Relatório

VOLUMETRIA DE PRECIPITAÇÃO:
Determinação de Cloreto
em Água Potável;
Determinação da Pureza do
Sal de Cozinha.

Disciplina: Química Analítica II.
Professora: Rafael Ribeiro.

Dhion Meyg da Silva Fernandes,
Acadêmico do Curso de Licenciatura em Química do Instituto Federal de Educação,
Ciência e Tecnologia do Ceará – IFCE campus Quixadá,
Quixeramobim, Março de 2014.

Sumário
INTRODUÇÃO ..............................................................................................................3
Volumetria de Precipitação ......................................................................................4
Método de Mohr ....................................................................................................5
Reações entre Titulante e Analito .....................................................................5
Reações entre Titulante e Indicador ..................................................................5
Método de Volhard ...............................................................................................7
Método de Fajans ..................................................................................................9
OBJETIVOS ..................................................................................................................12
MATERIAIS E MÉTODOS .......................................................................................12
Materiais e Reagentes ..............................................................................................12
Procedimentos ..........................................................................................................13
Preparação das Soluções ....................................................................................13
Padronização da Solução de AgNO3 ................................................................13
Ensaio em Branco ................................................................................................14
Determinação do Teor de Cloreto em Água potável Utilizando o Método
de Mohr ................................................................................................................14
Determinação da Pureza do sal de Cozinha ...................................................14
RESULTADOS E DISCUSSÕES ..............................................................................15
CONCLUSÕES.............................................................................................................19
REFERÊNCIAS.............................................................................................................19

2

Neste procedimento também é utilizada uma substância que caracterizará o término do processo de titulação. em geral estas substâncias são ácidas ou básicas e o pH do meio irá interferir na sua estrutura química. métodos analíticos dos quais destacam-se a volumetria. Para se determinar estas medidas quantitativas utiliza-se. assim percebemos o término da titulação. este dado fornecerá informações para a determinação da concentração desconhecida. Em uma volumetria utiliza-se uma solução padrão. esta substância é o indicador. desta forma o indicador pode liberar o íon H+ se for um ácido ou OH. de concentração conhecida. medida de volume. e metria. Existem diversos tipos de volumetria. volu. a título de exemplo tem-se: 3 . oriunda do termo volume. frequentemente. A palavra volumetria é formada da junção de dois termos. principalmente no que se refere à análise quantitativa. derivada do antigo grego que significa medida. e cuidadosamente preparada para abster-se de erros maiores na análise.se for uma base e esta alteração em sua molécula lhe confere um diferença na vibração ondulatória que nosso cérebro caracteriza como cor. Esta solução será utilizada para titular (por isto é denominada titulante) um volume conhecido da solução de concentração desconhecida (solução titulada ou analito). Assim tem-se o significado expresso na própria formação sintáxica da palavra. é muito comum a necessidade de determinar a concentração de determinadas soluções e/ou quantidade e percentual de determinadas espécies químicas em uma dada solução.VOLUMETRIA DE PRECIPITAÇÃO 1 INTRODUÇÃO No âmbito químico. o qual varia sua coloração em função do pH reacional.

assim este precipitará. terá um maior erro devido ao fato de as colisões para ocorred a transformação de reagentes a produtos ser menor. volumetria de precipitação onde a formação de diferentes precipitados e alterações de coloração e/ou turbidez.Volumetria ácido-base utilizada na determinação da concentração de ácidos ou bases. volumetria de complexação onde geralmente são empregados os dados de formações dos complexos formados ou modificados em reação. 1. desta forma há uma menor probabilidade para erros. É um método utilizado para quantificar. volumetria de oxido-redução empregada em soluções passíveis de reações redoxes. Porém este método não é tão abrangente uma vez que muitos tipos de precipitados apresentam uma solubilidade baixa causando erros mensuráveis e comprometedores. causando sério erro. consiste na formação de um composto pouco solúvel.1 Volumetria de Precipitação Esse método está entre os procedimento de análise quantitativa mais antigos. muitas delas ocorrem vagarosamente e o volume do titulante pode ser demasiado a mais que o necessário para a equidade de número de mols. fluoretos. teores de haletos: cloretos. principalmente. outro fato é a velocidade das reações. tiocinato e cianeto dentre outros. A volumetria de precipitação também é chama da argentimetria pelo fato de seus três principais métodos utilizarem o AgNO3 como solução padrão 4 . brometos. assim haverá um maior volume da solução titulante adicionada à solução titulada do que seria necessário. além disto em casos de soluções de concentração desconhecida que sejam bastante diluídas em termos do analito. Uma vez que a prática referente à este relatório envolve apenas a volumetria de precipitação abordarse-á apenas este procedimento analítico com mais aprofundamento. É necessário que a reação ocorra em um período de tempo bastante rápido e que o precipitado seja consideravelmente insolúvel.

que possui menor solubilidade que o cromato de prata. 5 . assim o AgCl precipita primeiro.1. AgCl.1.e I-).1 Reações Entre o Titulante e o Analito (mostrando em diversos analitos halogênicos) Ag+(aq) + Cl-(aq) AgCl(s) Analito Precipitado Branco Ag+(aq) + Br-(aq) AgBr(s) Oriundo do titulante Oriundo do titulante Analito Ag+(aq) + I-(aq) Oriundo do titulante Analito Reação 1 Reação 2 Precipitado Amarelado claro AgI(s) Reação 3 Precipitado Amarelo 1. Método de Volhard e Método de Fajans. os nomes são em homenagem aos seus criadores. K2CrO4.1 Método de Morh Este método de volumetria de precipitação foi desenvolvido pelo químico alemão Karl Friedrich Mohr (1806 .1.1879) para a determinação de haletos (Cl-. AgNO 3. As reações que ocorrem nesta titulação são as seguintes. tendo como titulante a solução de nitrato de prata. Esses métodos são o Método de Mohr. 1.1.da solução a ser titulada e formam o cloreoto de prata.para titulação.1. e como indicador solução de cromato de potássio. Br. 1. Ag2CrO4.2 Reação Entre o Titulante e o Indicador 2 Ag+(aq) + CrO42-(aq) Oriundo do titulante Indicador Ag2CrO4(s) Reação 4 Precipitado Vermelho-tijolo Durante a titulação os íons Ag+ do titulante reagem com os íons Cl.

5. 2 AgNO3 (aq) + K2CrO4 2 CrO4.L-1 ou 0. desta forma.formando o hidróxido de prata.+ H2O Reação 5 Reação 6 6 . costuma-se utilizar o método do ensaio em branco para minimizar os erros que nestas condições tornam-se mensuráveis impossibilitando uma desconsideração plausível.+ 2 H+ Ag2CrO4 2 HCrO4- + 2 KNO3 2 Cr2O72. Ver reações 1 e 4. livre de cloreto. Em casos com pH reacional maior que 10.005 mol. o número de equivalência é verídico. em certo casos. Ag2O. qualquer outro excesso de Ag+ reage com o íon CrO42formando o Ag2CrO4 este precipita. geralmente utiliza-se o carbonato de cálcio.Ao término da titulação. Em casos de análises muito precisas. Cr2O72-. HCrO 4-. este composto é o íon hidrogenocromato. o cloreto reagiu o cátion de prata. Um fato que atribui ao Método de Mohr uma desvantagem. este produz a dicromato. os cátions argentos irão reagir com a espécie OH. no ponto de viragem. Frequentemente utiliza-se a solução K2CrO4 como indicador a uma molaridade muito baixa (0. e H2O (ver reação 6). necessário para precipitar o indicador (ver reação 5). O ensaio em branco objetiva calcular a quantidade de nitrato de prata.e produzir um composto bastante solúvel que impede a turbidez característica deste método. em amostras com suspeitas de concentração muito baixa do analito. e água (ver reação 7). o qual decompõe-se em óxido de prata. CaCO3. é a dependência do pH racional entre 6.5. AgNO3.5 e 10.L-1) para minimizar os erros que são dados pela quantidade volumétrica adicional de solução titulante necessária para causar a precipitação logo após o número de equivalência. Em condições de pH abaixo de 6.5 a [H+] é suficiente para colidir com íons cromato CrO42. para auxiliar na identificação de cores nos recipientes.01 mol. fato que mostra o término da titulação. no instante após o número de equivalência.

Uma aplicação bastante comum do Método de Mohr é a quantificação de Cl. A solução titulante é uma solução padrão de tiocianato de potássio. esta pratica está relatada a seguir.na água. Em titulação indireta poderá ser quantificada a presença de haletos. em muitos casos como trihidróxido de ferro Fe(OH)3. 1.1. no primeiro quantificar-se-á íons de Ag+. para descobrir o 7 . este segundo caso é o mais comum. no ponto de viragem o excesso de SCN. assim percebe-se o término da reação (ver reação 10). com a adição de um volume conhecido de solução padrão de AgNO3 e aproximadamente 1 mL de Fe (III) que será o indicador a um volume conhecido de uma amostra que se objetiva quantificar a presença do analito.2 Método de Volhard Neste método argentimétrico de volumetria de precipitação o íon Ag+ estará presente na solução titulada. este é o tiocianoferro (III). Assim deve-se subtrair o volume da solução de KSCN gasto para chegar ao ponto de viragem do volume de AgNO3 adicionado à solução titulada.+ 2 OH- 2 AgOH Ag2O + H2O Reação 7 Demais restrições a este método são cátions de metais de transição que tendem a ser insolúveis além de. a solução (ácido + AgNO3 + Fe (III) + analito) será titulada com uma solução padrão de KSCN.reage com o Fe (III) produzindo um complexo monocoordenado com coloração vermelho-saguíneo. A solução a ser titulada é preparada. O volume de KSCN gasto para a viragem é exatamente o volume requerido para consumir todo o excesso de Ag+ que restou a da reação entre AgNO3 e o analito (ver reações 8 e 9). Na titulação indireta. A titulação pode ser direta ou indireta. [FeSCN]2+ . apresentarem coloração que atrapalham na visualização do ponto de viragem. que deve ser adicionada à bureta e anotado o volume. KSCN.2 CrO4. em meio ácido.

isto não ocorre. 2 Fe3+ (aq) + 2 I-(aq) 2 F2+ (aq) + I2(aq) Reação 11 8 . carbonatos e oxalatos. assim este problema pode ser evitado. isto impede a redução do íon Fe3+ a Fe2+ o que formaria iodo elementar (ver reação 11). dentre estas estão o fato de o meio ácido impedir restrições como a presença de fosfatos.volume de AgNO3 que reagiu de com o anlito. pois formam sais de prata solúveis em meio ácido. pois poderá interferir na visualização. assim poderá encontrar. assim não causaram erros. arseniatos. Um problema que pode ocorrer neste procedimento é a adição de um volume maior de SCN.do que o necessário. Ag+(aq) + Br-(aq) Prata em excesso Analito halogênico Ag+(aq) + SCN-(aq) Excesso de prata Titulante Fe3+(aq) + SCN-(aq) Indicador Excesso do titulante Reação 8 AgBr(s) Precipitado Amarelado claro AgSCN (s) Reação 9 Precipitado levemente amarelado [FeSCN]2+ Reação 10 Complexo vermelho-sanguíneo Este método possui várias vantagens. em determinação de Cl-. isto é devido ao fato de o AgCl ser mais solúvel que o AgSCN. o número de mols deste e encontrar sua concentração. somente se houver a formação de complexo de coloração semelhante ao complexo cianoferro (III). A presença de metais de transição na amostra também não interferirá. Porém no caso de determinação de I. Em casos de determinção de Br.o indicador deve ser adicionado à solução titulada apenas depois da precipitação do AgI. mas este problema pode ser facilmente resolvido com adição de nitrobenzeno pois irá agir como uma proteção para o AgCl.e I-.

3 Método de Fajans Este método utiliza indicadores de adsorção para quantificar analitos. os quais são analito.1. AgNO3. Cl-). Este método utiliza interações eletrostáticas entre íons em solução. à solução a ser titulada (ver reação 12 e imagem 2 – considerando como analito o íon cloreto. como será abordado. titulante. HFI. deve-se considerar o fato de o indicador utilizado neste método. o que minimiza o período útil do haleto de prata que poderiam mais facilmente decompor-se. fluoresceína. A solução titulante é o AgNO3. indicador. intensifica sensibilidade dos haletos de prata à luz. Indicadores de adsorção são espécies química que caracterizam o término da titulação por meio da mudança de coloração pelo fato de terem agregado-se à uma dada substância. um ácido orgânico considerado fraco (ver imagem 1).1. isto lhe acarreta a homenagem ao nome do método. isto implica em uma necessidade de o experimento ser realizado mais rapidamente e sob luz difusa. neste método em agregados que forma-se por interações eletrostáticas.1975). a ação destes indicadores foi explicado pelo químico e físico polonês Kasimir Fajans (1887 . como haletos. íons de impurezas. HFI. 9 . HO O O O OH Imagem 1 – fluoresceína. o analito é geralmente um íon haleto. Na reação da titulação ocorre a formação de duas camadas envolbedo o composto a ser formado pela adição do titulante.

tem-se então outro tipo agregado. Logo após o ponto de equivalência todo o Cl.Ag+(aq) + Cl-(aq) AgCl(s) Analito Cátion titulante Reação 12 Precipitado branco Antes do ponto equivalência ainda resta íons cloreto em excesso. desta forma haverá a formação de uma agregado carregado negativamente.camada secundária. FI-. por atração eletrostática atrai íon positivamente carregados. esta. este possui uma camada primária carregada positivamente pelos íons Ag+. à camada primária do agregado 10 . M+ M+ M+ Cl- - AgCl Cl- Cl- - Cl Cl - M+ Colóide Cl- - M+ M+ Cl- M+ Camada primária com íons cloreto - M+ M+ Camada secundária com íons positivos Imagem 2 – agregado colóide-camada primária. essas espécies adsorver-se-ão nas partículas coloidais de AgCl formado pela adição pela adição de titulante ao analito. considerando que o indicador é uma ácido fraco e liberará seu H+ tornando-se uma base conjugada (que é carregada negativamente) haverá a adsorção da base conjugada (indicado). desta forma. esta camada de adsorção de cloreto é chamada de camada primária. estes aderem-se ao agregado de maneira mais fraca formando a camada secundária (ver imagem 2).foi consumido para formação AgCl e o excesso de íons passa a ser de Ag+.

11 .possui uma coloração rosa característica que sinaliza o término da reação. Neste método deve-se considera alguns aspectos importante para que ocorra o mínimo de erro possível e até mesmo para que o método possa ser útil.  A escolha do indicador deve ser feita atentado ao fato de algumas destas espécies apresentarem a mudança de coloração antes do ponto de equivalência causando erros sérios. tem-se a atuação do indicador na viragem onde ocorre o ponto de equivalência entre titulante e analito (ver imagem 3). Este agregado com adsorção de FI. Colóide FI- FI- Ag+ FIAg+ FIAg+ Camada primária com íons prata AgCl FI- Ag+ Ag+ FI- Ag+ FI- FI- FI- Camada secundária com íons positivos Imagem 3 – agregado colóide-camada primária. logo.  O precipitado formado pela reação titulante-analito deve ser passível de dispersão para que garanta-se a formação dos agregados coloidais. a dextrina é um colóide que pode ser usado para ajudar neste aspecto.camada secundária (indicador) – cor rosa. estes são discorridos a seguir.coloidal.

25 mL 01 Pipetador 02 Suporte universal 01 12 . o pH deve ser ajustado a 7. 2. 5%.1 Determinar o teor de cloreto na água potável utilizando o método de Mohr.A.  O indicador deve ter carga oposta ao titulante. Funil de vidro 01 livre de cloreto. 100 mL 01 Solução de cromato de Erlenmeyer. 50 mL 02 Cloreto de sódio. P. desta forma acontecerá a atração eletrostática permitindo a formação da camada secundária e conseqüente a variação na coloração. para garantir sua ionização de modo eficaz. 100 mL 02 Nitrato de prata. 250 mL 02 Tiocianato de potássio. A. Béquer. AgNO3.A. 50 mL 05 P. Pipeta.1 Materiais e Reagentes MATERIAIS Balança analítica N 01 REAGENTES Água deionizada Balança semi analítica 01 Água destilada Balão volumétrico. Balão volumétrico. K2CrO4. 5% Espátula 04 Carbonato de cálcio. 250 mL 07 potássio. P. 10 mL 03 Pipeta. 2 OBJETIVOS 2. papel --- K2Cr2O7. Bastão de vidro 01 Sal de cozinha Béquer. 3 MATERIAIS E MÉTODOS 3. KSCN. O pH deve ser ajustado de acordo com o Ka do indicador. logo. Cl- Garra 01 Dicromato de potássio. Bureta.2 Determinar a pureza do sal de cozinha. CaCO3. a fluorosceína possui Ka = 10-7.

1 Solução de AgNO3.2.2. adicionou-se 0.L-1 Com um auxílio de um béquer de 50 mL e uma espátula. Com auxílio de água deionizada dissolveu-se ainda no béquer.1.L-1 Em um béquer de 50 mL pesou-se 0.2 Padronização da solução de AgNO3 Com uma pipeta volumétrica de 10 mL. Titulou-se a solução de NaCl com K2CrO4. na balança analítica.2 Procedimentos 3.L-1 Na balança semi analítica.3. estes estão expressos mais à frente. 3.2. adicionou-se a dissolução em um balão volumétrico de 50 mL e aferiu-se até o menisco. 0. logo em seguida. retirou-se uma alíquota com o valor exato máximo desta vidraria da solução NaCl e adicionou-se a um erlenmeyer de 250 mL. 3.2.1. logo em seguida. com auxílio de um béquer de 50 mL exatamente 0. os resultados foram anotados e analisados. em seguida dissolveu-se a quantidade pesada com água deionizada. posteriormente.2 Solução de NaCl. pesou-se. P.2. 3. com auxílio de uma bureta de 100 mL.1. A. 0. com auxílio der um bastão de vidro. 0.293 g de NaCl.1 mol. na balança analítica.7 g de AgNO3 P.485 g de KSCN.3 Solução de KSCN.1 Preparo de soluções 3.5 mL do indicador K2CrO4. A. transferiu-se a dissolução para um balão volumétrico de 50 mL e aferiu-se cuidadosamente até o menisco. adicionou-se a dissolução em um balão volumétrico de 100 mL e aferiu-se cuidadosamente. supracitada. P. A. observando-se atentamente à viragem.1 mol. 13 . pesou-se 1. dissolveu-se com água deionizada.1 mol.

5 mL de K2CrO4. onde fora cuidadosamente aferido à marca do menisco.6 g de sal de cozinha. auxiliando nos cálculos da concentração da solução de AgNO3.1 mol. Esta solução fora titulada com a solução de AgNO3 preparada. dissolveu-se em água deionizada e transferiu-se para um balão volumétrico de 100 mL. 5%. com auxílio da balança semi analítica.2.2 g de CaCO3 e este fora adicionado ao erlenmeyer supracitado. Anotou-se os resultados e calculou-se o teor de cloreto na amostra.Rotulou-se um frasco escuro para armazenamento da solução com identificação de concentração padrão anotada. pesou-se. 3. pesouse exatamente 0. transferiu-se uma alíquota com este volume para um erlenmeyer onde fora adicionado 0. titulou-se com solução de AgNO3. em um béquer de 50 mL na balança analítica 0. este fora expresso em ppm (partes por milhão) e em g/100 mL. 3. 5 %. A solução foi titulada com AgNO3. 14 .5 mL de K2CrO4. os dados foram cuidadosamente analisados e calculados para se encontrar a percentagem de NaCl na amostra de sal de cozinha pesado.3 Determinação do teor de cloreto na água potável pelo método de Mohr Mediu-se exatamente 100 mL de água potável com auxílio de um béquer de 250 mL e uma pipita volumétrica de 25 mL e adicionou-se esta alíquota a um erlenmeyer de 250 mL. Com o auxílio de uma pipeta volumétrica de 10 mL.  Ensaio em Branco Adicionou-se 10 mL de água deionizada a um erlenmeyer de 250 mL e adicionou-se 0.4 Determinação da pureza do sal de cozinha Em um béquer de 50 mL. 0.2.L-1. os resultados foram anotados e analisados.

padronização da solução de AgNO3.1 mol. 0.2. 0. Equação 1 Para o preparo de 100 mL de solução de AgNO3.L-1. Na segunda titulação foram necessários 9. O procedimento 3.8 mL para chegar ao número de equivalência. O volume do ensaio em branco fora de 0. fez-se a média aritmética das 15 . Subtraiu-se o volume do ensaio em branco de cada um dos volumes gastos de AgNO3 para titular o NaCl e calculou-se a concentração do AgNO3 em cada uma das duplicatas.2. utilizou-se a fórmula do número de mols (ver equação 1). utilizou-se o cálculo a seguir para encontrar a massa de 0. foi realizado em duplicata. Na primeira titulação da duplicata. ao término disto. Para o preparo de 50 mL de solução de KSCN. 0.0 mL de AgNO3 para causar a viragem da solução de NaCl.L-1.L-1.2925 g de NaCl.1 mL.L-1. Para o preparo de 50 mL de solução de NaCl.7 g de AgNO3. fez-se o seguinte cálculo para encontrar a massa de 1.4 RESULTADOS E DUSCUSSÕES Para a determinação da massa a ser pesada para a preparação das soluções a ser utilizadas.1 mol.485 g de KSCN. utilizou-se o cálculo a seguir para encontrar a massa de 0.1 mol. gastou-se 10.1 mol. 0.

fez-se a média aritmética das molaridades. após os cálculos das molaridas com a subtração adequada do volume do ensaio em branco. Equação 3 V é o volume de AgNO3 que reage com o íon cloreto. considerando o ensaio em branco que teve seu volume também utilizado na equação 3. Primeira Titulação Para a primeira titulação tem-se obteve-se a seguinte molaridade.molaridades encontradas. V2 é o volume de AgNO3 que reage com o íon cromato. somente. considerando o ensaio em branco que teve seu volume utilizado na equação 3. 16 . V1 é o volume de AgNO3 que reage com o íon cloreto e íon cromato. Equação 2 Para a primeira titulação tem-se obteve-se a seguinte molaridade. para estes cálculos utilizou-se a fórmula do npumero de equivalência que está apresentado na equação 2. Primeira Titulação Como fora dito. somente.

Utilizando a equação 2.2 mL da solução titulante de AgNO3 padronizada (M=0. Na titulação primeira foram gastos 14 mL da solução titulante de AgNO3 padronizada (M=0.3.10222 mol. também foi feito em duplicata. calculou-se a concentração de cloreto na amostra de 100 mL de água potável. Utilizando a equação 2. Utilizou-se os método da análise dimensional para expressar o teor de cloreto em g/100 mL e partes por milhão (ppm = mg/L). Na titulação segunda foram gastos 15. 17 .L-1).2.L-1).O procedimento 3. Determinação do teor de cloreto na água potável pelo método de Mohr.10222 mol. calculou-se a concentração de cloreto na amostra de 100 mL de água potável. Fez-se a média aritmética das molaridades encontradas nas duas titulações da duplicata.

para descobrir a massa de NaCl contido na solução completa. para chegar ao ponto de viragem. 18 .0 mL.2.O procedimento 3. fez-se a relação.0 mL. Determinação da pureza do sal de cozinha. 0. Na segunda titulação gastou-se 12.0 mL. para descobrir a massa de NaCl contido na solução completa. Desta forma. 100.6 g de sal de cozinha. Na primeira titulação utilizou-se 4. desta forma utilizou-se a equação 1 para calcular a massa de NaCl na alíquota de 10. preparada a partir de 0. também fora feito em duplicata.6 mL de AgNO3. fez-se a relação. 0.6 g de sal de cozinha. Posteriormente.L-1 para causar a viragem da solução titulada.3 mL de solução padrão de AgNO3 . Posteriormente. em termos de regra de 3.4. 10222 mol. em termos de regra de 3. preparada a partir de 0.10222 mol.L-1. 100.

S. Vol.. fato que pode ter ocasionado este aumento no teor de cloreto na amostra de água analisada. pôde-se calcular o teor de íons cloreto em uma amostra de água potável da cidade de Quixadá. Único. J. BARONE. 6 REFERÊNCIAS  BACCAN. 1979. em ppm. que estipula um teor de 250 ppm. O. superior à legislação da Organização Mundial da Saúde OMS. de. N. 19 . encontrou-se uma percentagem de 84.. Ed. Calculou-se a percentagem de NaCl no sal de cozinha. Na determinação da pureza do sal de cozinha. Isto deve-se ao fato de a água analisada ter sido retirada diretamente da torneira e deve ser considerado também contaminações nas vidrarias utilizadas. conseguiu-se calcular a percentagem de NaCl em uma amostra de sal de cozinha. Na determinação do teor de cloreto na água potável pelo método de Mohr. O valor encontrado fora 528. Química Analítica Quantitativa Elementar.6 g. obteve-se um valor. GODINHO. 5 CONCLUSÕES Os objetivos foram alcançados. E. C.Calculou-se a média aritmética das duas titulações. São Paulo: Edgard Blücher. ANDRADE.95 ppm.167% de NaCl na amostra de 0. J. 1. no mês de março de ano de 2014. S.

wikipedia. Código fonte: <http://pt. Renato.1. WEST. MARCONDES. 2014. Vol.pdf>.. 8 ed. 2014. Volumetria de Precipitação.php?title=Volumetria_ de_precipita%C3%A7%C3%A3o&action=edit>..ufjf.com/quimica/titulacao/>.org/w/index. Disponível em: <http://www. Acesso em 24 mar.br/nupis/files/2011/04/aula-6- Volumetria-de-precipita%C 3%A7%C3%A3o-alunos-2011.br/baccan /files/2011/05/Aula_pratica_7_e_8. [online] Disponível em: <http: //www.ufjf. 2014. 2014. F. Stanley R. Douglas A. 2012. C. [online] Publicado em 2011. Wikipédia..  SKOOG..  MATOS. Maria A.  Volumetria de Precipitação. Disponível em: <h ttp://pt.wikipedia.infoescola.  Volumetria de Precipitação. 20 . Único. Acesso em 25 mar. Fundamentos de Química Analítica. Titulação. Donald M. CROUCH. Acesso em 19 mar. Acesso em 20 mar. HOLLER.pdf>. São Paulo: Cengage Learning. Disponível em: <http://www. James. Infoescola.org/wiki/Volumetria_de_precipita%C3%A7%C3%A3o>.