PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO PARANÁ

PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO
MESTRADO EM DIREITO

Sessão 9
Disciplina: Direito Socioambiental
Professores: Carlos Frederico Marés e Heline Sivini Ferreira
Aluno: Anibal Alejandro Rojas Hernández
La colonialidad del saber: eurocentrismo y ciências sociales – Anibal Quijano

Sobre o autor

Sociólogo e politico peruano que atualmente é professor do departamento de sociologia da
Universidade de Binghamon, New York. Também é professor convidado na UNAM de
México e na UFSP de Brasil. É amplamente reconhecido como teórico sob as questões da
racionalidade do poder e temas indígenas, além de estabelecer teorias que trabalham as
necessidades de Latino américa de construir um conhecimento do Sul do continente para o
Sul do continente.

Relato sobre o tema tratado

A formação da sociedade mundial atual não é só um processo no qual as forças evolutivas
da sociedade desarrolharam naturalmente as redes de interconexão dos seres humanos.
Todo o contrario, a sociedade atual é um processo no qual as potencias em seu momento
fizeram e trabalharam uma serie postulados necessários para conseguir estabelecer suas
teorias, suas formas de olhar a vida, seu pensamento e sua religião.

Aquele novo padrão racial faz a possibilidade de estabelecer. portanto. A partir daquela construção histórica. como por exemplo uma cor de pele diferente. Como fizeram isso? Por médio de duos padrões que compartilham Estados . Daí a importância de construir um novo padrão de relações sociais que permiti era desenvolver todas as características do sistema capitalista. porque a tecnologia e o conhecimento cientifico não poderia por nenhum sentido ser formado desde seres que são de uma raça inferior à europeia. assim. não povoações africanas. social. Consegue configurar relações de subordinação de acordo à raça. para conseguir trouxer para América a logica do Capital. sino também. portanto. Todo aquele que não fora europeu era atrasado. Isso fiz que o pensamento eurocêntrico criara categorias de generalização para aqueles que foram diferentes ao genótipo característico europeu. politica. e a necessidade de criar mercados para a venda de mercadorias com excedentes. do trabalho assalariado. O trabalho então dependia da concepção racial e vice-versa. e econômica começa também então a construir-se o que é normalmente conhecido como a “modernidade”. não Aymaras nem Quéchuas. Além de conhecer um novo importante território –em termo de extensãoconhecia novas culturas. além da formação social eurocêntrica. porque isso foi decisivo para o que hoje é a criação do sistema de mercado mundial.Com o descobrimento de América a concepção existente até aquele momento na sociedade europeia mudo. existiam negros. novos seres humanos que tinham estruturas biológicas distintas. duas coisas de especial importância para a colonização. e consegue estabelecer relações de trabalho seguindo as mesmas diferenciações estabelecidas pelo genótipo racial. Na América o escravismo foi deliberadamente estabelecido por os europeus para poder explorar as riquezas dos novos territórios. existiam indígenas. novas religiões. da religião europeia. uma categoria necessariamente dependia da outra. A classificação racial se apresentava para aquele momento da historia da humanidade não só para conseguir fazer uma colonização em todos os sentidos possíveis. Isso tem uma repercussão para a historia da sociedade muito importante. Aquela modernidade nesse sentido não é mais que a construção e imposição do conhecimento europeu.

mas ninguém faz nada. Depois de 500 anos ainda a homogeneização do sistema esta sendo realizada.Unidos. esquecendo sua natureza. Uruguai. Argentina e Uruguai. Porque? Conseguir mostrar que a existência de raças na humanidade é uma construção moderna é também conseguir que as pessoas entendam que os indígenas e os negros são categorias criadas faz muito tempo para conseguir homogeneizar à povoação. a população da América Latina esta sossegada frente ao que acontece ante seus olhos.  Comentário pessoal Não há duvida que a importância de um relato como o de Anibal Quijano é nele mesmo um relato do porque hoje nós vivemos o que estamos vivendo. Hoje. é o pão de cada dia dos Latino-americanos. porque as politicas de colonização e homogeneização – democratização do Estado. melhor. Chile e Argentina: exterminação dos povos indígenas e edificação de Estados-Nacionais que entre mais homogêneos sejam. Todo isso. no resto do continente aquela perspectiva não conseguiu sair vitoriosa. Teorias que consigam explicar nosso processo evolutivo nosso pensamento. o que aconteceu na América Latina –com exceção de Chile. É . esquecendo o que o faz homem. Dessa maneira. e também. Dai que as lutas que agora tem que ser trabalhadas devem ser lutas desde as mesmas categorias que faz aos homens iguais. e uma volta para invisibilizar aqueles que faz muito tempo foram invisibilizados e hoje estão na realidade. mas as duas ao final serão derrotadas por o sistema capitalista. a revolução de Haiti e a Revolução Mexicana. Ainda que naqueles países conseguiu se fazer uma relativa homogeneização por médio do genocídio das populações indígenas.foi a subordinação depois das independências por meios institucionais à economia por meio da industrialização e exportação de matérias primas. Destruições sistemáticas à natureza. nossa forma de olhar a vida. um povo cada dia mais pobre.não foram da mesma forma seguidas como ao contrario se fiz em outros Estados como Francia. de novo. de toda aquela historia só fica duas experiências revolucionarias. Novos paradigmas como Bolívia e Equador em realidade são a fonte para começar a trabalhar novos processos que permitam criar teoria do sul para o sul.

verdade que Bolívia e Equador hoje não conseguiram ao final romper por completo o paradigma do capital. mas eles se construíram as bases daquele novo paradigma que pode conseguir construir uma sociedade que seja justa.  Fichamento .