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Luís Martins de Oliveira

Renato Chieregato
José Hernandez Perez Junior
Marliete Bezerra Gomes

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::

i

Textos e'Testes com as Respostas

9- Edição

SÃO PAULO
EDITORA ATLAS S.A. - 2010

© 2002 by Editora Atlas S.A.
1. ed. 2002; 2. ed. 2003; 3. ed. 2004; 4. ed. 2005;
5. ed. 2006; 6. ed. 2007; 7. ed. 2009; 8. ed. 2009; 9. ed. 2010
Capa: Leonardo Hermano
Composição: Lino-Jato Editoração Gráfica

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)
(Câmara Brasileira do livro, SP, Brasil)
Manual de contabilidade tributária: textos e testes com as respostas / Luís Martins de Oliveira . . .
[et alj. - 9. ed. - São Paulo : Atlas, 2010.
Outros autores: Renato Chieregato, José Hemandez Perez Junior, Marliete Bezerra Gomes.

Bibliografia.
ISBN 978-85-224-5716-8

1. Contabilidade tributária 2. Contabilidade tributária - Leis e legislação I. Oliveira, Luís Mar­
tins de. II. Chieregato, Renato. III. Hemandez Perez Junior, José. IV Gomes, Marliete Bezerra.

08-09865

CDD-657.46
índice para catálogo sistemático:
1. Contabilidade tributária 657.46

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www.EditoraAdas.com.br

Prefácio à 8 3edição, xv

Introdução, 1
1 Sistema Tributário Nacional, 5.
1.1 Considerações iniciais, 5
1.2 Legislação tributária, 6
1.3 Tributos - conceitos e espécies, 9
1.4 Tributos federais, estaduais e municipais, 10
1.5 Princípios constitucionais tributários, 11
1.6 Elementos fundamentais do tributo, 15
1.7 Imunidade e isenção tributária, 19
1.8 Regulamento do Imposto de Renda, 21
1.9 Impostos diretos e indiretos, 22
Testes, 22
2 Principais funções e atividades da contabilidade tributária, 31
2.1 Responsabilidades do contador pela escrituração contábil e fiscal, 31
2.2 Contabilidade tributária, 32
2.3 Diretrizes curriculares do curso de ciências contábeis, 34
2.4 Planejamento tributário, 35
2.5 Contabilidade nos tempos atuais, 38
Testes, 40
3 Demonstrações contábeis obrigatórias, regime das publicações legais e divulga­
ção das demonstrações contábeis, 43
3.1 Quais são as demonstrações contábeis obrigatórias, 43

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Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira, Chieregato, Perez Junior e Gomes

3.2 Normas referentes às publicações legais, 44
3.3 Balanço patrimonial, 47
3.4 Lei ns 11.638, de 28-12-2007: harmonização às práticas contábeis internacio­
nais, 48
3.5 Demonstração do resultado do exercício, 58
3.6 Modelo de demonstração de resultado do exercício, 59
3.7 Demonstração de prejuízos acumulados, 62
3.8 Demonstração das mutações do patrimônio líquido, 62
3.9 Transcrição no livro Diário, 63
3.10 Norma brasileira de contabilidade (NBC) T 6 - da divulgação das demonstrações
contábeis, 64
3.11 Dedução de prejuízos, provisão para Imposto de Renda, participações estatutá­
rias e destinação do lucro líquido remanescente, 66
3.12 Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), 67
Testes, 68
4 Normas para a escrituração dos livros contábeis, fiscais e societários, 78
4.1 Responsabilidades legais, 78
4.2 Norma brasileira de contabilidade sobre as formalidades da escrituração contábil, 79
4.3 Síntese dos métodos e critérios previstos legalmente para a escrituração contábil, 82
4.4 Principais livros contábeis obrigatórios, 83
4.5 Escrituração fiscal, 86
4.6 livros obrigatórios para as sociedades por ações, 90
4.7 Conservação dos livros e documentos, 91
4.8 Notas fiscais eletrônicas, 92
Testes, 93
5 Escrituração fiscal e contabilização dos tributos indiretos - ISS, ICMS e IPI, 97
5.1 Imposto sobre serviços de qualquer natureza (ISS), 97
5.2 Imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de
serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação (ICMS), 102
5.3 Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), 115
Testes, 124
6 Provisão para créditos de liquidação duvidosa, 133
6.1 Lei ns 6.404/76: Lei das Sociedades por Ações, 133
6.2 Pronunciamento do íbracon, 134
6.3 Contabilização da constituição da provisão para créditos de liquidação duvidosa, 135
6.4 Aspectos fiscais, 136
Testes, 138

Sumário

v ií

7 Critérios fiscais e contábeis para avaliação dos estoques, 142
7.1 Importância dos estoques e sistemática de apuração do custo das mercadorias e
produtos vendidos, 142
7.2 Empresas comerciais - apuração do custo das mercadorias vendidas, 143
7.3 Empresas industriais - apuração do custo dos produtos vendidos, 144
7.4 Razões para a implantação de um eficiente sistema de apuração dos custos de
produção de bens e serviços, 146
7.5 Sistema de custo integrado e coordenado com a contabilidade, 147
7.6 Tratamento contábil e fiscal do ICMS e do IPI, 148
7.7 Normas fiscais para avaliação dos produtos acabados e em processo, 149
7-8 Avaliação dos estoques de produtos acabados e em processo pelo custo real e por
absorção, 154
7.9 Avaliação dos estoques de produtos acabados e em processo pelo custo-padrão, 157
7.10 Custo ou mercado, dos dois o menor, e contabilização da provisão para redução
ao valor de mercado, 160
7.11 Inventário físico dos estoques, 166
Testes, 167
8 Ativo imobilizado - Apuração e contabilização do custo de aquisição e da depre­
dação, 179
8.1 Conceito de ativo imobilizado, 179
8.2 O que classificar como ativo imobilizado, 181
8.3 Formação do custo de aquisição ou de construção de um ativo imobilizado, 182
8.4 Construção ou fabricação própria, manutenção e reforma do imobilizado, 182
8.5 Depreciação dos bens do ativo imobilizado, 185
8.6 Taxas normais de depreciação aceitas pela legislação tributária para fins de apura­
ção do lucro tributável das pessoas jurídicas, 187
8.7 Depreciação acelerada, 189
8.8 Depreciação acelerada incentivada, 191
8.9 Juros sobre a construção de ativos, 193
Testes, 195
9 Folha de pagamento ~ Critérios para cálculo e contabilização dos encargos sociais
e provisões para férias e 13s salário, 203
9.1 Considerações iniciais, 203
9-2 Encargos sociais das empresas, 204
9.3 Fundo de garantia do tempo de serviço, 206
9-4 Encargos sociais e tributos devidos pelos empregados, 207
9.5 Contabilização da folha de pagamento e dos encargos sociais, 209
9.6 Aspectos fiscais e contábeis para cálculo das provisões para férias e 13asalário, 212
9.7 Procedimentos para cálculos da provisão para férias, 214
9.8 Exemplos práticos e contabilização da provisão para férias, 216

v i ii

Manual de Contabilidade Tributária * Oliveira, Chieregato, Perez Junior e Gomes

9.9 Pronunciamento do Ibracon, 220
9-10 Procedimentos para cálculos da provisão para 13s salário, 221
9.11 Contabilização da provisão para 13a salário, 223
Testes, 225
10 Imposto de Renda das pessoas jurídicas, 229
10.1 Fato gerador e conceito de renda e proventos, 229
10.2 Lucro real, lucro presumido e lucro arbitrado, 230
10.3 Lucro real, 232
10.4 Lucro presumido, 233
10.5 Obrigatoriedade da escrituração contábil, 240
10.6 Lucro arbitrado, 241
10.7 Tributação pelo lucro real trimestral, 242
10.8 Tributação pelo lucro real anual, 243

10.9 Exemplo de apuração do Imposto de Renda por estimativa, 245
10.10 Contabilização do Imposto de Renda calculado e recolhido com base no lucro
estimado, 248
10.11 Contabilização do Imposto de Renda calculado e recolhido com base no lucro
presumido, 249
10.12 Compensação de prejuízos fiscais, 250
10.13 Conceitos de exercício social e financeiro, ano-calendário, ano-base, ano civil,
período-base e período de apuração, 250
10.14 Condições para dedutibilidade dos custos ou despesas, 252
Testes, 252
11 Contribuição social sobre o lucro das pessoas jurídicas, 262
11.1 Origens da Contribuição Social sobre o lucro, 262
11.2 Fato gerador e base de cálculo, 262
11.3 Alíquotas, 262
11.4 Base de cálculo da Contribuição Social - tributação pelo lucro real, 263
11.5 Apuração trimestral do lucro real, 264
11.6 Apuração anual do lucro real e opção pelo pagamento mensal da CSLL por
estimativa, 264
11.7 Cálculo da Contribuição Social nas empresas tributadas pelo lucro presumido,
267
11.8 Prazos para pagamentos da Contribuição Social, 268
11.9 Compensação da base de cálculo negativa da CSLL, 269
11.10 Retenção na fonte da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), da
Cofrns e da contribuição para o PIS/Pasep, 269
Testes, 272

Sumário

ÍX

12 Contabilização do Imposto de Renda e Contribuição Social - Imposto de Renda
diferido, 275
12.1 Problemas contábeis quanto ao registro dos tributos com o Imposto de Renda
e Contribuição Social, 275
12.2 Textos legais, 277
12.3 Definições, 278
12.4 Embasamento técnico-contábil, 280
12.5 Ativo fiscal diferido, 289
12.6 Diferenças temporárias, 291
12.7 Reconhecimento de imposto corrente e diferido, 292
12.8 Apresentação nas demonstrações contábeis, 293
12.9 Divulgação em notas explicativas, 294
12.10 Exemplo prático, 296
12.11 Instrução CVM n2371, de 27 de junho de 2002, 300
Testes, 301
13 Contribuição social sobre o faturamento (Cofins), 305
13.1 Contribuintes, 305
13.2 Base de cálculo e alíquota, 306
13.3 Caso prático - cálculo e contabilização da Cofins, 307
13.4 Cobrança não cumulativa da Cofins, 310
Testes, 316
14 Contribuição para o PIS/Pasep, 319
14.1 Origens do PIS/Pasep, 319
14.2 Modalidades de contribuição e alíquotas, 319
14.3 PIS/Pasep sòbre o faturamento mensal - contribuintes e base de cálculo, 320
14.4 Hão cumulatividade da contribuição para o PIS/Pasep, 322.
14.5 Contribuintes do PIS/Pasep com base na folha de pagamento, 325
Testes, 326
15 Livro de apuração do lucro real (Lalur), 329
15.1 Importância da contabilidade, 329
15.2 Conceito e exemplo de apuração do lucro real - ou lucro tributável, 330
15.3 livro de apuração do lucro real (Lalur), 334
15.4 Normas para escrituração do Lalur, 335
15.5 Pessoas jurídicas obrigadas à escrituração do Lalur, 336
15.6 Escrituração do Lalur em face da periodicidade de apuração do lucro real, 336
15.7 Conseqüências da não escrituração do Lalur, 337
15.8 Composição e características do Lalur, 338
Testes, 342

X

Manual de Contabilidade Tributária * Oliveira, Chieregato, Perez Junior e Gomes

16 Escrituração do Livro Caixa, 346
16.1 Contribuintes obrigados à escrituração do Livro Caixa, 346
16.2 Opção pela escrituração do Livro Caixa, 347
16.3 Autenticação, termos de abertura e encerramento e prazos para escrituração do
Livro Caixa, 347
16.4 Transações que devem ser escrituradas, 348
16.5 Documentos comprobatórios da escrituração, 348
16.6 Normas para escrituração, 349
16.7 Caso prático de escrituração do livro Caixa, 350
Testes, 369
17 Juros sobre o capital próprio, 371
17.1 Aspectos conceituais, 371
17.2 Legislação aplicável e base de cálculo, 373
17.3 Procedimentos para cálculo e limites para a dedutibilidade na apuração do lucro
real e da base de cálculo da Contribuição Social Sobre o Lucro, 375
17.4 Caso prático de cálculo e contabilização dos juros pagos ou creditados, 377
17.5 Deliberação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para as empresas de
capital aberto, 380
Testes, 386
18 Investimentos em participações societárias, 390
18.1 Considerações iniciais, 390
18.2 Classificação contábil na investidora, 390
18.3 Conceitos de coligadas, controladas e investimentos relevantes, 391
18.4 Método do custo de aquisição para avaliação dos investimentos em participa­
ções societárias, 392
18.5 Método da equivalência patrimonial para avaliação dos investimentos em par­
ticipações societárias, 395
18.6 Fundamentos econômicos para o ágio ou deságio, 398
18.7 Contabilização do resultado da equivalência patrimonial e dos lucros ou divi­
dendos distribuídos pela coligada ou controlada, 400
18.8 Contabilização da amortização dos saldos de ágio ou deságio, 404
18.9 Contabilização dos ganhos e perdas de capital em decorrência da variação na
percentagem de participação da investidora, 405
18.10 Aspectos tributários inerentes à alienação ou liquidação do investimento, 409
18.11 Do ágio ou deságio na aquisição de investimento avaliado pelo método da
equivalência patrimonial, 413
18.12 Resumo: Método do custo ou da equivalência patrimonial, 413
Testes, 414

Sumário

xi

19 Aspectos contábeis, fiscais e legais das reestruturações societárias - Incorpora­
ção, fusão e cisão de empresas, 421
19.1 Auditoria, assessoria contábil, legal e tributária nos processos de reestrutura­
ções societárias, 421
19.2 Aspectos legais e contábeis, 422
19.3 Aspectos procedimentais, 423
19.4 Exemplo de protocolo, 425
19.5 Conceitos básicos de reestruturações societárias, 431
19.6 Incorporação, 437
19.7 Fusão, 452
19.8 Cisão, 457
19.9 Direitos dos debenturistas, 464
19.10 Direitos dos credores, 465
19.11 Aspectos tributários, 465
19.12 Tratamento tributário dos saldos de ágio ou deságio, 469
19.13 Compensação de prejuízos fiscais e base de cálculo negativa da Contribuição
Social, 473
19.14 Extinção de participação societária em razão dos casos de incorporação, fusão
ou cisão de empresas, 474
19.15 Procedimentos pára arquivamento dos atos relativos à incorporação, fusão e
cisão de empresas, 476 .
Testes, 479
20 Tributação internacional, 487
20.1 Lucros e rendimentos auferidos no exterior, 487
20.2 Conceitos de ganhos de capital e rendimentos, 488
20.3 Tributação dos lucros auferidos por filiais, sucursais, controladas ou coligadas
no exterior, 489
20.4 Paraísos fiscais, 491
20.5 Compensação de prejuízos, 491
20.6 Compensação do imposto pago no exterior, 492
20.7 Transferência de lucros - transfer price, 492
20.8 Conceito de pessoa vinculada, 499
20.9 Juros sobre mútuos, 500
Testes, 502
21 Auditoria e revisão fiscal, 505
21.1 Objetivo do trabalho, 505
21.2 Planejamento, 506
21.3 Documentação, 506
21.4 Programa de auditoria, 506
21.5 Execução de procedimentos, 506

x ii

Manuai de Contabilidade Tributária ♦ Oliveira, Chíeregato, Perez Junior e Gomes

21.6 Procedimentos contábeis a serem revistos pela auditoria, 513
Testes, 522
22 Entidades constituídas sob a forma de condomínios, 524
22.1 Introdução, 524
22.2 Inexistência de padrões contábeis para os condomínios, 525
22.3 Tipos de condomínios, 525
22.4 Flats, 526
22.5 Principais aspectos jurídicos dos condomínios, 526
22.6 Documentos e livros obrigatórios para o funcionamento dos condomínios, 526
22.7 Prazo mínimo para a conservação em arquivo dos documentos contábeis, fi­
nanceiros, jurídicos e trabalhistas de um condomínio, 527
22.8 Obrigações fiscais, 529
22.9 Convenção do condomínio e regulamento interno, 529
22.10 Síndico, conselhos consultivos e fiscais e administração do condomínio, 530
22.11 Obrigações previdenciárias com o INSS na prestação de serviços de autônomos
(retenção e recolhimento de INSS), 533
22.12 Retenção e recolhimento de 11% ao INSS na prestação de serviços de autôno­
mos - responsabilidade do condomínio, 534
22.13 Responsabilidade do condomínio na contratação de prestadores de serviços
pessoa física (autônomos), 534
22.14 Lei n210.833, de 30 de dezembro de 2003, e as obrigações exigidas pela recei­
ta federal às entidades condominiais, 537
Testes, 538
Glossário de termos contábeis, jurídicos e tributários, 541
Anexo I - Respostas dos testes, 553
Bibliografia, 559

Ãíbreví
aturai
Utilizadas
n
r i

AGO - Assembleia Geral Ordinária
BP - Balanço Patrimonial
CF - Constituição Federal
CFC - Conselho Federal de Contabilidade
COFINS - Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social
CSLL - Contribuição Social sobre o Lucro Líquido
CT - Contabilidade Tributária
CTN ~ Código Tributário Nacional
CVM ~ Comissão de Valores Mobiliários
DOAR - Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos
DOU - Diário Oficial da União
DRE - Demonstração do Resultado do Exercício
FGTS - Fundo de Garantia do Tempo de Serviço
FIPECAFI - Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras
IASB - International Accounting Standards Board
IBRACON - Instituto dos Auditores Independentes do Brasil
ICMS - Imposto sobre operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre
prestações de Serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de
comunicação

Método da Equivalência Patrimonial MP . Perez Junior e Gomes IPI .Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza LALUR .Imposto de Renda Retido na Fonte ISS .Contribuição para o Programa de Integração Social (PIS) e para a Formação do Patrimônio do Servidor Público (PASEP) RIR .Norma Brasileira de Contabilidade PIB ~ Produto Interno Bruto PfS/PASEP .Imposto sobre Produtos Industrializados IRPJ .Sociedade por Ações SRF .Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas IRRF .Medida Provisória NBC .Secretaria da Receita Federal STN . Chieregato.Livro de Apuração do Lucro Real LC .Lei Complementar MEC .Sistema Tributário Nacional .Ministério da Educação e Cultura MEP .Regulamento do Imposto de Renda S/A .XÍV Manual de Contabilidade Tributária ■ Oliveira.

São representativos. obtenção de rendas. mensais ou anuais. equipamentos e recursos de informática para a gestão e planejamento tributário. produzindo uma perversa . por parte dos empresários. que incidem sobre a produção e ven­ das de mercadorias.É motivo de grande satisfação a publicação desta 8a Edição de nosso livro. desde 2002. no sentido de tomar nosso país mais moderno e competitivo no âmbito mundial. Neste período. a carga tributária no Brasil saltou do patamar de 25% da ren­ da nacional. na grande maioria das empresas. pa­ gamento e prestação de contas dos tributos quinzenais. prestação de serviços nas diversas modalidades. de acordo com alguns tributaristas. um dos fatores mais representativos da equação do custo Brasil. para evitar as pesadas multas impostas pelas autoridades fiscais nos diversos níveis da esfera do poder público. no qual havia se mantido por mais de duas décadas. Os tributos representam. os investimentos em capital humano. sem dúvidas. muitos de nossos tributos incidem indireta­ mente no processo produtivo e de criação de riquezas. propriedades imobiliárias e de veículos etc. Adicionalmente a estes entraves. praticamente uma nova edição a cada ano. para a marca dos 36% em 2009. sendo que a tão esperada reforma tributária deveria ser motivo de preocupação dos nossos governantes. São mais de 60 tipos de tributos vigentes no Brasil.. dos assuntos pertinentes à apuração. a sistemática tributária nacional implica em altos custos para o controle e gestão. contribuições e taxas de melhoria. Além da pesada carga que reduz a competitividade dos nossos produtos no exterior. que se dividem entre os impostos.

Perez Junior e Gomes distorção.xvi Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira. ainda. a população menos favorecida. arcam com um custo desproporcionalmente alto para o financiamento do Estado. compreendendo a classe média baixa e os pobres brasileiros. Chieregato. Ou seja. maior será a parcela tomada. quanto menor a renda. a corrupção. Tem. de acordo com os economistas. a famigerada e secular sonegação praticada por vários empresários e pes­ soas físicas. Na tributação sobre o consumo. Os Autores . São realmente enormes os desafios nessa área da contabilidade tributária. que caminha lado a lado com a sua irmã gêmea.

mesmo que modestamente. Nosso muito obrigado pela confiança e também pelas críticas sempre oportunas que nos lembram sempre de nossa condição de eternos aprendizes e estudantes. para a divulgação de nossos conhecimentos e experiência profissional. mas não menos importante. por tudo isso e pelo dom maior da vida. Satisfação pela oportunidade de prestar nossos serviços. Claro. quer como professores universitá­ rios. Responsabilidade perante os empresários e nossos alunos. principalmente nes­ sa época conturbada e de profundas mudanças. o que só faz ressaltar cada vez mais nossa responsabilidade e satisfação.O momento da publicação de um novo livro é sempre oportuno para uma série de reflexões sobre nosso presente e passado profissional. que tomaram nossa tarefa menos difícil. com votos de uma dura­ doura parceria. quer no exercício das atividades como consultores de empresa. a Deus. Também nosso reconhecimento à Editora Atlas e a todos os seus gabaritados profissionais. que confiam em nossos trabalhos e seriedade de propósitos. Os Autores . nossa eterna gratidão aos amigos e familiares. por último. que souberam compreender e perdoar os momentos que foram pre­ teridos de nossa companhia durante a elaboração deste livro. Agradecemos às universidades que nos dão a oportunidade de contribuir. E. em todos os sentidos.

os em­ presários dispõem de diversas alternativas para a aplicação de seus recursos. o que contribui negativamente para o crescimento e o desenvolvimento da nação. Além da elevada carga tributária. fazendo com que os governos adotem providências que possibilitem o livre exer­ cício das atividades empresariais.As recentes transformações mundiais nos processos políticos. há que considerar também os gastos administrativos com o gerenciamento e o controle das atividades tributárias. inibe os investimentos estrangeiros. Essa é uma das faces mais visíveis da abertura das fronteiras mundiais. Esse fato. em diversos Estados do país. principalmente para as que exercem atividades diversifi­ cadas. o sistema de tributação nacional. há . econômicos. não importando. bastante complexo e caro para as orga­ nizações empresariais. Um dos mais representativos componentes do chámado custo-Brasil é. entre outras. Atualmente. sem dúvida. comerciais e produtivos decorrentes da globalização deixaram como conseqüên­ cia. em decorrência de vários problemas estruturais e conjunturais. amplamente divulgado pelos diversos meios de comunicação. o local onde irão desenvolver seus negócios. Diversos estudos nacionais e internacionais mostram que o Brasil é um país onde o custo é muito alto para as empresas. em princípio. Dependendo do porte e da complexidade das atividades de uma empresa. na busca do melhor resultado para suas organizações. a necessidade cada vez maior de as nações serem competitivas.

São confusas as atuais notas explicativas às demonstrações contábeis.. somente para atender a todas as obrigações acessórias impostas pelas diversas legislações tributárias. Reconhecidamente. Como conseqüência. no que se refere aos aspectos tributários. representa parcelas relevantes de sacrifícios dos recursos econômicos e financeiros das corporações.? Esse tipo de infor­ mação não é dado aos diversos usuários das demonstrações contábeis e demais relatórios gerenciais. Perez Junior e Gomes certas situações em que são altos os gastos e investimentos em profissionais especializados em tributos. Sabedores disso. espaço físico etc. • efetuar uma análise crítica dos reflexos na contabilidade e das atuais metodologias contábeis utilizadas para registro. ° estudar os principais conceitos inerentes à tributação das pessoas jurídi­ cas e seus reflexos no desempenho das empresas. Tais aspectos. Além do sistema tributário. a Contabilidade atualmente praticada no Brasil contribui muito pouco para a discussão da questão do real custo dos tributos e dos encargos so­ ciais sobre os salários e seus impactos nas diversas atividades empresariais. manutenção de equipe especializada etc. existentes no Brasil. apesar de bem intencionada para a legítima proteção dos direitos dos traba­ lhadores brasileiros. há necessidade de estudos mais profundos relacionados com os problemas tributários e com os encargos sociais sobre a folha de pagamento em nosso país e seus reflexos na rentabilidade das organizações que aqui operam. pela contabilidade. Chieregato. outro fato que causa impacto sobremaneira nas atividades empresariais é a também complexa e antiga legislação trabalhista. principalmente para as empresas de pequeno porte. Sem dúvida. em muitas circunstâncias. que. não recebem tratamento adequado pelas atuais práticas contábeis vigentes no Brasil. sistemas de informá­ tica. os autores deste livro têm como principais objetivos. constata-se que não são adequadamente divulgados. o que. os impactos da tributação. que causam impacto nas atividades empresariais.2 Manual de Contabiiidade Tributária * Oliveira. que impactam significativamente a lucratividade da maioria das pessoas jurídicas. Qual é o custo da tributação. ® apresentar os tributos e os encargos sociais mais relevantes. investimen­ tos em informática. análise e divulgação desses reflexos. funcionários administrativos. tomou-se com o tempo e com as diversas modificações um verdadeiro entrave para o adequado relacionamento entre empresários e fun­ cionários em diversas áreas de atividades. e estudar as diversas modalidades de tributação do lucro e seus efeitos nos resultados. incluindo as obrigações acessórias. .

pelo pagamento de tributos direta ou indiretamente ou embutidos nos bens e merca­ dorias adquiridas no processo final da cadeia de produção. também são refletidos na vida econômica de cada indivíduo. sejam eles quais fo­ rem. principalmente oriundos do exterior. é óbvio que deve ser entendida como uma importante ferramenta informacional das conseqüências das práticas e políticas tributárias praticadas pelo governo. A redução na geração de lucros nas entidades empresariais também afeta a vida das pessoas físicas. para consumo final. são um entrave aos novos investimentos. Mão restam dúvidas de que é necessário informar melhor. mais que o dobro da carga tributária da Argentina. Os tributos. não obstante os impostos afetarem diretamente a vida das empresas. segundo projeção de advogados tributaristas. para que tanto a classe empresarial quanto a população em geral estejam bem preparadas e orien­ tadas na questão dos impostos e sua incidência nas diversas situações apresenta­ das no quotidiano da população brasileira. que consiste em um conjunto de bens. O que é pior: tal reflexo dá-se involuntariamente e sem que boa parte da comunidade tenha consciência desses encargos em seu dia a dia. A problemática envolvida na questão dos tributos no Brasil vai além do sim­ ples fato de seus custos causados às empresas.Introdução 3 O Brasil tem hoje uma das mais altas cargas tributárias do mundo. é a maior da América Latina. Dessa maneira. refletem na vida das empresas como um limitador ao desenvolvimento. Tais profissionais acreditam que não há margem para elevar a carga tributária. . que acabam por suportar toda a carga tributária. direitos e de obrigações com terceiros. Considerando que a contabilidade é a ciência que possui por objeto a mensuraçao do Patrimônio das Entidades. em relação ao Produto Interno Bruto (PIB).

Direito é a ciência das normas obrigatórias que disciplinam as relações dos homens em sociedade. aos Estados. principalmente. controle e registro dos atos e fatos de uma administração econômi­ ca. ao Distrito Federal e aos Municípios. Entre essas. entre os quais se destacam as autoridades responsáveis pela arrecadação dos tributos de uma nação ou região. divulgação e arrecadação dos diversos tributos que incidem nas diversas fases de atividade das empresas e.1 Considerações iniciais Direito e Contabilidade são ciências que caminham juntas e complemen­ tam-se. destacam-se as normas gerais de direito tributário aplicáveis à União. No exercício de suas funções. . principalmente. por sua vez. sobre a obtenção de renda e lucro em determinado período. além das normas e dos princípios fundamentais de contabilidade. desde longa data. o gerenciamento da evolução do patrimônio de uma entidade e. existindo para isso as diversas jurisprudências. É o conjun­ to das normas jurídicas vigentes num país. acompanhando a natural evolução das diversas so­ ciedades. também à legislação tributária concernente à correta apuração. claro está que o contador deve obedecer. constituindo o Sistema Tributário Nacional. que disciplina a arrecadação e distribuição de rendas. registro. pará a prestação de contas entre os sócios e demais usuários. A Contabilidade. é a ciência que estuda e pratica as funções de orientação. servindo como ferramenta para.1.

96. 1. A expressão legislação tributária’ compreende as leis. notas remissivas e índices por Juarez de Oliveira. 96 do CTN). Isso não significa que esses itens sejam somente eles. os decretos e as normas complementares que versem. Tratado internacional sobre Direitos Humanos aprovado pelo órgão legislativo e executivo. Lei constitucional e Emenda à lei constitucional. os decretos e as normas complementares que abrangem de maneira integral ou parcial os tributos e suas relações jurídicas (art. não só em relação à quantidade e ao campo de incidência dos tributos. Código tributário nacional. 2.2 Legislação tributária É oportuno. Perez Junior e Gomes Justifica-se. tratados. devido à grande influência nas rotinas das organizações. os trata­ dos e as convenções internacionais.6 Manual de Contabilidade Tributária » Oliveira. os tratados. Organização dos textos. 1. no todo ou em parte. 47. p. sobre tributos e relações jurídicas a eles pertinentes A Constituição Federal de 1988 trouxe profundas alterações no Sistema Tri­ butário Nacional. de início. 96 da Lei n2 5. 1. De acordo com o Princípio da Hierarquia das leis estabelecido no artigo 59 da Constituição Federal de 1988 foi regulado como o processo legislativo no Brasil deve funcionar. desde a Constitui­ ção Federal até uma ordem de serviço local. na verdade comprende todo ato normativo que verse sobre matéria tributária.2.Constituição.. a imperiosa necessidade de os contadores conhecerem determinados aspectos da legislação tributária. 25. Chieregato. o que atualmente vem comprometendo uma ra­ zoável reforma tributária principalmente em razão de não haver consenso entre os governantes de como devem ser repartidos os valores arrecadados. conforme o art. . Estados e Municípios. mas também quanto à própria distribuição dos valores arrecadados en­ tre União. 1996. São Paulo: Saraiva. ed. 1 BRASIL.172/66. transcrever o conceito dado pelo Código Tributário Nacional à legislação tributária. portanto.1 Leis. as con­ venções internacionais. em rito semelhante ao de emenda à constitui­ ção . convenções internacionais e decretos A expressão “legislação tributária” compreende as leis. de 25 de outubro de 1966:1 “Art.

VI ~ decretos legislativos. Tratado internacional aprovado pelo órgão legislativo e executivo. 5. Parágrafo único. 10. TV . VII ~ resoluções.emendas à Constituição. II —leis complementares. Decreto. Decretos Legislativos. Medidas Provisórias. 9.leis ordinárias.medidas provisórias. 59. 11. Resoluções. redação. Art. alteração e consolidação das leis. O processo legislativo compreende a elaboração de: I . Portaria.leis delegadas. 4. . 6. Leis ordinárias.Sistema Tributário Nacional 7 3. V . Leis complementares. 8. Lei complementar disporá sobre a elaboração. 7. III . Leis delegadas.

57 e 65.os atos normativos expedidos pelas autoridades administrativas. e do seu sujeito passivo. ou sua redução.créditos tributários. o Distrito Federal e os Municípios.a fixação da alíquota do tributo e da sua base de cálculo. 97 do Código Tributário Nacional: “Somente a lei pode estabelecer: I . ou de dispensa ou redução de penalidades. 21. 100. 98. a que a lei atribua eficácia normativa. 26. ou a sua extinção. III . ressalvado o disposto nos arts. 99. Os tratados e as convenções internacionais revogam ou mo­ dificam a legislação tributária interna. dos tratados e das con­ venções internacionais e dos decretos: I . III . 21. São normas complementares das leis. e serão observados pela que lhes sobrevenha. de tributo. V . ressalvado o disposto no inciso Id o § 3 2do art. 57 e 65. ressalvado o disposto nos arts. Chieregato. I I .as práticas reiteradamente observadas pelas autoridades adminis­ trativas. a atualização do valor monetário da respectiva base de cálculo. § 12 Equipara-se à majoração dò tributo a modificação de sua base de cálculo. ou para outras infrações nelas definidas. I I . I V . 39. 52.a definição do fato gerador da obrigação tributária principal. 26.a cominação de penalidades para as ações ou omissões contrárias a seus dispositivos. determinados com observância das re­ gras de interpretação estabelecidas nesta Lei. Art.a majoração de tributos.a s hipóteses de exclusão. § 2 s Não constitui majoração. Art. os Estados. V I . O conteúdo e o alcance dos decretos restringem-se aos das leis em função das quais sejam expedidos..o s convênios que entre si celebrem a União.a s decisões dos órgãos singulares ou coletivos de jurisdição adminis­ trativa. para os fins do disposto no inciso II deste artigo.a instituição de tributos. Perez Junior e Gomes De acordo com o art. 39. que importe em tomá~lo mais oneroso.” . Seção III Normas complementares Art.Manual de Contabilidade Tributária « Oliveira. suspensão e extinção de. IV .

a destinação legal do produto da sua arrecadação. 8 Taxas: que estão vinculadas à utilização efetiva ou potencial por parte do contribuinte. o Sistema Tributário Nacional está estruturado de forma a permitir ao Estado a cobrança de: ° Impostos: que decorrem de situação geradora independente de qualquer contraprestação do Estado em favor do contribuinte. ® cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada: a au­ toridade não possui liberdade para escolher a melhor oportunidade de cobrar o tributo. de serviços públicos específicos e divisíveis. I I . o pagamento de tributo não decorre de infração de determinada norma ou descumprimento da lei. instituída em lei e cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada. a lei já estabelece todos os passos a serem seguidos. ° que não constitua sanção de ato ilícito: as penalidades pecuniárias ou multas não se incluem no conceito de tributo. que não constitua sanção por ato ilícito. ® instituída em lei: só existe a obrigação de pagar o tributo se uma norma jurídica com força dé lei estabelecer essa obrigação. sendo irrelevantes para qualificá-la: I . • compulsória: obrigação independente da vontade do contribuinte. é possível decompor sua definição nas seguintes características: • prestação pecuniária: significa que o tributo deve ser pago em unidades de moeda corrente. ESPÉCIES DE TRIBUTOS No que se refere às espécies de tributos.3 Tributos . assim. em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir.conceitos e espécies O Código Tributário Nacional conceitua tributo como toda prestação pecu­ niária compulsória.a denominação e demais características formais adotadas pela lei. Para melhor entendimento sobre a definição de tributo.Sistema Tributário Nacional 9 1. ° em moeda ou cujo valor se possa exprimir: os tributos são expressos em moeda corrente nacional (reais) ou por meio de indexadores. ou seja. ° Contribuições de melhoria: que são cobradas quando do benefício trazi­ do aos contribuintes por obras públicas. A natureza jurídica específica do tributo é determinada pelo fato gerador da respectiva obrigação. o que é pago em bens ou em trabalho ou prestação de serviço. . inexistindo o pagamento in natura ou in labore.

são subdivididas em contribuições ao INSS. para o exterior. tanto no que se refere ao montante arrecadado. como para direcionar o comportamento da economia. As contribuições sociais instituídas têm como base os lucros das sociedades. Chieregato. Contribuição Sindical. estaduais e municipais A Constituição em vigor assim distribui. ou relativas a títulos ou valores imobiliários. • propriedade territorial rural. ° operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação. Perez Junior e Gomes As taxas e contribuições de melhoria têm pouco significado. • propriedades de veículos automotores. Atualmente. Compete aos Estados e ao Distrito Federal instituir impostos sobre: • transmissão causa mortis e doação de quaisquer bens e direitos. de fato. surgiram para financiamento das atividades sociais as contribuições sociais.4 Tributos federais. entre os diversos níveis de governo. assumem as características destes para fazer face aos investimentos do governo nesse setor. Com a edição da Constituição Federal de 1988. • rendas e proventos de qualquer natureza. ° grandes fortunas. 0 operações de crédito. • produtos industrializados. ainda que as operações e as prestações se iniciem no exterior. o instrumento do qual o Estado dispõe tanto para angariar recursos para gerir a Administração Pública e permitir investimentos em obras públicas. Compete aos Municípios instituir impostos sobre: . 1. a folha de pagamento dos empregados e o faturamento das empresas. • exportação. como ao impacto causado no contribuinte. a competência de estabelecer os tributos: Compete à União instituir impostos sobre: ° importação de produtos estrangeiros. câmbio e seguro. Contribuição ao PÍS/Pasep. embora tenham sido tratadas no capítulo dos tributos. Já os impostos representam. que. Contribuição Social so­ bre o Lucro Líquido e Contribuição para o Fundo de Investimento Social (Cofíns). de produtos nacionais ou nacionalizados.10 Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira.

com isso. Princípio da competência Previsto no art. 0 serviços de qualquer natureza. Tais princípios. da Constituição Federal .o exercício da competência tributária é dado à União. chegando ao patamar no ano 2009 de 40% do Produto Interno Bruto (PIB). Estados. a tributação sobre a rerida. Essa situação tem causado forte campanha em favor da mudança do Sistema Tributário Nacional. exercitarão as competências tributárias. Assim. por ato oneroso. de um lado aumenta a indústria da arrecadação e fiscalização e. as quais só têm validade se editadas em rigorosa consonância com eles. os custos necessários a sua apuração e recolhimento. buscam aproximar o Brasil das nações do Primeiro Mundo. ao Estado ou ao Município. Essa amplitude e o detalhamento dado pelo texto constitucional promove­ ram um crescimento desordenado dos tributos cobrados nos últimos anos. como é o caso do imposto único. • transmissão inter vivos. não sendo permitida qualquer delegação ou prorrogação desta competência para outro ente que não seja aquele expressamente previsto na Constituição. uma série de prin­ cípios e normas que visam assegurar o respeito ao cidadão-contribuinte evita que o Estado não extrapole na sua função de exigir e arrecadar tributos. mais racionais. consequentemente.5 Princípios constitucionais tributários Os princípios constitucionais tributários prevalecem sobre todas as demais normas jurídicas. que. vemos hoje uma situação em que o governo e os empresários estão onerados pelo excesso de tributos em vigor. redu­ zindo a quantidade de tributos. ressalvadas as exceções legais. . Distrito Federal e Municípios não é ilimitada.Sistema Tributário Nacionai 11 • propriedades predial e territorial urbana. mas mantendo na essência o que hoje se realiza. de outro. segundo a Constituição Federal. 151. e no art. o que tem provocado constantes recordes de arrecadação. Outras. de bens imóveis e de direitos reais sobre imóveis. § 69. ou seja. A competência tributária concedida pela Constituição aos entes tributantes União. sem contar as possibilidades de ocor­ rência de sonegação. e simplificando o processo de arrecadação. Algumas sugestões primam pela radicalidade. o consumo e a propriedade. inciso III. 150. que passa por uma revisão de texto constitucional. por meio de sua Casa Legislativa. são vistos a seguir. 1.

que descreva a hipótese da incidência. A legalidade desse princípio encontra-se descrita no artigo 150. II. se for para beneficiar os indivíduos. imposto de exportação (IE). 150. CIDE petróleo. O princípio da Igualdade ou da Isonomia previsto no art. O Princípio da Capacidade Contributiva e da vedação do confisco de acor­ do com art. “a” da CF/88 e o Prin­ cípio da Anterioridade (do exercício e nonagesimal) encontrada no artigo 150. corresponde a um princípio fundamental. capacidade econômica ou impossibilidade de pagamento. entretanto. parágrafo II. pois não há tri­ buto que não seja exigido por lei formal e material. III. imposto sobre operações financeiras (IOF). Da mesma forma é proibida a cobrança de tributos no mesmo exercício fi­ nanceiro (ano) e antes de decorridos noventa dias em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou. evitando o tratamento desigual entre os contribuintes que se encontrem em si­ tuação equivalente. III. Princípio fundamental do sistema tributário é a legalidade. imposto extraordinário de guerra e contribuições para o finan­ ciamento da seguridade social. no mesmo exercício financeiro da publicação da lei.. sua aplicação pode retroagir desde que não fira os direitos de terceiro. respeitados os direitos individuais e nos . patrimônio e atividades econômicas do contribuin­ te. 145. por ferir um prin­ cípio do direito adquirido. facultado à administração tributária. Princípio da Irretroatividade prevista no art. ICMS monofásico sobre combustíveis e lubrifican­ tes. que juntamente com o IPI obedecem somente a noventena. pois. Proíbe a cobrança de tributos em relação a fatos geradores ocorridos antes do início da vigência da lei que os houver instituído ou aumentado. No próprio capítulo do Sistema Tributário Nacional e em outros pontos da Constitui­ ção Federal encontram-se várias normas que têm como efeito a limitação do po­ der do Estado no campo da tributação. sempre que possível. especialmente para conferir efetividade a esses objetivos. § l 2 da CF/88 estabelece que. “b” e “c” também da CF/88. empréstimo compulsório para casos de calamidade pública ou guerra externa.12 Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira. identificar. da Cons­ tituição Federal/88. 150. Exceções: imposto de importação (II). a base de cálculo etc. imposto sobre produto industrializado (IPI). Perez Junior e Gomes É bom salientar que os limites ao poder de tributar não se resumem aos prin­ cípios encontrados na seção “Das Limitações do Poder de Tributar” do STN. com a identificação do sujeito ativo e passivo. Chieregato. os impostos terão caráter pessoal e serão graduados segundo a capacidade econômica do contribuinte. Eles vedam que a criação de tributos seja retroativa a data da promulgação ou então. os tributos criados são pagos por todos de forma uniforme e proporcional a riqueza gerada decorrente de rendimentos. isentando-se apenas os contribuintes que não possuem rendimento suficiente para o seu sustento.

art. Assim também é proibida a utilização do tributo com efeito de confisco. O princípio da Transparência dos Impostos previstos no art. 154. 153. . 153. Art. ou que importe distinção ou preferência em favor de determinado Estado ou Município. V. Também é consagrado o direito de ampla defesa. A proibição dos Estados ao Distrito Federal e aos Municípios prevista no art. como também em razão da sua procedência ou destino.Sistema Tributário Nacional 13 termos da lei. De acordo com o princípio da Liberdade de Tráfego não é permitido aos entes públicos estabelecer limitações ao tráfego de pessoas ou bens. da CF/88.1 da CF/88. Esse princípio veda à União instituir tributo que não seja uniforme em todo o território nacional ou que implique distinção ou preferência em relação a Estado. § 2-. O Princípio muito utilizado nos tributos indiretos é o da Não Cumulatividade que de acordo com art. O princípio do Direito à Proteção Jurisdicional corresponde ao direito da­ do aos indivíduos de buscar o Poder Judiciário. § 3S. previsto no art. 155. É vedado à União instituir tributo que não sèja uniforme em todo o território nacional. 151. o patrimônio.1 da CF/88 consiste em compensar o que for devido em cada operação com o montante co­ brado pelo mesmo ou outro Estado ou Distrito Federal nas operações anteriores. 150. e art. em razão de sua procedênda ou destino é denominada de Princípio da Não Diferenciação Tributária. não permite a cobrança de tributos com distinção ou preferência em favor de qualquer pessoa jurídica de direito público. ao Distrito Federal ou a Município. 152 da CF/88 em estabelecer diferença tributária entre bens e serviços. Princípio da Seletividade estabelecido no art. em detrimento de outro. se aposse dos bens do contribuinte (art. quando houver a criação de al­ gum tributo que contrarie algum fundamento constitucional. 150. 150. admitida a concessão de incentivos fiscais destinados a promover o equilíbrio do desenvolvimento sodoeconômico entré as diferentes regiões do País. § 32 da CF/88. I. impedindo que o Estado. ou então ache o tributo indevido. ressalvada a cobrança de pedágio pela utilização de vias conservadas pelo Poder Público. ilegal ou arbitrário. Segundo o Princípio da Uniformidade geográfica. por meio de tributos interestaduais ou intermunicipais. Esse princípio encontra-se previsto no art. § 5Q da CF/88 diz que a lei determinará medidas para que os consumidores sejam escla­ recidos acerca dos impostos que incidam sobre mercadorias e serviços. II. os rendimentos e as atividades econômicas do con­ tribuinte. de qual­ quer natureza. A tributa­ ção deve ser maior ou menor dependendo da essendalidade do bem. com o pretexto de cobrar tributo. 10. Possui apli­ cação obrigatória relativamente aos tributos usados para tributar com alíquotas maiores os produtos menos essendais. I\£ da CF/88). para comprovar as lidtudes dos atos tributários.

e são justifica­ das as prerrogativas da administração tributária. bases de cálculo ou qualquer outra fórmula tributária em bene­ fício ou prejuízo da economia da União.exigir ou aumentar tributo sem lei que o estabeleça (Princípio da lega­ lidade). títulos ou direitos (Princípio da isonomia tributária). Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte. portanto.cobrar tributos: a) em relação a fatos geradores ocorridos antes do inicio da vigência da lei que os houver instituído ou aumentado (Princípio da irretroatMdade tributária). aparece o princípio da autoridade tributária. O Princípio das ímunidades Tributárias (art. periódicos e o papel destinado a sua impressão.” Princípio da não discriminação tributária O art. Chieregato. 145. § l 9.14 Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira. dos Estados ou dos Municípios. IPI e Impostos Residuais da União relativos à circulação de mercadorias ou prestação de serviços e nas contribuições para o PIS/Cofíns não cumulativas. as espécies tributárias são definidas pela distinção de dois fatores: hipótese de inci­ dência e base de cálculo. é vedado à União. jornais. 145. livros. Princípio da tipologia tributária As taxas e os impostos não podem ter a mesma base de cálculo. . Perez Junior e Gomes Ele é aplicado ao ICMS. § 2°. 150. proíbe a manipula­ ção de alíquotas. renda ou serviços de um ente no outro. proibida qualquer distinção em razão de ocupação profissional ou função por eles exercida. conforme se depreende do art. patrimônio. independentemente da denomi­ nação jurídica dos rendimentos. ao Distrito Federal e aos Municípios: “I . Princípio da autoridade tributária No art. VI. aos Estados. aos Estados. templos de qual­ quer culto. III . “a” da CF/88) não permite à União. b) no mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou (Princípio da anterioridade). III ~ instituir tratamento desigual entre contribuintes que se encontrem em situação equivalente. ao Distrito Federal e aos Municípios instituir impos­ tos sobre: patrimônio. renda ou serviços dos partidos políticos. 152. visando à procedência e ao destino dos bens.

é importante destacar que nasce uma obrigação quando. ao Governador de Estado (lei estadual) ou ao Prefeito do Município (lei municipal). a satisfação de um pagamento pela utilização ou disposição de um serviço público etc. o recebimento do preço de um bem em um contrato. que é a manifestação da opinião dos deputados parlamentares. por meio de uma relação jurídica.6 Elementos fundamentais do tributo 1. A iniciativa da lei normalmente compete ao órgão executivo ou ao legislativo. Contudo. promulgação. publicação e vigência da lei. por exemplo. encontram-se os três elementos básicos da obrigação tributária: a) alei.2 Elementos fundamentais da obrigação tributária Dessa forma. é possível afirmar que obrigação tributária é a relação de Direito Público na qual o Estado (sujeito ativo) pode exigir do contribuinte (sujeito pas­ sivo) uma prestação (objeto) nos termos e nas condições descritos na lei (fato gerador). a lei estará aprovada pelò órgão legislativo. que poderá sancioná-la ou vetá-la.6. c) o fato gerador. b) o objeto.1 Obrigação tributária Inicialmente. discussão. em um sistema jurídico. as regras ordinárias de convivência (leis em sentido restrito). mas há casos em que a própria Constituição determina que a iniciativa caiba ao judiciário. segue-se a sua discussão no Congresso Nacional. se federal. 1. em razão de prévia determinação legal ou de manifestação de vontade (como. em seguida. A lei A lei é o principal elemento da obrigação. sanção. Proposta a lei. ou nas Assembleias Legislativas. determinada pessoa (credor) pode exigir de ou­ tra (devedor) uma prestação (objeto). . no seu prpcesso de formulação estabelecida na Constituição. votação. vem a sua votação. a partir de um texto fundamental (Constituição).Sistema Tributário Nacional 15 1. o pagamento de prêmio em um concurso. Assim. pois cria os tributos e determina as condições de sua cobrança (princípio da legalidade dos tributos). Se o projeto de lei conseguir a maioria dos votos. A lei.6. assume. passa pela iniciativa da lei. aprovação. favorável ou contrária. se estadual.). formas diferentes de expressão. ao projeto de lei. sendo em seguida encaminhada ao Presidente da República (lei federal).

aos Tribunais Superiores. ou a redução de tributos. a lei é conside­ rada ilegal. A lei complementar como o próprio nome diz tem o propósito de comple­ mentar. Chieregato. ou para outras infrações definidas em lei. o seu sujeito passivo. suspensão e extinção de créditos tributários. mesmo se o Governador ou Prefeito sancionar a lei. As leis municipais são hierarquicamente inferiores às leis federais e estaduais. 62. Medida Provisória É possível a adoção de medida provisória para tratar de matéria tributária desde que sejam observados os requisitos constitudonais e não tratar-se de maté­ ria reservada à Lei complementar. Perez Junior e Gomes As leis se classificam em ordinárias e complementares. ou de dispensa ou redução de penalidades. A iniciativa das leis complementares e ordinárias cabe a qual­ quer membro ou Comissão da Câmara dos Deputados. exceto para II. 61. a lei é considerada ilegal. ao Supremo Tribunal Federal. a fixação de alíquota e da sua base de cálculo. a majoração. só produzirá efeitos no exercício financeiro seguinte se houver sido con­ vertida em lei até o último dia daquele em que foi editada (art. IE. porém é certo que são campos de atuação diferentes. os casos de penalidades para as ações ou omissões contrárias à lei. Somente a lei ordinária ou quando houver exigênda constitucional a lei com­ plementar pode estabelecer a instituição.16 Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira. adicionar algo à cons­ tituição e diferenda-se da lei ordinária desde o quórum para sua formação. ainda. se a constituição não exige a elaboração de lei complementar então a lei competente para tratar daquela matéria é a lei ordinária. o seu.da CF/88). cam­ po material é alcançado por exclusão. . definindo o fato gerador da obrigação principal. as hipóteses de exclu­ são. já no que se refere a lei ordinária. na forma e nos casos previstos nesta Constituição. o que produzirá efeitos até o judiciário se pronundar. IOF e Imposto Extraordinário de Guerra. do Senado Federal ou do Congresso Nacional. e tem seu âmbito material predeterminado pelo constituinte. Medida provisória que implique instituição ou majoração de impostos. Na verdade a lei complementar aparenta ser hierarquicamente superior a lei ordinária em razão da diferença entre os quóruns de aprovação. e nesse caso. Deve estabelecer. a extinção. As leis estaduais são hierarquicamente inferiores às leis federais. A lei complementar é uma lei que tem como propósito complementar. se os depu­ tados estaduais fizerem uma lei em desacordo com Leis Federais. enquanto que a lei complementar exige maioria absoluta. ao Procurador-Geral da República e aos cidadãos. se os vereadores fizerem uma lei em desacordo com as leis federais e/ou estaduais. ao Presidente da República. Art. explicar. explicar ou adicionar algo à constituição. § 2. IPI. A lei ordinária exige apenas maioria simples de votos para ser aceita.

Um ponto que gerou muitas controvérsias foi a possibilidade de o governo criar e majorar tributos por meio da edição de Medidas Provisórias (MP). pela maioria dos minis­ tros do Supremo Tribunal Federal. Essa prática já foi atestada. as práticas reiteradamente observadas pelas autoridades administrativas. aos das leis. 100 do CTN) os atos normativos expedidos pelas autoridades administrativas. a que a lei atribua eficácia normativa. per­ dendo eficácia após 45 dias de sua edição. as quais. 155. O objeto O objeto representa as obrigações que o sujeito passivo (contribuinte) deve cumprir. Decretos Conforme prescreve o art. em pelo menos duas ocasiões. Tratados e Convenções Internacionais O art. tómando-se indiferente que a nor­ ma interna seja anterior ou posterior ao tratado. harmonizável com a norma geral. Basicamente. enquanto não apreciadas pelo Congresso Nacional. em razão das leis são expedidos os de­ cretos cujo conteúdo e o alcance restringem-se. e não houve maioria absoluta. dos tratados e das convenções inter­ nacionais e dos decretos (art. isso será resolvido a favor da norma especial do tratado. Ocorrendo conflito entre a lei interna e o tratado. as prestações consistem em: pagamento do valor em dinheiro referente ao tributo devido ou à multa im­ . 98 do CTN estabelece que os tratados e as convenções internacionais revogam ou modificam a legislação tributária interna. 99 do CTN. as decisões dos órgãos singulares ou coletivos de jurisdição administrativa. que excepciona a norma geral da lei interna. os Estados. e os convênios que entre si celebrem a União.Sistema Tributário Nacional 17 Resoluções do Senado É facultado ao Senado Federal mediante resolução de iniciativa de um terço e aprovada pela maioria absoluta de seus membros estabelecer alíquotas mínimas ou máximas nas operações internas ou fixar alíquotas nessas mesmas operações para resolver conflito específico que envolva interesse de Estados de acordo com o art. observados os critérios e as regras de interpretação estabelecidas na lei. segundo as determinações legais. o Distrito Federal e os Municípios. § 2% M da CF/88. Este prepondera em ambos os casos porque produz preceito especial. vedada a reedição após esse prazo. têm força de Lei. Normas Complementares São normas complementares das leis.

Exemplo O fato gerador da obrigação fiscal com o imposto de Renda. conforme defini­ do no Regulamento do Imposto de Renda. Para a exigência. impõe a prática ou a abstenção de ato que não configure obrigação principal. Uma vez constituído o crédito tributário. criador do tributo. O sujeito passivo da obrigação principal é a pessoa obrigada ao pagamento do tributo ou da penalidade pecuniária. na fixação dos elementos imprescindíveis à cobrança do tributo (e/ou penalidade) incidente (CTN. Estado ou Município).18 Manual de Contabilidade Tributária » Oliveira.6. de um lado. com base na ocorrência do fato gerador. que é quem. da obrigação principal. de dispositivo legal. não pratica ato que enseja a ocorrência do fato gerador). o preenchimento de formulários. o sujeito ativo e. vê a obrigação de pagar o tributo nascer por força. O fato gerador Fato gerador da obrigação principal é a situação definida em lei como neces­ sária e suficiente para sua ocorrência. são. sem revestir a condição de contribuinte (isto é. este deve ser satisfeito pelo devedor por meio do pagamento ou da compensação. que define e formaliza o crédito tributário. O sujeito ativo da obrigação tributária é o ente público (União. art. por pessoas físicas ou jurídicas. é a obtenção de renda e proventos de qualquer natureza. de outro lado. Chieregato. que é quem tem relação pessoal e direta com a situação que cons­ titua o respectivo fato gerador. 142). a apresentação de declarações de rendimentos.3 Contribuinte ou responsável As partes da obrigação tributária. por exemplo. a escrituração de livros fiscais. Dé forma mais simples. a abstenção da prática de certos atos etc. o sujeito passivo. Importante registrar que qualquer inobservância de obrigação acessória é possível de ser convertida em obrigação principal em razão da aplicação de mul­ tas previstas na legislação específica. e (b) o responsável. assim como de qualquer outra obrigação. que consiste.. destinadas a comprovar a existência e os limites da operação tributada e a exata observância da legislação aplicável (obrigação acessória). Perez Junior e Gomes posta por não atendimento à determinação legal (obrigação principal) ou cum­ primento de formalidades complementares. em concreto. O Código Tributário prevê duas espécies de sujeito passivo: (a) o contribuinte. na forma da legislação aplicável. . mister se faz o respec­ tivo lançamento. O fato gerador da obrigação acessória é qualquer situação que. 2. como. conceitua-se como “o fato” que gera a obrigação de pagar o tributo.

° imunidade judicial. uns dos outros . 1. a altera­ ção da alíquota também está sujeita aos princípios constitucionais da legalidade. deve ser definida em lei complementar. II . 1. aplicado sobre a base de cálculo. da anterioridade (a lei deve estar vigente antes de iniciada a ocorrência do fato gerador) e da irretroatividade (a norma não pode atingir fatos passados).4 Base de cálculo É o valor sobre o qual se aplica o percentual (ou alíquota) com a finalidade de apurar o montante a ser recolhido. determi­ na o montante do tributo a ser recolhido. estando sua alteração sujeita aos princípios constitucionais da legalidade (mudança somente por outra lei).contribuinte quando tenha relação pessoal e direta com a situação que constitua o respectivo fato gerador. Assim como a base de cálculo.Sistema Tributário Nacional 19 O sujeito passivo da obrigação principal diz-se: I .1 Imunidade As imunidades podem ser classificadas como privilégios dados a alguém para que se livre ou se isente de certas imposições legais em virtude de que não é obri­ gado a fazer ou cumprir certo encargo de obrigação de caráter legal: * imunidade diplomática.7. A base de cálculo. tenha obri­ gação decorrente de disposição expressa em lei. a renda ou os serviços. * imunidade parlamentar.responsável quando. sem revestir a condição de contribuinte.6. 1. conforme a Constituição Federal.6.não alcança as atividades econô­ micas reguladas pelo direito privado. da anterioridade e da irretroatividade.7 Imunidade e isenção tributária 1. A imunidade tributária é estabelecida pela Constituição e abrange os seguin­ tes aspectos: a vedação de entes estatais instituírem impostos sobre o patrimônio.5 Alíquota É o percentual definido em lei que. . * imunidade tributária.

1. sindicatos dos trabalhadores. inclusive a casa ou residência especial do pastor ou pároco. o ateliê de pintura ou escultura. ou para que se livre de qualquer obrigação. a imunidade. 1. 3. sem intuitos lucrativos. • vedação de entes estatais instituírem impostos sobre o patrimônio. A isenção é concedida por lei. artes e ciências. as academias de letras.7. . templo de qualquer culto. e 5. mas todos os que se dedicam à educação e à cultura em geral. instituição de assistência social.7. a renda e os serviços das entidades mantenedoras de templos de qual­ quer culto. I . instituição de educação sem finalidades lucrativas. pe­ riódicos e papel destinado à impressão destes.Templo de qualquer culto Edificação pública dirigida ao culto religioso. partido político.2 Isenção Entende-se na linguagem jurídica como isenção a dispensa. como o labora­ tório. a concessão atribuída a alguma coisa ou alguma pessoa. para que se possa livrar. o museu. instituições de educação e de assistência sem fins lucrativos.Instituição de educação sem finalidades lucrativas É o estabelecimento de ensino. não apenas o de caráter estritamente didáti­ co. o centro de pesquisa. Chieregato. É a igreja. jornais. 2. entidade sindical de trabalhadores. a renda e os serviços das entidades representativas de partidos políticos. 4. o convento e os anexos. esquivar ou desobrigar de algum encargo que a todos pesa. pertencente à comunidade religiosa. Perez Junior e Gomes ° vedação de entes estatais instituírem impostos sobre o patrimônio.20 Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira. o ginásio de desportos. desde que não empregada para fins econômicos. ® vedação de entes estatais instituírem impostos sobre livros.3 Principais casos de imunidade e isenção tributária ão Imposto de Renda 1. sinagoga ou edifício principal onde se celebra a cerimônia pública. II .

Entidade sindical de trabalhadores Sociedade que dirige as atividades duma classe social. à infância. à adolescência e à velhice.Sistema Tributário Nacional 21 III . São necessárias as seguintes condições para o gozo da imunidade: a) não distribuir a qualquer parcela de seu patrimônio ou de suas rendas o título de lucro ou participação no resultado. transcrevem-se a seguir alguns comentários preliminares sobre o Imposto de Renda das pessoas jurídicas. b) aplicar integralmente os recursos no Brasil. c) manter escrituração de suas receitas e despesas em livros revestidos de formalidades capazes de assegurar sua exatidão. . à habilitação e reabilitação das pessoas portadoras de deficiência e à promoção de sua integração à vida comunitária etc. Nesse sentido. às repartições lançadoras do imposto.Instituição de assistência social É a entidade sem fíns lucrativos que presta serviços de natureza aos membros da comunidade social. com fins políticos e sociais. as formalidades determi­ nadas em lei e recolher os tributos retidos sobre os rendimentos pagos por elas. o que facilita a consulta sobre determinado item. à maternidade. Os serviços são: (a) proteção à família.8 Regulamento do Imposto de Renda Devido à importância para o profissional da Contabilidade. d) prestai.Partido político Organização cujos membros programam e realizam ações comuns. 1. O Regulamento do Imposto de Renda é a consolidação das Leis e Dispositivos que regulamentam e normatizam o Imposto de Renda tanto das Pessoas Físicas como Jurídicas. Para todos os efeitos. V . IV . (b) amparo às crianças e aos adolescentes carentes. O Regulamento é organizado por assuntos. toma-se fácil saber qual o dispositivo que se aplica a cada caso particular. a imunidade abrange os resultados relacionados com as atividades essenciais das entidades. segregando os contribuintes pessoas físicas das jurídicas. na manutenção de seus objetivos institucionais.

bem como expedir de­ cretos e regulamentos para sua fiel execução 1. ou repasse num primeiro momento ao preço da mercadoria. são criadas pela seguinte proposição legislativa: a) lei delegada. 1. Desses impostos os mais conhecidos são o Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas e a Contribuição Social Sobre o Lucro (CSSL). é gerado o efeito cascata até que o imposto acabe por ser pago pelo consumidor ou usuário final. por exemplo. .são aqueles em que o contribuinte legal apenas recolhe o valor exigido na apuração que é suportada de fato pelo con­ sumidor final.22 Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira. Testes Os testes de 1 a 10 constaram do concurso público para Auditor Fiscal da Receita Federal. c) lei complementar. tal denominação refere-se aos impostos em que não há compen­ sação.9 Impostos diretos e indiretos Os impostos podem ser classificados em impostos diretos e indiretos: • Impostos diretos . Chieregato. cuja redação é a seguinte: “A rt 84. b) lei ordinária. Exemplifi­ cando. 84. As normas gerais de Direito Tributário. Perez Junior e Goraes É aprovado pelo Presidente da República. ® Impostos indiretos . definidoras dos tributos e suas espé­ cies. inciso IV. Nesta modalidade existe a compensação do imposto na compra de insumos para revenda ou para industrialização.o imposto é direto quando em uma só pessoa reúnemse as condições de contribuintes de fato (aquele que arca com o ônus representado pelo tributo) e de direito (aquele que é responsável pelo cumprimento de todas as obrigações tributárias previstas na legislação). e essa atribuição é-lhe dada pela Constituição em seu art. São exemplos de tal modalidade deste imposto: o Imposto sobre a Circulação de Mercadoria e Serviços de transporte interestaduais e intermunicipais e de co­ municação (ICMS) e o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Compete privativamente ao Presidente da República: TV .sancionar. promulgar e fazer publicar as leis. Ou seja.

imunidade. legalidade. e) empréstimo compulsório. hierarquia. c) no primeiro dia útil seguinte ao de sua edição. isonomia. Das alternativas abaixo. legalidade. hierarquia. na mesma ordem. e) resolução legislativa. reserva legal. Resposta: alternativa___ 4. relativa ao contribuinte. e) no primeiro dia do exercício seguinte ao de sua publicação. Resposta: alternativa Ç 2. reserva nacional. imunidade. Resposta: alternativa Ç 3. e) hierarquia. • Tem por fato gerador uma situação independente de qualquer atividade estatal específica. d) contribuição social. em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir. c) isonomia. Um dispositivo legal que define nova hipótese de incidência tributária do Imposto sobre a Renda entra em vigor no seguinte momento: a) no mesmo dia de sua publicação. Resposta: alternativa___ 5.Sistema TVibutário Nacional 23 d) decreto legislativo. b) trinta dias após a respectiva assinatura. a que n ã o se refere a tributo do Sistema Tributário Nacional é: a) taxa. Assinale a opção que corresponda. d) imunidade. . c) preço público. São princípios constitucionais do Sistema Tributário Nacional: a) ísonomia. d) quarenta e cinco dias após lhe ser dado publicidade. que não constitua sanção de ato ilícito.-anterioridade. instituída em lei e cobra­ da mediante atividade administrativa plenamente vinculada. b) anterioridade. b) imposto. às expressões respec­ tivas: • Prestação pecuniária compulsória.

Assinale a alternativa que responda. Em ambos os casos. d) contribuinte. às seguintes perguntas: * Segundo o Código Tributário Nacional. não. Resposta: alternativa___ 7. c) tributo. taxa por potencial prestação de serviços. não. preço público. sim. Resposta: alternativa___ . sim.24 Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira. não. b) imposto. contribuição de melhoria. contribuinte. tenha obrigação decorrente de disposição expressa em lei. imposto municipal. e) contribuição de melhoria. aplica-se às taxas criadas no segundo ano após a concessão? a) sim. e) não. rece­ be o nome d e __________________ da obrigação tributária principal. sim. d) sim. sub-rogado. dependentes da obrigação principal cujo crédito seja excluído? • Uma isenção de tributos por dez anos. b) não. devedor. imposto. taxa. sim. a) obrigado. a) preço público. b) sujeito passivo. e) sujeito passivo. tributo. imposto. sem revestir aquela condição. taxa. c) sujeito passivo. responsável. responsável ex lege. sujeito passivo. não. na seqüência. a isenção e anistia requerem inter­ pretação literal? ° A isenção dispensa o cumprimento das obrigações acessórias. contribuinte legal e coobrigado. c) sim. Chieregato. e d e ____________quem. devedor solidário. responsável. Resposta: alternativa___ 6. preço público. Perez Junior e Gomes ® Tem por fato gerador a prestação de limpeza pública urbana. não. dada às indústrias que se instalarem em certo polo de informática. não. Assinale a alternativa que completa os espaços em branco no texto a seguir: Código Tributário Nacional chama d e ____________ quem tenha relação pes­ soal e direta com a situação que constitua o fato gerador da obrigação tribu­ tária principal. d) tributo.

respectivamente: a) à União.Sistema Tributário Nacional 25 8. aos Estados e aos Municípios. o empregado desta. à União e aos Municípios. É proibido exigir ou aumentar tributo sem lei que o estabeleça.y e z ). c) aos Estados. o empregado dela. 3. Assinale a alternativa que combina. o Estado. . Resposta: alternativa___ 10. Resposta: alternativa___ 9* De acordo com os princípios que emanam da Constituição da República e do Código Tributário Nacional. 1. o Estado. É vedado cobrar tributos em relação a fatos geradores ocorridos antes do início da vigência da lei. as quatro afirmações a seguir (1. b) A União.. c) A União. o Estado. É vedado cobrar tributo no mesmo exercício em que se tenha publicado a lei que o instituiu ou aumentou. d) O Estado. o Estado. aos Estados e à União. 2. a empresa fornecedora do serviço. em relação ao Imposto de Renda retido na fonte dos servidores do Estado do Piauí. aos Municípios e à União. o servidor. o empregado desta. a União. e3 à União. no que concerne aos vencimentos destes. 3 e 4) com os respectivos princípios tributários constitucionais relacionados (w . d) aos Estados.x . Sendo: (í) imposto de importação (ii) imposto sobre a transmissão causa mortis (iii) imposto sobre a transmissão de imóveis intervivos Os impostos acima competem. relativamente à declaração desses vencimentos? a) O Estado. quem tem a competência para estabelecer-lhe a alíquota? A quem pertence o produto da arrecadação deste imposto retido pelo Estado do Piauí? Quem é o sujeito passivo da obrigação. a União. 4. a União. o servidor. essa mesma empresa. 2.tributária principal? Qual é o ente responsável pela fiscalização do contribuinte. aos Municípios e aos Estados. a empresa fornecedora do serviço. É vedado instituir tratamento desigual entre os contribuintes que estejam em situação equivalente. b) aos Municípios. respectivamente. e) A empresa fornecedora do serviço.

c) pelo fato gerador da respectiva obrigação tributária. Resposta: alternativa___ 12. PIS e Cofins. contribuição social. b) em razão das peculiaridades dos sujeitos ativo e passivo da obrigação. b) contribuição de melhoria. Qual o tributo cuja imposição decorre da realização de obras públicas? a) contribuição de intervenção no domínio econômico. d) imposto sobre a propriedade predial e territorial urbana.26 Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira. z) irretroatividade. Chieregato. d) Imposto de Renda. y) legalidade. Alternativas a) w x y z b) x y z w c) y x z w d) y w x z e) w y x z Resposta: alternativa___ 11. x) ísonomia tributária. 13. A natureza jurídica específica de um tributo é determinada: a) em função de sua denominação jurídica formal. Perez Junior e Gomes w ) anterioridade. c) taxa de serviços públicos. taxas e contribuições de melhorias. Resposta: alternativa___ Teste que constou do concurso público para Delegado dâ Polícia Federal. c) Imposto de Renda e contribuição social. d) pela destinação legal do produto de sua arrecadação. b) impostos. Os tributos classifícam-se em: . Resposta: alternativa___ . taxas e contribuições previdenciárias. a) impostos.

15. tem natureza jurídica específica de: a) taxa.Sistema Tributário Nacional 27 14. O tributo. d) contribuição parãfiscal. Cobrar tributos no mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou fere o princípio da: a) uniformidade tributária. c) da União. c) preço público. A ocorrência do fato gerador de um tributo: a) determina o nascimento da obrigação tributária acessória. cuja obrigação tem por fato gerador uma situação independente de qualquer atividade estatal específica relativa ao contribuinte. b) impede o pagamento do crédito tributário. b) imunidade tributária. d) da União e dos Estados. d) tutela jurídica. . b) imposto. c) anterioridade. Resposta: alternativa___ Teste que constou do concurso público para Fiscal de Atividades Econômicas da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro. Resposta: alternativa___ Os testes 15 e 16 constaram de concurso público para Auditor Fiscal de Tribu­ tos Estaduais do Estado de São Paulo. í) contribuição provisória. A competência para instituir e arrecadar o Imposto sobre a Propriedade Ter­ ritorial Rural é: a) dos Estados e Distrito Federal. b) dos Municípios. c) suspende a exigibilidade da obrigação tributária principal. Resposta: alternativa___ 16. 17. e) contribuição de melhoria.

. de 25-10-1966. Resposta: alternativa___ 19. de serviços públicos específicos e divisíveis. Perez Junior e Gomes d) causa o surgimento da obrigação tributária principal. d) apenas impostos. os tratados e convenções interna­ cionais. b) impostos e contribuições. em razão de prévia determinação legal ou de manifestação de vontade. b) Nasce uma Obrigação quando por meio de uma relação jurídica deter­ minada pessoa (credor) pode exigir de outra (devedor) uma prestação (objeto). da anterioridade e da irretroatividade. não há necessidade de lei para estabelecer a instituição de tributos ou a sua extinção. Chieregato. títulos ou direitos. sobre tributos e relações jurídicas a eles pertinentes. os decretos e as normas complementares que versem no todo ou em parte. a alteração da alíquota também não está sujeita aos princípios constitucionais da legalidade.28 Manual de Contabilidade Tributária ♦ Oliveira. b) De acordo com o Código Tributário Nacional. Assinale as alternativas corretas: a) Os impostos estão vinculados à utilização efetiva ou potencial por parte do contribuinte. e) De acordo com o art. Assinale as alternativas corretas: a) Fato gerador da obrigação principal não é a situação definida em lei como necessária e suficiente a sua ocorrência. c) Assim como a base de cálculo. A imunidade constitucional das instituições de educação sem fins lucrativos refere-se a: a) apenas taxas. e) exclui o nascimento do crédito tributário. a expressão legislação tributária compreende as leis. taxas e contribuições. 96 da Lei nõ 5. c) impostos. independentemente da denominação jurídica dos ren­ dimentos.172/66. é vedado instituir tratamento desigual entre contribuintes que se encontrem em situação equivalente. proibida qualquer distinção em razão de ocupação profissional ou função por eles exercida. Resposta: alternativas______ 20. d) De acordo com o princípio da legalidade. Resposta: alternativa___ 18.

da anterioridade e da irretroatividade. Assinale as alternativas incorretas: a) As taxas decorrem de situação geradora independente de qualquer con~ traprestação do Estado em favor do contribuinte. conforme a Constituição Federal. estando sua alteração sujeita aos princípios constitu­ cionais da legalidade. . Resposta: alternativas______ Os testes 22 e 23 constaram em concurso para Auditor Fiscal da Prefeitura do Município de São Paulo. existindo para isso as diversas jurisprudências. controle e registro dos atos e fatos de uma administração econômica. b) O Regulamento do Imposto de Renda é a consolidação das Leis e Dispo­ sitivos que regulamentam e normatizam o Imposto de Renda das Pessoas Físicas e Jurídicas.Sistema Tributário Nacional 29 c) A base de cálculo. e) A Contabilidade é a ciência que estuda e pratica as funções de orientação. é correto afirmar que: a) Ambas sempre são delegáveis. em moeda ou cujo valor nela se possa expri­ mir. as quais só têm validade se editadas em rigorosa consonância com eles. f) As contribuições de melhoria são cobradas quando do benefício trazido aos contribuintes por obras públicas. d) O Direito é a ciência das normas obrigatórias que disciplinam as relações dos homens em sociedade. deve ser definida em lei complementar. dependendo de lei complementar federal. é permitida a co­ brança de tributos em relação a fatos geradores ocorridos antes do início da vigência da lei que os houver instituído ou aumentado. instituída em lei e cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada. d) O sujeito passivo da obrigação principal^ a pessoa obrigada ao pagamen­ to de tributo ou da penalidade pecuniária. Relativamente à competência tributária e às funções de arrecadação e fiscali­ zação. É o conjunto das normas jurídicas vigentes num país. g) De acordo com princípio da irretroatividade tributária. e) Os princípios constitucionais tributários prevalecem sobre todas as de­ mais normas jurídicas. Resposta: alternativas______ 21.. c) O Código Tributário Nacional conceitua tributo como sendo toda presta­ ção pecuniária compulsória. Não serve como ferramenta para o gerenciamento da evolução do patrimônio de tima entidade. que não constittia sanção por ato ilícito. 22.

c) A competência é indelegáveí de uma pessoa jurídica de direito público para outra. De acordo com o Código Tributário Nacional a obrigação tributária principal: a) Surge com a ocorrência do fato gerador. previsto na legislação tributária. Perez Junior e Gomes b) A competência é delegável de uma pessoa jurídica de direito público para outra. d) Tem por objeto o pagamento de tributo ou de penalidade pecuniária. c) Tem por objeto o pagamento de tributo. Resposta: alternativa___ . previsto em lei ou em decreto regulamentador. mas não o de penalidade pecu­ niária.30 Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira. e) Tanto a competência como a atribuição das funções de arrecadação e de fiscalização são delegáveis de uma pessoa jurídica de direíto público para outra. b) Surge com a ocorrência do fato gerador. mas a atribuição das funções de arrecadação e de fiscalização é indelegáveí. de penalidade pecuniária e de demais acréscimos previstos em lei ou em decreto. Resposta: alternativa___ 23. d) Tanto a competência como a atribuição das funções de arrecadação e de fiscalização são indelegáveis de uma pessoa jurídica de direito público para outra. mas a atribuição das funções de arrecadação e de fiscalização é delegável. e) Tem por objeto o pagamento de tributo. Chieregato.

Regulamentos e Normas constantemente al­ teradas. Estima-se a existência de aproximadamente 60 tri­ butos vigentes. de que o gerenciamento das obrigações tributárias já não pode ser considerado uma necessidade quotidiana. o Sistema Tributário brasileiro é um dos mais complexos do mundo. devido a suas responsabilidades quanto à eficácia e eficiência nesse gerenciamento.1 Responsabilidades do contador pela escrituração contábil e fiscal Os empresários e executivos já estão cientes. Portanto. isso porque. Tais fatores penalizam sobremaneira o custo da maioria das empresas e acar­ retam grandes transtornos para o gerenciamento contábil e financeiro dos impos­ tos e demais tributos. o contador precisa conhecer com grande profundidade a legislação tributária. além de perder prestígio profissional em razão de quaisquer falhas mais relevantes na inteipretação ou na aplicação no dia a dia das normas tributárias. há mais de duas décadas. com diversas Leis. Nesse ambiente. seja qual for o setor de atividade. cresce sensivelmente a responsabilidade de todos os gestores da empresa. Além da elevada carga tributária. mas algo estratégico dentro das organizações de médio e grande porte. mais do que qualquer outro profissional das áreas administrativa ou financeira.J irz ©I 9 *tr«B Lcipais F "lonta* ibutária 2. pode ser responsabilizado por possíveis prejuízos que . em particular a dos profissionais da controladoria e contabilidade.

Da mesma forma. * autoridades fiscais. podendo ser condenado a indenizar o empresário que for prejudicado. 2.1 Conceito Pode-se entender Contabilidade Tributária como: • especialização da contabilidade que tem como principais objetivos o es­ tudo da teoria e a aplicação prática dos princípios e normas básicas da legislação tributária. cítam-se: ° instituições financeiras consultadas para a concessão de empréstimos e financiamentos. as empresas e os profissionais responsáveis que assim procede­ rem. ° fornecedores. com ou sem má-fé. Entre os usuários que podem ser prejudicados ou enganados em decorrência de fraudes e irregularida­ des na escrituração contábil e fiscal. ou em desacordo com as normas e os princípios fun­ damentais de contabilidade. Portanto. . para todos os efeitos legais e judiciais. Caracteriza-se como ato criminoso. eles podem causar prejuízos a terceiros. Chieregato. como concessões de créditos e financia­ mentos. dedsões de investimentos. ® sindicatos e funcionários que participam dos resultados. tendo em vista que induzem a determinados atos. a elaboração e assinatura de qualquer documento e/ou demonstração contábil com informações inverídicas. ® investidores do mercado de capitais. ou ainda com valores divergentes dos contidos nos livros contábeis da empresa. Os documentos e as demonstrações contábeis são frequentemente utilizados pelo mercado para obtenção de informações da empresa. Perez Junior e Gomes causar no exercício profissional. Nesses casos.2.32 Manual de Contabilidade Tributária * Oliveira. podem vir a ser processados e condenados por perdas e danos. por culpa ou dolo. ® acionistas não controladores. tendenciosas ou preparadas de má-fé. constitui crime a elaboração de demonstrações contábeis sem embasamento em documentos e informações hábeis e legais. caso as demonstrações e os relatórios contábeis sejam elaborados com informações errôneas. entre outros.2 Contabilidade tributária 2.

para apurar e determinar o montante do tributo a ser recolhido dentro do prazo após encerramento do período de apuração. em obe­ diência aos Princípios Fundamentais de Contabilidade. correta e oportunamente. além de emitir e providenciar a entrega aos respectivos órgãos competentes dos formulários estabelecidos pela legislação pertinente. o valor das diversas provisões para recolhimento dos tributos. informando o Setor Financei­ ro de Contas a Pagar da entidade sobre o valor e os prazos de recolhi­ mento. ou mesmo o local de origem de determinadas matérias-primas. Por exemplo. pode significar menor carga tributária. com base na legislação pertinente.de determinado exercício fiscal. ° escrituração dos documentos fiscais em livros fiscais próprios ou regis­ tros auxiliares. A correta orientação fiscal e tributária para as demais unidades ou empresas pode representar relevantes economias com os impostos. de acordo com o princípio contábil da competência de exercícios. . para cálculo e formação das provisões contábeis destinadas ao pagamento dos tributos incidentes sobre o lucro da entidade. a Contabilidade Tri­ butária tem a responsabilidade de informar.2. pois.1. • orientação fiscal para todas as unidades da empresa (filiais. o local de instalação da fábrica. ° preenchimento de guias de recolhimento. adaptando ao dia a dia empresarial as obrigações tributárias. fábricas. como parte integrante do sistema de informações da empresa.Principais Funções e Atividades da Contabilidade Tributária 33 • ramo da contabilidade responsável pelo gerenciamento dos tributos in­ cidentes nas diversas atividades de uma empresa. ou grupo de empre­ sas.2 Funções e atividades da contabilidade tributária As principais funções e atividades da Contabilidade Tributária podem ser classificadas da seguinte forma: • apuração com exatidão do resultado tributável . As principais funções e atividades podem ser sintetizadas no Quadro 2. departamentos) ou das sociedades coligadas e controladas.ou do lucro real . 2. de forma a não expor a entidade às possíveis sanções fiscais e legais. ° registro contábil das provisões relativas aos tributos a recolher. 8 orientação. treinamento e constante supervisão dos funcionários do se­ tor de impostos.

-.reçólW ..vurtitíades.oíejr<^ •tàBÍU|ad^|.ÍÃ.v.%^^ t rí e<P\& ct+^jVrr» o ’’ ■•<3r\ iS^-Sfri^i K i ^ i.$s.^à '? :. Assim. : Èstiidd /fàásíuivct íÇòitétan^ .\. cujas competências e habilidades são: ° proporcionar conhecimentos que possibilitem aos acadêmicos interpre­ tar e empregar corretamente a legislação tributária em vigor e seus re­ flexos nos livros contábeis..'-rrko IiK w ** : ‘.empres. obri­ gando as instituições de ensino superior a adequar suas disciplinas à realidade pro­ fissional do Contador..íçfiáiMd^ •j}árà.3 Diretrizes curriculares do curso de ciências contábeis O ensino de Contabilidade vem passando por mudanças significativas..''V 2.a^^ fMÉentã^^Ms§^^0^^i^ í<á^^ãíis. Chieregato.•■ ■ ’ >>:. incentivan­ do o poder de decidir qual o melhor “caminho tributário” a ser adotado pelas empresas quando enfrentarem o mercado de trabalho atual.1:b' tributário.1 Funções e atividades da contabilidade tributária. Perez Junior e Gomes Quadro 2.:fé^ :' apuraça.. * proporcionar conhecimentos que visem ao desenvolvimento e aperfeiço­ amento da cultura tributária “federal. a disciplina Contabilidade Tributária. d as^ u iá s :de:.. estadual e municipal”.|la|fe^^lègaiá::.princip. .34 Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira. nos currículos desses cursos tem sido inserida.p.Reparta-: •.al-' )v.e^Str£.Vír£*+-£»ty />t rarri ü r r r^ ■:-r. por su­ gestão da diretriz curricular editada pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC). '.e--remessa :|>ara.p^^a^ feí. .^ f)fíz 0 ^: ' : tV ■' ■■■-! ■ 1 ■’.

Discute-se a urgente mudança de nosso sistema tributário e a adoção de no­ vos mecanismos para simplificação das rotinas tributárias.1 Conceito de planejamento tributário A despeito da grande importância de todas as supracitadas atribuições. fiscais e econômicos de determinada decisão gerencial. motivar e liderar equipes multidisciplinares para a captação de dados. para que possam racionalizar seus custos tributários. ® exercer com ética as atribuições e prerrogativas que lhes são prescritas por meio de legislação específica. ao mes­ mo tempo. Sem dúvida. o contador tem principalmente rias atividades de planejamento tributário a grande oportunidade de dar enormes contribuições à alta direção da empresa. Redução de custos é a estratégia que mais se ouve ser empregada nos dias atuais. ® desenvolver. as empresas necessitam. dos efeitos jurídicos. proteger seu patrimônio. em todas as fases da cadeia de valores do ciclo produtivo e comercial. analisar e implantar sistemas de informação tributário-contábil e de controle gerencial. geração e disseminação de informações contábeis tributárias. o que exige alta dose de conhecimento técnico e bom-senso dos respon­ sáveis pelas decisões estratégicas no ambiente corporativo. ® usar o raciocínio lógico e crítico-analítico para a solução de problemas vinculados aos custos tributários. com o objetivo de encontrar a alternativa legal menos onerosa para o contribuinte. em todo o mundo globalizado. . } Entende-se por planejamento tributário uma forma lícita de reduzir a carga fiscal. para obter o melhor resultado numa economia tão instável como a brasileira. cada vez mais. 2.4 Planejamento tributário 2. que possa resguardar seus direitos de contribuinte e. Trata-se do estudo prévio à concretização dos fatos administrativos. sem afrontar as diversas legislações que regem os mais diversificados tributos. sob a abordagem da teoria da comunicação (semiótica). ° articular.4. de um planejamento tributário criterioso e criativo.* mentos de que dispõem as empresas.Principais Funções e Atividades da Contabilidade Tributária 35 • usar adequadamente a linguagem contábil. é o planejamento tributário. Enquanto isso não ocorre. • elaborar relatórios que contribuam para o desempenho eficiente e eficaz de seus usuários. um dos mais significativos instru.

menciona que “a natureza ou essência do Planejamento Fiscal .consiste em organizar os empreendimentos econômico-mercantis da empresa. entre duas ou mais opções lícitas. 55. Humberto Bonavides. Chieregato. simulação. projeta os atos efatos administrativos com o objetivo de informar quais os ônus tribu­ tários em cada uma das opções legais disponíveis. dissimulação etc. 2000. o procedimento mais oneroso do ponto de vista fiscal” Borges. o conhecimento por parte da autoridade fazendáiia da ocorrên­ cia do fato gerador da obrigação principal.. ICMS e ISS. Direito tributário: imposto de renda das empresas. denominar de Planejamento Tributário a atividade empresarial que. então. São Paulo: Atlas.2por sua vez. Perez Junior e Gomes Nas palavras do saudoso tributarista Nilton Latorraca:1 ‘‘Costuma-se. desenvolvendo-se deforma estritamente preventiva. Gerência de impostos: 3PI. 3. em última análise. é utilizar meios ilegais. defazer com que sua materia­ lidade ocorra na medida ou no tempo que lhe sejam mais propícios. ed. Cotejando as várias opções legais. toma-se claro o entendimento de que o planejamento tribu­ tário é o estudo das alternativas lícitas de formalização jurídica de determinada operação. por sua vez. para que o contribuinte possa optar pela que apresente o menor ônus tributário. a economia tributária. São Paulo: Atlas. assim. mediante o emprego de estruturas eformas jurídicas capazes de bloquear a concretização da hipótese de incidência tributária ou. Nilton. Planejar é escolher. a que resulte no menor imposto a pagar.ou Tributário . sempre que possível. 15. reduzir ou adiar os respectivos encargos tributários Dessa maneira. antes da ocorrência do fato gerador. *' 2 BORGES. Sonegar. que visa excluir. de um comportamento técnico-funcional. para deixar de recolher o tributo devido. 2000. p. . total ou parcialmente. ed. -= Planejamento tributário não se confunde com sonegação fiscal. então. Entende-se ainda por sonegação toda a ação ou omissão dolosa tendente a impedir ou a retardar.36 Manual de Contabilidade Tributária ♦ Oliveira. Trata-se. como fraude. o administrador obviamente procura orientar os seus passos de forma a evitar. O objeto do planejamento tributário é. adotado no universo dos ne­ gócios. 1 LATORRACA.

objetivando a economia de impostos. 2. pennitindo melhor gerenciamen­ to do fluxo de caixa. em favor do Estado. para tanto ficando atento às mudanças has normas e aos impactos nos resultados da empresa. da titularidade de certa quantia. com profundidade: * conhecer todas as situações em que é possível o crédito tributário. . o contador precisa. a economia de impostos. Para a correta execução das tarefas inerentes ao planejamento tributário. gerando um desgaste desnecessário de investimentos forçado para co­ bertura de gastos que não estavam previstos. devido a uma possível insuficiência de caixa. deixa de ser titular dessa mesma quantia. ' 9 conhecer todas as despesas e provisões permitidas pelo fisco como dedutíveis da receita.3 Legislação Tributária e Planejamento Tributário Legal De acordo com os preceitos tributários.Principais Funções e Atividades da Contabilidade Tributária 37 2. ° ser oportuno e aproveitar as lacunas deixadas pela legislação. uma vez ocorrida. que tem como objetivo o pagamento do tributo. pode-se verificar que a falta de planejamento estratégico tributário pode deixar a empresa mal preparada para os investimentos futuros. nada impede que o contribuinte antecipe a ocorrência do fato gerador e comece a projetá-lo e a dimensioná-lo. o contribuinte tem a vantagem de adotar. ou encontrou-se na situação de fato. Trata-se do conceito de tax saving. sem infringir a legislação. principalmente com relação aos chamados impostos não cumulativos . possa planejar com bastante antecedência a melhor alternativa para a empresa executar suas ope­ rações comerciais. concretamente localizada no tempo e no espaço. determina a transferência jurídica. A finalidade principal de um bom planejamento tributário é.4. o sujeito que praticou o ato previsto em lei. e conhecer todas ás situações em que é possível o diferimento (posterga­ ção) dos recolhimentos dos impostos. Contudo. entre as opções legais disponíveis. bastante praticado pelos norte-americanos. Para alcançar êxito nessa ati­ vidade. a partir desses cenários. Fato gerador é a obrigação tributária principal. para que. é a situação descrita em lei que. o contador precisa aplicar todos os seus conhecimentos sobre a legislação do tributo a ser reduzido.2 Condições necessárias para um adequado planejamento tributário Qualquer que seja a forma de tributação escolhida pela empresa. Com esse procedimento.4. as que com certeza lhe forém mais satisfatórias.ICMS e IPI. após o fato gerador ter ocorrido. Nesse mesmo momento. a vontade das partes não pode ser alterada ou modificada. sem dúvida.

. para a apuração dos tributos a pagar. A Contabilidade teve que adaptar-se a esse novo ambiente. para isso.6. a Contabilidade no Brasil tem alcançado sensíveis progressos. de produti­ vidade. É fato reconheci­ do que o contador tradicional não apresenta grande utilidade para as empresas dos tempos atuais.404. de eficiência e estratégicos. tais como os gerenciais. Chieregato. a empresa passa a desenvolver suas atividades de forma estritamente preventiva. O moderno e competente profissional da contabilidade já não pode limitar-se aos aspectos legais e fiscais da entidade.para o desenvolvimento da contabilidade no Brasil Até a publicação da Lei n. quando atua em consonância com os objetivos estratégicos da em­ presa. implantando e conduzindo seus sistemas de informação de acordo com as reais necessidades do usuário. O planejamento tributário estratégico tem como objetivo fundamental a economia tributária de impostos.Lei das Sociedades por Ações . produtivos e tributários. A essas importantes funções e atividades acrescentam-se outros aspectos importantes. em que as mudanças nas regras econômicas.1 Importância da Lei n s 6. 3 A Lei das Sodedades por Ações foi atualizada em 31. inseridas em um novo contexto muito mais dinâmico. 2. O proces­ so de globalização dos mercados exige. Perez Junior e Gomes Num planejamento tributário estratégico. tributárias etc. alterar ou esconder as obrigações quando o fato gerador assim o exigir.2007. financeiras. ns 6.5. necessidade dos mais rigorosos controles possível sobre custos administrativos. principalmente do Imposto de Renda.12.5 Contabilidade nos tempos atuais Principalmente após a promulgação da Lei das Sociedades por Ações.638.404. que nossas empresas sejam competitivas. Também procura projetar de forma clara os atos e fatos administrativos. havendo. evitando perdas desnecessárias para a organização. de modo a deixar transparentes para todos os envolvidos as informações sobre os ônus tributários em cada uma das opções legais disponíveis. procurando atender às possíveis formas da le­ gislação fiscal. financeiros. de 1976. A Contabilidade pode ser de grande utilidade como um orgão de apoio ad­ ministrativo. com o promulgação da Lei n211.404/763. ocorrem com muito mais frequência. é necessário que o contribuinte esteja bem assessorado por umá equipe especializada que saiba realizar o planejamento de tributos sem distorcer. Para poder usufruir em toda a sua plenitude de todas as formas legais de planejamento tri­ butário. entre outras coisas. a Contabilidade era muito influenciada pe­ los critérios estipulados pela legislação tributária. 2. mercadológicas.38 Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira.

e de exigibilida­ de. .: • i S n è G f i s s ■ ' •: - Outras inovações introduzidas pela Lei n2 6. na maioria das empresas.2 Evolução da contabilidade. para as contas do Passivo. Quadro 2. no tocante às exigências divergentes da apli­ cação dos corretos princípios.W-. O problema foi parcialmente solucionado a partir da vigência da Lei n2 6. 0 procedimentos para a avaliação de investimentos em participações so­ cietárias. devem ser adotados registros auxiliares à parte.404. normatizando a metodologia da equivalência patrimonial. Para atender à legislação fiscal. para as contas do Ativo. . a evolução da Contabilidade. que nem sempre eram compatíveis com tais princípios.Principais Funções e Atividades da Contabilidade Tributária 39 Essa excessiva interferência do fisco dificultava a adoção dos bons princípios contábeis. 0 procedimentos para a consolidação das demonstrações contábeis. pode ser resumida no Quadro 2. com a promulgação da Lei ne 6.404/76. já que a Contabilidade. que expressamente determina que a escrituração contábil deve ser feita com estrita observância dos princípios contábeis geralmente aceitos. ° normatização das notas explicativas às demonstrações contábeis. ° forma de apresentação dos grupos de contas do Balanço Patrimonial de acordo com o grau de liquidez. Portanto.2. era feita com base nas normas fiscais.404/76: • novas demonstrações contábeis e financeiras obrigatórias.

adaptando os aspectos tributários ao dia a dia em­ presarial. Assinale a alternativa incorreta: a) Mais do que qualquer outro profissional das áreas administrativas ou fi­ nanceiras. o Contador precisa conhecer com profundidade a Legislação Tributária. tendenciosas ou preparadas de má-fé. Chieregato. nas atividades empresariais. tais como filiais. ou grupo de empresas. depósitos etc. Perez Junior e Gomes Testes 1. devido suas responsabilidades quanto à eficácia e eficiência no gerenciamento dos tributos. tais como a sonegação fiscal. de acordo com os princípios fundamentais çle contabilidade. taxas e contribuições das atividades de uma empresa. c) O contador não tem qualquer responsabilidade profissional e legal nos casos em que a diretoria da empresa se responsabiliza. a contabilidade tem a responsabilidade de informar. por escrito. adotando critérios e procedimentos específicos para apurar os efeitos decorrentes dessas normas. não faz parte das funções e atividades da contabilidade tributária a orientação fiscal para as unidades da empresa.40 Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira. o Contador além de perder prestígio pro­ fissional perante a alta administração pode ainda. possíveis prejuízos que causar no exercício profissional. b) Entre outras funções. para todos os efeitos legais e judiciais. correta e oportunamente. o valor das diversas provisões para recolhimento dos tributos. Assinale as alternativas corretas: a) Em uma grande organização. ser responsabilizado a indenizar. ao empresário. pelas conseqüências da prática de atos ilícitos. Resposta: alternativa___ 2. a elaboração e assinatura de qualquer documento e/ou De­ monstração Contábil contendo informações inveiídícas. fábricas. b) Pode caracterizar-se como um ato criminoso. d) A Contabilidade Tributária é responsável pelo gerenciamento dos gastos com impostos. por culpa ou dolo. d) Qualquer falha mais relevante na interpretação ou na aplicação no dia a dia das normas tributárias. ' Resposta: alternativas______ . c) Pode-se entender Contabilidade Tributária como sendo a especialização da contabilidade encarregada de estudar a teoria e aplicar na prática os princípios e normas básicas da legislação tributária.

Resposta: alternativas______ 6. Resposta: alternativas______ 5. casos do ICMS e IPI. d) Assessoria para a correta apuração e registro do lucro tributável do exer­ cício social. Resposta: alternativa___ 4. d) Emissão de cheques para os pagamentos dos diversos tributos.Principais Funções e Atividades da Contabilidade Tributária 41 3. Assinale as alternativas que não fazem parte das funções e atividades da Con­ tabilidade Tributária relacionadas com o planejamento tributário: a) Estudo das diversas alternativas legais para a redução da carga fiscal.404/76 os novos modelos de demonstrações financeiras obrigatórias e a forma de apre­ sentação dos grupos de contas do Balanço Patrimonial. c) Registro contábil das provisões relativas aos encargos sociais a recolher sobre a folha de pagamento. para as contas do Ativo e de exigibilidade. de acordo com o grau de liquidez. b) Apuração dos tributos a recolher. d) Estudo das situações em que é possível o crédito tributário. conforme os princípios fundamentais de contabilidade. para as contas do Passivo. b) Escrituração fiscal dos documentos e dos livros fiscais. c) Preenchimento das guias de recolhimento e remessa para o Departamen­ to de Contas a Pagar e controle dos prazos de recolhimento dos diversos tributos. dentro dos prazos legais. treinamento e constante supervisão dos funcionários do Se­ tor de Impostos. Assinale as alternativas que não fazem parte das funções e atividades da Con­ tabilidade Tributária relacionadas com a escrituração e controle: a) Acompanhamento do Inventário físico dos estoques de mercadorias nas fábricas e filiais de vendas. principalmen­ te com relação aos impostos não cumulativos. Assinale as alternativas corretas: a) Citam-se como inovações introduzidas pela Lei ns 6. . b) Escrituração fiscal das atividades do dia a dia da empresa e dos livros fiscais. c) Conciliação das contas bancárias. Assinale a alternativa que não faz parte das funções e atividades da Contabi­ lidade Tributária: a) Orientação.

para a apuração dos tributos devidos pelas entidades. b) E uma forma ilícita de redução da carga fiscal. não havia uma excessiva preocu­ pação com as normas fiscais. visando a impedir ou a retardar. de 1976. Trata-se do conceito de tax saving. era muito influenciada pelos critérios estipulados pela legislação tributária. o conhecimento por parte da autoridade fazendária da ocorrência do fato gerador da obrigação principal. que pode ser confundida com a sonegação ou fraude. ou seus responsáveis legais. c) Faz parte das funções e atividades da Contabilidade Tributária relaciona­ das com o planejamento tributário o estudo de todas as situações em que for possível o diferimento (postergação) dos recolhimentos dos impostos. sem infringir a le­ gislação. total ou parcialmente. Resposta: alternativa__ / . principalmente a do Im­ posto de Renda. d) Antes da publicação da Lei ns 6. bastante praticado pelos americanos. pode-se afirmar que: a) Até a publicação da Lei ns 6.42 Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira. c) E um conjunto de ações ou omissões dolosas. Perez Junior e Gomes b) Os administradores das empresas. Resposta: alternativas______ 7. Com relação ao planejamento fiscal e tributário.404/76. d) Sua finalidade principal é a economia de impostos. não têm qualquer responsabilidade pelos informações errôneas contidas nas de­ monstrações contábeis. Chieregato. tão comum nas práticas comerciais.404.

que é o lucro líquido do exercício. Essa . portanto. A legislação do Imposto de Renda menciona que. sancionada em 28 de dezembro de 2007. para as maiores sociedades. incluindo as de capital aberto . a pessoa jurídica deverá apurar o lucro líquido mediante a elaboração. de n. tomando obrigatória. tanto pela legislação societária. a elaboração e publicação da Demonstração dos Fluxos de Caixa.638. A própria base de cálculo do Imposto sobre a Renda é determinada com base em um instituto do Direito Comercial que ingressou no mündo jurídico pela contabi­ lidade. com observância da lei comercial. 0 demonstração de lucros ou prejuízos acumulados (ou demonstração das mutações do patrimônio líquido).6. das seguintes demons­ trações financeiras ou contábeis: • balanço patrimonial. Legipne das e Ipivulgação dasJGLemonstt ísrContábeis 3. como pela comercial e tributária ou fiscal. do que ressaltar os diversos aspectos inerentes às demonstrações contábeis obrigatórias em lei. A Lei n9 11.1 Quais são as demonstrações contábeis obrigatórias Tanto o Direito Comercial como o Direito Tributário estruturam-se funda­ mentados em inúmeros conceitos e princípios que pertencem à contabilidade. • demonstração do resultado do exercício.404/76. ao final de cada períodobase de apuração do lucro real. modificou a Lei das Sociedades por Ações.que negociam suas ações nas bolsas de valores. Nada mais natural.Contábeis ígatorias.

Perez Junior e Gomes demonstração não é obrigatória para as companhias fechadas com patrimônio líquido inferior a R$ 2. conforme o local em que esteja situada a sede da companhia.como expressão monetária. juntamente com outros quadros analíticos ou demonstrações contábeis. Ainda. Tambem. juntamente com as demons­ trações estabelecidas nos itens anteriores. 8 demonstrações contábeis. a sociedade anônima de capital aberto que possuir investimentos em sociedades controladas deverá elaborar e divulgar. as sociedades por ações devem preparar e publicar o seguinte conjunto de relatórios: 0 relatório da administração. de autoria de José Hemandez Perez Junior e Luís Martins de Oliveira.2 Normas referentes às publicações legais Conforme estabelecido no art. tenha-se verificado a maior quantidade de negócios com suas ações e outros va­ lores mobiliários de sua emissão. 6.404/76 e Instrução da CVM. o conjunto de informações relevantes sobre a situação patrimonial da empresa e de seus resultados dos exercícios. 289 da Lei n9 6. . a elaboração e publicação da Demonstração do Valor Adicionado.1 Outros aspectos a ressaltar: 0 as demonstrações de cada exercício devem ser publicadas com a indicação dos valores correspondentes aos das demonstrações ao ano anterior. conforme o art. a publicação deve ser efetuada em outro jornal de circulação mais ampla. da Comissão de Valores Mobiliários.000.44 Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira. 1 O leitor interessado em detalhes adicionais inerentes à teoria e prática de consolidação das demonstrações contábeis pode consultar o livro Contabilidade avançada.404/76. 0 convocação de assembleias. de 27-3-96.000. no entanto. também. As companhias abertas são obrigadas. 3. Se. as demonstrações contábeis consolida­ das. ed. 249 da Lei ns 6.R$ (000) . * podem ser publicadas adotando-se o milhar de reais . segundo a Lei nQ 6. 9 atas de assembleias etc. Chieregato.404/76 e a Instrução nõ 247. para complementar. as companhias de capital aberto devem efetuar as publicações exigidas por lei em jornal de grande circulação editado na localidade em que se situe a bolsa de valores na qual. nos dois últimos exercícios sociais. As publicações exigidas por lei devem ser feitas no jornal oficial da União ou do Estado.. 2009.00 (dois milhões de reais). publicado pela Editora Atlas. 0 devem ser acompanhadas pelas notas explicativas. nesse lugar não houver a edição de jornal.

° resultados de exercícios futuros. • lucro ou prejuízo operacional. • total das despesas operacionais. ° resultado da equivalência patrimonial. os valores pagos relativos a ágios e deságios. demons­ trando o montante final e o resultado da equivalência patrimonial em cada investimento. e qualquer mudança deverá ser precedida de aviso aos acionis­ tas no extrato da ata da assembleia geral ordinária. 0 lucro bruto. de lucros. ° resultados não operacionais. no mínimo. com. . ° permanente. balanço patrimonial. ° lucro ou prejuízo do exercício. se forem relevantes. subdividido em investimentos. Regime das Publicações Legais 45 Importante destacar que a companhia deve fazer essas publicações sempre no mesmo jornal. 2. as seguintes informações: 1. ® realizável de longo prazo. pelo menos. constando neste. 'n ° patrimônio líquido. e exigível de longo prazo. ® investimentos em outras sociedades. os valores relativos a: • vendas líquidas. • provisão para o Imposto de Renda e contribuição social. desde que divulguem. reservas de capital.2. comparativamente com dados do exercício social anterior. de reavaliação e lucros ou prejuízos acumulados.Demonstrações Contábeis Obrigatórias. 3. no mínimo. se forem relevantes. dividido em capital social. ° passivo circulante. notas explicativas. 3. imobilizado e diferido. demonstração do resultado do exercício. as companhias podem publicar as demonstrações em forma resumida. com no mínimo as seguintes informações: ® mudanças de práticas contábeis em relação ao exercício social anterior. os valores relativos aos seguintes grupos de contas: 0 ativo circulante.1 Publicação em fo rm a resumida Para atender à grande necessidade de informar o mercado.

2. discriminando espécies e classe. e » o parecer dos auditores independentes. qualquer informação não constante das informações citadas que sejam relevantes para o conhecimento da situação da empresa. A convocação deverá ser efetuada por meio de anúncio publi­ cado no mínimo três vezes. quantidade de ações que compõem o ca­ pital social. 6. detalhando. Chieregato. inclusive os dividendos já pagos durante o exercício social e o montante do dividendo por ação. a base de cálculo dos dividendos. b) primeira convocação para a assembleia ordinária: após o encerramen­ to do exercício social. os principais. vencimento e ônus reais sobre as dívidas de longo prazo. montante do prejuízo fiscal passível de utilização em exercícios subsequentes. O art.404/76 exige que os acionistas sejam convocados até oito dias antes da data marcada para a assembleia. 124 da Lei nfi 6. ® a cópia das demonstrações contábeis. data e hora da assembleia. Perez Junior e Gomes provisões para perdas. nos casos de sociedade de capital aberto. considerando também o prazo da publicação do primeiro anúncio. vinculados às demonstrações contábeis. 3. transcrição de eventual ressalva e/ou parágrafo de ênfase constante do parecer dos auditores independentes. 7. 5. os administradores devem comunicar aos acionistas que os documentos relacionados a seguir encontram-se à disposição deles. taxas de juros. . em anúncio publicado no mínimo três vezes: ° o relatório da administração sobre os negócios sociais e os principais fatos administrativos ocorridos no decorrer do exercício encerrado. contendo local. bem como a ordem do dia. indicação dos jornais e datas de publicação das demonstrações contábeis divulgadas nas condições exigidas pela Lei das Sociedades por Ações. Os anúncios publicados devem indicar os locais onde poderão ser obtidas cópias de tais documentos pelos acionistas.2 Prazos legais A legislação societária impõe prazos que devem ser observados pelas socieda­ des por ações. para apreciação e aprovação das contas dos administradores.46 Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira. 4. proposta da destinação do resultado. são: a) anúncio de que se encontram à disposição dos acionistas os documentos da Administração: até um mês antes da data marcada para a realização da assembleia geral ordinária. se for o caso. a companhia deve realizar a Assembleia Geral Ordinária até 120 dias dessa data.

Em qualquer tipo de sociedade. direitos (ativos). desde que todos estejam presentes e todos manifestem a vontade de que esse ato delibere sobre determinado assunto. Numa sociedade anônima. O conjunto de informações a ser publicado é o seguinte: ® demonstrações contábeis. De acordo com a Lei n2 6. ° notas explicativas sobre as demonstrações contábeis.Demonstrações Contábeis Obrigatórias. até cinco dias antes da data marcada para a realização da assembleia geral ordinária. d) publicação das demonstrações contábeis: as demonstrações devem ser publicadas. as contas do ativo são classificadas em ordem decrescente do grau de liquidez. obrigações e patrimônio líquido (passivos). ° aprovação de possíveis aumentos de capital. 6 relatório da administração. com antecedência mínima de cinco dias da data marcada. a assembleia geral dos acionistas constitui a for­ ma mais perfeita de expressão da vontade social. podem os acionistas/sócios tomar delibe­ rações unânimes por escrito. • parecer dos auditores independentes.3 Balanço patrimonial É o conjunto de bens. sem observância de formalidades prévias. como também se reunir em assembleia geral. Regime das Publicações Legais 47 c) segunda convocação para a assembleia ordinária: na hipótese de a as­ sembleia geral ordinária não se realizar com base na primeira convoca­ ção. ° eleição dos administradores e dos membros do Conselho Fiscal. lucro líquido do exercício social e distribuição de di­ videndos. pelo menos. • destinação do. ou seja. ® exame e votação das demonstrações contábeis. se for sociedade de capital aberto. seja em geral.404/76. A admissibilidade da votação por escrito depende de dois pressupostos: não haver dáusula contratual nos estatutos que proíba essa forma de votação e não haver nenhum acionista que esteja impedido de votar. seja em face do objeto das deliberações a tomar. e) assembleia geral ordinária (AGO): as AGOs devem discutir e deliberar sobre: ® prestação de contas dos administradores. 3. será publicado novo anúncio. os itens de maior liquidez são .

2000.638. sendo que as normas expedidas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).404. p. Por isso. a curto prazo. artigos 175 a 200. que altera. Direito tributário: Imposto de Renda das empresas.48 Manual de Contabilidade Tributária * Oliveira.638. ed. a solução das situações não previstas. que a lei pudesse simplesmente referir. A importância do balanço patrimonial como juízo de valor é assim destacada na obra de Nilton Latorraca:2 “E importante destacar que o balanço patrimonial não é o resultado de um mero agrupamento de contas. . 13. Pressu­ põe a avaliação dos bens sociais mediante critérios que a lei não poderia deixar ao arbítrio do administrador e de seu contador. Perez Junior e Gomes classificados primeiramente. aparecem em primeiro lugar. uma codificação uniforme de princípios contábeis. reunindo ali regras essenciais que darão a orientação básica que nortea­ rá.385. antes de tudo> um juízo de valor. 0 Lei n2 6. tais normas procuraram corrigir ou coibir práticas que pudessem distorcer os resultados e a avaliação do patrimônio social ” 3. Isso significa que as contas que serão liquidadas mais rapidamente.4 Lei ne 11. enquanto as que serão liquidadas a longo prazo integrarão os últimos grupos de contas. por sua vez. Nilton. de 15 de dezembro de 1976. enquanto os de liquidez mais lenta aparecem em último lugar. Chieregato. de 28-12-2007: harmonização às práticas contábeis internacionais 1 CONSIDERAÇÕES INICIAIS Em 28 de dezembro de 2007 foi editada a Lei ns 11. a Lei ns 6. revoga e atualiza alguns dispositivos das: 0 Lei n2 6.404/76.638 veio de encontro às necessidades de adaptação das normas contábeis vigentes no Brasil aos padrões internacionais de contabilidade adotados nos principais mercados de valores mobiliários. É. As contas do passivo. Paralelamente. nos casos concretos. doravante deverão ser elaboradas em consonância com tais padrões internacionais. 2 LATORRACA. de 7 de dezembro de 1976. 193. já que não havia. entre nós. são classificadas pelo grau de exi­ gibilidade também decrescente. São Paulo: Atlas. Era necessário transformá-los em critérios objetivos. A edição da Lei ne 11. e estende às sociedades de grande porte disposições relativas à elaboração e di­ vulgação de demonstrações financeiras. dedicou 25 artigos às demonstrações contábeis.

a diretoria fará elaborar. O exercício social terá duração de 1 (um) ano e a data do término será fixada no estatuto. III ™Demonstração do Resultado do Exercício .1 (um décimo) do valor do respectivo grupo de contas.BP. l í .000. as contas semelhantes poderão ser agrupadas. principalmente aquelas de capi­ tal aberto. desde que indicada a sua natureza e não ultrapassem 0. e V ~~se companhia aberta.000. I I É oportuno ressaltar que diversas empresas.00 (dois milhões de reais) não será obrigada à elaboração e publi­ cação da Demonstração dos Fluxos de Caixa.DVA. inferior a R$ 2. com base na escrituração mercantil da companhia.DFC. Demonstração do Valor Adicionado . que deverão exprimir com clareza a situa­ ção do patrimônio da companhia e as mutações ocorridas no exercício: I . 176 da Lei n211. Nas demons­ trações. ao fim de cada exercício social.1 DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS De acordo com o art. ® contas-correntes. ou. já elaboravam e publicação as demonstrações dos fluxos de caixa e do . IV .DLPA. Os pequenos saldos pode­ rão ser agregados.Balanço Patrimonial . na data do Balanço. mas é vedada a utilização de designações genéricas.638/07.Demonstração dos Fluxos de Caixa . Na constituição da companhia e nos casos de alteração estatutária o exercício social poderá ter duração diversa. As demonstrações de cada exercício serão publicadas com a indicação dos valores correspondentes das demonstrações do exercício anterior.DRE. Regime das Publicações Lega is 49 2 PRINCIPAIS ALTERAÇÕES SOCIETÁRIAS 2.Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados . A companhia fechada com patrimônio líquido.Demonstrações Contábeis Obrigatórias. as seguintes demonstrações financeiras. como: * diversas contas.

'a .do.: a úm -custo e taxa.00 (duzentos e quarenta milhões de reais) ou Receita Bruta Anual superior a R$ 300.-.■'adaptándò“as^às'norriíâs-praticãda:s.:." /nos pdses. ativo total superior a R$ 240. ' = r ••=.000. Perez Junior e Gomes valor adicionado.^ÍVV: • . as normas expedidas pela Comissão de Valores Mobiliários. Tais demonstrações poderão ser divulgadas..djfiçüi^^ çãò das émprèsas hò procéSsQ dê conyérgêhciã coritábü mterriácionài' ‘-y:.' f] .de .çontábeis. as . de 15 de dezembro de 1976. As demonstrações financeiras serão assinadas pelos administradores e por contabilistas legalmente habilitados.-v} í 4. para os fins exclusivos desta Lei. ■' .638/07.rência das demonstrações contábeis.5 ": -m 2 . Chieregato.primeiro:. modertizar as práticas..rê'g^ató^ . as disposições da Lei n.governança.1'. no primeiro ano de vigência desta Lei. i Considera-se de grande porte. sobre escrituração e elaboração de demonstrações financeiras e a obrigatoriedade de auditoria independente por auditor re­ gistrado na Comissão de Valores Mobiliários.000. de acordo com as normas internacionais. çorpórativa.. e serão obrigatoriamen­ te auditadas por auditores independèntes registrados na mesma comissão.dé risco menores.páís>$ué:.■.2 DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS DE SOCIEDADES DE GRANDE PORTE A Lei ns 11.6.práticas.404. dé.” Finalidade'daLèi nè Íl. sem a indicação dos valores correspondentes ao exercício anterior. As'companhias fechadas poderão.àéfessit|iii<jàdeMé rípssàsVempresasjáftfi éxteiiios.. do m a i o r . em seu art. ^ •’ Y-y-É *3*■íàúméntar as'1çõnáiçoeè. b^as^eir_as.•.'. ôptàr por observar ás nòrmás sobre demoíiàtráções financeiras expedidas pela Comissão de. Valores Mobiliários para as compa­ nhias abertas: ‘ ‘ ' ' V-^^■ > : f As demonstrações financeiras das companhias abertas observarão.000. 2.partir. 3e. aprimorar. ' • ■' ■/ . introduziu a seguinte novidade: “Aplicam-se às sociedades de grande porte. no exerddo social an­ terior..' eliminar barreiras.000.50 Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira.63$/Ò^^ .. ainda que não constituídas sob a forma de sociedades por ações. a sociedade ou o conjunto de sociedades sob controle comum que tiver. êj . ainda.00 (trezentos milhões de reais).

bens què tenham sido objeto'dê arrendamento mercantil‘financeiro. sempre com o objetivo de adaptar tais critérios aos padrões internacionais. porJR.i._ rendado uiría-máquina.638/07 A Lei n2 11. Tais ativos não corpóreos. Regime das Publicações Legais 51 3 BALANÇO PATRIMONIAL ./ v. Ou seja. patentes. Débito: Ativo imobilizado " MáquinaIndustrial- ' ■' . concessões etc. passam agora para o grupo de Intan­ gíveis. para pagamento em 36 meses. 178 O Ativo Permanente é dividido em Investimentos. pãssa a'incorporar ôs tiens de­ correntes de operações que transfiram à companhia . riscos e controle desses bens. é dividido em Capital Social. Ajustes de Avaliação Patrimonial. ■ - V :. tais como marcas. Arrendamento Mercantil Financeiro. O Patrimônio Líquido.000.000. 179.00 ■ R$ 40.Demonstrações Contábeis Obrigatórias.os benefícios.~ R$ 20.638/07 fez várias modificações nos critérios de avaliação dos Ativos e Passivos.òd0300. * Crédito: Passivo Circulante ■' ’ .AVALIAÇÃO DOS ATIVOS E PASSIVOS 3. Portanto.1 ALTERAÇÕES INTRODUZIDAS PELA LEI W 11. çomõ^exemplificado: Supondo que uma empresa .00 . Devem ser classificados: No Ativo Imobilizado: os Direitos que tenham por objeto bens corpóreos des­ tinados à manutenção das atividades da companhia ou da empresa ou exercidos com essa finalidade. ' ~ R$ 60. com a menção do artigo correspondente: • Art. a nova Lei alterou a definição do Ativo Imobilizado." Por. A conta­ bilização jdevèrã ser a seguinte: -■:V . *o -grüpo dò Ativo1Imobilizado. ~ . ou seja. . intangíveis. oütrò'rladÒ. Ações em Tesoura­ ria e Prejuízos Acumulados.000. Tais ativõs passam-a ser registrádos como ufnà compra. Segue um resumo das principais alterações.com financiamento bancário. inclusive os decorrentes de operações que transfiram à com­ panhia os benefícios. pu leasing. Imobilizado. riscos_e controle desses-bens. Reservas de Lucros.00__ _ 1 . excluindo des­ se grupo os bens não corpóreos. os. . Passivo não Circulante/Exigíyel a Longõ Prázo Arrenàamento Mercantil Financeiro . . ° Art.$ 60. por sua vez. Reservas de Capital. Intangível. de acordo com a Medida Provisória ne 449.r .tenha ar.

::lassifí^ &rèl^Mtàâ^(|[ê^éració^ 3. Exemplos de ativos incorpóreos. transferido. ° direitos autorais.638/07 são os seguintes os critérios para avaliação dos Ativos: . puder ser separado da entidade e vendido.52 Manual de Contabilidade Tributária * Oliveira. e c) for identificável e separável. inclusive o fundo de comércio adquirido. e apenas se: a) for provável que os benefícios econômicos futuros esperados atribuí­ veis ao ativo sejam gerados em favor da entidade. b) o custo do ativo puder ser mensurado com segurança. ° gastos com pesquisa e desenvolvimento. alugado ou trocado. licenciado. « direitos de concessão. efetivamente. de 17-12-2008. ativo ou passivo relacionado. Chieregato. * fundo de comércio.2 CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO DO M W O Conforme o art. Perez Junior e Gomes No Intangível: 6 as Despesas Pré-operadonais e os Gastos de reestruturação que contri­ buirão. 183 da Lei ne 11. para o aumento do resultado de mais de um exer­ cido social e que não configurem tão somente uma redução de custos ou acréscimo na eficiência operacional. ou seja. Conforme a Deliberação CVM ns 565. seja individual­ mente ou em conjunto com um contrato. ° os Direitos que tenham por objeto bens incorpóreos destinados à ma­ nutenção da companhia ou exercidos com essa finalidade. um ativo intangível deve ser reconheddo no balanço se. que passam a ser dassifícados como Ativos Intangíveis: • marcas e patentes.

deduzido de provisão para perdas prováveis na realização do seu valor. fínáncèirás: .os investimentos em participação no capital social de outras socieda­ des.3quando se tratar de aplicações destinadas à negociação ou disponíveis para venda. Illa . De acordo com a nova legislação. quando este for inferior. produtos em fabricação e bens em almoxarifado. assim como matérias-primas. Regime das Publicações Legais 53 I . estè: for menor sAa II .. de ações ou quotas bonificadas. deduzido de provisão para ajustá-lo ao valor de mercado. 3 Está sendo introduzido no Brasil o conceito defair value . e • pelo valor de custo de aquisição ou valor de emissão.valor justo.os direitos que tiverem por objeto mercadorias e produtos do comércio da companhia.<quando. ~ .Norma Internacional de Contabilidade nfl 39. de acordo com o International Accounting Standard (IAS) . e em direitos e títulos de créditos.. é o montante pelo qual um ativo pode ser transacionado. classificados no ativo circulante ou no rea­ lizável a longo prazo: ® pelo seu Valor de Mercado ou valor equivalente. os investimentos em coliga­ das sobre cuja administração tenha influência significativa. entre parte conhecedoras do assunto e dispostas a negociar numa transação sem favoredmentos. ou de que partícipe com 20% (vinte por cento) ou mais do capital votante. quando este for inferior.ò:dãs á][)Hçáçoe£â^^ oÇèquivaleiitè. í . atualizado con­ forme disposições legais ou contratuais. III . ressalvados os investimentos em controladas e coligadas. ao valor de mercado ou equivalente. em controladas e em outras sociedades que façam parte de um mesmo grupo ou estejam sob controle comum serão avaliados pelo método da equivalência patrimonial. ou seja.Avaliação do Investimento em Coligadas e Controladas No balanço patrimonial da companhia. pelo custo de aquisição. .Demonstrações Contábeis Obrigatórias. de curto ou longo prazo. sem custo para a companhia. e que não será modificado em razão do recebimento. quando essa perda estiver comprovada como permanente. ou um passivo quita­ do. no caso das demais aplicações e os direitos e títulos de crédito. Fair value. pelo custo de aquisição ou produção. para a correta avaliação de acordo com o seu valor justo. o das avaliações ~ . inclusive derivativos.é. todas as aplicações financeiras. ajustado ao valor provável de realização. > v ^ : reapzaç^c>'.as aplicações em Instrumentos Financeiros. predsam ser analisadas para a sua adequada contabilização.

Perez Junior e Gomes IV . VI . pelo valor do capital aplicado.o ativo diferido. quando corresponder à perda do valor dos direitos que têm por objeto bens físicos sujeitos a desgaste ou perda de utilidade por uso. prazo e risco similares. decorrente de transação não compulsória realizada entre partes independentes.os direitos classificados no imobilizado. .54 Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira. deduzidos os impostos e demais despesas necessárias para a venda. na ausência de um mercado. considera-se valor de mercado: a) das matérias-primas e dos bens em almoxarifado. e. § 2SA diminuição do valor dos elementos dos ativos imobilizado. o valor que pode se obter em um mer­ cado ativo.os demais investimentos. pelo custo incorrido na aquisi­ ção deduzido do saldo da respectiva conta de amortização. e a margem de lucro. V . pelo custo de aquisição. d) dos instrumentos financeiros. ação da natureza ou obsolescência. ativo para um determinado instrumento financeiro: ° o valor que se pode obter em um mercado ativo com a negociação de outro instrumento financeiro de natureza. deduzido do saldo das contas que registrem a sua amortização. sendo os demais ajustados quando hou­ ver efeito relevante. o valor líquido pelo qual possam ser alienados a terceiros. VIII .os elementos do ativo decorrentes de operações de longo prazo serão ajustados a valor presente. quando este for inferior. amortização ou exaustão. VII . o preço pelo qual possam ser repostos.os direitos classificados no intangível. ou para redução do custo de aquisição ao valor de mercado. mediante compra no mercado. ou 0 o valor obtido por meio de modelos matemático-estatísticos de precificaçao de instrumentos financeiros. pelo custo de aquisição. § 1BPara efeitos do disposto neste artigo. c) dos investimentos. intangível e diferido será registrada periodicamente nas contas de: a) depreciação. ® o valor presente líquido dos fluxos de caixa futuros para instrumen­ tos financeiros de natureza. de­ duzido do saldo da respectiva conta de depreciação. prazo e risco similares. Chieregato. deduzido de pro­ visão para atender às perdas prováveis na realização do seu valor. o preço líquido de realização mediante venda no mercado. b) dos bens ou direitos destinados à venda.

638/07. de direitos cujo objeto sejam recursos minerais ou florestais. quando corresponder à perda do valor do capital aplicado na aquisição de direitos da propriedade industrial ou comercial e quais­ quer outros com existência ou exercício de duração limitada. quando corresponder à perda do valor. exaustão e amortização. ou cujo objeto sejam bens de utilização por prazo legal ou contratualmente limitado. Regime das Publicações Legais 55 b) amortização. comoda­ mente os prazos de vida útil admitidos para fins tributários. quando esse for o costume mercantil aceito pela técnica contábil.dè. no balanço. Outra importante modificação efetuada pela Lei n.revisados e ajustados os critérios utilizados para determinação da vida útil econômica estimada e para cálculo da depreciação. na maioria das empresas. no intangível e no diferido. periodicamente.638/07 é que. c) exaustão. as empresas devem revisar e ajustar os critérios utilizados para determi­ nação da vida útil econômica estimada e para cálculo da depreciação. Até então.Demonstrações Contábeis Obrigatórias. decorrente da sua ex­ ploração.11. os elementos do passi­ vo serão avaliados de acordo com os seguintes critérios: . ou bens aplicados nessa exploração. ou II . no intangível e no diferido. 184 da Lei na 11. 3.registradas as perdas de valor do capital aplicado quando houver de­ cisão de interromper os empreendimentos ou atividades a que se des­ tinavam ou quando comprovado que não poderão produzir resultados suficientes para recuperação desse valor. dora­ vante. exaustão e amortização dos valores registrados no imobilizado. a fim de que sejam: I . análise sobre a recupera­ ção dos valores registrados no imobilizado. os contadores sempre adotaram.3 CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO DO PASSIVO Conforme o art.:impairrtént: ^fòi ^óbjeèp^á^Respj u-y ÇpntabL idácli i i l i i S i i l l l l § 4e Os estoques de mercadorias fungíveis destinadas à venda poderão ser avaliados pelo valor de mercado. l o âos vjilõres registrados no imobilizádO. téstè. § 32 A companhia deverá efetuar.

Art. d) patrimônio líquido. dividido em investimentos. não tiver direito de compensar serão classificados separadamente. encargos e riscos. inclusi Imposto sobre a Renda a pagar com base no resultado do exercício. § 2a No passivo.56 Manual de Contabilidade Tributária ♦ Oliveira. 3. os direitos realizáveis no curso do exercício social subsequente e as aplicações de recursos em despesas do exercício seguinte. as contas serão classificadas nos seguintes grupos: / a) passivo circulante. nos seguintes grupos: a) ativo circulante. serão convertidas em moeda nacional à taxa de câmbio em vigor na data do balanço.4 GRUPO DE CONTAS DO BALANÇO PATRIMONIAL E A CLASSIFICAÇÃO DE ACORDO COM A LEI Ne 6.404/76. sendo qs demais ajustados quando houver efeito relevante.as obrigações. com cláusula de paridade cam­ bial. Chieregato. As contas do Ativo serão classificadas do seguinte modo: I . encargos e riscos classificados no passivo exigível a longo prazo serão ajustados ao seu valor presente. ATUALIZADA PELA LEI Ns 11. II .638/07 Art. 178. conhecidos ou calculáveis. § 3S Os saldos devedores e credores que a companhia. § l 2 No ativo. reservas de lucros.no ativo circulante: as disponibilidades. ajus­ tes de avaliação patrimonial. imobilizado e intangível. No balanço. 179. Perez Junior e Gomes I . dividido em capital social. 13. c) resultados de exercícios futuros. as contas serão classificadas segundo os elementos do patrimônio que registrem. b) passivo exigível a longo prazo. b) ativo realizável a longo prazo. e agrupadas de modo a facilitar o conhecimento e a análise da situação financeira da companhia.no ativo realizável a longo prazo: os direitos realizáveis após o térmi­ no do exercício seguinte. III-a s obrigações. di­ . adian­ tamentos ou empréstimos a sociedades coligadas ou controladas. c) ativo permanente. as contas serão dispostas em ordem decrescente de grau de liquidez dos elementos nelas registrados. reservas de capital. ações em tesouraria e prejuízos acumulados.as obrigações em moeda estrangeira. assim como os derivados de vendas. serão computados pelo valor atualizado até a data do balanço.

no intangível: as despesas pré-operacionais e os gastos de reestrutura­ ção que contribuirão. Regime das Publicações Legais 57 retores. efetivamente. bem como os direitos que tenham por objeto bens incorpóreos destinados à ma­ nutenção da companhia ou exercidos com essa finalidade. V . que não constituírem negócios usuais na exploração do objeto da companhia. 8 no não circulante. por dedução. quando se vencerem no exercício seguinte.em investimentos: as participações permanentes em outras sociedades e os direitos de qualquer natureza. IV .5 PATRIMÔNIO LÍQUIDO A conta do capital social discriminará o montante subscrito e. b) o produto da alienação de partes beneficiárias e bônus de subscrição. 180. a classificação no circulante ou não circu­ lante terá por base o prazo desse ciclo. acionistas ou participantes no lucro da companhia. inclusive os decorrentes de operações que transfiram à companhia os benefícios. III . inclusive o fundo de comércio adquirido. As contas do passivo serão classificadas como segue: “ as obrigações da companhia. e que não se destinem à manutenção da atividade da companhia ou da empresa. Art. não classificáveis no ativo circulan­ te. se tiverem ven­ cimento em prazo maior. Na companhia em que o ciclo operacional da empresa tiver duração maior que o exercício. .Demonstrações Contábeis Obrigatórias. inclusive financiamentos para aquisição de direitos do ativo permanente.no ativo imobilizado: os direitos que tenham por objeto bens corpóreos destinados à manutenção das atividades da companhia ou da empresa ou exercidos com essa finalidade. Serão classificadas como reservas de capital as contas que registrarem: a) a contribuição do subscritor de ações que ultrapassar o valor nominal e a parte do preço de emissão das ações sem valor nominal que ultrapas­ sar a importância destinada à formação do capital social. observado o disposto no parágrafo único do artigo 179. 3. inclusive nos casos de conversão em ações de debêntures ou partes beneficiárias. para o aumento do resultado de mais de um exercício social e que não configurem tão somente uma redução de custos ou acréscimo na eficiência operacional. serão classificadas no passivo circulante. Parágrafo único. riscos e controle desses bens. e. antigo passivo exigível a longo prazo. social. a parcela ainda não realizada.

• o resultado do exercício antes do Imposto de Renda e da contribuição social e as provisões para tais tributos. Perez Junior e Gomes Serão classificadas como ajustes de avaliação patrimonial. 187. serão computados: .58 Manual de Contabilidade Tributária * Oliveira. os abati­ mentos e os impostos.404/76. as deduções das vendas. ® o lucro ou prejuízo operacional e as receitas e despesas não opera­ cionais. e as contribuições para instituições ou fundos de assistên­ cia ou previdência de empregados. 183 e § 39 do art. enquanto não computadas no resultado do exercício em obediência ao regime de competência. ® a receita líquida das vendas e serviços. cujo prazo de realização financeira ocorra após o término do exercício socia 3. em decorrência da sua avaliação a preço de mercado. as despesas financeiras. Chieregato. 187 da Lei ne 6. rendimento ou ganho líquidos em operações ou contabiliza­ ção de ativo e passivo pelo valor de mercado. empregados. 177. as despesas gerais e administrativas e outras despesas operacionais. / Na determinação do resultado do exercício. De acordo com o art. Serão classificados como reservas de lucros as contas constituídas pela apro­ priação de lucros da companhia. as contrapartidas de aumentos ou diminuições de valor atribuído a elementos do ativo (§ 5. deverá ser registrado como Reserva de Lucros a Realizar o lucro. As ações em tesouraria deverão ser destacadas no balanço como dedução da conta do patrimônio líquido que registrar a origem dos recursos aplicados na sua aquisição. 226 desta Lei) e do passivo. como segue: “Art.5 Demonstração do resultado do exercício Essa demonstração obrigatória é regulamentada pelo art. administradores e partes beneficiárias. 197. deduzidas das re­ ceitas financeiras. ® as participações de debêntures. A Demonstração do Resultado do Exercício discriminará:” ° a receita bruta das vendas e servidos. inciso I do caput do art. ° o lucro ou prejuízo líquido do exercício e seu montante por ação do capital social. 9 as despesas com as vendas.do art. o custo das mercadorias e servi­ ços vendidos e o lucro bruto.

pagos ou incorridos. Regime das Publicações Legais 59 * as receitas e os rendimentos ganhos no período. correios e telecomunicações . correspon­ dentes a essas receitas e rendimentos.Demonstrações Contábeis Obrigatórias.6 Modelo de demonstração de resultado do exercido RECEITA BRUTA DE VENDAS DE PRODUTOS E SERVIÇOS Vendas de produtos Vendas de serviços (-) DEDUÇÕES DA RECEITA BRUTA IMPOSTOS INCIDENTES SOBRE VENDAS Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) Imposto sobre Circulação de Mercadorias e sobre a Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS) Imposto sobre Serviços (ISS) PIS ou Pasep sobre a receita bruta Cofins sobre a receita brutá Vendas canceladas e devoluções Abatimentos (-) CUSTO DOS PRODUTOS VENDIDOS E DOS SERVIÇOS PRESTADOS Custo dos produtos vendidos Custo dos serviços prestados = LUCRO BRUTO (~) DESPESAS OPERACIONAIS DE VENDAS Despesas com salários e encargos do pessoal Treinamento e outros benefícios Honorários da diretoria Comissões de vendas Propaganda e publicidade Viagens e representações Água. 3. e * os custos. luz. independentemente de sua realização em moeda. encargos e perdas. despesas.

Predial e Territorial Urbana Outros tributos DESPESAS FINANCEIRAS Encargos financeiros sobre financiamentos Variações monetárias e cambiais Juros diversos a fornecedores e bancos Taxas e outros encargos bancários Despesas gerais CPMF RECEITAS FINANCEIRAS Descontos obtidos Juros recebidos Receitas de aplicações de curto prazo : . Perez Junior e Gomes Seguros diversos Fretes sobre as vendas Perdas com devedores duvidosos Depreciação Despesas gerais ADMINISTRATIVAS Despesas com salários e encargos do pessoal Treinamentos e outros benefícios Honorários da diretoria Honorários do Conselho Fiscal e de Administração Viagens e representações Água. correios e telecomunicações Seguros diversos Aluguéis e condomínio Gastos com auditoria Depreciação Despesas gerais TRIBUTÁRIAS Imposto sobre a Propriedade.Manual de Contabilidade Tributária ♦ Oliveira. luz. Chieregato.

) RESULTADOS NÃO OPERACIONAIS Ganhos e perdas nos investimentos na variação do percentual dé partici­ pação societária Ganhos e perdas na alienação dos investimentos em participação societária Ganhos e perdas na alienação de imobilizados Provisão para perdas prováveis na realização dos investimentos Baixa de ativos diferidos .Demonstrações Contábeis Obrigatórias.RESULTADO ANTES DO IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL (-) Despesa de imposto de renda (” ) Despesa de contribuição social = RESULTADO APÓS O IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL (-) PARTICIPAÇÕES E CONTRIBUIÇÕES Debêntures Empregados Administradores Fundos de previdência privada dos funcionários = RESULTADO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO = RESULTADO POR LOTE DE 1.) DESPESAS OPERACIONAIS LUCROS E PREJUÍZOS DE PARTICIPAÇÕES SOCIETÁRIAS Resultado da equivalência patrimonial Dividendos recebidos de participações societárias avaliadas pelo custo de aquisição Amortização de ágio ou deságio de investimentos em participações socie­ tárias RENDIMENTOS DE OUTRAS APLICAÇÕES = LUCRO OU PREJUÍZO OPERACIONAL (+ ou .000 AÇÕES Quantidade de ações ao final do exercido . Regime das Publicações Legais 61 (+ ) OUTRAS RECEITAS E (.

Os ajustes dos exercícios anteriores são apenas os decorrentes de efeitos da mudança de critério contábil. as mutações nos resultados acumu­ lados da entidade.1 Conceito A Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido. é a demonstração con­ tábil destinada a evidenciar.2 Conteúdo e estrutura A demonstração de prejuízos acumulados discriminará: a) o saldo no início do período.8. ou da retificação de erro imputável a determinado exercício anterior. j) o saldo no final do período. h) os lucros distribuídos.7.62 Manual de Contabilidade Tributária ♦ Oliveira. c) as reversões de reservas. d) a parcela correspondente à realização de reavaliação líquida do efeito dos impostos correspondentes. f) as compensações de. Chieregato. Perez Junior e Gomes 3. e que não possam ser atribuídos a fatos subsequentes. em determinado período.7 Demonstração de prejuízos acumulados 3.8 Demonstração das mutações do patrimônio líquido 3. a movimentação das contas que integram o patrimônio da entidade. i) as parcelas de lucros incorporadas ao capital. A entidade que elaborar a demonstração das mutações do patrimônio líquido nela induirá a demonstração de lucros ou prejuízos acumulados. prejuízos. . 3. e) o resultado líquido do período. g) as destinações do lucro líquido do período. 3. em determinado período.7. b) os ajustes de exercícios anteriores.1 Conceito A demonstração de prejuízos acumulados é a demonstração contábil desti­ nada a evidenciar.

e que não possam ser atribuídos a fatos subsequentes. se elaborada e pu­ blicada pela companhia.as reversões de reservas e o lucro líquido do exercido. levantadas no encerramento de cada períodobase de apuração do lucro real. a demonstração de lucros ou prejuízos acumulados discriminará: I ~ o saldo do início do período. f) as destinações do lucro líquido do período. b) os ajustes de exercícios anteriores. devem ser transcritas no livro Diário.3 Demonstração de lucros ou prejuízos acumulados Conforme o art.Demonstrações Contábeis Obrigatórias» Regime das Publicações Legais 63 3. III .2 Conteúdo e estrutura A Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido discriminará: a) os saldos no início do período.9 Transcrição no livro Diário As demonstrações contábeis. j) os lucros distribuídos.638/07.8. a parcela dos lu­ cros incorporada ao capital e o saldo ao fim do período. 3. 186 da Lei ns 6. . ou da retificação de erro imputável a determinado exercido anterior. II .404/76. atualizada pela Lei n. k) os saldos no final do período. § 2SA demonstração de lucros ou prejuízos acumulados deverá indicar o montante do dividendo por ação do capital social e poderá ser induída na demonstração das mutações do patrimônio líquido. § l 9 Como ajustes de exercícios anteriores serão considerados apenas os decorrentes de efeitos da mudança de critério contábil.as transferências para reservas. i) as compensações de prejuízos.11. e) a redução de capital. d) os aumentos de capital discriminando sua natureza. c) as reversões e transferências de reservas e lucros. os dividendos. g) as reavaliações de ativos e sua realização líquida do efeito dos impostos correspondentes. 3. os ajustes de exercícios anteriores e a correção monetária do saldo inicial.8. h) o resultado líquido do período.

mesmo existindo determinadas pessoas jurídicas dispensa­ das pela legislação fiscal de escrituração contábil completa. e registrar as mutações patrimoniais de acordo com o regime de competência.da divulgação das demonstrações contábeis Essa norma foi aprovada pela Resolução ns 737. com a rigorosa observância dos princípios de contabilidade geral­ mente aceitos. do Conselho Federal de Contabilidade. Chieregato.64 Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira. em qualquer de suas modalidades. sendo que a lei é categórica em exigir que a escrituração do contribuinte deverá ser mantida em registros permanentes. associados e demais interessados. como já foi mencionado. Perez Junior e Gomes O Código Comercial. bolsa de valores. métodos ou critérios contábeis uniformes no tempo.1 Conceito A divulgação é o ato de colocar as demonstrações contábeis da entidade à disposição de seus usuários. oficial ou priva­ da. credores. associações de classe. . 3. Essa exigência independe do tipo societário da empresa comercial e do sistema de tributação do Imposto de Renda que a empresa está seguindo. passivos e contas de resultados. obriga todas as empresas co­ merciais a preparar anualmente um balanço geral de seus ativos. devem todas as em­ presas comerciais. Os meios de divulgação anteriormente referidos podem decorrer tanto de disposições legais. manter tal escrituração para atender ao Código Comercial. e outros interes­ sados. Para que se possa levantar Balanço Anual. como de iniciativa da própria entidade. regulamentares ou regimentais. ° a comunicação de que as demonstrações contábeis estão à disposição dos titulares do capital. órgãos fiscalizadores ou reguladores. de 27 de novembro de 1992. ° a remessa das demonstrações contábeis a titulares do capital. São meios de divulgação: 0 a publicação das demonstrações contábeis na imprensa. 3. faz-se necessário a empresa man­ ter escrituração contábil completa no livro Diário. associa­ dos.10. em local ou locais identificados. sem exceção. entidades de ensino e pesquisa. Conclui-se que.10 Norma brasileira de contabilidade (NBC) T 6 .

4 Aspectos a observar na elaboração das notas explicativas Os seguintes aspectos devem ser observados na elaboração das notas expli­ cativas: • as informações devem contemplar os fatores de integridade. tanto para os agrupamentos como para as contas que os compõem.Demonstrações Contábeis Obrigatórias. O conteúdo. As informações contidas nas notas explicativas devem ser relevantes. a seus usuários. . 3. Informações adicionais podem ser requeridas em decorrência da legislação e outros dispositivos regulamentares específicos em função das características da entidade.10. econô­ mica.10. financeira. claros e concisos. comple­ mentares e/ou suplementares às não suficientemente evidenciadas ou não cons­ tantes nas demonstrações contábeis propriamente ditas. física e social. • os assuntos devem ser ordenados obedecendo à ordem observada nas demonstrações contábeis. financeira. objetivos.2 Objetivos e conteúdo A divulgação das demonstrações contábeis tem por objetivo fornecer.10. a forma de apresentação e a divulgação das demonstrações con­ tábeis de entidades com atividades atípicas ou com regulamentação específica são tratados em normas próprias. 3. precisão. sinceridade e relevância. autentici­ dade. um conjunto mínimo de informações de natureza patrimonial. • os textos devem ser simples.3 Notas explicativas A mencionada Norma Brasileira de Contabilidade trata também das informa­ ções mínimas que devem constar das notas explicativas. bem como os critérios utilizados na elabo­ ração das demonstrações contábeis e eventos subsequentes ao balanço. legal. física e social que lhes possibilite o conhecimento e a aná­ lise da situação da entidade. econô­ mica. As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis. Regime das Publicações Legais 65 A forma de apresentação das demonstrações contábeis para divulgação obe­ decerá aos modelos definidos em interpretações técnicas. As notas explicativas incluem informações de natureza patrimonial. 3. legal.

pelas reservas de lucros e pela reserva legal. * participação de partes beneficiárias: 5%. provisão para Imposto de Renda.00. Se o lucro anual de um determinado exercício for de R$ 500. nessaordem.000. sucessivamente e nessa ordem. Perez Junior e Gomes 3 os assuntos relacionados devem ser agrupados segundo seus atributos comuns. administradores e partes be­ neficiárias serão determinadas. atualizada pela Lei ns 11.404/76. Chieregato. 189 a 192 da Lei ns 6. 3. Parágrafo único. ® os dados devem permitir comparações com os de períodos anteriores. antes de qualquer participação. 189. Art.638/07. com base nos lucros que remanescerem depois de deduzida a participação anteriormente cal­ culada. após a Provisão para o Imposto de Renda e Contribuição Social sobe o Lucro Líquido. Participações As participações estatutárias de empregados. Dedução de Prejuízos e Imposto sobre a Renda Do resultado do exercício serão deduzidos. estabelecem que: Art. 190. o prejuízo do exercício será obrigatoriamente absorvido pe­ los lucros acumulados. regulamentos. Normas Brasileiras de Con­ tabilidade e outros atos normativos devem ser fundamentadas e restritas aos casos em que tais citações contribuam para o entendimento do as­ sunto tratado na nota explicativa. ° as referências a leis. participações estatutárias e destinação do lucro líquido remanescente Os arts.11 Dedução de prejuízos. ° participações de administradores: 10%. a participação e a contabilização serão calculadas e contabilizadas como segue: . Exemplo: Supondo que os Estatutos fixem as seguintes participações no lucro do exercício: ° participações estatutárias de empregados: 20%. os prejuízos acumulados e a provisão para o Imposto sobre a Renda e Contribui­ ção Social sobre o Lucro Líquido.66 Manual de Contabilidade Tributária 0 Oliveira. decretos.

3. pela Resolução do Conselho Federal de Contabilidade (CFC) n9 1. 190.12 Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) Nesse esforço para adaptar nossa contabilidade aos padrões internacionais. da contabilidade brasileira aos padrões inter­ nacionais. Os principais objetivos do CPC são o estudo.00 Participação de Administradores (R$ 400.Demonstrações Contábeis Obrigatórias.000. 192. levando em consideração a necessidade de con­ vergência. Proposta de Destinação do Lucro Juntamente com as demonstrações financeiras do exercício.00 x 5%) 18. o mais rápido possível.000. proposta sobre a destinação a ser dada ao lucro líquido do exercício.00 x 10%) 40.oiÍ'pre^ Art 191. Regime das Publicações Legais 67 R$ Débito Patrimônio Líquido Lucro do Exercício 158. Lucro Líquido Lucro líquido do exercício é o resultado do exercício que remanescer depois de deduzidas as participações de que trata o art.000.000.00 }J|p|>çíí§|ti||ÍT|fsmo.00 Crédito Passivo Circulante (Contas a pagar) Participação de Empregados nos Resultados (R$ 500. Art.000.000. o preparo e a emissão de pro­ nunciamentos técnicos sobre os procedimentos de contabilidade e a divulgação de informações dessa natureza.TÍaÉ^^ í. .00 x 20%) 100. os órgãos da administração da companhia apresentarão à assembleia geral ordinária.055/05. é importante ressaltar também a criação do CPC.âssisfêricÍá.00 Participação de Partes Beneficiárias (R$ 360*000.

juntamente com as de­ monstrações estabelecidas pela Lei nfi 6. Bovespa. Testes 1. Chieregato. d) Ganhos e Perdas na Alienação de Investimentos e Ganhos e Perdas de Capital no Ativo Diferido. as sociedades por ações devem pre­ parar e publicar o Relatório da Administração. c) Resultado de Equivalência Patrimonial e Ganhos e Perdas na Alienação de Investimentos. b) Além das demonstrações contábeis. as demonstrações conso­ lidadas. Assinale a alternativa incorreta: a) sociedade anônima de capital aberto que possuir investimentos em so­ ciedades controladas deverá elaborar e divulgar. e) As obrigações em moeda estrangeira devem ser avaliadas na data do ba­ lanço à taxa de câmbio na data em que a transação foi realizada. Fipecafi e Ibracon. d) Os bens do imobilizado devem ser avaliados pelo custo de aquisição.404/76. de­ duzido do saldo da respectiva conta de depreciação.68 Manual de Contabilidade Tributária ♦ Oliveira. e) Variações Monetárias de Obrigações e Créditos e Amortizações de Ágio em Investimentos. b) Provisão para Perdas Prováveis na Realização de Investimentos e Lucros ou Prejuízos de Participações em Outras Sociedades. CVM. 2. Teste que constou em concurso público para Auditor Fiscal da Previdência Social. Resposta: alternativa ___ . Perez Junior e Gomes Esse comitê é constituído por representantes das seguintes entidades: Abrasca. Na Demonstração do Resultado do Exercício são classificados como itens não operacionais: a) Ganhos e Perdas de Capital no Ativo Diferido e Resultado da Equivalência Patrimonial. exaustão ou amor­ tização. CFC. Apimec Nacional. Tem como convidados permanentes a participar de reuniões: Bacen. / Resposta: alternativa___ . c) As demonstrações de cada exercício devem ser publicadas com a indica­ ção dos valores correspondentes ao ano anterior. Susep etc.

induindo ICMS 15.000. antes do encerramento das contas de resultado. Uma empresa comerdal apresentou. Regime das Publicações Legais 69 3 .000 1.000 ICMS sobre Vendas de Mercadorias 3.000 2. $3. e) $5.000 22.500 Receitas Financeiras 700 800 Despesas Financeiras 500 Variações Monetárias Ativas Considerando os saldos acima.000 45.000. o Lucro Bruto foi de: a) b) c) d) $3-500. $2.500 500 Variações Monetárias Ativas 700 Receitas Financeiras Despesas com Comissões de Vendas 800 Despesas Financeiras Custo dos Serviços Prestados 900 500 6.000 1. $ 4.000. antes do encerramento das contas de resultado. em 31-12.000 Abatimentos Incondidonais sobre Vendas de Mercadorias 1. induindo ICMS Abatimentos Incondidonais sobre Vendas de Mercadorias 2. em 31-12-2007.000 .500 Imposto sobre Serviços Custo dos Produtos ou Mercadorias Vendidos 11. os seguintes saldos: $ ( 000) Receitas Brutas com a Prestação de Serviços Vendas Canceladas de Mercadorias Receitas Brutas com Vendas de Mercadorias. os seguintes saldos: $ ( 000) Vendas Canceladas de Mercadorias Receitas Brutas com Vendas de Mercadorias.500 Custo dos Produtos ou Mercadorias Vendidos 11.000.Demonstrações Contábeis Obrigatórias. Resposta: alternativa___ 4* Uma empresa comerdal e prestadora de serviços apresentou.000 ICMS sobre Vendas de Mercadorias Outros Impostos sobre Vendas de Mercadorias 5.000 Outros Impostos sobre Vendas de Mercadorias 1.

457/97. estabelece que o exercício social deverá ter a duração de um ano e que será fixada no estatuto a data do: a) início do exercício social. devem ser classificados no a) Ativo Circulante. dada pela Lei n2 11.638/07. com a nova redação dada pela Leis n. Resposta: alternativa___ Os testes de 5 a 7 constaram no concurso público para Contador Junior da Petrobras 5.303/01 e ns 11. A Lei n2 6. d) início e do término do ano civil. b) ajustados a valor de mercado.404/76 .000. b) $ 35. d) '$ 31. c) Intangível.500.000.Lei das Sociedades Anônimas. e) término do exercício social. inclusive o fundo de comércio adquirido. as obrigações. atualizada pela Lei ns 11.638/07.638/07.404/76. iís 10. Perez Junior e Gomes Considerando os saldos acima. e) $ 34. a) ajustados a valor presente.70 Manual de Contabilidade Tributária * Oliveira. d) Ativo Imobilizado. ' De acordo com as determinações da Lei nfi 6. No Balanço. Ativo Realizável a Longo Prazo. c) início do ano civil.9. Chieregato. e) Diferido. Resposta: alternativa___ 7.404/76. de acordo com a nova redação da Lei n96.000. os direitos que tenham por objeto bens incorpóreos destinados à manutenção da companhia ou exercidos com essa finalidade.000. b ). c) $ 32. . encargos e riscos classificados no Passivo Exigí­ vel a Longo Prazo serão: . b) início e do término do exercício social. Resposta: alternativa___ 6. o Lucro Bruto foi de: a) $ 30.

A Lei ne 11. facultando à companhia a elaboração da demonstra­ ção dos lucros ou prejuízos acumulados. o maior dos dois. alterou dispositivos relativos à elaboração e divulgação das demonstrações financeiras. Demonstração do Fluxo de Caixa. . 8. d) avaliados a valor de mercado ou custo. b) liberação da exigência de elaboração da demonstração dasorigens e aplicações de recursos. a elaboração da demonstração das origens e aplicações de recursos. em caso de companhia aberta. Demonstração da Mutação do Patrimônio Liquido e Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos.Demonstrações Contábeis Obrigatórias. Assinale a alternativa correta a) as demonstrações contábeis exigidas pela Lei n9 6. na data do balanço pa­ trimonial superior a R$ 2. Resposta: alternativa___ Os testes 9 e 10 constaram no concurso público para Agente de Tributos Esta­ duais. Regime das Publicações Legais c) avaliados a valor de mercado ou custo.000. a demonstração do valor adicionado.404/76. são: Balanço Patrimonial. b) a companhia fechada com patrimônio líquido. sancionada em 28 de dezembro de 2007. passando a ser exigida a demonstração dosflu­ xos de caixa e. Demonstração do Valor Adicionado. e) obrigatoriedade de elaboração das demonstrações dos fluxos de caixa e do valor adicionado. atualizada pela Lei ns 11.638.638/07. do Estado de Mato Grosso. Demonstração do Re­ sultado do Exercício. d) liberação da exigência de elaboração da mutação do patrimônio líquido. o menor dos dois. c) decisão pela não obrigatoriedade da elaboração das demonstrações do fluxo de caixa.000. A princi­ pal alteração em relação às disposições para a elaboração das demonstrações financeiras foi a: a) obrigatoriedade da elaboração da demonstração do valor adicionado para todas as companhias e sociedades limitadas. sendo exigida. sendo substituída pela demonstração dos fluxos de caixa e pela demons­ tração do valor adicionado. 9. 71 e) computados pelo valor atualizado até a data do Balanço.00 (dois milhões de reais) não será obrigada à elaboração e publicação da Demonstração do Fluxo de Caixa. em caso de companhia aberta. Resposta: alternativa___ Teste que constou no concurso público para Auditor Junior da Petrobras.

governo e outros. participações de Administra­ dores: R$ 40. sen­ do os demais ajustados quando houver efeito relevante. financiadores. 8 participações de Administradores: 4% .638/07. a parte do lucro atribuída às participações é: a) participações de Empregados: R$ 40. a sua distribuição entre os elementos que contribuíram para a geração dessa riqueza. participações de Administra­ dores: R$ 40. participações de Ad­ ministradores: R$ 38. Chieregato.00.000. e) deverá ser indicado na Demonstração do Valor Adicionado o valor da riqueza gerada pela companhia.000.00.000. bem como parcela da riqueza distribuída. d) participações de Empregados: R$ 100.00. participações de Partes Bene­ ficiárias: R$ 100.00.00. participações de Empregados: R$ 40. encargos e riscos classificados no passivo exigível a longo prazo serão ajustados ao seu valor presente.000.00.00. participações de Administradores: R$ 40.00. b) participações de Empregados: R$ 38.00.000. Perez Junior e Gomes c) no balanço patrimonial.00.00.000. • participações de Empregados: 10%. A empresa JK S/A apresentou as seguintes informações: a) a base para calcular as participações é o lucro de R$ 1.00.000.000.00 que foi extraído do Balanço Patrimonial encerrado em 31-12-07. participações de Partes Beneficiárias: R$ 40. d) são classificados no ativo diferido as despesas pré-operacionais e os gas­ tos de reestruturação que não contribuirão. as obrigações. efetivamente. para o aumen­ to do resultado de mais de um exercício social e que não configurem tão somente uma redução de custos ou acréscimos na eficiência operacional. b) o estatuto da empresa apresentou os seguintes percentuais: • participações de Partes Beneficiárias: 4%.00. tais como empregados. participações de Administra­ dores: R$ 36.000.160.00.000. e) participações de Empregados: R$ 100. Resposta: alternativa___ Teste que constou no concurso público para Auditor Fiscal da Receita Federal (Auditor Fiscal do Tesouro Nacional) . participações de Partes Beneficiárias: R$ 100.000.000. De acordo com a Lei n9 6. Resposta: alternativa___ 10.404/76.00.560.72 Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira. acionistas. atualizada pela Lei n9 11.400. participações de Partes Beneficiárias: R$ 34.000. c) participações de Partes Beneficiárias: R$ 92.400.

e) custo de realização acrescido dos rendimentos Resposta: alternativa___ Teste que constou em concurso público para Auditor da Previdência Social (INSS). no caso das demais apli­ cações e os direitos e títulos de crédito.que não os feitos em coligadas e controladas devem ser avaliados pelo valor de mercado. inclusive derivativos. 183 da Lei n2 11. b) os direitos que tiverem por objeto mercadorias e produtos do comércio da companhia. quando se tratar de apli­ cações destinadas à negociação ou disponíveis para venda. Regime das Publicações Legais 73 11. ajustado ao valor provável de realização. Quanto aos critérios de avaliação patrimonial que devem ser observados na contabilização dos ativos e passivos. atualizado conforme disposições legais ou contratuais.Demonstrações Contábeis Obrigatórias. classificados no ativo circulante ou no realizável a longo prazo: a) pelo seu valor de mercado ou valor equivalente. e em direitos e títulos de créditos. b) custo ou mercado dos dois o menor. d) outros investimentos . e reduzidos ao valor de mercado. produtos em fabricação e . Critério da avaliação contábil a ser aplicado aos direitos e títulos de créditos.638/07 são os seguintes os critérios para avaliação dos Ativos (assinale as alternativas incorretas): a) as aplicações em Instrumentos Financeiros. destacando contabilmente o ágio ou deságio na aquisição. atualizados pelos juros ou pela correção transcorridos. a) os valores mobiliários mantidos temporariamente no ativo devem ser avaliados ao custo 4 e aquisição. quando este for inferior. se esse for menor. Conforme o art. julgue os itens abaixo e assinale as alter­ nativas corretas. d) custo corrente ou o de reposição. b) os estoques devem ser avaliados pelo valor de mercado. 12. assim como matérias-primas. Resposta: alternativas______ 13. classificados no ativo circulante ou no reali­ zável a longo prazo: pelo valor de çusto de aquisição ou valor de emissão. c) os investimentos em coligadas e controladas devem ser avaliados ao custo. c) custo histórico como base de valor. e) os resultados de exercícios futuros devem ser demonstrados pela diferen­ ça entre receitas e custos ou despesas correspondentes.

considera-se valor de mercado das matérias-primas e dos bens em almoxarifado: o preço pelo qual possam ser produzidos pela empresa. prazo e risco similares. conhecidos ou calculáveis. encargos e riscos. serão computados pelo valor atualizado até a data do balanço. e) conforme o art. considera-se valor de mercado dos instrumentos financeiros: o valor que pode se obter em um mercado ativo. inclusive Imposto sobre a Renda a pagar com base no resultado do exercício. ressalvados os investimentos em controladas e coligadas: pelò custo de aquisição. no balanço. 183 da Lei ns 11. e) os investimentos em participação no capital social de outras sociedades. d) os direitos classificados no intangível: pelo valor de mercado. . d) conforme o § l 2 do art.638/07. serão convertidas em moeda nacional à tàxa de câmbio em vigor na data do balanço. Assinale as alternativas corretas a) conforme o § l s do art. com cláusula de paridade cam­ bial.638/07. 183 da Lei nfi 11. quando essa perda estiver comprovada como permanente. deduzido do saldo da respectiva conta de amortização. Resposta: alternativas______ 14.74 Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira. prazo e risco similares. ° o valor presente líquido dos fluxos de caixa futuros para instrumentos financeiros de natureza. 184 da Lei n2 11. decorrente da utilização dos ativos. deduzido do saldo das contas que registrem a sua amortização. os elementos do passivo serão avaliados de acordo com os seguintes critérios: a as obrigações. considera-se valor de mercado dos instrumentos financeiros: ° o valor que se pode obter em um mercado ativo com a negociação de outro instrumento financeiro de natureza.638/07. c) a diminuição do valor dos elementos dos ativos imobilizados será regis­ trada periodicamente nas contas de exaustão. ou ° o valor obtido por meio de modelos matemático-estatísticos de precifícação de instrumentos financeiros. Chieregato. b) na ausência de um mercado ativo para um determinado instrumento fi­ nanceiro. Perez Jynior e Gomes bens em almoxarifado: pelo custo de aquisição ou produção. ° as obrigações em moeda estrangeira. c) o ativo diferido: pelo valor do capital aplicado. deduzido de provisão para perdas prováveis na realização do seu valor. quando corresponder à perda do valor. decorrente de transação não compulsória realizada entre partes independentes. deduzido de provisão para ajustá-lo ao valor de mercado. quando este for maior.

. quando este for inferior. a publicidade.Demonstrações Contábeis Obrigatórias. c) a amortização. exceto: a) ao custo de aquisição ou produção. os relatórios. com base na opinião do Contador da Companhia e no Ofítio-Circular CVM/SNC/SEP ne 01/07. deduzido de provisão para ajustá-lo ao valor de mercado. sendo os demais ajus­ tados quando houver efeito relevante. Resposta: alternativa___ 16. para os direitos que tive­ rem por objeto mercadorias e produtos do comércio da companhia. deduzido do saldo da respectiva conta de depre­ ciação. a elaboração de prospectos. a partir do início da ope­ ração normal ou do exercício em que passem a ser usufruídos os benefí­ cios decorrentes dos recursos aplicados no ativo diferido. para os direitos e os títulos de crédito e quaisquer valores mobiliários não classificados como investimentos. se este for menor. A Companhia ABC desembolsou R$ 32 milhões na operação de lançamento de novas ações ao público ocorrida no primeiro semestre de 2007. ' n.404/76 e alterações posteriores. A administração. c) reconhecidos em conta retificadora da(s) rubrica (s) na qual foram regis­ trados os montantes aportados no “Patrimônio Líquido”. d) ao custo de aquisição ou valor de mercado. b) ao custo de aquisição. são critérios de avalia­ ção do ativo. Regime das Publicações Legais 75 ° as obrigações. b) lançados em “Despesas Antecipadas” para apropriação ao resultado no período de três anos. 15. Resposta: alternativas_______ Os testes 15 a 19 constaram no exame do Conselho Federal de Contabilidade para Cadastro Nacional dos Auditores independentes (CNAI). os honorários pro­ fissionais. produtos em fabricação e bens em almoxarifado. em prazo não superior a 5 anos. encargos e riscos classificados no passivo exigível a lon­ go prazo serão ajustados ao seu valor presente. amortização ou exaustão. Conforme a Lei n2 6. para os direitos classificados no imo­ bilizado. a comissão dos intermediários financeiros e outros. assim como matérias-primas. Esses gastos foram realizados com o registro da companhia na Comissão de Valores Mo­ biliários (CVM). as publicações legais. excluídos os já prescritos e feitas as provisões adequadas para ajustá-lo ao valor provável dê realização. decidiu que esses gastos deveriam ser: a) reconhecidos como despesa no resultado do exercício em que foram in­ corridos.

b) como “Diversas Contas” e não ultrapassem 0. d) pela sua natureza e não ultrapassem 0. 179 da Lei nQ6. inclusive o fundo de comércio adquirido. devem também ser ajustados os ativos e passivos decorrentes de ope­ rações de curto prazo. Resposta: alternativa___ 17. d) todos os elementos integrantes do ativo ou passivo são ajustados. desde que sejam identificados: a) como “Outras Contas” e não ultrapassem 0. b) os bens e direitos que tenham por objeto bens incorpóreos destinados à manutenção da companhia ou exercidos com essa finalidade. De acordo com o Oficio Circular CVM n2 01/2007. A nova redação do art. . embora relevantes. Resposta: alternativa__ 18. A Lei na 6. devem também ser ajustados os ativos e passivos de curto prazo. exceto os saldos das contas com partes relacionadas. são ajustados.2 (dois décimos) do valor do respectivo grupo de contas. Perez Junior e Gomes d) reconhecidos no “Ativo Diferido” e amortizados no prazo máximo de cin­ co anos. b) todos os elementos integrantes do ativo ou passivo de longo prazo são ajustados. havendo efeitos relevan­ tes.76 Manual de Contabilidade Tributária • 01iveira> Chieregato. c) todos os elementos integrantes do ativo ou passivo. o ajuste a valor presente de direitos e obrigações é uma prática contábil aceitável quando: a) todos os elementos integrantes do ativo ou passivo de longo prazo são ajustados. c) como “Contas-Coixentes” cujos saldos sejam irrelevantes em relação às contas ativas/passivas.2 (dois décimos) do valor do respectivo grupo de contas.404/76 estabelece que no ativo intan­ gível devem ser contabilizados: a) os direitos que tenham por objeto bens incorpóreos destinados à manu­ tenção da companhia ou exercidos com essa finalidade.1 (um décimo) do valor do respec­ tivo grupo de contas. não devem ser ajusta­ dos considerando a proximidade de sua realização/liquidação. bem como todos os ativos e passivos de curto prazo. Os ati­ vos e passivos de curto prazo. havendo efeitos relevantes. inclusive o fundo de comércio adquirido.404/76 determina que pequenos saldos poderão ser agregados nas Demonstrações Contábeis. Resposta: alternativa___ 19.

inclusive o fundo de comércio adquirido ou avaliado. Regime das Publicações Legais 77 c) os direitos que tenham por objeto bens incorpóreos destinados à manu­ tenção da companhia ou exercidos com essa finalidade. Resposta: alternativa___ .Demonstrações Contábeis Obrigatórias. inclusive o fundo de comércio avaliado. d) os direitos que tenham por objeto bens incorpóreos destinados à manu­ tenção da companhia ou exercidos com essa finalidade.

para todos os efeitos legais e judiciais. êiet^rios 4. reportando-se às disposições da legislação comercial e aos Princípios Fundamentais de Contabilidade e acrescentando outras normas de caráter fiscal que algumas vezes atropelam as normas contábeis. juntamente com:os sócios ou administradores responsáveis pela empresa. ou ainda com valores divergentes dos contidos nos livros oficiais da empresa. nos termos da legislação. bem como todos os resultados obtidos em suas atividades. A contabilidade das empresas e.rf" para a serjituração os Livtóos ábeis. . como os bancos e fornecedores. em primeiro lugar. tendo em vista os interesses dos sócios ou acionistas e dos credores envolvidos na atividade empresarial. tendenciosas ou preparadas de má-fé. a legislação do Imposto de Renda determina que a pessoa jurídica deve manter escrituração com observância das leis comerciais e fiscais. constitui crime a elaboração de demonstrações contábeis sem embasamento em documentos e informações hábeis e legais. Nesse sentido. Da mesma forma. Caracteriza-se como ato criminoso. O contabi­ lista assinará as demonstrações contábeis obrigatórias. a fiscalização tam­ bém dispõe sobre a matéria.1 Responsabilidades legais A escrituração contábil das pessoas jurídicas é de responsabilidade e atribui­ ção do contabilista legalmente habilitado. Para atender aos interesses da arrecadação dos tributos. a elaboração e assinatura de qualquer documento ou demonstração contábil con­ tendo informações inverídicas. exigência da legislação comercial. devendo a escrituração abranger todas as operações realizadas pelo contribuinte.

citam-se: 51 instituições financeiras quando efetuarem concessão de empréstimos e financiamentos a empresas cujo patrimônio não corresponde ao apre­ sentado nas demonstrações. Fiscais e Societários 79 Além de serem elaboradas para atender às exigências impostas pelas diversas legislações tributárias. se as demonstrações apresentadas são elaboradas com informações falsas. podem vir a ser processados e condenados.-ájobíigação^ etc .. 4. que tenha por objetivo eliminar ou reduzir o montante de imposto devido. riô' órgão :çq^ ^ ^ íSãa1à's-gú. não se pode esquecer que os relatórios e demonstrações contábeis são frequentemente utilizados pelo mercado de capi­ tais e financeiro para obtenção de informações com relação à empresa. como segue: ^iL^^â^di^ítt-^fèspeito^áo tipo de livro ò'u fichá. tendo em vista que induzem a toma­ das de decisões para determinados atos comerciais ou financeiros. a falsificação. as empresas devem observar uma série de formalidades extrínsecas e intrínsecas.a autenticação. os eiícerramerito. ° acionistas minoritários. Entre os usuários que podem ser prejudicados ou enganados em decorrência de fraudes e/ou irregularidades na escrituração contábil e fiscal.Normas para a Escrituração dos Livros Contábeis. material ou ideológica. fiscais e societárias.ré ^ ã tó ^ r.2 Norma brasileira de contabilidade sobre as formalidades da escrituração contábil Nos processos de escrituração contábil e fiscal. • fornecedores. por perdas e danos. com ou sem má-fé. da escrituração e seus comprovantes. ® investidores do mercado de capitais. as empresas e os profissionais responsáveis que assim procederem. Conforme o Regulamento do Imposto de Renda.e . independentemente da ação penal que couber. submeterá o sujeito passivo a multa. 8 autoridades fiscais. ou diferir seu pagamento. ou de demonstração contábil. Nesses casos. podem causar prejuízos a terceiros. Portanto.

análises e mapas demonstrativos e demonstrações contábeis são de atribuição e responsabilidade exclusivas de contabilista legalmente habilitado.Norma Brasileira de Contabilidade que comenta as formalidades da escrituração contábil. completando-se com as assinaturas do contabilista e do titular ou representante legal da entidade. do Conselho Federal de Contabilidade. O balanço e demais demonstrações contábeis de encerramento de exercício serão transcritos no Diário.2 Escrituração contábil e emissão de livros e relatórios contábeis A escrituração contábil e a emissão de relatórios. • com base em documentos de origem externa ou interna ou. borrões. Devido a sua importância para o contador. A escrituração será executada: • em idioma e moeda corrente nacionais. atos e fatos administrativos. serão lançadas. Admite-se o uso. • em forma contábil. em ordem cronológica. aprovou a NBC T 2. ® em ordem cronológica de dia. de 28 de outubro de 1983. como já comentado. por processo manual. 4.80 Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira. desde que permanentes e uniformes. seguem trechos dessa norma. Os registros auxiliares. clareza e referência . devendo constar. em elementos que comprovem ou evidenciem fatos e a prática de atos administrativos.2. mês e ano. 4. no “Diário” ou em registro especial revestido das formalidades extrínsecas. Perez Junior e Gomes A Resolução n2 563. Igual procedimento será adotado quanto às demonstrações contábeis elaboradas por força de disposições legais. O Diário e o Razão constituem os registros permanentes da entidade.2. Chieregato. • com ausência de espaços em branco. entrelinhas. No Diário. observadas as peculiaridades dé sua função. emendas ou transportes para as margens. com individualização.de códigos e/ou abreviaturas nos históricos dos lançamen­ tos.1 Considerações iniciais A entidade deve manter um sistema de escrituração uniforme dos. contratuais ou estatutárias. peças. A terminologia utilizada deve expressar o verdadeiro significado das transa­ ções. em sua falta. em elenco identifica­ dor. rasuras. quando adotados. devem obedecer aos preceitos gerais da escrituração contábil.1 . mecanizado ou eletrônico.

incluídas as de natureza aleatória.633. no que se refere a: a) contabilidade. Observado o disposto no caput. seiscentos e trinta e três mil. com valores totais que não excedam a operações de um mês. Importante lembrar que as pessoas jurídicas cujo balanço patrimonial apu­ rado no período imediatamente anterior. Fiscais e Societários 81 ao documento probante. que possuírem patrimônio líquido su­ perior a R$ 1. Esses arquivos magnéticos devem ser apresentados quando solicitados pela autoridade fiscal e seu conteúdo necessita conter as prin­ cipais informações relativas aos negócios e às atividades econômicas. registros e documentos. f) folha de pagamento de empregados. g) relação insumos/produtos e custos. numerados mecânica ou tipograficamente.072. b) fornecedores e clientes. • a escrituração resumida ou sintética do Diário. Quando o Diário e o Razão forem escriturados por processo que utilize fichas ou folhas soltas. os respectivos arquivos ou sistemas durante o pra­ zo de cinco anos. i) tabelas de códigos usados nos arquivos fornecidos. os formulários contínuos. h) cadastro de pessoas físicas e pessoas jurídicas aplicados aos arquivos fornecidos. d) controle de estoque e registro de inventário. . em meiò magnético ou assemelhado. estão obrigadas a manter. desde que haja escrituração ana­ lítica lançada em registros auxiliares.44 (um milhão. e) correção monetária de balanço e controle patrimonial. deverá ser adotado o livro de registro “Balancetes Diários e Ba­ lanços” para que sejam transcritos esses documentos no livro próprio. admite-se: ® a escrituração do Diário por meio de partidas mensais. es­ crituração dos livros ou elaboração de documentos de natureza contábil ou fiscal.Normas para a Escrituração dos Livros Contábeis. todas as operações ocorridas. c) documentos contábeis e fiscais. e quaisquer outros fatos que provoquem variações patrimoniais. se­ rão destacados e encadernados em forma de livro. setenta e dois reais e quarenta e quatro centavos) e utilizarem sistema de processamento eletrônico de dados para règisíro dos negócios e das atividades econômicas. de forma clara e completa. No caso de a entidade adotar para sua escrituração contábil o processo ele­ trônico. à disposição da Secretaria da Receita Federal. conforme previsão estabelecida no art. 265 do Regulamento do Imposto de Renda (RIR)/99.

4.82 Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira. Os livros e documentos fiscais não poderão ser retirados do estabelecimento. quando proveniente de terceiros.N orm a Brasileira de Contabilidade que trata da documentação contábil A documentação contábil compreende todos os documentos. mediante prévia autoriza­ ção. em idioma e moeda corrente nacionais. papéis. As mutações patrimoniais serão registradas segundo o regime de competência. registros e outras peças que apóiem ou componham a escrituração contábil. e a entidade é obri­ gada a manter em boa ordem a documentação contábil. é aquele que comprova os atos e fatos que originam lançamento (s) na escrituração contábil da entidade. ou externa. A documentação contábil pode' ser de origem interna. O documento contábil. definidas na legislação. com obediência às disposições legais pertinentes e aos Princípios de Conta­ bilidade Geralmente Aceitos ou aos Princípios fundamentais de Conta­ bilidade. devendo ser observados métodos e critérios contábeis uniformes no tempo. em forma mercantil. permite ao contribuinte deslocar a guarda física dos referidos livros e documentos. Perez Junior e Gomes Além desses. poderão ser exigidos outros arquivos magnéticos que conte­ nham registros de fatos ou atos compreendidos no período citado na intimação. a saber: 0 para serem levados à repartição fiscal. stricto sênsu. quando gerada na pró­ pria entidade. 4.2 . na técnica contábil ou aceitas pelos “usos e costumes”.3 NBC T 2. • excepcionalmente. exceto nos casos expressamente previstos na legislação.3 Síntese dos métodos e critérios previstos legalmente para a escrituração contábil Resumidamente. ou • para permanecerem sob a guarda de escritório de profissional conta­ bilista. a autoridade fiscalizadora. . Chieregato. os principais aspectos a serem observados são: a) a escrituração contábil deverá ser mantida em registros permanentes.2. A documentação contábil é hábil quando revestida das características intrín­ secas ou extrínsecas essenciais. livros.

e) na escrituração comercial é admitido o uso de códigos de números ou de abreviaturas.1 D iário É o livro utilizado para o registro de toda a escrituração contábil. dia a dia. em ordem cronológica de dia. econômica e financeira da pessoa jurídica. c) os registros contábeis devem ser lastreados em documentos hábeis. que modifiquem ou possam vir a modificar a situação patrimonial. no caso da escrituração mecanizada. borrões. Pode ser substituído por fichas seguidamente nume­ radas. com base no exame dos livros e documentos de sua escrituração. enquanto não prescritas even­ tuais ações que lhes sejam pertinentes. emendas ou transporte para as margens. por totais que não exce­ dam ao período de um mês. mês e ano. todos os atos ou operações das atividades empresariais. Tanto o livro como as fichas devem conter termos de abertura e de encerramento e ser submetidos à autenticação pelo orgão competente. d) a individualização da escrituração compreende. rasuras. desde que sejam utilizados livros auxiliares para registro individualizado. na escrituração de outros contribuintes. das características principais dos documentos ou papéis que lhe deram origem. Fiscais e Societários 83 b) os registros devem ser feitos com individualização e clareza. como elemento in­ tegrante.Normas para a Escrituração dos Livros Contábeis. com folhas nu­ meradas seqüencialmente.4 Principais livros contábeis obrigatórios 4A. Os erros cometidos serão corrigidos por meio de lança­ mentos de estorno. diaria­ mente. no lançamento. se­ gundo sua natureza ou assim definidos em preceitos legais. relativamente às contas cujas operações sejam numerosas ou realizadas fora da sede do estabelecimento. g) admite-se a escrituração resumida do Diário. Deve ser encadernado. revestidos das formalidades a que estão sujeitos os livros comerciais. . sem intervalos em branco nem entrelinhas. ou de qualquer ou­ tro elemento de prova. e devem permanecer à disposição da fiscalização. f) os livros ou fichas do Diário devem conter termos de abertura e de en­ cerramento e ser submetidos à autenticação no orgão competente do Registro do Comércio. em informações ou esclarecimentos do contribuinte ou de terceiros. desde que estes constem de livro próprio. Devem ser lançados nesse livro. h) a autoridade fiscal poderá verificar a exatidão dos tributos apurados pelo contribuinte. 4. a consignação expressa.

Perez Junior e Gomes São orgãos competentes: « Junta Comercial ou Cartório Civil da Comarca. O livro pode ser autenticado antes ou depois de ser escriturado. ou ° Cartório de Registro Civil de Pessoas Jurídicas. As empresas que utilizam sistema eletrônico de dados estão obrigadas a manter os respectivos arquivos e sistemas durante cinco anos. Os termos de abertura e de encerramento devem constar. no caso de empresas ex­ clusivamente prestadoras de serviços. ou seja. no caso das empresas comerciais e mercantis. 1 Fonte: Ofício Circular SFI na 160/98. de 15 de setembro de 1998. as sociedades civis. além de conter as seguintes informações: Os termos de abertura e encerramento devem ser datados e assinados pelo contabilista legalmente habilitado e pelo comerciante. do Setor de Fiscalização do Conselho Regional de Contabilidade do Estado de São Paulo. este livro deve ser au­ tenticado até a data prevista para a entrega normal da Declaração de Informações da Pessoa Jurídica (DIPJ) referente ao período imediata­ mente anterior.1segundo a Lei das Falências e o Parecer Normativo CST 11/85. ou seu procurador ou representante legal da sociedade. b) empresas de serviços: até a data prevista para a entrega da Declaração de Informações da Pessoa Jurídica. da primeira página e da última. Segundo Instrução Normativa da SRF 16/84.84 Manual de Contabilidade Tributária ■ 01iveira> Chieregato. Prazo para a escrituração e a autenticação do livro Diário. respectivamente. industriais e sociedades anônimas: dentro de 60 dias após a data fixada para o encerramento do exercício social. . corresponde a: a) empresas comerciais. e o livro deve apresentar numeração tipográfica.

devidamente valorizadas. 0 os produtos em processo. modelo 7. Deve constar do Razão.Normas para a Escrituração dos Livros Contábeis. matérias-primas. 6 as matérias-primas. produtos em elaboração. incluindo: ® as mercadorias e produtos prontos para venda. embalagens. A escrituração e a autenticação desse livro na junta comercial deverão ser providenciadas. o que facilita a posterior localização da documentação de suporte. os lançamentos efetuados no livro Diário. bem como as optantes pelo Simples. sendo: .2 Razão O Razão é um "livro contábil” de uso obrigatório utilizado para resumir e totalizar.3 Registro de inventário No encerramento do exercício contábil. no caso de apurarem o lucro real trimestralmente. com especi­ ficações que permitam sua perfeita identificação.4. ou somente em 31 de dezembro de cada ano. A escrituração do Razão deve ser individualizada e em ordem cronológica. por conta e subconta. no caso de fiscaliza­ ções e conciliações de contas. As empresas tributadas com base no lucro real são obrigadas a transcrever no livro Registro de Inventário os estoques existentes ao final de cada trimestreperíodo de apuração (31 de março. devem ser relacionadas no livro Registro de Inventário. 30 de setembro e 31 de dezem­ bro). 30 de junho. 4. em cada lançamento contábil. embora entendamos ser adequado o registro nas juntas co­ merciais. as empresas devem realizar o inventário (contagem) físico das mercadorias em es­ toque. * os bens estocados no almoxarifado. mercadorias. normalmente no final do ano. 8 os materiais de embalagem. de acordo com o regime tributário adotado pela empresa em relação ao Imposto de Renda. O livro Registro de Inventário. Também são obrigadas ao registro nesse livro de seus estoques existentes em 31 de dezembro de cada ano-calendário as pessoas jurídicas tributadas com base no lucro presumido. Fiscais e Societários 85 4. As quantidades apuradas no inventário. existentes no es­ tabelecimento na época do balanço. o número do documento. de acordo com normas previstas no Regulamento do Imposto de Renda. O livro Razão está dispensado de registro e autenticação nos órgãos de re­ gistro de comércio.4. para as empresas que optaram pela alternativa de efetuar o pagamento do imposto de renda mensal por estimativa. produtos intermediários. destina-se a escriturar.

6 Registro de duplicatas Esse livro. Não precisa ser registrado ou autenticado na Junta Comercial ou qualquer orgão fazendário. Deve ser encadernado e ter suas folhas tipograficamente numeradas em se­ qüência. 4. Os saldos diários do livro Caixa mostram a quantidade de numerários em po­ der da empresa. com a assinatura do contabilista e de um sócio ou administrador. 4.4. após a emissão da fatura. o livro Caixa também está dispensado de ser registrado e autenticado nos órgãos públicos. 4.5.86 Manual de Contabilidade Tributária * Oliveira. ou • até a data prevista para a entrega tempestiva da Declaração de Informa­ ções da Pessoa Jurídica (DIPJ) relativa ao ano-calendário a que se referir o inventário. no caso de apuração anual do lucro real (empresa que hou­ ver optado pelo pagamento mensal do imposto por estimativa). sem interrupção.dinhei­ ro. exceto quando a empresa utilizar esse livro para resumir a escrituração do livro Diário ou Razão. somente deverá ser autenticado quando a escrituração da empresa utilizá-lo como registro auxi­ liar da escrituração mercantil. devido às exclusões e inclusões permitidas por lei.1 Im posto Sobre Serviços (ISS) Os livros fiscais de escrituração obrigatória pelas empresas prestadoras de serviços são: .4.4 Livro de Apuração do Lucro Real (L a lu r) Destina-se a controlar os registros que influenciarem a determinação do lu­ cro real. nq caso de apuração trimestral. 4. Perez Junior e Gomes • até o último dia útil do mês seguinte ao do encerramento do trimestre de apuração do lucro real (data prevista para o pagamento da 1. Como o livro Razão. que pode ser diferente do lucro contábil.quota ou quota única do imposto apurado). Deve conter termos de abertura e de encerramento.5 Livro Caixa e Contas Correntes Destina-se ao registro das entradas e saídas de recursos monetários . Chieregato. utilizado para registro e controle individualizado das duplicatas a receber emitidas nas vendas a prazo.4.5 Escrituração fiscal 4.

. * J ^^1 > Estabelecimentos que confeccionam docu— mentóis fiscais para terceiros e usó próprio Estabeíecimentps cpmerciàis e'iridustriaLs ~ z-F** ~ ..-. ^ \T.çomerciaisxe índúsoriais.do.-\ : ^ ^ rr " - 'Estabelecimentos comerciais e industnals - .. 7 ..y.l ^ " Confribuintes âoICMS Saídas' 2A -kJ SK Controle: da. termo .| A escrituração não pode atrasar-se por mais de 15 dias. = . IEMS ■:\-- - Produtores ><cigaHpsrbebidas.Normas para a Escrituração dos Livros Contábeis. relógios. ^ ^ !_ /Registro de ■hntrãdas- r. especial de controie 4 * ^y ■Impressão :de documentos■fiscais 5 Utilização de documentos : fiscais -e. de ocor­ rência 6 Inventário <. v-■■■.■ Estabelepimentos.'. Entradas Mojdelo ■■■■:■■: .toque• •■. IPI .. l-A Usuáiío ^ •^Contribuintes-do-IPI. A centralização da escrituração fiscal de diversos estabelecimentos é permitida desde que a empresa obtenha prévia autorização do orgão competente. produção e es~ ® P lli8 | Estabelecimentos industriais ^ .y 'Gontribümtes do ICMSY "Contribúintés_dg IPI e dp^IGMS..■•■ •>: . • Saídas Selo.Apuraçao-.2 Livros fiscais de ICMS e IP I Empresas sujeitas a apuração e recolhimento do ICMS.■.. do IPI ou dos dois impostos.5.e~do ÍGMS .8rv * JEstabeIècimentosfmdustriaís òü equiparados 9 .C h ■: v.— __. 4. ■ ’ Estabelecimentos' cómerciàise"industriais £Contíôlé def 'crédito' ido-. Fiscais e Societários 87 "Npícfcjfisçãis^^ íM pi^ènto^ i-ímp^ssã<i|fe|íôctí&^fefís^is^ =. Apuração-do. èn\ ^treoutros _ C «■{ J. ICMS'do ativo 'perfnanentê 1111111111 .

fábricas. respectivamente. é recomendável que a autenticação na junta comercial seja efetuada antes de iniciar sua escrituração. materiais secundários.5.3. Segundo portaria específica. filial. o visto fiscal nos livros adotados pelos contribuintes do ICMS (exceto o modelo 6) será aposto pelo fisco no momento do primeiro comparecimento ao estabelecimento a que pertencerem. especificando os programas básicos e os relatórios-padrão a serem apre­ sentados ao fisco. de mercadorias. Os termos de abertura e de encerramento devem ser datados e assinados pelo representante legal da empresa e por contabilista legal­ mente habilitado. a tinta. na sequênda. lembrando que somente é válido para escrituração do crédito dos impostos o documento que contiver corretamente o nome. sendo proibida a centralização. bens do ativo imobilizado no estabelecimento ou de serviços por ele tomados. em ordem cronológica. para tomar esses livros registros auxiliares da con­ tabilidade. matérias-primas. Chieregato.5.1 Livro registro de entradas Esse livro é utilizado para escrituração das entradas. Todavia. a qualquer título. • as folhas dos livros devem ser numeradas tipograficamente. depósito) manterá seus próprios livros. 6 os livros. de embalagens. com atraso máximo permitido de cinco dias. ® os livros devem conter termos de abertura e de encerramento apostos. inclusive por sistema eletrônico de dados. podem ser utilizados pelos contribuintes sem o prévio visto do fisco ob­ tido na repartição fiscal competente. • podem ser autorizados regimes especiais para a emissão e a escrituração de documentos e livros fiscais. • cada estabelecimento (matriz. podendo ser integrados ou não à contabilidade.88 Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira. no anverso da primeira e no verso da última folha nu­ merada. Os lan­ çamentos serão feitos documento por documento. 4. Perez Junior e Gomes Observações quanto à escrituração: ° os livros e os documentos que servirem de base à escrituração devem ser escriturados rigorosamente em dia. sendo obrigatória requisição para esse fim. com a indicação do número de inscrição no Conselho Regional de Contabilidade (CRC). segundo o Regulamento do ICMS do Estado de São Paulo. o endereço e demais dados do estábelecimento. sem rasuras ou emendas e conservados no próprio estabelecimento para exibição ao fisco.3 Comentários sobre os livros fiscais de ICMS e lP I 4. Quando . com clareza.

bem como a quantidades referentes aos estoques de mercadorias.4 Livro registro de utilização de documentos fiscais e termos de ocorrência Destina-se à escrituração da entrada de impressos de documentos fiscais (no­ tas fiscais). o registro das notas fiscais de saída deve ser feito documento por documento. bem como à lavratura.5. de termos de ocorrências. escrituração em livros fiscais distintos. no referido livro serão escriturados os documentos fiscais e os docu­ mentos de uso interno do estabelecimento. e estas nor­ malmente estabelecem regras para a geração de arquivos magnéticos. que serão transportados para o mês seguinte. No último dia de cada mês. Quando a escrituração desse livro for efetuada por sistema eletrônico de pro­ cessamento de dados.2 Livro registro de saídas O livro Registro de Saídas destina-se à escrituração da saída de mercadoria.5 . os dados do destinatário. ser exigido de estabelecimento de contribuintes de outros setores. Nesse caso. A escrituração do livro modelo 3 (ou das fichas que o substituírem) não po­ derá atrasar-se por mais de 15 dias. a critério do fisco.5. pelo fisco. vedada sua centralização. correspondentes às entradas e saídas. agência etc. . como sugere seu próprio nome.3 . em cada estabelecimento. apontando assim os saldos das quantidades em estoque. Assim.3. su­ cursal. ou da prestação de serviço sujeita ao ICMS.) manterão. Os contribuintes que mantiverem mais de um estabelecimento (filial. tem por finalidade manter o controle quantitativo da produção e do estoque de mercadorias do estabeleci­ mento. 4.3 Livro registro de controle da produção e do estoque O mencionado livro deve ser utilizado pelos estabelecimentos industriais ou a eles equiparados e pelos atàcadistas. por exemplo. como. Os lançamentos de­ verão ser feitos com desdobramento em tantas linhas quantas forem as alíquotas aplicadas às operações ou prestações de mesma natureza. a qualquer título. 4. à produção. com as adaptações neces­ sárias. 4 . O livro modelo 3. Fiscais e Societários 89 esse livro for utilizado como registro auxiliar na contabilidade. confeccionados por estabelecimentos gráficos.Normas para a Escrituração dos Livros Contábeis. as quantidades e os valores constantes das colunas “Entradas” e “Saídas” deverão ser somadas. deve obedecer às normas complementares. o mesmo deverá ser autenticado no registro de comércio da localidade onde estiver situado o estabelecimento.3. podendo.

Chieregato. e) Atas das Reuniões da Diretoria. k) Registro de Partes Beneficiárias Endossáveis. h) Livro de Registro de Ações Endossáveis. requeridos por leis especiais conforme já foi visto. c) Atas de Assembleias Gerais. m) Registro de Debêntures Endossáveis.5. além dos livros comuns ao comerciante. são registrados os valores dos débitos e créditos fiscais e apuração dos saldos. A Lei das Sociedades por Ações. valor dos impostos cre­ ditados e debitados etc.vendas -. 100. n) Registro de Bônus de Subscrições Endossáveis.90 Manual de Contabilidade Tributária * Oliveira.e dos livros de Registro de Saídas . f) Atas das Reuniões do Conselho de Administração. d) Presença dos Acionistas.compras . enumera os livros próprios da companhia. j) Registro de Transferência de Partes Beneficiárias Nominativas. outros obrigató­ rios por legislação específica.modelo 9 . Os principais livros societários obrigatórios às empresas são: a) Registros de Ações Nominativas. Perez Junior e Gomes 4. No final de cada período. A escrituração do livro de Registros de Apuração do ICMS . / g) Atas e Pareceres do Conselho Fiscal. são trans­ critos no livro Registro de Apuração do ICMS.3. b) Transferência de Ações Nominativas. no art. os quais estão sujeitos às formalidades para registro e preenchimento. principalmente os que têm caráter de registro público. os totais dos valores contábeis e os valores fiscais referentes ao ICMS. extraídos dos livros de Registro de Entradas . 1) Registro de Letras Imobiliárias. 4. No livro.5 Livro de apuração do ICMS e do IPI Esse livro é usado para anotar de forma resumida os totais por código fiscal (entradas e saídas) dos valores contábeis. registrando-se as compras e vendas desse período. i) Registro de Partes Beneficiárias Nominativas. base de cálculo. > .6 Livros obrigatórios para as sociedades por ações As sociedades anônimas são obrigadas a manter.é realizada com base no período de apuração.

dentro de 48 horas. anotadas e averbadas as informações elencadas nas letras a a/do item I do art. ao orgão competente do Registro do Comércio. fichas. termos de abertura e encerramento com indicação da razão social. ou que se refiram a atos ou operações que modifiquem ou possam vir a modificar sua situação patrimonial. alienação fiduciária em garantia ou de qualquer ônus que grave ou impeça a negociação das ações. nos livros de Ações Nominativas determina que. documentos e os papéis relativos a sua atividade. remetendo cópia da comunicação ao orgão da Secretaria . do numero e da data do registro da firma ou do arqui­ vamento dos atos constitutivos da sociedade no Registro do Comércio. d) resgate. em jornal de grande circulação no local de seu estabelecimento. A lei relaciona as anotações que a companhia deve efetuar na escrituração desses livros. espécie ou classe. c) conversões de ações. livros. 4. Esses livros devem ser encadernados e suas folhas numeradas.7 Conservação dos livros e documentos O Regulamento do Imposto de Renda menciona que a pessoa jurídica é obri­ gada a conservar em ordem. usufruto. pelo responsável por sua escrituração e pelo funcionário competen­ te do Registro do Comércio.Normas para a Escrituração dos Livros Contábeis. deterioração ou destruição de livros. aviso concernente ao fato. Os termos de abertura e de encerramento devem ser datados e assinados pelo comerciante. serão inscritas. obri­ gatoriamente. e) mudanças realizadas pela alienação ou transferência de ações. reembolso e amortização das ações. Se ocorrer extravio. e f) penhor. respectivamente. documentos ou papéis de interesse da escrituração. Fiscais e Societários 91 É oportuno lembrar que os livros relacionados do item i ao item n somente serão obrigatórios para empresas que promoverem emissão desses títulos. do fim a que se destinam os livros. b) entradas ou prestações de capital realizado. do local da sede ou estabelecimento. de uma em outra forma. fídeicomisso. do nome comercial. e devem con­ ter na primeira página útil e na última. Por exemplo. dos respectivos números de ordem e do número de suas páginas. que são: a) nome do acionista e número de suas ações. a pessoa jurídica fará publicar. e deste dará minuciosa informação. 100. ou de aquisição pela com­ panhia. enquanto não prescritas eventuais ações que lhe sejam pertinentes.

os ganhos do programa não estão apenas na redução dos custos de manipulação e armazenagem do papel. Há empresas que emitem 1 milhão de notas por mês. p. que consiste basicamente na eliminação do papel e conseqüente redução dos custos. teve inído um projeto piloto da Secretária da Fazenda de São Paulo para a emissão de notas fiscais eletrônicas. A nota fiscal eletrônica deve impulsionar o uso da tecnologia de certificação digital. Com a confirmação. Na sua fase inicial.92 Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira. Todas as notas enviadas para o Fisco serão assinadas eletronicamente. . o que garante a autenticidade e a integridade dos documentos. Para o transporte da mercadoria. sob pena de ter seus impostos determinados por base arbitrária em razão da ausência de escrituração regular. . De acordo com a revista Exame (2006. Há também vantagens logísticas. a nota fica disponível para que o comprador do produto possa buscá-la. a verificação em pos­ tos de fronteira passa a ser feita com um leitor de código de barras. 4. 3. com as informações da transação. Como funciona a nota eletrônica 1. também via Web. o que agiliza a conferência. No recebimento. Quem recebe a mercadoria também ganha em produtividade. O plano é digitalizar somente as notas de compra e venda de mercadorias entre empresas. 86). uma simples folha de papel com um código de barras impresso é usada para verificação em postos fiscais. 4. graças à certificação digital. conferem-se a autenticidade e a integridade do documento. 19 companhias participam voluntariamente do projeto. Chieregato. O caminhão pode trafegar apenas com uma simples folha de papel com o código impresso. instantaneamente. a empresa expede um arquivo eletrônico para a Secretá­ ria da Fazenda do Estado. conhecidas como notas IA.8 Notas fiscais eletrônicas Em abril de 2006. Com a nota fiscal eletrônica. Perez Junior e Gomes da Receita Federai de sua jurisdição. o que representa um estoque acumulado de 60 milhões no prazo de cinco anos estabelecido em lei fis­ cal para que os comprovantes sejam armazenados. 2. no site do Fisco. lembrando que mesmo assim a empresa estará obrigada a reconstituir sua escrituração. Pela Internet. Os clientes poderão planejar a entrega e evitar erros de digitação no recebimento das mer­ cadorias.

quando comparados com os de outros períodos pas­ sados. c) as contas de compensação constituem sistema próprio. sociais e econômicos era que se insere. avaliar a situação e a tendência da Entidade. d) do auditor legalmente habilitado. incluídas as operações de natureza aleatória. b) a documentação contábil é considerada hábil quando revestida das ca­ racterísticas endógenas e exógenas essenciais. clareza e referência ao documento probante. d) projetar seu futuro nos marcos políticos. aceitas pelo “usos e cos­ tumes”. b) alterar os resultados. Quanto à escrituração contábil. como partícipe do mun­ do econômico. b) os registros permanentes da Entidade. As informações contábeis devem permitir ao usuário. nos ca­ sos em que o registro exigir. O Diário e o Razão constituem: a) os registros auxiliares das variações patrimoniais. Resposta: alternativa___ 4. c) do técnico em contabilidade. terem como contrapartida contas que modi­ ficam a situação patrimonial. . A escrituração contábil e a emissão de relatórios e demonstrações contábeis são atribuições e responsabilidade exclusiva: a) do contabilista legalmente habilitado. exceto: a) observar e avaliar o comportamento. podendo. se dispuser de um eficiente sistema de microfilmagem de docu­ mentos. b) do contador. Fiscais e Societários 93 Testes 1. Resposta: alternativa___ 2. d) os lançamentos no “Diário” obedecerão à ordem cronológica.Normas para a Escrituração dos Livros Contábeis. é correto afirmar que: a) a Entidade está dispensada de manter em boa ordem a documentação contábil. c) avaliar seus resultados à luz dos objetivos estabelecidos. Resposta: alternativa___ 3. com individualização.

correspondências e mais papéis pertencentes ao giro do seu comércio. Chieregato. c) conservar em boa guarda toda a escrituração. b) cada filial pode adotar sistema contábil próprio. Quanto às normas de escrituração contábil de filiais: a) o Livro Diário poderá ser escriturado de forma resumida. A escrituração de uma companhia deverá registrar as mutações patrimoniais observando: a) os Princípios Fundamentais de Contabilidade e as Normas Brasileiras de Contabilidade. c) o lançamento contábil deve ser individualizado para cada estabelecimento. Perez Junior e Gomes c) os fundamentos para apuração de impostos. b) atender os interesses das instituições financeiras.94 Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira. O objetivo fundamental da Contabilidade é: a) atender apenas os interesses de instituições financeiras e fornecedores. c) respaldar as informações prestadas à Receita Federal. exceto: a) registrar em cartório todos os contratos oriundos das operações comer­ ciais com terceiros. d) o respeito à determinação do Conselho de Administração. b) o estabelecido no estatuto social. d) fazer registrar na Junta Comercial seus atos constitutivos. b) seguir uma ordem uniforme de contabilidade e escrituração. d) as contas recíprocas entre estabelecimentos devem ser evidenciadas nas demonstrações contábeis. Todos os comerciantes estão obrigados a. Resposta: alternativa___ . d) os dados básicos para abertura de concordata. c) a orientação de auditores independentes registrados na CVM. Resposta. não excedendo a períodos trimestrais. alternativa___ 5. Resposta: alternativa___ 6. Resposta: alternativa___ 7. fornecedores e fisco. d) prover os usuários das demonstrações contábeis com informações que os ajudem a tomar decisões. Resposta: alternativa___ 8.

b) Art. Resposta: alternativa___ 10 . 3~ . 32. comprovadamente. deve considerar com parcialidade o pensa­ mento exposto em laudo submetido a sua apreciação. c) Art. Fiscais e Societários 95 9 . do Código de Ética Profissional: a) Art. Resposta: alternativa___ 11.Inciso XVI . salvo quando auto­ rizado por eles”. De acordo com as Normas Brasileiras de Contabilidade. Resposta: alternativa____ . são considerados atributos da informação contábil: a) objetividade e confiabilidade.“aconselhar o cliente ou o empregador contra dis­ posições expressas em lei ou contra os Princípios Fundamentais e as Normas Brasileiras de Contabilidade editados pelo Conselho Federal de Contabilidade”.295.Inciso IX . com quebra de sigilo profissional. a profissão contábil pode ser exercida pelo Técnico em Contabilidade e pelo Contador. 3Q.Normas para a Escrituração dos Livros Contábeis. d) o campo de atuação do Técnico é ilimitado. O contabilista que orienta seus clientes a não ter escrita contábil estará infrin­ gindo o artigo abaixo assinalado. c) o Técnico deve recusar sua indicação para um trabalho de auditoria quan­ do reconhecer que está incapacitado para executá-lo. c) confiabilidade e sensibilidade. tenha tido conhecimento”. d) Art.Inciso XIII . b) o Contador. d) temporalidade e comparabilidade. de 27-5-46. quando perito.“solicitar ou receber do cliente ou empregador qual­ quer vantagem que saiba para aplicação ilícita”. De acordo com o Decreto-lei ne 9.“emitir referência que identifique o cliente ou em­ pregador. 39. b) compreensibilidade e comparabilidade.“revelar negociação confidenciada pelo cliente ou empregador para acordo ou transação que.Inciso XV . em publicação em que haja menção a trabalho que tenha realizado ou orientado. sendo que: a) o campo de atuação de cada um é definido pelas prerrogativas profis­ sionais.

b) são considerados um único estabelecimento. b) da autoridade administrativa de efetuar o lançamento “de ofício”. Resposta: alternativa___ . desde que localizados em uma mesma unidade da Federação. alternativa___ Questão que constou no concurso público para Fiscal de Tributos Estaduais do Estado de São Paulo. os esta­ belecimentos pertencentes a uma mesma pessoa jurídica: a) podem ou não ser considerados autônomos. Chieregato. e) do contribuinte para ação anulatória da decisão administrativa que denegar a restituição. 13. d) são considerados autônomos. c) são considerados um único estabelecimento. Os livros obrigatórios de escrituração comercial e fiscal e os comprovantes dos lançamentos serão conservados até que: a) ocorra a exclusão dos créditos tributários decorrentes das operações a que se refiram. 12. c) da administração para a homologação do pagamento antecipado. f c) ocorra a extinção dos créditos tributários decorrentes das operações a que se refiram. 7 d) ocorra a prescrição dos créditos tributários decorrentes das operações a que se refiram. Prescreve em cinco anos o seguinte direito: a) da Fazenda Pública de constituir o crédito tributário. e) são considerados autônomos. b) ocorra a remissão dos créditos tributários decorrentes das operações a que se refiram. Resposta: alternativa___ Questão que constou no concurso público para Procurador da Prefeitura Mu­ nicipal de Queimados. Para efeitos de cumprimento da obrigação tributária relativa ao IPI. mas devem centralizar a escrita fiscal na matriz. a critério da empresa. 14. Perez Junior e Gomes Questão que constou no concurso público para Auditor Fiscal da Receita Federal. Resposta. me­ diante prévia comunicação à Secretária da Receita Federal. d) da Fazenda Pública para a ação de cobrança do crédito tributário.96 Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira.

✓ i 5.ím L L_ pscrítu^açãíi Fisjcal e C oiijtabilizjalção |dos (Tributos . o fato gerador desses serviços não é de competência dos municípios. rl-r --r ». do campo de incidência do ISS.1 Imposto sobre serviços de qualquer natureza (ISS) 5. Exemplos: prestação de serviços de telecomunicação. portanto.'. serviços de consultoria tributária. geração e fornecimento de energia elétrica.ou pelos profissionais autônomos. cujo produto final quase sempre será ineorpóreo. prestados por uma empresa especializada em tributos. O trabalho ou contraprestação mediante pagamento do encomendante está consubstanciado no fato econômico. IClks e IPI «---------------. que incide sobre os serviços prestados pelas empresas . ficando fora. Por exemplo. Em outras palavras. de forma que a inexistência de qualquer deles tome im­ possível a incidência tributária.. autonomia do serviço prestado.1 Conceitos O Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza é um tributo de competência dos municípios. É importante destacar que alguns elementos são essenciais para a ocorrência do fato gerador do ISS. desde que o fato gerador do serviço já não seja de competência tributária do Estado ou da União. . para um de seus clientes.5 1 —M J ..pessoas jurídicas . assim entendido o serviço realizado em nome próprio e a finalidade lucrativa da atividade prestada. ou seja. ' .. São eles: efetividade e habitualidade do serviço prestado.. sem existência física.1. não são tributados pelo ISS. devido ao fato de já serem tributados pelo Estado ou pela União. transportes etc.

de competência dos Municípios e do Distrito Federal. Em se tratando. ou seja. 3fi diz que o imposto é devido no local do estabelecimento ou do domicílio do prestador. f 5. 156. Os serviços previstos na lista são genéricos.98 Manual de Contabilidade Tributária * Oliveira. 0 os trabalhadores avulsos. Perez Junior e Gomes 5. dos serviços especificados na ta­ bela anexa ao Decreto nô 406/68 e às Leis Complementares n^ 56/87 e 116/2003. ainda que esses não se constituam como atividade pre­ ponderante do prestador.1. de serviços inseparáveis. As únicas exceções são as expressamente mencionadas nos incisos II a XXII do mesmo artigo. para enquadramento da atividade do contribuinte na lista de serviços. da Constituição Federal e regula­ mentado.1.anexa à Lei Complementar anteriormente mencionada. e • os diretores e membros dos conselhos consultivo é fiscal. Dessa forma. A Lei Complementar n2 116/2003 no seu art. somente os serviços predominantes deverão ser enquadrados na lista de serviços para fins de incidência tributária. I 2: O Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza. Chieregato. pelo Decreto-lei ne 406/68. Não são considerados contribuintes: ° quem presta serviços com vínculo empregatício.3 Fato gerador Corresponde à prestação dos serviços constantes da lista . cada um desses serviços será enquadrado no item correspondente da lista e será tributado pelas alíquotas individualizadas para cada atividade. de 8 de setembro de 1969. em suas normas básicas. . com modificações efe­ tuadas pelas Leis Complementares nss 56/87 e 116/2003. com redação determinada pelo Decreto-lei ns 834.2 Base legal para a incidência do ISS O assunto é tratado no art. inciso III. pessoas jurídi­ cas ou naturais.406 de 31 de dezembro de 1968. o ISS incide sobre os serviços relacionados na legislação básica. acompanha as Leis Complementares 56/87 e 116/203 que menciona no seu art. mesmo que a prestação de tais serviços envolva também o fornecimento de mercadorias.4 Contribuintes e responsáveis Os contribuintes desses impostos são os prestadores de serviços. Assim. onde está a sede da empresa que prestou os serviços.ou relação . A lista de serviços anexa ao Decreto-lei n. tem como fato gerador a prestação de serviços constantes da lista anexa. com ou sem estabelecimento fixo. na hipótese de os serviços prestados serem distintos e haver possibilidade de sua separação. Dessa forma. podem surgir maiores dificuldades quando essa atividade abrange mais de um serviço. / 5.1. porém.

em função da natureza do serviço e de outros fatores pertinentes.1.2. 5. sujeito passivo indireto obrigado a cumprir o pa­ gamento do tributo em nome do contribuinte. ® das faturas de subemprèitadas.ISS. a alíquota máxima é de 5%. o local do domicílio do prestador. quando o prestador: a) embora seja obrigado a emitir a nota fiscal ou outro documento exigido pela administração. No caso de obras civis. ICMS e IPI 99 A figura do responsável. No caso de construção civil. já tributadas anteriormente pelo ISS.5 Base de cálculo A base de cálculo é o preço do serviço. excetuados os descontos ou abatimentos concedidos independentemente de qualquer condição. não o faz. não fornece recibo ou comprovante de recolhimento do imposto ou mesmo cópia da ficha de sua inscrição na repartição. na falta de estabelecimento. porque a legislação municipal pode eleger a pessoa responsável pelo pagamento do impos­ to. Quando os serviços prestados forem executados sob a forma de trabalho pes­ soal do próprio contribuinte. no município de São Paulo o tomador do serviço deve reter e recolher o imposto. Por exemplo. ou quando se referirem a prestação de serviço por sociedades de profissionais. para garantir um mínimo de uniformização e coibir Os casos de cobrança de alíquotas excessivas. . ou. àbase de cálculo corresponde outra base. b) se não está obrigado a emitir esses documentos. as alíquotas máximas são fixadas em lei complementar. também existe no ISS. alguns municípios admitem deduzir do preço dos serviços o valor: ® dos materiais adquiridos de terceiros e aplicados na obra. Devido ao grande número de municípios existentes no Brasil.1. 5.Escrituração Fiscal e Contabilização dos Tributos Indiretos . Considera-se preço do serviço a receita bruta a ele correspondente.7 Local da prestação do serviço e do recolhim ento do tributo O imposto é devido para o município do estabelecimento do prestador do serviço. o tributo é devido para o município onde se localizar a obra que está sendo executada.6 Alíquotas A fixação de alíquota é atribuição da legislação de cada município. fixada pela legislação. 5. No município de São Paulo. sem nenhuma dedução.

Entretanto. com sede na cidade de São Paulo. seria: Contabilização da receita bruta: . Perez Junior e Gomes Portanto.100 Manual de Contabilidade "fributária * Oliveira. Por exemplo. prestou serviços. Con­ sultores S.9 Contabilização do ISS Apresenta-se um caso prático para facilitar o entendimento da contabilização do ISS.1. a empresa GMP -~Gomes. evidentemente sobre a receita obtida em cada um dos municípios. o prazo para recolhimento é o sétimo dia do mês seguinte ao de apuração. $ 500 de ISS. o STF manifestou-se no sentido de que o ISS é devido no local da prestação do serviço. uma prestadora de serviços na construção civil. como ainda não existe entendimento doutri­ nário a esse respeito ou mesmo clareza nas normas legais que regem o assunto. Na cidade de São Paulo. A contabilização. Ltda.8 Prazo de recolhimento e período de apuração Depende da regulamentação de cada município. com exceção das empresas que prestam serviços na construção civil. não é possível afirmar que essa interpretação seja definitiva. a prazo. em fevereiro. Tais empresas devem recolher o ISS no local da obra e não no município-sede da empresa. Durante o mês de fevereiro. deve reco­ lher o ISS para cada um dos 15 municípios. Recentemente. 5. Chieregato. que presta serviços em 15 municípios do interior.000. com a tributação de 5%. qualquer prestadora de serviços.1. 5. Martins & Perez.. e o ISS é apurado mensalmente.C. ou seja. A construção civil é a única exceção na competência de arrecadação do ISS de prestadoras de serviços. deve fazer o recolhimento do imposto no município onde está estabelecida. no valor bruto de $ 10.

^. as despesas com o ISS devem ser apresentadas como conta redutora do grupo de receitas com a presta­ ção de serviços.R$ lü H íffli ..Gomés. assu­ mindo a característica de responsável pelo tributo. ICMS e IPI 101 Contabilização do provisionamento do ISS de competência do mês de feve­ reiro.ISS.Escrituração Fiscal e Contabilização dos Tributos Indiretos . Consultores S.Págãmèiítp . a is iB iii SHüSüM I ^ i s i f S i l l l l l t Quando o tomador do serviço estiver obrigado a recolher o imposto. Na demonstração do resultado do mês de fevereiro.. W .< •*. Demonstração do Resultado de fevereiro . m •. recolhido em março. • ’ -V .. Ltda.C.. o exemplo de contabilização do gasto é o seguinte: consideram-se os mesmos valores do exemplo anterior. 0p£É&- É B oq:. como segue: GMP . Martins & Perez.

inciso I. com a estrita observância das normas específicas.2 Conceitos O ICMS é de competência dos Estados e do Distrito Federal e.2. Da mesma forma. todas as empresas que transacionam com mercadorias sujeitas à inci­ dência do ICMS terão um gasto com esse tributo. pela Lei Complementar na 87/96 e pelos convênios firmados entre os diversos Estados. nas vendas de mercadorias./ 5. o preço de venda que será pago pelo cliente deve também incluir a parcela cor­ respondente ao ICMS.2 Imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação (ICMS) 5. a legislação estabeleceu a obrigatoriedade da escri­ turação dos livros fiscais. Para que as empresas possam'controlar o ICMS incidente nas diversas com­ pras e nas diversas vendas. comercial ou in­ dustrial: ao comprar qualquer mercadoria. § 2Õ. da Constituição Federal. in­ dependentemente da obrigatoriedade da escrituração dos livros e documentos contábeis. O ICMS é um imposto que possui muitas particularidades no que diz respeito ao fato gerador que envolve a circulação de mercadorias. Cada Estado possui uma regulamentação específica. inciso III. conforme o art. § 2a. em suas normas gerais. devendo seguir os termos das normas gerais. e o ICMS cobrado de seus clientes. destacam-se: 0 não cumulatividade. e ° seletividade. da Constituição Federal. 155. que corresponderá à diferença entre o ICMS pago a seus fornecedores. conforme o art. Perez Junior e Gomes 5. quando a mercadoria for revendida.. 5.2 Base legal para a incidência do ICMS Esse imposto é regulamentado.102 Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira. Para melhor fixar o conceito.2. Assim. 155. entre os prin­ cípios constitucionais que regem o ICMS.2. Chieregato. o ICMS já estará incluso ho preço que será pago ao fornecedor. o que compreende: . . segue um exemplo simples de determinada empresa. nas compras de mercadorias.3 Fato gerador O fato gerador corresponde à circulação de mercadorias ou à prestação de determinados serviços.

comercial. cuja fábrica se situa a 600 quilômetros da capital. de estabelecimento de contri­ buinte. ICMS e 5PI 103 • saídas de mercadorias. localizada na capital do Estado. A legislação instituiu a figura do substituto tributário. industrial ou produtor. Além do valor da mercadoria de $ 100.000. ® prestações de serviços de transporte interestadual ou intermunicipal e de comunicações e telecomunicações. ° fornecimento de alimentação. do fornecedor Organizações Irmãos Martins. cobrar e recolher o imposto que será devido nas operações seguin­ tes. e ainda que se trate de mercadoria para consumo ou bem do ativo imobilizado.2. a empresa vendedora. e $ 1. incluindo importâncias acessórias. industrial ou produtor.5 Base de cálculo A base de cálculo de modo geral é o valor da operação com mercadorias.Escrituração Fiscal e Contabilização dos Tributos Indiretos . adquire. evitando maior emprego de recursos na fiscalização dessas operações. excluídos os descontos incondicionais.000. que é aquele obriga­ do a calcular.500 relativos ao frete sobre o transporte entre sua fábrica e o local previsto para entrega na Comércio de Produtos Industriais Rio Negro Ltda.iSS. comercial. ou que prestem serviços de transporte interestadual ou intermunicipal e de comunicações e telecomunicações. irá cobrar também $ 1. 5. de modo habitual. bares. tais como seguros e fretes pagos pelo compra­ dor. cafés e estabelecimentos similares.. • entradas de mercadorias importadas no estabelecimento de contribuin­ te. para posterior revenda^ em seu estabelecimento.000 referentes ao seguro contra roubo e outros riscos. proporcionando um controle mais efetivo na arrecadação do tributo. mercadorias pelo preço total de $ 100. A intenção foi simplificar a forma prática de tributar operações de pequeno valor e grande movimentação. a qualquer título.2. 5. Exemplo A empresa Comércio de Produtos Industriais Rio Tietê Ltda. ainda que para outro estabele­ cimento do mesmo titular. . bebidas e outras mercadorias em restau­ rantes. prati­ quem operações concernentes à circulação de mercadorias. Organizações Irmãos Martins.4 Contribuintes São todas as pessoas naturais ou jurídicas que.

localizados dentro e/ou fora do Estado. Entretanto.00 W ordo IH (1 '.500. mercadoria . Quando a operação for realizada entre contribuintes e corresponder a pro­ duto destinado a industrialização ou a comercialização.ioõ. para industrializar Hipótese /\ Hipótese >. a base de cálculo do ICMS deve contemplar o valor do IPI. quando a operação for efetivada com produto não destinado à industrialização ou à comercialização e/ou ainda entre contribuintes e não contribuintes (aquisição de mercadorias para seu próprio uso ou consumo ou. Veja o exemplo: Venda de ^ mercadoria para _> _um" cliente .consumo para.102.òo I . / - £.44“ ' .00 180. ou seja. cuja atividade não esteja explícita em sua razão social ou denominação (coerência com o produto). .próprio ou. Perez Junior e Gomes Nesse caso. Chieregato.6Q ^ ^ .integrar o : ativo fixo ■. cuja razão social ou denominação indicar que o produto adquirido se destinará à comercialização ou à industrialização.00 ~ i.identificados com inscrição estadual e CNPJ/MF” e “consumidores .104 Manual de Contabilidade Tributária * Oliveira. Para melhor fixação dos conceitos sobre a inclusão ou não do IPI na base de cálculo do ICMS. o ICMS irá incidir sobre o total de $ 102.000-00 1.õo-~ .100. É oportuno lembrar que a base de cálculo a ser adotada pela empresa deve corresponder à verificada por ocasião da saída da mercadoria. Utilizar a . vende seus produtos de informática a diversos destinatários “contribuintes . Para os destinatários contribuintes. não obriga à empre­ sa vendedora rever o valor cobrado a título de ICMS.. 1 ' industrial " Hipótese .Utilizar a Utilizar a mercadoria ■ mercadoria. ainda. vamos considerar que uma empresa que atua no ramo de ativi­ dade de importação.24 .'022.^ \JlA2A. para uso e. exportação. se é contribuinte do IPI e do ICMS.Valor Tòtál-dà Nota - ‘ .00 100. • comercializar Valor daMercadoria - 1. a base de cálculo do ICMS não integra o valor do IPI.44* V 20?2. industrialização.ioo. para integrar seu ativo fixo). não integra a base de cálculo do ICMS o montante do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).= . a -. montagem e comercialização de máquinas e acessórios para informática em geral.000. para destinatários contribuintes.00 Valor do ÍCMS (18%)^ 180. se posteriormente o adquirente der outro destino à mercadoria. .500 de gastos acessórios.não iden­ tificados”. o IPI deverá ser incluído na base de cálculo do ICMS. valor das mercadorias mais $ 2. Isso porque. ao passo que nas demais ope­ rações.

.Hipótésè^ Vendá de mercadoria . o montante do imposto sobre produtos industrializados. IÇ M Stde-l3 % ^jV 0-v:@ Il® ^ íiiifg ig ■ ■MèriGàdpria'-^'. realizada entre contribuintes e relativa a produto destinado à industrialização ou à comercialização.dà mercadoria sem:IPI :(m^rcadòna/(l. com IGMS. _ pára um cliente Utilizar a mercadoria comercial ....OOO^Op:' 180. :V^pr:doÍPI\S<fee. inciso XI): anão compreenderá'.IS S .6g-: . Tudo isso é necessário para se fazer o cálculo “por *dentro” desse imposto..:â.p p ".usÒ4e:çonsi^ l.124.áííqüp^ y. ICMS e IPI .(Í8%)yy. :i XVl. configure fato gerador dos dois impostos Dessa forma.'^. o IPI sempre deverá fazer base de cálculo do ICMS quando as mercadorias correspondentes forem adquiridas para uso e consumo próprio.: :y.:IPI.'..Escrituração Fiscal e Contabilização dos 'Tributos Indiretos . V .\ ^ XM zíMí .ip2.Qõ.elCMS.l. :.Yv} l vi-SS.do ICMS (18%) Valor. Valor. con­ sumidor final ou vier a integrar o ativo imobilizado. em sua base de cálculo.. i® !S S 8 ® Y h . ^pjr\da Mèreádpria-: /.. sóbrelPÍ • . Valor. : .: £ § 2-.v..4 .^èrcàdpnã3?£al^^ [•100 -4 (áiíqiidta do ÍÇMS/ÍÕG Merdàdpna. como segue: Valor ‘d á ^ è r c à ^ ^ y ^ .2£f ICMS. ! cliente hãacontribm Valor dó I€MS..00 íooyop :.dó IPI (10%) Vdor^Tptài ida Nota 105 ' -Y ' r-.:.:^•:| Vendai dè iriérçadòriá pàra?um■] . ? ’ . quando a operação. 100^00 yy-y.merêaHpííã^ fg f o p . 18% • ■'.

-Pedfàe areia^. . ~ \ r'\ . . também variáveis em cada legislação estadual.: „■ . t!ajs^comoiJ arrozr.t e ..r’ te'. .■te :.. ".-.e te-i- ■ . . como é o caso do Estado de São Paulo.. t e / (1) Em razão da essendalidade do ICMS.i v t e " . . Perez Junior e Gomes 5. 1 -. *. V . .. Com o objetivo de evitar exageros por parte dos governantes. charque/farinha dè maftdiocaeTc._% ~i Energia elétrica-'nas demais contas .* Óleo diesel -. Regra geral.. . .6 Alíquotas do ICMS A alíquota interna é determinada individualmente em cada Estado pela legis­ lação estadual.■ :■ v ■ ..te- ■■■: ' ?■■■ ■ ■ ■ n r: — ) $ í ^ é ^ ^ :N e ^ | :$ p r d e ! ^ .r \. ■■■'■ ■. 7 ■■ t e ■ ■ ■:. . todavia.2. No Estado de São Paulo. /■ . .t e '•■/. f. E s te ■ . são encontrados os seguintes exemplos: =•- ^ ' ' Operações com Áiíqtuotado ICMSj j % ' Gêneros de primeiía~necessidade ou da cestaiasica.. feijão. existem operações com produtos ou serviços que pos­ suem alíquotas específicas. os contri­ buintes localizados no Estado de São Paulo devem praticar as seguintes alíquotas: '-te. atualmente não há limite definido. Energia elétricaj nãs..t e .'-.t e t e .106 Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira. podem ser fixadas pelo Senado Federal alíquotas máximas nas operações internas. . .~ . porém alguns Estados utilizam a alíquota de 18%. '"/* * j /[ - 7 . Chieregato.'.: H « '. . Assim. : ■■ ■ ■■■. é de 17%. 12 ' 25 12 12 JE-3Í>T“--■' r. 2 5 .’ ■.. : ' ■. “ >. contas residenciais -com consumo de 7até 200 kwh.

8 Recuperação do ICMS nas compras de mercadorias para revendas e apuração do preço unitário nas empresas comerciais As empresas que adquirirem mercadorias para revender ou para industriali­ zar. o contribuinte desti­ natário deverá recolher o ICMS. o contribuinte terá um prazo de re­ colhimento correspondente. podem escriturar o ICMS pago nessas aquisições. Assim.2. consumo ou a integrar seu ativo permanente. ou seja. ICMS e IPI 107 As alíquotas interestaduais são definidas pelo Senado Federal. conforme seu ramo de atividades. inclusi­ ve. industrialização. o crédito do imposto por ocasião da entrada desses .Escrituração Fiscal e Contabilização dos Tributos Indiretos .2. quando se tratar de mercadorias adquiridas em outra unidade da Federação e destinadas a uso. o remetente ou prestador de serviços utilizará a alíquota interestadual. 5. sempre que o destinatário da mercadoria ou do serviço for contribuinte. ou ainda para integrar seu ativo imobilizado. lembrando que o período de apuração do imposto é mensal. a título de diferencial de alíquotas entre a inte­ restadual praticada na origem e a interna praticada no destino. ativo ou consumo. Todavia. 1 $ a ^Região"Sudeste Estad^ 11 --a â 5.ISS. Para fins do ICMS. as regiões são compostas pelas seguintes unidades da Federação: í^gião i :j. ou seja. são. indepen­ dentemente de a mercadoria ser destinada a revenda. instrumento de política tributária para proteção dos Estados consumidores. e na utilização de serviços com prestações iniciadas em outro Estado que não estejam vinculadas a operações ou prestações subsequentes.7 Prazo de recolhimento e período de apuração O prazo de recolhimento é estabelecido segundo a Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) e pelo Código de Prazo de Recolhimento (CPR).

Chieregato. ou dispensada de registrar o débito somente por meio de previsões expressas em lei. fazendo com que o valor do imposto integre o preço do material. seria destacado o valor de $ 180 relativos ao ICMS.000. devendo a empresa comercial registrar seus estoques pelo valor unitário de $ 920. a apuração do preço unitário seria efetuada da seguinte maneira: .108 Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira. na conta Impostos a Re­ cuperar . esteja inscrito na repartição competente. A em­ presa estará proibida de escriturar o crédito. o chamado débito do imposto. nas empresas comerciais o ICMS pago nas compras das mercadorias para posterior revenda é recuperável e deve ser segregado do preço das mercadorias e lançado contabilmente no grupo do Ativo Circulante. considerando que o IPI não seja recuperável. mais 10% de IPI. Com base nesse exemplo. * que o documento fiscal hábil seja emitido por contribuinte em situação regular perante o fisco. subentende-se que o valor do ICMS já esteja incluso no preço da mercadoria e calculado de tal forma que o valor de venda sem imposto mais o imposto represente o valor da mercadoria.ICMS. conforme já ex­ posto. Perez Junior e Gomes itens em seus estabelecimentos. que é o valor da mercadoria líquido de ICMS. o imposto será cobrado do novo adquirente e escriturado em livro próprio. ou seja. De acordo com a legislação tributária. se o preço unitário da mercadoria é $ 1. O ICMS é calculado por dentro. supondo que em setembro tenham sido adquiridas 400 unidades da peça modelo XRT para posterior revenda. ou seja. modelo 1 ou 1-A. para se creditar do ICMS. é necessário preencher as seguintes condições: ° que o ICMS esteja corretamente destacado em documento fiscal hábil. se a alíquota do ICMS cor­ responder a 18%. 8 que o documento fiscal hábil seja escriturado no respectivo livro Regis­ tro de Entradas. com o atendimento de todas as exigências da legislação pertinente. Assim. ao qual foi adicionado um IPI de $ 100 em cada unidade. Exemplo Com base nos valores e informações anteriores. O direito ao crédito extinguir-se-á no prazo de cinco anos a partir da data da emissão pelo fornecedor do documento fiscal hábil. encontre-se em atividade no local indicado e possibilite a comprovação dos demais dados cadastrais impressos no documento fiscal. Quando essas empresas efetuarem as saídas de tais estoques em posteriores vendas tributadas.

deve ser excluído do preço das mercadorias . como segue: A Empresa Comercial de Produtos Eletrônicos Liga-liga Ltda.000 40. em uma empresa comercial.000 Valor das notas fiscais dos fornecedores 440. tem como sua atividade a compra e venda de aparelhos eletrônicos. Para registrar contabilmente tais fatos. Na conta ICMS a Recuperar . líquido do ICMS recuperável 368. Conta Corrente ICMS.2.2.Passivo Circulante. nas vendas o ICMS deve ser identificado. Portanto. por exemplo. Durante o último quadrimestre.ICMS.000 (-) Menos ICMS de 18%. recuperável pela empresa. enquanto na conta ICMS a Recolher deve ser registrado o ICMS sobre as vendas.Escrituração Fiscal e Contabilização dos Tributos indiretos . passa~se a exemplificar a contabiliza­ ção. utilizan­ do a Conta Corrente ICMS. ICMS e IPI 109 $ Total do preço das 400 unidades.10 Caso prático sobre a escrituração e apuração dos saldos do ICMS Para facilitar o entendimento do leitor. incluindo 18% de ICMS: Mais IPI de 10% 400. a conta detentora do menor saldo será encerrada contra a outra. deve ser registrado o ICMS pago nas aquisições. ao final de cada mês de apuração. Outra maneira mais prática de efetuar esse controle contábil consiste em utilizar uma única conta. Importante destacar que o saldo apurado pela contabilidade deve ser igual ao que consta do livro Registro de Apuração do ICMS. suas compras e vendas de mercadorias foram: . porém contabi­ lizado em conta redutora da Receita Bruta de Vendas em contrapartida na Conta do Passivo Circulante .Ativo Circulante. de mercadorias para posterior revenda.72. que passará a indicar o efetivo crédito da empresa ou débito a ser recolhido à Fazenda.000 Preço unitário $ 920 5.ISS.ICMS. Nesse caso. Por outro lado. 5.000 Preço das 400 unidades. a empresa poderá utilizar contas como ICMS a Recuperar ~ Ativo Circulante .e ICMS a Recolher . deve ser segregado do preço das mercadorias e registrado em Conta do Ativo Circulante .Impostos a Recolher .9 Sistemática para apuração dos saldos contábeis e fiscais Como o ICMS nas compras é recuperável.Impostos a Recuperar .

i' . e pode ser compensado com o ICMS devido nas saídas dos períodos subsequentes. No en­ tanto.000.’ : -péáèlii^réflí-\ ^eveâor c Comentários No mês de setembro.000. o total do ICMS das vendas no mês superou o total do ICMS nas compras do mês. Chieregato. visto que continua com saldo favorável em 30-11.i 26:oqoãv': Nóvèmkro iDezembró. Em outubro.M§Í$^m§§P|fei§ liÜ Ü Q íliii ::. a empresa não precisa recolher nenhum valor.-. Perez Junior e Gomes |S|viaíqÍ^S )Sétèmbrò. como havia um saldo favorável do mês anterior. que poderá ser aproveitado em dezembro ou em outros meses subsequentes. .: í ® Í t t Q' . Escrituração fiscal do ICMS Com base nesses números. ou seja. que é transferido para o mês seguinte. supondo a inexistência de saldos anteriores de ICMS: ' Crédito fi$çali' ■■■ 1 R 8 H I8 8 1 1 i B ü i i M H íiOBiÜÚO.n o Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira. o crédito supera o débito.000. a escrituração fiscal apontaria os seguintes saldos.7&OO0: . o saldo do ICMS foi desfavorável para a empresa. agora no total de $ 90. e houve necessidade de ser recolhido aos cofres públicos o valor de $ 18. No mês de novembro.000. resultando no saldo credor acumulado de $ 108.cre^r:^.: 4OOÍ0ÕGv-.000. o saldo foi desfavorável em $ 18. de $ 108.

000 CRÉDITO FORNECEDORES $ 400. o total do ICMS nas vendas foi superior em $ 104. como havia um saldo favorável acumulado do mês anterior.Mercadorias para Revendas $ 328. ICMS e IPI 1 11 Em dezembro.000 CRÉDITO RECEITAS OPERACIONAIS VENDAS DE MERCADORIAS $500.2.Escrituração Fiscal e Contabilização dos Tributos Indiretos ~ ISS. a empresa precisa recolher apenas a diferença desfa­ vorável de $ 14.400 ao ICMS nas compras.11 Contabilização das compras e vendas de mercadorias nas empresas comerciais Usando os valores de setembro.000 .000 CONTA CORRENTE ICMS $ 72. 5.000 $ 400. a contabilização seria registrada da seguinte forma: DEBITO ATIVO CIRCULANTE ESTOQUES . a contabilização seria a seguinte: Contabilização das receitas DÉBITO ATIVO CIRCULANTE CONTAS A RECEBER-CLIENTES $500.400.ICMS $ 90.000. No entanto.000 CONTABILIZAÇÃO NAS VENDAS Na hipótese de as vendas de setembro terem sido a prazo. supondo compras a prazo de mercadorias para revenda.000 Contabilização do ICMS sobre as vendas DÉBITO DEDUÇÕES DA RECEITA BRUTA IMPOSTOS INCIDENTES SOBRE VENDAS . de $ 90.

000 $ 108.112 Manual de Contabilidade Tributária ♦ Oliveira. Perez Junior e Gomes CRÉDITO PASSIVO CIRCULANTE CONTA CORRENTE ICMS $ 90.12 Contabilização das vendas quando o vendedor está obrigado ao regime de substituição tributária Considere que a lei determina que o vendedor deve assumir a responsabili­ dade do imposto que deverá incidir nas operações seguintes com a mercadoria vendida. Utilize os mesmos dados do exemplo.000 A Contabilização desses eventos resume-se no seguinte: DÉBITO ATIVO CIRCULANTE CONTAS A RECEBER-CLIENTES $518.ICMS $ 90.000 Contabilização do ICMS sobre as vendas: DÉBITO DEDUÇÕES DA RECEITA BRUIA IMPOSTOS INCIDENTES SOBRE VENDAS .000 CRÉDITO RECEITAS OPERACIONAIS VENDAS DE MERCADORIAS $ 500.000 $ 100.000 $ 90. o valor total deve ser acrescido do ICMS substituição. Chieregato.000 $ 600.000 . pode ser pauta mínima) Soma Alíquota ICMS 18% ICMS já pago na venda da mercadoria ICMS substituição cobrado do comprador $ 500. O cálculo seria o seguinte: Valor da Venda Margem de Lucro 20% (prevista na lei. Na hipótese de as vendas de se­ tembro terem sido a prazo.000 $ 18.2.000 CRÉDITO PASSIVO CIRCULANTE ICMS SUBSTITUIÇÃO A RECOLHER $ 18.000 5.

00 ICMS sobre Imobilizado a Recuperar Realizável a Longo Prazo: $ 9.00 .00 : 48 meses = $ 3.1SS. a complexidade está na interpreta­ ção da legislação quanto à tomada de crédito do ICMS na aquisição dos diversos insumos utilizados na produção de bens.2.000.Escrituração Fiscal e Contabilização dos Tributos Indiretos . 5.impostos a recuperar .000.00 Crédito: Máquinas e Equipamentos ~ Imobilizado: $ 12.00 : 48 meses = $ 9.000.000 Para as empresas industriais.000. A contabilização do referido crédito fiscal a apropriar deve ser efetuada a dé­ bito de contas do ativo . Exemplo: Valor de Aquisição de Máquina: $ 100. todavia.000. já que o ICMS recuperável é considerado como redutor do custo de aquisição.00 Cálculo do ICMS recuperável para fins de distribuição nas contas do ativo circulante e realizável a longo prazo: • Ativo Circulante: 12 parcelas x $ 12.13 ICMS na aquisição ão imobilizado Gom a publicação da Lei Complementar na 102/2000. por ocasião da entrada do bem no estabelecimento: Débito: Débito: ICMS sobre Imobilizado a Recuperar Ativo Circulante: $ 3.000.00 a) Contabilização do ICMS recuperável.000.000.00 Valor do ICMS: $ 12.e a crédito do custo de aquisição do imobilizado.00 • Realizável a Longo Prazo: 36 parcelas x $ 12. os procedimentos apre­ sentados até aqui são semelhantes. ICMS e IPI 113 CRÉDITO PASSIVO CIRCULANTE CONTA CORRENTE ICMS $ 90. principalmente quando forem passíveis de ser confundidos com bens de uso e consumo. vigente a partir de 1de janeiro de 2001. como se verá a seguir.000. os créditos decorrentes de ICMS na entrada de ativo imobili­ zado poderão ser apropriados pelo contribuinte pelo período de 48 meses.

' $ 1.000. do art. Nesta hipótese.Passivo Circulante: Crédito: ICMS sobre Imobilizado Ativo Circulante: $ 250. Também pode ocorrer que. Perez Junior e Gomes b) Apropriação mensal do ICMS: 1/48 no mês Débito: ICMS a Recolher .000. ou. devem ser ajustadas as contas do.000. sendo que o saldo não aproveitado constituirá despesa tributária: Débito: ICMS não recuperável - Débito: ICMS a Recolher-Passivo Circulante: Crédito: ICMS sobre Imobilizado Ativo Circulante: Conta de Resultado:$ $ 500. de acordo com o inciso II.00 a Recuperar $ 250.114 Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira. em cada período de apuração do imposto. em relação à proporção das operações de saí­ das ou prestações isentas ou não tributadas sobre o total das operações de saídas ou prestações efetuadas no mesmo período. Porém. ICMS sobre Imobilizado a Recuperar.00 a Recuperar . Exemplo: Supondo que o crédito de 1/48 do ICMS sobre aquisição de imobilizado no mês foi de $ 1.00.00 ~~terá que ser proporcional a 50%. § 5~.00 Crédito: ICMS sobre Imobilizado a Recuperar Realizável a Longo Prazo: $ 3.00 d) Recuperação Parcial do Crédito No caso da alienação do ativo que gerou o crédito do ICMS. transferindo o valor correspondente às parcelas que faltarem para realização no longo prazo. o crédito do mês $ 1. a empresa poderá lançar o valor do crédito não aproveitado como uma despesa no resultado.00 c) Ajustes do final do exercício No final do exercício contábil. 20 da Lei Complementar n2 102/96.000. alternati­ vamente. 50% das operações de saídas do estabelecimen­ to decorrem de saídas isentas ou não tributadas. como segue: Débito: ICMS sobre Imobilizado Ativo Circulante: a Recuperar $ 3.00 500. Portanto. a parcela não aproveitada no mês deverá ser contabilizada como despesa. não se ad­ mite o credenciamento de parcela. o valor do cré­ dito do ICMS anulado volta a compor o custo do ativo imobilizado. Chieregato.000.00 .

somente será permitido o crédito de ICMS para aquisição de ati­ vos imobilizados destinados à utilização na industrialização e comercialização de produtos tributados pelo ICMS. por exemplo. O IPI é de competência da União e incide sobre os produtos industrializados nacionais e estrangeiros. § 39. destacam-se: • não cumulatividade. visando subsidiar a agri­ . são taxados por altas alíquotas. No caso de veículos de uso no transporte de funcionários e da diretoria. para bens destinados a utili­ zação na industrialização e comercialização de produtos tributados pelo ICMS. Esse tributo deve atender ao princípio da seletividade. Assim. veículos e barcos de transportes coletivos etc. as saídas com suspensão do ICMS. inciso I. § 32. de luxo. razão pela qual suas alíquotas podem ser alteradas durante o exercício financeiro. e • seletividade. é vedada a apropriação do imposto destacado na respectiva nota fiscal de compra. A taxação varia também de acordo com a política governamental de apoio e subsídios a determinados setores. 5. 153. da Constituição Federal. da Constituição Federal. 20 ss. são taxados por alíquotas menores. inciso II.Escrituração Fiscal e Contabilização dos Tributos Indiretos . o governo pode reduzir as alí­ quotas de IPI para a produção de máquinas agrícolas.2 Conceitos Entre os princípios constitucionais que regem o IPI.. conforme o art. conforme o art. ICMS e IPI 115 e) Crédito de ICMS na aquisição de ativo imobilizado e escrituração do CIAP ICMS O crédito de ICMS na aquisição de Ativo Imobilizado foi instituído original­ mente pela Lei Complementar ns 87/96. Ainda. os chamados produtos supérfluos. Carros e barcos de alta potência.3. o contribuinte deverá deduzir as saídas e/ou prestações isentas e não tributadas e. como cigarros. tais como perfumes. relacionados com a atividade do contribuinte. 153. bebidas finas etc. sofisticados etc. devem receber elevada taxação pelo IPI. enquanto carros populares. para determinar o valor a ser creditado mês a mês. enquanto os produtos essenciais ou populares recébém taxação mais baixa. Portanto. em alguns casos. que não estejam diretamente relacionados à ativida­ de do contribuinte. art. que em outras pala­ vras significa taxar o produto proporcionalmente a sua essencialidade.ISS. e não está sujeito ao princípio constitucional da ante­ rioridade.3 Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) 5. ou até no­ civos à saúde. Por exemplo.

153. 3. inciso IV Esse imposto. instituído pelas Leis 4. 2.Re­ gulamento do IPI). 5. importadores.116 Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira. 5. está regulamentado pelo Decreto Federal n2 2. conforme segue: 1. inclusive filiais que exerçam o comércio de produtos importados.502/64 e 5.172/66 com posteriores alterações. salvo se operarem exclusivamente a varejo. Perez Junior e Gomes cultura.2 Base legal para a incidência do IPI Encontra-se na Constituição Federal. • equiparados à indústria: estabelecimentos que. ou isentar o setor de produção de bens de capital para fortalecer determinado setor industrial. e ° o desembaraço aduaneiro de produtos importados.3.3 Fatos geradores do IPI São fatos geradores do IPI: • as saídas. são equiparados a tal. filiais de estabelecimento industrial. . na venda de seus produtos. apesar de não realizarem operações de industrialização. dos estabelecimentos industriais ou equiparados a industriais. comerciantes de bens de produção. que têm caráter facultativo à equiparação a industrial.3.3. que é todo aquele que executar qualquer operação de industrialização. Chieregato.4 Contribuintes São contribuintes: • estabelecimento industrial. de produtos industrializados. em seu art.637/98 (Ripi/98 . buscando com isso o barateamento dos alimentos para a população. 5.

a finalidade ou o aper­ feiçoamento do produto para consumo. im­ porte na obtenção de espécie de novo produto (nova espécie).637/98.ISS.Escrituração Fiscal e Contabilização dos Tributos Indiretos . o funcionamento. 4a). peças ou partes que resulte em novo produto ou unidade autônoma. ainda que sob a mesma classificação fiscal. na saída da mercadoria. b) beneficiamento 0 a que importe em modificar. exercida sobre produto usado ou parte remanescente de produto deteriorado ou inutilizado. exercida sobre matéria-prima ou produto industrializado. aperfeiçoar ou.6 Base de cálculo A base de cálculo do IPI é: ® produto nacional: o preço da operação. tal como: a) transformação * a que. c) montagem 0 a que consiste na reunião de produtos. o acabamento. de qualquer forma. a utilização. ' d) acondicionamento ou recondicionamento * a que importe em alterar a apresentação do produto. ICMS e IPI 117 5.Decreto nâ 2. e) renovação ou restauração * a que.3. o acabamento ou a aparência do produto. a apresentação. a definição legal de industrialização é a seguinte: Caracteriza-se como industrialização qualquer operação que modifique a na­ tureza. pela colocação de embalagem que se destine a dar nova configuração e não para transportar os produtos. exceto se o serviço for executado por conta e ordem de terceiros. acres­ cidos desses tributos e dos encargos cambiais pagos pelo importador: . renove ou restaure para nova utilização. art.5 Definição legal de industrialização De acordo com o Regulamento do IPI (Ripi . ° produto importado: será a base de cálculo dos impostos aduaneiros. 5. alte­ rar o funcionamento.3.

8 Período de apuração do Imposto sobre Produtos Industrializados (IP I) Segundo a Instrução Normativa da SRF ns 446. mensal e decendial. será efetuada concomitantemente em páginas distintas separando a apuração decendial da mensal. pagos nas aquisições de materiais para industrialização e posteriores vendas tributadas dos produtos acabados. de acordo com a periodicidade de apuração a que os produtos estão sujeitos. com o atendimento de todas as exigências da legislação pertinente. 5.3. .9 Recuperação do ICMS e do IPI pagos nas compras de matérias-primas. modelo 8.070. Chieregato. a escrituração deverá ser efetuada segregando-se a apuração dos débitos e créditos. materiais de embalagem e outras mercadorias para utilização no processo de industrialização As empresas industriais que adquirem matérias-primas. exceto para determinados produtos em relação aos quais o período de apuração continua sendo decendial. salvo disposições em contrário. é necessário preencher as seguintes condições: 8 que o ICMS e o IPI estejam destacados em documento fiscal hábil. O prazo de recolhimento também deve obedecer à escala de vencimento pre­ vista. incidente nas saídas de produtos do estabelecimento industrial ou equiparado a industrial. 2Õdecêndio. materiais de emba­ lagens e outros materiais para fabricação e posteriores vendas dos produtos aca­ bados podem creditar-se do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Por sua vez. de 28 de dezembro de 2001. de 2004. a escrituração no livro Registro de Apuração do IPI. 5. passou a ser mensal.3. De acordo com a legislação tributária. organizando no referido livro fiscal.118 Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira. expressas em lei. Perez Junior e Gomes 5. Quando o estabelecimento industrial ou equiparado a industrial der saída a produtos industrializados sujeitos a periodicidades de apuração distintas. 3Sdecêndio e mês. ficou estabelecido que o período de apuração do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).3.7 Alíquotas do IPI As alíquotas são variáveis e seguem a classificação dos produtos da tabela de incidência do IPI (Tipi). aprovada pelo Decreto Federal nõ 4. ao longo do mês: l 2 decêndio. para creditar-se do ICMS e do IPI. segundo a forma de apuração decendial ou mensal.

o valor acumulado pode. nas empresas industriais o ICMS e o IPI são tribu­ tos pagos por ocasião das aquisições de matérias-primas. 5. como pelo IPI. e é.000 • total a pagar ao fornecedor $ 13. 0 que o documento fiscal hábil seja escriturado no respectivo livro Regis­ tro de Entradas. quando o ICMS e/ou o IPI sobre as compras corresponder a valor superior ao ICMS e ao IPI sobre as vendas. materiais de embala­ gens e outros materiais utilizados na industrialização ou fabricação de produtos acabados* Esses insumos obrigatoriamente devem ser incorporados ou consumi­ dos no processo industrial ou.800 de ICMS) $ 10.10 Tratamento fiscal e contábil nas empresas industriais. portanto. a indústria tem direito tan­ to ao crédito do ICMS. isto é. nas empresas indus­ triais. forma-se o chamado saldo credor. ou seja.3. Exemplo Compra a prazo de matéria-prima por uma indústria.ISS. cujo produto acabado será tributado tanto pelo ICMS.Escrituração Fiscal e Contabilização dos Tributos Indiretos . Importante destacar que. O direito ao crédito do IPI extinguir-se-á no prazo de cinco anos. a partir da data da emissão pelo fornecedor do documento fiscal hábil.000 Como a saída do produto acabado será tributada. já inclui o ICMS. modelo 1. desde que tais vendas sejam tributadas pelo ICMS e pelo IPL De maneira semelhante à metodologia já apresentada no caso do ICMS.000 ® mais IPI de 30% $ 3. podem ser identificados nos produtos .por esse motivo. encontre-se em atividade no local indicado e possibilite a comprovação dos demais dados cadastrais impressos no documento fiscal. ser transfe­ rido para períodos subsequentes. tais impostos devem ser recuperados pela empresa por ocasião das vendas. como do IPI nas compras. ICMS e IPI 119 * que o documento fiscal hábil seja emitido por contribuinte em situação regular perante o fisco. quando as entradas superarem as saídas. Assim. um imposto agregado ao valor. nesse caso. esteja inscrito na repartição competente. a contabilização seria a seguinte: . do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICM S) e Imposto sobre Produtos Industrializados (IP I) Conforme já mencionado. ° valor da matéria-prima (já incluindo $ 1. ainda. por sua vez. o IPI incide sobre o preço do bem que.

^ 9 ^ 0 / : .QQa : S 4 . ' .090.óoq.11.v io . 8 IPI de jâheiróí. ■■■'■ IPI dfc '■■■■■ ■ ■-”12% "■ | :-.pd.120 Manual de Contabilidade Tributária * Oliveira. Valòrdíis^eoa||taf| . integrar o custo de aquisição dos estoques.'..'./ ' 72. iíFe^reírol Í44^Ò.ó . Perez Junior e Gomes DEBITO : - O estoque de matérias-primas foi debitado por $ 8. 4 8 ': q o 0 . Maio. "' veridas ' :. ''54:000 ' Valor içías. que é o valor do material líquido do ICMS e do IPI...-0 C ÍÒ : " '^sá. ..30. S ô ..0 0 0 v '. '9 o .. portanto. considerando a inexistência de saldos acumulados de períodos anteriores de ICMS: . a escrituração físcal apontaria os seguintes sal­ dos. I 3 5 . í-/.o jo o - .'.3.o n o > 6 ò : ò o o . 5. não devendo.0 Í M arço'.' V.11 Sistemática de apuração dos saldos periódicos de ICMS e IPI em uma indústria Para facilitar o entendimento. vejam-se as seguintes compras de materiais e vendas de produtos acabados em determinado período.í ||5§ÉQl0a.1 Escrituração físcal do ICMS Com base nesses números. visto que tais tributos são recuperáveis.. Chieregato.200.dp'Q . ./-' ' :'los. ' f pop^ 300X00 \ . m ■\:'M o 0 o --.72. . Ó Ò 'Ó .72OX)b0--':: / ' 3 0 .'. .o o ó ' .9o. : Abril..0.. .75Ó/ÒOO '■-•6 5 Q : 0 Ò 0 r : ■'-•S4.ppO.- ••#9ÚQ&i Junho .4 0 0 / ^ iò õ ò / . 8 6 ..3.v .5 ó :q ó a :. ^mmtmÉÉMÈ 5.000.

Ób0:Y. o ICMS nas vendas foi igual ao ICMS nas compras. favorável.: Fevereiro.V Y:Y(. • no mês de maio.oI<2MS ' : s^ido d •Jarieiíò. a em fevereiro.Abnl. a empresa continua com o mesmo crédito a recuperar nos meses subsequentes. Ao con­ trário. havendo saldo a recolher aos cofres públicos de $ 36. í Í i ® S S 8 S I l ü l i w i l t f § ! ' Comentários ° no mês de janeiro.000.3.400 para compensar com o imposto devido nas saídas dos meses subsequentes.000 do mês anterior.. de $ 90. Como havia saldo favorável do mês anterior. permanecendo ainda com saldo favorável para os meses se­ guintes.. de $ 63. 0 no mês de março. a empresa não precisa recolher nada aos cofres públicos.000 ao ICMS nas compras.11. 5.000..000.000 foi favorável à empresa e pode ser compensado com o ICMS nas saídas dos mêses subsequentes. ainda.2 Escrituração fiscal do IPI Com base nesses números. o saldo de $ 90.V : W ÊS9K$íÊÊÊ\ W UK§êêê JUlilíO . o ICMS na$ vendas foi superior em $ 27. recolher o tributo.ISS.600 ao ICMS nas compras. em 31-5 ainda possuía saldo credor. de $ 90. .. a empresa não precisa..i26^po'. como havia saldo favorável acumulado do mês anterior. * em abril. a escrituração fiscal apontaria os seguintes saldos. ICMS e IPI 121 -0Demonstrativo dòSaIdóá.^4. supondo a inexistência de saldos anteriores de IPI: . fyíaiçò rh. o ICMS nas vendas foi superior em $ 30. -V.Escrituração Fiscal e Contabilização dos Tributos Indiretos . Como havia saldo favorável acumulado de $ 63. de $ 32.000. No entanto. o saldo do ICMS foi desfavorável para a empresa.

000.000. .000 ao IPI nas compras. o IPI nas vendas foi superior em $ 48.^- . . de $ 36.000. permanecendo ainda com saldo favorável para os meses seguintes.000 ao IPI nas com­ pras.-v:.000. como havia saldo favorável acumulado do mês anterior.400 ao IPI nas compras. de $ 44.déí^orv4? 'fr-í??MJwt3^33 Z ’i ■48. de $ 25. Como demonstrado.vendás . .::. ($ 44. Chieregato.000'devc.30. a empresa era devedora do IPI. 86. 781000: 30:000- ^S. ° no mês de abril.000. a empresa precisa recolher somente a diferença.oòo Março ' 34. de $ 6.ÒÓ0: 3.000. fcompíraSi a lèínprèsa ac "'^çümiüádòí vçi . a empresa não precisa recolher nada aos cofres públicos. Como não havia saldo favorável acumulado do mês anterior. ° no mês de maio.::em^resà:.':. Como havia saldo favorável acumulado do mês anterior de $ 6.000. Perez Junior e Gomes vV^ymrnas:.000. Abril 90.::dévèd6r.^0.IW^nas. a empresa precisa recolher esse valor.400 55. a empresa não precisa recolher nada aos cofres públicos. .^^ Mês / ..000) e pode ser compensado com o IPI nas saídas dos meses subsequentes.1. 0 no mês de março.dòf ■ Comentários 0 no mês de janeiro. Debito para a . o IPI nas vendas foi superior em $ 30.4ÓD clévèdor.Ó00.00Ò 60.-48. de $ 36. ha­ vendo saldo a recolher aos cofres públicos de $ 34. o saldo foi favorável à empresa.òréaofe:. o IPI nas vendas foi superior em $ 8. ° no mês de junho. :8o.dévèdQp..0Q0.: Fevereiro: :36.000. porém.400. . Como havia. o IPI nas vendas foi superior èm $ 31. o saldo do IPI foi desfavorável para a empresa.122 Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira.000 .000.000 ao IPI nas compras. $ 48.::f ' '8. saldo favorável do mês anterior. No entanto. permanecendo ainda com saldo favorável para os meses se­ guintes. Ao contrário.000 50.:M^Ò0.:- Junho.\::^ko'mês Janeiro 84. ° no mês de fevereiro.000idevéictòrft Maio . e precisava recolher nos prazos legais. não restou nenhum saldo favorável para os meses subsequentes. em 31-5.

' : ' DEbÜÇÕÉS DX REpEITA BRUTA Impostos^Incidentés^SobreVéndas .3.. ■ ■.ííi \\r&?r.000 ' 210.■■■■■ •■■ ^ ^ Jv 126. .000. ^ . . de materiais de embalagem e de outros materiais em janeiro seria: As vendas. :~-m 1 „ “i : crédftct. L ■-__ Í26.ÉQÍÍíÍs®SÍ A'i7i\ S-Çr^.Escrituração Fiscal e Contabilização dos Tributos Indiretos .".060 ’.000 ^ V.. a contabilização das compras a prazo das maté­ rias-primas.000 210. . .< .ICMS ' V '.000 / . t. por sua vez.. ICMS e IPI 123 5. nas vendas a prazo: WêêISHèK Éttl#8l|. .■■-.12 Contabilização das compras e vendas de uma indústria Para facilitar o entendimento. r .•. ^ .ICMS > .V " ^ -* ■ y / ’ -í-:’ PASSIVO CIRCULANTE" Xonta Corrente .ISS. seriam contabilizadas como segue: Contabilização das receitas. : « .84. .'<íS Conta Corrente ..’ü^s^'</a Contabilização do ICMS e do IPI sobre as vendas: DÉBITO . . ■.vr)w-J.. -r 84. .IPI 4 ~~ r .

Perez Junior e Gomes Lembremos que. Nesse sentido. ou o aperfeiçoe para consumo. c) é falsa apenas a segunda assertiva. que. o acabamento. a apresentação ou a finalidade do produto. d) é verdadeira apenas a última assertiva. ® Não se considera industrialização o preparo de produtos alimentares. materiais secundários e demais insumos utilizados na fabricação de novo produto. } « Não se considera estabelecimento industrial o que executa operações de que resulte produto tributadb. e) são verdadeiras as duas últimas assertivas. a contabilização do frete seria a seguinte: Testes Os testes 1 a 11 constaram no concurso para Técnico da Receita Federal. nas mesmas condições do imposto incidente na merca­ doria. 1. recuperado nas próximas saídas. a) as três assertivas são falsas. toda vez que a empresa compradora pagar frete intermunicipal ou interestadual referente ao transporte das matérias-primas. Chieregato. o funcionamento. será escriturado nos livros e o valor pago. quando a alíquota for zero.124 Manual de Contabilidade Tributária ♦ Oliveira. não acondicionados em embalagem de apresentação. b) é falsa apenas a primeira assertiva. Resposta: alternativa___ / . que deem saída a esses produtos. haverá incidência do ICMS. ° Não se equiparam a estabelecimento industrial os estabelecimentos impor­ tadores de produtos de procedência estrangeira. se não realizarem qualquer operação que modifique a natureza. Considere as três assertivas a seguir:.

ISS. b) com a previsão da hipótese de incidência no Código Tributário Nacional. Não se considera industrialização a . sob a mesma classificação fiscal. e) com a autorização prevista no inciso V do artigo 21 da Constituição Fe­ deral. mas que esteja incompleta. pagou o total de $ 210. a utiliza­ ção.operação: a) definida como tal. pela colocação da embalagem. ICMS e IPI 125 2. quando esta se destine apenas ao transporte da mercadoria. c) com o lançamento. nasce a obri­ gação tributária. b) que. a empresa deverá registrar nos controles de estoques de mesas para revendas o valor unitário de: . importe na obtenção de espécie nova. b) recebidas em consignação. Resposta: alternativa___ 5. parcial ou interme­ diária. o acabamento ou a aparência do produto.Escrituração Fiscal e Contabilização dos Tributos Indiretos . d) que altere a apresentação do produto. d) adquiridas para consumo. peças ou partes e de que resulte um novo produto ou unidade autônoma. do crédito tributário. com a finalidade de revendê-las. Resposta: alternativa ___ 3.00 de IPI. Resposta: alternativa ___ 4. a Firma Mento Ltda.00 na aquisição de 4 mesas. c) que apenas modifique. Esse valor contém o preço das mesas com incidência de $ 34. c) adquiridas para revenda.00 de ICMS e de $ 10. por declaração. e) vendidas diretamente ao consumidor. No que diz respeito ao imposto sobre produtos industrializados. e) que consista na reunião de produtos. ou seja. aperfeiçoe ou altere o funcionamento. a) com a constituição de crédito tributário. Após contabilizar essa aquisição de mercadorias. Em 25 de março. Um lançamento feito corretamente a débito da conta ICMS a Recuperar pode registrar apropriação de ICMS incidente sobre mercadorias: a) vendidas a revendedor. d) com a ocorrência do fato gerador. exercida sobre matéria-prima ou produto intermediário.

e) alíquotas mais elevadas na importação de produtos estrangeiros. Chieregato.00.50. Perez Junior e Gomes a) $ 44. c) a essencialidade dos produtos. b) os serviços de qualquer natureza. São impostos seletivos e não cumulativos: a) o ICMS e o IPVA. assinale aquele caracterizado no RIPI como equiparado a estabelecimento industrial: a) filial atacadista de estabelecimento exportador. alternativa___ 9. b) a uniformidade das alíquotas. d) recondicionador de objetos usados. E seletivo.00. Resposta. b) $ 50.50. í . Resposta: alternativa___ 6. c) industrializador de bebidas alcoólicas. c) $ 46. Resposta: alternativa___ 7. o jmposto sobre: a) os produtos industrializados. Entre os estabelecimentos a seguir enunciados. A seletividade das alíquotas do IPI tem como critério: a) a compensação entre os créditos (aquisições) e os débitos (vendas). para revenda a terceiros. Resposta: alternativa___ 8. d) o IPI e o ICMS. d) a não incidência na exportação dos produtos exportados para o exterior. c) o I R P Je o IP I . b) oIPTUeoIPTR. b) importador de produtos de procedência estrangeira/ a que der saída.50. adquiridos de terceiros no mercado interno. em razão da essencialidade do produto.126 Manual de Contabilidade Tributária ♦ Oliveira. e) o ICMS e o ISS. e) estabelecimento comercial varejista de produtos importados. d) $ 52. e) $ 41.

12. . produtores e industriais. mas incluindo o ICMS relativo à revenda. c) realizadas exclusivamente por comerciante e independente. ICMS e IPI 127 c) a propriedade de veículos automotores. câmbio e seguros. . desde que um dos participantes seja produtor. d) excluindo o ICMS e o IPI. b) incluindo o ICMS è excluindo o IPI. d) exclusivamente nas operações realizadas por produtores e industriais. e) nas saídas de mercadorias.ISS. mas não contribuinte do IPI. b) crédito da empresa com clientes. Resposta: alternativa___ Os testes 13 e 14 constaram em concurso para Agente da Fazenda da Prefei­ tura da Cidade do Rio de Janeiro. Resposta: alternativa___ 11. . O ICMS é imposto que incide. e) a exportação de produtos nacionais. c) incluindo o ICMS e o IPI. d) crédito da empresa com o governo. O saldo da conta ICMS a Recuperar representa: a) débito da empresa com o governo. d) as operações de crédito. Uma empresa contribuinte do ICMS. Resposta: alternativa _ _ Questão que constou no concurso para Procurador e Consultor Jurídico da Câmara Municipal de Campinas. Resposta: alternativa___ 10. quando cobrados esses dois impostos: a) incluindo o IPI e excluindo o ICMS. c) crédito da empresa com fornecedores. e) excluindo o ICMS e o IPI. e) débito da empresa com fornecedores. b) realizadas por comerciantes. deve regis­ trar como custo das mercadorias adquiridas para revenda.Escrituração Fiscal e Contabilização dos Tributos Indiretos . segundo a Constituição Federal: a) exclusivamente nas operações de circulação de mercadorias e sobre pres­ tações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de co­ municação.

Resposta: alternativa___ 14. c) a alíquota do IPI de um produto varia inversamente proporcional à sua necessidade.128 Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira. em relação ao ISS. d) sujeito passivo. 15. A nota fiscal do fornecedor continha os seguintes dados: ® Valor das matérias-primas $ 1. d) a venda de eletrodomésticos pelas lojas de departamentos. c) sujeito ativo.200 • ICM destacado na nota fiscal $ • IPI 170 . c) a prestação de serviços sob relação de emprego. ou seja. é: a) contribuinte. O Município. maior será a alíquota do IPI. d) os produtos não essenciais são tributados com alíquotas menos elevadas de IPI. b) responsável.000 ° Valor total da nota fiscal $ 200 $ 1. Resposta: alternativa___ 16. Assinale a situação que poderia constituir fato gerador do Imposto Sobre Ser­ viços de Qualquer Natureza . e) solidariamente obrigado. e) a exibição de filmes pelos cinemas localizados no Município. Perez Junior e Gomes 13. quanto maior a necessidade e grau de essencialidade. b) a alíquota do IPI de um produto independe da sua necessidade. A Companhia Industrial Alpha adquiriu matérias-primas para serem utiliza­ das na produção. b) a venda de combustíveis por postos revendedores aqui instalados.ISS: a) a venda de gêneros alimentícios pelos supermercados. Chieregato. De acordo com o critério de essencialidade: a) a alíquota do IPI de um produto varia diretamente proporcional à sua ne­ cessidade. Resposta: alternativa___ Os testes 15 e 16 constaram em concurso para Auditor Fiscal da Receita Federal.

IPI e ICMS . Resposta: alternativa___ 18. Os impostos dedutíveís da receita bruta são identificáveis: a) por serem de competência das esferas federal e estadual. no valor final de venda de um produ­ to.030.00%. sem o ICMS? a) 5.pagos pela empresa compradora em decorrência da aquisição de matérias-primas. créditos da empresa compradora junto ao governo. Pode haver mais de uma.ISS.200. b) 6.000 quilos de matérias-primas para uso na industrialização.51. c) $ 1. .40%. Assinale a(s) altemativa(s) correta(s). os tributos indiretos . a) nas empresas industriais. c) uma empresa industrial adquiriu 3. d) por incidirem sobre a aquisição de mercadorias e serviços.170. c) por incidirem sobre a circulação do produto no mercado.219. b) por incidirem sobre a venda de mercadorias e serviços. ICMS e IPI 129 Sabendo-se que o IPI e o ICM são impostos recuperáveis para a empresa. pagando ao fornecedor o total de $ 201. Resposta: alternativa___ 17. d) $ 1. as­ sinale a alternativa que contém o valor que poderá ser computado no custo das matérias-primas: a) $ 630. se este for alterado para 18% e a empresa mantiver o mesmo valor de venda do citado produto. b) $ 830. c) 6. Qual deve ser o acréscimo a ser dado.32%. d) 7. Resposta: alternativa___ 19. e) $ 1.57%. materiais de embalagem e demais mercadorias utilizadas na produção representam.Escrituração Fiscal e Contabilização dos Tributos Indiretos . de acordo com a legislação pertinente. com 12% de ICMS. b) os valores dos impostos recuperáveis pagos na aquisição das matériasprimas e demais materiais utilizados na produção devem compor o custo de aquisição que será incorporado aos estoques desses materiais.

b) $ 130.200.000 de frete para uma transportadora mineira mais $ 1.900 quilos da matéria-prima Y.856. assinale a alternativa correspondente ao saldo em 30 de abril dos estoques de mercadorias para comercialização. Resposta: alternativa 21.000. Uma empresa comercial adquiriu em abril mercadorias para comercialização. o va­ lor do IPI não deve integrar a base de cálculo do ICMS.. de um fornecedor localizado no interior do estado.000 IPI = 10% 0 ICMS destacado na nota: 18% No mês de abril a empresa revendeu 40% dessas mercadorias. o estoque de matérias-primas deve registrar como custo unitário de compras o valor de $ 50. .130 Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira. Com base nas informações a seguir. Resposta: alternativas______ 20.68 de IPI. b) $ 742. Há incidência de 18% de ICMS e de 20% de IPI: a) $ 100. O comprador pagou ao fornecedor $ 7. incluindo o ICMS: $ 2. Com base nessas informa­ ções. localizada em São Paulo/SP adquiriu em dezembro 1. o valor do IPI deve integrar a base de cálculo do ICMS.840. e) nas vendas de materiais de consumo para uma empresa industrial. . c) $ 993. e) $ 1.400.00. d) $ 1.113. como segue: ® valor das mercadorias.292.00.840. O preço de venda do fornecedor é de $ 130 por quilo. d) nas vendas de ativo imobilizado para uma empresa comercial.00.35.560. Perez Junior e Gomes incluindo 18% de ICMS e $ 18. assinale a alternativa correspondente ao custo unitário de aquisição da matéria-prima que será registrado no estoque: A Indústria de AutoPeças Gavião Ltda.000 ® fretes pagos ao fornecedor: • $20. c) $ 136.000. supondo que não havia saldo anterior em estoques: a) $ 1. Chieregato. Com base nessas informações.700 de seguro contra riscos diversos.

A nota fiscal inclui ICMS de $ 6. Com base nas informações. ICMS e IPI 131 d) $106. Contratou a Transporte Irmãos Tartaruga para transporte desse material do fornecedor até a fábrica. e) $ 3.00. e) $110. b) $ 122.300 com o frete. Essas mercadorias serão contabilizadas nos estoques pelo valor de: a) $ 118. 24.000 de IPI. Considerando que a empresa é contribuinte do ICMS e do IPI. assinale a alternativa correspondente ao custo de aquisição de cada caixa de papelão: a) $ 2. citada anteriormente adquiriu em de­ zembro.000. Resposta: alternativa ___Questão que constou em Concurso para Contador do Tribunal de Contas do Município do Rio de Janeiro. a ma­ téria-prima será debitada no estoque por: . 23.200. Uma empresa comercial adquiriu mercadorias para revendas pelo valor de $ 150.Escrituração Fiscal e Contabilização dos Tributos Indiretos .ISS. Pagou ao fornecedor o total de $ 33. incluindo $ 5.66.000.000.60. d) $ 135. No ato da aquisição. Resposta: alternativa___ 22.48.000. A Indústria de AutoPeças Gavião Ltda. Uma empresa industrial adquire matéria-prima por $ 50. c) $ 133.000 caixas de papelão para embalagem das peças fabricadas e vendidas. b) $ 2. o fornecedor concedeu um desconto comerdal equivalente a 10% do valor da nota fiscal.500. c) $ 3.21. obtendo um desconto comerdal de 10%. d) $ 3.85.35. Resposta: alternativa___ Questão que constou em Concurso para Contador do Instituto de Previdênda do Munidpio do Rio de Janeiro.400 de ICMS e $ 3.200.800.000. 9.000. tendo gasto $ 1.000 e IPI de $ 5. O ICMS indúso na nota fiscal é de $ 16. e) $ 150.60.

Resposta: alternativa . b) $ 27.000.000. No final do exercício. b) o volume de vendas foi maior que o de compras. acarretando um lucro bru­ to reduzido. b) $ 35. Perez Junior e Gomes a) $ 34.132 Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira. Chieregato.560. no período. c) $ 39. realizada por uma empresa comercial: 0 valor das vendas efetuadas • $ 120. os registros contábeis de uma empresa comercial de revenda de mercadorias apresentaram um saldo na conta ICMS a Recuperar maior que na ICMS a Recolher. Resposta: alternativa___ 26.400. Tal situação pode ter sido conseqüência. c) $ 24. do seguinte fato: a) o volume de compras foi maior do que o de vendas. d) $ 13.000.900.060.000. . e) $ 11. $ 50.000. 25. d) $ 45. c) a margem de contribuição foi menor do que 50%. O ICMS incidente nas operações é de 18%.000. d) o custo das mercadorias vendidas foi elevado. e) o método de contabilização de estoques utilizado foi o de inventário per­ manente.900. Resposta: alternativa___ Os testes 25 e 26 constaram em concurso para Contador da Prefeitura Municipal de Niterói.000 desconto incondicional constante na nota fiscal 10% As mercadorias vendidas foram adquiridas por $ 75. e). O lucro bruto obtido com a revenda dessas mercadorias foi: a) $ 36. Os dados abaixo referem-se a uma operação de compra e venda de mercado­ rias.

pelo custo de aquisição ou pelo valor de mercado. os elementos do ativo serão avaliados segundo os seguintes critérios: os direitos e títulos de cré­ dito.404/76.404/76: Lei das Sociedades por Ações O art. por ocasião dos encerramentos mensais dos resultados. serão excluídos os já prescritos e feitas as provisões adequadas para ajustá-lo ao valor provável de realização. e quaisquer valores mobiliários não classificados como investimento. de acordo com os prin­ cípios fundamentais de contabilidade da competência. recomenda-se. menciona que. 183 da Lei nô 6.visao liiquidà itos de dosa As empresas que vendem a prazo bens ou serviços correm o risco de não re­ ceber parte de seus créditos. do conservadorismo ou da prudência.1 Lei na 6. 6. que seja constituída adequada provisão para créditos de liquidação duvidosa. . para que esses ativos sejam representados por saldos de provável re­ alização. : Para fazer face aos possíveis prejuízos. a provisão para créditos de liquidação duvidosa .corresponde aos ajustes dos valores originais de contas a receber. ou pelo menos na data do encerramento anual do exercício. se este for menor. para adequada apuração das de­ monstrações contábeis da sociedade. no Balanço.ou para devedores duvidosos . Em última análise. por ocasião do vencimento das duplicatas e demais títulos de créditos.

2.1 da seguinte maneira: ° a provisão para devedores duvidosos e outras provisões para perdas são consignadas no balanço como fatores de redução de contas a receber e de outros créditos contra terceiros. a apuração do valor da provisão pode variar de empresa para empresa. é costume es­ tabelecer valores prováveis na constituição da provisão para devedores duvidosos.1 ~ Ativo Circulante (exclui estoques).134 Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira. principalmente com uso de base estatística. . 1 INSTITUTO DOS AUDITORES INDEPENDENTES DO BRASIL. fundamentado na experiência acumulada no passado e previsão das tendências futuras. 9 deve ser considerada a experiência anterior da empresa com relação a perdas com contas a receber.404/76 é clara no sentido da obrigatoriedade da constituição da provisão para ajustar o saldo dos direitos e títulos de crédito ao valor provável de realização. considerando-se de difícil recuperação as contas vendidas há mais de um ciclo operacional. Os métodos mais comuns para a determinação dos cálculos das perdas são: a) fixação de uma percentagem das vendas totais como representativa de crédito de difícil recuperação. situação de crédito em geral e a própria conjuntura econômica. Chieregato. seja por fatores de natureza fiscal. em seu Pronunciamento n. De qualquer forma. Princípios contábeis. esse critério sofre a influência de outros elementos. de acordo com sua carteira de clientes. p. a Lei n2 6. ed. de avaliação que não podem nem devem ser ignorados. Obviamente. ° como nem sempre é possível determinar com precisão as perdas na re­ alização de créditos resultantes de operações mercantis. seja por condições de mercado. São Paulo: Atlas. 57. b) segregação das contas a receber por períodos de vencimento. Em resumo. ramo de negócio. Perez Junior e Gomes Portanto. ela deve obedecer a alguns critérios: ° deve ter base na análise individual do saldo de cada cliente. 1994. Para que a provisão seja efetuada de maneira adequada. a provisão para devedores duvidosos não deve estar su­ jeita a um critério rígido de avaliação. 6.2 Pronunciamento do íbracon O Instituto dos Auditores Independentes do Brasil (íbracon) comenta o a sunto.

Por exemplo.000 De acordo com a constituição da mencionada provisão. em 31-12. possíveis créditos não recebidos são baixados contra a provisão. que corresponde a 4% de $ 500.Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa 135 • as vendas com garantias reais.000 (-) $ 20. possuía saldo de du­ plicatas e outras contas a receber no montante de $ 500.000 $ 480. e. a Companhia de Artefatos Belas Artes Ltda. Indagado pela Contabilidade. as contas a receber estariam assim de­ monstradas: ATIVO Ativo Circulante Contas a Receber (-) Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa Valor Líquido das Contas a Receber $ 500. o Departamento de Crédito e Cobrança estimou em 4% as perdas çrováveis no recebimento desses créditos.000. 6. a Contabilidade constituiu uma provisão para crédi­ tos de liquidação duvidosa no montante de $ 20. Portanto. o que possibilitará melhor visão do tempo de atraso nas contas a receber e facilitará as análises e conclusões sobre o mais adequado montante da provisão necessária. Em 31-12. em 31-12. devido às dificuldades financeiras de algum dientes. conhecida por aging-list. portanto. exemplifica-se a seguir com um caso prático. contabilizando da seguinte maneira. é necessária a elabo­ ração de uma lista por idade de vencimento. o que também deve ser le­ vado em consideração. • contas atrasadas são o alvo principal. se em janeiro do ano .3 Contabilização da constituição da provisão para créditos de liquidação duvidosa Para facilitar o entendimento. No Balanço Patrimonial. com avais ou fianças etc representam menores probabilidades de gerarem perdas.000.000.

4 Aspectos fiscais A partir de X9de janeiro de 1997. com a vedação da dedutibilidade da provisão para créditos de liquidação duvidosa do lucro líquido no cálculo do lucro real. / 6. passou a ser permitida a dedução como despesas operacionais.sem garantia de valor e sem limite por devedor: a) até R$ 5.lucro real das seguintes perdas no recebimento de créditos decorrentes das atividades da empresa: I .a 12.4. desde que o contribuinte atenda a determinadas normas estabelecidas pela Lei n.3 Substituição da provisão para créditos de liquidação duvidosa pela dedução de perdas no recebimento de créditos Com a edição da Lei ne 9. a constituição e a contabilização da mencio­ nada provisão não são admitidas para fins fiscais.em relação às quais tenha havido a declaração de insolvência do de­ vedor.430/96. dedutíveis para fins de determinação do lucro tributável pelo Imposto de Renda das pessoas jurídicas . 9. 340 a 343 do Regulamento do Imposto de Renda (RIR/99). esse gasto não é mais admitido como despesa dedutível do lucro contábil na determinação da base de cálculo do Imposto de Renda e da contribuição social sobre o lucro líquido. . de 27-12-1996.00 (cinco mil reais). Perez Junior e Gomes 6. a partir do ano-calendário de 1997. arts. por operação. e outros créditos. para créditos ven­ cidos há meus de seis meses. II . independentemente de iniciados os procedimentos judiciais para seu recebimento. ou seja. Entretanto.430. e arts. Chieregato.136 Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira. em sentença emanada do Poder Judiciário.000. a legislação fiscal aceita a dedutibilidade das perdas no recebi­ mento das vendas a prazo.9.

a legislação estabeleceu também o cri­ tério contábil de registro dos referidos valores. pois. a perda eventualmente registrada deverá ser estornada ou adicionada ao lucro líquido.contra devedor declarado falido ou pessoa jurídica declarada concordatária.000. relativamente à parcela que exceder o valor que esta tenha-se comprometido a pagar. uma vez contabilizada a baixa do crédito. Ocorrendo a desistência da cobrança pela via judicial.00 (cinco mil reais) até R$ 30. de alienação fiduciária em garantia ou de operações com outras garan­ tias reais. • de conta redutora do crédito. Os créditos ga­ rantidos são os provenientes de vendas com reserva de domínio. para créditos vencidos há mais de um ano.00 (cinco mil reais): esse procedimen­ to não é adequado do ponto de vista da melhor técnica contábil. III . IV . desde que já tenham sido iniciados e/ou manti­ dos os procedimentos judiciais para seu recebimento. os créditos vencidos há mais de um ano.créditos.000. desde que a credora tenha adotado os procedimentos judiciais necessários para o rece­ bimento do crédito. b) a parcela do crédito cujo compromisso de pagar não houver sido honrado pela empresa concordatária poderá também ser deduzi­ da como perda. antes de decorridos cinco anos do vencimento do crédito. mesmo garantidos. para determinação do lucro real . porém vencidos há mais de dois anos.4. observado o seguinte: a) a dedução da perda será admitida a partir da data da decretação da falência ou da concessão da concordata.Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa 137 b) acima de R$ 5.000. 6. o valor passa a não ter contro­ le nos livros da empresa. desde que iniciados e mantidos os procedimentos judiciais para seu recebimento ou o arresto das garantias para esse fim. independentemente de iniciados os procedimentos judiciais para seu recebimento. os registros contábeis das perdas admitidas na citada Lei serão efetuados a débito de conta de resultado e a crédito: * da conta que registra o crédito nos casos em que o valor envolvido por operação seja inferior a R$ 5. Assim.00 (trinta mil reais).000. por operação. c) superior a R$ 30.00 (trinta mil reais). nas demais hipóteses. porém mantida a cobrança administrativa.2 Registro contábil das perdas Para o fim de atender à norma fiscal.

tem a receber uma duplicata no valor de $ 7.500 c) Despesas com Provisão para Perdas no Recebimento de Créditos a Duplicatas a Receber $ 7. Se a solução de cobrança se der em virtude de acordo homologado por sen­ tença judidal. c) Da Entidade. durante o exercício. d) Do Registro pelo Valor Original. e o imposto será considerado postergado desde o período de apuração em que tenha sido reconhecida a perda.138 Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira. Com base na legislação contábil e fiscal vigente. a partir do período de apuração em que se completarem cinco anos do vencimento do crédito sem que o mesmo tenha sido liquidado pelo devedor.500 Resposta: alternativa___ . b) Da Continuidade. Os valores registrados na conta redutora do crédito poderão ser baixados de­ finitivamente em contrapartida à conta que registra o crédito. Um dos clientes de uma empresa teve.500 b) Perdas com Duplicatas Incobráveis a Provisão para Perdas no Recebimento de Créditos $ 7. Testes 1. o valor da perda a ser estornado ou adicionado ao lucro líquido para determinação do lucro real será igual à soma da quantia recebida com o saldo a receber renegociado. o Contador resolveu registrar corretamente o fato contábil. A perda relativa à dívida que o referido cliente tinha com uma empresa deve ser reconhecida no exercício de acordo com o Princípio: a) Da Competência. Apesar de já ter encaminhado o título para o Cartório de Protestos. Determinada empresa. Resposta: alternativa___ 2. vencida em 31-8 do ano anterior.. Perez Junior e Gomes correspondente ao período de apuração em que se der a desistência. sua insolvência decretada pelo Juiz competente. Chieregato. até agora não obteve sucesso.500 d) Duplicatas a Receber a Provisão para Perdas no Recebimento de Créditos $ 7. Indique o lançamento adotado: a) Provisão para Perdas no Recebimento de Créditos a Duplicatas a Receber $ 7. no encerramento do exercício em 31-12.500.

em nenhuma hipótese a legis­ lação fiscal aceita a dedutibilidade das perdas no recebimento das vendas a prazo. Considerando válida a expectativa de perda e corretos os cálculos efetuados. dos dois o menor. ramo de negócio e própria conjuntura econômica. Resposta: alternativa___ . se essa provisão não for aceita pelo fisco como dedutível. para adequar seu balanço aos princípios contábeis fun­ damentais. essa empresa deverá. a firma Dubitatia Ltda. Nessa mesma data. mandar fazer o seguinte lançamento: a) Débito: Devedores Duvidosos Crédito: Duplicatas a Receber $ 350 b) Débito: Devedores Duvidosos Crédito: Duplicatas a Receber $ 320 c) Débito: Devedores Duvidosos Crédito: Provisão para Devedores Duvidosos $ 670 d) Débito: Devedores Duvidosos Crédito: Duplicatas a Receber $ 670 e) Débito: Devedores Duvidosos Crédito: Provisão para Devedores Duvidosos $ 350 Resposta: alternativa___ Assinale a alternativa correta: a) para atender aos princípios fundamentais de contabilidade. de acordo com a composição de sua carteira de clientes. d) a apuração do valor da adequada provisão para perdas decorrentes de créditos de liquidação duvidosa pode variar de empresa para empresa. c) a constituição da adequada provisão para perdas para crédito de liquida­ ção duvidosa visa atender ao princípio fundamental de contabilidade do custo ou mercado. perderia no ano seguinte $ 670 no recebimento das duplicatas de sua emis­ são. provavelmente.Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa 139 Teste que constou do Concurso para Técnico da Receita Federal. o contador não deve constituir provisão para perdas prováveis no recebimento de créditos. Em 31-12. de 27-12-1996.430. fez a estimativa de que. b) nos termos da Lei ne 9. e) para a apuração do valor da adequada provisão para perdas decorrentes de créditos de liquidação duvidosa não se deve levar em consideração a expe­ riência anterior da empresa com relação às perdas com as contas a receber. havia saldo anterior de $ 320 na conta Provisão para Devedores Duvidosos.

vencido há mais um ano.£ aprovação dos créditos para os clientes. mesmo que o credor não tenha iniciado os procedimentos judiciais para seu recebimento. Assinale as alternativas corretas: :í! a) a partir do momento em que são contabilizadas. :>. '. vh d) não deve ser considerado o fato de que uma das principais empresas de determinado grupo econômico passa por sérias dificuldades financeiras. j-. mesmo que o credor :'Y . visto ser o setor da empresa responsável pela W. vencidos há mais de dois anos. •Y. d) total da dívida de um devedor pessoa jurídica declarada concordatária.f até $ 5. M l. Resposta: alternativa___ 7. Chieregato. declaração de insolvência do devedor.. ás baixas dos créditos das duplicatas consideradas incobráveis. Com relação à constituição da provisão para perdas prováveis no recebimenK to de créditos. • não tenha iniciado os procedimentos judiciais para seu recebimento ou arresto de bens dados em garantia. desde que o credor seja outra empresa desse mesmo grupo empresarial. .v independentemente da conjuntura econômica do país. . Perez Junior e Gomes 5. desde que superior a $ 30.c) a estimativa de perda deve ser mantida constante nos últimoá cinco anos. Resposta: alternativa___ 6.000.. .V a) a contabilidade deve-se basear em estimativa de perdas efetuada pelo : departamento de vendas. c) parcela correspondente à diferença entre o total da dívida de um devedor declarado falido e o montante que este tenha se comprometido a pagar. e) crédito sem garantia. mesmo que tenha assumido o compromisso de pagar parte do débito. vencidos há mais de três meses. . não há màis necessidade de manter controle nos livros da empresa dessas duplicatas. '.!: ■ b) créditos garantidos. '-:r |í b) é totalmente desnecessária a análise individual da situação financeira e • do saldo de cada cliente. .000. Assinale a alternativa que corresponda às perdas no recebimento das duplicatas e outras contas a receber que são aceitas pelo fisco como dedutíveis para fins de determinação do lucro tributável: a) duplicatas devidas pelos clientes em relação aos quais tenha havido a . pode-se afirmar que: '"Y. em sentença emanada do Poder Ju­ diciário e créditos decorrentes das vendas a prazo sem garantia de valor. mesmo que a empresa esteja apresentando contínuos prejuízos.140 Manual de Contabilidade Tributária ♦ Oliveira. e) a contabilidade deve constituir a provisão necessária..

Resposta: alternativas______ . ou seja. d) ocorrendo a desistência da cobrança pela via judicial. sendo o imposto considerado como postergado desde o período de apuração em que tenha sido reconhecida a perda. para determinação do lucro real correspondente ao período de apuração em que se der a de­ sistência. antes de decorridos tínco anos do vencimento do crédito. a constituição e a contabilização da mencionada provisão não são admitidas para fíns fiscais. a perda eventualmente registrada deverá ser estornada ou adicionada ao lucro líquido.Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa 141 b) a partir de l e-l-1997. esse gasto não é mais admitido como despesa dedutível do lucro contábil na determinação da base de cálculo do Imposto de Renda e da contribuição social sobre o lucro líquido. c) as empresas pertencentes ao mesmo setor de atividades comerciais ou industriais devem-se utilizar da mesma estimada de perdas para a consti­ tuição da provisão para perdas prováveis no recebimento de suas vendas a prazo.

° que se destinam a ser consumidos na produção de mercadorias para venda ou uso próprio. Nessa definição do íbracon. uma vez que qualquer incorreção na valorização afeta dire­ tamente a apuração do resultado do exercício. Conforme o Instituto dos Auditores Independentes do Brasil (íbracon). classificáveis como imobilizado e sujeitos à depreciação. não se incluem os bens de desgaste a longo pra­ zo.scai^j e Contábeis pará Avaliajção dos (Estoques :.Crltiríõs Fp. bem como de criteriosos procedimentos fiscais e contá­ beis para a apuração adequada do valor desses ativos e do custo das mercadorias e produtos vendidos. ® todos os bens tangíveis mantidos para venda ou para uso próprio no curso normal das atividades de negócios.1 Importância dos estoques e sistemática de apuração do custo das mercadorias e produtos vendidos Na maioria das empresas comerciais ou industriais.n. visto que quase sempre os investimentos são relevantes. Daí a necessidade da implantação de um bom sistema de controles internos sobre a movimentação. 7. em seu Pronunciamento de na 2. o termo estoques significa. o grupo de contas Esto­ ques assume grande importância no còntexto do Balanço Patrimonial e na De­ monstração do Resultado do Exercício. 0 que se acham em processo de produção para tal venda ou uso próprio. .

00. revendedora de pneus. Nas empresas comerciais. para facilitar o entendimento). . os bens componentes de almoxarifado de peças de reposi­ ção são classificados no ativo circulante. 300 pneus multiplicados pelo custo unitário de aquisição de $40.00 cada. visto que o lucro bruto é o resultado da diferença entre as receitas líquidas de vendas e o custo das mercadorias vendidas. O custo das mercadorias ou produtos vendidos. em 31-1. o conjunto de mercado­ rias adquiridas para posterior revenda. As livrarias. IHSSBSfi i§ fg !Ü O valor dos estoques.apuração do custo das mercadorias vendidas A correta apuração do custo das mercadorias vendidas é fundamental para a exata apuração do resultado contábil e tributável da maioria das empresas. recebem os livros e revistas das editoras e colocam nas prateleiras para revenda aos leitores. a $ 40.2 Empresas comerciais . e re­ vendeu 2. é o resultado da valorização das diversas saídas dos estoques. por sua vez. adquiriu 3. representa o total dos custos de aquisição das mer­ cadorias que foram revendidas em determinado período.700. de mercadorias para revenda seria de $ 12. Durante o mês de janeiro. Entende-se por estoques.00 cada (valores líquidos dos impostos. O saldo de seus estoques em determinado momento é o total de livros. ou seja.Critérios Fiscais e Contábeis para Avaliação dos Estoques 143 Gomo regra geral. revistas. em determinadas empresas. Com base nessas informações. ser classificadas no gru­ po do ativo imobilizado. Por exemplo: v Uma empresa comercial. jornais etc.000 pneus. dependendo da relevância dos valores dessas peças de reposição. nas empresas comerciais. as peças de reposição para os bens do ativo imobilizado.000. Todavia. 7. adquiridos das editoras e ainda não revendidos. a apuração do lucro bruto do mês seria: liiW Ü Il â^Òpíumdálies. pelas vendas. podem. iniciou suas atividades em 5-1. e devem. por exemplo. a $ 65.

como veremos mais adiante. esses tipos de estoques podem ser representados por bobinas de jpapel. cujo processo produtivo já se encerrou e que permanecem estocados até a entrega aos clientes.3. . o custo (ou preço de aquisição) das matérias-primas e o da mão de obra são considerados custos diretos.apuração do custo dos produtos vendidos 7. materiais de embalagem e outros materiais para uti­ lização na produção dos diversos produtos. São os produtos prontos para venda aos diversos clientes. os gastos com salários. No caso das editoras. cartolinas e papéis especiais para a confecção das capas etc. Chieregato. revistas. os estoques constituem-se de: 6 matérias-primas. tintas corantes para impressão dos livros. *> produtos acabados. atendendo a pedidos de vendas. que serão feitos mediante emissão de notas fiscais.144 Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira. Perez Junior e Gomes 7. o custo dos produtos vendidos compreende o re­ sultado da multiplicação das quantidades vendidas pelos respectivos custos uni­ tários de produção. • produtos em processo ou produção. enquanto os demais custos são conside­ rados custos indiretos de fabricação. No caso das editoras. caixas de papelão para em­ balagem dos livros. colas. brochuras etc. 0 materiais auxiliares. tais como graxas e lubrificantes para limpeza das máquinas e das áreas produtivas. A legislação tributária e os princí­ pios de contabilidade exigem que sejam contabilizados como custo dos produtos acabados ou em processo todos os gastos no período relacionados com a produ­ ção.2 Apuração do custo dos produtos fabricados e vendidos pela empresa industrial O total do custo de produção é a soma dos fatores produtivos utilizados no mês para a fabricação dos produtos acabados. Nas empresas industriais. mantêm estoques de produtos auxiliares à produção. o preço de aquisição de matérias-primas. os livros.3.. Em resumo. 7.1 Composição dos estoques de uma fábrica Nas empresas industriais. Via de regra. São os produtos cuja fabricação foi iniciada no mês mas ainda não terminou até o último dia do mês.3 Empresas industriais . As indústrias. encargos sociais e outros benefícios para o pessoal e os chamados custos indiretos de fabricação. ferramentas de pequeno valor. normalmente. peças de pequeno valor para reposição e manutenção das máqui­ nas etc.

vigilância. 0 amortização dos programas . restaurante.3. 7. da fábrica. ao preço unitário de $ 40.softwares .3 Caso prático para apuração do lucro bruto em uma empresa industrial Na hipótese de uma empresa industrial fabricante de pneus ter iniciado suas atividades em I a-12. telefone. os tributos devidos na aquisição ou importação e os gastos com desembaraço aduaneiro. veículos. fax. a apuração do lucro bruto do mês corresponderia a: .00. tais como almoxarifado. serviço social etc. ° mão de obra indireta do pessoal dos departamentos auxiliares da produ­ ção. que compreende os gastos de transporte e seguro até o estabelecimento da empresa. luz.utilizados na produção. prédios.000 pneus. sendo que o custo unitário de produção apurado nesse período foi o seguinte: i i í i ü i i i M §Sí9>R âB Durante o mês vendeu 12. durante o mês de dezembro ela produziu 15. Com base nessas informações. equipamentos de informática e outros ativos imobilizados utilizados na produção.Critérios Fiscais e Contábeis para Avaliação dos Estoques 145 a) Preço das matérias-primas e demais materiais utilizados no processo produtivo De acordo com o regulamento do Imposto de Renda. « gastos com água. departamento pessoal. as matérias-primas se­ rão avaliadas pelo custo de aquisição. equipamentos. gás etc. b) Custos indiretos de fabricação Os custos indiretos de fabricação mais comuns são: • depreciação das máquinas. da fábrica.000 pneus. móveis e utensílios. limpeza e manutenção da fábrica. ° seguro contra incêndio do prédio e equipamentos da fábrica.

000 pneus multiplicados pelo custo unitário de produção de $ 30. aos aspectos fiscais e tributários.4 Razões para a implantação de um eficiente sistema de apuração dos custos de produção de bens e serviços A implantação de um eficiente e moderno sistema para a adequada apuração . 177. geralmente aceitos e.iBBaafe ^a«smiááá»V!iàg^ O valor dos estoques. Chieregato.1 Atender às finalidades da Contabilidade Gerencial A contabilidade de custos integra o que podemos denominar Contabilidade . devido à necessidade de gerar informações para os proprietários e gestores das empresas.^5p.146 Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira. que são: í 7. Portanto.ó denominado custeio por absorção. conhecida como Lei das Sociedades por Ações.í? ' g^g^sg^3^ãsB^Bgai^egge^B»^^^^aBBes^g^5^»«^aa5e5es^B^jpgg^^^^*«Bt«83s^j»ias»sawi. 7. além das normalmente obtidas na con­ tabilidade oficial.éit:ás. na íntegra. em 31-12. De acordo com essa metodologia. ou seja. ou seja.i dos custos de produção de bens e serviços visa ao atendimento de três objetivos l| p principais. Gerencial.0Op. os controles poderão ser totalmente extracontábeis e não existe a preocupação de se atender aos princípios contábeis .404.6.CÒm^ ^:®Í48Ü^0CI:Í i.4. i A Contabilidade Gerencial não se preocupa muito em atender. . 3. às diversas regulamentações legais e fiscais. fogem aos objetivos deste livro maiores discussões envolvendo essa ramificação da contabilidade. muito menos. um sistema cujo objetivo é gerar informações úteis à administração das empresas. de 1976. mas de amplo uso também para os demais tipos de sociedades. de produtos acabados (pneus) seria de $ 90. Perez Junior e Gomes >Rj3Í. de­ termina que a escrituração comercial seja feita de acordo com os princípios con­ tábeis geralmente aceitos no Brasil.2 Atender às finalidades da Legislação Societária A Lei n.000.^.00. O sistema de custeio que atende a tais princípios é. Nesse tipo de sistema.4. 7. em seu art. todos os custos de produção (diretos e indiretos) são computados ao custo dos produtos.

dentro de certas características. que além de seguir os princípios contábeis geralmente aceitos deve. o sistema de custos integrado e coorde­ nado com a contabilidade é: e apoiado em valores originados da escrituração contábil. Essa obrigatoriedade exige uma formalização da contabilidade de custos.2 Conceito legal De acordo com o art. no que diz respeito aos seguintes aspectos principais: * sistemática de análise dos gastos. * classificação e contabilização. além de servir de instrumento de controle e gestão da empresa. para a apuração dos custos com as matérias-primas. pois o fisco pas­ sou a exigir. 7. . que a empresa mantenha um sistema de custos integrado e coordenado com o restante da escrituração. o lucro utilizado parã o cálculo do Imposto de Renda e Contribuição Social é estimado em bases aleatórias que em geral penali­ zam sensivelmente o contribuinte. deve ser lembrado que a inexistência de um sistema de custos integrado à contabilidade oficial implica o arbitramento. Todavia.5. o ünico sistema de custos aceitável é o custeio por absorção.Critérios Fiscais e Contábeis para Avaliação dos Estoques 147 7. do Imposto de Renda (RIR/99). isto é. 294 do RIR/99. e * geração de relatórios e informações sobre os custos de produção. as fun­ ções da contabilidade de custos tomaram-se mais abrangentes. por parte das autoridades fiscais.3 Atender às finalidades da Legislação Tributária Para atender à legislação do Imposto de Renda das pessoas jurídicas. 7.4. Á conceituação de integrado e coordenado com a contabilidade mercantil será feita na seção 7.5 Sistema de custo integrado e coordenado com a contabilidade 7. seguir as normas do Regulamento.valor dos estoques de produtos em processo e acabados. deve ser integrado e coorde­ nado com a contabilidade mercantil. mão de obra e custos indiretos de fabricação. Em outras palavras. Para efeito de pagamento do Imposto de Renda e da Contribuição Social.5.1 Objetivos O objetivo da manutenção de um sistema de custos integrado e coordenado com a contabilidade mercantil é o atendimento dos princípios contábeis e da exigência fiscal contida no Regulamento do Imposto de Renda (RIR/99).5. do . sobretudo.

com o total do ICMS devido sobre as vendas das empresas comerciais. por $ 1. deve efetuar o seguinte lançamento contábil: Débito: / Ativo Circulante Mercadorias para Revenda ICMS a Recuperar 920.000. abordam-se novaínente alguns dos principais aspectos. recuperável o tributo pago em sua aquisição.6 Tratamento contábil e fiscal do ICMS e do IPI Como visto no Capítulo 5. • apoiado em livros auxiliares. materiais de embalagens e outros ma­ teriais auxiliares. não sendo.000.000 Crédito: Passivo Circulante Fornecedores . portanto. . Devido à importância do assunto para a correta contabilização dos estoques. uma empresa comerdal.000).000 mais 10% de IPI (valor de $ 100. O montante do ICMS pago na aquisição de mercadorias. ao adquirir a prazo mercadorias para revenda.total da nota fiscal 1.148 Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira. ao contrário.100. Nas empresas comerciais. os impostos não cumulativos que podem ser recu­ perados não se computam no custo de aquisição das mercadorias ou matérias-pri­ mas.6. o valor do IPI integra o custo de aquisição das mercadorias. o custo de aquisição do bem. assim. fichas ou formulários contínuos ou ma­ pas de apropriação ou rateios. 8 o que permite avaliar os estoques existentes na data de encerramento do período-base de apropriação de resultados. Perez Junior e Gomes * o que permite a determinação contábil. poderá ser deduzido do imposto devido da revenda. 7. conforme exemplo anterior. pode ser recupera­ do. Chieregato. 7. mantidos em boa guarda e com registros coincidentes com os constantes na escrituração principal. no caso. incluindo ICMS de $ 180. produtos em elaboração e produtos acabados.000 O ICMS não integra o custo das mercadorias e. não integrando. ao final de cada mês. do valor dos estoques de matérias-primas.1 Empresa comercial .000 1. porque na revenda do bem não se paga esse tributo.registro do ICMS a recuperar Por exemplo.100. ou compensado.000 180. segundo os custos efeti­ vamente incorridos.

7 Normas fiscais para avaliação dos produtos acabados e em processo 7.000 100. a empresa comercial deve contabilizar como custo das mercadorias para revenda o valor de $ 920.000 1 . Quando o produto fabricado está isento de ICMS na venda. como já comentado. matérias-primas por $ 1. que é o total da nota fiscal do fornecedor deduzido tanto do ICMS como do IPI.000 Na maioria das vezes.000.6. a contabilização do custo das matérias-primas deve ser efetuada pelo valor de $ 820. Portanto.000 de ICMS mais 10% de IPI. a contabilidade deve efetuar o seguinte registro: Débito: Ativo Circulante Estoque de Matérias-primas ICMS a Recuperar IPI a Recuperar 820. o ICMS e o IPI pagos sobre as aquisições de matériasprimas.000. o contribuinte deverá utilizar-se de registros permanentes de esto­ .000 180. Caso contrário. obtido como segue: total da nota fiscal de fornecedores menos o ICMS a recuperar custo das mercadorias para revenda $ 1.000 $ 180.000.000 7. Peps e Ueps Para a apuração do custo das mercadorias vendidas ou das matérias-primas consumidas.registro do ICMS e do IPI a recuperar No caso de uma empresa industrial adquirir. o valor do tributo pago integra o custo de produção e não deve ser destacado no estoque.7. o ICMS contido nas compras constitui crédito da empresa e é indevida sua incorporação ao custo. e o ICMS pago na compra de matéria-prima não for recuperável. a prazo.000. 7.000 Crédito: Passivo Circulante Fornecedores ~ total da nota fiscal 1.000 $ 920.Critérios Fiscais e Contábeis para Avaliação dos Estoques 149 Portanto.2 Empresa industrial .100. no exemplo anterior. incluindo $ 180. 100. materiais de embalagens e outros materiais que se incorporam aos pro­ dutos são recuperáveis nas vendas dos produtos fabricados.100.2 Custo médio.

A legislação tributária brasileira não admite avaliar os estoques pelo método Último a Entrai. por uma empresa comercial. Custo unitário m èdiò. B fft lS W líl® Í 4 '. Perez Junior e Gomes ques ou do valor dos estoques existentes. 7. Durante o trimestre.:$..M V '. Chieregato. & i r í1 5Í d ás com riras .rA. as vendas foram: Y^Valpít&talrdajsí.r-r^-r^h /V: .-. a tendência é de que todos os estoques fiquem subavaliados.r.4 Ó!‘ . de acordo com o livro de inventário. em um regime econômico em que há inflação. ou ° método de Primeiro a Entrar. Primeiro a Sair (Peps).:i5íQõó: ■ . 10/QC).2 Comparação entre a adoção do custo médio> Peps e Ueps Para deixar mais claras tais implicações fiscais. o valor dos tributos com o Imposto de Renda e com a contribuição social.vl -■ Feyéréirõí ::. de mercadorias para revenda durante três meses. Os estoques existentes no livro de inventário poderão ser avaliados pelo: 0 custo médio de aquisição ou de produção. em um regime econômico de inflação de 20% ao mês.7.íd^vendas. :'. Primeiro a Sair (Ueps). o que diminui o lucro líquido do exercício social e.•$'a-'í>:í^rV>7.150 Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira. suponhamos as aquisições.. porque na adoção desse métódo. por conseqüência..:. no fim do exercício social. como demonstrado a seguir.l ‘í-f.

supondo que não houvesse estoque inicial.(aquisições de fevereiro) ^ $ 60.-íi'«í0 9'rt® v. Por exemplo.' 6. S Ss..913.-r^ .7182 —$ 198.:'^Estpqúénòfiiiál <3oimês Entradás: ■ .òò ■' 7!ooô. Çüsto ..000.000 + 14.O0Ó-A •-£ 1jfí2 •i 15. por sua vez.40.01) + (compras de fevereiro) _ quantidade (estoque em 31. o lucro bruto no trimestre. -•7.estoque em 28.Çüstodas Custo | ÍÜ ã Íͧ rr. .y .000 ^ * u 40 6.000.500:Í0á.500.:üoo. utilizando o custo médio das compras i S ‘/Ü W : i l ív*V*>£_ *v.0 .000 + 17.11.02) + (aquisições de março) $ 57.0Q0. Saídasporvendas..40 ■.000 * J Março (saldos dos estoques de 28.64.QO0 ió. 171:0 . 70.oooíjbpIB 8 i 16S. ■. i '■Mar/:i7.14. foi obtido como segue: Janeiro = custo médio das aquisições no mês.00.244:800■\l4. 198:913.886V3è Yòyílài Mês' * O custo das mercadorias vendidas foi obtido pela multiplicação das quanti­ dades vendidas pelo custo médio unitário do final do mês.rt. seria: .s■!to = ■'■'.000 Concluindo. do custo das mercadorias vendidas e do lucro bruto.tidáde total unitário tidáde mòrçadòriàs-jv tidáde unitário San.m.800 = $ 13.64 . Fevereiro (saldos dos estoques de 31.v00.Critérios Fiscais e Contábeis para Avaliação dos Estoques 1 51 a) Apuração do valor do saldo dos estoques.000 + $ 244.500 unidades x $ 13.01) 4.000 4 $ 168.!Í3.ÒÕ0 vóp. ■ *:■ Cu. m édiò i . Quan.valor arredondado..v .oòo.00 •5.vs2*--: \cs=.11S11I18Í. março = 14.Ó'PÕ13O.7182 5. adotando-se o custo médio para valo­ rização do estoque e apuração do custo das mercadorias vendidas. O custo médio.02) + (compras de março) _ (quanidade .

000.o p ij':^ a * ® 3 q : > o o :-.000.■■& : ■■ :. por súa vez. .' . do custo das mercadorias vendidas e do lucro bruto.óo '=■. porsua vez.& S - ■Quari-/ í|(gaaS| . Pri­ meiro a Sair (Peps) .64 = Lucro bruto $ 294.' • 5 . .l:36:8pü.40.'á'T4.Ò'fr "34.00 (-) Custo das mercadorias vendidas $ 439.i2Jò'ò' 7 M i l S 168.500 l(tó. $ 108. - Itàfisg I t l l i l i f I K S I l l ■ . utilizando o critério Primeiro' a Entrar. ■'siaoov^s-^^dff' $.'$.280 O valor do saldo dos estoques em 31-3 seria.7:0. -vendidas . Primeiro a Sair (Peps) para valorização do estoque e apuração do custo das mercadorias vendidas.36.000'. '9:50p'i:.000 ‘ 60.pgp:i l S I I x a q .-Í4^oV..s . j7:0ÒÓ:.' .886. con­ forme demonstrativo da movimentação.x.. v .40'.166.p . .000.6o:oop %rais.4. ■■ ' 1 B 8 S /168X)0Ò/)0^ 1 .Tüiãíè. Chieregato..00.: :■ ••• • • ■■ : • .Sáídas por véniilas. ■. l l l l .i5.:.'• :.: Wi.152 Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira.bdo. adotando-sè o critério Primeiro a En­ trar..M&tanç> tidade •-.••. b) Apuração do valor do saldo dos estoques. ■ Estoque nò final do niês ..080 (-) Custo das mercadorias vendidas $ 434. .0Òp. Total l| § i llM g fjp lf® Concluindo.000 mais ■9.Í9^:8Ó0:‘ 1 <■7.J|4. v ■ ■ . Quan­ . .36 O valor do saldo dos estoques em 31-3 seria. . 5V-' J®á3S3aS5BS&K!K>S Mar.080. : >70.= $'. seria: Valor das receitas com vendas de mercadorias = $ 734..00' ■idioo■ ■ ‘: ■ .. Custo si^yMíSE» umtartq 6. Perez Junior e Gomes Valor das receitas com vendas de mercadorias - $ 734. o lucro bruto no trimestre.V ' : ■ ■■■■■? " * : . §|Custó!.$■■60.8p p ^óq.913. . 1%'50O.800 = Lucro bruto / $ 299. $ 102.

seria: Valor das receitas com vendas de mercadorias $ 734.080 (-) Custo das mercadorias vendidas $ 456. Primeiro a Sair (Ueps) para valorização do estoque e apuração do custo das mercadorias vendidas. o lucro bruto no trimestre.280 O valor do saldo dos estoques em 31-3 seria.800 = Lucro bruto $ 277.Critérios Fiscais e Contábeis para Avaliação dos Estoques 153 c) Apuração do valor do saldo dos estoques. utilizando o critério Ultimo a Entrar. $ 86. por sua vez.000. . adotando-se o critério Último a En­ trar. Primei­ ro a Sair (Ueps) Concluindo. do custo das mercadorias vendidas e do lucro bruto.

1 Critérios aceitos pelo fisco para a avaliação dos estoques Para fins fiscais.00■„ ' r-r456.00 '1 734:080. Isso explica por que esse critério não é aceito pela legislação tributária. g Primeiro Sair.36 . visto diminuir a arrecadação tributária.154 Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira.800. -434. = ~~ —cLucro bruto Valor dd saldo 'dos estoques em ~ C 31-3-' á 277:280.166. Nesse caso. | A(Üeps) - MÊSMÊmSÊÊmlKÊÊ Custo médio Valor das receitas com’ ven­ das de mercadorias 734.00-v I Como demonstrado.080. que introduziu profunda alteração na sistemática da avaliação de produtos acabados e em fabricação das empresas industriais.913jõ4. 7. o critério Ueps é o mais desfavorável para o fisco. o custo de produção compreenderá obrigatoriamente: . r_ ". Primeiro a Sair (Peps) Último a Entrar. por conseqüência. 86.mercadorias . em épo­ cas de economia com inflação.000.800jÓOs 294.00: ' V 734".598/77.886. 7.op.8.080. Chieregato.8 Avaliação dos estoques de produtos acabados e em processo pelo custo real e por absorção O Decreto-lei ne 1. 439. permanece em vigor até hoje. o que resulta em menor lucro bruto e. Perez Junior e Gomes Resumo dos Valores Apurados no Três Critérios .$ ' v Primeiro a Entrar. ou seja.00 j (-) Gusto das “vendidas".V :^ 102.36 -299. Observa-se que a diferença de lucro bruto entre os diversos critérios é exata­ mente a diferença no valor dos saldos dos estoques. ou a pelo arbitramento fiscal.00~' 1 io8.28Ò50 0 ' ' - . A empresa que mantiver sistema de contabilidade de custo integrado e co­ ordenado com o restante da escrituração durante todo o período-base poderá utilizar os custos assim obtidos para avaliar os estoques.ooo. menor montante do lucro tributável e Imposto de Renda. existem dois critérios para a avaliação dos estoques: ° pelo custo real por absorção.

do método de custeio por absorção. Imposto de renda das empresas: interpretação e prática.Critérios Fiscais e Contábeis para Avaliação dos Estoques 155 ® o custo de aquisição de matérias-primas. São Paulo: Atlas. A legislação fiscal brasileira não admite a determinação dos custos por esse método. HIGUCHI.ou tributáveis . Hiromi. O ex-fiscal de tributos e consultor de empresas HIGUCHI destaca em seu livro: “Poucas empresas possuem o sistema de contabilidade de custo integra­ do e coordenado com a contabilidade geral ou comercial Muitas têm con­ tabilidade de custo. O custo e. tais como softwares de sistemas de computação. . • o custo da mão de obra utilizada na produção . 26. 2001. 1 HIGUCHI. o custo de mão de obra direta e indireta e os gastos gerais de fabri­ cação. Por esse méto­ do. Celso Hiroyuki. pois. ed. apurado extra-contabilmente. sejam diretos ou indiretos. p. De acordo com o art. São levados diretamente como despesas operacionais. ® os custos de locação.inclusive de supervisão direta. manutenção e vigilância das instalações de produção. 119. manutenção e reparos e os encargos de deprecia­ ção dos bens aplicados na produção. Custeio por absorção é o método que consiste na apropriação de todos os custos de produção dos bens.8. • os encargos de amortização de ativos diretamente relacionados com a produção. somente os custos e despesas necessárias à atividade da empresa e à manutenção de respectiva fonte produtora de receitas são dedutíveis na determinação da base de cálculo do Imposto de Renda. Trata-se. mas não é integrada e coordenada com a escrituração principal da empresa. 290 do RIR/99. 7.salários e encargos sociais . os custos fixos não incorporam o custo dos bens ou serviços produzidos. materiais de embalagem e ou­ tros materiais consumidos na produção.2 Despesas e custos aceitos pela legislação do Imposto de Renda As despesas e os custos operacionais dedutíveis na determinação do lucro real . inclusive os custos fixos.são os que se encaixam nas condições fixadas no Regula­ mento do Imposto de Renda. na maioria das vezes. sendo os mais conhecidos os de custeio por absorção^e custeio direto. • os encargos de exaustão dos recursos naturais utilizados na produção.m Existem vários métodos de apropriação de custos. Custeio direto ou variável é o método que apura os custos de fabricação dos bens mediante apropriação somente dos custos diretos e variáveis. variáveis ou fixos. isto é. tais como os encargos de depreciação dos bens utilizados na produção. o custo de produção dos bens ou serviços de­ verá compreender obrigatoriamente o custo de aquisição das matérias-primas e secundárias.

A parcela da depreciação de bens utilizados na produção será computada como custo dos produtos. . A importância correspondente à diminuição do valor dos bens do ativo imo­ bilizado resultante de desgaste pelo uso. em relação ao lucro contábil. ou seja. No primeiro caso.ou 80% de 70% .156 Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira. 7. se houver fortes evidências de fraudes. Evidentemente. irregularidades ou máfé na escrituração contábil e fiscal. tais avaliações devem ser feitas exclusivamente para efeitos fiscais. enquanto a depreciação dos demais bens será escri­ turada como despesa operacional. As taxas de depreciação de bens aceitas pelo fisco estão definidas no Regulamento do Imposto de Renda. que quase sempre representa uma carga maior de Imposto de Renda e Contribuição Social para o contribuinte. O fisco pode tomar essa decisão. que não os registros contábeis. vale dizer que o custo dos produtos em processo será igual a 56% .8.3 Avaliação dos estoques pelo arbitram ento fiscal Arbitramento fiscal significa o abandono pelo fisco dos registros contábeis. No segundo caso. Também nos casos em que as empresas industriais não dispõem de um siste­ ma de custos integrado e coordenado com a contabilidade comercial. não tendo.do maior preço de venda do período. em função do custo das matérias-primas ou do preço de venda do produto acabado. salvo se o bem adquirido tiver valor unitário não superior ao limite fixado no Regulamento do Imposto de Ren­ da ou o prazo de vida útil não ultrapassar úm ano. Perez Junior e Gomes O custo de aquisição de bens do ativo imobilizado não poderá ser deduzido como custo ou despesa operacional de imediato. deverá ser igual a 80% do valor dos produtos acabados. o custo dos produtos em processo deverá ser igual a uma vez e meia o maior custo de aquisição de matérias-primas adquiridas no exercício. Como o valor dos produtos acabados é arbitrado como igual a 70% do maior preço de venda do período. por conseguinte. tomando-a imprestável para fins fiscais. b) Produtos acabados O custo dos produtos acabados deverá ser igual. a 70% do maior preço de venda do período. Chieregato. o fisco vai utilizar-se de outros critérios. os estoques podem ser avaliados por arbitramento. para arbitrar ou estimar o lucro do contribuinte. como já foi mencionado. como segue: a) Produtos em processo O contribuinte poderá optar por fazer a avaliação de acordo com o valor das matérias-primas ou de acordo com o valor de mercado dos produtos acabados. efeitos na contabilidade comercial. ação da natureza ou obsolescência nor­ mal poderá ser computada como custo ou despesa operacional.

como base para tomada de medidas corretivas para períodos seguintes. Princípios contábeis. “custos aproximados determinados na base de primeiro que entra. Tal técnica tem por objetivo uma me­ lhor análise das operações e possibilitar a identificação de ineficiêndas e per­ das. p. de controles internos. 2 FUNDAÇÃO INSTITUTO DE PESQUISAS CONTÁBEIS. ou. 5. também o custeio padrão . a priori. ed. os estoques são apurados com base em custos unitários padrão. Por custo-padrão entende-se o custo determinado. o custo-padrão é o “que deveria ser”. consequentemente. 2. 1994. para fechamento das Demonstrações Contábeis e apuração do resultado tributável pelo Imposto de Renda e Contribui­ ção Social. a fim de que na data do balanço tais padrões aproximem-se de modo razoável dos custos reais computados sob um dos quatro métodos reconhe­ cidos. 2000. societários e mesmo contábeis. Para a Fipecafi:2 “Custo-padrão é o método de custeio por meio do qual o custo de cada produto é predeterminado> antes da produção. Gestão estratégica de custos. por exemplo. p. ATUARIAIS E FINANCEIRAS. apesar de todas essas utilidades gerenciais e administrativas. primeiro que sai. São Paulo: Atlas. 64.” Em resumo. em sua sexta edição em 2009.9 Avaliação dos estoques de produtos acabados e em processo pelo custo-padrão A legislação tributária aceita. São Paulo: Atlas. Em tais casos. Assim. de autoria de José Hemandez Perez Junior. Manual de contabilidade das sociedades por ações.4 em seu Pronunciamento ne 2. 171.3 Entretanto. O íbracon. Luís Martins de Oliveira e Rogério Guedes Costa. 3 O leitor interessado em mais detalhes sobre a metodologia do custo-padrão pode consultar o livro publicado pela Atlas. as demonstrações contábeis deverão expressar essa relação como. .ou standard cost . não é o custo real da produção e. afirma que os custos-padrões são também aceitáveis se reajustados em intervalos razoáveis para refletir as condi­ ções correntes.para avaliação dos estoques das indústrias. agiliza a apuração das informa­ ções com relação ao valor padrão dos estoques e subsidia a política de estabelecer os preços de vendas.Critérios Fiscais e Contábeis para Avaliação dos Estoques 157 7. tri­ butários. registrando-se suas diferenças em contas de variação. sob certas circunstâncias. elementos de custos e nas condições previstas de produção. 4 INSTITUTO DOS AUDITORES INDEPENDENTES DO BRASIL. baseado nas especificações do produto. não serve para fins fiscais. se for desejável mencionar custos-padrões que se aproximam dos custos médios”. ed. E um instrumento utilíssimo para efeitos gerenciais. sendo que custos de produção reais são apurados e comparados com os padrões. como o custo possível de ser obtido dentro de condições normais de produção.

segue um exemplo prático: A Indústria de Bebidas Canabrava Ltda. Hiromi. mas durante o ano. exceto nos casos em que o ciclo da produção seja maior. ® as variações verificadas entre o custo-padrão e o custo real sejam rate­ adas proporcionalmente entre os estoques de produtos acabados e em elaboração e o custo dos produtos vendidos apropriados no período. que é posteriormente ajustado para o custo real. produz três tipos de produtos: cerve­ jas. ■ e n g rad ad o s v. ° a distribuição das variações anteriores seja feita não só no final do exer­ cício. Chieregato. ■■j ■■■ .-&.. w p r a a u g a o ln o m e s ® . O mencionado rateio deve ser identificado produto por produto.158 Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira. p. ©ustospadraoüuiutanojs . : 48 u n id a d e s. Perez Junior e Gomes Os custos-padrões devem ser estabelecidos com base na capacidade das ins­ talações de produção.'::. que é a me­ dida de produção e vendas da empresa. Atenção: informações válidas para engradados de 48 unidades. ela utiliza o custo-padrão. ° a avaliação dos estoques na data de encerramento do período-base não seja discrepante da que seria obtida com o emprego do custo real. » H B n a Í Í ® $Ê pt§tIÍI liiifiliiÉ lS É á g W rn Ê & g È IÊ Ê m Ê B HIGUCHI. para facilitar ao fisco a comprovação de que não está havendo distorções na apuração do lucro. Para agilizar o processo de encerramento das demons­ trações contábeis que são enviadas para o exterior. llI liS lâ B fiB ® . Para facilitar o entendimento do leitor. de. vinhos e licores finos. p a ra engradados. As variações entre o custo real e o padrão devem ser anali­ sadas de forma a não agregar ao custo dos estoques perdas decorrentes de baixa produção ou de ociosidade da fábrica. dt. custos diretos e indiretos. 119. ou seja.. em intervalos não superiores a um trimestre. Op. fixos e variáveis. HIGUCHI5 afirma ainda que esse método de custeio é admitido pela legisla­ ção tributária brasileira desde que: • o padrão incorpore todos os elementos constitutivos do custeio por ab­ sorção. a) Informações sobre o custo-padrão utilizado. sobre a produção e vendas de dezembro.

.000.'. . unitário) i S^do íém _ . 160.‘O0o:-.800.■ ^ w . 650..Gusto.Ò0Ó ■..010. dos produtos vendidos Quantidade .: •10:0.. iêçfò . foram como segue: ’“'•vS' P ro d u to s. seria como segue: l^ o d ú t o s I ..000 a ratear entre os saldos dos estoques e o custo das mercadorias vendidas.00 ■ :±47.QOO. $ 25.vendida Valor dos - • eStoqTO^êm|í :1 ^ ^ Í-X 2 ' .0. 8 É § ® I$ ® I c) Apuração do custo real unitário No entanto.’ §3 - S®® 15.000 .0. .7Òfróí)()-> ^ í*-í -\ '/•:>*■í...0b •j. 50.. . foi apurado que o custo real unitário para engradados de 48 uni­ dades no mês de dezembro.:k.. ria Sêêêèk S ê è ê è í H H B ll ^jj -. $ 24. ) sv=^ i ü s p i ® o i i È V-.^--'•fC. ■. com a utilização do custo-padrão..000 ' r i. '■■.Critérios Fiscais e Contábeis para Avaliação dos Estoques 159 b) Apuração dos saldos dos estoques finais e do custo dos produtos vendidos Supondo a inexistência de estoques anteriores.000. há uma variação desfavorável de $ 210. 3. Licorés.: v 8.• |gi..ÒSO. foi maior do que o total do custo-padrão. A variação foi desfavorável porque o total do custo real.100 pòo . a apuração dos estoques fi­ nais e do custo dos produtos vendidos.000 ■ . Cervejas .0 •Total'' mÊÊÊmmmâ d) Rateio das variações entre custo real e custo-padrão Como demonstrado..Vinhos'-..00 • • ■. bem como o custo total.0 :0£s.:i-:6qo.000.450.0.

Perez Junior e Gomes Esse rateio pode ser demonstrado da seguinte maneira: Portanto. ao abordar os aspectos relacionados com o' princípio contábil da avaliação dos estoques pelo custo de aquisição ou de produção ou pelo valor de mercado. 65. da variação total de $ 210. para não distorcer o resultado do período.10. que exige que o rateio da variação entre custo-padrão e custo real seja feito proporcionalmente.10 Custo ou mercado. pronuncia-se nos seguintes "termos:6 Um desvio do conceito de custo de aquisição na avaliação dos estoques tor­ na-se necessário sempre que a receita razoavelmente esperada na realização de certo bem de estoque não alcance seu valor de custo. dos dois o menor.000. Op.000 deve ser somado ao custo das mercadorias vendidas de dezembro. . dt. 7. para atender à legislação fiscal. dos dois o menor. Chieregato. como demonstrado. e $ 85. ô valor de $ 125. por sua venda durante o curso normal dos negócios. e contabilização da provisão para redução ao valor de mercado 7. será inferior ao 6 INSTITUTO DOS AUDITORES INDEPENDENTES DO BRASIL. Nos casos em que há evidência de que o valor da realização das merca­ dorias.160 Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira. p.000 devem ser somados aos estoques de 31-12.1 Pronunciamento do Ibracon O Pronunciamento nQ2 do Instituto dos Auditores Independentes do Bra­ sil (Ibracon).

seja devido a deterioração. uma vez que. O termo mercado usado na frase “custo ou mercado. * como regra geral. se estaria transferindo para o período seguinte uma parcela do prejuízo já conhecido na realização do bem. geralmente designado como valor de mercado. correspondente a tipo e quantidades normalmente adquiridas pela empresa ou preço líquido de realização. se este for mais baixo. proporcionar razoável margem de lucro. As reduções de estoques a valores inferiores ao custo histórico. com ex­ ceção de que: o o valor de mercado não deve exceder ao preço líquido de realização. preço estimado de venda no curso normal dos negócios menos os impostos e demais despesas necessárias para venda e entrega do bem. . Por outro lado. isto é. o custo da matéria-prima não deverá ser reduzido ao de repo­ sição. significa o custo corrente de reposição. mudanças de níveis de preços ou outras causas essa diferença deve ser reconhecida como perda do exercício corrente. conforme for mais apropriado. assim procedendo. dos dois o menor”. nos casos em que o produto final a ser fabricado com essa matéria-prima. sempre que estes estiverem classificados como estoques. avaliada ao preço de custo. conforme tra­ tadas neste capítulo. menos os custos de conclusão e disposição do bem. distorcendo indevidamente os resultados dos exercícios em que a redução for contabilizada e em que o produto final for vendido. A redução nesse caso seria injustificável. por antecipar uma perda inexisten­ te. devem ser computadas separadamente por itens individuais ou grupos de itens similares. obsolescência. desde que se refiram a bens de equipamentos ainda em operação e cuja utilização não resulte em perdas significativas. mediante provisão em conta específica. fosse inferior a esse valor de mercado. O conceito de custo ou mercado estabelecido neste parágrafo não abrange os bens de almoxarifado. Reduzir o custo de um bem de estoque somente até o valor de mercado não seria adequado quando de antemão se pudesse estimar que o preço líquido esperado de venda. a comparação entre custo e mercado de produtos em processo deve ser feita com base na estimativa dos custos incorridos para terminá-los e o preço líquido de realização como produto acabado.Critérios Fiscais e Contábeis para Avaliação dos Estoques 1 61 de custo . ° o valor de mercado não deve ser inferior ao preço líquido de realização deduzida a margem de lucro. Isso normalmente é feito reduzindo-se o valor dessas mercadorias a um nível niais baixo.

No caso das matérias-primas e demais materiais adquiridos de terceiros. ou seja. administrativas etc. Para a Fipecafi. para os quais estejam disponíveis os valores de reposição. a obtenção da informação quanto ao valor de mercado não é tarefa muito complexa.6. 177. mediante compra no mercado. 183 da Lei n. ATUARIAIS E FINANCEIRAS. do valor que efetivamente se espera obter na realização dos estoques. o qual por sua vez é apurado pelo líquido entre o preço de venda do item e as despesas estimadas para vender e receber. Op. p.. 7. pois dessa forma se estariam compensando perdas incorridas contra ganhos não realizados. Outro ponto importante a ser observado é que as estimativas de valor líquido realizável devem basear-se não em flutuações temporárias de preços ou custos. taxas e desconto de duplicatas etc.7nos casos de produtos fabricados ou de mercadorias adquiri­ das para revenda.404/76 conceitua o termo valor de mercado da seguinte maneira: o preço pelo qual possam ser repostos. disponível na época em que essas estimativas são feitas. mas na evidência mais confiável. não devem ser incluídas nesta determinação de despesas para vender e receber. esse cômputo não deverá ser por classes inteiras de esto­ ques.10. .2 Conceitos da Lei n . o “mercado” representa o valor líquido realizável de cada item.162 Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira. Perez Junior e Gomes De qualquer forma. que be­ neficiam não diretamente um produto. o custo de reposição de cada material comprado em quantida­ des usuais. entendendo-se como tais as despesas diretamente relacionadas com a venda do produto e a cobrança de seu valor. cit. materiais de embala­ gens e outros materiais utilizados na produção e almoxarifado de uso geral. mas genérica e constantemente todos os produtos da sociedade. 7 FUNDAÇÃO INSTITUTO DE PESQUISAS CONTÁBEIS.6. embalagens.10. despesas gerais. classes de produtos ou qualquer base global.404/76 O § l s do art. tais como comissões. Chieregato. Despesas do tipo propaganda. fretes.3 Exemplos de apuração do valor de mercado e contabilização da provisão para redução ao valor de mercado Apresenta-se um exemplo envolvendo matérias-primas. 7.

-.‘7. ■■ Ü B Uf|Í|L500 ■-.00. dos dois o menor. * .qò : ■■: ' lliillifl I S K i ..^£°q-\ ■837. abaixo do jsmêçGãdós* llIr^êi^iâÍQÉit MSüSlfi :-v.■em-.-:100'.V':\7v’0Ò».' ' -v «assai llB ^ o ç jo " v-.••• :íi/: ■V. a provisão necessária para valorizar os estoques ao custo ou mercado. 31-12impostos - ^ I g ^ .0.000 . seria: Demonstração dos materiais em estoques.GÚStÒ: ■.' ■ . '.. XttjjjOO: ■■■ ioS. èüstototáldé tinitáriò dé aquisição líqmdòdos •■■■.0. ■■>■■‘.pd . ■.5.000..Critérios Fiscais e Contábeis para Avaliação dos Estoques 163 Informações sobre os estoques em 31-12: V--. .. ■: ..4:842.6o sssss Com base no resumo dos estoques.■Hf ■ : .20. cujo valor de mercado é menor do que o custo de aquisição: . Iê S S B êêIB liSSBí iUssm B R llgSPlilf ^'lp .

035.quantidade nos estoques em 31-12 sejam os seguintes: .000 550*000 (-) 77.000 6.842.500 7. a fábrica. No Balanço Patrimonial.164 Manual de Contabilidade Tributária ♦ Oliveira. os estoques seriam assim representados em 31-12: ATIVO ATIVO CIRCULANTE ESTOQUES Estoques de matérias-primas (-) Provisão para redução dós estoques ao valor de mercado ! Estoques de materiais de embalagem (-) Provisão para redução dos estoques ao valor de mercado Estoques de matérias auxiliares da produção (-) Provisão para redução dos estoques ao valof de mercado Valor líquido dos estoques de matérias-primas. Chieregato.000 ■. preço de venda e a. Perez Junior e Gomes Contabilização da provisão para redução ao valor de mercado: figtisg SSSBISI WêBê ê Si ■’ 7. materiais de embalagem e materiais auxiliares da produção $ 4.000 Produtos acabados: Supondo que. produza cinco produtos acabados e que o custo de produção. com os materiais citados.500 837.000 j (-) 110.

S?5. S&M. No Balanço Patrimonial.9. ' • •VlíSsiiS*>VvN>: : 287:840.840 8.0 1 .áo.receber /j ISISiE SSIIil 18! ilü lf @ S | il IIS E B 1 1 E É i S ® i i W i S S I S B S i i í í E É S ü W s l SSS ü l I S lit ! S W l i S S ^ S i 81111111 S S B S li I S Ü B I .880 . os estoques seriam assim representados em 31-12: ATIVO ATIVO CIRCULANTE $ ESTOQUES Estoques de produtos acabados (-) Provisão para redução dos estoques ao valor de mercado Valor líquido dos estoques de produtos acabados 9.. ' . . . \ ' .946.72. tflBilS Acabado' estoque íiW$^. neces- Produto lÈj&MÊÈÊÊiãísânâeparai Gusto d e .para.v y . v a io ríie IptéYÈà^iâf N5 ií{ Preço' .ísv-gj ^jtòtar-.:: í í . paró^énder venda e.23^.: Contabilização da provisão para redução ao valor de mercado: WÊÊIÊÊÊM SÉ |840 Estoques .^v]Rrqws£o .720 f-0 287.234.Critérios Fiscais e Contábeis para Avaliação dos Estoques 165 P rovisão . •ípespesa : .

se fo r o caso. deve ser efetuada uma contagem de item a item para que • seja posteriormente confrontada com os controles existentes na empresa. Perez Junior e Gomes 7. No fí caso dos estoques. tanto pelo valor unitário % como pelo agregado de estoque ou de consumo. Chieregato.::. com o objetivo de revalidar a adequação dos con. apuram-se então as diferenças entre os controles e as quantidades ^ apuradas no inventário.-. em seu Pronunciamento n9 2: “Os controles quantitativos e em valor dos estoques devem ser mantidos P em consonância com o fluxo.m O procedimento permite a constatação de possíveis falhas nos sistemas de re. devem ser feitos. como. . Possibilita. p.> troles. mais importanté será a execução de inventários físicos na data do balanço. assim se manifesta o Instituto dos Auditores Independentes do Brasil (íbracon). ou seja. Existem dois tipos de inventário de estoques: * inventário permanente. também. arrumar adequadamente as mercadorias. as causas dessas divergências.11. regularizando as diferenças: existentes e sanando.11 Inventário físico dos estoques s Entende-se por inventário a conferência periódica dos bens da empresa. e • inventário periódico. em que 8 INSTITUTO DOS AUDITORES INDEPENDENTES DO BRASIL.166 Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira. Assim. í controlado pela empresa durante todo o tempo por fichas de estoques. 7. normalmente são tomadas várias medidas para essa contagem. cit. 61. Como ' conseqüência.1 Inventário permanente Trata-se do controle de estoques efetuado de forma permanente. paralisar as atividades da empresa. confrontos entre os elementos contábeis e os estoques. numa base planejada de rodízio. a apuração de des­ vios e outras irregularidades na movimentação e armazenamento dos estoques. Empresas que têm -íf bons controles internos podem adotar o sistema de inventário rotativo. por exemplo. .. A esse respeito. cobrindo durante o ano todos os itens. que são assim contados mais vezes do que os de menor relevância. Para que ocorra adequado inventário dos estoques da empresa. física. contagens físicas durante o exercício. os custos apurados e correspondente existência . segregar os materiais obsoletos e sucatas etc. Op.>•’ gistros contábeis e de controles ifitemos. tanto das quantidades como dos valores. Esse tipo de contagem geralmente procura # dar maior cobertura aos itens mais importantes. isto e. j ■ ■' ‘ Quanto menos eficaz o sistema de controle interno. periodicamente.

c) pelas compras das mercadorias (incluídos todos os custos de aquisição). mais estoque final. a maioria das empresas utiliza-se de sistemas informa­ tizados para realizar tais controles.3 Exigências da legislação tributária O inventário físico dos estoques é uma das exigências da Receita Federal. o inventário poderá ser efetuado em qualquer época. Se a empresa possui registro permanente de estoques e contagem física. adicionados os impostos incidentes. geralmente ado­ tado quando não existe o permanente. por esse motivo. ao disciplinar a apuração do lucro real das pessoas jurídicas. ou para conferir os saldos dos controles das fichas de estoques ou relatórios emitidos pelo computador. O inventário pe­ riódico é aceito pelo fisco desde que os critérios adotados para avaliação sejam os determinados pela legislação.11. 7.11. bem como a escrituração no livro registro de inventário. O livro Registro de Inventário é obrigatório. Atualmente. A contagem física dos bens deverá ser procedida obrigatoriamente por ocasião do levantamento do balanço de encerramento do exercício social. . Testes 1. b) pelos impostos a pagar.Critérios Fiscais e Contábeis para Avaliação dos Estoques 167 serão controladas em quantidades todas as entradas e saídas de itens e produtos dos estoques. O inventário anual de mercadorias ou produtos poderá ser escriturado pelo sistema de processamento eletrônico de dados desde que atendidas as exigências legais. quando a empresa não tem registro permanente de estoques.2 Inventário periódico É o inventário realizado no fínal de cada período contábil. que deverão realizar. O custo das mercadorias vendidas é formado: a) pelas vendas das mercadorias. adicionados os impostos incidentes. Dessa maneira. ao final do período. menos estoque inicial. mesmo que o contribuinte utilize rotineiramente as fichas para registro permanente de estoques. servirá apenas para confirmar esse registro e. a empresa que apresenta sua declaração de rendimentos com base no lucro real deve proceder periodicamente ao inventário de bens desti­ nados a venda ou produção. 7. levantamento de seus estoques.

00 na mesma data.00. O resultado do inventário físico de estoques da Cia.168 Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira.900.060.00. devido à natureza dos produtos que comercializa. a diferença encontrada terá que ser ajustada na contabilidade. Resposta: alternativa___ Teste que constou do Concurso para Contador da Prefeitura Munidipal de Ni­ terói / 3. Ao verificar a contabili­ dade. Os dados a seguir referem-se a uma operação de compra e venda de merca­ dorias.00.00.000. na qual deverá ser procedido o lançamento: a) débito da Conta Estoques a crédito da conta Custo das Mercadorias Ven­ didas no montante de $ 40.000.00.000. Chieregato. Perez Junior e Gomes d) pelas compras das mercadorias (incluídos todos os custos de aquisição). O ICMS incidente nas operações é de 18%.000. c) $ 24. d) $ 13. O contabilista concluiu que. e) $ 11.000. b) $ 27. O lucro bruto obtido com a revenda dessas mercadorias foi: a) $ 36.560.000.000.000 * desconto incondidonal constante da nota fiscal 10% As mercadorias vendidas foram adquiridas por $ 75. Resposta: alternativa . realizada por uma empresa comercial: ® valor das vendas efetuadas $ 120. menos esto­ que final.900. c) débito da conta Custo Extraordinário e crédito de Estoques no montante de $ 40. b) débito da conta Custo das Mercadorias Vendidas a crédito da conta Esto­ ques no montante de $ 40. deduzidos os impostos recuperáveis. Brasil em 30-6 apontou a existência de mercadorias no valor de $ 890. observou-se que a conta estoques acusava o saldo de $ 930. Resposta: alternativa___ 2. mais estoque inicial.400. d) débito da conta Custo de Estoque a débito da conta de Ajustes do Exerci­ do no montante de $ 40.

mês que: a) o ICMS de outubro a recolher em novembro é de $ 2. Resposta: alternativa___ Uma empresa que trabalhava com um único tipo de mercadoria realizou. as seguintes operações: 1. 2. 3. na ordem a seguir. compra de 20 unidades a $ 20.000 ® Devoluções de vendas $ 500 • ICMS sobre vendas $ 2. e) a recéita líquida de vendas foi no montante de $ 26. po­ demos dizer em relação a esse .00 cada e com destaque de 17% de ICMS. e.000 * Abatimento no preço de compras $ 200 Considerando que durante todo o mês de outubro a empresa não conseguiu vender 2/5 da quantidade de mercadorias que tinha disponíveis para venda no período.000 ° Compras a prazo $ 8.00 cada e com destaque de 17% de ICMS. Operações • Vendas a prazo $ 12.680.120.200 V Estoque em 30 de setembro $ 4.200. foram obtidas as seguintes informações em relação ao movimento de compras e vendas da empresa Comércio Varejista Ltda.500 • ICMS sobre compras $ 2. b) o custo da mercadoria vendida no período foi de $ 7.00 cada e com destaque de 17% de ICMS. c) as vendas do mês deram um lucro operacional bruto de $ 14. Tendo em vista que essa empresa adota o Método do Custo Médio Ponderado Variável. podemos afirmar que o Custo das Mercadorias Vendidas relativo à 3â operação é de: .Critérios Fiscais e Contábeis para Avaliação dos Estoques 169 Teste que constou do Concurso para Técnico da Receita Federal No mês de outubro.000 * Compras a vista $ 7.000 * Devoluções de compras $ 1. compra de 30 unidades a $ 25. d) o estoque final de mercadorias foi avaliado em $ 10. venda de 15 unidades a $ 50.000 a Vendas a vista $ 15.500.640. fazendo a contabilização correta do movimento realizado.

170 Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira. c) é apoiado em livros auxiliares. fichas ou formulários contínuos ou mapas de apropriação ou rateios. a contabilização da movimentação dos esto­ ques é um processo mais complexo do que em uma empresa comercial. para a apura. não sendo observados os princípios e as normas contábeis na escrituração das tran­ sações ocorridas nos processos produtivos. visto abranger o processo produtivo. c) $345. { Resposta: alternativas . mantidos em boa guarda e de registros coinci­ dentes com aqueles constantes da escrituração principal.65. Chieregato. produtos em elaboração e produtos acabados. Assinale a(s) alternativa (s) correta (s): a) são objetivos e requisitos de um sistema de custos integrado e coordena­ do com a contabilidade mercantil o atendimento dos princípios contábeis e da exigência fiscal contida no Regulamento do Imposto de Renda e servir de instrumento de controle e gestão das empresas. Resposta: alternativa___ 6. mão de obra e custos indiretos de c| fabricação. d) é efetuado apenas para atender às necessidades da Diretoria. não há necessidade de efetuar a escri­ turação nos livros fiscais das compras de matérias-primas e de materiais de embalagem. Perez Junior e Gomes a) $ 286.35. d) em uma empresa industrial que dispõe de um sistema de custos integrado e coordenado com a contabilidade. do valor dos estoques := de matérias-primas. b) $337.00. b) permite a determinação contábil.50. ao final do mês. Assinale a alternativa incorreta: Entende-se por sistema de custos integrado e coordenado com a contabilida­ de aquele que: Jf a) é apoiado em valores originados da escrituração contábil.:ÍíI ção dos custos com as matérias-primas. b) em uma empresa prestadora de serviços não há necéssidade da implanta­ ção de relatórios contábeis específicos para a apuração dos custos. * Resposta: alternativa___ 7. d) $ 403. c) em uma empresa industrial. materiais de embalagens e outros materiais auxilíares.

um montante de 1.400. porque. b) R$ 16.200. R$ 13.00. serão vendidos. à disposição das autoridades fiscais.00.00. e no dia 19.400..00. R$ 14. tomá-lo parte do sistema contábil. R$ 14.Critérios Fiscais e Contábeis para Avaliação dos Estoques 171 8.700.500. 10.00 cada. os saldos iniciais dos dias 6-8. d) R$ 16. realizou as seguintes operações: de entradas: no dia 5. . Uma empresa tinha zerado seus estoques em 1--8. um montante de 1-. c) os comprovantes e documentos utilizados na contabilização do custo de produção não precisam ser mantidos em boa guarda. R$ 21.500 unidades ao custo de R$ 11. de saídas: no dia 9. a contabilização das atividades produtivas requer que os lançamentos dos custos de produção sejam coincidentes com a escrituração oficial da em­ presa.800. b) os registros devem ser feitos com periodicidade não superior a um mês e.800 unidades ao custo de R$ 12. Considerando o Método Peps.300 unidades. d) integrar e coordenar um sistema de custos ao restante da escrituração significa. devem ser suportados por comprovantes e documentos adequados que possibilitem a individuação de seus com­ ponentes. um montante de 1.17-8 e 20-8 eram.500. porque.00. respectivamente: a) R$ 16. e no dia 23. se distribuem e se acumulam. em detalhes.00. R$ 22. O estoque de produtos em elaboração é composto de bens: a) de venda. em última análise. os valores que irão compor o custo de produção.500. Resposta: alternativa___ Os testes 10 a 13 constaram em Concurso para Auditor Fiscal da Receita Federal. um montante de 800 unidades. Assinale a alternativa incorreta: a) com a utilização de um sistema de custos integrado e coordenado.500. R$ 14. um montante de 600 unidades ao custo de R$ 13. R$ 21.064.00 cada.00. b) de renda.00. depois de acabados. c) R$ 16.00.00. Resposta: alternativa __ 9. no dia 12. R$ 19. se feitos de maneira global. tanto na escrituração comercial como nos re­ gistros auxiliares em que se calculam.500. sua venda resultará em renda. O que se pretende é um sistema cujos valores extraídos da contabilidade de custos possam ser identificados.00. Durante o mês de agos­ to.00 cada.00. depois de acabados. um montante de 200 unidades. no dia 16.864.

200.00 e 300 unidades. c) direto. a de produ­ tos acabados gira menos lentamente. b) variável. e) de reposição automática porque não podem ser vendidos. Considere os seguintes dados: Data 28-2 6-3 10-3 15-3 20-3 25-3 30-3 31-3 Histórico Estoque Inicial Requisição 231 Requisição 234 Compra Compra Requisição 240 Requisição 242 Estoque Final Quantidade 200 50 120 300 200 130 100 Valor $ 1. d) $ 2.v . Resposta: alternativa___ w - 12.950.130. se avaliado pelo método Peps.00 e 300 unidades.020. se avaliado pelo método Ueps. se avaliado pelo método de custo médio pon­ derado. e) $ 2. Perez Junior e Gomes c) semifixos. e) estimado. A atribuição de todos os gastos de fabricação aos produtos é determinada pela seguinte forma de custeio: a) de realização.00 e 300 unidades. porque.00 e 300 unidades. Chieregato. d) absorção.700.700. d) de renda.400.00 il O estoque final em 31-3 é de: a) $ 2. Resposta: alternativa___ j.172 Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira.700. enquanto sua estocagem é de menor giro. mas devem ser renovados para se incorporarem aos custos diretos. Resposta: alternativa___ 11.00 e 300 unidades. c) $ 2.00 2.00 IS 2. se avaliado pelo método do custo médio pon­ derado. b) $ 2. se avaliado pelo método Peps.

00. c) para efeito de apuração de resultados das empresas industriais.00. seja variável ou por absorção.00 Qual é o estoque. sejam custos fixos ou variáveis. c) 100 unidades e $ 650. A JM Logística & Consultoria está fazendo o levantamento do custo de es­ toques de uma empresa para determinar as compras que devem ser feitas nos próximos 4 trimestres. em unidades Preço unitário de compra. d) custeio por absorção é aquele que “absorve” todos os custos incorridos para se obter a produção de um bem ou serviço. Trimestre Trimestre Trimestre Trimestre 2 3 1 4 Demanda estimada do produto. utilizando diversos critérios de rateio. e) o método do custeio por absorção não é aceito pela legislação tributária porque agrega somente os custos variáveis ao custo dos produtos. • utilização do sistema Peps de contabilização de estoques (o primeiro a entrar é o primeiro a sair). ao final dos quatro tri­ mestres? a) zero unidade e $ 0. • os preços unitários de compra são apresentados na tabela a seguir. • atendimento de toda a demanda dentro do trimestre. b) 50 unidades e $ 300. é indife­ rente qual o método adotado.Critérios Fiscais e Contábeis para Avaliação dos Estoques 173 13. de maneira a atender à demanda dos clientes por determinado produto. Assinale a alternativa correta: a) o método de custeio variável agrega os custos fixos da produção ao custo dos produtos. Considere: ° inexistência de estoque inicial. Resposta: alternativa___ 14. diretos ou indiretos. em termos físicos e financeiros. .00 600 8.00 300 6. em $ 500 5. .00. • compras do trimestre não devem superar a demanda estimada do pró­ prio trimestre. b) o método de custeio variável exige que a avaliação dos estoques seja efe­ tuada pelo custo médio ponderado.00 400 7.

Resposta: alternativa___ 16. Assinale as alternativas corretas: - a) na metodologia do custeio por absorção.<g b) o custeio por absorção foi derivado do sistema desenvolvido na Alemanha vfl no início do século 20. nas empresas que produzem diversos y|| produtos. . A loja de móveis Bom Sono surgiu há 5 anos e teve grande sucesso devido v bil e de controle interno.00. Resposta: alternativa___ _ 15. ] c) Diminui Aumenta. visto diminuir o lucro da empresa no período. respec­ tivamente? Valor dos estoques Lucro a) Aumenta Aumenta. com tendência de leve aumento nos preços. achou melhor mu-dar o critério de controle dos estoques para a Média Ponderada Móvel. Chieregato.00. Considerando as condições atuais -|| do mercado. nas empresas que produzem diversos produtos. Perez Junior e Gomes d) 150 unidades e $ 650. b) o custeio variável não é aceito pela legislação do Imposto de Renda. b) Aumenta Diminui. Qual i é o efeito dessa alteração em relação ao valor dos estoques e ao lucro.174 Manual de Contabilidade Tributária » Oliveira. c) na metodologia do custeio por absorção. todos os custos e despesas de. que o controle de estoques era efetuado pelo critério Peps (Primeiro a Entrar. conhecido por RKW. d) Diminui Diminui. ' iíMfW Z&i" d) na metodologia do custeio variável. os custos variáveis são apropriados aos produtos com base em g|l|í l critérios de rateios. . . os custos fixos indiretos são apropriados aos produtos com base em critérios de rateios. Assinale as alternativas incorretas: a) o custeio variável é o método derivado da aplicação dos princípios contábeis geralmente aceitos no Brasil. Resposta: alternativas___ 17. em relação ao custeio por í absorção. e) 150 unidades e $ 925. e) Não se altera. ’§§? p ^ . um período são considerádos como custo da produção dos produtos. Primeiro a Sair).

d) custeio por absorção é aquele que. somente os custos fixos são considerados como cus­ tos de produção. Alguns dados extraídos das demonstrações financeiras do exercício são: ° Unidades produzidas 4. Resposta: alternativa 19. sendo que os custos fixos são considerados despesas. Resposta: alternativa___ 20. Assinale a alternativa correta: . para efeito de apuração do resultado da empresa. d) na utilização do método do custeio por absorção. a) na aplicação do método do custeio variável não há necessidade de sepa­ rar as despesas dos custos de determinado período. é indife­ rente qual o método adotado. os custos fixos do pe­ ríodo devem ser considerados como parte das despesas. vendidos nas regiões Norte e Nordeste.000 e Preço unitário de venda $ 10. Resposta: alternativas______ 18. c) para efeito de apuração de resultados das empresas industriais. A Companhia Diadema S. diretos ou indiretos. seja variável ou por absorção. c) na utilização do método do custeio variável. utilizando diversos critérios de rateio. b) o método de custeio por absorção exige que a avaliação dos estoques seja efetuada pelo custo médio ponderado. sendo que os custos variáveis são considerados como despesas.000 9 Unidades vendidas 2. b) a principal utilidade do custeio variável é servir como ferramenta para tomadas de decisões gerenciais. sejam custos fixos ou variáveis.A. ps custos fixos do período devem ser considerados como parte dos custos de produção dos bens ou serviços. por assim dizer.Critérios Fiscais e Contábeis para Avaliação dos Estoques 175 c) no custeio variável. fabrica biscoitos e doces. Assinale a alternativa correta: a) o método de custeio variável agrega os custos fixos da produção ao custo dos produtos.00 . d) no custeio variável. “absorve” todos os custos incorridos para se obter a produção de um bem ou serviço. somente os custos variáveis são considerados custos de produção.

O investimento em mercadorias deverá ser ajustado ao valor de mercado tendo em vista o Princípio Fundamental de Contabilidade: a) da Continuidade. são: a) Prejuízo de $ 6. Em consonância com esse entendimento. c) Prejuízo de $ 8. por antecipar o reconhecimento de despesas.000.000 Lucro de $ 3.00 avaliado pelo custo de aquisição. b) o custeio direto fere os princípios fundamentais de contabilidade. em reais.00 o valor de mercado. Resposta: alternativa___ Teste que constou do Concurso Público para Auditor Fiscal da Previdência Social. Perez Junior e Gomes ® Matéria-prima consumida $ 2. . Resposta: alternativa___ 21. que se diferenciam jio reconhecimento dos custos fixos de produção. d) Lucro de $ 1.00 para cada unidade ° Mão de obra direta $ 3.00 para cada unidade • Custo indireto variável $ 1.176 Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira. e) Lucro de $ 6.000 Ausência de Lucro e Prejuízo. Chieregato.00 para cada unidade * Custo indireto fixo Total de $ 12.000. em es­ pecial. c) o custeio direto não é aceito pelo fisco.000 no ano Os resultados apurados pelo Custeio Variável e pelo Custeio por Absorção. b) Prejuízo de $ 6. A contabilidade de uma empresa em 31-12 na conta Mercadorias registrava um saldo de $ 10. Despesas fixas Total de $ 2. c) da Prudência.000 no ano *. assinale as alternativas corretas: a) o custeio por absorção engloba todos os custos variáveis.000. tratando os custos fixos como despesas.000 Lucro de $ 2. Os conceitos de custos para avaliação dos estoques consagram o custeamento por meio de dois métodos: o custeio por absorção e o variável (também conhecido como custeio direto).000.000 Prejuízo de $ 8. b) da Entidade. 22. sendo $ 4. d) do Registro pelo Valor Original.000 Lucro de $ 4.000. o regime de competência.000.

000 450. acerca da conta estoques de uma indústria e assinale as alternativas corretas: a) normalmente. 24.000 2.500.000 24.000 228.000 13. Itens Estoques Fornecedores Clientes Custo das Mercadorias Vendidas Despesas c/ Crédito de Liquidação Duvidosa Perdas com Clientes Vendas Despesas Antecipadas Contas a Pagar Provisão p/ Créditos em Liquidação Duvidosa 2008 110.200. 23. primeiro a sair (PEPS) na avaliação dos estoques de matéria-prima. a avaliação dos estoques das empresas industriais envolve uma estimativa dos produtos em processo.000 26. b) caso a empresa adote o método primeiro a entrar. Resposta: alternativas______ Teste que constou do Concurso Público para Agente Fiscal de Rendas do Es­ tado de São Paulo. a depreciação não entra no custo de produção.000 6. Poente. por incluir todos os custos necessários para serem confrontados com a receita. Julgue os itens a seguir.Critérios Fiscais e Contábeis para Avaliação dos Estoques 177 d) o custeio por absorção não é aceito pelo fisco. Resposta: alternativas______ Teste que constou do Concurso Público para Contador Junior da Petrobrás.600. em função do sistema de pro­ dução contínua.400 3.300.000 15.500 . Das demonstrações publicadas da Cia. foram extraídas algumas infor­ mações organizadas na tabela abaixo. por postergar o reconheci­ mento de receitas. c) de acordo com os princípios fundamentais de contabilidade.600 2.000 6. a mesma apresentará os pre­ ços de compra dos estoques mais recentes no ativo.000 13. e) o custeio por absorção atende aos princípios fundamentais de contabi­ lidade. e) pelos princípios fundamentais de contabilidade. d) aplicando o conceito de custeio variável para os estoques. os estoques devem ser avaliados a preços de mercado ou de custo. por ocasião da venda do produto.000 1.000 232.500 1.000 36.000 125. dos dois o maior. os estoques devem ser avaliados pelo sistema de custeio RKW.600 2009 208.

932.500.808.178 Manual de Contabilidade Tributária » Oliveira.000 e $ 1.000.000 e $ 1.698.000.410.000 e $ 1.906.000. Chieregato. e) $ 2. Resposta: alternativa___ . assinale a alternativa correspondente ao total das compras de estoques efetuadas em 2009 e o lucro bruto de 2008: a) $ 2. Perez Junior e Gomes Com base nesses dados.200. d) $ 2. c) $ 2.000 e $ 1.000 e $ 1.000.698. b) $ 2.300.300.000.

87.i _5 Apuração e Aquisição e 8. ser utilizada durante 15 anos na produção. Princípios contábeis. 179 da Lei n96. reunirão as particularidades anteriormente referidas. Entende-se por vida útil econômica o tempo em que o bem irá demorar: a) para se desgastar pelo uso na produção e nas demais atividades empre­ sariais. em virtude de novas tecnologias que fazem com que o bem se tome sem condições de uso. em praticamente todos os casos.1 Consideram-se. quando prontos. 1 INSTITUTO DOS AUDITORES INDEPENDENTES DO BRASIL. a partir da data de sua aquisição e instalação. seja igual ou superior a um ano e que J não estejam destinados à venda ou à transformação em recursos financeiros. o Instituto dos Auditores Independentes do Brasil (íbracon). inciso VI. ed. b) para se tomar obsoleto. uma máquina pode. também. . como imobilizado. devem ser classificados no ativo imobilizado os direitos que tenham por objeto bens destinados à manutenÇão das atividades da companhia e da empresa. em seu Pronunciamento ne 7. 2.404/76. Por sua vez. por exemplo. inclusive os de propriedade industrial ou comerdal. ou exercidos com essa finalidade. definiu que devem ser classificados no imobilizado os direitos representados por bens tangíveis ou intangíveis utilizados ou a serem utilizados na manutenção e na operação» de atividades das entidades. cuja vida útil econômica. 1994. os bens em construção que. p.1 Conceito de ativo imobilizado Conforme o art. São Paulo: Atlas.

pois cada um terá um tempo de retomo diferente para a empresa. Custo: E o montante pago em dinheiro ou equivalente. para locação a terceiros. também. Depreciação: E a alocação sistemática do valor depreciável de um ativo ao longo de sua vida útil. a vida útil econômica dos bens do imobilizado pode variar de bem para bem. como segue: Ativo imobilizado: Ativos tangíveis que: • são mantidos por uma empresa para uso na produção ou fornecimento de mercadorias ou serviços. ou • o número de unidades produzidas ou unidades semelhantes que se espe­ ra sejam obtidas do ativo pela empresa. deverá ser classifi­ cado como imobilizado. menos seu valor residual. . e ® conforme a expectativa. que é o comitê de normas inter­ nacionais de contabilidade. De maneira geral. ou seja. õu o valor justo de outra forma de pagamento entregue para adquirir um ativo na data de sua aquisição ou construção. Perez Junior e Gomes A mesma máquina pode tómar-se obsoleta em oito anos a partir da data de sua aquisição e instalação. a apresentação de algumas definições do In­ ternational Accounting Standards Board (Iasb). para não perder a competitividade na produção em relação aos concorrentes. deverão ser usados por mais de um período. ou para finalidades administrativas. se o bem possuir vida útil maior que um ano. Chieregato. Valor depreciável: É o custo de um ativo. Vida útil é: • o período durante o qual se espera que o ativo seja usado pela empre­ sa.180 Manual de Contabilidade Tributária ♦ Oliveira. Toma-se importante. ou outro valor que figure nos livros em lugar do custo do ativo. o avanço tecnológico pode fazer com que haja"-' necessidade de substituir a máquina antiga por máquinas mais modernas. Portanto.

utensílios.2 O que classificar como ativo imobilizado Os itens classificados como imobilizado são aqueles que terão a capacidade de gerar receita futura para a empresa durante vários exercícios. equipa­ mentos. por exemplo. bens intangíveis. inclusive seu valor residual por ocasião da venda. por exemplo. depois de deduzir a respectiva depreciação acumulada. comprar uma máquina para uma empresa e lançar o valor de sua com­ pra contra o resultado do mês em que foi comprada. Consideram-se parte do imobilizado os bens em trânsito . Valor contábil ou em livros: É o montante pelo qual o ativo é incluído no balanço. Valor recuperável: É o montante que a empresa espera recuperar mediante o uso futuro de um átivo. De acordo com o citado Pronunciamento do Ibracon. ben­ feitorias em propriedades de terceiros ou em terrenos. Na realidade. direitos autorais e direitos em geral de propriedade industrial e comercial. móveis.Apuração e Contabilização do Custo de Aquisição e da Depreciação 181 Valor residual: É o montante líquido que a empresa espera obter por um ativo no fim de sua vida útil. que representam o registro contábil do custo ou despesa pelo desgaste na utilização do bem produtivo. os custos de explora­ ção de fundos de comércio. tais como terrenos. como. 8. pois naquele momento ela ainda não estava gerando receita. * Desse entendimento é que surgiram os conceitos de depreciação dos bens do ativo imobilizado. ferramentas. o imobilizado inclui elementos tangíveis e duráveis. também. gado reprodutor. claro que o custo de aquisição dessa máqui­ na deve ser confrontado com as receitas de todo esse período. depois de deduzir os custos esperados para vendê-lo. aeronaves. edifícios. máquinas. Inclui. não se pode. De acordo com o princípio contábil da confrontação das receitas e despesas. Valor justo: É o montante pelo qual um ativo poderia ser transacionado entre partes conhecedoras do assunto e dispostas a negociar numa transação sem favorecimentos. veículos. embarcações. jazidas e construções em andamento.Ativo Imobilizado . minas. se com a utilização dessa máquina a empresa produzir e vender produtos acabados durante dez anos.

Os gastos incorridos em reparos. Perez Junior e Gomes similares aos descritos anteriormente. Portanto. du­ rante a fase de construção. consertos ou reforma dos bens de uma em­ presa devem ser acrescidos ao custo quando representarem aumento da eficiência ou produtividade do bem ou aumento de sua vida útil. na aquisição de imobilizado: de um fornecedor localizado fora de seu Estado. f 8. bem como os gastos com pessoal. esclarece que. deve ser aberta uma conta distinta no subgrupo Imobi­ lizado com o título “Imobilizado em Construção .3 Formação do custo de aquisição ou de construção de um ativo imobilizado Consideram-se como custos de aquisição de um bem todos os gastos neces-v sários para transporte e colocação do mesmo em funcionamento e operação na t empresa. e. a diferença ': entre a alíquota interna e a interestadual do ICMS. de obra direta e indireta que a construção exija.Imobilizado. deve compor o custo do bem. No caso" de bens adquiridos no exterior. os adiantamentos a fornecedores.4: para efeitos fiscais e contábeis. imobilizado. ainda. os gastos para a aquisição de materiais aplicados nas obras. • os impostos na importação de imobilizado.182 Manual de Contabilidade Tributária * Oliveira. Ós custos de manutenção efetuados no bem durante o período contábil deverão ser contabilizados como despesas.Fabricação Própria”. Assim. deve-se contabilizá-lo pela i soma de todos os gastos incorridos para sua instalação e funcionamento. todos os gastos necessários e ocorridos até a che­ gada do bem na empresa adquirente devem compor o custo de aquisição do. manutenção e reforma do imobilizado 8. em seu Pronunciamento ne 7 .4. deverão ser contabilizados como custo da construção. tais como mão. no Ativo Imobilizado.4 Construção ou fabricação própria. ■-J: 8. nos casos em que a lei atribua à { parte adquirente a obrigação de pagá-lo. Chieregato. para compra ou construção desses bens.1 Aspectos contábeis e fiscais O íbracon. na aquisição de determinado bem. . Os impostos pagos na aquisição do imobilizado que integrarão o patrimônioda empresa devem ser contabilizados como parte de seu custo. Para melhor controle. se forem irrelevantes e não atenderem a tais quesitos. Também devem ser contabilizados como custo do ativo imobilizado: ® o Imposto de Transmissão de Imóveis. por representarem clara intenção futura imobilização.

É oportuno dizer que.Apuração e Contabilização do Custo de Aquisição e da Depreciação 183 O Regulamento do Imposto de Renda determina que. previsto até então na aquisição deste.62.. o limite não se alterou. pode-se concluir que a com­ posição de um ativo imobilizado não é dada apenas pelo preço pago no bem.000 CRÉDITO ATIVO CIRCULANTE Caixa ou Bancos Conta Movimento $ 50. 8.A. os gastos oriundos desta melhoria deverão ser imobilizados. Portanto. Desde 1M-96.000 em 15-1.Máquinas $ 2. Contabilização em l a-2: DÉBITO ATIVO IMOBILIZADO Imobilização em andamento .900 .000 de transporte e $ 900 de seguro. manu­ tenção e troca de peças resultarem em aumento da vida útil do bem.4.Máquinas $ 50. devido à desindexação feita pelo art. A legislação do Imposto de Renda permite que a aquisição de imobilizado em valor inferior a 394.2 Exemplo âe contabilização âe um ativo em instalação Conforme os aspectos anteriormente expostos. resolveu comprar uma máquina fabricada no Nordeste do País e pagou o valor de $ 50. a fím de contratar um técnico para colocar a máquina em fun­ cionamento.Ativo Imobilizado .700 na data da instalação em 10-2. ou se elevarem à vida útil do bem em mais de um ano. momento em que a máquina começa a operar. com sede em São Paulo.000 2. pagos em 1--2. os lançamentos de imobilização desta máquina seriam os seguintes: 1. . mesmo que o prazo de vida útil do bem seja superior a um ano. como segue: « a Empresa Jota S.249/95. 0 o transporte da mesma e o seguro correram por conta da compradora e somam mais $ 2. se os reparos. esse valor passou a ser de R$ 326. 0 para a instalação na fábrica a empresa teve de pagar o valor de $ 1. 30 da Lei na 9.13 Ufir possa ser lançada diretamente como despesa. Contabilização em 15-1: DÉBITO ATIVO IMOBILIZADO Imobilização em andamento .

4. f Imobilização em andamento . Chieregato. DÉBITO ATIVO IMOBILIZADO Imobilização em andamento . [$£. .Máquinas $ 54. a fím de iniciar o cálculo e contabilização da depreciação.600 54.Máquinas í|f $ 1. ----.700.~: . a conta Imobilização em andamento .700 54.600 10-2 Imobilizados em operações Máquinas 10-2 54.1? CRÉDITO ■■■ ATIVO CIRCULANTE Caixa ou Bancos Conta Movimento $ 1.900 ' 3. Contabilização em 10-2: . sendo que o saldo deve ser transferido para uma conta definitiva do imobilizado em operação.900 1.y.184 Manual de Contabilidade Tributária * Oliveira. data da instalação da máquina e início de sua. Contabilização em 10-2: DEBITO • ATIVO IMOBILIZADO Imobilizados em operação Máquinas # / $ 54.600 .600 1- í.600 Seguem os demonstrativos em forma de razonetes Imobilização em andamento Máquinas 15-1 l 2-2 10-2 50.000 2. utilização.IZADO .700 Em 10-2. :::y: . Perez Junior e Gomes CREDITO ATIVO CIRCULANTE Caixa ou Bancos Conta Movimento $ 2. - CRÉDITO ATIVO IMOIUI.Máquinas deve ser encerrada.

inciso V. $ '7 .000 Calculando a depredação mensal à taxa de 0.Ativo Imobilizado .depreciáçãodos prédios ’ -. ou 8 obsolescência normal. -.u-Depredaçãõ^ácumuladã.sujeitos ao desgaste por: • uso.1 Conceito de depreciação e contabilização O art. 305 a 323.83ã% ^ ' ".332 „ * r ~ rr-r ' ~' •-’ -.833%. O cálculo periódico da depreciação é efetuado sobre os bens corpó­ reos . da Lei n9 6.000 $ 400.tangíveis . menciona. ^ \ -Despesas adif^stràúvas'-'depredação do -. • ação da natureza. ' . _Despesãs comérdais . ' Ha§ lojas r $ 400.5 Depreciação dos bens do ativo imobilizado 8.* . a contabilização do mês de setembro seria como segue: DÉBITÓ =.v ': x : "v. -V‘Òepreciação do prédioJdá fábriça'$ 900.Q0 x.000. esclarece que deverá constar no Imobilizado. o saldo acumulado da respectiva conta de depreciação.13. y c' : ' ._ y. . que uma empresa industrial possua os seguintes imóveis: Prédio da administração Prédios das lojas comerciais Prédio da fábrica $ 300.0*833%1 -/ ' despesasoperaci onai s r : .000. enquanto a depredação dos demais bens será escritu. 183. O Regulamento do Imposto de Renda (RIR/99). rada como despesa operacional* : Por exemplo.'&33°/a DESPESAS OjPÈRACÍONMS^:’: \ ' . A parcela da depreciação dos bens utilizados na produção será computada como custo dos produtos. que a importância correspondente à diminuição do valor dos bens do ativo imobilizado resultante de desgaste pelo uso._ ^prédio" da-administração $ 30Õí00p.4 9 7 "”-- 2.prédios" .499' -' ' „.000 $ 900. como conta redutora.00 x 0. ímvòiMOBpzÁDO. por sua vez.Apuração e Contabilização do Custo de Aquisição e da Depreciação 185 8. em seus arts.' . " ' crédito * . ' 3. supondo. \ '..00 y~0. equivalente à taxa anual de 4%.\ .328 .cusjOcDAMóbuçÃo.5. ação da natureza ou obsolescência normal poderá ser computada como custo ou despesa operacional.404/76.

Devem.:. ° os bens que normalmente aumentam de valor com o tempo. o custo do bem menos a depreciação acumulada. máquinas. não% poderá ultrapassar o custo de aquisição do bem. no almoxarifado. instalações. quê são: a) método linear Consiste na aplicação de uma taxa fixa periódica sobre o custo do bem durante o prazo de vida útil estimado.7 . s‘5 O montante acumulado das cotas de depreciação.s . O bem do a t i v o ■ imobilizado em estoque. construções.2 Métodos para cálculo da depreciação Há inúmeros métodos para se realizar a depreciação. bilizado. tais como 0^ obras de arte e antiguidades.^ posse ou uso do bem. não poderá ser depreciado. Em outras palavras. para fins contábeis e fiscais. veículos.. ou seja. e o Ibracon mencionou quatro em seu Pronunciamento de n. calcular e contabilizar o montante acumuladô^ de depreciação que supere os 100% do custo de aquisição dos bens do ativo imoU. !íi: 8. equipamentos. em qualquer hipótese. no caso de arrendamento mercantil. não é pos. tais como: móveis. Podem ser depreciados todos os bens físicos sujeitos ao desgaste pelo uso ou por causas naturais ou obsolescência normal. . Assim. posto em serviço ou em condições de produzir. . b) método decrescente Aplica-se uma taxa periódica sobre o saldo líquido contábil. de acordo com as condições de propriedade. portanto. edifícios.Imobilizado.5. para o adequado gerenciamento da evolução dos saldos da depreciação"^ *£■ acumulada de cada item que compõe o imobilizado sujeito ao desgaste pelo uso p ou obsolescência. benfeitorias. Chieregato. ò desgaste do bem é suportado pela empresa de arrendamento e não pela empresa arrendatária que utiliza o bem. A depreciação deve ser calculada e contabilizada a partir da época em que ó-: -bem é instalado. . projetos florestais destinados à exploração dos respectivos frutos etc. por exemplo. construções e outros ativos que não estejam sendo utiliza--: dos nas atividades operacionais da empresa.^ sível. • os edifícios. Perez Junior e Gomes íA depreciação será deduzida pela empresa que suporta o encargo econômico:* * ■ do desgaste ou da obsolescência. as empresas manter bons controles analíticos desses bens.186 Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira. Não são depredáveis também: . que reduz em cada período o montante depreciado. ° as construções em andamento..

Apuração e Contabilização do Custo de Aquisição e da Depreciação 187 c) método da soma dos dígitos A taxa aplicada sobre o custo do bem é íim número fracionário cujo numerador é o período de vida útil restante no fim do período anterior.6Taxas normais de depreciação aceitas pela legislação tributária para fins de apuração do lucro tributável das pessoas jurídicas As taxas normais de depreciação admitidas pela Receita Federal.passagèiros-. ou seja. na produção de seus rendimentos. são as seguintes: -V. dispõe que a taxa anual de depreciação será fixada em função do prazo. por sua vez.hardwares ' NPrógTamas-de computador -^softwares^ (amortização) Ygícjiíos4écarga . 8.ri'-?r ^ ^^ «Veiçulos^de. _ ’'Trãtorés“>1'' f 1~ Sv- 20l /2Q 2o. d) método das unidades produzidas O custo do bem é dividido pelo total de unidades estimadas a serem produ­ zidas pelo bem.^ ^ J ? * ” . . e o denominador. * <■ ^ > 2o y \ . dando como resul­ tado uma depredação crescente. de acordo com o Regulamento do Imposto de Renda (RIR). Esse método pode ser aplicado também ao contrário.depreciãçãoj% 7" " 'Ãâvô Imobilizado ' iíldiíiGiòs e benfeítonas „instalações ' 10 MdCjumános Móveis e utensílios ^ 20 ^Semoventes ~ animais'de trarão ‘'Çomputadõres e periféricos . !_Máquiria d e " t e T r a p l e n á g e m _ \ r/! Motociclos.Ativo Imobilizado .Táxa anüal d ê -. e a depreciação do período é igual à taxa unitária multiplicada pelo número de unidades produzidas. O Regulamento do Imposto de Renda. ^ 25 ^ <* c v r r'v\ V t. o total da soma dos dígitos correspondentes ao número de períodos de vida útil. .ç - v. 25 25 '* -~i ._ t -vr ^ ~f .- . durante o qual se possa esperar a utilização econômica do bem pela empresa.

Seu lucro contábil do exercício foi de $ 70. Chieregato.000. igual a $ 18. deve-se oferecer o excesso à tributação do Imposto de Renda e à contribuição social.000. aquelas determinadas pela legislação tributária e aceitas para fins de apuração do lucro tributável. Por exemplo: Uma empresa comercial possui um prédio que custou $ 600. ou seja.000. tal empresa precisa ajustar seu lucro sujeito à tributação. o lucro correto para fins de cálculo.000 t®-v -':M 0 0 -J Evidentemente.188 Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira.000).000.000-.000) e o lucro tributável ($ 88. após a dedução de todas as despesas. ou seja. que excede o limite aceito pelo fisco. portanto. É oportuno ressaltar que. caso o contribuinte não cohcorde com as taxas de depreciação normatízadas em lei. Para fins de cálculo do Imposto de Renda e Contribuição Social. poderá valer-se de um laudo pericial do Insti- . que é $ 24.000) eqüivale ao excesso de depreciação contabilizada pela empresa em relação ao percentual aceito como dedutível. 3% (7% menos 4%) de $ 600. Perez Junior e Gomes Tais taxas são.000 entre o lucro contábil ($ 70. 42. calculou e contabilizou depreciação do prédio no total de $ 42.000 e antes da provisão para o Imposto de Renda e Contribuição Social. aplicou uma taxa de 7% ao ano. efetuando os devidos ajustes com relação ao excesso de depreda­ ção e supondo que não haja outros excessos ou irregularidades fiscais na conta­ bilidade. Portanto.000. contabilização e recolhimento dos tributos seria como demonstrado :+ :■$ 70. Durante q exercício encerrado em 2008.000 de despesas de depredação.': . Caso o contribuinte se utilize de taxas superiores às permitidas pela legislação. a diferença de $ 18. onde es­ tão depositados seus estoques de mercadorias para revenda.000 ao ano (4% de $ 600. induindo a depreciação do prédio de $ 42. visto que contabilizou e deduziu o valor de $ 42.

no que concerne à utilização de bens móveis .RIR/99: TURNOS DE OITO HORAS COEFICIENTE um turno 1.000 m2 de área construída. passam a prevalecer os prazos de vida útil recomen­ dados por essas instituições para cálculo e contabilização da depreciação de seus ativos. equi­ pamentos etc. enquanto os mesmos não forem alterados por decisão administrativa su­ perior ou por sentença judicial. os seguintes coeficientes de depredação acelerada.máquinas. De posse desses laudos. não poderá depreciar tais ativos. de acordo com o art.000 um prédio de 2. 312 do Regulamento do Imposto de Renda . 8. na documentação e na contabilida­ de. aquelas empresas que trabalham em dois ou três turnos poderão valer-se do conceito de depreciação acelerada para calcular e contabilizar as de­ predações dos ativos utilizados em mais de um turno.Apuração e Contabilização do Custo de Aquisição e da Depreciação 189 tuto Nacional de Tecnologia ou de outra entidade oficial de pesquisa científica ou tecnológica. em laudo técnico idôneo. sem especificação sufi­ ciente para permitir aplicar as diferentes taxas de depreciação de acordo com a natureza do bem. ou seja. em função de horas diárias de utilização do bem. baseadas. será obrigado a utilizar as taxas aplicáveis aos bens de maior vida útil que integrem o conjunto. sem ter o cuidado de segregar.5 três turnos 2. igualmente. No entanto. pois os terrenos não são passíveis de depreciação. já que a legislação obriga à utilizàção da menor taxa. Isso quer dizer que deve ser adotada a menor taxa de depreciação. zero. que é a do terreno. Poderão ser adotados.000 m2.7 Depreciação acelerada As taxas de depredação anteriormente mendonadas são válidas para um turno de produção ou de atividades.0 dois turnos 1. em um terreno de 5. Quando a contabilização do custo da aquisição do imobilizado for efetuada pelo valor do conjunto de instalação ou equipamentos. e o contribuinte não tiver elementos para justificar as taxas médias adotadas para o conjunto.Ativo Imobilizado . Por exemplo. se o contribuinte adquirir pelo valor de $ 4-000. para uma empresa que trabalha normalmente oito horas diárias. quando a contabilização de diversos ativos em conjunto não permitir o detalhamento do custo dos diversos componentes. entre o valor do terreno e do prédio.0 .

' " . Perez Junior e Gomes Consequentemente. poderá ser depredada em 15%. ° por comparação da produção diária com a capacidade de produção da máquina em um turno de oito horas diárias. Chieregato. ' .. Exemplo. em dois turnos de produção. em cada um dos ci­ tados meses: |||§§|M ês-/ '• W Ê m B S È Ê P ’. ou 0. poderá ser depredada em 20 % ao ano.um turno .0 Novembro: 16horas diárias. Supondo que no último quadrimestre de 2008 a utilização desses ativos foi demonstrada: Setembro: 8horas diárias.coeficiente 1.três turnos .190 Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira. ou seja. ° por qualquer outro meio de prova eficiente..coeficiente 2.coeficiente 1. Se outra máquina industrial com taxa de depreciação normal de 10% ao ano for utilizada em trabalhos diários durante 24 horas. : . ou seja.. ou.coeficiente 1.0 Considerando uma taxa de depreciação de 10% ao ano. a empresa contabilizaria o seguinte custo de depredação.000. .0 Outubro: 24horas diárias.5 Dezembro: 8 horas diárias7.um turno .833% ao mês. Uma empresa industrial possui máquinas e equipamentos no total de $ 700. A empresa poderá comprovar a operação da máquina em mais de um turno das seguintes maneiras: e por meio do cartão de ponto do operador e dos demais empregados. se uma máquina industrial com taxa de depredação nor­ mal de 10% ao ano for utilizada em trabalhos diários durante 16 horas. durante três turnos de produção.dois turnos . ainda.

HIGUCHI. H. 250. constituindo exclusão do lucro líquido contábil para fins de determinação do lucro real . 2001.662.. Hiromi. ed. p.Apuração e Contabilização do Custo de Aquisição e da Depreciação 1 91 Contabilização da depreciação no quadrimestre: Outubro ffiS S i IS S fff8 S i Òezembro 8111111 reüstòs^ d g l V. como já mencionado.8 Depreciação acelerada incentivada Além da depreciação acelerada por uso intensivo das máquinas e equipamen­ tos. apa­ relhos e instrumentos destinados ao uso na produção industrial. ° é concedida para determinadas indústrias ou atividades. Em outras palavras.ou tributável. deve ser utilizado o Lalur. ® é Para fins fiscais. «■ tem por finalidade estimular as empresas a renovar suas máquinas.. Celso Hiroyuki.Ativo Imobilizado .Ó0 ■■ 8. a depreciação total de um ativo. 26. para a apura­ ção dos lucros tributáveis nos diversos exercícios. São Paulo: Atlas. o total de depredação superior a 100% do custo. Imposto de renda das empresas: interpretação e prática. f c l S i R i U . há a figura da depreciação acelerada em decorrência de incentivos fiscais. jjjig g f S S Ü Ü i# ■Depreciação açurriuiada. .00 . Para esse controle. o contribuinte não pode deduzir. a depreciação ace­ lerada por incentivos fiscais não é contabilizada. ou seja. cujos principais aspectos são:2' . como será mais bem explicado em capítulo faturo. .' ■ WÊÊÊÊ I S M l s à l ■ S ü jiü lli ■' Í5:83'Í. não pode ultrapassar o equivalente a 100% do custo de aquisição do ativo. controlada no livro de Apuração do Lucro Real (Lalur). contabilizada ou não. ° é calculada e controlada extracontabilmente. 2 HIGUCHI.

Chieregato.192 Manual de Contabilidade Tributária * Oliveira. Perez Junior e Gomes .

considerando ainda que não haja outros ajustes no lucro contábil. não pode ultrapassar. publicada no Diário Oficial da União.000 ao lucro contábil. o contribuinte irá recolher o mes­ mo montante. O livro Lalur será mais bem estudado adiante. a partir de X2.não contabilizada . o lucro contábil e tributável demonstrados anteriormente. como já ressaltado. . e sua soma.atingir o equivalente a 100% do custo do ativo. A partir de X6. Todos esses controles devem ser efetuados no Livro de Apuração do Lucro Real (Lalur). 8.mais a depreciação acelerada . Entretanto. contabilizada ou não. A indústria recebeu um incentivo físcal a partir de 2-1-X2. não poderá ser deduzida do montante superior a 100%. que foi de $ 500. para obtenção do correto lucro real. já não se pode considerar a depreciação de X6 em diante como despesa ou custo dedutível. justamente para conci­ liar as diferenças entre a aplicação dos bons princípios contábeis fundamentais de contabilidade e as exigências da legislação tributária. na soma dos diversos exercícios contábeis. nos exercícios de Xô a X9. um montante equivalente à depreciação normal. Deve. o valor de $ 50. não pode ultrapassar 100% do custo das máquinas. da Comis­ são de Valores Mobiliários (CVM). mas.000. a título de incentivo fiscal. com a depreciação normal. devido ao incentivo físcal. nos diversos exercícios. á empresa continuou a calcular e a contabilizar. $ 500. fiscalmente falando. diminuição da carga tributária em determinado período. criado em decorrência da Lei n9 6.9 Juros sobre a construção de ativos O assunto foi regulamentado pela Deliberação ns 193. adicionar. podendo deduzir do lucro contábil. a depreciação total. Com base em tais informações. a depreciação das máquinas.404/76. ou seja. Gomo ressaltado. na realidade.000 de depreciação por mês. a depreciação acelerada incentivada não é contabilizada. o contribuinte pode deduzir do lucro contábil mais $ 50.000. supondo os lucros contábeis nos exercícios de X0 a X9 e a depre­ ciação das máquinas em 10% ao ano período. para fins de cálculo e recolhimento do Imposto de Renda.Ativo Imobilizado . para sua expansão industrial.000. como a empresa já tinha usufruído. de 100% de depreciação do ativo. de 18-796. O bene­ fício foi utilizado até a depreciação normal . portanto. de aplicação obrigatória pelas sociedades anônimas de capital aberto. Como demonstrado na página anterior. para fins tributários. o incentivo fiscal da depreciação ace­ lerada é. ou tributável. visto que. para fins de cálculo e recolhimento do Imposto de Renda.Apuração e Contabilização do Custo de Aquisição e da Depreciação 193 Exemplificando: Uma indústria adquiriu máquinas em 2-1-XO. corretamen­ te. No citado exemplo. Isso ocorreu no exercício de X5. no montante de $ 500.contabilizada . de 11-7-96.

como parte integrante do custo do imobilizado ou mesmo dos estoques de longa maturação. de harmonização dos procedimen­ tos contábeis adotados no Brasil com essas práticas internacionais. que as práticas contábeis atuais não reconhecem ainda. que evidenciem a sua natureza.404. o valor dos bens adquiridos e/ou serviços prestados para a sua aquisição ou pro­ dução. 0 Presidente da Comissão de Valores Mobiliários .6. de 15 de dezembro de 1976. amortização. para construção de bens integrantes do ativo imobilizado ou para produção de estoques de longa maturação. dos juros decorrentes de financiamentos. a ativação dos juros sobre o capital próprio referentes a ativos em construção. de 7 de dezembro de 1976. e considerando: © que as práticas contábeis internacionais determinam ou admitem a capi­ talização. §3% da Lei n~ 6. e que. ® que o custo final de um ativo representa.Os juros incorridos e demais encargos financeiros. da Lei n . e com fundamento do dis­ posto no art. devendo ser. parágrafo único. portanto. exaustão ou baixa dos ativos financiados. e classifi­ cados no mesmo grupo do ativo que lhe deu origem. Perez Junior e Gomes Segue a mencionada Deliberação da CVM: “Custos de ativos em construção ou produção .Manual de Contabilidade Tributária » Oliveira. em sessão realizada nesta data. cada vez mais premente. II ~~A alocação dessesjuros e encargos ao resultado do exercício deverá ser feita em consonância com os prazos de depreciação. deliberou: 1 . relativamente a financiamentos obtidos de terceiros. os juros representam o custo do dinheiro utilizado na construção ou produção dos ativos. defor­ ma generalizada. 177. a estes integrados. ® que essa forma de classificação permite uma melhor alocação desses juros ao longo dos exercícios sociais de acordo com o princípio da competência dos exercícios.juros e demais encargos financeiros decorrentes definanciamentos. e ® finalmente.CVM toma público que o Colegiado. inciso IV. .385. devem ser registrados em conta destacada. ® a necessidade. ® que a utilização dos procedimentos contábeis regulados por esta Delibera­ ção não contraria qualquer disposição da lei societária. 22. Chieregato. e no art. aplicados na sua construção ou produção. Dispõe sobre a capitalização de juros e demais encargos financeiros de­ correntes do financiamento de ativos em construção ou produção. na sua essência. por terceiros. em última análise.

V .Ativo Imobilizado . O referido veículo sofreu um acidente com perda total e não havia seguro contra acidente. A Empresa Real Transportes Ltda. possuía no Ativo Imobilizado um ônibus cujo valor contábil líquido era de $ 83. ” Testes 1.000. inclusive sobre os respectivos saldos atualmente registrados no ativo diferido. IV . amortização ou exaustão.Os ativos registrados na forma desta Deliberação deverão ser ob­ jeto de análise periódica a fim de que sejam revisados os critérios utilizados para sua depreciação.Aplica-se às companhias abertas concessionárias de serviços públicos o disposto nos itens anteriores. O efeito contábil desse acontecimento no Balanço Patrimonial da empresa é redução no: a) Ativo e no Patrimônio Líquido de $ 37.Os juros e encargos referidos no item I somente poderão ser ativados até o momento em que o ativo em construção ou produção estiver substancial­ mente completado e colocado em condição de uso ou venda.000.O disposto nesta Deliberação não se aplica aos estoques que sejam rotineiramente produzidos em grande escala e deforma contínua. b) Ativo e no Patrimônio Líquido de $ 83. VII ™Efeitos relevantes decorrentes da aplicação do disposto nesta Delibe­ ração deverão ser divulgados na forma prevista na instrução CVM n2 31. quando comprovado que os ativos financiados não poderão produzir resultados suficientes para a recuperação do seu valor. deverão ser divulgados em nota explicativa às demonstrações financeiras em curso. V I . relativos ao exercício ante­ rior. com efeitos retroativos ao início do exercício social em curso. A empresa ha­ via comprado esse veículo através de financiamento eainda deviaao banco $ 37. e verificada a necessidade de constituição de provisão para desvalorização. c) Ativo e no Passivo de $ 46. ou de provisão para perdas permanentes.000. de 8 de fevereiro de 1984. relativamente aos juros computados sobre o capital próprio que esteja financiando ativos imobilizados em construção.000.Apuração e Contabilização do Custo de Aquisição e da Depreciação 195 III . .Para fins exclusivos de comparabilidade. relativos a essá aquisição.Esta Deliberação entrará em vigor na data da sua publicação no Diário Oficial da União. nos casos de estoques de longa maturação. revogadas as disposições em contrário. IX . VIII .000. os efeitos relevantes sobre os saldos das contas afetadas por esta Deliberação.

• o valor de aquisição da máquina foi de $ 22. e) Passivo e no Patrimônio Líquido de $ 83. em reais. a vista.000. Sabendo que: * a taxa de depreciação foi de 20% ao ano.500. O valor contábil do ativo é de $ 44. alternativa___ .200.000 d) 400.400. d) $22. Podemos afirmar que o valor residual da máquina em 31-12-2009 era de: a) $ 8. Uma empresa vendeu um gerador de seu imobilizado por $ 4. considerando que o equipa­ mento vendido já estava depreciado contabilmente em $ 1. Resposta: alternativa___ 2. Detenninada empresa adquiriu uma máquina em 2-1-2007.000.000 e vendeu um ativo de capital. Resposta: alternativa___ 3. Perez Junior e Gomes d) Passivo e no Ativo de $ 37.000 e) 408.000 c) 392. b) a depreciação total foi de $ 500.000 b) 52. que custou $ 5. b) $ 13.000.196 Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira. Logo. d) houve uma entrada no caixa de $ 4.800. por $ 52. será: a) 8. tem lucros operacionais de $ 400. o lucro tributável da empresa.000.000 (vida estima­ da de 10 anos): a) apurou-se uma perda de $ 500. A Flora Amazônica Ltda. sem uso.000. colocando-a em funcionamento na mesma data.000. Chieregato.000. c) apurou-se um lucro de $ 500.000 em 12-7~2009. Resposta.000 Resposta: alternativa___ 4. c) $ 15. ® a máquina foi vendida por $ 20. Indique a afirmativa correta.000.

Tal máquina tem vida útil prevista para produzir 240.100. A empresa Industrial Aços e Móveis Ltda.300.000 peças anuais. pode-se afirmar que: a) houve aumento do ativo e variação negativa do patrimônio líquido no exercício anterior. Resposta: alternativa___ Teste que constou do Concurso para Analista do Banco Central 6.500. 2006 e 2007. d) para vender essa máquina em 30 de junho de 2001. com vida útil de 20 anos. A capacidade produtiva da empresa é de 30. b) 22. este bem já terá sido depredado em: a) 12. foi comprado por Nossa Firma em 1--4-2005. d) não houve alteração no estado de riqueza da entidade. Um bem depreciável. b) foi inobservado o princípio da Competência.000 e deverá ser depredado com um valor residual de 10% em contabilização anual. Uma empresa deixou de registrar o valor da depreciação de um exercício.75%. efetuando o lançamento correspondente no exercício seguinte. e contabilizado o coeficiente 1.Ativo Imobilizado .Apuração e Contabilização do Custo de Aquisição e da Depreciação 197 5. Quanto ao ajuste. o preço deveria ser de $ 6.000.000 peças. Resposta: alternativa___ Os testes 7 e 8 constaram em Concurso para Auditor Físcal da Receita Federal. 7. no balanço patrimonial de 2007. c) o resultado do exercício em que a depreciação não foi registrada ficou subestimado. e) o valor depreciável da máquina em 31 de dezembro de 2001 será de $ 6.000.425. Tendo funcionado estritamente dentro do planejado nos anos de 2005. . instalando-a para funcionar a partir de P-8-2005. ganhando $ 1. b) a depreciação acumulada no balanço de 2000 foi de $ 3. O valor total da aquisição foi de $ 20.50%. mas só foi instalado para uso em 1—7-2005.50%. c) o encargo de depredação em 1999 foi de $ 1.900. podemos dizer que: a) a depredação acumulada até o final de 2006 foi de $ 2.2 de depre­ dação acelerada no anp de 2006. adquiriu uma máquina por $ 12. c) 13. Se a empresa adotar o método de depredação conheddo como método de depreciação linear.

Resposta: alternativa___ Os testes 10 a 12 constaram em Concurso Público para Auditor Fiscal da Pre­ vidência Social. Resposta: alternativa___ 8. Considerando-se que a taxa de depreciação anual desse veículo é de 20% e que o mesmo foi posto em funcionamento pela primeira empresa que o adquiriu por exatos três anos da data da compra pela Cia. A depreciação de equipamentos e instalações utilizados nas pesquisas com desenvolvimento de novos produtos é classificada como: a) conta de resultado. Resposta: alternativa___ 9. Brasil adquiriu um veículo usado. Chieregato. 10.00%. Perez Junior e Gomes d) 15. A Cia. c) a débito das contas Encargos de Depreciação. Brasil. Na escrituração contábil de uma empresa industrial. que será utilizado em suas atividades operacionais. b) a débito das contas Encargos de Depreciação de Equipamentos e Encargos de Depreciação de Móveis e Utensílios. a taxa de depreciação que poderá ser utilizada por essa última será de: a) 50%.75%. . c) 20%. b) gastos não operacionais. e) a débito das contas Depreciação Acumulada de Equipamentos e Deprecia­ ção Acumulada de Móveis e Utensílios. que terá seu saldo transfe­ rido diretamente para Resultado do Exercício na data do balanço. que terão seus saldos transferidos diretamente para Resultado do Exercício na data do balanço. devendo o saldo da primeira integrar o custo dos produtos de fabricação própria da empresa. e) 23. os valores dos encargos das depreciações dos equipamentos de produção e das máquinas do escritó­ rio da administração devem ser registrados: a) a débito das contas Encargos de Depreciação de Equipamentos e Encar­ gos de Depreciação de Móveis e Utensílios. d) a débito das contas Depreciação Acumulada de Equipamentos e Depre­ ciação Acumulada de Móveis e Utensílios. devendo o saldo da" primeira integrar o custo dos produtos de fabricação própria da empresa. b) 40%. que terão seus saldos transferidos diretamente para Resultado do Exercício na data do balanço. d) 10%.198 Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira.

$ .000 210. Os gastos relacionados com bens do Ativo Imobilizado que beneficiarem vá­ rios exercícios são classificados contabilmente como: a) despesas de exercícios futuros. d) tratados como encargos financeiros e registrados em contas de despesas não operacionais. (Ical) foi constituída em 2006 e possuía os seguintes saldos em seu ativo imobilizado em 31-12-2008: Item do ativo imobilizado Edifícios Móveis e Utensílios Computadores e Periféricos Veículos Máquinas e Equipamentos Saldo a depreciar . e) gastos não-operacionais. e classifica­ dos no mesmo grupo do ativo que lhe deu origem. Resposta: alternativa___ 13.000 1. e) gastos do ativo diferido.000 30. c) incorporados ao ativo imobilizado durante o período em que vigorar o contrato de financiamento. Segundo a Deliberação CVM na 193/96.400. b) registrados em conta destacada que evidencie a sua natureza. d) despesas de depreciação.500. b) gastos de capital. Resposta: alternativa___ 11. A empresa Industrial Casa Amarela Ltda. se houver. Resposta: alternativa___ 12. c) despesas diferidas.000 Taxa anual de depreciação Valor da depreciação anual . e) tratados como ativo imobilizado somente no decorrer do período de ca­ rência contratado. d) gastos do período. os juros sobre financiamentos obti­ dos de terceiros para construção do Ativo Imobilizado devem ser: a) adicionados ao valor da depreciação do exercício imediatamente após o período de carência.$ 1.Ativo Imobilizado .Apuração e Contabilização do Custo de Aquisição e da Depreciação 199 c) despesas antecipadas.000 90.

no exercício de 2008. c) $ 230.000. Resposta: alternativa___ Os testes 16 e 17 constaram do Exame de Qualificação Técnica para Registro no Cadastro Nacional de Auditores Independentes (CNAI) do Conselho Federal de Contabilidade.200 Manual de Contabilidade Tributária ♦ Oliveira. Utilizando-se novamente das informações citadas no teste ns 13.000.000.000. Perez Junior e Gomes Utilizando o método linear.000. . Reportando-se ao teste anterior.000.000. e) $ 245. c) $ 210. as máquinas e equipamentos foram utilizadas em dois turnos du­ rante todo o primeiro semestre. b) $205.000.000. d) $ 300.000. a depreciação do exercício de 2009 foi de: a) $235. supondo que a indústria tenha trabalhado todo o ano de 2009 em dois turnos. c) $ 280.000. Resposta: alternativa___ 14. Assinale a alternativa correta em relação ao total da depreciação de 2008 das máquinas e equipamentos: a) $ 140. Em l 2de julho a fábrica recebeu uma grande encomenda que exigiu a produção em três tumos durante todo o segundo semestre.000.000. b) $ 210. Resposta: alternativa___ 15. d) $245. e) $ 200. d) $ 70. e) $250. qual setia o total anual da depreciação das máquinas e equipamentos? a) $ 140. Chieregato. b) $ 280.000.000. bem como as taxas aceitas pelo Imposto de Ren­ da.

como acréscimo ao valor do bem ou apropria­ dos ao Resultado do Exercício. d) Considerados como despesa financeira desde a data da contratação e da liberação. Sabendo-se que a empresa utiliza o método linear de depreciação e que a taxa de depreciação relativa às máquinas e equipamentos é de 10%.800 . A máqui­ na entrou em funcionamento no dia seguinte ao de sua chegada à empresa.Ativo Imobilizado . referente ao exercício encerrado em 31-12-2009 foi de: a) $ 2. De acordo com a NBC T 19. em 30-9-2009.1 . c) O valor pelo qual um ativo poderia ser negociado entre partes indepen­ dentes e interessadas. d) O custo de reposição estimado comparado com os valores de mercado. A Empresa Comercial Garcia & Souza adquiriu e recebeu. c) Capitalizados até o momento em que o bem estiver em condições de ope­ ração. os encargos financeiros sobre empréstimos e financiamentos obtidos de ter­ ceiros para construção do Ativo Imobilizado devem ser: a) Tratados.A definição do valor contábil do Ativo Imobilizado tangível prevista nas Nor­ mas Brasileiras de Contabilidade é: a) O valor de aquisição ou construção do Ativo Imobilizado ou o valor atri­ buído ou de mercado. mesmo após o bem se encontrar em operação. o valor da despesa de depreciação dessa máquina.Imobilizado e a Deliberação CVM na 193/96. b) O montante pelo qual o ativo está registrado na contabilidade. 18.Transpetro. em sua totali­ dade.Apuração e Contabilização do Custo de Aquisição e da Depreciação 201 16.000 b) $ 2.000. em reais. por $ 80. uma máquina para ser utilizada no seu escritório central. Resposta: alternativa___ Teste que constou em Concurso Público para Técnico de Contabilidade da Petrobras Transporte S/A .400 c) $ 2. b) Acrescidos ao valor do bem do ativo imobilizado tangível. líquido da respectiva depreciação acumulada e das provisões para perdas por redu­ ção ao valor recuperável. Resposta: alternativa___ 17. opcionalmente.

Sabendo-se que a sociedade adota a taxa de depredação linear de 10% ao ano. foi auferido na operação um ganho de capital de $: a) 5. uma máquina de seu Ativo Imobilizado por $ 49. Iguaçu alienou em 31-1-2006. lançada mensalmente.500.904.867. b) 4.500.202 Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira.000 e colocada imediatamente em funcionamento nas atividades operacionais da companhia.000. A Cia. Resposta: alternativa___ Teste que constou em Concurso Público para Auditor Fiscal da Prefeitura do Município de São Paulo. 19.200. e) $3. d) 5. A máquina havia sido adquirida em 1--10-2G01 por $ 77. c) 4. Perez Junior e Gomes d) $3. Resposta: alternativa .509.300. Chieregato. e) 6.

indenização compensatória de 40% sobre o saldo do FGTS. todos os custos e despesas da empresa com os funcionários. * os empregados estejam devidamente registrados no quadro funcional da empresa. são focalizados os procedimentos para contabilização da fo­ lha de pagamento e dos encargos sociais. vale-refeição. além de outras obrigações previdenciárias e tra­ balhistas previstas na legislação pertinente. férias remuneradas. Em adição aos salários propriamente ditos. o que implica emissão e arquivo da Folha de Pagamento individualizada e detalhada. incluindo os encargos so­ ciais.Foltía e Pagámen :0 — Critérios para Cálci p e Contjábilizaç:ão dos Encargos Sociais Provisõç? para Férias e 13“ Salário 9. além da tributária. para fins de apuração do lucro real ou tributável. Ressalta-se. que o fisco aceita como gastos dedutíveis. como 13. escrituração de livros ou fichas referentes ao controle do quadro de pessoal. contribuição para o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).salário. aviso prévio indenizado. recolhimento das guias dos encargos sociais. Alguns espe­ . repouso semanal remunerado. há inúmeros outros gastos que oneram a folha de pagamento.1 Considerações iniciais Neste Capítulo. obrigando-a a cumprir as demais exigências da Legislação Trabalhista. acréscimo do salário nas horas extras etc. de início. representados pelos encargos com as contribui­ ções sociais. valetransporte. desde que: ® esses custos e despesas sejam necessários às atividades da empresa.

1 Uma empresa de auditoria e consultoria publicou. São Paulo. as empresas têm gastos adicionais com os encargos sociais que são diversos e incidem sobre os salários. em todos os níveis e setores de atividades produtivas. com base em pesquisa na legislação atual. auxüio-matemidade. horas extras e outros benefícios. tendo em vista a com­ plexidade dos parâmetros adotados. Devido à importância desse trabalho. Durante o ano de 2000. p. o que exige rápida e profunda reformulação na Consolidação das Leis Trabalhistas. que acabam tomando-se mais compensadores para a obtenção da necessária lucratividade do que a contratação de mão de obra. reportamos suas conclusões nos Qua­ dros 9. entre outros.3. sem sombra de dúvidas. a complexidade das atu­ ais leis trabalhistas resulta na existência de grande quantidade de ações movidas pelos trabalhadores contra suas ex-empregadoras.204 Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira. haja vista o alto ní­ vel de desemprego. o resultado de uma série de encargos trabalhistas e tributos que oneram a folha de pagamento. robotização e uso intensivo da informáti­ ca.000 para a empresa.1 a 9. ou seja. 2001. em outubro de 2001. A quem interessam as leis trabalhistas. muito se discute acerca do custo no Brasil com a contratação da mão de obra. como auxílio-doença. 10 nov. 1. foram mais de dois milhões de ações trabalhistas. um funcionário com o salário mensal de $ 1. . Além de representar alto custo para os empresários. o que exige uma cara estru­ tura da Justiça do Trabalho para a solução de tais conflitos. na realidade. Esse assunto é altamente preocupante nos tempos atuais. a opção das empresas pelos altos níveis de investimentos em automação. Criados para a proteção dos trabalhadores. de acordo com alguns especialistas. Os pesquisadores ressaltam que não foram inclusos alguns itens.000 custa. datada de 1943. no mínimo. Perez Junior e Gomes cialistas estimam que a soma de todos os encargos trabalhistas representa pelo menos 100% do salário nominal. Chieregato.2 Encargos sociais das empresas Além da complexidade das leis trabalhistas. Além do salário propriamente dito. 1 FAGUNDES. 9. Um dos mais significativos componentes do chamado “custo Brasil” é. Carlos Eduardo Uchoa. consequentemente. da­ dos relativos à apuração do custo com encargos sociais sobre a mão de obra. Gazeta Mercantil. tais encargos acabam por desesti­ mular a contratação de operários e funcionários. Daí. $ 2.

_. •ò-... . . . . Observações: (1) O percentual de contribuição relativo ao seguro de acidentes do traba­ lho depende do grau de risco da atividade da empresa.3. como segue: Risco considerado leve 1% Risco considerado médio 2% Risco considerado grave 3% (2) Ver seção 9.. Fundo de Garantia do Tempo de Serviço.18... ‘ Total .Folha de Pagamento . 'N *- '///"’ -246 . . .' . j3S5&... . j 13Bsalário .. . Encargos sobre a mão de obra . ' . .. J /v~ >^ . Quadro 9..' Aviso p r é v i o ~ ' -- _ .77 9.. .2 Encargos trabalhistas incidentes sobre a mão de obra.1.....Sr.. “ .// Repouso Semanal Remunerado ~RSR/DSR‘ Férias ^ ^ „ ~ 1/3 sóbEe as fériasFenádos " ~'cV ~~ .03 ..1 Contribuições sociais incidentes sobre a folha de pagamento.83 V ' .. i . ' J j 10.* ' .Critérios para Cálculo e Contabilização dos Encargos Sociais 205 Quadro 9.. .r*i'.48.67 .

% ' \?jQuá<ír0i9}. aos funcioná­ rios. à alíquota de 10% sobre o montante de todos os de- . 4. os encargos sociais com o FGTS. Perez Junior e Gomes Quadro 9. p. Chieregato. Fundo de Garantia do Tempo de Serviço. nos casos de demissões sem justa-causa. MARANHÃO. Douglas Rogério. Luciana Marques. Essas duas novas contri­ buições sociais aumentaram. Boletim Fórum Empresarial: ASPR Auditoria e Consultoria. Quadro 9. em caso de despedida de em­ pregado sem justa causa. para as empresas. .3. sobre o saldo da conta vinculada do trabalhador demitido. Além dos recolhimentos mensais de 8% sobre a Folha de Pagamento. 9. ou a pagar.3 Fundo de garantia do tempo de serviço Além dos encargos já mencionados. Encargos sociais e o custo da mão de obra no Brasil.. 2001.3. O art. out. de 29 de junho de 2001.206 Manual de Contabilidade Tributária ♦ Oliveira. em guias específicas. Santo André.-v ' 0 ÊÊIÊÊÈÊÊÊSÊÊ SSÊÊÈÊʧ11# SSiiiSSiSS lililS g liil Fonte: CAMPANINI. IfflIggliS SlÉllIS? BiSBfi! (1) Ver seção 9. publicada no Diário Oficial da União. a partir de 29 de setembro de 2001. incide ainda uma multa de 40%. A Lei Complementar ne 110.4 Total geral dos encargos sociais.■■■ :■ . de 30 de junho de 2001. 8% da remuneração paga. as empresas têm que recolher mensal­ mente.3 FGTS na demissão sem justa causa e incidências cumulativas. l s da LC ne 110/01 prevê uma contribuição social devida pelos empre­ gadores. instituiu duas novas contribuições so­ ciais para o custeio do pagamento dos expurgos inflacionários sobre os saldos das contas vinculadas do FGTS mantidas no período de 12de dezembro de 1988 a 28 de fevereiro de 1989 e durante o mês de abril de 1990.

Desse percentual. 2Ôda LC prevê outra contribuição social devida peios em­ pregadores.5%. em relação aos empregados domésticos. Disponível em: < www. de acordo com o Quadro 9.5% da contribuição social destina-se ao custeio do pagamento dos mencionados expurgos inflacionários. em re­ lação aos empregados rurais. a partir de 12de outubro de 2001. ou seja. o empregador pagará. e será devido pelo prazo de 60 meses.Folha de Pagamento . . à alíquota de 0. por sua vez.br> .5%. enquanto o adicional de 0. Fonte: MINISTÉRIO DA PREVIDÊNCIA SOCIAL.1 Contribuição para a Previdência Social As empresas são obrigadas a descontar do empregado sua contribuição previdendária sobre o salário recebido. Acesso em: 23 set. 2008. durante a vigência do contrato de trabalho.5% sobre a remuneração mensal de cada trabalhador.5. e * as pessoas físicas. credita a conta de cada funcionário beneficiado pelo recolhimento.200 . Quadro 9. com faturamento anual de até R$ 1. * as pessoas físicas.4. Tabela válida a partir de l fi de março de 2008.000 . Estão isentos dessa contribuição social de 0. Por sua vez.000.5 Contribuição para a Previdência Social . continuando a recolher ape­ nas os 8% anteriores: ° as empresas inscritas no Simples. nos casos de demissões injustificadas.mpas.200. Isso significa que o encargo com o FGTS sobre a folha de salários passou a ser da ordem de 8.00. que. o art. com receita bruta inferior a R$ 1. referentes ao FGTS. um adicional de 50% incidente sobre o valor dos de­ pósitos de FGTS devidos durante todo o contrato de trabalho rescindido. 9.00 . além dos demais direitos trabalhistas.gov. Portanto.Critérios para Cálculo e Contabilização dos Encargos Sociais 207 pósitos devidos. uma multa de 40% ao empregado e uma contribuição social de 10% destinada ao custeio do pagamento dos mencionados expurgos inflacionários.4 Encargos sociais e tributos devidos pelos empregados 9.parte do empregado. 8% continuam a ser depositados na Caixa Econômica Federal.

Portanto. o Imposto de Renda Rendo na Fonte sobre os salários dos funcionários. de 1V1 a 31/12/2008 .para o INSS. ° Valor da contribuição paga no mês à Previdência Social e à entidade de Previdência Privada no Brasil. Rendimento do funcionário.92 " 27.4. Portanto.743.81 De 1 372. ° Pensão alimentícia judicial.br>. Chieregato.82 Acima de 2 743. Perez Junior e Gomes O empregador desconta dos funcionários e posteriormente repassa .receita. Quadro 9.208 Manual de Contabilidade Tributaria * Oliveira. no prazo fixado.99 dependente. A empresa desconta dos funcionários e posteriormente repassa .372. e • recolhimento do Imposto de Renda Retido na Fonte à Receita Federal. • R$ 137.ou re­ colhe . a empresa é apenas depositária temporariamente desse desconto.25 j ■ : Ê Ê Ê Ê $ Ê Ê Ít$ 205. e ° recolhimento das contribuições ao INSS.% isento Até 1 372. 2008. . em guia específica. 9.gov.2 Imposto de Renda Retido na Fonte Os empregadores são obrigados a descontar. • R$ 1. também.81 aposentadoria a quem já completou 65 anbs. Fonte: <wvw.fazenda. a empresa é a responsável pelo: • correto cálculo do valor a ser descontado.6. ela é a responsável pelo: • correto cálculo do valor a ser descontado. Acesso em: 23 set.6 Tabela do Imposto de Renda Retido na Fonte sobre os salános dos fun­ cionários.R$ Alíquota .25 Deduções: ■: Parcela a deduzir -:R$ ! .ou recolhe para a Receita Federal.82 até 2. a pessoa jurídica é apenas depositária temporariamente desse desconto. de acordo com o Quadro 9. no prazo fixado.5 548.

dentro dos prazos fixados pela legislação trabalhista e tributária. 8 os encargos sociais do mês de outubro foram recolhidos em novembro.Critérios para Cálculo e Contabilização dos Encargos Sociais 209 9. supõe-se que durante outubro não houve pagamento de férias e parcelas de 132salário. enquanto os salários e os encar­ gos dos demais setores .2 Premissas adotadas no exemplo São as seguintes as premissas: « trata-se de uma empresa industrial. financeiro etc.administração.devem ser contabilizados como despesas operacionais administrativas. 9.Folha de Pagamento .Portanto. . ° para simplificar. . os saldos remanes­ centes são pagos até o quinto dia útil do mês subsequente. vendas.5 Contabilização da folha de pagamento e dos encargos sociais Passa-se a exemplificar a contabilização da folha de salários de determinado mês .fábrica .devem ser contabilizados como custo da produção. • os salários do mês são pagos em duas parcelas.5. visto que são assuntos que serão tratados ainda neste capítulo.outubro. os salários e os encargos sociais do pessoal relacionado com a produção .e os correspondentes encargos sociais. por exemplo . É efetuado um adianta­ mento de 40% dos salários no dia 20 de cada mês.

::-'•.0ÒÒ .X ÍjÍ| .600 '.| ‘4: S B 8 8 I S j i S ü l l '■”. sòcial dosjèm- Ü ÍH í í W ê ê $ê $ íB H IR - <?^-QPQ. .' 27.í^. . .: 55.'•(•fçiòiiáftô^^^ Ilt lt lfl 21.: bre a :FplHa..-.. g) GontribmÇão:prévidenciaría .r . .v:I S S É B B '.çmttáesiá:. Perez Junior e Gomes Quadro 9. De&onto^ dà: çÓritóBuiçãò.’^SÈnGár^s0spciais :dá’.8% dé. .f) /sádò/^o .d..-: y'v.patronal so . S lflB S f lll ’ 2Ò.v. i3:9òb: .t)ooy •. .y.000.obiseryação n*5Cl) abaixo j-r-. r i o y e ^ b r o g :.J:4.220.: -v.••■.7 Resumo dafolha de pagamento do mês de outubro.210 Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira.dé.. ' .i8.i7.Tempo de . 7 ./i• '/.90b. e m . social .':•: ^ ' h) Encargos có^ .. visto que tanto a taxa de encargos.récoíltef para á preWdênciâ./:-Y•': • : .000 .25Q.120.i .. | | | | | lp ^rÍ>âução:| f2QÒ0p^: ^ B S B R :bj.:92:500> (1) Cálculos simplificados.J. Garáritia do . como a base de contribuição dependem de diversos fatores. Chieregato. 7'V: .sètlind:'i . . vv. .2 | 0 Íj i) Total á . : 'vaçap/n^Cl).-.000'.000' . v. yèr-..' ■ 100.

'J-Iíí 31 DE OUTUBRO .Critérios para Cálculo e Contabilização dos Encargos Sociais 211 9. /•. O T y o .é n ^ u iA ^ l lf t i l t o S l S S lilS lili Í S ^ -7JÍ0(Í:.5..Folha de Pagamento .PROVISIONAMENTO DA FOLHA E DOS ENCARGOS SOCIAIS Wm&:ÓOÚ({?: 'TyiSSióÒO-y E :E ^ 8 S W I S i S H i i j íí: Í£v'.. SlSSBlBIi H S lp S •••34Ò?75Õ'.2 Contabilização da fo lh a de pagamento 20 DE OUTUBRO .7íí.V SWfiilS S iliiliiW .ADIANTAMENTOS CONCEDIDOS POR CONTA DO SALÁRIO DO MÊS m m m ^ispQnibifâ^^ IIH8 Í8 I? USb-: '..Zv.v: 13.$p().

entre outros.212 Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira. .PAGAMENTOS DOS SALDOS DOS SALARIOS E RECOLHIMENTOS DOS ENCARGOS SOCIAIS gp|í$§lDfg w m sm :| Í8 ÍM lâ 9. por sua vez. supervisores. bem como os correspon­ dentes encargos sociais. tanto para as férias como para o 13ô salário. As férias normalmente são gozadas pelo funcionário a partir da data em que completar um ano no emprego ou são pagas por ocasião de sua demissão.. há necessidade da constituição mensal das provisões. a primeira por ocasião das férias ou em novembro ê a segunda parcela em dezembro. òs relacio­ nados com as férias e o 132 salário. devem ser registrados contabilmente como: • custo da produção. caso haja “saldo de férias” não gozadas. Os valoresjprovisionados para as férias e 13a salário.2 Observância dos princípios fundamentais de contabilidade A Legislação Trabalhista concede aos funcionários das empresas diversos be­ nefícios adicionais aos salários: Citam-se como exemplos. que serão agora objetos de estudo.6 Aspectos fiscais e contábeis para cálculo das provisões para férias e 13e salário 9.salário.6. para fins contábeis. Perez Junior e Gomes CONTABILIZAÇÃO EM NOVEMBRO . O 13. referente à mão de obra direta e indireta utilizada na fábrica. ou ° despesas operacionais. referentes ao pessoal dos Departamentos Admi­ nistrativos e Comerciais. Apesar de os desembolsos financeiros com tais benefícios ocorrerem em de­ terminados meses do ano. é pago em duas parcelas durante o ano. Chieregato. engenheiros etc. incluindo os gerentes.

quando recebem.000 ($ 40. para fazer face. que a pro­ dução média mensal foi de 5. provisões para férias e 13a salário. com o seguinte exemplo: Os 200 operários de uma indústria.000. mas os $ 480.000. para o 13fi salário. além do salário normal. .000 entre salários e encargos sociais. aós custos com as férias e 13s salário.000. dividido por 5.ou centros de custos .000. na hipótese da constituição mensal das referidas provisões. visto que os operários trabalharam.os custos e as despesas são registrados para cada um dos setores da organização. Quando dezembro chegar. trabalham de janeiro a novembro e saem de férias em dezembro.Folha de Pagamento .000. como demonstrado.000 para férias e outros $ 40. dessa maneira. $ 440. o 13salário a que têm direito. por exemplo. a aplicação dos princípios contábeis da compe­ tência de exercícios e da confrontação de receitas e custos. É fácil o entendimento desses aspectos contábeis. não haverá produção.Critérios para Cálculo e Contabilização dos Encargos Sociais 213 Nas empresas que possuem a Contabilidade por Departamentos .000 para o 13a salário) no período de janeiro a dezembro. no entanto.000 unidades. conclui-se que cada unidade teve um custo de $ 96 de mão de obra.000 mais 1/12 relativos às férias e mais 1/12 relativos ao 13Qsalário. teremos as seguintes distorções na apuração dos custos de produção e. Supondo. ou seja. produziram determina­ da quantidade de produtos acabados.000 por 5.000 x 11 meses. obtém-se o custo uni­ tário de $ 112 médio mensal. o custo mensal com a mão de obra não é somente $ 480. A contabilidade deve orientar o responsável pela elaboração da folha de pa­ gamento. As justificativas técnicas para a constituição mensal de tais provisões podem calcar-se na observância dos princípíos fundamentais de contabilidade da compe­ tência de exercícios e na confrontação das receitas e despesas. ou seja. na apu­ ração dos custos de mercadorias vendidas e nos resultados mensais: « nos meses de janeiro a novembro. mês a mês. já que cada mês transcorrido deu direito aos funcionários aos benefícios de mais 1/12 de férias e de 1/12 do 13s salário.000 unidades. consequentemente. o que somaria $ 560. ou seja. o total mensal da folha. Se a folha de pagamento não constituir.000 serão para férias e $ 440. Refazendo o cálculo do custo da mão de obra para cada unidade produzida. e. $ 480. mas também não haverá contabilização de custos com a mão de obra.000 unidades. $ 80. consequentemente. Observa-se. devido à existência de provisões no total de $ 880. na valorização dos estoques de produtos acabados. ou seja. $ 560. a constituir mensalmente a provisão de $ 80. 3 esse cálculo. cuja folha de pagamento mensal totaliza $ 480. houve a produção normal. pois os operários estarão de férias. não está correto. contabilmente falando.

® o limite do saldo da provisão será determinado com base na remunera­ ção mensal do empregado e no número de dias de férias a que já tiver direito na época do balanço. Com relação à provisão para férias.7 Procedimentos para cálculos da provisão para férias O montante da provisão é apurado tomando como base de cálculo: • a remuneração mensal do empregado.214 Manual de Contabilidade Tributária ♦ Oliveira.6. na forma do inciso XVII. atualizada para o mês de encer­ ramento do período-base. em cada exercício social. incluindo o acréscimo de um terço do salário. 9. • as importâncias pagas serão debitadas a provisão. inclusive os encargos sociais incidentes sobre os valores provisionados. importância destinada a constituir provisão para pa­ gamento de remuneração correspondente a férias de seus empregados. do art. normais e proporcionais.2 Dedutibilidade fiscal das provisões O fisco concorda com o entendimento anteriormente exposto e aceita tais provisões como dedutíveis para fins de apuração do lucro tributável. e . 9.6. Perez Junior e Gomes 9. a legislação tributária aceita como dedutível o provisionamento também dos encargos sociais sobre as férias cujo ônus couber à empresa.3 Inclusão dos encargos sociais Além da provisão relativa ao valor do salário. a legislação do Imposto de Renda men­ ciona que: 0 o contribuinte poderá deduzir como custo ou despesa operacional. até o limite do valor provisionado. adquiridas até a época do balanço. e ° as empresas podem provisionar as importâncias destinadas ao pagamen­ to de férias. cujo ônus cabe ao empregador. Chieregato. 79} da Constituição Federal.

funcionário por funcionário. a empresa poderá constituir.12 dias corridos mais de 32 faltas . em papel ou na memória do computador. A contagem de dias de férias a que já tem direito o empregado na data de encerramento no período-base será efetuada do seguinte modo: a) nos casos de períodos completados .Folha de Pagamento . Nessa data.após cada período de 12 meses de vigência do contrato de trabalho . ou seja. ou seja. a provisão para pagamento de férias proporcionais.perde o direito às férias b) período incompleto . Os atuais softwares são desenvolvidos com programas direcionados ao Departamento de Pessoal . na data de encerramento do períodobase. em razão dos aspectos confidenciais dos salários e das demais informações do pessoal. incluindo os encargos sociais. que elabora tal demonstrativo.18 dias corridos de 24 a 32 faltas . referente ao período aquisitivo de 10-2-X0 a 9-2-X1 mais o direito propor­ cional ao período de 10-2-X1 a 31-12-X1.após 12 meses de vigência do contrato de traba­ lho. Isso quer dizer que. para atender ao fisco. mais 11/12 de férias. O nú­ mero de dias de férias do empregado é regulado pela legislação trabalhis­ ta e deve incluir.ou de Recursos Humanos -. o funcionário teria direito a um mês completo de férias. A legislação tributária exige a existência dessa relação pormenorizada na data da apuração do lucro real. férias de período incompleto. Para fe­ . para cada funcionário. proporcionalmente.24 dias corridos de 15 a 23 faltas . todo o período aquisitivo. data de encerramento das demons­ trações contábeis. que detalha os períodos aquisitivos e o valor da pro­ visão. Entende-se por período aquisitivo o tempo de trabalho para completar um ano. as empresas nor­ malmente têm em seus sistemas de folha de pagamento uma relação analítica. pelo prazo mínimo de cinco anos.o empregado terá direito a férias na seguinte proporção: até 5 faltas no período aquisitivo .30 dias corridos de 6 a 14 faltas . mesmo que o funcionário ainda não tenha um ano de emprego na empresa. Para fins de comprovações das fiscalizações e auditorias. a empresa precisa preparar tal relação apenas para 31-12 de cada ano.Critérios para Cálculo e Contabilização dos Encargos Sociais 215 ° o número de dias de férias a que já tiver direito na data do balanço. Como todos os demais documentos contábeis. o demonstrativo deve ser devidamente arquivado. Suponha um funcionário admitido em 10-2-X0 que nunca faltou ao trabalho e não tenha gozado as férias até 31-12-X1.

para facilitar a demonstração dos cálculos. incluindo os encargos sociais. visto não ter implicações tributárias. a estimativa deve ser a mais próxima possível da realidade. se a empresa tiver 2. As médias e grandes empresas utilizam-se de programas de software para a elaboração de tais cálculos e da posterior emissão das listagens pormenorizadas. seguem-se exemplos práticos. Os exemplos mencionam apenas cinco funcionários. assim como para o custeio da produção. departamento por departamento. Evidentemente.8 Exemplos práticos e contabilização da provisão para férias 9. . No entanto. Perez Junior e Gomes chamento dos demais meses. em 31-12 de cada ano. Isso quer dizer que. essa estimativa deve ser ajustada para os valores corretos e discriminados para cada funcionário. assim como os resultados mensais. Chieregato. tais cálculos devem ser efetuados individu­ almente para todos os funcionários.2 16 M a n u a l de C o n ta b ilid a d e T rib u tá ria • Oliveira.8.1 Apuração do valor da provisão Para facilitar o entendimento do cálculo do valor da provisão. para não distorcer os custos de produção de cada mês. deve ser efetuado o cálculo analítico para cada um dos 2. 9. três da fábrica e dois da administração. na vida prática. a empresa pode basear-se em estimativas.200 funcionários. Evidentemente. bem como da contabilização.200.

*1 ^ “ . 14-3-X4 ~ Clara Sousa „ M aiim - r~ 1._ 2~ . ..~itíin diu-ato de férias. e. 20 áqmsitivÓ^ ’ " J_ .800 50.r r~~.400 ' 150 i J l \ i 1. 3.8 Informações disponíveis para cálculo da provisão para férias em 3112-X8. .'7 1' - dividido por 12 x número de mesés proporcionais - Valor total das' férias (a) mais 0?) ’ 1.1-X8 a ■ 20-5-X8 ã 16-8-X8 a 2 6 -ll-X 8 a 31-12-X8 -31-Í2-X8 31-12-X8 '31-12-X8 31-12-X8 " v*-] z” " “ .500 20-5 “X8 .í 8/. . . Cálculo das férias proporciò>.Folha de Pagamento .X 8 .V 18 .5-1-X1 . g | § ft| tÍÉ _ ' nais-até 31-12-X8 1 ’ " 900 __ .16-8-X8 25-1-1-X8 31-Í2-X& 1 • . 30 . .1. ^*• ^ - ' . :Ppr mê s .1 2 .■ . supondo que é a primeira vez que tal provisão será constituída pela empresa. “período período. Mesés proporcionais de" férias t ip lilfl Período proporcional ■10-. ■.".350 \ . ' Patilo Pedro Silva Salário 3 1 .! vencido "é-ainda não gozado'até' 14-3 X8 ■nenhum.000 .■i Número de faltas no períodoJ / _" s ‘ . ate 31-12-X8 C2)_ ' 12 \ ' . _ 960■■ ■ .Critérios para Cálculo e Contabilização dos Encargos Sociais 217 Quadro 9." V ..- - '{ ■- Período aquisitivo de -férias já lfr-3=X7 a Nãò tem -Não'tem 16-8-X7-a 25-11-X7 a .>900 ~ -^ .: J ’> . 9 õo -40 .- 20 Í6-8-X7 60 - - ’3 •4 í -25-11-X2 } C ■a) ^Cálculo _das férias vencidas .950 j ' 3.800 4 rj »v^ / ~ *" - ' .■ ..Pordia . .- ^ ' - j '-1 '15-3-X8 -a ■6-.nenhúm \ ..- ”V -í ' 1. ^ Valor da provisão para as-fériasv e n c i d a s ^ ' fc ~ il 30 í J I / -' ’ .m-decor­ XV .. Funcionários da administração _ Funcionários d á produção N om e do funcionário .■1 vendido" vencidoi * -:Ci)l : { D .1 -J rência do mímero de faltas no IÉÉ|t§ig§lS -•í xl período aquisitivo’ " ' ~ 24 Numero'de dias de férias x Valòr do’ salário pór dia - - • .210 ‘ 350 ■350 900 > 500 " . .até 3Í-12-X8 d .200' #i r. . ' Número de dias^coixidpVá que-. - ■.1. Líza I Dias Luís -600. b).1.960- tração -V : 4 ® p m ii Valor da provisão-pára as férias proporcionais = salário mensal Total da produção e da adminis­ - 1. ' ‘ r .J~ ' fl Data de admissão na empresa José 7. .

■’ ■' ■ ‘ ’■ ÍÀ98. não tem direito a.-.218 Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira.. :íidministrarão ■.• ••6. . Perez Junior e Gomes Observações: (1) Não tem nenhum período vencido: significa que as férias vencidas fo­ ram gozadas até a data do encerramento do Balanço.- ■■:i-. = . Senai.. .Sebrae. Se a admissão ocorreu depois do dia 15.■■■ i . produção . •• v. .Q7S - (1) Esse percentual está arredondado e estimado para efeito de exemplo.2 Acréscimos dos encargos sociais Aos valores obtidos acrescentam-se os encargos sociais. Senac. ou que o funcionário ainda não completou um ano de empresa. Para facilitar os cálculos. para efeitos contábeis. mês da admissão. 31-12-X8. (2) Se a admissão ocorreu até o dia 15 de cada mês. como exemplificado a seguir: Quadro 9. não estão sendo conside­ radas possíveis faltas dos funcionários durante o período proporcional das férias. ■■. 9..com terceiros ..9 Acréscimos dos encargos sociais.? ^ 2 * . Também o per­ centual de contribuições para terceiros pode variar de acordo com di­ versos fatores.070. v-A-. O percentual do encargo social para o seguro de acidente do trabalho varia de acordo com o grau de risco de cada atividade. " . tais como convênios mantidos . Chieregato. ■ ^ 4 2 /. Incra. 1/12 do .} ' . o funcionário tem direito a mais 1/12 de férias. Governo etc. considerou-se que.Pessoal da . : .8. .-: ■■ ^KiíOv) " " \ .Pessoai da.

que contam com um bom sistema contábil. há necessidade da provisão mensal para férias. é importante ressaltar que as empresas mais organizadas.> Üt§IIÜ®Ü b) PESSOAL DA ADMINISTRAÇÃO ■■■■■*'■j. A provisão mensal é necessária para atender de fato ao princípio contábil da competência de exercícios.28Q7.Folha de Pagamento . Também para a correta apuração dos custos de produção em cada mês. por ocasião do encerramento das demonstrações contábeis. . mensal. devem efetuar a provisão para férias no final de cada mês.*1 !® iip sls!!iiftra A?í<J liit iiili silíÉllipil® ^ S f l ' ' v'': '0Êp^^vWMfíM :^ M nc0m íÊ 6^éãs'0^êÒ §ieW i^^S^B ^0M 188811118 Finalizando.3 Contabilização da provisão para férias a) PESSOAL DA PRODUÇÃO ilfiUlil ÉlüSiii S ü ^ iiS IÜ MBÈSm MmMMÊSê |gf.. no caso.8.Critérios para Cálculo e Contabilização dos Encargos Sociais 219 9. e não somente no final do ano.

O “regime de caixa” é também adotado no que diz respeito aos encargos sociais respectivos. acrescidos dos encargos sociais. tendo pago o seguinte valor: Salário $ 1. mediante constituição de Provi­ são. o que é inadequado. Em outras palavras. basta o devido ajuste no final de cada mês.220 Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira. sem considerar os descontos dos encargos sociais $ 1. Entretanto.8..6go WíJÊMIÊÈÊÈÊ&ÊÊÊÊêSÊÊÊÈÊÊÊffÈÈÊÊS j D i s p j o h i b i l )^ Ç ork ardói. o Ibracon ressalta que tais procedimentos contábeis são incorre­ tos. Afirma que é fato indiscutí­ vel que a grande maioria das empresas reconhece contabilmente as férias como custo ou despesa tão somente por ocasião de seu efetivo pagamento. O Pronunciamento na 10 do Ibracon comenta os aspectos relacionados com a contabilização do custo das férias de assalariados.200 Adicional de 1/3 $ Total pago. Perez Junior e Gomes Para as empresas que constituem normalmente a provisão para férias todos os meses.T ‘èn. Como conclusão de seu Pronunciamento. . 9. o saldo acumulado da provisão deve ser ajustado em decorrência da apuração de um novo valor da provisão. como já ressaltado.9 Pronunciamento do Ibracon . efetuando os devidos ajustes. classificável no Passivo Circulante. Chieregato. uma vez que nos custos e/ou despesas de cada período não é considerado o valor das férias dos empregados assalariados. para o Ibracon: • o valor correspondente a férias deve ser reconhecido contabilmente como custo e/ou despesa mensalmente.600 i 400 .íe' ■' '■ 9.4 Contabilização da baixa da provisão pela concessão e pagamento das férias Suponha que em fevereiro de X9 a empresa concedeu férias para um funcio­ nário.

Para simplificar. se o funcionário solicitar em tempo. ° a segunda parcela em dezembro. de maneira correta durante os diversos meses. Portanto. Como já mencionado anteriormente. constituiu. se as parcelas são pagas durante o ano. pela primeira vez. apropriação das despesas e dos custos de produção. o 132 salário é pago em duas parcelas durante o ano: ° a primeira por õcásião das férias. por ocasião do encerramento das demonstrações contábeis. principalmente. 9. deve-se provisionar o valor correspondente a 1/12 do salário atualizado.10 Procedimentos para cálculos da provisão para 13" salário A constituição contábil da provisão para 132 salário consiste em registrar como custos de produção ou despesas do mês o valor correspondente ao tempo trabalhado pelos empregados . De acordo com a legislação trabalhista.Folha de Pagamento . a fração igual ou superior a 15 dias de trabalho será consi­ derada como mês integral. . o saldo da provisão deve estar zerado. ou seja. para atender ao princípio da compe­ tência de exercício e. Exemplificando: O contador da Empresa Alfa Ltda.que será pago nas épocas apropriadas. a constituição mensal de Provisão para Encargos Sociais. também a provisão para o 139 salário deve ser constituída ao final de cada mês. ® para cada mês trabalhado. imagina-se o caso de cinco fun­ cionários que ainda não haviam recebido nenhuma das parcelas até a menciona­ da data. ou em novembro. a provisão para 13e salário.Critérios para Cálculo e Contabilização dos Encargos Sociais 221 ° procedimento técnico semelhante deve ser adotado para os encargos sociais incidentes sobre férias. 0 o número de meses trabalhados no ano. com raras exceções. em 31-10-X8. Assim como a provisão para férias. evidentemente. como apresentado no Quadro 9. em 31-12 de cada ano. também classificável no Passivo Circulante.cujos direitos já estão adquiridos . O montante da provisão mensal é apurado tomando como base de cálculo: ° a remuneração mensal atualizada do empregado.10.

10 Demonstrativo do cálculo da provisão para 13 asalário. ^pèssp^ydà'^ •-''■ -í £ “ y^adm^^açãò . funcionário por funcionário. •Moura1.11 Acréscimos dos encargos sociais.200Í. Quadro 9.ou de Recursos Humanos . a empre­ sa deve elaborar uma relação analítica.^5 <rô 15r3-9W ^Cb?-97 17-B-98.^rNV.V.222 Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira.:.que elabora tal demonstrativo. acrescentam-se os encargos sociais. 25vjlv9i6 C a r lo s B u rt ilifl M a la n §i. Acréscimos dos encargos sociais: Aos valores obtidos. é o Departamento de Pessoal . como exemplificado no Quadro 9. induindo os encargos sociais. í©é|)^ameín^S iv V:>v-prodÜ^Ôí'vj : Jpsé i SÍales •1. para cada fundonário. liiifM lil IlSIfBSlM m m sm WSÊÊÊSBM S ü iiiü m m m m Jif. Normalmente.020 :D^:dg-àdniM^ . O percentual do encargo social para o seguro de acidente do trabalho varia de acordo com o grau de risco de cada atividade. por causa dos aspectos confidenciais dos salários e demais informações do pessoal. Também o per- . 14-2-94 -ÍQ:-y à d rm iiis è a tív o ( ^^Jdãb^. : i o .S . Perez Junior e Gomes Quadro 9. C a rlo s j i | MBBC®l íi. detalhando os meses trabalhados e o valor da provisão. - ::§âÍ^^!mênsS Iffircíêrc^ Para fins de controles e comprovações às fiscalizações e auditorias. ■■ . Chieregato. .VVi-' J--V (1) Esse percentual está arredondado e estimado pára efeito de exemplo.11.

a contabili­ zação da provisão seria feita da seguinte maneira: a) Pessoal da produção SlIllilSS ü^SüS®i l(llfÉfÉlll £^?.11.salário Com base nos valores apurados e demonstrados no Quadro 9.?íWy b) Pessoal da administração E importante destacar.Folha de Pagamento . tais como convênios mantidos com terceiros . salário-educação etc.11 Contabilização da provisão para 13. Incra.Sebrae.Critérios para Cálculo e Contabilização dos Encargos Sociais 223 centual de contribuições para terceiros pode variar de acordo com di­ versos fatores. Senai.í--õvtetmi ÉfíllfllSÉiMii ites <-vs-: fc MfilflifeSS SISSlll 2 *£•*.teS’#. ainda. Senac. os seguintes aspectos: . 9.

Bancos Gonia-Cwrrcnte .::.rE-. ' . referente à segunda parcela. Chieregato. por ocasião do pagamento definitivo do 13fi salário devido no ano Supondo as seguintes informações com relação ao 132 salário do pessoal administrativo: a) em dezembro de X8 foi pago o .. os funcionários tiveram aumento salarial. O pagamento dessa primeira parcela deve ser contabi­ lizado como se fosse um adiantamento da empresa para o funcionário. : - f:-' -■ ■ V:-. o que explica o va­ lor superior em relação à primeira parcela. a contabilização em dezembro seria: . supondo o pagamento de $ 500 de 139salário em abril de X8: atívó :.224 Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira. em 30-11-X8.valor de $ 1. em 30-11-X8.• '/ •" V .1 Dispombilidades f. ou até 20 de novembro. c) o saldo da conta adiantamentos a funcionários. . Com base nos dados.ciRcuLÁiNí. ou por ocasião de sua demissão. era de $ 900. a primeira parcela do 13a salário pode ser paga por ocasião das férias do funcionário. era de $ 1.- 2e) Contabilização em dezembro. por conta da folha definitiva a ser elaborada em dezembro de cada ano.000. Em dezembro. Portanto. se ele solicitar. 7 ^ : .. referente à primeira parcela já paga até 30-11-X8. / . =. b) o saldo da provisão para l3 9 salário. Perez Junior e Gomes l s) Contabilização das parcelas pagas no período de janeiro a novembro Como já mencionado.700.

são “zerados” no final do ano. Resposta: alternativa___ . A empresa elaborou a folha de pagamento de pessoal da área administrativa com salários no montante de $ 30. em dezembro contabilizaram-se mais $ 200 como despesas administrativas. c) Sim. recebeu a informação de que esses funcionários ha­ viam tido um número excessivo de faltas e que. pois as faltas injustificadas ao trabalho devem ser descontadas do período das férias. os saldos das contas Adian­ tamentos a Funcionários e Provisão para Férias.00 b) Despesas com Previdência a Contribuições a Recolher $ 6. não tinham direito a férias. Testes 1. pois as faltas injustificadas ao trabalho devem ser apenas desconta­ das no salário do empregado.00.Critérios para Cálculo e Contabilização dos Encargos Sociais 225 Dessa maneira. quando estava encerrando as demonstrações contábeis do exercício de 2007. d) Não. pois as faltas injustificadas ao trabalho afetam a gradação alusiva ao período dasférias. refletirão nas perdas das férias. por causa do “acerto final de contas”. b) Sim. se as faltas injustificadas ao trabalho não tiverem sido descon­ tadas no salário.900. É de 34% a alíquota total da Pre­ vidência. por isso. Consultando o Departamento Pessoal.900. Como conseqüência.000.000. O Contador da Empresa Gama. não repercutindo nas férias. então.700.300. pois as faltas injustificadas ao trabalho são irrelevantes para efeito de férias. que alguns funcionários não constavam da lista. e) Não. pois.200. sendo 11% da parte dos empregados e 23% da parte patronal. e havia sido con­ tabilizada uma provisão no valor de $ 1.Folha de Pagamento .00 c) Despesas com Previdência a Contribuições a Recolher $ 10. A resposta do Departamento Pessoal está correta? a) Sim. recebeu do Departamento Pessoal uma rela­ ção contendo os valores que deveria provisionar sobre férias dos empregados. Notou.00 Resposta: alternativa___ 2. A contabilização dos encargos da empresa com a Previdência é: a) Despesas com Salários a Contribuições a Recolher $ 3. A despesa com o 139 salário no ano totalizou $ 1.00 d) Despesas com Salários a Contribuições a Recolher $ 30.

visto que não terá nenhum funcionário com férias vencidas e não pagas. pois observa. data do encerramento das demonstrações contábeis. entre outros. Esta afirmação: a) está correta. pois inobserva o Princípio da Materialidade. o Princípio da Oportunidade. Resposta: alternativa___ 5. a pârtír do mês do efetivo usufruto das férias por parte do funcionário. Resposta: altemativâ___ . sempre que surge um passivo. quando de sua demissão. b) O fundo de garantia do tempo de serviço dos funcionários administra­ tivos não deve ser contabilizado como despesas da empresa. só há o surgimento da obrigação. b) está incorreta. Um empregado admitido em 20-3-2007 e demitido em\14-7 do mesmo ano. visto que o valor depositado será revertido para os trabalhadores. e) Uma empresa que tenha iniciado suas atividades em 20 de fevereiro de 2007 não precisará constituir a provisão para férias em 31 de dezembro. a adoção do maior valor para o registro. d) As empresas devem recolher a contribuição social para a previdência so­ cial descontada dos funcionários. c) está correta. entre outros. que determina. pois inobserva. c) 4/12 avosde132 salárioe 5/12 avos de férias proporcionais. Assinale a alternativa correta: a) O Imposto de Renda retido na fonte dos funcionários da produção deve ser contabilizado como custo de produção no mês de competência. Resposta: alternativa___ 4. na rescisão.. assim como a contribuição social para a previdência social devida pelo empregador. com aviso prévio indenizado. d) 5/12 avosde132 salárioe 4/12 avos de férias proporcionais. c) O Imposto de Renda retido na fonte dos funcionários da administração deve ser contabilizado como despesa. a quantos avos fará jus esse empregado. o Princípio da Competência no que diz respeito à inclusão na apuração do resultado do período da ocorrência. pois observa o Princípio da Prudência. correspondente a 132 salário e férias proporcionais? a) 4/12 avosde13° salárioe 4/12 avos de férias proporcionais. Perez Junior e Gomes 3. b) 5/12 avosde132 salárioe 5/12 avos de férias proporcionais. d) está incorreta.226 Manual de Contabilidade Tributária ♦ Oliveira. com base na seguinte justificati­ va: Em realidade. Chieregato. no mês em que os salários forem pagos. Determinada empresa costuma contabilizar as férias de seus funcionários so­ mente no período de seu efetivo pagamento.

d) o Ibracon considera correto o procedimento de reconhecer contabilmente os custos e despesas com as férias e 13. devidas e não pagas. Assinale as alternativas corretas: a) uma empresa que apurar prejuízo em determinado período contábil não poderá constituir a provisão para férias e 13a salário. e) o desembolso com adiantamento a empregado implica um registro a dé­ bito da conta de adiantamentos a empregados e a crédito de uma das contas das disponibilidades. Resposta: alternativas______ . especificando as parcelas de salários. descontos relativos aos encargos sociais. c) o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) do pessoal que desen­ volve tarefas na área de administração geral deve ser contabilizado como despesa operacional. c) a legislação tributária aceita como dedutível o provisionamento dos en­ cargos sociais. impostos e demais descontos incidentes sobre os proventos dos empregados. depois de deduzidos os encargos sociais. b) o valor das contribuições para a previdência social descontadas dos fun­ cionários da fábrica deve ser contabilizado como custo da produção.Folha de Pagamento . Resposta: alternativas______ 7. A folha de pagamentos de uma empresa resume os valores financeiros de to­ dos os empregados. ou seja. devidos pelas empresas. julgue os itens a seguir e assinale as alternativas corretas: a) as despesas/custos de salários de uma empresa são representados pelos valores líquidos desembolsados. Relativamente a esse assunto. Imposto de Renda. b) as contribuições previdenciárias a recolher compreendem as parcelas da empresa e dos empregados. A contabi­ lização da folha de pagamentos segue as mesmas normas básicas aplicáveis aos fatos contábeis em geral.salário somente por ocasião do pagamento desses benefícios aos funcionários. incidentes sobre as férias dos fun­ cionários. devem ser demonstradas no passivo circu­ lante como saldo devedor. adiantamentos e outros. e) a provisão para férias deve ser classificada no Passivo Circulante. d) as contribuições previdenciárias a recolher e o FGTS a recolher são parce­ las que.Critérios para Cálculo e Contabilização dos Encargos Sociais 227 Teste que constou do Concurso Público para Auditor Fiscal da Previdência Social 6.

a provi­ são para férias em 31 de dezembro de 2007.000.500. c) $ 4. Chieregato.400 Data de admissão na empresa 10-2-2002 5-5-2000 16-6-2007 Período aquisitivo de férias já vencido e ainda não gozado até 31-12-2007 10-2-2005 a 9-2-2006 5-5-2005 a 4-5-2006 Salário mensal em 31-12-2007 —$ O valor provisionado para férias.900. d) $ 5. antes dos acréscimos dos encargos sociais. calculou e contabilizou. foi de: a) $4. O contador da Elfa Ltda. b) $6. que não faltaram no período aquisitivo): Pedro Pedra Paulo Pala Dulce Salgado 840 1.500. Perez Junior e Gomes 8. Resposta: alternativa___ .320 2. pela primeira vez.010.228 Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira. com base no demonstrativo a seguir (só havia 3 funcionários. e) $ 5.

10. Para estar sujeita à tributação pelo Imposto de Renda. mercantis. . passíveis de serem transformados ou convertidos de imediato em numerário. Por disponibilidade econômica ou jurídica pode-se entender. rendimentos e ganhos forem auferidos. de competência da União. o fundamento ou hipótese . Contabilmente falando.10. a obtenção de um conjunto de bens. além dos acrésci­ mos patrimoniais decorrentes de ganhos de capital e outras receitas não opera­ cionais. em relação às pessoas jurídicas. valores e/ou títulos por uma pessoa física ou jurídica.1 Fato gerador e conceito de renda e proventos O Imposto de Renda é um tributo direto. a ocorrência do fato gerador dá-se pela obtenção de resultados positivos (lucros) em suas operações industriais. do trabalho ou da combinação de ambos) e de proventos de qualquer natureza (acréscimos patri­ moniais) . a dispo­ nibilidade deve ser efetivamente adquirida.1. não se cogitando sua incidência se houver apenas a potencialidade de se adquirirem tais disponibilidades.1 Fato gerador De acordo com o Código Tributário Nacional.da incidência do Imposto sobre a Renda é a aquisição da disponi­ bilidade econômica ou jurídica de renda (produto do capital. 43. de maneira re­ sumida. comerciais e de prestação de serviços. em seu art. O imposto será devido à medida que os lucros.

presumido ou arbitrado. 15. deve ser entendida em seu amplo sentido. para tributação das pessoas jurídicas. que abrange os proventos. lucro presumido e lucro arbitrado 10. Nilton Latorraca.'71 10. quando se constata um acréscimo patrimonial. entre as duas primeiras figuras de lucro. compreende: ° o produto do capital. Utilizando a obra do saudoso tributarista Dr. do trabalho ou da combinação de ambos. das rendas e proventos tributá­ veis.1. 2000. isto é. 10. exclusões e compensações autorizadas pela legislação do Imposto de Renda. Em decorrência.2 Conceito de lucro real (base real) É o lucro líquido do período apurado na escrituração comercial. e • lucro arbitrado. 0 lucro presumido. A legislação não define as expressões lucro real. Direito tributário: imposto de renda das empresas. bem como as alternativas de opções.2 Conceito de renda e proventos Renda. Assim. Nilton. Chieregato. Limita-se a normatizar quando e como utilizar um ou outro. lucro presumido e lucro arbi­ trado. ed. surgiram os conceitos de: 0 lucro real. Perez Junior e Gomes 10. ajustado pelas adições.2 Lucro real. a obrigação tributária surge quando a pessoa jurídica adquire disponibilidade jurídica ou econômica de renda. denomina­ do lucro contábil. abrangendo a renda propriamente dita e os proventos. aprende-se que: “O conceito de renda. p.2.230 Manual de Contabilidade Tributária ♦ Oliveira.1 Modalidades de tributação dos resultados das pessoas jurídicas O art. 44 do Código Tributário Nacional dispõe que a base de cálculo do im­ posto é o montante real. Essas são as três modalidades de tributação atualmente existentes para cálcu­ lo dos tributos de Imposto de Renda e contribuição social devidos pèlas pessoas jurídicas sobre os lucros obtidos em determinado período. para efeitos tributários.2. Os ajustes do lucro líquido do período de 1 LATORRACA. 149. São Paulo: Adas. e • os acréscimos patrimoniais não compreendidos no item anterior. .

4 Conceito de lucro arbitrado E um recurso utilizado pelas autoridades fiscais. o" lucro arbitrado é utilizado pela autoridade tributária para determinação da base de cálculo do Imposto de Renda e da contribuição social devidos pelo contribuinte. Também pode ser utilizado pelo fisco nos casos em que o contribuinte se recusar ou dificultar o acesso da autoridade fiscal à documentação comprobatória das atividades. quase sempre como última alternativa.Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas 231 apuração e a demonstração da apuração do lucro real devem ser transcritos no Livro de Apuração do Lucro Real (Lalur). devido à falta ou insuficiência de elementos concretos que permitam a identificação ou verificação da base de cálculo utilizada na tributação pelo lucro real ou presumido. que só deve ser aplicado quando houver ausência absoluta de con­ fiança na escrituração contábil do contribuinte. / -Resultádo dasEmpresas. . 10. como será visto com mais detalhes ainda neste capítulo. restrita aos contribuintes que não es­ tão obrigados ao regime de apuração de tributação com base no lucro real..2. quando a pessoa jurídica deixar de cumprir as obrigações acessórias relativas à determinação do lucro real ou presumido ou se recusar a fornecer os livros e documentos contábeis e fiscais solicitados em um processo de fiscalização. Figura 10.3 Conceito de lucro presumido É uma forma simplificada de apuração da base de cálculo dos tributos com o Imposto de Renda e da contribuição social.1 Modalidades atuais de tributação das pessoas jurídicas. Regime de apuração ítegime de pagamento Fonte: Deloitte Tcmehe Tohmatsu Auditores Independentes. que será estudado em futuro capítulo.2. 10. Em outras palavras.

com base na completa escrituração contábil físcal. o que compreende a adoção de um conjunto de procedimentos corriqueiros no ambiente profissional do contabilista. A legislação.veja capítulos específicos sobre tais livros. a palavra real é usada pelo Código Tributário Nacional em oposição aos termos presumido e ar­ bitrado. de 1976. que é uma alterna­ tiva de tributação opcional para algumas pessoas jurídicas. . direitos e obrigações e o conceito de lucro líquido do exercício. pode-se concluir que o lucro real é aquele. d) escrituração de um conjunto de livros fiscais e contábeis. ou seja. realmente apurado pela contabilidade. c) completa escrituração contábil e fiscal. O lucro real é apurado com base na escrituração mercantil das organizações. Por conseguinte. òs critérios de avaliação dos bens. para a completa escrituração das atividades e posterior apuração do lucro real. em sua obra anteriormente citada. como será mais bem estudado nos tópicos seguintes. incluindo o Registro de Inventário e o Lalur . Os diversos tributaristas consultados são unânimes em afirmar que a legisla­ ção brasileira tradicionalmente consagrou o fato de que o lucro real ingressa no mundo jurídico por intermédio dos elementos informativos contidos na escritura­ ção contábil e nas demonstrações financeiras. Essa lei incorporou ao mundo jurídico as normas e os princípios fundamentais de contabilidade. b) constituição das provisões necessárias. Contabilmente falando. que é a base para cálculo dos tributos como o Imposto de Renda e contribuição social sobre o lucro das empresas que não podem optar pelo lucro presumido. o que não é presumido ou arbitrado. com o principal objetivo de exprimir o que existe de fato.404. com a estrita e rigorosa observância dos princípios fundamentais de contabilida­ de e demais normas fiscais e comerciais. entende-se que a apuração do lucro real envolve maior complexidade na execução das rotinas contábeis e tributárias. como será visto posteriormente. e) preparação das demonstrações contábeis etc. Verdadeiro no sentido do que é conven­ cional ou no sentido do que é aceito para todos os fins e efeitos de direito. visou facilitar as rotinas burocráticas e adminis­ trativas de algumas organizações. ao introduzir a figura do lucro presumido. Chieregato. verdadeiro. Perez Junior e Gomes 10.3 Lucro real Para Nilton Latorraca. como segue: a) rigorosa observância dos princípios fundamentais de contabilidade. geralmente algumas empresas de menor porte e menor nível de estrutura.232 Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira. o que se tomou mais explícito após a promulgação da Lei ne 6.

4 Lucro presumido O Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas (IRPJ) e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) são devidos na medida em que os rendimentos e os lucros devem ser auferidos. cit p. no § I a do art. que tem a perio­ dicidade definida a cada trimestre. em função das bases correntes. se em cada. levantadas com observância da Lei ns6. dos resultados não operacionais e das participações. com isso. constituindo-se em mera Declaração de Informações de periodicidade anual. a maioria das empresas pode optar pelo lucro presumido. a aquisição de disponibilidade econômica ou jurídica de renda real será determinada a partir do acréscimo patrimonial consignado nas demonstrações financeiras. A apuração e o pagamento do IRPJ e da CSLL pelo lucro presumido são típi­ cos do lançamento por homologação. 30 de junho. nos seguintes termos: “O lucro líquido do exercício é a soma algébrica do lucro operacional. de 1976. desde que apurem o Imposto de Renda e a Contribuição Social sobre o lucro trimestralmen­ te.598. 6a. como isso é quase impossível para as empresas e seus contadores. Direito tributário.^ 10. a legislação estabeleceu o período de três meses para apurar e recolher os tributos ou a cada ano. Op. em 1977. 152. Juridicamente. e deverá ser determinado com observância dos preceitos das leis comerciais e fiscais. Apuração O lucro presumido deve ser apurado trimestralmente nos dias 31 de março. caso encerre as atividades ou o seu acervo líquido seja totalmente destinado. a sociedade pode se valer do recolhimento por estimàtiva que é uma opção atribuída a essas pessoas jurídicas e esta sistemática é obrigatória. ou na data de extinção da pessoa jurídica. desconhecendo mensalmente o valor apurado. . podemos afirmar que a Declaração das Pessoas Jurídicas deixou de ser o elemento que formaliza a obrigação tributá­ ria. porém.404. Isto significa dizer que o lucro real. apresenta o conceito de lucro líquido do exercício. 2 LATORRACA..Imposco de Renda das Pessoas Jurídicas 233 Posteriormente. mês a empresa recolher esses impostos por estimati­ va. Portanto. o Decreto-lei n9 1. portanto■ ■ . 30 de setembro e 31 de dezembro de cada ano-calendário. Dependendo do nível de sua receita bruta no ano-calendário imediatamente anterior. cuja principal característica consiste em se atribuir ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa. na verdade deveria ser definido mensalmen­ te.. escolhido o lucro real como base de tributação. Nilton.

4.00 (quarenta e oito milhões de reais). nada impede que as pessoas jurídicas optantes pelo lucro presumido façam os pagamentos mensais. Perez Junior e Gomes Por ser éssa apuração. as empresas que usufruam benefícios fiscais de isenção ou redução do Imposto de Renda. A opção por esta modalidade de tributação é formalizada no decorrer do ano-calendário.000.2089 -. ao invés da apuração trimes­ tral.00 (quatro milhõés de reais) multiplicado pelo número de meses de atividade. Também é extensivo à pessoa jurídica rural. esse limite é de R$ 4. O lucro presumido com os pagamentos mensais por estimativa são facilmente confundidos. fusão ou cisão. Chieregato. ainda que tributada pelo lucro presumido. que tenha auferido no ano-calendário anterior receita bruta inferior a R$ 48. com o código de lucro presumido no Darf . mesmo não ten­ do sido contabilizada essa diferença e diminuída dos encargos de depreciação. e manifestada com o recolhimento no mês de abril da primeira ou única cota correspondente ao primeiro período trimestral de apuração do anocalendário ( j a n e i r o a março) ou já no mês de janeiro de cada ano. calculados com base no lucro da exploração (empresas geralmente sediadas nas áreas da Sudene e Sudam).2 Opção A opção pela sistemática do lucro presumido só pode ser exercidas pelas em­ presas industriais. no código do Darf relativo ao primei­ ro recolhimento no ano-calendário. podendo nesse balanço os bens e os direitos serem avaliados pelo valor contábil ou valor de mercado. as .234 Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira. comerciais ou de prestação de serviços. Na hipótese.000. Várias são as atividades que não podem optar pela sistemática do lucro pre­ sumido: as entidades financeiras. amortização ou exaustão. pois as sistemáticas de pagamento são as mesmas. rendimentos ou ganhos de capital oriundos do exterior. E preciso muito cuidado neste ponto. embora a grande diferenciação esteja na periodicidade dos pagamentos (o presumido é trimestral e a estimativa é mensal) e. principalmente. as empresas que aufiram lucros. pois uma vez feita a opção. utilizando o código 2089. de essa pessoa jurídica ter parte ou todo o seu patrimônio absor­ vido em virtude de incorporação. determinada com base na receita bruta e acréscimos auferidos a cada mês. deverá levantar balanço específico na data desse evento e considerar como data do evento o dia que ocorrer a deliberação de aprovação da absorção desse PL. será considerada ganho de capital.000. 20. Iniciando suas atividades no decorrer do ano anterior. que deverá ser adi­ cionado à base de cálculo do Imposto de Renda. desde que não se utilize de qualquer dos incentivos aplicáveis a essa atividade.Documento de Arrecadação código . Lembrando que no segundo caso. desde que nesse intervalo seja ajustado o valor pelo efetivamente devido no último mês do trimestre.000. ela é irretratável para todo o ano-calendário.

sendo a receita bruta o produto das vendas de bens e serviços nas operações de conta própria. Na receita bruta não se incluem os impostos não cumulativos cobrados destacadamente do comprador ou contratante.4. no livro Caixa. os valores recebidos adiantadamente. a exemplo do IPI e do ICMS cobrado do adquirente. e considerar como recebimento do preço ou de parte deste. que é o critério de reconhecimento das receitas da atividade. nos termos das normas aplicáveis a essas atividade.3 Regime de reconhecimento das receitas As receitas. até o seu limite. na medida dos recebimentos em cada trimes­ tre. na forma da legislação co­ mercial. por conta de venda de bens ou direitos ou da prestação de serviços. 10. compra e venda de imóveis que tenham registro de custo orçado. na qual. a nota fiscal a que corresponder cada recebimento. será indicada a nota fiscal a que corresponder o recebimento. A empresa que mantiver escrituração contábil. 10. Nesse caso. . a título de substituição tributária. contido no valor dos bens ou serviços ou destacado na nota fiscal.2 Base de cálculo A base de cálculo do Imposto de Renda sobre o lucro presumido é apurada a partir da receita bruta decorrente da atividade da pessoa jurídica optante e do resultado das demais receitas e dos ganhos de capital. do adquirente do bem ou direito ou do contratante dos serviços. nas vendas a prazo ou em parcelas. deverá controlar os recebimentos de suas receitas em conta específica. gestão de crédito (factoring).Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas 235 empresas de prestação de serviço de assessoria creditíria. o preço dos serviços prestados e o resultado auferido nas operações de conta alheia (con­ signação.4. incorporação. por exemplo). indicar. mercadológica. computar como receita do mês em que se der o faturamento a entrega do bem ou do direito ou a conclusão dos serviços. o custo do financiamento. o que primeiro ocorrer. e as imobiliárias de construção. em registro individual. a empresa que não mantiver escrituração contábil deverá emitir a nota fiscal quando da entrega do bem ou direito ou da conclusão do serviço. a qualquer título. integra a receita bruta como complemento do preço de venda. e dos quais o vendedor dos bens ou o prestador dos serviços seja mero depositá­ rio. os demais resultados e os ganhos de capital como regra geral devem ser reconhecidos pelo regime de competência. porém poderão adotar o regime de caixa. em cada lançamento. os valores recebidos. além do preço do bem ou serviço. Nas vendas a prazo.

para o comércio e a Indústria aplica-se so­ bre a receita bruta o percentual de 8. 8% (oito por cento). auferidos no trimestre podendo diminuir o Imposto de Renda retido na fonte sobre os rendimentos de aplicações financeiras em que for computado o rendimento. bem como aqueles prestados por so­ ciedades prestadoras de serviços de profissões legalmente regulamentadas. distribuidoras de títulos e valores mobiliários. álcool etílico carburante e gás natural. exceto serviços hospitalares e de transporte.0% (trinta e dois por cento). ISS e os tributos e as contribuições cobrados na condição de substituto tributário). Em caso de haver atividades diversificadas^ será aplicado o percentual correspondente a cada atividade. e essa presunção é feita pela aplicação de percentuais de lucratividade ditados pela lei. serviços hospitalares e de transporte de carga.5 Demais receitas e outros resultados Calculado o lucro presumido. os ganhos de capital. os descontos incondicionais concedidos (descontos nà nota fiscal). a empresa deverá adicionar a esse lucro. è institui­ ções financeiras. as demais receitas e os resultados positivos decorren­ tes de receitas não abrangidas pela atividade. Perez Junior e Gomes Da receita bruta da atividade da empresa. de combustível derivado de petróleo. dos quais o vendedor dos bens ou o prestador dos serviços seja mero depositário (IPI. inte­ gralmente. para consumo.000.6% (um inteiro e seis décimos por cento). 1. 16%. Percentuais reduzidos para pequenos prestadores de serviços No caso da a empresa auferir receita bruta até R$ 120. será determinada mediante a aplicação do percentual de 16%' sobre a receita bruta auferida mensalmente.4. Chieregato. sociedades corretoras de títulos. 10. serviços em geral.4.236 Manual de Contabilidade Tributária * Oliveira. en­ tidades de previdência privada aberta e empresas de capitalização. os rendimentos e os ganhos líquidos auferidos em aplicações financeiras. empresas de seguros privados.4 Cálculo do lucro presumido O Imposto de Renda das pessoas jurídicas tem com principal origem o lucro. 32. 10. 16% (dezesseis por cento). demais serviços de transporte.00 anual. e os impostos não cumulativos cobrados destacadamente do comprador ou con­ tratante. ou seja. . podem ser deduzidos as vendas canceladas. a base de cálculo mensal do Imposto de Renda das prestadoras de serviços em geral. As empresas optantes por esta forma de tributação devem presumir o lucro aufe­ rido em cada trimestre. já no caso de revenda.0% (oito por cento). valores mobiliários e câmbio.

. do ágio ou deságio na aquisição do investimento. controladas. exceto se a mutuária for instituição autorizada a fun­ cionar pelo Banco Central do Brasil. a título de devolução de pa­ trimônio. corresponderá à diferença positiva verificada entre o valor da alienação e o respectivo valor contábil. os juros sobre o capital próprio. de merca­ dorias e de futuros ou no mercado de balcão. tenham sido tributadas pelo lucro real. em função de índices ou coeficientes aplicáveis por disposição legal ou contratual. após o término do ano-calendário seguinte ao da contratação deverá integrar a base de cálculo do Imposto de Renda pelo lucro presumido. nas alienações de bens do ativo permanente e de ouro não considerado ativo financeiro. diminuído dos encargos de depreciação. os valores pendentes de tributação na Parte “B” do Lalur. amortização ou exaustão acumulados. os ganhos de capital auferidos na alienação de participações societárias permanentes em sociedades coligadas e controladas. a soma algébrica dos seguintes valores: do patri­ mônio líquido pelo qual o investimento estiver registrado. 3/120. no todo ou em parte. O ganho.Imposto de Renda das Pessoas J u ríd ica s 237 Assim. participações societárias avaliadas pelo valor de patrimônio líquido. das empresas que. e de participações societárias que permaneceram no ativo da pessoa jurídica até o término do ano-calendário seguinte ao de suas aquisições. de capital. entre outros. são acrescidos ao lucro presumido para se chegar à base de cálculo do Imposto de Renda no trimestre. a receita de locação de imóvel. Para efeito de apuração do ganho de capital. e da provisão para perdas. se for o caso. quando não for esse o objeto social da pessoa jurídica. quando dedutível. as receitas financeiras decorrentes das variações monetárias dos direitos de crédito e das obrigações do contribuinte. o valor de aquisição. até o ano-calendário anterior. coligadas ou interligadas. os ganhos de capital auferidos na devolução de capital em bens e direitos. os juros equivalentes à taxa do Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) para títulos federais. Esse ganho para recebi­ mento do preço. e o valor em dinheiro ou o valor dos bens e direitos entregue para a formação do referido patrimônio. a diferença entre o valor em dinheiro ou o valor dos bens e direitos recebidos de instituição isenta. relativos a impostos e contribuições a serem restituídos ou compensados. caso a pessoa jurídica já estivesse apurando o imposto com base no lucro presumido no ano-calendário anterior. os rendimentos auferidos nas ope­ rações de mútuo realizadas entre pessoas jurídicas controladoras. no mínimo. deduzida dos encargos necessários à sua percepção. considera-se valor contábil. os ganhos auferidos em operações de cobertura Qiedge) realizadas em bolsas de valores. essa adição se dará no primeiro período de apuração. inclusive o saldo de lucro inflacionário. constituída até 31 de dezembro de 1995. no caso de investimentos permanentes em participações societárias avaliadas pelo custo de aquisição. acumulada mensalmente. decorrente de investimentos em outra pessoa jurídica. do saldo do lucro infla­ cionário acumulado existente ao final do período de apuração anterior. considera-se valor contábil o custo de aquisição. No caso de outros bens e direitos.

6 Cálculo do imposto devido O Imposto de Renda das pessoas jurídicas é calculado pela aplicação da alí­ quota de 15% (quinze por cento) sobre a base de cálculo (lucro presumido mais demais receitas e ganhos de capital). em função da taxa de câmbio. conforme o caso. antes dessa data. No caso de alteração desse critério em anos-calendário subsequentes. em períodos anteriores. 10. serão consideradas. que as variações cambiais (ativas e passivas) sejam enquadradas no denominado “regime de caixa”.4. Os. inclusive os sujeitos a ajustes de posições e operações reali­ zadas no mercado de balcão. Incide também um adicional do Imposto de Renda à alíquota de 10% (dez por cento) sobre a párcela da base de cálculo (lucro presumido mais demais receitas e ganhos de capital) que exceder o valor - . deduzidos na apuração de lucro real. levantado na data da alienação ou liquidação ou até 30 dias. Diante da obrigatoriedade do regime de competência pela legislação comer­ cial. Os valores recuperados referentes a custos ou despesas que tenham sido. serão consideradas como receitas ou despesas financeiras. ao eleger a liquidação da opera­ ção como o momento adequado para o reconhecimento dos efeitos fiscais dessas variações. Chieregato. As variações cambiais dos direitos de crédito e das obrigações do contribuin­ te. segundo o regime de competência.238 Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira. devidamente registradas. em função da taxa de câmbio ou de índices ou coeficientes aplicáveis por disposição legal ou contratual. haverá necessidade de se fazer ajustes aos registros contábeis. As variações monetárias dos direitos de crédito e das obrigações do contri­ buinte. resultados positivos incorridos nas operações realizadas em mercados de liquidação íutura. deverão ser observadas as normas dispostas na Instrução Normativa n2 345. serão acrescidos à base de cálculo no lucro presumido. . Permite-se. Perez Junior e Gomes A baixa de investimento relevante e influente em sociedade coligada ou con­ trolada deve ser precedida de avaliação pelo valor de patrimônio líquido. no máximo. com base em balanço patrimonial ou balancete de verificação da coligada ou contro­ lada. para efeito de? determinação da base de cálculo do Imposto de Renda. serão reconhecidos por ocasião da liquidação do contrato. cessão ou encerramento da posição. ou anotações no livro Caixa. portanto. de julho de 2003. quando da liquidação da corres­ pondente operação (Regime de Caixa). Não serão acrescidos à base de cálculo no lucro presumido as recuperações de créditos que não representem ingressos de novas receitas e os lucros e dividen­ dos decorrentes de participações societárias avaliadas pelo custo de aquisição e a contrapartida do ajuste por aumento do valor de investimentos aváliados pelo método da equivalência patrimonial.

7 Obrigações acessórias: contabilidade ou livro caixa A empresa optante pelo regime de tributação com base no lucro presumido deverá manter escrituração contábil nos termos da legislação comercial. porque já descontados contabilmente todos os tributos) for superior ao estimado. . inclusive vale transporte. Se o lucro apurado na contabilidade (= disponível.000.Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas 239 resultante da multiplicação de R$ 20. dos créditos. 10. a autoridade fiscal determinará o valor do IRPJ a ser lançado de acordo com as regras deste regime de incidência. ou seja. relativos a tributos e contribuições admi­ nistrados pela Receita Federal. A Instrução Normativa SRF n9 93/97 inova ao se referir a “todos os impostos” como diminuição do lucro presumido. pode-se distribuir o lucro contábil sem incidência de imposto para o beneficiário. no qual deverá estar escriturada toda a movimentação financeira. R$ 60. S Distribuição de lucros Como regra geral poderá ser distribuído o valor da base de cálculo do im­ posto Quero presumido). A empresa que optar por não manter escrituração contábil (procedimento não recomendado) deverá manter livro Caixa. diminuída de todos os impostos e contribuições a que estiver sujeita a pessoa jurídica. A escrituração po­ derá ser mensal. Esse livro não precisa ser re­ gistrado e poderá ser escriturado por processamento de dados. do saldo negativo de IRPJ de trimestres anteriores.00 quando o período de apuração englobar os três meses do trimestre.4. As instruções anteriores mandavam deduzir o IRPJ e a CSLL e as contribuições ao PIS e a Cofins. 10.4.000.00 pelo número de meses do período de apuração. Na sistemática do lucro presumido é vedada qualquer dedução a título de incentivo fiscal. inclusive bancária. no qual deverão constar registrados os estoques existentes no término do ano-calendário.9 Omissão de receitas Verificada a omissão de receita e havendo opção válida pelo lucro presumido. livro Registro de Inventário. desde que os lançamentos se reportem à movimentação diária. objeto de declaração de compensação.4. inclusive os judiciais com trânsito em julgado. Do imposto devido a empresa poderá deduzir: o imposto pago ou retido na fonte sobre as receitas que integraram a base de cálculo. 10. semeando dúvida em relação ao alcance da expressão.

além do fisco.5 Obrigatoriedade da escrituração contábil É oportuno destacar que há certa confusão entre alguns empresários e con­ tabilistas com relação à obrigatoriedade ou não da escrituração contábil para as pessoas jurídicas que optam pelo lucro presumido. “As leis que dispõem sobre o lucro presumido e o Simples são ck natureza fiscal e não revogaram as demais legislações que exigem a escrituração con­ tábil completa. para atender aos demais usuários. esta será adicionada àquela a que corresponder o percentual mais elevado. desconside­ rando o lucro apurado pela contabilidade. emitido pelo Setor de Fiscalização do CRC/SP e dirigido aos contabilistas: “A questão que vem preocupando afiscalização desta Entidade é o grande número de contabilistas que confundem determinações da legislação fiscal com as normas das leis comerciais e contábeis. da Lei das Sociedades Anônimas. Fundamento Legal: Código Comercial. Diante do fato. alertando sobre essa obrigatoriedade. ” Também o Conselho Regional de Contabilidade do Estado de São Paulo tem expedido diversas orientações aos associados e contabilistas. de 15 de setembro de 1998. Lei ne556. ano 1. é claro o posicionamento do Conselho Federal de Contabili­ dade de que as empresas de qualquer porte ou natureza jurídica são obrigadas a manter a escrituração contábil completa. ou seja. não sendo possível a identificação da atividade a que se refere a receita omitida. a contabilidade completa visa atender às normas do Código Comercial. 7. 3 BOLETIM DO CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE. 1998. Brasília. com o levantamento das demonstrações contábeis e fiscais. nov. reproduz-se.240 Manual de Contabilidade Tributária * Oliveira.3 em que fica clara a necessidade da escrituração contábil e posterior elaboração das demonstrações contábeis periódicas. calculam e pagam o Imposto de Renda e a contribuição social com base no faturamento. acarretando o abandono dos registros contábeis. . Destaca-se parte do Ofício Circular SFI ns 160/98. a seguir. p. 10. Chieregato. independente de ser optante do lucro presumido ou Simples. Nesse sentido. alertamos da obrigatoriedade da escrituração contábil para todas as empresas. do Código Tributário e da Legislação Previdenciária. de 25-6-1850. Além de proporcionar maior controle patrimonial e melhor gerência dos negócios. Obrigatoriedade da escrituração con­ tábil. Perez Junior e Gomes No caso de pessoa jurídica com atividades diversificadas. parte do texto divulgado pelo Conselho Federal de Contabilidade em novembro de 1998. Para facilitar o entendimento do leitor.

Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas 241 Lei de Falências. inexistência de um sistema dé custos integrado e coordenado com a contabilidade. O arbitramento do lucro representa. significativas fraquezas nos controles de estoques. da manutenção da escrituração contábil. quase sempre. maior carga tributária para a pessoa jurídica. de 20 de janeiro de 1995. Por exemplo. manipulações no faturamento. que trata do regime de tributação com base no lucro arbitrado: . o fisco pode desconsiderar a escrituração contábil se houver indícios de utilização de documentos comprobatórios falsos. Podem ocorrer também os arbitramentos. não escriturar o livro caixa. para fins fiscais. de 28-10-1983. falta de escrituração do Lalur.6 Lucro arbitrado O arbitramento do lucro é. Decreto-lei n z 7. ou b) o contribuinte. b) quando o contribuinte não mantiver escrituração contábil e fiscal na forma das leis comerciais e tributárias.981. ” 10. 47 da Lei n28. no caso. do registro de inventário físico ou mesmo o atraso na escrituração contábil e fiscal.661. Texto legal Reproduz-se a seguir o art. e d) quando o contribuinte recusar-se a apresentar os livros e documentos contábeis e fiscais. bens do imo­ bilizado. Resolução CFC n s563. de 21-6-1945 e NBC-T-2. Evidentemente. tais situações aplicam-se aos contribuintes obrigados à ado­ ção do lucro real para cálculo e recolhimento dos tributos. quando: a) houver indícios de que o faturamento registrado não corresponde à realidade. O fisco pode-se valer dessa alternativa nas seguintes principais circunstâncias: a) quando o contribuinte obrigado à apuração do lucro real optar indevi­ damente pela tributação pelo lucro presumido. desobrigado da manutenção de uma escrituração con­ tábil. uma prerrogativa das autoridades fis­ cais. c) quando o contribuinte deixar de cumprir as obrigações fundamentais à correta apuração do lucro real. em geral. mesmo para as empresas optantes pelo lucro presumido. obrigatório. visto que as empresas que podem optar pelo lucro presumido estão desobrigadas.

a critério do contribuinte: a) apurado em cada trimestre. 30 de setembro e 31 de dezembro.4 I V . de 1987. 4 O art. Perez J u n io r e G om es “Art. 30 de junho.397.242 Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira.a escrituração a que estiver obrigado o contribuinte revelar evidentes indícios de fraude ou contiver vícios. 45 trata da necessidade da escrituração do livro Caixa pelos contribuintes optantes pela tributação com base no lucro presumido. obrigado à tributação com base no lucro real ou sub­ metido ao regime de tributação de que trata o Decreto-lei n° 2. III . I I .1 Apuração trim estral do lucro real Se a opção for pela apuração do lucro real trimestral. não mantiver escrituração na forma das leis comerciais e fiscais. ou: ° determinar o lucro real. erros ou deficiências que. 47. sobre o lucro. 10.o contribuinte optar indevidamente pela tributação com base no lucro presumido.” 10. Chieregato. este deve ser determi­ nado em períodos de apuração encerrados em 31 de março. Esse resultado deve ser apurado mediante levantamento das demonstrações contábeis. com base no resultado líquido de cada trimestre.7 Tributação pelo lucro real trimestral As empresas que não podem . a tomem imprestável para: ° identificara efetiva movimentação financeira. exclusões e compensações determina­ das ou autorizadas pela legislação tributária. 45. ou deixar de elaborar as demonstrações financeiras exigidas pela legis­ lação fiscal.ou não querem ~~optar pelo lucro presumido devem basear-se na apuração do real pará o cálculo e pagamento dos tributos do Imposto de Renda e contribuição social.o contribuinte. ou b) apurado anualmente. inclusive bancária. O lucro real pode ser. .o contribuinte deixar de apresentar à autoridade tributária os livros e do­ cumentos da escrituração comercial efiscal. na hipótese de que trata o art. ou o livro Caixa. o qual será ajustado pelas adições. parágrafo único.7. com observância das normas estabelecidas na legislação comercial e físcal. O lucro da pessoa jurídica será arbitrado quando: I .

° o Imposto de Renda pago ou retido na fonte sobre receitas computadas na determinação do lucro real. poderão ser pagos em quota única no mês seguinte ao trimestre. No entanto. ou seja. de opção pelo lucro real anual. alternativamente à apuração em cada trimestre. c) Prazo para pagamento O Imposto de Renda e a contribuição social a pagar. alíquota normal de 15% (quinze por cento) sobre a totalidade da base de cálculo. O contribuinte tem a opção de pagar em três quotas mensais. b) Deduções Poderão ser deduzidos do valor do Imposto de Renda trimestral: ® os incentivos fiscais. com juros pela taxa Selic até o mês ânterior ao do pagamento e de 1% no mês.000.imposto de Renda das Pessoas Jurídicas 243 10.000.limite trimestral. e não pode mudar a base de tributação pelo lucro presumido. dentro dos limites e condições fixados pela legis­ lação. o limite trimestral será proporcional ao número de meses.2 Cálculo do imposto trim estral com base no lucro real e prazo para pagamento a) Alíquota O Imposto de Renda trimestral será calculado mediante a aplicação da: 1. Com base nessa opção. ou seja. alíquota adicional de 10% sobre a parcela da base de cálculo que exce­ der o limite de R$ 60. 6 o saldo de imposto pago a maior ou indevidamente em períodos ante­ riores. 10. as pessoas jurídicas tributadas pelo lucro real devem efetuar os recolhimentos mensais com base em estimativas. R$ 20.7. Nessas circunstâncias. 2. apurados em cada trimes­ tre.00 . a empresa está obrigada à apuração do lucro real anual. 15% do lucro real. No caso de início de atividades. . os recolhimentos dos tributos devem ser efetuados todos os meses.8 Tributação pelo lucro real anual As pessoas jurídicas tributadas com base no lucro réal podem optar pela apu­ ração do lucro real anual.00 para cada mês em que a empresa exerceu ativi­ dades no trimestre. sem qualquer acréscimo.

' Prestação de serviços de íransporte de cargas ... 15%.6°>o' Venda de mercadorias ou prodütos./ ' _V . também não se altera. para òs quais hão esteja . financeiras e entidades a'elas equiparadas - r 16% .receita brutaãntial não:súperior.. jes. . sendo que o • pagamento desse adicional terá que ser feito mensalmente sobre a par­ cela do lucro estimado que exceder R$ 20.244 Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira. de 10%. ' " . serviçds:hospitala-.000. carburânte e gás natural . c) a alíquota do adicional. deverá ser pago até o último dia útil do mês subsequente.“ L' '32. apu­ rando-se o lucro real anualmente.8. / i.’ Instituiçoès.excetorevenda de combüs'-.. Perez Juruor e Gomes 10.1 Opção pelo pagamento mensal do imposto p o r estimativa As empresas submetidas ao regime de tributação com base no lucro real têm. Destacam-se os seguintes principais aspectos dessa modalidade de tributação: a) o imposto devido em cada mês. alcooí etüicq. Prestação dos demais serviços de transporte ' ' ' -8% r" ' - . b) a alíquota do Imposto de Renda é a mesma citada anteriormente. tíveis para consumo .8.para consumo dè çombukíveis dérivados de petróleo...excèto. a opção pelo pagamento do imposto em bases estimadas mensais. prévistopercentúal específico-": ^ . 10. portanto. ' 16°7o : ' Prestação de demais serviços em geral. . calculado em bases estimadas.' 8%. ou seja.2 Procedimentos para cálculo do Imposto de Renda p o r estimativa a) Base de cálculo O Imposto de Renda pago mensalmente pelo critério de estimativa deverá ser calculado mediante a aplicação dos seguintes percentuais sobre a receita bruta auferida nas atividades dos contribuintes: Atividades da pessoa jurídica géradorá da receita bruta base de estimativa para os pagamentos mensais dos/ tributos dõ Impósto de Renda Percentuais / aplicáveis sobre a receita Revenda.' de‘ transporte é^de profissões regulamentadas.00.0Ó0iÕ0.serviços èm geral por empresas-com. Chieregato. a R$ •120. com a possibilidade de suspensão ou redução do imposto com base em balanços ou balancetes periódicos..0% - Prestação de.

demais receitas e resultados positivos. no regime de substituição tributária. Em novembro de 2008. 3.9 Exemplo de apuração do Imposto de Renda por estimativa Para facilitar o entendimento da metodologia de cálculos e da contabilização. as vendas canceladas e as devoluções de vendas. das vendas de mercadorias ou produtos. 10. dos serviços prestados. 2. às receitas brutas devem ser acrescidos os ganhos de capital.Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas 245 Os contribuintes que exploram diversas atividades devem apurar a base de cálculo aplicando o respectivo percentual sobre as receitas brutas de cada uma das atividades.que são aqueles constantes da nota fiscal de venda dos bens ou da fatura e que não dependem de evento posterior à emissão do documento fiscal. e 3. tendo optado pelo recolhimento mensal por estimativa e posterior apuração do lucro real anual. c) Exclusões das receitas brutas 1. b) Conceito de receita bruta e inclusões e exclusões A receita bruta do contribuinte é o somatório dos montantes: 1. os descontos incondicionais concedidos . suas receitas foram: . 2. A Empresa Alfa é obrigada à apuração do lucro real para cálculo e pagamento do Imposto de Renda. com base em uma situação hipotética. passa-se a apresentar um caso prático. excetuados os rendimentos ou ganhos tributados a título de aplicações financeiras. o IPI incidente sobre as vendas e o ICMS devido pelo contribuinte subs­ tituto.

.1 Deduções das receitas brutas Imposto sobre.000 Imposto sobre.000 Receitas brutas 60.-4..O \....VÍ. Vendas canceladas e devoluções.. ^ serviços ' .V.QÒ0Í.produtos industrializados ..serviços • •' ..-ú •/ ^V:350:pÒÒy.\ : ' .000.s auferidos nas operações 'de •mútuo com coligadas .000 Imposto sobre circulação de mercadorias 81. Chieregato..= :. y ' . ■-..vj50 ■. v " ' ..íii2tiS£S CO CP 3:Ò0p| ..Lucro na vénda de ativo imobilizado Receita çóm lócáçãõ de imóvel : ú.::-v Total das deduções . Perez Junior e Gomes Vendas de mercadorias Prestação de.:•••' '• VTotal de ganhos de capital ’ ' : Descontos incondicionais Receitas líquidas '' .. 50.•' •r . Rendimento. . í P.v.'' Vx . Imposto de Renda retido na fonte sobre os ganhos de capital .00Ò.000 l .' ./:' .f.... : .150. ..246 Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira. / ^ \Sj ' 500./ 3 :.' • iw .^2.v <-/.. l V : ^ 15. Ganhos de capital-no mês . . • . '. / : :- • • ? 3Q:Ó0Q:.000: / •••- .-.: .

~ / i . iM á m m '^éêJÉêéÈ&^èêêÈí ís A s s s s i ■ : -. igual a 4% de $ 13. . Supondo que houve gastos com o PAI. $ 20.| Í!Q | ^ j . - $ 20.920r00 $ .^ ^ í t á S ..920. o Imposto de Renda “final” a ser recolhido.00 $ 20^3-19. a dedução poderia ser no máximo de $ 550. calculado sobre o lucro estimado de novembro de 2008.-'>7. cujo limite para dedução está limi­ tado a 4% do Imposto de Renda calculado sobre a alíquota normal.Menos: dedução dç mèentivq^fiscãK -■-v 1 —^ ..yi^- Ê Ê $ Í^ W % M liigülgg . ' t: ._ s -> Menos: Imposto de Renda fetido„na fonte sobre ganhos de capital imposto deJlenda arecólhér l ^ .92 ^ ^ . ia:75^.0^^^ Ü . y\-.£<^êS:^^ sassliii llÜIlllilJS m m m m ® ÍS Í® i rV£^<&i<K&P2<<H.Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas- 247 Demonstração da apuração da base de cálculo do Imposto de Renda por es­ timativa: . que é o Imposto de Renda devido calculado pela aplicação da alíquota normal.08.___iitiM..—.08 " 50..’j3éscontp. Portanto.v Do montante apurado. . 550. seria Imposto de Renda^calculado^com bases estimadas „ .■•>y:.752. l j m t á S : •. o contribuinte pode deduzir os incentivos fiscais.

na realidade. o imposto pago sobre o lucro estimado de novembro de 2008.248 Manual de Contabilidade Tributária * Oliveira. V ^ S iS P }C S S iI •Bi^cosG^ V.10 Contabilização do Imposto de Renda calculado e recolhido com base no lucro estimado Como salientado em inúmeras oportunidades. •. por ocasião do recolhimento do Imposto de Renda de novem­ bro.ííW-‘ii. deve ser contabilizado como segue: ffífí|iÍD^ Em dezembro. são. a contabilização seria: Imposto .^ ^ .í ylÇíí.1 K í. . que será apurado conforme Demonstrações Contábeis do Exercício anual a findar em 31 de dezem­ bro de cada ano. Portanto. com bases estimadas. por conta do que sèrá devido realmente. do caso prático anterior.\ -ifejí-?Wí. a ser apurado pela Contabilidade.mera an­ tecipação do contribuinte para os cofres da União. Perez Junior e Gomes 10. Os recolhimentos mensais. Chieregato. o imposto de Renda devido pelo contribuinte é aquele calculado sobre o lucro real anual.

CONTABILIZAÇÃO Como já comentado. o Imposto de Renda calculado e recolhido pelo contri­ buinte com base no lucro presumido é definitivo.~ gaiihQs"de capital ’ PASSIVO CIRCUÍANTE' - .nibilídàdes. X.319.Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas 249 10.- ^ 7... Portanto.' . supondo que o cálculo pelo lucro presumido para o mês de novem­ bro de 2008 apontasse o mesmo valor do exemplo anterior.369...' V .T -1 / ‘v'l‘. ' ’1mpostòs‘âRecuperar ~ ou’â compensar r 1_ \ Imposto deRendã Retído’na'Fònte.-5 2 a 3 i9 ^ y :A.' ' - - .■- ‘.'-! > ATIVO .92 Imposto de Renda a recolher Em dezembro. ^ ..00' " 20. V/1 X ...'. ^ ' .20. por ocasião do recolhimento do Imposto de Renda de novem­ bro.' fíiápó.Í .. ^ . y / r í ■^ \ .11 Contabilização do Imposto de Renda calculado e recolhido com base no lucro presumido Os cálculos são semelhantes ao exemplo anterior.. . •■-'Bàfíòâs^orita-^ÓCTènté^..v v . • V~ ^ ~ - ..- Imppsto de Rendã PessoaJurídica ~ hicrò presumido ‘ cRÉD rio\\.92- . a contabilização será: u-< •Impostò de:Rénda\à reèòífiér/. da apuração da base de cálculo è do imposto mensal com bases estimadas.92 ~" ‘ / -' j ’ ■- i .319.*.50...„\ 20... ’ . W i \ '■r} ' > ' ^ -V".: ~ 1 --' c.CIRCULANTE ' v ." : \ I. a contabilização seria como segue: DESPESAS OPERACIONAIS '= / * .':’{■•.

cada trimestre . é oportuno ressaltar que. 10.2 Exercício financeiro Antigamente. A data do término do exercício social deve ser fixada no estatuto ou contrato social da pessoa jurídica. e o lucro tributável apurado num trimestre não poderá ser compensado com prejuízos fiscais ou bases negativas de contribuição sodal sobre o lucro de trimestres subsequentes. ano civil. era a expressão que designava o ano-calendário em que o imposto devia ser declarado e pago. tributários e societários. as pessoas jurídicas podem reduzir o lucro real apurado no período-base. O montante do prejuízo fiscal que pode ser objeto de compensação com o lucro real é aquele apurado e controlado no livro de Apuração do Lucro Real ÇLalur). Conforme o art. com exceção do primeiro ano de existência da empresa ou nos casos de alteração da data de encerramento. O exercício social deve ter a duração de um ano.13. 10. 10. antes da introdução do regime de tributação em bases corren­ tes. não existe prazo de prescrição para a compensação. ano-base.250 Manual de Contabilidade Tributária ♦ Oliveira. para efeitos comerciais. utilizando-se do mecanismo da compensação de prejuízos fiscais apurado em períodos-base anteriores.13. em sua forma bem resumida. ^ . Essa compensação está limitada ao máximo de 30% do lucro líquido ajustado pelas adições e exclusões previstas em lei. por diversas vezes neste capítulo.13 Conceitos de exercício social e financeiro. com base na apuração dos resultados. passa-se à apresentação desses conceitos. Perez Junior e Gomes 10.12 Compensação de prejuízos fiscais De acordo com a legislação do Imposto de Renda. anuais ou trimestrais. período-base e período de apuração Foram efetuadas. Para a compensação de prejuízos apurados no mesmo ano-calendário.é considerado um período de apuração distinto. ano-calendário. no caso de apuração do Imposto de Renda e contribui­ ção social pelo lucro real trimestral. sen­ do que pode ou não ser coincidente com o ano-calendário. referências a alguns ter­ mos utilizados no âmbito tributário e contábil. Chieregato.1 Exercício social Trata-se de determinado espaço de tempo no final do qual os contribuintes pessoas jurídicas são obrigados a apurar seus resultados e preparar as demonstra­ ções contábeis. Devido à importância do correto entendimento. os quais não foram ainda concei­ tuados pelos autores. 35 da Instrução Nor­ mativa na 11/96.

10. início ou encerramento de atividades. ôu seja. como.13. fusão ou cisão de empresas -. válido para os contribuintes pessoas físicas. é utilizada restritivamente para designar o ano-calendário no qual deve ser apresentada a Declaração de Informações Econômico-Fiscais da Pessoa Jurídica (DIPJ).Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas 251 Atualmente.3 Ano-calendário É o período de 12 meses consecutivos. presumido ou arbitrado. Como já estudado. sem a qualificação financeira. o período-base de apuração definitiva do Imposto de Ren­ da das pessoas jurídicas pode ser: e trimestral. com base no lucro real.13. compreendido do dia l 9 de janeiro a 31 de dezembro. pela legislação do Imposto de Renda como sinônimo de ano-calendário. . nos casos de reestruturações societárias . ° em ocasiões específicas.13. Na atualidade. para se referir ao período anual de I ade janeiro a 31 de dezembro de obtenção e formação da renda tributável e dos demais proventos e valores que compunham a declaração de rendimentos.4 Áno-base Trata-se de um conceito utilizado no passado.13.in­ corporação. no caso de opção pelos pagamentos men­ sais por estimativas. de­ fine ano civil como o período de 12 meses contados a partir de determinado dia. por exemplo: 30 de março de 20X1 até 28 de fevereiro de 20X2. A Lei nô 810. com base no lucro real.6 Período-base É a expressão que designa o período de incidência do Imposto de Renda das pessoas jurídicas. a expressão exercício. 10. às vezes. foi substituída pela expressão ano-calendário. o período de apuração da base de cálculo. sendo que a legislação do Imposto de Renda utiliza tal expres­ são para identificar o ano de ocorrência do fato gerador da obrigação tributária. • anual.5 Ano civil N Era uma expressão utilizada. de 6 de setembro de 1949. 10. ou. 10.

se forem necessários. Resposta: alternativa___ 2. seu valor e os fornece­ dores envolvidos. Perez Junior e Gomes 10. 10. usuais e normais para a realização das ativi­ dades do contribuinte e se forem adequadamente documentados.13..430/96 para simplesmente referir-se ao período-base de apuração do Imposto de Renda das pessoas jurídicas. os quais deve­ rão indicar. . com precisão. à Receita Federal. c) de renda produzida pelo capital. tais como faturas.14 Condições para dedutibílidade dos custos ou despesas Como regra geral. Chieregato. principais ou acessórias. Os contribuintes do Imposto de Renda têm a obrigação de preparar e entre­ gai. ou seja. o bem ou serviço adquirido.7 Período de apuração O Regulamento do Imposto de Renda (RIR/99) incorporou essa designação da Lei ne 9. o gasto é necessário quando for essencial a qualquer transação ou operação exigida pela exploração das ativi­ dades.252 Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira. recibos etc. com detalhes e informações que permitam a identificação da operação registrada com os documentos que lhes deram origem. O Imposto de Renda tem como fato gerador a aquisição de disponibilidade econômica ou jurídica: a) de renda produzida pelo trabalho intelectual. Entende-se que estão ádequadamente documentados os custos e despesas registrados regularmente na escrituração contábil. Testes 1. De acordo com o Parecer Normativo nfi 32/81. os custos e despesas são aceitos como dedutíveis para fins de apuração da base de cálculo do lucro real se forem admitidos como operacio­ nais. que estejam vinculadas com as fontes produtoras de rendimentos. notas fiscais. b) crédito tributário. e) todas estão corretas. d) de renda produzida pela aplicação no mercado de capitais. Esse dever jurídico é definido como: a) obrigação principal. a declaração anual de rendimentos. b) de renda produzida pelo trabalho braçal.

valores e/ou títulos por uma pessoa física ou jurídica. Resposta: alternativas______ 5. . c) de competência comum. Assinale a alternativa correspondente ao conceito de lucro real: a) é uma forma simplificada de apuração da base de cálculo dos tributos com o Imposto de Renda e da contribuição social. d) fato gerador. O Imposto de Renda é um imposto: a) de competência residual. mercantis. de competência da União.Im posto de Renda das Pessoas Jurídicas 253 c) obrigação acessória. a obtenção de um conjunto de bens. restritas aos contribuin­ tes que não estão obrigados ao. Assinale as alternativas incorretas: a) o fato gerador do Imposto de Renda restringe-se à obtenção de renda em decorrência da aplicação de capitais. e) autolançamento tributário. quase sempre como últi­ ma alternativa. regime de apuração de tributação com base no estimado. que só deve ser aplicado quando houver ausência absolu­ ta de confiança na escrituração contábil do contribuinte. a ocorrência do fato gerador se dá pela obtenção de resultados positivos (lucros) em suas operações industriais. b) entende-se por disponibilidade econômica ou jurídica. b) indireto. Resposta: alternativa___ 3. e) para estar sujeita à tributação pelo Imposto de Renda. além dos acréscimos patrimoniais decorrentes de ganhos de capital e outras receitas não ope­ racionais. comerciais e de prestação de serviços. d) direto. b) é um recurso utilizado pelas autoridades fiscais. a disponibilidade não precisa se caracterizar como efetivamente adquirida. cogitando-se sua incidência se houver apenas a potencialidade de se adquirir tais dis­ ponibilidades. d) em relação às pessoas jurídicas. de maneira resu­ mida. passíveis de serem transformados ou converti­ dos de imediato em numerário. Resposta: alternativa___ 4. c) o Imposto de Renda é um tributo direto.

com relação ao conceito de lucro real: a) a palavra real é usada pelo Código Tributário Nacional em oposição aos termos presumido e arbitrado.■ mente apurado pela contabilidade. d) a apuração do lucro real envolve maior complexidade na execução das ro­ tinas contábeis e tributárias. pode-se concluir que o lucro real é aquele real.completa escrituração das atividades e posterior apuração do lucro real. d) é o lucro líquido do período apurado na escrituração comercial. verdadeiro. Chieregato.254 Manual de. ou seja. com a estrita e rigorosa observância dos princípios funda­ mentais de contabilidade e demais normas fiscais e comerciais. Assinale a alternativa incorreta. com o principal objetivo de exprimir o que existe de fato. visou facilitar as roti­ nas burocráticas e administrativas de algumas organizações. ao introduzir a figura do lucro real. não haveria lucro real para servir como fato gerador dos tributos. Resposta: alternativa___ 6. para a. Contabilidade Tributária • Oliveira. o que compreende a adoção de um conjunto de procedimentos corriqueiros no ambiente profissional do contabilista. que é uma alternativa de tributação opcional para algumas pessoas jurídicas. Assinale a alternativa incorreta. o que não é presumido ou arbitrado. e) o lucro real é apurado com base na escrituração mercantil das organi­ zações. c) a legislação. esta poderia demonstrar uma situação de prejuízo real. Resposta: alternativa___ 7. b) optando pelo lucro presumido. a base de cálculo do Imposto de Renda e contribuição social é o faturamento da pessoa jurídica. . se fosse efetuada a escrituração contábil. em relação ao lucro presumido: a) a empresa optante pela tributação pelo lucro presumidoRode estar reco­ lhendo desnecessariamente mais tributos. ajustado pelas adições. denomi­ nado lucro contábil. com base na completa escrituração contábil fiscal. geralmente algumas empresas de menor porte e menor nível de estrutura. ou seja. b) contabilmente falando. quando há falta ou insuficiência de ele­ mentos concretos que permitam a identificação ou verificação da base de cálculo utilizada na tributação pelo lucro presumido. que é a base para cálculo dos tributos com o Imposto de Renda e contribuição social sobre o lucro das empresas que não podem optar pelo lucro presumido. visto que. exclusões e compensações autorizadas pela legislação do Imposto de Renda. Perez Junior e Gomes c) é uma opção do contribuinte. sempre. a opção mais vantajosa para o contribuinte. o que facilita a apuração dos tributos e representa.

e) as empresas que exercem as atividades defactoring. tenha sido inferior a $ 24. Resposta: alternativa___ . c) o fisco pode desconsiderar a escrituração contábil se houver indícios de utilização de documentos comprobatórios falsos e manipulações no fatu­ ramento. via de regra. c) as construtoras de imóveis que operam em mais de um estado. ou proporcional ao número de meses do período. uma prerrogativa das autoridades fiscais. Resposta: alternativa___ 8. no ano-calendário an­ terior.Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas 255 c) a introdução pelo fisco do conceito de lucro presumido visou facilitar a apuração da base de cálculo. quase sempre.000. maior carga tributária para a pessoa jurídica. Assinale a alternativa incorreta. Podem optar pelo lucro presumido (pode haver mais de uma alternativa): a) todas as pessoas jurídicas cuja receita bruta total. falta de escrituração do Lalur do registro de inventário físico ou mesmo o atraso na escrituração contábil e fiscal. nos bens do imobilizado. d) o fisco pode-se valer da alternativa do arbitramento do lucro quando o con­ tribuinte recusar-se a apresentar os livros e documentos contábeis e fiscais. d) as empresas que obtiveram lucros. quando inferior a 12 meses. e) o fisco pode-se valer da alternativa do arbitramento do lucro quando o con­ tribuinte não mantiver um sistema de custos integrado e coordenado com a contabilidade. b) o fisco não pode-se valer da alternativa do arbitramento do lucro quando o contribuinte obrigado à apuração do lucro real optar indevidamente pela tributação pelo lucro presumido. O arbitramento do lucro representa.000. com relação ao lucro arbitrado: a) o arbitramento do lucro é. para algumas empresas. da obrigatoriedade da escrituração contábil e levantamento periódico das demonstrações contábeis. rendimentos ou ganhos de capital oriundos do exterior.00. d) as pessoas jurídicas que podem se utilizar dessa opção para a tributação estariam dispensadas. para apuração e recolhimento dos tributos do Imposto de Renda e contribuição social. são apuradas significativas fraquezas nos controles de es­ toques. Resposta: alternativas______ 9. b) as empresas cujas atividades sejam de instituições financeiras ou equi­ paradas. para efeitos somente de apuração do valor do Im­ posto de Renda e contribuição social.

dentro dos limites e condições fixados pela legislação. Resposta: alternativas______ 11. os recolhimentos dos tributossdeyem ser efetuados uma vez por trimestre. Perez Junior e Gomes 10. o limite trimestral não será proporcional ao número de meses. 30 de setembro e 31 de dezembro.00 (limite trimestral). a empresa está obrigada à apuração do lucro real anual.sobre a totalidade da base de cálculo. este deve ser de­ terminado em períodos de apuração encerrados em 31 de março. alternativamente à apuração em cada tri­ mestre. Assinale a alternativa correta: ( a) não poderão ser deduzidos do valor do Imposto de Renda trimestral os incentivos fiscais. ou seja. Pode-se afirmar em relação à tributação pelo lucro real trimestral (pode ha­ ver mais de uma alternativa): a) as empresas devem basear-se na apuração do estimado sobre as receitas. as pessoas jurídicas tributadas pelo lucro real devem efetuar os recolhimentos mensais com base em estimativas. demais receitas e resultados positivos. com base no resultado líquido de cada trimestre. d) o Imposto de Renda trimestral será calculado mediante a aplicação da alí­ quota normal de 15% . que é o somatório dos montantes das vendas de mercadorias ou produtos e dos serviços presta­ dos. c) não há necessidade de levantamento das Demonstrações Contábeis. c) na opção pelo lucro real anual. d) o Imposto de Renda pago mensalmente pelo critério de estimativa deverá ser calculado sobre a receita bruta do contribuinte. com observância das normas estabelecidas na legislação comercial e fiscal. 15% do lucro real e mais uma alíquota adicional de 10% sobre a parcela da base de cálculo que exceder o limite de $ 60. para o cálculo e pagamento dos tributos do Imposto de Renda e contribui­ ção social sobrè o lucro. não podendo mudar a base de tributação pelo lucro presumido.quinze por cento . não devendo ser acrescidos os ganhos de capital. Chieregato. No entanto. Resposta: alternativa___ .000. 30 de junho. b) se a opção for pela apuração do lucro real trimestral.256 Manual de Contabilidade Tributária ♦ Oliveira. A partir dessa opção. e) no caso de início de atividades. b) as pessoas jurídicas tributadas com base no lucro real podem optar pela apuração do lucro real anual.

c) ano-calendário é o período de 12 meses consecutivos. ainda. . para se referir ao período anual de 12 de janeiro a 31 de dezembro de obtenção e formação da renda tributável e dos demais proventos e valores que compunham a declaração de rendi­ mentos. no caso de opção pelos pagamentos mensais por estimativas. 8 trimestral. sendo que o lucro tributável apurado num trimestre poderá ser compensado com prejuízos fiscais ou bases negativas de contribuição so­ cial sobre o lucro de trimestres subsequentes. tributários e societários. Assinale as alternativas incorretas: a) exercício social é determinado espaço de tempo no final do qual os con­ tribuintes pessoas jurídicas são obrigados a apurar seus resultados e pre­ parar as demonstrações contábeis. compreendido do dia l 9de janeiro a 31 de dezembro. Na atualidade. o período de apuração da base de cálculo. válido para os contribuintes pessoas físicas. com exceção do primeiro ano de existência da empresa. para efeitos comerciais. cada trimestre é considerado um período de apuração distinto. foi substituída pela expressão ano-calendário. com base no lucro real. b) a data do término do exercício social deve ser fixada no estatuto ou con­ trato social da pessoa jurídica. ou. não existe prazo de prescrição para a compensação. O período-base de apuração definitiva do Imposto de Renda das pessoas jurídicas pode ser. Pode-se afirmar em relação à compensação de prejuízos fiscais (pode haver mais de uma alternativa): a) o montante do prejuízo fiscal que pode ser objeto de compensação com o lucro real é aquele apurado e controlado no Livro de Apuração do Lucro Real (Lalur). • anual. d) período-base trata-se de um conceito utilizado no passado. presumido ou arbitrado. c) a compensação está limitada ao máximo de 25% do lucro líquido ajusta­ do pelas adições e exclusões previstas em lei. O exercício social deve ter a duração de um trimestre. sendo que a legislação do Imposto de Renda utiliza tal expressão para identificar o ano de ocorrência do fato gerador da obrigação tributária. d) conforme o art. e) período-base é a expressão que designa o período de incidência do Impos­ to de Renda das pessoas jurídicas. 35 da Instrução Normativa n9 11/96. com base no lucro real.Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas 257 12. Resposta: alternativas______ 13. ou seja. b) no caso de apuração do Imposto de Renda e contribuição social pelo lu­ cro real trimestral.

000 .000 150.250.000 40.155. Chieregato. respectivamente. .000 40.155. ^ Resposta: alternativa___ 15. Indique o Resultado Bruto e o Resultado liquido do Exercício.250. Indique.in­ corporação. o Resultado Bruto e o Resultado Líquido do Exer­ cício.000 825.000 $ 370.000 165. Resposta: alternativas______ 14.000 : 300.250 e 1. com base nos saldos relacionados a seguir: $ 24. respectivamen­ te. nos casos de reestruturações societárias .000 ISS sobre Serviços Dividendos Propostos Provisão para o imposto de Renda Custo dos Serviços Prestados Despesas Administrativas Despesas Financeiras Custo das Mercadorias Vendidas ICMS sobre Vendas Receitas de Serviços Prestados Vendas de Mercadorias a) $ 833.000 e $ 436. c) $ 1.000 182.000.750 38.250 e $ 436.650.000 495. d) $ 1. Perez Junior e Gomes ® em ocasiões específicas.000 100.000 297.000 130. com base nos saldos apurados nas contas relacionadas a seguir: Custo das Mercadorias Vendidas Despesas Financeiras ISS sobre Serviços Dividendos Propostos Provisão para o Imposto de Renda Custo dos Serviços Prestados Despesas Administrativas ICMS sobreVendas Receitas de Serviços Prestados Vendas de Mercadorias 500.início ou encerramento de atividades.000 66.000 e $ 370.000 1. b) $ 833.258 Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira.250.250. fusão ou cisão de empresas .000 110.000 23.000 215.

000 e $ 270. c) $ 1.o fisco. Resposta: alternativa___ Os testes 16 e 17 constaram em concurso público para Técnico da Receita Federal. com as se­ guintes expressões: a) real . Em face da Constituição Federal. e) progressividade e seletividade. a que estiver obrigado. b) $ 510.o fisco ou o próprio contribuinte. Resposta: alternativa___ 17.o próprio contribuinte.000 e $ 230. d) $ 510. As lacunas acima são corretamente preenchidas. b) arbitrado .000 e $ 270. somente_______________ poderá calcular o im­ posto com base naquela modalidade. c) presumido .300. o Imposto sobre a Renda e proventos de qualquer natureza tem as seguintes características: a) universalidade e progressividade. (I) Quando o contribuinte não mantiver escrituração na forma das leis comer­ ciais e fiscais. será ele tributado obrigatoriamente pelo lucro___________ .000. respectivamente.000.000.000. d) apurado . b) generalidade e seletividade.o fisco. c) cumulatividade e essencialidade.300. (II) Quando conhecida a receita bruta e desde que ocorridas as hipóteses previstas para o cálculo do tributo pela modalidade prevista em lei para as hipóteses do enunciado (I). e) real . 16. Resposta: alternativa___ . d) não-cumulatividade e seletividade.o próprio contribuinte.Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas 259 a) $ 1.000 e $ 230. e deixar de elaborar as demonstrações financeiras exigidas pela legislação fiscal.

Perez Junior e Gomes 18.000 Imposto s/ Prestação de Serviços Vendas Canceladas e Devoluções _ * Descontos Incondicionais 10. apura e recolhe o Imposto de Renda com base em estimativa sobre suas receitas. assinale a alternativa correspondente ao Imposto de Renda a recolher com base no lucro estimado de outubro de 2007. Comércio e Assistência Técnica de Aparelhos Náuticos Ltda.000. considerando que as vendas de mercadorias sofrem tributação de 8% e os serviços prestados são tributados em 32%.260 Manual de Contabilidade Tributária * Oliveira. A emprésa Indústria. b) $ 18.000 Total das Deduções Receitas Líquidas Ganhos de Capital Lucro na Venda de Imobilizado 20.000 Receita com Locação de Imóvel 3.220.000 40.000 Total de Ganhos de Capital Imposto de Renda Retido na Fonte sobre os Ganhos de Capital a) $ 17.000. está obrigada à tributação pelo lucro real. Vendas de Prestação Mercadorias de Serviços Outubro de 2007 Receitas Brutas (as vendas de mercadorias incluem oIPQ 600. .600 2.Ò00 Rendimentos nas Operações de Mútuo com Coligadas 5.000 Deduções das Receitas Brutas Imposto s/ Produtos Industrializados 30.000 4. tendo escolhido a opção da apuração lucro real anual. 100 . c) $ 19.Icatan. Chieregaro. Com base nas informa­ ções a seguir.000 Imposto s/ Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços 102. Mensalmente.

d) Após o encerramento do Exercício Social. Resposta: alternativa__ Teste que constou em concurso público para Perito Criminal da Polícia Fede­ ral. é indispensável a preparação e publicação do balanço patrimonial da data final do período contábil. do Ministério da Justiça. Na constituição da companhia e nos casos de alteração esta­ tutária. e) $20. o Exercício Social poderá ter duração diversa.000. deve coincidir com o ano civil.320. c) O término do Exercício Social. 19. assinale as alternativas incorretas: a) Apesar de o Exercício Social normalmente ter a duração de um ano. quando não estiver previsto no estatuto social da companhia. a companhia pode preparar balanços semestrais. O art. 175 da Lei das Sociedades por Ações menciona que o Exercício Social terá a duração de um ano e a data de término será fixada no Estatuto.Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas 261 d) $ 19. Considerando o texto acima. Parágrafo único. b) A companhia não pode ter um Exercício Social com período diferente do anual (12 meses). e) A demonstração do resultado deve ser publicada com a indicação dos valores correspondentes da demonstração do exercício anterior. Resposta: alternativas______ . os quais podem servir de base para a distribuição de dividendos intermediários.

. é uma contribuição de competência da União. é o resultado apurado pela contabilidade. a basede cálculo. São contribuintes as pessoas jurídicas domiciliadas no país e as que lhes são equiparadas pela legislação do Imposto de Renda. ajustado pelas adições. com exceção das en­ tidades mencionadas a seguir.2 Fato gerador e base de cálculo O fato gerador é a obtenção de lucro no exercício. 195 da Constituição Federal de 1988.hWftiwMiaatMtws o Social sobre ò ■o das M (Pessoas i| Jurídicas 11.3 Alíquotas A contribuição social sobre o lucro é calculada de acordo com as seguintes alíquotas: a) 9% sobre a base de cálculo das pessoas jurídicas. exclusões e compensações. É uma das fontes de recursos previstas no art. 11.1 Origens da Contribuição Social sobre o lucro A Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) foi instituída pela Lei n2 7. nos con­ tribuintes tributados pelo lucro real. 11.689. de 15 de dezembro de 1988.

Portanto.MP na2. • lucros. inicialmente normatizada pela Lei na 7. sociedades de crédito. 13 da Lei na 9. foi alterada pela Lei n° 8. compreendendo: bancos comerciais. Por sua vez. 60 da Lei n2 9. sociedades de crédito imobiliário.249/95.ou adições ao lucro contábil 9 resultado negativo da avaliação de investimentos em participações so­ cietárias avaliadas pelo valor do patrimônio líquido . conforme art. nem de sua própria base de cálculo. as pessoas jurídicas tributadas com base no lucro real deverão calcular a contribuição social sobre o lucro con­ tábil.ou não querem .1 Inclusões . .037 dispõe que lucros.034/90.4. 11.optar pelo lucro presumido devem basear-se na apuração do real para o cálculo e pagamento da contribuição social sobre o lucro.equivalência pa­ trimonial. A base de cálculo da CSLL. 21 da.316/99 dispõe que o valor da CSLL não poderá ser deduzido para efeito de determinação do lucro real. ô despesas indedutíveis mencionadas pelo art.532/97. I a da Lei n. abertas e fe­ chadas e empresas de arrendamento mercantil. enquanto o art. agentes autônomos de seguros privados e de crédito. a valor das provisões não dedutíveis na determinação do lucro real. sociedades corretoras de títulos e valores mobiliários.4 Base de cálculo da Contribuição Social tributação pelo lucro real As empresas que não podem . sociedades corretoras de seguros. o art. ® valor dos lucros distribuídos disfarçadamente.689/88.Contribuição Social sobre o Lucro das Pessoas Jurídicas 263 b) 8% nas instituições financeiras. cooperativas de crédito. caixas econô­ micas. bancos de investimentos. 11. • valor da reserva de reavaliação baixado durante o período-base. rendimentos e ganhos de capital auferidos no exterior. antes da provisão para o Imposto de Renda e para a CSLL. bancos de desenvolvimento. sociedades distribuidoras de títulos e valores mobiliários. em seu art. finan­ ciamento e investimento. ajustado pelas inclusões e exclusões vistas a seguir. rendimentos e ganhos de capital auferidos no exterior estão sujeitos à incidência da CSLL.9. entidades de previdência privada. 2a. empresas de seguros privados e de capitaliza­ ção. cuja contrapartida não tenha sido computada no rèsultado do período. a partir de I a de janeiro de 2001.

independentemente das atividades exercidas pelo contribuinte pessoa jurídica.equivalência pa­ trimonial. administradores e partes be­ neficiárias. não podendo mudar a base de tributação pelo lucro presumido. que tenham sido registrados como receitas. .264 Manual de Contabilidade Tributária ♦ Oliveira. No entanto.2 ExclusÕes .4. 30 de setembro e 31 de dezembro. devendo ser pagos até o último dia útil do mês seguinte. empregados. alternativamente à apuração em cada trimestre. Para o cálculo da CSLL pelo regime de estimativa. 30 de junho. de opção pelo lucro real anual. que tenham sido baixadas no çyrso do período-base. • lucros e dividendos derivados de investimentos em participações socie­ tárias avaliadas pelo custo de aquisição. Se a opção for pela apuração do lucro real trimestral.5 Apuração trimestral do lucro real De maneira semelhante ao Imposto de Renda. as pessoas jurídicas tributadas pelo lucro real devem efetuar os recolhimentos mensais com base em estimativas. Nessas circunstâncias. os recolhimentos dos tributos devem ser efetuados sobre as operações do mês. • participações de debêntures. A partir dessa opção. a empresa está obrigada à apuração do lucro real anual. Chieregato.ou deduções do lucro contábil • resultado positivo da avaliação de investimentos em participações so­ cietárias avaliadas pelo valor do patrimônio líquido . este deve ser determi­ nado em períodos de apuração encerrados em 31 de março. • valor das provisões não dedutíveis na determinação do liícrò real. 11. ou ° apurado anualmente. 11.. para fins da apuração da base de cálculo da contribuição social o lucro real pode ser. e contribuições para instituições ou fundos de assistência ou previdência de empregados. adi­ cionadas no exercício anterior. a porcentagem a ser apli­ cada sobre a receita bruta é de 12%. a critério do contribuinte: ° apurado em cada trimestre.6 Apuração anual do lucro real e opção pelo pagamento mensal da CSLL por estimativa As pessoas jurídicas tributadas com base no lucro real podem optar pela apu­ ração do lucro real anual. Perez Junior e Gomes 11.

. .'V' . 'A-.r vReceitas 1 ]^ •\ v . A Empresa Alfa é obrigada à apuração do lucro real para cálculo e pagamento do Imposto de Renda e da contribuição social.‘ r':': ■'/ ■ / & . í •.■:£i-.0 .r •••. .!■.. .-.Contribuição Social sobre o Lucro das Pessoas Jurídicas 265 11. ■ 38. como exemplificado a seguir. de capital..v" . ímpòstó de Renda retíidóna fonte sobre Õs ganhos: dÒ. •.: V: ' ' 2V00Ô'.v. \ :..... .Ilüp^to^sobféÇrodutpSrto imposto sòb ^ ..000: -. •7MMS^iOQ^í^í . v / f . •• .... .4 0 .. •■'•••'.V ':í:’■■~v• íS lS tM fe i. ' 50-' •..no mês' ' ■. 30. tendo optado pelo recolhimento mensal por estimativa e posterior apuração do lucro real anual.V.. süas receitas foram: Préstáçãp de ^f-:.jA iS^OOQ í 'ílVjC■'. Rendimentos auferidos nas operações de mútuo . 7 v. éJ:yò: . Lucro ria vérida de átiyõ -impbilizádó ' v :' . C-::.: . ■y-r^ ‘ Vv^. .'.Reedtás:brutas v.1 Procedimentos para cálculo da contribuição social p o r estimativa BASE DE CÁLCULO A contribuição social paga mensalmente pelo critério de estimativa deverá ser calculada mediante a aplicação do percentual de 12% sobre a receita bruta auferida nas atividades dos contribuintes. .f ..íVÍy ^ W 8 I 1 @8 Ganhps.^ .. ■-v-j ‘:.''i. . 8 OÓQ Í3 1 IS ÍB S W S Desçoiitps infcondiciónâís' .^ r'VT-jr..'.:VS'L: i-■^7-/^^ "0:'-'Ji.0ÒÜ^!/ •V-. v..\.000 . : 60^0 i I8 H S S I M ( -fí: ^-^QiÓ0 O :. ..... : '■ r ' Tótái de ganhos de capital ' 1• 7'w-: 6.cápitál ’ K:-':\-K:í . : ..■' _■:• Receita com locação de imóvel .■ -'.'cpIigádas'C ..‘■i''.-V. Em novembro.'.: •“'•.. ^ : '•’••■■..000. os rendimentos e ganhos de aplicações financeiras e demais receitas e resultados positivos. Ao montante calculado dessa maneira devem ser adicionados os ganhos de capital.6....vv \ 4 .. ' : 'çóm'..

Os recolhimentos mensais. que será apurado conforme Demonstrações Contábeis do Exercício anual em 31 de dezembro.6. "n^XIOQ&Mè ■). a ser apurado pela Contabilidade. > ^ :Í5:00Q. feitos com bases estimadas. Perez Junior e Gomes Demonstração da apuração da base de cálculo da contribuição social por estimativa: Vendas de Prestação de mèrcãdònáá: .e"&éyom£piès :v H . . a contribuição social devida pelo contribuinte é o valor calculado sobre o lucro real anual. mera antecipação do contribuinte para os cofres da união.000/ Receitas brutas >1 5Ò-ÓÓ0 vImpostqápbfePra 'çâiibèlád^.266 Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira. são. Chieregato. 6Ò:0Ò0\ 11.2 Contabilização da Contribuição Social calculada e recolhida com base no lucro estimado Como salientado em inúmeras oportunidades.60. na realidade. por conta do que será devido realmente.

visto na seção anterior.çpntá . é o somatório do resultado da aplicação de 12% sobre a receita bruta mais os ganhos de capital.722.v-" WêÊ^ÊÍSÊMã. a contabilização será: .sò4al sobre piíuc^ '^.722.72^80 . conforme caso prático anterior. í 11..Contribuição Social sobre o Lucro das Pessoas Jurídicas 267 Portanto.::: Em dezembro. dos rendimentos de aplica­ ções financeiras e demais receitas e resultados positivos.Bançòs. W^^Ê^ÊK9ÊSÊ9SMSÊMSmÊÊÊMi 'MÊSffÊâfimi . deve ser contabilizada como segue: •Gqnm15i4Íçãó.8.80i rGREDIT.:?8.Q . por ocasião do recolhimento da contribuição social de novem­ bro. a contribuição social paga sobre o lucro estimado de novembro de 20X1.7 Cálculo da Contribuição Social nas empresas tributadas pelo lucro presumido A base de cálculo é a mesma do recolhimento mensal realizado por estima­ tiva. CONTABILIZAÇÃO A contribuição social calculada e recolhida pelo contribuinte com base no lu­ cro presumido é considerada como recolhida definitivamente.. a contabilização seria como segue: . A adoção dessa modalidade significa a tributação mensal definitiva com base em percentuais aplicáveis sobre a receita bruta. ou seja. supondo que o cálculo pelo lucro presumido para o mês de novembro apontasse o mesmo valor do exemplo anterior.8.8QV. Portanto.

1 Opção pela apuração do lucro real trim estral O Imposto de Renda e a contribuição social a pagar. Chieregato.8 Prazos para pagamentos da Contribuição Social 11.268 Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira. Portanto. com juros pela taxa Selic até o mês anterior ao do pagamento e de 1% no mês. O contribuinte tem a opção de pagar em três quotas mensais. por ocasião do recolhimento do Imposto de Renda de novem­ bro. Perez Junior e Gomes Em dezembro. sem qual­ quer acréscimo. portanto. 11.8.8. calculada em bases estimadas. a contribuição social devida em cada mês. a contabilização será: 11. .2 Opção pelo pagamento mensal da contribuição social p o r estimativa ou pelo lucro presumido As empresas submetidas ao regime de tributação com base no lucro real têm. deve ser paga até o último dia útil do mês subsequente. podem ser pagos em quota única no mês seguinte ao trimestre. a opção pelo pagamento do Imposto de Renda e contribuição social em bases estimadas mensais. apurados em cada tri­ mestre.

apurada em exercícios anteriores. nos trimestres seguintes. a União Federal procura dimi­ nuir os índices de sonegação. no regime de pagamentos mensais. exceto nas empresas rurais ou titulares de Programa Especial de Exportação. Com a adoção desses instrumentos de fiscalização e arrecadação. manutenção. para fins de determinação da contribuição social sobre o lucro. o prejuízo não operacional de um trimestre somente pode ser compensado. o que prevalece é a apuração anual de resultados. pode ser reduzido pela compensa­ ção de base de cálculo negativa da CSLL. resultado da conversão da Medida Provisória 135. sem nenhuma restrição. depois de ajustado pelas adições e exclusões previs­ tas ou autorizadas pela legislação tributária.833/03. Essa compensação está limitada ao máximo de 30% do lucro líquido ajustado pelas adições e exclusões previstas em lei. da Contribuição para o Programa de Integração Social e Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS/PASEP) e também da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS) na prestação de diversos serviços. no caso de apuração do Imposto de Renda e contribuição social pelo lucro real trimestral. conservação. é oportuno ressaltar que. alterou o regime de cálculo e recolhi­ mento e instituiu a obrigatoriedade da retenção na fonte da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). 11. da Cofins e da contribuição para o PIS/Pasep O DOU de 30 de dezembro de 2003 publicou a Lei n2 10. segurança. cada trimestre é considera­ do um período de apuração distinto. que. ao passo que.Concribuição Social sobre o Lucro das Pessoas Jurídicas 269 11. 30 da Lei na 10. De acordo com o art. tomando mais prá­ ticos os diversos procedimentos dos órgãos públicos competentes.9 Compensação da base de cálculo negativa da CSLL O lucro líquido contábil. com lu­ cros da mesma natureza. de 29 de de­ zembro. de forma que os resultados positivos e negativos do ano são compensados automaticamente. e o lucro tributável apurado num trimestre não pode ser compensado com base de cálculo negativa de contribuição social sobre o lucro de trimestres subsequentes. dentre outras disposições. Além disso. A instituição de mecanismos de retenção na fonte de tributos é medida fiscal que procura facilitar a fiscalização e aumentar a arrecadação. os pagamentos efetuados pelas pessoas jurídicas a outras pessoas jurídicas de direito privado pela prestação de serviços de limpeza.10 Retenção na fonte da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). de 30 de outubro do mesmo ano. transporte . Para a compensação de base de cálculo negativa da CSLL apurada no mesmo ano-calendário. e não existe prazo de prescrição para a compensação.833/03. vigilância. qualquer que seja sua natureza (operacional ou não operacional).

gestão de crédito. mercadológica. federações. na forma da le­ gislação específica. confederações. do percentual de 4. “§ 1. § 2 a No caso de pessoa jurídica beneficiária de isenção. § 3 . da COFINS e da contribuição para o PIS/PASEÇ de que trata o art. a retenção dar-se-á mediante a aplicação da alíquota específica corresponden­ te às contribuições não alcançadas pela isenção De acordo com o art. as seguintes entidades da administração pública federal: “I . de 27 de dezembro de 1996. será determinado mediante a aplicação. 34.empresas públicas. da COFINS e da contribuição para o PIS/PASER “§ 1 . pela prestação de serviços de assessoria creditícia.Não estão obrigadas a efetuar a retenção a que se refere o caput as pessoas jurídicas optantes pelo SIMPLES.associações. II . centrais sindicais e serviços sociais autônomos.270 Manual de Contabilidade Tributária * Oliveira. bem como pela remuneração de serviços profissionais.430.9. sobre o montante a ser pago. administração de contas a pagar e a receber. estão sujeitos à retenção na fonte da Contribuição Social sobre o Lucro liquido (CSLL).65% (sessenta e cinco centésimos por cento) e 3% (três por cento) aplicam-se inclusive na hipótese de a prestadora do serviço enquadrar-se no regime de não cumulatividade na cobrança da contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS.65% (quatro inteiros e sessenta e cinco centésimos por cento). 64 da Lei n. ficam obrigadas a efetuar as retenções na fonte do imposto de renda.condomínios edilícios. da COFINS e da contribuição para o PIS/PASEÇ a que se refere o art.As retenções de que trata o caput serão efetuadas sem prejuízo da retenção do imposto de renda nafonte das pessoas jurídicas sujeitas a alíquo­ tas específicas previstas na legislação do imposto de renda. 31. 30.w Conforme o art. respectivamente. § 2 . ou IV .sociedades de economia mista. inclusive entidades sindicais. Chieregato. o valor da CSLL. da CSLL. seleção e riscos.65% (sessenta e cinco centésimos por cento). correspondente à soma das alíquotas de 1% (um por cento). III -fundações de direito privado. e . 3% (três por cento) e 0. de uma ou mais das contribuições de que trata este artigo.As alíquotas de 0. II . inclusive sociedades cooperativas.0 disposto neste artigo aplica-se inclusive aos pagamentos efetua­ dos por: I .sociedades simples. Perez Junior e Gomes de valores e locação de mão de obra. .

925/2004.00. o que aconteceu em 26-7-2004. Caso haja dois ou mais pagamentos a um mesmo prestador de serviços e o montante for superior a R$ 5.Contribuição Social sobre o Lucro das Pessoas Jurídicas 271 III . de forma centralizada. e que dela recebam recursos do Tesouro Nacional e estejam obrigadas a registrar sua execução orçamentária e financeira na modalidade total no Sistema Integrado de Administração Fi­ nanceira do Governo Federal .Darf). 30.SIAFI. direta ou indiretamente. 11. ” Por sua vez.demais entidades em que a União. pois foi cometido o ato ilícito de apropriação indébita.000. 36 diz que os valores retidos na forma dos arts.Contribuição Social sobre o Lucro Líquido e ao PIS-PASEP dos serviços prestados pelas empresas.10. em I a de fevereiro de 2004. É importante destacar o aspecto dessa obrigatoriedade para a empresa con­ tratante dos serviços: haverá a responsabilidade civil decorrente da imposição legal da retenção na fonte e posterior recolhimento. detenha a maioria do capital social com direito a voto. 30. gerando uma responsabilidade penal.1 Limites para a retenção dos tributos A retenção da Cofins. Se os tributos não forem re­ tidos e recolhidos. Esta decisão foi introduzida pela Lei n2 10. ° PIS: 0. sancionada recentemente pelo presidente. o representante legal será responsabilizado pelas autoridades tributárias. 35 menciona que os valores retidos na forma dos arts. Finalmente. 33 e 34 serão considerados como antecipação do que for devido pelo contribuinte que so­ freu a retenção. cabe às citadas pessoas jurídicas a obrigação de reter e recolher os 4. à CSLL . Os 4.65% referentes à COFINS. a partir da entrada em vigor da nova lei. PIS e Contribuição Social sobre Lucro Líquido só deve ser efetuada quando o valor do serviço for superior a R$ 5 mil por nota fiscal. O recolhimento dos três tributos será efetuado num único Documento de Arrecadação de Receitas Federais . os tributos . pelo estabelecimento matriz da pessoa jurídica.65% estão assim divididos: • COFINS: 3%. até o 32dia útil da semana subsequente àquela em que tiver ocorrido o pagamento à pessoa jurídica fornecedora dos bens ou prestadora do serviço. 33 e 34 deverão ser recolhidos ao Tesouro Nacional pelo órgão público que efe­ tuar a retenção ou.65%. em relação ao imposto de renda e às respectivas contribuições. ® Contribuição Social: 1%. Em resumo. sendo válida a partir da data de sua publicação no Diário Oficial da União. o art. o art.

272 Manual de Contabilidade Tributária * Oliveira.000.000. Assinale as alternativas corretas. pode-se afirmar: a) o fato gerador é a venda de mercadorias e a prestação de serviços.00 se­ rão apurados quinzenalmente e pagos até a sexta-feira da semana seguinte à da quinzena encerrada. b) deve ser diminuído do lucro contábil o valor das provisões não dedutíveis na determinação do lucro real. que te­ nham sido baixadas no curso do período-base. Cofins 3% e CSLL 1% quando os pagamentos forem superiores R$ 5. Por exemplo: retenções de 26-7-2004 a 6-8-2004 deverão^ ser recolhidas aos cofres públicos até o dia 13-8-2004. c) os lucros. rendimentos e ganhos de capital não estão sujeitos à incidência da contribuição social. Os tributos retidos por ocasião de serviços prestados acima de R$ 5. Resposta: alternativa___ 2. com relação às inclusões e exclusões ao lu­ cro contábil para a determinação da base de cálculo da contribuição social pelo lucro real: a) deve ser somado ao lucro contábil o resultado positivo da avaliação de investimentos em participações societárias avaliadas pela equivalência patrimonial. Chieregato. d) as pessoas jurídicas tributadas com base no lucro real deverão calcular a contribuição social sobre o lucro contábil antes da provisão para o Im­ posto de Renda e da provisão para a Contribuição Social.65% a título de PIS: 0.65%. . b) as empresas obrigadas à tributação pelo lucro real não podem recolher a contribuição social com base em estimativas. Portanto. Com relação à contribuição social sobre o lucro das pessoas jurídicas. Perez Junior e Gomes deverão ser retidos e recolhidos normalmente nos moldes da legislação anterior. os serviços pres­ tados de pessoas jurídicas a outras pessoas jurídicas deverão sofrer a retenção de 4. Testes 1.00 (cinco mil reais) por nota fiscal. c) deve ser diminuído do lucro contábil o valor das provisões não dedutíveis na determinação do lucro real adicionadas no exercício anterior. d) deve ser diminuído do lucro contábil o valor dos lucros distribuídos disfarçadamente. ajustados pelas inclusões e exclusões previstas em lei.

no encerramento do exercício. a ser apurado pela Contabilida­ de. Resposta: alternativas______ . d) os recolhimentos mensais são antecipações do recolhimento para os co­ fres da União. b) a compensação está limitada ao máximo de 25% do lucro líquido ajusta­ do pelas adições e exclusões previstas em lei. cada trimestre é considerado um período de apuração distinto. Resposta: alternativas______ Assinale as alternativas corretas. com exceção das empresas rurais ou titulares de Pro­ grama Especial de Exportação. sendo que o lucro tributável apurado num trimestre não poderá ser compensado com base de cálculo negativa de Contribuição Social sobre o lucro de trimes­ tres subsequentes. com lucros da mesma natureza. devem ser adicionados os ganhos de ca­ pital. por conta do total devido. d) o lucro tributável. nos trimestres seguintes. os rendimentos e ganhos de aplicações financeiras. e) as receitas com a prestação de serviços não entram na apuração da base de cálculo. c) não existe prazo de prescrição para a compensação.Contribuição Social sobre o Lucro das Pessoas Jurídicas 273 e) devem ser diminuídos do lucro contábil os lucros e dividendos derivados de investimentos avaliados pelo custo de aquisição que tenham sido re­ gistrados como receitas. com relação à compensação da base de cál­ culo negativa da contribuição social sobre o lucro: a) o prejuízo não operacional de um trimestre somente poderá ser compen­ sado. e) para a compensação de base de cálculo negativa de CSLL apurada no mesmo ano-calendário. poderá ser reduzido pela com­ pensação de base de cálculo negativa. c) tanto o ICMS como o ISS podem ser deduzidos das receitas brutas para a obtenção da base de cálculo. com relação ao cálculo da contribuição so­ cial por estimativa: a) a porcentagem a ser aplicada sobre a receita bruta é de 9%. depois de ajustado pelas adições e exclusões previstas ou autorizadas pela legislação tributária. b) na apuração da base de cálculo. Resposta: alternativas ______ Assinale as alternativas corretas. no caso de apuração do Imposto de Renda e Contribuição Social pelo lucro real trimestral. é oportuno ressaltar que.

000 Descontos Incondicionais Total das Deduções Receitas Líquídas ! Ganhos de Capital Lucro na Venda de Imobilizado Receita com Locação de Imóvel Rendimentos nas Operações de Mútuo com Coligadas 15.Icatan.000 5.000 1X16. Comércio e Assistência Técnica de Aparelhos Náuticos Ltda. considerando que as vendas de mercadorias e os serviços prestados foram: Novembro de 2007 Receitas Brutas (as vendas de mercadorias incluem o M ) Vendas de Prestação de Serviços Mercadorias 50.700.280 2. e) $ 9. Chieregato. b) $ 8.200 Total de Ganhos de Capital Imposto de Renda Retido na Fonte sobre os Ganhos de Capital a) $ 9.000.000 Deduções das Receitas Brutas Imposto s/ Produtos Industrializados Imposto s/ Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços 34.274 Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira. A empresa Indústria. assinale a alternativa correspondente à Contribuição Social sobre o Lucro a recolher com base no lucro estimado de novembro de 2007. apura e recolhe a Con­ tribuição Social sobre o Lucro com base em estimativa sobre suas receitas. Mensalmente.500 Imposto s/ Prestação de Serviços Vendas Canceladas e Devoluções 10. Perez Junior e Gomes 5.000 3. . tendo escolhido a opção da apuração lucro real anual. está obrigada à tributação pelo lucro real.000 680. Resposta: alternativa 100 .000.220. d) $ 9. Com base nas informações a seguir.000 3.572. c) $ 9.

1 Problemas contábeis quanto ao registro dos tributos com o Imposto de Renda e Contribuição Social Existem diferenças. a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) emitiu a Deliberação n. . o texto do Pronunciamento está impresso em tipo itálico negrito. sempre que necessário. Para facilitar a leitura e a interpretação do Pronunciamento. divergir do lucro real ou tributável. O Pronunciamento é obrigatório para as companhias abertas. na maioria das vezes.273. por méio da qual aprovou o Pronunciamento n925 (NPC 25) do Instituto Brasileiro de Contadores (Ibracon). Para a identificação. e Cojntribjáiçãb Social imposto I4e Renda Diferido Em 20 de agosto de 1998.I! 1 lí [I i_S 1 _1 cojhti iiizaiçao c~jo Imposto de Re ehd. o texto foi in­ serido pelos autores neste capítulo. 12. que trata da Contabilização do Imposto de Renda e da contribuição social.Imposto de Renda Diferido. comentários e exemplos em tipo normal. Ao texto do Ibracon foram acrescentados pelos autores do livro. Essa diferença é conseqüência do fato de o lucro contábil. Esse pronunciamento revogou as disposições anteriores contrárias. a partir da pu­ blicação no Diário Oficial da União. de acordo com o desenvolvimento do tema. que podem ser significativas em algumas empresas entre o montante dos tributos que devem ser contabilizados como encargos de deter­ minado período contábil e o montante apurado de acordo com a observância da legislação tributária do Imposto de Renda. especial­ mente o Pronunciamento n2 20 do Ibracon .

276 Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira. entre as quais se dta o International Accounting Standards Board (lasb). ou seja. $ 340 apurados pela escrituração contábil. .Impostos sobre a Renda. que é 34% de $ 800. Em nível internacional. portanto. A demonstração e o controle dessa diferença são efetuados no Livro de Apuração do Lucro Real (Lalur). Esse é o objetivo. que divulgou o Pronunciamento NIC 12 . tendo apurado um íucro do exercício. É oportuno ressaltar que tais diferenças entre o lucro contábil e o lucro tribu­ tável ocorrem em boa parte dos países. ou Comitê de Normas Internacionais de Contabilidade. seria de $ 272. Consequentemente. Partindo do pressuposto de que ambos os valores estão corretos. repro­ duzido a seguir. normas e procedimentos emanados da doutrina contábil. a fim de observar os adequados prmdpios. Há. com a observância dos princípios e normas de contabilidade. Consequentemente.000. Chieregato. o assunto tem sido discutido por diversas entidades contábeis. de $ 1. o problema é como efetuar os registros contábeis. o registro contábil dos encargos com os mendonados tributos seria efetuado pelo montante de $ 340. o lucro real . após as exclusões permitidas e as indusões exigidas pela legislação tributária. com base nos aspectos fiscais. o montante dos tributos a serem recolhidos. restando um lucro de $ 660 após a provisão. antes da provisão para o Imposto de Renda e da contribuição social. sem prejudicar a neces­ sária observância dos aspectos e procedimentos fiscais e tributários relacionados com a apuração e o recolhimento dos tributos sobre o lucro das organizações. não é um problema apenas dos contabilistas brasileiros. Perez Junior e Gomes Exemplo: Resultado contábil A Empresa de Teddos América (EXA) encerrou suas Demonstrações Contá­ beis em 31-12-XO. do Pronunciamento NPC 25 do íbracon. Resultado fiscal No entanto.do exertído de X0 foi de $ 800. uma diferença de $ 68 no montante dos tributos.ou tributável . ou seja. em resumo. menos $ 272 apurados com a observância dos aspectos tribu­ tários.

Comissão de Valores Mobiliários. através de sua Deliberação n273. aprova o Pronunciamento NPC 25 do Ibracon sobre a Contabilização do Imposto de Renda e da Contribuição Social e toma obrigatório. no período em que tais diferen­ ças surgirem.Instituto dos Auditores Independentes do Brasil Contabilização do Imposto de Renda e da Contribuição Social Procedimentos contábeis aplicáveis 1. principalmente das páginas 477 a 528. de 20 de agosto de 1998. Seu aspecto principal é a contabilização das conseqüências fiscais atuais efuturas decorrentes de: a) recuperação ou liquidação futura do valor contábil de ativos ou passivos reconhecido no balanço patrimonial da entidade..Imposto de Renda Diferido 12. publicou em 1999 o livro Normas internacionais de conta­ bilidade. que tratam da NIC 12 . o cumprimento das Normas deste Pronunciamento. b) transações e outros eventos do período que são reconhecidos nas demonstrações contábeis da entidade. COMENTÁRIOS DOS AUTORES O Ibracon está sempre preocupado com o aprimoramento das práticas contá­ beis no Brasil.Impostos sobre a Renda. Os autores recomendam a leitura do livro. A contabilização de um ativo ou passivo enseja que a recuperação ou liquidação de seus valores possa produzir alterações nas futuras apurações de Imposto de Renda e contribuição social. Segue a íntegra da Norma e Procedimento de Contabilidade n225 NPC 25 do Ibracon . 2.2 277 Textos legais A CVM . Nesse sentido. esse impacto fiscal através da contabilização de um passivo ou de um ativo fiscal diferido. este pronunciamento determina que a entidade re­ conheça. que contém a versão em português das normas publicadas pelo lasc. Esse procedimento tem por objetivo normalizar o tratamento contábil do Imposto de Renda e da Contribuição Social das entidades. Uma de suas principais preocupações é contribuir significativamente para a adaptação de nossas metodologias às Normas Internacionais de Contabilida­ de (NIC). Nessa circunstância. com certas exceções. .Contabilização do Imposto de Renda e Contribuição Social . através de sua dedutibilidade ou tributação. para as companhias abertas.

quando ^ as transações e os outros eventos forem reconhecidos na demonstração do resultado. Para os fins deste pronunciamento. 12. 5. sempre que tiver como base os resultados tributáveis. calculado de acordo com as regras estabelecidas pelas autoridades fiscais.278 Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira. 4. da apresentação do Imposto de Renda e da contribuição social nas de­ monstrações contábeis e da divulgação de informações sobre tais impostos. Quando contabilizados diretamente no patrimônio líquido> a contabilização dos efeitos fiscais também será feita no patrimônio líquido.3 Definições d) Resultado Contábil antes do Imposto de Renda é o lucro líquido ou prejuí­ zo de um período. As movimentações no patrimônio líquido para atendimento de procedimentos específicos déterminados por ór­ gãos regulamentadores serão objeto de pronunciamentos futuros. todos os efeitos fiscais correspondentes também serão reconheci­ dos na demonstração do resultado. Este pronunciamento trata também do reconhecimento dos ativos fiscais diferidos decorrentes de prejuízos ou créditos fiscais não rea­ lizados. o Imposto de Renda compreende tanto o imposto do próprio país como os impostos de outros países a que a entidade estiver sujeita. Este pronunciamento não especifica quando ou como a entidade deve contabilizar os efeitos fiscais de dividendos. 6. desde que a entidade tenha histórico de rentabilidade. O ativo fiscal diferido decorrente de prejuízos fiscais de Imposto de Renda e base negativa de contribuição social deve ser reconhecido. acom­ panhada da expectativa fundamentada dessa rentabilidade por prazo que considere o limite máximo de compensação permitido pela legislação. são recolhidos por uma controlada. Perez Junior e Gomes 3. antes da dedução ou acréscimo das despesas ou receitas de Imposto de Renda e da Contribuição SociaL b) Resultado Tributável é o lucro ou prejuízo de um período. COMENTÁRIOS DOS AUTORES O objetivo principal do Pronunciamento é disciplinar e normatizar o trata­ mento contábil das diferenças entre o: • montante dos tributos calculados sobre o lucro contábil. Este pronunciamento determina que a entidade registre contabilmerite os efeitos fiscais de suas transações e outros eventos no mesmo período contá­ bil que registra essas transações e os outros eventos. e sobre o qual são devidos ou recuperáveis o Imposto de Renda e a Contribuição SociaL . compreende também os impostos que. total ou parcialmente. e 0 montante dos tributos calculados sobre o lucro tributável ou real. Adicionalmente. O Imposto de Renda. Chieregato. tal como o imposto retido na fonte. coligada ou joint venture sobre as distribuições feitas para a entidade.

mesmo que o gasto tenha sido necessário para a atividade empresarial. com relação a: a) diferenças temporárias dedutíveis. futuramente. a empresa pode contabilizar uma despesa efetuada no exercício contábil. e) Obrigações Fiscais Diferidas são os valores do Imposto de Renda e da con­ tribuição social a pagar em períodos futuros. não será aceito pelo fisco como dedutível. ou seja. g) Base Fiscal de um ativo ou passivo é o valor atribuído a um ativo ou pas­ sivo para fins tributários. quando o valor contábil do ativo ou passivo fo r recuperado ou liquidado. 2. Outro exemplo de gastos não dedutíveis é a multa paga pelas empresas em decorrência de infração fiscal. tributáveis* ou seja. f) Ativos Fiscais Diferidos são os valores do Imposto de Renda e da contribui­ ção social a recuperar em períodos futuros. ã) Imposto de Renda e Contribuição Social Correntes .montante do Imposto de Renda e da contribuição social a pagar ou recuperar com relação ao resultado tributável do período. a apuração do Imposto de Renda e da contri­ buição social. . dedutíveis. COMENTÁRIOS DOS AUTORES Existem também as diferenças permanentes.o valor total incluído na determinação do lucro líquido ou prejuízo do pe­ ríodo. b) compensação futura de prejuízos fiscais não utilizados. que resultarão em valores a serem deduzidos no cálculo do resultado tributável de períodos futuros.Imposto de Renda Diferido 279 c) Despesas ou Receitas de Imposto de Renda e da Contribuição Social . quando o valor contábil do ativo ou passivo fo r recupe rado ou liquidado. para a qual não há o comprovante fiscal para a devida dedução. que são as que não impactam e não podem impactar. Por exemplo. ou seja. com relação a diferenças temporárias tributáveis.Contabilização do Imposto de Renda e Contribuição Social . h) Diferenças Temporárias são as diferenças que impactam ou podem impactar a apuração do Imposto de Renda e da contribuição social decorrente de diferenças temporárias entre a base fiscal de um ativo ou passivo e seu valor contábil no balanço patrimonial. abrangendo os valores correntes e diferidos. Elas podem ser: 1. que resultarão em valores a serem adicionados no cálculo do resultado tributável de períodos futuros. no tocante a tal imposto e contribuição.

as despesas do exercício de X0 com o Imposto de Renda e contribuição social eqüivalem ao valor de $ 765.280 Manuai de Contabilidade Tributária * Oliveira. e no resultado tributável em perí­ odo diferente. sem os devidos comprovantes fiscais. consi­ derando a tributação de 34% sobre o lucro. Exemplo numérico A Empresa Paulista de Aços CEPA) apurou em 31-12-XO um lucro contábil do exercício de $ 2. nessas circuns­ tâncias. Também foram contabi­ lizadas despesas com diversas multas por infrações. não havendo qualquer relacionamento com a figura do Imposto de Renda diferido. Perez Junior e Com es O ajuste do lucro contábil para a apuração do lucro tributável.4 Embasamento técnico-contábil 12. as despesas do exercício de X0 com o Imposto de Renda e contribui­ ção social devem ser contabilizadas em 31-12-XO pelo montante de $ 765. o lucro real . após as in­ clusões ao lucro contábil das despesas não dedutíveis. antes da despesa com o Imposto de Renda e com a contri­ buição social. Em outras palavras. que é $ 2. que totalizaram. Portanto.000. no exercício de X0. já que não se trata de diferenças temporárias.ou tributável . que foram contabilizadas. $ 150. Nesse caso. Chieregato. portanto.4. Foram contabilizadas durante o exercício despesas efetuadas pela diretoria.foi de $ 2.1 Diferenças temporárias tributáveis Algumas diferenças temporárias surgem quando se inclui receita ou des­ pesa no resultado contábil em um período.000 menos $ 765. A seguir. contabilmente falando. o lucro contábil seria de $ 1. tais diferenças não são objeto de normatização do Pronunciamento NPC 25 do íbracon. como segue: Nesse exemplo. no total de $ 100.250. não impacta a apuração dos tributos. apresentam-se exemplos de diferenças desse tipo que . 12.235.

resultam em obrigações fiscais diferidas: a) a depreciação considerada na determinação do resultado tributável pode ser diferente daquela que é considerada na determinação do resultado contábil.Contabilização do imposto de Renda e Contribuição Social . encerrou suas demonstra­ ções contábeis em 31-12-X0. c) ganhos de capital registrados contabilmente e decorrentes de vendas de bens do ativo. Surge.. antes da provisão para o Imposto de Renda e contribuição social. relativa a contratos de longo prazo de construção por empreiteira ou de fornecimento de bens ou serviços. cujo recebimento e tributação dar-seão a longo prazo. . de $ 1. Uma aceleração da depreciação para fins fiscais resulta em uma obrigação fiscal difenda.IMA Ltda. teremos uma diferença tem­ porária. COMENTÁRIOS DOS AUTORES Exemplificando com casos práticos de diferenças temporárias tributáveis e com a contabilização do passivo corrente e passivo diferido: a) Exemplo prático 1: Depreciação fiscal acelerada Resultado contábil As Indústrias de.000. uma diferença entre o valor liquido contábil do ativo e sua base fiscal. quando celebrados com o governo ou entidades do governo. uma aceleração da depreciação para fins contábeis resulta em um ativo fiscal diferido.ou lucro real A IMA goza de incentivos fiscais da depreciação acelerada sobre suas máqui­ nas e equipamentos industriais. mas ainda não recebida. então. portanto.000) e o lucro líquido final. a despesa com o Imposto de Renda seria de $ 500 (25% de $ 2.Imposto de Renda Diferido 281 são diferenças temporárias tributáveis e.Máquinas Albertmho . imobilizado. Por outro lado. Resultado tributável . b) receita contabilizada. Considerando uma alíquota de 25%.000 menos $ 500).500 ($ 2. permitidas pela legislação fiscal Se essa diferença reverte-se ao longo do tempo. tendo apurado um lucro contábil de $ 2. que é o custo do ativo menos as correspondentes depreciações acumuladas. podendo deduzir do lucro contábil o montante de $ 300 para apuração do Imposto de Renda. O montante da depreciação acele­ rada concedida como incentivo fiscal não é contabilizado.

O contribuinte recolhe um valor a menor nos primeiros anos da vigência do incentivo fiscal. Perez Junior e Gomes Como o lucro tributável é de $ 1. Surge em cena.700. o incentivo fiscal é. será futuramente recuperado peló Fisco.com o da depreciação acelerada incentivada . Isso ocorre porque o Imposto de Renda que será pago a menor sobre o lucro do exercício de X0. na realidade. visto que. a empresa vai contabilizar a depreciação normal sobre suas máquinas e equipamentos industriais. em algum momento no futuro. mas passa a recolher um valor maior nos últimos anos. com relação a diferenças temporárias tributáveis.não pode ultrapassar 100% do custo de aquisição dos ativos. considerando a alíquota de 25%. 1. mas não poderá deduzir tal depreciação normal para fins de tributação. o passivo corrente representa 25% do lucro tributá­ vel de $ 1. em decorrência da existência do incentivo fiscal não contabi­ lizado.que é contabilizada .que não é conta­ bilizada . que é o valor do Imposto de Renda e da contribuição social a pagar em períodos futuros. A explicação é simples: para fins de apuração do resultado tributável.700). Chieregato. Esse valor corresponde ao Imposto de Renda Corrente. Com base nesses comentários e demais informações. du­ rante todo o prazo da utilização de máquinas e equipamentos ~ 12 anos de vida útil. uma postergação da obrigação de recolher o Imposto de Renda sobre os lucros. Em outras palavras. no entanto. a contabilização em 3112-XO seria como segue. proporcionalmente ao montante do Imposto de Renda calculado sobre b lucro contábil.700. a figura da Obrigação Fiscal Diferida. o Im­ posto de Renda a recolher a curto prazo é de $ 425 (25% de $ 1. Reconhecimento do Passivo Corrente ~íSlSSSS Conforme demonstrado. .282 Manual de Contabilidade Tributária ♦ Oliveira. supondo que não há qualquer outra exdusão ou inclusão ao lucro contábil para apuração do lucro tributável. conforme concei­ tos anteriores do pronunciamento do Ibracon. que é o montante do Imposto de ‘ Renda a pagar com relação ao resultado tributável do período. por exemplo o somatório dos montantes da depredação normal .

valor do incentivo fiscal deduzido do lucro contábil para apuração do lucro tributável . . Em outras palavras. que o lucro contábil. Demonstra-se. apurando um lucro contábil. Reconhecimento do Passivo Diferido . Contratos de prestação de serviços de construção por em­ preitada assinados com pessoa jurídica de direito público A legislação tributária permite às construtoras de obras públicas a adoção do "regime de caixa” para a tributação do lucro obtido nessas obras. para o período do recebimento das faturas. Exemplo A Construtora Kai Kai está construindo uma ferrovia para o governo. antes da provisão para o Imposto de Renda e contribuição social. após o Imposto de Renda.700.ou lucro real.Imposto de Renda Diferido 283 2. foi apurado de acordo com rigorosa observância do princípio contábil da competên­ cia do exercício: IRCS = Imposto de Renda e Contribuição Social b) Exemplo prático 2.Contabilização do Imposto de Renda e Contribuição Social . tanto o Imposto de Renda como a contribuição social sobre o lucro contido na receita contabilizada.ou obrigações fiscais diferidas Corresponde a 25% de $ 300. de $ 1. e en­ cerrou suas demonstrações contábeis em 31-12-XO. podem postergar. quando cele­ brados com o governo ou entidades do governo. a seguir. mas ainda não recebida relativa aos contratos de longo prazo de construção por empreiteira ou de fornecimento de bens ou serviços.

mes­ mo que o lucro contábil seja apurado corretamente pelo regime de competência. o lucro tributável pode ser apurado pelo regime de caixa.ou lucro real ■®jütos^êwdÓs. Ou seja. emitiu uma fatura de $ 700. Perez Junior e Gomes Em dezembro de XO. que corresponde a 34% de $ 200.- :■! .ou pas­ sivo diferido . que será recebida em janeiro de XI.(âOQ). a partir da concretização do recebimento da fatura.|Q^ jflt ilM llii -SIO. no período do efetivo recebimento. Em resumo. existia um passivo fiscal . Essa fatura foi registrada contabilmente como receita do exercício de X0. com a contabilização de todas as receitas faturadas. Chieregato. é a mesma diferença entre $ 578 e $ 510.no valor de $ 68. Continuando com o exemplo anterior. |i Resultado tributável . supondo que a construtora tenha exer­ cido a opção do diferimento da tributação e que não haja outra exclusão ou adição ao lucro contábil. incluindo as que não foram recebidas até o encerramento do exercício. há os seguintes resultados. a construtora tem a opção de postergar para XI a tributação desse lucro. . em 31-12-XO.284 Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira. ■ Passivo diferido O montante do tributo postergado por causa da opção pelo regime de caixa para fins fiscais terá que ser recolhido futuramente. Supondo que o lucro dessa fatura seja de $ 200. considerando tuna alíquota de 34% para os tributos sobre o lucro (25% de Imposto de Renda e 9% de con­ tribuição social): Resultado contábil :(578:). Evidentemente.

porém não afeta o resultado tributável no período em que ocorre. valor da tribu­ tação do lucro postergado para futura tributação. que o lucro contábil.68/ A obrigações fiscais diferidas correspondem a 34% de $ 200.Contabilização do imposto de Renda e Contribuição Social . foi apurado de acordo com rigorosa observância do princípio contábil da competên­ cia do exercício: &m¥SÊMÁ WSMmÊM íSIBffilS iSfiSIISi Iflfii®. A reavaliação de ativos é permitida em certas condições. b) Reconhecimento do Passivo Diferido . a basefiscal do ati­ vo não é ajustada. a seguir. no exercício do recebimento da fatura. após o Imposto de Renda. Demonstra-se.500.Imposto de Renda Diferido 285 Contabilização a) Reconhecimento do Passivo Corrente 510 Conforme demonstrado. o passivo circulante representa 34% do lucro tribu­ tável de $ 1. contudo>. A diferença entre o valor contábil de um ativo reavaliado .ou obrigações fiscais diferidas .

e) provisão para perdas permanentes em investimentos. para fins fiscais. portanto. cujos excessos sejam recuperáveis fiscalmente no futuro. uma receita tributável correspondente ao exces­ so de depreciação contábil em relação àquela permitida para fins fiscais. o valor contábil reavaliado é o que será recuperado através da depreciação ou exaustão. nos termos deste pronunciamento. COMENTÁRIOS DOS AUTORES Exemplos de ativos fiscais diferidos e contabilização: A Indústria Eletrônica Jônattas encerrou suas demonstrações contábeis em 31-12-X0. gerando. d) provisões contabilizadas acima dos limites permitidos pela legisla­ ção fiscal. sem que sefãça um ajuste equi­ valente para fins tributários. de­ duzidos. mesmo que a entidade não pretenda alienar o ativo. A diferença temporária dedutível sur­ ge se a base fiscal do ativo exceder seu valor contábil ajustado ao valor de mercado (reavaliação negativa). antes da provisão para o Imposto de Ren­ da e contribuição social. ou valor de recuperação. no momento do registro da reava­ liação. 12. apenas quando estes forem efetivamente realizados. Assim. g) amortização contábil de ágio que somente será dedutível por oca­ sião de sua realização por alienação ou baixa. f) receitas tributadas em determinado período.286 Manual de Contabilidade Tributária * Oliveira. Perez Junior e Gomes e sua base fiscal constitui uma diferença temporária e dá origem à obrigação fiscal diferida. que somente serão reconhecidas contábilmente em período ou períodos futuros.200.2 Diferenças temporárias dedutíveis A seguir são dados exemplos de diferenças temporárias dedutíveis que resultam em ativo fiscal diferido: a) provisão para garantia de produtos. para atender ao Princípio da Competência. apurando um lucro contábil. mas dedutível para fins fiscais somente quando realizada. Chieregato. b) provisão para gasto com manutenção e reparo de equipamentos. integralmente provisionado.4. mediante a utilização de conta retificadora da reserva de reavaliação. . c) provisão para riscos fiscais e outros passivos contingentes. de $ 1. o montante dos impostos e contribuições relativo à diferença en­ tre o valor contábil e sua correspondente base fiscal deve ser. registrada na contabilidade no período de sua venda. Nesse caso. tal como provisão para créditos duvidosos ou em liquidação. / h) certos ativos podem ser reavaliados.

Contabilização do Imposto de Renda e Contribuição Social . ' 'r Imposto dê'Renda è contribuição §ÒGiâl a recolher -.Imposto de Renda Diferido 287 Considerando uma tributação de 34%. como segue: S SSIfMM# 88RBI18 llH Iiü ! No entanto.Provisões contabilizadas. o resultado tributável (ou lucro real) seria como demonstrado a seguir: r A. Dessa maneira. mas não dedutíveis ejn X0 Lucno'j3ÍbutávèL-Qu4ucroTeâl.34%Mo lucrõ^tri-' b ü tá v e K \ t 1.550 527 1 . Lucro contábil.200 ' ■ •350 ■ ■•( 1. a empresa constituiu em 31 de dezembro de X0 as seguintes provisões contábeis que não são aceitas pelo Fisco como dedutíveis para fins de apuração do lucro tributável ou lucro real. o Fisco aceita a dedução apenas por ocasião do efetivo desembolso da despesa: Portanto. antes do Imposto de Renda e contribuição sòcial Adições ~ y “. "5 ^ -. a provisão contábil para os tributos com o Imposto de Renda e contribuição social seria de $ 408. o lucro contábil após a mencionada provisão seria de $ 792. Como comentado.

/•••: 527 : éifeg#?rtpí"S':.■-■■ ■■■” ■■-■■■■■ .288 Manual de Contabilidade Tributária • Oiiveira. b) Reconhecimento do Ativo Diferido (ou ativos fiscais diferidos) Demonstra-se. -. Chieregato. Em outras palavras. 'Mais :iiUcrò. será aceito como dedutível do lucro tributável dos exercícios futuros. ^ . que o lucro contábil. que corresponde a 34% de $ 350. 527 . a seguir. o passivo. após o Imposto de Renda. a empresa terá um ativo diferido no valor de $ 119.'çórifábjl^^ . igual a $ 119.'. Perez Junior e Gomes Ativo diferido O montante do tributo antecipado sobre as provisões não dedutíveis em XO.ÍSSS Conforme demonstrado. foi apurado de acordo com rigorosa observância do princípio contábil da competên­ cia do exercício: ÍMenò's.550. Contabilização a) Reconhecimento do Passivo Corrente .. circulante representa 34% do lucro tribu­ tável de $ 1..

a existência de dúvidas quanto à continuidade operacional demonstra que não é procedente o lan­ çamento contábil dos ativos fiscais diferidos. Nesse contexto. os pressupostos se tomam mais impre­ cisos na medida em que o período das projeções aumenta. significativo aumento das vendas ou dependência de preço de commodities). que possa gerar lucro tributável no período em que os prejuízos possam ser com­ pensados. respei­ tados os princípios fundamentais de contabilidade. apesar de não existir dúvida sobre continuidade. A ocorrência de prejuízos recorrentes constitui uma dúvida sobre a recuperabilidade do ativo diferido. diminui a capacidade de administração em elaborar suas melhores estimativas. os pressupostos utilizados para a avaliação da probabi­ lidade de ocorrência de lucros tributáveis futuros. ou melhor. são evidências mais concretas. ao avaliar a probabilidade de lucro tributável futuro contra o qual possa utilizar os prejuízos fiscais. Se não fo r provável que não haverá lucro tributável para compensar os prejuízos fiscais. Ao aumentar esse período. Por outro lado. que envolvem providên­ cias internas da administração.5 Ativo fiscal diferido Deve-se reconhecer o ativo fiscal diferido com relação a prejuízos fiscais à medida que fo r provável que no futuro haverá lucro tributável suficiente para compensar estes prejuízos. d) se há oportunidade identificada de planejamento tributário. deve considerar os seguintes critérios: a) se existem diferenças temporárias tributáveis. o ativo'jtscal diferido não deve ser reconhecido. Certamente. A avaliação dessa situação é de responsabilidade da administração da entidade e requer julgamento das evidências existentes. A entidade.Contabilização do Imposto de Renda e Contribuição Social . . c) se os prejuízos fiscais resultam de causa identificada que provavel­ mente não ocorrerá novamente. poderão existir circunstâncias em que não seja procedente o registro do ativo fiscal diferido. relativas à mesma au­ toridade fiscal.Imposto de Renda Diferido 289 12. administráveis do que pressupostos que envolvem terceiros ou uma situação de mercado (por exemplo. que resultem em valores tributáveis contra os quais esses prejuízos fiscais possam ser utilizados antes que prescrevam. Precisa ser claramente entendida a vinculação entre o reconhecimento de ativo fiscal diferido e a avaliação da continuidade operacional da entidade efetuada para a aplicação de princípios contábeis aplicáveis em entidade em liquidação. Também. b) se fo r provável que terá lucros tributáveis antes de prescrever o di­ reito à compensação dos prejuízos fiscais.

excepcionada a res­ trição relativa à compensação de préjuízo não operacional. Perez Junior e Gomes COMENTÁRIOS DOS AUTORES A legislação do Imposto de Renda vigente não estabelece prazos para a pres­ crição do direito à compensação dos prejuízos fiscais. essa incidência somente será definitiva sobre a parcela do lucro real anual que exceder R$ 240. apurados pelas pessoas jurídicas. qualquer que seja sua natu­ reza (operacional ou não operacional). exceto nas empresas rurais ou titulares de Programa Especial de Exportação. sobre a parcela do lucro real de um trimes­ tre que exceder a $ 60. sem nenhuma restrição. ao passo que no regime de pagamentos mensais. também nesse caso. Em outras palavras. o prejuízo não operacional de um trimestre somente poderá ser compensado. de forma que os resultados positivos e negativos do ano são com­ pensados automaticamente. depois de ajustado pelas adições e exclusões. entre a apuração trimestral e a mensal. o lucro real de um trimestre não pode ser compensado com o prejuízo fiscal de trimestre subsequente. o que prevalecerá. No regime de pagamentos mensais. A diferença surge nos prejuízos fiscais do ano-calendário em curso. embora incida o adicional sobre a parcela do lucro tributável mensal que exceder a R$ 20. a compensação desse prejuízo com o lucro real apurado nos trimestres seguintes ficará sujeita à observância do limite máximo de 30% do lucro real. Além disso. ainda que do mesmo ano-calendário.000. em uma empresa que se tenha submetido à apuração trimestral do lucro real poderá ocorrer o seguinte: . Incidência do adicional de 10% No regime de apuração trimestral. No exemplo a seguir. observado o limite máximo de 30%. a incidência do adicional de 10% é definitiva. como segue: Como a apuração trimestral é definitiva. se for apurado prejuízo fiscal em um trimestre. será a apuração anual de resultados. não há prazo para a prescrição do direito à compensação dos prejuízos fiscais com os lucros futuros. lembrando que os prejuízos não opera­ cionais. mas essa compensação está limitada a 30% do lucro tributável. Chieregato.000. E.290 Manual de Contabilidade Tributária ♦ Oliveira. poderá ser reduzido pela compensação de prejuízos fis­ cais. Õ. com lucros da mesma natureza. mesmo efeito ocorre em relação à Contribuição Social sobre o Lucro. o lucro líquido. ' . o limite de 30%. mas com o limite de 30% alcançando inclusive as empresas rurais ou titulares de Programas Especiais de Exportações (Befiex). Para fins de determinação do lucro real.000. respeitado. nos trimestres seguintes. _ . somente podem ser compensados com lucros da mesma natureza.

ou b) existir obrigação físca l diferida em m ontante e em período de realização que possibilite a com pensação do ativo fisca l diferido. 12.í . exceto se decorrente d a com pra de ativo não dedutível. contra o qual se p ossam utilizar essas diferenças. . abaixo. adicional de $ 8.Contabilização do Imposto de Renda e Contribuição Social . pagou durante o ano. às alíquotas aplicáveis.òop). essa empresa. O Im posto de Renda e a contribuição social correntes. devem ser reconhecidos p e lo valor que.i:S6xnas/ BS® v. por ter optado pela apuração trimestral do lucro real.. Nessa hipótese. dem onstradas em plan os e projeções d a adm inistração. quando satisfizer a um a das seguintes condições: a ) .000 ($ 260. deve ser reconhe­ cido com o ativo. devem ser reconhecidos com o obrigação.Trimestre- 291 Adicional devido . porque o imposto devido mensalmente durante o ano é deduzido do imposto devido sobre o lucro real anual. o excedente. se espera p a g a r ou recuperar..HK3b.000 menos $ 30. caso seja recuperável.vj . de forma definitiva. no regime de pagamentos mensais. A obrigação fisca l diferida deve ser reconhecida com relação a todas as diferen­ ças tem porárias tributáveis. haver expectativa de g eração de lucro tributável no futuro. seu lucro real anual seria de $ 230. . referentes aos períodos correntes e anteriores. se houvesse optado pelo pagamento mensal do imposto.$ W ÊÊ$ÊÊ9ÊÊé íS ffifB I® :y. do limite de incidência do adicional. ao passo que.000. Se o m ontante j á pago. referente aos períodos corrente e anteriores. í-f''5'^ Portanto.Imposto de Renda Diferido " . Um ativo fisca l diferido deve ser reconhecido p a ra todas as diferenças tem porá­ rias dedutíveis.6 Diferenças temporárias O Im posto de Renda e a contribuição social correntes.000). em alguns meses a empresa teria ficado sujeita ao adicional sobre a parcela do lucro mensal que excedeu a $ 20. exceder o m ontante considerado devido. relativos ao exercício que se está reportando. mas essa incidência seria provisória.000. à m edida que são devidos. portanto.

apurados na fo rm a deste p ro ­ nunciamento. Isso p od e ocorrer com o resultado do seguinte: . Por exem plo. Por outro lado. deve reanalisar o ativo fiscal diferido não reco­ nhecido e reconhecê-lo à m edida que se to m a r provável que no fu tu ro haverá lucro tributável capaz de perm itir a recuperação desse ativo . 12. deve ser reconhecido integralm ente com o despesa ou receita no resul­ tado do p eríodo. A contrapartida desse diferim ento deve ser reconhecida na dem onstra­ ção do resultado. com o detalhado a seguir. ser revisto periodicam ente e a entidade deve reduzi-lo ou extingui-lo à m edida que n ão f o r provável que h averá lucro tributável suficiente p a r a perm itir a utilização total ou p arcial do ativo fisca l diferido. Quando se aplicam diferentes alíquotas às diversas fa ix a s de lucro tributável. A m aioria dos ativos e passivos fiscais diferidos surge d a inclusão de despesa ou receita no lucro con tábil em um p eríod o diferente daquele em que é tributável ou dedutível. tam bém . o valor contábil de um ativo fiscal diferido deve.7 Reconhecimento de imposto corrente e diferido A contabilização de efeitos fiscais correntes e diferidos de um a transação ou ou­ tro evento deve ser condizente e acom p an h ar a contabilização d a próp ria transação ou evento. m esm o que n ão se altere o valor das diferenças tem porárias correlatas. 12.1 Demonstração de resultado O m ontante dos im postos correntes e diferidos. atendendo assim aos critérios de reconhecim ento de ativo fisca l diferido. O valor contábil dos passivos e ativos fiscais diferidos p od e mudar.292 Manual de Contabilidade Tributária * Oliveira. MensuraçÕes Posteriores A entidade. periodicam ente. Perez Junior e Gomes Mensuração Inicial O ativo e passivo fiscais diferidos devem ser reconhecidos às alíquotas aplicáveis a o p eríod o em que o ativo será realizado ou o passivo liquidado.7. o ativo e o passivo fiscais devem ser reconhecidos às taxas m édias que se esperam apli­ car ao lucro tributável ou a o prejuízo fisca l dos períodos em que se prevê a reversão das diferenças tem porárias. Essa redução ou extinção deve ser revertida à m edida que se to m e novam ente provável a disponibilidade de lucro tributável suficiente. Chieregato. com a m elhoria das condições de negócios. observando o disposto no item 34. p o d e ter-se to m a d o provável que no fu tu ro a entidade venha a g erar lucro tributável.

tendo direito legal para tanto. mas sempre evidenciando tratar-se de item fiscal diferido. e o ativo e o passivo fiscais diferidos devem distinguir-se dos correntes.7. o ativo e o passivo fiscais devem ser apresentados se­ paradamente de outros ativos e passivos.Imposto de Renda Diferido 293 a) mudanças nas alíquotas ou na legislação fiscal. ou simultaneamente realizar o ativo e liquidar a obrigação. diretamente no patrimônio líquido> como.8. . por exemplo: a) mudança no valor contábil do imobilizado decorrente de reavaliação. Despesa ou Receita de Imposto de Renda e da Contribuição Social sobre o Resultado do Exercício A despesa ou receita tributária sobre os resultados das atividades ordinárias do exercício deve ser apresentada na demonstração do resultado> em conta destacada após o resultado contábil antes do Imposto de Renda e da.. b) reconsideração da possibilidade de recuperação do ativo fiscal diferido. e antes de apurar o lucro líquido ou prejuízo do exercício.2 Lançamentos diretos no pa trim ôn io líquido Os impostos correntes e diferido devem ser registrados diretamente no patrimô­ nio líquido. O Imposto de Renda resultante é reconhecido na demonstração do resultado. O passivo fiscal corrente deve ser classificado no passivo circulante. no mesmo período ou em período diferente.8 Apresentação nas demonstrações contábeis 12. O ativo ou passivo fiscal diferido deve ser classificado destacadamente no realizável ou exigível a longo prazo e transferido para o circulante no momento apropriado. Compensação A entidade só deve compensar ativo e passivo fiscais se.Contabilização do Imposto de Renda e Contribuição Social . quando se relacionarem a itens também registrados. salvo quando se relacionar com itens anteriormente debitados ou creditados no pa­ trimônio líquido.1 Ativos e passivos fiscais No balanço patrimonial.contribuição social. pretender quitá-lo em bases líquidas. 12. c) mudança na maneira pela qual se espera recuperar um ativo. 12. b) ajustes de exercícios anteriores.

fundamento e expectativa de prazo para realização de cada ativo e obrigação fiscais diferidos. c) efeitos no ativo.294 Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira. f) natureza e montante de ativos cuja base fiscal seja inferior a seu valor contábil. a Companhia XJ apurou prejuízo fiscal. divul$ando-se também tais alíquotas e suas bases de cálculo. Perez Junior e Gomes A despesa ou receita tributária sobre resultados extraordinários deve ser apre­ sentada como componente de tais resultados. quando relevantes. e) conciliação entre o valor debitado ou creditado ao resultado do Imposto de Renda e contribuição social e o produto do resultado contábil antes do Imposto de Renda multiplicável pelas alíquotas aplicáveis. No exercício anterior. da exclusão do ganho de equivalência patrimonial no cálculo das apurações fiscais. ativo e passivo. resultado e patrimônio líquido decorrente de ajustes por alteração das alíquotas ou por mudança na expectativa de realização ou liquidação dos ativos ou passivos diferidos. informações evidenciando: a) montante dos impostos correntes e diferido registrados no resultado. pa­ trimônio líquido. d) montante das diferenças temporárias e dos prejuízos fiscais não utilizados para os quais não se reconheceu contábilmente um ativo fiscal diferido. COMENTÁRIOS DOS AUTORES Segue um exemplo de Nota Explicativa. . Chieregato.9 Divulgação era notas explicativas As demonstrações contábeis e/ou as notas explicativas devem conter. principalmente. 12. com a indicação do valor dos tributos que não se qualificam para esse reconhecimento. passivo. b) natureza. Nota Explicativa às Demonstrações Contábeis da Companhia XJ valores era milhares de reais Imposto de Renda e Contribuição Socíal a) Imposto de Renda e Contribuição Social corrente A diferença entre a taxa efetiva e nominal do Imposto de Renda e contribui­ ção social é decorrente. com base em Demonstrações Contá­ beis de uma grande empresa de capital aberto.

.è:Ò^5 ■•: ..""".Contabilização do Imposto de Renda e Contribuição Social — Imposto de Renda Diferido 295 b) Imposto de Renda e Contribuição Social diferidos O Imposto de Renda e a Contribuição Social diferidos ativos e passivos apre­ sentam a seguinte natureza: xo ■AtávÒ ^ímptóto. ■■. •'C^'Í.. Í1 É I^ S ? Ü H W ÍÜ Í O Imposto de Renda e a Contribuição Social diferidos ativos serão compensa­ dos com lucros tributáveis em exercícios futuros..■■":■ .:"“r " ■ . . 'í-: W iÊ Ê È M IÊBSèÊÊÊ S S B i t o .%..dé^ndâ^&ridc>'^' • : 5 .■ ••io •: léÊS00&fíSí*M’& IÉoriííÉÍÉipl§S<iÉÍÍ^ W m m IBB8Í WêÊê ÍlM ã M ■. / 4..v..

}:4?. conforme demonstrado no quadro a seguir.:V.esp. Chieregato.500 Cálculo dos tributos correntes e diferidos ..£%íS? v ÍRCS ■■ y : í ^.000 :>-í. efetuou as adições e exclusões ao lucro líquido do período (antes do Imposto de Renda). rT . apresenta-se. 1 '. 8. ao calcular a provisão para tributos referentes ao período de 20X0. £$['&• '■'■}yyyy . a) Informações disponíveis A Companhia Tributex Ltda. 2. É oportuno lembrar ainda que as alíquotas e diferenças utilizadas são mera­ mente ilustrativas. utiliza-se alíquota de 30% para cálculo dos tri­ butos. a seguir.^ £ $ 5 0 ^ J^ p e sa d e IR e ^G^jÒbnga^ !. 5.^E^üsaoi .perao^êgyíe^>^^í ^ 'l^ÈqífivMe^^ WÊÊÊÈ .ésas:^em./\r ndás-'. Perez Junior e Gomes 12.50dv ÍV .comprovaTÍtes.10 Exemplo prático Para ilustrar os conceitos estudados neste capítulo. - r ": ..óò'o:.000 g6y5O0a W S ® -Í5v50í).: V: . í j . um exemplo que envolve a contabilização dos tributos correntes e diferidos.296 Manual de Contabilidade Tributária * Oliveira. Apenas para fins didáticos. ' i.:p.

'.^p|^â|aí^eèl ..-Ç -'-.'.i i’/'. para cálculo dos tributos. :\.. foram efetuadas as seguintes inclusões e exclusões ao lucro contábil: l l l S B jl m a m B i WS í l 8 ® I BI S S J i l i l s fs s li§ 8 ' mmmm Pròyis%> para despe?as cò^ ../.'■Ls..:.f .7- M .■:'.//.'*...Contabilização do Imposto de Renda e Contribuição Social .'::'^.'.Imposto de Renda Diferido 297 Lançamentos contábeis SF = Saldo final No período de 20X1.:12:7Ò0 .•W M W 0M -.•‘V ..z.Ç. .^. S iiS JlB i . .I^uííadQ jStóiavèi^ L íi!^ I I B H K í! : ..-. i'-''.]% vi::■1■. . •/•" > : .

Chieregato. Perez Junior e Gomes Cálculo dos tributos correntes e diferidos IP i§ ÍÍ RGMRGS .~:Í3èspesa de JR è ..GS . Calcule o lucro real e a eventual provisão para Imposto de Renda.600 .i+^Dèyédòrès dúyidofròs.5O0 D .v:(54Ó): 12.81Ò Lançamentos contábeis No período de 20X2. considerando que em 20X2 ocorreram os se­ guintes eventos: .000) Í2.2i00^v 600 ..:-V- /provisão pàra?gáràiítíás: :1.èp^ •{.. 3. ••r^SOOA ^efásãp^pê^ çi.i5.òóoy pè^^iénté: ^Béspesas.298 Manual de Contabilidade Tributária * Oliveira.pátjim (4.Êqüíyàlênciá.800) . sem.700. a Companhia Tributex apurou um prejuízo contábil (antes do Imposto de Renda) no valor de $ 200.:n^Átíypsfis^s^iÍ^ IS S to (1.

' FO.^:. ^6QQ’^4 W^SFr?^ -iír.:84ÒMi ^Pag^ento ’ í-o :s V'ÍIyQ®-rií-if*.>jB. :fPiyépÒTi?= Cálculo dos tributos correntes e diferidos IRÇS :b^ b:cs :./ . ' 400 ^eãjpé'^ O’..? Àtivos]SsGais'Q:| Obrig difeiidò^yíil. (450 xMo6:y .' '.ío Pag.Contabilização do Imposto de Renda e Contribuição Social .y p "■ .l.•':t .écebiméht:o: da.-'V.Imposto de Renda Diferido 299 .:>>Perdas:com'dèvedores baixadas contra apróvisãÒ ^ /. 200 : kÇAlÁÇS|v'6ít)py:-:SM&f •:%.ci^óo^ (2.1-500.20Xl::'. : ^ . ■' ■|iècéí)iiiiéntp:'da fecèitá'rde'vèhdás'párà-ò goyémòfdó exercício ^ ■^'1.parèèia1referente a’..8Í0.V" '. 3.áméritp: de/d com garantias prqvisiònàdas.!: \ f..\ íIiíclúsãÒperrfla^rité .y] ? £ V Z [ .500'-V •p:^':De5pêS^:’:dé:fR.'.':Vv^: . em.-..' -.. físçais.còn d.■.& M *£Qt :.000:/' .'.' :'?■v Vv'.svr .'o :.^ ■Resültadò da equivalênciapatrnnoniál (recéita).y^vÁi-^V .?^.000) ífÜ iC^Atírosi fi^áiáMjüférM^S: sS?50Gg IKiiBSIitSSIiifilí .sé® ■tfi ü i í .^CSJvr.:9ti ÍÍE^^^CS^d^éfitês'-: Lançamentos contábeis -m'5^<R|sÍ!Ítóâ0V-'ic:-.:•"':'■■■■*i:'-?:\ ~ " ..•'.v 1.^y ^Pi^Sã&âéyé^^ 'X^(40q):U ....'.§^f|féS^sas.^>v':.:..cliféridás^ri% 5.í : ...$■••.

de 20 . decorrente de diferenças temporárias e de prejuízos fiscais e base negativa de contribuição social sobre o lucro líquido. ' . O disposto no inciso I deste artigo não se aplica às companhias recém-constituídas ou em processo de reestruturação operacional e reorganização societária. bem como a manutenção desse régistro. pelo prazo mínimo de 5 (cinco) anos. I 2 O registro contábil do ativo fiscal diferido. H . objetivando a geração de lucro tributário. Art. que permitam a realiza­ ção do ativo fiscal diferido em um prazo máximo de 10 (dez anos). ao emitir a sua opinião sobre as demonstra­ ções contábeis. Parágrafo único. Art.deve ser examina­ do pelo conselho fiscal e aprovado pelos orgãos de administração da companhia. deverão observar. 2SPara fins de reconhecimento inicial do Ativo Fiscal Diferido.11 Instrução CVM n2 371. ser revisado a cada exercício. pelas companhias abertas. e III .apresentar expectativa de geração de lucros tributáveis futuros. a compa­ nhia deverá atender. Art.O estudo técnico a que se refere o inciso II do art. 32 Presume-se não haver histórico de rentabilidade na companhia que não obteve lucro tributável em. às seguintes condições: I . ainda. 6a As companhias abertas deverão manter em boa ordem.os lucros futuros referidos no inciso anterior deverão ser trazidos a va­ lor presente com base no prazo total estimado para a sua realização. de 27 de junho de 2002 Dispõe sobre o registro contábil do ativo fiscal diferido decorrente de diferen­ ças temporárias e de prejuízos fiscais e base negativa de contribuição social. além do disposto na Deliberação CVM ns 273. ou enquanto perdurar a tramitação de processo ad­ ministrativo instaurado pela CVM.apresentar histórico de rentabilidade. devendo. 5e O auditor independente. em nota explicativa às demonstrações fi­ nanceiras. . ajustando-se o valor do ativo fiscal diferido sempre que houver alteração na expectativa da sua realização. Chieregato. 2. toda a documentação e memórias de cálculo relativas à elaboração do estudo técnico de viabilidade referido nesta Instrução. justificativa fundamentada das ações que estiverem sendo implemen­ tadas.de agosto de 1998. cujo histórico de prejuízos sejam decorrentes de sua fase anterior. 4. Perez Junior e Gomes 12. deve avaliar a adequação dos procedimentos para a constituição e a manutenção do ativo e do passivo fiscal diferido. fun­ damentada em estudo técnico de viabilidade. Art. cumulativamente. Parágrafo único. as disposições contidas nesta Instrução. Art. pelo menos. 3 (três) dos cinco últimos exercícios sociais.300 Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira. Art. inclusive no que se refere às premissas utilizadas para a elaboração e atualização do estudo técnico de viabili­ dade referido nesta Instrução. A presunção de que trata o caput deste artigo poderá ser afastada caso a companhia divulgue.

uma vez que não obteve lucro tributável em. em suas demonstrações contábeis. b) apresentar expectativa de geração de lucros tributáveis futuros. Testes Teste que constou em Exame de Qualificação Técnica para registro no Cadas­ tro Nacional de Auditores Independentes (CNAI) do Conselho Federal de Conta­ bilidade (CFC). e sem prejuízo do parágrafo único do art. 1. e c) probabilidade de inexistência de rentabilidade na companhia. em nota ex­ plicativa: I . 8a As companhias abertas. II . Identifique a alternativa incorreta. enquanto não se adaptarem às disposições contidas nos arts. que permitam a realização do ativo fiscal diferido em um prazo máximo de 10 (dez) anos. 2 (dois) dos 5 (cinco) últimos exercícios sociais. 3. a partir daí. 4°. descrição das ações administrativa que contribuirão para a realização futura do ativo fís­ cal diferido. qualquer novo ativo físcal diferido.estimativa das parcelas de realização do ativo físcal diferido. Art. 2Q. funda­ mentada em estudo técnico de viabilidade.Imposto de Renda Diferido 301 Art. Art.desta Instrução. 7. ou em processo de reestru­ turação operacional ou reorganização societária. De acordo com a Instrução CVM na371/02.efeitos decorrentes de eventual alteração de realização do ativo fiscal diferido e respectivos fundamentos. consoante o disposto no art. cumulativamente. Resposta: alternativa___ .no caso de companhia recém-constituída. para fins de reconhecimento inicial do ativo físcal diferido. pelo menos.Contabilização do Imposto de Renda e Contribuição Social . agrupadas em períodos máximos de 3 (três) anos. d) os lucros futuros referidos no inciso anterior deverão ser trazidos a valor presente com base no prazo total estimado para a sua realização. 9. a companhia de­ verá atender. e III . discri­ minadas ano a ano para os primeiros 5 (cinco) anos e.e 4e desta Instrução.Esta Instrução entra em vigor na data da sua publicação. 2. inclusive para a parcela do ativo fiscal diferido não registrada que ultrapassar o prazo de realização de 10 (dez) anos referido no inciso II do art.Além das informações requeridas no pronunciamento do IBRACON aprovado pela Deliberação CVM n2 273/98. as companhias abertas deverão divulgar. estão impedidas de reconhecer. às seguintes condições: a) apresentar histórico de rentabilidade.

Chieregato. Acerca desse assunto. d) o Imposto de Renda não será devido se a contingência for de natureza tributária. o registro no resultado produzirá efeito direto sobre o cálculo da despesa de Imposto de Renda. b) o Imposto sobre a Renda pode ser um passivo circulante ou um passivo de longo prazo. em condições permanentes. c) o Imposto sobre a Renda. quanto à contabilização dos efeitos tributários de uma diferença temporária no reconhecimento de uma despesa para fins con­ tábeis e fiscais e assinale as alternativas incorretas: a) o registro de uma despesa de provisão para contingências na contabili­ dade só é dedutível para fins de Imposto de Renda de pessoa jurídica no pagamento e liquidação da contingência.. será registrado sempre no circulante e nunca no realizável a longo prazo. simultaneamente. e) o valor do Imposto sobre a Renda de ajuste de exercícios anteriores deve ser reconhecido como resultado do exercício em que o ajuste foi conta­ bilizado. As empresas mercantis devem preparar as demonstrações contábeis em cada período. nelas contemplando o valor correspondente ao Imposto sobre a Renda. Resposta: alternativas . o Imposto sobre a Renda pode ser apresentado no ativo e no passivo. c) o pagamento do imposto sobre provisão para contingência não paga gera um ativo de crédito tributário. julgue os itens a seguir e assinale as alterna­ tivas correta. sem que tenha ocorrido o pagamento correspondente. gerará um aumento na despesa de Imposto de Renda. que tenha influenciado na determinação do lucro líquido do período. b) o registro de uma despesa de provisão para contingência em determinado período. a) no balanço. Perez Junior e Gomes Teste que constou em concurso público para Contador Junior da Petrobras. 3. e) caso venha a ocorrer a reversão da contingência não paga. se classificável no ativo. Resposta: alternativas______ Teste que constou em concurso para Auditor Fiscal do INSS (Contribuições Previdenciárias).302 Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira. Julgue os itens a seguir. d) pelas normas fiscais. 2. o valor do Imposto sobre a Renda provisionado em despesa em um determinado período não pode ser afetado por uma des­ pesa considerada como não dedutível.

deduzida. que somente serão reco­ nhecidas contabilmente em período ou períodos futuros. b) a provisão para garantia de produtos. Assinale a alternativa incorreta: a) a diferença entre o valor contábil de um ativo reavaliado e sua base físcal constitui uma diferença temporária e dá origem à obrigação fiscal diferida. para os quais não há comprovantes fiscais.Contabilização do Imposto de Renda e Contribuição Social . tal como provisão para créditos duvidosos ou em liquidação. para fins fiscais. São exemplos de diferenças permanentes: a) provisão para garantia de produtos. registrada na contabilidade no período de sua venda.Imposto de Renda Diferido 303 4. para atender ao Princípio da Competência. uma receita tributável correspondente ao excesso de depreciação contábil em relação àquela permitida para fins fiscais. é um exemplo de diferença temporária dedutível. o valor contábil rea­ valiado é o que será recuperado através da depredação ou exaustão. d) provisões contabilizadas acima dos limites permitidos pela legislação fis­ cal. cujos excessos sejam recuperáveis fiscalmente no futuro. b) gastos contabilizados como despesas ou custos da empresa. . registrada na contabilidade no pe­ ríodo de sua venda. c) mesmo que a empresa não pretenda alienar o ativo. que resulta em ativo físcal diferido. portanto. apenas quando for efetivamente realizada. gerando. c) receitas tributadas em determinado período. mas dedutível para fins fiscais somente quando rea­ lizada. Resposta: alternativa___ 6. mas dedutível para fins fiscais somente quando realizada. independentemente das probabilidades futuras de que haverá lucro tributável suficiente para compensar estes prejuízos. Resposta: alternativa___ 5* Não são exemplos de diferenças temporárias dedutíveis que resultam em ati­ vo fiscal diferido: a) provisão para perdas permanentes em investimentos. d) deve-se reconhecer o ativo fiscal diferido com relação aos prejuízos fis­ cais. d) amortização contábil de ágio que somente será dedutível por ocasião de sua realização por alienação ou baixa. c) provisão para riscos fiscais e outros passivos contingentes. b) provisão para gasto com manutenção e reparo de equipamentos.

Resposta: alternativa___ 8. com a indicação do valor dos tributos que não se qualificam para esse reconhecimento. Chieregato. d) as demonstrações contábeis e/ou as notas explicativas devem conter. com relação às dife­ renças permanentes entre o lucro contábil e o lucro tributável. Pode-se afirmar em relação ao ativo fiscal diferido decorrente de prejuízos fiscais de Imposto de Renda e base negativa de contribuição social: a) a legislação do Imposto de Renda vigente estabelece o prazo de 3 anos para a prescrição do direito à compensação dos prejuízos fiscais. Perez Junior e Gomes e) pagamento dos gastos realizados por parentes da diretoria. mas essa compensação está limitada a 25% do lucro tributável. quando relevantes. e) as empresas de capital aberto devem preparar e divulgar a conciliação entre o valor debitado ou creditado ao resultado do Imposto de Renda e Contribuição Social e o produto do resultado contábil antes do Imposto de Renda multiplicável pelas alíquotas aplicáveis. informações evidenciando a natureza. b) a empresa. entre outros as­ pectos. c) as obrigações fiscais diferidas são os valores do Imposto de Renda e da Contribuição Social a recolher em períodos futuros. c) o ativo fiscal diferido deve ser reconhecido se não for provável que não haverá lucro tributável para compensar os prejuízos fiscais. o fundamento e expec­ tativa de prazo para realização de cada ativo e obrigação fiscais diferidos. a probabilidade de que terá lucros tributáveis antes de prescrever o direito à compensação dos prejuízos fiscais. divulgando-se também tais alíquotas e suas bases de cálculo. ao avaliar a probabilidade de lucro tributável futuro contra o qual possa utilizar os prejuízos fiscais. informações evidenciando o montante das diferenças temporárias e dos prejuízos fiscais não utilizados para os quais não se reconheceu contabilmente um ativo fiscal diferido. quan­ do relevantes. Resposta: alternativas_____ _ .304 Manual de Contabilidade Tributária » Oliveira. d) não há prazo para a prescrição do direito à compensação dos prejuízos fiscais com os lucro futuros. Resposta: alternativa___ 7. b) os ativos fiscais diferidos são os valores do imposto de renda e da contri­ buição social a recolher em períodos futuros. Assinale as alternativas corretas: a) as demonstrações contábeis e/ou as notas explicativas devem contar. deve considerar. sem a devida documentação comprobatória e que não estejam vinculados às atividades da empresa.

nos termos do inciso I do art. o sujeito passivo da men­ cionada obrigação . 195 da Cons­ tituição Federal. Trata-se. na realidade.tributária é a pessoa jurídica em geral e a ela equiparada pela legislação do Imposto de Renda.1 Contribuintes Conforme o art. ° as santas casas de misericórdia etc. da contribuição social para financiamento da seguridade social. . 13. O § 7fi do art.antigo Finsocial . 195 da Constituição Federal dispõe sobre a isenção de contri­ buição para a seguridade social às entidades beneficentes de assistência social que cumprem os quesitos estabelecidos em Lei para o enquadramento como en­ tidade filantrópica. Os objetivos da seguridade social são os de assegurar os direitos relativos à saúde.da Lei Complementar na 70/91.foi instituída pela Lei Complementar n2 70. incluindo as instituições financeiras. construto­ ras e incorporadoras de imóveis. tais como: • os asilos. um tributo que incide sobre o valor do faturamento mensal das pessoas jurídicas ou a elas equiparadas. de 30 de dezembro de 1091.A Cofins . à previdência e à assistência social. 9 os orfanatos. 1.

quando cobrado pelo vendedor dos bens ou prestador dos serviços na condição de substituto tributário. b) as associações. nas empresas con­ tribuintes desse imposto. Chieregato.317. 13. no período em que ficarem submetidas ao regime simplificado. a qualquer título. excluídos os valores relativos: ® ao Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).732. as quais estão sujeitas às mesmas normas de incidência da contribuição aplicável às demais pessoas jurídicas. . quando destacado em separado no docu­ mento fiscal. que não representem entrada de novas receitas. Perez Junior e Gomes Também estão isentas do recolhimento da Cofins: a) as microempresas (ME) e as empresas de pequeno porte (EPP) que optarem pelo sistema integrado de pagamento de impostos e contribui­ ções (Simples). contribuições ou anuidades fixadas em lei ou pelo Estatuto ou Assembleia dessas entidades e destinadas ao custeio de suas atividades essenciais. 9 ao Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e so­ bre as Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicações (ICMS).1 Base de cálculo A base de cálculo da contribuição é o faturamento mensal. ° às vendas canceladas.9. com observância do disposto na legislação própria. às devoluções de clientes e aos descontos conce­ didos incondicionalmente. c) as sociedades cooperativas. de 5 de dezembro de 1996.2 Base de cálculo e alíquota 13. sendo irrelevante a atividade e a classificação contábil das receitas. assim considerada a receita bruta das vendas de mercadorias e de serviços de qualquer natureza. relati­ vamente às arrecadações provenientes de mensalidades. conforme a Lei n.306 Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira. relativamente aos atos cooperativos de suas finalidades. ® às reversões de provisões operacionais e recuperação de créditos baixa­ dos como perda. Não estão isentas as cooperativas de consumo. de 11 de dezembro de 1998. cujos objetivos sejam a com­ pra e o fornecimento de bens aos consumidores. as federações.2. as organizações regula­ doras de atividades profissionais e demais entidades classistas. alterada pela Lei n29. os sindicatos.

. quando o dinheiro entrar na empresa.cálculo e contabilização da Cofins1 Para facilitar o entendimento da sistemática da apuração da base de cálculo e posterior contabilização da Cofins sobre o faturamento. Nas transações de câmbio. ° aos lucros e dividendos recebidos ou a receber em decorrência de inves­ timentos em participações societárias avaliados pelo custo de aquisição. para as empresas tributadas pelo lucro presumido. e ° aos serviços prestados a pessoa física ou jurídica residente ou domicilia­ da no exterior. Construção civil: o pagamento da Cofins será feito no momento do pagamen­ to do bem ou serviço. Nas operações no mercado futuro. será considerada receita bruta o resultado positivo dos ajustes diários ocorridos no mês. passa-se a um exem­ plo prático: 1 Exemplo válido para as empresas tributadas pelo lucro presumido.obtido em decorrência de avaliação de investimentos em participações societárias pelo método da equivalência patrimonial ~ valor do patrimônio líquido. pelo regime de caixa no faturamento. » à exportação de mercadorias para o exterior. que tenham sido contabilizados como receitas. 13.Contribuição Social sobre o Faturamento (Cofins) 307 ® ao resultado positivo .2. As receitas financeiras integram a base de cálculo da Cofins. a partir de fevereiro de 1999.3 Caso prático .lucro .2 A líquota Três por cento. ° à receita decorrente da venda de itens do ativo permanente. 13. Revenda de automóveis: a base de cálculo da Cofins é a diferença entre o preço pago pelo carro e o de venda ao consumidor final. será considerada receita bruta a diferença bruta positiva entre o preço de venda e o de compra da moeda estrangeira. ou seja. cujo pagamento represente ingresso de divisas.

2. .^27():0p0 Imposto sobre serviços 35.000 Cofins sobre o faturamento mensal .1: -èm Janeírò '.ainda não calculado e contabi­ lizado • 1/ .300:000: Receitas com prestação de serviços. '• ^ •• : V - .ii5oò. ' ' .. ' ’ . DEDUÇÕES DAS RECEITAS BRUTAS Vendas canceladas e devoluções Descontos incondicionais Imposto sobre produtos industrializados. .:V:. Perez Junior e Gomes RECEITAS BRUTAS D À EIVffRESA K P Ü ^ ^ : ..308 Manual de Contabilidade Tributária * Oliveira.-M. ' Total das deduções das receitas brutas Total das receitas líquidas Receitas . TOÒlOQOrf.oo. . . .o.Op0i^ saoüoí :.:.financeiras :: 685:000. Chieregato. 1^15:000. Vendas de mercadorias para o exterior .V..3QQiOQÍ) : :.5Ò. v •: Total das receitas brutas vàso&ooo. • .

.5.:dàs'récêítâ:í..^>1f. .Alíquota da Çòfins ./.. ^-í-: Total da base de cálculo da Cofins \ ^: ].•• .V.^v. # Receitai ..000 .•■ • \:h -’:2 j Cofins sòbre b -fô >. Receitas com prestação: de serviços . : íè Í^Cf .V?.500.: .000 â i l l f i cálculo da Cofíiis # ..'’í'í:*% /tbtaldás exclusões das rècéitàs b r u t a s . ’’ ' •. 700.7. •=.' .600 ['‘-c íè ^ iT ^ ^ ^ v í ? -u'\ : ® :PÁSSIVO C IR C U IA te.financeiras /-V# -y V.200.. .000 . i-Tributos incidentes sobre vendas’..■ ’ ■2\’..-iív..oó% v Contabilização no mês do provisionamento em janeiro: 1 ’-V 1 despésás ópé M cíon ^ • ■.dó mês.. ’ ' .. • SV. ..v. ■ :'s>’>. Totál do Fátürániènt6.''!ív' :1:920... . " ' •.ò- v:3-.: ^ :^380'0pÒ :. í: ..’:K::?rV■- V ‘ V-•• ■••'. : Valor da Cofins do mês de janeiro .írnpqstd^obra^ 1v-. y^<4üsQe$. 3.#/ •. o cálculo da contribuição para a Cofins seria efetua­ do da seguinte maneira: Vendas de mercadorias p^a::ò' mferç^ . . y. . :• ' : •... • ..600 ■ i 1 ■fA = 57:600 V ": 1 isi .V :índustriàHzãdòsí i ..•. 50. L‘/.000.:■ ..bratá^ . -'"#■../>. . • y 1.Ã: L'(V\ 5 '-X: ^V/-v: -=-V^ 'í '^1vv"f . :v:r .-V.000 ••" .000 ... .Contribuição Social sobre o Faturamento (Cofins) 309 Com base nesses valores. páía efeitò 2. Cofins a recolher' - 57..|:vÇ=.: : >300...v-.

A nova forma de cobrança entrou em vigor em 1° de fevereiro de 2004. Perez Junior e Gomes Contabilização no mês do pagamento: W ÊÊÊSSÊÊM 13.833. de 30 de abril de 2004 já inseridas no texto: LEI W 10. de 29 de dezembro de 2003 introduziu a figura da co­ brança não cumulativa da Cofins. o tributo deixou de incidir em cascata nas várias fases dos processos produtivos.A base de cálculo da contribuição é o valor do faturamento. CAPÍTULO I DA COBRANÇA NÃO CUMULATIVA DA COFINS “A rt l 2 A Contribuição para o Financiamento dw Seguridade Social ~ COFINS. § 3° Não integram a base de cálculo a que se refere este artigo as receitas: . Chieregato. DE 29 DE DEZEMBRO DE 2003 Altera a Legislação Tributária Federal e dá outras provi­ dências. confor­ me definido no caput. assim entendido o total das receitas auferidas pela pessoa jurídica. que já foi alterada pela MP n. seguem os principais tó­ picos da mencionada lei. tem como fato gerador o faturamento mensal. Para facilitar o entendimento.183 e pela Lei n.4 Cobrança não cumulativa da Cofins A Lei n2 10. § 2. sendo que as alterações devem ser observadas pelas empresas tributadas com base no lucro real.10*865. § 1ã Para efeito do disposto neste artigoo total das receitas compreende a receita bruta da venda de bens e serviços nas operações em conta própria ou alheia e todas as demais receitas auferidas pela pessoa jurídica. A partir daquela data.833/03. independentemente de sua denominação ou classifica­ ção contábil. com a incidência não cumulativa.310 Manual de Contabilidade Tributária * Oliveira.

1-.energia elétrica consumida nos estabelecimentos da pessoa jurídica. o resultado positivo da ava­ liação de investimentos pelo valor do patrimônio líquido e os lucros e dividen­ dos derivados de investimentos avaliados pelo custo de aquisição que tenham sido computados como receita. II . 13. pagos a pessoa jurí­ dica.865/04) b) no § 1-do art. máquinas e equipamentos.10.6% (sete inteiros e seis décimos por cento).10.aluguéis de prédios.auferidas pela pessoa jurídica revendedora.Contribuição Social sobre o Faturamento (Cofins) 311 I .865/04) III .desta Lei.03 e 87. exceto em relação às mercadorias e aos produtos referidos nos incisos III e W do § 3.isentas ou não alcançadas pela incidência da contribuição ou sujeitas à alíquota 0 (zero). (Redação da Lei n . exceto em relação ao pagamento de que trata o art. (Redação da Lei n2 10. V . na condição de substituta tributária. . pela. intermediação ou entrega dos veículos classi­ ficados nas posições 87.865/04) V ~ referentes a: a) vendas canceladas e aos descontos incondicionais concedidos. (Redação da Lei n10. III . Art. 2 2 Para determinação do valor da COFINS aplicar-se-á. IV ~ de venda de álcool para fins carburantes.bens adquiridos para revenda. na revenda de mercado­ rias em relação às quais a contribuição seja exigida da empresa vendedora.04 da HPI. devido pelo fabricante ou im­ portador. II ~ bens e serviços. sobre a base de cálculo apurada conforme o disposto no art. 2 -da Lei n . A rt 3.485.Do valor apurado na forma do art. 2 sdesta Lei.a pessoa jurídica poderá descontar créditos calculados em relação a: I .865/04) a) nos incisos III e IV do § 3 . decorrentes da venda de ativo permanente. 1. ao concessionário. a alíquota de 7.valor das contraprestações de operações de arrendamento mercantil de pessoa jurídica. exceto de optantepelo Sistema Integrado. de 3 dejulho de 2002.não operacionais.do art. utilizados nas atividades da empresa. (Redação da Lei n . inclusive combustíveis e lubrificantes. IV .865/04) (Redação anterior) -~I~ bens adquiridos para revenda.10.do art. utilizados como insumo na prestação de serviços e na produção ou fabricação de bens ou produtos destinados à venda. b) reversões de provisões e recuperações de créditos baixados como perda que não representem ingresso de novas receitas. exceto em relação às mercadorias e aos produtos referidos: (Redação da Lei nâ10. 2.

quando o ônus for suportado pelo vendedor. somente poderá utilizar o crédiío a ser descontado na forma do art. de construção por empreitada ou de forneci­ mento. 6SA COFINS não incidirá sobre as receitas decorrentes das opera­ ções de: I . sociedade de economia mista ou suas subsidiárias. A rt 8 3A contribuição incidente na hipótese de contratos.312 Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira.bens recebidos em devolução cuja receita de venda tenha integra­ do faturamento do mês ou de mês anterior. O crédito a ser descontado nafofma do art. contratados por pessoajurídica de direito público.718.exportação de mercadorias para o exterior. A rt 5 . será calculada sobre a receita apurada de acordo com os critérios de reconheci­ mento adotados pela legislação do imposto de renda. 1s.10. 3 -somente poderá ser utilizado na proporção das receitas reconhecidas nos termos do caput. VIII .A pessoa jurídica que adquirir imóvel para venda ou promover empreendimento de desmembramento ou loteamento de terrenos'. IX ~ armazenagem de mercadoria efrete na operação de venda. Perez Junior e Gomes W .865) III . incorpora­ ção imobiliária ou construção de prédio destinado a venda. utilizará o crédito referente àos custos vinculados à unidade construída ou em construção. ou na prestação de serviços.vendas a empresa comercial exportadora com o fim específico de exportação. cujo pagamento represente ingresso de divisas. a ser descontado na forma do art 3% somente a partir da efetivação da venda. empresa pública. previstos para a espécie de operação. a pessoa jurídica optante pelo regime previsto no art 7sda Lei n° 9. 7~ No caso de construção por empreitada ou defornecimento apreço predeterminado de bens ou serviços.máquinas. na proporção das receitas efetivamente recebidas. Art. A rt 4. VII ~ edificações e benfeitorias em imóveis próprios ou de terceiros> utili­ zados nas atividades da empresa. (Redação da Lei n . Chieregato. e tributada conforme o disposto nesta Lei. a preço predeterminado.prestação de serviços para pessoafísica ou jurídica residente ou domi­ ciliada no exterior. de 27 de novembro de 1998. Art. Parágrafo único. 3-. . com prazo de execução superior a 1 (um) ano. II . equipamentos e outros bens incorporados ao ativo imo­ bilizado adquiridos para utilização na produção de bens destinados à venda. de bens ou serviços a serem produzidos.0 contribuinte da COFINS é a pessoa jurídica que auferir as re­ ceitas a que se refere o art. nos casos dos incisos I e II.

Permanecem sujeitas às normas da legislação da COFINSvi­ gentes anteriormente a esta Lei. de 30 de dezembro de 2002.as receitas submetidas ao regime especial de tributação previsto no art. XI .865/04) VII-as receitas decorrentes das operações: a) referidas no inciso W do § 3 ° do art. de mora ou de oficio. (Redação da Lei n . V . contados da data da emissão da nota fiscal pela vendedora. sem prejuízo das deduções de que trata o art. de 20 de junho de 1983. (Redação da Lei nB10.10. exceto as de produção agropecuária. 1s.102.as pessoas jurídicas optantes pelo SIMPLES.865/04) X .as receitas decorrentes de prestação de serviços de telecomunicações. VIU . VI .as receitas relativas a contratos firmados anteriormente a 31 de outubro de 2003: .10. referidas no art. e 10. que.9. e as fundações cuja criação tenha sido autorizada por lei. de 24 de agosto de 2001. com o fim específico de exportação para o exterior.as pessoas jurídicas referidas nos §§ 6 % 8° e 9 -do art.684. c) referidas no art. I V -a s pessoas jurídicas imunes a impostos. e as de consumo. as autarquias e fundações públicas federais. 5 3da Lei n. 3 das Leis n22 10.2. m . e na Lei n°7.15835. de 30 de maio de 2003. de 26 de novembro de 1998.do art.718. 3 Sda Lei n9.sociedades cooperativas. calculados na forma da legislação que rege a cobrança do tributo não pago„ Art. es­ taduais e municipais.as pessoas jurídicas tributadas pelo imposto de renda com base no lucro presumido ou arbitrado. IX-as receitas decorrentes de venda dejornais eperiódicos e de prestação de serviços das empresas jornalísticas e de radiodifusão sonora e de sons e imagens.637. ficará sujeita ao pagamento de todos os impostos e contribuições que deixaram de ser pagos pela empresa vendedora. acrescidos de juros de mora e multa.os órgãos públicos. 10. de 29 de dezembro de 2003. não se lhes aplicando as disposições dos arts. no prazo de 180 (cento e oitenta) dias. não comprovar o seu embarque para o exterior.10. não se Uies aplicando as disposições do § 7.833. de 30 de dezembro de 2002. de 1998. l âa 8 &: I . II . 61 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição. 15 da Medida Provisória n.637. 92A empresa comercial exportadora que houver adquirido merca­ dorias de outra pessoa jurídica. e o art. 47 da Lei n . b) sujeitas à substituição tributária da COFINS. 17 da Lei n .716.Contribuição Social sobre o Faturamento (Cofins) 313 Art.

telemarketing. sociedade de economia mista ou suas subsidiárias. raios X.as receitas decorrentes de serviços: (Redação da Lei n . (Redação da Lei n. decorrentes da edição de periódicos e de informações neles contidas. de obras de construção civil até 31 de dezembro de 2006. de construção por empreitada ou de fornecimento. e (Redação da Lei n~ 10.as receitas decorrentes da execução por administração.as receitas decorrentes de prestação de serviços com aeronaves de uso agrícola inscritas no Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB). de bens ou serviços.865/04) a) prestados por hospital. que sejam/relativas aos assi­ nantes dos serviços públicos de telefonia.10.10. odontológica. e as decorrentes da prestação de serviço de transporte de pessoas por empresas de táxi aéreo.as receitas decorrentes de vendas de mercadorias realizadas pelas pessoas jurídicas referidas no art.as receitas decorrentes de prestação de serviços das empresas de call center. a preço predeter­ minado.as receitas decorrentes de prestação de serviço de transporte coletivo de passageiros. efetuado por empresas regulares de linhas aéreas domésticas.10. de fisioterapia e de fonoaudiologia. ensinos fundamental e médio e educação superior. citológica ou de análises clínicas. telecobrança e de teleatendimento em geral. de administradoras de planos de consórcios de bens móveis e imóveis. empreitada ou subempreitada. (Redação da Lei n°-10.as receitas decorrentes de prestação de serviços de educação infan­ til. empresa pública. (Redação da Lei n .865/04) XIV . Perez Junior e Gomes a) com prazo superior a 1 (um) ano. (Redação da Lei n510. (Redação da Lei n310. metroviário. pronto-socorro. XV . regularmente autorizadas a funcionar pelo Banco Central. em processo licitatório.865/04) XI X. apreço predeterminado. b) com prazo superior a 1 (um) ano.865/04) XVI . radiodiagnóstico e radioterapia. c) de construção por empreitada ou de fornecimento. Chieregato.314 Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira. 15 do Decreto-lei ne 1. bem como os contratos posteriormente firmados decorrentes de propostas apresen­ tadas.455.10.865/04) b) de diálise. XII . clínica médica. de 7 de abril de 1976.865/04) XVII ~ as receitas auferidas por pessoas jurídicas.865/04) X X . ferroviário e aquaviário de passageiros.as receitas decorrentes de prestação de serviços de transporte coleti­ vo rodoviário.865/04) XVIII . quimioterapia e de banco de sangue. de bens ou serviços contratados com pessoa jurídica de direito públi­ co.10.865/04) . (Redação da Lei n . e laboratório de anatomia patológica. XIII . (Redação da Lei n . até aquela data.

cumulativo da COFINS (com alíquota de 3%. instituiçõesfinanceiras. as empresas tribu­ tadas pelo lucro presumido ou arbitrado. deve ser entregue pelas pessoas jurídicas tributadas com base no lucro real. as receitas decorrentes de cobrança monofásica e substituição tributária. e as decorrentes de serviços de hotelaria e de organização de feiras e eventos. as cooperativas. de radiodifusão.as receitas auferidas por parques temáticos. que. jornalísticas. (Redação da Lei n~ 10.Demonstrativo de Apuração de Contribuições Sociais A Secretaria de Receita Federal instituiu o Demonstrativo de Apuração de Contribuições Sociais (Dacon).1 DACON . 13. as optantes pelo Simples Federal. vigilância e transporte de valores.Contribuição Social sobre o Faturamento (Cofins) 315 XXI . sem direito a quaisquer créditos). de 20 de janeiro de 2004. de acordo com a disposição da Instrução Normativa SRF 387.865/04)” Resumo: a) Empresas tributadas com base no lucro real b) Demais empresas e outras entidades Continuam sujeitas ao regime anterior. . ou seja. conforme definido em ato conjunto dos Ministérios da Fazenda e do Turismo. os órgãos públicos e suas autarquias efundações. as empresas de telecomunicações.4. as pessoas jurídicas imunes a impostos.

000 Vendas de mercadorias para o mercado nacional Receitas com prestação de serviços . calcule e assinale a alternativa corres­ pondente à provisão para a Cofins do mês de maio de 2007. Testes 1. Receitas brutas da empresa Júnior Ltda.000 Total das receitas brutas DEDUÇÕES DAS RECEITAS BRUTAS Vendas canceladas e devoluções 30.101.000 Descontos incondicionais 10.316 Manual de Contabilidade Tributária ■ Oliveira.000 Imposto sobre serviços 399-000 Total das deduções das receitas brutas \ Total das receitas líquidas 1.000 Imposto sobre circulação de mercadorias 150.000 Imposto sobre produtos industrializados 200. em maio de 2007 $ 1.000 Receitas com prestação de serviços ~ clientes no exterior. com­ pensados ou ressarcidos. com ingres­ so de divisas para o país 100.000 Receitas financeiras 20.000 . O Dacon é semelhante ao Lalur.clientes nacionais 300. Com base nas informações disponíveis.000 9.500.000 Receitas operacionais decorrentes de ganho de equivalência patrimo­ nial na avaliação de investimentos em participações societárias em controladas 70. Perez Junior e Gomes O documento refere-se à apuração da contribuição para o PIS/Pasep não cumulativa e da contribuição para o financiamento da seguridade social (Cofins) não cumulativa. visto que o contribuinte deverá manter o controle de todas as operações que influenciem a apuração do valor devido das contribuições e dos respectivos créditos a serem descontados.000 Receitas não operacionais decorrentes da venda de ativos imobilizados 40. deduzidos. Chieregato.000 1.100.

Contribuição Social sobre o Faturamento (Cofins)

317

a) $ 33.000;
b) $ 30.000;
c) $ 35.400;
d) $ 40.000;
e) $ 34.500.
Resposta: Alternativa___
Assinale a(s) alternativa (s) correspondente (s) à(s) entidade (s) desobrigada (s)
do recolhimento da Cofins:
a) as instituições financeiras;
b) as entidades beneficentes de assistência social que cumprem os quesitos
estabelecidos em Lei para o enquadramento como entidade filantrópica;
c) as construtoras;
d) as microempresas (ME) e as empresas de pequeno porte (EPP) que op­
tarem pelo sistema integrado de pagamento de impostos e contribuições
(Simples), no período em que ficarem submetidas ao regime simplificado;
e) as entidades beneficentes de assistência social, mesmo que não cumpram
os quesitos estabelecidos em Lei para o enquadramento como entidade
filantrópica;
f)

as sociedades cooperativas de consumo, com observância do disposto na
legislação própria, cujo objetivo é a compra e o fornecimento de bens aos
consumidores.

Resposta: alternativas______
Pode-se afirmar em relação à base de cálculo da Cofins (pode haver mais de
uma alternativa correta):
a) pode ser excluído o Imposto sobre Operações relativas à Circulação de
Mercadorias e sobre as Prestações de Serviços de Transporte Interesta­
dual e Intermunicipal e de Comunicações (ICMS), quando cobrado pelo
vendedor dos bens ou prestador dos serviços na condição de substituto
tributário;
b) não pode ser excluído o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI)
nas empresas contribuintes desse imposto, quando destacado em separa­
do no documento fiscal;
c) fazem parte da base de cálculo os lucros e dividendos recebidos ou
a receber em decorrência de investimentos em participações societá­
rias avaliados pelo custo de aquisição, que tenham sido contabilizados
como receitas;

318

Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira, Chieregato, Perez Junior e Gomes

d) não integram a base de cálculo as receitas com a exportação de mercado­
rias para o exterior,e) a base de cálculo da contribuição é o faturamento mensal, assim consi­
derada a receita bruta das vendas de mercadorias e de serviços de qual­
quer natureza, sendo irrelevante a atividade e a classificação contábil
das receitas.
Resposta: alternativas______
4. Assinale a alternativa incorreta:
a) nas transações de câmbio, será considerada receita bruta: a diferença bru­
ta positiva entre o preço de venda e o de compra da moeda estrangeira;
b) nas revendas de automóveis, a base de cálculo da Cofins é a diferença
entre o preço pago pelo carro e o de venda ao consumidor final;
c) os resultados positivos dos ajustes diários ocorridos no mês nas operações
no mercado futuro não integram a base de cálculo da Cofins;
d) uma construtora de obras civis que faturou um serviço em janeiro de
2007, mas recebeu apenas em maio, passa a ser devedora da Cofins so­
mente em maio;
e) as receitas financeiras integram a base de cálculo da Cofins.
Resposta: alternativa

14.1 Origens do PIS/Pasep
X,

A contribuição para o Programa de Integração Social (PIS) foi criada pela Lei
Gomplementar ns 7, de 7 de setembro de 1970. A contribuição para o Programa
de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep), por sua vez, foi criada
pela Lei Complementar ne 8, de 3 de dezembro de 1970.
Conforme o art. 2a da Lei n9 9.715/98, a contribuição para o PIS/Pasep será
apurada mensalmente pelas:
• pessoas jurídicas de direito privado e as que lhes são equiparadas pela
legislação do imposto de renda, inclusive as empresas públicas e as so­
ciedades de economia mista e suas subsidiárias;
° entidades sem fins lucrativos discriminadas no art. 13 da Medida Provi­
sória nâ 2.037; e
8pessoas jurídicas de direito público interno.

14.2 Modalidades de contribuição e alíquotas
São modalidades de contribuição, as quais estão diretamente vinculadas à
atividade operacional da pessoa jurídica:

320

Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira, Chieregato, Perez Junior e Gomes

9 1- PIS/Pasep sobre o faturamento mensal, cuja alíquota é de 1,65% para
as empresas tributadas pelo lucro real;
• 2- PIS/Pasep sobre o faturamento mensal, cuja alíquota é de 0,65% para
as empresas tributadas pelo lucro presumido; e
• 3â PIS/Pasep sobre a folha de pagamento, cuja alíquota é de 1%.

14.3 PIS/Pasep sobre o faturamento mensal - contribuintes e
base de cálculo
14.3.1

Contribuintes

São contribuintes com base no faturamento mensal as pessoas jurídicas com
fins lucrativos, de acordo com o art. 2a da Lei na 9-718/98.
As entidades fechadas e abertas de previdência complementar são contri­
buintes do PIS/Pasep nessa modalidade de incidência, sendo irrelevante a forma
de sua constituição.
As entidades submetidas aos regimes de liquidação extrajudicial e de falên­
cia, em relação às operações praticadas durante o período em que perdurarem
os procedimentos para a realização de seu ativo e o pagamento do passivo, sujei­
tam-se também às mencionadas disposições.

Contribuição para o PIS/Pasep

321

14.3.2 Base de cálculo
Os contribuintes tributados pelo lucro real devem calcular e recolher men­
salmente o tributo calculado mediante a aplicação da alíquota de 1,65% sobre o
faturamento, que corresponde à receita bruta da pessoa jurídica.
Entende-se por receita bruta a totalidade das receitas auferidas, sendo irre­
levantes o tipo de atividade por ela exercida e a classificação contábil adotada
para as receitas.
Nas operações no mercado futuro, será considerado receita bruta o resultado
positivo dos ajustes diários ocorridos no mês.
Nas transações de câmbio, será considerada receita bruta a diferença bruta
positiva entre o preço de venda e o de compra da moeda estrangeira. A diferença
negativa não poderá ser utilizada para a dedução da base de cálculo dessas con­
tribuições.
Nas aquisições de direitos creditórios, resultantes de vendas mercantis a pra­
zo ou de prestação de serviços, efetuadas por empresas de fomento comercial
(factoring), a receita bruta corresponde à diferença verificada entre o valor de
aquisição e o valor de face do título ou direito creditório adquirido.
A pessoa jurídica que tenha como objeto social, declarado em seus atos cons­
titutivos, a compra e venda de veículos automotores deve apurar o valor da base
de cálculo nas operações de venda de veículos usados adquiridos para revenda, in­
clusive quando recebidos como parte do pagamento do preço de venda de veículos
novos ou usados, segundo o regime aplicável às operações de consignação.
Na determinação dessa base de cálculo, será computada a diferença entre
o valor pelo qual o veículo usado houver sido alienado, constante da nota fiscal
de venda, e o seu custo de aquisição, constante da nota fiscal de entrada, sendo
que o custo de aquisição de veículo usado, nas mencionadas operações, é o preço
ajustado entre as partes.
14.3.3 Exclusões e deduções gerais à base de cálculo
Para efeito de apuração da base de cálculo do PIS/Pasep sobre o faturamento
mensal, podem ser excluídos ou deduzidos da receita bruta, quando a tenham
integrado, os seguintes valores:
• das vendas canceladas e das devoluções de vendas. As devoluções de
vendas que resultem na anulação de valores registrados como receita
bruta em mês anterior poderão ser deduzidas das receitas auferidas no
próprio mês da devolução;
• dos descontos incondicionais concedidos, assim considerados aqueles
constantes na nota fiscal de venda de bens ou na fatura de prestação

322

Manual de Contabilidade Tributária * Oliveira, Chieregato, Perez Junior e Gomes

de serviços e que não dependam de evento posterior à emissão desses
documentos;
* do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) destacado nas notas
fiscais de bens, no caso de contribuintes desse imposto;
0 do Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e so­
bre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal
e de Comunicação (ICMS), quando destacado em nota físcal e cobrado
pelo vendedor dos bens ou prestador dos serviços na condição de substi­
tuto tributário, como ocorre com automóveis e refrigerantes;
° das reversões de provisões operacionais;
0 das recuperações de créditos baixados como perda, limitados aos valores
efetivamente baixados, que não representem entrada de novas receitas;
® dos resultados positivos - lucro - obtidos em decorrência de avaliação
de investimentos em participações societárias pelo método da equiva­
lência patrimonial - valor do patrimônio líquido;
° dos lucros e dividendos recebidos ou a receber em decorrência de inves­
timentos em participações societárias avaliados pelo custo de aquisição,
que tenham sido contabilizados como receitas, inclusive os derivados de
empreendimento objeto de Sociedade em Conta de Participação (SCP);
® das receitas decorrentes das vendas de itens do ativo permanente.

14.4 Não cumulatividade da contribuição para o PIS/Pasep
A Medida Provisória ne 66, de 29 de agosto de 2002, publicada no Diário
Oficial da União de 30 de agosto de 2002, retificada no Diário Oficial de 3 de se­
tembro de 2002, dispõe sobre a não-cumulatividade na cobrança da contribuição
para os Programas de Integração Social (PIS) e de Formação do Patrimônio do
Servidor Público (Pasep).
O
art. 3e da Medida Provisória menciona que, do valor apurado na forma do
art. 22da Lei n29.718/98, a pessoa jurídica poderá descontar créditos calculados
em relação a:
I - bens adquiridos para revenda, exceto em relação às mercadorias e
aos produtos referidos nos incisos III e IV do § 32 do art. 1-;
II - bens e serviços utilizados como insumo na fabricação de produtos
destinados à venda ou na prestação de serviços, inclusive combustí­
veis e lubrificantes;
III - energia elétrica consumida nos estabelecimentos da pessoa jurídica;
IV - aluguéis de prédios, máquinas e equipamentos, pagos a pessoa jurí­
dica, utilizados nas atividades da empresa;

Contribuição para o PIS/Pasep

323

V - despesas financeiras decorrentes de empréstimos e financiamentos
de pessoa jurídica, exceto de optante pelo Sistema Integrado de Pa­
gamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Em­
presas de Pequena Porte (Simples);
VI - máquinas e equipamentos adquiridos para utilização na fabricação
de produtos destinados à venda, bem assim a outros bens incorpora­
dos ao ativo imobilizado;
VII - edificações e benfeitorias em imóveis de terceiros, quando o custo,
inclusive de mão de obra, tenha sido suportado pela locatária;
VIII ~ bens recebidos em devolução, cuja receita de venda tenha integrado
faturamento do mês ou de mês anterior, e tributada conforme o dis­
posto nesta Medida Provisória.
§ l 2 O crédito será determinado mediante a aplicação da alíquota pre­
vista no art. 2- sobre o valor:
I - dos itens mencionados nos incisos I e II, adquiridos no mês;
II - dos itens mencionados nos incisos III a Y incorridos no mês;
III - dos encargos de depreciação e amortização dos bens mencionados
nos incisos VI e VIII, incorridos no mês;
IV - dos bens mencionados no inciso VIII, devolvidos no mês.
§ 2Q Não dará direito a crédito o valor de mão de obra paga a pessoa
física.
§ 3fi O direito ao crédito aplica-se, exclusivamente, em relação:
I - aos bens e serviços adquiridos de pessoa jurídica domiciliada no
País;
II - aos custos e despesas incorridos, pagos ou creditados a pessoa
jurídica domiciliada no País;
III - aos bens e serviços adquiridos e aos custos e despesas incorridos
a partir do mês em que se iniciar a aplicação do disposto nesta
Medida Provisória.
§ 49 O crédito não aproveitado em determinado mês poderá sê-lo nos
meses subsequentes.
§ 52 Sem prejuízo do aproveitamento dos créditos apurados na forma
deste artigo, as pessoas jurídicas que produzam mercadorias de origem
animal ou vegetal classificadas nos capítulos 2 a 4, 8 a 11, e nos códigos
0504.00, 07.10, 07.12 a 07.14, 17.07 a 15.13, 15.17 e 2209.00.00, todos
da Nomenclatura comum do Mercosul, destinados à alimentação humana

324

Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira, Chieregato, Perez Junior e Gomes

ou animal, poderão deduzir da contribuição para o PIS/Pasep, devida em
cada período de apuração, crédito presumido, calculado sobre o valor
dos bens e serviços referidos no inciso Il.do caput, adquiridos, no mesmo
período, de pessoas físicas residentes no País.
§ 6- Relativamente ao crédito presumido referido no § 5S:
I - seu montante será determinado mediante aplicação, sobre o valor
das mencionadas aquisições, de alíquota correspondente a.setenta
por cento daquela constante do art. 22;
II-va lo r das aquisições não poderá ser superior ao que vier a ser
fixado, por espécie de bem ou serviço, pela Secretaria da Receita
Federal.
A Lei ne 10.637, de 30 de dezembro de 2002, que instituiu a não-cumulatividade da referida contribuição, mantém a mesma disposição, nos seguintes
termos:
Art. 52 A contribuição para o PIS/Pasep não incidirá sobre as receitas
decorrentes das operações de:
I - exportação de mercadorias para o exterior;
II - prestação de serviços para pessoa física ou jurídica domiciliada no
exterior, com pagamento em moeda conversível;
III - vendas a empresa comercial exportadora com o fim específico de
exportação.
§ l s Na hipótese deste artigo, a pessoa jurídica vendedora poderá uti­
lizar o crédito apurado na forma do art. 3a para fins de:
I - dedução do valor da contribuição a recolher, decorrènte das demais
operações no mercado interno;
II - compensação com débitos próprios, vencidos ou vincendos, rela­
tivos a tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita
Federal (SRF), observada a legislação específica aplicável à matéria.
§ 2fi A pessoa jurídica que, até o final de cada trimestre do ano civil,
não conseguir utilizar o crédito por qualquer das formas previstas no § l fi,
poderá solicitar o seu ressarcimento em dinheiro, observada a legislação
específica aplicável à matéria.
Tendo em vista o disposto no § 29 do art. 27 da Lei n2 10.865, de 30 de abril
de 2004, o Decreto ne 5.442, de 9 de maio de 2005, em seu art. P : Ficam re­
duzidas a zero as alíquotas da Contribuição para o PIS/Pasep e da Contribuição
para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) incidentes sobre as receitas
financeiras, inclusive decorrentes de operações realizadas para fins de hedge, au­

Contribuição para o PIS/Pasep

325

feridas pelas pessoas jurídicas sujeitas ao regime de incidência não-cumulativa
das referidas contribuições.
Parágrafo único. O disposto no caput:
I - não se aplica aos juros sobre o capital próprio;
II - aplica-se às pessoas jurídicas que tenham apenas parte de suas re­
ceitas submetidas ao regime de incidência não cumulativa da Contribuição
para o PIS/Pasep e da Cofins.

14.5 Contribuintes do PIS/Pasep com base na folha de pagamento
14.5.1 Contribuintes
A contribuição ao PIS, calculada sobre a folha de pagamento mensal, é de­
vida pelas entidades sem fins lucrativos, inclusive as fundações definidas como
empregadoras pela legislação trabalhista, tais como:
° templos de qualquer natureza;
15 partidos políticos;
° entidades de caráter filantrópico, religioso, recreativo, cultural, científi­
co e as associações que preencham as condições e requisitos legais;
° condomínios de proprietários de imóveis residenciais e comerciais que
possuem empregados;
° Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e as organizações esta­
duais de cooperativas, em relação às operações praticadas com coope­
rados;
° instituições de educação e de assistência social que não realizem, ha­
bitualmente, venda de bens ê serviços e que preencham as condições e
requisitos legais;
® sindicatos, federações e confederações;
• serviços sociais autonômos, criados ou autorizados por lei;
« conselhos de fiscalização de profissões regulamentadas;
° fundações de direito privado.
14.5.2 A líqu ota e base de cálculo
O cálculo da contribuição será feito mediante a aplicação do percentual de
1% sobre o total da folha de pagamento mensal dos seus empregados, assim
entendidos os rendimentos do trabalho assalariado de qualquer natureza, tais

326

Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira, Chieregato, Perez Junior e Gomes

como salários, gratificações, prêmios, ajudas de custo, comissões, qüinqüênios,
139salário, férias etc.
Observe-se que a quitação do 13s salário ocorre somente no mês de dezem­
bro ou no mês em que houver rescisão de contrato de trabalho. Portanto, o paga­
mento da primeira parcela do 13- salário não integra a base de cálculo do PIS/
Pasep - Folha de Pagamento. As entidades sem fins lucrativos que não tiverem
empregados estão desobrigadas do recolhimento da contribuição ao PIS/Pasep.

14.5.3 Exemplo de cálculo e contabilização do PIS/Pasep sobre a
folh a de pagamento
Para exemplificar o recolhimento do PIS/Pasep - Folha de Pagamento, supõese uma entidade, de caráter filantrópico cuja folha de pagamento dos funcioná­
rios, no mês de janeiro de 2003, tenha tido o valor bruto de $ 64.000. A contri­
buição para o PIS/Pasep seria efetuada da seguinte maneira:
$ 64.000 x 1% = $ 640
Contabilização

Testes
1. Com base nas informações disponíveis, calcule e assinale a alternativa corres­
pondente à provisão para a contribuição para o PIS/Pasep sobre a folha de
pagamento.
O Clube Recreativo Descansados do Brás elaborou a folha de pagamento dos
funcionários do mês de fevereiro de 2007, no valor bruto de $ 46.000.
a) $460;
b) $ 46;

í

Contribuição para o PIS/Pasep

327

c) $ 920;
d) $ 92;
e) nenhuma das anteriores.
Resposta: alternativa___
Assinale a(s) altemativa(s) correta(s):
a) o fato gerador do PIS/Pasep é a obtenção de receita pela pessoa jurídica
de direito privado e a folha de salários das entidades sem fins lucrativos;
b) as pessoas jurídicas optantes pelo regime de tributação do Imposto de
Renda com base no lucro presumido não poderão adotar o regime de
caixa para fins da incidência do PIS/Pasep;
c) na base de cálculo do PIS/Pasep das organizações com fins lucrativos,
compreende-se como receita a totalidade das receitas auferidas, indepen­
dentemente da atividade exercida pela pessoa jurídica e da classificação
contábil adotada para sua escrituração;
d) para efeito de apuração da base de cálculo do PIS/Pasep sobre o fatura­
mento, não podem ser excluídos ou deduzidos da receita bruta, quando
a tenham integrado, os valores das vendas canceladas, dos descontos in­
condicionais concedidos e do Imposto sobre Produtos Industrializados.
Resposta: alternativas______
Assinale a alternativa correta:
a) as entidades sem fins lucrativos que não tiverem empregados estão obri­
gadas ao recolhimento da contribuição ao PIS/Pasep;
b) as gratificações, prêmios, ajudas de custo, comissões, qüinqüênios, 13a
salário, férias etc. pagos aos funcionários de um sindicato não integram a
base de cálculo do PIS sobre a folha de pagamento;
c) em uma instituição de assistência social que não realiza, habitualmente,
venda de bens e serviços, o cálculo da contribuição para o PIS/Pasep será
feito mediante a aplicação do percentual de 1% - um por cento - sobre
o total da folha de pagamento mensal de seus empregados, assim enten­
didos os rendimentos do trabalho assalariado de qualquer natureza, tais
como salários, gratificações, prêmios, ajudas de custo, comissões, qüin­
qüênios, 13a salário, férias etc.;
d) nenhuma das anteriores.
Resposta: alternativa___

Perez Junior e Gomes Teste que constou em concurso público para Contador Júnior da Petrobras. b) As receitas financeiras entram na base de cálculo do PIS/Pasep e da Cofins. d) As receitas tributadas pelo imposto sobre serviço são isentas do PIS/Pasep e da Cofins. Resposta: alternativas______ . 4. Julgue os itens a seguir. Chieregato. e) PIS/Pasep e Cofins incidem sobre a receita de alienação de ativo perma­ nente. c) As despesas financeiras entram na base de cálculo do PIS/Pasep e da Cofins.328 Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira. acerca do PIS/Pasep e da Cofins e assinale as alterna­ tivas corretas: a) Alteração na legislação em 1998 trouxe a elevação da alíquota combina­ da do PIS/Pasep e da Cofins.

bem como para a apuração do resultado do exercício com base na aplicação dos princípios fundamentais de contabilidade. quase sempre. a necessidade da observância dos princípios e normas contábeis para o registro e controle das atividades empresariais.404/76 .o lucro ou o prejuízo do período. Como conseqüência da escrituração contábil. bem gerenciadas e que dispõem de um mínimo de estrutura. para o pagamento do Imposto de Renda. em sua escrituração contábil.Imposto de Renda e Contribuição Social. sabem da importância de se contar com adequado sistema de contabi­ lidade e de controles internos. societários etc. para as pessoas jurídicas.15. de­ vem as empresas observar. todos os pré-requisitos da legislação tributária e fiscal. . fiscais. Tanto a legislação comercial como a tributária são unânimes em ressaltar. pro­ cedimentos. em diversas oportunidades. Portanto. o que compreende um conjunto de normas. também já estudados em capítulos anteriores. como ressaltado pela Lei n2 6. No caso da obtenção de um resul­ tado positivo. nasce. livros contábeis. surge a figura do resultado do exercício .1 Importância da contabilidade As empresas modernas.a Lei das Sociedades por Ações para a apuração do resultado contábil do exercício. a obrigatoriedade do reconhecimento contábil e posterior pagamento dos chamados tributos di­ retos . como conseqüência. como já estudado neste livro. A Contabilidade é a base.

A tributação do Imposto de Renda e. tais como: a) realização da reserva de reavaliação. de acordo com a legislação tributária. exclusões ou compensações prescritas ou autorizadas pela legislação tributária. Perez Junior e Gomes 15. participações e quais­ quer outros valores deduzidos pela Contabilidade na apuração do lucro líquido contábil. b) prejuízo decorrente da avaliação de investimentos em coligadas ou controladas.ou não aceitas pelo fisco. provisão para créditos de liquidação duvi­ dosa. desvalorização dos estoques etc. de acordo com a legisla­ ção tributária.330 Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira. tais como: a) gastos contabilizados com inobservância das disposições legais. para a determinação do montante do lucro real. como redutoras do lucro contábil. “Lucro real é o lucro líquido do exercício. contribuição social tem como base o conceito de lucro real. despesas. adicionando e deduzindo do lucro líquido do exercício os valores mencionados a seguir: ADICIONANDO • os custos. mas já deduzida em exercícios anteriores. para determinar o lucro real. d) constituição contábil de provisões não dedutíveis . . rendimentos. com a utilização do método conhecido como equivalência patrimonial . devam ser computados na determinação do lucro real. c) excesso de depreciação contabilizada no período. contingências. Chieregato. com base no patrimônio líquido destas. perdas. encargos. referente a incentivos fecais da deprecia­ ção acelerada. ou seja. parte-se do lucro líqui­ do apurado pela contabilidade. provisões. b) quantias oriundas de quaisquer fundos ainda não tributados para aumento de capital social. o. mas que não sejam aceitos pela legislação tributária como dedutíveis.lucro contábil de determinado período pode ser diferente do lucro válido para efeitos tributários. Exemplos: garantia de produtos. receitas e quaisquer outros valores não incluídos na apuração do lucro líquido que.” Dessa maneira. definido da seguinte maneira pelo Regulamento do Imposto de Renda. no entanto. • os resultados.ou equity method. ajustado pelas adições.2 Conceito e exemplo de apuração do lucro real ou lucro tributável Para efeitos fiscais.

Exemplificando A Figueiredo Gomes índ. Com. básico para os cálculos da provisão para o Imposto de Renda e contribuição social. com base no patrimônio líquido destas . o contador responsável levou em consideração as seguintes informações relevantes: . encerrou suas demonstrações contábeis em 31-12-X1. tais como: a) lucro na exportação de manufaturados amparada por Programa Befiex. Ao apurar o lucro real. ® os prejuízos de exercícios anteriores. de $ 500.Livro de Apuração do Lucro Real (Lalur) 331 e) ágio recebido por sociedades que não revistam a forma de socieda­ des por ações. de acordo com a escrituração contábil. de acordo com a legislação tributária. tendo apurado um lucro. tais como: a) depreciação acelerada incentivada. antes da constituição da provisão para o Imposto de Renda e contri­ buição social. 0 os encargos de depreciação apropriados contabilmente. DEDUZINDO • os valores cuja dedução seja autorizada pela legislação tributária e que não tenham sido computados na apuração do lucro líquido do exercício. f) lucro inflacionário realizado. • os resultados. correspondentes ao bem já integralmente depreciado em virtude de gozo de incentivos fiscais previstos na legislação tributária. receitas e quaisquer outros valores incluídos na apuração do lucro líquido que. c) lucro inflacionário não realizado.equivalência pa­ trimonial e lucros e dividendos auferidos nos demais investimentos em participações societárias. b) exaustão mineral calculada sobre a receita bruta a título de incentivo fiscal. não sejam computadòs no lucro real.000. rendimentos. Ltda. b) lucro decorrente da avaliação de investimentos em coligadas ou con­ troladas.

000. apesar de o contador saber que tal provisão não é aceita como dedutível pelo fisco.000 como resultado favorável na participação societária em uma controlada.332 ManuaJ de Contabilidade Tributária • Oliveira. o contador apurou o total de $ 40.000. referente a participações societárias em outras empresas avaliadas pelo método do custo. b) houve o registro contábil de receitas. ape­ sar de esse valor não ter sido contabilizado como custo ou despesa do exercício de XI. d) os diretores efetuaram gastos no total de $ 10. no montante de $ 5. Chieregato. bem como o valor das provisões para os mencionados. ® A empresa goza do benefício físcal da depreciação acelerada do imobili­ zado produtivo. o contador.000. seriam apurados e demonstrados como segue: . c) houve uma realização da Reserva de Reavaliação do Ativo. Apesar de tais gastos serem necessários às atividades. que a empresa poderia aproveitar em 31-12-X1 nos limites fixados. de anos anteriores. o lucro real. por precaução e para evitar autuações. Perez Junior e Gomes * Havia um saldo acumulado de prejuízo fiscal. Supondo uma carga tributária de 34% com o Imposto de'Renda e contribui­ ção social. para cumprir uma contingência trabalhista com funcionários antigos. com o acréscimo de multas.000. após discussão com a diretoria e com os auditores independentes. o contador provisionou o montante de $ 100. avaliada pelo método da equivalência patrimonial.000 que poderia deduzir do lucro contábil para apuração do lucro real. para os quais não obtiveram comprovantes fiscais. • Para atender aos corretos princípios contábeis.000. con­ siderou-os como não dedutíveis para fins tributários. ® Outras ocorrências durante o exercício de XI: a) a empresa recebeu dividendos. Em decorrência. na opinião dos diretores. mesmo tendo contabilizado normalmente como Despesas Diversas da diretoria. no montante de $ 80. no montante de $ 30. no mon­ tante de $ 20.

somente podem ser compensados com lucros de mesma natureza. poderá ser reduzido pela compensação de prejuízos fiscais.a contabilizáçao.161. apt^á.< S r .'^ 50Q. o lucro líquido.500 Observação sobre a compensação de prejuízos fiscais: Para fins de determinação do lucro real.çòxtí.s-á. observado o limite máximo de 30%.000 '80.000 Gastos da.000:. respeitado.000 5:000 TÒtàl'dás. depois de ajustado pelas adições e exclusões.ádiçpêsraq:lücrò\cóittáM^%ár^ ' 10:000 130.500 Lucro contábil após. 75.Déprèaáçãó.'• .do: de àèòr^o .^ Merios ==■Saldojàcú^üràclp 475.OO0 Incentivos fiscais . diretoria seto çòm proyà^ tS q o íjp A* > 1 i r r a < .000 Lucro real .^ ^ ••'•. apurados pelas pessoas jurídicas.dò.'pâfe^^ .7.V- '.000 Lucro' rçal:. o 'â / S f o r ^ ^ í ^ p s à .da provisão para o Imposto de P^én|da e ContriÍDuição Social — $ 500:000 menos $.Ò0Q: • 555.500.Total dás .exclusõèí àõlucró çÕntáMl. t ó b u t a ç ã ò . ÀDIÇOES.•338.è:£%dçi.acéièrâda 40. Lembre-se de que os prejuízos não operacionais. também nesse caso.000 20.Livro de Apuração do Lucro Real (Lalur) 333 Lüçrp cóntábiL em. Contabilização da provisão para Imposto de Renda e contribuição social em 31-12-X1: . 31-Í2-X1.:ápo. o citado limite.à.d^ è cóníxíbinç^••'•y 161.000 3Ò. Provisão para cõiffingêní^íralSáün^^ 100.gòr PròVisão pafa imppstó. .

da exaustão mineral com base na receita bruta. bem como dos demais valores que devam influenciar a de­ terminação do lucro real de períodos de apuração futuros e não constem da escrituração comercial. No Livro de Apuração do Lucro Real .Lalur.Im ^ . despesas ou provisões que redu­ zem o lucro. 262 do Regulamento de Imposto de Renda (RIR/99). art. dos dispêndios com programa de alimentação ao trabalhador. A regulamentação referente a esse livro é dada pelo art.manter os registros de controle de prejuízos fiscais a compensar em períodos de apuração subsequentes. • :* : Social.manter os registros de controle dos valores excedentes a serem utilizados no cálculo das deduções nos períodos de apuração subsequen­ tes.598/77. para fins de demonstração do lucro real.334 Manual de Contabilidade Tributária * Oliveira. 263. da depreciação acelerada incentivada. II .. com a finalidade de registar e controlar os ajustes no lucro apurado contabilmente. 262. valetransporte e outros previstos neste Regulamento. / Art..3 Livro de apuração do lucro real (Lalur) Como a legislação societária e comercial é taxativa em afirmar que as orga­ nizações empresariais devem-se pautar pela contabilidade para apurar o lucro ou prejuízo e como há registros contábeis de custos. Uma dessas ferramentas de conciliação e controle foi a criação do Livro de Apuração do Lucro Real (Lalur). BíilÉS 1 -f-í. como já comentado.transcrever a demonstração do lucro real. visto que o físco não aceita como dedutíveis algumas despesas e não tributáveis algumas receitas. inciso I): I ~ lançar os ajustes do lucro líquido do período de apuração.i - P. 82.rovisãpparãO . Esse livro foi instituído. do lucro inflacionário a realizar. a solução foi a criação de mecanismos que pudessem conciliar tais divergências entre o lucro contábil e o lucro real. O Livro de Apuração do Lucro Real ~ Lalur poderá ser escri­ turado mediante a utilização de sistema eletrônico de processamento de . portanto. Chieregato.. mas não são aceitos pela legislação tributária. como exemplificado anteriormente. IV . a pessoa jurídi­ ca deverá (Decreto-lei n2 1. 15. III . como segue: “Art. Perez Junior e Gomes lillSIila .

218/91. para fins de apuração do lucro real.2 Aspectos extrínsecos do Lalur e dispensa de registro O Lalur deve conter.4. art. e c) o número de registro no CNPJ-MF.Livro de Apuração do Lucro Real (Lalur) 335 dados. 18). na primeira e na última página. da exaustão mineral com base na receita bruta.4. c) manter os registros de controle de prejuízos fiscais a compensar em períodos-base subsequentes. conforme o item 10 do Parecer Normativo GST n. ou. observadas as normas baixadas pela Secretaria da Receita Federal (Lei n2 8. b) transcrever a demonstração do lucro real.” 15. o número sob qual foi registrada no Registro Civil das Pessoas Jurídicas). de custo ou de despesas operacionais.96/78. bem como dos demais valores que devam influenciar a determi­ nação do lucro real de períodos-base futuros e não constem da escritu­ ração comercial. b) o número e a data do arquivamento dos atos constitutivos no órgão de registro do comércio (quando se tratar da sociedade civil. 15. 15. ainda. considerando-se os limites máximos permitidos. que identificarão o contribuinte e dos quais devem constar: a) a firma ou razão social. do lucro inflacionário a realizar. .1 Exclusões que não podem ser feitas no Lalur O Lalur não pode ser utilizado para nele serem consignadas exclusões resul­ tantes da falta de registro. os ter­ mos de abertura e de encerramento.4 Normas para escrituração do Lalur No Lalur a pessoa jurídica deverá: a) lançar os ajustes do lucro líquido do período-base. no Lalur. da depre­ ciação acelerada incentivada. Exemplificando: a depreciação que deixar de ser escriturada ou que na es­ crituração comercial tiver sido registrada por valor inferior ao permitido pela le­ gislação do Imposto de Renda não poderá ser excluída do lucro líquido. as que tenham por objetivo complementar valor da mes­ ma natureza insuficientemente registrados. respectivamente. na escrituração comercial.

conforme o caso: 15. habilitado. ou por ocasião do levantamento de balanço de suspensão ou redução da estimativa mensal. tais como: a) as de direito privado. Chieregato. inclusive as filiais. a escrituração do Lalur deverá ser efetuada da seguinte forma.336 Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira. 15. sucursais ou representantes. após a demonstração do lucro real. c) as pessoas físicas equiparadas a empresas individuais que promovem a incorporação de prédios em condomínio ou em loteamento de ter­ renos. 15. Perez Junior e Gomes Tanto o termo de abertura como o de encerramento deverão ser datados e assinados por diretor.6 Escrituração do Lalur em face da periodicidade de apuração do lucro real / Considerando-se que a pessoa jurídica tributada com base no lucro real pode optar pelo recolhimento do Imposto de Renda mensal por estimativa ou reco­ lhimento com base nos resultados trimestrais efetivos. b) as firmas individuais.1 Pessoa jurídica optante pelo pagamento por estimativa A escrituração do Lalur deve ser feita ao término de cada período-base do Im­ posto de Renda.6.2 Pessoa jurídica que pague o imposto com base nos resultados trimestrais efetivos Nesse caso. sediadas no país. ou seja. e d) as sociedades cooperativas que realizarem atos não cooperativos.6. É dispensado o registro do Lalur em qualquer órgão ou repartição. gerente ou titular e por contabilista legalmente. A escrituração de cada período-base (trimestral ou anual) se completará com as assinaturas. no país. de pessoas jurídicas domiciliadas no exterior. do responsável pela pessoa jurí­ dica e de contabilista legalmente habitado. 15. . o Lalur deve ser escriturado trimestralmente.5 Pessoas jurídicas obrigadas à escrituração do Lalur Estão obrigadas a escriturar o livro de Apuração do Lucro Real (Lalur) todas as pessoas jurídicas contribuintes do Imposto de Renda tributadas com base no lucro real. no encerramento do período-base de apuração do imposto trimestral.

por intermédio da Instrução Normativa do SRF n2 79/93. a falta de escrituração do Lalur poderá acarretar o arbi­ tramento do lucro da pessoa jurídica.Livro de Apuração do Lucro Real (Lalur) 337 15. 15. b) as adições. no Lalur. o contribuinte deverá determinar novo lucro real para o período em curso.3 Apuração trimestral do lucro real . a demonstração do lucro real e os registros correspondentes nas contas de controle. A ocorrência desse fato resultará numa infração às regras de determinação do lucro real. relativa aos procedimentos de redução ou suspensão do imposto devido . A demonstração do lucro real relativa ao período abrangido pelos balanços ou balancetes de suspensão ou redução do Imposto de Renda devido por estima­ tiva deverá ser transcrita no Lalur. no Lalur. exclu­ sões e compensações efetuadas na determinação do lucro real do balanço ou balancete levantado para fins de suspensão ou redução da estimativa. A Instrução Normativa do SRF na 11/96. discriminadamente. Posteriormente.parte “A”. estabeleceu que o balanço ou balancete levantado para efeito da suspensão ou redução do paga­ mento mensal do Imposto de Renda devido com base na estimativa será des­ considerado se o Lalur não for escriturado até a data fixada para pagamento do imposto do respectivo mês. o Fisco dispôs que se considera não apoiada na escrituração comercial e fiscal a apuração do lucro real sem que estejam escriturados. o balanço ou balancete deve ser transcrito no livro Diário ou no Lalur .6. os ajustes ao lucro líquido.3) definiu que se consi­ dera não apoiada em escrituração a declaração de rendimentos entregue sem que estejam lançados. na parte “A Jdo Lalur. exclusões e compensações. em seu art. para fins de elaboração da demonstração do lucro real do período em curso. os ajustes ao lucro líquido. O levantamento de balanço trimestral pressupõe. Como conseqüência. desconsiderando os apurados em meses anteriores do mesmo ano-calendário. 15. computadas na apuração do lu­ cro real. c) não cabe nenhum registro na Parte “B” do Lalur referente às adições. correspondentes aos balanços ou balancetes. a elaboração da demonstração de resultados. a demonstração do lucro real e os registros correspondentes nas contas de controle. a qual deverá ser igualmente transcrita no Diário ou no Lalur.7 Conseqüências da não escrituração do Lalur A Instrução Normativa do SRF na 28/78 (subseção 1. deverão constar. também. observando-se o seguinte: a) a cada balanço ou balancete levantado para fins de suspensão ou redu­ ção do Imposto de Renda.possibilidade de transcrição do balanço ou balancete no Lalur No caso de apuração trimestral do lucro real.

2 Forma de escrituração Os lançamentos correspondentes aos ajustes do lucro líquido do período de apu­ ração. para a determinação do lucro rêal. Chieregato. que pode ser trimestral ou anual.l) tratando-se de ajuste que não tenha registro correspondente na escrituração comercial. destinada ao lançamento de ajuste do lucro líquido do perío­ do-base. Na parte ‘A” do Lalur serão utilizadas as seguintes colunas: a) data: destina-se à indicação da data em que foram efetuados os lança­ mentos de ajuste do lucro líquido. assim como o livro e a data em que foram efetuados os respectivos lançamentos. Perez Junior e Gomes em determinado mês e ensejará a cobrança do Imposto de Renda e da contribui­ ção social sobre o lucro pelo valor indevidamente reduzido ou suspenso.8. b. observando-se que: b. além da na­ tureza do ajuste. quando for o caso. e a transcrição da demons­ tração do lucro real. a conta ou subconta que os valores tenham sido registrados na escrituração comercial.8. observadas as normas-da Secre­ taria da Receita Federal.2) a coluna auxiliar será utilizada para o registro de eventuais par­ celas integrantes de um mesmo lançamento. destinada ao controle dos valores que devam influenciar a determinação do lucro real de períodos-base futuros e não constem da escrituração comercial. serão indicados os valores sobre os quais a adi­ ção ou exclusão foi calculada. 15.1 Escrituração por processamentos de dados O RIR/99 dispõe que o Lalur deve ser escriturado mediante a utilização de sistema eletrônico de processamentos de dados. e b) parte “B”. para determinação do lucro real.338 Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira.8 Composição e características do la lu r 15. a saber: a) parte “A”. b) histórico: destina-se ao registro dos fatos deterrninantes dos ajustes. reunidas em um só volume encadernado. serão feitos com individuação e clareza. cujas folhas devem ser numeradas tipografkamente. c) adições: destina-se ao lançamento de valores que devam ser adicionados ao lucro líquido. O Lalur. 15. na qual serão indicados. A soma dos valores . no histórico do lançamento. é composto de duas partes. cuja soma deverá ser transportada para a coluna de adição ou exclusão.

e duas exclusões ~ tuna sem registro correspondente na escrituração comercial e a outra com o correspondente registro. :?o:= É líll üm si . d) item 4: subtotal. e a soma das exclusões. obtido pela soma algébrica do lucro ou prejuízo líqui­ do do período de apuração com as adições e exclusões. 15.com registros correspondentes na escrituração comercial . registrado no item da demonstração do lucro real. e a soma das adições. com a apuração anual do lucro real. . ao final do período de apuração. deverá coincidir cora o total. admite-se que são os únicos ajustes existentes no período de apuração de XI. discriminadas item por item. 31-12-XÍ.8. para determinação do lucro real.4 Forma de apresentação da demonstração do lucro real parte “A” A demonstração do lucro real será transcrita na parte “A” do Lalur após o úl­ timo lançamento de ajuste do lucro líquido do período-base e deve conter: a) item 1: o lucro ou prejuízo líquido constante da escrituração comercial. PARTE A . agru­ pados os valores de acordo com sua natureza. c) item 3: as exclusões do lucro líquido. discriminadas item por item. agru­ pados os valores de acordo com sua natureza. e d) exclusões: destina-se ao lançamento de valores que a legislação tributá­ ria permita excluir do lucro líquido.REGISTRO DOS AJUSTES DO LUCRO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO Exclusões Data.fiffB9tfS M s S liit i I M e l l f 15. Para efeito de simplificação.Livro de Apuração do Lucro Real (Laiur) 339 lançados nesta coluna.8. apurado no período de apuração de incidência. b) item 2: as adições ao lucro líquido.3 Exemplo de lançamento de ajuste No exemplo de escrituração de ajustes na parte "A’ do Lalur a seguir constam duas adições .

. Perez Junior e Gomes e) item 5: as compensações que estejam sendo efetivadas no período de apuração.:.r:XXX r B m m /•.. •:-r'■.V fVP^?.* | Ê Ê .)'■ v ’•••.:iXXX A-i-V/V. a compensar em períodos de apuração subsequentes.v.■'■.• 'icicx 1 .":'V •• (XXX) / •s .K"% •• ' .Ò db-S7' • CR C^ SPO Ò Ò ..': L'V.v .gérenteoutitular ...8... {A w. j:.ç./ : Y ///V^..• *'• !.-• • ' •S . ’• ■ v.Vy .« | • :•••/.->• <r:< • a)rD iretor.".-?:í.W| :'V 'v v. . ~ . /Contabilista-/: \ : .. DEMONSTRAÇÃO DO LUCRO REAL I S i l0 ÍS S Ê w im w m m m m m i i l i i i i * S Ê Im 8 Ê 9 S Ê É K g .ywA-.• 5. . H j ^ .*.via). .-v. y > *)ü v .*■•••. • • • :..: :/K KaoFusaoBravo/ ■ ■ -■ .jtúcróReálouprejuízo. ' ....: /-VY.*•*..-7.v.r.• •" v. v w m ã m m ã m m Ê m m m tm m W Ê g s im m s m Ê im ^ Ê K m m a m i p m ' -V..v7:. Chieregato.. 15.rvO. -V: • ' ! V ^ ' ..^• r'ó'P 'r• .• ■ ■ /O nestm aRD reira CPFÒ 0Ò :Ô 0Ò . /■ r. . ' - : .-V .V/i. • ■.. V .. m m Ê S S 9 È m ã M ^ m m m ■.• • / '.1 júízòdòpèr• ío ódeapuraçãode.:I 6. •/ ' í /•..-/: íl P iS liiü iii : •)':.340 Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira.25-2^. • • "..e • • ’d .“'•. v .’.~.1 • V./ .-. :• • • •*. ' • •• • • • m m m m i ■ •• ■ m m :V-V7:/::í--\.v..""-' - ■íSS3 m .:..5 Modelo da demonstração do lucro real Segue modelo de demonstração do lucro real.G O O /9: :r .. cuja soma será sub­ traída do valor positivo apurado. e f) item 6: o lucro real do período de apuração ou prejuízo do período.® S K :® i .V : y . de acordo com a legislação de regência.• % *-.a/compensar'ió-:: 1 Reconhecem osaexatidão'déstãdém ò : 1 -'SãoPaúlo. -CYyY1)•': -.

créditos: destinada ao registro dos valores que constituirão exclusões nos períodos de apuração subsequentes. Forma de escrituração A escrituração relativa ao controle de valores que devam influenciar a de­ terminação do lucro real de período de apuração posterior deverá ser efetuada mediante a utilização de uma folha para cada conta ou fato que requeira controle individualizado. Portan­ to.histórico: destinada aos registros dos fatos determinantes do ajuste. de forma a permitir. para determinação do lucro real respectivo. de conformidade com o seguinte delineamento: a) coluna 1 . Destinada ao registro dos valores obtidos pela operação: e . serão efetuados os controles dos valores que devam influenciar a determinação do lu­ cro real de períodos de apuração subsequentes. concomitantemente com os lançamentos de ajustes efetuados na parte “A* do livro ou no final de cada período de apuração. c) coluna 6 .data do lançamento: destinada a indicar dia. por uma letra maiúscula. nas contas devedoras. a qualquer momento. f) coluna 9 .D/G: destinada a indicar.débitos: destinada a registrar os valores que constituirão adições ao lucro líquido de períodos de apuração. e e.8. transportados de períodos de apuração anteriores. e os que devam ser excluídos terão letra C. deve conter todos os elementos indispensáveis ao controle de cada valor suscetível de apropriação ao lucro real de períodos de apuração subsequentes. transportados de períodos de apuração anteriores.Livro de Apuração do Lucro Real (LaLur) 15. assim como dos valores debitados ou creditados em cada período de apuração. mês e ano em que for efetuado o registro. Também será utilizada para a baixa dos saldos credores. Também será utili­ zada para a baixa dos saldos devedores. a verificação do respectivo saldo. os saldos que devam ser adicionados ao lucro líquido de períodos de apuração subsequentes terão letra D. a nature­ za devedora (D) ou credora (C) do saldo constante da coluna 8.2) saldo anterior (coluna 8) mais créditos (coluna 7) menos créditos (coluna 6). nas contas credoras.saldo ~ $: representa o valor das adições ou exclusões que deverão ajustar o lucro líquido de períodos de apuração subsequentes.l) saldo anterior (coluna 8) mais débitos (coluna 6) menos créditos (coluna 7).parte “B” Na parte “B” do Lalur. . d) coluna 7 .6 341 Registros do controle . e) coluna 8 . b) coluna 2 .

ser utilizada conta distinta para o prejuízo fiscal correspondente a cada período de apuração.404/76. b) no livro Razão e nos livros exigidos pela legislação tributária.404/76. 177 da Lei ne 6. individualizadas por espécie. os prejuízos não operacionais e os decorrentes das atividades operacionais da pes­ soa jurídica deverão ser controlados em folhas específicas. Testes 1. bem como dos lançamentos de ajuste do lucro líquido derivado desses saldos. Teste que constou do concurso para Auditor Fiscal da Receita Federal O Lucro Real é o lucro líquido do período-base ajustado pelas adições. Compensação de prejuízos fiscais . para compensação com lucros de mesma natureza apurados nos períodos subsequentes. { . Resposta: alternativa___ 2. deve. c) nos livros Diário e Razão. Segundo o § 22do art. sem modificação da escrituração mercantil e das demons­ trações reguladas nesta lei. as disposições da lei tributária. Perez Junior e Gomes Elementos indispensáveis ao controle Em cada conta suscetível de controle.controle ~ observações Os prejuízos fiscais compensáveis na forma da legislação tributária serão con­ trolados no Lalur (parte “B”). Além disso. a companhia observará em re­ gistros auxiliares. na parte “B” do livro. o contribuinte deve fazer constar. b) o excesso de retiradas de administradores. em relação aos períodos-base iniciados a partir de l e-l-96.342 Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira. apenas. apenas. d) nos livros sociais exigidos pela Lei nfi 6. para tanto. No casb de divergência entre essa Lei e a Legislação Tributária. que prescrevem métodos ou critérios contábeis diferentes ou determinem a elaboração de outras de­ monstrações financeiras. Chieregato. nos registros. apenas. todos os elementos indispensáveis a que fique evidenciada a exatidão dos respectivos saldos. e) nos livros exigidos pela legislação tributária. o Contador deve escriturar o fato contábil: a) no livro Diário e nos livros exigidos pela legislação tributária. ou de legislação especial sobre a atividade que constitui seu objeto. exclu­ sões ou compensações prescritas ou autorizadas pela legislação do Imposto de Renda. Como exemplo de exclusão autorizada temos: a) o lucro inflacionário realizado.

societários etc. encargos. mas que não sejam aceitos pela legislação tributária como dedutíveis. mas que foi contabilizado como custo dos produtos fabricados e não vendidos até a data de encerramento das demonstrações contábeis. c) como conseqüência da escrituração contábil. o lucro contábil de um determinado período pode ser diferente do lucro válido para efeitos tributários. b) os custos. provisões. ajustado pelas adições. Resposta: alternativas______ De acordo com a legislação tributária. com base no patrimônio líquido destas. parte-se do lucro líquido apurado pela contabilidade. para a apuração do resultado contábil do exercício. que é igual ao resultado do exercício apurado pela contabi­ lidade.Livro de Apuração do Lucro Real (Lalur) 343 c) a multa por infração fiscal resultante de falta ou insuficiência de paga­ mento de tributo. d) para o pagamento do Imposto de Renda devem as empresas observar. livros contábeis. perdas. fiscais. . para determinar o lucro real. adicionando ao lucro líquido do exercício os valores mencionados a seguir (assinale as alternativas corretas): a) receitas decorrentes da avaliação de investimentos em coligadas ou con­ troladas. com a utilização do método conhecido como equivalência patrimonial ou equity method. ou seja. c) o montante da depreciação calculada e contabilizada dentro dos limites fiscais. todos os pré-requisitos da legislação tributária e fiscal. o que compreende um conjunto de normas. como ressaltado pela Lei n. b) a contabilidade é a base. d) a provisão para créditos de liquidação duvidosa.. Resposta: alternativa___ Assinale a(s) altemativa(s) incorreta(s): a) a tributação do Imposto de Renda e Contribuição Social tem como base o conceito de lucro contábil. e) o ajuste por aumento no valor do investimento avaliado pela equivalência patrimonial. para a determinação do montante do lucro real. definido pelo Regulamento do Imposto de Renda como lucro líquido do exercício. e) para efeitos fiscais. participações e quais­ quer outros valores deduzidos pela Contabilidade na apuração do lucro líquido contábil. procedimentos. exclusões ou compensações prescritas ou autorizadas pela legislação tributária.404/76. surge a figura do lucro real ou tributável. despesas. das Socie­ dades por Ações.6. em sua escrituração contábil.

parte-se do lucro líquido apurado pela contabilidade. a provisão para contingências trabalhistas. como. deduzindo do lucro líquido do exercício os valores mencionados a seguir (assinale as alter­ nativas corretas): a) saldo do exercício anterior da provisão para férias. encargos. Perez Junior e Gomes d) constituição contábil de provisões não dedutíveis. a solução foi a criação de mecanismos que pudessem conciliar tais divergências entre o lucro contábil e o lucro real. mas já deduzida em exercícios anteriores. como por exemplo a depreciação acelerada incentivada. depois de ajus­ tado pelas adições e exclusões. referente a incentivos fiscais da depreciação ace­ lerada. Chieregato. d) o saldo de prejuízos fiscais de exercícios anteriores. para a determinação do montante do lucro real. despesas. provisões. Resposta: alternativas______ 6. e) o saldo de prejuízos fiscais dé exercícios anteriores. participações e quais­ quer outros valores deduzidos pela Contabilidade na apuração do lucro líquido contábil. poderá ser reduzido pela compensação de prejuízos fiscais.344 Manual de Contabilidade Tributária . c) como a legislação societária e comercial é taxativa em afirmar que as organizações empresariais devem-se pautar pela contabilidade para apu­ rar o lucro ou prejuízo e como há registros contábeis de custos. o limite máximo de 30%. . despesas ou provisões que reduzem o lucro. para determinar o lucro real. aceitos pela legislação tributária como dedutíveis. Assinale a alternativa incorreta: a) para fins de determinação do lucro real. mas não são aceitos pela legislação tributária. perdas. Uma dessas ferra­ mentas de conciliação e controle foi a criação dò Livro de Apuração do Lucro Real (Lalur). b) os prejuízos não operacionais. b) os custos. c) excesso de depreciação contabilizada no período. por exemplo. ou não aceitas pelo Fisco. somente podem ser compensados com lucros de mesma natureza. o lucro líquido. tam­ bém neste caso. e) os valores cuja dedução seja autorizada pela legislação tributária e que não tenham sido computados na apuração do lucro líquido do exercício. observado o limite máximo de 30%.Oliveira. Resposta: alternativas______ 5. apurados pelas pessoa/jurídicas. como redutoras do lucro contábil. respeitado. De acordo com a legislação tributária.

e) os prejuízos fiscais compensáveis na forma da legislação tributária não precisam ser controlados no Lalur. a pessoa jurídica deverá. considerando-se os limi­ tes máximos permitidos. de custo ou de despesas operacionais. a demonstração do lucro real e os registros cor­ respondentes nas contas de controle. e) o Lalur deve ser utilizado para nele serem consignadas exclusões resultan­ tes da falta de registro. bem como dos demais valores que devam in­ fluenciar a determinação do lucro real de períodos de apuração futuros e não constem da escrituração comercial. c) a legislação tributária estabelece que o balanço ou balancete levantado para efeito da suspensão ou redução do pagamento mensal do Imposto de Renda devido com base na estimativa será considerado e aceito. por exemplo. os ajustes ao lucro líquido. as que tenham por objetivo complementar valor da mesma natureza insuficientemente registrado. ou. serão efetuados os controles dos valores que devam influenciar a deter­ minação do lucro real de períodos de apuração subsequentes. mes­ mo se o Lalur não for escriturado até a data fixada para pagamento do imposto do respectivo mês. como. da depreciação acelerada incentivada. a depreciação que deixar de ser escriturada ou que na escrituração comercial tiver sido registrada por valor inferior ao permitido pela legislação do Imposto de Renda. ainda. d) na parte B do Lalur. Resposta: alternativas______ . manter os registros de controle de prejuízos fiscais a compensar em períodos de apuração subsequentes. do lucro inflacioná­ rio a realizar. b) a falta de escrituração do Lalur poderá acarretar o arbitramento do lucro da pessoa jurídica. en­ tre outras exigências. no Lalur. concomitantemente com os lançamentos de ajustes efetuados na parte A do livro ou no final de cada período de apuração.Livro de Apuração do Lucro Real (Lalur) 345 d) no Livro de Apuração do Lucro Real (Lalur). da exaustão mineral com base na receita bruta. na escrituração comercial. Resposta: alternativa___ Assinale a(s) altemativa(s) incorreta (s): a) a legislação tributária considera não apoiada em escrituração a decla­ ração de rendimentos entregue sem que estejam lançados.

manter: “I ~ Escrituração contábil nos termos da legislação comercial.Em boa guarda e ordem.16. todos os livros de escrituração obrigatórios por legislação fiscal específica. bem como . II . enquanto não decorrido o prazo decadencial e não prescritas eventuais ações que lhes sejam pertinentes. devem proceder periodi­ camente à escrituração do Livro Caixa. no qual deverão constar registrados os estoques existentes no término do ano~calendário abrangido pelo regime de tributação simplificada. Seguem os textos do Regulamento do Imposto de Renda (RIR/99): 16.1 A Contribuintes tributados pelo lucro presumido ' / Conforme o art.1 Contribuintes obrigados à escrituração do Livro Caixa As empresas tributadas pelo Imposto de Renda e contribuição social com base no lucro presumido ou as optantes pelo Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte (Simples) que não mantiverem escrituração contábil. 527 do RIR/99. a pessoa jurídica habilitada à opção pelo regime de tributação com base no lucro presumido deverá .Livro Registro de Inventário. III .

1. 45 da Lei n B8. 190. apresentam-se neste capítulo as peculiaridades per­ tinentes à escrituração do livro Caixa previsto na legislação fiscal para as empre­ sas que optarem pela tributação com base no lucro presumido e não mantiverem escrituração contábil. 16.2 Microempresa e a empresa de pequeno porte inscritas no Simples De acordo com o art.Escrituração do Lívto Caixa 347 os documentos e demais papéis que serviram de base para escrituração co­ mercial e fiscal. no qual deverá estar escriturada toda a sua movimentação financeira. inciso I. a conta­ bilidade é necessária para atender também a legislação comercial. do RIR/99. de 20 de janeiro de 1995).2 Opção pela escrituração do Livro Caixa A opção pelo livro Caixa e uma alternativa concedida pela legislação do Im­ posto de Renda à necessidade da escrituração contábil completa. termos de abertura e encerramento e prazos para escrituração do Livro Caixa Não há obrigatoriedade de autenticação do Livro Caixa em órgão da Receita Federal ou em outra repartição pública.981. inclusive bancária (art. a micro­ empresa e a empresa de pequeno porte inscritas no Simples estão dispensadas de escrituração comercial desde que mantenham em boa ordem e guarda e en­ quanto não decorrido o prazo decadencial e não prescritas eventuais ações que lhes sejam pertinentes o livro Caixa. Ressalte-se que a dispensa da contabilidade é concedida apenas pela legis­ lação do Imposto de Renda. de manter a escrituração contábil completa. societária e trabalhista. para fins de apuração e pagamento dos tributos relacionados com o Imposto de Renda e con­ tribuição social. Por­ tanto. inclusive bancária. Parágrafo único. 16. no qual deverá estar escriturado toda a movimentação financeira. No entanto.3 Autenticação. deve conter o "Termo de . as empresas nas situações mencionadas estão desobrigadas. parágrafo único. no sentido de facilitar as atividades administrativas e burocráticas das pessoas jurídicas. Feitas tais considerações. O disposto no inciso I deste artigo não se aplica à pes­ soajurídica que. bem como pelas optantes do Simples. no decorrer do ano calendário} mantiver livro Caixa. desde que procedam à escrituração do livro Caixa.” 16. Como reportado em capítulos anteriores.

A.4 Transações que devem ser escrituradas De acordo com a legislação do Imposto de Renda. enquanto não decorrido o prazo decadencial e não prescritas eventuais ações que lhes sejam pertinentes. como: • notas fiscais de vendas e de compras. 16. Portanto. Chieregato. deve ser escriturado com base em documentos comprobatórios. é fixado para o pagamento do Imposto de Renda devido no período relacionado com a escrituração. ou seja. escrituração pode ser diária ou mensal. inclusive a bancária. até a data de vencimento do prazo para o pagamento unificado dos tri­ butos contemplados pelo Simples. com­ preende todas as entradas e saídas de recursos financeiros no “Caixa” da empre­ sa. • cópias de cheques dos pagamentos efetuados. “Em boa guarda e ordem. devem ser consideradas como componentes do “caixa” da empresa. O prazo para escrituração. para as empresas tributadas pelo lucro presumido. bem como os do­ cumentos e demais papéis que serviram de base para escrituração comercial e fiscal. com as mesmas características legais e fiscais exigidas para a contabilização.5 Documentos comprobatórios da escrituração A legislação do Imposto de Renda menciona que o contribuinte deve manter. Para os contribuintes optantes pelo Simples. e duplicatas da empresa e dos fornecedores. incluindo as contas correntes bancárias. . de liquidez imediata. Também as aplicações financeiras de curto prazo. Perez Junior e Gomes Abertura” e “Termo de Encerramento” e ser assinado pelo representante legal da pessoa jurídica e pelo contabilista responsável pela escrituração. 16. no livro Caixa deverá ser escriturada toda a movimentação financeira. a comprovação da movimentação financeira de um período deve ser efetuada com base nos documentos que deem sustentação aos registros no livro Caixa. A escrituração mensal deve mencionar a data das operações realizadas.348 Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira. Portanto. ” Como o livro Caixa substitui a escrituração contábil para fins do Imposto de Renda. todos os livros de escrituração obrigatórios por legislação fiscal específica. o livro Caixa deve ser escritura­ do até o dia 10 do mês subsequente ao das transações financeiras e comerciais.

6 Normas para escrituração A legislação do Imposto de Renda é omissa quanto à forma de escrituração do livro Caixa. ° guias autenticadas dos pagamentos de encargos e tributos. • registros analíticos e individualizados dos fatos. porém claros e predsos. . pode-se utilizar das regras de escrituração existentes nas Le­ gislações Societária e do Imposto de Renda. No entanto. caso exista documen­ to auxiliar detalhado que possa ser facilmente consultado. • utilização de programas de computação. borrões e espaços em branco na escrituração. a avisos bancários de cobrança e descontos de duplicatas. ° avisos bancários das transferências entre contas. • evitar rasuras. ® folha de pagamento e avisos de débitos bancários. o contribuinte pode adquirir em papelaria o livro Caixa e proceder à escrituração manual. citando apenas seu conteúdo e sua periodicidade. 8 numeração e arquivo em boa ordem da documentação. deve representar com clareza os fatos nela registrados. o bom-senso recomenda que qualquer escrituração. • avisos bancários dos encargos financeiros e taxas debitadas em conta.Escrituração do Livro Caixa 349 ® avisos bancários de lançamentos de débito e crédito nas contas correntes. « comprovantes de depósitos bancários etc. que sejam perfeitamente aplicáveis à escrituração do livro Caixa. No caso da escrituração de pequena movimentação financeira. agrupando-os somente quando não for prejudicial à identificação. Por analogia. • utilização de históricos resumidos. ou seja. das páginas do livro Caixa e posterior encaderna­ ção para o adequado arquivo. sempre que viável. desde que à caneta. 16. seja ela destinada ao atendi­ mento de uma exigência legal. a numeração dos livros. seja de caráter gerencial. mesmo não estando légalmente explicitadas para essa finalidade e estabelecer as seguintes normas para a escrituração: • levantamento e organização dos documentos em ordem cronológica crescente. para facilitar a posterior localização. • avisos bancários das aplicações financeiras e resgates efetuados.

•. 25. envolvendo boa parte das possíveis movimentações financeiras de uma empresa comercial de pequeno e médio porte. Sua movimentação financeira durante o mês de janeiro foi a seguinte: 16. para o registro de todos os in­ gressos de recursos financeiros diretamente na caixa da empresa ou em suas contas bancárias.AÉli.790 ' lljlISR . • demonstração dos saldos diários ou mensais do “Caixa” da empresa. A Companhia Grana Alta Ltda. do lado do débito. de todas as saídas de recursos financeiros. em dinhei­ ro ou por meio de emissão de cheques ou. portanto.Gâ:ÇO£^|mtócetf3S:'^ . 1. optou pela tributação pelo lucro presumido e tem necessidade.3.350 Manual de Contabilidade TVibutária ♦ Oliveira.1 Movimentação financeira mensal ■■' . de escriturar o Livro Caixa. Chieregato. •. .500 ■ ■■■■ 5-700' .r>00. mediante autorização de débito em conta corrente bancária.7 Caso prático de escrituração do Livro Caixa Para facilitar o entendimento do leitor. • do lado do crédito.7. 16. ■■■ ■■. Perez Junior e Gomes • utilização de colunas. ainda. passa-se à apresentação de um caso prático.

' : ' -. !RécòlliinièMõM<X.32.'§.VX£^*V.X:JV.%S ''^íJ'i liiggg§ fôgainento:4é:pè<3Úèrtás:d^ Rendimento çr^it^õ.íh .-j .eritre^&çontás'^ . \óir/'. :CÒiir®<^^ T „ : . !-=©? .Í'~í Saídas •.Transferências. .':.Bàiiçp.da Banco Àlterosâ ^.: Mpviméhtòdas.:W (^I^ostpsdè^pntâd JÚÉquidp.de mercadorias a:yistár^ IfiiP i ÜÜS®É..S^tp|. -■■'ly^.~Vy '^r^V ::-/.^^Òfflbi|ídã(íéí era J--*‘.V- ?.créditad6:pe^ ■6~ yS ís'í .r^ ■■ ‘<><ji'v.dé^e$^^ r. Aplicações financeiras novBançd Santos'.doo^ yericía. •foV.*^.Escrituração do Livro Caixa 351 MòyiméritcTdas^<üá£ümb)^ Entradas feòébimènto^dasâí^licãií^n^ .-X %r.í-"-4% Pagamento depequenà4.riÒ''résgafé 'k':i. X r::-\c *-'\\v:t... .. *• 'V ~ÍAj: í"*."'jÍ.r .rKy">.\.■:.J'/.cpi^^ ./Depósito'do' dmlieirp em'çàixa nd.ÍNM.-rrV'..=:^?:’v S-’ /''■■■'■ : • òi&p.OVV/ 'jfega^èntP.W .

/•■ . débitos ém corita correrLtè.800 ■.000 .~: ~ - Saídas _" / \ 7.352 Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira. ■Retirada de numerário do Banco Santos para 0 caixa.: - “■'l'._r Pagamento da duplicata ne 467.yi'.030 . S i S B S i ■: .•• . Perez Junior e Gomes Movimento das disponibüidádes em 8-1 • !.-V. W S Ê Ê fèRecolhimento de FGTS.• .V ■: : "/7rlpp. Cheque nQ120 " >" >' 2Ò0 . -' ' : ..415'^ . '-'S v:\ :■ Entradas : ■ .. •■. - Entradas ’ Recebimento de duplicatas n^212 e 230 de dientes-pelò Baiico Altérosa r " .= ■ ~Y ' 7 -'V - Transferência de numerário do BancoJSantos para o Banco Altérosa ^ - .duplicatas^. ' ' ^ . V- - 7 V " 7 Transferências entre as contas do disponível ' - ■ -. 7:800 Venda de sucatas a vistã pelo cãixa - -. 7. „ - - : 2.V . V 7:. y.7-. •■ 7'' Pagamento de salários. \ •.Ü.7 S íp S IS ií (-) Encargos financeiros sObre 0 desconto de. com 0 r^eque.Y-. Líquido creditado pelo banco V-Y.y-V:!.'-‘/õ’ : S 5 II# S a í d a s YÀ.r ‘ Pagamento de aluguel com ò chéquè if -119 do BancòSantos Pagamento de pequenas despesas pelo-caixa/ : . . ••••.de fornecedor cóm ò'cheque ii“-í"Í8 dó Banco Santos . Chieregato. Empréstimo bancário no Banco Sáritòs ■ :-r -.' •• . . • -V rosa/ Movimento das disponibilidades èm_ 11-1 - .n9 53 do Bánco. / . 1 J- .500 Recolhimento do Cofins com ó cheque na 55 do.. - .ó •••":' Desconto de duplicatas no Banco Altérosa • ':' 7 ’•■■■•■'.:Bánçpji Altérosa '• •.•.Àltè Despesa bancária debitada émcõníá corrente.6Õ3. .• .nó.Baíico Altérosa.V. _ Recolhimento do PIS com o. _c J 12. ' 11.400 . conforme ávisM&débitdá ■do Banco Santos \ . • . ■ ■ . í.\ ■•••■i Ê M Ê P Ê ê l 28. •. confornie.7 -.. pará pequerias : despesas.080 . .cheque n'5 54 doBanco-ÀÍterõsa . .V '.. >v-r.

40b: - 'Vi'. .' Total debitado pelo'.Y ’. V. . v'_\v•...báhco v... ■.''•] ‘Liquidação de empréstimo no Banco Altêrosá ''•'.‘241 e 242 áe clientes pelo Banco Alterosa ' ’ ' _.' > C. - . _ ' Saídas - ' ' t Pagamento de pequenas despesas pelo Caixa 21. ^6:400 : “ - $ ' \ Recebimento de duplicatas nís 240.Escrituração do Livro Caixa 353 Movimento dais disponibilidades ém 12-i .400 - . conforme Nota Fiscal nR1270 .200“/ . ' -0 vilooò:- u-.•.•.V.-ii. .. ‘ .800 v.' Movimento das disponibilidades em-14-1 Entradas ' ' .’- Vendas a vista.-.' 'Encargos financeiros na'.recebida pelo caixa: Recebimento dè Saídas duplicatas ' r •‘VY-Vv:Y.'. .\ n25 210 ' •/.SV.liquidação. 32.000 ' -' 250 Pagamento de duplicata na 543 do fornecedor com 0 cheque ns. Y Y 4 0 ( f • •••' W.. V ‘ .:: '' .V : Entradas - .''-.-fv--. Banco Alterosa _ „_ '..- e '215 de ■ clientes pélo Banco Santos V .. : Y '.Y • :. Transferências entre as contas do disponível Depósito de dinheiro do caixa no Banco Santos 5.v5. 56 do-.

Perez Junior e Gomes . Chieregato.354 Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira.

\./ .'.. Y-y M (“ ) Encargos hhàncéirps/'sóbre:ò':d :tí^idpícreditàdp^pefêbançp: if.v"í \':^.•:. .•á"-v■y:-.pèqueitós:déspèsás-pd .Escrituração do Livro Caixa S:. Entradas.' :-.àP Baricò"..v \ ■•.■.yH vY Y Y .'^7 j MMÈW.'^pviní!sntó:das dispònibilidadég em 20-í .:":VK' v-7Y>'.-.:j Y ..'. r ••'•'.•.Smdàs:'.bancáiiâ dèbitáda em :Çorità corrente rip: Báncót ."í -v->:/'■.-ha.-Y Desconto de tíüplièátas'de àüèrítes.^è.çHéqüe n^íí22.[ ^ ‘v ^ S í S "Pagamento..:: 0 \-0A.com 0 .7 /'. .V Pagámèiito jd&Tamra.. V ' : .V .:-.:- -UY-' .■/?■.4 7 ' dè:frete. Altérosa.•.v-Y í Y 355 \-/":P.-'../"••Y.7’:?-■'::Q.•>.d ^ i t ^ o p a p .K•. . ..-:'•':".’'.dè despesa .7 70 .'■'..'no Bancp . I1 S 4 ® 1 Y v:'S í'Vv :•vYY Y Y t ' Y S tfliSfli IlMSÉIf WMãÈÊÊà }^ t ^ . f e â r t c ò 'ç Y Y:-* i^àméii^.

..170 . . Adiantamento para despachantes com o cheeue nc 57 do èárico ilterosa / . :13. •: '/3. "/• ' .. 7 (-) ■fcçargós financeiros sobre .Pagamento da duplicata n®827 cío íornecedor. Perez Junior e Gomes Entradas Movimento disponibilidades. v.Y-:>.000 . V . 29. . .. . •.. cònforiné aviso de crédito do Banco Alterosa V .000 .:.400 . cheque n9 123 do Banco Santos V>VYY!■.em ^26-i .:Y. : . . :. .■ . • V' '. ’ . '•••'•• :iq. .do caixa no Banco Alterosa 7YvY--.'. Alterosa Aplicação financeira no Bánco Alterosa Depósito de dinheiro.. flf8||S81 :-y 7 •. \ ' '•' S IW íS \ ..’:' Transferências entre as contas do Disponível. . ■ . W Ê Ê Ê M .000 • Compra de mercadorias a vista...y .890:./. . -V-.' YY' -"YY-' 'V. . conforme ordem de pagamento pelo Banco Santos 'V ' ' ' • •'.1.: V ..V-"": Y.nQ58 dòj Banco Alterosa• .000 -y .Y. S I I Pagamento dê duplicata ns 27 do fornecedor oom:.600'.4Ò0 ..••7. Custo da ordem de págamentp. y Wy^y^M .o cheqüe .:.. Saídas'"-. S lÜ M tt Líquido creditado pelo banco . 7. 7.13 . . .. Chieregato. .7 Dividendos recebidos de empresas córitrolac tas. Moviméntó das disponibilidades em 27-í Entradas :■. Total debitado pelo banco : . . . v.-"' '"YY • ^ 'ip ò ó ’ . 200 .VY. 10 . : . Y-"\' ••• f Y'.. . •.356 Manual de Contabilidade Tributária ■ Oliveira. ..Y''.Y'Y:•.'Y-' Transferência do Baríco Santos para 0 Banco. : -YY. YV I 8 . Desconto de duplicatas dè clientes no Banco Santos . -2. :-.Y\-v'''. conforine Nota Fiscal n2 635j com 0 .0 descpnto de duplicatas. / Saídas . ’ -V. .

^y:yIV f . v-: y./y-V " ' ' y y . ^ v:\ "• Vendas de imobilizado a vista.. ■-■ Entradas .Banco Aíterosa V V:5.• v . CPMF debitada pelo Banco Santos -.^. y/-' Líquido creditado pelo banco .-:^50q£4 Rendimentos das aplicações financeirasBaiicÕ Sántòs •' 'i y . y ''y/. •' v.-'. recebida pelo caixa '' v.y -!.. y y r y 7 Resgate de aplicações financeiras dò BáncoSántòs‘ •■-. y .y :y-‘: .v('.á.V.^ . yy y -y Y Recolhimento do IRPJ e da contribuição social.■='. y ■>. conforme Nota Fiscal n* 1./.y . çorti ó çheqité:n9 . ' "■ y y: (-) Tributos descontados no resgate .y Y ^ :. ./•'•. y ' / . ry'iy£^\.'-y’Ov/v /Rendimentos das aplicações finàncèiras .' v' . •’ . conforme débito em .Òèof- : v ... .. .H50 : . >.ví:y •: ••-•.Y y .. vyY--yy .'y v y . •• :. : .50Ü. 62VÍSÓ : .. .124 do Banco Santos . CPMF debitada pelo Banco Alteròsá : y : \ • .• . .!7 /'/-' y! -v y " y ' " .. 57.y .. Saídas ' ..!: •'.::(7007 Pagamento de pequenas despesas pelo caixa y y. água e telefone.. y 'õi'. Saídas • ' : .>. • '' • Pagamento de luz.• :57^000 : Rendimentos creditados no resgatey " y .. • . Y •. ' . 'U Â -.y y . y. • .940 . conforme aviso de débito do ÇaiicoMterosa ■■ ' •' .• •••/ .57Ò. '• -.. y \ ‘ y - y . „: Transferências entre as contas do" disponível y : y v y ./'y''.V V. :• ■:•. " '• •..V':V-'. .• ••. -.y . ^ .Escrituração do Livro Caixa 357 Movimento das disponibilidades em 29-1 ' Entradas ..y Movimento das disponibiHdádes em 3 Írl' . yy " .140 .. v ^ V:v':' í.' .::\... •/..200 - yyVyy• • . . \ . L v.conta no Barico \ :B00 ' Pagamento de gratificação à diretoria.

Y\ - rData - Saído Histórico Y . \ .358 Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira.-7 .írié comprovantes~ . . ' PágamentcMe 'pequena^despésas^cònfor. como segue: • relatórios e/ou demonstrativos da movimentação do fundo de caixa. cópias dos cheques emitidos. com base na movimentação financeira mencionada no item anterior. a) Exemplo de relatórios e demonstrativos da movimentação do fundo de caixa. I 250/ -Y.Yi-fíõ Y p 31^12 ' ' Saldo' dó numerário. " Vendas de'sucatas. _r._ 'Bóíetim do jCaixa Pequeno ■>.680_. despesas.68oY ' fj . y ' Y •/ Y Kntradas Saídas .4. _ 5:68ã-1 5:000 . \ * -yeiídâ _’clè mércadorias.pequenas des'pesas. : J. ^ . YY-' Companhia Graná Alta Ltdà. . Y . li27P’ Pagamento de . „ .2(55' J ‘-7J565 í -.2 Documentos auxiliares que com provam a escrituração Além de notas fiscais de compras e vendas. Chieregato.qúe pãra-pequenas. recibos diversos.7.~Y lllIflítlS Y 320 .í . a extratos bancários das contas de aplicações financeiras etc.despesas.-confor­ me comprovantes V :. duplicatas qui­ tadas.OOOy Sa.^ ' :y y y I : 1. : '6?i . ' . cáixa '' / ‘ . Y _ . recibos de depósitos bancá­ rios. conforme' Nota íiscàl ri9 -v .6.. coxifor:méxom^rpvahtes .^èoY| .480' :3 ■'S. a prazo e a vista. conforme" -cheque n? 120 cio Banco Santos.y . • extratos bancários das contas-correntes. conforme riotas/fiscais^ | 1..| ’ Y415\Y . podem-se utilizar também como fonte de informações e comprovação dos registros do Livro Caixa os seguintes relatórios internos e/ou documentos externos à empresa. r "" .'r " : “"ÍÔ0’’ V 75.: cpiüqmí^ ~notas . avisos bancários etc. V. confor'me comprovantes ".415y | < . • .800 'fiscais' v*.'Y-r"r Y ^ Í ío o y I Págàmèntotde-pequènas . Y . Y>’ " Vendas ^de jnercàdorias.’ Y . Y /Juês dejanêiro . em. 300 ' ' - ■í i . f’ Depósito jio'Banco Sáritos4 Y’ Y >/ ' Y' c \ 1’2-í Pagãmeríto de pequenas déspesas. Perez Junior e Gomes 16.í.400 - .

Escrituração do Livro Caixa 359 .

080 Pagamento de salários..■ : conforme aviso \.360 Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira. conforme aviso .. 11-1 1.1 . 310 31-12' 4-1 '.400 26-1 Cheque n2 57 . /. 7.rendimentos credi­ tados J Vyyy\. : .Vv:. 8-1 .10.8oo .'de duplicatas^ conforme avisp y .y .500.. 5. b l) Extrato da conta-corrente do Banco Alterosa Banco Alterpsá S:AV .000 29-1 31-1 Aplicações financeiras . 4.52 y./ ..: V . Aplicação financeira 29. y. conforiné aviso .637 5. conforme aviso 3. "• V..7..' . .V-. conforme aviso 11.. 13.740 2. ■ 12.603 Cheque ne 54 \ -fí.^.yu-’. conforme aviso 3. V . .: :y .28.. . •.Agência 293.1.817 35."': '• Resgate de áplicàção firianceira .v 5.400 12-1 Liquidação dé.. com base na movimentação financeira mencionada no item anterior..000 18-1 Despesa bancária 70 20-1 Débito em conta.687 2. Período de l fi a 31 de janeiro . conforme aviso21:000 14-1.030..y •.400 -Liquidação de duplicatas. . ' Data Histórico. ’ > Cliente: Companhia Grana Alta .' •' yi: y. .2. .. çõirfòrm ávisóár 241800 rxi7-:.000 Depósito efetuado em dinheiro 2.? '. conforme aviso bancário .. .080 21-1 Crédito em corita.287 17. -. à.. de.yrí. Extrato dá conta-corrente n155:442-9 .■Vv.900 6. Cheque na 56''.000 Pagamento. 500 Débito .500 Chèquén955. : .v>y v-’ '2'. .30.V-y.y y V .000 27-1.' ' 14.íy..Ltda. ' : : Transferência.990 13..• • .640 . yV’: " :A-Í: • •Che^uên® 51:y. : . Saldo Saldò. Perez Junior e Gomes b) Exemplo de extrato de conta-corrente bancária.637 5.Transferência:dè numerários 4.7-. conforme aviso' .9.n9.numerários. ' . Chieregato.y\y-V':.CPMF./ y 7.887 . CÍieque. duplicatas. •• 1.827. .137 8. Liqtiidaçãò .700 rl2..•: : .000 15-1 Depósito efetuado. Débitos Créditos . :. Descoritò duplicatas. .540 7:600 .887 39.000 Cheque ne 58 ‘ r. . y :W >yy? . .y. . conforme aviso .000 Liquidação de:èmpréstimo. •' •í y • 1 •.. anterior yV.737 38.887' 39.

800 • v 59. Depósito '30 i7. Liquidação de duplicatas ' ': Cheqüé. . conforme áviso Cheque ntt 120 1 . 21-1 .Etístóricoy 31.070 8.ÒÒ0 • ..32-pO!0:.1 ■•.600 10. ' 800 8. conforme avisó \ ftlB iíS S íS w i -Vy ' : ' . V .270 . ■ 20-1 . v • • • •? 29.14. . 12. .-.940 3.770 { 10. Desconto de duplicatas.500 . : . •! 62.170 13. \ Liquidação :de duplicatas: .: ....•• ‘ Cliente: Companhia Grana Alta Ltda.. • .Escrituração do Livro Caixa 361 b2) Extrato de conta-corrente do Banco Santos Banco Santos ... . .Í01-'52 .122 : liSOO ' . íExtrató da cóntá-çòrrente ns'2.840 . 18.500 Desconto de duplicata. .100 : Transferência de numerários ..200. :f Pagamento de duplicata.000 . ••’ 200 26-1. 13 ■Período de í 2a 31 de janeiro'.. 32..1 Data .• • V . . :r Empréstimos. 8. Saldo : 570 62.. conforme aviso: . 27-1 ' efetuado em dinheiro Aplicações financeiras [ 11.. conforme aviso .000 l '. .Agência 081. 6~i > : Aplicação 8:1 ' D^bitps Créditos . ••• '.000 54. ' ^ .4-l v .. •" .n® . . 4..170 2.'67.. Saldo anterior .770 5. conforme aviso ^..150 57..270 .ÍÍ7.-12 . 29-1 31-1 Pagamento de contas. conforme aviso Cheque n9-124 Resgate de aplicação financeira : 13.5Õ0 Cheque ris. conforme aviso Cheque nfl 123 .410 ..'-v 1.22:50<K Depósito efetiiado era dinheiro 11-1 . .000 Y . 4. Cheque n‘\121 '. financeira .270 . 14-1 15-1 ■18-1 .:56.000 Transferência de numerários 'i .97Ó .obb:í Cheque ne 118 ” Cheque n -119 32-1 -5.400 . .:' ' : Vv. :' Despesas bancárias.: . ' .'. .270 í ' • : .040 y 150 Rendimento das aplicações financeiras Débito de CPMF. . 11. .

c l) Extrato do Fundo de Aplicação Financeirá do Banco Altérosa c2) Extrato do Fundo de Aplicação Financeira do Banco Santos . com base na movimentação financeira mencionada no item anterior. Perez Junior e Gomes c) Exemplo de extrato bancário das contas de aplicações financeiras. Chieregato.362 Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira.

3 LiquidaçãoJie duplicatas. datilografada ou. o que compreende: ® movimentação do Caixa Pequeno ou Fundo Fixo de Caixa. Rendimento creditado' ' . Como já mencionado.800 Pagamento de'pequenas despe­ sas pelo Caixa _ . que pode ser feita de forma manual.. Líquido creditado i4 ! ’ Saldo das disponibilidades do dia 4-1 t . 8 contas correntes bancárias.BáricoJSantoV 4 ditos no Baiico Santòs 32.. ' J .Chegue n° 117 do. v __ ' r ' - - Débito .Escrituração do Livro Caixa 363 16. recebidas pelo caixà . Companhia Grana Alta Ltda.7. X-': ^ 54.cpara.345 .540.600 Transfergnçías èhtré as_contas. 61. por processamento eletrônico de dados. Evidentemente.: "'7 -4. . será efetuada a escrituração do dia 4-1.. ■■ ^ k G 320 ã lf|ltlfS|ff *Cheque na 51 do Banco Altérosa para pagamento do INSS -_ -7. ° aplicações financeiras de curto prazo.v .valor dõ principal 14.■■(-) 60 Menos: impostos.$ Saldo das dispõníbilidãdés 'em '31"12" V ^ ' 7'. no livro Caixa são escrituradas todas as movimentações das disponibilidades da empresa.000 ‘Principal 600 .3 Exemplo de escrituração do Livro Caixa Tendo em mãos as cópias de cheques e os documentos auxiliares. 14. processa-se a escrituração do Livro Caixa. $ 1 -_ " 1 ' .500 -Venda'dè mercadorias a vista.000' resgatada . ainda.saídas v Histórico . cré. de acordo com as possibili­ dades ou necessidades de cada empresa.entradas Histórico y ^ - „ Crédito . . eomprá de mercadorias a vista. t Livro Caixado dia 4-1 J . de disponibilidades _ _ - Resgate dé' aplicação fmancei-. a escrituração dos demais dias deve obedecer à mesma siste­ mática. Baixa da aplicação financeira rado Banco'Alterosã . " ' ' ~ 22.' ’ 14. 1 . Como exemplo.265-' i1 .000:. a) Escrituração diária.

/ .. crédi: tos no Banco Santos' ' Venda de .000.14.tos para compra de... Resgate de aplicação financeira do Banco Alterosa Principal Rendimento creditado Menos: impostos líquido creditado L.V V" . Saldo .600 Transferências entre as contas de disponibilidades •.GHéqüè’n9 117 do -Banco■San­ 32.ív. v’ Histórico .000 /600 (-) 60 14.. para pagamento da duplicata nc 3..das disponibilidades era 31-12. 300 Cheque na 52 do Banco Al te’-' rosa.. "- 320 Chequen251-do Banco'Álterósa para pagamento dólNSS .. mercado:-iiâs-á vistá: ---•.478 de fornecedor "10.900 .540 Movimento do dia 6-1 Pagamento dé pequenas des­ pesas. pelo caixa • f .■. recebidas'peloCàixa.• 14.4. 14.. . .Saídas i . - . .^ ■.000 . j ^ Histórico ‘ ' .- j .000 5. Débito. ..resgatada .: 7..345 -Movimento. . . : '54. 22. .‘J ^ .. Livro Gãixadómes dejáríeiro: --y---y. Credito .'mercadorias a vista.800- Págámentò dè -pequenas des-• pesas‘pelo-Caixa . Perez Junior e Gomes b) Escrituração mensal Companhia Gijma-Alta Ltdà.364 Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira.•.000 14.Transferências entre as contas de disponibilidades Depósito efetuado em dinheiro no Banco Santos Aplicação no Banco Santos : Baixa do dinheiro no Caixa 5.000 Baixa da conta-corrente pela aplicação financeira no Banco Santos . Chieregato.valor do principal. .500 .dò'dia"4-1' Úquidáçãò de duplicatas.' ■ Bàixa da aplicação financeira .Enti-adas.000 .

confor­ me ■aviso do Báhcp Alterosa .tOS .>: :7.Escrituração do Livro Caixa Débito.800> sa^ . me aviso Movimento do dia 12-1 .'./ P B S ® .y . v .7 •. avisp-dò Banco Santos • :y ' -w •••••• Movimento do dia 11^1 :. • Histórico..1.Chectuè. 'pkrá pagamento dé aluguel 11..- Movimento do dia'8-1 : 365 Cheque ris53 do Banco.•.415 . e 230.980 sa de débitos em conta.. conforme ■'avisò do Banco Santos • ..do:BànCp AÍterò-.. : Venda de sucatas a vista. . 400 Máis: Encargos financeiros. V: .tfí ^67 dè..1(K). conforme avisos 32.400 . cony .7.800 (-) 900. cata.:recebi.. 5Ò.'.' tos. v v y v / — Y-'. . yVyyVí Crédito . Cheque n* 120. 12. do Bancò Sari'.Alterp.800 Liquidação dé Empréstimo. . ’ 7800 Clieque n° 55. Liquidação das duplicatas.Saídas /Y. V •.... Valor das duplicataè récébidas Menos: encargos financeiros• Líquido creditado pelo banco .tós. das pelo Caixa 7 V--' .000 : . . Recebimento das duplicatas n^?: 210 e 215 pelo Banco Santòs.9>cÍp BaricovSan: f í l È i S S \. 12:000 para o Banco Alterosa. 'V'/''"'.ii? . .Entradas ... .do Banco Alterosa.500 .• VV i V Transferênciás entre as contas de disponibilidades Retirada do Banco Santòs para o Caixa. 28. Desconto de duplicatas. .ya Históricò. .çla Cofins .pá^àMéntÒ. çónfòrme ... n2-s■212.■/. fpnieçédpr-. . jpara:'pa'gamentò da dupíiy . ..•.• . conforme àvisò dé crédito do Banco Alterosa ' .' ysiosó Despesas bancárias.V CChèqúe-n^ rosa para jpag^eftto dò PIS. conforme aviso: 11.’: : ' 20Ò 200 Transferência do Bànco San­ Transferência do Banco Santos tos para ò Barico Alterosa. \ 24. .forme ávisós do Banco Altero-: 28. para pagamento de pe­ quenas despesasy . salários. Total debitado pelo banco : 11.:7.000 . .para .': íCheqUern-:i 1.400 PágamehtòMe .desr pesas.. pelo Càixà .000 Valor do principal -V.-: sa...18Mò' Bahçò:áaá:. confor­ .080 Empréstimo òbtidò. .péqüénás . Pagamento dé.para pagárrièntò de FGTS..• : .

Sàíd^ Débito .'•.. I Depósito efetuado do Banco ÁlChéqüè 'n2 12T. referente à ' tos. pelo Banco Àlte■caíxá:. ■ . .. y y í ti.-/y-/.270.:0 ^ .■pata.:V.. Depósito. . g ^■pagaffiéhjp pesãSVpeló çáixa yyyy: •" ".diip}i^. confpMe .. Perez Junior e Gomes 7.fí terosa pelo:Diretor. :300 Total depositado. Movimento do dia 20-1' .. 241 e 242 pelo Banco Alcata n9. coriforitie com-.V y y y y y y y :: '".í-'r' Movimento do dia 15-1 '.1..366 Manuaí de Contabilidade Tributária • Oliveira.dÓ'. ■ V .. 3 B s | f§ IS 8 ! Valor do p r i n c i p a l .entre as contás de dispOTibilidádeS.^0Çí| caixa . 13. 1 Despesa.' rY^v:': yK Vf«ôi ' . : ■ ’y . . \ Movimento do dia 18-1.50.yy..7.•• f:.Gliéqüe :# 1-22 ç|ó Btóòí'.Y I Cbeqüen” 56 dp Banco Àltçró-7 Recebimento das duplicàtais hss. ’ S lS f. ' .• v . V.■■^ 5:200 í 'Santos ' ••' 7 ' . y 9:000. bancária dp.0* ' ■■ • -k .provantè..’5:'2Ò0 vconforme çòmpróyáiiiê y ^'..'"^stóricpyy: y y y y Vendas a vista.Crétüto-.000. :o : v ? s . no .r. :yy y ^ y ' ' rosa. .:.Sàn£ tós. Fiscal ne 1. 250.:y.B&^ ■ ■ " V . rèçptóitóéntpy devolução de empréstimo: • .say:.. ditos .££ t f g j o i terosa.' •••"’ . Chieregato.: Transferências entre ais contas de dispõnibilidadesy ■ 49:0 y y • ’.Nota. recebida pelo .'V •:. 8:700Í Mais: Juros sòbns o empréstimo .' ..v 7'.y y i ■■ Aplicação financeira nóv Báncó Santos y : / '.543 de-fpmèçedóry. .-v':-y . conforme a\isos dé cré­ 21:000.■& "• 54. Movimento do dia 14-1 .::".v-.'. .T TVansferênçias. .S ' •=" ■ ^ y i V Y Y . : . pagas peípv: 208 de cliente. 7 ' . £ Baixa da conta corrénte peíaí •Santos . ia .1 240. ^ 1 Depósito em dinheiro no Banco. conforme aviso .-ipárá pagàníèntp dà faturá ‘S òj n^47. .Bàriçq Áíy •'teróisá.pãrá pagatoènto:da :... j.V ' .-v. y y . ? .000 • • v/.. y • y ^ y / v .. ' Recebimento da duplicata na Pequenas despesas.y frete?.:-V ^ ^ .:70." y Y .Entradas : ' Histórico .0Ò0 54.

|.récebidps.c0^rm ev^ Dividendos .^gP^^ •çòbràdos^pelòb^ B S 8 I .'.cp'4ant^.^a^â^tíenlfa^^^í^n^tóEã%|p^rç|!Ç> I I I S I H I Ü M I xÕiâéimdè^ .^>:.ÜP^Mii^.: V-: Valor i s i f i o i i K ^ ^ ^ ÍS | Í^ IÍÍfí^ í^ M Íi:Íi:•y||oa|.Escrituração do Livro Caixa .^te~:'..i..|.. fet^«:rr.detiuplú^tàs '^çí)BM|í y|òi.\vVvy.AíH Valór dás duplicatas C:y.:y '•^ ià rih ítt^ .6 0 0 : ?.cíiáçiiès^ .'íí SIII8 m m -1 3 .®^qü:êcrg /57.• ’ /•••.'.£rK..:^ ygáfaèntfcjiif..' ■ ^$ü00§ê I1S IS 1 S 'Mòtàméntp dadí£^ ^-.' d^ sp de creditp H líS I IÜ 1 ! .yvy :.Débito-7 : jí /.'.".: .:§ " fi^ v g B fifi t1 ■Movimento'do dia '2Í'7L^:yVy^ :Dêscpnt9.0|^ Jtááis.Hístórící>íyyV 367 í. çqirfprme avisos ■Santòs: -^'. ' M ^ m e h t p ^ d b . ■Désçpntp^ tes..|eÒ^ •çó Santòs:. 17p.Menos:.í&rediíMoí S S lM f ^TiA4:080. .<ff./ S ifâ | çiy Menps: :encargòs firiáiiceiròs/ cobrados j^fòíbarica iS fM I Líquido credita^ ifiS B í Ü ^Õsi|^^âgÉ^pr^^|^|gaM ^dpri^^^ítáf^ígônfòmê^ÒtaB f i i S ..."..'A :': .•yV.y:. S0' : \íiquidoi.

■ ■■ 77 •pesás.Y.57.777 Í I S I ® .lv<!)».ClUUV«ÇiV(ttv /Xi-LLcMJLV-. Depósito em dinheiro do Bancp.000.U. .^77^7 S f i S f i ■-'-4-50. ■■ .77777 . ' ' ' . ■' nanceiras do. -. Histórico . ...> : 7 " v v 7. conforme aviso .Altérosa.:. •■■ ’ 7.777 777. :' . Banco.7 -'7 7 7007. lià S t^ ^ i^ m ^ ^ rv isb :■'.vpara o.^ntós..ápHtíâçlíp/tô|ncei^ É2$ 000 ’ Transferência do Bárico.lV*Ui.:■.' -7': • •.. flll§ l§ § Transferências entré a^coritas.7>7. ■■í .pjdò càixa-’■■.á^v. 7 ■.. Baiico ^S. ■ ■ Valor do principal.67: conforme aviso.-..■62.' ■7 .aviso: . 7 -.7. ..:7 7. 7-. luz é telefone. 77 29.7 .Bancò Altérosa.Báiia7dó-.cÍp7Ban'cp Sarb.'.' ZS-oào: 7^.peqúenas ' dt’:s-: 7 .7..: V:"rv íí ^7 Saldo das dispombilidadeâ. ■e'contribuição.' '■. '.. Perez Junior e Gomes Débito .'7:3í.recolbmientxvdo-ÍRPJ 7 '..iillj^UbLUt)^\UyOvUijLiUvlypl'■.■•■•■■ ■■ ■■■ • .^75'S | recebida pelo c a ix a 777 77". ■■ ■■■. :.panv.77. Cheque ti"-Í24. 77 -:777-77.de água.77.l^gamenfo^ -7 .avisos .7debitada pelo'. Rendimentos creditai WÈÊÊ& X .' 7'■"■'■ tós.^‘.7.0' Movimento do \ Vendas de imobilizado a^mta^:.V-.. . ■.... 7..: :Bafca7da7cip^^ W 0 0 0 I '■ 77-7.dépésítÓ7 .7..-.' ■■'•’.' Total creditado'pelo7b£tóó7riá7 contá-corrénte '• ■■■■' 7^. Rendimento das aplicações fi...d^êirç/np?B£^^ Aplicação fmancèirano Báncò. ■soo Movimento do diá 31-1. .368 Manual de Contabilidade Tributária * Oliveira. .570" conforme aviso -bançánd ^ :í!{Cit5Ò7..dç di^Òmfâ&adásS^^^U "-■'' ■■. conforme Nota Fiscál na'1:500.. GPMF. ■ ■■ ■ .- ■ : .J■-■■ 7lMixá7ná/eÓntá^ ra dó Banco .7. ^ n s fe ê rig ia s M ife ^ 7 Vv .7. Y 7 S I S ® ! débito do_Banco AlícYrosá ■ 370ÕÓ ■'Pagamento dascpntas.7 .' 7i 72-00^. . Mais:..-v'V^ Pagamento.--í l i ã l i l ..^ . ■ .Banço7 Alterós^ tero^a^Gonfíorme aviso' ■ .Entradas ..' . conforme.-.. CPMF débitada peloBíinco Af-'' ■■ 7 -' ■‘i na:nceirás dò .. v7777>A: 7^7‘.7.7 S l lt S S f Rendimento das àplicáçpès.7\ "7 7'-. . social '■. Sáritós7 ■. ."■. 7'.: ’dPv^ dia 31-1 7 77.'.150/ -' 'v7^7A.-7.7 .. de.v .pèÍpv. Chieregato.1. 7-^í 7 . .000..: Altérosa.

c) as empresas tributadas pelo Imposto de Renda e Contribuição Social com base no lucro presumido ou aquelas optantes pelo Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empre­ sas de Pequeno Porte (Simples). pela Lei Comercial. a pessoa jurídica habilita­ da à opção pelo regime de tributação com base no lucro real deverá man­ ter a escrituração do Livro Caixa em substituição à escrituração contábil nos termos da legislação comercial. desde que escriture os recebimentos e os pagamentos ocorridos em cada mês no Livro Caixa. de manter a escrituração contábil completa. Pode-se afirmar. para todos os efeitos legais. devem proceder periodicamente à escrituração do livro Caixa. b) as empresas tributadas pelo lucro presumido ou estimado estão desobri­ gadas. d) conforme o Regulamento do Imposto de Renda. desde que procedam à escrituração do Livro Caixa. em relação à opção pela escrituração do livro Caixa: a) a opção pelo Livro Caixa e uma alternativa concedida pela legislação do Imposto de Renda à necessidade da escrituração contábil completa. e) essa desobrigação de escriturar o Livro Diário vale para fins de concorda­ ta ou falência. b) no Livro Caixa deverá estar escriturada somente movimentação financei­ ra que envolver os diversos caixas de uma empresa. d) a pessoa jurídica que optar pela tributação com base no lucro presumido não pode manter a escrituração contábil nos termos da legislação comer­ cial. societária e trabalhista. Resposta: alternativa___ 2. A contabilidade é necessária para atender também à legislação comercial. para facilitar as atividades administrativas e burocráticas das pessoas jurídicas obrigadas à tributação pelo Lucro Real. societários e traba­ lhistas. que não mantiverem escrituração contábil.Escrituração do Livro Caixa 369 Testes 1. Assinale a alternativa correta: a) a microempresa e a empresa de pequeno porte inscritas no Simples estão dispensadas da escrituração comercial e da escrituração do Livro Caixa. c) é importante ressaltar que a dispensa da contabilidade é concedida ape­ nas pela legislação dò Imposto de Renda. Resposta: alternativa___ .

d) para os contribuintes optantes pelo Simples. Pode-se afirmar dos documentos comprobatórios da escrituração do Livro Caixa (assinale a alternativa incorreta): a) como substitui a escrituração contábil para fins do Imposto de Renda. por exemplo. as cópias de cheques dos pagamentos efetuados. da menção da data das operações reali­ zadas. b) a comprovação da movimentação financeira de um período nãó precisa ser efetuada com base nos documentos que deem sustentação aos regis­ tros no Livro Caixa. como. as notas fiscais de vendas e de compras. / d) avisos bancários das aplicações financeiras e resgates efetuados. não devem ser consideradas como componentes do “caixa” da empresa. por exemplo. até a datá de vencimento do prazo para o pagamento unificado dos tributos contemplados pelo Simples. o Livro Caixa deve ser escri­ turado até o dia 10 do mês subsequente ao das transações financeiras e comerciais. não havendo necessidade. b) deve conter o “Termo de Abertura” e “Termo de Encerramento” e ser as­ sinado pelo representante legal da pessoa jurídica e pelo contabilista res­ ponsável pela escrituração. c) a comprovação da movimentação financeira de um período precisa ser efetuada com base nos documentos que deem sustentação aos registros no Livro Caixa. de liquidez imediata. e) as aplicações financeiras de curto prazo. ou seja. a folha de pagamento e avisos de débitos bancários são exerriplos de documentos e demais papéis que serviram de base para escrituração comercial e fiscal. Pode-se afirmar. durante a escrituração mensal. Chieregato. Resposta: alternativas______ . Resposta: alternativas______ 4.370 Manual de Contabilidade Tributária * Oliveira. Perez Junior e Gomes 3. em relação ao Livro Caixa (assinale as alternativas corretas): a) há obrigatoriedade de autenticação do livro Caixa em órgão da Receita Federal ou em qualquer outra repartição pública. c) a escrituração pode ser diária ou mensal. como. com as mesmas características legais e fiscais exigidas para a contabilização. deve ser escriturado com base em documentos comprobatórios.

seria o valor do aluguel que o mencionado contador poderia obter como receita mensal. não haverá pagamento de aluguel. na maioria das vezes. significa quanto poderia ser ganho com a utilização alternativa do capital ou outro fator produtivo. Esse entendimento parte do pressuposto de que. A Contabilidade ainda não está desenvolvida o suficiente para incorporar em seus procedimentos o correto tratamento quanto a tais custos de oportunidade. todos os fatores produtivos utilizados para a exploração de determinado empreendimento precisam ser re­ munerados. pode-se utilizar de um imóvel próprio.17. houvesse a dedução da parcela correspondente ao lucro que “teria sido obtido” se fosse outra a alternativa de investimento. da pessoa jurídica para a pessoa física. se. que. no caso. se alugasse para outra pessoa. de forma bastante simplificada. mesmo que sejam de propriedade do dono do negócio.1 Aspectos conceituais 17. do resultado da aplicação. No entanto.1 Custo de oportunidade A Teoria da Contabilidade discute há bastante tempo o conceito de custo de oportunidade. o “lucro econômico” de determinada decisão de investimento poderia ser medido de maneira mais correta. para a correta mensuração econômica e contábil. ao pensar em abrir seu escritório.1. Assim. Por exemplo. pelo qual. . um empresário autônomo da Contabilidade. na Ciência Econômica. economicamente falando. o custo total para a manutenção do escritório deve incluir também o custo de oportunidade. que.

000. para pagamento em 60 dias. pode custar $ 3.000. totalmente informatizado ou robotízado de máquinas e equipamentos para a expansão da fábrica. Definem-se como dividendos a parte do lucro que uma empresa distribui aos acionistas e sua quantidade em valor varia proporcionalmente à quantidade e ao tipo de ações que possui.372 Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira. 9Ô. nada mais lógico e coerente que o registro contábil do custo do capital próprio. instituiu o pagamento de Juros sobre o Capital Próprio. as pessoas investem em ações de uma empresa não só por acreditarem no potencial de valorização do papel. Lembrando que os dividendos podem ser pagos em dinheiro. ações ou em outro ativo. Exemplificando: Um conjunto de equipamentos. equivalente a apli­ cação da Taxa média de Juros de Longo Prazo (TJLP) sobre o saldo do patrimônio líquido. em seu art. Consubstanciado no art. como remuneração do Capital Próprio investido. há mais de uma década. Por exemplo. mas também porque ela pode ser uma excelente fonte pagadora de dividendos ou lucros. da Lei n. o conceito de custo de oportunidade também é válido.150. O mesmo conjunto de máquinas. . pode ser adquirido a vista por $ 3. Por outro lado.249. o governo federal extinguiu a correção monetária do balanço. de 26 de dezembro de 1995. nos cursos de mestrado e doutorado em Contabilidade da Universidade de São Paulo. Perez Junior e Gomes Já existem várias pesquisas acadêmicas em andamento. o governo federal utilizando da mesma lei. ’"'j Estas empresas independentemente da valorização ou desvalorização de suas ações promovem aos detentores dós papéis o recebimento de apreciáveis dividen­ dos periódicos. Portanto. se a empresa não tiver recursos próprios. Chieregato. ignorando a exis­ tência dos resultados inflacionários nos ativos e passivos monetários que geram ganhos ou perdas com a variação da taxa de inflação. com a utilização de parte do capital próprio da empresa. o conceito do Gecon . discute-se muito. conforme demonstrado pelo exemplo bastante sim­ ples e corriqueiro. inclui a discussão do conceito de custo econômico. 17. entre outros fundamentos oriundos da Economia. contabilmente. representando outros proventos que o acionista recebe das empresas.2 Juros sobre o capital próp rio Com relação às fontes de captação de capital para as organizações.Gestão Econô­ mica ~ que. com a inclusão de 5% para os encargos financeiros cobrados pelo fornecedor ou por estabelecimento bancá­ rio. Embora diversos autores e estudiosos do assunto entendam que para com­ pensar os resultados inflacionários decorrentes da extinção da correção monetá­ ria do balanço das empresas.000.1.9.

O art. Juros sobre o capital próprio.a do juro sobre o capital próprio . todavia em posição inversa. se uma empresa produz um lucro de 2% num ano sobre o Patrimônio Líquido.2 Legislação aplicável e base de cálculo Os juros sobre o capital próprio foram introduzidos na “Contabilidade Tribu­ tária” pela Lei nQ9. PIS/COFINS). Assim. CSLL. já que não estará con­ seguindo sequer ganhar o que eles obteriam se investissem seus recursos no mercado financeiro. A partir daí. na verdade. os procedimentos contábeis. sofreram forte influência de uma norma fiscal. mais uma vez. 32-37. e ser aplicada 1 ABUJAMRA. a título de juros sobre o capital próprio. a ideia de introduzir. em nosso país. Os valores pagos como JCP foram associados pela CVM aos dividendos ou lucros pagos pela pessoa jurídica e de acordo com nosso cálculo. Até esse valor a empresa não produz genuinamente lucro. as empresas passaram a contabilizar tais “custos de oportunidade”. para as pessoas jurídicas que fo­ rem acionistas beneficiários da JC£ ela é tratada como receita tributada na base de cálculo dos tributos (IR.com base no seguinte raciocínio: só é lucro o que a empresa produz acima do que seus sócios ganhariam aplicando seu capital no mercado financeiro. 1997. podemos afirmar que esses valores sempre terão base nos lucros apresentados em anos anteriores somados com os lucros que ficaram retidos na empresa ou com base no lucro do exercício. a seguir.249/95. dez. ” 17. ou seja. efetivamente. São Paulo.1 “Surgiu. das importâncias pagas ou creditadas.SP. na apuração do lucro real. Revista de Contabilidade do CRC . na mensuração do lucro das empresas. aos sócios ou acionistas das pessoas jurídicas. em razão de seu valor ser descontado do resultado do exercício como uma despesa financeira tomando o lucro menor e gerando o pagamento do imposto de renda a menor. exceção dada ao pagamento que não for de boa-fé. Márcia Lúda Mauad et al. estará. para ajudar no entendimento dos aspectos conceituais dessa visão econômica. p. ano 1. n2 3.Juros sobre o Capital Próprio 373 O pagamento de juros sobre capital próprio traz uma vantagem para as em­ presas. ejá há bastante tempo. parte de um artigo publicado na Revista de Contabili­ dade do CRC de São Paulo. Reproduz-se. . essafigura . produzindo um prejuízo para os acionistas ou sócios. 9Qdessa lei instituiu a dedutibilidade. A variação da TJLP deve corresponder ao tempo decorrido desde o início do período de apuração até a data do pagamento ou crédito dos juros.

de bens ou direitos do Ativo Imobilizado . enquanto não for adicionada na determina­ ção do lucro real e da contribuição social sobre o lucro.430/96. 9 Reservas de reavaliação. ou de lucros acu­ mulados e reservas de lucros.do art. para efeitos de apuração do lucro real. art. Perez Junior e Gomes sobre o patrimônio líquido no início desse período.RIR/99 sobre a matéria: “Art. § l s O efetivo pagamento ou crédito dos juros fica condicionado à exis­ tência de lucros. em montante igual ou superior ao valor de duas vezes os juros a serem pagos ou creditados. Chieregato. • Reservas de lucros.Para fins de cálculo da remuneração prevista neste artigo. 178 da Lei n26.” A partir de 1997. não será considerado o valor de reserva de reavaliação de bens op. com as alterações para mais ou para menos ocorridas no seu curso. amortização ou baixa. tais juros são dedutíveis também para a apuração da base de cálculo da contribuição social.da reserva de reavaliação constituída como contrapartida do aumento do valor. Não devem também compor a base de cálculo as parcelas não realizadas mediante alienação. A pessoa jurídica poderá deduzir.404. ® Lucros retidos.TJLP (Lei n&9. “§ 4 . calculados sobre as contas do patrimônio líquido e limitados à variação. a qualquer título.de bens do Ativo Imdbilizado que tenha sido capitalizada.249/95. exceto se estafor adicionada na determinação âa base de cálculo do imposto de renda e da contribuição social sobre o lucro líquido. direitos da pessoa jurídica. sócios ou acionistas. • Reservas de capital. 347. a título de remuneração do capital próprio. nos termos dos arts. ou seja. Seguem trechos do Regulamento do Imposto de Renda . depredação. 9a ).374 Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira. De acor­ do com a alínea d do § 2. ” A reserva de reavaliação enquanto existir. o Patrimônio Líquido é dividido em: • Capital social. 436 e 437 do RIR/99. pro rata dia. o$juros pagos ou creditados individualizadamente a titular. • Prejuízos acumulados. de acordo com a Lei n2 9. . Portanto* a base de cálculo dos juros sobre o capital próprio é o patrimônio líquido. de 15 de dezembro de 1976. não deve compor a base de cálculo enquanto não for realizada. computados antes da dedução dos juros. da Taxa de Juros de Longo Prazo .

Deve ser observado que o lucro do próprio período-base não deve ser com­ putado como integrante do patrimônio líquido desse período. como despesa financeira dedutível.2 Limites para a dedutibilidade O valor dos juros pagos ou creditados não poderá exceder. 99. deverão ser registrados como despesas financeiras. no exercício findo em 31-12-X1. pagos ou creditados. a não ser que a reserva seja adicionada na determinação da base de cálculo do lucro tributável pelo Imposto de Renda e contribuição social. tanto é que a Lei n2 9. para fins de determinação do lucro real e da base de cálculo da contribuição social sobre o lucro. Como já mencionado. antes da provisão para o Imposto de Renda e da dedução dos referidos juros. Não será considerado o valor da reserva de reavaliação de bens ou direitos do contribuinte. devem ser consideradas na base de cálculo. O contribuinte que paga os tributos com base no lucro real trimestral poderá considerar.3 Procedimentos para cálculo e limites para a dedutibilidade na apuração do lucro real e da base de cálculo da Contribuição Social Sobre o Lucro 17. Em outras palavras. o lucro apurado.3. por exemplo. ou b) 50% dos saldos de lucros acumulados e reservas de lucros. os juros são calculados sobre as contas do patrimônio líquido e estão limitados à variação pro rata dia da Taxas de Juros de Longo Prazo. de 1995. após a provisão para o Imposto de Renda* No caso de apuração de prejuízo contábil nos trimestres anteriores. durante o exercício. § 7~. esse valor terá que ser deduzido da determinação da base de cálculo dos juros.3.249. todas e quaisquer modificações no total do patrimônio líquido. na base de cálculo dos juros sobre o capital próprio. haja vista que o objetivo dos juros sobre o capital próprio é remunerar o capital pelo tempo em que este ficou à disposição da empresa. e o contri­ buinte poderá optar pelo maior dos dois limites: a) 50% do lucro líquido correspondente ao período-base do pagamento ou crédito dos juros. porém fixado nos lucros já auferidos e no que está sendo auferido. . O contribuinte que apura o lucro real anual não poderá incluir na base de cálculo dos juros sobre o capital próprio o lucro apurado no encerramento do pró­ prio período-base. os limites apurados como segue. a TJLB Portanto. 17.1 Procedimentos para cálculo Os juros sobre o capital próprio. passa a compor a base de cálculo somente a partir do anocalendário seguinte.Juros sobre o Capital Próprio 375 17. o lucro líquido apurado nos trimestres anteriores. como o cálculo é pro rata dia. art.

50% do lucro do período-base. o limite para dedução dos juros será de $ 500. §§ 2. Chieregato. e IN SRF n911. Seguem exemplos para facilitar o entendimento: a) se houver lucros acumulados e reservas de lucros no montante de $ 1. ou ® de lucros acumulados e reservas de lucros. A apuração do lucro líquido no encerramento do período-base exige a trans­ ferência dos saldos das contas de receitas. o valor dos juros pagos ou creditados pela pessoa jurídica.000. ou seja. antes da provisão para o Imposto de Renda e da dedução dos referidos juros. de $ 800. Portanto.376 Manual de Contabilidade Tributária * Oliveira. ou seja.000 e a empresa obteve um lucro contábil.000 no período-base. 50% dos saldos de lucros acumulados e reservas de lucros. 202 da Lei ne 6. custos e despesas para uma conta única de resultado.000 e a empresa obteve um prejuízo contábil. a título de remuneração do capital pró­ prio. art. art. o limite para dedução dos juros será de $ 100. 30. de $ 150. o lucro líquido que servirá de base para determinação do lucro real de cada período-base deve ser apurado segundo os procedimentos usuais da contabilidade.000.000 e a empresa obteve um lucro contábil. Como já mencionado. o limite para dedução dos juros será de $ 400. .000. no que diz respeito ao resultado do próprio período de apuração.e 39. Portanto. c) se houver lucros acumulados e reservas de lucros no montante de $ 200. inclusive com o encerramento das contas de resultado. passando a integrar o patrimônio líquido. ou seja. a dedutibilidade está condicionada à existência em montante igual ou superior a duas vezes o valor dos juros a serem pagos ou creditados durante o exercício: ° de lucros antes da dedução dos juros sobre o capital próprio. de 1996.000 no período-base. poderá ser imputado ao valor dos dividendos de que trata o art. o contribuinte pode escolher o maior valor. Ainda de acordo com o disposto no PN CST ne 20.404. 50% dos lucros acumulados e reservas de lucros. antes da provi­ são para o Imposto de Renda e da dedução dos referidos juros. de 1987. 347. este somente será com­ putado no patrimônio liqüido. de 15 de dezembro de 1976. sem prejuízo da incidência do imposto de renda na fonte quando do pagamento ou crédito.000. b) se houver lucros acumulados e reservas de lucrós no montante de $ 700. base de cálculo dos juros sobre o capital próprio.000 no período-base. após a sua transferência para as contas de reservas ou de lucros retidos ou pre­ juízos acumulados. antes da provi­ são para o Imposto de Renda e da dedução dos referidos juros. de $ 300. antes da provisão para o Imposto de Renda e da dedução dos juros sobre o capital próprio. Perez Junior e Gomes RIR/1999.

não poderá. contabi­ lizar e deduzir nenhum valor da base de cálculo do resultado tributável ou para acréscimo do prejuízo fiscal.000.4.000. antes da provi­ são para o Imposto de Renda e da dedução dos referidos juros. e a empresa ob­ teve um prejuízo contábil.000 no exercício de 20X1. antes da provisão para o Imposto de Renda e da dedução dos referidos juros. 50% do lucro do período-base. e que as Reservas de Reavaliação não foram adicionadas na determinação da base de cálculo do lucro tributável pelo Imposto de Renda e Contribuição Social sobre o lucro líquido. e a empresa obteve um lucro contábil. resultaria no montante de $ 750.1 Cálculo e contabilização na empresa que paga ou credita os juros sobre capital próp rio Supondo que no exercício de 20X1 a taxa anual dos juros de longo prazo foi de 15% e que o valor do patrimônio líquido do ano. 17*4 Caso prático de cálculo e contabilização dos juros pagos ou creditados 17. de $ 900. o que.000. Há necessidade. como segue: . lucros acumulados e reservas de lucros.Juros sobre o Capital Próprio 377 d) se não houver saldos de lucros acumulados e reservas de lucros. de $ 5. então.A Supondo ainda que a empresa obteve um lucro contábil. o limite para dedução dos juros será de $ 30. a base de cálculo seria. multi­ plicado por 15%. e) se não houver lucros acumulados e reservas de lucros. para fins fiscais. da Comércio e Indústria Rio Sapucaí S. foi o seguinte: %servâ^ íh I. no entanto.000 no período-base.000. de verificar o limite estabelecido pela legislação tributária. antes da provisão para o Imposto de Renda e da de­ dução dos juros sobre o capital próprio. ou seja.A. de $ 60. em média. após a exclusão do saldo das Reservas de Reavaliação. antes da provisão para o Imposto de Renda e da dedução dos referidos juros.

Chieregato.600:0 0 0 . como segue: . b) 50% do lucro contábil.000 x 50% = $ 600. poderá contabilizar como despesas financeiras o valor de $ 600. ■■' Éí0ÊÊ$M§0íɧí!?0 ■' 510.000. -- :■■ ."■ ■"90.000.378 Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira. à alíquota de 15%. Se for essa a escolha do contribuinte. Perez Junior e Gomes a) 50% dos lucros acumulados = $ 1. em 31-1220X1. "■'■! ■'■■.200.000.000 (1) De acordo com a legislação pertinente.. na data do pagamento ou crédito ao beneficiário.000'. em vez de pagar ou creditar tãis juros aos sócios ou acionistas. Como o contribuinte tem a opção pela escolha do maior dos dois limites. O imposto retido na fonte deverá ser recolhido até o terceiro dia útil da semana subsequente à do pagamento ou crédito dos juros.000 x 50% = $ 450. como segue: . antes da provisão para o Imposto de Renda e da dedução dos referidos juros no exercício de 20X1 = $ 900. haverá necessidade de um lançamento contábil adicional. O contribuinte tem a opção de utilizar os juros sobre o capital próprio para aumento de seu capital social. •'•/•. os juros estão sujeitos à incidência do Imposto de Renda na Fonte.

em 31-12-20X1. a) Nas investidoras tributadas com base no lucro real. possui 50% das ações da investida Comércio e Indústria Rio Sapucai S.Juros sobre o Capital Próprio 379 27. controladas ou sob a forma áejoint ventures. presumido ou arbitrado.A. Suponha-se que a investidora Organizações Cruzeiro do Sul S. b) Caso a investidora seja tributada com base no lucro presumido ou ar­ bitrado. o imposto retido na fonte será considerado como antecipação do devido na declaração de rendimentos. sua participação de $ 300. para efeito de pagamento do Imposto de Ren­ da e da contribuição social. . supondo que a investida não irá capitalizar tais juros. 51 da Lei n2 9.A. mas pagar aos beneficiários: (1) De acordo com o art.000 nos juros calculados e contabilizados pela investida.A. portanto.. a investidora deveria contabilizar como receitas financeiras. Tais investidoras podem. os juros auferidos deverão ser registrados como receitas financeiras e incluídos na base de cálculo do lucro real.430/96.2 Contabilização na empresa beneficiária dos juros sobre capital próprio recebidos ou creditados pela empresa investida Muitas organizações empresariais participam do capital de outras empresas. seria. O lançamento contábil em 31-12-20X1. receber juros calculados sobre o capital próprio das investidas. tributáveis. na investidora Organizações Cruzei­ ro do Sul S. Nessas circunstân­ cias.4. sejam em coligadas. os juros auferidos deverão ser adicionados ao lucro presumido ou arbitrado. para a determinação da base de cálculo do Imposto de Renda e da Contribuição Social. no caso de beneficiários pessoas jurídicas tributadas com base no lucro real.

0 Presidente da Comissão de Valores Mobiliários . 177. reproduzida a seguir. ao permitir que essesjuros possam ser imputados ao valor do dividendo obri­ gatório. parágrafo único.CVM toma público que o Colegiado. no conceito de lucro da lei societária.A. devem ser contabilizados diretamente à conta de Lucros Acumulados. e com fundamento do dis­ posto no art 22.249. ‘integra da Deliberação n ° 207. em que determina que os juros pagos ou creditados pelas companhias de capital aberto sejam conta­ bilizados diretamente à conta de Lucros Acumulados.9. 9 -da Lei n . f c) que o § 7ado art. sem afetar o resultado do exercício.Contabilização. deliberou: 1 . remuneração do capital pró­ prio. da Lei n.404. os juros calculados sobre seu capital próprio seriam contabilizados da seguinte maneira. e d) finalmente que.Os juros pagos ou creditados pelas companhias abertas. da CVM ~ Comissão de Valores Mobiliários.. a título de re­ muneração do capital próprio. e considerando: a) que o art. se a investida Comércio e Indústria Rio Sapucaí S. de 13 de dezembro de 1996. S. 9 -da Lei n .A. em sessão realizada nesta data. Dispõe sobre a contabilização dos juros sobre o capital próprio previstos na Lei n . permitindo a sua dedutibilidade para efeitos de apuração do lucro real. estabelecido no art. sem afetar o resultado do exercício.Companhias abertas ~ juros sobre o capital próprio previstos no art. 202 da lei societária.9. DOU de 27-12-96. de 7 de dezembro de 1976. b) que.9. de 15 de dezembro de 1976. fosse uma empresa de capital aberto. Perez Junior e Gomes 17. paga ou creditada aos acionistas. de 26-12-95.385. configura distribuição de resultado e não despesa.6.5 Deliberação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para as empresas de capital aberto A CVM expediu a Deliberação nô207. além de possibilitar a falta de comparabilidadè entre os resul­ tados das companhias abertas.380 Manual de Contabilidade Tributária * Oliveira.9.249/95.249/95. na forma do art. e no art. inciso W. ” Nota dos autores Portanto. poderão provocar reflexos em todas as par­ ticipações e destinação calculadas com base no lucro societário.249/95 . 9 -da referida Lei veio reforçar essa interpretação. instituiu afigura dos juros calculados sobre o capital próprio. Chieregato. se esses juros não forem tratados como distribuição de resultados. para atender à Deliberação da CVM: .6. Também determina um tratamento diferente para os juros auferidos. §§ 2 Se 3% da Lei n . 93da Lei n .

."1--stfv-.Ó00..-r\.Ã.— :— • ^— _ -255...' 'Investimentos \Perfnánentês' em PaOrticipaçõeS’ Sociêtarias: Ayãlíadaspela:E<5ui?alencIa PatíínomaL.-vAv V.V~.Os juros recebidos pelas companhias abertas.. ' :: ATIVaPERMANENTE * / f ^ . i 8 1 1 s “17. «600:000/ ' =V*--”.IL:-T Z T Z £.— :—. em 31-12-20X1. ’J“ “ i 'i_ ~ 300.90..A > 1A " ~CZ_i I Z Z Z ~ ü .. .000.Investida Coinércib e IndústriaRio dás „ WToites^S.A.45. e” Nota dos autores Se a investidora Organizações Cruzeiro do Sul S. devem ser contabilizados da seguinte forma: a) como crédito da conta de investimentos..000 300. também fosse empresa de capital aberto.í . mas pagar aos beneficiários: DEBITO ATIVQ-. quando avaliados pelo método da equivalência patrimonial e desde que os juros sobre o capital próprio estejam ainda integrando o patrimônio líquido da empresa investida ou nos casos em que os juros recebidos já estiverem compreendidos no valor pago pela aquisição do investimento. .~ .GIRCtJÍ ANTE ■ Riò"dás Mbftes - "v: J f lnvestídaXpmércio-e tndústxia : ^ .>rL?oc.000 i.000 nos juros cal­ culados e contabilizados pela investida seria contabilizada da seguinte maneira. considerando ainda que a investida não irá capitalizar tais juros. a título de remunera­ ção do capital próprio. : ‘ *V. : 51Ó. sua participação de $ 300. \-.•J^s. s < ^ :/í:'.Juros sobre o Capital Próprio 381 .900 •í— trfr ' r .000 .

VII . exclusivamente. . para atender à De­ liberação da CVM: “IV . assumido pela empresa e incidente sobre os juros utilizados da forma do item III. V . III . não implicando alteração ou interpretação das disposições de na­ tureza tributária. os seus efeitos sobre os dividendos obrigatórios. n Nota dos autores Nessas circunstâncias.9. haveria necessidade de outro lançamento contábil na investida Comércio e Indústria Rio Sapucaí S. como despesa. 202 da Lei ns6. como segue.Os juros sobre o capital próprio que forem utilizados para aumento de capital ou para manutenção em reservei na forma do § 9Sdo art 9° da Lei n. deverão ser destinados a partir da conta de Lucros Acumulados e registrados em conta específica de Reserva de Lucros até a sua capitalização.Os juros pagos ou creditados somente poderão ser imputados ao divi­ dendo mínimo. o montante do Imposto de Renda incidente e. pelo seu valor líquido do Imposto de Renda na Fonte. Perez Junior e Gomes “b) como receita.404/76. Chieregato. VI .Em nota explicativa às demonstrações financeiras e às informações trimestrais (FTRs) deverão ser informados os critérios utilizados para deter­ minação dessesjuros.249. as políticas adotadas para sua distribuição.404/76. deverá ser reconhecido.O Imposto de Renda na fonte. 176 e 177 da Lei n e 6. quando aplicável.. às de­ monstrações financeiras elaboradas na forma dos arts. nos demais casos. previsto no art.382 Manual de Contabilidade Tributária » Oliveira.A. diretamente na demonstração do resultado do exercício.O disposto nesta Deliberação aplica-se.

deverá proceder à reversão desses valores. nos registros mercantis. O Decreto ne 5.718/98.442/05 passaram a ser tributadas por alíquota zero em 31-3-05.A reversão.164/2004 estabeleceu que ficaram reduzidas a zero as alíquo­ tas do PIS e COFINS incidentes sobre as receitas financeiras auferidas pelas pes­ soas jurídicas sujeitas ao regime de inddência não cumulativo das referidas con­ tribuições. Conduímos que embora a remuneração seja sobre o capital próprio. por força do art. para fins de atendimento às disposições tributárias. integram a base de cálculo da COFINS e do PIS.000. Observe-se que permanece a incidência do PIS e COFINS sobre os juros sobre o capital próprio e a regra aplica-se. presente ou passado. X . de que trata o item anterior. por contabilizar osjuros sobre o capital próprio pagos/creditados ou recebidos/auferidos como despesa ou receita financeira. Como um exerddo prático. sen­ do irrelevantes o tipo de atividade por ela exerddo e a classificação contábil adotada para as receitas.941/09. exceto as textualmente exduídas. aplican­ do-se os seus efeitos aos exercícios sociais iniciados em janeiro deste ano. poderá ser evidenciada na última linha da demonstração do resultado antes do saldo da conta do lucro líquido ou prejuízo do exercício. sejam operacionais ou não operacionais. não importando a denominação dada. desenvolvemos uma planilha contendo os limites legais e que no decorrer dos anos não apresentou resultado para ter comparação de qual maior valor deve ser pago como JCE Vamos imaginar que a empresa possua saldo de reservas de Lucros e Lucros Acumulados de $ 2. Efetuando-se os cálculos e considerando não obter lucro ao longo dos anos. Entretanto. todas as receitas. entretanto o disposto não se aplica às receitas financeiras oriundas de juros sobre capital próprio e as decorrentes de operações de hedge. I X . com a edição da Lei na 9. o limite estará vinculado a existência de lucro. que por força do Decreto na 5.Caso a companhia opte. assim. também. às pessoas jurídicas que tenham apenas parte de suas receitas submetidas ao regime de incidência não cumulativa. em 28-5-09.Esta Deliberação entra em vigor na data de sua publicação. a base de cálculo do PIS e da COFINS é a totalidade das receitas auferidas pela pessoa jurídica. 79 da Lei ne 11. vejam que o montante distribuído jamais irá ultrapassar os lucros auferidos no passado. a partir desta data. o que prova que essa receita para o receptor é dividendos de investimentos efetuados. entende-se que a base de cálculo será a receita bruta da pessoa jurídica.” PIS/COFINS A partir de 1—2-99. . e não mais a totali­ dade das receitas auferidas. de forma a que o lucro lí­ quido ou o prejuízo do exercício seja apurado nos termos desta Deliberação.Juros sobre o Capital Próprio 383 VIII .

000 Soma 2.700 3.200 1.000 1.697 2.734) ..000.000 1.000 Limite Contábil dos Juros Valor permitido pago como JCP Limite Fiscal Maior Valor Lucro do exercício DRE com JCP Valor distribuído (1.000 1.000 Lucros Acumulados 1. 300 270 243 218 Lucros acumulados 1.000 1.200 Reserva de Capital 500 500 500 500 500 500 500 Reservas de Lucros 1.000 1.000 1.000 630 297 (3) (272) (515) Total Patrimônio Líquido 3. 815 649 499 364 242 Receitas 100 100 100 100 100 100 Despesas (100) (100) (100) (100) (100) (100) Capital Social Limite PL (1) Limite (1) 1.000 1.000 1.000 630 297 (3) (272) (515) Reservas de lucros 1.200 1.200 1.000 1.000 1.000 .000 1.330 2.000 1.000 815 649 499 364 242 370 370 333 300 270 243 218 370 370 333 300 270 243 218 Receita 100 100 100 100 100 100 Despesa (100) (100) (100) (100) (100) (100) JCP ' (370) (333) (300) (270) (243) (218) Lucro Exercício (370) (333) (300) (270) (243) (218) Limite (2) - - 1.997 2.000 1.185 TJLP (Taxa hipotética) 10% 10% 10% 10% 10% 10% 10% Total da remuneração permitida de JCP do ano 370 370 333 .200 1.000 1.428 2.630 1.000 2.297 997 728 485 50% 50% 50% 50% 50% 50% 50% 1. Limite Lucro Ano (2) DRE sem JCP Lucro do Período _ 50% ~ 50% 50% 50% 50% 50% 50% - - _ _ _ 1.200 1.700 3.Patrimônio Líquido Ano Atual Ano 1 Ano 2 Ano 3 Ano 4 Ano 5 Ano 6 1.000 1.200 1.

ou de lucros acumula­ dos e reservas de lucros. parafraseando as sábias palavras do Ministro Humberto Gomes de Barros do STJ em voto proferido em sentença sobre outro assunto.249/95. e para nós. presente ou passado. órgão com pode­ res de emanar normas contábeis. em montante igual ou superior ao valor de duas vezes os juros a serem pagqs ou creditados.386 Manual de Contabilidade Tributária * Oliveira. não importa a denominação dada.249/95 instituiu a dedutibilidade.430/96 e do Regulamento do Imposto de Renda relacionadas aos juros sobre o capital próprio: a) a Lei ne 9. Reservas de Capital. Reservas de Lucros e Lucros ou Prejuízos acumulados. de uma forma bastante simplificada. a título de juros sobre o capital próprio. . valor pago ou recebido tendo como base o lucro. corresponde a divi­ dendo. com relação ao conceito de custo de oportu­ nidade: a) na Ciência Econômica. aos sócios ou acionistas das pessoas jurídicas. mesmo contrariando orientação da CVM. os saldos das contas de Capital Social. que já se pronunciou ser o valor dos Juros sobre Capital Próprio uma receita financeira do recebedor para fins de incidência do PIS/COFINS não cumulativo. sem nenhuma exceção. afirmando que essa receita é dividendo. enquanto não for adicionada na determinação do lucro real e da contribuição social sobre o lucro. na apuração do lucro real. e) a Reserva de Reavaliação não deve compor a base de cálculo enquanto não for realizada. computados antes da dedução dos juros. n. o Judiciário é composto de notáveis conhecedores do saber jurídico derivado do estudo e da experiência que garantem a condução da jurisprudência nacional. sendo considerados. ou seja. o STJ. Chieregato. Testes 1.430/96. de acordo com a Lei ne 9. significa o quanto poderia ser ganho com a utilização alternativa do capital ou qual­ quer outro fator produtivo. Resposta: alternativa___ 2. das importâncias pagas ou creditadas. c) a partir de 1997. Reservas de Reavaliação.9. Assinale a alternativa incorreta. b) o efetivo pagamento ou crédito dos juros fica condicionado à existência de lucros. Dessa forma. d) a base de cálculo dos juros sobre o capital próprio é o patrimônio líquido. não se apercebeu de que a origem do valor sempre será o Lucro. Assinale a alternativa incorreta. com relação às normas tributárias das Leis n2 9. tais juros são dedutí­ veis também para a apuração da base de cálculo da Contribuição Social. Perez Junior e Gomes Assim.

durante o exercício. a TJLV. A empresa obteve um lucro contábil. devem ser consideradas na base de cálculo.400. antes da provisão para o Imposto de Renda e da dedução dos referidos juros. Resposta: alternativa___ Assinale a alternativa incorreta: a) nas empresas de capital aberto. todos os fatores produtivos utilizados para a exploração de um deter­ minado empreendimento precisam ser remunerados. o montante correto a ser contabilizado seria $ 750. se. sendo que haviam lucros acumulados e reservas de lucros no montante de $ 1. assinale a alternativa correta com relação ao montante que poderia ser contabilizado e que estaria dentro dos limites aceitos pela legislação tributária para a contabilização e dedutibilidade dos juros sobre o capital próprio.000. sendo que havia lucros acumulados e reservas de lucros no montante de $ 4. o lucro apurado.000. Em outras palavras.Juros sobre o Capitai Próprio 387 b) a Teoria da Contabilidade não tem se preocupado com a discussão do conceito de custo de oportunidade. d) economicamente falando. a base de cálculo era de $ 3. a base de cálculo era de $ 6.000.000. por exemplo. a TJLR d) como o cálculo é pro rata dia.000.000. b) o contribuinte que apura o lucro real anual não poderá incluir na base de cálculo dos juros sobre o capital próprio o lucro apurado no encerra­ mento do próprio período-base. pagos ou creditados. c) o lucro econômico de uma determinada decisão de investimento poderia ser medido de uma maneira mais correta. para fins de apuração do lucro tributável: a) na Empresa A. deverão ser registrados como despesas financeiras. houvesse a dedução da parcela correspondente ao custo de oportunidade de outra alternativa de investimento. para a correta mensuração econômica e contá­ bil. os juros sobre o capital próprio. A . passa a compor a base de cálculo somente a partir do ano~calendário seguinte.400. do resultado da aplicação. Resposta: alternativa___ Supondo que no exercício de 2007 a variação pro rata dia da Taxa de Juros de Longo Prazo.000 no período-base.000. c) os juros são calculados sobre as contas do patrimônio líquido e estão limi­ tados à variação pro rata dia da Taxa de Juros de Longo Prazo. no exercício findo em 31-12-2007. todas e quaisquer modificações no total do patrimônio líquido. b) na Empresa D. Nesse caso. visto que não é possível sua avaliação para fins contábeis. mesmo que sejam de propriedade do dono do negócio. de $ 400. foi de 25%.

200. assinale a alternativa incorreta: a) os juros pagos ou creditados pelas:companhias abertas. Chieregato. de $ 90.388 Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira. a base de cálculo era de $ 1. sendo que havia lucros acumulados e reservas de lucros no montante de $ 100. De acordo com as disposiçoès na Deliberação CVM ne 207/96. a título de remuneração do capital próprio.000.76. d) na Empresa F. pelò seu valor bruto incluindo o Imposto de Renda na fonte. Nesse caso. o montante correto a ser contabilizado seria $ 50.000. sendo que não havia lucros acumulados e reservas de lucros. c) os juros recebidos pelas companhias abertas. previsto no art.249/95.CNAI do Conselho Federal de Contabilidade.000. 202 da Lei n9 6. ? Resposta: alternativa___ . e (ii) como receita. d) os juros sobre o capital próprio que forem utilizados para aumento de ca­ pital ou para manutenção em reserva. c) na Empresa E. previstos na Lei n29. que trata da contabilização dos juros sobre o capital próprio.600. antes da provisão para o Imposto de Renda e da dedução dos referidos juros. Nesse caso. o montante correto a ser contabilizado seria $ 20. devem ser contabilizados da seguinte forma: (i) como cré­ dito da conta de investimentos. A empresa obteve um lucro contábil.000.000. Resposta: alternativa___ Os testes 5 e 6 constaram no exame de qualificação técnica para registro no Cadastro Nacional de Auditores Independente . deverá proceder à reversão do valor nos livros contábeis.000.000. Todavia.404. quando avaliados pelo método da equi­ valência patrimonial e desde que os juros sobre o capital próprio estejam ainda integrando o patrimônio líquido da empresa investida ou nos casos em que os juros recebidos já estiverem compreendidos no valor pago pela aquisição do investimento. deverão ser destinados a partir da conta de Lucros Acumulados e registrados em conta específica de Reserva de Lucros até a sua capitalização.000 no período-base. 5. A empresa obteve prejuízo con­ tábil. antes da provisão para o Imposto de Renda e da dedução dos refe­ ridos juros. se a companhia optar pelo registro em despesa. Nesse caso. nos demais casos. a título de remu­ neração do capital próprio. de $ 40. b) os juros pagos ou creditados somente poderão ser imputados ao dividen­ do mínimo.000 no período-base.000 no período-base. a base de cálculo era de $ 600. devem ser contabilizados diretamente à conta de Lucros Acumulados. Perez Junior e Gomes empresa obteve um lucro contábil. de $ 2. antes da provisão para o Imposto de Renda e da dedução dos referidos juros. o montante correto a ser contabilizado seria $ 2.

Pode-se conceituar “Custo de Oportunidade” como: a) montante de custos aplicados em um produto cuja venda depende de uma oportunidade de marcado.Juros sobre o Capital Próprio 389 6. e) diferença entre o custo total do produto e o seu custo marginal. 7. b) valor correspondente ao conjunto de insumos aplicados sobre um pro­ duto. Resposta: alternativa___ . Identifique a alternativa incorreta: a) os juros sobre o capital próprio devem ser considerados como despesa operacional do período. d) os juros pagos ou creditados somente poderão ser imputados ao dividen­ do mínimo pelo seu valor líquido do Imposto de Renda na fonte. c) valor sacrificado em uma alternativa em detrimento de outra. c) os juros sobre o capital próprio devem ser considerados como redutores de conta específica do patrimônio líquido. b) os juros sobre o capital próprio recebidos de controladas devem ser registrados em contrapartida à conta de investimentos em controladas. Resposta: alternativa___ Teste que constou em concurso público para Analista Previdenciário do INSS. d) custo despendido em processos produtivos eventuais ou cíclicos.

intenção essa que normalmente deve ser manifestada por ocasião da aquisição do direito. dos mais variados setores de atividades. Algumas déssas grandes investidoras chegam a manter investimentos em participações societárias em mais de 50 outras companhias. pode ad­ quirir parte ou a totalidade das ações ou quotas de outra empresa. considerando. Há inúmeras grandes empresas que participam no ca­ pital de outras empresas. são deno­ minadas de investimentos em participações societárias em outras empresas. denominada de investidora. esse é um fato bastante comum nos países mais desenvol­ vidos e também no Brasil. ■/ Devem ser registradas na contabilidade da investidora de acordo com os princípios fundamentais de contabilidade. efetuadas com o objetivo de produzir renda para a empresa investidora ou por motivos estratégicos ou por outra razão. a inversão de capitais em investimentos que são classificados no Ativo Circulante ou ho Realizável a Longo . portanto.2 Classificação contábil na investidora As participações societárias representam. 18. uma empresa. a inten­ ção da entidade aplicadora de capitais de permanecer ou não com esses ativos na sociedade investida.I í LI Investàmei tos em a<jões ocietárias --------- 18. Atualmente. Tais aplicações de recursos. denominada investida. primeiramente.1 Considerações iniciais Por diversos motivos.

porque esta possui mais de 20% das ações ordinárias. tampouco controlada da investidora A. conforme método de equivalência patrimonial. porque esta não possui mais de 20% das ações ordinárias. Nesse caso. 18. objeti­ vando a extensão de sua atividade econômica. • Investidora A possui 25% das ações ordinárias. controladas e investimentos relevantes Na prática. Já as participações societárias permanentes são as adquiridas com a intenção de serem mantidas permanentemente no ativo da entidade investidora. esses investimentos devem ser classificados contabilmente no Ativo Permanente da investidora. com direito a voto e 80% das ações preferenciais da Investida Y. que dão direito a votar nas assembleias. que classificou essas aplicações em dois grandes grupos: ° os investimentos avaliados pelo custo de aquisição. com direito a voto e 30% das ações preferenciais da Investida X. Os procedimentos tributários relacionados com os investimentos em partici­ pações societárias foram profundamente alterados pelo Decreto-lei n9 1. Esses direitos são avaliados pelo custo de aquisição e reduzidos por eventuais provisões para ajuste a valor de mercado.Investimentos em Participações Societárias 391 Prazo na contabilidade da investidora. quando adquiridos para serem revendidos ou quando possuírem caráter especulativo. e • os investimentos avaliados pelo valor do patrimônio líquido da empresa coligada ou controlada. tem-se a seguinte relação de “parentesco”: • a investida X é coligada da investidora A. que são os de caráter permanente e representativos no conjunto de ati­ vos da investidora. que dão direito a voto. com direito a voto e 60% das ações preferenciais da Investida Z. Exemplos de coligadas ou controladas: ® Investidora A possui 25% das ações ordinárias. sem no entanto con­ trolá-la. que quase sempre são os de caráter especulativo e de pouca relevância para a investidora. No exemplo citado. • a investida Y não é coligada. .3 Conceitos de coligadas. tais direitos de sócio são assegurados com a posse de mais de 50% das ações ordinárias. com direito a voto e 30% das ações preferenciais da Investida W. 8 Investidora A possui 9% das ações ordinárias.598/77. ® Investidora A possui 95% das ações ordinárias.

sem controlá-la.A. cujo valor não é signifi­ cativo. preponderância nas deliberações sociais e poder de eleger a maioria dos administradores. e a participação não ultrapassa 20% das ações do capital da investida e a investidora não detém influência na administração. porque esta possui mais de 20% das ações ordinárias. Chieregato.000 pelo investimento. . com direito a voto.392 Manual de Contabilidade Tributária * Oliveira. acrescido da correção monetária que vigorou até 31-12-95. precisaria possuir mais de 50% do capital votante.1 Contabilização na data da aquisição dos investimentos Os investimentos avaliados segundo o método de custo de aquisição normal­ mente correspondem à participação em outra sociedade. 23% das ações da Em­ presa Industrial Max S. Perez Junior e Gomes ° a investida Z é coligada da investidora A. e pretende revender tal in­ vestimento durante o exercício de 20X2. adquiriu. somado ao das demais participações em coligadas ou controladas. A investidora pagou $ 200. alcan­ çar pelo menos 15% do valor do patrimônio líquido da investidora. mas não detém o controle. é titular de direitos de sócio que lhes assegu­ rem. O investimento também pode ser considerado relevante se o valor da partici­ pação.4 Método do custo de aquisição para avaliação dos investimentos em participações societárias 18. 0 a investida W é controlada da investidora A. De acordo com a legislação atual. pelo valor do custo de aquisição. Será considerado influente o investimento em sociedade coligada sob cuja administração a investidora tenha influência (possibilidade de eleger pelo menos um dos administradores da investida) em sociedade coligada que participe com 20% ou mais do capitai social. com direito a voto. são coligadas as sociedades quando uma investidora participa com 20% ou mais do capital volan­ te da investida. deduzida da eventual provisão para perdas permanentes. diretamente ou por intermédio de outras controladas.449. que é considerado irrelevante e de caráter especulativo. Essas aplicações são avaliadas para efeito de registro contábil. A sociedade controlada é aquela na qual a controladora. Medida Provisória n. porque esta possui mais de 50% das ações ordinárias. Para isso.4. em 30-6-20X0. ou em sociedade controlada. de modo permanente. 18. Exemplo: A Investidora GranaAlta SA .

yy -. em 30-6-20X0 ^ PariicipaçÕÈs .■.Investimentos em Participações Societárias 393 Contabilização na Investidora GranaAlta S. émcOütrás Émprésas. .■•• :•••••• • •• hão' Permánéntès.2 Contabilização na investidora de lucros ou dividendos recebidos Como a investidora é detentora de 23% das ações da investida Empresa In­ dustrial Max SA.Dividendos Pròpostós a Receber .:T. . em 31-12-20X0 dos dividendos a receber p&ITÕ y . ela tem direito a receber $ 23. 4:... ATÍyO CÍRCULANTE . OútrasReceitasOperacionais-DividendosDecorrèntésdelnvéstimen^: tos ..4.r .23:ood ::.000 ' ‘ . 23.000 para distribuição de dividendos..000 de dividendos. v^y^-C ■■ ■ • V-. v ~ CRÉDITO' -v\: ^ y RESIOTADO..em Participações ^Societárias Avaliados pelo Custo de Aquisição /.‘: y y y y jy H y y y^f:.A. . •••- ■ ^ >. .. tem direito a receber o mesmo percentual de possíveis dividen­ dos distribuídos ou a distribuir pela investida. y. $ mMíXSMImmilmmÊmgm 18..OPERACIONAL . Como a participação da investidora é de 23%." í.. —•.. Suponha-se que no exercício encerrado em 31-12-20X0 a investida provisionou o total de $ 100.Empresa ] ty .A. . . .■ y yy ■:í. que seriam assim contabilizados: Contabilização na Investidora GranaAlta S. v’ .-AVy Outròs Créditos ... • . y- :-.

se em 31-12-20X1 o valor de mercado do investimento em par­ ticipação societária na investida Empresa Industrial Max S. 3 Contabilização na investidora da provisão para perdas prováveis na realização do investimento No exemplo mencionado. $ 185. na contabilidade da investidora. o custò de aquisição do ativo deve ser confrontado com o respectivo valor de mercado. em 31-12-20X1 da provisão para perdas prováveis na realização do investimento. deve ser adicionada ao lucro contábil. nesses casos. na investidora. 18A . dos dois o menor”.A. Contabilização na Investidora GranaAlta S. deverá ser constituída. mas será dedutí­ vel quando da realização do investimento.A. .000 e o valor de mercado. for de $ 185. de uma provisão no valor de $ 15.000. Trata-se de uma provisão indedutível para fins de obtenção do lucro tributável pelo Imposto de Renda e base de cálculo da Con­ tribuição Social.394 Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira. $ 200. ou seja. uma provisão para perdas prováveis na realização desse ativo. Perez Junior e Gomes Essa receita contabilizada na investidora não é computável na determinação da base de cálculo do lucro real. haverá necessidade da constituição. Portanto. o investimento foi avaliado pelo custo de aquisição. trata-se de uma receita não tributável. ou seja.000. se o valor de mercado do ativo representado pelo investimento em participação societária for inferior aò custo de aquisição. Como é sabido.000. na data de encerramento das demonstrações contá­ beis. Por exemplo. que é a diferença entre o custo de aquisição. para a aplicação da regra “custo ou mercado. Essa despesa contabilizada na investidora não é dedutível na determinação da base de cálculo do lucro real. Chieregato.

normatizou. Exemplo nfi 1. atualizada pela Lei n2 11. Com. adquiriu em 15-2-X0 uma participação de 30% no Capital social da coligada Ind.638/07.1 Contabilização na data da aquisição dos investimentos A Lei n9 6. entre ou­ tros assuntos.$ 360.5 Método da equivalência patrimonial para avaliação dos investimentos em participações societárias 18. Em 15-2-XO. Seguem exemplos de cálculo da equivalência patrimonial e da contabiliza­ ção.000 pelo investimento. Aplicando a fórmula para cálculo da equivalência patrimonial desse investi­ mento. o total do patrimônio líquido da investida Ind. A diferença entre o valor pago pela investidora .A. Na mesma data. Com.$ 410. no momento da aquisição do investimento em participação societária.Investimentos em Participações Societárias 395 18. .000. São Caetano S.A. São Caetano S. a utilização do método de equivalência patrimonial para a avalia­ ção dos investimentos permanentes em participações societárias relevantes em outras empresas. tendo como base o valor do patrimônio líquido da sociedade coligada ou controlada. sobre o total de $ 1.representa o ágio de $ 50.000 . que deve ser contabilizado em conta específica.200. obtendo-se.A.000 . a investidora deve contabilizar da seguinte maneira o mencio­ nado investimento. sobre cuja administração a investidora tenha influência ou de que participe com 20% ou mais do capital social da investida.5.200. pagando $ 410. e em sociedades controladas. obtém-se o valor de $ 360. A essa diferença dá-se o nome de ágio ou de deságio. supondo-se que este seja permanente e relevante. dessa maneira. a equivalência patrimonial. Em resumo.404/76.000. Aquisição com ágio A Investidora GranaAlta S.e o cálculo da equivalência patrimonial .000. a utilização desse método na investidora corresponde à aplica­ ção de seu percentual de participação no capital social da investida sobre o valor do Patrimônio Líquido dessa investida.. era de $ 1. que é o percentual de parti­ cipação da investidora. Esse método é aplicado pela investidora para avaliação dos investimentos em sociedades coligadas.000 do patrimônio da investida. A possível diferença entre o valor encontrado na aplicação dessa fórmula e o valor pago ou a pagar em decorrência da aquisição do investimento deve ser contabilizada pela investidora em conta específica. igual a 30%.

ffiVO'.:/'. .Àvá]iãdas'pè. supondo que ele seja permanente e relevante.vr.000 do patrimônio da investida. v .j v" A-. .5 0 :0 0 0 c r e d it o a a ^ a .Á> A .oute^.. 5 . igual a 63%.Òdp fATIVO PÈRMAMnTÊ ' ' -vA:vA.. a investidora deve contabilizar da seguinte maneira o mencio­ nado investimento. Em 21-5-X1. A diferença entre o valor pago pela investidora. "' <Déságiodo:mvestíriíento. ^DÉBITO -A' ■^ y . obtém-se o valor de $ 630. Aquisição com deságio A Investidora GranaAlta S.V.A-.396 Manual de Contabilidade Tributária * Oliveira. / • ' -v Disponível -B áfà ^ :v •.-.bóog •>'•rV---1-' w--. : .:v y .A. : .000 pelo investimento.000. '63Ó. $ 600.000.y .4Gom^ 3o:oóo . v-.000..000. çrédíTo .y 'r . e o cálculo da equivalência patrimonial. .•> A ■^nvestiníei^/pénrianéntes ^.'Àyáiàdas-pela V e c j m v ^ ê n ç i a : B e b i ç í à s Tpm-/BaLévánta S. que deve ser contabilizado em conta específica.lEKeqüiv^ê^ 360.:$/. que é o percentual de parti­ cipação da investidora. 6Ó0.EIRGUtüOTE.V.! 'ÀTfVÓ GIRCÜLÁNTe ' Xy V ' • '• ■‘ . pagan­ do $ 600..000 i. sobre o total de $ 1..Bailcòscoatá feòfrfetitèyf.isoci^àãí^ .000. Exemplo n9 2. .' : v j \ .X "í^ Ò per M ® .. $ 630.000. : -V . Chieregato. Na mesma data. '''A / Á "/■'•• y ' V *"• Investimentos permanentes emoútras sòéiedádes: v '.: / 'pispomvél Q. r = v v ' p ' . o total do patrimônio líquido da investida Comercial de Be­ bidas TombaLevanta S. era de $ 1.000. adquiriu em 21-5-X1 uma participação de 63% no capital social da controlada Comercial de Bebidas TombaLevanta S.A. Aplicando a fórmula para cálculo da equivalência patrimonial desse investi­ mento. representa o deságio de $ 30. Perez Junior e Gomes ÀTÍVO PE I^N É N TE ' .

a eventual avaliação por valor superior ao do custo de aquisição corrigido será considerada pelo físco como uma reavaliação espontânea tributável. inclusive quanto à dedução das partici­ pações nos resultados e da provisão para o Imposto de Renda. 21 do Decreto-lei n2 1. antes dessa data. Na hipótese de os critérios contábeis adotados pela investida coligada ou controlada e pela investidora não forem uniformes. em razão do regime de tributação dos resultados obtidos no exterior (Lei n~ 9. se corresponder.648/78. o investimento deverá ser avaliado pelo custo de aquisição. Com isso. observando a legislação comercial e as normas fundamentais de contabilidade. a ganhos ou perdas efetivos. . a diferença entre o valor do investimento e o custo de aquisição corrigido monetariamente somente deve ser registrada como resultado do exercício nos seguintes casos: 1. Para efeito de apuração do valor do patrimônio líquido da coligada ou con­ trolada. em outras palavras. 248 da Lei nô 6. quando não existirem as características de permanente ou a influência na participação societária. Nesse sentido.5.5.249/95. comprovadamente. a pessoa jurídica deverá ela­ borar no balanço ou no balancete das empresas investidas os ajustes necessários para eliminar as diferenças relevantes decorrentes da diversidade de critérios. no caso de companhia aberta. ou por ela controladas. de acordo com o art. é necessário que a controlada ou coligada elabore balanço patrimo­ nial ou balancete de verificação na mesma data do balanço da investidora ou até dois meses. 2. Dessa forma. ou com outras sociedades coligadas à companhia. com observância das normas expedidas pela CVM.404/76. que em cada balanço toda pessoa jurídica tributada pelo lucro real tem o dever de avaliar os investimentos permanentes e influentes pelo valor de patrimônio líquido da coligada ou controlada. no máximo.3 Critérios para a utilização da equivalência patrimonial Para que o investimento seja avaliado segundo o valor de patrimônio líquido da investida.598/77 e do Decreto-lei ns 1. o método de equivalência patrimonial tam­ bém deverá ser utilizado por filiais e sucursais mantidas pela pessoa jurídica no exterior. Embora não haja previsão legal. não devem ser computados os resultados não realizados decorrentes de negócios com a companhia. 25 e 26) e também porque existe previsão legal expressa de adoção do método para as sociedades coligadas e controladas no exterior.2 Aspectos tributários do método da equivalência patrimonial A avaliação do investimento pelo método da equivalência patrimonial é obri­ gatória para fins tributários. de acordo com o art. arts. 3.Investimentos em Participações Societárias 397 18. 18. se decorrer de lucro ou prejuízo apurado na coligada ou controlada. os quais estabelecem.

.5. em função das variações cambiais de que trata a regulamentação da CVM em vigor (Inciso incluído pela Instrução CVM n~ 464. o ágio e o deságio não amortizados e a provisão para perdas (Redação dada pela Instrução CVM n°469. 12.oü deságio . ressal­ vado o disposto no inciso anterior (Inciso revogado pela Instrução CVM ne 469. ao final de cada período. em decorrên­ cia da apuração de lucro líquido ou prejuízo no período ou quê correspon­ der a ganhos ou perdas efetivos em decorrência da existência de reservas de capital ou de ajustes de exercícios anteriores.reserva de reavaliação<.na conta de Ajuste Acumulado de Conversão. diretamente no seu patrimônio líquido. A diferença verificada.receita ou despesa operacional.nessa aquisição. no valor do investimento avaliado pelo método da equivalência patrimonial. Parágrafo único. III . quando corresponder a aumento ou diminuição do patrimônio líquido da coligada e controlada. de 29 de janeiro de 2008). Perez Junior e Gomes 18. que compreende o custo de aquisição mais a equivalên­ cia patrimonial.valor pago a menor . 16.receita ou despesa não operacional. o resultado negativo de equivalência patrimonial terá como limite o valor contábil do investimento..quando corresponder a aumento ocorrido no patrimônio liquido por reavaliação de ativos na coligada e controlada. quando corresponder a even­ tos que resultem na variação da porcentagem de participação no capital social da coligada e controlada.valor pago a maior em relação ao valor do patrimônio líquido contábil da investida . Não obstante o disposto no art. a avaliação do investimento na data de aquisição deverá ser realizada para estabelecer se existe ou não ágio .4 Da diferença resultante da avaliação baseada no método da equivalência patrimonial Art. Chieregato. V .aplicação na amortização do ágio em decorrência do aumento ocorrido no patrimônio líquido por reavaliação dos ativos que lhe deram origem. e IV . deverá ser apropriada pela investidora como: I . II .6 Fundamentos econômicos para o ágio ou deságio Como já visto. de 2 de maio de 2008).398 Manual de Contabilidade Tributária * Oliveira. 18. de 2 de maio de 2008). quando corresponder a ajuste da mesma natureza no patrimônio líquido da controlada ou coligada com investimento no exte­ rior.

20): I . Na data da aquisição. a diferença entre o valor contábil do investimento . 2. a empresa investidora obrigada a avaliar seus investimentos em coligadas e controladas pelo método da equivalência patrimonial deverá des­ dobrar o custo total de aquisição em duas parcelas e contas contábeis distintas.custo corrigido e o valor da primeira avaliação .Investimentos em Participações Societárias 399 Assim.404/76 e RÍR/99: 1. desdobrar o custo de aquisição em (Decreto-lei n s 1. na época da aquisição. fusão ou cisão de empresas para aproveitar-se de tais valores na sociedade sucessora. proporcional à participação societária adquirida. fundo de comércio.598. valor de rentabilidade da coligada ou controlada. decorre princi­ palmente da possibilidade da sociedade de utilizar-se do processo de incorpora­ ção. A necessidade de ser identificado o fundamento econômico do ágio ou de­ ságio logo na aquisição. 385. e - . ou por outros fatores su­ pervenientes. valor de mercado dos bens do ativo da coligada ou controlada superior ou inferior ao custo registrado em sua contabilidade. que será a diferença entre o custo de aquisição do investimento e o valor do patrimônio líquido con­ tábil na época da aquisição. com base em previ­ são dos resultados nos exercícios futuros. 3. sem afetar o cálculo do lucro real. ® valor de ágio ou deságio nessa aquisição. Seguem trechos do RIR/99: “Art. apresentando documentação ou laudos comprobatórios e demonstrações contábeis capazes de provar o valor apurado. determinado de acordo com o disposto no artigo seguinte. de 1977. quais sejam: • valor do patrimônio líquido da sociedade coligada ou controlada. No caso de investimentos que não preenchiam os requisitos estabelecidos na legislação para serem avaliados pelo valor do patrimônio líquido. art. passem a ser avaliados pelo método da equivalência patrimonial. mas que devido à aquisição de mais ações ou quotas de capital. entre os seguintes elencados pela Lei n9 6.valor de patrimônio líquido na época da aquisição. O contribuinte que avaliar investimento em sociedade coli­ gada ou controlada pelo valor de patrimônio liquido deverá. inatingíveis e outras razões econômicas. a investidora deverá indicar os fundamentos econômi­ cos para a existência do ágio ou do deságio. por ocasião da aquisição da participação.deverá ser registrada como ágio ou deságio.

art.1. III -fundo de comércio. de 1977. que será a diferença entre o custo de aquisição do investimento e o valor de que trata o inciso anterior. art. Tal procedimento deverá ser observado na escrituração comercial. 22. como segue: . § 3 S%” 18. para facilitar o entendimento do cálculo do Resultado da Equivalência Patrimo­ nial e de sua contabilização na investidora.598/77.” Utilizando parte das informações anteriores. e RIR/99. que mencionam: “O valor do investimento na mesma data do balanço deverá ser ajusta­ do ao valor do patrimônio líquido apurado de acordo com a aplicação do percentual de participação da empresa no capital da coligada ou controla­ da. dentre os seguintes. II . 20. mediante lançamento da diferença a débito ou a crédito da conta de investimento. art. intangíveis e outras razões econômicas. § 3 S O lançamento com osfundamentos de que tratam os incisos le II do parágrafo anterior deverá ser baseado em demonstração que o contribuinte arquivará como comprovante da escrituração (Decreto-lei n . 20.7 Contabilização do resultado da equivalência patrimonial e dos lucros ou dividendos distribuídos pela coligada ou controlada 18. conforme entendimento manifestado pelo fisco através do Parecer Normativo CST n9 11/79. com base em previ­ são dos resultados nos exercícios futuros. Perez Junior e Gomes II ~ ágio ou deságio na aquisição.valor de mercado de bens do ativo da coligada ou controlada superior ou inferior ao custo registrado na sua contabilidade. A participação da investidora no lucro ou prejuízo anual apurado nas ativi­ dades das investidas é proporcional a seu percentual de participação. 20. § l ã O valor de patrimônio líquido e o ágio ou deságio serão registrados em subcontas distintas do custo de aquisição do investimento (Decreto-lei ns 1.598. em seus exercícios sociais. § 2-): I .7. art. § 1 % § 2 B O lançamento do ágio ou deságio deverá indicar. art. a investidora passa a participar também no resultado contábil apurado pelas investidas. conforme o Decreto-lei nô 1. Chieregato. de 1977.1 Cálculo e contabilização do Resultado da Equivalência Patrimonial A partir do momento da aquisição de investimento em participação societá­ ria.598. 387. sobre o valor de patrimônio líquido ajustado.598.valor de rentabilidade da coligada ou controlada. de 1977. apresenta-se um caso prático. seu fundamento econômico (Decreto-lei n .1.400 Manual de Contabilidade Tributária * Oliveira.

v v -y .Comercial dei3ébidaS :T^ Levanta S.A. Portanto. Ê Ê M È M R e s u l t a d o .•V- y y :.A.y : ••••. iPartícipaçãò nos restjltàdos Hé çoli^ cqntrpládás . Em contrapartida.Investimentos em Participações Societárias 401 Como já mencionado. coligadas ou controladas. : . tenha encerrado suas demonstrações contábeis. -yy Wê ê M S .A.000.. ■^yyyy. tendo apurado um lucro de $ 70. 18.' i :•i.7. • . V ■' y 7 ':' ••. a investidora deve contabilizar esse ganho como Resultado da Equivalência Patrimonial. y y ^ y ' outras KEGÈriAS ÒPÈtóçiÒNAis: v. conforme o art..A.. :: y. para registrar sua participação no resul­ tado da investida: d éb ito : >7 v. Suponha-se que em 31-12-X1 a investida Comercial de Bebidas TombaLevanta S. a Investidora GranaAlta S. \Vyy-'V y y IÉ 1 1 S S A contrapartida do ajuste.. 389 do RIR/99. como veremos em título específico. : y y •..:v. de receitas ou despesas de Resultado da Equivalência Patrimonial. não será computada na determinação do lucro real. Nessas circunstâncias. Em 31-12-X1. rendimentos e ganhos de capital auferidos no exterior serão computados na determinação do lucro real das pessoas jurídicas. em decorrência de sua participação no lucro ou prejuízo apurado da Demonstração do Resultado do Exercício das investidas. . adquiriu em 21-5-X1 uma participação de 63% no capital social da controlada Comercial de Bebidas TombaLevanta S.100. a contabilização. y írtvçstímentpsÇièrmáriènte Avaliadas pela'equivalência patnmòmaí . igual a 63% do lucro de $ 70. como segue.^44PÔ j '0. não será computada na determinação do lucro real. nem nos resultados da avaliação dos investimentos mantidos no exterior e também avaliados pelo método de equivalência patrimonial. por aumento ou redução no valor de patrimônio líquido do investimento. a investidora obteve um ganho de $ 44.000 apurado no ano pela investida. os lucros. na investidora.2 Contabilização na investidora dos lucros ou dividendos distribuídos ou provisionados pela coligada ou controlada Os lucros ou dividendos distribuídos pela coligada ou controlada deverão ser registrados pelo contribuinte como diminuição do valor de patrimônio líquido do .y y ' . ' .

de $ 18. A investidora terá um crédito. e as seguintes normas (Decreto-lei n . de 1977. Em cada balanço. de acordo com o disposto no art. igual a 63% do total de $ 30. com observância da lei comercial.900.1.000 para distribuição de dividendos sobre o lucro apurado. por meio da avaliação pelo método da equivalência patrimonial. para registro desse crédito a receber. 21. e Decreto-lei n . Dessa maneira. antes dessa data.404.598. inclusive quanto à dedu­ ção das participações nos resultados e da provisão pára o Imposto de Rendaj . como segue: Seguem trechos do RIR/99 sobre os assuntos estudados:' “Art. em 31-12-X1. o total de $ 30. Exemplo: Continuando com o caso prático anterior. Essa regra só se aplica quando os lucros e dividendos distribuídos estiverem computados no valor do pa­ trimônio líquido do investimento. de 1978.A. 1* inciso III): I . a investidora deve efetuar outro lançamento contábil. Chieregato.648. de 1976.402 Manual de Contabilidade Tributária » Oliveira. suponha-se que a investida Comer­ cial de Bebidas TombaLevanta S. provisione. Perez Junior e Gomes investimento e não influenciarão as contas de resultado.o valor de patrimônio líquido será determinado com base em balanço patrimonial ou balancete de verificação da coligada ou controlada levantado na mesma data do balanço do contribuinte ou até dois meses. em 31-12-X1. art. tendo como contrapartida a conta do Ativo Permanente utilizada para registro do investimento em participação so­ cietária. art. o contribuinte deverá avaliar o investimen­ to pelo valor de patrimônio líquido da coligada ou controlada. no máximo.000 de dividendos a serem distribuídos pela investida. 387. registrado no ativo permanente da investidora. 248 da Lei ns6.1. nessa data.

art.648.No caso do parágrafo anterior. deverão ser creditados à conta de resultados da investidora e. art. sobre o valor de patrimônio líquido ajustado de acordo com os incisos anteriores. por aumento ou redução no valor de patrimônio líquido do investimento.se os critérios contábeis adotados pela coligada ou controlada e pelo contribuinte não forem uniformes.1. A contrapartida do ajuste de que trata o art 388. 379.598. art. 1%inciso IV). IV . de 1978.598. e não influenciarão as contas de resultado (Decreto-lei n~ 1. 23. § 1.1. deverá o patrimônio líquido da coligada ou controlada ser ajustado. 23.1. de 1977. art. 388.648. Art. 22).Os lucros ou dividendos distribuídos pela coligada ou controlada deverão ser registrados pelo contribuinte como diminuição do valor de pa­ trimônio líquido do investimento. 22. Art.o valor do investimento do contribuinte será determinado mediante a aplicação. direta ou indiretamente. 387.598. O valor do investimento na data do balanço (art. e Decreto-lei n . da percentagem da participação do contribuinte no capital da coligada ou controlada. se a avaliação subsequente for ba­ seada em balanço ou balancete de data anterior à da distribuição. e Decreto-lei n .do art.598. I) de­ verá ser ajustado ao valor de patrimônio líquido determinado de acordo com o disposto no artigo anterior. não serão computados na determinação do lucro real. de 1978. V . de 1977. o contribuinte deveráfazer no balanço ou balancete da coligada ou controlada os ajustes necessários para eliminar as diferenças relevantes decorrentes da diversidade de critérios. art. . ressalvado o disposto no § 2.o prazo de dois meses de que trata o inciso I aplica-se aos balanços ou balancetes de verificação das sociedades de que a coligada ou controlada participe. art 1 %inciso IV). III . com investimentos relevantes que devam ser avaliados pelo valor de patrimônio liquido para efeito de determinar o valor de patrimônio liquido da coligada ou controlada. mediante lançamento da diferença a débito ou a crédito da conta de. com a exclusão do valor total distribuído.1.Investimentos em Participações Societárias 403 II .Não serão computadas na determinação do lucro real as contra­ partidas de ajuste do valor do investimento ou da amortização do ágio ou deságio na aquisição de investimentos em sociedades estrangeiras coligadas ou controladas que não funcionem no País (Decreto-lei n . § 1. § 3 . de 1977. parágrafo único). de 1977. § 2° Quando os rendimentos referidos no parágrafo anterior forem apu­ rados em balanço da coligada ou controlada levantado em data posterior à da última avaliação a que se refere o artigo anterior. não será compu­ tada na determinação do lucro real (Decreto-lei n .o balanço ou balancete da coligada ou controlada levantado em data anterior à do balanço do contribuinte deverá ser ajustado para registrar os efeitos relevantes de fatos extraordinários ocorridos no período. investimento (Decreto-lei n . parágrafo único. 389.1.

por oca­ sião da aquisição..7 -.70. í . art.V.. 1 Lembre-se de que._. '/y y yyy-:.249. sem prejuízo do disposto no art. ' .7 :. exceto quando ocorrer a alienação òu liquidação do respectivo investimento.: '. Chieregato.T ' 410:000.lnvesümèíit^ y 7/7:y v 7 -7 .7 '.y 7_.404 Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira.. 7"" 77v'7‘.8 Contabilização da amortização dos saldos de ágio ou deságio Estudou-se neste capítulo. a empresa investidora deverá manter controle dos va­ lores amortizados desses itens em seu Livro de Apuração do Lucro Real (Lalur). 750:000 r.A frvi^ çiR ^ v í7 v7^."7 ..7y7y. São Caetano S. a Investidora GranaAlta S. em seus registros contábeis.. de 1995.7 ' :-7'7. dos saldos de ágios ou deságios existentes e apurados na data da aquisição do investimento em participação societária.A-. Dessa forma. 394 (Lei n29. como segue: DEBITÔ '7 y y .da investidora. r77-y7^yy Ayàiiadas^elá. Sãó Gâétanò S.A.’^ • .7 y sjnvéstím^ 7.Eqüiválência Patnmpniaiy/Ind. . devem ser futuramente amortizados. y y.‘ V1' '*• . entre outros assuntos. 's\-'«y •' y •■'•7y•'7. "y Para facilitar o entendimento. apresenta-se um caso prático de amortização e contabilização dos saldos de ágio. ou seja.'7 .. 25. 7 ^ . Disponível-'Bancos Goritá-:Gòrrènté y 7 : ' -y/.7_ 7:. em 15-2-XO.•. contabilizou $ 50.A.receitas ou despesas . ■360:000 • '■Ágio dò. 7 V/. Cotai.-^Jyy :/7::í í ^ y ATIVO PERMANENTE 7 7.. Perez Junior e Gomes § 2° Os resultados da avaliação dos investimentos no exterior pelo méto­ do da equivalência patrimonial continuarão a ter o tratamento previsto nesta Subseção. Com. transferidos pe­ riodicamente para as contas de resultados .7: 7'. As contrapartidas de amortização do ágio ou deságio apurados na aquisição da participação societária permanente não serão computadas na determinação do lucro real da investidora..' CR^lrp. Tais saldos apurados e registrados na contabilidade da investidora..000 de ágio. § 6-). a contabilização. para efeito de determinar ganho ou perda de capital por ocasião da alienação ou liquidação do investimento. *-'■ : yy ^ y.” 18. além de manter o controle dos saldos de ágio e do deságio.' I .7 y . nà investi­ dora. no momento da aquisição do investimento em participa­ ção societária na coligada Ind..:7 y y 7i.. .

” 18. . art 1. 391. de $ 50. do ágio ou deságio a que se refere este artigo. de 1977. . ressal­ vado o disposto no art 426 (Decreto-lei ns1.Investimentos em Participações Societárias 405 Como já mencionado. ^F&ilícífi^ãcíiitos^ResuItá^ 'SÍm òiti^ãg-dé^ip:daíüve^ CRÉDITO p - r .000. periodicamente. então a investidora deve transferir para seus resultados o valor de $ 10.9 Contabilização dos ganhos e perdas de capital em decorrência da variação na percentagem de participação da investidora É possível. que a percentagem de participação da investidora no capital de sociedades coligadas ou controladas venha a se modifi­ car. igual a 20% do saldo contábil existente no Ativo Permanente. no Lalur.'. Portanto. .G. 25. de 1979. para as contas de resultados parcelas dos saldos de ágios ou deságios. Supondo-se que até 31-12-XO o ágio tenha sido realizado em 20%.-. art.598.: •A • 7 . • V r " •:/ (•'• y. Ocorrendo tal hipótese. na escritura­ ção comercial. As contrapartidas da amortização do ágio ou deságio de que trata o art.000. a empresa que avalia seus investimentos pela equiva­ lência patrimonial deve registrar como ganho ou perda de capital. em 31-12-XO. proporcionalmente à realização de tais saldos. e Decretolei ti21. Concomitantemente com a amortização. no resultado não operacional. a investidora deve contabilizar essa amortização como segue: i y p r í n lS S S ÍÍ® W ff^ S S Ê iõ S S Ê S ik Ê Ê í. para efeito de determinação do ganho ou perda de capital na alienação ou liquidação do investimento (art.730. o valor correspondente a esse resultado. 426).InvestitiiéritòS:Peímãhe^^ Ágio âó IhVestimèntô ^ IricL Gom^São ^ : Seguem trechos do RIR/99 sobre os assuntos estudados: “Art. ou amortizar. a investidora deve transferir. 385 não serão computadas na determinação do lucro real. Parágrafo único..inciso III). será mantido controle. •. pelas mais variadas razões.

500. que alterou o Decreto-lei na 1.A..406 Manual de Contabilidade Tributária * Oliveira. Chieregato. ou não tenham a necessária disponibilidade de recursos.. ... fosse de $ 25.9.. Por exemplo. v..000.000.•'5-. 18. as investido­ ras podem ter ganho ou perdas de capital em decorrência de futuras alterações no percentual dessa participação. Podem ocorrer casos em que um ou mais dos sócios não se interessem.■ .-x. podem ocorrer casos de alterações nos porcentuais de participação de cada um desses proprietários.! ■-7..000\. Exemplo: Em 31-5-X1. nos aumentos de capitais efetuados pelas investidas.'.' tÈÊÊÊÊSíÊíÊm . f \ -.* Z'<*ÚÍí-AvCa• M llilffiÉ lS Á ■ Suponha-se que em 4-6-X1 a Cia. com novas integralizações de $ 15.. Urano S.'25-000 .648/78.:.jl:30O. Os acionistas menciona­ .'-^- WÊÊÊSÊÊBÊÈho: Nova:lira Emprcéndinicníds '' >-lO^GOO."■vv.- ■>V/V. Urano tenha aumentado seu Capital Social para $ 40.* ‘ : • -V-:-'. para participar da nova integralização de capital social da investida. dispôs que não serão tributados nem dedutíveis na determinação do lucro real os resultados assim obtidos. Perez Junior e Gomes O Decreto-lei n2 1. . na proporção a que têm direito. .Vrr. nos casos de aumentos de capitais efetuados pelas investidas com novas integralizações feitas pelos sócios.1 Exemplo de ganho ou perda de capital em decorrência da alteração da porcentagem de participação no capital social da coligada e controlada Após a aquisição de participação societária em outras empresas.-.■ t.. considerando que o Capital Social da Cia.lr.200-" ' ■■ ” : . seu quadro de acionistas seria o seguinte: 8 1 ÊÈKÈÊM ^ : ■■ ■= 1.000.' ..p- ifiisiw i -r. . 20.. Tais alterações nas participações ocorrerão sempre que um ou mais dos sócios não participa­ rem.598/77.

O--. ou seja. . poderia integralizar 40% do au­ mento de Capital.4:320 • . igual a 40% de $ 15.28. Suponha-se.. como comentado.■■:2:080:' . que a Investidora Nova Era Empreendimentos te­ nha integralizado apenas $ 1.20.u.5% -. por sua vez.000. Continuando.9pÓ . Como esta investidora tinha direito a integralizar $ 6. B H Ü i 8. alguns acionistas podem não se interessar.000 para serem integralizados por outros acionistas. Para simplificar.-. ou seja. $ 6. se todos os acionistas participassem do aumento de capital na mesma proporção a que teriam direito.i^ood--. ou 6% de $ 15. a Investidora J. Silva & Filhos.-....000.000. Urano S.Investimentos em Participações Societárias 407 dos teriam o direito legal de participar do aumento do Capital na proporção de ações que possuíam. % .0. .Era Êmpreendi:■/:• ■■ ::mentòs.Em 31-5-Xl '■■■>/.. . em decorrência do aumento do Capital Social da investida.8. .Z. o novo quadro de acionistas da Cia..5J20 : ■. 3.1' 1 Nova. Silva & Filhos aumentou sua partici­ pação em 12. Z-ite).'.000 no aumento de Capital.ÒÓ. sobraram $ 5.VÍÕOjtiO. bía.0 0 :.. por exemplo.000.000.••. as Organizações Mackenzie poderiam integralizar 20% do aumento de Capital. não haveria alteração no quadro de participação dos acionistas..000 ‘ty.0.áp. í 15:000/ .V"'5..-.1 . ficaria dessa maneira. w m m \ )U yM y.:. A Nova Era Empreendimentos. Çomprábem " 7-200. wêmmà .de 6% para 18.5ocr". $ 900. igual a 20% de $ 15.0 : : Orgán..:í lllÉ ífil ■ Syv^-: 5.r.Qjao. Dessa maneira..' .5% . para participar do aumento de capital na proporção a que têm direito. ( H H 1 l l l l l l l i H i m JV:Silva ’& Filhos-'' ■■•.. Nessas circunstâncias.Ó00 ../^Acionistas. integralizou a totalidade da sobra de $ 5. $ 3.000.A.>v 10. vamos supor tam­ bém que os demais acionistas tenham mantido o mesmo percentual de participa­ ção anterior ao aumento.000. vamos supor ainda que a J.. . Mackenzie ■■■ .ós 27 aciónistas:'. além de ter integraHzado a totalidade do aumento a que tinha direito. que foi o valor do aumento do Capital na investida. 20.''6'67“ :•! i.. 6. após o vencimento do prazo para o exercício do direito assegurado a todos os acionistas. Todavia. Evidentemente.-. ou não ter os necessários recursos financeiros.Òim.8 ’ .-: :4Í). .odComo demonstrado. por exemplo.. W È R .v.000' ^òo. 5.28. após o aumento do Capital Social: ■. '-28..

000.5% do somató­ rio dos saldos de Reservas e Lucros Acumulados existentes no Balanço da inves­ tida.: • uçr-.'v-VV-V’-1. a investidora J. a investidora J.v •>.875. ' " " : í V '''-V -v ' ■3 í ^rfiyiàr. esti­ vesse assim composto. .408 Manual de Contabilidade Tributária * Oliveira. saldos de Reservas de Capital.£ él^ M.5% de $ 15. esse ganho de capital deve ser contabilizado.A. assim demonstrado: • Participação antes do aumento de Capital • Participação após o aumento de Capital • Acréscimo na participação = 6.5% Ganho de Capital obtido pela investidora J.A :-.#b — -4 £ s s --- 1 .9..A .v.5% sobre o total dessas Reservas e Lucros Acumulados. Urano S. A V . Silva & Filhos: 12. suponha-se que o patrimônio líquido da Cia. por exemplo. Perez Junior e Gomes Se em 31-5-XI houvesse no Patrimônio Líquido da investida.: y p p .-•:'í:ÍVr"^CV<í ••i-’1'. . 1 S i S I W â í S lá Nessas circunstâncias.A .' A y v ••7 a P . .tados:rião-:típéràciònáisf-v■>> =. '.-- SM » J ^ 1 A • Ví-'í-\ •fResíul. No caso. Silva & Filhos. pela investidora J. de Lucros ou de Reavaliação e/ou de Lucros Acu­ mulados.: V A Í ' .5% = 12. o ganho de capital seria de $ 1.0% = 18.3^000: f.-. em 31-5-X1: Lucros. P y 'Õ — !:Â v aíiàiâás. Chieregato. Acumulados .D É 6 n m :. . Silva & Filhos teria obtido um ganho de $ 1.. ou seja. da seguinte maneira: 'J . Contabilização do ganho de capital Em 4-6-X1.2 Cálculo do ganho de capital e contabilização Continuando.' . Silva & Filhoâ teria um ganho de capital de 12. 18.. 12.875 pelo aumento da participação. .

18. valor da participação societária.2 Alienação de investimento avaliado pelo valor de patrimônio líquido Para efeito de determinar o ganho ou perda de capital na alienação ou li­ quidação de investimento em coligada e controlada avaliado pelo valor de pa­ trimônio líquido. representará ganho ou perda de capital. em contrapartida à conta que registre o bem ou direito que lhe deu causa. na qual detenha participação societária adquirida com ágio ou deságio apurado com o desdobramento do custo de aquisição de investimen­ tos em coligadas ou controladas. diminuído da provisão para perdas que úver sido computada na determinação do lucro real. Se a pessoa jurídica absorver patrimônio de outra em virtude de incorpora­ ção. 428 do RIR/99. o valor contábil corresponderá à soma algébrica dos seguintes valores: 1. a legislação determina que a perda não será dedutível na determinação do lucro real e o ganho será tributável. valor do ágio ou deságio apurado na aquisição do investimento. o qual será tributado se corresponder a um ganho e dedutível se representar uma perda. pelo qual o investimento estiver registrado na contabili­ dade da pessoa jurídica. ajustado segundo o patrimônio líquido da investida. . decorrentes de ganhos ou perdas de capitai por variação na percentagem de participação do contribuinte no capital social da coligada ou controlada.10. 3. Nos casos de perdas verificadas na alienação de participação societária ad­ quirida de incentivos fiscais do imposto sobre a renda devida pela pessoa jurídica. ainda que tenha sido amortizado na escrituração comercial da empresa. 2.Investimentos em Participações Societárias 409 Conforme o art. valor da provisão para perdas que tiver sido computada na determina­ ção do lucro real.10. deverá registrar o valor do ágio ou deságio cujo fundamento seja o valor de mercado de bens do ativo. não serão computadas na determinação do lucro real as receitas ou as despesas contabilizadas na investidora. 18.10 Aspectos tributários inerentes à alienação ou liquidação do investimento 18.1 Alienação de investimento avaliado pelo custo de aquisição A diferença entre o valor de alienação ou o valor de baixa e o valor contá­ bil da participação societária permanente em outras sociedades. fusão ou cisão.

Na hipótese de o contribuinte ter reconhecido o lucro na escritura­ ção contábil no momento da venda. no todo ou em parte. após o término do ano-calendário seguinte ao da contratação. na forma da lei. Nesse caso. o ganho apurado é tributado no período-base em que ocorrer a alienação. onde esta não existir. de 1958. onde esta não existir. poderá ser reconhecido o lucro proporcionalmente ao valor recebido em cada período-base. 18. Seguem trechos do RIR/99 sobre o assunto estudado: “Art. se comprovada. com divulgação do respectivo edital. intangíveis ou ou­ tras razões econômicas.410 Manual de Contabilidade Tributária ♦ Oliveira. de 1958. durante três dias no período de um mês (Lei n â3. salvo se a venda houver sido realizada em boba de valores. Parágrafo único. ou. para efeito de apuração de ganho ou perda de capital na alienação do direito que lhe deu causa ou em sua transferência para sócio ou acionista na hipótese de devolução de capital. Perez Junior e Gomes O valor do ágio cujo fundamento seja o fundo de comércio. tiver sido efetuada em leilão público. relativos a participações societárias não permanentes. títulos ou quotas de capital. a inexistência do fundo de comércio. tiver sido efetuada através de leilão público. A contabilização como perda e a dedutibilidade no cálculo do lucro real poderão ocorrer. nem às participa­ ções permanentes (Lei n -3. 393.470. art 84> parágrafo único).” . nessa data. não sujeita à amortização. Por sua vez. .10. Chieregato. deverá ser considerado custo de aquisição. As disposições deste artigo não se aplicam às sociedades de investimentos fiscalizadas pelo Banco Central do Brasil. na determinação do lucro real.4 Alienação de investimentos temporários Na alienação de ações. art 84).470. os ajustes e o controle decorrentes da aplica­ ção desta regra serão efetuados no Livro de Apuração do Lucro Real (Lalur).3 Alienação de participações permanentes a prazo Quando a pessoa jurídica realizar vendas de bens ou direitos integrantes de seu ativo permanente para recebimento do preço.10. não são dedutíveis os prejuízos havidos em virtude de alienação com deságio superior a 10% dos respectivos valores de aquisição. Não são dedutíveis os prejuízos havidos em virtude de aliena­ ção de ações. durante três dias no período de um mês. 18. na hipótese de existir encerramento das atividades da empresa. com divulgação do respectivo edital. deverá ser registrado em contrapartida à conta de ativo permanente. salvo se a venda houver sido realizada em bolsa de valores. ou. do intangível ou de outro valor passível de recuperação que tenha gerado esse ágio. títulos ou quotas de capital com deságio superior a dez por cen­ to dos respectivos valores de aquisição. caracterizadas pelo caráter eminentemente especu­ lativo. na forma da lei.

consignados nos livros da investida. a título de devolução de sua participação no capital social. 61 da Instrução Normativa SRF n9 11/96 estabelece que.6 Redução de capital mediante entrega de bens Por sua vez. reconhecendo. Ocortendo a devolução pelo valor de mercado. a legislação estabelece que os bens e direitos do ativo da pes­ soa jurídica que forem entregues ao titular ou ao sócio ou acionista. como ganho de capital. Para que não haja a tributação dos ganhos nesse tipo de alienação. quando representar ganho. A diferença entre o valor de mercado e o valor contábil não será computada pelo titular. O art. Exemplo: INVESTIDORA (ANTES) INVESTIDA Ativo Caixa . su­ jeito à incidência do Imposto de Renda e da contribuição social sobre o lucro. 18. os bens ou direitos recebidos em devolução de sua participação no capital serão registrados pelo valor contábil da participa­ ção ou pelo valor de mercado. sócio ou acionista. poderão ser avaliados pelo valor contábil ou pelo valor de mercado. a pessoa jurídica que estiver recebendo os bens ou direitos deverá registrar os ativos pelo mesmo valor recebido.10.Investimentos em Participações Societárias 411 18A 0.5 Alienação de ações em tesourarias e devolução de capital pela pessoa jurídica Os ganhos ou perdas na alienação de suas próprias ações em tesouraria não são computados para efeito de determinação do lucro real. deverá ser creditado em conta de reserva de capital. na base de cálculo do Imposto de Renda ou da contribuição social sobre o lucro líquido. a diferença apurada entre este e o valor contábil dos bens ou direitos entregues. o resultado. ■ Passivo ò . no caso da devolução de bens e direitos pelo valor contábil na redução total do capital da participação societária adquirida pela investidora por valor inferior ao patrimo­ nial. Para o titular. a diferença entre esté e o valor contábil da participação extinta. sócio ou acionista. pois essa diferença foi tributada na empresa que está reduzindo o capital. será considerada ganho de capi­ tal e computada nos resultados da pessoa jurídica tributada com base no lucro real ou na bàse de cálculo do Imposto de Renda e da contribuição social sobre o lucro líquido devidos pela pessoa jurídica tributada com base no lucro presumi­ do ou arbitrado.■ 100 -. conforme avaliado pela pessoa jurídica que esteja devolvendo o capital.

cuja diferença será tratada como gasto indedutível. ' ' " 1 0 0 rTerrenó:.Ativo . a diferença entre este e o valor contábil dos bens ou direitos transferidos será considerada ganho de capital que será computado nos resultados da pessoa jurídica tributada com base no lucro real (Lei n . •: PL > 5 0 0 G a i^ . a diferença relativa à perda de capital de quem estiver recebendo a devolução será dedutível. queforem trans­ feridos ao titular ou a sócio ou acionista. Caixa v' -.^.249. Perez Junior e Gomes INVESTIDORA (DEPOIS) Passivo ! . Chieregato. •TéirehÒ'. art. No caso de o valor da participação societária ter um custo no ativo da inves­ tidora superior ao valor contábil dos bens ou direitos que lhe foram entregues na devolução da participação. art. a perda será integralmente dedutível INVESTIDORA (ANTES) INVESTIDA Ativo Ativo ÍftvéstM èn¥õ:. 22).412 Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira. poderão ser avaliados pelo valor contábil ou de mercado (Lei n39. Parágrafo único. Passivo:. Térréné: w TptaT.5Õ0>:' .' r / 6 0 Totaí ' Ò . §1*).'9bO . exceto se essa condição corresponder à in­ corporação de acervo líquido.” . de 1995. Na hipótese de. os bens ou direitos serem avaliados por valor de mercado. 6 0 0 Tbtal . 419.9. V 3 Ò 0 ^ . porém. Pf Total- 9Ó0 .:/v •Caixa'. Os bens e direitos do ativo da pessoajurídica.300/ v. i.500 INVESTIDORA (DEPOIS) fí'Paissiv6':.à:'í: . No caso de a devolução realizar-se pelo valor de merca­ do.249. 22. de 1995. "100 500 Pérda': . Gaixá . Seguem trechos do RIR/99 sobre os assuntos estudados: “Art. a título de devolução de sua par­ ticipação no capital social.

exaustão ou baixa em decorrência de alienação ou perecimento desses bens ou do investimento. devendo os resultados projetados serem objeto de verificação anual. referido no parágrafo anterior. deverá ser amortizado da seguinte forma: a) o ágio ou o deságio decorrente de expectativa de resultado fu­ turo . deverá ser amortizado na proporção em que o ativo for sendo realizado na coligada ou controlada.11 Do ágio ou deságio na aquisição de investimento avaliado pelo método da equivalência patrimonial Art.no prazo estima­ do ou contratado de utilização. O ágio decorrente da aquisição do direito de exploração.12 Resumo: Método do custo ou da equivalência patrimonial Para facilitar o entendimento da determinação da avaliação ou não pela equi­ valência patrimonial. extensão e proporção dos resultados projetados. a fim de que sejam revisados os critérios utilizados para amortização ou registrada a baixa integral do ágio. § 3ÔO prazo máximo para amortização do ágio previsto na letra “a” do parágrafo anterior não poderá exceder a dez anos. ou pela baixa por alienação ou perecimento do investimento. § l 2 O ágio ou deságio decorrente da diferença entre o valor de mer­ cado e parte ou de todos os bens da coligada ou controlada e o respectivo valor contábil.Investimentos em Participações Societárias 413 18. por depreciação. 14. e b) o ágio decorrente da aquisição do direito de exploração. con­ cessão ou permissão delegadas pelo Poder Público .0 ágio ou deságio computado na ocasião da aquisição ou subs­ crição do investimento deverá ser contabilizado com indicação do funda­ mento econômico que o determinou. ou pela baixa por alienação ou perecimento do investimento. 18. ou pela baixa por alienação ou perecimento do investi­ mento. deverá ser seguido o seguinte roteiro: . de vigência ou de perda de substância econômica. de vigência ou de perda de substância econômica.no prazo. § 2a O ágio ou o deságio decorrente da diferença entre o valor pago na aquisição do investimento e o valor de mercado dos ativos e passivos da coligada ou controlada. concessão ou permissão delegada pelo Poder Público deve ser amortizado no prazo esti­ mado ou contratado de utilização. amortização.

Não Custo Não sendo controlada nem co­ ligada.414 Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira. sem controlá-la. b) no máximo 5% (cinco por cento) do capital da outra. . 1 A diferença verificada entre o montante inscrito no Ativo Permanente Inves­ timentos. É correto afirmar. Controlada? Coligada? Porque Testes Teste que constou do concurso para Auditor Fiscal da Previdência Social. que: a) os resultados e quaisquer variações patrimoniais de uma controlada ou coligada não precisam ser reconhecidos no momento de sua geração. Perez Junior e Gomes A investida é Resposta Método de avaliação Sim Equivalência Sendo controlada não precisa verificar outros critérios. Sim Equivalência Sendo coligada não precisa veri­ ficar outros critérios. e) mais de 20% do capital volante. Não Indeterminado Precisa verificar se é coligada: Segue roteiro. d) 40% (quarenta por cento) do capital da outra e detiver o controle acio­ nário. b) item do patrimônio líquido da investidora. sem detiver o controle acionário. sem controlá-la. Chieregato. a avaliação será sempre pelo custo. São coligadas as sociedades quando uma participa com: a) no mínimo 5% (cinco por cento) do capital da outra. Resposta: alternativa___ 2. d) ganhos e perdas não operacionais. Resposta: alternativa___ 3. e) receita de ágio em investimentos. Participações Societárias e o resultante da aplicação do método de equivalência patrimonial é classificado como: a) receita ou despesa operacional. c) receita e despesa não operacional. c) 10% (dez por cento) ou mais. quanto ao Método da Equivalência Patrimonial. do capital da outra. uma vez que dependem de serem ou não distribuídos.

. .000 Ações de Outras Companhias 1.não há contabilização de correção monetária. distribuídos ou provisionados pela empresa investida. . Resposta: alternativa___ Os testes 4 a 16 constaram do concurso para Auditor Fiscal da Receita Federal.000 Ações de Controladas 5. 20% em coligadas e de 10% em outras companhias.A.as coligadas apuraram lucro líquido de $ 800 e distribuíram dividendos de $ 150. devem ser reconhecidos no momento de sua geração.000 e distribuíram dividendos de $ 200. . de fato.200 Observações: . de fato. pois. com os seguintes saldos: Gontas Saldos $ Ações de Coligadas 2. podendo ser provisionados pela empresa investida. indepen­ dentemente de serem ou não distribuídos.000 Gastos Pré-operacionais 200 Marcas e Patentes 400 Móveis e Utensílios 800 Provisão para Perdas em Investimentos 100 Veículos 1.as controladas apuraram lucro líquido de $ 1. os dividendos são registrados como despesa no momento em que são declarados e distribuídos. os dividendos são registrados como receita no momento em que são declarados. c) os resultados e quaisquer variações patrimoniais de uma controlada ou coligada.Investimentos em Participações Societárias 415 b) a empresa investidora registra somente as operações ou transações ba­ seadas em atos formais.apenas a participação em controladas é avaliada pela equivalência patri­ monial. . . A Empresa Lua S.as participações acionárias são de 40% em controladas. d) a empresa investidora registra somente as operações ou transações basea­ das em atos formais. pois.não houve nenhuma movimentação no saldo das contas. apresentou valores não circulantes ou permanentes.

d) $ 10.000 como dividendos devidos a seus acionistas. c) $ 10. A Cia. ao registrar os dividendos a que tem direito. j Resposta: alternativa___ 7. que possui uma participação avaliada pelo método do custo nessa empresa. c) ao valor do capital da investida. va­ mos encontrar. Resposta: alternativa___ 6.416 Manual de Contabilidade Tributária » Oliveira. na inves.820. Perez Junior e Gomes Contabilizando-se os ajustes necessários ao balanço.860..980.A. e) $ 10. b) Receitas de Dividendos.000. d) o Patrimônio Líquido das Empresas Investidas.620. no fim do exercício. Chieregato. a Cia. No final de 2009. e) ao valor do capital e reservas de capital da investida. O método da equivalência patrimonial reconhece. Cristal. c) os Ativos não Circulantes das Companhias Investidas. Quartzo apura o resultado do exercício e provisiona $ 1. as altera­ ções ocorridas nas empresas investidas quando estas afetarem: a) o Ativo Circulante das Controladas e Coligadas. b) o Ativo Permanente das Empresas Controladas. c) Participações Societárias. um Ativo Permanente no valor total de: a) $ 10. . credita a conta: a) Reserva de Capital. d) ' ao valor patrimonial da ação.tidora. b) ao valor de cotação em bolsa. na contabilidade da Empresa Lua S. O ágio na compra de investimento avaliado pela equivalência patrimonial é determinado pelo valor pago que exceder: a) ao valor do capital da investidora. b) $ 10.900. e) o Passivo Exigível de Longo Prazo das Investidas. Resposta: alternativa___ 5.

000. A Cia.000. Beta. Alfa será amortizado em 10 anos. O valor do ágio pago por Alfa. Resposta: alternativa___ Responda aos testes XI a 15 utilizando os dados do enunciado a seguir: Em 10 de janeiro de 2007. equivalente a 5% do valor total do patri­ mônio em 10-1-2007.00.000.00. Em 31-12-2007. não serão reconhecidos.00. pelo mé­ todo da equivalência patrimonial. Beta apresentou um lu­ cro do exercício 2007 de $ 300. c) $100. b) $ 60. a Cia.00.00.000 por 100.000. O valor apurado como Lucros e Prejuízos de Participações em outras Sociedades reportado pela Cia. Resposta: alternativa___ t 8.Investimentos em Participações Societárias 417 d) Resultado de Exercícios Futuros.000. e) Valores a Receber. Alfa pagou $ 700. O ágio pago pela Cia.000. b) $ 30. a Cia. em caixa.00. por ocasião da aquisição das ações da Cia.000. d) $ 80. d) serão reconhecidos pelo método do custo. e) $ 60.00. Ao final do exercício de 2007.000 ações que representavam 30% das ações da Cia. 9. . Alfa exerce significativa influência sobre a Cia. c) $ 90. Beta e avalia seus investimentos pelo método da equivalência patrimonial. Beta.00. c) serão reconhecidos até o iimite do valor de realização. terão o seguinte tratamento: a) não serão reconhecidos na apuração do resultado. o valor apurado como receita. a) $ 100. foi de: a) $ 30.000 em 31-12-2007.000. b) se negativos. a empresa Beta pagou. foi de: . Alfa foi de $ 80. Resposta: alternativa___ 10.000. dividendos de $ 100.000. resultado da aplicação da Equivalência Patrimonial. e) receberão o mesmo tratamento dado aos investimentos locais. Em 10-7-2007. Os resultados decorrentes de avaliação de investimento no exterior.

d) $6. o valor registrado na Conta Participações Perma­ nentes em Outras Sociedades pela Cia. Na aquisição de Participação Societária relevante.00.000. em valor: a) pago dentro do exercício e a pagar no exercício seguinte. Chieregato. Resposta: alternativa___ 11. O valor do ágio amortizado.00. e) $ 60. b) $ 9. b) $ 300. c) $ 70. Alfa foi de: a) $ 700. b) conta de Ativo e de Patrimônio Líquido.00. Resposta: alternativa___ 12.00. Perez Junior e Gomes d) $ 80.00. e) $ 90. o custo de aquisição deve ser registrado.00. Em 10 de janeiro de 2007.000.000.000. Alfa foi de: a) $ 10.00.000. d) $ 900.418 Manual de Contabilidade Tributária * Oliveira.000. c) de Participação Societária e de ágio ou deságio na aquisição.00.00. Resposta: alternativa___ 14.00.000.00.00. desdobradamente.00. Resposta: alternativa___ 13.000. .00. e) $ 3.000. c) $2. d) $ 30. ao final do exercício de 19X8.00. pela Cia.000. Beta foi de: a) $8.000. e) $ 800.00.000. c) $ 600. O valor nominal unitário das ações adquiridas da Cia.00. b) $ 90.

d) 25 anos. c) participação global superior a 45%. fundamentado no valor de mercado de um edifício com vida útil de 25 anos que já havia sido depreciado por cinco anos será de: a) 5 anos.Investimentos em Participações Societárias 419 d) de mercado do investimento e de realização fatura. O ágio representa a diferença: a) a maior entre o valor pago pelo investimento e seu valor de mercado. e) a maior entre o valor de mercado do investimento e o valor resultante da aplicação do percentual de participação sobre o patrimônio líquido da sociedade investida. d) a menor entre o valor pago pelo investimento e o valor resultante da apli­ cação do percentual de participação sobre o patrimônio líquido da socie­ dade investida. O prazo remanescente para amortização da ágio. c) a maior entre o valor pago pelo investimento e o valor resultante da apli­ cação do percentual de participação sobre o patrimônio líquido da socie­ dade investida. Resposta: alternativa____ 17. com direito a voto. b) preponderância nas deliberações sociais e o poder de eleger a maioria dos administradores. e) detiver a participação de mais de 20% das ações ordinárias. b) a menor entre o valor pago pelo investimento e seu valor de mercado. d) a investidora possuir 100% das ações preferenciais. c) 20 anos. Condição necessária para que uma sociedade possa ser considerada “CON­ TROLADA’ pela Investidora: a) participação da investidora superior a 10% do capital social da investida. Resposta: alternativa . Resposta: alternativa____ 16. b) 15 anos. e) 10 anos. e) de lucros esperados e perdas não recuperáveis. Resposta: alternativa____ 15.

c) receitas operacionais do período.Grupo do Não Circulante ~ Investimentos a Lucros/prejuízos acumulados. d) Participações nos resultados de coligadas e controladas a Lucros/prejuízos acumulados. e) Participações nos resultados de coligadas e controladas a Participações societárias . Chieregato.Grupo do Não Circulante . b) Participações societárias .420 Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira. d) redução do valor dos investimentos. l e) resultado positivo de equivalência. Resposta: alternativa____ .investimentos. Perez Junior e Gomes 18. O efeito gerado por prejuízos apurados na investida avaliada pelo método da equivalência patrimonial deve ser registrado pela empresa controladora da se­ guinte forma: a) Lucros/prejuízos acumulados a Participações societárias . Resposta: alternativa____ 19.Grupo do Não Circulante .Investimentos. b) resultado de exercícios futuros. Nas participações societárias efetuadas em controladas e coligadas os divi­ dendos pagos pelas investidas são tratados como: a) receitas não operacionais. c) Lucros/prejuízos acumulados a Participações nos resultados de coligadas e controladas.

trabalhistas. . incorporação e fusão de empresas podem envolver valores elevados. auditoria contábil e trabalhista para a identificação de possíveis inobservâncias dos princípios fundamentais de contabilidade e constatação de contingências ambientais. fiscais e de planejamento tributário podem prestar são: 1. de contabilidade e de consultoria corporativa. em uma das fases desses processos. Essè fato. assim como os de auditoria. legal e tributária nos processos de reestruturações societárias Nesses casos. contador e/ou o especialista nos as­ pectos legais. suàs fases ascendentes e descendentes nos mercados financeiros internacionais. historicamente. que envolvem principalmente os casos de incorporação. os serviços que o auditor. Fusão e Cisãò Lde“Empresas Os profissionais das áreas de assessoria fiscal e planejamento tributário. justifica a contratação de advogados.Aspèjctos C$nta eis. fiscais e legais da maioria dos processos de negociação para aquisi­ ção. a negociação do controle acionário ou das quotas de capital. 19. têm um imenso mercado de trabalho decorrente dos constantes processos de rees­ truturações societárias dos grupos de empresas. os processos de reestruturações societá­ rias que compreendem os casos de aquisição. Movimento que tem. aliado à complexidade dos aspectos operacionais..1 Auditoria. fusão e cisão. em processos cíveis etc. fusões ou cisões. o que pode incluir. assessoria contábil. auditores.| Fiscais e Ljegfjais da$|Ree truturaçoes Sociè-táríasJ I n c o jporàção. consultores e contadores especializados.

404/76. 5. passivos e do patrimônio lí­ quido das empresas envolvidas em processos de incorporação. contados da data da assembleia geral que aprovou a operação. devendo obter o respectivo registro e.457/97). § 4S (acrescido pela Lei n .2 Aspectos legais e contábeis As citações legais deste texto referem-se às Leis n25 6. promover a ad­ missão de negociação das novas ações no mercado secundário. 223. as sociedades que a sitcederem serão também abertas. assessoria na reavaliação de ativos para os fins anteriormente citados. 19. de 3 de dezembro de 1999. mediante reembolso do valor das suas ações (art.Nas operações em que houver criação de sociedades.457/97 e 10. consultoria para a avaliação de ativos.9. se for o caso. fusão ou cisão”. há necessidade de se reportar também aos textos das Instruções n^ 319. para o melhor preparo técnico que possibilite a adequada prestação de serviços. O descymprimento do previsto no parágrafo anterior dará ao acionista direito de retirar-se da companhia. observando as normas pertinentes baixadas pela Comis­ são de Valores Mobiliários. e § 2 2 Os sócios ou acionistas das sociedades incorporadas. Perez Junior e Gomes 2. readequação ou adaptação de normas e proçédimentos visando aprimorar a administração das empresas envolvidas. 4. sempre que informações diversas não sejam expressas. portanto. É importante. para tais profissionais. as ações que lhes couberem. 3. fusão ou cisão.422 Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira. A Lei ne 6. Se a incorporação. o estudo do assunto. e 349. assessoria organizacional “pós-íncorporação.303/01. auditoria fiscal para a identificação de possíveis inobservâncias das normas fiscais e tributárias e constatação de contingências fiscais.(acrescido pela Lei n29-457/97). fusão ou cisão envolverem companhia aberta. 45). que a incorporação. diretamente da companhia emissora. serão observa­ das as normas reguladoras da constituição das sociedades do seu tipo. nos 30 (trinta) dias . fusão ou cisão podem ser efetuadas entre sociedades de tipos iguais ou diferentes e deve­ rão ser deliberadas na forma prevista para a alteração dos respectivos estatutos ou contratos sociais e acrescenta: “§ 1. / § 3 . em seu art. 9. de 6 março de 2001. Chieregato. Quando as reestruturações societárias envolvem companhias abertas.404/76 menciona. no prazo má­ ximo de 120 (cento e vinte) dias. fundidas ou cindidas receberão. para a implantação.

em atos específicos. Tais passos são: a) o acordo para a realização. em cada sociedade. por exemplo. fusão e cisão. partindo do pressuposto de conjugação dos interesses das socieda­ des envolvidas. em seu art. b) a exposição de motivos ao órgão deliberativo. esta deverá ser criada em consonância com as formalidades previstas na Lei das Sociedades por Ações (arts.3 Aspectos procedimentais A Lei nfi 6. e c) a deliberação propriamente dita. com a respectiva gama de motivação (justificação). Assim. procedimentos complexos para concretização das operações de incorporação. é apresentado à deliberação do órgão competente (Assembleia Geral Extraordinária. 224) É o documento que consubstancia o acordo pelo qual os representantes ou os próprios acionistas das sociedades fixam e estipulam as condições da operação. a deci­ são deverá ser tomada em assembleia geral extraordinária. Fiscais e Legais das Reestruturações Societárias 423 seguintes ao término do prazo nele referido.Aspectos Contábeis. em todas as operações. 80 e 93). na sociedade limitada. Se houver criação de sociedade. que. que deve ser verificado em cada caso. 19. tratando-se de sociedades por ações. como pode ocorrer na cisão. na cisão de que resulte nova companhia constituída por ações. na socie­ dade por ações). Assim. Do protocolo deve constar: (I) o número. espécie e classe das ações que serão atribuídas em substi­ tuição dos direitos de sócios que se extinguirão e os critérios utiliza­ dos para determinar as relações de substituição. 137” Portanto. os passos lógicos que a ope­ ração requer. Esses procedimentos complexos pretendem segregar. Assim. obedecidas as regras legais e estatutárias pertinentes. pela forma prevista para a alteração do estatuto ou contrato social.3. pelo modo definido no contrato. Examinaremos isoladamente cada um desses atos: 19. devem ser ob­ servadas as normas reguladoras da constituição do respectivo tipo societário.1 Protocolo (art. a decisão quanto a sua realização deve ser tomada. .404/76 prevê. 224. os respectivos administradores assinam um documento (proto­ colo). observado o disposto nos §§ 1-e 4âdo art.

424 Manual de Contabilidade Tributária * Oliveira. (II) as ações que os acionistas preferenciais receberão e as razões para a modificação de seus direitos. 19. segundo espécies e classes das ações. no qual serão expostos: (I) os motivos ou as finalidades da operação. fusão e cisão somente poderão ser efetivadas nas condições aprovadas se os peritos nomeados determinarem que o valor do patrimônio ou patrimônios líquidos a serem vertidos para a formação de capital social é. se prevista. que de­ verão ser aprovados para efetivar a operação. a data definida para ser realizada sua avaliação e o tratamento das variações patrimoniais posteriores à data de avaliação até a data da aprovação. ao menos.3. Chieregato. (IV) a solução a ser adotada quanto às ações ou quotas do capital de uma das sociedades possuídas por outra. (III) a composição. igual ao montante do capital a realizar. para ser exatamente apurados até a data da aprovação da operação. (VII) outras condições convencionadas na operação. (III) os critérios de avaliação do patrimônio líquido. 19.2 Justificação (art. participação recíproca. (VI) o projeto ou projetos de estatuto ou alterações estatutárias. .e evidência o interesse das sociedades na concretiza­ ção do negócio. 225) É o documento em que s. Perez Junior e Gomes (II) os elementos ativos e passivos que formarão a parcela do patrimô­ nio. (IV) o valor de reembolso das ações a que terão direito os acionistas que não concordarem com a operação.3 Formação do capital (art. por estimativa. no caso de cisão. após a operação. 226) As operações de incorporação. Observação: Os valores sujeitos à determinação serão indicados nesse do­ cumento. do capital das companhias que deverão emitir ações em substituição às que se deverão extinguir. (V) o valor do capital das sociedades a serem criadas ou do aumento ou redução do capital das sociedades que forem parte da operação. e o interesse da companhia em sua realização.3.

Estado de São Paulo. incorporação e cisão que envolvam companhia aberta (Redação dada pela Medida Provisória n2449. registrados no 2.234. FREVO . quando uma das sociedades fundidas fo r proprietária de ações ou quotas de outra. ns 314. em 28 de . advogada. quando a companhia que incorporar parcela do patrimô­ nio da cindida fo r proprietária de ações ou quotas do capital desta.C. brasileiro. Protocolo de justificação de cisão seguida de incorporação que entre si fazem: 1. 226.6. 226. conforme dis­ puser o protocolo de incorporação.046 (SP). § 3a.aplicar-se-á aos casos defusão.567 (SP). LTDA. brasileira. com seus atos constitutivos datados de 10 de novembro de 1981.PARTICIPAÇÕES S. ou substituídas por ações em tesouraria da incorporadora. doravante designada sim­ plesmente FREVO. casada.. LTDA.0 disposto no § 1 .345. adminis­ trador de empresas. com sede na cidade de São Pau­ lo..Cartório de Registro de Títulos e Documentos sob na 7. Estado de São Paulo.C. § 3° A Comissão de Valores Mobiliários estabelecerá normas especiais de avaliação e contabilização aplicáveis às operações de fusão.678/0001-22. casado.PARTICIPAÇÕES S. SEGUIDA DE INCORPORAÇÃO PELA PORTO . inscrito no CNPJ (MF) sob o ns 12. na Rua Boa Vida.933.PARTICIPAÇÕES S. PORTO . representada por seus sócios gerentes CASTO PORTO JUNIOR. 5Qandar.698. exceto a legal § 2 . registrados no 40e Cartório de Registro de Títulos e Documentos desta capital. LTDA. 19.Aspectos Contábeis. pela Medida Provisória n~ 449/08 conforme segue: Lei n .404/76 foi alterada em seu art.404/76. com seus atos constitutivos datados de 24 de outubro de 1975. Fiscais e Legais das R e e s tru tu ra çõ e s S o c ie tá ria s 425 “§ l s As ações ou quotas do capital da sociedade a ser incorporada que forem de propriedade da companhia incorporadora poderão. portadora da Cédula de Identidade ns 3. portador da Cédula de Identidade n9 1. n2 314. até o limite dos lucros acumulados e reservas.4 Exemplo de protocolo Para fins ilustrativos.” A Lei ns 6. e de cisão com incorporação. na Rua Bons Olhos. com sede na cidade de São Pau­ lo. 20a andar. Art. apresenta-se a seguir um exemplo de protocolo de cisão seguido de incorporação: PROTOCOLO DE JUSTIFICAÇÃO DA CISÃO PARCIAL DA FREVO SERVIÇOS S/C LTDA. de 2008). e FELINA PORTO.C. ser extintas. e 2.

II . assim distribuídas: .164 quotas no valor nominal de $ 1. portador da Cédula de Identidade nô 3.INTERESSE DAS SOCIEDADES O dimensionamento do capital das pessoas jurídicas envolvidas neste proces­ so permitirá que os esforços da administração sejam dirigidos para a consecução dos respectivos objetivos sociais.986/0001-98. firmar o presente “Protocolo”. CASTO PORTO JUNIOR.COMPOSIÇÃO ATUAL DO CAPI1AL DAS SOCIEDADES O capital social da FREVO após a capitalização das reservas e a incorporação da parcela do patrimônio da PORTO PARTICIPAÇÕES S.426 Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira.CRITÉRIO DE AVALIAÇÃO DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO A SER VERTIDO DA FREVO O critério adotado para avaliação patrimonial é o contábil. registrada sob o n247. A operação de cisão objetiva a versão parcial do patrimônio da FREVO para a PORTO. portador da Cédula de Identidade na 4. em 22 de outubro de 1981. representado por 14. e última alteração contratual datada de 19 de junho de 1981. Perez Junior e Gomes outubro de 1975. no mesmo cartório. por este instrumento particular.503 (SP). PORTO. compati­ bilizando a situação patrimonial com sua necessidade financeira. casado. onde se determinarão as condições. administrador de empresas. com base no ba­ lanço da FREVO na data-base. IV .325. e CIRO F. Resolvem. mediante processo de cisão. casa­ do. ' III . Chieregato.325.00 cada uma. LTDA. trezentos e vinte e cinco mil.DAIA-BASE DA AVALIAÇÃO A data-base da avaliação patrimonial será o dia 31 de agosto de 20X1. V . brasileiro. inscrito no CNPJ (MF) sob o n247.302. com versão parcial de seu patrimônio a ser incorporado pela PORTO. a administração das sociedades envolvidas resolveu excluir de seu patrimônio.888/81.164 (quatorze milhões. vertida na cisão dessa sociedade passa a ser de $ 14. cento e sessenta e quatro reais). justificativas e forma pela qual se realizará a cisão da FREVO.296. parcela dos bens e direitos.C.248/72.191. I ~ MOTIVO E FINALIDADE DA OPERAÇÃO Visando dimensionar de forma mais adequada o capital da FREVO.105.346 (SP) e do CPF ne 384. Srs. doravante designada simplesmente de PORTO. administrador de empresas. representada por seus sótios-gerentes. brasileiro.

e d) FELINA PORTO: 3. exceto quanto à parcela do ATIVO PERMANENTE . tre­ zentas e vinte e cinco mil. c) CECÍLIA PORTO JUNQUEIRA: 250. VI .00 (quatorze milhões. relativa a bens e direitos no valor total de $ 13. duzentas e noventa e uma) quotas. cento e sessenta e quatro reais).COMPOSIÇÃO DO CAPITAL APÓS A CISÃO A operação acarretará divisão do capital da empresa cindida FREVO. cento e .325. Fiscais e Legais das Reestruturações Societárias 427 a) CASTO PORTO JUNIOR: 3. duzentas e noventa e uma) quotas.000.581.000 (um milhão) de quotas de valor nominal de $ 1.325. e parcela remanescente no valor de $ 1.164. b) CIRO F.164 (treze milhões. d) FELINA PORTO: 250.00 (um real) cada uma.325. o capital social da FREVO.581. Em decorrência da cisão. cento e sessenta e quatro) quotas no valor de $ 1.Aspectos Contábeis.291 (três milhões. trezentos e vinte e cinco mil.000 (duzentas e cinqüenta mil) quotas.000 (um milhão de reais). quinhentos e oitenta e uma mil. cento e sessenta e quatro) quotas. dividido em 14. quinhentos e oitenta e uma mil. trezentos e vinte e cinco mil. O capital social da PORTO que após a capitalização das reservas e da redução do capital em virtude de cisão parcial daquela sociedade será de $ 1.164 (quatorze milhões.ELEMENTOS QUE FORMARÃO A PARCELA DO PATRIMÔNIO A SER VERTIDA DA FREVO PARA A PORTO A FREVO subsistirá com todos os elementos patrimoniais.000 (duzentas e cinqüenta mil) quotas.IMOBILIZADO. PORTO: 250. PORTO: 3. duzentas e noventa e uma) quotas. cento e sessenta e quatro reais). na data da efetivação da cisão.000.164 (treze milhões.325.000. b) CIRO F. representada por 13. trezentas e vinte e cinco mil.164 (treze milhões.291 (três milhões. trezentas e vinte e cinco mil.325.00 (um real) cada uma. quinhentos e oitenta e uma mil. se dividirá em parcela a ser vertida para a PORTO.581. assim distribuídas: a) CASTO PORTO JUNIOR: 250.000. quinhentos e oitenta e uma mil.291 (três milhões.000 (um milhão de reais). trezentos e vinte e cinco mil. cento e sessenta e quatro) quotas da sociedade cindida que serão extintas. VII . que era de $ 14.325. duzentas e noventa e uma) quotas. no valor de $ 13.00 (um real) cada uma.000 (um milhão) de quotas. mantida a proporcionalidade de participação de cada sócio. equiva­ lente a 13.581. todas no valor de $ 1.164 (treze milhões.000 (duzentas e cinqüenta mil) quotas. correspondente a 1. representado por 1.291 (três milhões. c) CECÍLIA PORTO JUNQUEIRA: 3.000 (duzentas e cinqüenta mil) quotas.

cento e sessenta e três reais e noventa e oito centavos).0. existente nas seguintes instituições financeiras: 1 .A.325. cor cinza. fabricado em 20X1.Banco Bradesco S. fabricado em 2000..Banco Bamerindus do Brasil S. a ser contabilizada nas contas a seguir relacionadas.<placa VR 7999 . sessenta e cinco reais e setenta centavos).000 (vinte mil reais). (d) Veículos: Valor residual Contábil dos seguintes veículos: 1 .467.70 (duzentos e=oitenta e sete mil. da sociedade PORTO: DO ATIVO .C. será vertida para a PORTO parcela correspondente ao valor de $ 13.CLASSIC SL 2.c/c 37. chassi 9BGJK69YKJB0233227. Agência 419: $ 287.724.065. cento e trin­ ta e oito mil. cento e sessenta e quatro reais). licenciado em São Paulo (SP) sob. LTDA. . qua­ trocentos e sessenta e sete reais e setenta e sete centavos). licenciado em São Paulo (SP) sob placa RS 2393 ~ $ 24.752.164 (treze milhões. Agência 0343 . 2 .$ 20. (b) BANCOS CONTA MOVIMENTO: Saldo contábil correspondente à im­ portância em dinheiro. quarenta e sete reais e nove centavos). chassi 9BGJK11YHHB039781.75 (trezentos e oitenta e um mil.98 (três mil. 2 .96 (um mil. trezentos e quarenta e nove reais e qua­ torze centavos).047. Perez Junior e Gomes sessenta e quatro reais). trezentos e vinte e cinco mil.14 (dois milhões.ASTRA SLE 2.428 Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira. setecentos e cinqüenta e dois reais e setenta e cinco cen­ tavos).325.77 (sessenta e oito mil.0. e à do PATRIMÔNIO LÍQUIDO.Assim descritos: (a) CAIXA: Importância em dinheiro $ 381.164 (treze milhões..163. IMOBILIÁRIA CIPO S. LTDA: $ 2.A. trezentos e vinte e cinco mil. cor preta. quinhentos e cinqüenta mil.A.000 (vinte e quatro mil reais). (e) DIREITOS DE CRÉDITOS EM CONTRATOS DE MÚTUO contra: PORTO PARTICIPAÇÕES S. Consequentemente..09 (nove milhões.460-2: $ 1. Chieregato. setecentos e vinte e quatro reais e noventa e seis centavos).937-02: $ 3. relativa ao Capital social no valor total de $ 13.C.138.349.: $ 68. Agência 419 . cento e ses­ senta e quatro reais).550. (c) APLICAÇÕES FINANCEIRAS: Saldo contábil relativo à aplicação no Banco Bradesco S. AGRO PECUÁRIA JABUTI: $ 9.c/c 39.

representado por 14. cento e sessenta e quatro) quo­ tas. cento e sessenta e quatro reais). cento e sessenta e quatro) quotas no valor de $ 1. VIII . equivalentes a $ 3. trezentos e vinte e cinco mil.CAPITAL DAS SOCIEDADES Como conseqüência da cisão parcial.325.331.00 (um real) cada uma. o capital da FREVO. será aumentado em $ 13. equivalentes a $ 3.164 (treze milhões.291 quotas.Aspectos Contábeis.291.164.000 (um milhão de reais). que é de $ 14.325. trezentas e vinte cinco mil.00 (um real) cada uma. equivalente a 1. Fiscais e Legais das Reestruturações Societárias 429 DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO: CAPITAL SOCIAL. Os quotistas da FREVO receberão quotas da sociedade incorporadora PORTO em substituição às quotas ora extintas que possuíam na sociedade cindida FRE­ VO. d) FELINA PORTO: 3. c) CECÍLIA PORTO JUNQUEIRA: 3.331.00 (quatorze milhões.00 (um real) cada uma. no valor de $ 13. em decorrência. PQRTO: 3.325.404/76. na FREVO subsistirá capital no montante de $ 1. equivalentes a $ 3.325. nos termos do art.325.164 (quatorze milhões. no valor de $ 1.291. será cindido parcialmente median­ te versão para a PORTO de parcela correspondente a $ 13.331.00 (treze milhões.331.000.164 (treze milhões. equivalente a 13. Dessa forma.DIREITOS E OBRIGAÇÕES A sociedade incorporadora PORTO será solidariamente responsável perante os credores da FREVO. O capital social da sociedade incorporadora PORTO. 233 da Lei na 6.331. trezentos e vinte e cinco mil. cento e sessenta e quatro reais). equivalentes a $ 3. que serão distribuídas aos quotistas da sociedade cindida FREVO. na proporção de suas participações na mesma.331. na data da efetivação da cisão.164.291 quotas. IX . trezentas e vinte e cinco mil. cento e sessenta e quatro reais). cento e sessen­ ta e quatro reais).000. b) CIRO F.164.325.000 (um milhão) de quotas no valor de $ 1.00 (treze milhões. na seguinte proporção: a) CASTO PORTO JUNIOR: 3. trezentos e vinte e cinco mil.291 quotas.291.331.291. . trezentos e vinte e cinco mil.331.291 quotas. na proporção do patrimônio líquido que lhe foi vertido.

LTDA. à Rua dos Auditores.SI? sendo a última delas registrada em microfilme sob n2 29. . em 14 de julho de 1989. sociedade civü estabeleci­ da na cidade de São Paulo. São Paulo. Na certeza de que o presente “Protocolo e justificação da Cisão parcial da FREVO seguida de incorporação pela PORTO” encontrará plena aceitação dos quotistas das sociedades e.456. Representada por seu sócio infra-assinado ALBERTO ROBERTO.523. Perez Junior e Gomes X . em data oportuna.C.430 Manual de Contabilidade Tributária * Oliveira. XI . Xli . residente e domiciliado nesta. Chieregato. registrada no Conselho Regional de Contabilidade do Estado de São Paulo sob o n.698-04 e no Conselho Regional de Contabilidade do Estado de São Paulo sob ne 33.REEMBOLSO ATRIBUÍVEL ÀS QUOTAS DE DISSIDENTES Consoante o que dispõe o art. serão assumidas pela sociedade incorporadora PORTO. POR PORTO PARTICIPAÇÕES S. e o trabalho de avaliação patrimonial será efetuado por Hemandez & Associados Auditores e Consultores. portador da Cédula de Identidade n~ 3. com seu contrato social e alterações posteriores registrados no 209 Cartório de Registro de Títulos e Do­ cumentos de São Paulo .670 e no CNPJ do Ministério da Fazenda sob o na 12. ns 94.VARIAÇÕES PATRIMONIAIS As variações patrimoniais ocorridas entre a data-base da avaliação (31 de agosto de 20X1) e a data da efetivação da cisão.345.404/76. brasileiro. esperando haver justificado os propósitos da operação de cisão seguida de incorporação proposta.322. inscrito no CPF sob o n9010. vinculadas às parcelas a serem vertidas. ne 966.678/0001-00. inciso iy da Lei na 6.DISPOSIÇÕES FINAIS O presente instrumento será arquivado no Cartório de Registro de Pessoas Jurídicas e deverá ser submetido a apreciação dos sócios quotistas da FREVO e dã PORTO. 30 de setembro de 20X1 POR FREVO PARTICIPAÇÕES S.C.333. 225.213.'Capital do Estado de São Paulo na Rua Bamabé. os abaixo assinados firmam o presen­ te em 3 (três) vias de igual teor e forma e aguardam sua deliberação. LTDA.987. fica esta­ belecido como valor de reembolso atribuível às quotas de eventuais quotistas dissidentes o valor patrimonial contábil apurado com base no balanço levantado em 31 de agosto de 20X1. contador. casado.

5 431 Conceitos básicos de reestruturações societárias Do protocolo devem constar. há alguns conceitos que devem ficar esclarecidos desde já.Aspectos Contábeis. $ 1 milhão de patrimônios têm significado econômico diverso se estiverem ou não agregados ao poder de decisão.5.1 Relação de substituição " ^: É a relação entre os direitos de sócio existentes antes e depois da operação. informações que constituem o subs­ trato econômico da operação. ® valor de reembolso das ações dos acionistas dissidentes. Assim. os sócios de­ vem manter o mesmo patrimônio que tinham antes da operação. Em geral. . ' • 19. Esse poder poderá gerar uma relação de substituição vantajosa do ponto de vista patrimonial para compensar perdas. . ® critérios de avaliação. Por exemplo. valor patrimonial de mercado oU valor de cotação em bolsa. -V: : ' . ® variações patrimoniais posteriores.de poder decorrentes da operação. O correto entendimento desses conceitos é fundamental para execução da operação. como visto. busca-se o equilíbrio patrimonial dessa relação.A relação de substituição deve estar definida no protocolo. Fiscais e Legais das Reestruturações Societárias 19. * data-base da reestruturação societária. ou seja. As alternativas mais comuns são valor patrimonial contábil. Os direitos do sócio transcendem o âmbito patrimonial. o controlador de uma empresa que será incorporada por outra poderá passar a não ser contro­ lador da empresa incorporadora. Nesse quesito. pois estendem-sé ao poder político. que são: e relação de substituição.

' s .. ’ _B - C ^ A-f.Cia.r.. ^ x.' ■ú ís M é d ia d a s cotações em b o ls a j 4..000 1 2.h925 J SÍo&rlí&ít.000 ' ■ • .V álor nòim rial 1 * fs ' . \ ~ V' - + .. •.000 E^C^D 'V ^ ^ K' * K^\t >- - -2/ f ‘.iy ../ 'i' ’ ' " v .B' Total d o P L ã v a lo r contábil 1 ■-• ■ .'500... t..e■■-~ ^ ^ ^ >' JC < L' ~ ’í*i L2.100 | .-_■-$ -<.-. Ciá. ” ' '7 •. ..000 : .- i 1.1. ■■ / .J porada poradora.' 100:000^ 500..000 .000 " 220. r\ ’:" Q u an tidad e d e açÕes 770. Chieregato..540 l 2.000 : 120. 24.■:■■ ■■ :■ -_V 144.000 À H .320 . ■ .H ~ c/ F .880 I = E/F . t “ ‘ D *. CteíStJíâgíSVíwr-.. * W o r p atrim o n ial contábil .. ' ”’ ■■■ .Alfa .400 /í. Incor-. • . * K ":Y *.000 550. " : ^ 1 V alor patrim o n ial d e m ercad o 1..-L !|ÍiSiÍllK 50.. Perez Junior e Gomes Exemplo de relação de substituição _InformaçÔes básicas .000 ' ■ 50.000 .IpCOE....i a 1: : .ii '/1.432 Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira. 1 • ■. ‘ = • a :Y " ..tf WWi^M^MMIWÊÊMMSSÊÊ^§ÊiÊiS^$i W l0 Ê & S ii fi ..' &vTsriríãí»*»**»*«£?' %í £1í jãr-qs^iãíK . . v - " - Patrimônio Líquido (PL) Contábil Capital Social Reservas -..000 ■•* s ..000 20. -.Beta ..: Diferença de ativos a valor'de mercado confor­ me laudo dos peritos nomeados em assembleia / Total d a PL a v a lo r d e m e r c a d o '' '„ _ - .

Em outras palavras.ão} ^ à d á . o negócio é realizado por valor de mercado. da escolha deste resultarão efeitos diversos..0 r. dependendo do critério estabelecido no protocolo.á^õés> A quantidade de ações da Incorporadora que será emitida em substituição às ações da Incorporada é obtida por cálculo proporcional entre os valores de cada ação.-. v‘. .\ .será^^ a^gèS.88^yH yalor pátrimomaí dé-merçãdÒ.^C Íá.2 Critério de avaliação A avaliação de um bem é esforço (nem sempre bem-sucedido) de tomar téc­ nica uma questão inexoravelmente subjetiva. Cada:ação çle Alfa será troçada por:.V.pO'ag.QÓ. Como pode ser observado. poderemos encontrar relações diferentes. >. Relação ide siibstifuiçaó pelò Valor patrimonial contábil : i v v7 V : V. í.trocada.5..■1.ação^e.Aspectos Contábeis.18182. conforme apresentado no item anterior.\Inçpr^. É importante que o critério adotado preserve o valor real dos patrimônios envolvidos para que não ocorram ganhos ou perdas entre os acionistas envolvidos. É importante fixar que a lei não exige nenhum critério específico de avaliação.B'ètS^ -:.rí. podem ocorrer situações em que o critério negociai não é o que consta do protocolo. Fiscais e Legais das Reestruturações Societárias 433 .0^ ç a p : â^ 2f||Í6 . •Cada ação de Alfa será .2 .:.^Incor^í/ ■ç?. por:-'■ .a‘ções.r v. .:/: :\l. Entretanto.^a. :GiàV'Alíà >.f.A.M édia das cotaçõesjem tiotsaí • > .- :J. . e a formalização obedece ao valor contábil. 'Á-1í \ 'O. Por essa razão.’ ~/ '\c_ r 'V'' -. 19."' v' iv ppràday> :}í pQradprayv> \ w.:. '■í": -V' •:>.açao. .2. Esse esforço técnico não pode esca­ par à subjetividade da questão: há diversas formas técnicas de avaliar. .

Perez Junior e Gomes 19. Repi­ ta-se. de 17-6-86). o Imposto de Renda e a contribuição social sobre o lucro apurados no período entre a data-base de avaliação e a data da operação serão assumidos pela empresa cindida. Ocorre. na data era que é aprovada em assembleia dos acionistas. Isso indica que. ou seja. porém. Cabe destacar que a legislação fiscal exige a apuração dos impostos até a data do evento. Embora essa restrição fiscal não tenha força de proibir negócios com prazos maiores entre a data-base e a data de efetivação da operação.). à avaliação do patrimônio e à elaboração do laudo. durante o período compreendido entre a “data-base” e a data em que é aprovada a ope­ ração haverá acréscimo patrimonial (lucro) ou decréscimo (prejuízo) resultante das atividades sociais. visando reduzir as eventuais vantagens fiscais desse tipo de operação. A legislação fiscal. estabeleceu um limite máxi­ mo de 30 dias de defasagem entre essas duas datas (Instrução Normativa SRF nâ 77. a data em que é feita a avaliação do patrimônio líquido a ser vertido (data-base para avaliação). Até 1986. não havia limite temporal para a distância entre a data-base e a data de efetivação da operação. porém. fusão e cisão. para todos os efeitos. é é livre sua destinação (quer aos sócios novos. nos processos He incorporação. porém. Assim. a data da operação. que as operàções da sociedade que é objeto do negócio continuam ocorrendo normalmente. / Na prática. período esse que identificaremos como “período de avaliação do patrimônio”. quer para capitalização. incorporada ou fusionada. entre a "data-base para avaliação” e a data em que é aprovada a incorporação transcorre inevitavelmente o período de tempo necessário ao levan­ tamento do balanço. mesmo que as variações patrimoniais sejam pac­ tuadas em quem as assumirá.3 Data-base da reestruturação societária A avaliação deve ser feita tendo em vista a posição do patrimônio em deter­ minada data. quer para dis­ tribuição obrigatória de dividendos na proporção determinada etc. 19. a data em que a assembleia aprova a incorporação. O protocolo deve determinar a quem ele pertence.434 Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira.5A Variações patrimoniais posteriores / A operação consuma-se. Em vista disso. e 2.5. quer aos antigos. . que é perfeitamente viável a adoção de prazo maior. as repercussões práticas de natureza fiscal forçarão os contribuintes a respeitar esse prazo. dois momentos são de importância fundamental: 1. É a esse resultado que a lei denomina de ‘Variações patrimoniais posterio­ res”. Chieregato.

pagará o saldo no prazo de cento e vinte dias.9. § 4 Scom redação dada pela Lei n . Fiscais e Legais das Reestruturações Societárias 435 29. § 3. a companhia paga aos acionistas dissidentes de deliberação da assembleia geral o valor de suas ações.457/97. observado o disposto no § 2 ~ se estipulado com base no valor econômico da companhia. e nesse caso as ações reembolsadas ficarão em tesouraria. § 2~ Se a deliberação da assembleia geral ocorrer mais de sessenta dias depois da data do último balanço aprovado.Se o estatuto determinar a avaliação da ação para efeito de reem­ bolso. O art. nos casos previstos em lei. se não houver. mediante laudo que satisfaça os requisitos do § l .5. 45. 8 ° e com a responsabilidade prevista no § 6ado mesmo art. cujo texto reproduzimos a seguir: “Reembolso Art. o valor será o determinado por três peritos ou empresa especializa­ da. entretanto. somente poderá ser inferior ao valor de patri­ mônio líquido constante do último balanço aprovado pela assembleia geral.com redação dada pela Lei nâ9. a companhia pagará imediata­ mente oitenta por cento do valor de reembolso calculado com base no último balanço e. § I acom redação dada pela Lei n~ 9. respectivamente.457/97. será facultado ao acionista dis­ sidente pedir.404/76 foi alterado pela Lei na 9. levantamento de balanço especial em data que atenda àquele prazo. § 5com redação dada pela Lei n -9. 45 da Lei n2 6. não se computando os votos em branco. O reembolso é a operação pela qual. de acordo com o estabelecido no estatuto ou no protocolo. exceto a legal.do art. § 12 O estatuto pode estabelecer normas para a determinação do valor de reembolso. Nesse caso. § 5. pelo Conselho de Administração ou. cabendo a cada ação. o direito a um voto. independentemente de sua espécie ou classe. levantado o balanço especial. . juntamente com o reembolso.5 Valor de reembolso das ações dos acionistas dissidentes Os acionistas que não concordarem com os termos da negociação terão o direito de retirar-se da sociedade e receber o valor de suas ações. e escolhidos pela Assembleia Geral em deliberação to­ mada por maioria absoluta de votos.457/97.Aspectos Contábeis. pela diretoria.O valor de reembolso poderá ser pago à conta de lucros ou reservas. § 4 5 Os peritos ou empresa especializada serão indicados em lista sêxtupla ou tríplice.457/97. a contar da data da deliberação da assembleia geral § 3 . a ser apurado em avaliação (§§ 3°e 4 â). que.457/97.

depois de pagos os primeiros.457/97. tuição será havida. além do valor econô­ mico já citado. e a massa não bastar para o pagamento dos créditos mais antigos. § 6 -com redação dada pela Lei n39. os acionistas dissidentes. Como o valor econômico envolve quesitos subjetivos e sujeitos à avaliação. cumprindo aos órgãos da administração convocar a assembleia geral.” Conforme o texto legal. estes não tiverem sido substituídos. de todos os acionistas cujas ações tenham sido reembolsadas. na mesma proporção. A resá-. quando ocorrer afalência. Perez Junior e Gomes § 63 Se. e os rateios que lhes couberem serão imputados no pa­ gamento dos créditos constituídos anteriormente à data da publicação da ata da assembleia. à conta do ca­ pital social. a contar da data da publi­ cação da ata da assembleia. Utilizando as informações do exemplo apresentado sobre a relação de substituição de ações. As quantias assim atribuídas aos créditos mais antigos não se deduzirão dos créditos dos ex-acionistas. que subsistirão integralmente para serem satisfeitos pelos bens da massa.436 Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira. caberá ação revocatória para restituição do reembolso pago com redução do capital social. deverá ser determinado por peritos independentes. . dentro de 5 (cinco) dias. serão classificados como quimgrafários em quadro separado. cre­ dores pelo reembolso de suas ações. § 8 a Se. para tomar conheci­ mento daquela redução. . quando previsto no estatuto. já se houver efetuado.457/97. o reembolso dos ex-acionistas. o valor de reembolso somente poderá ser inferior ao valor patrimonial contábil caso esteja prevista no estatuto a possibilidade de reembolso pelo valor econômico. este considerar-se-á re­ duzido no montante correspondente. o valor de reembolso aos dissidentes poderia ser deter­ minado com base nas alternativas apresentadas a seguir. no prazo de 120 (cento e vinte) dias. § 73 Se sobrevier a falência da sociedade. Chieregato. § 83acrescido pela Lei n â9. não forem substituídos os acionistas cujas ações tenham sido reembolsadas à conta do capital social. § 73 acrescido pela Lei n39. até a concorrência do que remanescer dessa parte do passivo.457/97.

223 até 226) e às específicas do instituto. e cuja realização deve obedecer às formalidades gerais já expostas (arts. art. . que adiante serão discutidas.404. 227).6 Incorporação É a operação pela qual uma ou mais sociedades são absorvidas por outra. que lhes sucede em todos os direitos e obrigações (Lei ne 6.Aspectos Contábeis. Fiscais e Legais das Reestruturações Societárias 437 19.

1 Exemplo de incorporação A Empresa Alfa industrializa produtos de alumínio. A operação de incorporação poderá ser feita pelo valor contábil. como garantia de fornecimento de matérias-primas. mas a empre­ sa incorporadora será a sucessora de suas personalidades jurídicas. uma concorrente de pequeno porte.6. 19. adquire. cujos principais aspectos são apre­ sentados a seguir. em sua totalidade. nos planos societário. Como parte de seu plano de expansão de suas atividades. Chieregato. as sociedades incorporadas deixam de existir. Adquire também. mas seus Ativos e Passivos são assumidos (incorporados) pela Empresa A. assim como de seus direitos e obrigações. como demonstrado pelo quadro a seguir: 19. As Empresas Beta e Ceres são extintas com a incorporação. Evidente­ mente. tributário e contábil. a Lei das Sociedades por Ações exige um laudo de avaliação com a finalidade de defender os acionistas e terceiros credores.2 Operacionalização A operacionalização da incorporação produz reflexos. Perez Junior e Gomes Na incorporação. a Empresa Beta. . a Lei não impede que os bens sejam incorporados pelo valor inferior ao de mercado. uma de suas fornecedoras de alumínío.6. a totalidade da Empresa Ceres. Entretanto.438 Manual de Contabilidade Tributária ♦ Oliveira. interna e externamen­ te. impedindo que os bens sejam incor­ porados ao patrimônio da empresa por valor superior aó de mercado.

uma na incorporada e duas na incorporadora (ou. serão representados pela parcela do patrimô­ nio da incorporada a que têm direito seus acionistas ou sócios. a incorporação acarreta um aumento de capital da socie­ dade incorporadora. 19. § l 9). cabendo à incorporada pro­ mover o arquivamento e a publicação dos atos da incorporação (§ 32). Fiscais e Legais das Reestruturações Societárias 439 19. não há incorporação de sociedade de patrimônio negativo. de certa forma. do laudo de avaliação e da incorporação. que. 226) O aumento de capital na sociedade incorporadora será decorrente da versão do patrimônio líquido da sociedade incorporada e sua conseqüente extinção. à situação de acionista que integraria aumento de capital com bens. a Assembleia Geral da incorporadora deverá autorizar o aumento de capital a ser subscrito e realizado pelos atuais sócios da incorpora­ da mediante versão de seu patrimônio líquido. Por isso. desde que previamente a incorporada já tenha aprovado a operação e os laudos da ava­ liação estejam prontos). na Assembleia que aprovar o protocolo. A sociedade incorporada. a posição do acionista ou sócio da incorporadora corresponde. 226 e que. regulado pelo art. 227. pois essa operação representaria uma assunção de dívidas com conseqüente extinção da sociedade devedora.Aspectos Contábeis. e nomear os peritos que o avalia­ rão (art.6. tais como: Aprovado o protocolo. pela Assembleia Geral da in­ corporada. salvo o caso particular da subsidiária integral. normalmente são realizadas três Assembleias Gerais das sociedades interessadas . in­ clusive a subscrição do aumento de capital da incorporada (§ 2e). segue a regra geral sobre formação e aumento de capital. em que se concentrarão todos os atos. quando possível. A incorporação envolverá somente sociedades que tenham patrimônio positi­ vo.6. Já o sócio ou acionista da sociedade incorporada substituirá o investimento que nela mantinha pelo investimento na incorporadora. Assim.4 Formação do capital (art. apenas uma. a princípio. O acionista ou sócio da incorporadora terá seu investimento afetado pela incorporação. na incorporação. . nesse caso. Se não é o caso excep­ cional de subsidiária integral. na medida do valor do patrimônio incorporado. deverá autorizar seus administradores a praticar os atos necessários à incorporação. Isso ocorre para que os acionistas (ou sócios) da incorporada recebam a contrapartida no capital da incorporadora. Alguns fatos merecem destaque. A incorporada extinguir-se-á com a aprovação.3 Procedimento de incorporação Para efetivação da incorporação.

ou com base em outro critério aceito pela Comissão de Valores Mobiliários. devendo. publicada no DOU de l fi-ll-2001.5 Incorporação de controlada Na incorporação de controlada. 137. com base no valor do patrimônio líquido da con­ troladora e da controlada. de companhia contro­ lada. . quando esta participa do capital da incorporada. 19. § 2 . àfusão de companhia controladora com a controla­ da. avaliados os dois patrimônios segundo os mesmos critérios e na mesma data. as ações do capital da controlada de propriedade da controladora serão avaliadas. 45 e o valor apurado em conformidade com o disposto no caput. Chieregato.6. pela controladora. apresentada à assembleia-geral da controlada. § 4a). 224 e 225. pois. avaliados ambos. o método de equivalência patrimonial. de 31-10-2001. fusão e incorporação de ações de sociedade sob controle comum. 264. a preços de mercado (art. no prazo previsto no art. segundo os mesmos critérios e na mesma data. forem menos vantajosas que as resultantes da comparação prevista neste artigo. § I aA avaliação dos dois patrimônios será feita por 3 (três) peritos ou empresa especializada e. por empresa espe­ cializada. § 3 S Se as relações de substituição das ações dos acionistas não controla­ dores. ser seguidas as normas sobre a matéria expedida pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) 0nstrução ne 247.303. O art. Perez Junior e Gomes Ressalte-se que o § I ado art. observado o disposto no art.440 Manual de Contabilidade Tributária * Oliveira.Para efeito da comparação referida neste artigo. §4° Aplicam-se as normas previstas neste artigo à incorporação de contro­ ladora por sua controlada. a justificação deve conter também o cálculo das relações da substituição. 226 permite opção entre a baixa do investimen­ to ou a respectiva substituição por ações em tesouraria da própria incorporadora. 264 foi alterado pela Lei nfi 10. 230. o cálculo das relações de substituição das ações dos acionistas não controladores da contro­ lada com base no valor do patrimônio líquido das ações da controladora e da controlada. inciso II. a justificação. deverá conter. à incorporação de ações de companhia controlada ou controladora. no caso de companhias abertas. entre o valor de reembolso fixado nos termos do art. Na incorporação. a preços de mercado. no caso de companhias abertas. po­ derão optar. além das informações previstas nos arts. os acionistas dissidentes da deliberação da assembleia-geral da controlada que aprovar a operação. nas com­ panhias abertas. à incor­ poração. previstas no protocolo da incorporação. no patrimô­ nio desta.” Observa-se. que passa a vigorar com a seguinte redação: “Art. 264. de 27-3-1996). em conformidade com o disposto no caput.

só prevalece se a incorporação concretizar-se nos 30 dias subsequentes.7 Aspectos contábeis Em decorrência de uma incorporação. Dessa comparação resultará ganho ou perda de capital. deverão ser observados os procedimentos relativos a: ° avaliação de investimentos pelo método de equivalência patrimonial. procederá à avaliação dos investimentos relevantes em capital da incorporada. 30 dias antes da data da deliberação. se for o caso. A sociedade incorporadora.8 Lançamentos contábeis Diversos lançamentos devem ser feitos para o registro da operação nos livros da incorporadora. 19. Assim. ° efeitos previstos na Lei n2 6. Se ocorre tal participação.6. O balanço da incorporadora servirá de base para os lançamentos contábeis quando a incorporação se processar pelos respectivos valores de livros. no máximo. A situação de aumento de capital ocorre sempre que a incorporadora não participa do capital da incorporadora. ° atualização para Imposto de Renda. que obedecerá ao método da equivalência patrimonial. 185). deve-se apurar o respectivo resultado contábil.404/76 (art.6. quando o critério de avaliação for o contábil. independentemente de levantar ou não balanço. apuração de lucro tributável e cálculo da relação de substituição de ações.6. 19. para fins de determinação da relação de substituição de ações. além de se caracterizar como Balanço Fiscal se levantado até. ou um ganho ou perda patrimonial nas contas de apuração de resultado. Note-se que o efeito fiscal do balanço da incorporadora. A incorporadora também poderá levantar balanço. levantado na database. a incorporadora registrará contabilmente ou um aumento de capital. mediante a comparação entre o valor da participação que será baixada e o valor do correspondente patri­ mônio incorporado.Aspectos Contábeis. O balanço levantado pela incorporadora servirá de base para os lançamentos contábeis da incorporação. Gumpre ressaltar que o balanço em questão deve ser elaborado de modo que atenda a todas as formalidades exigidas pelas legislações comercial e fiscal em vigor. a sociedade incorporada deve levantar um balanço. Fiscais e Legais das Reestruturações Societárias 441 19.6 Balanços Na data-base da incorporação. Na data da incorporação e com base nos valores constantes dos . em conta diferencial.

A seguir.pelo mesmo valor.pelo mesmo valor acima.pelo valor de ‘‘Investimento X”. e este for diferente do valor do patrimônio líquido contábil da socie­ dade incorporadora.X” . o registro contábil da incorporação com base nos valores do laudo terá como conseqüência fiscal: • o acréscimo patrimonial registrado pela incorporadora será tributado pelo Imposto de Renda se o valor do patrimônio a preços de mercado for superior ao patrimônio líquido contábil. b) debitar a conta referida em “á” pelo valor das contas passivas da socie­ dade incorporada (exceto as contas do patrimônio líquido) e creditar as respectivas contas passivas na sociedade incorporadora. Chieregato. creditar: “Investimento . . em caso afirmativo. destacam-se algumas hipóteses seguidas do respectivo esquema contábil. Hipótese 2 A incorporada é controlada ou coligada da incorporadora. Hipótese 1 A incorporada é subsidiária integral da incorporadora: debitar: “X ~ conta incorporação” .conta incorporação”. creditar: “Reserva de Ágio” . creditar: “Capital Social” .pela diferença entre o valor nominal das ações emitidas e o valor patrimonial incorporado. debitar: “X . ou • a redução patrimonial registrada pela incorporadora será admitida como dedutível para fins de Imposto de Renda se o valor do patrimônio a pre­ ços de mercado for inferior ao patrimônio líquido contábil. e.pelo valor nominal das ações que serão emiti­ das para terceiros. .X”.pelo valor do ‘Investimento . creditar: “Investimento . c) creditar as contas referidas em “a”. Quando o patrimônio líquido da sociedade incorporada for avaliado a preços de mercado. pelo valor das contas ativas da so­ ciedade incorporada.conta incorporação” . Os demais lançamentos da incorporação serão determinados em função da existência ou não de participação da incorporadora no capital social da incorpo­ rada.X” . de ser ou não relevante tal participação.442 Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira. Perez Junior e Gomes balanços levantados na data-base (se for contábil o critério de avaliação) ou no laudo de avaliação (se for outro o critério). e debitar as respectivas contas ativas ria socieda­ de incorporadora. adotar-se-á o seguinte procedimento: a) abrir conta denominada “X .

. . este será debitado ou creditado com contrapartida na conta de Lucros e Perdas para registro do ganho ou perda relativo à operação.. ocorrida no período compreendido entre a data-base e a data da efetiva incorporação. b) debitar as contas de despesas e creditar as contas de receitas na socie­ dade incorporadora.Aspectos Contábeis..Contas de passivo Crédito .Contas de receitas Histórico: Registro das operações ocorridas entre a data do balanço em .. ainda. Resta.. Os resultados auferidos pela incorporada entre a data-base e a data da efetiva incorporação serão distribuídos na forma determinada pelo protocolo. debitar... apresentar os lançamentos contábeis relativos às operações re­ alizadas pela sociedade incorporadora entre a data-base e a data da efetiva in­ corporação. no ato da incorporação e conforme previsto no respectivo Protocolo...X”.. os protocolos costumam atri­ buir esse resultado à sociedade incorporadora.... e a data em que essa mesma . Após esses lançamentos. creditar: “Bancos ou Contas a Pagar” ~ pelo valor da aquisição. pelas receitas e despesas efetivamente ocorridas na sociedade incorporada no período indicado em “a”. O lançamento contábil seria o seguinte: Contas de Ativo: Débito ~ Contas de despesas Crédito .. Para o registro contábil dessas operações. creditar: “Investimento ...pelo mesmo valor acima. que serviu de base à incorporação da empresa. Na prática.conta incorporação” .. adquire a participação de terceiros no capital da incorporada.pelo valor de “Investimento ... sugere-se: a) debitar ou creditar as contas ativas e passivas na sociedade incorpora­ dora pelas variações dos saldos das contas patrimoniais da incorpora­ da.. Foi mencionado que as operações da sociedade incorporada não sofrem so­ lução de continuidade em virtude da incorporação. “X . caso permaneça saldo na conta Incorporação. Fiscais e Legais das Reestruturações Societárias 443 Hipótese 3 A incorporadora. .X ’ .. nos livros da sociedade incorporadora...

. então. o ganho ou a'perda de capital. assim como o valor do respectivo investimento. 0 levantar e copiar um balancete.. antes de proceder à avaliação do patrimônio líquido da incorporada.6..6AO Exemplos de incorporação São apresentados a seguir alguns exemplos de incorporação envolvendo as operações mais comumente encontradas... especialmente se o critério escolhido para a avaliação for o contábil. .. Embora não haja referência expressa a esse respeito.. 19.. transcrever no livro Di­ ário um Termo de Esclarecimento. às folhas n^s.. dando por encerrada a respectiva escrituração. . serão registradas nos livros da incorporadora... )... ® após copiados os balancetes retromencionados.. na data da incorporação. As mutações patrimoniais refletidas nesses balan­ cetes.. conforme lançamentos escriturados detalhadamente em seu livro Diário Geral ne . abrangendo as operações realizadas no período compreendido entre a data-base e a data da incorporação....444 Manual de Contabilidade Tributária * Oliveira.. entende-se que.. com exceção das contas do patrimônio líquido.... Perez Junior e Gomes empresa foi declarada extinta ( . O aumento ou o ganho (ou perda) de capital decorrente do processo de in­ corporação deve ser determinado em função da “data-base para avaliação”.9 Consolidação das contas da incorporadora A incorporadora consolida as contas de balanço da incorporada. . Chieregato... esta deve levantar balanço com todas as características de balanço anual. até a data em que se efetivar a incorporação. a incorporadora consolidará todas as contas do balanço de avaliação. Os procedimentos a serem seguidos nos livros da incorporada são: • copiar o balanço que serviu de base à avaliação do patrimônio líquido.. relativos ao período compreendido entre a data da avaliação do patrimônio líquido e a data em que for efetivada a incorporação. que serão contabilizadas como contrapartida da conta de Resultado da Incoiporação. apurando-se. Se for este o caso.. O mo­ mento do “período de avaliação do patrimônio” deve ser consolidado nas contas da incorporadora. 19.. ® prosseguir escriturando normalmente as operações.. assumindo esta a responsabilidade das operações desse período. Os saldos desse balanço determinarão os lançamentos contábeis da incorpo­ ração de resultados a serem registrados nos livros da incorporadora.

i ^ i ^ 1. Balanços patrimoniais antes da incorporação ■ v•'•. com a conseqüente emissão de ações que serão entregues aos sócios de Alfa em troca de suas ações de Alfa. .200 'SâSB&tâlS&Zi J - 1.. Alfa: J.-' . # ■» f ^ Beta após a.300 1200 _ 6. ATIVO ■■V■ : k .3ÓÕ'\: ”iib p . -'' .Capital 900 5.50Õ 1 I 0. Alfa.VVíV ^ . ■> Patrimônio líquido . 71 : :Beta antes da ...200 - 6.■Bçta-. haverá um aumento do patrimônio líquido de Beta que será totalmente destinado a aumento de capi­ tal. ■ V ''Víòo'.Aspectos Contábeis. . • Não há participação de Beta em Alfa.000 -Reservas.300 1.60Ó |p3áá| i l i l i J I 1 i lÉ S # S 8 i l S i i s b s i i IÉ III® 1 Com a incorporação dos ativos e exigibilidades de Alfa.■2:880' ■ -7 i.: : :. que serão extintas. i i ■ • W Êè (111111 ■ Total do ativo 3. 5.QÒ ■'.5Ò0* t : 1 4 A .m :.-de rcapital iincorporação .QÔ0 ■ uido MmmmmmÈíããmÊâmt&m ê I ê ê Êê è è 9. Fiscais e Legais das Reestruturações Societárias 445 Exemplo 1: Incorporação de empresa com relação de troca de ações pelo valor contábil Informações básicas: • Sociedade Beta incorpora Sociedade Alfa.Aumento incorporação .300 / 7. • A relação de troca de ações de Alfa por ações de Beta será determinada pelo valor patrimonial contábil que é inferior ao valor de mercado.::V .. 300 1. .200 .

3.3Ó0':-V • 1. Balanços patrimoniais antes da incorporação ATIVO .000.JAlfeb . 7:77::'^ r~-r.5ÒÒ : 9.7':i 777:'..7.446 Manual de Contabilidade Tributária * Oliveira. ^•..: Imobilizado 1.: ^ C a p i ^ 7 : : y v 7 .i •:-.600 13.300- 6.100 PASSIVO ?5.Ó 7 :^otaT do7. Chieregato.Circulante- :14-7§P':V Imobilizado^ . 6.680 9.720 . ..200 5. ° A relação de troca de ações de Alfa por ações de Beta será determinada pelo valor patrimonial contábil avaliado a valor de mercado.passiyo:.300 IS S ® 1.1-SÜ0?:: 7:2:880V " -:. Perez Junior e Gomes Balanços patrimoniais após a incorporação Alfa ATIVO Circulante Beta jantes da incòrporáçãò i.V. . 7^Alfa7^ .r .200 Í37Í0Ò 7 Total dó passivo Exemplo 2: Incorporação de empresa com relação de troca de ações pelo valor do patrimônio líquido avaliado a valor de mercado Informações básicas: 0 Sociedade Beta incorpora 'Sociedade Alfa.' 7 . 2.880 4.Bétà' •.1..' :-77:- .^ : /'7) 7:7.0O. ° Não há participação de Beta em Alfa.K7:7:v .500 Beta após á incorporação 6.777< 7®7Ítesçrvás. ' :o-v yyü oày tfôòoy.800 Total do ãtiVò . ' í . Capital fResèrvás.600: Circulante Patrimônio líquido :V 900 jè. 7:7-^ 3.700..

Aspectos Contábeis.000 82.098 . que serão extintas: % \ ' ^. $ " ' 5. Balanços patrimoniais avaliados a valor de mercado Determinação dos percentuais de participação no patrimônio líquido de Beta após a incorporação de Alfa: Determinação do aumento de capital que ocorrerá em Beta com a conseqüen­ te emissão de ações que serão entregues aos sócios de Alfa em troca de suas ações de Alfa. conforme laudo de peritos nomeados em assembleia que aprovar o protocolo de incorporação. Fiscais e Legais das Reestruturações Societárias 447 O valor a ser incorporado ao capital de Beta pela incorporação de Alfa será determinado com base no valor de mercado do patrimônio líquido de ambas as empresas.* ~ '"18 : ~ " 1'.VPJ-A fiW .■" ' V " ' ■rtV. Para simplificar.r -/ Aumento de capital dos sócios de Alfa Total1' " * = : . consideramos que apenas o imobilizado apresentou diferen­ ça entre o valor de custo e o valor de mercado.098 ' ’ " 100 . ' ' j' ' Capital de Beta^ '■ Capital dos atuàis sócios de Beta . " 6.

.-. ■' .448 Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira. 2.:. Balanço patrimonial de Beta após a incorporação MÊ>iÊÊBP: .3Ò.200 '. i. no máximo. iW § IX È Ê lÊ B È .. Chieregato.-' .6ipp . ..1:300 • •. :incorporácão 6. W SS^^SP® W ÊÈÊÊÈ S S S *| 0 ® S 1 O ativo imobilizado de Alfa poderia ser incorporado pelo valor de mercado desde que também fosse reavaliado o atual ativo imobilizado de Beta..:'.. .5:000 •• ’ •'•••• ■. .0 •'. Á g i q .Beta antes da ■ :.■' 9.300 •..720 .•• 3. . . A parcela destinada a aumento de capital deve ser.. Nesse caso.•••:... igual ao pa­ trimônio líquido incorporado. Ibracon e CVM.. haveria a constituição de Reserva de Reavaliação de acordo com as normas deter­ minadas pela legislação societária. ... . 300/ ■ ■ ■ . 1..v y/-2'-8SÜ.. Perez Junior e Gomes O patrimônio líquido de Alfa que será incorporado ao patrimônio líquido de Beta terá a seguinte distribuição: .' .. ' ■. * ••.:-'l -0C)S v v d e .•&0&..^irçüÍáMé ■.' ' ■.

^ ^ | g ü g l l i l i ! l i s i ffj|g | ■\l. consideramos que apenas o imobilizado apresentou diferen­ ça entre o valor de custo e o valor de mercado. 8 Sociedade Beta participa em 60% do capital da sociedade Alfa. conforme laudo de peritos nomeados em assembleia que aprovar o protocolo de incorporação.500 S t t i S É mmmmãm 8 8 Ü I PS88] mmmm B s m âÈm Ê. Balanços patrimoniais antes da incorporação fmm iC irc u ia n ie . "■ lltÇ i B g iS É fi Í É i r o É | n f â í Ç | ^ . Exemplo 3: Incorporação de empresa em que a incorporadora tem partici­ pação avaliada pelo Método da Equivalência Patrimonial Informações básicas: ® Sociedade Beta incorpora Sociedade Alfa. O valor a ser incorporado ao capital de Beta pela incorporação de Alfa será determinado com base no valor de mercado do patrimônio líquido de ambas as empresas. Para simplificar. WÊÊKliSISÊÈÊÈ m m |i|ü i ig g g p Ü H i Total do ativo 3. ® A relação de troca de ações de Alfa por ações de Beta será determinada pelo valor patrimonial contábil avaliado a valor de mercado.Aspectos Contábeis. O inves­ timento é avaliado pelo método da equivalência patrimonial. Fiscais e Legais das Reestruturações Societárias 449 A constituição da Reserva de Reavaliação não afetaria o cálculo do aumento de capital. .8CÍ0 Í2:Í60: S lífB - ÍÊÊÊÊI S S 8 1 .

:ÍWíãÊMSMkMBSWÊSiMIlg^iysogy^ :’.".800’ :.> ’ ::7:. 7 •J lfílJ g É lp lp 3.•• :: ••. VV!'-.-/^PP^ÁIIVÒ ' : .C D -300 . Capital . V ^ V V V jv ■■.450 Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira.^ WSSêÊêU ISSS:^m S Bs :-r .V.800 Tptál do ativo= V V V V :i S B I t í M l f i ^ S Ê Ê M íM M ê.5pp. V\- ^l^iExmí^ <?. Ajuste a Valor ..:.". .^. . de Mercadò.. y y i 3 O 0 v.580 .. ••••-í :Giitul^tè?^77 2.300 '.-y.:■S I B S S R S H V® Resérvas V V \ V V ..'V.::7 í| l® l® Í8 1 ':.CònÉabií ?Àitistè% Valor . Determinação dos percentuais de participação no patrimônio líquido de Beta após a incorporação de Alfa: . . Beta a Valor .'9V6p'Q?. 10.v’ 'T V .6OG • -• ü< í*j! ‘.íVV. (2) ISO . • 980 .de Mercado ••7jdé. .' 3. •..y. BiSSiSliB 9 . IB B B B iS Imobiliàadõ V:-‘•:•.. Perez Junior e Gomes Balanços patrimoniais avaliados a valor de mercado .V Váiòr Çontàbü..•?>’ •' '•.7 V : / 7 V V i (1) Diferença de valor de mercado conforme laudo de avaliação.300 . Chieregato. (2) Ajuste da participação em Alfa sobre a mais-valia de mercado = 60% de $ 900..3VférGadò7i-:' Ü iiü b B l • .MSSÍVQ7 0 •:/V' — .V3.Vy Total do passivo7 v-v-* 1\ W M m m Ê S ê.% do passivo f .-VV-$'JvU'V-. ..1.

_® 451 ÜSSSiS M % dç/piáitàtípiaç^^ I Ü Ü I H l f f l l ü iiip ii ifm u s .f:: o Participação a vaíor de mércado . Fiscais e Legais das Reestruturações Societárias W à llS iip ® fjtMWMÊl ü p i í l J | p íif j§ de piitros. S fÜ M iÉ i O patrimônio líquido de Alfa que será incorporado ao patrimônio líquido de Beta terá a seguinte distribuição: ..v:V -V'\ .°/ode pàrtiqpàção èm Alfa ••• /• : IIÜÜJI1813881 1flSSI gSffil! ÃlilSflt: i . SISffíR A participação de Beta em Alfa já está no patrimônio de Beta. Determinação do aumento de capital que ocorrerá em Beta com a conseqüen­ te emissão de ações que serão entregues aos sócios de Alfa em troca de suas ações de Alfa.. o PL de Beta será acrescido apenas da participação dos outros sócios de Alfa. que serão extintas: ÉÉÜÉI Capital dos atuais sócios de Bétâ. . Patrimônio líquido . no total i:soêi j. de Beta >. Portanto.* Valor . % de p^fâpàçãòiiib totel?'í -ri j J I Ç Ò ■' ■® Valor de:fnercado<:. :.:j-i: :.^. ' 5 92^86. :• Aumento de capital dos sócios dé A lfa / w:7i6i4-r.dâ:pai1idpaçãp^ .• % de participação.Aspectos Contábeis.

300 5:600.7. Chieregato. tradicionais empresários do Sul do Brasil.1:700 56-720 7. Com base em um trabalho de consultoria.y2vi^Q: 3.404/76.: 19.300 2.600 21780 ÍI2:380 2.1 Conceito e exemplo de fusão de empresas É a operação pela qual se unem duas ou mais sociedades para formar socie­ dade nova. visando principalmente à redução de custos adminis- .300 3.8O0: . E x e m p lo : As Empresas A. mssivcM % /Oircplárrté. B e C pertencem à família Siqueira. poráção Wmmamrn i i l i i .7 Fusão 19.500 9.1. os proprietários resol­ vem unificar as empresas.' Alfa incorporação :-Gircülahté . após a ' í^-iiíçprW’.452 Manual de Contabilidade Tributária * Oliveira. art. Perez Junior e Gomes B a la n ç o p a t r im o n ia l d e B e t a a p ó s a in c o r p o r a ç ã o ^Bèta/' . que lhes sucederá em todos os direitos e obrigações (Lei ns 6.^ Patrimônio líquido 5:'0ÓÕ. 228).8J420 y:P:a 72ji[ investimento: em Alfa Tótàl db ativo .

defi­ nitiva.3 Aspectos contábeis Presentes os pressupostos enunciados. 19*7.4 Procedimento No procedimento da fusão. da mesma lei). cujo estatuto deve. . 19. são três: duas preliminares (uma em cada sociedade) e uma. § 10. a seguir. as observações feitas sobre os fatos con­ tábeis da incorporação. no que se lhe aplica (avaíiação. na fusão. e aumentar a competitividade.7. . evidenciará a respectiva relação.2 Operacionalização Apresentam-se. Ressalte-se que. para a fusão. 19. balanços e registros). normalmente. que. Resultará a nova empresa da união dos patrimônios fundidos. que. as regras expostas quanto à incor­ poração. 228. sob um único comando. observando-se. interna e externa­ mente. há a. com a sinergia resultante. todas as sociedades interessadas desaparecerão. pois.EMPRESA D. Na fusão. Como demonstrado pelo esquema a seguir. Respeitadas as providências comuns (já expostas). cada sociedade convocará Assembleia Geral para aprovação dõ protocolo de fusão e nomeação dos peritos que avaliarão os patrimônios líquidos das sociedades envolvidas (art. ser preparado e aprovado na Assembleia final do procedimento da operação. que assumirá todos os Ativos e Passivos das três empresas. mas sob a premissa de que. B e C são extintas e é criada a Empresa D. criação de nova empresa. no procedimento da operação. por comparação. os principais efeitos produzidos. dando origem a outra. merecem destaque as Assembleias Gerais. para a constituição da nova sociedade. cabem.7. nas sociedades envolvidas numa operação de fusão.Aspectos Contábeis. sucessora dos direitos e obrigações existentes. Fiscais e Legais das Reestruturações Societárias 453 tratívos. o patrimônio da nova sociedade será determinado com base na avaliação feita em cada uma das envolvidas. na fusão. as Empresas A. nova.

Para simplificar.1. .5ÒÒ 9 600 Os ativos de Alfa e Beta serão transferidos para Ceres com base no valor de mercado. Chieregato. : . que deles tomarão conhecimento e resolve­ rão sobre a constituição definitiva da nova sociedade. consideramos que apenas o imobilizado apresentou diferen­ ça entre o valor de custo e o valor de mercado.160 .600 íTci^.Alfa'.300' l.200 6Í3ÒÕ 3. Perez Junior e Gomes Apresentados os laudos. Constituída a nova empresa.800 2. ■ • ■ ■■■ .. conforme laudo de peritos nomeados em assembleia que aprovar o protocolo de fusão.5 Caso prático de fusão de empresas Fusão das empresas Alfa e Beta com constituição da empresa Ceres Informações básicas: • Sociedade Beta participa em 60% do capital da sociedade Alfa.7. . O inves­ timento é avaliado pelo método da equivalência patrimonial. 19.C720\: Beta. . dò 3.3Ô07 1.500 :9. os administradores convocarão os acionistas (ou sócios) para uma Assembleia Geral. ficando-lhes vedado (ou aos sócios) votar o laudo de avaliação do patrimônio da empresa de que fazem parte (§ 2a). ® A constituição de Ceres será feita pelo valor de mercado do ativo imo­ bilizado. Balanços patrimoniais antes da fusão Alfa ÇircüiafttéV •Investo B e ta - pAssrvo.000.300 ■ 1. 5. • A relação de troca de ações de Alfa e de Beta por ações de Ceres será de­ terminada pelo valor patrimonial contábil avaliado a valor de mercado. incumbirá aos primeiros administradores pro­ mover o arquivamento e a publicação dos atos da fusão (§ 3e).454 Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira.700 . 3.

i .Aspectos Contábeis.W S IÊ Ê Ê S IP I? STzrJz .!1i. ' ' 60% .:/.?. ® IB S S S f® Íl ÍII8 S 8 S ® | | | W ^ 9 M S S S Ê $ . •f^ tá íid o iP m ^ m X 9 & Ê m W ^ B i B Ê M IS f S i ® : S S i S f i W É S p .':^ Y .: ^ S IS ü ü í h S ft fiiÉ t llIlt ! S i8 t t S § B lü : 0 ÇapiM.. aÒ ^580 ■■ *’ í vPav (1) Diferença de valor de mercado conforme laudo de avaliação. (2) Ajuste da participação em Alfa sobre a mais-valia de mercado de $ 900. Fiscais e Legais das Reestruturações Societárias 455 Balanços patrimoniais avaliados a valor de mercado SfÇvSs.

feííífr. ■7.â>âütoé^.200 :6o . Chieregato.456 Manual de Contabilidade Tributária * Oliveira.iÍv^Íívt^íÍt^í&^íAt\\v—.9. .fÁr. que serão extintas: ..920 . . 92. 1.í)ò í 1 Í^ceiafdéítfftà^á>.500 ::'p.cji«isiás.24.300 7.614 ''•'" í& . 100: .^. -Alfa % e outros de Beta Beta ' . 92.386 •:' . : 6. .280 i p l g f i .1.6 1 4 . Perez Junior e Gomes Determinação dos percentuais de participação no patrimônio líquido de Ceres após a fusão de Alfa e Beta: Alfa % . '480 M M lM X 6. 5 :16.•• O patrimônio líquido de Alfa que será incorporado ao patrimônio líquido de Beta terá a seguinte distribuição: fe':.080.00 í&#iâíiapaéã^^ \ 7 . .76' V .j^©r/dè3ítôtó^ /7.7. •92.'ijK !'. Determinação do capital da Ceres com a conseqüente emissão de ações que serão entregues aos sócios de Alfa e Beta em troca de suas ações.280 W m ÊM .^ ^ .i v ^ " .'£?&% iCãpitMvde^efâi5 ^ 3 ..263.386 A participação de Beta em Alfa já está no patrimônio de Beta."■’.'çle-çapit&í^^ Párçèlá ídéstinada-àjí íK|490$õ:.

5 0 0 9 ^ 6 0 0 .Aspectos Contábeis. no caso de cisão parcial. . foram produzidos poucos tra- 1 HIGUCHI. : . •. São Paulo: Atlas.ioo Total do ativo - 3 . m am a ÉMMM I i i M i s * 8 í # w i l ü i a i mmmm É liilll ^ f ^ Q O '- I • : i / í 6 . é a operação pela qual a socie­ dade transfere parcelas do patrimônio para uma ou mais sociedades. Higuchi1ressalta o fato de que a cisão de sociedade é figura nova no Direito Brasileiro.404/76.404/76.\ 3 8 Ò ' \ . / 1' > wêMSt I s í i ü # i g Í 8 | b | S iíjIliS ii f l i í f i f l l i á l i. 0 .1 Conceito De acordo com o art. . ed. ou dividindo-se seu capital. / • . 27. 7 ) 8 0 v :p StSSSIWSÊMSmm m m m . .'. . 402. constituídas para esse fim ou já existentes. 2002. 229 da Lei n2 6. Celso Hiroyuki. 19. extinguindo-se a companhia cindida se houver versão de todo o seu patrimônio (cisão total). Fiscais e Legais das Reestruturações Societárias 457 Balanço patrimonial de Ceres v ... .m i i i M i B l m w m M m m m i l S i S I A constituição da Reserva de Reavaliação deve ser efetuada com base nas determinações da CVM e Ibracon.. Por ter surgido com a Lei n2 6.8. HIGUCHI. Hiromi.8 Cisão 19. Imposto de renda das empresas: interpretação e prática. p.

Admitem-se. de propriedade do Grupo Mar. Perez Junior e Gomes baihos a respeito. decidem extinguir a empresa. CISÃO TOTAL Os grupos empresariais Mar e Sol são os proprietários da Empresa A.de. As lojas do Rio de Janeiro. Em decorrência de sério desentendimento. equipamentos e de­ mais ativos dessa atividade. a Empresa C. com redução do capital. . O comprador assume tais ativos e constitui a Empresa B. Em decorrência de dificuldades financeiras. duas formas de cisão: total e parcial. No pri­ meiro caso. pois. importando. resolve abandonar o transporte marítimo. embarcações.458 Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira.8. com a versão de todo o patrimônio da sociedade cindida ou apenas com sua divisão. Chieregato. razão pela qual não é pacífico o entendimento entre os doutrinadores quanto à forma de se proceder à cisão. com transferência de seu patrimônio para as Empresas B e C. 19. ou seja. O esquema a seguir representa a cisão total da Empresa A. negociando a carteira de clientes. que representa 30% de seu patrimônio. a sociedade extingue-se e. que constitui uma nova sociedade.. CISÃO PARCIAL A Empresa A explora as atividades de transportes marítimo e terrestre de cargas. Após a fase de negociação. ficam com o Grupo Sol. pois. são transferidos para a Empresa B. em reforma estatutária. subsiste.2 Casos práticos de cisão 1. representando 40% do patrimônio.4Ô% ^E M Pgg^^l 3 pátx&Qnio/V ^ v2 2. uma rede de supermercados com lojas e depósitos em São Paulo e Rio de Janeiro. As lojas e depósitos de São Paulo. representando os demais 60% do patrimônio da Empresa A. Tráhsfèrènçia. os sócios resolvem se separar. já existente. no outro.

obedecidas as especificidades da figura e de suas modalidades. cabem. No total. salvo no caso de criação de empresa (sociedade nova). pois. que adiante serão discutidas.Aspectos Contábeis. para a incorporação. arts. extingue-se a cindida. Assim. aplicam-se as re­ gras já discutidas sobre incorporação. tributário e contábil. como segue. apresenta reflexos nos campos societário. portanto.3 Operacionalização A operacionalização da cisão. Fiscais e Legais das Reestruturações Societárias 459 A Empresa A continua operando após a cisão parcial somente com o trans­ porte terrestre. enquanto as recep­ toras dessas parcelas têm-nas acrescido. com os reflexos correspondentes em sua estrutura (reforma estatutária) e em sua contabilidade. Há. operam-se modificações em todas as sociedades envolvidas. acréscimo patrimonial nas receptoras que. na cisão. a integração (vale dizer: incorporação) de um ou mais patrimônios em outro (s). com conseqüente aumento de capital. para a cisão.8. 19. passando seu patrimônio a agregar-se ao da(s) receptora (s). as observações gerais feitas. devem ser observadas as regras próprias do tipo (se sociedade anônima. . A realização da cisão obedece às formalidades gerais já expostas (arts. 223 a 226) e às específicas do instituto. Na cisão. nela existe. quanto à formação do capital e à avaliação. basicamente. em suas duas modalidades. em essência. deverão promover reforma estatutária. Na cisão parcial. no plano contábil. 80 a 99).8. por se tratar de sociedades existentes. 19. a sociedade cindida perde parcelas de seu patrimônio. Na constituição de sociedade nova.4 Aspectos contábeis da cisão Ante ao exposto.

8.? i 5.:. O esquema contábil anteriormente descrito poderia ser demonstrado como segue: BALANÇO DA SOCIEDADE A SER CINDIDA iíiS lã S :V. em contrapartida. debitando. a conta “cisão” (conta especialmente criada para fins de registro da operação). Nos livros da sociedade a ser cindida devçrão ser efetuados os seguintes lan­ çamentos para registro da operação: a) creditar as contas ativas pelo valor das parcelas que serão transferidas para a nova sociedade. a conta “cisão”.-13:qPP .: 5 á i 5 0 &B :£atnu^niq^ / -5^ .f' WojpÒjQÍ. em contrapartida.y- K '^0 ?rf(&? : 5. 29. c) debitar a conta de “capital social” pelo valor correspondente ao patri­ mônio líquido transferido. ^ f|:êptpq. a conta “cisão”. Perez Junior e Gomes Demonstram-se a seguir os lançamentos que devem ser feitos na cindida e na receptora. creditando.' í ::r ipò:0po '. creditando.: A' X ^ósíòáoí . em contrapartida.^>Fin^Çiáfeèntosx^' if r 3$Ü0Ó. b) debitar as contas passivas pelo valor das parcelas que serão transferidas para a nova sociedade.V:í A: •ji4o. a conta dos sócios retirantes.000 . creditando.:í$0 '•ã l .5 Exemplo contábil de cisão parcial de empresa Apresenta-se um exemplo prático de cisão de empresas.ppó : 205."V . d) debitar a conta dos sócios retirantes pelo total que lhes toca na opera­ ção. em contrapartida.460 Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira. Chieregato.íÁ S W ^ r á é ç è c i ^ è s : : : : ^ 'íV VgliSòOÒV ’.

llllii# ÜIMÜi Os sócios Antônio e Benedito resolvem. W êèÈ èÊêêêÊÊèêÊê:fÍÍ?ÍÉI:® WÈSêÊÊÊêê. Pelo protocolo. Fiscais e Legais das Reestruturações Societárias 461 Admitindo-se a seguinte composição do capital: SSPftlfiiSS '{Úipgene?. acordaram que a participação de 40% do capital social equi­ valente a 40% do patrimônio líquido do balanço levantado para essa operação seria determinada como segue: liiiijp: ■ Ifllllpo:'' ..Aspectos Contábeis. retirar-se da sociedade e constituir nova empresa. em comum acordo com os demais só­ cios.^:^. mediante a cisão de ativos correspondentes aos 40% que possuem do capital da empresa. BWiSMB ilüHBl Lançamentos de cisão de ativos na sociedade cindida: .

000 (56.(56.462 Manual de Contabilidade Tributária « Oliveira. o Báncòs Permànehte 90.000) íâ. •«. Perez Junior e Gomes ■. ÍÍ16.C 4 l O Q d ) o Ápíiçáções '• 12. 1^9-Opot | Os registros contábeis nos livros da nova sociedade serão efetuados como segue: a) debitar a conta “sócios conta capital” ou "capital a integralizar” pelo valor da subscrição feita pelos sócios e creditar.'v /■•:vÇprttà.—. íiâvOod .óOÕ (1:2:000) ?-ÇIientésu. 100. em contrapartida. . ãS ' 4.:-:'.■ . Reservas• ' 40.vSaímtís7 ' . criada para fins de registro de operação. rlOd. representa o valor do patrimônio líquido recebido dos sócios.000 65. B ffiS S tM iW IS H S ! Ci \ I j i i o o i l i . em contrapartida.000 : 65.000 .000 o Impbstòs ' 13.Õ00v. 3 . d) debitar a conta “cisão” e creditar “capital a integralizar” que.O Q Ò ' ® F in à n c ia - '<?:Estoques // Í50:000 115./ '40.000).:Cisãçr . .000140.vX}: W M W ÊSi BALANÇO DA SOCIEDADE CINDIDA APOS A CISÃO •V'ÁTÍyD.OÒ0 ■(40.000 .000 (40-000).000 205:000 ..00Q (56.00q V -/Rèsénras . P}:7ÍÚ00:. Capital •' .000 59.. em contrapartida. no exem­ plo.Aiites f v*:^i$ãò>1:: <Depois : m m ê Circulante Circulante.000 .000.000) Í49ip0Q 460.000 205.000 90.:\' . 24. mentóis V • 35. a conta de capital social.. ■ ' ~r\ VV6Ò.:A:i EàSSIVQ/. .àsâõ4^. S IÍB S .00Ó' l O .'Ç:. b) debitar as contas ativas pelas parcelas recebidas na transferência e cre­ ditar..000 Pátriíiiôhiò. c) creditar as contas passivas (caso houvesse) pelas parcelas recebidas na transferência e debitar. a conta “cisão”.40.000) .40. a conta “cisão”.Depòis.. .000 (56. Antes v ./:.84.000) ■I0.00ÍP).. Chieregato. '=Ç. .

-:3 o'" 2 SSSillii v^|Aplica^^':-.:'o ' ?‘ ' v/.Aspectos Contábeis.-.0Hí:’:G^taí-g i4^-5j6v0ÒÕr: ç^§§i^gío| ^2^12:000^ llüffl® . pela assembleia. :\AZj' 'lyd40. Fiscais e Legais das Reestruturações Societárias 463 Com base nos valores apresentados.\í.8.:. demonstra-se como seria apresentado o balanço da nova sociedade: ISS19S8 IWIBSliHillS? BBRI5 •0rçülaite. que seguirá o mesmo procedimento da incorporação.. • Pa^imômoIígüido •. de peritos para avaliação da parcela do patrimônio a ser transferida (essa mesma assembleia funcionará como assembleia de constituição da nova companhia)._.ÜÉtlsil•'íf-s.PlBiK 1881SSSíBiiilBHl üffiSBUWÈSÈÊÊM&ÊÊSMêS38ÜII! • I ..'.b'Q0 A seguir. IIMIlSB .4%56..000 •V':"4r. além das observações gerais já enunciadas. destacam-se: 9 a necessidade de especificação dos direitos e obrigações que se trans­ ferirão. • a nomeação.• v!1.^iÓ000OQ*^i.___ ________ I«s 19.6 Procedimento Na cisão parcial. os lançamentos descritos poderiam ser demonstrados da seguinte forma: 1-4. ■ : ) • y17?'.v' 's.. e .í?.

404/76. “Art. em substituição às extintas.457/97). que ainda não as tenha resgatado. inclusive das ações sem direito a voto (caput do artigo com redação dada pela Lei ne 9. De acordo com o § 5. O parágrafo único desse artigo prevê que o prazo para o exercício desse di­ reito será contado da publicação da ata da assembleia que aprovar o protocolo ou justificação da operação. fusão ou cisão. o resga­ te das debêntures de que forem titulares. na proporção das que possuíam.7 Direito da Retirada O art. enquanto a atribuição em proporção diferente requer aprovação de todos os titu­ lares. fusão ou cisão da compa­ nhia emissora de debêntures em circulação dependerá da prévia aprovação dos debenturistas} reunidos em assembleia especialmente convocada com essefim.Será dispensada a aprovação pela assembleia sefor assegurado aos debenturistas que o desejarem. deverá resgatar as debêntures ou as­ segurar tal resgate num prazo mínimo de seis meses aos debenturistas que assim o desejarem. de­ pende da aprovação de seus debenturistas para realizar incorporação. as sociedades que absorverem parcelas da sociedade cindida a esta sucederão. durante o prazo mínimo de seis meses a contar da data da publicação das atas das assembleias relativas à operação. Para livrar-se desse condicionamento. na proporção dos patrimônios líquidos transferidos.9 Direitos dos debenturistas A sociedade emissora de debêntures. a atribuição em pro­ porção diferente requer aprovação de todos os titulares. mas o pagamento do preço de reembolso somente será devido se a operação vier a efetivar-se. Conforme o § 1. Perez Junior e Gomes • o arquivamento e a publicação dos atos respectivos pelos administrado­ res da sociedade cindida e da que absorver parcelas de seu patrimônio. Segue o texto legal sobre o assunto. Na cisão com extinção. na proporção das que possuíam. 230 da Lei n2 6.404/76 determina que as ações integralizadas com parcelas de patrimônio da companhia cindida serão atribuídas a seus titulares. .457/97). Chieregato.8. inclusive das ações sem direito a voto. 19. ás ações integralizadas com parcelas de patrimônio da sociedade cindida serão atribuídas a seus acionistas.da Lei ne 6.404/76: A incorporação. as sociedades que absorverem parcelas do patrimônio da cindida responderão solidariamente pelas obrigações da companhia extinta. em substituição às ações extintas. § 1. 19.464 Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira. nos direitos e obrigações não relacionadas. 231 da Lei nâ6.(com redação dada pela Lei na 9.

a sociedade poderá garantir-lhe a execução.404/76 determina que. o credor anterior por ela prejudicado poderá pleitear judicialmente a anulação da opera­ ção. no prazo deste artigo. na cisão com extinção da companhia cindida.404/76 determina que. bem como . 232 da Lei n~ 6. afalência da sociedade incorpora­ dora ou da sociedade nova.11 Aspectos tributários 19. ” 19. desde que notifique a sociedade no prazo de 90 dias a contar da data da publicação dos atos da cisão. a sociedade cindida e as sociedades que absorverem parcelas do seu patrimônio responderão solidariamente pelo resgate das de~ bêntures. A compa­ nhia cindida que subsistir e as que absorverem parcelas de seu patrimônio res­ ponderão solidariamente pelas obrigações da primeira anteriores à cisão. sem solidariedade entre si ou com a companhia cindida.Sendo ilíquida a divida.10 Direitos dos credores Na incorporação ou fusão. Na cisão.11. qualquer credor anterior terá o direito de pedir a separação dos patrimônios. Esse artigo é complementado pelos seguintes parágrafos: “§ l s A consignação da importância em pagamento prejudicará a anu­ lação pleiteada. O parágrafo único desse artigo prevê que o ato de cisão parcial poderá esti­ pular que as sociedades que absorverem parcelas do patrimônio da companhia cindida serão responsáveis apenas pelas obrigações que lhes forem transferidas. para o fim de serem os créditos pagos pelos bens das respectivas massas. a pessoa jurídica cons­ tituída pela fusão de outras ou em decorrência de cisão de sociedade.Aspectos Contábeis. o art. 19.” . até 60 dias depois de publicados os atos relativos à incorporação ou à fusão. decairá do direito o credor que não tiver exercido. Nesse caso. fusão ou cisão de empresas Segundo estabelece a legislação do Imposto de Renda. o art. as sociedades que absorverem parcelas de seu patrimônio responderão solidariamente pelas obrigações da companhia extinta.1 Responsabilidades tributárias após o processo de incorporação. § 2 . §3. em relação a seu crédito. Fiscais e Legais das Reestruturações Societárias 465 §2° No caso do § 1-. qualquer credor anterior poderá opor-se à estipulação. suspendendo-se o processo de anulação. 233 da Lei nQ6. findo o prazo.Ocorrendo.

ocorrendo cisão parcial. fusão e cisão foram disciplinadas pelo art. A avaliação dos patrimônios líquidos que eram transferidos em operação de fusão. . direitos e obri­ gações. Chieregato.2 Valor do patrimônio nas operações de fusão. no qual os bens e direitos serão avaliados. ou pelo valor contábil.249/95. Já a legislação que trata das sociedades por ações (Lei na 6. Isso obrigou a legislação do Imposto de Renda a estabelecer algumas normas tributárias. pelos sócios “b” e “c”. como. sendo que Y passa a ser composta pelos sócios “a” e “d”. ou seja. fusão ou cisão deverá levantar balanço específico para esse fim. ela não pode ser descaracterizada pelo fato de a divisão do pa­ trimônio da pessoa jurídica resultar em composição societária distinta daquela anterior ao evento. a lei estabelece que a pessoa jurídica que tiver parte ou todo o seu patrimônio absorvido em virtude de incorporação. e a empresa Z. a possibilidade de somente deduzir como perda de capital a diferença entre o valor contábil e o valor do acervo líquido quando este tivesse sido avaliado a preços de mercado. Por sua vez. “b”. incorporação e cisão As regras relativas à avaliação dos bens e direitos que serão vertidos a ou­ tras sociedades nas operações de incorporação. Quando ocorrer cisão denominada seletiva. que dispõe que a pessoa jurídica que tiver parte ou todo o seu patrimônio absorvido em virtude de incorporação. que possua como sócios as pessoas “a”. pelo valor contábil ou pelo valor de mercado. conforme o Parecer Normativo CST n9 21/87. incorporação e cisão até 1996 não possuía normas legais oficialmente de­ terminadas e podia ser realizada mediante a valorização dos bens. o acervo líquido. no qual os bens e direitos serão avaliados pelo valor contábil ou de mercado. Perez Junior e Gomes a pessoa jurídica que incorporar outra ou parcela do patrimônio de sociedade cindida. Atualmente. determinado segundo as normas de contabilidade. 21 da Lei ns 9.466 Manual de Contabilidade Tributária ♦ Oliveira. segundo opção da pessoa jurídica. respondem pelo imposto devido pelas pessoas jurídicas transformadas. por exem­ plo. a pessoa jurídica que absorver parte de outra responde solidariamente pelos tributos devidos pela so­ ciedade cindida. ser cindida em Y e Z. “c” e “d”.404/76) concede ampla libeírdade às sociedades na determinação do critério de avaliação a ser adotado. que é a seleção de bens e di­ reitos e sócios. fusão ou cisão deverá levantar balanço específico para esse fim. extintas ou cindidas. até 30 dias antes do evento. pelo valor de mercado. 19. relativos às obrigações nascidas até a data da cisão. ísso porque é perfeitamente admissível à sociedade Y.11. desde que a participação percentual de cada sócio seja observada em relação à totalidade do patrimônio líquido da sociedade cindida.

poderá avaliar os bens e direitos pelo valor con­ tábil ou de mercado (Lei n -9.Considera-se data do evento a data da deliberação que aprovar a incorporação. amortização ou exaustão. fusionada ou cindida deverá apre­ sentar declaração de rendimentos correspondente ao período transcorrido . Essas regras estão previstas no Regula­ mento do Imposto de Renda aprovado pelo Decreto ne 3. benfeitorias ou reforma dos bens e direitos vertidos e os encargos de depredação.249.No caso de pessoa jurídica tributada com base no lucro presumido ou arbitrado. § I a. a diferença entre este e o custo de aquisição. e Lei n. fusão ou cisão. de 1995. A pessoa jurídica que tiver parte ou todo o seu patrimônio absorvido em virtude de incorporação. fusão ou cisão deverá levantar balanço específico na data desse evento (Lei n -9. arts. será considerada ganho de capital. que deverá ser adicionada à base de cálculo do Imposto de Renda devido e da contribuição social sobre o lucro líquido. diminuído dos encargos de depreciação.000.249. § 7SA pessoa jurídica incorporada. ainda que não tenham sido registrados contabilmente.§ 4 S ). amortização ou exaustão incorridos. 21. art.No balanço específico de que trata o caput deste artigo.249. 861 (Lei na 9. que optar pela avaliação a valor de mercado.9. ainda que não tenham sido registrados contabilmente (Lei n -9.Aspectos Contábeis. § 3 3 O balanço a que se refere este artigo deverá ser levantado até trinta dias antes do evento (Lei n . 1S. fusão ou cisão.0 imposto deverá ser pago no prazo estabelecido no art. § 2% § 5. a pessoa jurídica que tiver parte ou todo o seu patrimônio absorvido em virtude de incorporação.249. de 1995.430. será considerada ganho de capital. 1% § I a. de 26-3-1999 RIR/99. 5 S. art. de 1996.9. o ganho de capital será apurado com base no demonstrativo e nos respectivos do­ cumentos de aquisição.Para efeito do disposto no parágrafo anterior. Fiscais e Legais das Reestruturações Societárias 467 No caso de pessoa jurídica tributada com base no lucro presumido ou arbitra­ do que optar pela avaliação a valor de mercado. ainda que não tenham sido registrados contabilmente. 21. § 6 . diminuído dos encargos de depreciação. de 1995. No caso da ausência de escrituração contábil ou se esta for imprestável. e 2% § 3 s).249. e Lei n -9. os encargos serão con­ siderados incorridos. amortiza­ ção ou exaustão. que deverá ser adiciona­ do à base de cálculo do imposto devido e da contribuição social sobre o lucro líquido (Lei ns9. art. 235. 21). § 3 S ). art. § 4. os encargos serão considerados incorridos. como segue: “Art.430. § 2 . de 1996. de 1996.§ 1 s). § 1. a diferença entre este e o custo de aquisição. art. art 21. de 1995. de 1995. art 21. Para esse efeito.430.

até o último dia útil do mês subsequente ao do evento. a partir do ano-calendário de 2000. Essa declaração foi substituída pela Declara­ ção Integrada de Informações Econômico-Fiscais da Pessoa Jurídica (DIPJ). 440. 441. 21. parágrafo único). < fArt. A pessoa jurídica incorporada. em seu próprio nome até o último dia útil do mês subsequente ao do evento. de 1977.11.” 19. incorporação ou cisão não será computada para determinar o lucro real enquanto mantida em reserva de reavaliação na sociedade resultante da fusão ou incorporação. 37. confor­ me previsão legal estabelecida nos arts. § 4 2).1.3 Tratamento da reserva de reavaliação Na hipótese de a pessoa jurídica tributada com base no lucro real registrar nos livros contábeis a diferença entre o valor contábil e o valor de mercado. de 1995. fusão ou cisão terão. apresentar declaração de rendimentos correspondente ao período transcorrido durante o ano-calendário. 440 e 441 do RIR/99. art. Parágrafo único. até 31 de dezem­ bro de 1998. art. 435 (Decreto-lei n~ 1. 810 (Lei n° 9. na sucessora. Art. anualmente.598. v .249.4 Apresentação da Declaração Integrada de Informações Econômico-Fiscais da Pessoa Jurídica (DIPJ) A pessoa jurídica incorporada. ” 19. na sociedade cindida ou em uma ou mais das sociedades resultantes da cisão (Decreto-lei n . A contrapartida do aumento do valor de bens do ativo em virtude de reavaliação na fusão. 810. de 1977. fusionada ou cindida deverá apresentar declaração de rendimentos correspondente ao período trans­ corrido durante o ano-calendário. em seu próprio nome. até o último dia útil do mês de junho. ado­ tado na avaliação. Perez Junior e Gomes durante o ano-calendário.249. com observância do disposto no art.468 Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira. em seu próprio nome. o mesmo tratamento tributário que teriam na sucedida. fusionada ou cindida devia. § 4 a ). 21. 434 e no art. Chieregato. de 1995.11. art. que deverá ser apresentada por todas as pessoas jurídicas. O valor da reserva deverá ser computado na determi­ nação do lucro real de acordo com o disposto no § 2 -do art. deverá observar o tratamento reservado à reavaliação. As reservas de reavaliação transferidas por ocasião da incor­ poração. Assim estabelece o art. 37). até o último dia útil do mês subsequente ao do evento (Lei n 99. art.598. 810 do RIR/99: ‘Art.

após a incorporação. fusão ou cisão.fundamentado no valor de mercado dos bens do ativo a que a pessoa jurídica se refere. . fusão ou cisão.dia subsequente à ocorrência do evento. o prazo final para pagamento da quota única do imposto devido passou a ser o último dia útil do mês subsequente ao do evento.Aspectos Contábeis. o custo contábil acrescido do valor do ágio. além de integrar o custo do bem ou direito para efeito de apuração de ganho ou perda de capital. fusão ou cisão e de extinção da pessoa jurídica pelo encerramento da liquidação deverá ser efetuado até o último dia útil do mês subsequente ao da ocorrência do evento. ou seja.do art. por uma pessoa jurídica.2 Ágio ou deságio fundamentado com base em perspectivas de resultados juturos Quando o contribuinte possuir investimento com ágio fundamentado no va­ lor de rentabilidade da pessoa jurídica em que participa. o valor do ágio deverá ser amortizado na sucessora à razão de 1/60. fusão e cisão.0 pagamento do imposto correspondente a período de apu­ ração encerrado em virtude de incorporação. este valor.12 Tratamento tributário dos saldos de ágio ou deságio 29. de 1996.22.. permitida a deduti­ bilidade do valor da depreciação.preço de aquisição ou de custo maior que o valor contábil . e tal pagamento deve ser realizado em quota única.12. para .” 19. a partir de l s de fevereiro de 1999. ocorrido a partir de l s de janeiro de 1999. in­ corporação ou cisão deveria ser pago até o 10. 856 (Lei ns 9.430. foi determinado que a pessoa jurídica apresentará as declara­ ções relativas aos tributos e contribuições federais exclusivamente na unidade da Secretaria da Receita Federal com jurisdição sobre seu domicílio fiscal. 19. no caso de en­ cerramento de atividades. de 30 de outubro de 1998. O imposto correspondente ao resultado apurado na operação de fusão. 861. após a data da aprovação da incorporação. do patrimônio de outra. art. utilizando os programas geradores disponibilizados pela Secretaria da Receita Federal. Fiscais e Legais das Reestruturações Societárias 469 Pela Instrução Normativa n2 127. com base em previsão dos resultados nos exercícios futuros. em suas unidades. não sendo facultado nesses casos exercer a opção prevista no § 1. ou seja.1 Ágio ou deságio fundamentado no valor de mercado dos bens do ativo da investida Na hipótese de absorção. no máximo. cisão ou incorporação. em virtude de incorporação. existindo saldo de ágio . 5% § 4 5 ). deverá ser registrado nos livros contábeis da sucessora pelo novo valor contábil. fusão. %rt. A partir de 1997.

Nesse caso. para cada mês do período de apuração. art 7% eLei ns9. apurado segundo o disposto no artigo ante­ rior (Lei n -9. na qual detenha participação societária adquirida com ágio ou deságio.532. obri­ gatoriamente.preço de aquisição ou de custo inferior ao valor contábil . também esse valor deverá ser amortizado em cinco anos.718. Relativamente à pessoa jurídica que não adote o método da equivalência patrimonial quanto a determinada participação societária. intangíveis e outras razões econômicas da pessoa jurídica a que a participação se refere. ambos para amortização em cinco anos. Seguem os textos do RIR/99. sem nenhum ágio ou deságio. avaliado pelo valor de patrimônio líquido. A pessoajurídica que absorver patrimônio de outra. a conta que registrar o ágio ou deságio nele mencionado.deverá registrar o valor do ágio ou deságio cujo fundamento seja o de que trata o inciso I do § 2 Sdo artigo anterior. na hipótese de cisão. Se a empresa mantiver registrado deságio fundamentado no valor de mer­ cado dos bens. fusionada ou cindida for aquela que possuía a propriedade da par­ ticipação societária. Essa determinação prevista no art. não se admite a amortização do ágio. fusão ou cisão.532/97 estabelece que esse procedimento deve ser aplicado. e somente no encerramento das atividades da empresa. inclusive. inclusive. incoiporação ou cisão. para cada mês do período de'apuração. no mínimo. a sucessora deverá registrar o ágio em conta de ativo diferido e o deságio em conta de receita diferida (receita de exercícios futuros). Opcio­ nalmente. con­ tudo.470 Manual de Contabilidade Tributária » Oliveira. art 10): I . no patrimônio líquido. . que será considerado apenas se houver a extinção da participação em decorrência de fusão. Deve-se. “A rt 386. à razão de 1/60. a pessoa jurídica sucessora poderá classificar. mas a dedução. deve ser registrado em contrapartida à conta de ativo permanente da pessoa jurídica a que a partici­ pação se refere. fusionada ou cindida for aquela que possuía a propriedade da participação societária. 82 da Lei ne 9. o mesmo deverá reduzir o valor dos bens após a incorporação. a apuração de ágio ou deságio na aquisição deverá ser realizada extracontabilmente. ser registrado em sua contabilidade apenas o custo de sua aquisição.sob esse mesmo fundamento. quando o investimento não for. após a incorpo­ ração. Caso possua deságio . comprovada nessa data a inexistência do fundo de comércio ou do intangível que lhe deu causa. em virtu­ de de incorporação. Perez Junior e Gomes cada mês do período de apuração. no mínimo. e quando a empresa incorporada. Essa regra aplica-se. Chieregato. Nesse caso. fusão ou cisão. à razão de 1/60. Pode ocorrer que o bem que deu causa ao ágio ou deságio não tenha sido transferido para o patrimônio da sucessora. quando o investimento não for avaliado pelo valor de patrimônio líquido. Se houver ágio relacionado a fundo de comércio. de 1997. de 1998. para gerar os mesmos efeitos mencionados quanto ao ágio de valor de mercado. em contrapartida à conta que registre o bem ou direito que lhe deu causa. ou mesmo quando a empresa incorporada.

532. para cada mês do período de apuração. se comprovada. art. 7% § 1-). calculados de conformidade com a legislação vigente (Lei n . 7% § 3 S ): I .deverá registrar o valor do ágio cujo fundamento seja o de que trata o inciso III do § 2 Sdo artigo anterior.deverá amortizar o valor do deságio cujo fundamento seja o de que trata o inciso II do § 2 . esta deverá regis­ trar (Lei n £9. de 1997. não sujeita à amortização. nessa data. no encerramento das atividades da empresa. como custo do direito (Lei n . fusão ou cisão. a posterior utilização econômica do fundo de comércio ou intangível sujeitará a pessoa física ou jurídica usuária ao pagamento dos tributos ou contribuições que deixaram de ser pagos. nos balanços correspondentes à apuração do lucro realr levantados durante os cinco anos-calendário sub­ sequentes à incorporação. levantados posteriormente à incorporação. § 4 a). nos balanços correspondentes à apuração de lucro real. § 2 .será considerado custo de aquisição. II ~ poderá ser deduzido como perda. art.Se o bem que deu causa ao ágio ou deságio não houver sido transfe­ rido. para o patrimônio da sucessora. IV .Aspectos Contábeis. no máximo.532. na hipótese de devolução de capital. no mínimo. em contrapartida à conta de ativo per­ manente. amortização ou exaustão (Lei n s9. § 2 q): I — o ágio em conta deativo diferido.532. art. à razão de um sessenta avos. a inexistência do fundo de comércio ou do intangível que lhe deu causa. art. 7& . § 3 aO valor registrado na forma do inciso II (Lei n -9. à razão de um sessenta avos. Fiscais e Legais das Reestruturações Societárias 471 II . fusão ou cisão. de 1997. II . § l s O valor registrado na forma do inciso I integrará o custo do bem ou direito para efeito de apuração de ganho ou perda de capital e de depreciação. §59- .do artigo anterior.9. 7o -. para amortização na forma prevista no inciso IV. para amortização naforma prevista no inciso III. de 1997. de 1997.poderá amortizar o valor do ágio cujo fundamento seja o de que trata o inciso II do § 2. § 52 O valor que servir de base de cálculo dos tributos e contribuições a que se refere o parágrafo anterior poderá ser registrado em conta do ativo.532.o deságio em conta de receita diferida. para cada mês do período de apuração. de 1997. acrescidos de juros de mora e multa. para efeito de apuração de ganho ou perda de capital na alienação do direito que lhe deu causa ou na sua trans­ ferência para sócio ou acionista. III .do artigo anterior. na hipótese de cisão. § 4 &Na hipótese do inciso II do parágrafo anterior.532. art.9. 7°.

■Caixa.■■ Veículos • . na mes­ ma proporção que o ativo será depreciado na empresa sucessora. obrigatoriamente. a conta que registrar o ágio ou deságio nele mencionado (Lei ns9. avaliado pelo valor do pa­ trimônio líquido. o exemplo ficaria da seguinte forma: . 8S): I ~ o investimento não for. fusionada ou cindida for aquela que detinha a propriedade da participação societária. de 1998. o ágio será amortizado.-lGO.a empresa incorporada. art. no patrimônio líquido.472 Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira.” Exemplo Empresa Investidora com ágio pago em razão da mais-valia do ativo da inves­ tida promove a incorporação da empresa: INVESTIDORA INVESTIDA ^ÊÊÊÊÊÊÊèWMW. quando (Lei n.RESULTANTE DA INCORPORAÇÃO Nesse exemplo. ou seja.800 :Í^ § | l| | íg EMPRESA SUCESSORA . a pessoa jurídica suces­ sora poderá classificar. admitida sua dedutibilidade.Sem prejuízo do disposto nos incisos HlelV.718. alternativamente aó disposto no § 2 5deste artigo. de 1997. art. Chieregato. Nessa condição. íis ís s i ® ■:. I I . inclusive.9. 11). Poderia ocorrer a incorporação inversa. Exemplo seme­ lhante ocorrerá no caso da existência do deságio. a empresa investida incorpo­ rar a investidora.. § 7.532. Perez Junior e Gomes § 6 9 O disposto neste artigo aplica-se.

Isso significa dizer que. nesse exemplo. a sociedade não poderá compensar seus próprios prejuízos fiscais se a modificação se deu entre a data da apuração e da compensação dos mesmos. . pois nessa hipótese a diferença seria tributada. Fiscais e Legais das Reestruturações Societárias INVESTIDORA 473 INVESTIDA *Ativó.para as empre­ sas utilizarem seus prejuízos e base negativa da contribuição social quando ocor­ rer modificação do controle acionário da empresa e mudança de seu objeto social entre a data da apuração do prejuízo e a data da compensação. fusão ou cisão compensar os prejuízos fiscais ném a base de cálculo negativa da empresa suce­ dida.8Õ0_ PL .13 Compensação de prejuízos fiscais e base de cálculo negativa da Contribuição Social A legislação do Imposto de Renda e também a da contribuição social sobre o lucro não permite à pessoa jurídica sucessora por incorporação. . ocorrendo cumulativamente a modificação do con­ trole societário da pessoa jurídica e a do ramo de atividade. teria um aumento de capital em ra­ zão de o acervo líquido recebido ser superior ao patrimônio incorporado. não existe impedimento legal para que a empresa sucessora conti­ nue a aproveitar o direito de compensar seus próprios prejuízos e bases negativas apurados anteriormente à data da absorção. . Esse aumento de capital não pode ser confundido com ganho na incorporação.*: Veículos ’ .100 r . Passivo' .RESULTANTE DA INCORPORAÇAO :i.V. -900 Total 900 'Total " 900 EMPRESA SUCESSORA .341/87 . Um ponto importante que deve ser destacado nesse caso é o impedimento previsto na legislação desde 1987 pelo Decreto-lei nâ 2. Todavia. 19.20fe A empresa sucessora.Aspectos Contábeis. Cabia -.

474 Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira. e * mantenha. a diferença verificada entre o valor contábil das ações ou quotas extintas e o valor do acervo líquido que as substituir poderá representar ganho ou perda de capital. art. para permitir a determinação do valor realizado em cada período-base. que deverá ser computado na determinação do lucro real e na base de cálculo da Contribuição Social Sobre o Lucro. “Art. controle do ga­ nho de capital ainda não tributado. por baixa a qualquer título.065/95. fusão ou cisão. Saliente-se que a compensação dos prejuízos fiscais e da base de cálculo negativa da contribuição social sobre o lucrò. conforme previsão legal inserida na Lei n9 9.341. proporcionalmente à parcela remanescente do patrimônio lí­ quido. 33). Pode. Perez Junior e Gomes No caso de cisão parcial. 430 do RIR/99. Em contrapartida. até que esses bens sejam realizados. proporcionalmente à parcela re­ manescente do patrimônio líquido (Decreto-lei nâ2. parágrafo único).14 Extinção de participação societária em razão dos casos de incorporação. de 1987. 514. na hipótese de ocorrer a ab­ sorção total do patrimônio da pessoa jurídica. deverá observar a limitação de 30% do lucro real. fusão ou cisão de empresas Nos casos de extinção da participação societária em conseqüência da reali­ zação de operação de incorporação. . a opção de registrar na contabilidade da sucessora a diferença como ativo diferido. de 1987. em qualquer dos casos. 33. No caso de cisão parcial a pessoa jurídica cindida po­ derá compensar os seus próprios prejuízos. fusãó ou cisão não poderá compensar prejuízos fiscais da sucedida (Decreto-lei n s2.341. Parágrafo único. conforme previsão no art. amortizável no prazo máximo de 10 anos. art. para efeito de determinar.” 19. É importante destacar que essa diferença somente será dedutível como per­ da de capital quando o valor contábil do acervo líquido for avaliado a preços de mercado. Seguem os textos do RIR/99. ser diferida a tributação sobre a parte do ga­ nho de capital que corresponder a bens do ativo permanente. Chieregato. no Livro de Apuração do Lucro Real (Lalur). o lucro real. a pessoa jurídica cindida poderá compensar seus próprios prejuízos. desde que o contribuinte: ® discrimine os bens e direitos do acervo líquido recebido. no entanto. cabendo ao contribuinte. A pessoa jurídica sucessora por incorporação. será computado como ganho de capital o valor pelo qual tiver sido recebido o acervo líquido que exceder o valor contábil das ações ou quotas extintas.

sócio ou acionista na base de cálculo do Imposto de Renda ou da contribuição social sobre o lucro. art. 34): I . tributando como ganho de capital a diferença entre este e o declarado relativo à participação extinta. em sua declaração de rendas. Na fusão> incorporação ou cisão de sociedades com extinção de ações ou quotas de capital de uma possuída por outra. os bens ou direitos recebidos em devolução de sua participação no capital devem ser regis­ trados pelo valor contábil da participação ou pelo valor de mercado dos ativos recebidos. no caso de pessoa física. para o titular. ou o valor contábil. não será computada. os bens ou direitos pelo valor recebido. deverá registrá-los pela importância pela qual esses itens foram recebidos. Caso a pessoa que esteja recebendo os bens e direitos seja pessoa física. pelo titular. 61. § 2e). deduzidas como custo ou despesa operacional (Decreto-lei na 1.somente será dedutível como perda de capital a diferença entre o valor contábil e o valor do acervo líquido avaliado a preços de mercado. ou seja. de 1977. II). no caso de pessoa jurídica. A diferença entre o valor de mercado e o valor constante da declaração de bens. reconhecendo como ganho de capital. sócio ou acionista pessoa jurídica. de­ verá. a diferença entre o valor recebido e o valor contábil da participação extinta (IN n° 11/96. os bens e direitos pelo mesmo va­ lor da participação extinta (IN n. quando a participação societária tenha sido adqui­ rida por valor inferior ao patrimonial e a investidora esteja recebendo bens e di­ reitos.598. Fiscais e Legais das Reestruturações Societárias 475 A norma fiscal estabelece que o contribuinte que efetuar esse diferimento de­ verá computar no lucro real de cada período-base a parte do ganho de capital re­ alizado por baixa quando ocorrer alienação ou liquidação. 430. a sua opção: (i) incluir. e o contri­ . Ressalte-se que. art. amortização ou exaustão e respectiva correção monetária se o bem foi objeto dessa sistemática que foi válida até 31 de dezembro de 1995. ou (ii) incluir. 34. 61. em sua declaração de bens. sujeito à incidência do Imposto de Renda e Contribuição Social Sobre o Lucro. Seguem os textos do RIR/99: “Art. já que ela foi tributada pela pessoa jurídica que devolveu o capital.Aspectos Contábeis.1). conforme avaliação feita pela pessoa jurídica que esteja devolvendo o capital.11/96.598/77. art. No caso inverso. art. ou mediante quotas de depreciação.1. a diferença entre o valor contábil das ações ou quotas extintas e o valor de acervo líquido que as substituir será computada na determinação do lucro real de acordo com as seguintes normas (Decreto-lei n .

476 Manuai de Contabilidade Tributária * Oliveira. art 6% eparágrafo único).0 contribuinte deve computar no lucro real de cada período de apu­ ração a parte do ganho de capital realizada mediante alienação ou liquida­ ção. art 6% eparágrafo único).598. cujo saldoficará sujeito à atualização monetária até 31 de dezembro de 1995 (Lei n -9. optar pelo tratamento da diferença como ativo diferido.1 Certidões necessárias nos processos de pedidos de arquivamento dos atos de reestruturações societárias Os pedidos serão obrigatoriamente instruídos com as certidões elencadas a seguir: ® Certidão Negativa de Débito (CND). Chieregato. § 2% e Lei n29. 34. de 1995. ou através de quotas de depreciação. § l s O contribuinte somente poderá diferir a tributação da parte do ga­ nho de capital correspondente a bens do ativo permanente se (Decreto-lei n2 1. para com a Fazenda Nacional. • Certidão Negativa de Inscrição de Dívida Ativa da União. no Lalur. II-será computado como ganho decapitai o valor pelo qual tiver sido re­ cebido o acervo líquido que exceder ao valor contábil das ações ou quotas ex­ tintas. de 1977.15. fornecida pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). deduzidas como custo ou despesa operacional (Decreto-lei n . de 1977. quando for o caso. .249. até que esse seja realizado. 8 Certidão de Quitação de Tributos e Contribuições Federais. § l â): I . amortização ou exaustão e respec­ tiva atualização monetária até 31 de dezembro de 1995. mas o contribuinte poderá. art. amortizável no prazo máximo de dez anos.1. fusão e cisão de empresas 19. observado o disposto nos §§ 1-e 2% diferir a tributação sobre a parte do ganho de capital em bens do ativo permanente. para efeito de determinar o lucro real.discriminar os bens do acervo líquido recebido a que corresponder o ganho de capital diferido. e II . fornecida pela Procuradoria Geral da Fazenda Nacional. emitida pela Secretaria da Receita Federal. Perez Junior e Gomes buinte poderá.15 Procedimentos para arquivamento dos atos relativos à incorporação.249. expedida pela Caixa Econômica Federal. ° Certidão de Regularidade do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço. de 1995.598. de modo a permitir a determinação do valor reali­ zado em cada período de apuração." 19. controle do ganho de capital ainda não tributado. art 34.mantiver. § 2 .

19. a versão do patrimônio líquido e o aumento do capital social. além dos documentos formalmente exigi­ dos. após a legalização da nova sociedade. ou a alteração contratual. além dos documentos formalmente exigi­ dos. instruído com a certidão de arquivamento do ato na incorporadora. o protocolo e o laudo de avaliação. deve ser arquivado na Junta Comercial da respectiva jurisdição o instrumento que deliberou sobre a incorporação. para o arquivamento dos atos relativos à fusão: ° ata da assembleia geral extraordinária. da justificação e autorização aos administradores para praticarem os atos necessários à incorporação. • ata da assembleia geral extraordinária. para o arquivamento dos atos relativos à incorporação: • ata da assembleia geral extraordinária. Fiscais e Legais das Reestruturações Societárias 477 19. extinguindo-se a incorporada. da justificação. .3 Fusão São necessárias as seguintes atas. da empresa incorporadora.15.2 Incorporação São necessárias as seguintes atas. o instrumento que deliberou sua incorporação. As empresas envolvidas nos casos de fusão que tenham sede em diferentes unidades da Federação devem proceder da seguinte maneira: • na sede das fusionadas.15. o laudo de avaliação. da empresa incorporada. • na sede da incorporada. As empresas envolvidas nos casos de incorporação que tenham sede em dife­ rentes unidades da Federação devem proceder da seguinte maneira: • na sede da incorporadora. da justificação e da nomeação de três peritos ou da empresa especializada. ° ata da assembleia geral de constituição ou o contrato social. a nomeação de três peritos ou da empresa especializada. a justificação. deverá ser arquivada certidão ou instrumento de sua constituição. ou a alteração contratual.Aspectos Contábeis. ou a alteração contratual de cada empresa envolvida. na Junta Comercial de suà sede. se for o caso. com a aprovação do protocolo. com a aprovação do protocolo. com a aprovação do protocolo. deve ser arquivado na Junta Comercial da res­ pectiva jurisdição o instrumento que aprovou a fusão.

ou o contrato social. que aprovou a cisão. no caso de este não estar transcri­ to na ata.4 Cisão para empresa(s) existente(s) Cisão total São necessárias as seguintes atas.15. além dos atos constitutivos da(s) nova(s) empresa(s). deverão ser arquivados a ata de constituição e o estatuto social. para o arquivamento dos atos relativos à cisão parcial: • ata da assembleia geral extraordinária. o laudo de avaliação e o aumento de capital. além dos atos constitutivos da(s) nova(s) empresa (s). com a justificação. o protocolo.5 Cisão para a constituição de nova(s) empresa(s) Cisão total É necessária a ata da assembleia geral extraordinária. que aprova a cisão. ou a alteração contratual de cada empresa que absorver as parcelas do patrimônio da cindida. o protocolo. Perez Junior e Gomes e na sede da nova empresa resultante da fusão. que aprovou a cisão. para o arquivamento dos atos relativos à cisão total: ® ata da assembleia geral extraordinária. ou a alteração contra­ tual da empresa cindida. oü a alteração contra­ tual da empresa cindida. Chieregato. a aprovação do laudo e a constituição da(s) nova(s) empresa(s). . ou a alteração contratual da em­ presa cindida. o laudo de avaliação e o aumento de capital. 19. a justificação. além dos documentos formalmente exigi­ dos. a justificação e o laudo de avaliação. além dos documentos formalménte exigi­ dos.478 Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira. ou a alteração contratual da em­ presa cindida. a nomeação de três peritos ou da empresa especializada. Cisão parcial E necessária a ata da assembleia geral extraordinária. com o protpcolo. 8 ata da assembleia geral extraordinária. 19. com a justificação. Cisão parcial São necessárias as seguintes atas.25. que aprova a cisão. 0 ata da assembleia geral extraordinária ou a alteração contratual de cada empresa que absorver o patrimônio da cindida. com o protocolo. com o protocolo e a justificação. com o protocolo e a justificação.

b) que consubstancia o acordo pelo qual os representantes ou os próprios acionistas das sodedádes fixam e estipulam as condições da operação. fusão ou cisão de empresas. c) no qual serão expostos os valores de reembolso das ações a que terão di­ reito os acionistas que não concordarem com a operação de incorporação. d) não precisam ser aprovados em assembleia geral extraordinária. assim como o valor de reembolso das ações a que terão direito os acionistas dissidentes. b) os critérios de avaliação do patrimônio líquido. além de outros assuntos. b) são procedimentos que devem ser observados somente quando os proces­ sos de reestruturações envolverem empresas de capital aberto. além de outros assuntos. d) nenhuma das anteriores. no caso das sociedades por ações. Os aspectos procedimentais para a concretização das operações de incorpora­ ção. Resposta: alternativas______ 2. devem ser expostos: a) o número. d) os motivos ou fins da operação e o interesse da companhia em sua reali­ zação. além de outros assuntos. a data que será referida a avaliação e o tratamento das variações patrimoniais posteriores. Fiscais e Legais das Reestruturações Societárias 479 Testes 1. fusão e cisão de empresas: a) são diferentes atos. Resposta: alternativa___ 3. mas comuns a todas as modalidades de reestrutura­ ções de empresas. Resposta: alternativa___ . que deverão ser aprovadas para efetivar a operação. O protocolo é o documento: a) no qual se evidenda o interesse das sodedades na concretização do negódo. c) o projeto ou projetos de estatuto ou alterações estatutárias. e) nenhuma das anteriores. Assinale a(s) altematíva(s) correta(s). No documento de justificação.Aspectos Contábeis. a espécie e a classe das ações que serão atribuídos em substi­ tuição aos direitos de sódos que se extinguirão e os critérios utilizados para determinar as relações de substituição. a exposição de motivos ao ór­ gão deliberativo e a deliberação propriamente dita. c) compreendem o acordo para a realização.

d) perito nomeado ou empresa especializada. cisão e incorporações devem: a) ter seus valores patrimoniais consolidados. Resposta: alternativa___ Os testes 5 a 15 constaram do concurso para Auditor Fiscal da Receita Federal. b) três peritos nomeados pela Assembleia Geral. As demonstrações financeiras de companhias abertas que servirem de base para operações de fusão. pela controladora. que lhes sucederá em todos os direitos e obrigações. c) cisão. constituídas para esse fim ou já existentes. Resposta: alternativa___ / 6. c) a sociedade passa independentemente de dissolução e liquidação. c) ser assinadas por contador registrado na CVM. e) peritos nomeados pelo conselho de administração.480 Manual de Contabilidade Tributária * Oliveira. e) sucursal. d) uma ou mais sociedades são absorvidas por outra. Perez Junior e Gomes 4. Em processo de incorporação. O conceito de incorporação ocorre quando: a) se unem duas ou mais sociedades para formar uma sociedade nova. A operação pela qual se unem duas ou mais sociedades para formar uma nova é denominada: a) fusão. b) incorporação. Resposta: alternativa___ 7. de companhia controlada. sendo ambas companhias abertas. a avaliação dos dois patrimônios envolvidos. que lhes sucede em todos os direitos e obrigações. . c) empresa especializada em avaliação. 5. b) ser auditadas por auditor registrado na CVM. Chieregato. deve ser feita por: a) perito nomeado pela incorporada. d) consórcio. de um tipo para outro. b) a companhia transfere parcelas do seu patrimônio para uma ou mais so­ ciedades.

Fiscais e Legais das Reestruturações Societárias 481 d) ter os dados apresentados confidencialmente aos interessados. b) ao Conselho Fiscal. c) a dedutibilidade do prejuízo contábil no cálculo do IR nas duas empresas. Em um processo de dsão parcial de empresa brasileira. A deliberação sobre a transformação. do prejuízo contábil cindido nas duas empresas como deságio. d) a crédito de conta específica do ativo imobilizado quando se tratar de ágio.Aspectos Contábeis. e) à Diretoria da empresa. é feita: a) a débito de conta específica do ativo imobilizado quando se tratar de ágio. b) o aproveitamento do valor do prejuízo contábil no cálculo do IR das em­ presas. Resposta: alternativa___ . incorporação e cisão da compa­ nhia. fusão. Resposta: alternativa___ 8. b) a crédito de conta específica do ativo diferido quando se tratar de deságio. Resposta: alternativa___ 9. o tratamento físcal conseqüente dado para o cálculo do Imposto de Renda é: a) dassificar o valor. e) a crédito de conta espedfica do ativo imobilizado quando se tratar de deságio. compete privativamente: a) à Assembleia Geral. quando o fundamento econômico tiver sido a expectativa de resultado futuro. e) divulgar o fluxo de dividendos dos acionistas controladores. d) o abatimento total do prejuízo do valor bruto da negociação. havendo a existência de prejuízo. c) a débito de conta específica do ativo diferido quando se tratar de ágio. c) à Presidência da Sociedade. Resposta: alternativa___ 10. A contabilização do ágio/deságio verificado no processo de incorporação de controladora por sua controlada. d) ao Conselho de Administração. e) a compensação do prejuízo fiscal remanescente na parte não vertida.

d) interesses de natureza societária entre quotistas ou acionistas são fatores importantes a serem contemplados no processo de reçrganização.482 Manual de Contabilidade Tributária » Oliveira. ou já existentes. tecnológico ou fi­ nanceiro. que não tenha sócios em comum com a companhia. . extinguindo-se a companhia cindida. se houver versão de todo o seu patrimônio. b) incorporação é a operação pela qual uma ou mais sociedades são absorvi­ das por outra. Resposta: alternativa___ 13. fusão ou cisão. fusões ou cisÕes. e dividindo-se o seu capital. e) empréstimo de Longo Prazo concedido ao controlador à taxa de mercado. podem ocorrer as seguintes situações. fornecedores ou financiadores. que as sucederá em todos os direitos e obrigações. exceto: a) cisão total com a criação de duas ou mais empresas novas. d) transações com clientes. Resposta: alternativa___ 12. dos quais a em­ presa seja dependente do ponto de vista econômico. constituídas para esse fim. Nas operações de cisão. se . e) fusão é a operação pela qual se unem duas ou mais sociedades para for­ mar sociedade nova. No processo de incorporação. c) contrato de prestação de serviços entre coligadas com preço estipulado através de cotações no mercado. uma das preocupações é garantir uma partici­ pação justa dos acionistas tanto da incorporadora quanto da incorporada no novo Patrimônio Líquido que surge. As opções abaixo representam procedi­ mentos que garantirão esta justa participação. b) cisão total com versão de parte do Patrimônio Líquido para empresa nova e parte para empresa já existente. Perez Junior e Gomes 11. quando for realizada a preço normal de mercado. Chieregato. c) cisão parcial com versão de parte do patrimônio para empresas já exis­ tentes. c) cisão é a operação pela qual a companhia transfere parcelas do seu pa­ trimônio para uma ou mais sociedades.parcial a versão. exceto: a) proceder à incorporação pelos valores contábeis originais da data-base. podemos afirmar que todas as opções abaixo são corretas. que a sucede em todos os direitos e obrigações. exceto: a) uma companhia emissora de debêntures em circulação ficará sempre obrigada à prévia autorização dos debenturistas sob pena de nulidade da incorporação. Com relação às reorganizações societárias mediante os processos de incor­ porações. b) direitos de preferência de uma empresa na subscrição de ações de outra que não seja coligada ou controlada.

.440. terá na sucessora o seguinte tratamento: a) ser considerada realizada. c) 30% do total. Resposta: alternativa___ Os testes 16 a 19 constaram em concurso público para Auditor Fiscal da Pre­ vidência Social . O Patrimônio Líquido de cada empresa antes da fusão era: A B C Capital 760 720 2. b) R$ 380. As empresas A. utilizando os sal­ dos de Lucros Acumulados e Reserva de Lucro.360. c) ser desconsiderada na incorporação.00 para um e R$ 1. transferida por ocasião da incorporação. B e C encerram suas atividades através de uma fusão. d) somente os bens comuns às duas sociedades deverão ser reconhecidos como realizados. fusão. totalmente. b) mesmo tratamento tributário que teria na sucedida. Fiscais e Legais das Reestruturações Societárias 483 d) cisão parcial com versão de todo o patrimônio para a mesma sociedade.Aspectos Contábeis. fusão ou cisão.00 para cada um. na cisão e incorpo­ ração. na apuração do lucro real.INSS. não. d) 50% do total. Resposta: alternativa___ 14. e) R$ 1. A participação. e) cisão total com versão do patrimônio para empresas já existentes. individual. Cada uma das empresas possui dois sócios com igual participação no Capital.880 Lucros Acumulados Reserva de Lucros 200 0 0 0 240 0 Patrimônio Líquido As empresas A e B aumentaram seu Capital antes da fusão. dos sócios da empresa B após a fusão é equivalente a: a) 10% do total. A reserva de reavaliação.00 para outro. Resposta: alternativa___ 15. transfe­ rindo seu Patrimônio liquido para a formação de uma nova empresa denomi­ nada “D”. e) na fusão deve ser incluída na apuração do lucro real. encampação ou cisão.

em 9-9-2007. ao final do processo. perdendo as suas par­ ticipações os acionistas minoritários de Alfa ou Beta cujas participações fossem não preponderantes. além de outras informações. A companhia aberta Itaqui S. em contrapartida de receita de incorporação do período. entre outras coisas. em uma situação em que a controladora seja uma holding que possua em seu ati­ vo apenas os investimentos na companhia incorporadora. extinguindo-se contabilmente a parcela de patrimônio líquido correspondente às ações dos acionistas que perderam suas participações no processo. o valor do aumento ou da redução do capital social da sociedade incorporadora. c) conta de reserva especial de ágio na incorporação. e) conta de reserva de lucros a realizar. em contrapartida de lucros ou prejuízos acumulados. Assinale a(s) altemativa(s) correta(s). sem que haja participação entre as fusionadas. b) conta provisão para variação do custo ou mercado. Esses dois patrimônios deverão sér avaliados segundo os mesmos critérios e na mesma data. suas próprias ações registradas no ativo. cons­ tará de protocolo firmado pelos órgãos de administração ou pelos sócios de sociedade interessada. c) na incorporação da controladora por sua subsidiária integral. dos dois o menor.484 Manual de Contabilidade 'IWbutária ♦ Oliveira. o valor contábil dos bens da incorporada era de $ 90 milhões. Resposta: alternativa___ 17. d) na fusão de duas empresas Alfa e Beta sob controle comum de Celta. d) provisão contingencial de ágio em incorporação de controlada. com base no valor do patrimônio líquido das ações da controladora e da controlada. . a justificação apresentada à assembleia geral da controlada deverá conter. o acionista controlador de Cel­ ta e os seus minoritários com participação preponderante em Alfa ou Beta passam a ser os únicos acionistas da nova empresa. Tupinambá. a diferen­ ça de $ 15 milhões apurada entre o valor contábil e o valor de mercado deve ser registrada em uma: a) subconta do capital social para imediatamente ser incorporada ao Capital. Nessa operação. Chieregato. cisão e fusão de empresas. incorpora sua controladora Cia. relativas à incorporação.. Se o valor de mercado fosse de $ 105 milhões. b) na incorporação de uma sociedade anônima pela sua controladora.A. Perez Junior e Gomes 16. a) na incorporação de uma sociedade anônima por outra já existente. a sociedade resultante da incorporação irá possuir. o cálculo das relações de substituição das ações dos acionistas não controladores da controlada. a preços de mercado.

e) na incorporação. julgue os itens que se seguem: a) a incorporação é a operação pela qual uma ou mais sociedades são absor­ vidas por outra. com a mesma participação acionária que detinham na empresa objeto da cisão. para atender a objetivos específi­ cos. b) na conclusão do processo de incorporação. previstas em lei. com ações negociadas em bolsa de valores. Acerca do assunto. a contabilidade pode adotar o critério de avaliação dos ativos a valores de saída. atendendo a diversos objetivos. . que lhes sucederá em todos os direitos e obrigações. constituídas para esse fim. Acerca desse assunto. a qualquer tempo. antes de se efetivar. as quais permitem às sociedades. fusão ou cisão. se houver versão de todo o seu patrimônio. b) até sessenta dias após publicados os atos relativos à incorporação ou fu­ são. na base de liquidação forçada. previstas na legislação. de reorganizações das sociedades por ações. que incluirá os critérios e as principais bases de efetivação da modalidade de reorganização a ser implementada. com base em patrimônios líqui­ dos de cada sociedade definidos no protocolo e na justificação de cisão. julgue os itens abaixo e assinale a(s) altemativa(s) correta(s): a) um processo de incorporação. Fusão. extinguindo-se a companhia fusionada. Há diversas formas. promover as reformulações que forem apropriadas. c) incorporação é a operação pela qual se unem duas ou mais sociedades para formar sociedade nova. Fiscais e Legais das Reestruturações Societárias 485 e) em uma operação de cisão parcial. o credor por ela prejudicado poderá pleitear judicialmente a anula­ ção da operação. d) fusão é a operação pela qual a companhia transfere parcelas do seu pa­ trimônio para uma ou mais sociedades. se parcial a versão. incorporação e cisão são modalidades de reorganização de sociedades. Resposta: alternativas______ 19. ou já existentes. Resposta: alternativas______ 18. fusão ou cisão. a qualquer tempo. de­ caindo os princípios de contabilidade. a menos que se trate de companhia aberta. e dividindo-se o seu capital. aos acionistas de empresa in­ corporada será sempre garantida a manutenção de igual quantitativo de ações possuídas da empresa incorporada. promover as reformulações que lhes forem apropriadas. que permitem às empresas. com a versão de parcelas patrimoniais para múltiplas empresas criadas. que lhes sucede em todos os direitos e obrigações.Aspectos Contábeis. requer que os orgãos da administração ou sócios das sociedades interessadas firmem um protocolo. é permitido pela Lei das Sociedades Anô­ nimas que os acionistas da empresa cindida sejam mantidos em todas as empresas resultantes do processo.

c) uma companhia constrói um prédio para outra.486 Manual de Contabilidade Tributária • Oliveira. e) a fusão é a operação pela qual tuna companhia transfere parcelas do seu patrimônio para uma ou mais sociedades. Resposta: alternativa___ . Chieregato. extinguindo-se a companhia fusionada. se parcial a versão. após o processo de incorporação. para que ambas consti­ tuam uma nova sociedade. d) uma companhia une seu patrimônio ao de outra. comprando mais de 50% das ações com direito a voto. em terreno previamente cedido por esta última. Na operação que é considerada incorporação: a) uma companhia transfere a totalidade de seu patrimônio para outra. d) a cisão é a operação pela qual s