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Nós revisamos um artigo científico Publicado por CALMON E SILVA, em 2011, que tem o

Nós revisamos um artigo científico Publicado por CALMON E SILVA, em 2011, que tem o título de “Estudo Térmico de Estruturas Mistas em Situação de Incêncio”. Este artigo foi publicado pelo PORTAL METÁLICA CONSTRUÇÃO CIVIL” e está disponível para consulta no endereço http://www.metalica.com.br/

O Autor faz sua introdução mencionando o recente aumento nos estudos analítico de elementos estruturais

O Autor faz sua introdução mencionando o recente aumento nos estudos analítico de

elementos estruturais de aço e mistos. Neste ponto acreditamos que o autor expõe uma

forte justificativa para a realização de sua pesquisa, pois de fato estruturas mistas tem sido o objeto de estudo de muitos autores da atualidade. MATTOS, tem livros e artigos publicados em 2014 que abordam com detalhe este tipo de estruturas.

O Autor utilizou em seu artigo, publicado em 2011, conceitos estudados por autores

entre 1976 e 2000. Para dissertar sobre um estudo que diz-se ser recente, acreditamos que o autor poderia ter utilizado alguns estudos realizados mais recentemente por

renomados autores da área, como RABELLO, 2005 e DUARTE 2006 E 2007. Para reforçar a importância de seu estudo, o autor também levanta um tópico convencionalmente aceito no meio técnico: A fragilidade das propriedades mecânicas do aço em relação às altas temperaturas. Todos conhecemos estas restrições do aço, mas existem poucos estudos de análise não-linear voltados para este aspecto.

Bom, aqui temos algumas equações estudadas no modelo proposto pelos autores para a análise, que

Bom, aqui temos algumas equações estudadas no modelo proposto pelos autores para a análise, que devido a especificidade do estudo não serão discutidas profundamente:

Equação 1: Equação diferencial de equilíbrio do fenômeno físico. onde (k) é a condutividade térmica, (ρ c) é a capacidade calorífica, e (T) é a temperatura, função do ponto considerado e do tempo.

Equação 2, Condições iniciais Onde: T É é a temperatura do sólido no estado inicial (t0)

Equações 3, 4, 5 e 6: Condições de contorno temperatura prescrita; fluxo de calor prescrito; convecção; e radiação. x, y pertencem ao contorno Γ q(x, y, z, t) é o calor ganho ou perdido por unidade de comprimento Β :coeficiente de convecção térmica entre o ambiente e o material empregado; T∞: Temperatura Ambiente

Como estamos estudando calorimetria, há ainda alguns parâmetros que foram empregados nas equações como emissividade e radiação na superficie e temperaturas absolutas em Kelvin, que conforme dito anteriormente, não serão abordadas devido à especificidade do tema.

Vale ressaltar que no Slide anterior nós exibimos as equações utilizadas apenas para mostrar o

Vale ressaltar que no Slide anterior nós exibimos as equações utilizadas apenas para mostrar o nível de pesquisa que os autores chegaram. Em todas as etapas do processo haverá rotinas de calculos matriciais utilizando os vetores e matrizes envolvidas na etapa, mas não dispondo de ferramentas para evidenciar os cálculos agora, achamos melhor não colocá-las em pauta para otimizar o tempo. Aqui temos a estrutura da metodologia, que não foge muito de todas as outras que envolvem MEF. Uma observação que vale a pena ser feita, é que o autor tratou toda a análise transiente como tendo ocorrido em um elemento bidimensional, por se tratarem de elementos esbeltos (vigas e pilares) e pelo fato de o calor se propagar linearmente nestes elementos.

A análise computacional deste estudo será realizada com um programa chamado PFEM_2D, desenvolvido por pesquisadores

A análise computacional deste estudo será realizada com um programa chamado PFEM_2D, desenvolvido por pesquisadores internacionais desde 1997.

A

Opção do autor foi em utilizar o PFEM_2D foi muito prudente, pois além de ser

o

software ideal para a situação (análise termica bidimensional), é um programa

consagrado e consolidado no meio técnico, tendo sido utilizado inclusive em diversas teses de mestrado e doutorado.

Com os dados iniciais, que teremos após a rotina de cálculo vista no slide anterior, o programa analisa as condições iniciais do problema, solicitando ao usuário: geometria da estrutura, número de nós e elementos utilizados, parâmetros da curva de calor de hidratação, propriedades físicas do material (condutividade térmica, calor específico, peso específico, etc.), condições iniciais de concretagem (instante e temperatura inicial, e o tempo total de análise); em relação às condições de contorno do problema, o usuário deve especificar se há temperatura e/ou fluxo de calor impostos, a função temperatura ambiente (constante ou não), radiação de onda larga, e em quais partes do domínio há influência do meio externo sobre a estrutura.

O modelo proposto pelo autor foi aplicado em 4 elementos: Dois retangulares e dois circulares,

O modelo proposto pelo autor foi aplicado em 4 elementos: Dois retangulares e dois circulares, todos com dimensões distintas. A variação entre eles é desprezível, por isso vamos abordar os estudos envolvendo os elementos retangular e circular.

Aqui temos a imagem que representa o elemento adotado no primeiro estudo:

Um tubo retangular de aço preenchido em concreto armado. Foi feito um Esquema da seção mista dos pilares, onde : (a) seção em uma extremidade; (b) seção estudada; (c) Elemento quadrático de 9 nós. Neste momento do estudo acreditamos que o autor foi pouco objetivo, pois relatou vantagens deste tipo de seção irrelevantes para o estudo, como dispensa no uso de formas.

Aqui temos os Resultados teóricos e experimentais obtidos para o pilar 203x203 [mm] (os testes

Aqui temos os Resultados teóricos e experimentais obtidos para o pilar 203x203 [mm] (os testes tambem foram feitos em um pilar de 305x305). Podemos ver que foram comparados 3 valores: Resultados obtidos na analise, em rotinas experimentais e em rotinas teóricas propostas por LIE e outros, bibliografia utilizada pelo autor. Aqui o autor faz observações importante: como o fato de a análise computacional se aproximar muito das teóricas, provando a eficiência do software e a precisão dos calculos sugeridos por LIE e outros. Foi dito anteriormente que seria abordada apenas uma seção devido ao fato de as diferenças não serem relevantes. Mas cabe ressaltar que aqui o autor faz uma constatação óbvia: O pilar com a seção maior levou mais tempo para ter seu núcleo afetado pelos efeitos térmicos.

Vemos a sequência de isotemperaturas (ºC) para o pilar 203x203 [mm]: (a) 30 minutos; (b)

Vemos a sequência de isotemperaturas (ºC) para o pilar 203x203 [mm]: (a) 30 minutos; (b) 60 minutos; (c) 90 minutos; (d) 180 minutos. Neste ponto o autor faz observações importantes, que após 30 minutos de exposição ao incêndio, o núcleo central do pilar praticamente não sofreu alteração térmica devido ao incêndio. Entretanto, após 1 hora, nota-se que a influência do ambiente começa a interferir de modo mais significativo no núcleo central. o processo se intensifica, e a partir daí, após 3 horas, o núcleo do pilar de concreto é influenciado significativamente pelo incêndio.

Porém o autor não cita nenhum dos efeitos secundários desta propagação, como o choque térmico que foi minimizado provavelmente devido a presença de um “exoesqueleto” formado pelo perfil metálico, diminuindo a quebra de cristais do cimento e a deterioração do mesmo.

Aqui temos os Resultados teóricos e experimentais obtidos para o pilar de seção circular. 10

Aqui temos os Resultados teóricos e experimentais obtidos para o pilar de seção circular.

Gráficos representativos da propagação de calor ao longo da seção transversão em função do tempo.

Gráficos representativos da propagação de calor ao longo da seção transversão em função do tempo. Como podemos ver, há um pequeno retardo em função do aumento da seção. Nada significativo, resultados dentro do esperado. Como comentamos anteriormente, o autor poderia ser mais objetivo em relação a esta abordagem.

Como dito, também foi realizada a análise com duas seções circulares, os resultados foram aproximados,

Como dito, também foi realizada a análise com duas seções circulares, os resultados foram aproximados, mas vale a pena observar que o elemento finito utilizado foi diferente, dada a forma geométrica da seção e que desta vez também foi gerada uma imagem tridimensional pelo programa. Esta imagem exibe o campo de temperaturas em ¼ da seção, após 3 horas.

O autor conclui o trabalho comentando sobre a importância dos resultados obtidos. Menciona que o

O autor conclui o trabalho comentando sobre a importância dos resultados obtidos. Menciona que o fato de os dados obtidos nas analises computacionais se aproximarem tanto dos resultados experimentais e teóricos, torna possível a aplicação deste modelo para situações futuras com este tipo de estruturas mistas sem que haja a necessidade da realização de experimentos. Acreditamos que o que pode ter sido um pequeno equívoco do autor foi ele mencionar que os resultados do programa foram ligeiramente mais conservadores que os teóricos provavelmente (note que ele não trata como possivelmente) devido a não consideração da evaporação da água intersticial, pois não houve nenhum estudo complementar ou referência bibliográfica citando os aspectos considerados pelo PFEM_2d no que diz respeito à umidade. Além disso, o autor menciona que o PFEM_2D deve ser melhor trabalhado em relação à analise de evaporação da agua intersticial. Porém se analisarmos para o pilar de 305x305 notamos que esta afirmação não possui grande consistência, pois é possível notar que mesmo após a temperatura de ebulição da água os resultados teóricos não se afastam muito dos obtidos pelo Software.

Por fim, acreditamos que realmente os dados obtidos com a pesquisa realmente tem um grande valor técnico-científico e pode contribui com muitas pesquisas futuras.

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