Pillon SC, Corradi-Webster CM

TESTE DE IDENTIFICAÇÃO DE PROBLEMAS
RELACIONADOS AO USO DE ÁLCOOL
ENTRE ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS

Artigos de
Pesquisa

ALCOHOL USE DISORDERS IDENTIFICATION TEST
(AUDIT) AMONG COLLEGE STUDENTS
Sandra Cristina Pillon*
Clarissa Mendonça Corradi-Webster**

RESUMO: O objetivo foi identificar o padrão de uso do álcool entre alunos de graduação em enfermagem. Estudo descritivo, de corte transversal, com 254 estudantes da Escola de Enfermagem de Ribeirão
Preto, em 2005. Foram aplicados o Teste de Identificação de Problemas Relacionados ao Uso de Álcool
(AUDIT) e um questionário estruturado para informações sociodemográficas. São resultados: 97% mulheres, idade média 21 anos, padrão de consumo - 16,5% abstêmios, 63% uso de baixo risco, 18,5%
uso de risco, 2% uso nocivo. Os alunos que fazem uso problemático de álcool chegam mais atrasados
às aulas e dormem mais em sala de aula no dia seguinte após terem freqüentado festas (p<0,01). Entre os
considerados de baixo risco, 37,6% ingerem mais de duas doses em dia típico de consumo e 35% já
consumiram mais que seis em uma única ocasião. Conclui-se que programas educativos, além de
políticas regulamentadoras da oferta e do acesso ao álcool, são importantes.
Palavras-chave: Estudante de enfermagem; alcoolismo; baixo rendimento escolar
ABSTRACT
ABSTRACT:: The purpose of this study was to identify the alcohol use pattern among nursing undergraduate
students. It is a descriptive and transversal study accomplished with 254 students from the Ribeirão Preto
Nursing School, in 2005. The Alcohol Use Disorder Identification Test (AUDIT) has been applied together
with a structured questionnaire to collect social-demographic information. The results showed that: 97%
of the participants were women, with a mean age of 21; in relation to the alcohol use pattern, 16.5% were
abstainers, 63% were of low risk use, 18.5% of hazardous use and 2% of harmful use. The students
scored as having a problematic use of alcohol presented more frequent delays and more frequently felt
asleep during the classes the day after attending a party (p<0,01). Among the students considered at low
risk, 37.6% consumed more than two drinks in a typical drinking event and 35% had already consumed
more than six drinks in one sole occasion. Education programs on alcohol use are important among the
students, as well as policies to regulate the offer and the access to alcohol.
Keywords: Nursing student; alcoholism; academic underachievement.

INTRODUÇÃO

Os problemas relacionados ao uso do

álcool são variados e interferem em diversos aspectos da vida da pessoa. Sua repercussão no Brasil representa preocupação social e questão de
saúde pública. Esse fato está evidente nas pesquisas realizadas pelo Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (CEBRID), que
mostra que 73,2% dos jovens entre 18 e 24 anos

já fizeram uso de bebidas alcoólicas alguma vez
na vida e 15,5% apresentam sintomas de dependência. O levantamento domiciliar também apresentou informações de que o álcool é a substância psicoativa mais consumida entre os jovens1.
Entre estudantes universitários, as bebidas alcoólicas vêm sendo apontadas na literatura como a
substância de maior consumo2,3.
R Enferm UERJ, Rio de Janeiro, 2006 jul/set; 14(3):325-32.

• p.325

religião) e do desempenho acadêmico como nota média ponderada semestral. de cor- te transversal. somados à forma de socialização corrente nas universidades através de festas. envolvimentos em brigas e discussões (provocação). e a freqüência com que participa de festas. Tais mudanças muitas vezes geram dificuldades e estresse. como faltar às aulas ou mesmo dormiam em sala de aula. este trabalho teve como objetivo identificar o padrão de uso de álcool entre alunos do curso de graduação de enfermagem. Muitos são os fatores que contribuem para esse fato. sendo esta uma das maiores preocupações no que se refere à saúde e ao comportamento do estudante. já que o uso de álcool é bem aceito nas festas e diversões universitárias. idade.Identificação de consumo de álcool entre universitários Diante do exposto. portanto. O binge drinking é um fenômeno que vem sendo estudado nos últimos anos e. Descreveram também que o risco de reprovação nas disciplinas era maior entre jovens dependentes de álcool do que entre os não dependentes e que o risco de ser reprovado na faculdade aumenta conforme aumenta a quantidade de álcool consumida por semana10. que. Foi aplicado também o Teste para Identificação de Problemas Relacionados ao Uso do Álcool (AUDIT) . somado à pressão exercida pelos colegas para o consumo e também ao baixo preço cobrado por estas bebidas. A coleta de dados ocorreu em sala de aula. muitas vezes conseqüência de o aluno chegar atrasado às aulas e/ou dormir em sala de aula. entre eles estão os acidentes automobilísticos.3%). o que faz com que aumente o risco de que o jovem estudante beba de modo a se intoxicar (binge drinking)5. leva-os a ter que enfrentar situações novas. reclamações e também dormir durante a aula11. No ano de 2005. Avaliando o desempenho acadêmico no Ceará. saídas mais cedo das aulas. e em especial nessa população. as conseqüências se estendem ao mau desempenho acadêmico que podem ocorrer devido às faltas ou ao p. ausência. estado civil.326 • R Enferm UERJ. Esse tes- . Lembrando que os limites do beber de baixo risco preconizados pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para mulheres são de até duas doses por ocasião e para homens de até três doses7. O binge drinking é o consumo de seis doses em uma única ocasião. Vale ressaltar que uma dose padrão de álcool contém 10 . estudos internacionais9 encontraram que um dos danos presentes nos jovens que faziam abuso de álcool era que muitas vezes deixavam de cumprir as obrigações acadêmicas. os quais estão deixando a casa dos pais para morarem sozinhos ou com amigos. atrasos. decorrentes do fato que os alunos freqüentam festas e se intoxicam na noite anterior8. uma definição mais concreta ainda está sendo estabelecida6. O consumo acima desses limites pode trazer diversas conseqüências de saúde e sociais para os jovens. a unidade onde ocorreu a pesquisa contava com 333 alunos registrados. Pensando em estudantes. sexo sem proteção e baixo desempenho acadêmico. Corroborando esses fatos. consumo de seis ou mais latas de cerveja (350ml) ou seis doses de destilados ou seis taças de vinho. freqüência com que chega atrasado às aulas e com que dorme em sala de aula no dia seguinte após ter freqüentado festas. METODOLOGIA Foi realizado um estudo descritivo.instrumento de rastreamento do uso problemático de álcool que foi desenvolvido pela OMS7. baixo rendimento nas aulas e nos exames finais das disciplinas. Foram incluídos na amostra alunos de graduação de enfermagem que estavam presentes em sala de aula na hora da coleta de dados e que aceitaram participar da pesquisa. agir com autonomia e criar e respeitar seus próprios limites. Rio deJaneiro. mediante a aplicação da análise estatística. Ou seja. No Brasil. Atualmente vem sendo caracterizado como um comportamento do beber quando a pessoa consome altas doses de bebidas alcoólicas em uma única ocasião.12 gramas de etanol puro. os deixa mais expostos ao consumo de bebidas alcoólicas4. porém a amostra foi composta por 254 (76. 2006 jul/set. Outra questão levantada é o fator social. a maioria dos estudos com universitários foi desenvolvida com estudantes de medicina. MARCO REFERENCIAL A população de jovens universitários pa- rece ser vulnerável ao consumo de bebidas alcoólicas. com os alunos da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP). 14(3):325-32. as conseqüências encontradas foram em relação à falta de atenção. O questionário utilizado na coleta foi constituído por itens sobre variáveis sociodemográficas (sexo.

Adotou-se o intervalo de confiança de 95%. Os estudantes que aceitaram participar firmaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. freqüência porcentual. Os estudantes foram convidados a participar do estudo. de religião católica – 163 (64. dentro dos limites preconizados pela OMS 7. 2005. Rio de Janeiro.06. ou seja. uso de risco (8 a 15 pontos). Em relação ao ano que estão cursando na Universidade. Ribeirão Preto. • p. Neste estudo. FIGURA 1: Domínios e conteúdos das questões contidas no AUDIT. R Enferm UERJ. a verificação de associações com utilização do teste de Qui-Quadrado e comparação entre as médias de grupos mediante a aplicação do teste de Kruskal-Wallis e de Mann-Whitney.0% fazem uso problemático de álcool (X2= 5. Um banco de dados foi construído no programa Statistical Package for Social Science v.Higgins-Biddle JC7. Corradi-Webster CM te é muito utilizado em diversos paises por ser de fácil aplicação e baixo custo. p=0. 60 (23. O escore total varia de zero a 40 pontos e de acordo com ele é possível identificar quatro padrões de uso de álcool ou zonas de risco. FIGURA 2: Distribuição da amostra de acordo com o padrão de consumo do álcool. estado civil solteiro – 246 (97%).11 (SPSS). através do projeto de pesquisa A relação entre o uso de drogas e comportamentos de riscos.Pillon SC. 42.017). o uso problemático de álcool apareceu associado à prática religiosa. uso nocivo (16 a 19 pontos) e provável dependência (20 ou mais pontos). 14(3):325-32. conforme o padrão de consumo apresentado na Figura 2. A literatura sugere o uso desse instrumento entre diversas populações.1%) no quarto ano.1%) estão no primeiro ano. A Figura 1 ilustra os conteúdos das questões referentes a cada domínio avaliado no AUDIT. Mais da metade dos estudantes fez uso de baixo risco. os padrões referentes a pontuações acima de 7 foram agrupados e considerados como uso problemático do álcool. 22.2%). Em relação às variáveis sociodemográficas. A análise dos dados foi realizada através da apresentação das freqüência absoluta. com o emprego do Teste de X2. mediante orientações quanto ao objetivo e garantia do anonimato (Resolução 196/96-CONEP).5%) estudantes fazem uso de bebidas alcoólicas. RESULTADOS A amostra foi composta por estudantes de enfermagem em sua maioria mulheres – 246 (97%). cina de Ribeirão Preto – USP. ou seja. O tempo para respondê-lo foi de aproximadamente 5 minutos.3% fazem uso problemático de álcool e entre as 186 que afirmaram ter religião. entre as 26 pessoas que afirmaram não ter religião. e é composto por 10 questões. de forma que. uso de baixo risco (0 a 7 pontos). 79 (31. 69 (27.6%) no terceiro ano e 46 (18. incluindo os estudantes universitários12.2%) no segundo ano.327 . O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medi- Fonte: Babor TF. Identificou-se que 212 (83. 2006 jul/set.

caracterizando o binge drinking. de 1 a 2 doses. 2005.2% dos estudantes que fazem uso problemático do álcool dormem em sala de aula após ter freqüentado festa na noite anterior e 50% deles chegam atrasados as aulas. Ribeirão Preto. 2005. 37. entre os 212 que consomem be- bidas alcoólicas. p = 0. coólicas (excluiu-se AUDIT=0). de acordo com a Tabela 1. e 35% assinalaram já ter consumido mais que 6 doses em uma única ocasião pelo menos uma vez no último ano. . A fim de conhecer o padrão de consumo. 2 e 3 do teste AUDIT. Entre eles.6% afirmaram consumir mais que 2 doses em uma única ocasião. analisou-se então as questões 1. Verifica-se que 71.000 de álcool e as que não fazem.78. encontrou-se uma relação proporcional – quanto maior a freqüência em festas. baseando na freqüência com que bebem e a quantidade de bebida alcoólica consumida. segundo o padrão de consumo de álcool.Identificação de consumo de álcool entre universitários A comparação da média ponderada entre os estudantes abstinentes e os que consomem bebidas alcoólicas apresentou uma tendência (p=0.080). Em relação à freqüência com que os estudantes participam de festas e a média de pontos no AUDIT. Quando comparado o comportamento dormir em sala de aula e chegar atrasado às aulas após ter freqüentado festa na noite anterior. 2006 jul/set. A Tabela 3 apresenta a distribuição da freqüência e quantidade de consumo de álcool entre os que fazem uso de baixo risco e os que fazem uso problemático de bebida alcoólica. Observa-se que o padrão de consumo de álcool entre os estudantes que pontuaram como p. indicando que a média ponderada dos alunos que consomem bebidas alcoólicas é menor do que a dos abstinentes. Ribeirão Preto. maior a média de pontos no AUDIT. Rio deJaneiro. 14(3):325-32. uso de baixo risco (AUDIT=7) foi na maioria de uma ou menos vez por mês. com relação estatística significativa.328 • R Enferm UERJ. H = 42. Essa análise foi realizada apenas entre os estudantes que consumiram bebidas al- TABELA 2: Distribuição do comportamento dormir em sala de aula e chegar atrasado às aulas após festa na noite anterior. a Tabela 2 ilustra como ocorreu essa distribuição entre as pessoas que fazem uso problemático TABELA 1: Média de pontos no teste AUDIT comparados com a freqüência em festas (n=212).

entre aqueles que não foram identificados no rastreamento como uso problemático de álcool. Ribeirão Preto.16 é extensa em relação à associação de uso problemático de álcool e sexo masculino. o que vai além dos objetivos do presente artigo.329 . IV Edição (DSM-IV). como sexo desprotegido. ao consumirem mais que 2 doses.6%) assinalaram que consomem mais que 2 doses por ocasião e 56 (35%) afirmam que bebem pelo menos uma vez ao ano mais que seis doses em uma única ocasião. A OMS preconiza como limite para o uso de baixo risco de álcool não mais que 3 doses para homens e não mais que 2 doses para mulheres.000 estudantes universitários encontrou números superiores a do presente estudo. em que ocorre o open bar (compra-se o ingresso para entrar na festa e consome-se bebidas à vontade). foi constatado que. • p. Neste estudo. A quantidade de seis ou mais doses em uma ocasião indica uso de álcool com intoxicação (binge driking). A literatura15. observou-se que entre os estudantes que pontuaram menos que 7 no teste. 2006 jul/set. R Enferm UERJ. acidentes automobilísticos e domésticos. entre outros13. 20. Estudo americano14 realizado com 14. Ressalta-se que o estudo americano utilizou uma amostra mista (54% de mulheres) e o presente estudo utilizou uma amostra majoritária de mulheres (96. Corradi-Webster CM TABELA 3: Padrão de consumo de bebidas alcoólicas. maior é o risco para o consumo de bebidas alcoólicas e conseqüentemente maior pontuação no teste do AUDIT. Ao analisar-se mais minuciosamente as questões do AUDIT. 14(3):325-32. quanto mais o estudante freqüenta festas. que toda semana são bombardeados com cartazes e panfletos de festas. ou seja. sendo esta também acessível e barata. Esse tipo de comportamento é muito encontrado entre os estudantes universitários.9%). envolvimento em atos violentos e piora do desempenho acadêmico. Estudos internacionais17. 2005. 60 (37. os autores encontraram 31% de uso abusivo de álcool e 6% de dependência. Rio de Janeiro.5% dos estudantes pontuaram acima de 07 no AUDIT.Pillon SC. têm maiores probabilidades de beberem até se intoxicar. elas já estão se colocando em situações de risco para desenvolverem problemas relacionados ao uso de álcool. Como neste estudo a amostra é composta em sua maioria por mulheres. concentrando-se nas questões 2 e 3 (tratam da quantidade de bebida alcoólica consumida). o que indica que fazem algum tipo de uso problemático de álcool (uso de risco ou uso nocivo).18 a respeito do binge drinking entre estudantes universitários relatam que jovens que freqüentam ambientes onde a bebida alcoólica é muito utilizada. Neste estudo. DISCUSSÃO O uso problemático de álcool pode trazer diversas conseqüências para os jovens. Por meio de um questionário baseado nos critérios do Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders.

Identificação de consumo de álcool entre universitários O uso problemático de álcool também apareceu associado à religião. caso queiram continuar consumindo bebidas alcoólicas. 3. que o consumo seja feito com responsabilidade15. Andrade AG. O estudante universitário que apresenta essas dificuldades para cumprir com seus compromissos acadêmicos pode ter seu desempenho escolar prejudicado. Noto AR. 2. Stempliuk VA. Uso de álcool e drogas por estudantes de medicina da UNESP. Pediu-se que os alunos registrassem sua nota média. regulamentando a promoção de festas com open-bar. assim como a venda de bebidas no campus. já que alguns não se lembravam. Boccuto NMV. São Paulo: Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas. que pontuou como uso de baixo-risco. Essas políticas também devem incentivar atividades e eventos voltados para esta população onde a bebida alcoólica não esteja incluída. Uma das limitações deste estudo foi o uso da nota média ponderada dos alunos como medida para avaliar o desempenho acadêmico. Universidade Federal de São Paulo. percebe-se a necessidade de políticas que controlem a venda de bebidas alcoólicas para a população de jovens universitários. alertando a respeito dos limites de consumo de baixo risco. Isso foi também foi verificado em outro estudo com estudantes universitários no Brasil. A prática religiosa pode ser um fator de proteção para esses jovens. Neste estudo. Trinca LA. Essa proporção foi significativamente menor entre os usuários (21. A identificação do consumo através de instrumentos de rastreamento. 2006 jul/set. I Levantamento domiciliar sobre o uso de drogas psicotrópicas no Brasil: estudo envolvendo as 107 maiores cidades do País. e assim não conhecer o padrão de consumo e o desempenho dos que não estavam. um número considerável de estudantes.001)21. 2005. 21(2):95-100. Bassit AZ.330 • R Enferm UERJ. encontrou-se uma associação tendencial. 14(3):325-32. relatou nas questões 2 e 3 consumir uma quantidade de doses por vez que provavelmente leva ao binge drinking ou intoxicação. pois houve apenas cinco estudantes que pontuaram uso nocivo.19. Dalben I. Kerr-Corrêa F. Em relação ao desempenho acadêmico e ao consumo de álcool. os alunos não-usuários de substâncias psicoativas. 2001.27(3):185-93 4. os estudantes que fazem uso problemático de álcool dormem mais em sala de aula e faltam mais às aulas após terem freqüentado festas na noite anterior. Nappo AS. mas também observar as questões separadamente. Outros estudos também encontraram essa associação 16. expressão e compartilhamento de emoções. Uso de drogas entre alunos da Universidade de São Paulo: 1996 versus 2001. CONCLUSÃO O consumo de álcool entre estudantes universitários precisa ser melhor explorado. prevenindo assim problemas futuros18.5%). dos problemas que podem ser causados pelo abuso e de sugestões para. Rev Bras Psiquiatr. auxiliou para uma melhor compreensão dos padrões de consumo de álcool entre os universitários. A educação para o uso responsável de álcool associada a políticas públicas que limitem o acesso e a oferta de bebidas alcoólicas podem ser importantes estratégias para reduzir o uso problemático de álcool e o binge drinking entre estudantes. Outra limitação foi aplicar o instrup. sendo mais prevalente entre os estudantes que declararam não ter religião. o que levou a perdas. os alunos que fazem uso problemático de álcool têm maiores dificuldades para cumprir seus compromissos. No entanto. Carlini EA. a venda de bebidas baratas em eventos universitários. No entanto. relataram que não faltavam às aulas ou só faltavam em caso de doença. REFERÊNCIAS 1. em uma maior proporção (39. Além disso. como o AUDIT. auxiliandoos a enfrentar o estresse. propiciando situações de socialização em que não há consumo de bebidas alcoólicas. 2001. a fim de buscar formas mais efetivas de prevenção. mento em alunos que estavam na sala de aula. 1999. sendo possível que muitos deles estivessem entre os faltantes. Percebe-se a importância de programas educativos junto aos estudantes. situações de suporte social. Ramos- . Tal fato pode ter ocorrido devido ao tamanho da amostra.3%. é de fundamental importância considerar não apenas a pontuação total desse instrumento. influenciando no estilo de vida e incentivando comportamentos saudáveis20. na qual a média ponderada foi mais alta entre os abstinentes. p< 0. Rio deJaneiro. Simão MO. Galduroz JCF. Kerr-Corrêa F. conhecendo além dos índices do uso e do tipo de substância utilizada. Rev Bras Psiquiatr. Como observado.

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08.Identificação de consumo de álcool entre universitários T EST DE I DENTIFICACIÓN DE T RASTORNOS DE ALCOHOL ENTRE ESTUDIANTES UNIVERSITARIOS DEBIDOS AL C ONSUMO RESUMEN: El objetivo fue identificar el patrón de uso del alcohol entre alumnos de pregrado en enfermería.01). edad media 21 años. . Estudio descriptivo. 37.2006 Aprovado em: 02. de corte transversal. Son resultados: 97% mujeres.2006 ________ Notas * Professor Doutor. 14(3):325-32. 2% uso nocivo.5% abstêmios.6% hacen uso de más que dos dosis en un día típico de consumo y 35% ya consumieron más que seis en una única ocasión.16. Los alumnos que hacen uso problemático de alcohol llegan más atrasados a las clases y duermen más en aula el día siguiente después de que hayan frecuentado fiestas (p<0. además de políticas que reglamenten la oferta y el acceso al alcohol. con 254 estudiantes de la Escuela de Enfermería de Ribeirao Preto-São Paulo-Brasil.br. 3900 – Bairro Monte Alegre-Campus USP – Ribeirão Preto – SP CEP: 14040-902 ** Psicóloga. patrón de consumo . rendimiento escolar bajo. E-mail:pillon@eerp. alcoholismo. Av.04. Bandeirantes. Centro Colaborador para o Desenvolvimento da Pesquisa em Enfermagem OMS. Recebido em: 20.332 • R Enferm UERJ. Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto – USP. Fueron aplicados el Test de Identificación de Trastornos debidos al Consumo de Alcohol (AUDIT) y un cuestionario estructurado para informaciones socio-demográficas. Rio deJaneiro. Palabras Clave: Estudiante de enfermería. Centro Colaborador para o Desenvolvimento da Pesquisa em Enfermagem OMS. Departamento de Enfermagem Psiquiátrica e Ciências Humanas. 2006 jul/set. 63% uso de bajo riesgo. Se concluye que programas educativos. p.5% uso de riesgo. 18. Entre los que presentaron uso de bajo riesgo. Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto – USP. son importantes.usp. Departamento de Enfermagem Psiquiátrica e Ciências Humanas. en 2005.