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SUMÁRIO

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UMA BOA REDAÇÃO

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INSTRUÇÕES GERAIS:

DO TEXTO E DO LEITOR

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DOS ERROS MAIS COMUNS

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OS DEZ ERROS MAIS GRAVES

11

SESSÃO LEITURA – ASSALTO À BRASILEIRA

12

CONCEITUAÇÃO DE TEXTO

12

COERÊNCIA (ou fator semântico conceitual)

13

FIXAÇÃO

15

COESÃO (ou fator formal)

16

FIXAÇÃO

17

GÊNEROS E TIPOS TEXTUAIS

19

OS GÊNEROS TEXTUAIS

19

A TIPOLOGIA TEXTUAL

19

O TEXTO DESCRITIVO

23

SESSÃO LEITURA

23

O TEXTO NARRATIVO

27

GÊNEROS NARRATIVOS

30

FIXAÇÃO

33

CAPÍTULO 05

O TEXTO INJUNTIVO-INSTRUCIONAL

37

CAPÍTULO 06

O TEXTO DISSERTATIVO

39

ESTRUTURA TEXTUAL

40

QUALIDADES DE UMA DISSERTAÇÃO

41

ELEMENTOS DE COESÃO

41

O FATOR ARGUMENTATIVO

41

TIPOS DE DESENVOLVIMENTO

42

A CONCLUSÃO DO TEXTO DISSERTATIVO

43

MATRIZ DE REFERÊNCIA PARA REDAÇÃO

45

FIXAÇÃO

51

NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO

56

FIXAÇÃO

58

NOÇÃO DE RESUMO, RESENHA E GÊNEROS MISTOS

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RESUMO E RESENHA

61

GÊNEROS MISTOS

63

FIXAÇÃO

64

RELAÇÃO COERÊNCIA, COESÃO E CONJUNÇÕES

65

CONJUNÇÕES

66

FIXAÇÃO

67

PINTOU NO ENEM

72

CAPÍTULO 01

CAPÍTULO 02

CAPÍTULO 03

CAPITULO 04

CAPITULO 07

CAPÍTULO 08

CAPITULO 09

CAPÍTULO 10
GABARITO

78

REFERÊNCIAS

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Uma boa redação
O Exame Nacional do Ensino Médio é uma das provas mais esperadas do ano, principalmente
pelos estudantes que se preparam o ano inteiro. Uma das polêmicas do concurso é a avaliação da redação
no ENEM que teve alguns problemas há algum tempo, mas agora melhorou nas últimas edições. Confira a
seguir algumas dicas para fazer uma boa redação para o Enem 2014.
A prova de redação do ENEM 2014 é bem parecida em relação à do vestibular tradicional, mas que
apresenta alguns traços característicos. Em ambos o tipo de prova, o candidato precisa estar bem
informado dos assuntos da atualidade para melhor desenvolver a sua redação.
Entre os temas mais frequentes das redações do ENEM são temas sociais e a aplicação de cinco
conceitos mostrados nas provas objetivas. Essas são algumas das peculiaridades da redação do ENEM
2014.
Mesmo sendo uma prova bem parecida do vestibular tradicional, a prova do ENEM exige do
candidato a explanação de conceitos bem homogêneos e completos, ou seja, o candidato precisa ver o
tema como um todo e não apenas isoladamente. Conseguir contextualizar o assunto como em sua
totalidade, essa é uma das principais dicas de como fazer uma boa redação para o ENEM assim como
também para outras provas.
O tema será geralmente apresentado ao estudante, acompanhado de um pequeno texto
exemplificativo e a partir desse tema, o candidato deverá desenvolver suas ideias. Alguns requisitos
também serão avaliados, como a apresentação dos textos, por isso uma letra legível é recomendável; boa
grafia e concordância gramatical são essenciais; assim como os aspectos de ortografia, acentuação.
Outra competência que será avaliada é saber desenvolver o tema da redação do Enem 2014, se há
clareza e objetividade na explanação do tema. Por isso, outra dica de como fazer uma boa redação é a
técnica básica de introdução, desenvolvimento e conclusão. Na introdução, como o próprio nome diz deve
ser apresentado as principais ideias que serão exploradas no texto. No desenvolvimento, o candidato deve
desenvolver as ideias apresentadas na introdução. Uma dica é se for falar de vários tópicos dentro do tema,
divida cada um desses em parágrafos, deixando o texto mais organizado. E na conclusão, é um desfecho
das ideias, fechando com uma ideia conclusiva que amarra as demais.
O ENEM gosta de explorar temas polêmicos, como violência, política e educação, então, além de se
preparar com as técnicas de redação, ter interesse também por leituras de jornais, revistas sobre temas da
atualidade é fundamental para fazer uma boa redação no ENEM e em outros concursos.
Esperamos que nossa apostila seja um importante instrumento de estudos para que você possa
atingir seus objetivos!

Sucesso!

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INSTRUÇÕES GERAIS

Para a produção de um excelente texto, alguns cuidados são necessários
DO TEXTO E DO LEITOR

1 – Seja claro, preciso, direto, objetivo e conciso. Use frases curtas e evite intercalações excessivas ou
ordens inversas desnecessárias. Não é justo exigir que o leitor faça complicados exercícios mentais para
compreender o texto.
2 – Construa períodos com no máximo duas ou três linhas. Os parágrafos, para facilitar a leitura, deverão
ter cinco linhas, em média, e no máximo oito.
3 – A simplicidade é condição essencial de um texto. Lembre-se de que você escreve para todos os tipos
de leitor e todos, sem exceção, têm o direito de entender qualquer texto, seja ele político, econômico,
internacional, urbanístico ou, até mesmo, sua redação do Enem.
4 – Adote como norma a ordem direta, por ser aquela que conduz mais facilmente o leitor à essência das
informações. Dispense os detalhes irrelevantes e vá diretamente ao que interessa, sem rodeios.
5 – A simplicidade do texto não implica necessariamente repetição de formas e frases desgastadas, uso
exagerado de voz passiva (será iniciado, será realizado), pobreza vocabular etc. Com palavras conhecidas
de todos, é possível escrever de maneira original e criativa e produzir frases elegantes, variadas, fluentes e
bem alinhavadas. Nunca é demais insistir: fuja, isto sim, dos rebuscamentos, dos pedantismos vocabulares,
dos termos técnicos evitáveis e da erudição.
6 – Não comece períodos ou parágrafos seguidos com a mesma palavra, nem use repetidamente a mesma
estrutura de frase.
7 – Evite tanto a retórica e o hermetismo como a gíria, o jargão e o coloquialismo.
8 – Tenha sempre presente: o espaço hoje é precioso; o tempo do leitor, também. Expresse seus
argumentos no menor número possível de palavras.
9 – Em qualquer ocasião, prefira a palavra mais simples: votar é sempre melhor que sufragar; pretender é
sempre melhor que objetivar, intentar ou tencionar; voltar é sempre melhor que regressar ou retornar;
tribunal é sempre melhor que corte; passageiro é sempre melhor que usuário; eleição é sempre melhor que
pleito; entrar é sempre melhor que ingressar.
10 – Procure banir do texto os modismos e os lugares-comuns. Você sempre pode encontrar uma forma
elegante e criativa de dizer a mesma coisa sem incorrer nas fórmulas desgastadas pelo uso excessivo. Veja
algumas: a nível de, deixar a desejar, chegar a um denominador comum, transparência, instigante, pano de
fundo, estourar como uma bomba, encerrar com chave de ouro, segredo guardado a sete chaves, dar o
último adeus. Acrescente as que puder a esta lista.

12 – Não perca de vista o universo vocabular do leitor. consubstanciação. parabenizar e outros do gênero. Isso dá ao leitor a sensação de que o assunto agora é outro e não parte de um todo. como por outro lado. de preferência. programático. divergentes ou não confirmadas. Exemplo: “Os Estados Unidos começaram a criar centros para recolher as baterias de lítio desutilizadas. reveja e confira todo o texto. aproveita (e não usufrui) uma situação. é o seu texto e ele será avaliado. mas o leitor. em textos narrativos e relatos. maravilhoso. 15 – Seja rigoroso na escolha das palavras do texto. mencione quais as fontes responsáveis pelas informações ou pelo menos os setores dos quais elas partem. 20 – Encadeie o texto de maneira suave e harmoniosa. embasamento. protela ou adia (e não procrastina) uma decisão. maravilhar. dialogal. Por isso. congressual. prefira demora ou adiamento a delonga. não obstante e outros do gênero. 26 – Nas versões conflitantes. ressociabilização. Desconfie dos sinônimos perfeitos ou de termos que sirvam para todas as ocasiões. alguém rejeita (e não declina de) um convite.4 11 – Proceda da mesma forma com as palavras e formas empoladas ou rebuscadas. deslumbrar. transfusional. como certos adjetivos (magnífico. deliciosíssimo. 18 – Não inicie a redação com declaração entre aspas e só o faça se esta tiver importância muito grande (o que é a exceção e não a norma). mentalização. Quando não. em geral. Você poderá estar criando uma armadilha para si mesmo. depois de pronto. competentíssimo. esplêndido. reescreva o texto: é o mais recomendável. paradigmático. bacana etc. 25 – Não use argumentos não confirmados nem inclua neles informações sobre as quais você tenha dúvidas. assombrar. com a corda (ou a bola) toda. grana. espetacular. flagrar. detonar. o primeiro parágrafo deve fornecer resposta a pergunta básica: sobre o que é? Essa resposta será a tese. os superlativos (engraçadíssimo. sem nenhuma fluência: ele não apenas se torna difícil de acompanhar. Nada pior do que um texto em que os parágrafos se sucedem uns aos outros como compartimentos estanques. por exemplo: a mil. instrucional. agudização. Assim. que tentam transmitir ao leitor mera ideia de erudição. enfurecer. Busque formas menos batidas ou simplesmente as dispense: se a sequência do texto estiver correta. legal. emblematizar. 17 – Nas redações dissertativo-argumentativas. dentre outros. ao mesmo tempo. execucional. barato. com cuidado. Como. transacionar. 14 – Termos coloquiais ou de gíria deverão ser usados com extrema parcimônia e apenas em casos muito especiais. 22 – A falta de tempo do leitor exige que os textos sejam cada vez mais curtos (20 ou 30 linhas). rentabilizar. “A briga pelo mercado petrolífero continua sendo o maior dos problemas no continente Oriente Médio. para que os parágrafos dialoguem entre si. Da mesma forma. admirável. vá cortando as frases dispensáveis. sensacional.”. enquanto isso. há uma palavra para definir uma situação. . Assim. no caso de qualquer necessidade de corte no texto. galera. deitar e rolar. os últimos possam ser suprimidos. para não darem ao leitor a ideia de vulgaridade e principalmente para que não se tornem novos lugares-comuns. Toda cautela é pouca e o máximo cuidado nesse sentido evitará que o argumento se torne uma mentira. não. Afinal. 16 – Você pode ter familiaridade com determinados termos ou situações.”. para que. como faz a atenção do leitor se dispersar no meio do texto. 23 – Proceda como se o seu texto fosse o definitivo. Quando houver tempo. 13 – Dificilmente os textos justificam a inclusão de palavras ou expressões de valor absoluto ou muito enfático. seja explícito nas informações e não deixe nada subentendido. operacionalização. genial). esses recursos se tornarão absolutamente desnecessários. 24 – O recurso à primeira pessoa só se justifica. celebérrimo) e verbos fortes como infernizar. paragonado. 21 – Por encadeamento de parágrafos não se entenda o cômodo uso de vícios linguísticos. Em geral. O texto dissertativo-argumentativo não tem lugar para termos como tecnologizado. Adote esta regra prática: nunca escreva o que você não diria. 19 – Procure dispor os argumentos em ordem decrescente de importância (princípio da pirâmide invertida).

credos. jamais.Entre "eu" e você. 5 . 29 . Veja. a bom."Houveram" muitos acidentes. 2 . / Havia muitas pessoas. elo de ligação. Assistir como presenciar exige a: Vai assistir ao jogo. os cem mais comuns do idioma e use esta relação como um roteiro para fugir deles. / Fazia dois séculos. à missa. 30 – Em caso de dúvida. 11 . enciclopédias."Mal cheiro". Existir. / Eles obedeceram (desobedeceram) aos avisos. almanaques e outros livros de referência. 9 . Haver. porque não pode ser sujeito. Bem melhor perguntar antes de comprometer o texto. O certo: entrar em. profissões. Há e atrás indicam passado na frase. Nos demais casos: A salvo. Evite construções com: todos. 8 . Mal opõe-se a bem e mau.5 27 – Nunca deixe de ler até o fim o rascunho que vá ser refeito. 28 – Trate de forma impessoal o personagem citado no texto. use por que separado: Por que (razão) você foi? / Não sei por que (razão) ele faltou. quando exprime tempo. DOS ERROS MAIS COMUNS Erros gramaticais e ortográficos devem.Para "mim" fazer."Entrar dentro". mesmo que você tenha poucos minutos disponíveis. à sessão. / Restaram alguns objetos. bastar. sempre etc.Vai assistir "o" jogo hoje. é impessoal: Faz cinco anos. / Faltavam poucas peças. a bordo. também é invariável: Houve muitos acidentes. para eu trazer. Piquet (e não o Piquet) etc. já não há mais. como existir. Muita ATENÇÃO a isso. Não existe crase antes de palavra masculina. "mau-humorado". não hesite em consultar dicionários. ganhar grátis. por mais popular que ele seja: a apresentadora Xuxa ou Xuxa. raças.Um texto não deve admitir generalizações que possam atingir toda uma classe ou categoria. / Visava aos estudantes. mau jeito. a esmo. a caráter. / Deve haver muitos casos iguais. Anteriormente. Assim: Para eu fazer. Outros verbos com a: A medida não agradou (desagradou) à população. Veja outras redundâncias: Sair fora ou para fora. monopólio exclusivo. / Sobravam ideias. 10 . Depois de preposição. por princípio. ser evitados. . / Entre eles e ti. a menos que esteja subentendida a palavra moda: Salto à (moda de) Luís XV. a cavalo."Existe" muitas esperanças. ninguém. 4 ."Porque" você foi? Sempre que estiver clara ou implícita a palavra razão. / Bastariam dois dias."Venda à prazo". restar e sobrar admitem normalmente o plural: Existem muitas esperanças. 1 . / Fez 15 dias. 6 . 7 . no entanto. Use apenas há dez anos ou dez anos atrás. Fazer. Alguns. mal-humorado (bem-humorado). como ocorrem com maior frequência."Há" dez anos "atrás". / Respondeu à carta. viúva do falecido. para eu dizer. / Sucedeu ao pai. vimos algumas sugestões sobre o texto e o leitor que o leitor deve ater-se. Assim: mau cheiro (bom cheiro). Ou recorrer aos especialistas."Fazem" cinco anos. abaixo. / Pagou ao amigo. a pé. aos colegas mais experientes ou professores. nenhum. apenas (e nunca a Xuxa). Ele poderá conter informações indispensáveis no fim e você corre o risco cortá-las. usa-se mim ou ti: Entre mim e você. Igualmente: mau humor. merecem atenção redobrada. faltar. mal-intencionado. Mim não faz. Porque é usado nas respostas: Ele se atrasou porque o trânsito estava congestionado. 3 . instituições etc. / Aspirava ao cargo de diretor. Pelé (e não o Pelé). mal-estar. / Explique por que razão você se atrasou.

/ Levou os filhos ao circo. Outro erro: O prefeito prometeu. Também: Deixe-os sair. 18 . 13 . recórde. é palavra masculina: um grama de ouro.. aváro. Eu.Comprei "ele" para você. 15 ."Porisso". 21 . a alface. O que atrai o pronome: Soube que os homens se feriram. É nenhum. a você e a vocês e por isso não pode ser usado com objeto direto: Nunca o vi. meus pêsames. Duas palavras. 19 . Prefere-se sempre uma coisa a outra: Preferia ir a ficar.. seniores. sessão de cinema. nossas férias.Atraso implicará "em" punição. / É assim que se evitam acidentes.A feira "inicia" amanhã. as conjunções subordinativas e os advérbios: Não lhe diga nada. Da mesma forma: flúido. sessão de pancadas. tabeliães. Veja outros: caracteres (de caráter). / Vai amanhã ao cinema. tu. gângsteres. por isso. que se emprega depois de negativas: Não viu nenhum risco. como de repente e a partir de. mandou-me.O ingresso é "gratuíto".. a atenuante. / Promoção implica responsabilidade. 22 . "ascenção" (ascensão). assim como circúito. felizes núpcias. "pixar" (pichar). juniores. 29 . Use também em via de. peso. É preferível segue a mesma norma: É preferível lutar a morrer sem glória. / Nenhum dos presentes se pronunciou. nós.Não viu "qualquer" risco.O resultado do jogo. pressupor: Atraso implicará punição. "impecilho" (empecilho). Assim: Comprei-o para você. Da mesma forma: Meus parabéns. e não em: Chegou a São Paulo. / Não o convidei. 27 . / Ninguém lhe fez nenhum reparo. vós e eles não podem ser objeto direto. Seção de Esportes. viu-a. "xuxu" (chuchu). O plural de cidadão é cidadãos.6 12 . se inaugura: A feira inicia-se (inaugura-se) amanhã. entre parênteses. O certo: Vive à custa do pai. "advinhar" (adivinhar). / Ela o ama. novas denúncias. / Depois o procuro. / A mulher o deixou. são a agravante.Não há regra sem "excessão". escrivães. e não "qualquer". Veja outras grafias erradas e. função: Seção Eleitoral. Concordância no plural: os óculos. meus óculos. "beneficiente" (beneficente). 26 . Alguma coisa se inicia. / Conta-se com os amigos.Soube que os homens "feriram-se".Vive "às custas" do pai. / Precisa-se de empregados. Verbos de movimento exigem a. condôr. vitamina C de dois gramas. / Procuram-se empregados. ele. O verbo concorda com o sujeito: Alugam-se casas. 25 . / Compram-se terrenos. e não "em vias de": Espécie em via de extinção. Assim: O resultado do jogo não o abateu. "previlégio" (privilégio). mandou-nos entrar."Aluga-se" casas.Quebrou "o" óculos.Nunca "lhe" vi. não o abateu. 30 . Não se separa com vírgula o sujeito do predicado.Chegou "em" São Paulo. O verbo seguido de preposição não varia nesses casos: Trata-se dos melhores profissionais. a cal. / Apela-se para todos. O mesmo ocorre com as negativas. "frustado" (frustrado). a forma correta: "paralizar" (paralisar). 14 . Grama. / Trabalho em via de conclusão. O certo é exceção. / A festa que se realizou. Não existe o sinal entre o predicado e o complemento: O prefeito prometeu novas denúncias.. aqui se paga.Todos somos "cidadões".. "calcáreo" (calcário). / Nunca promoveu nenhuma confusão.. seus ciúmes. "zuar" (zoar).A última "seção" de cinema. 23 . 24 . repartição. intúito e fortúito (o acento não existe e só indica a letra tônica). Implicar é direto no sentido de acarretar. .Preferia ir "do que" ficar. por exemplo. 28 . 16 . / Fazem-se consertos. 17 . "cincoenta" (cinqüenta). ibéro. / Como as pessoas lhe haviam dito. pólipo. e sessão equivale a tempo de uma reunião. seção de brinquedos. etc.Vendeu "uma" grama de ouro. sessão do Congresso. / Aqui se faz."Tratam-se" de. Lhe substitui a ele. "vultuoso" (vultoso). "benvindo" (bemvindo). "envólucro" (invólucro). 20 . / Quando se falava no assunto. A pronúncia correta é gratúito. Femininas. a eles. Seção significa divisão.

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31 - O peixe tem muito "espinho". Peixe tem espinha. Veja outras confusões desse tipo: O "fuzil" (fusível)
queimou. / Casa "germinada" (geminada), "ciclo" (círculo) vicioso, "cabeçário" (cabeçalho).
32 - Não sabiam "aonde" ele estava. O certo: Não sabiam onde ele estava. Aonde se usa com verbos de
movimento, apenas: Não sei aonde ele quer chegar. / Aonde vamos?
33 - "Obrigado", disse a moça. Obrigado concorda com a pessoa: "Obrigada", disse a moça. / Obrigado
pela atenção. / Muito obrigados por tudo.
34 - O governo "interviu". Intervir conjuga-se como vir. Assim: O governo interveio. Da mesma forma:
intervinha, intervim, interviemos, intervieram. Outros verbos derivados: entretinha, mantivesse, reteve,
pressupusesse, predisse, conviesse, perfizera, entrevimos, condisser, etc.
35 - Ela era "meia" louca. Meio, advérbio, não varia: meio louca, meio esperta, meio amiga.
36 - "Fica" você comigo. Fica é imperativo do pronome tu. Para a 3.ª pessoa, o certo é fique: Fique você
comigo. / Venha pra Caixa você também. / Chegue aqui.
37 - A questão não tem nada "haver" com você. A questão, na verdade, não tem nada a ver ou nada que
ver. Da mesma forma: Tem tudo a ver com você.
38 - A corrida custa 5 "real". A moeda tem plural, e regular: A corrida custa 5 reais.
39 - Vou "emprestar" dele. Emprestar é ceder, e não tomar por empréstimo: Vou pegar o livro emprestado.
Ou: Vou emprestar o livro (ceder) ao meu irmão. Repare nesta concordância: Pediu emprestadas duas
malas.
40 - Foi "taxado" de ladrão. Tachar é que significa acusar de: Foi tachado de ladrão. / Foi tachado de
leviano.
41 - Ele foi um dos que "chegou" antes. Um dos que faz a concordância no plural: Ele foi um dos que
chegaram antes (dos que chegaram antes, ele foi um). / Era um dos que sempre vibravam com a vitória.
42 - "Cerca de 18" pessoas o saudaram. Cerca de indica arredondamento e não pode aparecer com
números exatos: Cerca de 20 pessoas o saudaram.
43 - Ministro nega que "é" negligente. Negar que introduz subjuntivo, assim como embora e talvez:
Ministro nega que seja negligente. / O jogador negou que tivesse cometido a falta. / Ele talvez o convide
para a festa. / Embora tente negar, vai deixar a empresa.
44 - Tinha "chego" atrasado. "Chego" não existe. O certo: Tinha chegado atrasado.
45 - Tons "pastéis" predominam. Nome de cor, quando expresso por substantivo, não varia: Tons pastel,
blusas rosa, gravatas cinza, camisas creme. No caso de adjetivo, o plural é o normal: Ternos azuis, canetas
pretas, fitas amarelas.
46 - Lute pelo "meio-ambiente". Meio ambiente não tem hífen, nem hora extra, ponto de vista, mala direta,
pronta entrega, mão de obra, infraestrutura, meio de campo etc.
47 - Queria namorar "com" o colega. O com não existe: Queria namorar o colega.
48 - O processo deu entrada "junto ao" STF. Processo dá entrada no STF. Igualmente: O jogador foi
contratado do (e não "junto ao") Guarani. / Cresceu muito o prestígio do jornal entre os (e não "junto aos")
leitores. / Era grande a sua dívida com o (e não "junto ao") banco. / A reclamação foi apresentada ao (e não
"junto ao") Procon.
49 - As pessoas "esperavam-o". Quando o verbo termina em m, ão ou õe, os pronomes o, a, os e as
tomam a forma no, na, nos e nas: As pessoas esperavam-no. / Dão-nos, convidam-na, põe-nos, impõemnos.
50 - Vocês "fariam-lhe" um favor? Não se usa pronome átono (me, te, se, lhe, nos, vos, lhes) depois de
futuro do presente, futuro do pretérito (antigo condicional) ou particípio. Assim: Vocês lhe fariam (ou far-lhe-

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iam) um favor? / Ele se imporá pelos conhecimentos (e nunca "imporá-se"). / Os amigos nos darão (e não
"darão-nos") um presente. / Tendo-me formado (e nunca tendo "formado-me").
51 - Chegou "a" duas horas e partirá daqui "há" cinco minutos. Há indica passado e equivale a faz,
enquanto a exprime distância ou tempo futuro (não pode ser substituído por faz): Chegou há (faz) duas
horas e partirá daqui a (tempo futuro) cinco minutos. / O atirador estava a (distância) pouco menos de 12
metros. / Ele partiu há (faz) pouco menos de dez dias.
52 - Blusa "em" seda. Usa-se de, e não em, para definir o material de que alguma coisa é feita: Blusa de
seda, casa de alvenaria, medalha de prata, estátua de madeira.
53 - A artista "deu à luz a" gêmeos. A expressão é dar à luz, apenas: A artista deu à luz quíntuplos.
Também é errado dizer: Deu "a luz a" gêmeos.
54 - Estávamos "em" quatro à mesa. O em não existe: Estávamos quatro à mesa. / Éramos seis. /
Ficamos cinco na sala.
55 - Sentou "na" mesa para comer. Sentar-se (ou sentar) em é sentar-se em cima de. Veja o certo:
Sentou-se à mesa para comer. / Sentou ao piano, à máquina, ao computador.
56 - Ficou contente "por causa que" ninguém se feriu. Embora popular, a locução não existe. Use
porque: Ficou contente porque ninguém se feriu.
57 - O time empatou "em" 2 a 2. A preposição é por: O time empatou por 2 a 2. Repare que ele ganha por
e perde por. Da mesma forma: empate por.
58 - À medida "em" que a epidemia se espalhava... O certo é: À medida que a epidemia se espalhava...
Existe ainda na medida em que (tendo em vista que): É preciso cumprir as leis, na medida em que elas
existem.
59 - Não queria que "receiassem" a sua companhia. O i não existe: Não queria que receassem a sua
companhia. Da mesma forma: passeemos, enfearam, ceaste, receeis (só existe i quando o acento cai no e
que precede a terminação ear: receiem, passeias, enfeiam).
60 - Eles "tem" razão. No plural, têm é assim, com acento. Tem é a forma do singular. O mesmo ocorre
com vem e vêm e põe e põem: Ele tem, eles têm; ele vem, eles vêm; ele põe, eles põem.
61 - A moça estava ali "há" muito tempo. Haver concorda com estava. Portanto: A moça estava ali havia
(fazia) muito tempo. / Ele doara sangue ao filho havia (fazia) poucos meses. / Estava sem dormir havia
(fazia) três meses. (O havia se impõe quando o verbo está no imperfeito e no mais-que-perfeito do
indicativo.)
62 - Não "se o" diz. É errado juntar o se com os pronomes o, a, os e as. Assim, nunca use: Fazendo-seos, não se o diz (não se diz isso), vê-se-a, etc.
63 - Acordos "políticos-partidários". Nos adjetivos compostos, só o último elemento varia: acordos
político-partidários. Outros exemplos: Bandeiras verde-amarelas, medidas econômico-financeiras, partidos
social-democratas.
64 - Fique "tranqüilo". O u pronunciável depois de q e g e antes de e e i não exige mais o trema:
Tranquilo, consequência, linguiça, aguentar, Birigui.
65 - Andou por "todo" país. Todo o (ou a) é que significa inteiro: Andou por todo o país (pelo país inteiro).
/ Toda a tripulação (a tripulação inteira) foi demitida. Sem o, todo quer dizer cada, qualquer: Todo homem
(cada homem) é mortal. / Toda nação (qualquer nação) tem inimigos.
66 - "Todos" amigos o elogiavam. No plural, todos exige os: Todos os amigos o elogiavam. / Era difícil
apontar todas as contradições do texto.
67 - Favoreceu "ao" time da casa. Favorecer, nesse sentido, rejeita a: Favoreceu o time da casa. / A
decisão favoreceu os jogadores.

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68 - Ela "mesmo" arrumou a sala. Mesmo, quanto equivale a próprio, é variável: Ela mesma (própria)
arrumou a sala. / As vítimas mesmas recorreram à polícia.
69 - Chamei-o e "o mesmo" não atendeu. Não se pode empregar o mesmo no lugar de pronome ou
substantivo: Chamei-o e ele não atendeu. / Os funcionários públicos reuniram-se hoje: amanhã o país
conhecerá a decisão dos servidores (e não "dos mesmos").
70 - Vou sair "essa" noite. É este que designa o tempo no qual se está ou objeto próximo: Esta noite, esta
semana (a semana em que se está), este dia, este jornal (o jornal que estou lendo), este século (o século
20).
71 - A temperatura chegou a 0 "graus". Zero indica singular sempre: Zero grau, zero-quilômetro, zero
hora.
72 - A promoção veio "de encontro aos" seus desejos. Ao encontro de é que expressa uma situação
favorável: A promoção veio ao encontro dos seus desejos. De encontro a significa condição contrária: A
queda do nível dos salários foi de encontro às (foi contra) expectativas da categoria.
73 - Comeu frango "ao invés de" peixe. Em vez de indica substituição: Comeu frango em vez de peixe.
Ao invés de significa apenas ao contrário: Ao invés de entrar, saiu.
74 - Se eu "ver" você por aí... O certo é: Se eu vir, revir, previr. Da mesma forma: Se eu vier (de vir),
convier; se eu tiver (de ter), mantiver; se ele puser (de pôr), impuser; se ele fizer (de fazer), desfizer; se nós
dissermos (de dizer), predissermos.
75 - Ele "intermedia" a negociação. Mediar e intermediar conjugam-se como odiar: Ele intermedeia (ou
medeia) a negociação. Remediar, ansiar e incendiar também seguem essa norma: Remedeiam, que eles
anseiem, incendeio.
76 - Ninguém se "adequa". Não existem as formas "adequa", "adeqüe", etc., mas apenas aquelas em que
o acento cai no a ou o: adequaram, adequou, adequasse etc.
77 - Evite que a bomba "expluda". Explodir só tem as pessoas em que depois do d vêm e e i: Explode,
explodiram, etc. Portanto, não escreva nem fale "exploda" ou "expluda", substituindo essas formas por
rebente, por exemplo. Precaver-se também não se conjuga em todas as pessoas. Assim, não existem as
formas "precavejo", "precavês", "precavém", "precavenho", "precavenha", "precaveja" etc.
78 - Governo "reavê" confiança. Equivalente: Governo recupera confiança. Reaver segue haver, mas
apenas nos casos em que este tem a letra v: Reavemos, reouve, reaverá, reouvesse. Por isso, não existem
"reavejo", "reavê" etc.
79 - Disse o que "quiz". Não existe z, mas apenas s, nas pessoas de querer e pôr: Quis, quisesse,
quiseram, quiséssemos; pôs, pus, pusesse, puseram, puséssemos.
80 - O homem "possue" muitos bens. O certo: O homem possui muitos bens. Verbos em uir só têm a
terminação ui: Inclui, atribui, polui. Verbos em uar é que admitem ue: Continue, recue, atue, atenue.
81 - A tese "onde"... Onde só pode ser usado para lugar: A casa onde ele mora. / Veja o jardim onde as
crianças brincam. Nos demais casos, use em que: A tese em que ele defende essa ideia. / O livro em que...
/ A faixa em que ele canta... / Na entrevista em que...
82 - Já "foi comunicado" da decisão. Uma decisão é comunicada, mas ninguém "é comunicado" de
alguma coisa. Assim: Já foi informado (cientificado, avisado) da decisão. Outra forma errada: A diretoria
"comunicou" os empregados da decisão. Opções corretas: A diretoria comunicou a decisão aos
empregados. / A decisão foi comunicada aos empregados.
83 - Venha "por" a roupa. Pôr, verbo, tem acento diferencial: Venha pôr a roupa. O mesmo ocorre com
pôde (passado): Não pôde vir. Outros casos mudaram após o novo acordo ortográfico: fôrma (facultativo),
pelo e pelos (cabelo, cabelos), para (verbo parar), pela (bola ou verbo pelar), pelo (verbo pelar), polo e
polos.

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84 - "Inflingiu" o regulamento. Infringir é que significa transgredir: Infringiu o regulamento. Infligir (e não
"inflingir") significa impor: Infligiu séria punição ao réu.
85 - A modelo "pousou" o dia todo. Modelo posa (de pose). Quem pousa é ave, avião, viajante etc. Não
confunda também iminente (prestes a acontecer) com eminente (ilustre). Nem tráfico (contrabando) com
tráfego (trânsito).
86 - Espero que "viagem" hoje. Viagem, com g, é o substantivo: Minha viagem. A forma verbal é viajem
(de viajar): Espero que viajem hoje. Evite também "comprimentar" alguém: de cumprimento (saudação), só
pode resultar cumprimentar. Comprimento é extensão. Igualmente: Comprido (extenso) e cumprido
(concretizado).
87 - O pai "sequer" foi avisado. Sequer deve ser usado com negativa: O pai nem sequer foi avisado. / Não
disse sequer o que pretendia. / Partiu sem sequer nos avisar.
88 - Comprou uma TV "a cores". Veja o correto: Comprou uma TV em cores (não se diz TV "a" preto e
branco). Da mesma forma: Transmissão em cores, desenho em cores.
89 - "Causou-me" estranheza as palavras. Use o certo: Causaram-me estranheza as palavras. Cuidado,
pois é comum o erro de concordância quando o verbo está antes do sujeito. Veja outro exemplo: Foram
iniciadas esta noite as obras (e não "foi iniciado" esta noite as obras).
90 - A realidade das pessoas "podem" mudar. Cuidado: palavra próxima ao verbo não deve influir na
concordância. Por isso : A realidade das pessoas pode mudar. / A troca de agressões entre os funcionários
foi punida (e não "foram punidas").
91 - O fato passou "desapercebido". Na verdade, o fato passou despercebido, não foi notado.
Desapercebido significa desprevenido.
92 - "Haja visto" seu empenho... A expressão é haja vista e não varia: Haja vista seu empenho. / Haja
vista seus esforços. / Haja vista suas críticas.
93 - A moça "que ele gosta". Como se gosta de, o certo é: A moça de que ele gosta. Igualmente: O
dinheiro de que dispõe, o filme a que assistiu (e não que assistiu), a prova de que participou, o amigo a que
se referiu, etc.
94 - É hora "dele" chegar. Não se deve fazer a contração da preposição com artigo ou pronome, nos
casos seguidos de infinitivo: É hora de ele chegar. / Apesar de o amigo tê-lo convidado... / Depois de esses
fatos terem ocorrido...
95 - Vou "consigo". Consigo só tem valor reflexivo (pensou consigo mesmo) e não pode substituir com
você, com o senhor. Portanto: Vou com você, vou com o senhor. Igualmente: Isto é para o senhor (e não
"para si").
96 - Já "é" 8 horas. Horas e as demais palavras que definem tempo variam: Já são 8 horas. / Já é (e não
"são") 1 hora, já é meio-dia, já é meia-noite.
97 - A festa começa às 8 "hrs.". As abreviaturas do sistema métrico decimal não têm plural nem ponto.
Assim: 8 h, 2 km (e não "kms."), 5 m, 10 kg.
98 - "Dado" os índices das pesquisas... A concordância é normal: Dados os
índices das pesquisas... / Dado o resultado... / Dadas as suas ideias...
99 - Ficou "sobre" a mira do assaltante. Sob é que significa debaixo de: Ficou sob a mira do assaltante. /
Escondeu-se sob a cama. Sobre equivale a em cima de ou a respeito de: Estava sobre o telhado. / Falou
sobre a inflação. E lembre-se: O animal ou o piano têm cauda e o doce, calda. Da mesma forma, alguém
traz alguma coisa e alguém vai para trás.
100 - "Ao meu ver". Não existe artigo nessas expressões: A meu ver, a seu ver, a nosso ver.

9 . enchergar (enxergar). O de não existe: Ele é menor. 10 . 6 . revelou que. "mais" você. / Se estivesse em condições. creio que. "metereologia" (meteorologia).Acredito "de" que. não. etc. "deiche" (deixe). / Se tivesse saído mais cedo.Quando "estiver" voltado da Europa. de modo que. Não use o de antes de qualquer que: Acredito que. 3 . / A turma falou.De "formas" que. "exiga" (exija). A confusão está-se tornando muito comum. 4 . espero que etc. mas você. / Ele ficou fora de si. Locuções desse tipo não têm s: De forma que. 8 . Concordância normal: A gente foi embora.Fiquei fora de "si". Os pronomes combinam entre si: Fiquei fora de mim. 1 . julgo que. penso que. E nunca troque menos por "menas".Ele é "de menor". O certo é: Fale alto porque ele ouve mal. / Ficaram fora de si.Ela veio. restrição: Ela veio. Escreva certo: hesitar. . de maneira que. que indica ressalva. 7 .Fale alto porque ele "houve" mal. Veja outros erros de grafia e entre parênteses a forma correta: "areoporto" (aeroporto). Nunca confunda tiver e tivesse com estiver e estivesse. 2 . Assim: Quando tiver voltado da Europa. O subjuntivo de ser e estar é seja e esteja: Que seja feliz. / Quando estiver satisfeito. conjunção. / Ficamos fora de nós. E também: O pessoal chegou (e nunca "chegaram"). disse que. 5 . Houve é forma de haver: Houve muita chuva esta semana. não.Fale sem "exitar".A gente "fomos" embora.11 OS DEZ ERROS MAIS GRAVES Alguns erros revelam maior desconhecimento da língua que outros. É mas. verdadeiro absurdo linguístico.Que "seje" feliz. Os dez abaixo estão nessa situação. / Que esteja (e nunca "esteje") alerta.

passagem de ônibus. licenciamento de veículos.. Não fica de caô que eu te passo o cerol. meu irmãozinho (pausa). vai." Assaltante carioca "Aí.. perdeu. mas é pra não ficar muito pesado (pausa maior ainda). (pausa). (longa pausa). Vai andando e se olhar pra trás vira presunto . álcool. Se num quiser nem precisa levantar. mais rápido. te mandas.. agora se manda. Vou deixar teus documentos na encruzilhada. Pô.. Levanta os braços e te aquieta." Assaltante gaúcho "O guri.. senão o quarenta e quatro fala. vai.. uai ! Tá esperanuquê.... Passa as pilas prá cá ! Trilegal! Agora. gasolina. imposto de renda. (outra pausa). mermão! Seguiiiinnte. do contrário não será um texto. Mais rápido. sô?!" Assaltante baiano "Ô meu rei.." Assaltante de Brasília "Companheiros.." CONCEITUAÇÃO DE TEXTO O texto é uma manifestação linguística produzida por alguém. Levantus braçu e fiketin quié mió prucê.12 CAPÍTULO 01 – SESSÃO LEITURA Assalto à brasileira Assaltante mineiro "Ô sô. uai. com alguma intenção. meu... seguro obrigatório. Cofins.. IPTU. bem devagarinho (pausa pra pausa ) Num repara se o berro está sem bala. Vai andano. que eu ainda preciso pegar a bilheteria aberta pru jogo do Curintias. meu . em alguma situação concreta (contexto). estou aqui no horário nobre da TV para diz er que no final do mês. ICMS... Mió passá logo os trocado que eu num to bão hoje. tchê ! Não tentes nada e cuidado que esse facão corta uma barbariiidaaade. meu. esgoto. mas não se avexe não. Independentemente de sua extensão. Isso é um assalto. Isso é um assalto. Issé um assarto. o texto deve dar a sensação de completude. ficas atento. sacô? Passa a grana e levanta os braço rapá .. IPI. Esse trem na minha mão tá chein di bala. Além da noção de completude.. sete fatores são responsáveis pela textualidade (conjunto de características que fazem de um texto um texto e não um amontoado de frases): .. IPVA. gás. Não esquenta.. PIS. aumentaremos as seguintes tarifas: energia. meu. isso é um assalto. bicho..." Assaltante paulista "Isto é um assalto! Erga os braços! Pass a logo a grana. tchê. Levanta os braços.. pra num ficar cansado Vai passando a grana. água. prestenção.

para isso. 1. se possível. nessa situação específica.. do público. um texto deve: 1  manter o mesmo tema.. papá. Mas. se não aceitá-lo como um texto coerente.  aceitabilidade: é a expectativa que o leitor manifesta de que o texto com que se defronta seja coerente.  fator semântico conceitual – dele depende a coerência do texto. alguém sai correndo de um edifício e grita: “Fogo!” Percebe-se que nessa circunstância a palavra “fogo” adquire um significado diferente de uma mera referência a um processo de combustão.  fator formal – diz respeito à coesão textual (corresponde à superfície linguística do texto). COERÊNCIA (ou fator semântico conceitual) A coerência é o resultado de processos cognitivos.  situacionalidade: pertinência e relevância do texto quanto ao contexto em que ocorre.. conhecimentos partilhados. voltado para a ação. Por exemplo. útil. maná. Em seguida. A produção e compreensão de textos dependem do conhecimento de outros textos. sinhá. coeso.. do objetivo do emissor numa determinada situação sociocomunicativa. ele deve ter em seu repertório a informação de que este texto refere-se a outro (dialoga com outro) do Romantismo brasileiro – Canção do exílio. caracterizado pela pressa. relações de sentido. cá? bah! (José Paulo Paes) Esse texto pode parecer um amontoado de palavras sem sentido se o leitor não perceber as intenções do autor.13   1 fatores pragmáticos – intencionalidade. Pragmático: Suscetível de aplicações práticas. relevante. Ela orienta tanto a produção quanto a recepção de textos. informatividade e intertextualidade – dizem respeito aos fatores contextuais que determinam os usos linguísticos nas situações de comunicação e contribuem para a construção do sentido do texto: intencionalidade: é a manifestação da intenção. relativo à pragmática (estudo dos fatores contextuais que determinam os usos linguísticos nas situações de comunicação). de Gonçalves Dias – e dirige-se a leitores de um tempo moderno. situacionalidade. Como você viu. daí seu título.. aceitabilidade... Para ser coerente. Logo. . Exemplificando: Canção do exílio facilitada lá? ah! sabiá.  informatividade: diz respeito à taxa de informação do texto. a palavra “fogo” é um texto. A interpretação será de que há um incêndio naquele prédio e a pessoa está querendo alertar outras e..  intertextualidade: refere-se ao diálogo entre textos. condições operantes entre os usuários – emissor e destinatário – e não apenas um traço constitutivo dos textos... um texto vai além de sua superfície linguística e pressupõe um comunicador atento a todas as suas dimensões. conseguir ajuda. vamos tratar com maior profundidade os dois últimos fatores: o semântico conceitual e o formal. sofá. Ela depende da situação.  trazer sempre uma informação nova. das intenções.

Guilherme. p. A coerência também é representada pela organização linear das sequências e pela ordenação temporal relativa aos fatos descritos. olhava o sol poente. ‘um ovo e não uma mesa tipificam corretamente este planeta inexplorado’. A realização da coerência condiciona-se à adequação entre os elementos cognitivos ativados pelas palavras e o universo de referência do texto. A coerência textual. viu um cavalo que descia para a sua casa. 3 – Leia o texto seguinte e indique o que. o torna incoerente e. nosso herói desafiou valentemente todos os risos desdenhosos que tentaram dissuadi-lo de seu plano. São Paulo: Contexto. 39) Se considerarmos o “mundo normal”. Angela. São Paulo: Ática. ao ver o pai. uma planície coberta de areia. o que a senhora foi lá e falou com ele no domingo. que havia 20 anos partira para alistar-se no exército. disse o dia da sua volta. 1 . enquanto os indecisos espalhavam rumores apavorantes a respeito da beira. abrindo caminho. tomou o táxi e disse o dia da sua volta. não. ‘Os olhos enganam’. Veja este exemplo: Os leões subiram as montanhas geladas e puseram-se a perseguir a foca. 1990). Então as três irmãs fortes e resolutas saíram à procura de provas. para você. causa o efeito de humor. Senão pode vir alguém e querer fazer qualquer coisa com elas. Desde o pé da colina se espalhava em todas as direções. A menina partiu. cuja frente dava para o Leste. — Sim senhora. (In: “Effects of comprehension on retention of prose”. disse ele. . (In: GUIMARÃES. a incoerência do texto decorre da incompatibilidade entre aquilo que ele descreve e os fatos da realidade: os leões não habitam territórios gelados. (In Koch. Journal of experimental Psychogy. João. Ponha no lugar do outro dia. criaturas aladas e bem-vindas apareceram anunciando um sucesso prodigioso. lançando-se nos seus braços e começando a chorar. sentado nos degraus da escada à frente de sua casa. à primeira vista. Texto e leitor: aspectos cognitivos da leitura. Luiz Carlos. No entanto. sem saber de onde. e. entretanto observou que o cavalo era manco. Ao olhar mais de perto verificou que o visitante era seu filho Guilherme. às vezes através de imensidões tranquilas.21). Nas seguintes frases. até o horizonte. Quando estavam prestes a alcançá-la. As feras corriam sobre o gelo. Os esquimós os chamavam por seus nomes. A articulação do texto.” (Richard Gehman) — Maria. De repente. os esquimós não se utilizam desses animais para caçadas. Elisa. Campinas: Pontes. o homem está aí. não tinha dado sinal de vida. 2 – Este texto. 1992. a foca alçou voo. é incoerente? Por quê? “Com gemas para financiá-lo. por isso. E observava como a sua sombra ia diminuindo no caminho coberto de grama. tomou o táxi e partiu. despediu-se da mãe. apud Kleiman. correu até ele. só a primeira é coerente: A menina despediu-se da mãe. Ingedore & Travaglia. Olha. mas amiúde através de picos e vales turbulentos. Na noite em que completava 30 anos. — Aquele de quando choveu? — Não. o mesmo texto teria a coerência própria (o valor de verdade) desse tipo de contexto. Como se trata do “mundo normal”. protegendo-se com suas garras para não cair. Os dias se tornaram semanas. teria de haver a consonância entre os referentes textual e externo (situacional) em que repousa a coerência. em todo esse tempo. As árvores e a folhagem não lhe permitiam ver distintamente. Finalmente.14  não ser contraditório.Se houver incoerências neste texto. 1990. nem as focas voam. inserido num contexto ficcional fantástico. desmontou imediatamente. — Junto com as outras? — Não ponha junto com as outras. A vaguidão específica “As mulheres têm uma maneira de falar que eu chamo de vago-específica.  ter um valor de verdade que possa ser percebido e aceito por sua organização. p. aponte-as: “João Carlos vivia em uma pequena casa construída no alto de uma colina árida. ponha isso lá fora em qualquer parte.

só trouxe as coisas. por meio de números. traga. 4) (FGV-SP) A seguir. Na ocasião. 1. 4) Há males que vêm para bem: a gripe que me obrigou ao repouso deu-me a oportunidade de descobrir Cervantes. Salvador. às quatro horas e cinco minutos. Trinta anos de mim mesmo. nós descemos tudo de novo. de forma a completar o sentido do primeiro. acabou optando pela que lhe pareceu a mais barata: passar as férias com os pais.15 — Que é que você disse a ele? — Eu disse para ele continuar. a ordem lógica em que devem dispor-se os períodos. — Mas traga.Paulo. Millôr. bem com os homens e mal consigo mesmo. senão atravanca a entrada e ele reclama como na outra noite. Há algum problema na expressão “alto demais”. (O Estado de S. É o que ocorre no trecho a seguir: “As Forças Armadas brasileiras já estão treinando três mil soldados para atuar no Haiti depois da retirada das tropas americanas. dado o contexto linguístico em que ela ocorre? Justifique sua resposta. introduzindo apenas as modificações necessárias para resolver o problema. O outro parece mais capaz. 16/9/94). 3) (Puccamp-SP) Identifique a alternativa em que o pensamento é formulado de forma contraditória: 1) O compositor Pestana expirou naquela madrugada. Essa equipe é o embrião da BCP Telecomunicações. (Folha de S. Na resposta indique. 3) “Nem vem que não tem”. disse ontem o presidente da Guatemala. Hill fazem parte de um grupo especial de pessoas. Ramiro de Léon. Organize-os em uma sequência lógica. O resto não trouxe porque a senhora recomendou para deixar até a véspera. A Organização das Nações Unidas (ONU) solicitou o envio de tropas ao Brasil e a mais quatro países”. pensando que eu fosse algum agente do Juizado. futura operadora da telefonia celular na região metropolitana de São Paulo. — Está bem. 24/9/94). disse-me o menino ressabiado. São Paulo: Abril Cultural.Paulo. Primeiro período A costarriquenha Eleonora Odio e o americano George E. 1973) FIXAÇÃO Exercícios 1) A maneira como certos textos são escritos pode produzir efeitos de incoerência. 2) Na falta de alternativas. (Fernandes. 2. — É bom? — Mais ou menos. Eu disse que podia principiar por onde quisesse. temos o primeiro período de um texto. (A Tarde. Mas eles são mais do que viajantes contumazes. 3/9/98). — Ele já começou? — Acho que já. como no exemplo: “Zélia Cardoso de Mello decidiu amanhã oficializar sua união com Chico Anysio”. 2) (Fuvest 99) O cheque em branco que o eleitor passa ao eleito é alto demais. o que provoca esse efeito? c) Reescreva o trecho. vou ver como. . É melhor. Os demais períodos estão alinhados sem ordem alguma. — Você trouxe tudo para cima? — Não senhora. faz parte da condição mesma de o candidato expor-se ao escrutínio público e abrir mão de uma série de prerrogativas. entre elas a privacidade. a) Qual o efeito de incoerência presente nesse texto? b) Do ponto de vista sintático.

houve. também. pessoa. // João Paulo II esteve em Varsóvia.  Mecanismos gramaticais: o conhecimento da gramática nos auxilia a produzir textos coesos. 5. sem qualquer liberdade. entre outros processos. em 2000. que o prefeito seja conduzido pelos princípios que regem as diretrizes do PT. manifesta-se no plano linguístico e constrói-se por meio de mecanismos gramaticais e lexicais. o mais recente aliado do capitalismo disse que a Igreja continua a favor dessa excrescência que é o celibato clerical.: João Paulo II esteve em Varsóvia. Eles são membros de uma equipe formada pela americana BellSouth para dar conta de uma missão no Brasil. mas que mesmo assim até hoje sentem os reflexos do sistema. diz Roberto Péon. No plano linguístico. terem sofrido/ sentem/ povo. o muro da vergonha foi derrubado.  Mecanismos lexicais: a coesão lexical se dá. isso significa ter aptidão para comunicar-se de modo eficiente mundo afora. o sumo Pontífice disse que a Igreja continua a favor do celibato clerical. publicado na primeira página de um jornal de bairro da Zona Sul de São Paulo logo após os resultados do primeiro turno para eleição do prefeito da cidade. Conclusão: texto(?) mal-estruturado. pela substituição e pela expansão lexical. impostas pelo sistema do comunismo. a elipse. exemplifica aspectos da coerência e coesão: “Os dois mais votados agora procuram adeptos para somarem votos. Até na Rússia por terem sofrido barbaridades. pelo menos. marcando também o posicionamento ideológico do enunciador. lugar). pois a crase no àqueles não remete a nada e não há correlação entre os termos pertencem/ querem/ classe.  substituição: inclui a sinonímia. 6.” Esse texto não apresenta coerência porque não trata de um único assunto nem a informação da introdução foi desenvolvida (portanto não houve progressão semântica). a antonímia. presidente da BPC. Ex. efeito da coerência. com certeza. com língua diferente da sua. O texto abaixo. a hiponímia e a hiperonímia e os nomes genéricos (coisa. autoritário. pois pertencem a uma classe que não querem o comunismo ou.16 3. pela reiteração. pois as palavras não são neutras. crase. conjunções. a concordância. portanto o muro da vergonha é o sujeito dessa oração reduzida e o mas e o mesmo assim marcam uma relação que não existe. a colocação das palavras na frase. a ponto de treinar equipes num país estranho. pontuação. gente. Na verdade àqueles que votaram no Alckmin e no Tuma. demonstrando a insatisfação de um povo sofredor. massacrante. . “São profissionais com capacidade para atravessar a barreira do etnocentrismo e serem aceitos”. uma informação que contraria nosso conhecimento do mundo: o Muro da Vergonha ficava em Berlim (Alemanha) e não na Rússia. manifestam intenções. COESÃO (ou fator formal) A coesão. a correlação entre os tempos verbais. faltou-lhe coesão. vão votar no Maluf. O que Hill e Eleonora têm em comum é um perfil de globe-trotter. terem sofrido não tem sujeito explícito. advérbios.  reiteração: repetição do mesmo item lexical. No segundo período. Entre alguns dos recursos gramaticais que auxiliam a coesão estão os pronomes.  expansões lexicais: trazem para o texto novas informações sobre o termo substituído. Na capital da Polônia.No mundo dos negócios. 4. que jamais deveria ter sido publicado. Na cidade do odioso gueto. negócio. 2. a pontuação etc.

Os preços dos equipamentos de multimídia continuarão inacessíveis para a maioria da população brasileira. as baleias praticariam uma espécie de eutanásia instintiva. 2) Corrija os defeitos de coesão que aparecem nestas frases: a) Conheci Maria Elvira. c) A Enterprise partiu da estação espacial com toda a tripulação. A polícia foi mais rápida e prendeu eles. Bilhete este que desaparecera entre os velhos papéis da escrivaninha. Assuntos estes que foram aprofundados. Ela está ameaçada de extinção. as baleias se suicidariam ao pressentir a morte. 1990. A deputada havia sido vítima de um assalto. Mesmo assim. Preencha os espaços com aquele adequado ao contexto: Crianças escravizadas Explorar o trabalho de uma criança é sempre muito ruim. No futuro a multimídia apresentará recursos ainda mais sofisticados. g) A jubarte é uma baleia que mede até 15 metros de comprimento. b) Ele sempre foi bom. seja no gramatical: a) A deputada parecia nervosa. Mas o dinheiro cobrado pela alimentação e moradia é sempre maior do que o salário que __________ fazendeiros pagam para ___________ pessoas. A Enterprise faria mais uma viagem intergalática. em razão de uma doença grave ou da própria idade. Ela chega a pesar 45 toneladas. d) As revendedoras de automóveis estão equipando cada vez mais os automóveis para vender os automóveis mais caro. existem trabalhos infantis que são considerados piores. realizando a coesão seja no nível lexical. Ela passou a ser vista no arquipélago de Abrolhos. . Segundo uma hipótese corrente.17 FIXAÇÃO Exercícios 1) Reescreva estes trechos. São Paulo: Ática. mesmo sabendo que a USP faz exames de seleção rigorosos. as baleias se desorientariam por influência de tempestades magnéticas ou de correntes marinhas. b) O menino entrou depressa no supermercado. g) Lembrou-se que havia um bilhete. O poder aquisitivo da maioria da população brasileira é baixo. É o caso de crianças que são usadas como escravas junto com suas famílias. imagens e textos. Segundo outra hipótese corrente. (in: ABREU. Os donos de fazendas e empresas que fazem _________ cobram a comida e o aluguel dos trabalhadores. e) Eles fugiam da polícia. Curso de redação. se tiver de pagar mais caro pelo automóvel. 3) Os pronomes demonstrativos são alguns dos elementos que promovem coesão num texto. f) A multimídia é uma tecnologia que combina sons. c) Os alunos não entenderam todos os assuntos. Os preços dos equipamentos de multimídia tendem a ficar cada vez menores. f) Há um grande número de pessoas que não entendem e não se interessam por política. O cliente vai à revendedora de automóveis com pouco dinheiro e. 2ª ed. d) Todos querem uma vaga na USP. O menino parecia estar fugindo de alguém. e) Todos os anos dezenas de baleias encalham nas praias do mundo e até há pouco nenhum oceanógrafo ou biólogo era capaz de explicar por que as baleias encalham nas praias do mundo. porém honesto. e as revendedoras de automóveis têm prejuízo.). Antônio Suárez. O arquipélago de Abrolhos fica ao sul do litoral da Bahia. ou seja. onde me amarrei. desiste de comprar o automóvel.

os fazendeiros não deixam ninguém ir embora. os trabalhadores ficam sempre devendo. (FOLHINHA.18 ____________ condições. Folha de S. Para piorar. . 28/2/98). Paulo. Do mesmo modo que os antigos senhores de engenho do Brasil tratavam seus escravos. Quem tenta fugir e não consegue apanha.

olfação. pois são reconhecidos pelos interlocutores por suas características.. você está comendo um cadáver. situam-se e integram-se funcionalmente nas culturas em que se desenvolvem. por mais que você odeie pensar que a comida no seu prato tenha sido um animal um dia.19 CAPÍTULO 02 – GÊNEROS E TIPOS TEXTUAIS “Se não existissem os gêneros do discurso e se não os dominássemos. que não é um requerimento. dinâmicas. com a argumentação. são picadas em pedaços. com ele. não havia o gênero e-mail ou o gênero infografia. Dourada e crocante nas bordas. Por exemplo. uma conferência.  os gêneros têm uma função dentro da sociedade e representam uma grande economia. assim. sentindo o tempero. Assim. por exemplo: uma notícia vai trabalhar sobretudo com a narração e a descrição. um texto publicitário. OS GÊNEROS TEXTUAIS Gêneros são entidades sociodiscursivas altamente maleáveis. células comprimidas – de até 4 centímetros – e resistentes. cortando sem esforço o pedaço de picanha. a temperatura. a maciez. depreendese que:  como estão inseridos no fluxo histórico.. . morrem e surgem em função. As fibras musculares. com a exposição. publicitária. Observe o esquema: Percepção Sujeito (aquele que percebe) Objeto (aquilo que é percebido) Base sensorial Imaginação criadora (visão.” (Superinteressante. Carne é bom. amputado da região pélvica de um animal bem maior que você. com a injunção (ordem). gustação. os gêneros modificam-se constantemente. até antes de o computador ser inventado. abril de 2002. que não é um romance. que não é uma notícia de jornal. Estética da criação verbal). os minerais e a abundante gordura que tornavam o músculo capaz de realizar suas funções. Dessa definição do linguista russo Bakhtin. tenra e úmida no centro. Os gêneros orientam tanto o autor na produção. carregando organelas celulares e todas as vitaminas. meu caro. Mas que tal assistir à mesma cena de outra perspectiva? No prato jaz um pedaço de músculo.) É importante saber que cada gênero trabalha com a tipologia textual que lhe é mais adequada. se tivéssemos de criá-los pela primeira vez no processo da fala. por exemplo.). tato) Exemplos: “A faca desce macia. Na sua boca. de inovações tecnológicas. minuciosa e inventivamente. A seguir. O sumo que escorre dela enche a boca e. você serra os feixes musculares. a comunicação verbal seria quase impossível. coloca o tecido morto na boca e começa a dilacerá-lo com os dentes. Você põe a carne na boca e mastiga devagar. estilo (configurações específicas das unidades de linguagem) e composição (estrutura particular do texto. Com a faca.” (Mikhail Bakhtin. qualquer um sabe que uma receita não é um poema. inclusive a de se contrair. jornalística. que não é um texto publicitário e assim por diante. audição. quanto o leitor na interpretação. A TIPOLOGIA TEXTUAL: descrição. narração. um artigo de jornal. exposição e argumentação Descrição Descrever é recriar imagens sensoriais na mente do leitor: o enunciador percebe o objeto através de seus cinco sentidos e sua imaginação criadora “traduz” em palavras o objeto com riqueza de detalhes.  os gêneros têm três dimensões essenciais à sua caracterização: tema (conteúdo). o sabor incomparável. etc. relaciona-se com a finalidade extralinguística do texto: didática. a água (que ocupa até 75% da célula) se espalha. se tivéssemos de construir cada um de nossos enunciados. Sim. plásticas que surgem.

É preciso. libertino. de maneira impessoal. você percebeu que o ato de descrever exige percepção e imaginação criadora. — Pena. no meu conceito era a derradeira das criaturas. roupa por lavar. ativando sentidos às vezes adormecidos. tão preguiçosa. pratos gordurosos. enganjento. complicação. — Se o senhor não se incomodasse eu colhia um pouco. O luar batia em cheio no canteiro de morangos. já que o senhor não gosta de morangos.. porejando baba. então. Estavam bonitos mesmo.20 2 “Fui também recomendado ao Sanches. Os morangos A vizinha espiou por cima do muro. anestesiados por uma civilização predominantemente audiovisual. 3 . Acercou-se em silêncio. vincada a ferro. uma judiação. que maravilha! (. preciso pegar o ponto na repartição. espezinhando-o diariamente pelo seu magro ordenado. Se não colher. Voltou à noite. (Giselda Laporta Nicolelis) Exposição O texto expositivo é de natureza dissertativa. — Que pena. clímax. As crianças. Comida malfeita. aqui em casa somos todos loucos por morangos. Mas tão desleixada.” (Raul Pompeia) 4 “Lá vem ele. pegador de monograma na gravata chumbadinha de vermelho. Se os fatos se apresentarem nessa ordem acima exposta. seu Agenor. 4 Ganjento: Vaidoso. presumido. olhos rasos. demasiadamente. desregrado. 3 mortos. Primeiro que fosse do coro dos anjos. Crápula: Indivíduo devasso. Trata-se da apresentação. A formação da mensagem – Muniz Sodré 2 Supinamente: Em alto grau.. A narração é um relato de fatos vividos por personagens e ordenados numa sequência lógica e temporal.. — Bom dia. o enredo será linear. E aquele gênio! Sempre descontente. E ganjento . explicação ou constatação. de um pardo transparente. desenvolver a acuidade sensorial. nem se diga. lábios úmidos. Somente uma percepção aguçada permite revelar facetas novas do objeto descrito. — Que lindos estão esses morangos. tão linda. seu Agenor! — Bom dia. — Com licença. — À vontade. — Não gosto de morangos. sem julgamento de valor e sem o propósito de convencer o leitor. Pena que não se pudessem comer. Depois da leitura dos textos. — É. tão lindos! Saiu para a repartição. excessivamente. meiguice viscosa de crápula antigo. vão apodrecer no pé. do contrário.) — O senhor não colhe. por isso ela caracteriza-se pelo emprego de verbos de ação que indicam a movimentação das personagens no tempo e no espaço. A estrutura narrativa compõe-se das seguintes sequências: apresentação. desfecho. Achei-o supinamente antipático: cara extensa. lenço e caneta no bolsinho do jaquetão abotoado.” (Mário Palmério). Suspirou fundo.. Só existe uma boa descrição a partir da percepção do objeto. De dar água na boca. Linda como uma flor. têm gosto de terra. exigindo tudo o que não lhe podia dar. Narração O texto narrativo conta uma história. e os morangos? — Não prestam para comer. mas. chapéu tombado de banda. relógio de pulso. Mariana. seu Agenor? Estão no ponto. será alinear. pilantra: roupinha de brim amarelo. portanto. Fora realmente uma gentil ideia plantar os morangos depois que a enterrara no jardim.

Essa necessidade de padronizar o conteúdo do veículo segundo um índice optimum de aprovação do público condiciona necessariamente a formação da mensagem. A nova mensagem. um slogan (algo como Higiene é Saúde). para o nível comum de entendimento? Certamente a mensagem só seria decodificada ou aceita pela parte do público que conhecesse o código do comunicador. mas a esvazia de sua força informativa. na sua formação. mal compreendida. mas da recepção e decodificação da mensagem por um indivíduo qualquer. a mensagem seria provavelmente entendida por uma boa parcela da população culta. portanto.). Só não deixe de ser quem você é.Free sempre acreditou nisso. a mensagem da televisão – assim como a do rádio – visa a uma universalidade (atingir todo e qualquer receptor indistintamente) que. APROVEITE EM EXCESSO. cujos termos fossem acessíveis até aos analfabetos. O êxito de um programa é aferido pelo índice de audiência: quanto maior o público. que participasse da mesma estrutura cultural. . sonhe. Já viram o que acontece quando se joga uma pedra num lago? Formam-se círculos concêntricos. Esse slogan sintetiza a mensagem original. por exemplo) forem familiares ao público. Mas os outros setores da população ficariam impermeáveis à campanha. então. a título de serviço público. respeitando os mais diversos estilos. apaixone-se. as mensagens são empobrecidas ou reduzidas ao suposto denominador comum. níveis de instrução e faixas etárias) sem atentar. atitudes. Uma questão de ser Free. Se a tv utilizasse argumentos puramente técnicos (de ordem médico-sanitária. O que aconteceria se um comunicador (a tv. ame. aproveite tudo em excesso. por que não com moderação? A decisão é sua. A busca de um suposto denominador comum. seja você quem for. Então seja livre para fazer o que quiser: cante. O comunicador poderia. maior a sua capacidade de comunicação. maior o sucesso. por exemplo) tentasse transmitir uma mensagem a um público amplo e heterogêneo (composto por diferentes classes sociais. seria certamente mais pobre em informação por omitir dados científicos (difíceis. que renda o máximo de aceitação por parte do público. a redundância). Mas figuremos uma terceira hipótese: a mensagem não atingiu a população inteira. por já constarem de seu repertório. elaborar uma nova mensagem em termos mais acessíveis. opiniões. etc. Ele consiste na apresentação. agora. Suponhamos que a televisão pretendesse. explicação ou constatação de um fato para: a) convencer o leitor através de um raciocínio lógico. mas necessários à correta apreciação do problema) desconhecidos da população. Quanto mais os signos da mensagem (os elementos culturais de um programa de televisão. Na televisão. crie. sociológica. consistente e baseado na evidência das provas. b) persuadir o leitor através da emoção.21 De um modo geral. cada vez maiores à medida que se espalham. A tv é levada a tratar como homogêneos fenômenos característicos de apenas alguns setores da sociedade. dance. Cada um na sua. FUME COM MODERAÇÃO. O ideal mais importante na vida de qualquer um. Isso é demonstrável na Teoria da Informação: quanto menor é a taxa matemática de informação de uma mensagem (e maior. Argumentação O texto argumentativo também é de natureza dissertativa. Comunicação aqui é empregada em seu sentido técnico: não se trata de um ideal de ordem humana ou social. preside à elaboração da mensagem. É isso que chamam de liberdade. como a norma geral é atingir o maior público possível. esclarecer o povo sobre os perigos da falta de higiene doméstica e de limpeza urbana para a saúde nacional. E se você decidiu fumar. ou seja. maior será o grau de comunicação. embora mais efetiva em comunicação. dá-se exatamente o movimento inverso: a mensagem original é um grande círculo que tende a reduzir-se para se espalhar. O comunicador poderia criar. No processo de comunicação. a detentora do código segundo o qual se organizou a mensagem. pode levar o veículo a uma relação falsa com o grupo social. Ninguém tem o direito de fazer suas escolhas por você.

 conheça seu receptor. Retoma sinteticamente as reflexões críticas ou aponta as perspectivas de solução para o que foi discutido. constróise a trama e o suspense.  escolha o canal mais eficiente para enviar sua mensagem. Através das ações das personagens. que. torna o texto prolixo22. provocando expectativa e tensão. conteúdo para discussão (cultura geral).). Esclarecer a trama é uma delas Recursos Uso dos cinco sentidos. física e psicologicamente. Trata-se do fenômeno que não traz informação nova à mensagem. Situa seres e objetos no espaço (história). Conclusão Não há procedimento específico. Trata-se de saber a posição do outro. Os meios de comunicação de massa. Adjetivação farta. vocabulário adequado e diversificado. OBSERVAÇÃO: Ao elaborar seus textos. sem coesão. que culminam no clímax. odores – e psicológicas – impressões subjetivas. mas garante sua eficácia. linguagem clara. observador ou onisciente. combinados. lembre-se de que sua comunicação será muito mais eficiente se você observar as seguintes condições:  conheça com razoável profundidade aquilo sobre o que vai falar (leia. primam pela redundância. produzem a sinestesia. geralmente no tempo passado. para adequar a ele sua linguagem. objetiva.. distingue seus aspectos gerais e os interpreta. Apresenta a síntese do ponto de vista a ser discutido (tese). pois. Capta os elementos numa ordem coerente com a disposição em que eles se encontram no espaço. interpretativa. repetitivo. caracterizando-os objetiva e subjetivamente.. verbos de estado. Verbos de ação. Considera-se concluído o texto quando se completa a caracterização Existem várias maneiras de concluir uma narração. evidências. No entanto. sons. Expõe argumentos que evidenciam posição crítica. A perspectiva do observador focaliza o ser ou objeto. ao invés de garantir a eficácia da mensagem. narrador personagem. justificativas e dados. discurso direto. usar a linguagem e o nível adequados à hierarquia. comparações. que fazem parte do repertório desse público (saber partilhado). Apresenta as personagens.. indireto e indireto livre. Capacidade de organizar ideias (coesão). por exemplo. gostos. no entanto. Pode ser romântica. Discute um assunto. reflexiva. comportamentos.22 REDAÇÃO: QUADRO-RESUMO MODALIDADES Características DESCRIÇÃO NARRAÇÃO DISSERTAÇÃO Situa seres e objetos no espaço (fotografia). exemplos. localizando-as no tempo e no espaço. discuta. Imaginação para compor uma história que entretenha o leitor. Pode ser redigida em um único parágrafo. para atingir um público amplo e heterogêneo e conquistar o máximo de audiência. analítica. O que se pede Sensibilidade para combinar e transmitir sensações físicas – cores. apresentando pontos de vista e “juízos de valor”. opinativa sobre o assunto. formas.. Para combatê-los existe a redundância. também conhecida como saber partilhado. quando a redundância é exagerada. dramática. Introdução Desenvolvimento Amplia e explica o parágrafo introdutório. Lembre-se.  conheça e domine as possibilidades e as regras do código por meio do qual você vai expressar-se. de que ruídos21 na comunicação podem comprometer a mensagem. objetiva. evitam soluções originais preferindo trabalhar com elementos previsíveis. Linguagem referencial. humorística. . pesquise.

. meigos. cores. dividido entre a noite e o alvorecer. Suas roupas são simples. Ele mal respira. cercados pela marca do tempo. violões. cheiro de negro.” (Graça Aranha) Brasileiro Lá está ele: figura arcada pelo trabalho pesado. liras. Tudo é instrumento. procure registrar livremente todos os sons e ruídos que estão ocorrendo. gaitas e trombetas. outrora cheia de quase nada. esboroa a força de goteiras. estava inteiramente tomado pela mais fabulosa arquitetura de nuvens que se podia imaginar. perfurada por desfiladeiros. preto-azulado do oeste até o zênite. vergônteas estioladas de famílias fidalgas. Não se segura a nada. a carteira de trabalho e alguns trocados. mas nem se acendem as velas. 3. há candelabros de dezoito velas. primeiro farol do dia no frontão da noite que terminava. ásperas e grossas. melosa. cheiros se fundem em gostos de gengibre. e cujo estuque. Tudo é canto. em face do azul da baía no mundo dourado. Seu olhar é vazio. cheiro branco. lutam. tudo estava em suspenso. Tatos. que maxixam. em seguida. A crista mais alta de um cúmulo descabelado pelo vento já estava sendo tocada por um pincel amarelo.” (Simon Leys) “Maravilha de ruído. de Madureira à Gávea na unidade do prazer desencadeado. lúbricos. Zé Pereira. correntes de lava violenta. Viola chora e espinoteia. Dentro dos cheiros. suaves. deixando tudo em desordem. de todas as excitações e de todas as náuseas. campos de neve noturnos. picos. Nas mãos. surradas..23 CAPÍTULO 03 – O TEXTO DESCRITIVO Descrição de ambiente 1. alucinantes. bumba. ardentes. tresandam. cujos frisos dourados se recobrem de pátina.” (Monteiro Lobato) “De fato. Seus olhos são fundos. brutais. espremido por entre cópias de si próprio. nem se guardam mais os nomes enquadrados. colunatas. Descreva. . cheiro de todos os matizes. Há nas paredes velhos quadros. de bocas e de mucosas. . zombeteiam. de boa prosápia entroncada na nobiliarquia lusitana. mesquinhamente. Dentro dos sons movem-se cores. Tem no bolso um volante da loto. Que cores essas formas têm? 6. Pelos salões vazios. Os sons se sacodem. gritam. sobre o mar diáfano e sem rugas. São palácios mortos. flautas. 2. arrebentam no ar sonoro dos ventos. o movimento dos tatos violentos. as formas que enxerga ao seu redor. Que diferentes sensações táteis tais formas apresentam? 7. Organize um texto que seja a descrição de uma feira livre SESSÃO LEITURA “Vivem dentro. cansados. O céu. Todo o céu estava possuído por uma energia contínua. à espera do dia. Não se comunica. saxofones. moldurando efígies de capitães-mores de barba em colar. Instrumentos sem nome inventados subitamente no delírio da improvisação. dançando. erra o bafio da morte. numa imobilidade e num silêncio solenes que serviam de pedestal à aurora. sinal do cansaço da desesperança de não ter esperança. Falsetes azucrinam. sons. berram. klaxons. pandeiros. de laranja. candomblé. de mendubim. Libertação dos sentidos envolventes das massas frenéticas. e os gostos. feiticeira. do ímpeto musical. suadas. da cidade morta. desfilando sob o verde das árvores. formando fileiras de escarpas e precipícios azuis. cheiro de mulato. Melopeia negra. lagarteado de fendas. aços estrepitosos. E por tudo se agruma o bolor râncido da velhice. os cheiros que esteja sentindo ou de que possa lembrar-se. branco-perolado no Oriente. como se já não tivesse forças sequer para reclamar. crayons. 5. Tentando ativar a percepção. enquanto nas regiões mais baixas as nuvens ainda estavam mergulhadas numa penumbra difusa. Dentro dos sons e das cores. A brisa noturna que construíra esse gigantesco canteiro de obras de palácios. vaias. vivas. o espetáculo era excepcional. torres e geleiras tinha-se ido. já tão acostumado ao vaivém do trem da sua vida. agora. de castanhas. encantamento do barulho. reco-recos. pulando. o teatro de um desabamento cristalizado. deslumbram. parecia a presa de um caos imóvel. bumba. movem-se os cheiros. 4. esverdecidos em azinavre. saboreiam. de bananas. traz uma marmita vazia. Registre.

. assina e carimba. lamentando para a esposa: — Chega de diversões e aventuras. ou após cada 3 ou 4 consultas. empregada e cinco filhos) que começa a se agitar.. pregas na barriga.. a transpiração. Senta-se à mesa da copa. A mulher quer beijá-lo. A manteiga vem estragada e imediatamente é instaurado um inquérito administrativo. o brasileiro. Gente castigada pela vida dura. Composição Cloreto de polivinil. de olhar vazio..0... Tranca-se no banheiro... Contra-indicações Parkinsonismo. segundo ordena o RIPD (Regras Imediatas para o Despertar)... querida. anota a quantia deles numa folha ao lado.. vez por outra. pernas e braços queimando óleo 60. Confere o número de furos do chuveiro. Tetraplegia. de olhar fixo em lugar algum. Clientofobia aguda...... anota. traseiro murcho. Talvez.. O Estado de S.5g Indicações Medicação lazerogênica.. Almanaque Humordaz) 2. O toque de pigmento oleoso nessas telas é mínimo... pessoa.. duas ou três vezes ao dia. Interação medicamentosa Não há. O Despertar do Burocrata O burocrata acorda e abre a boca. pense simplesmente em chegar para se completar mais uma vez o ciclo de sua vida quase sem vida.. data.. Posologia Uma. A mulher grita “escova os dentes” e ele escova. 1. Pode ser usado inclusive em concomitância com familiares. o expediente está encerrado. ambiente. em mais um trem..... vê que está faltando um..Paulo. Antiestressante exclusivo para uso médico e afins. Veja o efeito nos textos abaixo. a não ser a volta do dia seguinte.. data..... O jeito agora é ir para a repartição e aguentar aquela monotonia.. Deixa com a esposa o dinheiro — também chamado de previsão orçamentária — do dia: cinco cruzeiros (o burocrata é notoriamente um pão-duro). o ser humano como anjo recriado... nada almejar. também chamada de RDPD (Repartição Doméstica do Pão Diário). rostos arruinados por manchas e marcas. sem nada esperar. Profilaxia contra os efeitos da chefose paroxística.. Plantonite aguda.. Precauções Manter afastado de pessoas com tendência à cleptomania. a cada 5 propagandas médicas..” (Aldous Huxley) Além de descrever um objeto. lê seu jornal predileto (o Diário Oficial) e encaminha um ofício à empregada solicitando um pedaço de pão com manteiga. Ele não mais usa o acabamento que dá à pele o frescor rosado. o anseio animal.24 Lá está ele. deixando cada corpo exibir sua sensualidade inerente: chega-se a imaginar o odor natural. anota. agora só amanhã. não aceita a crueza de Lucien Freud. 8/12/1993) Descrição de tipos “A familiaridade engendra a indiferença..... em mais uma volta.. assina e carimba. ainda. Lá está ele.. coxas flácidas. Estados comatosos.. O burocrata dá um sorriso (ele só consegue rir diante de filas insatisfeitas). GLAXOBOL Antagonista seletivo dos receptores da ansiedade.. você pode trabalhar criativamente fundindo gêneros textuais diferentes...... mas ele olha o relógio — oito horas — sente muito. data... Fecha a porta e sai para mais um dia de serviço. Ou. Modo de usar . profusos pêlos púbicos. Em seguida ele palita os dentes (com o palito confere o número de molares e caninos..... Sua pintura representa a carne passada: busto caído. até que se forma lá fora uma fila imensa (mulher. Confere os botões do pijama.... sem aparentemente nada pensar.. assina e carimba).... “toma banho” e ele toma (o burocrata adora cumprir ordens).. (José Ramon) “Quem prefere os rostos ingênuos de Renoir e as formas perfeitas de Michelangelo.” (Sônia Nolasco.. (Procópio.

independentemente de quem o sente ou vê. Contraindicações: Pessoas independentes e impacientes. 6. Conta com rendimentos da noite para o dia.: Ao contrário dos demais medicamentos. de modo a realçar a ação exigida em cada uma. Conta corrente que rende. Modo de usar Aconselhável telefonar. Considerar o destinatário das instruções. (Adriana Coelho. O vocabulário é preciso. Preceder as instruções de quaisquer explicações indispensáveis. 1. 2. pele enrugada e pensamentos radicais.)S. Ela está presente em manuais de instrução ou de estudos e em relatórios. domingos perdidos.” CONTRIBUIÇÃO DO BANCO BOZANO. colocá-los logo em seguida aos trechos que ilustram.A. coração disritmado. Efetuar um teste preliminar. Descrição objetiva Até este ponto. Simonsen Overconta. Conta bancária que funciona como todas as outras. nos fornece indicações úteis de como redigir instruções. porém com rendimentos. A descrição objetiva trabalha com a função referencial. As instruções devem ser completas. 9. Indicações: Conselhos inúteis. informar. tira do over e põe na conta. Alessandra Bucciarelli. dentes (pouco originais). GLAXO DO BRASIL S. Colocar as instruções na ordem em que devem ser executadas. Devem ser claras. para não ter contato físico constante. Analisar as instruções. 300 . Rua Viúva Cláudio. GLAXOBOL pode ser usado com segurança no primeiro trimestre de gestação. Obs. no mínimo com duas pessoas: uma que tenha experiência da tarefa a executar. 2. SIMONSEN PARA TODOS OS PEQUENOS.25 Vide instruções. remendos urgentes. 5. 3. carência maternal. fotos ou exemplos. quartos desarrumados e pessoas muito liberadas e escandalosas. Investimento inteligente: “Tira da conta e põe no over. simples e de fácil entendimento. 1. repetir os mesmos informes imediatamente antes da fase em que as precauções devem ser tomadas. Precauções: Mantê-la afastada de problemas pessoais. 4. Posologia: Duas vezes ao mês. de modo a explanar a ação requerida e responder a todas as perguntas relevantes.. fornecemos exemplos de descrições subjetivas que incorporaram a visão do observador.RJ 3. transmitindo concomitantemente às características do objeto as impressões causadas no sujeito que descreve. Ana Paula Aragão — Fiam/88) 4.: Manter esta bula longe dos olhos de qualquer espécie de avó. no modo imperativo. os traços objetivos referem-se ao objeto. 6. 3. Obs. Anúncio de lançamento da Overconta Bozano.f. Efeito colateral: Pode levar ao desespero crônico e ao total isolamento familiar. concisas. 10. Simonsen. filmes pornográficos. independentemente de quem o vê ou sente. Simonsen. que com algumas alterações aqui transcrevemos. comunicar. a descrição pode centrar-se no objeto. No entanto. AVÓ Composição: Carne. Numerar as sucessivas fases. Robert Barrass. em seu livro Os cientistas precisam escrever. e outra sem essa experiência. Tira tudo isso e põe na Overconta Bozano. fome. ser redigidas por alguém que conheça a tarefa a executar.. Havendo desenhos. 8. sangue. (Neol. separadamente. . cabelos brancos. Devem. 4. 7. problemas financeiros. encontrada exclusivamente nas agências do Banco Bozano. Explicitar precauções relativas à segurança: se preciso. Cuidado com o uso constante. Indicar a ação exigida em cada uma das fases. portanto. pois a leitura acarretará homicídio doloso. que busca a objetividade absoluta. os pormenores exatos e seu objetivo é esclarecer. 5. Empregar frases completas. É a chamada descrição objetiva ou técnica. horários. Conta com remuneração. Despreocupação. MÉDIOS E GRANDES DICIONÁRIOS DA LÍNGUA PORTUGUESA. ossos (fracos).

entendendo por isso um choro que não penetre no escândalo e que não insulte o sorriso com sua semelhança desajeitada e paralela. independente da outra. no entanto. aparecem sobre a pele manchas vermelhas. fascinado. É extremamente contagiosa. Histórias de cronópios e famas. temperatura de 37. dirija a imaginação a você mesmo.5 o . cicatrizes de acontecimentos de outra forma esquecidos. Pontos negros. pode apresentar-se sob outra forma. Na minúcia de seus poros. marcas. Quando o choro chegar. outros menos. Eis minha cara. Gosto dela? Não gosto? Qual a minha opção? Só a de não olhá-la. mas se isso lhe for impossível por ter adquirido o hábito de acreditar no mundo exterior. (Millôr Fernandes. as pessoas me julgam por ela. os dois pequenos buracos se abrindo num promontório. a primeira coisa que vejo é ela. atenhamo-nos à maneira correta de chorar. Mas que outra se ofereceria assim. cor verde-cinza. foi considerada por alguns como varíola branda mas a ideia de moléstia autônoma. Olho. (CORTÁZAR. O líquido desta vesícula acaba por se romper. embaixo do qual outro buraco. Todo dia olho. Olho-a sempre e muito. é moléstia infectocontagiosa de caráter eruptivo. também denominada por alguns de varicela. porque o fascínio meu por ela é apenas igual ao dela por mim. transformando-se depois numa crosta que se desprende de 15 a 21 dias. Júlio. de 24 a 48 horas depois. Durante muito tempo. pois o choro acaba no momento em que a gente se assoa energicamente.5 o a 39. dominou até os nossos dias. pouca disposição. para tomar um uísque no bar vazio e enquanto espero alguém. mostra o brilho ocasional de retângulos de esmalte claro. dor de cabeça. O início da moléstia é discreto. enquanto uns começam. O choro médio ou comum consiste numa contração geral do rosto e um som espasmódico acompanhado de lágrimas e muco. pense num pato coberto de formigas e nesses golfos do Estrito de Magalhães nos quais não entra ninguém. não posso abandoná-la. O doentinho não apresenta sintomas alarmantes. Leia o texto do médico Rinaldo De Lamare e perceba como a tônica da descrição é dirigida ao objeto: Catapora Catapora. As crianças chorarão esfregando a manga do casaco na cara. servido do mesmo jeito. Pura ilusão. dando o aspecto de céu estrelado. 11 novembro 1976) . porém. sozinho. E. Tenho mesmo a impressão de que jamais olhei tanto tempo. tantos anos. sinais do código do tempo representando número de anos. Cada risco um determinado número de anos. ao mesmo tempo. e de preferência num canto do quarto. ao abrir. até que ela desapareça numa curva do quarto e eu possa ter a impressão de que nunca mais vou vê-la. um pouco maior. no sentido horizontal. por um uísque igual ao meu. podendo deixar ou não cicatriz. Em cima duas contas brilhantes. Duração média do choro. outros acabam na mesma região. que se transformam em vesículas. esperando. inapetência. eu caminhando de costas. se não a amo. só eu a conheço. uma mesma coisa. Ela me representa mais do que qualquer outra coisa.26 A descrição objetiva. 1973) Fascínio No centro. dois pedaços mais ou menos semicirculares do mesmo material da estrutura geral servem para captar sons. pelo mesmo garçom. Para chorar. E. ali no espelho à minha frente. três minutos. como conchas de um aparelho acústico. pois o mesmo não se verifica com a terrível varíola. me acusam por ela. e por outros de varíola boba. o que fez o escritor argentino Júlio Cortázar a partir do gênero manual de instruções: Instruções para chorar Deixando de lado os motivos. Veja. este ao final. sem tirar os olhos dela. capazes de um movimento rápido e inesperado. e por outros de varíola boba. você cobrirá o rosto com delicadeza. São Paulo: Civilização Brasileira. nunca. Riscos em volta. meu reflexo e minha delação. O único afastamento que me permito é do próprio espelho. melancólica. mantendo um halo de inflamação. Daí o nome dado por alguns de varíola louca. todo dia. uns mais profundos. entra ano sai ano? Tenho de olhá-la para sempre e um dia. com tal intimidade. Veja. ao me sentar. Colados à direita e à esquerda do círculo em que se incrustam os buracos e as contas brilhantes acima. quase branco. Esses elementos eruptivos não são disciplinados. também chamada conceitual. usando ambas as mãos com a palma para dentro. me amam por ela e por ela me detestam. fascinado.

bem mais complexas quanto a sua estrutura. além de não mandar matá-la. a progressão temporal é essencial para o seu desenrolar: as ações direcionam-se para um conflito que requer uma solução. que conjuga sentimento e razão31. uma realidade paralela. a matasse. Sherazade. ou seja. originais entre som e sentido (tradutori traditori). sobre os fatos do mundo. sua origem. Desde que o mundo é mundo. apaixonou-se por ela. geradora de uma suprarealidade29. O mais simples dos roteiros em que se pode inserir um fato a ser narrado consiste na fórmula do lead: 3Q+O+P+C. não só estabelece relações novas. isto é. Como? trata das singularidades do fato narrado. isto é. Onde? responde à situação dos fatos narrados no espaço. pois. sons da língua. a hipérbole etc. Baseado na sequência temporal de fatos. seu marido. a protagonista das Mil e uma noites. Quê? trata do enredo. Narrar é o ato de relatar acontecimentos factuais ou fictícios por meio de palavras em textos orais ou escritos. A narração é um tipo de texto marcado pela temporalidade. ou seja. como seu material é o fato e a ação que envolve personagens. com a beleza do arranjo de palavras. Quem? apresenta as personagens geradoras da ação. a sucessão de acontecimentos leva a uma transformação. da maneira como se desenvolvem. Assim. a metonímia. O que diferencia a narrativa literária de outros tipos de narrativa é seu caráter ficcional28.001 histórias ao final das quais o soberano. como os advérbios. a função primordial do texto literário é levar o leitor a vivenciar a percepção da beleza e não de informá-lo sobre o real. Quase sempre a organização expressiva das palavras no texto literário está ligada à conotação. Portanto. o texto literário tem a capacidade de levar-nos ao encantamento com a linguagem. o texto narrativo caracteriza-se por verbos de ação e marcadores temporais. Por quê? indica as causas dos acontecimentos. ideias. o entreteve com 1. Esse é o roteiro prototípico das narrativas jornalísticas e serve de base para narrativas literárias. para evitar que o sultão. o ato de narrar fascina o homem e o de ouvir histórias o hipnotiza. que remonta aos nossos antepassados mais distantes. "a palavra é. o que nos permite concluir que chegaremos a uma situação nova. a prosopopeia. fenômeno denominado paronomásia. Quando? responde à situação dos fatos narrados no tempo. como também trabalha com figuras de linguagem como a metáfora.27 CAPITULO 04 – O TEXTO NARRATIVO Contar e ouvir histórias é uma atividade atávica. complementar ao "real" das coisas e dos fatos do mundo e o fato de provocar uma experiência estética definida como prazer estético30. o inventário dos fatos. . a uma mudança e a trama que se constrói com os elementos do conflito desenvolve-se necessariamente numa linha de tempo e num determinado espaço. sua natureza essencialmente linguística. o elemento material intrínseco do homem para realizar sua natureza e alcançar seu objetivo artístico" (Alceu de Amoroso Lima).

em outras palavras. Em geral. Falas com “Ah. um personagem com dupla função: o personagemnarrador. assim. b) O enredo: é o esqueleto da narrativa. utilizando a técnica de flash-back. nem tudo o que é afirmado pelo narrador corresponde à “verdade”.ê João Um trabalhava na feira . sendo mesmo o personagem principal. Temos. “o que tem ciência de tudo”. nas narrações em primeira pessoa. a narrativa pode ser feita em primeira ou em terceira pessoa do singular. pelo comportamento. é. Há. de Raul Pompéia. Dependendo da posição do narrador em relação ao fato narrado. novela. por algum traço distintivo comum a todos os indivíduos dessa categoria. A seguir. a) O narrador: é o dono da voz ou. ou ter importância fundamental. O tempo e o cenário ou ambiente são outros elementos importantes na estrutura da narração.. observa e sente. Por exemplo: o Nordeste. o enredo está centrado num conflito. alguns elementos. Já nas narrações em terceira pessoa. o tempo psicológico. a visão subjetiva que o narrador tem dos fatos: ele narra apenas o que vê. Geralmente. Pode ter uma participação secundária nos acontecimentos. o foco pelo qual serão narrados os acontecimentos (daí falar-se foco narrativo). do passado e do futuro. podemos dizer que ele paira acima de tudo e de todos. o narrador está fora dos acontecimentos. pode entremear presente e passado.” ou “esse minuto não acaba!” ou ainda “Esse minuto está durando uma eternidade!” refletem o tempo psicológico. de Aluísio de Azevedo. Na narração em primeira pessoa. Exemplo de narração: DOMINGO NO PARQUE Exposição: Identificação das personagens O rei da brincadeira . “o que sabe tudo”). pode narrar um fato perfeitamente concluído. o texto).. ou seja. apresentando traços psicológicos próprios. Essa situação lhe permite saber de tudo. formando a malha. seu papel de narrador. enfim. pois. etc. em grande parte do romance modernista brasileiro. tem uma visão própria. há personagens atuando e um narrador que relata a ação. o narrador vê o que ninguém tem condições de ver: o mundo interior da personagem) e sabe qual será a repercussão desse ato no futuro. o colégio interno. filme.28 Elementos da narrativa: a narrativa de ficção é um relato centrado num fato ou acontecimento. pela classe social. é o desenrolar dos acontecimentos (é a linha se entrelaçando. identificados pela profissão. e) O tempo: O narrador pode se posicionar de diferentes maneiras em relação ao tempo dos acontecimentos – pode narrar os fatos no tempo em que eles estão acontecendo. então. portanto. o personagem bem construído representa uma individualidade. o tecido. aquilo que dá sustentação à história. d) O ambiente (espaço): é o cenário por onde circulam personagens e onde se desenrola o enredo. que reflete angústias e ansiedades de personagens e que não mantém nenhuma relação com o tempo propriamente dito.ê João . o ângulo. É o conjunto dos fatos encadeados que constituem a ação de uma obra de ficção (teatro. O narrador onisciente “lê” os sentimentos. romance. destacando-se.ê José Outro na construção . o caso mais nítido está em O cortiço. individual e. desse modo. a importância do ambiente é tão fundamental que ele se transforma em personagem. das emoções e pensamentos dos personagens – daí ser chamado de narrador onisciente (oni + sciente. a voz que nos conta os fatos e seu desenvolvimento. responsável pelo nível de tensão da narrativa. os fatos passam pelo filtro de sua emoção e percepção. a trama. a rede. os desejos mais íntimos da personagem (aliás. como ele participa dos acontecimentos.ê José O rei da confusão . A principal característica desse foco narrativo é. Em alguns casos. É importante observar que. o ponto de vista. ou seja. também.) c) Os personagens: são os seres que participam do desenrolar dos acontecimentos. o tempo não passa. o narrador participa dos acontecimentos. ou seja. a narração em primeira pessoa permite ao autor penetrar e desvendar com maior riqueza o mundo psicológico do personagem. Nesse caso. Há também personagens que representam tipos humanos. assim. aqueles que vivem o enredo. cuja passagem é alheia à nossa vontade. o que a estrutura. em O Ateneu. parcial deles.

ê José Do José brincalhão . Juliana. pra ribeira. no fim da semana Guardou a barraca e sumiu.ê José O sorvete e a rosa. La perto da boca do rio. (Gilberto Gil) .ê José Oi girando na mente .ê José Oi dançando no peito . no domingo.ê José A rosa e o sorvete .ê José Não tem mais construção . O José como sempre. girando olha a faca Olha o sangue na mão .ê João.é vermelho Oi girando e a rosa . no fim da semana.é vermelha Oi girando.ê José Não tem mais confusão .ê João Não tem mais brincadeira .oi João O sorvete é morango .ê José Seu amigo João .oi girando Oi na roda gigante . Foi fazer.oi girando Oi na roda gigante . Uma rosa e um sorvete na mão. um passeio no parque. seu sonho.ê José Juliana no chão . Complicação: ponto de tensão O espinho da rosa feriu Zé E o sorvete gelou seu coração. No domingo de tarde saiu apressado E não foi pra ribeira jogar Capoeira Não foi pra lá.ê José Amanha não tem feira .ê José Do José brincalhão – ê José Juliana girando .ê José Outro corpo caído . uma ilusão. Foi namorar. Juliana e o amigo João. João resolveu não brigar. Foi que ele viu Juliana na roda com João. O sorvete e a rosa .ê José A rosa e o sorvete . girando – é vermelha Clímax: ponto de maior tensão Desfecho Oi girando.29 Desenvolvimento: encadeamento de ações A semana passada.oi girando O amigo João . Foi no parque que ele avistou Juliana.

 A estrutura do enredo:     introdução ou apresentação: geralmente coincide com o começo da história. se é público devia ser para todos. ali cravada quando o bichinho.Bom palpite. vai. filha? Está sem sono? Que é que há? Gosto muito de criação. . . como o Rio de Janeiro. as longas complicações de enredo e delimita o tempo e o espaço. apresenta os elementos básicos da narrativa: fatos.Essa não! Que é que você veio fazer aqui. uma pinça. o tempo e o espaço. sulfa e gaze. roça-lhe o braço. e volta à cadeira). Está . entende? O animal chega mais para perto dele.) Que é isso! Você está molhada? Essa coisa pegajosa. número reduzido de personagens. e num canto do hospital. filhinha. formal ou informal. Sabe de uma coisa? Eu mesmo vou te operar! Corre à sala de cirurgia. (Empurra-a docemente para fora. no Icó. Agora pode ir passear. o enredo apresenta normalmente a seguinte estrutura: apresentação. Depois volta.30 GÊNEROS NARRATIVOS: CONTO Como as notícias. . desfecho ou conclusão: é a solução do conflito que pode ser surpreendente. isto aqui é um estabelecimento público (Achando pouco satisfatória a razão. espaço. Exemplo de conto: Madrugada. às vezes. encarando-o sempre. no qual o conflito atinge o seu ponto máximo. Dou-lhe este nome em lembrança de uma cabra que tive quando garoto. cabrinha de Deus? Por que ficou me olhando assim feito boba? Tem razão: eu é que não entendi.. devia ter morado logo. (Acaricia-lhe o pescoço. porém a cabra não se mexe. como fatos em sequencia. Seus olhos envolvem o porteiro numa carícia agradecida. não sei se eles topam. tempo e narrador. Preciso sonhar outras coisas. tem características estruturais próprias. tempo e lugar. pega mercúrio-cromo.O que: sangue?! Por que não me disse logo. ignorando os costumes cariocas da noite. É a única hora em que sou dono de tudo. personagens. clímax e desfecho. entretanto. aquele de maior tensão. É um tipo de narrativa mais concentrada.Marcolina. trágica.Está bem. mas cabra é diferente. O porteiro vê diante de si uma cabrinha malhada. mas você compreende.Vai cabrinha. extrai da cabra uma bala de calibre 22. complicação. séria. Se comparado a gêneros como o romance e a novela. A cabra olha-o fixamente. à farmácia.Aiaiai! Bonito. etc. meu Deus. Desculpe. O conto. mas aqui é um hospital.. personagens. passava perto de uns homens que conversavam à porta de um bar. ele é mais condensado: elimina as análises minuciosas de personagens ou ambiente.) Bem. . o conto também apresenta os elementos essenciais de qualquer texto narrativo. é o momento em que o narrador apresenta os fatos iniciais. O hospital. assistido por dois serventes. Seja camarada. clímax: é o momento culminante da história.. antes do dia clarear. mas a senhora tem de sair com urgência. linguagem predominante de acordo com o padrão culto. ou seja.  Características do conto:        narrativa concentrada e limitada ao essencial. Ando com tanta prestação atrasada. Repele-a com jeito manso. E como vai ser? Os doutores daqui são um estouro. cômica. . com a maior serenidade. as crônicas e as fábulas. da língua. complicação ou desenvolvimento: é a parte do enredo em que é desenvolvido o conflito. . os personagens e. e corresponde ao final da história. sim? Ela não se mexe. Sentindo-lhe o cheiro.O quê? Voltou? Mas isso é hora de me visitar. pode apresentar narrador-observador ou narrador-personagem. pensa que está sonhando. criatura? Dê o fora.... vamos. O animal deixa-se operar. . enquanto o dia vai nascendo. toma um bisturi. tempo e espaço bastante delimitados. o homem percebe que é de verdade e recua. dorme.. Veio mesmo na hora.

E daí? . trabalha no Miguel Couto. colhido no noticiário do jornal ou no cotidiano.Getúlio Vargas e Juscelino Kubitschek . não tem o nome do santo que mais gostava de animais neste mundo? Que tem isso. artísticos. consiste em um texto curto e leve. tem por objetivo divertir e/ou refletir criticamente sobre a vida e os comportamentos humanos. no máximo. saltou para o lado: .Pois você não se chama Francisco. o rosto de Luiz Inácio Lula da Silva estaria agora sendo esculpido na rocha. em razão da ausência de vínculos com interesses práticos e com as informações presentes mas demais partes de um jornal. Sem reparar que a cabra aceitara o diálogo. Quase sempre explora o humor. literários. A princípio. meu pai do céu! A cabra descerrou um olho sonolento. linguagem geralmente de acordo com a variedade padrão informal da língua. toda a crônica se estrutura no discurso direto de duas ou mais personagens. E lambendo-lhe afetuosamente a mão. Thomas Jefferson. correu os olhos para dormir. ouviu? (Carlos Drummond de Andrade) CRÔNICA No Brasil. só dois ex-presidentes .Muito Francisco. muito próxima do leitor. È comum também haver crônicas cujo narrador se ausenta.Que negócio é esse: cabra falando?! Nunca vi coisa igual na minha vida. Francisco. algumas horas. coloquial. Gênero híbrido que oscila ente a literatura e o jornalismo.ocupam papéis míticos no imaginário nacional. nesse caso. em que você vai para o céu. JK E LULA Se houvesse um monte Rushmore no Brasil. que você me salvou. Bem que precisava. o espaço e o tempo da crônica são limitados: as ações ocorrem num único espaço e o tempo não dura mais do que alguns minutos ou.Como foi que você teve idéia de vir ao Miguel Couto? O Hospital Veterinário é na Lapa. às vezes. designava um artigo de rodapé escrito a propósito de assuntos do dia – políticos. No Brasil. . A crônica é quase sempre um texto curto. redigido numa linguagem descontraída. despretensiosamente. Por essa razão. ao mesmo tempo que ganhou certa gratuidade. Luiz Inácio. Apresenta poucas personagens e se inicia quando os fatos principais da narrativa estão por acontecer. Exemplo de crônica: GETÚLIO.Eu sei Francisco. conseguiu entrar no seleto clube unindo o que seus antecessores tinham de melhor: a visão social e o espírito desenvolvimentista. Francisco. pode apresentar narrador-observador ou narrador-personagem. Aos poucos . a crônica surgiu há uns 150 anos. foram gravadas as imagens dos quatro maiores líderes da história americana: George Washington. sociais. Theodore Roosevelt e Abraham Lincoln. e sabia o seu nome. simples. e por cima das barbas parecia esboçar um sorriso: . o tempo e o espaço são normalmente limitados. faz poesia da coisas mais banal e insignificante. Na pedra verdadeira. As cabras não sabem muito sobre essas coisas. Obrigada. Agora. Marcolina? . Não posso explicar mais do que isso.Daí preferi ficar por aqui mesmo e me entregar a seus cuidados. Francisco continuou: . apressado. há mais um.  Características da crônica:         é publicada geralmente em jornais e revistas. Ela admite narrador em 1ª e 3ª pessoas. substituída pela intenção de apresentar os fatos cotidianos de forma artística e pessoal. o narrador pode participar dos fatos e refletir sobre eles como personagem ou ser observador daquilo que narra ou comenta. personagens. tempo e lugar. isto é. a crônica é o resultado da visão pessoal subjetiva do cronista ante um fato qualquer. E ele. E logo comigo. Mas você não trabalha na Lapa. outras vezes.31 satisfeita. Sei que estou bem ao seu lado. . relata de forma artística e pessoal fatos colhidos no noticiário jornalístico e no cotidiano. diz as coisas mais sérias por meio de uma aparente conversa fiada. com o nome de folhetim. . foi se tornando um texto mais curto e se afastando da finalidade de informar e comentar. Sua linguagem tornou-se mais poética. trocar umas palavrinhas com você? Olhe. pode apresentar os elementos básicos da narrativa: fatos. amanhã vou pedir ao Ariano Suassuna que escreva um auto da cabra. com o Romantismo e o desenvolvimento da imprensa. Aí Francisco levou um susto.

com. escândalos. também servem como pontos de distribuição para os traficantes. quando. onde. Entorno de bares e complexos comerciais. em 1976. como e por que. palavras curtas e de uso comum. objetiva. em agosto de 1954. denunciados por vizinhanças. E ele. que anuncia o assunto a ser desenvolvido. clara. Corpo são os demais parágrafos da notícia. No título. composta de duas partes: o lead e o corpo. Lead é um resumo do fato em poucas linhas e compreende. ou seja.br). de acordo com a variedade padrão da língua. clara. Lula tem traços de ambos. haverá sempre a mancha da ditadura implantada no Estado Novo. O resultado: um ciclo de oito anos que se encerra com crescimento do PIB de quase 8%. A linguagem deve ser impessoal. Sobre o segundo. Zona Sul. Sobre o primeiro. um homem feliz e sem inimigos. tropeços. Lula. que a partir de agora passará a dar nome a avenidas. precisa. que voltaram a acreditar no futuro e a investir. pontos turísticos e até a rodoviária escondem pontos de tráfico de drogas. tempo em que ocorreu o fato. NOTÍCIA Notícia é a expressão de um fato novo. e o acidente automobilístico de JK. Revista IstoÉ publicada em 29/12/2010. nada disso terá muito peso no balanço final. em ordem cronológica ou de importância. A vida útil de um mito e determinada pela história. A lembrança será sempre a do "Lulinha paz e amor". quem. até hoje é amado porque incluiu na agenda política um agente antes excluído: o trabalhador. ele terá de sobra depois de 31 de dezembro. até hoje questionado. Linguagem impessoal.e teve a sabedoria de rejeitar um terceiro mandato. que poderia colocá-los em risco. só terá uma " desvantagem" em relação aos dois outros mitos: a ausência de uma morte trágica. Toda notícia é encabeçada por um título. controlou a inflação e reduziu a dívida pública. Mas o presidente operário tem tudo para durar mais tempo no coração dos brasileiros do que Getúlio e JK. como acontece com todo ex-presidente. pessoas envolvidas. escolas e creches em várias metrópoles brasileiras. Eles vão além. normalmente. Foi o presidente da inclusão social e também aquele que despertou o "espirito animal" dos empresários. . Tempo. que não suportam mais conviver com o medo e a insegurança. com objetividade. destacar-se do resto do texto. foi o presidente que fez o brasileiro perder seu complexo de vira-lata e acreditar na própria capacidade de realização. JK. por meio da apresentação ao leitor de novas informações. o lugar em que ocorreu. Lula conquistou os seus 80% de popularidade em plena democracia .32 Getúlio. Artigo escrito por Leonardo Attuch (attuch@istoe. Erros. Mas os jornais não se limitam a contar o que aconteceu. ajudaram a elevar os dois ex-presidentes a categoria dos mártires. tem tudo para levar uma existência pacata até o fim dos seus dias. o peso do desajuste fiscal e da inflação semeada pela construção desenfreada de Brasília. o primeiro parágrafo da notícia. Para completar. por sua vez. direta e precisa.··. Estrutura padrão composta de lead e corpo. deve expor fatos e não opiniões. como e porque ocorreu o fato. que desperta o interesse do público a que o jornal se destina. O suicídio de Getúlio. Ela deve ser imparcial e objetiva. é que seu verdadeiro espaço cronológico será o da eternidade. devem-se empregar. direta. bravatas.. Exemplo de notícia: CRIMINALIDADE Tráfico de drogas domina áreas públicas da cidade Praças. A diferença. Predomina a narração.  Características da notícia:     Predomínio da narração. com a presença dos elementos essenciais de um texto narrativo: fatos. nos quais se faz o detalhamento do exposto no lead. ser uma mensagem rápida e muitas vezes surpreendente. no caso de Lula. Título que se caracteriza por: despertar o interesse do leitor para a notícia. contando também como e porque aconteceu determinado fato. no São Mateus. onde há grandes aglomerações diariamente.. Ela apresenta uma estrutura própria. A Tribuna vem acompanhando a rotina de vários locais em Juiz de Fora. e cobram ações policiais. nosso primeiro "pai dos pobres". Contém as informações mais importantes e deve fornecer ao leitor a maior parte das respostas às seis perguntas básicas: o quê.

4 (D) 4. II. (A) tem por objetivo divertir e/ou refletir criticamente sobre a vida (B) tempo e espaço bem delimitados (C) narrativa focada ao essencial (D) número reduzido de personagens (E) padrão formal da língua 06. passível de ser personagem. podendo corresponder. Associe: 1. Associe: I. Ponto de vista pelo qual se conta a história A sequência correta é: (A) 5. O ponto maior de tensão de uma narrativa é: (A) o nó (B) a complicação (C) o flashback (D) o desfecho (E) o clímax 05. ) IV. imaginar. total e impessoal dos fatos. III. 2. 1. 5. 5. ) III. Foco narrativo 6. ) II. 6 04. situar. (A) Apenas I está incorreta. Cenário 3. 2. O foco narrativo do narrador-personagem é de primeira pessoa.33 FIXAÇÃO Exercícios: 01. inclusive. marque a incorreta quanto ao gênero conto. Predominantemente apresenta traços psicológicos. provocar. desenrolar dos acontecimentos de um texto. Personagem 5. Ambos os focos narrativos podem ser caracterizar pela “onisciência” do narrador. 6. O narrador em terceira pessoa se caracteriza por ter uma visão subjetiva. 02. 1. 2. 3. Flashback 2. Conto . Das características a seguir. 1. (D) II e III estão incorretas. 1 (C) 4. 6. 2. (B) envolver. 2. 3 (B) 3. Enredo ( ( ( ( ( ) I. 03. Estrutura. (D) atuar. 1. 5 (E) 3. agenciar. Narrador de terceira pessoa 4. (C) I e II estão incorretas. ao protagonista. (B) Apenas II está incorreta. Analise e responda: I. 6. relatar. A lista que menos define o narrar literário é: (A) surpreender. (E) Nenhuma está incorreta. O lugar da narrativa. contar. Técnica que entremeia presente e passado ) V. dinamizar (C) descrever. posicionar.

Leia e classifique os narradores: 1. “Um segundo depois. III.II e III) (B) 1 (I. dispunha-se a prosseguir o trabalho interrompido poucos antes. muito suave ainda. II e III) / 2 (II e III) / 3 (III) / 4 (I e II) / 5 (I. 3.34 II. 3. II e III) / 2 (I. O protagonista se opõe ao antagonista. “Coloquei-me acima de minha classe. II e III) / 2 (I. elas são suas. Quanto ao personagem narrativo: I. o pensamento ficou levemente mais intenso. podendo apresentar variações no comportamento esperado. Personagens esféricos são personagens de psicologia complexa. 2 ( ) ( ) ( ) o suporte predominante é o impresso de grande circulação. fui guia de cego. 1 (D) 2. 2. Laura espantou-se um pouco: por que as coisas nunca eram dela?” (Clarice Lispector) ( ) narrador participante ( ) narrador observador ( ) narrador onisciente A sequência correta é: (A) 1. II. 3 ( ) ( ) ( ) lead 4 ( ) ( ) ( ) artístico 5 ( ) ( ) ( ) língua padrão culto A sequência correta é: (A) 1 (I e II) / 2 (I. 1 . creio que me elevei bastante. II e III) / 2 (I. a pena atrás da orelha. Crônica III.II e III) (C) 1 (I. 2 (C) 2. Estou convencido de quem nenhum desses ofícios me daria os recursos intelectuais necessários para engenhar esta narrativa. Estão corretas: (A) I e III (B) II e III (C) apenas III (D) apenas I (E) todas as alternativas 09. 2. Como lhes disse. quase tentador: não dê. “Os campos. II e III) / 3 (III) / 4 ( I ) / 5 (I. II e III) / 3 (III) / 4 (I e II) / 5 (I. II e III) / 3 (II e III) / 4 ( I ) / 5 (I e III) (E) 1 (I. Surgiu há uns 150 anos. vendedor de doces e trabalhador de aluguel. Personagens planos são tipificados e apresentam linearidade no comportamento.” (Graciliano Ramos) 3. 1. 3 (B) 1. segundo o costume. acabava de descer do almoço e. Entrou no escritório e foi sentar-se à secretária” (Aluísio Azevedo) 2.II e III) (D) 1 (I. Notícia 0 ( I ) ( II) (III) 1 ( ) ( ) ( ) elementos essenciais de um texto narrativo. o lenço por dentro do colarinho. com o Romantismo e o desenvolvimento da imprensa: (A) Conto (B) Crônica (C) Notícia (D) Novela (E) Revista 08. 3 (E) 3. II e III) / 3 (III) / 4 (I e II) / 5 (I e III) 07.

a sífilis que veio nas naus descobridoras. como a minha irmãzinha que quando começa com o namorado dá até aflição. E ao Acaso. o que eu dou na vovó quando vou lá e mamãe obriga. os colégios. os amigos que me faltaram e as mulheres que não me quiseram. Light em geral. mas esse foi tão rápido que eu acho que foi sem querer. Os ecologistas reservam uma atenção especial para as fábricas de papel e celulose. batata. culpo a D. culpo os jesuítas e o vento sudoeste.Fico admirado como é que você. pelo mal que podem provocar às águas." (Revista Veja) 14. outros que ficam aborrecidos e limpam o rosto dizendo já vem você de novo e tem ainda umas pessoas que quanto mais beijam. culpo o excesso de proibições. emergente nos últimos vinte anos. "Outros fatores contribuem diretamente para dificultar a adaptação do calouro à universidade.. etc. A desinformação é um desses fatores: a grande maioria dos jovens desconhece não só as atividades básicas da profissão que escolheu . como dizem as pessoas exageradas. telefone. ao meio ambiente em geral. Se minha corrente vital é acaso interrompida e foge de seu leito.. ao ar. culpo a Pedro Álvares Cabral e a Getúlio. . custo de vida.culpo disso os meus pais. estou roubado: quem é que vai aguentar me ler? Acho que o leitor gosta de ver suas queixas no jornal. mais beijam. a escassez de iodo. Os gêneros conto e crônica não têm em comum: (A) o suporte (B) a extensão (C) a presença da narrativa (D) a definição de tempo-espaço (E) a intenção artística literária Instruções para as questões 11 a 14 Classifique os textos a seguir em: (A) crônica narrativa (B) crônica reflexiva (C) crônica descritiva (D) crônica metalinguística (E) dissertação 11. as privações anteriores. se é frágil a minha composição orgânica e tênues os meus impulsos . a sociedade. grávido de razões. culpo a má-vontade e a incompreensão geral.. culpo os antepassados em geral. sem protestar. Só não culpo a mim mesmo que sou inocente. consegue escrever uma semana inteira sem reclamar. etc." (Revista Veja) 12. carne. o mau clima da minha cidade. mas em termos.. se meu ser muitas vezes se desprende de seus suportes e se perde no vazio.ou que escolheram por ele . o regime. (Aníbal Machado) 13. Mas se eu for ficar rezingando todo dia. transporte. os governos. etc. as viagens que não fiz. que é irresponsável. tem-se tornado cada vez mais vigilante. morando nesta cidade. Tem uns que gostam muito. Meu amigo está. João VI e ao Papa. buracos na rua. A todos e a tudo eu culpo. Mas que posso fazer? Até que tenho reclamado muito isto e aquilo. O beijo no claro é o que o papai dá na mamãe quando chega. O beijo O beijo é uma coisa que todo mundo dá em todo mundo. "A consciência ecológica brasileira. O beijo pode ser no escuro e no claro. as portas que se me fecharam e os muitos "sins" que esperei e me foram negados. culpo as mulheres difíceis. a água salobra. e que o papai deu de raspão na empregada noutro dia. (Millôr Fernandes) O texto abaixo servirá de referência para responder as questões 15 a 17 A nuvem .35 10. O grande sofisma Não sou responsável pelas minhas insuficiências. sem espinafrar! E meu amigo falou da água.como também o currículo mínimo necessário à sua formação. os encontros que não tive.

Lugar pequeno. cuja existência andava no conhecimento dos habitantes da região. em linguagem metafórica. O tronco) Imagine os possíveis desfechos da situação apresentada no texto de Bernardo Élis. estava de olhos abertos assuntando se tais bens entrariam ou não entrariam no inventário. porque sem ilusão. A vila inteira. (E) consiste na apresentação de situações pouco realistas. São caprichos de certa fase. Não é verdade que as amendoeiras neste inverno deram um show luxuoso de folhas vermelhas voando no ar? E ficaria demasiado feio eu confessar que há uma jovem gostando de mim? Ah. (E) dá-se conta de que sua linguagem não será entendida pelo leitor comum. exigindo que o inventariante completasse o rol38 de bens. (D) defende a posição de que a literatura não deve ocupar-se com problemas sociais. É correto afirmar que. (C) apresenta uma linguagem distante da coloquial. a verdade não está apenas nos buracos das ruas e outras mazelas. uma raiva cheia de desprezo crescia dentro do peito de Vicente Lemes à proporção que ia lendo os autos36. Eram dois sítios. (B) revela ter consciência de que cometeu excessos com a linguagem metafórica. Ainda se fossem bens de pequeno valor. Componha então duas breves redações que consistam respectivamente em: a) um desfecho trágico (limite: 10 linhas) b) um desfecho cômico (limite: 10 linhas) . (B) tem como função informar o leitor sobre os problemas cotidianos. 18. Em "E olhem só que tipo de frase estou escrevendo! Tome tendência. (D) percebe que. que inventário nunca arrola37 tudo.36 Além disso. 16. Ele se irá como veio. velho Braga. (E) sente que deve mudar seus temas. eu o recebo terna e gravemente. como quem tira um peso da consciência. (Bernardo Élis. Pela segunda vez Vicente Lemes lavrou o seu despacho. lugar pequeno. vá lá. Aí. E olhem só que tipo de frase estou escrevendo! Tome tendência. Um homem rico como Clemente Chapadense e sua viúva apresentando a inventário tão somente a casinha do povoado! Veja se tinha cabimento! E as duzentas e tantas cabeças de gado. (B) reflete sobre a oposição entre literatura e realidade. pois sua escrita não está acompanhando os novos tempos. que se tinge um instante de púrpura sobre as cinzas de meu crepúsculo. levantou-se do tamborete e chegou à janela que dava para o Largo. leve nuvem solta na brisa. ah. velho Braga". Calma. (C) reflete sobre diversos aspectos da realidade e sua representação na literatura. seu estilo também envelheceu. embora ninguém nada dissesse claramente. por estar velho. Deixe a nuvem. bem sei que esses encantamentos de moça por um senhor maduro duram pouco. Com relação ao gênero do texto. sob pena de a Coletoria Estadual o fazer. o narrador: (A) chama a atenção dos leitores para a beleza do estilo que empregou. com um diálogo inicial seguido de argumentação objetiva. o narrador cronista: (A) sente-se obrigado a escrever sobre assuntos exigidos pelo público. duzentas e tantas reses. Mas que importa? Esse carinho me faz bem. (D) tem um modelo fixo. em que cada um vive vigiando o outro. Tem muita coisa que fica por fora. a partir da crítica que o amigo lhe dirige.e seus tradicionais buracos. a vila constituída pelo conjunto de casas do Largo. onde ficaram? Ora bolas! Todo mundo sabia da existência desses trens que estavam sendo ocultados. Mas naquele caso. olhe para o chão . é correto afirmar que a crônica: (A) parte do assunto cotidiano e acaba por criar reflexões mais amplas. sem melancolia. gente? E os dois sítios no município onde ficaram. não. PRODUÇÃO DE TEXTO (Fuvest) Uma indignação. (Rubem Braga. Ai de ti. 17. (C) exalta o estilo por ele conquistado e convida-se a reverenciá-lo. Copacabana) 15. afastando o público leitor. lançando uma olhadela para a casa onde funcionava o Cartório.

Bagdá. chave. regras de trânsito. 3.37 CAPÍTULO 05 – O TEXTO INJUNTIVO-INSTRUCIONAL São aqueles que indicam procedimentos a serem realizados. Exemplos de textos injuntivos: instruções de uso. Crie contrapontos com personagens e objetos românticos e antiquados. A Casa das Sete Mulheres.] 5. cenário de algum problema sério. Exemplo de texto injuntivo-instrucional: Fique rico escrevendo um best seller Por: Wilson Weigl 1. o texto injuntivo tem por objetivo apresentar conhecimentos que permitirão.de repente. manuais. 8. 9. como uma guerra. 6.. Têm como objetivo controlar o comportamento do destinatário – são textos que incitam a ação. Misture tudo sem dó. Mostre como ser feliz Mesmo que você seja miseravelmente infeliz. iguanas e ratos brancos). obrigações a cumprir. Brinque de bruxo As pessoas (e especialmente as mulheres) estão doidas para acreditar que um pouco de magia é capaz de resolver suas encrencas. Não se esqueça de colocar no título: código. Pelo menos elas vão comprar. em uma dada situação comunicativa. instruções de montagem. de preferência. civilizações desaparecidas. Os verbos são. 2. basta que sejam sete. guias. Se escolher um artista vivo.. Há também o uso do futuro do presente. Branca de Neve e os Sete Anões. Os Sete Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes. tolerância.. Istambul Ou outro lugar exótico do Oriente. Indica como realizar uma ação. 4. regras de utilização.. Todas as qualidades que você não consegue desenvolver nem a pau. Todos emplacaram.. desapego. impõem regras ou fornecem instruções e indicações para a realização de um trabalho ou a utilização correta de instrumentos. enigma. Junte sete coisas de alguma coisa Não importa o quê. Ensine a fazer rituais. Utiliza linguagem objetiva e simples. Misture Da Vinci e uma seita secreta Pesquise histórias sobre confrarias. E não vai ter que dividir a grana das vendas com ele. mistério. relíquias sagradas. É também utilizado para predizer acontecimentos e comportamentos. Desenterre a porção Dalai Lama que vive dentro de você e aconselhe as pessoas a cultivar virtudes como paciência. feitiços e talismãs para conquistar os homens . como barbeiros e pipas. normas de conduta. Escolha como cenário Cabul. O espírito dita tudo. conspiração. Trate de cães e gatos Ou outro bicho que as mulheres considerem "fofinho" (esqueça cobras. Espelhe-se nestes exemplos: As Sete Leis Espirituais do Sucesso. associações misteriosas. elimine qualquer passagem sobre acidentes de trem e pernas mecânicas.. receitas de culinária. você só tem que redigir. O risco de você ser processado e ter seu livro apreendido é menor. Ensine a ganhar dinheiro . maçonaria. a execução de determinadas ações por parte do leitor. Biografe um cantor de MPB Morto. empregados no modo imperativo. É importante observar que nos textos injuntivos o autor deixa claro que a sua finalidade é levar o leitor a praticar determinada ação e isso é feito de maneira direta e objetiva. leis. Portanto. na sua maioria. humildade. Convoque um espírito Escreva um romance psicografado. você é o alvo de algum deles e sua vida sexual melhora! 7. E o Brasil tem 90 milhões de compradoras em potencial.

p. Casais Inteligentes Enriquecem Juntos. 1) . Com o pretexto de desvendar a cabeça de uns e outros. que você nunca conseguiu ganhar nem juntar grana. Ainda não está provado que uma autobiografia com essas revelações vá fazer você vender mais do que 85 milhões de exemplares no mundo todo. Nem que seja que seu chefe está pegando a secretária depois do expediente. Evoque Jesus Sempre no título. Não importa o que venha antes ou depois. você deve saber pelo menos um. (texto extraído da revista Men’s Health. por exemplo. contribua para acirrar a guerra dos sexos. Não vale O Segredo do Segredo. e por aí vai. é para melhorar de vida que você está escrevendo um livro. 10. que já existe. Ensine a ser chique 99. Abril/2008. 13. Descreva sua vida sexual Em detalhes. 14. Se você sabe usar os talheres na ordem correta e combinar cinto com sapato..38 Espelhe-se em títulos de sucesso como Os Segredos da Mente Milionária. Pensou em A Dieta de Jesus? Já foi escrito. Dinheiro: Os Segredos de Quem Tem. já pode se considerar um ser superior. Aposte nas diferenças entre os sexos Argumente que homens e mulheres vêm de planetas diferentes (não inverta Marte e Vênus). Os caras? Uns ogros. Mas não invente affairs homossexuais. Seja direto: O Segredo de. 15. Não. Também o pegaram para Cristo como mestre de psicologia e liderança. Adote um codinome . Bem. Os mais escabrosos.. Invente-se como xamã Diga que sabe fazer chover ou que consegue fazer parar o tempo. O quê? Sua vida sexual não preenche nem duas páginas? Invente tudo então. elas amor. Afinal... Fale da busca de uma espada ou algum artefato sobrenatural e resgate suas andanças por algum caminho mágico. Conte um segredo Qualquer um. que nós queremos sexo. é melhor guardar esse para uma ocasião mais propícia. Ninguém precisa saber que sua situação financeira é uma lástima. 12. Mulheres? Umas sem-noção. Seção Drops. 11.9% das pessoas não têm um pingo de estilo.Bruno Surfistão. (cole aqui o seu).

para ele. A dissertação expositiva tem como propósito principal expor ou explanar. há de persuadir. são a fonte legítima da verdade. com as conveniências que se hão de seguir. utiliza-se a linguagem para dissertar.  comprovação das teses defendidas com outros textos autorizados: no texto. Em alguns casos. A vida cotidiana traz constantemente a necessidade de exposição de ideias pessoais. Ex. . etc. há de impugnar e refutar com toda a força da eloquência os argumentos contrários. com os efeitos. segundo Vieira. e o que não é isto. há de responder às dúvidas. ou seja. objetiva. Muitas vezes.). dados e conceitos – chegar a conclusões. Pe. há de concluir.: As condições de saúde são mais precárias em países subdesenvolvidos. por extensão. há outros que aumentam o poder de persuasão de um texto:  apoio na consensualidade: há enunciados que não exigem demonstração nem provas porque seu conteúdo de verdade é aceito como válido por consenso. clara. ("Sermão da sexagésima". em casos de divergência de opiniões. apresentando pontos de vista e juízos de valor. defesa de pontos de vista. ao cinema. isto é pregar. o texto deve ter:  unidade: tratar de um só objeto. à música. aliado a uma tomada de posição diante dele. e depois disso há de colher. há de defini-la para que se conheça. há de confirmá-la com o exemplo. há de acabar. um só assunto. Há de tomar o pregador uma só matéria. mas relações de natureza lógica (causa e efeito. Não nego nem quero dizer que o sermão não haja de ter variedade de discursos. Vieira usa as Sagradas Escrituras.  refutação de argumentos contrários. Todos se preocupam com a AIDS. a argumentação: (. É o tipo de texto que analisa e interpreta dados da realidade por meio de conceitos abstratos. Para elaborar um texto dissertativo é necessário conhecimento do assunto que se vai abordar. cada um defende seus pontos de vista em relação ao futebol. há de dividi-la para que se distinga. a poluição. há de ter um só objeto. representante máximo da vertente conceptista do Barroco brasileiro. premissa e conclusão... ou seja. argumentação. Antônio Vieira) Para ser persuasivo. há de apertar. A dissertação argumentativa visa sobretudo convencer ou persuadir o leitor. Em todas essas situações e em muitas outras. opiniões e pontos de vista. com vocabulário adequado e diversificado. a referência ao mundo real se faz por meio de conceitos amplos.  raciocínio: para estabelecer correlações lógicas entre as partes do texto. há de declará-la com a razão. Dissertação implica discussão de ideias. Elas procuram justificativas para a elevação dos preços. de modelos genéricos.) O sermão há de ser de uma só cor. para o aumento da violência nas cidades. frases. mas esses hão de nascer todos da mesma matéria e continuar e acabar nela. Padre Antônio Vieira. de uma só matéria – eleger seu objeto central. A linguagem utilizada nesse tipo de texto é referencial. assim define o sermão e.  comprovação pela experiência ou observação: o conteúdo de verdade pode ser fundamentado por documentação com dados que comprovem sua validade. a solidão. a fim de – por meio da apresentação de ideias. que. para a repressão dos pais. Além desses recursos. Na dissertação não existe uma progressão temporal entre os enunciados. há de prová-la com a Escritura. há de amplificá-la com as causas. organizam-se palavras.  confirmar suas afirmações com exemplos adequados: uma ideia abstrata ganha mais confiabilidade quando acompanhada de exemplos concretos adequados. descoberta de soluções. organização do pensamento. uma só matéria.39 CAPÍTULO 06 – O TEXTO DISSERTATIVO Dissertar é um ato praticado pelas pessoas todos os dias. é preciso persuadir os outros a adotarem ou aceitarem uma forma de pensar diferente. textos. Isto é sermão. com os inconvenientes que se devem evitar. há de satisfazer às dificuldades. explicar ou interpretar ideias. é falar de mais alto. com as circunstâncias.

Esta é a parte em que se apresenta a ideia principal.  clareza: o vocabulário deve adequar-se ao assunto e ao interlocutor. se oferecermos a ele um contato direto com a matéria que encaminhará nossa argumentação. Exemplos:  televisão – a violência na televisão / a televisão e a opinião pública  a vida nas grandes cidades – a vida social dos jovens nas grandes cidades / os problemas das grandes cidades  preconceitos – preconceitos raciais / causas do preconceito racial  progresso – vantagens e desvantagens sociais do progresso / progresso e evolução humana Parágrafos: são blocos de texto. explorar uma só ideia. o texto ganhará maior objetividade e rigor. no momento do planejamento estrutural. entretanto. um tópico do que o autor pretende transmitir. A ideia principal é o ponto de partida do raciocínio. usando pontos continuativos (na mesma linha) intermediários. em média. por isso especifica-se o assunto a ser tratado. assim a redação apresentará mais coerência. A divisão em parágrafos é indicativa de que o leitor encontrará. como implicações de causa e consequência. 2) Desenvolvimento . Partes de uma dissertação 1) Introdução Constitui o parágrafo inicial do texto e deve ter. Assunto: Delimitação do tema. A elaboração dessa etapa inicial exige boa capacidade de síntese. entretanto. Essa delimitação deve estar esquematizada desde antes do rascunho. pois a clareza alcançada na exposição da ideia constitui uma das formas de obtermos a adesão do leitor ao texto. pouco legível. a partir daí. Todas as ideias devem ser apresentadas de forma sintética.  coerência: cada parágrafo deve apresentar de forma clara o que é essencial e o que é secundário e não contradizer-se. A escolha do aspecto.40  fundamentação lógica: a argumentação pode basear-se em operações de raciocínio lógico. O uso de ordem indireta. devem ser evitados. em cada um deles. pois é no desenvolvimento que serão detalhadas. Não há moldes rígidos para a construção de um parágrafo. o leitor sabe que aquele aspecto será explorado no decorrer do texto e a conclusão fará menção direta a ele. a tese. cinco linhas. O ideal é que em cada parágrafo haja dois ou três períodos.  concisão: períodos longos. isto é. Essa delimitação deve ser feita na introdução e. É composta por uma sinopse do assunto a ser tratado no texto. começar as explicações antes do tempo. Concentram sempre uma ideia-núcleo relacionada diretamente ao tema da redação. ESTRUTURA TEXTUAL Tema: Proposição que vai ser tratada ou demonstrada. maior do que a margem normal do texto. É importante delimitar um aspecto acerca do tema proposto para uma boa abordagem do assunto. cuja primeira linha inicia-se em margem especial. a qual deverá ser desenvolvida progressivamente no decorrer do texto. Qualidades do parágrafo  unidade: cada parágrafo deve conter um tópico frasal. Não se poderá fazer uma análise aprofundada se o tema for amplo. palavras polissêmicas e expressões ambíguas pode tornar o parágrafo confuso. não que o leitor de imediato concorde com nosso primeiro argumento – a tese –. mas. não pode restringir demais o tema ou corre-se o risco da falta de ideias. com muitas intercalações. Não se pode.

além do mais. sua opinião sobre o assunto. representa o corpo do texto.. todavia. em vista de. meio e fim. A sequência introduzida por eles serve normalmente para explicitar. esse e aquele – são chamados termos anafóricos e podem fazer referência a termos anteriormente expressos. pois sem negar as possíveis objeções. Para tanto. mesmo que – servem para admitir um dado contrário para depois negar seu valor de argumento. entretanto. Toda redação deve ter início. desenvolvimento e conclusão. aliás. diminuir sua importância. Seguem algumas sugestões e suas respectivas relações: assim. já que esta.. Trata-se de um recurso dissertativo muito bom.. em torno de cinco linhas. como resultado/ efeito de Algumas expressões que podem ser usadas para abordar temas com divergência de opiniões: em contrapartida. apresentado como acréscimo.. ainda que.. porém. se por um lado. uso de conectivos etc. ainda – serve. deve-se atentar para as relações de causa-consequência e pontos favoráveis e desfavoráveis. pode ser uma reafirmação do tema e dar-lhe um fecho ou apresentar possíveis soluções para o problema apresentado. A originalidade demonstra sua segurança. Todas as ideias apresentadas devem ser relevantes para o tema proposto e relacionadas diretamente a ele. muito usadas nesse processo. estejam elas num mesmo parágrafo ou não. este. QUALIDADES DE UMA DISSERTAÇÃO O texto deve ser sempre bem claro. além disso – introduzem um argumento decisivo. xxx é um fenômeno ambíguo. enquanto uns afirmam. como uma operação lógica. É evidente que a variedade de conexões entre os argumentos depende da riqueza do repertório de quem escreve e da possibilidade de constituir-se com eles uma rede de sentidos. além de tudo. devido a consequência: consequentemente. ELEMENTOS DE COESÃO Algumas palavras e expressões facilitam a ligação entre as ideias. . contudo. 3) Conclusão Representa o fecho do texto e deve conter. confirmar e complementar o que se disse anteriormente. em decorrência. a quantidade de informações por si só não assegura a qualidade da argumentação. assim como a introdução. não se pode. Aqui serão desenvolvidas as ideias propostas na introdução. mas. que são designados por introdução.. entretanto. / outros dizem que. graças a. / por outro. em virtude de. pontuação. inclusive para estabelecer semelhanças e/ou diferenças entre eles. Pode ser usado para dar um "golpe final" num argumento contrário.) e da adequação dos argumentos ao contexto. decorre do domínio sobre o material linguístico (estruturação da frase. também chamada de argumentação. antecedida do exame da veracidade de cada um deles. – marcam oposição entre dois enunciados. conciso e objetivo. Algumas expressões indicadoras de causa e consequência: causa: por causa de. O FATOR ARGUMENTATIVO A base de uma dissertação é a fundamentação de seu ponto de vista. ou para incluir um elemento a mais dentro de um conjunto de ideias qualquer. Deve-se tomar cuidado para não deixar de abordar nenhum item proposto na introdução. abandonar o tema proposto. embora. afirma-se um ponto de vista contrário.. Não é obrigatório. É o momento em que se defende o ponto de vista acerca do tema proposto. Exemplo de argumentação para a tese de que as abelhas são insetos extraordinários:   porque tem instinto muito apurado porque são organizadas em repúblicas disciplinadas . pois não deve haver pormenores excessivos ou explicações desnecessárias.. As ideias distribuem-se de forma lógica. entre outras coisas. para introduzir mais um argumento a favor de determinada conclusão. entretanto. desse modo – têm valor exemplificativo e complementar.. A coerência é um aspecto de grande importância para a eficiência de uma dissertação. sem haver fragmentação da mesma ideia em vários parágrafos.41 Esta segunda parte.. o emprego destas expressões para que um texto tenha qualidade.

rumo ao céu. tornaria a vivê-la. Um pouco disto. Os países subdesenvolvidos) Tipos de Argumento Há diferentes tipos de argumentos e a escolha certa consolida o texto: Argumentação por citação Sempre que queremos defender uma ideia. os antibióticos fazem recuar as causas de esterilidade devidas a moléstias infecciosas. esse abismo frio e exânime. é bom utilizar ponto negativo. numa miniatura mística. Tais paixões. Anseio por avaliar o mal. mas não muito. exemplificação. Bertrand. eu o consegui. porque vi na união do amor. conduzem para o alto. Busquei. Com paixão igual. vítimas torturadas por opressores. Gostaria de saber por que cintilam as estrelas. foi isso que – afinal – encontrei. (Russel. instável. e todo o mundo de solidão. busquei o conhecimento. em certas sociedades. o aumento da natalidade resulta das melhorias sanitárias que foram realizadas nos países subdesenvolvidos. E procurei apreender a força pitagórica pela qual o número permanece acima do fluxo dos acontecimentos. Amor e conhecimento. algo que prefigurava a visão que os santos e os poetas imaginavam. a busca do conhecimento e a dolorosa piedade pelo sofrimento da humanidade. interdição da exogamia. finalmente. Tenho-a considerado digna de ser vivida e. destaca-se que a importância dos pontos positivos minimizam a negatividade do outro argumento." (Yves Lacoste. Neste caso. Crianças famintas. Ambicionava-o. convertem numa irrisão o que deveria ser a vida humana. mas irresistivelmente fortes. se me fosse dada tal oportunidade. como grandes vendavais. comparação e contraste. enumeração. de transformações psicossociológicas. certo número de costumes cujo efeito. primeiro. eu sacrificava todo o resto da minha vida por umas poucas horas dessa alegria. era a natalidade: interdição do casamento das viúvas. Algumas possíveis formas de organização: causa e consequência. de bom grado. governaram-me a vida: o anseio de amor. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira. "O aumento da natalidade parece resultar. por vezes. ainda. importância do celibato religioso. não raro. mas não posso. procuramos pessoas ‘consagradas’. por sobre o profundo oceano de angústia. Busquei-o. Havia antigamente. no esquema tradicional.) TIPOS DE DESENVOLVIMENTO Desenvolvimento corresponde ao desdobramento da tese. Autobiografia. embora isso possa parecer demasiado bom para a vida humana. o caso do Paquistão diante da Índia). e também sofro. Mas a piedade sempre me trazia de volta à terra. até ao ponto em que são possíveis. porque ele produz êxtase – um êxtase tão grande que. que de algum modo limitavam a natalidade. Porém. voluntário ou não.42  porque fornecem ao homem cera e mel apesar de seus ferrões e de sua força quando constituem um enxame Mesmo quando se destacam características positivas. por exemplo. Esses fatores. interdição das relações sexuais em certos períodos. que pensam como nós acerca do tema em evidência. tempo e espaço. o amor. da ideia central contida na introdução. porque o amor nos liberta da solidão – essa solidão terrível através da qual nossa trêmula percepção observa. no essencial. em curso. Eis o que tem sido a minha vida. poliandria. pobreza e sofrimentos. a vontade mais ou menos consciente de expansão demográfica nas populações minoritárias ou nos povos que veem no crescimento de seus efetivos um aumento das forças que podem opor a seus adversários (é. A citação pode ser apresentada assim: . Eu queria compreender o coração dos homens. Eis o que busquei e. hoje estão sensivelmente esfumados. 1967. Ecos de gritos de dor ecoavam em meu coração. impeliram-me para aqui e acolá. Exemplo de texto dissertativo: Aquilo por que vivi Três paixões. Apresentamos no corpo de nosso texto a menção de uma informação extraída de outra fonte. velhos desvalidos a construir um fardo para seus filhos. além dos limites do mundo. simples. Há. chegando às raias do desespero.

Para os desobedientes. Segundo o mapa. estatísticas. com 3. todas as formas de publicidade do cigarro deveriam ser proibidas terminantemente. Argumentação por comprovação A sustentação da argumentação se dará a partir das informações apresentadas (dados.12. a depender do tema. questionador.2% (168. O melhor. Esse recurso é explorado quando o objetivo é contestar um ponto de vista equivocado. que será desenvolvida com eficientes argumentos. 2) Errar o gênero do texto solicitado: Ser original não quer dizer que você pode contradizer as regras . A capacidade intelectual de compreender que a regra expressa uma racionalidade em si mesma equilibrada. será apropriada uma conclusão que proponha soluções ou trace perspectivas para o tema discutido. Em textos com teor informativo. 3. “toda moral consiste num sistema de regras e a essência de toda moralidade deve ser procurada no respeito que o indivíduo adquire por essas regras” (Piaget. Veja: O ministro da Educação. para a qual o ensino é obrigatório.8 mil. Veja: “O fumo é o mais grave problema de saúde pública no Brasil. p. mostra o número de crianças de sete a catorze anos que estão fora das escolas em cada estado.3% (7 200) de crianças excluídas. O pior índice é do Amazonas: 16. Argumentação por raciocínio lógico A criação de relações de causa e efeito é um recurso utilizado para demonstrar que uma conclusão (afirmada no texto) é necessária. Retomada da tese – é a confirmação da ideia central. Para tanto.43 Assim parece ser porque. cadeia. 1.7% (39 mil) e São Paulo. seguido por Rio Grande do Sul. assim. crack ou heroína façam propaganda para os nossos filhos na TV. O trecho citado deve estar de acordo com as ideias do texto. ou 92. lança hoje o Mapa da Exclusão Educacional. 1994. contudo. percentuais) que a acompanham. com apenas 2. Com interrogação (retórica) – só deve ser utilizada quando trouxer implícita a crítica procedente. que instigue a reflexão do leitor. com 2. Cada texto pede um determinado tipo de fechamento. (Mônica Bergamo. tal estratégia poderá funcionar bem. Proposta(s) de solução – partindo de questões levantadas na argumentação.” A CONCLUSÃO DO TEXTO DISSERTATIVO Quando elaboramos uma dissertação.11). ou 5. Deve-se. bem como do enfoque escolhido pelo autor. formulamos uma tese interessante. POR QUE MINHA NOTA NÃO É BOA O BASTANTE? 1) Fugir do tema: Se você fugir do tema sua nota de redação será zero! Leia com atenção a proposta e grife nos textos de base e quais as palavras mais importantes do tema. Já no caso de textos cujo conteúdo seja polêmico. limita-se a condensar as ideias defendidas ao longo da explanação. o Distrito Federal.8% das crianças do estado.5 % da população nessa faixa etária (sete a catorze anos). no Brasil.2003) Nesse tipo de citação o autor precisa de dados que demonstrem sua tese. Cristovam Buarque. temos sempre um objetivo definido: defender uma ideia. Não há um modelo único de conclusão. um ponto de vista. caberá a conclusão que condense as ideias consideradas. e não fruto de uma interpretação pessoal que pode ser contestada.4 milhão de crianças. Reforça a posição apresentada no início do texto. para Piaget. Observe alguns dos procedimentos adequados para se concluir um texto dissertativo: Síntese da discussão – apropriada para textos expositivos. consiste na sugestão de possíveis soluções para os problemas discutidos. A essência da moral é o respeito às regras. Assim. feito a partir de dados do IBGE e do Censo Educacional do Ministério da Educação. as ideias devem estar articuladas numa sequência que conduza logicamente ao final do texto. não frequentam as salas de aula. É preciso evitar perguntas que repassem ao leitor a incumbência de encontrar respostas que deveriam estar contidas no próprio texto. Paulo. até atingir a última etapa da estrutura dissertativa: a conclusão. Folha de S. O estudo do Inep. por exemplo. evitar a redundância ou mera repetição da tese.7 mil). Assim como não admitimos que os comerciantes de maconha. estão fora da escola.

Quem sabe. Limpeza e organização sempre! A Estética de uma Redação (Adilson Torquato) • Nunca comece uma redação com períodos longos.. gírias ou clichês: Evite-os a todo custo. defesa de uma tese. • Verifique sempre a ESTÉTICA: Parágrafo.. • Nunca coloque uma expressão que desconheça. • Nunca use gírias na redação pois a dissertação é a explicação racional do que vai ser desenvolvido e uma gíria pode cortar totalmente a sequência do que vai ser desenvolvido além de ofender a norma culta da Língua Portuguesa. Parece ser. elogio) e despedida final. • Cuidado com "superlativos criativos" do tipo: ". E de "neologismos incultos" do tipo: ". vocabulário. 9) Linguagem coloquial. • A letra tem que ser visível e compreensível para quem lê.. enredo e desenlace... vai tirar zero! Dissertação = texto argumentativo. Basta fazer uma frase-núcleo que será a sua ideia geral a ser desenvolvida nos parágrafos que se seguirão. “para dizer que você sabe que é uma gíria”. Segundo ela. Eu acho... 3) Texto estilo “autoajuda”: “A dissertação não é um bate papo com o leitor e não pode ser interativa”. Acredito mesmo. • Nunca entregue uma redação sem verificar a separação silábica das palavras. Essa responsabilidade é sua! 8 ) Mesclar pessoas gramaticais: Começar o texto usando ‘nós precisamos’. Narração = escrita em prosa (parágrafos) que contam uma história com cenário.imexível.. • Não inicie nem termine uma redação com expressões do tipo: ".. mas você deve apresentar uma conclusão definitiva. Para isso é que existe o rascunho. Fuja como o “diabo da cruz” de quem diz que “o trabalho empobrece o homem” e prefira estar “antes só do que mal acompanhado”. solicitação.. por exemplo.. • Tenha calma na hora de dissertar e sempre volte à frase núcleo para orientar seus argumentos. Se você quer uma boa nota na redação não fuja da discussão exigida na dissertação.." . acentuação. separação silábica e principalmente a PONTUAÇÃO que é a maior dificuldade de quem escreve e a maioria acha que é tão fácil pontuar ! • Respeite as margens do papel e procure sempre fazer uma letra constante sem diminuir a letra no final da redação para ganhar mais espaço ou aumentar para preencher espaço. selecione as melhores e crie uma evolução de sua argumentação. mas as informações não podem aparecer jogadas no texto.44 do jogo. há perda de pontos. • Nunca esqueça dos pingos nos "is" pois bolinha não vale (nem coraçãozinho). . não tente transformar um “e” em um o.. apenasmente. a palavra “você. significa que você não sabe um sinônimo disso na norma culta. Usas essas frases feitas só empobrece o seu texto e enfraquece o seu argumento. personagens.” 4) Argumentos frágeis. mudar para a terceira pessoa ‘eles querem’. pois o erro de ortografia e acentuação é o que mais tira pontos em uma redação." mostra dúvidas em seus argumentos anteriores.. e encerrar usando ‘eu acredito’.. diz Zezé. ao passar a limpo o texto você errar. não jogue para o leitor a responsabilidade de refletir.. mesmamente. é comum candidatos que usam a estrutura linguística típica de livros de autoajuda que incluem. Isto mostra que o aluno não conseguiu criai uma linha de raciocínio única. 7) Usar verbos no imperativo: Expressões como “faça sua parte” ou “todos juntos conseguiremos” demonstram uma intenção de diálogo com o leitor.. • Nunca comece a escrever sem estruturar o que vai passar para o papel. Em casos de erros crassos. • Nada de j com cara de s ou vice-versa. é outro erro comum. mas se o professor que corrigir o seu texto não entender o que você escreveu você com certeza vai perder pontos.".. risque a palavra inteira e reescreva corretamente a seguir.. • Nada de y com cara de g e vice-versa. Se te pediram uma dissertação e você escreveu uma poesia. Muito cuidado para não se contradizer. 5) Coesão e coerência é fundamental: É comum escrever uma lista de informações e argumentos antes de criar seu texto. Mas se mesmo assim. chavões e senso comum: Uma boa dissertação – gênero mais comum nos vestibulares – exige argumentos e explicação sólidas e originais. Nada de m com cara de n. é importante falar de mais de um aspecto da questão. • Nada de n parecido com r. • Prepare sempre um esquema lógico em cima da estrutura intrínseca e extrínseca. 6) Errar a grafia ou concordância das palavras: Frases desestruturadas podem comprometer a redação porque a leitura não flui. • Nunca coloque vírgulas onde não são necessárias (o que tem de erro de pontuação!). 10) Letra ilegível: Vestibular não é concurso de caligrafia.. inconstitucionalizável. • Nada de s parecido com j. • Nada de t com cara de f. Carta = texto destinado a alguém com objetivo e argumentos explícitos no texto (reclamação. Mesmo colocando-os entre aspas. • Nada de sc com cara de x e vice-versa.

muito antes de pegar no lápis ou no teclado. para a feitura da redação provisória. De preferência o de Machado de Assis. . • Não ultrapasse as margens do papel tanto nas laterais quanto no topo e no fim da pauta. quando a redação será considerada “Anulada”. Até parece que o aluno está num centro espírita. Releia várias vezes a redação provisória. dois pontos e vírgula sem necessidade. Tem que encontrar o que será dito. EM QUE CASOS PODERÁ HAVER NOTA ZERO NA REDAÇÃO? Nos seguintes casos: a) quando o texto não atender a proposta solicitada ou possuir outra estrutura textual que não seja a do tipo dissertativo-argumentativo. Para isto existem as faixas de limite do papel. Falta de ideias? Coisa nenhuma. verifique a logicidade das ideias apresentadas. b) quando inexistir texto escrito na Folha de Redação. O pessoal quer se sentar à mesa e "psicografar" um texto em uma hora. você deve usar abreviações e não deve se preocupar com a estética da letra. que ensina o método da "psicografia": "Vamos lá. O espírito crítico sobre o rascunho é importantíssimo. a proposta da Redação do Enem é elaborada de forma a possibilitar que os participantes. Sem um roteiro. crie novas comparações e metáforas. • Nada de h com cara de m maiúsculo. MATRIZ DE REFERÊNCIA PARA REDAÇÃO Baseada nas cinco competências da Matriz de Referência para Redação. tente outras construções. só baixando um espírito. Tem que saber o que quer saber.. meu caro. a de forma confunde muito.Demonstrar domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa. desenhos e outras formas propositais de anulação. fica espantado ao ver que no papel não tem nada que preste. bem como que desrespeite os direitos humanos e apresente parte do texto desconectada com o tema proposto de forma a caracterizar descompromisso com o Exame. COMPETÊNCIAS EXPRESSAS NA MATRIZ DE REFERÊNCIA PARA REDAÇÃO DO ENEM E NÍVEIS DE CONHECIMENTOS ASSOCIADOS I . Culpa de quem? Infelizmente da escola. A parte de apresentação só tem importância no momento da redação definitiva. realizem uma reflexão escrita sobre um tema de ordem política. Difícil escrever bem se não há um roteiro. • Nada de letra maiúscula onde deveria ser minúscula exceto se a norma pedir. c) quando o texto apresentar até 7 (sete) linhas. quando e por que vai entrar o quê. o que configurará “Texto insuficiente” – quando a redação contiver linhas com cópia dos textos motivadores apresentados no Caderno de Questões. o rascunho. Desenvolva o rascunho a partir do esquema. O RASCUNHO Ao estruturar o esquema da redação. • Não acelere o ritmo para acabar logo nem demore demais para não perder tempo. o texto corre o risco de virar uma embolada sem sentido e. • Nada de bolinha nos is. retire palavras muito usadas.45 • Nada de ç com cara de ss. A criatura deve se sentar e pensar. • Nada de rr com cara de m ou vice-versa. qualquer que seja o conteúdo. d) caso o texto contenha impropérios. O roteiro determina a estrutura e o conteúdo do texto. Na redação provisória. Sem elaborar um roteiro e sem fazer revisão. ocupa espaço e não se pode distinguir a CAIXA ALTA da BAIXA. diz onde. No final. o maior problema dos alunos parece ser mesmo a. Pois é. • Procure fazer uma letra manuscrita. social ou cultural. ela será considerada “Em Branco”. O problema é que elaborar um roteiro dá trabalho. Porque. e não num estabelecimento escolar. produzindo um texto dissertativo-argumentativo em prosa. repetitiva. Na hora de fazer uma redação. você terá facilitado sobremaneira o seu trabalho e passará. preguiça. a partir de uma situação-problema e de subsídios oferecidos. o que configurará “Fuga ao tema/não atendimento ao tipo textual”. pra escrever bem desse jeito. pior. então. minha gente! Senta aí e faz um texto". • Não escreva palavras com dúvida de grafia. ponto e vírgula. serão desconsideradas para efeito de correção e de contagem do mínimo de linhas. modifique.. • Não exceda em reticências.

Nível 5: Demonstra excelente domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro. o texto dissertativo-argumentativo escrito exige que alguns requisitos básicos sejam atendidos. elas são muitas vezes fragmentadas. recurso expressivo importante da oralidade. que é o tipo de texto que demonstra a verdade de uma ideia ou tese. Por isso. II . o emprego repetido de palavras. objetivo e direto.  precisão vocabular. No registro informal. o assunto recebe uma delimitação por meio do tema.  ƒƒpontuação. Outra diferença entre as duas modalidades diz respeito à constituição das frases. as regras de pontuação assumem também essa função de organização do texto. uma tese. coerência. e seguir as regras estabelecidas pela modalidade escrita formal da Língua Portuguesa. Desvios gramaticais ou de convenções da escrita serão aceitos somente como excepcionalidade e quando não caracterizem reincidência. há outras exigências para o desenvolvimento do texto dissertativo-argumentativo:  ausência de marcas de oralidade e de registro informal.  ƒƒflexão de nomes e verbos. como “e”. Você já aprendeu que as pessoas não escrevem e falam do mesmo modo. defendendo uma posição. dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo em prosa. você deve procurar ser claro. no registro escrito formal. mas. com alguns desvios gramaticais e de convenções da escrita. ou seja. próprias de um uso mais informal. o participante deve evitar elaborar um texto de caráter apenas expositivo. você precisa ter consciência da distinção entre a modalidade escrita e a oral. “daí”. empregar um vocabulário mais variado e preciso. como coesão. por meio dos sinais de pontuação. É dessa forma que se atende às exigências expressas pela Competência 2 da Matriz de Avaliação do Enem. ao relacionar ideias. Na redação do seu texto. Nível 2: Demonstra domínio insuficiente da modalidade escrita formal da língua portuguesa. Além disso. deve-se evitar.46 A primeira competência a ser avaliada em seu texto é o domínio da modalidade escrita formal da língua. O tema constitui o núcleo das ideias sobre as quais a tese se organiza. “aí”. Nessa redação. por exemplo. que conferem coerência ao texto. com muitos desvios gramaticais. com diversificados e frequentes desvios gramaticais. já que os interlocutores podem complementar as informações com o contexto em que a interação ocorre. uma vez que são processos diferentes. Nível 1: Demonstra domínio precário da modalidade escrita formal da língua portuguesa. na escrita. “então”. Em âmbito mais abrangente. Por isso. É preciso apresentar um texto que expõe um aspecto relacionado ao tema. Nível 4: Demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro. um assunto pode ser abordado por diferentes temas. de escolha de registro e de convenções da escrita.  ƒƒregência nominal e verbal. com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita. Nível 0: Demonstra desconhecimento da modalidade escrita formal da língua portuguesa. A entoação. e  obediência às regras de:  ƒƒconcordância nominal e verbal. em que esse contexto não está presente. sequenciação. cada qual com características próprias.  ƒƒcolocação de pronomes oblíquos (átonos e tônicos). É mais do que uma simples exposição de ideias. são muitas vezes marcadas. . e  ƒƒdivisão silábica na mudança de linha (translineação). para atender a essa exigência. de forma sistemática. informatividade. Seguem algumas recomendações para essa elaboração: a) Leia com atenção a proposta da redação e os textos motivadores. diferente do que utiliza quando fala. Nível 3: Demonstra domínio mediano da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro.  ƒƒgrafia das palavras (acentuação gráfica e emprego de letras maiúsculas e minúsculas).Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das varias áreas de conhecimento para desenvolver o tema. e as pausas. de escolha de registro e de convenções da escrita. Além dos requisitos de ordem textual. as informações precisam estar completas nas frases. para compreender bem o que está sendo solicitado. Na escrita formal. bem como entre registro formal e informal. O segundo aspecto a ser avaliado no seu texto é a compreensão da proposta de redação – esta exige que o participante escreva um texto dissertativo-argumentativo.

É fundamentado com argumentos. Lembre-se de que eles foram apresentados apenas para despertar seus conhecimentos sobre o tema. c) Não copie trechos dos textos motivadores. para influenciar a opinião do leitor ou ouvinte. sobre a saída de brasileiros para o exterior (emigração). e a influência de novas culturas na cultura local. Esse tema se vincula ao assunto mais amplo “imigração” e envolve a discussão sobre as vantagens e desvantagens da presença de imigrantes na vida cotidiana brasileira. g) Lembre-se de que cada parágrafo deve desenvolver um tópico frasal. realizada somente nos limites do assunto mais amplo a que o tema está vinculado. exemplificações. sem associação ao fenômeno da imigração para o Brasil no século XXI. qual será seu ponto de vista e como defendê-lo. i) Utilize informações de várias áreas do conhecimento. por exemplo. procurando organizá-las em uma estrutura coerente para usá-las no desenvolvimento do seu texto. tomando cuidado para não se afastar do seu foco. No Enem 2012. sobre questões genéricas do estrangeiro sem vinculação com o fenômeno imigratório para o Brasil. meio ambiente. l) Mantenha-se dentro dos limites do tema proposto.  O que é não atendimento ao tipo textual? Não atende ao tipo textual a redação que esteja predominantemente fora do padrão dissertativoargumentativo – sem apresentar nenhum indício de caráter dissertativo (explicações. f) Desenvolva o tema de forma consistente para que o leitor possa acompanhar o seu raciocínio facilmente. como segurança pública. No Enem 2012. e) Reúna todas as ideias que lhe ocorrerem sobre o tema. sem vinculá-los ao eixo temático proposto (movimentos imigratórios para o Brasil no século XXI).  ƒƒPossibilidade II: redação completamente estruturada no debate sobre a situação e a presença do estrangeiro. demonstrando que você está atualizado em relação ao que acontece no mundo. com atenção.47 b) Evite ficar preso às ideias desenvolvidas nos textos motivadores. a introdução e a conclusão para ver se há coerência entre o início e o fim. análises ou interpretações de aspectos dentro da temática solicitada) ou nenhum indício de caráter argumentativo (defesa ou refutação de ideias dentro da temática solicitada). violência. As possibilidades que levaram o texto a ser avaliado como tangenciamento ao tema foram as seguintes:  ƒƒPossibilidade I: redação completamente estruturada no debate sobre imigração para o Brasil em geral (mas não no século XXI).  O que é um texto dissertativo-argumentativo? O texto dissertativo-argumentativo é organizado na defesa de um ponto de vista sobre determinado assunto.  O que é fuga total ao tema? Considera-se que uma redação tenha fugido ao tema quando nem o assunto mais amplo nem o tema proposto são desenvolvidos. tentando . entre outras abordagens possíveis dentro do assunto. O tema proposto no Exame de 2012 foi “O movimento imigratório para o Brasil no século XXI”. o impacto dessa presença na economia do país. sem associação ao processo de sua vinda para o Brasil. ou seja. as formas de tratamento dessa nova população. corrupção. Também foi excluída por ter fugido ao tema a redação que se limitou à discussão sobre o êxodo rural e o urbano. ou sobre os deslocamentos de brasileiros de uma região para outra. recebeu a rubrica fuga ao tema a redação cujo texto se estruturou integralmente em assuntos que não o solicitado. o que significa que a progressão textual é fluente e articulada com o projeto do texto. Vamos aproveitar o tema da redação do Enem 2012 para explicar essa diferença. ainda. h) Examine. porque foram apresentados apenas para despertar uma reflexão sobre o tema e não para limitar sua criatividade. ou. portanto. Esse é um dos principais problemas identificados nas redações. que demonstram pouca originalidade no desenvolvimento do tema proposto. j) Evite recorrer a reflexões previsíveis. algumas redações se restringiram a discutir apenas a questão dos movimentos migratórios de um modo geral. duas situações podem ocorrer: fuga total ao tema ou fuga parcial ao tema. completamente fora até do assunto mais amplo (processos e fluxos migratórios) ao qual estava vinculado o tema solicitado (movimentos imigratórios para o Brasil no século XXI). deixando em segundo plano a discussão em torno do eixo temático objetivamente proposto.  O que é tangenciar o tema? Considera-se tangenciamento ao tema a abordagem parcial. entre outros. Nesse caso. d) Reflita sobre o tema proposto para decidir como abordá-lo.

desenvolver justificativas para comprovar essa tese e uma conclusão que dê um fecho à discussão elaborada no texto. dos seguintes fatores:  ƒƒrelação de sentido entre as partes do texto. e é dissertativo porque se utiliza de explicações para justificá-la. No processo argumentativo. organizar e interpretar informações. ARGUMENTOS – É a justificativa para convencer o leitor a concordar com a tese defendida. você poderá dar exemplos de acontecimentos que justifiquem a tese. Cada argumento deve responder à pergunta “Por quê?” em relação à tese defendida. e  ƒƒcomparações entre fatos. como:  ƒƒexemplos.  ƒƒalusões históricas. Ela deve estar relacionada ao tema e apoiada em argumentos ao longo da redação. Nível 3: Desenvolve o tema por meio de argumentação previsível e apresenta domínio mediano do texto dissertativo-argumentativo. argumentação e conclusão. em última análise. tangenciando o tema ou demonstra domínio precário do texto dissertativoargumentativo. opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista defendido como tese.  ƒƒdados estatísticos. não atendendo à estrutura com proposição. relacionar.Selecionar. convencer ou tentar convencer o leitor. A inteligibilidade da sua redação depende. Você não deve. É preciso que elabore um texto que apresente.48 convencê-lo de que a ideia defendida está correta. com traços constantes de outros tipos textuais. Nível 2: Desenvolve o tema recorrendo à cópia de trechos dos textos motivadores ou apresenta domínio insuficiente do texto dissertativo-argumentativo. portanto. Nível 5: Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente. claramente. com proposição. da plausibilidade entre as ideias apresentadas.  ƒƒpesquisas.  ƒƒprecisão vocabular. II – Utilizar estratégias argumentativas para expor o problema discutido no texto e detalhar os argumentos utilizados. ATENÇÃO! Será atribuída nota 0 (zero) à redação que não obedecer à estrutura dissertativo-argumentativa. compondo o processo argumentativo. Daí a sua dupla natureza: é argumentativo porque defende uma tese. de modo a convencer o leitor. épocas ou lugares distintos. Nível 4: Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo. Nível 0: “Fuga ao tema/não atendimento à estrutura dissertativo-argumentativa”. A sua redação atenderá às exigências de elaboração de um texto dissertativo-argumentativo se combinar dois princípios de estruturação: I – Apresentar uma tese. Seu objetivo é. com proposição. uma ideia a ser defendida e os argumentos que justifiquem a posição assumida por você em relação à temática exigida pela proposta de redação.  ƒƒfatos comprováveis. argumentação e conclusão.  ƒƒcitações ou depoimentos de pessoas especializadas no assunto. à luz de um raciocínio coerente e consistente. Nível 1: Apresenta o assunto. mas o texto não pode se reduzir a uma narração. argumentação e conclusão. da sua coerência. ESTRATÉGIAS ARGUMENTATIVAS – São recursos utilizados para desenvolver os argumentos. Esta Competência trata da inteligibilidade do texto. elaborar um poema ou reduzir o seu texto à narração de uma história. III . ou seja. portanto. expor e explicar ideias. por esta não apresentar a estrutura de organização textual solicitada. . mesmo que atenda às exigências dos outros critérios de avaliação. portanto. situações. uma opinião. É preciso. pela apresentação de razões e pela evidência de provas. TESE – É a ideia que você vai defender no seu texto. a partir de um repertório sociocultural produtivo e apresenta excelente domínio do texto dissertativo-argumentativo. fatos.

Está. formados por duas ou mais orações. estruturados de modo complexo. O leitor poderá “processar” esse texto e refletir a respeito das ideias nele contidas. . coerentes com o que foi apresentado anteriormente. até mesmo mudar seu comportamento em face das ideias do autor. em defesa de um ponto de vista.  ƒƒcongruência entre as informações do texto e a realidade. contradição. uso de expressões resumitivas. de forma organizada. à medida que o texto vai progredindo. com indícios de autoria. artigos ou vocábulos de base lexical. frases e parágrafos. fatos e opiniões relacionados ao tema. de modo que cada parágrafo apresente informações novas. e ƒƒadequação entre o conteúdo do texto e o mundo real. Deve haver uma articulação entre um parágrafo e outro. de forma consistente e organizada. comparação. você deve procurar atender às seguintes exigências:  ƒƒapresentação clara da tese e seleção dos argumentos que a sustentam. ou pode ser inferido a partir da articulação dessas ideias. revelando que a redação foi planejada e que as ideias desenvolvidas são pouco a pouco apresentadas. garantindo a construção do sentido de acordo com as expectativas do leitor. porque estabelecem uma inter-relação entre orações. expressões metafóricas ou expressões metadiscursivas. configurando autoria. mas desorganizados ou contraditórios e limitados aos argumentos dos textos motivadores. os parágrafos podem ser desenvolvidos por comparação. fatos e opiniões não relacionados ao tema e sem defesa de um ponto de vista. na produção da sua redação. normalmente. Nível 0: Apresenta informações. pode. você deve utilizar variados recursos linguísticos que garantam as relações de continuidade essenciais à elaboração de um texto coeso. coisas. Preposições. pois. em resposta. A organização textual exige que as frases e os parágrafos estabeleçam entre si uma relação que garanta a sequenciação coerente do texto e a interdependência entre as ideias. fatos e opiniões relacionados ao tema proposto. cada ideia nova precisa estabelecer relação com as anteriores. Assim. reagir de maneiras diversas: aceitar. temporalidade. compartilhando ou não da sua opinião. Os aspectos a serem avaliados nesta Competência dizem respeito à estruturação lógica e formal entre as partes da redação. Nível 4: Apresenta informações. por exemplificação. e  ƒƒprecisão vocabular. entre outras possibilidades. fatos e opiniões relacionados ao tema. Nível 2: Apresenta informações. devem ser observados determinados princípios em diferentes níveis:  ƒƒEstruturação dos parágrafos – um parágrafo é uma unidade textual formada por uma ideia principal à qual se ligam ideias secundárias. sem repetições ou saltos temáticos. hiponímia. conjunções. Esse encadeamento pode ser expresso por conjunções. Nível 5: Apresenta informações. em uma ordem lógica. Na avaliação desta Competência. por causa-consequência. depois. No texto dissertativo-argumentativo. entre outras. à possibilidade de interpretação dos sentidos do texto. questionar. advérbios e locuções adverbiais são responsáveis pela coesão do texto. os períodos do texto são. estabelecendo relações de sinonímia.  ƒƒEstruturação dos períodos – pela própria especificidade do texto dissertativo-argumentativo. conclusão.  ƒƒReferenciação – as referências a pessoas.Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação. recusar. lugares e fatos são introduzidas e. advérbios. por detalhamento. Resumindo: na organização do texto dissertativo-argumentativo. retomadas. em defesa de um ponto de vista. em defesa de um ponto de vista.49   ƒƒprogressão temática adequada ao desenvolvimento do tema. Esse processo pode ser expresso por pronomes.  O que é coerência? A coerência se estabelece a partir das ideias apresentadas no texto e dos conhecimentos dos interlocutores. em defesa de um ponto de vista. para que se possa expressar as ideias de causa-consequência. antonímia. por determinadas palavras. ligada à compreensão. IV . fatos e opiniões pouco relacionados ao tema ou incoerentes e sem defesa de um ponto de vista. Nível 3: Apresenta informações. Nível 1: Apresenta informações. será considerado o seguinte aspecto:  Encadeamento textual Para garantir a coesão textual. limitados aos argumentos dos textos motivadores e pouco organizados. fatos e opiniões relacionados ao tema. hiperonímia.  ƒƒencadeamento das ideias. Cada parágrafo será composto de um ou mais períodos também articulados.

proposta de intervenção relacionada ao tema. períodos ou fragmentos do texto por conectivos ou expressões que resumam e retomem o que já foi dito. Antes de elaborar sua proposta. deve manter vínculo direto com a tese desenvolvida no texto e coerência com os argumentos utilizados. e a coerência da argumentação será um dos aspectos decisivos no processo de avaliação. pronome relativo. procure responder às seguintes perguntas: O que é possível apresentar como proposta de intervenção na vida social? Como viabilizar essa proposta? O seu texto será avaliado. V . artigos. refletir os conhecimentos de mundo de quem a redige. hiperônimos. advérbios que indicam localização. e d) elipse ou omissão de elementos que já tenham sido citados ou sejam facilmente identificáveis. já que expressa a sua visão. portanto. de forma insuficiente. reproduzindo usos típicos da oralidade. Nível 2: Articula as partes do texto. quando obrigatória. ou não articulada com a discussão desenvolvida no texto. você deve evitar:  ƒƒfrases fragmentadas que comprometam a estrutura lógico-gramatical. Nível 3: Articula as partes do texto. A proposta de intervenção precisa ser detalhada de modo a permitir ao leitor o julgamento sobre sua exequibilidade.  ƒƒsequência justaposta de ideias sem encaixamentos sintáticos.50 RECOMENDAÇÕES Procure utilizar as seguintes estratégias de coesão para se referir a elementos que já apareceram no texto: a) substituição de termos ou expressões por pronomes pessoais. deve oferecer uma proposta de intervenção na vida social. Nível 2: Elabora. respeitando os direitos humanos. Nível 5: Articula bem as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos.  ƒƒemprego equivocado do conector (preposição. além de apresentar uma tese sobre o tema. e apresenta repertório pouco diversificado de recursos coesivos. b) substituição de termos ou expressões por sinônimos. liberdade. A proposta deve. hipônimos. com muitas inadequações e apresenta repertório limitado de recursos coesivos. das possíveis soluções para a questão discutida. verbos. Essa proposta deve considerar os pontos abordados na argumentação. sem oração principal. expressões resumitivas ou expressões metafóricas. Resumindo: na elaboração da redação. artigo. com base na combinação dos seguintes critérios: a) presença de proposta x ausência de proposta. com inadequações. e b) proposta com detalhamento dos meios para sua realização x proposta sem o detalhamento dos meios para sua realização. como autor. a sua redação. conjunção. portanto. Nível 0: Não articula as informações. apoiada em argumentos consistentes. possessivos e demonstrativos. de forma mediana. Nível 1: Articula as partes do texto de forma precária. procure evitar propostas vagas. Por isso.  ƒƒfrase com apenas oração subordinada. solidariedade e diversidade cultural. É necessário que ela respeite os direitos humanos. precária ou relacionada apenas ao assunto. e  ƒƒrepetição ou substituição inadequada de palavras sem se valer dos recursos oferecidos pela língua (pronome. O quinto aspecto a ser avaliado no seu texto é a apresentação de uma proposta de intervenção para o problema abordado. que não rompa com valores como cidadania. Nível 0: Não apresenta proposta de intervenção ou apresenta proposta não relacionada ao tema ou ao assunto. gerais. antônimos. específicas. sinônimo). ainda. de forma insuficiente. consistentes com o desenvolvimento de suas ideias. .  ƒƒemprego do pronome relativo sem a preposição. busque propostas mais concretas. alguns advérbios e locuções adverbiais) que não estabeleça relação lógica entre dois trechos do texto e prejudique a compreensão da mensagem. Nível 4: Articula as partes do texto com poucas inadequações e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos. advérbio. deve conter a exposição da intervenção sugerida e o detalhamento dos meios para realizá-la. Ao redigir seu texto.Elaborar proposta de intervenção para o problema abordado. Nível 1: Apresenta proposta de intervenção vaga. c) substituição de substantivos.

2) Elabore um texto que seja desenvolvido pela enumeração dos elementos abaixo relacionados: Os antibióticos podem:  destruir a flora intestinal. no caso da internet. está correta a afirmativa: (A) Os quatro parágrafos do texto são independentes.  falta de identificação dos jovens com os livros lidos. o polêmico artigo "Estará o Google nos tornando estúpidos?" O texto ganhou a capa da revista e.51 Nível 3: Elabora. rasa e distraída. dispensável no contexto. estimulados pela carga gigantesca de informações. desde sua publicação. relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. e um aprendizado superficial. Carr mergulha em dezenas de estudos científicos sobre o funcionamento do cérebro humano. proposta de intervenção relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. FIXAÇÃO Exercício 1) Organize um texto dissertativo a partir dos seguintes elementos: Tema: leitura Tese: Os jovens. agora experimentam diante de textos mais longos e elaborados: as sensações de impaciência e de sonolência. esse ganho se dá à custa da perda da capacidade de alimentar nossa memória de longa duração e estabelecer raciocínios mais sofisticados. a respeito das publicações de um especialista. Essa dispersão da atenção vem à custa da capacidade de concentração e de reflexão. traçando um caminho errático pelas páginas eletrônicas. (Thomaz Wood Jr. 27 de outubro de 2010. Nicholas Carr assinou. "entramos em um ambiente que promove uma leitura apressada. (B) O 1o parágrafo. Em 2008. Nível 5: Elabora muito bem proposta de intervenção. com adaptações) 1. Saltamos textos e imagens. com seus múltiplos e incessantes estímulos. um livro instrutivo e provocativo. adestra nossa habilidade de tomar pequenas decisões. podem provocar má-formação dos embriões. Leia o texto a seguir para responder à próxima questão. na revista The Atlantic. está isolado dos demais. 72. No entanto. E não se trata apenas de pequenas alterações. p. detalhada. os verdadeiros fundamentos científicos deveriam. além de nos tornar menos sensíveis a sentimentos como compaixão e piedade. Nível 4: Elabora bem proposta de intervenção relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. O frenesi hipertextual da internet.Em relação à estrutura textual. mais nossas mentes são afetadas. Carr menciona a dificuldade que muitos de nós." A internet converteu-se em uma ferramenta poderosa para a transformação do nosso cérebro e. encontra-se entre os mais lidos de seu website.  em crianças. que dosa linguagem fluida com a melhor tradição dos livros de disseminação científica. mas de mudanças substanciais físicas e funcionais. isoladamente. Curiosamente. especialmente. com base em estudos científicos sobre o impacto da internet no cérebro humano. de forma mediana. provocar reações muito estridentes. O autor nos brinda agora com The Shallows: What the internet is doing with our brains.  em gestantes. quando navegamos na rede. por conter uma informação. imersos no mundo virtual. Novas tecnologias costumam provocar incerteza e medo. quanto mais a utilizamos. de uma situação diferente sobre a internet. As reações mais estridentes nem sempre têm fundamentos científicos. em geral. Carta capital. Segundo o autor.  influência dos meios de comunicação de massa.  atacar os rins. sim.  inadequação das leituras pedidas na escola. o aparelho digestivo e a composição do sangue. leem cada vez menos Causas:  falta de incentivo à leitura desde a infância. costumam enfraquecer os ossos e manchar o esmalte dentário. .  perturbar o fígado. Conclui que a internet está provocando danos em partes do cérebro que constituem a base do que entendemos como inteligência. tendo em vista que cada um deles trata. depois de anos de exposição à internet.

entrar em nosso pulmão numa lufada de ar quente. CIDADE MARAVILHOSA? Os camelôs são pais de famílias bem pobres. na Rua Visconde de Pirajá. acidentes. problema que se agrava. Artistas e artesãos expõem ali aos domingos e vendem suas coisas. Ah. brinquedos. que exige cuidado do pedestre para não pisar naquelas coisas. 11 de setembro de 2010. se venta um pouco o noroeste. (D) hipótese de que a vida nas cidades menores tem perdido qualidade. o mar é do povo. Em consequência. um crescimento de 66% nos últimos nove anos. Leia o texto a seguir para responder à próxima questão. A facilidade de crédito e a isenção de impostos são alguns dos elementos que têm colaborado para a realização do sonho de ter um carro. viram poeira. passarinhos. comprometendo a afirmativa de que as novas tecnologias provocam incerteza e medo. qualquer artista ou mesmo qualquer pessoa. Aqui em frente à minha casa. baixo índice de desemprego e poder aquisitivo mais alto. por haver progressão articulada do assunto que vem sendo desenvolvido. por isso. Uma feira um tanto organizada demais: sempre os mesmos artistas mostrando coisas quase sempre sem interesse.3 milhões de veículos em todo o país. constitui o maior sonho de consumo do brasileiro. E as praias foram invadidas por 1000 vendedores. vendendo de tudo . sorvetes. Na rua e na areia. (O Estado de S. Enfim. Leia o texto a seguir para responder à próxima questão. pois os brasileiros desses municípios passaram a utilizar seus carros até para percorrer curtas distâncias. mas perdem muito tempo em congestionamentos. Paulo. E os brasileiros desses municípios passaram a utilizar seus carros até para percorrer curtas distâncias. as pessoas tendem cada vez mais a optar pelo carro para seus deslocamentos diários. Nunca vi tantos cães no Rio. mesmo perdendo tempo em congestionamentos e apesar dos alertas das autoridades sobre os danos provocados ao meio ambiente pelo aumento da frota. apareceram barracas atravancando as calçadas. Agora há gente demais. pipocas. Notas e Informações. frutas. louças. existe há muito tempo a feira hippie. (C) comprovação de que a compra de um carro é sinônimo de status e. Não por acaso oito Estados já registram mais mortes por acidentes no trânsito do que por homicídios. A sua necessidade vem muitas vezes em segundo lugar.roupas. A3. com adaptações) 2 – “Não por acaso oito Estados já registram mais mortes por acidentes no trânsito do que por homicídios. girando no ar. para o mar. carro continua a ser sinônimo de status para milhões de brasileiros de todas as regiões. e cusparadas. com danos provocados ao meio ambiente. muita gente comprava coisas – tudo bem. essa poeira. o mar. Também nas cidades de porte médio. aspirinas. Cidades menores. como mostram dados do Departamento Nacional de Trânsito. objetos usados. está bem. na Praça General Osório. e. E aquelas coisas secam.52 (C) Identifica-se uma incoerência no desenvolvimento do texto. (E) conclusão coerente com todo o desenvolvimento. como a . poluição e altos custos de manutenção da malha viária passaram a fazer parte da lista dos principais problemas desses municípios. ampolas de óleo de bronzear. a praia está excessivamente cheia. Está bem. uma poeira dos três reinos da natureza e de todas as servidões humanas. sem alvarás nem licenças. Antigamente a gente fugia para a praia.” A afirmativa final do texto surge como (A) constatação baseada no fato de que os brasileiros desejam possuir um carro. localizadas nas vizinhanças das regiões metropolitanas do Sudeste e do Sul do país. Além disso. O resultado é uma sujeira múltipla. (D) No 3o parágrafo há comprometimento da clareza quanto aos reais prejuízos causados ao funcionamento do cérebro pelo uso intensivo da internet. Sempre achei que deveria haver um canto em que qualquer artista pudesse vender um quadro. com custo de vida menos elevado que o das capitais. embora os sites sejam os mais lidos. e presumo que muita gente anda com eles para se defender de assaltantes. unem-se a cascas de frutas podres e dejetos de toda ordem. o fato é que a feira funcionava. então. e restos de peixes da feira das terças. tiveram suas frotas aumentadas em progressão geométrica nos últimos anos. e jornais velhos. uma orgia de cães. (B) observação irônica quanto aos problemas decorrentes do aumento na utilização de carros. congestionamentos. (E) A sequência de parágrafos é feita com coerência. e folhas. a partir de um título que poderia ser: Carro. merecem nossa simpatia e nosso carinho. Pois de repente. miudezas. de um lado e outro. canivetes. logo ela vai-se elevar. logo eles se multiplicam por 1000. Há 35.

. num gesto humanitário que só enobrece esses países.. Pelo sertão.Em vários momentos do texto.com.br – painel do leitor – 17/10/2010) .. saúde.. com um canivete na barriga alheia.” Leia o texto a seguir para responder à próxima questão. Um a um os mineiros soterrados foram içados com sucesso. SP. também. Águas são muitas e infindas. sorrindo e cumprimentando seus companheiros de trabalho.. Mas.” E) “Mas. predominam características argumentativas e descritivas.Em todos os trechos a seguir podemos comprovar a participação do narrador nos fatos mencionados. em sua ampla variedade.. porque. e os assaltantes são quase sempre muito jovens. p. Literatura Comentada. E) O texto procura despertar a atenção do leitor para a mensagem através do uso predominante de uma linguagem figurada. dos dois médicos e dois “socorristas” que.” C) “. nem as vimos. após 69 dias de permanência no fundo de uma mina de cobre e ouro no Chile. 1982. B) O principal objetivo do texto é ilustrar experiências vividas através de uma narrativa fictícia. E. Nela.. querendo aproveitá-la dar-se-á nela tudo por bem das águas que tem. Leia o texto a seguir para responder às próximas 2 questões. até agora. assim os achávamos como os de lá. Parecendo-nos terra muito longa. Esse recurso tem a seguinte finalidade textual: (A) trazer a ideia de riqueza da cidade. A Carta de Pero Vaz de Caminha De ponta a ponta é toda praia rasa. e sujeitos que carregam caixas de isopor e anunciam sorvetes e quando o inocente cidadão pede picolé de manga.” D) “Nela. desceram na mina para ajudar no salvamento. Com adaptações) 4 . Rubem Braga 3 . não pudemos saber que haja ouro nem prata. Rubem Braga utiliza longas enumerações cujos termos aparecem ligados pela conjunção E. São Paulo: Abril Educação. 12-23. (In: Cronistas e viajantes. é correto afirmar que: A) No texto. nem nenhuma coisa de metal. C) O relato das experiências vividas é feito com aspectos descritivos.. a terra em si é muito boa de ares. a terra em si é muito boa de ares. (D) demonstrar simpatia pelo comércio popular. muito plana e bem formosa.. até agora.. Cada dia inventam um golpe novo: a juventude é muito criativa. www. (Douglas Jorge.53 praça é do condor – mas podia haver menos cães e bolas e pranchas e barcos e camelôs e ratos de praia e assaltantes que trabalham até dentro d’água. como os de Entre-Douro e Minho. pareceu-nos do mar muito grande. Porque a estender a vista não podíamos ver senão terra e arvoredos. D) A intenção principal do autor é fazer oposição aos fatos mencionados. parecendo-nos terra muito longa. (C) indicar o motivo de a cidade ser ainda considerada “maravilhosa”. tão frios e temperados.. demonstrando coragem e desprendimento.” B) “. Painel do leitor (Carta do leitor) Resgate no Chile Assisti ao maior espetáculo da Terra numa operação de salvamento de vidas.folha. De tal maneira é graciosa que. não pudemos saber que haja ouro.. eis que ele abre a caixa e de lá puxa a arma.. mostrando muita calma. (B) mostrar desagrado do autor diante da confusão reinante. São Paulo. pareceu nos do mar muito grande.A respeito do trecho da Carta de Caminha e de suas características textuais. EXCETO: A) “Pelo sertão. (E) procurar dar maior dinamismo e vivacidade ao texto. 5 . Não se pode esquecer a ajuda técnica e material que os Estados Unidos. porque a estender a vista não podíamos ver senão terra e arvoredos... Canadá e China ofereceram à equipe chilena de salvamento. nem de ferro. neste tempo de agora.

. no seu falar meio grunhido. Olhar o vizinho é o primeiro passo Não é preciso ser filósofo na atualidade. Era o dicionário analógico de Francisco Ferreira dos Santos Azevedo. o amor aos dicionários. abominável. começou a se esfarelar nos meus dedos. escrita a caneta-tinteiro. gesto humanitário que só enobrece esses países. herdado já em estado precário. fiquei viciado no negócio.. fechei muitas palavras cruzadas. do irmão. apesar de algumas manchas amareladas. espalhassem ao vento meu tesouro. e escarafunchar o dicionário analógico foi virando para mim um passatempo. para o sérvio Milorad Pavic. Trata-se para mim de uma terrível (funesta. nefasta. macabra.. cáries. sem falar das horas em que eu o folheava à toa. gusanos. só em São Paulo adquiri meia dúzia de exemplares. demonstrando coragem e desprendimento... gafanhotos. perto dos cinco grandes volumes do dicionário Caldas Aulete. Dei de vasculhar livrarias país afora.. entre outros livros de consulta que papai mantinha ao alcance da mão numa estante giratória. Ficava quase escondido. Era como se ele. E por um tempo aquele livro me ajudou no acabamento de romances e letras de canções. lagartas-rosadas.” D) “. decifrei enigmas. térmitas. Isso pode te servir. Revista Piauí. Então anotava num Moleskine as palavras mais preciosas. Com esse livro escrevi novas canções e romances. que ao que me consta também tem um quiçá carcomido pelas traças (brocas. exclusividade. E ao vê-lo dar sinais de fadiga. do próximo. algumas expressões demonstram o posicionamento pessoal do leitor diante do fato por ele narrado... O resultado é que o livro. escolhia um a esmo e o abria a bel-prazer. após 69 dias de permanência no fundo de uma mina de cobre e ouro no Chile. A horas mortas eu corria os olhos pela minha prateleira repleta de livros gêmeos.” Leia o texto a seguir para responder à próxima questão. saí de sebo em sebo pelo Rio de Janeiro para me garantir um dicionário analógico de reserva.. Hoje sou surpreendido pelo anúncio desta nova edição do dicionário analógico de Francisco Ferreira dos Santos Azevedo. (Francisco Buarque de Hollanda.. carunchos.” C) “Não se pode esquecer a ajuda técnica e material. miseranda) notícia. . revirassem meus baús. bichos-carpinteiros). Palavra puxa palavra. dilacerante. num sebo atrás da sala Cecília Meireles. hegemonia.54 6 .” E) “.O modo predominante de organização textual é: A) descritivo B) narrativo C) argumentativo D) dissertativo E) injuntivo Leia o texto a seguir para responder à próxima questão. Encontrei dois. para perceber que o “bom” e o “bem” não prevalecem tanto quanto desejamos. o consumo e a concentração de renda despontam como metas pessoais e fazem muitos de nós nos esquecermos do outro.” B) “.Considerando o tipo textual apresentado. cupins. Sob a égide de uma moral individualista.cansado. Encostei-o na estante das relíquias ao descobrir. senhorio. EXCETO: A) “Assisti ao maior espetáculo da Terra. Tais marcas textuais podem ser encontradas nos trechos a seguir. atroz. desceram na mina. é um traço infantil de caráter de um homem adulto.com antes que algum aventureiro o fizesse. autor de romances-enciclopédias. mas não me dei por satisfeito. império) de dicionários analógicos da língua portuguesa. Por dentro estava em boas condições. Os dicionários de meu pai Pouco antes de morrer. a fim de esmerar o vocabulário com que embasbacaria as moças e esmagaria meus rivais... foi mais ou menos o que ele então me disse. me passasse um bastão que de alguma forma eu deveria levar adiante. Eu já imaginava deter o monopólio (açambarcamento. meu pai me chamou ao escritório e me entregou um livro de capa preta que eu nunca havia visto. junho de 2010) 7 . não fosse pelo senhor João Ubaldo Ribeiro. e ainda arrematei o último à venda a Amazom. Sinto como se invadissem minha propriedade. e de trazer na folha de rosto a palavra anauê. o mesmo dicionário em encadernação de percalina.

com predomínio da narração e da dissertação. para fazer uma doação. 2008) 8 – Com relação ao gênero. Basta ter disposição e sentimento e fazer um trabalho de formiguinha. com predomínio da narração. é mais que caridade: é senso de responsabilidade. É difícil tirar os óculos escuros da indiferença e estender a mão. como diz o ditado. com predomínio da descrição e da dissertação. (Diário do Nordeste. mas para tentar mudar uma situação adversa. com predomínio da descrição. o trabalho também é bem-vindo. Se não há dinheiro. ainda podemos colocar fé na humanidade. Doar um pouco de conhecimento ou expertise. 28 abr. pois. é a união que faz a força! Graças a esses filósofos da prática. não para dar uma esmola à criança que faz malabarismo no sinal. para ganhar um trocado simpático. Eles nos mostram que fazer o bem é bom e seguem esse caminho por puro amor. E) mistura descrição. o texto A) é uma dissertação B) mistura descrição com narração. para fazer o bem a outros que não têm acesso a esses serviços. O que as pessoas que ajudam outras nos mostram é que basta querer. narração e dissertação. vocação e humanismo. fazer a diferença. . para mudar o mundo. Não é preciso ser milionário.55 Passamos muito tempo olhando para nossos próprios umbigos ou mergulhados em nossas crises existenciais e não reparamos nos pedidos de ajuda de quem está ao nosso lado. D) mistura descrição. narração e dissertação. C) mistura descrição com narração.

boia.º 5765 de 18 de Dezembro. feiura .º 35.56 CAPÍTULO 07 – NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO Cronologia das reformas ortográficas na língua portuguesa:            1911 . 8 de Dezembro de 1945. leem. previsto para entrar em vigor em 1 de Janeiro de 1994. 25 de Maio de 1931. a primeira reforma ortográfica em Portugal. haverá um período de transição até 2012 em que serão válidas as duas formas de escrever: a antiga e a nova. 1931 . destróier Acento circunflexo em letras “dobradas” Desaparece o acento circunflexo das palavras terminadas em êem e ôo (ou ôos): Ex: creem. 12 de Setembro de 1911. na época. 1973 . Portanto. 1945 . mas não no Brasil. depois de ditongos. e os acentos que marcavam a sílaba subtônica nos vocábulos derivados com o sufixo -mente ou iniciados por -z-. enjoo. em palavras paroxítonas: Ex: bocaiuva. que nunca chegaram a ser implementadas.Primeiro Acordo Ortográfico por iniciativa da Academia Brasileira de Letras e aprovado pela Academia das Ciências de Lisboa. suprimiu o acento circunflexo na distinção dos homógrafos. 2008 . resulta um novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. desta vez em Lisboa. adotado em Portugal.Convenção Ortográfica Luso-Brasileira de 1945 ou Acordo Ortográfico de 1945.Em São Tomé e Príncipe foi aprovado um Segundo Protocolo Modificativo ao Acordo Ortográfico prevendo que. publicada no Diário do Governo.Presidente Luís Inácio Lula da Silva. renegociadas em 1975 e consolidadas em 1986. responsável por 70% das divergências ortográficas com Portugal. Acento agudo de algumas palavras paroxítonas Some o acento no i e no u tônicos. em Portugal publicado no Diário do Governo. MUDANÇAS A PARTIR DO ACORDO DE 2008 As novas regras ortográficas já estão valendo desde o dia 1º de janeiro de 2009.º 213.Lei n. no Brasil.Da reunião de representantes dos. 2004 . sete países de língua portuguesa (CPLP) no Rio de Janeiro resultaram as Bases Analíticas da Ortografia Simplificada da Língua Portuguesa de 1945. 1975 . do Brasil.Na cidade da Praia.º 32/73 de 6 de Fevereiro. suprimiram-se os acentos que marcavam a sílaba subtônica nos vocábulos derivados com o sufixo -mente ou iniciados por -z-. a partir deste ano ela já estará sendo exigida em concursos e vestibulares.228 no Diário do Governo. n. I Série. EXCEÇÃO: Palavras paroxítonas com “ói” e “éi” terminadas em –r: Ex: Méier. as mudanças da ortografia da língua portuguesa no Brasil. 1986 .Reforma Ortográfica de 1911. fosse suficiente que três membros ratificassem o Acordo Ortográfico de 1990 para que este entrasse em vigor nesses [4] países .Decreto-Lei n. n. que passaram a valer a partir de 1 de janeiro de 2009. Em Portugal publicado como decreto n. 1990 . e de acordo com o decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.º 120. como já se havia feito no Brasil.A Academia das Ciências de Lisboa e a Academia Brasileira de Letras elaboraram um projeto de acordo que não foi aprovado oficialmente. Acentuação dos ditongos das palavras paroxítonas Some o acento dos ditongos abertos éi e ói das palavras paroxítonas: Ex: ideia. asteroide. em lugar da ratificação por todos os países. em Portugal. foi assinado um Protocolo Modificativo ao Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa que retirou do texto original a data para a sua entrada em vigor. Cabo Verde. assina em 29 de Setembro. 1971 . 1998 .De nova reunião.

O hífen é empregado: 1. hiper-real. devendo estas consoantes serem duplicadas: Ex: contrarregra. apaziguar. enxaguar: Ex: averigue. sub-base. Alfabeto: inclusão de três letras Passa a ter 26 letras. autoestrada 2. Acento diferencial Some o acento diferencial (utilizado para distinguir timbres vocálicos): Ex: pelo (prep. entre-eixos. “w” e “y“. sub-bibliotecário. contra-atacar. de verbos como averiguar. que. Prefixos 'pan' ou 'circum'. e verbo). paraquedas. bio-histórico. Esses passaram a ser entendidos como locuções ou expressões. super-herói. macro-história. 3. giga-hertz. Nos antigos nomes compostos ligados por preposição. Em fôrma o acento permanece facultativo.57 ATENÇÃO! Se o i e o u estiverem na última ou na antepenúltima sílaba. anti-inflamatório. Para separar vogais ou consoantes iguais Ex: inter-racial. 'h'.). Piauí. boca de urna. Quando o segundo elemento começa com s ou r. ATENÇÃO! Não some o acento diferencial em pôr (verbo) / por (preposição) e pôde (pretérito) / pode (presente). Acento agudo no u tônico Desaparece o acento agudo no u tônico nos grupos gue. mandachuva. super-revista. mega-apagão. e subst. arguir. dona de casa. inter-resistente. Ex: lua de mel. Quando se perdeu a noção de que a palavra é composta: Ex: parabrisa. gui. Hífen Eliminação do hífen em alguns casos O hífen não será mais utilizado nos seguintes casos: 1. micro-ondas. qui. redarguir. Se o segundo elemento começa por 'h' Ex: geo-história. anti-herói. acto/ato. adopção/adoção. 4. micro-ônibus. anti-imperialista. ao incorporar as letras “k“. apazigue. super-homem 2. antirreligioso EXCEÇÃO! O hífen será mantido quando o prefixo terminar em rEx: hiper-requintado. 'm' ou 'n' . queda de braço. feiíssimo e cheiíssimo. para (prep. Alterações limitadas a Portugal Desaparecem o c e o p de palavras em que essas letras não são pronunciadas: Ex: acção/ ação. mão de obra. Quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa com uma vogal diferente: Ex: extraescolar. mini-hotel. infra-axilar 3. o acento continua como em: tuiuiú. seguidos de palavras que começam por vogal. quartas de final. pai de santo.

(D) águais – aguais. Assinale a opção em que há erro de ortografia: (A) mão de obra (designando trabalho). que contém adjetivos pátrios compostos. (C) está incorretamente grafado o termo composto da opção 2. (D) blêizer. Com os prefixos 'pós'. (C) Méier. FIXAÇÃO Exercícios: 01. (D) mão de criança. greco-romano 3. 3 e 4. (E) está incorretamente grafado o termo composto da opção 3. (E) mão de moça. (B) águas – aguas. euro-mercado 5. exceto: (A) contêiner. linguiça. (D) estão corretamente grafados os termos compostos das opções 1. . O hífen foi corretamente empregado em: (A) presidente-mirim. pré-datado. (E) estão corretamente grafados os termos compostos das opções 3 e 4. (B) mão de vaca (designando pessoa avarent(A). pan-hispânico. sino-brasileiro 4. pan-helenismo. (B) destróier. (C) mão de vaca (designando plant(A). Levando em conta o quadro a seguir. (B) está corretamente grafado o termo composto da opção 5. (B) está incorretamente grafado o termo composto da opção 4. pan-americano. mas também substantivos. As seguintes paroxítonas estão corretamente grafadas. 03. (E) geóide. circum-murados. marque a alternativa correta: 1. (C) estão corretamente grafados os termos compostos das opções 2 e 5. (B) parati-mirim. euro-siberiano 3. ATENÇÃO! O trema permanece em nomes estrangeiros como Müller ou Citroën. (E) águam – aguam. pró-reitor. Considerando o quadro abaixo. pós-auricular. 05. 04. marque a alternativa correta: 1. que contém não apenas adjetivos pátrios compostos. euro-asiático (A) estão corretamente grafados todos os termos compostos. circum-navegação 4. euro-divisa 4. pré-operatório. (D) está incorretamente grafado o termo composto da opção 1. euro-centrismo 2. ítalo-germânico (A) estão corretamente grafados todos os termos compostos. nipo-americano 5. 'pré' 'pró'. Marque a opção em que uma das formas verbais está incorreta: (A) águo – aguo. 06. (C) água – agua. pré-escolar Trema Extinção do trema Desaparece em todas as palavras: Ex: frequente. 02.58 Ex: pan-negritude. Ex: pós-graduado. austro-húngaro 2.

(D) circum-navegação. Em compacto mantém-se a consoante pronunciada. (C) sub. Identifique a alternativa em que o hífen foi indevidamente usado: (A) circum-meridiano. é o mesmo caso de: (A) acto.e super-. . (D) pan-mágico. 10.e ob-. (C) pan-islâmico. (D) concepção – conceção. m. 07. Assinale a opção incorreta: (A) inter-humano. (E) intersocial. (D) hipertireoidismo. (D) exacto. (D) secretário-mirim. 11. Marque a opção em que o hífen foi indevidamente usado: (A) hiper-hepático. 13. 08. (B) pan-helenismo. (D) mal-comportado. (B) hiper-emotivo. n ou vogal são: (A) hiper-.e pan-. Identifique a opção em que os termos não se alternam: (A) amígdala – amídala. (B) afectivo. Marque a opção incorreta: (A) bem-educado. (E) recém. (B) circum-hospitalar. 09. (B) circum. Marque a opção incorreta: (A) inter-humano. (B) inter-hemisférico. (E) adepto. Marque a opção incorreta: (A) pan-telegrafia. (C) bem-comportado. (E) pan-negro. (C) hiper-realismo. (E) circum-polaridade. (D) interrelacionar. (E) bem-vindo. (E) hipersensibilidade. (B) receção – recessão. (C) direcção. (D) ab.e aquém-. (B) mal-educado. inter. (C) corrupto – corruto. (C) circum-escolar. 14. (C) inter-relacionar. 12. (E) caracteres – carateres. Os prefixos que são seguidos de hífen quando o segundo termo da palavra composta inicia-se com h.e sob-. (E) tesoureiro-mirim.59 (C) diretor-mirim. 15.

(D) interrelacionar. Marque a opção incorreta: (A) sub-bosque. (D) sobpor. (D) vaga-lume. (D) sobpor. . (E) sob-roda. (C) sub-reitor. (B) salário-família. (E) bóia-fria. (C) obrogatório. Marque a opção em que o hífen foi indevidamente usado: (A) sob-escavar. (C) sobpesar. (E) sob-roda. (E) ab-reação. (B) sub-humano. Marque a opção incorreta: (A) sobescavar. (D) subdiretor. (B) sobsaia. Identifique a alternativa em que há erro de ortografia: (A) mandachuva. 20. Identifique a alternativa em que o hífen foi indevidamente usado: (A) abrupto. (D) ob-rogatório. 19. 17. 16. (B) ab-rupto.60 (B) inter-hemisférico. (C) vagalumear. (E) sub-epidérmico. 18. (C) sobpesar. (C) inter-relacionar. (B) sob-saia. (E) intersocial.

Observe o seguinte fato: Os amigos de Maria fizeram uma grande festa. fizeram. é perigoso recorrermos ao erro de sermos superficiais demais. antes de fazê-lo. em seu resumo. mesclando momentos de pura descrição com momentos de crítica direta. Entendemos por informações adicionais referências ao tempo. uma vez que avalia a obra. uma grande festa na tarde de ontem. Geografia e Literatura. às características das pessoas envolvidas. A resenha é. O resumo pode ter o tamanho que desejar. partiremos de um fato central. shows etc. na seleção de informações e no estudo de várias disciplinas. O resumo. fatos e argumentos contidos num texto. como História. em especial o narrativo. Para resumir esse parágrafo. O resenhista que conseguir equilibrar perfeitamente esses dois pontos terá escrito a resenha ideal. O título 3. na medida do possível. sejam elas boas ou ruins. é fundamental que. ficaria o parágrafo: Como acontece todos os anos. Para resumir qualquer texto. em geral. observe a diferença entre uma informação central e os detalhes referentes a ela. etc. Por exemplo. É bom. para transmitir a informação central. funcionária de uma importante firma. Inicialmente. A avaliação crítica Exemplo de resenha: . Nosso texto precisa mostrar ao leitor as principais características do fato cultural. mas sem esquecer de argumentar em determinados pontos e nunca usar expressões como “Eu gostei” ou “Eu não gostei”. um filme. peças teatrais. por ser em geral um resumo crítico. fazer cópias do texto original. você pode resumi-lo de modo a dar somente as informações estritamente essenciais ou incluir apenas as referências de tempo e de lugar. sendo um gênero necessariamente breve. Assim. A resenha. evitando. à frequência com que o fato ocorre. Para fazê-lo. ao qual acrescentaremos informações adicionais. A referência bibliográfica da obra 4. os amigos de Maria. ao lugar. funcionária de uma importante firma. Devem constar numa resenha: 2. na sala do gerente de vendas. RESENHA E GÊNEROS MISTOS RESUMO Um resumo é uma síntese das ideias. no caso do parágrafo acima. que pode ser um livro. entretanto. ou síntese do conteúdo 6. a instrumentos utilizados para sua realização. Para tanto. julgando-a criticamente. tempo: durante a tarde de ontem. como: lugar: na sala do gerente de vendas. fizeram uma grande festa. exposições. causa: em comemoração a seu aniversário. eliminar detalhes de menor significação. à causa do fato. em comemoração a seu aniversário. fornecemos uma característica de Maria: Os amigos de Maria. Aprender a resumir vai auxiliá-lo bastante na redação de textos dissertativos. Como uma síntese. então. No entanto. você deverá empregar suas próprias palavras. exige que o resenhista seja alguém com conhecimentos na área. Nela existe uma referência a um fato específico: uma festa realizada pelos amigos de Maria. RESENHA Uma resenha nada mais é do que um texto em forma de síntese que expressa a opinião do autor sobre um determinado fato cultural. basta excluir as informações adicionais que podem ser dadas acerca do fato e deixar apenas os elementos essenciais. veiculada por jornais e revistas. frequência: como acontece todos os anos. Veja agora como é possível aumentar uma frase com dados adicionais. Agora podemos acrescentar outras referências. Alguns dados bibliográficos do autor da obra resenhada 5. a resenha deve ir direto ao ponto.61 CAPÍTULO 08 – NOÇÃO DE RESUMO.

talvez. As histórias individuais de cada personagem são o costumeiro amontoado de fatos cotidianos. panfletárias. assunto de homens: "Historiadores homens acham que ela está invadindo o território deles. jantares. Segundo a própria Atwood. flechas. mas não conseguiram. trocadilho que indicaria o machismo explícito na palavra "História". prosa e não-ficção. Além de tudo isto. A sugestão contida no trocadilho é a de que se altere o "his" para "her" (dela). é mais conhecida pelo romance "A mulher Comestível" (Ed. Ou então. que consultou para construir o "pano de fundo" de seu texto. portanto. Lembra também aqueles discursos que autores de cinema fazem depois de receber o Oscar. por exemplo. É. trabalho. Outras alusões feministas parecem colocadas ali para provocar riso. Zenia. a partir desse defeito central. fuzis. As intervenções do discurso feminista são claras. Roz e Charis. repetição de vogais indicando prolongamento do som emitido pelo personagem. GÊNEROS MISTOS Há alguns gêneros textuais que são considerados mistos. sua maldade não convence. Lenore Atwood. que completam a sua fala expressa pela escrita.ao contrário das demais personagens. utilização de letras maiúsculas para indicar aumento no tom de voz. a não ser talvez na descrição do interesse da personagem Tony pelas guerras. o propósito era construir. a forma de se escrever. sem qualquer problema. Vilã meio inverossímil . Tudo isso narrado da forma mais achatada possível. etc.eis a leitura mais profunda que se pode fazer desse romance nada surpreendente e muito óbvio no seu propósito. uma personagem mulher "fora-dalei". é uma escritora canadense famosa por sua literatura de tom feminista. prevalecem as artificiais inserções de fundo histórico. e deveria deixar as lanças. Já publicou 25 livros entre poesia. o gênero de escrita que mais emprega representações dos componentes da . começam as quase 500 páginas que poderiam. ser reduzidas a 150. A narrativa desmorona. "A Noiva Ladra" é seu oitavo romance. Mesmo aí. Tony.em tom cerimonioso na página de agradecimentos . onomatopeias. especialista em guerras e obcecada por elas. Os “balões” que indicam a fala ou pensamento. de quem tomou emprestada a (original? significativa?) expressão "meleca cerebral". Globo). por mesclarem em seu conteúdo imagens e palavras. efeito da pesquisa que a escritora . a noiva ladra. disfarçadas de ironia e humor capengas.62 Atwood se perde em panfleto feminista Marilene Felinto Da Equipe de Articulistas Margaret Atwood. os homens têm essa química o tempo todo". procedimento normal em teses acadêmicas. casamento e muita "reflexão feminina" sobre a infância. porque em inglês a palavra pode ser desmembrada em duas outras. no meio do texto ficcional. Zenia funcionaria como superego das outras. sem maiores sobressaltos. A escritora agradece desde aos livros sobre guerra. inescrupulosa "femme fatale" que vive roubando os homens das outras. "his" (dele) e story (estória). sem pé nem cabeça. cinqüentonas que vivem infernizadas pela presença (em "flashback") de outra amiga. a riqueza de interjeições. imagem do que elas gostariam de ser. reflexo de seus questionamentos internos . catapultas. Feitos os agradecimentos e dadas as instruções. a antagonista Zenia não se sustenta. HISTÓRIA EM QUADRINHOS O texto em quadrinhos tem algumas características específicas do gênero. a mensagem rabiscada na parede do banheiro: "Herstory Not History". almoços. até a uma parente.se orgulha de ter realizado. mas não em romances. 56. Pouparia precioso tempo ao leitor bocejante. o amor. tem nome de homem (é apelido para Antônia) e é professora de história. mas soam apenas ingênuas: "Há só uma coisa que eu gostaria que você lembrasse. aviões e bombas em paz". a imagem dos personagens aparecem com expressões faciais e corporais. A personagem Tony. É a história de três amigas. etc. No Brasil. porque "há poucas personagens mulheres fora da lei". Sabe essa química que afeta as mulheres quando estão com TPM? Bem. com Zenia. sua história não emociona. O livro começa com uma página inteira de agradecimentos. construídas com certa solidez -.

quais os personagens importantes da época e etc. referindo-se a um acontecimento real. Esse gênero de literatura deveria sair dos domínios comerciais para ocupar lugar de destaque como instrumento de leitura. como a reprodução de fábulas. muitas vezes são mal empregados na imprensa que tende a confundir os termos como sinônimos. mas. priorizando assuntos mais enriquecedores. Eles não são sinônimos. A Charge pode ser entendida como todo Cartum que se torna incompreensível sem o conhecimento prévio do contexto de sua publicação original. Poder-se-ia utilizar conteúdos diferentes dos caricatos que comumente se vê. CHARGE OU CARTUM Charge e Cartum podem ser conjuntamente consideradas como “piadas gráficas”. o investimento nessa área iria de encontro aos interesses de quem atualmente explora o mercado das revistas em quadrinhos com os personagens já consagrados pelo público. isto é. sendo mais facilmente compreendido por pessoas de diferentes épocas e lugares. que não precisa se prender a uma época ou lugar. O Cartum é uma piada gráfica para temas universais. estes termos servem justamente para definir os tipos de cada piada gráfica. representa imagens dos movimentos do corpo de quem fala durante a emissão da mensagem. sem dúvida. ou com a alternância de imagens atuais com imagens que representam fatos passados ou da imaginação de uma situação futura. Exemplo: A Charge é normalmente um produto jornalístico.63 linguagem oral. poderia ser uma alternativa valiosa para se criar o hábito de leitura nos jovens. Para que se possa entender uma Charge antiga é necessário saber o que estava se passando naquele momento histórico. Obviamente. crônicas e outros textos que possam levar os jovens a se habituarem à leitura e a repensarem o mundo que os cerca. Essas histórias que podem ser definidas como histórias em linguagem escrita com características da linguagem oral. contos. possuem também características específicas como é o caso da representação escrita do pensamento do personagem: no cinema isto é possível através do som da voz do personagem. atrelada a uma notícia e publicada na mesa época desta. utilizado para fins didáticos nas séries iniciais ou até mesmo nas intermediárias. relatando as suas impressões enquanto ele se apresenta absorto. As histórias em quadrinhos são histórias escritas que se assemelham ao cinema porque os diálogos são oralizados a partir de um roteiro. .

ADEQUADA sobre o cartum a seguir. . escreva pequenos períodos (frases) respondendo as perguntas: Sobre o que ela fala? É um problema atual? Como ele afeta sua vida? Há solução para o problema? 2. tematiza-se a falta de ética de empresários. Após ver a imagem. c) No cartum. b) O humor é produzido pela interpretação maliciosa que o patrão dá à pergunta do empregado. Para facilitar seu trabalho.64 FIXAÇÃO EXERCÍCIOS 1. responda em forma de texto as perguntas: Sobre o que ela fala? É um problema atual? Você lembra de algum exemplo relacionado ao assunto? Há solução para o problema? 3. d) A informação contida no último balão é decisiva para que o leitor consiga identificar o papel social dos interlocutores envolvidos: patrão e empregado. Faça o mesmo agora com a charge abaixo. Assinale a alternativa que traz consideração a) A situação retratada explica as razões do desemprego no País. Veja a charge abaixo e diga o que você sabe sobre o assunto tratado na mesma.

quem a pratica possui uma melhor qualidade de vida.: Porto Alegre pode ser substituída por “a capital gaúcha”. A coerência de um texto inclui fatores como o conhecimento que o produtor e o receptor têm do assunto abordado no texto. CONJUNÇÕES . é entendido como um princípio de interpretabilidade. pois essas devem se complementar. São Paulo: Escala Educacional. conhecimento de mundo. Porém o ministro da Agricultura considerou a manifestação um ato de rebeldia. Coesão Coesão é a conexão. Há vários recursos que respondem pela coesão do texto. não apresentam informações claras.65 CAPITULO 09 – RELAÇÃO COERÊNCIA.). Ex. a coesão confere textualidade aos enunciados agrupados em conjuntos. parágrafos). o conhecimento que esses têm da língua que usam e intertextualidade. João Paulo II: Sua Santidade. 2007. vocabulário. ligação. Assim. Linguagens. Vênus: A Deusa da Beleza. Pode-se concluir que texto coerente é aquele do qual é possível estabelecer sentido. Ex. Observe a coesão presente no texto a seguir: “Os sem-terra fizeram um protesto em Brasília contra a política agrária do país. evitando a repetição no corpo do texto. são preposições. . p. alguns advérbios e locuções adverbiais. Ex.. portanto. Tal resultado demonstra que ela se esforçou bastante para alcançar o objetivo que tanto almejava. objeto. conjunções. Assim sendo. períodos ou trechos do texto por uma palavra ou expressão que tenha sentido próximo. Castro Alves pode ser substituído por “O Poeta dos Escravos”. um dando continuidade ao outro.Palavras de transição: são palavras responsáveis pela coesão do texto. Os elementos de coesão determinam a transição de ideias entre as frases e os parágrafos. verbos.: A prática de atividade física é essencial ao nosso cotidiano. porque consideram injusta a atual distribuição de terras. Não é por acaso que o "Poeta dos Escravos" é considerado o mais importante da geração a qual representou. R. as frases e os parágrafos estão entrelaçados.” As frases acima são contraditórias.: Castro Alves é autor de uma vastíssima obra literária.Coesão por substituição: substituição de um nome (pessoa.: Marcela obteve uma ótima colocação no concurso. BELLEZI C. harmonia entre os elementos de um texto. podemos dizer que elas são responsáveis pela coesão do texto. A coerência textual é a relação lógica entre as ideias. são elas: Ex. uma vez que o projeto de Reforma Agrária pretende assentar milhares de sem-terra. . os principais são: .” “ Adoro sanduíche porque engorda.Coesão por referência: existem palavras que têm a função de fazer referência. COESÃO E CONJUNÇÕES RECAPITULANDO COERÊNCIA E COESÃO TEXTUAIS Coerência Um texto pode ser incoerente em ou para determinada situação se seu autor não consegue inferir um sentido ou uma ideia através da articulação de suas frases e parágrafos e por meio de recursos linguísticos (pontuação. 566 As palavras destacadas têm o papel de ligar as partes do texto. Veja o exemplo: “As crianças estão morrendo de fome por causa da riqueza do país. é o resultado da não contradição entre as partes do texto. lugar etc. estabelecem a interrelação entre os enunciados (orações. frases. Percebemos tal definição quando lemos um texto e verificamos que as palavras.” JORDÃO. são incoerentes.). etc.

O verbo “gostaria” fica sem sentido se não há complemento. o que dependerá da relação que estabelecem entre as orações. Notamos o seguinte: retiramos a vírgula e substituímos por palavras. Com essa primeira definição. vejamos essa frase composta por três verbos. de mesma função na oração. então. Gostaria que você fosse sincera. criamos um vínculo. uma oração depende sintaticamente da outra. mas a vida continua. a vida continua. portanto. já que separadamente elas têm sentido completo: Maria caiu e Maria torceu o tornozelo. Conjunção coordenada e subordinada As conjunções podem ser classificadas em coordenativas e subordinativas. A palavra e está ligando as orações 1 e 2 e a palavra mas está ligando as orações 2 e 3. Observamos que as palavras amor. carinho) de um todo (sujeito) foi feita a partir da palavra e. o que causa o questionamento seguinte: “gostaria de quê?”. Temos duas orações: “Ele irá te ajudar” e “você faça a sua parte”. a oração “que você fosse sincera” é complemento e. Portanto. Junto simultaneamente. que acontece quando duas ou mais palavras exercem a função de conjunção. subordinada à primeira oração “Gostaria”. as prestações chegam. Vejamos essas duas frases: Maria caiu e torceu o tornozelo. A palavra que. O período é composto por coordenação. logo que. Logo. por ser definição do dicionário: Conjunção é a palavra invariável que relaciona duas orações ou dois termos que exercem a mesma função sintática. Locução conjuntiva Há ainda a locução conjuntiva. antes que. as palavras e e mas que unem as frases são exemplos de conjunção. uma união. uma vez que. Vejamos a definição do último termo no dicionário Aurélio: Conjunto: adj. assim que. sm. por três orações: Ex: Os dias passam. se associarmos as duas definições temos que: conjunção é a ação de juntar simultaneamente as partes de um todo. Vejamos um exemplo: Ele irá te ajudar. carinho têm a mesma função na frase. desde que você faça a sua parte. Assim.66 A palavra “conjunção” provém de “conjunto”. pois as ações são sintaticamente completas em significado. No primeiro caso temos duas orações independentes. ou seja. No segundo caso. a qual é. e ao fazê-lo ligamos uma oração à outra. a usada pela maioria dos gramáticos. 1. ainda que. . O e está ligando essas duas palavras equivalentes. Agora. A ação de unir simultaneamente as partes (amor. uma conjunção. vejamos esse outro exemplo: Amor e carinho são sentimentos que estão em falta no nosso dia-a-dia. Alguns exemplos são: desde que. ligadas pela locução conjuntiva desde que. a de juntas exercerem papel de sujeito da oração. Podemos agora definir conjunção de uma segunda maneira. Vamos acrescentar na frase acima as palavras e e mas: Ex:Os dias passam e as prestações chegam. 2 Reunião das partes dum todo. Já o sufixo -ção tem significado de “resultado de uma ação”. é a conjunção subordinativa que une as duas orações. ou seja. portanto.

refere-se à pessoa de cuja veracidade o autor do texto não pode duvidar. se é que se quer arrumar o mundo. o provérbio italiano: "Se não é verdadeira. depois de dez a quinze convites a ficar quieto e a deixá-lo trabalhar. . é sossego andar mergulhado em cálculos de estrutura. prelibando pelo menos uma hora.. A ideia mais luminosa que ocorreu ao pai.cabeça. vem ver!" No chão. algumas palavras referem-se a outras anteriormente expressas. mares e oceanos. (C) . além disso. pois. Salva-me.. completinho.. atrás do mundo. Ao lado. O próprio herói deu a chave da proeza: "Pai. E quando eu arrumei o homem. veracidade e . tenho-a como verdadeira. é muito graciosa!" Estava.e. engenheiro de profissão. Quem foi que disse hora e meia? Dez minutos depois. pois. como não fez? Em menos de uma hora era impossível. (B) Estava. foi a de pôr nas mãos do moleque um belo quebra-cabeça trazido da última viagem à Europa. (C) mostra a desorganização reinante na família moderna. arquipélagos.refere-se à pessoa que lhe narrou a estória do texto. por isso tenho-a como verdadeira. porém. mesmo sabendo que não é autêntica. 04. conta-a por seu valor moral. sobressaltei. Nunca ouvi verdade tão cristalina: "Basta arrumar o homem (tão desarrumado quase sempre) e o mundo fica arrumado!” Arrumar o homem é a tarefa das tarefas. o mapa do mundo. posto em sossego. sem defeito. . de 7 ou 8 anos. O título dado ao texto: (A) representa a tarefa que deveria ser executada pelo menino. 03. (E) a estória narrada possui autenticidade. (B) como o autor do texto confia na pessoa que lhe narrou a estória. (D) . Assinale o item cuja afirmativa está de acordo com o primeiro parágrafo do texto: (A) embora o autor do texto não confie na veracidade da estória narrada.... O peralta não levará menos do que isso para armar o mapa do mundo com os cinco continentes. hora e meia de trégua. ouvindo a palavra final. dez minutos cravados. o filho. admitido que. Jan. e o menino já o puxava triunfante: "Pai. por isso. de qualquer modo. (C) A despeito de ser bastante graciosa a história narrada. .67 FIXAÇÃO Exercícios: TEXTO para as questões 01 a 14 "Arrumar o homem" (Dom Lucas Moreira Neves Jornal do Brasil. O item em que o vocábulo sublinhado está tomado em sentido não figurado é: (A) Não boto a mão no fogo pela autenticidade da estória. Sentencia entre dentes.refere-se à veracidade da estória narrada. . o autor do texto tem certeza de sua inautenticidade .refere-se à autenticidade da estória narrada... (B) Não posso. o provérbio italiano..tenho-a como verdadeira. 1997) Não boto a mão no fogo pela autenticidade da estória que estou para contar.. (B) indica a verdadeira finalidade do jogo de quebra. ele a transfere para o leitor. para um engenheiro. não cessava de atormentá-lo com perguntas de todo jaez. certa graça. "Vá brincando enquanto eu termino esta conta". . porém. aquele pai carioca.. tentando conquistar um companheiro de lazer. duvidar da veracidade da pessoa de quem a escutei e. o mundo ficou arrumado!" "Mas esse garoto é um sábio!". 02. comemora o pai-engenheiro. apesar de ter sido contada por pessoa digna de confiança . Como fez. (E) Salva-me de qualquer modo. Não posso.. Na continuidade de um texto. assinale o item em que a palavra destacada tem sua referência corretamente indicada: (A) Não boto a mão no fogo pela autenticidade da estória que estou para contar . (E) demonstra a sabedoria precoce do menino da estória narrada. você não percebeu que. (D) O autor do texto nos narra uma história de cuja autenticidade não está certo. o quebra-cabeça tinha um homem? Era mais fácil. duvidar da veracidade da pessoa de quem a escutei.refere-se a não poder duvidar da veracidade da pessoa que lhe narrou a estória. aquele pai carioca . (D) assinala a tarefa básica inicial para a organização do mundo. 01.

Mas esse garoto é um sábio... . (C) . O segmento do texto que NÃO apresenta qualquer processo de intensificação vocabular é: (A) Arrumar o homem é a tarefa das tarefas.. (B) o menino tinha uma visão critica do mundo bastante apurada.. (E) A ideia mais luminosa que ocorreu ao pai.. A frase do menino: “E quando eu arrumei o homem... 06... . (D) . 07.depois de ouvir a palavra final. (C) o autor do texto faz uma ressalva negativa sobre o desejo das pessoas. sobressaltei. o quebra-cabeça tinha um homem?” (.. por si mesmo. (C) mostra significados abstratos. (D) possui alguns traços em comum. (E) Mas esse garoto é um sábio! 05. 11. "Mas esse garoto é um sábio!". . a oposição entre: (A) a idade e a sabedoria.tentando conquistar um companheiro de lazer.prelibando pelo menos uma hora. (E) a ignorância e o conhecimento. (D) Nunca ouvi verdade tão cristalina.. nesse caso.. a palavra mundo nesses dois segmentos: (A) apresenta significados idênticos. (C) o trabalho e o lazer. . ... o filho. . (B) indicam a presença de uma oração intercalada.. “Você não percebeu que atrás do mundo.. (E) . pode salvar-se.quando ouvi a palavra final. (B) ....desejando. (C) mostram que há uma quebra da ordem direta da frase. a frase final do texto mostra que: (A) o autor do texto participa do desejo geral de mudar o mundo... (E) só o mundo.com perguntas de todo jaez . 09. o mundo ficou arrumado!” mostra que: (A) o pai do menino desconhecia a brilhante inteligência do filho.. (E) o peralta não levará menos do que isso.. . 08. (B) a autoridade e a desobediência... (B) só uma parte da população anseia por mudanças. (D) a teoria e a prática. (D) . (E) o menino descobrira um meio mais fácil de completar a tarefa. (B) Em menos de uma hora era impossível. (C) Era mais fácil.. (E) é exemplo de substantivo próprio. Ao lado.enquanto ouvia a palavra final. (D) O próprio herói deu a chave da proeza. de qualquer modo.) “se é que se quer arrumar o mundo”. de 7 ou 8 anos. esta frase do autor do texto é introduzida por uma conjunção adversativa que marca.. a oração reduzida sublinhada só NÃO pode equivaler semanticamente a: (A) ... as vírgulas que envolvem o segmento sublinhado: (A) marcam um adjunto adverbial deslocado... (B) . O item em que o vocábulo destacado tem seu sinônimo corretamente indicado é: (A) Salva-me...... 12. (C) .após ouvir a palavra final.68 (C) ... (D) o filho do engenheiro desconfia das reais intenções das pessoas.citação..revolucionário.não cessava de atormentá-lo com perguntas.tipo. não cessava de atormentá-lo.porquanto ouvia a palavra final. (B) representa significados opostos.aventuras. Se é quer se quer arrumar o mundo. (D) o autor do texto quer mostrar a sabedoria do menino. ouvindo a palavra final... 10. (C) o menino já havia feito a mesma tarefa antes.. o provérbio italiano.

porém) como conservadorismo. (E) assinalam a presença de um aposto. Assinale o segmento que apresenta erro de concordância.' (Baseado em Robert J. A Receita tem 115 bilhões de reais a receber em impostos devidos pelas empresas que não foram pagos por causa do que se chamou de “indústria de liminares”. 34% dos débitos reconhecidos com a Receita estão com o pagamento suspenso por causa de liminares. 4 (C) 3. 5. 5.14 e 15. 1/7/1998) (A) 4. p. (Exame. 1 14. Samuelson. ( ) Esse tipo de liberalismo defende a redução do papel do Estado. Das 66 maiores instituições financeiras. Há muitas propostas para reduzir a evasão fiscal no país. ( ) Foi apenas nos últimos 10 a 15 anos que Milton Friedman começou a ser visto como realmente é: o mais influente economista vivo desde a Segunda Guerra Mundial. ( ) No resto do mundo.que hoje tem 85 anos e há muito aposentou-se da Universidade de Chicago . (A) As empresas estrangeiras registram o capital que investe no país como empréstimos feitos pela matriz para poder remeter os juros às matrizes sem pagar imposto de renda.69 (D) estão usadas erradamente porque separam o sujeito do verbo. depositado em paraísos fiscais. louvava os ‘livres mercados’ e criticava o 'excesso de intervenção governamental. 5. 4. sem identificação do titular da conta. 2. Friedman . numere os períodos de modo a constituírem um texto coeso e coerente e. 5 (E) 1. 1 (D) 4 . 13. 5. 3. 4. ( ) A guerra global entre estado e mercado contrapõe ‘liberalismo’ a ‘liberalismo’. retorna ao país sob a forma de investimento em ações e em aplicações de renda fixa. 1. 3 (E) 2. indique a sequência numérica correta. 2. depois. Desse total. (C) O motivo: a Lei no 8200. ( ) Mas isso mudou. permitiu a correção monetária das despesas nos balanços. de 1991. 2. ( ) Durante décadas. ( ) Ele exaltava a ‘liberdade’. 4 (D) 5. 6. ( ) Por isso era desprezado por amplos setores. Exame. ( ) Na verdade. 5. 3 (B) 1. Boa parte dos dólares aplicados por investidores estrangeiros no país seria de brasileiros.foi visto como uma espécie de pária brilhante. 6. 1. 3.5 bilhões seriam devidos pelos bancos. 4. 2 (C) 2. 3. Se esse volume de recursos fosse usado de uma só vez. que expande seu envolvimento e as responsabilidades que assume. 3. 4. da liberdade econômica e do papel do mercado. (D) As empresas acumulam prejuízos de 183 bilhões de reais e querem transformá-los em créditos com o Fisco. ( ) Esta última definição contém o sentido tradicional dado ao liberalismo. 2. Uma delas é a cobrança de imposto sobre o faturamento das empresas. 5. As empresas deixaram de pagar cerca de 12 bilhões de reais em impostos nos últimos cinco anos. significa aquilo que um liberal americano descreveria (sem estar totalmente correto. equivaleria a mais de um ano de arrecadação. 4. com adaptações) . 3. (Exame. liberalismo significa quase o oposto. 1. (E) Das 530 maiores empresas do país. dos quais 3. 5. 1/7/1998) (A) 1. 42% não recolheram imposto de renda. 5. 6 (B) 3. 02/06/1999. 6. visto como resquício da era do capitalismo desalmado. 1. 4 15. Nas questões 13 e 14. metade não pagou imposto de renda em 1997. O mesmo ocorreu com os bancos. 1. ( ) Nos Estados Unidos. estendendo-os à economia e à tomada centralizada de decisões. mas não fez o mesmo com as receitas. 3. 2. 2. (B) No sistema financeiro. 6. o impacto de Friedman foi tão grande que ele já se aproxima do status de John Maynard Keynes (1883-1945) como o economista mais importante do século. e sai sem pagar imposto algum. liberalismo significa a atuação de um governo ativista e intervencionista. 2. a maximização da liberdade individual. 23 bilhões são perdas contabilizadas por instituições financeiras. O dinheiro.

(B) Mesmo hoje. ________ o sistema funciona na base de imperativos automáticos que jamais foram objeto de discussão dos interessados. Não se esqueça de que a elipse (omissão de um termo) também é um mecanismo de coesão. cada avanço dos conhecimentos científicos. (Adaptado de texto da Revista do TCU. Editora SENAC. unidirecionais produz mais desorientação e perplexidade na esfera das ações a implementar. de forma coesa e coerente. b) Ontem fui conhecer o novo apartamento do Tiago. pois vários pensadores partem de conceitos diferentes. Assinale a opção que preenche. nem sempre são muito claros os limites entre essa moral e a ética. 61. (José de Ávila Aguiar Coimbra – Fronteiras da Ética. proclamou sua independência em relação a esse pensamento religioso predominante. O fenômeno da globalização econômica ocasionou uma série ampla e complexa de mudanças sociais no nível interno e externo da sociedade. de resto necessário numa sociedade ________ forma de codificação das relações sociais encontrou no dinheiro uma linguagem universal. A dignidade do indivíduo passa a aferirse pela relação deste com seus semelhantes. (E) Paradoxalmente. Tiago comprou o apartamento com o dinheiro recebido do jornal. _________________ a estonteante rapidez e abrangência _________ tais mudanças ocorrem. São Paulo. as lacunas do texto abaixo. nº82) (A) Não obstante – com que (B) Portanto – de que (C) De maneira que – a que (D) Porquanto – ao que (E) Quando – de que 17. A minha gravata está novinha em folha. Ela procura novos caminhos para os cidadãos e as organizações. Marque a sequência que completa corretamente as lacunas para que o trecho a seguir seja coerente. (C) Não é de estranhar. em especial. a ética ressurge e se revigora em muitas áreas da sociedade industrial e pós-industrial. é preciso considerar que em qualquer sociedade. Leia o texto a seguir e assinale a opção que dá sequência com coerência e coesão. A validade dessa linguagem não precisa ser questionada.porque 18.70 16. encarando construtivamente as inúmeras modificações que são verificadas no quadro referencial de valores. pois. Utilize artigos. (A) A sociedade moderna. no entanto. pág. No restaurante costumavam reunir-se os trabalhadores da ferrovia. que tanto a administração pública quanto a iniciativa privada estejam ocupando-se de problemas éticos e suas respectivas soluções. das realidades e suas respectivas soluções. A Teoria Crítica Ontem e Hoje. QUESTÕES DISCURSIVAS 01. pronomes ou advérbios. Reescreva os trechos fazendo a devida coesão. a mudança existiu como algo inerente ao sistema social. muito em especial com as organizações de que participa e com a própria sociedade em que está inserido. o poder regulador do Estado. . em todos os tempos. com adaptações) (A) em que – posto que (B) onde – em que (C) cuja – já que (D) na qual – todavia (E) já que . (D) A ciência também produz a ignorância na medida em que as especializações caminham para fora dos grandes contextos reais. Em nossos dias. A visão sistêmica exclui o diálogo. para as quais se pressupõe acerto e segurança. 2002). c) Perto da estação havia um pequeno restaurante. afetando. a) A gravata do uniforme de Pedro está velha e surrada. (Barbara Freytag.

embora . Complete o texto abaixo. explica o psiquiatra Márcio Bernik. não provocam ganho de peso nem oscilação no desejo sexual.71 d) No quintal. de São Paulo. taquicardia. . c) Marcelo será promovido. tensão muscular. ______________falar em público. _____ eram as fantasias que passavam pela mente de Jorge enquanto se dirigia para o primeiro treino na seleção. 02. de forma a torná-lo coeso e coerente: além de . As brincadeiras.mesmo que . _____ parecia não notar a chuva fina que caía e _____ encharcava os ossos. Ela é benéfica ____________ prepara a mente para desafios. é importante a orientação de um psiquiatra.que . com as palavras destacadas. carros de luxo e mulheres belíssimas. _____ estacionava no pátio do Palácio do Governo. Restaure a coesão nas sentenças: a) Um homem caminhava pela rua deserta: esfarrapado. ______________. Se _____ me chateou. _____________ requer acompanhamento médico. pela rua deserta? b) Jorge teria dinheiro. é à base de antidepressivos. Que vulto era _____ a vagar.mas . coordenador do Ambulatório de Ansiedade. Os carros passavam buzinando. Alguns minutos depois. _____ durou uma semana. _____________ se procure um clínico-geral num primeiro momento. pânico ou obsessão compulsiva. _____ a questões tributárias. Use os pronomes adequados: a) Um encapuzado atravessou a praça e sumiu ao longe. d) Todos pensam que a CPI acabará em pizza.se . f) Soube que você irá ocupar um alto cargo na empresa e que está de mudança para uma casa mais próxima do seu local de trabalho. e) O presidente americano disse: Quem é favorável ao Eixo do Mal estará contra mim." Outra vantagem: não apresentam riscos ao paciente caso ele venha a ingerir uma dosagem muito alta. munidos de documentos. cabisbaixo. 03. Foi _____ que me revelou um amigo do diretor. da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. suor demasiado. e) Os convidados chegaram atrasados. _________________ fobia. b) Os grevistas paralisaram todas as atividades da fábrica. até o dia 24. abandonado à própria sorte. _____ me deixou muito contente. o barulho da construção e das buzinas tiravam-me a concentração no trabalho que eu estava fazendo.como A ansiedade costuma surgir _____________ se enfrenta uma situação desconhecida. d) Imagina-se que existam outros planetas habilitados. muito dinheiro. já que somos vizinhos há tantos anos. _____ marcou uma etapa nas relações internacionais. c) Vimos o carro do ministro aproximar-se. ou até transtornos mais graves. mas não queremos acreditar _____. _____ dedica-se a causas criminais. insônia. "_________________ mais eficazes. e) Luís e Paulo trabalham juntos num escritório de advocacia. altas horas da noite. f) Os candidatos foram convocados por edital. O prédio vizinho estava em construção. medo de falar com estranhos ou de ser criticado em situações sociais.se . tremores.que . __________ prescreverá a medicação adequada. A terapia. _____ tem ocupado a mente dos cientistas desde que os OVNIS começaram a ser avistados. pode indicar uma ansiedade generalizada. 04. o problema pode e deve ser tratado.quando . mas terá de aposentar-se logo a seguir. Os convidados tinham errado o caminho e custaram a encontrar alguém que orientasse o caminho aos convidados.como ._____________ provoca preocupação exagerada. _________________ apenas 20% das vítimas de ansiedade busquem ajuda médica. "Hoje existe uma geração mais moderna desses remédios". as crianças brincavam. Os candidatos deverão apresentar-se. em geral. faminto.

.Movimento imigratório para o Brasil no século XXI (2012) A partir da leitura dos textos de apoio sobre a vinda de bolivianos e de haitianos.Viver em rede no século XXI (2011) Na redação de 2011.72 CAPÍTULO 10 – PINTOU NO ENEM Temas das edições anteriores do ENEM . o candidato deveria refletir sobre a imigração de outros povos para o país. o candidato precisou refletir sobre o tema: Viver em rede no século 21 os limites entre o público e o privado. .Efeitos da implantação da Lei Seca no Brasil (2013) A proposta vinha acompanhada de dois textos e duas imagens de apoio. .

O indivíduo frente à ética nacional (2009) Em 2009. área desmatada da Floresta Amazônica às margens da rodovia Transamazônica. . Na foto. um de pessoas se reúne no Museu da República.73 . ou aumentar a fiscalização e aplicar multas a quem desmatar. Na imagem. em São Paulo. . os estudantes tiveram que escrever sobre o tema: O indivíduo frente à ética nacional. Como preservar a floresta Amazônica (2008) No ENEM 2008. para protestar contra a corrupção.O trabalho na construção da dignidade humana (2010) Os candidatos tinham como apoio um texto sobre trabalho escravo e outro sobre o futuro das profissões. Foram sugeridas três possibilidades suspender imediatamente o desmatamento. a proposta pedia uma resposta para: Como preservar a floresta Amazônica. dar incentivo financeiros a proprietários que deixarem de desmatar.

fazendo uma redação com limite de 30 linhas. o ENEM propôs aos candidatos uma reflexão sobre a diversidade sociocultural. com o tema: O desafio de se conviver com as diferenças. . Na foto. um menino trabalha ilegalmente em uma carvoaria do país.O Poder de Transformação da Leitura (2006) O ENEM 2006 pediu ao candidato que dissertasse sobre o poder de transformação da leitura.O desafio de se conviver com as diferenças (2007) Em 2007.Trabalho infantil no Brasil (2005) O trabalho infantil na sociedade brasileira foi o tema da redação do ENEM 2005. .74 . .

Na imagem. vota na Escola Estadual de Ensino Médio Santos Dumont. . a atual presidente Dilma Rousseff.75 . em 2010. . . forças de segurança ocupam o Complexo do Alemão depois de ter sido oferecida a possibilidade de rendição aos traficantes. os candidatos fizeram uma redação com o tema: Como garantir a liberdade de informação e evitar abusos nos meios de comunicação.Como garantir a liberdade de informação e evitar abusos nos meios de comunicação? (2004) Em 2004.O direito de votar (2002) Em 2002 o ENEM questionou aos estudantes: O direito de votar: como fazer dessa conquista um meio para promover as transformações sociais que o Brasil necessita? Na foto.A violência na sociedade brasileira (2003) A violência na sociedade brasileira: como mudar as regras desse jogo?era a pergunta da proposta de redação do ENEM 2003.

76 . . uma garota caminha sobre um lixão no Jardim Gramacho.Direitos da criança e do adolescente (2000) Em 2000. uma manifestação contra a construção da usina de Belo Monte em frente ao Palácio do Planalto. movimento de 1984 a favor das eleições diretas para presidente.Cidadania e participação social (1999) Cidadania e participação social era o tema do Enem em 1999. no Rio de Janeiro.Desenvolvimento e preservação ambiental (2001) Desenvolvimento e preservação ambiental: como conciliar os interesses em conflito?. Na imagem. .como enfrentar esse desafio nacional. o tema da redação do ENEM era: Direitos da criança e do adolescente . . Na imagem. era o tema da redação de 2001. Na foto. uma manifestação das Direitas Já. que pediu para os candidatos refletirem sobre o tema e proporem uma ação social de engajamento.

Famosa pelo trecho: /Viver! E não ter a vergonha de ser feliz. com base na letra de música O que é. em 1998.77 . de Gonzaguinha. Cantar e cantar e cantar a beleza de ser um eterno aprendiz/.Viver e Aprender (1998) O ENEM estreou com o tema Viver e Aprender. . o candidato devia fazer uma redação refletindo sobre o tema. o que é.

Não há problema algum. Os preços dos equipamentos dessa área tendem a ficar cada vez menores. F. B 07. 04. D. B 13. 03. ainda que saibam que ela faz exames de seleção rigorosos. 05. C. B 08. 03. pois a esfera jornalística permite um uso popularesco de termos da língua para efeito de sentido esperado. se tiver que pagar mais caro. a quem me amarrei. E 09. 35 E 36 01. O menino entrou no supermercado. D 04. parecia nervosa. que fica ao sul do litoral da Bahia. A multimídia é uma tecnologia que combina sons. B 02. 03.” / “As forças Armadas brasileiras já estão treinando três mil soldados para atuar no Haiti depois da retirada das tropas americanas. O cliente vai a revendedora com pouco dinheiro e. E 14. B. G. 02. Opção 2. A jubarte. Ela passou a ser vista no arquipélago de Abrolhos. A. FIXAÇÃO – PÁGINA 17 e 18 01. Lembrou-se que havia um bilhete que desaparecera entre os velhos papéis da escrivaninha. uma vez que estes foram aprofundados. isso. Há um grande número de pessoas que não entendem nem se interessam por política. ou seja. 02. 01. Ele sempre foi bom e honesto. é uma baleia que mede até 15 metros de comprimento e chega a pesar 45 toneladas. A . Conheci Maria Elvira. B – Mal uso de termos da língua. gerando prejuízo.” 02. C 15. pois eles continuarão inacessíveis para a maioria da população brasileira. A Enterprise partiu da estação espacial com toda a tripulação para mais uma viagem. Os alunos não entenderam todos os assuntos. as baleias se desorientariam por influência de tempestades magnéticas ou de correntes marinhas. em razão de uma doença grave ou da própria idade. No futuro ela apresentará recursos ainda mais sofisticados. que está ameaçada de extinção. F. Segundo uma hipótese corrente. imagens e textos. parecendo estar fugindo de alguém. estas. C – “Amanhã Zélia Cardoso de Mello irá oficializar sua união com Chico Anysio. elas praticam uma espécie de eutanásia instintiva. G. aqueles. E 05. 06. A – Ambiguidade. De acordo com outra hipótese. B. A deputada. A. Todos os anos dezenas de baleias encalham nas praias do mundo e até há pouco nenhum oceanógrafo ou biólogo era capaz de explicar por que isso acontece. E. que havia sido vítima de um assalto. E 12. nessas FIXAÇÃO . C 03. 04. desiste do automóvel. C. as baleias se suicidam ao pressentir a morte. A 06. Todos querem uma vaga na USP. E. D. A Organização das Nações Unidas (ONU) solicitou ao Brasil o envio de tropas assim como a mais quatro países.78 GABARITO FIXAÇÃO – PÁGINA 15: 01. D 10.PÁGINA 33. A ou B 11. porém ela foi mais rápida e os prendeu. que têm um baixo poder aquisitivo. Eles fugiam da polícia. As revendedoras de automóveis estão equipando cada vez mais os veículos para vendê-los mais caro. 34.

B 06. E 03. E 10. D 16. Ironiza o aquecimento global. B 07. E 08. PRODUÇÃO DE TEXTO. C 17. 01. E 06. C 04. A? 09. B . B 07. E 07. C 03. E 20. PRODUÇÃO DE TEXTO. B 15. A 02. 53. D 14.79 16. A FIXAÇÃO – PÁGINA 58. C FIXAÇÃO – PÁGINA 67 01. PRODUÇÃO DE TEXTO. C 17. B 09. E FIXAÇÃO – PÁGINA 64 01. B 18. B 08. D 03. C 05. B 04. sobretudo. B 05. D 05. E 04. 59 e 60 01. A 19. D 02. 54 E 55 01. B 10. A 11. B 11. FIXAÇÃO – PÁGINA 51. 02. E 02. na escola. D 08. 52. A 12. 02. A 12. 03. C 06. E 13. A 18. A superproteção dos pais quando o assunto é a violência.

C. C 18. o B. O s convidados. A. o barulho do prédio vizinho em construção e as buzinas dos carros que passavam tiravam-me a concentração do trabalho que eu estava fazendo. A 14. As brincadeiras das crianças no quintal.mas. A 17. A. A 16. o D. B. como. A. D. que. que chegaram atrasados. aquele. essas C. isso ou isto 04. novinha em folha. se. munidos de documentos. que. isso E. . além de. como. Ontem fui conhecer o novo apartamento que Tiago comprou com o dinheiro recebido do jornal. 02. C QUESTÕES DISCURSIVAS – PÁGINA 70 E 71 01. quando. mas. se. E.80 13. esse B. nisso E. Perto da estação havia um pequeno restaurante onde os trabalhadores da ferrovia costumavam se reunir. este F. isto. a minha. tinham errado o caminho e custaram a encontrar alguém que os orientasse. aquilo 03. isso C. embora. D 15. até o dia 24. ele D. A gravata do uniforme de Pedro está velha e surrada. mesmo que. F. Os candidatos que foram convocados por edital deverão apresentar-se.

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