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EXCELENTISSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA __ VARA

CIVIL DA COMARCA DE LONDRINA-PR

Processo sob o nº xxxxxx
Concessionaria Energy Comercio de Veículos Ltda, inscrita no CNPJ sob o nº
00000000000-00, residente e domiciliando na rua XXXXXX, sob o nº 000, bairro
XXXXX, na cidade de Londrina-PR, representada por sua advogada, acompanhada de
documento de procuração em anexo, com escritorio profissional localizado na rua XXX
com nº XX bairro XXX cidade XXXX CEP: XXX-XX, e-mail XXXXXX, vem por
meio de sua advogada apresentar
CONTESTAÇÃO, (com fundamento legal no artigo 335 do NCPC).
Em face de Elisa, já qualificada nos autos.
I- PRELIMINARES
O benefício da assistência judiciária gratuito, pedido pela reclamante não poderá
ser aceito, pois a mesma esta qualificada nos autos como BANCÁRIA, e não
demonstrou na sua petição inicial estar passando por dificuldades financeiras, logo ela
não faria jus ao benefício outrora concedido. O artigo 337, XIII diz que:
Artigo 337- XIII. Indevida concessão do benefício de gratuidade da justiça.
II-FATOS
Propõe a reclamante ação de reparação de danos materiais e morais contra a
reclamada sob o argumento de que adquiriu um veículo novo com defeito. História a
peça inicial que o veículo foi comprado em 28 de Fevereiro de 2015, e que após sete
meses, em 20 de Setembro de 2015, retornou ao estabelecimento da reclamada
queixando-se do defeito.
O defeito informa a reclamante, consiste em um baralho anormal nas portas,
painel e na parte traseira além de um apito quando se atingia a velocidade a partir de
110 km/h, aduzindo que o defeito é de “fácil detecção”, pois esta situada na parte
traseira do veículo.
Conclui a reclamante relatando que somente retornou a empresa reclamada em
setembro de 2015, ou seja, 07 (sete) meses depois da compra, para realização de
manutenção de rotina.
As alegações contidas na peça inicial não correspondem aos fatos ocorridos.
Primeiro, é necessário registrar que a reclamada não se opôs a atender a cliente. Não
houve nenhum ato por parte da reclamada que levasse a reclamante “transtorno” ou
comoção, bem diverso disso, foi prontamente atendido.
Pois, conforme informa a própria reclamante, na peça inicial, foi atendido na
primeira oportunidade em que solicitou o reparo, em 20 de setembro de 2015. A
reclamada, nessa ocasião, recebeu o veículo e procedeu com o conserto. Ante as demais
vindas à reclamada sempre a atendeu com prontidão e adequação, sempre ouvindo e

após usar o veículo por vários meses a reclamante não é lícita ajuizar ação requerendo abatimento no preço. a concessionária. Em relação ao dano material. nacional ou estrangeiro e o importador respondem. não é a fabricante do veículo adquirido. na hipótese de não ser possível à identificação do fabricante. o serviço de guincho. devolução. mesmo que tivesse existido esse diálogo. efetivamente. serviço este exclusivo para clientes da reclamada. independentemente de existência de culpa. ou seja.anotando todas as reclamações. A inércia da reclamante faz prova contra si. entretanto.078/90. não foi originado pelo comerciante. se tivesse sido acionada no ato da compra. e nunca ter aguardado para demandar em juízo. e de conhecimento da reclamante. Dito de outra forma: agora.DO DIREITO Propõe a reclamante ação de reparação de danos contra a reclamada. inciso I. construção. se assim esse preferisse. da Lei 8. nos termos do art. Primeiro. mas pelo próprio fabricante. e este não apresentava barulhos anormais e estando dentro dos patrões do modelo e da marca. o comerciante só é responsável por reparação de danos em produtos com defeito de fabricação que venha a causar. seria benéfica para a concessionária. 12. portanto. demonstrando assim a ILEGITIMIDADE PASSIVA da reclamada para responder os termos da ação. pois se. Em relação que a autora afirma ter sido destratada por um funcionário. Frisa a reclamante que o defeito do veículo é de fabricação. . montagem. conserto. o produtor. fabricação. diga-se de passagem. ou mesmo dias após a tradição. a reclamada desconhece o fato. apresentação ou acondicionamento de seus produtos. III. portadora de depreciação tão intensa. também. seria a mais provável. a providência mais adequada seria a autora ter informado tal fato a gerencia da reclamada. Art. A hipótese do mau uso. mas tão somente o comercializa. sendo que o veiculo foi vistoriado a analisado em todas as ocasiões. que o vício comprometia sobremaneira o valor da mercadoria. mostra que tacitamente o sujeito ativo da lide abdicou do seu direito. mera comerciante e perfeitamente possível à identificação do fabricante. 161 do Código Civil. fórmulas. tal afirmativa não procede. Havendo apenas em uma oportunidade a troca de uma peça do veiculo devido à insistência da autora. fato este informado na primeira vinda da reclamada a oficina. argumentando que desta adquiriu produto com defeito de fabricação. o defeito de fabricação fosse tão visível e grave. pela reparação dos danos causados aos consumidores por defeitos decorrentes de projetos. Código do Consumidor. Depois. Certamente. ocorre que em nenhum momento a reclamante solicitou junto à reclamada. de fato. a autora teria devolvido o objeto à concessionária. e constatado. Essa devolução. Assim. na hipótese de haver o defeito de fabricação e a autora não ter solicitado. portanto. em prazo razoável. 13. A reclamada. manipulação. sendo demonstrado que não havia defeitos no veiculo. que não absorveria o prejuízo com aquisição de mercadoria com grave defeito. Nos termos do art. Sendo. o construtor. teria providenciado trocar veículo por outro ou devolver mesmo devolver o dinheiro ao cliente. devolveria à fábrica. ou abatimento do preço. O fabricante. Seção II Da responsabilidade pelo fato do produto e do serviço. Nenhuma de seus colaboradores confirmou essa dita conversa.

Nestes termos pede deferimento. no seguinte endereço: Rua Industrial. bem como os honorários advocatícios. a mesma perdeu seu direito. através de guincho.078/90. a pretensão do Autor a indenização por danos morais não deve prosperar. Desta forma.noventa dias. inciso VI. b. fato este informado a reclamante em sua primeira visita a oficina. que o Código de Processo Civil obriga ao autor da demanda que. determinando esse juízo a citação da CHIAR do Brasil. Que seja deferido das responsabilidades e gratuidade da justiça. sempre agiu no estrito atendimento de suas obrigações. Pede-se que seja extinto o processo sem resolução do mérito.DOS PEDIDOS a. uma vez que efetuou o pagamento no valor de R$ 250. ao formular o pedido. o produtor ou o importador não puderem ser identificados. Requer todas as provas em direito admitido. . A reclamante levou demasiado tempo para ajuizar a ação. A reclamante formula pedido na peça inicial por danos materiais. pois. não há que se falar em dever de indenizar. Assim. Pelo fato da responsabilidade civil está assentada na demonstração da conduta. e. Exa. h. e art. Que a reclamante seja condenada a pagar as custas processuais . 13.O direito de reclamar pelos vicíos aparentes ou de fácil constatação caduca em: I. 221 do CPC. por não entra com tempo certo com a ação. para transportar. f. informe os fatos e o direito correspondente. nº 025 . nos termos do art. A reclamante quer a condenação da reclamada ao pagamento de indenização por danos morais. ambos do CPC.00 (duzentos e cinquenta reais). g. combinado com o art. sob pena de considerar o pedido sem fundamento. requer a V. tratando-se de fornecimento de serviço e de produto duráveis. 13 da Lei 8. seja elas documental ou testemunhal. Que seja realizada a audiência de conciliação e mediação. 267. entretanto. Sendo que este serviço já é prestado pela reclamada a favor de seus clientes e de forma gratuita. Que seja dada total IMPROCEDÊNCIA dos pedidos. IV. onde somente haverá o dever de indenizar quando demonstrados esses elementos. Contudo. Que seja citada a parte.bem como por informações insuficientes ou inadequadas sobre a sua utilização e riscos”. Fato este cabalmente demonstrado que não houve qualquer conduta licitada por parte da reclamada. o seu veiculo até a oficina da reclamada. 6º. Que seja deferido dos danos morais.. Bairro Central. Ante o exposto. d. No que diz o artigo 26 inciso II. dano e nexo de causalidade. É o que acontece. diante da ausência de comprovação concreta da ocorrência do dano moral. O comerciante é igualmente responsável. ônus que competia a reclamante. c. a extinção do feito em relação ao comerciante. no Município São Paulo. Ocorre. o construtor. pelo correio. nos termos do quando: I o fabricante. ou outras que se fizerem necessárias para provar a verdade dos fatos. Estado de São Paulo. sendo possível a identificação do fabricante CHIAR a ação não deveria ter sido proposta contra o comerciante. Art. nos termos do art. inepto. Artigo 26.

000 . 18 de Setembro de 2016 -----------------------------------------------------------------------OAB /PR 00.Londrina – PR.