FUNDAÇÃO TÉCNICO-EDUCACIONAL SOUZA MARQUES

ESCOLA DE MEDICINA SOUZA MARQUES

Fabrício Gomes da Silva

Medicina 3° Ano – Turma 133

RIO DE JANEIRO
2014

Índice
1. Módulo 1.....................................................................................................pg. 3
1.1. Farmacocinética - Absorção.......................................................pg. 4
1.2. Farmacocinética - Vias de Administração...............................pg. 10
1.3. Farmacocinética - Distribuição de Fármacos..........................pg. 17
1.4. Farmacocinética - Biotransformação de Fármacos.................pg. 23
1.5. Farmacocinética - Eliminação de Fármacos...........................pg. 26
1.6. Princípios da Ação Medicamentosa.........................................pg. 29
1.7. Consequências das Interações Medicamentosas......................pg. 33

2. Módulo 2...................................................................................................pg. 39
2.1.
2.2.
2.3.
2.4.
2.5.
2.6.

Modulação Farmacológica da Transmissão Adrenérgica.......pg. 40
Usos Terapêuticos das Aminassimpaticomiméticas.................pg. 50
β-Bloqueadores.........................................................................pg. 59
α -Bloqueadores........................................................................pg. 65
Modulação Farmacológica da Transmissão Colinérgica........pg. 73
Bloqueadores Colinérgicos.......................................................pg. 81

3. Módulo 3....................................................................................................pg.86
3.1.
3.2.
3.3.
3.4.
3.5.
3.6.

Farmacologia da Transmissão Neuromuscular.......................pg. 87
Anestésicos Locais....................................................................pg. 95
Analgesia Central...................................................................pg. 104
Anti-Inflamatórios Não Esteroidais (AINES).........................pg. 115
Anti-Inflamatórios Esteroidais Glicocorticoides....................pg. 124
Controle Farmacológico das Reações Alérgicas...................pg. 133

4. Módulo 4.....................................,,,,,,,,.....................................................pg.139
4.1.
4.2.
4.3.
4.4.
4.5.

Modulação Farmacológica da Excitação Cardíaca.................pg. 140
Modulação Farmacológica Contração/Relaxamento Cardíaco.....pg. 155
Farmacologia Contração/Relaxamento do Músculo Liso.......pg. 171
Neurotransmissores-Transmissão GABAérgica, Glutamatérgica...pg. 179
Neurotransmissores - Sinapses Serotoninérgicas.....................pg. 190

5. Referências Bibliográficas..............................................................pg.199

Página 2

1.1.
1.2.
1.3.
1.4.
1.5.
1.6.
1.7.

Farmacocinética - Absorção........................................pg. 4
Farmacocinética - Vias de Administração.................pg. 10
Farmacocinética - Distribuição de Fármacos...........pg. 17
Farmacocinética - Biotransformação de Fármacos..pg. 23
Farmacocinética - Eliminação de Fármacos.............pg. 26
Princípios da Ação Medicamentosa...........................pg. 29
Consequências das Interações Medicamentosas.......pg. 33

Página 3

também podem atuar como canais iônicos e transportadores Página 4 .1.Absorção Droga é diferente de Fármaco Todo fármaco é uma droga.Mecanismo de ação do fármaco  O que o fármaco faz com o organismo Fases envolvidas na resposta terapêutica 1. mas nem toda droga é um fármaco Fármacos possuem efeito terapêutico (Substância ativa do medicamento) Drogas provocam alterações metabólicas. mas nem sempre tem efeito terapêutico Farmacocinética – Deslocamento do fármaco no organismo  O que o organismo faz com o fármaco Absorção -> Distribuição -> Biotransformação (Metabolização) -> Excreção (Depuração) Farmacodinâmica .     Farmacocinética . Fase Farmacêutica Formulação Terapêutica -> Partículas do fármaco -> Fármaco em solução -> Fármaco no sangue 3. Escolha das vias de administração 2.1. formando uma fase hidrofóbica no interior dessa dupla camada lipídica e uma fase hidrofílica no exterior no exterior da dupla camada Fosfolipídios de membrana – Anfipáticos – Parte Hidrofílica + Parte Hidrofóbica A membrana plasmática apresenta uma impermeabilidade relativa a moléculas altamente polares Proteínas da membrana embutidas na camada dupla de fosfolipídios atuam como receptores. Fase Farmacodinâmica Absorção – É quando o fármaco sai de um compartimento e vai para a corrente sanguínea  É a taxa e a extensão na qual um fármaco deixa o seu local de administração alcançando a circulação sistêmica Passagem de fármacos através de membranas celulares      A membrana plasmática celular representa uma barreira comum a passagem de fármacos A membrana plasmática consiste em uma camada dupla de lipídios anfipáticos. e também são alvos seletivos para ação dos fármacos. Fase Farmacocinética – Absorção – Distribuição – Biotransformação – Excreção 4.

gás. em virtude da solubilidade na camada dupla lipídica  Difusão Facilitada – Ocorre a favor do gradiente de concentração.Revestimento entérico (intestino) . aonde o transporte é mediado por carreadores. Fatores relacionados ao paciente 1. Fatores Fisiológicos 3. Apresenta algumas características como saturabilidade. possuem maior dificuldade de atravessar a membrana. Saturável) Transporte Ativo – Ocorre com um gasto de energia.Lipossolúveis são melhores absorvidos  Grau de Ionização – pKa x pH do meio  Mecanismo de ação  Local de ação do medicamento  Dosagem – Quantidade de fármaco na forma farmacêutica .Mecanismos de Transporte Transporte Passivo – Os fármacos atravessam as membranas por processos passivos. mas com o auxilio de carreadores (Seletivo.Ocorre esse revestimento entérico para proteger o fármaco até o seu local de ação. liquido  Tamanho das Partículas  Formulação Terapêutica – Dependerá da natureza físico-química do fármaco  Solubilidade – ( Hidrossolúvel x Lipossolúvel ) . Movimento contra o gradiente de concentração e eletroquímico. evitando sua metabolização no suco gástrico pelo HCl Grau de Ionização Fármacos geralmente são ácidos ou bases fracos Fármacos sem carga atravessam mais facilmente a membrana Fármacos em sua forma não ionizada são lipossolúveis (lipossolubilidade relativa) e podem se difundir mais facilmente através da membrana celular Formas ionizadas devido a presença de cargas. sólido. seletividade  Endocitose / Exocitose – Ocorre quando é necessário o transporte de macromoléculas Fatores que influenciam a absorção de fármacos 1. Propriedades Químicas do Fármaco  Natureza Química . Propriedades Químicas do Fármaco 2.sem gasto de energia  Difusão Passiva – Ocorre a favor do gradiente de concentração. pois a membrana é neutra pKa – É o pH no qual metade do fármaco encontra-se em sua forma ionizada e outra metade do fármaco encontra-se sobre sua forma não ionizada Página 5 .

4 pH estômago = 1.AB (Forma não ionizada – lipossolúvel) ----- A+ + B.4 Fármaco no estômago Fármaco no Plasma 4.4 pH plasma = 7. pois no estômago se encontrará 1000 frações do fármaco em sua forma não ionizada para cada uma fração na forma ionizada.4 + log [forma não ionizada] / [forma ionizada] 3 = log [forma não ionizada] / [forma ionizada] -3 = log [forma não ionizada] / [forma ionizada] 1000 / 1 = [forma não ionizada] / [forma ionizada] 1 / 1000 = [forma não ionizada] / [forma ionizada]  O fármaco portanto será melhor absorvido no estômago. devido a ausência de cargas. devido a ausência de cargas iônicas Bases Fracas – Fármacos básicos BH+ [forma ionizada = não dissociada] ----- B° + H+ [forma não ionizada = dissociada] Para bases -> pH = pKa + log [forma ionizada] / [forma não ionizada] Fármacos básicos são melhores absorvidos em locais de pH alcalino. devido a ausência de cargas Exemplo – Influencia do pH na distribuição de um ácido fraco pKa = pH + log [forma não dissociada] / [forma dissociada] Fármaco pKa = 4.4 = 7.4 + log [forma não ionizada] / [forma ionizada] 4. pois neste local o fármaco se encontra em sua forma não ionizada. facilitando a sua absorção. facilitando sua absorção. pois neste local o fármaco se encontra em sua forma não ionizada.(Formas ionizada – hidrossolúveis) AB – Forma não ionizada – Por ser lipossolúveis. e não possuírem carga. E o fármaco em sua forma não ionizada é melhor absorvido.4 = 1.[forma ionizada = dissociada] Para ácidos -> pH = pKa + log [forma não ionizada] / [forma ionizada] Ácido não se dissocia em solução de pH ácido – ácidos se dissociam em soluções de ph alcalino Fármacos ácidos são melhores absorvidos em locais de pH ácidos (estômago). e a lipossolubilidade relativa Página 6 . se difundem mais facilmente através da membrana celular Equação de Henderson – Hasselbach pH = pKa + log [forma não dissociada] /[forma dissociada] Ácidos Fracos – Fármacos Ácidos HA [forma não ionizada = não dissociada] ----- H+ + A.

o principal local de absorção do organismo  Propantelina – Droga Anticolinérgica – Diminui a atividade parassimpática. assim dificultando a absorção de fármacos pelo estômago Interação entre fármacos Se há um medicamento (x) que acelera o esvaziamento gástrico de um outro medicamento (y) [sem alterar a motilidade intestinal]. pois estará atrasando a chegada do medicamento (y) ao intestino. há então uma melhor absorção deste outro medicamento (y). o medicamento (y) chegará mais rápido ao intestino. que é o principal órgão de absorção do organismo  Plasil – Metoclopramida – Acelera o esvaziamento gástrico Já se há um medicamento (x) que diminui a motilidade gástrica [sem alterar a motilidade intestinal]. o intestino também conta com a presença de vilosidades e microvilosidades aumentando assim a sua área de absorção  Além de que. assim ocorre uma pequena perda do medicamento quando ingerido por via oral. o epitélio do estômago está recoberto por uma espessa camada de muco e a área disponível para absorção é pequena.Maior absorção Eliminação pré-sistêmica – Efeito de 1° passagem Ocorre principalmente quando o medicamento é ingerido via oral. ele então. Pois acelerando-se o esvaziamento gástrico. é levado para o fígado. Fatores Fisiológicos pH e fluxo sanguíneo do local de absorção  Maior vascularização do local de absorção . independentemente de suas cargas. antes do fármaco ir então para a circulação sistêmica Página 7 .Maior absorção Área da superfície e tempo de contato  Maior área da superfície e tempo de contato – Maior absorção Espessura da membrana  Menor espessura da membrana . no fígado parte do fármaco é depurado (eliminado). e ocorre em pequena parte quando a administração do fármaco se da por via retal Após o fármaco ser absorvido e ir para a veia porta hepática. diminuirá a absorção de outro medicamento (y). diminuindo assim a motilidade gástrica 2.Aprisionamento iônico ( Sequestro Iônico) – É quando um fármaco ácido se acumula no lado mais básico da membrana e um fármaco básico se acumula do lado mais ácido da membrana A absorção de qualquer fármaco é melhor/maior no intestino. portanto. Pois o intestino é um órgão de absorção e de grande extensão . sua área de absorção é muito maior que a de outros órgãos.

pois não passa pelo efeito de 1° passagem Fármacos administrados – Outras Vias – F < 1 F (Biodisponibilidade) = ASC (área sobre a curva) = Concentração Plasmática X Tempo CME – concentração mínima eficaz  É a concentração mínima eficaz para que o fármaco realize seu efeito terapêutico Janela Terapêutica ( Índice Terapêutico) – Valor entra a CME (concentração mínima eficaz) e a concentração tóxica A área sob a curva (ASC) representa a quantidade do fármaco após a administração de uma dose Bioequivalência É quando dois fármacos possuem o mesmo principio ativo e potencia. não possuindo bioequivalência Página 8 . ou liquido biológico (sangue) a partir do qual tem acesso ao seu local de ação 0 ≤F ≤1   Fármacos administrados – Via Intravenosa .F = 1  Única via que possui biodisponibilidade igual a 100% . F = 1. e a mesma biodisponibilidade Taxa e extensão de biodisponibilidade do principio ativo em dois produtos não são significativamente diferentes Equivalência Farmacêutica Medicamento que possui a mesma dose. absorvem com mais dificuldades os fármacos. devido a maior presença de tecido adiposo   Uso de outros medicamentos – Interação medicamentosa Doenças Biodisponibilidade (F) Quantidade de fármaco que chega inalterada a circulação sistêmica É a extensão em que a fração do fármaco alcança seu local de ação. posologia e via de administração idênticas. mas podem possuir uma biodisponibilidade diferente. Fatores Relacionados ao Paciente  Obesidade .3. a mesma via de administração. concentração e posologia. Idade Pessoas obesas e idosas. mesmo principio ativo .

e não possui bioequivalência com o medicamento de referência Página 9 . mais vendida Medicamento Genérico – É uma cópia fiel do medicamento de referência.Medicamento de Referência x Genérico x Similar Medicamento de Referência – É o medicamento que possui a marca mais famosa. possui uma bioequivalência [mesma biodisponibilidade] com o medicamento de referência Medicamento Similar – É um medicamento que possui a mesma dose e principio ativo do medicamento de referencia (equivalência farmacêutica). mas possui uma biodisponibilidade diferente.

e alguns fármacos também são distribuídos através do leite materno a bebês Vias de Administração Vias Enterais Necessitam de passar pelo sistema entérico Fármacos podem estar em formas sólidas.1. liquidas. geralmente sacarose  Semi-sólidas . geralmente gelatinoso  Drágeas – Comprimidos que possui um revestimento açucarado. gasosas) Enteral ou Parenteral Pró-Fármaco – É um fármaco que é administrado na sua forma inativa. Farmacocinética – Vias de Administração Absorção – É a transferência de um fármaco do seu local de administração para um compartimento central – Chegada do fármaco a circulação a partir do local de administração Biodisponibilidade – Quantidade de fármaco que chega inalterada a circulação sistêmica Escolha da Via de Administração    Conhecimento das vantagens/desvantagens da via Tipo de formulações (sólidas. liquidas e semi-sólidas  Sólidas  Comprimido – São fármacos em pó que passaram por uma compressão  Cápsulas – Fármacos que apresentam um envolto. semi-sólidas. soluções que geralmente apresentam 1 fase Via Oral Vantagens  Mais Segura – Pode conseguir reverter o efeito de uma superdosagem (lavagem estomacal)  Mais Conveniente – Automedicação – Ex: Necessidade do paciente ingerir o remédio cronicamente todos os dias  Mais Econômica – Não necessita de profissionais especializados.2.Supositórios  Líquidas  Soluções – Apresentam 1 única fase – solução homogênica  Suspensões – Apresentam 2 ou mais fases – solução heterogênea  Xaropes – São açucarados . assepsia ou material estéril para sua utilização  Indolor Página 10 . que precisa ser metabolizado para seu metabolito exercer sua função (forma ativa) Cuidado com fármacos a gestantes e lactantes – Alguns fármacos conseguem atravessar a barreira placentária e chegar aos fetos.

que impede a dissolução do fármaco no conteúdo acido do estômago. reduzindo seu efeito Padrão de Absorção variável – Depende de cada pessoa/organismo Motilidade Gastrointestinal – Aceleramento/retardo do esvaziamento gástrico. formando mais metabolitos e diminuindo seu efeito terapêutico Apresentação de liberação controlada       Ocorre uma absorção lenta e uniforme Objetivo de melhorar a aderência do paciente ao tratamento Liberação do fármaco de forma controlada Segurar o efeito terapêutico no período noturno Reduz a chance de oscilação das concentrações plasmáticas do fármaco. que pode causar irritação gástrica Interação Medicamentosa – Um fármaco pode influenciar a absorção/excreção de outro  Ex: Administração de um fármaco que é metabolizado no fígado por uma enzima e da origem a um metabólito. ou que irritam o estômago. Se é administrado outro fármaco que faça uma indução enzimática na enzima que metaboliza o 1° fármaco.Desvantagens            Passa pelo Efeito de 1° passagem hepática – Redução da biodisponibilidade Ação de enzimas – Pode sofrer ação de enzimas gástricas. São uteis para fármacos como o ácido acetilsalicílico (AAS). o 1° fármaco será então mais metabolizado. maior será a absorção Tipo de formulação – Ex: Fármacos em comprimidos necessitam de ser degradados para realizar sua ação. são administrados com revestimento entérico. já fármacos líquidos não Solubilidade em água – Fármacos lipofílicos em sua forma não ionizada são mais bem absorvidos Tamanho das partículas – Partículas maiores necessitam ser degradas para serem absorvidas Depende da cooperação do paciente Irritação da Mucosa gastrointestinal – Fármacos que irritam a mucosa gastrointestinal necessitam ser administrados associados a um protetor gástrico  Revestimento Entérico – Fármacos que são destruídos pelas secreções gástricas ou pelo pH ácido. evitando o risco de efeitos adversos (colaterais) Utilizados para fármacos que necessitam ser ingeridos muitas vezes ao dia – Fármacos que possuam alta frequência de administração Página 11 . vômitos alteram o padrão de absorção do fármaco Fluxo Sanguíneo – Quanto maior fluxo .

devido a drenagem direta que transporta o fármaco direto a veia cava Vias Parenterais Geralmente são injeções. Intramuscular . necessitam ser lipossolúveis Técnica de administração Via Retal Vantagens      Quando via oral não é possível para administração. é usado então a via retal Rápida Absorção – devido a alta vascularização intestinal Pacientes comatosos (em coma). e desvia os fármacos de passaram pelo trato gastrointestinal Desvantagens     Pequena área de absorção Só podem ser administrados pela via sublingual fármacos em pequenas doses Fármacos para serem absorvidos por essa via. pois esta via evita o efeito de 1° passagem hepática. já a via sublingual não apresenta efeito de 1° passagem. são melhores absorvidos pela via sublingual. facilitando assim a absorção –A drenagem venosa da boca dirige-se a veia cava superior direto  Rápida Absorção – Fármacos lipossolúveis possuem uma melhor e mais rápida absorção  Fármacos Instáveis ao pH gástrico e os metabolizados pelo fígado. ampla e previsível  Administração da dose é mais eficaz e precisa  Pacientes comatosos.Via Sublingual Vantagens  É uma área ricamente vascularizada. inconscientes e em emergências – são utilizados via parenterais Página 12 . com vômitos – Uma via de melhor absorção é a retal Fármacos gástricos irritantes – Podem ser então administrados pela via retal Efeito de 1° passagem hepática reduzido – O efeito de primeiro passagem para fármacos administrados via retal é 50% menor do que o de fármacos administrados via oral Desvantagens  Absorção irregular e incompleta  Irritação da mucosa do reto  Reflexo de defecação Fármacos administrados via oral e retal passam pelo efeito de 1° passagem hepática. e não passam pelo sistema entérico Injeções – Intravenosa. Subcutânea Vantagens Comuns  Disponibilidade mais rápida.

deltoide. massagem ou exercício Efeito mais rápido que a via oral Veículos oleosos. pressionando terminações nervosas Página 13 . para uma administração constante da medicação através de uma bomba infusora  Bolus – Única administração (dose)  Dificuldade na auto-medicação  Necessidade de se manter o acesso e uma monitorizarão constante  Manter uma veia pérvia para futuras administrações se necessário Via Intramuscular – Inclinação da agulha em ângulo de 90° Vantagens       Pode-se administrar substancias irritantes Volumes Moderados – até 4 ml Absorção depende da vascularização do local de administração Absorção pode ser modulada pelo aquecimento local.Desvantagens Comuns  Assepsia  Dolorosas  Dificuldade em auto-aplicação Via Intravenosa  Risco de administração  Custo mais elevado Vantagens     Não passa pelo Efeito de 1° passagem hepática – F =100% Utilizada em emergências . pois podem causar coágulos e embolia  Irreversível – Somente em alguns casos pode se usar uma interação medicamentosa. e em pacientes inconscientes e comatosos Grandes Volumes podem ser injetados Consegue administrar soluções irritantes – devido a resistência dos vasos ao fármaco Desvantagens  Não se pode injetar por via intravenosa soluções oleosas ou insolúveis. para neutralizar o efeito  Reações Adversas – Pois o fármaco pode atingir rapidamente concentrações altas no plasma e nos tecidos  Necessidade de assepsia do local de administração + utilização de material estéril  Injeção lenta ( Infusão x Bolus)  Infusão – Mantém o acesso venoso. vasto lateral (em crianças) Desvantagens  Dor – Provoca distensão nas fibras musculares. aquosos. suspensão – Podem ser administrados através da via intramuscular  Músculos utilizados – Glúteo máximo.

aumentando seu efeito local  Baixo risco  Alta biodisponibilidade – F= 75 ~ 99%  Pellets sólidos (Anticoncepcionais) – A absorção de fármacos implantados sob a forma de pellets. descamação e necrose Via Intradérmica . ter uma ação local por maior tempo.1 a 0.Em agulhas normais e pacientes magros Inclinação da agulha em ângulo de 90° .Inclinação da agulha em ângulo de 15° Vantagens  Usada para vacinas  Provocação de reações de hipersensibilidade – Ex: Teste tuberculinico – PPD Desvantagens  Mais dolorosa que a subcutânea  Pequenos volumes administrados – 0. Hematomas – Ex: Pacientes que tomam anticoagulantes possuem um maior risco de apresentar hematomas  Necessidade de assepsia do local e uso de matéria estéril  Agulhas com bisel longo Via Subcutânea o o Inclinação da agulha em ângulo de 45° .5 ml Página 14 .absorção pouco mais rápida do que a absorção de suspensões insolúveis  Retardo da absorção – Uso de vasoconstritores  Objetivo do fármaco.Em agulhas hipodérmicas e pacientes obesos Vantagens  Absorção lenta e continua pelos capilares  Soluções Aquosas . possuindo uma absorção local mais lenta  Ex: Anestesia local associada a aplicação de adrenalina – A adrenalina causa vasoconstrição diminuindo a absorção do fármaco (menor circulação). ocorre de modo lento por um longo período Desvantagens  Só pode ser realizada com fármacos não irritantes  Volumes pequenos – 3ml  Pode provocar – dor.

tratamento de leucemias. cânceres de cabeça e pescoço Agentes Diagnósticos – Marcadores de lesões e células Sem efeito de 1° passagem hepática. infecções do SNC Desvantagens  Alto risco  Necessidade de ser realizada por especialistas Via Inalatória (pulmonar) Vantagens  Utilizada para fármacos gasosos e voláteis não irritantes  É um via dupla – Administração x Eliminação  Rápida absorção pelo epitélio pulmonar e mucosas. Quando é necessário produzir efeitos locais rápidos dos fármacos nas meninges ou no eixo cérebro-espinhal. devido a maior superfície de absorção e vascularização  Possui efeito local ou sistêmico  Não sofre efeito de 1° passagem hepática Desvantagens  Toxicidade por fármacos altamente lipossolúveis Página 15 .Administração na artéria do órgão Ex: Tratamento de tumores hepáticos.Outras Vias Via Intra-Arterial Vantagens     Efeito Direto . alguns fármacos são injetados diretamente no espaço subaracnoideo Vantagens     Administração no espaço subaracnoide Atravessa barreiras hematoencefálicas e hematoliquórica Efeito rápido e direto Ex: Raquianestesia . e também sem efeito de perda pulmonar Desvantagens  Alto Risco  Necessidade de especialistas para utilização desta via Via Intra-Tecal A barreia hematoecenfálica e o liquido cérebro-espinhal geralmente impedem ou retardam a entrada de fármacos no SNC.

lesão. e componentes da articulação Via Intraperitoneal  Não é mais utilizada clinicamente  Vantagens – Administração na cavidade peritoneal e absorção rápida  Desvantagens. aumento de temperatura da pele . com exceção de via intra-arterial. Somente é usada em procedimentos laboratoriais (testada em animais) Vias Tópicas Pele  Maior absorção de fármacos lipossolúveis (veículos oleosos) – Pele se comporta como uma barreira lipídica  Hidratação. vagina Objetivo – Efeito local Absorção rápida Perda Pulmonar.Alto risco de infecções e aderência intestinal. nasofaringe. bexiga. antes da distribuição para o restante do corpo. orofaringe. estão sujeitos à eliminação potencial na primeira passagem pelos pulmões. colón.Aumentam a absorção  Desvantagens – Devido a alta lipossolubilidade a aplicação em peles lesionadas pode levar a efeitos tóxicos Olhos     Efeito local Soluções estéreis Pomadas e suspensões diminuem os efeitos indesejáveis Absorção sistêmica pelo canal nasolacrimal é indesejável .Via Intra-Articular  Vantagens .Os fármacos administrados na circulação sistêmica por qualquer via.Efeito local  Desvantagens – Risco de lesão da cartilagem.Pois o fármaco absorvido por drenagem não esta sujeito ao efeito de primeira passagem hepática. Os pulmões também atuam como filtros para partículas que possam ser administradas via intravenosa e constituem uma via de eliminação de substancias voláteis Página 16 . uretra. podem ocorrer efeitos farmacológicos sistêmicos indesejáveis Mucosas     Alta vascularização Mucosas – Conjuntiva. queimaduras.

barreira placentária) Barreira Hematoencefálica A distribuição dos fármacos do sangue para o SNC tem características peculiares Células endoteliais dos capilares cerebrais não possuem fenestrações (são unidos por junções de oclusão continuas).possuem um maior a porte de fármacos.3. devido sua vascularização  Cérebro  Rins  Coração Tecido ósseo e adiposo possuem um menor a porte de fármacos  Permeabilidade do endotélio capilar (Barreira hemato-encefálica.Fatores Fisiológicos que interferem na distribuição de um fármaco  Fluxo sanguíneo aos tecidos Órgãos mais irrigados . além de que. que limitam a concentração do fármaco livre 1.1. Esse processo depende de alguns fatores fisiológicos e das propriedades físico-químicas especificas de cada fármaco  A lipossolubilidade e os gradientes de pH transmembrana são determinantes importantes dessa captação para os fármacos que são ácidos ou bases fracas  O sequestro iônico associado aos gradientes de pH transmembrana não é grande porque a diferença de pH entre o sangue e os tecidos (7.4) é pequena  O determinante mais importante do fracionamento entre o sangue e os tecidos é a ligação relativa do fármaco as proteínas plasmáticas e macromoléculas teciduais.Processo pelo qual o fármaco sai da circulação sistêmica e alcança os diversos tecidos alvo Circulação Sanguínea -> Líquidos Intersticiais -> Líquidos Intracelulares Fase α . os capilares são recobertos por astrócitos e outras células gliais dificultando a penetração de fármacos derivados do sangue no SNC As características peculiares das células endoteliais dos capilares cerebrais e das células gliais pericapilares constituem a barreira hematoencefálica Página 17 .0 x 7.Quando a droga sai do plasma para ser distribuída para os tecidos. diminuindo assim a sua concentração plasmática Padrão de Distribuição dos Fármacos  Depois da absorção o fármaco distribui-se para os líquidos intersticiais e intracelulares. Farmacocinética – Distribuição de Fármacos Distribuição .

assim fazendo que se perca a seletividade da barreira hematoencefálica. esses fármacos podem sofrer o sequestro iônico no plasma fetal Drogas tem fácil acesso a barreira hematoplacentária devido a alta vascularização Transportadores de efluxo estão presentes na placenta e funcionam no sentido de limitar a exposição fetal aos agentes potencialmente tóxicos 2.heptano / Solubilidade água P =concentração da substancia na fase orgânica/ concentração da substancia na fase aquosa Página 18 . isso pode provocar o sequestro iônico dos fármacos básico pelo plasma fetal  Então ocorre o risco de aprisionamento iônico para fármacos básicos que a mãe ingere.A penetração do fármaco no cérebro então.Acidifica o pH do meio.4).Propriedades Físico-Químicas do Fármaco que interferem na distribuição Coeficiente de participação efetivo (CPE)     [Forma não ionizada] x Coeficiente de partição lipídio / água Coeficiente de partição lipídeo / água (P) Coeficiente de partição lipídeo / água (P)  Solubilidade n .0) é ligeiramente mais ácido que o plasma materno (pH 7. maior a probabilidade de que atravessa a barreira hematoencefálica Somente moléculas livres . não ionizadas. lipossolúveis ultrapassam a barreira hematoencefálica Transportadores contribuem para o bom funcionamento da barreira hematoencefálica Processo inflamatório no SNC (meningite) que afete a barreira hematoencefálica. em formas não ionizadas são determinantes essenciais para a passagem do fármaco através da barreira hematoencefálica em direção ao SNC   Quanto mais lipofílico é o fármaco. facilitando a entrada de ácidos fracos pela barreira hematoencefálica Barreira Placentária A transferência dos fármacos pela placenta tem importância fundamental. porque alguns compostos podem causar anomalias no desenvolvimento do feto O plasma fetal (pH 7. depende do transporte transcelular. em vez da transferência paracelular Fármacos lipossolúveis .

porque estes processos reduzem a concentração do fármaco livre. saturável e nãoseletivo A albumina é o principal carreador dos fármacos ácidos. já quando o fármaco está ligado a proteínas plasmáticas ele não é filtrado. infarto do miocárdio. câncer) é necessário corrigir a dose do fármaco a ser administrado de acordo com o grau de ligação a proteína plasmática Quando ocorrem alterações nas ligações do fármaco com proteínas plasmáticas. pois possuem alta afinidade pelas proteínas plasmáticas transportadoras A ligação do fármaco a proteínas plasmáticas é um processo reversível. pois apenas a fração livre está em equilíbrio nos dois lados da membranas Depois que se atingir o equilíbrio de distribuição. o fármaco livre equilibra-se rapidamente em todo corpo e há apenas alteração transitória na concentração plasmática da fração livre do fármaco Somente drogas livres podem ser distribuídas pelos tecidos A ligação de um fármaco às proteínas plasmáticas limita sua concentração nos tecidos e em seu local de ação.Aumenta a forma livre (ativa) do fármaco na circulação  Câncer.Ligação a proteínas plasmáticas   Fármacos circulam na corrente sanguínea ligados às proteínas plasmáticas. assim ocorre um aumento da concentração plasmática do fármaco A ligação às proteínas plasmáticas geralmente não limita a secreção tubular renal ou o metabolismo. pois este processo filtra a água e o fármaco livre . restabelecendo assim o equilíbrio entre as frações livre e ligada Página 19 . enquanto a glicoproteína ácida α 1 liga-se ao fármacos básicos A fração de todo fármaco presente no plasma ligado a proteínas é determinada pela concentração do fármaco. diminuindo assim a sua concentração plasmática. a concentração do fármaco ativo (livre) no liquido intracelular é igual a concentração plasmática A ligação de um fármaco às proteínas plasmáticas também limita sua filtração glomerular. artrite. pela afinidade e pelo número dos locais de ligação do fármaco Dosagem Plasmática = Fármaco livre + Fármaco ligado a proteínas Devido a ligação a proteínas pode ocorrer uma super ou subestimação da concentração plasmática livre do fármaco  Patologias ligadas a proteínas carreadoras que alteram a concentração plasmática do fármaco  Doença hepática severa ou síndrome nefrótica -> Hipoalbuminemia . que é seguida rapidamente da dissociação do fármaco ligado as proteínas. somente a água é filtrada. artrite -> Aumenta a concentração de [α-glicoproteinas] Aumentando a forma complexada dos fármacos básicos = diminuindo fármacos livres  Em casos patológicos (doença hepática.

Uso prolongado do antimalárico quinacrina. o tecido adiposo pode funcionar como reservatório para os fármacos lipossolúveis O tecido adiposo é um reservatório estável. Grande quantidade fármacos ligados a proteínas -> Baixa distribuição -> Baixa metabolização/eliminação = Aumenta a duração e ação do fármaco Competição entre drogas pela mesma proteína plasmática    Exemplo: Varfarina . a Fenilbutazona ocupa então as proteínas. cerca de 3h depois da administração. que prolonga a ação do fármaco nesse mesmo tecido ou em locais distantes. fosfolipídios ou proteínas nucleares e geralmente é reversível Uma fração expressiva do fármaco no corpo pode estar ligada dessa forma a diversos tecidos.anti-inflamatório não esteroidal. depois do transporte pela circulação sanguínea Exemplo . a ligação tecidual   A ligação tecidual dos fármacos ocorre com os componentes celulares como proteínas. Como a Fenilbutazona possui uma maior afinidade (99%) pelas proteínas. assim a Varfarina fica em sua forma livre no plasma (devido à proteínas transportadoras estarem ocupadas) . e essa ligação funciona como reservatório. possui uma afinidade média de 45% a proteínas plasmáticas transportadoras Fenilbutazona .Até 70% do tiopental (fármaco altamente lipossolúvel) podem estar presentes na gordura corporal. podendo chegar a níveis tóxicos Ligação de fármacos aos Tecidos Alguns fármacos acumulam-se nos tecidos em concentrações mais altas do que as detectadas nos líquidos extracelulares e no sangue Essa acumulação pode ser atribuída ao transporte ativo. quando as concentrações plasmáticas são inexpressivas e não há efeitos anestésicos detectáveis Página 20 .Prolongam a ação do fármaco no corpo Tecido Adiposo como reservatório Muitos fármacos lipossolúveis são armazenados por solubilização física na gordura neutra Em indivíduos obesos.anticoagulante de uso oral. o teor de gordura no corpo pode chegar a 50% e em pessoas magras a gordura constitui 10% do peso corporal. ou mais comumente. Por essa razão. possui uma alta afinidade de 99% a proteínas plasmáticas transportadoras Ocorre então uma competição entre os 2 fármacos pelas proteínas transportadoras. aumentando assim a concentração e Varfarina. a concentração do fármaco no fígado pode ser milhares de vezes maior que o nível sanguíneo Tecidos Reservatórios . pois sua irrigação sanguínea é relativamente escassa Exemplo .

porque há pouca ligação do tiopental aos componentes cerebrais. Portanto nesse exemplo. fármaco altamente lipossolúvel. o inicio e termino da anestesia são rápido. A concentração do fármaco no cérebro se mantém proporcional ao nível plasmática. principalmente para compostos altamente lipossolúveis que atuam no cérebro ou sistema cardiovascular for administrado rapidamente por injeção intravenosa ou inalação Exemplo . Depois da injeção.Ossos como reservatório Os antibióticos do grupo tetraciclina e os metais pesados podem acumular-se nos ossos por adsorção a superfície dos cristais ósseos e por incorporação final à sua estrutura cristalina Os ossos podem tornar-se reservatórios para a liberação lenta de agentes tóxicos como chumbo ou rádio para o sangue. assim diminuindo também a concentração de tiopental no cérebro Administração (dose) -> Sangue -> Distribuição -> Cérebro ->Sangue -> Redistribuição -> Músculos/Tecido Adiposo ou Biotransformação/Eliminação Volume aparente de distribuição (Vd) Seria o volume de liquido corporal em que se distribuía o medicamento se a concentração plasmática refletisse uma concentração hipoteticamente uniforme em todo o volume de liquido Reflete a extensão em que o fármaco está presente nos tecidos extravasculares Parâmetro importante para determinar a dose do fármaco que deve ser administrada Vd = Q / Cp Vd = Volume aparente de distribuição Q = Dose administrada Cp = Concentração plasmática do fármaco Página 21 . a concentração plasmática diminui a media que o tiopental difunde-se para outros tecidos (por exemplo músculos). como o tiopental se difunde para outros tecidos. por essa razão os efeitos desses tóxicos podem persistir por muito tempo depois de cessada a exposição Redistribuição Redistribuição do fármaco do seu local de ação para outros tecidos A cessação do efeito farmacológico depois da interrupção do uso de um fármaco em geral ocorre por metabolismo e excreção. mas também pode ser causada pela redistribuição do fármaco do seu local de ação para outros tecidos ou locais A redistribuição é um fator importante para a cessação do efeito farmacológico. o fármaco atinge sua concentração máxima no cérebro muito rapidamente após a injeção intravenosa.Utilização do anestésico intravenoso tiopental. Ambos estão diretamente relacionados com a concentração do fármaco no cérebro que é proporcional a concentração do fármaco no plasma. a concentração plasmática do tiopental diminui. Como o fluxo sanguíneo cerebral é muito grande. então.

Se encontram no plasma. liquido extracelular e intracelular Alta distribuição .Ocorre em fármacos de baixo peso molecular e hidrofóbicos Baixa distribuição .Ocorrem com fármacos de baixo peso molecular e alta afinidade a proteínas plasmáticas.Se encontram no plasma  Fármacos de baixo peso molecular e hidrofílicos . Fármacos de alto peso molecular e alta afinidade a proteínas .Ex: Hipoalbuminemia Lipossolubilidade Obesidade.Se encontram no plasma e liquido intersticial  Fármacos de baixo peso molecular e hidrofóbicos .altura Idade Página 22 . e são fármacos hidrofílicos Fatores que influenciam o Vd      Ligação a proteínas plasmáticas Doenças .

Farmacocinética .SH. Isoforma 8 Isoformas do CYP 1. Trato Gastrointestinal. e é essencial a sua eliminação do organismo.NH². Plasma Tipos de Reações de Biotransformação . Rins.1. gerando metabólitos inativos e mais polares.Forma compostos pouco polares Reações de Fase I . Subfamília A.2 e 3 do CYP  Metabolizam Diversos substratos  Amplas especificidade por substrato  Perfis característicos de inibição/indução Sistema Monoxigenase do Citocromo P450 (CYP450) .Funcionalização Reações de não síntese . além do aparecimento ou não de toxicidade Biotransformação     Geralmente é de natureza enzimática Sítios . bem como a cessação das suas atividades biológicas e farmacológica. Hidrólises .Família 3 .Exemplos de reações de Fase I Página 23 .Determinar a intensidade e a natureza do efeito farmacológico.Reações de Fase I x Reações de Fase II Ocorrem com o objetivo de tornar o fármaco mais Hidrossolúvel Reações de Fase I .3 .Sistema Citocromo P450 (CYP) Ex: CYP 3A4 .Isoformas das Famílias 1.Biotransformação de Fármacos São reações que possuem o objetivo de tornar o fármaco mais hidrossolúvel possível.2.4. facilmente excretados Fisiológica .Fígado. para ser eliminado na urina  Substâncias Hidrofílicas -> Eliminação -> Urina (Rins)  Substâncias Lipofílicas -> Metabolização (Fígado) -> Eliminação -> Urina (Rins) O metabolismo dos fármacos tem como função gerar metabólitos mais hidrofílicos.Determinar o termino da atividade biológica do fármaco Farmacológica .Catabólicas  Ocorre a exposição/introdução de um grupo funcional polar (OH. Redução. Pulmão. tóxico ou inativo (geralmente lipossolúvel) Enzimas Microssomais  NADPH .COOH)  As enzimas se localizam geralmente no Retículo Endoplasmático Liso (Microssoma)  Geralmente o metabólito formado é ativo.Citocromo P450 Redutase  Citocromo P450 (CYP)  Flavina Monoxigenases (FMO) Fase I .Oxidação.

Metiltransferase (COMT) . e hidrossolúvel Enzimas Não-Microssomais Desidrogenases.Conjugação .Enzima Sulfotransferase .Síntese .Os pró-fármacos são compostos farmacologicamente inativos.Conjugação com o Ácido Glucurônico  Sulfatação .Afetam Isoformas do CYP (Fase II)  Insuficiência Cardíaca severa.Conjugação Reações de síntese .Forma compostos muito polares . Choque .Excreção Reações de Fase II Reações Sintéticas ou Reações de Conjugação Enzimas presentes no citoplasma  Glucorinadação . Ex. Carbonilreduções Reações de Hidrólise Pró-Fármaco . Os prófármacos inativos são convertidos em metabólitos biologicamente ativos. Metila  A maioria das enzimas das reações de Fase II se localizam no Citoplasma  Metabólito geralmente é inativo.Anabólicas  Ocorre uma ligação covalente a um grupo substituinte .Conjuga com o Ácido Sulfúrico (Sulfato)  Acetilação . Nitroreduções.Conjuga com o acetato Acetilação geralmente gera metabólitos tóxicos  Conjugação com a Glutationa . Sulfato.Ácido glicurônico.Diminuem a perfusão hepática.Enzima Uridina Fosfato Glicouroniltransferase (UGTS) . afetando enzimas hepáticas Página 24 . produzidos com objetivo de maximizar a quantidade de substância ativa que chega ao local de ação.Enzima N-acetiltransferase (NAT1 /NAT2) .Enzima Glutation-S-transferase (GST)  Metilação . em geral por uma hidrólise de uma ligação éster amida (reação de Fase I). MAO. Peroxidases.São oxidases de função mista    Hidroxilação do núcleo aromático de alguns fármacos Desaminação Desaguilação    Desalogenação Reações de Redução .Conjuga uma molécula polar endógena ao fármaco.  Ex -Enzima Conversora de Angiotensina (ECA) Reações de Fase II . Esterases Fase II .Conjugação com Metilas Fatores que afetam o metabolismo dos fármacos 1. Hidrolases.Aloreduções. Doenças  Hepatopatias .

Omeprazol.Apresentam falências de enzimas hepáticas (Afeta mias as reações de Fase I) 5.           2. o produto desta metabolização (NAPQI) é tóxica e pode afetar (danificar) o fígado Página 25 .Indução de enzimas Contraceptivos orais . Tabagismo Ex .Etanol. Sexo . então o paracetamol é metabolizado pela CYP 450 (Fase I).Possuem um baixo grau de amadurecimento das enzimas hepáticas ( Afeta mais as reações de Fase II) Idosos .Não Influencia Gravidez .Simetidina. Polimorfismo Genético Diversidade genética das formas enzimáticas .Inibição potente da CYP 450 4.Aumentam ou diminuem a capacidade catalítica Frequência de variantes alélicos varia de acordo com a raça 3.Competitiva ou Não Competitiva Ex .Paracetamol em excesso (overdose de paracetamol) . Eritromicina. Cetoconazol Indução Administração repetida de um fármaco Aumenta a síntese. Idade Neonatos .Satura as reações de Fase II. ou degradação de enzimas microssômicas Ex . Fatores Ambientais Interações medicamentosas ou medicamento-alimento Inibição .

Excreção Renal Filtração . Insuficiência Renal Aguda A) Filtração Glomerular Parâmetros que influenciam a filtração glomerular  Taxa de Filtração Glomerular (TFG)  Peso Molecular do Fármaco  Extensão da ligação a proteínas plasmáticas B) Secreção Tubular Ativa Ocorre através de transportadores  Glicoproteína P . ele deslocará a Varfarina das proteínas transportadoras tubulares.Transporta metabólitos conjugados  Outros transportadores são seletivos para fármacos catiônicos orgânicos (bases orgânicas)  Ex . e sendo mais excretado.Transporta ânions anfipáticos  MRP 2 . maior será a excreção  Clearance (Cl) = Depuração Depuração Renal = Taxa de Filtração Glomerular (TFG) + Taxa de Secreção .Afinidade a proteínas transportadoras tubulares = 45%  Fenilbutazona . Farmacocinética . e prolongando seu efeito O pH também interfere na secreção tubular ativa   Em valores altos de pH (alcalinos).Quanto maior o fluxo da artéria renal.Hipovolemia.Taxa de Reabsorção Fatores que alteram a depuração renal . assim aumentando a fração livre de Varfarina no plasma sanguíneo. que podem sofrer reabsorção 1. Devido a maior afinidade de Fenilbutazona. Cardiopatias.1. ocorre a maior ionização de drogas ácidas facilitando (aumentando) sua eliminação Em valores baixos de pH (ácidos).Afinidade a proteínas transportadoras tubulares = 80%  Assim haverá mais Fenilbutazona ligado a proteínas transportadoras tubulares.Varfarina .Eliminação de Fármacos Retirada de H20 . ocorre a maior ionização de drogas básicas facilitando (aumentando) sua eliminação Página 26 .Os compostos polares são eliminados com maior eficiência do que substâncias com alta lipossolubilidade.5. diminuindo a eliminação de Varfarina.

Lágrimas. facilitando sua excreção. é excretado no intestino através das fezes  No intestino ocorre a reabsorção de fármacos (polares) e metabólitos a partir do intestino .Absorção via Veia Porta Metabolização no Fígado  Transportado junto a bile para o intestino. e diminuindo a sua reabsorção tubular passiva  pH alcalinos .Tratamento do envenenamento por fármacos onde haja contribuição do processo de reabsorção dependente do pH na eliminação total do fármaco 2. quebram a conjugação do fármaco  Fármaco não conjugado (apolar). e diminuindo a sua reabsorção tubular passiva Ex .A microflora Intestinal promove a hidrólise dos metabólitos conjugados. Cabelo  Dependente da difusão de fármacos não ionizados e lipossolúveis através das células epiteliais dessas glândulas  É um processo influenciado pelo pH local Página 27 .O pH do leite é mais ácido que o pH plasmático  Compostos básicos podem estar ligeiramente concentrados no leite materno.C) Reabsorção Tubular Passiva Fatores que interferem na Reabsorção Tubular Passiva     Drogas não ionizadas são mais reabsorvidas Tamanho molecular Grau de ionização e lipossolubilidade pH urinário Influência do pH urinário na excreção de fármacos Aprisionamento iônico . e somente fica a molécula de fármaco apolar que é excretado nas fezes  Enzimas produzidas pela flora bacteriana intestinal. atingindo a mesma concentração que no plasma  Já fármacos ácidos são mais concentrados no plasma sanguíneo do que no leite materno 4. tornando os apolares e facilitando sua excreção intestinal Pode prolongar significativamente a presença de fármacos e seus efeitos no organismo 3.Fármacos ácidos se encontram mais em sua forma ionizada. Pele. Excreção Biliar e Circulação Entero-Hepática 1 . facilitando sua excreção.Fármacos básicos se encontram mais em sua forma ionizada. Saliva.Utilidade especial de manipulação do pH da urina  pH ácidos . Leite O pH do leite é menor que o pH do plasma . no intestino a conjugação é quebrada.Ingestão do Fármaco 2 . Outras Vias de Eliminação Suor . Fármacos básicos penetram rapidamente no leite.

quanto uma estrutura básica que permita interpretar as determinações das concentrações dos fármacos nos líquidos biológicos para o bem do paciente Volume de Distribuição (Vd) .Indica a distribuição aparente do fármaco por todos os tecidos extravasculares. Necessita de saber o Vd (Volume de Distribuição) e a Css (Concentração de Estado de Equilíbrio) Dose de Ataque (DA) = Concentração equilíbrio estável(Css) x Volume de Distribuição(Vd) Biodisponibilidade (F) Dose de Manutenção .693 x Volume de Distribuição (Vd) Clearance (Cl) Concentração de Equilíbrio Estável . se analisa essa concentração plasmática realizando um extrapolamento da curva para o tempo 0 na fase beta Volume de Distribuição (Vd) = Dose (Q)____________ Concentração Plasmática (Cp) Tempo de Meia-Vida Beta (T ½ ) . É calculado se analisando a dosagem administrada e a concentração plasmática do fármaco no tempo 0 da fase de eliminação.Representa a dose do fármaco necessária ser administrada para manter o fármaco na concentração de equilíbrio estavél Dose de Manutenção (DM) .Fase de Distribuição Fase beta . o tempo de remoção de um fármaco do corpo e meios de avaliar o intervalo adequado entre as doses T ½ Vida Beta = 0.Concentração de equilíbrio estável (Css) x Clearance (Cl) Biodisponibilidade (F) Página 28 .Fase de eliminação É o tempo que a concentração plasmática ou quantidade do fármaco no organismo seja reduzido a metade Fornece uma boa indicação do tempo necessário para alcançar o estado de equilíbrio estável (É o tempo de 4 a 5 meias vidas) após o inicio ou a alteração de um esquema posológico.É o tempo que leva para a droga decair em de 50% da sua concentração plasmática Fase alfa . Farmacocinética Clínica A farmacocinética clínica tenta estabelecer tanto uma relação quantitativa entre dose e efeito.Indica uma maneira para que se atinja a concentração de equilíbrio estável de um forma mais rápida.É a concentração adequada para a ação do fármaco (índice terapêutico) é alcançada a partir de 4 a 5 tempos de meias vidas (T ½ Vida Beta) Dose de Ataque .

bloqueia o receptor e não gera efeito Agonista Inverso .Se liga a enzima.Não possui tanta afinidade pelos receptores.Promove a produção de um metabólito anômalo Pró-Fármaco .Realiza o estudos do efeitos bioquímicos e fisiológicos das drogas e dos seus mecanismos de ação no organismo Mecanismo de Ação dos Fármacos Agonista (total e parcial) . Não existe função terapêutica para agonista inverso .Se ligam a receptores na forma ativa     Direto .Bloqueio da permeação do canal Fármacos Moduladores .Efeito demorado .Receptor Nicotínico .6.Ex .Grande afinidade pelos receptores.Captocril Fármaco Falso substrato da enzima .Inibe as enzimas . não ativa todos os receptores independente da dose do fármaco . Princípios da Ação Medicamentosa Farmacodinâmica .Receptor de estrogênio Página 29 .Bloqueia o transporte de proteínas transportadoras Tipos de Receptores     Ionotrópicos .Agonista mesmo se liga ao receptor e promove a resposta Indireto .Acetilcolina Metabotrópicos .São restrito a fármacos lipossolúveis.Ocorre através de 2° mensageiros Total . e possuem um efeito demorado .Receptor Muscarínico .Agonista inverso possui eficácia Receptores Farmacológicos Para o fármaco agir no organismo ele necessita se ligar a um receptor Canais Iônicos   Fármacos Bloqueadores .Ex .Possui efeito rápido . ativa os receptores . e gera efeito inverso ao agonista.Não gera resposta celular.Acetilcolina Receptores ligados a Quinases .Ex.Receptor de Citocinas Receptores Nucleares .Se liga preferencialmente a forma inativa do receptor.Ligados a Proteína G .Ex . para se tornar um fármaco ativo Transportadores (Moléculas Carreadoras)  Fármaco Inibidor .Ex.1.Não atinge o Efeito Máximo Antagonista .Gera um Efeito Máximo Parcial .Modula a abertura ou fechamento do canal iônico Enzimas    Fármaco Inibidor .

2 alfa. Ionotrópicos . Noradrenalina. e irá ativar a enzima Fosfolipase C (PLC).É responsável por mudar a conformação do receptor Farmacologia dos canais iônicos      Receptor GABAa . O domínio de ligação a acetilcolina é composto pelas subunidades alfa-gama.Aumentam a afinidade do GABA ao receptor 2.Gi.Seus efeitos ainda são obscuros. realizando então uma inibição da PKA  Gq .N-Terminal . gama e teta  Domínio de ligação . GABA. assim diminuindo os níveis intracelular de AMPc. e irá inibir a enzima adenilil ciclase.A subunidade alfaQ se desliga das subunidades beta e gama. beta. Glutamato. que aumentará os níveis de AMPc intracelular.1.Ativa Proteína Gs .que abre canais de Ca+ voltagem-dependentes e fecha canais de K- Página 30 .Canais Iônicos controlados por ligante É formado por 5 subunidades que compõem o canal iônico Receptor Nicotínico  Possui 5 subunidades . se localiza no meio intracelular A maioria dos fármacos se liga a receptores metabotrópicos Proteína G (Gs. irá ocorrer uma ativação da Quinase C (PKC)  Go . assim ocorre o desligamento de sua subunidade alfa das subunidades beta e gama A partir da hidrólise do GTP para GDP.É o domínio de acoplamento da proteína G.Ativando PKA .A subunidade alfaI se desliga das subunidades beta e gama.Receptores acoplados a proteína G Domínio de ligação . aumentando os níveis de IP3 e DAG.GABA Agonista . a fosfolipase C irá catalisar reações que formarão como subtrato Inositol Trifosfato 3 (IP3) e Diácil-glicerol (DAG).Acetilcolina. a proteína G tem seu atividade cessada  Gs .A subunidade alfaS se desliga das subunidades beta e gama. e alfa-teta  Domínio Efetor . e irá ativa a enzima adenilil ciclase.Se localiza na superfície extracelular Domínio efetor . e assim ativará uma quinase com função fosforilativa a Quinase A (PKA)  Gi . os efeitos dessa proteína G devem estar relacionados principalmente as subunidades beta e gama Agonistas gerais metabotrópicos . Metabotrópicos .Gq) São ativadas a partir da troca de seu GDP por uma molécula de GTP. Dopamina Alvos para a Proteína G  Receptor Beta adrenérgico .É onde o fármaco se liga.

Receptor para o Fator Natriurético Atrial Receptores do tipo Tirosina-Quinase Domínio efetor . então o receptor é internalizado por endocitose  Heterológa . ativando a PKA. promovendo assim a contração da musculatura lisa Dessensibilização em receptores Metabotrópicos .Ativa Proteína Gi .Receptores ligados a Guanilato Ciclase . ocorre no domínio efetor (tirosina. Este Ca+ irá se ligar a Calmodulina. ativa o resíduo de Tirosina que dimeriliza o receptor. e essas quinases irão fosforilar outros receptores.Não abrindo os canais de Ca+ . É um processo reversível  Receptor Beta Adrenérgico . DAG ativa a PKA. fazendo que a miosina se ligue as cadeias de actina.Inibe a enzima fosfodiesterase. Aumenta os níveis intracelulares de AMPc. Receptor Alfa2 Adrenérgico .Após o receptor ser ativo por agonistas. e irá ativar a Quinase G (PKG)  Possuem arquitetura e ativação similares aos RFK (Riboflavina Quinase) . que quando fosforilado não consegue mais ativar a proteína.Acoplados a Proteína Gs-Gi   Ocorre através da ação da enzima Fosfodiesterase. O complexo receptor-Arrestina não ativa mais a proteína G.Proteínas Quinases podem fosforilar o próprio receptor.serina). Esses receptores não são o mesmo receptor ativado pelo agonista. porém a porção enzimática é guanilil-ciclase.N-Terminal  Domínio Efetor . isto atrai proteínas com domínio SH² Página 31 .abertos Fim da ação dos receptores metabotrópicos . promovendo a entrada de Ca+ nas células  Receptor Adrenérgico Alfa1 .Ativa proteína Gq. e atuam indiretamente por regulação da transcrição gênica (Câncer. Esta proteína G ativa quinases. que promovem a redução do acoplamento dos receptores fosforilados a Proteína G. o receptor então se liga a Arrestina. que ira aumentar os níveis intracelulares de IP3 e DAG. Ex. aonde ocorre o acoplamento da proteína G 3.Diminuindo os níveis de AMPc e inibindo a PKA . que fosforila as cadeias leves de miosina. já IP3 irá ativar no retículo sarcoplasmático bombas de Ca+. liberando Ca+ do retículo sarcoplasmático. Receptores ligados a Quinases  Domínio de ligação .Quando ativados aumentam os níveis intracelulares de GMPc. ativando PLC. e ativar a Proteína G. e deixando os canais de K. aumentando a atividade de proteínas Gs.Endocitose + Fosforilação  Homóloga . o complexo Ca+-Calmodulina ativa um quinase de cadeia leve de miosina. que converte AMPc em 5’AMP Sildenafil (Viagra) . Resposta Inflamatória)  Receptores Catalíticos .Catalítico  São envolvidos principalmente em processos que controlam o crescimento e a diferenciação celular.A sua dessensibilização.Resíduo de Tirosina  A partir da ação do agonista.

“ Dedos de Zinco” Os receptores nucleares são restritos a fármacos lipossolúveis Fatores de transcrição ativados por ligantes. Proteínas com resíduo SH² se ligam aos resíduos de tirosina.Tireoidiano . Receptores Nucleares Domínio de ligação do DNA . Prolactina Classe Hibrida  Ligantes principalmente endócrinos  Exemplos de Receptores de Classe Hibrida . Estrógenos.Aonde se liga ao DNA Região de dobradiça AF2 Domínio de ligação ao ligante . que ativa a cascata RAS-RAFMAP-Quinase.Mantém o receptor em repouso no citoplasma.Pode -se ligar ao fármaco ou chaperonas Chaperona . Vitamina A). Mineralocorticoides. traduzem os sinais através da modificação da transcrição gênica Possui 4 módulos AF1 N-Terminal . que vão induzir a proliferação de células de defesa          4. ativa STAT que produz fatores de transcrição. A Quinase JAK ligada ao resíduo de Tirosina fosforilada.Retinoide ( Ácido B-cis-retinoico. Estabilizando o receptor Classificação dos Receptores Nucleares Classe I  Presentes no citoplasma  Ligantes principalmente endócrinos  Exemplos de Receptores Classe I . Vitamina D Classe II     Presentes no núcleo Ligantes principalmente lipídios Detectam aumentos nos níveis de substancias Exemplos de Receptores de Classe II . promovendo a fosforilação do resíduo de Tirosina.É onde ocorre a ligação com o fármaco agonista Domínio Central de ligação ao DNA com “dedos de zinco” . promovendo a transcrição gênica (diferenciação/proliferação celular)  Agonistas de Receptores Catalíticos . ativa a quinase JAK.Região Co-ativadora de AF1 .Citocinas . que levam a produção de várias fatores de transcrição. Oxiesterol Hepático (Oxiesterois).Glicocorticoides. Farnenoide (Ácidos biliares). Ativador de proliferação de peroxissomos (Ácidos Graxos) Página 32 .Se liga a receptores.Região Co-ativadora de AF2 . quando o receptor não está ligado a agonistas.

o antagonista não possui eficácia  Agonista .E ≠ 0  Antagonista .Farmacocinética --> Concentração Efetiva ---.Pode variar de 0 a 1.Possuem afinidade ao receptor.Tendência de um fármaco se ligar ao receptor Eficácia .São os efeitos do fármaco no organismo Efeito Máximo = Eficácia = Emax .Ka Ativação .Aumenta a fração livre do fármaco B inibe a biotransformação de A . distribuição.São os efeitos do organismo faz no fármaco  Farmacodinâmica .Mantém a fração ativa do fármaco A por mais tempo B reduz a eliminação de A .Regulada pela afinidade .Um fármaco antagonista. ou 0 a 100%  Indiferença Farmacológica  Fármaco A de efeito = 1 (100%)  Fármaco B de efeito = 1 (100%)  Antagonismo .E = 0 Página 33 .Tendência de ativação do receptor uma vez ligado Ka . mas somente o fármaco agonista possui eficácia.Farmacodinâmica ---> Efeito  Farmacocinética . e eliminação do fármaco A Como B pode aumentar o efeito de A B desloca A das proteínas plasmáticas .Aumenta a concentração efetiva de A Interação Fármaco-Receptor     Afinidade .Constante de associação do fármaco ao seu receptor Kd . Consequências das Interações Medicamentosas Dose -.Regulada pela eficácia Fármaco se liga ao receptor e forma o complexo Fármaco-Receptor que gera um efeito terapêutico Fármacos agonistas ou antagonistas . afeta a ação do agonista  A ->Emax = 1  A+B -> Emax < 1  Sinergismo .Deixa o fármaco A por mais tempo ativo B aumenta a absorção de A .Constante de dissociação do fármaco ao receptor Ocupação do receptor pelo fármaco .7. metabolização.1.Dois fármacos quando associados produzem um efeito maior que 1  A ->Emax = 1  A+B -> Emax > 1 Interações Farmacocinéticas Um fármaco interfere na ação farmacocinética de outro Exemplos       A+B -> B pode alterar a absorção.

É uma hipérbole.[A] x E x [R] [A] + Kd [R] .Número de receptores que não são necessário ser ocupados para que se gere um Emáx Curva Dose -Resposta Pode-se avaliar a partir da análise da Curva Dose-Resposta os aspectos farmacodinâmicos de um fármaco Tipos de Representação Gráfica da Curva Dose-Resposta Gráfico em escala linear . este gráfico apresenta uma dificuldade para observar variações pequenas de valores Gráfico Duplo Recíproco .Estímulo Limiar x Ocupação do Receptor x Receptor Reserva  Estímulo Limiar . Corta o eixo Y no valor inverso ao do Kd (CE 50) e o eixo X no valor inverso ao Emáx Gráfico em Escala Logarítmica .Apresenta os valores invertidos é útil para observar os valores de Kd e Emáx.Fármaco A Agonista + Receptor  Complexos Fármaco-Receptor  Complexo FármacoReceptor Ativado  Resposta Fármaco B Antagonista + Receptor  Complexos Fármaco-Receptor  Nenhuma Resposta Teoria Clássica da Ocupação dos Receptores Fármaco A Agonista + Receptor  Complexos Fármaco-Receptor  Complexo FármacoReceptor Ativado  Resposta  Kd . é útil para se observar pequenas variações do efeito em relações a doses Principais Parâmetros da Curva Dose-Resposta Página 34 .Eficácia Intrínseca  dissociação Teoria Clássica de Ocupação dos Receptores .O é gráfico mais utilizado para representações de curva dose resposta.Número mínimo de receptores que devem ser ocupados para que se haja um estímulo suficiente para gerar um efeito  Receptor de Reserva .Constante de  E .Número de receptores Esquema .

possui efeito oposto ao agonista. mas estudos experimentais diferentes  Kd se analisa a constante de dissociação do fármaco. eficiência com que o receptor ativado produz a ação celular  Potência . Possui afinidade e eficácia Página 35 . e menor terá que ser a quantidade da droga para produzir a metade do efeito máximo (CE 50)  Quanto maior o Kd menor a afinidade.(Atividade Intrínseca.Avalia a afinidade da droga com o receptor. acessibilidade do fármaco  Inclinação da Curva . se observando o receptor do fármaco  CE 50 se analisa a concentração do fármaco em que se tem 50% do efeito máximo. Número de receptores. maior a afinidade da droga com o receptor. Eficácia.Número de complexos fármaco-receptores ativados. observando todo o tecido Tipos de Agonista . tem um importância mais teórica do que prática Uma inclinação acentuada da significa que mínimas variações na dose podem causar grandes variações no efeito do fármaco Relação Kd = DE 50 DE 50 = CE 50 .Dose necessária para produzir 50% efeito máximo Importância do Kd .Afinidade. Emáx) . Eficácia . mesmo ocupando todos o receptores ( 0 < E < 1) A diferença entre agonistas totais e parciais reside na relação entre ocupação e resposta O agonista parcial possui efeito menor que 1 (0 < E < 1). mesmo que todos os receptores sejam ocupados  Agonista Inverso .Não alcança o efeito máximo de 100%.Alcança o Efeito máximo de 100% (E = 1 ou 100%)  Agonista Parcial .A inclinação da porção central. O Kd apresenta o mesmo valor numérico do que a DE 50 (CE 50)  Kd é numericamente igual ao DE 50 (CE 50)  Quanto menor o Kd. maior terá que ser a quantidade da droga para se produzir o mesmo efeito Kd e CE 50 possuem o mesmo valor.Resposta máxima produzida pelo fármaco Depende .Emáx < 0.E > 0  Agonista Total (Pleno) . Efeito máximo. aproximadamente linear.É a medida da quantidade do fármaco necessária para desencadear uma determinada resposta Depende da .

Ex - Benzodiazepínicos potencializando os efeitos do GABA produz uma ação ansiolítica. A
betacarbolina ligando-se no mesmo receptor produz ansiedade, impedindo a ligação do GABA
ao receptor, e produz um efeito inverso ao produzido pelo GABA
Modelo de Dois Estados
O receptor possui duas conformações - Ativa x Inativa
 Agonista Total - Possui uma maior afinidade pelo receptor no
estado ativo
 Agonista Parcial - Possui uma afinidade menor que o agonista
total pelo receptor no estado ativo
 Antagonista - Possui a mesma afinidade pelas duas conformações (ativa e inativa)
 Agonista Inverso - Possui uma maior afinidade pelo receptor no estado inativo
Antagonismo - Emáx = 0
Antagonismo Químico
 São reações químicas entre substâncias, onde uma impede a ação do outra
Antagonismo Farmacocinético
 Uma substância que afeta aspectos farmacocinéticos de outra, afetando a absorção,
distribuição, metabolização ou a excreção de outra substância
Fármacos que provocam indução de enzimas microssomias - Ex- Varfarina e Rifampicina
Antagonismo Competitivo Reversível
 Ambas substâncias se ligam aos mesmo receptores
 Maiores concentrações do agonista, deslocam o antagonista dos
receptores, e possibilitam o alcance do Emáx pela ação dos agonistas
 Desloca a curva para a direita - Aumentado o Kd = CE 50
 Não Altera o Emáx
 Aumento da concentração do agonista restaura o efeito máximo
Antagonismo Competitivo Irreversível




Ambas as substâncias se ligam aos mesmos receptores
O antagonista se dissocia muito lentamente dos receptores, ou não se dissocia deles
Desloca a curva para a direita - Aumentando o Kd = CE 50
Redução do efeito máximo - Diminui Emáx
O aumento da concentração do agonista não restaura o Emáx

Antagonismo Não Competitivo
 Não há competição pelo mesmo sítio de ligação, e a afinidade do agonista (Kd) não se
altera
 Redução da resposta máxima, mesmo na presença de altas concentrações do agonista
 Não há descolamento da curva para a direita

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Ex - Noradrenalina - B1 no coração - Provoca o Influxo de Ca+ / Verapramil - Bloqueia os
canais de Ca+
Antagonismo Fisiológico
 Substâncias endógenas do organismo que produzem efeitos opostos
 Simpático - Noradrenalina - Receptor B1 - Aumenta a frequência cardíaca
 Parassimpático - Acetilcolina - Receptor M2 - Diminui a frequência cardíaca
Controle da produção dos ácidos gástricos - Histamina, Gastrina
 Acetilcolina - Estimula a produção de ácidos gástricos - HCl
 Prostaglandinas - Inibe o efeito excessivo da produção de HCl
Sinergismo
Fármaco A + Fármaco B - Agonistas do mesmo receptor





 Fármaco A + Receptor A  Complexo Fármaco-Receptor ARa
 Fármaco B + Receptor A  Complexo Fármaco-Receptor BRa
B provoca um aumento da afinidade de A pelo receptor - Aumentando a potência de A
Efeito máximo (Emax) não se modifica - E = 1
Desloca a curva para a esquerda
Diminui o Kd (CE 50)
Modulação Alostérica Positiva

Ex: Benzodiazepínicos e GABA
Fármaco A + Fármaco B  Agonistas de Receptores diferentes
 Fármaco A + Receptor A  Complexo Fármaco-Receptor ARa
 Fármaco B + Receptor B  Complexo Fármaco-Receptor BRb
 Potência de A não se altera
 Ocorre aumento do Efeito máximo (Emáx)
Somação (Adição) - 1 < E < 2
 O Emáx ultrapassa o Emáx de um dos fármacos sinérgicos, mas não ultrapassa o Emáx dos
dois fármacos somados
 Ex - Paracetamol + Codeína
Potencialização - E > 2
 O Emáx final é maior que a soma dos efeitos individuais dos 2 fármacos
 Ex - Adrenalina + Lidocaína; Álcool com alguns fármacos
Curva Dose-Resposta Quantal
Curva Sigmoidal - Resposta cumulativa, somando todas as doses isoladas

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Índice Terapêutico
Define a segurança de um fármaco. Quanto mais distante da dose letal, maior a segurança
A droga é considerada segura se o índice terapêutico é menor que (<) 10
Índice Terapêutico - DL 50
DE 50
 DL 50 - Dose letal, capaz de produzir óbitos (letalidade) em metade da população (50%)
experimental
 DE 50 - Dose necessária para se produzir efeito em (50%) metade da população
experimental
Reações Inesperadas aos Medicamentos
Idiossincrática (Idiossincrasia) - Inesperada e geralmente devida a sensibilidade anormal à
droga, relacionada a aspectos genéticos
 Ex - Anti-histamínico (agitação x sonolência)
Alérgica - Dependente da reação antígeno-anticorpo após sensibilização por exposição prévia
ao antígeno. Inesperada em uma primeira ocorrência, mas totalmente previsível a partir deste
evento
 Ex - Contrastes Iodados
Anafilactóide - Semelhante às reações alérgicas, mas independente de sensibilização ou reação
antígeno-anticorpo. Normalmente consequente da liberação de Histamina e Serotonina por
bases orgânicas
 Ex - Contrastes Iodados

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............. 2.pg... 2..................6......2.3.....pg......4...pg...... 2. 73 Bloqueadores Colinérgicos. 2........ Modulação Farmacológica da Transmissão Adrenérgica ..... 81 Página 39 ......................5..... 40 Usos Terapêuticos das Aminassimpaticomiméticas.......... 65 Modulação Farmacológica da Transmissão Colinérgica.............. 2...... 59 α -Bloqueadores....pg.................... 50 β-Bloqueadores.....1.............pg..pg......2.....................

M5) [Metabotrópico] Atua sobre o músculo cardíaco e liso.M3.Digestão.Conjunto de Axônios  Gânglio . Beta2.Colinérgica . Diurese. fígado.Libera Acetilcolina Receptor no Gânglio .Colinérgica . Modulação Farmacológica da Transmissão Adrenérgica Sistema Nervoso Somático  Possui somente uma fibra eferente  Não há sinapse ganglionar  Atua sobre musculatura esquelética (movimentos voluntários) Sistema Nervoso Autônomo Possui 2 fibras eferentes . glândulas sudoríparas Presente no Eixo Crânio-Sacral 3D .Libera Noradrenalina/Adrenalina . células glandulares.Fibra Pré-Ganglionar e Fibra Pós-Ganglionar  Nervo .Alfa1.Conjunto de corpos celulares dos neurônios Sistema Nervoso Autônomo Parassimpático         Fibra Pré-Ganglionar .Colinérgica . terminações nervosas Não atua no tecido adiposo. adrenal. pâncreas.Beta1.1.Adrenérgica .Libera Acetilcolina .Curta .M4.Longa Receptor no Órgão Alvo .Muscarínico (M1.Longa .Nicotínico (Ionotrópico) Fibra Pós-Ganglionar .Curta Receptor no Gânglio .Contração da Pupila Aumenta motilidade do Trato Gastrointestinal Diminui o Cronotropismo e Inotropismo Contrai bexiga Bronconstrição Sistema Nervoso Autônomo Simpático     Fibra Pré-Ganglionar . Alfa2  Beta . Beta3 Página 40 .Adrenérgico (Metabotrópico)  Alfa .Nicotínico (Ionotrópico) Fibra Pós-Ganglionar .Libera Acetilcolina Receptor no Órgão Alvo .M2. Defecação Ações Parassimpático      Miose .2.

M2. Atua sobre músculo cardíaco e liso.Precursor metabólico de ambas (adrenalina e noradrenalina). células glandulares. Gliconeogênese e Lipólise . terminações nervosas glândulas sudoríparas e músculo liso vascular renal  Eixo Toráco-Lombar  Luta ou Fuga .Promove o catabolismo.Fibras Colinérgicas .Dopamina . M4.Libera Acetilcolina Receptores Receptores Muscarínicos no órgão efetor Receptor M1. disponibiliza glicose Broncodilatação Fibra Pré-ganglionar Parassimpático Longa Colinérgica .Hormônio secretado pela medula da glândula adrenal Dopamina .Libera Acetilcolina Simpático Curta Colinérgica .Transmissor liberado pelas terminações nervosas adrenérgicas Adrenalina . M3.Estresse.Dilatação da Pupila Diminui a motilidade do Trato Gastrointestinal Inotropismo Positivo (Aumento da força de contração do miocárdio) Cronotropismo Positivo (Aumento da frequência cardíaca) Glicogenólise.Age sobre receptor de dopamina . M5 Longa Adrenérgica .Derivado sintético da noradrenalina. catecolamina sintética Página 41 .Liberam Acetilcolina  Vasculatura Renal .D1 Ações Simpático       Midríase . tanto no simpático como no parassimpático Fibra Pós-ganglionar Curta Colinérgica . Exercício  Exceções  Glândulas Sudoríparas . também é um neurotransmissor e neuromodulador Isoproterenol (Isoprenalina) .Libera Acetilcolina Todas as fibras pré-ganglionares são colinérgicas (liberam acetilcolina) atuando no receptor nicotínico no gânglio.Liberam Adrenalina e Noradrenalina Receptores alfa e beta adrenérgicos no órgão efetor Eixo Crânio-Sacral Toráco-Lombar Predominância Parassimpático Saciedade / Repouso Digestão / Defecação / Diurese Simpático Luta / Fuga Estresse/ Emergência / Exercício Catecolaminas     Possuem anel catecol Noradrenalina .

Tetrobenazina Página 42 .Aldosterona Zona Fasciculada .Presente na dieta Dopamina Beta-hidroxilase . para avaliar a ação do sistema simpático Etapa Limitante . na medula adrenal. provoca uma queda da síntese de noradrenalina  Carbi-Dopa .Noradrenalina e Adrenalina Feocromocitoma . inibindo a síntese de catecolaminas  Alfa-metiltirosina .A produção exacerbada de noradrenalina realiza um feedback negativo na etapa limitante. para aumentar a síntese de catecolaminas (noradrenalina e adrenalina) Córtex Adrenal    Zona Glomerulosa .Tumor na Adrenal. inibindo a enzima Tirosina Hidroxilase.Sintetiza Hormônios Sexuais Medula Adrenal . permitindo sua dosagem.É um fármaco inibidor da Tirosina Hidroxilase.Tirosina Hidroxilase-- Dopa Dopa -----Dopa Descarboxilase --- Dopamina Dopamina --.Inibe Dopamina Beta-hidroxilase  Inibindo a síntese de Noradrenalina/Adrenalina. 2. O cortisol estimula as enzimas Dopadescarboxilase e Feniletanoamina N-metiltransferase.Células Cromafins sintetizam e liberam catecolaminas .Sintetiza Mineralocorticoides . que promove uma grande liberação de catecolaminas No estresse.Sintetiza Glicocorticoides .Inibe Dopa Descarboxilase Dissulfiram . atuam as fibras pré-ganglionares simpáticas que liberam acetilcolina que atua sobre receptores muscarínicos. assim aumentando a síntese de noradrenalina (catecolaminas) Transporte Vesicular . se diminui a disponibilidade destas catecolaminas Glândula Adrenal Na medula adrenal.Pode ser liberada no sangue.Enzima Tirosina Hidroxilase Tirosina Hidroxilase . o hipotálamo estimula a secreção de ACTH (Hormônio Adreno-corticotrófico) que estimula a liberação de cortisol pelo córtex da adrenal.Dopamina Beta-hidroxilase -- Noradrenalina Noradrenalina ---Feniletanoamina N-metiltransferase -- Adrenalina L-Tirosina .   L-Tirosina --. e age estimulando a Tirosina Hidroxilase. 3. 4. sendo um análogo da Tirosina. Serotonina.Transportador Vesicular de Monoaminas Especificidade pelos substratos Localização Outros Substratos Inibidores Noradrenalina = Adrenalina Membrana da Vesícula Sináptica Dopamina. Guanitidina Reserpina.Síntese de Noradrenalina 1.Cortisol Zona Reticulada .

diminuindo o Ca+ intracelular. diminuindo os níveis livres de noradrenalina. e a exocitose dos neurotransmissores na fenda sináptica Antes de ser vesiculada a noradrenalina pode ser degrada pela MAO Liberação .Depende de Gradiente de Na+ . diminuindo os níveis intracelulares de AMPc. que inibirá a enzima adenilil ciclase.Aumentam a noradrenalina liberada Destinos da Noradrenalina 1. diminuindo o Ca+ intracelular. não abrindo canais de Ca+. Captação 2 . logo se ela não entra. na membrana póssináptica. ela pode atuar nos receptores alfa e beta. Ela também pode voltar para a célula que a sintetizou e liberou. irá ativar a Proteína Gi. que inibirá a enzima adenilil ciclase. que está presente na célula que sintetiza Noradrenalina / Adrenalina Ela também pode sofrer Captura 2 na célula pós-sináptica. É usada para diminuir a pressão (anti-hipertensivo) Liberação de Catecolaminas A Noradrenalina é liberada dessas vesículas ( que estão nas células pré-sinápticas) através de um estimulo Aumento de Ca+ intracelular promove o acoplamento da vesícula na membrana pré-sináptica. diminuindo assim a exocitose de neurotransmissores catecolaminas . ela não é liberada. Captada pelo terminal. que impede a liberação de Noradrenalina na fenda sináptica Metildopa . Reserpina pode ser um causador de depressão. não abrindo canais de Ca+. diminuindo os níveis intracelulares de AMPc. Circulação Sanguínea . Ativando esses receptores alfa2.Inibe que a Noradrenalina entre nas vesículas. na membrana présináptica.A alfa-metildopa é um anti-hipertensivo fraco. não atuando nos receptores alfa e nem beta. a noradrenalina pode ser degrada tanto pela MAO como pela COMT Página 43 . podendo ser vesiculada novamente ou degrada pela MAO. sendo degrada pela enzima COMT que está presente nas células pós-sinápticas (nunca presente nas células pré-sinápticas).Ativam Proteína Gi.Promove a produção de Metil-Noradrenalina que atua no receptores alfa2 adrenérgicos da células pré-sinápticas que está acoplado a proteína Gi. diminuindo assim a exocitose de neurotransmissores catecolaminas Antagonistas dos receptores alfa-2 adrenérgicos . aonde as catecolaminas podem ser degradas pela enzima MAO ou ser vesiculada 3. usado em gestantes Agonistas alfa-2 adrenérgicos .Transportador Vesicular de Monoaminas . Captada pelo órgão efetor.Inibida por bloqueadores de canais de Ca+. Captação 1 .Realiza o transporte da noradrenalina para uma vesícula após ser sintetizada nas células pré-sinápticas Reserpina . Nessa Captura 2. por meio da Captura 1.Depende de gradiente de Na+.Metabolizada 2. aonde as catecolaminas podem ser degradas pela enzima COMT Quando ocorre a liberação de noradrenalina.

isso só ocorre com a anfetamina Corticoides.Catecol-o-metiltransferase Citosólica Pós-Sináptica -----------Entacapona Página 44 . potencializando a ação da Noradrenalina  Anfetamina inibe a MAO.Dopamina COMT . assim aumentando a disponibilidade de Noradrenalina Inibidores da MAO (Antidepressivos .Tranilcipromina) . Fenoxibenzamina. euforia e déficit de atenção Anfetaminas  Aumenta a liberação de Noradrenalina.Inibe o apetite  Anfetamina penetra no terminal nervoso pela Captura 1. Assim aumenta a noradrenalina livre para atuar nos receptores pós-sinápticos.São inibidores da Captura 1. Antidepressivos Tricíclicos. MAOB) Moclobemida .Antidepressivos Tricíclicos . Fenoxibenzamina Captação 2 Extraneuronal Alta taxa e baixa afinidade Adrenalina > Noradrenalina Membrana Pós-Sináptica (Órgão Efetor) Noradrenalina. Desipromina. diminuindo a degradação de Noradrenalina pelas células pré-sinápticas pela enzima MAO. Dopamina.MAO-A Aumenta a serotonina Selegilina . e é liberada na fenda sináptica através da Captura 1.Inibe a Captura 1. quando a anfetamina entra.Inibem a Captura 2.Diminuem a degradação de Noradrenalina.MAO-B . Histamina Corticosterona. Normetanfetamina Degradação da Noradrenalina Localização Distribuição Inibidor NÃO Seletivo Inibidor Seletivo MAO -Monoamino oxidase Mitocondrial Pré-Sináptica Tranilcipromina (MAO-A. Pode causar dependência. agindo sobre a Captura 1 . entra também na vesícula sináptica pelo transportador de monoamina vesicular. assim aumentando a disponibilidade da Noradrenalina (catecolaminas) Captação 1 Neuronal Baixa taxa e alta afinidade Noradrenalina > Adrenalina Membrana Pré-Sináptica (Neuronal) Me-NA. aumentando os níveis de noradrenalina/adrenalina. Serotonina. Tiramina Vmáx Especificidade Localização Outros Substratos Inibidores Cocaína. Ritalina. a noradrenalina sai da vesícula. e aumentam a quantidade Noradrenalina para ser vesiculada e posteriormente liberada Metilfenidato (Ritalina) . diminuindo a degradação de noradrenalina (pré-sináptico)  Anfetamina consegue liberar noradrenalina pela Captura 1. diminuindo a degradação de catecolaminas pelas células póssinápticas através da enzima COMT.

Monoamino oxidase .3.3.4 diidroximanduco DOPEG .metoxi-hidroxi-fenilglicoaldeido Bloqueio de Receptores Inibem a reação de noradrenalina com os receptores nas células pós-sinápticas  Antagonistas de receptor alfa adrenérgico  Antagonista de receptor beta adrenérgico Página 45 .MAO .Está presente nas células pós-sinápticas (órgão efetor).Degrada preferencialmente serotonina  MAO-B . a MAO degrada a Noradrenalina e Adrenalina. Degradam monoaminas e não são seletivos.Podem ser dosados para diagnósticos. formando um metabólito.3.Sangue e Urina  VMA .Está presente nas mitocôndrias dos neurônios pré-sinápticos.Ácido Vanililmondílico DOPGAL .Degrada preferencialmente dopamina COMT . que a COMT metaboliza em MOPEG e VMA MOPEG. Catecolaminas recaptadas pela Captação 1 são degradas nas células pré-sinápticas via MAO  MAO-A .3-metoxi-4-hidroxifeniletilenoglicol VMA .Catecol-o-metiltransferase . nunca está presente na fibra pré-sináptica. VMA .Urina MOPEG .4 diidroxifeniletilenoglicol MOPGAL .4 diidroxifenilglicolaldeido DOMA . quadros de hipertensão  MOPEG . Degrada Catecol Na fibra pré-sináptica.

3 . pela conversão de ATP em AMPc catalisada pela enzima adenilil ciclase. A subunidade alfas irá ativar a enzima adenilil ciclase.2.Está associado a proteína Gi. quando ativada a subunidade alfai se desliga da subunidade beta e gama. diminuindo assim os níveis intracelulares de AMPc. como na membrana póssináptica  Alfa 2  Proteína Gi  Inativa Adenilil Ciclase  Diminui os níveis intracelulares de AMPc  Não abre canais de Ca+  Alfa 2  Proteína Go  Inibe canais de Ca+ Beta 1. A subunidade alfai irá inibir a enzima adenilil ciclase. que inibe os canais de Ca+. gerando as respostas celulares. que irá produzir a fosforilação de outras proteínas.Está associado a proteína Gs. A subunidade alfaq irá ativar a fosfolipase C (PLC).Em baixas concentrações possui afinidade igual por receptores adrenérgicos Alfa e Beta. dificultando a exocitose de neurotransmissores.Está associado a proteína Gq.São todos Metabotrópicos Alfa 1 . A fosfolipase C ativa produz os segundos mensageiros IP3 e DAG.2. formando assim. Em altas concentrações possui maior afinidade a receptores beta Alfa 1 Alfa 2 Beta 1 Beta 2 Beta 3 Proteína G Gq Gi Gs Gs Gs 2° Mensageiros Diminuição de AMPc intracelular NA > Ad > Iso Aumento de AMPc intracelular Potência de Agonistas Aumento de Ca+ intracelular NA > Ad > Iso Iso > Ad =NA Aumento de AMPc intracelular Iso > Ad > NA Aumento de AMPc intracelular Iso = Ad > NA Agonistas Seletivos Fenilefrina Clonidina Dobutamina Salbutamol BRL 37344 Antagonistas Seletivos Prozosina Iombina Atenolol Butoxamina ICI 118551 Página 46 .3  Proteína Gs  Ativa Adenilil Ciclase  Aumenta os níveis intracelulares de AMPc  Ativa PKA  Fosforila outras Proteínas  Respostas Celulares Noradrenalina . já o IP3 irá aumentar a concentração de Ca+ intracelular. quando ativada a subunidade alfaq se desliga da subunidade beta e gama. O receptor adrenérgico alfa 2 também esta associado a proteína Go. DAG irá ativar a proteína quinase C (PKC) que irá fosforilar outras proteínas. assim não irá ativar a abertura de canais de Ca+. que pode ser a abertura de canais de Ca+  Beta 1. este aumento de AMPc provoca a ativação da proteína quinase A (PKA). impedindo a exocitose de neurotransmissores O receptor Alfa 2 está localizado tanto na membrana pré-sináptica.Maior afinidade por receptores adrenérgicos Alfa Adrenalina . aumentando os níveis intracelulares de AMPc. o complexo Ca+Calmodulina  Alfa 1  Proteína Gq  Fosfolipase C  IP3 + DAG  IP3  Aumenta o Ca+ Intracelular  DAG  PKC  Fosforila Substratos Alfa 2 .Receptores Adrenérgicos . quando ativada sua subunidade alfas se desliga da subunidade beta e gama.

Dilatação da Pupila Contração de Esfíncter Ejaculação Contração do útero Hiperpolarização. Genitourinária) Relaxamento Broncodilatação Musculatura Esquelética Fígado Glicogenólise. Gliconeogênese Diminui a liberação de neurotransmissor Diminui a secreção de Insulina Agregação Plaquetária Contração Aumenta a força de contração (Inotropismo) Aumento da frequência cardíaca (Cronotropismo) Aumento da velocidade de condução AV (Dromotropismo) Aumenta secreção de renina Ativa Sistema ReninaAngiotensina-Aldosterona.Células Justaglomerulares Beta 2 (Gs) Resposta Contração Midriase . arritmias Glicogenólise.Receptor Alfa 1 Vasoconstricção cutânea. Gliconeogênese Beta3 (Gs) Tecido Adiposo Lipólise e Termogênese Fibras Colinérgicas Simpáticas . Brônquica.Ações .Sistema Nervoso Autônomo Simpático Receptor Alfa 1 (Gq) Efetor Músculo Liso Vascular Músculo Radial da Íris Musculatura Lisa Genitourinária Musculatura Lisa Intestinal Coração Fígado Alfa 2 (Gi) Neurônio (pré-sináptico) Ilhotas Pancreáticas (Células Beta) Plaquetas Músculo Liso Vascular Beta 1 (Gs) Coração Rins . relaxamento Aumenta a força contrátil . aumenta a pressão arterial Musculatura Lisa (Vascular. e músculos piloeretores Aumenta a secreção de glândulas sudoríparas Página 47 . captação de K+ Glicogenólise .

que aumenta a força de contração e frequência cardíaca Isoproterenol . diminuindo assim a resistência vascular periférica  Diminui Pressão Arterial . o que acaba aumentando a frequência de pulso  Diminui Resistência Vascular Periférica . Promovendo então uma queda da frequência cardíaca. provocado por ação da noradrenalina sobre receptores alfa1 Adrenalina .A adrenalina age sobre receptores beta2 que promovem o relaxamento da musculatura lisa vascular. diminuindo assim a resistência vascular periférica  Mantém Pressão Arterial Média -A adrenalina promove um queda pressão diastólica devido ao efeito provocado no receptor beta2 que promove o relaxamento da musculatura lisa vascular. pois não haveria um aumento rápido da pressão arterial  Aumenta Resistência Vascular Periférica . promovem a contração da musculatura lisa vascular. aumentando assim. há uma inibição do simpático e ativação do parassimpático. que promovem o aumento da frequência cardíaca (cronotrópico positivo)  Diminui Resistência Vascular Periférica . o isoproterenol possui efeitos inotrópicos (força de contração) e cronotrópicos (frequência cardíaca) positivos. age sobre os receptores beta2 provocando um relaxamento da musculatura lisa vascular. E também ocorre um aumento da pressão sistólica.Isoproterenol  PA (Pressão Arterial) = DC (Débito Cardíaco) X RVP (Resistência Vascular Periférica)  DC (Débito Cardíaco) = Frequência Cardíaca x Volume Sistólico  Pressão Arterial Média (PAm) = (PA sistólica + PA diastólica)/3 + PA diastólica Noradrenalina. Através do reflexo dos barorreceptores. assim diminuindo a resistência vascular. com ligeira queda da pressão arterial média Página 48 .Ocorre devido ao aumento da resistência vascular periférica (receptor alfa1).Atua preferencialmente sobre receptores alfa  Diminui Frequência de Pulso .A noradrenalina atuando sobre receptores alfa1.Devido ao isoproterenol diminuir a resistência vascular periférica (beta2).Aumento do Débito Cardíaco . provocado por sua ação em receptores beta1.Adrenalina . que provoca um grande aumento da pressão arterial.Atuando sobre receptores beta1.Ocorre devido ao aumento da resistência vascular periférica.Efeito Noradrenalina . este reflexo não iria ocorrer.É um beta agonista  Aumenta Frequência de Pulso .Isso ocorre devido a ação da adrenalina sobre os receptores beta 1.O Isoproterenol por ser um beta agonista. ele promove uma queda da pressão diastólica.Aumento do Débito Cardíaco . Pois se fosse uma administração subcutânea.Mantém o Débito Cardíaco . com consequente queda da frequência de pulso  Isso só ocorre em administrações intravenosas (IV). a resistência vascular periférica  Aumenta Pressão Arterial Média .Atua preferencialmente em receptores beta  Aumenta Frequência de Pulso .

Metabolismo  Músculos .Beta 3 -Lipólise Página 49 .Beta 2 .Glicogenólise e Glicólise  Fígado .Ações do Simpático .Beta 2 .Glicogenólise e Gliconeogênese  Tecido Adiposo .

prolongando sua ação no local e evitando efeitos colaterais  Agente Homeostático Tópicos .PAS < 70 mmHg. Este anel catecol torna as catecolaminas polares. e diminuem a secreção de muco nos brônquios pulmonares. melhora o desempenho cardíaco. aumentado a liberação ou diminuindo a degradação de catecolaminas 1) Catecolaminas Endógenas Catecolaminas . Gera também vasoconstrição periférica. aumentando a liberação de catecolaminas.2.Age tanto de forma direta agindo sobre os receptores. por esse motivo não ultrapassam a barreira hematoencefálica.Alfa1 -Promovem vasoconstrição local. aumentando o inotropismo e o cronotropismo.Vasoconstrição .Alfa1  Agente Homeostático Tópico em regiões com sangramento . Noradrenalina agindo em receptores beta1.Age nos mastócitos diminuindo a liberação de mediadores inflamatórios  Acrescentada a anestésicos locais . pois sofrem degradação por enzimas presentes no trato gastrointestinal Adrenalina  Parada Cardiorrespiratória .2.Beta1 .Alfa1 . Usos Terapêuticos das Aminassimpaticomiméticas Ação Direta .Aumenta a pressão de perfusão e melhora a hemodinâmica  Asma (emergência) .Age preferencialmente em Alfa  Prolongar a ações de anestésicos locais . A vasoconstrição faz com que o anestésico atue mais tempo no local de ação. receptor beta2  Choque Anafilático .Produz vasoconstrição  Insuficiência Cardíaca Aguda .Aumenta a liberação de noradrenalina Inibidores da MAO Ação Mista . podendo causar edema pulmonar. receptor alfa1.Beta2 .Broncodilatação. baixa dose. Em pressões maiores que 70mmHg o efeito da noradrenalina pode aumentar muito a PAS e sobrecarregar o coração Página 50 .Alfa1 . O coração está deficiente em realizar a função de bomba cardíaca. assim não chegam ao SNC Catecolaminas não podem ser administradas por via oral.Possuem anel catecol. ou diminuindo sua degradação   Anfetamina .Em regiões com sangramento promove vasoconstrição local Noradrenalina .Beta2 . e também age indiretamente.Age diretamente sobre os receptores alfa e beta Ação Indireta . e também diminui a liberação de mediadores químicos dos mastócitos.Age indiretamente.

ou aumento expressivo da frequência cardíaca. mas deve-se tomar cuidado com a volemia Doses Baixas (<5mg) .PAS .Com sinais de choque. no Trato Gastrointestinal  Administração Intravenosa (IV)  Necessidade de se monitorar a Pressão Arterial e Eletrocardiograma.Beta1 Vasoconstrição Periférica .PAS 70 a 90 mmHg  Diurética e Natriurética Efeitos Indesejáveis     Náuseas  Angina Vômitos  Arritmias Taquicardia . pois é degrada pela MAO e COMT. age direto estimulando o receptor alfa1     Vasoconstrição .Receptor Beta1  Aumenta a força de contração (inotropismo) e a frequência cardíaca (cronotropismo) Doses Altas (>10mg) .70-100 mmHg  Choque Séptico ou Cardiogênico .Receptor D1 Vascular  Renais.Deve-se corrigir a hipovolemia previamente ou a hipotensão .Ativa o reflexo barorreceptor Efeito Adverso .Possui ação direta.Aumenta a Resistência Vascular Periférica (dose-dependente) Aumento da Pressão Arterial . quando envolve comprometimento renal .Receptor Alfa1  Produz vasoconstrição geral Usos Terapêuticos  Tratamento da Insuficiência Cardíaca Aguda .Bradicardia Sinusal (reflexo vagal) Bloqueio dos receptores Beta em altas concentrações Página 51 . juntamente com a diurese  Interromper o uso quando houver grande queda do volume da urina (diurese). ou devido a presença de arritmias  T ½ = 2 min 2) Agonistas Alfa1 Seletivos Metoxamina . mesentéricos e coronários  Vasodilatação Renal Doses Intermediárias (5-10mg) .Pode gerar hipóxia tissular (mais comumente com adrenalina) Farmacocinética  Por via oral não possui efeitos.Dopamina Propriedades farmacológicas (efeito dose-dependente) Indicada para pacientes com problemas renais.

Ação direta  Vasoconstrição . Usado em hipotensão postural.Ação Mista .Ação Mista .Reflexo Vagal Outros agonistas Alfa1 seletivos Mefentermina .Utilizado para exames de vista  T ½ .a vasoconstrição diminui a secreção da mucosa  Midríatico em formulações oftálmicas . Pouco uso Clínico .Ação direta . age inibindo a enzima adenilil ciclase.É um pró-fármaco e seu metabólito ativo é Desglimidodrina.Dilata a pupila .Quando administrado Via Intravenosa Farmacocinética Fármaco Clonidina* Guanfacina Guanabenzo Eliminação Renal 50% Inalterada Renal 50% Inalterada Renal. e quando ativado.24h 12 . e ação direta nos receptores Miodrina .Aumenta a Resistência Vascular Periférica (dose-dependente)  Aumento da Pressão Arterial .Curta Efeitos Adversos  Hipertensão  Bradicardia .Indireta aumentando a liberação de catecolaminas e diminuindo a degradação de catecolaminas.Devido a vasoconstrição Uso Clínico  Descongestionante nasal em formulações nasais. diminuindo os níveis intracelulares de AMPc.Indicado em alguns casos de Hipotensão (Administração Intravenosa)  T ½ .Vasoconstrição atuando em receptores alfa2 pós-sinápticos localizados nos vasos .24h 4 .6h Página 52 . impedindo a liberação de noradrenalina nas fibras pré-sinápticas Pós-Sináptico .Usado na prevenção da hipotensão pós anestesia espinhal Metaraminol .Provoca aumento da Pressão Arterial .O Receptor alfa2 está ligado a proteínas Gi e Go. não ativando canais de Ca+. possui maior ação venosa 3) Agonistas Alfa2 Seletivos Pré-Sináptico .1h Fenilefrina . é extensamente metabolizada pelo fígado Efeito de 1° passagem hepática T ½ Vida 6 .

Hipertensão de Rebote  Náusea. efeito ansiolítico. Dor Abdominal. a clonidina não será disponibilizada rapidamente. sedação pré-operatória. Tonteira  Dermatite de contato -Via transdérmica Página 53 .Pouco importante.Diminui a Frequência Cardíaca .Não é fármaco de 1° escolha Redução dos calores da menopausa .Vasoconstrição inicial seguida por vasodilatação.Ainda controverso Efeitos Adversos da Clonidina  Boca Seca .Cefaleia.f = 50% (Biodisponibilidade)  Depressão . e irá agir sobre receptores alfa2 no tronco encefálico gerando vasodilatação  Coração . Taquicardia.Por via oral. Ocorre uma vasoconstrição inicial devido a ação da Clonidina sobre os receptores alfa2 pós-sinápticos localizados nos vasos.Atua em fibras pré-sinápticas do simpático diminuindo a liberação de noradrenalina  Disfunção Sexual  Bradicardia  Síndrome de Abstinência com interrupção .f = 50% (Biodisponibilidade) . provoca uma menor liberação de noradrenalina causando a vasodilatação  Administração Via Oral .alfa2 nos vasos  Supressão do Sistema Nervoso Simpático e redução da liberação de noradrenalina . Tremor.Possuem maior concentração de receptores adrenérgicos tipo alfa1  Clonidina atravessa a barreira hematoencefálica Usos Terapêuticos     Hipertensão . Sudorese. logo após devido ação da clonidina sobre fibras présinápticas.Efeito via receptores alfa2 pré-sinápticos no tronco encefálico e nervos simpáticos pósganglionares  Aumento do Tônus Vagal com queda da Frequência Cardíaca e do Débito Cardíaco Efeito Farmacológico  Vasos . via receptores pós-sinápticos .Vasodilatação . pois “inibe” o simpático  Vasoconstrição .Via Transdérmica Tratamento da Síndrome de Abstinência do álcool e do tabaco . ressecamento de secreções e analgesia  Déficit de Atenção pela hiperatividade .Diminui o desejo Anestesia -Aumento da estabilidade hemodinâmica.Clonidina  Usada na hipertensão.Administração Intravenosa .Atua em receptores pré-sinápticos alfa2 diminuindo liberação de noradrenalina  Vasos .Receptor alfa2  Sedação .

e agonista beta fraco (+) Dobutamina .Aumenta a força de contração do coração Altas Doses ( > 10 mcg/Kg/min) .Antagonista alfa1 . aumentando o inotropismo e o cronotropismo  Infarto Agudo do Miocárdio  Tratamento à curto prazo da descompensação cardíaca após cirurgia cardíaca  Choque Cardiogênico.4) Agonistas Beta Não Seletivos . porém.Agem tanto em receptores Beta1 como receptores Beta2 Dopamina     Propriedades farmacológicas . mesentéricos e coronarianos  Efeito .Agonista alfa1.Aumenta força de contração do coração > Cronotropismo Positivo Aumenta a frequência cardíaca.Balanço entre os efeitos do enantiômeros Beta > Alfa  Inotropismo Positivo .É uma mistura racêmica de 2 enantiômeros (-) Dobutamina . agonista beta potente Saldo . Atua tanto em beta1 quanto em beta2.Efeito dose-dependente Baixas Doses ( < 5 mcg/Kg/min) .Inotropismo Positivo .  Menos arritmogênica pois aumenta mais a força de contração (inotropismo) do que a frequência cardíaca (cronotropismo)  Aumenta o Débito Cardíaco  Manutenção da Resistência Vascular Periférica  Pode ocorrer aumento da Pressão Arterial  PA (Pressão Arterial) = DC (Débito Cardíaco) X RVP (Resistência Vascular Periférica)  DC = Frequência Cardíaca x Volume Sistólico Usos Terapêuticos  Tratamento da Insuficiência Cardíaca Aguda .Agonista beta.Somente quando a PAS> 90 mmHg Efeitos Adversos  Aumento o consumo de O2 do miocárdio  Possibilidade de tolerância  Aumento da velocidade de condução Átrio-Ventricular Página 54 .Receptor Alfa1  Efeito .Vasodilatação Renal Doses Intermediárias ( 5 -10 mcg/Kg/min) . Séptico. Circulatório (Problema de perfusão sanguínea) .Age preferencialmente em Beta1     Possui centro de assimetria .Receptor Beta1  Efeito . possui uma maior afinidade a beta1 Efeitos Farmacológicos .Receptor D1 Vascular  Renais.Exceto quando PAS < 70 mmHg Dobutamina age sobre receptores beta1 preferencialmente.Vasoconstrição geral Dobutamina .

Principalmente coronariopatias.Ex .Não se faz dose de ataque. o normal é no Nó Sinoatrial Farmacocinética  Administração .Em pacientes com bradicardia  Asma .Vasodilatação Periférica Isquemia Cardíaca .Não é fármaco de 1° escolha.Devido a diminuição da liberação de mediadores inflamatórios pelos mastócitos  Normalmente usado para efeitos locais Página 55 . já que sua meia vida é curta Isoproterenol (Isoprenalina) . visto que há fármacos beta seletivos Efeitos Adversos      Palpitações (Beta1) Taquicardia Reflexa Cefaleia Ruborização da pele .Diminuindo a Pressão Diastólica (Receptores Beta2)  Pressão Sistólica inalterada ou levemente aumentada  Aumento do Débito Cardíaco.Broncodilatação Usos Terapêuticos  Em Emergências para estimular a Frequência Cardíaca .histamina e outros mediadores inflamatórios dos mastócitos  Aumento da função mucociliar  Diminui a permeabilidade microvascular . devido ao grande aumento do consumo de O2 pelo coração  Arritmias 5) Agonistas Beta2 Seletivos Efeitos Farmacológicos  Broncodilatação  Diminui a resistência das vias aéreas  Diminui a liberação de leucotrienos.Promove broncodilatação (Beta2) e diminui a liberação de mediadores inflamatório dos mastócitos .Intravenosa  T ½ . efeitos inotrópicos e cronotrópicos positivos  Relaxamento do músculo liso quando o tônus está aumentado .2 min . Aumento da taxa de resposta ventricular em paciente com fibrilação atrial  Possibilidade de desenvolvimento de ativação ventricular ectópica.Age preferencialmente em Beta2 Efeitos Farmacológicos  Diminui a Resistência Vascular Periférica .

Vasodilatação Cansaço. pois o receptores beta2 ativos aumentam a liberação de insulina 6) Aminas Simpaticomiméticas de Ação Indireta  Anfetamina  Metanfetamina (Cuidado uso abusivo)  Efedrina (Ação Mista) Anfetamina  Aumenta a liberação de Noradrenalina. se torna necessário o uso de antiinflamatórios (corticosteroides) associados à fármacos agonistas beta2 Efeitos Adversos      Tremor da musculatura esquelética . potencializando a ação da Noradrenalina. Possuem um inicio de ação mais demorado Terbutalina (Ritodrina) . ansiedade Taquicardia . apreensão. e é liberada na fenda sináptica através da Captura 1.É utilizada para retardar o parto. entra também na vesícula sináptica pelo transportador de monoamina vesicular.Ex: Tratamento da Asma Ação Intermediária (3-6h) Metaproterenol Albuterol (Salbutamol) Bitolterol (pró-fármaco) Pirbuterol Terbutalina Fenotereol Ação Longa (>12h) Salmeterol Formoterol São utilizados no tratamento da Asma. a noradrenalina sai da vesícula. durante o período noturno. Em longo prazo pode ocorrer a dessensibilização dos receptores.Reflexo a vasodilatação Tolerância Aumento da hiperatividade brônquica a longo prazo . quando a anfetamina entra. agindo na membrana pré-sináptica sobre a Captura1  Anfetamina penetra no terminal nervoso pela Captura 1.Farmacocinética Administração preferencial via inalatória (aerosol) para efeitos locais .Nos fármacos agonistas beta2 seletivos de ação longa ou em doses excessivas. para isso torna necessário o uso de menores doses associados a corticoides  Hiperglicemia . devido a sua maior duração/biodisponibilidade no organismo. Assim aumenta a noradrenalina livre para atuar nos receptores pós-sinápticos.Age sobre receptores beta2 . promove o relaxamento da musculatura uterina Usos Clínicos  Doenças Obstrutivas das Vias Aéreas  Tratamento do broncoespasmo agudo  Asma .Quando há forte componente inflamatório.Em pacientes diabéticos é necessário o ajuste da dose de insulina.Beta2 . A anfetamina também inibe a MAO Página 56 .

e vice-versa  Estímulo do centro respiratório bulbar  Podem ocorrer arritmias em doses altas  Diminui o grau de depressão central causado por várias drogas Potencial de Abuso  Alerta. sedativos.Mais comum com o efeito anorexígeno e uso prolongado Tratamento  Acidificação da urina com cloreto de Amônio (Intravenoso). dor anginosa Dependência e Tolerância . aumenta do humor e da iniciativa e autoconfiança. facilitando sua excreção pelos rins na urina. arritmias. diminui o cansaço. diminui apetite.Devido a maior liberação de noradrenalina que agirá sobre os receptores alfa1  Diminuição da Frequência Cardíaca .Inibe o apetite  Distúrbio de hiperatividade com déficit de atenção Toxicidade e Efeitos Adversos        Extensão das ações terapêuticas . e diminuindo sua reabsorção tubular passiva Dependência e Tolerância  Anfetamina é um medicamento tarja preta Página 57 .Reflexo Barorreceptor  Manutenção do Débito Cardíaco em doses terapêuticas  Contração dos esfíncteres bexiga . habilidade de concentração aumentada (apesar da maior atividade mental podem ocorrer maior probabilidade de erros)  Melhora da performance física  Efeitos podem ser revertidos por superdosagem ou uso repetido Usos Clínicos  Obesidade . Ecstasy Efeitos Cardiovasculares .Resultado de altas doses e uso prolongado Tremor  Insônia Convulsão  Coma Anorexia Alucinação Paranoica . antagonistas alfaadrenérgicos  A acidificação da urina facilita a eliminação de fármacos básicos (anfetamina = fármaco básico). Noradrenalina age preferencialmente receptores alfa Efeitos Farmacológicos  Aumento da Resistência Vascular Periférica e Pressão Arterial (Receptor alfa1) .LSD = Serotonina. palpitação.Diminui a diurese  Trato Gastrointestinal . pois fármacos básicos em pH ácido se encontraram em sua forma ionizada.Hipertensão.Relaxamento quando a atividade pronunciada.

Prolonga o Parto Oximetazolina Fenilefrina Metoxamina Efedrina/Pseudoefedrina .Demora um pouco agir em crises Terbutalina . IV) . potencializando seus efeitos Imipramina . é mais comum em indivíduos dependentes Interações Farmacodinâmicas . e assim não haverá MAO para degradar noradrenalina.Está presente em queijos fungados/ muito fermentados.Vasoconstrição que retém o medicamento.Anfetaminas + ________ Reserpina . irá saturar as enzimas. Provoca então a redução dos efeitos pela depleção da noradrenalina das terminações pré-sinápticas Inibidores da MAO (IMAO . Interação particularmente importante com a tiramina.Evita a vesiculação da noradrenalina. necessitando uma menor dose de anestésico Fenilefrina Clonidina Página 58 . Tolerância .Reflexo Bradicardia Adrenalina .Age em Beta2 nos Mastócitos Salbutamol . Aumentado a noradrenalina livre.Tranilcipromina) .Ação Rápida Salmeterol .Aumento RVP .Aumento PA Diminui FC . que é substrato da MAO. A Tiramina por ser um substrato da MAO.Ocorre potencialização dos efeitos por impedimento da inativação da Noradrenalina pela enzima MAO (membrana pré-sináptica) Tiramina .Efeito adverso Vasoconstrição .Redução dos efeitos por impedimento da captação pelas terminações nervosas Principais Usos Clínicos dos Fármacos Simpaticomiméticos Diretos e Indiretos Parada Cardíaca Choque Cardiogênico Reações Anafiláticas Asma Descongestão Nasal Associação a Anestésicos Locais Hipotensão Hipertensão Adrenalina (IV) Dobutamina (IV) Dopamina (IV) Adrenalina (IM.Necessidade do uso de doses crescentes.

MVO2  Melhor Relação entre oferta e consumo de O2  Redução do Inotropismo e Cronotropismo  Redução do efeito das catecolaminas sobre o miocárdio  Redução do Débito Cardíaco  Devido a redução da Frequência Cardíaca e do Volume Sistólico  DC = Fc x Vs  Redução da Condução Átrio-Ventricular  Tomar cuidado na administração associada a antiarrítmicos  Redução da Pressão Arterial .Principal Efeito Terapêutico  Redução do consumo de O2 pelo Miocárdio .Devido a Redução do Débito  PA = DC x RVP  Ocorre principalmente em pacientes hipertensos  Uma das principais indicações para tratamento da hipertensão  Redução da liberação de Renina plasmática pelas células justaglomerulares do Rim  Contribui para a Redução da Pressão Arterial Bloqueio β2  Redução da Performance no Exercício por Redução do Fluxo Sanguíneo para o Músculo Esquelético  Efeito mediado pela inibição da vasodilatação  Cuidado com atletas  Elevação Transitória da Resistência Vascular Periférica  Pois o Bloqueio β2. aumentando transitoriamente a Resistência Vascular Periférica. prevalece o efeito α1 de vasoconstrição. Inibidores da Função Adrenérgica . faz com que a adrenalina atue mais sobre os receptores α Página 59 .Possui maior afinidade a receptores β  O Bloqueio dos receptores β. após algum tempo a Pressão Arterial se normaliza  Em pacientes hipertensos ocorre uma leve redução da RVP a longo prazo  Aumento da atividade Pressora da Adrenalina  Adrenalina .3.2.Localização . impede a vasodilatação provocada através da ativação destes receptores por catecolaminas.Coração. assim . Rins Sistema Cardiovascular .β-Bloqueadores Propriedades Farmacológicas β-Bloqueadores .Funcionam melhor quando há uma atividade aumentada do sistema adrenérgico Bloqueio β1 β1 .

O bloqueio α é realizado para se ter um controle da Pressão Arterial.Efeito Excitatório . Miocardia Hipertrófica  Angina Pectoris  Redução do gradiente de saída  Redução do consumo de O2 pelo miocárdio  Redução do trabalho cardíaco  Arritmias Cardíacas  Controle da Frequência Ventricular  Redução da Condução Átrio-Ventricular  Cuidado em pacientes que já usam antiarrítmicos .Pois o paciente não irá perceber os sinais do quadro hipoglicêmico  Sinais da Hipoglicemia .O bloqueio β só é realizado após o bloqueio α para evitar o efeito do aumento da atividade pressora da adrenalina Usos Terapêuticos  Doenças Cardiovasculares  Principais indicações dos β-Bloqueadores  Hipertensão Arterial  Efeito Bloqueio β1  Efeito Bloqueio β2  Isquemia Miocárdica. Tremores  O Uso de Bloqueadores β Não Seletivos.Tumor na Glândula Adrenal. promovendo uma queda na liberação de catecolaminas e uma redução do tônus simpático  Redução da Glicogenólise e Gliconeogênese  Hipoglicemia .Pode causar bradicardia severa e chegar à óbito  Insuficiência Cardíaca Compensada  Exceto na Insuficiência Cardíaca Congestiva Descompensada Página 60 .Bloqueio β . faz com que se prevaleça o efeito de α2 pré-sináptico. Redução do Tônus Simpático  Receptor β2 Pré-Sináptico . Doença Arterial Coronariana.Taquicardia .Estimula a liberação de noradrenalina  O Bloqueio de β2. Hipersecretante de catecolaminas  Tratamento Pré-Operatório do Feocromocitoma  Primeiro .Bloqueio α . que em pacientes com Feocromocitoma se encontra muito elevada  Segundo . impede que o paciente diabético insulinodependente perceba os sinais de uma quadro de hipoglicemia  Bronconstrição  Relevante em pacientes que já tenham doenças pulmonares  Relevante em pacientes com Asma ou Doenças Pulmonares Obstrutivas Crônicas (DPOC)  Em pacientes com Asma ou DPOC .Utilizar β-Bloqueadores seletivos para β1 .Para evitar o efeito de Bronconstrição Feocromocitoma .Redução da Glicemia  Cuidado em Pacientes Diabéticos Insulino-Dependentes .

 Uso SOMENTE em Insuficiência Cardíaca Compensada . que são sintomas característicos de crises hipoglicêmicas. que é um processo irreversível.A Insuficiência Cardíaca Compensada.Hipertrofia Cardíaca.Reduz a remodelação cardíaca.Aumento do escoamento/drenagem do Humor Aquoso  Prevenção Primária de Sangramentos por Varizes Esofágicas nos pacientes com Hipertensão Portal causada em casos de Cirrose Hepática  Feocromocitoma Pré-operatório  Primeiro deve ser administrados Bloqueadores α.Não produzem Taquicardia e Tremores. auxiliando no prognóstico da Insuficiência  A longo prazo . para evitar o efeito colateral do Bloqueio β Efeitos Adversos Bloqueio β1  Insuficiência Cardíaca Congestiva em pacientes susceptíveis  Bradicardia  Cuidado com o uso de Bloqueador. Assim pacientes diabéticos insulinodependentes podem não perceber quando estão sofrendo de uma crise hipoglicêmica Página 61 .Em transtornos do pânico  Controle desta hiperatividade adrenérgica  Glaucoma  Redução da produção do Humor Aquoso  Favorece a Miose .Insuficiência Cardíaca Crônica . é quando o sistema simpático já está ativado. aumentando a sobrevida dos pacientes  Resposta Terapêutica mais evidente quando o tônus adrenérgico está aumentado  Cuidado com o uso após ter se instalado a remodelação cardíaca (fibrose).Tremor e Taquicardia  Ocorre por hiperativação adrenérgica .Atividade aumentada da via Serotoninérgica  Redução da ativação da via Serotoninérgica  β-Bloqueador não tem efeito terapêutico no tratamento da fase aguda da enxaqueca  Relacionado a receptores β2  Controle dos Sintomas Agudos do Pânico .Aumenta a expressão de receptores β-Adrenérgicos  Redução da ação resultante do aumento da expressão dos receptores β-Adrenérgicos  Inibição da conversão de T4 em T3  Reduz as arritmias induzidas pela Hiperatividade Adrenérgica  Profilaxia da Enxaqueca  Fisiopatologia da Enxaqueca . começa a promover áreas de fibrose. Cuidado com o uso exarcebado  Outros Usos  Hipertireoidismo  Efeitos semelhantes a atuação simpática no hipertireoidismo  No Hipertireoidismo . fazendo uma remodelação cardíaca  β-Bloqueador .β associados a outros fármacos que fazem bradicardia  Redução dos sintomas associados a hipoglicemia  Pacientes Diabéticos Insulino-Dependentes .

Pesadelos.7 2. deve ser gradual após o uso prolongado Evitar o Uso de β-Bloqueadores      Doenças Pulmonares Obstrutivas Crônicas .65 0.P.L. L. Insônia Fadiga Depressão Evitar Efeito Rebote .1 1.50 0./A ./A .P.P.Atividade Simpaticomimética Intrínseca  Capacidade que alguns fármacos tem em ativar receptores adrenérgicos na ausência de catecolaminas  C.Maior a chance do fármaco ultrapassar a barreira hematoencefálica e chegar ao Sistema Nervoso Central  F (Vo) .30 T ½ (h) 3-5 20-24 4 3-4 3-4 7-10 Página 62 .Coeficiente de Partição Lipídeo / Água  Quanto maior o C. β1 e β2 α1.L/A 3.DPOC Diabetes Mellitus Insulino-Dependentes Insuficiência Cardíaca Congestiva Descompensada Bradicardia Importante .β .Bloqueio β2  Broncoconstrição  Em pacientes Asmáticos ou que sofrem de Doenças Pulmonares Obstrutivas Crônicas (DPOC)  Aumento da resistências das vias respiratórias em pacientes com doenças broncoespásticas  Atraso da recuperação da hipoglicemia induzida pela Insulina Não resultante do Bloqueio.Fator de Biodisponibilidade por Via Oral  T ½ Vida .Sistema Nervoso Central    Distúrbios do Sono .FC < 60 bpm PAS < 100 mmHg Características Farmacológicas dos Antagonistas dos Receptores β-Adrenérgicos  Não existem β-Bloqueadores Seletivos para β2  ASI .35 0.75 - F (Vo) 0.20 0.25 0.A retirada do uso de fármacos β-Bloqueadores após o tratamento.Tempo necessário para as concentrações do fármaco decaírem em 50% Fármaco Propanolol Nadolol Timolol Pindolol Labetalol Carvedilol Bloqueio β1 e β2 β1 e β2 β1 e β2 β1 e β2 α1. β1 e β2 ASI 0 0 0 ++ - C.75 0.

Fármaco Celiprolol Metoprolol Atenolol Esmolol Acebutolol Bloqueio β1 β1 β1 β1 β1 ASI β2 0 0 0 + C.40 0. Amiodarona  Sinergismo de Efeito com outros Anti-Hipertensivos  Antagonismo do Efeito Anti-Hipertensivo  AINES .Anti-Inflamatórios Não Esteroidais . eliminado sob sua forma ativa Bloqueadores β-Adrenérgicos . eliminado sobre a forma de metabólitos  Atenolol .50 0.Extensa metabolização hepática.Promovem a redução do efeito Anti-Hipertensivo Página 63 .9 F (Vo) 0. Colestipol Fármacos que Inibem as Enzimas Microssomais    Cimetidina.30 0.Pouco metabolizado pelo fígado.P.15 3-4 Farmacocinética  Bloqueadores β-Adrenérgicos . Barbitúricos Aumentam a metabolização do Propanolol Diminuem a absorção de β-Bloqueadores  Colestiramina.23 1.L/A 2. Furosemida.15 0.Vias de Eliminação  Propanolol .Extensamente metabolizados pelos Rins   Atenolol Nadolol   Oxeprenolol Penbutolol Sotalol Carteolol Fármacos que promovem a Indução de Enzimas Microssomais   Rifampicina. Fenitoína.Uso de associação de fármacos que produzam o efeito desejado da queda da Pressão Arterial Interações Medicamentosas Farmacodinâmicas  Sinergismo na Depressão Nodal  Bloqueadores dos Canais de Ca+ . Sais de alumínio.Extensamente metabolizados pelo Fígado  Propanolol  Betaxolol   Metoprolol  Benvatolol   Labetalol  Dilevantol Bloqueadores β-Adrenérgicos .Digoxina. Clorpromazina Aumenta os efeitos Anti-Hipertensivos do uso do Propanolol Aumenta os Efeitos Adversos Melhor Eficácia Tratamento Anti-Hipertensivo .40 T ½ (h) 5 3-7 6-7 0.

que são mecanismos sugeridos que contribuem para a vasodilatação      Produção de Óxido Nítrico Agonismo dos Receptores β2 Bloqueio da Entrada de Ca+ Abertura dos Canais de K+ Atividade Antioxidante Seleção dos β-Bloqueadores    Hipertensão e Angina .Todos com eficácia semelhante Observar as diferenças farmacocinéticas e farmacodinâmicas e a presença de problemas clínicos associados Escolher o fármaco com eficácia documentada para a doença em questão Página 64 .Clássicos  Não Seletivos  Nadolol  Pembutolol  Pindolol  Propanolol  Timolol  β-Bloqueador de 2° Geração  Seletivos .Divididos em 3 Classes  β-Bloqueador de 1° Geração .Propriedades Farmacológicas e Farmacocinéticas dos β-Bloqueadores β-Bloqueadores .Receptores β1  Acebutolol  Atenolol  Bisoprolol   Esmolol Metropolol  β-Bloqueador de 3° Geração  Realizam o bloqueio de receptores β. além de apresentam outros efeitos em outros receptores  Ações adicionais destes β-Bloqueadores de 3° Geração é detectável apenas em doses muito maiores do que as necessárias para o Bloqueio β  β-Bloqueadores de 3° Geração Não Seletivos  Carteolol  Carvedilol  Labetalol  β-Bloqueadores de 3° Geração β1-Seletivos  Betaxolol  Celiprolol Alguns Bloqueadores β-Adrenérgicos de 3° Geração possuem ações cardiovasculares adicionais.

assim.Depende da atividade Simpática no momento que o antagonista é administrado  Aumento da Frequência e Débito Cardíaco .Retenção de Líquidos  Melhora o Perfil Lipídico  Diminui Lipoproteína de Baixa Densidade (LDL). agem realizando um antagonismo dos receptores adrenérgicos α1.Resistência a Emissão Urinária  Bloqueio α1 . O prazosin atua deprimindo a função barorreflexa em pacientes hipertensos Página 65 . inibe a vasoconstrição que é induzida por catecolaminas endógenas. assim não aumentando o débito cardíaco Bloqueadores adrenérgicos α1 seletivos¸ não possuem ação sobre os receptores α2. assim podendo ocorrer uma vasodilatação. diminuindo assim a pré-carga cardíaca. e aumenta a concentração de Lipoproteína de Alta Densidade (HDL)  Relaxamento do Músculo Liso  Reduz a Liberação de Glicose  Tratamento de alguns Sintomas da Hiperplasia Prostática Benigna  Sintoma . esse fato associado a redução da pré-carga explica a ausência de taquicardia reflexa Prazosin . não promovem um aumento da liberação de catecolaminas das terminações nervosas simpáticas no coração.Seletivos Bloqueio α1  Inibe a Vasoconstrição induzida por Catecolaminas Endógenas  Pode ocorrer Vasodilatação  Redução da Pressão Arterial .Reflexo Barorreceptor  Diminui o Retorno Venoso  Diminui a Pré e Pós-Carga Cardíaca  Ativa Sistema Renina-Angiotensia-Aldosterona .2. que irá causar uma diminuição da Pressão Arterial A inibição da vasoconstrição também provoca uma diminuição do Retorno Venoso ao coração.α -Bloqueadores Bloqueadores α1 . suprimindo a descarga simpática.Devido a diminuição da Resistência Vascular Periférica  Intensidade Variável .Atua também no Sistema Nervoso Central. impedindo a ação de catecolaminas endógenas sobre estes receptores. diminui Triglicerídeos. Inibidores da Função Adrenérgica .4.Permite o relaxamento do Músculo Liso e Diminui a Resistência a Emissão da Urina Usos Terapêuticos Hipertensão Arterial Os bloqueadores adrenérgicos α1-seletivos . Este bloqueio dos receptores α1 localizados nas arteríolas e veias. Esta inibição da vasodilatação. provoca uma queda na Resistência Vascular Periférica.

Isso ocorre. pela diminuição da estimulação hormonal Síndrome de Raynaud A Síndrome de Raynaud tem inicio após exposição ao frio ou após situação de estresse intenso. aumentando o débito cardíaco e diminuindo a congestão pulmonar Hiperplasia Prostática Benigna (HPB) Hiperplasia Prostática Benigna (HPB) . causando assim uma resposta exagerada às temperaturas frias.Diminui a resistência ao fluxo de urina em pacientes com hiperplasia prostática benigna .São utilizados no tratamento da HPB juntamente com bloqueadores adrenérgicos α1 seletivos. o Transulozin agem preferencialmente no subtipo α1a. Os receptores α1 no trígono da bexiga contribuem para a resistência ao fluxo de urina Bloqueadores adrenérgicos α1 seletivos . e até isquemia. ativando os receptores adrenérgicos α1. para os vasos sanguíneos da pele. A patogenia da Síndrome de Raynaud sugere que os receptores adrenérgicos α presente na musculatura lisa dos vasos sanguíneo da pele estão hiperativos ou expressos em quantidade aumentada. Promovem um relaxamento do músculo liso no colo da bexiga. Página 66 . que resulta em uma redução do fluxo sanguíneo para a pele. podendo provocar cianose que é causada pela diminuição da oxigenação nos pequenos vasos sanguíneos. através da estimulação simpática. resultando em um fluxo urinário fraco. produzindo uma grande vasoconstrição causando os sintomas da Síndrome de Raynaud. pois possuem uma menor chance de causarem hipotensão postural (ortostática) do que os outros fármacos bloqueadores adrenérgicos α1 seletivos. e podem reduzir o volume da próstata. são decorrentes da dilatação das artérias e veias.Insuficiência Cardíaca Congestiva O efeitos dos antagonistas α1 a curto prazo. A pele fica fria. que produz uma obstrução uretral sintomática.podem apresentar uma Hiperplasia Benigna da Próstata. processa estas informações e manda um sinal . pois estes fármacos. Estes fármacos inibem a conversão de testosterona em diidrostestosterona. Os principais fármacos utilizados são o Transulozin e o Silodazin. O córtex cerebral. Esses sintomas ocorrem devido a uma combinação da pressão mecânica exercida sobre a uretra pela próstata hiperplásica. com consequente redução da pré-carga e da pós-carga. São causadas pela vasoconstrição dos vasos sanguíneos da pele. em temperaturas mais frias.Estes vasos sanguíneos normais possuem um sistema de controle que se inicia com sensores nervosos da pele. polaciúria (aumento de micções com diminuição do volume de urina por micção) e nictúria (excreção noturna de urina quase igual à diurna). que é o receptor predominante na próstata Finasteriada. estes sensores nervosos captam a temperatura do ambiente e manda estas informações ao Sistema Nervoso Central. Duasterida . e também devido ao aumento do tônus do músculo liso mediado pelos receptores α1 na próstata e no colo de bexiga.Homens idosos. estimulando a vasoconstrição destes vasos. na cápsula da próstata e na uretra prostática.

associado a hipertensão favorecem assim o surgimento da Aterosclerose. Bloqueadores adrenérgicos α1 seletivos. e assim não haverá MAO para degradar noradrenalina. Assim melhorando o perfil lipídico e diminuindo o risco de doença aterosclerótica em pacientes com hipertensão Aterosclerose .Tendem a exercer efeitos favoráveis sobre os lipídios séricos. ocorre uma infiltração de LDL na túnica íntima das artérias. assim aumentando em grande escala a quantidade de noradrenalina livre.A ação destes fármacos. o LDL presente no interior das artérias da inicio ao processo formação da placa de ateroma. e apresentam uma intoxicação por Tiramina. quando presente em grandes quantidades irá saturar as enzimas. o que predispõe ao surgimento de doença aterosclerótica Bloqueadores adrenérgicos α1 seletivos . aumentando a Resistência Vascular Periférica podendo provocar crises hipertensivas Bloqueadores adrenérgicos α1 seletivos .Hiperlipidemias . Este aumento de HDL também age contribuindo na prevenção da doença aterosclerótica Página 67 . Aumentado a noradrenalina livre.Agem bloqueando os receptores adrenérgicos α1. A Tiramina é um substrato da MAO. A Tiramina por ser um substrato da MAO. bloquearia os receptores adrenérgicos α1. potencializando seus efeitos. e na maioria dos casos associados a um decréscimo da lipoproteína de alta densidade (HDL). Altas concentração plasmáticas de LDL.Estão relacionadas com o aumento de lipídios sanguíneos. pois realiza o transporte reverso do colesterol. é considerada o colesterol “bom”. que provocaria uma queda no fluxo sanguíneo por esses vasos. evitando a cianose e isquemia ocasionada por essa queda do fluxo sanguíneo Tiramina . como a seleglina ou moclobemida. possuem uma grave deficiência na degradação da noradrenalina pela MAO nos neurônios pré-sinápticos. Em indivíduos que são usuários de fármacos inibidores da MAO. podendo esta noradrenalina estimular excessivamente receptores adrenérgicos α1 nos vasos sanguíneos. assim impedindo a intensa vasoconstrição. é o aumento do HDL.Está presente em queijos fungados/ muito fermentados. assim evitando o surgimento de crises hipertensivas Dislipidemias . especialmente o colesterol e triglicerídeos contidos em lipoproteínas de baixa densidade (LDL). a partir desta lesão endotelial. HDL. A lipoproteína de alta densidade. diminuindo as lipoproteínas de baixa densidade (LDL) e os triglicerídeos. e aumentam as concentrações de lipoproteínas de alta densidade (HDL). promovendo vasoconstrição.Tem inicio a partir de uma lesão endotelial. retirando o colesterol das células e levando-o para o fígado para ser metabolizado e eliminado.Bloqueadores adrenérgicos α1 seletivos . diminuem esta concentração de LDL além também de possuírem efeitos terapêuticos no tratamento da pressão arterial. prevenindo a doença aterosclerótica Outro efeitos do bloqueadores adrenérgicos α1 seletivos. impedindo a estimulação simpática de receptores hiperativos ou a estimulação de uma grande quantidade de receptores α1 presente no músculo liso dos vasos sanguíneos da pele em respostas termorregulatórias a temperaturas frias. impedindo a estimulação excessiva de noradrenalina nestes receptores.

eliminados pelas fezes.Seus metabólitos. possui uma seletivadade para receptores α1a em comparações com os receptores α1b. são em sua maior parte. liga-se fortemente a proteínas plasmáticas. que é mais evidente quando o paciente se encontra em posição ortostática  Síncope . O fármaco é aprovado para o tratamento da Hiperplasia Prostática Benigna e é registrado como tendo menos efeitos na pressão arterial do que os antagonistas seletivos do subtipo não Página 68 . e apenas 5% se encontram livre no plasma.Bloqueador α-adrenérgico seletivo α1. Utilizado no tratamento da Hipertensão Arterial. com pouco efeito sobre a pressão arterial.É um bloqueador α -adrenérgico seletivo α 1. é uma benzenossulfonamida. doenças que modificam a concentração desta proteína (processos inflamatórios) podem alterar a fração livre do fármaco. sendo eficaz no tratamento de Hiperplasia Prostática Benigna.Desmaio  Causada devido a queda da Pressão Arterial Efeitos Adversos Inespecíficos  Cefaleia  Tontura  Astenia Fármacos Prazosin . Apresenta meia-vida de 5 a 10h. um análogo estrutural do prazosin. Possui um efeito adverso que é a ejaculação anormal Silodosina .Bloqueador α-adrenérgico com maior afinidade para receptores adrenérgicos α1. e somente pequena quantidade é excretada inalterada pelo rim. que possui alguma seletividade pelo subtipo α1a e α1d dos receptores α. α1b. É extensamente biotransformada por CYPs. meia-vida de eliminação de cerca de 12h.Efeitos Adversos  Hipotensão Postural  Vasodilatação provoca uma queda da Resistência Vascular Periférica. com alta biodisponibilidade (>90%). É uma fármaco mais hidrossolúvel. análogo estrutural e menos potente que o Prazosin. Doxazozin . Possui meia-vida plasmática de 3h. Possui meia-vida de aproximadamente 20h. Essa seletividade pode favorecer o bloqueio dos receptores α1a na próstata. α1d.Bloqueador α-adrenérgico seletivo α1. e também não é seletivo para os subtipos de receptores α . não possui especificidade para os receptores α1a. provocando uma queda da Pressão Arterial. possuindo potências semelhantes nos subtipos α1a. biodisponibilidade e a extensão de biotransformação são semelhantes ao do prazosin. Possui biodisponibilidade em administrações orais de 50-70%. Possui ações benéficas no tratamento da Hiperplasia Prostática Benigna Terazozin . É biotransformada por diversas vias. Utilizado clinicamente no tratamento da Hiperplasia Prostática Benigna Transulozin . α1b. α1d. É extensamente biostransformado no fígado.Bloqueador α-adrenérgico seletivo α1. proteína α1 ácida.

Aumenta o Libido.Seletivos Bloqueio α2  Aumenta Efluxo Simpático  Potencializa a Liberação de Noradrenalina . meia-vida de 3 a 5 horas. sem seletividades para os subtipos dos receptores α1. provocando um Aumento da Pressão Arterial  Aumenta a liberação de Insulina nas Ilhotas Pancreáticas  Reduz Agregação Plaquetária  Estímulo a Lipólise Usos Terapêuticos  Disfunção Erétil  Iombina age bloqueando receptores adrenérgicos α2 localizados em pequenos vasos penianos. derivado da quinazolina. Efeitos adversos como tonturas.α1. Utilizada no tratamento da Hiperplasia Prostática Benigna. Biodisponibilidade de 64%. assim impedindo a contração destes pequenos vasos. não é utilizada para o tratamento da Hipertensão. hipotensão ortostática e ejaculação retrógada podem ocorrer Alfuzosin . promovendo uma vasodilatação.Bloqueio α2 Pré-Sináptico  Aumenta a Pressão Arterial  Maior liberação de Adrenalina que age sobre os receptores α1 nos vasos periféricos e beta1 no coração. O Alfuzosin é contraindicado em pacientes com risco de síndrome do QT prolongado Bloqueadores α2 .Estrutura semelhante a Reserpina  Atravessa a Barreira Hematoencefálica e chega ao SNC .Atua produzindo elevação da Pressão Arterial e Frequência Cardíaca  Intensifica a Atividade Motora . e facilitando o fluxo de sangue para o interior do corpo cavernoso  Efeitos Centrais .Provoca Tremores Página 69 . auxilia no tratamento de pacientes com Disfunção Erétil  Neuropatia Diabética  Hipotensão Postural Efeitos Adversos Fármacos Iombina  Antagonista Competitivo Seletivo para os Receptores α2  Alcaloide Indolalaquilamina .Bloqueador α-adrenérgico seletivo α1. É metabolizada pela CYP3A4.

devido a vasodilatação provocado pelo antagonismo deste bloqueadores α-adrenérgicos não seletivos. um bloqueio da ação das catecolaminas sobre estes receptores. devido ao antagonismo dos receptores α-adrenérgicos (α1 principalmente. Aumento do Débito Cardíaco . diminuindo assim o retorno venoso Pressão Arterial . ocasionada pela hipotensão que provocará uma estimulação simpática reflexa.Ocorre devido a taquicardia reflexa. provocando uma Hipotensão. com também participação de α2) nos vasos sanguíneos. que no caso da fenoxibenzamina e fentolamina é mais evidente quando o paciente está em posição ortástica. Frequência Cardíaca. e também devido a ação destes bloqueadores sobre receptores α2 pré-sinápticos que provocará maior liberação de noradrenalina.Agindo bloqueando os receptores α-adrenérgicos estes bloqueadores não seletivos. que irá ser percebida pelos barorreceptores localizados no seio carotídeo e no seio aórtico. irá provocar um menor aporte de sangue ao átrio direito. que irá agir no coração aumentando a frequência cardíaca (cronotropismo). realizam uma inibição a vasoconstrição provocada por catecolaminas endógenas. provocando o aumento do débito Retorno Venoso .Os bloqueadores α-adrenérgicos não seletivos. essa noradrenalina agindo sobre receptores beta localizados no coração. aumentando a Frequência Cardíaca. pois. devido ao bloqueio dos receptores α2-adrenérgicos localizados nas terminações pré-sinápticas. Catecolaminas agindo sobre estes receptores provocariam uma constrição aumentando a Resistência destes vasos e aumentado assim a Pressão Arterial. causando uma Hipotensão. podendo ocorrer uma vasodilatação. denominada de Hipotensão Postural. Com o bloqueio destes receptores. ocorre aumentando a estimulação cardíaca. podendo o vaso sofrer uma vasodilatação.Não Seletivos Bloqueio α -Não Seletivo Resistência Vascular Periférica . agindo sobre os receptores α1. Ocorre também uma taquicardia reflexa. Esta inibição da vasoconstrição em vênulas.A ação destes bloqueadores α-adrenérgicos não seletivos. devido a impossibilidade de contração do músculo liso dos vasos deferentes e ductos ejaculatórios Página 70 . ocorre um aumento da liberação de noradrenalina dos nervos simpáticos. Efeitos Adversos     Hipotensão Postural Taquicardia Reflexa Arritmias Cardíacas Eventos isquêmicos cardíacos . deixará de ocorrer a vasoconstrição.A ação dos bloqueadores α-adrenérgicos não seletivos sobre receptores α-adrenérgicos localizados nos vasos sanguíneos provoca. irá provocar uma maior estimulação cardíaca. e irão provocar uma taquicardia reflexa. causam uma redução progressiva da Resistência Vascular Periférica. que diminui a Resistência Vascular Periférica.Bloqueadores α .Infarto Agudo do Miocárdio Inibição reversível da ejaculação pode ocorrer.

O uso destes β-Bloqueadores deve sempre ocorrer depois do uso de bloqueadores αadrenérgicos não seletivos. impede a ação de grande quantidade de catecolaminas liberadas pelo feocromocitoma nestes receptores.É um inibidor competitivo da Tirosina-Hidroxilase.Agem controlando os episódios de hipertensão grave e minimizando outros efeitos adversos das catecolaminas. pois é um análogo estrutural da Tirosina. aumentando a dose progressivamente em dias alternados até se obter o efeito desejado na pressão arterial β -Bloqueadores . que provocariam uma grande vasoconstrição. A inibição de receptores β2 vasodilatadores provoca um estímulo a ação de receptores α-adrenérgicos vasoconstritores. Fentolamina .São utilizados no tratamento do feocromocitoma. o bloqueio destes receptores promove um controle da Pressão Arterial. impedindo o efeito colateral provocado pelo bloqueio β que provoca aumento da atividade α devido ao bloqueio dos receptores β. bloqueando receptores β2 que promoveriam vasodilatação. A Conduta Terapêutica a ser realizada é iniciar o tratamento com fenoxibenzamina 1 a 3 semanas antes da cirurgia. O bloqueio destes receptores β-adrenérgicos. que são as responsáveis por realizar a síntese e secreção de catecolaminas (noradrenalina e adrenalina) da medula adrenal. A enzima Tirosina-Hidroxilase á responsável pela etapa limitante da velocidade de síntese das catecolaminas. mas somente após o uso de bloqueadores α-adrenérgicos não seletivos. e também aumenta a secreção gástrica devido em parte a liberação de histamina . mas . para evitar o aumento da atividade pressora da adrenalina. também pode intensificar a hipertensão arterial. diminuindo a resistência vascular periférica e a pressão arterial. com adrenolectomia.Usada com cautela em pacientes com historia de úlcera péptica Usos Terapêuticos Feocromocitomas .A maioria dos Feocromocitomas são tratados cirurgicamente.Estimula a musculatura lisa do TGi. agravando a hipertensão Metiltirosina .São tumores localizados na medula da glândula adrenal (suprarrenal). aumentando muito a Resistência Vascular Periférica e a Pressão Arterial. retirada da glândula adrenal. afetando as células cromafins. São utilizados para evitar o efeito da grande estimulação de receptores βadrenérgicos provocada pela liberação intensa de catecolaminas pelo feocromocitoma. e para este controle são utilizado fármacos bloqueadores α-adrenérgicos não seletivos associados a beta-bloqueadores e em alguns casos também a metirosina Bloqueadores α-adrenérgicos não seletivos . para que esta cirurgia ocorra é necessário anteriormente a realização de um controle terapêutico da pressão arterial e dos efeitos da liberação maciça de catecolaminas na circulação. uma inibição desta enzima provoca uma queda da síntese de catecolaminas Página 71 . promovem uma hipersecreção de catecolaminas pela medula adrenal Tratamento .Propranolol (β -Bloqueador não seletivo). Estes tumores.Fenoxibenzamina. O antagonismo realizado por estes fármacos em receptores α-adrenérgicos. como contração do volume plasmático e lesões do miocárdio.

Via Intracavernosa . que é caracterizado pela ligação de ambas as substâncias (agonistas x antagonistas) aos mesmos receptores. Injeções intrapenianas repetitivas podem causar reações fibróticas Reverter ou reduzir a duração da anestesia em tecidos moles . que produz um antagonismo competitivo com os agonistas dos receptores α-adrenérgicos . promovendo uma dilatação (vasodilatação) de pequenos vasos penianos.Composto haloalquilamina.Bloqueador adrenérgico α não seletivo . ocorrendo uma redução do efeito máximo dos agonistas. bloqueando receptores α adrenérgicos localizados nos vasos sanguíneos penianos.Os efeitos da Fentolamina no tratamento da disfunção erétil são decorrentes do bloqueio adrenérgico α não seletivo. Injeções intrapenianas repetitivas podem causar reações fibróticas Fentolamina . A fentolamina pode ajudar a reverter este efeito. realiza um antagonismo irreversível nos receptores α-adrenérgicos . o que permite o aumento do fluxo sanguíneo arterial ao corpo cavernoso. maiores concentrações do agonista deslocam o antagonista dos receptores possibilitando o alcance do Emáx. aumentando o Kd =CE 50 Fentolamina . deslocando a curva para a direita. levando à ereção.É uma imidazolina. ocorre também uma ligeira tumefação na glande e no corpo esponjoso Pode causar como efeito adverso a hipotensão postural e priapismo (ereção prolongada e dolorosa).A injeção intracavernosa de fentolamina pode causar hipotensão ortástica e priapismo.no qual ambas as substâncias (agonista x antagonista) se ligam aos mesmos receptores. e também possui efeito promovendo o relaxamento da musculatura lisa trabecular cavernosa.Controle de curta duração da Hipertensão Arterial em pacientes com Feocromocitoma Aliviar pseudo-obstrução do intestino em pacientes com Feocromocitoma .Simpaticomiméticos são administrados com frequência junto com anestésicos locais para retardar a remoção do anestésico causando vasoconstrição. que ainda pode ser alcançado. ocorre uma deslocamento da curva para a direita com um aumento de Kd = CE 50 Página 72 . antagonizando a vasocontrição induzida pelo receptor α Fármacos Antagonistas α-Adrenérgicos Não Seletivos .Resultado dos Efeitos inibitórios das catecolaminas nos músculos lisos intestinais Tratamento de crises Hipertensivas Graves que se seguem após a retirada abrupta de clonidina ou que podem resultar da ingestão de alimentos contendo Tiramina durante o uso de inibidores da MAO não seletivos Tratamento da Disfunção Sexual Masculina . mas não há alteração do efeito máximo do agonista.Bloqueadores α Clássicos Fenoxibenzamina . e que nem o aumento da concentração do agonista não restaura o Emáx. pois.

Impede a exocitose do neurotransmissor Acetilcolina Página 73 . Modulação Farmacológica da Transmissão Colinérgica Parassimpático         Miose .Bloqueio do Carreador de Acetilcolina . degrada a Acetilcolina em íon Acetato e Colina Acetilcolina ---Acetilcolinaesterase ---> Acetato + Colina A colina formada pela degradação da acetilcolina é então transportada de volta para a terminação nervosa.Diminuem a liberação de Acetilcolina Hemicolínico .Ach      A acetilcolina é sintetizada nas terminações nervosas da fibra nervosa colinérgica.Aumenta a quantidade de Acetilcolina.Bloqueia a entrada de Acetilcolina na vesícula Bloqueadores de Canais de Ca+ . e potencializa sua ação .Localizada na Fenda Sináptica.Enzima Colina AcetilTransferase -> Acetilcolina Acetilcolina não consegue ultrapassar a membrana sem o auxilio de carreadores.Impede a recaptação da colina para o terminal pré-sináptico Toxina Botulínica .Drogas Colinomiméticas de Ação Indireta Vesamicol .2.Promovendo um Influxo de Ca+ que faz com que a vesícula se ancore no terminal pré-sináptico e realize a exocitose da Acetilcolina Acetilcolinaesterase .Contração da Pupila Aumento da Salivação Redução do Cronotropismo e Inotropismo Aumento da Secreção Bronquíolar Aumento da atividade Estomacal e Pancerática Aumento da Secreção Biliar Contração da Bexiga Relaxamento de esfíncter Síntese e Liberação de Acetilcolina .5.Diminuem a liberação de Acetilcolina Bloqueadores de Potenciais de Ação . A Acetilcolina é então transportada através do Carreador de Acetilcolina para o interior da vesícula Ocorre então a Despolarização de Membrana . onde fica em alta concentração armazenada em vesículas até sua liberação Acetil Coa + Colina -. onde é usada repetidamente para síntese de acetilcolina Drogas que bloqueiam Acetilcolinesterase .

Tubocurarina (Curare) .Acoplados a um canal iônico Pentâmero . Agem sobre a Junção Neuromuscular a bloqueando Antagonista Nicotínico .Ativa Fosfolipase C .IP3 aumenta a concentração de Ca+ Intracelular  M1  Proteína Gq  Fosfolipase C  IP3 + DAG  IP3  Aumenta o Ca+ Intracelular  DAG  PKC  Fosforila Substratos  M1 .DAG ativa PKC.Córtex.Receptores Pós-Sinápticos Receptores Nicotínicos        Receptores Ionotrópicos . Gânglios Autônomos (Simpáticos e Parassimpáticos) e Células Parietais Proteína Gq .Produz Segundos Mensageiros . Hipocampo.São antagonistas competitivos reversíveis .Importante no Aprendizado e Memória (Córtex e Hipocampo)  Células Parietais . que irá fosforilar outras proteínas .Influxo (Entrada) de Na+ e Efluxo (Saída) de K+ Gera Despolarização da Membrana Ativado por Agonistas Nicotínicos Inativo por Antagonistas Nicotínicos .5 Subunidades proteicas em torno de um eixo formando um poro Seletividade Iônica . Provoca paralisação muscular (Curarização Muscular) Receptores Nicotínicos Nicotínicos N1 Neuronal Localização Gânglios Autônomos Medula Adrenal Transdução do Sinal Inotrópico Abertura de Canal Catiônico Despolarização da Membrana Efeito Despolarização Ganglionar Rápida Transmissão Ganglionar Liberação de Adrenalina N2 Muscular Placa Motora Ionotrópico Abertura de Canal Catiônico Despolarização da Membrana Contração Muscular Estriada Esquelética Receptores Muscarínicos    Receptores Metabotrópicos .Impede a atividade da Acetilcolinas sobre os receptores Nicotínicos.Somente Cátions Monovalentes (Na+ e K+) passam por esse poro no receptor nicotínico Canal Aberto .Regula a secreção de HCl Página 74 .IP3 e DAG .Antimuscarínicos Receptores Muscarínicos Receptor M1 Localização .Acoplados a Proteína G Ativados por Agonistas Muscarínicos Inibidos por Antagonistas Muscarínicos .

Receptor M2
Localização - Cardíaco, Musculatura Lisa, Receptor Pré-Sináptico
Proteína Gi - Inativa Adenilil Ciclase - Diminui os níveis intracelulares de AMPc - Não irá ativar a
abertura de canais de Ca+
 M2  Proteína Gi  Inativa Adenilil Ciclase  Diminui níveis intracelulares de AMPc 
Não abre canais de Ca+
 Receptor M2 Pré-Sináptico - Favorece a Hiperpolarização da célula, através da abertura de
canais de K+ - Inibe a liberação de Acetilcolina
 Cardíaco -Diminui a Frequência Cardíaca
Receptor M3
Localização - Presente na maioria dos tecidos - Glândulas Exócrinas, Músculo Liso e Vaso
Proteína Gq - Ativa Fosfolipase C - Produz Segundos Mensageiros - IP3 e DAG - DAG ativa PKC,
que irá fosforilar outras proteínas - IP3 aumenta a concentração de Ca+ Intracelular
 M3  Proteína Gq  Fosfolipase C  IP3 + DAG
 IP3  Aumenta o Ca+ Intracelular
 DAG  PKC  Fosforila Substratos
 Músculo Liso Brônquio - Broncoconstrição
 Vasodilatação - Pois promove a liberação de NO pelas Células Endoteliais
 Músculo Liso - Contração
Trato Gastrointestinal - Peristalte
Junção Neuromuscular


Alta densidade de receptores Nicotínicos
Motoneurônio - Potencial de Ação - Liberação de Acetilcolina - Receptores Nicotínicos Necessários para a Contração Muscular
Dessensibilização de Receptores Nicotínicos - Quando se tem Acetilcolina em excesso na
Junção Neuromuscular, ocorre o processo de dessensibilização, podendo provocar uma
paralisia muscular

Receptor Muscarínico
M1 - M1a, Neurais
Excitatório

Localização
SNC, Neurônios Pós-Ganglionares
Simpáticos, Células Parietais
Gástricas

M2 - M2a, M2 Cardíaco
Inibitório

Coração, Músculo Liso, Nível PréSináptico, Gânglios do Simpático e
Parassimpático

Mecanismo de Sinalização
PGq  Cascata IP3 e DAG 
Aumento da Condutância ao Ca+
PGs  Via Adenilato Ciclase 
Diminui Condutância ao K+
PGi  Via (-) Adenilato Ciclase 
Diminui AMPc  Diminui
Condutância ao Ca+ e aumenta K+

M3 - M3b, M3 Glandular
Excitatório

Glândula Exócrinas, Músculo Liso,
Endotélio Vascular, SNC

PGq  Cascata IP3 e DAG 
Aumento da Condutância ao Ca+

M4 - Inibitório

SNC

M5 - Excitatório

SNC

PGi  Via (-) Adenilato Ciclase 
Diminui AMPc
PGq  Cascata IP3 e DAG 
Aumento da Condutância ao Ca+

Página 75

Agentes Colinomiméticos
Drogas de Ação Direta
Agonistas Muscarínicos e Nicotínicos - Agem diretamente sobre os receptores

Agonistas Muscarínicos - Ação Direta
 Acetilcolina e Ésteres Sintéticos da Colina
 Metacolina
 Carbacol
 Betanecol
 Alcaloides Naturais
 Pilocarpina
 Muscarina
 Arecolina
 Oxotremorina
Fármaco

Receptor Muscarínico

Receptor Nicotínico

Acetilcolina
Carbacol
Metacolina
Betanecol
Muscarina
Pilocarpina
Oxotremorina

+++
++
+++
+++
+++
++
++

+++
+++
+
-

Propriedades Farmacológicas
Sistema Cardiovascular

Diminui Frequência Cardíaca
Diminui Dromotropismo
Diminui Força de Contração (Inotropismo)
Vasodilatação - Liberação de NO pelas Células Endoteliais

Trato Gastrointestinal

Aumenta Motilidade e do Tônus Intestinal
Aumenta Secreção Gástrica
Contração do Músculo Detrusor da Bexiga
Aumenta Peristalte Uretral
Aumenta Pressão de Esvaziamento
Diminui a Capacidade da Bexiga
Relaxamento de Esfíncter
Aumente Secreção das Glândulas
Lacrimais, Sudoríparas, Salivares, Traqueobrônquicas, Digestivas
Broncoconstrição
Miose - Contração da Pupila - Contração do Esfíncter da Íris
Contração do Músculo Ciliar - Adaptação da Visão

Trato Urinário

Glândulas
Aparelho Respiratório
Olho

Página 76

Usos Terapêuticos
Agonista
Betanecol
Betanecol
Betanecol
Pilocarpina
Pilocarpina

Estudos para agonistas
M1 Seletivos

Indicação
Atonia Gástrica Pós-Operatória
Íleo Paralitico
Retenção Urinária Pós-Operatória e Pós-Parto
Xerostomia após radiação da Cabeça e Pescoço
Tratamento do Glaucoma de Ângulo Aberto
Crise de Glaucoma de Ângulo Fechado
Reversão da adesão da Íris com a Lente quando associado a Midríaticos
Doença de Alzheimer

Receptores Colinérgicos - Nicotínicos
Receptor
Nicotínico Nm

Junção
Neuromuscular

Abertura de um canal
intrínseco iônico

Despolarização da Placa
Terminal, Contração do
Músculo Esquelético

Receptor
Nicotínico Nn

Gânglios Autônomos
Medula Supra-Renal

Abertura de um canal
intrínseco iônico

Despolarização do Neurônio
Pós-Ganglionar, Secreção de
Catecolaminas

Contra-Indicações
 Asma - Promove Broncoconstrição, afetando mais a respiração
 Hiper-Tireoidismo - Potencializa muito os efeitos do próprio Hipertireoidismo no Trato
Gastrointestinal
 Insuficiência Coronariana - Acentua a redução do Débito Cardíaco
 Doença Ácido-Péptica - Devido o aumento da Secreção Gástrica

Efeitos Adversos





Rubor - Devido a Vasodilatação provocada pela NO liberada pelas Células Endoteliais
Sudorese - Devido ao aumento da secreção de glândulas
Cólicas Abdominais - Devido ao aumento da Motilidade Gastrointestinal
Salivação (Sialorréia) - Aumento da Secreção Salivar
Cefaleia - Vasodilatação no Sistema Nervoso Central
Dificuldade de acomodação visual

Página 77

aumentando os níveis de Acetilcolina Uso de Anticolinaesterásicos . e reativam a enzima Acetilcolinaesterase permitindo que a enzima volte a sua função normal Página 78 . Fígado.São re-ativadores enzimáticos. o sítio aniônico e o sítio esterásico da enzima.“Gases dos Nervos” Paration Malation TEPP Ecotiofato .Atuam por uma Fosforilação do sítio esterásico da Acetilcolinaesterase. Sarin. Plasma Anticolinaesterásicos .Organosfosfarados       DFP Tabun. Transferem a ligação fosfato. inativando estes sítios .Inibição da Acetilcolinesterase Reversíveis      Edrofônio Amebomônio Neostigmina Fisotigmina Piridostigmina Irreversíveis .Único com aplicação clínica Mecanismo de Ação dos Anticolinaesterásicos  Anticolinaesterásicos Reversíveis .Nas Plaquetas.Ação Indireta Anticolinaesterásicos . Quando há a necessidade que se tenha uma resposta nicotínica e muscarínica  Efeito Difuso entre Receptores Muscarínicos e Nicotínicos Acelticolinaesterase   Presente nas Sinapses Neuronais e nas Hemácias Pseudo-Colinaesterase .Os Anticolinaesterásicos Reversíveis agem sobre os sítios ativos da Acetilcolinaesterase. condicionando um regeneração extremamente lenta da enzima Pralidoxima .Aumento o efeito da Acetilcolina tanto sobre Receptores Nicotínicos como Receptores Muscarínicos.Agem bloqueando a enzima Acetilcolinesterase inibindo a degradação da Acetilcolina. esta inativação pode ser desfeita. Soman . assim reativando a enzima  Anticolinaesterásicos Irreversíveis .Drogas de Ação Indireta Agonistas Muscarínicos .

Provoca Fadiga Muscular excessiva.Aumenta a secreção de HCl Secreção Glandular . Assim não tem como se manter uma contração.Ptose Palpebral devido a não manutenção do tônus muscular.Diagnóstico Fisotigmina Donepezil Rivastigmina Galantamina Indicação Íleo Paralitico e Atonia da Bexiga Glaucoma Descurarização Miastenia Gravis Intoxicação com Drogas Anticolinérgicas Doença de Alzheimer Miastenia Gravis  Doença Auto-Imune .Dessensibilização dos Receptores devido ao excesso de Acetilcolina Usos Terapêuticos Fármaco Neostigmina Fisotigmina Ecotiofato (Quando não responde a Fisotigmina) Neostigmina Neostigmina Piridostigmina Amebomônio Edrofônio . Edrofônio inibe a enzima Acetilcolinaesterase. Diminui a Pressão Arterial Estimulação seguida de Depressão. Edrofônio possui uma meia-vida curta e pode ser utilizado no diagnóstico de Miastenia Gravis. pode causar Ptose Palpebral como sintoma  Edrofônio .Diagnóstico . diminuindo massivamente a densidade de Receptores Nicotínicos. dos Gânglios Autonômicos e da Junção Neuromuscular . impedindo a degradação da Acetilcolina. Salivares. altera o Tônus Muscular. Sudoríparas.Propriedades Farmacológicas      Miose .Hiperemia Conjuntival . Lacrimais.Brônquios . Gástricas Bradicardia . e aliviar o sintoma de Ptose Palpebral Contra-Indicações     Asma Hipertireoidismo Insuficiência Coronária Doença Ácido-Péptica Página 79 .Queda da Pressão Intra-Ocular Aumenta Motilidade Gastrointestinal .Anticorpos destroem Receptores Nicotínicos da Placa Motora.Queda do Débito Cardíaco. assim a Acetilcolina pode agir sobre receptores na placa motora e voltar a manter o tônus muscular.

Secreção excessiva da Mucosa Nasal Sudorese Aumento da Secreção Brônquica Miofasciculações Broncoconstrição Lacrimejamento Intoxicação Grave       Sialorréia Defecação e Micção Involuntárias Sudorese Lacrimejamento Bradicardia Hipotensão       Broncoespasmo Confusão Mental Fala Arrastada Convulsões Alucinações Fraqueza e Fadiga Muscular Diagnóstico  História de exposição e sintomas característicos  Determinação da atividade da Acetilcolinaesterase nos Eritrócitos e no Plasma Tratamento  Atropina .Secreção abundante de Saliva Dor Ocular Visão Embaçada Cólicas Intestinais Diarréia Rinorréia .Intoxicação por Organofosforados Aguda Pela exposição local a vapores ou aerossóis ou após a inalação Pela Ingesta Miose Acentuada Congestão Conjuntival Náuseas e Vômitos Sialorréia .Anticolinaesterásico Reversível  Cólicas e Incontinência Urinária  Confusão Mental  Convulsões  Alterações da Frequência Cardíaca Página 80 .Fármaco de Uso Obrigatório no Tratamento de Intoxicação por Organofosforados .Carbamato Albicarbe .Reativador da acetilcolinesterase  Medidas de Suporte Geral  Lavagem de Pele e Mucosas  Manutenção das Vias Aéreas Desobstruídas  Respiração Artificial .Caso necessário  Anticonvulsivantes Intoxicação com Anticolinaesterásicos  Chumbinho .Age bloqueando receptores muscarínicos  Pralidoxima .

Inibidores da Função Colinérgica . Escapolamina Ultrapassam a Barreira Hematoencefálica e chegam ao SNC Aminas Quaternárias (4°)   Ipratrópio.2.Hyocyanmus niger Derivados Sintéticos e Semi-Sintéticos  Homatropina  Semi-sintético  Tropicamida  Colírio Midríatico  Ciclopentolato  Colírio Midríatico  Pirenzerpina  Receptor M1  Usado em casos de Gastrite  Diminui a liberação de HCl  Diciclomina  Ipratrópio  Amina 4° . Tiotrópio Não atravessam a Barreira Hematoencefálica Página 81 .Bloqueadores Colinérgicos Antagonistas Muscarínicos Mecanismo de Ação Antagonismo Competitivo dos Receptores Muscarínicos Alcaloides Naturais  Atropina .Não atravessa a Barreira Hematoencefálica  Pouco seletivo  Tiotrópio  Amina 4°.Atropa belladona e Datura stramonium  Escapolamina .Não atravessa a Barreira Hematoencefálica  Maior seletividade para receptores M1 e M3  Metilatropina  Tolterodina  Possui maior seletividade para receptor M3  Benzatropina Aminas Terciárias (3°)   Atropina.6.

Retenção Urinária      Relaxamento do Músculo Detrusor Redução da Pressão de Esvaziamento Aumento da capacidade da Bexiga Eliminação do peristaltismo Uretral induzida por Fármacos Contração do Esfíncter Sistema Respiratório  Relaxamento do Músculo Liso das Vias Aéreas  Ressecamento das mucosas do Trato Respiratório  Cuidado . Sudoríparas. Salivares.Propriedades Farmacológicas Glândulas     Diminui a Secreção de Glândulas . pois age no Bulbo promovendo um Estímulo Vagal (Receptor M1)  Reversão Total da Diminuição de Pressão Arterial produzida por Agonistas Muscarínicos  Bloqueia a Vasodilatação Periférica e Hipotensão mediada por Ésteres da Colina  Rubor Atropínico  Rubor por Dilatação dos Vasos Sanguíneos em resposta ao Aumento da Temperatura Decorrente da menor secreção de suor . provocando pele quente e seca Olho  Midríase  Ciclopegia .Diminui a Depuração Mucociliar Ipratrópio / Tiotrópio .Não reduz a Depuração Mucociliar Sistema Cardiovascular  Bradicardia seguida por Taquicardia  Atropina em baixas doses causa Bradicardia.Rolhas Mucosas em pacientes com Doenças das Vias Respiratórias Trato Gastrointestinal .Paralisia da Acomodação Visual  Aumento da Pressão Intra-Ocular  Prejudicial em pacientes que com Glaucoma de Ângulo Fechado Trato Urinário .Lacrimais.Constipação  Diminuição do Tônus e Motilidade Intestinal  Diminuição da Secreção Gástrica (Receptor M1) e Salivar (Receptor M3)  Diminui a Secreção de Saliva Fluída Página 82 . Traqueobrônquicas Diminui Secreção de Glândulas Salivares -Pode provocar Xerostomia e Dificuldade de Deglutição e Fala Atropina .

Cuidado com abuso  Atropina  Doses baixas causam Excitação Vagal  Doses Intermediárias causam Cansaço. Delírio  Doses mais Altas causam Depressão com Colapso Circulatório.Sistema Nervoso Central     Fármacos mais Lipossolúveis . Amnésia.0 5. Irritação. Alucinação. Fadiga.Aminas Terciarias (3°) Atropina.0 >10. Escapolamina Redução da Atividade Motora e Tremor Escapolamina  Depressão Central .0 Intensa Xerostomia Sede Taquicardia Discreta Midríase Taquicardia Palpitações Intensa Xerostomia Midríase Moderada Ciclopegia Todos os sintomas anteriores exacerbados Dificuldade para Deglutir e Falar Agitação e Fadiga Cefaleia Pele Quente e Seca Diminuição do Peristaltismo Intestinal Dificuldade de Micção Todos os sintomas anteriores exacerbados Pulso Rápido e Fraco Turvamento Visual Intenso Inquietação e Excitação Alucinações e Delírios .Sonolência. Insuficiência Respiratória após Paralisia e Coma Efeitos Dose-Dependente da Atropina Dose (mg) 0.Coma Usos Terapêuticos  Predominante para Inibir os efeitos do Sistema Parassimpático  Maior Limitação  Efeitos Colaterais concomitantes a Resposta Terapêutica  Antagonistas Seletivos aos Subtipos de Receptores ainda em estudos clínicos Página 83 .5 Efeitos  Bradicardia discreta  Leve Xerostomia  Diminuição da Sudorese  Leve Excitação Vagal por Estimulação do Bulbo e Centros Cerebrais mais altos 1. Sono sem sonhos  Euforia . Desorientação.0                      2.

Atropina  Doença Ácido-Péptica .Atropina  Bradicardia devido ao Tônus Vagal Excessivo  Assistolia Intoxicação por Anticolinaesterásicos  Acidental por Inseticidas Organofosforados.Enjôo de Movimento . Pilocarpina e Arecolina Página 84 .Não é Fármaco de 1° escolha  Pirenzerpina .Maior Seletividade para Receptor M1 e M4 em relação a M2 e M3 Trato Genitourinário  Enurese Infantil (“Xixi na Cama”) e Paraplegia Espástica .Efeito de longa duração Utilizados para produzir Midríase.Via Inalatória Oftalmologia       Tropicamida. Descurarização. Ciclopegia Prevenção da adesão da Lente com a Íris quando associado a Mióticos Exame de Retina e Disco Óptico Em casos de usos de fármacos com efeito de longa duração para uso Oftalmológico Necessário o Uso de Mióticos conjuntamente Sistema Cardiovascular  Bradicardia Sinusal Sintomática .Diclomina. Tratamento da Miastenia Gravis  Intoxicação com Cogumelos Inocybe ou Clytocybe .Possuem Alcaloides Parassimpaticomiméticos como Muscarina.Atropina Sistema Nervoso Central  Profilaxia da Cinetose . Ciclopentolato -Efeito menos duradouro Atropina.Tiotrópio e Ipratrópio .Região Mastóidea Pós-Auricular  Parkinsonismo e Efeitos Colaterais Extrapiramidais dos Antipsicóticos . Propantelina  Espasmos .Benztropina Sistema Respiratório  DPOC e Asma Brônquica .Escapolamina . Seletividade  Obtida pela Via de Administração  Modificação Química que limita a absorção . Escapolamina .Após Infarto Agudo do Miocárdio .Via Transdérmica .Tolterodina  Associado a fármacos analgésicos na Cólica Renal (Pouca contribuição) .Efeitos locais Trato Gastrointestinal  Colón Irritável .

Pele e Olhos Secos Aumento da Temperatura Corpórea Rubor .Trato Gastrointestinal Excreção Fezes Renal Página 85 .Rubor Atropínico Taquicardia Constipação Retenção Urinária Diminuição da Acuidade Visual Fotofobia Farmacocinética Antagonista Aminas 4° Ipratrópio. Tiotrópio Aminas 3° Atropina. Subcutânea e Inalatória Lenta pela Conjuntiva Rápida .Pré-Anestésicos  Prevenção da Resposta Vagal Reflexa na manipulação cirúrgica de Vísceras -Atropina  Reversão do efeito de Bloqueio Neuromuscular por Anticolinaesterásicos .Atropina Contra-Indicações      Taquicardia Hiperplasia Prostática Benigna Constipação Glaucoma de Ângulo Fechado Fibrilação Atrial Efeitos Adversos          Depende do Objetivo do Uso Boca. Escapolamina Absorção Pouca por Via Oral.

...6... 95 Analgesia Central......1..pg. 3..........................2............3.... 104 Anti-Inflamatórios Não Esteroidais (AINES)................ 3.... 133 Página 86 ..... Farmacologia da Transmissão Neuromuscular....... 3...4.... 87 Anestésicos Locais.. 3................ 124 Controle Farmacológico das Reações Alérgicas... 115 Anti-Inflamatórios Esteroidais Glicocorticoides.pg..pg.....pg.pg......... 3.....5.pg.3..

Inicia pela despolarização do Motoneurônio (Fibra PréSináptica) que promove um influxo de Ca+. Potencial de Ação se propaga pela Fibra Muscular através dos Túbulos T 4.Região de Sinapse entre o Motoneurônio e a Fibra Muscular Unidade Motora . Despolarização da Fibra Muscular promove uma mudança conformacional no Receptor de Dihidropiridina (DHP) 5. Acetilcolina se liga as subunidades α Receptor Nicotínico Nm (N²) .Células Musculares  Necessita da ligação de 2 Acetilcolinas nas 2 subunidades α para abrir o Receptor que é um Canal Iônico.1.Pentâmero composto por 5 Subunidades Proteicas .Um Motoneurônio inervando 1 ou mais fibras musculares Receptor Nicotínico Nm (N²)  Receptor Ionotrópico .3. e permitir a passagem de Íons monovalentes Receptor Nicotínico Nn (N¹)  Localização . Este influxo de Ca+ promove a exocitose das vesículas contendo Acetilcolina 1. 1Δ  Localização . Receptor DHP está ligado ao Receptor de Rianodina .Expõe Sítios Ativos da Actina .Promove a abertura de um Canal de Ca+ localizado no Retículo Sarcoplasmático 7.Potencial de Ação  Receptor Dihidropiridina  Receptor Rianodina (Retículo Sarcoplasmático)  Aumenta [Ca+] no Citosol  Ca+ se liga a Troponina C  Desloca Tropomiosina  Expõe sítio ativo da Actina  Miosina se liga a sítio ativo da Actina  Quebra ATP em ADP  Contração Muscular Página 87 . Quebra de ATP em ADP .Promove abertura do Canal Iônico. assim gerando um influxo de Na+ para o interior da Fibra Muscular.Fibra Pré-Sináptica  Estimula a liberação de Acetilcolina da Fibra Pré-Sináptica Contração Muscular Sinapse . Este Potencial de Placa Motora gera uma Despolarização que faz com que se ative outros canais.Provoca um deslocamento da Tropomiosina . Saída de Ca+ do Retículo Sarcoplasmático . Ca+ se liga a Troponina C . Os Canais de Na+ Voltagem-Dependentes ativos.Aumenta concentração de Ca+ no Sarcoplasma 8.Miosina se liga aos Sítios Ativos da Actina 9. gerando um Potencial de Placa Motora (Despolarização) 2. 1ɣ. Receptor de Rianodina Ativado .Deslizamento do Filamento de Actina sobre o Filamento de Miosina 10.Mudança conformacional no Receptor DHP também provoca mudanças nos Receptor de Rianodina 6. 1β.2α.   Farmacologia da Transmissão Neuromuscular Junção Neuromuscular . os Canais de Na+ Voltagem-Dependente. permitem um influxo de Na+ para Fibra Muscular e geram um Potencial de Ação 3. Contração Muscular Acetilcolina  Receptor Nm (N²)  Influxo de Na+ .

Despolarizantes Estrutura Química .Neostigmina . impedindo a entrada de Colina no terminal présináptico. causando Paralisia Flácida Página 88 . e potencializando seu efeito Dantrolene .Impede a vesiculação da Acetilcolina.São Bloqueadores de Canais de Na+. impedindo assim a liberação de Acetilcolina Bloqueadores Neuromusculares    Evitam a Contração Muscular Não causam Anestesia. permanecendo ligados ao Receptor por uma Período de Tempo relativamente longo. assim aumentando a concentração de Acetilcolina.Síntese de Acetilcolina e Liberação 1) Colina é captada pelo Terminal Nervoso Pré-Sináptico através do Carreador de Colina por um Processo Ativo .Inibe a enzima Acetilcolinaesterase.É a Captação de Colina para o Terminal Nervoso Pré-Sináptico através do Carreador de Colina Hemicolínico .São 2 moléculas de Acetilcolina Despolarizantes .Inibe o Carreador de Colina.Decametônio . diminuindo a síntese de Acetilcolina Vesamicol . inibem a despolarização da Fibra PréSináptica do Neurônio.Etapa Limitante 2) AcetilCoa + Colina -------Colina Acetiltransferase-----> Acetilcolina 3) Acetilcolina é vesiculada e para ser liberada é preciso que a célula sofra uma Despolarização. assim inibindo a Contração Muscular Anestésicos Locais .Somente Paralisia Muscular Foram produzidos à partir do Curare.Não pode ser realizada por Anticolinaesterásicos Bloqueadores Neuromusculares . diminuindo a liberação de Acetilcolina Toxina Botulínica . de onde se extraí a d-Tubocurarina 1.Despolarizantes  Succinilcolina  Decametônio  Suxametônio Succinilcolina.Inibe a Liberação de Ca+ do Retículo Sarcoplasmático. com entrada de Ca+² para Exocitose das Vesículas contendo Acetilcolina 4) Acetilcolina ------Acetilcolinaesterase--------> AcetilCoA + Colina Etapa Limitante . despolarizam a Fibra Muscular.Inibe a liberação da Acetilcolina Anticolinaesterásicos . age sobre o Receptor de Rianodina Tipo 1.Ligam-se ao Receptor Nicotínico Nm e agem como Acetilcolina (Agonista do Receptor).Semelhante à Acetilcolina    Agonistas do Receptor Nicotínico Nm (N²) Não são degradados pela Acetilcolinaesterase Reversão de Efeito . nem Analgesia .

Despolarização da Fibra Muscular Contração Mantida Não responde a novos Potenciais de Ação .Potencializa os efeitos da Succinilcolina (Bloqueador Despolarizante) que também é um agonista do Receptor Nicotínico 2.Acetilcolinaesterase não consegue degradar os Bloqueadores Neuromusculares Despolarizantes  Degradados por outras Colinesterases .Inibe a enzima Acetilcolinaesterase e aumenta a concentração de Acetilcolina. Butirilcolinaesterase (Plasma) Fase II .Anticolinaesterásicos (Neostigmina) .Competitivos (Estabilizadores ou Estabilizantes)  Antagonista Competitivo do Receptor Nicotínico Nm (N²)  Não despolarizam a Fibra Muscular .Pois a Fibra Muscular não se Repolariza Fasciculações Musculares Transitórias  Paralisia Flácida Reversão do Efeito .Fases do Bloqueio .Despolarizantes Fase I .Pseudocolinaesterase. agonista do Receptor Nicotínico .Não Despolarizantes .Dessensibilização (Resistência à Despolarização)     Repolarização da Membrana Muscular Dessensibilização do Receptor Nicotínico Nm ao efeito da Acetilcolina Paralisia Flácida da Musculatura Agonista pode desligar-se do Receptor.Não desencadeiam resposta  Reversão de Efeito .Anticolinaesterásicos irão inibir a enzima Acetilcolinaesterase. aumentando os níveis de Acetilcolina e permitindo que a Acetilcolina desloque o Bloqueador Neuromuscular Competitivo do Receptor Nicotínico Nm e reverta o Efeito de Bloqueio Muscular Página 89 .O Uso de Anticolinaesterásicos NÃO irá reverter o efeito  Resistentes a Acetilcolinaesterase . mas a Paralisia Flácida se mantém devido a Dessensibilização do Receptor ao efeito da Acetilcolina (Agonista) Inicio Dependência da Dose Recuperação Inibição da Acetilcolinaesterase Resposta Muscular Fase I Imediato Baixa Rápida Potencialização Fase II Transição Lenta Alta ou Após Infusão Prolongada Prolongada Reversão Fasciculação  Paralisia Flácida Paralisia Flácida Anticolinaesterásico (Neostigmina) .Bloqueadores Neuromusculares .Despolarização      Bloqueador Neuromuscular Despolarizante liga-se ao Receptor Nicotínico Nm (N²) Receptor Nicotínico Nm Ativado .Abre Canais de Na+ .

Mecanismo de Ação       Relaxamento Muscular + Paralisia Flácida Bloqueador Neuromuscular Competitivo se liga ao Receptor Nicotínico Nm (Antagonista) Evita a ligação e ação da Acetilcolina no Receptor Nicotínico Nm Não Ativa o Receptor Nicotínico .Relaxamento Muscular Paralisia Flácida Estrutura Química Derivados de Esteroides de Amônio      Pancurônio Vecurônio Rocurônio Ropacurônio Pipecurônio Derivados da Benzilisoquinolina     Atracúrio Mivacúrio Doxacúrio Cisatracúrio Classificação dos Bloqueadores Neuromusculares  Estrutura Química Agente Succinilcolina  Mecanismo de Ação Classe Química Mecanismo de Ação Éster de Colina Despolarizante Suxametônio Decametônio d-Tubocurarina Doxacúrio Atracúrio  Duração da Ação Duração Ultracurta Longa Benzilisoquinolina Competitivo (Não Despolarizante) Longa Média Mivacúrio Curta Pancurônio Pipecurônio Longa Rapacurônio Rocurônio Vecurônio Ésteres de Amônio Competitivo (Não Despolarizante) Média Observações Hidrólise por Colinesterases Plasmáticas Depuração Hepática. Metabolismo e Clearance Hepático Página 90 .Não ocorre influxo de Na+ para a Fibra Muscular Não despolariza a Fibra Muscular . Eliminação Renal Eliminação Renal Hidrólise por Esterases Plasmáticas Degradação Espontânea Hidrólise por Colinesterases Plasmáticas Eliminação Renal (Lenta) Metabolismo e Clearance Hepático Metabolismo Hepático Eliminação Renal.

que não produz o Metabólito Laudanosina Farmacocinética     Bloqueadores Neuromusculares . Maxilar.Diafragma .Pancurônio.Laudanosina .Lipossolúvel.Intermediário Mivacúrio   Tempo de Ação .Não possuem ação no SNC Exceção .Intramuscular (IM) ou Intravenosa (IV) NÃO Atravessam Barreira Hematoencefálica .Ocorre em Sentindo Inverso Página 91 .Podem ser utilizadas Menores Doses com o objetivo de se ter Menores Efeitos Colaterais Desvantagens . Vecurônio e Rocurônio  Tempo de Ação . Pipecurônio e Doxacúrio     Tempo de Ação .Metabólito do Atracúrio . pode atravessar a Barreira Hematoencefálica e agir no SNC e gerar Convulsões Sequência Característica da Paralisia Induzida pelos Bloqueadores Neuromusculares Bloqueador Competitivo (Não Despolarizante)  Relaxamento Muscular  Paralisia Flácida Bloqueador Despolarizante  Fasciculações Musculares  Paralisia Flácida Colinesterase Plasmática  Reversão Ordem de Bloqueio Neuromuscular 1.Membros.Inativos por Via Oral (VO) Formas de Administração .Pequenos Músculos de Movimentos Rápidos .Provoca Parada Respiratória Recuperação . Laringe 2.Início de Ação Lento e Demora para Reversão de Efeito Rapacurônio.Longo Eliminação Renal Lenta Vantagens . Tronco 3.Forma de Atracúrio.Hidrólise por Esterases Plasmáticas ou Degradação Espontânea de Hoffman Clivagem na N-Aquila da Benzilisoquilonina Utilizado em Pacientes com Problemas Renais Metabólito .Pois são Polares .Curto Degradado por Esterases Plasmáticas Atracúrio     Eliminação .Olhos.Atravessa a Barreira Hematoencefálica e pode gerar Convulsões Cisatracúrio .Músculos Intercostais 4.Laudanosina .

Entubação Endotraqueal 4.Taquicardia Agentes Ausente .Amônios 4° Não penetram na Barreira Hematoencefálica Tubocurarina Tubocurarina Pancurônio Succinilcolina Efeito Dose-Dependente Estímulo Ganglionar Vagal .Desequilíbrio Eletrolítico .Dificulta a Repolarização e Facilita a Despolarização -Diminuindo assim o limiar do potencial de ação .Apneia Prolongada 2.Problema .Reflexa à Hipotensão Bloqueio Vagal . Broncoscopia.Bradicardia (Baixas Doses) Simpático .Insuficiência Cardíaca Congestiva (ICC) em pacientes com uso de Digitálicos ou Diuréticos 3. pois não age no SNC 6.Gera Desequilíbrio Eletrolítico .Traumatismos ou Queimaduras Extremas .Pois piora o quadro do Bloqueio Muscular .Principal Uso .Periférico.Laringoscopia.Prevenção de Trauma em Terapia Eletroconvulsiva .Procedimentos Ortopédicos .Lesões da Medula Espinhal com Paraplegia ou Quadriplegia 2.Mastócitos Tubocurarina Broncoespasmos Mivacúrio Hipotensão Atracúrio Secreção Excessiva .Miastenia Graves 3.Pode provocar Problemas Cardíacos. devido a maior excitabilidade do Coração Cuidado com Succinilcolina 1.Efeitos Adversos Efeito Sistema Nervoso Central (SNC) Bloqueio Ganglionar (Diminui a liberação de Noradrenalina) Hipotensão Taquicardia .BOTOX    Clostridium Botulinum Bloqueia a Liberação Vesicular de Acetilcolina temporariamente Provoca Paralisia Flácida do Músculo Esquelético Página 92 .Controle de Espasmos Musculares Toxina Botulínica .Distrofia Muscular .Crianças menores de 8 anos . Esofagoscopia 5.Salivar e Brônquica Doxacúrio Hipercalemia .Adjuvante na Anestesia Geral .O Uso de Bloqueadores Neuromusculares juntamente a Anestesias Gerais. possibilita uma diminuição da dose do Anestésico usada 2.Hiperpotassemia Usos Terapêuticos 1.Perdem K+ Contra-Indicações de Succinilcolina 1.Hipertensão e Taquicardia (Altas Doses) Hiperpotassemia (Hipercalemia) Succinilcolina Liberação de Histamina .Correção de Luxações e Alinhamento de Fraturas 3.

Succinilcolina Colapso Cardiovascular Liberação de Histamina Desequilíbrio Eletrolítico Tratamento Bloqueadores Neuromusculares . diminuindo a Imunidade Indicações .Bloqueio Muscarínico .Pois diminui a concentração de Acetilcolina.Usos Terapêuticos    Espasmos e Distonias Remoção de Linhas Faciais .Diminui liberação de Acetilcolina . pelo aumento nos níveis de Acetilcolina provocado pelo uso de Anticolinaesterásicos  Anti-Histamínicos .Aumenta a concentração de Acetilcolina e promove uma queda da Pressão Arterial  Aminas Simpaticomiméticas . usada para reverter o efeito do uso de Anticolinaesterásicos  Atropina . pois diminui a liberação de Acetilcolina 2) Bloqueadores de Canais de Ca+ 3) Anestésicos Locais 4) Fármacos Antiarrítmicos  Evita Despolarização .Aumenta a Pressão Arterial. assim aumenta a atividade Simpática.Não Despolarizantes ou Competitivos  Anticolinaesterásicos .Evitar os efeitos da liberação de Histamina Bloqueadores Neuromusculares .Neostigmina ou Edrofônio .Para evitar o excesso do estímulo Parassimpático.Interações Medicamentosas  Sinergismo 1) Antibióticos Aminoglicosídeos  Estes Antibióticos competem com o Ca+  Aumenta a ação do Bloqueador. Distonia Cervical  Remoção de Linhas Faciais associadas a estimulação nervosa ou atividade muscular excessiva Toxicologia Sintomas     Apneia Prolongada .Aumentando a ação do Bloqueador Página 93 .Intramuscular (IM) ou Intradérmica (ID)  Estrabismo  Espasmo Hemifacial  Distonia Oromandibular.Injeção Intramuscular ou Intradérmica Imunoresistência .Despolarizantes  Suporte Cardiorrespiratório Bloqueadores Neuromusculares .

Anestésicos Gerais     Usados em conjuntos.Anticolinaesterásico age inibindo a enzima Acetilcolinaesterase. Sevoflurano Antagonismo . Acetilcolina irá agir nos Receptores Nicotínicos Nm agindo como um agonista.Bloqueadores Neuromusculares .Devido ao aumento do metabolismo muscular que produz uma maior quantidade de Lactato  Taquicardia  Hipertermia Grave Tratamento     Dantrolene Intra Venoso (IV) .Anticolinaesterásico age inibindo a enzima Acetilcolinaesterase.Anestésicos Halogenados -Halotano.Devido a maior quantidade de Ca+ Produção de Calor pelo Músculo Esquelético .Inibe a liberação de Ca+ a partir do Retículo Sarcoplasmático Resfriamento Rápido O² a 100% .Elimina CO² .Despolarizantes Sinergismo -Neostigmina . para diminuir a Dose do Anestésico Geral utilizado Diminuição do Efeito Adverso Aumenta o Efeito do Bloqueio Hipertermia Maligna . que então irá competir com o Bloqueador Neuromuscular Competitivo pelo Receptor Nicotínico Nm.Mutação no Receptor RYR-1 Sintomas      Contratura .Competitivos (Não Despolarizantes) Sinergismo . e a Acetilcolina é um Agonista do Receptor Nicotínico.Neostigmina .Devido a maior quantidade de Ca+ Rigidez .Aumento da Temperatura Corporal Aceleração do Metabolismo Muscular Acidose Metabólica . Isoflurano. já o Bloqueador Competitivo é um Antagonista Hipertermia Maligna      Doença Farmacogenética desencadeada por Anestésicos Halogenados e pela Succinilcolina Caracterizada por Hipermetabolismo do Músculo Esquelético Liberação Anormal de Ca+ do Retículo Sarcoplasmático .Provoca uma Contração Muscular Maciça que produz uma Grande Quantidade de Calor Apresenta Mortalidade acima de 70% dos casos Propensão à Hipertemia Maligna . aumentando os níveis de Acetilcolina livre. assim aumentando a concentração de Acetilcolina livre. fazendo um sinergismo com os Bloqueadores Neuromusculares Despolarizantes que também são agonistas do Receptor Nicotínico Nm Bloqueadores Neuromusculares .Auxilia no Controle da Acidose Controle da Acidose Página 94 .

nas Subunidades Proteicas α3 e α4 (S5 e S6).É a Subunidade Sensível a Voltagem Subunidade α3 e α4 .Abrem Canais de Na+ Voltagem-Dependente Fase 3 . Motora.Canal de Na+ Fechado e Canal de K+ Aberto Fase 2 . Anestésicos Locais Analgesia .3. Bloqueando Canais de Na+ assim bloqueando a gênese de Potenciais de Ação. que mantém os Canais de Na+ no Estado Inativo Anestésico Local .São os alvos para a Ação dos Anestésicos Locais. Canal Aberto .Repolarização Fase 6 . Provocando a Inativação dos Canais de Na+.Hiperpolarização Canal de Na+ Formado por 4 Subunidades Proteicas α e Subunidades β   Subunidade α1 .Despolarização da Fibra Fase 4 . independente da Intensidade do Estímulo Página 95 .Potencial de Repouso . impedindo que a informação de Dor chegue ao Sistema Nervoso Central (SNC)  Anestésicos Locais não atuam no Sistema Nervoso Central (SNC).Estímulo / Despolarização . Canal Inativado . incluindo à sensação de Dor Dor  Estímulo realizado por um Potencial de Ação  Nociceptores . Térmica. só no Sistema Nervoso Periférico (SNP) Potencial de Ação .No Estado Fechado do Canal de Na+ . Canal Fechado .Eventos Iônicos       Fase 1 . e por Vias Aferentes mandam a informação de Dor para o Sistema Nervoso Central (SNC)  Anestésicos Locais atuam sobre os Nervos (Fibras Aferentes).Inibição da Dor Anestesia .No Estado Aberto do Canal de Na+.Age no interior do Canal de Na+ aonde se encontram Cargas Negativas. o canal permite a passagem de íons Na+ através de seu poro 3. ele pode ser reaberto desde que ocorra um estímulo que ultrapasse o limiar de voltagem para abrir o Canal 2. através de Fosforilação destas Subunidades Estados do Canal de Na+ 1.2.O Canal de Na+ no Estado Inativado não pode ser ativado.Fecham Canais de Na+ e Abrem os Canais de K+ Fase 5 .Bloqueio da Atividade Sensorial.Percebem estímulos dolorosos.

Grupo Amina . Aminas 4° não são utilizadas como Anestésicos Locais Página 96 .Porção Lipofílica (Hidrofóbica) 2) Cadeia Intermediária . Por isso.Define a Hidrofobicidade (Lipossolubilidade) . Ropivacaína Tempo de Ação  Ésteres . Por este motivo é um Anestésico extremamente Lipossolúvel Amidas .Maior a Potência e Duração de Ação.Sempre vai estar Ligada à uma Carga Positiva (Ligação Tetravalente).É o único Éster que não possui a parte Hidrofílica.Porção Hidrofílica .Maior a Lipossolubilidade (Hidrofobicidade) . pois não possui a parte Hidrofílica (Amina 2° ou 3°) Parte Amina .Mais Hidrofóbica que outros Anestésicos Locais.Menor Tempo de Ação.Características dos Anestésicos Locais 12345- Paralisia Sensorial e Motora na área inervada Inibição da gênese e propagação do Potencial de Ação Reversibilidade Ausência de Efeitos Sistêmicos na dose ideal do Anestésico Local Estrutura Química . uma Amina 2° ou 3°. Benzocaína  Benzocaína . Bupivacaína.Parte do Anestésico que se Ioniza Ésteres . Tetracaína.Degradas por CYP’s no Fígado -Maior Tempo de Ação Propriedades Químicas e Relação Atividade-Potência Parte Aromática .Classificação dos Anestésicos Estrutura Química e Classificação dos Anestésicos Locais 1) Anel Aromático .Éster ou Amida 3) Amina 3° ou 2° .Determina o Grau de Ionização . Prilocaína. pois são degradados mais rapidamente  Amidas .Procaína (Sintético da Cocaína).Compostos somente por Aminas 2° ou 3°  Amina 4° .Degradados por Esterases Plasmáticas . pois ela estará impedida de assumir uma Forma Livre. por isso sua Passagem pelas Membranas estará prejudicada. e Maior Risco de Toxicidade  Benzocaína .Determina a afinidade por Membranas Plasmáticas  Maior Parte Aromática .Passagem de moléculas pelas Membranas  Anestésicos Locais .Lidocaína.

mas para atravessar a Membrana Externa dos Nervos (Epineuro) e a Membrana Citoplasmática o Anestésico Local necessita estar em sua Forma Não Ionizada Anestésico Local .Se liga no Canal de Na+ quando este está Aberto e estabiliza o Canal no Estado Inativado Anestésicos Locais .São todos Bases Fracas. isso facilita a sua passagem pelas Membranas Celulares No Interior das Células . mas são comercializados na forma de Sais junto com o Ácido Clorídrico. por Não Possuir em sua Estrutura Química a Parte Amina. e o Anestésico possa passar pelas Membranas No pH Tecidual . não gerando Potencias de Ação . é um Anestésico muito Lipossolúvel. facilitando a ação de Inibição do Canal de Na+ pelo Anestésico. e o Anestésico exerça sua ação na Parte Interna do Canal Página 97 . assim impedindo a Despolarização da Células.O pH Tecidual (7.Impedem que informações de Dor obtidas por Nociceptores sejam enviadas por Vias Aferentes para o SNC. a Benzocaína consegue atuar no Canal no Estado Inativo. é necessário que antes ocorra um Potencial de Ação para abrir o Canais de Na+ Voltagem-Dependente.O pH se torna mais Ácido.Nenhum Anestésico Local age no Estado Fechado dos Canais de Na+ Anestésicos Locais . fazendo que o Anestésico (Base Fraca) fique em sua Forma Ionizada.Mecanismo de Ação Anestésico Local .Inativam os Canais de Na+. pois o Canal de Na+possui Cargas Negativas em seu interior  Bloqueio do Canal de Na+ .Realizado quando o Anestésico se encontra em sua Forma Ionizada.Evitam Geração e Condução do Impulso Nervoso Anestésico Local . para o Anestésico Penetrar e Bloquear o Canal  Canal de Na+ Inativo . para que esse Sal possa se dissociar e dar origem à Forma Não Ionizada do Anestésico Local. estando sob a sua forma Ionizada   Para os Anestésicos exercerem sua ação é necessário que eles atravessem a Membrana Celular Necessário saber o pH do Tecido de Administração do Anestésico.Benzocaína.Para atuar e Bloquear o Canal de Na+.Exceção .Necessita obrigatoriamente entra na Fibra Nervosa para atuar no Canal de Na+ Sensível à Voltagem para poder Inativar o Canal  Canal de Na+ Aberto . por este motivo.Anestésicos Locais Mecanismo de Ação Anestésicos Locais . assim impedindo a sensação de Dor Bloqueiam Canais de Na+ Voltagem-Dependente . mantendo-o Inativado  Canal de Na+ Fechado .Para os Anestésicos Locais agirem é necessário que o Canal de Na+ esteja na sua Forma Aberta.4) faz com que o Anestésico Local (Base Fraca) se Dissocie e libere sua Forma Não Ionizada.

São Mais Sensíveis a Anestésicos Locais. o Anestésico Local ( Base Fraca) assume sua Forma Ionizada.Facilitando a entrada do Anestésico pelas Membranas Celulares  Anestésico Local no Interior das Células .Mais fácil do Anestésico se dissociar 3) Diâmetro do Nervo  Menor o Diâmetro do Nervo .Maior Efeito do Anestésico Local Bloqueio Diferencial 1) Concentração do Anestésico Local  Maior Concentração do [Anestésico Local] . Anestésico muito Lipossolúvel  Anestésicos Locais Mais Lipossolúveis como a Benzocaína .Menos Lipossolúveis  Presença de 2 Tamponamentos  Anestésico Local (Base Fraca) quando Administrado em um Tecido que possui um pH de aproximadamente 7.Benzocaína  Anestésicos Locais .Mais Lipossolúveis  Benzocaína .pH mais Ácido. tratar primeiro a Inflamação/Infecção para depois proceder o uso de Anestésicos Locais  Tecidos Mais Básico .Não possui Parte Amina (Hidrofílica). fazendo com que o Anestésico se encontre em maior concentração em sua Forma Ionizada. diminuindo o valor de pH.Maior a chance de Efeitos Colaterais. mas necessita da Abertura dos Canais de Na+ por um estímulo (Dependência do Uso) para poderem entrar e bloquear o Canal Via Hidrofóbica (Uso Não Dependente) .Bloqueio Fásico)  Anestésicos Locais .4. além de uma baixa velocidade de condução  Fibras com Nódulos de Ranvier Pertos (Menos Afastados) . assim facilitando a Interação do Anestésico com aminoácidos localizados na Subunidade α Interior do Canal de Na+.Maior à sensibilidade a Anestésicos Página 98 . se faz necessário. estabilizando o Canal de Na+ na Forma Inativa. sofre Dissociação e assume sua Forma Não Ionizada . independem do pH do meio para exercer sua ação  Anestésicos Lipossolúveis penetram na Membrana da Fibra Nervosa e podem Penetrar diretamente os Canais de Na+. mesmo no Estado Inativo. Em Processos Inflamatórios. e do Anestésico cair na Circulação Sistêmica 2) Difusibilidade  Menor o Tamanho da Molécula . prejudicando seu efeito.Via Hidrofílica (Uso Dependente . Isso dificulta com que ocorra a Dissociação do Anestésico Local. não dependem da abertura do Canal para exercerem sua ação Inflamação e/ou Infecção .Mais Rápido o Anestésico Local irá conseguir chegar até os Canais de Na+ e Bloquear esses canais 4) Distância entre os Nódulos de Ranvier  Fibras Não Mielinizadas .Processos Inflamatórios fazem com que o pH do Tecido se torne mais Ácido. pois são mais finas e não possuem condução saltatória.

Maior dificuldade em Atuar nestas Fibras. β.Sensibilidade Dolorosa Anestésico Local .Mielinizadas Alta Velocidade de Condução Fibras A α . Maior Distância entre os Nódulos de Ranvier .Sensibilidade Tátil e Térmica .Sensibilidade Dolorosa Anestésico Local . pois a velocidade da propagação do Potencial de Ação é grande 5) Frequência de Ativação .Maior Facilidade do Anestésico Local Atuar .Maior Efeito do Anestésico Tipos de Fibras Nervosas Fibras A (α.Fibras Motoras .Sensibilidade Tátil e Proprioceptiva Fibras A β e A γ .Maior Número de Canais de Na+ se encontraram no Estado Aberto. δ)       Fibras Maiores (Grossas) .“Uso Dependente”  Maior Frequência de Ativação (Estimulação) da Fibra Nervosa .Ação em Temperatura e Pressão Fibras C .Maior número de vezes o Canal de Na+ se encontra no Estado Aberto .Sensitiva     Fibra Menores e Amielinizadas Baixa Velocidade de Condução Fibras C . primeiras a Sofrerem o Bloqueio Ordem do Bloqueio Fibras C (Sensitivas/Dor) Fibras A δ Fibras B Fibras A γ Fibras A βFibras A α (Motor) Página 99 . sendo estas muito bloqueadas.Age melhor nestes fibras.Maior a Dose do Anestésico Local é necessária. Últimas Fibras a serem Bloqueadas Fibras B  Fibras Pequenas e Mielinizadas  Fibras Eferentes Pré-Ganglionares do Sistema Nervoso Autônomo .Primeiras Mielínicas Bloqueadas Fibras A δ e C . γ.Maior facilidade do Anestésico atuar Bloqueio Diferencial Sensação Dolorosa  Térmica  Tátil  Pressão Profunda  Função Motora Bloqueio das Fibras Sensitivas (Menor Calibre e Amielinizadas)  Bloqueio das Fibras Somáticas (Fibras de Maior Calibre e Mielinizadas) Bloqueio Frequência-Dependente  Maior a Frequência de Estímulos da Fibra Nervosa .

Aumenta a Lipossolubilidade do Anestésico .Os Anestésicos Locais (Bases Fracas) encontram-se em sua Forma Ionizada.Anestésico Forma Ionizada (Não Dissociada) Adição de Bicabornato (HCO³-) .Facilita a Passagem do Anestésicos pelas Membranas Latência da Anestesia Local .Maior a dificuldade do Anestésico em ter Efeito e de Iniciar sua ação  pH < pKa . e do Anestésico chegar a Circulação Sistêmica  Sítio .Em Áreas Pouco Vascularizadas e com Circulação Colateral Limitada (Mãos.Maior será o Bloqueio realizado pelo Anestésico Intercostal  Caudal  Epidural  Plexo Ciático/Femoral Adição de Vasoconstritor .Menor Latência . Diminui a Latência da Anestesia Local  Anestésicos Locais Administrados Juntos a um Sal . Pés.Reduzida com adição de Bicabornato (HCO³-) .Maior quantidade de Formas Ionizadas .Absorção  Lipossolubilidade . Orelhas.Maior a quantidade de Formas Não Ionizadas do Anestésico .Quanto Maior a Inervação .Aumentam a chance de Efeitos Colaterais.Adrenalina agindo sobre Receptor α1 promove Vasocontrição.Mais Rápido o Início da Ação do Anestésico  pH > pKa .Maior a Latência .Objetivo de Aumentar a Solubilidade do Anestésico e Facilitar sua Administração Página 100 . mas Adrenalina se ligando a receptores α2 provoca Vasodilatação Influência do pH na Latência da Anestesia pH Ácidos .Menor Toxicidade Absorção mais Lenta Diminui Sangramentos Contra-Indicado .Anestésico Forma Não Ionizada (Dissociada)  Mais Ácido pH do Meio .Diminuindo sua Lipossolubilidade .Quanto Maior a Lipossolubilidade .Basificando o meio  Mais Básico pH do Meio .Os Anestésicos Locais (Bases Fracas) encontram-se em sua Forma Não Ionizada.Pode ocorrer o Risco de Isquemia e Necrose Efeito Vascular Bifásico (Adrenalina) .Basifica o Meio. ligados a Cargas Positivas (H+) . sem Cargas Positivas .Maior será a facilidade do Anestésico em penetrar a Membrana  Doses Altas .Farmacocinética 1.Adrenalina        Promove a Vasoconstrição com Redução do Fluxo Sanguíneo Local Aumenta Duração do Efeito do Anestésico Local na Região desejada Aumenta o Sucesso do Bloqueio Diminui a Dose de Anestésico Necessária a ser administrada Reduz a Concentração do Fármaco na Circulação Sistêmica . Testículos) e em Extremidades .Dificultando a Passagem do Anestésicos pelas Membranas pH Básicos .

Analgesia .Maior Tempo de Meio Vida.Possuem poucas proteínas plasmáticas Tretocaína .Efeitos Colaterais em caso de Absorção Sistêmica 3. Metabolizada .Anestésico Local com Clearance Alto apresenta Maior Margem de Segurança Injeção Intratecal (Líquor) .Não é Distribuída.Assim aumenta seu tempo de ação.Metabolismo Plasmático por Esterases Inespecíficas .Aumenta a quantidade de Alfa-1 Glicoproteína Ácida Amidas Grande Afinidade por Proteínas Plasmáticas + Degradas por CYP’s . Clearance depende do Fluxo e Função Hepática Clearance Alto .Metabólito PABA .Assim possuem um Maior Tempo de Ação Fármaco Livre .Efeito do Anestésico Local permanece até sua absorção para Circulação Sistêmica Associações    Adrenalina . Metabissulfito Página 101 .Melhorar a Anestesia e Analgesia .Regulação da Liberação de Catecolaminas Hipersensibilidade aos Anestésicos Locais     Situações Raras .Toxicidade SCV e SNC .Distribuição Fração Livre x Fração Ligada Fração Ligada a Proteínas Plasmáticas .Maior Distribuição .2. IAM .Maior Degradação  Anticoncepcionais .Metabolismo Hepático por CYP’s .Anestésicos Locais Amidas possuem Maior Tempo de Ação Vascularização .Pois Esterases tem dificuldade de a degradar . Traumatismo.Diminuem a quantidade de Proteínas Plasmáticas  Bebês . Clearance independe do Fluxo e Função Hepática Amidas .Menor Tempo de Meia Vida.Metilparabeno (Antimicrobiano).Mais comum com o Uso de Anestésicos de Cadeia Éster Ésteres e seus Metabólitos podem ser reconhecidos como Antígenos pelo Sistema Imune Tipo Éster .Eliminação Ésteres .Maior Vascularização .Vasoconstrição Analgésicos Opióides .Evitam a liberação de Neurotransmissores que levam à dor α2 Adrenérgicos .É um Alérgeno Alergia aos Convulsionantes . e o Anestésico fica mais tempo no organismo Amidas .Alfa-1 Glicoproteína Ácida   Câncer.Tempo longo da ação .

Redução do Débito Cardíaco Dilatação Arteriolar Efeitos Adversos (Toxicidade) do Anestésico Local no Sistema Cardiovascular.Bloqueio Simpático Diminui Retorno Venoso.Sistema Cardiovascular      Diminui a Excitabilidade Elétrica.Convulsões Depressão . Parada Cardiorrespiratória. Circulação Prejudicada.Pode ser causada por Anestésicos Locais . pois o Anestésico Local favorecem o Efeito Parassimpático Tratamento da Toxicidade Sistêmica        Prevenção Conhecimento da Farmacocinética Monitorização Oxigenoterapia Anticonvulsivante / Relaxamento Muscular Efedrina e Atropina Arritmias Ventriculares Graves .Insuficiência Respiratória SCV . Cardioversão.O2 e Ventilação. Velocidade de Condução e Força de Contração do Miocárdio Arritmias Cardíacas Dilatação Arteriolar . Epinefrina Utilização Clínica       Anestesia Locorregional e Analgesia Bloqueio de Nervos Periféricos Anestesia Tópica Infiltração Anestésica Raquianestesia Anestesia Peridural Página 102 .Toxicidade Sistêmica SNC . predomina o Sistema Parassimpático.Inquietação e Tremor .Sistema Nervoso Central   Estimulação .

Formação de O-Toluidina .Tem Efeito Colateral Página 103 .Pastilhas Orais Outros Dibucaína Ropivacaína.Início Lento Curta Duração do Efeito Procaína libera PABA Contra-Indicado com Sulfonamidas . Cloroprocaína.Levógera Não Causa Efeito Colateral Pouca Vasodilatação Metemoglobinemia . Articaína Uso Tópico Mistura Racêmica Levógera (S) .Prejudica a Hematose. Mepivacaína.Não tem Efeito Colateral Dextrógera (R) . Etidocaína.Anestésicos Locais Amida Lidocaína (Xilocaína) Bupivacaína Prilocaína Anestésico Local mais Usado Trabalho de Parto devido ao Pouco Bloqueio Motor Arritmias Ventriculares Graves Mistura Racêmica . Proparacaína. prejudicando oxigenação .Pois muda concentração de Ferro nas Hemoglobinas Éster Procaína Tetracaína Benzocaína Baixa Potência .Antibióticos antagonista do PABA Efeito de Longa Duração Uso Tópico .

normalmente provocada por Estímulos Nocivos. Apesar de causar desconforto é uma modalidade sensorial de grande valor adaptativo Nocicepção .Pele Dor Aguda Subaguda Dor Crônica Minutos-Dias Semanas Meses-Anos Estimulação Nociceptiva --------------------------------------------------------------------> Hiperalgesia -------------------Consolidação da Hiperalgesia--------------------------> Função Etiologia Duração Exemplos Dor Aguda Função de Alerta Agente Externo Transiente < 6 Meses Dor Somática e Visceral Dor Crônica Sem Função Fisiológica Desconhecida Prolongada (Meses ou Anos) Dor Neuropática.Bem Localizada Localização .3. Modulação Farmacológica da Dor . Mecanismo de Defesa que avisa a presença de algo indesejável ao Organismo Dor . Cefaléia.Conjunto de Eventos Neurais através do qual os Estímulos Nocivos são detectados e o impulso é transmitido para o Sistema Nervoso Central (SNC) Dor Rápida x Dor Lenta Fibras Aferentes Primárias Fibra Aδ     Mielinizada . de natureza cognitiva e emocional.Analgesia Central Analgésicos de Ação Central . Aguda . Dor Fantasma.Fármacos capazes de aliviar Dores de Média a Alta Intensidade Dor .Analgésicos Opióides Analgésicos Opióides .Crônica (Dor em Queimação) .Sensação desagradável cuja experiência emocional está associado com estímulo de lesão tecidual real ou potencial.Músculos e Vísceras Fibra C     Amielínica Condução mais Lenta do Impulso Dor Lenta . Anuncia um estado de emergência e urgência para o organismo.3. Câncer Página 104 .Experiência Sensorial subjetiva e complexa.Mal Localizada e Discriminada Localização .Possui Bainha de Mielina Condução Saltatória Dor Rápida.

Exceto Sistema Nervoso Central Estímulos . devido a presença de Vias Aferentes Viscerais.Passam pelo Trato PaleoespinoTalâmico (TPET)  Estímulo Doloroso e também Substâncias Químicas que este estímulo possa ter liberado Estimulam Nociceptores  Dos Nociceptores saem Fibras Aferentes Primárias .Neurofisiologia da Dor Vias de Condução da Dor Aferências .Passam pelo Trato NeoespinoTalâmico (TNET) Fibras C (Amielínica.Fibras Aδ e Fibras C  No Corno Dorsal da Medula Espinhal as Fibras Aferentes Primárias fazem Sinapse com Fibras Aferentes Secundárias  Fibras Aδ .Passando pelas Tratos EspinoTalâmicos (Paleo e Neo) .Térmicos. e aumento de Prostaglandinas.Provoca o Aumento da concentração de [K+] e associado a Liberação de Histamina pelos Mastócitos.Chegando ao Córtex Somatossensorial e ao Córtex Pré-Frontal Estímulos Dolorosos além de Estimular Nociceptores podem também promover a liberação de substância Químicas que aumentam a Sensibilidade à Dor Nociceptores  Fibras Aferentes Primárias  Trato EspinoTalâmico  Córtex Pré-Frontal e Córtex Somatossensorial Fibras Aδ (Mielínica. Estas Fibras levam informações ao Corno Dorsal da Medula. Lenta) . Tegumentar e/ou Músculo Esquelética próxima a região Mecanismo de Dor Periférica Nociceptores    Terminações Nervosas Livres Amplamente Distribuídos em todos os Tecidos .Estímulo Doloroso é conduzidos pelas Fibras Aferentes Primárias (Fibras Aδ e Fibras C) . Rápida) . fazendo sinapses com Fibras Aferentes Secundárias Página 105 .Sistema NeoespinoTalâmico  Tálamo  Córtex Somatossensorial  Percepção e Localização da Dor  Fibras C .Sistema PaleoespinoTalâmico  Formação Reticular  Sistema Límbico  Tálamo  Córtex Pré-Frontal  Componente Afetivo Emocional (Dor com Sensação de Sofrimento) Mecanismo da Dor Referida . Bradicininas  Aumentam a Sensibilização Dolorosa (Hiperalgesia) Liberação de Prostaglandinas e Bradicininas Potencializam (Amplificação da Intensidade) à Dor Fatores Químicos desencadeiam Potenciais de Ação nos Nociceptores que levam informações à Fibras Aferentes Primárias.Dor na Região mais próxima do Órgão afetado. Químicos e Mecânicos Injúria Tecidual .

Provocando o Aumento de Ca+ Intracelular  Isso faz com que se alcance o Limiar dos Canais de Na+ Voltagem-Dependente na Fibra Aferente Secundária . NK2 e NK3) e ativa Proteína Gq Ativando Fosfolipase C (PLC) .Dor Central Neurotransmissores e Receptores envolvidos com a Dor Glutamato (Principal)   Receptor AMPA-Cainato Receptor NMDA (n-metil-d-aspartato) .Normalmente fica bloqueado pela presença de Íons Magnésio (Mg++)  Essa Despolarização.Modulação da Via Nociceptiva .Transmitindo a informação de Dor para Centros Superiores no SNC Página 106 .Gerando Potencial de Ação .Gerando um Influxo de Na+ e Despolarizando a Fibra Nervosa Secundária  Receptor NMDA .Abrindo Canais de Na+ Voltagem-Dependente .Produzindo Segundos Mensageiros DAG e IP3 .Receptor Ionotrópico Substância P (Envolvida principalmente com a Fibra C)  Receptor .PLC .Amplificação da Dor (Hiperalgesia) Corno Dorsal da Medula  Fibras Aferentes Primárias (Fibras Aδ e C) liberam Glutamato que age primeiramente em Receptores AMPA na Fibra Aferente Secundária.Neurocininas -NK.Ativando Receptor NMDA .DAG e IP3 Aumenta Ca+ Intracelular)  O Aumento de Ca+ Intracelular ativa o Complexo Ca+-Calmodulina  Complexo Ca+-Calmodulina ativado. desloca Íons Magnésio (Mg++) do Receptor NMDA . age ativando uma Quinase de Calmodulina II  Quinase de Calmodulina II Fosforila o Receptor AMPA . abrindo Canais de Na+ .Aumentando a Transcrição de RNAm para expressar uma maior Quantidade de Receptores AMPA na membrana  Amplificando a Sensibilidade à Dor  Aumento de Ca+ Intracelular ativa Óxido Nítrico Sintetase (NOS) -Aumenta a Síntese de NO  Óxido Nítrico (NO) estimula a Fibra Aferente Primária (Fibras Aδ e C) a liberar Maior quantidade de Glutamato  Substância P age em Receptores Neurocininas (NK1.Permitindo a entrada de Ca+ (Via Proteína Gq . NK2 e NK3 Peptídeo Relacionado ao Gene da Calcitonina (CGRP)  Receptor de Peptídeo Relacionado ao Gene da Calcitonina (R-CGRP) Facilitação da Transmissão Sináptica .

Inibindo o SAC  Ação do Sistema de Analgesia Central (SAC) .Regulação da Dor Teoria do Portão Medular .Portal da Dor Sempre aberto  Nociceptores Estimulam Fibras C que levam Informações de Dor ao Corno Dorsal da Medula .Não Inibe (Deixa Ativado) o Sistema de Analgesia Central (SAC)  Portal da Dor Fechado .Inibem Neurônios Gabaminérgicos que secretam GABA  Neurônios Gabaminérgicos Inibidos . um Neurotransmissor Inibitório  Não Secreção de GABA .Não Inibe (Deixa Ativado) o Sistema de Analgesia Central (SAC)  Ação do Sistema de Analgesia Central (SAC) . Inibe a Via Ascendente da Dor Diminuindo a Dor  Fibras C .Impedindo a Progressão do Estímulo de Dor e Não Ativando o Sistema de Analgesia Central (SAC) Fibras C Fibra C .Inibe a Fibra Aferente Secundária  Fechando o Portão da Dor .Deixam de secretar GABA.Liberam Glutamato e Estimulam Substância Gelatinosa da Medula  Substância Gelatinosa Ativada .Libera Encefalinas (Neurotransmissor Inibitório) .Liberam Glutamato e Estimulam um Interneurônio Encefalinérgico (Inibitório) Página 107 .Melzack e Walk 1965 Fibras Aδ Portal da Dor .Aberto  Nociceptores Estimulam Fibras Aδ que levam Informações de Dor ao Corno Dorsal da Medula .Fechado  Fibras Aδ .GABA ficava sempre sendo liberado.Aonde fazem sinapses liberando Glutamato e Estimulando Fibras Aferentes Secundárias  Fibras Aferentes Secundárias liberam Glutamato e estimulam Fibras Encefalinérgicas Secretam Encefalina  Encefalinas são Neurotransmissores Inibitórios .Aonde fazem sinapses liberando Glutamato e Estimulando Fibras Aferentes Secundária  Fibras Aferentes Secundárias liberam Glutamato e estimulam Fibras Encefalinérgicas Secretam Encefalina  Encefalinas são Neurotransmissores Inibitórios .Inibem Neurônios Gabaminérgicos que secretam GABA  Neurônios Gabaminérgicos Inibidos . Inibe a Via Ascendente da Dor Diminuindo a Dor Portal da Dor .Alívio da Dor.Deixam de secretar GABA.Alívio da Dor. um Neurotransmissor Inibitório  Não Secreção de GABA .

Noradrenalina no Corno Dorsal da Medula   GABA e Opióides Endógenos .Não são liberados pelo SAC.SAC   Serotonina (Receptor 5-HT-1a) Noradrenalina (Receptor α2 .GABA é Inibido . Encefalinas Via Descendente (SAC) inibe a Via Ascendente (Fibras Aδ e Fibras C .Despolarizam o Feixe EspinoTalâmico (Via Ascendente)   Portal da Dor Fechado .Endorfinas.Deixará de realizar Inibição sobre a Fibra Aferente Secundária .Sistema de Analgesia Central (SAC)  Via Ascendente . mas sim por outros Neurônios Acessórios Opióides Endógenos .Trato EspinoTalâmicos) Ação da Via Descendente da Dor .Gi)   GABA Opióides Endógenos Página 108 .Auxiliam ao Fechamento do Portão da Dor Provocam um auxílio no Alívio a Estímulos Dolorosos Modulação Central da Dor Via Descendente da Dor .Fibras Encefalinérgicas .Fibras Aferentes Secundárias .Por Estímulos Mecânicos como Massagens ou Acupuntura Fibras Aβ Ativadas .Fibras Gabaminérgicas Glutamato e Substância P .Inibem as Fibras C . no Corno Dorsal da Medula com as Fibras Aferentes Primárias Sistema de Analgesia Central (SAC) . Dinorfinas.Portal da Dor Aberto  Substância Periaquedutal faz sinapse liberando Glutamato e Estimulando o Locus Cerúleo  Locus Cerúleo envia Fibras Descendentes que fazem Sinapse. Interneurônio Encefalinérgico .Portão da Dor sempre Aberto por Estímulos da Fibra C Fibras Aβ     Auxiliam no Alívio da Dor Fibras Aβ Ativadas .Fibras Aferentes Primárias (Fibras Aδ e Fibras C) .Ativando o SAC (Via Descendente da Dor) Via Descendente da Dor  Substância Periaquedutal Ativada .Libera Serotonina.Pela Inibição da liberação de GABA .Libera Encefalina que Inibirá a Substância Gelatinosa da Medula  Substância Gelatinosa Inibida . secretam Noradrenalina e Serotonina.GABA tonicamente Inibindo o SAC (Via Descendente da Dor ) Portal da Dor Aberto .Corno Dorsal da Medula .

Inibem Canais de Ca+  Inibindo a Exocitose de Neurotransmissores (Glutamato) na Fibra Aferente Primária Fibra Aferente Secundária  Estes Neurotransmissores liberados pelo SAC (Via Descendente) ou Neurônios Acessórios Serotonina.Serotonina. Encefalinas e Noradrenalina  Inibem a liberação de Neurotransmissores (Glutamato) na Fibra Aferente Primária  Hiperpolarizam. Noradrenalina. GABA.Recebe estímulos da Substância Cinzenta Periaquedutal e também do Núcleo Reticular Paragigantocelular (Ponte)  Núcleo Magno da Rafe . Noradrenalina.Tratos EspinoTalâmicos) Mesencéfalo  Principal estrutura no SAC responsável pela Analgesia  Substância Cinzenta Periaquedutal (PAQ) .Serotonina. Córtex e Tálamo  Substância Cinzenta Periaquedutal (PAQ) . Inibindo a Via Ascendente Controles Inibitórios Descendentes . Opióides Endógenos  Agem em seus respectivos Receptores na Fibra Aferente Secundária .Fibras Aferentes Primárias (Fibras Aδ e Fibras C)  Todos estes Neurotransmissores liberados pelo SAC (Via Descendente) ou Neurônios Acessórios .Enviam estímulos.Impede a Transmissão da Dor para Centros Superiores no Sistema Nervoso Central (SNC).Provoca Analgesia . ativando o Núcleo Magno da Rafe Bulbo  Núcleo Magno da Rafe . inibindo a despolarização da Fibra Aferente Secundária  Inibindo a Via Ascendente da Dor Opióides  Atuam tanto a Nível Central como a Nível Periférico Página 109 .Envia Fibras Descendentes que secretam Serotonina (5-HT) e Encefalinas no Corno Dorsal da Medula .Inibindo a Via Ascendente da Dor Ponte  Locus Coeruleus . GABA.Enviam Fibras ao Corno Dorsal da Medula que secretam Noradrenalina Inibindo a Via Ascendente da Dor Corno Dorsal da Medula .Recebe estímulos derivados do Hipotálamo.Inibe a Via Ascendente (Fibras Aδ e Fibras C . Opióides Endógenos  Agem em seus respectivos Receptores na Fibra Aferente Primária .Via Descendente Via Descendente (SAC) .Provocam um Aumento da Condutância a íons [K+]  Provocam Hiperpolarização das Fibras Aferentes Secundárias SAC (Via Descendente da Dor) .

aumentando a Condutância ao [K+]  Amitriptilina .Inibe Canais de Ca+ na Fibra Aferente Primária impedindo a exocitose de neurotransmissores.Dessensibiliza receptores.Histórico   Papaver somniferum .Evita a Receptação de Noradrenalina e Serotonina (5-HTP) .Atuam tanto na Periferia quanto a nível Central  Anestésicos Gerais  Fármacos Não Opióides de Ação Central  Clonidina .Aumentando a Ação destes Neurotransmissores .Fármacos capazes de aliviar dores de Média a Alta Intensidade Classificação dos Analgésicos Opióides Agonistas Puros  Agonistas Totais . não possui efeito Analgésico . aumentando o Limiar de Despolarização Provocando Analgesia Fármacos Utilizados no Alívio da Dor Ação Periférica  AINES  Anestésicos Locais (ALs) Ação Central  Opióides .Antidepressivo Tricíclico .Analgésicos Opióides Analgésicos Opióides .Ação Mista .Utilizado no Tratamento da Diarreia Página 110 .Alta Eficácia  Morfina   Heroína   Metadona  Agonistas Parciais .Atuam sobre a Substância Cinzenta Periaquedutal e Núcleo Reticular Paragigantocelular.Proteína Gi .Não Atravessa a Barreira Hematoencefálica (BHE). Estimulando estes Núcleos.Planta de qual é extraído o Ópio Todos Opióides são derivados de alguma forma do Ópio Analgésicos de Ação Central .Inibição da Via Ascendente da Dor  Nível Periférico . e Hiperpolariza a Fibra Aferente Secundária.Reduz o Peristaltismo . Nível Central .Papoula . e também agem Inibindo diretamente Fibras Aferentes no Corno Dorsal da Medula .Inibindo a Via Ascendente da Dor Hipnoanalgésicos .Baixa Eficácia  Codeína  Fentanil Sulfentanil  Meperidina (Petidina) Propoxifeno Sem Efeito Analgésico  Loperamida (Imozec) .Agonista α2 .

δ3 Mecanismo Receptores acoplados à Proteína Gi Diminuem AMPc Intracelular Aumentando a Condutância a Íons [K+]. Sulfentanil Agonistas Parciais  Codeína. κ2.δ1. µ2 κ (Kapa) .Diminui Excitabilidade Diminui Influxo de [Ca+] -Diminui Liberação de Neurotransmissores Ligante Endógeno Encefalina β -Endorfina Dinorfina Antagonista Naloxona Naltrexona Encefalina Efeitos dos Analgésicos Opióides Página 111 . δ2.µ1.δ (Delta) Seletividade dos Analgésicos Opióides .κ (Kapa) .Antagonistas (Agonistas Mistos)  Pentazocina  Buprenorfina Antagonistas .Agonistas Parciais . κ3 δ (Delta) . Naltrexona µ (Mi) κ (Kapa) δ (Delta) +++ +++ ++ +++ ++ + - + + ++ ++ + Antagonista + Antagonista ++ Agonista Parcial +++ +++ Agonista Parcial ++ Antagonista ++ + - Antagonista +++ Antagonista +++ Antagonista + Mecanismo de Ação dos Opióides Receptores µ (Mi) .κ1.Utilizados para Reversão do Efeito Analgésico  Naloxona  Naltrexona Receptores Opióides µ (Mi) . Heroína  Metadona  Mepridina (Petidina)  Fentanil.Tipos de Receptores Fármacos Agonistas Puros Agonistas Totais  Morfina. d-Proproxifeno Agonistas Parciais / Mistos Pentazocina Nalorfina Buprenorfina Antagonistas Naloxona.

Diminui o Tônus Uterino      Aumenta a liberação de ADH.Sulfentanil  Menor Eficácia .Constricção do Esfíncter de Oddi Cólica Biliar Diminui Função Renal . Loperamida 3.Morfina .Buprenorfina . FSH.Ansiolítico + Sedativo + Analgésico 5.Meperidina . Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) . Supressão da Diarreia . e Adrenocorticotrófico Diminui Cortisol e Testosterona Liberação de Histamina .Pentazocina .Uso Prolongado  Morfina utilizada no Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) .Codeína. Somatotrofina Diminui liberação de LH.Retenção Urinária Prolonga a Gestão .Morfina Página 112 .Codeína .Hipotensão (Histamina) e Bradicinina (Bulbo) Constipação .Devido a menor concentração de Acetilcolina. Dor Moderada / Severa .Isento Efeitos Cardiovasculares Altas Doses . Sudorese e Prurido Depressão do Sistema Imune . Dextrometorfano.Propoxifeno .Pode ocorre devido a diminuição da liberação de Acetilcolina. Difenoxilato.Vasodilatação Cutânea.Aumenta o Tônus mais Diminui a Motilidade do TGI Retardo do Esvaziamento Gástrico Contração do Músculo Liso Biliar .Diminuição da Dependência de Morfina 6. ocorre um predomínio do efeito Simpático provocando a Depressão do Sistema Imune Indicações Terapêuticas 1. Evitar a Síndrome de Abstinência .Provoca a Vasodilatação (Histamina) com Diminuição da Pré-Carga Cardíaca  Constipação . sem ocorrer uma depressão parassimpática  Depressão do Sistema Imune .Antinocicepção + Componente Afetivo Supressão do Reflexo de Tosse Euforia/Disforia Sedação Depressão Respiratória Miose Náuseas e Vômitos Doses Terapêuticas .Codeína. Levopropoxifeno 4. Supressão da Tosse .Efeitos dos Analgésicos Opióides Sistema Nervoso Central (SNC) Sistema Cardiovascular (SCV) Trato GastroIntestinal (TGI) Trato Biliar Trato GenitoUrinário (TGU) Útero Neuroendócrino Outros                 Analgesia . Pré-Medicação Anestésica  Pré-Medicação .Nalbufina 2.Diminui Filtração Glomerular Contração Esfíncter .Visceral ou Pós-Operatória Opções de Escolha  Opióide Forte  AINES + Opióide Fraco  AINES  Maior Eficácia .Fentanil .Metadona . Prolactina.

Morfina 6 glicuronídeo .Sistema Nervoso Central.2  Metabolismo Hepático .Este Metabólito é Polar e mais Potente que a Morfina .Ação Analgésica .Absorção Lenta  Variável .Efeitos Adversos Efeitos Agudos    Náuseas.Fator de Biodisponibilidade (F) = 0.Maior é a Propensão que o Analgésico Opióide leva ao Vício  Maior Propensão ao Vício ( Mais Potentes) . Intratecal.Efeito de 1° Passagem Hepática . Propoxifeno Tramadol . Meperidina.Via Intravenosa (IV) Potência Analgésica x Propensão ao Vício/Abuso Quanto Maior a Potência Analgésica (Eficácia) .Circulação Êntero-Hepática Página 113 .Codeína. Dependência Hipotensão Efeitos Crônicos  Euforia* *Uso Contínuo . Intravenosa (IV). Buprenorfina. Vômitos* Constipação Sedação*     Retenção Urinária* Depressão Respiratória* Broncoconstrição  Imunossupressão  Tolerância. Barreira Placentária Eliminação Renal e Biliar .Leva ao desenvolvimento de Tolerância Intoxicação    Sedação Intensa Convulsões Miose   Depressão Respiratória Coma Tratamento  Ventilação Mecânica  Naxolona (Opióide Antagonista) .Mas Não Ultrapassa Barreira Hematoencefálica Distribuição . Bomba Infusora Morfina  Via Oral .Via Oral (VO).Inibe a Captação de Noradrenalina e Serotonina. Pentazoina. possui maior afinidade para Receptores δ Farmacocinética Vias de Administração . Fentanil  Menor Propensão ao Vício (Menos Potentes) . Intramuscular (IM).Morfina. Metadona.

Pode provocar Depressão Respiratória do Neonato Página 114 .Fentanil .0.1 mg Duração 3-4h 6-8h 3-4h 3-4h 4-6h 6-8h 3-4h 1-2h Contra-Indicações      Lesão Cerebral Gravidez Impedimento da Função Pulmonar .Usada em Emergências por ser Administrada Via Intravenosa (IV). possuindo um Tempo de Meia Vida menor Naltrexona .Diminuir a Dose Cuidado Uso de Opióides em Gestantes .Administrada por Via Oral (VO) utilizada em condições não emergenciais Fármacos Morfina T ½ (H) 2h Metadona 15 .3 .Enfisema Insuficiência Hepática e Renal .4 mg 10 mg 0.40 h Meperidina 3-4h Codeína 2-4h Propoxifeno Buprenorfina Nalbufina Fentanil 6 .12 h 5h 4-6h 3-4h Via Parenteral Oral Parenteral Oral Parenteral Oral Parenteral Oral Oral Parenteral Parenteral Parenteral Dose 10 mg 30 mg 10 mg 20 mg 100 mg 300 mg 75 mg 130 mg 130 mg 0. Mais Potente que a Morfina Naloxona .Mais Lipossolúvel.

Provocando uma Maior Estimulação do Processo Inflamatório e Intensificação da Hiperalgesia  Substância P .Aumentando a Hiperalgesia Processo Inflamatório .Aumentando a Sensação de Dor (Hiperalgesia) Página 115 .Edema  Substância P .Provocam Sensação de Dor   Aumento da concentração de [K+] Serotonina (5-HT)   Bradicinina Histamina Processo Inflamatório . Virais. que resulta na liberação de Neuropeptídeos.Possui várias Etiologias como Infecções (Bacterianas.Libera Substâncias que Potencializam ou Ativam a Sensação da Dor Processo Inflamatório . Neutrófilos. Fúngicas). Células do Endotélio Vascular.Hiperalgesia  Agem de forma sinérgica provocando uma alteração no mecanismo de transdução Periférica do Estímulo Nociceptivo  Aumentando a Sensibilidade de transdução dos Nociceptores  Provocando Redução no Limiar de percepção do Estímulo Doloroso. como a Substância P .Substâncias que Ativam os Nociceptores . e também as próprias Células Teciduais Lesadas .Aumento da Permeabilidade Vascular com Extravasamento de Plasma . Trauma e Injúria Física ou Química ou a Presença de Corpos Estranhos Macrófagos.Produz Desgranulação de Mastócitos . com um exagerada resposta dos Nociceptores a menores estímulos .Sensibilizando os Nociceptores.São Recrutados para a área de Inflamação Macrófagos.3. AINES . Mastócitos.Liberação de Histamina-Vasodilatação . Leucócitos (Polimorfonucleares) .Estimula Fibra Aferentes Primárias .Substâncias que Hipersensibilizam (Hiperalgesia) Nociceptores Aumentando a Sensibilidade à Dor  Prostaglandinas  Leucotrienos Prostaglandinas e Leucotrienos .Produzem uma vasta gama de Mediadores Químicos em resposta à Inflamação Mediadores Inflamatórios . Diminuindo o Limiar de percepção de Estímulos Dolorosos .Hiperalgesia Estimulação dos Nociceptores .4.Produzem um Reflexo Axônico local. Necrose Tecidual.Anti-Inflamatórios Não Esteroidais Processo Inflamatório Sinais Cardinais da Inflamação  Calor  Rubor  Edema  Dor  Perda de Função Processo Inflamatório . Plaquetas Circulantes.Estimula a Síntese de Óxido Nítrico (NO) pelo Endotélio Vascular Provocando Vasodilatação e Extravasamento de Mediadores Inflamatório para os Tecidos Estimulando e Sensibilizando os Nociceptores Terminais .

COX 1 / COX 2 Produção . Macrófagos. D4 (LTD4).Lipooxigenase .Vasoconstrição Leucotrieno C 4 (LTC4).Ciclooxigenase .Metabolismo do Ácido Aracdônico Ácido Aracdônico .Inibem Enzima Fosfolipase A2 Ciclooxigenase (COX) Página 116 .Lipooxigenase (LOX) ----------------> Leucotrienos Leucotrienos   Enzima . LTE4 . produzindo respectivamente Prostaglandinas e Leucotrienos  Eicosanoides . E4 (LTE4) . E4 (LTE4) .Mastócitos.Leucócitos Ações      Leucotrieno B4 (LTB4) .Ligam-se à Receptores Acoplados à Proteína G em vários tecidos.Efeitos Vasculares . Células Endoteliais entre outras Envolvidas em reações Vasculares e Sistêmicas da Inflamação Ações       Vasodilatação Vasodilatação Renal Broncodilatação Controle da Agregação Plaquetária Hiperalgesia .São mediadores derivados do Metabolismo do Ácido Aracdônico pelas enzimas Ciclooxigenase (COX) e Lipooxigenase (LOX).Broncoespasmos LTC4.Quimiotaxia de Leucócitos Leucotrieno C 4 (LTC4). D4 (LTD4). mediando virtualmente as fases da Inflamação Ácido Aracdônico -------. LTD4.LOX Produção .Aumentam a Permeabilidade Vascular (Mais potentes que a Histamina) Produção de Espécies Reativas do Oxigênio (EROs)  AINES .Bloqueiam de Forma Competitiva a Enzima Ciclooxigenase (COX1 e COX2)  Glicocorticóides (Anti-Inflamatórios Esteroidais) .Ciclooxigenase (COX1 / COX2) --------> Prostaglandinas Prostaglandinas    Enzima .Ácido Graxo Poli-Insaturado com 20 Carbonos .Aumentando a Sensibilidade dos Nociceptores Febre Ácido Aracdônico --------.Derivado da Conversão de um Ácido Graxo localizado na Membrana Plasmática das Células pela Enzima Fosfolipase A2 Membranas Celulares -----Fosfolipase A2 -------> Ácido Aracdônico  Mediadores do Ácido Aracdônico (Eicosanoides) .

Ciclooxigenase 1 (COX 1)     COX 1a = COX 1  COX 1b = COX 3 Enzima Constitutiva Localização .Relacionada à Febre .Produção principalmente de Tromboxano A2 (TXA2)  COX 1 . PGF2a  Vasodilatação . Mucosa Gástrica  Síntese de Prostaglandinas envolvidas na Dor.Formação Induzida em Resposta à Inflamação Localização Constitutiva .Edema  COX 1 .COX 2 é expressa constitutivamente e está relacionada a produção de Prostaciclinas (PGI2)  COX 2 . Endotélio.Produção principalmente de Prostaciclinas (PGI2) Efeitos relacionados à Inibição da COX 1 Página 117 .COX 1     Pró-Trombótico Pró-Adesão Plaquetária Vasoconstritor Aumenta o Remodelamento Vascular PGD2.Mucosa Gástrica .Aumenta à Produção de Muco e Diminui a produção de HCl Proteção Gástrica Ciclooxigenase 2 (COX 2)     Enzima Indutível Atividade da COX 2 está relacionada ao Processo Inflamatório COX 2 .COX 1 e COX 2     Antiagregante .Anti Adesão Plaquetária Vasodilatador Diminui Remodelamento Vascular Diminui o Metabolismo do Colesterol Tromboxano A2 (TXA2) . Febre e Inflamação  Plaquetas .Maioria dos Tecidos COX 1 .Sistema Nervoso Central (SNC). PGE2. Epitélio Traqueal.Auxilia na Proteção Gástrica  COX 2.Centro Termorregulador no Hipotálamo (SNC) . devido a Diminuição da Perda de Calor Equilíbrio entre a produção de Tromboxano (TXA2) e Prostaciclina (PGI2) Prostaciclina (PGI2) . Rins.

Gera Edema Agrava a Insuficiência Cardíaca Congestiva e Insuficiência Renal em Pacientes Susceptíveis Diminui Vasodilatação Função Fisiopatológicas das Prostaglandinas e Efeitos dos AINES  Prostaciclina (PGI2) . Ulcerações e Hemorragias .Disfunção e Lesão da Mucosa  Gastrites.Diminui Fluxo Sanguíneo para os Rins Efeitos relacionados à Inibição da COX 2  Aumenta a Síntese de Tromboxano A2 (TXA2)  Diminui a Síntese de Prostaciclinas (PGI2) Efeitos Vasculares    Ativação Plaquetária Vasconstrição Aumenta o Risco de Trombose Efeitos Renais         Diminui a Produção de Prostaglandinas Renais Diminui Vasodilatação Arteriolar Renal . Erosões.Aumento da Pressão Arterial .Vasoconstrição.Vasodilatação.Diminui Síntese de Prostaglandinas (PGE2) e Prostaciclinas (PGI2)  Aumenta Secreção Ácida Gástrica .Úlcera Medicamentosa  Diminui a Formação de Muco Efeitos .Retenção Hídrica Retenção de Na+ e Água .Diminui Filtração Glomerular Diminui Fluxo Sanguíneo Glomerular Diminui o Antagonismo à Vasopressina (ADH) Estímulo a Sistema Renina-Angiotensina-Aldosterona .Efeitos Vasculares  Diminui a Síntese de Tromboxano A2 (TXA2)  Diminui Atividade Plaquetária .Diminui Agregação Plaquetária Efeitos . Agregação Plaquetária Página 118 . Diminui Agregação Plaquetária  Tromboxano (TXA2) .Trato GastroIntestinal  Trato GastroIntestinal .Renais  Diminui as Prostaglandinas Renais  Vasoconstrição Renal  Diminui Filtração Glomerular .

COX 2 Seletivos Página 119 .Mecanismo de Ação  Atuam a Nível Periférico . Sangramento GastroIntestinal Retenção de Na+ e Fluídos Edema Prostaglandinas (PGE2) Útero .Contrações Prostaglandinas (PGE2) e Prostaciclinas (PGI2) Prolonga a Gestação AINES .Aspirina (Ácido Acetilsalicílico)  Inibição Irreversível da Ciclooxigenase .8 Dias COX 1 x COX 2 Codificados por Genes Distintos.Febre Mediador do Processo Inflamatório Antipirético Anti-Inflamatório Potente Agregante Plaquetário Antiagregante Plaquetário Prostaglandinas (PGE2) e Prostaciclinas (PGI2) Mucosa Gástrica . Úlcera. Gastrite.Efeito dura por toda a vida da Plaqueta .Não atuam a Nível Central  AINES Bloqueiam de Forma Competitiva as Enzimas do Metabolismo do Ácido Aracdônico  Competem Reversivelmente com o Ácido Aracdônico pela ligação ao Sítio Ativo Ciclooxigenase da COX Diminuindo a Produção de Prostaglandinas e a Hiperalgesia provocada por estas Prostaglandinas Aspirina.Inibição da COX realizada pela Aspirina é Irreversível .Diminui secreção de HCl Aumenta Secreção de Muco (Citoprotetor) Prostaglandinas (PGE2) Vasodilatação Renal Epigastralgia.Anti-Inflamatórios Não Esteroidais AINES .Usada como Antiagregante Plaquetário .Inibem a Produção Enzimática de Prostaglandinas Exceção . localizados em Cromossomos diferentes AINES .Função Sensibilização das Terminações Nervosas das Fibras Nociceptivas (Fibras Aδ e C) Efeito dos AINES Analgésico Dor Leve à Moderada Prostaglandinas (PGE2) Prostaglandinas (PGs) Tromboxano (TXA2) Centro Termorregulador .Fragmentos de células (Anucleadas)  Não consegue Sintetizar novas Ciclooxigenases (COX) .COX 1 e COX 2  Promove a Acetilação da Serina 530 na COX1 e Serina 516 na COX2  Baixas Doses . Indometacina e Salicilato .Não Seletivos 2.Inibidores da Ciclooxigenase (COX) 1.Diminui produção de Tromboxano A2  Plaquetas . Náuseas.

Pode precipitar Crises Asmáticas em pacientes susceptíveis Devido a Inibição Irreversível das COX . ocorre antes de sua Metabolização  Aspirina .Diminuindo a quantidade de Prostaglandinas.Diflunisal  Ácido Acetilsalicílico (AAS) .Efeito Antitrombótico  Ácido Acetilsalicílico .Diminui Agregação Plaquetária .Inibem as Enzimas Ciclooxigenases (COX 1 e COX 2) . que são Mediadores Inflamatórios  Existem AINES que não são Anti-Inflamatórios  Efeito Analgésico .Broncoconstrição  Eliminação .Diminui a produção de Tromboxano A2 .Inibem COX 1 e COX 2     Ibuprofeno Diclofenaco Indometacina Fenilbutazona    Piroxicam Ácido Mefenâmico Cetorolaco AINES Salicilatos .Mecanismo de Ação .No Metabolismo Hepático.Também ocorre com os Salicilatos  Ácido Acetilsalicílico (AAS) . diminuindo a Formação de Tromboxano A2 (TXA2) que é um Potente Agregante Plaquetário AINES Não Seletivos .Não Seletivos Aspirina (Ácido Acetilsalicílico) .Ácido Acetilsalicílico  Eliminado em sua Forma Conjugada ou também em sua Forma Livre  Ácido Acetilsalicílico .Diminuem a Síntese de Prostaciclinas (PGI2) e Prostaglandinas (PGE2) que sensibilizam as Fibras Aferentes Primárias à Dor (Hiperalgesia)  Efeito Antipirético . prevalecendo o efeito de Leucotrienos sobre os Brônquios .AINES . pois grande parte do AAS é eliminado em sua Forma Livre na Urina Página 120 .Diminuem a Síntese de Prostaglandina E2 (PGE2) no Hipotálamo Diminuindo o Efeito Pirogênico destas substâncias sobre o Centro Termorregulador no Hipotálamo  Efeito Antiagregante Plaquetário .A Inibição da COX 1 é Pré-Sistêmica.Inibe a Enzima Ciclooxigenase (COX).Alcalinizar a Urina facilita a sua Excreção.Inibidor Seletivo COX 1 .Mecanismos Adicionais Propostos       Inibição da Quimiotaxia de Leucócitos Inibição de Radicais Livres Antagonismo da Bradicinina Inibição da Ativação de Neutrófilos Inibição da Atividade da PLC Inibição da Liberação de Citocinas Efeitos Terapêuticos .AINES  Efeito Anti-Inflamatório .Diminuindo a Produção de Prostaglandinas.Inibidor Irreversível Não Seletivo das COX (COX 1 e COX 2)  Baixas Doses . ela forma Metabólitos Ativos e Inativos .

Inibição da COX no Cérebro e na Medula  NÃO POSSUI Ação Anti-inflamatória .Álcool em seu Metabolismo Hepático também se liga a Glutationa .Aplasia da Medula (Em Uso Crônico) Página 121 .NAPQI .Analgésico Efeito Colateral  Agranulocitose .Inflamação Aumenta a concentração de Peróxidos no Tecido Inflamado.Hepatotóxico .Facilitando a saturação de Glutationa Hepática  N-Acetilcisteína .Antioxidante. funções para Proteção Hepática  União de Metabólitos NAPQI a Glutationa . pelo fato de não interferir na Agregação Plaquetária Paracetamol .Diminui a sensação de Dor .Pode ser utilizado em pacientes com Dengue para se tratar Dor e Febre . Diminuindo o Efeito de Hiperalgesia  Ação Antipirética .Satura moléculas de Glutationa . O Aumento da Concentração de Peróxidos .Aumentando a Hepatotoxicidade  Hepatotoxicidade Agravada com o Uso de Álcool .Hepatotóxico Metabólito .NAPQI se une a Glutationa Hepática  NAPQI + Glutationa .Diminui a Produção de Prostaglandinas.Forma Metabólito N-Acetilbenzoiminoquinona (NAPQI) Paracetamol em Altas Doses .NÃO POSSUI Efeito Anti-Inflamatório Maior Seletividade para COX 3 .Metabolizado por Via de Oxidação pelo Citocromo P450 .Forma Metabólito NAPQI .Gera Metabólito Inativo que é Eliminado  Glutation .Em Casos Crônicos é utilizado para se repor as Reservas de Glutationa .Inibe a capacidade do Paracetamol de Inibir a COX e Inibir o Processo Inflamatório  Boa alternativa aos Ácidos Acetilsalicílicos (AAS)  Inibe COX 3 .Parece estar envolvida com as Substâncias Inflamatórias  Paracetamol .Efeito Analgésico e Antipirético .Acomete Crianças com quadros Virais e pode ser desencadeada pelo Ácido Acetilsalicílico (AAS) .Evita possíveis complicações (Petéquias e Pequenas Hemorragias).É um precursor da Síntese de Glutationa Dipirona     Inibidor Não Seletivo da Ciclooxigenases (COX 1 e COX 2) Dipirona .Em Estudo Ainda Abertura dos Canais de K+ na Fibra Sensitiva .Não Possui Efeito Anti-Inflamatório  Ação Analgésica .Cursa com Dor de Cabeça (Cefaleia) e Distúrbios Hepáticos Paracetamol  Inibidor Não Seletivo da Ciclooxigenases (COX 1 e COX 2)  Analgésico e Antipirético .Pode Formar Metabólito Inativo  Oxidação pelo Citocromo P450 .Não Reduz Agregação Plaquetária . Síndrome de Reye .Metabolismo Metabolismo Hepático  Conjugação com Sulfato ou Glucoronídeo .


Vasodilatação e Hipotensão
Retirado do Mercado nos EUA e em alguns Países da Europa devido a Supressão Medular

AINES - Seletivos COX 2
AINES - Seletivos COX 2 - Maior Ação em Inibir COX 2 > COX 1
 Meloxicam

 Etodolaco

 Nimesulida

 Lumiracoxibe
 Valdecoxibe
 Rofecoxibe

 Deracoxibe

AINES - Seletivos COX 2
 Colecoxibe
 Parecoxibe
 Etoricoxibe

AINES Seletivos COX 2 - Maioria dos Fármacos é Terminados em -Coxibe
AINES Seletivos COX 2
 Objetivo - Redução dos Efeitos Colaterais dos AINES Não Seletivos
 Evitar a Diminuição da Proteção da Mucosa Gástrica
Inibidores Reversíveis da COX 2



Fracos Inibidores da COX 1
Risco Aumentado de Evento Cardiovascular
Risco Cardiovascular - Eventos Pró-Trombóticos
Quanto Maior a Seletividade para COX 2 - Maior propensão ao Efeito Pró-Trombótico
 Rofecoxib - Retirado do Mercado porque seu uso foi associado a Eventos Trombóticos
 FDA recomendou aviso na Caixa - Risco Aumentado de Eventos Cardiovasculares

AINES - Características Farmacocinéticas Comuns (Todos)




Boa Absorção Oral
Alta Ligação à Proteínas Plasmáticas
Encontrado no Fluído Sinovial após Doses Repetidas
Metabolização Hepática (CYP3A, CYP2C)
Excreção - Urina, Bile e Fezes

Vias de Administração - AINES




Oral
Retal
Tópica - Diclofenaco
Intramuscular - Diclofenaco, Piroxicam, Dipirona, Tenoxicam
Intravenosa - Dipirona, Tenoxicam, Cetoprofeno

Página 122

AINES - Usos Terapêuticos












Anti-Inflamatórios - Exceto Paracetamol e Dipirona
Analgésico
Antipirético - Exceto Diflunisal, não tem Efeito Antipirético
Artrite Reumatóide e Osteoartrite
Dor Músculo Esquelética
Hérnia de Disco
Dismenorréia - Cólica Menstrual - Dor durante o Fluxo Menstrual
Dor Pós-Trauma
Dor Pós-Operatória
Dor Oncológica - Associação com Opióides
Antiplaquetários - Ácido Acetilsalicílico (AAS)
Prevenção do Câncer de Colo - AINES COX 2 Seletivos (Prostaglandinas)
Doença de Alzheimer

AINES - Efeitos Adversos











Náuseas, Vômitos - AINES Não Seletivos
Gastrite, Ulceração e Intolerância Gástrica
Inibição da Função Plaquetária
Prolonga o Trabalho de Parto
Alteração da Função Renal
Retenção de Sal e Água
Edema
Hipertensão - Descontrole do Controle da Hipertensão Arterial
Reações de Hipersensibilidade ao Salicilato
Hepatotoxicidade
Síndrome de Reye - Ácido Acetilsalicílico (AAS)
Salicilismo e Distúrbios Neurológicos - Podendo chegar ao Coma

AINES - Contra-Indicações







Insuficiência Renal
Úlcera Gástrica - Utilizar Protetores Gástricos associados como Ranitidina e Omeprazol
Hipertensão
Distúrbios de Coagulação
Viroses Hemorrágicas (Dengue)
Hipersensibilidade ao Salicilato
Gravidez - Contração Prematura do Canal Arterial Intra Uterino
Crianças, Idosos, Aleitamento

AINES - Interações Medicamentosas
 Anti-Hipertensivos - Reduz o Efeito da Terapia Anti-Hipertensiva
 Anticoagulantes - Aumenta a propensão a Hemorragias
 Álcool e Paracetamol - Diminui as Reservas de Glutation - Hepatotoxicidade

Página 123

3.5.

Anti-Inflamatórios Esteroidais - Glicocorticoides

Glândula Adrenal (Supra-Renal)
Córtex
 Zona Glomerulosa - Mineralocorticoides - Aldosterona
 Zona Fasciculada - Glicocorticoides - Cortisol
 Zona Reticulada - Androgênios
Medula Adrenal
Catecolaminas - 80% Adrenalina e 20% Noradrenalinav

Regulação da Liberação de Cortisol
Eixo Hipotalâmico - Hipofisário - Adrenal


Hipotálamo - CRH - Fator Liberador de Corticotrofina
Adeno-Hipófise - ACTH - Corticotrofina ou Hormônio Adreno
Corticotrófico
Adrenal - Glicocorticoides (Cortisol)

 Hipotálamo libera CRH que estimula a Adeno-Hipófise a secretar ACTH
 ACTH age sobre o Córtex Adrenal estimulando a Produção e Secreção de Cortisol,
Aldosterona e Androgênios Sexuais
 Feedback Negativo (-) - Altas concentrações de Cortisol - Inibem a produção e secreção de CRH a
nível Hipotalâmico e de ACTH a nível Hipofisário
 Estresse - Estimula a secreção de CRH pelo Hipotálamo, aumentando o estímulo a liberação de
ACTH pela Adeno-Hipófise que agirá sobre o Córtex Adrenal estimulando a secreção de Cortisol

Síntese de Corticosteroides
Precursor dos Corticosteroides - Colesterol

Colesterol é convertido em Pregnenolona pela Ação da Enzima Colesterol Desmolase
Colesterol ------Colesterol Desmolase------> Pregnenolona
ACTH - Estimula a Ação da Enzima Colesterol Desmolase

Síntese de Glicocorticoides

Pregnenolona passa por várias Reações Intermediárias levam a produção de 11Desoxicortisol que a partir da ação da Enzima 11β-hidroxilase produz o Cortisol
(Glicorticoide)
11-Desoxicortisol -------11β-hidroxilase ------> Cortisol

Página 124

Síntese de Mineralocorticoides   Pregnenolona passa por outras Reações Intermediárias levam a produção de Corticoesterona que a partir da ação da Enzima Aldosterona Sintase produz a Aldosterona Corticoesterona -------Aldosterona Sintase------> Aldosterona Angiotensina II .Transportina ou Globulina de Ligação à Glicocorticoides (CBG)  Plasma .20 Liase --------> Andostenediona (Androgênio) Glicocorticoides Exógenos  Hidrocortisona  Triancinolona  Dexametasona  Prenisolona  Cortisona  Betametasona Glicocorticoides  Cortisol .Terapia usando Glicocorticoides Exógenos Mecanismo de Ação dos Glicocorticoides  Glicocorticoides no Plasma possuem uma Alta Taxa de Ligação à Proteínas Plasmática Específicas . que a partida da ação de enzimas irão formar a Andostenediona (Androgênios) 17-Hidroxiprogesterona ------17.Não age em Receptores na Membrana  Precisa penetrar na Membrana Celular para ter sua Ação no Interior da Célula  Necessita ser Muito Lipossolúvel .Quase tão Potente quanto o Cortisol  Prednisona  Sintética .Cortisol + Transportina (CBG) Glicocorticoides .5x Mais Potente que o Cortisol Corticoterapia .Ação Intracelular  Glicocorticoides .4x Mais Potente que o Cortisol  Metilprednisona  Sintética.Forma Sintética do Cortisol .Androgênios  Pregnenolona sofre Reações Intermediárias que levam a produção de intermediários como a Desidroepiandrosterona (DHEA) e a 17-Hidroxiprogesterona.Possui a mesma Potência que o Cortisol  Corticoesterona  4% da Atividade Glicocorticoide .Menos Potente que o Cortisol  Cortisona  Sintética .Hidrocortisona  95% da Atividade Glicocorticoide  Hidrocortisona .Para ultrapassar a Dupla Membrana Lipídica Celular Citoplasma das Células .Estimula a Ação da Enzima Aldosterona Sintase Síntese de Hormônios Sexuais .Glicocorticoides se liga a Receptores de Glicocorticoides (GR) Página 125 .

eles são Estabilizados por Chaperonas.Receptor (GR)) . mantendo o Receptor em seu Estado Inativo (HSP 90)  Glicocorticoides .Impede toda a cascata do Ácido Aracdônico .Vasoconstrição .Promove a Recaptação de Na+ e H²O .Ativa a Transcrição Gênica de Anexina 1 (Lipocortina 1)   Anexina 1 .Inibindo a Produção de Prostaglandinas (PGE2). que realizam a Ancoragem dos Receptores de Glicocorticoides no Citoplasma.Podem promover o Mecanismo de Ativação ou Inibição da Transcrição Gênica Efeito Anti-Inflamatório .Ativando ou Inibindo a Transcrição Gênica GRE .Glicocorticoide + Receptor de Glicocorticoide (GR)  O Complexo Glicocorticoide .Glicocorticoide Ativação GRE .Ativação de alguns segmentos específicos de DNA .Penetra no Núcleo.Receptor de Glicocorticoides (GR)  Localizados no Citoplasma  Chaperonas (Proteínas de Choque Térmico . Prostaciclinas (PGI).Aumenta Resistência Vascular Periférica .Quando os Receptores de Glicocorticoides não estão ligados a Glicocorticoides.Receptor (GR) . e forma um Dímero  Dímero .Aumenta Pressão Arterial  Aumenta a Expressão de Receptores de Angiotensina II (AT-1)  Angiotensina II .Estimula a Produção de Aldosterona  Aldosterona .Aumentando a Volemia Aumentado a Pressão Arterial  Relacionados ao Efeito Colateral de Hipertensão Arterial Página 126 .Se ligam ao Receptor de Glicocorticoides promovendo o Desligamento das Chaperonas.Inibe a Transcrição Gênica de Citocinas . Inibe a atividade da Enzima COX-2 e também Inibe a atividade da Óxido Nítrico Sintetase (sNO) Mecanismo de Ação dos Glicocorticoides Ação Intranuclear  Induzir/Ativar ou Inibir/Reprimir a Transcrição Gênica Ação Permissiva .Ação no Nível da Membrana Celular  Induz/Aumenta a Expressão de alguns Receptores  Aumenta a Expressão de Receptores α-Adrenérgicos no Músculo Liso Vascular  Receptores α-Adrenérgicos .HSP) .São 2 Complexos Glicocorticoide-Receptor de Glicocorticoide (GR) no Núcleo  Dímero no Núcleo . deixando o Receptor em sua Forma Ativa Complexo .Elemento Responsivo ao Glicocorticoide  GRE é Ativado pelo Complexo Dímero (Glicocorticoide . Leucotrienos (LT) Ativação GRE .Inibe a Enzima Fosfolipase A2 Fosfolipase A2 Inibida.

Reserva de Glicose  Inibe a Utilização de Glicose Perifericamente  Internalização de Transportadores de Glicose (GLUT) nas Membranas Celulares dos Tecidos Periféricos  Redução da Captação e Utilização da Glicose Perifericamente  Efeito .Promove a Produção de Anexina 1 .Anexina Tipo1 realização a Inibição da enzima Fosfolipase A2  Inibe Fosfolipase A2 .Uso Prolongado .Carboidratos  Estímulo da Síntese de Glicose pelo Fígado  Estímulo da Síntese de Glicogênio pelo Fígado .Fatores de Transcrição NF-kB e AP-1   Regulam a Expressão de Componentes do Sistema Imune Reprime a Expressão de Citocinas Efeitos dos Glicocorticoides Resposta Inflamatória  Glicocorticoides . diminuindo a produção de: Prostaglandinas (PGE) Prostaciclinas (PGI)  Vasodilatação  Vasodilatadora  Hiperalgésica  Antiagregante Plaquetário  Citoproteção Gástrica Tromboxano A2 (TXA2) Leucotrienos (LT)  Vasoconstritor  Quimiotáxico  Agregante Plaquetário  Broconconstritor     Inibe a Expressão de Citocinas Diminui a Ativação de Células do Sistema Imune (Células T) Diminui Proliferação de Fibroblastos Inibem todas as Fases da Resposta Inflamatória Metabolismo .Efeito Diabetogênico Página 127 . Atrofia Muscular Metabolismo .Aumenta a Liberação de Insulina.Ciclooxigenase (COX) e também Lipooxigenase (LOX). em resposta aos Níveis Hiperglicêmicos. provoca a Resistência a Insulina .Fraqueza Muscular.Catabolismo Proteico  Ativação do Catabolismo Proteico Muscular  Aumenta a Liberação de Aminoácidos .Diminui a Produção de Ácido Aracdônico  Diminui a Produção de todas as Vias do Metabolismo do Ácido Aracdônico .Substratos para Síntese de Glicose Hepática  Redução da Síntese de Proteínas Musculares  Aumento da Síntese de Proteínas Plasmáticas pelo Fígado  Efeito Colateral .Proteínas  Estimula .Hiperglicemia  Aumenta a Liberação de Insulina (Controle Endógeno)  Efeito Colateral .Interação dos Receptores de Glicocorticoides (GR) .

Maior Sensibilidade ao Cortisol .Gastrite.Pós-Transplantes  Contra-Indicado .Infecções Recorrentes Células Ósseas  Diminui Função dos Osteoblastos  Aumento da Atividade dos Osteoclastos  Efeito Colateral . Plaquetas  Redução da Taxa de Remoção da Circulação e/ou Aumento da Liberação  Aumento da Viscosidade Sanguínea .Utilizando-a para Função Energética e Substrato para a Síntese de outros Compostos  Redistribuição da Gordura Corporal  Diferente Afinidade que os Adipócitos possuem ao Efeito de Glicocorticoides ou Insulina  Membros .Pacientes Diabéticos Metabolismo . Insônia.Maior Afinidade a Insulina . Perfuração  Menor Absorção de Ca+ . Basófilos.Lipídios  Aumento da oferta de Ácidos Graxos Livres  Mobilização de Gordura .Efeito Trombogênico  Redução da Série Branca .Hipocalcemia  Aumento da Re-Absorção Renal de Na+ e Excreção de K+ e H+ . Contra-Indicação .Efeito Lipogênico Central Células Sanguíneas  Aumento da Série Vermelha .Ultrapassam a Barreira Hematoencefálica (BHE) e possuem Efeitos Centrais  Comportamento .Uso de Diurético Expoliadores de K+ com Anti-Inflamatórios Esteroidais Hipocalemia Acentuada . Inquietação  Humor .Retenção Hidrossalina  Cuidado . Monócitos. Eritrócitos.Aumento da Excreção de K+ Trato GastroIntestinal (TGI)  Estímulo da Produção de Ácido e Pepsina Gástricos  Efeito Colateral . Úlcera.Osteopenia podendo levar a Osteoporose  Aumenta o Risco de Fraturas Ósseas Rim  Menor Re-Absorção Renal de Ca+ .Lipólise  Tronco (Esqueleto Axial) . Bem-Estar Página 128 .Hipocalcemia Sistema Nervoso Central (SNC)  Glicocorticoides são Lipossolúveis .Melhor do Humor.Eosinófilos. Linfócitos  Aumento do Sequestro nos Tecidos e/ou Supressão da Migração  Depressão do Sistema Imune .Euforia.Imunossupressão  Efeito Terapêutico .Hemoglobinas.

Globulina de Ligação à Glicocorticoides  Metabolismo Hepático e Extra-Hepático  Eliminação Renal Saber diferenciar a Retenção de Na+ .8 0. Tópica Oral. Fadiga Farmacocinética  Absorção  Depende do Corticoide. da preparação. Tópica Oral. Injetável Oral.90% Ligado à Proteínas Plasmáticas + 10% Livre no Plasma  Albumina  Transportina ou CBG . Tópica Oral. Injetável. Injetável. Injetável 25-40 30 10 10 0 0 0. Tópica Oral 4 4 5 5 5 10 0 4 5 0 5 0 0.5 0 0 0 5 5 4 4 4 2 Oral Oral.8 20 25 Oral. Injetável. Tópica Usos Terapêuticos     Anti-Inflamatório Imunossupressor Antialérgico Reposição Hormonal de Insuficiência Adrenal Página 129 .Para Uso diferenciado em Pacientes Hipertensos e Pacientes com Problemas Renais Atividade Ação Curta Hidrocortisona Cortisona Ação Intermediária Prednisona Prednisolona Metilprednisona Mepredinisona Triancinolona Parametasona Ação Longa Betametasona Dexametasona Anti-Inflamatório Tópica Retenção de Na+ Dose Oral Equivalente (mg) Formas Disponíveis 1 0.75 Oral.8 0.8 1 0 1 0. Injetável. da Via de Administração  Ligação à Proteínas Plasmáticas  Glicocorticoides . Injetável. Injetável.6 0.Pacientes Psicóticos Sistema Cardiovascular (SCV)  Hipertensão Arterial Músculo Esquelético  Fraqueza Muscular. Tópica Oral. Sintomas Psicóticos  Labilidade Emocional  Contra-Indicação .

Glicocorticoides Corticoterapia Prolongada  Metabolismo Glicídico  Efeito Diabetogênico . Aumento da Resistência a Insulina  Metabolismo Lipídico  Redistribuição da Gordura Corporal  Membros .Exemplos Usos Terapêuticos .Glicocorticoides  Doenças Endócrinas .Lipólise  Tronco .Hiperglicemia.Insuficiência Adreno-Cortical Primária Crônica  Doenças Vasculares e do Colágeno  Doenças Gastrointestinais  Lúpus Eritematoso Sistêmico  Necrose Hepática Aguda  Reações e Processos Alérgicos  Doenças Neurológicas  Asma  Esclerose Múltipla  Doenças Dermatológicas  Doenças Oftalmológicas  Dermatites  Conjuntivite Alérgica  Processos Inflamatórios Osteo-Articulares  Doenças Pulmonares  Doenças Hematológicas  Pneumonia Aspirativa  Anemias Hemolíticas  Doenças Renais  Doenças Infecciosas  Síndrome Nefrótica  AIDS  Transplante de Órgãos  Doenças Oncológicas  Prevenção e Tratamento  Linfomas Retirada da Corticoterapia Corticoterapia .Ação do Cortisol .O Uso de Glicocorticoides Exógenos por um Longo Período de Tempo    Provoca Atrofia da Adrenal -Inibição da Secreção de Cortisol por Glicocorticoides Exógenos Podendo provocar uma Deficiência de Cortisol após Interrupção Abrupta da Administração Necessário .Podendo ser causado por um Tumor Funcionante da Adrenal ou Tumores Secretores de ACTH Sinais e Sintomas     Côncava de Búfalo Obesidade Centrípeta Face em Lua Cheia Osteoporose     Hipertrofia Cardíaca Distúrbio Emocional Hiperplasia Adrenal Estrias Abdominais    Amenorréia Fraqueza Muscular Equimoses Efeitos Colaterais .Terapia de Reposição  Doença de Addison .Efeito Lipogênico Central Página 130 .Fazer Retirada Gradual para um Retorno Fisiológico da Atrofia Adrenal Síndrome de Cushing  Excesso de Cortisol .

Aumenta a Agregação Plaquetária  Redução da Série Branca .Hipertensão .Linfo/Mono/Eosinopenia  Redução da Imunidade . Hipotireoidismo  Sistema Cardiovascular (SCV)  Aumento da Atividade Adrenérgica . Agitação. Psicose/Ansiedade/Depressão  Trato Gastrointestinal (TGI)  Úlceras Silenciosas e Perfuração  Sangue  Aumento da Série Vermelha .Glicocorticoides x ___________  Fenitoína. Insônia.Ajustar a Dose Página 131 . Metabolismo Proteico  Atrofia Muscular  Fraqueza Muscular e Flacidez  Estrias Violáceas  Metabolismo Mineral  Retenção Hidrossalina  Hipopotassemia (Hipocalemia)  Hipocalcemia  Distúrbios Hormonais  Excesso de Cortisol pode Alterar as Vias de TSH e GH  Distúrbio do Crescimento/Nanismo. Carbamazepina.Aparecimento de Infecções Atípicas ou Oportunistas ou Reativação de Infecções Latentes  Olho  Elevação da Pressão Intra-Ocular  Catarata Subcapsular Posterior Contra-Indicações       Úlceras Pépticas Infecções Recorrentes e Ativas Diabetes Mellitus Psicoses Osteoporose Glaucoma Interações Medicamentosas . Rifampicina  Aceleram o Metabolismo Hepático dos Glicocorticoides  Antiácidos  Diminuem a Biodisponibilidade de Glicocorticoides  Diminuem o Efeito dos Glicocorticoides  Necessário .Efeito Trombogênico  Sistema Nervoso Central (SNC)  Euforia.Aumentado Plaquetas e Hemácias  Efeito Trombogênico .

Prolongando sua Ação  Cuidado com a Toxicidade  AINES .Anti-Inflamatórios Não Esteroidais  Aumentam a Incidência de Efeitos Gastrointestinais  Diuréticos Expoliadores de K+  Aumenta a Excreção de K+  Aumentam a Hipocalemia Página 132 . Estrogênios e Contraceptivos  Aumentam o Tempo de Meia Vida dos Glicocorticoides .

sistema nervoso central 2. Neurônio histaminérgico. Linfócitos B. Dendrócitos Neutrófilo.Tipo I  Química  Induzida por fármacos  Exemplos . Monócitos.Metilação x Oxidação  Metilação .Histamina  Imunológica  Histamina como mediador de reações alérgicas imediatas . Hepatócitos. mucosa gástrica. Monócito. Basófilos. Vias Aéreas.Morfina. Neutrófilos.Sugestivo de Mastocitose Receptores para Histamina Receptores de Histamina . Eosinófilos. Células epiteliais. Monócitos. Tubocurarina.Basófilos . Controle Farmacológico das Reações Alérgicas Síntese de Histamina Histamina . Dendrócitos H2 Gs Estimulatório H3 Gi Inibitório Gi Inibitório Principal para Secreções Gástrica Células neurais.Histamina  Existem 2 Vias de Metabolização da Histamina . Eosinófilos. Neutrófilos. Células hematopoiéticas. Neutrófilos. Linfócitos B.Nos tecidos  Células da epiderme. brônquica e intestinal. Células epiteliais.No Sangue Liberação .3. H4 Página 133 .substância relacionada ao desenvolvimento de reações alérgicas. Linfócitos T. acoplados a Proteína G Receptor H1 Proteína G Gq Estimulatório Localização Principal para Sintomas Alérgicos Células neurais. Inibe a liberação e síntese de Histamina Medula Óssea. Succinilcolina Metabolismo . Linfócitos T. Monócitos.Formação de um metabólito que pode ser dosado na urina.6.Mastócitos* .Receptores Metabotrópicos. Vias Aéreas. o N-metil histamina  Elevadas doses de N-metil histamina na Urina . processos inflamatórios e controle das secreções gástricas  Histidina ----L-histidina descarboxilase -----> Histamina Armazenamento (Grânulos secretores) -Histamina 1. Hepatócitos. Eosinófilos.

Estimulam a liberação de Histamina.Vasodilatação (Via NO) .Mais lenta  Aumento da Permeabilidade Vascular .Terminações nervosas sensoriais  Epiderme  Prurido  Receptor H3  Receptor H3 pré-sináptico .Efeitos da Histamina Sistema Cardiovascular  Dilatação dos pequenos Vasos (Vasodilatação)  Rubor  Redução da Resistência Vascular Periférica .Células Endoteliais .Redução da Pressão Arterial . que age em Receptor H2.Modulação da liberação de Neurotransmissores Músculo Liso  Receptor H1  Broncoconstricção  Contração do Músculo Liso Intestinal Sintomas das Doenças Alérgicas  Receptor H1  Prurido  Rinorreia  Broncoespasmo Secreção Gástrica  Receptor H2  Células Enterocromafins .Hipotensão  H1 .Vasodilatação (Via AMPc) .H2  Aumento da Frequência Cardíaca .Mais rápida  H2 .H2  Aumento da Força de contração .Controle positivo (+) Página 134 . no qual vai aumentar a produção de ácido [H+] Usos Clínicos  Usos Clínicos .Pouco usado atualmente  Prova de Função Pulmonar  Teste de Secreção Gástrica de Ácido  Teste cutâneo de Alergia .Células Musculares Lisas Vasculares .H2 Sistema Nervoso  Receptor H1  Estado de Alerta  Êmese  Inibição do apetite  Pró-Algésico  H1 .

6h (Tempo de duração)  Cloridrato de Prometazina (Fenergan) .Sem efeitos no Sistema Nervoso Central  Muitos efeitos Cardiotóxicos  Glicoproteína P .2° Geração  NÃO atravessam a Barreira Hemato-Encefálica .Anti-Histamínicos H1 2) Antagonistas H2 3) Antagonistas H3 Antagonistas H1 .Atravessam a BHE Não são substratos da Glicoproteína P Efeitos Adversos Toxicidade Causam diversos efeitos adversos Presente 1 ou 2x/dia Não são Lipossolúveis .Anti-Histamínicos H1 Mecanismo de Ação .Agonismo Inverso (Anti-Histamínico H1).1° Classe ou Clássicos ou 1° Geração  Fármacos altamente lipossolúveis .6h (Tempo de duração)  Clorfeniramina (Polaramine) .Atravessam a Barreira Hematoencefálica (BHE) e produzem intensa sonolênica  Cloridrato de Difenidrina .2° Geração Posologia Lipossolubilidade 3 ou 4x/dia Lipofílicos .NÃO atravessam a BHE São substratos da Glicoproteína P Não causam tantos efeitos adversos Ausente (geralmente) Página 135 .1° Geração Anti-Histamínicos H1 .4 . mas supõe que também ocorra a Inibição Competitiva Reversível (Antagonismo H1) Anti-Histamínicos H1 .24h  Loratadina (Cloritin) .Contra-Indicações  Pacientes Asmáticos  Pacientes com Úlcera ativa de sangramento gastrointestinal Toxicidade     Rubor Hipotensão Taquicardia reflexa Cefaleia    Pápulas Broncoconstricção Mal estar gastrointestinal Antagonista dos Receptores Histamínicos .4 .4 .12h Anti-Histamínicos H1 .Anti-Histamínicos 1) Antagonistas H1 .6h (Tempo de duração) Anti-Histamínicos H1 .Realiza a detoxificação do Anti-Histamínico  Fexofenadina (Alegra) .

Corticoides.Efeitos Farmacológicos Efeitos associados ao Bloqueio H1 1) Inibição dos seguintes efeitos  Broncoconstricção  Vasodilatação (Via NO)  Aumento da Permeabilidade Capilar  Formação de Edema  Prurido. só ocorre em doses maiores que as doses terapêuticas  Propriedades Anti-Inflamatórias  Possível efeito em suprimir a ativação de NFKb pela Histamina  NFKb .Principalmente em pacientes Idosos  Dermatite Atópica  Prefere-se Anti-Histamínicos H1 de 1° Geração (Difenidrina)  Profilaxia da Cinetose e Distúrbios Vestibulares  Anti-Histamínicos H1 de 1° Geração . e uso de Agonistas alfa1  Urticária  Prefere-se Anti-Histamínicos H1 de 2° Geração .Fator de transcrição relacionado com a produção de citocinas pró-inflamatórias e moléculas de adesão Usos Clínicos  Prevenção e tratamento de Reações Alérgicas  Rinite Alérgica  Anti-Histamínicos H1 . Rinorreia  Aumento da secreção de glândulas salivares.São mais eficazes (Prometazina)  Eficácia aumentada quando associados a Efedrina ou Anfetamina Página 136 .Utilizados para evitar a Rinorreia e Prurido  Fármaco de Escolha . Difenidrina)  Intensidade variável entre os subgrupos químicos 3) Ações Anti-nauseantes e Anti-Heméticas Efeitos Não associados a Bloqueio H1  Efeito Antimuscarínico  Bloqueio dos Receptores alfa-adrenérgicos (Prometazina)  Hipotensão Ortostática em indivíduos susceptíveis  Bloqueio da Serotonina (5-HT)  Principalmente os Anti-Histamínicos H1 de 1° Geração  Ciproeptadina semelhante a Fenotiazinas  Bloqueio dos Canais de Na+ em membranas excitáveis  Principalmente os Anti-Histamínicos H1 de 1° Geração  Ação Anestésica local (Prometazida) .Efeito menos comum. lacrimais e da árvore brônquica 2) Sedação  Principalmente os Anti-Histamínicos H1 de 1° Geração (Etanolamidas.

Farmacocinética      Boa absorção por Via Oral Amplamente distribuídos pelo corpo (1° Geração x SNC) T ½ Vida . Álcool  Antagonistas H1 com propriedade Bloqueadora Autonômica . Cerebastina Efeitos Colaterais  Sistema Nervoso Central  Sedação  Zumbido  Tontura  Fadiga  Convulsão em crianças  Ação Antimuscarínica (Anti-Histamínicos H1 de 1° Geração)  Xerostomia  Retenção Urinária  Visão Turva  Constipação  Distúrbios Gastrointestinais .7-40h Metabolismo Hepático (CYP 450) e Eliminação Renal Pró-Fármacos  Terfenadina.Sinergismo  Antagonistas H1 Sedativos + Fármacos depressores do SNC.Insignificantes em doses terapêuticas  Potencialização da Resposta Imune?? Página 137 .Reduzem com administração durante as refeições  Dermatite Alérgica  Arritmias Cardíacas (Raro)  Não ocorre em doses terapêuticas  Prolonga o Intervalo QT (ECG) Interações Farmacológicas Farmacocinéticas  Inibição do Metabolismo pela CYP dos Bloqueadores H1  Interação com Macrolídeos (Eritromicina)  Arritmias Cardíacas  Indução do Metabolismo pela CYP dos Bloqueadores H1  Interação com Benzodiazepínicos Farmacodinâmicas . Ranitidina Efeitos Farmacológicos associados ao Bloqueio H2  Redução da secreção de Ácido Gástrico  Efeitos Cardiovasculares . Ebastina -----CO² ------> Fexofenadina.Cimetidina.Bloqueadores Alfa/ Antimuscarínicos Antagonistas H2  Mecanismo de Ação .Bloqueio dos receptores + Agonismo Inverso  Estruturas Químicas .

Esofagite Erosiva. Lidocaína Página 138 . Alucinação.Ranitidina Interações Farmacológicas .Cimetidina e Ranitidina  Ações Anti-androgênicas . Impotência reversível  Mulheres .Ginecomastia. Delírio. Doença do Refluxo Gastro-Esofágico (DRGE)  Condições Hipersecretoras . Trombocitopenia.Síndrome de Zollinger-Ellison (Tumor secretor de Gastrina). Fenitoína.Cimetidina Usos Clínicos  Úlceras Pépticas Duodenais.Farmacocinéticas  Inibição do Metabolismo de outros fármacos pelos Bloqueadores H2  Bloqueiam a CYP 450  Varfarina. Neutropenia. Mastocitose sistêmica.Confusão.Efeitos Farmacológicos NÃO associados ao Bloqueio H2  Inibição do Sistema Oxidativo de metabolização de fármacos do Citocromo P450 Cimetidina e Ranitidina  Inibição do Metabolismo Gástrico de 1° Passagem do Etanol Cimetidina. Anemia Aplástica Toxicidade Hepática  Efeitos Colestáticos reversíveis .Galactorreia  Discrasias Sanguíneas  Granulocitopenia.Ranitidina e Nizatidina  Inibição da depuração renal de fármacos básicos . Fala arrastada  Disfunção Sexual  Homens . Múltiplos adenomas endócrinos  Hérnia de Hiato  Úlceras induzidas por estress Farmacocinética  Metabolismo Hepático  Eliminação Renal  Baixo T ½ Vida Efeitos Colaterais  Efeitos Colaterais mais comuns e brandos  Diarreia  Cefaleia  Vômitos  Tontura  Erupções Cutâneas  Artralgia  Sonolência  Constipação  Efeitos Colaterais mais raros e graves  Disfunção do SNC . Úlceras Gástricas. Redução contagem de espermatozoides.Cimetidina  Hepatite reversível com ou sem Icterícia .

.pg....pg.. 171 Neurotransmissores ........3.. Modulação Farmacológica da Excitação Cardíaca.....pg.Transmissão GABAérgica e Glutamatérgica. 155 Farmacologia da Contração e Relaxamento do Músculo Liso... 4...4.. 4..... 179 Neurotransmissores ........ 4.. 4.190 Página 139 ............2......Sinapses Serotoninérgicas.pg......4.5....1......pg... 140 Modulação Farmacológica da Contração/Relaxamento Cardíaco.

Septo Interatrial Realiza um Retardo fisiológico da Condução Elétrica Cardíaca Feixe de His .Gera Impulsos Elétricos Rítmicos  Contração do Miocárdio  Átrios se contraem  Enchimento do Ventrículo  Diferentes Porções do Ventrículo se Contraem quase simultaneamente  Gerando Pressão nas Câmaras Ventriculares Vias de Geração e Condução do Impulso Elétrico Cardíaco Nó Sino-Atrial (Nó SA)     Localização .Junção Veia Cava Superior e Átrio Direito Principal Marca-Passo Cardíaco Automatismo .Ramos Direito e Esquerdo   Localização . impedem que ocorram Fenômenos de Reentrada por essa Via Fibras de Purkinje   Conduzem o Impulso pelas paredes do Ventrículo Alta Velocidade de Condução .Regularidade da Atividade Marca-Passo Vias Internodais .Muitas Junções GAP Página 140 .Septo Interventricular Condução Unidirecional . Modulação Farmacológica da Excitação Cardíaca Sistema Cardiovascular  Fundamental para a manutenção do Equilíbrio Homeostático  Transporte de Nutrientes  Transporte de Metabólitos  Transporte Hormonal  Transferência Térmica Excitação Rítmica do Coração  Coração .Gera sua própria Despolarização (Ativação) Ritmicidade .4.Conduzem o Impulso Elétrico somente em direção aos Ventrículos.Conduzem o Impulso gerado no Nó Sino-Atrial até o Nó Átrio-Ventricular Nó Átrio-Ventricular (Nó AV)   Localização .1.

repolariza parcialmente a célula Período Refratário Efetivo (Fase 0-3) .O potencial. ele seria -94 mV Potencial de Difusão de [Na+] .Mais Concentrados Fora do Miócito  [K+] .Se os Íons [K+]. gerando .Não importando a Intensidade do Estímulo não se pode gerar novos potencias de ação nesta fase Fase 2 .Resposta Rápida Localização .Maiores Fase 0 .Repolarização Parcial     Canais de K+ Abertos .Influxo de Ca+  Canis Transientes (Ito) de K+.-90 mV  Velocidade e Amplitude dos Potencias de Ação .Correntes Iônicas Inclinação da Fase Despolarizante Inicial (Fase 0) . fossem os únicos fatores causadores do Potencial de Repouso.Efluxo Transiente de K+.4 mV Juntando todos estes fatores é possível calcular o Potencial de Repouso que é -90 mV Energia para o Movimento Iônico   Diferenças entre Concentrações Iônicas no meio Intracelular e Extracelular Geram um Gradiente Elétrico e um Gradiente Químico -Fornecem a Energia para o Movimento dos Íons durante o Potencial de Ação Potencial de Ação .Efluxo de K+ Página 141 .somente.2 tipos de Potenciais de Ação Cardíaco Potencial de Ação Cardíaco .Despolarização (Ascendente)  Canais de Na+ Voltagem-Dependente Abertos .Transporta 3 Íons [Na+] para Fora da célula.Platô  Equilíbrio entre Efluxo de K+ e Influxo de Ca+  Canais Lentos de Ca+ .Potencial de Membrana em Repouso  [Na+] e [Ca+] .Mais Concentrado Dentro do Miócito. e 2 Íons [K+] para Dentro da Célula.Efluxo de [K+] Breve período inicial de Repolarização Canais Transientes (Ito) de K+ .Gerando Despolarização dos Miócitos Fase 1 . Maior Permeabilidade em Repouso Potencial de Repouso (Em) = -90 mV    Potencial de Difusão de [K+] . dos Íons [Na+] é de +61 mV Bomba de Na+/K+ (ATPase Na+/K+) . Canais Ik² e Ik³ .Canais de Na+ no Estado Inativo .Miócitos Atriais e Ventriculares. Fibras de Purkinje  Potencial de Repouso .Mais Negativo .Influxo de [Na+]  Estímulos que despolarizem a Fibra Cardíaca até Limiar de Excitabilidade (-65 mV). abre Canais de Na+ Voltagem-Dependente .

ativando Canais de Ca+.-55 a -60 mV  Velocidade e Amplitude dos Potencias de Ação são Menores Fase 0 .Resposta Lenta Localização .Despolarização Lenta e Gradual  Influxo de Ca+ gerando a Despolarização  Despolarização NÃO DEPENDE da corrente de [Na+] Fase 1 .Menos Negativo . Nó Átrio-Ventricular (AV)  Potencial de Repouso .Repolarização Lenta .Canais de Na+ no Estado Fechado .Nó Sino-Atrial (SA).Repolarização Rápida  Canais de K+ Abertos .Despolarização Diastólica  Potencial Marcapasso = -55 a -60 mV  Nó Sino-Atrial  Fase 3 .Restaura as concentrações iônicas de Repouso ATPase de Ca+ .Estado Fechado Fase 4 .Repolarização (Descendente)  Efluxo de K+  Canal Retificador Tardio de K+ e Canais Ito .Promovem o Efluxo de K+  Período Refratário Relativo (Fase 3-4) . o Influxo de Íons Ca+ é o principal responsável pela Despolarização Diastólica Página 142 .Efluxo de [K+]  Canais de Ca+ .Ocorre um grande Efluxo de K+ que Hiperpolariza a Célula que ativa Canais de Na+ que geram a Corrente Funy (If)  Corrente Funny (If) de Na+ .Gera um Influxo de Na+ que inicia a despolarização  Essa Despolarização Inicial faz com que o potencial de membrana se torne mais positivo.Repouso     Potencial de Membrana de Repouso (EmV) = -85 a -90 mV Maior Permeabilidade em Repouso ao [K+] Bomba de Na+/K+ ATPase .Fase 3 .Ausência de Platô Definido  Platô curto e não estável  Influxo de Ca+ contrabalanceado pelo Efluxo de K+ Fase 3 .INEXISTENTE no Potencial de Resposta Lenta Fase 2 .Algum estímulo que ultrapasse o Limiar de Excitabilidade pode gerar um novo Potencial de Ação Fase 4 .Elimina os íons [Ca+] do Interior da Célula Potencial de Ação Cardíaco .

Ausência da Fase 2 (Platô) no Potencial de Ação de Resposta Rápida Diferenças das Fibras Cardíacas Parâmetro Localização Despolarização Potencial de Repouso Amplitude do Potencial de Ação Recuperação da Excitabilidade Inibidores Colinérgicos Fibras Rápidas Átrios.Levemente Instável Despolarização Diastólica Espontânea Propriedades Eletrofisiológicas do Tecido Cardíaco Eletrofisiológicas Cronotropismo .Condutibilidade  Velocidade de Condução dos Impulsos Elétricos Página 143 . Ventrículos e Fibras de Purkinje [Na+] -90 mV 130 mV Imediata após Repolarização Anestésicos Locais Pouco Efeito Fibras Lentas Nodo Sino-Atrial Nodo Átrio-Ventricular [Ca+] -60 mV 35-75 mV Tardia após Repolarização Antagonistas Ca+ Inibição Adrenérgicos Excitação Excitação Fase 4 Estável .Bloqueador de Canais de [Ca+] Nó Sino-Atrial . independentemente de influencias extrínsecas ao órgão  Automatismo .Fibra de Resposta Lenta   Tetrodotoxina .Fibra de Resposta Rápida   Tetrodotoxina .Reação que se estende por todo o órgão Dromotropismo .Bloqueia o Potencial de Ação Fibras de Purkinje .Transforma o Potencial de Ação Resposta Rápida em Potencial de Ação Resposta Lenta Manganês .Automatismo  Velocidade de Contração  Capacidade do Coração de gerar seus próprios estímulos elétricos.Bloqueador de Canais de [Na+]  Manganês .Aplicação  Tetrodotoxina .Diferença dos Potenciais de Ação .Excitabilidade  Capacidade do Miocárdio de Reagir quando estimulado .Não Altera em nada no Potencial de Ação Nodal Manganês . adaptando a frequência do contração do coração as necessidades fisiológicas ou alterando-se em situações patológicas Batmotropismo .Modificado por diversos fatores.

Nó Sino-Atrial  Marca-passo Latente .Contratilidade  Força de Contração  É a propriedade do Coração de se contrair ativamente como um todo. numa sequencia sistematicamente estabelecida.Diminuindo o Automatismo Excitabilidade e Condutibilidade Condutibilidade  dV / dT = Vmáx Velocidade de Condução no Miocárdio     Fibras de Purkinje = 500 V/s Fibras Ventriculares = 200 V/s Fibras Atriais = 100-200 V/s Nó Átrio-Ventricular = 5-15 V/s Eletrofisiologia Cardíaca .Nó Átrio-Ventricular. Condução do Processo de Ativação Elétrica por todo o Miocárdio.Preocupa-se com a Origem e Propagação do Estímulo Elétrico Cardíaco Início da Ativação Elétrica .Retardo Fisiológico da Condução  Complexo QRS . Feixe de His e Ramos e Fibras de Purkinje  Simpático . uma vez estimulada toda a sua musculatura.Contração (Ativação) Atrial  Intervalo PR .Ativação Ventricular Tardia Página 144 .Aumentando o Automatismo  Parassimpático .M2 .Feixe de His . resultando na Contração Sistólica Lusitropismo .Distensibilidade  Capacidade de Relaxamento Global do Coração.Contração (Ativação) Ventricular  Ativação Septal  Ativação das Paredes Livres  Ativação das Porções Basais  Onda T . a qual se segue a contração do Coração como um todo Mecânicas Inotropismo .Condução Átrio-Ventricular  Nó Átrio-Ventricular .Recuperação (Relaxamento) Ventricular  Onda U .Disparo do Nó Sino-Atrial  Onda P . uma vez cessada sua Contração Corresponde a Fase de Relaxamento Diastólico Automatismo  Marca-passo Normal .Eletrocardiograma (ECG) Eletrofisiologia .β1 .

Isquemia.Período que o Miócito é Incapaz de gerar novo Potencial de Ação.Distúrbios na Origem do Impulso e/ou na Condução do Impulso  Antiarrítmicos . Catéter)  Autonômicas ou Endócrinas  Excesso de Catecolaminas .Antiarrítmicos. Taquiarritmias  Flutter e Fibrilação Atrial  Taquicardia Supraventricular Paroxística Página 145 .Substâncias capazes de prevenir ou reverter Arritmias Cardíacas  Antiarrítmicos . não importando a Intensidade do Estímulo  Período Refratário Relativo (PRR) . gerando Contrações Independentes Pós-Despolarizações Tardias Reentrada Fatores que Precipitam ou Exacerbam as Arritmias  Anormalidades Eletrolíticas  Anormalidades Metabólicas  Cardíacas  Exemplo .Supraventriculares e Ventriculares  Taquiarritmia e Bradiarritmia Distúrbios dos Ritmos Cardíacos     Atividade de Marca-Passo Ectópica Bloqueio Cardíaco .Lesão Isquêmica do Nó Átrio-Ventricular.Fases 0-3 .Refratariedade  Curto espaço de Tempo que a Célula Cardíaca fica Incapaz de responder a Estímulos  Período Refratário Efetivo ou Absoluto (PRE) . Bradiarritmias  Bradicardia Sinusal após Infarto do Miocárdio (IAM) 2. inferindo uma ação dos Neurotransmissores ou Modificando suas Propriedades Elétricas de modo a corrigir alterações de Automatismo e/ou Condutibilidade Classificação Simplificada das Arritmias  Local de Origem . Antidepressivos Principais Arritmias 1.Feocromocitoma  Hipertireoidismo  Medicamentos .Período onde um Estímulo que ultrapasse o Limiar de Excitabilidade pode gerar um novo Potencial de Ação no Miócito Arritmias Arritmias . Estimulação Mecânica (Cirurgia.Miocardiopatias.Fase 3-4 .Atuam diretamente nas Células Cardíaca.

2 Automatismo Anormal . Alteração na Formação do Impulso 1.Estresse. Dor. Contrações Ventriculares Prematuras . Hipocalemia  Catecolaminas  Exemplo . associada ao Prolongamento do Intervalo QT Página 146 . Feocromocitoma  Tratamento .Despolarizações Tardias  Bradicardias .Taquicardia Ventricular Polimórfica.1 Modificação do Automatismo Sinusal  Taquicardia / Bradicardia Sinusal 1.Frequência Cardíaca (FC) < 60 bpm Automatismo Sinusal Alterado  Bradicardia Sinusal  Tratamento . Alteração na Condução do Impulso (Reentrada) 2.Frequência Cardíaca (FC) > 100 bpm 2. Ansiedade.DAD (Delayed Post-Despolarization)  Aumento da Condutância ao [Ca+]  Isquemia Miocárdica  Estresse Adrenérgico  Intoxicação Digitálica Pós-Despolarização Precoce .Aumento do Intervalo QT .Atropina  Taquicardia Sinusal  Estiramento.2.β-Bloqueadores.Extrassístoles  Taquicardia e Fibrilação Ventricular Mecanismos das Arritmias Cardíacas 1.TV  Bloqueador dos Canais de K+  Diminuição da Condutância a [K+] e [Mg+]  Bradicardia Torsades de Pointes .Despolarizações Precoces  Taquicardias . Tabagismo.Foco Ectópico  Atividade Deflagrada  Pós-Despolarizações Tardias / Pós-Despolarizações Precoces 2. Bradiarritmias  Escapes .EAD (Early Post-Despolarization)  Aumento da Duração do Potencial de Ação .1 Taquiarritmias  Extrassístoles . Estímulo Vagal Taquiarritmias por Atividade Deflagrada Pós-Despolarizações Tardias .

Flutter Atrial e Fibrilação Atrial Interferência Farmacológica .Interferência Farmacológica  Bloqueio Unidirecional  Bloqueio Bidirecional  Aumento do Período Refratário Efetivo (PRE)  Queda da Velocidade de Condução Síndrome de Wolf-Parkinson-White (WPW).Junção das Fibras de Purkinje com Tecido Ventricular .Taquicardias Ventriculares  Átrio .Presença de Via Acessória de Condução Átrio Ventricular  Extrassístoles Atriais ou Ventriculares .Síndrome de Wolf-Parkinson-White (WPW) Reentradas .Reentrada por Via Acessória  Condução Alterada por Reentrada .Fenômeno de Reentrada Condições para Reentrada 1.Bloqueio Unidirecional 3. Região de Condução Lenta .Objetivos  Bloqueio Unidirecional  Bloqueio Bidirecional  Aumento do Período Refratário Efetivo (PRE)  Queda da Velocidade de Condução  Reduzir a Taxa de Despolarização Ventricular Reentradas Nodais (TSV) . Condução do Impulso Retrógrado Localização da Reentrada  Ventrículos . Circuito 2.Junção das Fibras de Purkinje com o Tecido Ventricular .Taquicardia por Reentrada  Síndrome de Wolf-Parkinson-White .Taquicardias Ventriculares Tratamento Farmacológico  Bloqueio Unidirecional  Bloqueio Bidirecional  Aumento do Período Refratário Efetivo (PRE)  Queda da Velocidade de Condução Reentradas Atriais .Flutter Atrial e Fibrilação Atrial  Nó Átrio-Ventricular .Podem iniciar esta Taquiarritmia de Reentrada  Despolarização Atrial Precoce pelo Nó Sino-Atrial.Arritmias Supra-Ventriculares por Reentrada  Via Acessória .Conduzida pela Via Fisiológica até o Nó Átrio-Ventricular e depois Feixe de His e Fibras de Purkinje gerando a Contração Ventricular  Estímulo Precoce pode Reentrar Retrogradamente nos Átrios pela Via Acessória  Mesmo Impulso vai novamente ser conduzido pelo Nó Átrio-Ventricular / Feixe de His por todo o Ventrículo e novamente irá sofrer o fenômeno de Reentrada pela Via Acessória Página 147 .Taquiarritmias por Alteração na Condução .

Sotalol Amiodarona. Atenolol. Náuseas Usos Clínicos . Dispnéia.Localizada no inicio do Complexo QRS. Disopiramida Lidocaína.Assístole.Síndrome de Wolf-Parkinson-White  Tratamento Recomendado .Precoce e Alargamento e Espessamento do Ramo Inicial de QRS  Onda Delta .Arritmia Supraventricular de Reentrada Glicosídeos Cardíacos  Inibidores da Bomba Na+ /K+ ATPase  Diminuição do Automatismo e Aumento do Potencial de Repouso nos Nodos e Células Atriais . Procainamida. Mexiletina Propafenona.Fibrilação Atrial Antiarrítmicos Classificação dos Antiarrítmicos Classes I a b c II III Mecanismo Bloqueador de Canal de Na+  Vc /  PRE  Vc /  PRE  Vc /  PRE β-Bloqueador Bloqueador de Canal de K+ IV Bloqueador de Canal de Ca++ Fármacos Quinidina. Angina.Aumenta o Tônus Vagal  Diminuição da Velocidade de Condução e Aumento do Período Refratário no Nó ÁtrioVentricular  Uso Clínico .Taquicardia por Reentrada  NÃO devem ser utilizados para tratamento da Síndrome de Wolf-Parkinson-White Fármacos que Atuam na Excitabilidade Cardíaca Adenosina      Diminui AMPc e Aumenta o [K+].Padrão de Wolf Parkinson White  Intervalo PR . Representa um Complexo QRS PréExcitado.Intravenosa (IV) Efeitos Adversos .Eletrocardiograma .Curto  Complexo QRS . Acetilcolina nos Nodos e Diminui a corrente de [Ca+] Desaminação no Endotélio Dose de Ataque . Tonturas. Flecainida Propranolol. Encainida. que é a Despolarização Inicial que ocorre pela Via Acessória Tratamento Farmacológico .Ablação por Cateter  β-Bloqueadores (Classe II) e Bloqueadores de Canais de Ca+ (Classe IV) e Digoxina  Promovem uma Redução da Velocidade de Despolarização  Prolongamento do Período Refratário da Via Fisiológica  Facilitam a Transmissão do Impulso pela Via Acessória . Diltiazem Página 148 . Sotalol Dofetilide e Ibutilide Verapramil.

Antiarrítmicos Classe I (Ia.Bloqueadores de Canais de Na+     Aumenta o Limiar de Despolarização Diminui a Velocidade de Condução .Quinidina e Procainamida Fármacos Quinidina Procainamida Efeitos Na+ K+ ++ + ++ Mecanismo Antiarrítmico ECG .Quinidina. Propafenona  Nenhuma Alteração na Repolarização Subdivisão de Classe I .Canal Aberto / Inativo Tempo Recuperação 1. Flecainida.Canal Inativado +++ .Antiarrítmicos Classe I .Cinética de Recuperação < 1s Classe Ic (Encainida. Propafenona) . Procainamida) . Flecainida.Bloqueadores de Canais de Na+ .Canal Aberto + .Subdivisão  Ia .Lidocaína  Repolarização Encurtada  Ic . Ib. Ic)     Fibras de Resposta Rápida .Deve-se à Cinética da Interação com os Canais de Na+    Classe Ia (Quinidina.10 s <1s > 10 s Vc    PRE   0- Fármaco Quinidina Lidocaína Encainida Antiarrítmicos Classe I .PR QRS QT M2 ++/+++ + Efeitos Gastrointestinais Aumenta os Efeitos Simpáticos α ++ Queda da Pressão Arterial Indicação Clínica  Arritmias Ventriculares  Reversão Aguda e Prevenção de Taquicardia Supraventricular Página 149 . Prolongando a fase de Repolarização.Cinética de Recuperação 1 . Procainamida  Repolarização Prolongada  Ib . Aumentando a Duração do Potencial de Ação I Ia Ib Ic Bloqueio de Canal de Na+ ++ .Cinética de Recuperação > 10s Subgrupo Ia .QRS Diminui o Automatismo das Fibras de Purkinje .10s Classe Ib (Lidocaína) .Diminui Amplitude e Velocidade do Potencial de Ação Transforma Potencias de Ação de Resposta Rápida em Resposta Lenta Não altera em nada o Potencial de Ação de Resposta Lenta Quinidina (Ia).Encainida.Além de realizar o Bloqueio de Canais de Na+ também Bloqueia Canais de K+.Diminui a Inclinação da Fase 4 Aumenta a Refratariedade Efeitos .

Frequência Cardíaca Elevada Tecidos com Potencial de Ação (PA) Prolongado (Ventrículo) Vantagens     Doses Terapêuticas .Endovenosa (EV) para tratar ou prevenir Arritmias Ventriculares pós IAM Indicação  Arritmias Ventriculares .Bloqueio α Taquicardia Sinusal e  Vc NAV Torsades de Pointes Diarréia Náuseas e Vômitos Cefaleia Zumbidos e Perda de Audição Distúrbios Visuais Confusão Mental Delírio e Psicoses Depressão Medular Trombocitopenia Hepatite Lúpus Eritematoso Subgrupo Ib .Depressão Respiratória e Convulsão Página 150 .Inibe Reentrada Diminui Automatismo Fibras de Purkinje Aumento Limiar para Fibrilação Tecidos Despolarizados. Prevenção da Taquicardia Ventricular ou da Fibrilação Ventricular Quinidina .1-4 mg/min Ritmo Sinusal ou Condução Normal Hipotensão Contratilidade do Miocárdio Administração .Droga de Escolha  Tratamento e Prevenção da Taquicardia Ventricular e Fibrilação Ventricular durante e imediatamente após o Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) Efeitos Adversos  Sistema Nervoso Central .Lidocaína Mecanismo Antiarrítmico       Bloqueio de Canal de Na+ no Estado Inativo Diminui Velocidade de Condução (Vc) .Efeitos Colaterais Sistemas Sistema Cardiovascular Trato Gastrointestinal Neurológico (Cinchonismo) Imunológico Efeitos Adversos Hipotensão .

diminuindo o Influxo de Ca+  Efeito .0QRS .0 QT Indicação    Prevenção da Taquicardia Supra-Ventricular (TSV) . Redução da Velocidade de Despolarização com uma Redução da Frequência Cardíaca   Propranolol (Inderal®) Acebutalol     Esmolol Metoprolol Fármacos Mecanismo Propranolol Atenolol Bloqueio β Não Seletivo Bloqueio β1 Seletivo Automatismo  Atenolol (Atenolol®) Timolol PRE.Uso Crônico? Taquiarritmias Recorrentes associadas a Vias de Condução Anormal Síndrome de Wolf-Parkinson-White Antiarrítmicos Classe II .Subgrupo Ic .Encurtam o Platô.PR .β-Bloqueadores Mecanismo de Ação  Adrenérgicos .QRS . Impedem o Aumento de AMPc intracelular promovido por catecolaminas.Bloqueia Canal de Na+ no Estado Aberto/Inativo ECG .Síndrome de Wolf-Parkinson-White Efeitos Adversos  Broncoespasmo  Efeitos Cardiovasculares e Centrais Página 151 . Encainida e Propafenona Fármacos Mecanismo Automatismo Período Refratário Efetivo (PRE) Velocidade de Condução (Vc) Contratilidade Flecainida Bloqueio de Na+ e K+     Propafenona Bloqueador β e Na+     Mecanismo de Ação .PR . Velocidade de Condução (NAV) Contratilidade   ECG .0/ QT Sotalol Bloqueio β e Bloqueio de K+ Indicação  Profilaxia de Taquiarritmias pelo Aumento da Atividade Simpática  Controle da Taxa Ventricular nas Taquicardia Supra-Ventriculares (TSV)  Reduz a Mortalidade Pós-IAM Contra-Indicação .Fibrilação Atrial Prevenção da Taquicardia Ventricular .Flecainida.Cronotropismo e Inotropismo Positivos  Antagonismo Competitivo a ação de Catecolaminas em Receptores β.

QRS .Bloqueadores de K+  Bloqueadores de Canais de K+ Retificadores  Inibem a Saída de K+ da Célula .Diminuem a Despolarização e Velocidade de Condução Indicação Terapêutica      Arritmias .Bloqueadores de Canais de Ca+  Verapramil  Diidropiridinas .Nifedipina Angina .QT  Pressão Arterial .Nifedipina e Amlodipina  Diltiazem Efeitos  Diminuem o Platô  Diminuem o Período Refratário  Fibras de Resposta Lenta .QT Fármacos K+ β α Efeitos Cardiovasculares Amiodarona +++ ++ ++ ECG .Contratilidade .Prolongam a Duração da Repolarização (Fase 3)  Aumentam a Duração do Potencial de Ação  Prolongam o Platô  Aumenta o Período Refratário  Ibutilide .Antiarrítmicos Classe III . Frequência Cardíaca 0/ .Trial Metal-Analysis Investigators Ibutilide  Conversão da Fibrilação ou Flutter Atrial em Ritmo Sinusal Dofetilide  Manutenção do Ritmo Sinusal após a Cardioversão da Fibrilação Atrial Antiarrítmicos Classe IV .Bloqueio Átrio-Ventricular QT Sem Efeitos Extra-Cardíacos Efeitos Extra-Cardíacos Dofetilide Ibutilide +++ +++ Amiodarona     Taquicardia Ventricular (TV) ou Fibrilação resistente a outras drogas Prevenção da Fibrilação Atrial Diminui Mortalidade Pós-IAM Amiodarona .Principalmente Nifedipina Página 152 .Aumenta a Condutância ao Na+ e Despolarização .Taquicardia Supraventriculares (TSV) Hipertensão .PR .Principalmente Verapramil Taquicardias Supraventriculares por Reentrada Nodal Controle da Taxa Ventricular .

Verapramil por Via Oral Diidropiridinas . pois a Adenosina é mais segura Resumo Taquicardia Supra-Ventricular (TSV)  Antiarrítmico Classe Ia .Contra-Indicação .Lidocaína  Antiarrítmico Classe III .Bloqueadores β -Adrenérgicos (Propranolol)  Antiarrítmico Classe III . Procainamida  Antiarrítmico Classe Ic .Nifedipina e Amlodipina    Mais Seletivos para Canais de Cálcio da Musculatura Lisa Bloqueio de Canais de Ca+ no Músculo Liso .Flecainida.Amiodarona.Diminuição do Débito Cardíaco (DC) Hipotensão Constipação .Síndrome de Wolf-Parkinson-White Efeitos Adversos       Bradicardia Sinusal Bloqueio Átrio-Ventricular (AV) Diminuição da Contratilidade . Propafenona  Antiarrítmico Classe III .Atualmente seu uso para este fim é raro.Amiodarona Nó Átrio-Ventricular (NAV)  Antiarrítmico Classe II .Rubor e Edema Diidropiridinas . Dofetilide.Extinguir Taquicardias Supra-Ventriculares (TSV) .Bloqueadores de Canais de K+ (Amiodarona)  Antiarrítmico Classe IV .Quinidina. Ibutilide Taquicardia Ventricular (TV)  Antiarrítmico Classe Ib .Vasodilatação Pode ocorrer Taquicardia Reflexa Verapramil  Cardio Seletivo Diltiazem  Não-Seletivo No Passado  Verapramil Administrado por Via Intravenosa (IV) .Bloqueadores de Canais de Ca+ (Verapramil)  Digitálicos e Adenosina Página 153 .

Outras Drogas e Íons usados em Arritmias  Atropina .Agonista Adrenérgico  Parada Cardíaca  Isoprenalina .Agonista Adrenérgico  Bradicardia por Bloqueio Cardíaco  Adenosina  Taquicardia Supra-Ventricular (TSV) por Hipercalcemia  Cloreto de Magnésio  Fibrilação Ventricular Página 154 .Antagonista Muscarínico  Bradicardia Sinusal com Alterações Hemodinâmicas  Adrenalina .

4.Débito Cardíaco (DC) Abaixo do normal  Disfunção Sistólica .Distribuem a Excitação das Fibras Cardíacas para o interior de outras células Essa despolarização. que são Canais de [Ca+] presentes no Retículo Sarcoplasmático.Insuficiência Cardíaca Queda do Débito Cardíaco .Se ligam ao Receptores β1.Ativa Receptores de Rianodina. que Aumenta os níveis de AMPc . desbloqueando os Sítios Ativos da Actina Contração Muscular Cardíaca Receptor β1-Adrenérgicos (Catecolaminas) .Relaxamento Inadequado para enchimento normal Fisiopatologia .PKA fosforila Canais de Ca+ no Sarcolema e causa Aumento no Influxo de Ca+  Aumentando a Força Contrátil Insuficiência Cardíaca Múltiplas Causas    Hipertensão Arterial Valvulopatias Arritmias   Doença de Chagas Álcool  Cardiopatias Isquêmica ou Dilatada Geralmente .2.Células Marca-Passo geram Despolarizações Espontâneas. que são conduzidas por todo o Músculo Cardíaco Túbulos T .Ativando PKA .DC  Ativação do Sistema Nervoso Simpático  Vasoconstrição  Aumenta Pressão Venosa Central  Diminui Perfusão Tecidual  Diminui Fluxo Sanguíneo Renal  Ativação do Sistema Renina-Angiotensina-Aldosterona Promove o Aumento da Síntese e Secreção de Renina Página 155 . que é um local de armazenamento de Ca+ Intracelular Receptor de Rianodina Ativo . promove a geração de Potencial de Ação nos Miócitos Potencial de Ação -Abre Canais de Ca+ Voltagem-Dependente .Força Inadequada para Ejeção normal do sangue  Disfunção Diastólica . Ativando a Enzima Adenilil Ciclase.Influxo de [Ca+] Influxo de [Ca+] .Grande Liberação de [Ca+] do Retículo Sarcoplasmático [Ca+] se liga a Troponina C  Complexo [Ca+]-Troponina C interagem com a Tropomiosina. Modulação Farmacológica da Contração e Relaxamento Cardíaco Contração Cardíaca         Nó Sino-Atrial (SA) .

Aumentando a Pressão Arterial (PA)  Estimula o Remodelamento Cardíaco e o Crescimento Vascular  Age sobre as células do Córtex da Adrenal .Aumentando a Resistência Vascular Periférica (RVP) .Renina ------> Angiotensina I  Angiotensina I -----Enzima Conversora de Angiotensina I (ECA) ------> Angiotensina II  Angiotensina II . Angiotensinogênio ---.Reabsorção de Na+ e H²O .Age sobre o Receptor AT I  Estimulação Simpática + Vasoconstrição .Estimulando a Secreção de Aldosterona  Aumento Secreção de Aldosterona .Aumento da Volemia Aumento da Pressão Arterial O Aumento da Pressão Venosa Central aumenta a Pré-Carga A Queda do Fluxo Sanguíneo Renal junto a Vasoconstrição promove Aumento da Pós -Carga Sintomas      Dispnéia e Ortopnéia Fadiga Tosse .Insuficiência Cardíaca Congestiva (ICC) Origens    Doenças Coronarianas Isquêmicas Sobrecarga de Volume Sobrecarga de Pressão Consequências   Disfunção Ventricular Sistólica Disfunção Ventricular Diastólica Página 156 .Hemoptise Edema Oligúria Origem (Etiologias)  Insuficiência Coronária  Hipertensão Arterial  Cardiomiopatia Chagásica  Doença Valvular Mecanismos      Sobrecarga Dilatação e Hipertrofia Ativação do Sistema Renina-Angiotensina-Aldosterona Ativação do Sistema Adrenérgico Remodelamento Cardíaco Falência Cardíaca .

2.Miocardiopatias Aumento da Pré e/ou Pós-Carga .Aumenta Volume Diastólico Final (VDF) .Diminui Pressão Diastólica Final (PDF) .Insuficiência Cardíaca Insuficiência Cardíaca Sistólica     Força de Ejeção (Fej) . Hipertensão Arterial .Aumenta Insuficiência Cardíaca Diastólica      Força de Ejeção (Fej) .Objetivos Insuficiência Cardíaca Aguda Insuficiência Cardíaca Crônica Alivio dos Sintomas Ajuste Hemodinâmico Prevenção da Morte Aumento do Inotropismo Diminui Retenção Hidrossalina Alivio dos Sintomas Ajuste Hemodinâmico Melhora da Qualidade de Vida Prevenção da Agudização e Mortalidade Controle da Remodelação Cardíaca Página 157 . 3.Diminui Volume Sistólico Final (VSF) .Diminui Ejeção Insuficiência Sistólica e Diastólica Remodelagem Cardíaca .Insuficiência Cardíaca Congestiva (ICC) Remodelamento Cardíaco .Falência Cardíaca Falência Cardíaca  Aumento da Pré e Pós-Carga  Expansão do Volume  Provoca um Estresse da Parede Ventricular  Aumento da Secreção de Catecolaminas e Angiotensina II  Aumenta e Expressão de Proto-Oncogenes  Aumenta a Produção de Fatores de Crescimento  Aumento a Síntese de Matriz Proteica Extracelular  Indução da Apoptose de Miócitos  Promove a Proliferação de Fibroblastos  Fibrose do Miocárdio  Aumento da Secreção de Aldosterona  Remodelamento Ventricular .Aumenta Diminui o Relaxamento Ventricular Aumenta a Rigidez Ventricular Fisiopatologia 1.Normal Volume Diastólico Final (VDF) .Aumenta Pressão Diastólica Final (PDF) .Disfunção Ventricular Intervenção Farmacológica . 4.

É um agente Inotrópico Positivo (+) que Aumenta a Contratilidade Miocárdica Função  Aumentar a Contratilidade Miocárdica .É um agente que Aumenta a Força ou energia de Contração Muscular  Cardiotônico .Ativa o Sistema Nervoso Simpático promovendo Vasconstrição e o Aumento do Remodelamento Cardíaco  β-Bloqueadores. Digoxina Simpático + Angiotensina II = Vasoconstrição  Aumento da Pressão de Enchimento Ventricular  Vasodilatadores .Renina ------> Angiotensina I Angiotensina I -----Enzima Conversora de Angiotensina I (ECA) ------> Angiotensina II Angiotensina II . Inotrópicos .Aumentando a Pressão de Enchimento Ventricular  Diuréticos -Podem diminui a Retenção de Água e Na+ Agentes Inotrópicos Positivos Conceito  Inotrópico Positivo (+) .Aumentar o Débito Cardíaco Queda do Débito Cardíaco .Aumenta a Síntese e Secreção de Aldosterona  Inibidores da Enzima Conversora de Angiotensinogênio (I-ECA)  Antagonistas de Receptor de Angiotensina II .Corrigindo o Débito Cardíaco Inadequado Principais Agentes Inotrópicos Positivos Inotrópicos Digitálicos  Glicosídeos Cardíacos  Digoxina Página 158 .AT1 Aldosterona .Aumenta a Retenção de Água e [Na+] .Inibe a ação da Aldosterona no Remodelamento Cardíaco Aldosterona .Age sobre o Receptor AT I .Sítios de Ação de Drogas Falência Cardíaca Queda do Débito Cardíaco (DC)  Digoxina.Favorece o Remodelamento Cardíaco  Espironolactona .Diminuir a Pressão de Enchimento Ventricular Queda do Débito Cardíaco Angiotensinogênio ---.Promovendo o Aumento da Concentração e disponibilidade de Ca+ Intracelular Objetivo  Garantir uma oferta satisfatória de Oxigênio aos Tecidos .

Inotrópicos Não Digitálicos  Catecolaminas  Dobutamina  Dopamina   Noradrenalina Isoprenalina (Isoproterenol)  Inibidores da Fosfodiesterase  Milrinona  Amirinona  Sensibilizadores de Cálcio  Levosimendan Glicosídeos Cardíacos .Faz com que se Acumule [Na+] no Interior do Miócito Bomba Trocadora de Na+/Ca+ . Aumenta a Força de Contração  Acelera o encurtamento 2. Diminui a Frequência Cardíaca  Aumenta o Tônus Vagal  Diminui a Hiperatividade Simpática  Diminui a Velocidade de Condução Átrio-Ventricular Página 159 .Bombeia [Na+] para Fora do Miócito. associado a um ContraTransporte de [Ca+] para Dentro do Miócito Aumentando o [Ca+] no Interior do Miócito .Inibição da Bomba de Na+/K+ ATPase  Ação da Bomba de Na+/K+ ATPase .Aumentando a Força de Contração Cardíaca Efeito Vagomimético .Inibição da Liberação de Renina Efeito Inotrópico Positivo (+)   Bloqueio da Bomba de Na+/K+ ATPase Aumento do Débito Cardíaco Efeito Antiarrítmico   Estimulação Vagal Nó Átrio-Ventricular .Diminui a Velocidade de Condução e Aumenta o Período Refratário Efetivo (PRE) Efeitos Cardíacos .Digital 1.Colocar 3 [Na+] para fora do Miócito com um Contra-Transporte de 2 [K+] para o Interior da célula Inibição da Bomba de Na+/K+ ATPase .Digitálicos (Digoxina) Mecanismo de Ação Efeito Inotrópico Positivo (+) .Aumenta a Estimulação Parassimpática e Diminui o Simpático Efeito Natriurético .

Aumento da concentração de [Ca+] Aumenta a Contratilidade Cardíaca Diminui Atividade Simpática .Pós-Potenciais Efeitos Benéficos .Queda da Resistência Vascular Periférica e da Resistência Vascular Bradicardia .Aumento da concentração de [Ca+] Aumenta a Contratilidade Cardíaca Vasoconstrição .Aumento da Resistência Vascular Periférica e da Resistência Vascular Redução do Débito Cardíaco Paciente Falência Cardíaca Congestiva       Inibição da Bomba de Na+/K+ ATPase .Digital      Aumento da Contratilidade Cardíaca  Inibição da Bomba de Na+/K+ ATPase Lentificação Cardíaca  Redução da Velocidade de Condução pelo Nó Átrio-Ventricular  Aumenta da Atividade de Marcapasso Ectópico Aumento do Tônus Vagal Ressensibilização de Barorreceptores Regulação da Atividade do Sistema Nervoso Simpático Efeitos Hemodinâmicos dos Digitálicos Débito Cardíaco (DC) = Frequência Cardíaca (Fc) x Volume Sistólico (Vs) Pressão Arterial (PA) = Débito Cardíaco (DC) x Resistência Vascular Periférica (RVP) Paciente Normal     Inibição da Bomba de Na+/K+ ATPase .3. Alteração do Ritmo  Bloqueio Átrio-Ventricular  Focos Ectópicos .Digital      Bradicardia Aumenta da Fração de Ejeção (Fej) e do Débito Cardíaco (DC) Redução da Pressão Venosa Redução do Edema Redução da Estase Pulmonar Efeitos Farmacológicos .Diminui Velocidade de Condução do Nó Átrio-Ventricular Aumento do Débito Cardíaco Página 160 .Aumenta atividade Parassimpática Vasodilatação .

Arritmia Ventricular  Pós-despolarização  Bigerminismo .Aumento do Débito Cardíaco (DC) Redução da Arritmia Redução da Dispnéia e Cansaço Aumento da Perfusão Tecidual Aumento do Débito Sanguíneo Renal Redução do Edema Efeitos Adversos .4 mg com 12h (3 Doses) >80% Biliar Glicosídeos Cardíacos .Amarelo  “Visão Amarela” .Digitálicos 1.Farmacocinética Propriedades Digoxina Lipossolubilidade Média Biodisponibilidade 75% Ligação à Proteínas Plasmáticas 20-40% T ½ .2-0.“Visão Branca” .125-0. Vômito 4.5 ng/mL Plasmática Concentração Terapêutica Tóxica >2 ng/mL Dose Diária 0.Eficazes na Falência Cardíaca com Ritmo Sinusal (Normal)?  Digoxina .Piora dos Sintomas e Diminui a Tolerância a Exercícios Usos Terapêuticos  Fibrilação Atrial  Insuficiência Cardíaca Crônica por Disfunção Sistólica Consequências do Uso de Digitálicos .5-1.05-2 mg 0.Diminui a Mortalidade por Falência Cardíaca.Pacientes com Insuficiência Cardíaca       Aumento do Inotropismo .Toxicidade Página 161 .8 em 8h (3 Doses) Metabolismo Hepático <20% Eliminação Renal Uso Clínico da Digoxina na Falência Cardíaca Digitoxina Alta >90% >90% 168 Dias 10-25 ng/mL >35 ng/mL 0. Pequeno Índice Terapêutico . Alterações Visuais  Escotomas .Taquicardia Ventricular 3.Eliminação 40h Concentração Terapêutica 0.5 mg Dose Digitalização 0.5-0.75 mg .Reservada para Pacientes com Falência Cardíaca e Fibrilação Atrial  Digoxina .Diploplia 5. Bloqueio Átrio-Ventricular 2. mas Aumenta a Mortalidade por Arritmias  Retirada de Digoxina .

[K+].1-2g Via Intravenosa (IV)  Carvão Ativado ou Colestiramina .Lidocaína ou β-Bloqueador  Imunoterapia Antidigoxina .Marcapasso Ventricular Temporário pode ser necessário  Corrigir Hipocalemia [K+] .Digoxina.Administração de K+ Intravenosa (IV) ou Via Oral (VO) e monitorar os níveis plasmáticos  Sulfato de Magnésio (MgSO4) .Intoxicação Digitálica 1. Uréia e Creatinina  Hipocalemia [K+] .Fab fragmentos para Digoxina  Intoxicação Grave . Confusão Mental Vertigem Nervosismo. Insônia Depressão Verificar Nível Plasmático .Aumenta Eliminação Gastrointestinal  Antiarrítmicos . Sintomatologia  Náuseas e Vômitos  Arritmias .ESV-TV  Alterações Visuais 2.Sem Antídoto Interações Medicamentosas .Fator de Risco para Toxicidade Digitálica Tratamento das Arritmias causadas por Toxicidade de Digoxina  Interromper Administração/Ajuste da Dosagem  Atropina .Digoxina Interação Medicamentosa .Anticorpo Antidigitálico . Tratamento  KCl Venoso  Lidocaína Toxicidade Digitálica Sistemas Trato Gastrointestinal Sintomas Anorexia Náuseas e Vômitos Dor Abdominal Visual Visão Turva e Halos Amarelo/Verde Cardíaco Arritmias Atriais e Ventriculares Bloqueio Átrio-Ventricular Neurológico Fadiga Delírio.Aumentam o Efeito da Digoxina     Eritromicina Tetraciclina Omeprazol Quinidina     Propafenona Hipocalemia Diuréticos Glicocorticoides     Simpaticomiméticos Verapramil Amiodarona β-Bloqueadores Página 162 .

Digoxina .Interações Farmacocinéticas Monitorar [Digoxina] sérica .Diminuição da Concentração Plasmática (Cp) da Digoxina Interações Farmacodinâmicas Monitorar Eletrocardiograma  Bloqueadores β -Adrenérgicos e Verapramil/Diltiazem  Diminuição da Condução/Automaticidade do Nó Sino-Atrial ou Átrio Ventricular  Diminuição da Contratilidade  Diuréticos  Aumento do Efeito da Digoxina  Risco de Intoxicação Digitálica  Simpaticomiméticos  Aumento da Automaticidade Página 163 . Amiodarona. Nifedipina  Diminuem o Clearance e/ou Volume de Distribuição . Quinidina.Diminuição da Contração Plasmática (Cp) da Digoxina  Tiroxina  Aumento do Volume de Distribuição e Clearance Renal .Aumento da Concentração Plasmática (Cp) de Digoxina  Ciclosporina  Diminuição da Função Renal Diminuem a Contração Plasmática (Cp) da Digoxina  Colestiramina.Janela Terapêutica estreita . Omeprazol.Aumentam a Concentração Plasmática (Cp) da Digoxina  Eritromicina.Diminuem a Contração Plasmática (Cp) da Digoxina  Albuterol  Aumento do Volume de Distribuição . Verapramil. Neomicina. Tetraciclina  Aumento da Absorção . Sulfasalazina  Diminuem a Absorção . Diltiazem.1-2 ng/mL Aumentam a Concentração Plasmática (Cp) da Digoxina  Captopril (Inibidor da ECA). Propafenona.

Emergência  Insuficiência Cardíaca Severa Refratária a Agentes Orais Página 164 .Infusão Contínua T ½ Vida .Catecolaminas  Catecolaminas se ligam ao Receptor Adrenérgico β1 Cardíaco  Ativa Proteína Gs .Promove o Aumento do Ca+ Intracelular  Aumento da Contratilidade Cardíaca .Inotropismo Positivo  (+) Dobutamina  Agonista Parcial α1 + Agonista β2 Potente . Noradrenalina.Inotropismo Positivo Dobutamina Efeitos Farmacológicos  (-) Dobutamina  Agonista α1 Potente .Dobutamina    Administração Intravenosa (IV) .Principais Agentes Inotrópicos Positivos .Não Digitálicos Catecolaminas .Ativa enzima Adenilil Ciclase .Alto Consumo de Oxigênio (O²) no miocárdio  Cuidado com o uso durante Isquemia Miocárdica Atividade Adrenérgica das Catecolaminas Catecolaminas/Receptores α1 α2 β1 + ++ Dopamina 0 / +++ Dobutamina + 0 +++ Noradrenalina +++ +++ + Isoproterenol 0 0 +++ β2 ++ + 0 Dopa +++ 0 0 +++ 0 Mecanismo de Ação Inotrópico .2 min Sem necessidade de Dose de Ataque Usos Terapêuticos  Insuficiência Cardíaca Aguda .Vasoconstrição.Dobutamina. Inotropismo Positivo  Agonista β1 Fraco . Dopamina.Diminuição da Vasoconstrição da (-) Dobutamina Balanço entre os Efeitos dos Enantiômeros  Inotropismo Positivo  Vasodilatação  Aumento do Fluxo Sanguíneo Renal Farmacocinética . Isoproterenol (Agonista β)  Rápido inicio de Ação .Aumenta os níveis intracelulares de AMPc  Aumento do AMPc Intracelular .

5 ug/Kg/min  Efeitos Desejados  Agir sobre Receptores Dopaminérgicos (+)  Vasodilatação Renal. Taquicardia. Hipoperfusão Renal.Vasodilatação.Deve ser administrada somente Intravenosa (IV). Hipotensão  Cuidado . Vômitos.Aumenta Resistência Vascular Periférica (RVP) Aumenta a Pressão Arterial (PA)  Efeitos Adversos  Vasoconstrição Periférica.5 a 10 ug/Kg/min  Efeitos Desejados  Age sobre Receptores β1  Aumento da Contratilidade Miocárdica . Escaras e Gangrena de Extremidades Página 165 . Arritmias e Agravamento da Vasoconstrição Pulmonar Médias Doses . Hipertensão. cuidado para não extravasar. Mesentérica e Esplâncnica  Aumento da Diurese  Efeitos Adversos . Náuseas e Vômitos Altas Doses > 10 ug/Kg/min  Efeitos Desejados  Receptores α1  Vasoconstrição das Arteríolas e Veias . pois pode acarretar em intensa vasoconstrição local e necrose tecidual  Náuseas.Aumenta o Volume Sistólico  Aumenta a Diurese  Mínimo Efeito sobre a Frequência Cardíaca (FC)  Efeitos Adversos  Palpitações.Taquiarritmias Dopamina Efeito Dose-Dependente D1 > β1 > α1  Mais Arritmogênica que Dobutamina (Maior Risco de Piorar Angina)  Considerar associação de baixas doses com Dobutamina Baixas Doses < 2.Efeitos Colaterais     Piora da Angina Aumento da Isquemia Tolerância Arritmias . Taquiarritmias.

Aumento de AMPc Intracelular  Relaxamento Milrinona.Bipiridinas Agente de 1° Geração .Catalisa a reação de Inativação do AMPc AMPc -----Fosfodiesterase III (PDE III) -----> AMP Inativo Aumentam os níveis Intracelulares de AMPc Miócitos Cardíacos       Aumento do AMPc Intracelular .Renal Inibidores da Fosfodiesterase .1. Xantinas .Aumenta Efluxo de [K+]  Vasodilatação Músculo Liso . Amrinona.Promove Relaxamento .Atualmente com Uso Limitado Página 166 .Vasodilatadores (Inodilatadores) Milrinona.Aumenta o Débito Cardíaco (DC) Cronotrópico Positivo . Amrinona (Inanrinona) Pertencem a uma Nova Classe de agentes .Aumenta a Frequência Cardíaca (FC) Músculo Estriado .Vasodilatação  Inibe Canais de [Ca+] .Diminuindo o Influxo de [Ca+] para o Interior das células do Músculo Liso  Diminuindo o [Ca+] Intracelular  Ativa Canais de [K+] .Ativa a Proteína Quinase A (PKA) PKA Fosforila Canais de [Ca+] Aumentando [Ca+] Intracelular Diminui a Saída de [K+] Inotrópico Positivo .Aumento de AMPc Intracelular  Contração Músculo Liso Vascular .Inodilatadores  Milrinona  Amrinona  Xantinas Mecanismo de Ação .Farmacocinética     Administração Intravenosa (IV) T ½ Vida .Inibem a enzima Fosfodiesterase III (PDE III)   Enzima Fosfodiesterase III .Artérias e Veias  Aumento do AMPc Intracelular .Parte é transformada em Noradrenalina e Adrenalina  Excreção .7 min Não atravessa Barreira Hemato-Encefálica (BHE) Metabolizada e Inativada pela MAO e COMT .Inotrópicos .

Menor Tempo ½ Vida comparado a Amrinona  T ½ Vida sem Insuficiência Cardíaca (IC) .Provoca Efeitos Colaterais Intoleráveis T ½ Vida .Parenteral Via Oral (VO) .150 min Página 167 . Atividade não é mediada por Receptores .Efeito Inotrópico Positivo + Efeito Vasodilatador (Arteriolar e Venoso)  Inotrópico .30-60 min  T ½ Vida com Insuficiência Cardíaca (IC) .15x mais Potente que a Amrinona Melhora o Débito Cardíaco .Diminuição da Resistência Vascular Periférica. porém um Vasodilatador Mais Potente Farmacocinética     Maior Seletividade para Fosfodiesterase III (PDE III) Administração .Aumento do Ca+ no Interior dos Miócitos  Vasodilatação .Milrinona é um Inotrópico Menos Potente. Vasodilatador.Pois melhora Contratilidade Vasodilatação . da Resistência Vascular Pulmonar e da Pré-Carga Único agente que melhora a Função do Ventrículo Direito Comparativamente com a Dobutamina . Lusitrópico  Aumento da Força de Ejeção  Aumento da Frequência Cardíaca  Aumento da extensão do Relaxamento do Miocárdio  Preferível usar a Milrinona  Mecanismo de Ação Misto .Maior condutância a [K+] (gK+) e Aumento do Óxido Nítrico  Diminuição da Resistência Vascular Periférica  Aumento do Débito Cardíaco  Pouca alteração na demanda de O²  Efeito sobre a Frequência Cardíaca (FC) e Pressão Arterial (PA) depende da dose  Predominância do Efeito Vasodilatador .Baseia-se na Inibição seletiva da Fosfodiesterase III  Provocando um Acúmulo de AMPc no Miocárdio  Aumento do AMPc Intracelular .1-2 h .Efeitos Inotrópico.Bloqueio da Fosfodiesterase III (PDEIII) + Bloqueio de Canal de Na+ Efeitos Farmacológicos  Inodilatadores .Queda da Pressão Arterial com Aumento da Frequência Cardíaca Usos Terapêuticos  Insuficiência Cardíaca Aguda em pacientes hospitalizados  Insuficiência Ventricular Esquerda Milrinona      Droga de 2° Geração .

 Excreção - 10-40% Inalterados na Urina
 Efeitos Colaterais mais Raros
Efeitos Adversos





Aumenta levemente o Consumo de Oxigênio pelo Miocárdio - Menos que a Dobutamina
Arritmias Cardíacas
Isquemia Miocárdica
Hipotensão Arterial
Aumento de Lipídios - Triglicerídeos e LDL
Maior Mortalidade com Uso em Longo Prazo

Amrinona (Inanrinona) - Farmacoinética



T ½ Vida sem Insuficiência Cardíaca (IC) - 2-4 h
T ½ Vida sem Insuficiência Cardíaca (IC) - 12 h
Maior Duração de Efeitos Colaterais
Necessidade de Dose de Ataque

Efeitos Colaterais - Inibidores da Fosfodiesterase III





Tolerância com perda da atividade
Arritmias Cardíacas - Taquicardia Ventricular
Trombocitopenia - Maior probabilidade para Amrinona
Náuseas e Vômitos
Hepatotoxicidade - Alteração das Enzimas Hepáticas
Toxicidade da Medula Óssea

Sensibilizadores de Cálcio
Levosimendan

Levosimendan - É um revolução no mundo dos Agentes Inotrópicos
Nova estratégia no tratamento da Insuficiência Cardíaca Descompensada

Antiga estratégia terapêutica para compensar a Disfunção Contrátil Sistólica

Agentes Inotrópicos
 Aumento do [Ca+] Intracelular
 Aumento do Consumo de O²
Mecanismo de Ação

Mais Arritmogênicos

 Inotropismo - Sensibilização de Cálcio através da Ligação Reversível à Troponina C Aumentando a Contratilidade
 Aumenta a Contratilidade Cardíaca - Aumenta a Afinidade do Ca+ pela Troponina C
 Sem Aumentar o [Ca+] Intracelular
 Vasodilatação - Abertura de Canais de K+ sensíveis à ATP

Página 168

 Inibe Fosfodiesterase III (PDE III) - Efeito Vasodilatador
 Diminui Interleucina 6 (IL-6) e Fatores de Apoptose Cardíaca
Efeitos Farmacológicos




Inotropismo Positivo - Efeito sobre a Troponina C
Vasodilatação - Ativação de Canais de K+ ATP-Dependentes
Redução da Pré e Pós-Carga - Redução da Resistência Vascular Sistêmica e Pulmonar
Aumento da Performance Miocárdica sem alteração substancial no consumo de O²
Diminui Mortalidade a curto e médio prazo

Farmacocinética




Administração - Via Intravenosa (IV)
T ½ Vida - 1h
Metabólito Ativo - T ½ Vida Longo entre 75-80h
97-98% -de Ligação à Proteínas Plasmáticas - Albumina
Metabolismo Hepático e Eliminação Renal e nas Fezes

Efeitos Adversos





Bem Tolerado - Cefaleia e Hipotensão
Taquicardia - Taquicardia Ventricular
Isquemia Miocárdica
Fibrilação Atrial
Extrassístoles
Palpitações

Não aumenta o Risco de Hipotensão e Isquemia em pacientes com Insuficiência Cardíaca por
Infarto do Miocárdio
Cuidado - Pacientes com Insuficiência Respiratória e Hepática, Hipotensão Severa, Taquicardia
Severa- Corrigir Hipovolemia previamente
Efeitos Clínicos





Aumento o Índice Cardíaco sem aumentar o Consumo de O² (MVO²)
Diminui a Pressão Capilar Pulmonar
Diminui Pré e Pós-Carga
Aumenta o Fluxo Coronário
Não tem Efeito Adverso na Função Diastólica
Baixo Potencial para Arritmia

Usos Terapêuticos
Insuficiência Cardíaca Aguda - Emergência
Falência Ventricular Aguda

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Perspectiva
Falência Cardíaca - Redução do Débito Cardíaco
 Fármaco - Digitálicos - Diminuem Sintomas e Hospitalização
Falência Cardíaca - Aumenta Angiotensina II
 Estimula Síntese e Secreção de Aldosterona
 Retenção de Na+ e H²O
 Fármaco - Espironolactona (Inibidor da ECA)
Falência Cardíaca - Aumenta Catecolaminas
 Estimulam o Remodelamento Cardíaco
 Fármaco - β-Bloqueadores
Falência Cardíaca - Aumenta Endotelina
 Aumenta a Contratilidade Miocárdica
 Diminui Frequência Cardíaca
 Vasoconstrição
 Estimula Vasopressina
 Fármaco - Bloqueadores de Receptores de Endotelina
Falência Cardíaca - Aumenta Peptídeo Natriurético Atrial (PNA)
 Vasodilatação
 Aumenta Filtração Glomerular
 Diminui secreção de Aldosterona
 Diminui secreção de Vasopressina
 Fármaco - Peptídeo Nesiritide
 Fármaco - Omapatrilat (Oral) - Inibe degradação do Peptídeo Natriurético Atrial e
Bloqueia a Enzima Conversora de Angiotensinogênio (I-ECA)

Agentes Inotrópicos Negativos
 Bloqueadores dos Receptores β-Adrenérgicos
 Bloqueadores dos Canais de Ca+

Página 170

Vasodilatação Músculo Liso .Vasoconstrição Relaxamento  Miosina Fosfatase .Produz Segundos Mensageiros IP³ e DAG.Menores que as Fibras Musculares Esqueléticas  Contém Actina e Miosina  Não contém o Complexo de Troponina Contração e Relaxamento do Músculo Liso  Ligação de Neurotransmissores (Agonistas) a receptores da Membrana do Músculo Liso  Ativam Proteína Gq . Farmacologia da Contração e Relaxamento do Músculo Liso Músculo Liso Vascular  Contração . O IP³ age aumentado o Ca+ Intracelular e o DAG ativa a Proteína Quinase C (PKC)  IP³ .Vasoconstrição  Dilatação .Faz com que o Ca+ se ligue a Calmodulina .Formando o Complexo Ca+ .Age sobre o Receptor de IP³ (IP³R) no Retículo Sarcoplasmático .Provocando a liberação de substâncias que vão gerar à sua ação Ação Direta  Agem de maneira Direita para realizar a Vasodilatação Página 171 .Ativa a ATPase da Miosina.Ativado promove a Entrada de Ca+ na célula por Canais de Cálcio [Ca+] Tipo L .Ativa Quinase da Cadeia Leve da Miosina (MLCK)  Quinase da Cadeia Leve da Miosina (MLCK) .Aumentando a concentração de Ca+ Intracelular  Canal de Cálcio controlado por Ligantes .3.Calmodulina  Complexo Ca+ .Aumentando a concentração de Ca+ Intracelular  Aumento do Ca+ Intracelular .Realiza a Desfosforilação da Miosina  Relaxamento da Musculatura Lisa Fármacos Vasoativos Ação Indireta  Agem no Endotélio Vascular .Calmodulina .Aspectos  Fibras Musculares Lisas .4. formando Miosina-P  Miosina-P .Realiza a Fosforilação da Miosina. promovendo a Ligação da Miosina à Actina  Contração .Ativa a Fosfolipase C (PLC) .

Relaxamento da Musculatura Lisa Inativa Quinase da Cadeia Leve da Miosina (MLCK) . Prostaglandinas Inibidores da Fosfodiesterase (PDE) Fármacos Vasodilatadores Principais Efeitos  Aumento do Fluxo Sanguíneo Tecidual Local  Redução da Pressão Arterial (PA) e Pressão Venosa Central  Redução da Pré e Pós-Carga Usos Terapêuticos     Hipertensão Angina Arritmias Insuficiência Cardíaca Bloqueadores dos Canais de Cálcio [Ca+] Tipo L Bloqueadores dos Canais de Ca+ .Inibem o Aumento do Ca+ Intracelular     Inibindo a Formação do Complexo Ca+ Calmodulina Não Ativando a Quinase da Cadeia Leve da Miosina (MLCK) .Realiza a Desfosforilação da Miosina .Ativam Miosina Fosfatase Miosina Fosfatase .Vasoconstritores  Agonistas .Noradrenalina.Adenosina. Agonistas β2     Estimulam o Aumento do AMPc/GMPc Intracelular Aumento de AMPc/GMPc Intracelular .Impedindo que a Cadeia Leve de Miosina seja fosforilada Impedindo a Contração do Músculo Liso Relaxamento . Histamina.Relaxamento do Músculo Liso Vascular Propriedades Farmacológicas Ação Direta Página 172 . β Agonistas. Angiotensina Vasodilatadores     Ativadores dos Canais de K+ Bloqueadores dos Canais de Ca+ Agonistas . Peptídeo Natriurético Atrial (ANP).Vasodilatação Óxido Nítrico (NO).

Verapramil Constipação . Hipotensão e Cefaleia .Geram Hiperpolarização da Células  Vasodilatação Arteriolar Propriedades Farmacológicas Ação Direta  Vasodilatação Arteriolar . Diltiazem) Inotropismo e Dromotropismo Negativos .Verapramil Tonteira.Diidropiridinas Farmacocinética Parâmetros Absorção Via Oral (VO) % Biodisponibilidade (%) Inicio da Ação (min) Emax (h) Ligação Proteica (%) T ½ Vida (h) Excreção Renal (%) Fecal (%) Verapramil >90 20 90 .Bloqueador Vasodilatação Arteriolar Inotropismo Negativo (-) Cronotropismo Negativo (-) Dromotropismo Negativo (-) Frequência Cardíaca (FC) Nifedipina Nimodipina Diltiazem Verapramil 5 5 3 4 1 1 2 4 1 1 5 5 0 0 4 5    Efeitos Colaterais     Taquicardia (Nifedipina) x Bradicardia (Verapramil.11 Diltiazem >90 40 < 30 3-5 90 5 70 15 90 10 30 70 Ativadores de Canais de Potássio [K+] ATP sensíveis Minoxidil (Inativo) ---Sulfotransferase Hepática ----> Minoxidil Sulfato (Ativo)  Minoxidil Sulfato (Ativo)  Diazóxido  Ativam Canais de K+ Sensíveis à ATP  Canais de K+ Sensíveis a ATP Ativos .Associar a Diuréticos de Alça (Minoxidil) Página 173 .Queda da Resistência Vascular Periférica (RVP) e Queda da Pressão Arterial (PA)  Aumento do Reflexo do Débito Cardíaco .120 5 90 4-8 Nifedipina >90 60 .Aumento da Frequência Cardíaca e da Contratilidade  Vasodilatação Arteriolar Renal Efeitos Colaterais  Retenção de Fluídos .80 < 20 1-2 90 5 .

Via Intravenosa (IV).Doador de Óxido Nítrico (NO)  Nesiritide .Realiza a Desfosforilação da Miosina .Aumenta os níveis Intracelulares de GMPc Aumento do GMPc Intracelular .Boa Absorção pelo Trato GastroIntestinal (TGI).20-60 h   Metabolismo Hepático Eliminação Renal Nitratos Orgânicos e Nitroprussiato  Nitroprussiato .Doador Direito de Óxido Nítrico (NO)  Nitroprussiato de Sódio -.3-4 h Diazóxido .Nitratos    Queda da Resistência Vascular Diminuição da Pressão de Enchimento do Miocárdio Diminuição do Volume Sistólico Relaxamento de Arteríolas       Diminuição da Resistência Vascular Periférica Redução da demanda de O² Aumento da Redistribuição do Fluxo Sanguíneo Coronariano Modesta inibição da Agregação Plaquetária Relaxamento de outros tipos de Músculo Liso Aumento da atividade da Guanilato Ciclase (GC) Página 174 .Ativa Enzima Guanilato Ciclase (GC) GTP ----.Associar a β -Bloqueadores Hipertricose .Aumentando o GMPc       Óxido Nítrico (NO) Intracelular .Relaxamento do Músculo Liso Vascular Relaxamento de Veias .Fotossensível -> Convertido em Cianeto e Óxido Nítrico (NO)  Nitratos Orgânicos (Nitroglicerina) .    Aumento do Débito Cardíaco (DC) e do Consumo de O² .Diazóxido Prolongamento do Trabalho de Parto .Relaxamento da Músculo Liso Inativa Quinase da Cadeia Leve da Miosina (MLCK) . T ½ Vida .Enzima Redutase do Músculo Liso (Radicais Sulfidrila)--> S-Nitrosotiol  Enzima Redutase do Músculo Liso .Peptídeo Natriurético Recombinantes  Atua Diretamente na Enzima Guanilato Ciclase (GC) .Doador Indireto de Óxido Nítrico (NO)  Nitratos Orgânicos -.Diazóxido Farmacocinética Minoxidil . T ½ Vida .Mais presente em Veias > Artérias  S-Nitrosotiol .Minoxidil Intolerância a Glicose .Ativam Miosina Fosfatase Miosina Fosfatase .Guanilato Ciclase ------> GMPc Guanilato Ciclase (GC) Ativa .

Aumento do Débito Cardíaco (DC).Relaxamento do Músculo Liso Vascular Propriedades Farmacológicas  Vasodilatação Arteriolar .Ativam Miosina Fosfatase  Miosina Fosfatase .Efeitos Colaterais Nitroprussiato .Intravenoso (IV)   Vasodilatação Excessiva Uso Prolongado . e Aumento da Secreção de Renina  Aumento da Eficácia com Nitrovasodilatadores Página 175 .Toxicidade e Acúmulo de Cianeto/Tiocianato .Realiza a Desfosforilação da Miosina .Aumento do GMPc  Nitratos Orgânicos e Nitroprussiato  Aumento da Atividade da Adenilato Ciclase .Queda da Resistência Vascular Periférica e da Pressão Arterial  Aumento do Reflexo da Atividade Simpática .Aumento do AMPc  Agonista β2-Adrenérgicos  Inibição da Atividade das Fosfodiesterases  Teofilina . da Frequência Cardíaca (FC) e Contratilidade.Aumento do GMPc Intracelular  Aumento do GMPc Intracelular .Relaxamento da Músculo Liso  Inativa Quinase da Cadeia Leve da Miosina (MLCK) .Seletiva para Fosfodiesterase Tipo III (PDE III) Hidralazina Mecanismo de Ação Desconhecido .Não-Seletiva  Milrinona .Fraqueza e Náuseas Nitratos Orgânicos     Cefaleia Tonteira e Fraqueza Hipotensão Postural Tolerância e Dependência Farmacocinética Nitroprussiato (Fotossensível)   Intravenoso (IV) Ação Rápida   Eliminação Renal T ½ Vida = 3 Dias Nitratos (Dinitrato de Isossorbida)   Administração Sublingual (SL) Metabólitos Mononitrados  T ½ Vida = 45 min Fármacos que Aumentam as concentrações de Nucleotídeos Cíclicos Citoplasmáticos  Aumento da Atividade da Guanilato Ciclase .

Náuseas.Age sobre o Receptor AT I  Vasoconstrição .Aumentando a Resistência Vascular Periférica (RVP) .Calicreína ------> Bradicinina  Bradicinina  Realiza Vasodilatação  Bradicinina  Estimula a liberação de Prostaglandinas (PGLs) e Óxido Nítrico (NO) Bradicinina ----.Inibindo a Conversão de Angiotensina I em Angiotensina II  Inibidores da ECA (I-ECA)  Inibem a Cininase II . Angina Doença do Soro.Renina ------> Angiotensina I  Angiotensina I -----Enzima Conversora de Angiotensina I (ECA) ------> Angiotensina II  Angiotensina II .Metabolismo de 1° Passagem T ½ Vida = 1h Sistema Renina-Angiotensina-Aldosterona (SRAA) Queda da Pressão Arterial  Aumento da Secreção de Renina  Angiotensinogênio ---. Vasculite e Glomerulonefrite Síndrome semelhante ao Lúpus Eritematoso .Aumentando a Pressão Arterial (PA)  Estimula o Remodelamento Cardíaco  Age sobre as células do Córtex da Adrenal .I-ECA Propriedades Farmacológicas Ação Indireta  Inibidores da ECA (I-ECA)  Inibem a Enzima Conversora de Angiotensina I (ECA) .Inibindo a Degradação da Bradicinina  Aumento da Pré e Pós-Carga  Redução da Pressão Arterial  Redução da Secreção de Aldosterona  Aumento do Débito Cardíaco  Melhora Função Endotelial  Previne Remodelamento Cardíaco e Vascular na Insuficiência Cardíaca Página 176 .Efeitos Colaterais     Cefaleia. Anemia Hemolítica.Dose x Metabolismo Interação com Piridoxina . Rubor Facial.Cininase ------> Metabólitos Inativos Inibidores da Enzima Conversora de Angiotensina . Hipotensão.Estimulando a Secreção de Aldosterona  Aumento Secreção de Aldosterona . Palpitação.Formação de Hidrazonas  Polineuropatia Farmacocinética    Boa absorção pelo Trato GastroIntestinal (TGI) Baixa Biodisponibilidade .Aumento da Pressão Arterial Cininogênio ----.Reabsorção de Na+ e H²O .

Sistema Nervoso Central (SNC) Atividade Antiproliferativa Propriedades Farmacológicas Ação Indireta  Redução da Pré e Pós-Carga .AT1 x AT2 AT1   Localização .Ativa Fosfolipase C (PLC) . Cérebro.Efeitos Colaterais       Tosse Seca Hipotensão Arterial .Aumenta a concentração de Ca+ Intracelular  DAG .A PLC converte o PIP² produzindo segundos mensageiros IP³ e DAG  IP³ . e Liberação Adrenal de Catecolaminas  Redução da Hipertrofia e Hiperplasia Celular  *Em Pacientes que tenham Tosse Seca ou Angioedema com I-ECA Efeitos Colaterais  Hipercalemia  Disfunção Hepática Página 177 . Coração.Se liga ao Receptor AT 1  Receptor AT1 Ativado .Bloqueio Competitivo Irreversível AT2   Localização . Rim.Ativa Proteína Gq . Adrenal Antagonista do Receptor AT1  Losartan .Bloqueio Competitivo Reversível  Outros Antagonistas do Receptor AT1 .Irá Fosforilar outras proteínas Receptores para Angiotensina II (BRA) . Tônus Simpático.Ativa a Proteína Quinase C (PKC) .Medula Adrenal.Captopril Rubor Facial Proteinúria Hipercalemia Angioedema Farmacocinética Fármaco Pró-Droga Ligação Proteica (%) T ½ Vida (h) Não Biodisponibilidade (F) Via Oral 70 Captopril 30 2 Enalapril Sim 50 50 11 Lisinopril Não 25 10 13 Antagonistas do Receptor AT1 para Angiotensina II (BRA) Angiotensina II .Vasos.Redução da Pressão Arterial  Redução da Secreção de Aldosterona  Diminuição da Neurotransmissão Noradrenérgica. Rim.

Inotrópicos .Diminuindo o Influxo de [Ca+] para o Interior das células do Músculo Liso  Diminuindo o [Ca+] Intracelular  Ativa Canais de [K+] .Aumenta Efluxo de [K+]  Vasodilatação Levosimendan Mecanismo de Ação  Inotropismo .Agonistas α1-Adrenérgicos Agonistas α1-Adrenérgicos .Adrenalina e Noradrenalina  Receptor α1 .Vasodilatadores (Inodilatadores)     Milrinona .Irá Fosforilar outras proteínas  Aumento do Ca+ Intracelular .Aumenta a Afinidade do Ca+ pela Troponina C  Sem Aumentar o [Ca+] Intracelular  Vasodilatação .Aumenta a concentração de Ca+ Intracelular  DAG .Ativa a Proteína Quinase C (PKC) .Vasodilatação  Inibe Canais de [Ca+] .Efeito Vasodilatador  Diminui Interleucina 6 (IL-6) e Fatores de Apoptose Cardíaca Fármacos Vasoconstritores .Estimula a Contração do Músculo Liso Página 178 .Promove Relaxamento .Inibe a enzima Fosfodiesterase III (PDE III) Enzima Fosfodiesterase III .Farmacocinética  Biodisponibilidade .A PLC converte o PIP² produzindo segundos mensageiros IP3 e DAG  IP3 .Ativa Fosfolipase C (PLC) .Ativa Proteína Gq .Sensibilização de Cálcio através da Ligação Reversível à Troponina C Aumentando a Contratilidade  Aumenta a Contratilidade Cardíaca .Catalisa a reação de Inativação do AMPc AMPc -----Fosfodiesterase III (PDE III) -----> AMP Inativo Aumentam os níveis Intracelulares de AMPc  Aumento do AMPc Intracelular .Via Oral (VO) < 50%  Ligação à Proteínas Plasmáticas > 90% Fármaco Losartan Candersartan Valsartan Eprosartan T ½ Vida (h) 1-3 3-4 2-4 1-2 Eliminação Renal e Biliar Renal e Biliar Renal e Biliar Hepática Observações Pró-Fármaco - Fármacos Inodilatadores Milrinona Mecanismo de Ação .Abertura de Canais de K+ sensíveis à ATP  Inibe Fosfodiesterase III (PDE III) .

GAT-1 Diminuindo a Recaptação de GABA para o Interior das Células Diminuindo assim a degradação de GABA Aumentando a Concentração Extracelular de GABA .Glicólise ------> Piruvato -----.Inibe a Glutamato Descarboxilase (GAD).Aumentam a Atividade do GABA Fármacos utilizados com Anticonvulsivantes Tiagabina     Inibidor Competitivo do Transportador de GABA 1 . Diminuindo assim a síntese de GABA Inibidores do Metabolismo do GABA .Localizada no Interior das Células.4.Ácido Gama-Aminobutírico Síntese do GABA  Derivada da Dieta ou da Conversão do Glicogênio  Glicose  Glicose ---.Via Ciclo de Krebs -----> α-Cetoglutarato  α -Cetoglutarato ---.GABA-Transaminase (GABA-T) ----> Glutamato  Glutamato --.Glutamato Descarboxilase (GAD) --> GABA (Ácido GamaAminobutírico) Transportadores Vesiculares de Aminoácidos Inibitórios (VIAAT) . é uma enzima mitocondrial que catalisa a reação de Inativação do GABA  GABA -----. e a Exocitose do GABA para a Fenda Sináptica Metabolismo do GABA  Transportador de GABA 1 (GAT-1) .Piruvato Desidrogenase (PDH) ----> Acetil-CoA  Acetil-CoA + Oxaloacetato ----.Promove o Influxo de Ca+ para a Fibra Pré-Sináptica.4. Neurotransmissores .Acondiciona o GABA em Vesículas Pré-Sinápticas Potencial de Ação .Transmissão GABAérgica e Glutamatérgica GABA .Aumentando sua Ação Vigabatrina (γ-vinil GABA)     Inibidor Irreversível da GABA Transaminase (GABA-T) Bloqueia a conversão do GABA em Semi-Aldeído Succínico (Metabólito Inativo) Diminuindo a Inativação de GABA no interior das células Aumentando as Concentrações Intracelulares de GABA e Aumentando sua Liberação Página 179 . promovendo a fusão das Vesículas contendo GABA com a Membrana Pré-Sináptica.GABA-Transaminase (GABA-T) -----> Inativação do GABA  Alilglicina .Realiza a Remoção do GABA do espaço extracelular  GABA no Meio Extracelular ---Transportador de GABA (GAT-1)---> GABA no Interior das Células  GABA-Transaminase (GABA-T) .

Contém vários Sítios Alostéricos (Moduladores). θ  Poro Iônico Central do Receptor de GABA A .Sono  α2 e/ou α3 . ε.Ligam-se a 2 Sítios localizados em porções extracelulares do Receptor entre as Subunidades α e β  Receptores de GABA A .Membrana Pós-Sináptica no Sistema Nervoso Central (SNC)  Receptor GABA A . α2. Zopiclone.α (1-6).Interferências Medicamentosas Subunidades . α6.Canal Iônico regulado por Neurotransmissores  Localização .NÃO-Sensíveis aos Benzodiazepínicos  Formado por Subunidades α4. γ (1-3). β (1-3). aonde se ligam outros Ligantes Endógenos e/ou Fármacos (Benzodiazepínicos e Barbitúricos) Receptor GABA A . δ.Ansiedade  α5 .Zaleplon Metabotrópico . organizadas formando um Poro Iônico Central circundado por 5 Subunidades.Pentâmero formado por Glicoproteínas transmembranas.Seletivo para passagem de Íons Cloreto [Cl-]  GABA e outros Agonistas .Memória Subunidades . γ1 ou δ Página 180 . α3 e α5  α1 .Receptores de GABA GABA A GABA B GABA C Tipo Local Ionotrópico Pós-Sináptico Efeitos Abertura de Canais de ClResposta Rápida Agonistas Muscinol.Gi ou Gq Pré e Pós-Sináptico Principalmente Medula Espinhal Inibe Adenilil Ciclase Abertura de Canais de K+ e Fechamento de Canais de Ca+ Baclofen Usado como Relaxante Muscular na Esclerose Múltipla Faclofen - Picrotoxina Zinco Receptor GABA A  Receptor Ionotrópico .Sensíveis aos Benzodiazepínicos  Formado por Subunidades γ e α1. Gaboxadol Ionotrópico Pós-Sináptico Retina Abertura de Canais de ClResposta Lenta - Antagonistas Moduladores Bicuculina. π. cada uma possuindo 4 domínios que atravessam a Membrana  16 Subunidades diferentes do Receptor de GABA A . Picrotoxina Benzodiazepínicos (Ansiedade/Epilepsia/Insônia /Relaxante Muscular) Barbitúricos (Epilepsia) Drogas Z (Insônia) Zolpiden.

Alvo de Drogas Hipnótico-Sedativas como as Drogas Z (Zolpidem.Receptor GABA A Benzodiazepínicos Mecanismo de Ação . Via Oral (VO) Ligação a Proteínas Plasmáticas Metabolismo Hepático . Zolpiclone.Inibe a Metabolização Hepática pela CYP3A4 dos Benzodiazepínicos.Benzodiazepínicos     Moduladores Alostéricos Positivos de GABA A Atuam sobre as Subunidade α1. Zaleplon) que são seletivas para α1  Subunidade α2 ou α3 .Regulam o Sono. o aumento da concentração do Fármaco não provoca o aumento de seus efeitos Usos Clínicos      Ansiolíticos Sedativos Anticonvulsivantes e Antiepilépticos Relaxantes Musculares Tratamento da Insônia Farmacocinética .Substância Depressora do Sistema Nervoso Central  Etanol .CYP3A4 Eliminação Renal . Diminuindo a Excitabilidade Neuronal  Subunidade α1 .“Efeito Teto”  Efeito Teto .Aumentam a FREQUÊNCIA de Abertura dos Canais de GABA A na presença do neurotransmissor GABA  Receptor GABA A . α2. α5 e γ Não Ativam Diretamente os Receptores GABA A na ausência de GABA Benzodiazepínicos .Glicuronídeo Benzodiazepínicos + Etanol (Álcool) . α3.A partir de determinada dose de Benzodiazepínicos.Sinergismo de Potenciação  Uso concomitante de Etanol e Benzodiazepínicos promove efeitos de Sinergismo de Potenciação sobre os Receptores GABA A  Etanol .Moduladores Alostéricos . provocando Hiperpolarização da Membrana Pós-Sináptica. Intravenosa (IV).Benzodiazepínicos      Lipofílicos Administração . permite a passagem de Íons Cloreto [Cl-] pelo seu Poro Iônico.Intramuscular (IM). Diminuindo a Depuração dos Benzodiazepínicos Página 181 .Amnésia Uso Seguro .Ativado.Ansiolíticos  Subunidade α5 .

Tálamo.Ativado.Agonista Inverso do Receptor GABA A Agonistas Inversos dos Receptores das Benzodiazepinas  Metil-β -carbolina-3-carboxilato (β-CCM)  Metil-6. Cerebelo  Sítio diferente dos Benzodiazepínicos  Barbitúricos .dimetoxi-4-etil.Aumentam o TEMPO de Abertura dos Canais de GABA A na presença do neurotransmissor GABA  Receptor GABA A .Medula.Benzodiazepínicos e Barbitúricos  Aumentam a Efeito do GABA sobre os Receptores GABA A . Diminuindo a Excitabilidade Neuronal  NÃO possui Efeito Teto Página 182 .Maior Influxo de [Cl-]  Moduladores Alostéricos Negativos . Córtex. Menor Influxo de Íons Barbitúricos Mecanismo de Ação .Antagonista Competitivo dos Benzodiazepínicos  Não Bloqueia os Efeitos do próprio GABA ou de Barbitúricos. somente Antagoniza os efeitos dos Benzodiazepínicos Espectro do Agonista na Ansiedade  Agonista  Ansiolítico  Hipnótico-Sedativo     Relaxante Muscular Anticonvulsivante  Agonista Parcial  Apenas Ansiolítico  Antagonista  Nenhum Efeito Clínico  Agonista Inverso  Pró-Mnésico .Diminuem a Atividade do Agonista sobre o Receptor Diminuindo a Abertura do Canal Iônico. provocando Hiperpolarização da Membrana Pós-Sináptica.Aumenta a Memória  Ansiogênico  Amnésico Dependência Pró-Convulsivante β-Carbolina .β -carbolina-3-carboxilato (DMCM) Modulação Alostérica Positiva (MAP) x Modulação Alostérica Negativa (MAN)  Moduladores Alostéricos Positivos . permite a passagem de Íons Cloreto [Cl-] pelo seu Poro Iônico.Barbitúricos  Moduladores Alostéricos Positivos de GABA A  Não Ativam Diretamente os Receptores GABA A na ausência de GABA  Aumentam a ação de GABA em GABA A .7. Tronco Encefálico. Flumazenil .

Exercendo Efeitos Inibitórios sobre as áreas de hiperatividade da Amígdala Ação do GABA sobre a Amígdala  Áreas de Ativação Normatizada  Diminui-se o Medo Página 183 .CYP450 Eliminação Renal Efeitos Colaterais   Tolerância e Dependência Fisiológica Abstinência Drogas Z  Zolpidem  Zolpiclone  Zaleplon  Subunidade α1 .Patologias Ansiedade e Medo Ansiedade e Medo Patológicos . podem aliviar a Ansiedade e o Medo  Por aumentarem a Estimulação do GABA sobre a Amígdala .Intravenosa (IV).Alças Corticoestriadas-Talâmicas-Corticais (CSTC)     PBN .Relacionado ao regulamento do Sono  Seletivas para Subunidade α1 do Receptor de GABA A  Drogas Hipnótico-Sedativas Receptores GABAérgicos no SNC .Usos Clínicos    Adjuvante em Anestesia Geral Anticonvulsivantes Substituídos pelos Benzodiazepínicos Farmacocinética     Altamente Lipofílicos Administração .Córtex Cingulado Anterior Hipotálamo Efeitos Terapêuticos Potenciais das Drogas GABAérgicas Amígdala  Amígdala recebe estímulos de Neurônios GABAérgicos que tem Efeito Inibitório sobre os impulsos que saem dela  Benzodiazepínicos ou Barbitúricos.Causados pela Hiperatividade dos Circuitos da Amígdala Áreas de Hiperatividade . Via Oral (VO) Metabolismo Hepático .Córtex Órbitofrontal ACC .Núcleo Parabraquial OFC .

Moduladores Alostéricos Positivos do Receptor GABA A . recorrentes.Interruptor “Ligado”  Núcleo Tuberomamilar (TMN) Ativo .Presença de ataques súbitos de Ansiedade. que Impulsos Sensoriais suficientes cheguem ao Córtex Vigília Normal Página 184 . acompanhados de sintomas físicos e afetivos  Benzodiazepínicos. Agonistas Parciais  Flumazenil .Envia Neurônios GABAérgicos que agem Inibindo o Núcleo Tuberomamilar  Núcleo Tuberomamilar Inibido .Diminuindo a Atividade GABAérgica Durante o Sono .Interruptor “Desligado”  Área Pré-Óptica Ventrolateral Ativa .Não promove a Estimulação via Neurônios Histaminérgicos para Córtex e Área Pré-Óptica Ventrolateral  Estimulando o Sono Moduladores Alostéricos de GABA-A  Drogas Z  Drogas Z .Antagonista Insônia Insônia .Agem aumentando a Inibição GABAérgica realizada sobre o Núcleo Tuberomamilar  Estimulando o Sono Antagonistas Seletivos H1  Antagonistas Seletivos H1 .Envia informações Via Neurônios Histaminérgicos para o Córtex e para a Área Pré-Óptica Ventrolateral (VLPO)  Histamina liberada pelo Núcleo Tuberomamilar realiza a Inibição da Área Pré-Óptica Ventrolateral . assim.Transtorno do Pânico  Alteração do “Ponto de Ajuste” dos sítios GABA A  Transtorno do Pânico .Impede a Estimulação do Córtex e da Área Pré-Óptica Ventrolateral por Neurônios Histaminérgicos derivados do Núcleo Tuberomamilar  Estimulando o Sono Atuação dos Neurônios GABAérgicos no Circuito Sono / Vigília  Sonolência Diurna Excessiva  Projeções Dopaminérgicas para o Núcleo Accumbens Hipoativas durante o Dia  Filtro pode não permitir que impulsos sensoriais suficientes cheguem ao Córtex  Sonolência Diurna Excessiva  Vigília Normal Aumentar as Neurotransmissões Dopaminérgicas durante o Dia Pode Reduzir o Filtro e permitir.

Não envia projeções Inibitórias Dopaminérgicas suficientes para o Núcleo Accubens e para o Córtex Pré-Frontal  Núcleo Accubens Ativo .GABA-Transaminase (GABA-T) ----> Glutamato Página 185 . Aspartato Origem . impedindo que Neurônios Glutamatérgicos suficientes cheguem ao Córtex Pré-Frontal  Sonolência Excessiva Glutamato Aminoácidos Excitatórios     Principal .Glicólise ------> Piruvato -----.Drogas Z* e Benzodiazepínicos  Drogas Z. impedindo que Neurônios Glutamatérgicos suficientes cheguem ao Córtex PréFrontal  Sonolência Diurna Excessiva  Modafinila. aumentado a ação do Filtro Talâmico.Ficam Inibidas as projeções GABAérgicas que atuam como o Filtro Talâmico.Piruvato Desidrogenase (PDH) ----> Acetil-CoA  Acetil-CoA + Oxaloacetato ----. assim permitindo que Neurônios Glutamatérgicos suficientes cheguem ao Córtex Pré-Frontal  Vigília e Alerta Sonolência  Área Tegmental Ventral Hipoativa . Glutamina (Células Gliais) Armazenamento em Vesículas Liberados por Exocitose Cálcio-Dependente Glutamato  Inativação . Benzodiazepínicos .Atuam estimulando a ação do GABA sobre Receptores GABA A promovendo.Via Ciclo de Krebs -----> α-Cetoglutarato  α -Cetoglutarato ---. NMDA (Pós-Sináptico). Cainato.AMPA. permitindo que Neurônios Glutamatérgicos suficientes cheguem ao Córtex Pré-Frontal  Vigília e Alerta  Moduladores Alostéricos Positivos de GABA A . impedindo que projeções GABAérgicas atuem como o Filtro Talâmico.Ciclo de Krebs (α -Cetoglutarato).Vigília  Área Tegmental Ventral Ativa .Recaptação Neuronal ou por Astrócitos mediada por Transportador  4 Receptores . Cafeína  Inibem o Núcleo Accubens. Metabotrópico (Pré e Pós-Sináptico) Síntese de Glutamato  Derivada da Dieta ou da Conversão do Glicogênio  Glicose  Glicose ---.Glutamato.Enviam projeções Inibitórias Dopaminérgicas para o Núcleo Accubens e para o Córtex Pré-Frontal  Núcleo Accubens Inibido .Permite que projeções GABAérgicas atuem como o Filtro Talâmico.

Acondiciona o Glutamato em Vesículas Pré-Sinápticas Potencial de Ação . deixando os Receptores NMDA Ativos  Receptor NMDA Ativo .Glutamina Sintetase (Células da Glia) ------> Glutamina Receptores de Glutamato Receptores Ionotrópicos     AMPA .Possuem a enzima Glutamina Sintetase que converte o Glutamato em Glutamina.N-metil-D aspartato Localização .Diminuindo o AMPc Intracelular Diminuindo o nível Intracelular de [Ca+] .Poro do canal na membrana se encontra bloqueado por Íons Magnésio [Mg2+]  Despolarização da Membrana + Ligação do Agonista (Glutamato) ao Receptor NMDA  Descola os Íons Magnésio [Mg2+].Alta permeabilidade a Cátions Cálcio [Ca+] e Sódio [Na+] Receptor NMDA  Receptor NMDA em Repouso .Permite o Influxo de [Ca+] Receptores Metabotrópicos  Grupo I  Localização .Terminal Pré-Sináptico  Receptor Metabotrópico Ativo . que é então Recaptada por Células Pré-Sinápticas para nova conversão em Glutamato  Glutamato ------.Glutaminase ------> Glutamato Transportadores Vesiculares de Glutamato (TVGlu) . e a Exocitose do Glutamato Transportadores de Aminoácidos Excitatórios (TAE) .Produz segundo mensageiro IP³ .Aumentando o nível Intracelular de [Ca+]  Grupo II e Grupo III  Localização . Vias Sensoriais Respostas Sinápticas Excitatórias Rápidas Receptor Ionotrópico Ativo .Ácido amino-3-hidroxi-5-metil-4-isoxazolpropiônico  Cainato  NMDA .Ativam Fosfolipase C (PLC) . promovendo a fusão das Vesículas contendo Glutamato com a Membrana Pré-Sináptica.Terminal Pós-Sináptico  Receptor Metabotrópico Ativo . Gânglios da Base.Córtex.Inibem a Adenilil Ciclase .Promove o Influxo de Ca+ para a Fibra Pré-Sináptica. Terminal Pré-Sináptico  Células da Glia  Produzem Glutamina  Glutamina ----.Diminuindo a Liberação de Glutamato Página 186 .Transporta Glutamato da Fenda Sináptica novamente para Neurônios Pré-Sinápticos ou para Células da Glia Células da Glia  Células da Glia .

Diminuem o AMPc Intracelular Diminuem a Liberação de Glutamato Ionotrópicos AMPA Ácido amino-3-hidroxi-5-metil-4-isoxazolpropiônico Cainato NMDA . Remacemida. gerando um Influxo de [Na+] e uma breve Despolarização da Fibra Pós-Sináptica Após Série Condicionante Receptores AMPA. mGluR5 Pós Sinápticos Ativam Fosfolipase C (PLC) .Produzem IP³ Grupo II mGluR2. mGluR8 Pré-Sinápticos Inibem Adenilil Ciclase .Função  AMPA e Cainato .Transmissão mais Lenta. mGluR6.Despolarizam Neurônios Agonista de AMPA . e a Exocitose do Glutamato  Glutamato na Fenda Sináptica  Receptor AMPA . Potencial de Longa Duração Despolarizante (LTP) e Depressão de Longa Duração (LTD). Excitoxicidade Metabotrópicos Grupo I mGluR1. gerando um Influxo de [Na+] e Despolarizando a Fibra Pós-Sináptica Página 187 .Ativado pelo Glutamato promove a abertura de Canais de [Na+].Quetamina (Anestésico). NMDA e Metabotrópicos . Gaciclidina (GK-11) e Memantina Plasticidade Sináptica  Potenciação a Longo Prazo  Aprendizagem e Memória no Hipocampo  Hiperalgesia Transmissão Normal  Apenas os Receptores AMPA são ativados  Receptor AMPA .Bloqueados por Íons Magnésio [Mg+] Cotransmissor .Promove o Influxo de Ca+ para a Fibra Pré-Sináptica.Piracetam e Aniracetam Usados na Demência Repouso .Neurotransmissão Excitatória Rápida  NMDA e Metabotrópico .Abre Canais de Ca+ Antagonistas . Fenciclidina (Agente Psicomimético). mGluR3 Grupo III mGluR4.Ativados  Potencial de Ação . promovendo a fusão das Vesículas contendo Glutamato com a Membrana Pré-Sináptica. Alterações Adaptativas e Patológicas a Longo Prazo (Plasticidade Sináptica).Ativado pelo Glutamato promove a abertura de Canais de [Na+]. Dizocilpina (MK-801).N-metil-D-aspartato Abrem Canais de Na+ . mGluR7.Glicina ou D-Serina Despolarização com Na+ .

Ativando o Receptor NMDA. que permite então um Influxo de [Ca+]  Receptor Metabotrópico .Ativa Enzimas de Degradação Dependentes de Ca+.Ativado pelo Glutamato promove a abertura de Canais de [Na+].Ativa Proteínas Quinases  Quinases Ativas . que produz os segundos mensageiros IP³ e DAG.Mensageiro Retrógado. Após a Despolarização da Fibra Pós-Sináptica. que age na Fibra Pré-Sináptica.Provocando uma Liberação de Fatores Pró-Apoptóticos e também provocando Lesão por Radicais Livres liberados da Mitocôndria Aumento do Ca+ Intracelular . e até em Morte Neuronal como no Acidente Vascular Cerebral (AVC) Excitoxicidade .Ativa a Óxido Nítrico Sintetase (NOS) . Proteases. que é um fator que medeia a Excitoxicidade e a Produção de Radicais Livres Página 188 . Ativando o Receptor NMDA.Ativado pelo Glutamato.Em Repouso se encontra Bloqueado por Íons Magnésio [Mg2+]. que produz os segundos mensageiros IP³ e DAG.Em Repouso se encontra Bloqueado por Íons Magnésio [Mg2+].Alteram a Expressão Gênica.Fosforilam o Receptor AMPA.Aumentando a Síntese de Óxido Nítrico (NO). O IP³ age aumentado o Ca+ Intracelular e o DAG ativa a Proteína Quinase C (PKC) Aumento do [Ca+] Intracelular associado à Despolarização disseminada da membrana Promove a Liberação de Maiores quantidades de Glutamato Aumento do [Ca+] Intracelular . ocorre o Deslocamento destes Íons [ Mg2+]. Após a Despolarização da Fibra Pós-Sináptica. que permite então um Influxo de [Ca+]  Receptor Metabotrópico . gerando um Influxo de [Na+] e Despolarizando a Fibra Pós-Sináptica  Receptor NMDA . Fosfolipases . O IP³ age aumentado o Ca+ Intracelular e o DAG ativa a Proteína Quinase C (PKC)  Aumento do [Ca+] Intracelular . aumentando a atividade deste receptor  Quinases Ativas . Aumentado a Liberação de Glutamato Excitoxicidade   Neurotransmissão Excitatória Excessiva Presente em Doenças Neurodegenerativas.Ativado pelo Glutamato. como DNAases. Ativa a Fosfolipase C (PLC). Ativa a Fosfolipase C (PLC). Fosfatases. ocorre o Deslocamento destes Íons [ Mg2+].Ativa a Óxido Nítrico Sintetase (NOS)  Aumentando a Síntese e Liberação de Óxido Nítrico (NO  Óxido Nítrico (NO) . Receptor NMDA .Promove Lesão Mitocondrial .Mecanismo Glutamato em Excesso na Fenda Sináptica  Receptor AMPA . Aumentando a Transcrição de RNAm para expressar uma Maior quantidade de Receptores AMPA na membrana  Aumento do Ca+ Intracelular .Promovem Lesão Intracelular e da Membrana Aumento do [Ca+] Intracelular .

Prejuízo da Cognição e Motivação Hipótese . Estimulando Neurônios GABAérgicos no Tronco Cerebral  Neurônios GABAérgicos Ativados . Utilizado no Tratamento da Doença de Alzheimer Vias Glutaminérgicas  Via do Córtex Pré-Frontal para o Tronco Cerebral  Via Córtico-Estriada  Via Córtico-Talâmica  Via Tálamo-Corticais  Via Córtico-Cortical Vias Glutaminérgica . Memantina .Inibição Tônica  Neurônio Glutamatérgicos do Córtex Pré-Frontal .Distúrbios da Percepção e Integração da Realidade Casos Severos . juntamente com um envolvimento pouco esclarecido dos Receptores da Serotonina ( 5HT2) e um Balanço entre esses receptores com os Receptores Dopamínicos (D2) Página 189 .Liberam Glutamato que age sobre Receptores NMDA.Hiperatividade Dopaminérgica Regulação pelos Receptores NMDA da Via Dopaminérgica Mesolímbica .Deixam de realizar a Inibição dos Neurônios Dopaminérgicos.Antagonista Não Competitivo dos Receptores de NMDA.Córtex Pré-Frontal para o Tronco Cerebral Esquizofrenia    Esquizofrenia .Atuam Inibindo Neurônios Dopaminérgicos Mesolímbicos realizando uma Inibição Tônica Hipofunção dos Receptores NMDA nas Projeções Corticais para o Tronco Cerebral Hiperatividade da Via Dopaminérgica Mesolímbica  Neurônio Glutamatérgicos do Córtex Pré-Frontal . deixando estes neurônios ativos  Via Dopaminérgica Mesolímbica -Hiperativa Neurotransmissão Envolvida  Combinação da Hiperfunção da Dopamina (Aumento da Dopamina) e Hipofunção do Glutamato (Diminuição do Glutamato) no Sistema Neuronal.Liberam Glutamato que não consegue agir sobre os Receptores NMDA Hipofuncionais. Não ativando os Neurônios GABAérgicos no Tronco Cerebral  Neurônios GABAérgicos Não Ativados .

Ativação da Adenilil Ciclase Estriado Hipotálamo Desconhecida Desconhecida Excitação Neuronal Página 190 .Não sintetiza Serotonina. B) 5-HT6 5-HT7 Localização Núcleos da Rafe.MAO -----> 5-Hidroxindo-L-Alcetadeido 5-Hidroxindo-L-Alcetadeido ------Aldeído Redutase ----> Ácido 5-Hidroxindolacético (5-HAA) L-Triptofano .Ativação da Fosfolipase C (PLC) 5-HT2B 5-HT2C 5-HT3 Receptor Ionotrópico .Aminoácido Essencial proveniente da Dieta Ácido 5-Hidroxindolacético (5-HAA) .Ativação da Adenilil Ciclase Proteína Gs . Neurotransmissores .Metabólito da Serotonina que pode ser Dosado na Urina Receptores Serotoninérgicos Subtipo 5-HT1A 5-HT1B 5-HT1D 5-HT1E 5-HT1F Transdução de Sinais Proteína Gi .Serotonina (5-HT)       L-Triptofano ----Triptofano Hidroxilase -----> L-5-Hidroxi-Triptofano L-5-Hidroxi-Triptofano ----(DAL-A) + Vitamina B6 (Cofator) ----> 5-Hidroxi-Triptamina (5-HT) Serotonina (5-HT) ---. Estriado Cérebro e Periferia Plaquetas Músculo Liso Córtex Cerebral Fundo Gástrico Função Auto-Receptores Vasoconstrição ----------Agregação Plaquetária Contração Excitação Neuronal Contração Plexo Coroide Nervos Periféricos Área Postrema Hipocampo Trato Gastrointestinal -----Excitação Neuronal Proteína Gi .Ativação da Adenilil Ciclase 5-HT5 (A.Canal Iônico 5-HT4 Proteína Gs .Sinapses Serotoninérgicas Serotonina   5-Hidroxitriptamina 5-HT Principais Fontes Endógenas de Serotonina  Células Enterocromafins  Sistema Nervoso Central .Neurônios Serotoninérgicos  Plaquetas .5.Inibição da Adenilil Ciclase 5-HT2A Proteína Gq .Inibição da Adenilil Ciclase Hipocampo Desconhecida Proteína Gs . somente Capta e Armazena 5-HT Síntese e Metabolismo .4. Hipocampo Substância Negra Vasos Sanguíneos Cranianos Córtex.

Brônquios.Oclusão Vascular  Receptor 5-HT1 (Endotélio Vascular) .Estimula Dilatação do Músculo Liso Vascular (Vasodilatação)  Agregação Plaquetária  Estimulação de Terminações Nociceptivas Periféricas  Excitação/Inibição de Neurônios no Sistema Nervoso Central (SNC) Ações da 5-HT no Trato Gastrointestinal Receptor 5-HT3 5-HT4 5-HT4 5-HT1A e 5-HT1P 5-HT3 5-HT1P 5-HT2A 5-HT2B Local Células Enterocromafins Células Ganglionares Entéricas (Pré-Sinápticas) Células Ganglionares Entéricas (Pós-Sinápticas) Músculo Liso Intestinal Músculo Liso.Vasoconstrição  Hemostasia . Útero  Vasoconstrição (Direta) x Vasodilatação (Dependente do Endotélio)  5-HT age Diretamente no Músculo Liso .Diminui a Liberação de Serotonina Principais Ações da 5-HT  Aumento da Motilidade Gastrointestinal  Excitação Direta do Músculo Liso e Indireta Via Neurônios Entéricos  Contração de outros Músculos Lisos .Estimula Contração (Vasoconstrição)  5-HT age no Endotélio Vascular .Auto-Receptores Somatodendríticos Dificulta a Origem do Potencial de Ação na Região Somatodendrítica Serotonina age Modulando Negativamente (-) Efeito Inibitório .Liberação Endotelial de Fatores de Relaxamento do Endotélio (EDRF)  Vasodilatação Página 191 .Receptor 5-HT1A     Receptor 5-HT1A .Diminui a Liberação de Serotonina Receptor 5-HT1D  Receptor 5 HT1D . Esôfago Resposta Liberação da 5-HT Inibição da Liberação de 5-HT Liberação de Acetilcolina Inibição da Liberação de Acetilcolina Despolarização Rápida Despolarização Lenta Contração Agregação Plaquetária  Lesão Vascular  Agregação Plaquetária Inicial  Liberação de 5-HT  Receptor 5-HT2A (Plaquetas) .Auto-Receptores Pré-Sinápticos  Serotonina age Modulando Negativamente (-)  Efeito Inibitório .Agregação Plaquetária Acelerada  Trombo  Receptor 5-HT2A (Músculo Liso) . Fundo Gástrico 5-HT4 Músculo Liso.

Ativa Proteína Gi      Hormônios Depressão Ansiedade Cognição Inibição de Neurônios Piramidais Corticais 5-HT2A .Possíveis Funções dos Receptores Pós-Sinápticos de Serotonina (5-HT) 5-HT1A .Ativa Proteína Gs   Memória de Longo Prazo Fatores Neurotróficos .Ativa Proteína Gs    Ritmos Circadianos Humor Sono Página 192 .BNDF 5-HT7 .Canal Iônico operado pro Ligante   Vômitos Regulação de Interneurônios Inibitórios 5-HT6 .Ativa Proteína Gq      Sono Alucinações Inibição da Liberação de Dopamina Estímulo da Liberação de Glutamato Excitação de Neurônios Piramidais Corticais 5-HT2C .Ativa Proteína Gq     Obesidade Humor Cognição Regulação da Liberação de Dopamina e Noradrenalina 5-HT3 .

Inibição da Liberação de Dopamina Receptor 5-HT1A .Acelerador da Dopamina . Ipsaperona Sumpatriptano Metissergida. Fobia Social.Inibe a Liberação de Dopamina  Neurônio Serotoninérgico Ativo .Ações Opostas sobre a Liberação de Dopamina  Neurônio Serotoninérgico .Não é Inibido pela Liberação de GABA.Estimulado pela ação da Serotonina em Receptores 5-HT2A. Risperidona. então fica Ativo e é estimulado a liberar Dopamina Condições Clássicas Associadas ao Distúrbio da Função Serotoninérgica Receptor 5-HT1A 5-HT1D 5-HT2A/2C 5-HT3 5-HT4 Transportador da 5-HT Distúrbio Clínico Ansiedade. Esquizofrenia Vômitos induzidos por Quimioterapia Distúrbios Gastrointestinais Depressão.Libera Serotonina  Serotonina age sobre Receptores localizados no Neurônio GABAérgico e no Neurônio Dopaminérgico Receptor 5-HT2A . mas em contrapartida é Inibido pela ação do GABA liberado de Neurônios GABAérgicos  Prevalece o Efeito de Inibição do Neurônio Dopaminérgico .Não é estimulado a liberar GABA  Neurônio Dopaminérgico . Trazodona. Depressão.Estimula a Liberação de Dopamina  Serotonina age sobre o Receptor 5-HT1A Pré-Sináptico . Cetanserina Ação Agonista Parcial Agonista Antagonista 5-HT3 5-HT4 Transportador da 5-HT Ondansetrona Cisaprida Fluoxetina. Sertalina Antagonista Agonista Inibidor Página 193 .Localizado no Neurônio Serotoninérgico  Age Inibindo a própria Liberação de Serotonina do Neurônio Serotoninérgico  Neurônio Serotoninérgico Inativo .Secreta Serotonina  Serotonina age sobre Receptores 5-HT2A localizados nos Neurônios GABAérgicos e Dopaminérgicos  Neurônio GABAérgico Ativo . Distúrbio Obsessivo-Compulsivo.Estimulado pela ação da Serotonina em Receptores 5-HT2A Age liberando GABA e Inibindo o Neurônio Dopaminérgico  Neurônio Dopaminérgico . Depressão Enxaqueca Enxaqueca. Distúrbio do Estresse Pós-Traumático Receptor 5-HT1A 5-HT1D 5-HT2A/2C Fármaco Buspirona.Freio de Dopamina .NÃO Secreta Serotonina  Neurônio GABAérgico . Distúrbio do Pânico.

Visão e Odores Repulsivos.Êmese Estímulos . que é estimulado Via Receptores Receptores Muscarínicos e Receptores H1  Núcleo do Trato Solitário . Antagonistas do Receptores Muscarínicos  Dos Núcleos Vestibulares são enviadas informações ao Centro da Zona de Gatilho que chegam através dos Receptores D2 e 5-HT3  Zona de Gatilho . no Labirinto envia estímulos aos Núcleos Vestibulares via Receptores H1 e Receptores Muscarínicos  Fármaco . Prostanóides e Radicais Livres  Estes Estímulos são percebidos pelo Centro da Zona de Gatilho através dos Receptores D2 e 5-HT3  Zona de Gatilho .Estimula Receptores mAch localizados no Centro do Vômito  Fármaco .Antagonistas da Dopamina. Antagonistas do Receptores Muscarínicos Centro do Vômito .Estimula Receptores Muscarínicos localizados no Centro do Vômito  Fármaco .Antagonistas 5-HT3  Nervos Aferentes Viscerais conduzem este estímulo até o Núcleo do Trato Solitário.Antagonistas do Receptores Muscarínicos Tratamento Farmacológico da Êmese Antagonistas Seletivos 5-HT3  Ondansetron  Granisetron Efeitos Colaterais  Cefaleia  Tropisetron  Dolasetron  Desconforto Gastrointestinal Página 194 . Fatores Emocionais  Informações são transportadas por Neurônios Aferentes Sensitivos e Vias do SNC até Centros mais altos do Sistema Nervoso Central (SNC)  Estimulando Receptores Muscarínicos (Acetilcolina) localizados no Centro do Vômito Estímulo .Cinetose  Alterações no Ouvido Interno. Antagonistas 5-HT3 Estímulos .Antagonistas do Receptores H1.Dor.Toxinas Endógenas e Fármacos  Provocam alterações no Sangue e Liberação de Agentes Emetogênicos como 5-HT.Ativo (Estimulado)  Age enviando informação para indução da Êmese através de Nervos para Receptores Somáticos e Viscerais  Fármaco .Estimula Receptores Muscarínicos localizados no Centro do Vômito Estímulos da Laringe e do Estômago  Estimula Nervos Aferentes Viscerais via Receptores 5-HT3  Fármaco .Antagonistas do Receptores H1.

Sensibilização de Nervos Sensitivos  Fármaco .Agonistas 5-HT1D  Associado a Depressão Alastrante que é provocada por Fatores Desconhecidos  Provocam Dor e a Aura  Causando a Enxaqueca Tratamento Farmacológico da Enxaqueca Agudo Sumatriptano Naratriptano Ação Agonistas 5-HT1D Zolmitriptano Rizatriptano Almotriptano Ergotamina Agonista Parcial 5-HT1D Profilaxia Metissergida Antagonistas 5-HT2 Pizotifeno Ciproeptadina Efeitos Colaterais Vasoconstrição Coronariana. Náuseas e Vômitos.Promove a Liberação de Neuropeptídeos como o Peptídeo Relacionado ao Gene da Calcitonina. Fibrose retroperitoneal/mediastínica Ganho de Peso.Dilatação de Vasos Extracerebrais Óxido Nítrico (NO) . Efeitos Antimuscarínicos Ganho de Peso. Contração Uterina Náuseas e Vômitos. Diarreia.Estimulam o Endotélio Vascular a liberar mais Óxido Nítrico (NO) agravando a Descarga em Nervos Sensitivos Mecanismos Centrais  Descarga em Nervos Sensitivos .Age no Receptor 5-HT2 no Endotélio Vascular promovendo a Liberação de Óxido Nítrico         Fármaco .Agonistas 5-HT1D Estes Fatores promovem uma Descarga em Nervos Sensitivos Descarga em Nervos Sensitivos .Enxaqueca Mecanismos Periféricos 5-HT . Arritmias Menores Efeitos Colaterais que o Sumatriptano Vasoconstrição Periférica (+ Vasos Coronários). como Prostaglandinas e Cininas  Fármaco .Antagonistas 5-HT2 Óxido Nítrico (NO) .Anti-Inflamatórios Não Esteroidais (AINES) Mediadores Químicos .Provoca uma Sensibilização Central da Dor  Fármaco .Promove a Liberação de Mediadores Químicos. Sedação (Antagonista H1) Página 195 . e substância P  Fármaco .Agonistas 5-HT1D Neuropeptídeos liberados estimulam a Neuroinflamação Neuroinflamação .

Ondansetron  Objetivo .Diminuir Vômitos e Náuseas  Agonista 5-HT4 . Desrregulação do Peristaltismo Intestinal  Antagonistas 5-HT3 . e Evitar na Gravidez Menos Êmese do que a Ergotamina Metissergida Êmese Fibrose retroperitoneal/ mediastínica e Êmese Síndrome do Cólon Irritável  Episódios de Diarreia que se contrapõem a episódios de Constipação Intestinal  Sintomas . Vasoconstrição (Evitar na Presença de Doença Vascular Periférica.Principalmente 5-HT Sintomas     Rubor Diarreia Hipotensão Comportamento Psicótico    Broncoconstrição Tonteira Desmaio Página 196 . Profilaxia da Enxaqueca Êmese.Regulação do Peristaltismo Síndrome Carcinóide  Associado ao Tumor Maligno das Células Enterocromafins  Produtor de Vários Hormônios .Náuseas e Vômitos.Tegaserod  Objetivo .Propriedade dos Alcaloides do Esporão do Centeio Fármaco Receptor 5-HT Receptor α -Adrenérgico Receptor de Dopamina Contração Uterina Ergotamina Agonista Parcial 5-HT1 Agonista Parcial (Vasos). Distúrbios Endócrinos Síndrome Carcinoide. Antagonista (Outros Locais) Antagonista Inativa ++ Inativa + Antagonista Fraco / Agonista Parcial Antagonista Fraco Fraca +++ Agonista / Agonista Parcial - - Diidroergotamina Antagonista/ Agonista Parcial 5-HT1 Ergometrina Antagonista/ Agonista Parcial 5-HT1 (Fraco) Bromocriptina Inativa Metissergida Antagonista/ Agonista Parcial 5-HT2 - - Fármaco Usos Efeitos Colaterais Ergotamina Enxaqueca Diidroergotamina Ergometrina Bromocriptina Enxaqueca Prevenção da Hemorragia Pós-Parto Doença de Parkinson.

sem foco Síndrome do Pânico .Diagnóstico  Níveis Elevados de 5-HIAA na Urina .Provocaram maiores Efeitos Colaterais de Sedação.Liberando Quantidades Normais de Neurotransmissores (Serotonina e Noradrenalina) na Fenda Sináptica  Estimulando Neurônios Pós-Sinápticos Depressão  Neurônio Pré-Sináptico Serotoninérgico e Neurônio Pré-Sináptico Adrenérgico  Disponibilidade Reduzida de Neurotransmissores (Serotonina e Noradrenalina) na Fenda Sináptica  Causando a Depressão Página 197 . Síndrome da Abstinência Depressão Fisiologicamente  Neurônio Pré-Sináptico Serotoninérgico e Neurônio Pré-Sináptico Adrenérgico  Fenda Sináptica .Antagonistas 5-HT2  Ciproeptadina  Metissergida Ansiedade Distúrbios da Ansiedade     Distúrbio da Ansiedade Generalizada . Descarga Adrenérgica Fobias Distúrbio do Estresse Pós-Traumático Tratamento  Buspirona  Agonista Parcial 5-HT1A  Inicio do Efeito Tardio .Mecanismos Indiretos ?  Ineficaz na Síndrome do Pânico Efeitos Colaterais  Náuseas  Tonteira  Cefaleia Benzodiazepínicos .Contínua.Metabólito do metabolismo da Serotonina Tratamento .Medo Opressivo. Perda da Coordenação Motora.

provoca a Liberação de Noradrenalina no Córtex PréFrontal  Área Tegmental Ventral (VTA)  Neurônio Dopaminérgico .Secreta Serotonina que age sobre Receptores 5-HT2C  Neurônio GABAérgico .Inativo.Inibe a ação de Serotonina sobre os Receptores 5-HT2C em Neurônios GABAérgicos  Neurônio GABAérgico . NÃO secreta GABA  Locus Ceruleus  Neurônio Adrenérgico . Ganho de Peso. Convulsão Inibidores Seletivos da Recaptação de Serotonina (ISRS) Fluoxetina Fluvoxamina Paroxetina Citalopram Sertralina Tranilcipromina Isocarboxazida Moclobemida (MAO-A) Altamente Seletivos 5-HT (Mais Prescritos) Náusea. Hipotensão Postural.Estimulado pela ação da Serotonina em Receptores 5-HT2C Libera GABA  Locus Ceruleus  Neurônio Adrenérgico .Inibidor Seletivo da Recaptação de Serotonina + Antagonista 5-HT2C Desinibidor da Noradrenalina e Dopamina no Córtex Pré-Frontal  Centros Neurotransmissores do Tronco Cerebral . Agitação.Ativado. Insônia. Disfunção Sexual Diminuem a Degradação das Monoaminas Hipotensão Postural.Ativado.Secreta Serotonina que não consegue agir sobre Receptores 5-HT2C  Fluoxetina . Risco de Arritmias.Grupo Antidepressivos Tricíclicos (ADT) Exemplos Imipramina Amitriptilina Nortriptilina Clomipramina Ação Inibem a Recaptação de 5-HT e Noradrenalina Efeitos Colaterais Sedação. Insônia. provoca a Não Liberação de Noradrenalina no Córtex Pré-Frontal  Área Tegmental Ventral (VTA)  Neurônio Dopaminérgico .Inibido pela ação do GABA. provoca a Liberação de Dopamina no Córtex PréFrontal Página 198 .Inibido pela ação do GABA. Risco Hepatotóxico Inibidores da Monoaminoxidase (I-MAO) Fluoxetina Fluoxetina . provoca a Não Liberação de Dopamina no Córtex Pré-Frontal Fluoxetina . Boca Seca / Visão Embaçada. Constipação.Inibidor Seletivo da Recaptação de Serotonina + Antagonista 5-HT2C  Centros Neurotransmissores do Tronco Cerebral -Núcleo Magno da Rafe  Neurônio Serotoninérgico .Núcleo Magno da Rafe  Neurônio Serotoninérgico .

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