ILUSTRÍSSIMO SENHOR PRESIDENTE DO CONSELHO ESTADUAL DE TRÂNSITO –

CETRAN
Ref.: RECURSO da decisão do DSV – Prefeitura do Município de São Paulo, que manteve o
AIIP _, “notificação” no _.
Veículo: Placas _, Município 7107 – São Paulo.

NOME, RG _ (SSP/SP), brasileiro, [estado civil], [profissão], com endereço na _, CEP _,
São Paulo, na qualidade de “notificado” e de condutor-proprietário, vem respeitosamente
interpor RECURSO ADMINISTRATIVO da decisão acima:
1 – A fim de evitar repetição desnecessária, reitero os argumentos do recurso
indeferido pelo DSV (cópia anexa), acrescentando o seguinte:
2 – A punição aplicada foi ilegal, não razoável, e, ainda assim, o DSV não
fundamentou o indeferimento, ou seja, não respondeu aos argumentos então lançados
pelo recorrente, ora repetidos, limitando-se a escrever: “Recurso Indeferido. Penalidade será
mantida.”. Deixou de motivar o ato administrativo, afrontando, com isso, princípios jurídicos
expressos na Constituição do Estado de São Paulo, aplicáveis também aos Municípios:
“Art. 111. A administração pública direta, indireta ou fundacional, de qualquer dos
Poderes do Estado, obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade,
publicidade, razoabilidade, finalidade, motivação e interesse público.” (grifei).
“Art. 144. Os Municípios, com autonomia política, legislativa, administrativa e financeira
se auto-organizarão por Lei Orgânica, atendidos os princípios estabelecidos na Constituição
Federal e nesta Constituição.” (grifei).
Além de tais princípios estarem expressos na legislação, a doutrina jurídica e a
jurisprudência há muito consideram-nos como requisitos para a validade do ato
administrativo. Note-se que “O conceito de ilegalidade ou ilegitimidade, para fins de anulação
do ato administrativo, não se restringe somente à violação frontal da lei. Abrange, não só a clara
infringência do texto legal, como também o abuso, por excesso ou desvio de poder, ou por
relegação dos princípios gerais do direito. Em qualquer dessas hipóteses, quer ocorra
atentado flagrante à norma jurídica, quer ocorra inobservância velada dos princípios do
direito, o ato administrativo padece de vício de ilegitimidade e se torna passível de invalidação
pela própria Administração [neste caso, pelo CETRAN], ou pelo Judiciário, por meio de
anulação.” (negrito não é do original) (MEIRELLES, Hely Lopes. Direito Administrativo Brasileiro.
16ª ed. São Paulo : Ed. Revista dos Tribunais, 1991, pp. 181-182).
O fundamento jurídico fica abreviado nestes termos.
3 – Pelos motivos expostos, requer o deferimento do recurso, cancelando-se a
penalidade e demais consequências legais, OU, CASO ASSIM NÃO SE ENTENDA, que seja
anulada a decisão do DSV, pela apontada falta de fundamentação, determinando-se àquele
órgão que se pronuncie novamente, por ser medida de Justiça. Junta as seguintes cópias:
notificações, recurso perante o DSV, comprovante de pagamento, identidade do condutorproprietário e CRLV.
São Paulo, _.