos eficiente.7 12.3 0. comumente utilizada em instalações comerciais e industriais.

00 17.7 20.6 31.1 35.4 0.5 17.0 28.0 5.0 13.8 30.2 0.8 18. Redução percentual da potência instalada em iluminação para refletância de parede de 30%.4 15.4 33.1 16.2 34.00 18.0 17.4 10.5 33.0 1.13.4 16.2 18. K RBSA RASA RBAB RAAA RAAB RBCD 0.9 35.4 0.3 19.2 30.4 33.25 14.0 24.0 10.60 14.2 33.0 2.4 0.5 33.0 2.00 18.8 18.6 33.4 0.0 3.0 Tabela 4.0 3.0 Média 16.4 20.0 4.8 27.3 17.3 34.2 32.00 18.0 .1 0.9 29. Redução percentual da potência instalada em iluminação para refletância de parede de 50%.6 23.80 11.7 14.00 14.4 30. K RBSA RASA RBAB RAAA RAAB RBCD 0.1 27.4 28.0 1.2 35.0 5.3 0.2 33.0 1.25 15.7 18.9 20.9 19.0 33.6 12.7 0.0 1.4 14.5 34.4 33.6 0.4 19.7 12.6 0.60 10.7 26.7 0.9 18.5 0.6 35.0 0.6 33.0 0.9 0.2 11.00 12.6 21.4 33.4 31.50 15.5 18.3 34.0 1.4 17.3 18.9 34.6 0.9 32.6 33.4 34.6 0.6 0.9 18.0 1.8 0.3 34.9 30.80 13.8 18.5 18.00 17.5 29.1 35.14.00 16.0 4.00 18.6 17.6 34.5 29.50 15.50 17.50 16.9 18.0 2.3 18.215 Anexos Tabela 4.5 0.2 31.7 19.4 0.4 0.00 16.0 2.9 0.9 34.3 19.0 27.9 22.

7) . P= Plu min .8 19.9 33.8 19.2 19.0 34.2 34.80 10. K RBSA RASA RBAB RAAA RAAB RBCD 0.6 18.50 14.4 0.9 29.9 20.00 17.00 17.4 0.6 31. 1991) e em função de ambientes com diferentes dimensões.0 1.0 20.1 0.3 35.0 36.2 37.00 11.2 19. N A onde: P é a potência de iluminação por unidade de área (W/m2).0 Média 14.9 0.50 16.0 1.7 0.5 0.0 4.0 1.3 34.9 0.3 36.15.0 5.4 11.0 13.0 2. além de permitir a visualização da potência instalada em função dos equipamentos utilizados.8 18.8 19.216 Anexos Média 15.1 32.4 26.0 Proposta de normalização Esta análise. caracterizados através do índice de ambiente (K).8 22.00 17.5 35.0 0.0 20. A potência por unidade de área é dada pela equação 4.3 35.0 3.8 19.1 36.6 16.6 19.7.00 15.2 19.8 35.60 9.3 20.3 15.4 0.7 29. Redução percentual da potência instalada em iluminação para refletância de parede de 10%.5 34. (4.1 0.8 0.7 24.Iluminância de interiores (ABNT.2 32.2 33.0 2.6 34.5 0.8 21.0 Tabela 4.8 34.2 35.8 31.4 37.9 31.9 28.25 13.8 0. pode servir como base para uma futura normalização que estabeleça limites de potência instalada em iluminação em função das faixas de iluminância propostas para as diferentes atividades visuais prescritas pela NB 57 .

analisam-se 7 diferentes cenários.8) onde: CM é o coeficiente de majoração. o somatório do fluxo luminoso de todas as lâmpadas da luminária (lm).8 que não depende diretamente da área do ambiente. φ lumin é o fluxo luminoso emitido pela luminária. A é a área do ambiente.4 é diretamente proporcional à área do ambiente.dado pela equação 3. As situações seguintes. como a equação 3. P= Plu min .7 resulta na equação 4. Desta forma.217 Anexos Plumin é a potência total de cada luminária (W). Portanto. luminárias com refletor branco e reatores convencionais com consumo de 30% da potência das lâmpadas.4 do capítulo 3. da iluminância desejada e do fator de depreciação.34). E Fd.600 lúmens. E é a iluminância desejada em função da atividade visual a ser desenvolvida (lux). O primeiro deles procura representar uma situação próxima da atualmete encontrada nas edificações comerciais brasileiras. esta equação pode fornecer a potência em iluminação por unidade de área em função apenas da potência da lâmpada a ser utilizada e de seu fluxo luminoso (total na luminária).050 lúmens e reatores eletrônicos (consumo nulo). Fd é o fator de depreciação devido ao acúmulo de poeira nas lâmpadas e luminárias e à depreciação do fluxo luminoso.28 a 4. CM. além do coeficiente de majoração (função da luminária). N é o número de luminárias no ambiente . ou seja. a seguir apresentados (tabelas 4. apenas do coeficiente de majoração que é função do índice de ambiente. Portanto. ou seja. Os valores mostrados (W/m2) apresentam um acréscimo de 30% sobre os valores calculados em virtude do arredondamento necessário no número de luminárias por ocasião do projeto luminotécnico. são utilizadas lâmpadas de 40W com fluxo luminoso de 2. utilizam lâmpadas eficientes de 32W com fluxo luminoso de 3.φ lu min (4. . a substituição desta equação na 4. com os 6 tipos de luminárias apresentadas neste trabalho.

0 17.9 50.8 14.1 Tabela 4.0 3.20 pois agilizam os cálculos em planilha eletrônica.8 14.218 Anexos A refletância das paredes é admitida como 30% para se ter a possibilidade de aumentá-la.7 17. O fator de depreciação adotado é de 0.4 35. Em todos os cenários apresenta-se também a eficiência do sistema (lm/W).7 23.5 29.1 4.5 1.4 9.00 6.3 117.0 19.9 2.50 7.7 13.1 13.5 0.00 5.3 38.7 13.7 29.7 35.5 11.9 21.8 16.6 15.2 10.3 58.9 17.6 27.7 26.9 58.4 65. podese induzir o usuário a adotar eficiências superiores às prescritas e consequentemente.7 7.6 19.5 8.0 73.5 29.8 11.00 8.25 7.2 58.4 21. Tabela 4.7 15. tornar as iluminâncias muito maiores que as realmente necessárias e a potência instalada e o consumo bem superiores aos que deveriam.1 7.3 17.0 43.2 25.3 77. 1964).2 1.3 21.0 86.0 10.8 14.7 8.5 35. No entanto. E (lux) K 100 150 200 250 300 Potência (W/m2) 500 750 1000 Eficiência lm/W .5 98.9 47.4 23.17.9 8.2 23.6 47.8 11.8 71.8 16.4 18.00 4.4 49.7 11.9 14.2 31. Os coeficientes de majoração utilizados são aqueles fornecidos pelas equações da tabela 4.1 9.6 19.7 19.50 5.9 53.80 o que representa um período de manutenção de 24 meses (SMIT.16.9 1. deve-se atentar que apenas exigindo valores mínimos de eficiência para o sistema de iluminação.9 15. este trabalho sugere que o sistema de iluminação apresente uma potência instalada por unidade de área em função da iluminância desejada limitada a um valor máximo e que a eficiência do sistema atenda a um valor mínimo.6 10. Desta forma.8 5.00 5. Cenário 1: luminárias brancas sem aletas e lâmpada ineficiente.6 12.9 63.80 9.8 12.1 12.8 17.7 2.5 44.60 11. E (lux) 100 150 200 250 300 500 750 1000 Potência (W/m2) K Eficiência lm/W 0. Cenário 2: luminárias com refletor de alumínio e sem aletas (RASA).8 88.3 11.5 55.7 41. Esta não depende da iluminância desejada e poderia ser adotada como limites mínimos a serem exigidos.6 24.3 37.

3 18.2 22.3 5.7 29.1 48.0 4.2 7.0 5.5 9.3 Tabela 4.6 9.5 7.9 8.4 6.7 12.0 26.3 12.2 4.60 4.5 3.9 21.00 3.4 5.5 11.8 20.8 43.0 50.0 3.7 7.9 13.8 11.6 5.2 2.4 19.0 7.7 7.3 3.0 28.2 47.9 4.0 13.6 10.7 27.6 15.00 2.2 9.8 7.2 3.5 10.1 25.2 1.2 0.0 15.7 10.8 9.219 Anexos 0.00 2.6 9.8 7.2 1.2 4.00 2.3 1.1 32.4 25.7 1.0 15.5 6.9 11.25 3.8 3.8 16.2 7.3 6.50 2.3 3.3 24.1 4.8 26.1 5.5 6.5 7.9 5.0 10.6 30.0 8.0 9.0 43.0 22.9 5.5 5.5 Eficiência lm/W 24.9 5.0 24.6 26.5 11.4 43. E (lux) 100 150 200 300 500 750 1000 Potência (W/m2) K 0.50 3.5 10.1 31.1 22.9 28.0 33.1 34.1 5.1 7.0 44.1 3.7 0.7 4.4 4.18.80 3.1 29.7 4.25 3.6 3.0 14.5 21.5 2.3 5.2 21.2 23.00 3.00 2.00 2.3 2.80 3.3 1.8 11.7 14.6 16.0 Tabela 4.4 18.0 4. E (lux) 100 150 200 250 300 500 750 1000 Potência (W/m2) K Eficiência lm/W 0.00 2.9 19.4 10.5 4.8 .3 6.5 38.0 20.6 32.1 32.2 6.60 250 4.2 20.4 17.8 8.4 24.9 6.4 3.7 6.8 28.4 26.5 23.2 17. Cenário 3: luminárias com refletor de alumínio e aletas brancas (RAAB).8 12.6 46.8 6.4 17.00 2.2 4.2 5.1 22.8 6.2 38.5 40.2 18.4 1.1 3.5 8.6 5.4 37.3 41.1 7.4 6.9 6.4 12.2 2.8 38.6 12.1 36.2 6.3 31.3 13.00 2.4 4.0 34.5 17.50 2.8 4.8 5.6 34.1 19.1 6.8 5.6 8.0 6.1 33.50 2. Cenário 4: luminárias com refletor de alumínio e aletas de alumínio (RAAA).5 36.19.7 4.9 21.3 15.3 23.6 3.2 8.60 4.7 6.4 8.

50 3.1 28.0 5.1 5.5 30.3 5.5 51.3 37.5 8.8 4.4 7.3 40.0 22.1 4.5 23.3 31.5 8.9 2.1 8.9 46.0 7.8 1.0 4.60 6.3 9.8 5.2 10.9 38.2 5.7 6.7 42.7 16.6 7.6 5.80 4.9 26.1 30.4 14.3 7.7 23.1 9.3 12.5 6.00 4.1 31.00 2.5 9.7 17.0 10.7 26.0 1.6 5.6 11.3 18.0 21. Cenário 6: luminárias com refletor branco e sem aletas (RBSA).00 2.2 2.4 Tabela 4.0 9.2 24.8 15.4 6.5 8.60 5.2 3.8 9.1 19.4 18.1 20.9 21.9 35.25 3.3 21.3 1.2 0.9 13.7 16.7 10.5 .1 26.1 8.0 15.9 16.3 6.2 9.0 10.7 32.1 10.50 3.5 31.6 24.7 21.00 3.0 15.1 22.5 26.3 23.9 28.5 10.8 33.3 38.80 5.6 19.1 23.8 27.3 8.7 5.4 11.8 37.1 33.3 5.9 35.8 40.7 7.00 3.6 30.5 1.0 21.0 6.9 27.4 Tabela 4.5 3.9 5.7 4.3 0.5 18.4 18.3 61.3 12.7 9.4 12.9 3.6 43.0 4.4 19.7 7.00 2.5 30.50 3.5 9.4 24.1 4.9 54.4 15.1 12. E (lux) 100 150 200 250 300 500 750 1000 Potência (W/m2) K Eficiência lm/W 0.20.7 8.7 10.2 4.2 30.6 16.2 7.9 13.1 7.4 7.6 14.80 4.6 8.9 13.2 46.5 9.0 6.0 13.0 1.4 30.7 38.220 Anexos 0.6 5.4 11.9 4.2 9.3 6.4 4.9 2.9 6.6 24.7 26.5 35.4 27.00 3.1 35.9 5.4 20.00 2.4 25.0 7. Cenário 5: luminárias com refletor branco e aletas brancas (RBAB).00 4.9 26.6 1.6 12.5 6.2 9.7 14.21.50 3. E (lux) 100 150 200 250 300 500 750 1000 Eficiência Potência (W/m2) K lm/W 0.0 33.7 7.3 32.0 8.3 40.4 35.0 6.9 2.8 7.3 28.6 3.2 6.8 17.4 28.6 7.25 3.3 15.00 2.

6 27.5 8.3 8.4 4.0 5.7 5.1 9.9 5.0 20.2 4.8 25.80 5.4 4.7 8. E (lux) 100 150 200 250 300 500 750 1000 Potência (W/m2) K Eficiência lm/W 0.6 8.9 6.0 8.1 45.3 44.4 11.9 40.00 3.6 17.1 4.8 10.5 9.3 7.1 33.7 20.22.3 32.2 68.8 8.6 6.9 10.00 3. Cenário 7: luminária branca com difusor leitoso (RBCD).4 30.00 3.1 15.5 6.8 5.7 5.2 22.2 13.25 4.6 22.1 13.5 5.4 30.5 3.4 10.1 15.6 6.5 34.1 6.2 26.6 7.4 17.6 17.00 4.5 11.50 4.0 12.00 2.6 2.4 3.7 34.60 6.0 1.1 7.8 47.7 4.2 43.25 4.7 24. .7 0.8 29.7 16.2 30.29 apresenta a comparação da eficiência do sistema de iluminação para os diferentes cenários apresentados.1 8.5 32.9 35.8 7.8 58. Menores eficiências equivalem a maiores níveis de potência por unidade de área.2 20.3 19.2 14.6 17.9 32.50 3.2 18.4 9.9 4.1 51.4 5.9 11.00 2.5 21.0 6.2 33.3 23.2 7.7 5.9 30.8 9.9 3.1 1.3 39.5 1.2 Tabela 4.4 6.4 35.0 13.2 24.0 8.9 1.8 28.4 5.0 10.9 26.2 12.5 22.3 11.5 37.4 18.4 22.8 7.7 9.9 37.0 30.0 6.6 26.2 9.5 2.5 23.0 40.50 3.6 26.2 7.5 13.5 29.221 Anexos 1.9 14.2 28.7 8.7 14.8 24.7 14.6 7.3 18.00 5.0 4.1 11.5 19.1 20.8 A figura 4.00 4.8 11.1 16.3 22.00 3.6 9.1 25.0 6.4 52.3 6.0 34.2 10.8 2.00 2.2 37.0 2.0 1.8 26.5 29.3 7.6 40.8 10.50 3.3 15.4 13.5 12.

8 W/m2 estariam dentro dos limites impostos por esta proposta para a faixa de 500 lux.5 W/m2. porém limitada.50 3.00 3.RASA). pois como percebe-se na figura 4. .0 0.29.6. as faixas de potência instalada variariam entre 9.0 30.00 Índice de ambiente . 5.00 1.1 e 25. para o caso brasileiro.50 1. o que permitirá flexibilidade e liberdade. a ASHRAE Standard limita a potência em iluminação de escritórios entre 16. ou seja. Comparação da eficiência do sistemas para os diferentes cenários.5 W/m2. No caso de escolas. Esta proposta (para 500 lux) limita estes valores entre 15. em que a maior parte dos ambientes escolares são atendidos por 300 lux.1.50 4.00 0.1 e 20.0 45.0 0. permite-se uma maior flexibilidade em função dos diferentes índices de ambiente. Como limites a serem adotados sugere-se aqueles apresentados no cenário 7 (RASA). Conclusões referentes à proposta de normalização 1. para se elaborar o projeto luminotécnico. caracterizado por um sistema ineficiente.1 W/m2. No entanto.0 35.0 20. variando entre 16. a eficiência do sistema de iluminação será relativamente superior àquela do cenário 1.2 e 34.00 4.50 2. Em termos comparativos.00 2.0 40.0 5.0 25. e relativamente inferior ao sistema mais eficiente (cenário 2 .0 10.222 Anexos Eficiência do sistema (lm/W) 50.0 15. Os valores apresentados nesta primeira tentativa de limitar a potência instalada em sistemas de iluminação em edificações brasileiras mostram-se mais detalhados do que aqueles apresentados pelas normas americanas.50 5.K RASA RAAB RAAA RBAB RBSA RCCD Ineficiente Figura 4.1 e 20. os valores apresentados pela ASHRAE Standard.

As normas americanas limitam estes valores apenas em função das dimensões do ambiente (através de faixas de área construída). Esta proposta estabelece limites de potência instalada em iluminação em função das dimensões do ambiente (através do índice de ambiente) e da iluminância exigida para atender as atividades visuais a serem realizadas nestes ambientes.223 Anexos 2. .

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