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2013.

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ENFERMAGEM CLÍNICO CIRÚRGICA

Profª Lígia Fabiana

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DOENÇAS CRÔNICAS NÃO-TRANSMISSÍVEIS
As transformações sociais e econômicas ocorridas no Brasil durante o século passado provocaram
mudanças importantes no perfil de ocorrência das doenças de nossa população. Na primeira metade do
século 20, as Doenças Infecciosas Transmissíveis eram as mais frequentes causas de mortes. A partir dos
anos 60, as Doenças e Agravos Não Transmissíveis - as DANT - tomaram esse papel. Entre os fatores que
contribuíram para essa transição epidemiológica estão: o processo de transição demográfica, com queda
nas taxas de fecundidade e natalidade e um progressivo aumento na proporção de idosos, favorecendo o
aumento das doenças crônico-degenerativas; e a transição nutricional, com diminuição expressiva da
desnutrição e aumento do número de pessoas com excesso de peso. Somam-se a isso o aumento dos
traumas decorrentes das causas externas.
Projeções para as próximas décadas apontam para um crescimento epidêmico das DANT na maioria
dos países em desenvolvimento, em particular das doenças cardiovasculares, neoplasias e diabetes tipo 2.
As doenças e agravos não transmissíveis respondem pelas maiores taxas de morbi-mortalidade e por cerca
de mais 70% dos gastos assistenciais com a saúde no Brasil, com tendência crescente. Em 2009, as DCNT
representaram 72,4% das causas de óbito no Brasil. Dentre elas, 80,7% foram causadas por doenças
cardiovasculares, câncer, doença respiratória e diabetes.
Conforme Freitas e Mendes (2007) a condição crônica de saúde do adulto é expressa pelas
características de permanência, irreversibilidade, incapacidade residual, incurável, degenerativa e longa
duração, figurando os atributos essenciais. São conceitos relacionados: doenças não-transmissíveis,
deficiência funcional, limitações, doença ou incapacidade com duração maior que três meses. Dentre os
eventos antecedentes constam: herança genética, idade avançada, causa congênita, tabagismo e alimentos
com excesso de gordura saturada; os eventos consequentes referem-se às modificações físicas, sociais e
psicológicas, incapacidades/inabilidades, mudanças no estilo de vida, necessidades de adaptação e
enfrentamento.
As DCNT levam décadas para estar completamente instaladas na vida de uma pessoa e têm origem
em idades jovens; sua emergência é em muito influenciada pelas condições de vida, não sendo resultado
unicamente de escolhas individuais; têm muitas oportunidades de prevenção devido sua longa duração;
requerem um tempo longo e uma abordagem sistemática para o trata mento; os serviços de saúde
precisam integrar suas respostas na abordagem. Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica como
doenças crônicas não transmissíveis as doenças cerebrovasculares, cardiovasculares, diabetes mellitus,
doenças respiratórias obstrutivas, asma e neoplasias. São incluídas também as condições crônicas e outras
doenças que contribuem para o sofrimento dos indivíduos, famílias e sociedade, como as desordens
mentais e neurológicas, as doenças bucais, ósseas e articulares, osteoporoses, desordens genéticas e
patologias oculares e auditivas.
DOENÇAS CARDIOVASCULARES
As doenças cardiovasculares afetam o coração e os vasos sanguíneos circundantes e podem
assumir muitas formas, tais como hipertensão arterial, doenças coronárias, doenças cardíacas e acidentes
vasculares. As doenças cardiovasculares são responsáveis por 29,4% de todas as mortes registradas no País
em um ano. Isso significa que mais de 308 mil pessoas faleceram principalmente de infarto e acidente
vascular cerebral. A alta frequência do problema coloca o Brasil entre os 10 países com maior índice de
mortes por doenças cardiovasculares.
A saúde do coração está relacionada com os comportamentos e os estilos de vida. Para serem
eficazes, as estratégias de prevenção têm assim de incidir em fatores-chave, como o consumo de tabaco e
álcool, a alimentação, a atividade física e o stress psicossocial.
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HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA
A Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) é um problema grave de saúde pública no Brasil e no
mundo. Entre as doenças cardiovasculares ela aparece como a mais frequente delas. No Brasil, a sua
incidência passou de 21,6%, em 2006, para 23,3%, em 2010, sendo o mais importante fator de risco para o
desenvolvimento de outras doenças cardiovasculares, com destaque para o Acidente Vascular Cerebral
(AVC) e o Infarto Agudo do Miocárdio (IAM), as duas maiores causas isoladas de mortes no país.
A hipertensão é definida como uma pressão arterial sistólica superior a 140 mmHg e uma pressão
sistólica superior a 90 mmHg na média de duas ou mais aferições exatas da pressão arterial obtidas durante
duas ou mais consultas com um profissional de saúde. (BRUNNER e SUDDARTH, 2009). A pressão arterial é
produto do débito cardíaco multiplicado pela resistência periférica. O débito cardíaco é o produto da
frequência cardíaca multiplicado pelo volume sistólico. Assim, a pressão arterial alta pode resultar de uma
alteração no débito cardíaco, uma modificação na resistência periférica ou de ambas.
A hipertensão é, algumas vezes, chamada de “assassino silencioso” porque as pessoas que a
apresentam mostram-se, com frequência, sem sintomas. Uma vez identificada, a pressão arterial elevada
deverá ser monitorada a intervalos regulares, porque a hipertensão é uma condição permanente. Ela pode
ainda ser vista de três maneiras: como um sinal - monitorar estado clínico do paciente; como um fator de
risco para doença cardiovascular ateroesclerótica, contribuindo para a velocidade em que a placa
aterosclerótica que se acumula dentro das paredes artérias; como uma doença é um importante
contribuinte para a morte por doença cardíaca, renal e vascular periférica. Embora nenhuma etiologia
possa ser identificada para a maioria dos caos de hipertensão, deduz-se que ela seja uma condição
multifatorial, resultado de várias causas. Vários fatores são sugeridos como causas da hipertensão:
Atividade aumentada do sistema nervoso simpático relacionado com a disfunção do sistema
nervoso autônomo;
Reabsorção renal aumentada de sódio, cloreto e água;
Atividade aumentada do sistema renina-angiotensina-aldosterona, resultando em expansão do
volume de líquido extracelular e aumento da resistência vascular;
Vasodilatação diminuída das arteríolas relacionada com a disfunção do endotélio vascular;
Resistência à ação da insulina, que leva a hipertrofia estrutural e consequentemente ao aumento
da resistência periférica.
Com base nesses critérios, a hipertensão pode ser classificada como:
Hipertensão primária: pressão arterial elevada por uma etiologia não identificada;
Hipertensão secundária: pressão arterial elevada relacionada com causas identificadas (doença
parenquimatosa renal, renovascular, endócrina, coartação de aorta, hipertensão gestacional,
neurológicas, estresse agudo, exógenas);
Hipertensão sistólica isolada: Insuficiência aórtica, fístula arterio-venosa, tireotoxicose, doença
Paget e beribéri.
São considerados fatores de risco para a HAS:
Idade: Existe relação direta e linear da PA com a idade sendo a prevalência de HAS superior a 60%
acima de 65 anos;
Gênero e etnia: A prevalência global de HAS entre homens e mulheres é semelhante, embora seja
mais elevada nos homens até os 50 anos, invertendo-se a partir da quinta década. Em relação à cor,
a HAS é duas vezes mais prevalente em indivíduos de cor não branca.

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aumentar ligeiramente a velocidade de deflação. fumou nos 30 minutos anteriores.4 Excesso de peso e obesidade: O excesso de peso se associa com maior prevalência de HAS. após. Para a medida propriamente: Obter a circunferência aproximadamente no meio do braço. que é em geral fraco seguido de batidas regulares. c. Deve ser instruído a não conversar durante a medida. Ingestão de sal a ingestão excessiva de sódio tem sido correlacionada com elevação da PA. obtido pela palpação. Certificar-se de que o paciente NÃO: a. ingeriu bebidas alcoólicas. Determinar a PS pela ausculta do 1° som (fase I de Korotkoff). Ingestão de álcool: a ingestão de álcool por períodos prolongados de tempo pode aumentar a PA. Procedimentos recomendados para a medida da pressão arterial Explicar o procedimento ao paciente e deixá-lo em repouso por pelo menos 5 min.br Profª Lígia Fabiana . Posicionamento do paciente: Deve estar na posição sentada. b. e. Palpar a artéria braquial na fossa cubital e colocar a campânula ou o diafragma do estetoscópio sem compressão excessiva. a presença de lesões nos órgãos-alvo e as comorbidades associadas.ifcursos. o risco cardiovascular global estimado pela presença dos fatores de risco. Proceder à deflação lentamente (velocidade de 2 mmHg/s). Enfermagem Clínico. em ambiente calmo. Estimar o nível da pressão sistólica pela palpação do pulso radial. sem deixar folgas. Colocar o manguito. com a palma da mão voltada para cima e o cotovelo ligeiramente fletido. O braço deve estar na altura do coração (nível do ponto médio do esterno ou 4o espaço intercostal).com. A obesidade central também se associa com PA. Genética: contribuição de fatores genéticos para a gênese da HAS está bem estabelecida na população. pés apoiados no chão. Se os batimentos persistirem até o nível zero. praticou exercícios físicos há pelo menos 60 minutos. bem como a mortalidade. dorso recostado na cadeira e relaxado. d. Após a medida selecionar o manguito de tamanho adequado ao braço. livre de roupas. que consiste na elevação da pressão arterial ante a simples presença do profissional de saúde no momento da medida da PA. determinar a PD no abafamento dos sons (fase IV de Korotkoff) e anotar valores da sistólica/diastólica/zero. A aferição repetida da pressão arterial em dias diversos em consultório é requerida para chegar a pressão usual e reduzir a ocorrência da “hipertensão do avental branco”. Determinar a PD no desaparecimento dos sons (fase V de Korotkoff). Inflar rapidamente até ultrapassar 20 a 30 mmHg o nível estimado da pressão sistólica (PS). Sedentarismo: atividade física reduz a incidência de HAS. está com a bexiga cheia. mesmo em indivíduos pré-hipertensos. O seu reaparecimento corresponderá à PA sistólica. Centralizar o meio da parte compressiva do manguito sobre a artéria braquial. Auscultar cerca de 20 a 30 mmHg abaixo do último som para confirmar seu desaparecimento e depois proceder à deflação rápida e completa. apoiado. café ou alimentos. pernas descruzadas. Devem-se considerar no diagnóstico da HAS. 2 a 3 cm acima da fossa cubital. além dos níveis tensionais.Cirúrgica www.

limite de normalidade: Enfermagem Clínico. morte súbita.com.ANAMNESE Identificação: sexo. Sanais ou sintomas sugestivos de lesão em órgão-alvo ou causas de hipertensão secundária.ifcursos. Hábitos de vida. comorbidades e lesão em órgãos-alvo).Cirúrgica www. diabetes e doenças renais. História familiar de hipertensão. Classifcação PAS (mmHg) PAD(mmHg) Normal Limítrofe Hipertensão estágio 1 Hipertensão estágio 2 Hipertensão estágio 3 Hipertensão sistólica isolada < 130 130 – 139 140 – 159 160 – 179 ≥ 180 ≥ 140 < 85 85 – 89 90 – 99 100 – 109 ≥ 110 < 90 Recomendações para seguimento (prazos máximos para reavaliação) Pressão arterial inicial (mmHg)** Seguimento Sistólica Diastólica <130 <85 Reavaliar em 1 ano Estimular mudanças no estilo de vida 160-179 100-109 Reavaliar em 6 meses*** Insistir em mudanças no estilo de vida 130-139 85-89 Confirmar em 2 meses*** 140-159 90-99 Confirmar em 1 mês*** ≥ 180 ≥ 110 Intervenção medicamentosa imediata ou reavaliar em 1 semana*** * Modificar o esquema de seguimento de acordo com a condição clínica do paciente **Se as pressões sistólica ou diastólica forem de estágios diferentes. Medidas antropométricas: Circunferências da cintura (C = no ponto médio entre a última costela e a crista ilíaca lateral) e do quadril (Q = ao nível do trocanter maior) e cálculo da relação cintura/quadril (C/Q). AVALIAÇÃO CLÍNICA – EXAME FÍSICO Sinais vitais (medida da PA e FC).5 Sugere-se esperar em torno de 1min.br Profª Lígia Fabiana . idade. doenças cárdio e cerebrovasculares. cor da pele. O quadro a seguir apresenta a classificação da pressão arterial para adultos com mais de 18 anos. o seguimento recomendado deve ser definido pelo maior nível de pressão. Tratamento medicamentosos anteriormente realizado. AVALIAÇÃO CLÍNICA . dislipidemia.* Informar os valores de PA obtidos para o paciente. Anotar os valores exatos sem “arredondamentos” e o braço em que a pressão arterial foi medida. profissão e condição socioeconômica. *** Considerar intervenção de acordo com a situação clínica do paciente (fatores de risco maiores. para nova medida.

95. AVALIAÇÃO CLÍNICO–LABORATORIAL Análise de urina. hipertireoidismo.  homens: C = 102 cm e C/Q = 0. Eletrocardiograma convencional.br Profª Lígia Fabiana . Obtenção de peso e altura e cálculo do índice de massa corporal [IMC = peso/altura²]  Sobrepeso 25 ≤ IMC < 30 kg/m2  Obesidade IMC ≥ 30 kg/m2 Seguir com exame físico rotineiro. INDÍCIOS DE HIPERTENSÃO SECUNDÁRIA Início da hipertensão antes dos 30 anos ou após os 50 anos de idade Hipertensão arterial grave (estágio 3) e/ou resistente à terapia Tríade do feocromocitoma: palpitações. Colesterol total. HDL. Ácido úrico plasmático.8. Glicemia de jejum.6  mulheres: C = 88 cm e C/Q = 0. Creatinina plasmática. acromegalia. síndrome de Cushing Presença de massas ou sopros abdominais Assimetria de pulsos femorais Aumento da creatinina sérica ou taxa de filtração glomerular estimada diminuída Hipopotassemia espontânea Exame de urina anormal (proteinúria ou hematúria) Sintomas de apnéia durante o sono IDENTIFICAÇÃO DE FATORES DO RISCO CARDIOVASCULAR Fatores de risco maiores Tabagismo Dislipidemias Diabetes mellitus Nefropatia Idade acima de 60 anos História familiar de doença cardiovascular em: = mulheres com menos de 65 anos = homens com menos de 55 anos Outros fatores: Relação cintura/quadril aumentada Circunferência da cintura aumentada Microalbuminúria Tolerância à glicose diminuída/glicemia de jejum alterada Enfermagem Clínico. sudorese e cefaleia em crises Uso de medicamentos e drogas que possam elevar a pressão arterial Fácies ou biotipo de doença que cursa com hipertensão: doença renal.ifcursos.Cirúrgica www.com. Potássio plasmático. triglicérides plasmáticos.

alto ou muito alto – tratamento não-medicamentoso + medicamentoso. podendo-se obter redução da pressão arterial e diminuição do risco cardiovascular controlando esses fatores.5 a 24. de difícil controle e portadores de lesões em órgãos-alvo ou com co-morbidades. sedentarismo.ifcursos. Semestrais: indivíduos controlados e sem sinais de lesões em órgãos-alvo e sem co-morbidades. Hipertensão com risco adicional médio.9kg/m²) Padrão alimentar Enfermagem Clínico. mas portadores de lesões em órgãos-alvo e/ou co-morbidades. Hipertensão com risco adicional baixo . Baseia-se também no risco cardiovascular individual a decisão terapêutica para a hipertensão: Hipertensão sem risco adicional – tratamento não medicamentoso isolado. Modificação Recomendação Controle de Peso Manter o peso corporal na faixa normal (índice de massa corporal entre 18. Trimestrais: indivíduos com níveis tensionais controlados.com.br Profª Lígia Fabiana . lesões de órgãos-alvo e doença cardiovascular. Se não atingir a meta. associar tratamento medicamentoso. TRATAMENTO NÃO-MEDICAMENTOSO A adoção de um estilo saudável de vida é fundamental no tratamento de hipertensos. obesidade e consumo exagerado de álcool.7 Hiperuricemia PCR ultra-sensível aumentada Estratificação do risco individual do paciente hipertenso: risco cardiovascular adicional de acordo com os níveis da pressão arterial e a presença de fatores de risco.Tratamento não-medicamentoso isolado por até 6 meses. particularmente quando há síndrome metabólica. Os principais fatores ambientais modificáveis da hipertensão arterial são os hábitos alimentares inadequados. Com base na estratificação de risco individual será determinado o seguimento para consulta médica: Mensal: indivíduos não aderentes. principalmente ingestão excessiva de sal e baixo consumo de vegetais.Cirúrgica Consumir dieta rica em frutas e vegetais e alimentos com baixa densidade calórica e baixo teor de gorduras saturadas e totais www.

É usada. como caminhadas por. e a taxa de mortalidade.Cirúrgica www.8 Redução do consumo de sal Moderação no consumo de álcool Exercício Físico Reduzir a ingestão de sódio para não mais de 2. alfabloqueadores). Os efeitos colaterais.com.5 a 25 mg/dia) para minimizar os efeitos adversos.ifcursos. Princípios Gerais: Explicar aos pacientes a ocorrência de possíveis efeitos adversos. na maioria das vezes. A prevenção dos efeitos colaterais da HCT é alcançada com doses cada vez menores.4 g de sódio (6g de sal/dia = 4 colheres de café rasas de sal = 4 g + 2 g de sal próprio dos alimentos) Limitar o consumo a 30 g/dia de etanol para os homens e 15 g/dia para mulheres Habituar-se à prática regular de atividade física aeróbica. não devendo ultrapassar 50mg/dia. Inibidores adrenérgicos (ou inibidores simpáticos) Estas drogas deprimem o tônus simpático do sistema nervoso central. Enfermagem Clínico. limitam seu uso nessa população.br Profª Lígia Fabiana . 3 a 5 vezes/semana TRATAMENTO MEDICAMENTOSO Os anti-hipertensivos devem reduzir a pressão arterial. pois se mostrou efetiva na redução da pressão arterial sem provocar malformação fetal. O mecanismo de ação anti-hipertensiva dos diuréticos se relaciona inicialmente aos seus efeitos diuréticos e natriuréticos. Diuréticos São as drogas mais usadas no tratamento da HAS. permitindo uma ação anti-hipertensiva lenta. inibidores da enzima conversora da angiotensina (ECA). Pacientes com insuficiência cardíaca e insuficiência renal crônica deverão usar furosemida. Em diabéticos utilizar baixas doses de HCT (12. como droga de primeira escolha. O paciente deve ser orientado quanto ao uso do medicamento (horário. os eventos cardiovasculares fatais e não fatais. bloqueadores dos canais de cálcio. a possibilidade de eventuais modificações na terapêutica instituída e o tempo necessário para que o efeito pleno dos medicamentos seja obtido. A Alfametildopa é a droga ideal para o tratamento da grávida hipertensa. como hipotensão postural e disfunção sexual. após cerca de quatro a seis semanas. Estimular a medida da PA. vasodilatadores diretos. betabloqueadores. Evitar efeitos colaterais associando nova droga antes da dose máxima estabelecida. sono. pelo menos. Posteriormente. A Hidroclorotiazida (HCT) é o diurético padronizado para o uso rotineiro. com diminuição do volume extracelular. inibidores adrenérgicos (ação central. Clonidina e Alfametildopa são exemplos dessas drogas. 30 minutos por dia. frequentes em pacientes com neuropatia autonômica diabética. Monitorar a adesão ao tratamento antes de aumentar a dosagem de um anti-hipertensivo. diurese etc). o volume circulante praticamente se normaliza e há redução da resistência vascular periférica. bloqueadores do receptor AT1 da angiotensina II e inibidor direto da renina. Iniciar sempre com doses menores. ao invés de HCT. Os anti-hipertensivos disponíveis para uso clínico são id em classes: diuréticos.

ifcursos. prolapso da valva mitral. bloqueando a transformação da angiotensina I em II no sangue e nos tecidos. pela proteção renal oferecida e evitar a perda de albumina pela urina. reduzem a pressão intraglomerular. Inibidores da enzima conversora da angiotensina Agem fundamentalmente pela inibição da enzima conversora da angiotensina (ECA). em geral pressão arterial diastólica ≥ 120 mmHg. promove uma inibição direta da ação da renina com consequente diminuição da formação de angiotensina II. de redução da pressão arterial de intensidade semelhante aos demais anti-hipertensivos. pelo desencadeamento ou agravamento do broncoespasmo.9 Betabloqueadores São drogas úteis em várias condições. Isso pode levar ao aumento da retenção de água e sódio. Os inibidores da ECA.com. nos pacientes diabéticos. Bloqueadores dos canais de cálcio A ação anti-hipertensiva decorre da redução da resistência vascular periférica por diminuição da concentração de cálcio nas células musculares lisas vasculares. os betabloqueadores podem mascarar e prolongar os sintomas de hipoglicemia. podendo levar a insuficiência respiratória aguda. Inibidores diretos da renina Alisquireno. Importante lembrar que. Essas drogas reduzem a pressão arterial por uma diminuição da frequência e do débito cardíaco.Cirúrgica www. IAM. caracteriza o que se convencionou definir como urgência hipertensiva (UH). Sendo esta uma das razões porque essas drogas só devem ser usadas em associação prévia com betabloqueadores e diuréticos em hipertensão grave resistente. A pressão arterial. Estudos de eficácia anti-hipertensiva comprovam sua capacidade. O Propranolol é o betabloqueador mais utilizado. Bloqueadores dos receptores AT1 da angiotensina II Bloqueadores dos receptores AT1 da angiotensina II (BRA II) antagonizam a ação da angiotensina II por meio do bloqueio específico de seus receptores AT1.A elevação crítica da pressão arterial.br Profª Lígia Fabiana . além da redução da pressão arterial sistêmica. tais como: arritmias cardíacas. angina do peito e hipertensão portal esquistossomática. sem comprometimento de órgãos-alvo. porém com estabilidade clínica. Ele é contraindicado em asmáticos. nesses Enfermagem Clínico. São exemplos dessa classe o Anlodipino e o Nifedipino. São exemplos dessa classe a Hidralazina e Minoxidil. O Captopril tem indicação formal para os hipertensos diabéticos. único representante da classe atualmente disponível para uso clínico. Apresenta a vantagem de não prejudicar a sensibilidade à insulina e o perfil lipídico do plasma. A angiotensina II é um dos maiores vasoconstritores conhecidos e para a sua formação faz-se necessário a presença da ECA. Vale ressaltar que essas drogas são contraindicadas na gestão pela possibilidade de má-formação fetal. em monoterapia. que tem como consequência a proteção renal específica. Também é contraindicado em bloqueios cardíacos e insuficiência vascular periférica. COMPLICAÇÕES HIPERTENSIVAS AGUDAS Urgências hipertensivas . Vasodilatadores diretos São drogas que têm efeito relaxador direto sobre a musculatura lisa vascular e consequente queda da resistência vascular periférica. São nefroprotetores no paciente com diabetes melito tipo 2 com nefropatia estabelecida e incipiente.

de neuropatia e 10 a 25% terão desenvolvido doença cardiovascular. 2% dos indivíduos acometidos estarão cegos e 10% terão deficiência visual grave. anteriormente conhecido como diabetes juvenil. Nesses casos. coração e vasos sanguíneos. que. e o diabetes tipo 2.br Profª Lígia Fabiana . Emergências hipertensivas . no mesmo período de doença. amputação de membros inferiores. entre outros. rins. é um estágio pré-clínico de diabetes. cegueira e doença cardiovascular. destruição das células beta do pâncreas (produtoras de insulina). CLASSIFICAÇÃO Os tipos de diabetes mais frequentes são o diabetes tipo 1. após 15 anos de doença. que compreende cerca de 90% do total de casos. CUIDADO DE ENFERMAGEM O objetivo do cuidado de Enfermagem para pacientes hipertensos focaliza a diminuição e o controle da pressão arterial sem efeitos adversos e sem custo indevido. Além disso. Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes. nervos. que compreende cerca de 10% do total de casos. insuficiência renal. Outro tipo de diabetes encontrado com maior frequência e cuja etiologia ainda não está esclarecida é o diabetes gestacional.Cirúrgica www. disfunções e insuficiência de vários órgãos. (BRASIL. exigindo imediata redução da pressão arterial com agentes aplicados por via parenteral. A Federação Internacional do Diabetes estima que são cerca de 250 milhões de pessoas com o problema em todo o mundo – 4% delas (10 milhões) estão no Brasil. resistência à ação da insulina. Enfermagem Clínico. Pode resultar de defeitos de secreção e/ou ação da insulina envolvendo processos patogênicos específicos. há risco iminente à vida ou de lesão orgânica grave. Para atingir essas metas é preciso orientar o paciente a aderir ao regime terapêutico. detectado no rastreamento pré-natal. implementar as mudanças necessárias no estilo de vida. síndromes isquêmicas miocárdicas agudas e dissecção aguda da aorta.É condição em que há elevação crítica da pressão arterial com quadro clínico grave. A OMS estimou em 1997 que. por exemplo.10 casos.com. O diabetes apresenta alta morbi-mortalidade. deverá ser tratada com medicamentos por via oral buscando-se redução da pressão arterial em até 24 horas. É uma das principais causas de mortalidade. de nefropatia. A destruição das células beta é geralmente causada por processo auto-imune. estimou que. anteriormente conhecido como diabetes do adulto. Podem estar associadas a acidente vascular encefálico. edema agudo dos pulmões. quando a administração de insulina é necessária para prevenir cetoacidose.ifcursos. tomar os medicamentos conforme a prescrição e agendar as consultas de acompanhamento regulares com o médico para monitorar o progresso e identificar e tratar quaisquer complicações. coma e morte. especialmente olhos. 20 a 35%. 10 a 20%. distúrbios da secreção da insulina. progressiva lesão de órgãos-alvo e risco de morte. DIABETES MELLITUS O diabetes é um grupo de doenças metabólicas caracterizadas por níveis aumentados de glicose no sangue (hiperglicemia) e associadas a complicações. 33% da população brasileira dos 60 aos 79 anos de idade têm diabetes ou alguma alteração relacionada à glicose. cérebro. 2006) Epidemiologia O Diabetes Mellitus é uma das doenças crônicas que mais avança entre a população mundial. Diabetes tipo 1: O termo tipo 1 indica destruição da célula beta que eventualmente leva ao estágio de deficiência absoluta de insulina. com perda importante na qualidade de vida. 30 a 45% terão algum grau de retinopatia. em geral.

RASTREAMENTO DO DIABETES TIPO 2 Cerca de 50% da população com diabetes não sabe que são portadores da doença. quando efetuada. algumas vezes permanecendo não diagnosticados até que se manifestem sinais de complicações. mas alcançar controle do quadro hiperglicêmico. O desenvolvimento do diabetes tipo 1 pode ocorrer de forma rapidamente progressiva. não visa evitar cetoacidose.com.br Profª Lígia Fabiana . geralmente se resolvendo no período pós-parto. é acompanhada de infecção ou estresse muito grave. Diabetes tipo 2: O termo tipo 2 é usado para designar uma deficiência relativa de insulina. fraqueza. letargia. está associado a outras doenças auto-imunes como a tireoidite de Hashimoto. o que confere maior risco de desenvolver diabetes. Doença cardiovascular. outros apresentarão alteração na regulação glicêmica (tolerância à glicose diminuída ou glicemia de jejum alterada). Seu diagnóstico é controverso. Esse último tipo de diabetes. que podem ser prevenidos/atenuados com tratamento imediato. a doença de Addison e a miastenia gravis. quando presente. algumas vezes. mas retornando anos depois em grande parte dos casos.11 e. A administração de insulina nesses casos. Alguns casos serão confirmados como portadores de diabetes. cerebrovascular ou vascular periférica definida. em crianças e adolescentes (pico de incidência entre 10 e 14 anos). Indivíduos de alto risco requerem investigação diagnóstica laboratorial com glicemia de jejum e/ou teste de tolerância à glicose. Em geral. A maioria dos casos apresenta excesso de peso ou deposição central de gordura. Diagnóstico prévio de síndrome de ovários policísticos. balanopostite e infecções de Enfermagem Clínico. mostram evidências de resistência à ação da insulina e o defeito na secreção de insulina manifesta-se pela incapacidade de compensar essa resistência. a ação da insulina é normal. ou de forma lentamente progressiva. Obesidade central (cintura abdominal >102 cm para homens e >88 cm para mulheres). geralmente em adultos. Colesterol HDL d”35 mg/dL e/ou triglicerídeos e”150 mg/dL. História de macrossomia ou diabetes gestacional. e o defeito secretor mais intenso. embora assemelhando-se clinicamente ao diabetes tipo 1 auto-imune. Em alguns indivíduos. A cetoacidose é rara e. O emprego do termo diabetes nessa situação transitória da gravidez é justificado pelos efeitos adversos à mãe e concepto. principalmente. Sobrepeso (Índice de Massa Corporal IMC >25).Cirúrgica www. prurido cutâneo e vulvar.ifcursos. de intensidade variada. muitas vezes é erroneamente classificado como tipo 2 pelo seu aparecimento tardio. PRINCIPAIS SINTOMAS DE DIABETES Os sintomas clássicos de diabetes são: poliúria (diurese aumentada). São considerados fatores indicativos de maior risco: Idade >45 anos. Diabetes gestacional: É a hiperglicemia diagnosticada na gravidez. às vezes insulínicos. Neste momento do ciclo vital a investigação da regulação glicêmica alterada está bem padronizada. Hipertensão arterial (> 140/90 mmHg). no entanto. polidipsia (sede aumentada). polifagia (fome aumentada) e perda involuntária de peso (os “4 Ps”). Antecedente familiar (mãe ou pai) de diabetes. a tolerância à glicose diminuída é considerada a entidade clínica denominada diabetes gestacional. Outros sintomas que levantam a suspeita clínica são: fadiga.

crianças e adolescentes sem excesso de peso. Indivíduos com hiperglicemia intermediária apresentam alto risco para o desenvolvimento do diabetes. um dos traços mais marcantes é a ocorrência em adulto com longa história de excesso de peso. Interpretação dos resultados da glicemia de jejum e do teste de tolerância à glicose. São também fatores de risco para doenças cardiovasculares. = OU = Glicemia de 2 horas >200 mg/dL (TTG-75g )*. pacientes com alto risco para diabetes ou doença cardiovascular podem merecer avaliação por TTG. No entanto. Para classificar o diabetes tipo 2.12 repetição.Cirúrgica www. o traço clínico mais relevante é a tendência à hiperglicemia grave e cetoacidose. via de regra. Critérios laboratoriais para o diagnóstico de diabetes.ifcursos. como a epidemia de obesidade está atingindo crianças. Glicemia em jejum Glicemia 2h após TTG-75g Classificação (mg/dL) (mg/dL) Normal <100 <140 Hiperglicemia intermediária Glicemia de jejum alterada 100-125 Tolerância à glicose diminuída 140-199 Diabetes mellitus >126 >200 Quando os níveis glicêmicos de um indivíduo estão acima dos parâmetros considerados “normais”. Teste oral de tolerância à glicose (TTG-75g): O paciente recebe uma carga de 75 g de glicose.com. retinopatia ou doença cardiovascular aterosclerótica. Entretanto. * Devem ser confirmados com nova glicemia. Para classificar o diabetes tipo 1. Em geral. Sintomas de diabetes + glicemia casual e>200 mg/dL. pela história clínica. antes de mais nada é importante determinar se existe um problema associado que requeira tratamento imediato ou investigação mais detalhada. o diabetes é assintomático em proporção significativa dos casos.br Profª Lígia Fabiana . o que é feito. a suspeita clínica ocorrendo então a partir de fatores de risco para o diabetes. os indívíduos são classificados como portadores de “hiperglicemia intermediária”. Algumas vezes o diagnóstico é feito a partir de complicações crônicas como neuropatia. Exames laboratoriais para o diagnóstico de diabetes e de regulação glicêmica alterada Glicemia de jejum: nível de glicose sanguínea após um jejum de 8 a 12 horas. AVALIAÇÃO INICIAL Feito o diagnóstico de diabetes. Pessoas cuja glicemia de jejum situa-se entre 100 e 125 mg/dL (glicemia de jejum alterada). um conjunto de fatores de risco para diabetes e doença cardiovascular. Na consulta inicial é necessário classificar o tipo de diabetes. Pode evoluir rapidamente para hiperglicemia grave ou cetoacidose na presença de infecção ou outra forma de estresse. Glicemia casual: tomada sem padronização do tempo desde a última refeição. o início é abrupto. mas não estão suficientemente elevados para caracterizar um diagnóstico de diabetes. fazendo parte da assim chamada síndrome metabólica. e a glicemia é medida antes e 120 minutos após a ingestão. acometendo. = OU = Glicemia de jejum >126 mg/dL*. principalmente. podem requerer avaliação por TTG-75g em 2h. é Enfermagem Clínico. em jejum. por apresentarem alta probabilidade de ter diabetes. Mesmo quando a glicemia de jejum for normal (<100 mg/dL).

Avaliação clínica inicial de pacientes com diabetes História Resultados de exames relacionados ao diagnóstico de diabetes ou do controle metabólico. se proteinúria negativa) TSH (diabetes tipo 1) . crescimento e desenvolvimento. Exame Físico Peso. Fatores de risco para aterosclerose.ifcursos. estado nutricional atual. Infecções prévias e atuais.Cirúrgica www. incluindo dieta e auto-medicação. evolução. dentes e trato urinário. Estilo de vida e outros aspectos que podem afetar o manejo do diabetes. Sintomas de diabetes (apresentação inicial.com. O início é em geral insidioso e os sintomas clássicos mais brandos. História ponderal. altura e cintura. História obstétrica. Maturação sexual (diabetes tipo 1).13 possível observar casos em jovens. gravidade e causa de cetose e cetoacidose. irmãos). atenção especial à pele.br Profª Lígia Fabiana . Pressão arterial Fundo de olho (diabetes tipo 2) Tireóide Coração Pulsos periféricos Pés (tipo 2) Pele (acantose nigricans) Avaliação laboratorial de pacientes com diabetes recém-diagnosticado Exames laboratoriais Glicemia de jejum Hemoglobina glicada Colesterol total e frações Triglicerídeos Creatinina sérica em adultos Exame de urina • Infecção urinária • Proteinúria • Corpos cetônicos • Sedimento Microalbuminúria (diabetes tipo 2. Uso de medicamentos que alteram a glicemia História de atividade física. estado atual). Pode evoluir por muitos anos antes de requerer insulina para controle. padrões alimentares. Freqüência. até mesmo em crianças e adolescentes. pés. e tratamento atual. em criança e adolescente. Presença de complicações crônicas do diabetes.ECG em adultos Enfermagem Clínico. Tratamentos prévios. História familiar de diabetes (pais.

Casos com retinopatia proliferativa não tratada ou tratada recentemente devem evitar exercícios que aumentam a pressão intra-abdominal. a promoção da atividade física é considerada prioritária. durante e depois de exercício prolongado. os exercícios mais recomendados são natação. Assim. Enfermagem Clínico. Alimentos que contêm sacarose (açúcar comum) devem ser evitados para prevenir oscilações acentuadas da glicemia. não é de surpreender que mudanças positivas no estilo de vida. reduz a necessidade de hipoglicemiantes. quais sejam: A quantidade energética ingerida deve ser adequada à atividade física e ser fracionada em 5 a 6 refeições/lanches diários. realizar glicemia capilar antes da atividade. remo e exercícios realizados na posição sentada. correr. A terapia nutricional é parte fundamental do plano terapêutico do diabetes e baseia-se nos mesmos princípios básicos de uma alimentação saudável. no entanto. eles apresentam risco elevado de descompensação metabólica. melhora o controle metabólico. algumas especificidades: O exercício deve ser iniciado de forma gradual. especialmente casos de diabetes tipo 1: Evitar aplicar insulina em local que será muito exercitado.Diabetes Tipo 1 – Pela maior complexidade do cuidado. tendo como objetivo atingir intensidade moderada. aumentando semanalmente até alcançar 30 a 60 min diários.Cirúrgica www. esses pacientes são em geral acompanhados por especialista endocrinologista. As seguintes informações são importantes para pacientes com diabetes menos estável. Postergar o início do exercício com glicemia > 250 mg/dL no tipo 1. pois. Os calçados devem ser confortáveis. sejam tão efetivas na prevenção e controle do diabetes tipo 2. pois pode afetar sua velocidade de absorção. Portanto. evitando bolhas e calosidades. diminui os riscos de doença cardiovascular e melhora a qualidade de vida. com o cuidado de evitar demora no atendimento. etc. Ingerir um alimento contendo carboidrato se a glicemia for inferior a 100 mg/dL. A ingestão diária deve conter de 50 a 60% de carboidratos e no máximo 30% de gorduras.com. quando consumido. Mudanças no estilo de vida no diabetes tipo 2 As causas modificáveis do diabetes tipo 2 são alimentação inadequada e inatividade física. Pacientes com hipertrigliceridemia ou mau controle metabólico não devem ingerir bebidas alcoólicas. 5 a 7 dias por semana. A ingestão de álcool. quando realizadas. como caminhadas por 5 a 10 min em terreno plano. deve ser moderada e de preferência com as refeições. A intensidade de atividade física deve ser aumentada progressivamente. O uso moderado de adoçantes não calóricos é seguro quando consumido em quantidades adequadas A prática regular de atividade física é indicada a todos os pacientes com diabetes. As atividades ao gosto do paciente devem ser incentivadas. Ingerir carboidratos de fácil digestão antes. O encaminhamento deve ser imediato.ifcursos.br Profª Lígia Fabiana . As orientações de exercícios seguem as recomendações para adultos saudáveis observando.14 PLANO TERAPÊUTICO . Se possível. ajuda a promover o emagrecimento nos pacientes obesos. pois. que englobam movimentos rápidos da cabeça ou que envolvem risco de traumatismo ocular. Nesses casos. Indivíduos com perda significativa de sensibilidade nos pés devem evitar caminhar em esteiras ou ao ar livre. ciclismo.

acidose ou estado pré-acidótico. associado às sulfoniluréias. suínas ou humanas. Sulfoniluréias: Estimulam gradualmente a célula beta a secretar insulina. no diagnóstico. grandes cirurgias. no fígado. quando não se obtiver controle adequando. na história prévia de acidose láctica e na insuficiência renal. glebenclamida. glipizida. gliclazida e glimepirida.ifcursos. Na insuficiência cardíaca congestiva. estudo observacional demonstrou menor mortalidade em pacientes tratados com metfomina do que em pacientes tratados com sulfoniluréia. Existem duas opções de tratamento: os antidiabéticos orais e as insulinas. gravidez. quando a falha a estes fármacos.podem ser bovinas. Contraindicações adicionais como gravidez e situações com possível elevação de ácido lático estão gradativamente sendo abolidas de diretrizes internacionais na medida em que seu maior uso vem possibilitando estudos mais amplos e mais longos que demonstram sua segurança nessas condições. quando não tiver atingido os níveis glicémicos desejáveis. trauma. sem sinais de descompensação. Idade. Está contraindicada no diabetes tipo 1. A redução da glicemia provocada pela metformina deve-se principalmente à diminuição da produção de glicose no fígado.Cirúrgica www. Biguanidas / Metformina: Aumenta a sensibilidade à insulina nos tecidos periféricos e principalmente. sendo. Carregar consigo um alimento contendo carboidrato para ser usado em eventual hipoglicemia. É indicada no DM tipo 2 obeso com hiperglicemia não controlada com dieta e exercício. por exemplo. história de reações adversas graves às sulfoniluréias ou similares (sulfonamidas). estresse. Evitar exercitar-se no pico de ação da insulina.com. Estar alerta para sintomas de hipoglicemia durante e após o exercício. após dois ou três meses de dieta. predisposição a hipoglicemias severas (hepatopatias. após o uso das medidas dietéticas e do exercício: agentes que retardam a absorção pós-prandial de glicose. Devem ser administrados em pacientes no DM tipo 2 não obeso ou com sobrepeso. glicemias superiores a 270mg/dl. no DM tipo 2. Os antidiabéticos orais devem ser empregados. em particular as humanas. por DNA recombinante. Evitar exercícios de intensidade elevada e de longa duração (mais que 60 minutos). Grau de purificação . ou em pacientes que apresentem. TRATAMENTO MEDICAMENTOSO Vários fatores são importantes na escolha da terapêutica para o DM 2: Grau de descontrole metabólico. portanto ineficazes em pacientes com redução importante na função destas células. São contra-indicadas nas seguintes situações: diabetes tipo 1.br Profª Lígia Fabiana . e agentes que reduzem a secreção de insulina. São exemplos de sulfoniluréias: clorpropamida. infecções severas. Capacidade de autocuidado. nefropatias). agentes que aumentam a secreção de insulina. Tempo de ação: Rápida – Lispro e Aspart Enfermagem Clínico. Motivação.as preparações de insulina são altamente purificadas. Condição geral do paciente. Insulinas: As insulinas geralmente são classificadas de acordo com: Sua origem .15 Diminuir a dose de insulina ou aumentar a ingesta de carboidrato quando for praticar exercício.

etc.Cirúrgica www. o estilo de vida e a atividade profissional. antes do jantar. empurrando o êmbolo até o final. o Sangue em grande quantidade: para a aplicação. é maior em pacientes diabéticos do que em não-diabéticos. acidente vascular encefálico. COMO APLICAR INSULINA Escolher o local para aplicar a insulina. usando algodão com álcool e deixar secar. O uso de insulina.br Profª Lígia Fabiana . infecções. Enfermagem Clínico. se a área do corpo for a mesma. . e a insulina de ação intermediária ou ultralenta. no jantar. Jogue fora a seringa com insulina e prepare outra dose.Uso da insulina nos pacientes diabéticos tipo 1: Considerar a fase de crescimento e desenvolvimento em que o paciente encontra-se. seguir as seguintes orientações: o Sangue em pequena quantidade: continuar a aplicação. a fase da doença. OBS: Em pessoas muito magras ou crianças menores. quando os níveis de glicose plasmática estiverem acima de 270 mg/dl. especialmente se acompanhados de perda de peso. aumentar a insulina da noite e para hiperglicemia. Fazer uma prega na pele onde você vai aplicar a insulina. Quando os medicamentos orais não conseguirem manter os níveis glicêmicos dentro dos limites desejáveis. usando o algodão com álcool. nos pacientes com diabetes tipo 2. a secreção residual de insulina. cetonúria e cetonemia. no desjejum. ao deitar. Retirar a seringa e fazer uma leve pressão no local.Lentas e NPH Prolongada – Ultralenta .16 Curta – Regular (R) Intermediária . aplicando-se 2/3 da dose. Limpar a pele. Pegar na seringa como se fosse um lápis. Ao iniciar a aplicação de insulina. Injetar a insulina. Manter uma distância de mais ou menos 2cm do local onde você tomou a injeção anterior. quando não houver normalização dos níveis glicêmicos com dieta. Introduzir a agulha na pele. recomenda-se o uso continuado de dose baixa de AAS.ifcursos. num ângulo de 90º. Quando a glicemia de jejum estiver elevada. como protetor cardiovascular.Uso da insulina nos pacientes diabéticos tipo 2 Ao diagnóstico. durante o tratamento com antidiabéticos orais. pois o benefício absoluto deste. e 1/3 da dose. surgirem intercorrências tais como cirurgias. se for constatada a presença de sangue na seringa. para evitar que seja aplicada no Músculo. Durante a gravidez. a injeção poderá ser feita num ângulo de 45º. Quando. O esquema terapêutico mais frequente é o de duas doses de insulina de ação intermediária. pela manhã. utilizar insulina por via endovenosa contínua e solução de glicose a 5% com cloreto de potássio. aumentar a insulina da manhã. soltar a prega cutânea. nas quais os níveis glicêmicos elevados podem piorar o prognóstico.. pode ser combinado com os antidiabéticos orais que serão usados durante o dia. Em pacientes com infarto agudo do miocárdio e com níveis de glicose plasmática superiores a 200 mg/dl. Uso de AAS Nos pacientes diabéticos com complicação vascular.com.

Cetoacidose – É uma acidose metabólica causada por excesso de acetoácidos decorrentes da deficiência de insulina.com.Cirúrgica www. fome intensa. hálito cetônico. palidez. mas pode ser colocado açúcar ou mel embaixo da língua. cetoacidose diabética e coma hiperosmolar. tabagismo e alcoolismo. vômitos. e depois. encaminhar o paciente ao hospital para tratamento. desidratação intensa. refrigerante comum. Ocorre apenas no diabetes tipo 2. cefaleia. Às vezes é necessário manter soro glicosado EV para evitar nova crise. Considerar o diagnóstico na presença de condições de risco + sinais/ sintomas. Em seguida o diabético deve comer algum alimento (pão. estado hídrico e valores laboratoriais. e alterações eletrolíticas. palpitações. dor abdominal. e gestação. ataxia. correção de distúrbios eletrolíticos e administração de insulina. Encaminhar ao hospital para tratamento com reposição de líquidos. visão borrada.3. rubor facial. No paciente inconsciente algumas medidas devem ser tomadas antes de encaminha-lo para serviços de urgência: não forçar a ingestão oral. complicações preexistentes. hipertermia. Sinais / sintomas – poliúria / polidipsia. tontura. acidose – pH <7. Se persistirem vômitos. mau controle metabólico. desidratação. perda da consciência. ao menos três vezes ao dia. leucocitose.br Profª Lígia Fabiana . cetonúria. Neuropáticas. desidratação e alteração do estado mental – na ausência de cetose. diplopia.17 COMPLICAÇÕES DO DM: As principais complicações agudas são hipoglicemia. polidipsia. Exames laboratoriais apresentam hiperglicemia (> 300mg/dl) glicosúria acentuada. Não interromper a ingestão de líquidos e alimentos. nas primeiras 12 horas. obnubilação mental. de 4 em 4 horas. Não intercorrer o tratamento habitual. sonolência. aplicar 20ml de glicose a 50% EV. hiperventilação. As principais complicações crônicas podem ser decorrentes de alterações: Na macrocirculação – cardiopatia isquêmica. presença de HAS.ifcursos. Síndrome Hiperosmolar Não-Cetótica – A síndrome hiperosmolar é um estado de hiperglicemia grave (> 600 a 800 mg/dL). manter rigorosa monitoração dos sinais vitais. coma. Conduta inicial em ambulatório: Tratar a doença intercorrente. náuseas. Monitorar a glicemia a cada 2 horas. Os principais fatores de risco para o desenvolvimento dessas complicações são: longa duração da doença. por exemplo. conforme a glicemia. sonolência. Confirmar o diagnóstico com a medida da glicemia. Hipoglicemia – Sinais / sintomas – tremores. distúrbios do comportamento. Enfermagem Clínico. coma. descompensação metabólica ou seguir redução do sensório. biscoito. frutas) ou fazer a refeição mais próxima. doença cerebrovascular e doença vascular periférica. Glicemia <60mg/dl. No paciente consciente oferecer alimento com carboidrato de rápida absorção (de preferência líquido. Na microcirculação – retinopatia e nefropatia. suco de laranja etc). Monitorar cetonúria. evoluindo para oligúria. Sinais / sintomas – poliúria intensa. porque um mínimo de ação insulínica preservada nesse tipo de diabetes pode prevenir a cetogênese. sudorese. convulsão. Aplicar insulina regular subcutânea. até o encaminhamento para referência. a cada 4-6 horas.

A microalbuminúria é o melhor marcador disponível para identificar indivíduos em risco de desenvolverem insuficiência renal. são orientadas a partir da avaliação do risco cardiovascular. Nos próximos cinco a dez anos surge a síndrome nefrótica. nos segmentos proximal ou distal. Ela é assintomática nas suas fases iniciais. com queda da função renal e evolução para insuficiência renal terminal. acometendo a maioria dos portadores de diabetes após 20 anos de doença.Úlceras de pés e amputação de extremidades são as complicações mais graves. motor e autonômico. A prevenção e o tratamento da doença cardiovascular no diabetes seguem diretrizes semelhantes às para pessoas sem diabetes. dor a estímulos não-dolorosos. especialmente. A presença de nefropatia e gravidez também contribuem para sua evolução. isto é. Tradicionalmente inicia por um estágio de nefropatia incipiente. analgesia simples. O controle agressivo da glicemia e da pressão arterial é medida comprovadamente efetiva na redução da prevenção e progressão da retinopatia diabética. A evolução pós infarto é pior nos pacientes com diabetes. alguns pontos merecem destaque: Angina de peito e infarto do miocárdio podem ocorrer de forma atípica na apresentação e na caracterização da dor devida à presença de neuropatia autonômica cardíaca do diabetes. embora para complicações microvasculares.ifcursos. Retinopatia diabética – principal forma de cegueira irreversível no Brasil. Pode se manifestar por sensação de queimação. Sua prevenção primária visa prevenir neuropatia e vasculopatia. principalmente. com uma frequência pouco inferior a retinopatia. exceto durante a gestação. se necessário. A sintomatologia das três grandes manifestações cardiovasculares – doença coronariana.compreendendo um conjunto de síndromes clínicas que afetam o sistema nervoso periférico sensitivo. de caráter reversível ou irreversível. O tratamento sintomático da neuropatia periférica e da neuropatia autonômica requer controle glicêmico. de forma isolada ou difusa. Os sintomas muitas vezes levam a complicações psicológicas. A presença de retinopatia é um marcador precoce de início das complicações microvasculares e do risco de comprometimento renal. As medidas mais efetivas em reduzir o risco e retardar a progressão da nefropatia são o controle glicêmico e da pressão arterial. Neuropatia diabética . manifestando-se silenciosamente ou com quadros sintomáticos dramáticos. Contudo. agulhadas. Sensibilidade e apoio são muito importantes nesses casos. pode ser em repouso. de instalação aguda ou crônica. a neuropatia diabética (ND) atua como fator permissivo para o desenvolvimento das úlceras nos pés. formigamentos. o que pode prejudicar o controle geral da doença. doença cerebrovascular e doença vascular periférica – é em geral semelhante à de pacientes sem diabetes.18 Doença cardiovascular – É a complicação de maior morbimortalidade. Geralmente. com aumento da excreção urinária de albumina. choques.com. Nefropatia diabética .Cirúrgica www. O rastreamento tem como objetivo o diagnóstico precoce para prevenção de cegueira através da fotocoagulação. Manifestações cerebrais de hipoglicemia podem mimetizar ataques isquêmicos transitórios. através da insensibilidade e. antidepressivos tricíclicos. mas evolui ao longo do tempo. o controle da glicemia assume importância maior. em geral. cãímbras. quando prejudicam o sono. Pé diabético . Os fatores de risco são semelhantes aos descritos para doença macrovascular. após 5 anos da doença. com exacerbação à noite e melhora com movimentos. chamada de microalbuminúria. e. As úlceras complicam-se quando associadas à doença Enfermagem Clínico.br Profª Lígia Fabiana . fraqueza ou alteração de percepção da temperatura. quando associada a deformidades. No tratamento da micro e macronefropatia recomenda-se o uso de inibidores da ECA.também é uma complicação comum e devastadora em pacientes com diabetes.

alterações de cor ou úlceras.500 óbitos. Não usar sapatos sem meias. em casa. nas consultas de rotina. Vestir. Cortar as unhas de forma reta. a remoção sistemática dos calçados. gerando custo aproximado de R$ 98. geram sofrimento humano. realizando exame detalhado e pesquisa de fatores de risco para o pé diabético.8% dos óbitos em todo o mundo. preferencialmente de couro macio ou de tecido. A DPOC foi responsável por 170 mil admissões no SUS em 2008. A rinite pode ser considerada a doença de maior prevalência entre as doenças respiratórias crônicas e problema global de saúde pública. aos poucos. com permanência média de seis dias. assim como a presença de lesões cutâneas ou estruturais. Estimativas mostram que a morbimortalidade por DPOC está se elevando em muitas regiões. Enfermagem Clínico. meias limpas. Nunca andar descalço. diariamente. acometendo cerca de 20 a 25% da população em geral. A OMS e o Banco Mundial estimam que quatro milhões de pessoas com DRC podem ter morrido prematuramente em 2005 e as projeções são de aumento considerável do número de mortes no futuro. Embora com sintomas de menor gravidade. causando grande impacto econômico e social. definem o paciente com o pé em risco de úlceras.Cirúrgica www. dos quais aproximadamente um terço ocorreu em unidades de saúde. usar um creme hidratante à base de lanolina ou vaselina líquida ou glicerina. A DPOC afeta 210 milhões de pessoas e é a quarta causa de mortalidade e representa 4. Secar bem os pés. Afetam a qualidade de vida e podem provocar incapacidade nos indivíduos afetados. preferencialmente de lã ou algodão sem elástico.6 milhões para o Sistema Único de Saúde (SUS). nem procurar corrigir unhas encravadas. domicílios ou vias públicas. está entre as dez razões mais frequentes de atendimento em Atenção Primária em Saúde. emocionais e intelectuais que surgem com a doença. a rinite alérgica e a doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) são as DRC mais comuns. se tiver calos. as quais colocam o paciente em risco de amputação e até de vida. especialmente entre os dedos. com estimativas para crianças e adolescentes escolares variando de menos que 10 a mais do que 20% em diversas cidades estudadas. Efetuar. A detecção de diminuição de sensibilidade ao monofilamento ou de insuficiência circulatória periférica.ifcursos. rachaduras. mesmo em casa.com. em todos os pacientes com DM tipo 2.br Profª Lígia Fabiana . O Brasil ocupa a oitava posição mundial em prevalência de asma. Procurar um profissional que tenha conhecimentos os cuidados com o “pé diabético”. sempre. Sapatos novos devem ser usados.19 vascular periférica (DVP) e infecção. Não usar entre os dedos. DOENÇAS RESPIRATÓRIAS CRÔNICAS Doenças respiratórias crônicas (DRC) são doenças crônicas tanto das vias aéreas superiores como das inferiores. Não remover os calos. As limitações físicas. de acordo com o DataSUS. com água morna e sabão neutro. foi responsável por cerca de 273 mil internações. Houve 2. dependendo da região e da faixa etária consideradas. Orientações / cuidados gerais Examinar os pés. diariamente. Avisar o médico. com consequências na vida do paciente e de sua família. horizontalmente Lavar os pés. Calçar apenas sapatos que não apertem. geralmente presentes em torno de 20% das lesões. Em 2007. A asma. O teste com o monofilamento de 10 g (sensação protetora plantar) constitui um bom instrumento para verificar indivíduos em risco de ulceração. Evitar água quente. Após lavar os pés.

pode sugerir carcinoma brônquico. entre eles. Suas principais causas são rinite e rinossinusite. Sinais e Sintomas Respiratórios A definição clássica de sintomático respiratório é o indivíduo que apresenta tosse. agentes ocupacionais e algumas doenças como esquistossomose e doença falciforme podem ser citados como fatores de risco preveníveis para DRC. deve-se solicitar que tussam voluntariamente para que se reconheça o caráter seco ou produtivo. orofaringe e pulmões.br Profª Lígia Fabiana . A tosse pode ser classificada em aguda até três semanas de duração. Tabagismo. que pode sugerir refluxo gastroesofágico. por vergonha ou incapacidade. pelo menos. sobretudo se acompanhada por dispneia. como também dos sintomas digestivos. três semanas. laringe. A história de tosse crônica exige não apenas a investigação dos outros sinais e sintomas respiratórios. para as quais não há consenso sobre a definição de sintomático respiratório. tabagismo ativo ou passivo. e crônica se superior a oito semanas. poluição ambiental. a presença de tosse por três meses e/ou sibilância (uma semana/mês) e/ou com radiografia de tórax com alteração persistente é sugestiva de doença respiratória crônica.ifcursos. esôfago) Expectoração: O escarro eliminado pela boca contém a mistura de secreções provenientes da nasofaringe. Enfermagem Clínico. Recomenda-se a realização de baciloscopia direta do escarro para confirmar ou excluir tuberculose pulmonar nas pessoas que tossem por mais de três semanas. a despeito da benignidade da maioria dos casos. por causarem cicatrizes nas vias aéreas. por algumas semanas. Esse conceito se aplica tanto a adolescentes quanto a adultos. pneumonia. Nas crianças. asma e refluxo gastroesofágico. Tosse durante exercícios físicos.com. Pode ser ainda seca ou produtiva. também podem ser consideradas fatores de risco com impacto significativo sobre essas doenças. Tosse Persistente: Define-se como tosse persistente a presença desse sintoma por. Qualquer expectoração deve ser considerada como achado clínico anormal. pode significar a presença de broncoespasmo induzido pela atividade física. se não têm justificativa clara para o sintoma.20 Fatores de risco Muitos dos fatores de risco para DRC preveníeis já foram identificados e medidas eficazes de prevenção foram estabelecidas. associada ou não a outra alteração respiratória. a “queimação” retroesternal. Nos pacientes que não expectoraram voluntariamente. Indagar sobre antecedentes atópicos. Além disso. subaguda de três a oito semanas. Quando de caráter progressivamente mais intenso e persistente. • Asma • Rinite/rinossinusite • Doença do refluxo gastroesofágico • Hiper-reatividade pós-infecção respiratória • DPOC • Tuberculose • Bronquiectasia • Uso de inibidores da enzima conversora da angiotensina • Insuficiência cardíaca • Neoplasia (pulmão. Principais doenças e condições que provocam tosse crônica. a tosse pode estar associada a DPOC ou carcinoma brônquico. O aumento na expectativa de vida representa fator de risco independente para esse grupo de doenças. bronquiolite e tuberculose.Cirúrgica www. exposição ocupacional. Em pessoas acima de 40 anos. alérgenos.

como é o caso da asma). Taquipneia e dispnéia: Taquipneia é definida pelo aumento da frequência respiratória. é indispensável comprová-la pela ausculta pulmonar. enfermidades que levam à instalação de secreção-inflamação-edema. bem localizada (o paciente aponta o local da dor com o dedo). geralmente é superficial. Em qualquer uma das causas há menor expansibilidade do tórax no lado comprometido.ifcursos. o primeiro passo é distinguir a verdadeira da falsa. corpos estranhos. pneumonia e especialmente a bronquiectasias. amarelado. Diferentemente das crepitações. Hemoptise: Diante de hemoptise. uma doença que cursa com reversibilidade brônquica. indica a possibilidade de fratura de costela. infarto pulmonar e pneumotórax devem ser considerados no diagnóstico diferencial. sejam compressivos extrínsecos (adenomegalias. Pode ocorrer também em doenças que envolvem a circulação pulmonar e brônquica. É relativamente infrequente na tuberculose pulmonar nos seus estágios iniciais e sem comprometimento pleural. é mandatório auscultar o paciente imediatamente antes e cerca de 20 minutos após a administração de broncodilatadores inalatórios. O diagnóstico fica praticamente confirmado se houver melhora da sibilância (e redução da taquidispneia) nesse curto intervalo de tempo. Sibilância (chiado.). aspiração de corpos estranhos.21 É preciso observar as características do escarro: volume (escasso. esverdeado) e odor (fétido ou não). Pneumonia. chieira. A expectoração excessiva pela manhã pode estar associada a bronquiectasias. aspecto (mucoso. os sibilos são ruídos adventícios contínuos e musicais. sanguíneo ou com estrias de sangue). a insuficiência cardíaca e as vasculites.com. A presença de escarro purulento ou mucopurulento e amarelado ou esverdeado está. como é o caso de infecções respiratórias. na verdadeira hemoptise o sangue habitualmente tem aspecto vivo e rutilante. por definição. que são ruídos descontínuos. coloração (esbranquiçado. entre outros. é espumoso e está misturado a alguma quantidade de muco. ventilatóriadependente e sem hiperestesia à palpação no local de origem da sensação dolorosa. a origem do sangue está nos vasos da parede da traqueia. brônquios ou do tecido pulmonar. A hemoptise pode ser secundária à tuberculose e qualquer das afecções que levam à bronquite. piado): Geralmente os pacientes ou familiares de crianças têm dificuldade em caracterizara sibilância com precisão durante a anamnese e a traduzem como “ronqueira” (originárias das vias aéreas superiores). A sibilância é secundária a processos obstrutivos brônquicos. geralmente. da DPOC. relacionada a quadros infecciosos agudos. por isso. entre elas as imunodeficiências. É necessário diferenciar o sangramento das vias aéreas do das vias digestivas baixas (hematêmese). tumores. Dor torácica: A causa mais comum de dor torácica em adultos é a nevralgia intercostal ou costocondrite. bronquite crônica infectada e abscessos pulmonares. Quando a dor torácica está associada a comprometimento pleural. “peito-cheio” (relacionado geralmente à tosse produtiva) e. tais como o tromboembolismo pulmonar. Se houver história de trauma. Dispneia é caracterizada por falta de ar ou respiração difícil. sejam intrínsecos (carcinoma brônquico. tumores etc. refluxo gastroesofágico. que habitualmente tem coloração mais escura e está associado a outros sintomas digestivos. A tosse é propositalmente inibida por causa da dor. sequelas infecciosas prévias e fibrose cística. purulento. Como a asma é. Como foi referido na sibilância. o sangramento se localiza nas vias aéreas superiores ou no trato digestivo superior. malformações cardiovasculares ou digestivas. moderado ou abundante). Na verdadeira hemoptise. Diferentemente da falsa. enquanto na falsa.br Profª Lígia Fabiana . subagudos e crônicos.Cirúrgica www. A falta de resposta sugere diagnóstico diferencial. é essencial a comprovação Enfermagem Clínico.

Cianose – A cianose é a coloração azulada da pele. língua rebaixada e hipotônica. A primeira. Na população pediátrica. A saturação de hemoglobina pode ser facilmente medida com um oxímetro de pulso. hiperemia conjuntival e lacrimejamento. hipertrofia de amígdalas e/ou adenoides e apneia obstrutiva do sono. obstrução ou prurido nasal e espirros em salvas. enquanto a pressão arterial de oxigênio requer um gasometria. bronquiectasias. São várias as enfermidades respiratórias crônicas que podem cursar com baqueteamento (ou hipocratismo) digital: a fibrose pulmonar. nariz achatado e narinas pequenas. ocorre minutos após o estímulo antigênico e a segunda. do leito ungueal e de mucosas. doenças do interstício pulmonar e fibrose pleural. Os principais irritantes inespecíficos são a fumaça do cigarro e compostos voláteis utilizados em produtos de limpeza e construção. Caracteriza-se por graus variados de obstrução nasal e roncos durante sono. ela pode apresentar duas fases. pode ocorrer perda do paladar e do olfato. tumores centrais do trato respiratório. induzida pela exposição a alérgenos. chamada imediata. barata. lábios predominantemente ressecados. denominada fase tardia ou inflamatória. Os principais alérgenos ambientais desencadeantes e/ou agravantes da rinite são os ácaros da poeira domiciliar. Deve-se verificar a intensidade da dispneia ao longo do tempo no mesmo paciente. ao passo que os casos crônicos ou recidivantes são geralmente determinados pela rinite alérgica. que. além da insuficiência cardíaca. porque a “falta de ar” pode ser percebida de forma diversa pelos pacientes e muito frequentemente está relacionada com aspectos culturais e nível de escolaridade. em sua maioria. ocorre quatro a oito horas após o estímulo. A dispneia aguda ou de instalação em curto espaço de tempo pode indicar crise de asma. Como toda afecção alérgica. após sensibilização. rinorreia serosa ou seromucosa).Cirúrgica www. as causas mais frequentes são a hipertrofia das adenoides e a rinossinusite alérgica (e. espirros em salva. além do quadro clínico acima. A dispneia deve ser classificada de acordo com a sua relação com as atividades da vida diária. Enfermagem Clínico. Baqueteamento digital – O baqueteamento digital está associado a doenças cardiovasculares. A dispneia crônica ou com piora progressiva é característica da DPOC. da região perioral. estarão presentes o prurido nasal e ocular. causada por vírus. infecciosa. corpos estranhos nasais e polipose nasal.com. Resulta de aumento de tecido conjuntivo vascularizado e edema intersticial na região subungueal dos dedos das mãos e artelhos. desencadeiam resposta inflamatória mediada por imunoglobulina E (IgE). alérgica ou irritativa da mucosa nasal. digestivas e pulmonares. carcinoma broncogênico e fibrose cística. Os sintomas mais comuns são rinorreia aquosa. embolia pulmonar ou pneumotórax. Muitas vezes acompanham sintomas oculares. A boca tende a permanecer aberta ou entreaberta. epitélio. protrusão da arcada dentária superior e mordida cruzada. Crianças podem apresentar sonolência e déficit de atenção. avaliando-se a resposta ao tratamento estabelecido. Respirador bucal – O termo respirador bucal pode ser empregado para definir pacientes que substituem o padrão fisiológico de respiração nasal pela respiração predominantemente oral ou mista (nasal e oral). associada ao aumento da hemoglobina não saturada de oxigênio e reflete hipoxemia acentuada. sendo os casos agudos. nesse caso.ifcursos. os fungos. Nos casos crônicos. estenose traqueal. RINITE ALÉRGICA Rinite é a inflamação aguda ou crônica. como prurido.22 dessas anormalidades durante a consulta. rinosinusite infecciosa crônica. Esses sintomas podem melhorar espontaneamente. urina e saliva de animais (cão e gato).br Profª Lígia Fabiana .

A fim de se obterem bons resultados no controle de cada doença. póliposse nasossinusal. hiperplasia adenoideana. frequência de uso de medicamentos e resposta obtida. duração e intensidade dos sintomas. • Cessação do tabagismo (ele deve ser exaustivamente desencorajado). perguntar sobre início.Sem sintomas incômodos . Na anamnese. Diagnóstico O diagnóstico de rinite alérgica é clínico. • Uso correto das medicações inalatórias e capacidade de distinção entre medicações de manutenção (coricoides intranasais. A rinite alérgica é considerada como fator de risco e marcador de gravidade da asma. fatores mecânicos. Ela piora a asma. além de aumentar o risco de hospitalizações e exacerbar as crises. por exemplo) e de alívio (anti-histamínicos. Tratamento O objetivo do tratamento da rinite alérgica é promover a prevenção e o alívio dos sintomas. corpo estranho nasal. além dos efeitos adversos.Sono anormal . Tratamento não farmacológico – Para o tratamento não farmacológico. • Perda de peso (quando indicado) e prevenção do sobrepeso e obesidade. O tratamento a ser instituído depende da classificação da rinite.Interferência nas atividades diárias.ifcursos. desvio de septo. atresia coanal. por exemplo).Cirúrgica www.Sintomas incômodos Modificado de Allergic Rhinitis and its Impact on Asthma (ARIA) 2008. rinorreia cerebroespinhal. Portanto. A rinite alérgica é classificada atualmente com base na intensidade dos sintomase seu impacto sobre a qualidade de vida do paciente. com base nos dados de história e exame físico. é importante o tratamento e controle das duas doenças.Sono normal .br Profª Lígia Fabiana .23 desencadeando os sintomas por mecanismos não imunológicos. esportivas e/ou de Moderada ou grave recreação . de forma segura e eficaz. na escola Leve e no trabalho) . rinite infecciosa.Dificuldades na escola e no trabalho . O tratamento não farmacológico da rinite deve seguir os itens abaixo listados: • Educação e orientação quanto à doença. constando de medidas farmacológicas e não farmacológicas. portadores de rinite persistente devem ser investigados para asma e viceversa. Classificação de rinite alérgica Frequência e duração dos sintomas < 4 dias por semana ou Intermitente < 4 semanas de duração (ano) ≥ 4 dias por semana e Persistente > 4 semanas de duração (ano) Intensidade . • Realização de atividades físicas.com. Enfermagem Clínico. Pesquisar também história familiar e pessoal de atopia.Atividades normais (esportivas. uma vez que são doenças integradas e principalmente desencadeadas por componente alérgico. O diagnóstico diferencial de rinite alérgica pode ser resumido nas seguintes doenças e condições: rinite crônica não alérgica. de recreação. asma e rinite seguem os mesmos parâmetros. discinesia ciliar. tratamentos realizados. quais os fatores desencadeantes ou irritantes. tumores.

nafazolina e oximetazolina) quando usados por tempo prolongado podem levar à obstrução nasal por efeito rebote. eles podem ser usados no máximo por cinco dias. Fatores de risco Os fatores de risco podem ser divididos em ambientais e próprios do paciente. caracterizada por hiper-responsividade das vias aéreas inferiores e por limitação variável ao fluxo aéreo. Os antileucotrienos podem ser utilizados. .Os descongestionantes tópicos nasais (epinefrina. porém com menor grau de recomendação e nível de evidência clínica para controle dos sintomas.Retirar animais domésticos se comprovada sensibilização.Evitar exposição a mofo.Evitar tabagismo ativo e passivo. aliviando a irritação tecidual.Cirúrgica www.Evitar exposição a ácaros ou alérgenos relacionados. reversível espontaneamente ou com tratamento. Descongestionantes nasais tópicos e sistêmicos .br Profª Lígia Fabiana . Enfermagem Clínico.9%) são empregadas no tratamento de afecções nasais agudas e crônicas. . • Rinite Intermitente Leve: Anti-histamínico H1 oral • Rinite intermitente moderada a grave: Corticoide inalatório nasal • Rinite persistente leve: Anti-histamínico H1 oral • Rinite persistente moderada a grave: Corticoide tópico nasal Tratamento adjuvante: Lavagem nasal com solução salina . Não são recomendados: • Dexametasona em gotas nasais • Injeções intranasais de corticosteroides • Aplicação intramuscular de corticosteroide de depósito • Descongestionantes orais ASMA Definição Doença inflamatória crônica. . aliviando temporariamente a obstrução nasal e melhorando o olfato. É uma condição multifatorial determinada pela interação de fatores genéticos e ambientais.Evitar locais de poluição atmosférica. Na patogenia da asma. As principais drogas disponíveis são os anti-histamínicos H1 orais e os corticoides intranasais.com.24 • • Controle ambiental. . umedece a mucosa e auxiliar na remoção de secreções. está envolvida uma variedade de células e mediadores inflamatórios que atuam sobre a via aérea e levam ao desenvolvimento e manutenção dos sintomas. Portanto. para o alívio rápido da obstrução nasal. Reduzir a exposição a fatores desencadeantes de forma individualizada levando em consideração a história do paciente: . .As soluções salinas isotônicas (solução fisiológica a 0. causando uma “rinite medicamentosa”.ifcursos.Evitar odores fortes e exposição ocupacional.

com. a prova de função pulmonar deve ser realizada. da frequencia respiratória e da sibilância no curto intervalo de uma a uma hora e meia após a realização de algumas (geralmente três ou quatro) inalações de broncodilatador? Tem tosse persistente. deve-se provoca-la durante a consulta solicitando ao paciente que faça manobras de ins e expiração profundas e/ou esforços físicos. Os principais sintomas para o diagnóstico de asma estão descritos no quadro: Diagnóstico de asma Sintomas que sugerem asma Mais de um dos sintomas: sibilância.Cirúrgica www. Diagnóstico O diagnóstico da asma é eminentemente clínico e. DRGE: doença do refluxo gastroesofágico.br Profª Lígia Fabiana . DPOC. Um achado comum é a sibilância à ausculta pulmonar. poluição ambiental e ar frio Desencadeados por AAS ou betabloqueadores Melhoram com broncodilatadores ou corticoides sistêmicos História familiar de asma ou atopia Sibilância difusa. especialmente na infância. audível na ausculta torácica Eosinofilia não explicada Sintomas episódicos Sintomas que NÃO sugerem asma Tosse crônica na ausência de sibilância ou dispneia Desnutrição Exame físico normal quando sintomático Disfonia História de tabagismo moderado a intenso (> 20 anos-maço) Diagnóstico diferencial com cardiopatia. bronquiolite e DRGE Espirometria ou PFE normais quando sintomático e ausência de resposta a BD *DPOC: doença pulmonar obstrutiva crônica. A anamnese.25 como é o caso dos aspectos genéticos. o exame físico pode ser normal. exposição a alérgenos. infecções virais (especialmente vírus sincicial respiratório e rinovírus). para a confirmação diagnóstica e para a classificação da gravidade. BD: broncodilatador. poeira domiciliar.ifcursos. perfumes ou após resfriados. sibilância ou aperto no peito após exposição a mofo. deve conter as seguintes perguntas: Tem ou teve episódios recorrentes de falta de ar (dispneia)? Tem ou teve crises ou episódios recorrentes de chiado no peito (sibilância)? Esses episódios foram aliviados com broncodilatador oral ou inalatório? Houve melhora da taquidispneia. desconforto torácico e tosse Principalmente se: Pioram à noite e no início da manhã Em resposta a exercícios. riso e/ou choro? Como a asma é uma doença reversível. animais. Quando ausente. Classificação da Gravidade Enfermagem Clínico. fumaça de cigarro. particularmente à noite ou ao acordar? Acorda à noite devido a acessos de tosse ou com falta de ar? Tem tosse. PFE: pico de fluxo expiratório ou peak flow. dispneia. sempre que possível. Os fatores ambientais são representados pela exposição à poeira domiciliar e ocupacional. obesidade e sexo masculino (durante a infância). baratas.

a saber. Quando não há como evitar a exposição. evitar baixa umidade ou exposição em dias com muita poluição.com. corresponde à agudização do quadro de obstrução e hiper-responsividade das vias aéreas. aquelas para controle e prevenção das exacerbações e outras manifestações da doença (dispneia e tosse aos esforços físicos. moderada e grave. e os beta-agonistas de ação rápida associados aos corticoides sistêmicos são os mais efetivos para o alívio das crises. Em crianças. Entre os diversos temas a serem trabalhados. prática de atividade física. inalatória ou parenteral. mas não todo dia Crises podem afetar atividades e sono Diários Crises podem afetar as atividades Contínuos.26 A classificação da gravidade da asma é importante para as condutas clínicas no manejo dos pacientes. Pode ser classificada quanto à gravidade em intermitente e persistente e essa última em leve.ifcursos. objetivando o controle da doença e melhoria da adesão ao tratamento. aspectos psicossociais da doença. Classificação Intermitente Persistente leve Persistente moderada Persistente grave Sintomas Dia < 1x/semana Atividades normais Exacerbações breves > 1x/semana. seguir alguns cuidados: evitar atividades físicas ao ar livre. Tratamento de asma aguda (exacerbação de asma) A crise asmática. Deve-se sempre dar preferência à via inalatória devido à menor absorção sistêmica. dispositivo dosimetrado com o espaçador acoplado diretamente na boca para crianças entre quatro e seis anos. A educação para o autocuidado e autonomia do paciente é um dos pilares do tratamento da asma. Os corticoides inalatórios são os principais medicamentos para controle da asma.br Profª Lígia Fabiana . tanto em crianças quanto em adultos de qualquer idade. Deve estar direcionada aos usuários e aos seus cuidadores. diários Crises frequentes Atividades limitadas Noite < 2x/mês > 2x/mês e < que 1x/semana > 1x/semana Frequentes Tratamento O tratamento da asma é baseado em três tipos de abordagens: ação educativa.Cirúrgica www. ocorre edema e infiltrado inflamatório da Enfermagem Clínico. sobre o tratamento e desenvolvimento de habilidades para o autocuidado. evitar fumar e evitar ambientes fechados com pessoas fumando. sugerem-se: conhecimento sobre a doença. despertares e tosse noturnos) e aquelas para alívio das exacerbações. especialmente em dias frios. Muitos estudos demonstram a associação de poluentes externos do ar com exacerbação de sintomas de asma. cuidados ambientais e tratamento farmacológico. Durante a exaberbação. o dispositivo inalatório preferido é o dispositivo dosimetrado com o espaçador acoplado à máscara para crianças < quatro anos. Acima de seis anos pode-se utilizar os dispositivos com pó seco. As vias de administração podem ser oral. maior eficácia e menor taxa de efeitos colaterais. Tratamento farmacológico As medicações para asma podem ser classificadas em duas categorias. melhoria na qualidade de vida. ou exacerbação da asma.

Se não houver disponibilidade desses recursos na US. cornagem. a exacerbação também deve ser classificada quanto à gravidade. principalmente à expiração. ácaros. na primeira hora. redução ou desaparecimento difuso do murmúrio vesicular à ausculta. seguidas de administração precoce de corticoide sistêmico. Nos casos mais graves. determinando a conduta específica. O Ministério da Saúde. custo e semelhança de eficácia entre as drogas. proporcionando a redução na dose a ser usada. • Fumaça de cigarro. destacam-se: • Infecção viral. acompanhada de tosse seca. Entretanto. • Mudanças climáticas. • Alérgenos (poeira. O seu uso pode evitar a necessidade de intubação. por via inalatória. prevenível e tratável. com presença de sibilos. continuam vulneráveis a elas. Isso causa o estreitamento da luz das vias aéreas.com. Os fatores responsáveis pelo desencadeamento de uma crise asmática são conhecidos como “gatilhos” (triggers). frequência cardíaca. diante de infecção respiratória. A metilprednisolona é preferida à hidrocortisona por menos efeitos mineralocorticoides. e imediatamente ser encaminhado ao pronto-socorro em unidade móvel de urgência. grave e muito grave. por sua vez. cianose. Essa limitação é causada por Enfermagem Clínico.ifcursos. O formoterol (ß2-agonista de longa duração) pode ser utilizado no alívio rápido na exacerbação de asma. • Irritantes químicos e poluição ambiental. Os pacientes com asma persistente que estão bem controlados com o uso da medicação antiinflamatória possuem risco diminuído de exacerbações. a respiração se torna rude e bem audível. Não há diferença na eficácia terapêutica quando os broncodilatadores de ação rápida são administrados por meio de aerossóis (bombinhas) – especialmente quando acoplados a espaçadores – ou nebulização. São medidas iniciais: doses repetidas de ß2 de ação rápida.br Profª Lígia Fabiana . o paciente deve receber o primeiro atendimento. ocorre uso da musculatura respiratória acessória com tiragem intercostal. pelo de animais. que. porém não se recomenda seu uso prolongado como medicação de alívio. Os pacientes geralmente apresentam taquipneia (FR > 24 irpm). Entre os principais. a saber. devido à maior segurança e o corticoide por via oral à via endovenosa devido à praticidade. leve/moderada. parcialmente reversível e geralmente progressiva. taquicardia e hipertensão sistólica leve. Na vigência de hipoxemia será necessária a suplementação com oxigênio.27 parede brônquica e aumento da produção de muco. A associação com budesonida pode ser usada como resgate e manutenção.Cirúrgica www. geralmente marca o início de uma crise. O sulfato de magnésio somente deve ser usado em casos muito graves de asma devido aos riscos potenciais. Em seguida. • Exercícios físicos vigorosos. dá preferência ao salbutamol em aerossol e em solução para nebulização ao fenoterol. melhor controle e número menor de hospitalização. DOENÇA PULMONAR OBSTRUTIVA CRÔNICA (DPOC) DPOC é uma doença com repercussões sistêmicas. por ter início rápido de ação. pólen. • Medicamentos (anti-inflamatórios não esteroides e betabloqueadores). com a devida estabilização dos dados vitais. Os pulmões se tornam hiperinsuflados e há aumento no diâmetro anteroposterior do tórax. caracterizada por limitação do fluxo aéreo pulmonar. Essa classificação utiliza critérios objetivos como a verificação do pico do fluxo expiratório (em pacientes > cinco anos de idade). reduz o fluxo de ar dos pulmões. A sensação de aperto no peito. Como na asma persistente. entre outros). por exemplo. frequência respiratória (FR) e oximetria de pulso. • Estresse emocional.

Diagnóstico O diagnóstico da DPOC é clínico e deveria ser considerado para todas as pessoas expostas ao tabagismo ou poluição ocupacional que apresentam dispneia. carvão. A bronquite crônica é definida clinicamente pela presença de tosse e expectoração na maioria dos dias por no mínimo três meses/ano durante dois anos consecutivos. Fatores de Risco • Tabagismo: responsável por 80 a 90% das causas determináveis da DPOC.br Profª Lígia Fabiana . como de alfa1 antitripsina. “fraqueza” Tosse crônica Pode ser intermitente e pode ser não produtiva Expectoração crônica Qualquer padrão História de exposição crônica a Tabagismo fatores de risco Poeiras ocupacionais Fumaça intradomiciliar (fogão a lenha. • Suscetibilidade individual.ifcursos. • Deficiências genéticas (responsáveis por menos de 1% dos casos). porém. O enfisema pulmonar é definido anatomicamente como aumento dos espaços aéreos distais ao bronquíolo terminal. • Infecções respiratórias recorrentes na infância. Principais indicadores para diagnóstico da DPOC Dispneia Progressiva (piora ao longo do tempo) Geralmente piora com exercícios Persistente (presente todos os dias) Descrita pelos pacientes como “esforço aumentado para respirar”. Os critérios clínicos são suficientes para estabelecer o diagnóstico da DPOC.com. recomenda-se a confirmação espirométrica. querosene). • Exposição ocupacional a poeiras e produtos químicos ocupacionais. tosse crônica e expectoração. combustível) Alguns exames complementares ajudam no diagnóstico da DPOC • Espirometria • Raio X de tórax • Bacteriosciopia e cultura de escarro Diagnósticos diferenciais da DPOC Início após os 40 anos Sintomas lentamente progressivos DPOC História de longa e/ou intensa exposição ao tabaco Dispneia durante exercícios Limitação ao fluxo aéreo praticamente irreversível Início precoce (geralmente infância) Asma Sintomas variam dia a dia Principalmente à noite ou início da manhã Enfermagem Clínico. • Desnutrição na infância. • Poluição domiciliar (fumaça de lenha.28 uma associação entre doença de pequenos brônquios (bronquite crônica obstrutiva) e destruição de parênquima (enfisema). com destruição das paredes alveolares. se possível.Cirúrgica www.

Exercícios físicos – Pacientes com DPOC devem realizar exercícios físicos regulares concomitantes com o tratamento farmacológico.Recomenda-se estimular a autonomia dos pacientes. linfonodos Confirmação microbiológica (BAAR) Local com alta prevalência de tuberculose e HIV Classificação da gravidade Estádio 1 DPOC leve Tosse crônica e expectoração Piora dos sintomas. uso correto dos dispositivos inalatórios. especialmente o tabagismo.br Profª Lígia Fabiana . metas do tratamento.ifcursos. os familiares e cuidadores devem ser orientados quanto à oxigenoterapia domiciliar. Em crianças. além das características da doença. reconhecimento e o tratamento de exacerbações e estratégias para minimizar as crises. cavitações. apesar da otimização do tratamento medicamentoso. deveria participar de um programa supervisionado de reabilitação. ingurgitamento jugular.Cirúrgica www.29 Insuficiência cardíaca congestiva Bronquiectasia Tuberculose História de rinite alérgica e/ou eczema atópico História familiar de asma Melhora da exacerbação com broncodilatadores Estertores crepitantes nas bases Dispneia paroxística noturna. sem obstrução Pode haver expectoração diária Geralmente associada a infecções bacterianas repetidas. Enfermagem Clínico.com. eventualmente com laivos de sangue Crepitações grosseiras à ausculta pulmonar Raio X e tomografia de tórax revelam dilatação brônquica e/ou espessamento parede brônquica Início em qualquer idade. Para aqueles pacientes em estádio IV. frequentemente forma miliar Raio X do tórax pode mostrar infiltrados pulmonares. Reabilitação pulmonar – Todos os pacientes com DPOC deveriam ser encorajados a manter atividade física regular e um estilo de vida saudável. orientando sobre os fatores de risco. Tratamento não farmacológico Educação em saúde . ortopneia Edema de membros inferiores. hepatomegalia Raio X do tórax geralmente revela aumento da área cardíaca Espirometria geralmente revela redução de volume. Aqueles pacientes que têm dificuldade em manter uma atividade física por limitação na falta de ar. Falta de ar tipicamente Estádio 2 DPOC moderada aos esforços Piora dos sintomas / Exacerbações frequentes Estádio 3 DPOC grave com impacto na qualidade de vida Estádio 4 DPOC muito grave Insuficiência respiratória / Cor pulmonale* *Cor pulmonale é uma manifestação decorrente de insuficiência cardíaca direita e pode apresentar sinais clínicos de aumento de pressão venosa jugular e edema pré-tibial.

Manejo das exacerbações A exacerbação na DPOC é definida como uma mudança súbita na característica basal da dispneia. Os broncodilatadores melhoram a capacidade de realizar exercício físicos. apoio psicossocial. estrias na pele. Nesse caso. Portanto.ifcursos. tosse e/ou escarro que vai além das variações cotidianas desses pacientes. assim como facilita o processo de reabilitação pulmonar. 20 a 30% dos pacientes com DPOC têm peso abaixo do normal e 30 a 40% deles têm peso acima do normal.br Profª Lígia Fabiana . Geralmente esses pacientes estarão sendo assistidos conjuntamente com um serviço de referência. educação sobre a doença e oxigenoterapia quando necessário. osteoporose. Os Enfermagem Clínico. se necessário. Os efeitos colaterais.com. Estão indicados nos pacientes com uma a duas exacerbações ao ano e que necessitam do uso de corticoide via oral e/ou antibiótico. Oxigenoterapia domiciliar – É necessário o conhecimento de alguns termos e indicações de oxigenoterapia domiciliar. são dose-dependentes e tendem a ser menores na forma inalatória. terbutalino • Anticolinérgico: brometo de ipratrópio Longa duração: • ß2 agonistas: formoterol. aperto no peito. glaucoma. Os médicos devem estar atentos ao uso crônico desses medicamentos. são necessárias recomendações nutricionais a fim de aproximar do peso ideal. pois podem levar à monilíase orofaríngea. Broncodilatadores (BD) – São à base do tratamento sintomático da DPOC.Cirúrgica www. Somente 25% apresentam febre durante as exacerbações.30 Reabilitação pulmonar de paciente com DPOC compreende a realização de exercícios. salmeterol • Anticolinérgico: brometo de tiotrópio Corticoides – Os corticoides inalatórios (CI) em uso regular não reduzem a frequência de exacerbações e não melhoram a qualidade de vida para pacientes em estádios I e II. sibilância. entre outros. Diminuir a frequência das exacerbações contribui para a diminuição do declínio da função pulmonar. alteração da viscosidade e cor do escarro. Esses efeitos são dose-dependentes e mais comumente associados ao uso de corticoide por via oral. Não se deve usar corticoide inalatório como monoterapia em DPOC. reduzindo a chance de exacerbações. Eles podem ser administrados tanto de forma regular como para alívio sintomático. bem como a toxicidade. Abordagem nutricional – Habitualmente. A via de administração preferencial é a inalatória. A combinação de BD de longa duração e CI é mais efetiva que esses medicamentos usados isoladamente. Tratamento farmacológico Os medicamentos broncodilatadores são a principal classe para o tratamento da DPOC. Ambas as situações são prejudiciais para o paciente. salbutamol. Não se recomenda a manutenção de corticoide por via oral. as alternativas podem ser o uso de câmara de expansão (espaçadores) e aerocâmaras ou uso de inaladores de pó. fáscies cushingoide. Deve-se ensinar ao paciente a lavar a boca e a beber um pouco de líquido para prevenir a ocorrência de monilíase oral ou faríngea. necrose asséptica de cabeça de fêmur. A técnica de uso dos dispositivos inalatórios deve ser conhecida por todos os profissionais da equipe multiprofissional. Os BD de curta duração disponíveis são: Curta duração: • ß2 agonistas: fenoterol. Os pacientes podem ter dificuldade em usar os dispositivos em aerossóis. O uso de ß2-agonista ou anticolinérgico de forma regular melhora os sintomas. aumento na expectoração e na tosse. Geralmente os sintomas incluem aumento na dispneia. abordagem nutricional.

br Profª Lígia Fabiana . As neoplasias (câncer in situ e câncer invasivo) correspondem a essa forma não controlada de crescimento celular e. Se há sinais clínicos de infecção da via aérea evidenciados pela purulência do catarro e da mudança de coloração (amarelo-esverdeado). as células são normais ou com pequenas alterações na sua forma e função. No câncer invasivo. a metaplasia e a displasia são exemplos desse tipo de crescimento celular. que tendem a invadir tecidos e órgãos vizinhos. As células cancerosas. Nele. A hiperplasia.31 broncodilatadores são efetivos nas exacerbações. formando outras novas células anormais. Essas células infiltram esses tecidos e ganham acesso aos vasos linfáticos e sanguíneos.com. que viveu entre 460 e 377 a. em algum momento da vida. adquirem características invasisvas e provocam alterações nesses tecidos. na prática. tem-se um aumento localizado e autolimitado do número de células de tecidos normais que formam o organismo. Nesse estágio (in situ).Cirúrgica www. A proliferação celular pode ser controlada ou não controlada. expansivo e apresentam limites bem nítidos.C. o pai da medicina. continuam crescendo incontrolavelmente. anormalidade no crescimento celular – as células se dividem de forma rápida. com tendência de crescimento nos próximos anos. causado por estímulos fisiológicos ou patológicos. A palavra câncer vem do grego karkínos.O que se entende por crescimento desordenado de células? O crescimento das células cancerosas é diferente do crescimento das células normais. geralmente lento. O câncer não invasivo ou carcinoma in situ é o primeiro estágio em que o câncer pode ser classificado (essa classificação não se aplica aos cânceres do sistema sanguíneo). O efeito é reversível após o término dos estímulos que o provocaram. podendo ser resistentes ao tratamento e causar a morte do hospedeiro. No crescimento controlado. podendo ser iguais ou diferentes do tecido onde se instalam. Atualmente. ganham a corrente sanguínea ou linfática e têm a capacidade de se disseminar Enfermagem Clínico. espalhando-se para outras regiões do corpo – acarretando transtornos funcionais. No crescimento não controlado. que têm em comum o crescimento desordenado de células. CÂNCER Segunda causa de óbitos no país. provocando o fenômeno conhecido como metástase (disseminação do câncer para outras regiões do corpo). O câncer é um processo patológico que começa quando uma célula anormal é transformada pela mutação genética do DNA celular. os quais as transportam para outras áreas do corpo. que quer dizer caranguejo. O câncer é um desses transtornos. . cujo crescimento é quase autônomo. Diversos organismos vivos podem apresentar. são denominadas tumores. Essa célula anormal forma um clone e começa a se proliferar de maneira anormal. considerar a indicação de antibioticoterapia. as células cancerosas estão somente na camada de tecido na qual se desenvolveram e ainda não se espalharam para outras camadas do órgão de origem. persistindo dessa maneira excessiva após o término dos estímulos que o provocaram. o câncer é uma questão de saúde pública. câncer é o nome geral dado a um conjunto de mais de 100 doenças. principalmente ao se levar em consideração seu percentual de prevenção: cerca de um terço dos casos novos de câncer no mundo poderia ser evitado. As neoplasias malignas ou tumores malignos manifestam um maior grau de autonomia e são capazes de invadir tecidos vizinhos e provocar metástases. podem comprimir os órgãos e tecidos adjacentes. e foi utilizada pela primeira vez por Hipócrates. agressiva e incontrolável.ifcursos. Apesar de não invadirem os tecidos vizinhos. tem-se uma massa anormal de tecido. As neoplasias benignas ou tumores benignos têm seu crescimento de forma organizada. em vez de morrerem. A maioria dos cânceres in situ é curável se for tratada antes de progredir para a fase de câncer invasivo. ignorando os sinais de regulação de crescimento dos tecidos próximos à célula. as células cancerosas invadem outras camadas celulares do órgão. Neoplasias podem ser benignas ou malignas.

que facilitam ou dificultam a instalação do dano celular.br Profª Lígia Fabiana . acontece lentamente. • Estágio de progressão. que. • De fatores ambientais etc. há necessidade de se classificar cada caso de acordo com a extensão do tumor. a partir de um já existente. • Fase pré-clínica ou microscópica (quando ainda não há sintomas). e pela interação entre eles. caracterizado pela multiplicação descontrolada e irreversível da célula. Essas células diferentes são denominadas cancerosas. podendo levar vários anos para que uma célula cancerosa se prolifere e dê origem a um tumor visível. progressão e inibição do tumor. as células sofrem processos de mutação espontânea. em uma fase em que a doença ainda não se desenvolveu.Cirúrgica www. Independentemente da exposição a agentes cancerígenos ou carcinógenos. • Fase clínica (apresentação de sintomas). em outras partes do corpo. A carcinogênese é determinada pela exposição a esses agentes. oncopromotores e oncoaceleradores. Quando ativados. os tumores podem ser detectados em diferentes fases: • Fase pré-neoplásica (antes de a doença se desenvolver).com. no qual os genes sofrem ação dos agentes cancerígenos. • Estágio de promoção. no entanto. ou seja. A evolução do tumor maligno depende: • Da velocidade do crescimento tumoral. O método utilizado para essa classificação é chamado de estadiamento e sua importância está na constatação de que a evolução da doença é diferente quando a mesma está restrita ao órgão de origem ou quando se estende a outros órgãos. O período de latência varia com a intensidade do estímulo carcinogênico. os proto-oncogenes transformam-se em oncogenes. Devem ser consideradas. no qual os agentes oncopromotores atuam na célula já alterada. Os efeitos cumulativos de diferentes agentes cancerígenos ou carcinógenos são os responsáveis pelo início. As alterações podem ocorrer em genes especiais. Oncogênese: O processo de formação do câncer é chamado de carcinogênese ou oncogênese e. Enfermagem Clínico. é a principal característica do câncer. • Do órgão onde o tumor está localizado. • De fatores constitucionais de cada pessoa. Esse processo é composto por três estágios: • Estágio de iniciação. as características individuais. em geral.ifcursos. que não alteram seu desenvolvimento normal. O estadiamento pode ser clínico ou patológico. ou seja. A evolução dos tumores: O conhecimento da forma como evoluem ou crescem alguns tumores permite que eles sejam previstos ou identificados quando a lesão ainda está na fase pré-neoplásica. Essa capacidade de invasão e disseminação que os tumores malignos apresentam de produzir outros tumores. em uma dada frequência e período de tempo. promoção. Frente a essas características. e com o tipo e localização primária do câncer.32 para outras partes do corpo. alterações no DNA dos genes. com a presença ou ausência dos agentes oncoiniciadores. responsáveis pela malignização (cancerização) das células normais. Esses novos focos de doença são chamados de Metástases. a princípio. são inativos em células normais. Formação do câncer: Uma célula normal pode sofrer uma mutação genética. As células cujo material genético foi alterado passam a receber instruções erradas para as suas atividades. denominados proto-oncogenes. Estadiamento: Independente da fase em que o câncer é detectado.

Para informações sucintas sobre os tipos de câncer mais incidentes na população brasileira. Câncer de cólon e reto (intestino) – O câncer colorretal abrange tumores que acometem um segmento do intestino grosso (o cólon) e o reto. veja os tipos a seguir: Câncer da cavidade oral (boca) – É o câncer que afeta os lábios e o interior da cavidade oral. considera-se a origem embrionária dos tecidos de que deriva o tumor: • Tumores malignos originados dos epitélios de revestimento externo e interno são denominados carcinomas. as características dos linfonodos das cadeias de drenagem linfática do órgão em que o tumor se localiza (N) e a presença ou ausência de metástase a distância (M). A nomenclatura dos tumores: A nomenclatura dos diferentes tipos de câncer está relacionada ao tipo de célula que deu origem ao tumor. e de M0 a M1. na maioria dos casos. mais ou menos agressivos. que estão em constante aperfeiçoamento. O estádio de um tumor reflete não apenas a taxa de crescimento e a extensão da doença. Como o corpo humano possui diferentes tipos de células que formam os tecidos. ao tabagismo e ao etilismo.br Profª Lígia Fabiana . idade. língua. respectivamente. Os vários tipos de câncer são classificados de acordo com a localização primária do tumor. curável. • Tumor benigno do tecido glandular: adenoma. • Utilizando nomes sem citar que são tumores. carcinoma sebáceo. • Osteossarcoma de fêmur. acrescenta-se a topografia. mola Hidatiforme e micose fungoide. Para tal. quando o epitélio de origem é glandular. passam a ser chamados adenocarcinomas. Nos tumores malignos. a regra é acrescentar o sufixo -oma (tumor) ao termo que designa o tecido que os originou. cabe ressaltar que. quando Enfermagem Clínico. respectivamente.ifcursos. a classificação das neoplasias malignas deve considerar também: localização. além do Sistema TNM de Classificação dos Tumores Malignos (TNM). Por exemplo: • Adenocarcinoma de pulmão. É tratável e. O câncer dos lábios é mais comum em pessoas brancas. Exemplo: tumor do tecido ósseo – osteossarcoma. • Tumores malignos originados dos tecidos conjuntivos (mesenquimais) têm o acréscimo de sarcoma ao final do termo que corresponde ao tecido. além do tipo histológico. tipo histopatológico. geralmente de T0 a T4. Exemplos: • Tumor benigno do tecido gorduroso: lipoma. palato duro (céu da boca). assoalho da língua (região embaixo da língua) e amígdalas. pulmão. Entretanto. Ainda sobre a nomenclatura dos tumores. sarcoma de Kaposi e tumor de Wilms. Os principais tipos de câncer: O câncer pode surgir em qualquer parte do corpo. mama. Alguns órgãos são mais afetados do que outros. comportamentos e características biológicas do paciente. de tecido placentário e da pele. Exemplos: carcinoma de células escamosas. mucosa jugal (bochechas). ocorre mais frequentemente no lábio inferior e está associado à exposição solar. há exceções. pode ser acometido por tipos diferenciados de tumor. Nos tumores benignos. Esses parâmetros recebem graduações. levando em conta as características do tumor primário (T). além do sexo. N0 a N3. trata-se de tumores do sistema linfático. O TNM baseia-se na extensão anatômica da doença.com. mas também o tipo de tumor e sua relação com o hospedeiro.Cirúrgica www. há regras internacionalmente estabelecidas. Assim. geralmente. por sua vez. Exemplo: colo do útero. como por exemplo: doença de Hodgkin. produção de substâncias e manifestações clínicas do tumor. A nomenclatura dos tumores pode ser feita também das seguintes formas: • Utilizando o nome dos cientistas que os descreveram pela primeira vez Exemplos: linfoma de Burkitt. o nome dado aos tumores depende do tipo de tecido que lhes deu origem. carcinoma basocelular. e cada órgão. Embora os nomes não sugiram sequer neoplasia. o que inclui gengivas.33 Estadiar um caso de neoplasia maligna significa avaliar o seu grau de disseminação.

predominantemente. idade da primeira gestação a termo acima dos 30 anos. sendo o tipo mais grave devido à sua alta possibilidade de metástase.Mais do que qualquer outro tipo.com.maior órgão do corpo humano . e corresponde a aproximadamente 25% de todos os tumores malignos registrados no país. o câncer de próstata é considerado um câncer da terceira idade. em homens. O tipo de câncer de esôfago mais frequente é o carcinoma de células escamosas (também chamado de carcinoma escamoso. Câncer de pulmão – É o mais comum de todos os tumores malignos.ifcursos. Em 90% dos casos diagnosticados. se detectado nos estádios iniciais.é heterogênea. Câncer de próstata .br Profª Lígia Fabiana . Os fatores de risco relacionados à vida reprodutiva da mulher (menarca precoce. responsável por 96% dos casos. são as principais acometidas. apesar de ser o mais incidente. o câncer de pulmão está associado ao consumo de derivados de tabaco. na forma de três tipos histológicos: adenocarcinoma (responsável por 95% dos tumores). Outro tipo. sendo relativamente raro em crianças e negros. O carcinoma basocelular. A maioria. e quando ainda não atingiu outros órgãos. apresentando aumento de 2% ao ano na incidência mundial. Uma maneira de prevenir o aparecimento dos tumores é a detecção e a remoção dos pólipos antes de eles se tornarem malignos. sensíveis à ação dos raios solares. vem aumentando significativamente. O aumento observado nas taxas de incidência no Brasil pode ser parcialmente justificado pela evolução dos métodos diagnósticos. por volta dos 70 anos de idade. O pico de incidência se dá. O prognóstico desse tipo de câncer pode ser considerado bom. Câncer de mama . se for detectado precocemente. Câncer de esôfago – No Brasil. esses tumores aparecem em 3º lugar na incidência entre homens e em 5º entre as mulheres. não ter tido filhos. cresce de forma tão lenta (leva cerca de 15 anos para atingir 1 cm³) que não chega a dar sinais durante a vida e nem a ameaçar a saúde do homem. Altamente letal. em sua maioria. O envelhecimento é seu principal fator de risco. uso de anticoncepcionais orais. Câncer de estômago – Também denominado câncer gástrico. Apresenta altos percentuais de cura. o adenocarcinoma. o câncer de esôfago figura entre os dez mais incidentes. Os tumores do estômago se apresentam. No fim do Enfermagem Clínico. o câncer de pele não melanoma pode apresentar tumores de diferentes linhagens. espalhando-se para outros órgãos e podendo levar à morte. é também o menos agressivo. No Brasil. já que cerca de três quartos dos casos no mundo ocorrem a partir dos 65 anos. O melanoma representa apenas 4% das neoplasias malignas da pele. carcinoma epidermoide ou carcinoma espinocelular). o prognóstico é relativamente bom. menopausa tardia e terapia de reposição hormonal) estão bem estabelecidos em relação ao desenvolvimento do câncer de mama.34 detectado precocemente. lesões benignas que podem crescer na parede interna do intestino grosso. Entre os tumores de pele. Câncer de pele do tipo melanoma – O melanoma cutâneo é um tipo de câncer de pele que tem origem nos melanócitos (células produtoras de melanina. pela melhoria na qualidade dos sistemas de informação do país e pelo aumento na expectativa de vida. Grande parte desses tumores se inicia a partir de pólipos. Câncer de pele não melanoma – É o câncer mais frequente no Brasil. a sobrevida média cumulativa total em cinco anos varia entre 13% e 21% em países desenvolvidos e entre 7% e 10% nos países em desenvolvimento. substância que determina a cor da pele) e tem predominância em adultos brancos.Cirúrgica www. Pessoas de pele clara. Alguns desses tumores podem crescer de forma rápida. o tipo não melanoma é o de maior incidência e menor mortalidade. porém. o câncer de mama é o mais comum entre as mulheres. Os mais frequentes são o carcinoma basocelular e carcinoma de células escamosas ou carcinoma epidermoide. com exceção daqueles portadores de doenças cutâneas prévias.Segundo tipo mais frequente no mundo. Como a pele . O câncer de pele é mais comum em pessoas com mais de 40 anos. Se diagnosticado e tratado precocemente. linfoma (diagnosticado em cerca de 3% dos casos) e leiomiossarcoma (iniciado em tecidos que dão origem aos músculos e aos ossos).

você vai conhecer as duas estratégias utilizadas na detecção precoce: • Diagnóstico precoce – realizado com o objetivo de descobrir o mais cedo possível uma doença por meio dos sintomas e/ou sinais clínicos que o paciente apresenta. quanto antes o câncer for detectado e tratado. Por exemplo: o risco de uma pessoa desenvolver câncer de pulmão é diretamente proporcional ao número de cigarros fumados por dia e ao número de anos que ela vem fumando. o objetivo é detectar lesões pré-cancerígenas ou cancerígenas quando ainda estão localizadas no órgão de origem e antes que invadam os tecidos circundantes ou outros órgãos. Causas de câncer e prevenção As causas externas e internas podem interagir de várias formas. Leucemias – Doença maligna dos glóbulos brancos (leucócitos) do sangue. que são os glóbulos brancos. as principais causas de câncer são: Alimentação Tabagismo Hereditariedade Infecção Exposição profissional Obesidade e falta de exercício 5% Álcool 3% Raios UV 2% Medicamentos 2% Poluição 2% Outras 1% Detecção precoce De modo geral. Evidências na literatura científica mostram que pessoas com câncer de pulmão apresentam risco aumentado para desenvolver um segundo câncer de pulmão e que irmãos e filhos de pessoas que tiveram câncer de pulmão apresentam risco levemente aumentado de desenvolvimento desse câncer.com. A seguir. aumentando a probabilidade de transformações malignas nas células normais. maior a possibilidade de cura e melhor será a qualidade de vida do paciente. Agora.ifcursos. demora muitos anos para se desenvolver. O surgimento do câncer depende da intensidade e da duração da exposição das células aos agentes causadores de câncer. Obs. mais efetivo o tratamento tende a ser. A exposição a fatores de risco é umas das Enfermagem Clínico.br Profª Lígia Fabiana . comumente chamados de fatores de risco.: a medula óssea produz as células que dão origem às células sanguíneas. Os fatores de risco de câncer podem ser encontrados no ambiente físico. por isso é importante a sua realização periódica a cada três anos após dois exames anuais consecutivos negativos. As alterações das células que podem desencadear o câncer são descobertas facilmente no exame preventivo. os glóbulos vermelhos e as plaquetas. Câncer do colo do útero – O câncer do colo do útero. sabe-se que. Dessa forma. a prevenção do câncer refere-se a um conjunto de medidas para reduzir ou evitar a exposição a fatores que aumentam a possibilidade de um indivíduo desenvolver uma determinada doença ou sofrer um determinado agravo.Cirúrgica www. veremos as ações que fazem parte da detecção precoce. também chamado de câncer cervical. o câncer de pulmão se tornou uma das principais causas de morte evitáveis em todo o mundo. Resumindo. que substituem as células sanguíneas normais. Sua principal característica é o acúmulo de células jovens anormais na medula óssea. ou representar comportamentos ou costumes próprios de um determinado ambiente social e cultural. A principal alteração que pode levar a esse tipo de câncer é a infecção pelo Papilomavírus Humano (HPV). ser herdados.35 século XX. Nessa etapa do cuidado.

Finalidades da quimioterapia: • Quimioterapia prévia. portanto. mas não repercute. • Quimioterapia adjuvante ou profilática: indicada após o tratamento cirúrgico curativo. quando o paciente não apresenta qualquer evidência de neoplasia maligna detectável por exame físico e exames complementares. e.Cirúrgica www. são irressecáveis ou não. O tecido das áreas em que for notada alteração deverá ser biopsiado e encaminhado para confirmação do diagnóstico por meio do exame histopatológico. Quimioterapia É a forma de tratamento sistêmico do câncer que usa medicamentos denominados “quimioterápicos” (ou antineoplásicos) administrados em intervalos regulares.ifcursos. Principais formas de tratamento As principais metas do tratamento são: cura. Nota: A hormonioterapia é considerada um tipo de tratamento quimioterápico.36 condições a que se deve estar atento na suspeição de um câncer. Diagnóstico O diagnóstico de câncer é feito a partir da história clínica e exame físico detalhados. ou neoplasias hematopoéticas de evolução crônica. tendo em vista a incurabilidade do tumor. principalmente quando o paciente convive com tais fatores. são curáveis com a quimioterapia. A finalidade desse tratamento é definida pelo oncologista clínico. pleuroscopia. sempre que possível. obrigatoriamente.br Profª Lígia Fabiana . mas sem possibilidade de cura. radioterapia e cirurgia. Existem três formas principais de tratamento do câncer: quimioterapia. Permite longa sobrevida. retossigmoidoscopia. • Quimioterapia curativa: tem a finalidade de curar pacientes com neoplasias malignas para os quais representa o principal tratamento (podendo ou não estar associada à cirurgia e à radioterapia). é de duração limitada. no momento. colonoscopia. • Quimioterapia para controle temporário de doença: indicada para o tratamento de tumores sólidos. devem ser encaminhadas para investigação diagnóstica. Enfermagem Clínico. assim como vários tipos de tumores que acometem crianças e adolescentes. Consiste no uso de substâncias semelhantes ou inibidoras de hormônios para tratar as neoplasias que são dependentes desses. variando apenas quanto à suscetibilidade dos tumores a cada uma das modalidades terapêuticas e à melhor sequência de sua administração.com. endoscopia digestiva alta. sendo. endoscopia urológica. • Rastreamento . na sua sobrevida. que variam de acordo com os esquemas terapêuticos. que tende a evoluir a despeito do tratamento aplicado. conforme a doença do paciente. como a mamografia para a detecção do câncer de mama. Tem a finalidade de tornar os tumores ressecáveis ou de melhorar o prognóstico do paciente. possível obter-se o aumento da sobrevida global do doente. Elas podem ser usadas em conjunto.O rastreamento é o exame de pessoas saudáveis (sem sintomas de doenças) com o objetivo de selecionar aquelas com maiores chances de ter uma enfermidade por apresentarem exames alterados ou suspeitos e que. • Quimioterapia paliativa: indicada para a paliação de sinais e sintomas que comprometem a capacidade funcional do paciente. neoadjuvante ou citorredutora: indicada para a redução de tumores loco e regionalmente avançados que. Independente da via de administração. realizado pelo médico anatomopatologista. e outros que se fizerem necessários. utilizando exames endoscópicos como broncoscopia. avançados ou recidivados. porém. de visualização direta da área atingida. prolongamento da vida útil e melhora da qualidade de vida. Alguns tipos de tumores no adulto.

sem influenciar a taxa da sobrevida global do paciente. mas envolvem também os cuidados paliativos.Cirúrgica www.Radioterapia anti-hemorrágica. para reduzir o tumor e facilitar o procedimento operatório. cada vez menos se utiliza a radioterapia. pela prevenção e pelo alívio do sofrimento. Contanto a conduta cirúrgica específica pode variar por vários motivos. os cuidados paliativos consistem na abordagem para melhorar a qualidade de vida dos pacientes e de seus familiares e no enfrentamento de doenças que oferecem risco de vida. Cuidados Paliativos: As ações de controle do câncer não se restringem à prevenção. É usada principalmente nas seguintes circunstâncias: . Segundo a OMS. • Radioterapia paliativa: objetiva o tratamento local do tumor primário ou de metástase(s). • Radioterapia pré-operatória (RT prévia ou citorredutora): procedimento que antecede a principal modalidade de tratamento. Enfermagem Clínico. . Isso significa a identificação precoce e o tratamento da dor e de outros sintomas de ordem física. • Radioterapia pós-operatória ou pós-quimioterapia (radioterapia profilática): segue-se à principal modalidade de tratamento.37 Radioterapia: A radioterapia é o método de tratamento local ou locorregional do câncer que utiliza equipamentos e técnicas variadas para irradiar áreas do organismo humano.br Profª Lígia Fabiana . com a finalidade de esterilizar possíveis focos microscópicos do tumor. paliativa ou reconstrutora.ifcursos. à detecção precoce. já que. A cirurgia pode ser o método primário de tratamento ou pode ser profilática. em crianças e adolescentes. em virtude dos efeitos colaterais tardios ao desenvolvimento orgânico que ela acarreta. Finalidades da radioterapia: As finalidades da radioterapia relacionadas abaixo se referem a pacientes adultos. visa à cura do paciente. ao diagnóstico ou ao tratamento. psicossocial e espiritual. prévia e cuidadosamente demarcadas. Cirurgia: A remoção cirúrgica de todo o câncer permanece como o método de tratamento ideal e mais frequentemente utilizado. • Radioterapia curativa: principal modalidade de tratamento radioterápico. a cirurgia.com.Radioterapia antiálgica.

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