Direito Tributário II – Prof.

Adão – Resumo Prova 1
Tratados Internacionais
Versa apenas sobre exportações e operações interestaduais. É constitucional o art. 98 do CTN. Os tratados
internacionais que prevêem exonerações tributárias são aplicadas no Brasil por cima da nossa legislação1. O
contribuinte que importa pode pedir isenção sobre o mesmo tributo, ou seja, se um produto é isento/imune
aqui, o mesmo produto que é importado também deve ter essa isenção/imunidade, isto é, essa vantagem deve
ser estendida a esse produto estrangeiro.
Crédito Tributário X Crédito Fiscal
O tributário é constituído pelo lançamento tributário, então é um débito do contribuinte perante a Fazenda
Pública. O fiscal, por sua vez, é o direito de abatimento decorrente da não-cumulatividade; é, pois, um direito
do contribuinte contra o fisco. Este tem uma finalidade constitucional definida.
Teoria do Imposto sobre o Valor Agregado
1. Conceito: Consiste no valor dos bens e serviços produzidos ou vendidos menos o valor dos bens e serviços
adquiridos2.
2. Tipos: Segundo o tratamento dos bens instrumentais de produção, divide-se em três tipos:
Produto Bruto: o abatimento ou a dedução é somente dos bens que ingressam para sair do
estabelecimento, exigindo-se controle físico do contribuinte (ruim para este).
Renda Líquida: abate a depreciação (do ativo permanente ou mobilizado), além dos bens que
ingressam com finalidade de posterior saída, exigindo-se, ainda, em alguma medida, o controle físico
do contribuinte.
Consumo: abate também o ativo permanente e bens de consumo, além dos bens que entram para
depois sair, exigindo-se controle financeiro do contribuinte (bom para este).
3. Cálculo/Apuração:
Adição: é a soma das parcelas do valor agregado.
Subtração: não muda a carga tributária, mas apenas o modo de calcular.
base sobre base: vendas menos compras do período
imposto sobre imposto: impostos das vendas menos impostos das compras
Dedução:
ou Crédito Físico:
Integração Física: só consideram os componentes físicos que se agregam ao produto.
Não-Integração Física:
Consumição Imediata: primeiro uso, insumos de produção
Consumição Rápida: mais de um uso
ou Crédito Financeiro:
Trata-se de dedução ampla, abrangindo inclusive os bens instrumentais de produção
e materiais de consumo que não saem do estabelecimento3. É própria do imposto tipo
consumo.
Regras de Correção:
Reversão ou Regularização: anula o imposto (o seu abatimento) da etapa anterior sempre que
não houver saída tributada4.
‘Pro Rata’: a anulação é proporcional às saídas não-tributadas5.
Teto: o crédito não pode representar devolução de imposto6.
1

federal, estadual, municipal
Dito de outra maneira, é o conjunto de despesas – inclusive tributárias – e de lucro líquido.
3
Isso significa que são abatidos tanto o que se desgasta, quanto o que não se desgasta. A justificativa disso está justamente em que não existe
o controle físico.
4
Dito de outro modo, sempre que não houver tributação na etapa seguinte da cadeia (fase isenta), deve-se vedar o abatimento do imposto da
etapa anterior, pois não pode nunca o abatimento representar a devolução do tributo para o contribuinte. O valor não deve ser repassado para
outro produto, portanto é a regra da anulação total.
5
Eu produzo cem unidades de mesma matéria-prima, sendo cinquenta tributadas e cinquenta isentas (rata significa rateio); nesse caso, só se
mantém o abatimento dos bens que são tributados, logo a anulação é proporcional.
6
A regra do batente informa que deve haver um limite de abatimento.
2

Página 1

§ 4º. III. da CF. os insumos são os materiais secundários e o material de embalagem. sendo que aquela já põe na sua nota fiscal. 150. ‘c’. sendo que. 5º. XII. (art. 155. § 2º. (art. Princípios Constitucionais a) Legalidade: As obrigações acessórias só podem ser criadas por lei. da CF. Aqui. Adão não concorda. § 2º. inc. I. É plurifásico. Não se aplica a exceção do art. ~ ICMS ~ Características Básicas É imposto nacional de imposição estadual. ou seja. XI. A exceção encontra-se no art. Deve ser abatido o valor cobrado na fase anterior da fase seguinte. Possui fator gerador bilateral. Aspecto Material Operações e Prestações = Constituem os núcleos do tipo constitucional tributário. que retrata a revogação de isenção8. pois. portanto se aplica a modalidade de subtração imposto sobre imposto. § 6º. a tributação pode ser na saída ou na entrada. O IPI incide sobre a operação de industrialização. sendo criado por lei ordinária estadual7. inc. IPI. A incidência do IPI precede a do ICMS. § 1º) d) Anterioridade Nonagesimal: Prevê vigência para após noventa dias da publicação. Não é imposto sobre valor agregado. no caso de substituição ‘para frente’. Adão – Resumo Prova 1 Ciclo de Circulação de Riqueza ou Cadeia Econômica ProdutorMineralAnimalVegetal (Primário) Indústria  Atacado  Varejo  Consumidor O imposto de produtor primário é diferido quando ele vende para a indústria ou para o atacado (o comércio). inc. Sempre que há a aplicação de bens materiais móveis e de serviços. IV. inc. É tributo indireto. in casu.Direito Tributário II – Prof. (art. da CF. § 2º. ‘c’. II. (art. o que é devido para os demais da cadeia. A sua tributação fica a cargo dos Municípios. 7 Já aprendemos que a CF apenas estabelece a competência tributária. inc. mas não cria tributo. porque é um restabelecimento de um tributo que já existia. 8 Página 2 . § 1º) e) Seletividade: O legislador estadual colocou que o ICMS poderá ser seletivo. nunca por instrução normativa ou por decreto.Hipótese de Incidência da Norma Tributária a. É tributo que onera o consumo. art. o serviço se incorpora ao valor do bem. (art. § 4º. inc. I. Vide “Substituição Tributária” Conflito: ICMS. ‘g’) b) Não-Cumulatividade: ‘Passou’ de produto-bruto para consumo com a LC 87. No entanto. deve ele próprio pagar o imposto. quando ele vende direto para o consumidor final. inc. visto que o ônus é repassado no mecanismo de preços. sobre o que o Prof. A concentração da arrecadação e da carga tributária recaindo sobre a indústria facilita a fiscalização do fisco. 155. e o que se tem é um produto industrializado. incs. e não uma prestação de serviços. O ISSQN incide sobre a prestação de serviços definido em lei complementar. não sendo. que se relaciona à Súmula 615/STF. Lembre-se: alguém só é contribuinte se faz o fato gerador. é adiado o pagamento do imposto. por isso a exceção do art. aumento de tributação. 150. Análise da Norma Tributária . 155. 155. Isso se designa repetição. inc. ‘c’. ISSQN (LC 116) O ICMS incide sobre a operação de circulação de mercadorias e sobre a prestação de serviços (intermunicipal e interestadual) de transporte e comunicação. 150. inc. IV. III) f) Tipicidade: Cuida-se de um princípio implícito. I e II) c) Anterioridade Anual: Prevê vigência para o ano seguinte ao da publicação. em operação capaz de modificar a natureza ou a finalidade ou de aperfeiçoar o bem para consumo. art. 155. 155. A revogação de isenção não afeta o princípio.

física ou jurídica. esse produtor não pagará o tributo ao Estado. 10 Embora o produtor agropecuário não seja comerciante. Retrata uma ideia de movimento que vai de um ponto a outro9. operações de circulação de mercadoria ou prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação. c) ISS sobre os serviços a) não há separação. ‘atos de comércio’ etc. diferentemente do que ocorre no IR. este deixa de ser mercadoria12. ao passo que na linha horizontal há itens explicativos (congêneres. É também contribuinte a pessoa física ou jurídica que. pois. hoje. . A habitualidade e a intenção de lucro normalmente caracterizam o bem como mercadoria. o qual é teleológico11. Nenhum bem é mercadoria por natureza. serviços de competência dos Municípios (Lista13). 13 Na linha vertical é taxativa. incs. IV – adquira lubrificantes e combustíveis líquidos e gasosos derivados de petróleo e energia elétrica oriundos de outro Estado. O ICMS não recai apenas sobre a compra e venda mercantil. c) dois comerciantes para a revenda (ato clássico de comércio). ainda que as operações e as prestações se iniciem no exterior.Direito Tributário II – Prof. b) um comerciante e um consumidor. Página 3 . II – seja destinatária de serviço prestado no exterior ou cuja prestação se tenha iniciado no exterior. isto é. com habitualidade ou em volume que caracterize intuito comercial. Retrata uma conduta humana. mas sim ‘operações’ e ‘prestações’.Operação: é ato ou efeito de operar que é praticar operação. dinheiro e títulos de crédito. I. a mercadoria ao destino10. 11 A mercadoria é uma constituição humana. desde que dentro dos limites semânticos). mas também pode ser apenas a mudança de titularidade jurídica. daí a relevância do agente para inserir o bem na cadeia econômica. Então. quer de ISS Dispõe a Lei Kandir (LC 87/96): Art. exceto as contribuições. que são termos neutros à fórmula jurídica. mas não são essenciais para o ICMS. quer de ICMS. mesmo sem habitualidade ou intuito comercial: I – importe mercadorias ou bens do exterior. Cumpre destacar que a mercadoria. isto é. que vai desde a produção primária até o consumidor. quando não destinados à comercialização ou à industrialização. a operação pode ser uma movimentação física ou não. qualquer que seja a sua finalidade. ou seja. 12 Na última operação do ciclo. de que a mercadoria depende de estar no ciclo de circulação. pode ser bem corpóreo ou incorpóreo (basta lembrar que o ICMS incide sobre a energia elétrica). Noção de Mercadoria A CF não usou as expressões ‘compra e venda’. O seu conceito não inclui bens imóveis. Sendo imune. já que ficará a seu cargo pagar indiretamente o imposto daquele junto ao seu. torna-se ativo permanente. por isso o empresário pagará para aquele um valor menor. com ou sem intuito de lucro na operação. III – adquira em licitação mercadorias ou bens apreendidos ou abandonados. Os atos bifrontes podem se configurar de três modos: a) dois comerciantes. II. Serviços incluídos na Lista Com fornecimento de Ressalvadas na mercadorias Lista Não-Ressalvadas na Lista Sem fornecimento de mercadorias Serviços não incluídos Com fornecimento de na Lista mercadorias Sem fornecimento de mercadorias a) deve haver separação. é relevante a intenção do agente de inserir o bem no ciclo de circulação. quando o consumidor retira o bem do ciclo de circulação. o ICMS incide sobre os seus produtos. qualidade que readquire se for novamente reinserido no ciclo.. direitos em geral. Isso significa que. Parágrafo único. dação em pagamento. que realize.Prestação: é ato ou efeito de prestar que é ato de fazer. § 3º. A destinação é imposta pela intenção de inserir a mercadoria no ciclo de circulação. doação de mercadorias etc. III e IV – LC 87 9 Esse movimento pode ser simplesmente jurídico. 11. b) incide ISS sobre as mercadorias e sobre os serviços tributação apenas pelo ISS incidência do ICMS sobre o serviço e a mercadoria sem incidência qualquer. permuta de mercadorias. Como se caracteriza um estabelecimento14? art. não paga nenhum dos impostos. que tem o lucro como parte essencial. b) ICMS sobre as mercadorias. 4º Contribuinte é qualquer pessoa. com destinação ao consumo. Chega-se à conclusão. Adão – Resumo Prova 1 . Diferido o imposto. uma ação. mas também sobre contrato.

LC 87 c/c arts. ‘h’. por isso. 6. logo o importador não pode ser mero intermediário ou consignatário. I. Após a LC 87. em verdade. incs. inc. e 13.Súmula 334/STJ. contudo.(art.Súmula 135/STJ c/c Súmula 662/STF. incs. 167. inc. II.. IV.Súmula 166/STJ (art. ‘h’.. inc. 138 e 274 Leasing No entendimento do STJ. III. Página 4 . fato gerador – isso. na prática. § 3º. § 3º. mas se deve cancelar o da fase anterior. ‘h’. 155. 12 full. art. há solidariedade/subsidiariedade entre os estabelecimentos. § 2º. sendo que. e X. inc. 13. 11 e 12 full. III. 3º e 4º. ‘b’. Aspecto Pessoal Podem vir a ser o contribuinte ou o substituto. IX. CF c/c art. ‘d’. nem pode haver benefício fiscal unilateral no Estado do importador – o ICMS é devido ao Estado do destinatário jurídico. LC 87). 15 O STF acolheu a tese da intributalidade na importação de bens de capital. Para efeitos de cobrança. inc. b. 11 full. contudo.Súmulas 20 e 71/STJ c/c Súmula 575/STF. Se houver descaracterização do leasing (. 155. 2º. quais são os momentos? art. LC 87 c/c art. I. 2º.(art. IV e V. 5. e XII. art. ‘g’. 7º. 17 O Prof. ‘c’. consoante os arts. ocorre a vinculação dos insumos à atividade do estabelecimento. 10. 6º. 9º e 11. CF c/c arts. Os demais casos citados não são geradores do imposto. § 1º. Quais são os momentos das operações e das prestações? art. CF E quando houver substituição. § 1º. sendo que não precisa se associar/integrar fisicamente. e XII. XII. o STF compreende que o leasing é tributável pelo ISSQN. 11. extravio. 8. não deveria incidir nem ICMS. o que compõe ou completa a dita operação. 155.Súmula 350/STJ. LC 87). Adão critica essa cobrança pela Fazenda Pública. da LC 87. 21. 11. LC 87). X. sim. XIII. 4º. 150. 4º a 6º. 14 Segundo o STJ. Pode ser: a) física. pensa contrariamente. pois que. 153. circunscreve o território do Estado ou do DF. pois na sua visão há circulação de mercadoria. §§ 2º. X. arts. inc. O STF. VI. tudo aquilo que tiver vinculação com a atividade do estabelecimento pode abater. O importador é aquele Estado destinatário jurídico da mercadoria. incs. 4.). LC 87). furto ou roubo). será compra e venda tributada (Súmulas 293? e 263/STJ). material. 12. na importação decorrente de leasing não há incidência do ICMS por não configurar fato gerador. 7.Situações Especiais: 1. Cada estabelecimento é um contribuinte autônomo (art. IX. contraria o texto da lei e da Súmula 166/STJ. 16 O Prof. o fato gerador se dá com a transmissão da propriedade. 660 e 661/STF (art. 11 da LC 87. 3. CF Podem se dividir em transporte e em comunicação. ‘b’. Aspecto Temporal Agrega-se à noção de circulação. As demais situações que se referem ao estabelecimento encontram-se no art. inc. logo melhorou o ICMS para o contribuinte. Adão – Resumo Prova 1 Na legislação anterior à LC 87. sendo que inexiste a necessidade de que integrem o produto final. Adão é da opinião que tal consiste apenas em uma locação de bem móvel. 9. § 1º. na consequência da norma. arts. perecimento. o que não acontece nas movimentações entre as filiais do mesmo dono.Súmula 163/STJ. inc. I. 12Súmula 237/STJ. § 2º. incs.Direito Tributário II – Prof. CF). tangível. 11. IV. que a transferência de um estabelecimento para outro do mesmo dono é. IV – LC 87 c. § 3º. incs. LC 87). X. III. § 5º. os insumos seriam os bens consumidos no processo e integrantes do produto final. c) física sem transmissão da propriedade (transferência para estabelecimento do mesmo dono17. Aspecto Espacial Quanto ao local da operação. Hoje. ‘a’. 2º. b) meramente ficta ou jurídica. inc. art. Os riscos do dono se verificam nas cláusulas CIF e FOB. Princípio da Autonomia dos Estabelecimentos: Todos os estabelecimentos do mesmo titular respondem pelo crédito tributário (art. ‘b’.(art. LC 87). afastando o ICMS unicamente no caso de leasing de aviões e de peças do exterior16. ‘d’. LC 87 d. CF c/c art. 12. Significa.(art.Súmula 432/STJ Súmulas STJ 156. CF). II e III. 155. 11. 8º. 2.Súmulas 155 e 198/STJ c/c Súmulas15 570. e 155. inc. deterioração. nem ISSQN. 155. inc. e § 4º. inc. pois. § 2º. inc. . inc. que começa com uma saída e termina com uma entrada.

LC 87 c/c art. a indústria deve 18 Visa. eliminando a possibilidade de fiscalizar milhares de contribuintes. I. em regra. VII. Se houver preço fixado pelo Poder Público. que é o final. pode ser um preço fixado pelo industrial nacionalmente ou pelo importador do produto. CF Substituição Tributária: Na substituição em fase subsequente. e 14. sendo neutro quanto à fórmula jurídica. Quanto Paga Quanto ao valor da operação. nem sobre os serviços. ‘a’. § 2º. 155. juros. e 13. e §§ 1º e 2º – LC 87 Valor da Prestação X Valor da Mercadoria: arts. há o crédito fiscal18 ou o direito de abatimento. incs. o valor tomado pelo consumidor. A base de cálculo há de ser. daí a indústria emite uma nota fiscal com o imposto incidente nas fases seguintes. VI e IX. Para isso. V. 13. incs. §§ 1º e 2º. CF c/c art. trata-se da base de cálculo. I. a base de cálculo. 13. a base de cálculo é a dimensão ou a expressão econômica do fato gerador (o aspecto material da hipótese de incidência). 12. o valor da operação e o valor da prestação. único. II e III. ‘i’. a lei manda que se deve fazer uma pesquisa pela autoridade fazendária. § 4º. e 15. o valor é conceito mais amplo. incs. a não-cumulatividade é assegurada porque o imposto a pagar deve corresponder à diferença entre o resultado da aplicação da alíquota interna no Estado de destino sobre a base de cálculo respectiva e o imposto próprio do substituto. 155. LC 87 c/c art. A primeira (a) permite a responsabilidade por fato gerador futuro a uma dada pessoa jurídica. mas o ICMS não incide somente sobre tal contrato. 155. o imposto incidente e o imposto pago. XIII e X. Assim. mas não se confunde com ele. I. LC 87). II e III. 19 Página 5 . e parágr. não extorquir o contribuinte. Adão – Resumo Prova 1 . VIII e IX. III e IV. § 2º. e 16 – LC 87 O valor pode incluir o preço. o valor da operação inclui o do próprio ICMS (cálculo por dentro. Isso facilita muito a fiscalização do tributo. 13. o preço é elemento do contrato de compra e venda. 12. CF Na falta do valor da operação: arts. IX. o imposto não incide sobre as mercadorias. conforme exigido pela lei. Há duas modalidades: a) progressiva e b) regressiva. mais seguros. A substituição é uma técnica moderna de arrecadação e procura concentrar a carga tributária em uma ou duas pessoas no máximo. esse preço20 será adotado pela lei. ‘a’. frete e outras importâncias cobradas e os descontos sob condição. mas não tem previsão na CF e na LC 87. permitindo a volta ao status quo ante a quem sofreu o ônus do tributo. permitindo prova em contrário) e o princípio da verdade real ou material (que ensina que só se pode cobrar tributo daquilo que existe). Assim. logo há uma positivação de presunção juris tantum em matéria tributária (meramente relativa. considerado constitucional pelo STF). No ciclo de circulação de riqueza. arts. 12. incs. XI e XII. §§ 2º. incs. 20 Em verdade. arts. III. incs. ‘h’. e 4º. Se não houver nem o preço sugerido ou fixado por estes dois últimos. Se a indústria vender para o atacado. com imediata e preferencial restituição19 se esse fato gerador presumido não se efetivar. Cuida-se de uma cláusula de retorno. inc. Não se documenta a repercussão para trás. 12 e 13 full + arts. VII. então. que será o preço final.Direito Tributário II – Prof. em si mesmos. entre outros aspectos. vendo os preços perante os setores representativos dos produtos respectivos e analisando o preço de mercado. Fato Gerador Presumido: a não-realização do fato gerador presumido leva à imediata e preferencial restituição do imposto de substituição (art. mas sobre as operações e as prestações. VIII. Base de Cálculo Presumida: a não-realização da base de cálculo presumida também leva à restituição. 10. XI e XII. De contrário.Consequência da Norma Tributária a. inc. nem sobre a circulação propriamente. incs. e § 3º. CF arts. 17 e 18. determinando uma média ponderada. incs. mas para frente sim. LC 87 c/c art. § 7º. inc. ‘a’. 150. cobrará os impostos dos fatos geradores futuros com base no valor final do produto.

incs. trata de diferimento: quando o produtor vender o seu bem para a indústria – e isso vale também para o comércio –. 8º. há as interestaduais22 e de exportação (art. não tem previsão constitucional. CF). IV. inc. A diferença de alíquota sempre fica com o Estado de destino. que são mínimas (alíquota-piso) (art. Adão não concorda. 155. 155. Quando mais preço a indústria conseguir no seu produto. ‘h’. qualquer dos dois envolvidos pode ser escolhido pelo poder tributante para ser o contribuinte. ‘a’. inc. e § 4º. paga para SC paga para RS Não-Cumulatividade: art. por sua vez. com o que o Prof. da CF c/c arts. CF). (interna ED) . é a mais do que devido. ‘g’ c/c incs. e VIII. VII. ‘b’. Aplica-se. ‘a’. anulando o crédito da etapa anterior. porque a capacidade tributária dele é revelada pelo próprio fato gerador do tributo. incs. Contribuinte-Não-Consumidor Alíquota Interestadual Contribuinte-Não-Consumidor Contribuinte-Consumidor Consumidor-Não-Contribuinte EO  ED EO  ED EO  ED 100 200 (x2) 12al. Consumidor-Não-Contribuinte: o Estado de destino fica com a diferença entre a alíquota interna do remetente e a alíquota interestadual.x2) . Quando as alíquotas são definidas por convênio? art. 32. ‘b’. no caso brasileiro. III. inc. a CF entende que não gera crédito para a etapa seguinte. 150. sabendo de antemão que terá que pagar o imposto da etapa anterior. § 2º. 22 Objetiva dividir a arrecadação entre os Estados. ‘b’ e ‘c’ c/c art. O fundamento básico para ser contribuinte é o atendimento da capacidade contributiva. e 33. se não houver operação ou prestação posterior. ‘b’. estabelecerá uma forma de preço em que se amputa o valor. de outra monta. II e XII. A responsabilidade pelo recolhimento da diferença de alíquotas é o remetente. 155. § 2º. sendo que o Estado cobra a diferença da alíquota interna para a interestadual. 23 Acontecem dentro do mesmo Estado. LC 87). 155. o que não é algo automático21. 12 22 Não paga nada no ED. Qual é o tipo de não-cumulatividade que a CF adotou? 21 Na sujeição passiva direta. Em havendo isenção em alguma etapa intermediária do ciclo. Página 6 . X. A responsabilidade pelo recolhimento da diferença de alíquotas é do destinatário. inc. tem que desonerar toda a cadeia. ressarcindo-se no mecanismo de preço do ato do imposto que terá de pagar. uma técnica própria dos tributos sobre o valor agregado. V. § 2º. que é a tributação normal (art. porque senão torna o imposto cumulativo (quando se isenta uma etapa apenas). Consumidor-Contribuinte24: o Estado de destino cobra a diferença entre a alíquota interna do destinatário e a alíquota interestadual. sendo que o sujeito deverá ser. A diferença de alíquota sempre fica com o Estado de destino. ‘a’. 155. é adiado. não para revender). além da substituição progressiva. ao mesmo tempo. e XII. A nãocumulatividade é. 155. CF) e máximas (alíquota-teto) (art. inc. Interna do EO. toda a exoneração fiscal tem que ser em benefício do consumidor. A indústria. Nos impostos sobre o valor agregado ou naqueles que adotam essa técnica. porque não há como concluir isso do § 7º do art. sendo ele pago quando ocorrer a operação seguinte (paga-se a operação dele e da etapa anterior). o pagamento de diferença de alíquota quando se compra um produto de um outro Estado de origem – que é a operação interestadual –. ‘c’. incs.12al. 19/26. 24 Está inscrito na Fazenda Pública. 17al. gerando o efeito cumulativo. V. inc.  34 (17al. da LC 87 Relaciona-se ao imposto sobre o valor agregado e o abatimento ou o crédito fiscal. VII. § 5º. 155.Direito Tributário II – Prof. Adão – Resumo Prova 1 adquirir essa capacidade contributiva para o fato contributivo de terceiros. No que toca às alíquotas. pois. I. o imposto é diferido. Só existe nesse texto. a alíquota interna quando o destinatário não for contribuinte (art. VI e XII. que. e isso se faz mediante a inclusão em seus mecanismos de preço desses impostos futuros. CF) e as internas23. ‘b’ – CF Aplica-se a alíquota interestadual quando o destinatário for contribuinte do imposto (art. mais estará incluído o imposto da fase anterior. § 2º. (EO) = 5 (ED) Alíq. CF). A antecipação do ICMS sem substituição. II. dizem alguns doutrinadores. A segunda (b). contribuinte e consumidor dessa mercadoria (compra para consumo.12al. § 2º. IV. § 2º. inc. 150 da CF. § 2º.

I e II Ativo Permanente: O abatimento. § 2º. vem sendo adiado. O art. Responde por débito próprio em nome próprio. dos serviços de comunicação (inc. nas mercadorias para uso e consumo. parágr. CTN) Indireta: Sucessão27 (arts. b) não se adquire direito contra o Estado – só pode levar em consideração no que vier a dever. I e II) Natureza Jurídica: a) recebedor tem relação de direito privado com o remetente. 25. restringiu o crédito da energia elétrica (inc. 26 Página 7 . CF c/c art. pois se fosse seria renunciável. incs. 33.020. e) não é direito subjetivo. da LC 87.Direito Tributário II – Prof. § 2º. porquanto falta correspectividade. 121. não há dois débitos opostos e não há dívida vencida. O art. Saldos Acumulados: art. CTN) 25 A expressão não é utilizada em seu sentido técnico-jurídico. Negocial. I. da LC 87. incs. consoante o art. entretanto. ‘a’ a ‘c’) e dos bens de uso e consumo. I. embora visível uma tentativa da LC 87 de passar de produto-bruto para consumo. 33. I. 20 e 33. inc. 20 da LC 87 permitiu o crédito dos bens para o imobilizado e para o uso e consumo do estabelecimento. sendo que agora ficou para 2. Adão – Resumo Prova 1 Responde-se: produto-bruto com crédito físico. b. 134/135. conforme o art. mas normalmente com o sujeito passivo direto (o contribuinte). Assunção ‘Ex Voluntate’ 28 O responsável não tem relação pessoal e direta com o fato gerador. O abatimento do ativo permanente está descrito no art. § 7º. II. e o lançamento de ofício só apuraria o débito. de regra. único. II e III) o crédito. Dedução ou Crédito antes da LC 87 Dedução ou Crédito depois da LC 87 Integração Física Não-Integração Física Consomição Imediata Consumição Rápida não pode ser parte e peça não precisa integrar deve consumir-se no processo diretamente (prazo razoável de 60/90 dias) crédito físico (ativo permanente) combinado com crédito financeiro e bens de uso e consumo (arts. é fungível. 155. d) a não-cumulatividade é indeterminada quanto ao destinatário. 27 Causa Mortis. oposto ao que ocorre na responsabilidade. ‘a’ a ‘d’). § 5º. 20. 128. Esta se liga à questão jurisprudencial do redirecionamento da execução pela Fazenda Pública quando houver infração à lei. 150. CTN) e Responsabilidade28 (arts. inc. CTN) e Substituto26 (art. mas pode ser por mercadoria ou serviço no período ou por mercadoria ou serviço operação a operação (art. 26. I. Compreende-se que não há ilegalidade ou inconstitucionalidade nas restrições qualitativas e temporais estabelecidas pelas LCs posteriores (STJ). incs. Legal. e o crédito só serve para abater do débito. inc. 129/133. Quem Paga Sujeição Passiva Direta: Contribuinte (art. c) não é compensação25. IV.