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I3 de dezembro de 2008 CAMPUS ELSEVÍER J U Ü Í D I C O . B A R B O S A introdução à propriedade Intelectual com o Informação Fechamento desta edição.C L Á U D I O R.

que a informação pode fundamentar um sistema de proprie­ dade intelectual apoiado no binômio “informa/não informa”. Barbosa ELSEVIER criação. passando pela importância do fluxo e inapropríabilidade da informação. O equilíbrio da proteção aos bens intelectuais será abordado sob três variáveis principais. Ainda como aspecto essencial. culminando com o balanço entre procedimento. o que per­ mite a construção de: uma lógica interna em todos os institutos existentes e proteções para novas criações ínformacionais. . iniciando-se pelo incentivo à criação. bem como a proteção de novas tecnologias de forma mais rápida e eficiente. usando a teoria de sis­ temas sociais. demonstrar-se-á. agindo como moto-contínuo de inovação por externa lidades posi­ tivas. escopo e proteção.PROPRIEDADE IN TE LEC TU A L — Cláudio R.

toda a proteção jurídica conferida às criações oriundas do intelecto.O conflito BrasilxEUA. enfim. as obras protegidas pelo: direito de autor. Dentro da abrangência da propriedade intelectual na estêra internacional temos vários institutos jurídicos que podem.*10 t2.“Promulga a Ata Pinai que Incorpora os Resultados da Rodada Uruguai de Negociações Comerciais Multilateraís do GATT”. sobre. organização internacional qúe administrava a União da Convenção de Paris e a União da Convenção de Berna. os direitos conexos. intelectuais (patentes de invenção. ser elencados pela ordem em que são trazidos nó TRIPs12. Paz eTerra. 1. D.LT. pela OMPI. sendo na realidade o Anexo 10 do “Acordo Constitutivo da Organização Mundial do Comércio" Sobre umavísão geral do processo político internaciona í que resultou neste acordo. . A Guerra das patentes . São Paulo: Ecl. nomes empresa­ riais. indicações geográficas e outros signos de identificação de produtos. serviços. de 31/i 2/1994. intelectual. Tal termo tem sido utilizado internaciona lmente desde a sucessão do BIRPI. as criações. No Brasil. empresas e estabelecimentos). É impossível ampliar a discussão da proteção de criações intelectuais sem tratar da contextualização do termo "propriedade intelectual” no Direito Internacional. . Maria Helena.355/94 . 1993. propriedade. de modelo de utilidade e registro de desenho industrial^ a repressão à concorrência desleal.O.Propriedade intèledtúai Propriedade intelectual é o termo correspondente às áreas do direito que englobam a proteção aos sinais distintivos (marcas. para os fins dessa exposição. Carlos M. o TRIPs {“Traáe Related Intellectuai Property Rights”) está em vigor pela promulgarão do Decreto o. em 1967. Corrêa. ver: Tachnardi.

p. Rio T L sj. patentes. p. Silveira. 25. e g) à proteção contra a con­ corrência desleal e todos os outros direitos inerentes à atividade intelectual nos domínios industrial. e) aos desenhos e modelos industriais. literário e artístico. Em defesa do projecto do codígo civil brazileiro. dentre outros direitos relacionados. mesmo nos dias de hoje. Cerqueira. científico. a distinção clássica entre direito civil e direito comercial para separar itens da propriedade intelectual. A propriedade intelectual e a nova lei de propriedade industrial (Lei tE 9. v. rev. Barbosa ELSEVIER Assim. todavia. envolvendo sinais distintivos (marca. 69-70. d . a matéria ainda não é total mente pacífica. 15 es. Gabriel R Tributação da transferência de tecnologia. 1996. b) às interpretações dos artistas intérpretes e às execuções dos artistas executantes aos íonogramas e às emissões de radiodifusão. de Janeiro: Forense. após considerar a posição dos que defendem a autonomia das diversas proteções isoladas dos direitos da produção intelectual (Direito Comercial e Direito Civil). afirmando que as duas vertentes podem ser integradas. Apesar de bastante difundida. I. um nome semelhante ao atual. 13. Newton.161 e 163. não foi simples. ■ :. São Paulo: RT> 1982. comerciais e de serviço. Isso porque envolve a unificação de duas áreas cientificas distintas (ainda que unificáveis pelo direito privado). nome comercial e outros). João da Gama. 4. p. p. Cíóvis. São Paulo: Sara iva. e João Casimiro Costa Neto. Cf. como geralmente ocorre nas discussões jurídicas.Cláudio R. Gama Cerqueira defend ia a inclusão da "prop riedad e in telec tuaí". bem como à$ firmas comerciais e denominações comerciais. e atual. d) às descobertas científicas. todos como espécies do gênero “direito industrial’'. responsável pelo direito de autor e proteções equivalentes (direitos conexos e proteção de programas de computador). A primeira área. por Luiz Gonzaga do Ríò e Verde. TRIPs agreement: Copyright and rclatedrights. f) às marcas industriais. 1906. n. 543.PROPRIEDADE INTELECTUAL . julgando i !'i. da “propried áde industrial” e do "direito do trabalho . São Paulo: Livraria Francisco ]■ Alves.279/96). justifica e fortalece a consolidação de todos esses direitos em uma única matéria. Tratado da propriedade industrial 2. Maristela Basso aborda essa questão e. c) às invenções em todos os domínios da atividade humana. 1997. Clovis Beviláqua já há muito mencionava no século XIX o termo direitos intelhctuaesl3. a origem e a aceitação da nomenclatura 'propriedade intelectual”. concorrência desleal. Beviláqua. Leonardos. v. ect. 14. artísticas e científicas. . temos incluídos no gênero propriedade intelectual os direitos rela­ tivos: a) às obras literárias. Ifi IIC. 117. No mesmo sentido temos a lição de Newton Silveira. R t. 68. responsável pela chamada proprie­ dade industriali4. Em sua obra. e a segunda.1994. p.

Estado: quanto maior o número de siderúrgicas.— importante alcançar uma nova terminologia que suplante a diversificação então reinante e concluindo que deve ser assegurada a autonomia à pro­ priedade intelectuaP. de Gílda G. 39-45. Haia: Kluwer. Ripert. os objetos compreendidos pelo termo “propriedade intelectual” são manifestações da criatividade. Porto Alegre: Livraria do Advogado. Org. por Kabel.. em primeiro lugar. E. A propriedade intelectual.significa­ is. mesmo considerando a diversidade de objetos e institutos jurídicos compreendidos pelo mesmo termo. . muito mais o são a tecnologia e a informação agregada às mesmas.. 2. ____m_ . DEFINIÇÕES E TERM INOLOGIA A discussão sobre propriedade intelectual passa. com especial ênfase nas definições econômicas. portanto. Rio de Janeiro: Freitas Bastos.. In Intellectuaiproperty and iníormatioii law .. M.. observamos que o elemento comum é ainda mais evidente do que a diferenciação: são criações que se originaram do nadaK\ que surgiram da atividade intelectual (criação ou invenção). Maristela. mas simplesmente utiÜ2adas...essays in honour o f Herman Colien Jehoran. se ainda são importantes as instalações industriais. propriedade intelectual” e da não adoção do termo “direito da informação” Existem vã rias definições e terminologias que não foram aqui construídas. Jan J. Aspectos jurídicos do capitalismo moderno. absolutamente necessárias à compreensão das discussões. C. 16. 1$.. b) apesar de diferentes. Essas estão dicionarízadas nas seções relativas às abreviações e no glossário.... Reflections on theconceptafintellectnalproperty. aglutina tanto a proteção da pro­ priedade industrial. 51. 2000. 199$.ELSEVíER ^..1. H. Somente a uniformização de termos e .. além de algumas outras proteções sui generis. CJerard j. Georges. Trad. Georges. . Alega que as principais razões para adotar o termo “propriedade intelectual” para identificar direitos e elementos tão distintos são: a) administração uniforme dos tratados internacionais. A característica do gênero é mais forte do que as diferenciações apresentadas pelas espécies*167. Koumantos. O direito internacional da propriedade intelectual. de Azevedo. e Moís. 17. A autonomia é justificada principalmente pela realidade atuai Em meados do século passado e nas décadas seguintes à Segunda Guerra iMundíal os parques industriais refletiam o poderio de um . p. A realidade foi paulatinamènte modificada de tal forma que. maior a capacidade de gerar riqueza.. pela questão da terminologia18. Discute-se como terminologia os aspectos essenciais e jurídicos da adoção dos termos “bens inte­ lectuais”. e (sobretudo). quanto a proteção à propriedade literária e artística... indústrias e instalações industriais. 1947. Basso. p. A tecnologia e o valor agregado à produção não eram tão relevantes...

a discussão terminológica e a revisão histórica permitem lançar. m) que acabam de quebrar a bühu. desta forma.)) inumeráveis. Preocupa a inconsistência de termos únicos para assinalar eventos semelhantes em todos os institutos de propriedade intelectual. prestando-se. e) direito da informação.973/2004. vale conferir o comentário de Denis Borges Barbosa cm Direito da Inovação (Comentários ei Lei ns 10. Otrns inqnisiciones. h) incluídos na presente classificação. de modo especial. Borges. Barbosa ELSEVIBR dos permitirá discutir o conceito de propriedade intelectual sob diferentes aspectos: históricos» jurídico-institucionais. a fim de compreender a proprie­ dade intelectual como um instituto jurídico único. f)fabulosos.da Inovação.PROPRIEDADE INTELECTUAL . b) embalsamados. .umen Júris.Cláudio R. Demonstrar-se-á a importância e os fundamentos desses institutos da propriedade intelectual. Na abordagem jurídica. c) domesticados. Este trecho “encontrado'' por Borges ficou ainda mais conhecido ao ser utilizado por Michel Foucault na obra “As palavras-e as coisas": “Os animais se dividem em: a) pertencentes ao Imperador. ou conceitos que foram tratados sob outra perspectiva. c) bens intelectuais. Lei Federal da Inovação).1. ao largo da doutrina20) gera inconsistência. l) et ccetcrn. d) propriedade intelectual. 20.'’.:matéria a ser discutida. Os conceitos considerados importantes para lançar os alicerces da presente discussão são: a) infor­ mação. Jorge Luís. . n) que de longe parecem moscas. conceitos fundamentais. Além da coerência. não abordados em outras obras. objeto e escopo de proteção e natureza jurídica. Rio de Janeiro: I. k) desenhados com um pincel muito fino de pêlo de camelo. p. d) leitões. para unificar tema e discussão e possibilitar o encadeamento lógico pará além de uma obotângemborgeana'9 do problema. 15. É lugar comum ressaltar a importância da introdução à-. 2. In Obras Completas. b) bem público. t) que se agitam como loucos. Buenos A ires: Emecé. ou antes dificuldade para os que preten­ dem abordar a matéria de maneira uniforme. A (relativa) inexistência desses termos (e a adoção dos mesmos pela legislação. desde o primeiro momento. passando pelos aspectos desses institutos que privilegiam a informação e. Sobre a adoção do termo “criação” na Lei . g) cães em liberdade. e) sereias. L974. e f) mercado da informação. Isto já foi realizado como etapa elucidativa e de interesse do estudioso do assunto. 2006. (re) construindo suas justificativas históricas.1. da “propriedade intelectual”.19. Bem público A diferença do tratamento do bem público na economia e no direito tornou obrigatória a distinção entre esses conceitos.

para contorná-la. Brasil. Pereira dos Santos. 24* Gordon.? ■ . Nesse sentido. sem colocar em risco a possibilidade de proteção desse novo desenvolvimento.. bens públicos são aqueles “nãorivais15e “não-excludentes”. em economia. com algumas condições específicas (limitações de procedi­ mento. Wilson Pinheiro fabur. bens:-públicos acarretam umproblema específico que é a falta de motivaçâopara produzilos. 1991-1992. simultaneamente..nconomk and legal dimensions ofrightsand retnedies.14. RogerD.BLSEVIER 2 — Propriedade intelectual bem público (respublicai) tem uma dupla acepção: pode tanto designar bens de uso comum do povo. (b) estruturas de mercado que operam de forma ineficiente. o ternto “falha de mercado” está associado situações einqueo mercado não aloca recursos de forma eficiente e. existe um incentivo muito grande para cópia e pouco incentivo para a produção. Fn U. série GVIaw. mesmo se considerado o custo da engenharia reversa inevitavelmente necessário para a cópia. In Criações industriais. uma “falha de mercado”33 Çmarket failure') e. São Paulo: Saraiva. Essa situação na qual a oferta não con­ segue atender a demanda sem uma intervenção externa é denominada. sendo obrigatório a existência de um sistema que permita a negociação prévia da inovação. Denis Borges. p. pois não é eficiente despender tempo e esforço para a produção de um bem não-rival e não-excludente'2 12223. Assim. Dayton L. Ásymtiietric market failure and prisorter's dikmma ín intellectuat property. como bens pertencentes às pessoas jurídicas de direito público interno71. . sem qualquer atenuação d c suas características. transformando-o em bem privado sob o ponto de vista econômico24. atribui-se exclusivi­ dade à informação. 2005. As bases constitucionais do sistema de proteção das criações industriais.sãobens públicos. instituições que não operam no mercado seriam mais eficientes para alcançar um resultado eficiente e a maximização dc recursos riaquela situação. Todavia. Blair. .406/02. é necessária uma intromissão: atribui-se ao bem público uma exclusividade. ós autores apontam para o fato de que o inventor nem sempre dispõe dos meios necessários à sua comercialização e fabricação. 22.. New York: Cambridge. {Os autores a firmam que copiar umainvenção de um terceiro custa consideravelmente menos do que o desenvolvimento de um novo produto. ou seja. escopo e duração) e por uma definição jurídica. Cot ter. Para a economia. Mais dóque isso. 17.rty . p. 99 da Lei n‘ 10. Wendy J. Barbosa. Art. A informação pode ser considerada sob o prisma^ econômico um bem público porque pode ser consumida por várias pessoas. p.) 23. O sistema jurídico e o ar que respiramos são exemplos de bens não-rivais e não-excludentes. Rev. . 8S3-S69. ou seja. Manoel j. v. segredos de negócio e concorrência desleal. Org. ouseja. consequentemente. atribui-se ao titular daquele direito o poder de 21. Rm seu sentido econômico. 3-97. Thomas R Inteüeclualprope. aqueles que podem ser consumidos sem que terceiros se privem dos mesmos e aqueles aos quais é impossível evitar que terceiros tenham acesso. 2007. As principais razões para a existência de falhas de mercado são: {a) inadequação de custos e benefícios nos preços e nas decisões microeconômicas dos mercados.

que pode­ ría ser traduzida como “arte” (ou “técnica”). para ganhar efi­ ciência. afirmar que os chamados “bens intelectuais” são aqueles englobados na acepção original da palavra grega tekhnè. ou seja. passarão a ser bens (economicamente) públicos e a compor o domínio público. como veremos. Ou seja. obviamente. para ampliar a compreensão dessa definição é preciso estabelecer os fundamentos qúe envolvem este termo. janeiro de 2007. Tão logo terminada a proteção. não recai sobre a natureza econômica da informação. Não se pode. Acesso. podendose ampliar a oferta até o seu limite de utilidade. isto implica. até as artes 25. bem intelectual é a fixa­ ção de uma criação intelectual legalmente protegida em um meio tangível. „ . . tanto a informação “pública” e a “privada” em seu contexto jurídico.//ssm. i : . desde a elaboração de leis e a habilidade para contar e medir. ■4 4V. Disponível em: <http.\ ■ . pode-se atribuir custos diferenciados ao mesmo produto. Isto porque. Pode-se. mas pode ser aplicada em institutos jurídicos isolados como marcas e direitos autorais25. incompreensões e perplexidades. Barbosa ELSEVJER evitar que terceiros controlem o bem jurídico que incorpora àquela infor­ mação. Bens intelectuais Para conceituar bens intelectuais toma-se o que é protegido pela pro­ priedade intelectual em sentido imediato. Tal discussão. do médico ou da confecção do pão.2007.!ls :3j -=í ‘ Inevitavelmente.intelectual. É importante ainda assinalar que existe discussão quanto à caracteriza­ ■â ml . . Outra fonte de reiterada confusão é a definição jurídica e a nomen­ clatura econômica. apesar de considerados bens privados sob uma perspectiva econômica.2. T :ílí passando pela arte do artesão. aspecto que permanece como fonte de complexidade. portanto. v. são õ í: bens (economicamente) privados enquanto forem informações protegi­ das por algum direito de propriedade.’\r ção da informação como um bem público puro. por exemplo.1.PROPRIEDADE IN TELECTUAL ~ Cláudio R.. i 2. In Un iversíty of Pennsyivania Law Review. 155. Christopher.coin/absEract>948229>. mas que compreende as ativi­ dades práticas. Copyright atuipublic goods: A misunácrstooà relntion. Yoo. alterar as características intrínsecas da informação. na propriedade intelectual e nos resultados protegíveis da pesquisa financiada pela Universidade Pública serem considerados bens públicos no sentido jurídico.

esclarecendo-se. João Marcelo de Lima. 27. 1994. a “informação ~ ciência” da “informação . O papel do Estado também apresenta um caráter definido se. em terminologia contemporânea. influi no papel estatal relativo ao processo de criação e disseminação de informação. que aponta ambas como elementos centrais e catalisadores da globalização28. de certa forma. The semioticchaltenge. Aldo. Isto. C7bercultura. técnicas e científicas. afirmando que não existe uma ún ica entidade que possa concentrar o conhecimento econômico. p. sendo equivocada a visão de que as criações 26. as mesmas devem ser compreendidas dentro de um único conceito. 2005. Afirma ainda que se deve ter uma referência ampla para valorar a informação em função de sua utilidade29. e o Estado deve servir como instrumento para que isto ocorra. inclusive na estêra econômica. seja privada. Dessa forma. Roiand. ou se devemos transmitir as informações ao menor custo.tecnologia”. de Riçhard Howard do original “Uaventure sémhlogique\ 1988. A transferência de tecnologia no Brasil Aspectos contratuais e concorrenciais da propriedade industrial Rio de Janeiro: Lumen Juris. a dialé­ tica e a retórica (conjunto denominado “triviw rí’). 29. compreende as criações artísticas. tecnologia e vida social na cultura contemporânea. A informação deve fluir livremente na sociedade buscando-se a maximização através do mercado. p. a geometria e a astronomia (“quadriviutn”). p. Assa fim. enquanto o segundo. 31-32. Não é simples determinar qual o efetivo interesse da sociedade: ter o resultado da informação ao menor custo. Berkeley: Universityof Califórnia. Cf. 1996. o primeiro compreendia a gramática.. André.4 reimp. estas últimas consideradas a mais alta expressão da tecnicidade humana16. tendo em vista que o conceito de arte adotado à época privilegiava (entre artes liberais e mecânicas) o con­ ceito tecnicista-funcionai e não o universalista. Orígettes dei orden econômico mundial. 2004. 13. só há possibilidade de existência de uma sociedade quando esta dispõe de uma comunicação livre. ed. apesar de alguns doutrinadores diferenciarem.Horto Alegre: Sulina. Ferrer. Buenos Aires: Fondo de Cultura Econômica. 26.. a concepção adotada de “bens intelectuais” compreende o resultado universalista (humanista) da produção do intelecto de todas as artes. 97-98. Lemos. Na Idade Média “cultura” era a junção das chamadas “artes liberais” que existiam em oposição às “artes práticas” Cmechaniae”). Visão distinta apresenta Hayek. Dessa forma. 2. Trad. seja ela estatal. que as artes liberais eram divididas em dois grupos. O entendimento grego do que é bem intelectual diminui com o avançar da Idade Média. 28. como é o caso de Aldo Ferrer.ELSEVIER 2 — Propriedade intelectual plásticas ou belas artes. ou o Estado deve intervir para que a maximização do fluxo de informação ocorra. conforme Habermas. ou. Historia de la globalrzaciòn. as da “natureza”2627. p. msm . a música. G primeiro grupo envolvia as artes do “discurso”. enquanto o segundo. a aritmética. cada qual em sua total e mais ampla percepção. grupo ao qual foi posteriormente adicionada a medicina. informal-mente. Bart hes.

pois a pesquisa básica. M . o termo a ser usado üo. O quadraute de Pasteur. que busca um entendimento fundamental I ou básico3®. ■ ciência de base e a propriedade dos resultados da pesquisa. Veja-se.ã| de invenção e de modelo de utilidade. s. Propriedade intelectual A tutela jurídica da biotecnologia. como por exemplo “obra” para a proteção iíterário-artística. A ciência básica e a inovação tecnológica. Tratado th Direito Comercial v. 270-272. STF. Um segundo argumento que justifica a expressão “bens intelectuais” I decorre.ÜÜKPROPRIEDADE IN TE LEC TU A L . José Eduardo. como os aspectos relacionados à personalidade ou.597 SP. Campinas: Unicamp.Cláudio R. ■ . a pesquisa cientí­ iã f fica que visa urna utilidade (aplicação) tende a ser inovadora.0 prefácio do livro questiona a dicotomia entre \ : fUi. o “aviamento”. ainda que em tese vise a desco­ berta científica que é informaçãoinapropriável. cada qual com uma concepção (e. oii seja.. a freguesia e sua defesa contra a concorrência desleal (cf. São Paulo: RT. e “invenção” para a patente '. 99). 6. 1998. Donald E. 11 Ao mesmo tempo em que a adoção de termos diferenciados para J cada um dos institutos é compreensível.L: Bvookings. da pesquisa que visa considerações práticas de uso) e a da ciência básica. São Paulo: Saraiva. apesar de ambas serem informação. 2005. 31. p. “melhoria” para cultivares.r. de José Emílio Maiorino de "Pasteurs quadrani: Basic science and tcchnological iimovatíou". TVad. no âmbito comercial. da amplitude almejada com o termo “intelectuais” # Além do amplo escopo que a terminologia sobre a proteção desses “bens intelectuais” deve alcançar. Faria.! 46. Prefácio ao livro de Patrícia Aurélia Dd Ncro. há (dentre outras abordagens) três linhas de . Brasil. 20. RExt.'4í s. funciona como catalisador de inovações práticas. resvalam nas políticas de proteção. Existe grande apdo à adoção do termo “propriedade imaterial” para qualificar os direitos decorrentes dos entes não necessariamente “intelectuais”. ■ví ■. contudo. arcabouço termi­ nológico correspondente).f maior consistência que desembocam na “propriedade intelectual5’32. mas descorporificados. 1997. todas essas linhas adotam termos especí­ ficos para identificar sua criação. In RTJ n. Ref. Min. que esse termo também carrega certa parcela de confusão (cf. Ferreira. . j. às criações literárias é artísticas e . Barbosa ELSEVIER intelectuais protegíveis deveríam englobar apenas as “artes práticas” Uma diferenciação importante deve ser apresentada quanto à visão da ciência aplicada (ou seja. 15-17. a proteção às criações industriais. 30. pois evita as confusões gera­ das por nomes únicos com diferentes significados. n. Essas diferentes visões alcançam: importante questão na orientação das políticas governamentais de pesquisa e desenvolvimento e inovação e. p. Waldemar. Villas Bôas. p. de certa forma. 1962. 32. Stokes. 36 de outubro de 1960. Enfim. as'quais são protegíveis3031. parcial mente. aos sinais distintivos.. Assim. ■■■ ■il ■■4 ■-a .: íi & ã: i- 'v. neste sentido.

existe indiscutível aceitação doutrinária e legislativa dessa expressão*1. Direito autoral e propriedade industrial como espécie do gênero propriedade intelectual . 15. sem qualquer censura à escolha do termo “bem imateríal” por grande parte da doutrina. EliaiieU.. msm .ELSEV1ER 2 — Propriedade intelectual para englobar todos eies não deve estar vinculado a nenhum em especial. Abrão.. àquilo que “não tem matéria” É indiscutível que o bem imaterial não tem matéria. seja pela aversão à exclusividade conferida3 33. Maristela.cit. 62.. Op. p. hoje é alvo de alguns questionamentos. São Paulo. RT. Patrícia Aurélia. mas convém que se privilegie a interação com o intelecto. Na verdade. que por sua vez remete ao conceito de objetos. Essa terminologia. 739. em sua acepção comum.. o “imaterial” não está necessariamente vinculado a uma atividade criativa. é mais importante destacar os próprios bens e suas funções. In Revista dos Tribunais. seja pelos diferentes fundamentos jurídi­ cos dos institutos em discussão. associado a tudo aquilo que não têm “corpo”. Este segundo aspecto reforça a conveniência de se tomar a identificação dos objetos de proteção à propriedade intelectual como “bens intelectuais”* a fim de que não' $e confunda prima facie com qualquer uma da$.n. 1997. características estas oriundas da utilização do termo “bem”. relativízando as relações subjacentes em cada um dos institutos que com­ põem a propriedade intelectual. a utilização do termo “intelectual” é pre­ ferível ao termo “imateria!” por questões de ordem prática. p. sendo. Contudo.doutri­ nas estabelecidas da propriedade intelectual. 1998. Propriedade intelectual Como já abordado. Como decorrência. muitas vezes. v. A tutela jurídica da bioteaiolo^ia. de existência e de apropriação. é com aigunías observações quanto à utilização dos dois termOs: Del Nero. o termo transmite as características essenciais de ímaterialidade (e independência de um corpo mecânico).1. ■■ ■ . 39-41). dando preferên­ cia ao “intelectual” 2. Basso.3. antes pacífica. na origem da própria palavra. como. Propriedade intelectual. p. - Como terceiro fundamento.Suas relações com os demais direitos intelectuais. Ao mesmo tempo. 86-95. mas há também alguns reflexos e considerações impor­ tantes em sua utilização para identificar a proteção dos “bens intelectuais”. pode-se usar o termo “criador” associado a quém efe­ tiva mente “cria” a informação.

Oscar. São Pauio: FADUSP. GiappicheMi. Tese. E. Inldkctual propertyand the Information ecosystèm. p.2005. ofendendo a com­ preensão de que o conhecimento deveria circular livremente. 1969. p. 37. nesse sentido. todavia è questionável se as utilizações anteriores foram objeto de rigoroso critério científico. Torino. A utilização de criação para identificação de todos os institutos da propriedade intelectual não é nova. não é um bem imaterial ou uma criação. ín Midi. decorrente de uma bem sucedida ação de marketing. O objetivo sempre foi detalhar os aspectos econômicos das instituições da propriedade intelectual. por­ tanto vinculados à personalidade da pessoa que os criou. cf. Teoria do estabelecimento comercial: Fundo de comércio oufazenda mercantil. Barreto Pilho. em si. Greco. L. / diritti sui beni immaterialí. 36. St. 35. 182. p.PROPRIEDADE INTELECTUAL . e mantendo as principais linhas das definições existen­ tes com privilégio dos aspectos legais de propriedade. Pierre. ou ainda o resultado econômico favorável do aumento de clientela. É uma situação de fato. englobando definições negativas e positivas romanas com posições moder­ nas de Carnelutti37. Ü15ÕÍ . podendo-se afirmar que a clientela. Rev„ v. Brcvcts d ’inventions. os conhecimentos tradicionais ou os regramentos religiosos). 1924. Apesar das críticas simplistas à terminologia. Da mesma forma. 1. Vexploiiatíon et ia défense des créationsindustridks. 3. Paolo. a ampliação do objeto trouxe temporariamente o termo “criação’' e “criador”. 1929. O direito à propriedade intelectual é um direito autônomo não vincu­ lado ao seu criador ou à própria atividade para a qual foi originalmente idealizado. sem qualquer relação direta com seu titular ou criador. Existem bens mais afeitos à esfera de proteção do criador33. como a utilização de um segredo empresarial na fabricação de um produto químico.Cláudio R. culturais ou religiosos.YU. os quais serão usados preferencialmente para evitar uma confusão entre “autor” e "inventor”. um valor econômico protegido indireta­ mente pela repressão aos atos de concorrência desleal e pela proteção aos sinais distintivos36. Servimo-nos. Paris: L'Usine. como as tradições folclóricas. há bens intelectuais caracterizados'pelos efeitos práticos imediatos. e outros que podem estar relacionados a uma determinada coletividade (identificados por fundamentos étnicos. iO-li. Peter K. geográficos. da lição simples de Paolo Greco que unificou as definições antigas dos “bens ímatéria is” ao direito moderno. 34. Barbosa E LS E V IE R pelo termo “propriedade” na “propriedade intelectual”34. O aprofundamento do tema obrigou a inclusão de outros aspectos.oyer. visando aprofundar a estrutura vislumbrada por alguns doutrinadores que pretendiam englobar as tecnologias de comunicação e informática sob a disciplina da propriedade industrial.

unificando as vertentes da propriedade intelectual e evitando a confusão entre “autor” e "inventor”. Danilo.ELSEVIER 2 — Propriedade intelectual A fim de identificar termos que designem o mesmo fenômeno em vários institutos de proteção à propriedade intelectual è necessário. Rio de Janeiro: Lumen júris. estuda-se a intersecção entre as questões relativas às informações privadas e públicas. In Usucapião de patentes e outros estudos de propriedade intelectual. Gonçalves. o uso de “criação” não é necessariamente correto. 32. pode-se trazer o exemplo do termo “criação”. 2. Direito da informação. Noutra. Coletânea de artigos e pareceres do autor. Observa-se clara mente a utilização do termo “direito de informação” nas seguintes hipóteses: Doneda. é necessário verificar se. Luis Gustavo Grandinetti Castanho de. Coimbra: Almedina. Da privacidade à proteção de dados pessoais. A primeira está centrada na propriedade intelectual. Denis Borges. ou seja. p. convém apontar que este bem. sua função pública e os efeitos de sua apropriação (função privada). Direito de informação e liberdade de expressão. Rio de Janeiro: Renovar. Maria Eduarda. 1994. Rio . Mesmo que a propriedade intelec­ tual tenha por objeto a informação como se pretende demonstrar. primei­ ramente. Barbosa. em PortugaP. de ■proteção da propriedade intelectual como “bem-intelectual”. consi­ derados os sinais distintivos. p. e 38.4. efetivamente. e de Danilo Doneda e Luis Gustavo Grandinetti Castanho de Carvalho. 13. deve-se esclarecer desde já a inconveniência terminológica de se considerar "pro­ priedade intelectual” um “direito de informação”.1. Com base neste pressuposto. Direito de precedência ao registro de marcas. Secundariamente. pouco ou quase nada se diferencia do conceito de informação. Como diferencial ilustrativo apontam-se as obras de Maria Eduarda Gonçalves. 2006. Denis Borges Barbosa. 2006. mesmo considerando que à criação da marca corresponde um direito diferente do direito assegurado à relação de identificação do produto/serviço ao eonsumidor/empresário. no Brasil40. desde que não estejam totalmente contaminados por um signi­ ficado jurídico próprio. Sc á primeira vista o termo permite englobar os conceitos de invenção e de autoria. Vários autores apontam as marcas como objeto de criação como. por exemplo. recorrer a termos com significado similares ao que se pretende identificar. tendo em vista que tal nomenclatura abriga linhas doutrinárias distintas. Cf. p. 39. 40. um exame mais acurado nos leva a perceber que. Carvalho. Direito da informação Consolidado o objeto. este termo permite incluir objetos e processos comuns a todos os institutos englobados peia propriedade intelectual3839. focaliza-se a privacidade e a imprensa (em seu mais amplo sentido). 404. Uma das frentes de estudo sobre o “direito de informação” refere-se às implicações jurídicas (e econômicas) da informação.

mais recen­ temente. cf. 1989. 2003. D ed o Zylbersztajn e Rachel Sztajn. cada qual com características específicas que cumprem funções determinadas de Janeiro: Renovar. Org. São Paulo: RT. Doneda. 40. 164 e s. Barbosa. seja. 42. O dever de informar no direito civil. Steven. 1999. propriedade intelectual. englobando a propriedade dos bens pessoais41.Análise Econômica do Direito e das Organizações. Sztajn. Da mesma forma como pensou Shavell. L. 1127-1186. '11. 2006. a propriedade intelectual é ura sistema de proteção aos bens intelectuais e consubstanciações de informação. p. em lugar da estrutura da disciplina da “propriedade intelectual”.PROPRIEDADE INTELECTUAL . 2001. que enfatiza a questão econômica. 18. Cláudio R. São Paulo. Cít. Outro elemento importante é o fato de estudos de análise econômica da propriedade intelectual também já terem considerado seu fundamento como informação42. Cf Heverly. e. tal consideração já foi feita anteriormente. p. 43. p. A isto se assemelha a análise de Steven Shavell43. In PbÜosophy and Public Aflãirs. Rachel. p. Bdwin. In Berkeiey Tech. ainda que sob abordagens específicas. p. Cf.Cláudio R. Enfim. a impre­ cisão terminológica acarreta confusão. 74-83. Denis Borges.v IS. In “Usucapião de patentes e outros estudos de propriedade industriai”. v. 31-52. Barbosa. Conceito jurídico de “know how”(1979). 2004. p. jurisdição e direito internacional. C f Mettinger. la w and economics. Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo. Barbosa ELSEVÍER a segunda. Cambrídge: Belknap. 146 e s. 2002. Op. sendo que tal abordagem não realinhou a terminologia da dis­ ciplina ou de. 17-iS. The Information semícomnwtis. Christoph. tratar proprie­ dade intelectual como informação não é uma inovação. Ademais. a possibilidade de confusão doutri­ nária e a necessidade de aprofundar aspectos adicionais às teorias ligadas ao “direito de informação” justificam a dificuldade de tratar a “proprie­ dade intelectual” como direito da informação. seja sob o enfoque mais limitado da transferência de tecnologia. Enfim. p. 584 e s. Dissertação de Mestrado. A falta de consenso terminológico. na privacidade das informações. justifying intelíectualproperty. Rio de Janeiro: Lumen Júris. seus institutos. In Direito & Economia . igualmente não relacionado apresente discussão. Relações entre informação. particularmente considerando-se a necessidade (e a intenção) de unificar os fundamentos doutrinários da propriedade intelectual em torno de um fundamento comum. como será abordado. a conside­ ração da informação como objeto da propriedade intelectual não é elemento suficiente para acarretar uma modificação terminológica da matéria. Fabian. Rio de Janeiro: Klsevier. Robert A. 2005.J. Importante ainda mencionar a existência de uni dever de informar. Como introdução á análise econômica do direito. Danilo. Foundations af ecattamic amdysis ofhnv. . Shavell. n.

5. Desta form ão aspecto fundamental no mercado é. : Os aspectos referentes à qualidade e preço são questões mais comple­ xas. p. n. Quando se menciona um m ercado da informação faz-se referência aos bens intelectuais (/. para diminuir o custo de agentes econômicos racionais.'1. as trocas econômicas.ELSEVÍER 2 - Propriedade intelectual nas relações sódo-econômicas. Existem especificações locais. Op. A relação entre propriedade privada e mer­ cado de. 46.. é fundamental para a troca:e. que existe para facilitar as negociações. satisfazendo seus desejos e interesses. pode-se afirmar que no mercado da informação não existem tais limitações. para [Coase] uma instituição. Inevitável concluir. conceitos. Esses institutos. Sztajn. i @ | . Sztajn. aicançando por final a estabilidade em institutos jurídicos. portanto. A eficiên­ cia do mercado está diretamente relacionada ao número de participantes e ao fluxo de informações sobre as ofertas. Vol. Rachel. preços e carac­ terísticas dos bens ou serviços disponibilizados aos participantes nesse mercado45. um lado e a disponibilidade do processo-de produção da riqueza destinada ao mercado de outro demonstram que o mercado existe quando se reconhece seja a propriedade privada a apropriação da riqueza pelos particulares. [. para a existência do mercado. ter­ minologia e harmonização. os mercados servem. Como afirma Rachel Sztajn: [a] propriedade. p. pois. decorrem de um contexto histórico. Rache!. Mercado da informação Mercado é uma estrutura que facilita a realização de trocas precificadas pela oferta e procura dos bens ou serviços ali negociados44. Contratos e responsabilidade civil. pois existe uma assimetria entre o investimento na inovação (ex ante) 44. que será examinado. e. 2. ao lado de questões jurisdidonais que limitam a eficácia desses direitos. na busca de maximizaçüo de utilidade para recursos escassos. III.1que a definição clara dos limites e funcionamento da propriedade intelectual é um pressuposto para a existência do mercado. 1998. "Mercado é. Notas de análise econômica.1. 44. o reconhe­ cimento do direito de propriedade.a definição de proprie­ dade intelectual. Traçando um paralelo com as definições de mercado das análises concorrenciais.]46. como direitos sobre criações industriais. seu funcionamento.. 45. direitos exclusivos. sinais distintivos ou outros direitos de propriedade intelectual). In RDM. 11. pois a territorialidade e ilm dos elementos fundamentais da propriedade intelectual. ÍO. em que produtos e área geográfica devem ser identificados. ou uma estrutura. quantidades. cit. portanto.

p. Se a Lei da Inovação não modificou drasticamente o número de depósitos de patentes.PROPRIEDADE INTELECTUAL . ou estar em domínio publico. (Argumentando e demonstrando que o capital intangível das empresas se tornam mais importantes do que os ativos tangíveis. as redes internacio­ nais âe franchising e todo o vasto mercado de licenciamento de produtos e serviços4849. dos centros de pesquisa. Thomas F. visando atender o disposto nos arts. Roger D. Nesse contexto. Biair. 14-15.ei na 10. o mercado secun­ dário da informação. Quem tem esse contato é o mercado do licenciamento. a promulgação da Lei da Inovação45* no âmbito do governo federal. Dani Io. das universidades ed os criadores isolados. que incorpora os padrões tecnológicos. Brasil. o mercado da inovação. In Valor Econômico. aquele formado pelos agentes que criam a informação. tem existido grande esforço governamental de incentivo à inovação. p. de 2 de dezembro de 2004. n. a qual cria incentivos à inovação e à pes­ quisa científica e tecnológica no ambiente produtivo. já houve a divulgação47. tem incentivado o surgimento de várias instituições vinculadas às universidades voltadas à inovação e ainda o surgimento de diversas legislações estaduais e especiais com o mesmo propósito.13 c 14 de janeiro de 2007.) 49. além do próprio incentivo garantido pela proteção à proprie­ dade intelectual como. ("aderno Sexta Feira e Fim de Semana. 4-9.973. Farieiío. 218 e 219 da Constituição Federal. E. todavia. Cotter.Cláudio R. que é determinado pelo mercado (expost). A riqueza invisível da mercada. O mercado primário é o mercado da ino­ vação. enquanto o mercadoi secundário é o mercado subsequente de licenciamento da informação. 47. mais significativamente. propor­ cionou pequena melhora e. por exemplo. Op. um mercado primário da informação. Isto porque tai informação podería não ter valor. cit.. quando tem acesso à mesma. . Os agentes do mercado primá­ rio dificilmente têm üm contato com os consumidores e o mercado real. Barbosa ELSEVÍER e o valor da informação. 22. Percebe-se dessa forma a existência de dois mercados. A distância entre esses dois mercados cria dificul­ dades especiais de precificação. Blalr e Cot ter apresentam esse dilema da confidencialidade da seguinte forma: o potencial receptor da informação pode não desejar comprometer-se a não usar determinada informação até que tenha acesso a ela. 12. 48.

Sem o segredo. b) mer­ cantilista. não pelas características da informação em si. Muitas das informações eram limitadas aos guerreiros ou sacerdotes. Teoria delia concorrenza e dei beni immaterialL Istituzíoni di diritío industriak. Assim. Assim. fz 16:17-23. o segredo era o fator decisivo. a fonte de sen poder foi cortada. sendo conservada como segredo. (d) o último período no qual se acentua a privatização do direito empresarial e as novas formas de intervenção estatal na esfera privada. Cf. Tuilio. Sega rido Ascarelli.2. (c) o terceiro período contempla o liberalismo. G B . A título ilustrativo. aqui separadas e aborda­ das de forma mera mente didática nos seguintes períodos: a) antigo. 51. iniciando-se em meados do século XVI e prosseguindo até o XVI1Í. Miiano: Giuffrè.2. indo dó século XVIII até ò final da primeira grande guerra (1914). 1960. ele detinha uma vantagem com­ petitiva mantida por um segredo. p. vale retomar a conhecida história de Sansão nar­ rada no livro dos Juizes. Mais do que a fonte de poder em si. (b) um período em que o direito comercial é nitidamente um direito estatal.ELSEVÍER 2 — Propriedade inteíectua 1 2. Período Antigo Na antiguidade a transmissão de informações privilegiadas não impli­ cava necessariamente a existência de um sistema jurídico que as protegesse. HISTÓRICO DA PROPRIEDADE IN TE LE C TU A L Na evolução legal da proteção jurídica conferida aos bens intelectuais devem ser observadas algumas fases marcantes. d) globalizado (ou contemporâneo). Terza Edízione. apenas se atribuía importância às informações que desempenhavam ou consubstanciavam uma característica pública. sua vantagem competitiva. certa forma de proteção às informações sempre existiu. Ascarelli. 2. também uma informação tecnológica ou economicamente 50. c) industrial.1. ou seja. Revelado esse segredo. a história do di reito comercia l pode ser dividida em quatro grandes períodos: (a) um período corporativo que se inicia no século XII e termina em meados do século XVI. A apresentação proposta focaliza o valor atribuído á informa­ ção em cada um dos momentos designados e a resposta dos sistemas sociais e instituições para sua proteção. seus inimigos o derrotaram51. Optou-se por rejeitar as divisões clássicas fundamentadas meramente na participação do empresário e nas relações comerciais e sociais. mas em função de seu objetivo e utilização. ainda que inicialmente limitada às questões religiosas ou estatais. 3 es. baseadas em uma Ótica centrada na evolução do Direito entre ó final do século XIX e O começo do século X X 50. Nessa história.