INSTITUTO DE ENSINO SUPERIOR PLANALTO IESPlan

CLÁUDIA SANTOS
DAVID CHERULLI EDREIRA
LOANA COSTA
REGIANE FIGUEREIDO
SILVÂNIA ROCHA
VIVIANE COSTA

CRÉDITO PUBLICO - DÍVIDA PÚBLICA

Pesquisa apresentada à Faculdade de
Direito do Instituto de Ensino Superior
Planalto

IESPlan,

Trabalho

complementar da disciplina de Direito
Financeiro,

como

requisito

para

a

obtenção do grau de bacharel em Direito.

BRASÍLIA
2010

INSTITUTO DE ENSINO SUPERIOR PLANALTO IESPlan
CLÁUDIA SANTOS
DAVID CHERULLI
LOANA COSTA
REGIANE FIGUEREIDO
SILVÂNIA ROCHA
VIVIANE COSTA

CRÉDITO PUBLICO - DÍVIDA PÚBLICA

Orientador: Jorge Marcos

NOTA DO TRABALHO: ______________

BRASÍLIA
2010

Quanto à origem. Quanto à Natureza. II. V. Aspectos da Dívida Pública a) Aspectos jurídicos b) Aspectos Econômicos 3/21 . Fases do Crédito Público. Formas de Extinção a) Amortização. Classificação Constitucional IV. Crédito Público: I. III.SUMÁRIO I. IV. Conceito: II. V. c) Compensação. Classificação I. Dívida Pública: I. II. b) Conversão. Classificação III. Conceito: II. Quanto ao prazo. III. Garantias do Crédito Público. Quanto à forma. d) Repúdio. Espécies de dívida Pública IV.

Senado: Papel e Competência Constitucional. 4/21 . CVM – Conselho de Valores Mobiliários Papel e competência.III. Bacen – Banco Central: Papel e Competência. III. Referências Bibliográficas. Emissão de moeda: I. II. IV.

5/21 . agindo como credor. a) crédito publico como sendo um instrumento de intervenção na sociedade. nominativo ou ao portador. oferece recursos financeiros ao particular de maneira menos onerosa que o mercado. e apesar da operação de crédito envolver as três situações jurídicas – crédito.CRÉDITO PUBLICO . portanto. acrescido de juros. b) crédito público como fonte de receitas públicas. A expressão crédito público pode tanto envolver as operações de empréstimos como as autorização de gastos ou antecipações de receitas. empréstimo público e dívida pública como sinônimos de empréstimo público. na teoria geral dos contratos. que representa dívida federal. neste compêndio o crédito público será a “Confiança que inspira a solvabilidade da nação ou a honestidade do governo. em que o estado toma emprestado recursos financeiros do particular. ao mútuo.DÍVIDA PÚBLICA Crédito Publico I. espécie do g6enero empréstivo […]. para que este possa desenvolver alguma atividade econômica ou social de interesse publico. há distinções que os diferenciam. Ou. Corresponde. contudo. de forma mais doutrinária: Crédito público é um contrato que objetiva a transferência de certo valor em dinheiro de uma pessoa . Conceito: A doutrina trata crédito público. estadual. O Papel de crédito público que não seja moeda de curso legal será um Documento. especialmente quanto às operações ou empréstimos que realiza”. a uma entidade pública para ser restituído. em que o Estado. empréstimo e dívida.(Kiyoshi Harada) Podemos conceituar o crédito publico sobre duas óticas. fazendo frente as despesas públicas. para que possa atuar diretamente na realização das suas atividades. dentro de determinado prazo ajustado. física ou jurídica. municipal ou de qualquer entidade de Direito Público. portanto.

Art 52. quando se perfaz em empréstimo público é de que seja um Contrato de Direito Público por preencher os seguintes requisitos: • Deve haver prévia previsão orçamentária. Quanto à natureza Jurídica. pois sem ela não há legitimidade da despesa que se quer financiar com o empréstimo. • Há obrigatoriedade de autorização e controle do Senado. • Exige disposição legal específica: LOA. considerando que o interesse público se sobrepõe ao do particular e que os bens do estado são protegidos pela impenhorabilidade e imprescritibilidade. II. Resultado de um ato legislativo. 52. VIII e IX da CF/88. Classificação I. não há de se falar em execução mesmo às receitas tributárias dadas em garantia. a) Ato de Soberania: Decorrente de autodeterminação e de auto-obrigação do Estado.II. inc V e VI) e o controle está previsto no Art. a) A Natureza do Crédito público. Ao mutuante resta apenas a faculdade de aderir ou não. • Inviabilidade de execução específica pois. VII. • Há sujeição à prestação de contas (Toda a atividade financeira do estado se submete). quando se trata de operações de crédito externas e internas (CF/88. c) Situação estatutária: 6/21 . b) Ato Normativo. • Deve ser necessária a finalidade pública. Quanto à Natureza. • Possibilidade de rescisão unilateral pelo resgate antecipado.

sujeito ao regime público. ele antecipa a receita tributária fazendo um empréstimo forçado. os empréstimos podem ser: a) Externos: Quando captados de outro Estado ou Banco Internacional. depósito compulsório.Considera um contrato ( acordo de vontades). A captação é realizada de forma coercitiva podendo ser: • Retenção de depósitos em dinheiro nas instituições bancárias ou financeiras (ex: CPMF. IV. b) Crédito Voluntário: É o crédito público em sentido próprio. • Antecipação Tributária: Quando o Estado exige que tributos sejam recolhidos antecipadamente – IR. III. ICMS. nas seguintes formas: 7/21 .) • Papel Moeda: a emissão trás recursos para o setor público rapidamente e a consequência é a desvalorização da moeda corrente e a inflação.. estadual. Considerando as esferas Federal. que atende o chamado do devedor ( ente público). compra ou venda de títulos da dívida pública. Resulta da livre vontade do credor. pois compreende mecanismos voluntários de captação de recursos. Quanto à forma. Quanto à origem. A forma de obtenção dos empréstimos são: a) Crédito Forçado. • Inflação Sistemática: aumento dos preços e consequente perda do poder aquisitivo. b) Internos: Quando captados dentro das fronteiras do país. distrital ou municipal..

Ao vender TDPs federais. extingue-se o contrato de empréstimo ou permanecem nos casos em que os detentores optem pela conversão. conforme Arts 165. • Empréstimos indexados: o valor real do empréstimo é assegurado por um indexador para que não sofra com a desvalorização da moeda. podem ser: 8/21 . da Le64i 4. §8º e 167. inc. • Loterias: Distribuição de prêmios em dinheiro por meio de sorteios periódicos que captam recursos para os cofres públicos em proporções maiores do que o os prêmios distribuídos • Conversão: O tesouro faculta aos portadores de determinados títulos a troca por outro de juro menor ou resgate imediato. • Títulos da dívida Pública: Principal instrumento da política creditícia. o Estado oferece preço menor do que o de face assegurando um ganho efetivo além da correção monetária. Caso a opção seja o resgate. V. Quanto ao prazo. como vantagem remuneratória. • Juros Progressivos: Conforme o prazo de quitação vai se estendendo os juros vão se majorando proporcionalmente ao aumento do prazo necessário.320/. afeitando diretamente a liquidez do mercado e os meios circulantes disponíveis. Os prazos de duração ou pagamento da operação. X. emitidos por todas as esferas de governo. o BACEN retira dinheiro de circulação e ao comprar devolve o dinheiro ao sistema. com reflexos diretos na política monetária e financeira.• Prêmios de Reembolso: é a diferença entre o valor de face de um título e o seu preço.

Destinam-se a custear despesas correntes. de necessidades momentâneas. Além dos princípios expressos no "caput" do art. alguns disciplinando mais diretamente a matéria. Compreende os compromissos de exigibilidade superior a doze meses. contraídos para atender o desequilíbrio orçamentário ou o financiamento de obras e serviços públicos. apurado sem duplicidade. contratos. b) Dívida Fundada ou Consolidada: Longo prazo. Ex: Antecipação de Receita Orçamentária – ARO. de custeio. impessoalidade. incluída a das autarquias. Princípios constitucionais correlacionados ao crédito público Como se sabe. A LRF conceitua a dívida fundada: ART 29 (…) I – dívida pública consolidada ou fundada: montante total. das obrigações financeiras do ente da federação. IV. operações de crédito destinadas a investimento. A Constituição Federal classifica a dívida pública como interna ou externa.. também chamada dívida administrativa ou dívida de tesouraria. contratadas para suprir deficiências de caixa.)” (Grifamos). Classificação Constitucional. a competência financeira para contratação de empréstimos pelo poder público apresenta-se subordinada à norma constitucional. (. outros por vias indireta.a) Dívida Flutuante: Curto Prazo. moralidade. III. nunca de investimento. convênios ou tratados e da realização de operações de crédito. Lei complementar disporá sobre: (…) II – dívida pública externa e interna. conforme abaixo: “Art. 9/21 . 37 da Constituição Federal – legalidade. para amortização em prazo superior a doze meses. e deverão ser pagas no mesmo exercício em que foram contratadas.. publicidade e eficiência – convém que se reconheça a importância de princípios como os da transparência e seriedade. assumidas em virtude de leis. fundações e demais entidades controladas pelo Poder Público. Cuidam da matéria diversos artigos constitucionais. 163.

Enfim. é o princípio a apontar que a origem dos créditos públicos deverá. essa previsão legal. necessariamente. física ou jurídica. da legalidade: É também conhecido como "princípio da autonomia da vontade" por tratase de norma principiológica nascida voltada originariamente para o indivíduo. devendo agir sempre com impessoalidade. o que é fundamental. Assim. o conjunto dos princípios e regras que a Constituição cidadã expõe para este tema reúnem-se no que se poderia designar por "sistema constitucional financeiro" que se apresentam voltados à disciplina da atividade financeira pública. da impessoalidade: Vem representar um corolário ao princípio da legalidade. ser regulada por leis federais específicas e que somente poderão ser tomados nos moldes legais fixados por tais leis. os critérios objetivos previamente estabelecidos na norma legal – em função da obrigatoriedade na sua vinculação – afastando a discricionariedade do Administrador e a possibilidade de subjetivismos na condução dos atos públicos. ou seja. o princípio constante do "caput" do art. É caracterizado por forçar a Administração para que esta observe. Contudo. 10/21 . vem dirigir-se de forma mais incisiva à pessoa. II. materializando-se pela primeira vez na Constituição no art. 37 da Constituição é o responsável por exprimir a obrigatoriedade que terá a Administração Pública. que poderá fazer ou deixar de fazer tudo aquilo que a lei não lhe impor veto. II [09]. 5°. em especial. ou seja. na essência. nas suas decisões. mais especificamente. Sobre esses princípios: I. de ver-se sujeitado à formalidade das prescrições legais. na figura do gestor público. quando se tem o poder de contratar empréstimos de assombrosos valores. não deve o gestor público agir em prol de interesses pessoais.

a moralidade. apesar de elevada ao "status" de princípio. vez que o mesmo é intrínseco ao caráter de cada ser humano. econômico ou administrativo. aumentando tanto a base de arrecadação como o volume das soluções implementadas. IV. o que se adequa perfeitamente ao assunto em estudo: os créditos públicos. Contudo. V. em especial aquelas relacionadas com a responsabilidade pelo desembolso ou arrecadação das verbas públicas. fazer surgir a moral em um indivíduo. incluem-se os empréstimos públicos que irão compor os créditos públicos. da publicidade: consiste em fazer com que através da divulgação dos atos emanados da Administração Pública todos tenham conhecimento das ações do Estado.III. não terá qualquer lei o condão de fazer nascer. de tal forma que qualquer indivíduo possa se sentir em condições de fiscalizar quaisquer das atividades administrativas do Poder Público em geral e. em verdade. independentemente de se tratar dos planos social. Assim. afinal nascemos já dotados ou não desse atributo. é o controle fiscal. deveria ser vista tão somente como um atributo necessário e até mesmo indissociável da tarefa de qualquer cidadão que venha a exercer quaisquer das funções públicas. dentre elas. da eficiência: Que vem referir-se à possibilidade que o Estado tem de equacionar para obter maiores e melhores resultados. 11/21 . o princípio da eficiência pode ser traduzido pelo equacionamento das receitas e despesas públicas. com o melhor aproveitamento do crédito público disponível. com maior eficiência. para minimizar gastos e maximizar resultados. especificamente focado ao assunto em estudo. da moralidade: É bom que de logo seja ressaltado que defende-se que a moralidade não necessitaria estar prevista em qualquer lei para ser passível de ser exigida do Administrador Público – pois.

c) Atender a prévia e expressa autorização legal para contratar (LOA ou Lei específica). para tanto. 32 da LRF. fundado no princípio da moralidade pública. o ente contratante deverá: a) Fundamentar o pleito em parecer técnico e jurídico. de tal forma que sejam de conhecimento amplo. 12/21 . d) Observar limites e condições fixados pelo Senado. na verdade vem querer significar a gravidade do comprometimento do Estado e que deve ser considerado para que se honre o compromisso assumido com o credor do crédito público – decerto que. sendo ainda assegurada a restituição do crédito tomado. vedada à novação. VII. e) Receber autorização específica do Senado. expressa e claramente. e possível aprovação.VI. ser equivocadamente confundido com o princípio da moralidade. da transparência: Podendo ser confundido com o princípio da publicidade. V. b) Demonstrar a relação custo-benefício e o interesse econômico-social da contratação. refinanciamento ou postergação da dívida já contratada. Fases do Crédito Público. Conforme disciplina o art. acrescido dos juros contratados. todos os empréstimos assumidos pelo Estado. da seriedade: que poderia. esse princípio faz com que no orçamento público constem. em uma primeira e rápida análise. a competência para verificar o cumprimento dos limites e condições para realizar operações de crédito de cada ente da federação é do ministério da Fazenda. torna-se irretratável a promessa assumida pelo Estado com a contratação do empréstimo. honrando-se a seriedade do negócio jurídico pactuado. Assim. Para submeter o seu pleito à análise.

isto é. o normal é a adesão dos particulares ao papel. b) Garantia contra a desvalorização da moeda: Por exemplo as garantias de câmbio (vinculação do valor do pagamento a moeda estrangeira no momento da devolução). Em suma. inc. normatizando o montante de garntia e sua forma. que contém a descrição das condições para seu resgate. Também se tem aceito a chamada cláusula ouro. 52. apura-se o valor o valor do grama de ouro. Quando se trata de captação de moeda através de venda de títutlos da dívida pública. são de duas ordens: a) Garantia da devolução da quantia emprestada: Que pode ser por exemplo a indicação de fiadores.VI. em especial quando se cuida de empréstimo em dinheiro. Garantias do Crédito Público. VIII da CF que cabe ao Senado Federal “Dispor sobre limites e condições para a concessão de garantia da União em operações de crédito externo e interno” e o faz por meio de Resolução. O art. a cláusula ouro (valor do pagamento vinculado a cotação internacional do ouro). e dele se utiliza para cálculo. quando da liquidação do débito. é possível fornecer qualquer tipo de garantia. 13/21 . a vinculação de determinadas rendas do Estado ao pagamento. As garantias oferecidas pelo Estado ao mutuante do empréstimo público. A garantia de câmbio tem sido comum em contratos internacionais. A Concessão de garantia é o compromisso de adimplência de obrigação financeira ou contratual assumida por ente da Federação ou entidade a ele vinculada.

o qual pode ser de natureza: I. já que interligados pela inter-relação necessária existente. além dos custos com a folha de pessoal. 14/21 . soberana: É a obrigação de direito público que o Estado assume unilateralmente. de contrato de direito administrativo: É o entendimento doutrinário predominante. de fato.Dívida Pública I. os quais podem. II. mas não correspondem ao seu significado. pois que é possível confundi-los. II. Por dívida pública – que vem a ser um dos elementos componentes do crédito público – entende-se tão somente os empréstimos captados no mercado financeiro interno ou externo. de contrato de direito privado: É quando por empréstimo público entende-se que é uma forma de contrato de direito privado. Exclui-se do conceito de dívida pública os compromissos assumidos pela Administração relativos a manutenção da estrutura pública. influenciar no crescimento da dívida pública. Ou seja. III. contratação de serviços etc. através de contratos assinados com os bancos e instituições credoras. Classificação A dívida pública deriva do empréstimo público. Esses seriam apenas alguns dos elementos componentes das despesas públicas. Conceito: É importante que se estabeleça a distinção entre créditos públicos e dívida pública. obras de infra-estrutura. considerando os empréstimos como contratos de direito administrativo de natureza semelhante às demais relações contratuais do Estado. aquisição de bens. haveria também as despesas com aluguéis.

Conversão: É quando o Estado modifica as condições anteriores do empréstimo pela redução dos juros devidos. 15/21 . III. Formas de extinção da dívida pública: A extinção da dívida publica ocorre por: I. forçada: Assumida em razão de ato de autoridade do Estado e podem ser na forma de empréstimos compulsórios. Voluntária: Assumida voluntariamente pelos investidores e instituições financeiras. IV. IV. Compensação: Dá-se pelo processo de equilíbrio compensatório entre os débitos e os créditos tributários do Estado. III. instituições financeiras mantidas pela ONU ou organismos financeiros internacionais. Espécies de dívida pública I. Externa: É contraída junto a Estados estrangeiros. Interna: Contraída diretamente com as instituições financeiras no país ou através da colocação de títulos do Governo no mercado de capitais – são os títulos da dívida pública. Amortização: É a forma mais comum de extinção dos empréstimos e pode-se efetuar através da compra de papéis no mercado ou diretamente junto ao credor. depósitos compulsórios e títulos de curso forçado emitidos pelo Governo (Emissão de moeda).III. II. II.

plano plurianual. não consolidados ou mediante atos de corrupção – evidentemente. do Distrito Federal e dos Municípios". quando praticados nas esferas estadual e municipal) e a Execução contra a Fazenda Pública. 52 "compete privativamente ao Senado Federal: inciso VI fixar. 163 incisos II e IV. 51 e 52. Repúdio: Também pode extinguir a dívida pública assumida pelos regimes não políticos. 16/21 . I. dos Estados. moralidade e seriedade. dispor sobre todas as matérias de competência da União. não exigida esta para o especificado nos artigos 49. Aspectos da Dívida Pública. consoante se vê do vigente texto constitucional. Aspectos jurídicos A dívida pública depende de autorização do Congresso Nacional quando tratada na esfera federal. De outro lado. orçamento anual. limites globais para o montante da dívida consolidada da União. e 151 inciso II. atos repudiáveis e que ferem pelo menos a três princípios: legalidade. por proposta do Presidente da República.IV. conforme matéria processual civil. operações de crédito. artigos: 48 "cabe ao Congresso Nacional. V. dívida pública e emissões de curso forçado". o crime de responsabilidade em face do Presidente da República (dos prefeitos e governadores. com a sanção do Presidente da República. e 234. diretrizes orçamentarias. especialmente sobre: inciso II .

já que o Estado não utiliza de sua soberania. que inspiram a confiança dos investidores na formação do empréstimo. Aspectos Econômicos Todo o empréstimo a longo prazo tem. É indispensável que o Estado ofereça credibilidade ao investidor para a formação do financiamento por empréstimos. pela tributação ou empréstimo. ficando outra com a obrigação de pagá-lo". também. deverá recair naqueles investimentos efetuados pelo Estado que proporcione uma vantagem duradoura ou auto-amortizável" (assim ensina Luiz Celso de Barros). A situação econômica de um Estado terá influência decisiva no modo de obter o financiamento.II. Esta credibilidade. portanto. isto porque será a geração tomadora de empréstimo a que se beneficiará do mesmo. no regime de governo. "a preferência na captação desses empréstimos. 17/21 . decorre não só do desenvolvimento econômico da sociedade como. em si uma verdade: "favorece uma geração em detrimento a outra. por outro lado.

52 (…) VII – dispor sobre limites globais e condições para as operações de crédito externo e interno da União. Senado: Papel e Competência.1964. Títulos Públicos e outros. que tem por missão assegurar a estabilidade do poder de compra da moeda e um sistema financeiro sólido e eficiente. 48. a regulação e a supervisão do Sistema Financeiro Nacional (SFN) e a administração do sistema de pagamentos e do meio circulante. criado pela Lei 4. O Banco Central do Brasil.595. cambial. 52 competir privativamente ao Senado Federal: “Art. do Distrito Federal e dos Municípios. O Banco Central do Brasil atua também como Secretaria-Executiva do Conselho Monetário Nacional (CMN) e torna públicas as Resoluções do CMN. inc II. de suas autarquias e demais entidades controladas pelo Poder Público Federal. BACEN – Banco Central: Papel e Competência. A Emissão de moeda pelo Estado pode ser feita por meio da emissão de papel moeda. de 31. bem como sobre o montante da dívida mobiliária federal no inc XIV. de crédito e de relações financeiras com o exterior. vinculada ao Ministério da Fazenda.Emissão De Moeda: ART 21.12. da CF/88 que traz a competência do Congresso Nacional para dispor sobre as operações de crédito e da dívida pública. Entre as principais atribuições do Banco Central destacam-se a condução das políticas monetária. IX – estabelecer limites globais e condições para o montante da dívida mobiliária dos Estados. I. VIII – dispor sobre limites e condições para a concessão de garantia da União em operações de crédito externo e interno. 18/21 . Além da previsto no Art. do Distrito Federal e dos Municípios. dos Estados. é uma autarquia federal.VII E 164. a Carta Magna estabelece em seu Art.” II.

bancos comerciais.CMN é o órgão formulador da política da moeda e do crédito. sociedades de crédito. emitir moeda e executar os serviços do meio-circulante. bancos de desenvolvimento. também.024 e Decreto-Lei 2. nos termos da mencionada lei. que regula o funcionamento do sistema financeiro brasileiro. 19/21 . o Banco Central do Brasil tem competência legal para submeter as instituições financeiras a regimes de intervenção ou de administração especial. financiamento e investimento. sociedades distribuidoras de títulos e valores mobiliários e administradoras de consórcio. devendo atuar inclusive no sentido de promover o aperfeiçoamento das instituições e dos instrumentos financeiros. o Conselho Monetário Nacional . sociedades corretoras de títulos e valores mobiliários. com vistas à maior eficiência do sistema de pagamentos e de mobilização de recursos. cumprindo-lhe também. O Conselho Monetário Nacional (CMN) é o órgão deliberativo máximo do Sistema Financeiro Nacional. CVM – Conselho de Valores Mobiliários Papel e competência. sociedades corretoras de câmbio.CMN é o órgão formulador da política da moeda e do crédito. III. cambial e creditícia. De acordo com a Lei 4. bancos de investimento. autorizar o funcionamento e exercer a fiscalização das instituições financeiras.595 (Lei da Reforma do Sistema Financeiro Nacional). com vistas à maior eficiência do sistema de pagamentos e de mobilização de recursos. cooperativas de crédito. O Conselho Monetário Nacional . funcionamento e fiscalização das instituições financeiras e disciplinar os instrumentos de política monetária e cambial. O Banco Central do Brasil é o principal órgão executor da política traçada pelo CMN. Ao CMN compete: estabelecer as diretrizes gerais das políticas monetária. podendo.São supervisionados pelo Banco Central os bancos múltiplos. decretar sua liquidação extrajudicial (Lei 6.321). Adicionalmente. caixas econômicas. devendo atuar inclusive no sentido de promover o aperfeiçoamento das instituições e dos instrumentos financeiros. regular as condições de constituição.

Está previsto o funcionamento também junto ao CMN de comissões consultivas de Normas e Organização do Sistema Financeiro. de Crédito Habitacional e para Saneamento e Infra-Estrutura Urbana. pelo Secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda. pelo Ministro de Estado do Planejamento e Orçamento e pelo Presidente do Banco Central do Brasil (Bacen). pelo Secretário Executivo do Ministério do Planejamento e Orçamento. de Crédito Industrial. de Crédito Rural. na qualidade de Coordenador. pelo Presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).de Mercado de Valores Mobiliários e de Futuros. Os serviços de secretaria do CMN são exercidos pelo Bacen. de Endividamento Público e de Política Monetária e Cambial. indicados por seu Presidente. pelo Secretário Executivo do Ministério da Fazenda. composta pelo Presidente do Bacen.O CMN é constituído pelo Ministro de Estado da Fazenda (Presidente). 20/21 . Junto ao CMN funciona a Comissão Técnica da Moeda e do Crédito (Comoc). pelo Secretário do Tesouro Nacional do Ministério da Fazenda e por quatro diretores do Bacen.

Direito Financeiro . Acesso em: 20 nov.br/topicos/294751/credito-publico>. Acesso em: 16 nov. 2010. 2010. FERREIRA. Crédito público./20740>. Curso de direito financeiro brasileiro – Rio de Janeiro : Elsevier. 2010. Jus Navigandi.br/revistas/index. 2010. NÓBREGA. Acesso em: 16 nov. ano 11. Constituição da Republica Federativa do Brasil.. 21/21 . Disponível em: <http://www.br/?p=13>. 2010.Disponível em: <http://www. Campina Grande. Marcus.ufsc.com.php/buscalegis/.buscalegis. (Série Resumos) BRASIL.REFERÊNCIAS ABRAHAM. Teresina. 2005.macroambiente. Artigo.ppt >. 2008 .br/revista/texto/9328>.. Disponível em: <www. Disponível em: <www. SILVA.8 POMOCENO.br/downloads/slides/5_emissao_de_moeda. Emissão de Moeda – Apresentação/Slides.jusbrasil. Acesso em: 16 nov. publicada no DOU 191-A. Brasília: Fortium. 2010. Sandra Reis da.com.com.uol.com/doc/31094402/MATERIAL-PARA-AULA-DE-CREDITOPUBLICO>. Artigo .Disponível em: <http://www.com. Patrícia Ferreira. de 5 de outubro de 1988.1. 1274. 27 dez. 2010. n. ed. Livânia Tavares. Acesso em: 16 nov. SOUSA. 2006.scribd. Tiago Maggi de. Alexandre Henrique Salema. MACROAMBIENTE. Acesso em: 16 nov. Disponível em: <http://jus.aprendatributario. Procuradora do Município de Curitiba – Blog.