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MEMORIA A LUNDA OU OS ESTADOS DO 1IIATIÍNVI1A DOMÍNIOS DA SOBERANIA DE PORTUGAL c Comprovados pela antiga expansão e influencia dos Portuguezes. POR HENRIQUE AUGDSTO DIAS DE CARVALHO LISBOA Ahoi pho. embaixadas que teem vindo a Loanda e ainda pela correspondência trocada entre o Chefe da Expedição Portugueza ao Muatiânvua de 1884-1888 com as diversas auctoridades portuguezas e indígenas. Convenções com as Nações Estrangeiras Estado Livre do Congo sobre a divisão politica do Continente Africano. declarações e convenções com os diversos potentados dos Estados indígenas. Modesto Rua Nova do & C. tratados. a — Impressores Loureiro. 25 a 1890 43 official .

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A LUNDA TERRITÓRIO PORTUGUEZ .

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25 a 43 Adolpho. Modesto i8qo 1 JUL 1 3 1988 . Convenções com as Nações Estrangeiras Estado Livre do Congo sobre a divisão politica do Continente Africano tratados. embaixadas que teem vindo a Loanda e ainda pela correspondência trocada entre o Chefe da Expedição Portugueza ao Muatiânvua de 1884-188S com as diversas auctoridadcs portuguezas offioial e indígenas. POR HENRIQUE AUGUSTO DIAS DE CARVALHO SWÍTHSOJv^ LISBOA & G.L8D5)( MEMORIA AFA A LUNDA OS ESTADOS DO MIATIÂNVUA DOMÍNIOS DA SOBERANIA DE PORTUGAL e Comprovados pela antiga expansão e influencia dos Portuguezes. a — Impressores Rua Nova do Loureiro. declarações e convenções com os diversos pctentados dos Estados indígenas.

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depois de ser do domínio publico o 1 ratado com a Grã-^B retanha de que a região da jDunda ou os domínios do ZM.uade Portugal tiânoua estão encorparados na possessão d'aquelle sob o estado e constituem o seu 12. —primeiro surprehendeu-me e depois incitou-me a extra- com toda a brevidade dos trabalhos da minha expedição ao ZMuatictnmia 1884.° districto nome do CUANGO--ORIENTAL.t &zmn h Sw J2 insistência com que os interessados ná administração do ^Estado $Jtvra do ^Songo.1888 em ma de publicação e a colligir nesta ZMe mo- hir rta todos os documentos que melhor compro- .

Lisboa. c5Va intenção de que ao Governo de ZMagestade fidelíssima possa eu. R. de S. José. esclarece-lo devidamente na pendência qu 'parece vai suscitar-se perante ( Conselho jhederal da <Suissà. na rectificação de limites entre Portugal e o °Esíado ÍJivre o sobre as suas possessões confinantes. Sua no cumpri- mento de um dever. 3i de Agosto de i8go. ^denrique jflucjusto $)iaô de "Carvalho. 5y. .vem a minha asserção de que a Jjunda é território português e para onde ha muitos annos se fa$ a expansão dos Portugueses europeus e africanos que habitam na provinda de oãngola. ê justo que me sejam relevadas quaesquer faltas que não poderão deixar de existir nesta rápida publicação.

^a arato e mente ao òe-u. cu. 1/10 mim — pa^a ^ecoiariectclo por- diò-tinc-to eccerupto larmente òtqniTica ainda nixivto ioii.Uobre Buque Wed-icaz a ôe í>olclaao. j. anni niaii> ©cd/ 1 obí>- aa act/u. pata ze-p^eòcvxta de a taaDatno debta ozdexw o pat^. n u>wi V.z<o c>íeal laao (9&. ÁUCTOR. aa le .>o- particu: 'oir* attanto eo>pr<(?£- patacio a eôta wiodeàta caôa de ttauatrio apez-taz a yixeco a-u-in apr-icanaòta -fcam&em òente o aiuot peta í>ua êiatr-ia. o tavoífto ^^ n^ / domada — aiie amot peta f almella watvuneito é íioò Siataia .

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ayant designe le cours ango comme frontière respective du Portugal et de du Kou1'lítat li- . autrement le territoire de 1'Etat libre. Suivant nos renseignements.° 221 de Domingo 10 do corrente. révèle. entre le Portugal et 1'Asso- ciation internationale africaine. dans le territoire et du il Siècle ne est inexact de 1'Etat du Congo». la noms de Lunda ou Muta-Yamvo. de Lunda.Ajffalres d. edição da noite: Congo .u «Le tion Siècle a publié hier d'attribuer cormue Kassai figure sur à 1'Etat sous les un entrefilet disant: qu'il serait quês- du Congo toute les cartes portugaises lonie portugaise à proprement de présenter région du Haut comme appartenant à la qui co- de Lianda. rien la constatation de nouveau comme un «agrandissement 1'état de choses comprenant dit le royaume de Mouata Yamvo. dire. Le traité du 14 février 1885.A LUNDA Surprehendidos com o artigo que transcrevemos de Vindependence Belge de Bruxelles n.

sous est le le le nom libre. cette région devenue. déjà organisée administrativement. immediatamente nos dirigir-mos ao Redactor em modo chefe d'esta folha de a provar-lhe que nos encontrava dispostos a manter até á ultima em bem fundados argumentos os direitos de Portugal á região da Lunda de cuja occupação desde definitiva tenho tratado Janeiro de 1885 que assumi as funcções de Residente politico na própria região em todo o tempo que cidade de Lisboa. e nesta a ella regressei. a propósito d'uma noticia duvidosa do jornal francez Le Siècle. Apesar da nossa Imprensa periódica ter tido a condescen- me re- fazendo-a acompanhar de considerações que muito me dência de dar publicidade á traducçâo da carta a que porto. 11 de Maio de 1888. collocal-a n'este logar: «Sr.» — entendemos ser um dever da nossa parte. Le et les districts tenant Dhanis. desde que ali estive. Le lieu- rempli plusieurs missions au déjà commissaire. . 1'Etat libre quée par Et en Siècle fait. parece-me conveniente para os leitores. avait district du Kassai le douzième en question s'étend entre et de Loualaba. affirme que Lunda ou os domínios do Muatiânvua constituem o tricto 12. qui Congo.— —. a causou-me admiração que v.2 bre du Congo.° dis- do Estado Livre sob o nome de Cuango Oriental. e que desse districto.° 221 da vos- domingo 10 do corrente. de lEtat district Kouango a toujours considere comme comprise dans la région indis sa spèhre d activité. é chefe o tenente Dhanis. lisongeiam e acceito para o nosso paiz. tornando-nos o mais lacónico possível. mas o bastante preciso. en est nommé de «Kouango oriental». sob o titulo Negócios do Congo. redactor da Independência Belga: sa edição da noite de — No n.

Aqui recebi um telegramma do Ministro dos Negócios da Major Carvalho. que para Com em novembro do anno Ministro de então. que Iogar. o tenente Simão Cândido necessário Sarmento. porquanto desde o dia 24 de março de 1884. Lisboa. muito antes da conferencia de Berlim. entre o rio Cuango e o me- . na commissão de que prom- desempenhar. Como não pude assim o queria o voltar sentei para seguir pto era em meu respeito passado. assumi o cargo de e tratei de «Residente politico» tomar posse de todos os ter- que voluntariamente seus potentados collocaram sob o ritórios protectorado de Portugal. e pelas Instrucções que mesmo do abril confiadas portu- em 28 de anno.° grau ao sul do Equador para limite sul d'aquelle Estado. vendo que o Estado Livre tomara a latitude do 6. eu nomeado para todos os fui representante do go- effeitos verno de Sua Magestade Fidelíssima n^quella região me foram gueza. aos limites a que vos referis. Em 12 de novembro de 1887 meus collegas retiraram por doentes e eu. um anno depois. artigo 8. apre- sr.— —3— Permita mada sério a diga que a sua asserção não pôde ser to- lhe v. tendo estado occupa- publicação de todos os trabalhos durante os annos de 1884-1888. tive uma embaixada para acompanhar de regressar a Malanje do Muatiânvua que se diri- gia a Portugal. Marinha e Ultramar neste sentido: Relações com a embaixada do Muatiânvua por intermédio gover- nador geral. marcados na Conferencia de Berlim. Ressano Garcia.° e 18. deveis lembrar-vos que os signatários do Acto da Conferencia por parte de Portugal.°. entre nós em Portugal. lá partiu.» Cheguei da não fui do com a a Lisboa em 11 de maio de exonerado da minha 1888 e até agora ain- missão.

uma pretensão. constituem agora o 12. pois. depois sr. das transacções internacionaes mais recentes de 4885 com a carta Como é. admittiram. quando muito. nos prova Emilio Banning na sua Divisão politica da Africa. ficava subentendido até ao 6. H. á qual se contrapunha manifesta e invencivelmente o seguinte: . em nome terri- do go- verno do meu paiz. noite de 16. de Green. de — Lisboa. Tem sido simplesmente. o seguinte artigo conformamos. mas ainda temos mais peito aos limites em que a O Dia. dizendo-se no rio. Diz elle: «E' menos exacto que o Estado Livre considerasse sempre região indicada pelo Siècle a como comprehendida na sua esphera. Na v. de Carvalho. E que o assim o entendeu o próprio Estado Livre.° a leste que o potencias.rediano 24. como os das outras rio Cuango que vinham tocar los fosse o limite da província de os territórios do Estado entre os dois parallen'esse portanto. que se imagina n'esta occasião que os do Muatiânvua.° grau de a da limite para sul latitude a sul do Equador. um em tal districto. 15-8-90. Convenção que o Cuango é o artigo 3. período fiz que ainda se não falava Sou.° com nossa província. ou podia ter sido. uma aspiração.° districto do Estado Livre do Congo ? Em breves dias vos enviarei publicados todos os tratados e nomeações que em durante os annos de 1884-1888. lia-se no bem redigido jornal scripto da Gazeta de Portugal. com Angola. e. de que eu tomei posse tórios 1888 a que lhe junta.. tran- com que nos accrescentar com res- se deve conter o Estado Livre. assignante do seu acreditado jornal.

Declara-o expressamente o artigo 6.°.— — 5 Portugal nunca 1. Siècle. a linha de demarcação segue o curso do . taes quaes se O itálico é acham na carta anneoca. «A partir d'este ponto..° da convenção entre o império da Aílemanha e a Associação Internacional: «O império da Aílemanha está disposto a reconhecer pela «sua parte as fronteiras do território da Associação.° da convenção da Associação com a Aílemanha. Ora no mappa que se acha annexo á convenção e faz parte in- tegrante do artigo 6. e no mappa annexo que faz parte integrante inseparável d'elle. roa portugueza.» evidente que se não diz que a linha de demarcação re- monte o curso inteiro do Cuango até ás suas origens. esta pretensão do Estado Livre do Gongo a bem pelo contrario. na direcção do E' sul. e do futuro «Estado.° E' certo a região que. o curso do Cuango.° da Associação Internacional do figura. com effeito o artigo 6.° reconheceu. e sempre figurou. a qual a linha seguir expressamente se não declara n'este artigo. deve tal curso. convenção entre Portugal e Congo ao apontar as fronteiras que as duas partes contratantes adoptam nas suas possessões da Africa. Importa saber até que ponto na intenção das partes contratantes. sempre reputou como dependência da que como e uma tal co- no próprio dizer do cartas portuguezas.» nosso. Diz. 3. directa ou indirectamente. nas que o artigo 2. diz: «O parallelo de Noqui até a sua intersecção com o rio «Cuango.

o próprio Estado Livre do Congo. a Bélgica e para o Estado Livre do Congo. muitos livros conhecidos. o qual do Estado Independente até á também sempre com do artigo o Estado Livre do Congo. para assim dizer. a interpretação official da convenção de Portugal Portugal margem do ou Sulona.° latitude austral. diz-se: . pag. de Justus Perthers. Réclus.Cuango até forma o limite sul rio Subilach proximamente o grau de E' esta. hotice sur V Etat indèpendant do Congo. que está n'este ponto absolutamente de accordo com Portugal e com as auctoridades especiaes que ahi ficam rapidamente apontadas. mais uma E' discutível. o entendeu assim. Drogmans. Van Etvelde. ha uma auctoridade mais importante. N'essa Declaração. É também a Declaração. Poderamos citar muitos outros nomes auctorisados. cujo curso até á origem forma teira occidental 8. Finalmente. Bastará apontar os seguintes : Banning. cuja auctoridade scientifica é absolutamente indiscutível. auctoridade decisiva e ultima. em nome assi- do Bei Soberano Belga e do Congo aos ministros dos negócios estrangeiros dos diversos estados representados na conferencia de Berlim. pelo menos. Edm. do mesmo a fron- Estado. Todos a conhecem e a accei- tam. de gnada pelo sr. Ninguém nos Mas para contradirá decerto. E' ver o Boletim official do Estado Independente do annode 1888. ver 1 de agosto de 1885. Geographie Universelle. o Atlas. e dirigida. 237 a 246. Essa interpre- tação é já do domínio publico. ao fixarem-se os limites do novo Estado. Partage de V Afri- que.

respeito ao citado merediano 24° é no que differem al- cartas do próprio Estado ou dos que se interessam por esse Estado. rio e acompanham. S do Eqr. leste d' Afri- Retraite aVEmin Pachá. Cuango e o a linha merediano 24° a que passa pelo 6 o do Eqr. é. seguindo depois d'ahi pelas cristas das aguas dos afíluentes do Zambeze para ir unir-se á ponta mais meridional do lago Rangueolo. estão de accordo com o que ficou assente na confe- rencia de Berlim. havendo sempre graus de lat. da Administração do Estado Livre. isto tados um mantendo perante o mundo do merediano de Greenwich. o o e 12° ou Rubirachi ou tem supposto ser os dos Esdo oeste. Quer isto pois dizer. intenção que entre o 6 rio Lubilachi o limite que se do Muatianvua a leste. seja o Rubiransi. e na ultima obra de H. Para o lado oriental também todas as cartas.sexto <nO de latitude sul até o ponto de intersec- parallelo ção do Cuango. Stano verdadeiro Senhor do Estado. da parte do Es- tado Livre que se prolongou para sul até o 12° grau lat. nas cartas que os vê-se que o Estado Livre continua civilisado para limite S entre o grau lat. a S do Eqr.» Nos próprios livros recentes Le Chemin de fer du Congo. et les Tenèbres outro de 1890.. é ligada a referida ponta mais meridional do lago Bangueolo occidental com a do Moero e contornando este pelo lado segue depois da sua ponta mais ao norte directa- mente ao Tanganica e continua pela margem esquerda d'este para o norte. «O curso do Cuango até ao encontro do parallelo de No- «qui. que o Estado Livre. Com gumas a S. com respeito ao limite. no Acto da confe- . que. Dans ley. Dêlivrance Recherche. actual anno.

tratava-se Gran-Bretanha e Portugal de chegarem um tratado com a um ac- respeito ao Zaire. sem o mais pequeno protesto. isto é. e note-se que Portugal. quando Portu- entendeu não demorar para mais tempo o que já em 1880 . região da Lunda. partíamos nós com o mesmo fim para os Estados do Muatiânvua.—8— de Berlim e até este anno. Quer isto dizer. obteve que as potencias rencia si- gnatárias cTaquelle Acto e das Convenções que se lhe succede- ram lhes reconhecessem os que para limites si adoptou. Em e em 1885 foi quando se instituiu o Estado Livre do Congo janeiro de 1884 partia de Lisboa a expedição dos bene- méritos exploradores Capello e Ivens com da occupação onde exercíamos influencia de Benguella e Mossamedes. a sul a capital próprio Estado n'essa época considerou e podia levar a sua exigência Cuango unem e Lubilachi. o fim de tratarem a leste dos districtos na região do alto Zambe- maio. ze septentrional e em isto é. Ainda assim com o meridiano 24. bem que não de expansão além do 6 o entre tão pouco mais a leste das linhas que os lagos pelos seus lados orientaes por reconhecer que Portugal tinha direitos incontestáveis a todos os estados que constituiam o reconhecido Estado do Muatiânvua. tinha todo o direito a fa- o disse no zer reclamações sobre este paiz. cordo sobre gal a ainda não existia o Estado Livre. nem Muquengue do 6 o grau.° cortou parte do paiz Samba (Ussamba de Cameron) que o próprio explorador ínglez Ca- meron confessa que pagava tanto respeitou a tributos ao Muatiânvua. fica demais fora do O em que limite. na Europa. em constantes relações com os Portuguezes de Benguella. mas no Lunda do Muata Gazembe os Babissas Muenes dependentes do Muatiânvua alguns os Muatas e en- e todos visita- dos por Levingstone junto aos affluentes do grande Zambeze e confessado por este explorador. como já meu livro sobre o Lubuco.

tinham apurado todos os homens acostumados áquelle serviço nos sobados do grande conta celho de Malanje. Em em julho de 188i encontramo-nos plêiade de exploradores allemães thico e jovem com uma de que era chefe o sympa- W. onde por vezes e hospedagem Levingstone estrangeiros epochas muito todos os explora- e tem atravessado que dis- a nossa província n'aquelle sentido. deixara a sua residência na fácil margem linha fluvial navegação para o grande Zaire. notando-se que seu pri- . a primeira estabelecia-se definitivamente alem Cnango.occupar os territórios no Centro do Continente fora planeado entre as nossas províncias de Angola e Moçambique por meio de Estações Civilisadoras. Stanley que só principiou a ma- mezes depois. Paul do Lulua sendo o fim daquelles procurarem uma de Pogge pouco antes. 1884. imitação das Patrulhas que ha séculos se instituíram de Loanda a tantes tiveram dores na província de Angola e ainda hoje existem em Cassanje. Expedição Porlugueza que eu estabelecer Estações falta e a a partir & tinha o encargo de de Malanje de carregadores. A este e Ivens tempo os nossos beneméritos exploradores Capello estavam no Alto Zambeze. por doente. Até esse tempo longe estava Portugal de pensar que auxiliando os exploradores allemães nos seus intentos estava coo- perando para a nifestar-se seis A empreza de H. teve de marchar por secções e não obstante isso em 31 de outubro do mesmo anno. Wissmann que de infanteria official Malanje por conta da Sociedade Africana de Berlim que trabalhava de ac- cordo com Belgas tempo Associação Internacional fundada pelo Rei dos se a dirigia Lubuco onde o ao dr. por isso que maior de Machados dirigi a e luctando com a grande expedição allemã Carvalho que sete mezes antes d'es- também fora para o Lubuco.

se não definiram os limites a leste da nossa pro- Angola com as possessões da Associação Internacio- porque Convenções a já Convenção em Portugal feitas foi feita em virtude das por aquella Associação com os Estados Unidos da America. a sul o curso do Cuango. 8 de . Hespanha. o á sua intersecção partir d'este ponto na direcção E porque víncia de nal ? do com o rio Cuango. Austria-Hungria. Império da Allemanha. Portanto as duas expedições portuguezas que partiram de no primeiro semestre de 1884 quando ainda se nâo Lisboa pensava na Europa na creação do Estado Livre do Congo. Paizes-Baixos.— IO — meiro accampamento junto ao grande rio fora em 11 de se- tembro. Itália. Qual foi d'esses limites? Dil-o o arl. 3. França e Reinos Unidos da Suécia e Noruega nas datas de 22 de abril.° d'essa a fixação convenção: Partindo da embocadura do rio Zaire até ao Noqui seguindo os pontos indicados parallelo d'este até sobre que não tem havido contestação. a influencia da esphera de desempenho das Instrucções que lhe fo- * Em 14 de fevereiro de 1885 fez-se em Berlim a Convenção entre Portugal e a Associação Internacional do Congo funda- da pelo Rei dos Belgas no desejo de regular as relações da Monarchia portugueza com a Associação e ao mesmo tempo fixar os limites das suas possessões respectivas na Africa Oc- no que interveio como medianeira amigável cidental a Repu- blica Franceza. Inglaterra. já estavam por ordem do seu governo nas regiões centraes do Continente onde ha séculos chegava sua actividade e no ram confiadas.

II novembro. 5 e 10 de fevereiro de racter especial meira três conteem determinação de destas com limites. reconhecido. 7 de ja- um ca- 1885 e neiro. 6. é geral que se preparou e a da França não chegou a ser conferencia de Berlim cujo Acto assignado aos 26 dias do foi e é d'esta conferencia mez do do Rei dos Belgas que passou ciativa fevereira de 1885 que sahio o novo Estado devido a á ini- denominar-se Estado Livre do Congo. cercado de apoio e saudado pelas acclamaçõesde toda Europa. O Estado do Congo Berlim. o do novo Estado a crear. que eram os limites reconhecidos pela Allema- nha e todas as demais potencias que haviam concluido Convenções com a Associação Internacianal do Congo.° reconheceu as fronteiras do território da Associação. junta á ou antes o meridiano 24. territorialement constitué aujourd'hui dans des limites precises. 24 e 29 de dezembro de 1884. o pa- limite.° bilachi rallelo 6. Banning. 16. resultado dos tratados successivamente concluidos pela Associação Internacional com a Allemanha.° de agosto de 1885 o Rei-Soberano do novo Estado a todas as potencias fez declaração em respeito á neutralidade. a França e Portugal. No 1. sahiu da conferencia de delimitado. sendo a pri de Allemanha de 8 de novembro de 1884 que no seu a art. trabalhos notificados na conferencia de Berlim e annexos aos seus processos e são os seguintes: . depois d'isto.° a sul E e la está entre o a leste do Equador como seu Cuango e o Lo- de Graeenwich. neulralisado em principio. taes como foram indicadas na carta mesma Convenção. mostrando quaes os limites d'esse Estado. 19. diz E. e depois de assignado o Tratado da Gran- com Bretanha Portugal sobre a antiga questão do Zaire que por opposição da Allemanha ratificado.

. en suivant autant que possible la ligne de partage d'eaux du bassin de la Licona-Nkun- dja. suivant autant que possible une division naturelle du terrain. — 12 — Au nord: Une droite íigne 1'embouchure de de baie la la partant de 1'océan Atlantique et joignant rivière se jelte dans Ja qui mer au sud de Cabinda. Le cours du Luculla jusqu'à son coníluent avec le Ghiloango (Luango-Luce) La quà rivière Chiloango depuis Fembouchure du Lnculla jus- sa source la plus septentrionale La crête de partage des eaux du Niadi-Quillou et du Gongo jusqu'au dela du méridien de Manyanga. parallèle de latitude 30 degré de longitude est nord jusqu'à sa jonction avec de Greenwich. aboutisse entre la station Manyanga de Ntombo-Mataka. .. Le parallèle de ce dernier point prolongue section avec le méridien jusquà son du coníluent du Culacalla avec interle Lu- culla. le . prés de Ponta Vermelha. Une ligne à déterminer et qui. Le Congo jusqu'au Stanley-Pool La ligne médiane du Stanley-Pool. . Le Congo jusqu'à un point à déterminer en amont de la ri- vière Licona-Nkundja Une ligne à déterminer depuis ce point jusqu'au 17 e degré de longitude est de Greenwich. à Cabo- Lombo. Le méridien ainsi determine jusqu'à sa recontre avec la ri- vière Lnculla. Le 17 e degré de longitude ction avec le 4 Le 4 e e 9 est de Greenwich jusqu'à sa jon- parallèle de latitude nord. en un point situe sur la et la cataracte partie navigable de du fleuve.

. vière rencontre du méridien qui la rivière Le cours du Gongo depuis Uango jusqu'à la qui entre 1'embouchure du Congo et la dcbouche au sud de la ri- baie de Cabinda. prés de Ponta Vermelha. para que o leitor conheça . e Le cours du Quango jusqu'à la rencontre du parallèle de ISoltlci Le parallèle de Nokki jnsqu'à passe par Tembouchure de A la le de Uango-Uango confluent de la rivière Uango- mer. lac Tanganyka. parallèle de latitude sud jusciu'au point de intersection du Quango. lac Au sud: Une ligne menée de rextrémité méridionale du rencontre du 24 weolo jusqu'à la Greenwich suivant Gongo et la e lac Bang- degré de longitude est de crête de partage entre les eaux du du Zambèse. 1'ouest: L'océan Atlantique. . menée du lac Tanganyka au lac Moero par 30' de latitude sud. et celles La créte de partage des eaux qui appartiennent au bassin du Kassai entre Le O le 12 e et le 6 e parallèle de latitude sud. La ligne médiane du lac Moero. . Bangweolo. — i3 — A 1'est: Le 30 degré de longitude tí teur de Une o I ligne menée de droite longitude est avec le La ligne médiane du Une o la hau- ligne droite Tintersection du 30' degré de parallèle de 1'extrémité septentrionale 8 Greenwich jusqirà est de 20' de latitude sud du lac I o 20' de latitude sud jusqu'à Tanganyka. Le cours d'eau qui unit le lac La du rive occidentale Moero au lac Bangweolo. Observação— É o normando nosso.

como se uma do Zaire.° e do capitulo III— Declaração relativa á neutralidade dos . . tório. vêse bem que sendo tão insi- relação á grandeza territorial das possessões da província de Angola e á que pertencia a Associação Internacional. Vejamos agora se Portugal pela sua parte desistiu dos seus direitos de secuios sobre esta região? De modo algum. fica exposto.— i4 — que a grandeza do Cuango que limita a nossa possessão de Angola com do Estado Livre ficou a bem determinada pelo Soberano do Estado na sua declaração ás potencias signatárias do Acto da Conferencia de Berlim. No acto da conferencia de Berlim conside- rado o território do Muatiânvua delimitado a norte e leste pelo Estado Livre do Congo. que se não com tinguiu esse limite que era o de leste da província dis- a pos- sessão da Associação. o resto era o curso do Cuango para o e sul. 12. comprehendia-se até ao encontro do outro parallelo que se- guia pelo 6 o grau S do Equador do Cuango até ao meridianno 24° a leste do de Greenwich. não desistiu continuar a exercer direitos de soberania ou de protectorado. o novo Estado. e bastou dizer que depois da intersecção do parallelo doNoqui. pois. e por esse facto Portugal. ou melhor as cristas — apenas se considerou esse terri- consideraram: o Estado Livre e uma parte a norte da nossa província e outras regiões. não só sobre esse como sobre outros territórios mais a sul e leste. nem antes a Associação Internacional. a oeste pelo Cuango e a sul por linha tortuosa Zambeze e passando entre as nascentes dos affluentes do as dos affluentes divisórias d'aquellas aguas. bem demonstrado que nunca Está. pensaram de se apossar da Lunda ou dos territórios do Estado de Muatiânvua. dentro dos limites do commercio livre. .° porque tinha a seu favor os três artigos IO. — do a parte rio Cuango que as delimitava.Depois do que em gnificante. a 11.

o mesmo que se deu com as outras po- tencias. o Times de Londres. foi o meu ali foi a mi- appareceu. em março não se ignorava no mundo civilisado que Porde 1884 organisava de que eu era chefe para as antigas relações com ir em Lisboa uma Expedição ao Estado do Muatiânvua reatar o seu potentado e outros fins. sendo o primeiro jornal estrangeiro a dar noticia da organisação d'essa expedição. nha. Portugal n^ssa conferencia não tratou de fixar os limites das nem suas possessões no Continente. dos terrenos que estavam na esphera de sua influencia: apresentou-se apenas com a Con- venção que fizera com a Associação Internacional que passou para o Estado Livre. principio por que lembrar uma affirmação do serio explorador dr. quem .» estimado amigo o dr. a comitiva mais rica que Não fui eu. na 1881. recorrendo ape- nas ao que é dos nossos dias e actuaes de argu- direitos de indígenas da região a bem presente ainda entre os me reporto. n'uma conferencia em Loanda. depois de Rodrigues Graça. Buchner. # # Sem querermos remontar * ao que passou á historia e tão des- prezado tem sido pelas nações estrangeiras á falta mentos para nos contestarem os nossos valiosos conquista.— i5 — territórios comprehendidos na bacia convencional do Congo. Mrx Buchner. Além tugal d'isso. depois do seu regresso da noite de 1 de setembro de Mussumba: «Estou convencido que. do Acto Geral da Conferencia de Berlim. de descobertas e de explorações.

satisfazer aos pedidos do nem Muatiânvua que que- auctoridade e forças militares de Sua Magestade Fí- . tendo pas- sado o Cassai e seguindo rumo do norte marginando o Lulua e a certa altura dirigiu-se directamente a em 3 de setembro d'esse Gabebe.— i6 — primeiro nos apresentou este respeitável e lembrado Portugal porque cTelle ouviu para a fallar Mussumba de Gauenda nome para muitas vezes no transito e n'esta Mussumba onde esteve mezes. já tinha Bomão. seis O velho portuguez europeu. a S. que falleceu nas terras da Lunda. senhora dos mattos e era conhecida de Angola. aonde chegou nho do mesmo anno. onde chegou anno e ahi se estabeleceu até no- vembro de 1847. 48 de março. titulo por que os indígenas julgavam devido á protecção de Sua Magestade Fidelíssima. gola. Aqui demorou-se até de onde partiu. do Equador. Mussumba do Muatiânvua então em Gabebe. Dirigiu-se Graça primeiro ao Bié. in- strucções especiaes sobre fins políticos do governador de An- Bressane Leite. possível a Bodrigues Graça demorar-se por mais tempo na Mussumba esperando ordens do governador de Angola para fazer occupar as capitães dos Begulos mais importantes com quem tão pouco ria uma poude havia tratado sobre essas occupações. Antes d'elle. para passar ao interior do Continente n'uma extendo recebido antes. Anna muito conhecida nos sertões de além Cuango. deixou a sua moradia no Bango Aquitamba no Golungo-Alto abril em 24 de de 1843. também Não fora estado n'aquella Mussumba o europeu negociante. Dembo e Alala. por entre o 12° e 10° graus para a em 6 de ju- de maio de 1846. negociante sertanejo. onde mantinha relações. ploração commercial. José Xavier A exploração commercial Joaquina dos Santos Silva. era já de sociedade com D.

S. dirigindo então tas. e por ul- de Machado. Lourenço Bezerra Correia Pinto. estabeleceu se bundo o portuguez Carneiro com uma feitoria em Quim- commercial. o Muatiânvua di- quem es- ir tabelecer-se na Em 1850. seu empregado Saturnino de Sousa Machado. a mandou chamar de 1849 para 1850 para Mussumba (Cabebe). a da Lunda.Mussumba delissima na a Loanda seu tio fossem na sua companhia no regresso e Quiota e outros fidalgos para receberem or- dens do governador de Angola. em Ambaquis- 1860. chegando este ultimo. sob a firma Carneiro sociando-se timo se mantém ainda hoje só sob a firma & Machado. António Lopes de Carvalho e José do Telhado foram seus aviados no commercio e percorreram em diversos em algumas sentidos todo o interior da Lunda e permaneceram das suas melhores localidades. E' depois d'esta data que Gonçalves e João Baptista. por mais de estar estabelecido e por bastante tempo no Cas- songo de Cameron no Niiangue. Lourenço Bezerra estabelece-se definitivamente na Mussumba. de Benguella. que depois se desenvolveu e tornou-se commercial e agrícola. em Loanda. outro negociante sertanejo portuguez. no 10°. depois de ter cegado em meados do anno de 1885. se teem internado pelos sertões uma vez. e eslabelecia-se terras do grande potentado reita com retirada. doença de que morreu. commerciantes portuguezes europeus. e retira pouco Buchner em dezembro de 1879.. as- mais tarde a Carneiro. Joaquim Rodrigues Graça. na margem do Eqr. da qual vários portnguezes e entre outros João de Carvalho (vulgo da também me lembra Catepa). lat. com uma colónia agrícola importante de o auxilio de braços lundas antes da chegada do explorador dr. . por estar bastante mal da vista. do Cassai. pouco mais ou menos. Em princípios de destino em a 1848 estava em jornada de Loanda. 30' Xa Cambunje.

sobretudo os cabeças de leitura do meu livro — O Lubuco — escripto o anno passado. l Em Mona Samba Mahango. Manuel Cuquemba. que depois de 18i5 até esta data interrupções. Portuguezes. Fernandes de Sousa e chefe principal dos Xinjes. euque tanto estes como os indígenas manteem a região a norte do pa- a-S do Eqr. em povoações de Na desde Quiocos. No Capenda Camulemba. lá transita- . 1877 um.— i8 — Saturnino Machado. cellos. foi com um em novembro de 1883 para Cabau no Lubuco do Muquengue. e a região a sul com as do districto de Benguella. emfim. constituindo uma sociedade. deixando a sua feitoria no Quimbundo entregue aos seus empregados portu- guezes. muito esclarece sobre os estabelecimentos portuguezes que de 1857 para cá tem havido na região da Lunda e sobre muitos viajantes que por ram. José António de Vascon- belecidos. maior parte dos Ambaquistas. António Lopes de Carvalho. Tudo sem isto prova. deixamos esta- entre outros portuguezes. teem residido em constantemente relações commerciaes rallelo 10° de Loanda A 1 A diversas localidades da Mussumba do Muatiânvua. tribu de Xinjes. Junto de Mona Muchico (Quiniama) na margem direita da Gama e ou- Luchico mantem-se ha muitos annos Correia da tros. Fragoso Garcia. com os diversos conselhos do districto .. dos associados. Caetano Xavier da colónia de Silva. margem esquerda do Chiumbue. estão residindo dois com uma dos quaes conheci : diversos Ambaquistas. Braga e seu irmão. e outro. João da Silva. Lunda e na própria ropeus e africanos. Diogo Silva e outros. No Cabango está ha 15 annos residindo Ambaquistas.

raro é aquelle onde se não encontra homens. coser trabalhar alguns e de sapateiro. sob de la civilisation latine Afrique. porque vivem maritalmente rios e a ou com uma sua filha.— 19 — núcleos de colonisação. sâo potentados indígenas. que no dirigir a bem et surtout porta- de agosto de 1880 tomei a liber- Sua Magestade o Rei dos Belgas. e assim se con- tam muitas mulheres lundas com filhos portuguezes que os pães educam como os seus os educaram. E' topa rara povoação. ferreiro. se nota facto das reversões. onde se não de Angola. tanto Cuango? da província de Angola como da Lunda. mulheres e filhos de Angolenses e mulheres da Lunda completamente modificadas nos seus usos e costumes. concessão que é feita pelo potentado ao Ambaquista como prova que o distingue por ser fim.° este facto. não ainda na Carta que. em- com uma parenta qualquer. e também podemos filho dizer nos concelhos do districto de Loanda que visitámos. ou sua prima. por isso da direi agora apenas. um emigração se dão muitas vezes porque não encontraremos natural a ex- pansão expontânea dos Portuguezes naturaes. se onde se dá a também o nos paizes para que se migra. área a territorial. para onde ha mais de um século tende . para escla- recimento na Conferencia de Bruxellas. etc. a com um portuguez em território da Lunda. são seus secretá- muito estimados dos maior parte seus parentes. sobre a magna questão escravatura da e escravidão no centro dWfrica. ou europeus da província de Angola para além Se a aquella. pelo facto de saberem ler e escrever. se na Europa a emigração dos povos é facto natural. ou. Portuguez da sua amisade e muita confiança. ou sua sobrinha. Tenho a consciência de haver explicado só no citado livro o titulo gaise e?i dade de — O Lubuco — mas — L'influence 1. se as correntes de em sentidos oppostos entre os colonisação mesmos paizes .

deu na provincia de Angola desenvolvimento e Andongo. não só os Ambaquistas. conti- expandir-se para além do Cuango até aos confins a a leste do Mualiânvua. única possessão. era tudo como se fosse uma. que tem sido expontânea e pouco sem que o zas. mantida ha muitos annos por portuguezes nos Estados do Mnatiânvua. quer da colonisação. Malanje para norte d'estes dois últimos con- celhos. se houvesse mesmo um cadas- tro dos nascimentos. quer ros. Mais tarde. Esta expansão. vel as correntes fos- tornar-se-hia muito mais palpá- que em sentido contrario migram e se fixam pelo menos por alguns annos . a lingua. e semelhantemente na nossa a respeito aos indivíduos oriundos da Lunda. mas os transformados por elles e todos nuaram debaixo da denominação de quimbares. uma occupação effectiva.— 20 — constantemente a fazer-se a expansão dos seus habitantes sem de menores grandezas. dizer-se um um creoulo que vos que hoje habitam Se isto a não é a feita a pouco as auctoridades portugue- educação da infância dos emigrantes dialecto de também ambundo e portuguez pôde se fala entre os diversos po- Lunda. e faltar Governo de Portu- o que se não pôde negar é que entre a nossa possessão de Angola e aquelles Estados nunca houveram limites que nos separassem. de óbitos e de entradas e de sahidas de em Portuguezes europeus e africanos estados que constituem com provincia Lunda. para além do seu recinto. dígenas de Cassanje e territórios já ás populações in- Duque de Bragança. . Pungo. das modificações de usos e costumes. ver- que nas totalidades se-hia qualquer das tribus ou já não eram indifferentes os núme- quer tratando da emigração. A expansão de Ambaquistas. por as auctoridades constituídas por parte do gal. tenham percebido comsigo arrastou e o mais é.

— 21
para onde reciproca e voluntariamente migravam os indígenas

um

de

do outro lado do

e

E quando

rio

Guango.

se trata do alargamento de espheras de influen-

de qualquer potencia sobre territórios vísinhos, decerto que

cia

as melhores bases são as intimas relações que se

manteem

pela

expontaneidade dos povos e começadas de ha séculos.

Mas

estas relações não são d'aquellas

que na actualidade se

attribuem ao domínio que pretendem exercer os povos
sados sobre os não civilisados, isto

é,

um

de

ci vi li-

lado a humilha-

ção, do outro a força, cercada de todos os instrumentos apre-

— de

feiçoados,

modo que

seja bastante para impôr-se a

com

estes,

um

pequeno numero

numero muito maior, mas

inde-

feso.

Não, senhor. Estas relações são, além de commerciaes, de

amisade, familiares, e os emigrantes civilisados, ou antes, pois

me

parece mais adequado, os ex-patriados voluntários

dos, sujeilam-se

sem repugnância

ás auctoridades constituídas

entre os indígenas e se algumas pendências teem
tantes da povoação

em que

civilisa-

vive ou

com

com

estranhos,

os habi-

submettem

as decisões de suas querellas ao chefe da povoação ou da tribu

ou do Estado e acceitam

E não

se pense ainda,

bem

as decisões.

como

é

vulgar querer fazer suppôr,

que o fim principal de manter estas relações por parte dos
dígenas é
artigos

a

in-

da permutação de gente que lhes não serve por

de commercio europeu. Já Joaquim Rodrigues Graça

(note-se),

em

1846, ouviu ao Muatianvua Noeji:

«Tenho ouvido dizer que
Angola) não

compram

cera e marfim

;

e

a

(referia-se aos negociantes de

tantos escravos e que mais

procuram

prohibição d'eíles tem causado a

falta

de

fazendas e mais géneros do nosso consumo, motivo porque os
negociantes teem soffrido prejuízos

;

além de que, está

em

pra-

— 22 —
tica escravisar os

que commettem crimes de assassínio, roubo,

adultério, desobedientes, feiteiceiros, e não

compre, somos obrigados
mais, e se o

me

não

mandal-os matar para exemplo dos

Muene Puto prohibir

d'elles, outro

meio

em

felizes os

meus

antecessores, porque

commer-

escravos: elles eram procurados n'estas terras; ha-

abundância de fazendas, agora faltam. Estou prompto a

via

cumprir as ordens de Muene Puto,
a

venda

a

resta para punil-os.

«Foram mais
ciaram

a

havendo quem os

l

mas ha de

elle

conceder

compra dos meus escravos para o Calunga (para embarque,

como no tempo dos

destino ao Brazil) e que seja o commercio

meus antecessores.»

A

resposta de Rodrigues Graça

foi,

como não podia deixar

de ser:

«O que

a lei

ordena,

Muene Puto não

desfaz e achando-se

abolido o trafico de escravos, não se pôde conceder a sua ex-

Podeis vendel-os

portação.

em

vossas terras,

empregados na lavoura, pesca, caça
nos são úteis; empregae-os

e

em

também na

mas

elles

serão

outros officios, que

agricultura e na caça

de que tanto abundam as vossas mattas. Se annuirdes, o Governo fará

meus

os

E'

em

vosso beneficio o que puder e se não acceitaes

conselhos, não vos deveis queixar do resultado.»

de crer que fosse de facto

quando os indígenas começaram
realidade,

1

a

a

abolição do trafico, isto é,

comprehender que era uma

por parte das auctoridades portnguezas, essa abo-

O Muene Puto

n'este caso era o governador Bressane Leite que R.

Graça

representava; as ordens, era não vender gente aos negociantes de Angola.

— 23 —
que medidas repressivas se adoptaram contra os

lição, e

ctores

da

que principiaram a

lei;

afíluir

infra-

as terras da Lunda

expatriados voluntários dos concelhos mais a leste do districto

de Loanda

não

;

tureiros que

os

direi

que estes fossem colonos, mas sim aven-

encontravam onde exercer com mais vantagem

ali

conhecimentos adquiridos pela sua educação, sendo certo
passados alguns annos, tinham constituído família, e

que,

to-

dos procuravam adquirir meios para regressarem á província
nas

e estabelecerem-se

que mais lhes convinha,

localidades

sendo raro o que voltava á terra da sua naturalidade; e é
baca

quem mais

nem

lenha possue.

Am-

se sente d'esse facto, pois pode dizerse que

Depois de Joaquim Rodrigues Graça, havendo nos concelhos

mais

a leste

da província de Angola, continuadamente noticias

da região da Lunda pelas comitivas do commercio indígena da
província de Angola que todos os annos atravessavam

versos sentidos essa região

em

em 1874

em um

com

em

potentado famigerado

que por distincção usava

para sondar o terreno que pisava, sobre o

peito ou sobre as costas dos escravos

prostravam

Europa, onde

ou levantava do throno sem se

as pontas das duas lanças,

uma em cada mão

tal

á

throno constituído de grandes dentes

de marfim e não se sentava
apoiar

chegavam

o Muatiânvua era o

que se sentava

di-

procura de borracha e de mar-

fim; é certo que, essas noticias não

ainda

em

que humilhantemente se

torno d'esse throno.

pasmo dos exploradores allemães,

dr.

Paul Pogge e tenente A. Lux, quando, no anno de 1875,

em

Grande

Malanje,

foi,

pois,

reconheceram que, na

europeus estavam
tentados

o

de toda

nham de aprender

em
a

capital, todos os

directas relações

Lunda

a lingua

e

com

com

portuguezes

os principaes po-

o próprio Muatiânvua e

ti-

portugueza para se poderem fazer

comprehender naquella região.

— 24 —
Chegando

a

Quimbumdo, de onde regressou Lux, maior

seu espanto quando foram recebidos principescamente na

de Saturnino Machado e este lhes provou que

toria

em

foi

o

fei-

todos

os estados e tribus que constituem os dominios do Muatiânvua,

encontrariam Portuguezes promptos a darem-lhes
hospitalidade,

em

principalmente continuando

a

costumada

a trilhar o

caminho

que iam, aberto pelos Portuguezes para a Mussumba e que

toda

vastíssima

essa

graus de

lat.

a

região até ao Luallaba entre o 6

o

e 12°

S do Eqr. estava explorada e muito conhecida

dos Portuguezes; e se d'ella não havia publicidade na Europa
era isso devido aos Portuguezes

estarem tão familiarisados

nessa região como se fosse sua própria, e na maior parte an-

darem por

ali

não como simples amadores de viagens e de cu-

riosidades e sim tratando de seus interesses, de alcançarem re-

cursos que melhor lhes proporcionasse a lucta pela vida.
Retirou o dr. Pogge
rio

em 187C

mente por E. Réclus, não é só
J.

e

nunca se publicou o relató-

dessa sua viagem e o que d'ella conheço escripto ultima-

Rodrigues Graça relatou

não obstante

a

deficiente relativamente ao

em

que

1847, mas muito imperfeito,

maior parte das informações lhe serem forne-

cidas por escripto por Lourenço Rezerra Correia Pinto.

Seguiu-se ao dr. P. Pogge, Otto Shútt

Portuguezes,

foi

das difficuldades
alcançar

em

1877, que,

com

amparado de povoação em povoação depois

com que luctaram

passagem no

rio

Cuango

ás terras de Maii Munene, na

outros Portuguezes para lhe
e ainda assim tendo

margem

direita

do

rio

chegado

Luachimo,

viu-se forçado a retirar.

O modesto

dr.

Max Buchner preparou-se em Malanje com

o

indispensável estudo da lingua portugueza e conhecendo que a
região
las

da Lunda estava muito conhecida dos Portuguezes pe-

explorações commerciaes que todos os annos ha

tempo para

muito

ahi se dirigiam, suppoz tirar partido para a sciencia

— 25 —
e intentava proseguir no projecto de travessia de seu antecessor

Pogge pela Mussumba do Muat'ânvua

e elle

que por vezes eu

tenho manifestado suas superiores qualidades é

«Não me

é

quem nos

diz:

dado fazer uma narração de successos que pos-

sam comparar-se com

as dos

grandes viajantes africanos, por-

que nem percorri territórios desconhecidos, nem os caminhos

me

por onde transitei

offereceram ensejos para novas desco-

bertas para a sciencia.»

Era o principal intento do nosso amigo Buchner faser
vessia para Zamzibar, o que não

a tra-

poude infelizmente conseguir

por imperiosas circumstancias.

É depois

delle,

que voltou

em

1881 o dr. Pogge com Wis-

smann que então por conselhos de Saturnino Machado com guias
que lhes forneceu, bons empregados portuguezes que este e seu
irmão lhes proporcionaram e ainda com o auxilio do Quiõco

Mona Congolo
chefe

e seu sequilo

Muquengue que

seguiram para o Lubuco de que era

já estava relacionado

com Portuguezes.

São pois os illustrados exploradores allemães, os últimos e
outros que se lhe seguiram depois

para

a constituição

em 1884 que

trabalharam

do Estado Livre do Congo, bons testemu-

nhos do que temos asseverado com respeito ás intimas relações de Portuguezes

A

com

os povos da Lunda.

área territorial da Lunda, isto é os domínios conhecidos

do Estado do Muatiânvua são ainda pelos homens mais velhos
das tribus considerados,
lat.

S do Eqr.,

a

terminando

a

norte

no

6.°

grau

Oeste o Cuango até ás nascentes, a sul se-

— 26 —
guindo as cristas das divisórias de aguas que correm para o

Zambeze

Zaire e

Cazembe

ao

até

as terras do

e a leste na parte mais a sul eslendendo-se
e ao norte

do parallelo 10.° confinando com

Samba, Rua e Cassongo.

vê que estas delimitações são as reconhecidas pelos

Já se

indígenas porque

embora povos extranhos tenham vindo
Lunda;

tributos aos Muatas da

é certo

es-

não paguem

tabelecesse e crear povoações dentro delias e

que estes mesmo dizem

sem o pensamento reservado de humilhação ou obdiencia ao
Muatiânvua que as terras onde estão pertencem ao Muatiânvua
e d'estes

mesmo

ha

potentados que asseveram que aquellas

terras lhes foram dadas pelo Muatiânvua.

passa e

deu

as

se

8.° os

uma

lenda que

mantém, sem que possam dizer que Muatiânvua

e qual

dos seus ascendentes, o que as recebeu.

Costumaram-se estes povos
do

—É

a

considerar os das tribus a norte

mais selvagens com excepção de entre o Luangue

o Cassai que os contam para o norte do

7.° e

por isso

foi

e

pa-

de grande surpreza ha 20 annos que junto ao 6.° en-

ra elles

tre o Cassai e o

Lulua se tivesse encontrado

um

povo que se

destinguia dos visinhos e tão promptamente se disposesse a
modificar seus costumes bárbaros do que tiraram proveito os

Portuguezes de Angola
de que

já dei

— refiro-me

conhecimento

;

ao Lubuco do

Muquengue

povo este que ainda hoje não

me

posso conformar faça parte do Estado Livre.

E

a

propósito direi que na Conferencia de Berlim, as po-

tencias signatárias do Acto geral corroborando as convenções

especiaes de cada uma,

com Associação

Internacional fundada

pelo Rei dos Belgas, deviam resalvar o que não

demarcação de limites da área

eram os

A

direitos

resalvo na

da Associação que

de terceiros.

convenção com

Portugal

territorial

foi

o soubesse

a

Allemanha que teve lugar, sem que

em 8 de novembro

de 1884,

a

primeira

27

que teve o caracter especial de

limites, admittindo-os, teria evita-

do complicações futuras, se como na Convenção que mais

de

com

fez

O grau

considerado limite sul entre os rios Cuango

6.° foi

e Lubilachi para o território da Associação e Portugal

viu forçado a fazer a Convenção

se

tar-

Portugal respeitasse as reclamações de terceiros.

com

a

quando

Associação no que

respeitava ao limite da sua província de Angola, tendo de ac-

que

o

ceitar

para leste e o parallelo que passa pelo

existia

Noqui até ao Cuango,

uma

Estado

nas

Muquengue

a

tempo

este

sertanejo Silva Porto e
e

e nos

margens do Moanzangoma
que

se

importante de Portuguezes, estabelecida

colónia

havia annos no

não podia salvar dos limites do novo

em Loebo

o outro

povoados importantes Cabau,

e outras localidades

n'esse

;

notando-

paiz tinha estado o fallecido

eslavam estabelecidos

um em

os dois europeus Saturnino

Cabau

Machado

e

António Lopes de Carvalho.

Como se fez a constituição do Estado do Muatiânvua e como estão distribuídos os povos, dil-o o meu livro especial.
Ethnographia

e

historia tradicional dos povos

da Lunda, Cap.

i

o que respeita mais particularmente ao paiz Lubuco, além da

memoria
outro

livro

Cuango, Cap. n,

mo

a

e ív;

attenção do leitor

nossa causa

Com

— muitos esclarecimentos se encontram em
— Viagem da minha Expedição, de Loanda ao
— para todos estes trabalhos chain

ja citada

meu

o

em

que

e

e

dos que mais se interessam pela

Africa.
fica

para que chamei

tem argumentos

a

exposto e

com

o que se

nos trabalhos

attenção dos leitores, parece que Portugal

sufficientes para continuar a

ferencia a qualquer outra

Nação

a influencia

manter de preque sempre tem

exercido sobre os povos da Lunda ou domínios do Muatiânvua
e não ha o mais

pequeno motivo para que

a

administração do

Estado Livre do Congo possa actualmente basear as suas pre-

tenções a ultrapassar os limites que

a si

mesmo marcou

pe-

rante as potencias signatárias do Acto geral da Conferencia de

Berlim e o soberano desse Estado ratificou pela sua declaração

no

de Agosto de 1885 que publiquei textualmente e na

i.°

própria liguagem

em que

Mas ha mais do que

pelos poderes que

nas Instrucções que

fiados

gestade Fidelíssima
até

escripta.

foi

isto,,

em 28

recebi

foram con-

do governo de Sua Ma-

de Abril de J884 a Lunda que se

esse anno de 1884 se podia

affeição dos seus

me

povos com os

considerar portugueza pela

filhos

da Monarchia portugue-

uns com os outros; tornou-se de

za e das intimas relações de

facto região portugueza, a continuação para leste da nossa pro-

víncia

de Angola, pela firmação de tratados de vassallagem, de

reconhecimentos da Soberania de Portugal, nomeações de auctoridades entre os indígenas independentes das que lhes
próprias,

autos

Loanda, para
cia trocada

de

eram

declarações,

embaixadas que vieram a

tratados

declarações, correspondên-

ratificar

e

por escripto com os principaes potentados e outros

documentos que tudo extractei dos trabalhos da minha missão
politica

nos Estados do Muatiânvua e

lhe dar publicidade nesta occasião

á

pressa coordenei para

em que

a

imprensa estran-

geira nos annuncia as pretenções do Estado Livre.

Sigo n'esta

coordenação

a

por ser esta exactamente

a

Mussumba, terminus, que

foi

ordem de precedência de datas

ordem do nosso
designado para

itinerário para a
a

nossa viagem.

#

No
va

dia 9

de Janeiro de 1885, toda

reunida na Estação

— Costa

a

minha Expedição

e Silva situada

esta-

n'um planalto

pouco affastada das povoações de Mona Samba, de Mona Mu-


tumbo

de Mona Candala,

e

29

margem

direita

do

rio

Cuango, ju-

de Mahango, domínios de Capenda Camulemba

risdicção

butário

do Muatiânvua,

Green.

17°

33'

na

e

S.

lat.

altitude

tri-

do Eqr. 8.° 27'; long. E. de

765 metros acima do

nivel

do

mar.

O

actual

Capenda

é o sobrinho e successor

ter auxiliado as forças portuguezas do

do Pire que por

commando do

major Francisco de Salles Ferreira, contra o rebelde
jaga de Cassanje,
ferido major,

em

—em

fallecido

Ambumba

28 de Março de 1851 recebeu do

re-

attenção aos bons serviços que havia prestado

na captura do jaga e por haver encontrado as insígnias do

jagado

uma

:

espada,

que

nomeação,

elle

uma

banda,

uma

bandeira nacional e a

havia solicitado, de capitão dos portos do

Cuango.
N'esta

Estação

este tempo,

de

nos demoramos até 8 de Março e durante

tal

modo

se

estreitaram as

relações, entre

o pessoal da Expedição e os potentados e seus povos que logo

em 20

Samba

de janeiro por pedido de Mona

ao negociante

portuguez José António de Vasconcellos, lhe concedemos
bandeira nacional

com

a auctorisação

concebida nestes termos

por escripto para

uma

a usar,

:

AUCTORISAÇÃO
Henrique Augusto Dias de Carvalho, major do exercito, chefe

da Expedição portugueza ao xMuatiànvua por Sua Magestade

Fidelíssima, etc.

Atiendendo ao pedido

feito

por Mona

Samba Mahango,

pri-

meiro potentado, súbdito de Capenda Camulemba e aos bons
desejos

que tanto esta soberana como seu povo demonstram

para que seus domínios sejam comprehendidos nos de Sua Magestade Fidellissima, El-Rei de Portugal,

em nome

do governo

) Hen- rique Augusto de Carvalho. melênba. gum tempo do que toda a a Expedição teve de se demorar mais eu calculara. mo e a meu cargo aeha-se reunida n'esta Estação desde 9 de janeiro ultimo. por esla lhe concedi de içar todos os dias junto da sua residência que reconhece como única cional. Copia. havendo passado a ultima divisão o rio Cuango. — Estação Costa — Jurisdicção de e Silva. a não ignora.— 17°. Manuel Rodrigues da Cruz. chefe da expedição portugueza ao Muatiânvua. al- com em Mona Samba.°. Eqr. António José de Vasconcellos : negociante na povoação de Mona Quinonga. Depois d'esta auctorisação tratou-se. 33' alt. Recebeu d'esta uma da qual fomos nós portadores copia Mona Samba Mahango. toda a 765 m . Ex. — Expedição Ill Lat. — Como V. para um tratado d'amisade e de discutir as bases de commercio que por algum tempo suppuz. sul. Green. rao Sr. servindo-se . por circumstancias imprevistas que não era dado a mim conseguir fazer firmar como o communiquei ao go- vernador geral de Angola e de que havia encarregado alcançal-o ao negociante José António de Vasconcellos que nomeei delegado d'aquelle Governador n'esta jurisdicção Mahango dos Xinjes mas porque . 27' e long. consegui se firmasse e pompa.— 3o — mesmo Augusto Senhor do . de escrivão Mona Samba. 8. seus Estados margem a da nação protectora dos — Estação portugueza Costa direita permissão a bandeira na- a e Silva em Mahango. residente na sua po- voação. Ex. do Cuango 20 de Janeiro de 1885 (ass. — Território de Capênda Ca- Mahango.

tenho observado vos para comnosco. A V. fa- outros em risca- algodões. cabras. empreguei-os Mona Quinonga para fazer enviar cargas do sitio de aqui. quanto mais não seja. e também com vagar em fasitio zer a minha ultima communicação O que dência. aqui. : — com bois. pólvora. a por essa correspon- que se ha succedido de então para cá terá V. e noite de Os em dias decorridos desde essa data até aquelia. dos. se passou até então. her- deira (sobrinha) e aos mais velhos Conselheiros de Estado. Machado e onde estive hospedado— 13 kilometros a N. a Expedição beneficiado. e é certo Ex.-E. a o occaMão de conhecer pela inclusa que tume ao Governo. em valores Aos seus povos tem sempre superiores áquelles. mandioca. Ex. sollicito como de cos- para ser enviada na mala do Go- verno Geral ao seu destino. Aos potentados (Muananganas) Mona Samba. ginguba. a a Durante a qne minha boa disposição d'estes po- Muene Pulo. do porto em que se effectuou a passagem (Molumbo). a vou pois agora dirigir-me sobre um assumpto muito especial ao engrandecimento da província. Ex. etc. seus filhos. official a as ordens de V. zuartes. com pe- daços de nossas fazendas e ornados de um ou mais fios de mis- sangas ou de contas. Ex. pagando já . Ex. sabe V. mis- sanga. bonets. em que está a casa do negociante C. Sr. Ex. etc. que todos se vêem mais ou menos cobertos. chapéus. filhos do feitos uma e satisfação geral de todos mesmo Estação. cor- respondeu a Expedição aos seus presentes rinhas. milhos. chitas. e quanto estão satis- contentes por termos vindo aqui estabelecer pois dizem elles em nunca suas terras se viu mo tanta riqueza como agora. cuja administração mui acertadamente prezam nossa longa esUda com e Pátria está confiada a V.— 3i — unicamente da nossa canoa Nossa Senhora dos Martyres no dia 28 de dezembro.

jalecos. quer por estar próximo ao Cuango. e finalmente a estes prado os productos de suas terras differença sensível para um ha cubatas. a menos junto Quilolo mesmos povos tem componto de se reconhecer já ás Senzallas. por to- dos estes motivos. mais quer porque seu povo é dos que tenho visto mais se presta ao trabalho e apresenta indícios de querer lisar-se pois e. um Sendo zer tratados dos artigos das Instrucções d'esta Expedição fa- de amisade e commercio com os potentados por onde transitar e sendo o sitio em que está estabelecida esta Estação ate agora o mais importante que conheço e julgo conveniente assegurar. ainda que tidade e v de ourellos. porque e um também de chapéus n'elles a e sapatos para irem ao Peinde trocar por borracha e le- fa- sal zendas. quer se encontra o espirito mercantil. se vê de calças estreitarem-se mesmo tempo que d'elle. onde entre mez. preparando a pouco e pouco o animo dos potentados. se viam canteiros sobrepujados de plantações diversas. fronteira até onde leste dos Xinjes. pareceu-me acertado aproveitar da nossa in- fluencia já e aquelles adquirida. vai acampar por alguns dias pessoal que a nade transportar ao do Muatiânvua. as a organisar Biwgulo — Muata. assim vão ao Cassanje ou esperam os Bangalas para obterem Lui buscar vam-no em pequena quan- quer finalmente porque não muito distante de Cassanje independente d'elle. etc. per- mais as nossas relações com facilitará e auxiliará e communicações reciprocas entre nós mesmo a Lunda activará povos. embora de riscado. Mona Química. a leste 6 milhas. garantiria mais a segurança d'aquelle concelho da província e por estar internado além mittiria ao civi- ou outro. missangas. suas famílias e macotas que fazem parte do Conselho da Estado para se fazer esse tratado. .— 32 — perto de 200 carregadores para o transporte das suas cargas próximo das margens do Cuêngo. pólvora.

mandando-lhe dizer que casa para em e suas terras se ia de Muéne uma fazer um empregado de José de tempos a tempos este mesmo negocio e que para António de Vasconcellos em nome lá iria ahi residir. agradecen- dadiva que lhe mandara de Muéne Puto e dizendo esti- naquellas terras fossem seus filhos estabele- asseverando que seriam tratados com a mesma atten- ção e amisade como se fossem delia e desejando muito que sua irmã e mais pessoas do Estado Mahango chegassem 3 a um . lembrei-me que sendo este território di- duas grandes divisões Mahango. muito agradável. pois estes já consideram aquelle como seu Capenda. lem de se território reunir. ha tempo fallecido e corpo depositado na Senzalla. o qual devia hoje o seu ainda herdar a successão do Capenda Mona Pire. ha pouco fallecido. seu bém tam- tio avô. todo o de Camulemba. Não obstante vidido Samba e em isto. iria Foi a resposta. do-me a mar muito que cer-se. — Estado — de em que Mona Samba. como esperava. que se não limitasse este a apenas aos territórios cidos por Mahango. também não conveniente dispor aquella senhora (Muanan- ser gana) a dar o seu voto favorável quando se lhe pedisse. conhe- só domina e sim a todos os de Capenda Camulemba que nade tomar o governo Mona Mucanzo. logo que façam aqui as cerimonias do enterro do cadáver do irmão Mona Mucamba. filho de Mona Samba. pensei. Achando-se Mona Mucanzo ainda nestas terras de sua mãe dispuz este em primeiro logar a favor da causa que tinha pois conseguindo seu voto no Conselho que para vista.— 33 — Era de toda conveniência. dominada por Mona por sua irmã Mona Buizo. corresponde a tal em fim abranger o tratado. e por isso a mandei cumprimentar e presentear Puto. esta mais ao norte e Cafunfo com portos no Cuango deixaria de fronteiros a Cassanje.

esperava-se que Mona Mu- canzo viesse da sua povoação. çam para poder Para a sua ratificação de- julgar conveniente se fa- ser approvado. porém. e. lembra-me alçado d'esta e uma tal enviar ratificar este tratado. Ex. finalmente. mandará são aqui. o mais daia. para a Ex. da casa para o Oeste. a vassa- lagem destes vastos dominios. parecendo das janeiias sejam presas superiormente divididas no sentido do porque virada aquellas as ella a a nota separada das dimensões das portas de dentro das janellas e das exteriores sobre conveniente que com a V. terras infe- lizmente este morreu e agora o seu óbito leva dias e dias a chorar: por motivo grande demora para tal que negocio. Já consultada toda a família em tratado Gamulemba. Ex. reunião do a a tal Conselho. sinto a resolução de um não ser esta Expedição que a bastante. esbocei as bases do que havia accordo. Ex. Estou convencido que em execução este tratado não tardará muito que o Capenda Malundo fazer um e os seus também procurem análogo e assim teremos por nós. possa obter. melhorasse Mona Gan- Conselheiro que acompanhou para estas antigo Mona Samba Mahango ainda muito joven. fim e julgo indispensáveis e ao aro e deante. deixando pendente das alterações que V. Na supposição que V. a uma embaixada querendo para Estação. a frente cumprimento a seu meio. todo o Xinje que certamente mais tarde e seguirá o que me sabe se V. Mona Buizo (Cafunfo) mandasse um seu representante. con- quem não atrevi a propor por emquanto. a mesmo. os mis- a planta e podem a varanda que dahi ser mandadas. das 2 horas em quartos da frente são muito castigados pelo sol e servem de resguardo como as nossas antigas taboi- .— 34 — accordo comigo sobre as bases do tratado e podiam contar com o seu voto no que respeitava ás suas terras e povo.

Ex. paus de propósito A para apoios. resolverá o que julgue conveniente. officiaes africanos e um bom embora chefe de muita prudência e alguns conhe- cimentos agricolas. 1 80. serralheiro. seria d'uma grande vantagem. de toda seria a um bom conveniência d'alfayate. 65 . venha ou regresse por Cassanje e pelas terras de Muéne Canje ou vice-versa. Para esta Estação. Se a a tinham ra- sobre este ponto. são em V. varanda ainda na 1 m X 2 . . individuo que os não haver quizilias com os filhos da terra. m 70. quando fixadas como digo. in . creia V. 70 m . Sobre este ponto desejavam se consignasse a clausula de que seriam attendidas suas reclamações para mudança de che- quando o Governador Geral. a mande. em casas commerciaes que quizessem Cafunfo estabelecer algumas agencias. suas dimensões são:— 1 porta larga m X centro sobre a varanda l. Lembram-se das guerras de Cassanje maus chefes que ali e attribue-nas aos houve. mas duvidas bem trate e . — Os 25 —2 X aros lateraes na m . foi o que suscitou algu- entre os maiores e os do povo por elles consul- Receiam.85 . A questão do chefe. caso V. a paia motivo seja a tal cargo. feitos cumprimento divisão no sentido do em 2 partes. Ex. Também lembro que a a missão ou embaixada. achasse que fe. ra . missão pudesse ser acompanhada logo de principio com alguns empregados de aqui e elles as fazerem. Poucas difficuldades poderá en- .— 4 janellas mesma 1 m 9 a X . Ex.— não compre- hendidos nas dimensões indicadas. torna-as mais portáteis para transportes e menos pesadas aos apoios.2 — 35 — em nhãs podendo graduar-se sua abertura com uns Lisboa. venha tados. carpinteiro sacerdote.

a Ministro. onde adquiril-as. e recommendo prometia essa V. e por a a fazendas conhece tão que de- bem como eu julgo dispensado de fallar tal. aqui. está ha pouco occupada por um tenho sabido ter em ter já ticias sobrinho de G. vem e trazer é em isso a me . Ex. Ex. sendo o nosso. a V.— 36 — contrar hoje por qualquer cTestes caminhos. Ex. 16 a 20 dias pode calcular se á vontade o itinerário Entre para a estabelecer lá a a expedição de Malanje até aqui. Ex. Este delegado pelas suas boas relações com este povo. que feito ahi algum negocio. . e ainda lembro a grande vantagem económica que haverá em se for- necera expedição de gado que julgo indispensável para rações poupa-se muitos carregadores e com cessários alimentos alem d'ella. A dum mez Estação Ferreira do Amaral. offerece cido O menos conhe- Estações para descanço e já as devidamente acompanhada por força muito res- militar. a o e tendo os carregadores indispensáveis para seguir viagem. o que muito sobretudo quando a Muéne Canje se uma Estação. até que V. demorando-se apenas cessário para descanço será bem o ne- recebida a embaixada pelos povos das immediações e dahi até Muéne Ganje procurando este sem necessidade dangariar carregadores. pode ainda na minha ausência prestar bons . a resolva o que achar mais conveniente sobre tudo o que deixo exposto. será peitada. Havendo cessado os motivos da minha demora V. Ex. sendo com satisfação as ultimas no- 600 de deposito 100 arrobas de borracha e cera. entreguei esta Estação a José de Vasconcellos e no- meei-o interinamente delegado do Governo Geral cTAngola. Ex. carne se compra os ne- Emquanto assumpto que V. Machado. Na de Paiva d'Andrada mesmo. o conhece pela leitura da correspondência a que S.

auctorisa para interinamente funccionar n'estas terras a como delegado do governo geral da província de Angola até que S.-37serviços a esta causa que a V. Ex. mo Ex. nio de Vasconcellos. de fevereiro de 1885. Governador de Angola Deus Guarde a reali- a Y. major do ex. o — Deus guarde a Estação Civilisadora Portugueza Gosta e Silva.% Margem do Guango Quinonga 20 de fevereiro de 1885.) da Província de ral custa deixar pendente e que V. Cumpre-me satisfação e dizer a V. Major Chefe da Expedição Portugueza na Africa Central. a o Sr. o officio de V. Ex. — José Antó- . me forem Ex. Angola— (ass. Ex. Ex. Ex. lll. Ex. a datado de 19 bases para o tratado de amizade e commercio com Mona Samba me — Recebi e Mona Buizo e no fim das quaes V. que farei a que assumo quanto em mim tal cargo com muita caiba não só para o desempenhar o melhor possível como ainda por obter sação do tratado quer informação como V. mo de Mona Ex. Ex. Governador Geral determine o que julgar con- veniente a tal respeito. sitio exigidos. Gons. assumptos outros e me quaesquer esclarecimentos e informações sobre estes mo 15 Governador Ge- Sr. V. Ex. a o Sr. t0 José António de Vasconcellos Delegado do governo geral de Angola na região dos Capendas Hl e mo com Ex mo elle as sr. a também Ex. o Chefe da Expedição Henri- que Augusto Dias de Carvalho. a deseja e por satisfazer a qual- ou esclarecimentos ao meu alcance quando por S. ra0 Sr. — Ill. a entenda ainda ser preciso occupal-o para esse fim antes de tomar qualquer re- obter e solução sobre definitiva a que proponho.

mim um filhos. a Ex- pedição portugueza na Africa central. Mona Palanga. José Faustino Samuel. para foram secretario. composta do chefe Henrique Augusto Dias nando Marques. daram todas e a tratado de ami- Mona os domínios de pela citada Expedição. Mona Gandaia. a o Governador Geral mente Ambango de Garcia Fragoso dos servindo de bases juntas para lidas as sade e commercio. na ambanza de Mona Samba ou Senhora de Mahango. José António de Vasconcellos e os residentes portuguezes Manoel Ro- Mona Samba. pri- meiro macota Camba Angunza. Samba e entre Portugal Mona Cafunfo. Augusto Jayme. para constar a verdade do que . macota do Mona Mucanzo Xá Muncunguile Camba Tandala. António Be- zerra de Lisboa. sub-chefe Agostinho Sise- Manoel Sertório de ajudante Almeida Aguiar. se a tra- deu por findo este auto. esta. irmão do soba Malanje. segundo macota. e o delegado interino do governo geral de Angola. estando presentes Mona Mucanzo. empregado de e os negociantes Manoel João Soares Braga. Manoel Francisco Mucangui. approvação pedindo unica- Sua Magestade Mona Samba. seu delegado. Ex. apresentadas e negociante. e de também Santos. Mona Ca- cimba e Quicanua Gamba Muzumbo. drigues da Cruz. e os empregados da referida Expedição.-38 ATJTO Aos 23 dias do mez de fevereiro de 1885. Cunha João Soares. que sejam mantidas sempre boas rela- ções entre os povos sob os seus dominios e os de Sua Magestade. E não havendo mais nada tar. no que accor- as pessoas presentes. António Gonçalves Gomes. Mona Piri. que muito respeitam. e todos seus que haja por bem enviar para estas terras serio e prudente. um dependente de S. Joaquim Domingues Gomes. do de Carvalho. ficando a sua . Quicola Sonhi.

Joaquim Do- mingos Tambor — Garcia Fragoso dos Santos— José António de Vasconcellos. António Bezerra de Lisboa— José Faustino Samuel. sul 8. na feito construir lat. sem outros encargos. conhecida pelo Portugueza Costa e Silva. e comigo secretario Garcia Fragoso dos Santos. Xá Muncunguile. António de Carvalho Henrique Augusto Dias gues da Cruz rogo de Mona Palanga. nome de Estação podendo do o tempo. delegado interino do governo geral de Angola A rogo de Augusto Jayme. e vai ser assignado pelos que sabem escrever.° 27' e long. Ex. fica sendo esta casa propriedade do Es- portuguez. Para todos os effeitos o chefe desta missão será considera- . seus filhos e mais pessoas de família. Cacimba. uma casa de paredes barradas. da qual planta e alçado se enviam copias ao Governo de Sua Magestade e a S. próximo E de Green. com o consentimento de Mona Mahango (Mona Samba).° 33' ambanza.— A rogo de Mona Samba ou Mona Mahango. consentimento que importou em 50 peças tado de fazenda. — Agostinho Sertório de Almeida Aguiar — Manoel João Soares — Sizenando — Manoel Rodri- Braga— Manoel Francisco rogo de António Gonçalves Gomes. TRATADO Havendo a Expedição portugueza que em missão especial do Governo de Sua Magestade se dirige ao Muatiânvua. Camba Camba Muzumbo. e a rogo pelos que não sabem. a Civilisadora n'eila estabelecer-se a to- missão que o governo de Sua Magestade Fidelíssima haja por bem para esse fim nomear. Quicannua. Manoel Rodrigues da Cruz —A Gunza. á sua 17. a o Conselheiro Gover- nador Geral da província de Angola. Camba Tandala Marques— Manoel Marques— A Bezerra de Lisboa e Quicola Sonhi.— — 9 — se passou.

Os súbditos de Mona Mahango do estiverem ditos em Mona Cafunfo. sendo as medições feitas pelo chefe da povoação mais próxima com a assistência do delegado do governo geral um impunga de Angola. templos religiosos. resol- verá todas as pendências que possam suscitar-se entre Portu- guezes e os povos sob seus domínios. quan- de Sua Magestade Fidelíssima. serão para todos os considerados Portuguezes e como taes baptisados e educados nas escolas das missões. e quando lhes correspondam puni- ções fora da alçada do delegado do governo geral de Angola. . de geral com fi- mais pessoas de família e povos.— 4o — do por Mona Samba. e (representante) de Mona Mahango ou de Mona Cafunfo. quando julgue ne- cessário para mais desenvolvimento da missão ou para o es- tabelecimento de novas. filhos seja qual for a nacionalidade da resgatados effeitos mãe. n'esta região. serão considerados súb- delictos ou crimes praticados por súbdi- portuguezes nesta região. serão punidos na conformidade dos códigos do seu paiz. e gozam dos mesmos direi- tos e regalias que os seus desfructam. edificações. delegado do governo Angola. Os dos súbditos portuguezes nascidos nesta região. As transgressões. armazéns. e áquelles o que O fica quem fará cumprir estipulado neste tratado. assim como os escravos por áquelles e pela missão. por Mona Buizo (Mona Cafunfo) por seus lhos. e será os dois potentados elle que de accordo Mona Samba ou Mona Buizo. delegado do governo geral de Angola. n'esta ou em outra localidade nos do- mínios de xMona Mahango (Samba) ou de zo) fará Mona Cafunfo (Bui- construir casas. tos e de terras portuguezas. offiei- nas e quaesquer outras dependências sem que para isso tenha a pagar mais do que o valor de uma jarda de fazenda por ca- da dez metros quadrados de terreno occupado pelas referidas.

importará em . portuguezas. do competente auto. chefes de povoações e aos seus povos. quando esses soccorros sejam pedidos por qualquer daquelles dois potentados e quando taes soccorros não arrastem comsigo compromissos á colónia e estações portuguezas.— 41 — este remetterá o delinquente debaixo de prisão. será dado julgal-o. fôr em qualquer dos que tenha de acampar pagará uma peça ao chefe d'essa povoação. Junto ás estações ou considerados podem em qualquer localidade dos domínios estabelecer-se feitorias portuguezas. Se o súbdito portuguez pretender estabelecer-se temporariamente (até 2 mezes) em qualquer localidade. em logar terá a pagar ao chefe da localidade. a qual no primeiro caso. terá à sua dispo- para manter a sua auctoridade. todo o auxilio indispensável no cumprimento das clausulas que neste se consignam. á acompanhado primeira auctoridade portugueza como se o crime fosse praticado a em quem terras portuguezas. pela qual paga duas peças e casos. e para esse fim obter Samba ou Mona uma licença de duma mezes Mona Buizo. O súbdito portuguez que só queira transitar pelas terras de Mona Mahango ou Mona Cafunfo. e ainda contra os malfeitores. O sição delegado do governo geral de Angola. com- merciaes ou agrícolas. nas povoações em fa- se o seu fim. terá de pagar quatro peças de zenda a quem pertençam essas terras negociar pelo transito. adquirindo para isso os pretendentes as devidas licenças por intermédio do delegado do governo geral de Angola. então obterá : mas uma licença especial para commercio. por seis ou por um anno. prestar a Mona Mahango. duas peças. ga- necessária força a rantir a segurança de pessoas e bens da colónia e estações Mona Cafunfo. fazendo-se acompanhar de cargas de commercio.

mo senhor.— 42 — em quatro peças de fazenda e no segundo caso. m 90 é a unidade ra equivalente á jarda do indígena) quatro beirames (2 70) e po- dem ser pagas em quaesquer artigos de valores equivalentes. e como tal fica também exercendo as funcçoes de delegado do governo geral de Angola. não o poderá fazer sem feitoria. José António de Vasconcellos. As terras para lavras serão concedidas gratuitamente. 18 de feve^ reiro de J885. fica ella do negociante. por intervenção do delegado do governo geral de Angola. Ex.° 2. o Conselheiro quem deva a vigilância quem por a Governador Geral de An- tomar qualquer resolução. Emquanto. as occupadas por quaesquer edificações nellas mas comprehendi- das. licença de em tará e sua si Mona Mahango ou de Mona Cafunfo. este facto nomeio interinamente chefe da Estação Civilisadora Portugueza Gosta e Silva. procedente aviso do de- legado. Extrahido do livro do expediente da Expedição portugueza ao Muatiânvua n. além das duas que já seis peças. sobre o que se deixa consignado e sob S. Quando o residente construir ca^a barrada para qualquer que seja a grandeza. ficam sujeitas ao que já fica classificado. a (0. As são obtidas licenças como fica dito. tem de pagar ao chefe da povoação. para qualquer destes poten- tados e Ires para o chefe da povoação mais próxima. serão multados no tripulo do valor das licenças. ser entregue esta Estação. que foi presente á votaçãq de Mona . a As peças de fazenda correspondem a fazer e 2 /3 entregues quem pertençam. e os que no prazo de mesmo quinze dias as não tenham pago. o que já communiquei ao mesmo Ex. Estação Civilisadora Portugueza Gosta e Silva. ficando 1 /3 a na delegacia para as despezas que ha Mona Mahango ou a Mona Gafunfo. a a . e esta impor- doze peças de fazenda. não gola. quando nisso concordem as partes interessadas.

Joaquim Domingos Tambor. Camba Gunza.— Henrique Augusto Dias de Carvalho. gola n. Gamba Muzumbo.— Garcia Fragoso dos Santos. — José Faustino Samuel.— A rogo drigues da Cruz. Mona Ga funfo. Mona Gandaia e Mona Piri. Ministro dos 2 de Julho de 1885 Ne- . — Manoel Sertório de Almeida Aguiar. em Ex a o Angunza Muquingi Sr. chefe da Expedição. Mona Mucanzo.— : .— G. onde tivemos de ficar acampados du- rante o tempo das chuvas. delegado interino do governo geral de An- — gola. gócios de Marinha e Ultramar. A rogo de Mona Samba. seguimos para e deste acampamento disse eu a S. Garcia Fragoso dos Santos. Santos. Sise- de Augusto Jayme. António Bezerra de Lisboa. —José Antó- nio de Vasconcellos. Camba Tendala e Quicora Sonhi.° A — Foi publicado no Boletim 35— de foi filho uma concedida sação idêntica da Província de An- 31 de Agosto de 1885. Do valle de Camau. Xá Muncunguile. — Agostinho nando Marques. F. Senhora de Mahango e todos os do seu conselho na sua ambanza em 23 de fevereiro de 1885 e á qual assistiram os Portuguezes residentes no auto que se fez levantar. Cademba.— A rogo de Mona Palanga. Manoel João Soares Braga. —Manoel Rodrigues da Cruz. Expedição partiu para Mona Mucanzo.4 3Samba. de cuja copia foram por- tadores António Beserra de Lisboa e Augusto Jayme. N. —Manoel Ro- —Manoel Francisco Melanguni. A rogo de António Gonçalves Gomes. bandeira nacional e entregue que deixei á a seu pedido uma auctori- mãe. B. lhe Official á leste e passando na povoação do mais velho de Mona Samba.

— 44 — A Os meus 75 me Ex. ponto obrigado aos viajantes e negocian- que vêem de Muene Puto Cassongo. Xinjes. acompanhadas como já disse em nu- na despedida das chuvas. Que o local é salobre prova-o a nossa Expedição que mero de 80 pessoas. encontral-o bom para Estação commerciaí e hospitaleira e se eu podesse sup- por que ali teria me demorar de tanto rado as cousas devidamente para de que dei conhecimento lhe falta a C. Ambaquistas e Malanjes. Pode considerar-se movimento superior a isto em 80 2:500 e é ali dias. Ex. a pou- sada que todos procuram. Ministro S. de 25 a 30. todo o Cassanje (os Bangalas). Isolado de povoações (a mais próxima a 3 horas de marcha). o riacho traz algum peixe e as terras são magnificas para cultura. . melhor que temos bebido em de grandes e rápidas variantes de temperatura no A em estiveram acampadas e não muito agua é excellente. aquelle valle um como a tempo eu teria realisaçâo do Machado mas um bom empregado saiba levar á execução É a Caman deram- a prepa- meu plano quem certamente europeu que o comprehenda e seria para desejar. pode dizer-se de 10 dabril até agora a media do movimento de carregadores não tem deixado de regular por dia. a o Sr. Casséle (todo o Peinde) povoações de Quiocos e de Lun- das para suas transacções. dias de residência no valle de occasião já pelo que ouvi e uma vi. mesmo dia. talvez a toda a viagem. ou isolados ou em tes comitivas ou na companhia daquelles que se dirigem ao Lu- buço. commodamente na ali peior quadra. Pouco antes de terminadas as chuvas. a outra communicação a V.

4 5por isso mesmo bom logar para se formar uma nova. disse-me me mandava pedir não desistisse na volta do Caianvo que este de o executar porque e uns Bangalas mais tei.. seriam para as caravanas e pequenos a negociantes a sua pousada. crea- çoes de gados. portugueza e trabalhadora. racha. n'elle faluma grande fortuna que Muene trajados a . etc. etc. hoje as ca- outras se cons- truiriam boas cubatas. ravanas etc.se consnossa povoação com extensos terrenos marginados lado do reducto e truiria a pelo rio para as lavras que seriam ao nosso e uso d'elles. retorquiram-me: ia fazer a felicidade bem isso era do seu povo e estado quem também. ou outro género de conveniência A e no regresso por bor- como azeite. Ao também por elle protegido. d'onde se forneceriam as caravanas na vinda para o interior a troco de sal. poderia resgatar os escravos que as caravanas levam. etc. um (a que olha reducto de grande área que era mui e fácil Dominado por em este e no logar que demanda mais abarraca- e dentro a Estação e mentos para armazéns. o muito 15 em construir abrigos teem para descanço e dormirem. em que acampam umas das extensa área e isoladas a oeste). alinhadas devidamente e limpo o solo por causa dos fogos. etc. Xá Mujinga a quem communiquei este projecto. e formar uma povoação livre. Estação fornecida de fazendas e de vários artigos de com- mercio e ainda com depósitos de sal. Estas habitações que mais tarde poderiam ser fornecidas de lenha quem a pagasse. o que sei estimam encontrar porque de marchas successivas apenas apuram a 20 kilometros pela necessidade que num dia. com gente nossa. residências de guardas. o pouco tempo e pessoal). Na aba da serra que domina o caminho lembra-rrie conveniente levantar-se (uma fortificação passageira.

se de- vem emprehender com esperança plorações do que ainda resta de dexito bom feliz as grandes ex- nesta parte do Conti- nente e se não fôr assim. el!e Machado inicial-o porque não só para dirigir a Es- se deseja. Seria um modificando Como núcleo de civilisação para estes povos que se iriam a pouco e pouco nos seus hábitos selvagens. tendo aqui sem irem terra lá uma não retirariam para a sua 2 e 3 vezes. eu assim creio. em breves dias nos fugirá para mãos de estran- geiros. era interesse individual o trocarem na- negocio que traziam por outro para voltarem fornecimento. disse escrevi a C. porque vinham aqui das pri- feitoria. reunindo-se uns do Soba ou Ambanza a que pertencem e em Estas comitivas ou poucos ou por conta qualquer dos ponto o quelle com maior O casos. que esse mesmo pouco. Xá Mujinga Xa e lasso a também os fornecerem. cousas a caminho a manutenção não é Umas em princi- vezes as difficil. vêem por conta própria. Ha proximamente 20 dias estiveram comigo uns rapazes do Congo chegados da Mussumba e constituem çada duma expedição que o rei ali a guarda avan- mandara ha tempos acompa- . Caianvo. mas é indispensável tação da parte uma grande de quem o a animal-o para levar por em decerto vacilla um bom empregado como para conseguir o que conhecimentos pio. porquanto os negociantes que vão ao Casséle e Lubuco.4 6Puto nos trazia. Estou na minha. deante este plano. creio e o paiz pode crer. E meiras vezes fazer novos reviros. projecto bem comprehendido o tentasse e não ha a receiar os quem de carregadores porque obtendo na sua nova povoação que decerto estimularia iria os de daria muitos lucros a a falta Uhamba. só havendo estes apoios. É preciso além de resignação e paciência pretende tentar. Estações..

armas. Xanama onde havia muito daquelle nego- mas que mandasse muito mar- lhe retribuiu apenas com 2 pontas e uns 10 ou 12 escravos que fez acompanhar por 2 Cacuatas. ha proximamente 4 annos (note V. Neste firme propósito fizeram dos Chilangues bons soldados . elle precisava. expedição allemã commandada pelo tenente Vissmann de accordo com Muquengue. Malanje. 68 e elle.— 47 — nhada de gente da Lunda que o Muatiânvua mandou apresenirmão com escravos para tar a seu bem) 30 pontas de marfim de Disseram epocha) o rei elles. (se me recordo differentes tamanhos. como signal de amisade e pedindo-lhe para eníabolar relações com- merciaes com o seu cio que sabia paiz. dos nossos interpretes que acompanhou Saturnino Machado ao Cuango que no seu regresso (dezembro de 1884) encontrara em Catála (divisão de Malanje) essa expedição que era composta de muitos carregadores mas nâo afílrma quantos eram. e alguma aguardente e recommendou aos Cacuatas que dissessem ao Muatiânvua que elle os fizera demorar para acompanharem aquelle presente que para conhecer da sua grandeza e ficar sabedor que todo o mar- fim e escravos que lhe mandasse eram Diz um lhe enviava bem pagos. etc. devendo acreditar-se serem mais de cem. ao Muatiânvua Xanama. Encoje. com alguma fazenda. missanga. Entendeu o rei que era pouco e que seu amigo suppunha ser elle algum pobretão e fez demorar os Cacuatas. Organisou uma expedição com 200 homens carregados de fazendas. sob o domínio de Muquengue e â força os formafeito tributar e prestar obediência a este potentado. fim e escravos. Lucala. Ex. A bom mesmo caminho pelo leste da nossa pro- Lombe. pólvora e armas. a a do Gongo mandou-nos e mais alguns. Volta agora e pelo víncia. tem tratado de seguir a politica prussiana unir os pequenos estados independentes a rem um tem só. etc.

Passo agora a dar conhecimento a V. e teem lavrado as terras. a e por andam de povoação em po- lá voação. Os escravos permittem os allemães que as famílias os res- gatem por marfim. com boas devem chegar da Allemanha. recolhendo marfim e escravos. Está este potentado já dominado pelos allemães e as ultimas informações são que tendo aquelles feito grandes canoas seguem com o Muquengue. terror dos inguêrezes é os casas que dizem ser para co- tal. a doutras informa- ções de diversas caravanas e ainda de Ambaquistas e Malanjes . queimando algumas cubatas e matando creações.— 48 — que armaram com suas 500 carabinas que levavam. vêem obediência e — que residência fazer actos de á trazer bons tributos que elle diz serem para os seus filhos brancos que precisam de comer para felicidade do estado porque repartem o que teem com elle. com o chamaDdo-lhes os seus bons filhos do seu estado. marfim lá e soldados ar- mados. Estabeleceram 3 mercados vigiados pelos soldados Chilangues. dizem os informadores. teem feito lonos que O já uma villa. de que em tempo fallei a V. expedição para com o Muquengue se- Pogge ficou um Germano que acom- até Malanje. Na estação apenas panhou o O dr. o Lulua abaixo em direcção ao Zaire onde esperam encontrar uma guirem para outra a villa deste. Ex. tenente Vissmann é bastante intelligente e conheceu o partido que poderia tirar do e era allemão e o Muquengue e seu primitivo bem povo de esperar porque este e os Chilangues de ha muito procuram entabolar relações com Europeus. escravos. potentados distantes. Ex. tudo a pretexto de tributos para o Muquengue que [quem pagam em fazendas a elle fica muito e a felicidade satisfeito e missangas.

auctoridade e dar-lhe conhecimento do retirar e ao mesmo tempo. Este bando é muito respeitado e o negociante que tem gum impedimento tirar antes trata de ir que 4 de doenças na sua comitiva. para poder reo procurar que o impede al- tal a bando tenha referencia á sua pessoa. não mais voltariam á discussão. pagar mais alguns . Não permttte negociantes conseguem chegar ao Muata alguns d'este auctoridade que se passe para o norte e se tal com para alem certeza não passam. nome de um riacho afluente do Guilu dependência de Muata Cumbana e governado por uma auctoridade de nomeação d'a- o segundo as suas conveniências. No me logar a que para receberem os tas emquanto realisam pois logo que a — deita mais sal tros que estão existem grande numero de cuba- refiro negociantes que ahi vão permanecer permutação de todo o a sal que trazem.— 49 — que vêem regressando do Casséle e leste) e mesmo do Caungula negocio que ahi se creio por faz e e do Muata Cumbana (seu sul qnasi unanimes como se faz. o único que conhecem e portanto só querem terras são completamente desprovidas e . que já de ha muito por vontade e determinação dos nossos governos. auctoridade sabe que o negociante não tem bando: — que retirem e deixem logar para ou- chegar com negocio e a auctorisar seu povo a isto corresponde a roubar os que não obedecerem. desgraçadamente. Estas difficuldades justificam-se pela ambição do sal do Lui. e que ao vão confirmar asserções de estrangeiros. Casséle é um umas 18 léguas o nosso NE que toma logrr. mesmo tempo. é actualmante o Cahima quelle (segundo outros Caxima). e de que aquellas desconhecem os pro- cessos de obtel-o dos recursos que a natureza lhe possa ter proporcionado. e pelo com respeito ao que muito des- emquanto no commercio no centro d'África.

pode dizer-se equivalente Sobre o sal estipulado 160 a réis. disse-nos gociantes que temos apparecido de 200 sua cara. é a pouca borra- cha que apparece e escravos. Espelhos nem apertado e quistas vestirem vêl-os querem. pólvora. e escravos de í . tem completas para preço da o negociador de collocar a qui- zeza (o que os Ambaquistas traduzem por traquinadas) que em algumas consiste das cousas. guizos. para não perder o nosso e não nos demorarmos muito tempo. ha dentes porque cem libras de pedem pezo para portanto o que nós compramos. aqui . e ainda 2 jardas de fazenda que será. tecido muito bom de fibras textis de que já tenho visto Ambaem camizolas. taxas etc. por 2 e 3 jardas de fazenda ou seu equivalente. Armas não apreciam e vendem mesmo algumas que teem. pois somos muitos os ne- porque também só o vendem por 300 muxas. porém a que se . transações naquellas as já disse — um rolo de vem empaco- o do Lui que folhas d'arvores a formar terras que terá o muito uma jarda de extensão e 1/10. isto é ao marfim os de ninguém chega. chita ou cado ou xadrez e nunca algodão por muito Não querem algodão por que elles bom que fabricam um ris- seja. Todas as caravanas tem levado escravos. de diâmetro a que chamam muxa e 3 destas é o equivalente a 1 jarda de fazenda. reviro um dos infor- procura.— 5o — medicamentos (emolumentos) que podem ser muitos pois são estipulados pelos dias de demora. — borracha. em mnxas troca de qualquer género. a marfim a borracha. missangas. para satisfazer verem a a sal e cima . O A única Gumbana tado mesmo muito logar é rendoso e por isso em moeda para é o sal como invejado. casacos etc. pois é Offerecem em feitiço troca do sal differentes edades e sexos Presentemente é pouca madores.

Havia ali umas casinholas diz elle. compramos escravos. Ex. vindo os seus filhos novamente ao reviro de sal por sua conta.! — Sinos tornou mais saliente por pertencer a ta um velho ambaquis- bem em portumeu dever não António Francisco. tão natural o a . com e entendo do tanta franqueza elle mas deu como que contava. que se fazia entender deu nos guez. vale tanto como um homem gentio entende ter mais valor e uma . sabe porque? porque o creança. António em 1842 Francisco era alferes dos Moveis e com- mandante da divisão de Caluia do nerado continuou viver no Caluia a agora diz que vai residir no data districto de Malanje. dizia este. pois estes de 20 a 26 muxas medicamentos viar ao me custaram fora as traquinadas (quizéza) e ainda os (emolumentos) para o Cahima e para elle en- Muata». que da mesma forma o estrangeiro que encontrasse na sua viagem. António Francisco. informações que occultar a V. que na verdade não estão nada baratos. falia não pode comprar marfim porque não podemos fazer transportar o sal preciso para isso racha . como ha pouca bor- portanto para não ser perdido tudo. porém Lombe com os seus rapazes. uma de sobrinhos e pessoas que o acompanham e mais os escravos. que lhe perten- ciam e onde vae estabelecer-se com o producto da venda da borracha que leva. «O pequeno negociante como nós.. Regula o escravo por 1:000 a 1:200 réis ! e tanto este como todos os que teem passado ultimamente vão queixosos porque o negocio está Uma mau creança. Exo- como negociante. — fazia a um e ahi teríamos de certo novos Camerons e com os seus portuguezes Coimbrãs (!) a fazer escravos para terras portuguezas e ás rebanha- das prezos uns aos outros.

. comprar homens por 3 e 4 muxas sem traquinadas e vão ao Casséle venderem-nos por 20 e 25 com traquinadas e por causa deste interesse é que elles não con- sentem que nós lá vamos. assim ou rapariga de 7 annos vende-se negociantes de sal por 14 muxas ciante. mas para lá já disse-nos elle. sendo o maior perigo e no ter muito emquanto . e estes são os Mulher de quem Muata já tenha dois e os outros para o sal. vêem dos Muquilengues para baixo do Muata. edade de andarem são vendidos na razão mais ou menos de 2 muxas por anno. ir os indivíduos que o Muata consente ou algum que lhe dá bons mussápos tem boas quipangas (serralhos). Ahi só podem soba ou António a pagar escravo e V. é nosso negocio. vae saber quanto os traz á venda Os escravus filho sr. muito caro Então acha réis ?! que lhe transportasse a carga Mas este quem a compra d'um homem por 1:200 Muito mais que isso teria o é um em a quem trouxe do Casséle até aqui elle ! elle custa a Casséle. acostuma e mais facilmente difficuldade se que o negociante tem de cuidado o precaver-se nas proximidades do logar da compra». indo primeiro ao que lá : um rapaz nas terras do Muata aos e este capital torna-o nego- Muata dar-lhe 2 muxas e com o resto vae aos Muquilengues. Agora se foge por estes contar que volta para o vendedor. sempre até passar o não ha perigo. e adeus sitios accrescenta. .. E esta foi a razão cuidado de os sob É ir porque o António Francisco ao amarrar e fazel-os entrar todos sol posto teve numa cubata de dois parentes. filhos. é o terceiro para o Estes quando chegam a .— 52 — Esta vae acostumar-se aos usos do seu novo dono e fazer-se um bom que o escravo com homem com garantia de que não fugirá lhe foge. a vigilância preciso fazer isto. Guango.

para nós é descanço. Wissmann. Pode continuar tal systema de commercio? E para onde vão todos estes escravos? Justiça a Não passam de Gassanje e grossar as phalanges dos sobas. diz ainda António Francisco. jagas. Como não dão valor á quem lhes tome o marfim e fazenda. mas agora vejo que nos mana réis!! Malanje disse-me o tenente Muquilengues taes muito menos preço. troca-se pelos equivalentes Isto marfim o já em — escravos — e marfim. é pois ainda o eu o sabia pelo tenente fracções então de outro género estes são trocados aos Bangalas. se obtinha por me. quimbares e outros negociantes pequenos. O ouro. pois não acceitam outro com onisto mas receio de que lhes faça mal. de Malanje. dizem nossos avassallados e quem divisões a ella tem direito. Mas note-se que tudo é pela ambição ou necessidade do sal. é o seguinte o negociante de fazendas permuta-as por escravos em : terras da Lunda e dos Maquiócos e depois vai trocar estes ás terras do Cumbana e também a Gasséle pelo escravo o agente da troca. que no Lubuco está cotada em uma arma. etc. porque pagamos os medicamentos e emquanto temos sal para vender nâo nos fazem mal algum e estamos ahi seguros. nem admirei- carne hu- a mesmo sei de se possa encontrar por menos. que se sujeitam-se ahi a servií-os e a fazerem parte das suas comitivas no transporte de cargas é eis a razão porque os povos que marginam o destes por ciantes e ser o maior fazem entrar numero Bangalas) a Cuango (falo se tornaram nego- borracha e ateum marfim nos Gon- . vão en- sobetas. difficilmente encontram com então o que se tem feito os maiores negociantes.! — d3 — Mas também em diz elle um seguida. Vende-se Em um homem por 160 uma mulher bem formada Wissmann. pelo sal. sal ali é é condição ser do Lui.

sa província é ser francos : o levar estes esfomeados. podem tão pouco sustentar o risco de pagar aos poucos que podiam arranjar. Desculpe V. soldados e carregaa meu serviço foram todos escravos e por muito maus que sejam. ou a faremos levantar para além do Cuan- go ou os inhabilitaremos a servirem o commercio. destacam-se de todos mo homens. gente civilisada. Os Loandas. E de mais devemos tes desgraçados. a Esta é a verdade e se não fossem elles ha muito tempo que nem podem pela alfandega de Loanda Hoje já nem aviados borracha se exportaria. ter as casas de commercio da como outrora em busca de província que possam internar-se productos do centro do continente porque não tem os carre- nem gadores precisos.— b4 — celhos a leste da nossa provinda. que se direi ás tribus gentílicas di- ao acolhimento da nossa bandeira lhe prohibirmos a en- trada dessa gente. a estas considerações filhas da boa vontade de esclarecer e cumprir meus deveres e vou terminar porque desejo aproveitar o portador Malanje e não me sei que segue de madrugada para quando possa ter nova occasião em que proporcione dar noticias d'esta Expedição porque na recção em que seguimos aproximadamente o mesmo se di- meridia- no com difficuldade apparecerão negociantes ou mesmo portadores em direcção a Malanje ou Cassanje. apresen- tando-lhes os carregadores que necessitam para o transporte das cargas dentro da nossa província. fizeram-no quando nham Se aos sobas ou melhor zem ti- escravos. tal é estes povos co- o contacto comnosco (refiro-me a portuguezes que teem vindo para a provincia de Angola). o que já hoje é um gran- de empecilho. chegando alguns a irem até Dondo ao e já mesmo Loanda. nus e entristecidos para um dores que tenho es- a nos- beneficio. . Ex.

meu itenerario indo carregadores precisos para eu lá e seguir depois para o Bungulo. As respostas devem demorar-se o mais tardar até ao dia 15 esse tempo devem ter chegado de Malanje os recursos e eu pero estar no Cassássa e então que devo tratar o tiânvua e que se Mussumba por amigo alto es- mais sciente no modo por- personagem que se aponta como Mua- diz só seguirá ser e protector já e a um Muene filho na minha companhia para a grande Puto. o em que hender attendendo ao tempo que se ha elle viu Em E feito. meu empregado com um do-o prevenir que do-lhe meu officio estamos amarrando estar e de fazendas que não é para snrpre- em viagem e ao parecem ser verdadeiras porque estas noticias 30 do mez findo n^ste chegar os recursos que mandei a Machado em Malanje de carregadores C.— -55 Por noticias que me dá Cambolo Cangonga. devem estar pedir meu fornecimento está a findar. a pois o comitiva dirigida pelo filho de as cargas para seguir. pois quer grande acompanhamento por causa dos Quiocos de quem e por diz recear me eu ainda não convencer que seja realmente verdadeiro que os quilolos de Mussumba o fizessem chamar. E assim procedi porque vou vendo transportarem vua haverá grande demora da parte de Chibunza Tanvo em seguir. e representante de seu . que eu estava de direcção ao Cassássa e só poderia alterar o visital-o tido. que uma se diz nosso alliado e pernoita acampamento. seguir d'aqui 3 bons escoteiros fiz ao Muata Bungulo no Chicapa mandan- da demora da Expedição no Cassássa e pedin- me carregadores pelos menos para enviasse 60 á Mussumba os presentes para o seu Muatiânbem como mais cargas. e por aquelles escoteiros poderei saber melhor o que ha de verdade sobre as informações que tenho Também meu NE /* 1 ao Cuanguía grande quilolo que está já a officiei ir enviando-me elle os em viagem para a Massumba E.

Ex. Ex. é feita. A mau solidão em que estivemos de maio a . Mas esta providencia daria logar a importante e quem a um augmento de despeza não reconhecesse de necessidade nella encontraria motivo para me censurar como esbanjador dos di- . um forçou-nos a reflectir já. tendo nós o encargo de construir Estações e de nos demorarmos nestas.° es — Ill. mas para que elles em acceitassem o encargo de ficar nas Estações aguardando que o Governador Geral de Angola a tal respeito providenciasse. a — Acampamento —2 Cunha 2 de julho de 4885 3. Occorreu-me por vezes lançar mão dos Ambaquistas que encontrámos Mahango . falta as tivéssemos depois de de quem as abandonar as fosse occupar. Francisco Maria da horas-da noute temperatura Ex. pelo menos o tempo indispen- sável. margem di- sobre os nossos tra- anno e naturalmente estudar os meios práticos para não se inuiilisarem os sacrifícios feitos e esforços empre- gados no que supponho melhor desempenho da missão que nos foi confiada. serem apreciadas como vantajosas para os povos para da sua visinhança ao tempo por .agosto.— 56 — Bastante fatigado desculpe V. Custava-me que. desde de Ca- ao Cuengo. Ministro e Secretario de Estado dos mo Negócios de Marinha e Ultramar —O Chefe da Expedição— (a) Henrique Augusto Dias de Carvalho. e sobretudo no acampamento na reita d'este balhos de rio. a não ser mais extenso e a pressa com que Deus Guarde a communicação esta V. era-me necessário dispor de re- cursos para lhe deixar fornecida a Estação que lhe confiasse e auctorisal o a negociar por sua conta. mo Sr.

Ill. porém. a parti- Ministro do Ultramar a resolução eu na em Mussumba como delegado do Go- verno de Sua Magestade aguardando que pessoa de sua confosse fiança render-me e lembrando-lhe os recursos de que essa auctoridade se devia fazer acompanhar e pamento do Quengo em 6 de agosto. S. Ex. mandar uma . fil-o no acam- n'estes termos: Ex. propozemos ao junto do Muatiânvua aju- como de- legado do Governo de Sua Magestade aguardando pelo menos que o fosse render e as condições para assumir esse a pessoa encargo. a que estava de o ficar Sr. mo Sr. não só mar como também os a responsabilidade que sacrifícios de vida a ia to- que tinha de o impor. a o Sr. Tão acanhada como era que respeitava da minha auctoridade no a latitude finanças e desejando pôr a em pratica todos os meios ao meu alcance para serem aproveitados os resultados que a cipar Expedição fosse alcançando.-5 7 ~ nheiros públicos. O Sub-chefe tem mantido ali as melhores com Chibunza lanvo o Muatiânvua que o (quilolos da Mussumba) mandou chamar. relações possíveis Estado da Lunda e elle diz: que não espera já pelos grandes fidalgos para o acompanharem. e que visto o seu bom amigo e bemfeitor Muene Puto. visto que decerto o deixaria ficar pelo menos sete mezes sem recursos alguns para meio que resistir na lucta peia vida num lhe era inteiramente extranho. Ministro — Felizmente a Expedição a meu cargo. continua logrando saúde e até hoje não tem soffndo privações. deliberei-me então a S. A n. ° e Ex. dante para Já ficar na em Mona Mussumba Mucanzo. Os meus collegas acham-se na Estação Cidade do Porto mar- gem esquerda do Cuílu. Assustou-me.

Pelo escoteiro sou informado que por toda a parte bem em foi muito recebido. a um addiar a escoteiro amba- residente junto á Estação Costa e em 30 do mez Mucanzo e me diz ser a trouxe cartas do empregado. que noticias ainda aqui de ter passado o Cuango. a Aqui demorar-me-hei apenas o tempo indispensável ganizar o serviço das secções e a reor- marcharemos então com o Ianvo para a Mussumba. como comitiva só os representantes dos quilolos e a elle visita]-o povo que até então ahi estejam. devido ás boas diligencias e prestantes serviços de Custodio José de Souza iMacbado para que chamo mais uma vez de recompensa. Fructuoso Garcia. como lhes fizera . viagem que se poderia fazer dias. caravana que partiu de Malanje. em 15 ou 16 de agosto. que passado pernoitou na povoação de marcha vagarosa por causa do pezo das cargas. teve agasalho nas povoações onde lhe fallaram desta Expedição de Muene Puto com muito respeito e como benéfica. no cumprimento das minhas instrucções quista. mas que conto com em 80 o dobro. Ex. Eu com 40 cargas que devia ter seguido hontem porém estão. a partida e hoje ás 10 horas da Silva. Estas cartas forçam-me pois demorar-me mais 5 ou 6 dias a que tantos serão os precisos para kilometros mento elles vencerem os 50 ou 60 que calculo estarão hoje distantes deste acampa- e portanto só em li ou 12 poderei seguir para a Esta- ção Cidade do Porto onde toda Expedição ficará reunida numero de mais de 400 pessoas. me como dignos supprimentos indispensáveis para seguir — obrigou-me manhã. — os a attenção de V.— 58 — embaixada levando me aguarda para partir-mos juntos. a tive. Este Silva para homem. diz: lá ia residente tiveram as como disse junto á Estação Costa e povoações visinhas conhecimento que uma missão do nosso Governo.

são muito pouco tempo hão de ir de beneficiar o commercio da província de Angola. Coxis. pois o portador pede para não o demorar e por a dizer a V. diz ainda que fora Estação Paiva de Andrade á chamado de José de Vasconcellos. a Muene Puto. tudo as nossas permanências tratando os povos com modos certo elementos que em affaveis e conciliadores. o que se não fazia. que estava tratando a lá companheira de doença de que morreu e onde residiram três mezes. Ex. minha experiência me ha nem tempo in- a sobre o que conhecer nesta viagem. como as neces- sidades que lhe havemos creado. nós não só tínhamos de inver- nar como ainda de esperar noticias sobre a causa do Muatiânvua que nos quer acompanhar. espalhando fazendas e diversos outros artigos de commercio. e que nunca conhecera os caminhos ião francos entre os povos Holos. e lodos estão muito satisfeitos por Muene Puto a a mandar . Ex. Haris. o que eu desejava ponderar a V. E ainda mais. e longos. em pontos próximos. em feito me filho do affigura vista.. a : já fez um isto limito-me apenas anno que nos internámos apóz Malanje e não só a nossa iniciação entre estes povos no serviço de transportes de cargas. eu tenho muita esperança que o proseguimento da nossa viagem na companhia do novo Mua- .~5 9 ver o Augana Major. estas minudencias para se conhecer da desta Expedição e que nada se ha perdido com o retardamento da nossa marcha . mas tenho sequer para copiar os meus diários. e sobre embora só em troca de alimentos. Ex. Muene Canje diz que o Augana Major promettera que Muene Puto mandaria na sua uma Estação e esperava que também fizera acto de obediência terra fazer pois Narro fluencia a se não esqueceria delle. no que se muito ha Muito a aos fins que temos a lucrar é. Todos faliam com saudades da Expedição de Augana Major e estão desejosos que volte por lá . Ex. a V. mo Sr.

Ex. de sciencias naturaes. deveres domésticos reclamam. em ter attenção que o sacrifício é grande e eu desejando prestar serviços ao meu paiz. portuno na occasião nem d'elles posso mas por . Ex. não devo olvidar o futuro da minha numerosa e estimada família e V. Ex. No primeiro a caso. se digne pensar já a substituir porque. Das circumstancias depende eu despachar da Mussumba os meus junto de Muatiânvua. ou nisso houver. me demorar collegas por caminhos diversos. nossos trabalhos e serviços e nós confiamos que os his- inop- fallar. Mais detalhadamente da facto Mussumba fallarei e então direi sobre este assumpto também missão para ahi poder permanecer 2 Não tem esta o que deve trazer essa a 3 annos. que dignando-se ter a data em que meus em attenção o que collegas se retirarem. Ex. descurado os trabalhos propria- mente de exploração como toria. então mandar retirar-me. a — Acampamento . a e do paiz os a Divina Pro- continuará a proteger-nos e a proporcionar-nos que avolumemos. que em quem me deva de alem de cançado e velho. Expedição. tendo eu de se a mandar-me se digne ren- como supponho haverá vantagens. a do Governo videncia a V. até que V.tiânvua 6o — ha de acarretar resultados muito vantajosos não só para aquelle como também para a província de Angola. Ex. lingua e usos d'estes povos. são: os geographia. desde . Que sejam do agrado de V. Ex. — Deus Guarde a V. a sabe não pedi garantias futuras nem sequer posto de accesso. E creia sollicito. Ex. Ex. eu não posso deixar de sollicitar desde já V. a se digne . mas não será tão con- vidativa qualquer recompensa pelo eu não peça a V. eu assumo o cargo de delegado do governo de Sua Magestade nos Estados do Muatiânvua e tomo guezas que ali a direcção das colónias portu- quizerem estabelecer-se. me me demorar. a V. der.

Ministro e Secretario Negócios da Marinha e Ultramar. su- com quem falar. Quando celebrei o tratado nos Xinjes de Capênda lemba com Mona Samba. mo Ex. o falle- soberania de Portugal. O Capenda Camulemba soube que V. mo e Ex. — O chefe da de Estado dos expedição. o actual Quilelo estaria disposto a seguir a politica de seu antecessor e cido Camu- seus filhos. fabricou uma boa Mona Mahango (Samba) e com esta e seus filhos e também com a irmã Cafunfo e filhos que sâo casa nas terras de sua filha . Mona Pire.— 61 — margem Solidão de Júlia. Mona Gafunfo previa e bem eu que o próprio Capènda. CAMULEMBA Embaixador ao Muatiânvua. a que no regresso da viagem da Mussumba do seu amigo Muatiânvua bordinado esperava ser Gaianvo para muito queria avisado ir como prevenira ao seu encontrar-se com V. reconhecer a tio. — Ill. pensávamos. prestar acto de vassallagem e submetter-se a auctoridades portuguezas. Encarrega-me Capenda Camulemba vassallo da Coroa portugneza de dizer V. OFFICIOS DE CAPENDA Ill. 6 de agosto de Sr. m0 Sr. o primeiro em Malanje depois do nosso regresso e os últimos dois já depois de estar- mos em Lisboa. 1885. ma- jor Henrique Augusto Dias de Carvalho. Gorrobora o que então os três ofíicios que seguidamente recebemos de Capenda. rao direita do Cuêngo.

O potentado Camulemba que é o mais graduado de todos Capendas queria os para prestar roa em ir encontrar-se com V. de Sua Magestade Nosso caminho Augusto Monarcha e pedir a banda para ser confirmado no logar de seu portos do Cuango. Capitão dos pjrtos do Cuango. sabe muito são os mesmos que bem que os os Bangalas de Quinguri não do Cuango e se estes se conservam . Capitão dos occupação das suas terras pelas aucto- portuguezas porque demais aqui na sua capital estão Portuguezes com as estabelecidos muitos commercio que mandam aviados aos confins dos seus tes e e suas feitorias de limi- precisam de ser protegidos pelas suas auctoridades por- quanto as terras dos Capendas estão sujeitas ás invasões de ini- migos visinhos Bangalas e Quiocos. Y. em 28 de Março de 1851.— 62-súbditos delle Capenda. senhor. reconhecem estes Mas meu a um fez tratado de amizade em que soberania de Portugal. o primeiro europeu que estudou devidamente estes povos gentios e conhece dos seus usos. diz Capenda que onde vive o não gallo cantam as galinhas e sendo certo que no Estado dos Capendas teem muita importância porque dão os estas successão dos Capendas. e ridades ao suas mãos o juramento de vassallagem á co- a tio. como embaixador do governo. Mona Cafunfo em entregar as protectorado de Sua Magestade Fidelíssima o nosso Rei porquanto já o seu antecessor e tio o Capenda Pire entregara todos os seus domínios que chegam Cuengo ao rio lagem á a Portugal e depois do seu juramento de vassal- coroa portugueza foi nomeado pelo fallecido major Francisco Salles Ferreira chefe da Expedição portugueza cono jaga tra Ambumba de Cassanje. em quanto estes existem são que são senhores das insignies e teem bem Mona Samba em que dominam ao Fizeram terras filhos para a e a força elles do poder.

e não continuou em seu seguimento. ter- uma com os Capendas. não se admire de vir encontrar depois roubadas e occupadas algumas partes das suas terras . estava enfastiado de andar tanto tem- po no matto. sempre que regressam de Angola com commercio dizendo que Muene Puto não tem nem lhes fazer mal.fieis á bandeira portugueza aquelles teem passado para as terras dos Xinjes e ceiro usurparam por relações com mulheres o já Estado mistura de Xinjes e Bangalas e são estes que juntos contrários do jaga. Mona Samba tiver gestade a esse seu e Mona Cafunfo grande demora a e Mona Bui- resposta de Sua Ma- pedido. que elle um bom um branco e bem conhece. grande de Muene Puto que sabe endireitar os caminhos e resolver os quituches e mostrou sempre ser amigo dos Bangalas e lhes deu razão obrigando o gentio a pagar-lhes os roubos que lhes queriam fazer. o Caianvo e za terras. junto do nosso Augusto Rei zer muito em seu beneficio e eu peço dar publicidade no Boletim do Governo penda para que todos saibam que V. tão de- pressa que julga que V. o do Cassongo que hoje é dos como com os Lundas. lembrando- se que escrevendo-lhe pode V. tão para cá do Cuango e se tiânvua soldados para pouco quer saber dos povos gentios mandou agora um embaixador ao Mua- para conhecer do valor dos Quiocos e fazer as foi pazes destes V. Capenda muito desejava com fallar mas passou V. a elle se a a fa- bondade de este officio do Ca- considera vassallo e súbdito de Sua Magestade. vêem aqui roubar mulheres aos súbditos do Camulemba e fazer expoliaçôes ao Elles estão muito anchos commercio. Sua Magestade não manda conquistar que seus lhe nem precisa soldados façam fogo para occupar estas terras que pertencem e dizem que se Capenda e todos os da sua corte o Ma- elle lungo.

mo e Ex.— 64 — maus Quiocos que sâo uma sem pólvora para os repellir. 1887 — — Banza JH. pois elle Capenda Se os Bangalas sempre são descendentes do bárbaro Quin- que espetava as zagaias nos peitos dos seus rapazes para guri se sentar ou levanlar nas audiências para mostrar a sua gran- deza ao povo. mo Ex. de Souza e Copia. de- certo vae dar conta da sua missão nas terras do Muatiânvua. logo que esta receba o avisará e dará as suas providencias para que do venha todos os seus súbditos que um elle fará reunir na sua faltará rem as de comer e tubro de a V. repete o pedido que fez ao Governo de Angola e quando este não possa attendel-o ao Governo de Sua Magestade Nosso Bom Rei a quem V. major Dias de Carvalho em- Officio n. — ofíiciei Sr.° 2. apro- retirada do da Vasconcellos que vae este (a) Silva. pelos está peste. Diogo Fernandes occasião — Ill. que era o terror de todo o gentio. para fazer chegar ás em que Capenda Camulemba mãos de V. . mas re- a officio não chegasse ás mãos de V. ceando que esse meu a — do Capenda Camulemba 7 de ou- mo embaixador Portuguez ao Muatiânvua— nosso e ordenará ao seu povo para faze- elle moradias para os soldados onde o chefe entenda Deus Guarde veito ambanza chefe e soldados. asseverando que nas suas terras não lhes bro seu delega- do nosso Governo para que venha para junto del- sollicitará le um receber o juramento de vassailagem do Capenda e a meu amigo José António de Malanje. Sr. a V. — Em 7 de outu- mo pedido de Capenda Camulemba. ainda peores são os malvados dos Quiocos que se viraram contra o poder do seu tes reinos o amo o maior potentado des- poderoso Muatiânvua. Espera Capenda que V. embaixador.

com uma também ata- caram osLundasdo BunguloedoCassassa e dizem que se pre- param para está lá á O pobre Muatiânvua que já tistá com medo que V. Xinjes do Capenda Camulemba não são traiçoeiros e infiéis. passado atacaram a fugir a Os Bangalas povoação de xMona Samba para as terras do a barriga cheia já depois Cambondo só e isto do quero. Sua Magestade que olhe com bons olhos para estas terras que são suas e para nós seus filhos. chegue tarde para lhe defender está esperando a que o atoucinhem. dizem que teem muita pólvora armas e hão-de e guerra contra os Maquiocos e estes pela sua parte ir . O Capenda e potentados seus súbditos ouvem os insultos dos Bangalas esperando sempre que o Governo de Sua Magestade attenderá os fazendo occupar os domínios que são de Portu- depois de 1850 e não permittirá que outros povos os vão gal desalojar das povoações que estão occupando-. deixa e está suppondo que eu não man- . vida e a todo o momento deitar fora o Caungula. e se estamos brutos é porque Sua Magestade nos tem desprezado e não tem querido — Os saber de nós. posso e mando. estão muito atrevidos com o muito negocio que fizeram á custa de V. são lodos muito dedi- cados aos Portuguezes e consideram-se irmãos e é por isso mesmo que do-lhes os Cassanjes lhes teem ódio e os ameaçam que nada lhes vale o conservarem-se Puto e não quererem unir-se a elles fieis a dizen- Muene para roubarem as comiti- vas do commercio de Angola e darem uma boa lição aos quim- bares para não terem vontade de querer passar o Cuango.— 65 — Tanto o Capenda como nós Portuguezes que vivemos com elie meu do e num estamos ofíicio obrigaram-na porque teem coutinuado perigo. Não uma embaixada alcançou a a 5 Loanda porque estão esperando saber o que do Muatiânvua que O Capenda não mandam me foi com V. como os Cassanjes. ir espera da volta de V.

Diogo Sr. auctorisação que me deu para que suas respostas que venham remettidas sempre por . como verá no mesmo . elle nâo fez tratado com V. que o Capenda Sua Magestade e pede é vassallo de a sua valiosa protecção me diga alguma cousa para terem socego as suas terras. onde meus em achava collocado chamado pelo Ca- fui fins . a de principiar o ne- já officio n. Henrique Augusto Dias de Carvalho.° duas vezes. em estiver sobre este Malanje peço a V. — Deus lemba. quência de me negócios. Comtudo que tenho já J. meu quem o remetteu para o correio portador lh'o tinha entregue na pre- de Sousa Machado. Eu peço o favor de fazer publicar no Boletim. (sitio V. — Ambanza 1888. que 2 que foi remet- minha intervenção e pedi ao cuidado do meu amigo José António de Vasconcellos. —E por e Silva. Mona todos. Caianvo. que o sença do sr. — Pungo Andongo de Quiongoa). mesmo Potentado. ter tinha atravessado o rio Quango. de Malanje. por pedido do officio n. Cafnnfo.— 66e quer que eu diga agora que se dei o primeiro officio a V. C. 30 de novembro de 1888. por V. conse- apanhado ausência na occasião quando V. Embora de que nâo tenho pleno conhecimento com V. 25 de junho de Guarde a Malundo. durante o tempo que andou no interior da Lunda. o passado para o Capenda saber que eu nâo o officio e engano. porque no que elle tem representado a V. foi da primeira vez ter passado de largo e no regresso ter marchado de corrida. por meus escriptos dirigido a V. — Mahango Fernandes de Sousa do Capenda Camu- Capenda (a) Mona e Camulemba. poderá fazer idéa de mim. aos 25 de junho dirigiu-lhe mais o tido por me mesmo tempo penda Camulemba (do Xinge) para com gocio . Se V.° 2.

e hoje todos aquelles subordinados a esmagar a grande posição d'este poderoso soba ! E ao mesmo tempo também continuam com seus no officio n. teve de bem de vir os Bangalas de Gassanje me foi em cá em cima vista disto que Ca- impedir para o fim daquillo. eu annunciar tudo a V. Adver- os Maquiocos que estão bravos são os de baixo Cabeça Camuana Mueji e outros Mnquiche.° 2. e penda. elle Cuangula tem combatido com fortaleza) e foi elles.-6 7 minha intervenção. que roubos. aquillo.° 2. menos os de cima dos que V. tem reunido guerras. que de maneiras não cheguei aqui senão nos últimos dias do presente mez. Para dizer com franqueza. lá a gente da Lunda de Mnatiân- . emquanto tempo. alguns se refugiaram até para cá do Xinje. comprou já a faca em resgate da cabeça de Mua- tiânvua. que obrigou o e Cuipanga (cerco. como o Maquioco sendo moleque. que já lhe avisámos tudo commercio por até hoje o anda paralysado por esta causa. o que antes de chegar o tempo as- signalado. superior de todos os sobas do interior. No mesmo officio n. O que pareceu aquella cousa mui admirável O rato papar gato. fiz e do tempo de que resido que seria aos fins Muata Gumbana abandonar em sonegar-se lá sitio por aqui aonde retirar lá do Xinge. foi como um tindo delles o Quifa-messu porém do porto do Rio Cuillu. comtudo terá e no caso de não haver por a bondade de mandar publicar segunda vez para que chegue ao não cumpriu conhecimento de todos os que até aqui ainda V. porém a gente dos subúrbios da terra delle corrida. . natural e tributário í o ao Muatiânvua. arrebentou logo cos contra annunciado o teria a Cazele onde o Guangula. no interior guerras dos Maquio- Muata Gumbana o me de de julho. e e o nunca jamais poderão correio da Quipanga. e o potentado. antes que não tenham algum impedimento.

e este é ram em setembro. isto é. appareceram-me por aqui três in- de nomes Cacuata Mutombo Mucoi. elles dizem que tiveste caminho de ir e não has- de ter caminho de regressar. ima- ginando que com isso nos ficaremos temorisados. os quaes pertencem saber noticias da vinda de V. depois irmos até ás lagoas visinhas marinhes. porque . dizem que o Muene Puto não tem que fazer. di- zendo que vamos fazer caça de bois silvestres naquellas mattas visinhas ao çar cavallos Dondo. aquelles dois são uns dos que vieram com filho de Moatiânvua.—68 — vua e outros Maxinjes de Capenda Gamulemba. dia 20 do corrente. informando o Jaga seus sobetas. salvo se teu Pae Sua iMagestade (Muene Puto) está elle o poder de o fazer passar. coitados elle delle. Calenga Caxala- divíduos polo e Quitamba do Madiamba. tempo da vinda do está sr. O vora para as suas guerras. pela vinda do Christo. e logo que nos conste que no Dondo nos apresentaremos seguirmos para cima. No do. somente para entretermos o major. e se não ca- á presença vier. por isso se entrega a estes trabalhos. afim de de nós! porque nunca teremos passagem. Aonde chegou o atrevimento dos Bangalas! Certos indivíduos que tem ido a Loanda e tem encontrado o trabalho para o caminho de ferro no regresso ás suas terras. um ao Caungula. andam espe- como o povo de Jerusalém esperou por saber que era o Salvador do mun- rando a pessoa de V. vindo também filho dos que segui- compra de á pól- do Muatiânvua encontra obstáculo no caminho por causa dos Bangalas e Maquiocos que acharam offendidos pela vinda do mesmo na companhia de se V. de sorte que tiver parado em Malanje. os três indivíduos que acima cam expostos passaram aqui com fi- direcção para o Dondo. nós degolaremos tudo quanto . pelo contrario é uma chegou tal fortuna para nós. e . porque apenas que nos conste que caminho a Malanje.

19° 39' e na altitude 4083 metros e já resolvido que o Muatiânvua dição para a na eleito Mussumba . De V. S do Equador 8 o 9' . isso tudo quanto é acontecimentos que isto a pólvora tal mandar tem passado no publicar interior. fico ás suas ordens para aquillo que me julgar pres- tavel. long. Chibuinza Ianvo seguia com a Expe- pediu-me este uma bandeira nacional para a fazer hastear lodos os dias no seu acampamento e ser a guia na marcha do seu séquito. — Sou humilde venerador nandes de Sousa e e creado. lat. e melhor conheci- publico. Diogo Fer- Silva. etc. o principal Xa Muteba. que como será costumam em outros tempos hão-de querer rem para Por lemos pedido a probidade de V.-69 E com existe cá. poder soccorrel-o somente com que de que podemos dispor contra os Bangalas. potentado muito relacionado com as casas commerciaes porluguezas de . potentado. e por isso no dia immediato fomos gar visital-o e com umas levamos uma de seis pannos para lhe entre- certas formalidades perante os indivíduos de maior graduação no seu séquito e dos Ambanzas chefes das comitivas bangalas de commercio. que elle nos havia apresentado como seus parentes. obrigam o Capenda Camulem- estas basoflas ba a estar preparado para quando lhe constar a vinda da força de Muene Puto. para maior satisfação do mento do Aqui valer-se de fugi- cá nas minhas terras. rio Cuílu. próximo da residência do Cassassa na mar- gem esquerda do E de Green. Quinze dias depois de eu ter chegado á Estação portugueza Cidade do Porto.

que emquanto ella fluctuasse : que lhe trazia a o prevenia conhecia na bem pre- aquella na sua residência não de modo algum ordenar ou consentir que se man- dasse matar qualquer pessoa. A resposta foi satisfactoria galas. tomou ás adriças e a um signal por a ban- mim dado foi subindo vagarosamente. Pungo Andongo e Dorido e de mim já em conhecido Malanje. sença do seu parente annunciou fuzilaria. com os empregados Samuel. Os nossos soldados e contractados. determinei que seguissem para a residência tinham Fui e com força de do que as instrucçôes a fazer. Augusto Jayme e Alexan- dre Bezerra. na véspera deste dia. desejava possuir. fosse qual fosse o motivo o fizesse. tocando as cornetas e tambores . mandei prevenir Ianvo dia Ambanzas seus amigos fizesse reunir os e as pessoas da sua corte para que assistissem á entrega da bandeira e pouco como eu depois manhã tinha distribuido na d'esse dia unifor- mes aos soldados e contractados. e.— 7o — Malanje. Ás 11 horas do que 10 de setembro. deira foi ligal-a ella e um e apoiada pelos seus e os Ban- dos contractados. -e se exigir-lhe a bandeira. e que vivia maritalmente no seu sitio junto ao Cuango com uma irmã de Ianvo. nossa a eslava o Muantiânvua e os seus. que bandeira. tiroteio em que de bandeira que elle elle mas Xa Muteba. haviam arranjado para frente a da residência de Ianvo um mastro de altura rasoavel devidamente preparado e colloca- em um ram-no logar já com adriças postas no seu as lo- gar. depois dos cumprimentos do estylo disse podia uma daquelle o cabo militar com 20 homens devidamente armados em qualquer logar que fosse eu viria . quando approximaçâo por um Entrando na arena a força nos avistou.. e em acto continuo.

14. logo que nós elle Estação portugueza ou a içar nesta Estação ou numa ou então na sua residência ou alternadamente noutra segundo o que mais lhe conviesse. seu Estado e o reconhecem como seu Soberano. ensejo. porque já seus pães e avós era a única que presavam e indica : queriam. já antes. collocar no logar cebesse em numa audiência posta uma em que Caungula nos re- bandeira nacional de dois pannos já haste que de propósito se fizera. Depois dos cumprimentos. amizade e protecção que Sua Magestade concede aos filhos da Lunda que se sujeitam ás leis do. Entrámos na mesmo anno de Expedição foi á capital do Caungula 1885. pagar a sua visita de cum- primentos. disse-lhe nhece muito : quando se me proporcionou o «entrego-lhe aquella bandeira que sei a co- bem porque é a de Sua Magestade o meu Rei. protector da Lunda. que não deixará diçar todos os dias . única soberania que o amigo disse reco- nhecer nas terras do Muatiânvua. e no dia em em 11 de outubro deste que o pessoal superior da sua residência.- é uma bandeira que paz. força fora Acabada esta cerimonia entregou-se outra bandeira mais pequena a Ianvo para deixássemos a determinar ao Cassassa.—7 — 1 uma marcha em grave e quando chegou ao topo. a deu uma descarga geral e em seguida mais duas. por minha ordem fôra o soldado n. Comprometteu-se o Cassassa segurança da Estação e a a boa ordem e vigiar pela hospedagem aos promptificar nella negociantes ou qualquer viajante portuguez que a desejassem.° 54 Adriano Annanias.» Caungula respondeu que estimava eu delle com me tivesse lembrado aquelle presente.

protecção de que Muene sua terra lhe pertencia. que elle já conhe- suas terras e tinha algumas relações commerciaes cia com de Angola. anniversario na- de Sua Magestade El-Rei o Sr. Ex.— — 72 na sua residência. publico em seguida todos os documentos que mostram a influencia de Portugal neste paiz. Por ordem de datas. mas o que mais desejava é que essa não tivesse de se fechar por elle falta de quem a occupasse. os velhos. a . porque queria que estes vissem que o Senhor da terra era súbdito muito dedicado boas relações . terras da talício rao Sr. etc. filhos Sobre o fabrico da casa para Puto tivesse escolhido o seu a Estação. tractado de reconhecimento da soberania de Portugal. porém. nem elle nem alguma destas terras do Muatiânvua saberia o que era o que era uma arma. que todos faliam muito de . emquanto estivessem negociantes acampados nos Fundos. sitio agradecia que Muene para esse fim. e Ex. pólvora. Á frente da Estação ao romper do dia tocaram a alvorada 3 . e que com os seus garantia que jamais seria elle que daria causa Muene para desgostar sem pois a que viajavam nas terras delle nunca deixou de manter filhos a Puto. 31 DE OUTUBRO DE 1885 Ill. Luiz I Nosso Augusto Monarcha. mo V. a Puto. Muene Puto por ouvirem pessoa vestir. a muito contribuiu para o estreitamento de relações e para tractado já diverso do que se fez um com qual um os Xinjes do Capènda. Muene Puto. D. que Deus conserve por muitos annos sua preciosa vida. como me — Com foi a máxima satisfação vou narrar a possível neste logar (capital do Caungula) Lunda commemorar o dia de hoje.

para assistirem ao acto da inauguração da Estação. Até ás 10 horas da manhã. manda- prevenir-me ao meio dia. No seu regresso que tem de alto ll . Ianvo reconhecido até pelos aqui potentados da Lunda que conhecemos como Muatiânvua e o potentado da terra Caungula. para se levantar o competente auto de noticia também firmarem e o tratado de reconhecimento da soberania de Portugal o que tudo tinha de ser enviado pelos filhos ram do rei . que estavam reunidos e elles promptos do Congo ao governo de Sua Magestade a seguir para a Estação quando eu quizesse. succediam-se de quando tiros em quando por conta dos tomam parte nas suas carregadores o que muito anima os que danças. com çaram segundo seus usos o que tudo altrahiu sanjes) Os ali as suas melhores vestes. danreferida meia laranja e musicas na as comitivas do Congo e Bangalas (Cas- que também tomaram parle naquelle divertimento. e nesse rarem em publico occupa. Havendo convidado com antecedência o Muata Chibuinza ou Chibunza segundo differentes pronuncias. Tanto as marchas como as alvoradas das cornetas e tambores foram intercalladas com hymnos e marchas por uma harmónica. instrumento que muito teem apreciado todos os povos por onde temos transitado.37 corneteiros e 3 tambores que depois seguiram com uma pequena guarda de cabo á quipanga do Muatiânvua e dahi á do potentado da terra. mesmo tempo que ao içado o pavilhão real no grande mastro foi m e hastes nos ângulos do edi- em tambores uma marcha se dava uma grave salva de 21 tiros de fusil. os nossos carregadores e mulheres que os acompanham.40 collocado na meia laranja á frente da Estação. tos com suas a cedência que haviam mesmo feito acto decla- da área que ella ruas lateraes e largo na frente. mil e duzen- metros quadrados. e bandeiras em pequenas Tocaram as cornetas fício. ..

Dava em seguida entrada no prestyllio o Muatiânvua. Devo agora dizer a V. Os nossos carregadores. descobriu-se o frontão o qual contem a separa uma marcha em grave. cujo solo foi coberto de esteiras. Muteba Caungula. uma meza retangular a qual foi então com um bom panno.: — 74 — Formou a guarda em numero de cabo e 22 praças 1 que se (o conseguiu reunindo contractados) todos uniformisados de fardas encarnadas e bonets de velludo preto bordado a sutache car- mesim e pannos eguaes. e fronteiras a estas nos membros da poria de entrada análogas a porta como . e inferiormente : a palavra Estação. seus maiores e povo. vindo atraz harmónica (tocador) a pólvora logo que d'elles a pedido do Muatiânvua encorporado musica de pancada. Tanto as janellas lateraes foram guarnecidas nados de baeta azul coberta *. em que os recebi No topo sobre um estrado a como havia disposto a casa cen- tral a coberto com o devido tapete armei cadeira que levamos para o estado e na altura competente o docel com o respectivo cortinado adamascado de seda. Ao cahir o panno deu três descargas emquauto as cornetas e tambores a guarda tocavam em do largo. estava fixada No cada banco para duas pessoas. e aguardou-se a chegada dos todos dois potentados e seus séquitos. com corti- e ao centro da casa. Assim que que elles a seu centro as o dístico em appareceram na rua armas reaes leiras azues armas numa taboleta ás frente da Estação poi tuguezas e numa branca fita Luciano Cordeiro. Ex. lado direito sobre um pequeno estrado coberto de baeta . a Xá quem á sua forneci o povo ao seu uso dava vivas (equivalência) ao seu Muatiânvua começaram num tiroteio de fusilaria muito seguido. a seus lados estavam bancadas pouco mais altas que o estrado cobertas de baeta encarnada.

mas que não obstante. Aos lados desta. suspensas bandeiras nacionaes. felizmente no em que uma numero de suas peças comprehendia o hymno de Sua Magestade que tocou constantemente emquanto cada tomava seus logares o que nâo etiqueta. a res- jarro de metal. salva de prata de metal dourado suspensos prata um sem tempo por causa da etc. papel e pennas. um estavam 12 crucifixos feitos de fio collar largo uma bandeja. Sendo certo que por causa dos maus caminhos teve de soífrer bastantes tombos que lhe foram prejudiciaes. a que me foi não tinha esquecido providenciar. e seus copos do Nos ângulos da de ouro e com um mesmo casa. a Estação e embae necessidade de entrar.. nâo se podendo por ora dizer que se sentisse muito . pelo muito povo que cercava raçava a passagem. pectiva cruz de ouro baixo . sobre com vinho de pasto tinteiro. — em uma electroplate — sem confusões a cordões caixa de folha. a caixa mezes e que a continha se expoz na passagem de muitos rios e por muitos cuidados que houvesse da parte do pessoal superior da Expedição.7 5encarnada collocou-se una cobertor de para o Mnaliânvua coberta a cadeira também encarnada com lã com orlas pretas (muito apreciado por elles) e no lado esquerdo as nossas três cadeiras mesmo modo mas sem cobertas do Em estrado. sobre as esteiras. está melhor do que se poderia suppor. frente do estrado da cadeira destinada ao Muatiânvua pequeno tapete de vivas cores cobria A cadeira do Estado que se em e esteve em exposição a me haviam mostrado muito armou pedido dos dois potentados que interesse já ver e eu precisava conhecer das suas condições pelas muitas chuvas a que esteve sujeita durante 15 molhas a que um as esteiras. não possivel^evitar que as foi apanhasse. se fez não poderem policia para alguns Sobre a meza em uma . colloquei caixas de musica. estavam .

no que fui acompanhado pelos tados cobertos ao uso do seu paiz serem vistos pelos seus. o collar Sendo tanta mandei buscar a que distribuição dos \°1 crucifixos que ali suspendendo eu ao pescoço do Muatiânvua lhe destinara. dois poten- com sombreiros para não por suas Muaris e seus Suanas Mulo- pos. de quem officio fallo detidamente uma por julgar conveniente fazer tem sido protegida por Também chegaram a a V. Luiz I. emquanto fora principiaram diversos grupos a dançar ao uso de suas terras.. chegaram os da do Congo. Restabelecido o silencio.67 Emquanto cada comitiva outro um tomava o seu logar. curiosidade das Muaris pelas caixas de musica. a tem conhecimento na communicação geral. empregados. Ex. dos Bangalas Quinzaji os da comitiva súbditos do actual jaga de Cassanje e Malanjes que a acompanha a quem também esta embaixada prestou serviços como V. Ex. A caixa de musica devidamente preparada. Os soldados. e os destas. fez ouvir o hymno de Sua Magestade com grande espanto dos circumstantes. auctoridades subalternas e povo que estavam na rua. Em seguida de novo tomei a palavra para brindar o nosso Augusto Mon?rcha. segundo seu uso entraram no largo com os seus cânticos de guerra e aos saltos manejando suas espingardas em signal de submissão e respeito. também reforçaram com os seus õs nossos vivas e como de costume rompeu o fogo de fusilaria. futuro. tomei eu a palavra e depois de os diversos potentados e o que foi mim dito e resolvido consta do auto que este acompanha. em como referencia esta Expedição. correspondendo aos três vivas que levantei a Sua Mages- tade El-Rei o Senhor D. Fez-se em seguida tinha para esse fim. dois pequenos realejos que tinha duma só peça .

de musica e depois de os fazer

foram dados

tocar,

um

a

cada

uma, o que os circumstantes mostraram estimar muito.

Eram

três horas da tarde,

quando de novo

não só aos dois potentados a sua presença
aos seus quilolos que os

e

um

para o nosso jantar
o corresponder-se;

uma pequena

para eu dar a Caungula,

cousa

correspondente a dois beirames de fazenda

buscar

uma

peça de lenços (12), que

á

sua residência o que

elle

Retirou depois

este

declarado na mucanda
satisfação

que teve

em

o foram

muito agradeceu. O

Muatiânvua ainda pediu para o seu Suana Mulopo
de chita (panno) o que lhe

mandei

;

entregou. Caun-

elle lhe

gula agradeceu e retirou e os cornetas e tambores

acompanhar

como

em nome do Caun-

uma carga de bombos
para uma boa amizade

pediu o Muatiânvua

nossa festa,

á

carneiro e

sendo de estylo

agradecendo

acompanharam.

Foi-nos entregue então pelo Muatiânvua
gula,

falei,

uma divunga

dei.

com os
(officio)

seus, pedindo para que fosse
a

seu protector

Muene Puto

a

estar neste dia assistindo á festa que

seus filhos lhe dedicavam e que obrigado era elle não só aos
benefícios e tratamento que sua

depois do seu encontro

do Porto) mas

em

com

elle

Embaixada

lhe ha dispensado

no Gassassa (Estação Cidade

lhe aplanar as difficuldades

de poder seguir para

a

Mussumba

em que

estava

ás reclamações dos seus

parentes e grandes do Estado afim de

ir

tomar posse e ainda

por lhe mandar cousas que o seu povo até hoje não tinha visto.

Respondi que

em

breves dias iam ser satisfeitos os seus

desejos e acompanhei-o até fora do prestyllio onde lhe foram

prestadas as honras pela guarda que elle pediu para o acom-

panhar
e

á

sua residência onde então

houveram

Ao

sol

formando

deram

as

descargas

vivas dos delle e dos nossos.

posto
a

se

foi

arriado o pavilhão e

também

guarda que apresentou armas, e

as bandeiras,

em

seguida deu

- 7 8as três

descargas. Os carregadores aproveitaram a occasião

também descarregarem suas espingardas de quando em
quando e começaram as danças.

para

A noute
desejavam

estava má, chovia e não era possivel fazer-se o que
;

fogueiras até apparecer a lua e tiveram de cessar

suas danças.

Com

os recursos que tínhamos aonde estávamos, nâo nos

era dado fazer mais.

A

eschola que neste dia se inaugurou, vae principiar a func-

cionar no dia 3 do próximo

acompanham
e aproveitei

mez para

os menores que nos

na viagem, por isso que tenho de fazer alphabelos

um

africano que

e escreve

alguma cousa para

os princípios por haver a vantagem de se fazer perceber
e mais para deante, proseguirei então eu a ensinar ao

as licções para dirigir os seus discípulos.

V. Ex.

a

— Esticão

—Deus

bem,

mestre

Guarde

a

Luciano Cordeiro, 31 de outubro de 1885

(10 horas da noute)

Ill.

mo

e Ex.

rao

Sr.Minisiro e Secretario de

Estado dos Negócios da Marinha e Ultramar

— O chefe da Ex-

pedição, Henrique Augusto Dias de Carvalho, major do exercito.

Expedição portugueza ao Muatiânvua

INAUGURAÇÃO DA ESTAÇÃO LUCIANO CORDEIRO

ATJTO
Aos

trinta

e

um

dias do

mez de outubro do anno do Nas-

cimento de Nosso Senhor Jesus Christo de mil oitocentos e
tenta
gula,

e cinco em Africa
Mu a ta Xa Muteba,

Central, no sitio do potentado Caune a leste da sua

(residência própria) pouco mais de
e

no logar

em que

a

oi-

um

povoação Quipanga

kilometro de distancia

Expedição Portugueza na Africa Central,

— 79 —
composta do chefe major Henrique Augusto Dias de Carvalho, do
sub-chefe major reformado Agostinho Sisenando Marques e do

ajudante capitão Manuel Sertório de Almeida Aguiar, acampou e

onde levantou

a

Estação Portugueza, hospitaleira ecommercial e

na casa principal da

mesma

Chibunza Ianvo(Xa Madiamba)

Estação, achando-se presentes:
filho

do Muatiânvua Noéji que na

companhia da mesma Expedição segue para o Calanhi afim de

to-

mar posse da governação do Estado da Lunda como Muatiânvua,
cargo que lhe pertence por herdeiro de Muteba; e mais o seu

grande quilolo Xa Muteba, Muala Caungula,

a

Expedição Por-

tugueza composta do pessoal superior e seus empregados.,
terpretes Augusto Jayme, irmão do soba

Ambango de

in-

Malanje,

Agostinho Bezerra, empregado José Faustino Samuel, os con-

em

tratados

Loanda, Matheus, Paulino, Paulo, Narciso, Adol-

pho, Roberto, Domingos, Cabuita, António e Marcollinoe ainda
as

praças do

de caçadores 3 de Africa Occidental:

batalhão

cabo 18, Jorge Francisco
Catraio, n.°
n.°

128 Manuel Paschoal,

50 António Gabriel,

gusto.
n.°

n.°

e soldados

;

n.°

para

de

seu

90 António Bartholomeu,

Miguel,

regresso

da

mesmo

batalhão, n.° 4

49 António Dias Bungo,

54 Adriano Annanias,

28 Manuel Pedro Soares;

Congo,

n.°

do

n.°

n.°

57 Au-

127 Filippe Cabral,
de

a comitiva

S.

Salvador do

Mussumba do Muatiânvua

e conduz

Rei os restos mortaes de seu fallecido sobrinho D.

em numero de

16, e dos quaes se

tomou os nomes dos

6 mais principaes D. Paulo, Miranda, Miguel, João Manuel, Calunda

e

Quibanda; os da comitiva de Cassanje do Ambanza

Quinzáji, representados por

qui à

os

Ambanzas

Cabamba, Xa Cacuco, Cassosso

Quinzáji, Quitamba

e Quiringo; e os portu-

guezes do Luximbe, concelho de Malanje, que os acompanham:

Domingos Manuel

Silvério da Costa, António

Matheus da

Silva,

António Domingos Pedro, António João da Silva Monteiro e

Manuel Joaquim, os cabos de Carregadores desta Expedição

-8odo soba Nbangua

Quiteca

nhonga

7

do soba Anguengue, do soba Qui-

Malheus do soba Quissua, Gamboa do soba Ambango,

;

António do soba Angonga, Sarrote do soba

do Lornbe, todos do concelho de Maianje

Ignacio

Muata Xa

Manuel

IVIuiéba e
;

e ainda o

Muteba, potentado da terra quilolo, Caungula do

Muatiânvua, sua Muari, Suana Mulopo e seus sobrinhos de no-

mes: Tunbu, Chiungo
Jôuji

Pêmbe

e

Camexe

e ainda o

Cacuata

Cabuita, e finalmente muitos outros Cacuatas e povo

á

delles,

á

bem como

mulhe-

todos os nossos carregadores, suas

ajudantes (quibessas) e creanças aggregadas á nossa Ex-

res,

pedição e depois de descoberto o frontão que tem a seu centro as

armas Reaes Portuguezas

da Eslação Luciano Cordeiro,

que se congratulava

do

com

o

nome

um monumento nestas

paragens

o Anniversario Natalício de Sua Magesiade El-

Rei o Senhor D. Luiz
filhos

e ladeadas estas

pelo Chefe da Expedição dito:

encontrando-se tão longe de sua pátria

poder de algum modo deixar

commemorando

foi

I

e na presença de

amigos africanos os

do Muatiânvua e do Caungula, seu súbdito, os do Rei

Congo

e

ainda

os dos seus vassallos Jaga de Cassanje e

dos sobas Ambango, Muiéba, Angonga, Lombe, Nhangua, Qui-

nhonga e Quissua

e n'esta

guezes prestar

devida

a

mesma occasião perante os Portuhomenagem a um dos homens con-

temporâneos do nosso paiz que mais se interessam pela
tuição das Estações Civilisadoras Portuguezas
tinente

Africano,

principalmente

em

em

terras da

insti-

todo o Con-

Lunda

e

com

distincção ha trabalhado neste ultimo período de 12 annos

promover os interesses da Nação em Africa

em

e sustentar os nos-

sos antigos direitos, dentro e fora do paiz, do que neste Continente nos pertence por herança dos nossos maiores.

Quiz

um

a

Providencia que no nosso caminho encontrássemos

antigo amigo Suana Mulopo do fallecido Muatiânvua Muleba

que os grandes fidalgos Ministros ou Conselheiros do Estado

da Lunda reclamavam a sua presença para tomar conta da go-

quem me

vernação do Estado e que este a

bom

nhar de

grado, julgasse

em

qualquer outra parte,

go,

ainda

Em

parente e

em

dever entrar, primeiro que

terras

depois dos cumprimentos

também dum

velho ami-

Gaungula.

leal quilolo,

circumstanoias,

taes

um

acompa-

prestei a

aproveitei

pois,

do estylo, de

a

occasiâo, logo

fallar

ao potentado

Gaungula para levantar esta Estação com os aposentos que

jul-

de prompto serem indispensáveis e depois de devida-

guei

mente limitada tomei

á

sua frente

nida por arvores mulembas, onde

nossa bandeira a

um

do frontão; e aos

uma

área meio circulo defi-

foi

levantado o mastro da

quarto do diâmetro perpendicular á frente

lados

terrenos para ruas espaçosas; a da

esquerda (norte) denominei Sisenando Marques e vae ligar-se
a

350 metros com

a

da direita menos larga que se reúne áquella no

to

que

deixo

a

primeira,

também

construído,

a

que se

dirije á

quipanga de Caungula e

mesmo

denominei Sertório de Aguiar;

junto a este

assim

monumento por mim projectado

bem consignado quanto me tem

serviços prestimosos estes

e

pon-

meus

auxiliado

e

com seus

dois companheiros de traba-

lhos nesta já longa e fastidiosa missão.

Limitada, pois, a nossa Estação
tros,

isto

é,

numa

área de 30

a

40 me-

1:200 metros quadrados, havendo-se estreitado

de dia para dia as relações com os dois potentados Muatián-

vua e Caungula e os seus maiores, propuz

a estes a

desta área de terra para a Nação Portugueza, que eu

compra

em nome

do seu Governo comprava, para que mais tarde ninguém ouzasse pedir tributos ou a exigir por suggestões de qualquer ou
a

qualquer pretexto a sahida dos

com

filhos

de Sua Magestade que

auctorisação do seu Governo ou por elle enviados viessem

nella residir.

Um
o

e outro destes potentados por essa occasiâo

lembrando

— 82 —
sempre sustentaram com os

as antigas relações que

Sua Magestade declararam não ser
tado algum que

vam

tal

foi

sempre

missangas que vestiam

e

vam

e

que houvesse poten-

crivei

um bom

elle

quem

Rei,

lhes

e a pólvora e

um bom

mandara

amigo e

as fazendas

armas com que caça-

combatiam os seus inimigos.

me

Nós,

vender

disseram Muatiânvua

seus

e

Caungula, não podemos

Sua Magestade o que ha muitos annos

a

sidera propriedade sua,
a

de

fizesse, pois todos respeitavam e estima-

Monarcha como

o nosso

protector, pois

filhos

filhos,

mas para que não

que o chão

em que

a

Sua Magestade fabricou esta Estação

bem

Lunda con-

a

reste duvida

alguma

vinda embaixada de

lhe pertence

de

bom

gra-

do, fazemos cessão a Sua Magestade, nosso protector e amigo,

do terreno que

ella

comprehende

mesma embaixada em

convite da

e

com prazer annuimos ao

se lavrar o auto desta cedên-

no dia de hoje que os Portuguezes festejam por ser o dia

cia

em que

annos ter nascido seu estimado Rei, nosso

faz

bom

amigo.

Também

para

ser

lido

e

assignado

neste dia declarou o

Muatiânvua que com Gaungula e comnosco haviam

feito

uma

mucanda (Tratado) para Sua Magestade Rei dos Porluguezes
tomar conta das terras como tomou de seu irmão Cassanje.
Foi

vos

em

consequência desta adhesão, proseguiu o chefe, que

convidei

a

vós Portuguezes para serdes testemunhas do

acto que se está passando e do qual faço lavrar o competente

auto de Noticia, que espero

em

breves dias remetter ao Go-

verno do nosso Augusto Monarcha.

E

aproveito

a

occasião para vos declarar, que não podendo

por emquanto fixar-se o dia da nossa partida para o Calanhi,

com annuencia lambem de Muatiânvua hoje
tação uma escola primaria de instrucção da
obrigatória para todos os

se abre nesta Eslingua portugueza

menores que fazem parte desta Ex-

-83
pedição entre

7 e 15

annos e facultativa para os maiores de

15 annos e para todos os indivíduos que o Muatiânvua leva na
sua comitiva e diz que vae mandar frequentar.

por emquanto delia professor o empregado desta Expe-

E'

dição José Faustino, que sob minha direcção ha-de leccional-a

das 11 horas da manhã às 2 da tarde, tendo logar
lição

no dia 3 do próximo mez e

em

estabelece

primeira

Lunda entendi denominal-a Chibuinza

terras da

que

a

primeira que se

a esta aula a

menos seus

recordem no

Ianvo,

para

futuro,

não só deste dia como do Muatiânvua presente e que

pelo

discípulos se

de passagem pelas terras do Gaungula

ia a

chamado dos gran-

des quilolos tomar posse do seu Estado.

em

Foi

seguida lido e assignado o Tratado que se juntou a

este.

Vê-se, pois,

mente

meus amigos, coníinuou

me

Providencia

a

de utilidade

bem em

a

a festa

do nosso Rei, com

favor dos bons créditos da

beneficio de

um

como

feliz-

permitte que eu possa tão longe da

minha Pátria commemorar
ções

o chefe,

institui-

Nação

povo ha muitos annos amigo

e lame

que

do nosso valimento para entrar no convívio dos mais

precisa

civilisados.

Sob
a esta

a

nossa protecção se collocaram desde que chegámos

terra os filhos do Rei do Gongo, nosso antigo vassallo, e

esfomeados

elles os

e

nús que encontrámos, tiveram

a justiça

que sollicitaram e pelo trabalho nesta Eslação adquiriram

com que

se cobrir e

nhas agora deste acto,

do

fluencia

quanto

a

nome

elles

vos

podem

portuguez para

nossa actual missão

losos e infatigáveis sacerdotes

lingua, usos e

teem ganho para seu sustento. Testemu-

costumes

e

em

em

com

dizer o valimento e in-

o seu Rei e povo, e

S. Salvador,

composta de ze-

tem conseguido

instruir na nossa

artes e officios sua nova geração.

Repeliram os dois interpretes da Expedição

a Ianvo,

inter-

-84 prete

ofíicial

este,

na

do Mnatiânvua, o que

exposto, e

fica

em

seguida

língua Lunda, depois das cerimonias do estylo, tudo

fez constar aos dois potentados, Muaris,

seus Suanas Mulopos

mais quilolos e povo presente, o que fora rectificado pelos

e

nossos interpretes que

bem conhecem

Respondeu o Mualiânvua
gula

pelos

e

seus Suanas Mulopos e Cacuatas que represen-

tam os maiores da Lunda, seus

Que tudo que

Muene

sélaji (patrões):

dissera o seu amigo major, representante de

Puto, não teve para elles duvida alguma que fosse es-

cripto, e

que

elle

estava prompto a dar o seu

seu protector e amigo soubesse que tanto

de

bom grado cederam

effecliva e

em que ficou
em que sollicitam

que ninguém ousaria

acceilavam o

nome que

elle

o chão

Estação e firmaram o Tratado

java a

Lunda.

a lingua

reconhecido pelo potentado Gaun-

se

lia

á

a

nome para que
como Gaungula
fabricada a sua
a

sua protecção

contrariar o que

feito

foi

e

entrada da Estação, como dese-

Embaixada de seu bom amigo Muene Puto.

Muito tinham a agradecer

ne Puto fizesse ensinar seus

em nome

de seus povos que Mue-

uma

fortuna gran-

dia para dia se

admirava as

filhos, pois era

de para as suas terras onde de

cousas novas que Muene Puto lhes enviava e referiu se prin-

cipalmente

á cadeira, docel e tapete

que seguem com

a

Expe-

dição e estavam expostos devidamente collocados no topo da

casa

(armada segundo os recursos;,

e todos se

em saber fazer.
A Estação era já para elles uma cousa
feito em tão poucos dias bem indicava o
o

tempo podiam aprender.

empenhariam

nova, e

o trabalho

muito que

elles

Elle Muatiânvua desejava muito

com
que

* se escrevesse a Muene Puto dizendo o que se estava passando
e se lhe dissesse

que eram bem vindos os

filhos

que mandasse

para esta sua casa para negociar e para ensinar os filhos destas terras.

— 85 —
Caungula
o

que eu

bom

em

fallou

protector

Muene Puto

ha annos e são sempre

em

nosso amo Muatiânvua disse

seguida.

agora só tenho a confirmar; esta casa é de nosso

por aqui passam muitos

;

bem

recebidos

filhos seus

vem agora Muene Puto

,

pessoa (representante) e por isso o que não lhe faríamos

nós que o reconhecemos nosso maior? Elle tem nos mostrado

cousas que nos surprehendem, se algumas

em

poder dos inguereses (allemães)

mos melhores

e

e

já as

tínhamos visto

de relance, agora as

vi-

outras são para nós inteiramente novas e de

maior riqueza o que nos mostra sua grandeza.

Como não

lhe

proporcionar os meios de o termos ao pé de nós (seu representante)

e

seus filhos que desejarem vir aqui estabele-

aos

cesse?

Eu agradeço muito
amigo Muatiânvua

venham

filhos

á

a

Muene Puto que acompanhe

o seu

Mussumba, mas também desejo muito que

seus proseguir na educação dos meus.

uma boa casa e por isso todos nós temos muita esperança que Muene Puto não deixará de mandar para ella quem
Está

feita

venha negociar

povo d'esta

e ensinar o

terra.

O

nosso Muatiân-

vua deseja que se escreva a Muene Puto e se lhe participe que
está feita a casa

em

terra

que cedemos de bom grado

Puto para esta se fazer; e eu

lambem

muito estimo que mande para

vierem para cá mandarei
a

também
a

os do

Mucanda

elle

(escripto)

que o

desejo que elle saiba que

que tome conta

Isto

que eu desejo, desejam

e por isso presto o
sr.

se repetiu

delia e

estado de ser devidamente oc-

mandar.

meu Estado

Aos interpretes

em

Muene

seus filhos e emquanto não

um homem

conserve sempre limpa e

cupada por quem

ella

a

major

meu nome

para

nos leu.

que transmitissem novamente,

que eram desejos da Expedição comprar o terreno não por
les,

mas porque no

el-

futuro seus herdeiros talvez mal aconse-

lhados, não quizessem confirmar a concessão agora feita e tanto

ouvindo-se em seguida a fusi- . a uma prova e por agora (dirigindo-se ao che- lhe acccitasse eiles e a pequena lembrança que um grande carneiro e uma porção de bombos (mandioca). como era de uso no seu povo. O chefe agradeceu e pediu. lan- dois potentados procede- abrir os chapéus de sol para seocculta- ás vistas dos especiadores. sua de Muene da festa prestarem a ter a assistir commemorando assim o dia seu amigo e de voluntariamente se Puto discutido o tratado que acaba de ser assi- gnado Respondeu o Muatiânvua que os agradecidos eram sentia bastante não estar já no seu Estado para dar do que seu coração desejava Embaixada fe) pedia podia dar para o dia de hoje. a Sua Ma- vivas que foram correspon- pelo povo. De um jarro de electroplate. como ainda delles annuirem ao da acto inauguração. Luiz didos até no largo I. saúde e companhia de sua Real Esposa bem para e Estimados Augustos na filhos e do seu povo. repetido que já por uma como elle como pelo futuro recebido e considerado. se çou vinho nos copos. que muito admiraram. e distribuí- dos os copos o chefe levantou três vivas seguidos gestade El-Rei o Senhor D. para que o Muatiânvua. Caungula. tal foi futura interpretação differente do acto que estávamos praticando se não podia dar pelos seus berdeiros e que se fechasse O mucanda a chefe agradeceu em nome de Muene Puto não só a con- cessão dos 1:200 metros quadrados de terreno para o fabrico das casas da Estação. emquanto os ram ao cerimonial de rem Amzambi o felicidade. emquanto bebem.— 86 pelo Caungula. directo senhor destas terras Muatiânvua. Muaris e seus maiores pre- acompanhassem bebendo vinho do Porto (vinho das sentes o terras de seu protector Muene Puto) para que (Deus) lhe desse muitos annos de vida..

Muaris e as mu- ver os movimentos dos cylin- dros das referidas. Estes foram dados um á Muari do Muaiiànvua e outro á do Caungula. realejos. uma que tocava o hymno de Sua Magestade El-Rei. o chefe collocou no pescoço do Muatiânvua de ouro (em parte) e o sub-chefe collar e ajudante dis- tribuíram pelas Muaris e maiores 42 crucifixos de metal dou- suspensos rado. correspondendo aos enthusiasticos Jaria vi- vas e vendo-se subir e descer o pavilhão Real por três vezes. que o Muatiânvua pediu para que ninguém soubesse como as cousas se passavam e só ouvissem que se se tapassem as caixas o que se mostrou muito satisfeito. um panno (4 jar- das) de fazenda para o quilolo da terra (Caungula) que o acom- panhara e o chefe fez-lhe entregar 12 lenços. Despediu-se em seguida o Muatiânvua e os seus maiores e . principalmente as lheres que as acompanhavam. como era de estylo. e admirado pela sua pe- e pela manivela. em o qual todo o dia esteve tremulando no alto mastro frente da Estação. Duas caixas de musica. o que muito agradeceram. bem como a concorrência dos seus maiores e povo aos Chefes das Caravanas do Congo e Cassanjes (Bangalas) presentes. o que fio foi muito apreciado. Depois disto. a o que elle para maior surpreza mandaram- se buscar dois pequenos fez-se tocar. e retirou com os seus. o que agradeceu. o chefe mandou os interpretes agradecer ao Muatiânvua e Caungula a este acto. foi depois o entretenimento dos potentados e tão interessados estavam. e musica. a fitas e cordões de de ouro. O Muatiânvua pediu. cada foi um de uma só peça. sendo elle muito acompanhado pelas cornetas e tambores até á sua residência. o que realmente muito quenez com fez. Em largo um seguida.-87por algum tempo.

-j- i" caça). mandou interpretes se auctoridades e mais pessoas que ás estiveram presentes e sabendo escrever podessem assignar e as sem que soubessem não fazer de cruz e conhecidos que o podes- delles por procuradores seus nomes fossem escriptos. bem como por meu também assigno de cruz collega Augusto Jayme que neste — Augusto Jayme tinho Bezerra. Muatiânvua eleito Muari do Muata f Mulopo (herdeiro do Muatiânvua) Sur. Cacuata Mu- representante do grande Galala. o as- deste auto. da seguida os car- as suas espingardas. segundo as melhores pronuncias. Cacuata Andunda Cacuata Capenda representante de tante de f Muene Capanga . dando a guarda as descargas e regadores muitos Eram horas três com tiros tarde. quando terminou de que se lavrou o competente auto. Agos- . (nome de Xa Muteba. Cassaje elles mesma Expedição em portuquando me seja exigido que re- e nós interpretamos á e assevero e mesmo juro conheço os nomes acima como dos presentes e que por todos assigno.em retiraram. final Ianvo (Quibunza. pes- da Expedição Portugueza á Africa Central. Por todos estes indivíduos presentes e disseram •{• ambos da casa da Muari. Chibunza ou Chibuinza). que também conhece inter- Expedi- meu col- a referida lingua. Cacuata Ianvo pretei na sua lingua o que lega f. Caungula Muteba f Angunza landa •{• .na f . e que pelos este acto. *j* interprete. nós. pouco mais.-Cacuata representante do quilolo Canapumba. António Bezerra de Lisboa. E por ser verdade tudo soal superior severamos no isto que ahi fica narrado. eu affirmo o que consta deste auto com respeito ao que guez e Muene Qniamba. Muata (mulher). e Cacuata Ianvo t me foi f represen- a quem bem dito pelo Chefe da ção de que sou empregado e de que o pode jurar o Augusto Jayme.

Miguel. TERMO Reconhecemos como testemunhas que presencearam o acto solemne constante d'este a. Cassosso reconhecermos por f •{•. António Martins da Silva e António f Antó- nio João da Silva Monteiro. a to- pre- Calun- •{•. Quibamba qui á Domingos Manuel elles assignamos Cambamba f Xa . Miguel da f. Silvério António Martins f. São estes dois individuos naturaes de Malanje. Quibando Congo que acto os 16 filhos do ossada de seu sobrinho D. . Cassosso. rogo dos quaes por facto el- de terem conheci- Agostinho Bezerra. peio — se passou.uto os indivíduos que em seguida vão ser escriptos e que por não saberem escrever nós por les el- o faremos e promptos a jurar se for preciso a veracidade do que se passou e da identidade dos referidos indivíduos Cassanjes que na nossa companhia zo. Miranda senciaes delle e são: Paulo f. o próprio Quinzaje. Manuel Joaquim. Ambanza Quitamba qui á Cambamba. TERMO Estiveram presentes a este transportam para o seu Rei fallecido mar o em terras da nome dos a LunJa. Xa Cacúco. sitio do Lu- .. rogo. co E por os — Quiringo f. António Domingos Pedro a — (aa) seu Cacú- da Costa ^ Sil- Domingos vério da Costa. súbdito seguem para o Muata Mucan- de Muatiânvua no Cassai e pertencem ao dicola do Jaga de Cassanje denominado Quinzaje. Quiringo e os de Malanje portuguezes: Domingos Manuel Pedro. (a) como testemunhas f. e dos quaes o chefe mandou seus mais importantes assigno les e João -f- também mento do que Manuel f este termo.

tehm:o Pelos representantes dos sobas de Malange ba. que e Cacuata Joúgi á Cabuita em seguida ao Muatiânvua disse o que fica escripto e por ser verdade estou jurar aos Santos Evangelhos quando me prompto seja exigido. sua Muari Tembu. sobrinho Gamexi que todos apoiaram Caungula.9 oximbe. seu Suana Mulopo (herdeiro). os potentados Caungula. Muié- também por Au- . Angonga Quinhonga. term:o Declaro que estiveram presentes a este acto. assigno saberem escrever. Quissua e : Ambango. primeiro interprete da Expe- dição Portugueza que se dirige á por reconhecer a Mussumba do Muatiânvua a jurar aos nomes por todos pelos seus próprios me e aquelles assigno este termo e por todos e estes responsabiliso nomes Santos Evangelhos que não só deram os porque são conhecidos como ainda que os que não conhecem portugueza.. empregado da Ex- pedição. TERMO Pelo cabo e soldados constantes deste auto e que são teste- munhas do que se passou. Muata Xa- muteba. Chi- hungo e á Pembe. de sciencia conhecem o que se passa neste a lingua acto e que o testemunham sendo preciso. — António Bezerra de Lisboa. reconhecidos bem como todos os outros pelos interpre- Augusto Jayme e Agostinho Bezerra. de que se la- vrou o competente auto. e eu abaixo assignado. — José também eu por elles por não Faustino Samuel. Angonga. empregado da Expedição. a —José Faustino Samuel. que por não saberem tes escrever.

coliocar sob o seu protectorado todo o territó- em que Art. declara em seu nome. primeiro interprete da Expedição. Agostinho senando Marques. que hoje lhe pertence tem á sua disposição próximo da mesma a propriedade inteira e completa de porções de terreno necessárias para nelles seu Governo fazer e edificar os seus esta- belecimentos militares. um delegado do seu Governo. Caungula do Muatiànvua grande quilolo da Lunda. José Faustino Samuel. assigno eu. com as auctoridades. além da Estação Luciano Cordeiro. Senhor d'esta terra. administrativos e particulares. Si- Manuel Sertório de Almeida Aguiar.° — Portugal terá junto do Caungula. e por elle governado. no dos seus parentes. Art. que por doente não vir e assisti á por pedido delles estou prompto e ser exacto o mas que por cerimonia. elles ou- — António Bezerra de Lisboa. major do exercito. em de Portu- interesse d'el- amerceie. — centos e oitenta e O oito- Chefe da Expedição. António Bezerra de Lisboa. sub-chefe. Foi mim por este sabem escrever na Estação Luciano Cordei- os presentes que ro. próximo trinta e um á escripto e vae ser assignado por todos quipanga do Caungula em Africa Central.° —O Muala Xá Mutéba. 2. jurar que os conheço a que consta deste auto. gal e les se rio voluntariamente reconhecer pede com instancia a a soberania Sua Magestade. aos do mez de outubro do anno de mil dias cinco. TKATADO Artigo e 1. força militar e pessoal . Agostinho Bezerra.° el!e domina — Portugal. Henrique Augusto Dias de Carvalho. ajudante.—9 i gusto Jayme. auctoridades e povo d'este seu domínio. 3.

Art. 6. para o que lhes será facultado a sem ónus os terrenos de que necessitem e sejam requisitados pelo referido delegado. — Portugal Art. pagamento como uma maneira agrícola ou outras industrias.— capara a bem Estação que julgue conveniente e serão recebidos e protegidos todos os seus filhos que nestas terras quizerem exercer sua actividade. cimentos. reservando comtudo o bem como os seus estabelemesmo Governo o direito de proceder como entender. 4.°. de negocio. precisa a área clara e devendo marcar se de dos terrenos cedidos e registados os contractos na delegação do governo de Sua Ma- gestade. 8. sendo o é actualmente do uso.° e potentados nesta reconhece todos os Chefes de povoação data estabelecidos nas terras comprehen- didas no domínio collocado agora sob o seu protectorado e con- que forem firmará de futuro todos os de nomeação de Caungula. ficando o delegado do Governo. respeitando os usos e costumes dos seus povos que Portugal mantém.° — Caungula obrigam-se l e as auctoridades a não fazer tratados nem que lhe são sujeitas. vender ou alienar de qualquer forma para estabelecimentos ou feitorias. se tenta destruir o domínio de Portugal nestas regiões. 6. —A Art. — A todos os Art. — Portugal Art. para que possam evitar-se complicações no futuro.° obriga-se a manter a integridade dos territórios collocados sob o seu protectorado.° Chefes e habitantes será garantido o em que domínio que hoje disfructam nas terras que por lecidos ou sua conta são cultivadas estão estabe- podendo-as . que por tal con- cessão.° qualquer estrangeiro se concede a liberdade de estabelecer-se nestas terras. 7. ceder terras a represen- anles de qualquer nação ou povos para fim diverso do art. quando provado for. obrigado a protegelo. 5. . segundo eleitos suas as pelos povos ou leis e usos pro- mettendo-lhes auxilio e protecção.

passando Muene Puto Cassongo. H. estão de passagem nesta interpretes que assistiram terra. os referidos pessoas de diversas comitivas. não permittindo cami- a inter- rupção de communicações com os estados visinhos. as missões religiosas. Art. já melhorando os que existem. IO. já facilitando ainda e pro- tegendo as relações entre vendedores e compradores. estimam que se abram caminhos de viaturas para a Mussumba do Muatiânvua como para o Muquengue no Lubuco.° cio — Caungula. Art. e que queiram estabelecer-se quer temporária quer permanen- em temente suas terras e assim também o desenvolvimento da agricultura. na e de sam esses trabalhos. e e mais a este acto e do qual se lavrou o auto da sua apresentação e approvação que também assignam. desejando seja o primeiro para as terras de Muene Gongo. será resolvida com a assistência do delegado do Governo portuguez.° — O presente tratado feito pela Expedição Portugueza ao Muatiânvua e Muata Xa Muteba. lido e explicado pelos interpretes da mesma Expedição. — Toda e qualquer questão entre europeus e in- mesmo entre os de nacionalidade diversa. Caungula e os concedem desde fácil acesso a chefes das e já povoações seus dependentes. vae ser assignado pelo pessoal superior da mesma Ex= degenas e —o pedição. por um referido Muata e todas as auctoridades presentes respectivo signal f. Caungula de Muatiânvua. 9. scientificas de instrucçâo aos seus povos. usando da sua auctoridade para a fazer destruir.-93Art. em licito obnga-se sem suas terras dos negociantes. antes ter proteger todo o commer- a em facilitando : attenção a nacionalidade abrindo novos já nhos. mas pelas de Muata Gumba- não só auxiliam quanto pos- e os coadjuvam seus esforços para que prosigam sem empregando todos os difficuldades nas terras dos seus visinhos. e co- .

de- Sua Magestade Fidelíssima na Lunda. Quinzaje (Bangala). Madamba f Ambanza do Luximbe Alexandre original Lisboa. Caungula. pois . e Ex. Chibuinza Ianvo Muatiânvua -f- Muata Xa Muteba Caungula do Muatiânvua. Muari do Muatiânvua. José Faustino Samuel. nego- idem. f f na Mulopo do Muatiânvua e Muene Tembue ma Anseva do Coungula. lanje. António João da Silva Monteiro. empregado na Expedição. execução só quando o Governo de a ter Sua Magestade ou o Senhor Governador de Angola entenderem ou para isso dispensem as providencias necessárias.° que juro se for — Está conforme o — António Bezerra de interprete. tinho Camuexi. 111. legado do governo de domínios do Muatiânvua. f f José do Congo." te 10 sitio. Muteba Sua- mais quinze indivíduos entre velhos rei do Congo e que principiaram por dizer que sendo (dois rapazes faziam-se entender porluguez e um delles bem em chama-se João) vassallos de Sua Ma gestade o Senhor Bei de Portugal. 2. Fu- Augusto Jayme. Estação Luciano Cordeiro no Caungula— 31 de Outubro de 1885 (ass) Henrique Augusto Dias de Carvalho Chefe da Expedição. preciso 1. vinham cumprimentar como embaixador de Sua Magestade nestas terras (certamente queriam dizer representante como dizem os Lundas. za ciante -f- -J- eleito.° interprete.— 94 — meçará Tratado este.— Pouco depois de ter acampado neste si- próximo da residência do Muata Caungula vieram cumprimentar-me Paulo e e rapazes todos súbditos do me -j- (Bangala). Muari do •{• João do Congo. Manuel Joaquim. mo Sr. f Amban- Concelho de Malange. irmão do Soba Ambango de Ma- f Paulo do Congo Mujinga Congo. equivalência. porque a verdadeira interpretação não encontrei ainda) e collocar-se sobre a protecção da bandeira portugueza. Agos- -o Bezerra.

Despachou-nos o Muatiânvua Ditenda (Quibinda) para o Muata Mucanza (Mazari. a a ) deanteira e parte dos (eram que fi- . respeito á sua expedição. Ex. que trabalhar todos os dias para alguma cousa lhes dar. Mucanza em vez de attender ás ordens que tinha e aos nossos rogos. uma dilgenciarei e se for sincero o que lhes façam seja o fazer alojamentos para e de pelle troca até dos pan- a justiça Neste momento de cousa alguma posso tratar como teem fome (e também nos roubaram. mas nossas necessidades. Vieram os homens no Viemos de dia seguinte e eis sua narração: Salvador fazendo parte da comitiva S. tratou de nos expoliar marfim e alguns escravos a diversos pretextos.9 5precisavam que se lhe fizesse muita justiça porque teem a maior parte delles cabra) foi isto já cobertos apenas com em que nos deram (apontam) nos que vestíamos e dizem. cipe D. me sof- roubos depois que regressaram da Mussumba frido muitos que pedem. Esperando pelo Cacuáta tivemos alguma demora e neste tempo foi morto Ditenda e substituído por Cangapua. fala com mas falarei ao preciso que Mualiânvua para lhes dar uma au- venham amanhã seu chefe e João que portugnez contar-me com verdade o que se ha passado. vulgo Anguvo) no Cassai afim deste nos dar Rei um com Cacuáta para nos acompanhar até junto do nosso os seus presentes.» Agradeço os cumprimentos. que não já. ainda mais demoras tivemos. respondi. e morrendo o nosso príncipe. Miguel filho (sobrinho?) do actual Rei do presentes para o Muatiânvua e alguns do prín- Gongo com trazendo seu negocio ha perto de 4 annos. No entanto eu diência. Alguns dos nossos haviam aqudles que já de Camau. já falei a tomado V.. as precisam de se venham vestir.

que era verdade. queixei-me ao Caungula e tendeu-nos. Deste roubo. que aquelle Cacuata es- tava ao serviço do Mualiânvua e não delle e por isso não podia involver-se tava a chegar em com tal o seu nha aquelle Cacuata de nossa Neste questão. nada conseguiram mos a usar e é certo que de Mataba até aqui principiá- de pelles. dia. vou paguem falei fazer toda a diligencia para que se lhes os roubos ou valores equivalentes. encontramos alguns com- também panheiros que tendo sido roubados pelos Calambas.-96caram com o chefe Paulo tiveram de voltar ás terras de Mu- canza não só para requerer justiça mas para trazer os ossos do principe porque o nosso Rei decerto nos não perdoaria se em os deixássemos Não foi terras do gentio. Bem. conhecendo elle. sem tempo que conseguimos recolher ossada do a defunto depois de o passarmos pelo fogo. por causa dos roubos que nos haviam feito os Lundas. mandou nos dar de comer e ao chefe também o panno de algodão que traz vestido. respondi. mas que onovoMuatiânvua es- amigo Muene Puto e então e na comitiva vi- podíamos apresentar o que fosse justiça. Nós fomos para taes a margem do rio por causa dos restos mor- do principe. que tínhamos fome. e estávamos nús. no que já ao Muatiânvua e recebe-os depois hontem dámanhã. Pelo que respeita a Mataba e Mucanza é preciso que alguns . Aqui o Cacuata Angunza também nos roubou um servo. diz o chefe. promettendo na sua terra protecção e que elle at- nenhum dos seus nos fariam mal e podíamos acampar onde quiséssemos. A justiça que pretendíamos não se nos fez e ainda nos rou- baram alguma cousa que tínhamos. Em quanto ao roubo disse-nos elle. Em Mataba por onde seguimos.

Três dias depois recebia eu o Muatiânvua numa espécie de . e para que tenham reito a rações a cada um como os meus carregadores eu daria uma di- carga para transportar e quando acampássemos trabalha- riam para terem esse direito. e para Malanje' onde os manda- o que ficaram muito satisfeitos e só esperavam eu os despachasse. Ao que annuiram. continuei eu. Deixam aqui para me acompanhar seis rapazes e um velho ou mais se eu assim entender. Salvador. hoje buscar capim que lhes pago da mesma maneira e já podem comprar algum sustento e amanhã venham de madrugada trabalhar todo o dia e assim nos outros que podem obter s mais alguns bandos de fazenda para tirarem as pelles e se po- derem apresentar mais decentemente ao Muatiânvua. e preciso de capim: hontem o offereceram de capim por um e um trouxeram cada bando de fazenda de lei. umas obras. que depois eu mandaria arranjar-lhes aqui uma caixa muito melhor do que se poderia fazer em Malanje e lhes entregaria seu rei e outro para os padres portuguezes a minha correspondência ria vestir a todos . Em quanto aos restos mortaes de D. vão pois Vm. Respondi ser bastante esse numero. que me auxiliassem a trabalhar até ao caixão Disse-lhes então dia 31 de outubro nas construcções que estava fazendo.— 97 — com rapazes sigam na minha Expedição para junto os compa- nheiros que ainda ficaram no Mucanza aliegarem o que cessário a bem Principiei já os Bangalas já três feixes fôr ne- de seus direitos. Os homens agradeceram muito que e disseram a sua causa estava entregue a Muene Puto e por isso descançavam. com official um em officio para S. Miguel disseram que os transportavam numa muhamba (espécie elles de canastra) onde levam as suas cargas e que iam por Malanje para vêr se ali lhe fariam um bem arranjado para seguirem.

e que eu esperava não a recusasse embora ainda não estivesse de posse do Estado. que áquelle logar ria já tinha ouvido o Cacuáta fazia a devida justiça e em que estavam que em porém elle dois dias voltassem na minha presença lhes se- entregue o roubo ou valor equivalente. Respondeu então o Muatiânvua que gem com Muene Puto feliz era por seguir via- seu bemfeitor. Emquanto ás ques- tões com Mataba chegássemos e acompanhassem e Mucanza só podiam ser tratadas quando lá então fizessem o que eu já lhes aconselhara. os havia de era de suppôr o roubo e elle o tivesse praticado antes de estar ao seu serviço. Depois de o ouvir mandei chamar os queixosos que estavam esperando no meu acampamento . — pedir-lhe para elles mesmo exporem Muatiânvua annuiu e fil-os por estes os cum- e feito apresentar por a meus interpretes e sua queixa ao que o . O Muatiânvua disse não me poder meu interesse pelos filhos do rei como contentar embora aquelle negasse alguma recusar cousa visto o e do Congo. Tomando justiça a palavra disse-lhe: que requeriam que eslava prevenido de elle já nesta terra os filhos do do Congo rei seu amigo.alpendre que á pressa foi azul e fazendo-o sentar com arranjado num cortinados de baeta throno de caixas forradas a baeta encarnada. . a Expedição para exporem suas queixas. elles o fizeram. não deixaria visto a mi- nha intervenção de attender ao que pediam os irmão com quem queria sustentar a filhos do amisade que com rei elle seu sem- pre tiveram seus antecessores. — primentos do estylo. O Gacuáta contra que comitiva e como elle elles se queixavam de sua fazia parte o reconhecia por seu Muatiânvua decerto entregaria o roubo. Só por meu podido tra quem affiançava Augunza con- era feita a queixa e este negara o facto.

a fa- o Zaire. julgar auctorisado zel-o em nome A Sua Ex. pois não haja o que por talvez príncipe. Ao posto desse dia. Ex. a se digne conceder-ihes passa- meu procedimento reça a approvação de V. diversos que da cidade do Porto me enviaram. fechada. Em Malanje não lha fariam tão bem.) O Chefe da Expedição.— 99 — No dia 2 de novembro. sol mação levaram lá com muita a caixa dizem que vão tratar com todos os cuidados de e esti- a pre- severar das intempéries do tempo. . a o Governador Geral communico cedimento havido com esta gente e caso por Loanda. Henrique Augusto Dias major do Exercito. forrada ella foi onde se emblemas fúnebres e uma casualidade eu trouxe. mo em Deus Africa Cen- Sr. recommendo para os proteger e mando-os vestir de Custodio Machado por minha conta particular. Espero que o Guarde a do Governo. gente me- de Carvalho. Ministro e Se- cretario de Estado dos Negócios de Marinha e Ultramar— (as. a para com esta e o agrado do nosso paiz. galões. mo e Ex. a V. Ex. os ossos do A' vista do chefe e mais dois com baeta azul guarnecida menos na todas as faces Ficou radas. embrulhados em fazenda. os em casa por me não officios elles para o e o que a assumptos. Hoje mesmo despachei os que seguem e levam toda a cor- Expedição respondência da para Malanje e do Congo narrando-lhe o succedido com rei Expedição lhes poude fazer Ao e ainda outros chefe do Concelho de Malanje. — Estação Luciano Cordeiro 2 de Dezembro de 1885— Ili. pedindo gem para a S. de facto arranjou-se uma caixa acommodaram. tral elles também o pro- queiram seguir Ex. a emblemas fúnebres em galões e inferior e tudo pregado a taxas dou- realmente muito boa e pôde dizer-se a par de obras deste género.

grande do e fico a quem de Canapumba. Caungala este quilolo do Esta- nesta viagem Chibuinza conferiu o titulo honori- a mudança verdade é apenas pretexto para variar. logo que chegou ao seu acam- pamento esqueceu-se de tal horas quando regressei me deram promessa. a o Sr. recom- ao Cacuata que não fizesse mal á sua amazia. Ex. desta data dou conhecimento a V. E os promenores são horripilantes A pés. porém que assim o promettêra. sendo certo que. se empenhara por tal resolução. e de senhor. Hontem. pouco depois das 6 horas me do dirigia á a e a um assumpto a .100 A No meu A ofíicio dos motivos porque em tempo Ex. victima ! fora amarrada de mãos atraz das costas e nos e depois de deitada encheu-lhe a bocca de pimenta empurrou com um troduzindo-lhe em entrar á forca. panno e deitou-lhe seguida um pau pimenta nas partes que foi até que in- onde poude . nas vésperas da viagem e já despachada por Muatiànvua. A mulher deste ha 3 visou-se a um quilolo do dias lhe a mulher. que a pedido de lanvo mandou entregar- perdoado o caso que motivou foi a ser O Muatiànvua que mendou segundo o estylo da Lunda escra- Gaungula quebrando de propósito uma cousa d aquelle. a matara pouco depois de enlrar na cubata. Ex. no ca- elle e pelo minho encontrei marchando para a sua residência o Cacuata Angunza (representante) de Fumaiji. meia da manhã quan- residência do Canugula para tratar da ques- tão do roubo que se fez á caravana do Congo. Ministro S. ás ti parte que Canapumba. foi addiada a partida da correspondência annunciada e neste vou referir-me que julgo merecerá a attenção de V.

que mais de conversaria comigo e nada faria sem me consultar. crime ficasse impune. que se ma- um seu verdade. tar- porém estivesse eu certo que o criminoso havia de ser castigado pois que. que victima morrera. na cerimonia da consentira como pessoa alguma. pago os crimes que se sendo mal considerado por todos os que o rodeavam. Estava velho e nâo tinha para quem apellar senão para a generosidade de Muene Puto amigo do Muatiânvua e em se- guida apresentou-me o interprete oito lenços signal da pessoa . uo que eu estava bem informado e duns precedentes que se davam com respeito á pessoa do Muatiânvua lhe pelo que já imputavam de aquelle e nesta terra havia alta traição. Era meio dia estava eu descançando no tante fatigado. já O Muatiânvua respondeu que estava muito triste. consentir que noticia.— 101 — Sabedor disto mandei logo dizer ao Muatiânvua que se era verdade esta não devia para seu credito. e agora era que matara uma pessoa estando aqui Muene Puto e Cacnata sendo este e elle Muatiânvua. por quanto elle para não faltar aos seus lucanga. com o que succedera e não sabia bem o que faria. não tasse compromissos comigo. pois tal não podia continuar a viagem fazendo esse criminoso ainda Que entre nós parte do seu Estado. hospedes na terra de um bom amigo que tão bem os tem recebido e acolhido. alem do crime accrescia o da desobediência á sua pessoa e o de enxovalhar a terra de Caungula. com um ro e não fora batendo-lhe por acaso Que a Expedição de Sua Magestade a aquelle crime era bárba- chicote como se dizia. valha a era da cerimonia. pois eu o estava. procurou para quando o meu me communicar meu quarto e bas- interprete Augusto Jayme me da parte do criminoso como as cousas se passaram. que com elle votaram a sua morte para amanhã. se informasse bem.

— 102 — do Canapumba e como Canapumba pede lhe salve a vida. ha pouco sabendo de tudo isto me que eu talvez o primeiro que mandei dizer ao Muatiânvua homem grande criminoso. . foi mim como Augusto elle o não infor- Pergunte-lhe se não filho. fui um lhe respondi mou um dos um de Canapumba que filho . a ser castigado. vê pois Augusto e também Manoel. no chão dizendo: elle o faria. se serviu de pimenta para tapar a boca á mulher e introduziu também pimenta nas suas partes? Augusto Jayme ficou admirado. resposta a foi Além ção do pau e segundo este até ás tripas ! guntar ainda: se no Caianvo não matara já dade. vida hei de elle pede. isto é. que se trata pedirei em Pergunte o que se fez como esperava. que castigasse o é quem acompanhava porque o outro conhecia eu por seu Manuel nosso carregador. Jayme era respondeu. lhe seja elle o sabe muito porém poupada bem como em que estamos. foi não Canapumba porque para casual premeditada. E' Bem. Castigado tem de ser aos usos da terra. vamos ouvir o seu é verdade que falia. oppor-me quanto possa. seus crimes tem de ser pagos ao Muatiânvua e ao Canugula dono da terra mas que se lhe tire a É isso mesmo que pode eximir-se a Muene Puto em nome delle. consentirei empregarei todos os meus exforços para que se não pratique um outro crime e portanto satisfarei as- sim aos desejos de protecção que pede Canapumba. a bem que não vida é que elle pede e tornou-se a rojar no chão tal filho. já perver- tal filho. mas não dum elle. fiz uma mulher? É grande criminoso como que se mate. respondeu o Já a introduc- disto. diz. rojou-se Muene Puto a diz em nome por quem me A morte delle. seguida á victima. e se devidamente. Fiz levantar o interprete e perguntei-lhe dois que o filho me acompanha. e que eu não posso pedir perdão para pedi que seja castigado.

porém retiro-me Eu a pedi a dar-se tal castigo seja aqui seja logo porque o castigo não posso continuar do criminoso a e ainda o peço. porém ha pouco foi o próprio salve a Canapumba que mandou pedir Muene Puto. acompanhal-o. preciso praticar onde for. lhe vida e esta é a razão que lhe venho lembrar os seus compromissos e o que lhe disse mais duma vez: pode fazer o que entender. morte. zer que fosse falar-lhe quando quizesse. Ouvi diversas pessoas.— Vá — io3 em ne- Mandou-me di- ao Muatiânvua. que eu preciso fallar-lhe dizer gocio de muita importância para Muene Puto. Ha pouco correram boatos no meu acampamento que o Muatiânvua mandara que amanha se mate Canapumba e só espe- rava ouvir o seu amigo Caungula para que se marcasse o gar em que lo- devia ser executado. o Muatiânvua muito bem. Fui immediatamente para a sua residência particular onde estava com cinco ca- cuatas e o seu interprete. por Principiei lhe lembrar as suas promessas na Estação Cidade do Porto com respeito soa alguma pois que bandeira do a a não ordenar a morte de pes- menos emquanto estivéssemos com pelo meu elle. Quibinda também a Gangapua seus antecessores que ultima- e mente abusaram de tal castigo que obrigou o povo a tirar-lhes vida e ainda a razão porque os quilolos agora Muriba e o chamavam Os meus conselhos sabe meu Rei que quer eu depunham a elle. lambem um crime para com Deus. o Muatiânvua tem muitos meios de o castigar. Recordei-lhe razões porque ainda hoje eram detestados as Xanama. são os do empregue todos os meus exforços para que nas terras do seu amigo Muatiânvua se acabem os castigos de morte. mas não accreditei. mas não sem ser o único . são ordens muito recommendadas por Elle. Rei não podia consentir que eu continuasse a ser amigo delle.

por isso empregaria todos os exforços para que applicado pelo menos emquanto a questão de Estado e que eu da minha parte tal castigo não fosse Expedição de Muene Puto estivesse comnosco.. sobre diversas culturas que de- meu regresso me demorar algum tempo com elle. sobre suas lavras a necessidade que tinha de arranjar um bom caminho do porto até de madeiras. ainda tudo não estava transmittido quando A fora aonunciado o Muata Xa Muteba Canugula. sobre os canaes e sobre este ponto bem como lá. Xa Muteba casa é pequena disse o Muatiânvua. Para lá me dirigi e era que entretive-me a conversar com emquanto se preparava o logar devia sentar-se o Muatiânvua Caungula. Na cerimonia da lucanga sabe Muata Xa Muteba quilolos que falamos em e todos os se cumprir os preceitos e eu disse . por isso peço ao meu amigo está ahi e o sr. Respondi ser esta uma só no estado a poder resolver. Quando este nosso amigo me encontrou no Cassassa foi um dos seus conselhos sobre que muito falamos de acabar com o castigo de morte por ser essa uma das vontades de nosso bom pae Muene Puto. dirigindo e ensinando sua gente a fazer taes trabalhos. major para passar á casa das audiências. disse elle que esperava o da Mussumba para aqui etc. em que construindo passagens corriam as aguas sejava experimentar. A propósito fiz mais algumas considerações e como as inter- pretações na língua destes povos são sempre longas por causa de rodeios e repetições.— 1 04 — que tem poder para nos marcar o tempo que havemos de vi- ver. Chegou o Muatiânvua depois dos cumprimentos do disse a Caungula: estava ouvindo o nosso amigo que me e nos estylo Muene Puto dava conselhos com respeito ao crime de Canapumba pede para o não matar.

por isso horrorisados me fizeram cons- dos boatos que corriam. ou porque grande ticou o criminoso em que com é o crime as aggravantes de se dar o criminoso é hospede que pra em uma e de desobediência ás terra recom- mendações do Muatiânvua ou ainda porque esteja no animo de todos os quilolos que a crime tão grande deve corresponder a pena de morte pamento e . lembrar ao . : jam os povos da Lunda. correr aqui. bastou isso. major. Sobre a sorte de Canapumba eu nada tinha resolvido até agora porque primeiro tinha de ouvir o Muata Xa Muteba on- de estou hospedado e depois os meus quilolos. Não me meu amigo quem o avisou de que eu ordenara já a morte de Canapumba? A tal interrogação. que se castigasse tão grande missos e caso cri- meu amigo os seus comprohouvesse uma resolução em contrario arrear a minoso. respondi Ou pelo habito em que este dirá pois o o sr. Não podia eu crer que o meu amigo Muatiânvua se esquecesse tão depressa de seus compromissos rasôes que o obrigavam a faltar sem me prevenir das a elles. porém Canapumba que eu reconheço como malvado e deve ser castigado rigoro- samente (manifestação unanime appoiando-me batendo todos palmadas) cujo signal ahi está (foram apresentados oito lenços pelo interprete) pediu a Muene Puto para interceder com seu amigo Muatiânvua para não o mandar matar e. para eu não obstante ter pedido.— io5 — me logo que com Muene Pato em em- havia compromettido pregar todos os meus exforços em se não matar pessoa alguma e pedi para ser dispensado este preceito. é certo como costumados ás que os boatos correram no meu acam- empregados os nossos leis do meu Rei e carregadores estão em que tal castigo não existe meu amigo Muatiânvua pois pelas razões que já apresentei ao poder só o tem Deus que é quem dá vida aos entes que tal vem povoar tar o mundo.

individuo que faz não devemos ser nós sobre tudo quando o Muatiànvua tem ma- nifestado desejos de satisfazer á vontade do nosso antigo protector e amigo dono das nossas terras. Caungula e todos que podem castigar taes crimes e eu de falar e só respondo com lealdade ao que o nosso amigo Mua- tiànvua desejar saber. porém em uma audiência como esta em que estamos eu só ouço os meus amigos Muantiânvua. como o major acaba de dizer e Muatiànvua lambem disse. ser applicada mes são tigo a com morte . Não me duma como é possível em manifestei ao Muatiànvua mais já vontade do meu Retorquiu elle: Agradeço a Muene Puto a franqueza com vez. nosso pae disser e resolver. os meios de que dispomos para não — porém diversos.— — i'o6 : bandeira de Sua Magestade e mandar já levantar a Expedição para regressarmos ás suas terras. Ouviu agora Xa Muteba ouviram todos os quilo- que dizem ios presentes. todos nós seus filhos devemos aca- tar e respeitar. conhecemos. trata-se dum e pae. não é a que se deve applicar . ouvi Muene Puto e são bons os seus conselhos. mas praticado é grande. Caungula tomou a tal a palavra respeito? e parte do cortejo do nosso que deveremos falar amo embora o crime fosse disse: praticado nas minhas terras. que exprimiu o seu sempre o mesmo desde que nos sentir. Seguiu se um Cacuata de Xa Muteba que era o mais velho de todos os presentes. estar sua companhia quando a Rei não for respeitada. como nossos usos mim que e costu- pertence lembrar o cas- pode o Cacuata interrogar-me par- ticularmente sobre o que se faz nas terras de Muene Puto para bom grado lhe respondo. Muene Puto. o que sr. . o crime como o castiga Muene Puto? Tive de responder.

! — Da — 107 parte do Muatiânvua falaram ainda os dois Cacuatas mais mesmo graduados quasi pelo devemos falar theor: ainda não que nosso pae e amo deve ser o primeiro nião. seria uma vergonha para os quilolos do Muatiânvua se vissem collega equiparado a um escravo um seu I Enganai-vos lhe respoudi. peço a Muene Puto nos esclareça como uma resolu- se castigaria tão grande crime na sua terra Tratando-se do individuo sujeito ao debate. viver isolado numa prisão e trabalhar para obter o sustento. e a pena era graduada em trabalhos Estado podendo mesmo com ou sem remuneração em ser expatriado de sua terra revertendo seus bens. se os tivesse Pode mesmo toda sem favor do em favor do Estado. de falar até também. a. logo que fosse destituído do seu emprego. Então o Muantiànvua disse-me: antes de tomar ção. determi- nados pelo Estado. ter motivo de desagrado para comnosco. por exemplo: um certo com os seus parentes e numero de annos. entrando nas horas de descanço prisão. Mas isso responde o interprete do Muatiânvua. a vida ser obrigado a trabalhar com ou numa grilheta nas pernas. deixou de haver grandes e pequenos. deixava de ser collega dos quilolos. é pela graduação do crime e ahi nivellaram-se os homens deixou de haver ricos e pobres. No crime. podemos nem porque entendemos como o Muata Xa Muteba a manifestar sua opi- poderíamos contrarial-o antes de tomar posse do Estado e nosso fim é leval-o á sem que possa Mussumba de que fomos encarregados. grandeza não tem previlegio nas terras de Muene Puto. mas eu estou respondendo apenas ao que se me perguntou sobre o que está . primeiro que tudo seria destituído dos elevados cargos que tem por concessão do Muatiânvua ou por herança respeitados. privado ou não. entre criminosos se ha classificações a fazer.

Agora não é .io8 estabelecido no meu paiz e não — me Estado do Mua- refiro ao tiânvua que certamente tem outros usos. responde ainda o tal — mas entre nós o interprete. Riram-se todos. se conseguíssemos fazer o feliz que se usa nas suas. e lá para fui meus a isso e agora nâo sabem o que seus patrícios quando percisam de- é trabalhar. um o que é mais degradante? Quem não trabalha. Não é tanto assim. porque o interprete que me tenho eu visto trabalhar está fallando. quem um está dia inteiro cousa alguma espojado na terra e a dormir ao inútil. Mas. tra- balho é degradante. e com meu o amigo não o e o que primeiro )ne paguem o seu trabalho. pelo officio de ferreiro e tem feito alguns concertos que me tem agradado por serem bons. ou quando querem uma machadinha ou enchada vão go para satisfazer essa necessidade ter que entende. e elle responde: mas eu de pequeno as terras de Muene Puto patrícios não foram ensinados e aprendi os o officio. Disse nos o nosso amigo muita mos de meu amigo que no Estado e que empregaria gente minha cousa nova e todos gosta- ouvi! o (manifestação de apoio de todos). ou vão roubar o que lhes exi- já disse a para reformar o a a desejava seu ser- ensinar e dirigir no que fosse de beneficio para meu Estado que bem precisa. é um fazer ente para nada presta. lor com isso vai vivendo a ami- sem faz que lhe dá o va- com as commodida- com des que lhe appetecem emquanto aquelles se não tiverem que pagar ficam privados do que pretendem ou para o cançar tem de pedir ge .-. sem sol. Eu ouvil-o viço al- abono. O Muatiânvua Puto? disse então : Ouviram o nosso amigo Muene seriam nossas terras. Ainda retorqui: sarmar uma — os arma para a limpar ou concertar. lhe observei.

ficou tomada a deixou de o havemos de conversar em outra nossa resolução de Muene Puto. porque o criminoso é grande malvado e o castigo é pequeno. lambem que merece descripção e graphica dos e desejo. a 2 e que se combinar para ambos. tal individuo deve deixar de nos acompanhar exercendo o elevado cargo que o Muatiânvua lhe conferiu para a viagem e devia tanto elle os da sua comitiva serem obrigados a como transportar as cargas do Muatiânvua para a Mussumba. sendo eu o primeiro que tive de beber dois copos pequenos de vinho de palma. occasião a .— io9 — O nosso povo não possível fazer-se o que nos aconselha. batendo todos as mãos) não se mata Ca- napumba. conhecido o seu procedimento traiçoeiro comigo. Defendeu o meu amigo e sr. não podemos deixar de em ter attenção a vontade do nosso protector e amigo Muene Puto. Emquanlo e a pólvora para se abrir à sepultura é uma questão á fazenda á licença parle e que per- tence a Caungula resolver segundo seu uso. vamos beber. meus fica para a é um acto de cerimonia parte histórica e etlino- trabaihos se forem publicados como espero . Com respeito ao cargo responde elle ainda exercer ha bastante tempo. pelo que respeila ás cargas. major bem a sua causa (apoiado. porque perdeu logo que foi . o horas da tarde e para comprazer ainda os acompa- nhei até ás o 72. Fica o Muene a meu amigo Puto satisfeito? um Não. costumado a essas está cousas e o castigo do Canapumba tem de ser applicado já. não se mata Cana- pumba gar a (apoiados). O seu castigo será ao nosso uso ainda: pa- Caungula dono da terra 1 mim escravo. o que o meu amigo em respeito á vontade para seu descanço queria saber e eslá terminada a audiência de hoje Eram : nossa confiança. sou franco. O beber. como elles chamam. Consulta-me o Muatiânvua.

major que instou «Trabalhou muito e ao quem mais dar conhecimento uma elle que se V. 2 banzos de fazenda e 2 barris de pólvora para o cadáver ser enterrado no que se reduziu Eis a o que pena de morte que estava decretada diz o povo. quando vi a que se reduziu o castigo. pois não concorri de sciencia para a impunidade do crime. por o achar muito pequeno. Ex.— «Não se mata Canapumba diziam os meus e deve-o ao sr.» Satisfeito da justiça mais quipanga fora da com o Muatiânvua major deve Canapumba sr. .° interprete levantar meu dever em que íica entendi do um que por doente auto das noticias que lhe assistiram. com mas . a ella facto concluiu-se este sério negocio. pagando o criminoso hoje os escravos. porque todos estavam contra era — 110 occorrencia de nossa Expedição nestas i. caso análogo se — Deus Guarde a Luciano Cordeiro. a vez provada a dessem os que De e dizia-se fazia. chegando a indicar-lhes pelos nossos os que em códigos. Vacillo se andei bem ou mal. e por isso mandei ao não e Caungula. as 5 horas que se e alegro-me pela victima . com fa- cilidade. a — III. 3 de dezembro de 1885. tal é a substituição não terá duvida alguma o proseguir na senda que vae trilhando. Ex. mandavam V. de tal a influencia a esta audiência. A intenção que o nosso paiz que é apontado como aboliu a pena de um foi boa e espero dos primeiros que morte dos seus códigos. vida a que o Caungula exigia a morte. mo mesmo applicar — Estação e Ex^ Sr. e por acreditar a assim e se tal casligo. entendi dever pronunciar-me. bem empregado pois. consumiram na discussão um grande criminoso ainda o atraso desta gente que se contenta criminoso em dou por é. foi — me paragens. não obstante ser ella entre nós que teve logar. a rio. que arranquei da mão do algoz. será benigno para comigo.

major do exercito. não asá entrevista que tive com (até aqui já reconhecido) na residência doMuatiânvua elle e com o Muata Xa Muteba.— e como quem desta Expedição que fique consignado o que se entrevista. o qual irá escrevendo na presença das testemunhas conforme lhe seja possivel e á medida que ouça as narrações a que me refiro. A esse processo denominará : Auto de Noticias. e á de juramento aos Santos Evangelhos escreverá suas narra- ções.— III — Ministro e Secretario de Estado dos Negócios de Marinha e Ultramar.~ -com respeito aos boa- que correram de que o Cacuáta Angunza irmão do gran- tos de qullolo Fumaiji. Ordem O primeiro bilitado por hontem sistia interprete António Bezerra de Lisboa. como está é de toda a conveniência para o serviço passou nesta que empreguei para se alcançar —o referido interprete a reso- chamando ao seu alojamento os empregados d^sta Expedição que sabem escrever.— O chefe da Expedição (as. e Paulo. impossi- enfermidade de sahir do seu alojamento. que Muatiânvua e narrarem o que se passou .) Henrique Augusto Dias de Carvalho. hoje devia soffrer a pena de morte por um assassinato que commettera cendo a seu amo numa sua amiga. José Faustino nhas convidará : Samuel Agostinho Bezerra como testemu- Augusto Jayme que Manuel de Malanje me acompanharam me serviu de interprete. e ainda os quaesquer outras pessoas fé e a interpretes do do Gongo. as quaes lidas ás duas testemunhas confirmarão assignatura ser verdadeiro o que fica escripto com com sua relação ao que ouviram. os esforços tomou lução que se . desobede- o Muatiânvua ao serviço de Canapumba. . chefe da caravana . Caungula e pessoas dos seus Estados .

Paulo Bungo e um carregador da caravana do rei do Congo que regressa ás suas terras. Ianvo. D. AUTO Nós abaixo assignados. que se mas castigasse Canapumba como grande criminoso que não com morte e disse quaes os castigos que se applicavam a era. que matou pessoa alguma . 2 de dezembro de 1885. Cacuáta Angunza. Dizem mais que todos estavam dispostos a apoiar o castigo de morte e que alguns quilolos o mas o Ex. virtude da ordem do Ex.) O chefe da Expedição. mo Sr. mo Sr. fallou. major. Henrique Augusto Dias de Carvalho. (as. interprete de Muatiânvua. que ter assassinado sua amazia. em major Chefe da Expedição. major a todos respon- dera e por ultimo declararam votar o que seu amo e pae deter- demonstraram fallando minasse e ir foi . então que o Muatiânuua declarou que não podia contra a vontade de seu amigo ^uene Canapumba. Henrique Augusto Dias de Carvalho. Caungula e todos os quilolos para que se não desse castigo de morte Canapumba fizesse elle retiraria com a a e se tal se Expedição destas terras . Manuel do soba Ambango e por elle nos foi dito na quipanga do Muatiânvua ouviram o mesmo em que Canapumba por se devia applicar a e carregador da Expedição que estiveram hontem assistindo á audiência se 'tratava do castigo major que durante muito tempo sr. declaramos que aos dois dias do mez de dezembro do anno de mil oitocentos e oitenta e cinco. filho de Canapumba do mesmo Muatiânvua. convencendo o Muatiânvua.— 112 — sendo tão minucioso quanto possa. que a reunimos esta : chamámos Augusto Jayme irmão do soba Ambangode MaJanje que desempenha o logar de interprete particular do Ex. Ianvo.— Estação Luciano Cordeiro. mo Chefe.. nas terras de Sua Magestade. como se não se não matava Puto e por isso.

declaro a V. Ex. que podia bem aquelie isolamento ter numa povoação tugueza que poderia com o tempo. que pouco depois ouviram todos os nossos asseverar aos Lundas que a morte de Cana- pumba era certa. Em mos O a fé já dito ter outro castigo. que nâo podia Muene S. nâo fosse porque Caungula havia tâo depressa falar ao Muatiânvua. o Muatiânvua. vai ser castigado tendo de pagar o crime ao dono da terra e a elle Muatiânvua. do que isto foi verdade. Quando estive só em Camau (o tal Valle das Amarguras) por gencia affligia-me em e dias tristíssimos passei. major. a qualquer ar- quando houve bem nomear-me Chefe d'esta Expedição. Ministro é possivel dar cumprimento das Instrucçôes que V. signal de ficarem bons amigos. Ex. Não se mata elle sabia se Canapumba mas não pode ser perdoado. Agostinho Alexandre Bezerra. se o Ex. a — — José Faustino Samuel. a me confiou. e o faço na intellia de o ter bem comprehendido.— n3 — na investidura da cerimonia da lucanga e que Mona opporia Puto. o Sr. desenvolver-se e ser empor- um in- .. que me apraz dar-lhe conhecimento do seu bom êxito. mo Sr. Por ultimo disseram ainda os interrogados os quaes por não saberem escrever nâo assignam. A Sempre que me tigo Puto. pensando que só tendo attenção a busca de carregadores para dali desenterrar a Expedição o ouvindo constantemente os lamentos dos meus que perdia um collegas . pregado em transformar tempo precioso. assignamos e promptos esta- jurar aos Santos Evangelhos. António Bezerra de Lisboa. Resolvido o caso retirou o major depois de beber com sr. interprete da Expedição. Ex.

a notará a variedade de trabalhos e serviços a que tive ensejo de attender nesta localidade. á imaginação. Muata Xa Muteba. que delle devia herdar. tive noticia havia recebido noticia que é um seu parente (dizem irmão mas primo co-irmão) auxiliado por Quiocos de Mona Mucanjanga residente na margem do Chicapa próximo de Anguina Amban- za o vinha guerrear para o substituir. entretido o meu me torturava. desinquieto espirito me tarde e por em faltar dali arrancar o que me o pessoal. porque V. Ex. Ex.— interposto entre povos alliados e amigos Xinjes e Lundas muito frequentado pelos verdadeiros negociantes desta região Bangalas e Quiocos. Nâo empregar sempre o meu tempo como o com- deixei de muniquei a a V. visto não morrer e ha muito tempo estar no goso do logar. mas que já estava receando pouco tempo o gosaria ! ao que respondera Caungula. até a mais insignificante contrariedade. na verdade como poderia eu sem um estudo tanta utilidade. nisso uma só E porém aquella obra de . Aquellas noticias repetiram-se mais ou menos augmentadas nos acampamentos seguintes e no Cuengo já então se faltava . Em Camau que Caungula. E' pois este o motivo. «deixem passar as chuvas e depois fat- iaremos». Lancei taes noticias no tão tive com respeito ao meu diário bem como todas que en- homem que acompanhamos como o novo Muatiânvua. aproveitar tudo que possivel. veiu também pensar sem prévio e demorado da localidade e base aproximada do movimento de viajantes e cargas que por esse logar transitavam! Ainda assim entendi de futuro. tar a utilidade de nossa missão ferir resultados me fosse em augmen- embora só dahi podessem auf- immediatos os povos por onde transitássemos.

Ex. as embaixadas que novo Muatiânvua diziam os de Caungula fizeram retirar «houve- : Angunza. o mais velho. quilolo de Mucanjanga e este retém comsigo Angunza porque quer obter o pagamento da vida daquelle. Devo aqui a morte dum fazer notar a V. a não estranhará como eu. Ex. chegavam do interior para o ram combates. qne fartos aquelles de esperar pelo Muatiânvua que mandaram chamar. segundo estes povos. — com guerra Mona Mucanjanga sobrinho do fala 5 tal a Angunza Mataba e principe Quissengue de que Buchner quando esleve em Gabango. só tem logar. Mussumba tem deliberado secre- quem previne para este (capital). de taes razões V. rios. prejudicassem o que acompanhávamos mais uma vez nos seus um outro filho de Muatiânvua a alguma vez quem direitos e possa satisfazer a todas as exigências as praxes se chamando o Estado deva pertencer que segundo requerem. Na Estação Cidade do Porto. Em viagem para aqui. os Quiocos tiveram três mortos. falou-se da tal guerra que houve entre Quiocos e Caungula e á entrada da quipanga do Caungula . a que quando o Estado (os quilolos. sendo um. Cassassa. Logo que chegámos aqui. sul entre os Chicapa e Cassai. descontentes com o que está.— Caungula eslava que em 1 1 o dr. recebemos vários avizos em que Caungula pedia ao Muatiânvua que apressasse sua viagem por- que lhe constava que Mucanjanga estava reunindo gente para o novamente attacar no seu ir sitio e era de toda a conveniên- para o Muatiânvua não retardar a sua posse porque os da cia Mussumba poderiam então chamar outro para substituir Muriba numero de (Cariba?) que de dia para dia fazia engrossar o seus inimigos. governo) tamente quem o ha de substituir e a se approximar da Á vista a deposição ou melhor Muatiânvua.

assisti uma a audiência em que foram apre- sentados os parlamentarios dos Quiocos que iam ouvir a resposta que deviam levar ao potentado seu amo. alguma rapariga. As ultimas noticias os portadores ou por porém. é sitio do grande atrevimento porque Caungula é des- cendente de Muatiânvua não só por successão. avançarem os Quiocos até aqui ao um Caungula. não deixavam passar os . tratavam de ameaçar os Quiocos com suas valentias e mostrar-lhes que não receavam de seus atrevimentos. porém os que mais impressiona- vam eram os trazidos pelos chefes das povoações ao sul. Para se conhecer de taes boatos e as providencias que se adoptaram. tal ponto. che- gando alguns rias a ser originados apenas em sustos e nas corre- de meia dúzia de Quiocos ás povoações e lavras para apanharem aiguma creação ou raizes de mandiocas e se podes- sem. Os boatos correram sempre mais ou menos variados e uns mais exagerados que outros. nomeação da Mussumba o que geralmente não succede. veiu tomar posse do domínio destas terras. e reduziu se a chamam — Cuntomhoca Cu fuinha (uma espéolympicos) em que acompanhados de instrumentos audiência ao que cie de jogos de pancadaria aos saltos e passos de dança desenfreados ora cantando ora dançando. eram devidas medo ou para a informações que se não cançarem. regres- savam dizendo «não poder seguir porque os Quiocos em grande numero estavam em Lundas e os tal e amarravam».— n6 — como tropheu da sua victoria victimas dos Quiocos e mais ou estão os craneos das três lá menos todos os dias diversos boatos se hão propalado acerca de movimentos bellicos de Quiocos terminando sempre por Quiocos : maquioco á-éza ! (Vem os I) Para este povo. mas por e .

dia a mulheres e crianças da sua povoação combater.— Il 7 — Alguns diziam por exemplo que Cabembe já tinha fugido um Cabembe Cabembe morreu nâo podia Bungulo e que os Quiocos collocaram ras daquelle. retorqui-lhes. No Mona Muxico com grande acompanhamento no tinha chegado Quissesso Este e está a um mandou chegar á fala dia de jornada daqui. que eu. porém como Muxico agora só quer com Caungula para saber bem. foi de todas. outros. Dizendo-me isto o Muatiânvua e no dia seguinte Caungula. — ainda para o seu. que panhar o Muatiânvua. já me Mona Muxico que havia contado. Quis- sesso pede ordens e deseja saber o que Caungula quer elle faça. nas tervir acom- uns diziam: encontramos Ban- galas no caminho e estes disseram que viéssemos prevenir o Muatiânvua e Caungula que era certo os Quiocos reunirem grande força e vinham com o seu velho Quiniama (Mona Muxico) e o seu sobrinho Mulolo fazer guerra ao próprio sitio do Caungula. como se originou guerra com seu sobrinho Mucanjanga e as razões que teve Caungula para o insultar a elle seu antigo amigo. Neste dia a nossa gente estava receiosa e quando eu me dispunha a nomear quatro homens para aqui ficarem na Estação . retirar as prompto a ultima mandou-me prevenir Caungula que 3 de manhã. deixava avançar gundo Caungula bom visinho. e eu achava conveniente que fosse ouvido pois acreditava duma vez em poder chegar-se essas questões com a um accordo e acabarem os Quiocos que trazem os povos desassocêgo. fora O modo porque tem feito se- sempre amigo e sua marcha e o recado chegado agora. Esta noticia. a que mais alvorotou os povos aqui e até os nossos. não mostrava que viesse com disposições de guerrear Caungula.

Na uma embaixada de Quiocos de que noite do dia 2 fazia parte o sobrinho de Mona Muxico. e nada nada resolvia sem me me podia dizer jâ de positivo. pernoitou junto ao nosso acampamento fazendo enviar as suas armas Caungula e avisal-o da sua chegada. porém que ouvir e participar ao Muatiânvua. . a que vinha a embaixada. de manhã mandei dizer da embaixada e apezar de não estar ainda serviços. para se conseguir fazer reatar antigas relações de boa visinhança entre estes e os povos de Caungula e proporcionou-se-me o ensejo. que havia chegado a embaixada lhe enviara e por emquanto estavam seus quilolos tratando de lhes dar relação. impondo-me. tive a em vista intervir na questão dos Quiocos. Foram sempre a estes os meus receios. Muloio e o seu neto Quicurica. Addiada como estava nossa partida. pedir-me em que se apresentava a onde se devia tomar uma resolu- ção sobre o que se devia responder a Mona Muxico. estimando Respondeu de em bom : que vista em a Caungula que sabia da do Tratado que baviamos vigor. que depois de seus quilolos o fazerem saber do negocio da embai- xada vinha logo á quipanga do Muatiânvua e Assim succedeu. porque atemorisada minha gente novas difficuldades para poder avançar a Ex- pedição. a Caungula enviou-lhes um Cacuata para os receber e dar-lhe agazalho próximo da quipanga.— n8 — com os doentes e cargas fui informado que todos me para não ficar por causa dos Quiocos que esperavam pediriam a nossa sahida e do Muatiânvua para entrarem por aqui dentro e rou- bariam as cargas que eu deixasse. vindo para que fosse elle á assistir á embaixada ao Muatiânvua audiência e me falaria antes. lhe offerecia os meus delles se quizesse utilisar. que agradecia muito o recado que amigo. No dia 3 chegada feito. Estação pouco depois.

já nada vale?! até em suas terras não pôde mandar?! E nestas ironias ia proseguindo. contra o dono querem que venha para o logar de Gaun- Augunza Matata? Pois bem Mona Muxico que traga Augunza Matata que eu sumba. eis a resposta que deveis levar a e terminou a audiência. Mandei dizer ao Muatiânvua que lhe agradecia o ter-me con- . até que começando a chover disse Mona Muxico Retirei : tenho dito. que lhe enviamos pela bocca do nosso povo? Accrescentai o que diz agora o Muatiânvua Mona Ambumba*são de Angunza filhos : Mona Muxico Cambamba tia e de Mua- tiânvua e todos os que constituem seu povo. e nisto se levou muito tempo minando o Muatiânvua por dizer a resposta : : ter- ouviram os de Mona Muxico. ! — n9 — Quando entrámos. que concluir disto tudo? Nada. vou fazer delle levo Caungula um comigo para Caxalapoli porque a Mus- assim o querem os Quiocos O Muatiânvua. também e disse comigo. estavam na tal Cuntombóca e Calála em scena. que Mona Muxico mandara com Gaungula sobre guerra. a fazendo momices e dizendo o que que os Qtiiocos podiam vir quando quizessem não tinham medo. não são mais que servos da Lunda.. Atrevem-se a fazer pois destas terras porque gula. Era necessário encaminhar este negocio que se me affigu- rava podia ser prejudicial da forma porque se tratara e para ambas as partes. porém fui de qualquer cousa e que tinha aberto a audiência e declarara aquella embaixada para falar começara o Calala aos já sabemos que elles : embaixada a informado que apenas o Muatiânvua saltos. o fogo contra seus pães. A quem como nós entrava nesta occasião devia suppor que já antes se teria tratado teria falado.

Na manhã seguinte Quiocos a por mandando pre- 4. O Muatiânvua mandou dizer-me que eu tinha muita razão . estudá-se uma resposta difinitiva que falem á sua vontade e se esses dam-se. tinha visto Homens aos pu- muitos e isso reservava para tinha que fazer. primeiro porque Caungula não encaminhou bem as cousas. discutem-se e depois mas séria. com certeza a resposta que levam é para elles virem immediata- mente. segundo por- que todos entenderam causa da chuva. que não quer guerras. os parlamen- tratados e concede-se lhes vem com propostas. fui ao vi tratar Caungula e falei na questão dos muito mal e assim não se conseguia o fim desejado por Caungula de o deixarem socegado tratando das suas terras Muxico . não duvidava. o que se passara hoje. Se a vontade destes for guerrear com os de Caungula. Não havia medo delles da parte dos seus. mas era vez que falasse a embaixada. . só permittir disto. não se tados mesmo na guerra são bem faz assim. julguei que se tratava duma cousa séria.— 120 — vidado para assistir á sua audiência. saber-se o que queria Mona Muxico acampado com sua quando não um gente a dia de viagem. e terceiro venir Caungula para não despachar aquelles amanhã. porém para o que se pas- sou antes queria que me dispensasse de assistir: los e a dizer toiices. lhe venham falar quem sem que muito cedo para os despachar bem. vi em logar de se amesquinhar-se e censurar-se os Quiocos. porém como Caungula me tem dito. porém falar daquelles antes elle ia já remediar isto. Nas terras de Muene Puto. fora uma grande confusão. que não sabíamos e a resposta a que vinham os de Mona que levavam não era mais que uma de- claração de guerra. por isso lhe falava deste modo.

Quicurica é um homem velho. a seus filhos se a tal convite annuisse. Estávamos falando ainda. mesmo Accrescenta o Cacuata. porque espero que o Muatiânvua Assim foi . Eis em resumo sua exposição: Convidado Mona Muxico ha tempos. questão de pronuncia). declarara que Caungula era seu egual. o lá. por seu sobrinho Mu- uma guerra a Caungula. Vamos então disse Caungula. e á esquerda de que dizem neto e chama-se Quicurica (se- gundo outros Chicudica. que estava sentado no centro da arena Caungula —o tal em frente do Muatiânvua. pediam a Caungula as suas armas e partiam já a dar parte a Mona Muxico do que ouviram na qui- panga do Muatiânvua. Falou então o mais velho da embaixada. amigo e bom visinho e não tinha motivos para lhe fazer guerra seria um mau exemplo que daria canjanga para fazer . e minutos depois de chegar á Estação. queria saber o recado de Muene Mona Muxico para então se decidirem. quando chegou um Cacuata de Caun- gula que disse: «custou muito a resolver Mulôlo a tiânvua e queixava-se de o terem ir ao Mua- tratado muito mal ali o obrigaram a sentar-se sobre terra e a descobrir o peito . meu amigo me mande vá adeante chamar. por isso mandei avizar aquelles para irmos já ao Muatiânvua. foi preciso dizer que Puto.— O meu amigo venir que 121 bem aconselha Muene Puto desejava pois talvez me e o Muatiânvua já fez pre- se ouvissem os embaixadores. um trouxessem propostas rasoaveis para accordo. desejava ouvil-os. que . recebi o convite e para la fui com meu o ajudante. defeituoso dum olho e fala com verbosidade. pois Caungula estava na posse do seu domínio por direito e elle queria viver bem . além disso que o Muatiânvua já os tinha despachado e nada mais tinham que fazer cá.

quilolo. a Mona Moxico. estava disposto dia seus a que como preten- pagar as vidas dos três quiocos que morre- . melhor era para o seu povo que entregasse a outro o governo. e só depois se resolveria a fazer a guer- ád provar aos seus herdeiros que não está fraco. ra. disso pagamento de dois exigia o filhos e lhe também pedia o Angunza que não podia entregar por causa da morte de seu Matáta. pouco do caminho e viera acampar no Quis- sesso para ouvir de Caungula primeiro as razões que tinha para se guerra malquistar com elle. visto ter Mona Muxico rem com tinha dir a Muata Cumbana para se concluí- uns negócios pendentes e por isso sahiu de seu ali força no caminho recebeu e um recado de Mucanjan- ga que Caungula o depreciara e dissera lolo delle sitio a Cabouco. que não fazia caso algum de seu amo. mandara que o não auctorisára a tomar parte nas questões de Angunza Matata e que não era a edade que o ber se fazia dizer-lhe tremer duma guerra que : trataria de sa- razão e se Caungula estava disposto a pagar elle tinha as vidas dos mortos. a ou entre elles exis- tiam. por isto recorrera a elle seu tio donava Mona Muxico que aban- causa dos Quiocos e vivia no descanço.— 122 — com aquelle amigo e ha pouco tempo Mucanjanga mandara-lhe dizer a . segundo com seu sobrinho Mucanjanga. tinha ouvido. elle Macanjanga estava compromettido a pagar a vida do seu quilolo que morrera lhe na guerra e alem seu parente Quitari. um qui- Muxico. guerra teve logar sem auctorisaçâo delle : que se elle estava velho e fraco e só servia para comer. que não passava de ser tinha pólvora Desviou-se também um um homem como a elle não outro qualquer e se faltava. e por ultimo se Caungula. elle se declarava continuava a manter as boas em como começara terceiro se pelo guerra com os relações que Mucanjanga ram na guerra.

O que imaginaram de Xanama. povos e destes pondendo com a Camexi que um é bem e parece ser versado na também fala com verbosidade. terror que lhes tínhamos deviam attribuil-o apenas a o déspota. Caungula. com Mona Muxico e seu Ambumba. Caungula collocado neste Estado por Muatiânvua.— 123 — O Muatiânvua deu em rapaz historia seguida a palavra sympathico. a isso e aos signaes de Por duas vezes foi convidado amizade que então lhes deixaram para . da casa Cambamba filha dum Anguina tal delles e portanto o parentesco que li- Xa Muteba. os príncipes do dr. Buchner Quinia- gava o Muata irmão Mona ma e Quissengue. Mas quando se viu um povo sujeito ao Estado de Muatiân- vua revoltar-se contra o seu poder? Escudados por um Mua- tiânvua que não podia ter o nosso apoio. o mesmo como Muriba e de novo supposeram mesmo poderiam fazer a outras povoações que então Repete-se que o escaparam á sua ambição. filho de Muata nunca quiz ligar-se aos inimigos de Mona Muxico que pretenderam tirar-lhes o logar. Remontou antiguidade e fez a historia da entrada dos á Quiocos nas terras da Lunda e da descendência dos seus po- do Muatiânvua por parte da tentados. sujeitamo-nos. tornaram- se arrogantes e atrevidos porque Xanama o usurpador do Es- tado se serviu das forças de Quissengue para entrar na Mus- sumba depois de terem envenenado o Muatiânvua Muteba tar ausente o herdeiro. protecção daquelle foram-se internando e abusando da humildade das povoações. o mal que dahi tem vindo mas só áquelle attribuimos as culpas. o seu Certos então da e es- Suana Mulopo. novo. resfala facilidade aos apartes e foi apoiado por vários e até pelos potentados e pelos da embaixada. De submissos e obedientes que foram comnosco.

mandando-lho entregar. Caungula : quem disse a Mona Muxico que quando só tem provas da minha amizade Os Bangalas respondeu Mulôlo. deixou-se levar pelas promessas daquelle e levantou uma guerra contra Caungula! Não foram sempre bem recebidos os Quiocos nas Caungula ? não effectuaram a terras de seu contento sempre as transac- ções que pretenderam? alguém os roubou? alguém os per- turbou nas senzallas que Caungula lhes tem promettido levantar nas suas terras ? de Angunza contra cargo? E quem são Que razões para acceitarem as propostas quem está legalmente na posse do seu os Quiocos para nos imporem uma aucto- ridade quando nós respeitamos a que temos ? Quando se viu os Quiocos mandarem nas terras do Muatiânvua? Sempre julgamos que Mona Muxico tões um levantadas por filho era estranho ás ques- rebelde de Caungula e que só Mucanjanga levado por promessas falsas de Angunza se deixou arrastar até á guerra . um — boi. pois bem romper-se-hão as nossas relações de amizade. Mona Muxico também quer tões.— esse fim. correspondeu encarnada. e o que fez Mona Muxico? Deixou-o fugir para o sitio de Mucanjanga. ? . sobrinho de Mona Muxico baeta 1 sitio. certo ptos para o recebermos do Aqui houve intermetter-se nessas ques- um aparte de que nos encontra prom- modo que elle queira. a Mulôlo (presente) duas cabras e uma porção de esperando que ás pretenções de Angunza Matáta então fugido no seu ma 24 entregando elle. Interrupção de eu o insultei. mas vemos agora que nos engana- mos. porém insultado por Cuangula deseja saber antes de tudo quaes as disposições deste a seu respeito. com quem sempre viveu Caungula em boas relações. correspondesse elle da mes- forma. Este. de Mulôlo: as intenções de Mona Muxico são boa amizade com Caungula. aguardemos o que elle fará.

Devo acreditar que Mulôlo em vez de entregar os presentes que lhe canjanga Mona Muxico os cunfiei para foi entregar a Mu- ? Mulôlo zangado: quem ao Muata disse tal Xamuteba? Os Bangalas respondeu este sorrindo-se.125 É mentira — incommodado disse Caungula muito me tem zesse caso do que se que estes onde vão. já ha muito tempo eu teria sahido da quipanga para vantar fi- Bangalas. Muito bem. para saber de Caungula seu amigo antigo. Continua Camexi. para notarmos as disposições com que hostis se nos apresenta. as razões da guerra.. Isso agora é outra cousa. Isto não é mais rebellião de servos contra antigos patrões. senão conheces- uma guerra le- contra todas as povoações de Quiocos que eu tenho consentido se estabeleçam nas minhas terras. Caungula responde sempre fui A : ultima parte só agora é conhecida. entregando aquelle o Angunza Matáta ?» Interrupção de alguns do Caungula e do-Muatiànvua. Diá mácássu (É mentira) retorquiu com azedume Mulôlo apoiado pelos seus. para acabar questões e a se estava disposto pagar as vidas dos mortos. com Mucanjanga. no dito os e se eu mentem por systema. para agradar aos povos intuito de passarem com facilidade o seu com- mercio. o que primeiro fallara : já vê pois Mona Muxico que razões temos nós. arrastado para ella. que eu disse: «que Mona Muxico seguia viagem para baixo e pas- em sando terras de Caungula torceu um pouco o seu cami- nho. que não fui eu que pro- . repare e os seus bem Camexi. pela sua gente Os antigos servos da Lunda ou a Mona Muxico vem armada? E esta quem é? já filhos destes! Quicurica disse que as intenções de não são de hostilidades que uma Mona Muxico Caungula. Mulôlo e todos sabem que amigo de Mona Muxico. se agora estava contra elle.

em . de facto as cousas succederam-se e a chuva mais depressa poz razão ficou Agora que meu amigo Ao fallou Mona Muxico o queiram fazer teve saber ao tudo qne passou. a maioria de Bangalas. Mona Muxico. só tenho a res- ponder: apresente-me Mucanjanga o zer mas terras quer conhecer da quem que só fora o auxiliasse a fa- eu pagarei a Mucanjanga a vida do seu á vida dos dois do seu parente Quitari. que antigo amigo de Gaungula. Todos o Xa Muteba. já a filho rebelde.: : — I2Ô — voquei nuar guerra com Mucanjanga. —e emquanto seu respeito. nada mais tenho a saudaram batendo as palmas. Gurica da embaixada apoiaram e proseguiu Gamexi e os «depois do que disse Muata dizer». Matáta as pagará. para ouvirmos o que queria Mona Muxico hontem precipitadamente . nâo sou eu que quero conti- a sustentar novas guerras nas minhas terras. a Mona Muxico passando por minhas origem da guerra as conhece. das minhas terras poderia encontrar me que visto ultima pergunta. de tâo : congratulando-me porque Muatiânvua e Gaungula bom grado se prestassem que Mulôlo e os seus annuissem meu a acceitar conselho e a voltar hoje aqui para nos dizerem o que queria Mona Muxico e prosegui O que hontem cipitado um se passou como disse o Muatiânvua fora pre- porque todos mais ou menos surprehendidos. sem a mais pe- quena prevenção houvesse acampado cora gente armada nas suas terras e segundo os boatos. e desejamos ouvil-o. e das minhas disposições emquanto e á quilolo guerra e . Muatiânvua chamou os meus interpretes e disse-lhes: quei- ram transmittir ao bom meu amigo Muene Puto que acceitei o seu conselho e mandei chamar Gaungula. á nossa audiência. corrente do que se disse de parte. tomei então a palavra de termo modo que meu amigo Muene Puto sem saber o que queria Mona Muxico. a parte.

mostraram-nos os seus bons desejos de continuarem a viver os povos de Caungula. como el!e fora batido e pedia o seu apoio o que era questão de lucro para os Quiocos. Sim senhor sabe-se assim o que pretende Mona Muxico e comprehende-se a resposta dada por Camexi epeloMuata Caungula meu amigo. estava disposto a pagar a dos Quiocos que morreram na guerra caso Mucanjanga compromettesse a entregar Angunza Matáta. não se julgasse que elles tinham receio da gente de Mona Muxico e estavam promptos sua causa. Demonstraram bem que não acceitaram o convite de Mucan- janga: de sua gente auxiliar as forças delle e destruírem Caungula para em seu logar collocarem Angunza Matála. apenas agora desejava saber porque tivera logar a guerra. a sessão de hoje em que Que não demonstrações prova-o a tudo correu placidamente. e porque entendem que as povoa- . se pozeram de parte malquerenças e quaesquer resaibos das impressões de hontem. também vida se queria saber se Caungula Como havia mortes. Falou Mulôlo e Quicurica por parte de Mona Muxico que demonstraram claramente que o fim da jornada daquelle e sua gente.— 127 — — deram logar ao que lhes vinha disposiçõos hostis contra elle. por livre e bom onde sempre em boa paz com encontraram transito agasalho nas suas transacções commerciaes. era differenle do que se suppunha. e nunca deviam annuir aos convites para guerrear Caungula . Mostraram estes bem claramente aos portadores de Mona Muxico as razões que teem Mona Muxico e os seus para os considerarem seus amigos. fundadas para taes razões havia a combater pela defeza de seu pae e amigo Caungula. á mente e quizeram provar que se não haviam razões para essas disposições. Estra- nhando Muxico que aquelle sem auctorisação levantasse guerra contra Caungula.

certamente vai dizer negocio que meu a a a um accordo e ultima palavra sobre este ver estava mal encaminhado e por isso os quiz ouvir antes. como deve pois este o motivo e lavras. ser. Lunda para que de novo mais se estreitem essas — quer que eu por todos os povos onde tenha de tran- procure quando os encontre em divergências. Ficou pos questão no seu verdadeiro terreno e pelos apoia- a dos recíprocos que tiveram os que falaram hoje. para que e segura. Sua Magestade enviando-me á Mussunba a cumprimentar o Muatiânvua e lembrar-lhe as velhas tradições que ainda hoje se revelam da boa e fraternal amizade que ligaram seus povos com os da relações sitar. Caungula mostrou ainda que não pretende sustentar guerras contra seus visinhos e suscital-as feza de seus direitos e a bem mas que as sustenta para de- das suas terras.— 128 — devem esperar que ções do Muatiânvua não os Quiocos lhes façam guerras e muito menos que queiram intervir nos negócios do Estado juntando-se mau filho a qualquer forasteiro ou dissidente. que se revolta contra o pae. elle Caun- gula paga a vida de seu quilolo e obrigará Angunza Matáta a pagar as duas dos seus parentes. são os meus desejos porque hontem convidado a assistir a . de influir quanto possa para que se acabem essas dissensões e os chame á harmonia e fazer boa amizade. tanto de Mona Muxico como do Cuangula vejo que se chegou o Muatiânvua. se Cumprir foi tianquilla possam manter abertos os caminhos ao negocio de todos os povos e numa paz esta e melhorar suas povoações ordem. E' pois esta a resposta que vai levar Mulòlo e os seus a Mona Muxico seu amo. Finalmente mostrou-se que Mucanjanga está disposto a en- tregar Angunza Matáta o promotor da guerra porque este não lhes paga as vidas dos que por causa delle morreram.

Levantou-se a sessão. teve o apoio de todos a quem por ultimo agradeci o terem prestado attenção aos meus interpretes. com tem em vista pôr um e elle Mona termo ás dissensões os povos do seu amigo Caungula e a res- posta satisfatória de Caungula muito me alegra e deve ser do agrado de Mona Muxico.» Está portanto da minha parte despachada a embaixada que sabe a resposta de Caungula e meu ao que disse o filho lambem. Isto mais ou menos que eu disse. Muata descendente dum Muatiân- vua e com o apoio de todos os seus filhos é senhor desta pro- nem de Mona Ambumba nem mesmo de Ándumba Tembue. como minha. mandem receber um portador para Caungula disse áquelles: quando quizerem as suas armas. que a faço devem dizer a Mona Muxico.1 audiência me 29 — descontentou a forma porque ella correu e con- cluiu. O Muatiànvua disse então: «nada accrescento meu amigo Muene Puto que todos apoiaram. agradecendo Caungula e Mulôlo o eu ter assistido á sessão e ter tornado parte nella. onde po- diam esperar inimigos só vêem amigos e quando os provoquem encontra-os promptos a combater em defeza do que é delles. Fazendo porém elle um pedido em nome de seu parente priedade que não é de Mona Muxico Mucanjanga o único que na questão andou mal Muxico reconhece entre Quiocos . não posso hoje despachar 9 . nem qualquer delles tem poder em terras do Muatiànvua de tirar uma auctoridade deste para nella collocar uma auctoridade sua. Isto como o conheceu já Mona Muxico era uma usurpação de direitos em que não quiz intervir. Devem estar hoje satisfeitos os de Mona Muxico. Realmente Gaungula dominando nestas terras por successâo e nomeação da Mussumba.

que muito agradeceram. junto fosse lá uma casa como uma porção de tabaco estabelecer da sua residência e dei-lhes para o caminho. que e vinha estabelecer seu sitio ao lado de . depois. O tal garantia representante que era ainda o Quicurica disse a : que boa intenção de Mona Muxico. Meia hora pouco mais. Em a i\ chegaram os portadores que Caungula mandara com embaixada para ouvirem a resposta de Mona Muxico e tal vieram também com portadores Mona Muxico dava razão disposto a acceitar lolo a em a troca de delle. Gaungula cimento de com isto veiu logo dar-me conhemandou buscar uma das mulheres ao ficou satisfeito tal resposta e . irá encontra-los Todos retiramos. apenas pedia agora de Mucanjanga entrega de duas mulheres Chilangues que ficaram ras como preza de guerra compromettendo-se fazer entregar o Angunza a este estava pagar a vida do qui- quem Caungula em suas elle ter- Muxico obrigará a a pagar as vidas dos três fallecidos. Chicapa (Anguina Ambanza) onde estava e tinha a outra na sua quipanga. Dei a estes estimaria ainda alguns conselhos.— i3o — acompanhar e ouvir os amanhã de Mona a resposta mas Muxico. que entregou na audiência do Muatiânvua que teve em logar 14 dizendo que entregaria a outra logo que che- gasse. no caminho. dizendo elles que muito Mona Muxico eu esta. veiu a embaixada à Estação despedir-se de mim e agradecendo muito Puto para que levassem uma á influencia resposta agradável a de Muene Mona Mu- xico. Caungula e Angunza como em nome que morreu. mas se os delle ou os dos seus sobrinhos depois disto viessem levantar guerras ou suscitar novas questões se desligava delles com Caungula elle declarava já ali.

mo —O — Luciano Cordeiro. dezembro de 1885. que Mona Muxico levantou acampamento Já correu a noticia e seguiu para baixo para Muata Cumbana. (as. — a O futuro dirá se assim — Estação Ill.) O chefe major Henrique Augusto Dias de Carvalho. Miguel Mussumba do Muatiânvua. Ministro e Secretario de Estado dos Negócios de Marinha e Ultramar. J8 de Sr. o que prova que estes povos entendem que os seus chefes lhes devem sustentar a vadia- gem em que andam. aqui no Caungula se filho me vosso. Parece pois estar este velho muito par das inten- a ções de Mona Muxico. Isto é já estribilho constante que em todas as terras vamos ouvindo contra os seus potentados. Officios ao Rei do Congo Rei e amigo — Eu vos saúdo. — Paulo e outros rapazes do Reino do Congo que acompanharam D. visto elle nâo repartir comer ás os conselheiros as suas riquezas e dar tudo a suas raparigas.— i3i — Caungula. Deus Guarde a V. á apresenta- . da Expedição. porém ha assevere que logo que a exigências Caungula a que Muene Puto levantou e elle saiba Mussumba seguiu para quem nos aqui voltarão os Quiocos fazer novas Também me dizem que ha quilolos de Caungula que não deixam de influenciar para que os Quiocos derrubem Caungula para entrar com Angnnza em seu logar. foi. Parece-me ter empregado os tes povos e intervir nas pazes. mo meu alcance para em que andavam es- meios ao cessarem pelo menos agora as contendas e Ex. Ex.

— Ao .— 132 — ram nús e esfomeados pedindo como súbditos vossos meu Augusto Monarcha de Sua Magestade Fidellissima nhor D. pois de Seria vai uma e comi- Salvador. vosso Estado. Luiz lhes 1. Paulo Mujingá Congo. Consegui um fazer tratado com o Muata Caungula das condições a que este se obriga é garantir dum caminho que Gumbana até vantagem e de grande alcance. para commercio até aqui a fazer a minha Muene Puto Gassongo onde Expedição que se ahi caminho aberto para então seguir dirigirá até ao Caungula. Salvador. podemos obrar de accordo neste o alvitre grande melhoramento para o commercio 1886 segurança a abrir-se pelas terras do visinho Muata Muene Puto Gassongo. caminho pela um mais directo Muene Puto Gassongo. Para felicidade do vosso Estado que Deus continue a velar por elle pela vossa vida. que vos apresentará este ofíicio vos esclarecerá sobre os promenores e da intervenção do Muatiân- vua que comigo segue para a Mussumba o qual em signal dos desejos que tem de manter convosco as mais cordeaes relações vos envia para vos servirem dois rapazes ainda novos. — Caungula 25 de Novembro de 1885. e vassallos o Se- concedesse toda a protecção de que careciam. não só para rehaverem algumas expoliações que lhes mas ainda para poderem regressar fizeram. Elles vos dirão de certo o passo isso que fiz em seu interesse. e como espero neste ponto no mez estar de julho de uma conveniência que preparasses a que partisse de tiva seguindo S.°. e por assumpto que julgo importante para o outro a á vossa presença. que vós com em dum caminho o os sábios conselhos dos nossos missionários também garantisses segurança a possível da vossa capital até ao Se acceitaes bem de regresso da Mussumba seria de toda deve já pelo esperar deixando já S.

segundo me informam. Dezembro de 1885. dizendo fazerem parte rei que fora Miguel que lá á Mussumba sob morreu o e cuja ossada elles levam para terem sepultura na vossa terra.— i33 — Senhor Rei do Congo. dos pela fome.) Dias de Carvalho. — Em vos saúdo meu mo em 26 additamento ao de 25 do corrente e porque Paulo Mujingá Congo ofíicio pede. 3 de a parte de vos participar a a uns rapazes do apresentaram nús e abati- duma comitiva de seu commando do príncipe D. Muatiânvua. tive occasião localidade se (as. vos saúdo. —O Chefe da Expedição Portugueza ao — Henrique Augusto Dias de — Eu Rei e Amigo. de indeminisações para os 20 rapazes que na esperança de havel-as. Esta comitiva na verdade. que trouxe muito commercio alem dos grandes prejuisos no negocio tem padecido muitas inclemências e creio que pouco poderei conseguir em Mataba comigo vão até lá. gou de Mataba e quem a Que Deus vos Rei Amigo. devo dizer-vos que os rapazes que deviam seguir com aquelle officio ficaram demorados ainda até esta data por- que se deu o incidente de fugirem duas mulheres da sua comitiva e em logar de Paulo que segue com outros rapazes na minha Expedição no intento de encontrar estas que lhes sejam pagos quando não todos fizeram ali os Calambas á comitiva. . por intervenção do nosso officio em Mataba vae agora João que che- Expedição — Henrique Augusto Chefe da e dos roubos que os seus intitulam capitão do caminho. Caungula Senhor Rei do Congo. quem me protecção que me Congo que nesta -—Ás dirijo pelo correio 25 do mez passado vossas mãos. e proteja para chegar este Barroso Em a — Eu bem — Ao do vosso Estado. foi dispensar possivel me O bom deve missionário de Loanda. Carvalho.

não faz indivíduos que Congo sou forçado a compõem dizer a ir a expe- V. recebi mim — Juntamos em falta Sr. Henrique de Cai valho. a meu que a este ultimo officio.— — — 134 — Naquelle apresentei vos officio rança de caminhos para um bom as vossas que desejeis encarreirar para a alvitre comitivas de commercio Mussumba ficando certo que minha parte empregarei todos os esforços para vos ga- pela caminho que Caungula se compromette com Muata o rantir Cumbana conhecer se posso a resposta daquelle officio para com contar bem nosso Congo. pequeno presente talvez . Ex. que muito sin- porque numa vinha indicado o melhor caminho para a essa região. (as. que eu que os mandei. não tal expedição. 4 annos. B... a abrir até ao Aguardo o vosso apoio no melhoramento que desejo para na minha passagem por estas terras. xada ao Muatiânvua mo para segu- — Recebi datada de 16 com o maior prazer de Dezembro a carta 1885 e do de coração sou grato ao muito que tendes inti- feito pela gente do Congo quasi abandonada nessas paragens. deixar Caungula (Lunda) 16 de Dezembro de 1885. Chefe da Expedição Por- tugueza ao Muatiânvua. até que V. mandei ao Muatiânvua sei porém um se elle o recebeu ou não. Não recebi as duas cartas a to. por foi de data. . — Que Deus vos O Chefe da embai- viagem de regresso na margem do Cassai e notado pela . proteja — kl Senhor Rei do Congo N. que os não conheço e que até não tenho conhecimento algum de Não ha muito. PEDRO V AO CHEFE DA EXPEDIÇÃO D. do resposta a já CARTA DO REI DO CONGO de V. Emquanto aos dição commercial do fui o referencias.) Henrique Augusto Dias de Carvalho.

— Não tem esta carta data. a o Sr. que o margem esquerda do — Henrique A S. para á a novamente tudo que tem V. pero as indicações de V. a feito 5. Ex. mo . a commercio. Pedro Nota. Agradecendo porém isso. Ex. Miguel e príncipe ou não. gente da expedição de D. pois o presente que diz ter enviado ha 4 annos não deixa rei. que se não apresentou ao mas recebeu-o por intermédio dum outro não conhece rei que este. me Nunca cio do foi interior mais proveitoso e conveniente atrahir o negoSalvador do que agora que aqui tenho S. a que a minha secção principiou a viagem esta madrugada com carregadores . vor da gente do Gongo. Ha de certo julho na confusão. Ministro Ainda tenho occasião de communicar a V. não seja filho do actual sim sobrinho. com a fa- mais distincta considera- — D. . de ser o que trouxe Paulo. do Ambinji. te- negociar á Lunda e me como indicar ahi encontre a mi- o que não encontra- como muito bem se depre- hende do contheudo da carta de V. es- para seguir o caminho mais certo. 30 de de Carvalho. porém que nha gente protecção para as transacções ram as tem ultimas que ido ahi. tenho pois todo o em- três casas importantes de penho em mandar Lunda procural-o. Muito D ° A. julho de 1887.— i35 — Como com desejo enterter melhores relações não elle as em mandar a minha gente mandarei mesmo os presentes que V. Cassai. mas hábitos sobre parentescos já os conheço agora. Os — Capital a e creio mesmo rei. nho duvida mais convenientes é preciso . sou ção de V. recebi-a hoje 30 de margem do Cassai residência de Ambinji governador de Mataba com a correspondência de Malanje.° Rei porém do Congo.

resolvendo-me á noute a pôr termo. De ante-hontem para hontem. Não digo çar é que a V. ca mas que evitar. Levantando eu com gente do Muatiânvua e este no dia immediato. estavam muito bêbedos em correrias por essas ruas bus- sendo baldados os meus exforços para as consegui não poudessem ser en- felizmente contrados. providencias contra mandasse debandar a aquelles. se taes o mortes se fizessem e Muatiânvua que eu o não acom- houvesse de executar-se uma tal sen- .— i36 — da localidade. Dahi -levei-o paciência e marmos elle feiticeiros hoje » comigo para o seu aposento. por va uma e mulher) da morte que lhes esta- serem considerados feiticeiros da Muari do Muatiânvua que appareceu com feridas nas pernas (cousa muito antiga) allegando que não podia seguir viagem (capricho fe- minino). as minhas boas intenções. O Muatiânvua e algozes (Cambajes) em e até á noute se andou dos feiticeiros. custasse o que custasse. pois mas nem o que posso affian- interpretes soa alguma de minha confiança se atreveram nem romper a pesro- a em punho mesma excitação da dos Cambajes excitados pelo malufo e de facas para tirar do seu centro o Mutiânvua que na animava aquelles nas suas cantatas «morte aos mesmo. Se amanha não seguir o resto vão pelo menos 25 cargas com gente nossa e do Congo. do erro em que podiam que podia ter a certeza panhava se em viagem ter cahido. onde com muita promessas de no dia seguinte de madrugada. consegui não só gente para as suas cubatas to- que mas que se deitasse e tudo ficasse silencioso e todos tranquillos. me a os meus feitos. Ex. pude convencer o Muatiânvua e todos os seus. Na manhã seguinte (hontem) auxiliado do potentado da ra ter- Caungula. aífoutei bastante. consegui arrancar mais duas (um homem victimas destinada.

que teimou em duma grande avançar para ba. homem muitas desculpas Pediu o pois com ao seu amigo Muene Puto em feitos. feitiços não que o cirurgião indicou por E descançou-me. porque tanto bebida nem sequer me ouviram. que não mais taes feiticeiros e a respeito á Muari dizer que não po- andar por causa de quem eram to- os levara a na verdade pouco se lembrava do que se passou ser suas impressões dia como elle. Ao certo não posso ainda asseverar o numero. em que dos os seus logo de manhã pelo estado que não se falaria viagem trataria de milongas na para evitar que se desgostasse seu amigo Muene Puto. Foi completamente disimada pelas forças de Muxidi (nome supposto que adoptou Quicubo filho de Xanama) que são partidários do Muatiânvua que acompanhamos e guerreavam as forças do Muriba aquém mataram. — Eu do sol). Custou-nos isto a mim e Caungula a um não se passou sem isto. Cangombes. cabra para os Cam- uma peça de bajes dando aquelle dois cabritos e eu Tudo tal chita. e compunham se de povos As forças de Muxidi. grande numero de pro- menores que o tempo agora não me permitte descrever. louvo-me por ter seguido os dictames da minha consciência no procedimento que nhar o novo Muatiânvua e não me ter hei tido em acompa- exposto com a Expedi- . não obstante os avisos que teve no Gassassa a Mussum- que de lá se mandara buscar o Muatiânvua que aqui estava e do Muata Mu~ canza lhes prohibir a sahida do seu sitio. mo Sr. que hontem eu não poderia por cobro se não fosse a o auxilio do seu quilolo Caungula. que todos são Quiocos. Hontem de tarde recebi noticias da derrocada caravana de Bangalas. Fazem variar de 100 a 160 as victimas de mortan- dade entre homens. mulheres e creanças. Macossas e Quiocos de Quissengue e de seu primo conhecido por Cassué cá mutêna (o fogo Ex. vinham do sul Luenas.-i3 7 tença.

— i38 — çâo a meu cargo avançando para o focco da lucla politica que ha mezes se travara na Mussumba. O e Secretario dos Negócios de Marinha e Chefe da Expedição. Xa Madamba Ambanza conseguiu em que ir a vista bangala que por minha intervenção Anguina Ambanza ha 20 dias do que se passou com caravana dos Amban- zas Calumbu. de . de Tendo tido conhecimento em Anguina Ambanza na margem esquerda do Chicapa que pouco depois da morte do Muatiân- vua Muriba se precipitaram os acontecimentos em Mataba e por suggestões de Cahunza e de Calenga (Ambinji) os próprios parentes de lhe darem tempo Mucanza o atraiçoaram a resistir e e assassinaram sem aos que lhe fossem affectos. Ex.—Major do Exercito. mo Sr. . a Ex.— Henrique Augusto Dias Carvalho. Ministro (as). a porque não panheiro e seguir com E em tentei desviar-me justificação do meu com- ganho? ver desapparecer em pou- quem queria manter relações e despresado que minha elle.— Deus Guarde a V. Ultramar. Ambumba marcha para a e elle e mulheres e não pensa Mussumba. que corroboram para com V. porém demora muito. Ex.— Ill. vê-se forçado a a mandou dizer-me em adeantar sua a se o Muatiânvua ainda se mandar para aqui vai fazer o seu reviro (negocio) as creauças no Lubuco pois que os recursos da caravana vão escasseando. se o fizesse que tinha cos dias o Muatiânvua a a em decerto presentearia e com quem seu logar no Estado o que tinha seu turno poria em difficuldades a Expe- dição quando quizesse regressar. São estes exemplos.— mo e Estação Luciano Cordeiro 20 de dezembro de 1885.

°— que já estavam ha muito tempo fora das suas casas e que o pagamento que se lhe fez em Malanje era o muito para uma viagem de 6 mezes. aconselhei o Muatiânvua a que procedesse imme- díatamente como se aííigurou conveniente e consta nos que na occasiâo dirigi a Sua Excellencia o sr. 3.° dia Andrade Corvo Long. foram-me communicadas durante pelo sub-chefe. Equador 7 707 metros no o ENE. — o defenderem .° ir de- novos pagamentos. havendo demonstrado por duas vezes: 1. i3ç> — occorrendo-me que poderiam os influentes Malaba procurar o apoio dos Quiocos para em resistir á interven- ção dos da corte do Muatiânvua nos successos que se deram naquelle paiz. e nós — que o sr. officios Ministro dos Negócios de Marinha e Ultramar. e reconhecendo que no allegado de mestre. de Grec 20° 29' e na de Anguina Ambanza distancia do rio Chicapa a seu — no . Sul do altitude metro de 6oO m 48'. sitio 1.° — que para o interior estavam os potentados e náo havia Muatiânvua e por isso nâo queriam vidas em guerra expor suas . Ministro Parti da Estação Luciano Cordeiro para esta — Lat. 2. na do corrente mez e anno a um kilo- altitude de e aqui encontrei os antigos carregadores de Malanje sob as ordens do subchefe pouco dispostos já a continuar a viagem para o interior.°— que companhia o Muatiânvua que os Lundas queriam.. a o Sr. Ex. noticias na nossa a Malanje commandante querendo continuar viagem via então fazer-lhes Estas ia devíamos entregar-lhe os presentes de Sua Magestade e regressarmos todos 4. A S. E. respondi logo não me a viagem andava mão assustavam esses ditos da .

subchefe vai seguir ama.— no — gente de Malanje e que bastava a minha presença para todos se calarem e seguirem submissos para onde e particularmente o prevenia eu os mandasse que sabia donde provinha o mal e tinha meios de os fazer seguir e elle veria que não havia mo- tivos para sustos. com elle e quizerem vir buscar-me venham também se nâo quizerem arranjarei novos filhos. . bem sabem o tempo que estive só em Camau no An- nhã. novos pagamentos fazer tinham de tade e ctaram. tem vontade Tudo a Façam dir para suas casas uma voz disse : pôde o que quizerem. porte de cargas de Estação para Estação. a . trabalhava e se alguma ma quem vez comi carne. «ninguém aqui deixa o sr. em Mussumba para onde se contra- que pertencia conhecer quando é lhes que eram súbditos de Sua Mages- até á ir que mal aconseattendia de- víamos regressar por causa das guerras que dizem haver na nossa frente que sempre os encontrei promptos ao trans- . Pouco depois de com descançado e de ter conferenciado ter o sub-chefe para seguir viagem no dia seguinte. eram os bons filhos que traziam da caça que matavam. pre tiveram o pagamento egual aos depois de effectuada sua a mas também sem- carregadores extranhos viagem de obrigação. sempre isso me viram zangado. os que forem e gunza Muquinji e no Guengo e nem por nem triste nem desanimado. ir. Quem quizer retirar pôde fazel-o já eu nâo quero filhos de má vontade ao pé de mim o sr. mandei chamar todos os carregadores lhados estavam. a mim e disse-lhes: suppunham que eu os se só . major . não a comprava. V. primeira que tratando-os sempre bem e estando todos contentes com o seu mim pae (é como me chamam) extranhava que longe de estivessem desinquietando-se uns aos outros para serem falsos ao seu pae.

O sitio em que acampou. Ahi tive de ir pernoitar em 8 porque um avizo. Perto de cem cargas foram numero.. do meu col- Iega de que os carregadores haviam feito greve para não avan- . disse.chefe que fosse acampar no alto a kilometro a SE. á margem do rio Caluêmbe af- fluente do Chicapa. Como o sol era ardentíssimo e a hora a outra mar- imprópria para se- já guir viagem. . já me acompanharam medida que m quatro jardas para seis dias (jarda de neste .» Nesse caso. venham receber as rações para e cada um apresenle-se com a a viagem sua carga pois quero saber as que ficam.— 141 — nossa obrigação é leval-o para Malanje ou morrer onde elle morrer. denominei-o: Miguel de Bulhões. treze dos as rações filhos as distribuídas entrando do Congo que foram entregues a que terminou feito. Em 6 de madrugada partiu o sub-chefe e praia activar a eu para a fui passagem das cargas na nossa magnifica canoa Nossa Senhora dos Martyres e consegui das oito ás dez da ma- nha apezar do sol ardentíssimo e velocidade da corrente ser grande. onde se encontrava um bom nominado acampamento Urbano de Castro par próximo e logar que em duma povoação de Quiocos de que Muene Capumba.9) e depois de tudo passava das quatro horas pediram elles não partirem no dia seguinte por ser tarde se lhes concedia para fazerem seus fornecimentos e serem os dois primeiros acampamentos no matto. logar este. em que 7 foi foi um de- acam- era potentado os brancos eram desco- nhecidos. e as apresentavam. fazer passar todo o pessoal e cargas para gem do Chicápa. Sim senhor a foi minha resposta. disse ao sub. e partirão depois dama- nhã de madrugada.

tra- tando de dar solução aos complicados negócios que presente- mente se apresentam no Estado do Muatiânvua que parece está a esphacelar-se. Da Estação Luciano Cordeiro communiquei zembro. o seu pae Muene Luhanda e Quimbundo. se o para isso que o chamei com os seus quilolos. Conhecendo dis difficuldades da situação porquanto com o desapparecimento do Estado de Mucanza. Em de que 7 recebeu-se aqui a aterradora noticia foi duma carnificina victima o Muata Mucanza e todos os que o cerca- vam. a Lunda . a morte do Muatiânvua Mui vinham do Muata Mucanza (Anguvo) Ghibuinza Ianvo apressar sua iba e a V. com Caungula e só dali mandarei convidar Moansansa. mandei chamar este á com os como que con- Estação seus de mais confiança e tratei de o interrogar tava agora. estão muito longe e não ha tempo a perder. — Agora tenho um conselho não quizer altender e foi a dar-lhe e será o ultimo. Tem-me dito muitas vezes que Xanama desgraçou servindo-se dos Quiocos e dando-lhes depois força. lembre-se que muitas vezes lhe disse que não devia es- perar que seu irmão Lubembe avançasse. a em de- que os aviados que e doutros insistiam com marcha para tomar posse do Estado. apezar duma cabeça e de ter estado desde as 6 até 12 dor de violenta horas do dia. Esses respondi. faltava o mais forte apoio ao Muatiânvua.— 142 — me çarem. Conto me diz. assim lho pedia Mu- canza e que não estivesse dando tempo a que os inimigos de Mucanza o inutilisassem. fez correr logo ahi. Ex. desapparecendo o seu Estado.

se oppôr aos armas. major seu filho é um conselheiro. Mande emissários immediatamente a Muxidi (Quicubo filho de Xanama) que estava de accordo com Mucanza para entre- meu amigo gar o Estado ao Luênas. a Muana Muéne que dispõe de Mucanjanga. tratemos então de fazer convenções para o amigo tomar conta do Estado dos que elles parecem inclina- a acceital-o. porque me custava que se dissesse que . se Caungula de Mataba e o Quiluáta.— 143 — Teem estes hoje tomado das. de Luênas de mande-lhe os presentes do costume. O Muatiànvua não tem forças por emquanto para diversos guerrilheiros alem do Cassai e por me isso desejo que diga antes de tudo. Vindo elles. me meu Neste caso. a sul e que acampou nas terras dos de Xa Cambunji e dispõe de forças de Mona Quis- Camgombes e de Macossas. diz elle. mas na verdade estava o fazer. chamar a Cahunza. que todos os rios e ca- minhos estão mais ou menos tomados por lhes as mais. O Muatiànvua agarra-se sobrinho e ambos é realmente muito bom visto meu muito a mim aos abraços e depois seu satisfeitos amigo delles e o dizem que Muene Puto sr. e também a Quissengue. com os seus diversos preponderância entre os Lun- tal potentados. teem forças para Calênga e resistir a Não tem na verdade. communicações com com o capital a Cuango donde só cortarem- a do Muatiànvua e ainda podem lhes elles vir as fazendas. e outros: para que venham fallar-lhe no Quibango (Chibango) e sengue. amigo. pólvora. etc. Lembrei-me disso preplexo em diz o Muatiànvua. astúcia contra astúcia. trate já de Quiocos para evitar que Cahunza leve as suas a si os ambições agora Muatiànvua e para isso entre a fazer-se em convénios com aquelles.

aos que assim se chamam. fará os convénios com elles em favor de seu Estado de modo que os caminhos fiquem garantidos aos negociantes até ao Calanhi. á . A questão está em a Quissengue para vingar é pouco e obtido que seja o a tal mucuali que — no dizer delles porque eslava muito longe quan- pode fazel-o do morte se tal Xanama deu morte delle. — partido sâo obedientes. Tem razão me diz elle. e a si de direito pertence o Estado. mas agora. É isto em resumo duma aturada pois a conclusão a discussão até que chegamos no ao meio dia e dia 7 de- em ao interrogatório a que procedi aos taes portadores da ticia : seguida má no- do que havia succedido na margem do Luêmbe e que mais complicava tudo para o desempenho que desejo dar minha missão.o por- que os Quiocos (potentados grandes) eram meus amigos e nada com tive elles quando era Suana Mulopo do fallecido Mutéba. os Quiocos sâo tâo Lundas como entrar no do. e.— me eu 144- também dos Quiocos para servia meu Esta- respondi logo. Pediu-me então se lhe dava uma pouca de fazenda e pól- vora para mandar os impungas (aviados) aos indivíduos por mim indicados. o que fizeram independente subordinando-se des todos parentes foi odiados. Dei uma peça atacada de chita e um barril de pólvora que muito agradeceu. aparte muitos defeitos que teem e pelos nisso. o que elles pedem mucuali que só o meu amigo resgatar o fez. Meu amigo. quando o obtenha. para que o seu é aproveitar-se desse partido e império seja duradouro e estimado. unidos e trabalhadores. não ha tornaram pensar a bem. vou fazel-o e espero alcançai. um formar quatro ou cinco potentados gran- a como qnaes se tempo lhe disse.

que elle estava ali por mandado de Quissengue para vigiar aquelle caminho e próximo ao Luachi- mo estava o seu collega Xa Suana .— 145 — Foi depois disto que recebi do rneu collega e parti a carta despedindo-me antes do Muatiânvua. não é mais de que o e respeito aos tários e meus mestres tributo de e collegas na Redactores de Jornaes. Depois de deixar meu collega Sisenando Marques. Não os censuro nem os reprehendo por que não sabem V. 6 horas da gente e disse-lhes a commetterem a falta : Sei já quem tão que hoje fizeram e os mentirosos pretextos de que se serviram allegando doenças que não existem.' A denominação destes nossos acampamentos deprehende. Proprie- mais ou menos meus humildes conhecimentos cursos intellectuaes. No mesmo o que fizeram. manha sem dia 8 ás 6 horas da a mais pequena obser- vação dei o signal de marcha e tudo seguiu sob as ordens do subchefe para o acampamento Os acampamentos entre a — Tito de Carvalho. Chegando ao acampamento onde aquelle tarde fiz chamar toda mál os aconselhou a estava. collo- e fracos re- mais ou menos se tem de- dicado aos assumptos que muito interessam á nossa causa afri- cana. V. denorainam-se André Meyrelles. fui tar Muene Capumba potentado quioco subalterno de Quissengue e dei-lhe um panno visi- do gran- de baeta de presente. borei segundo os meu como em que e todos elles a homenagem Imprensa. Ex. que ambos estavam informa- uma pessoa grande de Muene Puto trazia o seu amigo Xa Madiamba para tomar conta do Estado de Muatiânvua que dos que . Elvino de Brito e Filippe de Carvalho. Estação Luciano Cordeiro e esta Andrade Corvo. O homem mostrou-se muito reconhecido e disse-me que éramos nós filhos de Muene Puto os primeiros brancos que passavam naquellas terras.

Admirei-me como tudo se lhe ter : e dia deviam ter par- Mucanjanga. Caquenénca a e dis- estimado saber da boa disposição dos Quiocos para o novo Muatiânvua e que naquelle ir mundo. com os respectivos presentes e prevenindo-os de que tomar posse do Estado mesmo Muene Quissengue.— pertencia lhe duma 'go. dizendo-lhe" ao que encontrara no caminho os seus portadores mendei para que não praticassem roubos flictos em com e e lhes recom- promovessem con- os habitantes e finalmente que razão tinha eu quando principio o aconselhei que não consentisse que os seus rapazes roubassem as senzallas e lavras por onde passavam. logo procurar o Muatiânvua a ouvi áquelle . mas que também souberam que Muene Puto logo á sahida do Cassassa se zangara e Xa Madiamba que se os seus homens continuavam a advertira fazer es- tragos e roubos pelo caminho. Agradou-me esta conversa e na Estação trar contei o que fui quando regressei antes de en- quem lhe mesmo tempo. Muene Capumba disse muito bem fez Muene Puto em dar : conselho ao seu amigo e é de esperar que esse bom Muatiânvua e todos nós elle seja um gostámcs muito delle quando era Suana Mulopo de Mutéba. e — [46 Quissengue lhes mandara recados por mais vez para que recebessem pois de facto era a quem bem Muene Puto o Estado pertencia e o seu ami- . . Em principio receavam que a gente que trazia Xa Madiamba. então não o acompanharia. isto havia já corrido elle estava em viagem e esperava o apoio dos seus para amigos quem contava ver no Quibango para uma conferencia. tido portadores delle para Mu a na Bumba. Muana Muene. que também Muene Puto não queria que houvesse mais guer- já contava que entre Lundas e Quiocos e por isso elles estavam conten- ras tes. viesse roubar as suas lavras e povoações e por isso tudo estava prevenido para se oppôr.

e Ul- Augusto Dias de . esperando a encontrar-nos ainda Muana Muene para lho elle que neste logar ve- Quingambo que mandou pedir o mandar apresentar por ser este a um Caquioco de conflança que duas vezes lhe trouxera noticias de mandado de Mucauza e ficou por muito tempo o medianei- ro entre elles. com que esta communicação é porque o portador sae de madrugada e são já 2 horas noite e ainda tenho de escrever a minha família a Pode V. — Deus Guarde a drade Corvo. e bem ou as questões se resolvem : fica no Qui- não é possível manter-se e por isso retira. e nha quem. nistro tramar. a Expedição por falta succeder que se não chegue um a a resolver de recursos accordo e Estado do Muatiânvua tem o seu fim. promptamente com os Quiocos importantes quilolos grandes da bundo. em que diífl- culdade. Desculpe V. 10 de janeiro de 1885.- Hl - Ficou Janvo muito satisfeito e deu-me parte dos portadores que mandara. em Espero sahir daqui o mais tarde cendo V. crer que me acho bastante doente entrevistas que nestes e fatigado das dias hei tido constantemente comos Am- bauzas bangalas. e Secretario (a) O Chefe V. Ex. a — III. — Henrique Carvalho.™ . da a pressa como o Muatiânvua espera. o Muatiânvua e os seus quilolos que vêem che- gando do interior. a feita. Mi- de Estado dos Negócios de Marinha da Expedição. Ex. Ex. mas esta o com e iremos até ao Calanhi assistir á posse do Muatiânvua^ ou as questões levam muito tempo Também pode e Lunda: Muene Luhanda. Moansansa. ffi0 Sr. Ex. —Estação Ane Ex. Quim- Xa Cambunji e então conhe- nos encontramos. tenho eu esperança de a vencer se todos os convida- dos á conferencia comparecerem. uma bango e 3 dias. major do Exercito. a da situação E de duas.

Ministro do corrente chegou nando Marques com 90 Estação — Conde de a este sitio o meu Ficalho — como coordenadas mais corectas são de Green 21. sendo acampamento que fica uma a do meu entre o rio e a uso. Augusto Jayme Os e dois soldados. m 758 attitude de á E acima do nivel do mar. 11 de janeiro a vindo de Muâna seguiu o Caquioco Muene para receber a desempenhar a — Marianno acampamento 12 de fevereiro de 1885. para os era indispensável mais oito carregadores que os de- viam transportar A a Luachimo na manhã do em redes.° 38'. Jong. Neste acampamento apresentou-se vua e margem esquerda do reuniu a Expedição na se e teve de se Quingambo as ordens do Muatiân- sua missão junto de Mona Quissengue sendo acompanhado nesta diligencia de portadores meus. cujas Sul do Eq. A Em lt) S. povoação de .° 17' sendo a lat. lhe colíega Sise- deu começo e tantas cargas e logo determinei.148 De novo Luachimo Carvalho— de de demorar ahi. que se seguem davam conta ao Governo de Sua ofíicios Magestade desta diligencia influencia de e seus resultados devidos á antiga Portugal sobre estes povos e por isso me abste- nho de mais esclarecimentos. Ex. a o Sr. 7. Havendo conseguido que toda sa canoa sua o rio margem gadores e quaes me direita ainda dois esse Expedição passasse na nos- com cargas dia 11 fui a acampar na mais para 36 carre- doentes impossibilitados de marchar.

nem minha tão pouco a nem vista. onde tive de i49 — me demorar até 18.° dia. A minha altenção está muito dividida. Angola que até vêem aparecendo do interior nus e esfomeados . e ain- da tenho de attender ás visitas dos potentados quiocos que a cada passo por aqui se encontram e chegam a vir de distan- . minha missão porqne conselhos o Muatiânvua e os seus. que seguimos da itinerário (Caungula. isto e. os cuidados são mui- tos e a responsabilidade é realmente demasiada. o permitlem.— Cachiongo. rio Luachimo ao rio em 18 venci a a esta pé num Chiumbue uns 3o kilometros. não o poderam fazer os nossos carregadores sem acamparem por duas vezes e por isso o acampamento do na dia O Castro. as o papel ní- nem commodidades os e o tempo. me direita ultimo rio é afíluente do Cassai e aqnelle. margem não Cambuto margem foi tempo para Mulélei. e sinto sobre tudo a falia da protecção benéfica do Governo Direcção Geral do Ultramar que muito funccionario que deseja do coração Presentemente encontro mais a mim recorrem pedindo bem difficil a e os conselhos influe servir o seu paiz. tomou o nome de Cunha Belém e o do riacho ao segundo 1. só agora o posso enviar não tão tido como seria para desejar por que aprestos do já o é o é ainda affluente do Luachimo. deno- — Rodrigo minei A Pequito. pedindo protecção contra roubos os Bangalas e os Congo agora e ainda filhos da da no animo do filhos do nossa província de. o O junto Cambuto. distancia do acampamento Marianno de Carvalho Estação que eu já havia vencido e agora do dia. esperando car- regadores para fazer passar o rio na nossa canoa o Muatiânvua e sua comitiva (actualmente mais de G00 pessoas). de Ferreira de do Chiumbue que Estação Luciano Cordeiro do Lôvua) até esta Estação direita e que possível enviar pelo ultimo escoteiro por falta de tirar a copia.

a vai ter mais uma oc- casião de conhecer peio decorrer desta communieação. po- eu era uma creança e fui causa das perseguimeu pae Xanama fez a Xa Madiamba e portanto esuma vez no Estado me fará matar. E mais é certo Ex. . mo que Sr. a a que tendo noticia no acampamento Andrade Corvo no Ghicapa que tapa os Matabas. as regalias que Governador das terras dos Mata- gosava o fallecido Mucanza. bas. mas morrer. Cahunza bem conhece que tal logar lhe nâo pertence. e pouco depois da do Muatiânvua Muriba. portanto seja Estou só com muitos hâo de elle. matei nâo perdoará. e delia se tem arreigada como V.— IDO — de 2 cias ouvir os de jornada. Ex. Gahunza filho do fallecido Muatiânvua uma Xanana que de accordo com Muene Calênga dominam hoje os povos de Mataba. mesmo. que ninguém temia. a me e de certo Xa Madiamba minha sorte a me de Cahunza. é o o. mataram em guerra (segundo elles) o ma- (outros tempos 1) Muata Mucanza (Ànguvo). Já annuciei V. Ex. Ambinji pela sua parte rém diz elle: ções que te diz: Muriba deu-me as miluinas por querer desprestigiar Mu- canza. para falarem e 3 dias com seus conselhos respeito a Muene Puto e segurança de cami- á nhos. deu ambições logar a dum novo pretendente. a influencia de Muene Puto existe quanto mais nos internamos. obtido algumas vantagens. Tenta Cahunza tomar posse do logar de Muatiânvua e promette conceder a Ambinji Muene Galenga. primeiro que nos matem. segundo elles creança. ora sendo este metteu me faria quebrar as miluinas se ellas na sua quipanga. corrupção de homens mortos. bebi o sangue daquelle meu pae (Muatiânvua) para fazer quem pro- apresentasse com matar Mucanza caso lhe sobrevivesse. Esta mcrte.

ao meu conhecimento homens conseguissem chamar para evitar que e á sua causa alguns po- de Quissengue. encarregado pelo de Xa Madiamba e o dei noti- fallecido Mucanza. Muatiânvua deu-lhe de commissâo apenas o parente Quissengue do logar mar a conta do seu estado . Caquioco de que cia por ter sido procurar o também por elle o exilio já a V. O Lunda não aprecia o tempo. nunca tem pressa. razão por que aconselhei o Mua- tiànvua para immediatamente despachar seus dos) aquelles três grandes potentados ainda aos irmãos do primeiros. : i5i — Xa Madiamba. Bastava Quissengue parente e amigo de Xamadiamba esposar a causa deste. para Cahunza perder as esperanças do auxílio de Quiocos. trate de se para o sitio Chegou tudo isto retirar aquelles donde o chamaram. está velho. depois para transmissão de noticias. re- fazer escoteiro a um (Caquioco potentado) para este permittir que Quingambo. viesse o desejava falar ao encarregar Muana Muéne seu súbdito Muatiânvua no Luachimo. Chega Quingambo. de homem encarregado aquelle. é pro- vável que sabendo da morte de Mucanza e das disposições que temos tomado para nos oppôrmos á sua marcha. Estes despachos que se deviam duziram-se a mandar apenas um immediatamente. porque duma missão para o potentado seu pa- rente Quissengue. em que estava ir eo participar ao seu eque porém. a execução fica para mais tarde. que sabendo seguia a to ter Cahunza e . dois vultos temidos nestas regiões. assenta em fazer uma cousa e já isso é um grande serviço. tentados quiocos seus visinhos e dependentes Ambumba de e de Muxico. Miocóto e e também Muana Muéne na margem do Luachimo Mucanjanga a e muluas (envia- e Caquenénéca. Ex.— Além dizem ambos disso.

aconselhal-o para partirmos e aqui esperarmos os mandamos resolvi homens que ao Quissengue. sahi do acampamento M. em 26 do mez a na minha ul- passado. habito tumados estes povos. Todos e sito nossa Expedição. Era certo que as pazes de Caungula com Mucanjanga tive- . e que Calenga feito rodeado e a Mataba por recearem que por terem visto achar-se Lunda. dos nosso interpre- em meu nome cumprimentarem Mona fazer entrega dum bom presente de que tes e dois soldados para Quissengue. Depois desta diligencia partir. me Xa Madiamba é o filho de Mautiânvua que a quem os da Mussumba esperam para entre- gar o Estado. que vivem nalguma cousa pensam presentemente. sempre no ócio e se principalmente estão cos- us Lundas. os noveleiros.° valho para reconhecer este de segurança Quiocos e á do a leste rio municações com declararam que Lunda reclama Lundas e dispostos e de Cahunza cortarem as com- a Quiocos até ao rio Chiumbue. pe- Quissengue para mandar sua gente castigar aquella dia a elle população e fazer limpar os caminhos para Com aquelle emissário. e parecendo-me ao Muatiânvua para este continuar ficar aqui bem a Expedição. e lhe também cheguei tima dar conhecimento a — Partiram elles daqui a V. L e elle Cahunza revoltaram parte de lhes mande cortar as cabeças matar o Muata Mucanza seu amigo. eu seguir fiz um elle passar. é no roubo e na mentira. tanto os por- tadores que se mandavam viagem. Tantos foram os pedidos que tive aqui de differentes poten- tados para o Muatiânvua avançar. de Car- dia 1. e já até então. a á profia saber se offerecia garantias Luembe acharem-se Calenga frente da gente de Mataba. forjaram quan- em que tas balelas lhes vinha á imaginação.— l52 — Ambinji collocado Mataba em guerra contra os seus amigos. Ex.. Eu no do corrente.

Fiz lhe vêr que Caungula procurara aquella duma guerra com Mucanjanga. Veiu este narrei-lhe e Caungula com respeito a o que se havia passado no Mucanjanga e enviado delle que veiu cumprimentar-me não lado em tal me houvesse de pedir dar entregar questões fa- mulher. para acabarem Mucanjanga e Caungula. fora logo questão estava agora no a que outra meu acampamento. e agora va.. e como elle Mona Muxico. Também só agora sabia que em poder de Muatiânvua. e a quem XaCumque me mais serio e sagaz os principaes res- peitam. sobrinho ba. que lembra- man- se encarregasse de a para acabarem de todo as suas Mucanjanga. potentado próximo.— — 53 1 e sabia ram por condição entregarem-se duas raparigas uma em mas mal podia suppôr que entregue. . com Caungula. pareceu desde o principio ser o que hei homem visto por estas regiões. e soube que de facto exis- dum na companhia tia gatado a um do Songo. ella ser dalguma forma compromettido para que se fi- zessem as pazes. decerto para socêgo de suas não teria duvida em fazel-o. Gonveiu o carregador nisso e mandei logo chamar de Quissengue. Mandei logo indagar deste caso. e com Caungula. que carregador quilolo de Caungula para sua companheira. falando-lhe entregar esse instrumento. preza dava a importância visto eu me ter do resgate para mulher que era que se compromettera e como condição de pazes entregal-a a a tinha res- e portanto que eu lhe entregue áquelle. um que sentia que a elle a Xa Cumba. amigo. esum quinguvo que certamente elle não saberia ser o per- tava dido por Mucanjanga na guerra também se empenhou comigo as desintelligencias entre eu em terras. porque com muito gosto lha mandaria jun- me tamente com o presente que lhe enviei.

Não sabia que o quinguvo com que o presentearam que Mucanjanga perdera em não tinha duvida e Cumba nosso amigo Xa fora o o entregar ao para lho levar da sua parte e agra- bom conselho. a que Xa Cumba logo veniu que Mucanjanga lhe dissera e o Muatiânvua : o me pre- meu amigo Muene Puto encarregando-o desta missão que lhes estou muito obrigado vejo que são também seus amigos e decerto o hão de gratificar e por isso me dispenso de o fazer. disse-nos que também hontem deram conhecimento destas cousas lhe versar commigo á para e estava noute ir con- a tal respeito. Mucanjanga manda agradecer aos seus amigos. Não devo occultar a V. Xa Cumba com a rapariga e decia-me mais o favor deste Dali o partiu como estivéssemos tiria meu instrumento disse ao Muatiânvua que nesse dia par- Marques para o Chibango collega tal 9 e no dia 11 completássemos naquelle a acampamento um mez o passaria o rio e portanto querendo elle e toda a Expedição acompanhar-me desse suas ordens para esse fim.— 154 Xá Gnmba promptificou-se nhar mesmo elle esta — cora muito commissão gosto e por isso em desempe- fomos logo ao Mua- tiânvua. do que lhe haviam dito que tanto Muene : Puto como o Muatiânvua intervieram que se estabelecessem pazes. Ficamos de accordo. as nome e que Mona Muxico fora propor mandava questões do affiançar pretendente que a Caungula em seu não mais se envolvia nas elle Anganza Matata com o seu parente Caungula. Lubuco Ia tratar dos seus negócios para o hia ali agora no Luachimo podesse ir teria em e estabelecer-se- terras do Maii e se muito gosto em Muene Puto recebel-o e agradecer-lhe pessoalmente os serviços que lhe prestou. Conversando com este. ficando então convencido. Ex. A isto .

ficar uma já passaram. Que hade dizer a uma declaração tão sympathica! Amigos é sembom até no inferno Eslá dito via pre í homem Veio o passando o que me no dia seguinte ao nosso acampamento e a minha casa e meu acampamento pois queria ver ali animo de olhar se- que destinara dar-lhe sempre a viagem. dois filhitos acompanhavam uma braça de riscado barretinho de gosto.— i55 — respondi : Mucanjanga pensou bem. e eu fosse mulher. a mulher) que muito agradeceu.— vai eustar-me muito a nossa ca- sempre amigos. disse compungido. resolveu-se a pedir-me zenda (2:000 pelo presente que com muito trouxe disse lhe que o acceitava ser franco e dizer o que queria e a cada o que tudo muito agradeceu. sobre escusas: —que réis) em troca? Depois que um dei barril . major que me permitta eu faça a minha barraca ao pé da sua para estar sempre conversar comsigo. mas o comigo do outro lado do noa como desejava e havemos de O homem o que repetiu major fosse preto como eu ria. a meu amigo acceito. Trazia-me duas cabras de presente para gratificação primeira cousa que dera ordens para ninguém estra- fechada para quando eu regressasse. a A na canoa que o esperava. jamais o deixa- sua sahida daqui e se Quissengue a me mandar marchar com o Muatiánvua. como desejo. é que não teve quer para gar o rio panno de lã (de meza) uma camisa minha que muito gostou e uma porção de contas grossas pretas serapintadas de branco para a sua muari (l. um e fa- que o mais um . eu pela minha parte sem- pre tive tenção de como nhã gratificar passando ou as cargas estão todas lá ter meu amigo Xa Camba. eu desse o que fosse da minha vontade. vá ama- já experimenta rio. me vez dissera se o sr. peço já ao sr. e eu dei-lhe um bom : minha casa a voltar. foi a minha resposta. de pólvora e lã me mas devia dum cavaco uma peça de e vesti ainda..

para alguns exercícios na sua lingua Em uma comigo como bons amigos (umas em sua gente que esta os abandonasse e a toda hora me mandava enviados que não lhe fugisse. Não nos encontrando embaixada desejava saber o que se havia passado. se exigência Muatiânvua bem andou em a não foi a fazer nos sua intenção fazer-nos porque nem a mim nem cm poderia fazer e decerto não teríamos ficado boas relações como estamos. vermelha mesmo o es- acampamento vieram visitar-me os Quiocos próximos e a esse e meu até á sua ban- a luas voltadas para lado. mandava aquella embaixada taria encontrar-se a es- comnosco no outro lado do Luachimo. já com Mucanjanga. Demorei-me neste acampamento perando os carregadores que madrugada de 18 collega havia de não faltaram da minha mandar-me em mandar suas raparigas dançarem na frente Também Miocóto irmão de Quissengue. Disse ao Muatiânvua o que se passara comigo baixada e no dia seguinte respondia elle da com mesma em- tal forma. residência. ia Ex. suppondo que a de taes pretenções. a e já disse a V. toda a seis aproveitan- a aturai o.— ibò — Esteve comigo até tarde porque trazia de palma para garrafas) e beber íiz-lhe a vontade disposto 14 13 partiu buscar fui meu collega. para immediata- mente o fazer desistir do outro lado. Respondi logo: temos tal a a nem eu nem o meu amigo Muatiânvua queixar de Mucanjanga. o Muatiânvua vam receando eu binda de vinho como com que eu escrevendo. do-o. Mandava dizer-me Miocóto que constando-lhe haver Mucanjanga importunado Muene Puto para lhe entregar que estava no seu acampamento e exigir ao uma rapariga um Muatiânvua quinguvo que perdera na guerra com Gaungula. . mandou cumprimentar-me por uma embaixada com com duas meias deira de guerra.

a que além de querer reconhecer este logar se era se- guro para nossa Estação de inverno porque as grandes chu- a vas iam começar a também foi com o fito de obter que se pagassem 24 homens portuguezes os roubos que se lhe fizeram. dir para ir Foi uma é certo que. e me tem custado.— I3 7 — A embaixada tendo de retirar e sabendo já da nossa partida. em Cheguei aqui 18 ás 4 e meia da tarde e o Muatiânvua três dias depois. sa- me mandou sua quipanga o que ha- Congo pe- fiz. o que tudo é devido se na verdade muito que não foi de Portugal sobre estes povos. para com sua gente estava acompanhar o Muatiânvua no Chibango que ir mais a próximo do Cassai. onde facilmente se reuniriam as e sul ficava diversas bandeiras dos Quiocos sob o domínio de Quissengue. não só como de consentir nos roubos que nella teem extranhos e os seus. como ainda por ver roubado como terra ás elle tiânvua ou outra pessoa tanto á lhe conversar quem fizera com elle á elle também comitiva do ultimas dos Bangalas e quimbares. á antiga influencia que respeita ao Quibango (Chibango) Pelo bendo que eu elle soberano da feito me queixara ao Muatiânvua. encetou a conversação dizendo. pediu ao Muatiânvua para que seguisse comigo pois Miocóto esperando ordens de Qnissengue. Ex. que o Mua- conhecer que andara mal consentindo que os sobrinhos de Mucanza roubassem os negociantes que vie- ram do interior depois da morte de seu tio. Quando vim no mez passado ao Chibango. sabe também V. uns Na occasião consegui apurar mais dum terço chegar e estar estabelecida a e depois daqui nossa Estacão— Conde de Ficalho — tratei logo de continuar as minhas diligencias não só respeito a estes mas ainda vas de Bangalas e ha mais a outros dum roubos anno do á com feitos a comitirei do Congo. a infructifero o meu trabalho. . Ex. posso dizer a V.

disse ao Muatiânvua que o meu amigo era tão culpado como os sobrinhos de Mucanza. que entrego ao nosso pae o respondi.— Meus filhos (povo) na ver- dade auxiliaram os sobrinhos de Mucanza no roubo e ficaram com roupas e algumas fazendas dos quimbares porém tudo que pude rehaver quando veiu aqui o Também ção do Congo) foi major apresentei. meu porto differente do meu. que eu tinha por amigo. Seria para mim continuou Chibango um grande desgosto que . por- tir que me com zanguei o Mujingá Congo. porém devo prevenil-o: o criminoso realmente é o quem mandou roubar os negociantes. (o chefe da expedi- roubado na minha terra de duas mulheres da sua comitiva. retorqui ainda. tenho a culpa de consen- que se vendesse ao meu amigo Caungula do Mansai. que o Mujingá Congo é certo uma já hoje mandei buscar por que sei na Luba e emquanto á outra. mo pedir e só depois o irmão os prejuízos que se apresente o Anzôvo visto deste haver pago pela sua parte que soffreram os negociantes me resolverei a continuar acompanhando o Muatiânvua. mas estar Sr. lembrar do que elles teriam a e au- sem se padecer na longa viagem para as suas terras. que sr. Visto o que me disse Chibango fiquei satisfeito e sem du- vida alguma os quimbares hão-de acceitar o resgate da parente. Resta me pois.- i58 — Muene Puto tem razão em estar zangado comigo me disse Chibango. no seu regresso procurasse Mas tudo eu estou prompto isto. accrescendo ser chefe duma povoação que estava no caminho ctorisava a pilhagem aos negociantes deixando-os nus. eu apenas pedi uma das mulheres com seu filho de peito por ser parente duma das minhas raparigas o promptifiquei-me a resga Anzôvo que foi • me tal-as caso isso fosse exigido. me tem uns objectos que um a entregar. É verdade bem como mais sido apresentados e pertencem aos quimbares. major.

a mais insignificante cousa desta gente. eu vou a de Mucanza e xMuene Puto não ha de filhos nosco. E emquanto a roubos. a com grande nápe candi (o desfaçatez: ella chegando Uáiiha cumutondo cacuáne- que rae da arvore não pode O roubo passando de mão em mão. então muito peior. muito tempo e paciência para se obter pela pa- preciso lavra só. não pode regressar inteiro á É sempre o final destas questões que são frequentes entre estes povos. e cá ficam ainda os do acompanhar até ao Congo que teem de me fim porque os roubos vão ainda até mais longe e aproveito-os para as cargas. irá muito longe . já já ficar completo). e já alcançar que os indemnisem de mais alguma me appareceu um portador de Xa Madamba dindo protecção para o roubo de três cargas de pólvora e zendas sobre o que em já falei pefa- ao Mualiânvua e grande parte está seu poder mas como elles são observadores do seu adágio: Uáuha cumutondo cacuanénape candi.— fosse na minha 5p — que Muene Puto se zangasse e abando- terra nasse o nosso pai 1 também Madiamba. Mau demorar é elles imaginarem pretextos para ções e para isso. a Hoje receberam os homens senão tudo que se lhes roubou. e são elles os portadores da minha correspondência que não pode deixar de ser a correr. nisso e nunca se É as resolu- preciso estar sempre prevenido suppôr como certo o que elles promet- tem. porque julgam a preza propriedade sua e tornam-se ávidos com dizer. são férteis. Veremos foi ir falar aos zangado com- minha resposta. uma grande É parle. também ficam os Bangaquem espero (encarregados) da comitiva de Quinzaje para las por estes dias cousa. não o apuro. mão de seu dono. Estão estes homens de Malanje despachados.

nada iriamos fazer ao Calanhi. onde estão reunidos todos os quilolos da deste di- a chegada governação do Estado mão de Suana Mulunda. uma duas das suas mulheres e mais a pres- obtiveram por resgate doutra que fora vendida. dispersos por aqui em esperando alcançar alguma cousa dos roubos diligencias. estão fechados por a Mussumba esperando para lhe ser confiada a cujos poderes hoje estão reunidos na Além disso.— i6o — Os homens da Expedição do Gongo. tos á expedição e vendo-se na do seu ras ao uso paiz. a que durante o a passado e do que está dependente Os portos do rio ordem de Ianvo e Chiumbue homem nossa residência aqui se ha a nosso lado. marcha da Expedição. No serviço das Estações e acampamentos. impossibilitando as occasionam as grandes cheias marchas. até bluzes por elles fei- tas. onde receberam logo de Xá Suana. pelas rações nomisam já a rapaz os que já do Caungula transportavam nossas cargas. embora a distancias supe- . está a qualquer ponto. vieram fugidos para aqui a e cobertos guerra de para as povoações próxi- meu acampamento e com dahi dos nesse serviço. esfomeados que logo mas. e e pântanos. que lhes fura roubado fei- elles também emprega- par dos demais carrega- das esteiras e pelo que eco- ofíicio com trajam devidamente. tem elles tado bons serviços. necessidade de fazerem estei- comerem. Ex. Aqui. e conseguiram reunir-se no declarou se Mataba. vou zer a V. para de pelles. Ex. ainda assim. o que nos forçava a invernar em mente melhor pelo lado da alimentação. vieram dores e é certo que pelo Marian- um no de Carvalho. Pelo que respeita á situação politica do Muatiânvua. vamos entrar na estação das grandes chuvas que só termina em fins dabril. ainda assim. e se esta localidade não é real- rodeada de povoações de Quiocos. como já disse a V.

isto bastante. do algum. geral tudo é pobre. dizem que estão em marcha e também já se recebeu noticia que o Cacuata Tambu Calamba (o tal que esteve comigo em Malanje). chegara com duzentas armas a Anguina Ambanza Estação Andrade Corvo. Chegaram forças do potentado Anzôvo. a ou local acompanhada de três E peor sustentar já hoje exce- porque de a se esperam aqui grandes forças dos potentados da Lunda. também e bananas.— riores a um sempre fornecem mais de jornada que dia menos alguns alimentos. As do Maii Munéne. si a sustentar e muito se vai já demorando viagem. mas que fazer? Se aliás elle mez de vejo-me na necessidade de recuar. muito peor. e elle mesmo. de Maansansa de Luhanda e Xa Cambunji. — i6i isto é jinguba (amendoim). não também desap- a olhos vistos. São muitas boccas a as cousas do espera durante o assistindo á sua posse porque os recursos vâo parecendo a de diversos Quiocos. algumas galiinhas e algum milho Em se já nossa as povoações mal teem para Expedição é grande para se poder bem em qualquer tivas. de- vem chegar amanhã ou depois também forças do Caungula a nosso SE e esperam-se também as do Bungulo. a consciência de que ha sido mas ninguém podia prever bem aproveitado o tem- as contrariedades que temos tido. o pão do preto. Tenho po. e grandes comi- Bangalas e do séquito do Muatiânvua que seiscentas pessoas. de quando em farinha ou em quando uma ca- bra ou cabrito ou carne de caça. sul e leste e ainda Gontraria-me vai tornar-se. de Mataba — Pelo que respeita aos enviados que eu e o Muatiânvua manii . feijão miú- (bombo) para se pizar mandioca apurar o amido. Muatiânvua se resolverem como março bom será.

— 1Ô2 — damos ao Quissengue o principal potentado dos Quiocos. que Mueoe Puto pretendia gatar a faca de res- Xanama. Bengalas e ficassem as limpos os caminhos aos negociantes. velho parente e amigo que os da Mussumba chamaram para seu Muatiânvua. Mais mandara dizer o Quissengue: que delle se deixara elle sem Quibéu arrastar por Cahunza auctorisaçâo a guerrear . Os portadores fizeram saber. subalterno. Muatiânvua participa-lhe que visto os quilolos da Mussumba e os grandes potentados da Lunda o reclamarem para tomar conta do Estado. resolvera partir do exilio e estava mas tendo agora conhecimento que Mucanza fora viagem. farinha. o seu velho amigo Muáta morto por ordem de Galenga e Cahunza e pela de Mataba. gente em do seu amigo e parente Quissengue esperava que Quissengue o auxiliasse a fa- zer limpar o caminho a castigar os criminosos e a pôr termo duma vez á inimisade que desde o reinado de Xanama tem havido entre Quiocos e Lundas. bananas e vinho de palmeira para elles comerem e fez alojal-os devidamente. e de Quibéu. os quaes estavam em viagem para Mussumba e lhes mandaram uma mucanda (carta) Puto e dando-lhe disso conhecimento. para que duma vez terminassem contendas de Quiocos. Lundas. aquelle recebeu-os muito bem e lo- go no primeiro dia fez distribuir quatro cabras. Quissengue ouvindo os portadores immediatamente expediu a sua bandeira de guerra para o Calenga e Cahunza. te- nho as seguintes noticias. man- dando primeiro que fossem procurar Quibéu e lhes dissessem que estava nas melhores relações com o seu amigo Muene Xa Madiamba. Em grande audiência dois dias depois trava a a mucanda quem muito (carta) e presente a todos os seus mos- do seu amigo Muene Puto desejava vèr.

a por já nisso ter falado e pelas minhas apprehensôes de que o Buchner e outros exploradores tiveram ricas e falsas noticias. histó- geographicas sobre estes povos. Calundulas e Congos que a vem buscar quimbares filhos para augmento de suas populações. Os de Ambaca na maioria e de Malanje. Ex.— i63 — o Muata Mucanza. pólvora. Bangalas. armas aqui se faz consiste na troca de fae missangas por gente. meu amigo Xa Cumba que ha de propósito trazer-me uma cabra e Esta noticia foi-me dada pelo três dias veiu do seu sitio hospedado na Estação. A demora querer que dos nossos portadores é devida elles e a resolução tragam que em a resposta vista delias a Quissengue de Cahunza e do Galenga tomar. ter adoecido com uma pontada no um dos seus lado direito e está em tratamento pela nossa medicina. portanto que se unisse aos enviados e fosse Cahunza o seguinte dizer a tudo quanto pertencia : que immediatamente entregasse Mucanza. e lhes remettesse a ponta de marfim pedira para elle Quissengue Xanama . O Xa Cumba também aproveitou e está sendo medicado. bandeira com o fim de resgatar a faca de quando nâo quizesse que partisse o pau da sua e de (signal recusa) para gente ensinalos a fazer o então elle com ir que lhes determinava embaixadores passaram ha os que Muriba ex- oito dias o Luembe e sua a — De facto devem estar de volta. O commercio que por zendas. dr. e os agentes desse commercio são Quiocos. Eu pela minha parte tenho tirado partido da sua companhia em exercícios sobre a lingua dos Quiocos e sobre algumas informações e duma destas vou dar conhecimento a V. que limpasse os caminhos a de Mataba para passarem Xa Madiamba e seu amigo Muene Puto. por lhe ficou rapazes que o acompanhava. acompa- .

Esta província precisa dum caminho de fer- ro. que para nada presta mas para Malan- je. vai recahir Alguns negociantes dos concelhos Cassanje muito e se fica a de Loanda até leste illucidar a tal respeito. sempre arranjarei quatro quando o é assim e é ou teria a comitiva que se destinar á compra de marfim de andar dum para o outro lado com as cargas e demorando-se muitos dias em cada O que para um ponto para fechar o neg< cio de no regresso buscar o valor em marfim obtém nunca chega ao valor do credito que noutra dente geralmente acontece. viagem que se realmente se tem de augmentar esse credito mente perde então tudo que lá podem ainda o faz. concelho dum O agrícola e que colonisado devidamente grande futuro para concelho de Tala a pode ser nossa província. lei distancia. dizem também cinco dentes ! Mas nem sempre lá de dias um Cazari teem e de distancia tem dois três a Quipoco . passamos Se for ao Maii. para tem a dois dias disto. é o negociante deixar créditos.— nham — 164 as comitivas bangalas e sempre delias são victimas vêem com algumas pequenas regresso. e para isso aqui se de- e raros sâo os que regressam a satisfa- créditos. Mugongo ha de sempre augmentar de . Se o caminho de ferro de Ambaca se faz querendo. sequer. e não . Elles á especulação para trocarem gente por no facturas a credito alguma ponta de mar- fim no Lubuco e raríssimos são os que no fim de alguns annos um adquirem dente de moram muitos annos zerem os seus lei. será mais um sacrifício inútil para o desenvolvimento da pro- víncia de Angola. Sou informado que Quissengue tem dois dentes de vender e Miocoto seu irmão Mona Congolo cinco. algum se para ser pago negociante para o não perder e geral- nas casas credoras. não para Ambaca. contando com o grande commercio que se espera da região central de Africa.

Termino como sempre pedindo me a pressa quem com que escrevo a V. Para isto nos devemos preparar porque será nessa epocha que o caminho que se pretende construir terá os devidos lucros. inte- Eu estou certo que passado algum tempo os Bangalas sof- frem as consequências das difficuldades que tem levantado aos Quiocos na passagem do Cuango porque estes mais aventureiros continuarão para o norte em busca do que neste centro: marfim e borracha . retrahir-se e será então que Malanje devidamente poderá aproveitar-se das entra- das de grande densidade de população.— i65 — população porque esta região central. Desculpe está V. e se o eu acompanho tiver pouca vida como os seus antecessores é natural que seja elle o ultimo Muatiânvua. Os Quiocos já começam a penetrar na nossa província em busca do que carecem. tende a alimental-a até agora pela migração de gente e não tardará muito pela mi- gração espontânea. que muito hão de concorrer para o desenvolvimento de seus recursos vitaes. vendo dia ro interesse de Ex. Os Lundas. e tenderão Cuango procurando o passar onde mais Os Bangalas terão de se fôr colonisado já a não encontram aproximar-se do facilidades encontrem. os súbditos do Muatiân- desapparecer deante dos Quiocos. refiro-me ao centro. tendem Ttia isto é os que se dizem.° a dia o estas considerações a correr de que por aqui se passa com o verdadei- bem poder informar o nosso paiz. porque ao sul já elles vão muito ha Cuango ser para elles caminho do Bié uma barreira e isto não obstante o difíicil de passar por causa dos Bangalas seus rivaes na concorrência commercial no rior. a se digne relevar- e dá logar a muitas faltas quer . Ex. que então será muito maior. pelo menos a com outrora tão afamado está desmoronando-se esse império homem que o que nada se perde.

margem do a sul Quinguixi afíluente do lado direito do Cuango do Ambanza Ilunda e a um dia de Cassanje. ter adoecido o meu interprete demoraram-se . a Carva- que por meus conselhos o Muatiânvua sahir portadores delle com presentes para Quissen- gue (potentado dos Quiocos) e eu os fiz acompanhar. por um dos meus interpretes e dois soldados. Henrique Augusto Dias de Carvalho. A S. algumas noticias mezes de março e de abril. é-me in- difficil missão a bom fim. Encontraram logo alguns dos indivíduos gundo o bongue. Ex. para a peio itinerário souberam margem do que e por a presentear se- que lhes fora designado. vereiro de 1886. a cada passo estou sendo interrompido quem nunca me recuso bom modo para já pelos estranhos a a na verdade. e Ex. Do Luachimo (Ruàchimo) acampamento Marianno de lho disse eu mandara a V. a Estação Ficalho — margem esquerda do Chiumbue 28 de fe- dispensável para levar esta minha e a contento do Conde de . Major do Exercito. que regressa agora á sua terra. Ministro Vindo despedir-se de mim o Ambanza Quinguri (Cassanje) que esteve hospedado com sua caravana na nossa Estação — Luciano Cordeiro — e ultimamente ficara negociando sua fa- ctura por borracha no Chicapa. Ex. meu paiz. Ex. — rao Ill. pois alem de me faltar o tempo para minutar. a paciência e o ouvir porque todos. Deus Guarde a V. mo Sr. aproveito-o para dar desta Expedição com referencia aos a de viagem da nossa feira a V.— — — i66 — na redacção. quer na ordem a seguir. Ex. a o Sr. Conselheiro Ministro e Secretario de Estado dos Negócios de Marinha e Ultramar (as) — O Chefe da Expedição. porém no Quiter Quissengue já mudado de residência Itêngo afíluente Chicapa onde se dirigiam.

não prevenção poderia fazer suppôr que necessária erro nas e assim faço justiça ao bue pouco antes da latitude Gabango affluente é já. Recebeu os presentes Civil e e vestiu logo a farda de Governador agradecendo-os mandou retirar todos dizendo que res- . e que potentados (Quiocos especialmente) dando os seus nomes ás terras.-Ib 7 - perto de três mezes para aqui voltarem. terra (Quingurica a havido meu amigo Buchner que encontrou Quissengue próximo ao de Gren. Estava havendo teria determinadas pelos exploradores que coordenadas teem andado por cá ra em que foi pa- nascera e o actual Quissengue é o sobrinho do que conheceu Bu- chner e se chamava Madia (de Maria). a não se pode contar no meio . rio seu ha poucos dias (40) na em que nome) dr. Mas tudo que ora succede confirma mais uma vez o que eu já tenho dito a V. Chium- do Equador 10° e longitude E S. Foram lhes ali os meus portadores muito bem recebidos mandou dar agazalho e de pois logo comer nos cinco dias em que estiveram e na primeira noute ordenou que suas raparigas fossem dançar até madrugada em frente dos alojamentos que lhes destinara. e bem como estão mudando constantemente de para pontos muito longiquos residências dão logar a causas de erros sensíveis nas cartas geographicas. em vinte e cinco dias. Como de costume só os recebeu dois dias depois cerimonial apresentando-os com grande como enviados de seu amigo Muene Puto e os do Muatiânvua como filhos do seu parente e amigo Muatiânvua que agora vinha do Cuango para o seu Estado sob a protecção de seu antigo amigo Muene Puto. Ex. estamos com os cálculos ainda os mais os fundados. margem do do Luachimo e mais a norte e agora onde disse. para o que. quando se esperava que esta commissão fosse desempenhada o muito. 21°.

porém ha- da morte de Mucanza e que Mataba estava re- volucionado e não queria continuar sujeito ao domínio do Muatiânvua a pretexto que Xa Madiamba não deixaria de fazer matar Ambinji que conseguira indispor aquella parte da Lunda contra o seu Governador Muata Mucanza e auxiliado por alguns potentados Quiocos. que tendo noticia que seu amigo e velho potentado Muata Mucanza fora assassinado por ordem do rebelde Ambinji a elle e por alguns Quiocos subordinados Quissengue lhe pedia para fazer avizar estes que lim- passem os caminhos a castigar o pois elle Ambinji e passar por Mataba e disposto todos que tentassem oppôr-se á sua a passagem. duma acabassem de Muene Puto que nuisse ao pedido de seu amigo ber que eram elle . Os lussangos eram. esperava que desejos Quissengue an- — fazia-lhe saXa Madiamba. vendo em noticia e me disposera a a pedido dos acompanhal-o. O meu. gente para o acompanhar e lhe prestar o necessário auxilio. resumia-se depois dos cumprimentos a dar-lhe parte: que dirigindo-me por ordem de Muene Puto ao seu amigo Muatiânvua. os do Muatiânvua: cumprimentava seu sobrinho e irmão passando próximo de suas terras e dava-lhe parte que resolvera tomar conta do Estado da Lunda que ir lhe pertencia ha annos porque os grandes qnilolos já por três vezes o haviam mandado chamar.) e (residência) presente de seu amigo dizem que todo o dia andara na mostrando aos seus familiares o Muene Puto. encontrara no Cassássa. esperando que não só lhe fizesse ia elle Quissengue seu amigo e parente mas ainda mandasse sua bandeira com isso. Estação— Cidade do Porto — Xa Madiamba onde ia preparativos de viagem para o Galanhi tomar posse da governação do Estado velhos quilolos. sua quipanga noticia etc.— 168 — ponderia no dia seguinte aos lussangos (maésu em Ambundo e terras de Angola que para equivalente na lingua portugueza temos recado.

Aquelles traziam seis escravos de presente e da parte de binji pediam Quissengue que aconselhasse Xa Madiamba a a nâo passar por Mataba contra sido elle. dos lucanos e doutras cousas do Estado ros em poder como presa na guerra em que O meu elle dos seus guerrei- em viagem retorquiu deve não podia voltar atraz. parente porque eu não queira acompanhar o Muatiânvua mesmo desde que Ambinji se dispõe por isso. major estava ha muito tempo elle de foi é.: — 169 — vez as guerras desordens entre Quiocos e Lundas e como e me informassem que todos Xanama em poder esperava que tada. Depois —O destes fallarem dirigiu-se Quissengue aos nossos meu amigo Xa Madiamba deve vir aqui. elle lhe pedia aliás ver se-hia obrigado a fazer fogo que fosse para o Estado por outro caminho um que Àm- dos causadores da morte de Mucanza lhe não fosse hostil. accrescentou. mas pagar-me tributos não deixando pagal-os ao Muatiânvua. julgo conve- . no dia seguinte : — que tendo che- gudo portadores de Mataba enviados por Àmbinji desejava que os nossos emissários os ouvissem pois nâo queria ser má considerado de pelo seu parente e por fé Muene Puto. pois que dahi e tendo também em deante estava prompto a pagar-lhe tributos. também de a a guerrear Mataba. e dar esta minha resposta ao sr. mas quando não possa que venha o seu amigo Muene Puto para narmos o que bem combi- uma boa viagem se deve fazer para ter e ainda para se convencionar sobre o resgate da faca. ções em que estas me elle eram motivadas pela faca de Quissengue não ter sido ainda resga- delle dissesse se assim era e as condi- podia ser feito esse resgate pois desejava fazer entrega dessa faca a Muene homem Respondera o Puto. interprete ainda lhe observou que o sr. — mas major e então dirá o que entender. Não meu um morto Muriba.

a bandeira tes. vindo homenagem ao Muatiânvua e offere- cendo-se a acompanhal-o ao Calanhi. . e senão o Estado de se julgou com mais Quissengue direito e re- ceiou que este o enfeitiçasse. Apresentaram-se aqui vários potentados quiocos das margens do Quiumbue (Chiumbue) affluente do Luembe e não do Cassai prestar como indicam algumas seu tributo de cartas e do Luachimo. bambeando-se e manobrando o seu chapellinho de sol. seu sobrinho e elle Xa Gazanga com chapelêta que faz lembrar mutue d a sua um pagode chinez e que lhe occulta completamente a cabeça até ás orelhas e outros grande séquito distinctivos. e pelo com caminho se reuniram mais quatro Aqui chegou esta gente em grande quatro quilolos . no dia ás 18 duas horas da tarde. que elle estava prompto gente a mandar armada para acompanhar seu parente Xa Madiamba e que bastava-lhe um signal de que acceitava seus serviços. berrata ao som de marim- bas e instrumentos de pancadaria. Tenho agora de retorceder se passou depois do as respostas que foi meu demos a a fazer sciente a a V. Com nossos portadores despachou os ainda novo herdeiro rapaz uma caianda. Entre estes os mais principaes foram uma embaixada de Mo- cotó irmão de Quissengue. vindo o Muanangana embaixa- dor montado no seu quinmangáta (homem. Ex. foi a faca de Xanama porque Quicunca seu tio. dia despachado pelo Muatiânvua para regressar á terra com em que de seu tio. todavia se Lunda parente insistir mandar-lhe-hei a gente que pede. do que ultimo officio porque tem ligação Xa Cazanga em 22 deste. vinte guardas. Este trouxe sendo um o pae delle.— 170 — fazer guerras que mais iriam despovoar a niente não do que meu está. vigilanquilolos. este mandava-nos dizer que herdara de Madia.

também teem chegado portadores dando-nos conhecimento Mucanza. Todos foram contemplados com dões. a Xa Mulongo e mais quatro cujos nomes me nâo Quibeu. baetas. algo- proporções a fazerem pannos para ves- tirem. O uma mufi é o signal de amizade e de pedido de auxilio para guerra o qual acceite. serem sitio para gente. Do Caungula de Mataba quilolo do Muatiânvua a dois dias de distancia de nós na margem do Cachimi affluente do Luêmbe e a nosso SW. Foi para o Caungula que fugiu Gamina irmã de sua : por- (o ia Gahumza e apresentar-se a seu Muatiânvua) quando ali pas- . guerra tadores de desavenças entre os Caiambas do fallecido em que alguns pretendem provar sua innocencia na contra este e dos quaes já dois apresentarem-se ao Muatiânvua mandaram seus dizendo-lhe seus dedicados e esperarem que elle passe no seu se lhes apresentarem com sua tio Lucuoquexe . 2 I 7 I - esperavam os portadores que fo- Quissengue por isso nada se podia resolver de prom- porém que Xa Madiamba de bom grado acceitaria a panhia de seu parente e de sua gente. a qual declarou que (dizem pae) Quibunza Ianvo sasse. a Quipoco a recordam agora. riscados. etc. em chitas. Apresentou-se também Mona Congólo que tinha vindo cumprimental-o e tiànvua a muQ enviar o lembrou já em tempo a conveniência aqui do Mua- aos potentados quiocos do sul e ainda quem Ambinji chamou para guerrear Mucanza. e protegendoo suas terras contra os adversários.— Foi-lhe respondido que se ram pto. Agradecia a com- sua at- tenção e enviou-lhe alguns pannos e quatro peças de fazenda para se vestir. torna o acceitante alliado ou pelo menos em indifferente nâo hostilisando quem o dá. zuarte.

Veiu dispos- o seu acampamento para acompanhar Muatiânvua Mussumba a este. to a fazer já para mas tem aqui (dizem irmão) pequeno Estado. tendo feito maus negócios já vão regres- e por falta de recursos para se manter. Devem as grandes chuvas cessar por estes dias e por ísso vou fazer retirar meus collegas com cincoenta ou sessenta carregadores delle a ver se consigo assistir obtenho algumas vantagens para esta Expedição. a á posse do Muatiânvua e se favor de um melhor êxito . porém é isto questão de tempo e por isso receio muito ter de regressar por falta de recursos. parente e batalhar com os seus adversários. Destas adhesões dos Quiocos á causa do Muatiânvua nâo eu deixar de crer que Xa Madiamba só tinha podia a recear opposição da parte de Ambinji e Cahunza (em terras de Mataba) e por tanto ser uma questão de tempo a sua entrada no Calanhi. E' e de Quissengue.— 172 — Em 21 chegou Quibongue da margem do Luachimo com sua bandeira grande comitiva. Dos rebeldes de Mataba já três Calambas enviaram seus com presentes ao Muatiânvua asseverando que portadores elles não intervieram nas questões de Ambinji com Mucanza e foram extranhos á morte deste vundo e Cassombo. regressando ainda assim com algumas cargas de missangas e outros artigos que tendo sahida na Mussumba do Muatiânvua com até aqui para nada servem. o mesmo succede Expedição pois trouxemos duas cargas de busios e esta três a quatro de diversas qualidades de contaria que por aqui não tem procura e são as moedas de troca nos mercados da Mussumba. E' . e sâo elles : Xa Nhanvua Xa Lun- de esperar que venham mais. As comitivas bangalas que estavam comnosco sando. caso estes se apresentem.

todavia a questão é de sorte ou de cursos ou deste homem me apparecerem poder avançar. por uma me informa o Muatiân- um bom que não teem chita forrado a zuarte e por cousas uma por tenho falado. despachei daqui um filho de Malanje ha sete annos residente entre os Quiocos: Quissengue. Chegando Muatiànvua a embaixada de Quissengue fui convidado por resposta que nos traziam. paiz que ainda as nenhum branco logrou vèr e segundo quem vua e os velhos da Lunda com caneca um e prato. se pa- ga bons dentes de marfim. resposta a ouvir a se deu em audiência. que Coram sem- a ambições dos exploradores allemães. a que des- com cuidado demora dos meus portadores. da Lunda. Miocoto e agora lete por onde valor de vam Quipoco. Ex. também teve demora de vinte dias. farda. por panno de visto.-i 7 3Se tivesse mais recursos nâo só conseguiria bém Canhíuca visitaria pre como tam- isto ENE. com um chapéu armado elle tinha 5#000 réis a e col- pretexto do cá ter ese o Mioco- de passar cinco peças de diversas fazendas aproveitando logo ahi. saber onde passa- os portadores e despachar sassem a mas para despachar os meus portadores quecido. Miocoto deu-lhe conhecimento de ter noticia que os portadores ja estavam de volta com que quando os nossos portadores foram. eu devo participar que estando já pela e antes de fazer sciente a V. to em pertencente á farda de Quissengue sua marcha. pois a distancia estamos da Mussumba é para cargas de vinte e cinco á meu missão. ta resposta. que agrade ao Governo de Sua Magestade e ao a re- que a trinta dias o muito. ter gasto dez. para dar fim paiz . ou Partiu este rapaz no que quando o muito devia a alguém a preveni-los que apres- saber-se do que havia. O terreno. a bandeira de Quissengue e já havia saido . hei um eu preparado e bem. este.

Escrevi então a Quissengue a carta que por copia junto e enviei lhe além do chapeo e collete.— 174 — do Luachimo para a sua primeira residência no Itêngo affluen- do Chicapa e por isso mais demora do que se podia espe- te rar. doze jardas de zuarte. dois len- ços de algodão. com o chapeo. bem a e mandasse eu outro aberta e regressou em dia a Quissengue. vinte de dito fino. uma para Quissengue e levava dirigia caixa. dois barris de pólvora (quatro kilos) doze jardas de riscado (xadrez). ires braças de baeta azul. acrescendo ter adoecido o interprete e nâo poder andar. um macete de missangas. Disse-lhe o rapaz que isso nâo podia ser por quanto eu o prenderia e o levaria para Malanje onde o mandaria castigar. uma peça de galão dourado largo para guarnição de pannos. bem Miócoto recebera sabendo que se elle o portador. oito jardas de chita. três ditas encarnada. já seu conhecido. um fio de contas de ouro e competente cruz. duas varas de arame grosso. despertou-lhe a curiosidade saber o e porém que era que levava vendo o chapeo. queria que lho deixasse para elle. Acceitei o seu offerecimento e meu acampamento no como elle estava hospedado disse-me que no dia seguinte regulava um negocio que tinha dia immediato estava prompto a tratar como potentado da a terra e no partir. que estava comigo o meu amigo Xa sobrinho de Quissengue e sabendo daquelle facto se-me que este nâo elle estava prompto O ficaria dis- contente quando o soubesse e que a ir leval-o se eu quizesse e mesmo a de- sempenhar qualquer missão. dois es- . Então Miócoto disse-lhe que voltasse que era elle quem a ter possuia a faca de comigo e lhe dissesse Xanama e muito deseja- va que eu lhe desse aquelle chapeo armado do Muene Puto que lhe servia muito rapaz aproveitou Chegou Cumba aqni. e vies- se buscar outro para Quissengue. doze lenços. dez guizos.

Ex. muzumbo barrete . mesmo e dizem) os caminhos ainda. os seus negó- pelos chefes das povoa- porém que no meu regresso disto. e finalmente occasião era que sendo Xa Madiamba a um ho- mais propicia para que todos tratassem de augmentar e desinvolver as suas lavras e fazer seus negócios em já disse a a V. Xa Cumba encarregado de bem explicar a minha carta. e o Mua- e os seus quilolos desejaram ouvir-me antes de fala- tiânvua rem boa pa*. panno de mabella. dois pentes. como ainda de se cons- próximo á sua residência uma casa para se estabelecer . preço porque a faca me me dissesse elle a quem na podia contribuir para que seu sobrinho a e é Xa Cumba o podia ser entregue e se cessavam as guerras de Quiocos com Lundas pois esses eram os desejos de Muene Puto mem velho. dizer-lhe o modo por que me tem visto tratar Quiócos e LunFoi das conselhos que os . que dizendo-me agora Miócoto qne que está . e um pae de Xa Gumba potentado Muana Mahóca o (interprete) para o quilolo mais velho e cunhado de Quissengue. Eu lhe já tinha escripto fazendo-lhe sciente a com elle. para combinarmos no nando oMuatiânvua para deviamos tratar .-I 7 b_ pelhos. delle pode amanhã apparecer outro Muanangana a faca. para o seu uma braça de baeta encarnada. um maço de taxas amarellas . fosse que constante- em poder . respondera o que Quissengue pela sua parte. doze jardas de zuarte seis lenços. a . me tem ouvido dar mente procuro concertar (como elles dizer o e por isso desejava verdade tinha essa faca e se elle que dissesse resgatada. e dois um macetes de missanga. modo de garantirmos aos commerciantes que entrevista cios nãc eram roubados nos caminhos ções sobre os mais fúteis pretextos lá iria truir e não só que acompa- Mussumba não era possível ter uma como desejava.

delle esperar. já o sabia Quissengue pela minha carta e agora Isto como resposta accrescentava: Que o meu amigo Muatiânvua aproveitou a occasião das chuvas para acampar e deste logar enviar portadores potentados quiocos e chamar seguirem todos para sem e . Alem a Mussumba muito gosto resposta a si quem portador da O Muatiânvua tiânvua devia ser Que tive boa hospitalidade que em era um e o sobrinho seu e pessoa que que fosse agora mais resposta do a deste.. 011 comitivas — mais aviados de negociantes e para descanço das que passassem ou regressassem do Muatiânvua e no caso que ainda 176 quizesse aproveitar o elle em minha companhia man- para as terras de Muene Puto para dar seus filhos com Muananganas que negocio. meu regresso como dizem querei o hei conhecido na fazer os minha viagem. devia lhe merecia confiança esperava tar a sabia ler e escrever a lingua de minha envia- Quissengue que não era aquella que Muene Puto podia dizia decorridos três ponder-me. satisfeitos e Muene Puto pae do Mua- Que não podia retroceder por es- esperando aqui varias respostas e o seu caminho era para o Calanhi e por Mataba. E terminara por dizer nada e sim elle. mezes. seu sobrinho e tanto a este como á eu com usura paguei deu aos meus soldados a a com cumprir suas ordens e por isso minha jornada voltando a em conhecer comitiva ir ter nenhum quimbáre disso eu não era não posso estorvar sua logo que as chuvas acabas- não podia eu deixal-o aqui só para do de Muene Puto que sigo diversos a mais alguns seus quilolos para explicito. res- junto Muene Puto quilolos ficaram muito e seus a por quanto ter sido franco já lhe havia escripto e elle tinha carta disseram que segundo atraz. porém como de um e interpretes.— um ahi. Que convidara o seu parente para o acompanhar na intenção de não deixar questões pendentes para .

era que lhe atraz. a cada 12 um dos quilolos pannos debruados a zuarte. Que nunca que era um elle tivera deira para o Que acompanhar e não para até aqui suas terras e se não tiveram duvida em começaram Muxico se oppozeram nem esperar lhe dizer que voltasse em receber Mussumba e bem os Quio- refugiados no descer os rios e a estabelecerem-se a suas terras nunca Quissengue terras a eram os Muatiânvuas que mandavam nas cos que depois da sua sahida da Mungo. Quissengue. De mim já Xa Cazanga A um bode. o tinha mandasse uma ban- depois de sua participação. para aquelle nada de soldado inglez ornada e resposta quando veiu havia tido a visitar-me. Dizia-se ser isto. Pois acabasse é que mandara um presente com elle recado a Quissengue e outra era a resposta que delle es- perava. devido ás ultimas nama e da faca delle para que um isto recommendações de Xa- não ter sido resgatada até agora.— com traz 77 l — Xanama os Quiocos a pretexto da faca de pois es- tava disposto a resgatar esta. seguia a sua jornada por Mataba onde tencionava castigar os que se dizem implicados na morte de Mucanza seu velho quilolo e amigo. trazendo-me de presente a uma farda encar- galões dourados e canhões arranjados a capricho. Assim tinha a dizer que não lhe era possivel voltar atraz e logo que chegassem os portadores que tinha por fora. levar-ihe guerras ás suas terras. um com grande panno de gola oito jardas de lenços forrado a zuarte e guarnecido a galões dourados. esta comitiva tive eu de dar. com questão alguma parente amigo e por isso o que a nem Ambumba nem Mona que o Muatiànvua passasse pelas suas tão pouco se fez o que hoje vem encontrar os Mua- nanganas exigindo tributos aos seus quilolos e se estes não lhos dão. de chita .

que alguns se teern apanhado. Falando me Xa Cazanga tar peixes e se era da pólvora que eu tinha para ma- verdade como se pondi que matava se o cartucho cahisse vesse. o e quatro jardas de chita e quarenta e oito de que tudo muito agradeceram o presente do bode com uma e mandei corresponder braça de baeta encarnada. dançando na frente da feito elles minha sidência. homem mais vezes que um via muito conversar comigo pois a branco filho repartir. vinte guisos. perguntei-lhes como chamavam áquillo na sua terra e disséram-me o equivalente a algodão. e o seu quinmangáta mostrou-nos então ser ar sua a que eu lhe dera para por um re- per- gymnastico dançando com as mãos no chão e pernas no em differentes posições e ainda balhotas no ar tudo ao dando bons som das marimbas saltos e cam- e seus instrumentos de pancadaria. são levados pela corrente. e depois como tivesse pólvora algodão á mão.-i 7 8e de riscado em xadrez. já com era a primeira vez elle de Muene Puto e dizendo lhe eu que o receberia quando quizesse. ri-me e disse-lhes que iam vêr que não . no entanto que na verem eu mandaria a nossa manhã seguinte para elles canoa ao Quiumbue e se fariam lançar dois tiros. veiu gente vestidos que desejava voltar satisfeito e disse a fazenda de tarde com toda Vinham agradecer. quatro jardas de chita. uma peça de galão doura- uma do. e vinte e quatro jardas de zuarte. os rios teern que matava. e Ficou o bacia de folha. Abri um cartucho e viram a dynamite a que elles se refe- riam. vinte riscado. Res- dizia em logar que o hou- porém como em geral muita corrente poucos se apanham. doze jardas de zuarte. para os outros quatro quilolos encon- trados no caminho lhes dei pannos de seis lenços e de chita. para o resto quatro braças de baeta. oito doze lenços. macetes de missanga.

i79 e — disseram que eu os queria en- ganar. para isso que nos defendemos e lembrarem que esses artigos e se oppozérem á nos deu boas armas e pólvora me minhos de Muene Gongo. Não quero. dizendo-lhe que fabricas de fazenda e de pólvora estavam nas terras de as Muene Puto e eu as não podia transportar. A isto que era que respondeu o pae de Xa Cazanga com elle um com as guerras. pólvora e missangas necessárias.— Apalparam viram bem era. cargas as e tudo era para elles de admirar. que vivesse bem com os visinhos e que protegesse os negociantes que Muene — velho que muito aconselhara Quissengue. Viram depois minhas armas e revolveres. então o sr. lhe a fim. vão ver que um é pólvora e larguei fogo a pe- daço. O pae vem de Xa Cazanga disse-me por disposto Não. As guerras não eram boas para ninguém e era mau para . do Ambriz. a fizesse acabar ras de felicidade: vinham das ter- Puto. á paz todos os povos e que se limpem os caminhos de roubos. e então mais se enthusiasmaram e se espantaram e dis- seram que realmente Muene Puto não só gem como também fazia da sua terra. e de cá lhes quer que nós seus filhos poderem mandarem borracha vir e onde forem marfim e não façamos fogo sobre os povos que en- contrarmos Porém se estes nos forem hostis e não se de Muene Puto é que vem nossa marcha. de Loanda guella mesmo nada e com ordenou que fizesse fechar os ca- deixar sahir nem de e de Ben- Malanje nem de Cassanje. major fazer guerra aos de Mataba? disse Muene Puto quer que eu chame eu. Rimo-nos na via- fazia fazenda pólvora por que aquillo era o algodão um bom bocado. para as suas fazendas.

era natural que algum delles os encontrassem. ia o visse tio pro- com enfeitiçaria . O rapaz elle. mas que depois curar um sitio para se estabelecer pois se seu cousas boas que o sr. «ulandaixi. pois Xa Cazanga disse então que muito estimaria ser desejava regressar comigo á residência de seu para dahi sahir comigo para Loanda. este propósito ainda elle disse que Mona Quissengue seu amo havia de estimar muito que o sr. major na sua Mussumba fosse por lá e de certo aproveitaria o seu para o fazer acompanhar de seus filhos com negocio. ccmda. e pespegou-me com para elles adagio: (quióco) Qui nápe cutanda uilo. para morrer e ficar tio major lhe havia de dar o elle com tudo.i8o todos que — iam. ainda aos roubos a Lunda ser ia perder nesta guerra e que se faziam aos negociantes das terras de Muene Puto. Vieram despedir-se de não fosse com porém ainda se eu me elles. os peixes acabam e o rio e rio fica». pois hoje vinham menos e sentia-se grande já de fazendas e era necessário elles agora procurarem falta abrir caminhos para aquellas terras de tes modo que seus paren- de Cassanje os não podéssem aprisionar e vingarem-se do mal que os Quiocos lhe teem A feito. este. conveniência de se não fazer guerra á Mataba pela gente que que tinha de prisioneira. aqui. prar o «Bom é com- não dar cabo dos peixes.-. ou pelo que se perdia na sua auzencia de casa. era que quasi sempre perdiam ou pelo que lhe roubavam certo. Referia-se o a homem. uito mnxála. Ixi muighuhá. pois se conseguissem escapar lá com vida. e a sua bandeira para acompanhar seu parente para Mussumba. mim da regresso moslrando-se sentidos que eu como eram me demorasse volta desejos de Quissengue. pois de certo Quissengue não deixaria de mandar a a distribuída por elles Quiocos.

em todavia elle aííirmar-me que aquelle. Estes homens apressaram sua retirada porque chegou Qui- bongue potentado também Quioco 22 de ligam muito e com grande comitiva em Quibongue é irmão de Quissengue porém não se tarde. milho e batata doce. A's onze e meia desse mesmo dia convidou-me o Muatiânvua para ir assistir á audiência em que ia ouvir-se Quibongue. mandioca. pedia-me desculpa de não cumprimentar-me porém estava esperando que o Muatiân- vua o ouvisse e no entanto pedia-me o favor de acceitar o carneiro que me trouxera de sua casa. ginguba. e ou tem de se mandar buscar a terras bocas de Quiocos porque extranhas Foi recebido a com a três e a terra sustentar isto pouco dá e muitas sâo as que por cá estão. um era grande feiticeiro. ambicioso e muito invejoso. o apparato do costume o Quibongue e disse que tendo recebido o mufi do Muatiânvua e Muene Puto mesmo vem ou quatro dias de distancia um panno de pelos portadores que foram ao Quissengue tratou de se preparar para os acompanhar no seu regresso e corres- ponder á confiança e amizade de que Muatiânvua lhe dera prova lembrando se delle. vir oito horas. fui. bem e affirma-se que por isto mesmo Quissengue deixou sua residência para voltar ao ltêngo. Xa Cazanga pediu ao Muatiânvua para o despachar naquella mesma tarde e foi em 22 de manhã que se despediu de mim para seguir logo pela margem do Chiumbue e na despedida dei-lhe setenta fios de missanga branca e cem taxas amarellas. mais de mil. uma . Quibongue pela manha. Era realmente um bonito carneiro e que nos fez muita conta para o rancho. pois aqui á venda só se encontram gallinhas.— — 181 Ri-me da ingenuidade com que suppondo que eu duvidava. Escon- dia se tudo delle. insistiu elle disse isto.

opinião delle. tinha a dizer ao Muatiânvua. Vinha saber de Muatiânvua e de Muene Puto se tencionavam fazer a vontade a Quissengue. Quibongue tomara o mufi de Muatiânvua com e acompanhado de sua bandeira. Soubera logo hontem que se dispunham Agora dens: a retroceder e ficou contente. ou que lhe mudado de tomar aqui o seu Estado ficando visinho quizesse que estimava pois elle bem sabia que estava em Muatiânvua mas haviam de viver bem . Dirigiram-se elles pelo caminho mais abaixo do seu sitio e a Muatiânvua e a Muene mudarem de caminho pas- soube que Quissengue mandava pedir Puto para voltarem ao seu sando mais norte pelos a sitio e sitios Então elle elle veiu aqui de seus quilolos. pois nesse caso não queria en- ganar o Muatiânvua entregava-lhe o seu mufi. porque não o acompanhava. ou esperal-o no seu ia mar para avançarem marcasse e nem Muatiânvua nem Muene Puto sitio que lhe desse suas or- até sitio que o mandasse cha- e acompanhal-o ao Calanhi para acampar caso tivesse . Eu vim atravessar disposto a acompanhar o terras de Mataba sem meus companheiros nem com a meu amigo Muatiânvua e importar nem com os me guerra que aquelles nos quei- .— l82 — Decorreu bastante tempo sem que tivesse novas dos portadores. o terras ou então o que do elle mais acreditava se quizesse avançar por terras de Mataba com o seu amigo que Muene Puto que elle ia já em o despachasse três dias por- estabelecer o seu quibengue (acampamento) alem do Luembe junto á sua margem onde estão quilolos seus e fazia terras aos Matabas que o Muatiânvua ver e elle estava teza o Muatiânvua ali ia entrar nas suas para abrir caminho e tivesse a cer- que seu irmão Miócoto immediatamente o seguiria.

— i83 — ram fazer. aqui estarão. Quissengue para acabarem a as luctas continuadas Nós somos bastantes para baler os Matabas. Veja o Muatiânvua que o caminho mais perto para sumba lolos é por aqui e neste de Quissengue e por seu amigo Muene Puto vão caminho dos seus a Mus- caminho não se encontram os qui isso elle lá quer que o Muatiânvua e para depois os fazer seguir pelo quilolos agora caminho já inais longe. porém lhava seu pae ceber presentes firme propósito de Ha tempos pois esta Quibongue apenas re- acompanhar o Muatiânvua? a esta parte os quilolos do Muatiânvua foi veiu de fazendas para retirar depois ou veiu no faca que os Quiocos andam perseguindo com o pretexto da faca de qne se pediu Xanama . O Muatiânvua agradeceu sua visita e por elle respondeu Suana Mulopo que disse O Muatiânvua estava disposto a seguir : viagem logo que cessassem as chuvas pois assim lho aconse- Muene Pulo. Principiava a chover e o Muatiânvua entregou-lhe dois pannos . meu irmão Miócoto e sua gente em também estão nesta disposição e só esperavam que eu sahisse do meu o sabendo. Muene Pulo deciaVou não deixar seu amigo acompanhar á sua Mussumba . que teve de dizer-lhe terminantemente que não podia accei- tar o seu offerecimento. caminho por Mataba encontra o Muatiânvua gente sua e sitio. o Muatiânvua agra- dece suas companhias e não os fará demorar. Neste e nossa por isso pode marchar quando queira. assim pois se pois que o ia Quibongue e Miócoto se apresentarem para esse fim. mas como o Muatiânvua deseja acabar com todas as questões passadas e na sua passagem por aqui tratar de chamar á sua amizade todos os seus parentes quiocos por isso lhes ha não podia esperar de Quissengue e a a mandado o mufi e resposta que nos mandou.

de lenços e disse que reservava sua resposta para outra occasião. todos se iriam reunir até mesmo a bandeira de Quissengue não ali fal- taria. a quatro braças de baeta azul e doze jardas de xadrez. Veiu elle visitar-me e nesta um bom panno occasião dei-lhe de chita forrado de zuarte. Tive de gratificar o mu- zumbo com quem vinham. com respeito á mar- . a a nossa situação cha da Expedição durante os últimos dias. A gente deste Muanangana por sua ordem veiu de tarde dançar no largo da nossa Estação. com três jardas de xadrez e o resto com trinta e quatro jardas de fazenda de lei. Aqui tem pois V. A elle Quibongue mandei hontem de manhã pelo seu presente do carneiro uma arma. Que o Muatiânvua aqui. uma braça de enfiadas de contas Maria 2. Ex. já nada tinha a fazer pois todos os Quiocos que receberam o muíi não faltavam e sabendo que o Muatiânvua e Muene Puto haviam passado o Luembe. . Estiveram vendo as minhas armas e revolveres e muito admi- raram também a pólvora algodão. sobre elles pediram com instancia que vua pois era que passando nós o certo a nossa viagem e fizesse eu levantar o Muatiânrio Luêmbe muitos Calambas de Mataba que hoje tinham receio de Ambinji e Cahunza se apresentariam logo ao Muatiânvua. Por estes dois dias devem chegar outros potentados e eu tenho de tomar uma deliberação e por emquanto vejo não a de fazer regressar os meus collegas e com o resto da Expedição para ao menos poder eu chegar á Mussumba porque poucos são os recursos com que poder ser outra senão avançar hei de ficar. Com elle conversei muito tempo. pólvora e fazendas no valor de 6$000 réis.

a — que anime todos os grandes potentados e seus subalternos a fazer convergir caravanas de seus filhos com carregamentos dos productos já muito conhecidos pela sua grande procura para as terras de Muene Puto. uma paz segura e duradoura entre os povos visinhos em dissençoes. mo a — Estação Conde de Ex.) Carvalho. na quasi totalidade credito e cujos prejuízos recahem sobre as referidas casas. luctas e guerras continuadas ha concorrer pelos meios ao annos a caminhos esta parte. as fazendas. Ex. a ção em que pressa a tempo pelo dor ha de seguir ás seis) não sua redacção. 1886.— Ill. Ex. mo Sr. Ministro de Es- tado dos Negócios de Marinha e Ultramar. livres — que fique garantido ao commercio os de peias e da pilhagem e expoliaçôes levanta- das e praticadas pelos chefes das povoações e seus filhos sob o mais insignificante pretexto e que muito vexam e teem prejudicado os negociadores que trazem á exploração para estas terras. Mandando-me Muene Pulo que eu manifeste nesta viagem ao Muatiânvua quer todos os príncipes e grandes potentados a que encontre no meu caminho os seus desejos e taes são: meu alcance para que se estabeleça duma vez para sempre. major da do Exercito. podendo ahi com liberdade dirigir-se para suas transacções ás casas a máxima commer- . Carta a Qussengue Amigo. armas. Expedição — Henrique communica- manhã Augusto Dias de — O Chefe (as. Enviado de Muene Puto á Mussumba do Muatiânvua e passando pelas vossas terras vos envio esta com o presente que acompanha muito saudar.— i85 — Desculpe V. — Deus Ficalho 24 de abril de com que escrevi esta (são quatro horas da me Guarde a e o porta- forma da é possível altender á V. pólvora e outros artigos das casas commerciaes das terras de Muene Puto.

cessam as guerras de Quiocos com os Lundas. quando seja certo como se que logo que essa faca seja entregue por vós á diz. e en- protecção de todos os potentados e seus subalternos e ainda boa justiça. promptificando-me eu bom caminho no meu por que se tornem frequentes potentados um modus ciadores que sitio — i86 o transito. nem Muene Puto para qualquer a estes tão pouco. aproveito do favor do meu tado da vossa nova residência no Itengo e seja do amigo vosso sobrinho Muanangana Xa Cumba. de não ser por elles transgredido o que for convencionado. pois ahi empenho-me no meu regresso que entremos em combinações no modo Puto. regresso terras de que. nem contrem sempre — que a a dirigil-os estreitarem com estabeleça relações os grandes vivendi. que ou mais aviados das diversas casas commerciaes estabelecidas nas terras de Muene Puto. de . Lunda. meu amo. e ainda de levar uma vossa residência se levantar possa ser occupada por a effeito os desejos de Muene precizar as condições. que para se dirige.) vossa resposta. é de esperar. em como caso. se lhes roube o a necessária seja embaraçado commercio. 6 d'abril de 188G. — Ao Príncipe major Henrique Augusto Dias de Carvalho. para junto de um feitoria de Muene Pulo. Chefe da Expedição Portugueza á Lunda. (as. entre os seus povos e os nego- venham das modo da Lunda. Desejando-vos muita saúde — Margem fico aguardando a do Quiumbue.— ciaes que mais lhes convenha. Sendo vós chefe d'nm grande numero de potentados que povoam estas terras entre o Chicapa e Cassai e achando- me eu acampado na margem do Quiumbue e portanto affas- meu inte- resse conhecer da vossa resposta. Mais vos devo dizer que anctoriso vosso sobrinho Xa a entrar lecido em ajuste comvosco sobre o resgate pela Cumba faca do fal- Muatiânvua Xànama. Amigo. Quissengue no Itengo. .

fez o 1. O que tínhamos combinado no Caungula fazer-se no Calanhi. estou resolvido a fazel-o já. Desejamos mandar uma embaixada Puto quede as suas ordens para que na volta desta a panhar de um Quinguri não valia chefe e soldados que fiquem já na como Muene Puto tem concedido estabelecidos (o jaga do Cassanje) que i. S. pedir a filhos de Muene Pulo e por estarmos mais mesmo carecemos de tem-nos aconselhado o com que me mais protecção. Nós todos somos longe.-i8 7 A Numa Ex. mais Os Quiocos razão para pedido e da corte do Muatiànvua. pois se não o fizermos os inguerèzes (estrangeiros) por baixo (norte) ou por outro lado tomarão conta das terras do Canhinca pendente por causa do seu marfim que é a riqueza meu dedo meu Estado. meu amigo e meu pae estão tratando) que era preciso abrir caminho seguro da Mussumba ao Canhíuca paia os nego- ciantes portuguezes lá irem á permuta de marfim. segundo dos quilolos que agora a opinião me cercam. Muene Puto que conhece das deve consentir que elles se elles não atrevam satisfazer ao meu intenções dos inguerèzes. uma e Lundas são meus Muene Puto seu profilhos como são filhos . Estas terras são do Muatiànvua e de tector.° mais que sua irmã Luéji que ficou nestas terras Alem disto Noeji (titulo um a a Mussumba Cassanje.° Muatiànvua e que também são de Muene Puto. Ministro das ultimas audiências disse-me o Muatiànvua : tenho pensado muito no que temos conversado nestes dias sobre o futuro do Estado do Muatiànvua e sobre a minha vida. por isso Muene faça acom Loanda. não voltem cá pelas suas terras e para que a vir por outro lado. a - o Sr. Muene Puto protegeu.

a com quilolos vuas e os inguerêzes não se atreverão a ir a os Muatiân- nem tão Samba também Canhíuca Calundo Muculo e parentes e quilolos do Muatiâuvua do lado do sol (leste) que tem muito marfim. questão esta de que só trataríamos depois da sua posse no Calanhi. soldados negociantes. que vinha proporcio- nar-nos com antecedência o acto de vassallagem dos principaes do Estado do Muatiânvua e do novo Muatiânvua.de Muene Puto i88~ e todos sollicitamos que Muene Puto nos não abandone como abandonou o Muquengue do Lubuco aos in- guerêzes. bem o sei. Precisávamos responder e confessamos que na occasião es- távamos muito longe de pensar que entre o Muatiânvua do seu cortejo se discutia tal e os assumpto. acabam as intrigas dos pé de mim. . mas todos presente para poderem falar ao Guvulo (gover- Loanda. querem que eu ar- chefe. signa! que a nossa boca tem cousas para dizer do nosso coração e demais mandando-nos sempre cousas boas que nós nunca vimos. Era este o meu dever. por- que devo fazer com boas armas. Muene Puto que tem Pense sido elle o bemfeilor de todos os Muatiânvuas e o verdadeiro senhor destas terras e sabendo que nós ainda estamos no matto não leve a mal que façamos o nosso pedido sem lhe mandarmos o presente do costume. Com ura chefe de Muene Puto ao bem todos. que aconselhe pouco a Caiembe Muculo. Ha dois dias que tenho querido que consultando todos os partir a officios e um bom nador) em meu pae quilolos são da opinião embaixada pedindo mestre de ranje falar a um Noeji. bem me pode ensinar e pela sua parte diga a como se ha de fazer isto. que posso eu arranjar em viagem para lhe mandar? Lembrei me que o meu amigo que tão bons conselhos me tem dado.

a que tentassem por seu motu próprio mais de reco- de Portugal. e uma vez solli- cital-a. onde chegou em setembro de 1846 e residiu mais de um anno. pela nossa parte faríamos lambem o pedido a Muene Puto paia lhes conceder a protecção que desejam. Golungo-Alto mostra-nos quanto este infatigável patriota se exforçou no cum- primento das suas instrucções que eram mais politicas que scientificas e é de crer pelo que temos observado entre os Lundas que muito influenciou nos seus ânimos para não nhecerem outra Soberania senão a que pedem. para se levar a effeito o que pretendiam e se todos approvas- sem. J. apresentaríamos a elle e aos seus quilolos o meio que julgássemos mais conveniente. ponto em que se demorou para de novo organisar a sua expedição para a Mussumba do Muatiânvua em Cabebe.— Respondemos que no i»9- dia seguinte.mtecessores depois da retirada de Joaquim Rodrigues Graça em 1845 e os Lundas da corte teem procurado col!ocar-se sob o protectorado de e fora delia Portugal única Soberania que reconhecem. O relatório da viagem de Rodrigues Graça. sob Puto Anna Joaquina — fazer chegar a a protecção a senhora de Muene Loanda uma embaixada especial pedindo ao governador dos brancos se interessasse para que Muene . O que a o novo Muatiânvua tenta não é novo e só nos revela expontaneidade com que seus . quiz este por intervenção de dos Santos Silva) sócia que tiânvua e os Dembo foi de e Alala (D. que partindo de em 1843 (24 de abrii) numa exploração commercial mas ao mesmo tempo politica com instrucções do governador de Angola José Xavier Bressane Leite. R. Graça e : que o Mua- Lundas da Mussumba suppanham ser que governava os mattos de Angola. e chegou ao Bihé em 6 de junho do mesmo. Nos últimos annos do governo do Muatiânvua Noeji 1854. firmadas em 18 de março desse anno.

pois. com cento e vinte dentes de marfim. pedir-lhe sua in- tervenção para que Muene Puto exercesse sua poderosa a Soberania sobre todas as terras do Estado do Muatiânvua. Manuel Ga- xavala da Silva Costa. O protectorado. Xa Ruanda. Muzooli e outros. um anão e uma onça para se apresentarem ao governador em Loanda ainda com o mesmo fim e desta já eu de Malange falei a V. R. data do nosso tempo depois da dência de J. o fim de Caxavala (este é o que tem andado ultimamente com o tenente allemâo H. uma antiga allusão: pois ainda hoje empregam Muatiânvua ni Muene Puto. Ex. depois Muatiânvua. Por intrigas na margem do Cassai encontrou a expedição grandes difficuldades da parte do governador do Tenga. Em 1869 o Muatiânvua Muteba de accordo com o negociante sertanejo estabelecido no Chimane ao lado de Calanhi. Max Buchner em 1882 enviou uma embaixada. Muene Puto . porque estes povos inslam não é cousa nova como disse. Xa- nama. fizeram sahir por elles uma grande expedição organisada e capitaneada por Caxavala.— 190 — Puto fizesse comprehender dos seus Estados toda lhes mandasse mestres para seus filhos a aprenderem Lunda e a fazer fazendas e missangas. uma com onça. Também Xanama. Toca demorados no Cuango Muvundo. foi o suíficiente para o deixa- só a elle em direcção a Quimbundo. com marfim. Lourenço Bezerra Correia Pinto. Graça na uma resi- Mussumba desde 184G. já depois da retirada do dr. e considerado Caxavala^ a questão de ser feiticeiro. a rem passar — pois os embaixadores constava estarem e ainda estão. Estes povos mostram que já seus antepassados se conside- ravam súbditos de Muene Puto. vulgo Joanes sobrinho de Lourenço Bezerra. Wissmann) apresentar ao governador em Loanda um sobrinho do Muatiânvua seu representante. para poder seguir. Rudungo.

e mesma uma feira são da çaram de Muene Puto soldados e um elle quem barriga (mãe) que nós.. é e seu manda a mos missangas para as nossas mulheres. ouve-se indistinctamente a homens. — I9 — 1 ni — (São eguaes e todas Muatiânvua manganda maosso maene mesma mãe. ouvir dizer todos os dias e não ou a outro quilolo isolado. mulheres e creanças. bem com estão os visinhos e te- os caminhos limpos. se um documento frisante de são estimados por estes povos e da exercemos. mestres. fez-se branco nunca se esqueceu do Muatiânvua povo. mas que não mande retirar esse Chefe ro enviar outro tomar conta do seu logar. ponto de não existirem a ainda hoje outras extranhas apezar das viagens successivas dos allemães por estas terras nos últimos dez annos. Porque não acolher Na verdade. em que Chefe para tomar conta das terras e aconselhar aquelle povo a viver É — mas fazenda para vestirmos. armas e pólvora para caçar- Os Bangalas que rem elles. bem me o pedido que deste logar que presente dalgum merecimento para Loanda ? faziam? podem Mas devia deixar de aproveitar o ensejo que dapresentar ao quanto mundo os Portuguezes influencia que nelles civilisado elles mandar me offerecia Nada. resolvi-me dizer ao Muatiânvua que não tinha duvida em escrever o seu pedido . alcan- de commerciantes. isto o que nós queremos ha muito tempo Muene Puto nos sem primei- conceda. dizem as terras sâo delles) sâo filhos da mas Mu ene Puto por ser mais esperto ficou do outro lado do Calunga e como tem tudo em seu poder. que destruam o que estes povos tentam ha quarenta suas estas terras e para cá mande Levado de consideração em um : que Portugal considere delegado do seu governo ? consideração. quer Muatiânvua e querem os seus Isto estamos costumados só ao Muatiânvua e a um a filhos. O que Muene Puto quer.

o que delle sollicitamos. do Muatiânvua. No dia 7 do corrente veiu o Muatiânvua a esta Estação Conde de Ficalho com o potentado da dizer-me: «Meu lhe os terra e grande séquito bom amigo e pae Noeji. e de que usará meu sobrinho quando falar ao governador de Angola: a pelle em que me sento. Bastava apenas que o Muatiânvua. Muene Pulo sabendo que elle estava em viagem não extranhava os não podesse agora enviar. o que no meu e esclarecimentos bem bem precizos. O que me representa é Muteba Muatiânvua Muteba e a quem filho do meu fallecido tio acompanham-no o velho Cacuata Capenda que vezes passou o Cuango. . conheça os costumes do Estado e saiba falar não só para dar as informações como ainda saber pedir rem. viemos apresentarcompõem a embaixada que queremos indivíduos que siga já para Loanda e pedir-lhe para escrever Muene a Puto. leval-os bem como eduquem nas os filhos que o Muatiânvua deseje se Muene Puto. sendo mais natural quando a Expedição retirar. mas que deve estar de ac- cordo com o que o seu representante disser. Com respeito a presentes. um o pertencerá por sua vez o Estado já por três representante do estado do Muitia grande conselheiro e outro de Muene Panda que é Cárula (as- cendente. O meu signal confio-o á guarda de Capenda. terras de em mão de um um signa! dos seus sobrinhos de confiança que o represente.— a I Muene Puto mas quando ~ 92 fosse feilo elle Chibango potentado da terra em presença do de todos os quilolos e repre- e sentantes de quilolos. Combinado que o auto da petição seria escripto na própria . que o cercam. miluina muquiqui e sala e o meu mucuali (faca). mandasse agora seu. o que o Muatiânvua e o seu povo que- officio direi. os distinctivos de que uso na cabeça.

que levou R. Para estes auto e pedido. também pedia que mandasse fazer para o Estado os distinctivos do Muatiânvua servindo de modelos aquelles com que se ha de apresentar o sobrinho. para Quissen- gue no ltengo e para as margens do Cassai etc. para o Caungula do Lôvua. chamo do a attenção sr. No auto além da petição para que tade mande o governo de Sua Mages- tornar effectiva a nossa occupação nas terras da Lunda. Graça que se possa fechar. em grande parle destes povos e commerciaes da Província mesmo animar a os já. que espero proximamente abrir caminhos seguros para os mercados de marfim que têem sido vedados extranhos á Mussumba a e aos próprios Quiocos. e è de esperar que os que venham para a Mussumba sejam felizes agora. muitas ban- ferro deiras nacionaes para distribuir pelos seus quilolos e pavilhões como o que levamos só para elle. para o Moansansa margem do Chiumbue. Lembrou-se-me na occasião para tomar nota pedido que desejava Muene Puto attendesse. o que Um fiz. marcou-se o dia 12 para esse fim e o auto vai junto a este.- - igâ iMussumba do Mnatiânvua quando reunidos todos os quilolos em audiência. aos estabelecimentos enviarem seus agentes para a Mus- sumba. mas de ouro bois. grande retrato de Muene Puto e de sua Muari (de SS. Magestades El-Rei e Rainha) um grande Zambi lampeões grandes para illuminar uma grande umbella para a dum Noéji. perus e gallinhas de boa casta. pois é de crer que Sua Excellencia possa satisfazer desejos quando não completamente. para Mona Muxico (Quiniama). e prata e por ultimo pediu dois cães grandes e bons. querendo acquiescer aos desejos dos signatários lançar outros pedidos geraes que hendem bem como mostram que elles fiz compre- se deve entender esta occupação. commerciantes . Governa- dor Geral de Angola. uma cama de a (crucifixo) seis rua principal da o Estado como a Mussumba.

Estava elle muito contra os Quiocos e era seu uma guerra com parentes e amigos.— Vai partir pois 194 — embaixada do Muatiânvua para Loanda. principiando por fazer cessar as desintelligencias em que se encontravam com os da Lunda e nesse intento eu empregaria todos os meios ao meu alcance para o auxiliar. cia o Na nossa viagem do Cassassa para o Caungula que se fez li- vre das etiquetas destes povos tinha conversado muitas vezes sobre a questão do nosso protectorado com o Muatiânvua e ainda sobre outras que lhe eram inherentes e achei-o sempre bem disposto a dar-lhe a solução desejada. Carlos Fernando se tassem os recursos que eu me não fal- então ainda não conhe- sollicitei e Muatiânvua que acompanho. que acabarão as intrigas entre fé delles mercio principiarão a si e pelo desenvolver-se suas terras. tem maior parte dos que existem abandona- dos como teem sido aos recursos de que podem versas povoações disseminadas por entre as de dispor nas di- um maior nu- . Da margem do Cuengo em i\ de Agosto de 1885 eu a V. a com- escrevi que projectava crear na Mussurnba uma Colónia portugueza sob o titulo de D. a qual faço acompanhar do cabo da força que veiu dição e a este entrego toda a correspondência com a e oxalá a Expe- que o pedido do Muatiânvua e dos que o cercam seja attendido. A Lunda falta de homens e a está em mui enfraquecida. indispensável taes pensamentos. para fito o apoio dos Cassanjes entre os quaes conta bem estar da Lunda e que lhe cumpria agora a saber aproveital-a bem. Ex. pois tanto os Luridas como os Quiocos ha muito desejam que Muene um Puto tenha nestas terras permanente por ser seu representante. Hoje seria muito difíicil desalojar os Quiocos dos logares que estão estabelecidos. Pouco elle a vida e fazer lhes a pouco consegui desvanecer-lhe mostrando ser aquella gente.

dêem tempo segundo os meus conselhos o receio que presentemente os cos. falasse poder dispor para enviar tal mesmo fi- quilolo. todos em embaixada porque receia deixan- do o eu. Os Baogalas sem pensarem no mal que fazem. Buchner e Pogge porque o tenente Oito Shul não passou do Ghicapa. além de empobrecidos receiam nos e deixa- ram-se dominar por aquelles. teem apoiado estas ideias aos Lundas em que conselhos promettem e elles só teem maus São auxilial-os. acertado aproveitar o ensejo pondo de parte e daqui para gosar da felicidade de seus filhos.— r 9^> — meio de Quiócos. antes que qualquer outra nação se lembre disso. a Muene Puto Mussumba. etc . elles) felizmente para nós não sahiram das Mussumbas Cabébe . o Muatiânvua cousa e não obstante a Muene Pulo senão depois de chegar faz despachar nada elle a sua me a poupar-lhe a vida Com ao Calanhi que mande e de modo Lundas têem dos Quióa chefe e soldados para a pedir sentes de marfim e borracha. que já aqui. queria fazer mais geral que envolvesse esse e outro qualquer Tratado que se com mais algum zesse Mal esperava eu. Os exploradores allemães que me antecederam (inglezes lhes chamam lanhi. a lucrar á custa dos prejuízos / do Estado do Muatiânvua. para de facto augmentar mais o nosso dominio colo- nial. falo nem conseguiram um ir ao Ga- de Cauenda e outro de dos drs. têem apoiado o Muatiânvua um . que os da Gôrte o intriguem e não lhe a reorganisar o Estado. a e eu julguei questão de pre- que mais tarde não falíarão muitos. . O Muatiânvua argumentos a pouco e pouco conheceu da razão dos meus ao Tratado que com me auxiliou nas pabom grado se prestou celebrámos dizendo me elle que que no Caungula e é certo zes deste e os seus com Mucanjanga aquelle e já de um depois de tomar posse do seu Estado.

No Caungula (Lôvua). Os potentados dos Quiócos que me teem visitado trazem as todos com dispedem bandeiras de a satisfação do pedido para mais suas bandeiras de lenços e na maioria baeta encarnada tinctivos Muene . e aqui no Cbibango cias fluctua a a pedido delles. que as ordens do Muatiânvua era fazel-o dirigir para Malanje donde viera. xMuene Luhanda e Moansansa. desejava dar-lhes nacionaes ou com por potentados. e potenta- mandaram dizer que se preparavam para defenderem das guerras dos Quiócos. nas suas residên- nossa bandeira. mas para isso lem- realisar primeiro o nosso intento. todos os dias se vê tremular a bandeira portugueza e todos seus quilólos arvoram junto ás suas residências. pois até Quimbundo ciam uma e tal Muene Luhanda que dos visinhos.— Bem i9 6 ~ desejavam os primeiros fazer pela Mussumba travessia e mesmo Buchner a sua mas taes Muata Cum- tentou-a por três vezes. mas d'esta vez não esperavam vencel-os. (marginando o Chiumbue dum e do outro lado) e no Caungula de Matába (no Luembe) grandes potentados da Lunda. porém vendo Tenho addiado Pulo. foram as recommendações do Muatiânvua que o bâna não o deixou passar para o Congo nem para o Ambriz. dizendo visto . tarde e isto por politica as cores distinguindo as brou-me aquellas. Bungulo (Luáchimo). Valeu lhes terem noticia os Quiócos que Muene Puto estava com o Muatiânvua pois desistiram da guerra. nos se ainda ha pouco tempo exer- ou qual supremacia sobre Quissengue. dizendo lhe. bandeiras azues e brancas combinadas as cores com escudos de modo que se distinguem os diversos estados pequenos em que se di- vide o do Muatiânvua. . Não podendo os Lundas presentemente luctar com vanta- gens contra os Quiócos o que uns e outros sabem. No acampamento do Muatiânvua.

eleito. Julgo de toda a conveniência aproximar Quissengue do Muatiânvua para das terras occupadas por se definir os limites Quiócos e estabelecer. nunca a força é inteiras. mo a um e outro importante. Henrique Augusto Dias de Carvalho. apenas contando a com modo que os seus recursos estes. mo Sr. por- viver dos Quiócos e se os Lundas pretendem reagir são exterminados. Major do Exercito. Além podem hoje isto se encontra. espero ter ensejo de lhe propor e ao Mualiânvua para se tratar devida- mente desta questão para Deus Guarde Junho de a V.se um modus com vivendi destes os ví- sinhos lundas e evitar-se novos conflictos. Conselheiro Ministro e Se- cretario d'Estado dos Negócios de Marinha e Ultramar— (a) O chefe da Expedição. e traz affluente do comsigo a faca. 1886— III. Ex. nem elles já lhos manda cobrar. e oitenta e seis lanvo vulgo Xa Madiam- situado dois kilometros a leste da povoação do Chibango . proveito de tribu- porque os potentados quiócos não só os não dão por- que não querem. pagam estes e ao Muatiânvua. são os mais insignificantes potentados quiócos que obri- gam o? Lundas a dal-os para seu proveito de na maior parte.— Muene Puto nos trazer i - 97 um bom Muatiânvua que não teem ne- cessidade de tomar conta das terras dos Lundas. Estação Conde de Ficalho— 19 de e Ex. Como que — desapparecem povoações e nem disso o Estado do Muatiânvua tos colhe bem. acampar com sua gente no onde nos devemos encontrar dizer ha dias que resolvera Luifi. Como vir me mandou Quissengue. AUTO Aos doze dias do mez de junho do anno do Nascimento de Nosso Senhor Jesus Christo de mil oitocentos no Acampamento do Muatiânvua ba. Luèmbe. mas ainda mais.

Xavier. dos Muatas Cumbana. capitão. o baquisla João da Silva com honras de n.. de Xa Cambuji. Muatiânvua .° com honras de alferes. Cassai de gula. mas era preciso antes que todos ouvissem o que se escreveu na mucanda (auto) e firmassem com o sen signal para se provar a Muene Puto que eram desejos de todos o que se pedia na rnucanda. Henrique Augusto Dias de Car- bancos de pequena altura seguiam-se os interpretes eu António de Bezerra e Augusto Jayme. e os carregadores António Augonga. o cabo da 18 do Batalhão de Caçadores e soldado do mesmo 3 de força militar praça Ambaca Jorge batalhão n.° 54 Adriano Annanias.° e Adolpho Ferreira. major valho e em do uso. Manuel pequeno. José.igSmargem esquerda do na geraes cias Chiumbue. Am- Mona Congolo. Muitia. Negrão. Caun- Mataba. etc. Gamboa. no logar das audiên- rio estando reunidos os Mualas de lucano: Bungulo Auzâvo. Chibango Cacuruba senhor da sobrmlio e terra. Casimiro. mais pessoas presentes por parte da Expedição: os empregados José Fausti- no Samuel n. Mostraram todos sua adhesão ao que dissera o Muatiân- a vua batendo palmadas Estava sentado á e proferindo as palavras esquerda do Muatiânvua o Chefe da Expe- dição portugueza o Sr. Muzooli Mucanza herdeiro do assassinado Mucanza governador de Tambu de Gabongo chefe das Turubas entre os rios e Luêmbe e lambem os representantes de Muene Dinhinga. o sentado na eleito cadeira de espaldar dourada debaixo do docel e devidamente fardado annunciou que cha- mara os quilolos áquelia reunião para se despachar a embai- xada que ia das na seguir para Loanda segundo as deliberações toma- ultima audiência por elles quilolos. O Chefe da Expedição disse : que tendo sido procurado pelo Muatiânvua e os principaes quilolos para fazer constar a sua . Sarrote Ferreira. Chiumbue. de Muene Panda e outros e muito povo.

— magestade fidelíssima l 99 "que desejo o Governo do mesmo Augusto Senhor teem todos que o faça encorporar nos do- mínios da sua coroa as terras do Estado do Muatiànvua. deliberou-se que fosse representado Muatiànvua por seu sobrinho Muteba porém por o de força maior o Cacuata Capenda é substituído pelo causa Cacuata Norji. e mantenha territórios como propriedade do a integri- antigo Estado do Muatiànvua. e como particular de Muteba confiança que dé gula irá o Caxalapoli de do Muatiànvua Tanda lanvo e determina-se um representante seu e peça um para apresentar a a Can- Muala Cambaua delle os quaes se encorporarão aos que daqui partem. Todas as pendências entre Lundas do Muatiànvua são resol- . para das terras fora a venda ou troca de gente por artigos de commercio e nas terras não se pode transacção fazer sem ser ouvida a que tem preferencia porque lhes dá mo auctoridade a carta de tal portugueza alforria. Depois de algumas explicações e demoradas considerações do Muitia e do Muata Bungulo. e co- seus tutellados os educa no trabalho. O Muatiànvua e todos os grandes do listado da presentados pelos que firmam este auto reconhecem de Portugal nia e pedem Lunda a re- Sobera- ao seu Governo que torne effectiva occupação da Lunda como terras portuguezes conservando a os indígenas o que tem sido de seu uso e não importe entre embaraços dade dos a administração portugueza. escre- em que veu no sentido eu ordenou que lhe fora feito o pedido e António Bezerra de Lisboa lhes fizesse com- interprete prehender na sua lingua o que estava escripto. E' abolida a pena de morte logo que gueza junta do Muantiànvua resgate faça seguir estes Fica probibida a a auctoridade portu- vida dos sentenciados e debaixo de prisão para as terras de Angola.

padres. aos Portuguezes ou indivíduos que viajam por auctoridades portuguezas. médicos. auctoridades portuguezes. industriaes e negociantes.de fidelíssima.— 200 — vidas suas pelas auctoridades e as desses com Quiocos ou quaesquer povos de outras tribus ou com europeus serão re- solvidas pela auctoridade portugueza ouvindo as allegações dos Chefes dos indivíduos em demanda. as mes- os meios de os fazer educar não faltam recursos para esse fim. . e obrigam desde a pendências em terras da já e os quiiolos Lunda sem a resolver região fique distincção de que formam o seu séquito se sujeitarem-se á arbitragem do mesmo com Mona Quissengue dos Quiocos entre os rios de Chicapa e nesta nomeações bem firmada a Chefe nas chefe principal Luembe de modo que paz entre as tribus sob o domínio do Muatiânvua e as sob o domínio daquelle. compromette-se a validar todos os Tratados e feitas pelo Chefe da Expedição portugueza o Sr. a com facilitar guias firmadas passagem ou permanência nas povoações protegendo os estabelecimentos que venham a crear. major Hen- rique Dias de Carvalho tribus . mestres de officios. O Muatiânvua depois de tomar posse da governação do Es- tado. Pedem o Muatiânvua e os representantes da corte ao Go- verno de sua magesta. Comprometteu-se o Muatiânvua ras e todos os senhores de ter- auxiliar as auctoridades portuguezas na segurança dos a caminhos para os indivíduos extranhos ás povoações. Em quanto as auctoridades portuguezas não possam dispor de recursos indispensáveis para serem devidamente educados os menores com direito á successão ao em Muatiânvua e nos estados que mas auctoridades proporcionam nas terras portuguezas em que poder no Estado do elle se subdivide. lavradores. força de soldados brancos para distribuir pelos principaes pai- zes do Kstado.

Deus feito lambi umatalei. Depois recebendo de um prato que lhe apresentou Muene Casse. com pó vermelho dum pitadas dum lado. passou-se fica nomeação do embaixador que consistiram no ás cerimonias da seguinte acrescentar ao que a indivíduos : Chamado Muteba veiu agachado collocar-se á frente do es- trado sobre que estava collocada a cadeira e ahi ficou agacha- O Muatiânvua estendendo do. falando sempre : — que espe- rava não encontrasse. Muatiânvua. peito. depois e palma da mão direita delle etc o que o passando os dedos do Muatiânvua dava os dedos e repetindo isto três vezes termi- nou por bater três palmadas com as suas mãos.— 201 Encarrega o seu embaixador além desta petição. (Pelo Muatiânvua. na iá ni eza } echu aosso imanei. ainda a de pedir ao Sr. difficuldades no caminho. lembrando-se que vai preparar melhor futuro para este. estás todos te esperamos. E como todos os potentados e mais nada mais tinham presentes exposto. mestre de ceremonias. umas disse delle nunciar que o nome seu tante resumem: em an- vae representar na longa jornada e tomará o honras e nessa qualidade falará do grande Muene Puto o nelle e o braço direito sobre a cabeça palavras do rito que se em Loanda com o represen- e por ter confiança escolhera e tudo que lhe disser é dito pelo próprio Muatiânvua e tome muita conta no que ouvir para de tudo dar conhecimento ao Estado. nós te vigie). . que os maus Em agraciado da um espíritos andassem sempre longe seguida cuspiu lhe na palma da mão sorveu dum direita pela estalido com trago mão esquerda. vae e volta. hombros. o que repetiram todos os circumstantes gritando Chiftoeji. e branco do outro um um envolucro ora tomando . grande dos grandes. marchasse muito bem. costa e braços pela parte interior. ora do outro fez-lhe cruzes na testa. Governador o que vae exposto na nota junta.

a linha. Mucanza. Tembue. Muzooli f f f Tambua Chibango. Distinctivos para a cabeça do Muatiànvua feitos de metaes preciosos. f -j- Muitia. -f •{• Xavier. Uma Uma Duas faca da forma do seu mucuaii. . espingarda revolver de muitos pistolas revolvers. o a f Muene Bungulo Quiluata Anzavo. •$• •{* •{• de Cambongo. Congolo capitão de 3. gem esquerda do Henrique Augusto Dias de Carvalho. Uma umbella grande. fazendo uma este auto cruz ao lado dos seus nomes. 12 de junho de 1886. determinou o Chefe da Expedição que se encerrasse que vae ser assignado pelos principaes. Muene Panda. f za lanvo. Chefe da Expedição Portngueza ao Muatiànvua. tiros. Dois pavilhões para Vestuário para elle. — (ass. Uma cama de ferro portátil. Vinte e quatro bandeiras nacionaes. major do Exercito. empregado José linha João da Silva e eu 1.° interprete secretario António Bezerra de Lisboa. a Mussumba. os que não sabem escrever e a todos eu secretario que este escrevi os reconheço pelas cathegorias — Acampamento do Muatiànvua na marChiumbue. Nota de pedidos que o Muatiànvua desejou que se escrevesse neste logar em seguida ao encerramento do auto: Betrato de Sua Magestade El-Bei. T X Mona Muatiànvua Chibuin- Lubembe. Augusto Jayme. o 2.) que representam. o alferes da 3. Faustino Samuel. Casimiro» Adolpho Ferreira. Muleba. Suana Mulopo do Muatiànvua. Betrato de Sua Magestade a Bainha.° interprete Agostinho Alexandre Bezerra.— 202 — E como nada mais houvesse a tratar com respeito ao as- sumpto.

— 2CU — Bois.° res- 916 da a : datado de 20 de junho próximo passado. etc. fazendas e homens que saibam ensinar etc fabricar tangas. gallinhas de casta. etc. sementes. etc. Ex. 10 de outubro. ficou em peito á embaixada. dizia-me S. V. O governador dência que passado. correspon- com cuidado com de sua secretaria. informando-me ter partido uma embaixada enviada pelo Muata Ianvo e seus quilolos. . Neste sentido. deven- do ir acompanhada de mestres de fazendas e objectos que indica numa officios. lençoes. afim de pedir Governo para que o seu Estado a este seja collocado sob o protecto- rado de Portugal. e officio officio de V. «Tenho presente o a n. sendo informada na povoação do Au- gunza Muquínji que havia quatrodias que o cabo e seus companheiros tinham rio Cuango ali passar só o e regressou á nossa Estação. . negociantes com relação para uso offlcial e particular da corte daquelle potentado. sapateiros. —A militar embaixada passou o Cuílu. porque os da embaixada entenderam demorar-se nas povoações do Caungula. perus e dois cães grandes. porém rio como o seus companheiros se tivessem adeantado na e marcha. cabo B. com Negociantes lavrar e com seus utensílios. requisita uma e seus respectivos officiaes para serem distribuídas pelas divisões desse território. etc. temeu affoutar se a foi geral de Angola que recebera confiada ao cabo. li. boas enchadas. a (a) a António Be- zerra de Lisboa. mestres de alfayates. força de cem e praças de accordo com bem armadas elle. série de 1881. Pretendem mais: Chefes e soldados brancos do Calunga. etc.

Ex. Ministro não ignora: das minhas diligencias para res- Xanama do poder de Quissengue e fazer ces- assim o pretexto das correrias dos Quiocos aos Lundas. da correspondência por escripto entre nós trocada. a o Sr. e da promptidão com que elle faz entrega dessa faca a Muene Puto. Deus guarde a V. a mesmo que aconteceu o que V. Ex.— 204 ~" Pelo relatório dirigido por V. Governador Geral. valho. Chefe da Expedição ao Muata Ianvo. e refere no seu rela- porque. se- nhor destas terras e protector destes povos. 15 de major Henrique Augusto Dias de Car- Sr. Conhece Xa Madiamba (o Muatiânvua) que a nossa Expedi- . mos- trando ao mesmo tempo nos pôde garantir a as vantagens dum protectorado que união desta província com de Moçam- a bique. a faca da a S. regressaram como já les cou dito) em ás elfi- muito distante daquelle ponto e onde dif- sitio ficilmente poderão ser resgatados. Ex. — Palácio do Governo em Loanda. — (ass) Guilherme Augusto Brito Capello. na mesma dala a S. segundo informa o chefe de Gassanje foram presos pelos Quiocos (não foram. dava-lhe conhecimento deste pedido. Infelizmente a estes' enviados duas anteriores embaixadas tório . outubro de 1886. e . a o Ministro da Marinha.» A Também gatar sar V.

e o guia pela Galanhi e quem é este mão para chegar bem ao o tem ensinado a responder-nos.» Muana Muene (velho potentado quioco) despedíndo-se do em presença de todos os seus quilolos disse-lhe meu pae de nada tem a recear. a fama de sua passagem por estas terras com Muene Puto. nem de edade já to- me não chamam sim Muatiânvua Noéji. Xa Madiamba : «Muene Puto é o filho é o Mua- que traz para collocar no Estado e por isso nos quando queremos alguma cousa do Muatiânvua. se viesse mira de interesses pela sua cabeça. Recorrendo ao asserções desta meu diário. Quando ambos Puto. e me que é elle tiânvua Noeji e de tal apresenta como seu pae Mua- forma o boato se espalhou. cos. que lhe dá de comer. tão vamos fallar a Muene es- é muito pe- quem veste aquel- queno ao lado de Muene Puto le. decerto os Quiocos não o deixariam chegar ao Luachimo com a . porque esperam entrar numa epocha de Muatiânvua Muatiânvua paz e beneficio para todas estas terras. Os quiocos. e Todos os dias os quilolos direm cumpri- e cacuatas depois mentar o seu Mualiánvna. meu feliz em Quissengue disse ao Madiamba foi muito do de Muene Puto interprete : «o meu voltar a estas terras parente Xa acompanha- acompanhado só de gente sua. que hoje dos sem excepção de sexos Augana major como também sobre os Quioa todos. na audiência vê-se bem. que o Muatiânvua .: — 205 — ção não só tem influenciado a seu favor sobre os ânimos daquelles que actualmente o cercam. já foi muito longe e todos estão contentes. eu poderia citar muitas outras ordem proferidas por diversos potentados tan- . se não ha negócios importantes Ambula tratar na vêm (o parlatorio) elles aqui mentar-me dizendo sempre a depois cumpri- Fomos saber como passou nosso : pae e agora viemos saber do nosso avô. pela sua parte dizem tiânvua agora.

que encontrei. Àmbumba.— 206 — to lundas como quiocos. quer ainda aconselhando o Muatiânvua. tive noticias de terem chegado a suas casas os vinte rapazes do Lnximbe. Aqui vieram parar as taes três mulheres do que fugiram da Estação Luciano Cordeiro deram. Quibari. quer fazendo cessar as milongas (demandas) entre Lundas e entre estes e Quiocos que muito teem contribuído nos últimos annos para o descontentamento destes povos os seus potentados e com os imperantes como com já tenho dito. julguei op- portuno delia aproveitar-me. Quinguri. alguns por aqui ha annos esperando créditos e outros um embolso dos seus que roubados. quer protegendo os negociantes que tenho encontrado da nossa provincia de Angola e do Congo. Quicubo. Quinguri Xa Muteba (2. e destas concluindo-se Muene Puto mais arreigada no animo de a influencia de todos. concelho de Malanje. Já Ex. a sabe. Xa Madamba. elles desistido de voltar a este sitio. a ultima de Xa Madamba daqui sahiu do corrente mez e consta-me que os chefes de em to- Àmbanzas. negociação que haviam E' para notar me sido conseguindo que os roubos da feito lhes terem com fome. que no Luachimo se apresentaram cobertos de pelles e roubados e a quem protegi. princípios das. quanto protegi todas comitivas bangalas V. como o tem sido de todos os negociantes. Quinzaje. major que foi nosso pae.°) e no seu regresso aos que vão encontrando dizem: o que leva- mos devemos ao sr. os Quingonga. esfomeados e nús teem vindo corridos. também nesta ncompanham obtiveram rei do Congo e tanto trabalho me Congo que rríe localidade os filhos do o pagamento de mais cinco créditos . seus quilolos e os po- se modo quiocos na direcção de seus negócios de tentados que. obtenha o êxito desejado sem necessidade de recorrer ás armas. . por terem fossem entregues.

José António. Também em que a me agradecem já o que depois elles aqui para obrigado vi a Expedição vivido com já se não importando com pareDtes daquelles nas os affluente do Chiumbtie que nós vemos desta Estação. margens do Lana rou- foi bastaute velho de Malanje que ha a sua factura para o não lhe apparecem. affluente do Lui e 22 kilometros pouco banza mesmo Quiocos a e e simpathia pedido que de Cassanje. que tomou agricola por Pinto a direcção da colónia montada com os portuguezes que ainda lá estão: Luiz João da Silva.— 207 — com perderem as vidas pelo que me receio de mandar amarrar quatro que guir com iam fugidos no dia por os fazer se- aqui bado no Luêmbe um recolhi um outro e já até agora e Tem prejuízos. Lundas. Desde a nossa chegada ao Luachimo que tem sido benefi- ciado por esta Expedição o filho de Cambolo mais ou menos a sul da nossa Todos os ciantes me Cangonga Am- no Angolôme. que annos espera uns Quiocos que levaram Lubuco um mez o que lhes pertencia ainda que. Este desgraçado ?ò pede para recolher com seus parti mais tarde. respeito feira benefícios que tenho podido dispensar aos nego- me fez o me tem grangeado um certo pela nossa missão e daqui se origina o Muatiânvua e seus quilolos para se la- vrar o auto de reconhecimento delles á Soberania de Portu- gal a quem fazem cessão das suas terras para serem por nós devidamente protegidos. A influencia portugueza de ha muito se tem feito sentir en- pode dizer-se que na Mussumba do Muatiânvua tre os Lundas quasi sem interrupção depois de Joaquim Rodrigues Graça e até Lourenço Bezerra Correia Pinto que estava no Xa Cambunji e se apresentou em 1859 na Mussumba e depois deste até agora Manuel Correia da Rocha. . João Pedro da Silva. portuguez africano. pois também estes aqui apresentam suas queixas.

— — 2o8 — Domingos Amulêngo. mo Estado dos Negócios de Marinha e da Expedição. Deus Guarde a V. nacionaes. tabaco. residente . batata. desenvolvimento a dividir se pelas três ensinar a lêr. — Estação. que pedindo-me esta gente bandeiras Muene Puto (graduações de postos mi- mucandas (Tratados) com que possam provar que e Muene (súbditos de filhos em a conceder-lhes o que Puto) pedem eu nâo devia ter duvi- . Ex. — (ass) O de chefe Henrique Augusto Dias de Carvalho. e antes veniência aproveitar a opportunidade de ir me parece de con- tomando posse em nome do governo de Sua Magestade dos territórios que querem fazer encorporar nos s?us domínios e procurar providenciar segundo os fracos recursos de que disponho. as quatro operações rapazes diversos em de quilolos cujos pães filhos lhos apresentavam para esse fim.-— III. Francisco Maria. couves. Christovam outros. 1885. chegando Bezerra chegou de inteiros a a e mantida. Retirou Bezerra e deixou em seu logar Manuel Correia da Rocha que ainda lá está portugueza e é muito considerado pelos da corte. canna. 19 de Sr. e Ex. Já Ex. auctoridade entre os Quiocos re- conhecida pelos potentados Muatas do Muatiânvua. escrever. junho de mo a . de modo a manter a nossa antiga influencia. Conde de Ficalho. Ministro e Secretario Ultramar. que nelle e continuando a ser chefe da colónia vêem um representante de Muene vê pois V. rábanos e rabanetes. Nomeação Tendo o Muana Congolo. tem sido As plantações consistem jinguba. a banda de litares) sâo da Puto. etc. Anzaje. mandioca e em : também O gado vaccum teve grande de Muteba. todo o tempo Mussumbas. ella arroz.

a tenham en- tendido. mesmo tempo que lhe entreguei esta para ser reconhecido por todos os indivíduos que passem nas suas terras. e a a prestar todos obrigando-se a reconhecer e fazer respeitar nas suas povoações a Soberania de Portugal da qual desejava com mais tificas. prompta delia careça e a auxiliar a banda e uma um farda militar bonet. todos que lerem esta nomeação. quaesquer viajantes portuguezes que guei-lhe me com a elie os missionários e recorram . podendo assim proteger a o commercio e as missões religiosas e scien- território Àuctorisados pelo governo de Sua Magestade Fidelíssima. actualmente de lucano Chibango na mar- — declarado que estando em tempo nas margens do Chicapa visinho do estabelecimento portuguez Carneiro e Machado. ro nomeado nomeação official — fora pelo primei- movei da guerra preta. e promptificar-se ter içada os Cassanje e haver prestado serviços tropas do aos soldados das contraram e auxílios não aos negociantes portuguezes . considerem e façam respeitar o agraciado lé como Capi- .. efficacia que passem no seu banda. E por isso. e fazendo elie muito em- penho em que lhe déssemos uma bandeira portugueza para na sua residência. onde en- necessária hospitalidade. Muene obstante elie por duas vezes ter visitado as terras de Puto. entendi para me- lhor êxito dos resultados práticos da missão que fiada conceder-lhe as honras de capitão das da província de Angola. espada. uma nomeação como — ao foi con- companhias moveis elie constituirá com o auctoridade portugueza quando a proteger os negociantes. e como seu embaixador no Estado da Lunda. mas nunca esta fora confirmada pelo próprio guvulo de Loanda. Pungo Andongo ram perseguidos a tenente coronel Cazal. que fugi- pelos Bangalas para as suas terras. — 209 — em terras do Muata gem esquerda do rio Chiumbue. no Quimbundo. companhia que seu povo. e entre- os galões de capitão.

tado bem como bons serviços. S do Eqr 7 o margem esquerda do E de Gren. major do Exercito de Portugal. buscar carregadores em em Quimbundo . a quem sendo seus desejos ter a seu parente Congolo. regular as pendências com os poten- tados quiocos. (a) Henrique Au- guseo Dias de Carvalho. e querendo uma prova de quanto devem ser estimados pelos quem venham de futuro a enconlrar-se por Portuguezes com estas terras . lat. rem esta de que lhe deixo como acabo de consideral-o. 2i°iT na Ficalho. a Magestade El-Rei de Portu- súbdito de Sua linha gal. 758 metros. respeitarão le- o agraciado . immediato do Moanan- gana Congolo. Nomeação Attendendo a que o Camba Canzari. 38' long. acaba de prestar bons serviços para feliz da missão Luembe e do a meu um êxito cargo indo ás margens do Cassai. Acampamento Conde de rio Chiumbue. e espero a que se que todos que copia.. durante a sua ausência nos encargos comprometteu pela sua nomeação. 9 de junho de 1886. a individuos Considerando ainda que povoações distan- se mostra dedicado tendo pres- em diferentes épocas portuguezes um e outro são dos antigos fregue- zes da casa Carneiro e Machado deixar-lhes . Chefe da Expedição Portugueza ao Muatiânvua. que se podiam tornar obstáculos á marcha regular da Expedição e por duas vezes ir prezos.. do Luachimo. para substituir o seu chefe Mona Congolo. — 210 — tão de 3. na e na alt. Entendi conceder-lhe as honras de alferes das Companhias moveis da provincia de Angola. pelo facto ou pretexto de crimes tes desta Estação Conde de Ficalho banda de Muene Puto.

que de- mesmo Governe em que tenho esses auetorisação que me foi concedida e sua muita dedicação ao serviço do Querendo eu bons serviços. amanceba- do com uma filha do Muanangana Quiopoco. negociante que mantém relações com as casas portuguezas formado a em Benguella e potentado que tem trans- sua povoação aos usos portuguezes. real a . Nomeação Tendo-se prestado o Ambaquista João da Silva. (a) esta que firmo Henrique Augusto Dias de . apreço nossa oceupação nos territórios e finalmente por serem esses os desejos do Muanangana Quipoco.— 211 — Estação Conde de Ficalho. usando da para desde o significar-lhe tornar já por onde transitei . (a) Henri- que Augusto Dias de Carvalho. Portuguezes ou indi- víduos que viagem com guias de transito firmadas por auetoridades portuguezas e de que concedo como da Nação de que E como no modo que honre a bandeira nacional Quipoco para fazer respeitar na sua povoação a elle reconhece a Soberania. passei i9 de junho de Í886. Hei por conveniente conceder as honras do posto de tenente das Companhias moveis de Angola a João da Silva. providenciando em harmonia com os potentados da Lunda sob todas as pendências que respeitem a e Quiocos visinhos. major do Exercito e Chefe da Expedição Portugueza ao Muatiânvua. moradores na po- voação próxima na metros SE a margem esquerda do Chinmbue vinte kilo- a desta Estação Conde de Ficalho. para que conste destas concessões e todas as respeitem feitas pelo dia Governo de Portugal. e nomeal-o delegado do governo portuguez nesta região. 9 de junho de 1886. a fazer varias diligencias em mandavam alguns dias de viagem querendo assim mostrar a serviço do Governo de Sua Magestade.

moradores na consignar a sua expontânea declaração em tal diante. potentado quio- co. e como pitão das foi Quipoco. que quei- ram nas suas povoações estabelecer-se ou por entre ellas passar. Chefe da Expedição Portugueza ao Muatiânvua. e alcançou em pe- do seu e luctas entre Quio- Muanaugana Xa Cumba. como sua própria. submisso vassallo lhe concedi a honra de ca- Companhias moveis da província de Angola e lhe entregue copia desta nomeação. amance- bado com uma filha do Muanangana margem do Chiumbue. INomeaçâo Attendendo a que o Moanangana Xa Cumba. missionários e industriaes portuguezes. poder não podiam termo as dissenções ter cos e Lundas. e a que o trar a quem uma dois mezes. também voação desejando a protecção de Portugal para a sua po- . pretende mosque por muito dedicado aos Portu- lhe convenha guezes. e de a bom grado se presta margem do Lua- proporcionar na sua boa residência junto á chimo. se promptificou a fazer esta deligencia. hospitalidade a quaesquer negociantes.— 212 — Carvalho. ou a indivíduos com guias de transito firmadas por auctoridades portuguezas. major do Exercito. viajantes. esperando que todos que . como pertencentes ao Estado do Muatiânvua. de que se considera desta data da Coroa de Portugal. ascendente de ba de prestar viagem nosa um um dos Quissengues e primo do actual aca- serviço importante. Cumba muito Considerando que Xa deseja usar da nossa bandeira nacional. e sendo certo que reconhece o dominio dos territórios e que occupa. Entendi por conveniente em presença do interprete António Bezerra de Lisboa e do Ambaquista João da Silva. sujeitando se a em que decorreram que emquanto estivesse potentado Quissengue a faca.

quanto um Xanama. e eu não tenho querido dal-a. Hitengo 18 de maio de 1886. visto resolver-se o chamaram tomar a ir os quilolos da Mus- sumba. nosso amo. respeitamos e estimamos a Puto. major. gusto Dias de Carvalho. Muene Devo é só recado e Quiocos. dade 6 tado de abril do corrente anno. que Muene Pu- a rogo do para que o Senhor major fique nós os Quiocos. Copia da carta de Mona meação de Xa Cumba. que poder eram duas. 20 de junho de 1S86. Foime á mão o seu favor pelo meu primo Xa Cumba. protector e Se- nhor de todas estas terras peito ao meu do logar para que posse e dar-lhe bons conselhos com res- parente Muatiânvua. advertil-o porém. que todos os Lundas sabem que as facas em meu rente Xa Madiamba. major do Exercito e (a) Henrique Au- Chefe da Expe- dição Portugueza a Muatiânvua. — Meu prezado amigo e sr. e Quissengue a que se refere a no- por este apresentada ao Chefe da Expedição Portugueza ao Muatiânvua. para acabar com as intrigas de Lundas meu primo Xa Cumba. Esta- feita pelo ção Conde de Ficalho. Sou a dizer que pelo seu conteúdo não respondo nada porque o meu desejo é que o Senhor major chegue aqui pessoalmente junto lolo do Muatiânvua.— 2l3 — vierem delia com a ter concessão a conhecimento. pois sou . pois o que me com um importa é falar com qui- o Se- nhor representante de Muene Puto. o considerem e respeitem Governo da Nação Portugueza. com imbocal. e se a entreguei agora sabendo. me Aqui achou o seu amigo Xa Cumba. sobre a faca do Muatiânvua to quer. uma para matar o é a meu pa- que leva o meu primo.

Sou como amigo do Senhor Do Senhor obrigado e creado. a o sr. N. Gapelio e Ivens — e em 4 de agosto quando ahi cheguei já nessa Estação íluctuava a bandeira portugueza. na minha ultima communicação de de junho. Emquanto ao sua indo sem novidade. não pode conversar com Cazanga. meu irmão Xa vou fazer partir ahi parente e amigo. Sem e vou eu major. Ministro a V. sobre a amigo Muatiânvua. Desejo para alteração saúde. e segundo o que Luembe ao seu encontro no elle irei bem larmos muito não tem nada. Ex. determinando-lhe que alojamentos em afíluente esquer- fizesse construir ahi boas condições para uma Estação que deno- minei Serpa Pinto.— 214 — amigo e não quero que os Quiocos abusem disso no caminho para fecharem a marcha do meu Se o Senhor major. é uma graça que lhe agradece muito seu amigo Quissengue. para vir aqui. em mais. poder herdar tões para o seu para fa- outra faca. a pri- . e acabar todas as quese não haver mais mal nenhum. Ex. B. — E' favor mandar-me uma arma de revolver. geral mesmo o á Senhor major ter comitiva. margem do Cachimi Luèmbe. seguio a Expedição para esta localidade. Sua Magestade Quis- sengue. A Como fins disse a S. Em 10 de julho mandada pelo partir a fiz rio a secção da Expedição com- capitão Sertório de Almeida para junto da re- sidência de Caungula na da do l.

. altitudes e rios que próximo dos pontos em que acampamos. a fazer possivel tirar a e vinte dias depois por dos contractados de Loanda e ao no particular. por isso me limito a apresentar as coordenadas. Próximo re o rio Cachimi (segundo outros Richimi) que em a nós cor- curva aper- vem de SW para se lançar no Luembe pelo nosso NW. O Luembe passa a nosso E a uns 10 kilometros mais ou me- tada nos.— 2l5 — em meira parte para casa a 10 de julho que principiou logo a construir a Estação que denominei Serpa Pinto. a secção cacom uma pneumonia que esteve a de- dia suas disposições. chegando mesmo Não me sendo sa viagem entre meu em que levantava a l. comigo uma copia do itinerário da nos- Estação Conde de Ficalho e esta por que tenho estado sempre oc copado com negócios que dizem respeito ao Estado do Muatiânvua. Capello e Ivens. . ficam. As coordenadas desta. o portante para a historia que constitue uma parte im- destes povos . as mais correctas sâo latitude S do Equador 8 o 20' e longitude E de Green 21° 31' e a sua alti: tude acima do nivel do mar 877 metros. resto da Expedição veiu que infelizmente serviço um hiu gravemente doente cidir.

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De Mataba também nestes últimos dias tem apparecido gen- da Lunda que fogem ao captiveiro por saberem ter chega- te do aqui o seu novo Muatiânvua o tratam) (filho de Muene Puto. que se tem tornado importante pelos falsos novoleiros que abundam nestes povos da região central a que se lhe deu mas que para entre nós não tinha razão de ser. gue (regula por cincoenta fi- um primo. aguardando todos o momento favorável de recolherem a suas terras. uma outra ponta e trinta escravos entre rapazes e raparigas para serviço do Muatiânvua.° que já com viados que traziam elle eslá) uma um ponta de marfim. é como também gente de Malaba que e se pode escapulir dos rebeldes. um lho (4. e enpara me ser entre- sobrinho e libras). o que por isso mesmo dia um vulto elles se que ha de para dia se lhe julgo conveniente reserval-a para depois de outras noticias quanto a mim não menos im- portantes para os trabalhos desta Expedição e que tem procedência pelas datas. uma irmã. tornar memorável pelo exagero que de vae dando. os ter seguido empregados que a minha ultima correspondên- Lunda com enviei á corte da a nossa bandeira e dois portadores do Muatiânvua chegaram á Estação Conde de Ficalho acompanhados de sessenta armas (homens com armas) alguns parentes do Muatiânvua.— 217 — A nossa Estação está do Caungula e sobre NW e a trinta rampa da acampou nella uns a metros ocupando seu acampa- mento em profundidade mais de 300 m vão com da povoação que se estende para collina o Muatiânvua para dia para os lados e fundo NW a e estendendo-se de dia os indivíduos que se lhe apresentando e estavam ha tempos uns fugidos e outros prezos pelos Quiocos visinhos. é hoje a questão do dia. Dias depois de cia. A questão de Mataba. Tinha eu escripto uma carta a Manuel Correia da Rocha .

di- ga ao nosso Muatiânvua que faça a brevidade vir muito cedo. uma ponta. Sr. . a elle irmão do Muatiânvua. e Correia da Rocha. que nada mais a perfeita saúde em compa- nhia da sua comitiva emquanto nós aqui estamos ás suas or- dens por sermos Muari Muixi e o creado. encontraram ahi alguns portadores da corte que vinham saber se havia algumas e noticias de Xa Madiamba Muene Puto que em tempo portadores de Mucanza lhes fi- zeram saber estavam em viagem. que Sr. que assumiu interinamente dos remette para o . que nada de muita demora mais no caminho. mais e o nada mais. . Sr.. o Mutanda Mucanza.. — Manuel Agora do mesmo ... Sr.— 215 — que annos lia com reside ali . Sr. A' vista dos portadores de feitos e de Muene Puto ficaram muito satis- prompto se decidiu que junto com o meu empre- . as noticias que dão os empregados: chegados Mue- a ne Dinhingue (Dinhinga ou Rinhinga) no Lussanzeje afflueute do Cassai lado direito. Mui. que conserva as honras de Cárula (tio de Muatiânvua). mandam dizer ao e interprete outros companheiros e extracto antes de tudo a carta que elle tia meu do concelho de Malanje e parente do natural — Recebi sua a Canapumba. . offereço elle. quilolos Muilia. elle quer é a vinda delle brevidade. estamos chorando ha muito tempo. de Carvalho carta e respondo mandando-lbe dizer quo o Muata Muari Muixi.. major me Henrique enviou. que todos andam chorando por dizer . está aqui. Madiamba (Muatiânvua) de mussapo Em com direcção serem entregues ao Muatiânvua. Canapumba. . também espera para e a Negócios e recolheu os parentes que se lhe apresentam quanto tudo. escrevente muito seu attencioso Vr. o que a outra é a elle para o Xa (signai de respeito)..

os restantes. nossos empregados presentes de comidas e bebidas. Este para que vinham os portado- estava o Muatiânvua seguiu grandes que se os e com Muene Puto ao festas á moda delles as accumulando os três dias successivos. No dia seguinte reuniu-se a corte e decidido depois de foi ouvirem os portadores que se determinasse los a todos os quilo- entre Lulua e Calanhi que se apromptassem com suas for- ças para irem receber o Muatiânvua ao Cassai e tratou-se ali mesmo de reunir gente para acompanhar os portadores. as lavras e povoações em ruinas que encontra- . e demais ainda elle diz não são as onde eu estive de Muene Puto? não estão no Guango minhas irmãs e sobrinhas? não são os Cassanjes Muene Puto Com elles affir- e filhos não são estes maridos de minhas irmãs de ? respeito à viagem dos portadores apenas menciono. é o freio matarem o terras e que ha de contel-os para não o temerem.— gado que daquelle Xa Madiamba sitio — devia regressar por ordem minha viesse portadores da corte para darem noticias ao daquelles parte 219 com e os outros (dois) deviam regressar á corte. viram os da Lunda acompanharam e depois de ler res e o local portadores a carta disse-lhes em que quaes tiveram logar a casa em alegrias a nossa ban- de Rocha. que em vista das minhas recommendações a Rocha não deviam demorar-se mais que seis dias. que lastimam. Omitto a descripção das festas que me fizeram os empre- gados sendo constante ao verem-nos prostarem-se no chão esfregando o corpo com terra e dando graças a Muene Puto por lhes levar o Muatiâuvua que ha annos queriam e julgavam já os houvesse esquecido ou tivesse morrido nas terras de Mue- ne Puto. Todos assim o crêem e Xa Madiamba também assim o ma porque diz elle. Logo que deira ahi chegaram.

o em se- onde hoje estamos.220 ram. . Mataba estava a de a que até áquella data nâo se atreviam e em estado depois que mataram Mucanza e a seu sul os Quiocos. Fez-se por tanto viagem e os rebeldes. com a gente indispensável para guerra e guíssemos que vem ao nosso encontro esperando que nós já para este ponto. e de cessa- em começo com Muáta Mussenvo e Bungúlo. sitio estavam dispostos exterminar toda a a gente da Lunda que lhe apparecesse. elle mesmo chamar sahiu do seu sitio (o prin- ao en- contro de seu parente. Quibango luctas o o logo que tive noticia da morte de Mucanza. Bastou saber-se que Muene Puto andava (termo delles) concertando os caminhos e trazia Xa Madiamba (de quem todos os Quiocos se mostraram affeiçoados) seu filho para o collocar no Estado para Pede a a pouco e pouco se tranquillisarem os ânimos. corte o seu Muatiânvua. Attrahir a pouco grandes potentados rem meu cuidado desde janeiro do cor- em que Caungula senhor da terra as já como es- o que desejava a ponto de se nâo travarem com Moansansa. devido ás correrias do Muatiânvua e e dizem roubos de Quiocos depois da morte ter visto nas margens do Lussanzéji grande quantidade de caveiras e ossos sobre o solo do acam- pamento de guerra em que mataram o Muatiânvua Muriba e toda a sua gente. prevenir os e aqui estamos uma Quiocos próximos da nossa terras de Caungula tendo entre nós Luèmbe. era pois todos os Quiocos compromettidos diamba cipal) e é a preciso acompanharem Xa Ma- quando se pensava nisso que Quissengue annuncia que. e rente perava alcancei e pouco os Quiocos. grande affluente do Cassai. estamos. Pediam da Lunda (corte) que os viagem de Muatiânvua Muene Puto abreviasse passar ô Cassai porque a norte. principiando pelos e foi (Chibango). Muene Luhanda.

Os Calambas subalternos do Luêmbe e pela fallecido Mucanza e que orlam o margem direita para o nosso E como são liana Xa Luvundo. Xa : Mujinga.— 221 — Quissengue tros WNW. Cassombo. todos estes. e segundo noti- de ante-hontem. cabeça o horas concentradas en- reside na porque Cahunza filho da rebellião. receia elie e di- com não sobreviverá. Angueji. a uma estando tros porém ha affluente a estas Muene Dinhinga que e como Ambinji vértices dum triangulo dos lados corre aproximadamente Forças da corte devem estar Cassai os Luêmbe. e a trinta parte de sua força entre o Cachimi e SW vinte nosso acampar primeiro no Luana foi margem do seu disse. parallelo ao tre Luêmbe Luêmbe a ainda distante daquelle. deliberaram vir apresentar-se e estão reunindo os taes presentes (mussápo) para trazerem ao seu Muatiânvua desligando-se de Ambinji e declarando-se alheios aos acontecimentos que se deram até á morte de Mucanza. ou- eJIe occupando em que um quasi equilatrio kilome- dois dias aproximou-se do kilometros e Estamos tantos. fugiu abandonando-o e foi apresentar-se a Muene Din- hinga. em Ambinji vendo as disposições de forças accumuladas versos pontos e promptas razão cias vinte duma razzia a que a entrarem por Mataba. e sim os da Lunda enviados especialmente por Muriba para esse fim poupasse que á ruina as suas terras. Procurou este Muata para por elle pedir perdão ao Muatiânvua e a já o quem mandou seu mussápo. . pois não foram os de Mataba que mataram Mucanza seu Governador. Nhanvo e Cácuco. onde nossos portadores o viram. mandadas por Quissengue. enviou-lhe escravos e pediu o protegesse. moralmente enfraquecido de Muatiânvua que trouxe as ordens do Muriba para matar Mucanza com quem acreditou poder desculpar-se. Xa Muhongo.

. vontade de boa roubar gente. este pedido que lhe desse também um portador meu com um me fala- revolver. Joaquina. Elles que se tem o apresei e todos ficarão amigos. Ex.. Todos em Mataba. estão um filho com receio de Muene do Calunga e sabem que o verme- vinte tiros. — 222 — Com Xa Muhongo o para os negociantes. Pois sim. seu Muatiânvua seriam e Alála de Angola e esse veiu procurar e conhecer das dispo- a respeito seria dizer a V. a muito conhecida logo que eu cheguei annos servindo de interprete recebidos e que nada tinham a recear. aqui nunca passou major sr. despachei o do Muatiânvua e levaram o seguinte recado.— que não se demorassem. porque muito tinham cear dos Quiocos que estavam chegando querem a guerra para lhes Aquelle dias. tudo isso é muito verdade. companheiros partiram e espero-os por estes e os me porque e a re- disse Catála. por parte de Muatiânvua : agradecia ao seu parente os serviços que está prestando. lha armas de traz disse elle. que é preciso é levar o seu Muatiânvua para o Estado. as melhores Anna Catála que foi escravo de D. pode receber Ambinji e será bem acceite a sua submissão. grande espertalhão que era filho de Muene Puto e estava ao seu serviço agora que me tinha encontrado nestas terras. Como ram mas que não façam demorar Muene Puto que quer ter os portadores que vieram de Quissengue. pólvora branca e que mata todos os peixes nos rios e enfeitiça as aguas ninguém quer guerras com Muene Puto que tem arrancado das mãos dos Lundas os feiticeiros que o Muatiânvua manda matar. me Puto. bem a que lhe fiz saber que eram que viessem apresentar-se ao todos possíveis. está um tal a me Muene Puto sições de Escuzado Dembo de Mataba. lhe respondi.

que eu procuraria attrahir os donos dos portos do Luembe. tudo bom resultado . o Ambinji. e eu não posso deixar o Muatiânvua só. porque bem.— 223 — Pelo uma uma que particularmente respeitava um caixa de musica de presente e canoa em quilolo de sua confiança e Quiocos. que as cousas se poderão narmonisar em boa paz. Devem regressem os nossos portadores em lá ter chegado e é provável que dois ou três dias. Ficámos aguardando as noticias de uma entrevista com os portadores de Ambinji e nada podemos resolver sem as termos. com cartão dourado de mentiras de estava farto pois enviei-lhe : communicar comigo por relevo. Parece pois. e oxalá assim seja. a sahir Mais lhe mandei dizer: que só concluído avistar. porém. para elle se Lundas mim a Mandei dizer-lhe que tinhamos primeiro de concluir o negocio Xanama sem da faca de em o que não podiamos entrar outros negócios. bem figurado para a falta chegarmos a um de recursos com que lucto ha . não elle disse e isto se deve nos podiamos approximar por- que está acompanhado de mais de dois mil homens falta e depois . a gente que aqui está e já próximo dos rebeldes hisse a si . eu lhe faria enviar o revolver Está portanto. sendo destes o principal o socego e tranquilidade das terras dos Estados do Muatiânvua e seu a segurança dos caminhos ao continuar mais negocio das terras de Muene Puto. onde estão outras tantas pessoas e se espera mais. commercio para que podesse e receia a de alimentos aqui. e também receia de conflictos entre os seus e os do Muatiânvua. que desejava possuir. O meu portador dizia ainda parlicularmente a Quissengue que logo que me fosse entregue a faca de Xanama o motivo (certamente pretexto) de discórdia entre Quiocos e Lundas. que com attra- Quissengue.

sobrinho do soba Angonga de Malanje. mento o Chefe da Expedição Portugueza. presentes Mua- nangana Quissengue. Quinvunguila. e Ultramar. Quicotongo. (as) O Chefe da Expedição. André e outros e de rio em Malanje r mim secreta- Loanda. Ex. Muana Muene. Ex. é ser mais extenso. 20 de agosto de 1886. Camba Andua. rao e Ministro e Secretario de Estado dos Negócios de Marinha Sr. e os contractados em Casimiro. affluente esquerdo do rio margem direita Luembe. — Ex. a mais uma vez a pressa com que faço esta communicação. cabo dos carregadores da Expedição. grande potentado dos Quiocos e os da Xa Cazanga. Xa Muana Lucuoquexa e outros foi mandado receber á entrada do acampaseu Conselho . Henrique Augusto Dias de Carvalho.° 3 de Ambaca. e do ponto em que fomos caminho até chegar ao logar da audiência. major do exercito. com dois que decerto Não me o nosso paiz não deixaria de lucrar. Ill. Matheus. Narciso. a a e to. n. Negrão. — Deus guarde V. no Quibengue (Acampamento de Quiocos). os asso- demonstravam o enthu- siasmo com que era esperado o embaixador do Governo de Portugal.— 224 — mezes faz-me temer não poder ver esse resultado. — Estação Serpa Pinmo Capello Ivens. o soldado do batalhão de ca- çadores n. bios e os instrumentos de pancadaria encontrados no a gritaria. acompanhado dos terpretes tónio in- Agostinho Alexandre Bezerra. e que este escrevi. Aos dois dias do mez de setembro do Anno do Nascimento de Nosso Senhor Jesus Christo de mil oitocentos e oitenta e seis. possível desculpando V. An- Angonga. major do Exercito.° 54 Adriano Ananias. Paulo. do Cachimi. Henrique Augusto Dias de Car- . Canzaca. Augusto Jayme. Sarrote. e por isso termino. Quibongue.

por ao Muatiânvua. me sitio e vieram a meu pedido en- fazerem entrega da faca que o vulgo Xanama. meu amigo. foi ordem do Chefe da Expedição Portugueza lido em voz alta. Moansansa e outros.. o seu delegado Henrique Augusto Dias de Carvalho. seguida. e por oui5 . no solo em frente do potentado a silencio mandou em que haste plantar trazia a ban- deira portugueza. Bezerra e Jayme. e ainda depois de novo esclarecido pelo interprete de Quissengue. por^mim José Faustino Samuel que este escrevi sendo transmittido na língua d'elles pelos interpretes citados. pelo que tem havido já algumas victimas. Tendo eu hontem recebido essa faca com as formalidades do estylo. havia dado ao Quissen- gue Malia para dispor da vida dos quilolos do Muatiânvua. que é o seguinte: TRATADO Por parte do Governo de Portugal. venho hoje. ler-vos o Tra- em que tado que elaborei nas mesmas condições feito para os Mualas do Muatiânvua e se merecer ção de hoje Mona Quissengue mesmo Em e dos a os tenho approva- Muananganas presentes pôde ser assignado. e disse: bons desejos de Mona Quissengue e de todos os Visto os seus Moananganas em collocarem todos os seus dominios sob o protectorado de Sua Magestade Fidelíssima e quererem mar um Tratado em que reconhecem como o teem feito os a fir- Soberaniajde Portugal súbditos do Muatiânvua Considerando que Mona Quissengue. major do exercito. corno havia promettido. àquem do Cassai. — 22b — que depois de restabelecido o valho. e os do seu cortejo sahiram contrar-se Muatiânvua do seu comigo para Ambumba. o Muana Quicotongo.

instituído pelos Quiocos. porém. Muananganas seus súbdi- e os teem até agora sempre feito e os seus passados. Artigo \. 2. Art. já intervindo nas suas demandas acção a reconhecem que Lunda . estra- na aber- em todos futuro mais prospero. como tos. procurem que seus povos vivam sempre Art.° Mona Quissengue compromettem-se.° sua parte em Mona Quissengue garantem viver seus visinhos lundas e acabarem tem sido admit- as razzias ás a paz e seus em com os seus visinhos.— Quissengue. Muananganas também pela paz e em boa ordem com os empregar todos os seus esforços para povoações que lhe são estranhas. 3. esperando que o seu Governo faça agora occupar devidamente os seus territórios e exercer nelles nhos ás povoações. já um para filhos Art. como rios Chi- respeitar e firmar as clausulas convém aquelle que mais a ambas as par- tes. a não reconhecerem outra Sobera- fizeram nia senão a Portugal. não ha na administração dos povos Quiocos. 5.° de com benévola. 4 ° Obriga-se Portugal a fazer com que o Muatiânvua e os seus súbditos. seja qual for sua proveniência. respeitando o que até hoje tido nas suas terras. observa- das praxes do estylo e as tuir-se quando tenham a também que venham as approvação do Muatiânvua a consti- em novas localidades dos seus domínios. grande dignidade entre os Quiocos e parte tra — 226 Senhor dura grande numero de povoações entre os capa Luembe accordaram e deste Tratado. . e seus súbditos o Muatiânvua é o senhor das terras da elle intervir a já sua emfim orientando-os no modo de educar seus Mora Quissengue Art. Lunda.° Portugal entre os Quiocos reconhece as auctorida- des constituídas e nas localidades em que se encontram esta- belecidas e de futuro confirma as que lhe succedam. de caminhos atravez as suas terras tura os sentidos.

7. Art. mandem matar ter- gente.° Mona Quissengue com auctoridade portugueza contra ciso. II.° Mona Quissengue e seus Muananganas não deixa- rão fluctuar nas suas terras outra bandeira que não seja a bandeira de Portugal e não consentirão que se façam cedências porções de territórios de guezes e não tenham a a indivíduos que não sejam portu- permissão das auctoridades portugue- zas. 6.° a Garantem Mona Quissengue e os seus Muananganas segurança das vidas e haveres dos indivíduos portuguezes ou munidos de guias das auctoridades portuguezas. mas Mona Quissengue e seus súbditos não alargarão essa influencia de sem turo em approvação do Muatiânvua e Muatas a que teem cada fu- um dos seus domínios de que deve ter conhecimento o delegado do Governo portuguez na localidade mais próxima dessa cessão. visoriamente industriaes.° Portugal manterá a integridade dos territórios o Mnaliânvua acceitado e os Muatas seus súbditos. Art. 9. negocianmissionários. para que se mantenham seguros os caminhos das suas terras para o Cuango. se tanto fôr pre- fôr.° tirão Em nenhum caso. tes. como domínios dos Quiòcos onde exercem e até onde com o tempo estão estabelecidos a influencia da sua auctoridade. Art.— 227 — Àrt. admit- que se façam transacções por genle que procurem le- var para fora das suas terras. seja quem e seus Muananganas auxiliarão a força de armas. Art. 8. mes- . 10. e sob qualquer pretexto. que queiram permanecer pro- ou estabelecer-se definitivamente ou passar nas suas terras. Art. Coadjuvarão os Quiocos sempre que a auctoridade portugueza careça da sua força para não consentir que nas ras do Muatiânvua seus delegados mo a pretexto de feitiço. para a Mussumba e para os Cachilangues no norte.

collo- Mona Quissengue f Xa Cazanga.° 54 em Loanda. Paulo. t Matheus. do 877 me- procuração. f André. —2 o . ^ Can- (que se fez intitular go. S. de fa- zerem entregar quaesquer delinquentes porluguezes ou indiví- duos que viajem com guias de auctoridades portuguezas ao delegado do Governo de Angola mais próximo da sua localidade. Quibengue de Quissengue. -f •{- -f António Angonga. Termo Todos se mostraram a satisfeitos pedido de Mona Quissengue com tirei a leitura do Tratado e delle seis copias para as . 8 tros. visinho da do Caungula do Ma taba. E. f Quicotonf Muana Muene. o interprete Agostinho Alexandre Bezerra. Quibongue. -f- lat. Adriano Annanias. na margem do Cachimi. submettendo todas ainda as mais peque- nas pendências que possam perturbal-a ao julgamento da auctoridade portugueza. f Narciso. f Augusto Jayme. e eu servindo de secretario. Henrique Au- Malanje. bem. zaca. gusto Dias de Carvalho. 31' altitude de setembro de 1886. José Faustino Samuel. f Sarrote. ter- de não exigir tributos superiores aos que se estabelece- rem por um accordo com as auctoridades portuguezas. e em e assignaram depois: O Chefe da Expedição. —(a) Por cando uma cruz ao lado de seus nomes. f Negrão. finalmente. 21°.° Art. o soldado do batalhão de os contractados Ambaca n. -J- de Magestade). situada na residência Equador. f Casimiro. t Quinvunguila. sendo essa diligencia paga por esse delegado. espoliem e maltratem os negociantes ou comitivas de commercio das terras de Angola que transitem pelas suas ras . f Camba Andua. 20' long.— 228 — Muananganas os deveres de: cohibirem que se rou- seus os Por este contracto contrahem Mona Quissengue e 12. de Gren. de manter com a paz com os povos vassallos e amigos de Portugal e os Portuguezes.

20 de setem(a) Henrique Augusto Dias de Carvalho. Considerando que ha muito a esperar bem a destes povos. affluente do Luembe. tirou-se Iauvo. dois do corrente do Governo de Sua Magestade. em nome pode ser auctorisado data lhe concedo. AUCTORIS ACÂO 9 Attendendo a que o potentado quiôco. que . e que todos respeitem esta au- pelo Governo de Sua Magestade Fidelís- sima El-Rei de Portugal. que nesta como sua própria. no — (a) José Faustino Samuel. eleito e ainda se uma fez uma para o Muatiânvua.. ma- . — 229 — distribuir pelos potentados de maior importância e se dizem ascendentes dos Quissengues. Capello e [vens. — Acampamento Serpa Pinto. Capello e Ivens. ao que lhe tenho aconselhado no strucções que me foram confiadas pelo bom êxito das in- Governo de Sua Ma- gestade. Está conforme. celebrou. Mona Quissengue. 6 de setembro de 1886. se tem mostrado dedicado e submisso. no Caungula de Mataba. ao já por conveniente conceder-lhe mesmo tempo que em tempo ctorisação promettera lhe como feita a auctorisação pedi- lhe faço presente da Bandeira. — Cachimi. reconhecendo de Portugal berania em mez firmou o Tratado. a usar da Bandeira Nacional. e a So- como súbdito da Nação Portugueza. Sendo certo que durante o tempo que tem mantido relações com Expedição a a meu cargo. outra para ser presente ao Governo de Sua Magestade Fidelíssima. margem do bro de 1886. Caungula de Mataba. que comigo. de se estreitarem as relações entre as auctoridades portuguezas e Mona Quissengue Entendi da. Estação Serpa Pinto..

reconhecendo rania e pedido a sua protecção que rios o seu mais velho . Chefe da Expedição Portugueza de Muaiiân- vua. de mil oitocentos e oitenta e em seis. A. no grande largo. na audiência presidi- da por Ianvo Muatiânvua de viagem para eleito. o major. a que Carvalho. António Bezerra de Lisboa. Capello e Ivens . tomar posse do Estado se havia alguma duvida. Alexandre Bezerra. o Caungula de Mataba disse: que tendo conheci- mento que com assistência do Muatiânvua. terras de Caungula de Mataba. que dominava Pinto. o Chefe da Expedição Augusto Jayme. tas. Caungula do Mucundo (entre os feito um Lôvua e Chicapa) Tratado com Muene Puto. e elle uma vez no Esta- confirmaria todos os Tratados que os seus quilolos senhores de terras^ fizessem com seu pae. não. que o mesmo fazei as era Puto. porque fora o próprio tar as antigas relações de mar posse das terras.— 23o — jor do exercito. de e eu. directamente Muene Puto que o Mua- Senhor com Muene mandara rea- amizade com o Muatiânvua e a to- que voluntariamente fossem cedidas pelos quilolos ao poder de Muene Puto em troca da sua va- liosa protecção. a tinha sua Sobe- perguntava ao Muatiânvua. interpretes os e Estação Portugueza: Serpa a assistia o Major Henrique Augusto Portugueza ao Muatiânvua.XJXO Aos dez mez de Setembro do Armo do Nascimento dias do de Nosso Senhor Jesus Ghristo. Mussumba a Dias Agostinho que este escrevo. que ia também elle pela sua parte fizesse a mesma declaração e pe- dido? O Muatiânvua respondeu que do. Que elle Muatiânvua approva e também espera que a Curte .

e allegou antes de tomar posse do Estado Muteba o collocára. que. por Ianvo Mualiânvua cheei. Henrique Augusto Dias de Carvalho. duas vezes fora ne- gociar á nossa província de Angola. e que todos os negociantes que de encontraram sempre nunca houveram desintelligencias com os seus E para que lá franca hospitalidafilhos. Muitia Cachechi. se dê publicidade a estas declarações. e Chefe da Expedição. como parentes são. este Caungula.— 23l approvará essas concessões. Muene Casse (repre- f -\- em seguida foi Ianvo Muatiânvua. o Muatiânvua com maior Caungula o fizesse o seu que estava prompto mesmo a firmar. vivendo todos que em acabarem as guerras com Quioboa barmoni?. depois de interpretado na lingua da Lunda. e terra. Muitia Ca- lanvo interprete do Muatiânvua.° interprete. Augusto Jayme. . por ser o único meio de manterse a integridade dos territórios dos Estados de seus avós contra a invasão de extranhos. e António Bezerra de Lisboa. foi Senhor de todo o Estado. e de se cos e Lundas. Agostinho Ale- xandre Bezerra. determinou o chefe da Expedição que eu An- de Lisboa. -(a) gula de Mataba. que o escrevi. 2. que representa o irmão menor de Caungula. major do exercito embaixador do Governo Portuguez. que foi assi- gnado de cruz. e era muito dedicado aos filhos de Muene Puto. f Ianvo. •{• Caungula de xMataba. escrevesse este auto. favor. vinham de sua de. eleito. e se faça comprehender no Tratado celebrado com Caungula na Estação Luciano Cordeiro. sentante) e Augusto Jayme. apresentado ao •{• Muata Caun- f Muene Carse. Então Caungula pediu ao Chefe da Expedição Portugueza que no Tratado comprehender em seu em que feito a elle. que primeiro sob este titulo tónio Bezerra .

que constituem o do Muatiânvua. realisou-se. conflicto grave entre os diversos diavam.. Duvidava-se que este sahisse de seu duas vezes me mandar sitio. a o Sr. sendo certo nessas luctas in- gloriosas. e neste logar. donde communicou por intervenção de Quibeu. Muene Puto para a resolução de questões umas pendentes. passando pelas povoações de seus súbditos.23*2 A Como S. mesmo á felizmente. e todos os seus Chefes aqui vinham pedir ção de contento. a êxito. onde facilmente encontrava boa hospedagem e sustento para as suas forças. a meu também dos reunião dos Potentados quiôcos. terra que lhe era extranha. com foi Mona Quissengue o primeiro que chegou suas forças. não obstante por dizer que vinha ao nosso encontro no Caungula. grande do seu . Ex. o engrandecimento dos Quiôcos. génios mais ou a a menos e cuja irrequietos. mo dos inulilisação em prejuízo e mes- pequenos estados. Veiu por um caminho a nosso S. Ministro com esperava. outras que origem se deve aUribuir agglomeração de gfnte em interven- (milonga). e assim foi até ao Luêmbe. Pode dizer-se que a já. Durou isto uns quarenta dias. estava no centro dos grandes acampamentos lundas quiôcos. não houve um grupos que até então se gla- e. mão armada. nossa Estação Serpa Pinto. e com que eu uão contava quilolos do Muatiânvua. e ás ambições insacionaveis de alguns. se suscitaram na occasião. Capello e Ivens. Depois de nós.

povos a jornada de daquel- Xa Ma- diamba. de Muatiânvua das mãos do fallecido Muatiânvua Muriba. Ex. Xa Madiamba. mesmo porque eu tem sido meu trabalho constante e Luêmbe aproveitou disto. para vingar a morte de Mucanza. fazer que vieram Estação Conde de Ficalho. como já disse a V. em representantes. daquelles. na margem Itêngo. e contássemos que dois dias depois estava de nosso encontro e lhe designarmos o logar . e aííluente direito do Chicapa. de que resultou ser este assassinado. e seu donde se originaram as questões com o principal chefe de Mataba. Quissengue. e a rebellião de Mataba contra os Lundas. se Xa Madiamba. relações por alguns dias com aquelles Potenta- mandou-nos participar que se demorava algum tempo na margem do Luèmbe. depois delle estar no Caungula. Xa Lunvundo . que eu Muatiânvua lhe enviámos da margem do Luachimo. o velho Mucanza. para vir ao e Xa Nhanvua. viagem. ir porquanto certo primeiro ao entre o Muatiânvua e logo presentes dos Calêngas e saber o que desejavam.- -233 com Estado. pedindo sua protecção para Mataba. panhado por soldados como fosse se dizia. Certo Quissengue pelos cumprimentar-me essa a intenção de sentia. e para nos poder assegurar a obediência que procurássemos nós alcançar o mesmo com respeito aos Calambas do norte. os portadores também enviados de Calenga Ambinji. levar a guerra a Mataba. Xa Muhongo. ras e os principaes de Mataba. não podia deixar de fazer-se por Mataba. acom- recebia e de Muene Puto. Entretendo dos. com presentes. Suaria Calenga. a numa das minhas com- municações anteriores. que nunca fora á dissenções que tenho encontrado no Quissengue valer sua a Muene Puto para obter les seus a conciliar os meu occasião de influencia o não con- transito. Cacun- primo Muene Calenga Ambinji que recebeu as hon- co. ao tempo que recebia no seu sitio.

nem os atraiçoam como fazem os Lundas. ter trazido para enviaria. recebendo o car com elle dissera entregasse a elle dizer lhe.. ornado com galões dourados. na e panno. ção é alcançar a amizade de usam os brancos. do outro lado do metros de distancia. nogoceia. Mu ene e me em tempo quando a nosso S. já successor daquelíe que foi visitado pelo dr. abandonam nas guerras. . Fui cumprimentai o no dia seguinte ao da sua chegada e recebeu-me vestido com mandei em tempo para a um bom farda e o Itêngo. alto.— 234 — em que devia acampar. Madiamba mandou agradecer ao seu parente chamado do seu bemfeitor sitio a portador com uma Mona Quissengue. e a sua maior ambi- Muene Puto. lembrando não ser conveniente estar muito próximo porque seus rapazes eram bulhentos. Buchner. e sympathico. com os dizemos nós. que. mas os potentados entre (Muananganas) encarregam-se de fazer desapparecer o que está no poder muito tempo. que caixa aos representantes delle. De accordo com Xa Madiamba mandei a vindo do seu ter procuraram. que faca a e pae. para ter tudo que poder fazer as cousas que estes sabem fazer. e rio elle fosse Cachimi. Quissengue é rapaz. dizem porque nem os com si as facas É elles. e meu a acam- dois kilo- portador ordem de fi- para o acompanhar. e a de Xanama. (com os venenos. Aquelles cumprimentos tinham de ser remunerados. bom evitar conílictos que trazia te dizia com era e mim particularmenme tinha promet- os Lundas. Os Quiôcos não matam os seus potentados. como a faca tido. e procura o desenvolvimento da sua tribu. que vem a feitiços dar no mesmo). que lhe cabeça um kepe car- mezim. visto sua lembrança achava mais conveniente que par um Puto. lha Xa- eu enviei-lhe e de musica.

Quiôcos e Bangalas. como era uso delles.. e só depois os apre- seu povo. Supresticioso extremo. meu nego- sitio. começaríamos a tra- . chefe e o soldados brancos. para evitarmos a que eu nâo me podia acostumar. Ambumba. como são outros. do Estado de Quiôcos. o resgate da faca para por obediência nossa a se pôr do Muatiânvua Ambumba (Xanama) termo ás dissençôes e luclas entre os povos parentes. chegarmos convinha. elle em mesmo como grande feiticeiro receia ser enfeitiçado pelos parentes ma'S chega- dos por causa da inveja. ciantes. nem a mim. nos. Devo dizer é um como já disse: Andumbá Tembue. considerado pelos seus subalter- ainda os de maior cathegoria. Lundas. julgo-me muito feliz. e mesmo porque muitos confusões e gritarias. . cujo a segurança dos caminhos para os nego- a ciantes. niama. a força. porque as delongas não nem a elle. A minha mento que Quissengue hoje não é nome de pessoa. e um fim em poucos dias. Aproveitei logo o ensejo de lhe dizer sumptos importantes. — 235 — Diz Muene Puto mandar para se elle. sendo os titulo principaes. a rapazes juntos não era bom. já chamar os potentados Estado pertencem. á uma vez do Muatiânvua. Ficou logo assente que no dia 25 (agosto) dava-lhe o immediato ao da minha visita para descançar. primeira porém. e sobre que comigo conversaram os seus representantes na Estação Conde de Ficalho : passagem por Mataba sem necessidade de empregar e Qui- etc. um mestres. visila a chegou elle Quissengue a foi de mero cumpri- dizer que vinha disposto a tra- Muene Puto nos assumptos de que balhar com meus portadores no lhe falaram os ltêngo. ticular com sentar ao e lhe pedia : que eram esses para os discutirmos em as- par- os seus velhos conselheiros.

no logar em que insi- estava a faca. Muatiânvua nós e Caungula potentado da terra. MoansanMona Dinhinga etc. o representante de Muene Luhanda. porém que os seus velhos não queriam fosse visto pelos Lundas Neste dia ficou assente que porem como fazendas que Muene Puto a faca pertencia a Muene Puto. que fosse. era necessário eu pozesse alguma cousa. sendo a primeira questão a da faca. Da disposição dos nossos acampamentos fiz um croquis que junto. Candala e outros da chegar a Miocoto. Em 25 de manhã começaram as nossas entrevistas das do acampamento de Quissengue e á sombra arvore. Bun- e da Cambombo. já não era possivel eu satisfazer ao pedido de elle fizera me fez do Itêngo visto dentão para a muita despeza que cá. aos quaes se determinaram logares. refiro-me também aos meus col- legas que desejou conhecer.— 236 — balhar. logar por elle escolhido e Quissengue só uma vez de noute como duma grande é da praxe. que se conservou na sua quipanga. foi ao pamento visitar-me por que os seus receavam modo que não podesse de tisfeito meu acam- elle fosse visto pelos Lundas que o podiam enfeitiçar. me dizia em que não lhe Muitas vezes nos dias dir ter e também me mandava apparecia tinha elle dizer que muita vontade comigo. Quibon- margem do Luana. gulo sa. Lunda. sua opinião a sobre as outras. para os seus acampamentos. desviando-os do centro em que es- távamos. No seguinte dia com suas quiocos começaram gue. forças: potentados outros Muana Muene. pois só resolvida podiam os Lundas desafifrontadamente dar esta. por mais gnificante elle e por isso não vinha. e escura. Esteve na raca affasta minha bar- ser visto de fora e muito sa- conversava comnosco. o que fosse da minha vontade. para .

official. seja o que isto convidou-me o cerimonial que Quando me tregar uma de Muene Puto beber marra com a e retirei eu fôr. grado. de fazenda (duas peças) duas peças de zuarte. cem balas. que eu logo agradeci. dois ditos xadrez azul. capacete do Regimento do Ultramar com os competentes cordões de canana. que era possível satisfazer deste modo em parte ao seu pedido do Itêngo. farda calça e colete de artilheria. cinto telim e espada de official. porém se é fala en- cabra. usam elle. os podia servir para uso delle. o que os Lundas a não ser tapar- quem quer. uma lata de pólvora fina. amarello e preto.°) e consultarem os seus Ídolos. de chita. . Tudo que acceito de o sr. Repeti lhe que eu pouco lhe podia dar. dois lenços de seda carmesim. e vinte braças de arame Parti para o no dia seguinte com tudo dentro da mala e sitio tudo muito da véspera onde á sua vontade e até elle a esteve sentado fino. vinte e quatro ditos 2. Um bahu mala (grande). quarenta fios de contaria grossa. branca. não tinha fazenda nem missanga nem pólvora. a os .— 237 — poder sahir. e do que lhe desse seus quiloios. chamou o meu interprete para me emquanto bebe. artigos que eu sei elle mais es- lambem não podia repartir com Eram cousas que usavam os brancos e só timava. competentes porte fios um de missanga grossa Maria revolver de fogo central e bolsa e com duzentos e cincoenta cargas. Tratei de arranjar o presente que devia levar-lhe no dia se- guinte para ir tomar o logar da faca. lá fomos examinando mala como se abria e fechava. uma espingarda de dois canos de espoleta e mil e quinhentas espoletas. sendo necessário que os velhos conversas- ella sem com o espirito de Ambumba que a dera aos seus ante- cessores (2. charlateiras. cincoenta oito jardas cinco de coraes finos. major bom Combinado se fez sem me mande.

acompanhar-nos talvez fosse mais conveniente assen- tarmos no que elle deve pagar. que da Mussumba duas pontas de zem para que mataram) duas pontas (o e vinte escravos e ficou lei já meu pedido porque eu não quero mal resgatar esta lei tudo. disparando este e a arma. com — mostrando-se muito satisfeito tudo. ainda não pode agora pagar e como o meu ami- está no Estado e pouco go em disse. armando e desarmando o revolver. recusa . para lhe mandarmos a pemba nâo mais se e fallar Deve lembrar-se-lhe diz questão. vez Muriba enviou de marfim de a os resgates para esta faca. e da ultima Mncanza a Recebeu Xa Madiamba. Mona Dinhinga. Fechada guardou a mala. com trouxeram os que vieram lhe me dê uma que me di- ponta e vinte escravos. Elle sabe que por duas vezes sahiu da aos Mussumba meus parentes. uma Xa Madiamba não ficou conta á portanto o seu pedido.— 238 — vestindo e despindo a roupa. que quanto aos escravos mão de Xa Madiamba e este. . Xa Madiamba pague preciso que é a os emolumentos do fim da demanda o que é de praxe. mas quando entre no logar para que o chamam. chave e mandou que seus ra- a pazes a levassem para a sua residência e disse: hoje á noute me o que trouxe vai ser collocado junto mos esfregarmo-nos com Agora pemba com a faca e nós va- e fallarmos aos Ídolos. tal que Xa Madiamba. e trinta escravos e até Elle faca. deve tudo concluir-se agora e eu também não peço muito. Não pode me ser responde. seu subalterno dizendo ser o resgaste mandado apresentar sitio o daquelle. e em a rece- de Gahunza. O meu amigo beu está ponta de marfim Xa Cambunji com que por Quibeu está mal informado foi acampado no não chegou tal alguma ella.

dia elle com para estar presente que não fosse. a minha faca. tiros. dizer o a este o que se reunissem os quilolos e pedir-lhe para lhe dar parte da altura da questão e todos concorrerem para os emolumentos que devia mandar entregar por seu Sua- na Mulopo Qnissengue. a arena. Era tempo de sahirmos para recepção nossas cadeiras Gomo fora. feitas de propósito não ficavam melho- res. e que no dia Suana Mulopo a em cousa doze escra- Foram seguiute. e porque não devia sentar-se sem um muléque. As á direita. e lá em cima si. mandou entregar-lhe Quissengue. fechar-se-hia a questão. a Assim se pedindo-me fez. e outros quilolos que se havia passado do Muatiânvua. para se ver com todos o ataviei bem os espada e revolver e duas pontas do lenço de seda a sahirem por entre os botões da farda. não me filhos acompanhar-me esquecerei de lhe mandar es- sa lembrança. no Quis- tive duvida. de costume. immediato chegamos ao acampamento de Quis- elle tinha mandado esperar os Lundas fora do acam- pamento. mas como quer mandar seus com negocio : a Malanje. cinto. que lhe fosse entregue Suana Mulopo. um inferno. e convida- . desta vez a demora maior. sengue quando sua gente Quando no sengue. estava vestindo se com o seu novo uniforme. entra na grande roda feita o muléque e então pelos seus. e de modo tal que não parecia o enfeitavam. musicata de pancadaria.— — 23g Depois de muito discutirmos ficou vos. e pediu logo para eu ter ir matadores que quiz pôr com elle. primeiro que Mona Quissengue chegue gritaria. Depois de prompto olha para os pés e diz-me falta^ — Não um gentio. A farda e as calças. tudo por cima da farda. onde ia ter logar a dos Lundas e devia ter fim a questão da já lá estavam no seu logar. Isto é o que posso agora servil-o por que o seu pé é muito grande.

e se viviam ain- generosidade dos Quissengues que an- isso devido á da. sentando-se chão razo. parente de Lueji de maltratados Vae faziam nós somos seus parentes. a com lheres e comida nas terras dos vâo . sujeitam-se a dar- nos de comer e raparigas. não obstante ser este e seus antecessores os que menos teem lucrado em conserval-a no seu poder. era queriam vivos como seus tes os quilolos. Na não deviam ter sido o foram pelos filhos de Muatiânvua. com receios delia. pagando-lhes os tri- butos que deviam dar ao Muatiânvua. não é . Custa -nos muito que gar .— 240 — me para eu em sentar-me ao seu lado. sendo chica entre elles conselheiros de principal a ella tem quilolos se o fim podia entre- elles adquirido do. do que fazel-os matar segundo as recommendaçôes do mesmo Xanama (Muatiânvua Ambumba). porquanto Muene Puto. A faca na verdade é de interesse de nós todos que ficasse em poder' de Mona Quissengue. não o podemos ne- até agora os Lundas. e que mais de elle uma vez o tem mandado dizer ao Muatiânvua e pedir-lhe que a resgate. e nossos pães filhos de como Conti. preferiam ordem herar- Mona Quissengue. receando que podesse haver algum conflicto caso se sentassem em nem o que pelles todos podiam fazei o na presença do Muatiânvua. a faca para o poder de Muene Puto porque Mona Quis- sengue. para este fazer matar todos os quilolos da Lunda. assim o disse já. fazendo chamar os qui- ir Lunda que lolos da se postaram na nossa frente. e não nos roubam corno o dantes . mu- Muatiânvua onde dar-lhes esses milambos (presentes no estes caso sujeito extorsões) a perderem biam que Xanama entregara aquella suas vidas. Falaram então os velhos (quatro) seguindo mostrarem que só : gar aquella faca. pois faca a bem sa- Quissengue. Cabamba. a faca seja entregue. e elle tem uma só palavra.

Hontem tivemos á noite depois de sahir daqui o em conselho Senhor major. que com foi encarregado desta negociação. volta- hão de querer os nossos. e : não são esses os intuitos pouco eu estou trabalhando para es- uma boa paz ninguém ha de . recebera duas pontas de marfim e vinte escravos. com Mona Quissengue e até de. Ultimamente Mucanza. se fim . entregue remos ao tempo antigo. repetimos. já pagou o resgate combinado. e muitos de nós lembraram-se que. e nos farão exigências. nos custa a entregar a faca. muito estar- a faca. se Mueue Puto. todos pro- curarão conservar os caminhos limpos para virem negociantes das terras de Muene Puto trazer-lhes a fazenda. roubando-nos deram ou de vontade ou em pagamento de milongas. As pontas foram negociadas no Cuan- go e o Gacuáta. Se os Lundas agora forem os primeiros a levantarem questões com dens. Aqui eu interrompi o que falava de Muatiânvua. 16 os Quiocos seus parentes e Muene Puto que resgatou a promoverem desor- a faca para acabarem essas . o Muatiàuvua deve lembrar-se dos prejuizos que temos tido e va- mos Da Mussumba. já por duas vezes mandaram o res- gate desta faca e nunca chegou ás mãos de Mona Quissengue. dizendo morto. pólvora e armas de que todos precisam em troca do negocio que pode- rem arranjar e elles procurem. que não receava de : de marfim e ainda assim. Agora senhores de os Lundas exercer vinganças sobre as mulheres que nos si. ter. acabar as guerras e sahir de suas terras . nós e por e isso foi tudo comeu. até que nos corram das nossas terras.— 241 — como Lundas que dizem agora uma cousa e logo dizem ou- os porém tra. nem tão o que se quer é os roubos. voltou essa fazenda que entregou ao Muatiânvua com quem es- mande uma ponta preciso pois que o Muatiânvua aos E' tá.

um certo numero de exigências que devia fazer para entregar a faca. Que vontade de Muene Puto. virá então castigar os da Lunda. Ainda falaram outros. — 242 — contendas e serem todos amigos. prefe- por seus e delles cobrar tributos que deviam pagar de estar esta faca ella e por seus antecessores si uso que Muatiânvua como os ao Muatiânvua. e faia quilolos Ambumba : que queria que deviam todos morrer.. para que seus sinar os seus filhos . se certo o seu parente Quissengue. ora. Suana Mulopo e outros da Lunda. lembrando a Mona Quissengue. principiando por sustentarem que eram elles prejudica- dos e esta se não devia entregar. nós acreditamos seja essa a porém conhecemos bem os nossos parentes da Lunda e sabe- mos que para uma cousa teem sempre duas palavras. Mona Quissengue não fizeram delia o fizessem elles riram tel-os . como os seus quilolos precisam de ter quinhão no resgate e Muene Puto não lhes pode dar fazendas pelo que tem despendido com os Lundas que sem motivo justificado aconselharam o Muatiânvua a repartir com os Quiocos que vinham cumprimental-o na sua passagem. tado não esqueceria os serviços certo lhe enviaria que porém que elle estives- entrando no Es- que lhe tem prestado e de- mesmo mais duma ponta. e a elle Quis- amizade de Mue- vão negociar ao sitio delle chegando ao Luembe o informaram e en- (volta á Xa Madiamba recebera da Mussumba duas pontas de marfim. sabia que por em bem que seu poder e por isso lhes custava saber vae ser entregue a Muene Puto sengue prefere o socego das suas terras ne Puto. teem abusado muito os Quiocos filhos porém . . por isso não é muito que a elle Quissengue lhes dê uma das questão) de que seu irmão pontas. não tinha recebido ponta alguma. responderam que Muatiânvua.

— Eu 243 reforcei os argumentos. Soube-se isto nos na acampamentos do Muatiânvua. sol pelos questão porque me posto é que rapazes e também sem foi bai- havia a tro- ca das mulheres. por isso os xei já em to- danças e cantigas. os taes saltos e muitos agradecimentos porque tinha Muene Puto resgatado a Lunda do poder dos Quiocos. Os Lundas haviam chegado uma hora antes de mim. Era tarde. e eu ainda não tinha comido. e só depois do entregue a faca para não nha. a conclusão estava — e véspe- lembrando-lhe que nas nos- fizera questão só o que na dizendo-lhe dos dentes de mar- numero de escravos que sobre o os Lundas lhe traziam. e os meus que margem do rio. ra tinha já dito a tal respeito. Houveram seus tive discursos apropriados. recommendando-lhes agora juizo e que dos tratassem de promover o com as questões com bem da sua terra e acabassem os seus parentes. nunca se sas entrevistas. todos os quilolos para A era que eu vinha com noticia me esperavam ram isto satisfação era e este sahiu fora e fez me receberem geral . e que podiam seu pae Muene Puto. houveram tiros. quando eu passei disparaarmas em signal de alegria. a faca. e chamar agradecerem. dei- . Quissengue determinou que fossem os emissários dizer ao Muatiânvua que lhe mandasse outras e mais duas retirar já porque a faca a levaria o Retiraram aquelles. foram dizer ao Muatiânvua. e as suas mau para todos. Os conselheiros regeitaram quatro mulheres velhas e feias. fim. a alguns dos quaes de responder. que eu estava muito zangado e receavam que eu fizesse guerra com Houve a gente de Quissengue. Ainda assim. não fiz ser vista . uma recidos porque eu das vezes zanguei-me com e esmo- os Quiocos por faltarem ao que estava combinado.

e essas razzias contiuua- das ás povoações. não devo deixar de mencionar o dito dum Quioco. que teem affugentado os negociantes do ca- minho de cima agora se não viesse e Muene Puto. é que tem havido tantos roubos e mortes. sem grande lucta da palavra que se acabou esta questão. ? » todos se rissem e logo me fosse dito o que se pas- sava. que los seu uso. fazendo-lhes res- roubos. «Então quando ouviu podemos roubar não já de fazer agora Gomo de Mona Quissengue a decisão : que havemos os da Lunda. riscando os Quiocos. e que neste empenho felizmente. Quissengue e Muatiân- vua a chama comerem juntos como bons amigos e foi Xa Madiamba pelos representantes de Quissengue o que se entregue a ampêmba. a boca fala foi depois repartiu por todos os seus quilo- elle para esfregarem o corpo. havendo muitas exigências quaes tive exemplo : a algumas das de ceder por serem de meros caprichos como por a insistência dos de Mona Quissengue pelo dente de . mo Sr. como é do com a ampêmba. harmonisar os povos não recuse justiça a quem a ella sido meu tra- lucta e procurar se tenha direito.— 244 — Antes de proseguir. Quiocos e Lundas. Fiz-lhe ver em que toda esta viagem.° sua indepen- a de setembro do corrente anno. pois nesse dia que Muene Puto lhes entregou a faca completa. foi procedendo-se em seguida á cerimonia do estylo. signal de que não mais se na questão da faca e das muitas mortes e roubos de que causa. resgatou élles dência a Lunda no dia 1. agora encon- tituir trava o meu amigo Mona Segundo Quissengue. também os afugentariam deste caminho. Mas não foi Ex. tem em balho continuado. aproveitei occasião de dar bons conselhos aos Quiocos. mostrando que por causa de assim pensarem muitos. morte duma cabra dividida pelos três: Muene Puto.

levantasse um também 1. marquemos o dia para se para dar a ampêmba á gente da Lunda.— 24-5 — marfim era para o dar ao seu amigo Sr. major quando se- manda bus- Mona Congolo para o dar o elle mande gente da Lunda que deu esse dente a buscar. o Lisboa. major. Chamei dei-lhe e ordem para fazer entregar o dente em de marfim aos portadores de Mona Quissengue. não queria a outro fim. acabemos a questão o seu parente Mona meu acampamento. Caungula pedisse ao Muatiânvua. para lhe permittir que no tratado que seu irmão mais velho celebrara com o major. nesta fosse mesma o seu estado audiência. Muene Puto é Não é Mona Quissengue que lho dá de boa vontade. Ficou bainha ainda não veio desta vez. . . e logo guida o mais velho lhe diz: «Mona Quissengue não car esse dente.° incluído. a Na manhã seguinte veiu a embaixada de Quissengue com cin- co velhos que traziam já a bandeira portugueza e comitiva ao meu acompamento Mona Congolo para irem comigo ao Muatiânvua. por- que queriam que o Muatiânvua lhes desse um dente de marfim. lhe disse. determinei sr. Sabendo deste facto logo depois da troca das mulheres disse a Mona Quissengue. Aquelle respondeu ainda haver duvidas entre os velhos. A a bainha foi-me entregue em seguida e assim terminou pois magna questão! Como depois da entrega da faca em audiência do dia 10 de setembro. chegou hontem e a elle dei eu a guardar uma ponta de marfim na sua residência. Gongolo está no Mona Congolo para mandar entregar o dente aos por- direi a tadores que forem ao ampêmba ao Muatiânvua para combinado. que interprete António Bezerra de auto dessa declaração que a esta reuno. portanto venham os seus velhos pela manhã com a ampêmba e eu Bem. porque o entrega a a seu amigo o já a sr. mas no entanto pode dar-se a sitio delle e a repartir pelos quilolos.

Quissengue de manhã vieram portadores delle dizer-me lá ouve. Toca o mondo sete da a reunir armas. Por mais que eu explicasse o que se passava. afim de evitar que o acompanhava fosse roubar as lavras que gente que a eram quasi todas novas. ficando elle de nos mandar acompa- nhar com uma pequena força até ao Galanhi. — lá irei hoje gal-o mais tarde e levar-lhe ouro. A's duas horas da noute houve reunião de potentados quio- acampamento de Quissengue para esse fim cos no logar a grandes sustos entre os Lundas. que elle . pelo horas da madrugada e isto deu que ás quatro me chamou Xa Madiamba. esteja descançado . não socegaram. foi a a isso elle me verdade. e raparigas. por isso que ainda não tinha poderes para isso combinou então Quis- . e ás que Quissen- gue fora prevenido que Xa Madiamba queria intrigar com e que de madrugada ouvira chamar ás armas. sengue fazer despachar os acampamentos de Quiocos que esta- vam em redor de nós. quem auxiliar guerras. fosse contra Mucanza) e toda sitio delles. por pedia como amigo — Diga a do mentiras lhe mandasse dizer Mona Quissengue que . O Muatiânvua não dava ordem de marcha e Quissengue . guerra me falava em Quissengue se não Mataba e fazermos seguir o Muatiânvua pelo a caminho indicado por Ambinji. dizendo ter sido prevenido que Quissengue lhe queria fazer guerra. tive tenção dir meu emmesmo por fosse e antes era harmonia entre inimigos e meus conselhos Xa Madiamba não as podia ordenar.— 246 — Em fazer todas estas entrevistas. Fui soce- uma moeda de cinco mil réis em muito desejava possuir e lhe havia promettido. estando elle e Cacunco promptos a entre- garem Muari Massango a (a mulher do fallecido gente que lhe pertencia e estava ainda no E como eu sempre penho restabelecer a que nunca lhe falasse. são tu- minha resposta.

muito ficasse estimavam mandasse occupar com auctoridades e forças suas. contando-me as exigências que sob diversos pretextos um e outro Muene Puto que resgatou estavam fazendo mão dindo a gue tem trabalhado para concertar os caminhos e a faca da . começou a desconfiança da gente da Lunda. porque Quissengue não levantava. para entender com ficaria um no caso que precisas- elle. as quaes felizmente tive em de entrevir decidi a contento de muitas ques- ambas as par- tes. e todos os dias que se seguiram até ao fim do mez. e pe- de Quissene as terras . mas que desejavam quibangos o em foi ser contemplados nas suas povoações (feitorias) virtude disto com officios. e força. Foi depois de ter contribuído por varias vezes para as pazes entre Lundas e Quiocos. era continuado o desassocego entre Lundas e Quiocos e tões. Depois.— 247 — esperava portadores que tinha para Mataba. seus dois irmãos e três dos conselheiros conhecer a falaram em re- Soberania de Portugal e declararam-se promptos a uma mucanda firmar me mais importantes sabendo que elles Muene Puto (Tratado) pelo qual como os Lundas. Principiaram a retirar alguns Quiocos. que Quissengue. um chefe e soldados que celebrei no dia 2 de setembro o mestres de Tratado que esta communicação acompanha. e um Quissengue que recebera recado de casa para dia diz-me lá ir. as terras da Lunda. do que resultou por duas vezes eu receber directamente um enviado de Ambinji e Gacunco. ímmediatamente. e tanto este como Muatiànvua esta- vam e a enviar portadores a Mataba para receberem milambos. Mona porquanto seu visinho Mona Muquixi por causa de feiticeiras fora uma sua gente queimar Não podia deixar de representante seu retirar com uma se de seus serviços me com povoação delle Quissengue.

em diamba . que via desapparecer de dia para dia as suas vras la- e sabia por portadores seus e de Mataba que não havia já inconveniente em passar Xa Madiamba até ao Cassai. mais accordo elles morte de Mucanza e sim veio essa ordem a de Cahunza. porque estou me demorado esperando os meus portado- tragam Muari Massango que quero entre- Xa Madiamba como parente prometti. e resgatar a mulher. Soube depois. com Quissengue.^248 — da Lunda. fim Quissengue pede ao Muatiânvua que o despache. como algumas pes- soas que se dizem foram remettidas para o Muatiânvua e per- tenciam a Mucanza. e só Quissengue sabia onde paravam. porém que era despachar Quissengue pois não podia deixar o seu de preciso sitio com aquelle hospede que parecia esperar a sua sabida para dar um saque no que lhe pertencia.) Não queriam os de Mataba a sua grande testemunha que os defenderia para com o Mua- tiânvua e quiíolos denaram da Lunda porque não foram filho tarde. e que or- em boca de Muatiânvua a qual lhe fora dada por Muriba. . allegando que era esta de certo ella que Cahunza. que pozesse fora Quissengue e fizesse avançar o Muatiânvua pelo caminho Também para me dizia elle : espero res. por» deste e não para Xa Ma- desapparecéria. Gaungula. Aqui volto eu modo Em a a nova lucta para se conciliar as cousas de podermos marchar. assim procedera de havia conveniência mas para si. a seu declara ao Muatiânvua que estava prom- pto a acompanhal-o até ao Cassai visto as boas respostas seus companheiros Ambinji e Cacunco . bem como os filhos (sobrinhos de Mucanza. e con- trariado por não se satisfazer á vontade dos outros potentados seus amigos (Calambas) do norte em se fazer guerra visinho Xa Muhongo. tanto entregal-a. fazer sahir Quissengue tive trabalho. pois meu gal-a a já indicado.

e mandou sentante algum dizer-lhe com seus que questão de mais quatro escra- ia partir e lhe deixava um repre- para o acompanhar e o previnir se filhos delle quilolo uma foi no Cassai continuar com suas correrias aos Lundas e lhes fizer exigências. tiânvua a o portador de Xa Cambunji que na presença de Muxidi. vos. veniência. foram ouvidos os portadores e se não dizer tudo. Muene Luhanda e noticias quilolos a particulares em grandes do Mua- foi sempre publico não concordava Ex. as verdadeiras mysterio e o que se dizia boatos que portador deste e outros de nas margens do Cassai e Chiumbue. a que sobre esses boatos tive com o Muatiânvua e os seus velhos. — 249 — lhe dê alguma cousa. o conselheiro especial do Muatiânvua. e depois é preparado o que se ha de dizer não pode in- por Muitia. recebe-as o Muitia e o Muatiânvua. enganam o Muatiânvua se nisso ha con- homem em pu- portanto tratando-se da nossa partida. me dava a margem em que pelo facto de necessária para eu não dar credito ao que se dizia e desconfiar de haver trapaças me disse a verdade para se serviu de base para determinar As verdadeiras noticias porém actualmente já uma justificar e blico pelo Muitia Muitia é Este . o qual mais tarde me um com os V. decidida Parecia pois nossa questão de partida quando a chegaram os portadores que do Chibango se mandaram filho Luênas Cambunji As com um e outros. sinuadas Xa espalhavam e de dia para dia muito diversos. devo dizer entrevistas dois que estes traziam.. lhes dar castigo severo porquanto ficaram amigos e aquelles quilolos já são sa- elles bedores que a faca foi entregue. se Porém. cos. a sul em que Mu- de Xanama que fez a guerra a Muriba com Quio- xidi. disse- bom ouvirmos falar me resolução definitiva. velho e amigo antigo de prevenir que nâo era bom Xa Madiamba o fazia entrar elle agora no Estado. e se .

As nossas circumstancias são más. mais e que é este o caminho direito. porém é certo que como por exemplo Muxidi querer apanhar Xa Madiamba do outro lado do Cassai. visto haverem-se consumido as que tinha. Quissengue. pois uma se assim o aconselharam era traição que lhe faziam. fosse acampar na terra delle e dei- para o Estado Muxidi primeiro. porque se agora que seu tio é que devia tomar conta do Estado. to lhe iria elle com continuaria pois as suas maluquices a estragar as terras. O nosso regresso tem de . Havia nesta noticia um tanto de verdade. outros boatos a destruiram. pois os Quiocos na sua Caungula também elle como os ainda demora porque sítios para começar a la- passagem tudo tinham destruído. de cer- dar muito trabalho. para o comprometter a resgatal-o do poder dos Quiocos. está consumido. Gaungula também se oppôe dizendo que ninguém impede a passagem do Muatiânvua por Mataba. Elle estava na dependência dos Quiocos que fizeram a guerra a Muriba e a dia quem não po- pagar as dividas de muitas vidas de Quiocos que se per- deram nessa guerra e aquelles já o estavam apoquentando pelo pagamento. Novos portadores são enviados se ha algumas noticias com a Mataba para se conhecer respeito a Muxidi ou de quaesquer movimentos de Quiocos. que estavam no Tênga em terras de Xa Cambunji. dizendo ao Muatiânvua que as chuvas tinham principiado e tanto da corte desejavam saber se elle tinha então tratavam de regressar a seus vrar. porque o pouco que para aqui trouxemos. insiste pela marcha. porque quer fazer lavras novas. sabedor das noticias que chegaram.— 2bo — não quizesse xasse dizia ir : ir para traz. preveniu-me que não consentisse que Xa Madiamba fosse ao Tênga. Chegaram portadores de Mona Dinhinga.

Estou já muito cançado e desanimado com tudo via asseguro a V. por ser necessário para elles que apparecesse a lua nova (27 de setembro). parte da Veremos quando todos chegarem que estorvos mais se apresentam. são distantes as lavras. toda- que se trabalha e bem. á apanhar arranjar vir Am- buscar o Muatiânvua e trazer-lhe os milambos. marcando-se os princípios de outubro para marchar- mos. todo caso eu continuo trabalhando para esse fim. Ir para deante é interesse de todos. a isto. onde encontrar mandiocas. de que Muxidi nos esperava no Cassai com uma guerra. e os meus col- . Mona Quissengue despediu-se no facto partiu de e no outro. Os portadores de Mataba trouxeram boas ordem para mim dia seguinte de noticias e deu-se se tratar de arranjar alguns mantimentos para o caminho. com fui ter o Muatiânvua aguardava para poder seguir e vae pelo caminho combina- do com os de Mataba. caminho por daquelle por ser mais curto. fazendo-lhe ver que a partida delle. é preciso dar tempo a scena a questão de fazer guerra a a gente que lá está de Mucanza. dois Já dias de viagem para timentos e volta NW. o que mal pô- de chegar para todos. e portanto Mona Quissengue. a que parti- 10? Não. haver muita chuva e as terras binji man- no entanto decorreram oito dias de novos pretextos. Xa Muhongo e fazer o depois destes outros e outros pretextos: como o de que Cocunco diziam e . .— 25l — ser feito à custa de nossas roupas particulares. Depois de tudo remos Em até isto poderei asseverar a V. Ex. A maior parte da minha gente está fora colhendo mandioca e fazendo farinha e outros procuram caça e gente Muatiânvua está espalhada também grande com o mesmo fim. etc. Ex.

com respeito ao interesse da destes po- a politica escripto esta mo Estado dos Negoctos de da Expedição. Ministro do Muatiânvua vulgo Xanama. a de Ex. o Guarde e Ivens. 1. lanje pois . A Resgatada a faca S. major do exercito. Gapello e Ex. E tal é o meu desgosto por este facto e tão fatigado estou com as questões diárias vos. a o Sr. Ministro e Secretario de Marinha e Ultramar. que irão até Ma- sua factura. para no valor de 170$000 a Ambumba qual tive de recorrer a réis (Muteba Noéji) um empréstimo que se não fôrdaapprovação do Go- verno de Sua Magestade de bom grado será pago a expensas . Ex. como O Chefe costu- que V. como por vezes dese- teem já o demonstrado ao próprio Muatiânvua. mo — Deus scienoia. que nem qual. Serpa Pinto. sei que constituem como tenho nem dou conhecimento certo me desculpará. Sr. e como chegassem ha dias.° — (a) a V. a nossa situação é muito má com respeito a re- cursos. a — Estação — IH de outubro de 1886. Ex. Henrique Au- gusto Dias de Carvalho. a esta Estação expedi dois portadores á Estação Luciano Cordeiro vêr se tinham alguma noticia de a recursos que pedi para Malanje ou determinados pelo Gover- no ou por minha conta particular . communicação. na doutros assumptos mo.— 252 — com legas apesar de doentes e de muito contrariados e jos de retirar desde abril passado. trazendo-me apenas noticias de verem passar mais uma grande Expedição para o Lubuco por conta dos Allemães e nem se- quer encontraram uma pequena comitiva para nos cederem a de novo despacho outros dois. continuam fazendo avo- lumar as collecções dos serviços especiaes Logo que cheguei a seus cargos.

amos para Chibuinza Ianvo. Estes portadores apresentaram-se mo Muxidi e outro de Xa Cambunji. que com um enviado do mestrazendo presentes de seus se congratulavam por elle. : vez dir por Mataba. nem em o bom cuja teia forma se embrenha o que ha de mais singelo. como ainda o que é tudo emfim mesmo as conversas cazeiras de família. a que me re- . Na maior parte dos casos não entra senso. o mais trivial. as curtas e simples phrases em troca de cumprimentos diários entre amigos. offendendo-se melindres de terceiros e mesmo de estes povos em que extranhos. se dispor tomar a posse do espinhoso cargo do Muatiânvua e sollicitavam-lhe que em mudasse de itinerário ás terras de Xa Cambunje. por a seguir e resoluções a tomar. uma cousa mysteriosa. o que se deu na occasião porto. quenâo só o que faz parte da politica dos Estados do ramerrão. e havendo chegado os últimos portadores que se esperavam de Muxidi (do Tênga em terras de Xa Cambunji ao sul do Cassai) que promovera a e guerra ao ultimo Muatiânvua. do costume. o que dá logar a por tal um nem a rasão enredo de mentiras. pelas desconfianças vivem sempre querendo julgar uns dos outros por apparencias. o Muriba. se dirigisse Houve divergências com respeito ao caminho isto alvitres e sempre longas entre estes povos discussões. é um dedálo. de que resultou morto no terceiro combate dus Luênas recia que nada mais havia a e ser Quiocos do sul: pa- esperar e tratava-se de proseguir- mos nossa viagem. an- nuindo ao pedido dos quilolos da Mussumba. no que decorreu tempo e em que em se le- vantam infelizmente pendências.— 253 — minhas. que — assegurada chamou a corte a passagem do Muatiânvua por Mataba e toda a Lunda e Quiocos já reconheciam — com taes honras o tratavam.

Muene Puto e Muatiânvua. deviam ir prevenidos que o caminho estava limpo. Caungula e o — foram as lavras desvastadas pelos sr. tem roubado muitos commercian- quando regressam com seus negócios. . tratando este como rebelde. Havia alguns interessados (os que perderam os parentes e escravos com a morte de Mucanza. não era verdade. até serem meiro. muito ladrão. Neste intento se me mostrou gula a pretexto de que era elle e que os É tes muitas vezes favorável o Caun- um mau visinho. senhor das Calambas visinhos parentes terras em que estávamos. conhecendo os cami- nhos diziam: pelo caminho que nos aponta Suana Calenga(Cacunco) e Ambinji (Munua Méma) e acceitaramMonaQuissengue. incommodava porque o temiam. um entrave fácil a que não imperasse os vai em desmoronar entre outros povos feitiços e as superstições conhecer pelos factos que como V. e se lhe fizesse um sequestro de toda a gente entre a qual se achavam os pretendidos parentes e com o tava-se apoio de escravos .— 254 — Com o decorrer do tempo desvendou-se o que tão compli- cado e mysterioso se apresentou então. e con- Xa Nhanvua e de Xa Lunvundo dois e também de Caungula. Ex. reconhecia-se que era simples. governador de Mataba) em que se passasse pelas terras de Angueji de Muiamba (Mataba) entrando pelas do Calamba Xa Muhongo. o que depois reconheci. emquanto que por ali até Muene Massáca no Caunguéji. ha abundância de mantimentos e daquelle sitio ao Calanhi são três dias de viagem. Outros iam mais longe. Eram aquelles apoiados por os que. a narrando segundo a ordem irei por que se deram. ficando acampado no Caungula. que se devia ir por ali — porém pri- os Calálas adeante com uma guerra. Quiocos e vamos passar muitas fomes. major. certo que Xa Muhongo.

áquelles e outros potentados em do norte. tributos de obediência. inventando . mas de alta cathegoria) e os dias de- corriam com apparencias de inacção. nem protegia roubos que era o que tinham em vista os que mal aconselhavam o Muatiânvua a nâo annuir ao pedido de Ambinji e Calênga de quem estava comendo já milambos. Isto desgostou os que queriam a pilhagem. a ir até aquelle rio com as suas armas á frente do Muatiânvua como seu primeiro Calála. aconselhar a todos. e seguro Quissengue do que eu lhe affirmava. empenhava-se que eu nâo mudasse de opinião que se nâo fizesse guerra a Mataba e seguiríamos pelo indicado por Ambiuji e Calênga que já estavam : de caminho mandando ao Muatiânvua os seus milambos. sendo pretexto vingar-se a morte do velho Mucanza (um outro refinadíssimo ladrão de negociantes. e adiando a partida. ir tinha de attender. resol- gas o iriam acompanhar até ao Cassai e veu-se que o caminho seria o indicado. mas tramava-se ás occultas contra os homens que o Muatiânvua o peor que podiam fazer era pretextos. nâo podía- mos estar ali mais tempo porque os mantimentos estavam aca- bados e declarando peremptoriamente que iria a Expedição nâo pelo caminho que queriam porque nâo apoiava guerras quem fosse. aproveitava o tempo mandar seus aviados. fosse a Convenceu-se o Muatiânvua que não podia alterar o que estava combinado e informado pelo Gaungula de que seus colleelle mesmo Caungula também estava disposto. que levantássemos e se- guíssemos pelo caminho ajustado com Quissengue. fazendo conhecer os seus bons serviços junto de Muene Puto e Muatiânvua para lhe Eu insistia em serem retribuídos. permanecia no seu acampamento e em relações continuadas comigo.— 255 — No entanto Quissengue que estava a par destas discussões.

? 16 de partici- acompanhado dos seus mais Íntimos pedir-lhes que addiassem a sua partida para mais tarde porquanto era de demora tas ali no Caungula uma em que questão de mais dez dias só esperava de Mataba e depois seguíamos todos a umas respos- viagem directamente ao Calanhi no que se calculou com cargas gastar-se doze a quinze dias o muito.— 256 — Os meus tirar collegas que em já Abril mostraram desejos de re- por que suas saúdes estavam bastante deterioradas. a pretextos. que todos as sanar. Como o pedido. Ex. com elles ? e de que devem ser dotados generosa como sublime missão collegas elles. (Andando bem. podiam em meados retirar em de Setembro. a lucta seria impossivel na occasião. mais doentes com e esmorecidos podiam proseguir. seriam infructiferos. e occasião. o que é fatigante. a verá. outras de que eu não podia esperar. já pela influencia do clima já pela falta de commodidades e muito principalmente pela difficiente alimentação. como V. era as delongas. surgem e os meios que eu Além de E empregasse para em uma ordem tal superior. intempestiva. entenderam pado mas quanto estes. não com o grosso da Ex- indispensável que eu os fizesse regressar pedição. Succediam-se tida e novos pretextos para addiar a par- mais tarde quando eu suppunha ter desviado as diffi- culdades. pois estávamos sugeitos apenas aos escassos recursos que havia e esses mesmo vinham de muito longe trazidos pelos Quiocos. dias de quatro. como andei. cinco e seis horas. ao Muatiânvua e este veiu no dia seguinte. a serem verdadeiras as bases em que era . gastei vinte e cinco dias úteis). eu creio ser possível reagir contra as suprestições e des- confianças de povos tão como atrasados tempo de contacto não será preciso ter grande paciência e força de vontade não os que se dediquem Resolvido que os a tão meus Outubro.

. Diariamente eu pedido que tinha procurar o Muatiànvua e lembrar-lhe o ia feito. diz que o Caungula nâo podia deixar o seu sitio vesse Mona Quissengue acampado nas suas terras pois pare- aguardar cia a sua partida para os seus roubarem as rapari- deixasse e o que encontrassem na sua residência. Mona Quissengue agradece e amigo. que fizesse sahir sengue. me disse. gas que elle que Muatiànvua não podia deixar de attender a esta razão e elle como não acompanhado elle isso me sem devia sahir das terras de Caungula até aos limites de seu Estado no Cassai por pedia a mim. que feitos um com em e signal de boa manda pedir ao seu parente amizade e de estarem satis- outro mandasse naquella noite dançar suas ra- parigas e rapazes que elle lá fazia o mesmo. que mandei já . e ainda Quero participar ao meu amigo. Passados três dias. e nessa mesma marcou o praso de dois tarde em despedirem-se do Muatiànvua dias mandou dois quilolos seus nome e pedir-lhe o des- seu pacho. que os dias iam correndo e por ultimo me o Muatiànvua em quanto esti- que era preciso sahir. acquiescencia delles. Quissengue cumpriu o que disse pedindo-me na véspera que fosse eu lá despedir me delle. O Muatiànvua Muitia sente recebeu-os e mandou-os acompanhar pelo seu que levava da sua parte e aproveitava a Mona Quissengue um pre- a occasião de lhe fazer entrega de seis escravos delle fugidos que na véspera foram encontrados no seu acampamento. Tratei disto e logo Quissengue para levantar. que os meus bom grado collegas haviam fixado e eu de acceitava teve a . nâo alongava o praso de demora. deixando elle ser por Mona Quis- o seu representante para nos acompa- nhar pelo caminho combinado.— 2D 7 ~ fundamentado. 17 para conversarmos. seu pae.

Quero que prometti iriam acom- panhar o Xa Madiamba. querem complicarlhe mais a viagem. Na manhã de 4. amanhã peço para lhe dar alojamento sempre no seu e acampamento. O velho de manhã em meu irá . porque e por isso ia me pedia não consen- demorar muito a viagem e o o Muatiânvua para o resgatar do poder lá quem dos Quiocos com Xa Madiam- Cabunji mandara pedir a pelas suas terras estava compromettido. logar para delles tomar conta.— 258 — prevenir o meu quilolo Quibeu. hoje nem nos Lundas Supprimo as com o signal (uns ornatos dou. o Muatiânvua não ordenava a partida. Partiu de eu Quissengue nos primeiros dias de outubro insistir e apezar para seguirmos. que o meu amigo vae seguir com Xá Madiamba e desejo que venha ao seu encontro na margem do Luêmbe para o acompanhar em terras de Mataba e me assegurar ter o também meu amigo passado apresentar-lhe os rapazes bem o Cassai. podemos nem nos Quiocos. major nos Lundas que aconselharem o Muatiânvua a irem por aquelie caminho. . Se da Mussumba alguma coisa precisar de mim. Xa Constava-lhe que ba para ir nessa mudança tisse Muxidi queria ver Não acredite Sr. acreditar minhas respostas para não alongar muito esta communicação. peço-lhe mande um dos seus soldados rados) que eu farei o mesmo também não. e agora que lhos entrego caso aquelie se esqueça de lhes dar de comer. partiu o meu collega Marques e depois o . peço ao meu amigo se lem- bre que elles estão fora das suas terras e nada tem com que comprar o sustento.

que na noute anterior vua já houvera grandes reuniões de quilolos no Muatiàn- já no Caungula e que depois fugira Muene Tembue. povoação de Suana Mulopo do Caungula. Não sem ter de cortar difficuldades tre os carregadores do Congo lá que se levantaram en- em consegui que a Expedição 5 fosse acampar junto do Calála. a seguir seguida por e ficaram ter a com le- mu- elle três por faltarem os carregadores da auxiliar os dois antigos o Cuango. mas eu avancei e um do Congo pratico no caminho segue-me e logo vantam todos. e segui. e tudo já a caminho volto . não mas como eu me importou uma hora Depois de ter andado atraz ao acampamento. disse que sim. sobri- nho e irmão do Muatiànvua só com Muatiànvua addiára sua a a partida e sua rapariga e por isso me pedia o esperasse. elle. Por causa da muita chuva. Era o costume das viagens anteriores. curar Calála e os que estavam em vantaram difficuldades que a transporta- tinha de voltar ali a espe- esta contrariedade. Ahi soube por gente da Lunda que vinha avançando. acampamos meia hora antes de chegar ao acampamento para onde fora o Calála. elle se avistar comigo. Lunda que deviam com nos ensinarem o caminho Os meus tinham receio de irem pro- por o não conhecerem. Na madrugada de 6 o um caminho errado. le- dos rapazes em ficar o interprete acampamento a cadeira. Mandei dizer-lhe que o esperava só no Luêmbe para lhe dár passagem na canoa pois onde estávamos não havia de comer.— 259 — Aguiar e eu capitão pediu não fui me despedir-me do Muatiànvua que sem levantasse. partindo eu três horas depois por causa de duas cargas que estavam sem carregadores. tendo ainda de lher adoecido naquelle cargas sendo uma vam desde rar o Muatiànvua. mas que iria dormir onde dormissem meus collegas.

distiibuisse uma duvidas fossem acampar na porção de busio Calála ia a cada um .— 2Õ0 — minha cubata. confirmava esta noticia. elíe. quando chegam Lundas apres- Ia a entrar na me dizem sados e chegue ma Muene Puto seu : filho Muatiânvua pede que que estão fugindo todos os quilolos. das que todas mais ou menos exageradamente confirmavam as noticias que eu Numa tinha. me deu a em dos que o recado. e eu pensando um os dias pouco. dizendo- mentirosos e traiçoeiros e que seguida Muene Tembue. resolvi escrever ticipando-lhe mas que no em um bilhete ao vista daquella noticia meu collega Marques par- que voltava ao Caungula. se os carregadores não offerecessem margem do Luêmbe e como fosse possível que alguns naquelle mesmo dia depois de acamparem. que Muene Tambue . O a repre- que viera do Calanhi com os meus portadores para o serviço do Muatiânvua e ultimamente todos me procurava para eu apertar com Muatiânvua para le- vantar e seguirmos. o Mona Ula e Suana Canhima . esses é que me disseram. Tão indisposto eu andava contra tudo e todos os Lundas já que vociferei logo contra os lhes serem ravam a elles marcha do seu amo. comigo. o seu Calála. Cheguei pois ao Caungula passava do meio dia e bastante Pelo caminho encontrei diversas comitivas de Lun- fatigado. dando logar çada de esperar por Um me davam que com a demo- corte can- asseverou-me que já alguns noticia quilolos tinham fugido sentante da Lucuoquexa que a isto chamasse outro Muatiânvua. dessas iam dois filhos de Muatiânvua. Ex. dia seguinte. e lambem cha- lá. pé porque a que ainda desla a minha rede es- soldado doente e muito gravemente. quizessem ir comprar algum sustento a alguém do Luêmbe ou em alguma povoação de Quiocos próxima. e parti. e devo dizer vez as minhas jornadas foram tava em serviço de um a a V.

já. ahi fica minha primeira mulher. que não o acompanho. seguida a esta reunião o representante do do Mucundo) mandou retirar todas as suas ar- mas menos seis para traz e que também Xa Cambunji e Muene Luhanda retiraram de regresso a suas casas e Quiban.: — 26 — 1 em na véspera.» Levantou se Em e fez o que disse.° foi que Caungula (o em sem o sobrinho e que deviam pro- em algum accordo com elle. principio julgou-se um que aquillo não era mais que desabafo e ninguém fez caso e quando o Muatiánvua decorri- dos alguns minutos. Assim que cheguei ao meu antigo acampamento mandei cha- mar Bungulo me Quiluáta grande Calála. com Gaungula. foram dar parte á audiência que o Muene Tembue Muari. Passado algum tempo. vamos nós seguir Os quilolos tiveram uma a conferencia terra por ser o mais velho e Cárula e opinião : como elle a a sua quem os que lhe pertencia do nossa viagem. com quem . como deixou ficar o Estado que tinha. eu declaro tio e per- . pergunta aos quilolos : o que dizem áquillo? ninguém respondeu. cousa. o que a me deram não julguem que preciso roubar alguma . presença do Muatiánvua dissera aos quilolos «Todos sabem que se projecta uma traição contra não teem sistem a em coragem de precisa leval-o para deante . retirou. dono da dizem ter sido elle de que os quilolos tinham uma grande responsabilidade se levassem o Muatiánvua curar este e entrar E' certo i. typo serio e entendia bem. «Só levo comigo do Estado. lhe pois dizerem a meu verdade bem. tinha partido e tanto o Muatiánvua responderam: que fazer-lhe? não da corte chamaram . go também mandou retirar gente.

diz o . chamei o para que me diga que novidades ha por que os quílolos estavam fugindo ao Mua- recebi noticia câ ? que recebi ordem de partida. e eu deixasse. um dos meus rapazes. e extranhando vêr-me comer colheradas de farinha e agua diz-me fria. apenas correspondi aos cumprimentos que me dirigiam.— 2Ô2 — Este veio logo. tiânvua. médios disse-me um estava fazendo re- me importar com por um braço para o dos guardas. me homem. Entrei no quarto do Muatiânvua sendo seguido pelo inter- prete e dois rapazes de Loanda armados que ram ficando estes á entrada. pergunta-Ihe o Muatiânvua: «O que arma para me matar?» Rimo-nos puxal-o dizendo-lhe: «O e continuei a meu amigo bem sabe que eu não lhe quero mal. depois duma entrevista a que os conIsso não é verdade.o sitio delle. occasião que reparei em quem estava ali. : meu bom amigo desculpe não mandar buscar alguma cousa para comer porque tenho tudo amarrado desde hontem á noute Obrigado. á porta estivesse perfilado por casualidade o mais é isso. chamei-o e logo que o sitio em que E como Xa Madiamba me acompanha- vi. vidou o Muatiânvua foram por lhe ter elle despachados hontem^ por mandado pedir Xa Cambunji que to provisório acampamen- onde estava e fosse fazer as lavras no O Muatiânvua dência. estava no recinto mais interior da sua resi- sem reparar na gente que rodeava a qnipanga e da que estava na entrada todos esperando o despacho da mi- nha entrevista com o Muatiânvua. retiram alguns rapazes do Gaungula com permissão do Muatiânvua e Xa Cambunji e Muene Luhanda.» Quando chegamos ao pateo da entrada. trouxe-o deixara o interprete. mas sem isso. já traz a alto. por mim lhe disse o interprete que .

Fizeram acreditar ria e ficou Mas o Calanhi. Quero agora ouvir os de Mataba e os da corte sobre a resolução que tomou. O homem estava embriagado partido a nossa Expedição o e soube que depois de ter embebedaram e nunca mais dei- xou de estar assim. esteve hontem advinhando e de noute disse que no caminho já vinha seguir e uma guerra para me pre- se escapasse dessa depois de ter o lucano era logo morto por inimigos. ia di- logo que estávamos fora. que chamar os quinmangatas me zer caza e que chamasse os seus môhua (palanquim). Digo-lhe não posso demorar-me. sempre retirar. como quem por assim é de costume. eu vou ao Os meus collegas esses é que vou porém eu quero averiguar o que ha de verdade neste mysterioso labyrintho em que o involveram. lho disse. pede para me trazerem le- uma cadeira.. pouco resoluto e mostrando-se contrariado diz: não entro na mòhua.: — 263 — em eu já o não deixava entrar quinmangatas com O homem sahe para fora da quipanga e eu imagino. Espantado pergunto-lhe o que está dizendo? Não me queira mal nhi me esperam Um fui prevenido que os quilolos na Gala- depois de e querem matar para . que que minha gente a devia estar no Ltiêmbe esperando-nos e que era perciso partir- mos . o regressa- surprehendido quando meu amigo. mandar homem que elle voltando eu me interrogou não me acompanha ? não Sr. e eu só esperava Um que lhe trouxessem a môhua. a e agora era elle levava e todos sahiram. declaro muito terminantemente que não vou para o Galanhi que me querem matar. . Todos olhavam para mim esperançados que eu o podesse mas var. advinho que consultei. entrar meu me entregarem o Estado me sobrinho Muxidi.

a e bom foi ar- porque chuva não cessava e eu estava esfriando muito. seriam cinco e meia da tarde pre- fui venido que os quilolos estavam reunidos no acampamento de Muáta Cumbana. etc. Muene Puto e em . seis. ba retira um fatal ! dia oito. que nelle nâo era muito trivial ção de Caungula do Lôvua. Como já notei. Muito tranquilamente falávamos com Caungula quando repara que a gente do Bungulo. Depois desta refeição. oxalá não tenham avan- çado mais quando este lhe chegue ás mãos. o grande Calála que era o timo que devia retirar tão o Diz Xa Madiamba um O que? já estava em marcha ? dos meus que chegara: já já lá vae í disse eu. o homem estava embriagado e em quanto eu fora ao Muitia mais bebera falava com um certo sangue frio mas toda a parte a . Amigo Henrique de Carvalho. por que tem amigos por elle. mim não me succede o mesmo. Quando deixei o Muatiânvua collega escrevi logo meu bilhete ao Marques. prevenindo-o do que se passava pouco S. Chamaram-me para me acompanharam ranjado os rapazes que me comer alguma cousa que tinham ir sentia já bastanta íraco. parte das despezas. mais ou menos nestes termos: Meu amigo. haviam os seus de caçar e negociar marfim e borracha. estives- aqui os espero . e pergunta : elle ul- en- . lá vae. contava muito com a protec- quanto não viesse resposta de me assegurava-me que quando eu regressasse pagaria se não tudo ao menos por quanto para o uma grande em que sitio ia. etc. e fui lá para os ver e falar-lhe ainda sobre o assumpto.— 264 — Muene Puto pode disse-me ir. Xa Mamadiam- eu marquei para retirarem. sem onde estivessem.

Responderam-lhe Calamba Cassenga não pode ser . Bem. nesse caso vou mandar Muxaella (o irmão . foram que fosse lambem elle que dizer-lhe e a Muari já tinha pai tido e como o pobre do homem que está muito bêbedo.— 265 — Sim senhor. . major e sua gente e não ponham obstáculos á passagem daquelles. eu pedir ao Sr. major! me não admiro que a Caxalapoli mandasse agradecer as lavras Cheguei ao acampamento e ahi esperei mim nem por o seu que me roubaram. major para os amanhã de madrugada despacho meu (Quicotongo) para ir prevenir os filho Camexi meus companheiros Suana Calenga (Cacunco) e Ambinji que Xa Madiamba retirou.°) e Muene Panda. algum tempo calados a olharmos uns para os outros e então diz o Caungula nem ao menos Sim senhor. de seu pae. o já deixaram despedir-se do Sr. todos que vieram do Calanhi e mais alguns que acompanharam os Xa Madiamba do Lôvua querem levar. a guerra elle . mas que Muene Puto segue com os Lundas que teem suas famílias no Calanhi e portanto que tenham promptos milambos para o Sr. pondi venham á noute que eu lhes darei ali aos quaes res- a resposta. lhe disse. Veio Caungula e diz-me: não lhe faltam carregadores. vem vem encontrar-nos em já ahi e lembre-se que Mu- canza não quiz ouvir os seus quilolos e por isso o mataram. pediu que o deixassem ao menos despedir-se do seu amigo Muene Puto. que se me arranjas- alguma cousa de comer que Caungula me mandara e pou- se co depois apparecem os chefes das comitivas da gente que vieram da Mussumba pedirem para que os levasse para e logo também o Muitia (2. Ficamos os que estávamos com Caungula.

com as cargas tros pretextos para não e ou- andarem. major vamos. que não podiam. nos faz Muene Puto por que nós estávamos sujeitos ou a ficar guém engana o Estava como presos em Mataba ou nos Quiocos. que queriam pagamento. jogava a ultima carta para a Expedição Portugueza ao Muatiànvua. tinha de ficar que me acompanhava e essa só a com muito pouca gente da que voluntariamente a isso . porém em os consentir na minha compa- prevínia-os de que precisava dez a doze carregadores e não dissessem depois que tinham fome. decidido. vamos. Sim senhor. iremos. Nin- Sr. a todos que vieram falar-me depois del- respondi nâo ter duvida nhia e protegel-os. não deixar dir ao terminus da sua viagem. Á a os meus collegas e esses noute apparece-me o filho es- se promptifica- de Xa Madiamba Ianvo Suana Mulopo de sua irmã que interinamente está exercendo o car- go de Lucuoquexe e veio com os meus portadores ao transporte do pae. Os riscos eram muitos porque demais não tinhamos re- cursos para nos fornecermos onde encontrássemos a alimentação indispensável.2(56 — do soba Ambaugo de Malanje) ao encontro de Xa Madiamba em Calamba Cassenga que certamente tem demora para delle receber o mais que possa das cousas que pertencem ao Esta- do e elle levou comsigo. com cousas minhas que estavam ainda demoradas no acampamento em que eu mesmos tivera com ram acompanhar o referido Augusto Jayme. Não só le. que me pediu para tomar conta delle e o levar na mi- nha companhia. mas a este. Favor e grande.. sem se importar com a gente que veiu do Calanhi ao seu transporte. visto seu pae ter retirado. Chegaram alguns rapazes uns cinco. vam nem por que os traidores que o rodea- sequer o deixaram fallar comigo para disso tratar- mos.

disse comi- go. Todos estávamos muito enfraquecidos. a quadra que atravessávamos era cargas não eram bons . Tratei de apurar a gente que devia ficar comigo. o minha resolução. não queria sacrificar nin- muitos me acompanhar não só carregadores como soldados lhes agradeci. a fome. os Lundas para alem disso tinham contra si os ódios dos Matabas e as milongas dos Quiocos. entrando muita agua na dos instrumentos por descuido dos carregadores. correrei todos esses e mais alguns riscos que apparecerem. a isso descanço. deslinamol o Em uma a devia acompanhar e das onze horas para o meio dia. que tudo precisava sol não só pela muita naquelles poucos dias rio escolha grande para os meus collegas. pediram para o nenhum ignorava que nada eu me que muito tinha agora . a das chuvas. Seja assim. 9 logo de madrugada tratamos das cargas. a e peor. no a voltar as dispondo para serem abertas e se proceder fui chuva que tinham apanhado como ainda algumas que se molharam Cachimi.— 267 — se prestasse. pois para lhes dar. Na manhã seguinte principiam me do que cargas que tudo chegaram os meus collegas que se tinha passado e a A jornada fora quem communiquei a logo. Ex. a que . e por nesse dia 8. Mas era preciso cum- minhas instrucções prir as alé á ultima. dizendo a todos que apenas precisava de seis carregadores sendo dois para rede em guém padecer comigo porque deviam contar com a ir Devo dizer caso de necessidade a V.

irmão do soba um so- Ambango que é também meu caçador e destes apuro ao serviço da Expedição 3 Dos contractados de Loanda íicaram todos que estavam 10 Carregadores de Malanje Ditos filhos do Cacuata 6 Tambu que me foram entregues no Cuango Dito que se me 2 apresentou no Caungula como serviçal de Saturnino Machado Somma E como addidos Um filho 22 Expedição: á do Jaga Cambolo Cangonga Dois difos de Xa Cambunji abandonados. libras Missangas brancas grossas. libras Dita 1 2 foram entregues para cargas. rapazes: Resumo que que í miúda diversas cores.: — 268 — O com que pessoal O interprete fiquei foi o seguinte com sua familia. libras Dita toquette. pessoas 50 apurei para sustento e defeza da Expedição me acompanhou : 10 Busio (peso).. mulher. Somma A Expedição da Lunda da qual me Total a 3 era de duzentas e quarenta pessoas 25 quem dava de comer. brinho e criado. 3 1 libras 1 .

— 269 — Pólvora grossa de commercio. libras 0.5 Zuarte. casacos bordados a ouro 5 Pannos (mucosos) meia casimira com galões dourados Calçjs de panno 2 com listas de galões 2 Chapeos armados com plumas brancas. 3 5 libras Cartuchos desembalados. 10 Ditas Richard (uma Ditas Winchester 2 já estragada) Ditas ordinárias caçadeiras 2 de dois canos 1 Ditas Ditas de dois canos de agulha 1 Uma 1 dita de carregar pela culatra Revolveres (um de muito uso e poucas cargas) 3 Fardas. libras Dita fina em latas... jardas 8 Espelhinhos redondos 4 Guisos 10 Facas ordinárias 26 Bacia de mãos... Cargas e cartuchos embalados para diver- 1000 armas sas 10 Espingardas de commercio 2 Ditas allemãs 3 W. 3 Penacho grande carmesim 1 Divnngas de baeta 3 Ditas de riscado Ditas de chita .. .. . de folha 1 Pratos de folha de diversas grandezas. 2 1 Ditas de xadrez 1 Lenços de cores 6 .

-. frascos 3 Pílulas de synaglosa. d Polainas agaloadas.270 — Cobertor de algodão d 60 Galões de diversas larguras. G . jarro e 1 copos dois de christoíle (jogo) d Copos de vidro Colar com cruz 2 (ouro francez) Bandas d . caixa d Camphora. frasquinho 4 AUGMENTO A CARGA Canoa N.. pillulas 1 30 • Essência de hortelã. jardas Caixa de musica 1 Espada de general Punhal e competente cinturão.. par Tapa d 1 2 peitos agaloados Aventaes de velludo verde agaloados 2 Tapetes 2 Espelho grande redondo Bandeja. Senhora dos Marlyres— carregadores Cadeira 5 com docel e cortinas — carregadores. frasco Aloés. caixa d Pílulas de ferro. 4 Tambores 2 Cornetas 2 Medicamentos Quinino.

livros. (muhamba) N. Não obstante isso. — Duas 1 fardas casacos e o revolver já usado. missanga e galão se podia con- compras de algumas mandiocas acceite e a e quando o busio fosse demora da viagem apenas de doze dias. De tudo tar para isto.— 271 — Tamborete para a — Carrega- Lucuoquexa dores 1 Papeis. lápis. muito mais animado nenhum desanimou e eu por esse facto fiquei. penas. B. nha sorte. bom presentes que eu tinha de fazer Mataba e não desfalcar os que se destinavam para a em Mus- sumba. apenas busio. para Sisenando Marques que de sr. se podia chegar contando que dos presentes que viados eu repartiria com Nenhum dos companheircs que quizeram Elles apenas tinham o eu de vestuário do bem fossem en- todos. etc. Escusado seria dizer que a meus collegas e aos carregado- . caixa \ Cama. talheres e outras miudezas Yellas. cobertor Trem de e almofada cosinha e lalas — mallote com \ farinha. ignoravam o que havia e me não em partilhar da mi- casa. etc. e isso mesmo esfarrapado bem sabiam que pouco já tinha que vestiam meu uso e destinava-se para a ultima. tintas. perten- ciam ao meu collega o grado me cedeu. cai- xa de folha cylindrica 1 Minha Bagagem Malas pequenas de tapete com roupa 2 pratos.

elles iriam esperar-me na ilha de S. Suppondo que encontrassem no caminho cargas para mim expedidas de Malanje ficava o referido collega auctorisado a dor um panno que lhe fosse preciso e tirar o E quando não vestir. collegas e as e ainda abonar aos referidos mesma Expedição o seu transporte para Loanda. chefe de Malanje pedi para pagar a cada carregador que regressava traçtara a cada quantia um 12$000 de para preço por que eu con- meus transportarem cargas que os acompanhavam collegas por conta da réis .— 272 — res que os transportavam nada lhes podia dar. já para sustento de a fazendas já para o vestuário que eu dos. levantar um empréstimo com o chefe ou indo por Cafuxi fornecer-se na Estação Ferreira do Amaral do que então precisasse em dava de gratificação cada carregador. orde- que Cabo António fosse adeante nei o dente de marfim que Marques para o lá a Mona Congolo. se fossem pela feira de Cassanje. para cada carrega- encontrasse este recurso. Ao Conselheiro Governador geral de Angola lhe communique os meus collegas cão tinham recebido a ajuda de quei custo a que tinham direito por esta Expedição e sollicitava-lhe não só para os embolsar dessas quantias como ainda dos transpoites correspondentes ás suas patentes até ao Reino por isso que. empréstimos que seriam pagos pela casa de Custodio chado Ao em to- Ma- Malanje por conta desta Expedição. apenas as ar- mas dos soldados com uma os competentes cartuchos embalados e insignificante porção de pólvora. bnscar deixara e o entregasse a fazer vender meu collega onde melhor conviesse para sus- tento do pessoal. Comtudo como até Quibango não tinham onde fazer des- pezas e iam demorar-se dois ou três dias em Calamba Cas- senga para o pessoal colher mandiocas e fazer farinha. Thomé ainda ao ser- .

o que eu só soube no ultimo dia. . . é o que lhes desejo.. Declaro V. noticias agradáveis dos entes que lhes são mais caros. Que lograssem saúde.27 3viço desta Expedição para estudos comparativos com os feitos nesta região. Na manhã de 10 seguiram meus collegas e eu fiquei espe- rando ainda pelos homens que foram ao encontro do Muatiân- vua para transportarem as cousas já relacionadas. ou pelo menos descargo de consciência. para aconselhar os Lundas no minha companhia principalmente preparar a nossa partida de cear e ainda auxiliava o dia meu em modo de Mataba se portarem na . . ser com a nuar a sua perigrinação e a um dever de amizade distrahir sua conversa o companheiro que ficava só para conti- julgou ser um soffrer no cumprimento do que dever de honra. pondo inclusive á nossa disposição suas lavras e por isso apenas lhe dei uma lata de sementes de hortaliças diversas indo na manhã de 11 ensi18 . um dos potenta- dos que melhor tratou a Expedição. O potentado da terra assistiu á nossa separação e ficou comi- como quem conhecia go. Foram!. Ainda hoje se me confrange o coração ao recor- dar-me do momento da despedida viagem rápida e também I. Confesso-me muito reconhecido estive no seu sitio a Gaungula porque em quanto procurou-me muitas vezes para conversar- mos sobre assumptos que respeitavam ao Estado de Muatiânvua . a a que não meus companheiros de lhos e a sem foi custo que vi retirar os mezes de vinte e oito um respeito não faço sequer tal effectivos traba- considerando neste momento. para tratar de modo que eu nada tivesse a recom o que esle enten- cosinheiro que era preciso para dar de comer ao homem. Ex. . Nada tinha que lhe dar por despedida.

Depois de estarmos cinco dias acampados próximo da resi- dência do grande Calenga Cacunca. — IU.) valho. mo Sr.— 274 — nar-lhe a dispôl-as em canteiros ao nosso uso o que elle mui- agradeceu e deixei-lhe to minha cadeira que só aberta po- a incommodo dia ser transportada o que era mas com lazzarinas inutilisadas por falta de peças. — Mar- — Acampamento Barbosa du Bocaje. gem do rio Luêmba. mo Ex. Conselheiro Minis- tro e Secretario dos Negócios de Marinha e Ultramar. Ex. e veiu com o até á ponte. (ass. a as faltas que decerto nella existem. acompanhar esse empregado co primeiro potentado de Mataba Gaungula agradeceu guia de que Um me fez a a recommendava o a o foi meu em que pedi para e expedição até ao Cacun- quem eu me dirigia. ta e umas cinco ar- mas que elle Na madrugada de 12 despedimo-nos deixando-lhe uma car- os seus ferreiros aproveitava. a a V. agradecimento e como vai de minha perigrinaçâo europeu) por terras a elle minha recommendaçâo acompanhar mâo aperto de novo começar lhe Gaungula devia deixar. para ser entregue ao encarregado de qualquer expedição que podesse vir a presente que a fazer meu elle em que encontro. 17 — Henrique Augusto Dias de Car- de Novembro de 1886. chefe da Expedição Portugueza ao Muatiânvua. e e agora só (refiro-me a o branco nâo é conhecido ponho aqui termo a esta communicaçâo desculpando V. seguimos para o Lucnsso onde chegamos no dia 26 e já éramos esperados pelo Calala . Deus Guarde Ex.

por . Chicotongo e o Cacuata Camexi por ordem do potentado á disposição do chefe da Expedição. e margem esquerda do Augusto Jayme e do empregado José Faustino Samuel. 21° 52' e altitude 907 metros acima do nivel do Gr. seu hospede Chibeu. potentado Munua O primentar e de tal méma modo relações de amizade já veiu logo com o seu séquito cum- neste e no dia immediato estreitamos em visitas já em passeios. reu- nidos no logar das audiências com o potentado Ambinji. mar. vua o estando o chefe da Expedição Portugueza ao Matiân- sr. o Muzumbo e visinho a sul o potentado Chioco (interprete) do primeiro. lat. cognome porque o tratam vulem que deviamos acampar onde deparei com uma arvore secular em que gravei Júlio de Vilhena 18 ~ 86. — Foi neste logar em que se do Ambinji (de garmente) que nos mostrou o logar — — — construiu o nosso acampamento. quilolos da Muatiânvua com Capendas e com o principe quioco Quissengue o não fazia feito tratados os foi com com elle lhos de Muene Puto como aquelles. E de S do Eq. major do exercito Henrique Augusto Dias de Carva- acompanhado dos interpretes António Bezerra de Lisboa lho. pois se consideravam tanto Calambas desejam ficar elle como fi- os seus sob o protectorado de Portugal.— 27^ — Munua mema. pelo potentado porque seu amigo Muene Puto dito que não sabia o motivo (o chefe da Expedição) tendo os Caungulas. Tanto e os seus Calambas. que no dia 28 aproveitei o ensejo para lavrar o seguinte AUTO Aos do mez de novembro do anno de mil vinte e oito dias oitocentos e oitenta e seis na Mussumba do Muatiânvua ho- norário Ambinji no planalto do Lucusso Cassai. 8 o 27' long. seu Calala Ambuin.

saltos e da bem. munido dos respectivos poderes corro representante do Governo de Portugal para zer tratados com os promptificava-se a acceitar e firmar bem vir fa- devidamente constituídos e potentados um tratado em que ficasse consignada a expontânea declaração que acabava de ouao Muatiânvua Ambinji com a manifestação de applausos de seu povo. e não deviam ser desprezados (senhor) que major para com por isso pediam ao Muata . voz em grita. E logo se formularam as bases que foram interpretadas na lingua delles e como as recebessem bem. elles fazer um fez para os outros potentados pois elles ao tratado egual haviam de saber cumprir o que se escrevesse na mucanda. assobiada. Sendo o potentado applaudido entusiasticamente por todos os ouvintes ao uso delles. fallou bem. e feiras do commercio portuguez . que já seus avós delles falavam e respeitaram sempre Muene Puto como protector da terra da Lunda e ainda havia gente no paiz que viu na corte o velho delegado do Governo de Sua Magestade Fidelíssima Joaquim Rodrigues Graça (1845) que com tratou o grande Muatiânvua Noeji estados dos os officinas estabelecer por todos seus dominios residências para auctoridade. que depois disso o negocio de todos os paizes da Lunda tem sido encaminhado com os Portuguezes de Cassanje. e também por via dos Gassanjes Bangalas e dos Quiocos com as casas de brancos estabelecidas nas terras de Muene Puto que elles também estimavam os filhos de Muene Puto e feito . o chefe da Expedição depois que se estabeleceu o silencio disse: que estava auctorisado.— 276 — ser a Nação única de que conheciam os seus filhos de côr. fallou palmadas. ficaram de se escrever e lhe serem a lidas para em acto solemne com presença de seus parentes e Calambas se assignar pedindo aos homens da Expedição que soubessem escrever que em seu . Maianje e até Loanda. queremos Muene Puto nosso pae.

-\- f Augusto Jayme. Determinon-se mais que se avisariam os Galambas para se reunirem no dia I. vinte oito dias do mez de no- mil oitocentos e oitenta e seis e comigo assignou o Chefe da Expedição e o interprete António Bezerra de Lis- boa e de cruz Ambinji e os seus. ir- . para se ler e assignar esse tratado. chefe da Expedição Portugueza ao Muatiânvua e delegado do Governo de Sua Magestade Fidelíssima o Rei de Portugal. rio Ambinji.° de Dezembro de manha na Mussumba no logar da Ambula. Cavalleiro das de Villa ordens militares de Nossa Senhora da Conceição Viçosa e de S. (mulheres) Xa Muana. Nhanvo. e reconhecendo todos estes e por ultimo eu. Andundo. major do exercito. José Faustino Samuel. (a) Henrique Augusto Dias de Carvalho.— 277 — logar escrevessem o carem um signal •{• nome no tratado para delles elles collo- ao seu lado. . E para que a todo o tempo. TXS. Bento de Aviz. Calamba Mujinga (o superior dos Calambas) Senhor de Mataba com honras de Muatiânvua distinctivo de miluina podendo-se fazer transportar presentes os em môua Caíambas (homens) (palanquim) e estando Cacunco. conste que o chefe da Expedi- ção portugueza fez a lavrar este auto secretario um em que os povos de Mataba mesmo Chefe que eu José Faustino Samuel escrevi como nomeado na vembro de tratado Soberania de Portugal mandou o reconhecem occasião. •{• Camexi. os interprete António Bezerra de Lisboa. Chibeu. José Faustino Samuel servindo de secretario. e Ambinji Infana Suana Calenga. Camina. Chiala empregados da Expedição Portugueza 1. ^ f Muatiânvua honorá- Quicotongo.° Xa Cassombo. ^ Ambuire. Augusto Jayme.áLTAX>0 Henrique Augusto Dias de Cavalho. António Bezerra de Lisboa.

3. 2. única cujos filhos conheciam.°— Compromette-se Portugal a manter a integridade dos territórios collocados sob seu protectorado e a pôr termo ás correrias dos Lundas da Corte de Muatiânvua (Mussumba) para a rusga de gente. e S.°— O potentado Calenga (Ambinji) e todos os Calam- bas garantem a maior liberdade aos negociantes para se es- tabelecerem nos seus territórios sob sua protecção.°— Portugal reconhece os actuaes chefes e confirma de futuro todos os que forem acceites pelos povos segundo os seus usos e costumes promettendo-lhes auxilio e protecção. Art.: — 278 — mão do soba Ambango de Malanje. Art. Art.° — O potentado Ambinji diatos chefes Calambas seus imme- e os de povoações e os Suanas Mulopos (herdeiros) declararam reconhecer no Estado de Mataba. Xavier. Paulo. quer estes sejam homens brancos quer sejam homens de cor. Francisco e outros. l. até que estejam preparados as modificações mais consentâneas ceitem Art. concluiram e firmaram o seguinte Art. António. cujos domínios estendem entre os se 30' cia lat. compromettendo-se pela sua parte os Calambas chefes das povoações de Mataba de as não fazerem aos povos vísinhos do norte Tubinjis e Tucongos. podendo o delegado do Governo portuguez. dos dois rios Luêmbe e Cassai a contar do 8. 4. com a povos sob comprehender a civilisação e as ac- bem sem grandes esforços. 5. todos os territórios por elles governados. Adolpho.° do Equador pouco mais ou menos até á confluênrios. a Soberania de Portugal collocando sobre o protectorado desta Nação. auctoridade no paiz deter- minar a expulsão daquelle ou daquelles que tentarem destruir . os contractados em Loan- da.°— Portugal costumes do paiz e respeitará e fará respeitar os usos e delles usará na educação dos seu protectorado. Marcollino e Matheus e ainda os em contractados Malanje Negrão.

principalmente sendo os negociantes europeus. Art.Não pode o Muatiânvua Ambinji. Art. pelo producto de seus trabalhos. brancos ou de côr.° —O potentado Ambinji e os do seu conselho.° . 7. sem pretensão seja ouvido o delegado do Governo portuguez que terá iustrucções especiaes para esse fim e pode indeferir a pretensão sempre que desta cedência possa sobre- vir difíiculdades na integridade dos territórios que constituem o domínio agora entregue ao protectorado de Portugal. 9. Art.° — Compromettem-se também mento das missões a facilitar o estabeleci- religiosas e scientificas e a protegel-as ga- rantindo-lhes a segurança entre os seus e contra os estranhos ao paiz. 10.— 279 — ou procurar influenciar nos povos contra o domínio portuguez. nem tão pouco os Calambas seus sobordinados fazer quaesquer tratados. não permittindo interrupção nas communicações duma cessores para outra povoação dentro do paiz e para além dos rios cujas passagens lhes facilitarão com auxiliando nas canoas dos senhores dos portos. mes- mo de vendas de territórios ou de concessões para estabeleci- mentos a indivíduos que sobre tal estranhos ao paiz. tendo-se desde já a cri- compromet- não proporcionarem ao commercio a troca de gente pelos seus artigos. delegado do Governo portuguez se estabeleça na capital junto de mes em todas Suana Galenga.° — Promplificam-se um logo que substituir as auctoridades do paiz.°— Obriga-se egualmente Ambinji por bem como si e seus suc- os Galambas presentes a proteger o com- mercio. Art. Art. 6. de accordo com este em fazer venda de gente ou pagamentos de multas e a gente. as suas forças armadas sempre que seja pre- desembaraçarem os caminhos de accesso das povoa- ciso para ções do seu Estado para as capitães dos Estados visinhos. ho- . 8.

de Dezembro de 1886. — exercito. e S. f sua irmã Camina. entre a confluência do Lonhi com Munvulo no planalto Lucusso proximamente na E de Grem. 11. e . — comprometíe-se o mesmo potentado na nova capital e próximo da sua residência conce- der e completa propriedade de todos os terrenos ne- inteira cessários para os estabelecimentos portuguezes indispensáveis á occupação da auctoridade portugueza e mais fun- difinitiva cionários que tenham de a acompanhar no exercício das diver- sas missões de que forem encarregados.— 28o — mens mulheres como e margem esquerda do riacho Munvulo pequeno aííluente es- querdo do Cassai. portuguezes negociantes para os que no entanto venham ao seu algum tempo propriedade inteira e com- já a que de Vilhena Júlio residindo provisoriamente na estão sitio e queiram permanecer o potentado espera que cessem as grandes chuvas para estabelecer definitivamente a sua capital a beira do rio Cassai na extensa planicie que o domina onde com o potentado já esteve e a o chefe da Expedição Portugueza pedido deste aquelle logar denominou Lisboa e ao seu porto Fontes Pereira de Mello. e com o (a) Henrique Augusto Dias de Carvalho. lat. Mussumba do Muatiânvua Ambinji e Suana Calenga no sitio Lucusso. o do Equador 8 21° 25' na altitude de 907 metros 1 27' e long. Art. embaixador do Governo de Portugal ao Muatiânvua. major do signal •{• Muatiânvua honorário Ambinji Suana Ca- lenga Mujinga senhor de Mataba. os Ca- . concedem da pleta Estação em localidade a Expedição estabeleceu a sua mas como .° —O presente Portugal começar a ter vação do Muatiânvua Governo de não poderá por parte de tratado execução senão depois de ter appro- e sua corte e de ser confirmado pelo Sua Magestade Fidelíssima que mandará então rectifical-o pelo delegado que nomear para desde logo lhe dar execução pela sua parte.

•{• •{• •{• Angueji. f Cassombo. que eram seus desejos de Portugal para mostrar aos futuros via- bandeira jantes as boas relações que comigo manteve (o que dei). declarando representar seu so- Vilhena berano Quissengue junto de deixar emquanto sado o rio apresenlar-se-me na Estação Júlio de rio mim e por ordem delle não me eu com toda minha comitiva nâo tiver pas- Cassai. sendo eu José Faustino Samuel secretario que o escrevi. vindo de Luifi seu um sitio dos affluentes direitos do Luêm- na capital de Mataba. f tio f Xa Muana. Jayme. residente na margem do be. *f- Marcollino. sendo certo: Expedição ter uma e que durante doze dias que esteve junto da minha me prestou bons serviços . Francisco. Agosti- nho Bezerra e José Faustino Samuel que sabem escrever.° Quissamba. que se promptiflca súbditos a a considerar e fazer respeitar entre os seus Soberania de Portugal como a única que todos os povos Quiocos e Lundas nesta região conhecem. Adolpho. f assignaram o de Ambinji. *J- tónio. que asse- scientiflcas súbdito de que o pro- Mona Quissen- tratado comigo para que seus dominios fos- . •{• •{- ChiaJa. para que a gente de Mataba me respeitas- sem devidamente como representante de Portugal na Lunda. que declara que Mona Congolo não é mais dedicado elle que também garante hospitalidade ciantes que vierem da terra de e finalmente gue que fez um que sendo e segurança aos nego- Muene Puto gura protecção ás missões religiosas e curem. Negrão. f Xa Nhanx Am± Xanda. IVo meação Tendo o Muanangana Chibeu potentado quioco. f Cacunco bumba Bala. f Augusto Andundo. f Mulaje. -{• An- Xavier e por todos estes interprete António Bezerra Lisboa. Muene Puto do que a elle (Angolaj. Paulo. 1.— 201 — f lambas: vo. •{• Matheus.

E para Cassai ao constar. sendo a jurisdicção da sua auctoridade entre os povos sob seu domínio considerada para todos os effeitos como portugueza e concernente ao referido posto do agraciado em exercício como administrador ou chefe do concelho. chefe da Expedição ao Muatiânvua. fazia o meu relatório minucioso para o sr. territórios já marginados affluentes do Lubilachi pelos 1887 dia e onde em que apesar isto é me demorar tive de dei principio á no dia 25 de janeiro de até 13 de junho do mesmo. — de não poder contar com escoteiros todos os. — sem considerados sob — 282 protectorado de Portugal não havia o motivo da minha parte para o não considerar como a Mona Congolo entre os Quiocos da mesma cathegoria do que elle. como súbdito de Sua Magestade Fidelíssima El-Rei de Portugal Em nome do Governo de Sua Magestade hei por conveniente conceder ao Muanangana Chibeu as honras de capitão das companhias moveis de Angola e todos os viajantes. hoje 8 de dezembro de 1886 na margem do despedir-me do referido Muanangana Chibeu.. (a) Henrique Augusto Dias de Carvalho.mezes. minha viagem de regresso. missionários e negociantes portuguezes e estrangeiros que leiam esta nomea- ção assim o entendam e o façam respeitar. lhe entreguei a copia desta nomeação. esperando a occasião oppor- tuna de lho fazer enviar. dos Negócios do Ultramar dando-ihe conta de todas as occorrencias durante o mez. para leste. . No Luambata onde estabeleci a depois da fugida dos quilolos da minha residência Mussumba definitiva e das auctorida- des interinas do Estado. como de costume Ministro .

quilolos da satisfeito para interinamente governar o Estado afim de vêr se os quilo- . que vim encontrar interi- namente exercendo o cargo de Muatiânvua aguardando que da posse do logar para que fora viesse aquelle eleito. a o Sr.— 283 — Vou ordem de suas da- extractar pois desses relatórios por apenas o que sirva de subsidio para esta Memoria. Acredito que tudo isto pôde e se mudar de um não voltar à antiga que volte para um dia para o outro estado melhor. que declaro a V. Ex. Ex. Mucanza irmão de Xa Madiamba. de quem e informadores ? em verdade vontade e dedicação a ? Não pode ser. recearia ser exagerado que não fosse tomada a serio esta minha communicação com referencia ao mez de janeiro porque na verdade o jocoso e o burlesco é de que mais ella trata. quando aqui cheguei mandou cumprimentar-me e no dia 2 do corrente investir-se fui fazer-lhe a minha visita official. não obstante para estes povos ser muito grave o que passo Estava reservado para mim um descrever. Ministro rapidez se precipitam os acontecimentos deante de é tão curioso. porquanto não quero que sejam injustos para commigo também os vindouros. ser boa com que me propuz a trabalhar Mas queixar-me? de que Das informações e no centro deste Continente. tão singular o que tenho presenciado nesta missão no que respeita á polid'estes povos. tal S. Por esta occasião disse-me logo que a pedido dos principaes Mussumba deixara o seu sitio onde estava bem e com os rendimentos de suas caçadas aos elephantes. tica minha bem e a . que se não fosse a situação e tivesse o sangue frio terrível preciso para encarar o que se está passando. tas A Com mim. mesmo tão extraordinário. a papel que não é muito agradável não obstante.

a Ainda se via tudo em minas e se algumas cubatas estavam reparadas era da occasião pela gente que vinha a pouco e pouco regressando.— 284 — los espalhados pelo matto depois das guerras de Muriba se animavam regressarem ao Calanhi. to- dos os quilolos voltariam ás suas povoações. Muitía ga. havia despachado uma diligencia com dois dentes de gana Muxanená Pombo do Estado em poder Murunda com marfim e seis serviçaes para o Muanan- se encarregar de resgatar as insignies dos Quiocos seus parentes o cofre dos lucanos. e isto só com e Suana o fim de di- minuir difficuldades ao novo Muatiânvua porquanto elle Mu- canza tem provado que só por comprazer está dirigindo inte- rinamente o cargo e declarou terminantemente aos quilolos que o chamaram que nunca collocaria o lucano no braço por- que não queria ser Muatiânvua nem quando lhe pertencesse. Muene Dinhin- e mostraram quanto sentiram por Xa Madiamba não continuado a viagem commigo e participaram-me que ter já Mucanza esperando seu irmão. Pediu-me para que fosse já viver para o pé delle porquanto esperava que sabendo-se da minha residência no Calanhi. Lulua e Cassai . Canapumba. Aproveitei pois logo o ensejo aconselhar Mucanza a que se me mandar chamar todos margens do Luisa. bem como offerecia para os quilolos das os Quiocos de maior importância para se convencionar entre todos na forma de pagamento das dividas do Estado aos Quiocos e resgatar . logo nesse dia sobre o alto foi escolhido o logar «Pinheiro Chagas» — e ficaram para nossa Esta- a dadas as ordens para se dar começo á construcção seguindo-se o risco por mim que encarreguei de vigiar o contractado Adolpho já feito pratico nesse serviço. Mucanza. Lucuoquexe. De accordo com rio ção Calanhi num elle e Lucuoquexe.

como o havia avisado.. butos do Estado para como Mucanza arrecadava os tri- o novo Muatiânvua tirando só para comidas e bebidas e o que podia usar em si serviço que era de uso dos Muatiânvuas. Pânico se tornara o terror pelos Quiocos e de ninguém se entendia com que tal forma que queriam governar. A cerimonia do lucano não podia ter logar sem a presença de Suana Murunda com os respectivos lucanos e por consequência até que tiânvua isto se não alcançasse.— 285 — duma sempre só vez para a independência dos territórios e dos povos Muatiânvua. Lucuoquexe e outros. Dias depois principiaram a vir de oeste e sul os quilolos com um carregado com volumes de principio suppuz á chamada de Mu- todo o seu povo e cada bagagens e objectos de seu uso. o que que de esta tal fiz constar no auto entrega mandei lavrar na occasião própria e junto a communicação. mas sim fugindo de suas povoações com receio dos assaltos e saques dos Quiocos e tal era a precipitação a maior parte queria passar o rio Calanhi que alguns foram victimas caindo ao rio e levados pela corrente que a uma queda era bastante forte e lá Insistia-se para e todos em seguida pereciam afogados. Não vinham como em canza. só podia existir Mua- e interinas portanto todas as outras auctori- interino dades que dependem da sua confirmação. Na minha segunda visita. observando umas certas cerimonias fiz-lhe entrega dos presentes que levava para o Muatiânvua. Apoiaram todos este alvitre e ficou ordens para seguirem as diligencias Mucanza de dar a as suas diversos destinos para que no mais breve tempo possível tivesse logar a reunião que me parecia de toda a conveniência fazer-se e dependia do seu bom resultado mandar avançar Xa Madiamba. que eu mudasse a residência para o Cala- .

Por mais que dissesse que a não tinha e vesse não lhes dava porque era arrastal-os a um a ti- perigo de que pudessem alcançar vi- no primeiro recontro com os Quiocos. se avistarem Os ânimos andavam exaltados Muatiânvua no palanquim para chegaram e de passar ao lado da Estação nho suspender aquella marcha. com os Quiocos porque não tinha posto o que mandasse elle um Muata de sua con- os Quiocos saber a que vinham. elle tinha e fiz sem mesmo fui esperal-o ao cami- Forças vinham já de todos os lados a reunir-se-lhe e á frente duma grande dum homem quexe que fiz comitiva escarranchada sobre possante e armada os hombros guerra aparece a Lucuo- chamar para o lado do Muatiânvua onde estava lambem sobre um outro homem A em gritaria era muita. to- me acompanharam Mucanza que bem mal ir apresentar-se em lhe e queriam frente dos Quio- cos pois o queriam abandonar na supposiçãoque elles ficariam satisfeitos com a sua vida. todos a Muari daquelle. como eu queria e logo casa não estivesse com- a que cheguei não me deixavam pedindo pólvora. Fui.— 286 — nhi e salvar fosse acampamentos pleta situação pois já estavam rodeados de a embora qiiiocos. Sem mesmo procurarem fazer a ouvir-me obrigaram o Muatiânvua sahir forças que todas voltavam algumas com um Quioco. querendo dar davia consegui que os Ambaquistas que os interpretes dissessem os que o aconselharam a a a sua opinião. não queriam at- se não salvariam no futuro ainda que toria mesmo que tender-me. Lembramos-lhe que não era Muatiânvua de facto e não ti- nha responsabilidade algumas nos maus governos passados e questões de Lundas lucano no braço fiança falar com . saber se que- . fazer sahir o a Prevenido disso como a guerra.

á onde e seu amasio fui procurado. mas os victimas. O me primeiro que ouvi fiz voltar apoiou o foi Canapumba e logo que o carregadores do palanquim e seguir tudo os para a quipanga onde fui com ter Emquanto estávamos no elle. concertasse os negócios qualquer outro in- leste. Socegaram mais. depois dos cum- «Como primentos do estylo. largo vinham já de retirada as forças que tinham sahido na véspera allegando que voltavam para buscar comida. a que Muene Puto. notando-se que raro era aquelle que não trazia bananas ou mandiocas que tinham roubado nas lavras. e eu voltei á Estação. pois se os poucos quilolos que estavam eram juntos do Mucanza fugissem nesta occasião os que fossem agarrados pelos Quiocos ou gassem. Na quipanga aconselhei-os no que tinham a fazer e se lem- brassem que do seu procedimento dependia salvar-se o Estado do Muatiânvua. feito Muatiânvua fizesse. Xa Muana (o queima roupa.— 287— ' riam convencionar com a sua pessoa e quando sem então com deliberasse elles acceitas- os quilolos sobre as respostas a dar ao que viessem propor ou pedir. quando jantava. não a elles se entre- que lograssem esconder-se delles porque tinham a padecer as fomes ou serem escravos de povos dependentes do Muatiânvua para Queriam tomasse já elles então que eu em nome Quiocos e depois mandasse buscar filho Respondi-lhes que tudo isso eu faria Muéne Dinhinga Calala. com os Xa Madiamba ou nomeasse de Muatiânvua para ser que todos os quilolos aprovavam o que eu voltasse o de Sua Magestade conta do Estado. pela Lucuoquexe filho grande do Estado) que me faz meu pae. peço-lhe que seguinte pergunta: se os Quiocos nos virão atacar esta noite?» me sei diga . sabe tudo. mas era preciso que e o Muitia que eram Cá- rulas do Muatiânvua pois era preciso saber-se o seu voto.

e já depois das oito horas estava escrevendo e senti para o lado da povoação da Lucuoquexe grande algara- via e percebiam se movimentos mo tempo a dum para outro lado e ao mes- de passar gente fora do usual áquella hora. Informaram-me que Pombo.» Estes com e os e elles que foram mandados para os bater e quilolos conversaram é que nos podem dizer quantos viram quaes são as suas disposições. Não voltou. parece- porque os Lundas assim o que- cá. O que eu vejo é que os quilolos que foram para o sul parece que estão combinados com elles para faze- rem entrar algum Muatiânvua novo. quanto me que se vierem elles rem. volto a pedir conselhos. disse : «Ninguém melhor pode responder que o seu amigo Xa Muâna e seu irmão lhe Suana Mulopo que estiveram ao pé dos Quiocos e de lá che- garam ha pouco tempo. Distribuam a gente pelo sul e pelas margens dos rios Calaníii pondo as canoas na margem de cá. para quipanga do Muatiânvua. . um pouco. a gente que ahi está é de Muxanená se é assim o que fizeram os enviados de e Mucanza ao marfim que lhe levaram? A Lucuoquexe. diz-me : o meu coma socegado. não chegai aqui. E porque tudo isto fosse muito extranho e o barulho e a confusão fossem tomando incremento. mandei o interprete in- dagar do que estava occorrendo que depois a Lucuoquexe em fugir e que lhe dissera ella já me deu parte que que o Mucanza falou na quipanga não podia conter a sua gente que está . depois de pensar pae tem Eu razão. Dizem que no Calanhi só aqui entrar um com mim. Mas.. que eu mais tarde vou. decerto e Cajidixi. é são poucos e elles a com tanta gente que está era bastante para não deixarem flechas único Quioco.— Surprehendido com tal 288 — pergunta.

Lembrou-se o interprete Lisboa de me bom dizer que era nós seguirmos com os Lundas Rime. que todos . dos conselhos que deante começou a incêndio e ella nos queria pedir í balbúrdia até de madrugada. bem como a chuvinha com o receio que nhamos de que o vento nos enviasse para a tí- Estação e acam- pamento dos Ambaquistas uma lambedella daquellas extensas chammas. que de Muene . Se vierem. e disse-ihe daqui partiremos de madrugada para com a gente que nos queira acompanhar. em todos os acampamentos ao redor da Estação. e com fornecimentos.! -289amarrando as suas cousas. se me apresentaram. á frente da Estação. ao romper da madrugada. já nós cá esta- mos. Era este decerto em Daqui um assobiada gritaria. : a Colónia E os Quiocos ? pergunta-me elle. que os levasse o que todos pediam elles eram filhos . eram vida. no largo. Respondi-lhe: Expedição retirava logo que acabassem as chuvas. para a noite estava verem os trilhos por onde fugir. correndo Ca- já alguns para o rio jidixi. mulheres e creanças. Rocha apresenta-se-nos com os Ambaquistas e pede-me para os deixar que a ir na minha companhia para Malanje. foi a minha resposta. ou por casualidade. para lhes 19 a pedindo terra de salvasse a a protecção de Muene Puto Muene Puto. porque retiraram e deixaram fogo nas cubatas . Centenares de Lundas. homens. é certo que das dez horas até ás três da estivemos sempre rodeados de altas chammás madrugada e debaixo duma atmosphera pezadissima de fumo que não tínhamos remédio senão supportal-a. Ou de que propósito. por- muito escura e uma chuva miudinha con- stante. porque portanto tratassem de se preparar eu não podia esperar mais tempo.

Chegámos á Colónia ás 4 horas e meia da tarde e só ás 6 tomei a minha primeira e ultima refeição neste dia (tomates cosidos em agua sem temperos e infunde). Aqui estamos. Os homens que tinham gámos ticias á praia ficado na Colónia. Carlos Fernando. quando Lundas que vinham agrupar-se aos meus. quando nós che- appareceram-nos na outra margem a pedir no- do que havia succedido de noite. e com a praia. porquanto tinham visto o grande incêndio na Mussumba e vinham collocar-se ao lado da nossa bandeira para morrerem junto de mim. só ás 2 da tarde é que eu passei mo a ca- respectivo docel e ainda o banco estofado de Lucuo- e logar. Pelo caminho deram-se alguns episódios de todos correrem para mim. pois. e apesar do embarque começar ás G ho- ras da madrugada.— 290 — Puto Lunda morreu a . Os contractados de Loanda não poderam consentir que deira quexe ficassem expostos tudo acarretaram para Era muita a ser roubados pelos Quiocos. porquanto al- guns Lundas que conseguem escapar-se para a Colónia nos zem onde elles di- estão estabelecidos e as correrias que fazem durante o dia por entre o capim e ultimamente nos foi an- nunciado que os fogos que de noute vemos no Calanhi são . desde a tarde de 24 do mez findo. ao mesmo tempo que aguardamos os acontecimentos e todos os dias mos por em procura de que nos alimentar- estas terras entre os vegetaes. E é certo que estamos rodeados de Quiocos. não obstante trabalhar a em ulti- nossa e a canoa dos Lun- das. esperando que cessem as chuvas. Que a nossa resposta. marchem nada nos prende já. visto que caça não ha nos arredores. todos para a praia foi a estas terras. de novo na Colónia Príncipe D. suppondose eram novas levas de perseguidos pelos Quiocos. a gente.

numa caneca que Expuz V. a mais cousa e agora tenho uma narração de factos que outra accrescentar a que na noite de 6 de no- : vembro do annp passado. attribuindo o mal a feitiço de Mucanza que deixou ficar essa moléstia que trouxe do Caiembe la. o descontentamento de muitos potentados lundas e quiocos por Xa Madiamba vam esperançados que elle tentando uns e outros. eu também retirasse contentando me em tirar infor- desses conhecimentos. em- marchar ainda muitos dias e mezes. cona protecção de Muene Puto. se pelo que eu já sabia um homem branco. as intrigas um Mua- tiânvua. mau o estado em que vinha encontrar es- que vogavam para se arranjar tas terras. elles Ex. o ter de ter retirado quando esta- poderia conciliar as cousas. exposto ás grandes chuvas. deparando com pântanos e enchentes de filtandome o indispensável de recursos para medicar e alimentar e para nos defendermos no caso de atacados pelos indígenas que pela primeira vez viam Mas me rios. a encontraram na quipanga.— 2QI — Quiocos que lá acampados e entre estão elles grassa a varío- de que já morreram alguns. diriam que era a prudência sempre andei. por experiência e muitas mações. que me aconselhara assim proceder? com que . me gente a fa- intei- medi bem as tinha de luctar. a agitação de Mataba suppondo que Xa Madiamba pretendia acreditar-se vingando a morte do go- vernador Mucanza . as guerras que se preparavam dos Quiocos para irem aos Tubinjis e Tucongos. quando reconheci de fazer avançar Xa Madiamba com tomar posse do cargo para que zer regressar meus com que Não desconhecia : foi eleito. acreditar-me-hiam? Se eu tivesse retirado. sob fim. me impossibilidade a sua grande comitiva para deliberando com collegas e vir eu aqui ramente indispensável e que difficuldades a a fosse dedicada. deducções e conclusões.

que alimentava no commercio o primeiro. armas. é que não nos era dado esperar. a des- Com a daqui e de Saturnino Machado de Quimbundo. se tanto. mas a sei tel-o escripto. entretiveram-se truir. como as cousas se passam aqui. a voz de alarme para que fuja cada que custa um mais que darem logo para onde puder. com receio de se não poderem sustentar isoladas nos seus sítios contra os ataques dos Quiocos e juntas do seu Muatiânvua não repellirem pequenos grupos de homens armados que vem atacal-os apenas connas cordas. Eu bera que sei me levariam á conta de medo e quem sabe talvez de cobardia E terminado tinha a minha missão? Também não. a nós. Os próprios Quiocos dizem estranhar das que elles em creanças respeitavam as fraquezas dos Lun- como valentes e acre- ditam que hoje os seus mesinheiros sabem fazer os remédios . Que culpa tenho eu disso? queda do Estado do Muatiânvua? assistir á anno Muatiânvuas dois não me amigos particulares já o previ recordo se o disse officialmente. esquecendo-se da agricultura retirada de Correia Pinto e do commercio. porque instrucções obrigavam-me a pôr termo á minha viagem na as Mussumba. Agora. pólvora e outros artigos para a Mussumba. Assim o enfraquecimento dos Lundas e o engrande- cimento dos Quiocos. europeus. Reunirem-se as populações do norte. porque cada fiados homem não Irazia cinco ou seis cartuchos. : um eleito. é o a acreditar! Nos últimos cinco annos os Lundas. outro interino. emquanto que os Quiocos do sul tudo recebiam de Benguella..e não resistirem. Retiraram deante de Vim ha um mim 1 . deixa- ram de vir fazendas.! — 292 — Não.

a nossa occu- com o seu trans- relação á Europa) são muito one- entre estes povos como amigo e sáe sempre roubado. dizem que é para elles de mais socego vi- verem nas povoações dos Quiocos do que na dos Lundas. corre por emquanto. senão por uns por outros. por não saberem quando voltarão esses ou outros negociantes. nuar a deixem de do sul a conti- perseguição dos Lundas. . sem um os sacrifícios grande risco porte (embora baratos rosos. e 10°. nós e vão comnosco para onde nós seguimos». que certo é em pouco tempo transformam a a ponto de se confundirem com os seus typos mais característicos e alguns indivíduos que pertenceram aos Estados do Muatiânvua. os em que mais hão-de soífrer os que região entre o Cassai e o Cuango e nós temos de prevenirnos necessariamente. Com respeito ao commereio. E' de crer. logo que as povoações destes existir com habitarem a que comecem então as guerras de Quiocos do norte. porque muita gente procurará migrar para denimmediata das nossas auctoridades tro da região sob a alçada e quem sabe mesmo se os invasores levarão sua audácia a perseguir ahi os migrantes. A gente valida da Lunda que se deixa conduzir por elles. continuo dizendo que nesta re- gião entre o 6 pação o definitiva. aproveitando-nos do rio Cuango como barreira. mulheres principalmente. com O negociante passa . deixam-nas nos seus sitios cuidar das lavras e não as levam a padecer para as guerras.— 293 — que a elles Quiocos tem dado animo e valentia perante os Lun- das que esmorecem e se humilham como deante das feras dizem: «tornam-se cambululos que se pegam elles a . O Quioco lhes agora é que vende gente que traz das razzias por marfim e borracha faltar e terem já mulheres e rapazes de sobra para os serviços da povoação. porque a elles prezam as suas mulheres.

um meio pratico de regeneração. O que me se tem passado diante de mim. Educados aqui. e para que não se supponha que nho só meu ao em vista o interesse te- de Portugal. é o preto que se ven- me de. disposta a empregar te em levar daqui toda gião abandonada. não ter meios para resgatar todos os que e custa- me pedem os em minha companhia para as terras de Muene Puto. neste meio diante de si todos os dias. nos seus territórios.deshumanilario. teem Deixai-os viver na para nós Portu- . Para mim seria realmente uma Sociedade Humanitária aquelverar ser isso la que se fundasse. e tuguezes. leve Pensa se tanto . em que um capital importan- gente que se vende para a uma re- se firmasse pela força a integridade do território como dominio da Sociedade. mais tarde. um bem.— O que elles — 2 94 apresentam. e é com os exemplos que impossível ! liberdade e ignorância é. similia similibus e estou era preciso muito pôr termo um e orientado pela capital aproveitarmos convencido que para conseguirmos por consequência á escravatura. no aproveipense-se duma vez em tamento de suas riquezas naturaes aproveitar os seus povos em prol das gerações futuras. Ex. mette dó. e elles devida- sociedade. e não considere V. e se constituísse com os individuos comprados mente educado Seria este do mal para nem governo entre mesma tempo nem á escravidão. talvez um perigo. em Africa. dava mais amplitude projecto: essa Sociedade devia ser Universal no Mundo commissões de resgate compostas de indivi- Givilisado e as duos de diversas nacionalidades. a menos hnmanitario por asse- uma fortuna para o vendido que o conduzem para as terras em que dominamos de facto. Era uma questão de diversas commíssões destacadas protegendo-se reciprocamente. como negocio corrente para as transacções dos artigos de que carecem.

no regresso são pretexto. que sou in- formado chegam já a Eu contava com Estação dos Allemães no Lulua. O que ferro de Loanda. pela razão muito simples. marfim a e Ambaca. Estamos hoje no constantes são em de fevereiro. cercado de Quiocos e me mande trabalhos a bem dado chegar e diligenciando ser que proseguem na esperando sempre' que o Governador de ordens e recursos para que possa tornar . com sempre porque teem outra vez certeza roubadas sobre qualquer a ambição os faz suppor que não de vêr passar pelas suas terras a fortuna fa- zendas. No emtanto. Canhíuca e com o Samba. tos. mas depois o que vejo que o Governo de Sua Magestade. porque não existe. e 1. Ex. a que o caminho de será um meio de attrahir não o região. borracha desta é. é melhor esperar que es- em troca do que mesmo premutal o ás casas que se estabenegocio em vez dos enviados do nosso commer- povos procurem o que podem offerecer precisam. E não conte V. aliás continuarão os roubos. não manda occupar as Estações que levantei mercio tigos a não aconselho o com- até aqui. ha está aquém do Cassai e esse ha de ser desviado pelos barcos a vapor da Associação Internacional. Em tes todo caso para o commercio.° as chuvas além de abundância para que eu possa sahir daqui Ião cedo. a este devaneio. indo çlles lecerem para cio andarem espalhados entre de commercio para licito elles á procura do que tenham premutação a . e meus os eu por aqui vegeto entretendo-me da sciencia até onde prestavel ao meu caça aos Lundas Angola rapazes. Ex. tratam de procurar alimen- me é com paiz.— 2q5 — Desculpe-me V. sequestros e espoliações. arriscar fardos de fazendas e volumes de outros ar- porque se as caravanas passarem sem difficuldades na vinda.

que não é invejável a só por muita dedicação á minha risco de perder médicos. major do exercito. e os portuguezes Manuel Correia da Rocha. a pois. a Anguina Am- Xa Muâna.— 296 — uma realidade os protectorados e reconhecimentos de Sobera- nia já por que feitos que de bom Lundas e Quiocos todos estes povos grado se prestaram a firmar tractados. seu irmão Suana Mu- lopo Umbala. ff0 Sr Conse- d'Estado dos Negócios de Mari- da Expedição. vivem. estando presentes o Muatiânvua interino Mucanza. da do Calanhi. Ianvo. Chefe da . a — Colónia «Príncipe D. 1 de fevereiro de 4887 Ministro e Secretario lheiro nha e Ultramar (a. mo Portugueza margem esquerEx. Xa Vunji . o Muitia. a banza. — Deus vida por guarde a a Pátria aqui falta V. Domin- gos Simão. minha situação e Ex. Efica António Sebastião Moniz. Carlos Fernando» no Luambata. o Muene Tanso. instam pela nossa occupação. como o único meio de os livrar das péssimas em que circumstancias Já vê V. a sua Muari Camina e os Muatas napumba : Muene Dinhinga. Henrique Augusto Dias de Carvalho. o Mue- ne Casse. Ca- Suana Murunda. AUTO Aos oito dias do mez de janeiro do anno do Nascimento de Nosso Senhor Jesus Christo de mil oitocentos e oitenta e sete no logar das audiência na Mussumba do Calanhi. O Chefe me conservo. o Cambaje iá Pembe e outros muitos potentados que tem assento sobre pelles em presença do Muatiânvua. sua sobrinha Lucuoquexe Palanga. o Muene Capanda. o Muene Panda. João Pedro da Silva. a Anguina Muâria. o o Calala Mulungo. Ex. entrou o delegado do Governo de Sua Mages- tade Fidelíssima o major do exercito de Portugal. todos rodeados de séquitos de pé . no de recursos alimentícios e — Ill.

sêl o hia mais tarde ao Muatiânvua que se fizesse acclamar segundo os preceitos estabelecidos Como tos para todos os effeitos Mucanza arrecadava os proven- do Estado e delles disfructava os rendimentos para man- ter a dignidade do elevado cargo que interinamente estava exercendo. esperando seu irmão Chibuinza Ianvo vulgo diamba. Que infelizmente eram muito tristes as circumstancias em que viera encontrar o Estado. a soberania exer- no Estado o Mona Muatiân- Mucanza de Muatiânvua) o Muata e por isso a ne- cessária garantia do que fosse entregue á corte. Adolpho. de Sua Magestade Fidelíssima. havia comtudo cendo interinamente vua (filho a corte. e os contractados cisco. frente do logar da Expedição á Malanje direita em que : Negrão..' a elle presença da dos seus quiiolos lhe por ordem do Governo de Sua via apresentar ao chefe ia Xa Ma- Mucanza na entregar os presentes que Magestade. Nar- em ciso e Matheus. e não havendo ainda Muatiânvua defi- nitivo. Paulino. o Muatiânvua interino. Domingos de Cassanje. Henrique Augusto Dias de Carvalho. que este auto escrevo e Agostinho ò empregado José ra. os contractados era Faustino Loanda. e por deliberação desta. Fran- que collocaram na estava a cadeira do chefe do Muatiânvua . Muatiânvua já eleito pela corte. da sua parte de- do Estado de Muatiânvua. Lis- Alexandre de Bezer- Samuel. um dos os Muatas principaes do encargos do Governo de para o que havia feito prevenir com três dias de antecedência. os quaes transportavam conveniente- mente coberta praça em a cadeira alta despaldar. mas acceitando as cousas como ellas realmente eram. e depois dos cumpri- mentos do estylo o senhor major disse Que vinha desempenhar-se perante Estado de Muatiânvua. Paulo. : — 297 — Expedição Portugueza ao Muatiânvua. Xavier e Palanga. . seguido do seu interprete António Bezerra de boa.

— uma lã carmesim guarnecidas de galões doura- caixa de guerra (tambor). como ia vestir um dos uni- é da praxe. diversas. uma peça de chita por encetar. bandas uma carmesim outra azul com sendo uma de chapéus armados. cados. O Muatiânvua que tudo foi vendo acompanhado dos applausos e admirações de seus quilolos pediu depois que se suspendesse a audiência por algum tempo emquanto elle formes para agradecer a Muene Puto. ainda o des- empenho deste meu encargo não amigo Mucanza a está concluído. e consistia: em formes completos guarnecidos de bordados a ouro o panno dum — dema de pedrarias de cores uma bandeja. — e finalmente dois cobertores de carme— — quatro pannos de sim. aquelle abrindo os referidos volumes. delles rante e outra de general. uma — duas carmesim.— -2 9 8em dando Sr. apresentando peça por peça ao Muatiân- foi vua o que nos mesmos se continha. — um dois uni- fino. — um grande penacho carmesim e outro branco^ — um lins. — um revolver Lefaucheux. collocado no alto para traz. e pedi ao ultima vez que o visitei para que construir no logar em que costuma meu mandasse sentar-se nas audiências . — dois macetes de missanga miúda. major. e foi ves- tir-se indo Samuel dirigir os seus Gaxalapolis e pouco depois voltou com bem o uniforme carmesim. recebido Mucanza depois pelos que o esperavam na audiência quando de novo veiu tomar o seu logar. Restabelecido o silencio. par de polainas de dos. continuou o Sr. —e dois ditos de tachas amarelías. um carmesim e com oito lã ris- outro branco. — uma caixa de musica peças. trazendo espetado no cabello e preso o penacho da Com enthusiasmo foi mesma côr. muel para que apresentasse mes que tinham seguida ordem ao empregado Saa caixa das roupas e outros volu- destino para o Muatiânvua. Major. jarra e dois copos de electro-plate. dois espadas fios almi- —um dia- colar de ouro. — dois te- — uma caçadeira de dois cannos. — duas de ouro.

o mestre de- um signal do Sr. todos os circunstantes se foram prostar adeante com que do Muatiànvua esfregando a cara. major nos vivas a Sua Magestade El-Rei o Senhor Dom Luiz I. collocando a a própria caixa coberta com um grande tapete. foi firmado no topo com um tiroteio de fuzila- tocando então a caixa de musica que estava sobre o es- trado ao lado do Muatiànvua.— 299 — e com toda a solidez o alpendre que está feito ao nosso lado. imponente de innocencia selvática mas de sentimentos mando mão pela conduziram A um por sãos e Muene Dinhinga. major. cerimonias e um o Muata de maior jerarchia to- o Muatiànvua. ra- pidamente collocaram o docel com os competentes cortinados nos logares que dre e armaram que era na véspera haviam marcado no alpen- elles já sobre o largo estrado a cadeira. Decorreu mais duma hora nestas cerimonias obrigadas e entretanto lhes 1'ôra tiànvua. e isto depois iam retomando os seus logares terra dum e do outro lado da em punho. para ahi se poder resguardar a cadeira que sua Magestade manda que eu entregue ao Estado. os contractados marcado em uma da Expedição abriam no logar que frente da entrada da residência do cova e nella depois fixaram um Mua- mastro que já estava preparado e depois fizeram nelle içar o estandarte real (vermelho) que ria. Foi então que o enthusiasmo do povo recrudesceu tornando- dum povo se delírio. a a senlar-se rude bons. nas suas roda do povo sabiam os rapazes de facas danças aos saltos invocando o Zambi de Muene Puto agradeciam a protecção quem a que despensava ao seu Muatiànvua. brado que se repercutiu por en- . o na cadeira. quando o Quiota. Descobriram-se todos os Portuguezes que num brado uni- sono acompanharam o Sr. E em seguida José Faustino e os contractados de Loanda. peito e braços tomavam do próprio emquanto faziam os Muatas que solo.

terminando esta pela entrega que o Sr. o pavilhão real de Portugal só o possuía a corte do Muatiânvua não podia pois o Mua- . era outra que depois fez collocar no mastro. Aquella bandeira garantia a paz e o as tribus que hoje mesmo modo fazer fogo contra os do Muatiânvua povoavam a Lunda e bom viver entre todas reconheceram a Sobe- rania de Portugal. Ensinou depois o Sr. quando o Muatiânvua devia usar do estandarte pois para todos os dias a bandeira a fazer içar mastro. Foi nesta occasião que o Muatiânvua apoiado pelo seu Muitia e outros quilolos manifestou o seu desejo de prestarem o Acto de Reconhecimento da Soberania de Portugal que ficou reservado para outra audiência. que o povo tão expontaneamente havia reforçado incon- com scientemente as suas alegrias só por uma nesse acto acto havia reconhecerem que manifestação de alegria por parte dos Portuguezes. tiânvua consentir que as suas armas fizessem fogo contra os povos que hasteavam uma bandeira egual á sua porque esses povos eram protegidos por Muene Puto e do povos não podiam apresentassem com esses que se a sua bandeira.— 3oo — os tre numa indígenas exaltação allucinadora vivas. major. — chegando equivalentes aos nossos tar com seus os o Muati ânvua a es- de pé por algum tempo por ver que o Sr. mais : que em differentes localidades do Estado quilolos. major. Chamados á ordem a pedido do Sr. que constituem o Estado e tam- bém Quissengue possuiam deixava que era no — e disse a bandeiras eguaes aquella que lhe Muene Puto reconhecido Soberano de de mas o estandarte. major fez ao Muatiânvua do que trouxera em nome . senhores toda a Lunda. major assim se conservava e de cabeça descoberta. poude emfim elle explicar o que significava o acto por parte dos Portugue- zes. em poder dos de domínios.

Agostinho Alexandre Bezerra e eu escrivão boa. AUTO Aos quinze dias do mez de janeiro do anno do Nascimento de Nosso Senhor Jesus Christo de mil oitocentos e setenta e sete na Mussumba do Calanhi na margem direita do rio do . Paulo. Manuel Correia da Rocha. -Está conforme com o que escripto no livro respectivo da Expedição.° interprete mim foi este fim António Bezerra de Lis- da Expedição. José Faustino Samuel assignaram pelo seu próprio punho. Muene a Muixi. António Bezerra de Lisboa. reconhecer como os próprios António Bezerra de Lisboa. •{* -\- Mucanza Mualiânvua Palanga Lucuoquexe. Pedro da -}* Silva. a mór Muari Muitía e ao cosinheiro a á sua E não havendo nada mais Muari. residência nes- interino.— 3o — i do Governo de Sua Magestade para ser entregue á Lucuoquexe. e por Efica António Sebastião Moniz. que declaramos Efica António Se- também tem onze annos de bastião Moniz que tes sertões como procurador de *j* Canapumba. •}• -f João Domingos de Cananje. ao Suana Mulopo. foi determinado pelo Chefe da Expedição que o encerrasse e fosse assignado devendo eu escrever primeiro os nomes e títulos dos indíge- nas e dos Portnguezes que não sabiam escrever para faze- rem uma cruz ao lado e na presença das testemunhas Manuel Correia da Rocha residente neste logar ha quinze annos e dê José Faustino Samuel — (ass) Suana Mulopo. *j- Umbala ^ Muene Domingos Simão. Henrique Augusto Dias de Carvalho Chefe da Expedição portugueza ao Muatiânvua. José Faustino Sa- muel. a incluir neste auto. Calanhi (Mussumba do Muatiânvua interino Mucanza) 8 de Janeiro de 1887. Suana Murunda. Dinhinga. -f- Muilía. -\- Calala. Dinhinga. a todos •{• •*• Adolpho. Manuel Correia da Rocha. por nomeado para 1.

João Silva. elle interi- no com mesmo o voto da corte. séquito de cada do estylo tos apresentado um e outros fidalgos e a elle : der e esperar o que tendo Cassechi Muatiânvua e sua corte as deliberações madas por Ianvo. Rodrigues da Pedro da tino a dez kilo- António Correia da Rocha. Xa Muana ri. José Cruz. Muitia. Umbala Suana Mnlopo. a Lucuoquexe Muari Camonga Palanga. Chibuinza vulgo Xa Madiamba. o grande quilolo Muene Dinhinga.° e 2.302 mesmo nome. estando presente o embaixador portuguez. de quererem a Soberania de Por- regresso de delegados da corte tugal.°. Domingos Simão.-. mas pedem agora que a fique já consignado num tratado que pretendem firmar: que depois do Muatiânvua Noeji sita e vi- de Joaquim Rodrigues Graça nunca deixaram de reconhe- cer essa superior Soberania. António Sebastião Moniz e comigo José Faus- Samuel que escrevo este. Canapunbas 1. Suana Murunda. António Martins. Calala Muata Catembo. major do exercito Henrique Augusto Dias de Carvalho com os seus interpretes António Bezerra de Lisboa e Agostinho Bezerra e os Ambaquistas da colónia do Luambata metros a oeste. corrobora o que é da vontade do Ianvo e nâo só farão acompanhar a Expedição no seu Ianvo e a Muene Puto para mostrar o desejo do Estado. que todos os Muatiânvuas que suc- cederam áquelle e os quilolos que teem feito parte das suas . depois dos cumprimen- dito pelo Muatiânvua foi a também no Caungula Xa Muteba a to- retroce- protecção que dese- do Governo de Sua Magestade Fidelisima sem a qual se não resolve a inveslir-se do lucano para que os quilolos o haviam chamado visto ser filho mais velho do Muatiânvua Noeji a quem todos por unanimidade haviam eleito Muatiânvua. de ja Mua- destes potentados. Muata Noeji. Manoel Ferreira. de Estado a mais antiga e a — fundamental Capital do gran- de Muatiânvua e da Lucuoquexe. no grande largo das audiências geraes. e também Mucanza Muatiân- vua interino.

Elle Muatiânvua interino e corte esperando o Mualiânvua eleito Janvo desejavam que o Sr. major delegado do Governo de Portugal tomasse e para bem de das de áquem de já conta em nome do Estado e de Ianvo todos fizesse as pazes dos Quiocos e os LunCassai. o que ninguém acreditou. E perguntando a todos os ouvintes se tinha falado bem e tudo que elles queriam. como conseguiu alem até ao Caungula. seus avós nem les mesmo nunca conheceram como seu pro- nem outro Rei. e estabelecesse fazel-as ent^e os de já o Sr.— 3o3 — cortes sempre consideraram o Rei de Portugal tector. dese- passar para a mu- canda (escrever) tudo quanto elles desejavam. os Lundas . el- pessoas que vivem actualmente conheceram da exis- tência de outro Rei branco se não no tempo de Xanama (1878 e 1881) pelos inguezesses (allemâes) que vieram com os filhos de cor de bem não recebeu o Muene Puto. major não demorasse com em o pedido. major de lhes fazer explicar nham de se sujeitar para o a que ti : Governo de Sua Magestade poder conceder-lhes a graça de os tomar sob seu protectorado e definitivamente fazer occupar as suas terras para então harmoni- sar os Quiocos com. Tratou então o Sr. ou mais alguma cousa alguém tinha em seu coração para dizer? aquelles bateram as palmadas e a seu modo mostraram estarem satisfeitos jando o que o Sr. ultimo (Max Buchner) por que lhe falava só do seu Rei e dizia que valor Mussumba mas o próprio Xanama a Muene Puto era pobre e não tinha nenhum. e logo lhes fez sentir que se . era o Rei branco que tinha menos terras e gente. major as condi- ções a que elles tinham de se sujeitar e tudo escrevesse para o guvulo em Loanda já providenciar a favor das terras em Muene Puto dálem do Calunga (mar. não mandasse to quanaucto- ridades e outros seus filhos brancos para ensinarem a gover- nar as terras.

António Bezerra de Lisboa. António da Rocha vulgo o Carucâno. f António Manuel Ferreira. o 21' long. que o escrevi José Silva e eu —Está conforme tiânvua. tembo. S. Muene Dinhinga. ta na principal Mussumba do Muatiânvua na margem do Calanhi entre os rios deste nome e o Cajidixi na do Eq. vindo de secretario. •{• Calanhi. de 1:009 me- sua corte na Am- . 15 de janeiro de 1887. António Martins. Agostinho Bezerra. 8 tros. -\- que sabem escrever e de cruz Mucanza Muatiânvua Sebastião Moniz •}• (a) -J- interino. Muitia. direilat. Muata Ca*f* António Henrique Augusto Dias de Carvalho chefe da Expedição Portugueza ao Muatiânvua. E. Domingos Simão. E como mostrassem prestar-se de bom grado decidido que o Muatiânvua faria reunir toda a sua ent?ío foi a tudo elles com corte no dia 18 e viriafo chefe da Expedição Portugueza todo o seu pessoal estabelecer-se na Estação portugueza «Pinheiro Chagas» que já então devia estar concluída e na audieucia do Muatiânvua apresentaria o tractado que toda a corte devia firmar. de Gren 23° 11' e na reunidos o Muatiânvua Mucanza com a alt.— 304 — haviam de comprometter a acabar com a pena de morte e com a venda de' gente. — José Mussumba do Mua- Faustino Samuel ser- TRATADO COM A CORTE DO MUATIÂNVUA Aos dezoito dias do mez de janeiro do anno do Nascimento de Nosso Senhor Jesus Christo de mil oitocentos e oitenta e sete. mim baquistas e por assignaram t e pelos Gamonga Lucuoquexe. João Pedro da Faustino Samuel. José Rodrigues da Cruz. Foi este por mim escripto e vai ser assignado pelo embaixa- Am- dor Chefe da Expedição Portugueza com os interpretes. f •{• Palanga Muari Calala Canapumba.

— 3o5 — bula (largo em frente da residência) á sombra de des arvores monumentaes que symbolisam tado do Muatiânvua. — começando então o regosijo pela chegada do tiroteio de fusilaria em Muene signal de mesmo embaixador e depois dos cummesmo embaixador em uma primentos do estylo sentou-se o cadeira á direita do Muatiânvua que estava sentado debaixo do docel na cadeira de espaldar dourada. pelo Chiota mestre de cerimonias e o grande potentado Dinhinga . presente que trouxe Expedição portugueza e depois de a foi depois assignado o seguinte Art. de António Rocha e seus patrícios e companhei- ros da nos de que colónia em substituição no Luambata ha elle é chefe de Lourenço oito an- Bezerra que a creou ha quinze e retirou de todo para Malanje onde morreu ha dois. Muatas de lucano declaram: que nunca reconhecerão outra Soberania senão a de Portugal. três gran- a instituição do Es- recebido neste local acompanhado de foi emissários do Muatiânvua e da Lucuoquexe. quilolos 20 Muenes e Monas.° 1.° — São considerados por parte do Governo de Por- tugal os actuaes Muatas.° —O Muatiânvua e feito o silencio se leu e : a sua corte bem como os her- deiros dos actuaes potentados. sob o protectorado do qual ha muito seus avós collocaram todos os territórios por elles governados e constituem o Estado da Lun- da e que esperam sejam agora mandados occupar definitiva- mente pelo embaixador do Governo de Sua Magestade Fidelíssima. e quaesquer outros de grandeza e sem grandeza chefes de estado e de . major do exercito Henrique Augusto Dias de Carvalho que era seguido dos interpretes portuguezes António Be- de zerra Lisboa Agostinho Alexandre Bezerra. de e mim que servi de secretario. o embaixador de Portugal.° 2. empregado da Expedição José Faustino Samuel. Art.

de tropas. Art.— 3o6 — menores povoações. a uma província de auxiliar e a garantir o es- tabelecimento de missões. 3.° — Uns e outros se obrigam ás povoações e o livre exercício do a todos os indivíduos licita auctorisação Angola. com 6. ficam obrigadas a gurança e soccorro os as e a todos os darem passagem. auctoridades súbditas do Muatiânvua a sancçâo deste. de cações. — 4. colónias. Art. de auctoridades e facilitar a fortifi- passagem a es- coteiros e viajantes portuguezes nos seus territórios. não exigindo delias tribu- . ou a franquear os caminhos commercio e da industria portuguezes ou munidos de ordem do Governador Geral da bem como a consentir. venda ou troca de gente por artigos de gamento de demandas Art. se- commerciantes e mais pessoas e boa ordem tenham de atravessar ou percorrer seus territórios e povoações.° em nenhum tas do O Muatiânvua que e sua corte não consentirão caso e sob pretexto algum as auctoridades súbdi- Muatiânvua por muito longe que sejam os domínios des- tes da capital. forças admittam o estabelecimento nas suas terras de ou agentes não portuguezes ou sob qualquer bandeira que nâo seja a portugueza. de colónias. sem previa auctorisaçâo dos delegados do governo de Portugal na Lunda.° — Todas que em paz commercio ou pa- de multas com gente. Art. do governador geral de Angola.° — Compromette-se o Muatiânvua tados Muatas e outros seus súbditos a e todos os poten- não fazerem nem con- sentirem que se façam nos seus territórios sacrifícios humanos. quaesquer dignatarios como os seus povos e Cacuatas e todos vassallos de Portugal e os territórios que occupam ou venham adquirir a como partes integrantes do território portuguez. e em quanto estes se nâo apresentem. de feitorias. 5. nem poderão negociar com estrangeiro ou nacional algum qualquer cessão politica de território ou de poder.

°— Quando alguma Art. Art. xiliarão a auctoridade no quem for com Art. violências a re- ou delon- gas. vulgo . —Reconhecido como eleito pela corte. a pessoa ou pessoas estranhas ao seu paiz ou tribu de que suspeitem ou tenham commettido qualquer malefício nos seus territórios. 10.— 307 — tos e multas se não as das e entregando á que tenham sido previamente regula- auctoridade portugueza ou a presente mais próxima.° — Portugal pelos seus delegados ou representantes reconhece todos os actuaes chefes e de futuro confirmará os que lhe succederem ou forem elevados gundo os usos e praxes e obriga-se a manter a a essa cathegoria se- e sejam confirmados pelo Muatiânvua. podendo elle com Caungula e Muata Cumbana fazer-lhe ainda as alterações que julguem convenientes a obter-se a protecção que se pede a Portugal pode e ter execução por depois de estabelecidos Lunda. e só ordem do Governo de Sua Magestade. 9. integridade de todos os territórios so- bre o seu protectorado e respeitará e fará respeitar os usos e costumes.° Art. todos au- conseguir seja contra todas ou parte de suas forças de guerra. submeltendo as dissenções e litígios quando os possam perturbal-a. . Muatiânvua está Ianvo. — Que 7. lodos os súbditos do Muatiânvua manterão paz com os povos vassallos e amigos de Portugal e com os Portuguezes. os seus delegados nas terras da . Xa Madiam- o presente Tratado antes de ser apresentado ao Governo de Sua Magestade Fidelíssima será submettido á sua apreciação. 8. ao julgamento da auctoridade por- haja e tugueza. emquanto se não disponham do que possam instituir-se outros de a modifical-os effeitos de mo- mais salutares em proveito das terras e de seus habitantes.° ba reclamação seja empenho de a feita. sem maus quem tratos.

Agosti- nho Alexandre Bezerra. servindo de secretario. que se entregou a uma que Camexi para se deia apre- sentar a Xa-Madiamba e o original que vai ser remettido ao governo de Sua Magestade Fidelissima. as provas de muita consideração e Muanangana Quissuássua e seus súbditos pela ban- deira nacional portugueza que todos os dias se vè hasteada á entrada desta colónia portugueza Príncipe D. f lo.— 3o8 — Calanhi. xou ao Muatiânvua. Muitia. ATJTO Henrique Augusto Dias de Carvalho. Tendo em subida conta respeito do etc. Suana f f Canapumba Àndunda. e por ultimo eu José Faustino Samuel que o escrevi. etc. e á sombra da qual estão abrigadas mais de duas mil pessoas que pertenciam aos Estados do Muatiânvua. e pondo nomes. f lala Muatiânvua. Está conforme e delie se tiraram duas copias. f f uma elles -J* Paulino de Domingos Simão de Ambaca. Catembo. capital do Estado do Muatiânvua 18 de janeiro de 1887 (a) por outros como procuradores. e delegado do Governo na Lunda por Sua Magestade Fidelissima. Considerando que Mona Quissuássua e suas forças declarada com em guerra as populações do Muatiânvua não só respeita- . *j- •}• •{• e assignaram António da Rocha. PauLoanda. Umbala. Chefe da Expedição Portugueza ao Muatiânvua. José Rodrigues da Cruz. Mucanza. f Lucuoquexe Palanga. ao Suana Mulopo Muari Garainaa. Muene Dinhinga. lado de seus f Murunda. f Muene Panda. Carlos Fernando. Henrique Augusto Dias de Carvalho o Chefe da Expedição Portugueza ao Muatiânvua. José Faustino Samuel. f Caf Cabatalala. João Pedro da Silva. António Bezerra de Lisboa. f António Martins. f Adolpho.

serviço. do Eqr. Carlos Fernando. — 3o9 — ram. garantia de segurança das vidas e bens dos a Lundas que eu prometti manter a todos que vieram pedir a protecção da bandeira portugueza Attendendo aos desejos do Muanangana Quissuássua de ser considerado vassallo de Sua Magestade Fidelíssima e como poder usar da bandeira. pouco mais ou a S.. Foram cumpridas as ordens do Chefe da Expedição. com ji. no Luam- bata. Em nome do Governo de Sua Magestade Fidelissima deter- mino que o empregado José Faustino Samuel. vão a Cauênda. Henrique Augusto Dias de Carva- — lho. mas fizeram respeitar ás forças de outros potentados quiocos a integridade do vasto território da colónia portugue- bem como za. depois de entregue lat. ao acampamento de Muanangana Quissuássua lhe en- treguem a bandeira nacional que lhe concedo e esta auctori- sação para delia seu sitio. na menos entre o 8 o uso margem em marcha direita 30' e o 9 o de Outro sim. como por mim já foi concedida a tal Mona Quissêngue que reconhece como seu único chefe. acompanhado de Arsénico. a competente carta mendo prestar-me um bom referido Xa Cambunje. pombeiro de Manuel Correia da Rocha. José Faustino Samuel. fazer agora. e a poder hastear no do Cassai. a bandeira. em que lhe recom- mandando-os entregar ao Colónia Portugueza Principe D. (a) O Chefe da Expedição. Arsénico. — (ass) . lhe apresentarão os dois rapazes que fazem parte da povoação de Xa Cambun- seu visinho. margem esquerda do Calanhi. 15 de fevereiro de 1887.

que ainda . uma grande banda. portador de Xa dia me 6 de agradecia. N. nha viagem de regresso. que sahir do sitio na companhia da este embaixada que fora cumprimentar Xa Madiamba. o ter-lhe en- de presente. dois rapazes. A occasiâo meu amigo não pode ser melhor.3io — OAR/X^ — Os rapazes que mando Amigo Muanangana Quissuássua. que viado os um portador de Quissuássua. para a mi- esplendido carneiro e Quissuássua restava. o major Henrique Augusto de Carvalho. me abril. — Luambata. B. levando na sua frente me a bandeira de Portugal bem tratados Xa Cambunji. agradecendo o seu bom uma serviço. — Seu amigo. trazia-me e um Mandei em nome a deste. á sua presença são filhos do seu amigo mandara Xa Cambunji. Carlos Fernando. apresentava-me um Macossa. foi . pelle de leopardo. 15 de fevereiro de 1887. Cambunji. Desejo-lhe saúde e boa viagem. garanta que elles serão de os fazer entregar a Se houver um eu o encarrego me meio de espero pois que e se responsabilisa fazer saber que a missão de que bem desempenhada. Aquella embaixada retirara de noite sem que rapazes soubessem e estes os com receio de serem presos pelos Matabas ou pelos Quiocos no caminho. visto que o Quissuássua tenciona regressar por estes dias e vae marchar. Colónia por- tugueza. ram pedir protecção á bandeira de se apresentasse melhor occasiâo vie- Muene Puto para quando poderem seguir viagem para a sua terra. com — No o seu signal. não deixarei de ter em muita consideração esse serviço que presta como vassallo de Sua Magestade Fidelíssima. Príncipe D.

ás novas gerações. lat. e entre elles nos. por agora. sendo as actuaes as por não termos os mais insignificantes recursos alimentação quotidiana. Ex. e em caminho estreito.° S. localidade Thomé. mas das mais expressivas do respeito da sel- vageria pela bandeira dos afamados conquistadores do inteiro mundo 1 De um lado. 8 o 21'. numa baixa. só decerto se transmitte. m E. e que essa força que vinba em marchas acceleradas e de armas carregadas. E pondo de que sou levado.— 3£I — A Ver o e crer 1. que vinham dispostos fazer a uma vieram pedir razzia de mulheres e rapazes da Lunda que protecção da nossa bandeira e ficaram resi- a dindo na Colónia portugueza. 23° 10' na altitude 1009 . do Eqr. estacou como de repente ao ver á entrada da Colónia desfraldada portugueza e mim com a o meu a bandeira pessoal dispostos a embar- gar-lhes a passagem. pois só assim se podem escrever os successos que rapidamente se agglomeram desde que estamos aqui uma e constitue dos do Muatiânvua. nos quaes se conhece a influencia de mesmo Portugal. nas forças de Quiocos do Muanangana Quissuássua. que é parte da historia dos Esta- passado alguns an- real. deturpada. de Green. orlado de . Ministro como o Apostolo desta relatório S. scena muda. Na minha ultima communicação fallei a a V. long. tem valido a esta em que stancias mais criticas para a ter entre o gentio mais selvagem e de que muito Expedição a meu cargo em todas as circum- nos temos encontrado. quanto mais para man- nossa por meio de presentes essa influencia. E' uma este um dos quadros mais bellos da minha Expedição. as illaçôes a passo já a narrar factos. a o Sr. era como principiava S. parte. Ex.

meia dúzia de africanos portuguezes. a localidade em que estávamos . uma edade de octo- do outro lado. encarregou de mem ir a bandeira das quinas que o tempo se deteriorando. Mandei que se No porém.! ! — 3l2 — alteroso capim. handeira de Muene Puto que Quissuássua ordenou que fosse respeitada. dia seguinte vinha visitar-me Quissuássua e seu qual puz ao facto que tinha ali recolhidos sob a immediabandeira de Muene Puto mais de duas mil pessoas da Lunda e que esperava os Quiocos respeitassem que era portugueza. es- rodeando farrapados. ágil e que marchava numa resolução determinada. e á frente desse grupo ho- branco: baixo. um uma força de 70 a . e como a nossa appariçâo repentina e vendo a ban- já disse. Avançou o chefe que veiu sentar-se ao pé de em e outro lado nos respectivos logares tudo se senta em mim e de um que estavam as forças. era-nos indispensável fazel-a re- cuar e nós dispúnhamos apenas de oito armas serviveis Deparam com deira. folhagem que arranca de nho as armas no chão chefe que rapidamente levanta ao ar acenando o de depozeram foi um um ramo arbusto a seu lado no cami- por todos os seus imitados Signal de amigos que desejavam parlamentar. vigorosa. Aquella diligencia vinha de mandado de Quissuássua darem assalto á Colónia dos Ambaquistas para levar todas as mulhe- res e rapazes da vendo a Lunda que neste logar encontrasse pedia-me um me to o podiam fazer e o chefe da diligencia signal para se justificar. anemico. genário. dupla da que tinha ra. solo raso. já nada que : restava e uma lhe entregasse fiz distribuir bolas camisola nova de flanella de tabaco por toda a força. representando. um Mais passo dessa força. estacaram. rotos. pelo seu estado physico e brancura dos cabellos da barba. descendo da ser- 80 homens aguerrida.

pois ha muitos acampa- mentos de Quiocos espalhados mandos differentes e seria em redor destes logares de haver demandas com quijilia Mangolo amigo de Quissengue e para que nós Xa é o próprio Quis- sengue. pois com Agrade- todos pre- sabem que estamos em guerra Mussumba emquanto nâo pagarem a : al- que nos devem.— 3i3 — Quissuássua foi tão rasoavel que pedindo fizesse chamar guma gente da Lunda e os Ambaquistas disse-lhe çam á protecção de Muene Puto não os levarmos a sos para os nossos sitios. estar cos. Quiz Quissuássua convencer-me que devia eu tomar conta do Estado e fazer-me Muatiânvua esperando que Sua Magestade mandasse occupar com auctoridades e forças suas estas terras porque Muatiânvua já se não podia fazer visto os quilolos terem intrigado para Xa Madiamba retirar que era o único filho de Muatiânvua que os Quiocos acceitavam visto ser bem relacionado com os Quiomão de Quissengue e ser um ve- protegido de Muene Puto. o Previno as pessoas da Lunda que não saiam deste recinto nem mesmo para colherem as mandiocas sem serem acompa- nhadas de soldados de Xa Manjolo. Mal podia imaginar este homem que de facto o empregado eu- ropeu Augusto Gesare mais quatro homens estavam em Malanje desde outubro de 1885 esperando que o Governo de Sua Ma- . insistindo muito para pois eu estava aqui mal. ter resgatado a faca da lho de confiança a quem só entregariam as insignies do Estado e presos de consideração Quissuássua é um em poder rapaz novo delles. com quem sympathisei e vol- tou mais vezes para conversar comigo e inclusive veiu despedir-se de mim quando que fosse com elle resolveu retirar. muito doente e passando fome. quando no sitio delle podia esperar com mais commodidades que o Governo de Sua Magestade me mandasse recursos para eu governar o Estado ou então retirar.

— 3i4 — gestade tomasse uma deliberação a zerem em resposta ao meu ofíicio ma trade Agosto desse mesmo respeito para tal armo! No dia immediato ao da primeira visita de Quissuássua. convencionar lhes acampamentos que ninguém intento dos Quiocos atacarem agora a foi pois sabiam com destino á Mussumba Como Xa Manjolo tinha os de aos Mussumba sem Muene Puto entrasse na saber quem tomava posse do Estado com o novo Muatiânvua sobre e os resgates que devidos pelas vidas perdidas nos serviços que pres- Xanâma e a Muriba. mos dos nossos sitios ouvirem mas nós que não para recolher aproveitamos mais esta vez de fazer o com Biji as sahi- mãos fechadas (rusgas de gente) . e por isso fez-Ihe mandar annunciar-nos tade de a visita a von- de cumprimentos. feito as pazes dos Quiocos do outro os quilolos do Muatiânvua. quilolos não quízeram esperar por nós para nos e aconselharam o Mucanza a fugir. Contou-nos o chefe que o seu Manangana sabia que Muene Puto estava aqui desde o dia dos os quilolos da Mussumba das nascentes do Calanhi e Muene Puto em que fugiram Mucanza e pois elle estava foi to- accampado junto informado pelos seus vigias que estava retirando do Calanhi com gente da Lunda a que lhe pediu protecção. O Muanangana deu ordem sua gente o Mussumba. Samuel nas meus companhei- parte dos gente da Colónia e Lundas e conseguiu que a todos res- peitassem como filhos de Xa Manjolo. vinham agora do Cassai. Havia esta diligencia encontrado José Faustino com lavras de mandiocas vigiando ros. Não rio. uma nova diligencia de Quiocos vindos de sul mandou pedir licença para entrar na colónia e cumprimentar-me. lado do Cassai cá são taram Os a com ter passado com toda a que Muene Puto havia passado o Lulua e que nâo tinha vindo Xa Madiamba.

Viemos dizer ao nosso amigo Xa Manjolo que acompanhar sua gente da Lunda a com faça sempre os soldados de Muene Puto porque senão os Quiocos fazem prezas. Dias depois conversávamos com Quissuássua. amigo de Xa Manque muito nos jolo Cassai o tratássemos recommendou se o víssemos para cá de como bom amigo e senhor de todas estas terras. pouco depois soubemos que os qui- mataram. emquanto escondida nos logares que as pegadas nos indicam. e o assumpto principal da conversação versou sobre o Estado da Lunda de que extracto o mais principal.— 3i5 — Mussumba e assim entramos na andames e a chuva nos permitte encontral-a á caça. lhe enviássemos remédios e de quando visitássemos para sempre estar Correram más noticias e lolos o atraiçoaram e em em quando o relação comnosco. habitantes da os Mussumba para os seus perguntamos nós. Muene Puto re- clama e depois ha quijilias que são de diversos Querem mudar sitios ? nos accampamentos dos Quiocos sitios. Quissengue nunca veiu cá a nós a que elle Xanama para com guerras. somos nós os seus homens para fazer guerra. este e outros. que o não esquecês- semos. Fomos nós diz Quissuássua (era o mais novo de todos os Muananganas) que fizemos o Quissengue. e despediu-se de nós di- zendo: que os seus parentes éramos nós. porém Xanama já receava dos Lundas. que velhos e alei- jados deixavam ficar. A primeira vez que vim aqui foi a o fazer Muatiânvua. Riram-se dizendo. Trouxemos o Xanama lhe se) dos e quando retiramos recommendamos- que não matasse os seus quilolos e comesse (governasmnito bem mafefes o Estado (traições) com elles. é convite de manda. . e appareceram de novo.

e as difficuldades para o novo Muatiánvua que tem agora de pagar uma divida muito maior. mas nós nada fizemos. Sabia Muriba que era costume dos Quiocos todos os annos sahirmos dos nossos sitios. dentes e . . Promettia Muriba pagar-nos as dividas de Xanama contrahia pelo serviço que lhes iamos prestar elle Muriba por vezes nos quiz pagar Mussumba com destino a nós. se o ma- tassem que arrazassemos as terras da Lunda. entendeu sua gente e passar o Lulua para se oppôr marcha. resultado foram as guerras em que o matamos e leva- mos como presas as insignies do Estado e alguns dos quilolos mais valentes portanto augmentar . chegaram e as que acceitámos.— 3i6 — Havia elle mandado pedir-nos pouco tempo antes. caminhando pelas margens do Lulua para o norte para fazermos o jis e nos Tucongos. a sahir da de marfim e escravos para se pôr termo nos nossos compromissos de guerrear os quilolos do Muatiánvua até alcançarmos delles voluntariamente tributos. não deixando um único pau (arvore) mos que um filho em pé. espera- de Muatiánvua lbe succedesse para nos pa- gar as dividas de Xanama. Os nâo deram tempo a quilolos isso porque pouco depois tínhamos noticia de terem morto o successor na própria qui- panga e succeder-lhe tempo a um irmão. Ainda quizemos dar algum este para se informar das dividas do Estado e fomos então convidados por Muriba para o acompanharmos a tomar posse do logar de Muatiánvua porque os quilolos da Mussum- ba já não queriam o que estava. iam buscar gente para vender dos seus quilolos fazer armar toda á nossa O em a Biji (razzias) nos gentios onde os do Muatiánvua e Tubin- também Muriba pelos maus conselhos vez de pagar o que nos devia.

Soubemos que em resultado dessas ora a o Xa Madiamba tomar intrigas não quiz por posse do Estado e vinha só para Mussumba.: - _3i 7 Soubemos que Xa Madiamba com logar via de Muene Puto e que Xa Manjolo ha- a protecção as feito se resolvera a tomar conta do pazes dos Lundas com Quissengue. de Mucanza em vez de se aconselhar com Muene a gente Puto. Muitos Quiocos deixaram seus sitios mas para tratar dos seus negócios quizeram e nós então com não para fazer o Biji os Lundas. que esteve com Muene Pulo e dito. Quiniama e Mucanjanja. o bem que todos os negó- correram no Caungula de Mataba. a Xa Manjolo informar-se da situaMussumba e alguém tomasse conta do Es- Quizemos dar tempo ção dos quílolos da tado ainda que fosse interinamente e quando viemos. fugiu de nós. e que todos os Quiocos estavam muito satisfeitos. Perguntando-lhes se não havia um meio de se acabarem as suas caçadas á gente do Muatiânvua ou collocar-se no Estado um Muatiânvua que agradasse ras da a todos os que vivem nas ter- Lunda? Responde-me o famigerado Gapata da Maiala (Rochedo) . Nós esperávamos cios Madiamba com Muene Puto Xa e estávamos preparando-nos para acompanharmos porque desejávamos também que Xa Ma- os diamba nos dissesse quando deviamos receber o pagamento das nossas como dividas dizer ao nunca tivemos intenção de trazer o Muxidi e nossos parentes da Lunda para nos intrigar foram os Xa Madiamba. Xa Manjolo. elles não aproveitamos apoderarmo-nos da gente que se nos tem entregado. com bem o novo Muatiânvua e esperavam que elle governasse com o Estado Comnosco os Lundas e com está muita gente Mona Quissengue e nos tem os Quiocos seus parentes.

disse-me: que elles ago- ra na verdade não vinham para guerras. Agora nenhum Muatiânvua nos pôde convir. nunca passavam pelas suas po- voações que não fosse para as roubar ou exigir tributos pesados para o Muatiânvua. nos acampamentos. Não vinham Biji pólvora bastante para atacarem o Calanhi. tudo se arranjaria muito bem. De novo Xa falou Manjolo se Quissuássua não haveria . Se tivesse vindo Xa Madiamba homem velho. Os Lundas souberam que Xa Madiamba era estimado por Quissengue e por todos os Muananganas do outro lado de Cassai. levar Um que a a gente capaz e a satisfazer ao pedido de Xa- queimar tudo. Ma- taram o nosso amigo Xanama e aconselharam mal Muriha que também era nosso amigo. perguntou-nos o nosso amigo um meio de conciliar Quiocos e . com que não querem viver bem comnosco e por é estamos resolvidos elles que procuraram viver mal os seus parentes quiócos. . Lunda mas já com me affiançou Rocha que era dos da hábitos de Quiôco. Elles isso nós agora nama. nem tão fazer o Biji. que foi nosso amigo como Suana Mulopo de Muteba.— 3i8 — Não senhor. deixaram seus sitios Bem pouco para Mussumba sabiam que estes para se juntarem no Galanhi e elles dei- xaram-os marchar socegados e se quizessem tinham escoltado os caminhos e feito logo o com força nem com vinham para nos. fugiram falar. não nâo lhes agradou isso e trataram logo de o intrigar para vir. Muhombo (Macossa) quiz provar-me quem procurara aquelle castigo pelas outro Muanangana gente da Lunda é foram sempre suas mãos. Um que depois outro. com Muene Puto no meio. quizeram aproveitar da minha visita á para se entenderem com os quilolos. mas elles foram tolos não quizeram ouvir- por isso nós aproveitámos e levamos os que querem seguir-nos.

— 3ig — um Lundas procurando para o governo das terras da Lunda. e em isto se em tempo. discorreu pur muito tempo. os Quiocos nâo havia em que de filho Muatiânvua que podesse satisfazer a todos porque os Quiocos não acreditam já nos Lundas. pois era preciso determinar-se de sempre o que ficava uma vez para sendo terras de potentados lundas e de potentados quiocos. isso é o menos. isto. mim para esses potentados ficassem reconhecendo dahi por diante para eu os — porque sem rendimentos é que ninguém podia governar o Estado. fique Xa Manjolo no Todos apoiaram Quissuássua tava doente para poder tomar sem zia lá e todos Quiocos acceitam con- logar de Muatiânvua. procurando eu convencer Quiocos e Lundas que me escutavam dos principaes defeitos da organisação dos estados e da necessidade de uma grande reforma definindo-se os direitos e os deveres de todos os potentados para Mas outros. Muatiânvua a contento de todos mostrou que marchava ? e o meu companheiro Capata não ser Xa Madiamba no propósito a bem de viver com. ordens que eu tenho esperado para saber se algum tempo ou vem outra pessoa em meu fico aqui logar. o Muatiânvua o que Sobre um fazendo Muatiânvua todos lhe se mandar é o que todos fazem. Xá Manjolo me tudo dizia Quissuássua e Não posso sem ordens do Governo de Sua Mageslade. Mas eu digo que ha um meio tentes. vem trazer os quanto ás nossas terras e nossos deveres. era preciso marcar os compromissos desses potentados para comigo e de que entre si reconhecer . No que eu me mettií Respondem. todos quasi Xa Manjolo milambos a (tributos) . eu e de responder que es- tive encargo e tal mesmo nâo o fa- ouvir todos os Muananganas dos Quiocos de cá e de do Cassai. faça já uma boa constituição. . mais Aqui só.

pode concluir de tudo A E o que se isto ? minha opinião é firmada no theatro dos acontecimentos. Então também querem levar-me preso? Riram-se e disseram logo: de modo nenhum. venha espe- sitio. . Levou três dias a arranjar e a pado Quissuássua a foi Gauenda onde estava acam- levar José Faustino beiro de Manuel Correia da Rocha. Nós havíamos guardado quena de que do em tempo as armas reaes duma bandeira pe- se servira o Lubembe Suana Mulopo Xa Madiamba e se estragara com o uma bandeira se tivéssemos vento e arranjar de zuarte azul. Ahi fica exposto o que se passou durante o mez de feverei : ro no que diz respeito á politica ou melhor apontamentos para a historia deste Estado outrora tão afamado. numa rede como costumamos era a levar-mo-lo transportar o nosso Quis- sêngue. que lingua portugueza. Á despedida pediu Quissuássua se lhe arranjávamos uma bandeira de Muene Puto para a ter sempre hasteada no seu sitio. pois já temos noticia que passados mais alguns dias chegam os Luênas e os Lassas que vêem acampar aqui para fazer o rar no nosso Biji. se ha-de esperar. feita pelos Ambaquistas da colónia revestindo a parte interior servindo-nos tanga de algodão branco de zuarte. nos seria ou quatro jardas disse que mandava. três fácil por isso dissemos a Quissuássua que arran- jasse elle aquella porção de zuarte que lhe fazíamos O homem deira. acompanhada da Samuel fala e e o escreve pom- bem a auctorisação cuja copia junto a esta.— 320 — para isso não devia ficar. duma mandou uma ban- e arranjou-se o que elle queria.

das ques- entre Quiocos e Lundas. A Resumo março me e as abril S. sendo as mordiaes um por falta pri- de boas bases na constituição. a — Colónia Portugueza — Príncipe Fernando no Luambata. e muito esclarece o que assevero. Ministro communicações correspondentes aos mezes de porque em fins de março. e finalmente das in- suscitadas tões a formações que duns e doutros hei colhido principalmente sobre os últimos 40 annos. a de fevereiro de 1886 -Ill. rao Sr. expor três dias successivos ao tão entre os Luénas e os sol. a o Sr.-321 em vista do medo dos Landas e da rapidez como se succede- ram esses acontecimentos durante minha viagem. Carlos nhi V. eu não posso deixar de chamar Ex. Ex. ter sido iniciado extranho ás tribus que o constituíram a até então desconhecidos e exclusivos se quem poderes deram. a sobre o que é do meu domínio a attenção de V. E agora. margem esquerda do Cala- D. motivando lo- go as dissidências entre os principaes chefes de dynastias que procuraram sua independência e reorganisação de outros Es- tados querendo manter as ambições de grandeza á custa escravidão. Propriamente este Estado do Muatiânvua de que tanto se Europa na falava antes de 1810 pertence á historia. em consequência de rezolvendo Ambaquistas da Colónia uma fui ques- atacado . Deus Guarde — Lunda — 28 nistro tramar Ex. rao Ex.) de Estado dos Negócios de Marinha e Ul- chefe da Expedição — Henrique Augusto Dias de Carvalho. absolutismo e dando curso ás superstições e da feiti- cismo. Contri- buíram para o seu aniquillamento muitas causas. Mi- e Secretario O (ass.

A um alimentação para sima. e por isso bastou convalescente é na verdade fraquís- milho e mandioca. a Pelo decorrer desta communicação conhecerá V. mas ainda muito Lundas fugidos e entre os portadores dos po- me apresentaram para saber se eu ainda es- tava e se estando apoiava que porque os quilolos que com Umbala elle se fizesse Muatiânvua estiveram escondidos assim o queriam allegando que o irmão Mucanza perdeu o nâo sabar falar debili- haverem retirado os Quiocos. A minha resposta foi : que estava esperando que cessassem as chuvas para retirar e não dava opinião alguma sobre quem . quan- tos aguardando que o Governo de Sua riscos estou passando me mande Magestade substituir ou retirar de todo. tendo por temperos unicamente as pimentinhas do paiz com que engano o paladar na falta de sal. que desembarquei em Loanda dias desde uma constipação de sol e vento para logo ser atacado.! — 322 — duma febre comatosa e dahi durante doze dias me uma longa e grave enfermidade que prostrou á beira da sepultura de que agora estou convalescendo vagarosamente. e uma Divina Providencia mais vez veiu em meu auxilio como não a me deixando cahir no abysmo onde por momentos estive a des- penhar-me e para sempre Começara o mez de março com grandes chuvas e nâo obstante isso continuavam a apparecer novas forças de Quiocos do sul que accamparam junto e a nosso Oeste muito Já tado. em abril depois e depois de a regressar os tentados que se âs nascentes do rio Galanhi próximo da Colónia. meu Havia já acabado o único recurso para combater as recurso do qual como preventivo eu tomava todos os febres. principiaram com direito por os Quiocos e consentir que os Lundas fu- gissem. me de levantar. Ex.

que era isso negocio dependente do voto dos quilolos e se elie tinha o voto destes. Xa Gambunji.-323devia lomar conta do Estado. entregavam-se como que se pegam ao corpo de uma pessoa e nâo arino Lundas ago- aqui voltariam para levar mais gente porque os los este lhes os Cambulua largam sem serem enxotados. entre elles reconheceu-se ter vindo gen- dos quilolos do próprio Muatiânvua. Mesmo o prevenia que julgava precipitada a resolução em que estavam os Lundas de regressarem ao Calanhi porquanto ainda havia alguns acampamentos de Quiocos perando os companheiros que andavam em Canênda es- pelas povoações ao norte fazendo fornecimento de mandioca para a viagem de retirada. vieram minha companhia para seu pae Xa pois via as terras estragadas e não havia filho de Muatiânvua capaz de as concertar. Conbinado que fosse o pagamento que se rateassem a dar-lhe. de combinar primeiro com os qui- contentar os Quiocos para não voltarem afazer entre o seu povo e deixal-o viver socegado nas suas terras. Ainda lhe fazia constar que os Muananganas que me fala- ram me disseram muito positivamente que por emquanto nâo convinha que houvesse Muatiânvua e ainda ra não lhe davam trabalho. e que isto para quem quer ser Mua- tiânvua por voto dos seus quilolos é muito significativo. Fazia-lhe ceram te a sentir fazer o que nâo foram só os Quiocos que appare- Biji . Portadores da Lucuoquexe pedir-me para Madiamba. Quim- bundo e Muene Luhanda . não a situação pessoa ambicionar ser Muatiânvua e que modode me pa- força. fizesse o que entendesse. a levar na de parte de sua ama. . Lembrava todavia era para uma recia melhor se tinha lolos no o Biji a Umbala que do Estado. os quilolos para immediatamente o fazerem e depois o accla- massem Muatiânvua.

Na supposição de que Mufalaji me não encontrassejá aqui. era me- lhor nâo o ter. Despachados estes portadores apresenta-se Mufalaji com quem eu tive boas relações em Muene Capanga tem ido ao Dondo o qual muito admirado e ficou que já duas vezes do estado de abati- em que me encontrava. toma pleta a sua já conta do Estado em de Muene Puto e com- socego e mais não voltem roubando nossas mulheres e braço. pois até com muito custo falava. azeite de palma e bananas da parle de Muitia. Trazia-me um bom carneiro. tinha ordem de ver se me encontrava no caminho para poder mento suspender marcha a ate falar comigo. se não entendiam os quilolos. auxiliado pelos quilolos que estão promptos a contribuir ciso. fazendo com que os Quio- cos nos deixem Mais diz em nome com : que Umbala porém que elle e a perseguir-nos filhos.— 324 — Que riam. Respondi: que eu Mussumba em boas nâo va. Que o seu cargo era interino e por isso resignava se eu nâo duvida tivesse em consentir qne fosse na minha companhia. e era em nome deste que vinha falar-me. o que é pre- grande obra principiada. Muitia desejava saber (fala Mufaliji) se o sr major que tanto tem trabalhado seus negócios a favor com dos Lundas procurando regular os os Quiocos. que ella já ti- nha perdido tudo até pannos de vestir e nada tinha para dar á gente que lhe restava que . nâo se sabia o que que- uma vez falavam uma cousa e depois outra. de modo que fiquem seguros os caminhos para o negocio de que tanto carecemos. creança es- . me por Mataba e se voltava relações com Ambinji ella vivera na e nada delle recea- mesmo era embaraço a sua companhia e estima- va de a apresentar a seu pae. ter um Estado assim. está pensando em outros o consideram touvanada e não fazem caso de tal pór o lucano no uma pretenção.

visto que endireitar de aproveitar a Muene Puto vinda de em com e aconselhar-se el- entendeu fazer disparates e por ultimo fugir compromet- le. Desejava Muitia conhecer das minhas respostas para seu vir do directamente aqui convencionar com Muene Puto e sitio nâo passar pelo Calanhi para nâo de aturar as tolices de Umbala. a ir elle fuga alta que deram logo a conhecer aos Quiocos a sua fraqueza. fazer o que eu dominar pelos que o quizeram com- prometter. como disse. porque tinha resolvido retirar-me attento aos meus padecimentos. Nem elle nem Lucuoquexe se despediram e deixaram á dis- . tendo todos e perdendo a vida alguns quilolos. e terminaram por lhe aconselhar noute. Que elle estava resolvido a mandar alguns dos rapazes seus ao encontro daquelles quimbares e abrir gar em que Mal podia decer meu elles o falar caminho para o lo- estivessem estabelecidos. fazendo sahir forças contra os Quiocos. tâo indispensável para alimento. em vez de lhe aconselhava. porém era de esperar que Muene Puto mandasse outra pessoa para o meu logar diam eutâo entender Muitia e com e outros quilolos Na verdade Mucanza andara mal. Participava-me ter noticia que uns quimbares appareceram nos seus quilolos Capelequésse a norte nas margens do Lulua junto á serra perguntando se os povos negociavam e apresen- tando para amostra baeta encarnada^e missangasjmiudas. deixou-se esse se po- de lucano. mas entendeu nada sem comigo fazer um se aconselhar. mas ainda assim depois de agra- que me mandava o Muitia. que já iam com o intento de retirar para o obrigarem por ultimo a expor a sua vida . respondi : que pouco podia eu agora fazer a favor do Estado.-3 2 5 Entende elle que os quilolos primeiro devem pensar : Mucanza em vez os negócios do Estado. largando fogo ás cubatas e num tal alarido.

rapazes e gavam aos Cheguei que entre algu- vinham também Lundas dos Muatas de cima já as mulheres dos povos da Muatiân- mesmo homens validos.e por ultimo que vua. e eu tive o mandou cuidado de os recolher e trazer pa- onde vim estabelecer-me e comigo vieram mais ra aqui para de seiscentas pessoas do Muatiânvua que antes quizeram padecer á sombra da bandeira de Muene Puto junto de mim. . do que irem atraz de um Muatiânvua que abandonava o seu posto. sem mesmo serem amarradas. Aos primeiros acampamentos que fizeram os Quiocos. a vêr levas de trinta e quarenta pessoas escoltadas apenas por três Quiocos. elles. verdade.— 3 2 6 -posição dos Quiocos os presentes que Sua Magestade para o Estado. che- garam outros mas e depois outros sendo de notar forças delles (sul). procurar conciliar-se com os Quiocos visinhos ou para viver independente ou alliado com Mudam . que para muitos indivíduos da Lunda lhes é já preferível estarem sujeitos a affecto ao o que de balham para sitio é viver. e proseguirão nesse fadário emquanto possam cortar e daquem do tel-a-hão a união dos Lundas dalém Cassai. me fugiam porque não queriam convenceu que muitas chego a acreditar não. promptamente se entre- quiocos.— e que um Muanangana do que e a um é melhor cada quilolo que ainda se considera Estado de Muatiânvua. mas estão mais socegados e tra- Não estão na ociosidade pensando no meio de intrigar e a todo o momento em sustos que o Muatiânvua os mande matar ou que os Quiocos lhes venham roubar as mu- lheres e filhos e as lavras trabalhadas por aquelles e por estes. Os Quiocos reconhecendo aproveitaram se de fazer o persos entre os que encontravam dis- no capim e nas pequenas povoações. porque é para elles de interesse a con- em que fusão dos quilolos do Estado. a fraqueza Biji man- estão vivendo os ampuedis (os da corte) e emquanto possam para que não haja Muatiânvua. Muatiânvua.

e cada um lembrar-se de um em parti- outro filho de Muatiânvua para o substituir. para depois se dividirem dos. fazer o convivi. É verdade que Umbala me mandou dizer que os quilolos . devem os quilolos ser muito francos no acto dessa cerimonia. A minha gente está núa e tem padecido muita fome por causa dos negócios do Estado. não consentir que hajam traiçoeiros que lhe obedeçam. Não devem lambem os que elle quilolos enganal-o acceitando tudo imaginar fazer. não tenho duvida sendo apoiado pelos quilolos. e eu logo que cessem as chu- Muene Puto para vas preciso voltar ás terras de em que fazer-se em lhe dizer as circumstancias deixo o Estado do Muatiânvua e o que é preciso beneficio dos povos Com respeito á escolha de um filho com quem que primeiro se saiba se Xa Madiamba resigna de apoio de com sem acclamar senhor do Estado. Em todo o caso se for chamado pelos quilolos algum filho de Muatiânvua para pôr o lucano no braço. julgo ser muito cedo. apesar me á execução o plano que do Estado e chamar os Quiocos a commu- fez a direcção um Mas note o Muitia que eu não assumo sem que me achar bastante doente. impôr-lhe como condição que não pode mandar matar pessoa alguma e quando elle queira fazêl-o. e facto ou tem as pendências os Quiocos. de tomar cios teem dos negó- accordo. de Muatiânvua para se Muene sem harmonisarem Puto. atraiçoando-o. para que elle não abuse do poder. estão promptos a cotiza- rem-se para resgatar da mão dos Quiocos o que estes poder pertencente ao Estado do Muatiânvua e se não era seu tem demora levar-se de nicar. esta responsabilidade todos os quilolos sejam desse voto e mo declarem na presença do Muitia não haver demoras.— 327 — Mas se é sincero o que que Muene Di- diz Muitia e conta nhinga e outros Muatas de lucano.

isso.. armas etc. passando pelas de todos os quilolos do seu primo Muitia com elle de Muene Capan- do Lulua) havíamos direita . no Luquengo. por meio de marfim de Ganhíuca e de Gaiembe Muculo. em mesmo geral a todos os do Muatiânvua . de obter pri- meiro as pazes com os Quiocos e se os quilolos depois o elege- rem deve então acceitar porque o conquistou. de com cargo. Sabia Fumalaji dos projectos que no ga. ciantes uma communicaçao segura com nego- brancos e já de prompto se podiam obter fazendas. e em Lulua. e Muitia importante serviço ao seu estado e de outros quilolos. mas a me en- acompanhal-o inteirado de que eu nada tinha para dar aos seus quilolos. Era para o meu regresso questão de mais quinze ou vinte dias afiançando lhe porém que chegando nós ao Muquengue. elle . na bem em mandar Fez podia fazer um margem do estivesse disposto a ora marchando por Ga- indagar donde elles vieram. onde o encontrámos (margem feito dir com elle sitio a Capelequesse. — 328 — que teem estado com nhei que assim fosse. ao se acompanhar-me ora navegando no Lulua uma das suas margens a abrir um caminho até á serra de Capelequesse e atravessarmos esta para o nor- estabelecia-se pois te. e julgava tal forças. pólvora. elle o querem para Muatiânvua porém como nada tenho com em que elle me em que a Lunda pondi apenas á parte nas circumstancias ninguém assumir a mais accertado se pedia encontrava extra- conselho res: que estava. certamente que os quimbares que appareceram com as baetas para negosão aviados das casas estabelecidas no Lubuco. Emquanto ultima noticia que á me dá Muitia. no Muquengue. povoações por isso insistimos para que dissesse ao Muitia que apesar de contrar bastante doente eu estava prompto nessa viagem com toda a minha gente. nâo aconselhava a responsabilidade elle se um . ciar bau. etc.

Mais lhe dizia: que fora sempre minha intenção abrir esse caminho. A Lucuoquexe como ainda não querendo pôr de parte ella se passou desde a a noute sião e terminou por dizer se não tinha avistado comigo. tinham muita esperança que não retirasse sem conseguir que os Quiocos não voltassem mais a perseguil-os e os deixasse/uidar de suas la- vras e viver socegados. praxe narrou tudo o que com em que fugiu até aquella occa- que todos os que haviam já regres- sado ao Calanhi sabendo que eu ainda cá estava. Não me escusava no regresso de vencionar com minho para os Quiocos que fosse encontrando no se filho se substituir-me.— 329 — cos filhos de o seu mim vantagem de ser por tinha a Muene Puto apresentado a casas de bran- com muito negocio para e volveria sitio. A minha resposta não discordou das anteriores: que estava gravemente doente como locar em ella via e tratava apenas de me circumstancias de poder regressar ás terras de col- Muene Puto. suppondo que depressa se regulariam os negócios do Muatiànvua a contento de Lundas e Quiocos. mimo na occasião muito para agradecer. uma porção de sal e um com frasco azeite de palma . tra- zendo-me uma grande bacia cheia de carne fresca de cabra. reconhecendo bem disse-me ter entendido tudo muito para o Veio do Muitia e o sitio Lucuoquexe no a e em dois dias partia dos meus conselhos. que eu estava muito fatigado de Fumaliji. faria sciente dia que falar. . immediato cumprimentar-me. de Muene Puto que vies- bem disposto. podesse di- negócios do Estado e pôr termo ás pendências que ainda existissem entre Quiocos e Lundas. encontrasse tudo bem os meu ca- harmonisarem com os povos do Muatiànvua preparar o terreno para que outro rigir fazer a diligencia de con- .

com promptos porém quando esses quilo- receios de novas guera seguir os meus con- receios se forem dissipando. contentando-se Mucanza em resignar destas para exercer as de Suana Mulopo. afflictos ras de Quiocos. alguns dias depois sob dizem que filho de Muatiânvua a por esses o mais pequeno pretexto. dizem estar selhos tam . que estão los. pois só ella podia entregar o que se devia pôr no braço do Muatiânvua. tivesse acceitado. Continuava a prevenir os quilolos que ninguém podia pôr o lucâno do poder no braço. já a esta hora es- inimigos. sabe a Lucuoquexe porque? porque estou informado que os portadores que com ordem de Mucanza deviam entregar o marfim ao Muanangana Muxauená Pombo. a acceitar E bem andou. beber e desinquietar as rapari- gas dos patrícios. Não teve duvida Mucanza. tratam de o indispor elle é creança. vol- á antiga. comer. porque se tava luctando com muitos tal cargo. intrigar. de Xanama. Agora dizem aconselhamno Umbala que o querem para Muatiânvua a a Investir-se do lucano.— 33o — Não emquanto no que diziam os tinha confiança por porque hoje. o foram entregar a Mussumba o Noeji. e se conselhos. Será isto sincero da mudança? Não o parte dos que apoiaram a E creio. de- morar-me-hia mais algum tempo para o ensinar a dirigir os . Murunda com sem que fosse resgatada a Suana o cofre dos lucânos. Se eu acreditasse na sinceridade da deliberação que toma- ram alguns em passar o cargo interinamente para Umbala. como filho signal de que a chamava para Muatiânvua! Preferiu este continuar onde estava. mesmo tempo fazem ao elle for e com o povo e diligencias para se apresentar outro conquistar-lhe o poder. em a Lucuoquexe e outros quilolos consentirem que Umbala assumisse interinamente agora as funcções de Muatiânvua.

não podia dizer- com Muene Puto. A este respeito houve curei provar-lhe uma grande discussão em que pro- que não podia tomar essa responsabilidade . por- uma intriga certa queria dominar o seu antigo companheiro. Muene Dinhin- ga e outros. Os quilolos não entregar ciso sabem o que querem cadeira a e outras Quiocos. era que ella Se rava Umbala. veiu de facto Umbala. que na confusão da fuga deixaram ficar expostos los nem o tempo em necessário para o caminho e alguns dos meus rapazes doentes poderem marchar. se elle quizer agora firmar o Tratado que se fez tar. elle aqui vier aconselhal-o hei e mais. — 33i — negócios do Estado nem . Mucanza. me demorava apenas sustento eu pre- Muatas de lucâno para os Lucuoquexe de novo me interrogou Respondi que e no entanto cousas do Estado. a sua Muari. Queria que eu esperasse que os quilolos reunissem marfim e alguma comida para eu levar esse tempo de quanto ella e pedia-me que aproveitasse demora para dar bons conselhos como fora em tempo Ihe cousa alguma porque se o fizesse. aliás não podia vir sem todo mas precisava a:onselhar-se comigo. firmar o seu Estado o Tratado e rece- ber as cousas do Estado que foram abandonadas pelos Gaxapolis de seu irmão Mucanza. onde elle figu- como Suana Mulopo. dizendo Umbala que poude vir vèr-me por ainda não ter lucâno. Dias depois. se eu retirava breve.. mas eu não tenho já confiança nelle nos que o elegeram. Queria elle que Muene Puto o confirmasse no cargo e eu lhe pozesse o lucâno no braço. portanto e bala que venha aqui com peço dois a arranjar algum a serem levados pe- Lucuoquexe que diga Um- a levar. não tenho duvida em visto a maioria dos quilolos e o próprio lho apresen- Mucanza o reco- nhecerem como Muatiânvua.

e protector dos Estados do Muatiânvua. segundo a participação que fez a Mucanza. Pediu-me então. a resolução e se de os Lundas me retirar o mais tardar dentro ficasse no inabalável em oito dias que deviam acompanhar-me nâo estivessem promptos. o ajudasse a fazer as pazes com os Quiocos e mandasse auctoridades suas para junto do Muatiânvua afim de ensinar os quilolos a bem com viverem o Muatiânvua e acabar as intrigas. Soube nesta occasiâo que os portadores de Muene Dinhinga que vieram comigo de Xa Madiamba. fiz-lhe entregue da cadeira e e chapéu armado e ficou assente duma caixa com nova roupa que iriam os emissários e to- das as pessoas da Lunda que quizessem na minha companhia Xa Madiamba ou para qualquer povoação que meu transito mas também se lhe mostrou que era para . Foi ratificado o Tratado por Umbala como Muatiânvua interino. di- zendo que nâo precisava daquella dadiva para signal de ami- . visto eu querer regressar procurar conciliar os Quiocos com nha companhia dois emissários delle a seu que em nome já. nâo como pagamento do muito que devia a Muene Pulo.— 332 — sem ordem do Governo de Sua Magestade. na véspera da retirada deste foram encarregados para o transmitlir a por elle Mucanza. pelo caminho em miXa Madiamba os Lundas e levar irmão dos quilolos da Mussumba se encorporariam á embaixada que elle quizesse mandar a Muene Puto no meu re- gresso. mas como signal de amisade e também um cabrito para o meu jantar. que de participar elle ia seu a amo esperar no Gaungula meu regresso para comigo mandar uma embaixada falar a Muene Puto e esperava que Elle. Acceitei este e recusei aquelle. porque demais eu sabia que nem todos os grandes do Estado votariam nelle.. No outro dia mandava-me Umbala um dente de marfim de 50 libras de peso. fossem ter comigo ao caminho. Senhor das terras da Lunda o .

a faltas Ex. Ex. meu amigo tratasse de o provar. parece-me que consigo diminuil-a. porém. praga que tem creado entre as costuras da roupa e não sei quando me hei ver livre delia.— — 333 — que reunissem mais dentes daquelles para mandarem sade. emissários que me deviam acompanhar e se era despafizesse procurar mais alguns cabritos e gallinhas para eu comer no caminho. resolvi-me então tações com azeite a estas nada fazer fomen- de palma. como tem havido grandes aguaceiros. pedido se digne V. parece que vae a estação mudar. Carlos Fernando. camphora e quando é possível obter. no Luambata. Os Ambaquistas da Colónia querem aproveitar-se do regresso da Expedição. que attingiu com as fortes rajadas de vento de tal altura e tal modo vergou que não permitte distinguir os trilhos dos caminhos e tem dado logar a enganos até aos homens práticos da Colónia quando vão tancias em a dis- procura de caça ou de mantimentos nas lavras. a que — 30 de nesta decerto se abril de 1887. Quiz atacar a inchação com sanguesugas. sebo de carneiro e . famílias para retirarem de todo ás suas terras que os Quiocos voltem pem com as que crearam nesta localidade pelo receio que teem a fazer o Biji e suas famílias não esca- ás rusgas. Quiocos aos chando já os . um mez que ha estou tirando do corpo aos centenares por dia (excepto na cabeça). Mais uma vez reitero o desculpar a redacção e notam. incharam-me os pés despropositadamente. mas quizeram com o meu sangue. Por ultimo. margem . Colónia Príncipe D. ainda não é possível queimar-se o capim. Com a lua nova a 22 do corrente. — Deus guarde meu final outras a V. devido a sarna que attribuo aos milhares de bichos (que elles dizem ser do capim).

Ministro e Secretario de Estado dos Negócios de Marinha e Ultramar. que depois da minha sahida de Malanje me não tinha apparecido. direi apenas que ainda em 30 de maio dizia eu ao Ex. que julgo ser o favorito rheumatismo. (a) O Chefe da Expedição. Para não alongar muito esta Memoria. apesar de principiado as queimas de capim Umbala mandou de me acompanhem e muitos individuos da pois.— 334 — esquerda do Colanhi. Não attendiam limpavam assim e a em que me prostrava que estivesse transpirando. e tudo penso ser resultado da cura da febre comatosa. são as doenças e estado de debilidade de mais de metade de meus companheiros e por ultimo a epidemia das . por assim en- tenderem despertar-me da somnolencia a febre. agora accumuladas com hemorrhoidal e dores pelo corpo. mo Ministro dos Negócios de Marinha e Ultramar: Ainda as chuvas não cessaram de todo.— Ill. devido ás judiarias dos banhos de chuva dos mesinheiros ambaquistas. principalmente grandes inchações de pés e de ventre. Major do Exercito. da com a Lunda se que quer teem re- Expedição. demora são outros de: ainda continuação dos terem diversas localidades. mo Sr. Mas não mos a é só a minha doença o impedimento de nos por- caminho. facto apresentar os emissários unido á Colónia para seguirem Os motivos em já e de mais gravida- meus padecimentos. não me deixavam molhado me durante dia e noite dentro da cama. grande constipação geral. mo e Ex. Henrique Augusto Dias de Carvalho.

a o Sr. estamos cumprindo o que queremos ê o nosso patrão com a a nossa obrigação com saúde para o levarmos nossa bandeira para Loanda onde nos contractou. lembrando-me ape- nas ser o dia do milagroso Santo António. sem ter outra cousa de conhecendo do seu alimento. somos seus súbditos. está hoje muito abatido. Ministro Ex. donde envia- nossa communieação para S. Principiou. dizendo: se penamos é no serviço do nosso Rei. Deixamos emfim.: . e sempre resignados. a o Sr. meu Ex. era forte e robusto e muito egual causando a admiração de todos estes povos. o meu pessoal. — 335 — com bexigas que está grassando e intensidade entre os Lundas mesmo Ambaquistas que fazem Em geral. de que extracto só o seguinte A Passo do. Ex. o logar da Colónia noLuambata. . ven- fieis menos esfarrapados. devido á escassa e muito simples alimentação. a de julho estávamos na mos a marcha de regresso nesse margem direita dia e no 1. a as occorrencias durante o mez fin- dever. pois. Ministro dos Negócios do Ultramar.° do Cassai. Custa-me encarar estes bons e a do-os mais ou vestir. foi possiyel sahir da Colónia no Luambata logo no do mez como desejava porque os doentes não estaestado de fazer marchas e grande incremento tomou epidemia das bexigas no pessoal da Colónia. mais ou menos alegres. a relatar a V. como é do Não me principio vam em a S. quem já tanto havia soffrido no cum- primento dos seus deveres. que parte da Colónia. grande é o seu estado de fraqueza. na esperança que não deixaria de proteger. sem que eu tivesse reparado ser em dia 13 do mez. companheiros.

Como sempre falei ao indígena na intenção de ser . não accreditando sem completa a dizer Calanhi. de que. não podia de- morar me mais tempo por que alem de estar muito doente. era grande a despeza que Sua Magestade estava fazendo e o pessoal estava padecendo muito No dia 4. pe- diam então para me demorar mais algum tempo pois queriam um arranjar presente para eu levar a Sua Magestade. mandar uma embaixada a incorporasse terras da nistração . e Lundas. e depois vel á sua investir causa disse-lhe com franqueza que fazia mal presta- em se do lucano porquanto eu sabia que os quilolos o não . Ex.— 336 — As auctoridades nuaram em nome Estado interinas do Estado do Muatiânvua conti- insistindo para de Sua Magestade. com de sustento. pelo menos até que Xa Madiamba alcançasse mo que eu tomasse conta do governo do a protecção que mandara pedir ao mes- Augusto Senhor e como eu me recusasse me por já liberação haver esquivado tomar essa de- a a fazei- o a pedido potentados quiocos do sul que como disse na ultima nicação a V. a queriam eu me dos commu- acclamasse Muatiânvua. de contribuições que me rateio entre os confiavam pedindo que interviesse na conciliação entre os Qukcos Como sempre a foi minha resposta. as Loanda pedindo ao Governador geral que Lunda na província sob sua admi- e finalmente para promoverem um maiores quilolos. Pediu-me elle para que que esperava Muitia tir-se e me demorasse Canapumba porque do lucano para tomar posse mais alguns dias por elle difinitiva resolvera inves- da governação do Estado e poder convencionar com os Quiocos desejando que eu que era o protector dos Lundas acceitasse ser medianeiro me despacharia como pessoa grande que era. a titulo de despedida ao fui ao Muatiânvua interino Umbala que passados três dias retirava. a falta que os portadores transmitis- minha resposta.

Como a marcha da doença da varíola tem um determinado periodo dentro do qual é impossível. Não esperasse o Muitia nem o Canapumba porque estes de- claravam positivamente que o admittiam como Muatiânvua interino. não queria esperar que voltassem os Quiocos para tear novas razzias e com respeito Sua Magestade conhecia eu em que estava o Estado e por bem a querer presen- das circumstancias modo algum más consentiria que se fossem tributar os quilolos nesta occasião. annui. marchar embora de rede. sem risco para o doente. pouco depois apresentou-se- portador de confiança de Muitia desculpando não ser que não queria passar pelo Calanhi e avistar- com Umbala. se mandando todos os quilolos chamar Xa Madiamba eu agora no meu regresso o aconselhava e mesmo influía para que elle se resolvesse a tomar posse do logar. e estavam esperando que Xa Gambunji annuisse a aconselhar Noéji e a alcançar o apoio dos Quiocos do sul para este vir Xa Madiamba se investir-se do lucano ou a desistir em favor daresposta de Noeji fosse uma recusa já a maio- tomar conta do governo do Estado deliberar ou a quelle. o achavam muito novo e pouca experiência .— 33 7 queriam para Muatiânvua. em Sabia que entre elles se perdia muito tempo dar execu- ção a qualquer projecto. Quando regressei me um este pessoa! por se á Colónia. Pediu-me então que esperasse ao menos dois dias além dos três que eu fixara porque desejava dar-me algum sustento para o caminho. esperando ao pé delle na Mussumba que Muene Puto Desejava ouvir-me o : . mas não o reconheciam como Muatiânvua de todos os quilolos o elegessem primeiro com facto sem que o que elle não po- dia contar. e se a até dos quilolos estavam dispostos uns a manterem-se inde- ria pendentes e outros a submetterem-se aos Quicoos.

e os próprios filhos de rem mo Xanama. dia de Santo António.: — 338 — mandasse auctoridades suas com força para o encaminhar na melhor direcção dos negócios do Estado. mas compromettia-me encontrando-o no meu regresso de o aconselhar a seguir com a comiti- va que o fosse buscar. e mes- nâo teria duvida de estabelecer boas relações com os chefes quiocos das ultimas guerras e comprometter-se a fazer os resgates do que elles tinham em seu poder pretencente ao Estado. que partiriam dentro Em dois dias. estar dispostos a sujeitarem-se ao seu elle lhe prova- mandado. as terras do Muatiânvua e o auxiliasse no governo do Estado como o fez a Ainda assim talvez elle Quinguri seu parente (Cassanje). ziam-me uma cabra. Respondi Que estava convencido que o Xa Madiamba só viria se to- dos os quilolos da Mussumba. deixamos nia para dar principio á nossa Em em a coló- viagem de regresso. Ganenda apresentaram-se-me emissários de Umbala. Elle conhece bem por Xa Cambunji a as intrigas da corte e estava prevenido nâo avançar sem mandar uma embaixa- da a Loanda pedindo a Muene Puto que fizesse cornprehender nas suas. não esperasse por essa resposta se todos os quilolos. cestos de amido de mandioca e tra- dois . não mandassem seus im- o Calenga mediatos com armas para o transportarem. Ainda no dia 10 esperei que Umbala mandasse portadores com o sustento que queria fornecer-me e como não appare- cessem dei ordem aos meus e aos que desejavam acompanhar- me (mais de quinhentas pessoas) que tratassem de se fornecer de mandioca. 13 de manhã. tanto do norte como do esquecendo Xa Cambunji e sul. Eu não podia demorar-me. antes de tomar posse.

Sr. tario em Mataba encontro a o Estado do Muatiânvua entrando nem para a que os potentados da Lunda na occasião esta- e exhaustos e por isso lembrou-se de salvar debilitado e do Estado a Ill. . Chefe da Expedição -—Henrique Augusto Dias de major do exercito. 1 de V. recusei-me a fubá para que elle conhecesse que elle a os dentes de marfim e acceitava apenas a cabra e a nem com não retirava zangado com os Lundas. Respondi que não alterava acceitar minha viagem. me Pedia-me para Lundas.- -33 9 meão regulando dentes de marfim um o pezo de cada de qua- renta a quarenta e cinco libras. mo Ex. Pedia-me Umbala que retrodecesse. md dos Negócios de Marinha e Ultramar. Conselheiro^ Ministro e Secre. a margem direita do Cassai. Na margem do queria rio Luiza. Muene Casse convencer-me que eu devia tomar conta do Estado do Muatiânvua esperando as ordens de ras da Muene Puto se queria ou não encorporar as ter- Lunda nos seus domínios. em accordo Deus Guarde julho de 1887. compromettendo-se os Xa Cambunji meios práticos de conciliação dos Quiocos e o Quissuássua dos com encarregar de tratar com elle a enviar-me no dia immediato emissários com os respectivos presentes para os resgates que havia a fazer. Reconheceu não tinha porém que eu estava muito recursos alimentícios minha gente vam ao meu elle nem para mim. (a) O Carvalho. Ex. que era para te uma vergonha nunca o Muatiânvua deixou sahir elle pois um negocian- que fosse sem o despachar como deve. ir com a sua gente vèr se Calenga se dispunha a das inimisades dos Quiocos com Muene Puto e com Xa Madiamba.

mandei participar minha chegada e elle zumbo para me acompanhar soubemos este estar ali a Ambinji Calenga da logo apresentar. Não nos agradou a resolução em Mataba perar-me trouxesse ahi tinham de Cabo António ter vindo es- pois era certo que os recursos que de ficar todos me porque o pessoal preci- sava de vestir e de comer e os da terra procurariam pretextos para nos demorar.me o seu Mu- á Estação Júlio de Vilhena e por mandou esperando por nós o Cabo António e mais alguns que nos traziam os recursos e correspondência de Malanje.340 Passando o Cassai. Pediram-me os romanho a Mussumba bém três potentados para sua opinião com e á successão que eu soubesse de Ca- respeito ao que se estava passando na do Estado e eu interessando-me tam- por conhecel-a. O homem mandou agradecer meu com regresso e respeito á conciliação a Muene Puto o presente que eu lhe enviei e mostrou-se muito sentido pelo que eu havia . Haviam chegado antes de nós Muene Casse e Muene Capanga e já haviam previnido Ambinji das péssimas circunstan- em que cias estavam os negócios do Estado na corte e por isso este ancioso nha vindo esperava por mim porque de mais a mais ti- estabelecer-se entre elle e o seu immediato lfâna Cacunco o potentado quioco Caromanho Xanama em 1880 a quem o Muatiànvua havia dado honras de Muatiànvua e ainda se não sabia o motivo porque tinha vindo do sul para aquelle logar. mandei participar-lhe do dizer-lhe dos encargos que linha dos quilolos com os Quiocos.

para dizerem Xa Madiamba que organisasse uma embaixada que minha companhia Muene Puto e a Loanda entregar as terras do fosse na Estado a pedir o protegesse no governo delias. pois já havia corrido tinha si- outros qne tinha sido para as suas terras espe- . devia ainda esperar Xa Madiamba dois a três annos. Convencionado que isto foi. trouxe havia-se aggre- gado Ianvo.-3 4 iMussumba padecido na tiânvua. mas ainda assim de Muene Puto para que não abuse a tutella do poder. outros que pelos Quiocos e ainda preso pelos Luênas que me levaram rando resgate de Benguella. velho conhecido e precisa vir Mua- Muatiânvua já de filho estimado dos Quiocos. Os Quiocos não acreditam nas promessas dos Mussumba porque Muatiânvua o muito com quilolos da muito traiçoeiros e só acceitam para sâo Xa Madiamba. Muzumbo de Xa Madiamba que por mandado deste vinha esperar-me e felicitar- boatos: uns que eu tinha morrido do assassinado me com fome. Ambinji que ouvira esta resposta receoso agora que os Quiocos quizessem cercar Mataba e dar-lhe primeiro a lembrar cada a um e elle Muene Casse a também um e a um assalto Muene Capanga dar filho (representante). antes de mandar pôr no Estado para acabarem de todo zanga dos Quiocos aos Ampuédis que a andaram em matar muito mal traição á o Xanama amigo dos Quiocos e enfeitiçar o Muriba para se virar contra os Quiocos que o foram pôr no Estado. dominado pelos maus quilolos que conhecemos na Mussumba. mandou Ambinji dizer a Caim- gula do Cachimi a resolução que elles haviam tomado e se le o foi também um homem da sua approvasse mandasse Ao Cabo António e gente que elle el- parte. Todavia accrescentou que Muene Puto. elle foi com e respeito aos negócios do bastante franco.

em um dia chegamos á povoação do nosso amigo Gaungula que se havia mudado para a margem gindo á epidemia da varíola de que direita do Cachimi elle fora victima. modos e dialecto os quim- bares e por isso assistia com o maior sangue frio e nunca foi descoberto. Cumprira pois Quissengue. e bem marcado e muito magro. me aguardava com os supprimentos que trouxera de Malanje havendo mandado apenas para deante a meu encontro seis cargas. ter e dahí até ao havido mais pen- os Quiocos. Quando pass?mos o Chiumbue. Também elle me fez acompanhar dum seu fu- de que resultou ficar representante na esperança de que Muene Puto querendo protegel-os acceitando a Soberania que dahi em tratar elles desejavam. dos filhos (povo) com a promessa de viverem depois socegados Caungula do Lôvua fomos informadosnão dências mas por com traição que o abandonaram aos Quiocos visinhos. se eiles na Mussumba já em tempo reconheciam Portugal agora da necessidade da Soberania de apoiados pelos pedidos dos mais importantes . Logo que passamos o Luembe no porto do Xa Muhongo. Quiocos e Lundas viviriam deante como amigos e todos podiam socegadamente do seu commercio e das lavras. que ahi por conselhos de Caun- Xa Madiamba.— 342 — em Ianvo que por muito tempo vivera tido Cassanje tirou par- de saber imitar. A Estação Luciano e Mucanjanja com o que Cordeiro estava reformada pelo empre- gado europeu Augusto César. Muxico me prometteram. nos costumes. soubemos que o Bungulo Quiluata fora victima do seu génio ousado. gula e de Xa Madiamba e Caungula ao facto de tudo que se passara com os Quiocos e das diversas opiniões dos potentados com respeito á futura direcção dos negócios. ás audiências do Calenga.

solteiros. a que dou publicidade mais adeante. ali encontrara diversos mora- dores portuguezes naturaes do Concelho de Ambaca. neste concelho de Malanje. que reconheço pelo de que trato e perante as testemunhas de Francisco próprio Lopes da Cunha. Copia do auto levantado na Administração do Concelho de Malanje acerca de diversos moradores do Concelho de Ambaca. disse que achando se na Lunda. Major Henrique Augusto Dias de Carvalho. Ministro de Estado dos Negócios de Marinha e Ultramar.° Sr. compareceu o Excellentissimo Major Henrique Augusto Dias de Carvalho. que residindo havia seus negócios. na qualidade de chefe da Expedição portugueza ao Muatiânvua. maiores e Domingos António dos Santos Alemtejo.— 34 — 3 embaixada que quilolos trataram de organisar a nhou a Loanda e pelo transito foi tantes de outros potentados me acompa- engrossando com represen- da Lunda e também do Cuango. a a foi fazer a Loanda dil-o o officio do Go- o Sr. moradores neste Concelho. em edade. de Cassanje e de Àndala Quissiía. comigo escrivão do seu cargo. que na Lunda se apresentaram ao Exm. chefe da Expedição Portugueza ao Muatiânvua. A/tito de declarações Anno do Nascimento de Nosso Senhor Jesus Christo de oitocentos oitenta e sete aos vinte e nove dias do mil mez de Ou- tubro do dito anno. ficaram exhaustos de meios por ter-lhes . S. e que foram apresentados ao chefe do Concelho a fim de seguirem para a terra de sua naturalidade. muitos annos com suas famílias a tratarem de mas talvez com animo de não voltarem á terra de sua naturalidade. O que essa embaixada verno Geral Ex. chefe e administrador do mesmo Concelho. e na secretaria da Administração aonde se achava o tenente Simão Cân- dido Sarmento.

dispensar-lhes toda gressar por este Chefe. da jurisdi- ção deste Concelho para este os fazer seguir para o Congo. que talvez não tenha ainda seguido para o Congo. mandou O que vir á sua moradores Domingos Simão. radores na occasião sem meios de vendo a nome effeito. aos quaes fazendo as perguntas relativas á sua estada na Lunda. de nome cujos restos mortaes vieram ao poder do jaga Miguel. suas familias. sendo ouvido por presença Silva os elle Chefe do Concelho. e arriscados a teve de os acolher. rogava que o Chefe do Concelho lhes tomasse quaesquer declarações sobre os assumptos que acabava de expor. visto que ficaram bem como perderem a vida. Paulo. e a forma como se apresen- . invasão da o estado dos referidos mo- ali dos últimos assaltos. Dom Domingos Paulo Gomes Camuíri. chefe da embaixada referida. e Excellentissimo Major Lunda pelos Quiocos. Que estando os ditos moradores presentes neste acto. assim rapaz de da a terra — Que com Carvalho presenciando subsistência. e ser depois por este apresentado a D. para na qualidade de Delegado do Governo portuguez tel-os no seu acampamento. o qual fazendo parte d'uma embaixada do Rei do Congo de que havia Dom Calandula fallecido um sobrinho d'este. pouco mais ou menos. de quinze annos de edade. como e elles re- de serem apresentados ao a fim seguindo depois cada um. e João Pedro da naturaes de Ambaca. para apresental-os. respectivo Concelho a protecção. para sua naturalidade.-344 — o gentio do Quioco saqueado todos os seus haveres nas ques- que tem tões suas Lundas tendo os tido cora os apresentado famílias a elle ditos moradores e Excellentissimo Major. cando abandonado o também acolhera dito rapaz nas terras e trouxera na sua fi- da Lunda e por isso companhia para o chefe do Concelho de Malanje o mandar entregar ao referido jaga Calandula. hoje os apresenta ao Chefe do Concelho. se assim o pretendessem o com como um Mimi.

e o uma nome Camonga serviçal de resga- ali segundo declarante João Pedro da Silva também com seus filhos dos nomes Mutaxi e Fonseca. e vieram fazendo parte da referida Expedição. vendo-se na precisão de recorrerem ao Excellentissimo Major Carvalho que sabiam ser Delegado do Governo portuguez. cujas pessoas e seus filhos bem Andolo e Cata. e tada. havia seguido para a tratar dos seus negócios. mez chegaram corrente quando na Lunda a até esta que no dia vinte elles declarantes se Major Carvalho levavam tissimo mão. Sopo resgatados dos Sopo e Nacona — declarantes e suas famílias se apresentaram as pessoas seguintes Francisca. Lunda depois do fallecimento de Domin- da Silva Amazio e pae dos mesmos. até que ultimamente Quiocos hostilisando a Lunda tiraram os todos haveres. Mutombo e Quene-henda.— 345 — taram ao Excellentissimo Major Carvalho responderam: que ha annos tendo ido para ali ficaram domiciliados Lunda a com tratarem de seus negócios. Mujica. a suas famílias. cinco pessoas de sua — Que apresentaram ao Excellen- —o primeiro Domingos Si- sendo seus familia do sete e povoação de Malanje filhos de nomes Caxavala Domingos e Mathias Domingos. Marianna. na sua qualidade de chefe da Expedição ao Muatiânvua. foram com a bon- dade que caracterisa o Excellentissimo Major Carvalho acolhi- . conhecido pelo nome de Quipungo. aquellas três primeiras filhas e as serviçaes de Luiz João Pedro. assim como cinco serviçaes Macanda. os acolheu. suas amazias Mas- suma Ianvo. Ingracia. e ali como uma preta de nome Maria que haviam gos ficado na também a Lunda fallecera. sempre sob sua protecção. Rocha. e nomes Catoca. Mussau e seu : filho. seus os sem meios de ficando declarantes a elles subsistência. João. o qual presenciando os últimos acontecimentos da Lunda. Cárie. Que com também elles. o qual sendo morador do Concelho de Ambaca. suas amazias Ianvo e Anguina-Sopo. tratou bem.

se- riam todos mortos pelos Quiocos nos ataques que fizeram Lunda —E não havendo mais declarações a tomar. Secretaria da Administração do Concelho de Malanje 3 de Novembro de 1887. e apresentados egualmente neste acto ao Chefe do Concelho — Que um preto do nome EQca António Sebastião Moniz natural de Ambaca. escrivão da administração que o escrevi signados Simão Cândido Sarmento. Está conforme. jurisdicção deste Con- ao Excellentissimo Major Carva- depois d'uma permanência de onze annos n'aquelles lon- Que ainda mais. conjun- ctamente rapaz de uma preta de nome Hebo e sua filha Capalanga. Pedro Alexandre do Valle. ha cerca de doze annos. tendo ido para Lunda na expedição allemâ de que era Chefe o doutor Pogge.— dos por este. e vieram em 'Ò46 — companhia sua fazendo parte da Expedição portugueza. que o Excellentissimo Major desejando seguir para Ambaca. depois de lido. lá ficou e também se apresentou com sua amazia ao Excellentissimo Major. bem a lingua portupor mim Pedro Alexan- por não saberem escrever embora fallem gueza. vão da administração. que antes de seguir para a Lunda residia celho. no sitio também Anzela. um nome Cassengui e Calengue Que finalmente elies declarantes — e todas as pessoas Carvalh} trouxe da Lunda. sua terra natal agradecem toda a protecção que o mesmo Excellentissimo Major Delegado do Governo portuguez lhes dis- pensou por isso que se não fosse a sua entrada na Lunda. que assigna com o mesmo Excellentissimo Major e testemunhas de assistência. perante todos dre do Valle. major do Exercito Cunha — Domingos António dos Santos — Henrique — As- Augus- — Francisco Lopes da Alemtejo — Pedro Ale- xandre do Valle. um preto de nome Xá Vunji giquos sertões. Chefe to Dias de Carvalho. —O escri- . elle á Chefe do Concelho deu por concluído este Auto. se apresentou lho. menos os declarantes Domingos Simão e João Pedro da Silva.

Entendi tão das por conveniente conceder-lhe as honras de capi- Companhias moveis da provincia de Angola quantos lerem esta nomeação. Tendo eu em todo o apreço que que eu regressei vir felicitar-me Mussumba. Considerando qué se mostrou sempre muito affeiçoado á Nação Portugueza apezar de se conservar independente do gado de Gassanje cedesse a ja- por vezes mostrou desejos que lhe con- e bandeira portugueza e a banda para ser estimado pelos filhos de Portugal como súbdito de Sua Magestade Fide- lissima. conhecia bem das difficuldades para deante porque todos os paizes a atravessar estavam E em guerra . finalmente obrigando-se a facilitar a elle no seu porto de Cuango.-347— Nomeação Attendendo aos bons serviços prestados pelo Ambanza Quinguri á causa da Expedição portugueza ao Muatiânvua durante com todo o tempo que ella andou e esteve hospedado nas suas Estações e Acampamentos desde 28 de novembro de 1885 a junho de 1886 go é um boas relações lanje. sendo certo que entre os Ambanzas do Cuan- e dos de maior importância e ha annos com as casas mantém muito commerciaes de Gassanje e de Ma- considerando-se freguez da acreditada e muito conheci- da casa de commercio de Narciso António Paschoal de Malanje. Tuaza. e a todos feita por um . a respeitem como . calho na a este Malanje sahiu de seu potentado sabendo sitio de propósito para por ter concluído com êxito a minha missão á pois quando retirou margem esquerda do rio da Estação Conde de Fi- Chiumbue. passagem aos súbditos de Sua Magestade Fidelís- sima El-Rei de Portugal sem outro tributo mais do que o paga- mento do uso aos homens da canoa em que teem de passar.

confirmando assim os seus desejos de ser considerado súbdito de Sua Magestade El-Rei Nosso Muito Estimado Monarcha não obstante não querer reconhecer o jaga ultimamente confirmado.— 3 48 — delegado Governo do Portuguez numa missão especial ás terras do Mualiânvua. prestando bons serviços no interior á Expedição Portugueza que sob minha direcção foi Mussumba á do Muatiânvua e que como este nunca deixou de se sujeitar ás minhas deliberações. com as honras panhias moveis da província de Angola nacional e o auctoriso a fazer uso . uma Outro sim declaro que entreguei ao agraciado. Malanje 6 de janeiro de 1888 Henrique Augusto Dias (a) de Carvalho. e tendo vindo visitar-me depois do meu regresso a esta especial para provar a manteve com a nossa quem villa e sollicitar-me a Malanje como graça lhe convier as boas relações Expedição no interior dos dominios do Muatiânvua lhe concedesse Declaro que o agraciei a bandeira de Portugal e a banda. Nomeação Attendendo a que o Ambanza Angonga companheiro do Ambanza Quinguri. chefe da Expedição portu- gueza ao Muatiânvua. firmadas por auctoridades portuguezas. major do Exercito. respeitem as concessões ao agraciado como feitas por de Fidelíssima o que um feitas delegado de Sua Magesta- Rei de Portugal na sua missão ás terras . deira poitugueza que içará todos os dias em um ximo do porto do Guango que se compromette peitar como livre ou indivíduos ban- mastro próa fazer res- de tributos de passagem para Portuguezes munidos de guias passagem de para além Cuango. de alferes das Comlhe dei desta uma bandeira nomeação e espe- rando que todos os que a lerem.

Ouvi com a attenção devida. 5. os quaes haviam chegado ao seu destino. e de todos os Muatas e povos de Lunda é que El Rei de Portugal os tome sob a sua protecção e mande occupar suas terras. Ex. uma este effeito me pedia os fizesse eu acompa- força a qual fosse já estabelecer-se nas suas ter- para o que estavam promptos a concorrer que fosse preciso sua manutenção para com tudo o o estabelecimento da força e para a alli. do Governo de Angola Ex.— 349 — Muatiânvua do — Malanje 16 de janeiro de 1888 — (a) Hen- Augusto Dias de Carvalho. e que elles pediam desculpa de não o haver rece- bido 4. assegurando-lhes que Sua Magestade El-Rei nunca re- . de 1888 Serie n. A S. que a este governo geral.° também como Que devia ser o desejo um enviado de Sua Magestade. e respondi-lhes sem nada prometter. major do exercito chefe da rique Expedição Portugueza ao Muatiânvua. 3. que pelo major Henrique Augusto Dias de Carvalho apresentado o pelo indígena enviado tio fora Noeji.° Que vinha agradecer a ter enviado ás suas terras o Sua Magestade El-Rei de Portugal major Carvalho. Ex. Ministro. os presentes de que elle fora portador. enviado do Muatiânvua expoz-me da parte d'este: 1.° Que para nhar de ras.° Que agradecia igualmente elle enviado por El-Rei. Recebi e agasalhei-o como é de estylo O em casos similhantes. por ser 2.° officio — Tenho a 162 da provincia de Angola de communicar honra a V. m0 Ill. rao Sr. com uma pequena comitiva. com cuja presença muito se tinha regosijado.° Que o major Carvalho lhes tinha prestado muitos e valio- sos serviços. do Muatiânvua. sobrinho em embaixada — me a foi do Muatiânvua. a o sr.

com dificuldade lhe pude fazer zentas comprehender que não posso dispor da força para Governo. Qualquer que seja o pensa- mo Sr. são de os Calundas terem sido ba- pelos Maqaiocos. informado pelo chefe da Expedição. Muatiânvua instando o enviado para que lhes desse já a força de du- ou trezentas praças. resolverá se o nosso poderio até á Lunda e se agora mento do Governo sobre o assumpto. fora dos com mais agora segue.— 35o — cusava a sua protecção. alguns dos quaes sul são da Lunda. Ex. a e . a convém ou não occasião si podesse sustentar-se. portante delia era o sobrinho que isto único personagem im- o do Muatiânvua e eu não creio potentado considerável como foi o Muatiânvua. cabal co- nhecimento informará V. a V. se só por V. a havia de ter na devida consideração o pedido que E em nome do me expunham. e isto tidos no contratados serviçaes é confirmado pela relação dos da província. a do estado da Lunda. Joaquim d' Almeida da Em nome Cunha de Sua Ex. m0 Ex. ia dar que estou certo de que V. e que por territórios sob a regular administração do me motivo similhante era impossível satisfazer já ao seu pe- O major Carvalho que dido. a mesmo. provavelmente prisioneiros. é opportuna de o fazer. Ex. Ex. bem. disse-me eram das guerras que houve quando esteve no que mas que agora tudo A está embaixada era um interior. Ex. a quem a ella se acolhera conhecimentos dos seus desejos a Y. viesse procurar a protecção d"El-Rei de Portugal e o auxilio de suas armas. a o Governa- — secretario geral. insignificante. . Ex. Ex. As noticias que correm. a se di- gne transmittir-me as primeiras instrucções. O major quem expuz Carvalho. que . rogo a V. Deus guarde Ill. a Loanda 14 de abril de 1888 — Ministro e Secretario d'Estado dos Negócios da Marinha e Ultramar (a) dor.

APPENDICE .

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Portugal em com Africa as mas isso publicação do só definiu por uma razão muito sim- Tratado de Portugal com a o limite das suas possessões das Potencias europeas. provam claramente que Magestade não até esta data. tem procurado por meios práticos e económicos. porque ate á Inglaterra. na região que comprehende os dominios do Mualiânvua e que consultando-me.Os documentos a que por ullimo dou agora publicidade. Não é pois uma deliberação tomada subrepliciamente pelos Estado Livre. que procuraram delias avisinhar-se e o Estado Livre estava definido perante . inutilisar os trabalhos do domínio desse De fizeram na possessão que em um lhe poderá foi dos limi- desalojar da minha Expedição. mesmo mundo. as repartições officiaes nas suas cartas geo- graphicas. ples. ainda o deixou de Governo de Sua considerar-me como sua auctori- dade subordinada. que administradores do seus últimos boletins incluir tada perante o mundo donde estamos e já facto que nos civilisado. annexal-os a nossa provincia de Angola. nunca fizeram incluir dentro da provincia de Angola os territórios da Lunda. como disseram alguns escriptores portuguezes nos periódicos diários.

desde que estou em Lisboa acompanhando a publicação dos trabalhos da minha dum modo Expedição. é o seguinte: «Deve ser cedimento. nos territórios considerados sob nossa influencia. continuou trabalhando como na esphera da sua influencia até agora nunca desistindo dos direitos adquiridos a tornar effectiva a sua occupação. Mas por que o não os seus limites com fez aguardando que ficassem definidos as possessões da Grã-Bretanha.° S. e que todas as potencias respeitaram sempre essa sua deliberação provam-no todas as cartas que se publicaram até ultimamente. Memoria. com as diversas propostas que tenho apresentado ao Governo de Sua Magestade. para que fácil e pratico alarguemos a nossa província. a o Sk. Á O artigo 10. . Ministro das Inslrucções que me foram confiadas na missão ao potentado africano Muatiânvua. investigar do pro- propósitos e influencia que entre aquelles povos. Ex. Schrader e as do próprio Estado que marcavam o Guango se marcavam como limite a oeste limite da dos territórios de Muatiânvua e nunca como nossa possessão occidental E termino esta com a do Estado Livre. um dos cuidados da missão. inclusive o atlas moderno de F. vão tendo os exploradores allemães ou outrrs quaesquer estrangeiros que até elles teem chegado e registar particular- mente tanto essas informações como outras de interesse para Portugal.— 354 — que o reconhecem como Es- Portugal e as demais Potencias tado sob a protecção do Rei dos Belgas.

Aquellas e estes. a vidade mínio colonial. Não em é possível fazer-se perfeita ideia a Lisboa. de ! São bem palpáveis os meios da propaganda que pregam chegando mesmo ptos. já dam em a revdarem-se já nos elles em- seus escri- conferencias. mas também nos vem fazermos escravatura accusar perante a Europa. dos perigos que da província de Angola e em nossa influencia em todos os po- vos da região central do continente africano. procedendo com a perspicácia e zelo que poder empregar para destruir quaesquer prevenções ou malévolas bem fazendo-lhes insidias.— 355 — «Sempre que a missão verifique que alguns agentes estran- tem usado da ascendência que por acaso possam geiros ter al- cançado sobre os indígenas para prejudicar os interesses do commercio nacional ou o nome portuguez. Ex. protestará contra esse facto. tanto pelo lado ceiro.» meu dever chamar a esclarecida attenção de para alguns factos que me parecem de summa graque muito podem influir na decadência do nosso do- Julgo pois do V. já nas cartas geographicas. não só nos procuram tirar a influencia entre os indígenas e desviar todo o commercio para o novo Estado do Congo. que man- coordenar onde marcam limites imaginários atravéz dos . e proteger as missões america- nas e todos os exploradores que por lá estão trabalhando em favor do novo Estado do Congo. pelo lado finan- receita da alfandega central da província de An- gola. e sentir que nem sempre sâo ex- cessivamente humanitários e civilisadores os trabalhos e tendências de a!guns desses exploradores ou agentes. não correspondem ao valioso auxilio que lhes damos. E este perigo é tanto mais so desprendimento em animar quanto maior é o nos- grave. e mesmo estão ameaçando o commercio Loanda. como na como politico.

occasião mais opporluna. procura-se attrahir já a da borracha. o desengano ha de ter logar mais cedo do que se es- perava. confiança. a Canhiuca. porque para isso se terão unirão logar todos os . numa Manchester. milhares de escravos por anno aos Bângalas e aos Quiocos a troco de armas e pólvora. e a fonte de receita que lhes vá animando A nossa immediafa. guenas dexterminio. esses mercados de escravatura. para chamar esta ceita é de jusiiça. Seria triumphante a resposta que lhe podiamos dar e dal-a- em mesmo hei vista. a que um de Reino. pôde suppôr-se o que farão os interessados. nunca pode- a insinuação. ali a ! os desanimar e por todos os modos pretendem fazer passar fàz este povo ao novo Estado do O conferencia em Congo Wissmann. narrando me para esse fim. e inde- titulo simples tributário (quilolo) do Muatiânvua Não poderam em tempo mas obstáculo algum entrar. pelo que tentam. Ex. a influencia a como outras esperança perdida fontes de re! felizmente ainda é grande. companheiro do tenente Wolf. O que com que e como alguns factos quando V. e se os po- vos do Muquengue mal aconselhados procurarem apoderar-se ou estabelecer-se nos domínios do Muatiânvua. não duvidou affirmar que se ven- diam no Muquengue. bem E' ram ir a clara terras Poriuguezes.! — 356 — povos extranhos. pois Lunda da e da Luba sem que lha tem dispensado com e querem depois a a protecção dos mais benevolen- perceber que são fazer os negociantes portuguezes que sustentam. te os Allemães. balharam como é certo é conceda uma entre- que essas grandes riquezas de se pretendeu illudir os que em favor do novo Estado com a marfim. pomposo dão o e chamam Canhíca ou Canhóca. dr. melhor boa fé tra- do Gongo são illusorias. pendente.

e bondos. ban- Malanje e ga- a rantiram ao commercio. Ex. os primeiros regressaram muito satisfeitos de que possuo provas. Representantes de diversos potentados tundas. empregar toda a nossa in- com fluencia para conservar e estreitar as relações os povos da Lunda. o que fazem os estrangeiros empreguei todos os esforços para que uns em tal ca- não e outros fossem descontentes e até Malanje com as providencias que a V. conveniência que nosso commercio encontrou. Uma embaixada da Lunda. me dispensou e valioso auxilio dos negociantes ali es- tabelecidos. respeito á embaixada. pois todos elles filhos bons de Muene Puto. procurando destruir os ou pelo menos contrabalançar todos os manejos dos Allemães em favor do novo Estado. tractando immediatamente de occupar as Estações minha levantadas pela por mim celebrados Expedição e fazer valer os tratados com potentados. como provas tenho da. embora hoje distinguem nos brancos. do Com xilio modo porque já o procedi. até Loanda para falar ao Governador sobre o objecto de sua missão. Não desconhecendo so.— 3õ 7 — povos da Lnnda.) e não são os acceitarão facilmente qualquer imposição que estes lhes quei- ram fazer. essa foi mais longe. lhes abonei comendo até Malan- . Pela minha parte. que o caminho da Expedição era de Muene Puto nome de e a sua segurança vinham elles em asseverar seus chefes. e os inguerèzes (todos os estrangeiros. como me tudo quanto fiz me foi recommen- era restrictamente possível para conseguir este re- sultado. no regresso me acompanharam ocinjes. os maus que em dissidências. galas. Não devemos deixar de pois. sendo muito insignificante o au- que a Junta de Fazenda cincoenta mil réis em me poude dinheiro para irem prestar. dado.

çado dos limites da província numa me deixou o tra- das cartas geographicas ultimamente publicadas pela commissão de cartographia. da provinda a muito principalmente agora da nossa Expedição. talvez levado pela impressão que a Cuango se nós considerássemos o leste. cio E importante a sua coadjuvação. mas o Muatiânvua e sua cor- te nunca lhes permittiu por ser ahi onde se forneciam ultima- mente de marfim. que só por incidente o chego lembrar. por vezes quizeram penetrar. foi influencia nas terras de nem além Cuango e por com que commer- se perca a nossa isso sacrifiquei al- guns interesses dos meus trabalhos. já tive noticias Eu sei em que o commercio no Dondo e je e consegui que Malanje que coadjuvasse para retirar satisfeita. traçaram-se que de caso pensado delia separam já de Reino Canhioca. ella é um es- estado onde os Allemães repi- to..— 358 — me é o mais interessado. Mas deixo estas narrações para outro logar. perfeitamente os meios de que se servem os estran- geiros para catechisarem aquelles povos e o cuidado é preciso andar presentemente para que se salve o de Loanda de alguma grave crise. pois o que . queiram chamar e se arranjar o maior nu- nem mesmo a si titulo mas não deixemos consentir que parte das terras dos potentados da a região sob o pomposo ruina quasi certa. é tão evidente este reparo. afim de mero de terras que fosse possivel para o novo Estado do Con- go. Na conferencia de Berlim. E como seria gravíssimo limite depois dos trabalhos E erro. quando tado do quilolo do Muatiânvua Lunda . a vêr se o salvava de uma todos os limites ao acaso. Poderia trazer aqui todas as circumstancias realisado ao as expedições estrangeiras mesmo tempo em em que Malanje e se teem memorar os bons serviços que estão fazendo á nossa causa colonial alguns compatriotas.

e se se estão fa- construcção do caminho de ferro a a nossa Expe- menos no Caungula. que grande mal nos estão fazendo. Querem os protectores do novo Estado do lado levar a execução um caminho de ferro. mas no momento zendo enormes despezas com de Ambaca. que mais tarde conseguirão cortar para seu transito. por agora. as perdas serão mais sensíveis e um de povos no novo Estado do Congo a Parece pois. aproveite a bôa se impressão de todas as tribus por onde andou dição.-35 9 - profundamente se deve pezar. nos reduzirão a uma estreita faixa. O que se não pode. gola em um em que se empenham. Quis- sengue (quioco). sem se prejudicar os rendimentos da Província. Os maiores zem sacrifícios serão sem duvida alguma respeito ao caminho de ferro. a á sombra Aguardavam os delia conseguiu já bandeira portugueza estabelecer-se no Lulua próximo dos Allemães. cipio. Congo pelo seu . gravíssimo mal para a província de An- em que qualquer occasiâo. mas já os que di- que lhe demos prin- cumpre não desanimar. de toda a vantagem que nomeem rezidentes pelo encorporaçâo mal irremediável. E resultados da nossa Expedição. é ficar indiíferente aos manejos dos estrangeiros que pela sua actividade e preponderância que irão adquirindo entre aquelles povos. Summers hasteando o dr. As missões americanas do bishop Taylor estabelecidas nos concelhos a leste. Caromanho (Quioco no Casai) Mataba e na Mus- sumba do Muatiânvua. Devem pois esses residentes empregarem todos gilantes e trangeiros ali estão serem as nossas sentinellas vi- os meios análogos aos que os es- pondo em pratica. é a quebra que te- rá o nosso commercio se os agentes do Estado Livre levam por deante todo o plano Seria por certo. procuram já internar-se e estabelecer-se nos Quiocos.

a Ex. Estamos soffrendo as consequências de não se as providencias mais indispensáveis depois da drigues Graça O que em 184C ás terras da ter tomado viagem de Ro- Lunda. recorra-se veitar-se africanos de (Jaquellcfí Àmbaca missões religiosas ou já a qualquer meio que pareça mais rápido em que podem apro- de Malanje. quanto mais se adeantar esse meio de conducção e quanto mais certeza tiverem Muene Puto esses povos de que quece. e nosso favor.Continuemos nós. a que todo o sacrifício que se fizer para con- . Se temos de addiar por causa de despezas as providencias que seriam convenientes. A : estão fazendo e tentam os meios muito diversos mas destruir o nosso poderio colo- situação cujas consequências nossa Expedição prova quanto influenciou.. Ex. 36o — já encetado. que teem praciica e povos. e este. o desejo que teem de se avassallar. crescerão tanto mais. está mesmo fim numa que nos collocard nial. o e com mais ardor. então se desculpa pelas circumstancias anormaes da metrópole. com mas com mais actividade que lhe são annexas as obras echoarão por todo o interior. que tal falta se tornará muito mais grave. por isso concluo dizendo ainda a V. quem al- porque agora não se opponha a que a corrente do com- mercio não seja desviada para o N. estatísticos. attendendo ao que se está passando naquellas terras e ao Americanos que os Allemães fazer. Já se fala delle. o que a em tendência que os povos mostraram Expedição provará a em tempo competente. seryindo-se de dos concorrendo ao V. com dados para que não fossem cerceadas as receitas da fandega de Loanda lá to- melhor que eu pode prever. devemos lembrar-nos hoje. não tem escravos e lhes pôde levar a os não es- protecção que desejam. o ali e não ha nos últimos três ânuos.

que se devem aproveitar. O meu nome ou antes o meu posto de major.— 36r — trabalançar os trabalhos dos Allemães que estiveram ao servi- ço da Internacional bem compensado. mo risco. com quem lidei. — O (ass) chefe da expedição ao Muatiànvua. de V. a para o que se me affigura de con- em interesse do nosso domínio colonial.— mp e Ex. Ex. e ainda no cumpri- mento dum dever e para que se aproveitem os resultados prá- ticos da minha missão no centro de novo a attenção chamo hoje de Africa. Ex. a o que nos últimos . além Cuango. a o Sr. Ex. É uma veniente forma de commemorar a minha succederia a visita áquelles povos-. Ministro e Secretario de Estado dos Negó- cios da Marinha e Ultramar. os do jagado de Cassanje. me o que se isto não digo au- já diminuição da receita da alfandega a a a V. sendo o nome com que baptisaram as creanças que nasceram nessa epocha. será gmentando. tornou-se popular entre os povos. offerece já de mais urgente informar a . Ex. com annos se tem trinta respeito ao jagado de Gassanje e por deixando de parte essas occorrencias. — Major do Exercito. suas manifestações de rego- tornaram-se provas de reconhecimento do muito que de- vera á inQuencia de Muene Puto. Deus Guarde Ill. A S. e Porém com súbditos sijo duma missão. qualquer outro que sendo chefe procedesse da forma porque procedi para os Bangalas daquem e com assim elles. —Henrique Augusto Dias de Carvalho. Ex. Sr. tornou-se o memorando duma das epochas da sua vida. . passado isso em Angola. o que corre grande É V. isto é. 15 de junho de 1888. evitando-se de Loanda. Ministro Não ignora V. Lisboa.

encontraram-me e em diante. careciam. mais os desnorteava e fazia suppôr que nossa missão não lhes podia ser boa. boatos se mal. de passarmos por fora de Cássanje. já fazendo-lhes concorrência no O commercio com o facto interior. Durante os primeiros mezes houveram reuniões entre seis maquitas e como cousa alguma ao certo. Proporcionaram-se as circumstancias e logo em Camáu tive occasião de receber as visitas dos principaes Ambanzas. O modo porque rir as Já dahi os tratei. Os boatos succediam-se. já expulsando-os das margens do Cuango. próximo ao Cuilu. sempre prompto resses. onde iamos levantando Estações em que nos demorávamos e de não pro- curarmos o jaga reconhecido pelo Governo de Angola. Em Africa o maésu é o telegramma sempre deturpado e que em apesar de transmittido de bocca bocca corre com maior velocidade do que aquelle. espalhando- que procurávamos o Muatiânvua para lhes fazer : reprezalias das ultimas guerras de Cássanje á feira. não passando ção de quem sempre no os inventava e ás vezes da imaginafito de não avançar- mos. os ram os elles sabiam. tratando os em fim a protegel-os nos seus inte- dando lhe hospitalidade quando como homens que nos são muito . mais internados. chefes de caravanas para o interior. em principio. da nossa Expedição e che- contrariar a sua marcha. advogar de sua justiça.— 362 — Aquelle povo. foi o primeiro movei para adqui- suas sympathias e que constou para E e W. fo- velhos de parecer que se aguardassem os aconteci- mentos e aconselharam as comitivas que sahiam que respeitassem sempre Muene Puto se o encontrassem no seu transito. tão desconfiado não recebeu com agrado gou mesmo. a pensar em como a noticia atrevido.

E é notável que encontrando-se naquelle numero muito poucos dos quatro mil que por vezes estiveram comigo e não encontrando nenhum desses em suas terras. enviando-me os potentados de diversos pontos seus emissários para me acompanharem a Malanje. em dispondo entre ia seu beuefi:io e assim insinuan- no animo de uns e outros. em As comitivas que se succediam no regresso de mais mais tinham que contar aos seus parentes dos benefícios que lhes dispensávamos. Mas o que nunca podia imaginar é que os Bangalas fossem tão longe no seu reconhecimento.— 363 — empregando toda úteis e os povos do me com quem de que a influencia estava. que muito de propósito. e la ia o meu nome do seu jaga. Major di- ziam os cinco mil Bangalas que seguidamente encontramos no nosso regresso seguindo aquelles para o Lubuco. o que ainda não consta ter-se feito a branco algum. Bondos. para que suas reclamações fossem attendidas pelos potentados eram apresentadas com terras e todos o auxilio de lá regressavam Muene satisfeitos em que para suas Puto. Do sul para o norte se espalhou fama do a Sr.. terminando por animar todo o Gas- ao negocio para o interior por que eu estava e lá ninguém se atrevia a roubal-os. pelos velhos e mulheres famílias delles dos os Bangalas e me deram fui recebido aqui como protector de to- franca e rasgada hospitalidade. chamando-me o pae para as cantigas ao lado delles. não só em favor delles. mo E' certo Ex. Luximbes. que me deviam a vida que ainda tinham porque nâo consenti que os roubassem e lhes dessem maus sanje a ir tratos . do Rei do Congo e de Quiocos . Ambaquistas. . Malanjes . como de outras comitivas de Calundulas. exerci toda a influencia de que ia dispondo. Sr. Dos Capêndas seus visinhos na margem direita do Cuango.

não só para auxiliar os que nelh. desde já de toda a protecção do nosso Governo. a apro- daquella vasta região até ao . não só por causa do commercio mas* ainda pela cultura da canna. mas ainda para animar que outros se sigam veitar a feracidade das Cuango com terras as grandes culturas. de toda ali amarrações tão prejudiciaes para as a_ se sinta como á constituição os ha em de coutos para outros pontos da Provín- conveniência que a alçada de nossa auctori- com todos os seus benefícios. DosBondos visinhos na a . attrahindo a nós estes povos muito prestáveis ao commercio volvimento da agricultura elles já iniciadas e em e ao desin- suas fertilissimas regiões e por façamos acqnisição dos melhores portos do Cuango dotando-o de embarcações apropriadas garantir segura um e por elles passagem ao commercio. Ex. margem esquerda já o principal chefe Andála Quissúa por influencia da nossa Expedição se avassalouSe attender-mos pois que estes povos. Carece elle. Ex.— 364 — tenho pedidos por escripto para se avassalarem como já tive occasião de informar a V. é dade lado e pode dar logar a ladrões.já teem sacrificado os seus haveres. e ainda que entre estes po- vos teem logar as combolações por nós infelizmente iniciadas e e donde se originam outro protecção cia. barreira elles os difíicil commercio no senhores do Cuango de ser ultrapassada pelos povos do interior e vice versa comitivas de Malanje e Ambaquistas que só vão aquelles encorporados e carregando lá com todas as despezas de passagens. muito principalmente os Bangalas são os melhores agentes do nosso interior do continente e o teem tornado que são . Não desconhece V. a que algum marfim e toda a borra- cha que aquelle povos trazem do interior passa por Malanje e que hoje este Concelho se tornou muito importante desinvolvendo-se para leste e norte.

tenho tos a no Golungo. colónia Esperança instiluida em Malanje pelo benemérito Governador Ferreira do Amaral. Malanje tem condicções de vida para o europeu e nade ser esta região que se hade tornar empório do commercio agricultura a leste de Loanda. demnado A e Ambaca nunca O Dondo será cousa alguma. foi um lá estão. bem como se encontra borracha a acertada cultura se pode de canna a e café em alguns dar-lhe desinvol- de que lia bons exem- plares. lá em exislem exemplares balata. de . hortaliças e frutos europeus e americanos. Se o caminho de ferro que parte de Loanda se destina apenas a servir a região de Cazengo que já tinha a linha fluvial do Dondo e na esperança da agricultura e Icóllo. com Pun- essa dispendiosa completarão o êxito que é para desejar. Também na pequena agricultura bom Malanje de trigo. tos região respeito a clima e go e elle vae atravessar é maligna Ambaca nada nade produzir de Malanje muito via e depois os que podem concorrer para Bondos e Bangalas valor. não nimo. filhos da ignorância ou más informações.— 365 — A norte de Malanje temos o Hungo e Bondos e cujas terras muito do súbditos Bei Duque de Brangança. e o extin- erro indisculpavel que outros muitos na administração da província Angola. Ambaca franqueza de dizer que nunca os rendimen- poderão corresponder aos sacrifícios. bem o é exemplo para desa- conhecem os practicos que guil-a da forma porque se se junta a e da fatalmente con- está fez. Assevero hoje com mais conhecimentos o que disse ha mui- A annos. beterraba. a Jinga do Congo que encostam com os podem render com uma boa admi- nistração auxiliada pela exploração do commercio. Nestas ainda regiões pontos e com uma vimento.

torna-se uma monstruosidade. que reunam os se Duque de Bragança Tala Mugongo. deixa caminhar seus povos para porque além de costumes diversos. As quatro companhias de moveis que lá conhecemos e estão sustentam-se da pequena agricultura. o caminho de Malanje. donde se não uma situação mais prospera. a que não fal- tarão as receitas para o novo Governo. tem e sido o commercio. veem-se progredir. sob verno É districtal da categoria e constituição como em que Expedição deixou todos aquelles povos e dahi mais cilmente podemos ir go- o do Congo. concelhos de Malanje e todo o território até ao limite do Guango nessa linha e para o sul o que for possível entre Cuanza e Cuango. Proseguindo. Na verdade. outras propriedades daquella ordem e em que se tem despendido muito menos. Lembro pois como grande vantagem. acresce o prejuízo das de- moradas resoluções. occasião pois de aproveitarmos as boas disposições a nossa um fa- occupando com as nossas auctoridades. o que poucas difficuldades de conslrucção offerece depois de Ambaca. A se alçada do Governador da Província nestas regiões torna- inefficaz pela de recursos indispensáveis e porque a falta centralisnção. correndo muitos riscos passando por muitos tes da nossa sacrifícios civilisação em que tem fornecido^os agen- Africa e chamado os verdadeiros colonos para as regiões que aquelles tem explorado. com a benéfica acção do Go- .— 366 — No mesmo Concelho. fique certo V. como é de crer ferro até com actividade. É tempo dirmos em auxilio. alcançando resultados satisfatórios nos territórios do Muatiân- vua além do Cuango onde seus povos reconhecem nia a Sobera- de Portugal. nada lhes paga. o Governo ao serviço. dos mais pequenos negócios da administração lo- em cal Loanda. Ex.

é pela força das armas. Ex. pois os dalém do Cuango. nâo teriam havido os desastres de Cassanje e note se que este povo ainda fala hoje de seu nome com muito respeito e saudosos da sua em que adoptou o systema hollandez. Mas a occasião é propicia porque o terreno ficou preparado e hoje é de toda a conveniência aproveitar-se dos trabalhos da nossa Expedição. sua protecção se não uma epocha de prosperidade. a o sabe muito bem que ha de instalar o novo Governo. Nâo mantendo prestigio e influencia nos sertões. A boa disposição dos povos do Cuango são uns bons auxi- liares á nossa causa. Termino lembrando como memoria que em Magestade abril Salles Ferreira terminava uma de 1853 dirigiu ao governo de Sua . O nosso prestigio perde-se com delongas. Se a politica iniciada pelo fallecido major Francisco Salles Ferreira. mas estabelecido proviso- se em riamente Malanje o que os indígenas limitrophes muito hão de apreciar e preparando-se Cassanje para o receber. tivesse sido seguida depois de 1852. e nâo veja nisto ambição para mim de tal governo porque hoje só me benéfica administração promptificaria a ir auxiliar a sua instalação se julgasse podia prestar quando para algum serviço pelo facto isso de ser co- nhecido por aquelles povos. se me tornei importuno. a Desculpe-me V. Bastará a nossa aproximação agora. dos que de dia para dia. teem alargado o nosso domínio colonial. ficaram muito esperançados que do trópole e depois de falar a fazia esperar e anteviam Muene meu regresso á me- Puto. harmo- nizadas as dissidências entre elles. para elles acreditarem que vão ser altendidos. Ex.: — 36 7 — verno. ha de ser apoiado com este povo com o qual iremos muito longe. V.

a — Lisboa 19 de junho de 1888.) Nogo- Dias Henrique Augusto de Carvalho. À Ex. elle deseje já estabelecel-as lembrei lhe de collocar a em sede destacar missionários por emquanto só para dahi Quimbundo. que — Entrando referi é com o missionário Campana. Secretario Geral do Ministério S. a Estação Costa e Silva na margem Cuango. Ministro e Secretario de Estado dos Marinha e Ultramar. que me zer. cuja influencia se alargue até ao Cuango e se irradie depois em diflerentcs sentidos. todo o marfim e grande parte da cera (hoje diria borra- para cha) que se exporta de Angola. nas possessões do Mua- tiânvua. major do Exercito. Deus guarde Ill. mo Ex. Julgo ainda muito conveniente (pie se aproveite para são intermédia. e cios da mo a V. (as. zas agora no assumpto da conferencia que se estabeleçam missões portugue- Malanje. dos Negócios da Marinha e Ultramar Ex. com tanto trabalho se alcançou porque dali depende o pouco commercio que tem a provinda de Angola. Ex. Sr. terras do Capenda Camulemba ou mais uma mis- direita a sul do desse . a o Sr. onde a profissional. dê todas as providencias a conservação do que. e assim o propon-ho no relatório da Expedição. As missões do Rev. onde Saturnino Machado ainda tem para o Caungula mais ao noite. de toda a em a principio por di- meu conveniência. e como agricultura e terras do Muatiânvua. a a sua casa e Expedição estabeleceu Estação Luciano Cordeiro.— — 368 — É de esperar que acquisição útil vem como o Governo tomando em consideração tão donde nos é a vassallagem de Cassanje. Campana além do ensino dediram-se em á Malanje. m0 Sr.

ritórios em relatório por que em sei que se empenha no todas as nossas colónias. cargo que fora concedido ao seu antecessor pelo delegado da Governo. e para V. se acceitar tal mais para nordeste ou 24 em Villa Real. Ex. como testemunho dos bons serviços que aquelle. que insiste para que o Go- verno portuguez o confirme no cargo de Capitão dos portos do Cuango. alvitre ir a Malanje. Ex. conseguido aclimar tras de trigo qne de qne o seu proprietário tem e delia envio a V. poderá ou escolherá leste. en- tão lhe prestara. para educação dos seus indígenas. Cassanje. em condições rendimeto annual muito rasoavel. O Gapenda actual já disse sollicita o como protectorado de Portugal anteriormente e delle tenho recebido três cartas nes- se sentido. A sede em Malanje encontra mesmo junto á villa. e a missão delia ja podia Só o Rev. Esta propriedade pertence a Custodio Machado que aguar- da seu irmão para retirar de todo e creio bem que muito favoráveis usofruir um elle a a de pagamento. No meu questão esta importante frisante para o aproveitamento da vasta extensão de ter- vital particular. amos- trouxe.— 369 — ponto próximo da povoação deste. seria ocioso. lá a com este. o fallecido major Francisco Salles Ferda Expedição militar que bateu os rebeldes de chefe reira. Encarecer agora os serviços. conhecer se lhe convém to sua casa venderia para a missão. estabelecimento de missões a bem torna se a de Malanje e do Cuango ao Lubilachi. uma pro- priedade agricola que se pode considerar modelo pelos exemplares europeus e americanos. logar em lá outro pon- para os estabelecimen- . que em da missão elle pode prestar á sede Malanje seria alongar muito as minhas informa- ções. missionário.

abundantes aguas. que julgue mais indispensáveis para a tros artigos e géneros sua manutenção e de que ha necessidade nos logares indicados. quando possa contemplar-se os Quiocos ao menos tar rivalidades entre estes e os súbditos do conseguir manter um bom Muatiânvua e se viver entre estes povos que sendo parentes se tornaram rivaes pela ambição de poderes. outros logares como são o do : potentado Quissengue mais considerado pelos Quiocos áquem do Cassai na margem direita do Chicápa talvez a egual dis- Quimbundo. Porém parece-me que os missionários nos pontos que primeiro indiquei. . De Malanje para qualquer dos pontos além do Cuango. Eu poderia com vantagens indicar e aos fins da missão. aos indígenas e para o nosso paiz.— que muito deseja esfilhos de Muene Puto de quem reco- tancia do Caungula. e a que teem sido empecilho os Bangalas no Cuango e ainda em outros logares. trabalho este que a Expedição poude felizmente iniciar e é de toda a conveniência que continue para bem daquelles povos e do nosso commercio. escolha das localidades que mais uma vez internados pratica necessária e melhor procederão á convém aos seus estabeleci- mentos. para evi- toda a vantagem. Ha dispôr-se pessoal. o que não lhe falta nas condições indispensá- boas terras. entre os povos do Mua- tiânvua e Quiocos nas margens direita e esquerda do Cassai. em com uma missão. com devidamente informados a e esclarecidos.— 370 — tos da veis. boas madeiras e de visinhos indígenas bons alliados. e do treitar relações com os nhece a Soberania. de missão. mencionados. os caminhos são bons e nelles se encontram mente escoteiros e como são logares onde de Malanje e Cassanje pôde ahi a afílue o facil- commercio missão com os seus delegados manter correspondências mensaes ou- e enviar-lhes o sal.

a — Lisboa 3 de Maio de 1889-IIl. E' por isso de toda a conveniência principalmente politica. Ex. na educação da geração nova. major do Exercito.° Sr.Os Quiocos por estarem mais próximos da nossa Província avantajaram-se aos Lundas pondo de que ainda em 1882 abusando ctavam em acção toda a actividade são susceptíveis e alcançaram impôr-se a estes que a lei do poder do seu Muatiânvua lhes di- por meio de extorsões. a com que V. a me honrou. . Ex. para que se estimu- sobre o assumpto da conferencia terminando por sollicitar lem os compositores da Imprensa por meio de seroes ou por tarefas. Deus Guarde a V. a darem o necessário impulso á publicação dos traba- lhos da Expedição a meu cargo. Ex. pois que se tratam nelles de assumptos instantes na occasião e se prestam esclarecimentos uma boa em todo o que muito illucidam os poderes públicos para e pro- veitosa reforma da administração provincial distri- cto de Malanje e paizes visinhos que pode ser coadjuvada pela iniciativa particular e finalmente se supprem defficiencias nos estudos scientificos que respeitam ao centro do continente afri- cano pelos estrangeiros. mo e Ex. Eis em resumo pois o que me cumpre informar a V. Secretario Geral dos Negócios de Marinha e Ultra- mar— (ass) Henrique de Carvalho. mais uma vez. que não sejam esquecidos os povos quiocos querendo contemplar-se os do Muatiânvua. se me affigura quando devidamente orientada será o que auxiliar poderoso com que podemos contar para o aproveitamento de toda a região entre as nossas províncias de Angola e de Mo- çambique.

S do Equador. deixou secundo entre Quica- pa e Cuilu e o terceiro a norte deste. batendo os na compauhia do Mau. dizendo-se este. o primeiro junto do Cassai. mantém com com elle relações superior.— 372 — PROPOSTA OCCUPAÇÃO DOS TERRITÓRIOS DE MUENE PtTO CASSONGO Muene Pato Cassongo. Este grande potentado que tem honras de Muatiânvua. sendo certo que quando aquelle veiu formar o Estado pela conquista que depois se tornou o império poderoso e temido do Muatiânvua. Puto Cassongo. aquelles. e a historia tradiccional dá o pae do pri- meiro Muatiânvua irmão do primeiro Cassongo. . tem a os melhores do Cuango pouco mais ou mee no 6°á8' E de Green lat. com elle vieram Cassongos e o mais graduado destes que marchou com suas forças Cumbana. súbdito do O Muene rei dominam Àndo Congo. e foi o Cassongo mais para oeste e fi- xou sua residência junto ao Cuango por saber que além delle as terras pertenciam a Muene Puto. segundo sua capital na margem direita nos situada no 17°12' long. batidos pelos ascendentes dos acluaes Cassanjes . apezar de viver independente ainda actualmente se considera súbdito ra do Muatiânvua. fazem as suas communicações directamente do Caungula para Muene Puto Cassongo pelas terras em que hoje zàvo e Cambondo. dados. e tanto os enviados de de inferior pa- um como do outro. que sob o seu comman- do reuniu os povos batidos pelos primeiros como também os de Ambaca para além do Cuango. é descendente do Cassongo a nor- deste do Muatiânvua. portanto muito ao sul do parallelo que limita o Estado Independente do Gongo. Caungula e povos do Lulua. o para leste.

Continuam ainda hoje inexploradas não só que domina este potentado. tendo eu que lá a tempos appareciam carava- encontrado no Caungula parte de três dessas em 1882 1883. Ultimamente difílculdades se levantaram tanto para o lado do donde de tempos Muatiânvua. tornaram-se salteadores das comitivas do rei do Congo impediam de passar o Cuango para e as Muene Puto Cassongo. e este delle recebia das. com fa- zia obtinha do Muatiânvua não só cargas de marfim cebia.° também O em- missão baptista do Alto Zaire conseguiu fazer chegar o seu vapor Peace até 4 o baraço da em navegação para uns e outros foi a 35'. Entreteve sempre suas boas relações Rei do Gongo. pólvora e com os súbditos do marfim em troca de fazen- armas que lhe mandava do commercio que com os Portuguezes. Muene Puto. si o titulo de Muene Puto Cassougo. . uma questão de 50 kilometros de estrada apontada por Era pois para uma via Cuango desde ao de Decauville o aproveitar-se as inclusive a linha fluvial do immediações de Malanje pelo grande Zaire Oceano. como do lado do Congo. lancha (partiu de Ma- navegar o Cuango até além do 6.— 3 7 3tomou então para Organisando o seu Estado. tinham ido e porque os régulos e outros potentados que se foram dispersando até ás margens do Cuango. a parte dos artigos que re- como gente que o transportava. mas as visinhas O major Mechow lanje com conseguiu a sua Expedição) grau e é sabido que a numa a a região leste. nas. e o que se nós não fizermos será feito por qual- quer missão estrangeira quando não pelo Estado Livre do Congo. queda dagua Mechow e pela missão confirmadas. e para sul da nossa província de Angola até Malanje. por seu turno.

e á sua navegação do Guango. mo Sr. chegando a determi- nar ao Ex. fazer-se já oc- cupar o Muene Puto Gassongo antes que os estrangeiros disso se lembrem.— -3 7 4 Estou informado lambem que a missão americana de Bishop que tem estações no Zaire. Pungo Andongo e Taylor Malanje se prepara estabelecer estações intermédias nas mar- gens do Guango e anteriormente eu sabia que pretendiam já internar-se até aos Quiocos no Quicapa. Hoje affigura-se-me de toda a importância. nos podemos já anticipar ao Bishop Taylor que por subscripção entre os seus mais dedicados amigos espera façam construir levar por deante o seu intento e um mesmo a barco a vapor para qualquer outra mis- são do Alto Zaire que tantas são hoje na concorrência. O Sr. as que procuram nhanças. quebrar a influencia portugueza nas suas visi- / Occorre-me que o ajudante que foi da minha expedição pode- . occupar al- indicadas co- missão. Dondo. circumstancias económicas. Garcia por vezes me sobre a de Malanje as consultando- missão do Rev. Ministro R. Secretario Geral Gosta e Silva para que se tratasse da acquisição dos barcos especiaes para aquella na- vegação que entendeu ser de toda a conveniência assegurar já por parte do Governo portuguez. por que decerto já devem ter conhecimento que durante o anno de 1888 as comitivas portuguezas tanto de Bangalas como dos concelhos sertanejos da Districto de Loanda deixaram de ir ao Lubuco por não poderem concorrer nas per- mutações com os agentes do Estado Livre o seguindo com o Cuango até entre o 6 e 7 tram borracha Em em o e encaminharam-se graus onde encon- quantidade e povos por explorar. Campana que já deve estar na em preparativos para gumas das Estações das que mo me honrou ir mim levantei e por que se afíiguravam de melhor partido também sobre a Villa além do Cuango.

Pelo que exponho nos últimos capítulos do 1.— 375 — bem desempenhar-se da missão de ir a Muene por Malanje ou mesmo por S. estabeleceriam filiaes. Infelizmente ainda na actualidade. a o Sr. uma uma prova cabal necessidade para intervir na superior administração das nossas coló- nias para sentir e ção o seu sidade com Ha . erro dos maiores que podemos commetter na actualidade. Salvador do Congo ria Puto Cassongo e sem grandes difficuldades preparar a occupação fazendo construir logo uma casa para receber dois ou três missionários da nossa Missão de Salvador sob o S. que é o que se tem é um Ex. de que aprecia o elemento indígena como até feito. e também no nosso paiz quem professse a theoria que . no que insisto é de uma grande responsabilidade esquecer que em Africa o elemento natural do trabalho é o seu em quanto em que ella indígena e a colonisação europeia torna-se utopia não for preparada pelo indígena e nos pontos possa vingar. ção Copiar do estrangeiro neste caso. bem foi que encontrasse má vontade na execu- elaborado código que attendia a essa neces- portanto não deixará de apreciar as nossas intenções respeito a colonisação europeia. faltam todas as bases para se tomar a responsabilidade de se fazer encaminhar a emigra- de Portugal e ilhas para determinados pontos de Africa. Ministro da Marinha já deu S. titulo de filial desta e ao mesmo tempo em pequenas lanchas como as de Mechow por emquanto aproveitar já linha fluvial a para o commercio de Muene Puto Cas- songo e povos visinhos até ao ponto do Cuango mais próximo de Malanje onde qualquer negociante portuguez ou mais.° volume da bem Discripção da minha viagem ao Muatiânvua faço sentir o bom partido que se pode alcançar dos povos entre os rios Cambo e Cuango muito principalmente na agricultura e aqui eu consigno.

este porém um assumpto que de consideração de S. Ex. se esses pontos quer pela meteorologia quer pela medicina não estão estudados. gello cia É a estas e devem o abandono locali- como reconhecidos matadou- aquellas que ainda não passaram por esse em que se fundam boas esperanças que a fla- concorrên- para as desinvolver não será infructifera. — Lisboa . Gonselheiro Júlio de Vilhena e por isso apenas agora chamamos a attenção de S. vicios e os que tem podido manter- se na lucta. occupação de Muene Puto Cassongo e como demos suggerir-lhes os i6 de abril de 1890.— 376 — bom nada de se alcança do indígena africano e isto é desco- nhecer que se el!e entendemos lisados Se nós fazel-o progredir foi dum porque nós os civi- vôo de séculos. Como podemos mandar emigrantes para os pontos de Africa que se nos fignram bons. Henrique de Carvalho. — alvitres (a) um a para a dever enten- que ficam expostos. não tivéssemos ido levar-ihes o que nos sobrava lá de nossas mais não adeantou industrias. a certo merecerá toda a o Sr. elles Assim fomos alimentar-lhes de certo não teriam paralysado. Ex. gozaram-os na occiosidade que é o peor de todos. se pretende emigrar e tudo se ignora da vida do emigrante e inclusive se não inspecionam e nem ha bases para se lhes in- ( dicar as regiões de Africa a que mais se adaptariam as diversas circumstancias que se dão no emigrante? em Tanto Africa como na America já temos bons exemplos de imprevidencias para que se repitam e se algumas dades poupemos ros. como no continente e identicamente não estão estudadas as localidades donde ilhas.

Muene Puto Cassongo é limitada: a do Estado Inde- a norte pela fronteira pendente do Congo. visitado bar- a Expedição Por- entrou no Cuango. rio. e navegando por este ras de Tembo Alumo. na margem direita do segundo os melhores dados no parallelo 6°28' ao Mona Samba também na margem sul do Equador. de Muene Puto Cassongo. em cuja ca- Estação Costa e Silva.— 377 — INDICAÇÕES 3 Para a occupação dos territórios de Muene Puto Cassongo A região portugueza de oeste pelo rio Cuango. atravessaram o affluente es- . que ficou determinada ser o parallelo que passa no 6 o grau ao sul do Equador. seguiu no seu barco pelo Puto Cassongo. um pouco a norte em um pequeno 1880. a leste pelo em que domina que separa essa região daquella Cumbana. onde domina Mona Samba Mahango. no parallelo 8 o direita 28'. súbdito de Portugal. Mechow. portanto daquella distante duzentos kilometros. fica Muata o Capenda da Mulemba. e continuou depois gunji na rio Cuango. visitou Muene a sua navegação até Quin- margem esquerda que determinou no parallelo 5 o 5'. a de do Cuango mais a sul. O major Mechow em co daço desmontável em das ás costas de homens. seguindo peças cinco de seguiu que foram transportaMalanje ao rio Cambo. de Massango onde passou tugueza. Os nossos exploradores caminhando por terra margem Occidental para as terras de Iacca. a sul as terras de A capital Cuango. em ter- pelos nossos beneméritos ex- ploradores Capello e Ivens. pital está estabelecida a rio Cuilu.

de que se fornece dagua. constando-lhes estava já ra. passaram nas terras de Quicongo. o rev. que foram terminus das navega- uma differença de 15' ou 2o kilo- nos será pela margem esquerda fazer um quarenta kilometros. Ha pois pelos parallelos ções de um e outro metros. não margem esquerda onde o em Gandinga sobre direita deixa- o alto rochedo. do o Anganga. o muito. mas em Quingunji. e humanos se ali se pra- segredo. a anthropophagos. de extensão para que se possa estabelecer uma navegação regular. e não seguiram por causa da referida queda. mas de que só mesmo pois ha noticias que tica é em muito se fala por indícios e já de- sacrifícios re. sim. e attiugiram o parallelo 6 o 30' na baixa das terras de Qui- Ambungo. de dagua em extensão não pode ser grande por Esta queda quanto o que consideravam Cuango até ao 4 o da Estação dos de 1886 no vapor Peace de Stanley Pool pelo Zai- 50' isto é. próximo do porto do Guango que dava passagem para a capital de Muene Puto Gassongo. e aprovei- . aquella capital. portanto bom caminho de fácil lado. Gua Mense com dr. na na margem que o barco de Mechow.° Grenfeel em dezembro fizeram uma viagem Missionários baptistas desta Estação. O major Mechow interrompeu a sua navegação por causa duma queda dagua importante e porque os seus carregadores se temeram de conduzir o barco por terra com medo dos Iaccas norte no Lunda-luanquidiji.— 378 — querdo do Guango o Cugho. a norte do affluenteca te direito mesmo Guango. até á altura de Mue- ne Cundi. na margem esquerda.

não se faz por meio de força e sim pelo da persuasão. Salvador do Congo e ao tratará aproveitando o rio ções Cuango de garantir com Malanje por meio de affluente onde encontrará a da recursos religiosos da mesmo tempo as communica- lanchas. se proceder ao fabri- co de pequenos barcos a vapor. além de uma missão de vantagens para O outras condições desta ordem. parte um dos que praticamente conheces- official povos por onde tem de transitar. chefe desta missão na parte pratica. que não ignorasse de seus usos e costumes e não fosse ex- tranho á linguagem desses povos. dará immediato couhecimento à Direcção Geral do Ultramar. Na margem esquerda procurará entabolar Macundis e outros povos alguns relações com os dos quaes se dizem ainda . A occupação tal como a comprehendi. da verdadeira cathechese e debaixo deste ponto de vista julguei acertado que esse encar- go devia recahir sobre se senão todos.— 3 79 — pode dizer de Malanje para o Ocea- tar as linhas ffuviaes se no Atlântico. fabricar aproveitando dos localidade para poder receber dois missionários nossa missão de S. para por elle. se for possivel. aproveitando-se do Cambo. queda dagua que o impossibilita de navegação e desse seu trabalho que deve ser conti- um dos primeiros. Procederá á sondagem deste nuar casa nas a rio e do Cuango até Quigunji. tem de preparar-se para immediatamente se dirigir á capital de Muene Puto Gassongo. estabelecer relações de amizade em bom local próximo do melhores condições rio possíveis com este potentado e uma Cuango.

Samba Malango. negocio nas equivalente Estações e presentes para a um alguns potentados e o ordenado mensal para o potentado Muene . pelo rio e o porto com Mueiae Puto Cassongo e logo menos um missionário esteja pelo deterá fabricar de accordo com aquelle potentado casas no caminho que com segurança mais duas ou três deve preferir attendendo ao commercio. em Mona súbdita de Capenda da Mulemba. para a capital de se Muata Cumbana. e outro a 30 kilometros.— 38oum Maiaccas. tem a transportar artigos de commercio para a sua manutenção. não só para abrir esquerda que se calcula caminho ao longo da margem de 25 salvar-se a queda dagua. terá de carregadores na villa de organisar o chefe. outros que tem feito parte de caravanas portu- guezas que teem percorrido o centro do continente e alguns que nos últimos tempos se dirigem com commercio para as terras que Este marginam o Cugho pessoal affluente além da bagagem e esquerdo do Cuango. porque existem senão todos parte dos carregadores que acompanharam Von Mechow. o seu de Malanje. Para os pessoal aqui fins desta missão. Estabelecidas boas relações que na Estação levantada religioso. de modo em a direcção a S. É de toda a conveniência que se faça uma excursão Cuango da parte não estudada entre Tembo Alumo de Muêto Augnimbo nos Haris onde a Expedição ao Muatiân- vua passou o Cuango para a Estação Costa e Silva. rancho do chefe. Salvador do Gongo.

a Expedição Portugueza ao Muatiânvua ser de toda a conveniência aproveitar o potentado Muene Canje . mercio comprados obter Cuango estabeleceu para os potentados além quem nâo deve a ser alheio os artigos mais procurados pelos indigenas. é de toda a conveniência que o expedição chefe da réis semestraes. Pela Direcção barcos a a ou dois navegação do Zaire e Cuango até ao Mune Cundi margem esquerda do Cuango que deve nossa um vapor do typo do Peace da missão baptista do Alto- Congo para na do Ultrumar se encommendará missão margem do em Zaire S. muito principalmente desonerando-os de di- reitos na alfandega de Loanda. em Tendo reconhecido Salvador que deve ter ficar a cargo da uma Estação na ponto mais conveniente. É indispensável que o chefe da missão.— 38i — Pato Cassongo que não deve ser inferior ao que o Governa- dor de Angola correspondente J00$000 a Sendo enorme em em mesmo entre os artigos de com- Lisboa dos equivalentes que se podem Malanje. siga o mais breve possível para Malanje afim de aproveitar a epocha da interru- emprehender pção das chuvas para vantagem de encontrar os tante agua e corrente prepara a rios que lhe a Cambo facilita a e sua viagem tendo a Cuango já com bas- navegação e emquanto expedição a tempo receberá enviado pela Di- sua recção Gera) do Ultramar duas lanchas apropriadas para a sua navegação. a dififerença. se forneça em Lisboa desses artiofos.

e do Ultramar do que acredito indispensável fazer se . tem de co- rio Cambo. não tenho não tenho mesmo dado logar dica. Depois que regressei. Ex. Occup^çao dos territórios dos Ca pendas Não estranhe V. segundo as bases estabelecidas compene- trando-se do pensamento do Governo. procurando fazer valer os e as meus trabalhos minhas promessas aos chefes indígenas com quem man- tive as um insis- mais cordeaes relações e confiaram ser eu na verdade enviado de modo de existir Muene Puto que curava de conhecer do seu para melhorar as suas circumstancias e fazel- os progredir. elaborar as Instrucçôes particulares por onde se deve guiar o chefe da missão. uma patrulha ou Estação. Sendo a região que se vai occupar uma dependência da província de Angola deve ficar ao arbítrio do Governador geral desta Província. a que eu me torne impertinente. deve ahi o chefe da missão. que deve ficar a cargo dum duma das companhias moveis do concelho de Malanje pago na mesma forma e com as vantagens que foram conceinstallar official pelo Qovernador Geral de Angola a idênticos encarre- didas gados das Estações que ha de fazer occupar a expedição Sarmento. que me devia limitar a in- Ex. tindo por tornar práticos os resultados da minha Expedição ás terras da Lunda. a feito conferencias publicas.— 382 — na margem esquerda do meçar navegação do a Luí e das terras do qual. a Secretario Geral do Ministério dos Negócios de teirar V. emquanto o Governo de Sua Magestade não tornar públicos os meus Marinha livros. reclames na Imprensa perió- porque entendi.

a data de ha quarenta annos. Ha pouco tomei a liberdade de justificar a V. a a neces- sidade immediata de se occupar as terras de Muene Puto Cas- dum outro paiz. escravos do rebelde. Todos os macotas vieram espojar-se deante do sr. lê-se: em campo a sua força para prender o rebelde (Jaga de Gassanje). Ex. Ex. No dia 28: vieram os Xinjes entregar as insignies e jamais se viu nos Bangalas tão grande jubilo pela salvação de tão im- portantes reliquias (ferros velhos. que perdidos os attributos do Estado. elle estava perdido. perseguindo os rebeldes. da Mulemba participou ter dia 18. No dia 27: soube-se Bumba pelo (Jaga) que as insignies do Estado lançadas fora foram salvas pelos filhos de Capenda que as entregaram a este. No dia 25: apresentou-se Quinguri com um macota de Ca- penda. acompanhando trinta e dois prisioneiros. um tiroteio margem direita do Cuango entre os de madrugada até ao meio dia das forças de Capenda. No dia 21: sentiu-se na Xinjes. mez de março. comman- . tam- songo e hoje vou lembrar a occupação bém na margem direita do Cuango.— 383 — já com occupações de estranvenham a limitar a nossa ex- para não sermos surprehendidos geiros na região em que trabalhei e pansão no Occidente como o pretendem agora fazer no Oriente. é assumpto propriamente da mas ainda nâo do domínio publico. que eu recorde o que é muito conhecido de V. permitta V. da Expedição do fallecido Francisco de Salles Ferreira No Diário desta Expedição. dentes e outras similhantes cousas) com que julgaram desde logo Cassanje salvo. O Capenda em a porque major 1850. Ex. Mas antes de entrar no que actualidade. pois di- ziam e mostravam crer. fronteiro de Cas- á feira sanje e duzentos e tantos kilometros a sul do primeiro.

^38 4 —
em

dante geral

em

em nome do Governo uma

mandou-lhe

nomeação que

a

O

signal de agradecimento.

commandante,

sr.

attenção aos serviços prestados pelo Gapenda da

elle

Mulemba

uma banda

espada,

havia pedido de capitão dos portos

e

do

Guango,

No

dia

sivel,

foi

com

26 de

abril d'aquelie

com

pompa posrebelde Bumba,

a maior

baptisado o Jaga, que substituiu o

nome de

o

anno,

D. Fernando Accacio Ferreira.

Recordando estes
partidários

de

factos,

devo lembrar ainda que até 1861 os

Bumba nos incommodaram

bastante

e

foram

causa de vários desastres para as nossas forças militares que

mandámos,

ali

sem

no entanto Gapenda da Mulemba e os seus

e

ter o nosso apoio se

conservaram

fieis á

nossa sujeição,

embora soffressem bastante das gazivas dos Bangalas.
Não ignora também V. Ex. a pelo que respeita
,

á

minha Ex-

pedição, que querendo eu evitar dificuldades ao chefe do concelho

de Tala Mugongo, residente na feira de Gassanje, que

recentemente havia sido nomeado pelo estimado governador
Ferreira

do Amaral, o primeiro depois daquella data, pois já

corriam boatos que a minha Expedição

ia

vingar a morte do

tenente-coronel Casal, a que ligavam grande importância, por-

que pelo
rito

facto

o espi-

do fallecido major Salles Ferreira, nome que entre

é ainda pronunciado com respeito de terror
a

em mim

de eu ser major, julgavam ter

esquerda do Luí e

fui

passal-o,

;

bem como

elles

marginei sempre
o Cuango, pouco

acima da confluência dos dois, mas muito a norte das terras
do jagado e na

Mona Samba

margem

direita

Mahango (mulher)

do Cuango
fui

em

terras de

estabelecer a nossa Esta-

ção Gosta e Silva.

Com

esta e sua irmã

Mona Cafunfo

e filhos

de ambas e seus

velhos macotas (conselheiros dos Estados delias) consegui
zer

um

Tratado que

foi

publicado no Boletim

official

fa-

da Pro-

— 385 —
rito

em

de Angola

vincia

agosto de 1885 por

ordem do benemé-

Governador Ferreira do Amaral.

São estas duas mulheres que dão os herdeiros para o Es-

Capenda da Mulemba, porém na occasião estava neste

tado

sem

Estado

um

interinidade,

quem

filho

daquellas mulheres não

Capenda por

Estado
a

de Mucanzo

tio

de Mona Samba com

convivi três mezes, por este ser menor.

A pedido
o

o que corresponde entre nós a

insignies

as

ter

fui visitar

entenderem ser

Quilelo que era

tempo de entregar o

Mucanzo; porém no meu regresso procurou

a

meu

ellas

elle vir

encontro e como o não o conseguisse escreveu-me, por

intermédio do seu secretario, Diogo Fernandes de Souza e
va

e já

;

depois

de que publiquei

cartas

em

de estar

a ultima

da minha viagem paginas

556,

no

1.°

557

volume da Discripção

que

em

todas

estar

prom-

insiste

pedir a protecção do Governo de Sua Magestade
to a prestar o

Sil-

Lisboa delle recebi mais duas

;

juramento de vassallagem desejando sejam de-

clarados os seus

domínios territórios portuguezes e devida-

mente occupados pelas nossas aucloridades.
Estendem-se estes domínios para
e

aproximadamente

do Eqr.

Foi Quilelo

mereceu do

tem por coordenadas

a capital

E de Green

9.° 20' e long.

quem succedeu
fallecido

tão dos portos do

leste até ao rio

a

a Pire e este foi o

que

me

latitude S-

18° 40'.

major S. Ferreira

Cuango

Cuêngo,

a

Capenda que

nomeação de Capi-

referi.

As fundadas esperanças que aquelle potentado tem que

fi-

cando as suas terras debaixo da protecção portugueza não
serão

mais os seus

súbditos

incommodados pelos

Bangalas e Quiocos que com elles defrontam; e

em me

pedir a resposta dos seus

visir.hos

a insistência

pedidos a Sua Magestade,

missão do Bishop Taylor

já espalha-

da na nossa província até Malanje e no Zaire até

á confluen-

faz-me recear que ou

25

a

;

— 386 —
com

cia

uma

o Guango por

um

ou outro lado

ali

convergindo

das missões baptistas do Congo que tentam

no 6 grau

;

;

ou

navegação

esquerdos do Zaire; ou o Estado Livre do

dos confluentes

Congo que de certo pelo
o

a

não se contentará com o limite

sul

qualquer destas instituições se aproveitará da nos-

sa attenção forçada pelas circumstancias actuaes para os nos-

sos

uma

domínios no Oriente e

vez que reconheçam o nosso

desprendimento pelas terras que se nos offerecem na margem
direita

do Cuango, nos antecedam e arvorem a bandeira que

lhes é nacional.

Como

nos diz Capenda no seu

ofíicio n.°

de mandando para as minhas terras

um

2: «Sua Magesta-

chefe, soldados, ne-

gociantes e mestres, satisfaz aos nossos desejos e

pação não lhe custa vidas

nem despezas de

nosso povo é que reclama

a

«Não

é

uma

esta occu-

pólvora porque o

sua valiosa protecção.

conquista de terras de inimigos e sim rectificar

Capenda Pire meu

a vassallagem prestada pelo defuncto

tio

e

antecessor».

Ora com Mona Mahango e Mona Cafunfo e seus

podiam ser os únicos

conseguem

conseguissem o que não

em

um

fazer substituir

de Mona Mahango, temos nós

braram com

a

que

filhos,

a contestar, se

Expedição a

vida Quilelo por

a certeza pelo tratado

meu

cargo que

dos filhos

que

cele-

também querem

a

protecção de Portugal.

Além

d'isto o

Capenda da Mnlemba

seja qual for o

que

es-

tiver

no poder reconhecido pela sua corte para todos os

tos é

considerado o superior aos Capendas (que se dizem des-

efíei-

cendentes de irmãos) Muluudo e Massongo, cujos domínios são
limitrophes

marginando o Cuango para

sul

terminando nos

Miningos de Quimbundo, onde existe o grande e antigo estabelecimento portuguez de Carneiro e Saturnino, hoje de Saturnino Machado nos garante

a

posse daquelle vasto

paiz

- 38 7 ie

mesmo

portanto é de toda a conveniência e

o Governo de Sua Magestade, tendo

em

urgente que

vista fazer valer os

seus direitos ás terras do Estado do Muatiânvua, auctorisando

.como auctorisou o estabelecimento das missões romanas do

Campana

Rev.

a

quem concede

em

subsidio onde possa

toda

aquella vastíssima região, annuindo, assim o creio, á occupa-

das

çâo

terras de

Muene Puto Cassongo como lembrei apro-

veitando-se da nossa missão de S. Salvador do

Congo do Rev.

Barroso e fazendo navegar o Cuango por pequenos barcos a

sem perda de tempo, aproveitando das boas

vapor, faça

cumstancias que se dão na actualidade, occupar

também

os do-

modo

garan-

mínios do Capenda da Mulemba, ficando nós deste

Cuango

tidos do predomínio do rio

e seus affluentes e ainda

um

tempo que se prepara sobre buas bases

mes-

governo

inte-

no planalto, nas melhores condicções de salubridade,

rior,

aguas

e terras para a colonisação europeia

;

pois aqui reune-se

pelo trabalho agrícola, vantagens que não ha talvez

qualquer ponto da província de Angola

chamada

rica:

café,

tabacos, bons
(do

de

— ao

todo o commercio que se faz nas terras da Lunda;

mo

cir-

qual

algodão,

azeites;

a

uma amostra

a

sacharina,

par do

enviei

bom

em

outro

producção indígena
borracha,

gommas,

arroz, explendido trigo

em tempo

a

V. Ex.

a
)

batatas

europeias, beterraba, inhame, centeio, bons gados e das nossas mais estimadas fruclas e hortaliças europeias e americanas.

Desculpe V. Ex. a se

me

minhas communicações
sejo

de quanto de-

com que

o paiz despen-

que minha observação

deu alguns contos de
ticos.

— Deus

mo

mo

lll.

torno enfadonho alongando-me nas

e queira levar á conta

e Ex.

da Marinha
Carvalho.

reis

Guarde

a

e estudos

sejam aproveitados
Y.

Ex. a

Sr. Secretario Geral

e

Ultramar.

(ass)

— 26

de

em trabalhos práAbril de 1890.—

do Ministério dos Negócios
Henrique Augusto

Dias

de

;

388

Localidades de urgência a occupar desde já

Hl

mo

ex

mo

gr.— A' medida que

Sua Excellencia o

dirigia a

como me

rinha e Ultramar

me

estou revendo os

meus Diá-

das communicaçôes que das terras da Lunda,

rios e Originaes

sr.

Ministro dos Negócios de

Ma-

fora determinado, os quaes V. Ex.

a

dispensou para delles extractar o que fosse conveniente

para as publicações dos meus trabalhos, vejo que já eu attendia a todas as condições vantajosas indispensáveis para encor-

porarmos na nossa província de Angola
vua obedecendo
de

fácil

um

a

as terras do Muatiân-

me

plano que se

execução, de que devia provir

affigurava sensato e

com

o tempo, boas col-

locações para as correntes de emigração de diversos pontos

da nossa metrópole e ilhas adjacentes.
Já no fim

me

do

vol.

n da Descripçáo da minha viagem, de que

em

estou agora occupando, se vê que

terras de Caungula,

primeiro Muata dos de maior grandeza dos Estados do Muatiânvua, se

deram

factos e effectuaram trabalhos da

portância ao fim que tinha

em

vista

;

e

maior im-

provam não só

a

grande

influencia de Portugal sobre os povos do vasto paiz do

gula e visinhanças,

tentado

a

mas

Caun-

ainda as boas disposições deste po-

moldar-se ás exigências da civilisação.

Foi tão longa a correspondência que da capital daquelle po-

tentado, onde estabeleci a Estação Luciano Cordeiro, dirigi a
S. Ex.

a

o sr. Ministro que a V. Ex.

momento, os mais

O

salientes factos a

chefe da Expedição

em

da palavra, conseguiu salvar

com

a

apenas recordarei neste

que se

referia.

sessão magna, usando por vezes

um

grande quilolo que praticara o

crime de matar a sua companheira
castigado

a

em

terra estranha, de ser

pena de morte (degolado)

;;

;

— 38 9 —
Salvou ainda da

mesma

pena,

uma mulher

fugiou na Estação Portugueza, depois que

da Muari

(l.

a

Protegendo
Rei do

foi

nova que se rejulgada feiticeira

mulher) do Muatiânvua eleito;
rapazes

trinta

Congo que

fora á

duma

comitiva de commercio do

Mussumba

e encontrou abandonados,

nus e esfomeados por causa de expoliações que soffreram no regresso, aproveitou-os para o serviço das cargas da Expedição

conseguindo que se lhes fosse reparando alguns damnos, principiando logo naquella localidade;

Por vezes

a seis

diversas e grandes comitivas de Bangalas

e de alguns portuguçzes de Angola que se queixavam de arrestos e gasivas

mandadas fazer sob pretextos

fúteis pelos po-

tentados, alcançou que lhes fossem restituídas as expoliações e

algumas na totalidade
Interveiu e conseguiu que se fizessem

Quiocos de Muxico e Mucanjanga

pazes entre os

as

com Caungula

Três mezes que esteve na localidade cathechisou os
terra

zes

de modo que

a

do Congo, trabalharam

nas

construcções

preslaram-se ao serviço das cargas até á
limite das terras

filhos

da

par do pessoal da Expedição e dos rapada

Estação e

margem do

Chicapa

do seu potentado;

Iustituiu na Estação

uma

eschola de instrucção primaria onde

creanças da Lunda, carregadores da Expedição de terras

di-

versas, aproveitaram, lendo e escrevendo rasoavelmente e

al-

guns fazendo as quatro rudimentares operações
Celebrou emfim com Caungula e as auctoridades do seu conselho e

com

a assistência

protecção, cujo original
cripto

em

para

eleito,

a conferencia

um

Tratado de

de Bruxellas, es-

portugez e Lunda, de que junto a copia da parte por-

tugueza; o qual
acto

do Muatiânvua

foi

foi

assignado por testemunhas conscientes do

que praticou, soldados, empregados menores da Expedi-

ção, contractados de Loanda, Portuguezes de

Ambaca

e de

Ma-

— 3go —
lanje extranhos á Expedição, rapazes

do Congo, Bangalas avas-

sallados e nâo avassallados e diversos interpretes.

Este Tratado

foi lido

e assignado

em

seguida ao acto da inau-

guração da Estação no dia 31 de Outubro de 1885 e pelas copias

bem como

juntas se conhece

se procedeu áquellas cerimonias

e o cuidado e lealdade que houve nos trabalhos preparatórios.

As
a

conservam

copias

forma da melhor

Da

a

originalidade da redacção por ser

ao Tratado, notará V. Ex.

do Rei

comitiva

a

que

communicação que se refere

tive

protecção que estava

tar-me da

que chamo

povos gentios.

intelligencia para

copia da parte especial da

sempre em

do Gongo; e este é

a attenção

um

as

cartas que

quelles rapazes

porém

gues,

S. Salvador, o

dos pontos para

a
de V. Ex. devendo antes, dizer que por

circumstancias que se deram e soube no
lanje,

vista aprovei-

dispensando aos rapazes da

primeiro enviei por

meu regresso a Mauma diligencia da-

ao seu Rei, não lhe tinham sido ainda entre-

este

por intermédio

do chefe

em
uma

da missão

nosso benemérito Barroso respondeu-me a

terceira que lhe enviara pelo correio de Angola, e elle estava

disposto

a

obrar de accordo comigo ao fim que eu tinha

em

vista.

Elle pela sua parte trataria de abrir e assegurar

nho

o

mais directo possivel de

S.

Salvador a

um

cami-

Muene Puto

Cassongo e nós entre este e o Caungula.
Para V. Ex, a conhecer as vantagens deste caminho para

Mussumba do Muatiânvua,

basta

tendo presente

uma

a

carta

de Africa, saber que as comitivas do Gongo estão fazendo o seu
trajecto

para as terras da Lunda, passando pelos Hungos na

nossa província para virem a Malanje e dahi atravessando os

Bondos vão cortar o

rio

Cuango entre

pre pouco mais ou menos

Caungula, podendo

a

meio

o 8.° e o 9.° quasi seme

considerar-se o NE,

seguem então para o

como rumo médio,

o

— 391 —
que pelo menos duplica
caminho se

viagem que

a

o projectado

faria, se

realisasse.

Estas comitivas do Congo apezar de passarem

por Malan-

como no regresso nada influem no seu com-

je tanto na ida

bem que

mercio e comprehende-se

cordemos que em

S.

assim deve ser quando re-

Salvador e immediações, são vendidos

por menor custo os artigos europeus e se pagam melhor os
gentios dalém do

productos

que nisso

influe é

Guango do que em Malanje

e

o

geralmente sabido.

Aquelle caminho seria pois, de muita vantagem tanto para

commercio do nosso Congo como do Ambrizelte

o

porque

briz

facilitaria as

Cumbana,

ta

sua relações

com

e

Am-

do

Mua-

os povos de

onde se encontra

visinho a norte do Caungula,

por explorar, marfim e borracha.
Creio que, ainda hoje, a realisar-se o que eu então desejava

no

fazer

que

dirigi

meu

regresso,

como mostra

a copia

da carta

ao Rei do Congo, nos anteciparemos a que o Es-

tado Livre do Congo ou as diversas missões do Alto Congo,

lembrassem de desligar os domínios do Muata Cumbana

se

do Muatiânvua e tomal-os sob seu protectorado.

do Estado

E

é occasiâo de dizer a V. Ex.

quelle Muata,

a

que

esteve comigo durante

um
um

representante

anno e

uma

da-

força

30 armas, que de propósito por ordem do Muata Cum-

de

bana vieram

encorporar-se

companhava o Muatiânvua

O

principal

sal e

za,

ção

no Caungula ao cortejo que

eleito,

para

a

ac-

Mussumba.

negocio para os povos de Muata

Cumbana

é o

preferem-no das salinas entre Luí e Cuango e do Cuan-

que existem

commercio
Sendo

em

territórios portuguezes,

de modo acertado, pode dar

feita

um

e

uma

explora-

grande lucro

ao

e por consequência para a província de Angola.

um

dos

fins

do Rev.° Campana, estabelecer

legacia no Caungula e seguindo para

ali a

uma

de-

expedição Sarmento

— 392 —
que acompanha os representantes do Muatiânvua
Caungula que vieram

meiros passos para de accordo com

do Gongo,

a

eleito e

Loanda comigo, eslão dados os

a

em

de Campana

a

do

pri-

missão de S. Salvador

Malanje, sua delegacia no Cuan-

gula e os chefes das occupações que ultimamente lembrei de

Muene Puto Cassongo

e de

Capênda da Mulêmba, nos

fixar-

mos com segurança no norte do Estado do Muatiânvua em
giões não

re-

exploradas por estrangeiros e evitarmos que estes

Congo, ultrapassem os limites que os

pelo Estado Livre do

representantes desse Estado para

si

tomaram na conferencia

de Berlim.
Por outro lado sendo politico nâo perderemos Quimbundo

que é

um bom

ponto estratégico e onde existem os estabele-

cimentos de Saturnino Machado que soube sempre sustentar
as relações do seu antecessor e sócio Carneiro

súbdito de Muatiânvua
tância Congolo,

e Quiocos visinhos de

Muxico (Quiniâma)

deve aqui collocar-se também

Campana em Malanje

e

Ambumba

uma

delegacia

assim teremos até ao

mados os pontos principaes donde

com o Muata,
grande impore

Quissèngue,

da missão de
rio

Chicapa

to-

irradiará a influencia por-

lugueza exercendo acção prompta até ao Cassai e sem receio

de contestação
estrangeiros.

E

nem

dos povos naturaes

nem de europeus

ligados os pontos principaes por caminhos o

mais directo possível, essa nova área além do Cuango

fica

garantida á acção do nosso commercio de Angola.

Mas além do Chicapa
pois

Luembe

e Cassai e de-

deste até ao Lubilaxi, ha três estados seguidos ainda ao

norte,
taba,

entre os rios

importantes,

Uanda

que não devemos perder de

e Canhíuca,

vista,

Ma-

que são cubicados pelos agentes do

Estado Independente do Congo. N'estes estados ha vasto cam-

po para

explorações e por emquanto de brancos, os Portu-

guezes, são os únicos que os seus povos conhecem.

-3 9 3Em Mataba a população é densíssima e por isso poude re- aos seus recursos. Do pelo grau para 8. pode dizer-se que e dos rios que limitam o paiz as florestas são virgens e as arvores estão ainda enredadas pelas grossas trepa- alterosas de que se extrahe a borracha. oito nem annos as caravanas indígenas apenas lhes era permittido. e também mesmo de as melhores mabellas que vestem e os melhores artefactos de ferro e cobre. tado que tinha honras do Muatiânvua.° 20' e 8. . margem do Cassai. onde encontrei fabricado pelos processos rudimentares. chefes das povoações dos naturaes. admittiram o governador que este lhe impoz. meu amigo sagem do dr. potencom quem negociavam. o melhor sal e tabaco. Havendo abundância de caça. sujeita Quiocos. na capital em que vivia o governador com o seu dedicaram-se á agricultura principalmente na região a sul entre o 8. Ainda ha travam.° 40'. Nas margens do Luêmbe obteem com devo dizer que foi difficuldade sai. pelo ao Anguvo Mucanza. governador na ali pene- dirigirem-se sul.° E a confluência W. Com este estiveram os Allemães o fallecido dr. os indígenas por imitação do que se fazia estado lunda. metaes que existem em abundância. Avassallado o paiz ao domínio do Muatiânvua. mas considera-se o paiz indepedente na sua administração. neste paiz. Buchner. ás gazivas dos Lundas e dos sistir. processo que por ora deiras não conhecem. rio mas foram acompanhados Luêmbe por homens de Pogge e o até á pas- confiança do governa- dor para não terem contacto com os Calambas. gosto mas agradável ao paladar europeu . e quando dezembro de 1886 eram muito florescentes ali passei em as grandes exten- sões de terreno lavradas.

o elephante que vive entre elles. adresses de Destes artefactos povoações em bastantes na povoações. elephante para São taes obtivemos estatura harpões. São estes ainda os antropo- pbagos. mais se levantar. salvo parte das populações a sul sujeitas ao Muatiânvua e das quaes os chefes teem assento com e voto na corte deste. e dos dentes de Só matam o marfim fazem cercas que vivem para se defenderem das sul. pode dizer-se porque se sacrificavam. vi Pelo exemplar que baixa alguns. fios ferro e de cobre e mabellas finas e grossas. O seu paiz está por explorar. rapaz menor dos pelles-barrigas nome vulgar) Caçam elle (interpretação do seu informações curiosas do com munidos de o animal e não o deixando. tendo eu mantido nam. pois muito até 1875 dessas guerras de roubos de gente. boas re- Fabricam as suas armas brancas cujos lações. emquanto feras. ar- Tratavam de se armar para se defen- derem de Lundas da Corte contavam terem e dos Quiocos. não caiu para os daquelles povos.-•3 94Os Calambas com e os de maior consideração quando as comitivas ali que que estive e o negociavam já elles mais procu- ravam. que inconscientemente teem obstado que os Quiócos e mesmo os Ampuedis (povo da . solfrido Promette povo desinvolver-se e este tempo quando em contacto com fal-o-hia em pouco a civilisaçâo* Os Uandas podem considerar-se divididos em dois grandes grupos como elles os distinguem. os pelles-animaes. nunca comer em do modo de mas como^são de e muito ágeis fazem-no aos saltos luctando nos recintos um de que dou conta nas minhas publicações. chegam ali para negocio. em povos que vestem pelles de animaes e povos que se servem da própria pelle barriga para cobrirem as partes genitaes. envene- Mussumba. era pelas mas lazzarinas e pólvora. que passando de me apresentaram existir dos seus.

a reparando em qual- quer carta de Africa estrangeira depois da Conferencia de Berlim. que os acompanhava nessa ten- tativa. de- vem-no ao negociante portuguez António Lopes de Carvalho. estes adoptaram para se defenderem. quando o Canhíuca é quilolo tributário delle. pouco tempo. que tem o fim reservado. sócio de Saturnino Machado. uma missão religiosa decerto encontra naquelle paiz. parte . flechas envenenadas e dade tem sido já vi- por que quando tentam fazer gasivas a elles aquelles. Ex. Marginando o Lulua pela esquerda e servindo-nos ua Cabongo potentado com quem também em de Tambu convivi três mezes. mas encontraram povos Chilangues que não domar possível e se lhes foi não registaram resultados funestos. a que é o paiz onde em pagamento Muatiânvua manda buscar marfim para dar aos negociantes que vão á factura hoje : é pelo o paiz Mussumba que sempre Estado Independente foi . Tanto este paiz como o Samba a leste da Mussumba. De Canhíuca. verá este paiz já separado dos Estados do Muatiânvua. o basta que eu diga a V. e lhes entregam a sua cubicado pelos Allemães e V. Pelo norte. não offerece duvida quanto todos os a mim que ouvi exploradores ailemães que depois de 1877 foram pela nossa província de Angola para o centro de Africa. tão grande que os desanimam a a mortan- novas ten- tativas. Esta separação. tentaram os agentes do Estado Livre explorar o paiz.-3 9 5do Muatiânvua. collocar nos caminhos entre o capim. Ex. vasto campo para resultados porque ainda mal orientada a sua catechese e ha de obter bons ali não chegaram os vicios de uma civilisação. de com o tempo o involverem nos domínios do Estado Livre. hajam devassado Côrte) vem em que a região pelles animaes.

como a norte uma rectificação de limi- da nossa província de Angola até pedem. mas dahi em deante os seus até ao meridiano 24° que ficou designado na conferencia de Berlim como seu limite a sul no 6. o importante in- teresse do marfim. por parte do nosso governo se do Eqr.-3 9 6~ do qual já foi cortado pelos limites daquelle Estado.° a S. a expansão do Estado Independente além dos seus limites a sul e convidal-o a nâo só da parte tes.. marcados na Conferencia. Eu creio que V. Ex. Evitar pois. a emquanto. mas que muito teem conseguido já daquelles povos e parece-me que tarde será para nós lá irmos agora. ao Cuango. os a familia quaes Jeanmairet e ultimamente diversos ali como perdidos no meio de lançaram os fundamentos de uma Africa. Perdel-os de todo Muatiânvua. que esta ou novas missões da mesma ou de . a deve estar ao facto do que se está passando no Barotze. que estou esperan- me que eu conheço deste esclarecer a tal livro. obra que se acredita. nos pontos quando mais nâo a norte indicados a evitar sob qualquer pretexto. acredito respeito. Depois das grandes difficuldades com que luctou a familia Goillard (a de que nos falou o benemérito explorador Serpa Pinto) lá conseguiu desinvolver seus estabelecimentos e a elle se foram reunir missionários. pode dizer-se que é perder o nosso commercio de Angola. ha de ser muito superior á que as missões envangelicas de Paris conseguiram nos Sutos (Basoutos). Assegurarmos pois seja por nossa occupaçâo. é indispensável que faça. embora custe alguns sa- crifícios. sâo aquelles donde provinha o marfim para o Lunda até Í880. O missionário Theophilo Jousse já este anno publicou livro sobre do de Paris afim de melhor da critica um os trabalhos daquella missão.

comitivas de no 12.— 3 97 — differentes seitas. pois por Mossamedes quer por Benguella o caminho de ferro ha de realisar-se até lá . região que Livingstone para atravessou Loanda e onde. sobre tudo a não nos foram por agora contestados e o Xinde. affigura missão ou Estação intermediaria entre as nossas províncias do litoral. Eu tenho por habito desejar apresentar testemunhos do que avanço com respeito ao que falo sobre Africa porque não des- conheço que as descrenças são muitas e custar-me-hia fosse tomado me de visionário e á conta afigura de mesmo de facciosismo o que se bom. e tão longe do litoral aquelle interposto do commercio que se tornará da máxima importância. que demais é e lá vão. mas sciencia muito dizer porque atravessaram aquella rigião. a se exagero mostrando a ne- . é de uma grande em terrenos que nossa espansão. precisa duma administração especial e efficaz e que influa nos povos limitrophes. iam commerciar e ainda Benguella dos sertões do Districto de Loanda. que de podem homens.° grau e o potentado sujeito ao Muatiânvua. que sejam estas occupações não pode addiar-se Acceites por mais tempo a creação do governo que ousei lembrar no meu livro districtal segundo o projecto e orçamento que apresentei E este um governo é tão necessário como dentro análogo ou em com mais desinvolvimento no já em Malanje de Loanda ao Cuango e a Ex. na fron- teira do seu Estado se-me bom logar para uma a sul. pouco será quer Bié. Ora com respeito dizer-se afora os a Malanje meus em Portugal actualmente. Ex. ir a mesmo elle o confessou. a V. ha apenas dois auctoridades que todos respeitamos. vantagem para se espalhem para norte. Poderão elles informar V. pode collegas. são os nossos beneméritos exploradores Gapello e Ivens.

o encurtar-se a distancia talvez rednzir-se a três ou dois dias de E depois que vantagem não seria viagem em entre ellas. ? geral para a nossa província de Angola. Ex. Se esta linha fluvial pu- desse ser aproveitada. tendo por capital o Bié. os Bailundos. accompanhando carga guindo de povoação em povoação fez aquella viagem em R.— 3 98 — cessidade daquelle governo e muito melhor ainda do que tam- bém lembro. de quinze a vinte kilometros. parte daquelle rio entre estes dois pontos? bem me recordo. communicaçôes a costa. a que conhece bem a viagem de Rodri- gues Graça marginando o Cuanza de Malanje direi eu: não será conveniente estudar a á Bella Vista. justifico a donde que vão ligar-se com as do Oriente e garantirem seguras as nossas de costa a leste outro junto ao Quissen- direita do Ghicapa porque conhece pelas minhas communicaçôes escriptas durante a minha missão. Ex. Graça se e se- vinte jornadas. nada provam Quem podia a em que os temos dei- nosso favor? esperar que o Lulua. que alta importância teria para as ca- pitães de dois governos interiores ao litoral que demais vão ser ligados por vias férreas. o Cassai. para emfim sujeitarmos os povos das margens do Cuanza entre outros. os Quiocos. a primeira variando de 1150 a 1200 e a segunda entre 1700 e 1800 metros. os Libollos e os Quissâmas. o Sancuru e . cujo abandono xado vejetar. cujas capitães ficam em altitudes acima do nivel do mar. os Songos. se a navegação daquella parte do rio fosse possível. Os dois governos nas regiões planalticas de Malanje e do Bié. Serão estes dois governos as sentinellas mais devem partir delegacias ou intendências. a V. Não a necessidade sumba junto ao Muatiânvua dum e de bem a residente politico na Mus- um gue (potentado quioco) na margem V.

muito mais quando Sr. no o que não tenho duvida de niência de des dartistas em se preparar na região de Malanje ao Guango. a o actual Sr. os necessários abrigos e terrenos devidas condicções para quarenta casaes europeus das ilhas ou de qualquer província do reino que principalmente se dedi- . e empenhando-me em pro- var praticamente que não são utopias o que escrevi sobre Malanje e meu livro já impresso. todos o Garcia em navegação e não a haver difficuldades S. que mais do que manifestando ca questão. Ministro estão veitar o tá differença de que o projecto que em tempo o Ex. Ex. e com pessoal indígena trabalhadores. lembro me comprometter a executar.— 3 99 — outros affluentes direitos do Zaire. sobre tudo onde pode vingar a colonisação europeia . sendo assim e havendo Affigura-se-me curso do rio entre os pontos dagua permiltirá Acreditando Ressano entrar em e em bem o me parece que possa Sr. de sem mais preâmbulos. sem considerações de vantagens que estão na mente de sei que V. é uma necessidade que se estude as condicções daquella parte do Guanza. mes- mo porque Ladislau Magyar nos disse era já caudaloso próximo em 1853 que este rio suas nascentes onde o pas- das sara. uma considerável talvez mais de quinhentos metros no per- nivel em tempo todo o paiz para que se dê algum. que o seu volume verifical-o. Ministro accolhêra. possa merecer a attenção Ministro. se esa nossa Afri- desensolvimento de que é susceptível. navegados em já parte estejam sendo vapor? a Hoje que barcos especiaes demandando pouca agua facilmen- montam se te mesmo transportam desmontam com se e as suas machinas e se homens ás cosias de . a em e Sua Exellencia animados dos melhores desejos de apro- movimento. a conveimmediatamente em diversas localida- de Malanje ao Cuango.

o que tenho calculado (portátil) custar vinte contos de réis. em Mas sendo estes arligos adquiridos Lisboa pela Direcção do Ultramar na fabrica Collares al- guns e outros nas casas agentes americanas. o Governo no primeiro anno es- quantum. homem pratico no sertão Angola. os quaes só á medida que se for devem partir de suas terras. ferramentas e armamento indispensável. arados. collegio das missões no Heino. e tudo estará prevenido para se transportarem aqui modidade com com- até Malanje. sendo contractados em Loan- da na sua administração do Conselho. accompanhe os primeiros trabalhos. é de querer que montem E uma a importância menor. para alimentação dos cazaes europeus. moinhos de agua. viação Decauville para sete kilometros e sementes. indispensável que um medico. munido pelo de menos do que é mais essencial para uma exploração de sua e não faltem os necessários soccorros clínicos e possa mesmo aconselhar sobre a disposição e risco das ins- talações e especialidade ainda Também do sitar um outras condições a que se deve attender. Embarcados estes seguirão directamente ao Dondo com ba- gagens.— 400 — quem lavoura. Do fundo da colonisação da província de Angola. carros para bois. também desse fundo deve e sahir o importe das machinas. eu estou . operários indígenas pa- que ra mestres ali os ha bons. se poderá abonar o custo das instalações. e algum degradado de crime simples e melhor comportamento para auxiliarem os trabalhos. utensílios. ou dois padres e se deve requi- muito conveniente seria algumas irmãs para cuidarem da educação de creanças e das mulhe- res doentes. á dando por promptas as instalações para grupos de dez. Se a titulo tipular por um de empréstimo. exemplo quatro centos réis diários por casal.

26 tem em abundância a mandioca e tanto na sua fari- . Governo lhes offerece naqnella região. domando os clima. E' meio de evitar as maiores difíiculdades com que este o depara o europeu que quer estabelecer-se na agricultura Africa. não nellas faço comprehender o preparo da terra e plantações já. e satisfa- constituir um que se formu- attenção aos diversos fins em vista e antes de se convidarem os primeiros cazaes a aproveitaremse das vantagens que o As primeiras paiz.— 4oi — certo que no anno seguinte amortisarâo parte da sua divida e no quarto. e o resultado do seu trabalho não é inferior ao do indígena. com os recursos naturaes do demandam grandes despesas e installações feitas material e pessoal. principalmente acima de mil metros . em- bora este no dia trabalhe aquelle. zer a um quanto não liquidam os seus débitos de certo numero de condições que devem mesmo Governo regulamento approvado pelo lará em no campo pratico. um terço mais do que questão de pratica e de consciência no trabalho. Malanje para o europeu é a a que uma das boas condições de barateza da carne de vacca e quan- do áquelle lhe faltem as posses necessárias para fabricar o pão de . seus hábitos ás exigências do um certo numero de horas do dia nas regiões altas. o que espero nunca se dará. a titulo de colonos tutelados pelo em Governo. podem já contribuir sem difflculdade para os im- postos municipaes e do governo provincial. pois está provado que encontrando elle alguns dos em commo- e observando as prescripções que a pratica aconselha se devem observar. Eu tenho já dito a V. Teem os casaes europeus. Isto é uma em tempo. pode trabalhar mesmo. Os homens devidamente armados. Ex. em caso de necessidade serão um elemento de força para a auctoridade do Districto contra o gentio. trigo. mais instantes para alimentação do futuro proprietário.

E' lá aífluirão a estão ali mais promptamente as vias férreas mesmo em projecto to- para acreditar que maior parte dos europeus que hoje no empregados em lito- diversas casas e estabelecimentos a . Ex. o trigo. não se encontre outra na Província. Creio que os quarenta cazaes attrahirão mais tarde seus parentes e patrícios e que a emigração do nosso paiz ha de depois voluntariamente para sa quanto mem para ral o encaminhar-se tanto mais depres- necessário incremento. o gommas elásticas. moinhos. isto é as regiões do Cuanza. o arroz. talvez. que eu ainda neste que em S. As machinas. gados miúdos. serão levados para o pelos caminhos de ferro tatas. etc. canna. e estou convencido que a falta deste de existir em porque ha regiões com Malanje em do tempo fui banana torrada se fazia uso da em logar de o tempo deixará que o trigo fru- ctifica. podem pagar o pessoal de sua administração e conservação e quaesquer reparos e concertos a fazer. que satisfaça ao Aqui o mesmo tempo café. um conducto que não é menos salutar que o trigo. as ba- inhame. seja litoral os milhos. Deve attender-se nas plantações sável para a fazer ao consumo dos proprietários e ao que é indispen- que se destina para os mercados que lhes offereçam lucros e talvez. o amendoim.— 402 — nha como no amido de que os naturaes fazem o infunde. o algodão. a não ser na região que se estende de Malanje ao Bié. Devo a logar fazer sentir a V. o . obtém elle. as mandiocas. em bruto mesmo que o gado vaccum em abundância. etc. a coconote. hortaliças e fructas abastecerão a região e visinhanças. etc. serão collocados num estabele- cimento ceutral para serviço de todos os agricultores que não poderem pelas suas circumstancias adquirir análogos e os ser- viços taxados por preços regulares. as e a estas condições. o tabaco. Thomé pão. creações.

mal. Os indígenas mantiveram-se até agora. pela devastação dos elephantes. E como as devastações não de- mandam intelligencias cultivadas tuaram-se á vida nem grandes esforços. das abelhas. commerciaes e agrí- não admira chamasse seus constantes esforços. dessas cordas das florestas que gotejavam os suecos gommosos e da gente que a escravidão. e isto não é só particular aos Portuguezes. a nossa attenção os ensaios de . de suas boas condições de clima. para proseguir sempre no seu fadário. o que não souberam fazer nas suas. sem olhar ao que deixavam de bom. lhes para pelo trabalho irem dar vida a terras extranhas. ser para extranhar por que na verdade o Continente africano é riquíssimo de prodigalidades da natureza e necessita só de pessoal dirigente os recursos já conhecidos da civilisação para tar em bem com os aprovei- beneficio da humanidade. que todos os exploradores africanos. e em alguns ainda em como em mui- xMalan- grupo de europeus na pouco mais de annos ousaram voluntariamente expôr-se para aprovei- trinta tar e suas consequências. que nem mesmo conheciam. Ter-se-ha notado certamente. E nos tiu dessa sertões da nossa provinda de Angola que se ressenvida nómade tos pontos está no je onde em colas um pequeno cazo. como modo de proporcionou vender e era procurada ser. quando re- gressam aos seus paizes.— 40 — quem ambição estimule a um ne procurar vida que lhes proporcio- a melhor futuro. Nâo admira educado um pois que em um europeu que devassa essas regiões outro meio se extasie perante as riquezas natu- raes despresadas e que elle conhece podem ser muito bem aproveitadas. com enthusiasmo falam pelo menos duma região que visitaram mas não deve . mesmo . habi- nómade.

á conquista de terrenos que ficaram por mas lhar na conferencia de Berlim. chamando a attenção da Europa para não consintamos pois. o central de Angola. sabe Encoje e o po Ex. di- parti- é preciso que trabalhemos pertinazmente para não perdermos essa vantagem. ultra- passem as nossas barreiras para nos repellirem para o Nunca que chegaram agora. mo a V. a sabia apreciação de V. A a um expressão. Ex. mas são estas para o grande incremento que em insignifi- poucos annos terá o districto de Loanda. Ex. podem allegar mais elles. disposição â trabalhos meus e de Victor Cordon. No que tenho submettido demanda cantes é certo algumas despesas. Lisboa. de lesa-explorador. 27 de maio de Sr. nesta occasião eu guardasse para que o vi e estudei. nós que já lá estamos ha muito tempo que os que lhe são extranhos. m0 e Ex. para darmos todos os seus detalhes que deixo exposto. Secretario Geral Marinha e Ultramar. mim respeito de Malanje. valho. me- confiança ficam desde já os nossos serviços do Governo de execução ao vasto plano em Sua Magestade. que nós reitos litoral. se a a Africa central está sua partilha politica. a — (a) 1890. Se a longa pratica e recem á a V.— do Ministério dos Negócios de Henrique Augusto Dias de Cai*- . Ex. á Duque de Bragança offerecem a bem vastíssimo cam- explorações e na senda do progresso hão-de seguir-se a a Malanje. pois V. conveniência da colonisação europeia na nossa Africa seria permitta-se-me crime. Deus Guarde Ill. .— 4-04 — Os exemplares de salubridade para europeus cultura e existem lá de bons resultados da agrihoje que se presiste na .

vejo pelo que disse na Senhores Deputados que reconhece a necessidade pação séria no Bié e como Cassanje tem V. Ex. ou vapor afretado á Companhia mandasse marchar immediatamente um regimento completo para Benguella e aqui tudo preparado para comboiar esse regimento dos mantimentos indispensáveis em direcção ao Bié. que se propalaram sobre os acontecimenS. Parece pois que eu previra teriores. a questão do Bié é daquellas que pede pro- videncias enérgicas e rápidas da parte do nosso Governo. Ex. a se trata do Bié se sabe as difficuldades sempre quando se pretende passar o n)0 rio com que Guango. a se lucta Ex. Ex. a mesmo tempo que Malauje. os pretos . pois Y. — o boato povoação para povoação. Se o governo num dos nossos transportes de guerra. S. a necessidade dos governos o Sr. Bangalas. Ministro. Ex. não é demais que eu insista para com a V. Senhor. Quiocos. mo Ex. pois o gentio gloriar-se Puto. de tribu para tribu.40b 111. Ministro dos Negócios do Ultramar. duma derrota sobre as armas de na occasião é-nos muito prejudicial. agora sabe Deus aconselhado por quem e porque fúteis protestos. m0 — Sr. a que bastava a presença de seiscentos- homens brancos bem armados para todos do Bié e immediaçôes fugirem. se interesse ao attenda in- com bons fundamentos. creia V. uma Camará dos duma occu- triste historia que não desconhece. longe . Lundas e se os da margem esquerda do Cuanza a Muene corre de anima os povos quem sabe mesmo seguirem o exemplo dos rebeldes do Bié. Ex. de Malanje e do Bié a Ex. do sul a norte. Ex.— Em additamento tem 27 de maio tomei estava das noticias tos do Bié e a communicação que hon- á a liberdade de enviar a V. por a o Sr. foram confirmadas no Parlamento.

ser a não obstante poder ter sido o pretexto.% — Lisboa 28 de Maio de 1890. É tão vasto o que eu não possa que eu proponho soffrer modificações não tendo a pretenção que que sejam convenientes ao fim. salvando cana ao contrario do que causa. pelas circunstancias muito especiaes do modo de ser daquella província. Ex. julgo fornecer a V. a muito bem sabe e ocioso seria demonstrar. a que vantagens não te- entre ríamos nós sobre os povos que tentassem sustentar já uma lucta a favor dos rebeldes contra as nossas armas. Ex. mas nâo dá o se mesmo em Angola. mo mo Sr. alguns esclarecimentos sões estrangeiras evangélicas no Barotze e com umas vagas alguma luz noticias que hontem tive também auxiliado de Benguella fazer sobre os motivos que originaram o triste fim do nosso velho sertanejo Silva Porto.— Secretario do Ministério dos Negócios de Marinha e Ultramar. Stanley Arnot Arnold como diz o Diário de Noticias de hoje. — (as) Henrique Augusto Dias de Car- valho. que sobre o insto para e meu trabalho seja consultado o esclarecido o benemérito explorador Roberto Ivens. Ex. como V. a neste Ill. Se o Cuanza como eu lembro para viação se aproveitasse Malanje e o Bié. Deus Guarde Ill. — e não . mo V. a Sr. numero de Disse o explorador Serpa Pinto que grande é o em tropas irregulares Africa e facilmente se mobilisam Istc tem logar na provinca de Moçambique. repare V. mo e Ex.— 4°6 — Ha mais dum mez que o deu facto se com e cintar os re- cursos da Província receio que além de poucos sejam tardios. momento de importância com respeito ás mis- em principio se a missão ameri- propalou. mas por sug- gestôes do joven missionário escocez M.— Em additamento á minha commnnicação de 27 de maio ultimo. Ex. Ex.

Ex. O em campos O principal Patamatenga e próximo deste o com grande florescente estabelecimento se medicamen- desgosto. Jousse os riscos É duma situação que não podia ser mais perigosa. Escrevera-lhe Coillard. vivia já Prevenido com antecedência e muito numa grande miséria. Ex. estabelecimento deste. mau e a falta de que todos acharam natural que elle pedisse É assim diz-nos que este corajoso servidor de Deus escapou a todos para retirar pelo Bié para a Costa-Occidental. convencido que junto delle estaria o missionário escocez Arnot que annos antes se eslebelecera seu convite para instruir os seus a filhos . missionário Coillard é em dividiam colas. preciso que V. .— 407 — acaso leva-me a esta conclusão. a na cilada as referidas missões no Barotze — «A mis- são no Zambeze». porém ali este estava soffrendo muito de febre e porque não chegavam os recursos que esperava havia muito tempo. Vejo que o missionário Coillard já próximo do Lialui Capitai de Barotze. em segredo que a re- volução premeditada contra o Rei estava prestes a rebentar. carta esperando os mensageiros que de- viam acompanhal-o á sua presença. teve de suspender a sua marcha por causa da guerra contra o potentado Robosi (Liua- do qual nica) que em tempo uma receber como resposta a esperava lhe enviara. a todo o custo tratou de se affastar do theatro dos successos onde sua vida corria O sem risco estado de sua saúde era tão tão completa tos beneficio para pessoa alguma. Recebendo hontem de Paris sionário Theopbilo moderna obra do antigo mis- a Jousse de que fallava communicação sobre a V. cujas deducçôes passo a explicar. estabelecido um à saiba que no paiz dos Barotzes está commerciante inglez Westbeach. agrícola dos foi encontrar um padres jesuítas que de verdejante trigo e jardins hortí- chefe destes missionários era o padre hollandez Kroot.

Arnot ninguém podia ler as cartas de M. Para nos mostrar e o a pouca importância destes missionários mal que o Rei dos Barotzes lhes queria basta cho de fluirá. . todavia os attrictos são inevitáveis e sem- pre peniveis. a conhecer como elle olhava aquella missão com respeito aos interesses da sua ? transcrevo as próprias palavras: «A partida tristar os dos padres jesuítas não é para con- definitiva nossos missionários. . commenta: seria Estação se elles tivessem alguma obra uma explendida a fazer aqui. deste trouxe as seguintes determinações : — . Jousse o em que ler este tre- se conhece que no animo do Rei in- que este considera de bemquísto Arnot. Coillard que foram devolvidas. duas sepulturas quando demos deixar de elles chegaram já contávamos a este paiz. mas que obra se pode fazer onde não ha população. «Na ausência de M. não po- louval-os pela resolução de nos deixar sós no campo do trabalho sobre o qual. o que de certo é muito pouco. Estes senhores aprehendiam pelo roubo alguns conductores de caravanas e os creados que seguem seus amos nestas paragens. Ex. O paiz é bastante grande para permittir as duas fracções da Egreja Ghristã trabalhar na civili- sação dos Barotzes.— 4o8 — A descripção feita por Coillard dos estabelecimentos e pes- soal compteto desta missão é na verdade para causar admira- ção. Mais. mas em extremo obsequiados por como ella tanto Coillard Jeanmairet que casou com a sobrinha delle que o acompanhava. quer V. Nós procedemol-os no Zambeze. o tal joven missionário escocez. Fazendo analyse aos trabalhos daquelles missionários que considerava de importantes e de invejar pelas commodidades de que se souberam rodear. Unhamos adquirido direi- tos de anterioridade. porem o mensageiro do Rei que as trouxera.

as nossas auctoridades e a apreciar as nossas benéficas leis. que vão lá de M. a que a missão americana no Bié. o Rei permitte-lhes que vão buscar a bagagem que o anno passado deixaram na nem sua capital mas declara que não lhes prestará soccorros homem nem de carta é de canoas. afíirma-se que este li senhor Arnot que se estabeleceu ultimamente no Bié. e pela sua influencia intrigante. Se a encarregado de o conduzir immediatamente á sua capital. o que se prova com as primeiras palavras de commerciante inglez Westbeach fes cumprimento do a Coillard : — «Todos tal os che- no Barotze vos esperavam. eu procurando convencel-os que não estivessem impacientes tinha já perdido a esperança de vos ver chegar por não comprehender a que attribuir tanta demora». Ex. instruía os povos na lingua portugueza e mais radicava a nossa influencia entre elles ensinando-lhes a estimar os nossos Reis. Não ignora V. traba- de accordo com as missões evangelistas de Coillard. Também não ignora V. estava junto do regulo presenteado por vezes sendo e o havia tima pouco antes a ul- dos factos que nós lamentamos se dessem no Bié.— 409 — Se os jesuítas são os auctores da carta. . que hontem de Benguella. Ex. Goillard então Mussala com fica os carros. Ex. um como um a pro- no Bié. ali que era na verdade a missão americana que sob tecção de Silva Porto se mantinha ta. que prega contra dos principaes fins da sua sei- por forma alguma podia convir aos interesses do missioná- rio escocez lhava Arnot que retirando do Lialui no Barotze. fez retirar dali a missão jesuíta de Kroot preparando o terreno para a entrada daquelle. grande tínhamos. Note agora V. a que as bebidas alcoólicas. muito principalmente por causa da irreparável perda daquelle esteio Silva elemento de força que Porto. a Na carta .

ou revogasse as ordens que nesse sentido tivesse dado. Conhecendo este por ultimo. . fosse fluencia mente frustrou com receio de que nossa a destruir a dos missionários de Coiliard. a saber como termina o missionário Jousse a sua narração sobre aquella missão no Alto-Zambeze? 1 Em 1851 jà Livingstone disse que do eommercio portuguez de Ben- guella recebia o potentado dos Barotzes que elle fazia — cavallos. uso frequente. Creio pois justificar bem a origem dos desastres no Bié. Agora as minhas aprehensôes com respeito ao que disse na communicação de Maio. Gay. para retirar o capitão Teixeira da Silva do Bailundo e a missão americana. Por outro lado. a mília Jalla. dum modo beber as medidas fermentadas pelo chá e tidiana conta setenta discípulos . 4 A . deixou de eschola quo- dez jovens princezas a titulo de pensionistas são educadas a esperar-se no futuro resultado bom de êxito. chá e biscoitos de devido á missão que as bebi- das de café e chá são adoptadas entre os Barotzes. Ex. portanto não é café. E quer V. rebellião contra Silva Porto exigência logo a em seguida. sobre O rei Liuanica desinvolve-se as missões no Barotze. a in- facil- marcha dessa Expedição conseguindo que o regulo do Bié não fornecesse os carregadores que lhes eram necessários.— 4 10 — Decerto esta educação não podia convir á influencia do missionário escocez. quem a fora uma em vez sempre submisso. notável café. Dardier. Levi e Aron e ainda fa- outros irmãos devotados á causa do Evangelho. dos preparativos da Expedição Couceiro para o Barotze. Os missionários occupam os pontos mais importantes e são estes missionários além das famílias Coiliard e Jeanmairet.

crente. Lisboa II de Junho de 1890. este primogénito engrandeça e se fortifique e que sa novas conversões juntando-se a esta. lembremos-lhe suas promessas pedindo-lhe cumprirmos feitas Precisemos nossos pedidos ao a força para nossas. a agora a nossa dia. Ex. mo do Ministério dos Negócios da Henrique Augusto Dias de Carvalho.» Vé-se pois a persistência les missionários que os embora com que estão trabalhando aquel- as muitas difficuldades seus povos se encontram em num paiz em guerras por causa do poder. Deus Guarde e Ex. Senhor. Moyses. Daniel e Jeremias «Humanamente possível sem uma obra im- Que todos aqoelles falando a obra nos Barotzes é o sério concurso de orações. que contribuem com os seus dons para sustentar esta obra contribuam para o seu bom êxito com ferventes orações em commum ou em particular. Secretario Marinha e Ultramar (as.! — 4ii — «O que a missão precisa sâo luctadores como Jacob. sou eu Oremos para que bem depres- possamos apontar nas margens do Zambeze uma Egreja do Senhor. . Eu mas : — Sim eu sou o sou outra cousa ainda. ma mo quando disse que s difficil. eslava perdido. que espontaneamente depois duma predica sobre o Deus desconhecido pronunciou entre outras estas palavras servidor do missionário. nâo lhe pedimos milagres para nos as dispensar de cumprirmos com os nossos deveres.) Geral Ill. a a V. Deus me salvou. Pôde V. «E como podemos nós duvidar da bondade de Deus e da sua fidelidade ? Não tem Elle já correspondido ás nossas fer- ventes orações attrahindo a esse Anguana si Angombe. avaliar se razão tinha expansão pelo Barotze se vae tornando de dia para Sr. Ex.

e ainda mais de- terminando que na nova carta de Angola que estava sendo confeccionada na repartição competente. uma em- baixada dos diversos potentados da Lunda que as desejavam por reconhecerem a Soberania de Portugal e nesta confia- rem para cessarem as gazivas dos Quiocos ás povoações do Muatiânvua. aos meus argumentos e reclamações judiciosas providenciando para que regressasse aquella embaixada devi- damente acompanhada por uma nova expedição portugueza cujas instrucções ao chefe o Sr.° graus de segundo o nosso antigo uso de patrulhas na provincia de An- gola ças e estar em lat. do Guango ao Lubilachi. ministradas pelo Governador Geral.° e 9. respeitando-se os li- mites da possessão do Estado Livre do Congo reconhecido pe- . mos- inconveniência de nas cartas de Africa nacionaes se ver trei a das possesões portuguezas do occidente a região da excluida Lunda depois de eu tado ter em nome do Governo de Sua Mages- Estações de occupaçâo portugueza entre o feito construir do Eqr. gazivas animadas pelos traficantes dos mercados de escravatura nos territórios do Estado Livre do Congo que compravam por bom preço de marfim Quiocos (os do sul) lhes a gente que os mesmos levavam pelo paiz do Samba a leste do Muatiânvua. a Sul Malanje esperando pelas auctoridades e for- que o Governo mandasse para essas Estações. ser na parte politica. pelo eram as como não podiam deixar de mesmas que me foram Governo de Sua Magestade em confiadas 1884. 7. Simão Cândido Sarmento. officialmente. Attenderam os Srs. Ministros da Marinha e dos Estrangeiros de 1889.— 412 Logo que se me proporcionou o ensejo.

áquem do meridiano nem para 24.. appareceu o Estado livre depois de conhecidas as bazes do ultimo tratado de limi- tes das nossas possessões sarse daquelles os territórios com a Grã-Bretanha sem que possa a querer apos- allegar sequer que seus agentes passassem para o sul do 6. ainda não haviam considerado esses territórios senão sob nossa influencia.° grau.4 i3do Acto Geral da Conferencia de Ber- las potencias signatárias lim fosse até ahi considerada a grandeza territorial da nossa província. deu-se agora. pedi á fizesse corrigir aquelle mesma commissâo para mappa encorporando na provincia de Angola os territórios do Muatiànvua que eram portuguezes de facto depois dos meus trabalhos pelos quaes de 1885 deante. não queiram desistir do intento da encorporação Lunda como 12. protestei na imprensa periódica contra aquella ex- clusão porquanto já cartas estrangeiras modernas e auctorisa- das os reconheciam como fazendo parte da nossa provincia de Angola. o que nunca nos fora contestado. como provam ultima parte desta minha sultas e propostas os documentos que cons- memoria que são as con- que durante o tempo que tenho estado em Lisboa. ° districto da sua possessão e levem as . Quando em o grande do corrente anno.° E hoje suprehende-me que tal incidente já chegasse ao ponto de notificações e que os administradores do novo Esta- do da africano. appareceu janeiro mappa de commissâo da defeza do que a publica Africa da benemérita e muito patriótico paiz. Como mar tal se suscitassem duvidas no seio da commissâo em to- responsabilidade porque as Cartas officiaes até então. tenho appresentado aos diversos Ministros que teem diri- gido os negócios coloniaes. O que eu tituem a esperava. deixaram de ser considerados apenas como em territórios da nossa espanção.

sempre sincera e . se naturalisou portugueZj como provam os documentos que se seguem á men- sagem e com que A Ill. Como na questão da partilha politica do Continente africa- no.— 4 i4 — suas preterições submetter este assumpto á arbitragem do a conselho da Confederação helvética. as potencias que nelia procuram interessar tudo procurem destruindo-se os bons titulos de posse confundir e barulhar. que além de a hastear. Presidente — Representa Geographia de Lisboa para todo o paiz. mo Sr. a mantenedora dos nossos triumphos e das nossas glorias de séculos. mo findo esta Memoria. Sociedade de Geographia de Lisboa Ex. cumpre-me nesta minha Memoria deixar mensagem que em maio deste anno enviei á bene- gistada a mérita Sociedade de Geographia de Lisboa. a citadora dos nossos direitos e a incitadora no proseguimento da grande obra de civilisação começada por Portuguezes ha tantos séculos e tão gloriosa- mente affirmada nos tempos modernos pelo seu Ha na sua grandiosa e elevada missão. para os substituir por uns que se imaginam e forjam no mo- mento preciso. á sua sombra já disse. influxo. um les sollicitando-lhe meus logar nas suas salas para o testemunho de todos os trabalhos nos Estados do Muatiânvua gal — que re- : — a bandeira de Portu- sempre me guiou em todos os meus passos naquel- Estados e sempre procurei honrar e não viu sequer de outra nação. a a Sociedade de como para todas as perpetuadora das nos- sas conquistas passadas. a Summers um deu ella uma passagem missionário estrangeiro o pelas terras do Muatiânvua para a pos- sessão do Estado Livre. — antes franca e livrecomo fallecido dr. Sociedades e Academias estrangeiras.

não sente as fadigas próprias. em em representa para nós e resume : ideal a passo se levantam. sem o sorriso dos filhos. com sidis mo tanta distineção e tanta hombridade. Mas para nós os divisa do grande de bien faire. re- presenta a nossa Sociedade mais alguma cousa ainda do que isso me da— pátria! ção e da luz cias da em que lueta. civilisa- noti- o aperto nome pro- quando minados pela febre que nos devora e pela desesperança que nos intibia as forças e tenta prostrar-nos e quiçá inutilisar-nos as crenças e as ambições ella . longe da nas asperezas que pátria.— nestes momentos tremendos comnosco ! temos a certeza de que ella e angustiosos está tem os olhos vol- vidos para o filho que vai perdido por entre mattas selvagens. para que nos lembremos de que alguém de longe nos diz— ca- minha Portuguez a levas comtigo a ! desta sociedade que os olhos fitos no honra do paiz e nem um minuto mappa d^frica te honra abandona e que. ex. não pensa nas dores que a cada minuto lhe esphacellam a alma. ! a consubstanciação da — talent navegador de Sagres. com sente a tua agonia e a busca minorar Está pois na benemérita Sociedade. sem sem crenças sem dos amigos.! ! sempre portugueza. tarefa. para nós os que temos cren- ças firmes e enthusiastas pelo engrandecimento da pátria. onde parece que a vida tem de terminar para nós basta para que o desanimo desappareça ! e tanto ! e tanto basta emfim. pre- que para nós é grandioso. cujo curamos legar-lhes honrado e honroso . e cuja ambição . tudo o sr. mão de \ — nas meio da nossa si. africanistas. sublime e incitador Sois como que a mãe que sentada á cabeceira do filho es- tremecido. e da familia Nas horas acerbas da nós o desanimo.. cada sem o affecto dos nossos. pelo dia de amanhã. o grande o subli- mais fundo cava entre agruras do trabalho. que vós.

e nesse farrapo. seja fá- desconforto que nos desalentei ideia I penhor dessa gratidão. e na vossa honrada mão o entrego para que vos di- gneis conceder-me a honra de o confiar á guardada nossa be- nemérita sociedade. Esta bandeira á sombra da qual foram salvos milhares de Lundas de serem vendidos como escravos pelos Quiocos ás hordas do Tippo-Tib que os buscam pelos confins a ritórios do Muatiânvua. não não abatido nunca deante de ninguém. tem sido sempre fixa. a que visaram todos os meus torpe. o mais grandioso para^vós e para corações portuguezes.. mas sou decerto lambem pre seguido e vigiado por ella. a bandeira da querida Mussumba do Muatiân- nossa companheira e nosso guia seus. mo sr.— 416 — única é salvar. Africa . vive em um Não ha então esforço que custe cil ! esperança que não sorria Sou eu. protegendo mitiva e outras também de Lundas que para essa lá mesma co- queriam se- . Trago-vos ex. e aquelle que se sentia sem- em quem nem um momento affrouxada mo Trago-vos hoje. que levou pátria vua. é vêr esboçar por quem ella pulsa. um sorriso os lábios daquelle e crê. ex. 1 sacrifício 1 que não dos trabalhadores. ex. por uma um farrapo. pela primeira sumba do Calânhi durante o leste mez de Junho de 1866. decerto o mais mo- de quantos a nossa sociedade tem acompanhado por desto. — dahi re- gressou á Estação Portugueza Conde de Ficalho na do Ghiumbue protegendo a dos ter- vez fluctuou na Mus- margem marcha de 180 homens da corte do Muatiânvua com suas famílias por entre povoações de Quiocos hostis e ahi. onde se arvorou sação á em sempre pela causa do bem o farrapo que seria a minha mortalha. não polluido manchado por uma aggressão deslealdade. mo sr. volveu comigo. sr. que foi a minha Expedição . territórios e da como foi civili- o alvo trabalhos e estudos. um admi- a gratidão e uma ração pelos seus valiosos serviços.

! — 4 i7guir. reverente e respeitoso as armas do um dia tra- poderá Sociedade.. Henrique Augusto Dias de Carvalho. apenas esfarrapada pelas as- perezas do caminho percorrido e intensas inclemências meteorológicas a que esteve sempre exposta nos quarenta e dois mezes que ella velou por mim e pelos meus companheiros e nos guiou.— fique o testemunho vivo de que gloriosa bandeira em res- até hoje servir a nossa terras portuguezas tinente-africano e que dahi a trouxe elle lá como a implantou essa no centro do conlevou — honrada. só a benemérita Sociedade avalia quanta recordação commum com de me pôde ter para mim. sollicite não seja negada essa honra. ex. da pátria. quantas vezes ella pareceu ler nella. Só vós. e. Deixai. Sócio. para que rao me que eu aspire e sr. até 13 de Junho de 1887. que vol-a entrego immaculada. balhador africano. é. só vos sabeis e eu vol-o asseguro aqui. 9 de Junho de 1890. eu tenha a certeza de que meu filho vir o vosso influxo. Sala das Sessões da Sociedade. com mesmo Quando de todo a pátria com a admiração e com o com que tenho procurado Sociedade que o para a lealdade. embora não ensarilhasse ainda Deixai que. o lemma da Sociedade de a ideia Geographia de Lisboa. cujos povos estavam do Cassai—e tornou Mataba não devassadas por euro- em guerra declarada com os de além a fluctuar naquella e na Mussumba visi- nha do Luambata. desde 30 de Dezembro desse anno. —O . vêresse a esta pendão que lhe seja exemplo ao mesmo tempo da honra e do trabalho e o incite a respeitar e servir a Sociedade de Geogra- phia de Lisboa peito e honra. servir a se perder a nação memoria do soldado. então pelas terras de peus.

Still at this place.— 4t« — Cartas do Dr. . His carriers are here withont rations. W. is and that Germano nas is but next post. dear Marcos. R. and also re give is it to at the to the go at the residence of chief for my let- mission for letters etc andwhatever the- portador António to bring back here. My ting that paper for the arrange My health thing. W. papers on the road. it carriers who had my maps. time for yon in to send good. it I am in need of one one or two carriers more. Geographical Society of Lisbon. My dear Maicos. R. Remember Yours that coat? for Africa Marcos Zagury Esq.l you kindly ters. Summers. Gatalla My June 29 1888. and spirits good. so gave no opportunity of wri- etc got «Stuck» Til Summers. Thanks for remember me ses. Please to lime to call upon before I this and for friendswhoml had not to ali the left your kindnes- ali Malange on account of my call poor Manoel. Summers June-24-1888. Wil. to In friendship and respect I remain Yours truly Marcos Zagury Esq. The flag to hand. not arrived yet.

margem direita do Cuango.° Tratado com os potentados. Ex. mostrando esta necessidade e a resolução tomada pelo chefe de se demorar. Ministro. a o Sr. 6 de agosto de i885 Officios de Capenda Camulemba ao Chefe da Expedição insistindo para que o governo de Sua Magestade Fidelíssima tome posse dos seus domínios sujeitos á Soberania de Portugal reconhecida entre os Capendas desde i852 Communicação a S. que se creou nessa conferencia Os territórios do Muatiânvua tornaram-se duma effectiva expansão dos Portuguezes desde 1843 até esta data. os exploradores allemães de 1877 a 1884 o confirmam ia 1 o a 10 1 i5 a i5 25 a 29 28 a 43 43 a 56 56 a 5j 57 a 61 01 6<) Os domínios do Estado do Muatiânvua já indevidamente foram cortados pelos limites que se fixaram na Conferen- A cia de Berlim para o Estado livre Expedição Portugueza ao Muatiânvua 1884-1888 nas terras dos Capendas. estabelece a sua Estação e celebra o seu i. Communicação a S. nomeia delegado do Governo de Angola naquella região a José António de Vasconcellos Ex. Ministro sobre o modo de ver do chefe da Expedição com respeito ao valle de Camau e suggerindo como tornar já effectiva a occupação por parte de Portugal sobre os domínios dos Capendas 2 de Julho de i855 Nacessidade de fazer occupar as Estações que a Expedição ia deixando levantadas entre os povos e a seu contento. assumindo o encargo de Residente politico tomando posse dos territórios cujos potentados reconhecem a Soberania de Portugal. a . aguardando as determinações do Governo. a o sr.5 INDICE-SUMMARIO Argumentos que refutam a asserção do jornal Ulndépendence Belge de Bruxellas no seu artigo Affaires du Congo em 10 de Agosto de 1890 Limites fixados na Conferencia de Berlim em 14 de fevereiro de 1885 para o Estado Livre do Congo.

a o sr. 1 . 3 de dezembro de i885 Communicação a S. Ministro.. sua antiga influencia entre os povos de Caungula.. 28 de fevereiro de 1886 147 a 166 Communicação a S. 18 de dezembro de i885 Correspondência trocada com o rei do Congo. 3i de outubro de i885 Expedição protege filhos do Congo que encontra nús e esfomeados e exerce a necessária influencia para que se lhes faça a justiça que pedem o sr. J o sr. auto de noticia do pedido da embaixada para que o Governo de Sua Magestade faça occupar os ter- do Muatiânvua considerando-os portuguezes. Ministro. Ex. reconhecimento da Soberania de Portugal. a o sr. i3i a 1 35 Ministro.'. convenções com os Quiocos a que se sujeita o Muatiânvua eleito por influencia do chefe da expedição em vista do mau resultado daquellas guerras para os seus domínios. 10 de janeiro de 1886 139 a 147 Communicação Na a S.. embaixada de Lundas a Loanda. Estação Cidade em viagem Expedição do Porto. em que se prova a influencia de Portugal. Ex. a o sr. sua inauguração. Ministro..* 1 . Ex. • . os bons resultados de diversas diligencias da Expedição a grandes distancias da sua Estação Conde de Ficalho. resposta do Governador Geral de ritórios Angola 86 a 304 Resgate da faca do poder de Quissengue 204 a 208 Nomeação do potentado quiôco Mona Congolo. das companhias moveis de Angola. Ministro em que se manifesta a influencia de Portugal.. embaixadas de differentes potentados quiocos 166 a i85 Carta ao potentado Quissengue. a . a influencia portugueza faz-se sentir em todas as questões entre os Quiocos e os povos do Muatiânvua. cujo fim principal era a garantia dum bom caminho ao commercio do norte da província de Angola para o Cuangula por Muene Communicação a S. communicação a S. commercio. guerra i35 a 139 margem do Chicapa.. Ex. salvando da pena de morte um assassino. o que pertende o Muatiânvua eleito e a corte. greves dos carregadores. Ex. circumstancias anormaes alem do Cassai. Estação Luciano Cordeiro. encontra a para a Mus^umba. 6 de abril de 1880 i85 a 186 Communicação a S. Na margem do Chiumbue. honras de Capitão. o chefe da Expedição consegue fazer indemnisar os negociantes de differentes proveniências de roubos e expoliações. a o sr. 9 de junho 208 a 210 de 886.. a Expedição salva duas victimas da pena de morte.. nota dos pedidos que faz o Muatiânvua e os potentados que o acompanham. 99 a 1 1 3 a 1 13 i3i Puto Cassongo . Ministro.— 4 20 — Na margem do Cuilu. Ex. conseguindo que se fizessem as pazes entre os povos de Cuangula e os Quiocos que cercavam os seus domínios. o Muatiânvua eleito No A 69 a 71 69 a 94 94 a 99 Caungula.

17 de novembro de 886 Em Mataba. entrega dos presentes. Na margem do Cachimi affluente esquerdo do Luembe. á carta . retirada dos Lundas perante os Quiôcos. Resposta de Quissengue Èx. tenente e delegado do governo de Angola na margem do Chiumbue povoação de seu sogro Quipoco. de fevereiro de 1887 Communicação a S. 19 de junho de 1886 211 a 211 a i\5 Idem do Muanangana Xa Cumba. motivo imperioso da demora da Expedição. 9 de junho de 1880 Idem do Ambaquista João da Silva. 20 de junho de 212 a 2i3 1886 2i3 do chefe da Expedição. chegada do potentado Quissengue com o seu séquito para convencionar com o Chefe da Expedição sobre o resgate da faca e os negócios do Muatiânvua. 20 de te 214 a 224 agosto de 1866 Auto do pedido de Quissengue para firmar um Tratado. 1 1 1 *. Capitão. 28 de fevereiro de 1886 321 a 334 ratifica . Ex. anctorisação para usar da bandeira portugueza. convenções com o Muatiânvua interino e corte. Ministro. Estação Serpa Pinto. 2 &3 a 32 novo Muatiânvua interino que o Tratado com a Corte. propostas. Ex a o sr. resgate da faca. com 60 homens armados e famílias. retirada dos Quiôcos. os negócios dos Matabas. Tratado com o potentado Nomeação de Muanangana Chibeu. convenções com os potentados de Mataba. avança o chefe com um pequeno pessoal e sem recursos. a o sr. a Lunda aquém do Cassai recobra a sua independência dos Quiôcos no i. preparativos de proseguir a viagem por terras dos Matabas. communicação a S. 20 de setembro de 1886 Auto da declaração de Caungula de Mataba para ser incluído no Tratado feito por seu irmão o Caungula Xa Muteba (margem do Lôvua) 10 de setembro de 1886 Communicação a S. de outubro de 886 Incidente que obriga o Muatiânvua eleito a suspender viagem para a Mussumba. reconhecendo a Soberania de Portugal e Tratado. voltam os Lundas. influencia da bandeira portugueza protegendo milhares de Lundas das gazi^/as dos Quiôcos. asseverando que os da Corte esperam anciosos o Muatiânvua eleito. 8 de dezembro de 1886 No Luambata. junto á Mussumba do Calanhi. Ex. Ministro. Tratado. a o sr. regresso a Maa lanje do grosso da Expedição. . circumstancias anormaes. Communicação a S. a o sr. Estação Júlio de Vilhena. Capello e ivens. a 214 Ministro. resultado das convenções entre os Quiôcos e o Muatiânvua eleito.° de Setembro de 1886..1 — 4^1 — 210 Idem do Gamba Canzari. Ministro. carta de Manuel Correia da Rocha. honras de Capitão das companhias moveis de Angola. os da Cor- (Mussumba) mandam accompanhar a diligencia da Expedição que lá foi. alferes. 224 a 23o 23o a 23i 23 t 252 a 252 a 274 274 a 281 281 a 282 1 entrevistas.

1

— 4 22 —
A

epidemia da variola ainda foi motivo de demora, principia a viagem de regresso em i3 de junho de 1887
333 a 335
Communicação a S. Èx. a sr. Ministro, últimos pedidos do
Muatiânvua e da Corte, novas tentativas para o Chefe
da Expedição assumir o encargo de governar o Estado
do Muatiânvua em nome do governo de Sua Magesta-

aguardando as suas resoluções, emissários que aco chefe para se encorporarem a uma embaixada de Ianvo Muatiânvua eleito a Loanda pedindo ao Governador geral que mandasse occupar os territórios do Estado, Muene Casse, chegada ao Cassai.
de
de,

companham

1

Do

julho de 1887
335 a 33o.
rio Cassai ao Caungula (Estação Luciano Cordeiro) con-

venções com o potentado de Mataba e o potentado
quiôco Caromanho, novos emissários, embaixada que
accompanha a Expedição a Loanda, chegada a Malanje.
Auto da apresentação na administração do Concelho de
Malanje dos Ambaquistas. suas famílias e Lundas que
vieram com a Expedição, 3 de novembro de 1887.
Nomeação dos Ambanzas Quinguiri, honras de Capitão das
companhias moveis de Angola, e do Angonga, alferes
Offieio do Governo Geral de Angola a S. Ex. a o sr. Ministro
sobre o pedido da embaixada do Muatiânvua
Apêndice, sua justificação
Communicação a S. Ex. a o sr. Ministro, mostrando a urgência de serem aproveitados os trabalhos da Expedição,
ambições do Estado Estado Livre, risco que corre a
província de Angola, não procurarmos manterá integridade dos territórios do Muatiânvua, i5 de junho de 1888.
Communicação a S. Ex. a o sr. Ministro, necessidade de um
governo districtal no planalto de Malanje e de missões
além do Cuango, 19 de junho de 1888
A Direcção dos Negócios do Ultramar, indicações para as
missões do Rev. Padre Campana nos territórios do
Muatiânvua, 4 de maio de 1889
Proposta, occupação dos territórios de Muene Puto Cassongo e indicações praticas para immediatamente se fazer essa occupação, 18 de abril de 1890
Proposta, occupação dos territórios dos Capendas (Xinjes)
Localidade de urgência a occupar desde já, vários alvitres
para o desenvolvimento da colonisação europea em
Malanje
Informações sobre o Bié e Barotze, additamentos a communicação anterior
Reclamações contra a excluzão dos territórios do Muatiân-'
vua dos nossos dominios nas cartas portuguezas da
.

.

.

.

'

Africa

340 a 343

343 a 047

347 a 349
349 a 35o
353 a 354

354 a 36i

3o 1 a 368

368 a 371

37i a 382
382 a 000

387 a 404

404

a 41

a 414
41
Sociedade de Geographia de Lisboa
414 a 417
Cartas do fallecido dr. Summers, a bandeira a que se refere
é a portugueza, e os papeis, os documentos para o pedido da nua naturalisação em cidadão portuguez
418

Mensagem

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