INSPEÇÃO E AJUSTES DO

CONJUNTO COLETOR/ESCOVAS
EM MOTORES CC

CETEC 917
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(Ligação dos enrolamentos de interpolos)

INSPEÇÃO E AJUSTE DE ESCOVAS EM
MOTORES CC

Revisor
Claudio Leone
DECA

Aprovador
Sergio Roth
DECA

Copyright  2004-2009 ThyssenKrupp Elevadores S.A.
Proibida a reprodução e divulgação sem consentimento prévio de ThyssenKrupp Elevadores S.A.

ENROLAMENTOS DE INTERPOLOS ---------------------------------------------------------------------------------------.7 4.5 4.1.4.8 4. DESCRIÇÃO BÁSICA DE FUNCIONAMENTO DE UM MOTOR DE CORRENTE CONTÍNUA -------------.8 .5.7 4.3.1.4.6 4.2. ALINHAMENTO DA ESCOVA EM RELAÇÃO AO COMUTADOR------------------------------------------------. INSTALAÇÃO DA ESCOVA ---------------------------------------------------------------------------------------------------.5 4.1.3.2. IDENTIFICANDO PROBLEMAS DE COMUTAÇÃO ------------------------------------------------------------------.7 4.2.2.6 4.2. DETALHES CONSTRUTIVOS DO MOTOR CC --------------------------------------------------------------------------.4. TIPO DE ESCOVA UTILIZADO ----------------------------------------------------------------------------------------------.2.3 4.5 4.4.1. OBJETIVO --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------.3 3.INSPEÇÃO E AJUSTES DO CONJUNTO COLETOR/ESCOVAS EM MOTORES CC (Ligação dos enrolamentos de interpolos) CETEC 917 Índice:0 Página: 2 de 10 SUMÁRIO 1.2.1.6 4. ASPECTO DA PÁTINA NO COMUTADOR -----------------------------------------------------------------------------.3 3.2. INSPEÇÃO DO COMUTADOR ---------------------------------------------------------------------------------------------. SUBSTITUIÇÃO DAS ESCOVAS --------------------------------------------------------------------------------------------. CONJUNTO COMUTADOR / ESCOVAS -----------------------------------------------------------------------------------.3 2.2.4 4.5 4. ESCALONAMENTO DAS ESCOVAS --------------------------------------------------------------------------------------. MOBILIDADE DA ESCOVA NO PORTA ESCOVA --------------------------------------------------------------------. ÂNGULO DE CONTATO ENTRE ESCOVA E O COMUTADOR ----------------------------------------------------. INSPEÇÃO DAS ESCOVAS--------------------------------------------------------------------------------------------------.4. PRESSÃO DE CONTATO ENTRE ESCOVA E O COMUTADOR ----------------------------------------------------.

Copyright  2004-2009 ThyssenKrupp Elevadores S. sendo uma delas o campo (parte fixa) e a outra a armadura (parte que gira). variando apenas a corrente injetada nos enrolamentos da armadura. Uma vez que o campo gerado é proporcional á circulação da corrente. DETALHES CONSTRUTIVOS DO MOTOR CC CARCAÇA ENROLAMENTO DE INTERPOLO ENROLAMENTO DA ARMADURA COMUTADOR ESCOVAS ENROLAMENTO DE CAMPO 3. estes devem ser ligados em série com a armadura ( ver figura abaixo). Na verdade a armadura é composta por um conjunto de bobinas às quais estão ligadas à diferentes terminações do dispositivo denominado comutador.1.A. DESCRIÇÃO BÁSICA DE FUNCIONAMENTO DE UM MOTOR DE CORRENTE CONTÍNUA O motor de corrente contínua constitui-se basicamente de dois conjuntos de bobinas. mantém-se constante o campo . Desta forma. simplesmente controlando a corrente aplicada nestes conjuntos de bobinas. outro conjunto de bobinas da armadura é energizado. Estes enrolamentos tem a função de melhorar o torque do motor em rotações mais baixas. 2. Proibida a reprodução e divulgação sem consentimento prévio de ThyssenKrupp Elevadores S. OBJETIVO Este manual tem por finalidade instruir aos instaladores. . as escovas energizam o conjunto de bobinas que se encontra mais alinhado com o campo magnético produzido no enrolamento de campo. À medida que o motor gira o comutador gira e através das escovas.A. supervisores e técnicos. 3. Muitas vezes para simplificar o controle. Este. ENROLAMENTOS DE INTERPOLOS Para elevadores que possuam enrolamento de interpolos.CETEC 917 INSPEÇÃO E AJUSTES DO CONJUNTO COLETOR/ESCOVAS EM MOTORES CC Índice:0 (Ligação dos enrolamentos de interpolos) Página: 3 de 10 1. quanto aos procedimentos de inspeção e ajustes do conjunto coletor/escovas em motores de corrente contínua. se consegue a produção de máximo torque (força) no motor. utilizando o melhor alinhamento magnético entre os campos. é o conceito utilizado no elevador modelo DC Control da ThyssenKrupp Elevadores. Através do comutador (também conhecido por coletor) . de forma que novamente a corrente é injetada no bobinado cujo alinhamento magnético está melhor posicionado para produção de torque. pode-se controlar o torque do motor e por conseqüência sua velocidade.

irá provocar desgastes.A. O excesso de patina. por ser de um material mais macio e que desenvolve um desgaste controlado. costumase utilizar escovas de eletrografite . . porém. é fácil perceber que o atrito entre elas. Desta forma. que. o atrito da escova forma no comutador uma película denominada patina. Proibida a reprodução e divulgação sem consentimento prévio de ThyssenKrupp Elevadores S. trabalham em contato uma com a outra. Pode até mesmo ocasionar a queima das barras. A falta de patina provoca uma fricção excessiva . pois pode ocasionar curto-circuito entre os terminais do comutador provocando centelhamento e por conseqüência um desgaste acentuado.INSPEÇÃO E AJUSTES DO CONJUNTO COLETOR/ESCOVAS EM MOTORES CC (Ligação dos enrolamentos de interpolos) CETEC 917 Índice:0 Página: 4 de 10 Ligação dos enrolamentos de interpolos 4. Uma vez que esta duas partes. tais como: Copyright  2004-2009 ThyssenKrupp Elevadores S. comutador e escovas. A formação da patina é muito importante para o correto desempenho do conjunto escova/comutador. Patina O desgaste das escovas e do comutador pode ser maior ou menor. contribuindo ainda para que o desgaste do conjunto seja minimizado e com isso os custos de manutenção. podendo ocasionar riscos no coletor ou até mesmo a quebra da escova. a qualidade da corrente entregue aos enrolamentos dependerá diretamente do correto funcionamento deste conjunto. também pode ser prejudicial. Com o passar do tempo. que é de difícil acesso para uma substituição. CONJUNTO COMUTADOR / ESCOVAS A corrente elétrica que circula nos enrolamentos da armadura é transmitida através do conjunto comutador/escovas.A. de acordo com alguns fatores. A fim de preservar o comutador.

A tabela exemplo abaixo apresenta os dados técnicos das escovas que normalmente são fornecidos pelos fabricantes: Densidade Aparente (g/cm³) Resistividade (cm) Dureza (Shore) C2 Ruptura Flexão (Mpa) Queda no Contato (V) Coeficiente de Atrito Densidade de Corrente (A/cm²) Velocidade Máxima (m/s) Fabricante Modelo Carbomec 351-A 1. Não devem ser utilizadas escovas de diferentes tipos em um mesmo comutador. Copyright  2004-2009 ThyssenKrupp Elevadores S.2.60 2100 28 140 Médio Médio 40 12 EG-389P 1. Por outro lado. 4. Quando a folha de papel estiver solta deve-se realizar a leitura. Deve-se inserir uma folha de papel entre o comutador e a escova. O resultado se traduz em comutadores riscados. INSTALAÇÃO DA ESCOVA 4.1.A. caso contrário as densidades de corrente nos enrolamentos da armadura podem não ser uniformes. ÂNGULO DE CONTATO ENTRE ESCOVA E O COMUTADOR As escovas devem ser instaladas de acordo com o correto ângulo de alinhamento entre a superfície de contato e o comutador. Com uma das mãos deve-se puxar o dinamômetro e a folha de papel lentamente. Outros fatores que devem ser considerados são a capacidade de circulação de corrente na escova. Por outro lado uma pressão muito pequena gera um desgaste elétrico da escova.A. Uma escova muito macia. A pressão correta dependerá da área de contato da escova.5 1500 30 18 Médio Médio 12 45 EG-367 1. Caso a pressão esteja acima ou abaixo da calculada. PRESSÃO DE CONTATO ENTRE ESCOVA E O COMUTADOR A pressão entre a escova e o comutador influencia diretamente a vida útil do conjunto. ESPESSURA LARGURA Pode-se ajustar a pressão aplicada à cada uma das escovas utilizando um dinamômetro.2. Pode-se calcular facilmente a pressão utilizando a fórmula: ESCOVA Pressão (gramas) = largura da escova x espessura da escova x 190 Pode-se admitir uma tolerância de 5% em relação à pressão máxima e mínima aplicada à escova.CETEC 917 INSPEÇÃO E AJUSTES DO CONJUNTO COLETOR/ESCOVAS EM MOTORES CC Índice:0 (Ligação dos enrolamentos de interpolos) Página: 5 de 10 4. TIPO DE ESCOVA UTILIZADO Deve-se ter o cuidado de utilizar a escova de dureza correta. cujo parâmetro é determinado pelos fabricantes através da especificação de densidade de corrente e a máxima velocidade de contato suportada pela escova. gera uma patina espessa. Proibida a reprodução e divulgação sem consentimento prévio de ThyssenKrupp Elevadores S. Uma pressão muito grande aplicada à escova provoca um desgaste mecânico. O dinamômetro deve ser fixado à haste que exerce pressão sobre a escova. A pressão sobre cada uma das escovas deve ser a mesma.2. deve-se ajustar a haste que exerce pressão na escova e realizar novamente a medição.2. . gera-se pouca patina provocando alta fricção. utilizando uma escova muito dura. Existem sistemas onde as escovas são instaladas em posição perpendicular em relação ao comutador.1. Em outros sistemas o ângulo deve ser 30°. normalmente de cor escura e com excesso de pó. Isso costuma acarretar o surgimento de centelhas e até mesmo queima das barras do comutador.65 4750 50 20 Alto Médio 35 10 Carbomec BZ 229 1. com perda de energia e surgimento de altas temperaturas na área de contato.54 4300 53 20 Médio Médio 12 50 Carbono Lorena Carbono Lorena 4.

3. BORDA DO COMUTADOR ½” 5/8” 1” 1” As distâncias entre as escovas e a borda do comutador são definidas de acordo com o tipo de máquina.2. Assegure-se de que a escova consiga deslizar no porta escova quando for aplicada a pressão da haste. caso contrário poderão ocorrer sobrecargas e produção de centelhas.INSPEÇÃO E AJUSTES DO CONJUNTO COLETOR/ESCOVAS EM MOTORES CC (Ligação dos enrolamentos de interpolos) 30° CETEC 917 Índice:0 Página: 6 de 10 0° Escova posicionada à 30° Escova posicionada à 0° 4.4. MOBILIDADE DA ESCOVA NO PORTA ESCOVA Outra questão importante e que costuma ser esquecida é a da necessidade de mobilidade da escova. quando a mesma esta introduzida no porta escovas. Deve-se utilizar as linhas das barras do comutador para alinhamento das escovas. . Deste modo é evitada a formação de canais.A. COMUTADOR + + - Escovas desalinhadas ESCOVAS Escovas alinhadas 4.2. ter o cuidado de não posicionar as escovas muito próximas da extremidade do coletor. ou trilhas sobre a superfície. Copyright  2004-2009 ThyssenKrupp Elevadores S. A folga entre o corpo da escova e as paredes do porta-escova devem ser pequenas (evitando oscilações das escova). Deve-se contudo. para que não sejam gerados “dentes” nas escovas.2.5. porém devem existir. 4. ESCALONAMENTO DAS ESCOVAS As escovas devem ser distribuídas de forma eqüidistante ao longo da largura do comutador. para que a escova possa mover-se no sentido do desgaste sob ação da haste de pressão. ALINHAMENTO DA ESCOVA EM RELAÇÃO AO COMUTADOR As escovas devem estar corretamente alinhadas em relação ao comutador.A. Proibida a reprodução e divulgação sem consentimento prévio de ThyssenKrupp Elevadores S.

metade de seu comprimento original.4.4. deve-se saber identificar possíveis problemas que estejam ocorrendo. Proibida a reprodução e divulgação sem consentimento prévio de ThyssenKrupp Elevadores S. óleo ou graxa.alta incidência de pó. 1/2 1/2 Escova nova Escova com desgaste Nos casos em que o sistema esteja corretamente ajustado. Causas prováveis: sub-carga elétrica. Escovas com boa condição de operação elétrica e mecânica Superfície uniforme e brilhante Superfície levemente porosa e brilhante Superfície apresenta estrias muito finas (pequena incidência de pó) Escovas com má condição de operação elétrica e mecânica Escova apresenta ranhuras. o ideal é efetuar a substituição de todo os conjuntos de escovas. Causas prováveis: mau ajuste de zona neutra ou de pólos auxiliares. INSPEÇÃO DAS ESCOVAS Através da inspeção visual da escova pode-se avaliar se a comutação está ocorrendo de forma satisfatória ou não. as escovas terão um desgaste uniforme. . quando existe desgaste. Copyright  2004-2009 ThyssenKrupp Elevadores S.1.A.3. Região de comutação apresenta sombras. 4. Causas prováveis: sub-carga elétrica. o conjunto comutador/escovas é fundamental para o bom funcionamento do motor. o que pode ser feito observando os aspectos mecânicos das escovas e do próprio comutador.INSPEÇÃO E AJUSTES DO CONJUNTO COLETOR/ESCOVAS EM MOTORES CC (Ligação dos enrolamentos de interpolos) CETEC 917 Índice:0 Página: 7 de 10 4. Por isso. Sendo assim. contaminação por óleo ou graxa. Nunca espere o desgaste das escovas chegar ao rabicho antes de substitui-las ! 4. presença de pó.A. devido ao desgaste. SUBSTITUIÇÃO DAS ESCOVAS As escovas devem ser substituídas quando atingirem. Escova apresenta pistas e estrias com ranhuras. IDENTIFICANDO PROBLEMAS DE COMUTAÇÃO Como já foi dito.

O importante é a regularidade da patina. Copyright  2004-2009 ThyssenKrupp Elevadores S. Às vezes pode apresentar colorações azuladas ou até mesmo avermelhadas. Causas prováveis: lâminas salientes ou fortes ovalizações do comutador. Causa provável: movimento excessivo da escova no interior do porta escova Depósitos de cobre na escova. .INSPEÇÃO E AJUSTES DO CONJUNTO COLETOR/ESCOVAS EM MOTORES CC (Ligação dos enrolamentos de interpolos) CETEC 917 Índice:0 Escova com bordas queimadas. Face de contato duplamente dividida.2.4. que pode variar do âmbar ao marrom.2. Proibida a reprodução e divulgação sem consentimento prévio de ThyssenKrupp Elevadores S.A. problemas de bobinamento. Causas superfície.1. Causas prováveis: golpes e vibrações no sistema ou escova inadequada Página: 8 de 10 Escova com bordas descascadas. 4. 4.4. Aspecto de patina com funcionamento anormal. INSPEÇÃO DO COMUTADOR Com a inspeção visual do comutador pode-se também avaliar a qualidade da comutação do conjunto.A. ASPECTO DA PÁTINA NO COMUTADOR Aspecto da pátina com funcionamento normal. A patina apresenta-se lisa e de cor uniforme. Causas prováveis: forte faiscamento em razão da ovalização do comutador ou pressão insuficiente nas escovas Escova com formação de Lâminas estampadas na crateras na superfície. Causas prováveis: prováveis: sobrecargas queimaduras decorrentes de elétricas e interrupções de picos de comutação por contato.

A. Copyright  2004-2009 ThyssenKrupp Elevadores S. Causa provável: claras e escuras. Patina apresenta uniforme. corrente nas escovas. vapores. Comutador com manchas escuras de borradas definidas.A. Alternância de lâminas claras e escuras. desbalanceamento do rotor ou defeito nos mancais. alta baixas densidade de corrente umidade e incidência de e incidência de umidade e vapores. Causa provável: soldagens defeituosas das conexões auxiliares ou dos terminais das lâminas. vibrações na máquina. Manchas foscas em intervalos duplo-polares. . Causa claras e escuras. Causa provável: lâmina ou grupo de lâminas do comutador com defeito Lâminas com centro ou bordas manchadas. Proibida a reprodução e divulgação sem consentimento prévio de ThyssenKrupp Elevadores S. Causa provável: má distribuição de corrente nas bobinas ou diferença de indutância entre diferente bobinas. CETEC 917 Índice:0 Página: 9 de 10 Manchas isoladas e de aspecto regular que se mostram em uma ou várias partes do comutador. porém a patina apresenta pistas de cores pistas alternadas de cores periódicas. Causa deformação do comutador ou provável: baixa densidade de provável: longa exposição a excesso de sujeira. Causa provável: ovalização do comutador. Causa provável: comutador mal retificado.INSPEÇÃO E AJUSTES DO CONJUNTO COLETOR/ESCOVAS EM MOTORES CC (Ligação dos enrolamentos de interpolos) Comutador não apresenta Comutador apresenta Formato da patina não desgaste. com manchas não desgaste.

ou Causa provável: zonas de lâminas com material de isolamento nível mais baixo.A. Causa provável: prolongadas paradas desenergizadas ou paradas curtas subcarga. Causa provável: faiscamento proveniente de dificuldades de comutação. muito saliente. CETEC 917 Índice:0 Página: 10 de 10 Patina perfurada com formação de pontos claros.A. Proibida a reprodução e divulgação sem consentimento prévio de ThyssenKrupp Elevadores S. Manchas escuras. lâmina saliente. no comutador. Copyright  2004-2009 ThyssenKrupp Elevadores S. Causa provável: arestas das lâminas mal ou não chanfradas. Causa comutador. Causa provável: excessiva resistividade elétrica da patina. elétrico entre as lâminas. .INSPEÇÃO E AJUSTES DO CONJUNTO COLETOR/ESCOVAS EM MOTORES CC (Ligação dos enrolamentos de interpolos) Queimaduras no centro ou na borda das lâminas. Manchas escuras correspondente à área de superfície das escovas. Causa e queimaduras nas provável: existência de provável: zonas planas bordas das lâminas. Queimadura na borda Manchas escuras em Marcas escuras de saída e de entrada partes da superfície do claramente delimitadas das lâminas.