Tomografia por emissão de positrão

Positron emission tomography (PET)

Sumário
1. Introdução

2. Evolução do equipamento Tomografia por emissão de positrão
3. Emissão e aniquilação de positrões
4. Princípio de Funcionamento da Tomografia por emissão de positrão
5. Aquisição de dados
6. Caracterização da performance
7. Aplicações
8. Conclusão

2

1. Introdução
Imagem PET

Protão
Neutrão

Fotão gama
511keV
eletrão
positrão

Fotão gama
511keV
Decaimento β+

Detetor PET
3

15 de dezembro de 1951
William H. Sweet e Gordon L.
Brownell

4

2. A Evolução histórica da PET

1951

1991

1º Geração

3º Geração

2011
PET/MRI

2º Geração

PET/CT

1978

2001

5

3. Emissão e aniquilação de positrões
3.1 Decaimento ?+
Antes

Depois
?+

Pai

Filho

O positrão foi descoberto em 1933, por Carl Anderson.

??

6

3. Emissão e aniquilação de positrões
3.2 Aniquilação

2
2
??????? = ???????????ã? × ?????????????
+ ??????????ã? × ?????????????
= 1022 keV

7

4. PET – Princípio de funcionamento
Radioisótopo emissor de positrões:
11C, 13N, 15O, 18F, 64Cu

Radiofármaco mais utilizado 18F-DG:

A aquisição de estudos dinâmicos em PET permite avaliar a biodistribuição temporal e espacial do radiofármaco.
8

4. PET – Princípio de funcionamento
4.1 Detetores de cintilação
 Alta eficiência para detetar fotões de 511 keV
 Dar informação precisa sobre a localização da

Tubo fotomultiplicador
Cristais de
cintilação

Anel de
detetores

interação .
 Determinar momento da interação.

Bloco detetor

Cintilador ideal:
 Rápido

 Denso
 Elevado output de luz
 Baixo custo

9

4. PET – Princípio de funcionamento
4.1 Detetores de cintilação
4.1.1 Propriedades

Poder de paragem
Depende da densidade e do número atómico do
material.

Luminosidade
Baseia-se no número de fotões de cintilação
produzidos por keV de energia depositada no cristal.

Tempo de decaimento de
cintilação

Quanto menor o tempo, maior é a eficiência do
detetor a taxas de contagens elevadas.
Resolução em energia

Capacidade de discriminar energia.
10

4. PET – Princípio de funcionamento
4.1 Detetores de cintilação
4.1.2 Exemplos
Densidade
(g/cm³)

Tempo de decaimento de
cintilação
(??)

Luminosidade
(fotões/keV)

Resolução em
Energia
(% 511 keV)

Detetor

Z

?
(??−? )

NaI(Tl)

51

0,34

3,67

250

38

7,8

BGO

74

0,96

7,13

300

6

10

GSO

59

0,67

6,71

50

10

9,5

LSO

66

0,87

7,40

40

29

10,1

LYSO

65

0,87

7,20

50

25

~10

11

4. PET – Princípio de funcionamento
4.1 Detetores de cintilação
Cristal de iodeto de sódio dopado com tálio foi o primeiro a ser utilizado

Detetor

Z

?
(??−? )

NaI(Tl)

51

0,34

Densidade
(g/cm³)

Tempo de decaimento de
cintilação
(??)

Luminosidade
(fotões/keV)

Resolução em
Energia
(% 511 keV)

3,67

250

38

7,8

12

4. PET – Princípio de funcionamento
4.1 Detetores de cintilação
Germanato de bismuto (1980-1990)

Densidade
(g/cm³)

Tempo de decaimento de
cintilação
(??)

Luminosidade
(fotões/keV)

Resolução em
Energia
(% 511 keV)

Detetor

Z

?
(??−? )

BGO

74

0,96

7,13

300

6

10

GSO

59

0,67

6,71

50

10

9,5

LSO

66

0,87

7,40

40

29

10,1

LYSO

65

0,87

7,20

50

25

~10

13

4. PET – Princípio de funcionamento
4.1 Detetores de cintilação
Oxiortosilicato de gadolínio (GSO)

Densidade
(g/cm³)

Tempo de decaimento de
cintilação
(??)

Luminosidade
(fotões/keV)

Resolução em
Energia
(% 511 keV)

Detetor

Z

?
(??−? )

BGO

74

0,96

7,13

300

6

10

GSO

59

0,67

6,71

50

10

9,5

LSO

66

0,87

7,40

40

29

10,1

LYSO

65

0,87

7,20

50

25

~10

14

4. PET – Princípio de funcionamento
4.1 Detetores de cintilação
Oxiortosilicato de lutécio (LSO)
Oxiortosilicato de ítrio e lutécio dopado com cério(LYSO)

Densidade
(g/cm³)

Tempo de decaimento de
cintilação
(??)

Luminosidade
(fotões/keV)

Resolução em
Energia
(% 511 keV)

Detetor

Z

?
(??−? )

BGO

74

0,96

7,13

300

6

10

GSO

59

0,67

6,71

50

10

9,5

LSO

66

0,87

7,40

40

29

10,1

LYSO

65

0,87

7,20

50

25

~10

15

4. PET – Princípio de funcionamento
4.1 Detetores de cintilação
Oxiortosilicato de lutécio (LSO)
Oxiortosilicato de ítrio e lutécio dopado com cério(LYSO)

Densidade
(g/cm³)

Tempo de decaimento de
cintilação
(??)

Luminosidade
(fotões/keV)

Resolução em
Energia
(% 511 keV)

Detetor

Z

?
(??−? )

BGO

74

0,96

7,13

300

6

10

GSO

59

0,67

6,71

50

10

9,5

LSO

66

0,87

7,40

40

29

10,1

LYSO

65

0,87

7,20

50

25

~10

Composição:
175

??, 176??, 90?

15

4. PET – Princípio de funcionamento
4.1 Detetores de cintilação
Oxiortosilicato de lutécio (LSO)
Oxiortosilicato de ítrio e lutécio dopado com cério(LYSO)

Densidade
(g/cm³)

Tempo de decaimento de
cintilação
(??)

Luminosidade
(fotões/keV)

Resolução em
Energia
(% 511 keV)

Detetor

Z

?
(??−? )

BGO

74

0,96

7,13

300

6

10

GSO

59

0,67

6,71

50

10

9,5

LSO

66

0,87

7,40

40

29

10,1

LYSO

65

0,87

7,20

50

25

~10

Composição:
175

??, 176??, 90?

Exposição radioativa não é considerável (? < 511???)
15

4. PET – Princípio de funcionamento
4.2 Tubo fotomultiplicador
São necessários para a conversão dos fotões luminosos em impulsos elétricos.

sinal

Cada eletrão é amplificado em ~106 eletrões
dínodos

Corrente (mA) considerável à saída

cátado

detetor

16

4. PET – Princípio de funcionamento
4.3 Analisador de altura de impulsos
Usado para selecionar apenas os impulsos que se encontram dentro de um intervalo aceitável:

 Discriminação dos fotões de diferentes energias;
 Uma janela mais estreita:
 Discriminação mais precisa

Impulsos gerados pelo AAI
seguem para o módulo de
coincidência

 Redução na eficiência de deteção

17

5. Aquisição de dados
5.1 Deteção de coincidências
Cada detetor está em coincidência eletrónica com um conjunto de detetores do lado oposto.
Detetor 1

Detetor 2
LOR

Região da linha de resposta (LOR, acrónimo do inglês Line of response)

Sinal ??

Sinal ??

Coincidência ??
?? = ?? ?

18

5. Aquisição de dados
5.1 Deteção de coincidências

Amplificador

AAI

Detetor A
Detetor B

Tempo

Coincidências
Processador de
coincidências

Amplificador

AAI

19

5. Aquisição de dados
5.2 Tipos de eventos detetados

Verdadeiro

Dispersas

Aleatórias

Múltiplas

20

5. Aquisição de dados
5.2 Tipos de eventos detetados
Efeito de Compton

Verdadeiro

Dispersas

Aleatórias

Múltiplas

20

5. Aquisição de dados
5.2 Tipos de eventos detetados
Efeito de Compton

Verdadeiro

Dispersas

Ruído
Aleatórias

Múltiplas

20

5. Aquisição de dados
5.3 Aquisição 2D e 3D
% de eventos dispersos
diminui de 30-60% para
10-20%

Fotões
detetados

Fotões
absorvidos
pelo septo

Fotões
detetados

Fotões
detetados

Menor atividade
administrada e menor
tempo de aquisição

Acumulação RF

Septo

Fim do
colimador
Cintilador

 Menor sensibilidade
 Reconstrução de dados mais simples

2D

3D

 Maior sensibilidade
 Reconstrução de dados mais complexa

Campo de visão
para eventos
verdadeiros

Campo de visão
para eventos
aleatórios

21

5. Aquisição de dados
5.4 Tempo de voo (Time-of-flight)

Determinar a diferença
temporal entre a chegada dos
dois fotões.

Probabilidade da
aniquilação ter ocorrido ao
longo da LOR é igual em
todos os pontos.

TOF :

∆? =

∆? × ?
2

? = 3 × 108 ?/?

22

6. Caracterização da performance
Resolução
Sensibilidade
Ruído
Contraste
Atenuação

23

6. Caracterização da performance
Resolução
Resolução espacial: capacidade do equipamento para reproduzir com definição/detalhe a imagem de um objeto, depende:
alcance do positrão
β+

Aniquilação

não colinariedade

Resolução de energia: precisão com que o sistema mede e descrimina fotões com energias próximas.
24

6. Caracterização da performance
Sensibilidade
 Eficiência geométrica

Fotões que chegam ao detetor

 Eficiência intrínseca

Fotões que são contabilizados pelo detetor

 Janela do AAI

???? ?? ??????? ?????????? (???)
?????????çã? ?? ?????????????? (??Τ??? )

 Tempo morto
 Modo de aquisição

2D

3D
25

6. Caracterização da performance
Ruído
Noise Equivalent Count

????????????
Rate =
(???????????+?????ó????+?????????)

Contraste

Patológico

??????ó???? −?????ó????
C=
??????ó????

26

6. Caracterização da performance
Atenuação

Imagem de transmissão - para obter os fatores para correção da atenuação
Tipos de fontes:
Fontes de positrão
Fontes de raios gama
Fontes de raios X

Equipamentos
híbridos

27

7. Aplicações
7.1 Radioisótopos mais utilizados
Radionuclídeo

T1/2
(min)

β+(%)

Produção

11C

20.4

99

Ciclotrão

13N

9.96

100

Ciclotrão

18F

110

97

Ciclotrão

15O

2.04

99.9

Ciclotrão

82Rb

1.27

96

Ciclotrão

62Cu

9.8

98

Gerador

68Ga

68.1

90

Gerador

28

7. Aplicações
7.1 Radioisótopos mais utilizados
Radionuclídeo

T1/2
(min)

β+(%)

Produção

11C

20.4

99

Ciclotrão

13N

9.96

100

Ciclotrão

18F

110

97

Ciclotrão

15O

2.04

99.9

Ciclotrão

82Rb

1.27

96

Ciclotrão

62Cu

9.8

98

Gerador

68Ga

68.1

90

Gerador

28

7. Aplicações
7.2 Radiofármacos mais utilizados em Portugal
Radiofármaco

Aplicação

11C-PiB

Diagnóstico Alzheimer

18F-DG

Metabolismo da glucose

18F-NaF

Metabolismo ósseo

18F-Colina

Carcinoma da próstata

18F-DOPA

Metabolismo da dopamina

68Ga-DOTANOC

Tumores neuroendócrinos
Fonte:http://www.uc.pt/icnas/quem_somos/organizacao/PET/pet_tipos_de_ex
ames/exames_pet_pib/pib_exemplos_imagens

29

7. Aplicações
7.2 Radiofármacos mais utilizados em Portugal
Radiofármaco

Aplicação

11C-PiB

Diagnóstico Alzheimer

18F-DG

Metabolismo da glucose

18F-NaF

Metabolismo ósseo

18F-Colina

Carcinoma da próstata

18F-DOPA

Metabolismo da dopamina

68Ga-DOTANOC

Tumores neuroendócrinos
Fonte: http://acr.sagepub.com/content/52/9/970/F1.large.jpg

29

7. Aplicações
7.2 Radiofármacos mais utilizados em Portugal
Radiofármaco

Aplicação

11C-PiB

Diagnóstico Alzheimer

18F-DG

Metabolismo da glucose

18F-NaF

Metabolismo ósseo

18F-Colina

Carcinoma da próstata

18F-DOPA

Metabolismo da dopamina

68Ga-DOTANOC

Tumores neuroendócrinos
Fonte:http://jnm.snmjournals.org/content/5
3/8/1175/F1.expansion.html

29

7. Aplicações
7.2 Radiofármacos mais utilizados em Portugal
Radiofármaco

Aplicação

11C-PiB

Diagnóstico Alzheimer

18F-DG

Metabolismo da glucose

18F-NaF

Metabolismo ósseo

18F-Colina

Carcinoma da próstata

18F-DOPA

Metabolismo da dopamina

68Ga-DOTANOC

Tumores neuroendócrinos
Fonte: http://scielo.isciii.es/scielo.php?pid=S000406142006001000009&script=sci_arttext

29

7. Aplicações
7.2 Radiofármacos mais utilizados em Portugal
Radiofármaco

Aplicação

11C-PiB

Diagnóstico Alzheimer

18F-DG

Metabolismo da glucose

18F-NaF

Metabolismo ósseo

18F-Colina

Carcinoma da próstata

18F-DOPA

Metabolismo da dopamina

68Ga-DOTANOC

Tumores neuroendócrinos

Fonte: https://www.google.pt/search?q=18F-DOPA&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ved=0ahUKEwjLy7eAZDKAhWFAxoKHexGAxgQ_AUIBygB&biw=1366&bih=643#imgrc=40XhoOLazYIsvM%3A

29

7. Aplicações
7.2 Radiofármacos mais utilizados em Portugal
Radiofármaco

Aplicação

11C-PiB

Diagnóstico Alzheimer

18F-DG

Metabolismo da glucose

18F-NaF

Metabolismo ósseo

18F-Colina

Carcinoma da próstata

18F-DOPA

Metabolismo da dopamina

68Ga-DOTANOC

Tumores neuroendócrinos
Fonte: http://imaging.medicine.iu.edu/research/office-for-research-imaging/office-for-research-imaging/forms-andresources/expanded-access-acetate-and-ga-dota-noc/overview-of-68ga-dota-noc-at-iu/

29

7. Aplicações
7.3 Standard uptake value

??? =

?????????çã? ?????????? ???? ????ã?
(??????????? ????????Τ????? ????????)

Fonte:http://www.snipview.com/q/Standardized_uptake_value

Fonte:http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC
3026294/figure/F10/

30

8. Conclusão
Equipamentos híbridos
PET/CT

PET/MRI