FACULDADE DE DIREITO DE CONSELHEIRO LAFAIETE

Programa de Graduação em Direito

Ana Paula Rodrigues Pereira
Beatriz Ribeiro
Bruna Betânia de Carvalho
Cristiano
Laura Beatriz Ribeiro Torquato
Letícia Ribeiro
Lilian
Rhayane Alves
Vanessa Marcele Pereira da Silva
Ronaldo

ARTIGO CIENTÍFICO:
A compreensão das dimensões dos direitos fundamentais no contexto
contemporâneo: uma análise crítica acerca da eficácia e consolidação.

Conselheiro Lafaiete
2015

Professor Orientador: Marta Mariza Conselheiro Lafaiete 2015 .Ana Paula Rodrigues Pereira Beatriz Ribeiro Bruna Betânia de Carvalho Cristiano Laura Beatriz Ribeiro Torquato Letícia Ribeiro Lilian Rhayane Alves Vanessa Marcele Pereira da Silva Ronaldo ARTIGO CIENTÍFICO: A compreensão das dimensões dos direitos fundamentais no contexto contemporâneo: uma análise crítica acerca da eficácia e consolidação Artigo acadêmico apresentado à disciplina de Direitos Fundamentais do Programa de Graduação em Direito da Faculdade de Direito de Conselheiro Lafaiete.

Eficácia. Historical Evolution.RESUMO Este artigo busca realizar um entendimento acerca das dimensões dos direitos fundamentais. Dimensions. passando pela Idade Antiga. Média. Para tal. ABSTRACT This article seeks to understand the dimensions of the human rights and thus try to associate it with the question of effectiveness linked with the applicability. buscando compreender se é possível observar a eficácia destes no que diz respeito à aplicabilidade. it will be done a brief analysis of the historical evolution of this ensemble of rights passing trough Ancient Time. Key words: Human Rights. dimensões. Posteriormente. . será feita uma breve análise sobre a evolução histórica desse conjunto de direitos. Moderna e Contemporânea. Evolução histórica. Effectiveness. the process of which of the dimensions will be identifies to provide a better understanding about the specific rights which compose the human rights. Middle Age. Modern Age and Contemporanea. será realizada um estudo sobre as dimensões existentes a fim de que se compreenda melhor os direitos envolvidos no rol de direitos fundamentais. Therefore. Palavras-chave: Direitos Fundamentais. After that.

....................................... 5 2.................. 13 5........................................... 19 .....1 Divergências e explicações sobre as novas Dimensões dos Direitos Fundamentais (4ª e 5ª Dimensões) ............................................ CONSOLIDAÇÃO E EFICÁCIA DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS .....................SUMÁRIO 1... 5 3 EVOLUÇÃO HISTÓRICA ............................................................................... CONCLUSÃO .............................................. 10 4................................................................................................................INTRODUÇÃO ......................................2 Classificação das Dimensões ou Gerações dos Direitos Fundamentais ...... 18 REFERÊNCIAS ....................... AS GERAÇÕES.2. 15 6.... 10 4................1 Diferenciação entre Gerações e Dimensões dos Direitos Fundamentais: ........................................................................................................................DEFINIÇÃO ............................... 11 4................................................. 7 4............................................................................. DIMENSÕES DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS ..

1. indicando a opção por nós adotada. De forma sintética.DEFINIÇÃO A origem da noção de direitos fundamentais relaciona-se diretamente com as lutas e conquistas históricas pela afirmação da liberdade do homem contra poderes absolutos e arbitrariedades. Essa preocupação reflete-se na busca de um entendimento sobre a aplicabilidade e consistência normativa do rol de direitos elencados no ordenamento como “direitos fundamentais”. será realizada uma análise para apreender qual o padrão de aplicação de tais direitos quando reivindicados. será examinada a origem dos direitos fundamentais a fim de compreender a trajetória histórica e as formas pelas quais estes foram sendo garantidos ao longo do tempo. evidenciando a questão da consolidação e eficácia de tais direitos definidos em termos de aplicação. Para tal. dizem respeito aqueles direitos necessários a existência e . os direitos fundamentais. O objeto de estudo escolhido é a análise crítica das dimensões dos direitos fundamentais. a fim de que sejam detalhadas as dimensões existentes atualmente. Através da apresentação de um panorama geral. primeiramente. A questão da multiplicidade de termos utilizados para se referenciar aos direitos fundamentais também será destacada ao longo do ensaio. atualmente. Para que isso seja plausível. Posteriormente. 2. evidenciando a ausência de um consenso com relação à formulação do conteúdo dos direitos fundamentais. preocupando-se em compreender o aspecto da eficácia desses direitos. será estabelecida uma breve análise acerca da utilização dos termos “gerações” ou “dimensões”. a possibilidade de um conceito único de direitos fundamentais será considerada e analisada. Nesse sentido.INTRODUÇÃO Este trabalho objetiva realizar uma análise das dimensões de direitos fundamentais que. será realizada uma análise com relação as dificuldades da construção de uma definição comum. encontram-se positivados tanto nos textos constitucionais de diversos países como também em vários tratados internacionais. eficácia jurídica e eficácia social. De forma mais genérica. evolução histórica e discussão sobre as diversas dimensões serão demonstradas algumas problematizações sobre o tema que incidem direta ou indiretamente na questão da eficácia.

devem ser. nota-se a existência de uma certa problemática na definição exata do que seriam os direitos fundamentais. com a mudança das condições históricas. 1992. Com relação ao conceito. das transformações técnicas. os direitos fundamentais seriam os direitos vigentes numa ordem jurídica. pois leva a associação constante dos direitos fundamentais com contextos históricos e sociais diversos que estão sempre em dinamismo regido pelos interesses e necessidades das sociedades. (SILVA. 2014). dos meios disponíveis para a realização dos mesmos. Em um primeiro momento. Além dessa questão. Mesmo diante de tais empecilhos. a dignidade humana foi acrescida com fundamento desse conjunto de direitos. segundo ele. p. mas concreta e materialmente efetivados” (idem). dos carecimentos e dos interesses. portanto. etc.permanência da vida humana. alguns autores consideram os direitos fundamentais como direitos reconhecidos e vinculados a esfera do direito constitucional de determinado Estado (BETRAMELLO. impõe uma certa limitação. que são fundamentais no sentido que são necessários para que as relações sociais se desenvolvam pautando-se por tais direitos.12. não apenas formalmente reconhecidos. 2004). defendem que os direitos do homem derivam da própria natureza humana.)” (PFAFFENSELLER. 2007) 1 . entretanto. diz respeito ao fundamento de tais direitos. e às vezes. 2007). Segundo Norberto Bobbio: “os direitos do homem constituem uma classe variável. Tal peculiaridade. ou seja. outro fator que impõe certa dificuldade. os direitos humanos positivados não derivam do Estado de Natureza. 2014.. não se realiza. 2Alguns doutrinadores. o qual foi utilizado apenas como argumento para justificar racionalmente determinadas exigências do homem. como a história destes últimos séculos demonstra suficientemente. p. O elenco dos direitos do homem se modificou. por igual. não convive. ainda. existindo divergências a cerca desse aspecto. daí seu caráter inviolável. das classes no poder. inerentes aos homens para outros.180). 3 “Para Bobbio. tendo em vista. o real surgimento de alguns direitos deriva das lutas e movimentos travados pelos homens cujas razões devem ser buscadas na realidade social da época (.” (BOBBIO. Em uma concepção contemporânea. intemporal e universal. e continua a se modificar. afirmando. Alguns autores consideram que tais direitos são naturais2 e. afim de que a igualdade e a liberdade sejam efetivas: se trata de situações jurídicas sem as quais a pessoa humana. estes são fruto de revoluções3.. fundamentais do homem no sentido de que todos. consistindo em instrumentos de proteção do indivíduo frente à atuação do Estado (PFAFFENSELLER. nem mesmo sobrevive. José Afonso da Silva defineos como princípios que resumem a concepção do mundo e informam a ideologia política de cada ordenamento jurídico. uma das característica intrínseca aos mesmos: a historicidade1.

EVOLUÇÃO HISTÓRICA O marco da consolidação dos direitos fundamentais. sendo os direitos do homem válidos para todos os povos em todos os tempos e direitos fundamentais são direitos do homem. Logo. dá início a terceira e mais importante fase dos direitos fundamentais pois. conforme destaca Ingo Sarlet. 2015. apenas se diferenciam por suas esferas de alcance. Segundo José Afonso da Silva “a ampliação e transformação dos direitos fundamentais são as grandes responsáveis pela dificuldade de obter-se um conceito sintético e preciso” (SILVA. jurídico-institucionalmente garantidos e limitados espaciotemporalmente. 2009 lido em BERTRAMELLO. 1998 lido em PFAFFENSELLER. direitos humanos. da ONU. 2007. dentre outros4. 2) . direitos fundamentais do homem. optou por utilizar a expressão direitos do homem em lugar da expressão direitos fundamentais. Já os direitos fundamentais estão relacionados ao ordenamento jurídico de cada Estado. 1992 lido em PFAFFENSELLER.177) resultando assim. 55 Segundo Bobbio. 2). direitos individuais. o processo de formação de tais direitos compreende um longo 4 A expressão direitos individuais refere-se aos direitos de primeira dimensão. no plano internacional. pode-se citar a Declaração Universal dos Direitos Humanos. por exemplo. quanto à questão da melhor terminologia a ser adotada observa-se que a expressão direitos humanos fundamentais possui o poder de reiterar o cerne entre direitos humanos e direitos fundamentais. ela põe em movimento um processo segundo o qual os direitos do homem não seriam mais proclamados ou apenas idealmente reconhecidos e sim efetivamente protegidos. p. deriva a multiplicidade de terminologias utilizadas pelos doutrinadores para se referir a esse conjunto constitucionalmente garantido. Ainda com relação a termologia. de 1948. 2014). liberdades fundamentais. (BOBBIO. Canotilho. Entretanto. a expressão direitos humanos é mais utilizada na esfera internacional. p. é a Declaração Universal dos Direitos Humanos da ONU de 19485. visto que um direito de caráter internacional reflete num dado ordenamento jurídico específico. 2009). por exemplo. (SILVA. positivação e consequências práticas (SARLET.Da ausência de consenso com relação ao conceito de direitos fundamentais. 2014. p. eles não são descartáveis e nem impróprios. 2007. ainda que esses diversificados conceitos não abracem todas as dimensões dos direitos fundamentais. SARLET. a Declaração Universal dos Direitos do Homem. de 1948. nas diversas nomenclaturas utilizadas – direitos do homem. Entretanto. uma vez que se trata de direitos atribuídos à humanidade como um todo e que são expressos em tratados internacionais como. (CANOTILHO. em contrapartida. argumentando que as expressões direitos do homem e direitos fundamentais possuem diferença quanto à sua origem e significado. 3.

nem declarado fora da lei. mostrando-se inovadora ao garantir a liberdade do homem frente ao uso de poderes arbitrários. bem como reconhecer que sua vontade estaria sujeita a lei. foram observadas outras declarações e documentos que visavam proteger e garantir os direitos individuais. um remoto antecedente dos habeas corpus (Interdictos De Homine Libero Exhibendo) (SILVA. o Habbeas Corpus Amendment 6 Vide Alexandre de Moraes . Na Grécia Antiga havia uma preocupação com a participação popular na formulação das leis que deveriam pautar-se pelos direitos naturais (PFAFFENSELLER. Na Idade Média os direitos fundamentais encontraram maior respaldo com a Magna Carta de 1215. 2014.152). nem exilado. nem prejudicada a sua posição de qualquer outra forma. Segundo os termos do documento. nem despojado de seus direitos nem de seus bens. Posteriormente. nem mandaremos que outrem o faça. Outros doutrinadores destacam como uma fonte dos direitos fundamentais o pensamento filosófico grego. no Egito antigo. Apesar de algumas divergências sobre quais foram as primeiras manifestações voltadas para as proteções individuais. de acordo com alguns autores6. Tal consideração decorre da comparação da própria finalidade dos direitos fundamentais que em um primeiro momento. a não ser por um julgamento legal de seus pares e pela lei do país (SILVA. identifica em Roma um antecedente dos direitos fundamentais tendo em vista a proibição de penas corporais contra cidadãos em certas situações além de. 2007). na Inglaterra. Tal documento previa a limitação do poder do Rei João I. por exemplo. é possível identifica-las.percurso histórico. as discordâncias existentes entre os barões ingleses e o Rei. um documento dirigido ao monarca em que os membros do Parlamento de então pediram o reconhecimento de diversos direitos e liberdades previstos na Magna Carta. o qual. p. visavam a limitação do uso de um poder arbitrário. mais especificamente no Código de Hamurabi. Este código. tendo em vista. como por exemplo a Petition of Rights (1628).154-155). o Rei deveria renunciar a certos direitos e respeitar determinadas procedimentos legais. p. Ainda no que diz respeito a origem dos direitos fundamentais José Afonso da Silva. tampouco procederemos com força contra ele. previa a proteção dos direitos comuns como a vida. conforme dispõe o artigo 39 de tal documento: Nenhum homem livre será detido nem preso. A Magna Carta apresentou fundamental importância e influência para a evolução e consolidação dos direitos fundamentais. a propriedade e a dignidade a todos os homens. 2014.

de substanciar os direitos positivados. bem comum do governo. consideram que a fonte dos direitos fundamentais. surgiram diversos movimentos no âmbito filosófico e sociológico que. Posteriormente. propriedade tendo como base a legalidade e a universalidade o que culminou na Declaração de Direitos do Homem e do Cidadão. das posses. p. dentre outras (SILVA. Guilherme de Orange. 2014.16) 7 . posteriormente influenciariam a formulação de direitos sociais. prevendo direitos como a igualdade. liberdade. de imprensa. em 1776.Act (1679) que reforçou as reivindicações de liberdade. inviolabilidade da pessoa. de palavra. em1791. 1998. em decorrência da necessidade. e da França. separação dos poderes. segurança. grande parte dos doutrinadores. destacados na Constituição Mexicana de 1917. A primeira constituição a identificar explicitamente os direitos fundamentais foi a Constituição norte-americana. Mesmo diante da inovação e riqueza encontradas nessas declarações. Nesse sentido. em 1787. em sentido estrito. igualdade. p. aprovada na Rússia em 1918. soberania popular. foram reconhecidos os direitos “A origem formal do constitucionalismo está ligada às Constituições escritas e rígidas dos Estados Unidos da América. suas previsões mantiveram-se arraigadas no plano formal e sua aplicabilidade não foi observada. somente com a Declaração dos Direitos do Povo Trabalhador e Explorado. dentre outros contribuindo para consubstanciar as bases dos direitos do homem (idem). que taxativamente garantia liberdade de religião. Esta Constituição sofrera forte influência da Declaração dos Direitos da Virginia proclamada anteriormente. garantida do direito de propriedade. por meio da previsão de direitos e garantias fundamentais”. cujos poderes reais estavam limitados (SILVA.154-155). da casa. encontra-se no movimento constitucionalista7 quando estes foram expressamente reconhecidos e inseridos nos textos constitucionais de diversos países. liberdade de imprensa e de religião. eleições livres. (MORAES. suprimindo as prisões arbitrárias e Bill of Rights (1688) – documento que decorreu da Revolução de 1688 pela qual se firmou a supremacia do Parlamento impondo novos monarcas. de reunião pacífica. 2014). traduzindo-se na mais sólida garantia de liberdade individual. aprovada na Convenção da Filadélfia em 1787. com a Revolução francesa em 1789. Entretanto. foi editado um documento visando garantir a liberdade. após a independência das 13 Colônias. Apesar da relevância dessas declarações para a afirmação dos direitos individuais. os quais foram primeiramente. apresentando dois traços marcantes: organização do Estado e limitação do poder estatal. a partir da Revolução Francesa.

1998. suprimindo assim o anterior. surgiram como produto da fusão de várias fontes. a constante preocupação de garantir a liberdade e a sobrevivência digna dos indivíduos perante o poder Estatal. Ademais. atendo-se a questão meramente histórica e cronológica do Direitos Fundamentais. até a conjugação dos pensamentos filosófico jurídicos. diante da constante evolução do Direito e o aprimoramento de suas técnicas vem se tornando antiquado. das ideias surgidas com o cristianismo e com o direito natural. a constituição dos direitos fundamentais não ocorreu de forma simultânea. existem aquelas que possuem maior destaque. deve considerar-se as diversas fontes em conjunto. em sua concepção atualmente conhecida. (MORAES. desde tradições arraigadas nas diversas civilizações. levando à compreensão de um Direito que fora gerado. mas a plena positivação de direitos. por exemplo. Obviamente dentre todas essas manifestações.1 Diferenciação entre Gerações e Dimensões dos Direitos Fundamentais: Com relação a terminologia utilizada para definir o processo de consolidação dos direitos fundamentais. Entretanto. e.16). o qual. a fim de que se compreenda qual a origem e fundamentação dos direitos fundamentais. p. por isso. 2014. 4. 1998.163). conforme esclarecimentos supracitados. sendo fruto de um 8 Paulo Bonavides. Tal situação explica-se devido à noção de sobreposição de direitos ocasionada pela utilização do termo geração. AS GERAÇÕES. a partir dos quais qualquer indivíduo poderá exigir sua tutela perante o Poder Judiciário para a concretização da democracia. tendo em vista. . adotado por poucos. conforme aponta Alexandre de Moraes: Os direitos humanos fundamentais. p. p. alguns doutrinadores no ramo do Direito Constitucional utilizam o termo Geração dos Direitos Fundamentais8. adota tal nomenclatura.18). DIMENSÕES DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS 4. uma vez que A constitucionalização dos direitos humanos fundamentais não significa mera enunciação formal de princípios. (MORAES. relacionando-se com a ideia de uma sucessão.econômicos e sociais sob uma nova concepção da sociedade e do Estado (SILVA. esta analise não pode ser desvinculada da própria história da formação do Estado Democrático de Direito. entretanto.

os direitos fundamentais passaram por diversas transformações. Igualdade (2ª Dimensão) e Fraternidade (3ª Dimensão). tanto no que diz com seu conteúdo. Boa parte da doutrina atual utiliza a terminologia dimensão10. quando surgem as principais Dimensões dos Direitos Fundamentais. em Direitos e Garantias Fundamentais. partindo-se do preceito dos ideais da Revolução Francesa como ponto inicial para que se eclodissem os pensamentos. as principais dimensões dos Direitos Fundamentais apareceram durante o período da Revolução Americana e Francesa. 4. direitos de segunda dimensão e de terceira dimensão. Primeiramente. eficácia e efetivação”. “Desde o seu reconhecimento nas primeiras Constituições. Caracterizam-se. sobrepondo-se uns sobre os outros. Em contrapartida grande parte dos estudiosos e doutores do Direito constitucional. representado o lema “Liberté. (PFAFFENSELLER. apesar de algumas divergências. p. recusam-se a adotar tal nomenclatura. dimensionando o alcance desses direitos. (SARLET. Egalité. 2007). a ideia central é que sua extensão se amplie. 10 Vide Pedro Lenza. 2011. quanto no que concerne à sua titularidade.45). não é possível dizer que os Direitos Fundamentais relacionam-se de forma hierárquica. Nesse sentido. Portanto. posteriormente. podemos dividi-los em três eixos centrais: direitos de primeira dimensão. sendo oponíveis a este. têm como base o princípio da liberdade tendo surgido historicamente a partir da Magna Carta de 1215. tendo como força motriz as reivindicações e interesses sociais de cada época. transformando-os de fato. A questão fundamental com relação a essas dimensões diz respeito ao ponto em comum abordado por alguns doutrinadores. 9 . Dessa forma. Nesse sentido. todos coadunam com as mesmas ideias a respeito do tema em questão. tidos como essenciais a todos os indivíduos. visto que a inserção dos direitos fundamentais na constituição ocorre de forma cumulativa. Fraternité” respectivamente a Liberdade (1ª Dimensão). argumentando que a forma mais correta de se tratar o assunto seria Dimensões dos Direitos Fundamentais.processo histórico complexo e dinâmico9. quantitativa e qualitativa.2 Classificação das Dimensões ou Gerações dos Direitos Fundamentais Em uma análise estrita. Os direitos de primeira dimensão são referenciados basicamente ao ser humano contra opressão do Estado. sucumbindo assim a ideia de geração. Alexandre de Moraes e Norberto Bobbio. com ênfase nas liberdades individuais. acerca da classificação dos direitos fundamentais.

2014. a igualdade. material. 2015. surgiram devido à resistência ao poder absoluto do Estado Monárquico.578) 11 Em decorrência das péssimas condições de trabalho. voto. tendo como princípio base. greve. eclodem movimento como o cartista. surgem a partir das reivindicações sociais trabalhistas decorridas da Revolução Industrial11. propriedade privada. como também dos direitos coletivos ou de coletividades das massas. e a Comuna de Paris (1848) na busca de reinvindicações trabalhistas e normas de assistência social. não apenas um direito abstrato. (BONAVIDES. esses direitos. transporte. 7º e 205 da Constituição Federal (1988). conforme a natureza do respectivo modelo de sociedade. esse processo não foi pacífico e instantâneo. pelos direitos civis e políticos. uma vez proclamados nas Declarações solenes das Constituições marxistas e também de maneira clássica no constitucionalismo da socialdemocracia (a de Weimar.577). encontrecortado não raro de eventuais recuos. trabalho. quando se pleiteou melhorias nas condições de trabalho pela busca dos direitos sociais. até ganhar a máxima amplitude nos quadros consensuais de efetivação democrática do poder. esses direitos foram inicialmente objeto de uma formulação especulativa em esferas filosóficas e políticas de acentuado cunho ideológico. em sua forma real. Assim como os direitos de primeira dimensão os direitos sociais também tiveram influências filosóficas: Da mesma maneira que os da primeira geração. Os Direitos de Segunda Dimensão garantem o direito à saúde. 1057). Bonavides destaca tal caminho de lutas e incertezas enfrentadas para que os direitos do homem fossem constitucionalmente reconhecidos: Se hoje esses direitos parecem já pacíficos na codificação política. 2015. dentre outros que constam nos artigos 6º. econômicos e culturais. Como se sabe. por sua vez. dentre os quais: o direito à vida. Os direitos de Segunda Dimensão. segurança. passando por uma longa trajetória até atingir sua amplitude atual.particularmente. sendo característicos do Estado Liberal que buscava conciliar as liberdades individuais com a atuação mínima do poder estatal. p. . liberdade de pensamento. mas permitindo visualizar a cada passo uma trajetória que parte com frequência do mero reconhecimento formal para concretizações parciais e progressivas. (PFAFFENSELLER. p. 2007). na Inglaterra. habitação. em verdade se moveram em cada país constitucional num processo dinâmico e ascendente. dentre outros que podem ser encontrados na Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 em seus artigos 5º e 14. dominaram por inteiro as Constituições do segundo pós-guerra” (BONAVIDES. Nessa perspectiva. p. sobretudo). educação. (LENZA.

pautando-se. identificando-se profundas alterações nas relações econômico. conforme assinala Karel Vasak. à informação e ao pluralismo. crescente desenvolvimento tecnológico e cientifico). conforme destaca Paulo Bonavides: A consciência de um mundo partido entre nações desenvolvidas e subdesenvolvidas ou em fase de precário desenvolvimento deu lugar em seguida a que se buscasse uma outra dimensão dos direitos fundamentais. além desses direitos serem previstos constitucionalmente foram consolidados em conjunto de leis próprias: a Consolidação das Leis Trabalhistas. desenvolvimento. tendo como aspectos primordiais a responsabilidade social com a humanidade. o Direito Internacional com relação ao meio ambiente. autodeterminação dos Estados.1 Divergências e explicações sobre as novas Dimensões dos Direitos Fundamentais (4ª e 5ª Dimensões) Os direitos de quarta dimensão.583). protegendo os direitos de todos. detêm Os direitos fundamentais da terceira dimensão são marcados pela alteração da sociedade por profundas mudanças na comunidade internacional (sociedade de massa. direito à paz.No caso do Brasil.sociais. como a das gerações futuras. os direitos de terceira dimensão são consagrados como os direitos das formações sociais com proteção efetiva aos interesses de um todo coletivo. dentre vários outros encontrados no artigo 225 da Constituição Federal (1988). (LENZA. (BONAVIDES. de acordo com Pedro Lenza. 4. existem divergências doutrinarias acerca dessa dimensão. define intensas mudanças a nível mundial para o bem comum da humanidade. 1058). como por exemplo. comunicação. p. compreendem o direito à democracia. tanto atual. e não apenas os direitos individuais (DIÓGENES JÚNIOR.1057-1058) . De forma sintética. p. 12 Paulo Bonavides e Norberto Bobbio. Na concepção atual. 2012). 2014. propriedade comum da humanidade. direito ao meio ambiente. Trata-se daquela que se assenta sobre a fraternidade. (BONAVIDES. por exemplo. p. os direitos de terceira dimensão podem ser identificados da seguinte forma: “direito ao desenvolvimento. 2015. à paz. e provida de uma latitude de sentido que não parece compreender unicamente a proteção específica de direitos individuais ou coletivos. em sua essência.586).2. Assim sendo. 2014. Esses direitos são decorrentes da terceira revolução industrial ou tecnocientífica12. direito de propriedade sobre o patrimônio comum da humanidade e direito de comunicação” (LENZA. no princípio da solidariedade (fraternidade). até então desconhecida. Nesse seguimento. 2015. p.

os direitos da 5ª Dimensão surgem para reforçar a paz no mundo a fim de que não se torne obsoleto. por outro lado. ou ainda. o posicionamento13 de Paulo Bonavides sobre a quarta dimensão dos Direitos Fundamentais. argumenta que essa nova dimensão deve ser considerada de forma autônoma a todas outras. 6). respectivamente. p. sobre a preparação das sociedades para viver em paz e a proclamação da OPANAL/Organização para proscrição das Armas Nucleares na América Latina acerca da paz como direito do homem. Nesse sentido. e para tanto.. relacionando seu surgimento à globalização econômica e cultural e à engenharia genética. Dessa forma.) já se apresentam novas exigências que só poderiam chamar-se de direitos de quarta geração. sendo. 2015.. (. Bonavides (2015). que seja distorcido a fim de atender interesses sórdidos e pessoais despreocupados com o bem comum da humanidade. tornam-se essenciais para a efetivação do direito a paz. que permitirá manipulações do patrimônio genético de cada indivíduo. Bobbio afirma: (. como a Declaração das Nações Unidas. essa seria a globalização política. obscuro. divergindo assim de vários doutrinadores. o progresso da capacidade do homem dominar a natureza e os outros homens” (BOBBIO.que acompanha inevitavelmente o progresso técnico.. correspondem à derradeira fase de institucionalização do Estado social. Alguns documentos.posicionamentos diversos à cerca da 4ª Dimensão dos Direitos Fundamentais. (REFERENCIA) A partir da análise conjunta do aspecto histórico dos direitos fundamentais e de suas dimensões. Nascem quando o aumento do poder do homem sobre o homem .. (. Curso de Direito Constitucional. uma vez que necessita de maior participação democrática. os direitos da quarta geração compendiam o futuro da cidadania e o porvir da liberdade de todos os povos.) enfim. isto é. 585) Com relação aos direitos da quinta dimensão. que. referentes aos efeitos cada vez mais traumáticos da pesquisa biológica. . à informação e ao pluralismo político. portanto. No entanto. aliás. 1992. p. um direito proeminente da humanidade... Tão somente com eles será legítima e possível a globalização política. (BONAVIDES. argumenta: Globalizar direitos fundamentais equivale a universalizá-los no campo institucional. tomando como base a classificação proposta por Alexandre 13 Alexandre de Moraes também compartilha de tal posicionamento. relacionada à democracia. Pedro Lenza (2014) enfatiza a paz como novidade no campo da normatividade jurídica. conforme encontrado na Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 em seus artigos 1º e 3º.) A globalização política na esfera da normatividade jurídica introduz os direitos da quarta geração.

que já assinalamos com o significado de seu mundialismo. por sua vez. p. viriam a apresentar um caráter universal com os princípios declarados na Revolução Francesa que passaram a ter maior eficácia na Declaração dos Universal dos Direitos do Homem em 1948.. 2015. Tornando possível a identificação das diversas dimensões com momentos históricos característicos.. A partir da formação dos Estados. apesar de possuírem. no qual os direitos individuais eram formalmente previstos. enquanto a Declaração Francesa de 1789 é mais abstrata..) O que diferenciou a Declaração de 1789 das proclamadas na América do Norte foi sua vocação universalisante.. Sua visão universal dos direitos do homem constitui uma de suas características marcantes. Hobbes.” (SILVA. bem como a apropriação destes pela sociedade. tiveram forte influência na forma de separação de poderes – que nos Estados Unidos da América seria incorporado ao texto constitucional – e na soberania popular do poder. o surgimento de ideias revolucionárias. os Direitos Fundamentais.. (. mais “universalisante”. mundialismo e individualismo. por exemplo..) e pela delineada Carta das Nações Unidas (1948). Assim sendo.. os conceitos de liberdade e igualdade tornam-se essenciais para garantir a dignidade humana em sentido universal. os direitos individuais e coletivos passam a configurar matéria de finalidade do Estado Democrático de Direito. 14 . Monstesquieu e Rosseau. Rousseau e Montesquieu – cada qual a seu modo – tiveram grande influência nos moldes pelos quais o Estado moderno viria a se estabelecer em 1648 em Vestfália. A teoria lockeana. Lokce. e a liberdade consagrada no movimento constitucionalista. influenciado pelas acepções dos doutrinadores contratualistas14.159-165) Os contratualistas. os quais tem influência na organização estatal na atualidade. 5.) declaração dos Direitos Internacional do Homem (1928) (. inicialmente. é possível classifica-los em duas espécies: legal e temporal. CONSOLIDAÇÃO E EFICÁCIA DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS Para melhor compreensão dos Direitos Fundamentais como produto de diversas transformações ocorridas no decorrer da História faz-se necessária uma cronologia analítica. Neste contexto. mesmo que simplificada. preocupadas com a situação particular que afligia aquelas comunidades. respectivamente. acreditando-se que as oportunidades seriam proporcionadas conforme o mérito de cada indivíduo. da Revolução Soviética. de tais direitos. conforme destaca José Afonso da Silva: A Declaração de Virgínia e a de outras ex-colônias inglesas na América eram mais concretas. teve grande importância para o estabelecimento de um modelo liberal de democracia... de onde seus três caracteres fundamentais: (. uma conotação nacional.) intelectualismo.de Moraes. (. Essa preocupação repete-se expressamente na Declaração dos Direitos do Povo Trabalhador e Explorado.

tendo em vista a definição acima. que designa a qualidade de produzir em maior ou menor grau efeitos jurídicos. 2001. denominada Constituição Cidadã. no caso de conflitos internos ou transformação social (COMPARATO. (REFERÊNCIA) Com relação à eficácia dos Direitos Fundamentais. p. ao regular. encontram-se inicialmente relacionadas à forma de positivação e a aplicação dessas pela autoridade competente. JÚNIOR. Os direitos e garantias individuais foram inseridos no artigo 5º. considerando-os invioláveis. Esse reconhecimento se dá porque as normas constitucionais estão em constante interação com a sociedade. também denominada efetividade. pode-se dizer que a escala de eficácia dos direitos fundamentais depende de sua consistência normativa. A constituição é . as situações. nesse sentido. desde logo. não obstante. há que se compreender o sentido do termo eficácia. p. esteve presente desde a primeira Constituição em 1824 com direitos destinados ao cidadão brasileiro. permitindo sua consolidação e eficácia. A preocupação com a defesa dos Direitos Fundamentais no Brasil. por qualquer de seus poderes. Além disso. a eficácia diz respeito à aplicabilidade. segundo José Afonso da Silva (2015): A eficácia e aplicabilidade das normas que contém os direitos fundamentais dependem muito de seu enunciado. que designa o fenômeno da concreta observância da norma no meio social. deve reconhecer e garantir seus direitos fundamentais. e a eficácia jurídica. 2007. 60). Nessa Constituição o Estado.Todo aparato histórico-social contribuiu para a definições das dimensões dos direitos fundamentais e sua aplicabilidade que consiste na correção de rumos. esta garantia foi instituída na Constituição de 1988. pois se trata de assunto que está em função do Direito Positivo.18). bem como os demais direitos fundamentais difundidos ao longo de todo texto constitucional. exigibilidade ou executoriedade da norma. antes de analisar em stricto senso a aplicabilidade de tais direitos previstos constitucionalmente. relações e comportamentos de que cogita. cujo indivíduo é reconhecido como sujeito capaz de legitimar internacionalmente seus direitos. De acordo com Luiz Alberto David Araújo e Vidal Serrano Nunes Júnior (2007) a norma possui duas espécies de eficácia: A eficácia social. como possibilidade de sua aplicação jurídica (ARAÚJO. É possível notar que a eficácia social e aplicabilidade dos direitos fundamentais.

(SILVA. como também exercem a função de orientar a formação e a aplicação das leis: “os direitos fundamentais passaram a ser simultaneamente a base e o fundamento do governo 15”. outras contida. que. 2011. os direitos fundamentais. p. Ainda seguindo a classificação de José Afonso da Silva. como é o caso dos direitos sociais. preponderantemente. conforme exemplifica Sarlet: Enquanto a plena eficácia dos direitos de defesa integrados. Dizer que os direitos fundamentais são previstos constitucionalmente e que constituem o fundamento do Estado significa que os direitos fundamentais integram. aplicabilidade imediata. reclamam uma atitude de abstenção dos poderes estatais e dos particulares. igualdade.182). direitos políticos e posições jurídicas fundamentais em geral. podendo ser observadas algumas de eficácia plena. p. do sistema de governo e da organização do poder. (FERRAJOLI lido em SARLET. inclusive. estão contidos.59). “no Estado Democrático de Direito constituem não apenas direitos a serem garantidos. 2011. o mesmo não se pode afirmar com relação aos direitos sociais. 2011. Dessa forma. p. é preciso levar em conta a estrutura do Estado Democrático de Direito na qual os direitos fundamentais. quando estatui que as normas definidoras dos direitos e garantias fundamentais têm aplicação imediata”.274) “São vínculos substanciais que condicionam a validade substancial das normas produzidas no âmbito estatal.59-60) 15 . principalmente pelos direitos de liberdade. os quais dependem de legislação complementar a fim de que se efetivem. ao menos não quando considerados na sua dimensão prestacional. ao mesmo tempo em que expressam os fins últimos que norteiam o moderno Estado Constitucional de Direito”. Entretanto. Quando observados os critérios acima a fim de que se compreenda a eficácia dos direitos fundamentais. 2011. (SARLET.expressa sobre o assunto. Além dos aspectos elencados acima. 2015.58). assim como todo o ordenamento jurídico. em um primeiro momento. p. os direitos fundamentais não seguem um mesmo padrão com relação à eficácia jurídica. a essência do Estado constitucional. ao lado da definição da forma de Estado. produzindo todos os efeitos previstos no texto constitucional – tendo. direito. p.garantia. a problematização da eficácia fica evidente quando esta aplicação decorre de diferentes categorias desses direitos. é possível que se afirme que estes são plenamente eficazes. a aplicabilidade e a consistência normativa. virtualmente não costuma ser questionada. (SARLET. garantias institucionais. (SARLET. limitada e até mesmo programática.

6. as diversas dimensões de direitos fundamentais que se consolidaram guardam relação com conquistas históricas. em alguns casos pode ser observada uma certa dificuldade em aplica-los nas situações concretas. . No entanto. por meio da análise crítica realizada ao longo deste artigo constatou-se que apesar da eficácia no plano jurídico e da previsão de aplicabilidade imediata devido as diversas dimensões e a atual amplitude desse conjunto de direitos. Nesse sentido. CONCLUSÃO Através da análise do contexto da formação dos direitos fundamentais foi possível perceber que o surgimento destes relaciona-se diretamente com as necessidades sociais de cada época. Os Direitos Fundamentais como produto de diversas transformações passou ao longo do tempo a ser positivado nos textos constitucionais.

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