2.

Ética e Regulamentação ................................................................................................................................ 2
2.1.

Princípios Éticos ........................................................................................................................................ 3

2.1.1

Princípio de Integridade ........................................................................................................................ 3

2.1.2

Princípio de Objetividade ...................................................................................................................... 3

2.1.3

Princípio de Competência ..................................................................................................................... 3

2.1.4

Principio de Confidencialidade .............................................................................................................. 3

2.1.5

Princípio de Conduta Profissional ......................................................................................................... 3

2.1.6

Princípio da Probidade .......................................................................................................................... 3

2.1.7

Princípio da Diligência ........................................................................................................................... 4

2.2.

Códigos de Regulação e Melhores Práticas ANBIMA ............................................................................... 5

2.2.1

Código de Regulação e melhores práticas para os Fundos de Investimento........................................ 5

2.2.1.1 Propósito e Abrangência ................................................................................................................... 5
2.2.1.2 Princípios Gerais............................................................................................................................... 5
2.2.1.3 Publicidade e divulgação de material técnico dos fundos de investimento ....................................... 6
2.2.1.3.1

Melhores Práticas..................................................................................................................... 6

2.2.1.3.2

Dos Avisos Obrigatórios ........................................................................................................... 6

2.2.1.3.3

Divulgação de rentabilidade, rendimento e comparações ........................................................ 7

2.2.1.3.4

Das qualificações ..................................................................................................................... 7

2.2.1.4 Marcação a Mercado: conceito e finalidade ...................................................................................... 7
2.2.1.5 Dever de verificar e adequação dos investimentos recomendados (Suitability) ............................... 8
2.3

Prevenção contra lavagem de dinheiro ..................................................................................................... 8

2.3.1

Lavagem de Dinheiro. Legislação ......................................................................................................... 8

2.3.2

Clientes / Investidores ........................................................................................................................... 9

2.3.2.1 Ações Preventivas: Princípio do "Conheça seu cliente".................................................................... 9
2.3.2.2 Identificação e Registro de Operações ............................................................................................. 9
2.3.3

Operações Suspeitas .......................................................................................................................... 10

2.3.4

Responsabilidades administrativas e legais ........................................................................................ 10

2.4. Ética na Venda .............................................................................................................................................. 11
2.4.1

Venda Casada .................................................................................................................................... 11

2.4.2

Restrições do investidor ...................................................................................................................... 11

2.5.

Análise do Perfil do Investidor ................................................................................................................. 12

2.5.1

Fatores que determinam o perfil do investidor .................................................................................... 13

2.5.2

Adequação de produtos em função do perfil do investidor ................................................................. 14

1

CPA-10 – Ética e Regulamentação
V 5.9

O que é Ética?  O termo ética deriva do grego ethos (caráter. não basta só entregar produtos e serviços com qualidade. a ética. A obtenção da credibilidade engloba diversos itens relacionados ao portfólio de uma empresa . o público consumidor está cada vez mais exigente em relação a princípios éticos.9 . Ética e Regulamentação Ética Atualmente. um dos principais hoje em dia. o Código de Ética e Responsabilidade Profissional do Instituto Brasileiro de Certificação de Profissionais Financeiros .2. notadamente. A Resolução 3694 do Banco Central.IBCPF e o Código de Auto-Regulação da ANBIMA para a indústria de Fundos de Investimento serão objeto de nosso estudo. modo de ser de uma pessoa). possibilitando que ninguém saia prejudicado.Certificed Financial Planner que aqui adaptamos para. Neste sentido. A ética serve para que haja um equilíbrio e bom funcionamento social. está relacionada com o sentimento de justiça social. Cabe esclarecer que o texto original do Código refere-se ao Profissional CFP .IBCPF. Vamos conhecer agora o Código de Ética e Responsabilidade Profissional do Instituto Brasileiro de Certificação de Profissionais Financeiros . Embora esse fator seja primordial. Ética é um conjunto de valores morais e princípios que norteiam a conduta humana na sociedade. Profissional Financeiro 2 CPA-10 – Ética e Regulamentação V 5.e a ética é. simplesmente. Ele foi concebido para fundamentar os preceitos morais e valores éticos que devem pautar o comportamento e a conduta do profissional financeiro no desenvolvimento de suas atividades. embora não possa ser confundida com as leis. para que uma empresa consiga credibilidade junto ao mercado.

1. 3 CPA-10 – Ética e Regulamentação V 5. regulamentações e os requisitos profissionais adequados. também. de forma a permitir acesso prudente apenas às pessoas autorizadas. de forma pragmática. 2.1. clara e transparente. 2.9 .1 Princípio de Integridade Fornecer serviços profissionais com integridade Um Profissional Financeiro ocupa uma posição de confiança dos clientes e a fonte primordial dessa confiança é a honestidade.2. agindo com respeito para com os clientes e outros profissionais. isenta. Mantendo a integridade acima de tudo. revelando e gerenciando possíveis conflitos de interesse.1.3 Princípio de Competência Manter e desenvolver as habilidades e os conhecimentos necessários para fornecer serviços profissionais de forma competente Competência exige atingir e manter um nível adequado de habilidades. capacidades e conhecimentos para o fornecimento de serviços profissionais de planejamento financeiro pessoal. Envolve compatibilizar os próprios sentimentos. outro(s) profissional(is) for apropriada.5 Princípio de Conduta Profissional Agir com postura profissional exemplar A conduta profissional exige comportar-se com dignidade. Inclui.1. a sabedoria e maturidade para conhecer as suas limitações e as situações em que a consulta a. isenção e transparência do profissional de planejamento financeiro pessoal.1.1. Um relacionamento de confiança com o cliente só pode ser construído sob o entendimento de que as informações serão tratadas de forma discreta e segura e não serão reveladas inadequadamente. 2.4 Principio de Confidencialidade Proteger a confidencialidade de todas as informações dos clientes Confidencialidade exige do Profissional Financeiro a guarda e proteção das informações dos clientes.6 Princípio da Probidade Ser justo e imparcial nos relacionamentos profissionais A probidade exige do Profissional Financeiro manter com os clientes uma relação profissional íntegra. o Profissional Financeiro deve considerar diferenças legítimas de opinião. Competência exige que o Profissional Financeiro tenha um comprometimento com sua educação continuada e aperfeiçoamento profissional. em conformidade com as regras.2 Princípio de Objetividade Fornecer serviços profissionais de forma objetiva O Profissional Financeiro deve buscar atender as necessidades e objetivos do cliente dentro do escopo do serviço acordado. ou o encaminhamento para. preconceitos e desejos. 2.1. 2. de forma a alcançar um equilíbrio entre os interesses conflitantes. Princípios Éticos 2.

Faça parte do time de profissionais éticos. Não revelar informações de clientes obtidas na relação profissional Atuar com honestidade intelectual e imparcialidade Não usar em benefício próprio informações obtidas no exercício da função 5. dedicação e rigor.1. Negócios mirabolantes. a longo prazo. colocando o número correspondente ao princípio ético. que conduzem seus negócios corretamente. Competência 4. agindo com respeito para com os clientes e outros profissionais Reconhecer as próprias limitações e buscar ajuda qualificada Manter-se informado sobre os produtos oferecidos aos clientes Não prestar informações visando induzir o cliente Honestidade e sinceridade no trato com o cliente 3.2. de forma a alcançar um equilíbrio entre os interesses conflitantes.Relacione os princípios éticos da coluna da esquerda às condutas relacionadas à direita. resultando em prejuízo ou desgaste para ambas as partes.7 Princípio da Diligência Fornecer serviços profissionais de forma diligente A diligência exige do Profissional Financeiro atender aos compromissos profissionais com zelo. no Box vazio. Confidencialidade Agir em conformidade com as regras. cuidando adequadamente do planejamento e execução de serviços profissionais nas condições acordadas. Probidade Não subordinar a venda a ganhos e vantagens pessoais Atender aos compromissos profissionais com zelo. jogadas de esperteza e vantagens de origem duvidosa acabam sempre. Conduta Profissional 7. Objetividade Condutas Comportar-se com dignidade. dedicação e rigor 6. Um vendedor ético tem foco no relacionamento com o cliente e não apenas no produto que vende. Diligência Cuidar adequadamente do planejamento e execução de serviços profissionais nas condições acordadas Manter com os clientes uma relação profissional íntegra. Vender com ética é mais do que cumprir a meta de vendas que lhe foi atribuída. revelando e gerenciando possíveis conflitos de interesse Compatibilizar os próprios sentimentos. Desafio 1 . Ele quer vender hoje e continuar vendendo ao longo do tempo.9 . 4 CPA-10 – Ética e Regulamentação V 5. rentáveis e confiáveis. regulamentações e os requisitos profissionais adequados. preconceitos e desejos. Princípios Éticos 1. Integridade 2. Isso só será possível se fortalecer a confiança que o cliente deposita nele e na organização que representa. alimentando relacionamentos duradouros.

2. IV. II.2.2. Custódia de ativos de Fundos de Investimento. Cumprir todas as suas obrigações. principalmente a estabelecer: I.1. relacionadas à constituição e funcionamento de fundos de investimento devem se orientar. criado pela ANBIMA. Controle de ativos de Fundos de Investimento. respondendo por quaisquer infrações ou irregularidades que venham a ser cometidas durante o período em que prestarem algum dos serviços previstos neste Código. A concorrência leal. Desempenhar suas atribuições buscando atender aos objetivos descritos no regulamento e prospecto do Fundo de Investimento. VI. III.1 Propósito e Abrangência Estabelecer parâmetros pelos quais as atividades das Instituições Participantes.9 . o cuidado que toda pessoa prudente e diligente costuma dispensar à administração de seus próprios negócios. A auto-regulação complementa. III. IV. III. Evitar práticas que possam ferir a relação fiduciária mantida com os cotistas dos Fundos de Investimento. e A elevação dos padrões fiduciários e a promoção das melhores práticas do mercado.1. 2. visando sempre ao fácil e correto entendimento por parte dos investidores. sem necessidade da interferência do Estado. e 5 CPA-10 – Ética e Regulamentação V 5. com vistas a assegurar que negócios sejam levados a bom termo e que conflitos porventura existentes sejam solucionados com agilidade. A padronização de seus procedimentos. II. no exercício de sua atividade. mas não substitui. as seguintes regras de regulação e melhores práticas: I. inclusive no que diz respeito à remuneração por seus serviços. Distribuição de Cotas de Fundo de Investimento. Consultoria de Fundos de Investimento. Gestão de carteira de Fundos de Investimento.2. Códigos de Regulação e Melhores Práticas ANBIMA Conceito de Auto-Regulação A auto-regulação é um mecanismo adicional. na esfera de suas atribuições e responsabilidades em relação aos Fundos de Investimento. visando. devendo empregar. 2. VII. Controle de passivos de Fundos de Investimento. Instituições participantes que estão sujeitas às disposições tratadas nesse Código: I. II. V. A maior qualidade e disponibilidade de informações sobre Fundos de Investimento.1 Código de Regulação e melhores práticas para os Fundos de Investimento 2. Administração de Fundos de Investimento. bem como a promoção e divulgação de informações a eles relacionadas de forma transparente.2 Princípios Gerais As Instituições Participantes devem observar.2. Tesouraria de Fundos de Investimento. especialmente por meio de envio de dados pelas Instituições Participantes à ANBIMA. nem conflita com a legislação e regulamentação emanadas de entidades do governo. VIII.

AINDA QUE O GESTOR DA CARTEIRA MANTENHA SISTEMA DE GERENCIAMENTO DE RISCOS. ESTE FUNDO NÃO CONTA COM GARANTIA DO ADMINISTRADOR. Quando for o caso. DO GESTOR. parâmetros e princípios criados pelos próprios agentes do Mercado contidas nos Códigos de Regulação e Melhores Práticas da ANBIMA.2.1 Melhores Práticas A Anbima atua como agente regulador voluntário privado. os seguintes avisos ou avisos semelhantes com o mesmo teor: O INVESTIMENTO DO FUNDO DE QUE TRATA ESTE PROSPECTO APRESENTA RISCOS PARA O INVESTIDOR. na contracapa ou na primeira página do Prospecto. POR PARTE DA COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS OU DA ANBIMA. devem ser ainda impressos. Evitar práticas que possam vir a prejudicar a indústria de Fundos de Investimento e seus participantes. estabelecendo regras. DO FUNDO GARANTIDOR DE CRÉDITOS – FGC. BEM COMO DAS NORMAS EMANADAS DA COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS.1.2. GARANTIA DE VERACIDADE DAS INFORMAÇÕES PRESTADAS. obrigatoriamente.IV. contribuindo para o constante aprimoramento dos padrões éticos e operacionais verificados nos mercados financeiro e de capitais. com destaque na capa. 2. 2. um dos seguintes avisos ou avisos semelhantes que expressem o mesmo teor: "ESTE FUNDO UTILIZA ESTRATÉGIAS QUE PATRIMONIAIS PARA SEUS COTISTAS. e 6 CPA-10 – Ética e Regulamentação V 5. aviso com o seguinte teor: ESTE PROSPECTO FOI PREPARADO COM AS INFORMAÇÕES NECESSÁRIAS AO ATENDIMENTO DAS DISPOSIÇÕES DO CÓDIGO ANBIMA DE REGULAÇÃO E MELHORES PRÁTICAS PARA OS FUNDOS DE INVESTIMENTO.2 Dos Avisos Obrigatórios Deve constar com destaque. 2.3. OU JULGAMENTO SOBRE A QUALIDADE DO FUNDO.".3. especialmente no que tange aos deveres e direitos relacionados às atribuições específicas de cada uma das Instituições Participantes. A RENTABILIDADE OBTIDA NO PASSADO NÃO REPRESENTA GARANTIA DE RENTABILIDADE FUTURA. estabelecidas em contratos. DE SEU ADMINISTRADOR OU DAS DEMAIS INSTITUIÇÕES PRESTADORAS DE SERVIÇOS. Também supervisiona o cumprimento destas regras inseridas nos Códigos aos quais associados e nãoassociados são aderentes e proporciona suporte operacional aos Organismos responsáveis pelos processos sancionadores da atividade de Regulação e Melhores Práticas.3 Publicidade e divulgação de material técnico dos fundos de investimento A divulgação de publicidade ou material técnico pelas Instituições Participantes deve obedecer às disposições trazidas pela legislação e regulamentação vigente aplicável.1. na contracapa ou na primeira página do Prospecto. DE QUALQUER MECANISMO DE SEGURO OU.1.2. NÃO HÁ GARANTIA DE COMPLETA ELIMINAÇÃO DA POSSIBILIDADE DE PERDAS PARA O FUNDO E PARA O INVESTIDOR.9 . com destaque. na capa. PODENDO INCLUSIVE ACARRETAR PERDAS SUPERIORES AO CAPITAL APLICADO E A CONSEQUENTE OBRIGAÇÃO DO COTISTA DE APORTAR RECURSOS ADICIONAIS PARA COBRIR O PREJUÍZO DO FUNDO. AINDA." Devem ainda constar. para cada tipo de Fundo disciplinado por este Código. na contracapa ou na primeira página do Prospecto. bem como às diretrizes específicas elaboradas pelo Conselho de Regulação e Melhores Práticas. ou PODEM RESULTAR EM SIGNIFICATIVAS PERDAS "ESTE FUNDO UTILIZA ESTRATÉGIAS QUE PODEM RESULTAR EM SIGNIFICATIVAS PERDAS PATRIMONIAIS PARA SEUS COTISTAS. na capa. A AUTORIZAÇÃO PARA FUNCIONAMENTO E/OU VENDA DAS COTAS DESTE FUNDO NÃO IMPLICA. e de acordo com o nível de exposição a risco de cada Fundo de Investimento. regulamentos e na legislação vigente.

9 .4 Das qualificações O Regulamento.AS INFORMAÇÕES CONTIDAS NESSE PROSPECTO ESTÃO EM CONSONÂNCIA COM O REGULAMENTO DO FUNDO.1. por uma estimativa adequada de preço que o ativo teria em uma eventual negociação feita no mercado.3. 2. • Fundos de mesma categoria 2. quando este preço não é observável. BEM COMO ÀS DISPOSIÇÕES DO PROSPECTO E DO REGULAMENTO QUE TRATAM DOS FATORES DE RISCO A QUE O FUNDO ESTÁ EXPOSTO. e  últimos 12 (doze) meses. Comparação de Rentabilidades A comparação de Rentabilidades pode ocorrer de 2 formas: • Uso de benchmarks e Indicadores Econômicos.3 Divulgação de rentabilidade.2. Forma de cálculo da rentabilidade mensal Os cálculos apresentados nas peças de comunicação devem sempre ser feitos com base em ano padrão de 252 dias úteis.2. COM ESPECIAL ATENÇÃO PARA AS CLÁUSULAS RELATIVAS AO OBJETIVO E À POLÍTICA DE INVESTIMENTO DO FUNDO. 2. conforme definidos pela regulamentação da CVM em vigor. ou do início do Fundo. bem como fazer menção a sua qualificação e registro junto à CVM. para efeito de valorização e cálculo de cotas dos fundos de investimento. Prospecto. ou Formulário dos Fundos de Investimento. Prazos mínimos para divulgação de rentabilidade  período mínimo de 1 (um) mês calendário. ou seja.  desde o início do ano corrente.1.1.4 Marcação a Mercado: conceito e finalidade As Instituições Participantes devem adotar a Marcação a Mercado (“MaM”) no registro dos ativos financeiros.2. conforme aplicável. mais a rentabilidade: do mês anterior. É RECOMENDADA A LEITURA CUIDADOSA TANTO DESTE PROSPECTO QUANTO DO REGULAMENTO. MAS NÃO O SUBSTITUEM. a rentabilidade divulgada é bruta.3. MaM consiste em registrar todos os ativos. devem indicar o gestor do respectivo Fundo de Investimento. rendimento e comparações Na divulgação de rentabilidade de Fundos de Investimento devem ser obedecidas as seguintes regras: Rentabilidade bruta Informar que a rentabilidade divulgada não é líquida de impostos. componentes das carteiras dos Fundos de Investimento que administrem. pelos preços negociados no mercado em casos de ativos líquidos ou. 7 CPA-10 – Ética e Regulamentação V 5.

experiência e objetivos de investimentos do cliente. três etapas (guarde essa sigla): C O 8 I CPA-10 – Ética e Regulamentação V 5. 3. 4. movimentação ou propriedade de bens. Legislação Segundo a lei brasileira nº 9. direta ou indiretamente. localização. A coleta de informações sobre o cliente é necessária para possibilitar a análise apropriada da situação financeira. Objetivos de investimentos. origem. além de dar maior transparência aos riscos embutidos nas posições.1 Lavagem de Dinheiro. disposição. os seguintes aspectos: 1. 2. normalmente. segundo a lei. lavagem de dinheiro é fazer com que produtos ou recursos de origem criminosa. bens e serviços de origem ou ligação com atos ilícitos. O crime de Lavagem de Dinheiro. dar origem legítima ao "dinheiro sujo". Falaremos um pouco mais sobre Suitability ao final desse módulo. Lavagem de dinheiro é o processo que busca conferir aparência de "dinheiro limpo". no mínimo. 2. lavagem de dinheiro constitui um conjunto de operações comerciais ou financeiras que tem por objetivo a incorporação na economia de recursos.2. pareçam adquiridos legalmente. deverão ser abordados.3 Prevenção contra lavagem de dinheiro 2.3.613.” O processo de lavagem de dinheiro tem. melhorando assim a comparabilidade entre suas performances.5 Dever de verificar e adequação dos investimentos recomendados (Suitability) As instituições participantes deverão apresentar em seus procedimentos internos. Horizonte de tempo. Informações sobre o Investidor: Para a definição do perfil do investidor.1. Tolerância ao risco. Resumidamente. direitos ou valores provenientes. de infração penal. uma seção introdutória com esclarecimentos gerais e/ou objetivos do seu processo de Suitability.A MaM tem como principal objetivo evitar a transferência de riqueza entre os cotistas dos Fundos de Investimentos. uma vez que as oscilações de mercado dos preços dos ativos. ou dos fatores determinantes destes. Legislação Conceitualmente.9 . 2. é: “Ocultar ou dissimular a natureza. estarão refletidas nas cotas. Experiência em matéria de investimentos.

no prazo de até 5 dias úteis após o encerramento do mês. 2. 2. no dia em que for realizada a operação. de valores que não necessitam de registro. em montante acumulado igual ou superior a R$ 100.2 Identificação e Registro de Operações REGISTRO INTERNO . conglomerado ou grupo em uma mesmo mês calendário igual ou superior R$ 10. Ex. procuram esconder o dinheiro ilícito. legítima. podendo tais sociedades prestar serviços entre si.3. .1a. O objetivo é quebrar a cadeia de evidências ante a possibilidade da realização de investigações sobre a origem do dinheiro.Recarga de cartão pré pago.3. emissão de cheque administrativo. REGISTRO INTERNO + COAF . de valor igual ou superior a R$ 100. transferindo os ativos para contas anônimas ou realizando depósitos em contas "fantasmas". .00. É o passo final no ciclo da lavagem. complexidade e volume. As organizações criminosas buscam investir em empreendimentos que facilitem suas atividades. distanciando-o da sua origem de forma a torná-Io mais portátil e menos suspeito. COAF Esta comunicação deve ser feita até o dia útil seguinte em que a operação for identificada. COMUNICAÇÃO Operações de qualquer valor. O dinheiro ilícito que agora está "limpo" é incorporado. e de que não existem motivos para suspeitas de qualquer envolvimento na lavagem de dinheiro e/ou atividades criminosas. agora com origem. Compreende a realização de uma série de transações financeiras que.00.00 ou o equivalente em moeda estrangeira. em sua variedade.1 Ações Preventivas: Princípio do "Conheça seu cliente" O princípio do "Know Your Customer" (Conheça seu Cliente) para instituições financeiras está centrado no cadastramento.000. a instituição financeira não deve aceitá-Io como cliente. Os criminosos buscam movimentá-lo de forma eletrônica. TED ou de qualquer outra transferência de fundos contra pagamento em espécie.000. Integração: trazer o dinheiro de volta à economia. É a colocação do dinheiro ilícito no sistema financeiro. A identificação do cliente deve ser satisfatoriamente estabelecida antes da concretização da operação. torna-se cada vez mais fácil legitimar o dinheiro ilegal. Ocultação: Confundir o rastreamento por meio de transferências e/ou aplicações múltiplas. no mês calendário. Desde o início de qualquer relação financeira.9 .Recarga de cartão pré-pago. a instituição que aceitar a transação deverá se convencer de que o novo cliente ou parceiro de negócios é realmente quem afirma ser.3. Colocação: Fazer o dinheiro passar pelo caixa ou balcão dos bancos. por meio de empréstimos ou geração de lucros falsos. A legislação recomenda que se utilize um formulário de identificação. 9 CPA-10 – Ética e Regulamentação V 5.Operações de valor igual ou superior a R$ 10.2. Uma vez formada a cadeia. Vamos conhecer agora os procedimentos de prevenção. 2a. ao sistema econômico. cujas características possam indicar a existência de crime. 3a. Caso o possível cliente se recuse a fornecer as informações requeridas. Depósitos em espécie.000.Operações com uma mesma pessoa.2. manutenção e acompanhamento das informações referente aos clientes estipulado pela Circular 2025/93. formalmente.2 Clientes / Investidores 2.000.00. aparentemente.

10 CPA-10 – Ética e Regulamentação V 5.3 Operações Suspeitas Os casos suspeitos devem ser evidenciados e destinados à decisão por parte da instituição quanto ao encaminhamento a ser tomado. ou de qualquer outro ilícito. receber. bem como aos administradores das pessoas jurídicas.  Requerer aos órgãos da Administração Pública as informações cadastrais bancárias e financeiras de pessoas envolvidas em atividades suspeitas. operação ou funcionamento. Outras Atribuições:  Coordenar e propor mecanismos de cooperação e de troca de informações que viabilizem ações rápidas e eficientes no combate à ocultação ou dissimulação de bens.inabilitação temporária.3. aplicar penas administrativas. IV .613/98 – Artigos 14 a 18 Criado no âmbito do Ministério da Fazenda com a finalidade de disciplinar.4 Responsabilidades administrativas e legais Às pessoas referidas no art. 10 e 11 serão aplicadas. III . direitos e valores. para o exercício do cargo de administrador das pessoas jurídicas referidas. sem prejuízo da competência de outros órgãos e entidades.advertência. b) ao dobro do lucro real obtido ou que presumivelmente seria obtido pela realização da operação.00 (vinte milhões de reais). mas apenas reportar suspeitas.2.000. examinar e identificar as ocorrências suspeitas de atividades ilícitas previstas nesta Lei. pelas autoridades competentes.9 .cassação ou suspensão da autorização para o exercício de atividade. as seguintes sanções: I .3. de fundados indícios de sua prática.Conselho de Controle de Atividades Financeiras Lei nº 9.multa pecuniária variável não superior: a) ao dobro do valor da operação. 9º.  Comunicar às autoridades competentes para a instauração dos procedimentos cabíveis. ou c) ao valor de R$ 20. pelo prazo de até dez anos. II .000. Lembre-se de que você NÃO deve investigar um caso de lavagem de dinheiro. COAF . que deixem de cumprir as obrigações previstas nos arts. 2. cumulativamente ou não. quando concluir pela existência de crimes previstos nesta Lei.

não faz sentido "vender" produtos de aposentadoria para idosos. na compra de um produto. Um profissional certificado deve conduzir a oferta de produtos e serviços financeiros com foco no cliente. também não são recomendáveis. além de contrariar um princípio ético. Alguns aspectos merecem especial atenção no processo de recomendação de produtos e serviços financeiros. a levar outro que não quer para que tenha direito ao primeiro. A resolução 3694 do Conselho Monetário Nacional que trata dos procedimentos a serem observados pelas instituições financeiras na contratação e na prestação de serviços ao público em geral determina: “É vedada a contratação de quaisquer operações condicionadas ou vinculadas à realização de outras operações ou à aquisição de outros bens e serviços. O fornecedor obriga o consumidor. Este processo de avaliação visa o conhecimento do cliente. é proibida pelos órgãos reguladores. 2.4. Investidores mais informados podem 11 CPA-10 – Ética e Regulamentação V 5.9 .” A proibição aplica-se também.2. por exemplo. Conhecimento do Produto Outro ponto importante na avaliação correta do tipo de investimento a ser oferecido é o conhecimento que o investidor possui a respeito do mercado financeiro e/ou do produto ofertado. Quando a operação exigir a contratação adicional de outra operação o contratante tem o direito de livre escolha da instituição com a qual deve ser pactuado o contrato adicional. Veja a seguir: Idade e horizonte de tempo Você aprenderá em Princípios de Investimento a importância do horizonte de tempo na escolha do investimento mais adequado.4.4. Assim. Venda casada. como investimento em ações e índice de preços.1 Venda Casada A “venda casada” consiste na prática de subordinar a venda de um bem ou serviço à aquisição de outro. às promoções e ao oferecimento de produtos e serviços que impliquem elevação artificiosa do preço ou das taxas de juros incidentes sobre a operação de interesse do cliente. visando adequar melhor seus objetivos e necessidades aos produtos oferecidos pela instituição financeira. Ética na Venda 2. por exemplo. com o propósito de descobrir suas necessidades e objetivos. O horizonte de tempo de pessoas com idade avançada é muito mais curto do que horizonte de pessoas mais jovens.2 Restrições do investidor Todo profissional que vende produtos de investimento deve procurar seguir um Processo de Avaliação do cliente. Produtos que precisam de tempo para atingir os resultados esperados.

mais seguros serão os investimentos. a Análise do Perfil do Investidor (também conhecida como (SUITABILITY). Com o intuito de dar transparência às transações entre bancos e clientes. quanto maior for a tolerância a riscos. Portanto: O preenchimento do API é obrigatório para todos os investidores! 12 CPA-10 – Ética e Regulamentação V 5. a Anbima. os brasileiros passaram a contar com um mecanismo adicional na hora de aplicar seus recursos.ser capazes de avaliar corretamente as relações retorno/risco de produtos mais complexos. 2. por exemplo. Trata-se. Desta forma. assumindo assim riscos indesejáveis. O que é API (Análise do Perfil do Investidor)? É uma medida supervisionada pela Anbima. Na prática.5. para cada perfil de investidor. troquem uma modalidade segura de investimento por outra mais volátil. Em contrapartida. Tolerância ao risco Tolerância ao risco é o nível de perdas de capital que o investidor está disposto a enfrentar a fim de alcançar a melhor rentabilidade possível em suas aplicações. (e possibilidade de prejuízo). a medida visa orientar investidores conservadores e arrojados a dar diferentes destinos a suas economias. antes que ele realize uma aplicação. menos problemas haverá na venda de produtos mais arriscados. portanto. que pretende adequar a venda de produtos de investimento mais adequados. Assim. quanto menor é a tolerância a riscos. poderá recomendar produtos de investimento. apenas salvar suas economias da corrosão inflacionária. quanto mais informado um investidor. A ICVM nº 539 estabelece que nenhuma Instituição Financeira (distribuidores ou consultores de Valores Mobiliários). maiores serão as expectativas de rendimento. de quanto capital um investidor está disposto a arriscar em um novo investimento comparado ao montante máximo que ele assume poder tomar como prejuízo em tal aplicação sem que isso o afete. O Objetivo dessa medida é evitar que pessoas que desejam. colocou em prática essa medida (que já existia no exterior) que obriga as instituições financeiras a fazer uma análise do perfil do cliente e de sua aversão ao risco.9 . realizar operações ou prestar serviços sem que antes tenham verificado a adequação ao perfil do cliente através do API. Análise do Perfil do Investidor A partir de janeiro de 2010. e menores serão os riscos envolvidos nas suas aplicações.

13 CPA-10 – Ética e Regulamentação V 5.Conforme o Art. portanto. Podemos determinar o perfil dos investidores não somente a partir de sua tolerância a risco. quando estiverem inserido o atributo Crédito Privado. para tratamento de tal divergência. quanto menor é a tolerância a riscos.9 . Existem investidores com maior disposição a aderir a produtos com maior exposição ao risco do que outras e. mas esta é. pois ela define muito bem o quanto você PODE ganhar e o quanto você ADMITE perder. mais seguros serão os investimentos. tendem a aguentar melhor as flutuações do mercado. e ser enviado anualmente à ANBIMA até o dia 31 de março no ano subsequente. quanto maior for a tolerância a riscos. e menores serão os riscos envolvidos nas suas aplicações. 2.5. os distribuidores de fundos DEVEM verificar a adequação dos investimentos recomendados. deverão ser adotados os procedimentos acima apenas para os cotistas dos Fundos de Investimento pertencentes às categorias Ações.  Caso seja verificada divergência entre o Perfil identificado e a efetiva da carteira pretendida pelo cliente. que permita a aferição apropriada da situação financeira do investidor. Tais controles devem elaborar um laudo descritivo com data final de 31 de dezembro de cada ano de avaliação. Em contrapartida. a forma mais adotada. Entendendo melhor o que é Tolerância ao risco Tolerância ao risco é o nível de perdas de capital que o investidor está disposto a enfrentar a fim de alcançar a melhor rentabilidade possível em suas aplicações. maiores serão as expectativas de rendimento.  Essa coleta de informações deverá fornecer informações suficientes para permitir a definição de um perfil de investimento para cada cliente (“Perfil”).  As Instituições Participantes administradoras de Fundos de Investimento referidas no art. (e possibilidade de prejuízo). de quanto capital um investidor está disposto a arriscar em um novo investimento comparado ao montante máximo que ele assume poder tomar como prejuízo em tal aplicação sem que isso o afete. seguindo rigidamente as seguintes orientações:  Na distribuição de Fundos de Investimento. sua experiência em matéria de investimentos e seus objetivos de investimento. no varejo. 38º do Código ANBIMA de Regulação e Melhores Práticas para os Fundos de Investimento. deverá ser adotado processo de coleta de informações dos investidores. deverão ser estabelecidos procedimentos. portanto.  Quando se tratar da distribuição de Fundos de Investimento via agências. Multimercado.  O Perfil deverá possibilitar a verificação da adequação dos objetivos de investimento dos clientes à composição das carteiras por eles pretendidas/detidas em cada Instituição Participante.38 deste Código deverão adotar controles internos que permitam a verificação da efetividade dos procedimentos acima determinados. Desta forma. junto ao cliente. geralmente. ou no caso de cotistas de Fundos de Investimento pertencentes à categoria Renda Fixa.1 Fatores que determinam o perfil do investidor Para definir o perfil do investidor o mais relevante é entender qual é a sua tolerância/aversão ao risco. Trata-se.

isto é. possui uma tolerância a riscos muito mais alta. prefere aplicar em cadernetas de poupança. e que tem disposição para suportar os riscos na busca de resultados melhores. um aumento no seu salário ou o nascimento de um filho. Existem basicamente três perfis diferentes de investidores: conservadores. que será designado quais as melhores opções de mercado para cada investidor. aceitando o uso de derivativos ou de alavancagem. como. o API deve ser renovado a cada 2 anos. balanceando as probabilidades de rentabilidade com as possibilidades de risco. Quando for definido o perfil do investidor. Um investidor moderado não está disposto a assumir altos riscos. mas também quer participar da rentabilidade da Renda Variável. Costumam aplicar em fundos multimercados. CDBs Pré. em busca de conseguir ganhar mais dinheiro em menos tempo. mas o seu principal foco é não perder dinheiro. papéis e fundos de renda fixa. e outras formas que garantam menor risco. MODERADO: Esse perfil reserva-se àqueles investidores capazes de assumir algum risco em busca de alcançar resultados melhores. DINÂMICO (OU AGRESSIVO): Éaquele investidor que busca a boa rentabilidade que a Renda Variável pode oferecer no médio e longo prazo. As pessoas com tal perfil investem tanto em papéis e fundos de investimento de renda fixa. quais os tipos de investimentos) que eles estarão dispostos a assumir a fim de conseguir aumentar o potencial de ganhos (ou perdas) de suas operações. estará também definindo a estratégia de investimento de cada um. e com as suas necessidades. Os investidores agressivos são capazes de arriscar-se bem mais. CONSERVADOR: Um investidor conservador tem a segurança como ponto decisivo para as suas aplicações. É o investidor que prefere a segurança da Renda Fixa. Esses fatores são revistos ao longo do tempo e especialmente quando tiver alguma grande mudança em sua vida. de ações.2 Adequação de produtos em função do perfil do investidor É através da API.9 . os menores riscos possíveis. assumindo assim. a API determina quais os riscos (e consequentemente.5. O perfil de investidor e a sua estratégia podem mudar com o tempo. por exemplo. Por isso. ou Pós indexados ao DI. moderados e dinâmicos (ou agressivos). Um investidor conservador deseja ter rentabilidade na sua aplicação. 14 CPA-10 – Ética e Regulamentação V 5. como em ações e outras aplicações mais arriscadas. mas compreende que precisa correr algum risco se quiser que seu capital aumente mais rápido. Geralmente esse perfil de investidor.2. Assim.

Gabaritos Exercício 1 Princípios Éticos Condutas 6 Comportar-se com dignidade. Competência 4. agindo com respeito para com os clientes e outros profissionais 3 Reconhecer as próprias limitações e buscar ajuda qualificada 3 Manter-se informado sobre os produtos oferecidos aos clientes 2 Não prestar informações visando induzir o cliente 1 Honestidade e sinceridade no trato com o cliente 6 Agir em conformidade com as regras. Conduta Profissional 7. Integridade 2. Confidencialidade 5.9 . preconceitos e desejos. regulamentações e os requisitos profissionais adequados. 4 Não revelar informações de profissional 2 Atuar com honestidade intelectual e imparcialidade 4 Não usar em benefício próprio informações obtidas no exercício da função 1 Não subordinar a venda a ganhos e vantagens pessoais 7 Atender aos compromissos profissionais com zelo. de forma a alcançar um equilíbrio entre os interesses conflitantes. revelando e gerenciando possíveis conflitos de interesse 5 Compatibilizar os próprios sentimentos. 1. Objetividade 3. Probidade 6. dedicação e rigor 7 Cuidar adequadamente do planejamento e execução de serviços profissionais nas condições acordadas 5 Manter com os clientes uma relação profissional íntegra. Diligência 15 clientes obtidas na relação CPA-10 – Ética e Regulamentação V 5.