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UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ

INSTITUTO DE CIÊNCIAS SOCIAIS E APLICADAS - ICSA
FACULDADE DE CIÊNCIAS ECONÔMICAS - FACECON

LUIS FERNANDO DA COSTA OLIVEIRA

A LEI GERAL E AS MPE’S NO ESTADO DO PARÁ:
INSTRUMENTOS PRODUTIVOS E POLÍTICAS PÚBLICAS

BELÉM - PARÁ
2014

LUIS FERNANDO DA COSTA OLIVEIRA

A LEI GERAL E AS MPE’S NO ESTADO DO PARÁ:
INSTRUMENTOS PRODUTIVOS E POLÍTICAS PÚBLICAS

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à
Faculdade de Ciências Econômicas do Instituto
de Ciências Sociais e Aplicadas da
Universidade Federal do Pará, como requisito
obrigatório para a obtenção do grau de Bacharel
em Economia.
Orientador: Prof.ª. Dra. Gisalda Carvalho
Filgueiras

BELÉM
2014

LUIS FERNANDO DA COSTA OLIVEIRA

A LEI GERAL E AS MPE’S NO ESTADO DO PARÁ:
INSTRUMENTOS PRODUTIVOS E POLÍTICAS PÚBLICAS

BANCA EXAMINADORA:

_______________________________
Prof.ª Drª. Gisalda Carvalho Filgueiras
Universidade Federal do Pará
Orientadora

_________________________________
Prof. Dr. José do Egypto Vieira Soares Filho
Universidade Federal do Pará – UFPA.
Examinador Interno

_________________________________
Gonzalo Enrique Vásquez Enríquez
Prof. Dr. Instituto de Ciências Sociais - Faculdade de Economia UFPA.
Examinador Interno

Apresentado em:______/______/ 2014
Conceito:__________________

SUMÁRIO
1.INTRODUÇÃO.......................................................................................................................................................................01
OBJETIVO.................................................................................................................................................................................02
Objetivo Geral...........................................................................................................................................................................02
Objetivos Específicos................................................................................................................................................................02
2. METODOLOGIA...................................................................................................................................................................04
3. REFERENCIAL TEÓRICO....................................................................................................................................................06
4. A LEI GERAL: ORIGEM E ASPECTOS GERAIS................................................................................................................08
4.1 - A ORIGEM DA LEI GERAL...............................................................................................................................................08
4.2 - IMPLANTAÇÃO E PROJEÇÃO DE RESULTADOS.........................................................................................................11
4.3 - EVOLUÇÃO NO BRASIL E NO ESTADO DO PARÁ – IMPACTUAÇÃO ECONÔMICA..................................................12
5. INSTRUMENTOS PRODUTIVOS E POLITICAS PÚBLICAS...............................................................................................19
5.1 - O PAPEL DAS MICRO E PEQUENASEMPRESAS.........................................................................................................19
5.2 - AS POLÍTICAS PÚBLICAS: DESAFIOS E CONCEPÇÕES.............................................................................................23
5.3 – PEQUENAS INICIATIVAS, AÇÕES E INSTRUMENTOS DE APOIO.............................................................................24
5.4 - A SOBREVIVÊNCIA DAS MPES: ENTRAVES POLÍTICOS E ECONÔMICOS...............................................................27
5.5 - LEI GERAL: PERSPECTIVA DE RESULTADOS.............................................................................................................29
6. CORRELAÇÕES AO EMPREENDEDORISMO....................................................................................................................32
6.1 – MPES E O EMPREENDEDORISMO: UMA DEFINIÇÃO REGIONAL.............................................................................34
6.2 – INVESTIMENTOS PRODUTIVOS PARA AS MPES.......................................................................................................40
6.3 – O PROTAGONISMO DA MULHER EMPREENDEDORA...............................................................................................45
6.4 – O PAPEL DAS INSTITUIÇÕES DE APOIO: ACESSO AO CRÉDITO.............................................................................50
6.5 – INOVAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO...................................................................................................................55
7. PERCEPÇÃO PARA O FUTURO:........................................................................................................................................59
7.1 – PERSPECTIVAS E TENDÊNCIAS ÀS MPES.................................................................................................................60
7.2 – POTENCIALIDADES: ECONOMIA PARAENSE..............................................................................................................61
7.3 – AMBIENTE LEGAL AOS PEQUENOS NEGÓCIOS........................................................................................................62
7.4 - ESTADOS E MUNICÍPIOS: COMPARANDO RESULTADOS..........................................................................................64
8. CONSIDERAÇÕES FINAIS..................................................................................................................................................69
REFERÊNCIAS:.......................................................................................................................................................................71

A toda minha família o qual almejo para sempre. pelo seu imenso carinho e atenção incontestável. a união e a felicidade em comunhão com Deus. . Para sempre !!! Minha eterna gratidão ao meu amor Leonela Lopes.

Armando Lírio de Souza. José do Egypto Soares Filho (CDL/FIEPA). Danisio Dias Carneiro. seja na alegria ou na tristeza. Ao Sr. A equipe do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae/PA – UGE e UDPP). Ao Sr. dispunham da especial atenção e auxilio profissional a minha pessoa. . A toda equipe acadêmica do curso de Ciências Econômicas e a todos meus amigos de outras graduações da Universidade Federal do Pará (UFPA). Gisalda Carvalho Filgueiras. e finalidade de propiciar melhor distribuição de renda a população do brasileira e paraense como um todo. em especial aos senhores Jorge Valente e Indalécio Pacheco. Entendo que o melhor caminho de um homem. tenho a imensa alegria e agradecer ao Senhor Deus Pai todo poderoso acima de tudo. o qual dispunha de enorme atenção e compromisso a direção do Facecon/UFPA. do entendimento e da razão. mas com objetivo principal em melhorar nossa qualidade de vida no presente e no futuro em prol do desenvolvimento e crescimento econômico. em especial aos Senhores. o qual dispunha de enorme atenção e compromisso a minha formação profissional.Agradecimentos A cada degrau e caminho trilhando. a todos os estagiários que compunha esta unidade. entre muitos que me auxiliaram na conclusão deste trabalho. é o da cooperação ao próximo. a todos vocês por me oportunizarem vivenciar a cada dia o usufruto especial de suas atenções. Rivail Figueiredo. o qual dinamiza grandes feitos em projetos econômicos ao Estado do Pará e o admiro com enorme respeito. A toda equipe da Secretaria do Estado da Fazenda . claramente. sendo os mesmos. Edna Faraje. para melhores resultados em projetos a comunidade acadêmica. A minha orientadora Prof. obrigado mesmo. Por isso. e trilham melhores caminhos aos empreendedores do Estado do Pará. em especial aos Senhores Adauto Lobo e Roberto Bellucci. e sua atenção em prol do desenvolvimento econômico da Amazônia Legal. Prof. A equipe da Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam – CIBFF).Sefa (DAIF/CIEF). bem como.

bem como a implementação desta Lei e seus impactos tem evoluído deste a sua criação. Os principais resultados apontaram que. simples nacional (optantes ao simples). Por isto.RESUMO O objetivo desta monografia foi o de avaliar a Lei Complementar nº 123/2006. foi possível construir um perfil acerca dessas empresas no Pará. é de fundamental importância. a importância deste segmento diz respeito a geração de empregos. Palavras Chaves: Lei Geral. percebeu-se que precisam avançar em prol da consolidação dos efetivos legais da LC/123.institucional e condicionantes que motivam e ou inibem o desenvolvimento econômico local em resultados para as (MPE’s). . principalmente quanto a(s) compras governamentais. Deste modo. em geral. de 14 de dezembro de 2006. relativa à regulamentação e implementação dos dispositivos acerca do tratamento diferenciado e dispensado às Micro e Pequenas Empresas (MPE’s) com relação a diversos benefícios. MPEs. dentre outros benesses. apoio político . além do ambiente favorável aos pequenos negócios e estimulo ao empreendedorismo. tanto assim. ocupação e formação de empresas familiares e dinâmica nos setores produtivos. um dos maiores do Brasil. acesso ao crédito e financiamento. Políticas Públicas e Desenvolvimento Econômico Local. analisar esta Lei em nível nacional e seus impactos em nível econômico estadual. através de pesquisas secundárias e levantamento de questões sobre tema com pessoas chaves. inovação e tecnologia. enquanto políticas públicas.

plus the favorable environment for small businesses and stimulus to entrepreneurship. . considering this law at the national level and their impact on state economic level. political support . simple national (choosers to the simple). it was possible to build a profile on these companies in Pará. Public Policies and Local Economic Development. innovation and technology. it was noticed that need to advance towards the consolidation of the legal staff of the LC / 123. in general. access to credit and financing. The main results showed that while public policy. is of fundamental importance. among other facilities. so much so. occupation and training of familiar and dynamic companies in the productive sectors. of 14 December 2006 on the regulation and implementation of the provisions about the differential treatment and dispensed to Micro and Small Enterprises (MSEs) with regard to several benefits. MSEs. KEY WORDS: General Law. one of the largest in Brazil. and the implementation of this Law and its impacts this has evolved since its inception.Institutional and conditions that motivate and or inhibit local economic development in results for the (MSE). 123/2006. Thus. through secondary research and raising questions about the theme with key people. the importance of this segment relates to job creation. mainly concerning (s) government procurement. Therefore.ABSTRACT: The purpose of this monograph was to evaluate the Complementary Law No.

....................................................14 Figura 02: O PERCENTUAL DOS MUNICÍPIOS COM A LEI GERAL IMPLEMENTADA...60 Gráfico 20: EVOLUÇÃO OPTANTE DO SIMPLES (MPES) NO PARÁ: (2007 – 2014)...... EST: 2012 – 2018) ...........................................................60 Gráfico 21: PARTICIPAÇÃO (%) DOS SETORES ECONÔMICOS NO VALOR ADICIONADO ESTADUAL (2006-2011)............................21 Gráfico 09: MASSA SALARIAL GERADA PELAS MPES NO ESTADO DO PARÁ........................................................................LISTA DE FIGURAS Figura 01: O PERCENTUAL DOS MUNICÍPIOS COM A LEI GERAL REGULAMENTADA.......................................................................................................................................................................................65 LISTA DE GRÁFICOS Gráfico 01: RESULTADO: VOTAÇÃO LEI GERAL: CAMÂRA DOS DEPUTADOS............PÁRÁ...........................................14 Figura 03: PARTICIPAÇÃO DA MULHER EMPREENDEDORA (EM %)...PARÁ (2010 ...............................................28 Gráfico 11: MOTIVAÇÃO DO EMPREENDIMENTO: BRASIL.......42 Gráfico 14: PARTICIPAÇÃO (%) DE INVESTIMENTO PÚBLICO ...........................................................................................................................................18 Gráfico 06: NÚMERO DE EMPREGOS GERADOS PELAS MPES: PARÁ.................................................................................43 Gráfico 16: PARTICIPAÇÃO (%) GERAÇÃO DE EMPREGOS – SETOR PRIVADO (2010 – 2014)...................................................................................................48 Figura 05: MAPA BRASIL – ESTADOS COM LEI GERAL IMPLEMENTANDA EM 2014..............2014)........21 Gráfico 08: SALÁRIOS – OP....................10 Gráfico 03: EVOLUÇÃO: EMPREGOS GERADOS NAS MPES – BRASIL (MILHÕES)........................... (MPES) SIMPLES NO ESTADO DO PARÁ: (EVOL.............49 Gráfico 19: TOTAL DE OP......47 Figura 04: FECUNDIDADE E ESPERANÇA DE VIDA – BRASIL (1950 – 2050)....36 Gráfico 12: MOTIVAÇÃO DO EMPREENDIMENTO: NORTE.................................................................................. SIMPLES (2008 – 2010)...................................................................42 Gráfico 15: PARTICIPAÇÃO (%) GERAÇÃO DE EMPREGOS – PARÁ (2010 – 2014).............................................................................................................................................10 Gráfico 04: EVOLUÇÃO PARTICIPATIVA DA LEI GERAL (IMPLEMENTADA) ..........................................................................................................16 Gráfico 05: EVOLUÇÃO ESTIMADA DA LEI GERAL E IMPLEMENTADA (2012 – 2018)..........................................................................44 Gráfico 17: PARTICIPAÇÃO (%) GERAÇÃO DE EMPREGOS – SETOR PÚBLICO (2010 – 2014)...................................................22 Gráfico 10: TAXA DE SOBREVIVÊNCIAS – MPES (TERRÍTÓRIO NACIONAL .....2008)...................36 Gráfico 13: PARTICIPAÇÃO (%) DE INVESTIMENTOS PRIVADOS ......................................................................... SIMPLES (2008 – 2010)..........................................................................62 Gráfico 22: EMPREEDIMENTOS: INDICES POR OPORTUNIDADE E NECESSIDADE (2002 – 2013).....................63 .........20 Gráfico 07: EMPREGOS – OP.......09 Gráfico 02: RESULTADO: VOTAÇÃO LEI GERAL: SENADO FEDERAL.......................44 Gráfico 18: NÚMERO DE ESTABELECIMENTOS – POR ATIVIDADE ECONÔMICA..............................PARÁ (2010 – 2014).........

.......18 Tabela 03: NÚMERO DE EMPREGOS GERADOS NO TOTAL DE EMPRESAS E MPE: PARÁ.....................21 Tabela 04: EVOLUÇÃO PERCENTUAL EMPREGOS E SALÁRIOS: OPTANTES SIMPLES E OUTRAS EMPRESAS.................... PROPORÇÕES RELATIVAS A FATORES...21 Tabela 05: MASSA SALARIAL GERADA NO TOTAL DAS EMPRESAS E MPES: PARÁ...........................................................................................................................................................37 Tabela 08: MENTALIDADE EMPREENDEDORA – 2013.....52 Quadro 04: PROGRAMAS DE FOMENTO À GERAÇÃO DE EMPREGO E RENDA.....44 Tabela 12: CRESCIMENTO REAL % (BRASIL – NORTE E PARÁ)... O FIN....43 Tabela 11: PRINCIPAIS REGIÕES (PARÁ) GERAÇÃO DE EMPREGOS % ............................................................................................................................................52 Quadro 05: AÇÕES DO PARA GOVERNO ORIENTADOS SIMP E AMPLIAR O FIN........................... E AMPLIAR O ACESSO AO CRÉDITO (2008 A 2010)..............................PARÁ): 2010 – 2014...................................................................................LISTA DE TABELAS Tabela 01: QUANTITATIVO DE MUNICÍPIOS COM A LEI GERAL (IMPLEMENTADA) – PARÁ................ DAS MPES........38 Tabela 09: DISTRIBUIÇÃO DOS INVESTIMENTOS (REGIÕES E MUNICÍPIOS ......41 Tabela 10: PRINCIPAIS REGIÕES (PARÁ) ............22 Tabela 06: NÚMERO DE EMPRESAS OPTANTES PELO SIMPLES NACIONAL............................PÚBLICOS E PRIVADOS (2010 – 2014)..................15 Tabela 02: EVOLUÇÃO/PARTICIPATIVA (ESTIMADA)DOS MUNICÍPIOS LEI GERAL IMPLEMENTADA – PARÁ...................................................................................................................................................................................................41 Quadro 02: TENDÊNCIAS E SUGESTÕES DE NEGÓCIOS............................53 Quadro 06: ALGUNS BENEFÍCIOS GERAIS DA LEI GERAL (ESTADOS E MUNICÍPIOS).....62 LISTA DE QUADROS Quadro 01: PRINCIPAIS REGIÕES E MUNICÍPIOS (PARÁ): CONCONTRAÇÃO DE INVESTIMENTOS................50 Quadro 03: INICIATIVAS PARA EXP.....66 .EMPREGOS GERADOS (2010 – 2014).................23 Tabela 07: CONDIÇÕES QUE AFETAM O EMPREENDEDORISMO...........................

LEI GERAL DAS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS MDIC – MINISTÉRIO DE DESENVOLVIMENTO.ASSOCIAÇÃO DOS MEMBROS DOS TRIBUNAIS DE CONTAS DO BRASIL BASA – BANCO DA AMAZÔNIA BB – BANCO DO BRASIL BNDES – BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL CAGED – CADASTRO GERAL DE EMPREGADOS E DESEMPREGADOS CEF: CAIXA ECONÔMICA FEDERAL CEPAL – A COMISSÃO ECONÔMICA PARA A AMÉRICA LATINA E O CARIBE CNI – CONSELHO NACIONAL DA INDÚSTRIA CNM – CONFEDERAÇÃO NACIONAL DOS MUNICÍPIOS EPP – EMPRESA DE PEQUENO PORTE FAMPE – FUNDO DE AVAL ÀS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS FAT – FUNDO DE AMPARO AO TRABALHADOR FEM – FÓRUM ECONÔMICO MUNDIAL FGV – FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS FIEPA – FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DO ESTADOS DO PARÁ FINEP – FINANCIADORA DE ESTUDOS E PROJETOS FIRJAN – FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DO RIO DE JANEIRO FNO – FUNDO CONSTITUCIONAL DE FINANCIAMENTO DO NORTE FPN – FRENTE NACIONAL DOS PREFEITOS GEM .LISTA DE SIGLAS ABM – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DOS MUNICÍPIOS ATRICON .POLÍTICA NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL . SOCIAL E AMBIENTAL DO PARÁ IPEA – INSTITUTO DE PESQUISA ECONÔMICA APLICADAS IPI – IMPOSTOS DOS PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS LC – LEI COMPLEMENTAR LGMPE .MICRO E PEQUENAS EMPRESAS MTE – MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO NIT – NÚCLEO DE INTELIGÊNCIA TERRITORIAL OCDE – ORGANIZAÇÃO PARA COOPERAÇÃO E DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO P&D – PESQUISA E DESENVOLVIMENTO PAC – PROGRAMA DE ACELERAÇÃO DO CRESCIMENTO PDF – PROGRAMA DE DESENVOLVIMENTO DE FORNECEDORES PIB .INSTITUTO DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO.GLOBAL ENTREPRENEURSHIP MONITOR IBGE – INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICAS ICMS – IMPOSTO SOBRE A CIRCULAÇÃO DE MERCADORIAS E SERVIÇOS IDESP . INDÚSTRIA E COMÉRCIO EXTERIOR MEI – MICRO EMPREENDEDOR INDIVIDUAL MPES .PRODUTO INTERNO BRUTO PNDR .

PPA – PLANO PLURIANUAL RAIS – RELATÓRIO ANUAL DE INDICADORES SOCIAIS REDESIM – A REDE NACIONAL PARA A SIMPLIFICAÇÃO DO REGISTRO E DA LEGALIZAÇÃO DE EMPRESAS E NEGÓCIOS. SEBRAE – SERVIÇO DE APOIO ÀS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS SEBRAE/NA – SEBRAE NACIONAL SEFA – SECRETARIA DA FAZENDA DO ESTADO DO PARÁ. SUDAM – SUPERINTENDÊNCIA DO DESENVOLVIMENTO DA AMAZÔNIA .

com apoio da quase totalidade do congresso nacional. Entender. a Lei Geral constituirá marco indelével na trajetória do desenvolvimento e registrará o incentivo às Micro e Pequenas Empresas (MPE) em conjunto com outras medidas inteligentes na vontade de emergir dela mais cedo e com vantagens sobre os competidores internacionais. e objetivo social em gerar emprego e renda.1. A Lei Geral da Micro e Pequena Empresa. em se associarem para ganhar mais competitividade e força efetiva aos pequenos empreendimentos. Por outro lado. portanto. nas duas últimas décadas. multipolaridades produtivas. sem a qual boa parte da economia permaneceria na inércia a necessidade de políticas públicas. combater os efeitos paralisantes da burocracia e oferecer condições favoráveis à formalização de empreendimentos. vivenciam um processo de reordenamento político e econômico. INTRODUÇÃO As Micro e Pequenas Empresas (MPE’s). no estado do Pará. aos aspectos indutores para formação de uma cultura empresarial e empreendedora em apoio das políticas públicas. é fruto uma estratégia de um longo trabalho para criar um ambiente favorável ao florescimento e ao desenvolvimento dos pequenos negócios seja no Brasil e no estado do Pará. sancionada em dezembro de 2006. levando o interesse das micro e pequenas empresas. o que dá uma pista interessante sobre a importância que vem sendo atribuída ao tema. o mundo assistiu o forte ressurgimento da importância das micro e pequenas empresas e a multiplicação dos registros de abertura de estabelecimentos e de geração de empregos por parte destas 1 . da adesão gradual dos estados. representados por centenas de organizações e entidades. dos municípios e as mudanças de mentalidade que vem ensejando. se apropria de seus princípios para promover desenvolvimento. direciona a Lei Geral. A política da Lei Geral veio somar forças aos gestores públicos na efetivação e na concretização de seus benefícios e como parte da política. bem como. A mobilização dos pequenos empresários. exercendo no cenário dos negócios. Trata – se de benefício a estimular a vocação empreendedora. o papel desempenhado destas para o desenvolvimento econômico.

em termos de objetivos específicos.não parou de crescer. seja em trazer investimentos produtivos na finalidade de gerar emprego. muitas empresas tem procurado subsídios governamentais. Hoje. facilidade de acesso aos mercados. importante para o fomento de políticas diferenciadas e favorecidas que apontem caminhos e soluções com objetivo de facilitara acesso a serviços financeiros. investimentos e redução de custos. direta ou indiretamente aos micros e pequenos empreendimentos em proveito da potencialidade econômica local. renda e alavancar os níveis de formalidade a economia local. têm imposto às empresas e as regiões um desafio sem precedente no campo da competividade. o objetivo Geral desta monografia foi o de compreender o papel fundamental da Lei Geral 123/2006. A globalização e a abertura econômica. o interesse tem sido cada vez mais importante. E. desde então o interesse aumentou e se expandiu pelo mundo. como forma de adaptação. o papel das MPEs como indutoras ao desenvolvimento e crescimento econômico para o estado e municípios. isto é. a partir do exercício de escutar os empresários e entidades com a responsabilidade ao exercer a missão de apoiar e oferecer conhecimento para as empresas se tornarem sempre mais produtivas e lucrativas. Neste contexto. Em vários setores públicos e privados. para construir a Lei. a geração de emprego e renda a realidade socioeconômico municipal ao conjunto do estado do Pará. Ou seja. O encorajamento para desempenhar essa missão de múltiplos aspectos vem de uma salutar mudança de mentalidade que se verifica na administração pública. tecnologia e mercado. e a natureza dos benefícios gerados por esta. verificadas com intensidade na década de 1990. sempre com foco a competitividade empresarial. todos os atores se sentam à mesa. tem-se: 2 . torna a volarização da referência território e seus respectivos atores e agentes políticos – econômicos. seminários e discussões são frequentemente realizados a instrumentizar políticas públicas de apoio as MPEs. mão de obra barata. a busca de recursos que incremente maior produtividade e maiores perspectiva de sobrevivência perante o mercado concorrencial. Ganhar a confiança do empreendedor sobre a vantagem de formalizar suas iniciativas e ingressar no mundo real dos negócios é tarefa desafiadora.

3 . foi dividido – se em quatro (04) capítulos. problematizar as principais condicionantes que afetam e incentivam novas ações e perspectivas positivas as MPEs. a partir do reconhecimento parcial da economia paraense. no quarto procura mostrar a dinâmica quanto a percepção para o futuro. finalmente. bem como. procede-se com as considerações finais. em termos qualitativos. tanto em nível de facilidades e barreiras. O primeiro trata da origem a Lei geral: origem e aspectos gerais. O Segundo discute instrumentos produtivos e políticas públicas. além da introdução. do ambiente legal aos pequenos negócios até uma breve síntese em comparação de resultados dos benefícios da lei geral. Por fim.  Identificar os principais gargalos. segue-se com a metodologia. Portanto. no âmbito dos estados e municípios principalmente no tocante as políticas públicas de apoio. e. O Terceiro discute e sintetiza o conceito das correlações ao empreendedorismo e por finalidade. buscando – se determinar perspectivas e tendências das MPEs. quantificar o número de municípios que já aderiram. Avaliar a implementação da Lei Complementar 123 no estado do Pará.  Identificar os principais instrumentos produtivos convergentes em fomento do empreendedorismo nos municípios beneficiados. o presente trabalho. isto é.  Identificar os principais benefícios a serem gerados do advento da Lei complementar 123/2006.

de acordo com observatório da Lei Geral – Sebrae/Na. Livro(s). é composto por 144 municípios. Os dados relativos a quantidade existentes. destes. As quantidades condizentes ao grau de regulamentação e implementação dos municípios que abrange a Lei geral. IBGE. Relatórios de Execução e de avaliação dos SEBRAE(s). Teses. via entrevista pessoal. entre outros.Estadual. O trabalho foi realizado em caráter descritivo. SEFA . incluindo variáveis qualitativas e quantitativas baseadas nos seguintes dados: Utilização de Revista(s). a taxa de 4 .24 milhões de km². Projetos. sua densidade demográfica é de aproximadamente seis (06) hab. há no estado do Pará 100 municípios em situação de regulamentação. FORMA DE COLETA DE DADOS A Caracterização da pesquisa tem por base o método de análise estatístico. tais como: as ferramentas de análise estatística descritiva. FIEPA etc. estimulo ao empreendedorismo. Artigo Cientifico (s). base no IBGE. etc. bem como os valores estimados das MPEs (Micro e Pequenas Empresas). Dissertações. salários. IPEA.2. 44 municípios já se encontra com a lei implementada./km² e sua população é de aproximadamente 8.58 milhões de habitantes. Tudo com vistas a descrever a atuação das MPEs no Brasil com ênfase aos investimentos. METODOLOGIA Com uma área de estudo segundo dados do IBGE (2014). foram obtidos através da Pesquisa de campo com pessoas chaves. o estado do Pará tem uma extensão territorial de 1. entre muitos tópicos no estado do Pará. Para se analisar os dados do MPEs foram utilizados alguns instrumentos estatísticos. com estratégias em pesquisas mediante a utilização de dados em termos secundários. além de sites do SEBRAE. Até nossa atualidade. fora colhida através da pesquisa conjunta através do Observatório Geral da Lei Geral e do Núcleo de Inteligência Territorial (NIT) dos quais também fora produzido(s) e gerados variadas estatísticas referentes empregos gerados.

variação percentual. média percentual. acesso ao crédito – financiamento. INSTRUMENTAL ANALÍTICO Discutir o fomento das políticas públicas em apoio às MPEs. empreendedorismo. evolução percentual. acesso à justiça. no sentido econômico e suas principais potencialidades produtivas em prol da maior necessidade de instrumentalizar ações para o desenvolvimento e crescimento econômico. face aos benefícios gerados e do (s) usufruto (s) procedente da Lei Complementar 123/2006 (Lei Geral). simplificação. tributação. assim como a taxa anual de crescimento. compactuando a questão das compras públicas. 5 . inovação e desburocratização. correlatos ao estimulo ao empreendedorismo. O estudo compreende os principais aspectos do estado do Pará.

abrangendo entre outras compreensões conforme se observa: Reconhecer essa complexidade envolve discutir. para cada local. isto é. basicamente. a delimitação bibliográfica. em 1973.3. renda e em melhoria condicional dos pequenos empreendedores locais. Nota¹: Cepal – Comissão Econômica para América Latina e o Caribe IPEA – Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. sobretudo em escala. publica seu livro Small is Beautiful. professor e pesquisador do curso de pós . Coordenador do grupo de pesquisa “Região. indústria e serviços) por intermédio de vários estatutos. menos agressivas ao meio ambiente. três grandes aspectos: o ator ou o empreendedor e o empresário. principalmente. o papel das políticas públicas e compreensão do significado dos instrumentos produtivos econômicos. JULIEN. Entre as várias alternativas oferecidas pelo autor. propulsores fundamentais do emprego. tornando estados e municípios. as micro e pequenas empresas (MPEs) manifestam se em todos os setores (agricultura. aborda. Indústria e Competitividade – RIC” (CNPQ) e Membro Pesquisador da Rede de Pesquisa em Sistemas e Arranjos Produtivos e Inovativos Locais (Redesist). 2005). 1997. ACS. produzindo com tecnologias alternativas e apropriadas.graduação em economia (Caen) da Universidade Federal do Ceará (UFC). 1995. independentes ou associados (a uma grande empresa ou a uma rede de pequenas empresas). em apoio das entidades públicas e privadas. *Doutor em Economia pela Universidade de Paris XIII. instituições e comportamentos diferentes para essas empresa”. O conceito então abrange. REFERENCIAL TEÓRICO O estudo sobre a Lei Complementar (Lei Geral) em conjunto com as MPEs. Schumacher. Professor Titular em Desenvolvimento Econômico do Departamento de teoria econômica (DTE). a organização e todos os seus problemas internos e setoriais e o ambiente ou o entorno dentro do qual se encontram o ator e a organização (YOU. a estimulo e crescimento destes. analisará o papel das Micro(s) e a(s) Pequena Empresa(s) (MPEs) e a construção social do mercado (Jair do Amaral Filho* – IPEA/CEPAL¹). Amaral Filho (2011) destaca que “não há um modelo único de análise nem mesmo um único modelo de intervenção pública nessa área. região e país há estruturas. 6 . como uma linha parcial de raciocínio. Neste contexto. tenta –se aproximar alguns objetos do presente texto aos aspectos gerais compreendidos na Lei Geral das micro e pequenas empresas. formais e informais. as proposições relacionadas ao desenvolvimento das micro e pequenas empresas (MPEs). estava aquela de que “o negócio era ser pequeno”. AUDRETSCH.

2002).40). o que fez expandir o número de programas dedicados ao empreendedorismo e aos pequenos negócios. direciona ao novo ambiente econômico aberto e competitivo (2011. enquanto do lado das grandes corporações os postos de trabalho declinaram continuamente em linha com a intensificação do processo de fusões e aquisições. Nas duas últimas décadas. 2005). Nessa mesma linha de raciocínio. Desde então. finaliza a seguinte análise: Por isso. Steindl. mas também por causa da inadequação metodológica da teoria dominante (YOU. como também o número e a frequência de congressos internacionais e o universo de revistas dedicadas ao tema. O fato é que. afirma que em primeiro lugar. que favorecem as inovações. não só em função da importância incontestável das grandes empresas. 7 . o interesse pelas MPEs aumentou e expandiu-se pelo mundo. empreendedorismo e pequenas empresas foram temas estranhos e negligenciados pela Teoria Econômica. da Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas são positivas não só por causa da facilitação no pagamento de tributos e do acesso à estrutura de previdência social. embora jovem (COOPER. atualmente. iniciativas tomadas por meio. por exemplo. o empreendedorismo e ou as pequenas empresas têm sido encarados como motor do crescimento. no lugar devêlas como colchão amortecedor de crises sociais (TENDLER. DUBBINI. mas também pela facilitação de acesso ao crédito e à assistência técnica e tecnológica. 2009). p. 2001). principalmente local. 1995. Alinhando a temática central. e a multiplicação de registro de abertura de estabelecimentos e de geração de empregos por parte destas não parou de crescer. AUDRETSCH. o mundo assistiu a forte ressurgimento da importância das micro e pequenas empresas. é razoável encarar as micro e pequenas empresas como fonte de negócios e base do desenvolvimento econômico. na década de 1940. não alimentar o conformismo em relação à situação de informalidade vivida pelos micro e pequenos negócios (DE SOTO. por parte dos empreendedores. importante destacar que Amaral Filho (2011). 2000). considerado hoje um campo de estudo (Field of study). STROM. fontes de muitos empregos e promotores da competitividade (ACS. DI TOMMASO. destaca Amaral Filho (2011).Por muito tempo.

entre outros pontos. 170 e 179 da constituição federal. A LEI GERAL: ORIGEM E ASPECTOS GERAIS A Lei Complementar nº 126 de 2006. de dezembro de 2006. A origem da Lei Geral pela Lei Complementar 123. p. 2011. distrito federal e dos municípios dos artigos 146. por exemplo. sempre com o objetivo de contribuir para o desenvolvimento e a competitividade das microempresas e empresas de pequeno porte brasileiras. inclusão social. tem como meta implementar mecanismos de incentivos. a necessidade consciente de políticas de apoio ao emprego e renda. adveio pela PLP 123/2004 e da PLC 100/2006. com o intuito de promover o desenvolvimento do Brasil. nos âmbitos da união.40). mais conhecida como a Lei Geral das MPEs. bem como da desburocratização e da formalidade para as MPEs. poder Legislativo e Poder Executivo. associativismo. distribuição de renda. nos viés de um tratamento diferenciado e favorecido as Micro e Pequenas Empresas.1 . como estratégia de geração de emprego. trabalha com a desburocratização. 4.A ORIGEM DA LEI GERAL Com o crescimento e a importância dos pequenos negócios para economia Brasileira e Paraense. onde a regulamentação é a mesma para os municípios.4. compras governamentais. fomentas. da Lei Geral das micro e pequenas empresas são positivas não só por causa da facilitação no pagamento dos tributos e acesso ao crédito e à assistência técnica e tecnológica que favorecem as inovações” (AMARAL FILHO. inovação. redução da informalidade e fortalecimento da economia. Segundo Amaral Filho (2011). objetivando melhorias em políticas de desenvolvimento econômico. entre outros². acesso aos mercados e a crédito. o que em seus benefícios e metas. 8 . estados. iniciativas tomadas por meio. simplificação nos aspectos tributários. entidades empresariais. institui o estatuto nacional da micro e pequena empresa. enfatiza e sintetiza a seguinte observação: “Por isso. A Lei Geral foi concebida com ampla participação da sociedade civil.

Gráfico 01: RESULTADO: VOTAÇÃO LEI GERAL: CAMÂRA DOS DEPUTADOS 2500 2028 2000 1500 1000 500 7 4 Contra Abstenções 0 A Favor Fonte: Sebrae/NA Como é de observar. Bruta – Op.No(s) Gráfico(s) abaixo. 7 votos (0. em vista a novos processos a mudanças aos pequenos empreendedores. A adesão gradual dos estados e municípios. demonstra portanto. Nota ²: PLP 79/2007 e PLC 43/2007: deram origem a Lei Complementar 127/2007 (Redesim). o resultado de 100%.Simples) 9 . onde se pactua a votação da Lei Geral das MPEs na Câmara dos Deputados e do Senado Federal. técnicos e políticos comprometidos com a democracia das oportunidades. os resultados tende por demonstrar 2028 votos (99. uma não contrariedade a aprovação do projeto. equivalendo a totalidade de 322 votos a favor. em vista de sancionar o florescimento e desenvolvimento dos pequenos negócios no Brasil. onde centenas de organizações e entidades. e de apenas 4 votos (0. remetendo desdobramentos e mecanismos. PLP 87/2011 e PLC 77/2011. no sentido horizontar e verticalizar ações formada por juristas. deram origem a Lei Complementar 139/2011 (Ajustes Rec.20%) como abstenções. tornara um marco legal na trajetória das iniciativas produtivas. delineando territórios onde milhões podem criar. se tem o momento político e econômico. germinar raízes em apoio a formalização das atividades produtivas no estado do Pará.34%) contra.46%) a favor. o que demonstra a importância do cumprimento constitucional diferenciado. PLP 02/2007 e PLC 128/2008: deram origem a Lei Complementar 128/2008 (MEI). compactua em apoio em causa em quase toda sua totalidade no congresso nacional. 01 e 02. Quanto ao senado federal.

Gráfico 02: RESULTADO: VOTAÇÃO LEI GERAL: SENADO FEDERAL 350 322 300 250 200 150 100 50 0 0 0 A Favor Contra Abstenções Fonte: Sebrae/NA Nos aspectos constitucionais. eliminação ou redução destas. 85% da expansão nos postos de trabalho e 40% dos salários pagos na economia brasileira de acordo com IBGE. Conforme se observa.6 14. Gráfico 03 (2001 até 2010): Gráfico 03: EVOLUÇÃO: EMPREGOS GERADOS NAS MPES – BRASIL (MILHÕES) 9 9. incentivado pela simplificação das obrigações (tributárias). tem se tornado crescente.5 11 2001 2002 2003 2004 2005 11. a ordem econômica tem por finalidade. estímulos ao cenário econômico a exemplo da representatividade das MPEs em cerca de 27% do PIB. a busca do pleno emprego. Isto é.6 12. o tratamento favorecido para as MPEs. tomando como base o saldo entre desligamentos e contratações no período. conforme demonstrativo do Sebrae Nacional.2 2006 2007 13 2008 13.5 9.7 2009 2010 Fonte: Sebrae/NA 10 . 52% dos empregos com carteira assinada. a existência digna das reduções das desigualdades regionais. o número do nível de empregos gerados pelas MPEs a nível nacional.8 10.

para cada local. 2011. ampliação e vantagens da formalização (redução dos níveis de informalidade). É importante destacar que “Não há um modelo único de análise nem mesmo um único modelo de intervenção pública nessa área. 4. ao crédito e a justiça. da simplificação de procedimentos (simples nacional). toma outra forma. a Lei trabalha como outros benefícios para as pequenas empresas em diversos aspectos do dia-a-dia. com formas de manifestações diferentes seja em questões econômicas e políticas. refletindo na melhoria do ambiente de negócios. conforme os pontos acima mencionados. instituições e comportamentos diferentes para essas empresas (AMARAL FILHO. redução dos custos.2 .08). contudo. as facilidades para acesso ao mercado.IMPLANTAÇÃO E PROJEÇÃO DE RESULTADOS: A Lei Geral. isto é. Em breve síntese. Conforme análise. logo que aprovada. região e pais há estruturas. 11 . p. seguindo para a mobilização imprescindível de regulamentação e implementação.garantias mantenedoras das MPEs. em vista de tirar do papel. a complexidade de reconhecer a Lei Geral em conjunto com as MPEs como unicamente tomadora dos instrumentos para o desenvolvimento. bem visto quanto se trata do entendimento e apoio dos agentes públicos em instrumentos produtivos e fomento local. fortalecendo e qualificando empreendimentos conjuntos para a sociedade e ampliando estratégias competitivas frente ao mercado interno e externo. alvará de funcionamento. entre outros pontos como da desbucratização. gerar novas diretrizes de efetivar mecanismos e incentivos para oportunizar o desenvolvimento local. visto que os problemas podem até ser parecidos e iguais. recursos financeiros para investimentos seja inovação e tecnologia.A necessidade da facilitação coordenada com os estados e municípios para a abertura e fechamento de uma empresa. isto é. se torna errônea quando se comparado com outros estados e municípios. em outras palavras ativar a economia local. e do estímulo à exportação. estruturando um novo cenário para as culturas empreendedoras já existentes e as novas a nascerem. como ainda. abriu – se uma gama de processos em pró .

bem como do comportamento ascendente.É importante que cada município ou estado.3 . Apesar de haver certo consenso. a exemplo do Fórum Regional Permanente das MPEs. Isso demonstra a pujança do mercado nacional. logo. As discussões e abordagens econômicas passam. mesmo que velado. Outros pontos fundamentais. em relação à importância das micro e pequenas empresas no tocante ao crescimento econômico. ao projeto da Redesim. 4. e foram essas ações que permitiram ao Brasil ultrapassar a segunda maior crise econômica da humanidade com pouco reflexo sobre a nossa realidade. em geral. salientando a questão da parceria estrutura pública e privada em novas políticas direcionais e estratégicas. pela questão dos determinantes do tamanho (ótimo) da empresa (AMARAL FILHO. de acordo com a sua vocação econômica (vantagens comparativas) para a melhor condução do planejamento dos agentes do desenvolvimento. nos quesitos da competividade. Segundo Amaral Filho (2011).se as expectativas de sobrevivência destas. No estado do Pará. que trata sobre o planejamento estratégico ao tratamento 12 . a melhorar a articulação entre as cadeias produtivas (encadeamento produtivo).17). p. elabore sua própria política de desenvolvimento. foco principal deste trabalho. a vontade da sociedade brasileira de empreender. é importante complementar a seguinte situação: Em relação às pequenas empresas estabelecidas. sendo o mesmo. não há propriamente teorias ou ensaios teóricos robustos que justifiquem e expliquem a existência e a sobrevivência dos pequenos empreendimentos.EVOLUÇÃO NO BRASIL E NO ESTADO DO PARÁ – IMPACTUAÇÃO ECONÔMICA. seja em valores relativos e absolutos verificados. mais empregos. e a participação do Sebrae. inovação. crescimento das economias locais e produtividade (aprimoramento dos processos). com o advento da Lei Geral. converge entre atos e medidas em prol da consolidação e harmonização de diversos programas de apoio as MPEs. a teoria econômica ainda deve muito a esse segmento de negócios. a importância em articular e promover o cumprimento dos aspectos legais tramitados. à geração de empregos e à distribuição de renda. desenvolvimento sustentável. As transformações estruturais. alavancou . impactado por uma forte tendência de adaptação das MPEs diante das novas estruturas globalizantes. 2011.

Outra questão é de observar o(s) mapa(s) a seguir. exigindo modernização contínua e específica aos distintos tamanhos empresariais. em especificação das unidades federativas. 2011. Ainda que seja não homogênea entre estados e municípios. quanto a aplicabilidade da Lei Geral. faturamento e da redução de custos. sem dúvida. A Lei complementar 123 é uma demonstração clara. por sua vez. as políticas públicas precisam avançar em prol da consolidação dos pequenos negócios no estado do Pará e no Brasil. exemplo da criação do super simples. a representatividade percentual no Brasil. tanto na ampliação e melhoria das condições de mercado e concorrencial para às MPEs. A contribuição dos pequenos negócios no desenvolvimento brasileiro e do estado paraense não se mostra desprezível. aos municípios e estados. estabelecem maiores conexões entre grandes e pequenos empreendimentos. visto que o papel dos micro e pequenos empreendimentos não tende a ser diminuído. Com resultantes dispersos. tampouco tende a perder importância na perspectiva de médio e a longo prazo. entre outros quesitos abrangidos na política de tributação. de modo que seus benefícios sejam universalizados nos três níveis de governo. demonstrados pelos quesitos de regulamentação e implementação. o Pará. do micro empreendedor individual (MEI). que passou a incentivar a formalização dos micro e pequenos negócios (AMARAL FILHO. apesar das reformas que permitiram a introdução do sistema “Simples”. 13 . em nosso caso. o número ainda elevado de negócios informais. Numa visão a parte. os variados índices demonstram que. Amaral Filho (2011) destaca que: Um dos fatores mais desafiadores para as políticas de apoio às MPEs no Brasil é. até o momento de 2013. quando se analisa uma comparação dos principais índices entre os estados do Brasil. p.35). do poder de mobilização dos empreendedores. demonstra que a regulamentação ainda precisa constar da agenda dos prefeitos e dos vereadores. As novas formas de organização da produção de bens e serviços. é fundamental apresentar resultados positivos.direcionado e diferenciado às MPEs.

Figura 01: O PERCENTUAL DOS MUNICÍPIOS COM A LEI GERAL REGULAMENTADA (2013) Fonte: Sebrae/NA Figura 02: O PERCENTUAL DOS MUNICÍPIOS COM A LEI GERAL IMPLEMENTADA (2013) Fonte: Sebrae/NA 14 .

empregadores. tende a uma construção dinâmica da qual precisam participar diferentes segmentos da sociedade. ESTADO PA MUNICÍPIOS COM % DOS MUNICÍPIOS LEI GERAL MUNICÍPIOS PERÍODO IMPLEMENTADA COM LEI GERAL 13 9% 2012 144 30 20.A explicação das Figuras 01 e 02. A Lei geral então é. aumento das taxas de desemprego.6% 2014 Fonte: Sebrae/NA 15 . trabalhadores por conta própria e cooperados. demonstra que a fragilidade de relações de reciprocidade entre os agentes. o que para muitas empresas locais. da sonegação de impostos. onde a articulação político – institucional. dada pelo um novo arcabouço legal e necessário à reorganização do estado para a tarefa de tratamento compatível e especial ao setor econômico que responde pela maior parte da geração e da difusão de oportunidades no Brasil. trata-se de um segmento submetido à significativa dispersão geográfica e setorial e à intensa instabilidade concorrencial. especialmente nas regiões mais atrasadas do pais. o estado consta com 44 municípios com a Lei implementada. isto representa de 30. do legislativo ao executivo nas três esferas da república. em suas estruturascomposições em manter o município inerte perante novas ações para minimizar os efeitos da informalidade. O Gráfico 04 e a Tabela 01. Com 144 municípios. abaixo sintetizam a evolução quantitativa e em percentual dos municípios com a Lei Geral Implementada nos municípios do estado do Pará. Tabela 01: QUANTITATIVO DE MUNICÍPIOS COM A LEI GERAL (IMPLEMENTADA) – PARÁ. acabam fechando as portas cedo. como exemplo. no triênio considerado (2012 até 2014). o que torna mais complexa a organização dos interesses e de sua representação na formulação da agenda governamental. ao envolvimento dos próprios empreendedores. gera o círculo vicioso em manter – se na ilegalidade.8% 2013 44 30. A Lei Geral apesar de não ser algo pronto e acabado. mínimos investimentos e geração de renda para a comunidade local.6% em relação à totalidade dos municípios. (mapas) acima. Em reflexão ao conjunto dos pequenos negócios. o que impacta negativamente os níveis de sobrevivência.

em outras palavras. a ausência da visão geral das tendências econômicas e o efeito da inércia das políticas do passado (AMARAL FILHO.Gráfico 04: EVOLUÇÃO PARTICIPATIVA DA LEI GERAL (IMPLEMENTADA) . 16 . a começar pela falta de iniciativa (. entre eles a falta de preparo técnico das equipes locais. p. do banco mundial (2014).19). atribui que as prefeituras o seguinte caso: As prefeituras que se interessem em melhorar suas gestões também poderão receber o apoio do BNDES (banco nacional do desenvolvimento). Marcelo Fernandes (2014) – Departamento de Gestão e Investimento Públicos (BNDES). através da regulamentação e implementação.2014.. tangenciando para questão das linhas de financiamento.6 20.8 13 9 2012 2013 2014 Municípios com Lei Geral Implementada % dos Municípios com Lei Geral Fonte: Sebrae/NA Sob analogia dos mapas e a realidade do estado do Pará.PÁRÁ. p.) associado a diversos fatores. 2011. um grau maior de responsabilidade em causa dos pequenos negócios à comunidade local. tem fundamento quando do pouco entendimento e vontade política dos governos. Os poderes locais municipais não tem demonstrado interesse satisfatório. direcionada aos municípios (PARÁ INDUSTRIAL.45).. 44 30 30. que mostra que 70% dos prazos do processo de solicitação do alvará de funcionamento de empresas ocorrem no âmbito municipal. Um entendimento complementar. o baixo índice de implementariedade deste. destaca sobre que as prefeituras municipais também são as principais responsáveis no que se diz respeito aos entraves burocráticos. o que lhe cabe. em desburocratizar os municípios. Por outro lado. é do estudo divulgado pelo internacional finance corporantion (IFC). o que na visão de Amaral Filho (2011). que dispõe de uma linha de financiamento voltada para modernização da administração tributária e de gestão dos setores sociais básicos. a difícil tarefa dos organismos públicos e financeiros.

sobrevém através do processo simplificação das obrigações administrativas. Segundo o gerente de políticas públicas do Sebrae/Pará. especialmente nas regiões mais atrasadas do pais” (AMARAL FILHO. Para Amaral Filho (2011). Entretanto. tem como meta incentivar a adoção dos padrões de qualidade (uniformização dos procedimentos indispensáveis à cidadania). mas acredito que isso tem sido amenizado no Brasil. aprova novas diretrizes relacionando os tribunais de contas ao desenvolvimento local: controle do tratamento diferenciado e favorecido às microempresas nas contratações públicas. que esclarece muito bem essas questões”. quanto à preferência nas aquisições de bens e serviços pelos poderes públicos. buscando a uniformização de procedimentos quanto aos princípios constitucionais aplicáveis a administração pública em especial da legalidade. a benefícios geral às MPEs. elaborar 17 . os níveis da sobrevivência e a taxa de empreendedorismo obtivera altos índices nos últimos tempos. p. efetividade. Garante o tratamento diferenciado e favorecido as MPEs pela Lei Complementar 123/2006. 2011.35). considera. desenvolvimento econômico. entre outras experiências e incentivos de outros estados e municípios. previdenciárias e creditícias. considera que “as prefeituras precisam ser mais flexíveis com os empresários que estão começando um negócio e isso já está ocorrendo”. O objetivo do plano estratégico Atricon. isonomia e publicidade. se permitindo dos benefícios da adesão a Lei.Em suma. Roberto Bellucci em Publicação a Pará Industrial (2014). graças as tantas outras iniciativas como o Guia Produzido pela CNI. através do Tribunal de Contas. tributárias. Antes da legalização. acabando fechando as portas por não suportar o ônus cobrado pela fiscalização. O incentivo e desenvolvimento das mesmas. é importante lembrar que uma nova determinação disposta pela Resolução Atricon nº 09/2014. a sobrevivência de suas micro (s) e pequenas empresas no mercado era difícil. “Órgãos de registros e licenciamentos reivindicam coisas que empresas que estão começando até se assustam e desistem de entrar no mercado formal. estabelece coordenar a implantação de sistema integrado. sujeito à fiscalização pelos tribunais de contas. é reforço considerar que: A aproximação da articulação político institucional descreve que “Um desafio complementar está na ausência e na fragilidade de relações de reciprocidade entre os agentes.

também demonstra a questão a evolução estimada dos municípios com a Lei Geral Implementada até 2014. estima-se entre (2015 até 2018) o quantitativo – percentual com a Lei a Implementar em relação ao total de municípios do estado. o Gráfico 05º.33% 15.06% 50.97% 30. A Tabela 02 clareia a evolução participativa dos municípios com a Lei Geral implementada até 2014.00% Fonte: Sebrae/PA – Observatório Lei Geral.58% 43. Outrora. 80 60 44 40 20 52 57 62 72 23 12 Evolução Estimada da Lei Geral Implementada nos Municípios 0 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 Fonte: Sebrae/NA . Em síntese geral.11% 39. emprego e renda.56% 36. Tabela 02: EVOLUÇÃO/PARTICIPATIVA (ESTIMADA) DOS MUNICÍPIOS LEI GERAL IMPLEMENTADA – PARÁ.Observatório Lei Geral.se a evolução quantitativa e percentual dos municípios com a lei a implementar até 2018.diretrizes de controle externo relativas ao cumprimento e controle do disposto na LC 123/2006 – visando o tratamento diferenciado e favorecido em apoiar a sua implantação e aprimoramento pelos Tribunais. Em linhas gerais. até 2014. cerca 44 municípios no estado do Pará já consta com a implementada e regulamentada. QTD – REAL E ESTIMADA DOS MUNICÍPIOS (PARÁ) PERÍODO (S) 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 PARTICIPAÇÃO % MUNICÍPIOS/PARÁ 12 23 44 52 57 62 72 8. Em posterior análise. ao empreendedorismo. No momento posterior. estima . 18 . tal disposto poderá impulsionar as metas de regulamentação e implementação para os municípios em reciprocidade com a Lei e dos instrumentos necessários ao universo das microempresas e reprodução indispensáveis destas à cidadania. Gráfico 05: EVOLUÇÃO ESTIMADA DA LEI GERAL E IMPLEMENTADA (2012 – 2018).

Luiz Barreto. a melhor distribuição de renda e o aumento do bem-estar social (BARRETO. têm proporcionado uma verdadeira revolução no ambiente desses empreendimentos. convém salientar os respectivos pontos: . As mudanças que temos vivenciado no nosso país. São exemplos. ao ressurgimento da importância das micro e pequenas empresas. em âmbito mundial. no contexto das políticas em favor dos Pequenos Negócios. se associado à melhora na competitividade. Situação associada às transformações estruturais pelas quais passou o capitalismo contemporâneo. O ambiente para o pequeno empreendimento ainda é hostil.Reestruturação do mercado. 52% do saldo de empregos formais (70% das novas vagas geradas por mês). . os custos para sua formalização e manutenção ainda são importantes. o que se alinha aos objetivos de promover o 19 . Em respeito a participação crescente das MPEs.Presidente nacional do Sebrae. exigiram – se das empresas o processo de integralização horizontal operado pelas MPEs. 2014). 40% da massa salarial.A crise do planejamento e da intervenção centralizados.O uso intensivo da tecnologia da informação (telecomunicação). . Diante das novas formas de organização e necessidade de maior flexibilização das estruturas. Fomentar as condições para aproveitar as novas oportunidades com o advento da Lei Complementar nº 123/2006. 25% de participação em relação ao PIB e 1% das Exportações. a criação da Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas em 2006 (BARRETO.5. conforme afirma fontes do Sebrae Nacional até o presente. Sebrae/NA (2013) reforça: O crescimento do número de novas empresas. .Globalização (abertura econômica). tende a gerar impactos expressivos na economia brasileira. em publicação a Sobrevivência Empresas no Brasil. seja em termos de maior oferta de empregos. confirma – se quando novamente me ponho a reforçar que às MPEs representam em indicadores: mais de 99% do total de empresas do pais. tanto na sua multiplicação numérica quanto na geração de emprego. ampliação da massa salarial e da arrecadação de impostos. e a dinâmica da economia favorece a concentração de renda e capital. 2014). INSTRUMENTOS PRODUTIVOS E POLITICAS PÚBLICAS 5.1 – O PAPEL DAS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS Nas últimas décadas assistiu-se. melhores salários. o Diretor .

000 220. além dos poucos incentivos em fomento ao desenvolvimento. Gráfico 06: NÚMERO DE EMPREGOS GERADOS PELAS MPES: PARÁ.34% e percentual contributivo de 25. dando maior competitividade às micro e pequenas empresas. a Lei passa confiança e segurança aos empresários para investir.198 230.000 270.183 280. Em números. não era um fator econômico de risco ao capitalismo da época. o fato é que o novo capítulo sobre as micro e pequenas empresas produções estava apenas começando” (AMARAL FILHO. observa-se que no triênio entre 2010 até 2012 – Gráfico 06 e a Tabela 03. muito menos a níveis municipais. para as transferências de renda e o consequente aumento do poder de compra das classes C e D.44% das MPEs. é valido lembrar que as MPEs não gozavam de maiores participação no mercado nacional.000 240. Ao observar tempos passados.868 260. é crescente o número de empregos gerados pelas MPEs no Estado do Pará. 290.). Portanto.000 2010 2011 2012 Fonte: Rais/MTE – 2013. Utopia à parte. Ao garantir amparo legal aos gestores públicos para criar um ambiente de negócios mais favorável a esses empreendimentos.desenvolvimento econômico local e regional. apostar no crescimento e empregar. 10). 20 . o cenário muda em tal forma na atualidade quando Amaral Filho (2011).000 236. O desempenho do País. a melhoria da qualidade. 2011.000 250. bem como induzir a capacitação tecnológica.. problematiza o fato quando: A pequena produção era colocada como parte de uma agenda “utópicas” e não como uma solução para algum problema ameaçador (.000 277. geração de emprego e participação do PIB. no caso do estado do Pará.25% de empresas existentes na proporcionalidade analisada. a produtividade.000 210. em mais. com uma percentual média de variação de 8. Mas essas medidas são potencializadas com os benefícios da Lei Geral. p. respondendo em grau expressivo de participação e incremento. quando comparado ao percentual médio de 5. reflete as políticas públicas voltadas para o aquecimento do mercado interno.000 260. ampliar a eficiência das políticas públicas..

2% 10.1% 9. isto é.7% 8.0% 2008 2009 2010 Empregos 7.47% MÉDIA DA VARIAÇÃO 236. entre outros agravantes ou externalidades negativas.198 260.67% OP. Fonte: NIT – Núcleo de Inteligência Territorial/RAIS/MTE (2014) Gráfico 07: EMPREGOS – OP.3% 8.6% 9.Tabela 03: NÚMERO DE EMPREGOS GERADOS NO TOTAL DE EMPRESAS E MPE: PARÁ.44% 6. em conjunto com outras medidas.44% 5. Tabela 04: EVOLUÇÃO PERCENTUAL EMPREGOS E SALÁRIOS: OPTANTES SIMPLES E OUTRAS EMPRESAS.0% 10.2% 3.4% 9.4% 2008 2009 2010 Salários Fonte: NIT – Núcleo de Inteligência Territorial/RAIS/MTE (2014) Com base no exposto acima nos Gráficos 07 e 08.34% 25.8% 9.0% 9.0% 11.052.25% Fonte: NIT – Núcleo de Inteligência Territorial/ RAIS/MTE (2014) A Tabela abaixo 04 expõe a evolução percentual de empregos gerados e dos salários a nível nacional.235 1.83% 25.6% 9.SIMPLES OUTRAS EMPRESAS EMPREGOS PERÍODO 2008 2009 2010 8. um momento de enfraquecimento em diversas bases produtivas. nível de salários.0% 0.4% 10% 9.13% Gráfico 08: SALÁRIOS – OP.4%) relaciona – se ao período da crise econômica de 2008/2009. pelas empresas optantes do programa do simples no triênio entre 2008 até 2010.13% MÉDIA DE CRESC.183 % VARIAÇÃO MPE % CONTRIBUIÇÃO MPE 10.9% 7. é importante justificar a queda (percentual) do nível de empregos (7.089 1.0% 10% 9.9% 7. tenderá por minimizar os efeitos da baixa capacidade 21 .6% 9.15% 26. SIMPLES (2008 – 2010) 10.868 277.4% 5. porém. com o incentivo às Micro e Pequenas Empresas (MPE). PARÁ ANO (S) % VARIAÇÃO TOTAL TOTAL 2010 2011 2012 951. bem como.4% 11.67% 8.2% 6. aumento do nível de custos.4% 7. OP.037. daquelas classificadas como outras empresas não enquadradas nesse quesito.SIMPLES OUTRAS EMPRESAS SALÁRIOS 9.6% 5.4%) e de salários (9.2% 9. incluindo queda do número de empregos. SIMPLES (2008 – 2010) 15.34% 8.344 MPE 9.25% 24.03% 1.1% 8.

000 300.235 2011 296.79% 17. foram gerados 390.113.42% 296.000 100.792.279 demissões pelas médias e grandes empresas.611 1.000.82% 15.619.559.195. 350.35% 15.000. 22 .3% do saldo líquido de empregos gerados em fevereiro de 2010. O Gráfico 09 e a Tabela 05. em 2009. tantos impostos e órgãos públicos empenhados em produzir os próprios estatutos e conjuntos de regras.476. com uma média de variação em torno de 18.369.853.000 150.000 0 210.8% e contribuição média de 15. as empresas com até 99 trabalhadores compensaram as 28. sendo um novo recorde para o período. demonstra que no triênio entre 2010 até 2012.55% 16.000 250.01% 16. nove entre dez empregos foram gerados pelas MPEs.765 1. nesse quesito. sendo as MPEs responsáveis por 64.econômica demonstrada pelo Brasil.80% TOTAL % VARIAÇÃO TOTAL 15.000.671.000.000.284 empregos e no primeiro bimestre de 2010.554 2010 251.235 210.195.166 2012 Fonte: RAIS/MTE Tabela 05: MASSA SALARIAL GERADA NO TOTAL DAS EMPRESAS E MPES: PARÁ.186.166 19.64% É importante destacar que segundo o Caged/MTE (2010). em outras palavras.671.000. PARÁ ANO (S) 2010 2011 2012 MÉDIA DA VARIAÇÃO Fonte: RAIS/MTE MPE % VARIAÇÃO MPE % CONTRIBUIÇÃO MPE 1. há uma crescente massa salarial gerada pelas MPEs. Gráfico 09: MASSA SALARIAL GERADA PELAS MPES NO ESTADO DO PARÁ.34% 18. na última década.792.000.26% 251. as empresas com até 4 trabalhadores criaram 1.8 mil postos de trabalho. a pedagogia da Lei Geral ensina a seus atores e operadores como é complexa a tarefa de simplificar do pequeno empreendedor em um País com dezenas de milhares de leis em vigor.64% das MPEs à nação.554 18.000 200.235 14.000 50.

o fortalecimento dos pequenos negócios depende do êxito pleno da implementação do arcabouço legislativo em questão (POCHMANN. mas suas repercussões (boas ou ruins) manifestam – se em nível micro e territorial (AMARAL FILHO.AS POLÍTICAS PÚBLICAS: DESAFIOS E CONCEPÇÕES: Quando se fala em políticas públicas. 2011.2 .267 173.635 104. não é suficiente ter amplas e massivas políticas de apoio. correlaciona – se desenvolvimento produtivo ao passe do reconhecimento do governo. por isso as reitero as iniciativas da Lei Geral é positiva quando em seu dinamismo traz uma carga maior de responsabilidades junto aos atores que buscam promover um conjunto de oportunidades e modernize as relações com estado nesta interface. Márcio Pochmann (2010) afirmara que: Ao defender a Lei Geral da micro e pequena empresa como peça fundamental do Quadro de políticas públicas adotadas no pais. visto que as medidas de reguladoras são tomadas em nível macro. Amaral Filho (2011) foca outra seguinte questão quando: A valorização da referência território e dos seus respectivos atores aparece como resposta ou contrapartida ao processo de globalização e abertura dos mercados nacionais. QTD VARIAÇÃO % 2010 2011 2012 2013 72. mas sim adequadas às MPEs. 2010). no caso optantes pelo simples nacional.93% no quadriênio entre 2010 até 2013.082 MÉDIA DA VARIAÇÃO: 44.14). visto que compõe uma escala de importância seja no ambiente econômico e institucional.81% 33. Outrora. 23 .37% 36.62% 20.93% Fonte: Receita Federal/Ministério da Fazenda 5. p.Avaliando o caso da evolução do número de empresas optantes pelo simples (MPEs). Tabela 06: NÚMERO DE EMPRESAS OPTANTES PELO SIMPLES NACIONAL ANO (S) NÚMERO DE EMPRESAS OPTANTES PELO SIMPLES NACIONAL (PARÁ) VAR.866 143. torna – se importante observar uma média de variação positiva em torno de 33. o que demonstra o crescente interesse pelo empresariado pelos benefícios em aderir a um dos programas descritos pela geral. na Tabela 06. pelo número de empresas optantes pelo simples.

a ausência de visão geral das tendências econômicas e das políticas impregnadas no efeito inércia parcialmente . descreve: 24 . MDIC. detém das vantagens oferecidas pelas proximidades: Ex. entre eles a falta de preparo técnico das equipes locais. e a busca de recursos para aplicações. 2011. envolver diversos níveis de órgãos públicos e privados. p. o que para Amaral Filho (2011) em sua síntese. pode – se dizer. emergir para uma nova e boa concepção de política deve estar associado a diversos fatores. SEBRAE (capacidade em combinar grandes estruturas com ganhos de capilaridade. . Coordenar a criação de meios que possam atuar como forças de concentração produtiva e espacial. 5. redução dos custos de transação. facilitando a penetração e os trabalhos de apoio). Amaral Filho (2011). encontram – se próximos e dentro dos territórios que abrigam as redes e os agrupamentos das pequenas empresas.Órgãos Estaduais e municipais e não governamentais. estaduais e municipais tende a fundamentar que: . Ex. entende que: No período de 1988. procurar vantagens ao lado de organizações de apoio. apoiar as MPEs. alguns avanços concretos. maiores parcelas de recursos financeiros e os melhores postos de observação das tendências econômicas: Ex. o processo de descentralização administrativa e regional das políticas públicas.No cenário econômico e competitivo. proximidade e descentralização espacial. ganhos de escala e de rendimentos crescentes são importantes alavanca para o aumento da eficiência e da competividade. respeitando os princípios da formalidade. implica no fortalecimento aos anseios socioprodutivos. que pode ser combinado com o processo de reinvenção das políticas de apoio para as MPEs. substituição de papeis e sobreposição de funções entre vários níveis de poderes públicos (AMARAL FILHO.Órgãos Federais detém melhores quadros de recursos humanos. Ao entender a natureza das experiências. AÇÕES E INSTRUMENTOS DE APOIO Fomentar a formação e as reformas institucionais facilitadoras ao desenvolvimento do empreendedorismo e à sobrevivência das MPEs.3 . IPEA. uma complexidade aos desafios que se manifestam no estado do Pará.produtiva.PEQUENAS INICIATIVAS. ainda com ínfimos recursos. as condicionantes entre os órgãos federais.40). podendo em paralelo neutralizar traumas políticos. isto é. IBGE etc. é também manifestar a cooperação entre as empresas e entre elas as organizações de apoio.

- A implantação da Rede Nacional de Simplificação de Registro e Legalização de
Empresas e Negócios (Redesim);

- Simples-Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das
Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte;

- O programa inovativo criado pelo Sebrae Nacional relativo ao Fundo de Aval (Fampe)
que introduziu um novo conceito no cenário crítico de acesso das MPEs ao sistema
de crédito, cabendo aos governos estaduais e municipais aderir a tal conceito.
Para uma melhor discussão, Amaral Filho (2011) diz que “Se as pequenas empresas
são importantes com o reconhecimento dos governos, acompanhado de políticas
públicas, a escala dessa importância pode(rá) ser ainda maior” (2011, p.39).

Em outra ponta, o problema crítico para o desenvolvimento dos pequenos
negócios, no Brasil como em todos os países, é a dificuldade de obtenção de crédito
e financiamento (...) em perspectivas positivas, avanços foram realizados nos últimos
anos, o que para Amaral Filho (2011) afirma, “redução nas taxas de juros e a
multiplicação e expansão das fontes de créditos e microcréditos (para capital de giro)
em nível nacional, inclusive por parte de grandes bancos públicos, e até privados, a
exemplo do Banco do Nordeste do Brasil (BNB) (Crediamigo) e do BNDES (cartão de
crédito, repasse de recursos para instituições de microcrédito), Banco Bradesco,
Banco do Brasil, Nossa Caixa, Itaú Unibanco etc. (AMARAL FILHO, 2011, p.43).
É compreensível que a concessão e ao acesso ao crédito e financiamento, para
as micro e pequenas empresas (MPEs), induzem a medidas:

- Melhorar as informações positivas sobre pequenas empresas;
- Reduzir a assimetria de informações;
- Reformular as bases de garantias nos empréstimos;
- Constituir estruturas de finanças de proximidade ou clusters banks;
- Expandir o microcrédito etc.

25

Ainda para Amaral Filho (2011) “As micro e pequenas empresas necessitam de outros
incentivos de apoio que lhes permitam buscar fora da empresa, seus ganhos
complementares de escala (...)” (AMARAL FILHO, 2011, p.44).
Um fato critico segundo Amaral Filho (2011) “(...) o setor privado bancário ainda
tem muita dificuldade de atender a essa necessidade, em nível nacional e no interior
do país, por causa da centralização regional dos bancos comerciais (...) e a
consequente ausência do conhecimento local, em regiões periféricas, para avaliação
de riscos e oportunidades por parte das agências bancárias privadas” (AMARAL
FILHO, 2011, p.44).

Em complemento a questão, surge na Lei Geral das micro e pequenas
empresas, as sociedades de garantia de crédito, que propusera medidas para
melhorar o acesso das pequenas empresas aos mercados de crédito e de capitais,
com os objetivos de reduzir o custo dos financiamentos, elevar a eficiência dos
empréstimos, incentivar a concorrência e a qualidade das informações, em especial o
acesso e a portabilidade das informações cadastrais requeridas para obtenção do
crédito, com a alocação de recursos públicos e privados, orientando e oferecendo
apoio técnico, metodologias e tecnologias de gestão.
O ideal segundo Amaral Filho (2011) é que “organismos de apoio, públicos e
privados, federais e locais, mantenham programas que facilitem a mobilização dos
atores e o amplo diálogo entre as empresas, ao mesmo tempo, entre essas e os
órgãos de apoio, a fim de facilitar o desenvolvimento e o acúmulo do capital social e
a esperada cooperação” (AMARAL FILHO, 2011, p.47).

O que segundo ele, tais programas devem ser acompanhados de outros
preocupados com oferta de informações e tecnologias, mercados, fontes de
financiamento, cabendo nesse último quesito uma supra importância do BNDES, bem
como da FINEP como exemplo.

No campo da Lei Geral, é complementar afirmar sobre a existência do
consórcio das empresas ou empresarial, o qual se define como da união de várias

26

empresas com a finalidade de realizar um empreendimento ou efetuar negociações
geralmente maiores do que a capacidade individual de cada participante.

Além do estimulo ao associativismo na formação de consórcios para
fomentação de negócios, não se esquecendo das políticas de acesso ao mercado e
ao crédito e a capitalização.
5.4 - A SOBREVIVÊNCIA DAS MPES: ENTRAVES POLÍTICOS E ECONÔMICOS

O ambiente de negócio no Brasil, historicamente apresenta marcas históricas
de morosidade e excesso de burocracia. Portanto, o excesso da burocracia é um dos
grandes entraves para a formalização e a expansão das MPEs, o que dificulta o
ambiente de negócios, comprometendo o desenvolvimento econômico e social do
pais, afirma Schwingel e Rizza (2013).
É cada vez mais evidente a importância da simplificação, racionalização, desburocratização,
e desoneração no ambiente de negócios, com vistas à redução das exigências aos
empreendedores, no momento da abertura, registro, legalização, e alteração e baixa dos
empreendimentos (SCHWINGEL; RIZZA, 2013, p.02).

Organizações internacionais como Banco Mundial, a Organização para
Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e o Fórum Econômico Mundial
(FEM) – World Economic Fórum – divulga resultados sobre o desempenho dos países
quanto ao critério de regulação, o tempo para legalização de uma empresa e a
competividade, do ponto de vista dos empreendedores. Estudos do FEM, revela que
o Brasil ocupa 53º lugar de um total de 142 países, enquanto dados do Banco Mundial
(2013), o pais ocupa a posição do número 130 de um total de 185 analisados.

Ainda segundo o Banco Mundial (2013), Outros números dizem respeito ao
pagamento de impostos no Brasil, o que consome 2.600 horas da vida de uma
empresa, contra 186 nos países da OCDE; e 67% do lucro, contra 42,7% na OCDE.
O que para fechar uma empresa insolvente, são necessários 4 anos, contra 1,7 nos
países da OCDE; e custa 12% do patrimônio da empresa, contra 9% na OCDE e

27

finalmente a pesquisa apurou que para abrir uma empresa no Brasil são necessários
13 procedimentos, contra 5 na OCDE e demora 120 dias contra 12 na OCDE.

Analogicamente o índice Firjam (2010), verifica quais os custos para abertura
de uma empresa no Brasil, como também do estado do Pará. Os números revelam
que o custo médio no país é de R$ 2.038,00, logo o estado do Pará apresenta uma
colocação de 4º lugar com valor médio de R$ 2.842, superior ao brasileiro e a muitos
estados. No ranking do Doing Business, é o 58º pais mais caro para se abrir uma
empresa, comparativamente aos países que compõe os BRICS (Brasil, Rússia, Índia,
China e África do Sul) de acordo com o Firjam em 2010.

Segundo o SEBRAE/Na (2010) há 10 (Dez) anos a taxa de sobrevivência das
MPEs a nível nacional, girava em torno de 50%. Entretanto, em 2008, (Gráfico 10) a
taxa elevou – se para 73,1%, situação otimizável primeiramente paras as regiões
Sudeste com (76,4%) e Sul (71,7%), Já as regiões nordeste, centro – oeste e norte
despontam com 69,1%, 68,3% e 66% respectivamente.
Gráfico 10: TAXA DE SOBREVIVÊNCIAS – MPES (TERRÍTÓRIO NACIONAL - 2008).
78,0%
76,0%
74,0%
72,0%
70,0%
68,0%
66,0%
64,0%
62,0%
60,0%

76,4%
73,1%

71,7%
69,1%

68,3%
66,0%

Sudeste

Brasil

Sul

Nordeste Centro Oeste

Norte

Fonte: Sebrae/NA – 2010.

Somado a esse aspecto, a economia brasileira ainda carrega muitas
dificuldades e se coloca mal no ranking mundial. Segundo dados do World Bank
(2010), o Brasil encontra-se em 129º posição em matéria de “perspectiva geral da
facilidade para fazer negócios” e em 150º em “procedimentos para o pagamento de
impostos”, entre 183 países, logo, eleva desafios a competitividade, quando gera
constrangimento exercido pelo ambiente econômico no tocante à manutenção e à
conquista de mercado pressionado pelo excesso de burocracia, tangendo a
externalidades negativas “Informalidade, desemprego e decrescimento do nível dos
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entende – se que avanços nos campos institucionais e operacionais são iniciativas de planejamento quando Amaral Filho (2011).51). p. 2011.. as medidas mais recomendadas são aquelas voltadas para o a desburocratização na abertura da firma ou a simplificação de processos e a flexibilização tributária”.) (AMARAL FILHO. combinado com os esforços de buscar maior grau de formalização das empresas (. Na Lei Geral. 2011. Portanto. p. conforme afirma Amaral Filho (2011): A despeito das reformas institucionais facilitadoras ao desenvolvimento do empreendedorismo e à sobrevivência das MPEs.Sensibilizar os agentes públicos e empresarial a confiança e coletivização de resultados positivos. “em nível meso. isto é. 29 ..42). É conveniente então salientar a necessidade de reformas ao desenvolvimento do empreendedorismo e a sobrevivência das MPEs. Para Amaral Filho (2011. a estratégia mais eficaz para implementação seria gerar efeitos positivos quanto: . criam – se uma série de constrangimentos para sua sobrevivência.. porque podem assegurar mais empregos além de poderem contribuir para a renovação da política de desenvolvimento industrial e regional (. 5. alguns autores têm defendido também medidas que possibilitem o fortalecimento patrimonial dos micro e pequenos empreendedores e empresários (AMARAL FILHO. emprego e renda.5 .) que privilegiem o enfoque do desenvolvimento econômico.. Entende – se que estratégias como essas são oportunas para a economia Brasileira. os aspectos da simplificação e ou da tributação. p.43) É recomendável que um trabalho de monitoramento e avaliação dos resultados seja realizado continuamente com o propósito de gerar desenhos adequado de políticas implementadas em consonância aos propósitos específicos das MPEs.pequenos negócios”.LEI GERAL: PERSPECTIVA PARA RESULTADOS Para perspectivas de resultados. qualifica a visão de Amaral Filho quando relaciona medidas paliativas na finalidade de amenizar os efeitos degradantes da burocracia e dos instrumentos tributários que sufocam as MPEs. produtividade.

. Em síntese. no entanto enfrentou inúmeras dificuldades e não foram apenas dificuldades políticas. a crise de autoria. compreender ao enlaces constitucional. exemplo da Associação Brasileira de Municípios (ABM). dos negócios e dos investimentos privados. é desafio aos agentes públicos municipais. bem como aos agentes produtores para o desenvolvimento econômico local a níveis da geração de emprego e renda a comunidade local. no campo de oportunidades ao ambiente econômico e institucional às MPEs. há pelo menos.. leva a construção de um ambiente institucional adequado ao bom desenvolvimento da cidadania. institucional e privados.Angariar o apoio de entidades municipalistas existentes no Brasil. de espaço institucional. Fazer os gestores municipais a adotar os princípios da Lei. a Confederação Nacional de Municípios (CNM) e a Frente Nacional de Prefeitos (FNP). como os conflitos federativos. Atuar exclusivamente na relação estado-empresa e passar a atuar também nas relações estado-cidadão. a inserção dos Quadros técnicos dos governos nacionais e municipais. de autonomia dos entes federados: O modelo abaixo enfatiza as ações como: ARTICULAÇÃO INTERINSTITUCIONAL Monitoramento e Avaliação dos Resultados 30 DESCENTRALIZAÇÃO REGIONAL SISTEMATIZAÇÃO .Oferecer treinamentos e capacitação como agentes de desenvolvimento e municipais a adotarem os princípios gerais mais adequados da Lei Geral em proveito da realidade sócio-econômica do município. três possibilidades (desafios) a serem exploradas a somar em respeito à análise acima: Oportunidades ao Ambiente Econômico e Institucional às MPEs Levar o Conhecimento aos Quadros Técnicos dos Governos Nacionais e Municipais) Canalização de Recursos (agentes e produtores) Outrora.

articulação interinstitucional como propósito de sistematizar ações como treinamento adequado e interlocução constante com o estado e a União em tornar concreto os benefícios gerais e necessariamente econômicos. como 31 . o ideal é que os organismos de apoio. Descentralização regional. em síntese. Em razão dos princípios constitucionais. organizações não governamentais e da base econômica local.Criar Referencias e Canais de Aproximação . dos mais simples.Desenvolvimento Cooperação e Comunicação Instrumentalizar Iniciativas Empreendedoras Trata-se. públicos e privados. dentro da prefeitura. os números poderão ser superiormente positivos. de fazer chegar aos territórios e às MPEs a uma política nacional de desenvolvimento produtivo no envolvimento de agentes do desenvolvimento. prefeituras. dos estados e municípios. inclusive de financiamento. portanto. De toda maneira. a compreender que o monitoramento e avaliação dos resultados têm como objetivo acompanhar os processos participativos de sensibilização e fortalecimento organizacional de instituições. envolvendo também universidades. Ofertar infraestrutura física e institucional que facilite a formação de relações apoiadas na concepção de interações. federais e locais. quando se avalia a questão da obrigatoriedade em se enquadrar nos ditames da Lei Geral em dos tribunais de contas da união. associações e cooperações entre empresas privadas. mantenham em tendência: -Mobilização de Atores e Amplo Diálogos . isto é. entre muitos atores. na perspectiva do desenvolvimento sustentável quanto da descentralização regional para sistematização da articulação dos agentes de desenvolvimento e sua a grande diversidade de ações necessárias para o pleno aproveitamento dos benefícios da Lei. centros de ensino e pesquisa e órgãos governamentais. é personificar essa parceria em um servidor designado ou uma área responsável.O esboço acima leva então. organismos federais de apoio e a nível estadual. reclama uma cesta de soluções específicas em que cabem muitos itens.

proporcionada pelo Plano Real. aos mais complexos. A estabilidade monetária. pelo aquecimento do mercado interno. vem então a ocasionalidade do empresariado que desconhece os incentivos que induzem a menos gastos e fortaleça sua capacidade patrimonial.42). ora como capital intelectual. Segundo Amaral Filho (2011). ambientes para rodadas de negócios etc. encarregaram-se de melhorar o ambiente macroeconômico e produzir incentivos ao empreendedorismo de melhor qualidade. Entender o empreendedorismo é fundamentar a questão do planejamento estratégico para o desenvolvimento do negócio. vendedores ambulantes etc. sendo ora como capital social. Ainda é difícil uma avaliação adequada sobre a manifestação do empreendedorismo no Brasil. já existem câmaras setoriais. estruturas físicas para realização de feiras e eventos. e a retomada do crescimento econômico. em vários estados brasileiros. aliados às MPEs. Em finalidade deste item. pautado nos princípios da Lei Geral. incrementado. 1990 até 2000. 6.montagem deportais eletrônicos. como a criação de incubadoras. no decorrer desta década. incentivou a proliferação de um empreendedorismo de baixa qualidade que repercutiu na alta taxa de mortalidade das MPEs. CORRELAÇÕES AO EMPREENDEDORISMO Avaliar que o poder público é a favor das MPEs. é tentar correlacionar melhoria do ambiente econômico e institucional em níveis macro e meso do estado do Pará. atração de capital de risco. visto da dificuldade de sua efetividade. como prestadores de serviços. e conselhos de ciência. procurando uma estratégia de sobrevivência (2011. pressionados pelo desemprego. indo além dos níveis municipais na condição determinante da quantidade e da qualidade das ações empreendedoras seja em fomento à pessoa física e ou jurídica. formados e em funcionamento. p. reforça que: A conjuntura econômica brasileira nas décadas de 1980. Convém reforçar em tese que indivíduos. bem como à sobrevivência mais longa das micro e pequenas empresas. se jogaram em grande parte no mercado informal. oferecendo resultados positivos ou que propõe novos caminhos e propostas conjuntas. e que 32 . em dimensão e qualidade no tocante as políticas práticas e continuas. ambientando melhores fatores às MPEs e aos municípios. sobretudo. fóruns de competitividade. espaços para condomínios e parques tecnológicos. tecnologia e inovação.

fora da empresa. Amaral Filho (2011) sintetiza. a saber. porque eles têm mais conhecimento e informação sobre o negócio que pretendem explorar (. são aquelas voltadas para a desburocratização na abertura das MPEs ou a simplificação de processos e a flexibilização tributária. ganhos complementares de escala. 33 .. Em síntese para melhor compreensão. p. que “De posse desse raciocínio. algumas medidas recomendadas e consensuais. e que gere o fortalecimento do empreendedorismo e aceleração do processo de formalização da economia por meio de parcerias com os setores público e privado. as micro (s) e pequenas empresas necessitam buscar. em relação ao resultado de seu empreendimento. feiras e rodadas de negócios. p. ou de iniciar um novo negócio” (2011.16). devido aos limites impostos pelo tamanho dos negócios sobre os rendimentos de escala. estadual e municipal da administração pública e área tributária. No entanto. aquele que reconhece à natureza intrínseca do empreendedor e outro que se vale do ambiente institucional para explicar a manifestação do ato de empreender.16). em dois grandes campos. é consequente a manifestação do esboço abaixo em demonstrar a coordenação de ações ao entendimento da prática empreendedora com seus principais desafios mantenedores. “a abordagem do empreendedorismo é dividida a grosso modo.)” (2011. FLEXIBILIZAÇÃO TRIBUTÁRIA. estimulo ao associativismo. Para Amaral filho (2011). EMPREENDEDORISMO Superação Risco Criatividade Planejamento Compromisso Somando a essa idéia. ganhou visibilidade com a aprovação da Lei Geral nas esferas federal. angariando forças diante da concorrência.. acesso ao crédito e à inovação.impulsionem um capital significativo a enfrentar qualquer possibilidade de fracasso. DESBUROCRATIZAÇÃO E SIMPLIFICAÇÃO DOS PROCESSOS PRODUTIVOS PARA MPES. programas de capacitação. os empreendedores são mais otimistas que os demais indivíduos.

Afirma – se ainda que o Norte possua a maior taxa de mortalidade de 34 . depende de fatores (elementos) que condicionam as atitudes empreendedoras entre os quais: . . em geral. “Lojas de cosméticos. 2013).Instituições que favoreçam (premiação) das atitudes empreendedoras. em relação à importância das micro e pequenas empresas no tocante ao crescimento econômico. vestuário.17). estão associadas à melhoria da renda do brasileiro e ao atendimento das necessidades básicas da população". foco principal deste trabalho. Segundo Carlos Alberto – SEBRAE/NA (2012). um novo arcabouço legal e necessário à reorganização do estado para os municípios na tarefa de tratamento compatível e em especial ao setor econômico que responde pela maior parte da geração e da difusão de oportunidades no emprego e renda.Instituições Governamentais e práticas políticas que fomentem a formalização dos pequenos negócios e inibem a prática da pirataria e. 2011.Incentivo (premiação) a inovação. restaurantes e cabeleireiros foram às atividades que mais cresceram em 2012 na região’.Avaliar nessa afirmativa é compreender que o empreendedorismo pode ser encorajado pelo ambiente institucional. em geral.1 – MPES E O EMPREENDEDORISMO: UMA DEFINIÇÃO REGIONAL O aumento da renda da população local e no Brasil como um todo. pela questão dos determinantes do tamanho (ótimo) da empresa (AMARAL FILHO. acessórios pessoais. não há propriamente teorias ou ensaios teóricos robustos que justifiquem e expliquem a existência e a sobrevivência dos pequenos empreendimentos. a teoria econômica ainda deve muito a esse segmento de negócios. a Lei Geral é uma construção dinâmica. As discussões e abordagens econômicas passam. Em relação às pequenas empresas estabelecidas.Presença mínima da burocracia. 6. fora e a migração das classes D e E para a nova classe média fizeram aumentar a demanda na região. enfaticamente. . "As oportunidades. Apesar de haver certo consenso. mesmo que velado. principalmente no comércio e na prestação de serviços (IBGE. p. crescimento e sustentabilidade. Conforme já demonstrado. isto é. representa um grande esforço político de mobilização de diversos segmentos da sociedade em atenção às necessidades e ao potencial dos micro e pequenos empreendimentos. à geração de empregos e à distribuição de renda. cultura ou educação. . pais ou região.

6% dos negócios não completam o segundo ano no mercado. onde a taxa de mortalidade é a menor do país. 23. abaixo pode – se salientar alguns benefícios e as principais instituições que as concedem: .isenção de IPI (Impostos sobre Produto Industrializado).Redução de impostos de importação (ICMS) e de renda (IR).(ICMS) Diferimento do imposto sobre circulação de mercadorias e prestação de serviços Ex. Prefeituras . 2012. “assim como promover maior acesso dos empresários à infraestrutura física e de serviços” (ALBERTO. Roraima e Tocantins) revela que os moradores da região são os mais empreendedores do país. Ex. Ex. 35 . Rondônia. Pará. Ex. que possui mais de 16 milhões de habitantes. Banco da Amazônia e Caixa Econômica Federal Um estudo realizado pela FGV/EAESP (2013).empresas do país. Sefa e Sudam. .IPTU (Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana). exemplo do caso: (Simples Nacional) nos municípios. Somando essas problemáticas.9%. equivale a 8.Sefa. Receita Federal . Amapá.5% da população brasileira e é responsável por 5% do Produto Interno Bruto (PIB). O índice nacional é de 27%. Outra questão apontada pela FGV/2013. Secretaria da Fazenda do Estado. Em meio às dificuldades. Ex. Amazonas. ante 15. A taxa de empreendedorismo da localidade. Na região. 34% das empresas fecham as portas antes de completar dois anos de vida. . sendo uma pesquisa realizada pelo Centro de empreendedorismo e de Novos Negócios (GVCENN) nos estados do Norte (Acre.Bancos e linhas de créditos especiais.4% da média brasileira. é que a taxa de empreendedores iniciais na região é de 17.) O isolamento de algumas cidades da região prejudica a logística das MPEs já existentes. o que dificulta ainda a oportunidade de novos empreendedores tendo em vista o fator concorrencial e os tramites burocráticos no processo de abertura e estímulos aos novos pequenos negócios produtivos. torna – se preciso ampliar e aperfeiçoar a Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas. No Sudeste. é importante políticas de incentivos mantenedoras de atratividade as MPEs na região. mostra que a Região Norte é uma das mais empreendedora do país.

O percentual é visto pela taxa de oportunidade no caso do Brasil.Nos Gráfico(s) 11 e 12 abaixo. há um leve acréscimo na ordem de 10.1% (2012) para 10. o que indiretamente.7% 10.9% em (2013).3% em (2013).4% 2013 7.3% 2012 TAXA DE NECESSIDADE (%) Fonte: GEM BRASIL – 2013 Gráfico 12: MOTIVAÇÃO DO EMPREENDIMENTO: NORTE TAXA DE OPORTUNIDADE (%) 6. prezando pela qualidade e quantidade de cursos. implicaria em melhores resultados ao estado do Pará nesses quesitos. demonstra uma pesquisa realizada pela Global Entrepreneurship Monitor . palestras.GEM Brasil/2013 confirma essa tendência.1% 2012 TAXA DE NECESSIDADE (%) Fonte: GEM BRASIL – 2013 Algumas possíveis razões que explicam as elevadas taxas de empreendedorismo por oportunidade em comparação a de necessidade (Brasil e Região Norte) se explica pelo crescente fomento e ao estimulo aos pequenos negócios e a educação empreendedora. 36 . eventos dos quais guiam a melhorias em questões políticas.7% 10. o índice eleva .se de 10. seminários. isto é.9% 10. quanto a Região Norte. e no caso da Região Norte.7% 12. fiscais e econômicas tanto no Brasil. Gráfico 11: MOTIVAÇÃO DO EMPREENDIMENTO: BRASIL 2013 TAXA DE OPORTUNIDADE (%) 5% 4.7% (2012) para 12.

4% 40. é elevada e. este com representatividade percentual de 80. em que a média dos que objetivam um padrão de vida melhor. que: percepção (. afetando relativamente a questão do empreendedorismo nos municípios Brasileiros e do estado do Pará.8% 38. 37 . conforme a pesquisa GEM Brasil (2013)..08).4% demonstra por outro lado. que tem escassez de recursos e não conseguem lidar com a burocracia sem o apoio de terceiros. Culturais e Sociais Acesso ao Mercado Políticas Governamentais FATORES LIMITANTES Políticas Governamentais Apoio Financeiro Educação e Capacitação BRASIL % NORTE % 44.8% 23.8% 53. segundo o observatório da Lei Geral (2014): A burocracia excessiva é especialmente nociva às MPE. abrir um negócio como opção desejável de carreira..5% Fonte: GEM Brasil .1% 29. é fundamental explicar que segmento enfrenta muitos desafios em suas operações. tais como dificuldade de acesso ao crédito e a informação.) em boas oportunidades para se começar um novo negócio nas proximidades onde vivem.6% na (região norte).Tabela 07: CONDIÇÕES QUE AFETAM O EMPREENDEDORISMO.6% 30. 2014).7%. dominado por grandes e vorazes corporações.6% 30.4% 32. sozinha. destacar que dos fatores limitantes tais como das políticas governamentais principalmente.1% BRASIL % NORTE % 80. O que é importante lembrar como um dos condicionantes que mais restringe a questão da implementação da Lei Geral. PROPORÇÕES RELATIVAS A FATORES FAVORÁVEIS E LIMITANTES: BRASIL E REGIÃO NORTE – 2013.7% 84. O indicador médio de 52. complementa: Para tanto. Sobre o Relatório GEM Brasil (2013).2% (Brasil) e 84. Sua vulnerabilidade ao ambiente econômico hostil. pouca capacitação gerencial e dificuldade para capacitar sua mão de obra. A Tabela 08 abaixo tem por objetivo demonstrar a mentalidade empreendedora.2% 44.2013 Na Tabela 07 acima. oscila com um percentual representativo de 84. FATORES FAVORÁVEIS Normas. p. ter status e respeito perante a sociedade e ser visto como bem sucedido no mundo dos negócios. a MPE não tem condições de implementar as mudanças necessárias para fomentar seu desenvolvimento (GEM BRASIL. O impacto da burocracia e ainda mais severo sobre os novos empreendedores como consequência os pequenos empreendedores começam na informalidade (OBSERVATÓRIO. É fundamental ainda expressar. 2013.

renda e cidadania para empresários e trabalhadores.7 81 84.8 84.3 50 54. ao dispersar esforços e recursos. apesar de que algumas ações foram implementadas parcialmente e outras – como não raro ocorre . As pequenas comunidades não conseguem suportar as grandes empresas.2 80. Tabela 08: MENTALIDADE EMPREENDEDORA – 2013 MENTALIDADE EMPREENDEDORA Afirmam conhecer pessoalmente alguém que começou um novo negócio nos últimos dois anos: Afirmam perceber para os próximos seis meses boas oportunidades para se começar um novo negócio nas proximidades onde vivem: Afirmam ter o conhecimento. revelando que.3 57. 38 .9 87.2 87.não saíram do papel.1 56. aqueles que alcançam sucesso ao iniciar um novo negócio tem status e respeito perante a sociedade: Afirmam que no Brasil. a habilidade e a experiência necessários para iniciar um novo negócio. Nas pequenas comunidades. seja pelo motivo que for.5 82. a habilidade e a experiência necessários para iniciar um novo negócio: Afirmam que o medo de fracassar não impediria que começassem um novo negócio: Afirmam que no Brasil. dentre os que empreendem. são aqueles que buscam a inovação e almejam o crescimento do seu negócio os que realmente contribuem para o crescimento e evolução social.2 83. pela quantidade de recursos que demandam tanto os naturais quanto os humanos.2 83. confirmam essa constatação. se vê frequentemente na mídia histórias sobre negócios bem sucedidos: Fonte: GEM Brasil – 2013 BRASIL % NORTE % 37. A adoção de diferentes conceitos dificulta a construção das políticas públicas e o alcance de seus resultados. que o medo de fracassar não impediria que começassem um novo negócio. as MPE são o alicerce da economia local.onde ter o conhecimento. a maioria das pessoas considera que abrir um negócio é uma opção desejável de carreira: Afirmam que no Brasil. Explicação conjunta provê que o empreendedorismo tem como papel indutor da ocupação.3 62.5 MÉDIAS 52. a maioria das pessoas preferiria que todos tivessem um padrão de vida parecido: Afirmam que no Brasil.7 36. etc.40% 52. Para empreender melhor é preciso universalizar os benefícios da Lei.90% Os estudos do GEM (Global Entrepreneurship Monitor).

no Brasil. o tratamento diferenciado nas compras governamentais. em todos os aspectos da economia brasileira. com destaque para o Simples Nacional. que prevêem o tratamento diferenciado e favorecido as micro e pequenas empresas. Retomando o tópico sobre a mentalidade empreendedora. a simplificação dos procedimentos de abertura e fechamento de empresas e a sociedade de garantia de credito (OBSERVATÓRIO. ainda que obtivera indicadores acima da margem média de 50%. na utilização de novas tecnologias educacionais e na disseminação de casos de empreendedores locais. 2014). embora seja possível observar iniciativas pela inclusão da educação empreendedora em diversos níveis por instituições como a Junior Achievement. devem colocar em pratica os preceitos previstos na Constituição Brasileira de 1988. o SEBRAE e diversas Universidades e Prefeituras. Mudar essa realidade e fazer valer o título de povo empreendedor. Segundo a Revista The Economist. para a região norte e do estado do Pará é um desafio.Segundo Observatório da Lei Geral (2014): O estatuto da Lei Complementar 123. a sociedade de propósito especifico (consorcio de compra ou venda). Os governantes. a educação empreendedora ainda estaria muito distante dos centros acadêmicos. em todas as esferas. em sua edição de março de (2009). trouxe várias inovações. Para tanto. depende basicamente de iniciativas. (3) Preparar pessoas para criar e gerenciar suas próprias iniciativas. é preciso investir na formação de professores. Apresentar ferramentas capazes de instrumentalizar a atividade empreendedora no Brasil. bem como. (2) Desenvolver a habilidade empreendedora de identificar e explorar oportunidades. fazendo com que eles tenham uma percepção positiva e motivada quanto a empreender. ainda há muito a fazer: de acordo com a última pesquisa GEM especialistas recomendam programas de educação empreendedora com três objetivos: (1) Aumentar a capacidade empreendedora de estudantes. é 39 .

portanto. moderna que amplie a produtividade dos aglomerados micro empresariais que estão se formando e formados no estado do Pará. além de inúmeros serviços especializados. em questão de melhores recursos. acesso à informação. setores produtivos. tecnologia. a nova lei minimiza o medo de investir no crescimento da empresa. Unir forças em conjunto ao setor produtivo. para a formulação de uma política as MPEs. com destaque para os ambientais. Planejar um ambiente legal para os instrumentos produtivos é poder criar uma ambientação favorável às MPEs. o que para muitos empresários. instituições de ensino e pesquisa. se 40 . fornecedores locais especializados.2 – INVESTIMENTOS PRODUTIVOS PARA AS MPES. rumo aos benefícios sobre esses investimentos face as expectativa e benefícios que devam resultar em proveito da implementação da Lei Geral para os pequenos segmentos negócios. o turismo. o comércio em geral. incentivos econômicos. Pará Investimentos. alimentação. Criar o efeito multiplicador dos investimentos no fortalecimento de setores produtivos do estado como exemplo do uso da madeira e móveis. e essa é uma lição que deve começar na sala de aula.necessário investir na qualificação do candidato . comunicação. 6. todos os fatores que possam construir uma crescente competitividade com sustentabilidade. Na Visão de José Conrado. irá fazer uma pressão por novos investimentos que receberão os benefícios e apoio das ações conjuntas do governo e entidades. considera: Possibilitar que empresas venham se instalar no estado. entidades. Os investimentos públicos e privados no Pará ocorridos no período de (2010 a 2014). mostrou a intenção de levantar a necessidade dos órgãos de governo. ciência. governo do estado e demais instituições. É investir em infraestrutura logística. O Quadro 09º abaixo apresenta a divisão de como os principais investimentos. confecções. o agronegócio. 2009). uma visão planejada das atividades que canalizam o Estado do Pará.cidadão ao empresário. sindicatos. tributação justa. uma vez que a implantação de determinados projetos. financeiros e desburocratização. dos programas de formação e qualificação de mão de obra que estão sendo preparados em função das demandas apresentadas (CONRADO. 2º Edição da Pará Investimentos (2009). em particular.

Pólo Grande Carajás Breu Branco. Tucumã e Tucuruí Pólo Grande Tapajós Juruti. Barcarena.586 32.PARÁ): 2010 . como dos altos custos dos produtos. o Gráfico 13. Óbidos. em melhorias a obras infraestruturais. Curionópolis. chegando – se a somar uma ordem de mais de US$ 50 Bilhões de dólares no período (2010 – 2014).2014. o maior montante absoluto e percentual. Santarém e Terra Santa. Canaã dos Carajás. Oriximiná. Marabá. estimulando emprego e renda na localidade. o que representa 64% de expressividade em relação ao pólo da grande Belém com 19% e do grande tapajós com 17%.862 8. Tabela 09: DISTRIBUIÇÃO DOS INVESTIMENTOS (REGIÕES E MUNICÍPIOS . providas principalmente pelos setores da mineração e siderurgia no estado do Pará. amenizaria externalidades negativas. cabe ao pólo grande Carajás. o que facilitará o escoamento da produção e estimulará maiores crescimento econômico.direcionou com as três grandes mesorregiões e seus respectivos principais municípios conforme a segue: Quadro 01: PRINCIPAIS REGIÕES E MUNICÍPIOS (PARÁ): CONCONTRAÇÃO DE INVESTIMENTOS. conforme descreve a Tabela 09. Ipixuna e Paragominas. Fonte: Fiepa/PDF O Quadro 01 tem por objetivo demonstrar os principais grandes investimentos seja do setor público e privado. ao qual ocorreu no estado do Pará. correlacionado ao fator gerador “demanda agregada”. São Félix do Xingu.815 100% Converter esse montante de investimentos.36 27% 32% 41% 51. Em relação aos investimentos privados. Ourilândia do Norte. Parauapebas. REGIÕES INVESTIMENTOS PRIVADOS DE INVESTIMENTOS (U$$) Pólo Grande Belém Pólo Grande Carajás Pólo Grande Tapajós TOTAL: Fonte: Fiepa/PDF % INVESTIMENTOS PÚBLICOS (U$$) % 9. Curuçá. Região Municípios Pólo Grande Belém Belém. além de multiplicar “benesses sócios econômicos” aos municípios e população. 41 .590 19% 64% 17% 488 575 752.038 100% 1.

o que torna importante nesses investimentos (públicos e privados). Gráfico 13: PARTICIPAÇÃO (%) DE INVESTIMENTOS PRIVADOS .Numa visão geral. tivera suma importância. e em maior sintonia quando se tem como relacionar aos benefícios da lei geral.PARÁ (2010 – 2014) Pólo Grande Belém Pólo Grande Carajás 17% Pólo Grande Tapajós 19% 64% Fonte: Fiepa/PDF Com relação aos investimentos públicos.27% com relação à grande Belém do Pará. renda e aumento da massa salarial para a comunidade onde as MPEs estejam em estado operacional. Pólo Grande Belém Pólo Grande Carajás Pólo Grande Tapajós 27% 41% 32% Fonte: Fiepa/PDF Os importantes públicos são vitais quando direcionam capitais em obras para melhorias infraestruturais físicas. quanto se mensura a geração de empregos diretos e indiretos.PARÁ (2010 . as obras do PAC1 (programa de aceleração do crescimento) do governo Federal e do PAC Estadual.32% de representação no Grande Carajás e . o que mostra que os principais investimentos públicos no estado do Pará se subdividem em: . é sua importância em gerar externalidades positivas direta e indiretamente para os pequenos negócios.41% de participação do pólo grande Tapajós. seja em (Transporte e Energia) e Social tais como 42 .2014). . Gráfico 14: PARTICIPAÇÃO (%) DE INVESTIMENTO PÚBLICO . Gráfico 14.

os investimentos previstos até 2014 gerara oportunidades de empregos em diversos campos. recrutamento e locação de mão de obra serão igualmente favorecidos.064 25. % 25% 54% 22% 119. confecção.850 PART. O(s) Gráfico (s) 15 e 16. Tabela 10: PRINCIPAIS REGIÕES (PARÁ) .EMPREGOS GERADOS (2010 – 2014) REGIÕES Pólo Grande Belém Pólo Grande Carajás Pólo Grande Tapajós TOTAL: EMPREGOS 29.283 64. Outros setores como turismo e hotelaria. há a prevalência de (58%) de representatividade em grande Carajás. se observa que no setor privado. Quanto a geração de empregos. montagem e manutenção.197 100% Fonte: Fiepa/PDF Gráfico 15: PARTICIPAÇÃO (%) GERAÇÃO DE EMPREGOS – PARÁ (2010 – 2014) Pólo Grande Belém Pólo Grande Carajás 22% Pólo Grande Tapajós 24% 54% Fonte: Fiepa/PDF Quando o objetivo é classificar o percentual na geração de empregos por setor público e privado. reforça essa visão da geração de mão de obra quando reporta a região do pólo grande Carajás com mais 54% de representatividade nesse quesito de fonte geradora. ainda como regiões.(Saneamento e Habitação). uma vez que são estimados a geração de aproximadamente 119 mil novos postos de trabalho (tabela 09). alimentação. ex. engenharia de projetos e fabricação mecânica. em estaque para os setores da construção civil. 43 . convergem para uma margem aproximada de 23% em média. Portos e estradas para escoamento produtivo da região onde as MPEs operam como matrizes e ou filiais. seguidamente da grande Belém (24%) e grande Tapajós (18%). grande Belém e Tapajós. em posterioridade.

983 63. A Tabela distributiva 10 e os Gráficos (s) 16 e 17. a região do grande Tapajós. % PÚBLICOS PART.065 25. seguidamente grande Belém com 34% e grande Carajás com apenas 7% na geração de postos de trabalho.750 100% TOTAL 29.Logo no setor público. % 24% 3.283 64.300 34% 58% 700 7% 18% 5.850 119.100 109.364 20. abaixo especificam essa visão: Tabela 11: PRINCIPAIS REGIÕES (PARÁ) GERAÇÃO DE EMPREGOS % . tem como representatividade 59%.447 Pólo Grande Belém Pólo Grande Carajás Pólo Grande Tapajós TOTAL: Fonte: Fiepa/PDF GERAÇÃO DE EMPREGOS PART.198 Gráfico 16: PARTICIPAÇÃO (%) GERAÇÃO DE EMPREGOS – SETOR PRIVADO (2010 – 2014) Pólo Grande Belém Pólo Grande Carajás Pólo Grande Tapajós 24% 18% 58% Fonte: Fiepa/PDF Gráfico 17: PARTICIPAÇÃO (%) GERAÇÃO DE EMPREGOS – SETOR PÚBLICO (2010 – 2014) Pólo Grande Belém Pólo Grande Carajás Pólo Grande Tapajós 34% 59% 7% Fonte: Fiepa/PDF 44 .PÚBLICOS E PRIVADOS (2010 – 2014) REGIÕES PRIVADOS 25.750 59% 100% 9.

conclui que “o crédito contribui de forma significativa para incremento da produção.09-10). na produtividade do trabalho.. contribuindo para a geração de emprego e renda. possibilitando o equilíbrio entre trabalho e família e. oportunidade de negócio e formação de capital social. elas ainda tendem a enfrentar barreiras mais elevadas para obter o crédito” (BANCO MUNDIAL.6. envolve produtividade do trabalho. linhas de financiamento e a burocracia a obtenção de outras linhas de investimentos.. 2012. Para atuação em políticas públicas.. conforme afirma: A importância do empreendedorismo para o desenvolvimento regional.. que “este gênero tem desempenhado papel ativo na sociedade como um todo. margem de lucro entre outros 45 . o acesso ao crédito. influenciam na gestão do pequeno negócio.. A importância das mulheres como proprietárias e gerentes de micro e pequena empresas destaca-se por três pontos: a) contribuição econômica. Porém.) sua influência nos indicadores de desenvolvimento regional (. Costa afirma ainda. Costa (2012). 2012). Embora sejam as mesmas para homens e mulheres.) as empreendedoras utilizam a assistência técnica (.. e o papel da mulher enquanto empreendedora e gestora de negócios bem como a atuação de políticas públicas principalmente a do crédito voltado para o gênero (.) (COSTA.. Segundo Costa (2012)..O PROTAGONISMO DA MULHER EMPREENDEDORA: A importância do empreendedorismo feminino para o desenvolvimento regional. O acesso ao crédito é a principal preocupação para as empresárias. bem como para o empoderamento da mulher de micro e pequenos negócios”. c) aspecto político. a obtenção de conhecimento sobre o crédito foi diretamente ao banco (. oportunidades de emprego desiguais e acesso restrito ao financiamento para as mulheres. a questão do financiamento ainda aflige o trabalho e o papel da mulher empreendedora quando que “as atividades empresariais continuam a ser afetadas por restrições que tendem a serem específicas de gênero. b) relevância social.) a principal dificuldade de acesso ao crédito é a burocracia.3 . como as normas culturais. aumentando a sua autonomia (OCDE. 1998).p. gerando ocupações para elas e para outras pessoas.

Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas (LGMPE). bem como para o estado do Pará”.Aquelas que se originam no meio familiar. há de contribuir direta e indiretamente para o desenvolvimento regional. Em outros. Contudo. este. As empreendedoras mencionaram como principal fonte as economias pessoais. atuando alinhado com as orientações das seguintes políticas. supervisionado e administrado pelo Banco da Amazônia. Política Nacional de Agricultura Familiar (PNAF). o comércio. Em síntese. à pesca e aquicultura. identificar – se na falta de confiança e pressões financeiras. uma vez que injeta recursos financeiros que fazem movimentar a indústria. por último. políticas de desenvolvimento industrial e de incentivo às exportações. quando se analisa aos recursos para início dos negócios. Plano Amazônia Sustentável (PAS). engajando-se nos negócios familiares ou que desejam conciliar emprego e família. empréstimos junto a bancos ou instituições financeiras. Alinhado nesse raciocínio. e que têm um grande potencial de desenvolvimento. são: Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO). Programa Mais Cultura (PMC).Criam empresas como estratégias de conquista por razões positivas. a organização para cooperação econômica e o desenvolvimento OECD considera que as empreendedoras podem se classificar em: . produção e fixação de empregos. bem como as demais políticas e prioridades dos estados da região Norte. e serviços na geração de renda. Alguns desafios enfrentados no ato de empreender. criam as empresas com o intuito de preservar flexibilidade e exercem diferentes papéis. seguida de família e. Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).aspectos citados no trabalho que tendem a impulsionar o desenvolvimento da região Norte. tais como independência e autonomia. Plano Nacional de Turismo (PNT). seja no meio urbano ou rural a 46 . incentivos financeiros e creditícios. merece destacar que os principais elos para o financiamento produtivo. desde que se tenha. Política Nacional de Desenvolvimento Regional (PNDR). planos e programas governamentais para a Amazônia: Plano Plurianual (PPA). .

o que nessa temática. o que importante continuar realizando pesquisas científicas para avaliar e conhecer o impacto de políticas públicas. fazer tocar os benefícios da Lei Geral aos municípios e população. isto é. onde o percentual populacional economicamente ativo feminino. se aproxima dos níveis da população real. a figura 03 acima. para ambos. Fonte: PNAD/IBGE Elaboração: Observatório das MPEs. Segundo Costa (2012). 2014). 47 . segue uma tendência crescente. Industrial. é positivo afirmar que o crescimento ao longo aos 15 anos da participação da mulher trabalhando ora por conta própria. como empregador. visando à inserção em novos mercados e o aproveitamento das novas oportunidades de negócio. Refletindo. Figura 03: PARTICIPAÇÃO DA MULHER EMPREENDEDORA (EM %). “O estado do Pará precisa ousar para ser de fato o indutor dessa política que trará consequências positivas em diversas cadeias de valor. apoiando a produção legal e sustentável e garantindo que os produtos e serviços possibilitem maior consciência e qualidade à sociedade” (PARÁ.ampliação do negócio. visa demonstra a participação mulher brasileira segundo dados estimados entre o período 2000 até 2015.

quando a taxa de fecundidade tente a decair até ao ano de 2050. sentido inverso seque a expectativa e esperança de vida. pode-se verificar uma mudança no comportamento das mulheres. Fonte: PNAD/IBGE Elaboração: Observatório das MPEs. é que hoje a realidade é outra: estima – se uma mudança de comportamento explicado. o segundo reporta-se às mudanças tecnológicas no processo de reprodução da espécie. ao qual tende a aumentar.Costa (2012). Outra análise. há quatro fundamentos relativos a questão sendo que “o primeiro se refere a crescente oportunidade de estudos. Freire (2011) afirma que “Esse fenômeno pode estar atrelado ao aumento do número de mulheres que buscam formação educacional de nível técnico e superior. a rápida difusão de idéias em uma cultura globalizada”. que teve como pano de fundo a transformação econômica e tecnológica e o quarto. que permitiram um controle com eficácia crescente sobre a gravidez e a reprodução humanas. não para serem iguais aos homens e sim para competir em igualdade com os mesmos no mercado de trabalho. 48 . Figura 04: FECUNDIDADE E ESPERANÇA DE VIDA – BRASIL (1950 – 2050). conforme se verifica na figura 04. o terceiro foi o desenvolvimento do movimento feminista. Outrora.

é a maior participação do setor de comércio. o que se observa. principalmente os que têm pouco valor tecnológico agregado. ecoturismo rural e micro agroindústrias (. 2013). maior valor tecnológico agregado. vestuário e serviços.. de igual forma os negócios iniciais e os nascentes receberam recursos advindos da própria família (GEM Brasil. O Gráfico 18 abaixo especifica.Portanto. Segundo dados do Relatório GEM Brasil (2013). seguidamente pelos serviços e indústria. portanto a tendência sobre o número de estabelecimentos por setor da atividade econômica Brasileira até 2015. a utilizar em seu processo produtivo.. estimar a participação crescente na economia brasileira e paraense.) as empresas familiares também fazem parte desse cenário significativo do empreendedorismo. com ênfase em alimentação. é poder conduzi – las em maior participação nas principais atividades econômicas. Na área agrícola essas atividades estão concentradas nos artesanatos. lazer. Gráfico 18: NÚMERO DE ESTABELECIMENTOS – POR ATIVIDADE ECONÔMICA Fonte: PNAD/IBGE Elaboração: Observatório das MPEs 49 . contudo. afirma – se que: O Brasil tem maior vigor em empreendimentos conduzidos por mulher nos setores de comércio varejista.

Retiros. hotel. filtros especializados. isto é. e ou de anseios desbucratizantes e de incentivos as mesmas. lojas especializadas (ex. atividades. etc. Em diretrizes gerais estabelece que: . Pet shop. no sentido de proporcionar e desenvolver programas de treinamento gerencial e tecnológico. cursos e livros para pais. produtos. roupas. etc. seleciona algumas tendências ao qual poderá fomentar uma maior participação da mulher empreendedora no economia local (Pará) e a nível nacional. cursos. 6. ações sociais. Lojas de segurança. Critério de carbono. . áreas da saúde).line. medidas que estimulem o acesso ao crédito pelas MPEs. serviço "leva e traz". POPUPAÇÃO COM + DE 60 Lojas especializadas (ex. etc. Centros de experiência e lazer. 50 . etc Serviços domésticos especializados Serviço do tipo "(a domicílio) e "plug e use" (comodidade no lar).Os bancos comerciais públicos e a caixa econômica federal manterão linhas de crédito específicas para as MPEs. livros. Prédios ecológicos. FONTE: PNAD/IBGE Elaboração: Observatório das MPEs O quadro 02 acima. São perspectivas otimizáveis quando por questão a população nacional segue a uma linha de envelhecimento. comércio justo. shopping virtual (de bairro). sempre que necessário. Vitaminas. brindes ecológicos.As instituições devem se articular com as entidades representativas das MPEs. o poder executivo proporá.4 – O PAPEL DAS INSTITUIÇÕES DE APOIO: ACESSO AO CRÉDITO. O Capítulo IX da Lei Geral estabelece uma série de ações de estímulo ao crédito e à capitalização. sistemas de segurança. reciclagem. etc. etc. PREOCUPAÇÃO COM A SAÚDE EMANCIPAÇÃO DO CONSUMO DAS CRIANÇAS AUMENTO DE ANIMAIS DE ESTIMAÇÃO RESPONSABILIDADE SOCIAL ECOSSOLUÇÕES BUSCA ESPIRITUAL E MÍSTICA ESTÉTICA E APARÊNCIA PESSOAS QUE MORAM SOZINHAS MAIS TEMPO EM CASA SENSAÇÃO DE INSEGURANÇA Cursos. calçados. o que demandará maiores serviços especializados em termos de qualidade/quantidade. convivência. serviços. serviços e produtos associados. Cirurgias plásticas. etc. etc. cemitério etc). passeio.Quadro 02: TENDÊNCIAS E SUGESTÕES DE NEGÓCIOS NEGÓCIOS PRINCIPAIS ASPECTOS MUNDO DIGITAL Educação on . novos serviços (ex. brinquedos. revival. etc.

com respeito ao Banco Central do Brasil. coordenação e externalidades. segundo consta na publicação de Amaral Filho Cepal/IPEA (2011). podendo a instituição optar por realizá-lo por meio das instituições financeiras (. já que as MPEs poderão ser fortalecidas pelo microcrédito e pelo cooperativismo de crédito. empreendedores de microempresa e empresa de pequeno porte bem como suas empresas. visando a ampliar o acesso ao crédito para microempresas e empresas de pequeno porte e fomentar a competição bancária (.. afirma – se que: Em linhas gerais. facilitarão para redução dos custos de transação. a Quadro 03... Em geral. o que pode ser dada como relação reflexiva em apoio das MPEs. que tem mais de R$ 120 bilhões de patrimônio. Um exemplo é quando. o CODEFAT poderá disponibilizar recursos financeiros por meio da criação de programa específico para as cooperativas de crédito de cujos Quadros de cooperados participem micro empreendedores. inclusive por meio do Sistema de Informações de Crédito . Proporcionando ganhos de escala e rendimentos crescentes como alavancas para o aumento da eficiência e da competitividade. a elevação da eficiência alocativa. em especial o acesso e portabilidade das informações cadastrais relativas ao crédito.).) o Banco Central do Brasil poderá garantir o acesso simplificado. Recursos financeiros do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) serão destinados para cooperativas de crédito de empreendedores de MPEs. as cooperativas de crédito de micro e pequenas empresas poderão repassar recursos do fundo de amparo ao trabalhador (FAT). Os recursos referidos deverão ser destinados exclusivamente às MPEs. ilustra algumas iniciativas para expandir o financiamento e ampliar o 51 .) aos seus respectivos interessados.SCR. favorecido e diferenciado (. Sobre as instituições. medidas no sentido de melhorar o acesso das microempresas e empresas de pequeno porte aos mercados de crédito ou de capitais. Das Condições de acesso aos depósitos especiais do fundo de amparo ao trabalhador – FAT.Para fins de apoio creditício às operações de comércio exterior das MPEs. Questões como essa. 2007). objetiva a redução do custo de transação. (BC... o incentivo ao ambiente concorrencial e a qualidade do conjunto informacional. Banco Central do Brasil poderá disponibilizar dados e informações para as instituições financeiras integrantes do Sistema Financeiro Nacional.. serão utilizados os parâmetros adotados pelo MERCOSUL. A Lei Geral trabalha na facilidade de conseguir empréstimos e financiamentos com prazos maiores.

BB.BNDES. AMPLIAÇÃO DE OFERTA DE CRÉDITO COM RECURSOS DO FNE FONTE: PROGRAMA MICRO E PEQUENA EMPRESA (ACOMPANHAMENTO DE EXECUÇÃO DA AGENDA DE AÇÃO) A explicação conjunta. CAIXA. a incentivo de diversas instituições. salienta que os bancos múltiplos públicos com carteira comercial e a Caixa Econômica Federal (CEF). Quadro 03: INICIATIVAS PARA EXPANDIR O FINANCIAMENTO E AMPLIAR O ACESSO AO CRÉDITO (2008 A 2010) BANCO BNDES CAIXA AÇÕES EXPANSÃO DO CARTÃO .EMPREENDEDOR POPULAR FONTE: CINTRA Esse Quadro 4º. 52 . como exemplo. devendo o montante disponível e suas condições de acesso ser expressos nos respectivos orçamentos e amplamente divulgadas. LANÇAMENTO DE LINHA DE CRÉDITO PARA O EMPREENDEDOR INDIVIDUAL E ESTIMULO A CRÉDITO PARA A CADEIA DO TURISMO. ex. CAIXA E BASA FAT FOMENTAR INVESTIMENTO PRODUTIVO DE MPES BNDES FAT EXPORTAR FINANCIAMENTO DE EMPRESAS EXPORTADORAS BNDES DESENVOLVIMENTO DE MICROCREDITO VISANDO BENEFICIAR PEQUENOS EMPREENDEDORES INFORMAIS CAIXA.PARA PEQUENOS EMPREENDEDORES NA ÁREA URBANA E RURAL BNB.ALVO INSTITUIÇÕES PROGRAMA DE GERAÇÃO DE EMPREGO E RENDA . EXPANSÃO DO CARTÃO BNDES PARA AS MPES. investimentos e financiamento a benefício às MPEs diversas. muitos incentivos permanecem em vigor até nossa atualidade. BNDES. Quadro 04: PROGRAMAS DE FOMENTO À GERAÇÃO DE EMPREGO E RENDA PROGRAMAS FINALIDADE/PÚBLICO . manterão linhas de crédito específicas para as MPEs. AUMENTO DAS LINHAS DE FINANCIAMENTO PARA AS EXPORTAÇÕES DE MPES. BNB. todavia. especifica outras variedades de programas de fomento à geração de emprego e renda.acesso ao crédito no período entre (2008 até 2010). FINANCIAMENTO DE EQUIPAMENTOS COM RECURSOS DO FUNDO DE AMPARO AO TRABALHADOR (FAT E DO BNDES). BB AMPLIAÇÃO A OFERTA DE RECURSOS NO ÂMBITO DO PROGRAMA NACIONAL DE MICROCRÉDITO PRODUTIVO ORIENTADO (PNMPO) BNB REALIZAÇÃO DE CRÉDITOS DE LONGO/CURTO PRAZO COM AS MPES. BB E BNB PROGER FAT . E BANCO DO BRASIL.

ESTADUAL E MUNICIPAL. demonstra medidas como da criação do fundo garantidor de crédito. como da geração de emprego e renda como um todo. Outras medidas complementares. DESBUROCRATIZAÇÃO. 53 . desburocratização. PRINCIPALMENTE ÀS MPES. IMPLEMENTAÇÃO DO CUSTO EFETIVO TOTAL (CET) PARA PESSOAS JURÍDICAS. aproxima a necessidade de alinhar o processo de produção das MPEs. isto é. FACILITANDO O ACESSO AO CRÉDITO. do acesso ao crédito e financiamento.Quadro 05: AÇÕES DO GOVERNO ORIENTADAS PARA SIMPLIFICAR E AMPLIAR O FINANCIAMENTO DAS MPES MEDIDAS CRIAÇÃO DO FUNDO GARANTIDOR DE CRÉDITO INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES CRIAÇÃO DE DOIS FUNDOS GARANTIDORES DE CRÉDITO PARA AS MPES E COMPRA DE BENS DE CAPITAL. frente ao interesse geral por linhas de créditos especiais para os principais investimentos produtivos (atividades econômicas). CRIADO PELO CONSELHO MONETÁRIO NACIONAL (CMN) . a estruturação de programas em participação das MPEs em pregões – licitação pública (compras governamentais) e da criação da rede nacional para simplificação de registro e de legalização de empresas e de negócios (Redesim). ACESSO A INFORMAÇÕES E ORIENTAÇÕES CONSOLIDADAS NA INTERNET. acesso ao crédito. redução de custos. DE 6 DE DEZEMBRO DE 2007 .598/2007 REDUÇÃO NO TEMPO DE ABERTURA DE EMPRESAS PARA NO MÁXIMO CINCO DIAS ÚTEIS. CRIAÇÃO DA REDE NACIONAL PARA SIMPLIFICAÇÃO DE REGISTRO E DE LEGALIZAÇÃO DE EMPRESAS E NEGÓCIOS (REDESIM) FONTE: MDIC (2014). REDUÇÃO DOS CUSTOS. ADMINISTRADOS PELO BNDES E PELO BB. alimenta resultados promissores ao desenvolvimento.517. O esboço abaixo. INCLUSIVE. etc. CRIAÇÃO DE EMPREGOS FORMAIS E CRESCIMENTO ECONÔMICO COM AUMENTO DA PRODUTIVIDADE. IMPACTOS SOBRE AS MPES SIMPLIFICAÇÃO DO ACESSO AO CRÉDITO ESTRUTURAÇÃO DE PROGRAMA PARA AMPLIAR A PARTICIPAÇÃO DE MPES EM PREGÕES E LICITAÇÃO PÚBLICAS DEFINIDO NO ÂMBITO DOS GOVERNOS FEDERAL. ACESSO ÀS LINHAS DE CRÉDITO PARA ESTE SERVIÇO AMPLIAÇÃO DE PARTICIPAÇÃO DE MPES EM LICITAÇÕES PÚBLICAS.PARA QUE O CONSUMIDOR CONHEÇA TODOS OS CUSTOS DE UM EMPRÉSTIMO OU FINANCIAMENTO ANTES DE FECHAR O CONTRATO AMPLIAÇÃO DA COMPETITIVIDADE E DO FORTALECIMENTO DA ESTRUTUTA PATRIMONIAL DAS MPES LEI Nº 11. como convergem como ações do governo orientadas para simplificar e o ampliar o financiamento as MPEs. o que trabalha pela redução do tempo de abertura de empresas. POSSIBILITANDO. a Quadro 05.POR MEIO DA RESOLUÇÃO Nº 3.

OSMAR. mas praticamente em todo o mundo. seja falta de garantias reais. entre outras causas (ROSSATO. se problemas como insuficiência de garantias inviabilizam a tomada do crédito pelas MPEs.. com vista atender esse público. instrumentalizando assistência técnica aos municípios na área financeira.) facilita o acesso dos pequenos negócios por meio da redução de custos e do alongamento dos prazos.. do empresariado e da comunidade local. avais técnicos.. Uma das principais razões apontadas para essa dificuldade é a insuficiência de garantias. Osmar e Rizza. assimetria de informação. é que os negócios inovadores trazem um nível de risco maior que negócios tradicionais. Para essa questão a Lei Geral. consultorias financeiras... 2013). os riscos da operação. como também a antecipação de lucros futuros. fidejussórias. A importância do crédito para o desenvolvimento econômico. análise de projetos. a vencer as dificuldades perante a construção de um ambiente favorável e inovador para acesso ao crédito pelos pequenos negócios.. Em suma. 54 . não somente no Brasil.) gera forças produtivas. atribui ao capital uma função fundamental no desenvolvimento econômico (. Outra questão em destaque. empoderar que a riqueza circule localmente.MPES PROCESSO DE PRODUÇÃO (INSTR ATIVIDADES ECONÔMICAS LINHAS DE CRÉDITO ESPECIAIS PARA INVESTIMENTOS SÓCIOPRODUTIVOS ACESSO AO CRÉDITO E FINANCIAMENTO (EMPREGO E RENDA) Segundo os autores Rossato. acarretando um aumento no custo na tomada de empréstimos. o empresário muitas vezes não possui recursos próprios suficientes para realizar novas combinações de investimentos. sendo o sistema financeiro o provedor de tais recursos. Gabriel (2013). incertezas. de nada adianta um ambiente favorável de crédito. se propõe a conhecer as características e perfil da região. as micro e pequenas empresas (MPEs) têm encontrado dificuldades para acessar o crédito. entre outras (. aumenta ainda.). isto é. Na visão schumpteriana. propicia poder de compra para o empresário (. Historicamente.

faz parte de uma preocupação legitima a qual compreendia. fornece elementos que pudessem contribuir para a sobrevivência dos sistemas produtivos localizados e avança sugestões para que outras regiões e locais pudessem despertar os próprios projetos de desenvolvimento de maneira planejada. que são o motor do desenvolvimento econômico. 2010. desencadeia uma séria de transformações. A máquina capitalista em tal complexidade.24). descontinuidade e instabilidade em todos os setores de atividade (VILHA. entende que: O desenvolvimento no conceito inovador. isto é. seja para oferecer um novo produto.5 – INOVAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO No Artigo publicado pela Revista Contemporâneos Artes e Humanidades de Anapatrícia Vilha Inovação Tecnológica: da definição à ação (2011). é um tema extremamente delicado. 6. difundindo – se em novos hábitos (costumes sociais). os micro e pequenos empreendimentos precisam de incentivos 55 . destaca que: Estamos diante da chamada “era das incertezas”. A concessão do crédito.04). p. p. A busca por alternativas mitigadoras desses riscos é fundamental para o equilíbrio do sistema financeiro. que verticalizar e horizontalizar o desenvolvimento. ou para alterar o processo de produção ou mesmo para melhorar as formas de organização e de gestão. 2011. inovadora e sólida (AMARAL FILHO. produtos e processos institucionalizados assumidos nos vieses econômicos. A dinâmica acima promove um permanente estado de inovação. convém analisar. por sua vez. o crédito tem o papel fundamental na promoção das inovações. Segundo Amaral Filho (2011). organizacionais e tecnológicos. pois envolve riscos e incertezas. Considerando que as empresas não são suficientemente capazes de investir recursos financeiros em pesquisa e desenvolvimento(P&D). exaltando as firmas inovadoras em um contexto de desequilíbrio e incerteza. segmentado também na gama mercadológica para que novos conceitos de produção. substituição de produtos e criação de novos hábito de consumo. distribuição e organização surtam primordialmente das pessoas e da diferenciação regional do estado. que é provocada por mudanças rápidas e dinâmicas e que exige das empresas a capacidade de lidar com a imprevisibilidade.Para o economista Joseph Alois Schumpeter. de um lado.

propõe o estimulo a inovação. compete também ao Fórum Permanente da MPE estimular a iniciativa dos envolvidos. inclusive quando se revestirem de incubadoras.para aquisição de máquinas e equipamentos.Plano de aplicação de. considera-se: I – inovação: a concepção de um novo produto ou processo de fabricação. privadas e as instituições que mantenha programas específicos às MPEs. da COFINS e do PIS incidentes na aquisição de equipamentos e máquinas adquiridos por MPEs que atuem no setor de inovação tecnológica.4).O Ministério da Fazenda poderá reduzir a zero a alíquota do IPI. 20% dos recursos destinados à inovação para o desenvolvimento de tal atividade nas MPEs. A Lei Complementar 123 de 2006. bem como a agregação de novas funcionalidades ou características ao produto ou processo que implique melhorias incrementais e efetivo ganho de qualidade ou produtividade. como ferramenta a instrumentalizar atividades econômicas. Para Anapatrícia Vilha (2009). executar atividades de pesquisa básica ou aplicada de caráter científico ou tecnológico. 2009. resultando em maior competitividade no mercado. dentre outras. é que depende de regulamentação por parte dos órgãos públicos e do comprometimento e da iniciativa das entidades privadas. da tecnologia e da inovação.ICT: órgão ou entidade da administração pública que tenha por missão institucional. entende – se: A adoção de estratégias e práticas inovativas nas empresas está estreitamente associada à busca de diferenciações capazes de produzir produtos e serviços para o mercado que gerem vantagens competitivas sustentáveis em relação a seus competidores (VILHA. Uma observação. o qual compreenda a participação das entidades públicas. p. III – Instituição Científica e Tecnológica . . observa – se: . II – agência de fomento: órgão ou instituição de natureza pública ou privada que tenha entre os seus objetivos o financiamento de ações que visem a estimular e promover o desenvolvimento da ciência. 56 . Entre alguns incentivos que se propõe. contudo. no mínimo. Para os efeitos gerais da Lei Complementar 123.

. para existir inovação. e as respectivas agências de fomento. os núcleos de inovação tecnológica e as instituições de apoio manterão programas específicos para as microempresas e para as empresas de pequeno porte. é necessário que haja empresário e. na forma definida em regulamento da Lei Complementar 123. é necessário existir inovação. os Estados. as ICT. finalmente para que haja empresário. instrumentos.958 (. máquinas. desenvolvimento gerencial e capacitação tecnológica. Fica. no percentual mínimo fixado. favorecidas e simplificadas. As instituições desta Lei Complementar devem se articular com as respectivas entidades de apoio e representação das MPEs. as condicionantes acima para aceleração tecnológica (inovação) das MPEs. portanto. no sentido de proporcionar e desenvolver programas de treinamento. aparelhos.Com base nessa referência. II – o montante disponível e suas condições de acesso deverão ser expressos nos respectivos orçamentos e amplamente divulgados. A participação da União.IV – núcleo de inovação tecnológica: núcleo ou órgão constituído por uma ou mais ICT com a finalidade de gerir sua política de inovação. da COFINS e da Contribuição para o PIS/PASEP incidentes na aquisição de equipamentos. o Distrito Federal e os Municípios. em programas e projetos de apoio às microempresas ou às empresas de pequeno porte. e vice-versa. Os órgãos e entidades integrantes da administração pública federal atuantes em pesquisa. desenvolvimento ou capacitação tecnológica terão por meta efetivar suas aplicações. ensino e extensão e de desenvolvimento institucional. científico e tecnológico.. o Ministério da Fazenda autorizado a reduzir a zero a alíquota do IPI. adquiridos por MPEs que atuem no setor de inovação tecnológica. V – instituição de apoio: instituições criadas sob o amparo da Lei nº 8. é de atribuir ainda: Schumpeter (1988) em seu estudo sobre desenvolvimento econômico relata que para haver desenvolvimento. acessórios sobressalentes e ferramentas que os acompanhem. observando-se o que: I – as condições de acesso serão diferenciadas. inclusive quando estas revestirem a forma de incubadoras. 57 .) com a finalidade de dar apoio a projetos de pesquisa. é necessário existir crédito.

(VILHA. que: O fomento ao (s) pequenos empreendedores em virtude do potencial de inovação. Na visão schumpteriana Segundo Furtado (2006). (SCHUMPETER. razão que destaca ainda mais a necessidade de um enfoque amplo ao se tratar deste tema. p. facilitada pela flexibilização estrutural. que entende o processo da inovação de forma ampla. reforça a questão Schumpteriana (1989-1950 “A Inovação é o processo de criação do novo e destruição do que está se tornando obsoleto”. em sua Publicação “A Reestruturação Produtiva e a Evolução Industrial no Pará (2012). o sistema de inovação para o desenvolvimento oferece muitos desafios estruturais a seus atores. 58 . José do Egypto.4).1982). de comercialização ou de serviço). 2006). O que complementa o entendimento na visão de Furtado (2006) quanto seu papel na mudanças sociais. “Os grupos sociais organizados também podem influenciar decisivamente as trajetórias da inovação. 2009. organizacionais e institucionais no processo de difusão (FURTADO. são capazes de detectar nichos de mercado dignos de serem explorados que deveriam quase sempre responder por uma inovação (tecnológica. Schumpeter já teria afirmado em (1982). os mecanismos de apropriabilidade da inovação e o papel das mudanças sociais. é de se afirmar que: Na perspectiva neo – shumperiana/evolucionaria. apresentar bom desempenho na difusão (geração) na inovação. que cause um impacto significativo no sentido de fortalecer outras políticas e grupos de fomento as práticas da inovação as micro e pequenas empresas. a interação entre eles. pois. Por Essa ótica. Os empresários são responsáveis por mudanças econômicas ao desenvolverem novos mercados. governo e instituições para ampliação da competitividade brasileira e regional em complemento com recursos e competências tidas como avanços cientificas tanto para Amazônia quanto para as MPEs em um processo de difusão articulado incremental e complementar. que o empresário deve ter competência para explorar. Para o Professor Dr.Anterior a esse momento. Para as MPEs (Micro e Pequenas Empresas). Acima de tudo. organizacionais e institucionais no processo de difusão e inovação. a difusão tecnológica tende a estar associada à introdução de inovações incrementais e de outras complementares. gestão e adaptação mercadológica representada por essa prática. é relevantes o papel de aprendizagem tecnológica de usuários e de fornecedores.

Paralelamente. construindo uma política integrada e que de fato proporcione ao empreendedor um ambiente capaz de incentivá-lo a implementar suas idéias e prosperar com elas. há muito que se avançar na aplicação efetiva da legislação. a gestão e ou gerenciamento busca a coordenação. tanto em nível federal. concorrentes e institutos privados e públicos de pesquisas. PERCEPÇÃO PARA O FUTURO As políticas concebidas a partir das diretrizes trazidas pela Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas. ajustes são necessários para que se alcance um modelo que acolha com eficiência as demandas dos empresários e do governo (equilíbrio das partes). mobilização e interação de recursos sob perspectiva estratégica em explorar oportunidades de mercado e interação espontânea dos resultados a comunidade local. 7. facilitando a geração de parcerias como atores importantes do sistema de inovação. a inovação deve ser entendida como um resultado mix de ingredientes (interno e externo) e não se deve entende – la como ato isolado. As atividades de P&D destas se ampliam em gerar conhecimento interno e externo. as MPEs interagem e combinam seus conhecimentos internos com fontes externas de informação e cooperação como clientes. quanto por parte dos estados e municípios. especialmente no tocante à redução e simplificação da burocracia e carga tributária. Portanto. Portanto.Em finalidade. mas dentro de um contexto maior do qual participam uma pluralidade de atores. empresas concorrentes e fornecedores. têm se mostrado capazes de melhorar o ambiente de negócios no pais. universidades. que este processo se torna permeado por leis e políticas regidas pelo governo e do aparato das instituições em financiar projetos produtivos. logo. 59 . fornecedores.

531 139.665 2016 276. 250.267 150.635 100. 60 .000 50.002 76. e das empresas de pequeno porte (EPP). É favorável quando ainda mantenha a tendência de desburocratizar e simplificar para criar um ambiente favorável para MPEs. aos quais se objetiva desenvolver seu empreendimento.309 9.838 176.993 80.0 225. observa que em seu conjunto se figura os micros empreendedores individuais (MEI).082 143. Decompondo – se totalidade das MPEs.866 72.082 200.000 104.483 2015 EPP 263.881 173.7.725 153. Gráfico 20: EVOLUÇÕES OPTANTES DO SIMPLES (MPES) NO PARÁ: (2007 – 2014).157 2017 2018 Fonte: Receita Federal – 2014 Sob análise do gráfico 19 acima.730 73.527 83.000 200.000 191.230 2012 8. ampliando fluxos de procedimentos simplificados e desonerados para atos de formalização do negócio.000 173.067 11. se mantenha a uma tendência crescente de empresas que obtivera maior participação no programa do simples.117 72.289 2013 121.1 . ao passo de possuir uma legislação adequada.000 42.000 100.000 50.000 202.175 12.423 143.811 0 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014* Fonte: Receita Federal – 2014 *Valores obtidos até junho 2014.859 166.872 14.194 32.485 67.268 150.071 245.PERSPECTIVAS E TENDÊNCIAS ÀS MPES Gráfico 19: TOTAL DE OPTANTES (MPES) SIMPLES NO ESTADO DO PARÁ: (EVOLUÇÃO ESTIMADA: 2012 – 2018) MPEs MEI ME 300.909 97.361 86.553 7.063 62. foi feito um levantamento estimando do total de empresas optantes pelo simples (MPEs) no estado do Pará.784 29. as micro empresas (ME). até 2018.348 2014 10.000 .000 250.

Entre 2009 e 2011. linhas de créditos específicas. contra R$ 6.53% do PIB deste.60%.90% e o (ISS) 7.Em 2011 alcançara uma quantia de R$ 7.549 bilhões. segundo o último relatório Idesp (2011): . segundo dados oficiais do Ides em conjunto com IBGE. representando. observa – se que 39. A região norte apresenta um PIB de R$ 222. ampliação das compras governamentais.Crescimento Nominal de 13. aquisição de mercadorias a preços reduzidos. . 7. Ex. ex. é importante quando se mensura alguns de seus principais indicadores. frente a oportunidades e projetos econômicos potencializados na localidade e municípios. 61 . se mostrara crescente no período (2007 até 2014). . indicam números frutíferos e benéficos as micro e pequenas empresas (MPEs). Com taxas crescimento superior a economia Brasileira. (ICMS) 73. frente aos 27º unidades federativas.494. demonstra que a economia do estado do Pará e a Região Norte. superior em 12.90%.371 bilhões.04% em comparação ao ano 2010. foram acionados ao PIB estadual R$ 29. Benefícios como da ampliação de serviços bancários. o estado do Pará e a Região Norte. fornecimentos de produtos ou serviços aos entes públicos. 11. apresentara taxas reais crescentes. A Tabela 12. Gráfico 20. estava localizado no estado do Pará.3% (2010) . a 1º posição na região norte em 2011.A evolução das MPEs desde a implantação de LC 123/2006.52% (2011) e de 33.538 bilhões em 2011. iniciativa produtiva que estimula a redução da informalidade.O PIB per capita do estado foi de R$ 11.2 – POTENCIALIDADES: ECONOMIA PARAENSE Demonstrar a ambientação econômica para as MPEs (micro e pequenas empresas). no período (2003 a 2011). . crise econômica. contribuiu para incrementar o crescimento destas. com exceção (2009).804 bilhões em 2010 em impostos arrecadados. o que seria R$ 88.A economia do estado ocupa a 12º posição. (PIS/COFINS). também o apoio técnico gratuito prestado por diversas instituições.969 bilhões.

seus crescimentos reais e desempenho das demais atividades. As maiores participações a critério das atividades econômicas são: serviços.1 5.2 8 5.9 8.8 6. indústria extrativa mineral e de comércio. profissionais qualificados e incentivos do governo são os pilares para que os empresários decidam quais os locais certos para se realizarem os investimentos. Para atratividade de investimentos.5 2. administração pública.6 4. de eletricidade e água. do período 2006 até 2011. empresários buscam alternativas de melhorar o ambiente de negócios.4 PARÁ 6. 7.3 9.AMBIENTE LEGAL AOS PEQUENOS NEGÓCIOS: Propiciar infraestrutura adequada.18 Sob a análise do Gráfico 21.3 7.8 3.5 6. Fonte: Idesp – IBGE (2014). Gráfico 21: PARTICIPAÇÃO (%) DOS SETORES ECONÔMICOS NO VALOR ADICIONADO ESTADUAL (2006-2011). intermediação financeira.2 3.2 -0. produção e distr.Tabela 12: CRESCIMENTO REAL % (BRASIL – NORTE E PARÁ). a participação dos setores econômicos na composição dos valores adicionados estadual do Pará.7 3.8 -0. o que significa colaborar 62 .9 5.1 2.8 4.4 7.2 4.73 REGIÃO NORTE 5.9 -3.2 5. construção civil.2 7. resultados influenciados pelos preços de cada atividade. PERÍODO 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 Fonte: Receita Federal – 2014 CRESCIMENTO REAL (%) BRASIL 1. atividades imobiliárias e aluguel.3 . ex.2 4. transportes.

para o crescimento das cidades. Pesquisa recém – divulgada pela Financial Times Magazine. produto interno bruto e PIB per capita. o que demandará maior circulação de impostos (aumento da arrecadação). abrindo um negócio a fim de gerar renda para suas famílias. Ao elementar as estatísticas quanto ao valor adicionado. especialmente daqueles afastadas da região metropolitana. em contrário do quesito “necessidade”. mostrou que a opção em empreender por oportunidade. os setores e atividades econômicas. realizada pelo GEM Brasil (2013). isto é. abertura de novos postos de trabalho. 63 . Gráfico 22. é correlacionar a empreendimentos significativos. sendo a quarta melhor unidade da federação para se investir no Brasil e o 6º sexto destino brasileiro mais preparado para atender os empreendedores. Fonte: Sebrae/Pará – 2013. mesmo possuindo alternativas de emprego e renda. pública pela Revista Pará Industrial (2014). mostrara que o Pará como o estado do futuro. onde os índices decrescem também no período considerado. Vale lembrar que “empreendedores por necessidade” são aqueles que iniciam um empreendimento autônomo por não possuírem melhores opções de ocupação. Gráfico 22: EMPREEDIMENTOS: INDICES POR OPORTUNIDADE E NECESSIDADE (2002 – 2013). se torna crescente ao longo do período de 2002 até 2013. Já os “empreendedores por oportunidade” são os que identificaram uma chance de negócio e decidiram empreender. Outra pesquisa. criar oportunidades locais. com o incremento de infraestrutura.

planejamento.. combinado com o esforço de buscar maior grau de formalização das empresas. intrínsecos a diversos quesitos benéficos em composição. onde já se atingira a meta de implementação de 2014. p. vencer as barreiras burocráticas. A figura abaixo tem por efeito indicar os estados do Brasil.. com a possibilidade de aumentar os investimentos em saúde. ação política conjunta e integrada entre empresários e autoridades públicas em qualquer processo de mudança.) e que essas necessidades sejam alcançadas por meio de organismos que estejam próximos às empresas (. Isto é. acarreta menos custos para as MPEs.. gerando mais empreendimentos e empregos formais.51). Demasiados estados e municípios têm potencial para gerar produtos competitivos e desenvolvimento regional.. o excesso de complicação.4 . aproximar a realidade da Lei Complementar 123. Em finalidade do assunto.) e procurar entender à necessidade de melhorar a qualidade do empreendedorismo e do fortalecimento das MPEs estabelecidas. menos burocracia. 64 . em nosso caso. portanto. é certo. como de fato já vem acontecendo (. é um grande desestimulo ao desenvolvimento dos negócios. segurança e educação. Portanto.. mais renda e mais arrecadação pública. é necessário que as políticas brasileiras (. 7.ESTADOS E MUNICÍPIOS: COMPARANDO RESULTADOS.Portanto. Começar um empreendimento seguindo os trâmites da lei. em grande totalidade dos UFs e Municípios. se mantenha no costume e ou conformidade. afetados positivamente pela estabilidade macroeconômica e pela volta do crescimento econômico verificados na última década (2011. Amaral Filho (2011) reforça que para se ter boa adequação. evita que altos índices de empreendimentos informais.. e.) privilegie o enfoque do desenvolvimento econômico. o desafio está em transformar esse potencial em produto atraente ao mercado. o que requer estratégia.

criação do centro integrado de apoio às micro e pequenas empresas. Entre os efeitos positivos gerados pela Lei Complementar. entre outros. o projeto fique legal. através de doação de prêmios. prêmio prefeito empreendedor. simplificação (tributação). é importante. O apoio aos empreendedores. 65 . estimulo ao consumo local. destacar o programa. menos impostos mais empresas (ampliou a categoria de atividades a beneficiadas. acesso ao crédito. ex.Figura 05: MAPA BRASIL – ESTADOS COM LEI GERAL IMPLEMENTANDA EM 2014. gera o aumento da arrecadação de tributos. incentivo ao empreendedorismo. empreendedorismo. assim como no caso do estado do Pará. processos licitatórios. (ISS). ex. em alguns estados e municípios do Brasil. bem como estimulo ao emprego e renda (otimismo em relação à qualidade de vida). pode – se observar na Quadro: Compras Governamentais. redução do tempo para emissão de alvarás. resultantes da implementação de LC 123 (figura 05). formalização de palestras. a Quadro 06. nesse processo de mudança é fundamental. evolução quantitativa da adesão ao optante ao simples (MPEs) – consequentemente. desenvolveu e estimulou incubadoras). redução da carga tributária. MEI. inclusão produtiva das mulheres. no estimulo a formalização de MPEs. inovação. compras públicas. alvará pela web. Fonte: Sebrae/NA Alguns exemplos práticos do que seria a realidade. desburocratização. Não Atingiu a Meta de Implementação. acesso à justiça. Outros benefícios gerados. parcerias. o que fomentou. Atingiu a Meta de Implementação. aumento do número MPEs participando de licitações e pregões. ilustra os principais benefícios econômicos e sociais. direta e indiretamente o desenvolvimento local e o consumo local.

Aumento de MEI (79 em 2012. mesmo quando empreendimento residencial. deve também contar com uma iniciativa privada fortalecida. visto que o desenvolvimento decorre do dinamismo dos setores econômicos. EMPREENDEDORISMO E CRÉDITO.Qualquer ação pública que vise ativar a economia local.564. Fomento ao empreendedorismo e a inclusão produtiva das mulheres.123/2006 Aumento do percentual de compras governamentais.969. Aumento do acesso ao crédito. ou em área não regulamentada e ações integralizadas das secretarias municipais. Deste Total de Contratação (R$ 21. estimulando o consumo local. Caminhos como atendimentos coletivos individuais.661.664).371 são contratações de MPE de Nova Ipixuna (R$1. contribuindo para a geração de novos empreendimentos. Quadro 06: ALGUNS BENEFÍCIOS GERAIS DA LEI GERAL (ESTADOS E MUNICÍPIOS). 66 . Portanto. cria condições e caminhos prósperos as MPEs se torna o melhor ciclo de desenvolvimento ao município. feiras. entendendo como região Jacundá e Marabá.351). através da formalização das mulheres. em razão de campanhas de formalização e palestras/parceiros. MUNICÍPIOS UF ASPECTOS GERAIS BENEFÍCIOS .664 de MPE. através de parceria com o Banco da Amazônia. se cria as possibilidades e orientações estratégicas. palestras.710. através de projeto de incentivo ao comércio local e a campanha COMPRE AQUI. contratou R$ 21. Redução de tempo para emissão de alvarás provisórios emitidos.020) e Região (R$18. o que totaliza mais de (95%) do total das contratações neste período (R$22. Entre: 01/01/2014 até 30/06/2014.564. beneficiárias do programa Bolsa Família (Projetos Mulheres em Ação). consultorias. para fomentar o desenvolvimento local.679. levando consequentemente ao aumento da arrecadação de impostos diretos e indiretos. para 103 em 2013). seja de interesse ao empresariado e pessoa física. DESBUROCRATIZAÇÃO.863). dos pequenos empreendimentos seja urbanos e ou rurais que movimentem a economia local. através de doação de prêmios. R$20. NOVA IPIXUNA PA Circulação do Dinheiro (Fomento a priorização de consumo local. COMPRAS PÚBLICAS. rodadas de negócios. MEI. SIMPLIFICAÇÃO. Adequação para adesão à Redesim.

(Abertura.000. Metade do pagamento antecipado. Fiscalização. Em três anos 3. Formação de Associação dos Pequenos Produtores. Alvará Web – abertura de empresas pela internet em 5 minutos. PETRÓPOLIS Janeiro de 2001……………………. entrega. aproximadamente 70% da produção é para setor privado.35. Secretaria de Educação e Indústria e Comércio. Resultados: antes haviam 4 serrarias com 12 empregados. Diversificação da clientela. SÃO JOÃO DO ARUARU CE Resultados: antes haviam 4 serrarias com 12 empregados. DESBUROCRATIZAÇÃO Com a regulamentação da Lei Geral foram reduzidas as alíquotas de 38 setores da economia local. Compra apenas das Associações: exigência de qualidade.670 SIMPLIFICAÇÃO ARRECADAÇÃO DE TRIBUTOS PRÓPRIOS: Orçamento 2001 ……………………………R$ 137.890 empresas Aumento em percentual. cinco anos depois haviam 42 serrarias com 350 empregados.11. Espaço Empreendedor. Compra apenas das Associações: exigência de qualidade.500 novos ESP empregos gerados. sendo a associação responsável. mesmo assim houve um aumento de 9% na arrecadação de ISSQN. mais empresas A Prefeitura criou incentivos fiscais e reduziu o ISS de 81 categorias de serviços. sendo a associação responsável.450 empresas Julho de 2007 ……………………. 6.………. Consulta Prévia – Lei 6.000. preço competitivo. Projeto FIQUE LEGAL: formalizar empreendedores Individuais. COMPRAS PÚBLICAS Formação de Associação dos Pequenos Produtores.00 Previsão de excesso de arrecadação na ordem de 10% (dez por cento). cinco anos depois haviam 42 serrarias com 350 empregados.33% RJ Empregos gerados………… + .. 84. TRIBUTAÇÃO Resultado: em três anos foram criados mais de 26 mil empregos e a arrecadação do Município cresceu 80%.00 Orçamento 2007 ……………………………R$ 350. com a ampliação da base tributária. Taxas. entrega. sem aumento de tributos. Metade do pagamento antecipado. TELECENTROS e nos bairros com projeto itinerante. 67 . Abertura e regularização de empresas em 48 horas (SELO CIAMPE).800. OSASCO Menos Impostos.000.460/2007).18.CARIACICA Criou o CIAMPE: Cento Integrado de Apoio às Micro e Pequena Empresa. Em 2009 aumento de 58% no número de renovação de alvarás.. preço competitivo. Atendimento individualizado no CIAMPE.340 empresas Evolução …………………………. Agentes Envolvidos: SEBRAE. Diversificação da clientela. aproximadamente 70% da produção é para setor privado. Agentes Envolvidos: SEBRAE. Alvará. Móveis escolares comprados pelo governo estadual. Secretaria de Educação e Indústria e Comércio.410 novas empresas abertas e mais de 6. além de premiar contribuintes em dia com tributos e SP desenvolver incubadoras.

ele também foi o campeão nacional do destaque implantação da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa. Nesse contexto.741 • 2008: 5. CRÉDITO. o presente estudo analisou algumas premissas no cunho de otimizar a Lei nº 123/2006. Aplicou-se redução da carga tributária. EDUCAÇÃO “Quadruplicamos o orçamento.189 • 2007: 4. Ele é o campeão da região Centro-Oeste da 6ª Edição do Prêmio Prefeito Empreendedor. Fonte: Sebrae/NA .2014 Os resultados da Lei Geral alcançados até agora estão distantes de representar todo o seu potencial.300 nos últimos GOVERNAMENTAIS. temos construções por todos os lados. Os esforços do prefeito Banazeski já foram reconhecidos pelo SEBRAE. COMPRAS O número de empresas aumentou de 700 para mais de 1. anos. 68 . COLIDER MT TRIBUTAÇÃO. com realidade econômica e diagnóstico empreendedor do nosso estado do Pará. Prefeito campeão. além de vencer quatro categorias temáticas no Mato Grosso. EMPREENDEDORA. Pelos resultados já alcançados. 90% das aquisições são feitas desses estabelecimentos. benefícios esses já incluídos no contexto de compras governamentais. as facilidades na formalização das micro e pequenas empresas e as vantagens conquistadas quando participam dos processos licitatórios. apenas sinalizam o prefácio de uma nova realidade.991 • 2006: 4. Depois. SIMPLIFICAÇÃO Alvarás Emitidos • 2005: 2. Alvará Provisório reduziu o tempo médio para abertura de empresas. agências bancárias. favorecendo abertura de novas empresas e geração de empregos. desenvolvido. LICITAÇÃO. frente a adversidade de conflitos econômicos e políticos. (MPES). novas indústrias e lotado de micro e pequenas empresas. repleto de construções.Clima de otimismo. INOVAÇÃO E Desde 2007. MEI empresas passaram a ser prioridade. Incentivou-se a formalização dos profissionais – informais (MEI).478 O município está mais moderno. Foi feito um diagnóstico de todas as atividades econômicas do município. as compras governamentais das micro e pequenas SIMPLIFICAÇÃO. MARINGÁ PR Aumentou o número de empresas participando de licitações e pregões.

Noutra ponta. A Lei Geral das MPE é uma oportunidade que os empresários de micro têm de aumentar suas vendas. e de vários municípios paraenses. a Lei facilita as chances de ampliação e regulação micro e 69 . com vista a conscientizar sobre os trâmites regulatórios do advento da Lei Complementar 123. no sentido de torná-los mais competitivos. Contudo. distrito federal e dos municípios. dos estados. como exemplo: nas compras governamentais. além do tratamento diferenciado e favorecido a ser dispensado as MPEs no âmbito da união. se engajam como objetivo de induzir pequenos negócios a participação em diversos setores e atividades produtivas da economia. Aproveitar número expressivo de MPEs em atividades. o cuidado com o excesso de regulação pode inibir a geração de novas oportunidades as economias locais. Empresários. as vendas para o poder público e pregões eletrônicos. empreendedores e representantes de governos. Ampliar a capilaridade para capacitar esses empresários. vem sendo tomadas. tenham por responsabilidade levar o desenvolvimento aos municípios. e que estimulem o empreendedorismo. atraindo novos negócios e aumentando a geração de emprego e renda. CONSIDERAÇÕES FINAIS O Brasil e o estado do Pará possui muitos pontos para rever e aperfeiçoar. O fomento em políticas públicas tende por maximizar ações e entendimento. O aperfeiçoamento das iniciativas da LC 123. desde que se faça a interlocução entre as prefeituras e os agentes de desenvolvimento. onde se possibilita a ampliar as possibilidades de negócios. a geração de recursos aos cofres públicos via impostos arrecadados e investimentos diretos e indiretos. na finalidade de serem revertidos em obras e ações para a sociedade.8. demonstra o quanto da necessidade em modernizar procedimentos para formalidade e incentivos. via capacitação empreendedora. A intenção é fazer com que os municípios implementem a Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas. isto é. oferecendo condições melhores para o desenvolvimento dos pequenos negócios e fazendo com que o dinheiro gire dentro do próprio município. estabelecer normas gerais na criação de novos negócios e mantenedores dos níveis de formalidade. fazer que os gestores políticos e empresariais. Onde cada operador público deve ter criatividade para dinamizar a economia municipal. e sua importância na geração de emprego e renda. para que atendam todas as exigências do mercado.

ela ainda não saiu do papel na maioria dos municípios. às MPEs. sustentando planos e ações de crescimento e fortalecimento da interpretação desta.pequenos negócios. Apesar de a Lei Geral já ter sido sancionada desde 2006. acesso ao crédito. por meio do aumento da participação das MPEs via políticas públicas adequadas e fomento ao empreendedorismo. 70 . alinhando – as propostas e discussões. desoneração tributária nos três níveis de governo. acesso à justiça e à inovação e tecnologia. desoneração do emprego CPP (previdência) sobre faturamento. microempreendedor individual (formalização). então o desenvolvimento local e a parcerias públicas e privadas. inovação. comitês gestores para a integração federativa e fiscalização orientadora. aproveitando – se dos benefícios como da desburocratização. pois depende de sua regulamentação e implementação em cada um deles. os municípios e a população ali habitada. Promover. quando o objetivo é levar o conhecimento da Lei aos municípios. o que beneficiaria em conjunto o Estado. Incrementar a economia paraense perante vários setores econômicos já estudados é aproximar o potencial econômico natural existente (vantagens comparativas).

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