CCE0176

Estrutura de Concreto
Profa. M.Sc. Maria Letícia C. L. Beinichis

Curso – Arquitetura e Urbanismo

Introdução
Conteúdo Programático
Unidade 2 – Segurança nas Estruturas
2.1. Estado limite de utilização;

2.2. Estado limite último;
2.3. Coeficientes de minoração das resistências e de majoração de cargas.

b.Segurança Para discutir a questão da Segurança nas estruturas em concreto armado. Deve-se adotar algumas premissas básicas para o dimensionamento: • Manutenção da seção plana. Determinação das ações: solicitações ou esforços sobre as peças. . • Aderência perfeita entre o concreto e armadura. c. Verificação da segurança: garantia de que os esforços sejam superados pelo dimensionamento com certa “folga”. • Tensão do concreto é nula na região transversal sujeita a deformação de alongamento. Para tanto deve-se seguir as seguintes etapas lógicas: a. é preciso compreender o que significa dimensionar uma peça de concreto. Determinação das resistências: levam em consideração a seção transversal e as características mecânicas dos materiais.

em um mecanismo interno de transmissão e descarga. Recepção de carga Transmissão de carga Descarga .Segurança a) Ações A estrutura. É o Fluxo de Forças. tanto na natureza quanto na técnica. A estrutura serve de suporte. tem a função de controle do peso própria da forma e de eventuais cargas adicionais.

com exceção das forças reativas vindas dos suportes do sólido.Segurança a) Ações FORÇA – É a grandeza que faz com que um sólido se mova ou mude sua posição ou estado ou ainda sua forma. F = m x a (N ou kN) CARGA – São as forças que agem sobre um sólido desde o exterior. C = F atuante = m x a (N ou kN) PESO PRÓPRIO – É a força pela qual a massa da Terra consegue atrair um corpo em relação direta ao sua massa Peso Próprio = massa x aceleração da gravidade (N ou kN) .

∑F+M=0 .Segurança a) Ações MOMENTO – É o movimento giratório originado por uma força ou par de forças. R = Fatuante = m x a (N ou kN) EQUILÍBRIO – É o estado no qual a soma total das forças que agem sobre um sólido não produz nenhum movimento.m) TENSÃO – É a força de resistência interna. ou seja. T = F/Área (N/cm²m ou kN/cm²) RESISTÊNCIA – É a força pela qual um sólido resiste a uma deformação ou movimento induzido pela ação de uma força externa. que se origina em um corpo a partir da ação de uma força externa. M = F x braço da alavanca (N. a soma é igual a zero. por unidade de área.m ou kN.

equipamentos fixos e ações indiretas. uma carga uniformemente distribuída por metro quadrado de piso não menor que um terço do peso por metro linear de parede pronta. • Cargas permanentes – peso próprio dos elementos estruturais. observando o valor mínimo de 1kN/m².Segurança a) Ações As ações consideradas nos projetos de estruturas civis podem ser esforços externos (cargas). pode ser feito admitindo. variações de temperatura e recalques de apoio. . o cálculo de pisos com suficiente capacidade de distribuição transversal da carga. cuja posição não esteja definida no projeto. além dos demais carregamentos. cobertas. Quando forem previstas paredes divisórias. quando não for feito por processo exato. vedações. peso dos revestimentos.

.Segurança a) Ações • Cargas permanentes Exemplos de cargas permanentes por unidade de área.

Caberá ao fornecedor especificar as características (peso.Segurança a) Ações • Cargas permanentes Exemplo de equipamento fixo utilizado em garagens. dimensão. etc) do equipamento. .

Segurança a) Ações • Cargas permanentes As ações indiretas são retração do concreto. variação da temperatura. frenagem e aceleração. . vento. imperfeições geométricas. pressões hidrostáticas e hidrodinâmicas. força de impacto. • Cargas acidentais – carga de utilização da estrutura. forças centrífugas. recalques de apoio (NBR 6118/2004). empuxos de terra. deformação lenta do concreto (fluência do concreto).

Segurança a) Ações • Cargas acidentais Ao longo de parapeitos e balcões devem-se considerar as seguintes ações: .

5kN. residências e casas comerciais não destinados a depósitos. . as cargas acidentais podem ser simplificadas.Segurança a) Ações • Cargas acidentais Degraus isolados de escadas devem suportar carga concentrada de 2. Para o cálculo de pilares e das fundações de edifícios para escritórios. aplicada na posição mais desfavorável.

em casos particulares. que é definido pela NBR 8681 como Estado Limite. . no todo ou em parte. no todo ou em parte. e) Instabilidade dinâmica. d) Instabilidade por deformação. de uma construção. em sistema hipostático. podendo ser caracterizados por: a) Perda de equilíbrio. Estados Limites Últimos (ELU) – aqueles em que por sua simples ocorrência pode-se determinar a paralisação.Segurança b) Segurança Aumentando-se o carregamento sobre uma estrutura pode-se chegar a um estado em que a mesma apresenta desempenho inadequado. c) Transformação da estrutura. global ou parcial. f) Outros. admitida a estrutura como um corpo rígido. b) Ruptura ou deformação plástica excessiva dos materiais.

podendo ser: a) Danos ligeiros ou localizados. causam efeitos estruturais que não respeitam as condições especificadas para o uso normal da construção. ou que são indícios de comprometimento de sua durabilidade. . repetição ou duração.Segurança b) Segurança Estados Limites de Serviço (ELS) – aqueles que. que comprometem o aspecto estético da construção ou a durabilidade da estrutura. c) Vibração excessiva ou desconfortável. por sua ocorrência. b) Deformações excessivas que afetem a utilização normal da construção ou seu aspecto estético.

Esses diferentes estados são representados nos gráficos de tensão x deformação que cada tipo de material possui. o que conseguimos perceber é a deformação da peça estrutural quando submetida à tensão superior à sua resistência. temos o regime plástico. Nessa fase o material volta ao seu estado original quando a força é cessada. Quando a força excede o limite do regime elástico e o material apresenta diferente comportamento. Ao final do regime plástico tem-se a ruptura. Nesta fase ocorre a deformação permanente do corpo. . temos o chamado regime elástico.Segurança c) Resistências Como a tensão é invisível ao olho humano. Enquanto a deformação for proporcional à força aplicada.

Segurança c) Resistências .

Segurança c) Resistências O concreto como material tem alta resistência à compressão (fck) e baixa resistência à tração (fckt = 0.09 1. A resistência do concreto ocorre com o tempo.00 1. Esse fenômeno é chamado de maturidade – Fcj = β fck sendo o j em dias.1fck). Semanas 1 2 4 9 18 52 150 300 Dias 7 14 28 63 126 364 1050 2100 β 0.25 .20 1.23 1.90 1.78 0.14 1.

com a segurança adequado ao Estado Limite Último (ELU).25 x 0.7 x 1. projeta-se a perda esperada no crescimento do concreto (maturidade): A resistência a ser utilizada é de 0.86 fcd Para cálculo da resistência – fcd = fck/1. para fins de cálculo.Segurança c) Resistências A carga permanente causa uma perda na resistência do concreto que deve ser considerada. Em função dessa perda. como igual a 30%.97fck = 0.85fck Fator de ajuste Coeficiente de Rusch As tensões de compressão.4 (resistência de dimensionamento à compressão) . não devem ultrapassar 0.

Segurança c) Resistências Valores usuais para fck .

.Segurança c) Resistências O aço tem resistência à compressão e tração iguais. Esse valor é o referente ao início do escoamento do aço. A resistência do aço é denominada fyk.

Segurança c) Resistências Valores usuais para fyk .