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MOÇAMBIQUE

Integração regional na SADC
e relacionamento com os países da CPLP

Maio de 2014

Parceiro estratégico:

Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP

Índice
Acrónimos ............................................................................................................................................................................... 5
1. SADC. Enquadramento regional, político e económico ................................................................................................... 22
1.1.Caracterização da comunidade ....................................................................................................................................... 22
1.1.1.

Principais objetivos e aspirações da SADC. ................................................................................................... 22

1.1.2.

Os Estados Membros da SADC...................................................................................................................... 24

1.1.3.

Mecanismos de integração e prioridades no desenvolvimento da SADC ....................................................... 25

1.2.

A SADC enquanto comunidade económica ............................................................................................................... 31

1.2.1.
1.3.

SADC e a COMESA ....................................................................................................................................... 35

As economias da SADC ............................................................................................................................................. 36

1.3.1.

Angola. O maior produtor de petróleo da região e um dos maiores de África. ............................................... 36

1.3.2.

Moçambique. Forte potencial de Gás Natural. ................................................................................................ 37

1.3.3.

África do Sul. O país com o maior PIB do continente africano. ...................................................................... 39

1.3.4.
Lesoto, Madagáscar, Maláui, República Democrática do Congo, Tanzânia, Zâmbia e Zimbabué. Regiões de
forte orientação agrícola. ........................................................................................................................................... 40
1.3.5.

Suazilândia e Zimbabué. Economias em transição para a atividade industrial. .............................................. 41

1.3.6.

Seicheles. SIDS com economia orientada para o Turismo. ............................................................................ 42

1.3.7.

Maurícias. Peso relevante da indústria, mas com motor nos serviços. ........................................................... 43

1.3.8.

Botsuana, Namíbia e Zâmbia. Regiões de forte orientação para a indústria extrativa. ................................... 44

1.4.

Trocas comerciais na SADC ...................................................................................................................................... 46

1.4.1.

Complementaridade das Economias .............................................................................................................. 46

1.4.2.

Comércio intrarregional ................................................................................................................................... 47

1.4.3.

África do Sul e Angola. Os países com maior intensidade comercial na região ............................................. 49

1.5.

Comércio extrarregional ............................................................................................................................................. 52

1.5.1.

Principais parceiros comerciais da SADC ....................................................................................................... 52

1.5.2.

Trocas comerciais entre a CPLP e a SADC ................................................................................................... 59

1.6.

Investimento direto estrangeiro na SADC .................................................................................................................. 63

1.7.

SADC. Oportunidades de investimento na modernização da agricultura e do tecido industrial ................................. 65

1.8.

Principais setores de oportunidade por país, aeroportos e portos ............................................................................. 66

1.9.

Principais produtos importados pelos países da SADC e oportunidades para as empresas Portuguesas ................ 69

2. África do Sul. O país com maior peso na região .............................................................................................................. 74
2.1.

Macroeconomia.......................................................................................................................................................... 74

2.1.1.

PIB da economia Sul-Africana ........................................................................................................................ 74

2.1.2.

Orçamento Geral do Estado ........................................................................................................................... 75

2.1.3.

Dívida Pública externa e interna ..................................................................................................................... 76

2.2.

Estrutura produtiva ..................................................................................................................................................... 77

2.2.1.

PIB por Setor .................................................................................................................................................. 77

2

Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP

2.2.2.
2.3.

Composição do Setor Empresarial do Estado ................................................................................................ 78

Política económica ..................................................................................................................................................... 79

2.3.1.

Perspetivas futuras ......................................................................................................................................... 79

2.3.2.

Prioridades estratégicas da África do Sul ....................................................................................................... 79

2.4.

Infraestruturas e energia ............................................................................................................................................ 82

2.5.

Grandes projetos de investimento previstos com infraestruturas ............................................................................... 90

2.6.

Abertura da Economia e Relações Comerciais .......................................................................................................... 94

2.7.

Principais setores de oportunidade .......................................................................................................................... 106

2.8.

Investimento direto estrangeiro na África do Sul ...................................................................................................... 108

2.9.

Financiamento à Economia ...................................................................................................................................... 109

2.9.1.

Principais bancos presentes ......................................................................................................................... 109

2.9.1.

Bancarização da população .......................................................................................................................... 110

2.9.2.

Microcrédito .................................................................................................................................................. 111

2.9.3.

Taxas de juro de financiamentos .................................................................................................................. 111

2.9.4.

Bolsa de valores ........................................................................................................................................... 112

3. Moçambique. Uma potência no setor do carvão, uma potência emergente no setor do gás natural ............................. 114
3.1.

Macroeconomia........................................................................................................................................................ 114

3.1.1.

PIB da economia moçambicana ................................................................................................................... 114

3.1.2.

Orçamento Geral do Estado ......................................................................................................................... 115

3.1.3.

Dívida pública ............................................................................................................................................... 117

3.1.4.

Reservas de moeda estrangeira ................................................................................................................... 117

3.1.5.

Nível de financiamento à Economia.............................................................................................................. 117

3.1.6.

Evolução das taxas de juro e variação da liquidez ....................................................................................... 118

3.2.

Política Económica................................................................................................................................................... 119

3.3.

Estrutura produtiva ................................................................................................................................................... 126

3.3.1.

PIB por setor ................................................................................................................................................. 126

3.3.2.

Setor empresarial do Estado ........................................................................................................................ 126

3.4.

Aproveitamentos hídricos e recursos naturais ......................................................................................................... 128

3.5.

Infraestruturas e energia .......................................................................................................................................... 131

3.6.

Grandes projetos de investimento previsto em infraestruturas ................................................................................ 143

3.7.

Abertura da economia e relações comerciais .......................................................................................................... 146

3.8.

Investimento direto estrangeiro de, e para Moçambique ......................................................................................... 156

3.9.

Principais polos de desenvolvimento ....................................................................................................................... 159

3.10.

Principais setores de oportunidades ................................................................................................................... 162

3.11.

Financiamento à economia ................................................................................................................................ 164

3.11.1.

Principais bancos presentes ......................................................................................................................... 164

3.11.2.

Bancarização da população .......................................................................................................................... 165

3.11.3.

Taxas de juro de empréstimo........................................................................................................................ 166

3

Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP

3.11.4.

Bolsa de valores ........................................................................................................................................... 166

4. Breve descrição do mercado de trabalho e do regime de segurança social .................................................................. 170
4.1.

População Ativa ....................................................................................................................................................... 170

4.2.

Desemprego............................................................................................................................................................. 170

4.3.

Desigualdades ......................................................................................................................................................... 170

4.4.

Breve descrição do regime de Segurança Social..................................................................................................... 171

4.5.

Como investir? ......................................................................................................................................................... 171

4.5.1.
4.6.

Fases/Etapas a observar no Processo de estabelecimento em Moçambique .............................................. 173

Incentivos e benefícios ao investimento ................................................................................................................... 174

4.6.1.

Benefícios genéricos ..................................................................................................................................... 174

4.6.2.

Benefícios Específicos .................................................................................................................................. 175

4.7.

Principais mecanismos de financiamento ................................................................................................................ 177

4.8.

Competitividade de Moçambique ............................................................................................................................. 180

4.8.1.
4.9.

Atratividade de Moçambique no contexto regional ....................................................................................... 180

Principais constrangimentos ao IDE e Exportação .................................................................................................. 182

4.9.1.

Alfândegas – Barreiras aduaneiras: tarifas, barreiras não tarifárias, outros impedimentos .......................... 182

4.9.2.

Estabilidade legal e fiscal – Barreiras legais, fiscais e regulamentares ........................................................ 187

4.9.3.

Obtenção de vistos, disponibilidade de mão-de-obra ................................................................................... 189

4.9.4.

Modelos de cobertura de risco – Financeiros, operacionais, propriedade .................................................... 190

4.9.5.

Sistema jurídico e judicial ............................................................................................................................. 191

4.9.6.

Resolução extrajudicial de litígios em Moçambique ...................................................................................... 192

4.10.
4.10.1.
4.11.

Principais características dos acordos Moçambicanos no domínio do comércio e investimento ....................... 193
Protocolos existentes e posicionamento de Moçambique face aos mesmos ............................................... 193
Acordos críticos estabelecidos (PTA, DTT, BTA e BIT) ..................................................................................... 195

4.11.1.

Acordos entre Estados Unidos e Moçambique – AGOA ............................................................................... 196

4.11.2.

Acordos entre a União Europeia e Moçambique........................................................................................... 197

5. Atratividade de Moçambique no contexto CPLP ............................................................................................................ 200

4

Caribbean.Acordos Comerciais de Investimento ADT – Acordo para evitar a Dupla Tributação AGO – Angola AGOA – African Growth and Opportunity Act ANIP – Agência Nacional de Investimento Privado APPRI – Acordos de Promoção e Proteção Recíproca de Investimentos ASEAN – Association of Southeast Asian Nations BAfD – Banco Africano de Desenvolvimento BD – Barris (de petróleo) por dia BDI – Burundi BEI – Banco Europeu de Investimento BIT – Bilateral Investment Treaty BM – Banco Mundial BNA – Banco Nacional de Angola BNT – Barreiras Não Tarifárias BTA – Bilateral Trade Agreements BT – Barreiras Tarifárias BWA – Botsuana CAGR – Compound Annual Growth Rate .Angola CEDEAO – Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental 5 .Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Acrónimos ACP – African. and Pacific Group of States ACI .Taxa de crescimento anual composta CAF – República Centro-Africana CCI – Câmara de Comércio Internacional CCIPA – Câmara de Comércio e Indústria Portugal .

Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP CEEAC – Comunidade Económica dos Estados de África Central CGD – Caixa Geral de Depósitos CMR – Camarões COD – República Democrática do Congo COG – Congo CPLP – Comunidade dos Países de Língua Portuguesa CRIP .Economist Intelligence Unit EM – Estados Membros EUA – Estados Unidos da América FAO – Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura FMI – Fundo Monetário Internacional GAB – Gabão GATT – General Agreement on Tariffs and Trade GNL – Gás Natural Liquefeito GNQ – Guiné Equatorial IDE – Investimento Direto Estrangeiro IDH – Índice de Desenvolvimento Humano INE – Instituto Nacional de Estatística IPA – Investment Promotion Agency IRT .Certificado de Registo de Investimento Privado (Angola) DB – Ranking Doing Business EIU .Imposto sobre o Rendimento do Trabalho LSO – Lesoto LUPP – Luanda Urban Poverty Programme MDG – Madagáscar MERCOSUL – Mercado Comum do Sul 6 .

Agência Multilateral de Garantia de Investimentos MMTZ – Maláui-Moçambique-Tanzânia-Zâmbia MPME – micro.Organização Mundial da Propriedade Intelectual OPEP – Organização dos Países Exportadores de Petróleo PE – Projetos Estruturantes PIB – Produto Interno Bruto PME – pequenas e médias empresas PPPs – Parcerias Público-Privadas PTAs – Preferential Trade Arrangements RDC – República Democrática do Congo SACU – Southern African Customs Union SADC – Southern African Development Countries SIDS – Small Islands Developing States STP – São Tomé e Príncipe SWZ – Suazilândia SYC – Seicheles TBI – Tratado Bilateral de Investimento TCD – Chade 7 . pequenas e médias empresas MOZ – Moçambique MUS – Maurícias MWI – Maláui NAM – Namíbia OCDE – Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico OEM – Original Equipment Manufacturer OMC – Organização Mundial do Comércio OMPI .Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP MIGA .

Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP TIC – Tecnologias de Informação e Comunicação TZA – Tanzânia UE – União Europeia UNCTAD – United Nations Conference for Trade and Development USAID – United States Agency for International Development WTTC – World Travel & Tourism Council ZAF – África do Sul ZCL – Zona de Comércio Livre ZMB – Zâmbia ZWE – Zimbabué 8 .

Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Nota prévia 9 .

que não as de consistência com fontes concorrentes ou complementares. e que sejam do nosso conhecimento. Em nenhuma circunstância. As conclusões obtidas e os cálculos efetuados estão dependentes da qualidade da informação obtida em todos os aspetos materialmente relevantes.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Nota prévia O presente documento constitui resultado de um trabalho de pesquisa e análise que decorreu entre 1 de julho e 31 de Dezembro de 2013. tendo presente critérios de razoabilidade e aderência às realidades locais e regionais. as quais foram alvo de apreciação quanto à sua materialidade e aplicabilidade à análise. para além do referido. Os elementos estatísticos. salvo indicação expressa em contrário. e não substitui aconselhamento profissional adequado ao caso concreto. Os valores e as conclusões apresentados só terão sustentabilidade caso se verifiquem os pressupostos considerados. não se destinando a qualquer entidade ou situação particular. não podendo este estudo ser entendido como uma garantia ou confirmação de que esses pressupostos se verificarão. não se responsabilizarão por qualquer dano ou prejuízo emergente de decisão tomada com base na informação aqui descrita. Esta comunicação é de natureza geral e meramente informativa. assumiremos qualquer responsabilidade relativamente a terceiros que tenham acesso ao presente documento. dados e informação constantes do presente documento e que serviram de base à análise e conclusões obtidas. Lda. têm por base informação pública disponível. Foram integrados alguns dados e elementos adicionais que foram publicados após a fase de pesquisa e análise dada a sua relevância para o estudo. A PwC e a AIP. como referenciado ao longo do documento. ao abrigo de contrato celebrado entre a AIP – Associação Industrial Portuguesa (“AIP”) e a PricewaterhouseCoopers&Associados – Sociedade de Revisores Oficiais de Contas. não tendo sido realizada qualquer forma de auditoria ou certificação. Desta forma. ( “PwC”). as nossas conclusões devem ser analisadas em função das limitações referidas. sendo que a informação recolhida foi considerada como adequada. Projeto Co-Financiado: 10 .

Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP

Sumário
Executivo

11

Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP

Sumário Executivo
A redefinição das centralidades de dinamismo económico, a par da relativa contração das economias
desenvolvidas, confere uma nova relevância às economias emergentes.
Entre estas, os países da
CPLP e a Região
Administrativa Especial
de Macau (RAE Macau)
assumem um papel
relevantíssimo, não só
pelo seu potencial
intrínseco, mas também
por se encontrarem
inseridas em
comunidades económicas
regionais em crescente
integração económica.
Constituem, assim, um
incontornável desafio e
uma oportunidade única
para os empresários
nacionais.
Com efeito, os países da
CPLP e a RAE de Macau
encontram-se integrados
em sete espaços regionais económicos distribuídos por quatro continentes.
Estima-se que o espaço lusófono tenha cerca de 258 milhões de habitantes e as regiões económicas que
integram cerca de 1.8 mil milhões de habitantes.
Os estados membros da CPLP e a RAE de Macau apresentam, no seu conjunto, potencialidades e
características próprias que podem permitir aumentar as exportações das empresas portuguesas, potenciar
novas parcerias para a sua internacionalização e atrair investimento direto estrangeiro.
CPLP

Comércio CPLP
%

% - Valor

Características

(% Quota Mundial)

População CPLP 2012, % da população
mundial

3,68%

CPLP - Total do comércio
mundial

3,9% - US$ 706 mil
milhões

PIB 2012, % do PIB mundial

3,67%

Exportações totais CPLP

2,1% - US$ 379 mil
milhões

Água disponível na CPLP 2012, % mundo

13,53%

Importações totais CPLP

1,8% - US$ 327 mil
milhões

Terra arável disponível na CPLP, % mundo

5,86%

Fonte: Banco Mundial, FAO e UNCTADstat

Acresce que muito embora os países da CPLP apresentem uma dinâmica de crescimento relevante, quando
comparados com o resto do mundo, verificamos a existência de um gap. Ora, este gap deverá poder ser
minimizado ou revertido, através do incremento da cooperação e da integração da CPLP, assente na
proximidade cultural e na complementaridade de competências.

12

Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP

4.37%

4.46%

4.51%

4.49%

3.24%

3.40%

3.38%

3.54%

O reforço da integração no espaço comum lusófono
e o estabelecimento de players regionais e de redes
de empresas oriundas desse espaço facilitarão o
acesso a novos consumidores, com preferências
tendencialmente convergentes, e a mercados com
elevadíssimo potencial de desenvolvimento e forte
necessidade de investimento.

2018

Por outro lado, o desenvolvimento será
exponenciado com o desenvolvimento dos grandes
projetos de infraestruturas regionais, aumentando
ainda o grau de integração de cada uma das
comunidades económicas regionais.

Taxa de crescimento estimada
5%
4.04%
4%
3.31%
3%
2.35%
2%
2013

2.60%

2014

2015

2016

CPLP

2017

Adicionalmente, grandes áreas dessas regiões não
apresentam, ainda, um nível de concorrência
particularmente elevado, podendo conferir uma
vantagem relevante (first mover) aos investidores
que primeiro acedam ao mercado.

Mundo

Fonte: FMI e análise PwC

As comunidades económicas regionais a que pertencem os demais países da CPLP e a RAE de Macau, são
constituídas por 53 países, aos quais acrescem ainda os EM da União Europeia e do Espaço Económico
Europeu. Apesar de Timor-Leste ainda só ser membro observador da ASEAN já apresentou o pedido formal
de adesão à ASEAN.

Comunidades económicas regionais*
SADC
MERCOSUL
Estados Membros: Angola,
Botsuana, República
Democrática do Congo, Lesoto,
Madagáscar, Maláui, Maurícias,
Moçambique, Namíbia,
Seicheles, África do Sul,
Suazilândia, Tanzânia, Zâmbia e
Zimbabué.

Estados Membros: Argentina,
Brasil, Paraguai, Uruguai e
Venezuela.

ASEAN

CEEAC

Estados Membros: Indonésia,
Malásia, Filipinas, Singapura,
Tailândia, Brunei Darussalam,
Vietname, Laos, Myanmar e Camboja.

Estados Membros: Angola,
Burundi, Camarões, República
Centro - Africana, Chade, Congo,
República Democrática do
Congo, Guiné Equatorial, Gabão
e São Tomé e Príncipe.

Membros observadores: Papua Nova
Guiné e Timor-Leste.

CEDEAO
*RP China e RAE Macau
Estados Membros: Benim, Burkina
Faso, Cabo Verde, Costa do Marfim,
Gâmbia, Gana, Guiné, Guiné-Bissau,
Libéria, Mali, Níger, Nigéria, Senegal,
Serra Leoa e Togo.

13

* A RAE Macau apesar de não se encontrar numa
comunidade económica regional foi analisada enquanto
plataforma para a China e RAE Hong-Kong.

Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP

O presente guia procura portanto enfatizar como os países da CPLP e a RAE de Macau podem contribuir para
as exportações portuguesas e o IDE nacional, enquanto plataformas de acesso àqueles mercados de
integração regional. E, reciprocamente, enfatizar ainda como Portugal pode tornar-se uma plataforma de
acesso do resto do mundo àqueles mercados e, simultaneamente, promover também as exportações e o IDE
oriundos daquelas regiões, enquanto plataforma de acesso à União Europeia e ao Espaço Económico
Europeu.
Para o efeito procurou-se caraterizar, nas suas múltiplas dimensões, os mercados das comunidades
económicas regionais, o país com maior representatividade económica na região e o país da CPLP. Foi
analisado um conjunto muito alargado de variáveis económicas e oportunidades nestes mercados que
resultam no presente guia de investimento não só para os mercados alvo, neste caso Moçambique, como
também para a respetiva comunidade económica regional, neste caso a Comunidade para o Desenvolvimento
da África Austral (SADC).
Conhecer a estratégia regional comum e o nível de integração dos países, permitirá antecipar as tendências
de desenvolvimento da economia, o comportamento dos mercados e a sua futura evolução, que será sempre
reforçada pelo processo de integração destas regiões e consequente convergência económica.

Moçambique e a SADC
A crescente integração regional de Moçambique na SADC, apoiada na sua localização geográfica, no
desenvolvimento dos corredores de ligação aos países vizinhos e na crescente disponibilidade de recursos
naturais, poderá incrementar o potencial de crescimento deste país e permitir o desenvolvimento de
oportunidades nos mercados adjacentes pelos agentes económicos da CPLP (sendo o oposto, igualmente, um
objetivo).
O crescimento económico em Moçambique tem vindo a assumir uma maior solidez desde 2009. A
transformação da economia assentou nomeadamente em: i) incremento do investimento direto estrangeiro
(para compensação da deficitária conta corrente) que em 2011 ultrapassou pela 1º vez os apoios
internacionais (em parte resultante da disponibilidade de recursos naturais) e ii) a estabilidade
macroeconómica para a qual tem contribuído a manutenção do rácio entre dívida pública e PIB (após um
perdão parcial de dívida, ao abrigo de uma iniciativa do FMI).
O crescimento anual do PIB tem registado valores superiores a 7% (7,3% em 2011 e 7,4% em 2012), para o
qual contribuíram a generalidade dos diversos setores da economia, embora com preponderância no setor
extrativo, setor agrícola e setor financeiro. Estes valores deverão ser colocados em perspetiva com
acontecimentos recentes, como as cheias de 2013 e alguma instabilidade social localizada em regiões
específicas de Moçambique.
No sentido de facilitar e promover o crescimento económico o Governo Moçambicano definiu como prioridades
estratégicas para Moçambique:
i)
ii)
iii)

Crescimento das exportações em 21% (comparativamente a 2013);
Aumento do saldo de reservas internacionais líquidas para US$ 3 mil milhões, permitindo uma
cobertura de importações de bens e serviços superior a 3 meses;
Melhoria da quantidade e qualidade de serviços públicos de educação, saúde, água e
saneamento, estradas e energia.

É de realçar a previsão do aumento do investimento em infraestruturas com possíveis financiamentos do
Banco Mundial para suportar parte da execução do investimento público, assim como a aceleração da
capacidade produtiva de carvão a médio prazo, a extração futura bem-sucedida de gás natural, e a superação
de limitações estruturais históricas (ex: elevada taxa de abandono escolar). São áreas em que os agentes
económicos privados, juntamento com o Estado, terão um papel preponderante e de onde emergem
oportunidades que poderão ser exploradas.
Moçambique assume-se, cada vez mais, como um país de sucesso, como uma nação segura, como um centro
de negócios e como um território de progresso e estabilidade.
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500 MW. perfis e seções. As importações globais de Moçambique ascendem a um total anual de US$ 6. Arroz. e. uma quota de importações que se encontra. alumínio. crescimento exponencial previsto para o setor cimenteiro.177 milhões. Medicamentos (incluindo medicamentos veterinários). Gorduras vegetais e óleos. iii) facilidade de negócio na região (do qual resulta a criação e funcionamento de uma Zona Económica Especial em Nacala . dados de 2012 15 . Tubos e perfis ocos. Estruturas e peças de ferro. Máquinas para a construção civil.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Setores relevantes no país: As principais oportunidades em Moçambique em encontram-se alavancadas em: Setor primário:     90% da terra arável total por cultivar (de realçar que é dos países abundantes em terra arável da SADC). num volume total de US$ 312 milhões.700 kms. e Emirados Árabes Unidos. Equipamento de telecomunicação.região de Nampula . sob explorada. identificamos de seguida. Fertilizantes. Equipamentos de aquecimento e refrigeração. acessórios de ferro e aço. necessidade de desenvolvimento de infraestruturas sociais. Portugal atualmente representa 5% do total das importações moçambicanas. nomeadamente em relação às reservas de carvão e gás natural. potencialmente. Carvão. Fonte: UNCTADStat. no montante de US$ 3. por ordem decrescente. ii) estabilização do sistema bancário. Máquinas e aparelhos elétricos. cantoneiras.e projeto de criação de uma Zona Franca Industrial na região da Beira). Barras de ferro e aço. extensão litoral superior a 2. Outras máquinas e aparelhos para as indústrias particulares. Setor terciário:  possibilidade de se posicionar como um player turístico da África Austral (exploração de praias paradísicas. os 25 principais produtos que representam 51% das importações. que representam no conjunto cerca de 47% das importações totais de Moçambique. Pneus de borracha e câmarasde-ar. Veículos automóveis para transporte de pessoas. Produtos laminados planos de ferro e aço. Veículos a motor para transporte de mercadorias. refinado. Sabonetes. zona económica exclusiva que ronda os 585 mil m2 de superfície oceânica. Relações comerciais: As suas principais relações comerciais são com a África do Sul. limpeza e de polimento. e a negrito os produtos que poderão representar oportunidades de exportação para as empresas portuguesas: Óleos de petróleo ou de minerais betuminosos> óleo de 70%. Comércio Internacional de Moçambique com os parceiros económicos: Moçambique poderá desenvolver vantagens competitivas na região assentes em: i) dimensão e posição geográfica. Alumínio. Energia. vastas bacias hidrográficas que permanecem por explorar. Do total dos produtos importados por Moçambique aos seus parceiros comerciais no total de US$ 6 mil milhões. Setor secundário:     recursos naturais significativos. Trigo e centeio em grão. Mobiliário e peças. aço. Países Baixos. Eixos de transmissão.167 milhões. e potencial energético de 12. Produtos residuais de petróleo.

A SADC conta com um mercado potencial na ordem dos 286 milhões de consumidores. apresentando. A economia moçambicana corresponde a 2. por ordem decrescente. e posicionarem-se no sentido de diversificar a base de exportação. no montante de US$ 198 milhões: Maquinas para a construção civil (7%). dados de 2012 Southern Africa Development Countries (SADC) A SADC tem vindo a reforçar o seu impacto na comunidade internacional e a incrementar a integração da sua zona de comércio livre. Material para impressão (6%). a 6ª mais significativa ao nível da comunidade. A composição das importações evidencia a dependência de Moçambique. cantoneiras. Mobiliário e peças. Tubos. quer do ponto de vista das estruturas produtivas. nas quais Portugal não apresenta vantagens comparativas. Equipamentos e ferramentas mecânicas. relativamente aos países industrializados. Equipamento para distribuição de energia elétrica. contudo ainda um nível reduzido de relações comerciais com os restantes EMs com exceção da África do Sul. Veículos a motor para transporte de mercadorias. Medicamentos (incluindo medicamentos veterinários). Aparelho para circuitos elétricos. bem como a realizar um conjunto de iniciativas com outras comunidades regionais. tabuleiro. 16 . sendo que 31% das suas importações são oriundas deste país. Metais comuns. Papel e cartão. material de impressão (US $ 18 milhões) e estruturas e partes de estruturas de ferro. Sendo o nível de complementaridade ainda reduzido na SADC. Os investidores Portugueses poderão antecipar o esperado acréscimo de rendimento disponível em Moçambique. Fonte: UNCTADStat. Artigos de plástico. Do total dos produtos importados por Moçambique a Portugal. bens e capital. distribuídos pelos seus EMs que apresentam características distintas. Trailers e semirreboques. nomeadamente ao nível de bens de consumo e agroindustrial. Geradores. aço ou alumínio (US$ 14 milhões). Em termos de setores relevantes na região. com objetivos ambiciosos a médio prazo . alumínio (4%). são de destacar: Com o objetivo de melhorar a comunidade económica regional e desenvolver as infraestruturas de transportes e comunicações. Materiais de construção. Produtos da indústria química. como da preferência dos consumidores. Embarcações. Estruturas e peças de ferro. a livre circulação de pessoas.3% do PIB da SADC. Equipamentos de aquecimento e refrigeração.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Os produtos portugueses mais exportados para Moçambique em 2012 foram as máquinas e equipamentos para empreitadas de engenharia e construção e civil (US$ 21 milhões). pelo que se torna necessária a especialização da cadeia de valor dos Ems. canos e mangueiras de plásticos. Equipamento de telecomunicação. que totalizaram US$ 312 milhões identificamos de seguida. painéis. Outras máquinas e aparelhos para as indústrias. aço. Componentes para máquinas de energia elétrica. Bebidas alcoólicas. Barras de ferro e aço. a intensificação das trocas comerciais é um dos seus objetivos. Máquinas agrícolas e peças. os 25 principais produtos que representam 63% das importações. foi implementado pela SADC um programa que visa a liberalização do comércio. Note-se que 50% das importações moçambicanas são relativas a energia (gasóleo e energia elétrica) e automóveis.

os 50 principais produtos que representam 55% das importações. Óleos de petróleo ou de minerais betuminosos > óleo de 70%. conservados. Aparelho para circuitos elétricos. barras. preparados. comestíveis. Minérios de cobre. Fonte: UNCTADStat. Mobiliário e peças. Aparelhos de medição. Equipamento de telecomunicação. perfis e seções. Aparelho para circuitos elétricos. Motores de pistão de combustão interna e peças. petróleo bruto. Produtos diversos da indústria química. Máquinas e aparelhos elétricos. Veículos a motor para transporte de mercadorias. Equipamentos domésticos elétricos. Cobre. por ordem decrescente. Elementos químicos inorgânicos. cubas. dados 2012 17 Quanto às importações da SADC a Portugal. Peças e acessórios dos veículos. Arroz. Aparelhos para canalizações. Componentes para máquinas de energia elétrica. Metais comuns. alumínio. Bebidas alcoólicas.908 milhões: Bebidas alcoólicas. Materiais de construção. produtos alimentares. Aeronaves e equipamentos associados. e a negrito os produtos que poderão representar oportunidades de exportação para as empresas portuguesas: Óleos brutos de petróleo. Fertilizantes. é de destacar o seu grau de diversificação que compreende maquinaria e equipamentos de transporte. Outras máquinas e aparelhos para as indústrias particulares. aço. outros. óxidos e sais de halogéneo. Mobiliário e peças. Óleos. Artigos plásticos. apenas Portugal e o Brasil têm representatividade significativa (que resulta. A África do Sul surge como o principal mercado de destino das exportações brasileiras para a SADC (54%). Calçado. acessórios para máquinas. Nas trocas comerciais entre a SADC e os países da CPLP. Estruturas e peças de ferro. Papel e cartão. Medicamentos (incluindo medicamentos veterinários). o baixo preço. Embarcações. tabuleiro. tendo como fator competitivo. Bombas compressoras de gás e ventiladores. O Brasil exporta para a SADC. caldeiras.171 milhões. maioritariamente. óleos de petróleo. Peças e acessórios de veículos. pedras preciosas e semipreciosas. Equipamento para distribuição de energia elétrica. Geradores. identificamos de seguida. Maquinas para a construção civil. Equipamento e componentes mecânicas. Máquinas e aparelhos elétricos. refinado. painéis. . através de uma política de apoio ao desenvolvimento obtendo como contrapartida recursos naturais). Metais comuns. Sabonetes. Medicamentos (incluindo medicamentos veterinários). identificamos de seguida. sendo também de destacar a exportação de maquinaria e equipamento de transporte. Fonte: UNCTADStat. refinado. tabuleiro. equipamentos de telecomunicação e máquinas para a construção civil. Os produtos mais importados pela SADC são os óleos brutos. os 25 principais produtos que representam 55% das importações do bloco. Barras de ferro e aço. no montante de cerca de US$ 119.279 milhões. alumínio. e Materiais de construção. Os mercados de maior relevância são a China (em resultado da sua incremental presença em África. Máquinas de processamento de dados. tabacos e produtos químicos. Barras de ferro e aço. Equipamentos de aquecimento e refrigeração. Bebidas não alcoólicas. Outras máquinas e aparelhos para as indústrias particulares. veículos automóveis para transporte de pessoas. Máquinas e ferramentas. mas também bens e outros produtos manufaturados. Trigo e centeio em grão. no valor total de US$ 5. Equipamento mecânico manuseio. Alumínio. Artigos plásticos. Tubos e perfis ocos de ferro e aço. seguido de Angola (35%).893 milhões. painéis. Pneus de borracha e câmaras-de-ar. absorvendo aproximadamente 87% destas. por ordem decrescente. perfis e seções. no total de US$ 216. Equipamento para distribuição de energia elétrica. Do total dos produtos importados pela SADC. Automóveis. Geradores. reservatórios. análise e controle. Estruturas e peças de ferro. Veículos automóveis para transporte de pessoas. Gorduras vegetais e óleos. também. Veículos a motor para transporte de mercadorias.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Nas exportações da SADC o petróleo tem um peso significativo. materiais em bruto. Turbinas a vapor e componentes. Refira-se que a China surge como concorrente de alguns produtos que formam a base industrial portuguesa. Carne. cantoneiras. produtos agroalimentares. Outras carnes e miudezas comestíveis. Papel e cartão. produtos de limpeza e de polimento. aço. Gorduras vegetais e óleos e refinado. Material para impressão. Pérolas. Maquinas para a construção civil. Equipamentos de aquecimento e refrigeração. Peças. dados 2012 Do total dos produtos importados pela SADC a Portugal. cantoneiras. miudezas. O principal destino das exportações portuguesas na SADC é Angola. do facto de SADC incluir as duas maiores economias Africanas dos EMs da CPLP). no montante de US$ 2. óleos de xistos.

700 para US$ 10.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP A experiência brasileira na região é um fator que deverá ser analisado com maior detalhe. dados 2012 18 . Aparelho para circuitos elétricos. as importações do Brasil são mais diversificadas. Equipamentos de aquecimento e refrigeração. e Eletricidade disponível deverá aumentar mais de 29 000 megawatts até 2030. também Portugal e o Brasil se destacam. Peças e acessórios dos veículos. no montante de US$ 54. Papel e cartão.876 milhões de US$ para 6. tabuleiro. Veículos para transporte de pessoas. Medicamentos (incluindo medicamentos veterinários). Maquinas para a construção civil.800 milhões de US$. ii) bens manufaturados. Bombas. dado o nível de penetração alcançado fora dos países africanos que são EM’s da CPLP. por via das relações com África do Sul. Óleos de petróleo ou de minerais betuminosos > óleo de 70%.8 mil milhões em 2012. em parte. das quais se destaca a sua estrutura portuária. Equipamento mecânico e componentes. de respetivamente 3. Para o efeito. denotando igualmente crescimentos globais relevantes entre 2008 e 2012. Do total dos produtos importados pela África do Sul aos seus parceiros comerciais. Calçado. O Governo assenta a sua estratégia global de crescimento e desenvolvimento em 4 pilares fundamentais: i) a melhoria do bem-estar da população. painéis. materiais em bruto. ultrapassada. Peças e acessórios para máquinas. no valor de US$ 124. por ordem decrescente. incluindo-se i) produtos químicos e relacionados. O dinamismo económico da África do Sul deve-se. à relevância do setor mineiro (o qual contribuiu para 10% do PIB).093 milhões. identificamos de seguida. Veículos a motor para transporte de mercadorias. com o investimento fixo do setor público a aumentar cerca de 10% até 2030. ii) redução dos custos associados à realização de negócios. a África do Sul definiu. e iii) combustíveis minerais (85%). por um lado.245 milhões. Turbinas a vapor e componentes. Fertilizantes. África do Sul A África do Sul é a principal economia da SADC. Após a recessão ocorrida em 2009. Aparelhos de medição. e Arroz Fonte: UNCTADStat. responsável por 59% do PIB. os 25 principais produtos que representam 43% das importações. Nível de formação bruta de capital fixo a crescer de 17% para 30%. Aumento da capacidade portuária do porto de Durban (principal infraestrutura portuária do país) de 3 milhões de contentores/ano para 20 milhões em 2040. Outras máquinas e aparelhos para as indústrias. Equipamento de telecomunicação. e por outro à capacidade de gerar riqueza no setor agrícola e de serviços. e iv) na criação de mais emprego.500 (2010-2030). e a negrito os produtos que poderão representar oportunidades de exportação para as empresas portuguesas: Óleos brutos de petróleo. Aeronaves e equipamentos associados. nomeadamente turismo. análise e controle. um conjunto de medidas e objetivos futuros:      Aumento do PIB per capita de US$ 4. pela melhoria da conjuntura externa e por um conjunto de políticas governamentais expansionistas (que fomentaram a recuperação da procura interna) a economia Sul-africana retomou o crescimento embora a níveis inferiores. iii) aumento das exportações. Comércio da África do Sul com os países vizinhos deverá aumentar de 15% para 30% até 2030. e representando 34% do PIB da África Subsariana (valor revisto em baixa após a atualização da metodologia de cálculo do PIB da Nigéria para o ano de 2013). Tendo Portugal sido o principal importador com cerca de US$ 5. compressores de gás e ventiladores. Produtos diversos da indústria química. Pneus de borracha e câmaras-de-ar. Portugal importa quase exclusivamente petróleo (93%). Máquinas e aparelhos elétricos. Máquinas de processamento de dados. É um país com uma razoável rede de infraestruturas. Já no domínio das exportações da SADC para a CPLP.

Importa realçar oportunidades identificadas no setor energético. O país dispõe de muitas possibilidades em termos de irrigação. e em segundo lugar pelo Brasil. Acresce que apenas 10% da área agrícola moçambicana (48 milhões de hectares) encontra-se por explorar. ou do desenvolvimento de um hub logístico na região). ou iii) exploração turística.81%). bens manufaturados (23%) e maquinaria e equipamentos de transporte (17%). em particular os corredores de desenvolvimento. apenas 0. e pelo estimado dinamismo da economia (através da expansão do setor de extração de recursos.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP As principais importações referem-se. sendo estas maioritariamente asseguradas por Angola. os EUA e o Japão. assentes na proximidade geográfica ao “líder de bloco” da SADC. representando em 2012. o que criarão novas oportunidades na construção de infraestruturas. possuindo grandes bacias hidrográficas que poderão ser aproveitadas para o desenvolvimento da agrícola. maioritariamente. Conclusões Globais Face ao que foi sobredito. ii) desenvolvimento de serviços e equipamentos associados ao cluster da indústria extrativa. Oportunidades a explorar foram identificadas no i) desenvolvimento de tecnologia agroindustrial. combate a doenças tropicais e melhoria das condições da sua população O crescimento da economia alavancada pela integração regional e a necessidade dos países sem acesso marítimo utilizarem as infraestruturas moçambicanas para o seu comércio e exportações. poderá potenciar moçambique enquanto hub logístico de ligação entre estes. do dinamismo do setor turístico. dada a sua significativa expansão se encontrar contemplado nos objetivos do Governo. de gasodutos e de áreas de apoio associadas. veículos para transporte de pessoas e equipamentos de telecomunicações. o crescimento económico poderá potenciar o rendimento per capita da sua população. a Índia e a região asiática. e ao nível de infraestruturas. As importações da África do Sul aos países da CPLP não são representativas (4.13% das importações. Portugal tem uma dimensão reduzida. que ganhará novos consumidores e aumentará o consumo interno. sendo o 4º país com maior população da SADC. Quanto a exportações da África do Sul estas compreendem matérias-primas (excetuando combustíveis – 26%). A intenção do governo de África do Sul de aumentar a estrutura industrial do país irá criar novas necessidades energéticas que poderão ser supridas por Moçambique. existem relevantes oportunidades de negócio em Moçambique. Sendo igualmente previsível um aumento do investimento nas infraestruturas básicas para acesso a água potável. representando 25% das importações. Há um conjunto de elementos a ponderar na abordagem ao mercado que podemos sintetizar no seguinte quadro: 19 . a África do Sul. as reservas de carvão e a hidroeletricidade poderão potenciar Moçambique enquanto fornecedor energético da região e aumentar a ligação com os países vizinhos. de redes elétricas. Os principais destinatários são países industrializados como a China. tendo presente a possibilidade do país se tornar um hub para a África Austral. óleos brutos de petróleo. A forte integração regional associada ao início de exploração do gás natural. a maquinaria e equipamento de transporte. Por último.

o nível de segurança e a cultura local. que potenciam o turismo  Boa cobertura geográfica dos aeroportos locais  Localização geostratégica para a Ásia – acesso aos portos do Índico por EMs da SADC Oportunidades  Elevada percentagem de abandono escolar e falta de mão-de-obra qualificada  Dificuldade na obtenção de crédito  Baixos níveis de rendimentos  Várias infraestruturas em estado debilitado  Exportações dependentes de três setores de atividade – produção e comércio de alumínio. no turismo com maior oferta por parte de operadores / nações geograficamente próximas com setores turísticos mais desenvolvidos)  Nível de saneamento básico e a falta de acesso a cuidados básicos de saúde contribui para a propagação de doenças 20 . educação. bens. a paisagem. saneamento. gás liquefeito e eletricidade  Acesso limitado a eletricidade  Vários distritos com limitado acesso a instituições financeiras S W O T  Grande potencial de crescimento. capital e infraestruturas  Os programas de apoio de organismos internacionais (FMI) e acordos de cooperação estabelecidos (EU. pela SADC. de programa que visa a liberalização do comércio. educação e dos produtos de consumo intermédio Ameaças  Atraso no início da exploração de blocos de GPL e reservas de carvão  O elevado nível de concorrência internacional em alguns setores específicos (ex. a hospitalidade. EUA e Portugal)  Fundo Fiduciário EU-África para as Infraestruturas  Atual solidez do sistema bancário moçambicano. o clima. saúde. transportes (porto e aeroporto) e comunicação  Potencial privatização da TDM  Grandes projetos de investimento previstos em infraestruturas (elevada concentração no setor energético)  Plano estratégico de desenvolvimento regional (20122015)  Crescimento potencial do setor da construção civil.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Forças Fraquezas  Português é a língua oficial de Moçambique  Dimensão da ZEE oceânica  Portugal é um parceiro económico potencial ao nível de bens agrícolas  Perspetiva do início de exploração de gás natural  Elevadas reservas de gás natural descobertas na bacia oceânica do norte do país  Abertura ao investimento externo  As previsões de retoma da atividade económica nos próximos anos  Papel crescente do IDE ao nível da consolidação orçamental  Fortalecimento de Maputo enquanto centro financeiro robusto e credível  Grandes extensões de terreno arável com condições agrícolas  Outros fatores como as praias. apoiado na tendência de crescimento económico registada nos últimos anos  A implementação. com forte presença de bancos internacionais  Desenvolvimento de infraestruturas (habitação. livre circulação de pessoas.

Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP 1.SADC Enquadramento regional. político e económico 21 .

Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP 1. Principais objetivos e aspirações da SADC.1 A Comunidade para o Desenvolvimento de África Austral (“SADC”) é uma organização de âmbito regional. Efetivamente os EMs da SADC apresentam. Botsuana.sadc. Figura 1 . A fundação da SADC teve como objetivo principal a coordenação de projetos estruturantes para a região. com exceção da República Democrática do Congo e do Botsuana 1 www. criada a 1 de abril de 1980 – constituída por Angola. Tanzânia. no âmbito da Conferência para a Coordenação do Desenvolvimento da África Austral (“SADCC”).int 22 . durante a Cimeira de Windhoek (Namíbia). Lesoto.1.1. e de uma boa governação.1. em média. político e económico 1. menor risco. os países da SADC são os que apresentam. SADC. alvejando o desenvolvimento económico dos Estados Membros (“EMs”). a segurança. um risco por país comparativamente menor do que a generalidade dos demais Estados do continente Africano.Risco dos países da SADC 2013 Dentro do contexto africano. regra geral. Moçambique. paz duradoura e segurança. A SADCC. a solidariedade regional e a luta contra o apartheid. O Tratado da SADC serve de base jurídica e de quadro regulatório para a realização da missão da SADC na promoção de um crescimento económico sustentável e equitativo. visando atingir um desenvolvimento socioeconómico sustentável e justo através de sistemas produtivos eficientes. Suazilândia. A 17 de agosto de 1992. o tratado que viria a transformar a “SADCC” em SADC – Comunidade de Desenvolvimento da África Austral. Zâmbia e Zimbabué – orientou-se sobre a cooperação em temas como a independência política. Maláui. Caracterização da comunidade 1. permitindo que a região se assuma como competitiva e eficaz nas suas relações económicas internacionais. Enquadramento regional. os Chefes de Estado e Governos da SADCC assinaram. criada a 17 de agosto de 1992. cooperação e integração aprofundada.

Principais etapas na criação da SADC 23 .Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Abaixo elencam-se as principais etapas históricas que se encontram na origem e desenvolvimento da SADCC/SADC. Figura 2 .

Seicheles. Tanzânia. Zâmbia e Zimbabué.2. Lesoto. bem como apoiar os socialmente desfavorecidos. Suazilândia. informação.  Promover e otimizar o emprego produtivo e a utilização dos recursos da região. Tanzânia. Maláui. Os Estados Membros da SADC Atualmente a SADC conta com 15 EMs: África do Sul.  Política. Moçambique. Lesoto. Seicheles. Angola. ciência e tecnologia. Missão e objetivos da SADC:  Desenvolver valores políticos comuns. Zâmbia e Zimbabué.  Conseguir a utilização sustentável dos recursos naturais e a proteção efetiva do meio ambiente. Suazilândia. Maurícias. diplomacia. África do Sul.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP 1.  Desenvolvimento de recursos humanos. com o objetivo final da sua erradicação.  Promover o desenvolvimento autossustentado na base da autossuficiência coletiva.  Bem-estar social. através da integração regional. que garantam o alívio da pobreza. Moçambique.  Reforçar e consolidar as afinidades e laços históricos. Maláui. Botsuana. Namíbia. Áreas de cooperação:  Segurança alimentar. República Democrática do Congo.1.  Recursos naturais e meio ambiente. Maurícias. paz e segurança. Madagáscar. 24 . comércio.  Conseguir a complementaridade entre as estratégias e os programas nacionais e regionais. sistemas e instituições. Namíbia. República Democrática do Congo. e da interdependência entre os EMs. SADC Angola. Botsuana.  Promover o crescimento económico e o desenvolvimento socioeconómico sustentáveis e equitativos. relações internacionais.  Promover e defender a paz e segurança. cultura e desporto. Madagáscar.  Indústria. infraestruturas e finanças.  Serviços. sociais e culturais desde há muito existentes entre os povos da região.  Melhorar o padrão e a qualidade de vida dos povos da África Austral. terras e agricultura.

5. Tanzânia. 2. a breve prazo. a SADC introduziu medidas que visam: 1. A integração do mercado de mercadorias e serviços e facilitação do crescimento. Aumento dos níveis de investimento intra-SADC e do investimento direto estrangeiro (“IDE”) e o reforço da competitividade produtiva. fazendo já parte do Protocolo de Comércio desde 1996) O grande objetivo nesta área está intimamente ligado à implementação e à concretização da Zona de Comércio Livre (“ZCL”). Tem ainda como objetivo a definição das regras de origem da SADC e a redução de outras barreiras ao comércio intrarregião. Zimbabué (estando em via de concretização a entrada dos países que ainda não aderiram ao Protocolo de Comércio . visando harmonizar os procedimentos comerciais e burocráticos existentes ao nível da SADC. e pela cooperação regional noutros setores. 3. e é composto por Secretários Permanentes responsáveis pelo Comércio. reduzindose assim a burocracia nas fronteiras e estabelecendo-se um regime para dinamizar a circulação de mercadorias na região. República Democrática do Congo e Seicheles).Integração do mercado de mercadorias e serviços e facilitação do crescimento. e como forma de agilizar o processo de integração. Namíbia. O Protocolo vincula os EMs à eliminação das taxas existentes aquando da troca de produtos e serviços. Concretização de uma maior cooperação monetária e correspondente concretização da convergência macroeconómica. Madagáscar. Mecanismos de integração e prioridades no desenvolvimento da SADC2 Através do Plano Estratégico Indicativo de Desenvolvimento Regional (“RISDP”). bem como o Fórum de Negociação de Comércio.Angola. 4. desenvolvimento e liberalização do comércio. Estão ainda incluídas na ZCL medidas dirigidas à facilitação do comércio. à ZCL (que integra 12 EMs. bens e serviços transfronteiriços. os EM eliminaram taxas e outras barreiras tarifárias e não tarifárias.1. Supervisiona a implementação do Protocolo do Comércio. O processo teve início em 2008. Protocolo de Comércio SADC O Protocolo de Comércio é a base legal da ZCL . desenvolvimento e liberalização do comércio Angola poderá aderir. Superintende o Comité de Funcionários Seniores e os subcomités. com adesão imediata de 12 dos 15 EMs: África do Sul. que visa a liberalização das trocas comerciais entre os EMs. Finanças e Infraestruturas.  Fórum de Negociação de Comércio: O Fórum é responsável pelas negociações do comércio da SADC.3.foi assinado em 1996 e encontra-se em vigor desde 2000. Maláui.  Comité de Funcionários Seniores: Atua como um órgão técnico de consulta. Participação eficaz e cumprimento dos acordos internacionais . Lesoto. Zâmbia. com a harmonização dos títulos de transporte de mercadorias. Desenvolvimento e fortalecimento dos mercados financeiros e de capitais. foram definidos quatro setores principais para impulsionar a integração regional e desta forma fomentar o crescimento e desenvolvimento económico da região: Indústria. Implementação da Zona de Comércio Livre da SADC Ao abrigo da ZCL. facilitando assim o movimento de capitais. Ao abrigo do Protocolo do Comércio foram estabelecidas as seguintes instituições:  Comité de Ministros responsáveis pelo Comércio: Responsável pela implementação do Protocolo. Botsuana. Desenvolvimento industrial competitivo e diversificado e atração de investimento. 2 Plano Estratégico Indicativo de Desenvolvimento Regional 25 . pela liberalização comercial. 1 . Maurícias. Moçambique.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP 1. Simultaneamente. 6. Suazilândia. Comércio. a título exemplificativo. como sucede.

Os países de rendimento médio. a liberalização das tarifas na região foi efetuada progressivamente. previsto para o período após 25 de setembro de 2000. Lesoto. de forma igualitária.a África do Sul.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Eliminação das Tarifas no Comércio Regional Ao abrigo do protocolo de Comércio da SADC. Normalização (liberalização gradual pelas Maurícias e pelo Zimbabué) .  Representam 15 % (ou menos) das tarifas.as tarifas são reduzidas.as tarifas são reduzidas. No entanto. reduziram gradualmente as suas taxas no período compreendido entre os anos de 2000 e 2008. a partir da data de implementação. Estão incluídas nesta categoria. Namíbia e Suazilândia) eliminaram grande parte das taxas no ano 2000. Atraso (liberalização gradual por MMTZ) . Todas as mercadorias são classificadas em quatro categorias tarifárias: A. nos países menos desenvolvidos. Categoria B  Liberalização gradual   Categoria C Mercadorias sensíveis Categoria E Lista de exclusão Adiantamento (liberalização gradual) . os EMs mais desenvolvidos reduziram as tarifas para níveis mais baixos . 26 .º ano. Esta categoria compreende um número reduzido de mercadorias (como. em conjunto com outros países (Botsuana. desde o 1. como Moçambique e Zâmbia. Em geral. as mercadorias de elevada importância económica para os EMs:  A redução tarifária tem início apenas após o período de 8 anos. de forma igualitária. C e E . as reduções tarifárias foram introduzidas apenas entre 2007 e 2008. nomeadamente.as tarifas são reduzidas. armas de fogo). nomeadamente as Maurícias. cumpridas as exigências de ratificação do tratado. de forma igualitária. Categoria A Liberalização imediata Todas as tarifas são eliminadas.º até ao 8. desde o 6º até ao 8º ano. desde o 4º até ao 8º ano. B.

As Mecanismo de Cumprimento e Monitorização do Comércio restantes tarifas serão. o Subcomité de Cooperação 3 Aduaneira desenvolveu e implementou um documento único . mais recentemente. O principal objetivo da criação de uma ZFC é o de estimular as trocas comerciais e de fomentar o desenvolvimento regional. consumidores não pagam taxas de importação em aproximadamente 85% Encontra-se previsto o (potencial) estabelecimento de um nos bens de primeira necessidade.SADC-CD . 27 . perspetiva-se a criação de uma zona franca de desenvolvimento da Lusofonia que integrará as províncias de Huíla. igualmente. Por um lado. argumenta-se que os países se fecham na produção e exportação de um limitado número de produtos. Disponível em http://www. ficando igualmente dependentes da importação de um conjunto relevante de produtos e serviços. localizado na província de Maputo e. cumpre ainda fazer referência à Zona Franca de Comércio (“ZFC”). ambos localizados no distrito de Nacala. “desonerando” os produtos e tornando-os mais acessíveis às populações. Na SADC são de destacar as seguintes ZFCs (que podem ter especial interesse para potenciais investidores):  Na região do Sul de Angola no Lubango. nos quais detêm vantagens comparativas.Oportunidade ou Ameaça ao desenvolvimento? São vários os argumentos a favor e contra a adoção de práticas regionais de comércio livre. Portal do Governo Moçambicano.manica-africa. (MCM).pdf Agência Angola Press. Monitorização de implementação A Direção de Comércio. o livre comércio aumenta o nível global de produção. o comércio e o desenvolvimento económico. uma zona geográfica delimitada dentro de um país onde dão entrada mercadorias nacionais ou estrangeiras. Por outro lado. não promovendo a inovação e desenvolvimento de outros setores e a diversificação económica interna. da Indústria.com/UserFiles/File/01a%20-%20TMS%20Traders%20Manual. onde se prevê que operem os empresários destas províncias e os da Lusofonia com o objetivo de estreitar laços de investimento. 2013. Acresce ainda que a redução mútua de tarifas potencia. potenciando as estratégias de redução da pobreza nos países menos desenvolvidos. consistindo num formulário de declaração única que substituiu várias declarações aduaneiras concebidas para diferentes regimes . das Finanças e do Investimento do Secretariado da SADC monitoriza as operações da ZCL ao nível regional. Zona Franca de Comércio (ZFC) Acordos de Comércio Livre . as Zonas Francas de Locone e Minheuene. embora a implementação Desde o estabelecimento da ZCL. No entanto. que produtores e EMs. ou nalguns casos mesmo de isenção. é sabido que a dependência económica contribui para reduzir a probabilidade de conflitos regionais entre países. Resolução de disputas na ZCL A resolução de disputas entre os EM é regulada no Anexo VI do Protocolo de Comércio (baseado no Entendimento da OMC sobre o assunto).  Em Moçambique foi criada uma zona franca industrial denominada Parque Industrial de Beluluane. beneficiando as mesmas de tarifas alfandegárias reduzidas. em efetiva esteja dependente das estruturas desenvolvidas nos janeiro de 2008. permitindo a especialização entre os países que dedicam recursos e esforços para a produção de bens e serviços específicos. consequentemente. e. 3 4 4 No âmbito tarifário da SADC. tendo como objetivo incrementar consideravelmente o eliminadas até 2015 comércio na região. na sua maioria.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Cooperação aduaneira e facilitação do comércio No sentido de reduzir dificuldades de cariz burocrático nas barreiras aduaneiras. Namibe e Cunene.

Compensação e Liquidação Facilitada. são consideradas como originárias da região da SADC.  Adoção de um quadro regional de política mineira da SADC.  Operacionalização do Sistema de Pagamento. 28 . "Regra suficientemente trabalhados ou processados": a transformação de um produto num produto diferente. tendo sido desenvolvido um quadro para cotações duplas e cruzadas das bolsas de valores regionais.  Implementação de uma estratégia de cadeia de valores da indústria para os setores prioritários. deve satisfazer um dos critérios das regras de origem da SADC: Regra "totalmente produzidos/obtidos": As mercadorias produzidas ou manufaturadas num EM utilizando materiais da região. estas regras servem para possibilitar o tratamento pautal preferencial de mercadorias comercializadas entre os EMs da SADC (caso estas tenham origem nos EMs da região). 2 . foram fixados em 2013 os seguintes objetivos:  Adoção de mecanismos que aumentem os níveis da cooperação monetária regional. 4 . o Maláui. o mesmo deverá ser submetido ao " teste de importação limitada" (critérios de conteúdo de importação ou de adição de valor) ou ao "teste de classificação pautal do SH" (regra de mudança da posição pautal). Por forma a aferir se um produto foi ou não suficientemente trabalhado ou processado. a África do Sul e a Tanzânia – mantêm mecanismos de câmbio liberalizados. entre os quais se destacam:  Harmonização dos quadros reguladores no domínio da exploração mineira.Concretização de uma maior cooperação monetária e correspondente concretização da convergência macroeconómica No plano estratégico de desenvolvimento regional. bem como um plano de reforço da competitividade e diversificação do setor industrial.Desenvolvimento e fortalecimento dos mercados financeiro e de capitais Nesta área. Para que um produto qualifique como originário de um EM.Desenvolvimento industrial competitivo e diversificado e atração de investimento No setor industrial. tendo em vista a concretização de vários objetivos. No âmbito deste quadro de cooperação. e  Desenvolvimento do Quadro Administrativo e Jurídico Institucional Facilitado. 3. a SADC implementou uma nova política e estratégia de desenvolvimento industrial regional. Para que um produto beneficie da isenção num EM. bem como um modelo de interligação das bolsas de valores com o objetivo de assegurar a eficiência e estabilidade do mercado financeiro e de capitais. tendo já os EMs constituído um comité de governadores de bancos centrais da SADC.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Regras de “origem” na SADC: As regras de “origem” são instrumentos importantes no processo de integração regional. tendo sido já desenvolvido o respetivo plano de implementação. torna-se necessária a apresentação de evidência documental no posto aduaneiro fronteiriço. quatro países – a República Democrática do Congo. Determinando a origem dos bens transacionados. a coordenação e a harmonização das políticas monetárias foi reconhecida como essencial para o aumento dos índices de integração económica regional.

em 2010. bem como facilitar a interação com os PTAs dos vários EMs. as Maurícias.Aumento dos níveis de investimento intra-SADC e do IDE. Foi ainda desenvolvido. Encontra-se atualmente a ser desenvolvido pelo Secretariado da SADC. a África do Sul. uma das regiões menos competitivas do mundo. bem como o reforço da competitividade produtiva Em 2010. através de Acordos Preferenciais de Comércio (“PTA” – Preferential Trade Agreements). entende o World Economic Forum que o continente Africano é. em 2008. um portal de investimento para a região da SADC que tem uma informação prospetiva dos investimentos a realizar durante no âmbito do plano de investimento regional. com o objetivo de regular. tendo sido também desenvolvido um modelo de tratado bilateral de investimento na SADC. Este portal irá sensibilizar potenciais investidores quanto ao clima e às oportunidades em aberto na SADC. Em resultado desta implementação. Aliás. tecnológicos e infraestruturais. de forma eficaz. os EMs concordaram em desenvolver diretrizes para implementação dos BITs. ao ter procedido à análise da competitividade de 148 economias. Cumpre referir que em janeiro de 2011 foi inaugurado o fórum de PTA da SADC. o Lesoto. o relatório de 2013 do World Economic Forum. a Namíbia. o investimento estrangeiro nas suas economias. um modelo Tratado Bilateral de Investimento (“BIT”) para a SADC. com base em 12 pilares de avaliação. 29 . fiscais. sociais. através da colaboração com o Instituto Internacional para o Desenvolvimento Sustentável. Assim. atendendo aos fatores em avaliação. foi lançado um programa para promoção do investimento da região. e o Zimbabué concretizaram as metas de inflação inseridas no programa de convergência macroeconómica de 2012. todos os EMs da SADC conseguiram alcançar um défice inferior a 5% do PIB. 5 . por outro lado.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP De notar que o memorando de entendimento de convergência macroeconómica celebrado pelos EMs tem como principal objetivo o estabelecimento de um conjunto de critérios orçamentais que contribuam para a diminuição dos défices fiscais e das dívidas públicas dos EMs. Cumpre ainda notar que 13 EM atingiram uma dívida pública inferior a 60% do PIB (com exceção da República Democrática do Congo e do Zimbabué). que teve por objetivo promover o diálogo e desenvolver estratégias com a vista a melhorar o clima de investimentos na região. e criadas diretrizes para a concessão de isenções fiscais. entendeu que o mercado no qual a SADC se encontra inserido é pouco competitivo. A necessidade de coordenação das políticas e das atividades de promoção do investimento é necessária para facilitar o aumento de investimento na região. populacionais. No âmbito de uma avaliação macro da competitividade regional. dentre os quais fatores económicos.

Apesar de ainda não estar em vigor. não reflete o valor de investimentos que estes países têm captado nos últimos anos.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Figura 3 – Índice Global de Competitividade 2013 Fonte: Fórum Económico Mundial Porém. como adiante é demonstrado . Em junho de 2010. Assim.Participação eficaz e cumprimento com os acordos internacionais Atualmente. que se encontram em processo de adesão). os EMs da SADC pertencentes à OMC estão adstritos ao regime jurídico estabelecido por esta organização. é intenção da SADC que as negociações sobre serviços e investimentos estejam concluídas até 2014. 6. A análise em conjunto de outros fatores que não económicos. 14 dos EMs da SADC são também membros da Organização Mundial de Comércio (“OMC”) (com a exceção das Seicheles. 30 . os responsáveis da SADC adotaram uma estratégia com vista a concluir um PTA que abrange mercadorias. uma análise circunscrita aos fatores económicos poderá determinar uma diferente conclusão.

317 4.9% 20.124 Elevado 8 Moçambique 801. calculado pela ONU/PNUD.724.7% 14.032 11.906. O fraco desempenho económico mundial provocou uma diminuição na procura global.313 100% 649.5 87. Tabela 1 .8% 14.189.545 0.885 5 7 2.4% 3. Dado que o PIB per capita não leva em conta níveis de educação e de saúde como dimensões mais próximas do desenvolvimento social.0 51.344.246. fortemente dependente da procura de matérias-primas. que já mostrava sinais claros de recuperação dos efeitos da crise financeira internacional.293.5 15. foi largamente influenciado pela desaceleração da economia global.492 8. Acresce que o nível de complementaridade das economias é limitado.203.3 2.107 16.758 Muito Elevado 124 Suazilândia 17.469 Baixo 93 Zimbabué 390.6 25.2.197 5.249 609 Baixo 98 Zâmbia 752.7% 28.003.259. A SADC enquanto comunidade económica O desempenho económico da região da SADC nos últimos 5 anos.8% 12.508 Médio 74 Angola 1. como geografia do país. Congo 2.0 22.985 0.291.075. mais precisamente das economias avançadas e das economias emergentes.5% 10.Caracterização dos países membros da SADC País Extensão Territorial (milhares de 2 km ) 5 População População (% s/ total região) PIB (milhões de US$) PIB per capita Nível de IDH 6 Índice de Liberdade Económica (Ranking Mundial 2013) África do Sul 1.448 1. Mesmo estando geograficamente ligados e tendo projetos comuns.5 285.193 Baixo 155 Madagáscar 587.870 272 Baixo 171 Seicheles 0.456 0.807 5. 7 PIB per capita da região = PIB / População Total 6 31 .044 Médio 104 Tanzânia 945.854.306 17.7 20.230.411 7.975 447 Baixo 73 Maláui 108.9 65.785 0.910 0.668 Médio 84 R.820.8% 9.6% 4.221.3% 114.6 14.275 Dados de 2012 Dados de 2012.588 579 Baixo 123 Namíbia 824. Os resultados do IDH variam entre zero (na ausência completa de bem-estar social) e um (pleno desenvolvimento humano).393 0.313 7.485 Baixo 158 Botsuana 581. comprometendo o ritmo de crescimento da economia da região da SADC.7 2.0% 1. considerou-se o índice de Desenvolvimento Humano (IDH).8 13.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP 1.0% 17.395 8.783.8% 10.914 7.814 788 Baixo 175 Região SADC 9.525 7.0 1.483 5.264 268 Baixo 118 Maurícias 2. população e níveis de produção.191 Médio 30 Lesoto 30. as economias dos EM da SADC apresentam características distintas em muitos aspetos.D.705.093 23.678 1.747 3.7% 2.1 47.4 1.4 2.626.051.9% 384.099 4.

85%) e na Suazilândia (21.14% 1. Economicamente. a região é dominada pela África do Sul – que representa quase 60% do PIB da região –. é também o que tem mais habitantes (65.00% -0.5% vivem em centros urbanos.5 km das Seicheles e 2.51% 8. que representa quase 18%.01%. além de ser o país com maior extensão territorial. o FMI prevê uma expansão de 3. no entanto.e. Madagáscar. Os países que mais cresceram nos últimos 5 anos (2008-2012). Com um crescimento de 2.32%) e República Democrática do Congo (7. As receitas deste recurso natural representam quase ¾ do PIB do país. em Angola 59. Os menores índices de urbanização verificam-se no Maláui (15. representando 23% do total da população da região. e nas Seicheles 54. e para 2014. Zâmbia e Zimbabué).91% 7.344. e na criação de condições de maior atratividade ao investidor externo.06% 9. a grande maioria dos países da SADC viram a sua posição no ranking do Índice Global de Competitividade do World Economic Forum cair entre 2008 e 2013.00% 25.7 milhões).$2. que o grau de urbanização difere entre os diversos países que constituem a região.25%). A economia da África do Sul. Desse total. a população urbana representa 62. a segunda maior economia da SADC. 32 . exceção para as Maurícias (que passou de 57º para 45º).40%).9 km da República Democrática do Congo. para 2013.275 USD . os principais impulsionadores do PIB da SADC em 2012. % anual.00% 11.69% 9. a economia Sul-Africana desacelerou face ao ano anterior (3. resultado dos esforços da agência de promoção de investimento – Enterprise Mauritius – na desburocratização do país.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP 2 2 A extensão territorial dos países membros oscila entre 0. Gráfico 1 – Crescimento médio anual países SADC 2008-2012 Crescimento médio 08-12 (%) 30. platina e diamantes. têm revelado um crescimento significativo. No entanto.92% 6.5%). a Zâmbia e o Zimbabué.01% 1.74% 5. No entanto.4%.10% 20.(i.00% -30.15%).00% -20. Zâmbia (de 112º para 93º. No entanto. Na África do Sul.25%.43% do total.20% 10.00% 8.54% 2.64% 0.23% 10. Moçambique. que. é a maior e mais sofisticada do continente Africano. seguida de Angola. abundante em recursos naturais como o ouro. Estima-se que a população da SADC ultrapasse os 285 milhões de habitantes (dados de 2012). denotando alguma convergência regional. com taxas de crescimento médias do PIB muito próximas dos 7%.71% 10. foram Moçambique (7. 2012) Fonte: Banco Mundial Os países que apresentam um PIB per capita em 2012 abaixo da média da região .3%. Lesoto. foram a Namíbia. no Botsuana 62. Zimbabué (de 133º para 131º) e Suazilândia (em 2009 era 128º e passou para 126º).91%. Angola. Zâmbia (7.00% Crescimento médio 08-12 PIB (crescimento. de 3. Importa salientar. 35.08% -10. República Democrática do Congo. é um país rico em recursos naturais e o maior produtor de petróleo daquela região.5% em 2012.

como o demonstra a correlação deste com o crescimento do PIB (confrontar gráfico seguinte). África do Sul. Namíbia e Tanzânia. A manutenção dos índices de crescimento atuais pode estar em crise. Figura 4 . a curto e a médio prazo. como sucedeu com Angola. que sejam valorizadas pelos investidores externos e que permitam trazer maior competitividade à Economia. não obstante o crescimento registado ao nível do PIB no mesmo período.Estimativas de crescimento do PIB em 2014 33 . caso não sejam adotadas medidas.Relacionamento do crescimento do PIB e variação no índice global de competitividade 20082013 30% Zimbabué Taxa de crescimento média anual do PIB 20082012 25% (20) 20% 15% Namíbia Moçambique Tanzânia A. Gráfico 2 . Moçambique. do Sul Botsuana 10% Lesoto Zâmbia Angola 5% Suazilândia Madagáscar Maláui (15) (10) (5) Seicheles 0% -5% Maurícias 5 10 15 20 Alteração ao Ranking GCI 08-09 e 13-14 Fonte: Cálculos PwC com base nos dados do Fórum Económico Mundial O Lesoto manteve a sua posição no ranking global.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP No entanto o desempenho no índice é particularmente relevante. Os restantes EMs da SADC viram o seu posicionamento no ranking cair.

seguido de perto por Angola (17.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Gráfico 3 . apresenta uma variação de PIB no ano de 2012 elevada.00% 10.00% Zâmbia Zimbabwe R. medida pela dimensão do círculo.000 10. nomeadamente com a COMESA.a África do Sul.000 Swazilândia Lesoto Tanzânia Madagáscar Malawi Moçambique 0. Os países que acompanharam o crescimento de África do Sul em 2012 e que apresentam um valor de crescimento médio elevado do PIB entre 2008 e 2012. 34 . a qual terá como consequência uma aproximação aos níveis de crescimento médio dos países atrás referidos e uma maior influência na economia da região.00% 7.000 Seicheles 12. verifica-se que o desempenho da região é influenciado fundamentalmente por dois países .14%). a taxa de crescimento média dos últimos 5 anos e a sua representatividade regional.00% 2.00% 3. com o PIB mais relevante da região (59.Análise do PIB per capita em 2012 de cada um dos países. Congo 4.00% 9. A SADC tem vindo a realizar um conjunto de iniciativas com outras comunidades regionais que poderão potenciar a integração regional entre os países africanos.000 Maurícias Angola Namíbia 6.00% 5.000 Δ PIB 2012 (US$) África do Sul Botswana 8.000 4. Angola.00% 8. África do Sul poderá aumentar a sua representatividade económica na SADC. têm uma representatividade de PIB reduzida na economia da Região que não influenciará o seu desempenho económico.00% 1.D. Maurícias e Namíbia entre 2008 e 2012.000 2. A manter-se o ritmo de crescimento médio dos últimos anos associado ao valor do PIB anual. Atendendo aos respetivos critérios de análise.00% 6. Namíbia e Maurícias.00% Taxa de crescimento média do PIB 2008-2012 Fonte: Banco Mundial A análise do gráfico supra compara o crescimento do PIB.57%). da taxa de crescimento média do PIB 2008-21012 e do peso do PIB do País no total da SADC 14. apesar de um crescimento médio abaixo de África do Sul.

Estabelecer e promover a cooperação em todas as áreas relacionadas ao comércio entre os Estados-Membros do Acordo Tripartido. têm vindo a negociar um acordo tripartido. Djibuti. Tanzânia e Lesoto. com 26 dos 54 países africanos. Namíbia. um Mercado Comum.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP 1. e. tendo sido criada.1. Madagáscar. que de acordo com a última versão proposta. em 2005 uma União Aduaneira. Criação gradual de uma união de pagamentos baseada na Casa de Compensação da COMESA e a eventual criação de uma união monetária comum com uma moeda comum. o Ruanda. a Comunidade do Leste Africano (EAC) e a Comunidade para o Desenvolvimento Africano Austral (SADC).a Tanzânia e o Uganda. Zimbabué. tendo. Suazilândia. na qual bens e serviços importados de Países não Membros da COMESA passem a estar sujeitos a uma tarifa única em todos os Estados da COMESA. Eliminar todas as barreiras tarifárias e não-tarifárias no comércio de bens. Maláui. Ruanda. Maurícias. A criação de uma união aduaneira. Cômoros. tem como objetivos principais:        Reduzir as tarifas impostas aos produtos originários e comercializados na região. A futura criação de uma vasta área de comércio livre composta por 26 Estados das três regiões económicas resultaria na criação do maior mercado Africano. Quénia. uma união aduaneira. Etiópia. Os principais objetivos desta organização passam. Líbia. O Acordo Tripartido propõe abranger igualmente a harmonização e coordenação de normas industriais e de saúde. Os objetivos da COMESA são amplos e de longo prazo. os Estados membros das três Comunidades Económicas Regionais do Mercado Comum da África Oriental e Austral (COMESA). Reforçar a cooperação no desenvolvimento de infraestruturas. Seicheles. Estabelecer e manter uma estrutura institucional para a implementação e administração da Área de Livre Comércio Tripartido e. eventualmente. o Quénia. Liberalizar o comércio de serviços. * EAC é uma organização intergovernamental regional. Eritreia. Para além destes países existem 5 Estados que figuram na lista de estados observadores desde Angola. Uganda. República do Burundi. no entanto. sido definidas como prioridade de médio prazo a “Promoção da Integração Regional através do Comércio e Investimento. e em 2010. Livre circulação de capital e investimento suportada pela adoção de uma área comum de investimento bem como pela criação de um clima mais favorável ao investimento na região da COMESA. Sudão. facilitar o investimento transfronteiriço e a circulação de empresários. que engloba o Burundi. a promoção da agregação do valor de transformação da região. RDC.” São objetivos da COMESA:      A criação de uma área livre de comércio que garante a livre circulação de bens e serviços produzidos na região que integra os países membros e a remoção de todas as tarifas e de barreiras não tarifárias. SADC e EAC*” Com o objetivo de aumentar a competitividade. económica e social entre os seus EMs. Atualmente são 19 os Estados Membros que constituem o mercado comum de África Austral e Oriental nomeadamente. 35 . integrando as principais economias africanas e com uma maior capacidade de atrair IDE e produção em larga escala. incluindo o direito de estabelecimento conduzindo eventualmente à livre circulação de pessoas de boa-fé. como meio para facilitar a integração regional. entre outros. o combate de práticas desleais de comércio e surtos de importação. Harmonizar os procedimentos aduaneiros e adotar medidas de facilitação do comércio. A SADC e COMESA – A proposta de “Acordo Tripartido entre a COMESA. a liberalização de certos setores de serviços prioritários. Zâmbia. SADC e a COMESA Caraterização e objetivos O Mercado Comum da África Austral e Oriental (COMESA) surge como resultado das recomendações feitas pela Comissão Económica para África (órgão das Nações Unidas) no sentido de se formar uma comunidade económica da áfrica austral e oriental.2. Egito. A adoção de regras comuns de acordos de visto. por ampliar e aprofundar a cooperação politica. Moçambique.

40%) tem vindo a crescer. de armazenamento e de logística. Ministério das Finanças de Angola.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP 1.70% do PIB angolano. Contudo.70 50. O maior produtor de petróleo da região e um dos maiores de África.470 milhões de barris.618 barris/dia. Aliás. Mineira 10. sendo caracterizado por uma forte preponderância das importações (enquanto a produção nacional não conseguir dar resposta às necessidades do mercado nacional).  Linhas de financiamento. Apesar de a produção de diamantes corresponder apenas a 0.30 Ind.50 Outros 70. a elevada importância deste subsetor na economia poderá acarretar um enviesamento da estrutura produtiva do país (“dutch disease”).00 Representando 17.50 80. Relativamente ao setor agrícola (10. BNA 36 .00 45. Análise BES.10 7. O setor da construção (8. Indicadores de desenvolvimento mundiais.00 Comércio 30.3. O Governo pretende também fomentar pólos agroindustriais com o objetivo de criar sinergias entre as produções agrícolas e pecuárias. e em resultado do aumento do consumo interno e do investimento privado nos últimos 4 anos.Produto Interno Bruto por setor 2012 – Angola % 100.00 0.00 Indústria 60.30 6.00 0. BPI .00 Construção Agricultura 40. Banco Nacional de Angola. como resultado de uma forte aposta do Governo na reconstrução e requalificação das infraestruturas de apoio à produção e à população. setembro 2012. o setor não deixa de ter um forte potencial de crescimento. o seu processo de transformação.50%).1.9% do PIB.00 21. Angola.Research Angola julho 2013.00 20.8 Gráfico 4 .  Forte investimento público. Angola é o quarto maior produtor mundial deste recurso natural. água e gás Constituindo 21.57% do PIB da SADC. Angola possui reservas de petróleo que no ano de 2011 foram estimadas em 10.00 8. Fonte: African Economic Outlook Energia (*) – Eletricidade.00 90. Banco Mundial.  Campanhas de marketing e de estímulo a comprar nacional. o Governo tem vindo a apostar na produção nacional através de várias iniciativas.40 Energia (*) 10. tendo a produção nesse mesmo ano sido de 1. o comércio assume-se como setor essencial. As economias da SADC 1. 8 Relatório Integrado dos Desenvolvimentos Económicos Recentes na SADC. incluindo:  Programas de incentivos. 2012.3. e de acordo com o Sumário Global de 2009 do Esquema de Certificação do Processo de Kimberley.

3. possuindo grande diversidade de recursos de pesca. especialmente o gás natural. Estima-se que o país exporte 35% da produção total de energia.60 10. condicionando o acesso ao mar a muitos dos países da SADC.2. apenas 10% da população tem acesso a eletricidade (2011). a duplicação da produção. Forte potencial de Gás Natural.00 Admin.00 2. 1.Banco Nacional de Angola. Moçambique.50%).00 7.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Quanto ao setor industrial (6. 9 Análise BES. o que deverá conduzir a uma aposta estratégica na produção nacional. sendo uma porta de entrada na região. o aumento da capacidade de produção de aves e a boa gestão dos recursos naturais.00 20.00 encontra explorada.750 km e uma Zona Económica Exclusiva (“ZEE”) de 586 mil km2 de superfície oceânica. Financeiros (*) 30. Os recursos naturais. maioritariamente para a África do 10 Sul e para o Zimbabué. nomeadamente: Maláui. Save. República de Moçambique: Country Strategy Paper.70 4.9 Representando 2.50 90.6% do orçamento de despesas totais. O país dispõe de muitas possibilidades em termos de Fonte: African Economic Outlook irrigação.70 70. com uma extensão de litoral de 2. Zâmbia e Zimbabué. a intensificação do repovoamento pecuário. não tem capacidade para explorar eficazmente estes recursos e servir as necessidades em eletricidade da sua população. Financeiros (*) Financeiros.00 Indústria Transp.30 80. devido à sua localização costeira. A relevância dada à indústria extrativa no Plano Económico e Social para 2013 dá enfoque aos objetivos de desenvolvimento previstos para a área dos recursos minerais. desempenham em Moçambique um papel determinante para o crescimento da Economia. Moçambique encontra-se localizado numa zona estratégica. Gráfico 5 .00 28. O estado atual Negócio das infraestruturas em nada tem ajudado o desenvolvimento do setor agrícola do país. e comum. estando-lhe destinado 11. 2011-2015 37 . este é caracterizado pelo elevado nível de importações.00 11. setembro 2012. Limpopo). possuindo grandes bacias hidrográficas que continuam por explorar Serv.00 Serv.00 40.24% do PIB da SADC. Imobiliário e Serviços de (Zambeze.saúde e educ. junho 2013. Agricultura Outros 8. Sabe-se que.00 Moçambique apresenta forte potencial de exploração de carvão. atualmente.50 6. no Orçamento de Estado de 2012. O Programa Estratégico para o Desenvolvimento Agrário (PEDSA 2010-2019) preconiza o crescimento acumulado da agricultura em pelo menos 7% ao ano. pública.00 Apenas 10% da área agrícola Comércio moçambicana (48 milhões de hectares) se 0. A agricultura foi definida. 30. como um setor prioritário. Relatório Integrado dos Desenvolvimentos Económicos Recentes na SADC . gás natural e hidroeletricidade.Produto Interno Bruto por setor 2011 – Moçambique % 100. Cumpre notar ainda que Moçambique é um país com grandes potencialidades pesqueiras. No entanto.20 60. apesar de já estarem perspetivados diversos investimentos a este nível. Construção 50. CPI Moçambique 10 Grupo do Banco Africano de Desenvolvimento.

Costa Morrungulo . desenvolvidas em torno dos três principais corredores logísticos de Maputo. Chocas Mar – Nampula. Os setores que manifestam maior potencial de crescimento são o dos cimentos. .8% em 2013. o mobiliário e também das indústrias alimentares e bebidas. O crescimento económico do país requer investimentos nas respetivas infraestruturas. FMI 38 Zona costeira de Matutuine – Maputo. Parque Nacional de Gorongosa – Sofala.Inhambane Vilanculos – Inhambane.3 milhões de toneladas anuais. Zinave e BazarutoInhambane/Gaza. e transportes. Mapa 1 Corredores de desenvolvimento e potenciais polos de desenvolvimento Apesar do peso ainda diminuto no PIB do país.Inhambane. Assim. Parque Nacional do Limpopo – Gaza. cerca de 2% (5% se considerarmos os efeitos indiretos).Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP De salientar que a dimensão e a qualidade do gás natural descoberto no país justificam o estudo sobre o desenvolvimento. Reserva de Marromeu.Cabo Delgado. Cidade de Inhambane. Arquipélago de Bazaruto – Inhambane.Cabo Delgado. energia.000 milhões. Destacam-se as áreas do país que têm vindo a ser tidas como potenciais zonas turísticas:                 Fonte: Perspetivas para os Polos de Crescimento em Moçambique: Sumário do Relatório.Niassa.Nampula. A produção industrial tem crescido a uma taxa média anual acima dos 3% no decurso dos dois últimos anos. tendo reforçado a capacidade de alojamento e a qualidade do produto oferecido. e Reserva do Niassa – Niassa. não apenas as exportações de carvão. tendo sido anunciado recentemente um projeto que irá envolver duas das maiores empresas de prospeção deste recurso. atualmente próximo de 1. Reserva de Pomene. Um forte investimento no setor do cimento vai triplicar a capacidade de produção até 2013. estando perspetivados grandes projetos na indústria extrativa. em larga escala de um projeto de GNL. Tem-se acentuado o aumento da procura no mercado da construção em Moçambique.Sofala. no segundo maior exportador de gás natural de África. Pemba . Praia do Tofo – Inhambane. em 2018. o setor do turismo tem vindo a recuperar o seu potencial. Ilha de Moçambique. Perspetiva-se a construção de 10 fábricas de processamento de gás natural avaliadas no valor de US$ 50. Ibo . Beira e Nacala (o corredor de Mtwara fica a norte de Moçambique) que servem. Corredor dos Parques Nacionais de Banhine. ficando apenas atrás da Nigéria. mas também o desenvolvimento dos outros setores da economia nacional e a ligação às regiões do interior. prevendo-se que atinja os 5. Lago Niassa. Moçambique poderá vir a tornar-se.

00 Energia (*) Outros Transp. com uma quota mundial de 6.40 2.30 Comércio 20.00 16. Câmara de Minas da África do Sul 14 África do Sul. a um aumento da atividade nos bancos comerciais.00 14. sendo a Bolsa de Valores de Joanesburgo (JSE Limited) a maior de África. tem um peso diminuto no PIB do país. mineira Representando a África do Sul 59. é considerado o principal produtor de milho na região SADC. e comum. contando-se entre estes.make it work”. realçando a capacidade de autoabastecimento agrícola15. um papel de relevo no desenvolvimento do país. Neste setor destaca-se o vinho.Banco Nacional de Angola.Para além disso.8% (tem vindo a reduzir os níveis de extração nos últimos anos) e a 4ª maior produtora de diamantes em valor 14 (US$). financeiros (*) 0. 40. Em 2011. melhores resultados educacionais. os serviços financeiros e o imobiliário desempenham.00 8.11 Gráfico 6 . 2011/2012 12 39 . apresentando uma quota mundial de 9.3.20 Construção 70.90 Agricultura 80. aumentando para 525 mil empregados em 2012 . no ranking mundial dos destinos turísticos. como se salienta através do gráfico.00 9. No entanto. em 31º lugar. com os efeitos indiretos. a África do Sul não deixa de ter uma relevante base agrícola. Em 2011. O país com o maior PIB do continente africano.50 6. adequada localização e manutenção de infraestruturas. 11 Relatório Integrado dos Desenvolvimentos Económicos Recentes na SADC . África do Sul apresenta uma estrutura agrícola positiva. em 2010. Com uma balança agrícola positiva de (2011/2012). saúde e educação Serv. Também ao nível do emprego. O turismo também se apresenta como um importante setor na sua economia. África do Sul.20 Adm.40 90.00 13. ocupando o país. A agricultura. tendo empregado. o setor mineiro contribuiu 10% para o PIB do país. a criaçao de um Estado competente e a aposta na redução dos níveis de corrupção. a África do Sul posicionava-se. em grande parte.Africano. a África do Sul foi considerada a 5ª maior produtora de ouro.org/ 15 Conclusões com base nos dados da Análise Económica da Agricultura da África do Sul. o 2º destino mais visitado do continente africano (depois de Marrocos).3. Capítulo 3: “Economy and employment” 13 Factos sobre a Indústria Mineira da África do Sul – agosto de 2013. Junho 2013.00 10. setembro 2012 “Banco Nacional de Desenvolvimento 2030: “Our future . De salientar que a África do Sul dispõe de uma estrutura financeira sofisticada. a promoção da saúde da população. 50.87%. A indústria extrativa tem um peso preponderante no PIB Sul. em 2011. O setor 13 empregou cerca de 520 mil pessoas em 2011. estimando-se que.África do Sul 100.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP 1.Produto Interno Bruto por setor (%) .200 mil pessoas (emprego direto e indireto).5%. Em 2011.00 Indústria 30. uma forte rede de segurança social.80 60.50 Ind.00 Fonte: African Economic Outlook O Governo Sul-Africano está empenhado em alcançar os resultados propostos pelo 12 Plano de Desenvolvimento Nacional. Kimberley Process Certification Scheme disponível em: https://kimberleyprocessstatistics.00 2.14% do PIB da SADC. pública. esta contribuição ascenda a 20%. O crescimento do setor deveu-se. o 7º lugar do ranking mundial de produção uma quota mundial de 3.00 21.90 4. cerca de 1. ao contrário do que sucede no resto do continente africano. este setor apresenta uma importância relevante.

pela abertura de novas minas. por sua vez. após a interrupção das quotas pelo Acordo Multi-Fibras (AMF). a competitividade deste setor está condicionada à elevada concorrência dos produtores asiáticos no mercado americano. Outros O país que contribui com apenas 0. No caso de Madagáscar. 70 8.80 20 10 19. Madagáscar e Maláui apresentam uma estrutura produtiva semelhante. No entanto.saúde e residente em áreas rurais. Madagáscar. Tanzânia. sustenta 85% da população e contribui com 90% de receitas de exportação. por outro. educ. Apesar da relação entre o Lesoto e a África do Sul ter por várias vezes beneficiado o Lesoto. 2011 A economia do país cresceu aproximadamente 4. por um lado. mandioca.16 Gráfico 7 . Maláui. em 2010. o acesso ao financiamento tem vindo a ser facilitado.20 16 African Economic Outlook / Relatório Integrado dos Desenvolvimentos Económicos Recentes na SADC .3. A economia do Maláui depende. Maláui. setembro 2012 17 Relatório do País Nr.org/ 20 Estratégia Nacional de Exportações do Maláui para 2013-2018 40 . com forte peso agrícola. este setor apresenta um peso preponderante na sua estrutura produtiva. contribuindo com 70% das receitas das exportações. pela indústria dos têxteis. Contudo.intracen. US$ 585 milhões.50 90 30 12.60% de valor acrescentado para a economia de Maláui.38% para o PIB da região.66% do PIB da SADC. O setor agrícola.fao. pela reabertura de algumas das minas e.80%). milho e feijão. mineira 60 9. representando assim 49% do total das exportações do país.Banco Nacional de Angola. Zâmbia e Zimbabué. O setor com maior contribuição no PIB do Lesoto é o setor dos serviços financeiros (19.53% e 0. Banco Africano de Desenvolvimento 19 http://www. O setor da indústria é impulsionado. responsável por 31.80 - Agricultura Comércio Lesoto. batata-doce. bananas. e empregando cerca de 80% da população. Com um peso de 1.4. cresceu a uma taxa de 14. discute-se a necessidade de diversificar a economia do país por forma a reduzir a dependência deste face à África do Sul.50 40 12.70 Construção 80 7.Produto Interno Bruto por setor (%) – Lesoto 100 Energia (*) 4. Country Strategy Paper 2013-2017.10 50 11.5%).org/.60 Ind. respetivamente. tendo estas totalizado. 12/102 – FMI 18 Reino do Lesoto. em grande medida. Lesoto. e comum. República Democrática do Congo.2% em 2011. pública. vegetais 19 frescos. As plantações mais relevantes são o arroz. Madagáscar.90 Transp. Regiões de forte orientação agrícola. Zâmbia e Zimbabué representam cerca de 13% do PIB regional e apresentam forte peso da agricultura na sua economia. Tanzânia. apenas 5% do terreno é próprio para cultivo. tem cerca de 85% da população Admin. das exportações do tabaco.3% dos ativos do setor financeiro. impulsionada por uma recuperação da atividade do setor mineiro (que. Este setor foi estimulado. Apesar deste setor ser relativamente pequeno e subdesenvolvido. motor de crescimento e de 18 criação de emprego durante a última década (2011). http://faostat. principalmente. Financeiros (*) Fonte: African Economic Outlook.50 6. Indústria Serv.70 6. A 17 banca comercial é responsável por 51.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP 1. República Democrática do Congo.

60.00 Serv. Financeiros (*) 8.00 Indústria Transp.40 70. destacando-se os diamantes.00 12.00 40. artigos de limpeza.00 50.20 0. mineira Serv. 2011 1. Financeiros (*) 30.80 50. 2012 Fonte: African Economic Outlook.00 No plano industrial.00 Construção 90.00 20.50 Construção Outros Transp.00 Comércio 20.40 5. O setor agrícola carece de ganhos de competitividade e de escala.50 Ind.00 2.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Gráfico 8 .70 10.30 Admin. madeira. pública. cobalto. 70. A agricultura ocupa a maior parte da mão-de-obra local.20 Admin. e comum.00 Comércio 10.60 60.60 28.00 90. Economias em transição para a atividade industrial. A participação de produtos minerais nas exportações do país atinge cerca de 70%. café.30 Construção 7.00 Gráfico 9 . Indústria Fonte: African Economic Outlook.00 60. e comum.00 31.00 Agricultura Agricultura 0.00 22.00 4.00 17.40 Serv.00 4.00 70.00 50. Suazilândia e Zimbabué. calçados e plástico. tendo contribuído para o seu crescimento nos últimos anos.30 11.80 3.00 80.70 7.00 10. a República Democrática do Congo produz têxteis.10 80. algodão e óleo de palma. pública.50 6.saúde e educ. cobre. mineira Transp.Produto Interno Bruto por setor (%) Madagáscar 100. 20. ouro.00 80.00 23.75% do PIB da SADC. Agricultura 23. embora não deixe de ser um setor de grande importância para o país.00 13. Ind. Tradicionalmente. e nióbio. 2012 Gráfico 10 .20 30. a República Democrática do Congo dispõe de inúmeros recursos naturais.00 12.Produto Interno Bruto por setor (%) República Democrática do Congo 100.Produto Interno Bruto por setor (%) Maláui 100. 40.00 90.00 Fonte: African Economic Outlook.00 0.70 Comércio 40.00 7.00 Representando 2.3.5.00 15. Financeiros (*) 30.60 Indústria 11.saúde e educ.00 13. Gráfico 11 – Produto Interno Bruto por setor (%) – 41 . o país exporta tabaco. e comum.

00 8. 90.saúde e educ.00 7. e comum. Entre os principais produtos exportados encontram-se o açúcar.20 7. Financeiros (*) 20. 2011 1.20 50.20 7.00 10. Gráfico 12 .00 7.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP O setor agrícola é ainda a principal fonte de rendimento para mais de 70% da população da Suazilândia. 30.00 40. sendo que dos quase 31% do PIB relativos ao “Comércio”.00 21. Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento 23 Fonte: Áfrican Economic Outlook / Relatório Integrado dos Desenvolvimentos Económicos Recentes na SADC .saúde e educ. sendo por isso a principal 21 fonte de subsistência da Economia.00 Transp.00 2.00 Comércio 0. Seicheles. Indústria 0.00 Ao longo dos últimos anos. o algodão.3.30 70.20 Outros Admin.00 Serv. e representou cerca de 44% do PIB em 2011. pública. 2011 21 Reino da Suazilândia – Comunidade Europeia.00 Fonte: African Economic Outlook. Suazilândia 100.00 11.Produto Interno Bruto por setor 2011 (%) – Seicheles 100. Financeiros (*) Transp.23 Representado menos de 1% do PIB da SADC. Country Strategy Paper and National Indicative Programme 2008-2013.70 60. Agricultura Comércio 30.50%). o turismo pesa fortemente no PIB das Seicheles.60 10.90 Construção Serv.Banco Nacional de Angola. a estrutura económica da Suazilândia tem vindo a alterarse.50 80. Construção Indústria 50.00 43.40 80.00 30. 20.50 20.00 O setor industrial tem-se tornado mais diversificado desde meados da década de 1980. de uma base agrícola para uma base industrial (43. 60.00 40. pública.7% respeitam à hotelaria e restauração (em 2011).00 Fonte: African Economic Outlook.50 6. SIDS22 com economia orientada para o Turismo. os produtos enlatados e o milho.00 28.00 9. e comum.00 4. setembro 2012 22 42 .00 Admin.40 70.00 90.6.

e comum.7.90 Agricultura 6.00 Indústria 10. 20.50 0.50 Comércio Serv. 2012 43 .50 5.00 Não obstante.60 Transp. 100.00 17.61% do PIB da SADC.00 30. zonas francas industriais e de comércio e da atividade de captação de IDE.00 9.00 50.00 23. sendo ainda uma plataforma de investimento em África.00 Admin. Ind.00 90. fruto da estratégia de desenvolvimento de clusters.90 Construção Acresce ainda a proatividade da agência de investimento das Maurícias na promoção das exportações e do país enquanto destino de IDE.mineira Fonte: African Economic Outlook.00 70. transportes. Gráfico 13 .Produto Interno Bruto por setor (%) – Maurícias % Representando menos de 1.00 13.00 3. Financeiros (*) 60. Peso relevante da indústria. mas com motor nos serviços. o setor industrial mantém relevo económico no país.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP 1. um dos setores que mais impulsionou o crescimento económico das Maurícias foi o setor dos serviços. 18. pública.3.saúde e educ. Maurícias. com destaque para o turismo.30 80. 40. comunicação e serviços financeiros.

8. o Botsuana produziu 28% do valor global de diamantes.70 uma visão mais abrangente e adequada do 4. o Botsuana tem como pilar da sua economia o setor diamantífero.saúde e educ. sendo um ponto de importante atração turística. em particular. Um dos maiores sistemas de águas insulares do mundo – o Delta do Okavango – está localizado no Botsuana.40 Admin.30 Transp. apesar da sua reduzida expressão económica no PIB.00 13. e representa cerca de 45% das receitas do Governo. a análise 100. a mineira assume-se como o setor mais relevante representando 7.00 Comércio 20. Namíbia e Zâmbia. mineira Destes países. 5. Em 2011.Banco Nacional de Angola.00 50.20 80.70 Agricultura 90.24 Gráfico 14 . pública. o qual responde por uma parte significativa do PIB.00 seu impacto regional.00 A agricultura no Botsuana desempenha um papel relevante do ponto de vista social pelo número de pessoas que dependem deste setor.00 10.00 26. Representando 2. 2011 Nos próximos anos o crescimento económico deverá manter-se “robusto”. Namíbia e Zâmbia. Fonte: African Economic Outlook.3. Ainda assim.70 30.900 milhões. verifica-se que a indústria extrativa.60 40.22% do PIB da SADC.Produto Interno Bruto por setor (%) – Botsuana Atendendo à dimensão da economia do Botsuana.5% do PIB da SADC. Financeiros (*) 18.00 Construção Serv.70 Indústria 60. e comum. 0. o que explica a incapacidade de satisfazer a população a nível alimentar. Regiões de forte orientação para a indústria extrativa. Ind. e aproximadamente 70% das receitas de exportação.00 15.10 Outros 6.00 6. Botsuana. com os serviços (hotelaria e serviços aéreos e financeiros) a responderem por grande parte deste crescimento. com as vendas perfazendo US$ 3. as condições do país para a prática agrícola não são as melhores. devido às más condições do solo e às chuvas irregulares. 70. 24 Fontes: African Economic Outlook / Relatório Integrado dos Desenvolvimentos Económicos Recentes na SADC .00 conjunta dos seus principais setores permitirá 2. setembro 2012 44 .Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP 1.

00 11. iliteracia e falta de proteção ao consumidor.00 Gráfico 16 .60 Indústria 30. 27.10%).60 Outros 60.00 Energia (*) 90.80 Transp.50 90. ineficiente e inadequada regulação.00 Comércio 20.70%). visando melhorar e diversificar a competitividade da Economia. representando o setor mineiro cerca de 20% do PIB do país. o país tem vindo a crescer economicamente. mercado de capitais subdesenvolvido. falta de competências de gestão financeira. mineira 14.00 Construção 0. 28. o comércio (16.00 3.00 50. Gráfico 15 .00 20. concorrência limitada. e comum. sistema de proteção financeira limitado.00 Fonte: African Economic Outlook.00 Serv.70 Outros 60. é um país rico em vários minerais: cobalto. pública.00 10. a Zâmbia.70 3.10 3. Energia (*) 13. Mais de metade da população da Namíbia depende da agricultura para a sua subsistência.50 10. acesso limitado aos serviços financeiros. Financeiros (*) 19.00 Ind.90 3. A indústria extrativa representa uma grande parte das exportações de mercadorias do país. Financeiros (*) 0. 2011 Admin.00 2.Produto Interno Bruto por setor (%) – Namíbia 100. 4º maior produtor mundial de cobre.80 80. às políticas económicas ponderadas do Governo.00 40. 2012 45 . Nos últimos anos.00 13. os têxteis.00 Agricultura Representando 3. os alimentos processados e os produtos animais e de couro. 70. em grande medida. e domínio de capital estrangeiro na prestação de serviços financeiros.70%).00 Construção Comércio 40.97% do PIB da SADC.70 10.00 16.saúde e educ.30 Agricultura 50. ouro e diversas pedras preciosas.90 5. Apesar do peso relativo do setor dos serviços financeiros ser relevante para a economia (28. este apresenta um conjunto de fraquezas passíveis de se transformar em oportunidades: mercado financeiro superficial.00 Transp. e comum.00 7.90 70.00 Fonte: African Economic Outlook. devido.18% do PIB da SADC.00 8.30 2. Contam-se. entre os produtos exportados.50 80.Produto Interno Bruto por setor (%) – Zâmbia 100.10 30.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Equivalendo a 1. a Namíbia tem na base da sua economia a extração e processamento de minerais.20%) e os serviços financeiros (13.20 Indústria Serv. Outros setores relevantes na economia do país são a agricultura (19. os materiais de construção.

TCI nulo é sinónimo de não complementaridade. poderá ser estimulada pelo desenvolvimento económico e pelo esforço de diversificação das economias . País importador Tabela 2 .TCI (Trade Complementary Index) intra-SADC 25 País Exportador MU32 MZ33 NA34 AO26 BW27 CG28 LS29 MG30 MW31 SC35 ZA36 SZ37 TZ38 ZM39 ZW40 AO - 2 0 0 0 0 1 0 0 1 53 0 50 50 50 BW 27 - 29 29 23 30 25 31 38 29 16 31 64 67 67 CG 15 20 - 9 10 13 14 19 16 16 14 10 59 63 58 LS 42 44 42 - 52 MG 23 32 26 28 - 44 47 43 43 43 44 44 71 71 71 33 23 30 31 25 22 32 65 61 64 MU 20 22 14 25 26 - 22 24 25 25 12 29 59 58 65 MUS 19 20 17 29 44 21 - 21 27 28 9 30 58 59 62 MZ 16 34 NA 39 34 18 25 18 25 13 - 21 14 34 30 64 57 64 27 40 29 35 39 36 - 40 10 37 64 66 67 SC 10 21 15 15 13 18 9 15 15 - 15 18 61 55 58 ZA 58 54 62 53 51 58 45 77 65 55 - 58 80 81 86 SZ 14 9 12 11 9 10 15 13 12 12 3 - 55 55 56 TZ 27 32 28 34 28 41 23 33 34 29 17 35 64 64 69 ZM 22 28 28 31 31 40 23 31 31 29 18 31 - - 70 ZW 24 30 20 30 23 33 24 28 28 25 19 30 62 60 - Fonte: Cálculo realizado pela PwC com base nos dados do UNCTAD.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP 1. Índices mais elevados revelam potenciais de complementaridade superiores e maior correspondência entra a estrutura de exportações/importações dos 2 países. 26 Angola 27 Botsuana 28 República Democrática do Congo 29 Lesoto 30 Madagáscar 31 Maláui 32 Maurícias 33 Moçambique 34 Namíbia 35 Seicheles 36 África do Sul 37 Suazilândia 38 Tanzânia 39 Zâmbia 40 Zimbabué 46 . O baixo nível de industrialização das economias da região reduz essa possibilidade. UNCTADstat 25 O Trade Complementary Index (TCI – Indice de Complementaridade de Comércio) é um indicador utilizado para medir a compatibilidade do perfil comercial. Trocas comerciais na SADC 1. através da comparação das estruturas de exportação e de importação entre países.1.4. que. Complementaridade das Economias A intensificação das trocas exige a complementaridade industrial das economias.4.uma aspiração de muitos países da região. implicando níveis de especialização diferenciados. no entanto.

havendo no entanto maior complementaridade entre a África do Sul enquanto importador de um vasto conjunto de países. dos quais se destacam o Zimbabué (86 pts). Tabela 3 .2.12% 3.667 324.77% 6.10% 2.283 1.09% 21.43% 4. e em concreto de Moçambique.153 3.06% 1. referir que os produtos petrolíferos assumem especial relevo nas trocas comerciais. o que indicia um nível de integração relevante. a Zâmbia (81 pts).47% 2. 2012) Exportações intrarregião (% das exportações mundiais.87% 0.111 67.Comunidades económicas regionais em perspetiva (2012) Indicador Exportações intrarregião (milhões US$. o Botsuana (67 pts).90% 0.86% 13. a Tanzânia (80 pts) e Moçambique (77 pts).62% 0. medido pelo rácio de exportações sobre o PIB.15% 19.17% 8.630.191 16. As exportações intraSADC só representam 8. tendo em consideração o nível de desenvolvimento da região e o facto das trocas informais nestas regiões poderem representar o dobro das registadas.09% 0. o Lesoto (71 pts). Em termos de complementaridade enquanto país exportador. Comércio intrarregional A SADC regista o 3º maior valor mundial de trocas intrarregião. Importa no entanto.4.90% 0. Tanzânia (69 pts) e Zâmbia (70 pts). 2012) Crescimento anual médio das exportações intrarregião (2008-2012) SADC União Europeia CPLP CEEAC Mercosul CEDEAO ASEAN 27.65% Fonte: UNCTAD. 47 .50% 4. dos espaços de integração económica analisados. estimando-se que possam representar 20% do total das exportações intrarregião . É notória a importância da África do Sul no bloco e a capacidade de absorção das exportações de um alargado conjunto de países atendendo à sua estrutura de importações. 2012) Exportações intrarregião (% no PIB da região. o Zimbabué apresenta um maior nível de complementaridade com 6 países do bloco.66% -2. UNCTADstat Acresce que a dinâmica de crescimento é a mais acentuada das regiões analisadas.01% 0.343 11.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP O nível de complementaridade na SADC é reduzido.27% 6. a Namíbia (67 pts).184 4. África do Sul (86 pts).86% do total das exportações da região 1. cujo nível de integração é liderado pela União Europeia (“UE”) e seguido pela ASEAN.37% 0.

000 663. UNCTADstat.882 10.Peso das exportações/importações intra-SADC no total da região Importações intra-SADC (%no total das importações intra-SADC) 18% 16% África do Sul Botsuana Zâmbia 14% 12% Namíbia 10% 8% 6% Zimbabué Rep.344 20.000 15. 2012 48 40% 45% . Namíbia e Zâmbia. Este indicador é característico de economias menos protecionistas ou de um maior grau de complementaridade regional.000 400. estrutura. apesar de apresentarem índices de importações regionais mais elevados que os demais países. UNCTADstat A dimensão.000 0 PIB a preços correntes (milhões US$) Importações.817 600. importações intrarregião revela que 4 países representem cerca de 52% das importações intrarregionais: África do Sul.000 5.000 25. demonstram um elevado nível de integração económica regional. Evolução do PIB da região 0 2008 2009 2010 Exportações (milhões US$) 2011 2012 PIB (milhões US$) Fonte: UNCTAD. Este indicador é característico de uma economia protecionista ou de uma baixa complementaridade entre as necessidades dos países e a capacidade de exportação dos demais países da região da SADC. Gráfico 18 . Angola. Namíbia e Zâmbia. A análise do peso das exportações vs.000 27.000 100. apesar de apresentar um elevado índice de exportações regionais. Botsuana. Exportações (Milhões US$) Gráfico 17 . Congo Moçambique Lesoto 4% Maláui 2% 0% Angola Tanzânia Maurícias Madagáscar 0% Seicheles5% 10% 15% 20% 25% 30% 35% Exportações intra-SADC (%no total das exportações da SADC) Fonte: UNCTAD. Dem. tem um valor reduzido de importações.Evolução do comércio intra-SADC vs. Para mais informações sobre o grau de complementaridade verificar a análise realizada adiante em ponto autónomo.077 500.724 700.444 200. têm valores de exportação reduzidos (quando comparando com as exportações).620 469. conjuntamente.000 22.000 25.000 472.980 19.153 300. Botsuana.000 572.000 20.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP 658. No polo oposto.562 30. localização das economias e acordos prévios determinam o fluxo atual de trocas comerciais.

e em equipamento de transporte. Angola (10%) e Rep. quais os produtos transacionados intra-SADC e. Moçambique (18%). África do Sul e Angola. a economia mais desenvolvida da SADC. sendo de destacar os seguintes: petróleo refinado (6%). sendo a República Democrática do Congo e o Lesoto aquelas que apresentam balanças comerciais proporcionalmente mais deficitárias. Botswana (12%). Dem. Bebidas e tabaco Fonte: UNCTAD. Importa igualmente compreender. Zimbabué (18%). o que representa uma oportunidade para os países que acelerem a sua industrialização. nos quais a região é abundante.4. Produtos transacionados intra-SADC Gráfico 19 . aqueles que revelam menos obstáculos à exportação . consequentemente. produtos agroalimentares para satisfazer a procura decorrente do aumento populacional. Os países com maior intensidade comercial na região A África do Sul. Os produtos manufaturados têm ainda uma baixa representatividade. veículos de transporte de mercadorias (5%) e máquinas e equipamentos para a construção civil (3%). 49 . UNCTADstat 1.e.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP De referir que apenas a África do Sul. Congo (10%).3. Angola e Tanzânia (embora em menor grau) apresentam balanças comerciais intra-regionais positivas. Da análise dos mercados de destino dos produtos exportados verifica-se uma dispersão das exportações de petróleo refinado pelos vários países da SADC. quando comparado com as regiões económicas mais desenvolvidas. assim como do aumento do poder de compra. lubrificantes e materiais relacionados Maquinaria e equipamentos de transporte 4% 3%3% Bens manufaturados 6% 35% Alimentos e animais vivos 8% Químicos e produtos relacionados 9% Outros artigos manufaturados 14% 17% Matérias-primas (exceto combustíveis) Commodities e transações n.Produtos transacionados intra-SADC (2012) Combustíveis minerais. e uma concentração das exportações com um maior volume para seis países: Zâmbia (19%). atendendo às características dos vários mercados. mantém vínculos comerciais com quase todos os países-membros da SADC e possui uma grande diversidade de produtos exportados. produtos petrolíferos. As principais trocas assentam em matérias-primas.

por produto África do Sul 43% das exportações intra-SADC Fonte: UNCTAD.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Figura 5 .Principais exportações de África do Sul intra-SADC. 2012 As principais exportações para estes seis países totalizaram em 2012 um montante superior a 4 mil milhões de USD. Angola tem um peso substancial nas trocas intra-SADC (25%). UNCTADstat.9 mil milhões de USD exportados. num total de 1. mas concentrando-se apenas num produto – o petróleo (99% do total das exportações de Angola para a SADC) com destino a África do Sul. 50 . sendo as exportações de maquinarias e equipamentos de transportes responsáveis por cerca de 49% das principais exportações.

poderão gerar uma base de produção para as economias vizinhas. Crescimento da capacidade industrial. UNCTADstat. 51 . Compatibilização e futura harmonização aduaneira. por produto Angola 25% das trocas intraSADC Fonte: UNCTAD. Adesão a instrumentos regionais de facilitação de transporte de mercadorias. entre outros. 2010 e 2012 O incremento e diversificação da base industrial. Adesão à estratégia de integração regional da SADC. beneficiando de um mercado interno.Principais exportações de Angola intra-SADC.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Figura 6 . Adesão a instrumentos de harmonização fiscal. terão de ser ultrapassados:        Concorrência da África do Sul. Capacitação de quadros técnicos. muito embora existam um conjunto de fatores críticos que.

dos EUA e do Japão .2% do PIB da região).792 214.5. Angola encontra-se no terceiro lugar das importações de petróleo de África do Sul. o aumento das importações demonstra um crescimento contínuo e consistente das economias emergentes.000 150. países membros da EU. UNCTADstat. Principais parceiros comerciais da SADC A SADC tem historicamente apresentado uma Balança Comercial negativa em cerca de USD 8 mil milhões (cerca de 1. ano em que as exportações superaram marginalmente as importações. como é o caso da China e da Índia. excetuando em 2011. assistiu-se a um crescimento do nível das importações para a região.5. Gráfico 20 .000 3% 3% 8% 0% 50. em parte pela sua crescente necessidade de recursos naturais. A importação de petróleo do bloco resulta em grande medida das necessidades de África do Sul que. pode verificar-se uma certa estagnação na importância dos países europeus. importa petróleo dos Emirados Árabes Unidos e Nigéria. entre outros. Japão e Índia). além das importações de Angola. dos quais se destaca.1.000 Importações (milhões US$) Peso nas importações da SADC 90% China Alemanha Índia Reino Unido Japão França Gana Portugal Países Baixos Bélgica Tailândia Brasil Importações Fonte: UNCTAD.Evolução das importações da SADC e principais países de destino 100% 205. Aliás. Importações A SADC importa maioritariamente de países industrializados (China. Por outro lado. apesar de ter capacidade de produzir petróleo suficiente para suprir a totalidade das necessidades deste país. Comércio extrarregional 1. nos principais produtos importados pelo bloco.955 70% 162.592 3% 2% 2% 2% 3% 1% 3% 2% 2% 3% 3% 2% 4% 4% 4% 3% 4% 5% 2% 2% 2% 2% 2% 2% 2% 2% 3% 4% 2% 2% 2% 2% 2% 2% 3% 3% 2% 3% 3% 3% 5% 6% 4% 4% 4% 5% 4% 6% 9% 9% 9% 8% 11% 12% 13% 14% 17% 2008 2009 2010 2011 2012 10% 100.824 80% 171. 2008-2012 Numa análise global. Nota-se que a China foi o único país que conseguiu aumentar significativamente a sua importância relativa nas importações do bloco.72%.000 140. com forte presença na região e em todo o continente Africano. Entre 2008 e 2012. 52 . a ritmo anual de 5.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP 1. o petróleo.756 60% 50% 40% 30% 20% 200. Centro de Comércio Internacional.

9 mil milhões. cantoneiras.Top produtos. Veículos a motor para transporte de mercadorias. os 50 principais produtos que representam 55% das importações. Tubos e perfis ocos de ferro e aço. Peças e acessórios dos veículos. Papel e cartão. Mobiliário e peças. Outras máquinas e aparelhos para as indústrias particulares. caldeiras. Bebidas alcoólicas. Fertilizantes. Veículos automóveis para transporte de pessoas. Motores de pistão de combustão interna e peças. tabuleiro. no montante de cerca US$ 119. dados 2012 53 . Em segundo lugar surgem as importações de combustíveis minerais. cubas. Cobre.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Importações da SADC – Top produtos Gráfico 21 – Importações da SADC . aço. Máquinas para a construção civil. Do total dos produtos importados pela SADC no montante de US$ 216 mil milhões identificamos de seguida. Elementos químicos inorgânicos. Aparelhos para canalizações. painéis. Equipamentos domésticos elétricos. Trigo e centeio em grão. Minérios de cobre. produtos de limpeza e de polimento. Bombas compressoras de gás e ventiladores. Equipamentos de aquecimento e refrigeração. Produtos diversos da indústria química. Óleos de petróleo ou de minerais betuminosos> óleo de 70%. Máquinas e aparelhos elétricos. Gorduras vegetais e óleos refinados. representando cerca de 33% das importações totais da região. lubrificantes e materiais relacionados com um peso de 18%. Metais comuns. Pérolas. lubrificantes e materiais relacionados 8% 33% 9% Bens manufaturados Químicos e produtos relacionados Alimentos e animais vivos 11% Outros artigos manufaturados Matérias-primas (exceto combustíveis) 15% 18% Óleos vegetais e animais. outros. materiais em bruto. Materiais de construção. Máquinas e ferramentas. reservatórios. Pneus de borracha e câmaras-de-ar. Calçado. gorduras e ceras Relativamente aos produtos. Aparelho para circuitos elétricos. óxidos e sais de halogéneo. Fonte: UNCTADStat. Equipamento de telecomunicação. Arroz. e a negrito os produtos que poderão representar oportunidades de exportação para as empresas portuguesas: Óleos brutos de petróleo. Automóveis. Gorduras vegetais e óleos. 2012 Maquinaria e equipamentos de transporte 3%2% Combustíveis minerais. alumínio. perfis e seções. destacam-se as importações de maquinaria e equipamentos de transporte. Peças. Barras de ferro e aço. por ordem decrescente. Aparelhos de medição. Artigos plásticos. Embarcações. pedras preciosas e semipreciosas. dada a inexistência de capacidade instalada na refinação de petróleo na região. acessórios para máquinas. Geradores. Equipamento para distribuição de energia elétrica. Medicamentos (incluindo medicamentos veterinários). Turbinas a vapor e componentes. Outras carnes e miudezas comestíveis. Equipamento mecânico manuseio. óleos de xistos. Máquinas de processamento de dados. análise e controle. Aeronaves e equipamentos associados. Estruturas e peças de ferro. Sabonetes.

UNCTADstat.Importações SADC da China 8% Gráfico 23 . Este facto resulta da política explícita do Governo chinês.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Importações SADC da China e da Alemanha Gráfico 22 . que troca petróleo por bens e infraestruturas. equipamentos de telecomunicações e calçado. 54 . Note-se que a China posiciona-se como um concorrente de muitos produtos que formam a base da estrutura industrial portuguesa.Importações SADC da Alemanha 3% 21% 4% 7% 13% 45% 59% 14% 23% Maquinaria e equipamentos de transporte Maquinaria e equipamentos de transporte Bens manufaturados Químicos e produtos relacionados Outros artigos manufaturados Bens manufaturados Químicos e produtos relacionados Outros artigos manufaturados Alimentos e animais vivos Alimentos e animais vivos Fonte: UNCTAD. são de destacar as importações de máquinas automáticas para processamento de dados. turbinas de vapor e partes e acessórios para veículos automóveis. 2012 Nas importações de maquinaria e equipamento de transporte vindas da China. 2012 Fonte: UNCTAD. Da Alemanha os grandes fluxos de importação referem-se a veículos de transporte de pessoas. UNCTADstat.

Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP

Importações SADC dos EUA e da Índia

Gráfico 24 - Importações SADC dos EUA

Gráfico 25 - Importações SADC da Índia

4%

7%

9%

5%
34%

13%

9%
52%
10%

18%
13%

23%

Maquinaria e equipamentos de transporte

Combustíveis minerais, lubrificantes e
materiais relacionados

Químicos e produtos relacionados

Maquinaria e equipamentos de transporte

Bens manufaturados

Químicos e produtos relacionados
Bens manufaturados

Alimentos e animais vivos

Alimentos e animais vivos

Outros artigos manufaturados

Outros artigos manufaturados

Combustíveis minerais, lubrificantes e
materiais relacionados
Fonte: UNCTAD, UNCTADstat, 2012

Os Estados Unidos da América também apresentam
um peso significativo nas importações da SADC de
veículos (para transporte de pessoas e de
mercadorias), assim como de máquinas e
equipamentos de engenharia civil.

Fonte: UNCTAD, UNCTADstat, 2012

Da Índia são importados veículos de transporte de
passageiros, embora pesem mais os óleos de petróleo
ou de minerais betuminosos (> 70%) e as importações
de medicamentos (incluindo medicamentos
veterinários).
A Índia, apesar de não ser um importante produtor de
petróleo, aproveita a sua capacidade excedentária de
refinação para se posicionar como um fornecedor de
combustíveis beneficiando, deste modo, as suas
exportações para o bloco.

55

Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP

Importações SADC do Reino Unido

Gráfico 26 - Importações SADC do Reino Unido
Relativamente ao Reino Unido, são de
destacar as importações de óleos brutos
de petróleo, óleos de minerais
betuminosos, crude, artigos de cerâmica
e veículos de transporte de pessoas.

5%
5%
9%

44%

Note-se que a proximidade cultural do
Reino Unido é explorada, em produtos
menos complexos, permitindo-lhe
posicionar-se como um sério concorrente
de muitos produtos que formam a base
da estrutura industrial portuguesa.

10%

23%

Maquinaria e equipamentos de transporte
Bens manufaturados
Químicos e produtos relacionados
Outros artigos manufaturados
Combustíveis minerais, lubrificantes e
materiais relacionados
Bebidas e tabaco
Fonte: UNCTAD, UNCTADstat, 2012

56

Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP

Exportações da SADC – Top produtos

As exportações da
SADC cresceram, em
média, 17% por ano,
desde 2009

Exportações

Os principais destinos das exportações dos países da SADC são a China, os EUA, a Índia e o Reino Unido,
representando cerca de 54% do total das exportações da SADC em 2012.

100%

206,868

206,740

90%

200,000

171,049

80%

170,444

70%

131,156

150,000

60%
50%
40%
30%
20%
10%

5%
5%
6%
4%

5%
4%
5%
7%

16%

13%

4%
4%
5%
7%

4%
4%
4%
7%

4%
4%
8%
8%

13%

11%

10%

27%

28%

2011

2012

100,000

50,000

17%

20%

25%

2008

2009

2010

0%

Exportações (milhões US$)

Peso nas exportações totais da SADC

Gráfico 27 – Evolução das exportações da SADC e principais países de destino, 2008-2012

-

China

EUA

Índia

Reino Unido

Japão

Alemanha

Taipé Chinesa

Hong Kong, China

Exportações

Fonte: UNCTAD, UNCTADstat; Centro Internacional de Comércio, 2008-2012

Gráfico 28 – Exportações da SADC - Top produtos, 2012
Combustíveis minerais, lubrificantes e materiais
relacionados
Bens manufaturados

2%
4% 2%
4%
5%

Matérias-primas (exceto combustíveis)

40%

8%

Maquinaria e equipamentos de transporte
Alimentos e animais vivos
Commodities e transações n.e.

14%

Químicos e produtos relacionados
Outros artigos manufaturados

21%

Bebidas e tabaco
Fonte: International Trade Centre

Angola representa 85%
das exportações de
combustíveis da SADC

As exportações dos EM da SADC são maioritariamente matérias-primas, com especial relevo para o petróleo e
seus derivados, diamantes, minérios e cobre, denotando assim a elevada importância que as indústrias ligadas
à extração mineira ou petrolífera têm nos países da região.
Pela natureza das exportações (matérias-primas), os principais destinos analisados individualmente continuam
a ser os países com elevada produção industrial. Assim, boa parte do petróleo exportado pelos países da
SADC tem como destino a China, os EUA, a Índia e Taiwan.
57

Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP

Gráfico 29 - Exportações SADC para a China

Gráfico 30 - Exportações SADC para os EUA
2%
3%
4%

2%
2% 2%
7%

10%

11%
58%

24%

72%

Combustíveis minerais, lubrificantes e materiais
relacionados
Bens manufaturados

Matérias-primas (exceto combustíveis)
Bens manufaturados
Combustíveis minerais, lubrificantes e materiais
relacionados
Químicos e produtos relacionados

Maquinaria e equipamentos de transporte

Bebidas e tabaco

Matérias-primas (exceto combustíveis)

Maquinaria e equipamentos de transporte

Químicos e produtos relacionados

Outros artigos manufaturados

Fonte: UNCTAD, UNCTADstat, 2012

Fonte: UNCTAD, UNCTADstat, 2012

Gráfico 31 - Exportações SADC para a Índia

Gráfico 32 - Exportações SADC para o Reino Unido

2%2%
4%

3%3%
5%
5%

11%
8%

49%

25%
79%
Bens manufaturados
Combustíveis minerais, lubrificantes e materiais
relacionados

Combustíveis minerais, lubrificantes e materiais
relacionados
Alimentos e animais vivos

Commodities e transações n.e.

Matérias-primas (exceto combustíveis)
Matérias-primas (exceto combustíveis)

Maquinaria e equipamentos de transporte
Outros artigos manufaturados

Bens manufaturados

Commodities e transações n.e.
Alimentos e animais vivos
Fonte: UNCTAD, UNCTADstat, 2012
Fonte: UNCTAD, UNCTADstat, 2012

58

187 3.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP 1. Portugal merece especial destaque pelo aumento do volume de exportações para a SADC (crescimento médio anual de 21%.000 4.Principais destinos das exportações portuguesas para a SADC Angola é o principal parceiro comercial de Portugal dentro da SADC.5.82% 12. UNCTADstat Figura 7 .000 8.468 4. absorvendo 87% das exportações portuguesas para este mercado Fonte: Centro de Comércio Internacional.000 Importações (milhões US$) 5.298 2.000 2. apenas Portugal e Brasil apresentam níveis significativos no contexto global.135 4.Importações da SADC aos países da CPLP (valor e crescimento médio) 14.2.54% 3.620 3.57% 3.357 2009 2010 2011 4.000 8.527 3.895 3. 2012 59 2012 .317 2008 Brasil Portugal Fonte: UNCTAD.883 4.80% 3. Trocas comerciais entre a CPLP e a SADC Importações Analisando a relação comercial na vertente das trocas comerciais da SADC com os países pertencentes à CPLP.000 6. Gráfico 33 .000 10. começando pelas importações. entre 2008 e 2012).52% 5.

.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Gráfico 34 .Angola: bebidas alcoólicas. veículos e outros materiais de transporte. cujo principal destino é Angola. produtos alimentares. UNCTADstat. 2012 Importações SADC do Brasil Figura 8 . Se analisarmos cada um dos países da CPLP que integram a SADC são de destacar os seguintes produtos exportados por Portugal: 10% 15% 23% Maquinaria e equipamentos de transporte Bens manufaturados . para Moçambique. o equipamento de transporte e os bens manufaturados.Importações SADC a Portugal 8% 2% 30% 10% Quando observados os principais grupos de produtos exportados por Portugal para a SADC.Principais destinos das exportações brasileiras para a SADC 60 A África do Sul é o país da SADC que mais importa produtos oriundos do Brasil.Moçambique: máquinas e aparelhos. gorduras e ceras Fonte: UNCTAD. pastas celulósicas e papel e químicos. os que apresentam maior peso são a maquinaria. estruturas e partes de estruturas de ferro. metais comuns. seguido de Angola . Outros artigos manufaturados Alimentos e animais vivos Bebidas e tabaco Químicos e produtos relacionados Óleos vegetais e animais. aço ou alumínio e móveis e suas partes.

UNCTADstat. sendo que apenas Portugal e Brasil apresentam valores dignos de registo. 2012 Exportações A CPLP é responsável somente por cerca de 3.209 1.Exportações da SADC para a CPLP (valor e crescimento médio) Exportações (milhões US$) 8. assim como os açúcares.63% 3. Gráfico 35 .000 992 5. dentro da SADC.27% 4.3% das exportações da SADC. Angola. 2008-2012 Portugal tem vindo a aumentar a sua importância no seio da SADC. Bens manufaturados Outros artigos manufaturados Químicos e produtos relacionados Matérias-primas (exceto combustíveis) Fonte: UNCTAD.980 Portugal 2011 2012 Brasil Fonte: UNCTAD. 21% O Brasil apresenta uma base mais diversificada de exportação. São de destacar as “outras carnes e miudezas comestíveis” com elevado envio para Angola e para África do Sul.81%.000 1. tendo como principal destino. com competências para exportar para a África do Sul (pese embora a base de produtos corresponder a bens do setor primário).Importações SADC do Brasil 4% 5% 7% 49% 10% As exportações de móveis e peças de mobiliário apresentam também um valor relevante. nomeadamente através da crescente importação dos produtos da SADC.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP O Brasil apresenta uma forte exportação de alimentos para a SADC.808 1.000 6. Gráfico 36 . UNCTADstat.000 528 692 1.93% 1.68% para 2.160 - 2008 1. Alimentos e animais vivos Maquinaria e equipamentos de transporte O peso de Moçambique nas importações do Brasil é diminuto. Portugal aumentou a sua quota nas exportações da SADC de 0. com presença forte em Angola.000 3. melaço e mel.392 5.000 2.35% 2. 61 .094 2009 2010 1.716 2.000 0.29% 7. Entre 2008 e 2012.000 1.

em termos de destino das exportações dos países membros da SADC. Exportações SADC para Portugal e para o Brasil Gráfico 37 . UNCTADstat. não pertencente ao bloco.Exportações SADC para o Brasil 5% 4% 8% 32% 25% 93% 27% Químicos e produtos relacionados Combustíveis minerais. lubrificantes e materiais relacionados Bens manufaturados Alimentos e animais vivos Combustíveis minerais. UNCTADstat. 2012 Enquanto Portugal importa quase exclusivamente combustíveis da SADC. o Brasil importa também químicos e outros bens manufaturados. lubrificantes e materiais relacionados Maquinaria e equipamentos de transporte Matérias-primas (exceto combustíveis) Fonte: UNCTAD. 62 . representando cerca de 0. 2012 Fonte: UNCTAD.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP O Brasil surge como o 2º país da CPLP.48% das exportações da zona . bem como alguma maquinaria.Exportações SADC para Portugal Gráfico 38 .

727 664 2.841 2.312 112 100 114 132 172 1.000 8. Moçambique. nomeadamamente pela diminuição do capital investido na região que em 2008 registava um volume de US$ 18 mil milhões e em 2012 somente de cerca de US$ 11 mil milhões. Madagáscar. Tabela 4 .Investimento Direto Estrangeiro nos países-membros da SADC – inward (milhões US$) País Angola Botsuana Rep. Congo Lesoto Madagáscar Maláui 2008 2009 2010 2011 2012 1. seja pela sua dimensão.227) (3. África do Sul e a Rep.000 7.IDE na SADC .000) 2008 2009 Inward 2012 Outward Com exeção de Angola. Relativamente ao aumento do investimento da região no exterior (Outward) este tem vindo a aumentar exponencialmente desde 2008.205 (3.687 3. Os países da SADC que mais captaram IDE em 2012 foram Moçambique. Democrática do Congo. Suazilândia e Zimbabué têm-se apresentado pouco atrativos ao investidor estrangeiro.865 Milhões US$ 11. Investimento direto estrangeiro na SADC A SADC tem vindo a registar desde 2008 uma tendência de abrandamento na sua competitividade para captação de investimento direto estrangeiro.6.080 2010 2011 1. Gráfico 39 . 2008-2012 18. Países como o Botsuana.inward e outward.169 1.509 (514) - (5. o Lesoto.177 12.024) (6.939 1.066 808 810 895 195 49 97 129 129 63 .Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP 1.714 20.788 10.679 2. os fluxos de IDE nos demais países da região têm-se apresentado heterogéneos. Seicheles. Maláui.898) 521 129 (6) 414 293 1. África do Sul e a Rep.198 5.000 13. tendo atingido em 2012 cerca de US$ 7. Namíbia. Democrática do Congo.000 15. seja pela sua estrutura produtiva .8 mil milhões. Dem.591 2.

383 953 1.729 1.004 4.663 5.365 1.813 1.108 1. A Tanzânia e a República Democrática do Congo viram igualmente os fluxos de IDE serem reforçados em 2012.228 6.6 milhões.788 Tanzânia SADC Fonte: UNCTAD.198 12. UNCTADstat Nos últimos 2 a 3 anos registou-se um forte aumento da atratividade de Moçambique como destino de IDE.177 8. Por outro lado.218 Namíbia 720 522 793 816 357 Seicheles 130 118 160 144 114 África do Sul 9.714 13. muito tendo contribuído os projetos associados ao potencial de desenvolvimento da exploração de LNG – Gás Natural.572 Suazilândia 106 66 136 93 90 1.865 11.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP País 2008 2009 2010 2011 2012 Maurícias 383 248 430 273 361 Moçambique 592 893 1.706 Zâmbia 939 695 1.006 5. verificou-se também uma diminuição dos fluxos de IDE para a África do Sul com uma queda de 24 por cento para US$ 4.229 1. 64 .066 Zimbabué 52 105 166 387 400 18.018 2.

sendo que este conjunto de nações importa. A oportunidade que o gás natural poderá gerar tem levado a um intensificar dos níveis de IDE para Moçambique. mas com estruturas produtivas substancialmente diferentes. Maquinaria e Equipamento de Transporte. A África do Sul. sendo o parceiro dominante nas trocas comerciais intra-regionais. apresenta uma estrutura produtiva bastante diversificada. em termos de balança comercial. excetuando o que respeita a combustíveis que são exportados a partir da Índia e também de Angola (por refinar). Estas mudanças são particularmente expressivas no caso da África do Sul. Congo (10%). na contribuição para o seu desenvolvimento. 65 . As exportações com maior volume destinam-se à Zâmbia (19%). extração e exploração possam prosperar a médio / longo prazo. desde o setor agrícola. a prazo. que desde 2010 têm crescido a um ritmo superior a 100% ao ano. estimando-se que todas as atividades no cluster da prospeção. representando 43% das exportações intra-SADC e com elevada diversidade de produtos exportados. SADC. O tecido industrial deverá ser igualmente alvo de crescimento a prazo como resultado da política de fomento. Fortalecida por uma Balança Comercial positiva. fomentando o aumento do consumo de bens duradouros e bens não . constituindo aqui também uma oportunidade de investimento. agregando cerca de US$ 650 mil milhões de PIB e mais de 285 milhões de habitantes. Moçambique (18%). bem como do incremento do rendimento da população e do consumo privado. Aliás. em particular as de menor dimensão. passando pela indústria agroalimentar. Angola representa 25% das trocas comerciais da SADC. Alemanha e Reino Unido. até às atividades de logística e serviços. Esta opção governativa introduz um conjunto de oportunidades de investimento no tecido empresarial local. da Namíbia e das Seicheles. deixando assim os países da SADC menos expostos ao desempenho da Economia norte-americana. desde o final da década de 90. verificou-se um declínio das relações comerciais relativas com os EUA. O petróleo é particularmente significativo na estrutura económica angolana. os quais poderão ser impulsionados pela concretização das ZCL e dos instrumentos para o desenvolvimento de setores industriais competitivos a nível global. o desempenho económico e a balança comercial dos países da SADC encontram-se altamente correlacionados com o crescimento da economia chinesa. Dem. Oportunidades de investimento na modernização da agricultura e do tecido industrial A SADC constitui uma geografia de oportunidade de IDE. a par das atividades subsidiárias e acessórias ao mencionado cluster. sendo que. as restantes 13 economias representam cerca de 22% do PIB (dados de 2012). de Angola. Zimbabué (18%). de Madagáscar. Por outro lado. combustíveis. No quadro da estratégia do Governo de Angola surge o fomento à diversificação da economia.7. Moçambique. fundamentalmente. a aceleração esperada da Economia colocará mais capital a circular nas ruas. presentemente as importações de maquinaria.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP 1. que representam cerca de 60% e 18% do PIB da região. De igual modo. As importações de fora da SADC têm origem na sua maioria da China. bens manufaturados e químicos constituem cerca de 75% das importações da SADC. Químicos e Combustíveis. a que não ficará alheia a modernização e maior integração do mercado de capitais e do sistema financeiro.duradouros. a par de um incremento do tecido industrial com potencial exportador. como resultado da incapacidade de refinação dos países produtores de petróleo (Angola em particular) e da menor industrialização das economias. De fato. Os planos de desenvolvimento e reforço de integração gerarão a prazo oportunidades de modernização económica da região e intensificação de trocas comerciais. respetivamente. Angola (10%) e Rep. Botsuana (12%). EUA. com elevada concentração de exportações de petróleo para a África do Sul. A heterogeneidade económica dos EMs da SADC releva o peso da África do Sul e Angola. tem focos desenvolvimento no projeto de exploração de gás natural. quando comparada com as restantes economias da região.

8. 1. concentrando-se as oportunidades de negócio neste cluster. Indústria mineira. seja pela sua estrutura produtiva. Zâmbia e Zimbabué. Banana. Bangoka International Airport. concretizadas nas Seicheles e Maurícias. apresentando um peso relevante na Balança Comercial desses países. Saúde. a prazo. Frutas. que no seu conjunto representam cerca de 16% do PIB da região. Borracha. Algodão. Óleo de palma. na maioria das explorações. seja pela sua dimensão. oportunidades de mecanização e incremento de produtividade. a criação de uma indústria de Turismo. a agricultura apresenta. o qual impulsionará atividades de serviços profissionais nas áreas do ambiente. promovendo o desenvolvimento de 3 polos turísticos em Cabo Ledo. República Democrática do Congo. Tubérculos. Angola tem também como objetivo. Tanzânia. Cacau. Indústria têxtil. Chá. Maláui. Educação. ordenamento do território e construção e infraestruturas. Sir Seretse Khama International Airport. As oportunidades de investimento no Turismo têm sido. sendo que o Botsuana (Bacia do Okavango). N'Djili International Airport. Milho. na sua maioria. em particular a mineira. Energia. Produtos de madeira Agricultura. Acresce ainda que é um setor que em muitos países apresenta fortes índices de exportação. Principais setores de oportunidade por país. Kasane Airport Maun Airport N/A Café. Amendoim Indústria mineira. Saúde. Telecomunicações. Turismo. Moçambique e Namíbia vêm apostando no desenvolvimento deste setor. Principal fonte de emprego. Açúcar. A indústria extrativa. Indústria naval. aeroportos e portos Região País Principais produtos agrícolas Oportunidades Principais aeroportos Principais portos para o bloco Botsuana Pecuária. Sorgo. Mandioca. Namíbia e Zâmbia. Girassol. Milho. Feijão. Indústria alimentar Goma International Airport. São também estes países que se têm apresentado menos atrativos à captação de IDE. Madagáscar. Kalandula e junto ao Okavango. Amendoim.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP A agricultura surge com principal relevo no Lesoto. Indústria têxtil Francistown International Airport. Lubumbashi International Airport Banana SADC Congo RD (produtos e serviços associados aos setores) 66 . é preponderante nas economias do Botsuana.

Coco (fibra de coco) corda. chá. Peixe Sorgo. Banana. Uvas. Arroz. Atum Maurícia Namíbia Seicheles Alimentos. Turismo Pesca. Saúde. Pecuária. Cravo. Indústria alimentar. Amendoim. Bebidas. Milho. gado. mandioca. Amendoim. Banana. Feijão. Baunilha. cabras Lesoto Madagáscar Maláui Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP . Vestuário. Batatadoce. Cana-de-açúcar. amendoim.67 Windhoek Hosea Kutako International Airport Seychelles International Airport N/A Sir Seewoosagur Ramgoolam International Airport Agricultura. Lilongwe International Airport Chipoka Monkey Bay Nkhata Bay Nkhotakota Chilumba N/A Moshoeshoe International Airport Milho. Construção de barcos. Trigo. Indústria alimentar. Canela. Pecuária Café. Mineração. Turismo Indústria mineira. Indústria petrolífera Indústria automóvel Ivato International Airport Antsiranana Mahajanga Toamasina Toliara Agricultura. Indústria mineira. Turismo. cana-deaçúcar. Sorgo. Indústria têxtil. Artesanato. Cabras. Leguminosas. algodão. Aves. Produtos de origem animal Tabaco. Cevada. Indústria alimentar. leguminosas. Turismo. milho. Indústria têxtil. Baunilha. Mineração. Chá. Construção. Bebidas Port Louis Cana de açúcar. Mandioca Bananas. Gado. Cacau. Turismo Walvis Bay Luderitz Agronegócio. nozes de macadâmia. Tecnologia. Energia. Têxteis. sorgo. Legumes. batata. Turismo Chileka International Airport. Indústria alimentar. Processamento de coco e baunilha. Batata. Mandioca. Peixe Cocos.

Abacaxi. Chá. Algodão. Mineração. Trigo. Legumes. Turismo Julius Nyerere International Airport. Algodão. Indústria têxtil. Castanha de Caju. Turismo Lusaka International Airport Mpulungu Zimbabué Milho. Caprinos. Indústria automóvel. Trigo. Kilimanjaro International Airport Dar es Salaam Zanzibar Zâmbia Milho. Bovinos. Serviços financeiros. Bananas. Turismo Joshua Mqabuko Nkomo International Airport. Cana-deaçúcar. Ovinos. Sisal. Milho. Indústria petrolífera. Aves. Mineração. Frutas. Caprinos Agricultura. Tabaco. Peles Agricultura. Algodão. Bovinos. Caprinos. Harare International Airport Binga Kariba Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP 68 . Cabras. Energia. Indústria alimentar. Algodão). Indústria de calçado. Ovos. Leite.Suazilândia Cana de açúcar. Amendoim. Mineração. Indústria de calçado. Tabaco. Sorgo. Ovinos. Mandioca. Laranjas. Ovelhas Agricultura. Tabaco. Semente de girassol. Mandioca. Legumes. Gado. Amendoim. Suínos. Milho. Arroz. Café. Indústria têxtil. Mineração. Indústria têxtil. Suínos Agricultura. Café. Amendoim. Tabaco. Indústria alimentar. Arroz. Flores. Turismo Matsapha International Airport N/A Tanzânia Café. Sorgo.

tabuleiro. Barras de ferro e aço. total US$ 6. em muitos casos. aço. Tubos e perfis ocos. Peças e acessórios dos veículos. Máquinas de energia elétrica e componentes. identificamos de seguida. Veículos automóveis para transporte de pessoas. Gorduras vegetais e óleos. Outras carnes e miudezas comestíveis. Equipamento para distribuição de energia elétrica. alumínio. e a negrito os produtos que poderão representar oportunidades de exportação para as empresas portuguesas: Do total dos produtos importados pela República Democrática do Congo aos seus parceiros comerciais no. pedras preciosas e semipreciosas. Artigos plásticos. Bebidas não alcoólicas. limpeza e de polimento. Mobiliário e peças. no total US$ 5. Aparelho para circuitos elétricos. tabuleiro. cantoneiras. Metais comuns. identificamos de seguida. compressores a gás e ventiladores. refinado. Mobiliário e peças.9 mil milhões: Do total dos produtos importados por Moçambique aos seus parceiros comerciais no total de US$ 6 mil milhões. Material para impressão. Bombas para água. conservados. Veículos a motor para transporte de mercadorias. total US$ 8. Barras de ferro e aço. Metais comuns. Estruturas e peças de ferro. Calçado. por ordem decrescente. comestíveis. Equipamentos de aquecimento e refrigeração. no montante de US$ 5. painéis. Óleos de petróleo ou de minerais betuminosos> óleo de 70%.3 mil milhões. Outras máquinas e aparelhos para as indústrias particulares. Tubos e perfis ocos. no montante de cerca de US$ 3 mil milhões. Trigo e centeio em grão. Bombas. Papel e cartão. Componentes para máquinas de energia elétrica. por ordem decrescente. painéis. Geradores. Outras máquinas e aparelhos para as indústrias particulares. Produtos laminados planos de ferro e aço. Outras máquinas e aparelhos para as indústrias particulares. Estruturas e peças de ferro. Carvão. Equipamento de telecomunicação. preparados. Máquinas para a construção civil. Geradores. Veículos a motor para transporte de mercadorias. Veículos automóveis para transporte de pessoas. alumínio.9. e a negrito os produtos que poderão representar oportunidades de exportação para as empresas portuguesas: Pérolas. Gorduras vegetais e óleos. Equipamento e componentes mecânicas. Produtos residuais de petróleo. Eixos de transmissão. Equipamento de telecomunicação. aço. Tabaco. de ferro e aço. Madeira e aparas de madeira. Produtos comestíveis e preparações. Trigo e centeio em grão. Principais produtos importados pelos países da SADC e oportunidades para as empresas Portuguesas A SADC apresenta um conjunto alargado de oportunidades para as empresas portuguesas em termos de exportações e que. Sabonetes. Outras máquinas e aparelhos para as indústrias particulares. Materiais de construção. os 25 principais produtos que representam 55% das importações. Peças e acessórios de veículos. e a negrito os produtos que poderão representar oportunidades de exportação para as empresas portuguesas: Bebidas alcoólicas. Ferramentas mecânicas e outras. Veículos a motor para transporte de mercadorias. Mobiliário e peças. cantoneiras.167 milhões. Materiais de construção. Metais comuns. os 25 principais produtos que representam 51% das importações. Medicamentos (incluindo medicamentos veterinários). barras. aço. Pneus de borracha e câmaras-de-ar. Materiais de construção. Equipamento para distribuição de energia elétrica. Do total dos produtos importados pela SADC a Portugal. Produtos comestíveis e preparações. Farinha de trigo e farinha de trigo com centeio. Alumínio. geradores. Equipamentos de aquecimento e refrigeração.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP 1. Energia. acessórios de ferro e aço. por ordem decrescente. 69 . Medicamentos (incluindo medicamentos veterinários). alumínio. painéis. Máquinas de processamento de dados. poderão ser potenciados por Moçambique. aço. Máquinas e aparelhos elétricos. Máquinas e aparelhos elétricos. Medicamentos (incluindo medicamentos veterinários). Veículos a motor para transporte de mercadorias. Pneus de borracha e câmaras-de-ar. miudezas. Estruturas e peças de ferro.025 mil milhões. Equipamento de telecomunicação. perfis e seções. no montante de US$ 2. tabuleiro. identificamos de seguida. Do total dos produtos importados pelo Botsuana aos seus parceiros comerciais no. Alumínio. os 25 principais produtos que representam 50% das importações. por ordem decrescente. Tecidos de algodão. Cereais em grão. Máquinas para a construção civil. os 25 principais produtos que representam 51% das importações. Óleos de petróleo ou de minerais betuminosos> óleo de 70%. Carne. Máquinas para a construção civil. alumínio. Veículos automóveis para transporte de pessoas. Aparelhos para circuitos elétricos. Óleos de petróleo ou de minerais betuminosos> óleo de 70%. Roupas e outros artigos têxteis. Energia. Peixe fresco ou congelado. Máquinas e aparelhos elétricos. Arroz. Aparelho para circuitos elétricos. Aeronaves e equipamentos associados.1 mil milhões. perfis e seções. Fertilizantes. refinado.870 milhões. Medicamentos (incluindo medicamentos veterinários). identificamos de seguida. Maquinas para a construção civil. no montante de US$ 3. Estruturas e peças de ferro.

Do total dos produtos importados pela Maurícia aos seus parceiros comerciais no. Arroz. Preparações de cereais. Óleos de petróleo ou de minerais betuminosos> óleo de 70%. farinha de frutas ou vegetais. Metais 70 . Artigos de plástico. Tabaco. parafusos. Gorduras vegetais e óleos. Produtos laminados de ferro. Outros tecidos. total US$ 2. Veículos automóveis para transporte de pessoas. Outras refeições à base de cereais e farinha. Fios têxteis. Veículos a motor para transporte de mercadorias. Lã. Tecidos de algodão.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Do total dos produtos importados pelo Lesoto aos seus parceiros comerciais no. Veículos a motor para transporte de mercadorias. Mobiliário e peças. Estruturas e peças de ferro. Fios têxteis. Pneus de borracha e câmaras-de-ar. refinado.7 mil milhões. os 25 principais produtos que representam 54% das importações. Trigo e centeio em grão. Veículos a motor para transporte de mercadorias. e a negrito os produtos que poderão representar oportunidades de exportação para as empresas portuguesas: Óleos de petróleo ou de minerais betuminosos> óleo de 70%. os 25 principais produtos que representam 57% das importações. Aparelho para circuitos elétricos.7 mil milhões. Equipamento de telecomunicação. Artigos de plástico. Propano e butano liquefeito. por ordem decrescente. porcas. por ordem decrescente. Papel e cartão. Metais comuns. identificamos de seguida. identificamos de seguida. Veículos automóveis para transporte de pessoas. Perfumaria e cosméticos. Materiais de construção. aço. Equipamento de telecomunicação. Tecidos artificiais. total US$ 3. Equipamento de telecomunicação. e a negrito os produtos que poderão representar oportunidades de exportação para as empresas portuguesas: Óleos de petróleo ou de minerais betuminosos> óleo de 70%. Perfumaria e cosméticos. por ordem decrescente. Elementos químicos inorgânicos. aço não ligado. por ordem decrescente. Medicamentos (incluindo medicamentos veterinários). Trigo e centeio em grão.7 mil milhões. identificamos de seguida. produtos de limpeza e polimento. folheados. Material para impressão. total US$ 5. folheados. e a negrito os produtos que poderão representar oportunidades de exportação para as empresas portuguesas: Fertilizantes. Peixe fresco ou congelado.5 mil milhões. Máquinas e aparelhos elétricos. Leite e produtos lácteos. Pérolas. e a negrito os produtos que poderão representar oportunidades de exportação para as empresas portuguesas: Do total dos produtos importados por Madagáscar aos seus parceiros comerciais no. Embarcações. Tecidos de malha. Os óleos de petróleo ou de minerais betuminosos> óleo de 70%. no montante de cerca de US$ 5. produtos de limpeza e de polimento. do fracionamento. Tecidos de algodão. Do total dos produtos importados pelo Maláui aos seus parceiros comerciais no. Outras máquinas e aparelhos para as indústrias particulares. no montante de cerca de US$ 513 milhões. Artigos de matérias têxteis. Madeira e aparas. Óleos essenciais e perfumes. Leite e produtos lácteos. no montante de cerca de US$ 1. Veículos automóveis para transporte de pessoas. rebites e semelhantes. Papel e cartão. Gás natural. Automóveis. Automóveis. Motores de pistão de combustão interna e componentes. Veículos a motor para transporte de mercadorias. Tabaco. Medicamentos (incluindo medicamentos veterinários). Barras de ferro e aço. revestidos. Outras carnes e miudezas comestíveis. Medicamentos (incluindo medicamentos veterinários). identificamos de seguida. Máquinas e aparelhos elétricos. no montante de US$ 3. Máquinas de processamento de dados. Materiais de construção. Produtos laminados de ferro.6 mil milhões. Trigo e centeio em grão. no montante de US$ 1. Arroz. melaço e mel. Calçado. Recetores de televisão. Minérios de cobre. refinado. refinado. pedras preciosas e semipreciosas. Mobiliário e peças. por ordem decrescente. Preparações de cereais. Mobiliário e peças. os 25 principais produtos que representam 54% das importações. Sabonetes. Peixe fresco ou congelado. Polímeros de etileno. Tecidos de malha. Pneus de borracha e câmaras-de-ar. Carvão. Embarcações.679 milhões. Minerais em bruto. Gorduras vegetais e óleos. Veículos automóveis para transporte de pessoas. farinha de frutas ou vegetais. os 25 principais produtos que representam 68% das importações. Artigos de matérias têxteis. Veículos automóveis para transporte de pessoas. Carvão. revestidos. Gorduras vegetais e óleos. Produtos residuais de petróleo. alumínio. Materiais de construção. Pregos. Produtos medicinais e farmacêuticos. Tecidos de algodão.4 mil milhões. painéis. Equipamento de telecomunicação. Do total dos produtos importados pela Namíbia aos seus parceiros comerciais no total de cerca de US$ 6.05 mil milhões. Gorduras vegetais e óleos. aço não ligado. perfis e seções. Aparelhos elétricos de diagnóstico para as ciências médicas. Artigos de plástico. Milho. no montante de cerca de US$ 1. Sabonetes. Fios têxteis. e a negrito os produtos que poderão representar oportunidades de exportação para as empresas portuguesas: Óleos de petróleo ou de minerais betuminosos> óleo de 70%. cantoneiras. Açúcar. parafusos. por ordem decrescente.4 mil milhões. os 25 principais produtos que representam 53% das importações. pedras preciosas e semipreciosas. e a negrito os produtos que poderão representar oportunidades de exportação para as empresas portuguesas: Óleos de petróleo ou de minerais betuminosos> óleo de 70%. Peixe fresco ou congelado. os 25 principais produtos que representam 56% das importações. Máquinas e aparelhos elétricos.7 mil milhões. Produtos comestíveis e preparações. Máquinas para a construção civil. óxidos e sais de halogéneo. identificamos de seguida. Farinha de trigo e farinha de trigo com centeio. identificamos de seguida. total US$ 2. Pérolas. Equipamento de Do total dos produtos importados pelas Seicheles aos seus parceiros comerciais no total de cerca de US$ 752 milhões.

Outras máquinas e aparelhos para as indústrias particulares. Material para impressão. Outras matérias plásticas em formas primárias. Peças e acessórios dos veículos. perfis e seções. Papel e cartão. Aeronaves e equipamentos associados. os 25 principais produtos que representam 52% das importações. identificamos de seguida. Trigo e centeio em grão. Tecidos de algodão. Açúcar. Medicamentos (incluindo medicamentos veterinários). Veículos automóveis para transporte de pessoas. Geradores. Barras de ferro e aço. e a negrito os produtos que poderão representar oportunidades de exportação para as empresas portuguesas: Do total dos produtos importados pelo Zimbabué aos seus parceiros comerciais no total de cerca de US$ 4. Veículos automóveis para transporte de pessoas. Máquinas de processamento de dados. Veículos a motor para transporte de mercadorias. no montante de cerca de US$ 6. Bombas de água. Artigos de matérias têxteis. Sabonetes. Níquel minérios e concentrados. Tecidos artificiais. Do total dos produtos importados pela Suazilândia aos seus parceiros comerciais no total de cerca de US$ 2 mil milhões. Máquinas e aparelhos elétricos. perfis e seções. Pneus de borracha e câmaras-de-ar. Máquinas para a construção civil. Óleos brutos de petróleo e outros. Refeições à base de cereais e farinha. Veículos automóveis para transporte de pessoas. Açúcar. Metais comuns. por ordem decrescente. Pneus de borracha e câmaras-de-ar. Recipientes de metal para armazenamento ou transporte. revestidos. Outras carnes e miudezas comestíveis. Trigo e centeio em grão. Motocicletas e velocípedes. Semirreboques. identificamos de seguida. Produtos diversos das indústrias químicas. Metais comuns. fitas e outras mercadorias pequenas. Fertilizantes. Veículos a motor para transporte de mercadorias. Fertilizantes. Equipamento de telecomunicação. e a negrito os produtos que poderão representar oportunidades de exportação para as empresas portuguesas: Do total dos produtos importados pela Tanzânia aos seus parceiros comerciais no total de cerca de US$ 11. Produtos comestíveis e preparações. Veículos a motor para transporte de mercadorias. óxidos e sais de halogéneo. Aparelhos e equipamentos fotográficos. Fertilizantes. Recipientes de metal para armazenamento ou transporte. Outros produtos químicos orgânicos. barras.2 mil milhões. Sumos de frutas e de vegetais. cantoneiras. Medicamentos (incluindo medicamentos veterinários). aço e alumínio. Artigos plásticos. Equipamento de telecomunicação. Do total dos produtos importados pela Zâmbia aos seus parceiros comerciais no total de cerca de US$ 8.4 mil milhões. rendas. produtos de limpeza e de polimento. Máquinas para a construção civil. Equipamento de telecomunicação. análise e controle. por ordem decrescente. Medicamentos (incluindo medicamentos veterinários).3 mil milhões. por ordem decrescente. Farinha de trigo e farinha de trigo com centeio. farinha de frutas ou vegetais. e a negrito os produtos que poderão representar oportunidades de exportação para as empresas portuguesas: Minérios de cobre e seus concentrados. os 25 principais produtos que representam 61% das importações. Preparações de cereais. melaço e mel. Tabaco. Máquinas e aparelhos para as indústrias particulares. Máquinas para a construção civil. Pneus de borracha e câmaras-de-ar. Máquinas para a construção civil. Sabonetes. Barras de ferro e aço. Artigos de plástico.9 mil milhões. Produtos laminados planos de ferro. Automóveis. Estruturas e peças de ferro. Aparelhos de medição. Óleos de petróleo ou de minerais betuminosos> óleo de 70%. Papel e cartão. e a negrito os produtos que poderão representar oportunidades de exportação para as empresas portuguesas: Tecidos de malha. Produtos comestíveis e preparações. Artigos plásticos. Equipamento de telecomunicação. Material para impressão. Cobre. produtos de limpeza e de polimento. por ordem decrescente. farinha de frutas ou vegetais. Óleos de petróleo ou de minerais betuminosos> óleo de 70%. Embarcações. Mobiliário e peças. Elementos químicos inorgânicos. Gorduras vegetais e óleos. Cobre. Produtos laminados de ferro. Veículos a motor para transporte de mercadorias. Minérios e concentrados de metais básicos. Bebidas alcoólicas. identificamos de seguida. Metais comuns. no montante de cerca de US$ 5 mil milhões. Barras de ferro e aço.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP telecomunicação. aço não ligado. no montante de cerca de US$ 2. Outras máquinas e aparelhos para as indústrias particulares. Tules. no montante de cerca de US$ 1. Energia. os 25 principais produtos que representam 59% das importações. Óleos essenciais e perfumes. Arroz. Equipamento de telecomunicação. Óleos de petróleo ou de minerais betuminosos> óleo de 70%. melaço e mel. Bebidas alcoólicas. Leite e produtos lácteos. Equipamentos de aquecimento e refrigeração. Veículos automóveis para transporte de pessoas. Bebidas alcoólicas. Polímeros de etileno. Medicamentos (incluindo medicamentos veterinários). cantoneiras. Mobiliário e peças. Trigo e centeio em grão. Milho. Gorduras vegetais e óleos. em formas primárias. identificamos de seguida. Óleos de petróleo ou de minerais betuminosos> óleo de 70%. folheados. Sais metálicos e 71 . Elementos químicos inorgânicos. Calçado. os 25 principais produtos que representam 61% das importações. Cobre. pedras preciosas e semipreciosas. Medicamentos (incluindo medicamentos veterinários). Preparações de cereais. refinado. Tubos e perfis ocos. refinado. Energia. perfis e seções. aço não ligado e não revestido. Aeronaves e equipamentos associados. Artigos de plástico. óxidos e sais de halogéneo. Outras carnes e miudezas comestíveis. Pérolas.2 mil milhões.7 mil milhões. Peças e acessórios de veículos. comuns. Legumes. cantoneiras. Sabonetes. Outras máquinas e aparelhos para as indústrias particulares. produtos de limpeza e de polimento. Veículos a motor para transporte de mercadorias. Artigos de plásticos. Materiais de construção. Automóveis. Produtos diversos das indústrias químicas.

revestidos. Aeronaves e equipamentos associados. ferro e aço. análise e controle. Veículos automóveis para transporte de pessoas. Aparelhos de medição. por ordem decrescente. Peças e acessórios dos veículos. painéis.811 milhões. identificamos de seguida.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP acessórios. Papel e cartão. total US$ 24 mil milhões. Máquinas para a construção civil. Preparações de cereais. cantoneiras. perfis e seções. Equipamento mecânico e componentes. Óleos de petróleo ou de minerais betuminosos> óleo de 70%. Produtos laminados planos de ferro e aço. reservatórios. Geradores. Carnes e miudezas comestíveis. Tubos e perfis ocos. Outras máquinas e aparelhos para as indústrias particulares. acessórios. materiais em bruto. UNCTADstat. Equipamento de telecomunicação. e a negrito os produtos que poderão representar oportunidades de exportação para as empresas portuguesas: Óleos de petróleo ou de minerais betuminosos> óleo de 70%. Bombas. compressores de gás e ventiladores. Bombas. Motocicletas e velocípedes. Veículos a motor para transporte de mercadorias. Veículos para transporte de pessoas. Máquinas e aparelhos elétricos. Aparelhos para canalizações. Peças e acessórios de veículos. de ácidos inorgânicos. Produtos diversos da indústria química. Peças e acessórios para máquinas. aço. Mobiliário e peças. no montante de US$ 54 mil milhões. Equipamento de telecomunicação. Calçado. Artigos de plástico. Aparelho para circuitos elétricos. Óleos brutos de petróleo. Materiais de construção. painéis. análise e controle. Turbinas a vapor e componentes. Aparelho para circuitos elétricos. Aparelho para circuitos elétricos. Arroz. 2012 72 . no montante de US$ 11. compressores a gás e ventiladores. Fertilizantes. Máquinas de processamento de dados. Bebidas alcoólicas. identificamos de seguida. alumínio. aço. Veículos a motor para transporte de mercadorias. Pneus de borracha e câmaras-de-ar. outras. Medicamentos (incluindo medicamentos veterinários). tabuleiro. Equipamentos de aquecimento e refrigeração. Barras de ferro e aço. tabuleiro. Fonte: UNCTAD. Países analisados autonomamente Do total dos produtos importados por Angola aos seus parceiros comerciais no. peroxossais. Equipamento para distribuição de energia elétrica. os 25 principais produtos que representam 43% das importações. Metais comuns. Tecidos artificiais. cubas. Estruturas e peças de ferro. Automóveis. Aparelhos de medição. os 25 principais produtos que representam 49% das importações. Ferramentas mecânicas e outros. Máquinas para a construção civil. ferro. caldeiras. Outras máquinas e aparelhos para as indústrias. por ordem decrescente. e a negrito os produtos que poderão representar oportunidades de exportação para as empresas portuguesas: Do total dos produtos importados a África do Sul aos seus parceiros comerciais no total de US$ 124 mil milhões. folheados. Equipamentos de aquecimento e refrigeração. painéis. tabuleiro. Ferramentas mecânicas. farinha de frutas ou vegetais.

Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP 2.África do Sul O país com maior peso na região 73 .

representando cerca de 34% do PIB da África Subsaariana e 59% do PIB da SADC. 41 World Bank Fonte: FMI (Fundo Monetário Internacional).53% Lesoto 0. diamantes e carvão. Macroeconomia 2.35% 3.1.38% Congo R.1. dispõe de uma razoável rede de infraestruturas e transportes e apresenta um sistema financeiro bastante desenvolvido. O país com maior peso na região 2. É uma economia abundante em recursos naturais. Rússia.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP 2.18% Suazilândia 0.57% 42 A economia da África do Sul é a maior e mais sofisticada do continente Africano.66% Madagáscar 1.66% Seicheles 0.24% Malauí Maurícia 0. Gráfico 40 – Representação da percentagem do PIB dos EM na SADC Tanzânia Zâmbia 4.97% Moçambique 2.16% Namíbia 1.58% 41 Zimbabué 1. PIB da economia Sul-Africana A África do Sul é o país com maior peso na região. IFI (Instituto de Finanças Internacionais). A sua importância no continente Africano foi confirmada pela inclusão no acrónimo BRICS (Brasil.75% Botsuana 2. e Análise BPI agosto 2013 42 74 .1. China e África do Sul . Índia. como platina. Análise do Orçamento de Estado de 2012 da República da África do Sul. África do Sul.South Africa).D 2. ouro.14% Angola 17.61% 1. representando mais de 59% do PIB da SADC.22% África do Sul 59.

5 7. Em 2011 o crescimento do PIB de 3.5 2012 Após o decréscimo do PIB registado em 2009 a trajetória de crescimento do PIB recuperou. o 5º maior produtor de ouro e o 4º maior produtor de diamantes (em volume e valor).507 5. A degradação contínua do crescimento económico verificada nos principais parceiros comerciais do país também não contribuiu para inverter esta tendência. e com as previsões orçamentais. aqueles que têm maior peso no crescimento económico do país são as infraestruturas (transportes. o maior produtor de platina (com uma quota mundial de 76%).591 7.1 7. para 4.5% (segundo o FMI e o IFI). Para além deste setor. No entanto. Assim. para 29.9% em 2012.2% do PIB em 2012.1. a agricultura e o turismo .6 3. O défice do setor público administrativo aumentou ligeiramente de 4. que visaram apoiar o crescimento e o emprego.Taxa de crescimento anual do PIB PIB (variação anual) PIB per capita (USD) 3.2. mas também da procura interna. O Governo previu para o ano de 2013 um aumento na despesa pública. 2013 75 . o país foi o maior produtor mundial de crómio. Orçamento Geral do Estado43 A situação orçamental da África do Sul é sólida. Os maiores défices orçamentais recentes foram consequência de medidas anticíclicas do Governo. comunicações e habitação social). A importância deste setor resulta do facto da África do Sul ser um país bastante rico em recursos minerais. tudo indica que este aumento está a decorrer a um ritmo inferior quando comparado com os resultados do exercício anterior. por via da realização do Mundial de Futebol. Apesar da economia Sul-Africana ter continuado a crescer desde a recessão de 2009. resulta da contribuição positiva das exportações (evolução dos preços das commodities).6% para o PIB e em 2011 com cerca de 10% (Análise BES 2012). tendo a economia sido afetada pela instabilidade no mercado laboral e pela diminuição dos preços nas matérias-primas. tendo contribuído em 2010 com cerca de 8.951 2. energia. 2. Em 2010.265 5. em parte como resultado do conjunto de políticas governamentais de estímulo fiscal e da recuperação da procura interna. tendo subido de 20% do PIB em 2011.Evolução anual do PIB per capita em US$ Gráfico 42 . o ritmo moderado do seu crescimento tem afetado negativamente as receitas.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Gráfico 41 . 43 Fontes: African Economic Outlook. O setor mineiro apresenta-se como um dos setores mais importantes da economia Sul-Africana.1% do PIB em 2011. muito embora se tenha registado uma ligeira quebra no exercício de 2012. Relatório Económico Anual – Banco Central da África do sul. a despesa pública governamental aumentou.766 2008 2008 3.5 2009 2010 2011 2009 2010 2011 2012 -1.

1. O rácio do serviço da dívida (que avalia a proporção das receitas da exportação necessárias para pagar o serviço da dívida). Dívida Pública externa e interna44 A dívida pública interna aumentou substancialmente. aumentou de 93. para cerca de US$ 105 mil milhões em 2012. sendo improvável que afetem o acesso do país aos mercados de crédito internacionais. bem como as notações dos depósitos externos das principais instituições financeiras e dos bancos comerciais. a 31 de março de 2011. ao aumento do financiamento junto dos mercados de capitais internacionais pelo Governo.. e de obrigações indexadas à inflação. 44 Fonte: African Economic Outlook 76 .8% em 2011.7% em 2012. para 96. Devido à natureza da moeda nacional e dos mercados de capitais.4% em 2012.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP 2. enquanto a dívida externa total passou de 27% (US$ 50. tendo passado de cerca US$ 87 mil milhões em 2011. em grande parte.8% do PIB em 2011. A estratégia para a gestão da dívida faz parte integrante das amplas políticas de sustentabilidade do Governo. a fonte de financiamento primária para o défice orçamental continua a ser a contratação de empréstimos internos através de uma combinação de títulos do Tesouro.9 mil milhões) do PIB em 2011. para US$ 119 mil milhões em 2012. que incluem projeções detalhadas de componentes internos e externos.3 mil milhões) em 2012. O aumento da dívida externa deveu-se. e através de financiamento externo com vista a financiar investimentos em infraestruturas. A dívida nacional corresponde a 90% do endividamento total. Cumpre informar que as notações revistas. de obrigações de taxa fixa.2% (US$ 53. emitidas pela Moody’s. A Moody’s desceu a notação do crédito soberano da África do Sul em um nível .3. O total da dívida bruta aumentou de cerca US$ 97 mil milhões. para 29. estão alinhadas com as notações das outras principais agências de notação de risco de crédito. A dívida pública externa reduziu de 3. sendo de destacar afixação dos objetivos líquidos de financiamento. a longo e a curto prazo (para um período de três anos). para 3.de A3 para Baa1. pelo setor bancário.

do investimento na Economia. Conforme referido. em 31º lugar. Com uma balança 45 Facts about South African Mining-August 2013.Para além disso.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP 2. a um aumento da atividade dos bancos comerciais. O setor 45 empregou cerca de 520 mil pessoas em 2011. Em 2011.8% (tem vindo a reduzir os níveis de extração nos últimos anos) e a 4ª maior produtora de diamantes em valor (apresentando 46 uma quota mundial de 9.2. a África do Sul foi considerada a 5ª maior produtora de ouro. A agricultura. Gráfico 43 . pescas e florestas No setor dos serviços.org/ 46 77 . No entanto. tem um peso diminuto no PIB do país. o turismo vem-se apresentando como um importante setor na sua Economia. Em 2011. O crescimento do setor deveu-se. Junho 2013. a África do Sul posicionava-se.87% ).2.1. sendo a Bolsa de Valores de Joanesburgo (JSE Limited) a maior de África. o 7º lugar do ranking mundial de produção. o setor mineiro contribuiu 10% para o PIB do país. o 2º destino mais visitado do continente Africano (depois de Marrocos). Estrutura produtiva 2. PIB por setor 2011 Serviços Pessoais Serviços Públicos 10% 2% 7% Serviços Financeiros e imobiliário 16% Transportes e comunicação 13% Turismo e Comércio 3% Construção 5% 21% Eletricidade. sendo um dos setores determinantes na contribuição para o PIB. estimando-se que com os efeitos indiretos destas contribuições ascendam a 20%. ocupando o país. os serviços financeiros e o imobiliário desempenham um papel de relevo no desenvolvimento da África do Sul. gás e água 15% Indústria Transformadora 8% Mineração Agricultura. no ranking mundial dos destinos turísticos. com uma quota mundial de 6. a África do Sul não deixa de ter relevantes fundações agrícolas. De salientar que a África do Sul dispõe de uma estrutura financeira sofisticada. aumentando para 525 mil empregados em 2012 . ao contrário do que sucede no resto do continente Africano. contribuindo fortemente para os níveis de emprego. em grande parte. Neste setor destaca-se o vinho. Kimberley Process Certification Scheme available at: https://kimberleyprocessstatistics. PIB por Setor O papel do Governo é relevante ao ponto de assegurar 40%. Câmara de Minas da África do Sul BES Research Africa do Sul. é considerado o principal produtor de milho na região SADC.África do Sul. com uma quota mundial de 3. A indústria extrativa tem um peso preponderante no PIB sul-Africano. Em 2011. em 2010.5%.

Setor da Produção . e um peso muito importante em vários domínios da região da África Subsariana. Os investimentos em infraestruturas são um elemento fulcral da estratégia de crescimento. Transnet e South Áfrican Express Airways. Estas empresas têm um papel fundamental no crescimento económico do país. bem como os seus clientes e fornecedores. por forma a incentivar o crescimento. Safcol e Broadband Infraco. Composição do Setor Empresarial do Estado O Departamento de Empresas Públicas (Department of Public Enterprises – DPE) é o representante do Governo com responsabilidade pelas seguintes empresas detidas pelo Estado (State Owned Companies SOC):    Setor da Energia e Extração Mineira . Setor dos Transportes . tendo um papel vital no desenvolvimento rural e na redução do desemprego local.Eskom e Alexkor. os objetivos e atividades do departamento deverão estar em linha com os do Governo. 47 Conclusões com base nos dados do Economic Review of the South African Agriculture 2011/2012 78 . A Eskom é responsável por 95% da energia usada na África do Sul e por cerca de 45% da energia usada em todo o continente Africano. e transformar o leque de empresas do Estado. a principal filial da Safcol.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP agrícola positiva de (2011/2012).South Áfrican Airways.2. detém 80% da companhia de florestas moçambicana . realçando a capacidade de autoabastecimento agrícola 47. 2. Para que tal aconteça. O objetivo deste departamento é o de impulsionar o investimento e a produtividade.2. industrialização.Denel.Indústrias Florestais de Manica -. a Komatiland Forests. e as empresas detidas pelo Estado estão a implementar programas por forma a assegurar que são criadas oportunidades sustentáveis para investir. África do Sul apresenta uma estrutura agrícola positiva. criação de novas empresas e o desenvolvimento de novas competências. Estas empresas são responsáveis pelo desenvolvimento de infraestruturas chave e contribuem para o aumento da capacidade de produção do país – por exemplo.

pontua a dificuldade sentida nos últimos anos em alcançar patamares de expansão mais robustos. destacam-se a deficiente oferta de energia elétrica. verificam-se alguns aspetos positivos como. continuarão a atrasar o crescimento do país. 48 Fonte: FMI. Análise do Orçamento de Estado de 2012 da República da África do Sul . e o recuo da procura externa e dos preços das commodities nos mercados internacionais. No entanto. Por outro lado. Prioridades estratégicas da África do Sul Embora tenham ocorrido avanços significativos em determinadas áreas. e para 2015 as instituições internacionais esperam um crescimento de 3. Para 2014. Mais recentemente. com grande falta de formação técnica e infraestruturas deficitárias e degradadas. designadamente. A nível económico.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP 2. entre os fatores que mais contribuem para esta situação.5%. corrupção. o comportamento volátil do setor de extração e transformação de minério. Vários são os fatores limitativos do potencial crescimento da África do Sul: um mercado de trabalho ineficiente.3. a África do Sul continua a debater-se com desafios significativos. para além de questões de saúde pública. o Governo Sul-Africano anunciou as linhas gerais do Plano Nacional de Desenvolvimento (NDP) para 2030.3. Política económica 2. A fraca qualidade do ensino e lacunas ao nível da educação contribuem também para o posicionamento mais frágil em termos de desenvolvimento. enfrenta um alto nível de desemprego.7%. o impacto desfasado das políticas económicas restritivas antes da crise de 2008. nomeadamente o ainda significativo flagelo da incidência de VIH. a expansão da classe média. sobretudo jovem.Crescimento anual do PIB (1994-2018). Perspetivas futuras Gráfico 44 . uma população que vive com escassos rendimentos (contextos que explicam os elevados índices de criminalidade). causando roturas nos transportes e na atividade económica. IFI.2. e também da conjuntura mundial. A desaceleração da Economia da África do Sul é consistente com o abrandamento da taxa de crescimento dos BRICS e da economia mundial. 2. 48 África do Sul As perspetivas de crescimento futuro continuam a refletir uma incapacidade estrutural do país em retomar o crescimento registado na última década.3.4%. que deverá estimular o consumo privado de bens duradouros e serviços e a melhoria de redes de transporte e estações elétricas que deverão permitir um reforço gradual da atratividade ao investimento externo . Neste ponto. ineficiência das entidades públicas e um crescimento mundial mais fraco. e a 28º do mundo. que permitam sustentar a trajetória de desenvolvimento e prosseguir na senda do crescimento. O retomar das taxas de crescimento de 5%.0%.1. a média das previsões de instituições internacionais aponta para um crescimento de 3. as elevadas taxas de criminalidade.BPI Research agosto 2012 79 . prevendo o FMI um crescimento de apenas 3. encontra-se pois dependente de alterações da estrutura económica. ainda que o cenário do FMI aponte para um crescimento de 2. A maior economia Africana.

e 10. com a rubrica das exportações “não tradicionais” a crescerem cerca de 10% ao ano. Criação de um pacto social (entre o Governo. melhorando o sistema de transportes. Plano Nacional de Desenvolvimento – África do Sul: 10 Ações Prioritárias 1.  As poupanças nacionais deverão aumentar de 16% do PIB para 25% do PIB até 2030. Desenvolvimento do sistema de saúde. na sigla original). de uma maior formação e desenvolvimento dos profissionais de saúde e da redução do custo dos seguros privados de saúde (em relação aos seguros públicos). setor privado.  O nível da formação bruta de capital fixo deverá crescer de 17% para 30%. para R110 000 por pessoa em 2030 (preços constantes). 6. 4.7 vezes em termos reais. desenvolver a rede de transportes públicos e aumentar o rendimento dos trabalhadores em zonas rurais. com o objetivo último de tornar o crescimento económico mais inclusivo. 5. criando empregos mais próximos das zonas residenciais e desenvolvendo o mercado imobiliário. 8. com o nível de investimento fixo do setor público a aumentar cerca de 10% até 2030. criado com o objetivo de introduzir uma estratégia de longo prazo para um combate definitivo à pobreza e para reduzir as desigualdades sociais até 2030. até 2030 nas diversas dimensões. O NDP. (iii) o aumento das exportações e (iv) a criação de mais emprego.4%. 9. Fontes: NDP 2030 – Governo África do Sul / BPI Research agosto 2013 80 Aumento estimado do comércio intrarregional na África Austral de 7% para 25% em 2030 . Reforma do espaço geográfico. aumentando a densidade populacional das cidades. tem como principal foco (i) a melhoria do bem estar da população. com o objetivo de impulsionar o investimento e o crescimento económico. Definição de uma estratégia para erradicar a pobreza e os seus efeitos que passe por reduzir o desemprego. As ações prioritárias têm por base um conjunto de medidas e objetivos futuros definidos pelo Governo.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Plano Nacional de Desenvolvimento: Uma estratégia para o crescimento e desenvolvimento 49 O Orçamento para 2013 consubstancia os objetivos estratégicos de crescimento e redução da pobreza definidos no Plano Nacional de Desenvolvimento (“NDP”. de 7% para cerca de 25% até 2030. 3.  As exportações (medidas em volume) deverão registar uma taxa de crescimento de 6% ao ano em 2030. Desenvolvimento do sistema educativo. a coordenação do Governo com outras áreas e eliminação da corrupção. Economia  O PIB deverá aumentar 2. 7. impulso da competitividade do país e das exportações. Melhoria da gestão e responsabilidade do serviço público. sindicatos e a sociedade civil) para reduzir a pobreza e as desigualdades. Redução da criminalidade através do reforço da justiça criminal e da melhoria do ambiente comunitário. através da modernização das infraestruturas de apoio à saúde pública. (ii) a redução dos custos associados à realização de negócios. reforçar o salário mínimo nacional. Impulso ao investimento em setores com maior intensidade de trabalho (com especial foco na criação de emprego para os mais jovens). Assegurar a sustentabilidade ambiental e a capacidade de proteção contra choques externos. o que implica uma taxa de crescimento médio anual do PIB de aproximadamente 5. Comércio  49 O comércio intrarregional da África Austral deverá aumentar. O PIB per capita deverá aumentar de R50 000 por pessoa. 2. Impulso ao desenvolvimento em infraestruturas até 10% do PIB. em 2010.

 A percentagem da população adulta a trabalhar deverá aumentar de 41% para 61% até 2030. Um dos objetivos do Governo para 2030 é tornar os transportes públicos mais “amigos do utilizador e do ambiente” e mais económicos. Emprego  A taxa de desemprego deverá baixar de 24. de acordo com o Department water affairs – Rep of South África) e que este recurso é suficiente para satisfazer as necessidades relativas à agricultura e indústria.Objetivos definidos pelo Governo para o mercado de trabalho. e será dada maior importância ao setor das energias renováveis.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP  O comércio da África do Sul com os países vizinhos deverá aumentar de 15% para 30% até 2030 . e o número de pessoas sem eletricidade é de cerca de 12. o “emprego total” deverá aumentar de 13 milhões para 24 milhões de pessoas empregadas. Este deverá registar um desenvolvimento considerável até 2030. a taxa de eletrificação na África do Sul é de cerca de 75% nas zonas urbanas / centrais. 81 . Seguindo estas previsões. 2030 Objetivos 2010 2015 2020 2030 Taxa de desemprego (%) 25% 20% 14% 6% Emprego (milhões) 13 15.  A percentagem da população adulta a trabalhar. deverá aumentar de 29% para 40% até 2030. Transportes  Futuramente. a percentagem de utilizadores de transportes públicos no seu dia-a-dia deverá aumentar substancialmente.8 Energia  A proporção de pessoas com acesso à rede elétrica deverá aumentar pelo menos 90% até 2030 (segundo dados da IEA. a África do Sul precisará de mais 29 000 MW de eletricidade disponível. de aproximadamente 3 milhões de contentores por ano para 20 milhões em 2040. Água  Assegurar que toda a população tenha acesso a água limpa e potável.3 milhões).9 23. Tabela 5 . Portos  É esperado um aumento da capacidade portuária de Durban.9% em 2012 (junho 2012) para 14% em 2020 e 6% em 2030. O porto de Durban concorre diretamente com o Porto de Maputo no qual foi anunciado em 2011 um investimento de US$ 750 milhões até 2030 .  Os programas do Governo para o apoio ao emprego deverão atingir 1 milhão de pessoas em 2015 e 2 milhões de pessoas até 2030.  Até 2030. World Energy Outlook 2011.8 18. (estima-se que cerca de 94% da população tenha acesso a água potável. nas áreas rurais.

o Botsuana. varia bastante de província para província Figura 9 .1 milhões de quilómetros quadrados.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP 2.Panorâmica das infraestruturas em África . a África do Sul faz fronteira com a Namíbia. 2013 82 . que o país se encontra dividido em nove províncias distintas. o Zimbabué e Moçambique. PwC. A densidade populacional. como se poderá apreender da tabela ao lado. possuindo uma área de 1. Desde as eleições de 1994.África do Sul.4. Infraestruturas e energia Panorâmica das infraestruturas na África do Sul Situada no extremo sul do continente Africano.

Apesar de em 2012 o investimento público ter aumentado em estradas. em portos e no setor energético.2 Água e saneamento 75. o que é ampliado pelo fraco investimento no desenvolvimento das estruturas de apoio à capacidade produtiva. ainda assim.4 A atual degradação de infraestruturas é comumente apontada como um constrangimento ao crescimento (destacando-se o défice na rede de fornecimento elétrica. continua a existir falta de dinamismo no setor. na rede de transportes e nas rodovias).590 129.1 Northern Cape 1.8 Mpumalanga 4.755 43.939 76.745.1 KwaZulu-Natal 10.966 38.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Tabela 6 .Características das Províncias Sul-Africanas 50 Província População (2011) Área (km²) Densidade populacional (por km²) Gauteng 12.953 104.300 94.0 Educação 40. As suas infraestruturas requerem manutenção.0 Limpopo 5. Mas.825 21.509.272. a nível de infraestruturas.267.2 Saúde 36.6 140. Na tabela seguinte pode-se ver o investimento público previsto em infraestruturas.562.0 Eastern Cape 6.822.889 3.561 1. por setor. Tabela 7 .178 675.8 North West 3. entre 2010 e 2015.770.053 168. 2010 .495 52.882 33.868 125.361 108. Note-se que de acordo com o índice de Competitividade Global do World Economic Fórum para 2012-2013.2015 Setor Total Serviços Económicos 677 Energia 296.462 45.220.7 Serviços às comunidades 57.734 129. acima do nível padrão da região.1 África do Sul 51.404.813 42. por setor.039.2 Transporte e logística 262.0 Outros serviços económicos Serviços sociais 50 51 51 43.º lugar (de um total de 144 países).861 372. o país encontra-se posicionado em 63.Investimento público em infraestruturas. linhas ferroviárias.263 18.5 Free State 2.8 Western Cape 5.145. a África do Sul está. e muitas delas encontram-se obsoletas. muito devido aos baixos níveis de investimento privado.6 Fonte: Census 2011 Fonte: Análise do Orçamento de Estado para 2012 83 (US$M) .

O índice Doing Business de 2013 do Banco Mundial. 52 Fonte: Eskom (2011) 84 . As reservas marginais de energia da Eskom têm vindo a descer abaixo de 1% nos passados meses. Figura 10 .º posições possíveis). A falta de manutenção adequada tem resultado numa recorrência cada vez maior nos cortes energéticos imprevistos. quando comparado com uma norma internacional de 15% não deixa de ser preocupante.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Energia O setor elétrico na África do Sul é dominado pela Eskom. o que. O país não se encontra capaz de gerar a energia necessária para fazer face à procura. empresa de distribuição elétrica SulAfricana. que detém e opera a maioria das infraestruturas elétricas. acrescendo ainda que. encontrando-se o país em 150. não tem conseguido responder às necessidades da população. reflexo do avançado estado de degradação das infraestruturas.Infraestrutura da rede de eletricidade da África do Sul 52 Como resultado de baixos investimentos no setor. estabelece que um dos aspetos mais negativos no investimento na África do Sul está relacionado com a obtenção de eletricidade. especialmente quanto à produção mineira. As infraestruturas elétricas deficitárias constituem graves obstáculos à produção. o total de energia passível de distribuição é inferior aos níveis de 2006.º lugar (de 185. reduzindo assim a capacidade elétrica nacional. fornecendo 95% da energia do país. a Eskom.

e Ligação da África do Sul à Namíbia. Porto de East London. visando a quebra do atual monopólio na energia Sul-Africana. quando consideramos as rotas ferroviárias principais que têm linhas duplas). Os vários portos encontram-se ligados.Principais rotas ferroviárias e portos Sul-Africanos 53 Na África do Sul existem oito principais portos marítimos comerciais (cuja localização pode ser vista na figura ao lado):         Durban. sendo a operação dos portos efetuada na sua maioria pela Transnet (que detém uma posição dominante nos portos Sul-Africanos). 53 Fonte: Transnet. por se estabelecer como uma área bastante deficitária. a Moçambique e ao Zimbabué (e através do Zimbabué. centrais. Nggura / Coega. a par da energia. existem hoje expetativas claras relativas à alteração das regras que vigoram presentemente. A linha ferroviária percorre ainda a Suazilândia. Cidade do Cabo. Baía de Richards. A rede ferroviária Sul-Africana é constituída por quase 21 mil quilómetros de linha (num total de mais de 30 mil quilómetros. e à implementação de regulação económica neste âmbito. Baía de Saldanha. liga o país à Zâmbia). A divisão geográfica decorre da respetiva área de influência que cada porto serve. Baía de Mossel. por corredores. Figura 11 . ao Botsuana. Transportes Os transportes. aos centros industriais e mineiros de Gauteng e Mpumalanga.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Apesar de a Eskom deter o monopólio no setor. Porto Elizabeth. são o setor que tem atraído maior atenção por parte do Governo. e orientais. Ltd (2010) 85 . Cumpre salientar as seguintes caraterísticas da rede ferroviária da África do Sul (figura abaixo):    Ligação dos oito principais portos marítimos ao interior do país. Os comboios de passageiros e de mercadorias utilizam as mesmas linhas ferroviárias (pelo menos em serviços intercidades). Os portos sul-Africanos encontram-se divididos em três grupos: ocidentais.

se especializam num só tipo de carga. a sua eficácia é avaliada através da eficiência com que os portos conseguem servir quem os utiliza. outros dão apoio apenas a determinados setores (a Baía Mussel. Ltd. De referir que os portos sul-Africanos abrangem várias funções – enquanto uns estão focados quase exclusivamente em produtos a granel. 2010 86 54 . presta apoio à indústria off-shore petrolífera). criando assim valor para a economia nacional. Existem portos que. por exemplo.Infraestrutura do Porto de Durban (o maior porto do país) 54 Fontes: Trasnet.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Considerando que os portos são compostos por uma mistura complexa de infraestruturas físicas e serviços operacionais. Porto Categoria de mercadorias por porto e suas especializações Baía de Richards e Durban 65% de todo o fluxo de carga e passageiros Baía de Richards e de Saldanha 80% de carga de granéis sólidos (principalmente minérios) Durban e Baía de Saldanha 84% de granéis líquidos Durban e Porto de East London 98% de todas as importações e exportações de veículos Durban e Cidade do Cabo 82% do comércio de contentores Figura 12 . por outro lado.

uma vez que muitas empresas têm estado a sair de Durban (devido ao ambiente menos congestionado à volta da zona de Richards). servindo uma função mais regional. equipados com carros e guindastes pórticos de última geração. veículos. Os principais bens a serem transacionados no porto são carga contentorizada (destinada tanto a exportações como a importações).5 m de calado. produtos florestais (incluindo aparas de madeira). Desempenha um importante papel na reparação de navios. na sua maioria.  Relativamente à rede rodoviária Sul-Africana. carvão. o Porto da Cidade do Cabo dispõe de atividade piscatória. Entre os principais produtos movimentados contam-se os contentores. e 454 mil quilómetros de estradas de cascalho. bem como as exportações de minério de manganês. estando apto a receber embarcações até 21. e estando localizado na muito preenchida rota marítima oriental-ocidental. de carga a granel fracionada. desempenha um papel relevante enquanto centro de transbordo para mercadoria destinada à África Ocidental. reparação de navios e instalações de lazer. apoiando a indústria automóvel. Está previsto um plano de expansão para o porto. Não obstante. 154 mil quilómetros de estradas pavimentadas. o único porto fluvial do país. A carga a ser movimentada neste porto tem crescido. e um terminal de veículos. atualmente. esta compreende. tendo começado a sua atividade em outubro de 2009. de veículos. Mais do que uma infraestrutura facilitadora do comércio. Fica apenas a 20 km nordeste do porto Elizabeth.  Porto Elizabeth É o porto que oferece o maior leque de infraestruturas e serviços em todo o país.   É o porto mais recente do país. 87 .    É. diamantífera e piscatória do Atlântico Sul. O porto pertence à Transnet. É o porto com maior profundidade do país. Não tem a relevância do porto de Durban e da Baía de Richards em termos de comércio nacional. granéis líquidos (petróleo bruto.  Tem seis terminais. As estradas são classificadas como estradas nacionais. aproximadamente. fruta.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Porto Principais características   Durban  Baía de Richards      Cidade do Cabo   Baía de Saldanha    Nggura / Coega Porto de East London Baía de Mossel Maior porto de granéis sólidos do país. Dispõe de um terminal multiusos (incluindo um terminal de contentores). um terminal de granel. Grande parte da carga que passa pelo porto é a granel.  É quase totalmente dedicado a prestar apoio à indústria off-shore petrolífera. provinciais ou municipais. de carga a granel. e de produtos alimentares frescos). especialmente nos setores da indústria petrolífera. que servem diferentes funções (de contentores. açúcar e passageiros (incluindo navios de cruzeiro). através da Associação Nacional dos Portos. de navios petroleiros. aço. Os terminais do porto estão. ainda que alguns terminais sejam operados por empresas privadas. As exportações e importações de veículos são hoje a principal atividade do porto. fertilizante. grãos (arroz e milho). produtos petrolíferos e químicos). O comércio do porto é dominado por exportações de carvão e de fluxos de granéis sólidos.

A má condição da rede rodoviária Sul-Africana é geral. A deterioração das estradas sul-Africanas acarreta três principais consequências:  Estima-se que o custo para reparar a deterioração sofrida é. estradas “não reclamadas” cuja dimensão ascende aos 140. O principal eixo rodoviário que liga estas duas cidades é a estrada N4/EN4 passando pelo eixo principal de Lebombo. mas afeta mais gravemente as estradas de cascalho localizadas na província. Em termos ferroviários são necessárias melhorias na qualidade do serviço oferecido aos utilizadores da rede. É um dos principais eixos viários do país e é muito utilizada por camiões de carga provenientes da África do Sul. á data.  Os custos pelos utilizadores numa estrada em más condições são o dobro quando comparados com uma estrada em boas condições. e  A acumulação do investimento subiu aos R 65 mil milhões em 1999.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Existem. Apesar da condição das estradas Sul-Africanas se ter deteriorado devido à sobreutilização e parco investimento há. sete vezes maior do que se a manutenção tivesse sido feita atempadamente. Não são incluídas nas contagens oficiais.000 quilómetros e que se encontram normalmente nas áreas rurais do país. Para além de melhorias na qualidade da rede rodoviária. conhecida em Moçambique como Ressano Garcia. possibilitando um acesso eficiente a localidades mais dispersas. 55 Fonte: Infraestrutura Económica do Estado da África do Sul: Oportunidades e Desafios de 2012. estabilidade na condição dos eixos rodoviários principais (como resultado de investimentos mais elevados ao longo dos últimos anos) . mostra-se também necessário um planeamento de acesso a estradas rurais. no entanto. e com baixa densidade populacional. Figura 13 . A estrada entre Maputo e Joanesburgo é alcatroada e dispõe de facilidades de acesso. que assegurem ligações a estradas provinciais e distritais. Presidência da República da África do Sul e Banco de Desenvolvimento da África do Sul 88 . como postos de combustíveis. e na capacidade operacional da rede ferroviária. nem existe qualquer entidade responsável pela sua manutenção. contudo.Principais redes rodoviárias Sul-Africanas 55 A distância entre Maputo e Joanesburgo é de cerca de 460 kms.

O setor encontra-se atualmente numa fase decisiva da evolução para a internet de banda larga. como por exemplo a introdução de um regulador económico para o efeito. e publicitando-se o papel desempenhado pela rede ferroviária no comércio internacional sulAfricano. Estatísticas Mundiais de Saúde. o período de viagem em comboios tem-se revelado mais longo quando comparado a viagem por autocarro. A escassez da água representa um dos maiores obstáculos em termos de infraestruturas. Presidência da República da África do Sul e Banco de Desenvolvimento da África do Sul 57 Fonte: Organização Mundial de Saúde. Estima-se que 17. Por outro lado. Mais. Os rios e as barragens sustentados pela água da chuva constituem a maior fonte de água. os seus recursos hídricos. 2012 89 . Cerca de 77% da água da superfície (armazenada em barragens e rios) está a ser usada. grande parte da população continua sem acesso à internet de banda larga. sendo que. Em 2013. é o membro que utiliza. na rede ferroviária Sul-Africana aos comboios de mercadorias.4%59 da população tenha acesso à internet. dentro da SADC. As suas bacias hidrográficas já estão totalmente utilizadas. O Governo definiu 2014 como meta para garantir o financiamento dos serviços básicos de abastecimento de água e saneamento a todos os cidadãos sul-Africanos. separando-se a gestão das infraestruturas das operações. Mostram-se ainda prementes alterações institucionais que visam tornar a rede ferroviária mais eficiente. em maior grau. Assim. o que indica necessidades urgentes de reabilitação. encontrandose os operadores de telecomunicações a investir em novas infraestruturas. o que não tem chegado para colmatar as necessidades do país (sendo que a água existente para consumo é mal repartida entre a população). a maioria dos comboios de passageiros estão limitados à velocidade máxima de 70 km/h. Água e saneamento56 A África do Sul é um dos países onde a água mais escasseia. 56 Fonte: Infraestrutura Económica do Estado da África do Sul: Oportunidades e Desafios de 2012. Os sistemas móveis. 2013 58 Fonte: Fonte: Infraestrutura Económica do Estado da África do Sul: Oportunidades e Desafios de 2012. Presidência da República da África do Sul e Banco de Desenvolvimento da África do Sul 59 Estatísticas Mundiais da Internet. As redes móveis não estão a conseguir acompanhar a procura que tem havido pelos seus serviços. apesar de o Governo exercer uma influência significativa através de políticas nacionais e regulamentação. tendo vindo a ser alocados recursos para a criação de uma infraestrutura digital nacional.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Uma vez que é dada prioridade. 74% da população Sul-Africana dispõe de acesso a saneamento básico no país. sendo que existem dois sistemas de acesso digital no país:   A internet. 57 TIC58 As telecomunicações são dominadas pelo setor privado. 78% da rede ferroviária do país já ultrapassou os vinte anos de vida útil inicialmente previstos.

naturalmente. mas ainda o principal parceiro comercial da África do Sul. Neste âmbito. são também de destacar outros departamentos e agências responsáveis por iniciativas marcantes quanto às políticas de comércio e de investimento. entre as quais se contam o Departamento do Tesouro Nacional. elaborado em finais de 2011.8% do PIB de 2012/2013 . contribuirá em larga medida para o investimento e correspondente desenvolvimento em infraestruturas a curto prazo. A África do Sul tem o objetivo claro de reforçar a sua centralidade em África. prevendo-se 61 um investimento para os próximos três anos – o equivalente a 25. O Banco Central desempenha. o de Saúde e o de Assuntos Minerais e Energéticos. um papel decisivo no desenvolvimento destas iniciativas. ou a dispositivos de utilizadores finais.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP É pouca a população Sul-Africana que atualmente tem acesso a computadores. Note-se que a África do Sul possui diversos acordos que complementam os tratados multilaterais. apoiando a cadeia de valor do setor da construção e promovendo a exportação de serviços 2. o comércio e o desenvolvimento empresarial de modo equitativo e socialmente responsável. configurando esta última não só a principal fonte de IDE do país. Mas. encontra-se o estabelecimento de um ambiente regulatório justo que tenha em vista possibilitar o investimento. sendo de destacar o Acordo de Comércio. assinado em 1999 com a União Europeia (UE).5. Grandes projetos de investimento previstos com infraestruturas60 A criação e a coordenação das políticas comerciais e industriais na África do Sul está a cargo do Departamento de Comércio e Indústria (DTI). o da Agricultura. Entre os cinco objetivos estratégicos do DTI. O Plano de Desenvolvimento Nacional (PDN) para 2030. Presidência da República da África do Sul e Banco de Desenvolvimento da África do Sul 90 . Desenvolvimento e Cooperação (ACDC). o futuro não deixa de ser otimista – estima-se que a maioria da população adulta estará a utilizar a internet no final da década. e não obstante. havendo uma repartição inapropriada de recursos. 2011 (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) 61 Fonte: Fonte: Infraestrutura Económica do Estado da África do Sul: Oportunidades e Desafios de 2012. Do valor global do investimento estima-se que parte do investimento projetado (cerca de 4%) possa ocorrer por recurso a PPPs. 60 Fonte: África do Sul – Perfil e Oportunidades Comerciais.

. há um conjunto de medidas que se encontram a ser adotadas de modo a aumentar a capacidade de produção e distribuição de energia elétrica . e dadas as necessidades energéticas do país. dos transportes. dos combustíveis.Projetos previstos para a África do Sul no setor energético 63 Projeto Montante Plano de Desenvolvimento Nacional para 2030 Até 10% do PIB Funcionamento das estações de energia elétrica de Kesuli e de Medupi (que irão adicionar 4.E.4 mil milhões 62 Fonte: Análise Orçamental de 2012 do Tesouro Nacional Fonte: E. cada uma) US$ 1. Tabela 8 . Energia Dado o crescimento económico da África do Sul.Expansão da capacidade de produção e de distribuição de energia elétrica Objetivo Medidas Políticas Pretende-se que a escassez de energia não constitua um entrave ao potencial crescimento da economia. e da captação e distribuição de água e alojamento.      Aumentar a proporção da população com energia elétrica Redução da intensidade energética Desenvolvimento das infraestruturas de transmissão Redução da utilização do carvão Maior recurso ao gás e às energias renováveis Estas medidas integram-se no Plano de Desenvolvimento Nacional e em projetos específicos que permitirão atingir os índices de capacidade e distribuição necessários ao país.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Gráfico 45 .F. outubro 2010. ainda que parcialmente. Profundo Economic Research. BPI. Tabela 9 .800 MW à capacidade de distribuição da Eskom. Mercados Financeiros (África do Sul) agosto 2013. Financing of Kusile and Medupi Power Plants – a research paper prepared for BankTrack and Pacific Environment.Gastos do Governo em infraestruturas (incluindo parcerias público-privadas) 62 Departamentos Provinciais 22% Autoridades locais 48% Instituições fora do orçamento 18% Parcerias Público-Privadas 4% 5% Empresas públicas não-financeiras Este investimento deverá resolver. os problemas ao nível da produção e do fornecimento de eletricidade. 63 91 .

Abastecimento de água e saneamento básico Objetivo Medidas Políticas Garantir o abastecimento de água e de saneamento básico a todos os cidadãos sul-Africanos     Gestão dos escassos recursos hídricos do país Assegurar que a população tem acesso a água e a saneamento básico Alocação da água mais eficiente Redução de perdas de água 64 Fonte: Fonte: Infraestrutura Económica do Estado da África do Sul: Oportunidades e Desafios de 2012. Tabela 12 .5 mil milhões. Nesse sentido há um conjunto de medidas programáticas que orientam os investimentos no setor dos transportes. 92 . Presidência da República da África do Sul e Banco de Desenvolvimento da África do Sul.Projetos previstos para a África do Sul no setor dos transportes 64 Projeto Montante Projetos no setor dos transportes públicos US$ 9.8 mil milhões Água e saneamento No setor da água e saneamento há um conjunto de medidas programáticas que visam melhorar o acesso. e reconstrução de algumas estruturas dos portos  Promover uma utilização maior dos transportes públicos  Melhorias na qualidade da rede ferroviária (ao invés de se aumentar apenas o comprimento das estradas) Estas medidas programáticas irão resultar num conjunto vasto de investimentos que se estima virem a totalizar cerca de US$ 12.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Transportes Igualmente. bem como a própria rede das infraestruturas de saneamento básico. Tabela 11 . ampliação dos canais.2 mil milhões Melhorias nos principais portos comerciais do país US$ 496 milhões Projetos no setor rodoviário US$ 2. Ltd 2010.Eficiência dos transportes Objetivo Medidas Políticas Melhorar a eficiência da rede rodoviária. o crescimento económico de África do Sul tem vindo a revelar uma crescente necessidade de aumentar a eficiência dos transportes. Tabela 10 . Trasnet. dos portos e da rede ferroviária  Aumentar a capacidade ferroviária  Recapitalização total da frota ferroviária  Expansão dos terminais dos portos.

promovendo a facilitação para a entrada do investimento privado no país. Tabela 13 .Projetos previstos na África do Sul no setor da água e saneamento 65 Projeto Montante Programa de gestão dos recursos hídricos n. 65 Fonte: Fonte: Infraestrutura Económica do Estado da África do Sul: Oportunidades e Desafios de 2012. O PND visa ainda incentivar o investimento privado. no setor das TIC. de forma coordenada com o investimento público (de forma a evitar duplicações) na área dos transportes públicos. regionais e municipais).Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Para se atingirem estes objetivos o Governo encontra-se a elaborar um programa nacional de gestão de recursos hídricos com medias a médio e longo prazo. 93 . Presidência da República da África do Sul e Banco de Desenvolvimento da África do Sul. ainda não tendo definido o montante global de investimentos. e o crescimento de parcerias público-privadas (especialmente em matéria de instalação de redes de fibra ótica nacionais.d. na área das energias renováveis e no desenvolvimento de mais infraestruturas.

com valores de exportação elevado e diversificado.Abertura da economia Sul-Africana África do Sul 2008 2009 2010 2011 2012 Taxa de câmbio (US$ /ZAR) 8. OANDA Relativamente à taxa de câmbio. Importações As importações têm apresentado um ritmo crescente desde 2009. tendo representado no primeiro caso 61%.54% 7.10% 11.05%) Balança Corrente (em % do PIB) (7. O Rand desvalorizou face ao Dólar.35%) (3. Ao nível da taxa de inflação identifica-se uma tendência crescente.30 8. comparando com 2009 e 2010.6. Tanto a China como a Alemanha exportam.23 Inflação 3. mantendo-se a China e a Alemanha como principais mercados de origem. Tabela 14 . maximizado pela sua entrada no grupo dos BRIC .20%) (0. na sua maioria. tendo atingido um pico em 2011 justificado pelo aumento mundial dos preços dos alimentos e do petróleo. no total das importações da África do Sul.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP 2. e no segundo caso 46%.40 8.06%) (0. Abertura da Economia e Relações Comerciais A África do Sul apresenta uma economia relativamente aberta. 94 A África do Sul enquanto plataforma de acesso aos mercados da região da SADC tem um importante papel de destaque dentro da comunidade perante o mercado externo.62%) (3. A balança comercial apresenta-se continuamente deficitária entre 2008 e 2012.40% 4. importa referir que vigora um sistema de câmbio flutuante.13% Balança Comercial (em % do PIB) (3. assim como a balança corrente.99%) (2.88%) (0.20 7.41%) n.23 7. Fonte: Banco Mundial.64% 7.79%) (3. e é expetável que assim permaneça.d. maquinaria e equipamentos de transporte. sem intervenção do Banco Central. em 2012.

606 90% 122. lubrificantes e materiais relacionados 9% Químicos e produtos relacionados 36% 11% Bens manufaturados Outros artigos manufaturados 11% Alimentos e animais vivos 24% Matérias-primas (exceto combustíveis) Fonte: UNCTAD.000 Arábia Saudita Alemanha 7% 40.000 Japão EUA 50% 40% 30% 20% 5% 5% 3% 6% 3% 5% 4% 5% 4% 5% 8% 8% 7% 8% 6% 5% 4% 4% 8% 12% 11% 11% 10% 11% 60.054 60% 80.640 94. 2008-2012 Peso nas importações totais de África do Sul 100% 140.760 120.000 Índia 74. Gráfico 47 . lubrificantes e materiais relacionados.000 80% 101.000 121. tendo representado 2.Importações Sul-Africanas .000 10% 11% 13% 14% 14% 14% 2008 2009 2010 2011 2012 0% - Fonte: Centro Internacional de Comércio. UNCTAD.000 China Importações 20. 2012 O país da CPLP com maior relevo nas importações de África do Sul é Angola.Evolução das importações de África do Sul e principais países de origem. pelas exportações de petróleo. UNCTADstat As importações Sul-Africanas correspondem essencialmente a maquinaria e equipamentos de transporte e combustíveis minerais.25% do total das importações da África do Sul. UNCTADstat. 95 . representando este dois grupos de produtos cerca de 60% do total das importações da África do Sul.Top produtos Maquinaria e equipamentos de transporte 5% 2% Combustíveis minerais.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Importações Sul-Africanas – Top produtos Gráfico 46 .226 70% 100.

Moçambique exportou essencialmente combustíveis minerais: petróleo (50%). UNCTADstat As importações a partir de países da CPLP têm aumentado de forma relativamente consistente e expressiva nos últimos 3 anos. principalmente em 2012.Importações Sul-Africanas da CPLP 6. gás natural (19%) e eletricidade (15%).242 500 398 (500) 2008 420 528 2009 2010 Portugal Moçambique 1.65% 4. 96 . Portugal tem uma dimensão reduzida no global das trocas. Com maior peso surgem as exportações portuguesas de veículos e outro material de transporte e as exportações de cortiça. representando apenas 0.667 1. com crescimentos. em 2012.270 2012 Angola Fonte: UNCTAD. apenas 4. açúcar.25% 2.805 4. A CPLP representou.81% das importações sul africanas Gráfico 48 .79% Importações (milhões US$) 3. de cerca de US$ 2.500 4.354 1.661 1.23% 1.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Em segundo lugar surge o Brasil que apresentou uma maior variedade de produtos exportados para a África do Sul.500 4.998 2.371 1.500 1. com especial destaque para os parceiros da CPLP inseridos na SADC.671 1. destacando-se as exportações de carne. em 2012. respetivamente.500 3.052 2011 Brasil 1. Angola e Moçambique.81% 5. trigo e Minério de ferro e seus concentrados.13% do total das importações de África do Sul.500 2.6 mil milhões em 2011 para cerca de US$ 4 mil milhões em 2012.585 4.500 1.686 1.

36% das importações sul africanas Fonte: UNCTAD.a SulAfricana PetroSA e a angolana Sonangol Fonte: UNCTAD.25% das importações sul africanas Angola e África do Sul mantêm um acordo para exploração.Principais importações Sul-Africanas do Brasil Brasil 1. UNCTADstat. potenciado pelos diversos acordos comerciais existentes que incluem a cooperação neste setor .Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Importações Sul-Africanas de Angola Figura 14 . 2012 Angola apresenta um forte fluxo de exportação de petróleo para África do Sul. 2012 97 . Importações Sul-Africanas do Brasil Figura 15 . refinação e distribuição de petróleo entre as principais empresas do ramo de ambos os países .Principais importações Sul-Africanas de Angola Angola 2. UNCTADstat.

são os produtos alimentares que ocupam o lugar cimeiro da pauta alfandegária brasileira para este país. 2012 98 . ocorrendo um aumento do peso dos produtos relacionados com o setor alimentar.Principais importações Sul-Africanas de Moçambique Moçambique 1. UNCTADstat.03% das importações sul africanas Fonte: UNCTAD.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Gráfico 49 . com especial destaque para o abate e a preparação de produtos de carne e de pescado.Importações Sul-Africanas do Brasil Nos últimos anos o perfil de exportações do Brasil para a África do Sul têm vindo a alterarse. 2012 Importações Sul-Africanas de Moçambique Figura 16 . 7% 33% 9% De facto. em 2012. UNCTADstat. 14% 27% Alimentos e animais vivos Maquinaria e equipamentos de transporte Bens manufaturados Matérias-primas (exceto combustíveis) Químicos e produtos relacionados Fonte: UNCTAD.

2012 Importações Sul-Africanas de Portugal Figura 17 .Importações Sul-Africanas de Moçambique Moçambique tem um peso pouco expressivo nas importações Sul-Africanas.Principais importações Sul-Africanas de Portugal Portugal Representação marginal nas importações sul africanas Fonte: UNCTAD. não obstante a facilidade logística de acesso ao mercado. UNCTADstat. 2012 99 . as quais correspondem essencialmente (87%) a exportações de petróleo. UNCTADstat. gás natural e eletricidade. lubrificantes e materiais relacionados Alimentos e animais vivos Bens manufaturados Matérias-primas (exceto combustíveis) Fonte: UNCTAD. 3%3% 5% 87% Combustíveis minerais.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Gráfico 50 .

UNCTAD.677 70% 50% 90.976 Peso nas exportações totais de África do Sul 100% 86. O Japão surge em 3º lugar.000 5% 7% 3% 8% 11% 4% 6% 4% 7% 8% 9% 10% 80.892 90% 3% 5% 4% 8% 3% 4% 4% 6% 9% 8% 10% 9% 4% 4% 4% 5% 6% 2008 30.966 30% 20% 0% Reino Unido Índia 50.Importações Sul-Africanas de Portugal As empresas nacionais não aproveitam o mercado Moçambicano como ponte para o mercado sul-africano.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Gráfico 51 .2012 Exportações Tal como ao nível das importações. 2008-2012 100 Japão EUA 20.712 80% 73. UNCTADstat.000 60. 2% 6% 11% Graças ao forte desenvolvimento do setor automóvel da África do Sul (atualmente entre os 20 primeiros a nível mundial em termos de produção automóvel). Maquinaria e equipamentos de transporte Bens manufaturados As empresas portuguesas gozam de um acordo comercial celebrado entre a África do Sul e a União Europeia que prevê a redução ou mesmo isenção de tarifas nos produtos importados Químicos e produtos relacionados Outros artigos manufaturados Alimentos e animais vivos Matérias-primas (exceto combustíveis) Fonte: UNCTAD. representando 7.000 80.17% do total das exportações portuguesas para África do Sul em 2012. os lugares cimeiros dos clientes Sul-Africanos são preenchidos pela China e pelos Estados Unidos da América. o que pode justificar a fraca penetração no referido mercado. 36% 13% 29% A cortiça também merece destaque.000 60% 40% Países Baixos 70.Evolução das exportações de África do Sul e principais países de destino 92.000 11% 11% 13% 12% 2009 2010 2011 2012 - Fonte: International Trade Center. Portugal tem visto o seu fluxo de exportações de veículos e outro material de transporte aumentar.000 9% 11% 6% 40. Gráfico 52 .000 10. UNCTADstat.000 61. seguido da Alemanha.000 Alemanha China Exportações .

Em segundo lugar surge Angola.000 3.270 1.94% 4.026 593 338 2008 773 777 709 744 107 2011 1. com destaque para Moçambique . gorduras e ceras Fonte: International Trade Centre. lubrificantes e materiais relacionados 7% Químicos e produtos relacionados Commodities e transações n.Top produtos Matérias-primas (exceto combustíveis) 6% Bens manufaturados 2% 7% Maquinaria e equipamentos de transporte 26% Combustíveis minerais.Exportações Sul-Africanas . carvão (8%) e platina (7%).08% 2. como anteriormente referido.65% das exportações sul africanas. apenas Portugal apresenta uma tendência decrescente.CPLP Exportações (milhões US$) 4.142 629 368 193 2009 Portugal 163 2010 Brasil Angola Fonte: UNCTAD.500 4.324 747 1. UNCTADstat. Gráfico 54 . 4.116 1.500 3.Exportações Sul-Africanas . o top 3 dos produtos mais exportados foi preenchido em 2012 pelas exportações de ferro (13%). Destes 4 países.077 2. em 2012.e.000 3.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Quanto à estrutura das exportações Sul-Africanas. seguido do Brasil e de Portugal. 2008-2012 101 Moçambique 728 85 2012 A CPLP representou. 2012 Relativamente à CPLP. Exportações Sul-Africanas – Top produtos Gráfico 53 .500 2.78% 3.65% 3.000 500 2.500 - 1.61% 4. a África do Sul exporta mais para Moçambique. 11% Alimentos e animais vivos Outros artigos manufaturados 23% 17% Bebidas e tabaco Óleos vegetais e animais.000 1. o que se justifica em grande parte pela proximidade geográfica dos dois países.

traduzindo uma forte relação comercial. sustentada fundamentalmente pelas exportações de petróleo de Angola. lubrificantes e materiais relacionados Bens manufaturados Alimentos e animais vivos Fonte: UNCTAD. UNCTADstat. 28% 14% São. 2012 Gráfico 55 . apresentando no entanto uma balança comercial superavitária. Figura 18 .Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Exportações Sul-Africanas para Moçambique A CPLP. 2012 Químicos e produtos relacionados Outros artigos manufaturados 102 . na sua relação comercial com a África do Sul.39% das exportações sul africanas Fonte: UNCTAD. 18% 23% Maquinaria e equipamentos de transporte Combustíveis minerais. no entanto. UNCTADstat. sendo fornecedor de inúmeros produtos. de destacar as exportações Sul-Africanas de eletricidade e carvão e ainda de maquinaria e equipamentos de transporte.Exportações Sul-Africanas para Moçambique 6% 9% A África do Sul representa cerca de 31% na quota de importações de Moçambique. apresenta um peso relativamente reduzido.Principais exportações Sul-Africanas para Moçambique Moçambique 2.

Principais exportações Sul-Africanas para Angola Angola 1. 2012 Gráfico 56 . veículos de transporte de mercadorias (8%) e bebidas alcoólicas (6%). mas apresenta ainda assim uma grande diversidade de produtos exportados. 28% 11% 18% 26% Maquinaria e equipamentos de transporte Químicos e produtos relacionados Alimentos e animais vivos Bens manufaturados Bebidas e tabaco Outros artigos manufaturados Fonte: UNCTAD. 2012 Combustíveis minerais.Exportações Sul-Africanas para Angola Com Angola o fluxo de exportações não é tão intenso como em relação a Moçambique. 5% 4% 8% Os maiores fluxos em 2012 foram as exportações de fertilizantes (13%). UNCTADstat. UNCTADstat.32% das exportações sul africanas Fonte: UNCTAD.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Exportações Sul-Africanas para Angola Figura 19 . lubrificantes e materiais relacionados 103 .

36% entre 2008 e 2012.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Exportações Sul-Africanas para o Brasil Figura 20 . 2012 Gráfico 57 .84% das exportações sul africanas Fonte: UNCTAD. UNCTADstat. 33% Combustíveis minerais. cerca de 0. 5% 8% 33% 18% Ao nível dos combustíveis minerais exportados para o Brasil. 2012 104 . destaca-se o carvão.84%). UNCTADstat.Exportações Sul-Africanas para o Brasil As exportações de África do Sul para o Brasil têm muito pouca representatividade no total das importações brasileiras.38% em 2012 e das exportações sul-africanas (0.Principais exportações Sul-Africanas para o Brasil Brasil 0. O seu crescimento médio anual foi de 2. lubrificantes e materiais relacionados Maquinaria e equipamentos de transporte Matérias-primas (exceto combustíveis) Alimentos e animais vivos Outros artigos manufaturados Fonte: UNCTAD. que liderou em 2012 a pauta alfandegária quando analisada em maior detalhe. Em segundo lugar surgem as exportações de inseticidas e em terceiro materiais plásticos.

Commodities e transações n. UNCTADstat. 5% 8% Em 2012. a importação portuguesa de bens alimentares liderou a tabela.Exportações Sul-Africanas para Portugal No que se refere às importações Portuguesas de produtos Sul-Africanos o grau de especialização é superior. sendo este país o principal fornecedor de ouro de Portugal neste mesmo ano.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Exportações Sul-Africanas para Portugal Figura 21 .10% das exportações sul africanas. Químicos e produtos relacionados Maquinaria e equipamentos de transporte Bens manufaturados Fonte: UNCTAD. com tendência decrescente Fonte: UNCTAD.Principais exportações Sul-Africanas para Portugal Portugal 0. 2012 105 .e. 12% 52% 20% As compras de ouro não monetário também merecem destaque. representando 20% do volume de importações de África do Sul. 2012 Gráfico 58 . UNCTADstat. Alimentos e animais vivos No entanto a relevância proporcional nas importações nacionais e nas exportações sulafricanas é diminuta. sendo de destacar as compras de frutas e nozes e de peixe.

Maláui. República Democrática do Congo. em regiões com elevado número de recursos naturais. Promover a I&D. sendo de destacar:    Revista Exame. Medidas políticas para estimular o aumento do consumo de frutas e legumes por parte da população. A meta é substituir 50% do que Angola gasta a importar alimentos. assim como o investimento numa tecnologia de poupança de água. a nível setorial e a seguir referidas originam um conjunto de oportunidades adicionais de negócio. os quais apresentam forte dependência do setor agrícola. Diagnóstico dos principais constrangimentos que impedem o crescimento e desenvolvimento do setor mineiro e implementação de um conjunto de medidas de combate aos mesmos. como por exemplo reforço das relações entre vários fabricantes ou fornecedores ligados ao setor da mineração. quando a garantia de retorno seja total. “Segurança de investimento”: os agricultores só devem investir em determinada área.Prioridades do Governo a Nível Setorial (NDP 2030) Principais Setores Económicos Apostas do Governo Agro . Fontes: NDP 2030 – Governo África do Sul 106 . Principais setores de oportunidade As oportunidades decorrentes das necessidades de investimento em infraestruturas e energia já apresentadas podem constituir áreas de oportunidade de negócio para investidores internacionais. Desenvolvimento de tecnologia: O crescimento da produção agrícola foi sempre alimentado pelo desenvolvimento de novas tecnologias. Desenvolvimento de serviços e equipamentos associados ao Cluster da indústria extrativa. para os países adjacentes e pertencentes à SADC. Esta medida irá garantir a disponibilidade de rendimento para os agricultores existentes. com cerca de 10% para o PIB. A tabela seguinte visa sintetizar as prioridades governamentais nos vários setores de atividade e. 2013 Desenvolvimento de tecnologias na área agroindustrial. Apoio aos pequenos agricultores (tecnologia e acesso aos mercados). nas mais variadas áreas da Economia. permitindo a melhoria dos métodos de extração. portanto. para novos agricultores. Tabela 15 . promovendo o desenvolvimento agrícola de pequenos e médios negócios agrários. sendo que os retornos do investimento relacionados com I&D neste campo são elevados. e de Portugal em particular . Identificação de oportunidades que aumentem o envolvimento regional do Cluster (o setor mineiro apresenta-se como um dos setores mais importantes da economia Sul-Africana. que representa cerca de 10% do PIB da África do Sul e cujo potencial de crescimento mantém-se positivo.indústria       Indústria extrativa    66 66 Investimentos substanciais em infraestruturas de irrigação. distribuição pelo país.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP 2. tendo contribuído. maior eficiência energética e redução do desperdício de água.7. incluindo o armazenamento de água. Moçambique. e o retorno do investimento necessário. nomeadamente o Lesoto. com alavancagem nos objetivos da África do Sul de se tornar um hub da África Austral para ligações intra e intercontinentais. Turismo (de lazer e de negócios). Zâmbia e Zimbabué.” Acresce que as prioridades do Governo. A importância deste setor resulta do facto da África do Sul ser um país notoriamente rico em recursos minerais). “O pólo agroindustrial de Capanda tem uma área de 411 mil hectares. como por exemplo o estabelecimento de contratos com pequenos agricultores com o objetivo de melhorar a gestão da produção. Aprofundamento dos vínculos deste setor com os outros setores da economia. fiscalização e construção civil e obras públicas. em particular nos domínios das áreas de projeto. Exploração de medidas “inovadoras”. os setores mais favoráveis ao investimento oriundo da SADC em geral. em 2011.

a África do Sul classificou-se em 33º lugar (em 148 países) no critério “capacidade de inovação” e em 43º no critério “gastos das empresas em I&D”. a relevância dos equipamentos. Promoção do país enquanto destino de conferências e eventos. Desenvolvimento do setor e garantia de acesso à população Sul-Africana (em 2030. Promoção das exportações dos setores da construção civil e indústrias fornecedoras. com o objetivo de promover o desenvolvimento de novos produtos. O setor bancário da África do Sul encontra-se bastante desenvolvido.Potencialidades ao nível das infraestruturas 67 Principais Setores de Infraestruturas Potencialidades / Apostas do Governo Construção / Infraestruturas     67 Aumento da capacidade do Governo relativa à gestão do Orçamento destinado a infraestruturas. em 2011.2014 “Global Competitiveness Report”. inovação e comercialização. A aposta nas infraestruturas a seguir mencionada.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Principais Setores Económicos Apostas do Governo Manufatura    Turismo e Cultura     Setor financeiro  Dar prioridade aos produtos que são mais “dinâmicos” e apresentam maior grau de ligação ao uso doméstico. reitera. Intensificação do apoio às indústrias fornecedoras. a par naturalmente da exportação do leque total de serviços ligados à construção e às obras públicas . planeamento a longo prazo e monotorização e avaliação das despesas de construção e outros trabalhos. 14.5% do PIB). No ranking de competitividade 2013 . Fontes: NDP 2030 – Governo África do Sul 107 . vidro ou cimento. é esperado um aumento de cerca de 63% das pessoas com acesso a serviços financeiros). mais uma vez. como por exemplo materiais de construção. especialmente no que respeita à gestão de projetos. alojamento e ofertas turísticas. Criação de condições para uma indústria cíclica menos volátil. pela sua biodiversidade. Posicionar o país como um Centro de Negócios. Promoção do país enquanto destino internacional. dando prioridade a pequenos projetos regionais. ao nível da banca europeia. bem assim como pela promoção do Turismo. que são mais facilmente acessíveis para as pequenas empresas ou pequenos operadores. que analisa a competitividade de vários países com base numa serie de critérios. aço. Aproveitamento de contratos públicos e privados para promover a localização e a diversificação industrial. assim como outras questões relevantes para o setor. Facilidade de deslocação para os turistas que viajam entre países da região (o setor do turismo apresenta-se como um importante setor da economia do país. através da criação de um centro Financeiro para a África e mais apoio nas relações diplomáticas comerciais. podendo ser visto como estando entre iguais. nomeadamente rede de transportes. Melhoria do nível de infraestruturas. Desta lista merecem destaque as potencialidades abertas pela necessidade de equipamentos e tecnologia para a agroindústria e indústria regular. tendo representado. beleza e recursos naturais. Tabela 16 . Intensificação e apoio à I&D.

Adicionalmente.572 Empresas/investidores: 245 4. África do Sul Gráfico 59 .393 6.151 -76 Cidade do Cabo: 42 projetos -257 (2.365 4.000) -3.004 5. mantendo-se um saldo positivo entre os fluxos de IDE de. em particular no setor mineiro. no setor grossista. Por outro lado. em termos de IDE a África do Sul é o país africano que mais investimento chinês recebeu em 2011 (cerca de US$ 16 mil milhões). 108 .Fluxos de IDE na África do Sul. Investimento direto estrangeiro na África do Sul O período de 2010 a 2012 reflete um aumento exponencial do IDE Sul-Africano para o exterior. em particular para o resto de África. deve-se sobretudo aos investimentos Sul-Africanos para o exterior.369 1.000 6. Segundo o “World Investment Report 2013”. bem como uma continuação da capacidade de captação da IDE para o país (inward).8.134 2008 2009 Inward 2010 2011 2012 Pretória: 10 projetos Porto Elizabeth: 9 projetos Outward Fonte: FDI markets De facto o investimento sul-africano no exterior tem vindo a aumentar.000 9.000) Durban: 13 projetos (4.228 2. segundo um estudo desenvolvido pelo UNCTAD. o aumento dos fluxos outward de IDE africanos. a África do Sul surge em 15º lugar no “TNCs’ top prospective host economies for 2013–2015”. e em produtos do setor da saúde.000 Postos de trabalho criados: 28. 2008-2012 Dados referentes aos últimos 24 meses Número de projetos: 277 Fluxos de IDE (milhões US$) 10. e para a África do Sul. (cerca de 18 mil milhões de US$).000 4.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP 2.000 Principais cidades recetoras de IDE Joanesburgo: 89 projetos - 1.037 milhões 8.006 CAPEX: US$ 13.

2007) No contexto da SADC. Destaca-se o “The Standard Bank of South África”. banco que se posiciona no ranking mundial na posição 112. o setor é ainda bastante concentrado.9. a África do Sul é o país em que se verifica o maior nível de protecionismo do setor financeiro. Os rácios de capitalização dos bancos encontram-se. acima dos níveis regulatórios exigidos. claramente.199 Construção 275 308 Agricultura 126 140 Serviços de comunicação.610 Atividades empresariais 31. para pequenas economias pouco expostas ao exterior. telecomunicações 8. FiguraEstrutura 22 .1. O setor bancário da África do Sul é composto por 19 bancos e 12 sucursais de bancos estrangeiros. o sistema financeiro da África do Sul é bastante estável.708 36. quanto ao desenvolvimento do mercado financeiro.9.764 12. com uma média de 14.8% no Tier 1. e em primeiro lugar no quadro jurídico do setor financeiro e da regulamentação dos mercados dos valores mobiliários. Fonte: Centro de Comércio Internacional 2. Financiamento à Economia 2. verificando-se uma predominância de bancos cuja estrutura acionista é fundamentalmente local .6% em termos de depósitos.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Tabela 17 .569 Outros serviços 32. com 4 bancos a representarem 86% do total de ativos.688 39.204 5. 109 .427 Transporte. sociais e pessoais 77 87 Eletricidade. No entanto. Principais bancos presentes Tendo um sistema regulamentar eficiente.646 Comércio grosso e a retalho 4. reiteram a relevância dos setores referidos na secção anterior como setores apetecíveis para IDE no País em função das apostas estratégicas do Governo.115 58.1% para o rácio de RWC (risk weighted capital) e de 11. com uma quota de 24. gás e água 4 4 A indústria mineira lidera a captação de IDE na África do Sul Estes dados.Inward stock de IDE na África do Sul (milhões de US$) Setor 2009 2010 Indústria extrativa 39. De acordo com o Relatório sobre a Competitividade Global para 2012-2013 do Fórum Económico Mundial. o país ficou classificado em terceiro lugar num total de 144 países. Predominantemente local Equilibrada Estrangeira e Governo Predominantemente estrangeira Predominantemente Governo Excluído (Fonte: World Bank Staff Estimates. e de 26% em termos do crédito concedido (no final de 2011). armazenagem.Estrutura acionista bancária em África acionista bancária mercados financeiros bem desenvolvidos e instituições financeiras sólidas.

Bancarização da população68 Figura 23 .9. assumiram o compromisso de "promover ativamente um setor financeiro globalmente competitivo.Evolução dos níveis de inclusão financeira. desempenha um papel importante em quebrar as barreiras da inclusão financeira.banking. < 10% Entre 10% e 20% Existem diferenças significativas entre os níveis de inclusão financeira nas zonas rurais e urbanas: enquanto cerca de três quartos dos adultos (74%) das áreas urbanas têm conta bancária. No entanto. o FSC é um acordo de transformação voluntária para o setor financeiro.2012 2010 63 5 9 69 23 Bancários 2011 63 5 5 Formais (não bancários) 27 Informais 2012 67 0% 68 69 20% 40% 6 60% 8 80% 19 Não servido 100% % Fonte: www. e que contribua para o estabelecimento de uma sociedade justa através de uma eficaz prestação de serviços financeiros acessíveis direcionando investimentos para setores-alvo da economia". 2010 . que reflita a demografia do país.bna. tendo-se verificado um aumento da utilização de contas poupança (30% para 39%) e de máquinas eletrónicas e cartões de débito (52% para 61%).org. Entre 20% e 30% Entre 30% and 40% > 40% Não disponível (Fonte: World Bank. apenas 54% dos adultos usam produtos bancários nas zonas rurais. A maioria dos adultos (70%) usa produtos/serviços não bancários formais e 51% dos adultos usa mecanismos informais. OCDE 110 . Já a utilização de produtos bancários manteve-se nos 25%.za. refere que 67% da população adulta da África do Sul tem conta bancária. O Governo criou ainda canais alternativos para o financiamento das pequenas e médias empresas (PME).1.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP 2. em particular. mais acentuado nas zonas rurais. cerca de 19% da população não usa produtos nem serviços bancários. Finscope Survey 2012. Global Financial Inclusion Database. O Financial Sector Charter (FSC) e o Black Economic Empowerment Act (BBBEE) têm sido os principais pilares da transformação do setor. O Finscope Survey 2012. cerca de 72%. O setor informal.Contas bancárias (% +15 anos) em África Contas bancárias (% +15anos) O nível de bancarização da África do Sul é dos mais elevados da SADC e de toda a África. além de terem conta bancária. utilizam também produtos bancários.ao Fontes: http://www. e desses. O setor financeiro em geral e as instituições financeiras. 2011) O setor bancário tem-se empenhado em melhorar o nível de inclusão financeiro da população Sul-Africana. Figura 24 . Assinado em 2003 e implementado em 2004.

Estas reservas atingiram.2. A política monetária assegurou a estabilidade dos preços. A diminuição dos lucros. Considerando que existiam cerca de 3. mantendo-se a inflação dentro das taxas previstas (3-6%) na primeira metade de 2012. onde os níveis de pobreza são dos mais elevados do país. com a finalidade de regular o microcrédito.6% em novembro.4 mil milhões. da educação e da comida.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP 2. Segundo. A taxa de inflação global anual homóloga (year-on-year inflation). 2. a procura de crédito pelo setor privado permanece relativamente baixa. impulsionada pelos preços do petróleo. da eletricidade. Primeiro porque o número limitado de pessoas que necessitavam desses créditos levou a um aumento da competitividade entre as instituições. Paradigm Shift . entre julho e agosto de 2012 o crescimentoda massa monetária desceu de 8. Apesar de ter vindo a crescer ao longo dos anos. o Governo proibiu o crédito consignado e criou um Conselho Regulador das Micro Finanças (Micro Finance Regulatory Council). ao invés de aplicar esta acumulação numa política cambial ativa. Marang Financial Services – organização sem fins lucrativos dedicada a melhorar o acesso dos mais pobres aos serviços financeiros.todas trabalham em conjunto para ajudar as mulheres SulAfricanas a encontrar uma solução duradoura para a pobreza. bem acima da média a longo prazo de 4. a eliminação de um mecanismo de cobrança estável e os elevados custos de cumprimento da legislação fizeram com que muitos credores saíssem do mercado.organização sem fins lucrativos que tem o objetivo de capacitar as igrejas dos países em desenvolvimento para dar formação aos mais desfavorecidos sobre negócios.3. um máximo histórico de US$ 51. WDB Trust e WDB Investment Holdings . Women’s Development Businesses – é composta por três organizações: WDB Micro Finance. registou uma subida para os 5. o Banco Central Sul-Africano (South African Reserv Bank) intervém no mercado cambial. FINCA South Africa – tem o objetivo de melhorar a qualidade de vida da população mais desfavorecida através da prestação de serviços financeiros para empreendedores com pouca capacidade financeira. apenas 1.334 permaneciam em 2000 . tendo-se mantido próximas deste nível (US$ 50 mil milhões) até agosto de 2012.7% em dezembro de 2012. No entanto e apesar de uma taxa de juro historicamente baixa. em 2000 o setor entrou na chamada “Fase de Consolidação”. a inflação de base aumentou significativamente em dezembro de 2012 para 4.8%. depois de se ter mantido nos 5.9%. aligeirando os controlos cambiais e acelerando a acumulação das reservas cambiais externas.9%. Microcrédito O setor do microcrédito na África do Sul surgiu em 1980 e tem sido impulsionado por várias Empresas. Por forma a minimizar o impacto negativo de excesso de fluxos de capitais de curto prazo e de volatilidade cambial. o que levou a uma redução das margens de lucro.500 instituições de microcrédito registadas em 1997. uma vez que o rápido crescimento das instituições de microcrédito se tornou insustentável. O Banco Central Sul-Africano tem vindo a utilizar a acumulação de reservas como um instrumento de gestão da sua liquidez internacional. das quais se destacam:      Small Enterprise Foundation – é a mais antiga e mais conhecida organização de microcrédito na África do Sul e tem como público-alvo os residentes das zonas rurais do Limpopo e Mpumalanga. Organizações Não Governamentais e Agências Governamentais. No entanto.9. orientação e disciplina.3% para 7. 70 Fonte: African Economic Outlook 111 . Taxas de juro de financiamentos70 A África do Sul tem um sistema de câmbio flutuante. Por outro lado.9. em agosto de 2011. microcrédito.

e o 29º em liquidez de mercado. Segundo dados da World Federation Exchange disponibilizados pela JSE. As transações em bolsa estão totalmente automatizadas. o que representa um crescimento médio anual de 56% desde 2000. realizando-se através de um sistema eletrónico de compensação e liquidação.4. a bolsa de valores Sul-Africana ocupa o 19º lugar num conjunto de 54 membros. o 21º em volume de transações.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP 2.9. tendo a capitalização da bolsa atingido os US$ 734 milhões. a bolsa de valores de Joanesburgo – JSE – tinha 401 empresas cotadas. O investimento na África do Sul deverá igualmente ter em consideração o cumprimento das regras para combater a desigualdade previstas pelo programa “Broad-Based Black Economic Empowerment (BBBEE)” 71 Fonte: Research BPI – África do Sul 2012 112 . Bolsa de valores71 Em junho de 2012.

Moçambique Principal potência no setor do gás natural 113 .Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP 3.

Crescimento anual PIB Moçambicano (últimos 5 anos) PIB milhões USD 14. O otimismo é transversal às instituições económicas do país. o desenvolvimento de infraestruturas (“mega projetos”) e o alargamento da concessão de crédito à Economia. chamamos a atenção sobre este rápido crescimento económico potenciado por recursos naturais.24% do PIB da região da SADC.3% 7% 7% 8.274 6% 2. No entanto. no entanto.3% 6% 2008 2009 2010 Anos PIB (Milhões US$) 2011 2012 Crescimento anual PIB (em %) Fonte: Banco Mundial O crescimento. Uma potência no setor do carvão. Os obstáculos referidos são. uma potência emergente no setor do gás natural 3. como se irá ilustrar ao longo do estudo. (iii) as deficientes infraestruturas. na agricultura.8% 7% 6.000 6. sustentado pela contínua capacidade da atração de investimento estrangeiro. 114 . refere que Moçambique atingirá a qualificação de “país de rendimento médio até 2025”. na construção civil e serviços financeiros. Não obstante..1% 12. especificamente o Banco Central de Moçambique. não permitiu ainda ultrapassar as caraterísticas menos positivas da economia Moçambicana (apontadas de forma consistente pelos principais organizações internacionais): (i) o frágil capital humano. e (iv) a regulamentação demasiado complexa.000 4. PIB da economia moçambicana Moçambique é um dos países da região em processo de convergência. Macroeconomia 3. representava apenas 2. (ii) o elevado custo do crédito. No passado recente registou algumas das taxas de crescimento do PIB mais elevadas a nível mundial.1. Estas previsões têm como pressupostos o crescimento da produção de carvão.891 9.1.000 6% 0 Crescimento anual PIB (%) 7.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP 3.000 8% 7% 7.000 7. as principais prioridades do Governo de Moçambique. muito embora generalizado. num misto de previsão e aspiração.674 14.000 10. Moçambique.568 6.1. o qual poderá conduzir a enviesamentos estruturais da Economia denominada “doença holandesa” (“dutch disease”). a sua enconomia em 2010.4% 9.588 7% 6% 9. As previsões para 2014 apontam para um crescimento de 8%. acima de 7%. o que permite perspetivar o desenvolvimento económico com otimismo moderado. Gráfico 60 .000 12. O sólido crescimento dos últimos anos. assentou na produção de carvão.

medida pelas despesas imputadas no OGE (e sem considerar o papel estratégico do seu setor empresarial) no ano de 2012 atingiu 34% do PIB. danificaram de forma significativa estradas.2. suportando o crescimento. Em Moçambique a despesa do Estado. e a implementação dos megaprojetos de infraestruturas. Para ilustrar o referido note-se que produção de carvão.Despesas de natureza funcional do OGE 2013 (%) Serviços públicos gerais Fonte: Relatório de execução do Orçamento do Estado 2013 28.3% 17.6% Habitação e desenvolvimento coletivo Saúde Educação Segurança e ação social Fonte: Relatório de execução do Orçamento do Estado 2013 72 African Economic Outlook.4% Encargos da dívida 19. as inundações ocorridas.0% 7. A produção é na sua maioria exportada. dados de 2013 115 .2% 23.4%) Transferências correntes 54. Defesa 5.7% Bens e serviços 17. Orçamento Geral do Estado72 As despesas do Orçamento Geral do Estado (“OGE”) constituem um importante indicador do peso e da forma como o Estado influencia (ou pretende influenciar) o desenvolvimento económico. no início de 2013.3% A distribuição funcional da despesa do OGE dá prioridade aos serviços públicos gerais (28. No entanto. aos assuntos económicos (23. dada a materialização do crescimento das exportações de carvão.1.3% 4.3% 3.2% 4.º 13/1. nomeadamente no Sul.3%). tal não afetará a tendência de crescimento.6%) e à educação (17.Despesas de natureza económica do OGE 2013 (%) Pessoal 2. que se iniciou em 2010. 3. Relatório Nacional do FMI n.4% Um dos principais desafios orçamentais consiste na conciliação entre o crescimento da despesa (nomeadamente do sistema de segurança social e de despesas de investimento em infraestruturas) e a capacidade de gerar receitas orçamentais.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP De notar que.5% Exercícios findos e demais despesas correntes Gráfico 62 . havia atingido 5 milhões de toneladas em 2011. tendo-se multiplicando e atingido 50 milhões de toneladas em 2012.9% Segurança e ordem pública Assuntos económicos 8. os caminhos-de-ferro e linhas de transmissão de eletricidade. Gráfico 61 .

5%. Refira-se que a ajuda a Moçambique foi. onde se incluem dotações para a Segurança Social. verificamos o papel ativo que Portugal tem no apoio a Moçambique: Top 10 dadores APD em termos brutos (média 2010-2011) 1 EUA 2 Portugal 3 Instituições UE 4 Reino Unido 5 IDA 6 Canadá 7 Dinamarca 8 Suécia 9 Alemanha 10 Noruega 116 (Milhões US$) 332 170 161 148 136 106 101 97 89 79 .5% em 2012 para cerca de 14. foi o principal contribuinte para financiar o défice. estabilizando o seu peso em 5% do PIB. face a 7.9% para 71. Esta diminuição foi compensada parcialmente pelo aumento da arrecadação das receitas internas. com o seu peso no PIB a incrementar-se de 12. podendo ser encarada como um entrave à sua eficiência.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP A redução do peso da ajuda externa está a dificultar esta harmonização.5% da despesa total. dado que: (i) O aumento antevisto das receitas das indústrias extrativas surgirá apenas a médio prazo (os grandes projetos de carvão estão ainda em fase inicial de produção). O FMI prevê que o défice orçamental (incluindo donativos internacionais) se mantenha superior a 5. Número de dadores em Moçambique vs. Discussion Paper 12/2013 Analisando o ranking dos principais doadores em 2011. Médias globais e continente Africano Moçambique Média global Média do continente Africano por país 36 21 24 Fonte: Transformação Económica de Moçambique.5% no período de 2013 a 2018. O IDE. em 2013 e 2014. pela primeira vez em 2011. relativamente fragmentada (do ponto de vista dos doadores) no contexto Africano. Diminuição da dependência da ajuda internacional e diplomacia política A ajuda internacional foi determinante para assegurar a coesão de Moçambique e para financiar a balança de pagamentos altamente deficitária. ultrapassando as ajudas internacionais. (ii) As despesas com infraestruturas registarão incrementos significativos entre 2013 e 2014. sobretudo devido aos ganhos de eficiência na cobrança de impostos. e ainda um possível financiamento adicional do Banco Mundial com vista a apoiar o programa de investimentos públicos nesta área. e (iii) O Plano de Ação para Redução da Pobreza (PARP 2011-2014) estabelece que os gastos em áreas prioritárias sejam aumentados de 66.8% do PIB% em 2011. A ajuda externa diminuiu para 5. e é.4% do PIB em 2012.

a diminuição do influxo de ajudas externas. No entanto. este é um dos aspetos que requer melhorias para que o potencial da economia Moçambicana se materialize. os quais foram previamente acordados com o FMI no âmbito do “Instrumento de Apoio à Política Económica”.3. Reservas de moeda estrangeira O gráfico abaixo representa a evolução ocorrida ao nível das reservas de moeda estrangeira e ouro para o período de 2004-2012. estabelecendo-se um perdão parcial da dívida do país.1. O valor em 2011 representa 3. No entanto.469 2 1.051 0 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 Fonte: FMI O menor nível de reservas não deverá ser considerado preocupante.982 Moçambique 1. Segundo o FMI. o sistema bancário tem apresentado crescente liquidez.206 0.1. e as cheias de 2013. e a um pedido adicional de 100 milhões de US$.829 1. De referir que até 2012. retendo Moçambique fortes fatores económicos que sustentam o potencial crescimento das suas reservas. e em 2012.5 1. totalizando 900 milhões de US$. conduziram a uma diminuição significativa das reservas internacionais para aproximadamente US$ 2. 3. 3.1 meses.5 mil milhões de US$.4. É de referir que mais de 80% da dívida é detida por entidades externas.Evolução da reserva em moeda estrangeira e ouro Reserva em moeda estrangeira e ouro (US$) 3 2. Dívida pública O rácio entre a dívida pública e o PIB tem-se mantido relativamente estável – em 40% desde 2006. a assinatura de contratos relativos a três novos projetos de infraestruturas.606 1. ano em que o FMI aprovou a Iniciativa Multilateral de Alívio da Dívida. Nível de financiamento à Economia Conforme referido. e considerando o esforço exigido pelos planos de investimento.7 meses de cobertura de importações.445 1.5 1 1.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP 3. Gráfico 63 . Não obstante. levou à renegociação com o FMI do plafond de crédito para 1.5. referido no ponto anterior.300 milhões. tendo implícito um rácio de cobertura de importações de 3. dado ter resultado de aspetos conjunturais.1. os valores nominais de dívida deverão aumentar. totalizando 1. No entanto. de acordo com as projeções do FMI.5 2. o Governo recorreu apenas a 16% dos empréstimos autorizados.23 mil milhões de US$.353 1. e desde 2007 que a dívida tem notação correspondente ao segundo maior nível de classificação de investimento especulativo. podendo atingir cerca de 50% do PIB em 5 anos. de acordo com as principais agências internacionais de notação de risco. este acréscimo tem sido canalizado de forma limitada para as PMEs e para o setor produtivo em 117 .

Depósitos Crédito 2008 Dez.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP geral. o metical.4 2 a 11. 22 22 181-365 dias 0 a 22.5 15.5 6 a 11. a moeda nacional de Moçambique.5 14.6 24. tem apresentado uma valorização nominal em comparação com as restantes moedas de referência para Moçambique.8 11. Apresenta-se de seguida uma tabela que representa a evolução das taxas de juro referente ao período 20072012: Tabela 18 . À descida das taxas de referência.6 4.8 11.7 23.0 9. Acresce que.6 23.1.7 4 a 22.7 12.2 3. A gestão do risco cambial deverá estar presente na análise de investimento dos diferentes agentes. 2012 Jun.4 Até 180 dias 23 22 18 22. mantendo-se concentrado em grandes empresas e megaprojetos.4 2 a 14. registou-se uma desvalorização nominal de cerca de 5% da moeda nacional comparativamente com o rand sul-africano e o dólar norte-americano. Evolução das taxas de juro e variação da liquidez Desde 2012 a autoridade monetária procedeu a uma diminuição da taxa de referência (associada às operações de cedência de liquidez). A taxa de câmbio real teve um comportamento semelhante. euro e rand sul-africano. a partir de 2012.2 0 a 21.7 11. embora ainda a um ritmo lento.3 4 a 13.7 4 a 23. relativamente ao dólar norte-americano.1 11.8 8. 2010 Dez. 2012 Jul. Fundo Monetário Internacional No que respeita ao regime cambial. 2012 Mar.7 18.1 Taxas de referência Facilidade Permanência de cedência 15.8 22. Porém. 24 23.9 0 a 22. se adicionam custos de financiamento elevados. 3.0 9 a 21.2 0 a 21.5 12.2 6 a 11.5 11.5 14.0 13.5 Bilhetes do Tesouro 14. não contribuindo para uma adequada diversificação da Economia e melhoria da competitividade.8 6 a 19.5 11.8 14. 2009 Dez. 118 .8 1-2 anos 22. ou seja.9 24.6 10.2 8.1 20. a um volume de crédito abaixo do ótimo.2 9 a11.8 181-365 dias 12 11 10 12 13 12 12 12 1-2 anos 7 a 12.5 15.8 Fonte: Banco de Moçambique.5 11. seguiu-se a descida das taxas de juro gerais da Economia. 91-180 dias 12.1 2 a 9.Evolução da taxa de juro 2007 Dez. 2011 Dez.6.

0 8.7 Exportações (Milhões de US$) 3.5% 2012 2013 Previsões FMI Fonte: FMI / EIU 2014 Previsões EIU Visão do Governo de Moçambique.4% 7.5% 7.7 3.788 4.2% 6.8% 7.363 15.558 3.8% para ambos os períodos.760 25.365 17.2 8.8 4.4% para 2013 e 7.Previsões de crescimento para Moçambique As previsões do FMI apontam para um crescimento de 8.5% 7.339 23.4% 8.0%7.811 15.760 23.0 PIB Per Capita (US$) 606 648 631 680 Taxa de Inflação média anual (%) 2.) 3.1 7. expressa no “Quadro Macroeconómico de Referência para 2012-2014” onde se definem as premissas e metas para os principais agregados económicos (bem como o quadro macroeconómico estabelecido na Estratégia de Moçambique) é consistente com os valores apresentados pelos organismos internacionais.8% 8. Proposta do Plano Económico e Social para 2014 (PES 2014) A visão do governo de Moçambique. a EIU de 7.6 RIL (Meses de Cobertura de import.8 3. 8.Principais Indicadores Macroeconómicos 2012-2014 2012 2013 2013* 2014* Real PL 14.774 População (Milhares de Hab) 23. Política Económica Visão do FMI e EIU Gráfico 64 . verificando-se unanimidade nas expetativas e nos pressupostos inerentes a estas.5% Estas previsões fundamentam-se em expetativas de um aumento da produção no setor da indústria extrativa decorrente da crescente exploração dos recursos naturais e alargamento das atividades financeiras através do aumento da concessão de empréstimos à economia como consequência da expansão prevista no setor produtivo.470 3.2% para 2014.5 6. é expectável a seguinte evolução da economia: Tabela 19 . 7. 73 Segundo o Plano Económico e Social 2012 – 2014 .6 5.042 PIB Nominal (Milhões de US$) *Previsão 73 Fonte: Proposta do Plano Económico e Social 2014 119 .4 7.2.034 Taxa de crescimento (%) 7.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP 3.0% 7.

contemplados nas previsões orçamentais. 7. correspondendo a um crescimento de 21%. uma correta gestão do meio ambiente. US$ 4. Estabilidade e Regulação Macroeconómica O Governo tem vindo a promover a condução coordenada das políticas fiscais. O PES (2012-2014) define o enquadramento estratégico de longo prazo estabelecido pela Estratégia Nacional que fixa as Grandes Orientações para o Desenvolvimento de Moçambique. Para atingir o objetivo proposto será necessário efetuar investimentos significativos no setor da educação primária e cuidados de saúde primários. estradas e energia. no entanto. acentuando o papel da Programação Financeira como instrumento balizador da articulação entre o Ministério das Finanças e o Banco de Moçambique. 6. 5. 4.247 0. Prosseguir com a criação de oportunidades de emprego e de um ambiente favorável ao investimento privado e desenvolvimento do empresariado nacional. 3. monetária e cambial. pautada pelo serviço do cidadão. que têm um impacto direto no Índice de Desenvolvimento Humano (“IDH”) publicado pelas Nações Unidas. saúde. Moçambique encontra-se na posição 185. no crescimento do PIB.7 meses de cobertura das importações de bens e serviços. sendo classificado como “Baixo”. Prosseguir com a consolidação de uma Administração Local do Estado e Autárquica. Um “IDH médio” é a meta do Governo para 2017 na SADC.322 0. correspondente a 3. 2. Melhorar em quantidade e qualidade os serviços públicos de educação. Taxa de inflação média anual de 5. Tabela 20. o que implicarão investimentos por parte do Governo. sendo no entanto o país que tem vindo a apresentar índices de crescimento mais elevados desde o ano de 2000. água e saneamento. o Botsuana.301 0. População e desenvolvimento social O Governo pretende diminuir as disparidades económicas e sociais. tal é atestado pelas organizações internacionais que acompanham o desenvolvimento da economia (FMI. Banco Mundial).IDH Moçambique (PNUD – Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento – Evolução desde 2000) Indicador 2000 2005 2007 2010 2011 2012 IDH 0. salvaguardando. nomeadamente.0%. a Namíbia ou a Suazilândia são exemplos de países que já registam um IDH médio. com níveis de escolaridade mínimos. comparativamente ao montante previsto para 2013. esperança média de vida e riqueza muito baixos. destacando-se: 1. passando para um saldo de US$ 3 mil milhões. Porém. Crescimento económico de 8. 2. Moçambique apenas se situa à frente do Níger e da República Democrática do Congo. nomeadamente em termos de condições de acesso à saúde e educação oferecidas à população.318 0. dentre 187 países no IDH.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Plano Económico e Social Prioridades Estratégicas para o país 1.774 milhões em exportações de bens.287 0.6%. A África do Sul. Constituição de reservas internacionais líquidas no montante de US$ 320 milhões.327 Fonte: Nações Unidas A melhoria do indicador assenta. 120 . Em 2013.

9% 22.valores reais e estimativas Taxa de Inflação Média Anual (%) 8 7.3% 1.1 Diversificação da Estrutura Económica Nacional As projeções do governo de Moçambique não apontam para alterações muito significativas na estrutura produtiva por setores.1 2 1 0 2012 2013 OE *Previsões Depois de em 2012 a taxa de inflação ter tido uma variação média anual de 2.4% 1. atendendo ao elevado crescimento previsto da Economia. As expectativas do Governo são consistentes com a previsão do Banco de Moçambique. demonstrando a existência de oportunidades para diversos agentes privados.Ministério das Finanças (Cenário Fiscal de Médio Prazo 2014-2016) 121 .4% 22.1%.5% 22. Entende-se que a projeção apresentada é conservadora.Taxa de Inflação . tal implica uma evolução positiva da globalidade dos setores.5% determinada pelo desenvolvimento da atividade económica mundial.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Gráfico 65 .4% 1.6% 22.3% 1. 3. No entanto. podendo vir a verificar-se um maior peso dos setores que suportam a cadeia de valor da indústria extrativa. do Aumento do Emprego e de Diversificação Económica 3.6 6.3% Pesca 1.Objetivo do Ministério da Planificação e Desenvolvimento – Ministério das Finanças: 74 Previsão da contribuição setorial do PIB Indicadores dos objetivos 2016 Ano base Metas Indicadores 2012 74 2013 2014 2015 2016 Agro-pecuário e silvicultura 23.5 6. Tabela 21 . podendo o país alcançar uma inflação média anual de 6. registou-se nos primeiros meses de 2013 a aceleração da taxa de inflação. Promoção do Crescimento Económico. uma política acomodatícia/expansionista.5 7 6. pela pressão de preços na Economia (dado o incremento da procura de recursos) e pela política financeira do Banco Central de Moçambique. sendo esses os que gerarão maiores oportunidades .5 6. excetuando um incremento de peso da indústria extrativa e dos serviços financeiros no PIB.2% Ministério da Planificação e Desenvolvimento .5 2013 2014* 2015* 2016* 6 5 4 3 2.

Este é um vetor de desenvolvimento fundamental por assegurar uma melhor distribuição do rendimento gerado.9% 3. 122 .1% 11.5% 4.4% 1.0% 11.3% 11.2 Promoção do Emprego e Capacitação e Valorização dos Recursos Humanos Nacionais O crescimento económico que se tem verificado em Moçambique tem permitido a diminuição da pobreza.5% 11. permanecendo a taxa em 18. segundo o INE de Moçambique). A Estratégia de emprego e formação profissional em Moçambique 2006-2015 pretende dar uma contribuição para a redução do desemprego e diminuição do nível de pobreza da população moçambicana. Este desequilíbrio resulta da incapacidade da Economia em gerar postos de trabalho necessários a acomodar (i) o crescimento populacional.7%.8% 5. ser a melhor forma de assegurar a melhoria da qualidade de vida da população).5% Construção 3.2% 6. Em relação ao mercado de trabalho continua a persistir um desequilíbrio entre oferta e procura conduzindo a uma elevada taxa de desemprego (próxima dos 19%.7% 2. baseado principalmente no investimento direto estrangeiro em indústrias de capital intensivo.0% 2.2% 2. não produziu nenhum efeito sobre a taxa de desemprego desde a última medição em 2004.4% 12.4% Restaurante e hotéis 1.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Indicadores dos objetivos 2016 Indústria extrativa 1.6% 3.2% 11.1% 11.6% 3.9% Eletricidade e água 4.5% 2. (ii) o elevado abandono escolar.9% 3.7% Comércio 11.1% 10.4% 4.3% 6.4% 3.9% 3. no fato dessas estratégias não terem dado prioridade ao setor da agricultura.4% 1.9% 4. para incrementar a atratividade de investimento estrangeiro e por permitir minorar o risco de instabilidade social (e acima de tudo.4% 1.8% 3. Acresce que as diversas avaliações do impacto das estratégias de redução da pobreza anteriores revelam que a pobreza não sofreu alterações significativas no período 2005 a 2009.6% 6.7% 7. e (iii) a reduzida oferta educativa.4% 1.8% 3.5% 4. A paz e estabilidade políticas e sociais sentidas presentemente no país são.9% Serviços financeiros 5.5% 12.9% 11.2% 4. uma consequência desse processo e um fator de reforço destas circunstâncias. Residindo um dos principais motivos. tal como reconhecido nas avaliações. O modelo económico do país.5% 3.5% 5.7% 12.3% 12. simultaneamente.4% Indústria transformadora 12.5% 4.1% Alugueres de imóveis e serviços de empresas 5.4% Transporte e comunicações 12.6% Administração pública e defesa 3.

Este programa de médio prazo tem como objetivos o aumento da produção agrícola. em termos de propriedade e consumo.9 6.1 34.5 7.9 Totalmente empregado 27. Open Research Online.9 15.7 0. sendo o montante da subvenção entre 20102014 igual a € 10 milhões.6 Sub empregado 37.5 7. A Agência Francesa de Financiamento contribui também para o PARP.4 57. o governo tem vindo adotar desde 2000 uma série de políticas articuladas.0 2.2 Rural Desempregado Nota: A coluna final indica a diferença absoluta entre 2008/2009 e 1996/1997 Fonte: Poverty is not being reduced in Mozambique.5 46.2 -20.0 ∆ Totalmente empregado 52. especialmente no longo prazo. que no âmbito do Crédito de Apoio à Redução da Pobreza (PRSC) vai conceder um empréstimo de € 110 milhões.1 49. Moçambique registou um clima de estabilidade macroeconómica que favoreceu o crescimento económico e o desenvolvimento social.4 Sub empregado Trabalho+ Estudos -3.9 8.8 0.5 37.3 36. nomeadamente. a promoção do emprego associado ao desenvolvimento das pequenas e médias empresas (PME) e o investimento em desenvolvimento humano e social. A percentagem de população que pode ser considerada pobre.5 39. que o número de postos de trabalho e a estrutura de emprego seja melhorada. 2010 Programa redução da pobreza em Moçambique Nos últimos anos. o impacto na redução da pobreza tem sido mínimo.8 7. apesar do referido.0 6. Deste modo.8 -0.3 42. O país continua a ter a sua base de emprego em trabalhadores rurais de baixa produtividade e valor acrescentado. 123 .1 12. Conta com o apoio do Banco de Desenvolvimento Africano e do Banco Mundial. atinge ainda níveis extremamente elevados (40%) tendo tido uma evolução praticamente nula desde 2002/2003 até 2008/2009.4 49. com vista à redução da pobreza.2 0.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Emprego em Moçambique O crescimento económico Moçambicano não teve uma proporcional repercussão na criação e na alteração da estrutura de emprego. especialmente devido ao aumento na produção de carvão e à correção do problema de falta de crédito para a Economia. Distribuição da força de trabalho por status de emprego 96/97 02/03 Urbano 04/05 08/09 42. É no entanto expectável que.2 13.2 5.5 33. o Plano de Ação para a Redução da Pobreza (PARP 2011-14).6 Desempregado 9.5 Trabalho+ Estudos 0.9 5.5 -3.5 3. Os dados de emprego urbano também não são positivos.7 56.8 2.7 69.4 -2. Mas.

500 Crescimento 2005/2011 3.500 1.000 Algodão (7%) 720 USD em milhões 2.787 4. e dado este assentar no desenvolvimento da indústria extrativa.401 500 1.021 2005 Alumínio Açucar Outros 2006 2007 Energia Eléctrica Madeira Outros 2008 2009 Tabaco Camarão 2010 2011 Gas Algodão Fonte: INE Moçambique.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP 3.470 3.500 343 2.Evolução das exportações Evolução das exportações por principais produtos 3.Ministério das Finanças (Cenário Fiscal de Médio Prazo 2014-2016) Os objetivos propostos pelo governo apontam para um crescimento anual das exportações na ordem de 8%. Atendendo aos valores históricos.160 868 1.728 Fonte: Ministério da Planificação e Desenvolvimento. Não inclui a totalidade dos produtos.PLMJ 124 . progresso e desenvolvimento do país). embora com uma tendência crescente. crescimento de 9% entre 2005-2011.000 Camarão (10%) 506 36 71 110 110 178 242 32 38 100 43 142 322 32 62 121 52 240 26 71 152 132 221 570 38 58 78 181 Madeira 5% Açúcar 15% 42 88 153 180 383 66 88 134 153 Gás 7% Tabaco 27% Energia Elétrica 13% 299 277 274 Alumínio 5% 1.357 1. Tabela 22 .480 1. pelo que não concilia com a informação da UNCTAD.195 4.553 4. Gráfico 66 . a materialização do crescimento. 75 Moçambique Overview – perspetivas económicas para 2013 .3 Apoio às Exportações 75 Um elemento importante para a sustentabilidade do processo de desenvolvimento de Moçambique reside no seu relacionamento com o exterior. as projeções do Governo parecem atingíveis (e consequentemente.Objetivo do PND 2013 . As exportações moçambicanas mantiveram uma estrutura similar entre 2005 e 2011.452 1.2017: Exportações Indicadores dos Objetivos 2016 Ano base Metas Indicadores Exportações (Milhões de US$) 2012 2013 2014 2015 2016 3.000 1.

Moçambique reconhece que tem um papel relevante na região e que a sua integração. com vista à harmonização de políticas e objetivos de convergência macroeconómica. 76 Fonte: Plano quinzenal do Governo 2010-2014 125 . c) Promover iniciativas para a diversificação de exportações. o Defesa dos interesses nacionais no âmbito da defesa da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC). Reforço do Posicionamento de Moçambique no Contexto Internacional e Regional. nomeadamente através de:  Reforço da posição na SADC. Os investidores da CPLP deverão alavancar as suas oportunidades na vontade expressa do governo de Moçambique. e) Reforço da implementação e execução dos acordos comerciais. b) Identificação das várias potencialidades do país para beneficiar das oportunidades no âmbito da integração regional. o Assegurar a implementação dos Protocolos e outros instrumentos da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC). o Estreitamento da cooperação entre o governo e as instituições responsáveis pela segurança interna dos Países Membros da SADC e da CPLP. Moçambique é um dos países da CPLP no qual a estratégia de desenvolvimento formalizada pelo governo dá maior preponderância à sua integração numa comunidade económica regional. A prossecução dos objetivos da Política de Reforço do Posicionamento de Moçambique no Contexto Internacional e Regional será concretizada através do desenvolvimento das seguintes ações prioritárias: a) Participação no processo de criação da União Aduaneira da SADC. desempenhando um papel ativo na prossecução da estratégia definida.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP 4. dando ênfase à sua ambição em ter um papel crítico no desenvolvimento integrado da SADC. formarão as bases de um crescimento sustentado.  Apoio à inserção competitiva na economia global. via: o Aprofundamento da coordenação com os Bancos Centrais da região da SADC. em 76 particular na União Africana e na SADC As opções estratégicas relativas ao posicionamento de Moçambique no contexto internacional e regional encontram-se expressas no plano quinquenal do Governo 2010-2014. d) Mobilização de fundos para apoio à produção e promoção das exportações. f) Assegurar o envolvimento do setor privado na formulação de posições negociais. juntamente com o desenvolvimento da sua indústria extrativa.

3. em termos de investimento.60% PwC Serviços financeiros Indústria de extração mineira Outros Fonte: INE de Moçambique. combustíveis e seguros.2. o programa de privatização mais ambicioso de África.10% 4.3. de produção nacional e de criação de emprego. e.Produto Interno Bruto por setor – Moçambique Moçambique PIB por setor Agricultura. PIB por setor Moçambique iniciou uma alteração. que anteciparão/antecipem as tendências económicas. para uma economia com maior preponderância da indústria extrativa e serviços financeiros A vantagem de “first mover” pode vir a ser explorado por investidores privados. acima de tudo.e serviço prest. Apesar de Moçambique ter conduzido.3. os resultados ficaram aquém do esperado. energia e água. sendo a sua quota de mercado avaliada em 70%. partindo de uma economia de base agrícola e assente em setores tradicionais.40% 3. Imob. 2011 3. com crescente integração nos espaços CPLP e SADC.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP 3. FMI.30% “A estratégia de Moçambique assenta no desenvolvimento e incremento da competitividade. funcionar como facilitador para investidores da CPLP na região. Não são expectáveis privatizações nos próximos anos.40% Indústria transformadora e construção 15. Setor empresarial do Estado Conforme referido. podendo para o efeito desempenhar uma papel de “role model” neste estudo.50% 9. Estima-se que existam cerca de 130 empresas estatais. 3. silvicultura e pescas Comércio e serviços de reparação 1. pecuária. Estrutura produtiva 3. uma transformação. emp. nos anos 90. É líder em telecomunicações móveis em Moçambique. Muitas das empresas públicas operam no mercado em situação monopolista em setores estratégicos. Possui mais de 3 milhões de clientes em todo o País.50% 29% Transportes e comunicações Alug.” Educação 15. 126 . As principais empresas do setor empresarial do estado são:  A MCEL.70% Eletricidade e água 4. nomeadamente: transportes aéreos e ferroviários. uma empresa pública no setor de telecomunicações.1.00% 14. para muitos observadores. Gráfico 67 . o Estado exerce um papel preponderante na economia e a dimensão do setor público empresarial assim o atesta.

A regulamentação.  A Eletricidade de Moçambique (EDM). afastando-se do regime anterior que estabelecia a subordinação destas ao Estado.  A Petromoc. Atento o acima exposto. transporte. são as próprias empresas públicas que administram e dispõem dos bens que integram o seu património. responsável por gerir os sistemas ferroviário e portuário moçambicanos. Cumpre destacar que a LEP introduz um regime transitório. No âmbito do desenvolvimento da sua atividade. A tutela setorial fica agora a cabo do Ministro. gerindo ainda os bens de domínio público estatal afetos às atividades a seu cargo.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP  No setor dos Transportes. e desde de fevereiro de 2012. como é o caso da Lei das Parcerias Público-Privadas. Para além das disposições constantes da LEP. encontra-se estabilizado. uma empresa líder em infraestruturas de distribuição de energia elétrica em todo o país. o regime jurídico do setor empresarial do país será complementado pelos diversos instrumentos disponíveis para a gestão e desenvolvimento das atividades deste setor. visou adequar o regime jurídico às prioridades estatais quanto à gestão do setor empresarial. seja através de Parcerias Público-Privadas. Nesta fase encontra-se focalizada na construção e na reabilitação de redes de média e baixa tensão. 127 . como consequência da descoberta de recursos minerais e a necessidade de desenvolvimento de infraestruturas. nomeadamente através de contratos de concessão e/ou contratos de parcerias público-privadas. as empresas públicas passam a estar unicamente sujeitas à tutela setorial e financeira. após o qual prevalecerá o regime previsto pela LEP. a sociedade detém cinco centrais hidroelétricas no país e seis centrais térmicas. uma empresa também no setor de energia caraterizada pela exploração dos serviços de produção. a ser ainda aprovada pelo Governo. no sentido mais tradicional. A recente Lei das Empresas Públicas (Lei n. deverá fixar. bem como o modelo e conteúdo dos contratos-programa. respondem pelas suas dívidas. O setor empresarial do estado. mantendo-se a tutela financeira no Ministro que tem a seu cargo a área das Finanças. com um prazo de 90 dias para a revisão dos atuais estatutos das empresas públicas.  A Electrotec. as competências e o funcionamento das tutelas financeira e setorial. No entanto. distribuidora estatal de derivados do petróleo. “LEP”). distribuição e comercialização de energia elétrica. De notar que a LEP prevê ainda a possibilidade do Conselho de Ministros formular orientações estratégicas para as empresas públicas no seu conjunto.º6/2012. entre outros aspetos. o modelo de Estatutos a adotar por este tipo de empresas. Presentemente. Lei das empresas Públicas As empresas públicas moçambicanas têm vindo a desempenhar um papel crescente – seja através da gestão direta. o Governo tem desenvolvido formas alternativas de manter a sua presença na economia. com empresas nacionais e internacionais. ou dirigente responsável pela atividade objeto da empresa. o estado detém a Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM). de 8 de fevereiro.

099 3.463 2.522 7.125 Consumo Interno 7.8 mil milhões de metros cúbicos de reservas de gás.701 2. conforme referido à frente neste estudo.080.760. e também a um aumento da procura interna (atendendo à progressiva eletrificação do território e incremento da base industrial). o país estaria em 14° lugar entre os países mais ricos do mundo em gás natural” .746. a partir da África do Sul. A Eletricidade de Moçambique (EDM) é a empresa pública que adquire a quase totalidade da eletricidade da HCB.127. comparáveis às reservas do Iraque. particularmente da África do Sul.137.379 16. A inexistência de uma rede de transporte e distribuição com cobertura global do território conduz a um elevado volume de trocas de energia com África do Sul. e (4) petróleo (ainda em desenvolvimento) .8 biliões de metros cúbicos de reservas de gás natural.955. Estudo Realizado pela CESO CI Portugal para a AIP .953. com energia importada da HCB.123 Exportações Fonte: Manual do Empreendedor_Versão2011. A EDM detém apenas uma pequena central térmica a gás. existem vários projetos em curso para a produção de eletricidade.Feiras. Tabela 23– Energia Energia Mwh Produção 2009 2010 1ºT 2011 16. que é o maior consumidor de energia no país (cerca de 85% do consumo do setor industrial) é feita através da Motraco.4.083. de um projeto de GNL. (2) gás natural.032. os rendimentos provenientes do gás natural poderão reduzir substancialmente a dependência da ajuda internacional. Gás Natural Moçambique possui mais de 2. perto de Vilanculos. em larga escala. Norte da Província de Cabo Delgado. 128 “Segundo o presidente do Instituto Nacional de Petróleo. eventualmente no distrito de Palma. regional e internacional.286 12.279.078. uma área atualmente em desenvolvimento. De acordo com estimativas dos organismos internacionais. vocacionado para os mercados nacional. Aproveitamentos hídricos e recursos naturais Os principais aproveitamentos hídricos e recursos naturais de Moçambique são (1) a produção hidroelétrica (Cahora Bassa).273 Importação 7. Congressos e Eventos no âmbito do QREN De forma a responder a uma procura crescente de energia por parte de alguns países da região.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP 3.418 4. (3) carvão (Moatize).522 7. Recursos hídricos e aproveitamentos hidroelétricos Moçambique tem uma grande capacidade de produção hidroelétrica através da Hidroelétrica de Cahora Bassa (HCB). e a distribuição à fábrica de alumínio MOZAL.955. Moçambique possui mais de 2. De acordo com dados oficiais. Arsénio Mabote. a gestão desses recursos naturais determinará o estado de desenvolvimento do país.864 12. A dimensão e a qualidade do gás natural descoberto justifica o estudo sobre o desenvolvimento. Futuramente.

O mapa seguinte ilustra as regiões com maior potencial: Figura 25 . no segundo maior exportador de gás natural de África.Potencial de gás natural em Moçambique Descoberta Anadarko e ENI Bacia do Maniamba Bacia do Lago Niassa Bacia do Rovuma Graben do médio Zzambeze Graben do baixo Zambeze Bacia de Moçambique Campos de Pande e Temane Legenda Fonte: Banco Mundial Região 1 – Costa do Rovuma Norte Região 5 – Costa central Região 2 – Costa do Rovuma Sul Região 6 – Sul e Oeste interior Região 3 – Costa do Rovuma Região 7 – Costa Sul Região 4 – Bacia do Maniamba 77 African Economic Outlook 129 . podendo vir a colocar-se entre os detentores das dez maiores reservas de gás natural à 77 escala mundial.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Moçambique poderá vir a tornar-se. apenas atrás da Nigéria. em 2018.

Gás Empresa Mineral Companhia Moçambicana de Hidrocarbonetos (CMH) Gás Sasol Petroleum Temane Gás Empresa Nacional de Hidrocarbonetos Gás Anardarco Moçambique Petróleo / Gás Buzi .Carvão Empresa Mineral Vale Moçambique Ltd Carvão Minas Moatize Carvão Rio Tinto Carvão Fonte: Manual do Empreendedor_Versão2011. O carvão é considerado um recurso de extrema importância para o país. e Mucanha-Vusi.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Tabela 24 . 130 . A maioria dos recursos Moçambicanos de carvão está localizada na província de Tete. a Índia.Feiras. Brasil. Congressos e Eventos no âmbito do QREN Petróleo O potencial do setor petrolífero em Moçambique encontra-se ainda por explorar. particularmente pela China. Congressos e Eventos no âmbito do QREN Carvão No setor do carvão. a australiana Rio Tinto (Benga e Zambeze). Moçambique é considerado um dos países com maior potencial a nível mundial. o Japão e a Coreia do Sul. estando também referenciados nas províncias de Manica e Niassa. Depósitos de carvão foram igualmente confirmados nos distritos de Changara. Cahora Bassa. baixo Zambeze. Moçambique é considerado um dos países com maior potencial. a JSPL da Índia (Changara). e tudo indica que em breve terá uma posição de relevo na arena internacional como produtor e exportador deste recurso mineral” Grandes empresas internacionais como a brasileira Vale (Moatize). mas no entanto não se sabe se este recurso tem ou não viabilidade comercial. Recentemente. as britânicas Ncondezi Coal Company (Ncondezi) e Beacon Hill Resources – Minas de Moatize (Moatize). “Na área do carvão. Os recursos de carvão existem dentro de três bacias: Moatize. devido à sua grande procura no mercado internacional. a ENRC (Cahora Bassa). a nível mundial. e áreas de Magoe dentro da província de Tete.Feiras. Minas de Revubuè – Talbot/Nippon Steel (Revubué) estão a operar em Moçambique. sendo uma das bases da estratégia do setor energético do país.Principais Multinacionais com Investimentos na Indústria Extrativa . Estudo Realizado pela CESO CI Portugal para a AIP . como resultado da recente atividade de exploração. Estudo Realizado pela CESO CI Portugal para a AIP .Hydrocarbons Gás ENI East Africa SPA Gás Fonte: Manual do Empreendedor_Versão2011. Tabela 25 . a Eta Star do Dubai (Moatize). a empresa americana Anadarko Petroleum Corporation detetou a existência de hidrocarbonetos na bacia do Rio Rovuma.Principais Multinacionais com Investimentos na Indústria Extrativa .

equivalente à da camada do pré-sal na costa Brasileira.5. a noroeste. com a África do Sul e Suazilândia. a norte.O Estado das Infraestruturas em África . na província de Cabo Delgado. que faz fronteira com a Tanzânia. Moçambique está localizado na costa oriental de África e partilha fronteira com a Tanzânia.Moçambique Fonte: Africa gearing up.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP O petróleo encontra-se localizado a mais de 5 mil metros de profundidade. ao sul. a leste. com o Zimbabué a oeste. Figura 26 . Moçambique possui uma localização privilegiada e estratégica. PwC 2013 131 . Foi localizado a 30 kms da costa do Oceano Índico. Infraestruturas e energia O estado das infraestruturas em Moçambique Em termos geográficos. 3. com a Zâmbia e Maláui. e é banhado pelo Oceano Índico.

vitais à Africa Austral. através do aumento de rendimento dependerá da velocidade do efeito de “trickle down”.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP A sua posição estratégica é atestada pela pelo número de “corredores”. exige de Moçambique uma alocação de recursos aos denominados megaprojetos. que cruzam o território (e que se entram desenvolvidos nesta seção). Tendo como comparativo a evolução das economias semelhantes. A deterioração das infraestruturas devido i) a manutenção imprópria. O governo terá um papel primordial em gerir os impactos na economia. e iii) o acréscimo de procura das infraestruturas por uma indústria extrativa em crescendo. O efeito na população. Fonte: Banco Mundial “A descoberta recente de abundantes recursos naturais com elevada procura nos mercados internacionais poderá ditar o desenvolvimento de Moçambique nos próximos anos. será expectável um enviesamento da estrutura produtiva do país. em favor da exploração dos recursos naturais e um claro desenvolvimento das infraestruturas e serviços de apoio (materialização da “dutch disease”) e consequentemente uma pressão sobre os preços. ii) danos provocados pela guerra civil nunca reparados. 132 .

baseado em dados de 2005 –06. “A melhoria da atratividade do setor para potenciais investidores implicará a definição de uma regulamentação credível. que poderá constituir o ponto de partida para o desenvolvimento do mercado energético regional. As empresas Portuguesas apresentam competências significativas na cadeia de valor. coincidentes com as regiões onde existem aglomerados populacionais. Possui diversas zonas geográficas onde se concentra a produção de energia. Desafios do setor Os principais desafios que se colocam no setor energético são a criação de condições para aumentar o acesso a formas de energia de modo a contribuir para a diminuição da pobreza e para melhorar das condições de vida dos moçambicanos. Os custos com energia comparam positivamente na região Subsaariana. O Ministério da Economia de Moçambique está a desenvolver uma estratégia de desenvolvimento de energias novas e renováveis (EDNR) para o período de 2011-2025. É um setor a continuar a explorar.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Energia78 Moçambique tem efetuado investimentos no setor energético desde 2001. Março 2011 Proposta do PES 2014 79 Fonte: Áfrican Infrastructure Country Diagnosis (AICD) .As Infraestruturas de Angola: Uma perspetiva continental. data da aprovação do Plano Estratégico de Eletrificação (2001-2019).Os custos de produção de energia elétrica em Moçambique em perspetiva 79 Apesar de Moçambique possuir um grande potencial hidroelétrico. kWh = kilowatt-hora 133 . Março 2011 Baseado em Briceño-Garmendia e Shkaratan (2010-). como seguidamente se descreve melhor:  Desenvolvimento do acesso à energia. Gráfico 13 . ainda subsiste uma parte muito considerável da população que não possui acesso à eletricidade.As Infraestruturas de Angola: Uma perspetiva continental. Para o crescimento da produção de energia têm contribuído a construção de infraestruturas de transporte e de distribuição. localizados sobretudo nas zonas Sul-Centro e Sul do país. sendo a presença em Moçambique relevante. assente num regulador eficiente que assegure o seu efetivo cumprimento.” PwC 78 Fontes: African Infrastructure Country Diagnosis (AICD) . tornando-se assim um dos países da SADC que lidera os esforços na utilização da energia renovável. Os custos de Angola são baseados em estimativas feitas pela SFI e relativos a 2010.

ferroviários e dos serviços de auxílio aos transportes (manuseamento portuário. através de um modelo de regulação apropriado  Aproveitamento das oportunidades oferecidas pelo comércio energético na região dependendo da capacidade de interligação com as redes elétricas das restantes Economias Transportes80 A posição geoestratégica de Moçambique só poderá ser efetivamente explorada.6% ao nível do setor dos transportes rodoviários. Março 2011.1 Transportes por água 80. Este aspeto é fundamental para permitir maior equidade entre as populações e regiões.9 Rodoviário 8.8 25 26 Acesso rural à eletricidade % da população 2.6 8. as infraestruturas de transportes continua a ser um dos setores que apresenta mais desafios em Moçambique. com infraestruturas de transporte adequadas e recorrentemente mantidas. Tabela 27 . No entanto. Ministério da Energia O das populações rurais à energia é praticamente inexistente. nomeadamente aquelas que servem os denominados corredores.7 73. serviços de dragagem e serviços portuários).5 4.7 Fonte: República de Moçambique. muito embora se tenha registado uma melhoria de cobertura nas zonas urbanas.1 9.Indicadores de energia elétrica de Moçambique Unidade 1997 2003 2006-07 6.Transportes e comunicações – Taxa de crescimento 81 Designação BL 2012 Ferroviária 96.4 African Infrastructure Country Diagnosis (AICD) .2) 80 Prev 2013 PL 2014 0.2 7.3 8. O Plano Económico e Social 2014 (PES 2014) prevê uma taxa de crescimento de 13.3 (49.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Tabela 26 . e desta forma o comércio regional incentivado.1 1.As Infraestruturas de Angola: Uma perspetiva continental.7 13.4 Acesso nacional à eletricidade % da população Acesso urbano à eletricidade % da população 25.0 36. Proposta do PES 2014 134 .9 Oleodutos e gasodutos 28. e de forma a incentivar o desenvolvimento das zonas rurais:  Melhoramento da sustentabilidade financeira do setor.1 1.

As principais companhias aéreas a operar no aeroporto de Maputo são a LAM (a companhia aérea de bandeira).0 Transportes aéreos O PES 2014 prevê um crescimento de 21. um acréscimo de 9% face a 2011.3% no setor dos transportes aéreos como consequência do reforço da frota de aviões.2 19. no aeroporto internacional de Nampula. a South African Airlines.8 Comunicações 15. Tal permitindo o reforço das ligações ao nível regional. a South African Express.0 Serviços anexos e auxiliares dos transportes 25. Encontra-se previsto igualmente o reforço das Linhas Aéreas de Moçambique (“LAM”) e a abertura do tráfego internacional no aeroporto de Nacala. todos os 486 voos internacionais realizados em 2010 tiveram como partida.765. De acordo com a Aeroportos de Moçambique.9 1. Maputo. o número de passageiros transportados pela LAM atingiu 612.5 PL 2014 21.2 6.4 TOTAL 14. 5 dos quais internacionais. EP. no aeroporto internacional de Vilanculo. 135 . Ethiopian Airlines e a Qatar Airways. ou destino.6 59.7 2. existem 10 aeroportos em Moçambique. com obras realizadas no aeroporto internacional de Maputo. Apesar disso. a TAP. Através da Aeroportos de Moçambique.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Designação BL 2012 Prev 2013 Transportes aéreos 6. tem sido realizada uma aposta na modernização e melhoramento das infraestruturas aeroportuárias. entre outros.3 24.7 13. Em 2012. Kenya Airways. EP. através da aquisição de dois aviões em 2013 (Aviões Embraer 145) em Tete e Nampula.

A abertura de um segundo aeroporto internacional em Moçambique poderá libertar capacidade do aeroporto de Maputo e incrementar o nível de eficiência das operações aeroportuárias. Suazilândia. via terrestre que liga o porto de Pemba a Lichinga . Figura 27 . via Maláui) por outro.130 Km. e por fazer fronteira com vários países sem ligação marítima (Maláui. Cada uma destas redes serve um dos três principais portos marítimos do país (Nacala no Norte. especialmente no que diz respeito aos portos e transportes ferroviários. a linha de Limpopo. e também com a Zâmbia. do Porto de Maputo até ao Zimbabué e a linha de Goba que liga Maputo à linha Ferroviária Suazilandesa. conforme ilustrado no mapa anterior. como abaixo se descreve:  Corredor de Nacala que compreende o Porto de Nacala e a linha ferroviária de Nacala que liga o porto de Nacala aos caminhos-de-ferro da África Central e Oriental do Maláui. . O setor ferroviário é constituído por 3. liga Maputo à Africa do Sul. após 25 anos de inatividade) e a linha do Sena que liga o Porto com os campos de carvão de Moatize. com a sua extensa costa marítima por um lado. Portos e transportes ferroviários As condições geográficas de Moçambique. a linha de Machipanda. e Zâmbia (linha reaberta em outubro de 2013. da Beira até Harare. Beira no Centro e Maputo no Sul). . Zimbabué. existindo três redes ferroviárias fundamentais. junto à costa. exige-se análise conjunta destas redes.Corredor do Libombo. Desta forma. Zimbabué. a linha Ressano Garcia que liga Maputo a África do Sul. conduzem à oportunidade/necessidade de uma forte integração das redes de transportes.Corredor de Lichinga.Corredor de Mueda.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Desafios do setor O Setor da indústria aérea enfrenta desafios recorrentes como seja a elevada rivalidade dos players e o aumento do preço dos combustíveis. complementa os corredores de Lichinga e Nacala 136 .Corredores ferroviários em Moçambique Fonte: Banco Mundial Os corredores já existentes pretendem ser complementados com 3 novos corredores.  Corredor da Beira que compreende o Porto da Beira.  Corredor de Maputo que compreende o Porto de Maputo.

A linha-férrea terá uma extensão de 525 quilómetros. 137 .  Construção de um porto de águas profundas na Zambézia.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Para suportar os corredores referidos. Uma aspiração legítima.  Construção de um troço de 250 quilómetros. O valor total de ambas as obras está orçado em cinco biliões de dólares. com arranque previsto para 2016 e duração de cinco anos. Linhas férreas Tabela 28 . dois contratos de concessão para a construção do terminal portuário de Macuse. Esta diminuição poderá ter ocorrido devido à deterioração das linhas ferroviárias e à falta de capacidade dos vagões. na província de Tete. na província central de Tete.Principais linhas férreas de Moçambique Região Linha Porto Destino Linhas (km) Sul Ressano Garcia Maputo África do Sul 88 Sul Goba Maputo Suazilândia 74 Sul Limpopo Maputo Zimbabué 534 Centro Machipanda Beira Zimbabué 314 Centro Sena Beira Moatize 625 Norte Cuamba Nacala Maláui 600 Fonte: Ministério dos Transportes e Comunicações de Moçambique Investimentos no setor Estão a ser realizados significativos investimentos no setor.” Jornal “O País”. e da linha férrea que liga aquela região à bacia carbonífera de Moatize. em pleno funcionamento. em representação do governo moçambicano.  Duplicação da capacidade de escoamento de carga da linha do Sena. na província central da Zambézia. e reparação de 580 quilómetros da linha de caminho-deferro de Nacala. 16 de Dezembro 2013 A integração dos corredores. diminuirá de forma significativa as distâncias na região e aproximará as economias. Gabriel Muthisse. “O governo moçambicano e a empresa Thai Moçambique Logística assinaram (…). Rubricaram os acordos o ministro dos Transportes e Comunicações.  Construção de uma nova ponte sobre o rio Umbeluzi. as principais infraestruturas existentes são: A. na linha de Goba. e Premchai Karnasuta. pela companhia Thai Moçambique Logística. em variados projetos. dos quais se destacam:  Construção de uma nova linha entre Moatize. funcionando Moçambique como plataforma em competição com a África do Sul. e Macuse na costa da Zambézia. Desafios do setor O desafio que se tem colocado neste setor tem sido a diminuição do número de passageiros e de carga transportada que se tem verificado.

Em junho de 2010 a concessão para exploração do porto de Maputo foi estendida por mais 15 anos. 6.d. este tem tido um papel fundamental na economia moçambicana.5 n.8 6.895 1.000 1. um setor com elevadas oportunidades em Moçambique. Uma manutenção adequada.500.000 1.000 100.000 500.000 1.000 500.8 5 Produtividade de grua (contentores/hora) 11 10 n. se adequadamente explorada. assim como a diminuição das atuais barreiras não alfandegárias poderão dinamizar as trocas comerciais na região. 1.d.000 950. n.d.d.000 n.208 92.000 50.500.750. sendo que os Caminhos de Ferro de Moçambique detêm uma participação de 49%.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Os corredores ferroviários demostram a relevância geoestratégica de Moçambique na região.5 14 3. B.065 Capacidade do contentor (TEU*/ano) 100.529 71. 16 9 n.450.5 3 4.d. A linha ferroviária. Tempo de espera do contentor (dias) 22 20 20 12 8 8 6 4 Tempo de processamento de camião (horas) 4 6.000 377. nos mesmos. Moçambique possui sete portos dos quais se destacam três : Tabela 29 . Capacidade de carga a granel (toneladas/ano) 410.000 7. à atividade portuária.000 n.5 n.000 4.d.100. os portos moçambicanos competem bem com os restantes portos do sudeste africano. Portos Relativamente ao setor marítimo.Comparação da capacidade e eficiência dos portos da região País Eficiência Capacidade Porto Moçambique Maputo Angola Madagáscar Namíbia África do Sul Beira Nacala Luanda Toamasina Walvis Bay Durban Cidade do Cabo Capacidade movimentados (TEU*/ano) 44.d. Em termos de eficiência e de competitividade de preços.d.000.000. parte integrante dos corredores.000 2.000. mas também ao setor das pescas.000 400.899. n.d. n.d.456 690.000.000 n. e mesmo o seu desenvolvimento. poderão ser um fator determinante no processo de integração da SADC. Os principais portos do país encontram-se a ser operados por consórcios privados. bem como permitir uma maior eficiência no desenvolvimento das cadeias de valor na região.000 2.000 1.000 100.000 70.000 Capacidade de carga geral (toneladas/ano) 1.200.000 100. devido não só. 15 25 138 . 18 15 Produtividade de grua (toneladas/hora) 11 7.

d. 2 0. Maláui e RD Congo.5 n.8 1 n.4 0.4 n. A sua importância é especialmente relevante para o comércio internacional com a Suazilândia e para duas das principais cidades industriais da África do Sul (Joanesburgo e Pretória). 8. estão a ser realizadas obras de construção de um novo porto de águas profundas. mais especificamente no porto da Beira.3 milhões de toneladas por ano. Porto de Maputo O Porto de Maputo é o segundo maior porto da costa oriental de África.Manuseamento Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Carga de contentor (navio até ao portão. 5 3 5 6.7 8.d. O investimento ascendeu a US$ 200 milhões e vai permitir a viabilização das exportações do carvão.0 0.5 6. a Vale Moçambique. Complementarmente. Porto de Nacala Atualmente. A obra RESULTA de uma parceria entre a Vale Moçambique e a Rio Tinto.d. empresa do grupo brasileiro Vale. Zâmbia. n.5 6 15 n.4 Secos a granel ($/tonelada) 2-3 2. Durante 2012 foram finalizadas as obras de construção de um novo terminal de carvão mineral. o porto de Nacala processa cerca de 1. Estas empresas irão partilhar a capacidade útil daquela infraestrutura. Entre os principais bens e mercadorias manuseados contam-se o alumínio (Mozal) e viaturas. Desafios do setor O desafio que se tem colocado neste setor tem sido principalmente a baixa capacidade dos portos na obtenção de tráfego. na proporção de 68% para a Vale e 32% para a Rio Tinto.3 1. Porto da Beira Estima-se que o terminal possua uma capacidade instalada de processamento de 6 milhões de toneladas por ano. Líquidos a granel ($/tonelada) Fonte: AICD Mozambique Country Report *TEU – Unidade equivalente a 6.d. devido à exigência de garantias bancárias na declaração de importações . No entanto.d.5 mil milhões para a construção de um troço de 250 quilómetros e reparação de 580 quilómetros da linha de caminho-de-ferro de Nacala. 139 . responsável pela exploração das minas de carvão de Moatize anunciou que irá investir cerca de US$ 4. Durante 2013 o porto da Beira sofreu com o desvio de cargas de empresas do Zimbabué. A carga manuseada passou de 10 milhões de toneladas em 2010 para 15 milhões de toneladas em 2012. que permitirão aumentar a capacidade de processamento para 18 milhões de toneladas por ano. O objetivo para 2020 é que esse valor atinja 40 milhões de toneladas.5-1. $/TEU*) 155 125 138 320 N/A 110 258 258 Carga geral ($/ tonelada) 6 6.1 metros. para escoar o carvão de Moatize pelo porto de Nacala.

450 kms.3% no setor dos transportes rodoviários como consequência do aumento na procura.estar da população e. conforme resulta da tabela seguinte. e em 2013 os projetos em curso cobriam uma extensão de cerca de 1.500 kms e tem sido notável a melhoria deste setor nos últimos anos. na possibilidade de melhores resultados ao nível de saúde pública e melhoria de classificação no IDH.0 20. as obras realizadas e programadas visam dar suporte ao desenvolvimento dos três corredores estratégicos de Moçambique.7 .Condições da rede rodoviária principal na África subsariana Fonte: African Infrastructure Country Diagnosis (AICD) .0 8. Gráfico 68 . No entanto a margem de progressão é ainda significativa. Este é um aspeto muito relevante dado o impacto que tem no bem. Água e saneamento Moçambique tem feito importantes progressos neste setor.As Infraestruturas de Angola: Uma perspetiva continental.0 8. Tal como no sector ferroviário.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Transportes rodoviários O setor rodoviário é composto por uma rede de estradas na extensão de 32.7 19. O esforço de melhoria mantem-se. Tabela 30 .Indicadores hídricos e de saneamento Unidade Acesso à água canalizada % da população Acesso a pontos de água % da população 140 1997 2003 2008 7.6 16. consequentemente. O PES 2014 prevê um crescimento de 13. março 2011 Desafios do setor O desafio que se tem colocado neste setor é a baixa extensão territorial da rede rodoviária e a baixa qualidade das estradas rurais.

No entanto. que resultou da cisão da Empresa Pública de Telecomunicações (“TDM”) por imposição do regulador.2 16. que durante muitos anos funcionou como monopolista. utilizando novas tecnologias.5 47. que criou uma política para este setor estabelecendo um órgão regulador (o Instituto Nacional das Comunicações de Moçambique ou INCM).0 Fonte: Banco Mundial Desafios do setor: Moçambique registou melhorias neste setor nomeadamente no que toca às formas de abastecimento de água e de saneamento. Potencial privatização da TDM Está atualmente em curso no país uma profunda reforma apoiada pelo Banco Mundial no setor das comunicações.6 Acesso a fossa céticas % da população 4.  A TDM ( Empresa de Telecomunicações de Moçambique) é o principal operador fixo (empresa de capitais públicos).Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Acesso a poços/furos % da população Acesso a água de superfície % da população 27. 141 . subsidirária do gigante de comunicações inglês Vodafone.6 5. criando um fundo para suportar o serviço universal e liberalizando progressivamente o mercado das telecomunicações.9 15. É também intenção do governo moçambicano que seja reforçada a cobertura nas zonas rurais. domina a rede móvel. Tecnologias de informação O setor das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) é um setor emergente em Moçambique. através da criação de um ambiente de negócio propício ao aparecimento de privados que operem eficazmente nesta área.0 54. pois não têm conseguido acompanhar o crescimento e exigência da população. O regulador exigiu a separação entre as operações fixa e móvel. esta indústria conta com 3 grandes players que disputam entre si o mercado:  A Mcel. qualidade e preço. Atualmente. Telecomunicações Apesar dos progressos referidos a cobertura das comunicações móveis em Moçambique continua aquém dos restantes países da África Austral. O papel facilitador do governo proporcionou a entrada de novos prestadores de serviços e um aumento da competitividade que originou uma melhoria dos serviços em termos de cobertura. Esta é uma área onde estão previstos investimentos e onde as empresas portuguesas têm competências adquiridas. em 2001. em parte devido à ação do governo moçambicano.4 2. com o objetivo primário de melhorar não só o acesso mas também a qualidade deste tipo de serviços. com o objetivo destas promoverem os seus produtos mais eficazmente.7 59.  A Vodacom. através da privatização da TDM. estas melhorias pretendiam-se mais céleres.

e que permite que a banda larga chegue efetivamente a Moçambique. Segundo estudos do Banco Mundial. Tabela 31 .4 6.9 67.6 Fonte: Angola . 10 4.2 100. na medida em que se encontra pouco desenvolvida especialmente no que diz respeito à receção da Internet e também ao nível da Banda Larga Internacional. acima de tudo. por 100 hab 0. visto que esta tecnologia serve de base a serviços tais como call-centers ou indústrias baseadas nas comunicações que. Tabela 32 .3 Assinantes de internet de banda larga fixa.4 Telemóveis por 100 habitantes 46.6 1. aumentando a qualidade do serviço de internet prestado aos subscritores e.4 1.Indicadores de acesso às TIC em 2010. Moçambique e outras regiões – telefones Indicador Angola Moçambique Namíbia África do Sul Telefones fixos por 100 habitantes 1.7 30.7 8. permitindo uma redução do preço (que pode chegar até aos 90%).1 0.Perfil do Sector Privado do País 2012 (Áfrican Development Bank) 142 . fatores estes que produziram um efeito positivo em termos de número de utilizadores.5 7.5 Fonte: Angola . que demonstra que a liberalização do setor e consequente aumento da competitividade.5 12.1 7. se poderão estabelecer no país. e uma competição ao nível do fator preço elevada. um aumento das ligações de internet de banda larga permite a criação de emprego.2 6. com campanhas publicitárias competitivas.3 Percentagem de agregados familiares com computador 7. com o baixo preço da mão-de-obra local. É importante também referir o crescimento do setor móvel.5 16. Moçambique e outras regiões – internet Indicadores Angola Moçambique Namíbia África do Sul Utilizadores de internet por 100 hab. O Banco Mundial tem apoiado um projeto de informatização e ligação à rede dos serviços governamentais (programa de EGovernment). Encontra-se em planeamento e desenvolvimento a construção de um cabo subaquático de fibra ótica que liga a parte oriental e meridional de África à Europa e à Ásia.5 Subscrições ativas de banda larga móvel por 100 habitantes 5.7 milhões de utilizadores.4 18.Indicadores de acesso às TIC em 2010. e consequentemente a promoção da inclusão social.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Atualmente.5 15.1 0.6 0. Este será um desafio muito importante para Moçambique. a rede fixa conta com 70 mil assinantes e a rede móvel com 2. aumento de exportações.Perfil do Sector Privado do País 2012 (Áfrican Development Bank) Internet Um dos grandes desafios que Moçambique tem enfrentado no setor das tecnologias de informação tem sido a internet.

Projetos estruturantes de iniciativa pública83 Energia Tabela 33 . Em geral. Este poderá ser um setor a dinamizar. Zimbabué. Este tipo de infraestruturas propulsiona ainda o desenvolvimento do interior do país. Moçambique. República Democrática do Congo e Botsuana. segundo o qual a importação de telefones para redes móveis e outras redes não está sujeita a tributação aduaneira. e a taxa de penetração é de cerca de 1/3. Medidas Políticas     Aumentar a proporção da população com energia elétrica Desenvolver as infraestruturas de distribuição elétrica Reforço significativo da capacidade atual do sistema elétrico Desenvolver as energias renováveis (Governo aprovou estratégia com este intuito em maio de 2011) 82 Plano Diretor do Desenvolvimento de Infraestrutura Regional da SADC. Espírito Santo Research. uma vez que estas possibilitam o acesso ao mar dos países vizinhos sem costa – Zâmbia. embora haja ainda margem para diversas melhorias. as importações de países da SADC estão sujeitas a uma taxa de importação de 0%.Expansão da capacidade de produção e de distribuição de energia elétrica Objetivo Fazer com que a escassez de energia não constitua um obstáculo ao potencial crescimento da economia. por forma a poder potenciar os investimentos efetuados e o respetivo impacto sobre o tecido económico e empresarial moçambicano. Maláui. 3. É importante referir que. Suazilândia. visto que estas estão demasiado centradas na capital. dadas as competências dos investidores estrangeiros. até porque a população moçambicana ultrapassou ou 25 milhões de habitantes. A importância das infraestruturas rodoviárias e ferroviárias moçambicanas deve ser salientada. as várias infraestruturas do país precisam de ser melhoradas para fazerem face ao crescimento do país. junho 2012 83 Plano Diretor do Desenvolvimento de Infraestrutura Regional da SADC 143 . A identificação de um parceiro local com competências complementares é crítica. Beira e Nacala).Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Desafios Desde o início do processo de liberalização do mercado de TIC em Moçambique que se assiste a um crescimento exponencial neste sector. mostrando-se particularmente premente o investimento em zonas onde existam potencialidades em termos de recursos minerais e agrícolas. Conjunto Internacional de Oportunidades de Apoio. devido a acordos comerciais existentes. BES. Há também um acordo com a União Europeia. Grandes projetos de investimento previsto em infraestruturas 82 O crescimento económico que se tem verificado reclama investimentos em infraestruturas (principalmente em torno dos três principais corredores logísticos moçambicanos – Maputo.6. É ainda importante que seja feita uma aposta crescente na utilização de tecnologias de informação por parte das populações fora de Maputo.

Construção de dois novos aeroportos (de Pemba e de Tete) n.Intervenção profunda ao nível das infraestruturas logísticas em Moçambique Objetivo Melhorar a qualidade e a eficiência das infraestruturas logísticas do país Medidas Políticas  Aumentar a capacidade ferroviária e recuperação das principais linhas ferroviárias Construção e modernização dos aeroportos do país  Os principais projetos identificados pretendem responder aos objetivos traçados.d. Continuação da construção do aeroporto internacional de Nacala n. Modernização do aeroporto internacional de Maputo n. Tabela 36. Negociação com o Banco de Desenvolvimento da China para desenvolver o Porto de Nacalaa-Velha n.000 Transportes Tabela 35 . 144 . Tabela 34 .d. atravessando o sul de Maláui n.d.Projetos previstos em Moçambique no setor dos transportes Montante (US$ Milhões) Projeto Modernização e expansão do Porto de Nacala 200 Memorando de entendimento assinado com o governo do Maláui. prevendo a construção de uma linha ferroviária entre Moatize e Nacala.d.d.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Os principais projetos identificados pretendem responder aos objetivos traçados.Projetos previstos em Moçambique no setor energético Projeto Montante (US$ Milhões) Fase I e II das linhas de transmissão da ‘estrutura dorsal’ em Moçambique 1.700 Central de energia da margem esquerda de Cahora Bassa 800 Central Hidroelétrica de Mphanda Nkuwa 2.

1999-2011 Muito embora esta seja uma área muito sensível. o investimento privado aprovado pelo Centro de Promoção de Investimento subiu 11% (totalizando US$ 3. assegurando do uso efetivo e sustentável deste tipo de recursos. de entre os quais se destacam a implementação de critérios para a alocação racional da água. o desenvolvimento e a correspondente manutenção das infraestruturas hidráulicas. A Estratégia Nacional prevê também a expansão dos serviços de saneamento a uma maior percentagem da população. Projetos estruturantes de iniciativa privada84 Em 2012. Centro de Promoção de Investimento Privado 145 PwC . prevendo-se um aumento para os anos subsequentes. médio e longo prazo). 1999-2011 (em % do investimento privado total aprovado) 37% 6% Empréstimos IDE “A influência da China em Moçambique é incontornável. Este é um aspeto em que uma CPLP economicamente ativa se deverá posicionar. Investimento privado por fonte.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Água e saneamento Tabela 37 . à semelhança da tendência identificada em outras economias Africanas abundantes em recursos naturais.Abastecimento de água e saneamento básico Objetivo Medidas Políticas  Garantir o abastecimento de água e de saneamento básico a um maior leque de cidadãos  A Estratégia Nacional de Gestão de Recursos Hídricos tem em vista vários objetivos (a curto. não foram identificados projetos significativos. bem como a mitigação dos impactos das cheias e das secas. Gráfico 69.200 milhões).Investimento privado por fonte.” IDN 57% 84 Bloomberg.

Em Maio de 2011 as autoridades moçambicanas anunciaram a aceitação das obrigações previstas no artigo VIII dos Estatutos do FMI.25% 12. mas com um constante défice ao nível da balança comercial.35% 4. embora relativamente pequena.09% -19.34% Balança Comercial (em % do PIB) -13. prosseguindo.07% -12. Abertura da economia e relações comerciais A economia de Moçambique.25% -21. A sua economia é relativamente aberta e integrada. beneficia de uma localização estratégica na SADC. com a eliminação efetiva de todas as restrições cambiais existentes sobre pagamentos e transferências relacionadas com transações correntes. tendo vindo a aumentar o seu peso no total das importações moçambicanas. podendo assumir-se como um facilitador do desenvolvimento do comércio regional e da integração económica na região.78% 75. essencialmente. conforme evidenciado no capítulo anterior apresenta ainda um défice de infraestruturas. Trading Economics. sendo financiado através de atividades mineiras e relacionadas (por fontes privadas) e também por ajuda internacional.69% -16. fluxo que em 2012 disparou graças à inauguração de uma destilaria com capacidade de produção de 2 milhões de litros de etanol de mandioca. No entanto.49% -18.47% Balança Corrente (em % do PIB) -12.70% 10.84% Taxa de câmbio ($ /MNZ) 24.Abertura da economia moçambicana Moçambique 2008 2009 2010 2011 2012 Abertura da economia 78. que não lhe permite usufruir na plenitude deste posicionamento. O Banco Central de Moçambique tomou ainda a decisão “formal” de acabar com as práticas de taxas de câmbio diferenciadas. Importações No âmbito da CPLP.07 28. Bloomberg / African Economic Outlook 2012.88% -17.62% 68. às importações de mandioca (83%). faseadamente.7.5% Fonte: BES Research 2012 e 2013 – base FMI. que necessita de financiar . Portugal e Brasil são os países que mais exportam para Moçambique. O peso de Portugal é também crescente (crescimento médio anual das importações de 28% no período em análise).10% 70.3 27.72% -14.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP 3. 146 .67% 73. Banco Mundial.40% -25. com especial destaque para o crescimento do Brasil. assim como um nível de burocracia.52 33.37 Inflação 10. Tabela 38 .96 29. o qual influencia consideravelmente o défice externo do país. O crescimento das importações do Brasil deve-se. o que constitui um aspeto diferenciador das economias da região O défice da conta corrente externa é elevado e perspetiva-se que assim continue.33% 3.

com preponderância do Brasil 126 143 2008 2009 2010 Portugal 2011 2012 Brasil Fonte: UNCTAD. UNCTADstat Figura 28 . 6. 2012 147 . Gráfico 16 .Principais importações moçambicanas de Portugal Portugal 5% das importações moçambicanas Fonte: UNCTAD.05% 37 200 3. em 2012.46% Importações (milhões US$) 400 5.78% 5.Importações moçambicanas da CPLP 500 450 6. UNCTADstat.46% das importações moçambicanas.97% 150 333 74 276 30 195 100 50 104 A CPLP representou.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Os restantes países da CPLP não têm um peso significativo nas exportações moçambicanas.58% 350 74 300 250 5.

seguido pelos livros e brochuras. Destaca-se a diferença significativa da estrutura de exportações de Portugal para Moçambique. nas quais Portugal não apresenta vantagens competitivas. 2012 Impostações moçambicanas do Brasil Figura 29 . Note-se que 50% das importações se relacionam com energia (gasóleo e energia elétrica) e automóveis. UNCTADstat. UNCTADstat. nomeadamente ao nível de bens de consumo e agroindustrial. quando comparada com Angola. 2012 148 . Gráfico 70 . onde os bens de consumo em geral têm um peso mais significativo. aço e alumínio (incluindo para o setor energético).Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP O grupo das máquinas e equipamentos liderou em 2012 as importações moçambicanas de Portugal. Em terceiro lugar surgem as partes e estruturas de ferro.Principais importações moçambicanas do Brasil Brasil 2% das importações moçambicanas Fonte: UNCTAD. Químicos e produtos relacionados 18% Alimentos e animais vivos Bebidas e tabaco Fonte: UNCTAD.Importações moçambicanas de Portugal Maquinaria e equipamentos de transporte 7% Bens manufaturados 3% 9% 44% Outros artigos manufaturados 17% Os investidores Portugueses deverão antecipar o esperado acréscimo de rendimento disponível em Moçambique e posicionarem-se no sentido de diversificarem a base de exportação.

lubrificantes e materiais relacionados Matérias-primas (exceto combustíveis) Bebidas e tabaco 36% Commodities e transações n.000 30% 20% 29% 35% 34% 34% 31% 10% 0% 2009 2010 2011 Fonte: International Trade Center. Gráfico 72 .000 Peso nas importações totais de Moçambique 90% 6800.000 Portugal China 5.000 Países Baixos 1. 2008-2012 100% 8.000 África do Sul 2008 EUA Importações .647 4007.e. 2012 Em 2012 as importações moçambicanas do Brasil mais relevantes foram as aeronaves. muito devido à vendas de aviões pela Embraer à companhia aérea moçambicana LAM. Destacam-se também as exportações brasileiras de trigo e de carne de galinha congelada. UNCTAD.Importações moçambicanas do Brasil Maquinaria e equipamentos de transporte Alimentos e animais vivos Outros artigos manufaturados 4% 3% Bens manufaturados 8% Óleos vegetais e animais.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Gráfico 71 . adquiridas e nas sólidas relações desenvolvidas entre os estados tem uma presença significativa na economia Moçambicana.Evolução das importações de Moçambique e principais países de origem. UNCTADstat 149 2012 Emirados Árabes Unidos 2. UNCTADstat.000 Bahrein 7% 9% 3.763 70% 60% 50% 40% 4% 1% 3% 4% 1% 7% 3% 4600.0 3764. na indústria extrativa e no setor agroalimentar. mas também pelo desenvolvimento de “green field projects”.0 80% 6305.000 Brasil 6. baseado nas suas competências. consubstanciada não apenas através de trocas comerciais.000 6% 6% Reino Unido 4. gorduras e ceras 38% 9% Químicos e produtos relacionados Combustíveis minerais. O Brasil.207 4% 1% 4% 5% 1% 0% 2% 13% 5% 1% 4% 6% 4% 2% 6% 2% 1% 4% 4% 2% 3% 1% 18% 11% 17% 4% 5% 5% 6% 7. Fonte: UNCTAD.

Por outro lado. em 2012. os Emirados Árabes e o Reino Unido.Importações moçambicanas . bens manufaturados (18%) – onde se destacam as importações de metais. Todos exportam petróleo para Moçambique. i) a proximidade. Os produtos que mais contribuíram para o crescimento das importações moçambicanas neste período foram os combustíveis minerais. a África do Sul. embora tenham vindo a crescer a um ritmo acelerado as importações de peças com origem nos Estados Unidos da América e no Reino Unido. entre 2008 e 2012. 150 . e claramente se apresentar como um concorrente da CPLP. explicam o facto da África do Sul ser também um importante fornecedor de Moçambique. cidade que acolhe um porto onde desembarca uma parte considerável das mercadorias destinadas à União Europeia (UE). gorduras e ceras Fonte: UNCTAD. ii) o desenvolvimento do país e iii) a posição dominante na SADC. o principal fornecedor é a África do Sul. máquinas e o alumínio. As importações dos Países Baixos consistem na sua maioria em alumínio (98%). Impostações moçambicanas – Top produtos Gráfico 73 .Top produtos Maquinaria e equipamentos de transporte 2% 7% Combustíveis minerais. Globalmente Moçambique tem vindo a registar um crescimento médio anual das suas importações na ordem dos 14%. O elevado peso dos Países Baixos na estrutura das exportações moçambicanas deverá refletir o chamado efeito “Roterdão”. lubrificantes e materiais relacionados 27% 10% Bens manufaturados Alimentos e animais vivos 13% Químicos e produtos relacionados Outros artigos manufaturados 20% 18% Óleos vegetais e animais.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP São a África do Sul e os Países Baixos os principais parceiros ao nível das importações de Moçambique – em conjunto representaram 41% do total. UNCTADstat. Em termos de maquinaria. Os principais produtos importados de África do Sul são máquinas e equipamento de transporte (27%) combustíveis (20%). 2012 A importação de combustíveis tem como principais fornecedores o Bahrein. enquanto a África do Sul exporta energia elétrica.

que tem uma presença significativa na construção de estradas. tendo sido construído pela Anhui Foreign Economic Construction Corporation (AFECC).80% 60 40 20 2. destacando-se Portugal. Exportações As exportações moçambicanas para os países da CPLP têm oscilado em termos de volume e peso no total. UNCTADstat 2010 Portugal Brasil 2011 Angola 151 2012 A CPLP representou.CPLP Exportações (milhões US$) 120 2. e foram efetuadas doações às forças armadas Moçambicanas. O número de empresas Chinesas com sede em Maputo ultrapassa as 3 dezenas. e com relativo sucesso. em 2012. 2. com a visita do presidente Chinês. pontes e outras infraestruturas. assim como na exploração de concessões florestais para a extração de madeira (esta última tendo gerado problemas diplomáticos entre os dois países). pelo governo Moçambicano e com base em fundos próprios. Os investimentos efetuados são financiados não só por bancos chineses. Gráfico 74 . resultou de um a doação do governo Chinês.Exportações moçambicanas .87% 10 0 40 16 20 9 2 80 75 51 46 2008 2009 Fonte: UNCTAD. em países com abundantes recursos naturais. O apoio do governo Chinês alastrou-se também à construção de equipamentos sociais em regiões menos desenvolvidas. apresentando uma taxa média de crescimento anual de 11%. demonstrando capacidade de competir com a influência da China. (ii) China EXIM Bank. emprea que também construiu o Centro de Conferências Joaquim Chissano em 2003. bem como no perdão de dívidas ao estado Moçambicano. a estratégia de expandir a sua influência económica. Neste aspeto o governo Português. Refira-se que o Parlamento Moçambicano. no setor das telecomunicações (subconcessões para operar nas zonas rurais) e nos transportes (por exemplo em 2007. Em 2007.35% das exportações moçambicanas . construído em 1999. os Transportes Públicos de Maputo iniciaram operações com 4 autocarros a gás fornecidos pela empresa Chinesa Yutong). novos valores disponibilizados para a reabilitação de infraestruturas. Outros interesses significativos podem ser identificados na agricultura (no Zambéze). mas também pelo Banco Mundial.08% 3 2 80 4 2. outros aproveitamentos hidroelétricos. alavancado na CPLP deveria ser uma força de equilíbrio nesta contenda.35% 100 6 2. e o edifício que alberga o Ministério dos Negócios Estrangeiros. Angola e Brasil. as linhas de crédito foram reforçados. que tem financiado projetos hidrelétricos (barragem de Moamba. pavimentação da pista do aeroporto). A China prossegue.64% 1. De entre as principais empresas a operar em solo Moçambicano destacam-se: (i) A China Henan International Cooperation Group (CHICO). inicialmente ao nível de infraestruturas militares a projetos de abastecimento de água.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Relações Sino-Moçambicanas Desde a independências nacional que as relações entre a China e Moçambique se têm vindo a desenvolver e intensificar.

representando estas duas categorias de produtos 70% das exportações para Portugal.Exportações moçambicanas para Portugal Em 2012. 4% 5% 17% Em segundo lugar surgem as exportações de tabaco. enquanto matéria-prima. 2012 152 . UNCTADstat. representando 17% do total. na categoria de alimentos.Principais exportações moçambicanas para Portugal Portugal 2% das exportações moçambicanas Fonte: UNCTAD. UNCTADstat. 71% Alimentos e animais vivos Bebidas e tabaco Matérias-primas (exceto combustíveis) Bens manufaturados Fonte: UNCTAD. Moçambique exportou para Portugal.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Principais exportações moçambicanas para Portugal Figura 30 . 2012 Gráfico 75 . essencialmente crustáceos e açúcar.

os Países Baixos. Moçambique tem vindo a exportar gás de petróleo liquefeito (GPL). UNCTADstat. assentos com armação de madeira. 153 . consistindo essencialmente em exportações de carvão (68% do total das exportações para a China) e madeira (17%). circuitos integrados monolíticos. feixes ou cabos de fibra ótica. representando cerca de 37% das exportações para este país. a África do Sul e a China representaram 64% do total das exportações moçambicanas em 2012. seguindo-se a energia elétrica (29%). conetores.Principais exportações moçambicanas para o Brasil Brasil 0. 2012 Os produtos mais comprados pelo Brasil a Moçambique foram equipamentos associados à aeronáutica transístores montados. para a África do Sul. As exportações para os Países Baixos revestiram-se essencialmente em exportações de alumínio (93%).15% das exportações moçambicanas Fonte: UNCTAD.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Figura 31 . entre outros. Em 2012 a presença chinesa ganhou peso nas exportações moçambicanas. Em conjunto.

2008-2012 100% 4. UNCTAD.147 2. UNCTADstat Em termos globais.500 Peso nas exportações totais de Moçambique 4. gás de petróleo liquefeito e energia elétrica.500 40% 30% 56% 1.Evolução das exportações de Moçambique e principais países de destino. que foram também os produtos que mais contribuíram para o crescimento das exportações moçambicanas entre 2008 e 2012 .000 19% EUA 1.653 70% 3% 4% 3% 3% 3% 2% 4% 1% 2% 21% 10% 60% 3.000 80% 2.000 2. Gráfico 77 .Exportações Moçambicanas .500 Zimbabué 3. as exportações de Moçambique apresentam um volume mais elevado ao nível do alumínio.500 Itália Reino Unido China África do Sul 53% 42% 20% Suiça Índia 2.604 6% 5% 21% 50% 2% 3% 4% 5% 18% 16% 3.Top produtos Bens manufaturados 4% 3% Combustíveis minerais.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Evolução das exportações de Moçambique e principais países de destino Gráfico 76 . 2012 154 .000 3.100 90% 4. lubrificantes e materiais relacionados 9% Alimentos e animais vivos 10% 48% Matérias-primas (exceto combustíveis) Bebidas e tabaco 24% Maquinaria e equipamentos de transporte Fonte: International Trade Centre.000 39% 27% 10% 0% Países Baixos Exportações 500 - 2008 2009 2010 2011 2012 Fonte: International Trade Center.

O GPL viu o seu peso crescer exponencialmente nas exportações moçambicanas desde 2008.Exportações moçambicanas de combustíveis (US$ milhões) Quota nas exportações de Moçambique de combustíveis 60% 50% China 455 África do Sul 434 40% 30% 20% Resto do mundo 74 10% 0% (10%) (500%) 0% 500% 1000% 1500% 2000% Crescimento médio entre 2008-2012 da exportação de combustíveis de Moçambique Fonte: International Trade Centre 155 2500% . alvo de inúmeros “case studies” que começou a operar em 2000. Este foi um dos megaprojetos no continente africano. Quota nas exportações de Moçambique de alumínio Gráfico 78 . Gráfico 79 . a International Development Corporation (IDC) (24%) e o Governo da República de Moçambique (4%).Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP A Mozambique Aluminium Smelter (Mozal) é uma das maiores fábricas de alumínio a nível mundial. 84 Reino Unido 147 Resto do mundo 1 0% (20%) (30%) (25%) (20%) (15%) (10%) (5%) 0% 5% 10% Crescimento médio entre 2008-2012 da exportação de alumínio de Moçambique Fonte: International Trade Centre Moçambique exporta essencialmente gás de petróleo liquefeito (GPL) e energia elétrica para a África do Sul e carvão para a China. situada na província de Maputo. a Mitsubishi Corporation (25%). e que resultou de uma joint-venture entre a BHP Billiton (47%).Exportações moçambicanas de alumínio (US $milhões) 100% Países Baixos 857 80% 60% 40% 20% Suiça . que explica o peso significativo das exportações de alumínio na economia moçambicana.

Investimento direto estrangeiro de. Desde 1992 até 2010. Em 2011. destacando-se ainda a África do Sul. Tal como muitos dos países africanos. seguida pela África do Sul e Portugal.127 milhões 2009 775 2010 -2834 2011 2012 Postos de trabalho criados: 14. Portugal foi o maior investidor em Moçambique entre 2005 e 2010.201 Empresas/investidores: 42 -3382 -6000 -8000 Top cidades recetoras de IDE -8511 -10000 Inward Maputo: 14 projetos Outward Tete: 2 projetos Beira: 2 projetos Chimoio: 1 projeto Matola: 1 projeto Fonte: fDI markets De acordo com informação publicada pelo CIP. Estados Unidos da América. o equivalente a 35. e para Moçambique Gráfico 80 . Reino Unido.8. Noruega. China e Índia. 83% do IDE líquido. foram desenvolvidos cerca de 10 “mega projetos” em Moçambique. Emirados Árabes Unidos. a China foi a maior fonte de investimento direto estrangeiro (ver caixa na secção anterior). 2008-2012 (African Economic Outlook) Dados referentes aos últimos 24 meses 8000 Fluxos IDE (milhões US$) 6004 5365 6000 4572 4000 2000 0 -2000 -4000 Moçambique Número de projetos: 50 1228 592 -44 2008 CAPEX: US$ 17.7% do PIB foi absorvido pelo setor da indústria extrativa e cerca de 76% direcionado para grandes projetos 156 . Maurícias. Moçambique atrai os investidores em grande parte devido aos seus recursos naturais. Em 2012.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP 3. a maioria dos quais relacionados com a indústria extrativa.Fluxos de IDE em Moçambique. que representaram cerca de 70% dos fluxos de entrada de IDE.

587 171 2008 Índia Vale 1.500 1.  MOZAL: Investimento total no valor US$ 1. A Companhia Brasileira Vale do Rio Doce já investiu cerca de US$ 202 milhões em atividades preliminares. impressão e embalagem Indústria produtiva/transformadora Indústria produtiva/transformadora Químicos Indústria produtiva/transformadora Carvão.000 2008 Índia 1. petróleo e gás natural Extração ArcelorMittal 223 448 2008 Luxemburgo Metais ArcelorMittal 223 448 2007 Luxemburgo Metais Cimpor 211 260 2008 Portugal Kenmare Resources Riversdale Mining 157 Construção Extração Extração Eletricidade Extração Extração Extração Indústria produtiva/transformadora Indústria produtiva/transformadora Indústria . petróleo e gás natural Carvão. Fonte: Moçambique .267 2008 EUA 2. petróleo e gás natural Papel. petróleo e gás natural Carvão. petróleo e gás natural Carvão.209 308 2007 Brasil SASOL 1.  Investimento de € 470 milhões em exploração e produção de petróleo entre 2008 e 2011 pela petrolífera portuguesa Galp Energia.400 2003 África do Sul Comunicação TIC e infraestruturas de internet Vale 250 59 2008 Brasil Carvão.  Projeto da Zona Franca Industrial da Beira e de Ferro e Aço de Beira (700 kms ao norte de Maputo). petróleo e gás natural Extração 2009 Maurícias Comunicação TIC e infraestruturas de internet 536 2004 Irlanda Metais Extração 260 1.200 238 2004 África do Sul Vale 749 120 2009 Brasil Norsk Hydro 522 215 2006 Noruega Riversdale Mining 522 215 2008 Austrália SASOL 522 215 2008 África do Sul 500 734 2007 Irlanda 481 289 2010 Seacom 468 131 Kenmare Resources 365 Telkom Investimento Empresa estimado (US$ milhões) Ayr Logistics Portucel Soporcel Group Rashtriya Chemicals & Fertilizers Jindal Organisation Setor Função de negócio chave Carvão.  Projeto de Ferro e Aço de Maputo (MISP): Investimento total no valor US$ 2 bilhões para a produção de placas de aço com localização ainda a ser definida.Ministério do Desenvolvimento.300 3. a 17 km da cidade de Maputo.200 kms de Maputo).000 3. petróleo e gás natural Carvão. tendo como alternativas a zona do Porto da Matola ou Beluluane. a 1. destacam-se:  Exploração de Carvão em Moatize (província de Tete.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP O investimento direto estrangeiro tem sido crítico para o desenvolvimento económico de Moçambique. petróleo e gás natural Carvão. amônia e metanol.  Investimentos de US$ 900 milhões em estradas rurais e de US$ 42 milhões em saneamento.IDE em Moçambique: projetos greenfield de maior dimensão. petróleo e gás natural Carvão. com investimentos previstos no valor US$ 950 milhões. anunciados entre 2003-2010 Criação de postos de trabalho estimada Ano País de origem 5.000 2010 Portugal 2.3 biliões para a produção de alumínio. petróleo e gás natural Indústria produtiva/transformadora Metais Extração Austrália Carvão. Indústria e Comércio Exterior do Brasil Tabela 39.  Complexo Petroquímico da Beira: para a transformação de gás natural em diesel.

nomeadamente. distribuição e transporte Indústria produtiva/transformadora Indústria produtiva/transformadora Nestle 33 171 2010 Suiça Cotton Company (Cottco) 31 561 2003 Zimbabué Textêis Bakhresa 30 167 2010 Tanzânia Alimentação e tabaco Grupo Visabeira 30 85 2003 Portugal Hotelaria Construção Jaipuria Group 30 261 2010 Índia Bebidas Indústria produtiva/transformadora Pick n Pay 24 275 2010 África do Sul SABMiller Capital Africa Steel Yu Xiao Real Estate TOTAL Alimentação e tabaco Indústria produtiva/transformadora Indústria produtiva/transformadora Alimentação e tabaco 21 262 2009 Reino Unido Bebidas 21 100 2009 África do Sul Maquinaria 20 25 2007 China 21. “Foreign Direct Investment in LCDs: Lessons Learned from the decade 2001-2010 and the way forward De acordo com dados do FMI. 158 . os fortes fluxos de IDE registados surgem graças a vários “mega projetos”. Esta evolução positiva explica-se também pelas condições oferecidas a nível de incentivos fiscais e pela estabilidade política e social sentida nos últimos anos. petróleo e gás natural Eletricidade 100 12 2010 Egito 100 147 2008 Irlanda Metáis Extração 93 994 2008 Canadá Minerais Extração 90 166 2008 Suécia Energias renováveis 90 166 2008 Itália Energias renováveis 80 703 2008 EUA Imobiliário Vodafone 60 86 2010 Reino Unido Comunicação Universal Leaf 55 1. devido às operações de sondagem de Gás Natural Liquefeito (GNL) no Oceano Índico. no norte do país. onde foram identificadas grandes reservas de gás natural.151 22.343 Materiais de construção Retalho Indústria produtiva/transformadora Indústria produtiva/transformadora Indústria produtiva/transformadora Fonte: UNCTAD.600 2006 EUA Alimentação e tabaco Tongaat Hulett 52 345 2003 África do Sul Alimentação e tabaco PescaNova 52 345 2009 Espanha Alimentação e tabaco African Medical Investments 48 172 2010 Reino Unido Saúde Lonrho 47 399 2009 Reino Unido Alimentação e tabaco Nestle 47 260 2010 Suíça Alimentação e tabaco Massmart 43 230 2004 África do Sul Produtos de consumo Construção TIC e infraestruturas de internet Indústria produtiva/transformadora Indústria produtiva/transformadora Indústria produtiva/transformadora Construção Indústria produtiva/transformadora Indústria produtiva/transformadora Retalho Logística.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Empresa Investimento estimado (US$ milhões) Criação de postos de trabalho estimada Ano País de origem Setor Função de negócio chave produtiva/transformadora BHP Billiton 204 447 2003 Austrália Metáis Indústria produtiva/transformadora Dubai World 200 564 2008 Emirados Árabes Unidos Hotelaria Construção Galp Energia 171 152 2009 Portugal Energias renováveis Indústria produtiva/transformadora Tongaat-Hulett 159 383 2007 África do Sul Alimentação e tabaco Extração 128 211 2008 Bélgica Rezidor Hotel Group Elsewedy Electric Kenmare Resources African Queen Mines Svensk Etanolkemi Moncada Costruzioni Ayr Logistics Hotelaria Construção Carvão.

Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP 3. 159 . Sofala. e crie12 mil empregos diretos e indiretos. Prevê-se que represente 15% da receita pública em 2015. Gráfico 81 – Moçambique – Peso das Regiões no PIB 14% Nampula Tete De seguida são apresentados os setores mais relevantes por província e os constrangimentos que deverão ser considerados por potenciais investidores: 6% 37% Sofala 12% Maputo (*) Outros 14 % 31% 6% Fonte: Governo Moçambique Província de Tete PIB CAGR 2005-2009 : 6.  Prospeção de ouro. Cidade de Maputo e região de Maputo. Tete. consequência da emissão de licenças em larga escala:  Concessão à Vale S.5% Indústria de extração de carvão como foco dinamizador. vanádio e titânio Efeitos de “spill over” expectados:  Forte afluência de trabalhadores de outras províncias e países. ligação às redes de Moçambique e África do Sul).  Melhoria das infraestruturas de transportes (esforços combinados entre Moçambique e Malawi para nova linha férrea entre Moatize e Nancala). Principais polos de desenvolvimento Os principais polos de desenvolvimento de Moçambique concentram-se em 4 províncias. ferro.A (empresa brasileira) por 35 anos com objetivo de se tornar maior estação de mineração do mundo. Aspetos a considerar pelos investidores  Burocracia e coordenação entre os organismos para licenciamento e processos aduaneiros.  Fator trabalho e capital humano em escassez. a gás e a carvão. estações hidroelétricas.  Base de empresas locais reduzida e consequente elevado custo dos fatores de produção.9. Nampula.  Melhoria nas infraestruturas energéticas (nova barragem a jusante de Cahora Bassa.

(reserva de elefantes e acesso ao parque Kruger) 160 .5% • •  12% Elevado potencial agrícola e de exploração de carvão. • Fator trabalho e capital humano em escassez. Principais universidades e escolas técnicas. Investimento significativo no sector do Turismo. Aspetos a considerar: • Burocracia e complexidade da regulamentação no licenciamento • Capacidade e eficiência do Porto e custo dos serviços portuários.cimento. bebidas. Beluluane. Doadores internacionais financiaram investimentos em infraestruturas para o comércio da região. tais como a modernização do Porto e do aeroporto da Beira. Incluí benefícios fiscais e não fiscais. O Governo moçambicano aprovou em 2012 a criação da Zona Económica Especial da Manga-Mungassa que visa.5 %      Centro económico e financeiro do país Inclui o maior parque industrial do país. a construção de um Centro Logístico Internacional com vista a maximização das potencialidades do Corredor da Beira. 31% Maputo e província de Maputo PIB CARG 2005-2009 : 6. alimentação. tendo captado investimentos em larga escala.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Província de Sofala PIB CARG 2005-2009 : 7. Empresas mais relevantes nas áreas de. ver caixa em detalhe.

e apoio do Governo na criação de empresas. com preços dos terrenos bonificados. Construção civil e materiais de construção. embarcações. A ZEE e ZFI beneficiam-se de incentivos fiscais e não fiscais. isenções de impostos. equipamentos. mas sobretudo para o exercício de atividade industrial. (nomeadamente têxteis e calçado. bem como isenção do IVA nas aquisições internas. Duas áreas foram projetadas para a implantação da Zona Económica Especial (ZEE) e a Zona Franca Industrial (ZFI) em Nacala. com um total de cerca de 500 hectares. como operador de zona franca industrial. acessórios. montagem de máquinas e linhas de produção e/ou montagem de viaturas. entre outras) e agroindustrial (milho. a 10 minutos do Porto e a 20 minutos do Aeroporto. nomeadamente: Isenção no pagamento de impostos na importação (Incluindo o Imposto Sobre o Valor Acrescentado). A Zona Franca Industrial encontra-se aberta a oportunidades de investimento (Parcerias) para as áreas de infraestruturas. amendoim. peças e outros bens destinados à prossecução da atividade licenciada nas ZEEs. gergelim. isenção ou redução de IRPC. O principal residente é a MOZAL (fábrica de alumínio).Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Zona Económica Especial de Nacala (Nampula) O parque de Beluluane é uma zona industrial e zona franca com uma área total de aproximadamente 700 hectares localizado a 16 km de Maputo. feijão e hortícolas). concessão de terras. mandioca. É uma Zona de Comércio Livre e um Parque Industrial com incentivos fiscais. 24 hectares já possuem infraestruturas para acomodar pequenas e médias indústrias. regime flexível de circulação de pessoas e capital. de materiais de construção. Esta zona pretende albergar como projeto-âncora uma refinaria de petróleo com capacidade mínima entre 100 a 300 mil barris por dia. 161 . locomotivas.

Pescas Indústria extrativa Produção O desenvolvimento dos setores referidos exigirá e.Potencialidades a Nível Setorial Setor Potencialidades Agricultura  36 Milhões de hectares de terra arável. a vida marinha está presente em grandes quantidades e o mergulho e a pesca correspondem aos padrões internacionais de alta qualidade.  Localização costeira.  Diversidade de recursos.  Grande diversidade de recursos de pesca.750 km e uma Zona 2 Económica Exclusiva (ZEE) de 586 mil km de superfície oceânica. estimando-se um défice de 2. energia e acessibilidade. Construção  Potencial de investimento na área da habitação.  Grandes bacias hidrográficas permanecem largamente inexploradas.  Criação de emprego e melhoria das prestações sociais do estado que se consubstanciem na melhoria do IDH.  Posição de relevo na arena internacional como produtor e exportador de carvão. e consequentemente para a melhoria das condições de vida dos Moçambicanos. que vai triplicar a capacidade de produção este ano (2013). em certo sentido contribuirá.10. lagostim. onde a Cimentos Moçambique (Cimpor) tem tido uma posição dominante.  País com os recursos costeiros mais fortes da África Austral: o litoral permanece inexplorado e é muito diversificado em paisagem.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP 3.  No contexto dos países da SADC.  Entrada no mercado empresas da China. De forma mais detalhada. Moçambique é um dos países mais abundantes no fator terra.  Forte investimento no setor de cimento. da Índia e da África do Sul com investimentos que poderão triplicar a produção de cimento em Moçambique. destacam-se os setores abrangidos e respetivas potencialidades : Tabela 40 . dos quais somente 10% está cultivada. saneamento.  País dispõe de grandes possibilidades em termos de irrigação.5 milhões de fogos e respetivas infraestruturas de água. com uma extensão de litoral de 2.  Promover projetos de pequena e média que potenciarão a economia Moçambicana nos seus diversos setores. Hotelaria e Turismo  Caraterísticas naturais atrativas: praias paradisíacas e florestas onde podem funcionar reservas ecológicas. flora e fauna.500 MW. atualmente atestado pelas enormes reservas identificadas de gás natural. Energia  Potencial energético de 12. Principais setores de oportunidades Podem-se sintetizar os 3 principais objetivos de médio prazo do Governo Moçambicano:  A implementação de novos projetos estruturantes em diversos setores por forma a atingir o nível de crescimento de 8%.  Na área da pesca de crustáceos de profundidade (gambas. para a melhoria generalizada das infraestruturas que dotem a economia Moçambicana dos recursos necessários ao desenvolvimento da 162 . lagosta e caranguejo) existe margem para aumentar a produção. O Governo moçambicano pretende o envolvimento de investidores privados na área das energias renováveis.

Implementação de medidas de caráter social e reforço do papel do estado na comunidade através da promoção de acesso aos bens públicos (infraestruturas e outros serviços públicos). Obras previstas neste setor. Telecomunicações e Tecnologias de informação  Liberalização do mercado das telecomunicações. Combate à corrupção. marítimo. Alargamento de poços. ferroviário e aéreo):  No setor rodoviário: melhoria ao nível das estradas.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP atividade privada através da redução dos custos de produção e de contexto (tão importantes para os investidores estrangeiros).Potencialidades a Nível Infraestrutural Setor Potencialidades Energia  Desempenho dos serviços e boa qualidade dos mesmos. Melhoria dos serviços públicos. setor tecnológico. sendo uma oportunidade para agentes privados (universidades. furos e latrinas. Fortalecimento da cooperação internacional.  No setor ferroviário: atração do setor privado para o desenvolvimento deste setor. 163 . O governo de Moçambique para a prossecução dos objetivos propostos terá de efetuar reformas significativas das instituições. consultores). Água  Minimização da dependência da água de superfície e da prática da defecação a céu aberto. Em termos de infraestruturas são identificadas as seguintes potencialidades .Potencialidades a Nível Institucional (Fonte: Proposta do PES 2014) Principais Setores Institucionais Potencialidades / Apostas do Governo Setor do estado (key policies)      Combate à pobreza e criação de emprego enquanto prioridade do sistema público. Transportes  Melhoria das redes de transporte (rodoviário. Tabela 41 . Tabela 42 . Pode-se apresentar como áreas que deverão ser ponderadas pelos agentes públicos e privados as referidas seguidamente.  No setor aéreo: construção de novos terminais em Maputo e Nacala. mas também para a própria CPLP que poderia providenciar apoio técnico e “know how” resultante do acumular de experiência dos diversos países.  No setor marítimo: melhoria através de parcerias público-privadas.

transformando este num banco de fomento. Banco ProCredit. mantém-se como maior banco do país. O grupo BES. FNB Moçambique.11. Banco Único. 19. Banco Mercantil e de Investimentos. A taxa de rentabilidade dos capitais próprios (“ROE”) dos três principais bancos é de 35%. do acionistaebancária grupo Caixa Geral de Depósitos (51%) e BPI (30%). na lista dos maiores bancos moçambicanos. Moza Banco. com 50.4%. que contava também com uma participação de 49. Financiamento à economia 3. African Banking Corporation (Moçambique). The Mauritius Commercial Bank Moçambique. Standard Bank. Banco Nacional de Investimento. O sistema bancário é sólido e. Banco Oportunidade de Moçambique. enquanto a Moçambique Capitais. cerca de 40% e maior banco em projetos de expansão da rede de balcões.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP 3. que atualmente detêm uma participação de 36. com a maior quota de mercado em volume de negócios.11. aumentou recentemente a sua participação no Mozabanco para 44% através da sua participada BES Africa. Banco Comercial e de Investimentos. 2007) Investimentos (BNI). Em 1 de janeiro de 2013. Banco Terra. Principais bancos presentes Moçambique tem atualmente dezoito Bancos licenciados e a operarem no seu sistema financeiro. Barclays Bank Moçambique. até setembro de 2012. Predominantemente local Equilibrada Estrangeira e Governo Predominantemente estrangeira Predominantemente Governo Excluído Por outro lado. ambos com uma quota em volume de negócios acima de 15%. Banco Tchuma. o Banco Único pertencente aos grupos portugueses Visabeira e Amorim. grupo de investimentos moçambicanos.1. mantém-se acionista maioritária deste banco. oEstrutura Banco Comercial de Investimentos (BCI). e está prevista a implementação dos regulamentos de Basileia III em 2014. viu em dezembro de 2012 essa posição ser adquirida pelo Estado Moçambicano que passou a assumir a totalidade do capital do banco. (BCI) Internacional Comercial Bank (Moçambique). após o recente reforço da sua participação em 18.Gestão de Participações na instituição No ano de 2011 verificaram-se algumas movimentações importantes no sistema financeiro moçambicano com a entrada no mercado de um novo player. ao mesmo tempo que 8% respeitavam o rácio mínimo regulamentar. uma taxa elevada. 164 . o Banco Nacional de (Fonte: World Bank Staff Estimates. serão implementados os regulamentos bancários recomendados nos Acordos de Basileia I e II. nomeadamente: Banco Internacional de Moçambique. Socremo Banco de Microfinanças.5% da Caixa Geral de Depósitos em representação do Estado por português. Seguem-se.9% através da compra da participação da Geocapital .1% dos bancos apresentavam um adequado rácio de fundos próprios. Ao nível da banca comercial os quatro maiores bancos concentram entre si mais de 80% do volume de negócios. e do grupo Moçambicano Insitec. detido pelo grupo português BCP e pelo Tesouro Moçambicano.4% da instituição após a venda ocorrida em Maio de 2013 de metade da sua participação ao banco sulafricano NedBank. enquanto o crédito mal parado (vencido) diminuiu para menos de 4% em 2012. O Millennium BIM (Banco Internacional de Moçambique). United Bank for Africa Moçambique.

Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP

3.11.2.

Bancarização da população

Figura 32 - Contas bancárias (% +15 anos) em África

O governo, através do Banco Central de
Moçambique, tem envidado esforços criando
politicas comerciais para incentivar e promover a
abertura de mais instituições financeiras, junto dos
distritos localizadas nas zonas interiores do país.
Todas as 12 capitais provinciais têm instituições
bancárias abertas. A expansão da rede bancária
para os distritos em Moçambique continua a ser uma
prioridade do Banco Central, tendo aumentado o
número de distritos com agências bancárias de 27
para 63, entre 2007 e 2013. Atualmente encontramse em funcionamento 502 balcões, estando
autorizados 522.

Contas bancárias (% +15anos)

No entanto, 42 distritos, mantêm-se em situação de
exclusão financeira sem qualquer instituição
financeira. As províncias de Sofala, Inhambane e
Tete foram as que observaram maiores taxas de
crescimento do Índice de Inclusão Financeira (“IIF”)
nos últimos sete anos.

< 10%
Entre 10% e 20%
Entre 20% e 30%
Entre 30% and 40%

Para além dos bancos comerciais, o sistema
financeiro Moçambicano é dotado de outras
Não disponível
instituições financeiras tais como: sete cooperativas
(Fonte: World Bank, Global Financial Inclusion Database, 2011)
de crédito nomeadamente: Cooperativa de
Poupança e Crédito, UGC-CPC - Cooperativa de
Poupança e Crédito, Cooperativa de Crédito dos Micro-empresários de Angónia, Cooperativa de Crédito dos
Produtores do Limpopo, Caixa Cooperativa de Crédito, Sociedade Cooperativa de Crédito das Mulheres de
Nampula, Caixa das Mulheres de Nacala, Cooperativa de Crédito, uma sociedade de investimento, Sociedade
de Gestão e Financiamento para a Promoção de Pequenos Projetos de Investimentos, uma sociedade de
locação financeira: African Leasing Company (Moçambique), e oito micro bancos: AC MicroBanco, Caixa
Financeira de Catandica, Caixa de Poupança Postal de Moçambique, Microbanco NGR, Yingwe Microbanco,
The First Microbank, Caixa Financeira de Caia, Letshego Financial Services Moçambique.
> 40%

Tabela 43- Número de balcões e máquinas automáticas existentes por província
Províncias
Cidade de Maputo
Província Maputo
Nampula
Sofala
Tete
Gaza
Inhambane
Manica
Zambézia
Cabo Delgado
Niassa

Balcões em
Funcionamento
(2013)
186
51
50
46
34
31
30
24
24
16
10

Total ATM (2013)
356
88
92
84
61
58
63
36
54
43
26

Fonte: Relatório anual Banco Central de Moçambique

165

Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP

3.11.3.

Taxas de juro de empréstimo

As taxas de juro tanto das operações ativas, como das operações passivas, tiveram ao longo do período em
análise uma tendência decrescente. O Banco Central de Moçambique relaxou a política monetária, tendo
baixado a taxa de desconto 8 vezes desde 2011. No entanto, o movimento de descida não se alastrou na
mesma proporção à globalidade dos agentes económicos .
Figura 33 - Taxas de juro em Moçambique

3.11.4.

Bolsa de valores

A Bolsa de valores de Moçambique, denominada BVM, foi constituída pelo decreto n° 49/98, de 22 de
setembro, em resultado do cumprimento de um dos objetivos da política económica e financeira do Governo
Moçambicano. A criação da bolsa de valores tinha como principais objetivos: promover a poupança e a sua
conversão em investimento produtivo e diversificar as alternativas de financiamento para o Estado e para as
empresas.
Empresas admitidas a BVM (Bolsa de valores de Moçambique)

As obrigações do Estado e os títulos das empresas cotados na Bolsa de Moçambique, representam 3% do
PIB. O desenvolvimento do mercado interno de ações e obrigações faz parte dos objetivos da nova estratégia
de gestão da dívida de médio prazo.
Os principais títulos cotados são: Cervejas de Moçambique (CDM), Empresa Nacional de Hidrocarbonetos
(ENH), e a CETA, construções e serviços SA, bem como obrigações do Tesouro de Moçambique.
Os títulos admitidos à cotação na Bolsa de Valores de Moçambique aumentaram de 25 em 2011 para 32 em
2012.
Em Moçambique a Bolsa de Valores tem servido como uma das principais fontes de financiamento do
Orçamento de Estado, assim como das empresas públicas e privadas, tendo sido admitidos à cotação, desde
a sua inauguração, 54 valores mobiliários, no valor conjunto de MZN 24.500 milhões (cerca de US$ 816
milhões).

166

Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP

A BVM admite também as negociações das Unidades de Participação em Fundos de Investimento, porém
apenas quando estes sejam fechados.
A Bolsa de Valores de Moçambique (BVM) e as vantagens oferecidas:




Os títulos negociados em bolsa beneficiam de 50% de isenção do
Imposto sobre o Rendimento (IRPC/IRPS), o que obviamente
aumenta os ganhos que daí advêm;
No ato de emissão e na realização de transações, os valores
mobiliários beneficiam de isenção do imposto de selo;
O custo de financiamento é reduzido em relação ao crédito bancário
(emissão de ações, obrigações, papel comercial, entre outros);
É um meio de acesso a financiamentos internacionais através da
mobilização de investidores internacionais.
Permite tomar conhecimento do valor das empresas, através da
definição de um preço de mercado.

O Estado tem utilizado a bolsa de valores para;

Empréstimos obrigacionistas (obrigações do tesouro);
Privatizações (venda de participações do Estado nas Empresas).

167

Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP

168

Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP 4. Investir em Moçambique 169 .

mas. com o objetivo de estimular o emprego. dado os desequilíbrios entre oferta e procura contribuem para um incremento da taxa do desemprego.portaldogoverno. pequenas e médias empresas (MPME’s) 6.7% (apesar de ser estimado um valor mais alto.gov. Cumpre referir que a força de trabalho em áreas urbanas tem vindo a aumentar a uma percentagem anual de 3%. A aplicação da legislação sobre violência doméstica. O principal objetivo é a promoção do crescimento do emprego a curto e a médio prazo por forma a propiciar o desenvolvimento de uma economia pró-emprego.mz/Servicos/segurancaSoc/. Promover o emprego.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP 4. através do estabelecimento de políticas ativas 4.6% são trabalhadores familiares não remunerados. 4. Estratégia Nacional de Segurança Básica 2010-2014 170 .000 jovens ingressam no mercado de trabalho anualmente.8% trabalham no setor privado). 85 http://www. e 6. boas práticas de negociação e o diálogo social tripartido. Desemprego A percentagem de desemprego é de 18. dos parceiros sociais e da sociedade civil. Objetivos da Estratégia de Emprego e Formação Profissional: 1. a Carta Africana dos Direitos Humanos e dos Povos sobre os Direitos das Mulheres em África (mais conhecido como o Protocolo de Maputo). têm ajudado a reforçar a agenda de igualdade de género no país.2.1. População Ativa Está a ser implementada desde 2006 a Estratégia de Emprego e Formação Profissional em Moçambique (até 2015).1% são trabalhadoras por conta própria. A população ativa estimada é de cerca de 11 milhões de pessoas – das quais 62. Criar um sistema de informação sobre o mercado de emprego (SIME) 3. 24. visando a atuação concertada do Governo.9% estão empregadas (4.3. http://www. Há um conjunto de indicadores que já revelam avanços em algumas áreas como o número de mulheres no parlamento (39% ) e a paridade no género de alunos inscritos no ensino primário. especialmente no que concerne às áreas rurais). Optar por políticas e programas de desenvolvimento económico que maximizem o crescimento do emprego 2. Promover a criação de emprego qualificado através de micro. Cerca de 300. direito de família. o empreendedorismo. sendo que apenas 10.1% são funcionários públicos. Breve descrição do mercado de trabalho e do regime de segurança social85 4. o Protocolo da SADC.unicef.org/mozambique/media_9464. apesar de persistirem lacunas significativas do lado da oferta. Desigualdades Moçambique tem vindo a promover um conjunto de iniciativas para incrementar a igualdade do género e a integração e participação das mulheres na sociedade. Apoiar o setor informal pelo seu papel na economia e na criação de emprego 4. República de Moçambique.html. Apoiar a inserção laboral de grupos alvo especiais 5.

e cujo rendimento exceda determinado limite.117). que inclui os trabalhadores por conta de outrem. e ao contrário dos outros dois modelos.000.500.000 MZN (aproximadamente USD 49. Breve descrição do regime de Segurança Social Encontram-se abrangidos pelo sistema de segurança social em Moçambique os trabalhadores assalariados nacionais e estrangeiros residentes. pesquisa e produção de petróleo. de 24 de junho e pelo Decreto n.000 MZN (aproximadamente USD 247. e 4% de responsabilidade da entidade patronal).º 43/2009. é normalmente utilizada no setor privado. os investimentos realizados ou a realizar nas áreas de prospeção. Lei n. 25 trabalhadores com nacionalidade moçambicana.372). 171 . a partir do terceiro ano de atividade.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP 4. Criação e manutenção de emprego direto para. excecionando porém. a idade ou estado de saúde. Segurança social complementar Segurança social complementar. de 21 de agosto. O direito a transferir lucros para o estrangeiro é também aplicável aos investimentos promovidos em Moçambique que cumpram com um dos seguintes requisitos:    Volume de vendas anual não inferior ao triplo de 7. 4. O valor mínimo de Investimento Direto Estrangeiro (IDE) para efeitos de repatriamento de lucros é de MZN 2.º 3/93. nos últimos anos tem-se verificado um incremento das tensões sociais resultado das desigualdades existentes e da persistência de um elevado nível de pobreza. através de seguros. Existem três modelos de segurança social no país: Segurança social obrigatória Segurança social obrigatória (gerida pelo Instituto Nacional de Segurança Social). Exportações anuais de bens ou serviços sejam no mínimo equivalentes a 1. ou aproximadamente USD 82.4. devidamente inscritos no sistema de segurança social a partir do segundo ano de atividade. Como investir? O investimento em Moçambique é regulado pela Lei de Investimentos.432).500. por exemplo. cuja relação laboral com a entidade patronal esteja formalizada.500. Segurança social básica Segurança social básica que. antes sendolhes diretamente atribuído tendo em consideração um conjunto de condicionalismos e requisitos como. A taxa de contribuição para o sistema de segurança social é de 7% (3% descontados da remuneração do trabalhador. gás e indústria extrativa de recursos minerais. não implica qualquer tipo de pagamento pelos seus beneficiários.5. bem como os familiares deles dependentes. pelo menos. Não obstante. O Programa de Subsídio de Alimentos é um exemplo deste tipo de segurança social.

proveniente do exterior e destinado à sua incorporação no investimento para realização de um projeto de atividade económica.  Tecnologia patenteada. Em Moçambique através da lei de investimento. 172 . e produção de petróleo.  Prestações suplementares de capital. uma vez que a mesma confere um conjunto de benefícios para o investidor e o direito ao repatriamento dos lucros obtidos e do capital investido. compreende. em determinadas circunstâncias. O investimento indireto. por sua vez. qualquer uma das seguintes formas:  Empréstimos.  Assistência técnica e outras formas de acesso à utilização ou de transferência de tecnologia e marcas registadas cujo acesso à sua utilização seja em regime de exclusividade ou de licenciamento restrito por zonas geográficas ou domínios de atividade e/ou comercial. dos direitos de utilização de tecnologias patenteadas e de marcas registadas.  Segredos e modelos industriais. isolada ou simultaneamente.  Suprimentos. o processo de implantação e estabelecimento de investimentos estrangeiros têm sido simplificados evitando deste modo o excesso de burocracia e diminuindo o tempo de espera neste tipo de procedimentos. Formas de investimento O investimento estrangeiro direto em Moçambique pode realizar-se através de qualquer uma das seguintes formas.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP O investimento direto estrangeiro (IDE) é definido como qualquer forma de contribuição de capital estrangeiro suscetível de avaliação pecuniária. É importante que um investimento seja qualificado de IDE no âmbito desta Lei. que constitua capital ou recursos próprios ou sob conta e risco do investidor estrangeiro. A Lei de Investimentos não se aplica aos investimentos relacionados com prospeção.  Franchising. através de uma empresa registada em Moçambique e a operar a partir do território Moçambicano. e Cedência. gás e indústria extrativa de recursos minerais. desde que suscetíveis de avaliação pecuniária:    Moeda externa livremente convertível. Equipamentos e respetivos acessórios. materiais e outros bens importados. pesquisa.  Marcas registadas.

o qual deverá tomar a decisão no prazo máximo de três dias úteis a contar da data de receção da respetiva proposta de projeto de investimento.000). Para efeitos de exportação de lucros e reexportação do capital investido. social.000.000. Certidão do registo comercial ou da reserva da denominação social da empresa implementadora do projeto. a decisão de autorizar os investimentos nacionais e/ou estrangeiros nos seguintes casos:     Realização de projetos de investimento cujo valor seja superior ou equivalente a MZN 13. se o projeto for aprovado.5.000 hectares. no prazo de três dias úteis.000 hectares.000. As propostas de investimentos são apresentadas em formulário próprio. se o respetivo investimento a realizar se localizar nas Zonas Económicas Especiais (ZEE) ou nas Zonas Francas Industriais (ZFI). Decorrida esta fase.000 (aproximadamente USD 467. O investidor estrangeiro deve efetuar o registo do investimento direto estrangeiro junto do Banco de Moçambique no período de 90 dias a contar da data da autorização da entidade competente ou da efetiva entrada do valor do investimento. quanto à realização de projetos de investimento nacionais e/ou estrangeiros cujo valor total envolvido não exceda o equivalente a MZN 13. o estatuto de investidor estrangeiro vigora por tempo indeterminado (enquanto se mantiverem inalterados os termos e condições que concorreram para a atribuição desse estatuto). o CPI ou o GAZEDA procedem à comunicação aos proponentes dos projetos de investimento a sua decisão. no prazo de três dias úteis.  É da responsabilidade do Diretor Geral do CPI.  É da responsabilidade do Governador Provincial. ou equivalente.000.000 (aproximadamente USD 86.500. a referida proposta de investimento terá que ser necessariamente apresentada ao Gabinete das Zonas Económicas de Desenvolvimento Acelerado (GAZEDA).1. em língua portuguesa ou inglesa e acompanhadas da documentação necessária para a sua apreciação:     Cópia do documento de identificação do investidor proponente. quando o projeto de investimentos nacionais avaliados até e não superior a MZN 1.500. A decisão sobre projetos de investimento recebidos no CPI é da autoria de várias categoria e de órgãos institucionais do pais conforme for o valor que se pretende alocar ao projeto. quando o investimento nacionais e/ou estrangeiros em causa estiver avaliadoate MZN 2.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP 4.500. a decisão sobre os projetos de investimento em regime de ZEE e das ZFI compete ao Diretor-Geral do GAZEDA.000. Projetos de investimento que requeiram a concessão florestal de área superior a 100.500. Numa fase posterior à apresentação da proposta do projeto de investimento. Projetos de investimento que requeiram extensão de terra cuja área seja superior a 10.000 (aproximadamente USD 467.000 (aproximadamente USD 52. Planta topográfica ou esboço da localização onde se pretende implantar o projeto.000). Por fim cabe ao Conselho de Ministros (no prazo de 30 dias úteis).000).000.000). podendo a posição do investidor ser transmitida (mediante transmissão ou 173 .500. Relativamente ao gabinete GAZEDA.000. a mesma decisão deverá ser tomada num prazo de três dias úteis. financeira ou ambiental. Quaisquer outros projetos com previsíveis implicações de ordem política. Cópia da licença de representação comercial (apenas quando se trate de projetos a realizar mediante estabelecimento de representação comercial estrangeira). económica. Fases/Etapas a observar no Processo de estabelecimento em Moçambique Para que um investidor efetua um investimento em território Moçambicano deverá apresentar a sua proposta de projeto de investimento ao Centro de Promoção de Investimentos (CPI) ou.  É do ministro que superintende a área da planificação e desenvolvimento. a sua implementação deve ocorrer no prazo de 120 dias (se outro prazo não tiver sido fixado na respetiva autorização.

sociedade em comandita por ações.6. 4. 174 . Verificação de situações de incumprimento quer da Lei de Investimentos e do Regulamento da Lei de Investimentos quer das condições previstas na respetiva autorização ou noutros instrumentos legais aplicáveis.º 4/2009. sociedades anónimas.  Deduções à matéria coletável e à coleta .  Amortizações e reintegrações aceleradas . O investidor externo pode implementar o seu negócio em Moçambique através de formas societárias previstas na legislação comercial Moçambicana (Código Comercial). que consiste em incrementar em 50% as taxas normais legalmente fixadas para o cálculo das amortizações e reintegrações consideradas como custos imputáveis ao exercício na determinação da matéria coletável do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Coletivas (IRPC) ou Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares (IRPS). sociedade em comandita simples.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP cessão de participações sociais detidas pelos respetivos investidores) desde que a transmissão ocorra em território nacional. Pedido fundamentado dos investidores. Por outro lado a lei do investimento permite a revogação da autorização concedida para realização do investimento quando se observe uma das seguintes situações: 1.  Crédito fiscal por investimento (CFI) . sem que esta se tenha iniciado.possibilidade de os investimentos beneficiarem de uma dedução de 5% ou 10%. 2. O Código Comercial prevê os seguintes tipos societários: sociedade em nome coletivo. do total de investimento efetivamente realizado na coleta do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Coletivas (IRPC). 3. que consagra vários benefícios aplicáveis ao investimento estrangeiro em Moçambique. quando devidas. de 12 de janeiro. consoante o investimento ocorra na Cidade de Maputo ou nas restantes províncias. aprovado pela Lei n. 4.possibilidade de os custos com (i) a modernização e introdução de novas tecnologias e com (ii) a formação profissional de trabalhadores moçambicanos poderem ser deduzidos à matéria coletável até ao limite de 10% ou 5%. Incentivos e benefícios ao investimento Ainda no âmbito dos incentivos decorrentes do investimento em Moçambique podem também mencionar-se os benefícios fiscais consagrados no Código dos Benefícios fiscais (CBF). até à concorrência deste. Termo do prazo estabelecido para o início da implementação do projeto. sociedade por quotas. Paralisação da implementação ou exploração do empreendimento por um período contínuo superior a três meses sem que tenha havido uma comunicação prévia à entidade competente.6. seja notificada a entidade decisória competente (e obtida a consequente autorização) e seja comprovado o cumprimento de obrigações fiscais e legais. respetivamente (durante os primeiros cinco anos). sendo que os mesmos podem ser agrupados em duas categorias: benefícios genéricos e benefícios específicos.permite-se a reintegração acelerada dos imóveis novos utilizados na prossecução do projeto de investimento. na parte respeitante à atividade desenvolvida no âmbito do projeto (durante cinco exercícios fiscais). Benefícios genéricos O código de benefícios fiscais (CBF) considera benefícios genéricos aplicáveis ao investimento estrangeiro os seguintes:  Isenção do pagamento de direitos aduaneiros e do IVA (na importação de bens): sobre os bens de equipamento classificados na classe «K» da pauta aduaneira e respetivas peças e acessórios que os acompanhem (durante os primeiros 5 anos de implementação do projeto).1. 4.

abastecimento de água) Comércio e indústria nas zonas rurais Incentivos atribuídos       Isenção do pagamento de direitos aduaneiros e do IVA na importação de bens de equipamento classificados na classe «K» da Pauta Aduaneira. escolas. b) 50% Das despesas realizadas na compra. Redução da taxa de IRPS. Indústria transformadora e de montagem Agricultura e Pescas (Aquacultura) Isenção do pagamento de direitos aduaneiros e do IVA na importação de bens de equipamento classificados na classe «K» da Pauta Aduaneira. bem como de outros indispensáveis à prossecução da atividade. aeroportos.000 MZN. telecomunicações abastecimento de água. correios.º 10/88. Redução em 50% da taxa de IRPC entre 2016 e 2025. Redução da taxa de IRPS. Redução em 60% da taxa de IRPC do 6º ao 10º exercício fiscal. bem como as ações que contribuam para o desenvolvimento desta.os investimentos elegíveis para efeitos da atribuição dos benefícios fiscais ao abrigo do Código dos Benefícios Fiscais (CBF) podem ainda considerar como custos para a determinação da matéria coletável do IRPC os seguintes limites: a) 110% (para os investimentos na cidade de Maputo) e 120% (para os investimentos nas restantes províncias) das despesas realizadas na construção e na reabilitação de estradas e caminho-de-ferro.000.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP  Outras despesas consideradas custos fiscais . Benefícios complementares: o Dedução de despesas realizadas com a formação profissional de trabalhadores moçambicanos. aeroportos.     175 .  Isenção do pagamento de direitos aduaneiros na importação de matérias-primas e de equipamentos destinados ao processo de produção industrial que demonstrem e assumam o compromisso de manter a faturação anual não inferior a 3. 4. Redução em 80% da taxa de IRPC até 31/12/2015. nos termos da Lei de Defesa do Património Cultural (Lei n. o Dedução de determinadas despesas como custos fiscais. energia elétrica. Redução em 25% da taxa de IRPC do 11º ao 15º exercício fiscal.6. Redução em 80% da taxa de IRPC nos primeiros 5 exercícios fiscais. hospitais e outras obras consideradas de utilidade pública (durante cinco exercícios fiscais). Benefícios Específicos São considerados benefícios específicos no âmbito do investimento efetuado em determinados setores de atividade considerados de grande relevância para o crescimento e o desenvolvimento do país .  Isenção do pagamento de direitos aduaneiros e do IVA na importação de bens de equipamento classificados na classe «K» da Pauta Aduaneira. de 22 de dezembro). Descrição da Área de Investimento Infraestruturas Básicas de utilidade pública (exemplo: estradas. para património próprio de obras consideradas de arte e outros objetos representativos da cultura moçambicana.2. e cujo o valor final acrescentado ao produto corresponda a um mínimo de 20%.

Redução em 50% da taxa de IRPC do 11º ao 15º exercício fiscal. Crédito fiscal por investimento (20%). Isenção e reduções igualmente aplicáveis em sede de IRPS. o Amortizações e reintegrações aceleradas. Isenção de direitos aduaneiros e do IVA na importação de material e equipamento. de 12 de janeiro.milhões e 500 MNZ. Isenção de IRPC nos primeiros 10 exercícios fiscais. o Dedução de determinadas despesas como custos fiscais. Isenção do pagamento de direitos aduaneiros e do IVA na importação de materiais e bens. Isenção de IRPC nos primeiros 5 ou nos primeiros 3 exercícios fiscais. 176 . Isenção de direitos aduaneiros e do IVA na importação de materiais e equipamentos. Benefícios complementares: o Crédito fiscal por investimento. Redução em 25% da taxa de IRPC pela vida do projeto. Redução em 25% da taxa de IRPC pela vida do projeto ou entre o 11º e o 15º exercício fiscal. Fonte: Código dos Benefícios Fiscais. consoante seja operador de ZEE ou empresa de ZEE.º 4/2009. em regime de concessão)         Zonas de Rápido Desenvolvimento (ZRD):    Zonas francas Industriais (ZfI):      Zonas Económicas Especiais (ZEE):   Isenção do pagamento de direitos aduaneiros e do IVA na importação de bens de equipamento classificados na classe «K» da Pauta Aduaneira. Benefícios complementares: o Dedução de despesas realizadas com a modernização e introdução de novas tecnologias. Redução em 25% da taxa de IRPC do 11º ao 15º exercício fiscal. Dedução de determinadas despesas como custos fiscais Isenção do pagamento de direitos aduaneiros e do IVA na importação de bens de equipamento classificados na classe «K» da Pauta Aduaneira. consoante seja operador de ZEE ou empresa de ZEE. bem como de determinados bens considerados indispensáveis à prossecução da atividade nas quantidades necessárias para a construção e apetrechamento do projeto. Isenção de IRPC nos primeiros 5 exercícios fiscais.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Hotelaria e Turismo      Parques de Ciência e Tecnologia Projetos de grande dimensão (que excedam 12. Redução em 50% da taxa de IRPC do 6º ao 10º exercício fiscal. Isenção do pagamento de direitos aduaneiros e do IVA na importação de materiais e bens. Benefícios Complementares: o Dedução de despesas realizadas com a formação profissional de trabalhadores moçambicanos. consoante seja operador de ZEE ou empresa de ZEE. investimentos em infraestruturas de domínio público. Redução em 50% da taxa de IRPC do 6º ao 10º exercício fiscal ou do 4º ao 10º exercício fiscal. o Dedução de despesas realizadas com a modernização e introdução de novas tecnologias. Reintegração acelerada. Crédito fiscal por investimento (5% ou 10% consoante a localização do investimento). o Dedução de determinadas despesas como custos fiscais. Lei n.

Portugal dispõe de linhas de crédito específicas de apoio à internacionalização das empresas e à exportação. em conjunto. o Banco de Desenvolvimento Africano. o O ITF tem por objetivo captar e mobilizar recursos financeiros e competências técnicas FMO . Principais mecanismos de financiamento Existem vários mecanismos alternativos para investir em Moçambique.705 projetos num total de cerca de 26 mil milhões de euros. reestrurado em Março de 2014 De acordo com o Relatório Anual EDFI 2012. Mas nem todas as áreas ou setores de atividades são elegíveis para efeitos de atribuição de financiamento. sendo que alguns dos bancos comerciais que operam em Moçambique recorrem a financiamento junto de instituições multilaterais financeiras.edfi. nalguns casos.Netherlands Development Finance Company é uma das maiores Instituições Financeiras de apoio ao desenvolvimento. As IFD europeias constituíram uma associação designada por European Development Finance Institutions (EDFI). Acesso EU/Africa Infrastructure Trust Fund (ITF).html 177 . permitindolhes financiar projetos de internacionalização de pequenas e médias empresas a condições de mercado mais competitivas. Para além destas entidades. Em Portugal a Instituição Financeira de Apoio ao Desenvolvimento SOFID (que integrará o futuro banco de fomento) dispõe de um fundo específico de apoio ao investimento em Moçambique designado por InvestimoZ. têm disponibilizado linhas de crédito a fim de facilitar e promover as suas próprias exportações para Moçambique e. Estas instituições também financiam projetos em outros países da CPLP como Angola. na Europa existem as Instituições Financeiras ao Desenvolvimento (IFD) que podem financiar projetos de investimento em países em desenvolvimento desde que cumpridos um conjunto de requisitos. para efetuar investimentos. o Banco Europeu de Investimento e o Banco Mundial. São Tomé e Principe. através do fundo investimoZ. Cabo Verde e Guiné Bissau. sendo que só no ano de 2012 foram aprovados 4. Uma das principais fontes de financiamento estrangeiro consubstancia-se na ajuda pública ao desenvolvimento (APD) proveniente de entidades multilaterais financeiras. detinham um portfolio de 4. por prazos mais longos e com outros instrumentos alternativos para diminuição dos riscos da operação. que disponibiliza:      86 Empréstimos. entre eles Portugal. Para grandes projetos de investimento com impacto económico em países em desenvolvimento e cujo plano de investimento permita desenvolver a economia existem instrumentos financeiros em algumas destas instituições multilaterais financeiras para apoiar o investimento diretamente às empresas. acessível: http://www. o Banco Africano de Desenvolvimento. Estas instituições poderão constituir um importante mecanismo de financiamento aos investimentos das empresas nos países em desenvolvimento. e demais entidades da APD (como sejam as agências bilaterais). Em Portugal a Instituição Financeira ao Desenvolvimento é a SOFID. com um portfolio de projetos de 6. com o apoio da Caixa Geral de Depósitos e outros mecanismos de apoio às empresas exportadoras. que lhes concedem financiamento para concederem crédito à economia e às empresas.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP 4.280 milhões de euros sendo que deste montante cerca de 67% são empréstimos concedidos para investimentos em países em desenvolvimento.7. que no final do ano de 2012. Acresce que muitos países. entre os quais contribuir para o desenvolvimento económico do país do investimento. como o Banco Mundial. sendo de salientar a linha de crédito ao importador do bem com origem em Portugal. uma vez que beneficiam de apoios do estado europeu da sua origem e podem aceder a fundos de comunitários orientados para o apoio ao desenvolvimento. como por exemplo. Participações de Capital. Acesso ao Fundo Português de Apoio ao Investimento em Moçambique (InvestimoZ).7 mil milhões de euros em 714 86 novos projetos .be/component/downloads/downloads/92. Garantias Bancárias.

Moeda: Euro. Produtos de gestão de risco. Utilização: total ou por tranches (em função da natureza do projeto e sua evolução). semestrais ou anuais. hipoteca ou penhor sobre ativos do projeto. máximo de 2. (que será integrada no futuro banco de fomento português). Garantias. Reembolso: em prestações trimestrais. Regra geral.5 milhões de euros. Comissões de acordo com o preçário em vigor. Acesso Neighbourhood Investment Facility (NIF). com taxas a juros bonificados.Fundo Português de Apoio ao Investimento em Moçambique que financia projetos de investimento de iniciativa pública ou privada em Moçambique. podendo ocorrer eventuais bonificações associadas à mobilização de fundos nacionais ou internacionais disponíveis para ajuda ao desenvolvimento. como sejam o ITF. Empréstimos de longo prazo. em 47 países da África Subsariana. Fundo InvestimoZ . Donativos destinados ao financiamento de atividades específicas nos países de menor rendimento. Carência: até 3 anos. receitas do projeto. o NIF e o LAIF. Garantias dos promotores: garantia internacional ou local. de acordo com o preçário da SOFID no momento. o A LAIF é um instrumento criado pela Comissão Europeia que visa mobilizar financiamentos adicionais para apoiar investimentos na América Latina. Financiamento “mezzanine”. neles se incluindo todos os PALOP. Acesso Latin America Investment Facility (LAIF). 178 . com taxas a juros de mercado. os produtos financeiros disponibilizados pelas IFD são:         Empréstimos de longo prazo.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP    para apoiar o investimento em infraestruturas transfronteiriças com impacto regional. Apoio à realização de estudos de sustentabilidade do projeto. com possibilidade de outras divisas com curso internacional. promovidos por empresas portuguesas ou por parcerias Luso-Moçambicanas A SOFID. apresenta condições de financiamento específicas de apoio a projetos de internacionalização. Participações de capital. garantias pessoais ou outras cauções. nomeadamente:          Montante mínimo por promotor do projeto de investimento de 250 mil euros. Prazo: até 10 anos. Taxa de Juro: variável indexada à Euribor.

composta por membros da equipa de gestão do fundo. para além dos instrumentos de capital diretos.Percentagem do valor dos projetos por modalidade de financiamento e setores de atividade Setores de atividade Modalidades de financiamento EDFI 3% 13% 33% Financeiro 6% 46% 51% Infraestruturas Indústria Agroindústria Outros 22% Participações de capital e equiparáveis Empréstimos 26% Subvenções Fonte: Relatório Anual EDFI 2012 Outro instrumento disponível para o financiamento de investimentos de grande dimensão e com reconhecido impacto económico é o Fundo de Cooperação China-Países de Língua Portuguesa. adaptados em função das características das empresas e da natureza dos projetos. criado em 2010 com intuito de fortalecer a cooperação e as relações de investimento entre a China e os países de língua Portuguesa. Os montantes máximos de investimento em cada projeto são determinados pela equipa de gestão do fundo e podem variar entre 5 e 20 milhões de USD. 179 . O acesso a este fundo faz-se através do preenchimento da candidatura por parte da empresa ou investidor interessado. admite-se ainda investimentos de quase capital (instrumentos híbridos de capital e obrigações convertíveis). Nesse sentido. Este fundo. e depende da decisão da comissão de investimento. No que se refere aos veículos de investimentos. tais como ações ordinárias de empresas ou projetos. disponibiliza um total de mil milhões de USD para projetos de investimento que promovam a melhoria da qualidade de vida das populações e o desenvolvimento social e económico dos países destinatários do financiamento.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Gráfico 82 . o fundo admite a utilização de diversos instrumentos. Um dos critérios elegíveis para obtenção do financiamento é a aposta na utilização de tecnologia industrial avançada.

Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP 4. Competitividade de Moçambique 4. Zimbabué e da Republica Democrática do Congo. Atratividade de Moçambique no contexto regional No conjunto de relatórios e indicadores que procuram caraterizar os mercados dos vários países mundiais. à frente do Maláui. Angola.Doing Business 2013 – Posição por país da SADC Facilidade de se fazer negócios Abertura de empresas Obtenção de alvarás de construção Obtenção eletricidade Registo de propriedade Obtenção de crédito Maurícias 19 14 62 44 60 53 África do Sul 39 53 39 150 79 1 Botsuana 59 99 132 90 51 53 Seicheles 74 117 57 144 66 167 Namíbia 87 133 56 87 169 40 Zâmbia 94 74 151 151 96 12 Suazilândia 123 165 41 156 129 53 Tanzânia 134 113 174 96 137 129 Lesoto 136 79 140 133 157 154 Madagáscar 142 17 148 183 147 180 Moçambique 146 96 135 174 155 129 Malawi 157 141 175 179 97 129 Angola 172 171 124 113 131 129 Zimbabué 172 143 170 157 85 129 Congo 181 149 81 140 106 176 Países 180 .8. A título exemplificativo o relatório do Banco Mundial sobre a facilidade de fazer negócio indica que Moçambique se encontra na posição 146. Tabela 44 .1. Moçambique encontra-se classificado na parte inferior do ranking.8.

uma empresa de telecomunicações da propriedade do Ministério da Defesa do Vietname e a SPI (Gestão e Investimentos). Moçambique é o primeiro destino de fluxo de IDE da SADC com cerca de 29% do total de IDE para a região que é revelador da atratividade que a sua economia tem vindo a gerar.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Identificam-se como aspetos positivos a rapidez e facilidade na constituição/abertura de uma empresa e a facilidade na obtenção de crédito. Movicel com investimento recente no montante de USD 400 milhões. Um novo operador móvel. indicam que os valores oficiais de IDE atingiram em 2012 o montante de 5. Foram vários os fatores que contribuíram para o crescimento do Investimento Direto Estrangeiro (IDE) em Moçambique. A descoberta de extensas reservas off-shore de gás natural.9 mil milhões de USD. que resulta de uma joint-venture entre a Viettel. na sua maioria canalizado para as indústrias extrativas. Os fluxos do IDE em Moçambique indicados pela UNCTAD. Há um conjunto de novos indicadores que sustentam a manutenção de valores elevados de IDE. de USD 5. No entanto os custos de contexto mantêm-se significativos. em 2011. o investimento do setor privado atingiu mais de 1.2 mil milhões de em 2012. juntamente com o forte crescimento agrícola e o investimento em infraestruturas. GS Cimento e Bill Wood) e da África do Sul. Na SADC. Já no ano anterior. como resultado do IDE em mega projetos do carvão. Pretoria Portland Cement com um investimento global de 450 milhões de USD. representando um investimento 400 milhões de USD por parte de empresas exportadoras. Um total de 30. comparando de forma muito positiva com os restantes países da SADC. 181 . dos quais 13 na zona Económica Exclusiva de Nacala.000 novos empregos foram criados pelos 285 novos projetos. através do investimento realizado por empresas chinesas (África Great Wall Cement Manufacturer.2 mil milhões de dólares. China International Fund. nomeadamente:    Um forte investimento no setor de cimento estimando-se que a produção triplique até 2013.

outros impedimentos 4. pré-embarque.º 34/2009. prata e platina. ouro. consoante o caso. por regra. quando não respeitem as especificações técnicas e outros requisitos previstos na lei. medicamentos. cimento. Existe igualmente um conjunto de mercadorias sujeitas a um regime especial.1.9. fixada no valor de cerca de USD 85 por cada operação de importação com isenção de direitos aduaneiros e é cobrado em todos DU. fósforos. produtos químicos.º 6/2009. nos termos do Decreto n. Principais constrangimentos ao IDE e Exportação No que diz respeito às principais dificuldades e/ou constrangimentos à exploração do mercado interno e ao investimento direto estrangeiro em Moçambique pode enumerar-se um conjunto de constrangimentos. 4.9. pneus novos e usados e veículos. de 10 de março. armas.1. correndo por conta do importador e exportador todas as despesas inerentes à realização da operação de devolução ou destruição. Além da taxa de direitos aduaneiros e de outras obrigações da responsabilidade do importador ou do exportador é devida uma Taxa de Serviços Aduaneiros (TSA). com algumas exceções. à data da aceitação da declaração aduaneira pelas Alfândegas.9. como sucede com algumas carnes. Há empresas privadas que estão devidamente licenciadas para procederem às inspeções pré-Embarque. Licenciamento das Importações para Moçambique Moçambique faz parte da Organização Mundial do Comércio e tem vindo a adotar medidas que visam harmonizar a importação de produtos em linha com as orientações da OMC.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP 4. O documento necessário para o Despacho Alfandegário das mercadorias que entram ou saem de Moçambique é designado por Documento Único (DU) e o processamento de toda a informação e despachos é realizado através de uma plataforma informática designada por JUE – Janela Única Eletrónica. São regimes aduaneiros especiais os de: exportação 182 . alguns dos produtos exportados para Moçambique estão sujeitos ao procedimento de Inspeção Pré-Embarque de acordo com a respetiva restrição indicada por produto na posição pautal. É importante para o exportador conhecer quais os produtos sujeitos a esta classificação. mas existem produtos cuja importação estão proibidos. Moçambique tem ainda um conjunto de regimes aduaneiros especiais que permitem soluções diferenciadas para os investidores em Moçambique ou na SADC. Alfândegas – Barreiras aduaneiras: tarifas. são sujeitas a devolução ou destruição. selos e valores selados. são sujeitas a inspeção pós-desembarque e ao pagamento da multa de 10% sobre o valor da importação ou. a restrições especiais. tais como medicamentos. de 6 de julho. farinhas. barreiras não tarifárias. notas e moedas estrangeiras. As taxas de direitos aduaneiros e demais imposições aplicáveis no caso de importação. prevista na Lei n. Por outro lado. que estabelece as regras de desembaraço aduaneiro de mercadoria. A importação não está sujeita. A declaração aduaneira é submetida às Alfândegas diretamente pelo importador ou exportador ou pelo seu representante legalmente habilitado. são as constantes da Pauta Aduaneira. atendendo a que as mercadorias sujeitas à inspeção pré-embarque que não sejam submetidas à mesma no processo de importação.1.

 Descrição completa da mercadoria. transferência. tendo sido fixada uma taxa única no valor de 17%. industriais e de construção e outros. Todas as mercadorias importadas devem ter uma fatura comercial com os seguintes requisitos:  Número e data da fatura. entre outros. os aparelhos. como o Zinco) e 20% (bens de consumo não essenciais).  Outros custos (encargos adicionais e particulares).  Preço por unidade (preço unitário). Todas as mercadorias objeto de importação /exportação devem apresentar etiqueta que identifique o País de fabrico. os produtos importados estão sujeitos a outros impostos:  Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) . Um dos regimes especiais. armazéns de regime aduaneiro. lojas francas. utensílios. trânsito aduaneiro.  Acordos/termos de pagamento. reexportação. entre outros previstos por lei. permite a suspensão no pagamento de direitos aduaneiros e demais imposições.  Acordos/termos de venda. os animais reprodutores.5% (matérias-primas. a prestação de garantia em percentagem do valor da importação.  Autenticação. entre 2. o de importação temporária para futura reexportação (por exemplo para outro estado da SADC). desde que satisfeitas as condições determinadas em legislação específica. O período de suspensão varia entre 30 a 360 dias consoante a mercadoria. seguro e frete) das mercadorias e variam de acordo com a pauta aduaneira de Moçambique.  Quantidades de mercadorias fornecidas. zonas francas. 183 . Além dos direitos alfandegários.  Número de ordem ou «de encomenda».Estão submetidas a IVA as transmissões de bens e as prestações de serviços efetuadas em território nacional e as importações de produtos. Direitos aduaneiros As mercadorias exportadas para Moçambique por qualquer via estão sujeitas ao pagamento dos direitos e ao regime pautal em vigor no dia em que sejam desembaraçadas da acção fiscal. entre outras. Entre as mercadorias elegíveis para o regime de importação temporária estão.  Preço total e a moeda utilizada na emissão da fatura.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP temporária.  País de origem. Nota: Quando as faturas vierem emitidas em língua estrangeira as Alfândegas podem solicitar a sua tradução para a língua portuguesa. No que respeita aos direitos aduaneiros estes são calculados numa base ad valorem sobre o valor CIF (custo.  Preço total.  Nome completo e endereço do vendedor e do comprador. (preço unitário vezes o número de unidades) por extenso.  Nome completo do consignatário se for diferente do comprador. mesmo que se encontrem depositadas em entrepostos ou armazéns de regime aduaneiro ou livre. ferramentas e máquinas para utilização temporária em atividades agrícolas. reimportação.

visto a Constituição da República atribuir um direito real menor o direito de uso e aproveitamento da terra (DUAT). No âmbito do investimento estrangeiro qualquer investidor que pretenda realizar o investimento tem de se estabelecer em solo Moçambicano por forma a desenvolver a sua atividade. vinho (55%). este facto origina alguns constrangimentos.  Amortizações e juros de empréstimos contraídos no mercado financeiro internacional e aplicados em projetos de investimento realizados em Moçambique. nomeadamente:  Lucros exportáveis resultantes de investimentos elegíveis à exportação de lucros nos termos da regulamentação da Lei de Investimentos. A forma de concessão do direito e uso aproveitamento da terra (DUAT) segue regras bastante complexas que por vezes tornam o processo bastante moroso e burocrático. independentemente da elegibilidade ou não do respetivo projeto de investimento à exportação de lucros nos termos da regulamentação da Lei de Investimentos . não podendo ser vendida. 184 .  Produto de indemnizações que resultem da nacionalização ou expropriação de bens e direitos que constituam investimento autorizado. Entrada e saída de capitais Repatriamentos dos lucros No ordenamento jurídico Moçambicano os investidores estrangeiros (sejam eles pessoas singulares ou coletivas) podem beneficiar das garantias e incentivos previstos na Lei de Investimentos.2.1. e cigarros (75%). e os incentivos fiscais e aduaneiros. hipotecada ou mesmo penhorada. a garantia de segurança e proteção pelo Estado aos investimentos e à propriedade privada.9.  Capital estrangeiro investido e reexportável.Imposto aplicável a um conjunto diferenciado de bens. como por exemplo: cerveja (10%). O direito de uso e aproveitamento da terra é conferido às pessoas singulares ou coletivas tendo em conta o seu fim social. com taxas variáveis. o direito ao repatriamento do capital investido e dos lucros obtidos. 4.  Formas de atribuição do DUAT As condições de uso e aproveitamento da terra são determinadas pelo Estado. Sendo o direito de propriedade titularidade do estado.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP  Imposto sobre Consumos Específicos (ICE) . Direito e Uso de Aproveitamento da Terra (DUAT) em Moçambique Em Moçambique. a terra é propriedade do Estado.9. Transferência de fundos para o exterior A Lei de Investimentos atribui ao investidor estrangeiro o direito de transferir para o exterior os fundos obtidos em consequência da sua atividade em Moçambique desde que verificado o cumprimento de alguns requisitos.1.3. 4.  Royalties ou outros rendimentos de remunerações de investimentos indiretos associados à cedência ou transferência de tecnologia. nomeadamente.

porém. Nestas zonas só é permitido o exercício de determinadas atividades mediante emissão de licenças especiais. Falta de mão-de-obra qualificada e a contratação de mão-de-obra estrangeira A falta de mão-de-obra qualificada em setores técnicos específicos como o de petróleo. Tal princípio não afasta. carvão.4. O exercício de uma atividade profissional remunerada em Moçambique por parte do trabalhador estrangeiro está condicionado à atribuição prévia do visto de entrada adequado a esse fim.  Contratação de mão-de-obra estrangeira A Lei do trabalho em Moçambique prevê expressamente a possibilidade de contratação de trabalhadores estrangeiros. o contrato de trabalho celebrado com cidadão estrangeiro obedece às seguintes regras: a) b) c) Deve revestir a forma escrita. por razões ponderosas. o Estado moçambicano reservar exclusivamente a cidadãos nacionais determinadas funções ou atividades. É sempre celebrado a termo certo e por período não superior a dois anos.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Na titularização do direito de uso e aproveitamento da terra. 4. industriais. renovável por igual período a pedido do interessado. O regime geral da contratação de estrangeiros encontra-se regulado pelo Decreto n. a qual se rege pelo princípio da igualdade de tratamento e oportunidades. O direito de uso e aproveitamento da terra para fins de atividades económicas está sujeito ao prazo máximo de 50 anos. visto tratar-se de zonas de domínio público (zonas destinadas à satisfação do interesse público). turísticas. saúde e outros setores essenciais para o desenvolvimento do país apresenta-se como um dos maiores constrangimentos ao investimento estrangeiro em Moçambique. nomeadamente de interesse público.º 55/2008. Após o período de renovação. É convertido em contrato de trabalho por tempo indeterminado. pesqueiras e mineiras e à proteção do meio ambiente). de criar condições para a integração de trabalhadores moçambicanos nos postos de trabalho de maior complexidade técnica e em lugares de gestão e administração da empresa e a possibilidade de. comerciais. de 30 de Dezembro.9. o Estado reconhece e protege os direitos adquiridos por herança ou ocupação. um novo pedido deve ser apresentado. Nos termos do decreto-lei anteriormente referido. independentemente do número de renovações.1. Os constrangimentos ainda existentes tornam necessário o recurso por parte do investidor à contratação de mãode-obra estrangeira como forma de solucionar o problema. O direito de uso e aproveitamento da terra. tem-se verificado um abrandamento destes constrangimentos. A aprovação do pedido do DUAT não dispensa a obtenção de licenças ou outras autorizações exigidas por legislação aplicável ao exercício de atividades económicas pretendidas (agropecuária ou agroindustriais. 185 . salvo havendo reserva legal ou se a terra tiver sido legalmente atribuída a outra pessoa ou entidade. As referidas licenças terão o seu prazo definido de acordo com a legislação aplicável. essencialmente causado pela massificação do ensino. nacionais e estrangeiros. independentemente do prazo autorizado para o exercício do direito de uso e aproveitamento da terra. que prevê os termos e os regimes admissíveis de contratação de trabalhadores estrageiros que pretendam trabalhar em Moçambique. podendo ser renovado mediante a apresentação de novo pedido. Apesar disso. não pode ser concedido nas zonas de proteção total e parcial. o dever que impende sobre os empregadores. gás.

Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP

No caso de cessação, por qualquer motivo, o empregador deve comunicar o fato à entidade que superintende
a área do trabalho e aos serviços de migração da província do local de trabalho no prazo não superior a 15
dias a contar da data da cessação.
Nos termos do regime geral, a contratação de estrangeiros obedece a vários regimes alternativos:

Regime de contratação
de estrangeiros

Contratação no âmbito
do regime de quotas

Caracterização

Nas grandes empresas, 5% da totalidade dos trabalhadores;

Nas médias empresas, 8% da totalidade dos trabalhadores;

Nas pequenas empresas, 10% da totalidade dos trabalhadores, com o limite
mínimo de um trabalhador.

No âmbito do regime de quotas, a admissão de trabalhadores estrangeiros não
carece de autorização ministerial, mas apenas de comunicação ao ministro que
superintende a área do trabalho ou entidade a quem este delegue, acompanhada de todos
os documentos legalmente exigidos

Contratação ao abrigo
de projetos de
investimento
aprovados pelo
Governo


Em projetos de investimento aprovados pelo Governo nos quais se preveja a
contratação de trabalhadores estrangeiros em percentagem inferior ou superior às quotas
acima indicadas, é igualmente dispensada a autorização de trabalho;

Apenas é suficiente a comunicação ao ministro que superintende a área do
trabalho ou à entidade a quem este delegar;

Também a contratação de trabalhador estrangeiro para prestação de trabalho de
curta duração (não superior a 30 dias, seguidos ou interpolados) não carece de autorização
ministerial, sendo suficiente a comunicação dos elementos legalmente exigidos à entidade
provincial competente, podendo o seu período ser prorrogado, desde que obtida a
competente autorização e a sua duração total não exceda 90 dias.

Trabalho em regime
de curta duração


Considera-se curta duração o período de trabalho não superior a 30 dias. Não
carece de autorização de trabalho.

Contratação mediante
autorização de
trabalho (fora do
regime de quotas)


Os trabalhadores estrangeiros poderão ainda ser contratados fora de quota, desde
que, após requerimento acompanhado de todos os documentos legalmente exigidos, a
entidade patronal consiga a necessária autorização do Ministro que superintende a área do
trabalho ou da entidade a quem este delegar;

Neste último caso, a contratação do trabalhador estrangeiro só é admissível
quando este possua as qualificações académicas ou profissionais necessárias e não haja
cidadãos nacionais que possuam tais qualificações ou, havendo, o seu número seja
insuficiente e determine a indisponibilidade no mercado de trabalho;

A contratação de trabalhadores estrangeiros para prestar serviço nas zonas francas industriais e setores de
atividade específicos, tais como função pública e setor de petróleos e minas, é regulada por regimes especiais.
No que respeita ao setor mineiro e petrolífero, a contratação de trabalhadores estrangeiros não difere, no
essencial, do regime geral descrito (Decreto n.º 63/2011, de 7 de dezembro), com exceção da qualificação do
regime de trabalho de curta duração como aquele que não excede 180 dias, seguidos ou interpolados, no
mesmo ano civil, ainda que o cidadão estrangeiro se encontre vinculado por contrato com a empresa titular,
concessionária, operador, subcontratado ou suas representadas sediadas num outro país.
Regra geral, a contratação de trabalhadores estrangeiros está sujeita ao pagamento de taxas legalmente
fixadas e o incumprimento das respetivas normas legais sujeita o empregador a sanções várias, tais como
suspensão e multa.

186

Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP

4.9.2. Estabilidade legal e fiscal – Barreiras legais, fiscais e regulamentares
O Governo de Moçambique tem vindo a realizar esforços significativos para melhorar a eficiência fiscal,
encontrando-se em curso a reforma fiscal.
O sistema fiscal Moçambicano é composto por diversos impostos e taxas, nomeadamente os seguintes:
Tabela 45 - Quadro resumo com os principais impostos de Moçambique
Imposto

Taxa

Sujeito passivo/base tributável


Imposto Único
sobre o Rendimento
(Pessoas
Singulares)

Taxas
Progressivas
(entre 11,67% e
35%)




Imposto Único
sobre o Rendimento
(Pessoas Coletivas)

32% /10%




SISA

2%/10

Imposto sobre o
Valor Acrescentado

17%

Imposto do Selo

Variável (0,03%
a 2%)

Imposto sobre
Sucessões e
Doações

Variável (2% a
10%)

Imposto sobre
Consumos
Específicos

Taxas ad
valorem variam
de 5% a 75%)

Pessoas singulares residentes em Moçambique (nomeadamente os que
permanecem em Moçambique por mais de 180 dias ou que mantenham
uma residência permanente em Moçambique) sobre o valor global anual
dos rendimentos;
Pessoas singulares não residentes que obtenham rendimentos em
Moçambique;
Rendimentos obtidos em Moçambique, excluindo-se aqueles que foram
obtidos fora do território do país;
Os rendimentos obtidos por pessoas singulares dividem-se pelas
seguintes categorias: 1ªCategoria – rendimentos trabalho dependente,
pensões ou outros equiparáveis; 2ªCategoria – rendimentos
empresariais e profissionais; 3ªCategoria-rendimentos de capitais e
mais-valias; 4ªCategoria- rendimentos prediais; 5ª Categoria –
incrementos patrimoniais, ganhos efetivamente pagos ou colocados à
disposição provenientes, nomeadamente de sorteiros e lotarias
Pessoas coletivas residentes em Moçambique e pessoas coletivas não
residentes mas que aí possuam estabelecimento estável, ou que
obtenham rendimentos no território;
Mais-valias – incluídas no lucro tributável; diferimento de tributação em
caso de reinvestimento;
Isenção de tributação da totalidade dos dividendos distribuídos por
subsidiárias no estrangeiro (20%, 2 anos consecutivos);
Reporte de prejuízos fiscais: 5 anos;
Crédito de imposto sujeito à existência de convenção para evitar a dupla
tributação – CDT);
Taxa reduzida 10% aplicável : agricultura; criação de gado.


Transmissões onerosas – taxa normal (2%);
10% (Residentes em países com regime fiscal privilegiado)

Transmissão de bens, prestação de serviços e importação de bens;

Financiamento, hipotecas e outras garantias, juros e comissões de
contraprestação de serviços bancários, transmissões de imóveis.

Transmissões gratuitas de bens, incluindo heranças ou legados,
doações ou transações judiciais;

Bebidas alcoólicas, tabaco, produtos de cosmética, joalharia e pedras
preciosas, veículos automóveis, entre outros.

187

Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP

Comparabilidade do sistema fiscal de Moçambique no contexto da SADC
Moçambique, comparativamente com outras economias a nível mundial, encontra-se classificado em 105º
lugar, a meio da tabela em termos mundiais, no que diz respeito à tabela de competitividade do Relatório do
Banco Mundial, o “Paying Taxes”.
Este indicador mede não só a complexidade do sistema fiscal do país, associada ao número de pagamentos a
efetuar e ao tempo despendido anualmente no cumprimento das obrigações fiscais por parte das empresas,
mas também a taxa de imposto total que incide sobre as empresas a atuar no território.
No contexto da SADC, conclui-se que a posição mediana de Moçambique nesse ranking deriva da elevada
média de números de pagamentos, associado à elevada carga de imposto sobre os lucros.
Tabela 46 - Paying Taxes - SADC
Imposto
sobre os
lucros (%
lucros)

Contribuições
e impostos
sobre o
trabalho (%
lucros)

Outros
impostos
(% lucros)

Total (%
lucros)

Rank

Pagamentos
(número)

Tempo
(horas
por
ano)

Maurícias

12

7

161

11,6

9,6

7,3

28,5

Seicheles

20

27

76

23,3

1,7

0,7

25,7

África do Sul

32

9

200

24,3

4,1

4,9

33,3

Botsuana

39

32

152

21,7

0,0

3,6

25,3

Zâmbia

47

37

132

1,1

10,4

3,7

15,2

Maláui

58

26

175

23,6

7,7

3,5

34,7

Swazilândia

58

33

104

28,1

4,0

4,7

36,8

Madagáscar

68

23

201

14,0

20,3

1,6

36,0

Lesoto

95

33

324

13,1

0,0

3,0

16,0

Moçambique

105

37

230

27,7

4,5

2,1

34,3

Namíbia

112

37

350

17,2

1,0

4,5

22,7

Tanzânia

133

48

172

20,2

18,0

7,1

45,3

Zimbabué

134

49

242

20,5

5,1

10,1

35,8

Angola

154

31

282

24.6

9.0

19.5

53.2

Congo

171

32

336

58.9

7.9

272.8

339.7

Países

188

Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP

Tabela 47 - Paying Taxes – CPLP
Imposto
sobre os
lucros (%
lucros)

Contribuições
e impostos
sobre o
trabalho (%
lucros)

Outros
impostos
(% lucros)

Total (%
lucros)

Rank

Pagamentos
(número)

Tempo
(horas
por
ano)

61

18

276

14,9

0,0

0,2

15,1

Portugal

77

8

275

14,5

26,8

1,4

42,6

Cabo Verde

102

41

186

18,0

18,5

0,7

37,2

Moçambique

105

37

230

27,7

4,5

2,1

34,3

São Tomé e
Príncipe

144

42

424

22,1

6,8

3,6

32,5

Guiné-Bissau

146

46

208

14,9

24,8

6,1

45,9

Angola

154

31

282

24,6

9,0

19,5

53,2

Brasil

156

9

2,6

24,6

40,8

3,8

69,3

Países

Timor-Leste

4.9.3. Obtenção de vistos, disponibilidade de mão-de-obra
A dificuldade de obtenção de vistos de entrada tem sido um dos grandes entraves ao investimento direto
estrangeiro (IDE).
Para a entrada no território Moçambicano é exigido qualquer um dos seguintes documentos:

Passaporte ou documento equiparado válido para o país e visto de entrada emitido pelas autoridades
moçambicanas competentes, igualmente válidos;
Outros documentos estabelecidos em convenções ou acordos internacionais a que Moçambique se
encontre vinculado.

Acordos de supressão de vistos
Os países com os quais Moçambique assinou acordos de supressão de vistos até a data são os seguintes:
África do Sul, Botsuana, Maláui, Maurícias, Suazilândia, Tanzânia, Zâmbia e Zimbabué.
No âmbito da CPLP, Moçambique é signatário de um acordo que visa a supressão de vistos para os cidadãos
desses países, titulares de passaportes especiais (diplomáticos ou de serviço).

Visto de entrada em Moçambique – Tipos e requisitos gerais de obtenção
Os vistos de entrada para Moçambique podem ser obtidos nas Missões Diplomáticas e Consulares de
Moçambique no estrangeiro, nos postos fronteiriços autorizados para o efeito, nos Serviços de Migração e no
Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação.
189

atraso de pagamento (mora). Estado tem procurado reduzir os custos dos seguros de crédito através da minimização do risco das entidades seguradoras. São dois os principais riscos cobertos pelos seguros de exportação:  Risco comercial: Como por exemplo o risco de falência ou insolvência do devedor. entre outros previstos na lei. Atualmente a segunda opção é a mais utilizada 190 . a concessão depende dos seguintes requisitos. Esta garantia pode ser concedida diretamente ou indiretamente através do financiamento público de sociedades de garantia mútua. motins. visto turístico. Os seguros de crédito possibilitam aumentar a confiança nos negócios com os agentes compradores.    Regra geral. dos seguros e o seu preço são.4. Comprovativo de meios de subsistência. ou seja. Pagamento da taxa devida. respetivamente A entrada no país deve ser feita pelos postos fronteiriços oficialmente estabelecidos para o efeito. visto de visita. visto de negócios. guerras.).9. 4. Este objetivo é conseguido através da criação de linhas de seguro de crédito com garantia do Estado. insuficiência de meios. No momento da entrada. o cidadão estrangeiro está sujeito aos procedimentos migratórios das autoridades competentes. Modelos de cobertura de risco – Financeiros. nomeadamente os seguintes: Visto de residência. logo dependentes de plafonds que as empresas têm no sistema financeiro e sujeitas a taxas indexadas ao risco que o seu perfil determina. por vezes. incentivando assim as transações. concordata ou moratória. A concessão. simples ou múltiplo. em função do número de pessoas a quem é concedido. e número de entradas permitidas no país. anexações e riscos derivados (confisco de bens. propriedade Apesar de não ser obrigatório é recomendável estabelecer um contrato de seguro sobre as mercadorias e bens com destino a Moçambique.  Risco Político: Como por exemplo o risco da ocorrência de atos como nacionalizações. O visto de entrada pode ser individual ou coletivo. Os seguros de crédito à exportação são importantes instrumentos críticos na promoção e sucesso das exportações. que poderá ser realizado por empresas seguradoras privadas. entraves à atividade exportadora e à concretização de oportunidades de negócio. visto de estudante. diminuindo o risco de incumprimento em matéria de pagamento das mercadorias exportadas. revoluções. sob pena de o estrangeiro ficar sujeito às penalidades previstas pelo regime em caso de incumprimento. substituindo-se em parte ao devedor. sem prejuízo da documentação específica que poderá ser requerida em função da natureza do visto solicitado: Passaporte ou documento equiparado com prazo de validade igual ou superior a 6 meses. operacionais. etc. dificuldades de transferência/conversão. ou não. O visto pode revestir qualquer das modalidades previstas no regime que regula a entrada e permanência de estrangeiros em Moçambique.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP A escolha do visto deve ser adequado às finalidades de deslocação a esse país. visto de trânsito. A concessão de seguro às empresas exportadoras materializa-se com operações de empréstimo às empresas.

9.Agrega o tribunal de contas. Familiar e criminal 191 - . Os Tribunais judiciários podem ser descritos. 3. é a empresa Companhia de Seguro de Créditos (COSEC) que. para além do seguro de crédito à exportação dispõe de um mecanismo de garantias de seguro de caução. existem um conjunto de outros instrumentos financeiros que estão disponíveis não só na banca comercial como em fundos de investimento que visam mitigar o risco do investimento estrangeiro. Além destas soluções. o operador único. por protocolo com o Estado Português. Tipos de Tribunais Judiciários Competência Tribunal Supremo O tribunal Supremo é o mais alto órgão da hierarquia dos tribunais judiciários e tem jurisdição em todo o território nacional Tribunais Superiores de Recurso Tribunais Provinciais Tribunais Distritais Organização Nº de Tribunais Constituído pelo Plenário e Secções de competência/Especializadas 1 Os tribunais superior se recursos são por essência tribunais de recursos Secções de competência genérica e Secções de competência especializadas 3 Os tribunais de província têm competência cível e criminal Os tribunais provinciais podem organizar-se em Secções de competências genéricas ou especializadas a estabelecer por despacho do presidente do tribunal supremo 11 Os tribunais distritais são tribunais por regra de competências genéricas podendo organizar de forma especializada quando assim for necessário - São tribunais de primeira e segunda instancia Competência genérica em matéria cível.5.Tribunal Constitucional . Nessa situação.Anterior conselho constitucional.Tribunal Supremo. Sistema jurídico e judicial O sistema judiciário de Moçambique está estruturado em 3 categorias principais para além das estruturas tradicionais como os tribunais comunitários e os tribunais que surgiram recentemente (tribunal superior de recursos.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP No caso dos seguros de créditos com Garantia do Estado. Tribunais Provinciais e Tribunais Distratais.Tribunais Judiciários . fundamentalmente. da seguinte forma: Tabela 48 – Tribunais judiciários em Moçambique. Turquia e México com Garantia do Estado. 4. Existe igualmente uma linha de seguro de créditos à exportação para para Países Fora da OCDE. há instrumentos que visam assegurar o risco cambial e outros riscos associados ao investimento que poderão ser devidamente avaliados em fase de decisão de internacionalização ou exportação.Tribunais Administrativos . tribunal de polícia): 1. 2.

192 .Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Ao Tribunal Administrativo compete a fiscalização da legalidade dos atos administrativos e da execução de normas regulamentares emitidas pela Administração Pública.  Regras da Convenção de Washington. que estabelece equivalência entre a decisão tomada por um Tribunal Arbitral a uma sentença de um Tribunal Judicial de Primeira Instância. a resolução de litígios através da arbitragem encontra-se regulada na Lei de Arbitragem. de 8 de julho).º 11/99. a possibilidade de recurso à arbitragem comercial internacional nos termos das seguintes regras:  Arbitragem da Câmara de Comércio Internacional. com sede em Paris. desde que não haja disposição legal imperativa em contrário. aprovado a 27 de setembro de 1978 pelo Conselho de Administração do ICSID. de 15 de março de 1965.  Regras do Regulamento do Mecanismo Suplementar. assim como das contas do Estado e da despesa pública. 4. sobre a Resolução de Diferendos Relativos a Investimentos entre Estados e Nacionais de Outros Estados e do Centro Internacional para a Resolução de Diferendos Relativos a Investimentos entre Estados e Nacionais de Outros Estados (ICSID). Conciliação e Mediação (Lei n. reconhecendo-lhe igualmente a respetiva força executiva necessária à sua execução Moçambique aderiu à Convenção de Nova Iorque sobre o reconhecimento e execução de sentenças arbitrais estrangeiras. A Lei do Investimento admite que em caso de diferendo entre um investidor estrangeiro e o Estado Moçambicano. O Conselho Constitucional tem competência nas matérias de âmbito constitucional e eleitoral. Resolução extrajudicial de litígios em Moçambique Em Moçambique.9.6. e tem jurisdição em todo o território Moçambicano. se a sociedade estrangeira não preencherem as condições de nacionalidade previstas no artigo 25 da Convenção de Washington.

Processo de implementação dos vários protocolos da SADC em Moçambique No âmbito da integração regional em curso na SADC. o Tratado da SADC como um instrumento legal inicial que permitiu a cooperação politica numa primeira fase entre os países da SADC.10. Segurança. Acreditação Meteorologia SADC 193 .Protocolos da SADC e posicionamento de Moçambique face aos mesmos Nome do Protocolo/Tratado/ Acordo/ Memorando de entendimento Data da Assinatura Data da entrada em vigor Tratado da SADC 17 de agosto 1992 30 de setembro 1993 Protocolo sobre Imunidades e Privilégios 17 de agosto 1992 30 de setembro 1993 Protocolo sobre Sistemas de Cursos de Água Partilhados 28 de agosto 1995 28 de setembro 1998 Protocolo sobre Energia 24 de agosto 1996 17 de abril 1998 Protocolo sobre Transportes.1. Protocolos existentes e posicionamento de Moçambique face aos mesmos O Tratado da Fundação da SADC e a adesão da República de Moçambique. Comunicações e Meteorologia 24 de agosto 1996 6 de julho 1998 Protocolo sobre Combate a Drogas Ilícitas 24 de agosto 1996 20 de março 1999 Protocolo sobre Comércio 24 de agosto 1996 25 de janeiro 2000 Protocolo sobre Educação e Formação 8 de setembro 1997 31 de julho 2000 Protocolo sobre Minas 8 de setembro 1997 10 de fevereiro 2000 14 de setembro 1998 26 de novembro 2002 18 de agosto 1999 30 de novembro 2003 9 de novembro 1999 16 de julho 2000 Protocolo sobre Tribunais e Normas de Procedimento 7 de agosto 2000 22 de setembro 2003 Protocolo Revisto sobre Recursos Hídricos Comuns 7 de agosto 2000 7 de agosto 2000 Protocolo sobre Desenvolvimento do Turismo Protocolo sobre Conservação da Fauna Brava e Policiamento Memorando de entendimento Cooperação na Padronização.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP 4.10. Qualidade. Principais características dos acordos Moçambicanos no domínio do comércio e investimento 4. Tabela 49 . Moçambique é membro de pleno direito da SADC desde a criação desta organização regional em 1990. a República de Moçambique assinou e ratificou quase todos os Protocolos da SADC e outros instrumentos jurídicos que visam facilitar a cooperação e integração sócio-económica entre os países da SADC.

estando previsto para os próximos anos a assinatura de acordos de livre circulação para os restantes países da região. e tem como Estados a adesão de quase todos os Estados Membros da SADC com a exceção de Angola. Defesa e Segurança 14 de agosto 2001 2 de março 2004 Protocolo sobre Pescas 14 de agosto 2001 8 de agosto 2003 Acordo sobre Emenda do Protocolo sobre Tribunais e Normas de Procedimentos 3 de outubro 2002 3 de outubro 2002 Memorando de entendimento sobre Cooperação em Impostos e Matérias Afins 8 de agosto 2002 8 de agosto 2002 ME sobre Convergência Macroeconómica 8 de agosto 2002 8 de agosto 2002 Carta dos Direitos Sociais Fundamentais 26 de agosto 2003 26 de agosto 2003 14 de setembro 1998 Não requer ratificação A Prevenção e Erradicação da violência contra mulheres e crianças.  Protocolo sobre o comércio na SADC África Austral e a SADC A SADC para além de pretender a abolição das barreiras tarifárias e não tarifárias (Zona de Comércio Livre) cuja implementação passa pela constituição de um Regime Geral de Origem "regras de Origem" – ela assume também as características de um Mercado Comum (Livre circulação dos fatores de produção e de União Económica) Coordenação e harmonização das Políticas Económicas. No âmbito do Protocolo da SADC. permitindo desta forma a livre circulação das pessoas entre estes países. as negociações com a Namíbia e Angola estão numa fase mais avançada. Maurícias. Suazilândia. os Estados Membros iniciaram um processo de eliminação de taxas de importação. Zimbabué. Botsuana.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Nome do Protocolo/Tratado/ Acordo/ Memorando de entendimento Data da Assinatura Data da entrada em vigor Acordo sobre Emenda ao Tratado da SADC 14 de agosto 2001 14 de agosto 2001 Protocolo sobre Cooperação em Política. O Protocolo do Comércio entrou em vigor a 25 de janeiro do ano 2000. uma adenda à Declaração sobre Género e Desenvolvimento  A implementação do Protocolo de livre circulação de pessoas e bens em Moçambique Moçambique ratificou o acordo de supressão de vistos no quadro jurídico do protocolo da livre circulação da SADC com 8 Estados Membros nomeadamente: África do Sul. Maláui. 194 . Neste âmbito. Tanzânia. Zâmbia. República Democrática do Congo e Seicheles.

Maláui. Estes acordos oferecem maior flexibilidade e facilitam as transações comerciais entre países da região. Os Acordos de Promoção e Proteção Recíproca de Investimentos são importantes instrumentos de regulação e proteção do investimento entre investidores dos vários Estados.  Representam 15 % ou menos das linhas tarifárias. DTT. Desde janeiro de 2008.as linhas tarifárias são reduzidas por prestações iguais desde o 6º ao 8º ano. Face aos riscos acrescidos que o investimento no exterior envolve é importante que o investidor tenha conhecimento dos mercados em que o investimento é seguro e com relativa proteção da ordem jurídica local. Lesoto. assegurando. 195 .  Acordos Bilaterais celebrados por Moçambique Há um conjunto de acordos bilaterais que são essenciais para compreender os mecanismos que poderão facilitar o acesso dos investidores estrangeiros. em regime de reciprocidade. tais como armas de fogo. BTA e BIT)  Acordos especiais MMTZ (Moçambique.  Normalização – liberalização gradual pelas Maurícias e Zimbabué – as linhas tarifárias são reduzidas por prestações iguais desde 4º ao 8º ano.mercadorias Sensíveis Este refere-se às mercadorias de importância económica aos Estados-membros.  Atraso – liberalização gradual pelo MMTZ (Moçambique. Tanzânia e Zâmbia) Ao abrigo das Regras de Origem da SADC. Namíbia e Suazilândia.Liberalização gradual (O Princípio de Assimetria)  Adiantamento – liberalização gradual pela SACU (União Aduaneira dos Países da Africa Austral) – as linhas tarifárias são reduzidos em prestações iguais desde o 1º ao 8º ano (desde o ano 2000 ate 2008).  A redução tarifária de tais mercadorias só começa depois do período de 8 anos. os produtores e os Consumidores não pagam taxas de importação em aproximadamente 85 % de todo o comércio de bens de primeira necessidade nos 12 países iniciais. nomeadamente Portugueses. aos mercados: os acordos comerciais de investimento. Maláui. Categoria B . os acordos de promoção e proteção recíproca de investimentos e os acordos para evitar a dupla tributação. Tanzânia. Categoria E .Lista de exclusão Na lista de exclusão entram mercadorias. As linhas tarifárias restantes serão quase totalmente eliminadas até 2015.11. quando a SADC atingiu o estatuto de ZCL. Acordos críticos estabelecidos (PTA. Moçambique. Maláui. 4. Zâmbia) .Liberalização imediata Todas as linhas tarifárias dentro desta categoria são imediatamente reduzidas a 0 % desde a data de implementação. Tanzânia e Zâmbia (MMTZ) têm dispensa especial para os artigos de vestuário e tecidos exportados para África do Sul e para os países da SACU (união aduaneiras dos países da africa austral) parceiros do Botsuana.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Programa de Eliminação de Taxas de importação na SADC Categoria A . Categoria C .

e que os países em causa estejam a adotar medidas para a implementação duma economia de mercado livre. Apesar de serem os produtos petrolíferos os mais destacados nas trocas comerciais entre os países africanos beneficiários da Lei AGOA e os EUA.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP um tratamento mais favorável e a garantia de proteção e segurança plena dos investimentos realizados.11. produtos agrícolas processados e produtos manufaturados. 196 . os países têm vindo a realizar um esforço adicional para alargar a base das trocas comerciais para produtos como o vestuário. expropriação e perdas no investimento e resolução de conflitos. tem vindo a permitir a exportação de bens e produtos para os Estados Unidos sem estes estarem sujeitas a taxas alfandegárias. representando mais de 90% do volume das importações.Acordos Bilaterais de Moçambique Acordos Bilaterais SADC Acordos Comerciais e de Investimento África do Sul Maurícias Acordos de Promoção e Proteção Reciproca de Investimentos África do Sul Maurícias 4. tratamento dos investimentos. calçado. Moçambique. Regra geral. beneficia das condições e vantagens proporcionadas pela AGOA na exportação dos produtos para os Estados Unidos. África República da Argélia Egito República da Argélia Egito Mundo Bélgica Dinamarca França Portugal Suíça Indonésia Índia Irlanda do Norte Luxemburgo Reino Unido Estados Unidos de América Vietname Bélgica Dinamarca França Portugal Suíça Indonésia Índia Irlanda do Norte Luxemburgo Reino Unido Estados Unidos de América Vietname Acordos entre Estados Unidos e Moçambique – AGOA A Lei de Crescimento e Oportunidades para África (AGOA).1. abrangem quatro grandes áreas: admissão dos investimentos. tal como outros países da África Subsaariana. Tabela 50. aprovada em 2000. Para beneficiarem deste regime fiscal é necessário que os produtos sejam de origem Africana. através de políticas democráticas.

197 . O seu principal objetivo é a redução da pobreza nos Estados ACP. regimes de resseguros destinados a cobrir o investimento direto estrangeiro realizado por investidores elegíveis. bem como empréstimos e linhas de crédito.11. pelas Instituições Financeiras para o Desenvolvimento. O Acordo Cotonu prevê também a promoção de instrumentos de dinamização do IDE para os países ACP:  Promoção do investimento. entre outros. empréstimos a partir dos recursos próprios do Banco Europeu de Investimento. a todos os bens provenientes de Moçambique. do qual faz parte Moçambique. O Acordo de Cotonu previu a criação de um importante instrumento financeiro de apoio aos seus objetivos. bem como alguns produtos químicos e minerais – estão excluídos da liberalização. o acordo vai permitir a liberalização de 80. Do lado de Moçambique. Os restantes – principalmente produtos agrícolas incluindo laticínios. a dimensão política e os aspetos comerciais. Para além do Acordo de Cotonu que regula as relações entre Moçambique e a UE. das Caraíbas e do Pacífico. foi de cerca 622 milhões de euros. assinado por 79 países em 2000. assinado em junho de 2009. O Acordo Cotonu tem por objetivo promover e acelerar o desenvolvimento económico. Acordos entre a União Europeia e Moçambique O Acordo Cotonu O Acordo de Cotonu. em especial.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP 4. Botsuana. através da disponibilização e utilização crescentes. conferindo um regime de isenção de direitos e sem limite de contingentes. serviços de assessoria e consultoria.  Fundos de garantia para cobrir os riscos associados a investimentos elegíveis. capitais de risco para participações no capital ou operações assimiláveis. de:  Seguros de risco enquanto mecanismo de diminuição do risco.2.   Apoio e financiamento dos investimentos nos países da ACP através de subsídios para assistência financeira e técnica. a saber:  Acordo de Parceria Económica (APE) interino.5% dos bens. o Lesoto e a Suazilândia na configuração SADC-EU. produtos de madeira. O APE interino já está a ser aplicado pela EU. A nova parceria combina a ajuda para o desenvolvimento. e de cooperação da UE com os países e territórios ultramarinos. garantias de apoio a investimentos privados. a promoção de acordos de promoção e de proteção dos investimentos que possam igualmente constituir a base de sistemas de seguro e de garantia. Criação de instrumentos de garantias de investimento. produtos à base de carne e produtos à base de peixe. através do acordo designado por “O Documento de Estratégia para Moçambique (2008-2013)”. no intuito de aumentar a confiança dos investidores nos Estados ACP. No âmbito do FED o montante global disponibilizado pela UE a Moçambique durante o período de 2008 a 2013. Estes mecanismos de apoio às empresas têm vindo a ser promovidos. o Fundo Europeu de Desenvolvimento (FED). é o principal instrumento para a prestação de assistência da UE em matéria de cooperação para o desenvolvimento com os Estados de África.  Proteção dos investimentos. cultural e social dos países ACP e O Acordo de Cotonu trouxe uma nova visão da cooperação. com Moçambique. uma vez ratificado. nacionais e estrangeiros. há um conjunto de outros instrumentos de APD que permitiram o reforço das relações. entre outros.

Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP 198 .

Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP 5.CPLP Atratividade de Moçambique no contexto da CPLP 199 .

UNCTAD 70000 IDE na CPLP 60000 Outros Guiné0.05% 40000 30000 São Tomé e Príncipe 0.06% Brasil 82. Tabela 51 .22% Bissau 0.02% 50000 20000 10000 Cabo Verde 0. Moçambique encontra-se bem posicionado face aos restantes países africanos.02% Portugal 11.Valores (milhões USD) e percentagens de IDE na CPLP no ano de 2012. por exemplo. às descobertas de gás e a integração que tem vindo a realizar na SADC. Gráfico 83 . quanto.Doing Business 2013 – Posição por país da CPLP Facilidade de se fazer negócios Abertura de empresas Obtenção de alvarás de construção Obtenção de eletricidade Registo de propriedade Obtenção de crédito Portugal 30 31 78 35 30 104 Cabo Verde 122 129 122 106 69 104 Brasil 130 121 131 60 109 104 Moçambique 146 96 135 174 155 129 Países 200 .56% desse valor.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP 5. Moçambique tem adotado uma estratégia de abertura de economia ainda que dependente da exploração do potencial de gás e da requalificação das redes de infraestruturas que permita a exploração adequada da matéria-prima. sendo que Moçambique apenas representa cerca de 6. No contexto da CPLP Moçambique é um dos países com maior potencial de crescimento atendendo à forte riqueza em matérias-primas.56% Timor-Leste 0. Atratividade de Moçambique no contexto CPLP O valor global dos fluxos de IDE nos países da CPLP ascende a 79.5 mil milhões de dólares. este indicador poderia ser potenciado se fossem minimizados alguns constrangimentos.09% 0 No contexto da CPLP. às formalidades para registar a propriedade ou obter alvarás. Contudo. como o carvão. à obtenção de eletricidade.20% Moçambique 6. e relativamente à facilidade de se fazer negócios.

Índices mais elevados revelam potenciais de complementaridade superiores e maior correspondência entra a estrutura de exportações/importações dos 2 países.8% (crescimento médio anual) a partir de 2010. Apesar das exportações intrarregião evidenciarem um decréscimo médio anual 0. O índice de complementaridade entre Portugal e Angola (83 pts e 80 pts) revela uma relação potencial biunívoca. verifica-se uma retoma favorável das exportações intrarregião de 20.9% das exportações dos países da CPLP destinam-se a outros países da CPLP. A estrutura de importações de Portugal poderá também potenciar as suas relações com o Brasil (48 pts).TCI (Trade Complementary Index) da CPLP e Macau (%) 87 País exportador País importador Angola Brasil Cabo Verde Guiné-Bissau Moçambique Angola Brasil Cabo Verde Guiné-Bissau Moçambique 40 6 2 15 5 5 12 3 13 10 São Tomé e Príncipe 18 13 18 19 5 1 32 2 19 3 4 31 8 4 São Tomé e Príncipe 2 24 4 1 11 19 Timor Leste Portugal Macau 1 23 3 1 10 80 47 2 1 9 0 13 7 0 9 6 3 8 Timor Leste 5 1 5 3 7 4 Portugal 83 48 72 38 66 51 37 Macau 11 8 9 5 12 6 5 1 4 35 1 Fonte: Cálculo realizado pela PwC com base nos dados do UNCTAD. apresentando um grau de complementaridade de 72 pts. excetuando no relacionamento entre Portugal e Angola. Verifica-se um elevado potencial de complementaridade recíproco no relacionamento comercial entre alguns países da CPLP. De facto apenas 2. o índice de complementaridade entre Portugal e Cabo Verde evidencia uma relação potencial unívoca.4% de 2008 a 2012. 87 O Trade Complementary Index (TCI) é um indicador utilizado para medir a compatibilidade do perfil comercial. Guiné-Bissau (38 pts). através da comparação das estruturas de exportação e de importação entre países. UNCTADstat O nível de complementaridade comercial das economias da CPLP e Macau é muito baixo. Por seu lado a estrutura de importações do Brasil poderá apresentar algum grau de complementaridade com as estruturas exportadoras de Angola (40 pts) e Portugal (47 pts). 201 . implicando níveis de especialização diferenciada entre parceiros . TCI nulo é sinónimo de não complementaridade. São Tomé e Príncipe (51 pts) e Timor Leste (37 pts). peso relativo que tem vindo a reduzir-se desde 2008. Tabela 52 . Por outro lado.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Facilidade de se fazer negócios Abertura de empresas Obtenção de alvarás de construção Obtenção de eletricidade Registo de propriedade Obtenção de crédito São Tomé e Príncipe 160 100 91 72 161 180 Timor-Leste 169 147 116 40 185 159 Angola 172 171 124 113 131 129 Guiné-Bissau 179 148 117 182 180 129 Países A intensificação das trocas comerciais exige complementaridade industrial das economias. Moçambique (66 pts).

2012 Principais produtos importados  Maquinaria e equipamento de transporte   Brasil Portugal  Equipamento de telecomunicação  Brasil  Óleos de petróleo ou de minerais betuminosos> óleo de 70% Produtos residuais de petróleo Barras de ferro e aço. alumínio   Brasil Portugal  Mobiliário e peças  Portugal *Indiretamente. UNCTADstat    Estruturas e peças de ferro. é notório que a alavancagem comercial intra-CPLP poderá ser potenciada fundamentalmente por 2 motores. cantoneiras. produz matéria prima Alguns dos produtos com potencial de produção local* Maquinaria e equipamento de transporte Produtos manufaturados Alimentos      Máquinas e peças industriais Materiais de construção Ferro e aço Têxtil Vestuário e calçado  Atividade agrícola e da agroindústria *Para mais dados ver setores.país com maior relevância nas exportações intrarregião e por Portugal – país CPLP que mais destaca nas importações intrarregião. aço. Moçambique – Valor total das importações US$ 6 mil milhões. perfis e seções Pneus de borracha e câmaras-de-ar Tubos e perfis ocos. Trigo e centeio em grão  Brasil Alimentos  Gorduras vegetais e óleos. refinado  Portugal   Fertilizantes Medicamentos (incluindo medicamentos veterinários). acessórios de ferro e aço    Angola Brasil Timor-Leste*   Brasil Portugal         Maquinaria e equipamento de transporte Potenciais fornecedores CPLP Veículos a motor para transporte de mercadorias Maquinaria especializada Máquinas e peças industriais Máquinas para a construção civil Outras máquinas e aparelhos para as indústrias particulares Eixos de transmissão Máquinas e aparelhos elétricos Equipamentos de aquecimento e refrigeração Veículos automóveis para transporte de pessoas Combustíveis minerais   Produtos manufaturados   Alimentos  Arroz.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP De facto. Nesta medida Portugal poderá potenciar-se como hub comercial da CPLP. limpeza e de polimento Alumínio   Brasil Portugal  Brasil Produtos químicos Matéria prima (exceto combustíveis) Matéria prima (exceto combustíveis) Outros artigos manufaturados Fonte: UNCTAD. por Angola . 202 . assumindo um papel fundamental de porta de entrada para os países da CPLP e destes para a UE. Sabonetes.

............................................... 142 Tabela 33 .......SADC..........................Evolução da taxa de juro .......................... 128 Tabela 24 ....................................................................................... 31 Tabela 2 .........................................................Projetos previstos na África do Sul no setor da água e saneamento . 157 Tabela 40 ................................. 92 Tabela 12 ...................................................................... 119 Tabela 20........ por setor.......................................................................................................................................Eficiência dos transportes ....Carvão ............ 187 Tabela 46 .....................TCI (Trade Complementary Index) da CPLP e Macau (%) .................................................................................................Objetivo do Ministério da Planificação e Desenvolvimento – Ministério das Finanças: Previsão da contribuição setorial do PIB .................................................................Protocolos da SADC e posicionamento de Moçambique face aos mesmos ............Potencialidades a Nível Setorial ............Caracterização dos países membros da SADC ............. 189 Tabela 48 – Tribunais judiciários em Moçambique.........................................Doing Business 2013 – Posição por país da SADC ..........Projetos previstos em Moçambique no setor dos transportes .. 124 Tabela 23– Energia ....................... 146 Tabela 39.....................................................................................................Acordos Bilaterais de Moçambique .....Abertura da economia Sul-Africana ... 83 Tabela 8 ...............Indicadores de acesso às TIC em 2010.................................................................................................Potencialidades a Nível Infraestrutural ............... 93 Tabela 14 ...................................Prioridades do Governo a Nível Setorial (NDP 2030) ................................. 137 Tabela 29 ......................................................................... 163 Tabela 42 ......................Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Índice de Tabelas Tabela 1 ............... ..................................Principais linhas férreas de Moçambique . Moçambique e outras regiões – internet ..........................IDH Moçambique (PNUD – Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento – Evolução desde 2000) 120 Tabela 21 ............Potencialidades a Nível Institucional (Fonte: Proposta do PES 2014) ........Inward stock de IDE na África do Sul (milhões de US$) ............................ 109 Tabela 18 .......2015 (US$M) .........................................Investimento Direto Estrangeiro nos países-membros da SADC – inward (milhões US$) ..... 82 Tabela 7 ............................. 81 Tabela 6 ........................................................................................................ 91 Tabela 9 ........................................................................ 200 Tabela 52 ....................................... 130 Tabela 25 . 163 Tabela 43...............................Paying Taxes ......... 142 Tabela 32 ....................................................................Gás ...................... 144 Tabela 35 ......................................................................................................................................... 196 Tabela 51 .. 91 Tabela 10 ...................... 47 Tabela 4 ......................... 2010 .........................................................................Abastecimento de água e saneamento básico .............................................................. 92 Tabela 13 . 144 Tabela 36............... 140 Tabela 31 ....................................................................Principais Multinacionais com Investimentos na Indústria Extrativa ..TCI (Trade Complementary Index) intra-SADC .........................................................Principais Multinacionais com Investimentos na Indústria Extrativa .................................................................................................................................................Abastecimento de água e saneamento básico .................................... 138 Tabela 30 ...... 46 Tabela 3 .....................................................................................Indicadores de acesso às TIC em 2010..... 143 Tabela 34 ....................... 145 Tabela 38 ........................ 130 Tabela 26 ........................ 180 Tabela 45 ......................................................................................................................................................................................................... Moçambique e outras regiões – telefones...................... 165 Tabela 44 ............. 134 Tabela 28 ............................................ 134 Tabela 27 .............. 121 Tabela 22 ..........................Comparação da capacidade e eficiência dos portos da região ................Comunidades económicas regionais em perspetiva (2012) .............................Projetos previstos para a África do Sul no setor dos transportes .........................................................Paying Taxes – CPLP ......................................................................................................................................................... 94 Tabela 15 .....................................................Quadro resumo com os principais impostos de Moçambique ...........................................Objetivo do PND 2013 ......................................Indicadores hídricos e de saneamento ..........Características das Províncias Sul-Africanas ..........................2017: Exportações ....... 162 Tabela 41 .........Expansão da capacidade de produção e de distribuição de energia elétrica ........................................................................................................................Doing Business 2013 – Posição por país da CPLP................................Expansão da capacidade de produção e de distribuição de energia elétrica ........................................................... 193 Tabela 50.... 144 Tabela 37 .....................................................................Número de balcões e máquinas automáticas existentes por província .................... 188 Tabela 47 ...................................................................................Projetos previstos para a África do Sul no setor energético ......................................................................................Principais Indicadores Macroeconómicos 2012-2014 .......................................................................Indicadores de energia elétrica de Moçambique ................................. 2030 ..................................Investimento público em infraestruturas............................................................................ 106 Tabela 16 ............................. anunciados entre 2003-2010 ............Projetos previstos em Moçambique no setor energético ................................................................. 191 Tabela 49 ..........................................................................................IDE em Moçambique: projetos greenfield de maior dimensão..................... 63 Tabela 5 ........ 118 Tabela 19 ......................................................... 201 203 .............. 107 Tabela 17 .....................................Objetivos definidos pelo Governo para o mercado de trabalho............................Abertura da economia moçambicana .................................. 92 Tabela 11 ...............Potencialidades ao nível das infraestruturas ...................Intervenção profunda ao nível das infraestruturas logísticas em Moçambique .........Transportes e comunicações – Taxa de crescimento ..........................................

......................................................................... 95 Gráfico 48 ........................................... 58 Gráfico 33 ......................................................................................................................................... 2008-2012 ...............................................................................................Gastos do Governo em infraestruturas (incluindo parcerias público-privadas) ..............................................Produto Interno Bruto por setor (%) – Namíbia..Produto Interno Bruto por setor (%) ..........................................Produto Interno Bruto por setor (%) – Maurícias % ................. 2012 ... 2008-2012 .Produto Interno Bruto por setor (%) ........Peso das exportações/importações intra-SADC no total da região ........................................................................Evolução do comércio intra-SADC vs.............. 60 Gráfico 35 .Importações SADC do Reino Unido ......................................Exportações SADC para a Índia ... PIB por setor 2011 . 54 Gráfico 23 ................... 100 204 ........................................................ Evolução do PIB da região....................................................... 49 Gráfico 20 .................................................................................................................. 98 Gráfico 50 ... 58 Gráfico 31 .................................................................Madagáscar ...............................................................Importações da SADC aos países da CPLP (valor e crescimento médio) ..........................................Produto Interno Bruto por setor 2011 (%) – Seicheles .............................................................................................................Evolução das importações da SADC e principais países de destino .....................................Exportações SADC para o Reino Unido ................. 62 Gráfico 39 ......................................................................................................................... 2008-2012 .................................Importações Sul-Africanas de Portugal .....................Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Índice de Gráficos Gráfico 1 – Crescimento médio anual países SADC 2008-2012 .............. da taxa de crescimento média do PIB 2008-21012 e do peso do PIB do País no total da SADC .............. 58 Gráfico 32 ..............Importações Sul-Africanas ........................................África do Sul.................................................................................... 48 Gráfico 19 .............Maláui ..............................................................................Importações Sul-Africanas da CPLP ....... 75 Gráfico 43 ........................................................Exportações SADC para os EUA........................ 45 Gráfico 17 ........ 62 Gráfico 38 .....................................................................Top produtos..........Importações SADC da China ..........................................................................Relacionamento do crescimento do PIB e variação no índice global de competitividade 2008-2013.......................Exportações SADC para a China ..................Importações Sul-Africanas do Brasil .................................................................................. 32 Gráfico 2 ....Top produtos. 63 Gráfico 40 – Representação da percentagem do PIB dos EM na SADC .................................................................................................................... África do Sul .........Exportações SADC para Portugal .....Importações SADC da Índia ..........................................................................................Importações SADC a Portugal ...................................................................................................Análise do PIB per capita em 2012 de cada um dos países.............. 41 Gráfico 10 ..............Produto Interno Bruto por setor (%) ................................................................. 74 Gráfico 41 ................... 56 Gráfico 27 – Evolução das exportações da SADC e principais países de destino........................................................................... 52 Gráfico 21 – Importações da SADC ............................Taxa de crescimento anual do PIB .................................Produto Interno Bruto por setor (%) – Botsuana ..........................Evolução anual do PIB per capita em US$ ...... 2012 ..Produto Interno Bruto por setor (%) – Lesoto ..... 40 Gráfico 8 ......................................................................................................................................................................................................... 55 Gráfico 25 .............................Produto Interno Bruto por setor 2011 – Moçambique % .........................................Crescimento anual do PIB (1994-2018)........IDE na SADC ......................................................... 36 Gráfico 5 .................................................................................................................inward e outward........................................................... 96 Gráfico 49 ........................................................................................................................ 58 Gráfico 30 ...........................................................................Top produtos...... 48 Gráfico 18 ................................................ 41 Gráfico 11 – Produto Interno Bruto por setor (%) – Suazilândia .................................................................................................................Produto Interno Bruto por setor (%) – Zâmbia ................... 61 Gráfico 37 .......................................................... 95 Gráfico 47 .......................................................................................................... 33 Gráfico 3 ..............Importações SADC da Alemanha ....................................................... 41 Gráfico 9 .......................................... 57 Gráfico 29 ... 37 Gráfico 6 ...........................Evolução das importações de África do Sul e principais países de origem.....República Democrática do Congo ... 42 Gráfico 13 ............................................................Produtos transacionados intra-SADC (2012) ......... 91 Gráfico 46 .............Importações SADC dos EUA ................................................................................. 39 Gráfico 7 .............................Produto Interno Bruto por setor (%) . 61 Gráfico 36 ....... 43 Gráfico 14 ...............................................................................................................Exportações SADC para o Brasil ..................................... 54 Gráfico 24 ....................................Importações SADC do Brasil ................................................ 45 Gráfico 16 .......................... 75 Gráfico 42 ............................................................................................. 53 Gráfico 22 .........................................................Exportações da SADC para a CPLP (valor e crescimento médio) ............................. 44 Gráfico 15 ............................................................África do Sul .......... 34 Gráfico 4 ................................. 57 Gráfico 28 – Exportações da SADC ......................................................................................................................................Produto Interno Bruto por setor 2012 – Angola % ................ 41 Gráfico 12 ...................... 77 Gráfico 44 .....................................................................................................................Importações Sul-Africanas de Moçambique ................................ 59 Gráfico 34 .............................. 55 Gráfico 26 ............ 99 Gráfico 51 .............................................. 79 Gráfico 45 ....

.......Crescimento anual PIB Moçambicano (últimos 5 anos) ........................................... 115 Gráfico 63 ............................................ 2008-2012 (African Economic Outlook) .......................................Evolução das exportações de África do Sul e principais países de destino ............................................ 155 Gráfico 79 ..................................Top produtos .......................................... 105 Gráfico 59 ............................................... 104 Gráfico 58 .......................Exportações moçambicanas ................................................................................................................. 152 Gráfico 76 ...............................Evolução das exportações de Moçambique e principais países de destino.........Fluxos de IDE na África do Sul........................ 149 Gráfico 72 .............................................CPLP ................................................................................. 150 Gráfico 74 ............Taxa de Inflação ............................ 101 Gráfico 55 ........... 149 Gráfico 73 .......Exportações Sul-Africanas .Exportações Sul-Africanas para Portugal ........................... 145 Gráfico 70 ......... 103 Gráfico 57 ................................................ 101 Gráfico 54 ....................... 148 Gráfico 71 ................................................... 102 Gráfico 56 .................................................................CPLP ...............................Importações moçambicanas de Portugal ...........Exportações moçambicanas de alumínio (US $milhões) .............. 140 Gráfico 69..........Exportações Moçambicanas ........................................Top produtos ........................................ 117 Gráfico 64 .............................................. 154 Gráfico 77 ............................................................. 100 Gráfico 53 .. 121 Gráfico 66 ........... 179 Gráfico 83 ....................................................Importações moçambicanas do Brasil ....................... 154 Gráfico 78 .................................................................................................................................Evolução das exportações .......................Exportações Sul-Africanas para Angola ..................................... 126 Gráfico 68 ...............Exportações moçambicanas para Portugal .......................................Condições da rede rodoviária principal na África subsariana .......................................................... 119 Gráfico 65 .................Evolução das importações de Moçambique e principais países de origem................ 155 Gráfico 80 ............................................Percentagem do valor dos projetos por modalidade de financiamento e setores de atividade................ 2008-2012 .................................................. 2008-2012 .......................................Exportações moçambicanas de combustíveis (US$ milhões) ...................................................................... 156 Gráfico 81 – Moçambique – Peso das Regiões no PIB ...................................................................................... 115 Gráfico 62 ...............................................................Evolução da reserva em moeda estrangeira e ouro ................................Previsões de crescimento para Moçambique .......... 114 Gráfico 61 ................................................................... 2008-2012 ........................................................valores reais e estimativas ..............Fluxos de IDE em Moçambique................. 124 Gráfico 67 ...Exportações Sul-Africanas para Moçambique ....Importações moçambicanas .......... 108 Gráfico 60 .......... UNCTAD .......................................................................................Exportações Sul-Africanas para o Brasil ..........................Produto Interno Bruto por setor – Moçambique ....Investimento privado por fonte..................................................Exportações Sul-Africanas ........................... 200 205 .............................. 159 Gráfico 82 ...............................................................................Despesas de natureza funcional do OGE 2013 (%) ....................................................... 1999-2011 (em % do investimento privado total aprovado) .................................................Top produtos.................. 151 Gráfico 75 .........................................Despesas de natureza económica do OGE 2013 (%) .....................................................Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Gráfico 52 ........................................................Valores (milhões USD) e percentagens de IDE na CPLP no ano de 2012....

..........................................................................................Principais destinos das exportações portuguesas para a SADC ..........Principais exportações Sul-Africanas para o Brasil ............................................ 109 Figura 23 .... 30 Figura 4 ................Principais destinos das exportações brasileiras para a SADC ........................................................................Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Índice de Figuras Figura 1 ......Contas bancárias (% +15 anos) em África ......................................................................... 148 Figura 30 ................. 110 Figura 24 .................................... 51 Figura 7 ..................Principais exportações Sul-Africanas para Moçambique .............................................................África do Sul............Potencial de gás natural em Moçambique .....................Evolução dos níveis de inclusão financeira................................................................................ 104 Figura 21 .............Contas bancárias (% +15 anos) em África .................................... 131 Figura 27 ...........................................................Estimativas de crescimento do PIB em 2014 ....................................Risco dos países da SADC 2013 ........................................... 147 Figura 29 ...Principais etapas na criação da SADC ...........................Infraestrutura do Porto de Durban (o maior porto do país) ............................... 152 Figura 31 ................................ por produto....Principais exportações Sul-Africanas para Angola................................ 105 Figura 22 .............................................Principais exportações moçambicanas para o Brasil ......................................................................... 22 Figura 2 .... 99 Figura 18 ......................... 165 Figura 33 ......................................................... 33 Figura 5 .................................................................................................................. PwC.... 23 Figura 3 – Índice Global de Competitividade 2013 ................................................. 84 Figura 11 ................. 97 Figura 15 ...........................................................................................Principais redes rodoviárias Sul-Africanas ..................... 110 Figura 25 ...............................................................................................Taxas de juro em Moçambique .......................................................................................................................... 98 Figura 17 ........................................................................................ 166 206 .......................................................................................................................................Estrutura acionista bancária em África .................... 85 Figura 12 ....Principais exportações de Angola intra-SADC.....................................Principais importações Sul-Africanas do Brasil .................... 82 Figura 10 ..........Principais importações moçambicanas do Brasil ............................................Corredores ferroviários em Moçambique ............................................................................. 59 Figura 8 .................................................................O Estado das Infraestruturas em África ...................................................................................... 153 Figura 32 .Principais importações Sul-Africanas de Angola ................................................. 129 Figura 26 .... 50 Figura 6 ......... 2013 ............ 86 Figura 13 ........Principais exportações de África do Sul intra-SADC........... por produto ........... 103 Figura 20 ...................Principais rotas ferroviárias e portos Sul-Africanos ................................................................................................................... 136 Figura 28 ............................................................................................................................................................Panorâmica das infraestruturas em África ...........................................................................................Principais importações Sul-Africanas de Portugal ..........................................Principais importações moçambicanas de Portugal .......................2012 ..................................... 60 Figura 9 .......................................Moçambique.................Principais exportações moçambicanas para Portugal ................. 97 Figura 16 .....................................Infraestrutura da rede de eletricidade da África do Sul ......................................................................Principais exportações Sul-Africanas para Portugal ................... 2010 .......Principais importações Sul-Africanas de Moçambique ............................................................................................................ 88 Figura 14 .................................... 102 Figura 19 ....................

apoiado pelo QREN. através do SIAC do Programa Operacional Fatores de Competitividade (COMPETE) pela: Apoio: Projeto Co-Financiado: 207 .Um estudo realizado no âmbito do projeto nº 30030.