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Saúde

Especialistas afirmam que combate ao Aedes
demorou no Brasil
Falta de continuidade nas políticas de eliminação do mosquito é apontada como causa da epidemia
Por: Bruna Scirea

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26/01/2016 - 21h46min | Atualizada em 27/01/2016 - 07h26min

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Duzentos e vinte mil homens das Forças
Armadas sairão às ruas no próximo dia 13 de
fevereiro para declarar guerra ao mosquito

Aedes aegypti. No Estado, a expectativa é de
que 20 mil militares atuem junto a servidores
estaduais e municipais em ações de combate
e conscientização.

RS tem aumento de mais de 200% nos
casos de dengue

Rio de janeiro combate mosquito no
Sambódromo

O governo vai ainda distribuir repelentes
para 400 mil grávidas beneficiárias do Bolsa

Foto: Rafael Neddermeyer/ Fotos Públicas

Família. As medidas foram anunciadas pelo
ministro da Saúde, Marcelo Castro, na segunda-feira, pouco depois de ter declarado que o Brasil está perdendo "feio" a batalha contra
aquele que define como ¿o inimigo número 1 do país¿.

A afirmação gerou contrariedade no Planalto – por passar a imagem de que o governo não consegue reagir à epidemia da dengue e ao
avanço do zika vírus. Mas é verdadeira, na opinião de especialistas.Para a coordenadora do comitê de virologia clínica da Sociedade
Brasileira de Infectologia, Nancy Bellei, a calamidade do zika vírus é o preço pago pela negligência em relação ao Aedes aegypti nas
últimas décadas:

– Não há novidade na forma de combate. Tudo o que está sendo proposto poderia ter sido planejado e executado há muito tempo. E não
será um mutirão de um dia que irá surtir efeito. É preciso um programa de ação continuada, porque as medidas vão perdendo força. E aí
não adianta culpar a população pelo fato de 85% dos criadouros estarem nas residências.

Celso Granato, diretor clínico do Grupo Fleury, principal laboratório de medicina diagnóstica do país, também acredita que as ações
apresentadas não terão resultados tão cedo. Porém, antes tarde do que nunca.

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F Fa a cccc eeee b bo oo o kkkk FF aa bb oo oo T Tw wiiii tttt tttt eeee rrrr TT ww G o gggg llll eeee + + GG Go oo oo oo ++ E ma a iiii llll EE E---.m m m aa ENVIAR CORREÇÃO . mais de 21 países já foram afetados pelo zika vírus. na década de 1930. foram intensificadas ações de combate que conseguiram erradicar o vetor da doença. de acordo com o médico. O que se vê hoje é o contrário: se em um ano cai o número de casos de dengue. Reportagem do jornal Publimetro destaca que o clima árido do país contribui para manter o território a salvo. – Não há muito mais o que se fazer a não ser controlar os criadouros. que já soou no Brasil. Se pegarmos a história. Balanço Conforme o último boletim epidemiológico. já foram registrados 3. divulgado em 20 de janeiro. que só não deve se espalhar no Chile e no Canadá. o clima frio do Chile contribui para que o Aedes aegypti não se procrie.Litoral da Guiana Francesa está em alerta contra o Zika – Não se pode criar expectativa. onde não há o mosquito vetor. 224 tiveram confirmação de microcefalia.381 casos suspeitos de microcefalia. não devemos esperar que os efeitos apareçam tão rapidamente. A imprensa chilena reproduz o clima de tranquilidade.893 casos suspeitos de microcefalia no país. Considerando que os produtos não são tão diferentes. diretor clínico do Grupo Fleury. assim como no Canadá. o país fez a sua ¿tarefa de casa¿: após poucos registros de casos de dengue. Do total notificado. Chile e Canadá devem ficar livres O sinal. cinco deles confirmados para a relação com o zika. A falta de continuidade nas políticas de combate ao mosquito. o Brasil começou a combater o mosquito por causa da febre amarela e conseguiu resultados somente 30 anos mais tarde. todos na região Nordeste. Diante dos primeiros bons resultados. Provavelmente não teremos grandes impactos neste ano. Continuam em investigação 3. levantada por Nancy Bellei. a falta de imunidade contra a doença será um acelerador da disseminação do vírus. No total. é preciso que se intensifique ainda mais as medidas. no próximo se vê também uma redução das ações de combate – afirma Granato. são 49 óbitos por malformação congênita. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS). No entanto. por exemplo. De acordo com Celso Granato. e outros 282 foram descartados. Só que a tarefa exige continuidade. é de alerta para todo o continente americano – até agora. também é vista por Granato como a principal causa para o estágio "desesperador" a que se chegou. Mas é preciso começar o quanto antes – avalia.