Gruta dos Milagres, Planaltina de Goiás/GO (Foto: Lindalva F.

Cavalcanti)

APLICAÇÃO DO PLANEJAMENTO SISTEMÁTICO DA CONSERVAÇÃO PARA A
DEFINIÇÃO DE ÁREAS PRIORITÁRIAS VOLTADAS À CONSERVAÇÃO DO PATRIMÔNIO
ESPELEOLÓGICO NACIONAL
Lindalva Ferreira Cavalcanti

Eldorado/SP, 16 de julho de 2015

BASE LEGAL

Patrimônio Espeleológico (Resolução Conama nº 347/04)

Ω conjunto de elementos bióticos e abióticos,
socioeconômicos e histórico-culturais, subterrâneos ou
superficiais, representados pelas cavidades naturais
subterrâneas ou a estas associadas.
PROGRAMA
NACIONAL
DE
CONSERVAÇÃO
DO
PATRIMÔNIO ESPELEOLÓGICO (Portaria nº 358/2009-MMA)
PLANO DE AÇÃO NACIONAL PARA A CONSERVAÇÃO DO
PATRIMÔNIO ESPELEOLÓGICO NAS ÁREAS CÁRSTICAS DA
BACIA DO RIO SÃO FRANCISCO – PAN CAVERNAS DO SÃO
FRANCISCO (Portaria nº 18/2012-Instituto Chico Mendes)

PAN CAVERNAS DO SÃO FRANCISCO

Garantir
a
conservação
do
Patrimônio
Espeleológico
brasileiro,
por
meio
do
conhecimento, promoção do uso sustentável e
redução dos impactos antrópicos, prioritariamente
nas áreas cársticas da Bacia do rio São Francisco,
nos próximos cinco anos (2012 a 2017).
AÇÃO 7.2: identificar áreas prioritárias para a
conservação do Patrimônio Espeleológico
 Produto: mapa e relatórios elaborados e
divulgados.
 Data de início: julho/2012
 Data de término: julho/2016

br/cecav/images/stories/projetos-eatividades/PAN/PAN_Cavernas_S%C3%A3o_Francisco_relatorio_final_oficina_areas_prioritarias_15ago2013-cor1.  Elaboração do Mapa Preliminar das Regiões Espeleológicas do Brasil. na escala 1:1. Realização da Oficina de Áreas Prioritárias para a Conservação do Patrimônio Espeleológico(*).000.icmbio. bio e geodiversidade (2013). (*) Relatório disponível em: <http://www. .2012 a 2016  Levantamento e sistematização de informações geoespaciais sobre o Patrimônio Espeleológico (2012). em Brasília/DF.pdf>. Acesso em: 30 abr.000 e do documento-base preparatório para o oficina participativa (2012/2013). que contou com especialistas em geoprocessamento.gov. 2015.

Ω Área de Interesse: Patrimônio Espeleológico. Ω Ameaças e oportunidades para o Patrimônio Espeleológico.000. físico e aspectos sócio-histórico-cultural).OFICINA PARTICIPATIVA DE ÁREAS PRIORITÁRIAS PRINCIPAIS DELIBERAÇÕES Ω Metodologia: Planejamento Sistemático da Conservação (PSC) com o Programa Marxan. Ω Alvos e metas de conservação (meio biótico. Ω Unidade de Planejamento (UP): hexágono com 10.000 há. procedente do mapa de áreas com ocorrência de cavernas conhecidas. .000. na escala 1:1.

. proteger o maior número de alvos de conservação com o mínimo de área protegida.PLANEJAMENTO SISTEMÁTICO DA CONSERVAÇÃO O PSC tem abordagem multicritério: Ω Procura definir quais alvos de conservação (elementos que se deseja conservar) são relevantes e quais são as metas (área mínima) necessárias para que estes alvos persistam ao longo do tempo. Ω Identifica uma solução de consenso que apresente a melhor relação custo e benefício. ou seja.

Fonte: WWF .

Detalhe das UP sobrepostas aos polígonos do mapa de áreas com cavernas conhecidas (versão preliminar) UP = hexágono de 10.000 hectares Classes de rochas caverna .

5) • Rochas granitóides: • 100% (alta >2) • 80% (média 2) • 60% (baixa 1) .14) • 30% (baixa 1 .14) • 60% (baixa 1 .7) • Rochas ferruginosas: Riqueza total de troglóbios • 70% (alta >14) • 50% (média 8 .5) • Rochas ferruginosas: Riqueza de troglóbios terrestres • 80% (alta >10) • 60% (média 6 .7) • Rochas granitóides: • 100% (alta >2) • 80% (média 2) • 60% (baixa 1) • Rochas carbonáticas e siliciclásticas: • 100% (alta >10) • 80% (média 6 .10) • 40% (baixa 1 .10) • 60% (baixa 1 .ALVOS E METAS DE CONSERVAÇÃO – MEIO BIÓTICO • Rochas carbonáticas e siliclásticas: • 100% (alta >14) • 80% (média 8 .

e/ou populações pequenas e/ou baixas densidades populacionais • 100% Presença de espécies ameaçadas constantes em listas oficiais • 100% Presença de espécies relictuais (geográficos ou filogenéticos) • 100% .ALVOS E METAS DE CONSERVAÇÃO – MEIO BIÓTICO Riqueza total de espécies • verificar dados para definir meta Riqueza total de espécies terrestres • verificar dados para definir meta • 100% (alta >4) Riqueza de troglóbios aquáticos • 80% (média 3 a 4) • 60% (baixa 1 a 2) Troglóbios com distribuição restrita.

grupo chave p/ estudo filogenético. paradigmas estabelecidos em estudos • 100% Diversidade filogenética Presença de abrigo ou locais importantes para reprodução de espécies da fauna silvestre Ocorrência de grandes congregações de morcegos • verificar dados para definir meta • ver quantidade de ocorrências • 100% .ALVOS E METAS DE CONSERVAÇÃO – MEIO BIÓTICO Singularidade dentro do grupo taxonômico (número de autapomorfias) • 100% Presença de espécies com importância p/ elucidação de processos e padrões evolutivos.

rochas vulcânicas e rochas ferruginosas) • 30% • 60% • metas diferenciadas (a definir) • 30% por grande grupo Presença de geoformas indicativas da ocorrência de cavernas [potencial e geomorfologia (dolinas.ALVOS E METAS DE CONSERVAÇÃO – MEIO FÍSICO Ocorrência de cavernas Cavernas com ocorrência de elementos de importância científica comprovada Litologia da caverna (separada por grandes grupos em que predominem: rochas carbonáticas. sumidouros. surgências. campo de lapiás. surgências. cânion entre outros)] • 30% Presença de geoformas indicativas da ocorrência de cavernas [potencial e geomorfologia (dolinas. sumidouros. rochas granitóides. rochas siliciclásticas. cânion entre outros)] • 30% . campo de lapiás.

ALVOS E METAS DE CONSERVAÇÃO – MEIO FÍSICO Cavernas com ocorrência de elementos de importância científica comprovada • 60% • metas diferenciadas (a definir) Extensão da caverna por litologia e por região • 100% para as muito grandes Área da caverna por litologia e por região • 100% para as muito grandes • 70% para as grandes • 70% para as grandes Volume da caverna por litologia e por região • 100% para as muito volumosas Desnível da caverna por litologia e por região • 100% para as excepcionais • 70% para as volumosas • 70% para as demais Cavernas ou feições de morfogênese peculiar (fora do comum. rara) por litologia • 100% Caverna com sistema hidrológico subterrâneo ativo • 50% . excepcional.

jazigos fossilíferos.ALVOS E METAS DE CONSERVAÇÃO – MEIO FÍSICO Alta densidade de ocorrência de cavernas por litologia • 50% Presença de cavernas de máxima relevância • 100% Conjunto de cavernas territorialmente significativo • 100% Alta diversidade de espeleotemas (morfologia ou mineralogia ou gênese) por litologia • 70% Registros paleontológicos representativos (paleotocas. entre outros) • 80% Registros paleoambientais representativos • 80% .

) • 30% Caverna com inserção geomorfológica peculiar (fora do padrão comum. falhas etc. no Vale do Pati/BA • 50% . contatos. a exemplo da Gruta do Castelo.ALVOS E METAS DE CONSERVAÇÃO – MEIO FÍSICO Cavernas com importância geomicrobiológica comprovada • 50% Cavernas com características climatológicas singulares (fora do comum) • 30% Áreas de ocorrência de cavernas de fragilidade aquífera ou geotécnica • 50% Cavernas com estruturas geológicas de interesse científico (dobras.

educacional ou esportivo • 40% Cavernas com uso para dessedentação humana ou animal • 100% .924/61) • 100% Cavernas com visitação pública • 80% Cavernas com potencial turístico.ALVOS E METAS DE CONSERVAÇÃO – ASPECTOS SÓCIO-HISTÓRICOCULTURAIS Cavernas com uso/presença histórico-cultural-religiosa confirmado • 100% Cavernas com sítios arqueológicos associados (Lei nº 3.

pichação etc. quebra de espeleotemas.  Uso da água (poços)  Mineração  Controle de morcegos para raiva .AMEAÇAS AO PATRIMÔNIO ESPELEOLÓGICO  Desmatamentos  Queimadas  Expansão urbana  Assentamentos  Atividades agrosilvipastoris  Turismo ou visitação desordenada  Degradação (descartes: ossadas e lixo. dentre outros).

)  Exploração de petróleo  Parques eólicos  Hidrelétricas  Barragens  Ausência de cavidades testemunho/litologia . ferrovias etc.AMEAÇAS AO PATRIMÔNIO ESPELEOLÓGICO  Poluição (orgânica ou química)  Facilidade de acesso (humano)  Proximidade de estruturas lineares (linhas de transmissão. oleodutos.

Minas Gerais etc. Goiás. espeleológica)  Proximidade ou inserção em áreas de uso sustentável  Proximidade com terras indígenas  Presença de cavidades testemunho/litologia  Áreas Prioritárias para a conservação (MMA.) .OPORTUNIDADE PARA O PATRIMÔNIO ESPELEOLÓGICO  Proximidade com áreas de proteção integral  Governança (compensação ambiental. Bacia do Rio São Francisco. Bahia.

ÁREA DE INTERESSE ESPELEOLÓGICO Sobreposição de dados geoespaciais (formato shapefile)  Cavernas da Base CECAV  Mapas de geodiversidade estadual. em escalas variadas. do DNPM.  Mapas geológicos estaduais. da CPRM (Geobank). da CPRM (Geobank). da CPRM (Geobank).  Cartas geológicas do Brasil ao Milionésimo. de órgãos diversos.  Áreas dos processos minerários.  Cartas de geodiversidade do Brasil ao Milionésimo. disponibilizadas pelo Sistema de Informações Geográficas da Mineração (SIGMINE). .

Mapa preliminar das áreas com ocorrência de cavernas conhecidas no Brasil .

Cavalcanti .ÁREAS PROTEGIDAS DO BRASIL COM CAVERNAS (30/06/2014) Apenas em unidades de conservação federais Elaborado por Lindalva F.

889 2.266 cavernas conhecidas na Base CECAV 5.271 MG PA BA 948 936 871 803 RN GO TO SP 459 321 255 171 129 112 104 102 86 82 80 63 40 25 21 10 8 2 1 MT DF CE SE AM ES RO PB AL RR AP PR MS RS PE PI RJ MA SC Quantidade de cavernas (30/06/2015) .DISTRIBUIÇÃO DAS CAVERNAS CADASTRADAS NA BASE CECAV POR UNIDADE DA FEDERAÇÃO (30/06/2015) Em 30/06/2015 eram 15.477 1.

Classificação dos polígonos da geodiversidade .CPRM .

Silte.caverna em de composições diversas jul15. sem a presença de crosta.Classificação dos polígonos da geodiversidade .Proveniente de processos Colinas Amplas e MG_Gruta dos Rochas Siliciclásticas ferruginosas de lateritização em rochas Suaves Palhares_SACRAMENTO(MG) .CPRM CPRM CECAV REGIÃO ESPELEOLÓGICA Coberturas Aglomerado. Areia.JPG arenito. NOME_UNIDA LITOTIPO1 LITOTIPO2 UNIGEO RELEVO OBS CLASSE Afloramentos de Rochas Siliciclásticas (MG) . Depósitos detrito-lateríticos Domínio de Ver posição da caverna em: Afloramentos de detrito-lateríticas Laterita Argila .

Problemas enfrentados com os dados geoespaciais .

Problemas enfrentados com os dados geoespaciais .

Problemas enfrentados com os dados geoespaciais .

Problemas enfrentados com os dados geoespaciais .

Problemas enfrentados com os dados geoespaciais: DATUM .

ÁREAS COM OCORRÊNCIA DE CAVERNAS CONHECIDAS EM MINAS GERAIS (30/06/2015) .

3. Tabela de abundância: matriz com a quantificação dos alvos em cada unidade de planejamento. Tabela de metas: lista de alvos de conservação. Tabela de unidades de planejamento: informações sobre as unidades de planejamento (hexágonos e áreas protegidas já existentes) e a quantidade de remanescentes contidos em cada uma delas. 2.ELABORAÇÃO DAS PLANILHAS BÁSICAS PARA O PROGRAMA MARXAN 1. . metas quantitativas para cada alvo e dados sobre a vulnerabilidade.

não há como saber se tratam da mesma espécie. Diferentes trabalhos mencionam “Loxosceles sp. Levantamento considera os dados secundários em nível de espécie e também em nível de gênero. devem ser considerados como mesma espécie ou espécies distintas? . Eles devem ser mantidos? b) Se sim.DÚVIDAS – MEIO BIÓTICO 1. entretanto.”. a) Esses dados também estão sendo acrescentados às planilhas.

. Alguns alvos de conservação não serão contemplados. Espécies novas ainda não descritas também estão sendo colocadas nas planilhas e. a) Elas devem ser mantidas? 3. como aqueles que consideram a abundância das espécies.DÚVIDAS – MEIO BIÓTICO 2. algumas vezes. ocorre a mesma dificuldade em relação aos dados em nível de gênero. devido a limitações no programa a ser utilizado para a análise.

c) Diversidade filogenética. Como utilizar os seguintes alvos? É possível acrescentar esses dados na planilha de análise do programa? a) Singularidade dentro do grupo taxonômico (Número de autapomorfias). grupo chave para estudo filogenético.DÚVIDAS – MEIO BIÓTICO 4. paradigmas estabelecidos em estudos. b) Presença de espécies com importância para elucidação de processos e padrões evolutivos. .

cavalcanti@icmbio. Lote 5. Bloco H.br.gov.sede@icmbio.com . lindalvafc@gmail. 4º andar 70070-914 Brasília – DF Email: cecav.br OBRIGADA! Lindalva Ferreira Cavalcanti: lindalva.Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade – Instituto Chico Mendes Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Cavernas – CECAV SAS Quadra 5.gov.