1.

Cone Sul- Africano

A penetração de uma haste no solo é uma técnica antiga empregada para
se obter as resistências das camadas de um volume de solo, através da
resistência de penetração da haste. Esse processo rústico evoluiu, originando
os penetrômetros, que são equipamentos que permitem a obtenção de índices
sobre a resistência que o solo oferece ao ser penetrado. Um dos tipos de
penetrômetros existentes, é o cone sul-africano, o qual faz a penetração
dinâmica.
O cone de penetração dinâmica, ou cone sul-africano ou penetrômetro
dinâmico de cone (dynamic cone penetration - DCP), é um equipamento oriundo
da Austrália, sendo muito utilizado em países como África do Sul e Estados
Unidos. É um dispositivo composto por uma ponteira cônica de aço com ângulo
de 60º que penetra no solo a cada golpe, altura de 30 mm e diâmetro de 20 mm.
A utilização do cone sul-africano é simples, sendo necessário apenas
duas pessoas, uma para segurar o aparelho e outra para anotar os dados. O
dispositivo deve estar na direção ortogonal com o solo. Sua cravação no solo é
feita de forma dinâmica, pela aplicação de golpes de um peso (martelo), devido
sua queda livre de uma altura 0,5 m com massa de 8 kg que desliza livremente
por uma haste metálica, na qual é atarraxada a ponteira. Registra-se a
penetração provocada até que uma determinada profundidade de inspeção seja
atingida e não há recolha de amostra.
Após o procedimento in situ, os dados são levados a laboratório para
análise do tipo de solo e a determinação de sua resistência (definida como o
número de pancadas necessárias para cravar o penetrômetro a uma dada
distância de 10 ou 20 cm), o que é chamado de DPI e será dado em mm/golpe.
1.1 Emprego do Cone Sul-africano
A cravação da ponta cônica possibilita a análise da resistência à
penetração do solo, possibilitando que camadas com diferentes resistências
sejam identificadas. Pode, portanto, ser utilizado para avaliação de mudanças

no tipo de solo. Avaliação do Uso do DCP em Areias para Controle da Capacidade de Carga em Fundações Diretas e Controle de Compactação de Aterros. Cristina de H. 3 – Alves Filho. Dissertação de Mestrado. Dissertação de Mestrado. – Universidade Federal de Ouro Preto. Correlações para Obtenção de Parâmetros Geotécnicos de Argilas Compressíveis com utilização do Penetrômetro Dinâmico Leve. 2010. Solos muito resistentes. São Carlos/SP. Natal/RN. Utilização de Penetrômetro Manual em Solo Colapsível e Comparação com Resultados de Provas de Carga em Placa e em Sapata. Universidade de São Paulo. Escola de Engenharia de São Carlos. 2. 2012. 2003.Benevides. não é Baixo custo possível penetrar sem danificar o Fácil avaliação dos resultados dispositivo. . Estudos revelam que o penetrômetro poderá constituir uma ferramenta de grande utilidade para os engenheiros geotécnicos. identificação da compacidade de um determinado material. controle de execução camadas de revestimento de pavimentos. 1. Carlos Eduardo Sales. Dissertação de Mestrado – Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Larissa Dantas. 2 – Tsuha. Cavalcanti. Escola de Minas. Referências Bibliográficas 1 . na aplicação de controle de capacidade de carga de fundações diretas e ainda no controle de compactação de aterros. Ouro Preto/MG.2 Vantagens e Desvantagens do Cone Sul-africano Vantagens Desvantagens Equipamento portátil Limitação quanto ao tipo de solo a ser Fácil operação utilizado.

8p. Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte. Carina M. Natal/RN. Costa. Lins. Instituto Federal de Educação. Carla Cecília Nascimento dos. Avaliação do Uso do Penetrômetro Manual Dinâmico para o Controle de Execução de Fundações Diretas em Areias.4 – Santos. . 2010.