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23-09-2016

CASOS PRÁTICOS
DIP
Profº Doutor António Machado

CASO PRÁTICO
Nº 1

A, francês, residente em França, encarregou B,
também francês e residente em França, nos
termos de uma relação jurídica contratual, de
transporte de determinados bens para Angola.
Perto de Cacuaco ocorreu um acidente de
viação por exclusiva culpa de B. C, angolano,
sofreu danos avultados. Invocando o artigo
500º do Cód. Civ., este último vem demandar A
e B nos tribunais angolanos.

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Na contestação, A pretende não ser
responsabilizado pelos actos culposos de
B, uma vez que, segundo o direito
material francês que regularia as relações
entre comitente e comissário, aquele não

responderia

pelos

actos

deste.

SOLUÇÃO

Nos termos do artigo 41º do Cód.
Civ.: «as obrigações provenientes de
negócio jurídico, assim como a
própria
substância
dele,
são
reguladas pela lei que os respectivos
sujeitos
tiverem designado
ou
houverem tido em vista». Contudo, no
enunciado, nada é dito relativamente
à questão da escolha da lei pelas
partes.

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Deste modo, aplicar-se-á, a regra
de conflitos subsidiária constante
do artigo seguinte.

Prescreve o artigo 42º do Cód.
Civ.: «na falta de determinação da
lei competente..., nos contratos, à
lei da residência habitual comum
das partes».

O artigo 45º do Cód. Civ., por sua
vez, prevendo a hipótese da lei
competente para regular as situações
de responsabilidade extracontratual,
estabelece:
«a
responsabilidade
extracontratual fundada, quer em acto
ilícito, quer no risco ou em qualquer
conduta ilícita, é regulada pela lei do
estado onde decorreu a principal
actividade causadora do prejuízo...».

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4 . desde que sobre este recaia também a obrigação de indemnizar». agora.. apreciar a natureza do artigo 500º do Cód. nos termos deste preceito legal: «aquele que encarrega outrem de qualquer comissão responde.23-09-2016 Por esta via. pelos danos que o comissário causar. Civ. Resta-nos. independentemente de culpa. competente seria a lei angolana.

sendo que depois. Aqui conclui-se que dever-se-á aplicar o artigo 45º do Cód. Civ. que é uma responsabilidade objectiva. nos termos do qual o lesado. Deste modo. 5 . poderá demandar os dois e obter a responsabilização de A. a regra material que irá regular o caso consta do artigo 500º do Cód. Ela destinase a proteger não a relação contratual. Civ. mas os interesses de um terceiro (lesado). já que se trata de uma questão de responsabilidade pelo risco. que chama a aplicar a lei angolana. a nível interno (ou seja. a nível da relação contratual existente entre A e B) será competente a lei francesa.23-09-2016 Este preceito do Código Civil angolano possui uma natureza extracontratual. C.. havendo ou não direito de regresso consoante o ordenamento jurídico francês.

A tinha 77 anos e B apenas 35. Em 1990. C. A ofereceu a B um jipe que havia adquirido meses antes em Coimbra. angolano e B. italiana. casaram-se em 1985 em Milão. na comemoração do 5º aniversário de casamento. Em 1986 fixaram residência com carácter estável e permanente em Barcelona. Deveria o juiz dar razão a C sabendo que a doação é válida face ao direito espanhol que chama para reger a doação entre casados a «lex locit celebrationis»? 6 .23-09-2016 CASO PRÁTICO Nº 2 A. filho de A pretende invalidar a doação invocando para tal os artigos 1720º e 1762º do Cód. A doação realizou-se em Espanha. Quando casaram. Civ.

c) O casamento celebrado por quem tenha filhos legítimos. Artigo 1762.23-09-2016 Artigo 1720.(Regime imperativo da separação de bens) É nula a doação entre casados. O disposto no número anterior não obsta a que os nubentes façam entre si doações. ou o futuro marido constitua um dote em benefício da mulher. sendo do sexo feminino.º . ou cinquenta.(Regime imperativo da separação de bens) Artigo 1720. Consideram-se sempre contraídos sob o regime da separação de bens: a) O casamento celebrado sem precedência do processo de publicações. b) O casamento celebrado por quem tenha completado sessenta anos de idade.º . 2. ainda que maiores ou emancipados.(Regime imperativo da separação de bens) 1. sendo do sexo masculino. se vigorar imperativamente entre os cônjuges o regime da separação de bens. 7 .º .

a lei espanhola. Civ. 8 .. chama a lei angolana.23-09-2016 SOLUÇÃO O artigo 25º do Cód. Civ. o artigo 42º do Cód. que regula a capacidade. portanto. que disciplina as obrigações chama a lei da residência e.

que dispõe sobre as convenções antenupciais e regime de bens. Civ. que regula as relações entre os cônjuges. A não tem capacidade para tal doação (possui reflexos secundários sobre o estatuto contratual). Civ.23-09-2016 o artigo 52º do Cód. também atribui competência à lei espanhola. Resta agora descobrirmos a natureza dos artigos 1720º e 1762º. atribui competência à lei da residência comum habitual e. portanto. portanto. chama a aplicar a lei da primeira residência comum do casal e. Civ. Possuem uma natureza familiar que se protege na capacidade. 9 . também a lei espanhola. e o artigo 53º do Cód. ambos do Cód.

ou aplicamos o artigo 52º ou o artigo 53º do Cód. Civ. Sendo assim. Por qual deles optar? O artigo 52º do Cód.23-09-2016 Visa proteger o património de cada um dos cônjuges e pretende evitar o defraudamento do próprio regime de separação de bens. Civ. regula as relações pessoais e patrimoniais primárias e aquelas que não dependem de nenhum regime de bens 10 .

23-09-2016 Já o artigo 53º do Cód. que atribui competência à lei espanhola. Civ. Civ. disciplina as relações patrimoniais (secundárias) dependentes de um regime de bens Logo. deveremos aplicar o artigo 53º do Cód.. CASO PRÁTICO Nº 3 11 . segundo a qual a doação é válida.

o prazo de prescrição é de 5 (cinco) anos e não existe no Canadá qualquer causa de suspensão semelhante à do artigo 318º. B alega a prescrição da dívida alegando que. em Angola. o artigo 318º tem natureza familiar e o artigo 52º não pode ser aplicado. residentes em Angola. Civ. segundo o direito canadiano. no nosso caso. em 1983. já que tem uma natureza pessoal e patrimonial primária. em 2000 divorciaram-se e o mutuante A intenta agora. alguns meses depois casaram-se. alínea a) do Cód. um contrato de mútuo.23-09-2016 A e B. uma acção condenatória para o pagamento da dívida. celebraram em Luanda. 12 . em 2001. canadianos.

o artigo 318º tem natureza familiar e o artigo 52º não pode ser aplicado. 13 .23-09-2016 SOLUÇÃO no nosso caso. Civ.. já que tem uma natureza pessoal e patrimonial primária. O artigo 40º do Cód. que regula a prescrição e caducidade dos negócios jurídicos dispõe: «a prescrição e a caducidade são reguladas pela lei aplicável ao direito a que uma ou outra se refere».

que rege as relações entre os cônjuges. a «lex loci celebrationis». por esta via seria aplicável a lei canadense. nos termos do artigo 42º do Cód. Sendo assim. O artigo 52º do Cód... Civ. seria aplicável a lei angolana. pois o enunciado não se refere a qualquer declaração tendente a designar a lei competente para regular a respectiva relação jurídica. é aplicável.: «na falta de residência comum. 14 .. ou seja. Civ. Civ..23-09-2016 Não podemos aplicar o artigo 41º do Cód. dispõe: «as relações entre os cônjuges são reguladas pela lei nacional comum dos cônjuges». Deste modo. ou seja. a lei do lugar da celebração». no nosso caso..

A natureza deste preceito legal não é contratual como. já que visa proteger a paz familiar. ainda que separados judicialmente de pessoas e bens». esta norma possui uma natureza familiar. Civ.23-09-2016 Resta agora averiguarmos a natureza do artigo 318º. 15 . à primeira vista. poderia parecer. alínea a) do Cód. Nos termos deste preceito legal: «a prescrição não começa nem corre entre os cônjuges.

pois nunca se pode aplicar uma norma material que não seja chamada e/ou que não tenha a natureza que se exige.23-09-2016 Logo. Contudo. à primeira vista.. esta norma não pode ser aplicada. Civ. preceito este que atribui competência à lei canadense. 16 . pois é esta a lei da nacionalidade comum dos cônjuges. seria aplicável o artigo 52º do Cód.

suíça. ambos do Cód. morreu em Angola tendo deixado em testamento todos os seus bens aos médicos (angolanos) que a assistiram. chamar outra norma material com natureza contratual (o artigo 309º do Cód.23-09-2016 Podemos. Civ. contudo. residentes na Suíça. CASO PRÁTICO Nº 4 A. invocam a invalidade do testamento com base no artigo 2194º do Código Civil angolano. Aberta a sucessão.) que estipula o prazo normal de prescrição de 20 (vinte) anos. O direito suíço não se opõe à validade do testamento. «Quid iuris». os familiares suíços. Mobilize as regras de conflitos dos artigos 25º e 62º. 17 . Civ.

as relações de família e as sucessões por morte são reguladas pela lei pessoal dos respectivos sujeitos. declara competente a lei nacional do «de cujus» ao tempo da sua morte. competente seria a lei suíça. Civ. seria competente a lei portuguesa.23-09-2016 SOLUÇÃO . . a capacidade das pessoas. Por aqui.O artigo 25º do Cód. por esta via.. competindo-lhe também definir os poderes do administrador da herança e do executor testamentário». Este preceito legal. Civ.».O artigo 62º do Cód. portanto. 18 . estabelece: «a sucessão por morte é regulada pela lei pessoal do autor da sucessão ao tempo do falecimento deste.. Mas pergunta-se: capacidade de quem? Dos médicos (capacidade de receber ― capacidade passiva). dispõe: «o estado dos indivíduos.

uma natureza sucessória? O que se pretende proteger? Pretende-se proteger os interesses sucessórios. o testamento é válido.23-09-2016 Resta-nos agora apurar da natureza do artigo 2194º do Cód. Os médicos têm uma indisponibilidade relativa para receber. que chama a aplicar a lei suíça. Logo. pretendese evitar uma pressão sobre o «de cujus». pois não existe qualquer indisponibilidade dos médicos face ao direito suíço. Civ. Terá este uma natureza pessoal ou. no artigo 62º do Cód. Civ. O preceito legal em causa. assim. possui uma natureza sucessória. o próprio património do «de cujus». antes. integrando-se. 19 . portanto. ou seja.

112º do CF. B.23-09-2016 CASO PRÁTICO Nº 5 A. invocando a circunstância de viver há mais de 2 (dois) anos com A. depois. solteiro. inicialmente em Angola e. irlandesa. 52º. SOLUÇÃO 20 . morreu em Luanda. Mobilize as seguintes regras de conflitos: arts. como se fossem casados. na Irlanda. residente na Irlanda. «Quid iuris» sabendo que o direito irlandês não reconhece quaisquer direitos à união de facto. invoca o disposto no art. e 62º do CC. angolano. 53º.

não é um mero somatório de regras de conflitos ― as regras de conflitos não são o «prius» metodológico em torno do qual o DIP. Os ordenamentos jurídicos contacto nesta situação são: em Lei da nacionalidade de A.23-09-2016 Estamos aqui perante uma questão de aplicação / realização da regra de conflitos. O passo inicial nesta matéria está na utilização do princípio da não transactividade (o que demonstra que o DIP. Lei irlandesa Lei da residência comum à data do óbito 21 . Lei angolana lei da residência comum ao início da união de facto «lex fori». gravita). princípio este que recorta âmbito dos ordenamentos jurídicos potencialmente aplicáveis.

mais especificamente à regra de conflitos que somos chamados a mobilizar para resolver esta questão jurídica. AGO → situações de facto. Atendemos. ROBERTSON). 22 .23-09-2016 Este primeiro passo arreda e prova a desnecessidade de recorrer à qualificação primária utilizada pela doutrina tradicional para designar o ordenamento jurídico definitivamente competente (AGO.

Temos o artigo 62º do Cód. Civ. Civ. é também uma regra de conflitos de conexão móvel. por fim. regula o regime patrimonial secundário e chama a lei da nacionalidade comum e. Trata-se de uma regra de conflitos de conexão múltipla subsidiária. . na falta de nacionalidade comum.23-09-2016 . no nosso caso. pois o que releva é sempre a lei da residência comum actual ― e esta pode mudar a qualquer altura). 23 . pois só no caso de não se preencher a primeira conexão é que se irá aplicar a segunda. que rege as relações sucessórias e chama a lei nacional do «de cujus» ao tempo da sua morte (lei angolana). . Civ. a lei da residência comum ao tempo do casamento (contudo. mas uma simples união de facto) ― chama a lei angolana.O artigo 52º do Cód. na falta desta. a lei irlandesa. rege o estatuto pessoal e patrimonial primário matrimonial e chama. Trata-se de uma regra de conflitos de conexão múltipla subsidiária fixa (concretiza-se num determinado tempo). não há casamento..O artigo 53º do Cód.

estaríamos a fazer uma interpretação «legis materialis foris». muito embora não decorra especificamente do disposto no artigo 15º do Cód.). nunca poderíamos englobar neste conceito-quadro a união de facto (cônjuges). de determinação do seu âmbito normativo (que questões jurídicas é que ele engloba) designado por critérios de qualificação é um passo imprescindível para a resolução de qualquer questão de qualificação no seu todo. isto é. pois o legislador entendeu que era um passo lógico do processo de qualificação): Esta interpretação deve ser autónoma e teleológica de acordo com o critério «lex formalis foris». se interpretarmos o conceito quadro do artigo 52º como apenas se referindo às normas materiais especiais sobre o casamento. isto é. neste caso particular. (e não consta. o artigo 30º do Cód. 24 . Civ.23-09-2016 Este exercício de interpretação do conceitoquadro das regras de conflitos. de modo a permitir a absorção de institutos jurídicos análogos aos do direito material do foro (cfr. as relações para-familiares (união de facto No nosso caso. Civ.. de forma a englobar. de acordo com as específicas valorações e finalidades subjacentes ao direito de conflitos.

logicamente.23-09-2016 Igualmente ilógico revelar-se-ia o recurso à «lex causae» para interpretar o conceito-quadro da regra de conflitos. Este chamamento é um chamamento discriminado (diferentemente do que sustenta AGO). o artigo 15º do Cód. Profundamente interligado com este problema e. uma vez que só após o exercício da qualificação é que se chega ao ordenamento jurídico competente. só se subsumindo as normas materiais que dêem resposta à tarefa normativo-problemática enunciada no conceito-quadro. deste indissociável. Civ.) que consiste na subsunção de normas materiais do ordenamento jurídico competente de acordo com o conteúdo e função que assumem as mesmas no conceito-quadro da regra de conflitos que as chama. coloca-se-nos o problema do objecto da qualificação (cfr. 25 .

O essencial é a configuração do próprio direito a alimentos que decorre da prévia existência de uma relação familiar ou para-familiar. mas é uma questão meramente reflexa. Parece não ter natureza sucessória. já que B não é chamado a herdar. defendemos que tem natureza familiar. tem uma natureza sucessória ou familiar? Quanto a nós.23-09-2016 Será então que o art. 112º do CF. 26 . pois não se integra em nenhuma classe sucessória. É certo que o direito a alimentos tem efeitos sucessórios.

23-09-2016 Esta norma do artigo 112º do Cód. mas como um direito de natureza pessoal que encontra o seu fundamento no direito à assistência entre as pessoas que fazem parte dessa união. como este artigo chama a lei irlandesa para intervir na regulamentação de questão jurídica em causa. o artigo 112º do nosso Código Família não pode ser mobilizado para resolver esta questão. subsumir-se-á ao artigo 52º ou ao art. Civ. como um direito patrimonial dependente de um específico regime de bens que nem sequer existe. e. 27 . 62º do Cód. Logo. o juiz português.) não conhece este instituto. Como o ordenamento jurídico irlandês (chamado por força do artigo 52º do Cód. Civ. subsume-se ao conceito-quadro do artigo 52º do Cód. com base nesse facto. muito menos.? Este direito a alimentos é visionado não como um direito patrimonial e. F. nunca poderia deferir o direito a alimentos. Civ.

também angolano. A recusou-se a entregá-lo. alínea a). Dois meses depois. Em seu favor alega ser ainda o titular da propriedade do mesmo por não se ter ainda verificado o acto de carácter real exigido pelo direito alemão. ambos trabalhavam nas respectivas cidades de residência. 28 . não se deu ainda a transferência do direito de propriedade. mas residente em Viena. pretendendo B ocupar o respectivo prédio.º 1 e 879º. elegendo a lei angolana como competente para regular o contrato. por seu turno. A. B. contesta alegando os artigos 408º. celebraram em Roma um contrato de compra e venda de um prédio urbano situado em Berlim.23-09-2016 CASO PRÁTICO Nº 6 Em Fevereiro de 1998. n. e B. angolano residente em Munique.

nos termos do artigo 3º da Convenção de Roma.23-09-2016 SOLUÇÃO .O estatuto real é regulado pela «lex rei sitae» que. por sua vez. é a lei alemã (BGB). no caso. é regulado pela «lex contractus» que. 29 . no nosso caso. .o estatuto contratual. é a lei angolana.

assim. subsistem as normas do ordenamento jurídico alemão que exigem a tradição para que haja a transferência da propriedade. mas sim real. pois ainda não houve entrega.. ele tem apenas um direito obrigacional. não tem direito a exigir o prédio. «lex rei sitae». é a lei alemã. Civ. pois a nossa lei não é a «lex rei sitae». como já vimos. Sendo assim.23-09-2016 Devemos averiguar a natureza dos artigos 408º e 879º do Cód.. B. Estes preceitos legais não têm natureza contratual. Deste modo. Será que podemos fazer alguma coisa a favor de B? 30 . não podem ser invocados.

foi atropelado em Benguela por CARLOS. CASO PRÁTICO Nº 7 Em Junho de 1996. James. segundo a nossa lei («lex contractus») uma indemnização por parte de A. B pode exigir. 31 . cidadão inglês domiciliado na Inglaterra. na verdade. solteiro e sem descendentes. cidadão angolano residente na Luanda. Em Outubro JAMES veio a falecer em Benguela em consequência dos traumatismos causados pelo acidente e após um longo período de hospitalização.23-09-2016 Sim.

23-09-2016 Por morte de JAMES. reclamam a indemnização por danos não patrimoniais e alimentos que recebiam de JAMES. ambos do Cód. Civ. Na verdade. herdeira testamentária reclama ser a única herdeira uma vez que o testamento é válido segundo o direito inglês e que este ordenamento jurídico não reconhece qualquer direito sucessório aos ascendentes. ANGELINA. Civ. no testamento de JAMES.. reclamam metade da herança. Agora. ANGELINA era considerada a única e universal herdeira. Civ. a)«Quid iuris» considerando os artigos 45º e 62º do Cód. com base nos artigos 495º. n.º 3 e 496º. e apoiados no artigo 2161º do Cód. os seus pais. e o facto de a lei inglesa regular a sucessão pela lei do último domicílio do «de cujus» e considerando ainda que a responsabilidade aquiliana é regulada pela lei do local de ocorrência do facto? «quid iuris»? 32 .

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