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Mesas de Som

CAPÍTULO DÉCIMO

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- Curso de Técnico de Som - 10º Capítulo – Mesas de Som -

dB Cursos e Treinamentos em Áudio

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As Mesas de Som
Nesse capítulo vamos estudar o centro nervoso de um sistema de som: o misturador ou mesa de
som. É a parte do equipamento de áudio que pode custar mais caro em termos de uma só peça
(amplificadores e caixas de som custam mais em um conjunto). É na mesa de som que
conectamos todos os periféricos tais como compressores, gates, reverberes, delays, amplificadores,
equalizadores, crossovers e microfones. As mesas possuem um sem número de controles que
amplificam, equalizam, distribuem, somam e por fim enviam o sinal de áudio para o restante do
sistema. Atualmente temos dois tipos de mesas; as mesas analógicas e as mesas digitais. Nessa
primeira parte do capítulo sobre mesas de som vamos estudar a configuração das mesas
analógicas.

Diagramas em Bloco: Uma Visão Geral da Mesa
Saídas Auxiliares
Canais de
Entrada

Canal 1
Canal 2
Canal 3
Canal 4

Saídas Principais
R

Entradas
Auxiliares

Canal 32

Subgrupos
Entradas para Subgrupos

Saídas Subgrupos

Começaremos com uma visão geral do diagrama em blocos de uma mesa de som bem simples. O
diagrama em blocos serve para que o técnico tenha conhecimento das entradas e saídas de uma
mesa de som mesmo sem vê-la.
No diagrama acima podemos observar os canais de entrada que são divididos em entradas de
microfones e de linha. Essas entradas vão mostrar a quantidade de canais da mesa, no nosso
exemplo, 32 canais. O sinal que entra nos Canais de Entrada é conduzido para as Saídas Principais
(L e R) diretamente ou pode ser endereçado aos Subgrupos e depois as saídas L e R. É possível
também enviar o sinal dos canais de entrada para Saídas Auxiliares, que poderão ser configuradas
de duas até doze saídas, dependendo da console. As entradas auxiliares servem para conectarmos a
saída L e R de um outro console ao nosso, conectar a volta de processadores de efeitos tipo
reverberes, delays, etc, bem como conectar CD ou MD players.

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Os Subgrupos também tem saídas independentes não ligadas as saídas principais L e R. Possuem
também entradas independentes para receber, por exemplo, o som vindo dos subgrupos de outra
mesa.
Vejamos agora como funciona cada parte da mesa em separado.

As Entradas de Microfones

PAD
Diagrama em blocos do módulo de entrada de microfones

A entrada de microfone, como vemos na figura acima, é composta por
um pré-amplificador, ao qual o operador tem acesso na parte externa
para ajuste do ganho, seguido de outro amplificador de ganho fixo.
Esse controle, geralmente é ajustado para uma faixa que vai de -20 até
+70dB, com uma impedância de entrada aproximada de 1 a 2kohms.
Nesse estágio teremos, em alguns modelos de consoles, um atenuador
do sinal de entrada chamado de “PAD” que nos permitirá diminuir
esse sinal em aproximadamente 20dB. Temos aqui uma chave de
liga/desliga que serve para acionar o Phantom Power, que é o sistema
de alimentação para microfones de condensador de 48 Volts. Em
algumas mesas teremos essa chave colocada no painel traseiro junto
aos conectores de entrada de microfone (XLR). Essas chaves poderão
ser individuais (uma por cada canal da mesa), de oito em oito canais
ou ainda geral, com apenas uma chave para ligar o Phantom Power
em todo o console.
Em alguns consoles encontraremos uma entrada de linha com
controles independentes dos controles usados para a entrada de
microfones. As entradas de linha têm impedância de 10kohms e nela
serão conectados os instrumentos de alta impedância tais como
guitarras, teclados, baixos, CD players, MD players, efeitos digitais e
módulos de samplers. Falaremos nesse tipo de entrada mais adiante.

Os Ajustes no Controle de Ganho:
Como norma de utilização, o controle de ganho deve ser ajustado de maneira que o
microfone tenha um nível de sinal suficiente para alimentar o sistema. Aumentar o ganho em
demasia faz com que o ruído dos elementos eletrônicos do microfone também aumente, bem
como aumenta a captação indesejável do som de outros instrumentos.
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Para ajustarmos o controle de ganho em qualquer tipo de mesa de som, primeiro deveremos
posicionar corretamente o microfone para captar o som do instrumento com o maior nível
possível de sinal. Feito isso e com o instrumento tocando ajustamos o controle de ganho para
a obtenção de um nível de sinal de entrada de zero dB.
Isso poderá ser observado no medidor de VU do canal ou através de um VU auxiliar
acionado através do botão de pré escuta do canal (PFL ou Pré Fader Listening: audição antes
do controle de volume do canal).
Aumentar o ganho demais faz com que o amplificador de entrada venha a saturar o que
tornaria o som distorcido desde a entrada da mesa fazendo com que não houvesse nenhuma

possibilidade de recuperação do sinal original (sem distorção) nos estágios seguintes.
Entretanto, ganho de menos faz com que apareça o ruído de fundo dos componentes
eletrônicos da mesa, piorando a relação sinal ruído do sistema, o que também não deve ser
feito. A sensibilidade de entrada deve ser ajustada de acordo com o nível de som produzido
pelo instrumento juntamente com o tipo de microfone conectado a aquela entrada.
Em geral os microfones a condensador precisam de um ganho menor do que os dinâmicos. O
ganho poderá variar também com o nível de som emitido pelo instrumento. Instrumentos
com pouca emissão de som irão precisar de um ganho maior e vice-versa.
Em algumas mesas podemos encontrar um controle de ganho para microfones e outro para as
entradas de linha. O ganho para as entradas de linha segue o mesmo padrão que o ganho para
microfone, sendo que teremos conectado a essa entrada instrumentos de alta impedância, em
torno dos 10k, tais como guitarras elétricas, teclados, violões elétricos ou eletrificados,
baterias eletrônicas, a saída de gravadores multipistas, etc.

Lembrete: O controle de ganho em mesas analógicas deve ser feito
com cuidado visto que pode vir a distorcer o sinal comprometendo
o desempenho das etapas seguintes do console.
Os Filtros de Frequência: HPF e LPF
Nessa sessão também encontramos um filtro de passa altas em geral fixado em 80Hz (100Hz
na figura da página anterior). Em alguns consoles podemos encontrar dois desses filtros,
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sendo um de Passa Altas e outro de Passa Baixas. São usados para eliminar frequências
situadas nos extremos do espectro de áudio e que não estão presentes no som do instrumento
captado. Esses filtros podem estar acoplados a sessão de equalização.

O Controle de Polaridade do Sinal Ø
O inversor de polaridade (ou fase como é conhecido) também pode ser encontrado em alguns
consoles próximo ao controle de ganho. Serve para inverter a polaridade de entrada do canal
de microfone, trocando a conexão do pino 2 pelo pino 3 em entradas balanceadas. Pode ser
usado para inverter a polaridade de dois microfones quando em um mesmo instrumento, mas
em lados opostos, como por exemplo, na caixa de bateria. Vem identificado pelo símbolo Ø.

A Impedância de Entrada
Na entrada de microfone, a impedância deve ser no mínimo três vezes superior à saída de um
microfone. Na prática temos o padrão de dez vezes a impedância do microfone, ou seja,
2kohms. A impedância da entrada de linha fica em torno dos 10k ohms.

As Entradas Balanceadas e Desbalanceadas
Todos os cabos se comportam como antenas, seja para irradiar interferências, como acontece
normalmente com os cabos de alimentação de rede elétrica, seja para captá-las, como se
sucede com os cabos que transportam sinais de áudio. Quando esses cabos se misturam, os
cabos de áudio tendem a transportar, através de indução, os sinais da rede elétrica que vão
produzir zumbidos contínuos ou ruídos esporádicos conhecidos como hum ou clicks. Esses
ruídos são relativamente difíceis de eliminar por serem sinais de ruído espectral muito amplo.
As entradas da mesa podem ser balanceadas ou desbalanceadas. Entradas de microfone são,
em geral, balanceadas, enquanto que entradas de linha são desbalanceadas. A diferença entre
a conexão balanceada e desbalanceada reside na forma com que o sinal se apresenta em
relação a terra. Sabemos que qualquer sinal necessita de dois condutores (um positivo e um
terra) para ser transportado por eles, sendo que entre estes dois haverá uma tensão elétrica
que corresponderá ao sinal do áudio. Pois bem, quando um destes condutores está unido
eletricamente a terra, dispomos de uma linha assimétrica, (veja figura abaixo) e o sinal que
circulará por ela será, por conseguinte, desbalanceado.

Entrada desbalanceada
A outra possibilidade é que os condutores utilizados para a transmissão do sinal não estejam
conectados a nenhum terminal terra, estando isolado dela com na figura na página seguinte.
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Nesse caso teremos uma linha simétrica que poderá transportar um sinal balanceado. A
vantagem de utilizarmos esse tipo de conexão reside no fato de que qualquer sinal elétrico
induzido no cabo se anulará ao ser amplificado, pois os dois sinais (o ruído e o sinal de
áudio) sempre estarão em oposição de fase.

Entrada balanceada
Existem hoje dois tipos de balanceamento: eletrônico e com transformador. Nas mesas com
transformador de entrada (figura abaixo), o sinal circulará pelos dois pólos do conector sendo que
o terceiro será conectado a terra. Como em qualquer tipo de corrente alternada, obteremos um
sinal de ida e outro de volta. Toda corrente induzida causada por um campo externo que consiga
ultrapassar a malha circulará em direção oposta, através do enrolamento do primário, cancelandose e desaparecendo.
Além do mais, o balanceamento feito por transformador oferece a vantagem de isolar os
equipamentos, já que, entre eles, não há conexão física. Em contrapartida, teremos perdas de
na faixa de frequências e de sinal, caso o transformador não seja de boa qualidade.

Entrada de microfone isolada a transformador
Plug P-10 Estéreo: Ligação Balanceada

Use cabos blindados para obter melhores resultados.
O terra será conectado a malha.

Conexão Balanceada em um conector P10-E

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Nas mesas em que o isolamento é feito eletronicamente, temos um circuito amplificador
diferencial que ampliará somente os sinais de áudio, deixando muito atenuado qualquer sinal
ou ruído parasita que possa existir. Dada a diferença do nível existente entre um sinal
procedente de um microfone e o procedente de uma linha, ambos seguem independentes,
com dois amplificadores independentes. Por outro lado a existência de dois amplificadores
separados nos permitirá a colocação simultânea de dois sinais diferentes durante o processo
de mixagem, o que duplicará as possibilidades de uso.

Conexão Balanceada XLR para microfone

Pino 1: Terra (malha)
Pino 2:Positivo (Hot)
Pino 3: Negativo (Cold)

Use cabos blindados para obter melhores resultados.
O terra será conectado ao pino 1.

Conexão balanceada em um conector XLR
Em quase todos os tipos de mesas encontraremos entradas e saídas desbalanceadas: entradas
e saídas auxiliares, entrada auxiliar effect return, entradas e saídas de gravação, saídas de
direct out de cada canal, etc. Para conectá-las deveremos usar um plug do tipo P10 mono.
Veja na figura abaixo o tipo de conexão.

Plug P-10 Mono: Ligação desbalanceada

Use cabos blindados para obter melhores resultados.
O terra será conectado a malha.

Conexão desbalanceada em um conector P10-M
Lembrete: Quando se trata de um sistema de sonorização profissional,
todas as entradas e saídas de todos os equipamentos devem ser
balanceadas para eliminar possíveis interferências de sinais de rádio e
de ruídos da rede elétrica. Ainda assim teremos algumas entradas e
saídas auxiliares desbalanceadas.

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As Entradas de Linha
As entradas de linha também são balanceadas eletronicamente com uma impedância de
10kOhms para aceitar fontes de alto nível. Também é possível atenuá-la com margens de -20
a +30dB. Assim, tratamos os sinais recebidos nas duas entradas (MIC e LINE) da mesa de
forma independente até obter o nível necessário que nos permita trabalhar com eles nas
outras seções. É possível também encontrar entradas de linha desbalanceadas em mesas de
baixo custo ou multifunção (estúdio e PA ou PA e Monitor).

A Seção de Equalização
A qualidade e a quantidade de vias de equalização disponíveis em uma mesa de som variam de
acordo com custo dela: consoles mais baratos tem menor quantidade de vias de equalização, e em
geral, menor qualidade no projeto dos filtros e nos componentes em relação aos consoles de custo
mais elevado. Nesse curso vamos abordar um modelo mais completo que poderá ser encontrado
em mesas analógicas de custo mais elevado. Podemos dividir os filtros usados em mesas de som
em quatro tipos diferentes, a saber:
1.
2.
3.
4.

Shelving
Peak/deep
Sweep
Paramétrico

Nos filtros do tipo “shelf” ou “shelving” encontraremos somente um controle de volume para
aumentar ou diminuir o nível da frequência escolhida pelo fabricante da mesa. Esse tipo de
filtro é usado para equalizar às faixas extremas do espectro de áudio: os graves e os agudos.
Nos equalizadores do tipo shelving as frequências de corte vem pré-fixadas de fábrica, com
valores fixados em 10kHz, 12kHz ou 15kHz.
+15dB

10kHz

volume

100Hz

-15dB
Filtro do tipo Shelving
O filtro do tipo Peak/deep vai ser usado nos controle de médios, tendo a mesma configuração
física do shelving: somente um controle de volume, sendo a frequência escolhida pelo
fabricante.

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1kHz

+15dB

volume

Filtro do tipo Peak/deep

-15dB

O equalizador do tipo Sweep possui dois controles para operação: o de volume e o de
varredura de frequências. O controle de volume é de igual configuração ao usado no filtro do
tipo shelving com ênfase e atenuação de 15dB. O segundo controle vai permitir ao técnico a
escolha da frequência a ser trabalhada dentro da faixa passante do filtro. Podemos encontrar
esse tipo de filtro nas faixas de médios graves e médios agudos sendo que em algumas mesas
encontraremos também nos graves e agudos. Esse tipo de filtro flexibiliza o trabalho de
equalização dos instrumentos tornando-a mais precisa.
Varredura: de 160-12kHz

volume

+15dB

-15dB
Filtro do tipo Sweep de médios graves.
O terceiro tipo de filtro é o mais completo e possui três controles:
- O de volume, com atenuação e ênfase de 15dB que permanece igual aos dos outros
tipos de filtros.
- O de varredura, onde escolhemos a frequência central que será atenuada ou
aumentada de volume. A frequência central pode ser variada dentro da banda passante
escolhida (graves, médios graves, médios agudos e agudos). É similar ao filtro sweep.
- Por último temos o controle de largura de banda o “Q” que irá definir a largura de
ação do filtro. O „Q‟ irá determinar a quantidade de interferência nas frequências
adjacentes à frequência central.

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“Q”

+15dB
volume

1kHz

-15dB
Filtro do tipo Paramétrico
Vamos agora demonstrar o uso dos filtros estudados em um
equalizador encontrado em um dos modelos da mesa Midas.
Graves- Vamos começar por baixo, pelo controle das
baixas frequências que atua entre 40 e 800Hz1. Temos um
controle de ganho com uma variação de +15/-15dB e um
controle que vai nos permitir escolher qual será à frequência
a ser trabalhada e que fará uma varredura entre 40Hz e
800Hz. É um filtro do tipo sweep com corte shelf como
mostra a figura ao lado o símbolo próximo a 40Hz. Alguns
modelos de mesas trazem uma chave para o ajuste do Q do
filtro, transformando o equalizador de sweep em
paramétrico. Como podemos observar no detalhe marcado
com um círculo, esse é um filtro do tipo shelf (lembre-se
que ele está sendo usado nos graves), porém como é
variável, recebe o nome de Sweep (varredura).
Médios- A segunda etapa nos permite o tratamento das
frequências médias. Nessa seção temos duas faixas de
frequências: os médios graves (LM) e os médios agudos
(HM). No caso da mesa em estudo, a Midas, temos um
filtro do tipo paramétrico com Q variável através de um
potenciômetro e não através de chave como sugerido
anteriormente. Isso deixa o controle mais flexível podendo
o técnico obter diversos tipos de sonoridade na equalização.
Entretanto, em alguns consoles poderemos encontrar uma
chave de três posições para ajuste da largura de banda.
Nos médios graves da mesa em estudo a banda passante do
filtro pode ser variada dos 60Hz a 1k2Hz. O controle de
volume está situado na parte superior do potenciômetro,
logo acima do controle de varredura de frequência. O
controle de Q nessa mesa vai ser controlado no
potenciômetro seguinte, onde o valor -3- determina a menor

1

N.A.: Isso vai depender do modelo da mesa. Alguns modelos possuem uma faixa maior, outros menor.

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interferência do filtro nas frequências adjacentes, sendo, portanto mais preciso que o valor .7-.
Nos médios agudos da mesa em estudo a banda passante do filtro pode ser variada dos
400Hz a 8kHz. O controle de volume está situado na parte superior do potenciômetro, logo
acima do controle de varredura de frequência. Como no filtro anterior teremos o controle de
largura de banda feito através de um potenciômetro. O controle de volume também está
colocado sobre o controle de frequência como no controle
de médios graves.
Agudos- A terceira etapa de equalização encontraremos a
zona de tratamento das altas frequências. Aqui também
temos um controle de ganho
Atenção: o valor menor no ajuste do Q (.7) significa
com uma variação de +15/que o filtro é menos preciso do que quando colocamos o
15dB e um controle que vai
potenciômetro ou chave para o valor maior. Um valor
nos permitir escolher qual
maior dá maior precisão ao filtro.
será à frequência a ser
trabalhada e que fará uma
varredura entre 1kHz e
20kHz. É um filtro do tipo sweep com corte shelf como mostra a figura ao lado o símbolo
próximo a 40Hz. Alguns modelos de mesas trazem uma chave para o ajuste do Q do filtro,
transformando o equalizador de sweep em paramétrico. Essa chave poderá ter duas ou três
posições de ajustes e serve para escolher se a faixa na qual o filtro irá atuar será larga ou
estreita.
Alguns modelos de mesas dispõem da possibilidade de intercambiar a seção de equalização
(SPLIT) para dois pontos: uma permite endereçá-la ao sinal que entra pelo canal de
microfone ou linha; a outra, permitirá o uso do equalizador para processar o sinal que volta
do gravador de multipistas pelo monitor, através de um só comando no painel. Para que a
seção de equalizador atue, uma chave geral de “in-out” nos permite colocá-la ou eliminá-la
de forma imediata. Isso é uma ferramenta importante para o técnico comparar o sinal
equalizado com o sinal original. Em alguns consoles existe uma outra chave que permite que
você faça o sinal ingressar na entrada do canal ou na volta da seção de monitor (Flip).

Os Filtros de Banda
Dependendo do modelo e do custo da mesa podemos encontrar, antes
da equalização incluída nas mesas de mixagem e independentemente
desta, dois filtros de faixas de frequência: um de passa-altas (corta as
baixas frequências) e um de passa-baixas (corta as altas frequências).
São filtros resistivo-capacitivos e com eles podemos eliminar uma
determinada faixa do espectro de áudio situada acima ou abaixo da
frequência estabelecida como frequência de corte. O corte começa a
ocorrer a partir da frequência de corte determinada com um slope de
18dB/8ª, suprindo a faixa abaixo ou acima da frequência determinada de
maneira brusca e radical. Podem ser fixos ou variáveis, sendo estes
últimos mais maleáveis.
Existem 4 tipos fundamentais:
PASSA-BAIXAS- Sua função é permitir a passagem de todas as
frequências baixas, desde o 0 (zero) até a frequência de corte estabelecida
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pelo filtro, sem que elas sofram nenhum tipo de atenuação. Há filtros nos quais a frequência
de corte pode ser estabelecida pelo usuário enquanto em outros o ponto de ação é fixo. Por
exemplo, 10Kz.
PASSA-ALTAS- Ao contrário do anterior, atua eliminando as frequências baixas desde a
frequência de corte estabelecida, deixando passar sem modificar as frequências altas.
Podemos encontrá-los nas frequências de corte de 45, 70, 160 e 360Hz.
PASSA-BANDA- Com ele podemos selecionar as frequências de corte FC1 e FC2, deixando
passar sem nenhuma atenuação toda a faixa compreendida entre estes dois pontos,
eliminando os restantes. Geralmente são formados pela conjunção dos dois filtros descritos
anteriormente e podem ser muito úteis no trabalho de estúdio.
BANDA ELIMINADA- Seu comportamento é similar ao filtro de
passar banda, porém de maneira inversa. Quer dizer, atenuando a
faixa de frequência selecionada, deixa passar livremente todas as
demais. É um filtro de precisão, podendo ser utilizado para eliminar
apenas uma frequência do espectro.Estes filtros convenientemente
utilizados podem ser de grande ajuda em nosso trabalho.
SLOPE- É o parâmetro que define como vai ocorrer a velocidade
de inclinação do corte de frequência. Nesse tipo de filtro, o corte
não ocorre de maneira abrupta, mas sim progressivamente a partir
da frequência de corte. Quanto mais abrupta for a queda de
energia a partir da frequência de corte, maior será o slope; quanto
mais suave, menor o slope. Os valores do slope são geralmente
fornecidos em dB/8va.. Em outras palavras, o slope é a quantidade de decibéis atenuados a
cada oitava além da frequência de corte. O slope também é chamado por seu número de
"ordem", sendo que cada ordem equivale a 6 dB/8va, conforme a tabela ao lado.
Como regra geral, quanto maior a ordem do filtro, mais preciso o controle que ele oferece e
menor será a interferência entre dois cortes de frequências vizinhos.
Os VU-Meters
Os Medidores de Volume: VU
datam de 1939, ano
em que foram
desenhados nos
Para conhecermos os níveis de sinal com que vamos trabalhar é
laboratórios da Bell
necessário que tenhamos um equipamento capaz de fornecer a leitura
Telephone, pela
desse nível de uma forma rápida e eficiente. Os medidores de unidade
CBS
e pela NBC.
de volume, ou como são popularmente conhecidos VU Meters, fazem
esse trabalho a partir de um galvanômetro, uma parte retificadora que
tem uma escala graduada em decibéis e uma resistência interna de 3,9
Ohms. A referência para a sua calibração é estabelecida em um nível de 1miliwatt sobre 600
Ohms, com o que se consegue igualar o 0 dB a 0,775 volts. O tempo de ataque e decaimento,
que é o tempo que o ponteiro leva para chegar am ponto máximo de sinal (-0dB-) e voltar ao
ponto de repouso é de 300ms. O indicador chamado de Peak Programme Meters(PPM) é um
medidor de pico de sinal criado pela BBC para medir de maneira precisa os transientes do
sinal. Possui um tempo de ataque muito curto acompanhado de um longo tempo de
decaimento e uma escala logarítmica de medição que nos permite ver os picos do som.

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Atualmente, os VU-Meters comercializados possuem um nível de precisão notável, ainda que
a inércia existente na agulha indicadora não consiga a rapidez necessária para marcar alguns
picos transitórios muito rápidos.

Os medidores de LED ou de bar-graph como são popularmente conhecidos, tem um tempo
de ataque zero e um decaimento que varia arbitrariamente, que, na maioria das vezes, nos
levam a interpretações errôneas devido a essas características.

O Insert: Ponto de Inserção
O insert point ou ponto de inserção no canal serve para
adicionar equipamentos externos a mesa aumentando a
flexibilidade da mesa. É composto por um conector P10
estéreo de chassis encontrado no painel traseiro de
conexões que envia o sinal para fora da mesa e, no mesmo
conector, recebe o sinal de volta depois de processado
externamente. Nele podemos conectar compressores, noise
gates, equalizadores e reverberes, etc.

O Controle de Volume do Canal: Fader
Uma vez que o sinal colocado na entrada de microfone ou linha da mesa foi amplificado e
equalizado, chegamos ao controle de volume do canal que é chamado de Fader. O fader vai
controlar o nível de sinal que vai seguir adiante para os outros estágios da mesa. Ele não vai
amplificar esse sinal, mas sim deixar passar o máximo de sinal que estiver antes dele. Se, por
exemplo, o nível máximo de sinal que está antes do fader for de -10dB, o máximo sinal que
vamos obter na saída será de -10dB. Concluindo, de nada adianta diminuir o volume quase a
zero quando temos um sinal muito alto na entrada do canal já que o
controle de volume apenas irá diminuir o nível de volume da
distorção que esta passando pelo fader.

O Endereçamento do Sinal: PAN e Subgrupo
Depois de passarmos pelo controle de volume do canal com o sinal é
hora de determinarmos para onde esse sinal vai ser enviado. É nessa
parte da console que encontramos o PAN ou BAL ou simplesmente
panorâmico ou balanço, dois nomes diferentes para a mesma função.
Esse controle serve para direcionar o sinal para os canais esquerdo
ou direito quando este é movido no sentido anti-horário ou horário
respectivamente. Dessa maneira, conduzimos o sinal daquele canal
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para apenas para a caixa da esquerda, para as duas caixas ou apenas para a caixa da direita.
Entre as posições esquerda e central, direita e central, existem diversos pontos intermediários
de localização do sinal. Essa flexibilização permite ao técnico tanto de gravação quanto de
PA efetuar um panorama musical igual ou mesmo diferente da realidade do grupo gravado ou
que está se apresentando.
Existem ainda possibilidades diferentes para as diferentes aplicações de mesas de som em
estúdios, PA. e Monitor.
Estúdio - Nos modelos usados em estúdios de gravação temos duas possibilidades: enviar o
sinal para o gravador de multipistas quando da gravação ou para a saída geral (L e R) da
mesa de som quando da mixagem do produto gravado.
Para enviarmos o sinal da mesa para as pistas do gravador de multipistas devemos primeiro
selecionar, através de um sistema de chaves interruptoras, para qual pista ele será enviado.
Para isso usamos o conjunto de botões que é mostrado na parte superior da figura ao lado.
Esse conjunto de botões pode ter de 8 a 24 possibilidades de envio, conforme o tipo do
console e gravador utilizados. Nas mesas profissionais de estúdio esses chaveamentos são
preparados de acordo com a quantidade de canais do gravador multipistas. Quando o
gravador possui 24 canais podemos selecionar o endereçamento na mesa de 1 a 24. Alguns
consoles de gravação possuem até 48 botões de endereçamento podendo ser o sinal enviado
para até 48 canais de gravação. A forma operacional é a mesma, variando somente a
capacidade de endereçamento.
PA.- Nas mesas de PA usaremos os subgrupos para agrupar instrumentos conforme a
necessidade do técnico. Tomemos por exemplo a bateria, que em uma microfonação
convencional para shows terá aproximadamente 8 microfones.
O técnico terá que controlar ao mesmo tempo durante o show todos esses 8 microfones mais
os dos canais de percussão, todos os instrumentos de harmonia e as vozes. Para que o técnico
tenha controle sobre todos os canais da bateria ao mesmo tempo, sem que ele tenha que usar
as duas mãos para fazer qualquer alteração no volume geral da bateria, ele irá utilizar o
sistema de sub-grupos. Com esse sistema, o técnico agrupa nos subgrupos 1 e 2 (por
exemplo) todos os canais da bateria fazendo-os passar por um novo estágio da mesa que irá
controlar o volume dos oito canais agora com apenas dois controles(1L – 2R). Usam-se dois
controles porque o sistema é estéreo, mas é possível usar apenas um subgrupo no caso de
sinal mono. Em um sistema de sonorização, em geral encontramos um sistema de
endereçamentos de 1 a 8, formando o conjunto de oito subgrupos (quatro possibilidades de
agrupamento em estéreo e oito possibilidades em mono). São raras as mesas que possuem 16
subgrupos ou ainda 24 (não confundir quantidade de subgrupos com as vias para retorno nas
mesas de monitor). Em alguns consoles encontramos o endereçamento para mono ou canal
central. Esse tipo de console vai ter na saída o controle de volume máster de mono ou do
canal central. A configuração fica assim: L, C, R.
Monitor – Esse tipo de console não usa subgrupos e sim auxiliares. Nos consoles de
múltiplas tarefas (PA e Monitor) teremos os faders de controle dos subgrupos sendo
redirecionados para controlar o volume geral das saídas auxiliares.

As Direct-Outs

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As saídas de direct out localizadas no painel traseiro da mesa de som,
são utilizadas para o envio do sinal do canal para uma pista do gravador
de multi-pistas. O sinal enviado pelo direct out vai equalizado, com
todas as inserções feitas no canal e com o mesmo nível de volume que
está sendo enviado ao PA. Portanto, o sinal que sai do direct out é post
fader.
Também podem ser usadas para enviar o sinal já equalizado de um
canal para outro canal, para, por exemplo, possibilitar uma alteração da equalização de um
determinado instrumento no monitor sem comprometer a equalização deste para o PA. Nesse
caso, o primeiro canal (origem do sinal) terá seu sinal equalizado e enviado a saída L e R,
enquanto o segundo canal poderá ter sua equalização alterada e o sinal deste canal será
enviado ao monitor do músico.

Os Envios Auxiliares (Sends)
Os envios auxiliares ou somente auxiliares, têm a função de derivar o
sinal de áudio do canal para fora da mesa sem passar pela saída L e
R. São saídas alternativas de sinal que nos permitem, por exemplo,
enviar o sinal de cada canal ou de vários canais (uma outra mixagem
independente da que está sendo feita em L e R) para um amplificador
e uma caixa de som que irão servir de monitor para um músico em
cima do palco. O número de saídas auxiliares varia muito de uma
mesa para outra, sendo este número relacionado com seu custo.
Quanto mais envios e retornos têm a mesa, maior a flexibilidade que
teremos em nosso trabalho sendo normal encontrarmos consoles com
8 até 16 saídas auxiliares. Os auxiliares podem ser conectados em
PRE ou POST.
Quando o botão de POST está pressionado, o auxiliar estará recebendo o sinal depois do
fader do canal. Dessa forma, quando aumentamos ou diminuímos o volume (fader) daquele
canal, o volume do auxiliar também será afetado. Os auxiliares na posição POST serão
usados para conectar reverberes e delays ao console. Conectando dessa maneira, ao
diminuirmos o volume do canal, o volume do sinal que vai para o reverber também será
diminuído.
Quando na posição PRE, o sinal será retirado antes do controle do fader, que dessa maneira
não terá nenhuma influência no sinal enviado a essa saída auxiliar. Esse é o tipo de conexão
usada para monitor em palco, já que não há interferência entre o volume do canal e do
monitor. Esse tipo de conexão é usada em pequenos sistemas de sonorização quando o PA e
o Monitor usam a mesma mesa. Usando dessa forma, o volume do auxiliar fica independente
do volume do canal, mas a equalização e o ganho são iguais tanto para o monitor quanto para
o PA. Vejamos algumas das principais possibilidades de uso dos auxiliares:
Monitor para Gravação- O sinal que vai para o monitor do músico é totalmente
independente do sinal que vai para o gravador de multipistas ou para a sala de controle.
Assim podemos enviar o sinal das saídas auxiliares aos músicos ou locutores, como monitor
através de linha headphones.
Monitor para Show- No caso de usarmos a saída auxiliar como monitor em show, o
músico receberá em seu monitor o som do instrumento que ele deseja ouvir. O envio será
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feito através do auxiliar do canal do instrumento para a via de monitor de um determinado
músico. O sinal será encaminhado para um equalizador externo, para um amplificador, e
finalmente, para a caixa de monitor posicionada junto ao músico. O mesmo padrão pode ser
utilizado quando do uso de “In Ear” fones (monitoração com fones de ouvido em palco).
Processador de Efeitos- Os auxiliares também são usados para enviar os sinais de um
canal para um processador de efeitos externo. Para essa conexão devemos usar o auxiliar em
posição POST visto que dessa forma o volume do canal direcionado ao efeito irá também
controlar o nível de volume enviado efeito. Logicamente, todos os sinais que enviamos a um
processador devem voltar à mesa uma vez que tenham sido processados. Essa volta pode ser
feita utilizando-se um ou dois canais de entrada (line in) ou ainda pelo retorno auxiliar ou
“effect return”. A volta por um canal da mesa coloca a nossa disposição todos os recursos do
canal: ganho, equalização, filtros, panorâmico e volume, e nos permite enviar os sinais
processados à seção de saída geral L e R, unindo-se aos canais restantes da mixagem.

Os Monitores de Gravação
Uma vez que enviamos o sinal que queremos gravar até o gravador
multipistas através das linhas de endereçamento (BUS LINES) ou através
das saídas de direct out, o passo seguinte será retorná-lo à mesa para poder
escutá-lo. Nas mesas em linha, assim chamadas porque possuem todos os
comandos referentes a entrada e retorno do sinal do gravador na mesma
régua ou linha, encontramos uma parte do canal dedicada a volta do som
do gravador de multipistas. Nesse tipo de console, o sinal que vem do
microfone ou instrumento poderá ou não no mesmo canal que
encontraremos o retorno do sinal gravado daquele instrumento.
Como na maioria das vezes o técnico escolhe o canal que quer colocar o instrumento baseado
na melhor eficiência de trabalho a ser obtida na hora da mixagem, ele
pode, por exemplo, conectar o contrabaixo ao canal oito da mesa de
gravação (input mic 8), mas, no gravador multipistas, o canal quinze é
que estará gravando o contrabaixo.
Esse sistema em linha é muito simples e ainda nos dará algumas
facilidades extras na hora da mixagem, já que, uma vez colocada à
mesa na posição “MIX” para o processo de finalização, as saídas do
gravador de multipistas estarão conectadas as entradas de linha, ficando
as entradas de mic e linha sendo conectamos a saída do gravador
multipistas à entrada de linhas de sinal da mesa (isso é feito somente
com o pressionar de um botão em cada canal da mesa), deixando livre
os canais de monitores, os quais poderemos usar para entrada de
instrumento via MIDI (teclado, bateria eletrônica, etc.) ou
simplesmente conectarmos a volta dos efeitos (Delays, Reverberes...)
que serão enviados juntamente com os sinais do multipistas ao estágio
final da mesa (L e R ). A seção de monitorização dispõe também de
uma chave ON-OFF, um “solo”, um controle de volume e panorâmico,
assim como uma tecla de endereçamento para saída “LR”.

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Os Grupos de Matrix
O matrix é uma saída auxiliar dos subgrupos e do máster L e R encontrada em alguns
consoles mais sofisticados. Serve para que o técnico tenha a opção de controlar o volume
geral de maneira independente de dois ou mais pontos de sonorização no caso do matrix L e
R e de fazer uma mixagem diferente da que está sendo enviada ao sistema de PA. como, por
exemplo, para o envio do programa para uma Rádio ou TV que queira transmitir ao vivo o
evento.
O matrix pode ser encontrado em controles no L e R e nos subgrupos. Variam em quantidade
de 2, 4, 8 ou mais saídas matriciais. Como cada saída irá ter um controle de volume máster
individual. Uma utilização prática para o matrix é nos trios elétricos, onde cada matrix irá
controlar independentemente cada um dos sistemas do carro: frente, fundo, lateral esquerda e
lateral direta.

Os Grupos de VCA
Os VCA (Amplificadores Controlados por Voltagem) são
circuitos de amplificação controlados por voltagem usados
não só em mesas de som bem como em Compressores e
Noise Gates.
Quando a variação de tensão for negativa teremos a
diminuição do volume dos canais ligados ao VCA. Se a
variação for positiva teremos um aumento no volume desses
canais. No ponto zero do fader, indicado nas mesas pelo
acender de um led colorido, o controle do VCA não terá
nenhuma atuação sobre o nível do som.
Os VCAs permitem a automação de volume dos canais nos
consoles conectados a gravadores multipistas quando da
mixagem de uma música. Também podem ser utilizados na
criação de grupos de instrumentos (como subgrupos) em
sistemas de sonorização ao vivo.
Exemplo: temos o som de uma bateria na qual temos 10
microfones ocupando também 10 canais de mesa. Em uma
performance ao vivo, o VCA nos permitirá controlar os 10
canais em um único controle, permanecendo as posições de
panorâmico do estéreo (L e R) em cada canal. É possível
também movimentar cada um dos controles de volume dos
canais de bateria (mesmo escravizados ao VCA) obtendo-se
melhor manuseio e muito menor distorção neste tipo de ação.
O VCA não alterará a equalização dos canais nem os níveis
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individuais de ganho de cada canal a ele conectado.
Os programas baseados em computador que são usados em estúdios de gravação
profissionais também usam este recurso para controlar diversos instrumentos em um ou dois
canais, ou ainda, aumentar e diminuir o volume de um determinado canal durante
determinadas partes da música.
O volume de um canal de microfone ou linha que é
endereçado para um grupo de VCA pode ser controlado
tanto pelo controle de volume do canal como pelo controle
de volume máster do VCA.
Estando o VCA na posição de “mute” (desligado) uma luz
indicadora se acenderá ao lado do controle, e todos os sinais
oriundos dos canais endereçados a ele estarão desligados. O
controle do VCA sobre esses canais se limita a volume
geral dos canais e “mute.”
Na página seguinte, o diagrama em bloco de um VCA.

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Não há sinal de áudio no
fader de controle do VCA.
É uma tensão que vai ser
aplicada sobre os canais
conectados a aquele VCA e
que varia de -5V até +5V, e
onde o 0V é o ponto de
nenhuma variação de
tensão, portanto de 0dB do
volume do sinal.

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O Estágio de Saída e outras Saídas Gerais
Geralmente situado na parte central da mesa, encontramos módulos bem
diferentes dos módulos de entrada. Nesses módulos estão os grupos de
comunicação, o módulo de controle de monitor, os sistemas de PFL, os
retornos auxiliares e as saídas gerais, incluindo as saídas de L e R.
O sistema de comunicação é de fundamental importância para o trabalho
do técnico e do produtor musical durante a gravação. As mesas de som
para estúdio possuem um microfone omnidirecional de grande captação
incorporado a elas, cujo sinal pode dirigir-se, por meio de um sistema de
endereçamento, aos fones de ouvido, aos alto-falantes da sala e ao
gravador multipistas, tendo um controle de volume para evitar
realimentação. Em mesas de PA, o microfone pode ser conectado a régua
da mesa pela parte frontal como mostra a figura ao lado. É conveniente, no
caso do PA, usarmos um microfone cardióide para evitar ao máximo a
captação de ruídos e do som do próprio sistema, o que atrapalharia a
comunicação. O microfone poderá ter o volume controlado através do
controle de volume de talkback.
Ainda na mesma régua, temos os controles para selecionar o envio do sinal
para a sala de controle ou ao estúdio. Em estúdios de gravação também
podemos alternar para dois tipos de caixas de monitoração, o que nos
permite trabalhar com o sistema de near field ou far field2(se houver). Em
algumas mesas de PA poderemos encontrar o controle de volume máster de Mono, que nada
mais é do que a soma do sinal dos dois canais L e R.
Um gerador de sinais é incorporado a esta seção. Trata-se de um oscilador capaz de gerar
sinais senoidais de corrente alternada e sinais de ruído rosa. Em geral são usadas as
frequências de 1kHz a 0dB, 10kHz e 100Hz a -10 dB, para evitar a aparição de harmônicos.

2

Near e Far Field- sistemas de caixas usadas em monitoração de estúdios de gravação: near = próxima, caixas pequenas em geral
colocadas sobre a mesa de som e far = distante, caixas maiores em geral colocadas presas nas paredes.

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No caso de um estúdio de gravação, essas frequências irão servir para
realizar ajustes e alinhamentos nos níveis dos diversos equipamentos. Com
esse gerador o técnico grava sinais de referencia desses alinhamentos nas
fitas ou CDs másteres que se enviam à fábrica. Isso é feito para que, no
momento de efetuar o corte do disco ou a matriz do CD, o sistema de corte
tenha o mesmo alinhamento em termos de volume e frequência que o usado
durante o processo de gravação e mixagem.
No caso de PA e Monitor o ruído rosa é o mais utilizado para verificação de
funcionamento e alinhamento do sistema.
É nessa parte do console que encontraremos os retornos de auxiliares. Esses
retornos nos permitirão voltar com os sinais enviados aos processadores
pelas saídas auxiliares. Em algumas mesas poderemos escolher para onde o
sinal será enviado: à saída L,R ou aos subgrupos. A vantagem desse tipo de conexão e a de
liberar todos os canais de entrada, já que não se faz
necessário o uso de entradas de linha da mesa. A
desvantagem fica por conta da falta de equalização nesse
setor, o que em muitos casos é necessário para eliminar
chiados dos processadores.
As linhas gerais vão diretamente à saída L e R, que podem
ser controladas independentemente ou não (fader de L e
fader de R). Em alguns consoles encontraremos faders para
controlar L, C(canal central) e R. Em outros, o terceiro
fader controlará o sinal mono.
Em algumas mesas encontraremos um sistema de comando
lógico de mutes (desligamento). São botões que servem
para desligar através de um só controle, um grupo pré
selecionados de canais.
Mais recentemente, o uso do sistema Surround foí
adicionado à saída de mesas (especialmente as de estúdio)
para que possamos fazer mixagens para cinema e até
música. Os sistemas encontrados atualmente nas mesas
digitais são 5.1, 6.1 e 7.1. Eles permitem mixar o sinal de
áudio em 6, 7 e 8 canais respectivamente, criando uma
ambiência muito parecida com a encontrada no local da filmagem/show.
Temos, também nessa área da mesa, entradas auxiliares e seus controles de
volumes. Essas entradas auxiliares permitem o recebimento do sinal
proveniente de outros consoles ou pré amplificadores. É possível também
colocar um aparelho reprodutor de Cd ou Md ou mesmo um Dat para tocar
por aquela entrada.
Em mesas de estúdio teremos essa entrada com o nome de 2TRk que
significa 2 track recorder ou gravador de duas pistas.
Habitualmente, as saídas das mesas de som estão ajustadas para que
0dB (zero decibel) seja +4dB (mais quatro decibéis) em sistemas de
sonorização e –10dB em sistemas para estúdios de gravação.
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O PFL e o AFL
O PFL é a sigla para pré fader listen, ou audição antes do fader. Permite
que o técnico ouça, com fones de ouvido ou uma caixa de monitor, o sinal
daquele canal independentemente do que está acontecendo no programa.
Também é conhecido como CUE, Solo, monitor, etc.
O AFL ou after fader listen, é a audição do sinal depois do controle de
volume dos subgrupos ou másteres de auxiliares e tem a mesma função do
PFL.

O Painel de Conexões
Situado geralmente na parte traseira da mesa, o painel de conexões serve
para conectamos todos os pontos de ligação que virtualmente podemos
necessitar para que o sistema funcione:
 As entradas de sinal (microfones, linhas, retornos do gravador multipistas),
 Saídas (auxiliares, subgrupos, LR., direct out),
 Pontos de insert (de todas as entradas do console),
 Processadores de efeitos (entradas e saídas),
 Equipamentos auxiliares (compressores, gates, exciters), etc.
Todas essas entradas e saídas estarão localizadas no painel de conexões que se situa, como já
foi dito anteriormente, na parte traseira do console.

Nas mesas de PA, como no exemplo acima, temos as conexões de microfone, linha
balanceada, insert send e return e direct out, mais as conexões de saída de sinal. Nas mesas
de gravação, o sistema de conexões é feito via Patch Bay, que é uma régua com dezenas de
conectores e colocada na parte de cima da mesa. Uma mesa de estúdio profissional pode ter
mais de dez réguas com 24 conectores cada.
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Ligações no Painel de Conexões:
MIC- ligação de microfones de baixa impedância (até 600 ).
LINE- ligação de instrumentos de alta impedância ( em torno de 10k) tais como: guitarras,
teclados, violões eletrificados, e gravadores e reprodutores de som de todos os tipos (k-7,
rolo, DAT, MD etc., menos toca discos de vinil ou pick-up).
INSERT- ligação de processadores de sinal tais como: compressores de sinal, noise gates,
equalizadores gráficos ou paramétricos e processadores de efeitos mono(reverberes e delays).
Em geral, a entrada e saída de sinal dessa conexão de insert, é feita em um único conector,
podendo ser encontrada com dois conectores (um para send e outro para return) em alguns
consoles mais caros (ver figura na página anterior).
DIRECT OUT- ligação usada para levarmos o sinal deste canal da mesa para um canal
qualquer do gravador de multipistas. Este tipo de ligação permite melhor qualidade pois o
sinal de áudio passará por menos estágios antes de chegar ao gravador, eliminando os ruídos
e chiados dos outros estágios da mesa.
SEND EFFECTS- ligação usada para enviar os sinais de áudio para os processadores de
efeitos ( reverberes, delays, exciters, etc.). É uma outra nomenclatura para os Auxiliares.
RETURN EFFECTS L&R- ponto de conexão usado para retornar à mesa os sinais já
processados pelos reverberes, delays, etc.. É normalmente encontrado em estéreo (dois
conectores).
MAIN OUT L&R- ponto de conexão usado para enviar o sinal da mesa de som aos
amplificadores ou ao gravador de duas pistas (DAT, MD, Rolo, etc.).
SUB OUT- ponto de conexão usado para enviarmos o sinal agrupado em um sub-grupo a um
gravador de multipistas.

Painel de conexões de entradas da mesa sem Direct Out.

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Saídas de Matrix de 1-4, monitor L e R,
saídas principais de L e R e Mono com seus
respectivos inserts.

Saídas auxiliares, de subgrupos, entradas de sinal nos subgrupos e inserts.

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Mesas Digitais
As mesas digitais começaram a ocupar o mercado das analógicas nos últimos anos. Os
primeiros modelos foram desenhados para estúdios de gravação e traziam algumas inovações
em comparação com as analógicas. A primeira inovação diz respeito a equalização:
paramétrica nas quatro vias e cada via variável podendo ser localizada em qualquer faixa de
frequência. Isso é de grande utilidade e um desafio de se fazer em mesas analógicas, já que o
custo de filtros e os controles analógicos tornariam o custo proibitivo para a maioria dos
usuários.
Auxiliares
Noise Gate

Compressor

Equalização

A segunda inovação ficou por conta dos periféricos: cada canal tem um compressor, um
noise gate e, em alguns modelos, um delay para alinhamento dos microfones. Nenhuma mesa
analógica conseguiu isso com o custo final de uma digital e principalmente com o tamanho
desta.

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As inovações não pararam por aí: completando a lista de acessórios, os consoles digitais
trazem incorporados de dois a seis processadores de efeitos que podem ser direcionados a
qualquer dos auxiliares internos retornando em qualquer canal que o usuário quiser, ou
enviados ao exterior da mesa através de saídas denominadas “Omni Outs”. Essas saídas
podem ser nomeadas para qualquer coisa: direct out, saída auxiliar, saída de matrix, etc.

A maior inovação ficou mesmo por
conta da possibilidade do usuário salvar
toda a sua mixagem, não unicamente
volume e liga/desliga dos canais, como
nos
modelos
analógicos
mais
sofisticados. É possível salvar a
configuração de entrada e de saída
(Patch In e Patch Out), a equalização,
os nomes dos instrumentos, os ajustes
feitos nos compressores, equalizadores
gráficos internos, enfim, é possível
salvar tudo. Para empresas que
trabalham em grandes festivais, os
consoles
digitais
conquistaram
definitivamente o lugar das suas
antecessoras analógicas.
Automações facilmente podem ser
preparadas nas consoles digitais: grupos, pareamento de canais, grupos de VCAs, grupos de
Matrix, etc. O agrupamento de canais na mesa digital suprime a necessidade de sub grupos,
mas eles também podem existir se houver necessidade.
Cada dia que passa os fabricantes de consoles digitais tem tornado as interfaces mais
parecidas com as analógicas visando facilitar o trabalho dos técnicos acostumados ao
posicionamento dos comandos analógicos. Os modelos mais modernos não necessitam mais
de alternar páginas com novos comandos que ficavam ocultos da visualização do técnico.
Nos novos modelos todos os canais de entrada ficam a mostra, basta que o usuário selecione
o canal desejado para que na tela central apareça todos os comandos possíveis naquele canal.
Ao lado dessa tela, comandos iguais aos de uma mesa analógica permitem o acesso a todos
os parâmetros daquele canal.
Com esses avanços tecnológicos fica cada dia mais fácil operar um console digital. O
cuidado apenas é para que tanta tecnologia não venha a atrapalhar o trabalho do técnico na
hora do espetáculo.

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Operação de Mesas Digitais
O primeiro ponto a se compreender na operação de mesas digitais é que para qualquer
operação é preciso selecionar o canal em que vamos trabalhar. Isto é feito através do botão
select (SEL). Feito isto, na tela da mesa aparecerá uma série de controles que estão
disponíveis neste canal. A quantidade de controles varia para cada modelo, sendo em geral os
seguintes:
 Controle de ganho e ou atenuação: como nas mesas analógicas esse controle ajusta o
nível de intensidade de sinal que entra nos conversores Analógico/Digitais. Em algumas
mesas ajusta o nível de sinal já convertido para digital. Os conversores podem estar
internamente no console ou fora dele, em um rack com todos os canais de entrada
(Figura abaixo).

 Controle de fase: O controle de Phase ou na verdade de Polaridade tem a mesma
função do controle usado na mesa analógica: inverter a polaridade do canal em uso em
1800. Essa inversão pode produzir cancelamento ou reduzir um cancelamento existente,
que pode ser causado por conexões invertidas em cabos de microfone ou por
cancelamentos acústicos pelo posicionamento errôneo de caixas de som ou dos
microfones.
 Controle de Phantom Power: Usado para enviar aos microfones a condensador ou de
eletreto uma tensão de alimentação de 48V de corrente contínua.
 Controles de Equalização e Filtros: Em cada canal nas mesas analógicas temos quatro
equalizadores do tipo Paramétrico com três controles, a saber: Ganho de volume,
Frequência e Largura de Banda(Q). É possível adicionarmos filtros de Passa Baixas e
de Passa Altas em cada canal, dependendo do modelo da mesa.

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 Controle de Dinâmica: Os controles de dinâmica atuam sobre o Noise Gate e o
Compressor. Os controles permitem o ajuste em separado de cada um deles e possui
uma janela para visualização individual do comportamento do Gate ou do Compressor.

 Controles de Auxiliares: Em cada canal temos os controles de envios auxiliares de
sinal para monitor dos músicos ou para os processadores de efeitos. Segue os mesmos
padrões das nessas analógicas, podendo ser ajustados para pré ou pós fader.
 Controles de DCA e Sub Grupos(BUS): Podemos enviar o sinal de qualquer canal
para um grupo ou para um VCA. Os controles de VCA aqui são chamados de DCA,
pois estão em domínio digital. Os subgrupos são encontrados em mesas digitais de
pequeno porte como na 01V96 da Yamaha. Nas mesas maiores encontraremos os
DCAs, que fazem o agrupamento de canais em um controle só.
 Controle de MUTE: O controle de Mute permite o desligamento do canal, não
permitindo a passagem do som. Pode ser agrupado com outros canais através do MUTE
Group.
 Controle de Direct Out: Permite enviar o sinal do canal escolhido para uma saída da
mesa com a finalidade de gravar em separado aquele canal em um gravador multipistas.
 Controle de Volume do canal: Controla o volume de saída de sinal do canal escolhido.
 Controle de PAN: Envia o sinal do canal escolhido para as caixas da esquerda ou da
direita, permitindo uma distribuição panorâmica do som.
 Endereçamento: Podemos endereçar os canais para L (esquerda) e R (direita) na
maioria dos consoles digitais. Alguns possuem a saída central sendo que poderemos
endereçar o canal para um canal de saída de som central C.
 Controle de Delay: Em algumas mesas digitais temos o controle de atraso de tempo
individual por canal. Esse controle serve para produzir um atraso de tempo do canal
selecionado em relação aos outros canais. Muito usado para corrigir atrasos de fase
entre microfones.
 Controle de Insert: Permite inserir no canal um processador de sinal adicional
(compressor, gate, equalizador) interno ou externo ao console.

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Auxiliares

Ganho

Equalizador
Noise Gate
Volume

Compressor

Acima: Painel digital de controle da M-480 da Roland aberto em um computador.
Acima - Todos os controles de cada canal estão apresentados aqui nesta tela: ganho,
equalizador paramétrico, gate, compressor, auxiliares, volume, panorâmico, roteamento.

Ao lado - Seleção de um canal de
equalizador de 31 bandas da M-480 da
Roland que pode ser inserido em um
canal ou em qualquer saída de áudio.

A configuração entre entradas e
saídas físicas (conectores externos
XLR) e os canais da mesa é feita
pelo controle de Patch.

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