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Igreja Cristã Casa de Oração

Jonathan Oliveira

“Depressão e Graça” – 2ª parte


Texto Base: 1º Reis 19.1-18; Tiago 5.17

Introdução:
O Cristão pode entrar em depressão? Muitos são os que, por esta pergunta, já entraram
em grandes debates. Alguns insistentemente dizem que pecado não confessado resulta em
depressão, e concordo plenamente com essa posição. Mas, podemos ignorar as questões
orgânicas? Talvez, o maior perigo nesta pergunta é como será nossa resposta. Devemos ter
cuidado para não sermos como os amigos de Jó, que na maioria do tempo que passaram junto
a ele, tentaram de todas as maneiras argumentar o porque de todo aquele sofrimento,
acabando assim por julgar. Podemos, ainda assim, aprender com Elifaz, Bildade, Zofar e Eliú,
que, ao verem pela primeira vez seu amigo, lhes foram empáticos, ficando em silêncio (Jó
2.11-13).
Nesta segunda parte de nossa conferência, iremos estudar a vidas de homens e
mulheres que passaram por momentos depressivos em suas vidas e veremos como DEUS
cuidou especialmente de cada um deles. Como já dissemos, a palavra depressão não aparece
nas sagradas escrituras, mas veremos como DEUS cuidou de cada homem e mulher que
passaram por momentos de profunda angústia. Que o SENHOR esteja a nos instruir. “Ele
é...quem será todas as tuas enfermidades.” (Sl 103.3)

Elias:
“Deus frequentemente fala através do suave e do óbvio em vez de faze-lo através do
espetacular e do incomum”

Seu nome significa “Cujo DEUS é Jeová”. Depois de Moises, provavelmente é o maior
nome na história do povo de Israel. È o profeta mais conhecido das sagradas escrituras.
Através deste homem, DEUS poderosamente se mostrou ao seu povo. Entretanto, muitos não
consideram o episódio do monte Horebe na vida de Elias. Seria esta parte de sua vida uma
escuro rocha bruta ou um precioso rubi para nossa edificação? Concluiremos isso após
aprofundarmos um pouco mais em 1º Reis 19. Neste texto, podemos extrair diversas lições.
Analisemo-as:

1)Elias saíra de uma situação de vitória e passara a fugitivo da nação (v.1,2): Quem
não conhece o famoso desafio de Elias ao profetas de baal, descrito em 1ª Rs 18? Através do
profeta, DEUS havia mostrado sua força e poder, o que levou o povo de Israel a declara: “O
Senhor é DEUS! O Senhor é DEUS”. (1º Rs 18.39). Os profetas de baal foram mortos e o nome
do SENHOR havia sido glorificado. E isso chegou aos ouvidos de Jezabel, a imoral esposa de
Acabe. Prontamente, esta jurou que tiraria a vida de Elias.Acabe era um rei imoral, conhecido
por provocar a ira de DEUS (1º Rs 16.33) e Elias fora chamado para confrontar Israel sobre o
iniqüidade de Acabe e sobre a depravação espiritual em que estava o povo. Este povo havia
visto o poder de DEUS, mas ainda assim Elias fora jurado de morte. Isso mexeu
profundamente com Elias, que temeu (v.3). Paulo escreveu aos Efésios, no capítulo 6.13 da
carta: “Portanto, tomai toda a armadura de DEUS, para que possais resistir ao dia mal, e
depois de terdes vencidos tudo, permanecer inabaláveis.” A tradução King James ainda
acrescenta ao final do versículo: “sem retroceder”. A exortação não era somente para resistir
ao dia mal, mas também depois dele. A figura de linguagem usada no grego original por
Paulo, expressa a idéia da resistência e do avanço individual de cada soldado. Os choques
emocionais que acontecem em nossa vida são fortes e caso não permaneçamos com a santa
armadura de DEUS, podem tocar profundamente nossa alma. Provérbios sabiamente exorta:
“Se te mostrares fraco no dia da angústia, a tua força é pequena”. O fato de estar sendo
perseguido após uma clara manifestação do poder de DEUS feriu profundamente a alma de
Elias.

2)Elias temeu a Jezabel, e fugiu sozinho (v.3): Elias, quando ouviu as ameaças de
Jezabel, fugiu com temor. Ele perdeu o foco de DEUS. Pedro sofreu o mesmo quando enfrentou

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as ondas do mar (Mt 14.28-30). Quando se passa por momentos de aflição, é fácil perder o
foco de nossa fé, o SENHOR JESUS. Daí sermos instruídos a não se desviar nem para a direita
e nem para a esquerda, mas sim olhar para JESUS (Js 1.7; Hb 12.2). Elias deixou o seu
companheiro em Bersebas e seguiu adiante. Ele agora sentira a solidão em sua alma. E quão
grande é a solidão de uma alma que está em grande agonia! Entretanto, é na solidão da alma
que DEUS se mostra redentor. Ainda que em solidão, DEUS não desampara seu filhos, mesmos
que estes estejam em lágrimas. Jeremias é conhecido como o profeta chorão , e o primeiro
versículo de suas lamentações mostram o porque de tanto chorar: a solidão de Jerusalém, que
antes era uma bela e imponente cidade. Isto muito se assemelha a nossa alma. Mas, a
esperança na alma de Jeremias era viva ( Lm 3.21-26).

3)Elias saiu para Bersebas (v.3): Elias, além de ir sozinho, também foi longe. Foi para
Bersebas, a 209 Km ao sul de Jezreel, saindo assim do Reino Norte de Israel. Ele fugiu para
longe, onde não seria encontrado. Ao passarmos por momentos de depressão, tendemos a
sair do meio de nossos familiares, da Igreja, e até mesmo da presença de DEUS. Entretanto,
devemos cuidadr quanto ao limite. Nunca saia da presença do SENHOR. Em grande angústia,
a alma de Davi ainda clamava pela presença de DEUS (Sl 63.1). Não fuja para longe, corra
para os braços do bom pastor (Jo 6.37).

4)Elias vai para o deserto (v.4): David Roper, em seu livro “Salmo 23: esperança e
descanso vindos do pastor” , escreve: O deserto é um dos melhores lugares do mundo
para se aprender. Há poucas distrações e poucas coisas para serem usadas. Em tal
local, ficamos mais propensos a pensar sobre o sentido das coisas ao invés de
pensar sobre o que estas coisas podem nos dar. È nos desertos da vida cristã que
aprendemos a viver dependentes de DEUS. Elias estava dirigindo-se para um conhecimento
maior de DEUS. Valorize o deserto, pois ainda que o sol seja escaldante e haja escassez de
água, o pastor que nós guia é imutável (Sl 23.2, Jo 7.37,38).

5)O Basta de Elias (v.4): Após uma longa caminhada, Elias se assenta. Igualmente, são
tantas as dificuldades que aflige nossas almas, que nos assentamos, paramos de andar,
hibernamos emocionalmente. E Elias se entrega: Basta. Esta pequena palavra saia do fundo
da angustiada alma de Elias, e possui um grande significado. Elias estava pedindo a morte!
Não era somente uma situação que levaria alguém a pedir tal coisa, ele estava exausto física,
emocional como espiritualmente. Sua justificativa mostra como pensava ter falhado para com
sua missão e consequentemente para com DEUS. Por causa da incompatibilidade entre o
visível (os defensores de baal continuavam governando) e o invisível (a soberania de DEUS),
Elias quis a morte. Atitude parecida tiveram Moíses (Nm 11.15), Jeremias (Jr 20.14-18) e Jonas
(Jn 4.3,8). Quando as pressões do mundo, as dificuldades nos oprimem, não abra mão de um
grande segredo: o esconderijo (Sl 91.1) – não somente visite, mas instala-se ali. Descanse não
nas pequenas sombras de zimbro que o mundo oferece, mas descanse a sombra do
onipotente. Lemos no v.5 que Elias dormiu. Dr. Augusto Cury escreve no seu livro “o mestre
da sensibilidade”: O estresse intenso rouba do córtex cerebral uma energia que será
usada nos órgão da economia do corpo, como na musculatura. O resultado desse
roubo de energia é um cansaço físico exagerado e inexplicável (...) quando a fadiga
é intensa, gera-se uma sonolência como recurso de defesa cerebral, pois ao dormir
repomos a energia biopsiquica. Após aquele sono, Elias iria passar por a grande
experiência do Horebe, onde veria que DEUS se mostra grande em coisas pequenas e obvias e
que ELE nunca desampara aqueles que são seus filhos.

6)O cuidado e a providência de DEUS (V.7,8): Elias dormia profundamente até que foi
despertado por um anjo. Anjos aparecem várias vezes nas escrituras dando ânimo e trazendo
a mensagem do Senhor: com Agar (Gn 16), Abraão (Gn 18), Gideão (Jz 6.11-24) e Jesus (Mt
4.11). Anjos são mensageiros do SENHOR, e DEUS enviou um deles para despertar Elias. De
igual modo, DEUS desperta nossa alma da angústia (Sl 91.11, 86.7) usando de qualquer meio
através da sua soberania. A ordem do anjo é imperativa: levanta e come. Elias, que passara
por momentos de grande estresse agora é ordenado a levantar e comer: lhe era oferecido pão

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e água. O crente também suprimento para fortalece-lo em longas batalhas – O SENHOR JESUS
CRISTO. Lemos no evangelho de João, no capítulo 6, Jesus declarando ser o pão do céu, que
sacia a fome da alma (Jo 6.27,35) e logo seguinte, no capítulo 7, Ele afirma ser a água viva (Jo
7.37,38). Nas angústias da alma, o verdadeiro alimento que dá forças é o SENHOR JESUS, sem
Ele o resto é inútil (Is 55.1,2). Elias comeu aquele pão, bebeu a água e logo se firmou para
voltar e lutar contra Jezabel? NÃO! Ele dormiu de novo. DEUS não nos avalia pelos tropeços
que temos, mas sim pela sinceridade de nosso coração. Nosso irmão Sebatião Honoroto diz
que “A vida cristã é uma vida de recomeço.” Por amor de seu nome e para Sua glória, Ele é
paciente para conosco, ele conhece a nossa estrutura (Sl 130.14). Elias novamente e
despertado e novamente se alimenta. Entretanto desta vez é advertido de que “o caminho
será sobremodo longo”. Era um aviso para que Elias se alimentasse de maneira farta, para
que tivesse forças. No negro túnel da angústia, o final parece longe. Os salmos
constantemente mostram isso: O Sl 38.6 fala em constantes lamentações e em Sl 13.12
vemos um clamor pela presença de DEUS. O caminho da angústia, da dor, da depressão, da
provação é longo, e neste caminha a abundância de reservas de energia espiritual é
importante, assim como uma plena confiança na graça (Sl 13.5,6)

7)A caminhada até Horebe (v.8): Elias, após se dirigir ao deserto, agora iria adentrar-lo até
Horebe. O interessante é que antes de entrar no deserto, DEUS o nutriu e preparou para a
longa caminhada. Elias iria em direção ao Monte de DEUS. Horebe possivelmente era uma
cadeia montanhosa da monte Sinai. Montanhas nos lembrar difícil acesso, empreendimento de
muita força para se alcançar objetivo. Um missionário do século 19 ,C.T. Studd, escreveu:
“Não se conhece um homem por sua animação, mas pela quantidade de sofrimento
que ele é capaz de suportar.” Este é o modo pelo qual se aprofunda a comunhão com
DEUS e possivelmente essa é a melhor definição para o porque do sofrimento. O monte
Horebe é chamado O Monte de DEUS. Foi ali que o maior líder de Israel, Moises, fora chamado
(Ex 3.1-6). Neste mesmo local, o povo recebera a lei de DEUS, os dez mandamentos (Ex 19-
20). Este monte era marcado pela grande manifestação do poder de DEUS (Ex 19.16-19). E
para este monte, Elias se dirigia, a fim de se encontrar como o SENHOR. Lemos em Ex 34.28
que Moises passou 40 dias no monte de DEUS e que ao descer do monte, seu rosto brilhava
(Ex 34.29). Elias levou 40 dias para chegar no monte Horebe e CRISTO passou 40 dias no
deserto antes de ser tentado (Mt 4.1). Algo une os três: Comunhão com DEUS. O alimente que
DEUS providenciara para Elias deu forças para caminha até Horebe. Os 40 dias que Moises
passou com DEUS sobre o monte fizeram com que seu rosto resplandecesse, refletindo assim
a glória de DEUS e os 40 dias em que JESUS passou em jejum deram a Ele forças para vencer
as tentações de Satã. No deserto da depressão, da dor e da angústia, somente a comunhão
real e íntima com DEUS é capaz de dar forças para continuar a caminhada. Elias antes de
entrar no deserto, se alimento do pão e da água providenciada por DEUS. Leonard Ranhill
escreveu: “As grandes águias voam sozinhas; os grandes leões caçam sozinhos; as
grandes almas andam sozinhas - sozinhas com DEUS”.

8)O local, o horário e a pergunta (v.9): Após sua jornada, Elias finalmente chega ao
monte Horebe. E entra para uma caverna. Um refúgio, após vigorosos 40 dias de caminhada.
Quando paramos, podemos buscar refúgio em DEUS. Jesus lamentou que Israel não queria se
esconder como frágeis pintinho debaixo das asas de uma galinho (Mt 24.37). O centro de
nossa vida é CRISTO, e Nele podemos encontrar proteção (Sl 17.8, 91.4). Dentro da caverna,
Elias passou a noite. Quão densa a noite que cai sobre nossas almas quando surgem as
angústias! Tudo parece total escuridão e não conseguimos ver nada, perdemos todas as
perspectivas. Entretanto, tudo é para a glória e para a exaltação de DEUS. Davi declara no Sl
16.7: “Bendigo o SENHOR, que me aconselha; pois até durante a noite o meu coração ensina.”
Quando uma luz é mais notada? Quando há total escuridão. Do mesmo modo, DEUS é mais
glorificado através de todas as dores e lutas que passamos. Não é vã a promessa “Quem sai
andando e chorando, enquanto semeia, voltará com júbilo, trazendo os seus feixes.” (Sl
126.6). O Senhor faz uma pergunta a Elias: “Que fazes aqui?” Não sabia o SENHOR, em sua
onisciência, o porque de Elias estar ali? Ou, ainda mais, não fora o próprio SENHOR que o
mandara para ali? DEUS queria se tornar tangível a Elias, ELE queria ouvir o que Elias tinha a

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dizer, mesmo sabendo o que seria dito. Por conhecer nossa fragilidade, Deus se aproxima de
nós com todo seu amor e misericórdia e ouve nossas angústias, esperando que nos
derramemos em SUA presença, sendo com ELE sincero (Lm 2.19ª, Sl 32.5).

9)A pequena resposta e a grande revelação (v.10-12): A resposta de Elias nos mostra o
que estava passando em sua lama durante todo este período. Ele se sentiu sozinho e
desamparado, e não escondeu isso do SENHOR. Então o que o SENHOR faz? O julga, condena,
castiga ou repreende? Pelo contrário. Assim como com Moises, o SENHOR prepara Elias para
que este conheça mais profundamente seu DEUS (Ex 30.20-23, 34.2). O Senhor então se
revela a Elias. Primeiro, um forte e destruidor vento, depois um forte terremoto e ainda um
fogo que tudo consumia. Tais sinais eram comuns quando DEUS se revelou aos Israelitas,
junto com Moises (Ex 19.18,19, 20.18, 24.17; Dt 4.11,12, 5.22,23), mas com Elias ELE fala de
maneira diferente, em um cicio tranqüilo e suave, um sussurro amável, uma voz mansa e
delicada. DEUS, em sua grandeza e glória, demonstra seu poder de maneira única a cada um.
Quando estamos passando por angústias, esperamos que DEUS de maneira espetacular (aos
nossos pobres olhos). Entretanto, a Elias ELE ensinou que o silêncio não significa inatividade
divina. Passaremos constantemente por desertos até chegarmos ao celeste descanso eterno,
e DEUS se manifestará de diferentes e únicas maneiras. A Elias ele se mostrou de maneira
quase silenciosa. Quando quisermos ver o mover de DEUS em nossas vidas, devemos nos
silenciar. Confiemos “Que o meu Redentor vive e por fim se levantará sobre a Terra. Depois,
revestido este meu corpo da minha pele, em minha carne verei a DEUS.” (Jó 19.25,26) e
“Aquietai-vos e sabei que eu sou DEUS; serei exaltado entre as nações, serei exaltado sobre a
terra.” (Sl 46.10).

10)A calma para o processo (v.14): DEUS pergunta novamente a Elias “Que fazer aqui?” e
a resposta agora é de um homem forte, destemido, pronto para lutar com, em vez de 450,
900 profetas de baal. Não se ver a resposta de Elias, idêntica a primeira vez. Agora deveria
ser o momento de DEUS dizer basta? Ele havia se demonstrado de maneira tão poderosa, tão
clara! Mas, DEUS possui um atributo maravilhoso: Ele é compassivo, ou seja, ele demonstra
compaixão, misericórdia, clemência. E, segundo as escrituras, DEUS é muito compassivo! O Sl
103.8 diz que o SENHOR é misericordioso e compassivo. Moises exclamou: “Senhor, Senhor,
Deus compassivo, clemente e longânime e grande em misericórdia e fidelidade” (Ex 34.6).
Deus tem compaixão por nós. Elias ainda não havia sido totalmente mudado, mas DEUS não
desistiu, e ELE não desiste de nenhum filho Dele. Se ELE começou uma boa obra, ELE irá
terminar! Deus conhecia profundamente Elias e tinha propósito de ser exaltado na vida
daquele profeta. O Sl 86.5 diz “ Senhor és bom e compassivo; abundante em benignidade
para com todos os que te invocam.” Mesmo com todas nossas fraquezas e dificuldade, DUES
ainda está nos guiando e erguendo. Em momentos de Angústia, façamos o que diz as
sagradas escrituras: “Rasgai o vosso coração e não as vossas vestes, e convertei-vos ao
SENHOR, vosso DEUS, porque ELE é misericordioso e compassivo, e tardio em irar-se e grande
em benignidade, e se arrepende do mal.” (Jl 2.13).

11)A missão como resposta (v.15): Elias agora tinha uma missão: “vai e volta pelo teu
caminho para Damasco...” Elias ungiria os reis que trariam juízo a casa de Acabe e ungiria o
seu sucesso, Eliseu. Após sua experiência com DEUS, Elias estava pronto para fazer os
propósitos de DEUS. Elias não voltou para Jezreel, de onde saiu, mas foi cumprir a ordem de
DEUS em Damasco. Diante do longo deserto que é a dor, a angústia, a depressão, quando
DEUS nos transformar através dele, nós somos levados pelo caminho do contentamento e do
deleite em DEUS, com a missão de ajudar a outros que passam por este mesmo deserto.
Paulo, ao escrever aos Coríntios, na segunda carta, lembrou que: “È ele [O Senhor] que nos
conforta em toda a nossa tribulação, para podermos consolar os que estiverem em qualquer
angústia, com a consolação que nós mesmo somos contemplados por DEUS.” (2ª Co 1.4)

12)Você não está sozinho (v.18): Ao final da experiência no Horebe, DEUS revela a Elias
que ele não estava sozinho, havia 7.000 fiéis, pessoas que não haviam se dobrado diante de
baal. Mas, porque DEUS mostra isso somente no final? Ele não deveria ter falado com Elias na

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primeira vez que este confessou que era o único que continuará fiel? Não devemos subestimar
a sabedoria de DEUS, pois quem conheceu a sua mente (1ª Co 2.16). Ao revelar que Elias não
estava sozinho somente no final, DEUS queria mostrar que o processo que ELE usa para
refinar seus servos começa e termina NELE, e somente assim é possível entender o papel de
nossos irmãos. ELE, o SENHOR, é o inicio e o fim e mesmo que achemos que estamos sozinho,
sempre haverá homens e mulheres que se mantêm fieis a DEUS, independentemente de
qualquer coisa.

Conclusão:
Tiago afirma em sua carta que Elias era homem semelhante a nós, sujeito aos mesmos
sentimentos. Através de sua experiência no monte Horebe, aprendemos que Deus auxilia seus
fieis, aqueles que ELE ama, nos momentos de maior dor e angústia. Ainda assim ELE continua
conosco, pois não nos desamparara nem nos abandonará. Através da depressão, podemos
conhecer melhor o DEUS que servimos. Vamos lá, desperte, alimente-se e comece sua jornada
até o Horebe.

“Se meditamos nas promessas e levarmos em consideração Aquele que prometeu,


experimentaremos a doçura delas e obteremos o seu cumprimento.”
(C.H.Spurgeon)

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