UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE - UNESC

CURSO DIREITO

THAYS HELENA DEUCHER

QUESTIONAMENTOS

CRICIÚMA
DEZEMBRO/ 2015

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THAYS HELENA DEUCHER

QUESTIONAMENTOS

Trabalho para obtenção de nota na Disciplina de
Direito Administrativo II – Curso de Direito da
Universidade do Extremo Sul Catarinense –
UNESC.
Prof. João Carlos Medeiros Rodrigues Junior

CRICIÚMA
DEZEMBRO /2015

que dispõe a constituição. idênticos. as sociedades de economia mista e demais entidades controladas direta ou indiretamente pela União. que deverá estar previsto na lei que definirá o estatuto de cada uma delas. dispensarem o uso de licitação para contratação de bens e serviços que constituam sua atividade-fim. inclusive de publicidade. abaixo transcrito. as empresas públicas e de suas subsidiárias. as empresas públicas. portanto. Explique.2013): “Há. Art. disciplina em sentido estrito. 1o Esta Lei estabelece normas gerais sobre licitações e contratos administrativos pertinentes a obras. compras. § 1º. dos Estados. entendem que o estatuto jurídico. as empresas estatais (empresas públicas e sociedades de economia mista) não estariam obrigadas à licitar. nem poderiam ser.. Entendendo que as sociedades de economia mista. além dos órgãos da administração direta. as fundações públicas. Distrito Federal e Municípios. Subordinam-se ao regime desta Lei. Para Celso Antônio de Mello (2014. com base na melhor doutrina pátria. onde somente a empresa estatal que explora atividade econômica.. 173. Porém. devem seguir um regime de licitação simplificado. Estados. alienações e serviços. Celso Antônio Bandeira de Mello e Marçal Justen. . porém o Tribunal de Contas da União. entende como exceção. que são permitido as empresas públicas. sociedades de economia mista e suas subsidiárias exploradoras de atividade econômica. não caberia nesse estatuto jurídico. há forte corrente doutrinária que advoga no sentido de que em alguns casos e sob certas condições. tanto a doutrina como a jurisprudência concordam que as empresas públicas e sociedade de economia mista. [. p.666/93. Parágrafo único. as autarquias. Seus regimes jurídicos não são. em que situações é possível afastar-se destas entidades a exigência licitatória.]. dois tipos fundamentais de empresas públicas e sociedades de economia mista: exploradoras de atividade econômica e prestadores de serviços públicos ou coordenadoras de obras públicas e demais atividades públicas. o previsto Art. serviços. portanto toda administração pública deverá seguir as regras gerais de licitação para contratação de obras. os fundos especiais.3 LICITAÇÕES 1) Em que pese o disposto no parágrafo único do artigo 1º da Lei nº 8. (grifou-se) Ainda não temos uma norma regulamentando a matéria. para as estatais destinadas à prestação de serviços públicos. compras. nas suas modalidades de produção ou comercialização de bens ou prestação de serviço. do Distrito Federal e dos Municípios. alienações e locações no âmbito dos Poderes da União.

Disponível em < http://www. . FILHO. Disponível em <http: //www. institui normas para licitações e contratos da Administração Pública e dá outras providências. 37. . JUSTEN FILHO.21 ed. Constituição da República Federativa do Brasil. . São Paulo: Malheiros Editores.br/ccivil_03/leis/L8666cons. XXI. . Celso Antônio Bandeira de. Regulamenta o art. Marçal. porém o Tribunal de Contas da União suspendeu a aplicação desse regime praticado pela Petrobras. São Paulo: Atlas.planalto. Curso de Direito Administrativo. . p.31 ed. 477 e 478). da Constituição Federal. sob regime de livre concorrência. José dos Santos.gov. o STF decidiu como medida cautelar.planalto. empresas exploradoras de atividade econômica. 2013. Acesso em 13 dez 2015. usando como fundamento no art. seria injusto submeterem estas empresas. DI PIETRO. Manual de Direito Administrativo.4 Grande parte da doutrina. Rio de Janeiro: Lúmen Juris.htm>. Seguindo essa linha. 2012.br/ccivil_03/Constituicao/Constituiçao_Compilado. 2009.27 ed. Curso de Direito Administrativo. sabendo que as empresas concorrentes não estarão sujeitas a esta mesma lei. devem se submeter a Lei 8666/93 juntamente com art. p. 2014. se estas estiverem desempenhando suas funções específicas. 67 da Lei 9478/97. Na visão de José dos Santos Carvalho Filho (2009. BRASIL. ao regime custoso e demorado de licitações da Lei 8666/93. inciso XXI. entende que até a edição da lei. MELLO. FONTE DE PESQUISA ______.gov. dar continuidade ao regime simplificado praticado pela Petrobras.10 ed. Maria Sylvia Zanella.373 até 480). Direito Administrativo. São Paulo: Saraiva. 37. Acesso em 13 dez 2015.htm>. CF/88. assim como Maria Sylvia Zanella di Pietro (2012.

estudos técnicos. (Redação dada pela Lei nº 8. 13 da Lei n.restauração de obras de arte e bens de valor histórico. 25. planejamentos e projetos básicos ou executivos. 13. Art. de 1994) IV .assessorias ou consultorias técnicas e auditorias financeiras ou tributárias. onde o profissional ou empresa tenham especialização referente ao serviço que será contratado. é correto afirmar-se que em todo e qualquer caso.883. todos com excelente qualificação e experiência. obrigatoriamente. sendo também de natureza singular. Para tanto. É inexigível a licitação quando houver inviabilidade de competição. a contratação de escritório de advocacia por parte da Administração Pública deve ser precedida. transcritos acima. VII . obriga a Administração a realizar licitação nos termos da Lei Federal nº 8.fiscalização. 8. III . No contrato. de natureza singular. consideram-se serviços técnicos profissionais especializados os trabalhos relativos a: I . demonstra.666/93 . com profissionais ou empresas de notória especialização.5 2) A existência de diversos escritórios de advocacia especializados na recuperação tributária. inciso II.patrocínio ou defesa de causas judiciais ou administrativas. (2. essa especialização deverá ser notória e deverá ter conexão direta ao objeto da contratação. de procedimento licitatório? Explique e fundamente juridicamente e sua resposta. a posição do tribunal acerca da necessidade do Poder Público intentar o procedimento licitatório quando da contratação de referido escritório de advocacia. III . conseqüentemente. Em vista do exposto.00) O pré-julgado do TC/SC supra transcrito. De serviço técnico. V . a inviabilidade se dará se estiverem presentes os requisitos quanto ao contrato e objeto do contrato.666/93. claramente. que estão previstos no art. 8. Para os fins desta Lei. com fundamentação jurídica e hipóteses expressamente previstas no art. vedada a inexigibilidade para serviços de publicidade e divulgação.para a contratação de serviços técnicos enumerados no art. VI . demonstra que há viabilidade de competição e. doutrina e jurisprudência pátrias pode-se extrair.Lei Das Licitações e Contratações da Administração Pública. Para contratação de advogado. 25. não será obrigatório licitar nos casos de inviabilidade de competição. . perícias e avaliações em geral.treinamento e aperfeiçoamento de pessoal. Art. da Lei n. 13 desta Lei.666/93. em especial: II .assessorias ou consultorias técnicas e auditorias financeiras.pareceres. e no mais que a da legislação. supervisão ou gerenciamento de obras ou serviços. o profissional deverá ter habilitação própria. II .

Constituição da República Federativa do Brasil. São Paulo: Atlas. Regulamenta o art.27 ed. Licitação e Contrato Administrativo. Maria Sylvia Zanella. pois será quase impossível de discernir.br/ccivil_03/leis/L8666cons. Acesso em 13 dez 2015. se refere ao fato de quando a licitação for efetuada pelo menor preço. mesmo que existam outros profissionais especializados.planalto. . São Paulo: Malheiros Editores.gov.gov.sc. Disponível em <http: //www.planalto. Acesso em 13 dez 2015 DI PIETRO. . a administração não poderá efetuar a contratação direta de profissional ou empresa da área de advocacia para qualquer tipo de serviço. São Paulo: Malheiros Editores.31 ed. pois o contratante deverá confiar no contratado. Relátórios de Decisões.gov. Para que exista a possibilidade de contratação de forma direta. será o mais conveniente para administração. .htm>. se o trabalho da licitante vencedora. . do grau de subjetividade. Hely Lopes. TRIBUNAL DE CONTAS DE SANTA CATARINA.htm>. da Constituição Federal.br/ccivil_03/Constituicao/Constituiçao_Compilado. inciso XXI. Curso de Direito Administrativo. FONTE DE PESQUISA BRASIL..14 ed. Acesso em 13 dez 2015. desde que o serviço oferecido não seja trivial e tenha relevância.br/RelatoriosDecisao/RelatorioTecnico/2852668.HTM>. Essa inexigibilidade decorre também em virtude das normas éticas que permeiam o exercício da advocacia. Direito Administrativo.6 Portanto. 37. O profissional com notória especialização será o que se sobressai em um ramo específico do direito ou em matéria específica do direito. Disponível em http://consulta. ______. Mais um elemento importante. mesmo que o advogado seja de renome. Celso Antônio Bandeira de. Disponível em < http://www. institui normas para licitações e contratos da Administração Pública e dá outras providências. até porque o trabalho oferecido pela advocacia tem natureza intelectual. 2013. 2012. 2007. esta deverá ser por meio do instituto da inexigibilidade de licitação. MEIRELLES.tce. MELLO.

. as hipóteses de licitação deserta ou fracassada. como guerra. venda ou doação para outro órgão público.: Dentre as possibilidade que estão prevista no art. dentre outras. 24) A Administração pode optar por fazer ou deixar de fazer a licitação. 24 da Lei de Licitações. diante da possibilidade de competição. obras para evitar desabamentos. Móveis – doação. 17 da Lei de Licitações. Ex. condição imprescindível para um procedimento licitatório. Nesse caso licitação é possível. permissionário ou autorizado. aquisição de peças durante o período de garantia. 25) O art. porque não é do interesse público. C) Inexigibilidade de licitação (Art. pelo advento de situações excepcionais. pois valor da contratação não compensaria os custos com a realização da licitação. Faz referencia aos casos em que o administrador não tem a faculdade para licitar. em virtude de não haver competição ao objeto a ser contratado.666/93 descreve que ocorrerá sempre que houver inviabilidade de competição. A) Licitação Dispensada (Art. mas não é obrigatória. 25 da Lei nº 8. venda de títulos ou ações. grave perturbação da ordem. as situações a que se refere estão disciplinadas exclusivamente no art. podemos destacar a contratação do fornecimento ou suprimento de energia elétrica com concessionário. Como já se afirmou. . Dê exemplos e fundamente a sua resposta.se aplica basicamente às hipóteses de alienação de bens pertencentes à Administração e está sempre condicionada à existência de interesse público.17) Rol é taxativo .7 3) Explique o que vem a ser: licitação dispensada. calamidades pública. B) Licitação Dispensável (Art. comercialização. Ex.: Imóveis – dação em pagamento. fornecimento de energia. licitação dispensável e licitação inexigível. a dispensa em razão do baixo valor. Vale dizer que não é conveniente. quebras de barreiras.

ü celebração de contratos de parcerias público-privadas.14 ed. . licitações internacionais. Curso de Direito Administrativo.00 para os demais casos de contratação.31 ed. 19. FONTE DE PESQUISA JUSTEN FILHO.000. Ex. Tomada de preços ü Licitantes Cadastrados ü Atender todas as condições exigidas até 3 dias antes ü contratos de até R$ 1. 2007. podendo ainda culminar em mais prejuízos. ou seja. científico ou artístico. 2014. concessão de direito real de uso. . fornecedor exclusivo.: contratação de artista. Licitação e Contrato Administrativo.5 milhão (obras e serviços de engenharia) ü contratos de até R$ 650 mil (demais casos) Convite ü Licitantes convidados ü Cadastrados ou não ü Mínimo de 3 (exceção se for impossível chegar a esse numero) ü Licitantes que manifestarem interesse em até 24h (apenas cadastrados) Contratos de menor valor: ü até R$ 150. MELLO.000. São Paulo: Malheiros Editores. Modalidades de Licitação Modalidade Licitantes Concorrência ü Qualquer interessado que tenha os requisitos mínimos exigidos na lei Aplicabilidade ü ü ü ü ü compra de imóveis. produtos legalmente apreendidos ou penhorados.00 obras e serviços de engenharia ü até R$ 80. 2013. ü Qualquer interessado ü Leilão Venda de bens móveis inservíveis para a administração.. contratação de serviço técnico especializado. Hely Lopes. Celso Antônio Bandeira de. a quem oferecer o maior lance.8 Não é do interesse público o gasto desnecessário de verbas. . Curso de Direito Administrativo. principalmente pelo risco do tempo decorrido para contratação. . MEIRELLES. Marçal. alienação de bens imóveis prevista no art. igual ou superior ao valor da avaliação. ü É a modalidade de licitação destinada à escolha de trabalho técnico. São Paulo: Malheiros Editores. alienação de imóveis públicos. São Paulo: Saraiva. para trabalhos que exijam uma criação intelectual.10 ed. Concurso ü Quaisquer interessados que atendam as exigências do edital. celebração de contratos de concessão de serviços públicos.

MEIRELLES. AUTORIZAÇÃO Ato Administrativo Não há licitação Dispensável Uso do bem pelo particular é facultativo. B) PERMISSÃO divide-se em uso privativo de bem público. em que a Administração garante o uso privativo de determinado bem público. 2007.htm>. permissão e autorização de serviços públicos. . Marçal.. O que predomina é o interesse da Administração.: Na permissão e autorização. precário.planalto. C) AUTORIZAÇÃO é o ato unilateral.10 ed. Hely Lopes. precário e a prestação de serviços públicos com contrato administrativo. São Paulo: Malheiros Editores. . CONCESSÃO Contrato Administrativo Licitação prévia Indispensável Modalidade concorrência Utilização obrigatória do bem pelo particular. se a causa for imputável ao concessionário. Curso de Direito Administrativo. exceto se condicionada ou outorgada com prazo. PERMISSÃO Contrato de adesão Licitação prévia Indispensável Qualquer modalidde Utilização obrigatória do bem pelo particular. finalidade CONCEDIDA.gov.br/ccivil_03/leis/L8987cons. Constituição da República Federativa do Brasil. que é um ato unilateral. Acesso em 13 dez 2015. São Paulo: Saraiva. A) CONCESSÃO é contrato administrativo. conf. revogável a qualquer tempo. ou o exercício de alguma atividade material (exemplo: porte de arma). onde a Administração fixa prazo.987.br/ccivil_03/Constituicao/Constituiçao_Compilado. não sendo. . portanto. 175 da Constituição Federal. Não há precariedade Prazo determinado Remunerada ou não Rescisão nas hipóteses previstas em lei. Disponível em <http://www. Ato precário Sem prazo (regra) Remunerada ou não Revogação a qualquer tempo sem indenização. DE 13 DE FEVEREIRO DE 1995. BRASIL. Dispõe sobre o regime de concessão e permissão da prestação de serviços públicos previsto no art. exceto se condicionada ou outorgada com prazo. conf.htm> Acesso em 13 dez 2015. discricionário. 2014. existe o pressuposto de interesse público. ou seja. Licitação e Contrato Administrativo.planalto.gov. o ato vinculado. Em se tratando de autorização de serviço público. Caberá indenização. JUSTEN FILHO. Disponível em //www. Finalidade PERMITIDA. Obs. e dá outras providências. precária. discricionário.14 ed. Ato precário Sem prazo (regra) Remunerada ou não Revogação a qualquer tempo sem indenização. Nesse caso o que predomina é o interesse é do particular. <http: LEI Nº 8.9 SERVIÇOS PÚBLICOS 1) Diferencie concessão. Temos ainda a permissão condicionada. celebrado após a realização de uma concorrência pública.

p. pois conforme elencadas nos arts. i) Modicidade das tarifas. os princípios do serviço público.31 ed. <http: MELLO.htm>. que compõe o elemento formal. por serem de suma importância e indispensável. Acesso em 13 dez 2015. são: Dever inescusável do Estado de promover-lhe a prestação.planalto. Como consta no Art. FONTE DE PESQUISA BRASIL. numa 'unidade normativa'. f) Continuidade. os serviços de saúde e educação. e) Impessoalidade. o outro. p. Quanto ao elemento formal . somente se justificando por imperativo da segurança nacional ou por relevante interesse coletivo. O substrato material está relacionado com à prestação de utilidades ou comodidades. j) controle (interno e externo). isto é.10 De acordo com Celso Antônio Bandeira de Mello (2013.696).br/ccivil_03/Constituicao/Constituiçao_Compilado. Não estão inclusos nesses elemento. que a noção de serviço público há de se compor necessariamente de dois elementos: a) um deles. o transporte coletivo. consistente em um específico regime de Direito Público. Disponível em //www. São Paulo: Malheiros Editores. água. Celso Antônio Bandeira de. .gov. só é permitido ao Estado a exploração de atividade econômica em situação excepcional.: "Conclui-se. 173. consistente na prestação de utilidade ou comodidade fruível diretamente pelos administrados. De maneira geral. d) Universalidade. 2013. Poderá ser prestado de forma direta pelo Estado ou por meio de quem tenha qualificação para prestar esse serviço. . que o tornam diferentes do direito privado. essa prestação foi confiada ao Estado. b) traço formal indispensável. Essa prestação de serviço público é feita aos administrados de forma geral. c) Adaptalidade. Segundo Celso Antônio Bandeira de Mello (2013. que deverão estar presentes para que qualifique a atividade como serviço público. Como por exemplo o fornecimento de luz.regime jurídico administrativo. h) Motivação. que é seu substrato material. podem ser prestados também por particulares e os serviços públicos estão sob a responsabilidade exclusiva do Estado. são regras e princípios. 199 e 209 da CRFB. Curso de Direito Administrativo. CRFB.692) a noção atual de serviço público resulta da integração de dois elementos: um substrato material e o traço formal caracterizador do serviço público. espontaneamente. que lhe dá justamente caráter de noção jurídica. possui as características. g) Transparência. pois. Constituição da República Federativa do Brasil. b) Supremacia do interesse público.

O Poder Público poderá desfazer a permissão sem o pagamento de uma indenização. comunicação telefônica. A necessidade de um contrato de concessão. sob pena de rescisão do contrato por caducidade (Artigo 38 da Lei 8. como por exemplo. nas condições estabelecidas pela Administração. Quanto a permissão Marçal Justen Filho (2014. p. Sabemos que concessão e permissão são os meios.987/95). energia elétrica. deverá estar condicionado ao cumprimento de determinados requisitos. p. pois não há um prazo certo e determinado. 170. A concessão não é precárias. Excepcionalmente terá prazo . finalidade da empresa privada é maximizar o lucro. A maior diferença entre elas está no grau de precariedade. p. à atividade a ser prestada e a modalidade de licitação. etc. pelo prazo e nas condições ajustadas.424) diz que “permissão é o ato administrativo de delegação da prestação de serviço público a particular. discricionário e precário. assegurar prestação adequada. Segundo Hely Lopes Meirelles (2007. mediante remuneraçãoo por tarifa cobrada do usuários. sob a ótica da Administração Pública se dá pelos seguintes motivos: metas de qualidade e universalização. concessão é: Contrato de concessão de serviço público é o ajuste pela qual a Administração delega a execuçãoo de um serviço do poder Público ao particular.11 3) Com relação à concessão e à permissão de serviço público. Não devem ser objeto de concessão. transportes coletivos. O objeto do contrato é o serviço público que foi delegado.” Apesar de discricionário e precário. a título gratuito ou remunerado. justamente por ter prazo certo e determinado. Em questão anterior já vimos um breve conceito e algumas diferenças. os particulares tem livre iniciativa para exploração (Art. não poderá ser desfeita a qualquer momento. parágrafo único da Constituição Federal). garantir o acesso à todo território nacional. ou o uso especial de bens públicos. através dos quais se descentraliza a prestação de serviços públicos para os particulares. Os prazos das concessões são maiores que os prazos dos contratos administrativos. sem que se pague indenização. gas canalizado. 205): "Permissão é o ato administrativo negocial. explique o que vêm a ser cada instituto e diferencie um do outro no que tange à natureza jurídica. 330). para que o explore por sua conta e risco. pelo qual o Poder Público faculta ao particular a execução de serviços de interesse coletivo. pois em regra geral. as atividades de cunho exclusivamente econômicas. sem a imposição de deveres de investimento amortizáveis em prazo mínimo de tempo” No mesmo sentido conceitua Hely Lopes Meirelles (2013.

o regime das empresas concessionárias e permissionárias de serviços públicos. 175 da Constituição Federal. então teremos uma transferência da execução do serviço público. . Hely Lopes.a obrigação de manter serviço adequado” (art. MEIRELLES.Princípio da Impessoalidade. e dá outras providências. Disponível em <http://www. Nesse caso a transferência é chamada de descentralização por delegação. Acesso em 13 dez 2015.br/ccivil_03/leis/L8987cons. que são denominadas permissões qualificadas. DE 13 DE FEVEREIRO DE 1995. As regras são impostas pela Administração. que trazem cláusulas limitadores da discricionariedade. 2014. Marçal. III . a prestação do serviço público pode ser feita sob regime de concessão ou permissão.14 ed. será transfrido sob regime de concessão ou permissão sob forma de licitação . Dispõe sobre o regime de concessão e permissão da prestação de serviços públicos previsto no art. São Paulo: Saraiva. II . Conforme art.987.htm> Acesso em 13 dez 2015. Licitação e Contrato Administrativo. Quanto ao particular.. CONCESSÃO PERMISSÃO Prazo Determinado Contrato de Concessão Licitação por Concorrrência Caráter Estável Pessoas Jurídicas Exige Autorização Legislativa Poderá ser por Prazo Indeterminado Contrato de Adesão Licitação por qualquer Modalidade Caráter Precário Pessoas Jurídicas ou Físicas Não Exige Autorização Legislativa FONTE DE PESQUISA BRASIL.br/ccivil_03/Constituicao/Constituiçao_Compilado. .12 certo. CRFB. ou seja. São Paulo: Malheiros Editores.htm>. e retomada do serviço público. II.gov. 175. 175. A transferência da titularidade e da prestação do serviço público é chamado de descentralização por outorga. <http: LEI Nº 8. fiscalização e rescisão da concessão ou permissão. o caráter especial de seu contrato e de sua prorrogação.política tarifária. .planalto. de forma a fiscalizar. IV .planalto. I. onde a titularidade só poderá ser transferida para pessoas jurídicas de direito público (Ex: Autarquias e Fundações Públicas que tenham personalidade jurídica de direito público).gov. Porém a titularidade é intransferível para particulares. Curso de Direito Administrativo. “A lei disporá sobre: I . aplicar sanções. JUSTEN FILHO. 2007. parágrafo único. sempre através de licitação e sob duas formas: Poder Público de forma direta. Disponível em //www. bem como as condições de caducidade. III e IV da CF). Constituição da República Federativa do Brasil.10 ed.os direitos dos usuários.

tornou as regras aplicáveis a todos os servidores públicos. explique se há limites ao exercício do aludido direito.o direito de greve será exercido nos termos e nos limites definidos em lei específica”. que nem empregados nem empregadores poderão usar meios que violem ou constranjam os direitos e garantias fundamentais inseridos na Constituição.783/89 específica sobre direito de greve. define as atividades essenciais. . na forma prevista em lei. pois todos são trabalhadores. impor violação aos direitos fundamentais. regula o atendimento das necessidades inadiáveis da comunidade. CRFB. inciso VII. Porém. artigo 37. até que se elabore uma lei específica. a ser regulamentado mediante lei específica: “VII . mesmo que o entendimento seja contrário. tanto que muitas greves foram declaradas como inconstitucionais. O novo texto constitucional. tratando de forma ampla o direito de greve dos trabalhadores em geral. Está expressamente previsto no Art. § 1º da Lei Federal nº 8. os servidores deverão observar as regras da Lei 7783/89 que dispõe sobre o exercício do direito de greve. b) Se negativa a resposta.480/95 limitou o exercício do direito de greve previsto no art.13 4) Sobre a questão que envolve a interrupção dos serviços públicos e o direito de greve. Porém a lei nunca foi elaborada. porém com reduções e adaptações definidas pelo próprio Tribunal. sem restringir aos trabalhadores da iniciativa privada. indiferente se trabalhadores empregados ou servidores públicos. 9o da CF. Conforme. inclusive o STF declarou que deveria ter uma regulamentação para disciplinar o direito de greve pelos funcionários públicos. 6º. por não existir norma específica ao servidor público. gerando muitas discussões. 708 e 712 devem servir de orientação para o exercício do direito de greve por todos os servidores públicos civis brasileiros.987/95. poderá ser aplicada por analogia.783/89 regulamentou o art. A Lei 7. e dá outras providências. e o Decreto 1. onde garantiu o exercício do direito de greve pelos agentes públicos civis. Desde 1989. inciso VII. Com base na decisão do STF. Não poderá o regime jurídico fazer diferenciação. que regulamenta o movimento grevista. O STF declarou que os efeitos da lei devem alcançar a todos. existe Lei nº 7. o qual não foi objeto de lei específica até os dias de hoje. E que as diretrizes dos MI 670. e tomando por base os dispositivos legais abaixo indicados. 37. responda aos seguintes questionamentos (explique e fundamente todas as suas respostas): a) É defeso àqueles que estão afetados à prestação de serviços públicos o direito à realização de greve? Não é proibido.

. se aplica. quando uma das partes não cumpre a sua obrigação.987/95 Contratos Administrativos: 1) A cláusula da exceção do contrato não cumprido (exceptio non adimplenti contratus) se aplica aos contratos administrativos? Em que situações. O movimento grevista terá que manter. que possuem características diferentes aos dos trabalhadores de iniciativa privada. § 1º. XV.783/89 Art. o particular não pode dispor dessa possibilidade. um regime jurídico distinto para o servidor público em cargo público estatutário e para empregado em regime celetista. pois caso comprometa a regularidade na prestação de serviço. prevê a possibilidade de qualquer das partes cessar o contrato. O STF decidiu que a greve dos servidores. 22 e 42 do Código de Defesa do Consumidor Art. O art. FONTES DE PESQUISA BRASIL. IV da CF Arts. Não se considera o indivíduo de forma isolada. pelo menos 30% dos servidores em atividade. 476 do Código Civil. 2) É correto afirmar-se que o contrato administrativo poderá ser rescindido unilateralmente pela Administração. o ordenamento jurídico prevê. 175. está autorizado a suspensão do contrato até que a situação seja normalizada. Deverá também atender as necessidades inadiáveis da comunidade. 6º. por mais de 90 dias. será irregular. 78. 10 e 11 da Lei Federal nº 7.14 c) Há diferenças entre a regulamentação do direito de greve dos servidores públicos e dos empregados de empresa privada que preste serviço público? A diferença está pautada na supremacia do interesse público. Além disso. 9º. o mínimo possível para que se garanta a legalidade. Notícais STF Disponível em <http://www. Baseado no Príncipio da continuidade. § 1º da Lei Federal nº 8. Portanto deverá ser parcial. se o Poder Público atrasar o pagamento.br/portal/cms/verNoticiaDetalhe. Sim. ou seja. 6º. Supremo Tribunal Federal. também deverá respeitar o princípio da continuidade dos serviços públicos. exceto nos casos elencads na Lei 8666/93.asp?idConteudo=75355> Acesso 12 Dez 2015 Dispositivos legais referentes à questão nº 5: Arts.jus.stf. art. VII. IX. em caso de interesse público ou conveniência? Explique e fundamente a sua resposta. 37. mas como um grupo - servidores públicos.

Sim. os bens público poderão ser desapropriados. Municípios não podem desapropriar bens das autarquias federais e dos Estados e estes não desapropriam bens das autarquias da União.666/93. está explicita no art. . a afirmação está correta. ao criarem entidades que co-participam de suas naturezas no aspecto administrativo. 79.” MELLO. onde afirma que: “Bens públicos podem ser desapropriados. ao adotarem processos reputados mais eficientes de atuação.31 ed. os Estados e Territórios poderão expropriar bens de Municípios. São Paulo: Malheiros Editores. A rescisão do contrato poderá ser: I – determinada por ato unilateral e escrito da Administração. para melhor adequação às finalidades de interesse público. fossem onerados exatamente por isso. ficassem ao desabrigo da norma protetora. seguindo o entendimento de Celso Antonio Bandeira de Mello (2013.15 Sim. . II – rescindi-los. p. E segue dizendo: “Além disso. ocupar provisoriamente bens móveis. em relação a eles. unilateralmente. “Art.” Desapropriação: 1) Bens públicos podem ser desapropriados? Explique e fundamente a sua resposta. 894 e 895). do Decreto-lei 3. Municípios e Territórios. O regime jurídico dos contratos administrativos instituído por esta Lei confere à Administração. I conforme transcrito: “Art. pois não teria sentido que tais entidades administrativas. tendo sido criadas como pessoas públicas. III – fiscalizar-lhes a execução. 58. §2°. nos casos enumerados nos incisos I a XII e XVII do artigo anterior. IV – aplicar sanções motivadas pela inexecução total ou parcial do ajuste. pessoal e serviços vinculados ao objeto do contrato. 58 da Lei 8. há necessidade de autorização legislativa do poder expropriante para que se realizem tais desapropriações”.365/1941). a prerrogativa de: I – modificá-los. bem como na hipótese de rescisão do contrato administrativo. Celso Antônio Bandeira de. devendo ser observada as possibilidade que trata o art. na hipótese da necessidade de acautelar apuração administrativa de faltas contratuais pelo contrato. nas seguintes condições e forma: a União poderá desapropriar bens dos Estados. 2013. (art. Curso de Direito Administrativo. imóveis. Sobremais. A possibilidade de reincindir o contrato de forma unilateral pela Administração. V – nos casos de serviços essenciais. havidas como meio eficiente de realização de propósitos desta ordem. 2°. Seria inaceitável que União e Estados. respeitados os direitos do contratado. 79 desta Lei. 79. Já as recíprocas não são verdadeiras. unilateralmente. nos casos especificados no inciso I do art.

605 e 606). mas simplesmente autorizado.. por tempo certo ou indeterminado. os vestiários em praias..] como ocorre com as bancas de jornais. Essas autorizações são comuns para a ocupação de terrenos baldios. p.. diz que: . o uso especial não deve ser permitido nem concedido. unilateral. revogável sumariamente a qualquer tempo e sem ôus para administração. desde que a utilização seja também de interesse da coletividade que irá fruir certas vantagens desse uso.. Sobre a concessão de uso. (2103. discricionário e precário pelo qual a Administração consente na prática de determinada atividade individual incidente sobre um bem público. 606 e 607) Ainda conceituando sobre o assunto. 608). É ato de colaboração entre repartições públicas.]. (2013. Tais autorizações não geram privilégios contra a Administração ainda que remuneradas e fruídas por muito tempo. Não tem forma nem requisitos especiais para sua efetivação. por isso mesmo. quando o interesse público o exigir. desde que não prejudiquem a comunidade nem embaracem o serviço público. p. a fim de que o cessionário o utilize nas condições estabelecidas no respectivo termo. mas tão-somente para o particular. que se assemelha a um serviço de utilidade pública [. dispensam lei autorizativa e licitação para seu deferimento. p. Se não houver interesse para a comunidade. 605 e seguintes): Autorização de uso . em caráter precaríssimo. bastando que se consubstancie em ato escrito. [. Outra forma de uso do bem público é: Permissão de uso é o ato negocial. em que aquela que tem bens desnecessários aos seus serviços cede o uso a outra que deles está precisando.. e outras instalações [. Qualquer bem público admite permissão de uso especial a particular.] sempre modificável e revogável unilateralmente pela Administração. pois visa apenas a atividades transitórias e irrelevantes para o Poder Público. p.16 Bens Públicos 1) Quais são as formas de utilização dos bens públicos pelos particulares? Segundo Hely Lopes Meirelles as formas de uso do bem público por particulares são: (2103. (2013.é o ato unilateral. discricionário e precário através do qual a Administração faculta ao particular a utilização individual de determinado bem público. para a retirada de água em fontes não abertas ao uso comum do povo e para outras utilizações de interesse de certos particulares.. e. Meirelles descreve a cessão de uso: Cessão de uso é a transferência gratuita da posse de um bem público de uma entidade ou órgão para outro.

A concessão de direito real de uso pode ser outorgada por escritura pública ou termo administrativo. na transferência do domínio útil de imóvel público a posse. administrativos e tributários que venham a incidir sobre o imóvel e suas rendas.17 “[. embora admita fins lucrativos. [. Só será concedida de forma coletiva. 611) Para completar as formas de utilização dos bens públicos pelos particulares. [.. [.. anual. cultivo da terra.. sem as suas utilidades. pagando a pessoa que o adquire (enfiteuta) ao senhorio direto uma pensão ou foro. de áreas em mercado ou de locais para bares e restaurantes em edifícios ou logradouros públicos..] Domínio útil consiste no direito de usufruir o imóvel do modo mais completo possível e de transmiti-lo a outrem. industrialização. (2013. (2013. Desde a inscrição o concessionário fruirá plenamente o terreno para os fins estabelecidos no contrato e responderá por todos os encargos civis. 610). também chamado domínio eminente. pois. por tempo certo ou indeterminado.[. p. Trata-se de um direito do possuidor. [. em caráter perpétuo.. cânon ou pensão é a contribuição anual e fixa que o foreiro ou enfiteuta paga ao senhorio direto. por ato entre vivos ou de última vontade (testamento). A Concessão de direito real de uso é o contrato onde: “Administração transfere o uso remunerado ou gratuito de terreno público a particular. edificação.” (2013.. mas deverá ser sempre precedida de autorização legal e. é o direito à substância mesma do imóvel.. para que o explore segundo sua destinação específica.] é o contrato administrativo pelo qual o Poder Público atribui a utilização exclusiva de um bem de seu domínio a particular.] prevalece o interesse público sobre o particular. de concorrência para o contrato. Foro.. normalmente... como direito real resolúvel. temos (2013. art. 608) Já a concessão especial de uso. Consiste. p. a título gratuito ou remunerado.. Domínio direto. p..] ou qualquer outra exploração de interesse social.] transferível por ato inter vivos ou por sucessão legítima ou testamentária. Sua outorga não é discricionária nem precária. .] realizado intuito personae.. com a diferença de que o imóvel reverterá à Administração concedente se o concessionário ou seus sucessores não lhe derem o uso prometido ou o desviarem de sua finalidade contratual. que se diferencia por restringir a finalidade de moradia do possuidor. para que dele se utilize em fins específicos de urbanização. É o que ocorre com a concessão de uso remunerado de um hotel municipal.] A concessão pode ser remunerada ou gratuita. (CC/16. com semelhança ao usucapião. uso e gozo perpétuos da pessoa que irá utilizá-lo daí por diante. ainda sob a ótica de Meirelles. como os demais direitos reais sobre coisas alheias. é próxima do direito real de uso.. 678). 612 e 613): “Enfiteuse ou aforamento é o instituto civil que permite ao proprietário atribuir a outrem o domínio útil de imóvel. p. para o exercício de seus direitos sobre o domínio útil do imóvel. [. certo e invariável.

FONTE DE PESQUISA JUSTEN FILHO. detre outros bens. ruas.1121): “Segundo o art. que abrangem os mares. ruas). 2013. etc. . Existe tambéma utilização privativa de bem público por um ou mais particulares.]: Bens públicos de uso comum – utilização concorrente de toda a comunidade (praças.. pois leva em consideração apenas os bens imóveis. Marçal.. São Paulo: Malheiros Editores.. legislativa ou jurisdicional.) Bens Públicos de uso especial – utilização para cumprimento das funções públicas (repartições estatais. . os direitos de propriedade industrial. não contemplando por exemplo. p. nas mesmas condições em que o terceiro o adquire.” Quanto aos bens de uso especial definiu (2014.” Porém menciona que essa classificação está ultrapassada. 1128): “Bens de uso especial são os bens plicados ao desempenho das atividades estatais. configurem elas ou não um serviço público. 2014. Curso de Direito Administrativo.] Compreende também. Hely Lopes. Portanto o referido autor conceituou (2014.” Referente aos bens dominicais (2014. p. p.40 ed. Direito Administrativo Brasileiro. [. os bens públicos estão enquadrados em três categorias [. serviços públicos. 99 do Código Civil. que não podem ou não devem ser submetidos à fruição privativa de ninguém. ..10 ed.).18 Laudêmio é a importância que o foreiro ou enfiteuta paga ao senhorio direto quando ele. rios de domínio público e vias públicas (rodovias. Essa categoria abrange os edifícios em que se situam repartições estatais e todo o instrumental de bens móveis necessários ao dsemprenho da atividade administrativa.” Seguindo a doutrina de Marçal Justen Filho (2014. 1134): “Os bens dominicais são os bens de titularidade estatal que não se enquadram nas categorias de uso comum do povo nem de uso especial.. MEIRELLES. São Paulo: Saraiva. os bens merecedores de proteçãoo diferenciada. senhorio.) Bens públicos dominicais – utilização pelo Estado para fins econômicos. renuncia seu direito de reaver esse domínio útil. etc. p. ta como o faria um particular (imóveis desocupados. etc. 1122): “Os bens de uso comum do povo são os necessários ou úteis à existência de todos os seres vivos.

insuscetíveis de satisfação adequada mediante os mecanismos da livre iniciativa privada. . Ampliação de direitos. Satisfaz necessidades coletivas efetivando um direito fundamental.br/ccivil_03/Leis/L5172.” Sob a ótica de Marçal Justen Filho (2014. à higiene. São Paulo: Saraiva. JUSTEN FILHO. Estados e Municípios.planalto. ao exercício de atividades econômicas dependentes de concessão ou autorização do Poder Público. Considera-se poder de polícia atividade da administração pública que. 585). prestação de serviço de forma direta ou indireta pelo Estado. Curso de Direito Administrativo. destinada a pessoas indeterminadas. FONTE DE PESQUISA BRASIL. à ordem.gov. p. à tranqüilidade pública ou ao respeito à propriedade e aos direitos individuais ou coletivos. limitando ou disciplinando direitos.19 Poder de Polícia: 1) Distinga serviço público de poder de polícia. à disciplina da produção e do mercado. regula a prática do ato ou abstenção de fato. Serviço público é uma utilidade ou comodidade material. É aplicado aos particulares.htm>.10 ed. segundo os princípios da legalidade e da proporcionalidade. p. em razão do interesse público. limitando ou disciplinando direito. Disponível em < http://www. Marçal. Lei 5172. podemos citar como diferenças: Poder de Polícia: É a atividade da Administração Pública. regula a prática de ato ou abstenção de fato. de 1966. Poder originário do Estado. vinculadas diretamente a um direito fundamental. . de 25 de out. Interesses ou liberdades individuais. Após os conceitos.” No Código Tributário Nacional encontramos a seguinte definição: “Art 78. Dispõe sobre o Sistema Tributário Nacional e institui normas gerais de direito tributário aplicáveis à União. Acesso em 15 dez 2015. objetiva evitar danos. “o poder de polícia administrativa é a competência para disciplinar o exercício da autonomia privada para a realização de direitos fundamentais e da democracia. aos costumes. em razão de interesse público concernente à segurança. materiais ou imateriais. 727): “Serviço público é uma atividade pública administrativa de satisfação concreta de necessidades individuais ou transindividuais. 2014. qualificada legislativamente e executada sob regime de direito público. interesse ou liberdade. Para Marçal Justen Filho (2014.

deverá existir um equilíbrio. sempre que existir conflitos relacionados aos direitos fundamentais.br/ccivil_03/Leis/L5172. JUSTEN FILHO.20 2) Tendo em vista as discussões levadas a termo na sala de aula. os entendimentos doutrinários dominantes. de 1966. FONTE DE PESQUISA BRASIL. .10 ed.planalto. Marçal. que se refere ao Poder de Polícia.gov.htm>. a legislação pertinente ao tema e. Sobre o a afirmação acima. Acesso em 15 dez 2015. Dispõe sobre o Sistema Tributário Nacional e institui normas gerais de direito tributário aplicáveis à União. Lei 5172. 2014. Disponível em < http://www. Estados e Municípios. entendo que no âmbito das possibilidades de aplicação do princípio da automia privada. . de 25 de out. explique a seguinte afirmação: “A satisfação dos direitos fundamentais compreende uma atuação conformadora da autonomia privada”. São Paulo: Saraiva. Curso de Direito Administrativo. ainda. deste com o interesse da coletividade.