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Geração Y – Wikipédia, a enciclopédia livre

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https://pt.wikipedia.org/wiki/Geração_Y

Geração Y
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

A Geração Y, também chamada geração do milênio ou geração da Internet[1] , é um conceito em Sociologia que se refere, segundo alguns autores, como Don
Tapscott, à corte dos nascidos após 1980 e, segundo outros, de meados da década de 1970 até meados da década de 1990, sendo sucedida pela geração Z.

Essa geração desenvolveu-se numa época de grandes avanços tecnológicos e prosperidade econômica, e facilidade material, e efetivamente, em ambiente altamente
urbanizado, imediatamente após a instauração do domínio da virtualidade como sistema de interação social e midiática, e em parte, no nível das relações de trabalho. Se
a geração X foi concebida na transição para o novo mundo tecnológico, a geração Y foi a primeira verdadeiramente nascida neste meio, mesmo que incipiente.
É importante notar que não existe geração Y no campo, se a natureza da renda da família e da cidade estão relacionadas a um histórico de trabalhos braçais e
tradicionais, rurais, ou tradicionais manufatureiras.

Há uma diferença significativa entre as modalidades de prosperidade econômica e níveis de interação material mundiais, quando comparadas as duas gerações (x e Y).
Na primeira, a quantidade de elementos lúdicos, de brinquedos, artefatos e eletrodomésticos ou qualquer nível de produto na cadeia social é muito menor que na
segunda, e em contrapartida, mais duradouro e predisposto à manutenção ao invés do descarte e atualização (update).

A dinâmica da manutenção e reciclagem econômicas foram dramaticamente alteradas na virada do milênio, encabeçadas por potências como o Japão e Tigres Asiáticos
e EUA, onde o ciclo econômico de reciclagem e descarte passaram a fazer parte do circuito econômico de produção local, por necessidade ambiental ou retorno
financeiro. Simultaneamente, a natureza da efemeridade dos programas computacionais e a lógica da indústria de softwares induziram também fortemente, o conceito
de descarte e atualização. De forma complementar, o desenvolvimento da indústria automobilística entrou no patamar de configuração dos veículos, também por
questões de reciclagem e descarte que alimentariam a cadeia produtiva desde a fonte, em termos de reduzir a espessura das latarias e materiais em função da absorção
de impactos em colisões. Este elemento, de origem investigativa com base em pesquisas de colisão com modelos e bonecos, por si só inseriu em parte a necessidade de
redução da resistência mecânica e portanto, durabilidade material das latarias, fato perceptível no senso comum da população.
Estas diferenças econômicas produziram, com efeito, uma geração familiarizada com a baixa durabilidade e efemeridade dos produtos. Neste novo ambiente volátil,
onde podemos assistir a queda de diversas profissões e a relativização de outras, a lógica do trabalho até então conhecida das profissões e carreiras adquiriu novo
significado e grau de comprometimento.

A geração Y foi desta forma, superexposta a novo nível de informação, afastada dos trabalhos braçais e sobrecarregada de "prêmios" e facilidades materiais em troca de
pouco ou nenhum esforço. Em parte este processo ocorreu devido a uma aparente compensação a partir dos pais, originários da geração X, possivelmente tentando
compensar a lacuna material pelo qual podem ter passado, se comparadas as prosperidades econômicas da geração X com a da Y. Ao mesmo tempo, possivelmente
tentando viver um nível de materialismo econômico através de seus filhos e netos.
Eles cresceram vivendo em ação, estimulados por atividades, fazendo tarefas múltiplas[2] . Acostumados a conseguirem o que querem sem esforço ou prazos
consideráveis, não se sujeitam às tarefas subalternas de início de carreira e desejam salários ambiciosos desde cedo, em geral com a suposição de que conhecimento e
currículo técnico tornam desnecessários outros atributos profissionais. É comum que os jovens dessa geração troquem de emprego com frequência em busca de
oportunidades que ofereçam mais desafios e crescimento profissional, ou em função de uma evasão de dificuldades típicas de muitas carreiras. A discrepância na
percepção do significado sobre o trabalho e carreira é evidente em diversos foruns na internet, onde se pode observar o confronto de gerações e o discurso divergente,
em geral, criticando a postura da geração Y como "sem interesse" e diversos outros adjetivos (http://www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/um-emcada-cinco-jovens-brasileiros-nao-trabalha-nem-estuda/96261/).
Uma características básica que define esta geração é a utilização de aparelhos de tecnologia, como telefones celulares de última geração, os chamados smartphones
(telefones inteligentes), para muitas outras finalidades além de apenas fazer e receber ligações como é característico das gerações anteriores[3] .

A geração Y, também conhecida por Millennials (https://en.wikipedia.org/wiki/Millennials), representava, em 2012, cerca de 20% da população global[4] . Cresceram
num mundo digital e estão, desde sempre, familiarizados com dispositivos móveis e comunicação em tempo real, como tal são um tipo de consumidores exigentes,
informados e com peso na tomada de decisões de compra. São a primeira geração verdadeiramente globalizada, cresceram com a tecnologia e usam-na desde a primeira
infância. A Internet (https://en.wikipedia.org/wiki/Internet) é, para eles, uma necessidade essencial e, com base no seu acesso facilitado, desenvolveram uma grande
capacidade em estabelecer e manter relações pessoais próximas, ainda que à distância[5] . A tecnologia e os dispositivos móveis (tablets e smarphones) em particular,
criaram condições para os Millennials (https://en.wikipedia.org/wiki/Millennials) ligarem-se e comunicarem entre si como nenhuma outra geração o tinha feito
anteriormente, permitindo partilhar experiências, trocar impressões, comparar, aconselhar e criar e divulgar conteúdos, que são o fundamento das redes sociais.
Os Millennials (https://en.wikipedia.org/wiki/Millennials) têm a expectativa de ter informação e entretenimento disponíveis em qualquer lugar e em qualquer altura.
Alch (2000)[6] afirma mesmo que eles têm que sentir que controlam o ambiente em que estão inseridos, têm que obter informação de forma fácil e rápida e têm que
estar aptos a ter vidas menos estruturadas.
Enquanto grupo crescente, têm se tornado o público-alvo das ofertas de novos serviços e na difusão de novas tecnologias, muitas vezes em função da reciclagem e
revenda de produtos praticamente idênticos, através do imaginário da necessidade absoluta de atualização de software e/ou hardware, como ícone de condição de
inserção social e econômica.

As empresas desses segmentos visam a atender essa nova geração de consumidores, que constitui um público exigente e ávido por inovações[7] . Aparentemente e as
vezes preocupados com o meio ambiente e as causas sociais, têm um ponto de vista diferente das gerações anteriores, que viveram épocas de guerras e desemprego.

Mas se engana quem pensa que na Geração Y tudo são só flores. Nascidos numa época de pós-utopias e modificação de visões políticas e existenciais, a chamada
Geração Y cresceu em meio a um crescente individualismo e extremada competição. Não são jovens que, em geral, têm a mesma consciência política das gerações da
época contracultural. E também, como as informações aparecem numa progressão geométrica e circulam a uma velocidade e tempo jamais vistos, o conhecimento
tende a ser encarado com superficialidade. [carece de fontes?].

A geração Y desenvolveu-se num contexto macroeconômico pós guerra fria, onde as dicotomias extremas foram dissolvidas (com simbologia principal a queda do
muro de Berlim) e os partidos multiplicaram-se e assimilaram características dos outros, tornando a percepção desta geração, com relação a que posicionamento tomar,
mais complexa e sem base que a da geração X. A dinâmica sócio politica e econômica e a efemeridade dos elementos sociais em geral produziu um solo ideológico
instável e flexível, de forma que o partidarismo, acompanhado pelo estímulo do liberalismo ao consumo e a exclusão das ideologias em função do consumo,
tornaram-se pouco nítidos a esta geração.

Linha do tempo

29/10/2015 08:28

Compartilha Igual 3. consulte as Condições de Uso.0 Não Adaptada (CC BY-SA 3.html) Precedido por Geração X Geração Y 1977 . D. consome e age a Geração Y (http://idgnow. Referências 1.br/carreira/2010/01/22/o-que-deseja-como-pensa-e-age-a-geracao-y/) 2.com/2010/08/geracao-y-e-o-marketing-como. F. R. Nº2 6. IDG Now!: O que deseja.com.org/w/index.globo. gerindo a carreira! (http://marketing-rage. pode estar sujeito a condições adicionais. Geração Y: perspectivas sobre o ambiente multigeracional .uol.1990 Sucedido por Geração Z Veja também Slacker generation Criança índigo Geração X Geração Y Geração Z Geração A Baby boomers Internetês Neologismo Obtida de "https://pt.blogspot. C. 29/10/2015 08:28 . M. como pensa. Academy of Marketing Studies Journal.0). L..00-GERACAO+Y.L. Top Books 5.LAB SSJ 4. Chong. A Geração Y e o Marketing. a enciclopédia livre 2 de 2 https://pt.(2002) Generation Y: purchasing power and implications for marketing.. Barreiro. Borges (2013).Geração Y – Wikipédia. Afonso.com/Revista/Galileu/0. Vol 34. Para mais detalhes. exibindo na legenda concepções mais abrangentes e mais restritas de cada caso. Vol. Social Target.org/wiki/Geração_Y Nota: Uma vez que não há consenso sobre os anos limítrofes de cada geração. Reportagem "Geração Y" na Revista Galileu (http://revistagalileu. Este texto é disponibilizado nos termos da licença Creative Commons .php?title=Geração_Y&oldid=43614605" Categorias: Gerações Comportamento Esta página foi modificada pela última vez à(s) 04h41min de 10 de outubro de 2015. Nº5 7. a tabela apresenta uma média simples das datas mais comuns.wikipedia. & Dunning. Alch.wikipedia.html) (em português) 3.. como sobreviver a este clima. (2000) The echo-boom generation: a growing force in America society: The Futurist. Farris.Atribuição .6.EDG87165-7943-219.