EN 2806 – Tópicos experimentais em Materiais

1° Quadrimestre 2016
Roteiro originalmente elaborado pelos Professores Márcia e Humberto. Revisado: prof. Alexandre

Experimento 2 – Metalografia, medição de dureza, tratamento térmico e
termoquímico de aço

Neste conjunto de experimentos, dividido em 3 aulas, serão abordadas metodologias de
preparação metalográfica, medição de macro e microdureza, tratamentos térmicos e termoquímicos
e análise de microestruturas de aço.
Parte 2 – Tratamentos térmicos de aços
Aços
Os aços estão entre os materiais mais empregados na engenharia, pois são produzidos em
grandes escalas com custos relativamente baixos, possuem boas combinações de propriedades e
apresentam enorme versatilidade. Isto se deve à grande variedade microestrutural, que pode ser
manipulada por meio de composição química, tratamento térmico e processamento termomecânico,
o que reflete em largas faixas de propriedades mecânicas, principalmente de resistência mecânica. A
maioria dos aços é baseada em ligas Fe-C, onde o teor de carbono varia entre cerca de 0,005% a
2,00% em massa.§ Há várias classes de aços, como: aços-carbono; aços baixa liga (contendo ≤ 8% de
elementos de liga); aços alta-liga (contendo > 8% de elementos de liga), que incluem os aços
inoxidáveis (stainless steel) e os aços-ferramenta (tool steels). Microestruturalmente, os aços podem
ser classificados como: ferrítico; ferrítico-perlítico; perlítico; martensítico; bainítico; austenítico;
endurecido por precipitação; austenítico-ferrítico; e estrutura duplex.1
Os aços-carbono comuns, de uso geral, são classificados conforme o teor de carbono, como:
aço baixo carbono (até ~0,3% C); aço médio carbono (~0,3% a ~0,6% C); e aço alto carbono (~0,6% a
~1,0% C). Embora os aços-carbono praticamente não apresentem elementos de liga, eles contêm
impurezas provindas do minério ou do processamento, como enxofre, fósforo e silício, e alguns
elementos que são adicionados para melhorar as características do material, como o manganês, que
tem a função, entre outras, de formar inclusões de sulfeto de manganês (MnS), o que remove o
enxofre em solução sólida, que tem a tendência de fragilizar o aço. Entre os elementos de liga
adicionados aos aços-ligados podem-se citar ainda o cromo, o níquel, o titânio, o molibdênio, o
nióbio, o cobalto, o tungstênio e o vanádio. Uma das nomenclaturas dos aços mais usuais segue a
§

Neste texto, as porcentagens dos elementos são apresentadas como fração em massa, exceto quando explicitadas de
outra forma.

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1° Quadrimestre 2016

designação da SAE-AISI (Society of Automotive Engineers – American Iron and Steel Institute),
geralmente de quatro números, onde os dois primeiros indicam a classe dos elementos de liga
principais e os dois últimos indicam o teor centesimal de porcentagem de carbono. Assim, o aço 1045
refere-se ao aço-carbono com 0,45% de carbono. Já o aço 8620 refere-se ao aço-níquel-cromomolibdênio com 0,20% de carbono. Para cada aço, existem faixas de composição das impurezas e dos
elementos de liga, que podem ser encontradas na literatura, como a referência 1.
Diagrama de Fases Fe-C e Principais Microconstituintes dos Aços
A Figura 1 apresenta o diagrama de fases parcial do sistema Fe-C no lado rico em ferro. As
principais fases e microconstituintes de interesse dos tratamentos térmicos em aços são:
i)

austenita (Fe-): é a fase estável do ferro em temperaturas intermediárias (no ferro puro é
estável entre 912 e 1394 ºC) e sua estrutura cristalina é CFC (cúbica de face centrada).
Apresenta alta solubilidade de carbono: ~0,8% C a 727 ºC e máxima solubilidade de 2,1% C a
1147 ºC. É relativamente mole;

ii)

ferrita (Fe-): é a fase estável do ferro a baixas temperaturas (no ferro puro é estável até 912
ºC) e sua estrutura cristalina é CCC (cúbica de corpo centrado). Apresenta baixa solubilidade
de carbono: ~0,008% C à temperatura ambiente e máxima solubilidade de 0,02% C na
temperatura de 727 ºC. É muito dúctil, mole e com resistência mecânica relativamente baixa;

iii)

cementita (Fe3C): é uma fase estequiométrica intermediária no sistema Fe-C que apresenta
6,7% de C e sua estrutura cristalina é ortorrômbica complexa. Por ser uma fase cerâmica, é
dura e frágil;

iv)

perlita: é um microconstituinte constituído de lamelas intercaladas das fases ferrita e
cementita. Apresenta boa combinação de propriedades mecânicas;

v)

bainita: é um microconstituinte duro constituído de finas agulhas ou ripas de ferrita
intercaladas com finos precipitados de cementita;

vi)

martensita: é uma fase metaestável (por isso não é mostrada no diagrama de fases Fe-C)
com estrutura cristalina tetragonal de corpo centrado. É uma fase de solução sólida de
carbono no ferro. É muito dura e frágil.

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A seguir são apresentados três principais tratamentos térmicos aplicados em aços: recozimento.EN 2806 – Tópicos experimentais em Materiais 1° Quadrimestre 2016 Figura 1 – Diagrama de fases parcial do sistema Fe-C no lado rico em ferro. 1). enquanto os aços com teores maiores que 0.8% C são denominados aços hipo-eutetóides. onde a região de interesse para os tratamentos térmicos dos aços está indicada com o quadro tracejado em azul (adaptado da referência 2). dada por: Fe-  Fe- + Fe3C (1) O aço com teor de carbono de ~0.8% (aço-carbono SAE-AISI 1080) é denominado aço eutetóide. e têmpera seguida de revenido.8% C são denominados aços hiper-eutetóides. O diagrama de fases Fe-C apresenta uma reação eutetóide (envolvendo três fases sólidas) a 727 ºC em 0. normalização. que podem ser tanto para estágios intermediários de manufatura como para aplicações finais dos produtos. 3 . Os aços são tratados termicamente para se alcançar requisitos microestruturais e de propriedades mecânicas.76% C (Fig. Já os aços com teores menores que 0.

os aços hipo-eutetóides e eutetóide são aquecidos até uma temperatura no campo da fase austenita (Fe-). 4 . Na condição de resfriamento lento. em seguida. será considerado apenas o recozimento de aços não encruados (não deformados ou conformados plasticamente). e.EN 2806 – Tópicos experimentais em Materiais 1° Quadrimestre 2016 Tratamento Térmico de Recozimento O recozimento é realizado principalmente para amolecimento do aço. visando facilitar a conformação a frio ou a usinagem. a sequência de evolução das fases segue próximo à dada pelo diagrama de fases.  Neste texto. mantidos nesta temperatura até homogeneizar a microestrutura. 3 No processo de recozimento pleno. 2). resfriados lentamente (dentro do forno) a uma taxa controlada. Figura 2 – Diagrama de fases Fe-C mostrando a região de temperaturas para recozimento pleno. principalmente entre as temperaturas “críticas” de início e fim da decomposição (transformação) da austenita. enquanto os aços hiper-eutetóides são aquecidos no campo Fe- + Fe3C (Fig.

EN 2806 – Tópicos experimentais em Materiais 1° Quadrimestre 2016 Após a etapa de austenitização (obtenção de microestrutura de Fe- em altas temperaturas). 3a). 5 . ocorre redistribuição de carbono. denominada perlita (Fig. Após a formação inicial da perlita no contorno de grão da austenita. formando a estrutura lamelar com fases intercaladas de ferrita e cementita. na frente de crescimento da colônia de perlita. decorre de uma limitação cinética da difusão do elemento carbono. e (b) hipo-eutetóide (formação de microestrutura ferrítico-perlítica) (adaptado da referência 2). (a) (b) Figura 3 – Esquemas de evolução microestrutural durante o resfriamento no tratamento térmico de recozimento de aços: (a) eutetóide (formação de microestrutura perlítica). onde o carbono rejeitado pela ferrita difunde-se lateralmente e auxilia no crescimento da cementita. o que leva ao crescimento cooperativo das fases (Fig. o aço eutetóide (~0. 4). que leva à formação do microconstituinte perlita.8% C) apresenta na temperatura de reação eutetóide (727 ºC) a transformação dada pela Equação 1. O crescimento das fases ferrita e cementita na forma lamelar.

onde a ferrita pró-eutetóide apresenta-se na forma contínua ao redor dos antigos contornos de grão da austenita (Fig. observa-se uma tendência de saturação e queda do limite de resistência (Fig.8% C e transforma-se em perlita.  A ferrita pró-eutetóide recebe esta denominação por se formar antes da reação eutetóide (Eq.8% C).EN 2806 – Tópicos experimentais em Materiais 1° Quadrimestre 2016 Austenite grain boundary  Figura 4 – Representação esquemática da formação da perlita a partir da austenita. a ferrita pró-eutetóide cresce e a austenita enriquece-se em carbono. a austenita remanescente apresenta ~0. devido ao aumento da fração de perlita e/ou da cementita (Fe3C). 5). 2). Ao atingir a temperatura eutetóide (727 ºC). o resfriamento a partir da temperatura de austenitização resulta inicialmente na formação da ferrita pró-eutetóide. 1) e para diferenciar da ferrita na forma de lamela na perlita. limite de resistência e dureza) aumenta e a ductilidade (alongamento e estricção) diminui com o aumento do teor de carbono (Fig. a resistência mecânica (limite de escoamento. eles são aquecidos no campo Fe- + Fe3C. 5). Durante o resfriamento lento no campo  + . No caso da faixa de carbono de aços hiper-eutetóides. o que acarreta na formação de cementita pró-eutetóide esferoidizada e não na forma de rede contínua. 6 . formando a microestrutura ferríticoperlítica. seguindo aproximadamente o diagrama de fases. No caso dos aços-carbono resfriados lentamente a partir da temperatura de austenitização. No caso dos aços hipo-eutetóides (< ~0. 3b). dentro do campo  + . onde a direção de difusão do carbono é indicada por setas e  é o espaçamento interlamelar (adaptado da referência 2). em uma temperatura ligeiramente superior à da reação eutetóide (Fig. devido à formação de uma rede contínua e frágil de cementita pró-eutetóide (similar ao que ocorre com a ferrita próeutetóide). Por isso é que no tratamento de recozimento pleno dos aços hiper-eutetóides. A ferrita nucleia no contorno de grão da austenita (nucleação heterogênea) por ser uma região energeticamente mais favorável do que no interior do grão.

esfriados lentamente. (b) região esfriada muito lentamente. em função do teor de carbono. girando a amostra de 90º.EN 2806 – Tópicos experimentais em Materiais 1° Quadrimestre 2016 Figura 5 – Gráfico mostrando aproximadamente a variação de algumas propriedades mecânicas dos aços 4 comuns (laminados ou forjados). nitidamente lamelares ao microscópio. 4 7 . (b) (a) 17 µm 23 µm Figura 6 – Fotomicrografias de aço eutetóide mostrando colônias de perlita (ataque nítrico): (a) as áreas que aparecem confusas apresentam-se. A Figura 6 apresenta fotomicrografias de aço eutetóide (~0.8% C) recozido mostrando microestruturas perlíticas. Já a Figura 7 apresenta fotomicrografias de aços hipo-eutetóides recozidos mostrando microestruturas ferrítico-perlíticas. entretanto. onde as lamelas de perlita estão bem visíveis.

No senso térmico. A Figura 8 apresenta o diagrama de fases Fe-C parcial mostrando a faixa de temperatura de austenitização usualmente empregada no tratamento de normalização de aços-carbono. Em termos microestruturais.5% C. (c) 0. a normalização é um ciclo térmico de austenitização seguida por resfriamento em ar calmo ou levemente agitado. a normalização visa obter microestruturas ferrítico-perlíticas (para aços hipo-eutetóides) ou perlíticas (para aços com composições próximas do eutetóide). o que. não é considerado como um tratamento de normalização.  Note que a operação de resfriamento ao ar de aços com elevada temperabilidade pode resultar em microestruturas martensíticas. 8 . mostrando a textura lamelar da perlita.7% C (ataque nítrico). portanto. Em (d) é 4 apresentada imagem com maior aumento da área delimitada em (b).3% C. Tratamento Térmico de Normalização Normalização é um método de tratamento térmico no qual se consideram aspectos térmicos e microestruturais.EN 2806 – Tópicos experimentais em Materiais 1° Quadrimestre 2016 (a) (b) 110 µm (c) 110 µm (d) 110 µm 22 µm Figura 7 – Fotomicrografias mostrando grãos de ferrita (região branca) e colônias de perlita (região escura) de aços hipo-eutetóides esfriados lentamente com: (a) 0. (b) 0.

a normalização é parecida com o recozimento. A adequação das propriedades mecânicas. dependendo da história térmica e mecânica do produto. A Figura 9 apresenta comparativamente os ciclos tempo-temperatura de normalização e recozimento pleno de um aço hipo-eutetóide. o tratamento de normalização será preferível em relação ao recozimento. pois quanto maior é a taxa de resfriamento. o refino da estrutura de grãos. enquanto na normalização o aço resfria ao ar. se for possível realizar a usinagem com o aço normalizado. Em termos práticos.EN 2806 – Tópicos experimentais em Materiais 1° Quadrimestre 2016 Figura 8 – Diagrama de fases Fe-C mostrando a faixa de temperatura de austenitização usualmente empregada 3 no tratamento de normalização de aços-carbono. Em termos microestruturais. Assim. menor é o espaçamento entre as lamelas de perlita ( na Figura 4) e maior é a quantidade de perlita. fora do forno). mas a resistência mecânica e a dureza tendem a ser maiores e a ductilidade menor no aço normalizado. pois apresenta menor custo de tratamento térmico (o recozimento requer que o material resfrie lentamente dentro do forno. 9 . o aumento da usinabilidade. A normalização pode tanto aumentar como diminuir a resistência mecânica e a dureza de um dado aço. mesmo aços com teores de carbono um pouco acima ou abaixo da composição eutetóide (~0.8% C) podem apresentar microestruturas totalmente perlíticas após o tratamento térmico de normalização. a homogeneização microestrutural e a diminuição das tensões residuais estão entre os motivos de se realizar a normalização.

EN 2806 – Tópicos experimentais em Materiais 1° Quadrimestre 2016 Recozimento: Ferrita + perlita grossa Normalização: Ferrita + perlita fina Figura 9 – Comparação dos ciclos tempo-temperatura de normalização e recozimento pleno de um aço hipoeutetóide. e (b) aço hiper-eutetóide (52100.0% C e 1. O resfriamento mais lento no recozimento (annealing) resulta em maior temperatura de transformação para ferrita e perlita e microestrutura mais grosseira do que na normalização (adaptado da referência 3). aço de alto cromo para rolamentos. A Figura 10 apresenta fotomicrografias de aços submetidos ao tratamento de normalização. (a) 22 m (b) Figura 10 – Fotomicrografias: (a) aço hipo-eutetóide (1025) normalizado após austenitização a 930 ºC (as 5 regiões escuras são de perlita em uma matriz de ferrita).45% Cr) normalizado com predominância de perlita e rede de cementita pró6 eutetóide (indicada com setas). 10b). com 1. 10 . Aços hiper-eutetóides podem apresentar uma rede de cementita (Fe3C) pró-eutetóide formada nos antigos contornos de grão da austenita (Fig.

4). há um tempo de “incubação” na temperatura de transformação para que a ferrita e/ou a cementita nucleiem (trecho BC) e se inicie o crescimento das colônias de perlita (ponto C). No caso da decomposição da austenita (Fe-) em ferrita (Fe-) e cementita (Fe3C). a austenita é consumida para geração da perlita (trecho CD). após o resfriamento (ou o aquecimento) rápido a partir de uma determinada temperatura até a temperatura de transformação. Ao final da transformação. As transformações de fase geralmente apresentam os estágios de nucleação e crescimento da(s) nova(s) fase(s). incluem os efeitos cinéticos das transformações e cada diagrama corresponde a apenas uma liga. Note que após o resfriamento rápido a partir da temperatura de austenitização (trecho AB). como a reação eutetóide (Eq. No caso das transformações que envolvem mais de duas fases. é necessário ocorrer “partição” dos elementos entre as diferentes fases. 1). A Figura 11 apresenta um diagrama TTT do aço eutetóide ilustrando a transformação da austenita para perlita. Os diagramas TTT são levantados realizando-se tratamentos isotérmicos em diferentes temperaturas e tempos e obtendose os tempos de início e fim (assim como das frações intermediárias) da transformação para cada temperatura. forma-se a microestrutura perlítica (ponto D). 11 . Os diagramas TTT são levantados em condições isotérmicas (temperatura constante) de transformação. que dependem do tempo para ocorrerem. que depende da difusão (movimentação atômica) dos elementos. Durante este crescimento. a transformação perlítica depende da difusão lateral do carbono na austenita na frente de crescimento de uma colônia de perlita (Fig. diferente dos diagramas de fase. Os diagramas TTT dos aços geralmente são levantados após o resfriamento rápido a partir da temperatura de austenitização.EN 2806 – Tópicos experimentais em Materiais 1° Quadrimestre 2016 Diagramas TTT e TRC Os diagramas tempo-temperatura-transformação (TTT) e os diagramas de transformação em resfriamento contínuo (TRC).

que indica a temperatura de início da formação da martensita. Esta transformação ocorre por meio de um mecanismo de cisalhamento do reticulado cristalino e não envolve o mecanismo de difusão atômica. a transformação termina quando se atinge a temperatura de fim da transformação martensítica (M f. como a transformação perlítica. No lado direito da Figura 9. onde se observa a região de transformação da austenita em ferrita pró-eutetóide antecedendo a região da transformação perlítica. da ordem da velocidade de propagação do som nos metais. No caso dos aços. Nesta área também se observa uma linha horizontal indicada com Ms. Fig. mostrando microestruturas antes. A velocidade da transformação é extremamente alta.EN 2806 – Tópicos experimentais em Materiais 1° Quadrimestre 2016 Figura 11 – Diagrama de transformação isotérmica para uma liga Fe-C eutetóide. na área do ciclo de resfriamento (cooling cycle). Ela é resultado do tratamento de têmpera. isto é. A martensita é uma fase tetragonal de corpo centrado metaestável (não aparece no diagrama de fases Fe-C. durante e após a transformação de 2 austenita para perlita. ocorre a transformação martensítica. não progride mantendo-se em uma temperatura constante (isotermicamente). entretanto a trasnformação é atérmica. é apresentado o diagrama TTT de um aço hipo-eutetóide. quando a taxa de resfriamento a partir da temperatura de austenitização é alta o suficiente para inibir a difusão dos elementos. com curva de tratamento térmico isotérmico superposto (ABCD). 12 . A transformação martensítica inicia quando se alcança a temperatura de início da transformação (Ms ou Mi) e só prossegue com a diminuição da temperatura. 1) muito dura e frágil.

A transformação bainítica. a bainita é uma mistura de ferrita e carboneto. mas com microestrutura bem distinta. apresenta uma região delimitada pelos tempos de início e fim na transformação isotérmica. ocorre a transformação bainítica.EN 2806 – Tópicos experimentais em Materiais 1° Quadrimestre 2016 Fig. que só podem ser observados com o auxílio de microscopia eletrônica. depende da difusão dos elementos. 12a). A dureza da martensita é diretamente proporcional ao teor de carbono no aço (Fig. 13 . (a) (b) Figura 12 – (a) Diagrama TTT (tempo-temperatura-transformação) do aço eutetóide realçando as temperaturas 4 7 de transformação martensítica. Como na perlita. 12b). e (b) variação da dureza dos aços com a estrutura e o teor de carbono. a bainita pode ser descrita como um microconstituinte constituído de agulhas finas de ferrita com precipitados finos de cementita. dependendo do teor de carbono do aço. A morfologia da martensita é de ripa ou plaqueta. 13). De forma simples. como a perlítica. Em taxas de resfriamento intermediárias entre as transformações perlítica e martensítica. Assim. que pode ser praticamente contínua com a região da transformação perlítica ou pode se apresentar como uma região distinta desta (Fig.

O diagrama de transformação em resfriamento contínuo (TRC) é similar ao diagrama TTT. M – martensita. no que se refere às regiões de transformação de fases. na qual são mostrados os efeitos da variação da taxa de resfriamento na microestrutura e dureza de um aço hipo-eutetóide. Na Figura 14b é mostrado um exemplo de aplicação do diagrama TRC. B – 2 bainita. Em geral. 14 . 14a). P – perlita. mas difere deste por ser construído com curvas de resfriamento contínuo e não por tratamentos isotérmicos. no diagrama TRC.EN 2806 – Tópicos experimentais em Materiais 1° Quadrimestre 2016 Figura 13 – Diagrama TTT de um aço liga (tipo 4340): A – austenita. em comparação como o diagrama TTT. F – ferrita pró-eutetóide. as regiões de transformação de fases são ligeiramente deslocadas para tempos maiores e temperaturas menores (Fig.

14b). F – ferrita pró4 eutetóide.66% Mn) mostrando os efeitos da variação da taxa de resfriamento na microestrutura e dureza (A – austenita. distorções e até mesmo trincamento da peça. e (b) diagrama TRC (transformação em resfriamento contínuo) de um aço hipo-eutetóide (0. Assim. O meio de têmpera adequado depende da temperabilidade da liga. também pode se utilizar “sprays” de líquidos. o que pode resultar em altas tensões residuais. 2). Tratamentos Térmicos de Têmpera e Revenido O tratamento térmico de têmpera de aços consiste no resfriamento rápido (brusco) a partir da temperatura de austenitização e tem por finalidade produzir microestrutura contendo martensita (às vezes bainita). Em termos de diagrama TRC (e TTT). seguida de água. É importante notar que quanto maior é a severidade de têmpera. 15 . A faixa de temperatura de austenitização para o tratamento de têmpera geralmente é próxima daquela para o tratamento de recozimento pleno (Fig. óleo. aço temperado é hardened steel. e temperabilidade é hardenability. do tamanho e da forma da peça e da taxa de resfriamento necessários para obter a microestrutura desejada. A temperabilidade do aço aumenta com o aumento do teor de carbono e/ou dos elementos de liga.  Cuidado com os termos em inglês: têmpera é quenching ou hardening. as regiões de transformação envolvendo difusão são deslocadas para maiores tempos quanto maior é a temperabilidade do aço. B – bainita. que é a capacidade (ou facilidade) do aço em transformar a austenita em martensita. As maiores taxas de resfriamento são geralmente obtidas com salmoura.EN 2806 – Tópicos experimentais em Materiais 1° Quadrimestre 2016 (a) (b) Figura 14 – (a) Comparação entre os diagramas TRC (linhas cheias) e TTT (linhas tracejadas). P – perlita. como a transformação perlítica (Fig. M – matensita). revenido é tempering.44% C e 0. solução aquosa de polímeros. O resfriamento na têmpera deve ser realizado de forma que a curva de resfriamento não cruze as regiões de transformação envolvendo difusão. banho de sal fundido e gases. a taxa de resfriamento necessária para obtenção da microestrutura martensítica depende da temperabilidade do aço. maior é a tensão térmica que é gerada durante o resfriamento.

sendo os dois tipos principais: i) fragilidade do revenido ou dos 700 ºF. o aço temperado é aquecido a uma temperatura abaixo da temperatura de reação eutetóide. obtida no tratamento de têmpera apresenta elevada dureza e resistência mecânica. entre ~250 a ~700 ºC (estágio III) ocorrem as transformações dos carbonetos de transição e da martensita em ferrita e cementita. podem ocorrer mecanismos de fragilização durante o tratamento de revenido que diminuem a resistência ao impacto. a tenacidade e a resistência ao impacto. portanto. 16 . entretanto. que ocorre no resfriamento lento a partir de temperaturas acima de 575 ºC ou no revenido a várias horas entre 375 e 575 ºC e está relacionada com a segregação de impurezas. o tempo. Dependendo do aço. geralmente diminui as propriedades de limite de resistência. 15). fósforo. entre ~200 a ~350 ºC (estágio II) ocorre a transformação da austenita retida em ferrita e cementita.EN 2806 – Tópicos experimentais em Materiais 1° Quadrimestre 2016 A martensita “fresca”. que ocorre no revenido entre 230 e 370 ºC e está relacionada com a formação de filme de cementita frágil. Assim. a taxa de resfriamento e a composição do aço. usualmente os aços temperados são submetidos ao tratamento térmico de revenido para melhorar a ductilidade. arsênio e estanho. é realizado para adequar as propriedades mecânicas finais desejadas do aço temperado. A Figura 16 apresenta o efeito do tempo em quatro temperaturas de revenido na dureza de um aço eutetóide temperado. Este tratamento. mas é frágil e apresenta tensões residuais apreciáveis. As Figuras 17 e 18 apresentam fotomicrografias de aços temperados e aços temperados e revenidos. limite de escoamento e dureza (Fig. O revenido. No tratamento de revenido. Durante o revenido ocorrem várias transformações: entre ~100 e ~250 ºC (estágio I) ocorre a formação de carbonetos de transição e o teor de carbono da martensita diminui. como antimônio. e ii) fragilidade da martensita revenida ou dos 500 ºF. sendo as principais variáveis a temperatura.

5% C. Note as linhas aproximadamente lineares na escala logarítmica do tempo.EN 2806 – Tópicos experimentais em Materiais 1° Quadrimestre 2016 Figura 15 – Influência da temperatura de revenido sobre as propriedades mecânicas de um aço com 0. 4 temperado em água. 17 .82% C temperado. Figura 16 – Efeito do tempo em quatro temperaturas de revenido na dureza à temperatura ambiente do aço 3 com 0.

EN 2806 – Tópicos experimentais em Materiais 1° Quadrimestre 2016 (a) 20 m (b) Figura 17 – Fotomicrografias de aços temperados em água: (a) com 0.5% C temperado em água (a) e após revenido a 200 ºC (b).20% C mostrando martensita na forma de 5 6 ripas. 400 ºC (c) e 600 ºC (d). 4 18 . e (b) com 1.22% C mostrando martensita acicular e austenita retida. (b) (a) 21 m 21 m (d) (c) 21 m 21 m Figura 18 – Fotomicrografias de aço com 0.

19 . aplica-se a carga principal. Nestes métodos. aplica-se uma força (carga) sobre um indentador (ou penetrador) “duro”. Muitas vezes. 19) e convertida no próprio equipamento para um número de dureza Rockwell (sem unidade de medição).1 Os ensaios de dureza estão entre os métodos de caracterização mecânica mais simples e de menor custo. pois não requerem preparação de amostra elaborada. pois elimina o efeito de reação do sistema de medição (por exemplo.8 A medida de dureza. os ensaios de dureza são largamente empregados para o controle de qualidade durante os estágios intermediários e finais de manufatura de produtos metálicos. embora aparentemente simples no conceito. Devido a estas características.Macrodureza Dureza O termo dureza pode ser definido como a habilidade de um material resistir a indentação ou deformação permanente quando em contato com um indentador sob força (carga) compressiva. inicialmente aplica-se uma pré-carga de baixo valor (10 kgf) e. folgas entre as parte mecânicas e assentamento da amostra) e elimina a interferência de pequenas rugosidades superficiais da amostra. os ensaios de dureza são os únicos testes não-destrutivos disponíveis para qualificar e aprovar componentes para a aplicação final. que é inversamente relacionado com a diferença de profundidades. menor é a penetração do indentador. Abaixo são descritos dois dos principais métodos de medição de dureza por indentação da superfície: Rockwell e Brinell. No método de ensaio. que deforma e penetra na superfície da amostra. Para os metais. cujos valores são obtidos por meio de ensaio de tração. A diferença entre as profundidades que o indentador penetra na amostra com a carga principal e a pré-carga é determinada (Fig. sendo que quanto mais dura é a amostra.EN 2806 – Tópicos experimentais em Materiais 1° Quadrimestre 2016 Parte 3 . as medidas de dureza se correlacionam bem com outras propriedades mecânicas. em seguida. que varia conforme a escala Rockwell utilizada. é uma propriedade que representa um efeito complexo dos campos de tensão elástico e plástico decorrentes da interação entre o indentador e o material ensaiado. Dureza Rockwell A dureza Rockwell baseia-se na relação inversa da medição da profundidade de penetração do indentador com uma geometria específica a uma dada força aplicada. envolvem equipamentos de custos relativamente baixos e as medições são relativamente rápidas. como o limite de escoamento e o limite de resistência. A aplicação da pré-carga aumenta a precisão do método.

EN 2806 – Tópicos experimentais em Materiais 1° Quadrimestre 2016 Indentador de diamante Profundidade do indentador após pré-carga Superfície da amostra Profundidade do indentador após carga principal O incremento na profundidade varia linearmente com o aumento da carga principal e é a base da leitura dos ensaios de dureza Rockwell Figura 19 – Representação esquemática do princípio do ensaio Rockwell. 20 . o mesmo princípio se aplica ao indentador de esfera de aço. Há 30 diferentes escalas Rockwell. A seleção da escala adequada depende das seguintes características: tipo do material. Embora seja ilustrado um indentador 8 de diamante. cujos métodos são apresentados a seguir. posição da indentação.8 As duas principais escalas utilizadas nos metais são Rockwell B e C. da précarga e da carga principal. A Figura 20 apresenta esquematicamente um equipamento de ensaio Rockwell e seus principais componentes. e limitação da escala. definidas pela combinação do tipo do indentador. espessura da amostra.

aços de baixa dureza. Este método é utilizado para medição de materiais com dureza acima de 100 HRB. A profundidade de penetração do indentador pode ser determinada pela subtração do número de dureza Rockwell B de 130 e o resultado multiplicado por 0. Este método é utilizado para a medição de dureza de metais moles. ligas de titânio e aço com camada cementada ou nitretada profunda.EN 2806 – Tópicos experimentais em Materiais 1° Quadrimestre 2016 Indicador da dureza Dispositivo de carregamento (peso “morto”) Indentador Base de suporte da amostra Cabo da manivela Amortecedor Motor de re-início Figura 20 – Representação esquemática de um equipamento de ensaio Rockwell.002 mm  0.002 mm. A profundidade de penetração do indentador pode ser determinada pela subtração do número de dureza Rockwell C de 100 e o 21 .588 mm (1/16 de polegada) e carga principal de 100 kgf. como aço temperado.10 mm . ferro fundido maleável perlítico. 19) e carga principal de 150 kgf. No método da escala Rockwell C. A faixa de medição aceitável para este método é até o número de dureza Rockwell B de 100 HRB (H do inglês hardness). ligas de alumínio e ferro fundido maleável. como ligas de cobre. a profundidade de indentação é dada por: Pr ofundidadeHRB  (130  80) x 0. emprega-se um indentador de diamante com geometria de cone com ângulo de 120º (Fig. 8 No método da escala Rockwell B. emprega-se um indentador de aço temperado na forma de esfera de diâmetro de 1. Por exemplo. para uma leitura de 80 HRB no equipamento de dureza Rockwell.

A esfera mais utilizada no método Brinell é de aço temperado com diâmetro de 10 mm. o diâmetro da marca de impressão é medida usando um microscópio com pequeno aumento (Fig. 21a). 21b). Por exemplo.EN 2806 – Tópicos experimentais em Materiais 1° Quadrimestre 2016 resultado multiplicado por 0. (b) marca de indentação Brinell com escala de medição (adaptado da referência 8). não se emprega a unidade junto com o número (exemplo de representação: 150 HB). para uma leitura de 60 HRC no equipamento de dureza Rockwell. Após a remoção da carga e do indentador.08 mm . D é o diâmetro da esfera (mm) e d é o diâmetro da marca de indentação (mm). onde uma esfera é indentada sobre a superfície e o valor da dureza é calculado como a razão entre a carga (força) aplicada e a área projetada da marca de indentação.002 mm  0. Embora o valor da dureza Brinell seja calculado em kgf/mm2. Dureza Brinell A dureza Brinell é um método simples aplicável a diferentes tipos de materiais. a profundidade de indentação é dada por: Pr ofundidadeHRC  (100  60) x 0. Força d Esfera de diâmetro D (a) (b) Figura 21 – Processo de indentação Brinell: (a) representação esquemática do princípio do processo de indentação Brinell. o valor médio é utilizado para calcular o número de dureza Brinell (HB) segundo a equação: HB  2P D D  D 2  d2    (2) onde. Para maiores durezas empregam-se esferas de “metal duro” (ou cermet) de carbeto de tungstênio. geralmente entre 500 e 3000 kgf. por um tempo (10 a 30 s) suficiente para cessar a deformação plástica (Fig. 22 . Após a medição do diâmetro em duas direções perpendiculares. O teste consiste em aplicar uma carga constante.002 mm. que possibilita medição de número de dureza Brinell até 444 HB. P é a carga de indentação (kgf). em kgf/mm2.

como cilindros. ii) acabamento superficial: a superfície da amostra pode ser como conformada (desde que seja lisa e sem camada de óxido). Amostras curvas.4 mm causam pouco efeito na medição. que está relacionada com o acabamento da superfície.EN 2806 – Tópicos experimentais em Materiais 1° Quadrimestre 2016 A profundidade de indentação no método Brinell pode ser determinada por: Pr ofundidade (mm)  P   D  (HB) (3) onde. pois se ocorrer abaulamento ou distorção na superfície oposta à da indentação. desbastada ou polida. deve ser considerado apenas como indicação. Condições gerais quanto à medição de macrodureza As condições abaixo indicadas valem tanto para o método Rockwell (escalas Rockwell B e C) quanto o método Brinell: i) geometria da amostra: para uma medição precisa. entretanto. usinada. 23 . as superfícies planas geram os melhores resultados. iv) posição da indentação: a distância entre o centro da indentação e a borda da amostra e a distância entre os centros de duas indentações adjacentes devem ser pelo menos 3 vezes o diâmetro da marca de indentação para se evitar que a “ausência” de material na borda e as regiões (zonas) de deformação plástica de duas indentações interajam e alterem o valor da dureza. No caso do método Brinell. iii) espessura da amostra: a espessura mínima da amostra deve ser de pelo menos 10 vezes a profundidade de penetração. Este valor. D é o diâmetro da esfera (mm) e HB é o número de dureza Brinell. o grau de precisão depende da facilidade de se realizar a medição do diâmetro da marca de indentação. embora uma “calibração” com uma amostra plana é recomendada. a espessura da amostra deve ser aumentada para se ter uma medição correta da dureza. com diâmetro acima de 25. P é a carga de indentação (kgf).

Objetivos do Experimento 1. 2) Aplique a carga principal. Realizar o ensaio de dureza Rockwell B nas amostras de aço recozida e normalizada. a2.EN 2806 – Tópicos experimentais em Materiais 1° Quadrimestre 2016 2. ii) Anotem as características do indentador e a carga (e pré-carga nos ensaios Rockwell B e C) utilizada. Realizar o ensaio de dureza Rockwell C na amostra de aço temperada e revenida. 2. Conhecer práticas de tratamentos térmicos e realizar a análise metalográfica de aços tratados termicamente. 3. b3. conforme indicada na Introdução. Realizar o ensaio de dureza Brinell nas amostras de aço recozida e normalizada. (b) Determinação de macrodureza b1. Procedimento para os ensaios Rockwell B e C: 1) Posicione a amostra e aplique a pré-carga. normalização e têmpera seguida de revenido (amostras polidas e atacadas). Condições gerais para a realização dos três métodos de ensaio: i) Utilizem amostras lixadas. e (b) Determinação de macrodureza. Para as amostras recozida e normalizada. Roteiro experimental O experimento desta aula compreende duas etapas principais: (a) Tratamentos térmicos e metalografia. iii) Respeitem a distância mínima entre a indentação e a borda da amostra e entre duas indentações adjacentes. b2. Realizar a análise metalográfica de amostras de aços submetidas aos tratamentos térmicos de recozimento. iv) Realizem pelo menos 3 medições em cada ensaio por amostra. analise os resultados com base no diagrama de fases Fe-C). a3. 24 . Cada uma das etapas é descrita em detalhes a seguir: (a) Tratamentos térmicos e metalografia a1. Acompanhar a demonstração de práticas de tratamentos térmicos de aços. obter pelo menos três fotomicrografias em aumento adequado para quantificação da fração do microconstituinte perlita (para o relatório. Conhecer métodos de macrodureza e determinar a dureza de aços tratados termicamente.

5. Materials Park: ASM International. v. New York: John Willey & Sons. Ed. H. meça em duas direções ortogonais e considere o valor médio para o cálculo da dureza. 3. J. 1995. H. T. 9 – METALLOGRAPHY AND MICROSTRUCTURES. K. 2) Aplique a carga e mantenha por pelo menos 15 s. 3) Remova a carga aplicada e desloque a amostra para a próxima medição. R. ASM Handbook. 1974. 1 – PROPERTIES AND SELECTION: IRONS. Jr. ASM Handbook. STEELS. 6. Procedimento para o ensaio Brinell: 1) Posicione a amostra. v. Arai et al. Equação 2). 1991. Materiais e Mineração. Edgard Blücher. ASM Handbook. Ed. 1980. Materials Park: ASM International. 1991. meça os diâmetros das indentações em dispositivo com lente de pequeno aumento ou através de imagens obtidas através do microscópio ótico (para cada indentação. São Paulo: Associação Brasileira de Metalurgia. 1988. A. v. 1985.P. METALOGRAFIA DOS AÇOS. Materials Park: ASM International. v. Davis et al. Ed. PRINCIPLES OF HEAT TREATMENT OF STEEL. 25 . 4) Após realizar as indentações. 7. Willian D. Tschiptschin. METALOGRAFIA dos produtos siderúrgicos comuns. 8 – MECHANICAL TESTING AND EVALUATION. 4. 2000. Kuhn & D. Medlin. Sinatora. MATERIALS SICENCE AND ENGINEERING: An Introduction. 4 – HEAT TREATING. 8.EN 2806 – Tópicos experimentais em Materiais 1° Quadrimestre 2016 3) Realize a leitura no visor do equipamento. 2. Goldenstein. A. São Paulo: Ed. Callister. 4) Remova a carga e desloque a amostra para a próxima medição. Referências 1. George Krauss. ASM Handbook. Ed. Materials Park: ASM International. AND HIGHPERFORMANCE ALLOYS. Mills et al. Hubertus Colpaert. Materials Park: ASM International.